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Boletim Informativo

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nº 40 - Maio - 2015

ÍNDICE - Editorial - Exame Final da Especialidade de Medicina Interna - Participação da CSE no XVIIIº Congresso da SPCI - Novas Instalações Departamento de Ginecologia-Obstetrícia - A Família, a Escola e a Educação para a Dignidade e Cidadania - Como Fazer uma Boa Leitura em Público - O que é o Autismo? - Mais uma Obra de Atul Gawande - Ser Mortal - Factores para uma leitura proveitosa - Comunicado Interno - Pré-inscrições para a Creche “Nova Esperança” - Homenagem à Enf.ª Guiomar


EDITORIAL

A

Crise Económica e Financeira resultante, no nosso País, da

5 – Formação

queda do preço do petróleo reflecte-se, igualmente, na Vida da

As acções de formação não foram interrompidas e os calendários

Clínica Sagrada Esperança.

foram revistos. Os exames finais da formação em gestão (FOGUS) e a

No entanto, a realidade é esta: verificamos que a primeira metade de

especialização em Saúde Ocupacional estão a decorrer conforme a

2015 já decorreu e que a Clínica não parou nem pode parar. As grandes

planificação; o número de internos de especialidade aumentou, quer no

dificuldades sentidas são uma oportunidade para reflectirmos sobre o

País quer no exterior.

que foi alcançado de positivo no primeiro semestre e sobre os principais

6 – Parcerias

desafios que teremos de enfrentar nos próximos meses do corrente ano.

As negociações para o envolvimento de outras parcerias em Cabinda,

Assim:

Soyo e Talatona tiveram o seu termo com êxito e, por isso, ao longo

A – Aspectos fundamentais resolvidos e ou geridos no primeiro semestre de 2015. 1 – Compromissos face aos trabalhadores, fornecedores e encargos fiscais

dos próximos meses novas decisões serão tomadas para garantir um processo mais acelerado desses projectos. Também os projectos do Lubango, Moxico e Cunene têm o desenvolvimento programado. 7 – Clientes

Apesar do não cumprimento rigoroso de todas as datas, as

Apesar da crise, os nossos Clientes continuam a recorrer diariamente

obrigações da Instituição para com os trabalhadores foram satisfeitas na

aos serviços da Clínica, quer em número de doentes atendidos quer em

totalidade em termos de salários; os honorários têm vindo a ser pagos

número de actos realizados, tem sido registada uma certa estabilidade,

com alguns prazos superiores ao desejado. Os compromissos para com

com variações de mais ou menos 10% em relação aos valores de igual

os fornecedores têm vindo a ser observados, de forma geral. Também

período do ano anterior.

conseguimos honrar, perante as entidades competentes, as obrigações

8 – Aspectos organizativos e de regulamentação

relativas à Segurança Social, impostos e outros encargos.

Os processos organizativos e de regulamentação, iniciados durante

2 – Encerramento de Contas

o ano passado, estão praticamente concluídos ao nível estratégico da

Foi efectuado o encerramento das Contas de 2014 nos prazos

Instituição; neste momento, decorre a fase importante de reorganização

estabelecidos, com resultados positivos, assim como a regularização dos

e implantação dos suportes a nível intermédio e operacional.

impostos devidos - o que permite ter alguma esperança no progressivo desenvolvimento e crescimento da nossa Instituição. 3 – Obras de ampliação na Sede e em Talatona Com outro ritmo, as obras não pararam; com uma calendarização

B – Aspectos Fundamentais não totalmente resolvidos, com Reflexos na Clínica Sagrada Esperança 1 – Pagamentos ao exterior

redimensionada, serão levadas a cabo de forma a continuar a manter

Embora nas últimas semanas se tenham registado algumas respostas

a CSE numa posição competitiva para ultrapassar os desafios que se

positivas em relação a pagamentos ao exterior, continua a ser nossa

colocam. Concluir as unidades de oncologia, de saúde ocupacional,

preocupação: (i) garantir os prémios dos nossos especialistas fora do

de gastrenterologia e oftalmologia, a nova zona de maternidade, a

País, (ii) cumprir as nossas obrigações para com as instituições que nos

renovação da UCI, para além da creche e refeitório dos trabalhadores,

prestam apoio na formação, na prestação de cuidados médicos a doentes

são acções a realizar em 2015. Devido às dificuldades que se adivinham, o

enviados para o exterior e pagamentos devidos aos nossos fornecedores

edifício número um e a área de serviços de Talatona serão concluídos até

externos.

ao final de 2016, dada a pressão assistencial que se verifica nesta unidade. 4 – Qualidade assistencial

2 – Sistemas de informação e comunicações Não obstante o elevado investimento realizado ao longo dos anos,

A qualidade assistencial continua a ser um dos nossos pilares

as instituições com quem temos trabalhado não têm ainda asseguradas

de referência. As auditorias foram realizadas, os resultados são

e normalizadas as condições que permitam dispor de uma rede de

prometedores. Realça-se que os primeiros testes realizados no

comunicações e de transmissão de dados que suportem a tomada de

serviço de Fisioterapia rumo à certificação obtiveram parecer positivo;

decisões segundo níveis de oportunidade e fiabilidade.

menciona-se que o Centro de Formação, já acreditado, foi recentemente

3. – Processo de graduação em Ciências da Saúde

objecto de reavaliação, com êxito. Outros departamentos e outros

A formação de quadros de enfermagem e de outras especialidades das

serviços continuam a posicionar-se para atingir, nos próximos meses, os

Ciências da Saúde continua a ser uma das principais necessidades da CSE.

objectivos traçados em matéria de certificação: UCI, Medicina Dentária,

Só o atendimento técnico-científico e a humanização autêntica do cuidado

Laboratório, Direcção de Gestão de Competências e outros.

aos doentes internados, de ambulatório ou nas diversas áreas assistenciais possibilitam a sua segurança, qualidade e a dignificação da Clínica.

2


B.I. nº40 - Maio 2015 4. – Compromissos para com os Clientes

devem continuar a merecer a atenção de todos nós.

