Page 1

ANO 38 - Nº 462 ABRIL 2013 - R$ 9,90

Especial

2012

Mérito Lojista BRASIL Mudanças à vista Aumento nas vendas depende de adequação do varejo às exigências do novo consumidor brasileiro E MAIS: • Varejo destaca as principais parcerias de 2012 • Segmentos premiados se mostram otimistas para 2013


HOMENAGEADOS Destaque Responsabilidade Socioambiental

Abrace

Destaque Marketing

Havan

Destaque Empreendedorismo

Rede Plaza de Hotéis Destaque Inovação

Agentto

Destaque Excelência Comercial

Intelbras

Destaque Mérito Lojista do Ano

Seller Magazine

Destaque Economia Alexandre Antonio Tombini Destaque Parlamentar

Pedro Eugênio de Castro Toledo Cabral

Ganhadores do Prêmio

Cama, Mesa e Banho Cama

Mídia Jornal Especializado em Negócios

Serviços Transportadora

Materiais de Construção Argamassa

Cama, Mesa e Banho Banho

Papelaria Caderno

Móveis Estandes e Rakes Combinados

Materiais de Construção Reservatório - Caixa d`agua

Móveis Cozinha de Aço

Móveis Colchões

Móveis Quarto

Serviços Banco Cooperativo

Moda Confecção Feminina

Serviços Financeira / Sistema CDC

Móveis Estofados


Comunicação Jornal Estadual (AM)

Comunicação Jornal Estadual (GO)

Comunicação Jornal Estadual (AC)

Comunicação Jornal Estadual (DF)

Comunicação Jornal Estadual (ES)

Comunicação Jornal Estadual (PB)

Comunicação Jornal Estadual (RR)

Comunicação Jornal Estadual (RO)

Comunicação Jornal Estadual (RN)

Comunicação Jornal Estadual (TO)

Comunicação Jornal Estadual (CE)

Comunicação Jornal Estadual (PI)

Comunicação Jornal Estadual (MA)

Comunicação Jornal Estadual (PR)

Comunicação Jornal Estadual (RJ)

Comunicação Jornal Estadual (PE)

Comunicação Jornal Estadual (SC)

Comunicação Jornal Estadual (MG)

Comunicação Jornal Estadual (AP)

Comunicação Jornal Estadual (MT)

Comunicação Jornal Estadual (PA)

Comunicação Jornal Estadual (SE)

Comunicação Jornal Estadual (MS)

20 12


Nesta EDIÇÃO Os especialistas são categóricos: com os megaeventos esportivos previstos para acontecer no Brasil a partir de junho deste ano, o varejo deve sofrer uma guinada nas vendas que vai impulsionar alguns setores, sobretudo o de construção civil, eletroeletrônicos e serviços. Aliado à melhora do poder de compra do brasileiro, sobretudo nas classes D e E à prorrogação da redução do IPI, as perspectivas para 2013 parecem justificar o otimismo do varejo, que poderá crescer em 5% este ano. Para tanto, investimentos na ampliação de portfólio de produtos, maior atenção ao ponto de venda e destaque à cenografia das lojas são tendências a serem empregadas no varejo físico e que devem estar no foco dos empresários, assim como a mobilidade. Os principais desafios enfrentados em 2012 pelo varejo estão relacionados nesta edição especial da Dirigente Lojista, que também traz uma perspectiva do que os setores esperam para este ano. Sobreviver (e vencer) neste mercado é uma luta diária. O Prêmio Mérito Lojista reconhece os esforços dos principais parceiros dos lojistas. Aqui, as histórias de sucesso ajudam a construir um país mais próspero.

Boa leitura! Juliana Tavares Editora

6

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

DIRETORIA CNDL Presidente - Roque Pellizzaro Jr 1º Vice-presidente - Vitor Augusto Koch Vice-presidente - Marcelo Salles Barbosa Vice-presidente - Francisco H. P. Alves Vice-presidente - Geraldo César de Araújo Vice-presidente - José César da Costa Vice-presidente - Melchior Luiz D. de Abreu F. Diretor Administrativo e Financeiro Sílvio Antônio de Vasconcelos Souza Diretor do DASPC - Roberto Alfeu P. Gomes Diretor CDL Jovem - Samuel Torres Vasconcelos Diretores Ralph Baraúna Assayag  Maurício Stainoff  Sérgio Alexandre Medeiros  Jair Francisco Gomes  Marcelo Caetano Rosado Maia Batista  Mustafá MorhyJunior  Paulo N. Gasparoto  Ilson Xavier Bozi  Maria do Socorro Teixeira Noronha  Antônio Xará  Fernando Luis Palaoro  Francisco Régis Cavalcante Dias  Diretorias Especiais Adilson Schuenke  Emanuel Silva Pereira  Celso Vilela Guimarães  José Manoel Ramos  Antoine Youssef Tawil  Geovanne Gualberto Telles  Valdir Luiz Della Giustinna  Darcy Junior Santos  Egnaldo Pedro da Silva 

Conselho Superior Romão Tavares da Rocha Aliomar Luciano dos Santos  Moacyr Menegati Junior   Francisco Freitas Cordeiro  Álvaro Cordoval de Carvalho Conselhos Fiscais Efetivos - Eduardo Melo Catão, Marcelino Campos, Alberto Fontoura Nogueira da Cruz  Suplentes - Milton Araújo, Divino José Dias, Jayme Tassinari  Superintendente - André Luiz Pellizzaro Gerente - Kleber Sérgio Carvalho Silva Supervisão - Luiz Santana Conselho Deliberativo do SPC Brasil: Presidente Itamar José da Silva Vice-presidente - José César da Costa Conselho de Administração do SPC Brasil: Presidente - Roberto Alfeu Pena Gomes Vice-presidente - Melchior Luiz Duarte de Abreu Filho Diretor Financeiro - Sílvio Antônio de Vasconcelos Souza Vice-diretor financeiro - Marcelo Salles Barbosa Diretor de Comunicação - Dr. Francisco de Freitas Superintendente Nival Martins Júnior Conselho Fiscal do SPC Brasil Luiz Antônio Kuyava, Maria do Socorro Teixeira Noronha, Antoine Youssef Tawil.

Assinatura e Serviço ao Assinante assinatura.dirigentelojista@cndl.org.br | www.cndl.org.br | (61) 3213-2000

A revista Dirigente Lojista Edição Especial Prêmio Mérito Lojista é produzida pela CS Comunicação Diretor geral

Fernando Sant’Anna Borba fernando@cscomunicacao.com Editora Responsável

Juliana Tavares (MTb. 30640) Jornalistas: Kelli Gomes, Tatiane Seoane Projeto Gráfico e diagramação:

Guto Leirião Imagens: Shutterstock

Produção Gráfica:

Rio de Janeiro

Triunvirato Desenvolvimento Empresarial Ltda. Milla de Souza milla@triunvirato.com.br Rua São José, 40 – 4º andar Centro – 20010-020 Rio de Janeiro – RJ Fone: (21) 2611-7996


A OS LO j I STAS

Mais de três décadas de credibilidade

F

ruto de uma escolha totalmente democrática, na medida em que os vencedores são escolhidos, em voto direto, pelos lojistas de todo o país, o Mérito Lojista é uma consagração para os fornecedores, imprensa e prestadores de serviços laureados, pois todos contribuem para o desenvolvimento, inovação e qualidade de todos os ramos do varejo. Realizado pela CNDL e SPC Brasil, e organizado com apoio das Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas – FCDLs e Câmaras de Dirigentes Lojistas – CDLs, o Mérito Lojista já ultrapassa os 30 anos de existência. Estas mais de três décadas de premiação aos destaques do varejo, também mostra a credibilidade e ressonância do evento. A entrega do troféu Deusa da Fortuna é um momento de celebração e encontro, pois reúne lideranças, autoridades, personalidades, profissionais da mídia e representantes do Movimento Lojista de norte a sul do país. A cerimônia, pela sua diversidade, abrangência e reconhecimento, é considerada um verdadeiro “Oscar” do varejo nacional. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, que congrega

8

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

foto: divulgação

e reconhecimento “um consumidor cada vez mais exigente e um mercado cada vez mais diversificado nos espera” Roque Pellizzaro Junior Presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas)

27 Federações Estaduais (FCDLs), mais de 1.500 Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e cerca de 2.000 Serviços de Proteção ao Crédito (SPCs) em todo o país, sente-se honrada em poder fazer anualmente esta homenagem aos grandes parceiros do varejo. Sabemos que todos são vencedores, independente da categoria, pois vencer num mercado competitivo, na conjuntura econômica em que vivemos e com uma alta carga tributária é uma atitude de campeão. Prova disso é que no ano passado, o ínfimo PIB brasileiro de 0,9% só não foi negativo, porque os resultados positivos foram puxados pelo comér-

cio, na medida em que a indústria enfrentou muitas dificuldades, com desempenho abaixo do esperado. Parabenizamos mais uma vez a participação de todos no Mérito Lojista, desejando que o troféu sirva de incentivo para enfrentar novos desafios com muita determinação e confiança, acreditando num futuro melhor não só para o varejo, mas para toda a sociedade. Um mundo cada vez mais interativo, um consumidor cada vez mais exigente e um mercado cada vez mais diversificado nos espera. Assim, é preciso uma especial atenção de nossa parte para estarmos cada vez mais preparados a fim de melhor atender.


