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APRESENTAÇÃO

Este, é o número três de Espaço Mariano, no terceiro ano do seu início. É significativo para nós porque, além de percebermos como a “plantinha” está crescendo no tempo, em número e em colaboração também no conteúdo, neste folheto, os leitores/as, aprofundando o conhecimento sobre Maria através da criatividade de Irmã Monica, são convidados fazer a experiência de encontrar a “quarta folha” no Trevo, ou seja, aprender de Maria a arte do Seguimento do seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo! Como é bom ter mais uma vez a oportunidade de deter-nos na reflexão e na partilha, para exercitar a coragem da audácia, para arriscar-nos na arte do discipulado, no cotidiano onde Ele chama porque “está no meio de nós”. Por sua vez, Irmã Marcela, colabora com sua reflexão apresentando a beleza da dinâmica de seguimento apresentando-nos Jesus como nossa leveza! É Ele, de fato, que conduz à plenitude da vida, dá coragem aos discípulos e discípulas de cultivar atitudes construtivas e transformadoras e avançar com audácia. Além disso, Irmã Marcela, indica textos bíblicos para aprofundamento que ajudam a recuperar na nossa história a essencialidade e liberdade de Jesus, nossa leveza. Com este mesmo objetivo, a Comunidade de Irmãs do Centro de espiritualidade, atenta à vida que circulou no passado e continua falando nos tempos atuais, partilha alguns eventos significativos e motivadores de vida, isto é, a emanação do Decreto de Venerabilidade de duas Irmãs Servas de Maria Reparadoras: Madre Elisa Andreoli e Irmã Maria Dolores as quais nos deixaram como herança o exemplo de verdadeiras seguidoras de Jesus Cristo; a Beatificação de uma jovem, Cecília Eusepi, que viveu intensamente a espiritualidade da Família religiosa dos Servos e Servas de Santa Maria, deixando como testemunho especialmente para os/as jovens, sua “Paixão de cantar o Amor”; a participação acolhedora e orante na JMJ Rio 2013, de um jovem e de um grupo da Associação Nossa Senhora das Dores. Tudo isso motiva nossa caminhada do dia a dia, o fortalecimento na fé e no compromisso na transformação de um mundo melhor, segundo o sonho de Deus. A Redação

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Propomos nesta reflexão “Quem é esta mulher”, fazer a experiência da alegria de quem encontra um Trevo de quatro folhas, afirmando que é bom de mais! É certo, já descobrimos as três folhas: a judia, a esposa, a mãe. O que acham de compreender a seguidora? No entanto, estamos desacostumados/as a refletir, talvez até rezar, essa “quarta folha” a partir da conspiração de um aspecto experimentado por Maria de Nazaré e pelo Filho sempre amado e colaborador no processo pessoal da sua mãe, Maria. Falamos do aspecto sócio-político-religioso que integrava a partir de dentro “das entranhas”, todo judeu e toda judia. Seguidora, sem pretensão de modelo, mas arriscar, no dizer de Lucio Pinkus, no livro Maria di Nazaret fra storia e mito (cf. p. 5960): “Superar os estereótipos – modelo rígido que se aplica de forma uniforme a todos os indivíduos de uma sociedade ou grupo – que apresentam a mulher como a esposa submissa e fiel, como piedosa viúva, como alguém que se realiza somente no âmbito da casa. Percebe-se tudo isso, relacionado também à história existencial de Maria, consequência do fenômeno histórico de uma leitura machista/patriarcal. E isso, é uma calcificação da pessoa de Maria, pois dela se exalta as virtudes domésticas e a sua dedicação, sem ter em conta seu caminho pessoal e desse caminho, sua escolha”. Além dessa iluminação, é necessário arriscar passos para encontrar essa “quarta folha”, a seguidora, trilhando um caminho de percepção de quem Maria foi, do seu modo de ser e também através da lembrança, da importância: => da Torá, é ela quem dá a tônica, o ritmo do seguimento. Praticar