O Doente que procura a Clínica e seus familiares directos deverão

2. ª – Melhorar os custos de produção e, para tanto, um vasto

continuar a merecer toda a nossa atenção. Enquanto os prestadores

conjunto de medidas em curso devem ser concluídas com urgência,

(médicos, enfermeiros, técnicos e administrativos) não considerarem que

designadamente:

devem resolver os problemas do seu doente como gostariam que fossem

a) Conclusão da definição do vínculo laboral de todo os efectivos da

resolvidos os de sua mãe, filhos e outros entes queridos, estaremos

Instituição, de forma a constituir, com base nas normas internacionais e

longe da nossa visão estratégica que consiste em actuar com Qualidade,

na experiência adquirida pela Clínica, equipas de trabalho capacitadas,

Segurança, Humanização e Satisfação, considerando o Doente no centro

disponíveis, motivadas e coesas em todas as áreas e serviços.

de todas as atenções, em que tudo o que seja feito contribui para a melhoria do estado de saúde de quem procura o nosso apoio. 5 – Harmonização do vínculo laboral e dos horários de trabalho O imperativo ético da Clínica é o atendimento personalizado, humanizado e mais seguro a cada doente. O corpo de prestadores da

b) Conclusão da revisão e actualização da documentação-base da organização e do funcionamento de todas as estruturas da Clínica. c) Ajustamento dos diferentes horários para que os prestadores estejam sempre disponíveis para o atendimento dos doentes, em especial nos momentos de maior fluxo.

Clínica deve assistir à evolução do quadro clínico dos seus doentes.

d) Desenvolvimento de todo o sistema de informação e informática

Estes profissionais deverão ter real disponibilidade para a função que

de forma a implantar novas e necessárias ferramentas que possibilitem

se propõem assumir e a Clínica será, cada vez menos, o seu segundo ou

a eficácia dos serviços. A utilização dos recursos existentes por parte

terceiro emprego. O fluxo e as necessidades dos doentes serão o ponto de

dos prestadores será cada vez mais uma obrigação rumo à supressão

partida para a composição das distintas equipas de trabalho, organização

progressiva de métodos e formas de registo já ultrapassadas.

e aplicação dos respectivos procedimentos, escalas de serviço e horários

e) Controlo rigoroso das regras estabelecidas relativamente à

a cumprir. O prestador de cuidados deve, sempre, servir o doente, e não

atribuição de prémios, pontualidade, assiduidade e produtividade de

servir-se do doente, da sua família ou empresa responsável pelo mesmo.

cada trabalhador no seu horário laboral.

6 – Financiamentos Tendo em conta o elevado número de doentes que acorrem aos nossos serviços, a CSE, tem urgência em crescer, não só em instalações

f) Cumprimento escrupuloso do que está estabelecido na lei laboral no que respeita aos direitos e deveres de cada trabalhador, em especial quanto à segurança, higiene no trabalho e prevenção do risco.

como na diferenciação de algumas delas. A estratégia existe, as linhas

g) Reforço da qualidade dos cuidados primários de saúde prestados

mestras estão traçadas. O grande desafio continua a ser o de se encontrar

aos trabalhadores da Instituição e aos seus familiares directos, dando

um processo de financiamento que, pelos seus encargos, não seja

cumprimento exacto ao estabelecido no Subsistema de Saúde da

demasiado penalizante e não venha a tornar todo o processo assistencial

Empresa e no Regulamento do Centro Médico dos Trabalhadores.

dispendioso e inviável.

Conclusões: C – Desafios face à Situação A Clínica Sagrada Esperança vai continuar a viver grandes desafios: (i) prestar cuidados de saúde com dignidade, qualidade, humanização e

1 - Os nossos doentes são a razão da existência da nossa Instituição e, por isso, é para eles que devem ser encaminhadas todas as nossas capacidades e competências.

segurança; (ii) honrar os seus compromissos económicos e financeiros;

2 - Os Trabalhadores da Clínica, em particular chefias / líderes, serão

(iii) fortalecer a sua equipa de trabalho, sendo exigível maior eficiência

os responsáveis pelos êxitos ou fracassos da Instituição, e, como tal, o

na sua produção, aumentar a produtividade dos diversos serviços e (iv)

Conselho de Gerência, continuará, dentro das possibilidades existentes,

reduzir custos nas áreas em que existe notório desperdício de recursos

a investir na formação e superação das mesmas.

para, assim, obter os objectivos definidos e programados. Podemos, então, concluir que duas grandes medidas complementares exigem intervenção prudente e de rigor: 1.ª – Aperfeiçoar continuamente a qualidade rumo à certificação

3 – A Clínica assumiu compromissos económicos e financeiros face a terceiros: prestadores de serviços, fornecedores, formadores, instituições estatais e outras. Como tal, tudo continuara a ser feito para se dar cumprimento a essas obrigações contratuais.

dos serviços que prestam cuidados aos nossos clientes para que os

4 - As acções de formação em serviço, de superação, especialização

mesmos continuem a escolher e a referenciar a nossa Instituição como

ou outras, incluindo as de avaliação de desempenho, continuarão a ser

prioritária, por ser segura e fiável na resolução dos seus problemas de

uma actividade fundamental para o crescimento sustentável da CSE.

saúde. Para tanto, a redução dos tempos de espera, a prestação de

O Conselho de Gerência

informações correctas, a cortesia no atendimento, a manutenção de

Luanda, Maio de 2015

preços concorrenciais e a real resolução dos problemas dos doentes

3


EXAME FINAL DA ESPECIALIDADE DE MEDICINA INTERNA

R

ealizou-se, nos dias 14 e 15 de Maio de 2015, sob tutela do Conselho Nacional de Especialização e Pós-Graduação em

Ciências Médicas, na Clínica Sagrada Esperança, o Exame Final de Especialidade da Dra. Gizela Mabuku Silva Manuel. O exame foi constituído pelas seguintes partes:

PARTE 1 - Dia 14 de Maio de 2015 - Colheita de história clínica de um doente, à beira do leito. - Entrega do relatório ao Júri, que o colocou em envelope selado e o assinou.