í n di ce

Edição

462

48

44 Bazar UD

60 Eletroeletrônicos

64 Entretenimento

80 Moda 10

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Calçados

68 Iluminação

84 Móveis

88 Papelaria


12

O futuro já chegoou

O varejo nacional deve se adaptar às exigências do brasileiro

23

Campeões do varejo

A lista completa dos ganhadores do Prêmio “Mérito Lojista 2012” e os homenageados desta edição

100

Artigo

Navegando guiado apenas pelas estrelas

52 Cama, Mesa e Banho

56 Eletrodomésticos

Destaques 28 Mérito Lojista do Ano 30 Inovação

76

72

Materiais de Construção

Informática

32 Empreendedorismo 34 Excelência Comercial 36 Marketing 38 Responsabilidade Social

92 Serviços

96 Comunicação

40 Parlamentar 42 Economia


ESPECIAL I 2012 - 2013

O futuro já chegou

Apesar do tropeço na economia global, os consumidores continuaram a gastar em 2012. O varejo nacional deve se adaptar às exigências do brasileiro, que já não liga em pagar mais pelos produtos em troca de algum diferencial

12

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


N

ão precisa dizer que o Brasil é a bola da vez. Tantos megaeventos esportivos para acontecer chamam a atenção do mundo para o país e, claro, o varejo nacional não fica de fora desta toada. Otimismo é a palavra chave para definir o cenário econômico brasileiro e o setor varejista seguiu essa onda, em 2012: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do setor fechou o ano em alta de 8,4%, com peso significativo de 44,6% da taxa anual do varejo para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. No acumulado no ano, o avanço foi de 12,3%. O segundo maior impacto na taxa do varejo partiu de móveis e eletrodomésticos, que avançou 12,3% sobre 2011. O desempenho, segundo o próprio IBGE, foi decorrente da manutenção do crescimento do emprego, do rendimento e da disponibilidade de crédito; bem como da redução dos preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos, estimulado pela redução do IPI. No acumulado no ano, todos os estados tiveram taxas positivas no volume de vendas. Os maiores avanços ocorreram em Roraima (26,7%), no Amapá (17,7%), em Mato Grosso do Sul (16,9%), no Tocantins (15,3%) e no Acre (12,8%). Inegável que parte do desempenho positivo no setor se deu à melhora do poder de compra do brasileiro, sobretudo na classe D e E – a que mais cresceu em consumo de bens não duráveis, sobretudo no primeiro trimestre de 2012, comparado ao mesmo período de 2011. Nos três primeiros meses, os consumidores da baixa renda passaram de 25% em participação nos gastos para 30%, representando uma expansão de 12%. Uma das justificativas para a evolução no poder de compra das clasess D e E foi o crescimento da variedade de produtos adquiridos. A expansão do consumo também é considerada reflexo do desenvolvimento dos pequenos centros brasileiros, onde 70% das clasess D e E está presente. A prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em 2012, favoreceu o setor de veículos

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

13


ESPECIAL I 2012 - 2013

Apesar do bom resultado registrado para automóveis e comerciais leves, a soma do setor teve queda de 2,25%

14

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

de transporte, que registrou crescimento acima do esperado, com 6,11%, em relação a 2011, totalizando 5, 6 milhões de unidades em 2012, contra 5, 7 milhões em 2011. A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que representa mais de sete mil concessionários de veículos no Brasil, calculava uma evolução 4,8% para o ano passado. Apesar do bom resultado registrado para automóveis e comerciais leves, a soma de todo o setor, que inclui caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos, como carretinha para transporte, re-

gistrou queda de 2,25% no comparativo entre 2011 e 2012 – o que mostra que tanto otimismo não se estende para todos os setores.

Expectativas Para 2013, a Fenabrave estima crescimento de 3%, acompanhando as expectativas para evolução do PIB (Produto Interno Bruto), e está otimista em relação às medidas do governo com o recente anúncio da volta gradual do IPI durante o primeiro semestre de 2013, período tradicionalmente mais fraco nas vendas de veículos no Brasil. Contudo, o setor de caminhões é o que tem as maiores apostas com previsão de aumento de 15%, alcançando assim, cerca de 158 mil unidades este ano. Já para automóveis e comerciais leves, a expectativa é de 2,6% e, no segmento motocicletas, espera-se 3,7% de crescimento, este ano. A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FECOMÉRCIO-SP) estima


ESPECIAL I 2012 - 2013

que o Varejo Nacional poderá crescer em 5% este ano. “Os estímulos fiscais continuam para alguns setores, o que incentiva o consumo. Sem contar que a proximidade dos grandes eventos esportivos permitirá a realização de ações que incentivem o consumidor, sobretudo na aquisição de novos eletroeletrônicos”, explica a assessora econômica da federação, Fernanda Della Rosa. Embora fatores como alta e m p r e -

16

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


ESPECIAL I 2012 - 2013

gabilidade, crescimento salarial real, taxa de juros baixa e ampliação da oferta de crédito favoreçam o consumo, todas as molas propulsoras de desenvolvimento apresentam sinais de esgotamento: sem aumento da produtividade, não se pode empregar mais gente nem aumentar salários. Além disso, a inflação continua corroendo o salário do trabalhador e não apresenta nenhum sinal de arrefecimento. Otimismo pode ser reconfortante, mas a cautela, neste quadro, ainda é o melhor remédio.

Foco no consumidor De acordo com Marcelo Prado, diretor do Núcleo de Inteligência de

18

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Mercado do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a marca e a qualidade do produto são um grande chamariz para a realização de compra para 70% dos consumidores que, agora mais exigentes, não ligam em pagar mais pelos produtos desde que tenham uma experiência positiva de compra, como a localização e ambientação da loja, além do bom atendimento. Para tanto, a ampliação de portfólio de produtos, maior atenção ao ponto de venda e destaque à cenografia das lojas são as tendências a serem empregadas no varejo físico e que devem estar no foco dos empresários para, no médio prazo, conseguirem obter

Otimismo pode ser reconfortante, mas a cautela, neste quadro, ainda é o melhor remédio


ESPECIAL I 2012 - 2013

crescimento de suas vendas. Mas é a tecnologia o grande canal de transformação do varejo para os próximos anos. Soluções como cloud computing, business analytics e mobilidade serão indispensáveis ao varejista que quiser acompanhar essa evolução. Quem conseguir tirar proveito desse volume de informação terá um grande diferencial estratégico em relação à concorrência e definirá o futuro do setor, desvendando o comportamento do novo cons u m i d o r. “Além disso, o varejo terá de se adaptar ao consumidor: o tele-

fone celular (smartphone e o iPhone) é, hoje, uma ferramenta de interligação do cliente com a loja, possibilitando a procura do produto, consulta do preço e realização da compra e pagamento, em qualquer horário e em qualquer lugar em que ele esteja. O uso da tecnologia vai mudar a forma de fazer varejo. Mudará a relação da loja com o cliente e do cliente com a loja. É, portanto, necessário que o empresário lojista se adapte

A expectativa para 2013 é de uma expansão de 35% no varejo em comparação a 2012

20

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

a essa nova realidade”, explica Reynaldo Saad, sócio e responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da Deloitte. O e-commerce também tem um longo caminho a percorrer até atingir o patamar dos principais players globais. Segundo a Fecomercio, o comércio digital mal chegou a 1,5% de todo o comercio nacional, enquanto em regiões como a América do Norte e Europa o número chega a 5%. De acordo com estimativas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), contudo, a expectativa para 2013 é de um crescimento significativo no setor, no Brasil, com uma expansão de 35% em comparação a 2012. A forte pressão em relação à inovação de canais eletrônicos de vendas, tanto por parte do governo (NFR-e e ICMS) como pelos clientes será a responsável por esse desempenho. “É adaptar para sobreviver ou estagnar e fracassar”, diz Saad.


ES P ECIAL I P r ê m io M é r it o lo j i s ta

Campeões do varejo

L

ojistas de todo o Brasil escolheram, por voto direto, os vencedores da 34ª edição do Prêmio Mérito Lojista. Além das ações desenvolvidas em prol do varejo pelos diferentes parceiros, também foram considerados nesta premiação quesitos como qualidade dos produtos oferecidos, preço, serviço, atendimento, promoção e propaganda de cada empresa participante. Os ganhadores serão agraciados numa cerimônia que acontece no dia 18 de abril, no Royal Tulip Brasília Alvorada (SHTN – Trecho 1, Conj. 1-B, Bloco C – Balroom), em Brasília. Além de reunir os principais representantes do varejo, da imprensa e do governo, as empresas premiadas receberão o troféu Mérito Lojista, uma estatueta da Deusa da Fortuna

– concebida pelo artista plástico Gustavo Nakle e considerada o “Oscar do Varejo”. A premiação mantém a tradição de promover e valorizar os esforços de fornecedores, imprensa e prestadores de serviço que foram parceiros dos lojistas em 2012. Promovida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas desde 1980, o prêmio deste ano contemplou 87 empresas, divididas em 14 categorias de mercado, além de homenagear pessoas e empresas que se destacaram no ano passado por seu desempenho no varejo. Tudo isso, mais um breve panorama dos principais setores do varejo, você pode conferir nesta edição da revista Dirigente Lojista Especial Mérito Lojista. Aproveite!

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

23


ESPECIAL I P rêmio Mérito lo j ista

Reconhecimento aos Parceiros Confira a lista completa dos ganhadores do prêmio Mérito Lojista Brasil 2011 BAZAR/ UD

ENTRETENIMENTO

Cutelaria................................TRAMONTINA Louças..................................OXFORD Vidros....................................CISPER

Bicicletas...............................TRACK BIKES Brinquedos............................MATTEL Jogos Eletrônicos..................SONY

CALÇADOS

ILUMINAÇÃO

Feminino...............................AZALEIA Infantil....................................ORTOPÉ Masculino..............................DEMOCRATA Tênis..................................... ADIDAS

Cabos................................... SIL Disjuntores............................ SIEMENS Interruptores e Tomadas....... FAME Lâmpadas............................ FLC Reatores............................... INTRAL

CAMA, MESA E BANHO Banho...................................BUDDMEYER Cama....................................ALTENBURG Mesa.....................................TEKA

INFORMÁTICA Computadores......................SAMSUNG Impressora............................LEXMARK Suprimentos..........................KALUNGA

ELETRODOMÉSTICOS Ar Condicionado.................. SPRINGER Portáteis................................ ELETROLUX Exaustor................................ FISCHER Linha Branca........................ LG

ELETROELETRÔNICOS Som e Imagem.....................LG Aparelho Celular....................SAMSUNG

24

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Argamassa............................WEBER Chuveiros e Aquecedores.... CARDALL Ferragens e Segurança.........STAM Ferramentas..........................COOPERTOOLS Louças..................................INCEPA Metais e Acessórios..............DOCOL Pisos e Azulejos....................ELIANE Portas e Janelas....................SASAZAKI Reservatório / Caixa d’Água..ETERNIT Tubos e Conexões................AMANCO


ES P ECIAL I P r ê m io M é r it o lo j i s ta

MODA Feminina................................MALWEE Infantil ...................................MARISOL Jovem .................................. HERING Masculina............................. LACOSTE

MÓVEIS Colchões.............................. CASTOR Cozinha................................. KAPPESBERG Cozinha de Aço.....................ITATIAIA Estandes e Rakes.................MADESA Estofados..............................HERVAL Infantil....................................KAPPESBERG Quarto ...................................HENN Sala de Jantar .......................MOVEIS WW