a fé em Javé, através da observância da Lei e dos profetas, dos ritos que caracterizam a fidelidade do seu povo, isto é, visitar Jerusalém uma vez ao ano, ouvir na Sinagoga a proclamação das Maravilhas operadas por Javé no seu povo, recitar os Salmos. Pautar a vida nos ensinamentos dos livros sapienciais, acalentar a esperança da vinda do Messias que iria libertar seu povo e de ser a mãe desse Messias esperado, como toda judia. Era assim, e muito mais a vida dessa judia seguidora. Pensá-la a partir das apresentações anteriores ao Concílio Vaticano II, onde a colocavam num nível superior, quase numa potência intermediária entre nós e Deus, nos afastaram dela. Essa cristalização foi superada com as reflexões teológicas de pensadores e pensadoras cuja proposta nos aproxima de um jeito mariano que vai à procura “... chegaram então sua mãe e seus irmãos...” (Mc 3,31), ela que continua perto, em companhia “... Jesus desceu a Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos” (Jo 5,12). Portanto, assemelha-se a nós, seguidores e seguidoras em busca do Filho, e na companhia d’Ele com os irmãos e irmãs. Então, temos um segundo arriscar nossos passos, nesse processo de descobrir Maria. Agora seguidora não mais da Torá, mas... do Filho “causa de contradição” (Lc 2,34), que re-interpreta os ensinamentos, a Torá, e propõe: “eu, porém vos digo” (Mt 5, 22.28.32). É Ele, o Rabi diferente que envolve homens, mulheres, doentes, endemoniados, a samaritana, Nicodemos (doutor da Lei), cobrador de impostos, crianças, o centurião, toda a classe oprimida. Ele é o fruto do seu ventre, de Maria, cuja necessidade de ser educado na Tradição recebida do pai Joaquim e da mãe Ana (seus avós), precisava ser mantida. Esse homem adulto lhe indicara o “modo” de ser, no dizer do poeta “a primeira cristã” (Canção do Pe. Zezinho). Esse filho contraditório, porque sabe interpretar política e socialmente o que acontece no seu tempo, também é seguidor. Pois está situado num ambiente de “Espiritualidade do Templo”, afirmação de Orides Bernardino, membro do CEBI de Santa Catarina, no subsídio: Casa, acolhida e libertação para as primeiras comunidades. Esta Espiritualidade do Templo, Jesus percebe e rompe; substitui pela casa. Rompe também com a lógica

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I QUEM É MINHA MÃE (Mc 3,33) MARIA, A SEGUIDORA


do altar de sacrifício, da oferenda de carnes sobre o altar; substitui pelo vinho e pelo pão partilhado; a casa de Deus não pode reproduzir a casa de Cesar, o imperador opressor. Então, o Mestre, que fala às multidões, cria uma estratégia de consciência da pessoa, a desmistificação da religião e de seus responsáveis. Tinha claro que não podia mudar a estrutura imperial, mas sabia que podia mudar as relações a partir de si, em seu entorno (cf. Livro citado, p. 21). Maria vivia essa espiritualidade do Templo, pois era co-cidadã do Filho, como tantos membros da família judaica. Mas, entra no processo de aprender a nova Espiritualidade da Casa! Aprende e/ou Confirma? Talvez aprendeu sim, pois seu Filho fala e faz maravilhas para seu povo, e ela o acompanha “guardando no coração” o que ouve, o que testemunha. Por outro lado, ela confirma os ensinamentos dados a ele quando ainda era criança/adolescente, pois se aprende o sentido da vida na casa paterna/materna. Ele aprendeu a espiritualidade do tribalismo que coloca a misericórdia acima da lei, solidariedade acima do sacrifício, a vida mais que o Templo (cf. Livro citado, p. 18). Re-voltar a essa espiritualidade do tribalismo, ou seja, do clã, do povo de Deus, para Maria, aconteceu seguindo seu Filho, ela é a seguidora da Boa Nova, sempre antiga e sempre nova. A “quarta folha” nasce de assimilar e passar do “velho amor – Torá”, para o novo e Definitivo Amor – povo organizado e baseado em novas relações de irmandade e serviço, de um poder participativo, partilhado de modo que cada pessoa desenvolva sua cidadania (cf. Livro citado, p. 21). => para pensar um pouco e partilhar muito <= Que tal refletir, talvez até rezar, essa “quarta folha” a seguidora, a partir da integração do aspecto sóciopolítico-religioso que existia “nas entranhas”, de cada judeu e judia? Aspecto experimentado por Maria de Nazaré e pelo Filho sempre amado e colaborador no processo pessoal da sua mãe? Ir. Maria Monica Gomes Coutinho, smr Rio de Janeiro