PARTE 2 - Dia 15 de Maio de 2015 Constituída por 3 provas: 1. PROVA PRÁTICA:

(0-5 valores)

Discussão do relatório elaborado sobre o doente, com

O Júri foi constituído por: Presidente: Dr. Afonso Wete – Especialista em Medicina Interna

particular atenção a:

e Director Geral do Hospital Sanatório de Luanda

-Anamnese/Exame físico

Vogal 1: Dra. Maria Manuela da Silva Cruz Neto, Especialista em

-Hipóteses diagnósticas e sua discussão.

Medicina Interna e Chefe do Departamento Médico

-Elaboração justificada de uma lista de exames

da Clínica Sagrada Esperança.

complementares necessários ao esclarecimento da situação

Vogal 2: Dra. Maria Luísa Mesquita Wandeschneider,

clínica. -Diagnóstico

Especialista em Medicina Interna e Assistente de mais

provável,

plano

terapêutico,

Medicina Interna no Hospital Distrital de Santarém.

prognóstico e plano de seguimento. 2. PROVA DE DISCUSSÃO CURRICULAR

(0-10 valores)

Avaliação das classificações anuais obtidas ao longo da formação da candidata. Descrição e análise do trabalho realizado, no Internamento, na Consulta Externa e no Serviço

A avaliação final foi de 18 valores, 1.PROVA PRÁTICA - Organização da História Clínica e sua Discussão

4 valores

2.PROVA DE DISCUSSÃO CURRICULAR - Apresentação geral do

de Urgência (número de doentes e patologias) e contributo

Curriculum Vitae

9 valores

individual para a inovação do Serviço. Frequência de Cursos

3.PROVA TEÓRICA Respostas ao Júri

5 valores

com interesse formativo e sujeitos a avaliação final. Trabalhos escritos ou comunicados no âmbito do Serviço. 3. PROVA TEÓRICA

(0-5 valores)

Cada elemento do Júri propôs à candidata a escolha de dois grandes temas da prática clínica da Medicina Interna, que a candidata desenvolveu, seguida de interrogatório livre.

Este exame representa a fim de uma longa fase de trabalho e dedicação que só foi possível graças ao envolvimento de várias entidade, que cumprimentamos e agradecemos: À Clínica Sagrada Esperança, a quem agradecemos em especial ao Conselho de Gerência, à Direcção de Formação, Pós-Graduação e Investigação, ao Serviço de Medicina Interna e ao Centro de Formação. Ao Hospital Distrital de Santarém, em particular ao Presidente do Conselho de Administração, Dr. José Rianço Josué, à Direcção do Internato Médico e ao Serviço de Medicina Interna. Aos nossos consultores, Drs. Paulo e Conceição Salgado Ao Conselho Nacional de Especialização e Pós-Graduação em Ciências Médicas, em particular ao seu Presidente, Dr. Jorge Dupret. Aos Bastonários da Ordem dos Médicos de Angola e de Portugal. Aos orientadores de formação. À Associação dos Internos da CSE. Desejamos à nova especialista as maiores felicidades profissionais e pessoais.

4


B.I. nº40 - Maio 2015

PARTICIPAÇÃO DA CSE NO XVIIIº CONGRESSO DA SPCI

N

os dias 10, 11 e 12 de Maio deste ano realizou-se em Lisboa, organizado pela Sociedade Portuguesa de

Em devido tempo, os resumos dos 3 trabalhos que

Cuidados Intensivos, o XVIII Congresso Nacional de Medicina

pretendiam apresentar foram enviados e viram aprovada a sua

Intensiva, em que a Clínica Sagrada Esperança participou com

comparência.

a apresentação de 3 trabalhos de investigação. Vejamos que trabalhos mereceram a aprovação e as equipas neles envolvidas: 1.O QUE DIZEM OS FAMILIARES DOS DOENTES ADMITIDOS NUMA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS? (Apresentado como Poster) Autores: E Tomás, E Filipe, E Viegas, C Delfin, G Ramos Apresentador: Esmael Tomás 2.EVENTOS ADVERSOS NUMA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS (Apresentado como Poster) Autores: Joel Catembula, E Tomás, E Pinto, E Filipe, E Viegas, C Delfin, G Ramos Apresentador: Esmael Tomás 3.IMPACTO DA FISIOTERAPIA EM INDICADORES DE QUALIDADE DE DOENTES CRÍTICOS (Apresentado como Comunicação oral livre) Autores: Neusa Silva, E Tomás, A Escoval Apresentador: Neusa Paula Baptista Silva

Pelo facto, o Boletim Informativo gostaria de felicitar os elementos envolvidos nesta participação. Parabéns!

5


DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA-OBSTETRÍCIA NOVAS INSTALAÇÕES CSE

C

om vista a atender os doentes de forma personalizada e humanizada e para optimizar o processo de assistência, promovendo maior bem-estar, conforto

e segurança para os doentes e seus familiares, profissionais da saúde e visitantes, o

Constituição do Departamento de Ginecologia-Obstetrícia:

Departamento de Ginecologia-Obstetrícia da CSE inaugurou este mês as suas novas instalações.