MÍDIA Jornal Especializado em Negócios ............. VALOR ECONOMICO Rádio AM................... CBN Rádio FM................... JOVEM PAN Rede Nacional de Televisão.............. REDE GLOBO Revista Especializada em Negócios............ PEGN Revista de Circulação Nacional.. VEJA

PAPELARIA Borrachas............................. MERCUR Canetas................................ SHEAFFER Cadernos.............................. TILIBRA Escrita e Corretivos............... BIC Lápis..................................... FABER-CASTELL Papel.....................................CHAMEX

SERVIÇOS Banco Cooperativo.............. SICREDI Transportadora......................BRASPRESS Financeira / Sistema CDC.....LOSANGO

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

25


ESPECIAL I P rêmio Mérito lo j ista

MÍDIA Jornais Estaduais

Acre ........................................... A GAZETA Amazonas...................................... DIÁRIO DO AMAZONAS Amapá ........................................... JORNAL DO DIA Ceará............................................. DIÁRIO DO NORDESTE Distrito Federal............................... CORREIO BRASILIENSE Espírito Santo................................. A TRIBUNA Goiás............................................. O POPULAR Maranhão....................................... ESTADO DO MARANHÃO Minas Gerais.................................. O TEMPO Mato Grosso do Sul....................... A CRÍTICA Mato Grosso.................................. A GAZETA Pará................................................ O LIBERAL Paraíba........................................... JORNAL DA PARAÍBA Pernambuco.................................. JORNAL DO COMMÉRCIO Piauí............................................... JORNAL O DIA Paraná ........................................... A GAZETA DO POVO Rio de Janeiro................................ O FLUMINENSE Rondônia........................................ DIÁRIO DA AMAZONIA Rio Grande do Norte...................... A TRIBUNA DO NORTE Roraima.......................................... FOLHA DE BOA VISTA Santa Catarina................................ DIÁRIO CATARINENSE Sergipe........................................... CINFORM Tocantins........................................ JORNAL DO TOCANTINS

26

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

HOMENAGEADOS Destaque Responsabilidade Socioambiental Associação Brasileira de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil (Abrace) Destaque Marketing Havan Destaque Empreendedorismo Rede Plaza de Hotéis, Resorts & SPAs Destaque Inovação Agentto Destaque Excelência Comercial Intelbras Destaque Mérito Lojista do Ano Seller Magazine Destaque Economia Alexandre Antonio Tombini Destaque Parlamentar Pedro Eugênio de Castro Toledo Cabral


D e sta q ue I mé r ito lojis ta d o an o

Trabalho em equipe

foto: divulgação

Com quase 20 anos de varejo, a Seller Magazine conta com mais de 60 lojas distribuídas em três Estados brasileiros

L

evar ao consumidor uma variedade de produtos multimarca e marca própria nos segmentos de moda, cama, mesa, banho, decoração e utilidades domésticas, numa loja moderna, com espaços setorizados e exclusivos para cada nicho. Esse tem sido o principal objetivo da Seller Magazine, cuja trajetória começou em 1995, quando foi inaugurada a loja em Campinas, no interior de São Paulo. Naquela época, a loja vendia apenas tecidos e artigos de cama, mesa, banho e decoração. De lá pra cá, 18 anos se passaram e a empresa continua expandindo seu alcance Brasil a fora. Hoje, são mais de 60 lojas distribuídas em três Estados brasileiros: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais que, juntas, somam 3 mil colaboradores. “Nosso objetivo é chegar em 2015 com 100 lojas Seller e, aproximadamente, 3.500 colaboradores”, afirma o presidente da Seller, Zulmiro José Furlan. “Além de ser mais um atrativo regional, a abertura da loja fortalece a economia da cidade, aumenta a arrecadação e gera empregos diretos e indiretos.” Para o executivo, a homenagem no quesito Mérito Lojista é o reconhecimento de uma trajetória empresarial dedicada a fazer bem feito

28

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Além de ser mais um atrativo regional, a abertura da loja

fortalece a economia

da cidade, aumenta a arrecadação e gera empregos diretos e indiretos

tudo ao que se propõe. “Somos uma empresa que valoriza o trabalho em equipe, o atendimento, a qualidade dos serviços e produtos”, diz. A preocupação com a capacitação e integração da equipe, aliás, é apontada por Furlan como o principal diferencial da Seller Magazine frente às concorrentes. “São esses treinamentos que permitem mantermos a excelência de atendimento ao cliente”, revela. “Não adianta ter qualidade no serviço e no produto, mas não ter uma equipe pronta para atender o cliente como ele necessita.” Além disso, segundo o executivo, a Seller valoriza, tanto nas lojas Home, quanto na Magazine, o conceito “loja dentro de loja”, respeitando a cultura de cada cidade como forma de manter um relacionamento mais próximo com os clientes.


D e sta q ue I inovação

Força brasileira na Internet foto: divulgação

Aplicativo consegue integrar tecnologia e solidariedade das redes sociais e garante a segurança de pessoas e empresas

T

udo começou com um questionamento. “Se o smartphone pode interagir e conectar pessoas pela Internet móvel, por que não contribuiria para a segurança delas?”, pensava o empresário Sérgio Paim, CEO do Agentto. Mas foi um sonho (literalmente) que trouxe a resposta de como seria possível unir a tecnologia e a solidariedade das redes sociais numa solução que aumentaria a segurança da população. O feeling de empreendedor e os anos de estudo em tecnologia possibilitaram transformar o sonho em realidade. E, não por acaso, em 2012, o Agentto, uma solução de segurança, viral e baseada no conceito de redes sociais e mobilidade, tornou-se um dos destaques em tecnologia e inovação do ano. Desenvolvido por um grupo de 50 especialistas com recursos do MCTI/ FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o Agentto é um aplicativo que promete melhorar a segurança pública e proteger usuários de smartphones e computadores pessoais, permitindo que qualquer pessoa ou empresa avise familiares, colegas, amigos, comunidades e autoridades sobre algum problema pelo qual estejam passando, como um acidente de trânsito, agressão ou incêndio. Ao todo, serão investidos R$ 10 milhões

30

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

O Agentto, uma solução de segurança, viral e baseada no conceito de

redes sociais e mobilidade, tornou-se um dos destaques em inovação em 2012

no desenvolvimento da solução, que pode ser baixada gratuitamente em aparelhos Google Android, Windows Phone e Apple iPhone e para PCs com Windows. Quem receber o pedido pode usar as informações para acionar, por exemplo, a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros. Segundo o diretor-executivo do Agentto, Sérgio Paim, a rede social de segurança ainda leva em conta questões éticas, que buscam evitar fraudes ou o envio de informações equivocadas. “O Agentto permite repreender um usuário e seus amigos de confiança caso ele faça trotes ou se comporte de maneira que a própria sociedade julgue inadequada”, diz o executivo.


D e sta q ue I em pr een d e d o r ism o

Prazer em atender bem

foto: divulgação

Pensando na Copa de 2014, hotéis da rede Plaza passam por um vasto processo de reestruturação

S

uperar expectativas. Esse é um dos objetivos da Rede Plaza de Hotéis, Resorts & Spas, presente nos Estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina com seis hotéis (três executivos e três resorts). É por essa razão que, até 2014, a rede pretende injetar R$ 20 milhões em melhorais de infraestrutura e gestão dos hotéis e resorts, como forma de demonstrar o seu comprometimento em bem atender os seus hóspedes. Os recursos dos novos investimentos estão sendo garantidos por financiamentos e reservas próprias. O Plaza Porto Alegre Hotel, por exemplo, é o mais antigo do grupo e passou, em 2012, por um processo de reformulação e atualização tecnológica que previu, inclusive, a instalação de novos equipamentos. “Toda essa reestruturação pretende adaptar a rede aos meios de hospedagem de padrão internacional”, explica o diretor de Marketing do grupo, Abdon Barretto Filho. “Somos uma rede 100% brasileira, onde a tradição e a excelência em serviços estão em primeiro lugar. Por isso, para não ficar defasado, é necessário fazer investimentos frequentes.” A gestão também passou por uma reavaliação. Desde 2012, a rede conta com grupos de trabalho

32

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Não por acaso

somos referência no

setor em matéria de atração e manutenção de clientes, aumento das vendas e

visibilidade do mercado

que, além de valorizar as ideias e iniciativas dos colaboradores para melhorar o atendimento da rede, contribuem com a descentralização da gestão. “Buscamos a melhoria contínua dos nossos serviços a partir da perspectiva do cliente, seja ele hóspede ou não hóspede. Criamos e investimos em diferenciais competitivos e, finalmente, acompanhamos as tendências mundiais e as novas teorias de estratégia, tática e operação, devidamente adaptadas à nossa realidade”, afirma ele. Os resultados, de acordo com o diretor de Marketing, são visíveis. “Não por acaso somos referência no setor em matéria de atração e manutenção de clientes, aumento das vendas e visibilidade do mercado”, afirma.


D e sta q ue I E xc elênc ia c o m e r cial

Líder de vendas

foto: composição shutterstock

Empresa registra crescimento em segurança eletrônica, e se consolida como marca reconhecida no mercado

E

mpresa com capital 100% nacional, a Intelbras foi fundada em 1976 e atua nas áreas de Telecomunicações, Redes e Segurança Eletrônica, com presença em todo o território nacional e em diversos países na América Latina (onde é líder em telecomunicações) e África. Nessas três áreas, é líder nacional em gerenciamento de imagem, em centrais condominiais, na fabricação de produtos de segurança eletrônica, em switches para pequenas e médias empresas e em telefonia. Em 2012, uma pesquisa elaborada pela Nielsen deu à fabricante catarinense a primeira posição na 14ª edição da Pesquisa Líderes de Vendas, na categoria Telefonia Fixa. A pesquisa fez um levantamento das cinco marcas mais vendidas em lojas de autosserviço em âmbito nacional e regional, em relação a 220 categorias de produtos. A Intelbras garantiu a primeira colocação em nível nacional e em todas as 11 regiões consideradas pela pesquisa para análise das marcas. “Esse prêmio, assim como a homenagem da Mérito Lojista, traduz todo o esforço da Intelbras em querer sempre ofertar o melhor produto aos nossos clientes. Esse é um resultado do trabalho de todas as áreas da empresa.” destaca o gerente da unidade de Consumo da Intelbras em Telecom, Fabio Sebastiani. 34

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Essa homenagem traduz todo o esforço da Intelbras em querer sempre

ofertar o melhor

produto aos seus clientes

Além de ter seus produtos ofertados em aproximadamente 9 mil pontos de venda de varejo e em 10 mil revendedores corporativos, a Intelbras se destaca pela sua grande capacidade produtiva, distribuída em quatro unidades fabris: matriz e parque fabril II em São José/SC (região metropolitana de Florianópolis), e filiais em Santa Rita do Sapucaí/ MG e Manaus/AM. Com um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) privado da América Latina, além de uma das maiores redes de assistência técnica no mercado brasileiro e importantes certificações, como a ISO 14001 na matriz e a ISO 9001 também na matriz, parque fabril II e filial MG, a empresa possui 1.800 colaboradores.


