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Boletim Informativo

ANO VI, EDIÇÃO 31 - MAIO 2014

pág. 04

pág. 06

pág. 10

ÍNDICE - Editorial, Edição 31 - Março 2014

pág. 02

- Reunião do Conselho Alargado de Maio

pág. 03

-Revista científica da CSE

pág. 04

-Área Social - Pediatria

pág. 06

-Terapia Ocupacional

pág. 08

-Tabela do Centro de Formação da CSE

pág. 09

-Regata Transatlântica Cape2rio 2014

pág. 10

- Vamos tirar Dúvidas

pág. 11


EDITORIAL O mês de Maio fica registado

da nova equipa e de se pôr em

de forma regular, tendo apenas

como aquele em que realizámos a

funcionamento os planosestratégico

publicado 3 números desde 2007, mas

importante tarefa de reunir cerca

de desenvolvimento e de actividades

confiamos em que todos, funcionários

de 30 pessoas de todos os grupos

para esta importante publicação.

e colaboradores da CSE, que, através

profissionais da Clínica Sagrada

do seu trabalho e dedicação do dia-

Esperança, contando com a ilustre

Recordámos que a Revista Científica

a-dia, dão cumprimento à nossa

presença de convidados externos,

da Clínica Sagrada Esperança, que

Missão, tudo farão também para que

para fazer uma análise reflectida

foi criada em 2005, publicou o

ela se revitalize e se transforme numa

de todo o trabalho feito em prol de

seu primeiro número em Julho de

ferramenta útil e reconhecida nacional

um instrumento muito importante,

2007,e é uma revista multidisciplinar,

e internacionalmente.

mas que tem andado ”adormecido”

concebida para ser de periodicidade

- a Revista Científica da Clínica

semestral, que pretende ser um

Sagrada Esperança.

instrumento

de

publicação

de

Enfermeiros,

Técnicos,

Auxiliares,

trabalhos científicos de pesquisadores

Administrativos e outros – que, diária

Analisámos como poderíamos

angolanos e internacionais em geral,

ou

ter feito melhor com vista a planear

e da Clínica Sagrada Esperança em

espaços ou fora deles, trabalham para

o que pretendemos fazer nos

particular, em todas áreas da saúde.

a dignificação e o bom nome da nossa

próximos anos e muito aprendemos

2

Apelamos a todos – Médicos,

esporadicamente,

nos

nossos

clínica, a participar na construção

com as preocupações e propostas

Acreditamos que é um verdadeiro

danossa Revista Científica, pois, este

de cada um, tendo ficado definido

desafio produzir informação científica

nunca poderá ser o trabalho de apenas

o

na

um pequeno grupo de pessoas.

desafio

de,

nos

próximos

nossa

realidadee

assumimos

dias se fazer uma síntese desta

que não tivemos capacidade para

Maio de 2014

actividade, apresentar a proposta

manter a publicação da nossa Revista

A Direcção da CSE


ANO VI, EDIÇÃO 31 - MAIO 2014

REUNIÃO DO CONSELHO ALARGADO MAIO 2014 No passado dia 5 de Maio realizou-se a

ocorrer icterícia, pancreatite e manifestações

4. Reclamações:

reunião do Conselho Alargado da Clínica

do Sistema Nervoso Central. De referir ainda

Continuamos a receber reclamações

Sagrada Esperança, referente ao mês de Maio,

que o Ébola é altamente contagioso.

sob a presidência do Dr. Rui Pinto.

dos nossos clientes e desta vez os serviços de

Nesta reunião foram abordados os

Consulta

Externa,

Atendimento

Permanente, Radiologia e Laboratório

seguintes temas:

apresentam

o

maior

número

de

- O problema do Ébola

reclamações. A maioria destas é relativa ao

- Avaliação dos clientes

tempo de espera, organização do serviço

- Reclamações

e pouco profissionalismo por parte dos

- Resultados das auditorias

profissionais. Esta informação deve servir

- Alimentação saudável 1. Acerca do Ébola e especialmente depois

Fig.2 – Erupções cutâneas causadas por Ébola

para nos levar a reflectir sobre o modo e a

A evolução para morte ocorre geralmente

forma como estamos a atender os nossos

entre 6 -16 dias.

clientes e o que podemos melhorar.

do surto recente que se iniciou na Guiné, convém relembrar que esta doença pertence

2. Acerca das auditorias:

ao grupo das febres hemorrágicas, tal como

Seguidamente foi anunciada a conclusão

o Marburg que, em 2005, assombrou o nosso

de um curso de Auditoria para Unidades

país.