Chefe do Serviço: Prof. Dra. Ana Van-Dúnem

A área conta com espaços climatizados e aconchegantes, com uma sala de espera, recepção, 18 camas, 3 marquesas para o parto e 3 para o pré-parto. Enfermeira Chefe: Enf.ª Maria Resende Adão

Secretária Clínica: Luzia Neto

6

Enfermeira:

Enfermeira:

Enfermeira:

Maria Correia

Ana Domingos

Elizabeth Jorge


B.I. nº40 - Maio 2015

A FAMÍLIA, A ESCOLA E A EDUCAÇÃO PARA A DIGNIDADE E CIDADANIA

A

Família foi, é, e cremos que

O que se aprende na infância, no

Ora neste aspecto educacional tão

continuará a ser, a base da

seio da Família, bom ou mau, fica para

importante é censurar o mal feito como

sociedade e da cultura tal como a

sempre. Haverá aqui lugar para dois

elogiar o que é bem feito. E quando se

conhecemos. Evidentemente que o

provérbios antigos bem verdadeiros:

censura ou se castiga – mas sempre

conceito de Família tem mudado ao

“De pequenino é que se torce o

dentro dos parâmetros da idade e da

longo dos tempos e, se quisermos ser

pepino” e “Burro velho não aprende

acção realizada – deve explicar-se a

honestos, tem mudado para melhor.

línguas”…

razão de tal. A criança nem sempre tem essa noção e se não for elucidada

Esta

afirmação

é

verdadeira

São os Pais que devem ensinar a

mesmo se estivermos a falar da

pontualidade, a assiduidade, o respeito

Família africana e, para o caso em

pelos outros. Sem nunca esquecer que

análise, a Família angolana. Felizmente

a melhor escola é o exemplo. Se o

Outro valor que a Família deve

ainda encontramos a cada passo o

Pai e a Mãe nunca chegam a horas ao

ensinar à criança é o da solidariedade

respeito pelos mais velhos como valor

trabalho ou aos seus compromissos, se

e o do não-egoismo. Nós somos

fundamental, algo que já se perdeu em

faltam às suas actividades profissionais

egoístas por natureza; queremos ser

muitas outras partes do mundo.

pelas menores razões, se, por exemplo,

atendidos em primeiro lugar, julgamo-

começam a manhã de segunda-feira

nos com direito às melhores coisas

Mas a sociedade angolana não

a resmungar porque “lá têm de ir

– seja o pedaço de frango do almoço

pode desinserir-se de uma globalização

trabalhar outra vez”, escusam de

do Domingo ou o valor da prenda

rápida a que as chamadas redes sociais

dizer aos filhos que se devem cumprir

que recebemos em comparação com

dão uma dimensão cada vez maior

horários e tarefas e, mais ainda, que

outros – e só a educação baseada

e servem de veículo a exemplos de

esse procedimento é sinal de respeito

no exemplo pode modificar essas

maldade, crueldade, egoísmo, falta

e consideração pelos outros.

tendências. Assim, por que não ensinar

de respeito. Não nos assustemos,

o castigo ou censura parecer-lhe-á apenas uma arbitrariedade do adulto.

os nossos filhos a dar lugar no táxi, a

contudo: enquanto a Família cumprir

Quando as crianças vão para a

oferecer-se para levar o saco da vizinha

o seu papel haverá sempre lugar

Escola devem receber a noção de

que já é velhinha ou para lhe ir buscar

para a construção de homens e

que “aprender é o seu trabalho”. Os

água?

mulheres dignos, honestos, solidários,

trabalhos de casa, as leituras mandadas

responsáveis.

fazer, seja qual for a actividade que

Se estamos numa fila para sermos

tiver de realizar em casa ou na escola é

atendidos e vemos entrar uma grávida,

para ser levada a sério.

um deficiente físico, um idoso e lhe

Muitos afirmam que a Escola é que deve ter o papel preponderante na

oferecermos a nossa vez, a sensação

educação das crianças e jovens mas

Há estudiosos que dizem que

que nos enche salva o nosso dia de

agir e acreditar que tal é verdade é

ensinar as crianças, desde muito

qualquer inconveniente. Não censure

apenas uma prova de desistência do

novinhas, a pedir por favor, a dizer

o seu filho se ele dividir o seu lanche ou

nosso papel de Pais. À Escola o que é

obrigado e a pedir desculpa é meio

os brinquedos com um colega.

da Escola, à Família o que é da Família!

caminho andado para o sucesso educativo.

Aliás, quando as crianças vão

Pelo contrário: felicite-o e incentive-o a continuar.

para a Escola já devem ter aprendido

A criança deve, desde tenra idade,

uma série de valores e adquirido

ser ensinada a distinguir entre o que

Estará a formar um Homem ou uma

competências que funcionam como

está bem e o que está mal e a assumir

Mulher que não viverá só para si, a

valores, sem o que a sua integração

o que faz.

olhar apenas para o seu umbigo e os

será mais difícil e menos bem-sucedida.

seus problemas.

7


Não lhe dê tudo o que lhe pede, pois

NUNCA as incentive a dizê-los. Deve,

fará dele um ser insatisfeito quando

pelo contrário, ensinar-lhes a falar na

a Vida, inevitavelmente, lhe recusar o

sua vez, não falar alto de mais, mas

Professores farão resto. Porque Viktor

que deseja.

dê-lhe espaço para expressar as suas

Frankl, um judeu austríaco, que foi

ideias.

prisioneiro dos alemães durante a

Ensine ao seu filho ou filha que é

aprender! Ensine-lhe

valores

que

os

segunda guerra mundial, escreveu:

nobre dizer a verdade só porque é

Converse com os seus filhos, jogue

“Nós que vivemos em campos de

Verdade e não para receber elogios

com eles, tente saber quais as suas

concentração

ou recompensas. Seja você mesmo

preocupações e sonhos. Isto também

outros prisioneiros que andavam pelos

verdadeiro, compartilhe as suas lutas

é partilhar! E não julgue que não está

alojamentos a confortar os outros,

e tristezas dentro das capacidades

preparado para isso: se usar o seu

distribuindo os seus últimos pedaços de

de compreensão das crianças. Elas

Amor por eles saberá o que dizer.

pão”.

podemos

lembrar

respeitá-lo-ão mais, aprenderão o valor das coisas e não lhe irão pedir nada que

da

Provavelmente não foram muitos

Escola? Usufruir dessas acções e

mas o seu exemplo serve para nos

procedimentos

transmitir

mostrar que ao Homem tudo pode ser

Nunca diga palavrões à frente

Conhecimento. Lembre-se: se não tiver

retirado menos a dignidade de, sejam

das crianças, não permita que elas

feito a sua parte esteve a roubar ao seu

quais forem as circunstâncias, poder

os digam e, mais importante ainda,

filho tempo que lhe é necessário para

escolher o que fazer.

não lhes possa dar.