D e sta q ue I ma r ketin g

Pela liberdade de escolha

foto: divulgação

A catarinense Havan renova o padrão arquitetônico de suas lojas e incrementa o seu plano de expansão

A

lém dos grandes investimentos em expansão, a loja de departamento catarinense Havan se destacou, em 2012, pelo forte compromisso em trazer o que há de mais moderno no comércio mundial para as regiões onde está presente. Contudo, foram as ousadas estratégias de marketing adotadas para se aproximar do consumidor que garantiram-lhe a homenagem na categoria pelo prêmio Mérito Lojista. Em 2012, por exemplo, aproveitando a expectativa mundial pelo fim do mundo, a Havan resolveu criar uma promoção para interagir com os clientes: quem fizesse compras num determinado período, só passaria a pagar depois do dia 21 de dezembro, logo depois da data prevista para o apocalipse. “Mas só se o mundo não acabar”. O bom humor de suas campanhas atrai público e, como consequência, aumenta as vendas. A loja Havan também vem desenvolvendo ações estratégicas e operacionais no e-commerce, como criação de campanhas virais e e-mails marketing promocionais, além da administração do posicionamento da empresa nas redes sociais, anúncios online (links patrocinados) e ações mobile: uma metodologia que busca pelo crescimento inicial da audiência, passando pela sustentação do proje-

36

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Nunca deixamos de estar em contato com nossos clientes, seja através das constantes promoções ou pelos investimentos

em mídia

to web e a consolidação/conquista da liderança no segmento. “A nossa política de oferecer produtos de qualidade a preços baixos nos referencia no mercado”, explica o presidente da empresa, Luciano Hang. “Outro fator é que nunca deixamos de estar em contato com nossos clientes, seja através das constantes promoções ou pelos investimentos em mídia, ou ainda, pelas ações sociais que desenvolvemos.” Para 2013, a empresa renova o seu plano de expansão, com a meta de alcançar 100 lojas até 2015. Para começar, neste ano serão implantadas 15 filiais, nos estados onde já está presente e também em novos mercados, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.


D e sta q ue I Res p onsabil i dad e So cio am b ie n tal

Saúde humanizada

foto: Lorena Lopes

Inauguração do Hospital José de Alencar pretende oferecer um atendimento público de saúde com qualidade

O

ano de 2012 foi de uma enorme conquista para a Associação Brasileira de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil (Abrace), que atende, por ano, 1500 crianças e 4500 famílias. O recém-inaugurado Hospital da Criança de Brasília José de Alencar, cuja construção foi iniciada em 2005, representou a possibilidade de proporcionar agilidade e qualidade no tratamento das crianças e jovens com câncer. “A inauguração do hospital, em novembro de 2011, foi a realização de um esforço coletivo entre a Abrace, equipe de saúde e pacientes, mas é, acima de tudo, um grande passo em direção a um atendimento público de saúde, humanizado e de qualidade. Por isso, é uma conquista importantíssima para Brasília e, principalmente, para as nossas crianças e adolescentes que agora podem contar com um tratamento ágil e eficiente em um espaço totalmente adequado para eles”, afirma a presidente da Abrace, Ilda Ribeiro Peliz. Além do apoio às famílias das crianças assistidas, a instituição atua pressionando o poder público por melhores condições de tratamento. “Para a construção da primeira parte do hospital, que é público, totalmente voltado para consultas e procedimentos ambulatoriais e com capacidade para atender 5 mil pessoas por mês, foram necessários investimentos de 38

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

A inauguração do hospital, em novembro de 2011, foi a realização de um esforço coletivo entre a Abrace, equipe de saúde e pacientes

R$ 15 milhões. O segundo bloco, voltado para internação, cirurgias, UTI e diagnóstico especializado, ainda está em construção e, depois de inaugurado, permitirá ampliarmos o número de atendidos para 300 mil por ano”, garante. O maior desafio da Abrace, segundo Ilda Ribeiro Peliz, é a sustentabilidade da instituição, que vive de doações e não conta com recursos públicos para proporcionar qualidade de vida para as crianças assistidas e suas famílias. “Nossa expectativa se apoia na esperança de que mais pessoas se sensibilizem com a causa e nos ajudem a vencer os desafios que a doença, muitas vezes agravada por condições socioeconômicas precárias, nos impõe cotidianamente.”


D e sta q ue I Pa r lamenta r

MPEs fortalecidas

foto: Diógines Santos

Projeto de Lei pretende atualizar o Simples Nacional e prevê, entre outras medidas, o fim da substituição tributária

A

quinta revisão da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (PLP 237/2012) começou a tramitar na Câmara dos Deputados, e irá revisar pela quinta vez a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (MPE). Esse novo projeto de revisão é todo voltado para o fortalecimento da MPE, no qual o varejo tem grande destaque. Entre as principais propostas está o fim da substituição tributária sobre a MPE, medida que vem causando muitos danos ao pequeno empreendedor. “É necessário ter mecanismos eficientes que a neutralizem”, garante o deputado federal Pedro Eugênio, presidente da Frente Parlamentar Mista que trata da matéria. “Os estados estão arrecadando mais do que deveriam em cima das MPEs que, por lei federal, estão no regime tributário diferenciado. Precisamos encontrar uma solução e, por isso, estamos dialogando com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e vamos dar prioridade à aprovação da proposta que impede que ela seja aplicada sobre a categoria.” Pedro Eugênio também destaca a chamada “morte súbita” de quem cresce e deixa de ter enquadramento no Simples como algo que deve ser mudado com a proposta. “Sair do Simples e entrar no regime de lucro

40

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Novo projeto de revisão é todo voltado para o fortalecimento da MPE, no qual o varejo tem grande

destaque

presumido é um salto que muitos não conseguem realizar. É necessário criar um amortecimento, um sistema que permita uma transição suave. Na Frente Parlamentar estamos trabalhando esta questão com o apoio do SEBRAE”, informa. Entre as principais propostas do projeto estão o fim da substituição tributária; a inclusão de novas categorias; a redução de custos para abertura de cadastros; estímulo às exportações e compras governamentais; extensão dos benefícios aos produtores rurais pessoa física e agricultores familiares. A maioria das propostas do PLP é de natureza tributária. A matéria, segundo o deputado, será amplamente discutida em 2013.


D e sta q ue I ec onomia

Consolidação da Estabilidade foto: divulgação

Para o presidente do Banco Central, atual cenário econômico traz benefícios para o varejista e para o cidadão

O

varejo é setor fundamental da economia, tanto por seus impactos diretos na geração de empregos e renda, quanto pelos impactos indiretos no restante da economia devido ao seu papel de conectar consumidores e produtores, demanda e oferta.” Essa é a opinião do atual presidente do Banco Central, Alexandre Antonio Tombini, o economista homenageado nesta edição do prêmio Mérito Lojista. Segundo ele, nos últimos anos, o consumo das famílias tem sido uma fonte de dinamismo para a economia nacional, em especial devido à incorporação de 40 milhões de brasileiros à classe média ao longo da última década. “Isso se traduz num desempenho forte para o varejo, que cresceu 8,4% em 2012, enquanto o chamado varejo ampliado, que inclui as vendas de automóveis e materiais de construção, cresceu 8%”, explica. A principal contribuição que o Banco Central pode dar para o desenvolvimento do varejo nacional é, de acordo com ele, continuar avançando na consolidação da estabilidade macroeconômica. “O cumprimento da meta para inflação por nove anos consecutivos, combinada com importantes avanços institucionais, permitiu a redução significativa de prêmios de riscos que são embuti-

42

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

O consumo das famílias tem sido uma fonte de dinamismo para a economia nacional, em especial devido ao crescimento da classe

média

dos nas taxas de juros domésticas”, diz. “Mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais e o aprofundamento do mercado de crédito favoreceram o processo de redução das taxas de juros praticadas no país. Essas transformações caracterizam-se por elevado grau de perenidade e representam uma importante contribuição para o desenvolvimento do segmento varejista.” Com o constante desenvolvimento tecnológico tem surgido novos serviços. Para o economista, esse cenário, traz benefícios para o varejista e para o cidadão, como a redução de custos, maior conveniência, melhoria da qualidade, facilitação da inclusão financeira e maior competição na prestação de serviços de pagamento.


B a za r i ud

44

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Ascensão em

ritmo crescente Consumidor interno conquista maior poder de compra e investe, cada vez mais, em conforto e bem estar para a casa

O

os vencedores

setor de Bazar e UD

te ano, alinhar a necessidade do

tem se mostrado forte

consumidor com o produto vendido,

e em plena ascensão

criando uma sincronicidade entre o

por conta da junção de fatores de-

que o cliente deseja e o que é ofe-

cisivos que impulsionaram o merca-

recido. “Entender as necessidades

do: crescimento da classe C, maior

dos consumidores, adaptar-se às

poder de compra da classe média,

suas aspirações a fim de oferecer

o boom do mercado imobiliário, so-

produtos com mais benefícios e

mado a uma forte tendência com-

que se adéquam às necessidades

portamental das pessoas que pas-

do consumidor são a chave para o

saram a se cercar de conforto, para

aumento das vendas”, avalia Yaka-

ficarem mais tempo em suas casas.

ra Biancalana, diretora comercial do

Segundo a Associação Brasileira de

segmento de utilidades domésticas

Design de Interiores (ABD), o seg-

da Owens-Illions/Cisper, uma das

mento de decoração cresceu cerca

ganhadoras na categoria Vidros e

TRAMONTINA

de 500% em 10 anos. Estudos da

Cristais. A empresa, que teve uma

Louças

entidade mostram, ainda, que as

receita de US$7,4 milhões de dóla-

famílias com renda familiar de até

res em 2011, emprega mais de 24

5 mil reais aumentaram em até seis

mil pessoas, distribuídas em 81 fá-

vezes os gastos com produtos para

bricas nos 21 países em que atua.

o interior da residência, gerando um

De acordo com Yakara, para 2013,

movimento anual de R$ 18 milhões.

a Owens-Illions/Cisper planeja re-

Para seguir essa estimativa, o

forçar a sua presença em utilidades

setor de Bazar e UD planejam, nes-

domésticas, ampliando a sua identi-

Cutelaria

OXFORD

Vidros

CISPER

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

45


B a za r i ud

foto: divulgação

dade com o consumidor. “Para tanto, investimos numa nova comunicação visual e melhoramos o custo/ benefício de nossos produtos para o consumidor final.”