Certificadas;

O vírus do Ébola foi identificado pela

Realizaram-se reuniões de consultoria aos

primeira vez em 1972 e caracteriza-se por

serviços em processo de certificação (UCI,

ser um vírus em constante mutação, muito

Imagiologia, Laboratório, Centro de Formação,

sensível no meio ambiente mas muito

Gabinete de Gestão de Competências, Serviço

resistente quando no corpo.

de Medicina Dentária, Serviço de Higienização

5. Alimentação saudável: COMER BEM

e Cuidados e Hemoterapia). Durante o mês de Março foram auditados 20 serviços da CSE, que ocuparam mais de 30 horas de auditoria.

A nutricionista Suzana Guilherme e o grupo de teatro da CSE participaram neste

Importa dizer que foram utilizadas novas

Conselho Alargado para nos lembrar alguns

grelhas e que, desta vez, os chefes de serviço

aspectos muito importantes da nossa

Fig. 1 – Vírus do Ébola visto microscopicamente

demonstram-se mais participativos, mais

alimentação. A nossa alimentação deve

Como principais hospedeiros deste vírus

envolvidos e receptivos. Esta auditoria

ser completa (incluir alimentos de todos os

temos os morcegos, os primatas, o homem, o

funcionou de forma pedagógica, pois agora

grupos e beber muita água), isto é, deve ser

porco-espinho, o porco e os animais utilizados

passam a ser contabilizados aspectos de

equilibrada e variada.

em trabalhos de laboratório.

gestão e organização do serviço.

Aspectos clínicos da febre hemorrágica causada por Ébola:

Não devemos esquecer-nos de comer vegetais, frutos gordos (ginguba, castanha

3. Avaliação da Satisfação dos clientes:

de caju, amêndoas), fruta, cereais integrais.

Esta febre hemorrágica tem um período de

Actualmente torna-se importante rever

Ao longo do dia, devemos beber entre 6

incubação de 3 a 21 dias, e os primeiros sintomas

a estratégia da avaliação de satisfação dos

a 8 copos de água ou outras bebidas sem

surgem bruscamente, tais como febre, mal-

nossos clientes. Fazemos uma avaliação

açúcar, tais como chás ou infusões.

estar, prostração, mialgias e cefaleias. Depois

trimestral, tendo como meta o valor de 75%

Devemos evitar o consumo de álcool e

surgem a faringite, os vómitos, a diarreia, a

de clientes satisfeitos ou muito satisfeitos; no

reduzir o consumo de sal e açúcar. Assim,

fotofobia e hiperemia conjuntival. Entre o 4º e

entanto, os nossos resultados têm ainda uma

enlatados, salgadinhos, bolos, biscoitos,

o 5º dias observa-se erupção cutânea macular,

representatividade muito baixa.

chocolates, sambapitos e refrigerantes

com descamação, manifestações hemorrágicas

Daí a necessidade de os chefes de serviço

(gasosas) não devem ser consumidos

com perturbações da coagulação, insuficiência

deverem empenhar-se em garantir que os

regularmente, mas antes reservados para

hepática, renal e choque. Podem também

nossos clientes preencham estes inquéritos.

certas ocasiões, consideradas de “excepção”.

3


REACTIVEMOS A REVISTA CIENTÍFICA DA CLÍNICA SAGRADA ESPERANÇA - O Regulamento da revista e outros

apresentação de propostas para melhorar

documentos já desenvolvidos (instruções aos

a revista, com vários intervenientes, após

autores e revisores).

o que se considerou que a maioria foi

- Os aspectos legais da revista (Registo

unânime em:

no Ministério da Comunicação Social da

1. Felicitar a revitalização da revista;

República de Angola e ISSN)

2. Identificar os pontos de constrangimentos

- Os Sumários das 3 edições da Revista já

do projecto anterior;

publicadas.

3. Mostrar disponibilidade para trabalhar em prol da revista;

Foram

as

4. Divulgar os instrumentos normativos

dificuldades percepcionadas ao longo dos

para a publicação na Revista Cientifica nos

anos de vigência do projecto da revista

Serviços e no site da CSE;

científica e que se resumem, na filosofia

5. Propor que os trabalhos de investigação e

de trabalho adoptada pelo seu corpo

de estudos feitos na CSE e/ou por elementos

directivo, no seguinte: Pensar na próxima

afectos à CSE devam ser publicados,

edição, solicitar artigos aos possíveis autores,

preferencialmente, na Revista científica;