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II JESUS, A NOSSA LEVEZA

Nos últimos anos muito se tem escrito sobre a necessidade de tornarmos mais leves as nossas instituições: familiares, eclesiais, de Congregações religiosas, sociais, políticas, econômicas, de assumirmos propostas mais coerentes com a vocação que Deus concedeu a cada pessoa para darmos respostas mais proféticas em face de uma sociedade pós-moderna. Porém, é necessário reconhecer que fizemos um caminho histórico, tanto na Igreja, como nas comunidades cristãs, e na sociedade de modo geral, que muito nos distanciaram desse objetivo. Multiplicamos as estruturas e nos encontramos para “fazer coisas”. O mundo, com características de autismo, no qual a Igreja é inserida vive e impede de atualizar na histórica os apelos do Evangelho em resposta às interrogações dos homens e mulheres de hoje. Na certeza que não importam as perguntas, Deus é a única resposta para a saga humana em busca do sentido de viver! (Vale a pena assistir ao filme de Maria Madalena). Ao longo dos anos, inventamos estruturas piramidais com o poder sendo exercido não colegialmente, em lugar das comunidades circulares do início da nossa fé. Perdemos a espontaneidade da fraternidade. Deixamos de ser irmãos e irmãs uns/umas dos outros para assumirmos lugares e posturas de seres superiores. A vida religiosa, paradoxalmente, nasce dentro do contexto histórico de um cristianismo que começa a ser muito estruturado. De fato, com a “conversão” de Constantino o cristianismo muda. As comunidades cristãs, que antes sofriam perseguições, perigos e exclusões, passam a viver no meio de privilégios, porque passa a ser a religião do Estado. Nós bem sabemos que em todos os níveis, seja aquele político como aquele social, passar da minoria a ser maioria é algo que transforma a vida das pessoas e de qualquer instituição. No entanto, existiram algumas pessoas que, dentro desta história bem concreta, intuíram que este não era o sonho de Deus, a boa 5


nova iniciada por Jesus. Estas pessoas começaram um caminho alternativo àquele vigente, onde era possível viver simplesmente e radicalmente o Evangelho como ele é, enquanto para muitos cristãos parecia que para viver o Evangelho se necessitava ter muitas coisas. Eram homens e mulheres do povo e o sonho que eles tinham, nós hoje chamamos de Vida Religiosa, e é o sonho da reconstrução da harmonia, da circularidade, das relações a partir do Evangelho. Não nascemos com a intenção de separar ou dominar. Mas, a vida religiosa nasceu, vocacionalmente, como busca de vida, e se é assim, cada projeto na vida religiosa nasce em volta de sonhos “vitais”, de liberdade. Cada pessoa deveria se responder à grande pergunta existencial: O que desejo da vida? O que quero para mim e quem dá sentido ao meu viver e aos que caminham junto ao encontro definitivo com Deus? Para nós, pessoas cristãs do terceiro milênio, é interessante repensar a nossa história e repensá-la com coragem, ousadia, para reconquistarmos a nossa vocação profética na história e reencontrarmos a nossa leveza, deixando para trás a tentação do poder, da arrogância do egocentrismo em nossas vidas, do individualismo, da busca desenfreada de sermos eficientes e reconhecidos/as pelo que temos e não pelo que somos. Devemos voltar ao Evangelho, onde Jesus é a nossa bússola, a nossa leveza. Jesus vivo e Ressuscitado, é, e lá onde deixou de ser, deve voltar a ser o centro da nossa vida, das nossas comunidades cristãs e religiosas, de toda humanidade. É ao redor d’Ele que nós nos estruturamos e é d’Ele que recebemos a vida que a anima e que nos permite enfrentar as dificuldades. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos comunidades de irmãos e irmãs, visando o bem comum e colocando o melhor para que todos tenham vida em abundância, como Jesus fez com seu jeito diferente de se relacionar e dar valor à vida humana. A essencialidade e a liberdade de Jesus (cf Lc 4,18-21; Fl 2,5-11; Hb 2,14-18; Lc 19,1-10) nos ajudarão a recuperar, na nossa história 6