E

agora,

qual

o

para

papel

COMO FAZER UMA BOA LEITURA EM PÚBLICO

M

uitas vezes, especialmente por

do papel sempre que puder. Treine essa

razões profissionais, somos

estratégia porque está ali para interagir

convocados a ler textos em público. E

preparemos para o fazer porque é uma

8. De vez em quando, levante os 3. Leia devagar, com calma, mas com fluidez.

tarefa com muitas exigências.

as técnicas de ler um texto para uso

perante público: 1. Leia o texto só para si, antecipadamente, até ter a certeza de

de forma mais completa.

público é fundamental. Levante os olhos

8

9. Evite fazer muitos gestos. Pode

5. Tenha em conta a pontuação

e complicar o seu trabalho, pois pode

do texto, fazendo sentir as pausas

perder o domínio do material que está

(vírgulas, pontos finais, reticências) ou

a ler.

a entoação das frases (interrogações, exclamações).

Agora, o maior conselho que lhe podemos dar é mesmo este:

6. Pronuncie bem as palavras, e porque a comunicação visual leitor-

para ser bem ouvida.

dispersar a atenção dos seus ouvintes

que sabe bem o que vai ler. 2. Depois, encare o seu público,

com o público (exige prática) e não se

os seus ouvintes recebam a mensagem

próprio, vamos apresentar algumas dicas que poderão ajudar quem precise de ler

olhos do texto para melhor interagir esqueça de lançar a sua voz para fora,

4. Leia com expressividade para que Assim, depois de adquirir e treinar

aproxima o fim da frase.

com o público e não com o papel.

embora alguém possa pensar que fazer este tipo de leitura é fácil, é bom que nos

7. Não baixe o tom de voz quando se

treine, treine, treine!

não “engula” as últimas sílabas das palavras.

E também ajuda se gravar a sua leitura e a avaliar após cada tentativa.


vamos vencer. Vamos criar um espaço na sociedade para mim. 1. Organiza o meu mundo, ajuda-me a compreender o espaço e o

B.I. nº40 - Maio 2015

tempo que me rodeia.

O QUE É O AUTISMO?

2. As ordens organizam-me, os rituais também. Não estejas sempre a alterar o meu dia-a-dia. 3. Gosto do mundo simples, já percebi que não o é. Mas para eu

O

autismo é um distúrbio neurológico que afecta as capacidades e a

aquisição de competências para realizar

descomplica a nossa convivência balançar o corpo.funcionar melhor, a simplicidade dedo nos olhos, bater com a cabeça ou morder e o meu desenvolvimento/aprendizagem. Comportamento compulsivo, em que as mãos. 4. Respeita o meu ritmo, não o autista parece seguir regras, organizando

desesperes, nem te angusties. Eu

Muitos investigadores defendem que os

compreendo como te sentes, tenta compreender como eu me sinto.

a interacção social, a comunicação verbal

objectos de uma determinada forma sempre

autistas não são seres diminuídos, pelo que

e não-verbal e que se caracteriza por

igual.

não devem ser tratados como tal, mas sim

5. Não me digas muitas coisas, nem me fales muito depressa. Diz frases curtas e simples. Não sou de muitas conversas.

comportamentos repetitivos e de âmbito

Uniformidade, isto gosto é, resistência a diferentes. Esta linha de pensamento escora-se 6. Também de saber quando acerto. Faz-me perceber os

reduzido. O cérebro do autista, afectado,

mudanças. O autista organiza o seu no facto meus sucessos e mundo, quandosob falho,provavelmente ajuda-me com calmadease considerar que

altera a forma como as células nervosas e as

essas minhas falhas.grandes nomes da ciência e da arte sofreram ou rotinas e qualquerultrapassar alteração destas o perturba.

suas sinapses se conectam e organizam, o

Não me ponhas sentado o dia todo a ver televisão, ou a Ritualismo,7. associado ao comportamento sofrem de algum grau de autismo. jogar no tablet, também preciso de ter as minhas tarefas

que, por sua vez, altera o processamento das

anterior, e que envolve um padrão invariável

É, por isso, com muito orgulho que

informações recebidas.

nas suas actividades diárias, desde a rotina para

publicamos uma possível carta escrita por um

se vestir ao menu diário. 9. Para mim

autista a sua Mãe em que ele lhe transmite as

Estes sinais costumam notar-se a durante

em casa.

8. Respeita o meu espaço sem me deixares sozinho.

é difícil comunicar e perceber as

os dois ou três primeiros anos de vida, quase

Comportamento restrito,dalimitando o seumasregras quealgumas podem facilitar a sua vida e inserção subtilezas sociedade, tenho

sempre de forma gradual e ainda hoje não há

interesse a uma só actividade,Sóseja umdejogo, um social. Chamamose especialmente a atenção vantagens. tens me ajudar a evidencia-las

completo consenso sobre as causas que estão

ultrapassar programa de televisão ou um as só dificuldades. brinquedo. 10.

na sua génese.

Automutilação, que inclui movimentos que

Causa de grande preocupação para os

ferem ou

para a sensibilidade demonstrada pela autora

Posso não te saber dizer ou demonstrar, mas

da carta, terapeuta da nossa Clínica.

acredita que te amo. Carta Carta Carta de de um de um autista um autista autista autista Carta de um autista podem ferir a pessoa, comoCarta enfiar odeum Autor: Trp. da Fala Ana Fachadas

pais de crianças autistas, tem havido, contudo, grandes processos e desenvolvimentos no seu acompanhamento e hoje pode afirmar-se que quando realizadas intervenções precoces em deficiências comportamentais, cognitivas ou da fala, se têm obtido resultados que permitem

Mãe, Mãe, Mãe, eu Mãe, eu sei eu sei eu que sei que sei que sou que sou sou diferente, sou diferente, diferente, diferente, mas Mãe, mas mas amas a eu diferença a diferença sei a diferença diferença que não sou não não diferente, énão necessariamente é necessariamente é necessariamente é necessariamente mas a diferença um um um um não é necessa aspecto negativo. TuTu também ésaspecto diferente dede todo otodo mundo e és para és aspecto aspecto aspecto negativo. negativo. negativo. Tu também Tu também também és és diferente és diferente diferente negativo. de todo de todo Tu otambém mundo o mundo o mundo e para diferente e para e mim para mim mim mim de és és todo és o mundo perfeita. perfeita. perfeita. perfeita.

perfeita.