No dia 13 de Maio de 2014 realizou-se

analisá-los após a recepção e, depois de

6. Propor que os médicos internos de

uma reunião, dirigida pelo Presidente

aprovados, enviar os mesmos aos revisores

especialidade integrem, dentro da sua grelha

do Conselho de Gerência (PCG) da CSE,

e, depois de estes fazerem o trabalho de

de avaliação anual, um item que os obrigue a

Dr. Rui Pinto, onde estiveram presentes

verificação ortográfica e textual, criar a

publicar um artigo na revista científica.

a

de

maquete, enviar para a gráfica e, no final,

Gerência da CSE para a área clínica, Dra.

proceder aos trâmites para a impressão da

O PCG da Clínica, Dr. Rui Pinto, congratulou-

Conceição Pitra, a Directora Clínica, Dra.

revista. Um processo moroso e com vários

se com as contribuições feitas, referiu que

Georgina Van-Dúnem, assim como mais

pontos de constrangimentos.

o grupo dinamizador iria reunir-se com a

de 30 personalidades convidadas, entre

Os constrangimentos, tais como a actividade

Direcção para serem indicados os membros

funcionários e colaboradores da CSE.

de gestão da revista, associada a uma

do Conselho Editorial e Científico da revista,

A reunião teve o seu início às 18.11h, na

actividade clínica intensa dos membros do

assim como o corpo de secretariado.

sala de reuniões do 3º piso, com o objectivo

corpo editorial, a escassez de artigos, por

de revitalizar a Revista Cientifica da Clínica

falta de treino dos autores, tornaram difícil

Sagrada Esperança.

a publicação regular de artigos e, por isso, a

Vice-Presidente

do

Conselho

igualmente

apresentadas

revista ficou adormecida durante os últimos Após a autorização do PCG, o Dr. Esmael

5 anos.

Tomás fez a introdução da agenda da reunião:

CONHEÇA A REVISTA CIENTÍFICA DA CSE Como seria de esperar de uma instituição como a Clínica Sagrada Esperança, também

O Dr. Emanuel Catumbela apresentou

nós publicamos uma Revista Científica cuja

• Apresentação da história da revista

as ideias que fazem parte do plano de

missão é “publicar artigos científicos que

• Proposta de novo corpo editorial

desenvolvimento para a Revista e que se

contribuam para a expansão do conhecimento

resumem nos seguintes elementos:

de todas as áreas da saúde, assim como para

Aprovação

de

um

plano

de

desenvolvimento estratégico e plano de

- Publicar regularmente a revista, numa

a sua aplicação e fundamentação das acções

actividades

primeira fase semestralmente, mas que

dos profissionais de saúde”.

deverá tender para ser bimensalmente;

O seu objectivo e política editorial definem-

O historial da revista foi feito pelo Dr.

- Publicar os artigos online, indexar a revista

na como uma revista multidisciplinar,

Esmael Tomás, que apresentou:

em bases de dados internacionais, publicar

de periodicidade semestral, que aceita

- Todos os aspectos relacionados com a

uma versão dos artigos em inglês;

preferencialmente trabalhos originais sobre

política editorial e circuito de trabalho,

- Obter uma avaliação através do Factor de

todas as áreas da saúde. Além dos trabalhos

desde a solicitação de um artigo, sua

Impacto da revista.

originais, são aceites comunicações feitas

recepção, até à sua publicação.

4

A reunião terminou as 19h34.

Seguiu-se um período de discussão e

em congressos, relatórios preliminares de


ANO VI, EDIÇÃO 31 - MAIO 2014

pesquisa, relatórios de eventos, artigos de

que foi obtido o consentimento escrito dos sujeitos

não deve exceder 10 palavras, os autores (no

revisão, correspondência e outros trabalhos

(consentimento informado), anexando cópia da

máximo oito), proveniência e endereço. As

de pesquisadores nacionais e internacionais.

aprovação do Comité de Ética que analisou a

figuras devem ser especificadas de acordo com

Estes trabalhos poderão ser apresentados em

pesquisa.

as normas anteriormente referidas. O texto

Português, Espanhol ou em Inglês e deverão

explicativo não deve exceder 3000 palavras.