pessoal e institucional, a vida. Desta forma, perguntamo-nos quais são hoje os espaços da vida, que tipo e dinâmica de vida desejamos viver e deixar para as futuras gerações? Devemos voltar a sonhar juntos/as com um profundo projeto de vida, pelo qual nos permita ser o que somos, e deixar de lado o que não é essencial e nem fundamental. Hoje, mais o que nunca, esta “é uma travessia que exige despojamento das certezas e seguranças, para dar lugar ao novo, que deve ser desprovido de interesses e ambições por poder, e ter por único alicerce Deus, que conduziu e continua conduzindo a história até os dias atuais” (cf Fl 2,5; DA 543). Uma pessoa rica tem muita dificuldade de estar ou ir ao encontro das pessoas, de pensar e agir em perspectivas diferentes. Uma pessoa que se considera poderosa se distancia da sua essência: ser testemunha do Deus revelado por Jesus. Quando se dá conta de quebrar velhas estruturas com a conversão pessoal geramos novas relações, sentimos e agimos como irmãos e irmãs; sem dominadores e dominados. Contrariamente, quando não damos conta de mudanças estruturais temos muita dificuldade em ser leves, missionárias/os, proféticas/os. Pois, uma relação intimista nos impede de sermos místicos/as e de viver a fraternidade. Não tenhamos medo! Avancemos com coragem e ousadia! O Mistério Pascal propicia para revermos nossos esquemas, nossos critérios e reinventarmos a nossa maneira de ser nessa realidade que nos interpela. A Ressurreição nos dá a esperança que brota da presença de Cristo, que veio para sempre, será sempre o nosso companheiro de viagem (cf Lc 24,13-35), será sempre a luz dos nossos dias, a coragem do nosso viver (cf Jo 20,19-31). Não devemos, nunca, esquecer esta realidade. Para reflexão pessoal e comunitária: 1. Qual tem sido o seu projeto de vida? Tem ajudado a deixar de lado o que não é essencial e fundamental, para assumir o que dá sentido e maior dinamismo na vida pessoal, comunitária e à missão? 2. Como conseguir concretamente articular nas nossas famílias, comunidades, um estilo de vida que nos permita sermos mais leves e proféticos/as? Irmã Marcela Candido Batista, uscm Volta Redonda – Rio de Janeiro

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III EVENTOS GERADORES DE VIDA

Através do Espaço Mariano, temos a alegria e muita gratidão ao “Bom Deus” como Madre Elisa Andreoli gostava de chamá-Lo, espaço para partilhar com os leitores e leitoras, alguns eventos da Igreja e da nossa Família Religiosa, que dão sentido à vida e iluminam nossa caminhada de discípulos e discípulas de Jesus Cristo:

♣ Decreto de Venerabilidade Significa o reconhecimento por parte da Igreja, das virtudes vividas e testemunhadas por Madre Elisa Andreoli (1861-1935), fundadora das Irmãs Servas de Maria Reparadoras, através da emanação do Decreto de Venerabilidade publicado no dia 16 de novembro de 2010, Cidade do Vaticano, Roma, Itália. Madre Elisa Andreoli foi e continua sendo para nós exemplo de mulher que ama a Deus, a sua e nossa Mãe, Maria; mulher atenta e solícita que percebe as necessidades das pessoas; mulher apaixonada por Deus e pela humanidade. Entre tantos outros anseios do seu coração, ressaltamos este que suscita em nós um forte apelo: “Sinto meu coração arder de vivo reconhecimento pelo meu Senhor Jesus Cristo. Desejo que Ele seja amado e servido por milhões de corações”. Assim seja! ♣ Decreto de Venerabilidade O reconhecimento da Igreja, das virtudes vividas e testemunhadas por Irmã Maria Dolores Inglese (1866-1928), Serva de Maria Reparadora, com a emanação do Decreto que seja Venerada, publicado no dia 02 de dezembro de 2011, Cidade do Vaticano, Roma, Itália. Maria Inglese, como religiosa, Irmã Maria Dolores Inglese, desde jovem nutriu profundo amor à Maria Santíssima e seu Filho Jesus. Ela sempre quis fazer alguma coisa a mais que agradasse a Deus, 8

