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Relatório - 3º bimestre Para esse bimestre nos aventuramos a confeccionar outro formato de relatório: com muitas imagens que contam do trabalho e possibilitam uma aproximação com o nosso dia a dia. Além disso, traz o registro dos professores sobre nossas intenções e caminhos trilhados nesse bimestre.

A escolha das imagens não foi fácil, mas nossa motivação é de que vocês possam saber das vivências e experimentações do 2º ano C. Sugerimos que curtam com seus filhos a apresentação deste relatório, pois eles são os melhores narradores deste percurso. Boa leitura! Profª Marcela Giudice


Memórias das férias... O que marcou? O 2 º a no C vo l to u d a s fér i a s d emo ns tra n do

m u i ta

d i s po s i çã o,

a l egr i a

e

ainda

m ai s

i nte n s i d a d e p a ra e s ta r n a e s co l a n o va m e nte . Co m pa r ti l h a ra m p ro g ra ma s ,

co m

viagens,

os

pa s s ei o s ,

a m i go s l e i t ura s

os e

f i l m e s ex p l o ra d o s n a s fé r i a s . A pro v ei ta mo s a s di fe re ntes ex p e r i ê nc i a s d u ra nte a s pr i me i ra s s em a na s de a go s to e o q u e m a i s c ha mo u a te nçã o do g r u p o fo i u m

d o s re l a to s d a v i a gem do T i a go, co mo no s co nto u :

“Eu trouxe fotos dos animais do Pantanal do Sul e mostrei para meus amigos. O Pedro G. gostou de saber que eu alimentei um jacaré.”


Projeto “Quem quer brincar põe o dedo aqui!” Nosso projeto foi concebido olhando as diferentes brincadeiras das crianças dos 2ºs anos. Ainda que tenham repertório e sejam criativos, observamos que nos momentos livres os meninos e meninas experimentavam uma pequena variedade de brincadeiras. Na maioria das vezes, a escolha era por

brincadeiras que

valorizavam a competição entre eles. Nosso projeto foi vivido em diferentes aulas, em diferentes espaços e com diferentes possibilidades. A palavra brincar foi ganhando um novo tom, uma recriação e perpassou nossos dias desse bimeste.


Como se joga o Beyblade? G ra n d e p a r te d o s m e n i n o s o c u p a r a m s e u s momentos livres e o dia do parque com o b r i n q u e d o b e y b l a d e . A p ro v e i ta m o s e st a “ fe b r e ” nas aulas de Língua Portuguesa e o grupo criou novas

r e g r a s d e b r i n c a d e i r a s , r e g i s t ra n d o c o m

o r ga n i z a ç ã o e c l a r e za o s i t e n s n e c e s s á r i o s q u e a p a r e c i a m n e ste t i p o d e tex to .

“Eu gostei de inventar novas regras para o beyblade e brinquei na minha casa quando ganhei meu beybey.” Yuri

“Gostei de escrever e testar as novas regras.” Isabela


Brincamos com as palavras a partir dos Limeriques ... “Os limeriques são divertidos e engraçadinhos. São mini poemas com rimas. Eu inventei um em casa e um na escola.” João Pedro

Nas nossas rodas de leituras e em sala de aula trabalhamos com o Limerique. Os alunos se divertiram com

este

gênero

e

criaram

seus

próprios

Limeriques,

demonstrando entrosamento com o assunto. Identificaram a sua organização e as rimas entre os cinco versos. Estamos elaborando um livro com os limeriques estudados

e os construídos pelo grupo para deixarmos no acervo da nossa biblioteca.

Um velho senhor morava no chiqueiro Gostava muito de dinheiro Comprou uma roupa para o porco Gastou muito pouco

Para distrair os porcos e saiu do chiqueiro. Marcel


Histórias e Brincadeiras O pião entrou na roda ao som do pandeiro e das palmas animadas das crianças. Pião vivo. Pião menino.

Pião menina. Criança rodando pelo espaço, de pé, com os braços abertos. No chão, os movimentos circulares lembravam passos de breakdance.


Feitos de madeira, plástico ou latão; rústicos e sofisticados; cantores e silenciosos; antigos e modernos, os piões entraram na roda formada por pernas e pés que se encontravam feito “arenas de batalha”. Ou então, rodopiavam soltos sob os olhares atentos, encantados e, às vezes, solitários dos brincantes.

Experimentando rodar com o corpo e observando as possibilidades do brinquedo no espaço, as crianças descobriram que “tudo” pode ser pião: borracha, lápis, caderno, rolha, clips e outros objetos do dia a dia. Brincando elas se Detalhe da obra “Jogos Infantis” (1560), de Pieter Bruegel (O Velho)

apropriaram do conceito desse objeto dançarino, conhecido desde a antiguidade.