Normas gerais de apresentação dos trabalhos na Revista Científica da CSE

Todos os símbolos que possam constar nas

A Revista Científica encontra-se registada no

O trabalho completo deverá estar digitado no

no texto. Não deve exceder um máximo de 4

Ministério da Comunicação Social da República

programa Microsoft Word 97 ou superior, em um

figuras.

de Angola com o número 477/B/2007 e tem o

só lado do papel, em fonte Times New Roman,

b) Comunicações orais ou posters:

número ISSN 2312-3923.

tamanho 11, com espaço duplo, e não deverá

As comunicações feitas em eventos devem ser

Tem um Conselho Editorial composto por um

exceder 15 folhas de tamanho A4 (o corpo do texto,

enviadas em forma de texto, seguindo as normas

Editor, dois editores associados, um Conselho

excluindo o resumo, não deve ultrapassar as 3500

estabelecidas para os artigos originais. O corpo do

de Redacção, um Conselho Científico, um

palavras). Deve ser impresso com tinta preta, com

texto não deve exceder 2500 palavras.

secretário e uma revisora linguística.

margens superior e inferior de 4 cm e margens

c) Relatórios preliminares de pesquisa:

seguir normas internacionais de organização de texto e de nomenclatura.

figuras serão adequadamente explicitados

direita e esquerda de 3 cm. As páginas deverão ser

Os relatórios preliminares de pesquisa

Condições para publicação

numeradas sucessivamente. O original deverá ser

obedecem às normas dos artigos originais. O

Os trabalhos propostos para publicação terão que

acompanhado de duas cópias de boa qualidade e

corpo principal do texto não deve exceder as

ser inéditos e não estarem em consideração para

de uma versão em CD e entregues na secretaria de

2000 palavras.

serem publicados por outra revista. A veracidade das

redacção ou enviadas para o e-mail

informações e das referências é da responsabilidade exclusiva dos autores.

d) Imagens em Medicina: O título não deve exceder 8 palavras. O

revistacientifica.cse@gmail.com

texto explicativo não deve exceder as 250 palavras e deve conter informação de maior

A publicação dos trabalhos depende da observância das normas da Revista e da apreciação do Conselho

Como enviar os diferentes tipos de trabalho para publicação na Revista

relevância, sem referências bibliográficas. Não exceder o máximo de quatro figuras.

Editorial, que dispõe de plena autoridade para

1- Trabalhos originais de pesquisa

decidir sobre sua aceitação, podendo, inclusive,

Os trabalhos originais deverão estar constituídos

Toda a correspondência deve ser enviada para

apresentar sugestões ao(s) autor(es) para alterações

pelas seguintes partes:

esta rubrica e referir-se a artigos publicados

e) Correspondência:

necessárias.

• Página de rosto

na Revista. Serão somente consideradas as

É revista por pares, pelo que, todos os trabalhos são

• Resumo, com: a) introdução e objectivos; b)

correspondências recebidas no prazo máximo

sempre analisados por dois revisores que actuam

Métodos; c) Resultados e d) Conclusões.

de 4 meses após a publicação do artigo em

de acordo com normas científicas. Os nomes dos

• Palavras-chave: para a sua selecção deve ter-se em

questão. Não podem exceder as 800 palavras,

revisores permanecerão em sigilo, omitindo-se

conta a lista Medical Subject Headings- MeSH. Os

podem incluir 2 figuras, as tabelas estão

também o(s) nome(s) do(s) autor(es) aos revisores.

trabalhos em português devem empregar palavras-

excluídas. O título, os autores (no máximo

Em caso de recusa de publicação, os autores

chave da lista de “Descritores em Ciências da Saúde-

quatro), proveniência, endereço e as figuras

dos trabalhos são notificados mas estes não são

Decs”, disponível na URL http://decs.bvs.br/

devem ser especificadas de acordo com as

devolvidos.

• Corpo do artigo, organizado no “formato IMRD”:

normas anteriormente referidas.

Introdução, Materiais e Métodos, Resultados e Após aprovado para publicação, os direitos do artigo,

Discussão.

As instruções aos autores da Revista Científica

incluindo os direitos de reprodução em todos os

• Considerar ainda as normas para o número e

da CSE baseiam-se no documento “Requisitos

media e formatos, são concedidos exclusivamente à

finalidades das tabelas e figuras que integram o

Uniformes para Trabalhos Submetidos a Revistas

Revista Científica da Clínica Sagrada Esperança. O(s)

original.

Biomédicas”,

autor(es) assinam e encaminham uma declaração

elaborado

pelo

International

Committe of Medical Journal Editors (Estilo

de responsabilidade pela autoria e transferência de

2- Outros trabalhos que podem ser submetidos

“Vancouver”). Sugere-se consulta ao referido

direitos autorais, conforme modelo já criado.

para publicação.

documento no endereço http://www.icmje.org/

Quando a investigação envolver sujeitos humanos,

a) Casos clínicos:

icmje.pdf para complemento das informações

os autores deverão apresentar uma declaração de

Devem ser enviados para esta rubrica. O título

aqui contidas.