Cada um tem um jeito singular dede crescer, aparecer, manifestar-se, dededede Cada Cada Cada um um um tem tem tem um um um jeito jeito jeito singular singular singular Cada um de crescer, de crescer, tem crescer, um aparecer, aparecer, jeito aparecer, singular manifestar-se, manifestar-se, manifestar-se, de crescer, aparecer, ma serser gente. ser gente. ser gente. gente.

ser gente.

às crianças com autismo a ganhar autonomia e

SeSeme Seme Seme queres me queres queres queres ajudar ajudar ajudar ajudar segue segue segue segue estes Se estes estes me passinhos, estes passinhos, queres passinhos, passinhos, ajudar com com com muita com muita segue muita muita paciência, paciência, estes paciência, paciência, passinhos, nós nós nós nós com muita p

habilidades sociais e de comunicação, embora

vamos vamos vamos vamos vencer. vencer. vencer. vencer. Vamos Vamos Vamos Vamos criar criar criar criar um um um espaço vamos um espaço espaço espaço vencer. na na sociedade na sociedade na sociedade Vamos sociedade para criar para para mim. para um mim. mim. espaço mim. na sociedade para m

com graus diferenciados de eficácia. Aliás, o

espaço espaço e eo eoaeo compreender o 1. 1.Organiza 1.Organiza 1.Organiza Organiza o omeu omeu omeu mundo, meu mundo, mundo, mundo, ajuda-me 1.ajuda-me Organiza ajuda-me ajuda-me a acompreender o acompreender a meu compreender compreender mundo, o oespaço o ajuda-me oespaço

autismo em si pode também apresentar vários graus e receber designações correspondentes. Este artigo não pretende desenvolver o tema do autismo mas apenas chamar a atenção para ele e dar aos Pais a certeza de que a Clínica Sagrada Esperança está firmemente

tempo tempo tempo tempo que que que me que me rodeia. me rodeia. me rodeia. rodeia.

tempo que me rodeia.

2. 2.As 2.As 2. ordens As ordens As ordens ordens organizam-me, organizam-me, organizam-me, organizam-me, os2. rituais As ordens também. organizam-me, Não estejas sempre aa os os rituais os rituais rituais também. também. também. Não Não Não estejas estejas estejas os sempre rituais sempre sempre também. aa Não es alterar o meu alterar alterar alterar o meu o meu odia-a-dia. meu dia-a-dia. dia-a-dia. dia-a-dia. alterar o meu dia-a-dia. 3. 3.Gosto 3.Gosto 3.Gosto 3.jápercebi Gosto dododo mundo do mundo mundo mundo simples, simples, simples, simples, já Gosto jápercebi jápercebi percebi do que que mundo que não que não não onão simples, oé.oé.Mas oé.Mas é.Mas já para Mas para percebi para para eueueu que eu não o é.

funcionar funcionar funcionar funcionar melhor, melhor, melhor, melhor, aa simplicidade a simplicidade a simplicidade simplicidade funcionar descomplica descomplica descomplica descomplica melhor, aa nossa aa nossa simplicidade a nossa nossa convivência convivência convivência convivência descomplica a noss eo e meu o e meu o e meu odesenvolvimento/aprendizagem. meu desenvolvimento/aprendizagem. desenvolvimento/aprendizagem. desenvolvimento/aprendizagem. e o meu desenvolvimento/aprendizagem. 4. 4.Respeita 4.Respeita 4.Respeita 4. Respeita o omeu omeu omeu meu ritmo, ritmo, ritmo, ritmo, não não não Respeita não desesperes, desesperes, desesperes, desesperes, o meu nem nem nem nem ritmo, te teangusties. teangusties. teangusties. não angusties. desesperes, EuEuEuEu nem te

empenhada em ajudar crianças autistas,

compreendo compreendo compreendo compreendo como como como como te te sentes, te sentes, te sentes, sentes, tenta tenta compreendo tenta tenta compreender compreender compreender compreender como como como tecomo sentes, como eueu me eu me eu tenta sinto. me sinto. me sinto. compreender sinto. como

tanto no seu acompanhamento como no

5. 5.Não 5.Não 5.Não 5.coisas, me Não me me digas me digas digas digas muitas muitas muitas muitas coisas, coisas, coisas, Não nem nem nem me me nem me digas me fales me fales fales fales muito muitas muito muito muito depressa. coisas, depressa. depressa. depressa. nem Diz Diz Diz me Dizfales muito

acompanhamento e aconselhamento dos pais. Como

dissemos

acima,

o

autismo

caracteriza-se por comportamentosrestritos

frases frases frases frases curtas curtas curtas curtas e simples. e simples. e simples. e simples. Não Não Não sou Não sou sou frases desou de muitas de muitas de curtas muitas muitas conversas. conversas. e conversas. simples. conversas. Não sou de muitas conversas.