Desempenho comprometido Apesar da previsão otimista, em

A OwensIllions/Cisper se adapta às aspirações do consumidor a fim de oferecer produtos com mais benefícios e aumentar as vendas

2012, o setor teve seu crescimento fortemente comprometido. “Ano passado sofremos o impacto das variações cambiais e, como se não bastasse, teve ainda a greve da Receita Federal, que impediu a chegada de produtos importados ao Brasil”, explica Cecília Rima Braz, presidente da Associação Brasileira de Utilidades e Presentes (Abup). “Esperamos que 2013 seja bem melhor”. Para ampliar o alcance do setor de Bazar e UD, feiras importantes acontecem em todo o país, como a Abup Show que, este ano, abriu o calendário de eventos do segmento Casa e Decoração, com 130 empresas associadas. Outra importante feira para o mercado é a Gift Fair que está em 46° edição. Com uma visitação estimada de 65 mil profissionais que visitam cerca de 700 expositores numa área de 70 mil m2. Paralelamente a Gift Fair, acontece a 16° D.A.D (Decoração, Arquitetura e Design), que apresenta objetos de decoração, artesanato e artigos para uso pessoal. O cenário interno não pareceu afetar o desempenho da Oxford Por-

46

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Cecília Rima Braz - Abup “Esperamos que 2013 seja bem melhor”

celanas, ganhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria Louças. Os últimos anos para a empresa foram marcados pelo aumento constante nas vendas, com ações efetivas em produtos com designer inovador que fizeram a diferença e chamaram a atenção do consumidor. “Em 2013, planejamos elevar as vendas em 23% sobre os R$ 152 milhões faturados em 2012”, esclarece Zaira da Silva, diretora de marketing da Oxford Porcelanas. “Este ano será decisivo para a marca: nosso desafio é aumentar a nossa presença no mercado externo, adicionando em nossa linha peças assinadas pelo designer internacional Karim Rashid: criando, assim, maior visibilidade em nossos produtos”, revela.


c alça do s

48

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Acertando o

passo Medidas para inibir a importação de calçados ainda não foram suficientes para acabar com a concorrência desleal

A

o contrário do que se

naram e perfizeram o pior resulta-

pressupunha, as me-

do em 25 anos, 15,7% menor no

didas

governamentais

ano passado do que em 2012, to-

limitando a importação de calça-

talizando US$ 1,09 bilhão. Ao mes-

dos da China não foram suficien-

mo tempo, as importações cresce-

tes para que o mercado nacional

ram 19% no período, fazendo com

voltasse

a expandir. Em 2012, a

que a balança comercial de calça-

produção física de calçados caiu

dos caísse quase 33% em relação

3,3%, conforme índice medido pelo

a 2011.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

Reação em cadeia

Ademais, provocado, o gigan-

Para Fernando Brigagão, gestor

te asiático não tardou em mostrar

de produtos e marketing dos sapa-

as suas garras. “Agora, a China en-

tos Democrata, uma das principais

via para o Brasil os seus produtos

marcas de calçados masculinos e

ORTOPÉ

desmontados, conseguindo, assim,

ganhadora do prêmio Mérito Lojis-

Masculino

os vencedores Feminino AZALEIA

Infantil

passar pela fiscalização. Também há

ta, após 2012 ter sido um ano de

DEMOCRATA

registros de falsificação do certifica-

incertezas, 2013 já está demons-

Tênis

do de origem”, lamenta Heitor Klein,

trando grande reação. “No primei-

diretor executivo da Associação Bra-

ro trimestre deste ano, os números

sileira de Calçados (Abicalçados).

já demonstram a reação do setor,

ADIDAS

As exportações também decli-

com um aumento de 10% no fatura-

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

49


c alça do s

foto: divulgação

mento em relação ao mesmo período no ano passado”, sinaliza. Além da distribuição dos calçados para revenda em multimarcas, a Democrata está prevendo, este ano, a abertura de 20 lojas especializadas somente em calçados da marca.

Modernização

O incremento no faturamento da Ortopé foi de 35% em 2012, com aumento em mais de mil clientes ativos no segundo semestre

As empresas calçadistas estão se reiventando e apostando em modernização para superar entraves e continuar crescendo. Esse, pelo menos, tem sido o segredo da Ortopé, ganhadora do prêmio na categoria Infantil, que vem passando imune aos resultados do setor. “Em cinco anos, a marca vem reconquistando o mercado e para

milhões, para uma produção um

isso, profissionalizou-se, ajustou a

pouco acima de 2 milhões de pares.

produção, a distribuição e a qualidade dos produtos, além de fazer

Na contramão do mercado está

namento de mercado. Agora, é a

a Azaléia, ganhadora do prêmio

hora de começar a colher os pri-

na categoria Calçado Feminino,

meiros resultados desta reestrutu-

cujo processo de internacionaliza-

ração”, comemora Carlos Haack,

ção da marca vem se fortalecendo

gestor da marca.

ao longo dos anos: em 2012, por

cremento no faturamento foi de 35%

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Internacionalização

grandes investimentos no posicio-

A receita, parece, deu certo: o in-

50

Fernando Brigagão - Democrata “Setor está reagindo: já tivemos aumento de 10% no faturamento”

exemplo, registrou um crescimento de 20%.

em 2012, com aumento em mais de

Além disso, a empresa continua

mil clientes ativos somente no se-

com seu processo de exportação

gundo semestre do ano passado.

para mais de 30 países, entre a Amé-

A expectativa da marca para 2013 é

rica Latina, Europa e Oriente Médio

crescer mais de 28% em seu fatura-

– o que inclui investimentos em ma-

mento, alcançando a cifra de R$95

terial publicitário e promocional.


c am a , m esa e banho

52

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Novas

estratégias Crises econômicas, aumento das importações e maior poder de compra dos brasileiros impulsionam o mercado interno

N

os vencedores Banho

BUDDMEYER

Cama

ALTENBURG

Mesa TEKA

em faz tanto tempo assim

o saldo negativo foi ainda maior, che-

quando os grandes fabri-

gando a US$256,6 milhões, de acor-

cantes de Cama, Mesa e

do com um estudo do IEMI. Ainda,

Banho do Brasil viam na exportação

segundo o estudo, as exportações

o seu principal canal de faturamento.

caíram 73,3% em valores, enquanto

“Com o agravamento da crise eco-

que as importações mais que dobra-

nômica nos países europeus e norte-

ram, com alta de 105,3%.

-americanos e o aumento nas impor-

Como uma das consequências

tações do setor, os grandes tiveram

da queda das exportações de Cama,

que voltar a se dedicar ao consumi-

Mesa e Banho houve uma desacele-

dor interno”, informa Marcelo Prado ,

ração no faturamento do setor têxtil

diretor do Núcleo de Inteligência de

e de confecção que, em 2011, foi de

Mercado do Instituto de Estudos e

U$ 67 bilhões, caindo para U$56,7

Marketing Industrial (IEMI).

bilhões no ano passado, segundo

Assim, mudanças significativas

dados da Associação Brasileira da

ocorreram no mercado e, em pouco

Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

tempo, o Brasil passou de exportador

Com o mercado interno estabiliza-

de artigos de cama, mesa e banho

do, o brasileiro, no ano passado, saiu

para importador. Em 2011, pela pri-

às compras interrompendo um ciclo

meira vez, as importações se sobre-

negativo de dois anos. As estimativas

puseram às exportações, gerando

do setor preveem que 2013 será me-

um déficit de US$182,2 milhões na

lhor do que nos anos anteriores, com

balança comercial. No ano passado,

alta na produção de 6,7% de contra DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

53


c am a , m esa e banho

foto: divulgação

os 2,2% no ano passado. “Toda essa perspectiva positiva mostra que o setor, agora interessado em ampliar terrítorio interno, irá se empenhar em atender as exigências do público brasileiro que agora sabe que tem o poder de

A Buddemeyer criou condições para que sua marca não só fosse reconhecida pelo consumidor brasileiro, mas também na Alemanha, Argentina, Paraguai, Rússia, Uruguai e Venezuela

54

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

compra em suas mãos”, diz Prado. A marca e a qualidade do produto ainda são um grande chamariz para a efetuação de compra de produtos para Cama, Mesa e Banho. De acordo com pesquisa da IEMI, 70% dos consumidores não ligam em pagar mais pelos produtos em troca de algum diferencial, que pode ser a localização, ambientação ou, ainda, o bom atendimento da loja. Mesmo assim, segundo

Rolf Buddemeyer - Buddemeyer, “Sem o sucesso do seu distribuidor, nenhuma marca se sustenta”

a pesquisa, eles não compram de forma impulsiva: 71% das compras foram feitas mediante pesquisa de produtos, marcas e preços nas lojas.