5


ÁREA SOCIAL - PEDIATRIA Ficam aqui alguns momentos registados com as crianças internadas no Serviço de Pediatria e que a Área Social gostaria de partilhar com todos…. “A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.” Oscar Wilde CARNAVAL

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ANO VI, EDIÇÃO 31 - MAIO 2014

PÁSCOA

ANIVERSÁRIOS

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TERAPIA OCUPACIONAL A Terapia Ocupacional é uma profissão da Área da Saúde, integrada na classe profissional dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica. Todos os seres humanos partilham uma natureza ocupacional inata, uma vez que a ocupação é uma necessidade humana que dá significado à vida e organiza o comportamento. O conceito de ocupação pode ser definido como sendo tudo aquilo que a pessoa realiza com o intuito de cuidar de si própria (autocuidados), desfrutar da vida (lazer) ou contribuir para o desenvolvimento da sua comunidade (produtividade). O equilíbrio entre as ocupações não é estático, mudando ao longo dos ciclos de vida e de indivíduos para indivíduo, constituindo um indicador para a saúde. A saúde, numa perspectiva ocupacional, define-se como uma boa capacidade funcional que permite ao indivíduo ser capaz de desempenhar eficazmente os papéis que dele são esperados e por ele desejados. O privilégio da Terapia Ocupacional reside na singularidade do seu enfoque na ocupação como contributo central para a promoção e manutenção da saúde e bemestar.

8

Assim, a Terapia Ocupacional preocupa-se com a ocupação dos indivíduos, ou seja, com a forma como as pessoas realizam tarefas que lhes são significativas, até que ponto as fazem bem e até onde se sentem satisfeitas com estas actividades. Como o próprio nome indica, a Terapia Ocupacional utiliza a ocupação para promover e manter a saúde e para prevenir ou minimizar a disfunção como resultado de doença, lesão, envelhecimento, carência social ou qualquer outro dano que provoque deficiência. Assim, define-se esta profissão como a arte e ciência de ajudar as pessoas a realizarem as ocupações que lhe são importantes (manter uma profissão, vestir, preparar refeições, escovar os dentes, entre outras), apesar das debilidades, incapacidades ou deficiências. Esta profissão actua em várias áreas, em clínicas privadas, hospitais públicos (reabilitação física e psiquiátrica), lares para idosos e nas comunidades desfavorecidas, entre outros contextos, uma vez que a falha ou perda do desenvolvimento do desempenho ocupacional, interrupção ou mudança de papéis ocupacionais podem surgir a partir da influência de factores intra e extrapessoais. Como exemplo, temos a idade, as alterações ambientais, a doença ou a lesão que, afectando alguma componente de desempenho,

podem levar à falha da integração dos subsistemas de componentes de desempenho e resultar numa disfunção nas áreas de desempenho. Deste modo, os clientes de Terapia Ocupacional são indivíduos que poderão ter problemas ocupacionais por apresentarem incapacidades permanentes ou temporárias, por terem problemas ambientais ou, ainda, por estarem numa sociedade em que o desempenho ocupacional é influenciado por grupos ou populações específicas. Assim, a intervenção dos terapeutas ocupacionais abrange todas as populações - crianças, adultos e idosos - e várias áreas de intervenção: -Disfunções de Desenvolvimento: - Síndromas Genéticos; - Paralisia Cerebral; - Deficiências Sensoriais; - Deficiência Mental; -Dificuldades de Aprendizagem, entre outras. - Disfunções Perceptivo-Motoras/Neuro-Motoras: - Lesões Nervosas – centrais e periféricas; - Lesões Degenerativas - Lesões Tendinosas, Articulares e Musculares; - Amputados; - Doenças do Foro Reumatológico. - Disfunções Psicossociais: - Delirium, Demência, entre outras Perturbações Cognitivas; - Esquizofrenia e outras Perturbações Psicóticas.


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Na Clínica Sagrada Esperança (CSE), o terapeuta ocupacional faz parte de uma equipa multidisciplinar, trabalhando de uma forma complementar com a Fisioterapia e a Terapia da Fala, onde o cliente é observado de forma holística, considerando-o um ser bio-psico-social, onde cada profissional avalia, planeia objectivos de tratamento e utiliza técnicas específicas na reabilitação do indivíduo, de modo a melhorar a qualidade de vida. O objectivo primordial da Terapia Ocupacional é capacitar o cliente a adquirir a sua autonomia e independência necessárias para a manutenção da sua vida activa

e eliminar, reduzir ou evitar os processos de exclusão. Utiliza técnicas e actividades/ ocupações específicas, seleccionadas de acordo com a motivação do individuo, para recuperar as funções perdidas, podendo ainda utilizar ajudas técnicas ou adaptações, no caso de não ser possível recuperá-las.