Sua origem é incerta, mas você sabia que foram encontrados piões feitos de argila datados de 4000 a.C? Rodopiando o pião chegou aos nossos dias e, neste bimestre, conquistou espaço privilegiado nos encontros de HB.


Artes (…) A paisagem onde a gente brincou a primeira vez e a gente com quem a gente conversou a primeira vez, não sai mais da gente, e eu quando voltar para o Brasil vou ver se consigo fazer a minha terra.” Candido Portinari

Nesse bimestre conhecemos o artista Candido Portinari tendo as lembranças da infância como mediação das nossas conversas e dos nossos estudos. Visitamos a exposição ‘’No ateliê de Portinari (1920-1945)’’ no MAM. Eram desenhos e pinturas que retratavam as coisas que o artista via e conhecia do Brasil. O engraçado é que tinha um bauzinho que sempre acompanhava o monitor pelo caminho do museu e olhando bem, ele também estava presente em muitas obras de Portinari. Foi divertido achar baús nas obras expostas. No baú, o artista guardava as lembranças da sua infância e da sua cidade de Brodósqui. Vimos todas essas lembranças retratadas nas obras: as brincadeiras de criança como jogo de futebol, pipas e gangorra, também a plantação de café, de cacau e até a criança morta da obra ‘’Os Retirantes’’. Nas aulas de artes plásticas, desenhamos e pintamos várias obras com o tema das brincadeiras de Portinari. Retratamos a cor marrom avermelhada da terra, o brilho do céu e as cores das crianças. Também pintamos crianças na gangorra e em balanços. Portinari adorava pintar crianças brincando, e dizia: "Sabem por que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos." Conversamos também sobre nossas próprias brincadeiras e desenhamos aquelas preferidas para talvez, guardar no baú da nossa memória. Visitaremos outros lugares, outras brincadeiras e conheceremos outras infancias.


O que é infância ?

“Bebê e criança vivem a fase chamada infância. Aprendem a andar, pintar, falar e brincar.” Adriano

Infância é desenhar e brincar com a natureza.” Lara

“Infância é brincar de futebol, andar de cavalos, subir em árvores. É pintar, é escrever, é ler...” Luiza

“Infância é brincar e se divertir. Também sentir medo de monstro embaixo da cama.” João Pedro


Educação Física

O BEISEBOL...

Encontro com o 2º ano B As "brincadeiras da cultura infantil" são atividades dinâmicas, que se transformam de um contexto para outro, de um grupo para outro, daí a importância de serem resgatadas e vivenciadas durante as aulas, possibilitando a ampliação da bagagem cultural das crianças. Em nossas aulas brincamos de esconde-esconde, mãe da rua, pique alto, queimada, entre outras brincadeiras, além do Beisebol que foi uma atividade extremamente apreciada pelos alunos.

Atividade desafiadora... Movimentos complexos...

Momento de troca de informações...


Analisando material sobre brincadeiras de diferentes regiões do Brasil, os alunos coletaram informações que foram socializadas na roda e selecionaram atividades que não estavam em nosso repertório de brincadeiras.


O que há nos arredores da nossa escola?

Fomos às ruas descobrir! Continuamos o trabalho com o álbum de figurinhas do Colégio, pesquisando a origem do bairro. O grupo trouxe informações sobre a história

e realizamos um estudo para comparar as permanências

e

mudanças

de

principalmente nos arredores do Colégio.

Perdizes,

“ Subimos e descemos bastante nesta volta ao quarteirão. Antigamente as pessoas falavam : - Vamos ao Morro da Perdiz, porque havia uma criação desta ave no bairro”. Maíra

“Eu não sabia que o Bairro Perdizes era por causa de uma ave chamada Perdiz. Aprendi também o que é quarteirão – é um quadrado e se atravessar é outro quarteirão.” Pedro G.


Prédios, casas, bancas de jornal... Começamos a entender melhor onde moramos e onde estudamos.

As crianças puderam estudar as diferentes representações do espaço em plantas, planisférios, globo terrestre e na maquete que todos fizeram para representar o quarteirão do Colégio. Neste trabalho, abordamos as diferentes visões (vertical, horizontal e oblíqua) a partir de alguns pontos de vista . Identificaram nos arredores do colégio as ruas que formam o nosso quarteirão e compararam com o local onde moram.