6. 6.Também 6.Também 6.Também Também gosto gosto gosto gosto dede saber de saber de saber saber quando quando quando 6.quando Também acerto. acerto. acerto. acerto. gosto Faz-me Faz-me Faz-me Faz-me de perceber saber perceber perceber perceber quando osososos acerto. Faz-me perce

meus meus meus meus sucessos sucessos sucessos sucessos e equando equando equando quando falho, falho, falho, meus falho, ajuda-me ajuda-me sucessos ajuda-me ajuda-me ecom quando falho, com com calma com calma calma calma a a a aajuda-me com cal ultrapassar ultrapassar ultrapassar ultrapassar essas essas essas minhas essas minhas minhas minhas falhas. falhas. falhas. ultrapassar falhas. essas minhas falhas.

e repetitivos, como estes, que se encontram

7. 7.Não 7.Não 7.Não 7.odia me Não me me ponhas me ponhas ponhas ponhas sentado sentado sentado sentado oo dia Não odia todo dia todo me todo a todo a ponhas ver aver aver televisão, ver televisão, sentado televisão, televisão, ouou oa ou dia a ou a todo a a ver televisão,

organizados numa Tabela internacional, a

jogar jogar jogar jogar nono tablet, no tablet, no tablet, tablet, também também também também preciso preciso preciso jogar preciso dede no ter de ter de tablet, as ter ter as minhas as minhas as minhas também minhas tarefas tarefas tarefas preciso tarefasde ter as minhas t

Repetitive Behavior Scale-Revised (RBS-R , Escala de Comportamento Repetitivo Revista, em tradução literal), nos seguintes aspectos: Estereotipia, que consiste em movimentos repetitivos, tais como agitar as mãos, abanar ou virar a cabeça de um lado para o outro ou

em em casa. em casa. em casa. casa.

em casa.

8. 8.Respeita 8.Respeita 8.Respeita Respeita o meu o meu o meu oespaço meu espaço espaço espaço sem sem sem me sem 8. me deixares me Respeita deixares me deixares deixares sozinho. o sozinho. meu sozinho. sozinho. espaço sem me deixares sozinho. 9. 9.Para 9.Para 9.Para 9. Para mim mim mim mim é édifícil édifícil édifícil difícil comunicar comunicar comunicar comunicar Parae mim eperceber eperceber eperceber éperceber difícil asasasas comunicar e perceber as subtilezas subtilezas subtilezas subtilezas da da da sociedade, da sociedade, sociedade, sociedade, mas mas subtilezas mas mas tenho tenho tenho tenho algumas da algumas algumas sociedade, algumas mas

tenho

algumas

vantagens. vantagens. vantagens. vantagens. SóSó tens Só tens Só tens de tens de me de me de ajudar me ajudar me ajudar vantagens. ajudar aa evidencia-las a evidencia-las a evidencia-las evidencia-las Só tensede e me e e ajudar a evidencia-las e ultrapassar ultrapassar ultrapassar ultrapassar asas dificuldades. as dificuldades. as dificuldades. dificuldades. ultrapassar as dificuldades. 10. 10. 10.Posso Posso Posso Posso não não não tenão te saber te saber te saber saber dizer dizer dizer 10. dizer ouou demonstrar, ou demonstrar, ou Posso demonstrar, demonstrar, não mas temas saber mas masdizer ou demonstrar, mas 10. acredita acredita acredita acredita que que que teque te amo. te amo. te amo. amo.

acredita que te amo. Autor: Autor: Autor: Trp. Autor: Trp. da Trp. da Fala Trp. da Fala Ana da Fala Ana Fala Fachadas Ana Fachadas Ana Fachadas Fachadas

9

Autor: Trp. da


MAIS UMA OBRA DE ATUL GAWANDE

J

á falámos de obras deste médico-escritor no início da publicação do Boletim Informativo. Mas nunca é demais

dar a conhecer ou lembrar a sua obra, que nos conquista pela linguagem, pela humanidade que transmite, pelo saber experimentado que connosco partilha este autor. Foi agora publicado em Português o seu mais recente livro, “Ser mortal – Nós, a Medicina e o que realmente importa no final” e não podemos deixar de o aconselhar vivamente aos nossos leitores. Vejamos alguns dos elogios que lhe foram feitos por grandes figuras da Ciência e da Literatura. “A medicina preparou-se para a vida, mas não para a morte. Este é o mais forte e comovente livro de Atul Gawande.” “Leitura

obrigatória

para

quem

envelhece ou testemunha a velhice, “Ser Mortal” é o melhor e o mais pessoal livro de Atul Gawande. Filósofo por vezes, comovente quase sempre, é a corajosa narrativa de um médico que conhece os limites da ciência – mas também o modo como ela nos pode servir melhor.” “Ser Mortal” não é apenas um livro sábio e extremamente comovente, mas também um livro essencial e revelador dos tempos que vivemos.”

Ficou com curiosidade? Vale a pena! E, já agora, recordemos os nomes das outras obras do mesmo autor também publicadas em Português: • “O Efeito Check-list como aumentar a eficácia” • “A Mão que nos opera” • “Ser bom não chega” Boas Leituras!

10

SER MORTAL


B.I. nº40 - Maio 2015

FACTORES PARA UMA LEITURA PROVEITOSA

J

á vimos em número anterior

Sem a memorização todo o trabalho

referências a outras ideias sobre

a

da leitura se perde. É necessário repetir.

o assunto, do mesmo autor ou de

se

Por isso sublinhar, tomar notas, fazer

autores diferentes.

quisermos ter sucesso com a leitura

apontamentos, fazer resumos, expor o

• Os apontamentos facilitam

que

estudamos.

assunto que se leu a outra pessoa, são

a captação e retenção da matéria,

Trata-se de concentração, velocidade,

formas comuns e eficazes de repetição.

a elaboração de trabalhos de casa

compreensão e memorização. Vejamos,

Mas esses processos também têm que

e a revisão anterior às provas de

em pormenor, o que significa cada uma

se aprender.

avaliação. Escrevendo, aprende-se

que

considerar

quatro

muito

fazemos

factores

seriamente

quando

delas.

melhor e guarda-se a informação Por exemplo, sublinhar é uma forma

por mais tempo.