O seu objectivo primordial é maximizar o equilíbrio e adaptação entre o que a pessoa quer e necessita fazer e a sua competência para o realizar. Assim, o terapeuta ocupacional pode “fazer a diferença em prol das diferenças”, ensinando a viver com mais saúde, bemestar e qualidade e vida.

Pode ainda intervir no meio familiar, social ou profissional da pessoa, aconselhando os familiares ou cuidadores, adaptando o espaço às necessidades do individuo e eliminando barreiras arquitectónicas.

MILENE CRUZ COUTO Terapeuta Ocupacional na CSE/Fikcit

JUNHO Acção de Formação

Destinatários

2014 Duração

Formadores

Datas

Valor Propina

Licenciados

526 h

ENSP / CSE

Inicio – Jun 2013 Termino – Dez 2014

Continuidade

Especialização em Medicina do Trabalho

Médicos

440 h

ENSP / CSE

Inicio – Set 2013 Termino – .Jul 2015

Continuidade

2 SOFT – GICA, Logística

Funcionários de logística

30 h

Ricardo Almeida 2 SOFT

Inicio – 26 Maio 2014 Termino – 6 Jun 2014

Gratuito

2 SOFT – GICA, Financeira

Funcionários da área Financeira

10 h

Ricardo Almeida 2 SOFT

Curso I - 2 a 4 Jun Curso II – 10 a 12 Jun

Gratuito

2 SOFT – GICA, Contabilidade

Funcionários da Contabilidade e Finanças

10 h

Ricardo Almeida 2 SOFT

Curso I - 5 a 9 Jun Curso II – 10 a 12 Jun

Gratuito

Formação Comportamental – Acolhimento e Atendimento

Recepcionistas - Laboratório

30 h

Lígia Carvalho

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 27 Jun 2014

Com aproveitamento – 30.000 AKZ Sem aproveitamento – 60.000 AKZ/ Falta – 120.000 AKZ

Sedação Consciente Inalatória

Estomatologistas e Médicos Dentistas

20h

César de Almeida

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 6 Jun 2014

Com aproveitamento – 90.000 AKZ/ Falta – 120.000 AKZ

Formação de Auxilio na Prestação de Cuidados

Higienização e Cuidados

40 h

Internos da CSE

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 16 Jun 2014

Com aproveitamento – 8.000 AKZ Sem aproveitamento – 16.000 AKZ/ Falta – 32.000 AKZ

Formação prática na área de Electricidade

Técnicos de Manutenção

80 horas

SUCH

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 27 Jun 2014

Com aproveitamento – 20.000 AKZ Sem aproveitamento – 40.000 AKZ/ Falta – 80.000 AKZ

Formação prática na área de Electromedicina

Técnicos de Manutenção

80 horas

SUCH

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 27 Jun 2014

Com aproveitamento – 20.000 AKZ Sem aproveitamento – 40.000 AKZ/ Falta – 80.000 AKZ

Formação Especializada em Higiene e Segurança no Trabalho

Profissionais de Saúde

120 h

Rui Pedro Lima João Azevedo

Inicio – 2 Jun 2014 Termino – 25 Jul 2014

Com aproveitamento – 90.000 AKZ Sem aproveitamento – 180.000 AKZ/ Falta – 360.000 AKZ

Médicos e Enfermeiros

12 h

Filipe Fernandes

Curso I - 9 e 10 Jun Curso II- 11 e 12 Jun Curso III - 13 e 16 Jun

Com aproveitamento – 12.000 AKZ Sem aproveitamento – 24.000 AKZ/ Falta – 48.000 AKZ

0581_DR_CF

Diploma em Estudos Pós-graduados em Gestão em Unidades Saúde – Trabalho de Projecto/Campo

Técnicas de Trauma

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A REGATA TRANSATLÂNTICA CAPE2RIO 2014 No dia 4 de Janeiro deste ano foi dada partida, em Cape Tons, na África do Sul, aos veleiros inscritos na 14ª Regata Transatlântica Cape-Rio, em que participaram duas embarcações, Mussulo III e Bille, que concorriam por Angola, sob o lema “Unidos vamos longe” e um nosso Colega, Matias Montinho, fazia parte da tripulação do veleiro Bille. Esta prova, considerada como a mais longa e importante regata transatlântica do hemisfério sul, começou a disputar-se em 1971. Nesse ano, Angola participou com “Patrícia II”, um pequeno veleiro com as dimensões mínimas permitidas em regatas transoceânicas, cujo capitão foi Humberto Baptista da Costa, nascido em Luanda e então com 37 anos de idade. O “Patrícia II” terminou essa corrida no 28º lugar mas como primeiro na sua classe. Este ano, como dissemos acima, a equipa angola era composta por dois veleiros, o Bille e o Mussulo III, o primeiro sob o comando de “Tita” Correia da Silva e o segundo sob o comando de José Guilherme Caldas e a participação dos dois foi muito mais acidentada. De

embarcação. A tripulação era composta, além do capitão, por Luís

facto, logo à partida se teve conhecimento de que as condições

Gasparinho, Luís Miguel da Silva, Rui Sancho Fernandes, António

meteorológicas não eram as melhores e os veleiros concorrentes

Bartolomeu, Manuel Filipe “Luvambo” e Matias Montinho (colaborador

estavam sob a ameaça de ter de atravessar uma frente mas as

da Clínica Sagrada Esperança).

