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SEMI-INTEGRAL FLEXÍVEL 2011


No Semi-Integral, as crianças tiveram a oportunidade de conviver com amigos de diversas idades. Embora existam momentos específicos de atividades para crianças da Educação Infantil ao 1º ano e do 2º ao 5º ano, todos surpreenderam nos momentos em que foram convidados a conviver coletivamente. As crianças têm bom entrosamento e criam momentos genuínos de interação e trocas, em que tanto os maiores, quanto os menores tem a ganhar.


Além das aulas específicas, aconteceram diversas atividades. No primeiro semestre, as crianças foram convidadas a um passeio pelo Sítio do Picapau Amarelo. Fizemos culinária, brincamos com músicas e faz de conta, produzimos as personagens em massinha e sucata, fizemos diferentes propostas plásticas relacionadas ao tema, discutimos modos de vida e costumes, pesquisamos um pouco sobre Monteiro Lobato, assistimos episódios de diversas épocas e, como não poderia deixar de ser, lemos histórias. No segundo semestre, as crianças de 2º a 5º ano vivenciaram momentos de oficinas de leitura de livros favoritos e de jogos. As crianças de Educação Infantil a 1º puderam experimentar oficinas de brincadeiras e momentos plásticos, tendo por inspiração alguns artistas, como Miró e Tarsila do Amaral.


ALMOÇO A hora do almoço é momento, geralmente, bastante apreciado pelas crianças. Os alimentos que fazem parte do cardápio do dia vem montados, separadamente, em um prato sempre muito variado e colorido! O combinado é experimentar aqueles que não são conhecidos. As crianças costumam arriscar-se nesta tarefa e é comum vê-las abrir as portas para novos sabores. A autonomia também é algo trabalhado neste momento, de acordo com aquilo que é desafio para cada criança.


ARTES CÊNICAS e EXPRESSÃO CORPORAL


Desde o início a proposta foi descobrir maneiras de se contar histórias e ter a possibilidade de explorar a imaginação, trazendo corporalmente o que gostaríamos de dizer.


Fomos para o fundo do mar, navegamos como piratas e descobrimos o tesouro, contamos hist贸rias com objetos, brincamos com os personagens da nossa hist贸ria preferida, inventamos animais fant谩sticos, criamos, desenhamos, pintamos, e o essencial para tudo dar certo, brincamos de faz-de-conta.


Quando iniciamos nossas brincadeiras de animais fantĂĄsticos, percebi o envolvimento da turma e pudemos realizar um trabalho bastante significativo. Inventamos os personagens, construĂ­mos bonecos, criamos figurinos, contamos e recontamos uma histĂłria e concluĂ­mos o processo com um livro como forma de registro dessas atividades.


CAPOEIRA Neste semestre trabalhamos a Capoeira por meio de três elementos básicos: as Histórias, as Músicas e os Movimentos. Cada encontro foi dividido em três partes, a “roda de boas vindas” , Roda de música e movimentos de capoeira.

Nesta turma temos crianças de 2 a 9 anos e o desafio foi preparar aulas tão interessantes para os pequenos quanto desafiadoras para os grandes. Como se trata de uma turma inicial, onde todos estão começando a conhecer a Capoeira acredito que o próprio conteúdo da linguagem deu conta do recado. Grandes e pequenos se interessaram pelas histórias, pelas músicas, pelo manuseio dos instrumentos, bem como pelas brincadeiras e jogos corporais próprios da Capoeira.


Desde o começo das aulas o encantamento mútuo, das crianças pela Capoeira e do professor pela turma, garantiu a criação de um forte vínculo, o que facilitou o surgimento de uma dinâmica de aula que se seguiu por todo o semestre. Tivemos como objetivo neste semestre a criação e ampliação de um repertório de cantigas e de movimentos corporais da Capoeira e a percepção corporal própria e do outro .

Com as histórias contadas em sala pudemos contextualizar cada cantiga da Capoeira trabalhada e com a repetição das rodas de música e instrumentos nas aulas pudemos nos apropriar deste repertório, fixando melodias, ritmos e letras. As crianças ficavam sempre muito atentas às histórias e não raro criavam relações entre o que estava sendo contado e suas experiências ansiosos por participarem das histórias, como por exemplo nas histórias de mar, falavam de passeios à praia ou citavam bichos do mar que conheciam. Tubarões, baleias e sereias estavam sempre por ali.


Nas brincadeiras corporais, algumas já conhecidas outra novas para a turma, pudemos aprender a executar e nomear diversos movimentos da Capoeira. Agora a ginga, a meia-lua, a negativa dentre outras, fazem parte do vocabulário desta turma. Pudemos também associar o movimento corporal ao ritmo e pulsação de instrumentos musicais, que é uma característica da Capoeira pois quem comanda o jogo, a brincadeira e os movimentos é o berimbau.

As crianças rapidamente perceberam a relação entre o ritmo dos instrumentos e movimentos e passavam a brincar com isso, por exemplo correndo rápido quando o berimbau tocava devagar só para provocar risadas entre eles mesmos em uma relação muito divertida com os conteúdos apropriados.


Na Capoeira aprende-se ao olhar o outro e a olhar-se no outro. Sempre ao começar um movimento em dupla peço que se agachem e cumprimentem um ao outro e este é sempre um momento muito bonito, pois digo que se olhem nos olhos e se enxerguem “na bolinha do olho” do amigo e eles se surpreendem ao verem-se refletidos nas pupilas de quem está a sua frente.