Após o estudo do bairro do Colégio, pesquisamos os bairros do grupo, observando a localização de cada um deles nos mapas das diferentes Zonas. Os relatos dos alunos sobre o caminho que percorrem até o Colégio contribuíram para o levantamento dos bairros vizinhos e distantes. Descobrimos que o aluno Rafael é o que mora mais distante e ele nos contou de forma detalhada os meios de transportes necessários para se chegar ao Colégio: carro, metrô e ônibus. Além disso, procuramos no mapa mundi a região de origem de cada aluno da classe.


Matemática Brincando, as crianças foram experimentando diferentes formas de calcular mentalmente e registrar

estes

raciocínios.

Decompor,

juntar,

agrupar dezenas ou unidades foram algumas adas estratégias mais exploradas. Para este trabalho, utizamos bastante o ábaco, instrumento que auxilia na compreensão da noção posicional do número e “O ábaco me ajudou a ficar melhor nas contas. Tem cores diferentes e dá para pensar melhor.” Rafael

na introdução da técnica do algoritmo. O registro

destes cálculos foi de extrema

importância para que o aluno verificasse sua resposta e pudesse analisar seu pensamento matemático. O uso da cantina está ocorrendo de forma cada vez mais independente , ampliando o trabalho com

o

sistema

monetário

e

colaborando

gradativamente na compreensão do troco com o uso dos centavos.


Outras situações que envolvem a Matemática Quanto mede a sua cintura? Uso dos instrumentos de medidas.

Uso da calculadora

Quantos vértices tem um cubo? Aprendendo com os sólidos geométricos.


Notícia do Projeto Plantas do 1º semestre

Encerramos o nosso estudo sobre as plantas, reorganizando o canteiro do Colégio. Substituímos a planta singônio pelo manjericão. Os alunos aguardam ansiosos a colheita para uma futura culinária.


Será que nossa alimentação é saudável? A alimentação saudável foi nosso principal tema de investigação nesse bimestre. Para iniciar essa pesquisa as

crianças fizeram um levantamento do que costumam comer no dia a dia. Depois de socializarem essas informações, organizados em grupos, elaboraram suas hipóteses quanto a forma de classificação dos alimentos. Hipóteses dos alunos : Salgado e não salgado; Saudáveis, mais ou menos saudáveis, nada saudáveis;

.

Doces, frutas e comidas; Com gordura e sem gordura; As crianças apresentaram seus critérios e, a partir disso, fizeram

outras pesquisas. Assistiram o vídeo dos Pequenos Cientistas e do Sr. Banana e trabalhamos com um texto

cientifico da revista

Ciência Hoje para obter mais informações sobre os nutrientes e as suas formas de classificação.


Nosso lanche é balanceado? Colocamos em prática nosso estudo sobre alimentação, analisando os nutrientes que consumiam durante o lanche no Colégio. O grupo percebeu que alguns não

traziam a quantidade de vitaminas e sais minerais necessária para uma alimentação mais saudável. Percebemos o incomodo dos alunos que comiam mais lipídeos (doces, gorduras) do que outros nutrientes.

“ Algumas vezes trago um pouco de lipídeo no meu lanche, mas como bastante vitaminas como banana e morango.” Lucas


Ida ao Sacolão : Que frutas vamos comprar?

“Compramos frutas no Sacolão para fazer salada de frutas. Foi fácil escolher as uvas.” Pedro Bezerra


C U L I N Á R I A

“A gente achou que tinha uma codorna dentro do ovo que compramos. Mas quando descasquei vi que era uma gema.” Cauê


Música As crianças adoram falar e ouvir sobre os timbres dos instrumentos. Alguns já estão acostumados a ir a concertos, ouvem música erudita em casa e querem compartilhar com o grupo seus conhecimentos. É comum fazerem perguntas e imitarem com o corpo, os gestos dos regentes e dos instrumentistas. Os livros A Orquestra tim tim por tim tim e A Flauta Mágica de Mozart (As mais belas Óperas para Crianças), foram algumas das fontes pesquisadas nas aulas sobre, as famílias dos instrumentos da orquestra e obras de caráter erudito. Juntamente com apreciações de gravações e vídeos (Fantasia de Walt Disney), fizemos o exercício de OUVIR de maneiras diferentes: de olhos fechados; em movimento; com o brinquedo barangandão e sem poder falar. Seguem os links de alguns desses vídeos.

Estamos nos preparando para o

concerto na Sala São Paulo! Aguardem!


Essas cenas são do encontro que tivemos no dia 29 de setembro com a autora Selma Maria. Os desdobramentos desse encontro e os caminhos do nosso projeto estarão na Mostra Cultural.

Aguardamos vocês no dia 5 de novembro! Um abraço!

“Eu gostei de ver os brinquedos das outras crianças e aprendi a fazer um pião da hora.” João


2º ano C- 3º Bimestre