tripulações contavam passar ao lado da mesma. O Bille e o Mussulo

Quando o mastro partiu, caiu sobre a proa e feriu e lançou à água

III velejavam muito perto um do outro e estavam as posições 7a e

os 4 velejadores que aí se encontravam. Todos eles ficaram bastante

8a, respectivamente, quando, logo na manhã bem cedo do dia 5 de

poli-traumatizados, especialmente António Bartolomeu, de 51 anos,

Janeiro, a frente se abateu sobre toda a frota, que incluía 36 veleiros.

que sofreu várias fracturas. A gravidade das mesmas e a dificuldade

A sua violência levou a que várias equipas tivessem decidido desistir,

em lhe prestar socorro e em o içar para bordo depois de endireitar o

por prudência, mas as duas tripulações angolanas optaram por

barco devem ter sido as causas da sua morte, que não pôde ser evitada.

continuar. Em certa altura, os tripulantes dos dois barcos deixaram

Dos velejadores que estavam nas cabines, Luís Silva sofreu vários

de se ver, pois navegavam contra ondas de seis a dez metros e vento

traumatismos torácicos mas Matias Montinho e Luís Gasparinho não

forte que chegou à velocidade de 70 nós, e a navegação tornava-se

sofreram fracturas, embora tivessem ficado magoados. O alarme foi

cada vez mais difícil.

dado por telefone-satélite e a marinha sul-africana enviou uma fragata de guerra para prestar socorro. Na madrugada do dia 6 chegou a fragata mas, dado o estado do mar, a recolha dos velejadores e do corpo de António Bartolomeu foi demorada. Logo na fragata, assim como mais tarde no hospital, onde os tripulantes permaneceram para exames e tratamentos, todos receberam provas de cuidado, carinho e deferência que, mais tarde, não puderam deixar de agradecer e elogiar. Note-se que o Bille acabou por se afundar e houve necessidade de prestar socorro a outras nove embarcações que, aliás, acabaram por desistir, pelo que apenas 26 concluíram a prova. Tripulação a bordo do Bille

10

O primeiro veleiro a chegar ao Rio de Janeiro, no dia 14 de Janeiro, foi

Nesse mesmo dia, por volta das 15 horas, uma onda enorme

o da equipa italiana chefiada por Giovanni Soldini, com um novo tempo

embateu de lado no Bille e fê-lo voltar-se, ao mesmo tempo que

recorde de 10 dias, 11 horas, 29 minutos e 57 segundos. O Mussulo III,

partia o mastro, a estrutura da cabine, a mesa do poço e uma

que tinha continuado a regata, chegou ao no dia 26 de Janeiro, tendo-

das rodas do leme, assim como arrancou as vigias e janelas da

se classificado em 7º lugar.