A concentração exige que se dedique

de prestar mais atenção e captar melhor

exclusivamente ao que está a fazer, isto

o que se lê. Quem sublinha lê duas

Resumir exige a capacidade de

é, a ler. Nada de ler no meio de barulho

vezes. Um bom sublinhado permite

seleccionar e reformular as ideias

ou confusão, televisão e música em

também tirar bons apontamentos e

principais,

altas vozes. Quando muito, uma música

fazer revisões rápidas.

articuladas.

usando

frases

bem

suave, de preferência sem canção. Para sublinhar bem é preciso saber

Um bom resumo deve ter as

A velocidade treina-se. Aprenda a ler

descobrir o essencial que, normalmente,

só com os olhos. Eles são mais rápidos do

é assinalado nos títulos e subtítulos ou

• Brevidade – um bom resumo

que a sua língua. Aumente o seu campo

através da insistência em determinadas

não deve ultrapassar um quarto

visual. Treine a leitura por palavras e

ideias.

do original.

seguidamente por linhas inteiras.

seguintes características:

• Clareza – ideias apresentadas As três regras fundamentais para

A compreensão tem a ver com o

sublinhar bem são:

tipo de livro e com o seu objectivo. Só

sem confusão ou ambiguidade. • Rigor – reprodução das ideias

• Dar prioridade a definições, esquemas,

sem erros ou deformações.

podemos captar as ideias de um texto

fórmulas,

termos

• Originalidade – utilização

se compreendermos as palavras usadas

técnicos e outros elementos que

de linguagem original, própria de

pelo autor.

sejam a chave da ideia principal.

cada leitor, mas transmitindo o

• Não abusar dos traços Por isso é muito importante a

e

cores.

Normalmente,

basta

utilização de um dicionário sempre que

destacar, por parágrafo, uma ou

encontramos palavras ou expressões

duas frases.

desconhecidas ou de sentido duvidoso.

• Sublinhar tudo é o mesmo As

anotações

à

margem

provam o espírito crítico do leitor.

tê-lo sempre à mão (um dicionário

São reacções ou comentários

geral e, se necessário, um dicionário

pessoais ao que se lê e podem

especializado).

expressar-se de várias formas:

Se não tivermos um dicionário, deveremos anotar as palavras cujo significado

desconhecemos,

esclarecimento posterior.

para

Pontos

de

exclamação

(surpresa ou entusiasmo). • Pontos de interrogação (dúvida ou discordância). •

Palavras

que

rapidez e eficiência (nomeadamente em provas de avaliação).

segura para tirar dúvidas e devemos

Aprender a resumir é fundamental para comunicar o que sabemos, com

que não sublinhar nada. O dicionário é uma fonte rápida e

ponto de vista do autor.

resumam

o essencial de um parágrafo,

Para tal é necessário: • Compreender o texto, na globalidade. • Descobrir a ideia-chave de cada parágrafo. • Registar as ideias-chave numa folha de rascunho. • Reconstruir o texto, de uma forma pessoal, mas respeitando o pensamento do autor.

11


COMUNICADO INTERNO Pré-Inscrições para a Creche ‘Nova Esperança’

O berçário da Creche ‘Nova Esperança’ (1-18 meses) vai funcionar de 2ªf a 6ªfeira, das 05.30h-20.30h.

Com o objectivo de apoiar a reintegração laboral das funcionárias da CSE após a licença de maternidade e não

Este serviço irá ser comparticipado e irá depender do

comprometer o aleitamento materno nos primeiros meses

salário auferido pela funcionária (existem 3 escalões de

de vida dos seus filhos, a CSE criou um espaço para acolher

comparticipação)

os bebés - Creche ‘Nova Esperança’ - junto da instituição de trabalho (CSE-Ilha de Luanda).

ESCALÃO

(valor bruto)

COMPARTICIPAÇÃO MENSAL Horário Completo

Horário Parcial

I (ATÉ 99.000Kz)

15.000,00 Kz

7.500,00 Kz

após 3 meses do parto (ou 4 meses em caso de parto múltiplo),

II (DE 100.000Kz A 199.000Kz)

25.000,00 Kz

12.500,00 Kz

este pode pôr em causa o objectivo da OMS de aumentar a

III (MAIS DE 200.000Kz)

50.000,00 Kz

25.000,00 Kz

Uma vez que a LGT (art. 273º) obriga ao regresso ao trabalho

taxa mundial de aleitamento materno em exclusivo durante os primeiros meses de vida.

A data prevista de abertura do berçário (1-18 meses) da Creche ‘Nova Esperança’ é de 16 Junho 2015.

Desta forma, enviamos em anexo algumas Fichas de PréInscrição para que as funcionárias (em fase de gestação ou

Caso estejam interessadas em fazer a Pré-Inscrição, por

recém-puerperas) das vossas equipas de trabalho e interessadas

favor preencham, por favor, as respectivas fichas e entreguem

em usufruir deste serviço possam fazer a sua pré-inscrição.

à Área Social até 18 de Maio de 2015. Outras informações adicionais podem ser esclarecidas junto da Área Social.

HOMENAGEM À ENF.ª GUIOMAR Por não estar no país, não incluímos no número passado a fotografia da Enf.ª Guiomar Pereira Sandes Castelo Branco, que trabalhou durante 25 é,

desde

o

anos

na nossa CSE,

momento da sua

abertura, e

isto

que está

agora aposentada. A Equipa do Boletim Informativo deseja à Enf.ª Guiomar uma

vida longa, agora

de projectos e

nova

e

diferente, mas cheia

felicidades.

FICHA TÉCNICA

12

CONTACTOS: EMAIL DA C.S.E. cse.secretariado@gmail.com, EMAIL DO B.I. cse.boletim@gmail.com, PÁGINA DA C.S.E. www.cse-ao.com COLABORADORES: Bárbara Mesquita, Esmael Tomás, Hipólito Calulu, Maria do Carmo Cruz , Marta Leal, Narciso Mbangui, REVISÃO: Maria do Carmo Cruz, DESIGN GRÁFICO: Eduardo Brock. TIRAGEM: 2000 exemplares, IMCS: 730 / B / 2015, ISSN: 2411-2100.

CSE | Boletim Informativo N.º 40 | Maio 2015  

Visite-nos em www.cse-ao.com

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