“fazer o bem” ao mundo, à sociedade. Para isto, Maria Inglese foi aconselhada a procurar Elisa Andreoli, fundadora das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Depois deste encontro, escreveu em sua Autobiografia: “Animada diante da cortesia de Madre Elisa Andreoli, lhe manifestei por inteiro o quanto tinha no coração a respeito da Obra reparadora...”. Para promover sempre mais a devoção a Nossa Senhora e a reparação, Maria Inglese, deu início, em 1899, à elaboração de um pequeno subsídio intitulado “Como é bondosa Maria!”, existente ainda hoje como Revista mariana, intitulada “Riparazione Mariana”, cuja sede continua em Rovigo – Itália, local onde este subsídio teve origem. A seu tempo, assim testemunha Elisa: “Irmã Maria Dolores distribuía medalhas, quadrinhos, imagens, cartões ilustrados de Maria, sua predileta Mãe. Não sabia mais o que inventar para torná-La amada e honrada por todos” (SMR, Coletânea de Documentos, p. 442). A equipe que assessora o Centro de espiritualidade Maria Mãe da Vida, querendo dar continuidade à iniciativa de Irmã Dolores, em 2010, deu início ao subsídio “Espaço Mariano”, a fim de promover uma formação mariana atualizada, aprofundar a proposta do seguimento de Jesus Cristo, e transmitir a riqueza da espiritualidade da Família religiosa das Servas de Maria Reparadoras. ♣ Beatificação. A Celebração da Beatificação de uma jovem, Cecília Eusepi, (1910-1928), Serva de Maria que aos doze anos de idade, assumiu o compromisso de viver a espiritualidade mariana no estilo dos Servos e Servas de Santa Maria, ocorreu em Nepi, Itália, no dia 17 de junho de 2012. Seu Lema: “A Minha paixão é cantar o Amor”, orientou e deu sentido à sua breve, mas intensa vida! Por ocasião de sua Beatificação, o grupo de Pastoral da Juventude de sua cidade natal, compôs a seguinte oração: 9


“Obrigada/o, Senhor, por conceder percebermos, através do testemunho de Cecília Eusepi, que não existe limites de idade para descobrir que o Amor pode ser valorizado, vivenciado, admirado, e cantado. É o dom do amor que mais temos necessidade para sentirmonos vivos/as, valorizar sempre e apesar de tudo a vida como o maior bem que recebemos. Acende a nossa fé para que possamos florescer e fazer brilhar os valores da juventude, através das jovens e dos jovens; que a Beatificação desta irmã, abre o segredo novo e antigo da verdadeira liberdade e da alegria. Concede à Pastoral das Juventudes, despertar nos corações o desejo de mergulhar no Mistério profundo de Teu amor e acenda nas nossas comunidades, a esperança de uma Igreja sempre mais viva e mais bela: comprometida com os mais pobres através da solidariedade. Amém”.

Espírito que, com a adesão entusiasta de muitos juntamente ao medo de outros, aos poucos, o vento e o fogo vai encontrando espaço, as portas vão se abrindo e assim vai acontecendo a efusão do Espírito de Deus sobre cada realidade e cada pessoa que se prepara para tal celebração. Um jovem estudante que se prepara para este evento assim se expressa: “Penso na importância da Jornada Mundial da Juventude que vai acontecer no Brasil. Penso na responsabilidade do nosso País em sediar a JMJ 2013, onde jovens do mundo virão para cá fazer esta experiência de alegria e de fé, conhecer a beleza natural e as qualidades que temos como povo. É um acontecimento que nos envolve nesta dinâmica celebrativa e nesta experiência mútua. Por um lado, é uma oportunidade do Brasil se tornar internacionalmente conhecido e, por outro, o mais importante, vai ser um momento proporcionador para reacender a chama dos jovens no seguimento de Jesus Cristo e de ampliar um caminho de partilha de vida.