Qualidade internacional Em um segmento acostumado a abusar das promoções de preços, construir uma marca revela a existência de fortes atributos de qualidade e design nos produtos e de estratégias de mercado consistentes ao longo do tempo. Esse tem sido o principal esforço da Buddemeyer, vencedora na categoria Cama, do prêmio Mérito Lojista.

década de 1990, a empresa aplicou todo conhecimento adquirido no mercado interno, desenvolvendo design e acabamentos diferenciados , além de fortalecer a parceria varejo especializado em Cama, Mesa e Banho a partir de um conceito simples: sem o sucesso do seu cliente que distribui o produto ao consumidor final, nenhuma marca se sustenta por muito tempo’, informa Rolf Buddemeyer, presidente da empresa. Com valores fortes, produtos únicos, bons parceiros no comércio e um

Para tanto, foi necessário traçar

profundo respeito pelo consumidor, a

uma estratégia. Primeiramente, ao

Buddemeyer criou condições para

se voltar para os Estados Unidos e

que sua marca não só fosse reconhe-

Europa, a marca teve de se adequar

cida pelo consumidor brasileiro, mas

a mercados bem mais competitivos

também na Alemanha, Argentina, Pa-

que o brasileiro. “A partir do início da

raguai, Rússia, Uruguai e Venezuela.


el etro do mésticos

56

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Vendas

otimistas Para 2013, os principais desafios do setor será continuar defendendo a redução do IPI para a linha branca

C

os vencedores Ar Condicionado SPRINGER

Portáteis

ELETROLUX

Exaustor FISCHER

Linha Branca LG

om a segunda prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), desde 2011, o mercado de eletrodomésticos contou, até agosto do ano passado, com a alíquota de 15 para 5% no comércio de geladeiras, 20 para 10% para as máquinas de lavar; já os fogões que pagavam 4% e os tanquinhos 10% tiveram o imposto reduzido para zero. Isto junto a outras medidas de incentivo como o cartão de financiamento da Caixa, que proporciona taxas diferenciadas para clientes do Programa Minha Casa, Minha Vida, fez com que o setor de eletrodomésticos apresentasse resultados positivos, em todas as suas categorias, nas vendas do ano passado. De acordo com dados da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), o comércio de máquinas de lavar automáticas e semi-automáticas tiveram crescimento de 18 e 16%, respectivamente, em relação a 2001. Os refrige-

radores apresentaram acréscimo de 16% nas vendas; enquanto os fogões chegaram a subir 20%, na comparação anual. Os eletros-portáteis, como liquidificadores, processadores, ventiladores e ferros de passar, tiveram crescimento de cerca de 10% no ano. A venda de televisores fechou 2012 com 14,364 milhões de aparelhos, sendo 90% deles modelos de tela fina (LED, LCD e plasma). “Pode-se observar também uma crescente demanda por “smartTV´s”, que são acionadas remotamente via gestos, voz e movimentos”, conta Lourival Kiçula, presidente da Eletros. A associação estima também que os grandes eventos esportivos devem impulsionar ainda mais as vendas de televisores. Segundo Kiçula, o principal desafio este ano será continuar defendendo a redução do IPI para a linha branca, como forma de garantir a competitividade do setor. Já na venda de portáteis, o desafio de 2013 DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

57


el etro do mésticos

foto: divulgação

será barrar a forte concorrência com os produtos importados. A LG, ganhadora na categoria áudio e vídeo, é a principal marca de home theater no Brasil, lançou, este ano, dois produtos: a terceira geração do Home Theater 3D Sound, que possui detalhes que ampliam a sensação de imersão do som; e o

As altas temperaturas no País, em 2012, aqueceram os negócios da Springer, que registrou recordes de vendas no 2º semestre

58

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

modelo HLX50W - um home theater em formato de barra – ambos com novidades em suas funcionalidades, design e tecnologia 3D. Para o portfólio de 2013, a fabricante apresenta o DockStations, uma nova categoria de produtos. O principal lançamento da companhia é o modelo ND8520, com design cúbico e 80W de potência. O diferencial é que este aparelho possibilita o

Lourival Kiçula - Eletros “O desafio este ano será continuar defendendo a redução do IPI”

acesso ao acervo musical de iPods, iPhones ou iPads, bem como reproduzir músicas direto do iTunes, acessando uma rede Wi-Fi por meio da tecnologia Air Play ou bluetooth.

Mercado aquecido As altas temperaturas no País, em 2012, aqueceram os negócios da Springer, a maior fabricante de ar condicionado da América Latina, ganhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria. A fabricante registrou recordes de vendas no 2º semestre do ano passado. Uma de suas principais ações no ano passado foi o investimento na unidade de produção, com o novo parque industrial em Manaus, o que significou aumento na contratação de funcionários, além de novos canais de atendimento ao consumidor

e no aprimoramento nos serviços pós-vendas. Além disso, a fabricante promoveu lançamentos de produtos de design arrojado, visual clean e em novas tecnologias, como o ar-condicionado portátil Springer Nova, novidade que permite ao usuário climatizar cômodos da casa (que possuam janela) por meio de um simplificado sistema de instalação. Segundo Henrique Mascarenhas, diretor de marketing da empresa, para 2013 a expectativa é de otimismo moderado, devido, principalmente, à expansão do PIB (Produto Interno Bruto). “Esperamos também a manutenção dos níveis de demanda dos últimos anos, com perspectiva de incremento no consumo dos produtos que comercializamos”, conta.


el etro ele trônicos

60

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Mercado na

balança Setor é atingido pela crise internacional e baixa no consumo, mas comemora as vendas pela internet

A

os vencedores Som e Imagem LG

Aparelho Celular SAMSUNG

crise internacional, que provocou a retração dos investimentos produtivos, e a baixa no consumo marcaram o setor de eletroeletrônico em 2012. De acordo com dados da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), ainda com crescimento de 5%, em relação a 2011, o faturamento de R$ 145 bilhões não atingiu as estimativas de 13%, esperadas para o mercado no ano passado. A Abinee avalia também que um dos principais desafios do setor em 2012 foi a competição com produtos importados inseridos em território nacional. Segundo dados da associação, as importações de produtos elétricos e eletrônicos apresentaram crescimento de 1% em comparação a 2011, somando US$ 41,2 bilhões. Já as exportações de produtos eletroeletrônicos alcançaram US$ 7,8 bilhões, o que representa 5% abaixo das realizadas em 2011. As vendas

para a Argentina – um dos principais mercados de produtos eletroeletrônicos – por exemplo, registraram queda de 23%. Contudo, ainda diante destes resultados, o mercado de exportações obteve aumento de 11% no faturamento da indústria eletroeletrônica. Isto porque a taxa de câmbio, que apresentou equilíbrio em 2012, ofereceu mais competitividade ao setor. Nos negócios com outros países, a Abinee aponta um crescimento de 1% em dólar, o que corresponde a um aumento de 17% em reais. A participação das exportações no faturamento da indústria passou de 9,9%, em 2011, para 10,4%, em 2012. Diante disso, as expectativas para 2013, ainda de acordo com a Abinee, são as apostas em relação às taxas de câmbio, além da redução de custos de energia elétrica, que também deverá reduzir os custos de produção da indústria. A associação estima uma evolução de 4% nas exportações, alcançando US$ 8,1 bilhões. DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

61


el etro ele trônicos

foto: composição shutterstock

Com as importações, calcula-se US$ 43,6 bilhões, de acordo com os 6% de crescimento esperados. O déficit comercial do setor, em 2013, deverá ser 6% maior que 2012, totalizando US$ 35,5 bilhões Assim como diversos outros setores do varejo nacional, espera-se que a Copa do Mundo e as Olimpíadas acelerem os investimentos em

No Brasil, a Samsung investiu em novidades com alta tecnologia, como o lançamento, em 2012, do Samsung Galaxy SIII

infraestrutura, principalmente na área de telecomunicações, que poderão aumentar 8%, com faturamento de R$ 156,7 bilhões. Por outro lado, Mauricio Salvador, presidente da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), estima ainda um acréscimo de 30% nas vendas pela internet, impulsionadas pela entrada de nove milhões

Setor de Eletroeletrônicos O faturamento de R$ 145 bilhões não atingiu as estimativas de 13%

de novos e-consumidores, devido ao crescimento do uso de dispositivos

preço sugerido de R$ 2099, funcio-

móveis, como celulares e tablets.

nalidades intuitivas e mais conve-

Segundo Salvador, isso se deve

nientes às necessidades do usuário.

ao forte investimento das lojas virtu-

Em julho do ano passado, a fabri-

ais em ferramentas que possibilitam

cante fechou parceria com a Deco-

o aumento das taxas de conversão e

lar.com e, com isso, possibilitou aos

às campanhas de marketing digital,

usuários o uso exclusivo, por alguns

baseadas no comportamento de na-

meses, de serviços de reservas de

vegação dos visitantes.

voos e hotéis na América Latina a

“Ainda assim, logística e operações continuam sendo um ponto fraco de muitas lojas virtuais”, conta o presidente de ABComm.

partir de smartphones com plataforma Android da Samsung. Já a LG, ganhadora na categoria Áudio e Vídeo, lançou, este ano, dois produtos: a terceira geração do

De fora para dentro

62

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Home Theater 3D Sound, que pos-

Ganhadora do prêmio Mérito Lo-

sui detalhes que ampliam a sensa-

jista na categoria Aparelho Celular, a

ção de imersão do som; e o modelo

Samsung investiu, em 2012, em no-

HLX50W – um home theater em for-

vidades com alta tecnologia no Bra-

mato de barra – ambos com novida-

sil. Uma delas foi trazer ao mercado

des em suas funcionalidades, design

nacional o Samsung Galaxy SIII a um

e tecnologia 3D.


en treteni mento

64

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Verde e amarelo

em evidência O consumidor brasileiro volta a dar preferência pelas peças fabricadas no país, fortificando o setor

H

á

pelo

menos

cinco

anos, a produção nacio-

de 2011, o que comprova a diminuição do subfaturamento.

nal de brinquedos vinha

Na avaliação do presidente da

sofrendo com o crescimento em rit-

Abrinq, Synésio Batista da Costa,

mo acelerado das importações de

o principal fator para a queda na

brinquedos, principalmente os vin-

importação de brinquedos está na

dos da China. A disputa de preços

perda de competitividade da China

entre os brinquedos nacionais e os

no mercado mundial. “Mudanças

importados colocava em desvanta-

estruturais nas relações de trabalho,

gem a produção brasileira, caracte-

como o aumento de salário em 20%

rizada pela excelência na qualidade

nos últimos três anos e pagamen-

dos produtos e pelo cumprimento

tos de leis sociais, além de fatores

de todas as exigências trabalhistas

como a valorização da moeda local,

impostas por lei. Segundo levan-

a desaceleração da economia nos

tamento da Associação Brasilei-

EUA e na Comunidade Européia,

TRACK BIKES

ra de Fabricantes de Brinquedos

aumentam os preços dos produtos

Brinquedos

(Abrinq), em conjunto com a Se-

chineses e tornam a exportação me-

cretaria de Comércio Exterior, a en-

nos atrativa”, explica Costa.

os vencedores Bicicletas

MATTEL

Jogos Eletrônicos SONY

trada de brinquedos vindos de fora

As bicicletas, por sua vez, con-

fechou 2012 com 3,2% em volume,

tinuam com o mercado aquecido

e de 3,9% em dólares. Em janeiro,

devido, principalmente, a maior

houve aumento de 12,16% no pre-

consciência da população na utiliza-

ço médio por quilo importado, na

ção desse meio de transporte, por

comparação com o mesmo período

não poluir o meio ambiente e ainda

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

65


en treteni mento

foto: divulgação

oferecer maior qualidade física e mental aos praticantes. Tanto que as vendas de bicicletas em 2011 e 2012 tiveram um aumento de 20% se comparados ao ano de 2010. O otimismo chegou à Trackbikes, ga-

A Sony, ganhadora na categoria Jogos Eletrônicos, intensifica a batalha entre os fabricantes com novos dispositivos que permitem controlar jogos com movimentos do corpo

nhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria bicicletas, que, em 2012, planeja elevar em 20% as vendas com aumento do market share. De acordo com David Kamkhagi, diretor geral da Trackbikes, para que o consumidor tenha maior incentivo para a compra da bicicleta há muitas questões que podem ser melhoradas, entre eles os gargalos encontrados na cadeia produtiva e na importação de peças. “A bicicleta não sofreu nenhuma desoneração de impostos como aconteceu com os carros. Se o setor tivesse esse incentivo, o consumidor teria maior estímulo para contribuir com a redução do trânsito e, por consequência, a diminuição de poluentes”, diz.