ANO VI, EDIÇÃO 31 - MAIO 2014

VAMOS TIRAR DÚVIDAS? O Boletim Informativo vai, a partir deste número, inserir uma nova rubrica que pretende tirar dúvidas de Português, ajudar quem se interessar pelo assunto e responder a perguntas que nos sejam colocadas dentro deste tema. Vamos iniciar este “tira-dúvidas” com um assunto que causa algumas hesitações na hora de escrever: o uso de A, À, ÁS, ÀS. E como abundam as hesitações, os erros aparecem em toda a parte e onde menos esperamos. Por exemplo, em Portugal encontramos com frequência erros na utilização de Á. Querem ver? É em todo o lado e a toda a hora: Bacalhau á Brás. Foi á missa. Abrimos ás 8.00, etc. O mesmo se passa com ÁS e ÀS: No Brasil e em Angola, verificamos que se escreve com frequência À em vez de A, o que me parece resultar da forma tão bonita e musical com que pronunciam as vogais. Então, quando usar o quê? Vamos tentar explicar mas não é fácil... Portanto, escreva:” às quartas-feiras, às voltas, à 1. “A” é um artigo definido, género feminino, singular: A camisa tem um defeito. Vi A camisa na montra e borla, à frente” E: “De 25 a 29 de Março, a correr, daqui a pouco” gostei dela. A Odisseia é um livro extraordinário. 2. Mas “A” pode ser também uma preposição e geralmente indica uma relação de modo, tempo, distância, lugar: Exemplos: Mandei limpar o fato A seco. (modo) O concurso está aberto de 2 A 24 de Maio. (tempo) Ele vem daqui A oito dias. (tempo) Luanda está A 6000km de Lisboa e A sete horas de avião. (distância e tempo) Fui A Malanje na semana passada. (lugar) 3. À é a contracção da preposição A com o artigo definido A. Exemplos: Costumo ir visitá-lo À cadeia todas as semanas. (a+a cadeia) Todos os sábados ela vai À feira. (a+a feira) Fomos À missa das 9. (a+a missa) 4. ÀS é a contracção da preposição A com o artigo definido feminino plural AS Exemplos: Fomos ÀS compras e só chegámos ÀS 6 horas. (a+as compras/horas) 5. ÁS é o nome de uma carta de jogar, mas também significa “pessoa muito hábil, sabedora” Exemplos.: Ela jogou o ÁS de ouros e recolheu as cartas. Ele julga-se um ÁS a Matemática.

Por favor, mande-nos as suas sugestões e dúvidas. Serviço de Saúde Ocupacional

PLANO DE EMERGÊNCIA INTERNO

COMO EXTINGUIR UM INCÊNDIO EM SEGURANÇA? 1

ESCOLHA O EXTINTOR PELA CLASSE DE FOGO

A 2

Fogos SÓLIDOS

B

C

Fogos LÍQUIDOS

Fogos GASES

COMO MANUSEAR O EXTINTOR 1

2

Incline o extintor ligeiramente para

Prima o manípulo existente na válvula do

frente e retire a cavilha de segurança

extintor, e faça uma primeira descarga

3

para testar

4

Aproxime-se a favor do vento ou com a porta nas

Após a extinção não vire as

suas costas. Projete o jato do agente extintor para

costas ao local, pode existir um

a base das chamas e faça movimentos laterais

reacendimento

Se suspeitar de um incêndio, mantenha a calma e ligue para o 5555 e/ ou ative o botão manual de alarme, antes de o tentar extinguir

11


EDITORIAL

A NOSSA CLÍNICA A saúde é o bem mais precioso. Cuidar dela é a nossa razão de ser. A CLÍNICA SAGRADA ESPERANÇA é uma instituição de serviço público, dotada de

E-mail da CSE: cse.secretariado@gmail.com

E-mail do Boletim: cse.boletim@gmail.com

Website da CSE: www.cse-ao.com

personalidade jurídica, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, com fins não-lucrativos. Tem a sua sede em Luanda e está localizada na Ilha de Luanda, Avenida Mortala Mohamed. Inaugurada em 1991, foi premiada em Abril de 2005 com a Medalha de Ouro da Foundation for Excellence and Business Practice, situada em Genebre Suíça.

MISSÃO Prestar cuidados de saúde diferenciados em regime de ambulatório e internamento, com qualidade, em tempo útil, na perspectiva de eficiência e eficácia, promovendo a melhoria contínua das prestações de cuidados, o aperfeiçoamento profissional e a satisfação dos seus colaboradores.

FICHA TÉCNICA

Participar no ensino e formação de quadros superiores, designadamente no ensino pré e pós-graduado de médicos e enfermeiros, na formação de farmacêuticos

Bárbara Mesquita

e bioquímicos, de quadros médios técnicos de saúde, em regime de estágios, em

Esmael Tomás

colaboração com as entidades públicas e privadas de educação em Saúde, bem como

Hipólito Calulu Marta Leal Narciso Mbangui

REDACÇÃO E REVISÃO Maria do Carmo Cruz

na formação de quadros de higienização, de serviços gerais e de logística. Desenvolver acções de investigação clínica, quer na área de Saúde Pública quer na Área Hospitalar.

VISÃO A CLÍNICA SAGRADA ESPERANÇA pretende ser, cada vez mais e de forma gradual e segura, uma verdadeira, justa e adequada referência na prestação de serviços de Saúde em Angola, visando: a satisfação dos clientes, o desempenho interno enquanto instituição de Saúde, a qualidade dos cuidados prestados, o envolvimento dos

DESIGN E PAGINAÇÃO

funcionários, a responsabilidade social.

Eduardo Brock

imagem cooporativa

IMCS-730/B/2014

CSE | Boletim Informativo N.º 31 | Maio 2014  

Visite-nos em www.cse-ao.com

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