Pastoral Juvenil, Cività Castellana – Itália.

Ruan Carlos Chaves de Oliveira Grupo: Jovens seguidores de Cristo Teresina – Piauí

♣ Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

Chamou-nos a atenção e acreditamos que seja realmente assim, o que um participante de outras Jornadas Mundiais, sentiu, viveu e testemunha: As Jornadas Mundiais da Juventude é a experiência da ação do Espírito Santo. No relato de Lucas, vemos como uma profusão de povos, etnias e línguas diversas se unirem naquela manhã ao redor dos Apóstolos que, sob a efusão do Espírito, escancararam as portas do Cenáculo. Antes estavam trancadas temendo perseguições; agora, destemidos, proclamavam Jesus como Salvador e Senhor. Ao longo destes anos e participando de tantas Jornadas, sempre me surpreendi com a diversidade de costumes e culturas, sem falar no colorido das bandeiras de Países e cidades do mundo que se congregam, se encontram para celebrar a mesma fé comum (cf Arquidiocese do Rio de Janeiro, A Missa, Ano B, nº 34, 27.05.2012). Acreditamos que a JMJ Rio 2013, continue sendo um evento do

No Espaço Mariano anterior, os leitores foram convidados a usar a própria criatividade para se inserir em alguma iniciativa em relação à JMJ Rio 2013. Alguns membros da Associação Nossa Senhora das Dores (ANSD), inspirados em Maria, mulher solícita e atenta que solicita do Filho, Jesus, que não falte o “bom vinho na festa da vida”, já estão se inscrevendo como voluntários neste grande evento eclesial, a fim de participar e dar a própria colaboração. Alguns, com a atitude orante de Maria, elaboraram uma oração para que esta Mãe acompanhe e proteja com sua presença discreta e atuante junto a cada jovem que de algum modo participará da JMJ Rio 2013: Oração a Nossa Senhora das Dores JMJ Rio/2013 Maria, Senhora das Dores, Mãe de Jesus e nossa Mãe, que aos pés da cruz contemplaste o mistério da Redenção, Morte e Ressurreição do teu amado Filho, vimos pedir a tua proteção e

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auxílio. A dor que suportaste pela espada transpassada em teu coração, expressa as dores de muitos irmãos e irmãs que perderam seus entes queridos ainda jovens, pelas drogas, corrupção e violência. Olha misericordiosamente para os filhos e filhas que recebestes através do SIM, na Anunciação até a Cruz de teu Filho. Conduza-nos a torná-Lo “conhecido e amado” participando com fé e amor da Jornada Mundial da Juventude. Seja este um momento forte de comunhão com a Igreja e com todos os povos, diante da Cruz do Filho Amado e do teu Ícone, fazendo memória de tua participação com Ele no Plano da Redenção. Mãe, obrigado/a pelo caminho de tua presença amiga e acolhedora, e no decorrer deste encontro, seja para nós aconchego, dando-nos coragem na caminhada do dia a dia, fortalecimento na fé e no compromisso da transformação sócio-político-econômico, religiosa, no mundo que vivemos, afim de que as dores, lutas e dificuldades do caminho, se convertam em alegrias e conquistas do bem querer nas relações humanizadoras. Que seja assim por toda eternidade. Amém. ANSD, Grupo local Maria Mãe da Graça Campo Grande – Rio de Janeiro

Podemos como Maria, a seguidora do Filho, proclamar como o Senhor continua fazendo maravilhas porque, com ela, descobrimos a “quarta folha” do Trevo, o jeito de sermos seguidores e seguidoras de Jesus Cristo, sentido e fundamento do nosso ser pessoa. Por sua vez, o Filho amado nos conduz, com leveza, pelo caminho da vida em abundância, abre-nos aos sinais da história e aos eventos que se apresentam, suscita em nós a disponibilidade, a dimensão da acolhida, torna-nos colaboradoras e colaboradores na gestação do bem querer o qual faz com que nossas relações sejam mais humanizadas e, portanto, humanizadoras. Comunidade SMR Centro de espiritualidade Maria Mãe da Vida Campo Grande – Rio de Janeiro

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Espaço Mariano nº 3 - ano 3