Vender bem A venda de brinquedos nacionais também continua em ascensão constante. Segundo dados dos fabricantes nacionais varejistas, o destaque do período foi a linha fabricada em madeira que, em 2010, era 6,6% da fatia do mercado, e em 2011 passou para 7,4%. Outra linha que demonstrou maior desempenho foi a de pelúcia, com um aumento

66

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

David Kamkhagi – Trackbikes “Com incentivo, o consumidor contribuiria com a redução do trânsito”

para 1,7%. O setor de bonecos havia demonstrado queda depois de sua ascensão em 2008, quando chegou a 20,8% da fatia do mercado. Em 2011, voltou a se estabelecer, atingindo 17,5. Com mais de 75 anos de tradição no desenvolvimento, pesquisa e fabricação de brinquedos globais, com marcas amplamente reconhecidas nos mais de 150 países em que comercializa seus produtos, a Mattel, vencedora no prêmio Mérito Lojista na categoria Brinquedos, é referência mundial e líder na maior parte dos mercados em que atua. Hoje, o mercado brasileiro representa o segundo lugar em vendas

de 0,9% entre 2010 e 2011. A linha

da empresa, com mais de 200 mi-

de eletrônicos que, em 2010, era de

lhões de produtos fabricados no

somente 0,3%, expandiu as vendas

país ao ano.


i lu mi na ção

68

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


A espera de

mais luz Apesar da burocracia e da guerra fiscal, conscientização dos consumidores se tornou positiva para as vendas

O

os vencedores Cabos SIL

setor

de

iluminação

pelas regras nos níveis municipal,

se manteve estável no

estadual e federal e a guerra fiscal

ano passado, em com-

entre estados”, afirma Fagundes.

paração a 2011, com faturamento

Um fato positivo pelo qual pas-

de R$ 3,8 bilhões e, assim, as ex-

sou o setor em 2012 foi a redução

pectativas para 2013 estão contro-

de 15 para 5% das alíquotas do IPI

ladas. Para Carlos Eduardo Uchôa

(Imposto sobre Produtos Industriali-

Fagundes, presidente da Abilux

zados), relativas às luminárias. A en-

(Associação Brasileira da Indústria

tidade destaca também a conscien-

de Iluminação), este será um ano

tização dos consumidores sobre os

difícil. Porém, espera-se um saldo

conceitos de eficiência energética

positivo em decorrência dos negó-

e o processo de encaminhamento

cios a serem gerados pela Copa

para o Inmetro (Instituto Nacional de

das Confederações, Copa do Mun-

Metrologia, Qualidade e Tecnologia)

do e Olimpíadas.

da proposta de regulamentação de

Atualmente com 660 indústrias

luminárias com LED – diodos emis-

SIEMENS

em território nacional, o setor con-

sores de luz – para iluminação públi-

Interruptores e Tomadas

tinua preocupado com os possíveis

ca. “O uso das luminárias com LED

aumentos nos custos dos insumos

traz um número significativo de van-

FLC

importados pela variação cambial e

tagens como a economia de ener-

Reatores

a falta de financiamento para os pro-

gia e ainda são mais leves e de fácil

jetos de eficiência energética. “Além

instalação e manutenção”, explica o

disso, existe a burocracia gerada

presidente da Abilux.

Disjuntores

FAME

Lâmpadas

INTRAL

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

69


i lu mi na ção

foto: divulgação

Ainda de acordo com a associação, o País consome anualmente 250 milhões de lâmpadas incandescentes, 200 milhões de fluorescentes compactas, 90 milhões de tubulares, 20 milhões de halógenas e, por último, 0,5 milhões de LEDs.

Vencedora na categoria Reatores, a Intral apostou nos ambientes internos e lançou, em 2012, luminárias voltadas para decoração

70

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Para a FLC, ganhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria Lâmpadas, a estratégia para o aumento das vendas no ano passado foi investir no lançamento da nova marca de LED, a FLC LED, em parceria com a empresa de iluminação decorativa Startec, que trouxe soluções em iluminação com design e qualidade.

Carlos Eduardo Fagundes - Abilux “Esperamos um saldo positivo em decorrência dos negócios a serem gerados pela Copa”

Segundo Nilton Silva, diretor geral da companhia, a empresa estima, para 2013, um crescimento de

redes de energia subterrâneas.

50%, em relação a 2012. “Para isso,

Luiz Eustáquio Perucci da Silva,

estamos apostando em produtos

gerente de marketing da unidade de

com tecnologias inovadoras, na ca-

produtos de média e baixa tensão

pacitação da equipe de vendas e no

da Siemens no Brasil, afirma que a

desenvolvimento dos processos de

invasão de produtos asiáticos ganha

logística”, conta Silva.

vantagem no mercado brasileiro e prejudica o setor de disjuntores de-

Estratégias contra os asiáticos

vido à manipulação cambial no país de origem, pelos reduzidos custos

No mercado de disjuntores, a

de mão de obra e à baixa carga tri-

fabricante Siemens, ganhadora na

butária. “Nosso objetivo é alcançar

categoria Disjuntores, se destacou

um ambiente de mercado sadio, com

com produtos de maior capacidade

condições justas e igualitárias entre

de interrupção, que são normalmen-

todos os players “, conta o executivo.

te aplicados em instalações de maior

Vencedora na categoria Reato-

envergadura como prédios comer-

res, a Intral apostou nos ambientes

ciais e industriais e, também, em edi-

internos e lançou, em 2012, luminá-

fícios residenciais, alimentados por

rias voltadas para decoração.


i n f o rm áti c a

72

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Menores

e mais baratos A redução da taxa Selic e os incentivos fiscais contribuíram para a boa atuação deste segmento do varejo em 2012

A

inda com queda nas

mente de dispositivos mais baratos

vendas, o mercado na-

como tablets e smartphones. Os ou-

cional de PCs, em 2012,

tros 26,7% foram para o segmento

voltou a ocupar a quarta posição no

corporativo e 6,7% para governo e

ranking mundial – atrás de China,

educação. A IDC mostra que a dis-

Estados Unidos e Japão – registrando 15,5 milhões de computadores comercializados no período, sendo 8,9 milhões de portáteis e 6,6 milhões de desktops, de acordo com o estudo BrazilQuarterly PC Tracker, realizado pela consultoria IDC Bra-

tribuição dos recursos dos brasileiros entre produtos de informática seria menor devido aos impostos reduzidos nos setores como o de automóveis e de produtos de linha branca, no ano passado.

sil. O ano apresentou uma baixa sig-

Isto pode ser observado nas ven-

nificante no comércio de desktops

das do último trimestre – período de

(12%), enquanto os portáteis ven-

maior crescimento das vendas do

SAMSUNG

deram mais 7%, devido à base de

setor –, mas que apresentou uma

Impressora

os vencedores Computadores

computadores instalados em em-

queda de 8% em relação ao ter-

LEXMARK

presas ainda ser maior. No total, o

ceiro trimestre. Foram 3,7 milhões

Suprimentos

mercado apresentou uma caída de

de unidades vendidas, sendo 41%

2%, em relação a 2011.

desktops e 59% portáteis. Segundo

KALUNGA

As vendas para o usuário do-

a consultoria, em 2013 serão comer-

méstico, que durante 2012 repre-

cializados 14,4 milhões de compu-

sentou 66,6% do mercado total de

tadores, o que significa 7,2%, em

computadores,

comparação a 2012.

foram

principal-

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

73


i n f o rm áti c a

foto: divulgação

Em contrapartida, a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), afirma que este ano o setor apresentará crescimento de 3%, considerando as estimativas em relação ao aumento da renda, do emprego e do crédito que repetiu, em 2012, desempenho positivo do mercado de informática, segundo conta a assessora econômica da federação, Fernanda Della Rosa.

Kalunga abre 20 lojas em 2012 e vê faturamento crescer 19% em relação ao ano anterior

74

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

“Além disso, a redução da taxa Selic, que chegou ao seu nível mais baixo (7,25% a.a), e os incentivos fiscais contribuíram fortemente para a boa atuação deste segmento do varejo”, completa.

Tony Firjam - Samsung “A Samsung deve fortalecer a parceria com os principais varejistas do país”

Entre as 10 maiores fabrican-

Vender mais

tes de computadores portáteis no

Com faturamento superior a

Brasil, a Samsung, vencedora na

2011 em 19%, a Kalunga, vencedo-

categoria Computadores, apresen-

ra do prêmio Mérito Lojista na ca-

tou novidades em 2012. Como es-

tegoria Suprimentos Informáticos,

tratégia de negócio, a companhia

registrou faturamento de R$ 1,3 bi-

aposta em trazer ao Brasil os pro-

lhão no ano passado.

dutos que são tendência no mer-

“Um dos motivadores para este

cado mundial, como o ATIV Smart

crescimento pode estar relacio-

PC, um notebook touch screen com

nado com a abertura de 20 lojas”,

teclado removível que é convertido

afirma Hoslei Pimenta, diretor co-

em tablet.

mercial da empresa. Os produtos

De acordo com Tony Firjam, di-

com melhor desempenho de ven-

retor de vendas e marketing da divi-

das foram os notebooks, tablets e

são de tecnologia da informação da

impressoras multifuncionais com

Samsung, a empresa pretende tam-

menor custo de impressão e maior

bém investir no fortalecimento da

capacidade. A expectativa da em-

parceria com os principais varejistas

presa para este ano é de alcançar

no país, com a intenção de alcançar

receita de R$ 1,5 bilhão.

a liderança nas vendas.