Este olhar nos prepara para um diálogo com quem joga com você, em que a relação se dá pelo corpo. Para crianças nessa faixa etária, e para além dela, perceber e conversar com outro pode ser uma descoberta constante e na Capoeira essa é a essência do jogo, ouvir e falar com o corpo, respeitando o ritmo e a movimentação de cada um dentro de um espaço privilegiado para o olhar, que é a Roda e esta turma se apropriou muito bem dos elementos que formam essa conversa, os movimentos da Capoeira. Desde os bem pequenos até os maiores entenderam que quando um ergue e passa a perna em uma meia-lua, o outro abaixa-se, esquivando-se em uma cocorinha ou mesmo quando um passa um rabo-de-arraia ou outro desvia-se em uma negativa e assim se dá o jogo.


Foi um semestre de muitas descobertas e conquistas desta turma, um novo repertório de cantigas foi aprendido e está sendo expandido, novas brincadeiras corporais e possibilidades de movimentação surgem, a compreensão e a realização do jogo da capoeira passa a fazer parte dos conhecimentos adquiridos pelas crianças ao longo do semestre.

Muito foi aprendido e muito mais está por vir...


CIRCO Aulas de Circo


Na turma do primeiro horário das aulas de circo do semi-integral o conteúdo trabalhado foi a familiarização dos aparelhos do circo, a iniciação de alguns movimentos ginásticos básicos. A preocupação maior foi aprimorar o acervo motor, a consciência corporal. Houve trocas de atividades a todo instante para motivá-los constantemente, pois essa faixa etária tem pouco tempo de concentração. Devagar os alunos ampliaram seu tempo de atenção junto com a segurança necessária para execução dos movimentos.


Na segunda turma, tanto do semi-integral, quanto dos alunos do período matutino, já foi possível irmos um pouco mais além por terem maior domínio do corpo e não necessitarem de tanto auxílio. Eles aprenderam alguns truques e poses um pouco mais avançadas e desenvolvemos um trabalho de atenção durante as explicações dos exercícios, força, agilidade, coordenação motora e superação de limites.


XADREZ Na primeira turma que frequenta as aulas de xadrez, a intenção inicial era apresentar o jogo em suas primeiras possibilidades. Para isso, alguns temas estiveram envolvidos nas aulas ao longo deste ano. As crianças tiveram a oportunidade de conhecer, inicialmente, a história sobre a origem do xadrez. Depois, entraram em contato com o tabuleiro e suas peças. Veio, então, o momento de entender a maneira pela qual as peças se movem e capturam umas às outras. Tudo isso foi feito com bastante tranquilidade e muitos momentos lúdicos. As crianças puderam brincar no tabuleiro gigante e sentir-se do mesmo tamanho que as peças, assistir a uma animação sobre um jogo de xadrez e, até mesmo, confeccionar, por meio de desenhos, um tabuleiro de xadrez feito inteiramente por eles. Em meio a todas essas experiências, aos poucos, foram compreendendo o objetivo do jogo e passaram a conhecer algumas regras básicas, como o roque, o xeque e o xeque mate. Os momentos nos quais eram convidadas a jogar aconteciam de duas formas: um jogo entre dois pequenos grupos, contando com o professor em um grupo e a professora em outro e/ou um jogo em duplas, entre as próprias crianças, tendo o adulto apenas como auxiliar neste processo. Cada um à sua maneira, todos mostraram-se bastante interessados e atentos às aulas de xadrez e tiveram muitas conquistas.


A segunda turma, passou de forma mais breve por momentos de introdução ao jogo e, assim, pôde entrar em contato com alguns aprofundamentos teóricos. Apareceram novas regras, como j’adoube, tomar em passant e promoção. Fizeram análises de partidas de grandes mestres nas quais observaram e aprenderam formas interessantes de iniciar o jogo, de proceder ao longo dele e de finalizá-lo.

O uso do relógio também apareceu e foi muito bem recebido pelas crianças que, concentradas e interessadas no jogo tem feito um rico uso deste objeto. Para que tudo isso acontecesse, ocorreram jogos entre professor e alunos, entre alunos e, também, um campeonato simbólico. Por fim, não podemos deixar de contar das brincadeiras com o xadrez, que fizemos para relaxar antes das partidas, como Lobo e ovelhas, Jogo da velha e Xadrez chinês.


APÓS ESTE PRIMEIRO ANO DE SEMI INTEGRAL, NADA MELHOR DO QUE PODER COMPARTILHAR COM AS FAMÍLIAS UM POUCO DAQUILO QUE VIVEMOS!


XADREZ


CAPOEIRA


CIRCO


ARTES CÊNICAS

E EXPRESSÃO CORPORAL


AGRADECEMOS POR ESTE ANO DE PARCERIA NO SEMI-INTEGRAL! VOLTAREMOS COM NOVIDADES EM 2012! Professoras de sala: Suzana Moreira Ana Lucia Thaís Eddy Professores específicos: Aline Essu (Circo) Carlos (Xadrez) Cristiano Costa (Capoeira) Patrícia Viotto (Artes cênicas e expressão corporal) Coordenadoras Pedagógicas: Lilian Chitman e Roberta Jung Marcon Direção Geral: Silvio Barini Pinto

Relatório Semi- Integral  

Relatorio referente ao Semi-integral

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