Aguardando anĂşncio


m at eri a i s de c onstru çã o

76

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Mais obras

a caminho Setor da construção é um dos pilares do crescimento do País e assim deve permanecer por mais alguns anos

O

ano passado não foi

com boas perspectivas para o futu-

dos melhores para a

ro próximo.

indústria de materiais

Ainda assim, a associação alerta

de construção. Em 2012, enquanto

para a necessidade de incrementar

a expectativa era de crescimento

investimentos públicos e privados,

de 4,5%, o ano fechou registran-

mas mantendo as políticas de in-

do um acréscimo de 3,4%. Isso se

centivo ao consumo. Para isso, e

WEBER

deve à inibição de investimentos

ainda de acordo com a Abramat, os

Chuveiros e Aquecedores

os vencedores Argamassa

públicos e privados, provocados

governos estaduais precisarão fazer

CARDALL

pelo andamento da economia in-

sua parte na desoneração dos im-

Ferragens e Segurança

ternacional e brasileira, de acordo

postos, particularmente reduzindo o

com dados da Abramat (Associa-

ICMS e simplificando o procedimen-

COOPERTOOLS

ção Brasileira da Indústria de Ma-

to da Substituição Tributária.

Louças

teriais de Construção).

STAM

Ferramentas

INCEPA

A associação afirma também

O varejo continuará como o prin-

que a indústria está satisfeita com

cipal responsável pelo desenvolvi-

as iniciativas do governo federal de

mento do setor este ano, segundo

reduzir o “custo Brasil” com medi-

ELIANE

estimativas da entidade. Isto porque

das de desoneração e redução de

Portas e Janelas

as vendas de produtos para obras

juros, mas vê com preocupação a

de reformas e ampliações de casas

sobrevalorização do Real, que tem

ETERNIT

dependem, fundamentalmente, de

impactado o mercado com um au-

Tubos e Conexões

renda, emprego e crédito – todos

mento continuado de importações

Metais e Acessórios DOCOL

Pisos e Azulejos

SASAZAKI

Reservatório / Caixa d’Água

AMANCO

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

77


m at eri a i s de c onstru çã o

foto: divulgação

e estagnação nas exportações dos materiais de construção. Assim como para 2012, as expectativas para este ano continuam em 4,5% de crescimento do setor. Para as vendas da indústria de materiais para o varejo e do varejo para as famílias, é esperado um

Para a Incepa, 2012 foi um ano com desenvolvimento superior ao crescimento do mercado e lançamentos de produtos focados no segmento médio luxo

78

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

acréscimo de 8% em 2013.

Portas abertas Neste mesmo sentido, a Sasazaki, ganhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria Portas e Janelas, registrou estabilidade nas vendas em 2012, contudo, espera por melhores resultados para este ano.

Leonardo Sasazaki - Sasazaki “Nossa expectativa é de registrar uma ampliação de 6% das vendas em 2013”

“Nossa expectativa é de registrar uma ampliação de 6% das vendas

economia, adotadas pelo governo

e no faturamento em comparação

federal deverão provocar efeito este

ao ano passado”, afirma Leonardo

ano, favorecendo a atividade de di-

Kozo Sasazaki, diretor vice-presi-

versos setores”, conta Sasazaki.

dente da companhia.

Para isso, a fabricante está in-

O executivo acredita que o se-

vestindo em tendências inovadoras

tor da construção ainda é um dos

e no lançamento de dez modelos

pilares do crescimento do País e

de esquadrias padronizadas.

deverá se manter desta forma por

Ganhadora na categoria Lou-

alguns anos. “No Brasil, há sem-

ças, a Incepa afirma que 2012 foi

pre o consumidor que está cons-

um ano com desenvolvimento su-

truindo ou reformando e isso con-

perior ao crescimento do merca-

tribui para as vendas de portas e

do. No ano passado, a fabricante

janelas”, afirma.

apresentou novas linhas de produ-

Uma aposta para este ano é o au-

tos focados no segmento médio

mento da demanda como consequ-

luxo. Para este ano, a Incepa está

ência dos investimentos para a Copa

investindo na entrada de novos

do Mundo e Olimpíadas. “Diversas

negócios, como metais sanitários,

medidas de estímulo à indústria e à

banheiras e móveis para banheiro.


m o da

80

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Ajustando

a roupa Ações emergenciais para adaptações ao mercado interno fizeram com que o setor voltasse a ser otimista

A

pós anos de crescimen-

Mesmo assim, o volume de importa-

to, a indústria da moda

ções de vestuário ultrapassou a pas-

atravessou tempos di-

sos largos as vendas do varejo, com

fíceis. Por conta

da importação

de vestuários vindos da China, da

os vencedores

19,6%, segundo dados da Abit, em parceria com a AliceWeb e o IBGE.

lenta recuperação da crise nos mer-

Por consequência ao saldo ne-

cados desenvolvidos e da taxa de

gativo, os trabalhadores perderam

câmbio ainda muito valorizada para

as suas funções. “Estimamos que,

exportação, o ano de 2012 foi muito

em 2012, a redução do pessoal

aquém do esperado. O faturamento

ocupado assalariado foi de 130 mil

do setor têxtil e de confecção pas-

postos de trabalho. Com a taxa de

sou de US$ 67 bilhões em 2011,

desemprego na indústria de trans-

para US$ 56,7 bilhões no ano pas-

formação de -1,5%, a de têxtil -5,7%

sado. O setor de vestuário no Brasil,

e da de confecção de -8,9%”, avalia

MALWEE

que já estava com saldo negativo

Aguinaldo Diniz Filho, presidente do

Infantil

em 2011 de -4,4%, inclinou negati-

conselho da Abit. O setor têxtil e de

vamente para -10,5% em 2012.

confecção tem o quarto maior gas-

Feminina

MARISOL

Jovem

HERING

Masculina LACOSTE

Segundo dados da Associação

to com pessoal, índice que gira em

Brasileira de Indústria Têxtil (Abit), o

torno de US$ 12,4 bilhões por ano,

único setor que se manteve foi o de

só ficando atrás da indústria de ali-

varejo estabilizando-se em 3,6% em

mentos, automotivo e de máquinas

2011 contra os 3,4% no ano passado.

e equipamentos.

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

81


m o da

foto: divulgação

O ano de 2013 será de muito trabalho e com alguns indícios de que este ano será positivo para o setor. “Estamos prevendo que o crescimento da produção do setor têxtil e de confecção tenha alta de até 2%, com faturamento de US$ 53 bilhões”, ressalta Aguinaldo Diniz Filho. Estimativas do Pyxis Consu-

Nos últimos anos, a Hering deixou de ser sinônimo de roupa básica para ser sinônimo de moda

mo do Ibope divulgadas esse ano apontam que o brasileiro pretende gastar R$ 786 com vestuário neste ano. Pela mesma pesquisa, o potencial de consumo da classe C é de R$ 52 bilhões e o da classe B, de R$ 51 bilhões, de um total de R$ 129 bilhões estimados para 2013. A quantia total é 18% superior à registrada no ano passado. Já o poten-

sempre atualizadas com as últimas

cial de consumo da classe A é bem

tendências de moda. Atualmente, a

menor, estimado em R$ 15 bilhões.

empresa soma 584 lojas no Brasil

Mesmo assim, o valor está bem aci-

e 16 no exterior, além de uma rede

ma dos R$ 13 bilhões de 2012.

de multimarcas. Já a Lacoste, vencedora na cate-

Liderança de mercado

82

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Lacoste Vencedora na categoria Moda Masculina, marca celebra 80 anos em grande estilo

goria Moda Masculina da premiação,

Marca fruto de trabalho iniciado

para celebrar os 80 anos da marca

há 130 anos, a Hering, ganhadora

em grande estilo, convidou o céle-

no prêmio Mérito Lojista na catego-

bre designer britânico Peter Saville

ria Jovem, está entre os 10 líderes

para criar o símbolo deste marco na

de vendas do país, com produção

sua história. Com vários lançamen-

de cerca de 4 milhões de peças

tos ao longo do ano, cada coleção

por mês. Nos últimos anos, deixou

apresentada irá destacar um aspec-

de ser sinônimo de roupa básica

to em especial da personalidade da

para ser sinônimo de moda, con-

marca, sempre demonstrando o es-

solidando-se como uma marca de

tilo “Unconventional Chic” do hall da

vestuário completo com coleções

fama do crocodilo.


m ó vei s

84

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Boas

perspectivas O setor moveleiro se reaquece depois de uma temporada com faturamento abaixo do esperado

C

os vencedores Colchões CASTOR

Cozinha

om o país estabilizado

A produção industrial demons-

economicamente e os

trou que também está voltando ao

diferentes

programas

seu ritmo normal, com um aumen-

de crédito que facilitam o finan-

to de 7% em valores nominais, e

ciamento com taxas mais baixas

alta da produtividade de 18,7% em

e maior prazo de pagamento, o

volumes físicos se comparados

brasileiro pode realizar o sonho

com 2011. “Somente os empregos

de comprar a casa própria. Com

ainda não demonstram reação,

a compra da casa, contudo, o

com volume negativo de -7,7% em

consumidor comprometeu grande

2012”, informa Lutz.

KAPPESBERG

parte da sua renda no longo prazo,

Houve uma queda nas exporta-

Cozinha de Aço

não sobrando muito capital para a

ções de 1,3 em 2012, devido ao fator

compra dos móveis. “Mesmo com

cambial, o que desfavoreceu a com-

MADESA

este tipo de endividamento tão ex-

petitividade dos produtos brasileiros

Estofados

tenso, o desempenho do setor mo-

perante aos de outros países. As im-

veleiro no mercado do varejo foi

portações de móveis no ano passa-

KAPPESBERG

de 8,8% no ano passado”, afirma

do chegaram a 30%. “Os móveis de

Quarto

Daniel Lutz, presidente da Asso-

fora chegam com valor inferior, atra-

ciação Brasileira das Indústrias de

palhando a livre concorrência entre

Móveis (Abimóvel).

os produtos,” esclarece Lutz.

ITATIAIA

Estandes e Rakes

HERVAL

Infantil

HENN

Sala de Jantar MOVEIS WW

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

85


m ó vei s

foto: divulgação

De acordo com o executivo, os eventos que o Brasil receberá nos próximos anos, como a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos , em 2016, devem incentivar a aceleração na construção civil. “As indústrias estão operando somente com 85% de sua capacidade, ficando ainda 15% da sua linha

Para 2013, a Castor tem boas expectativas, visto que o primeiro trimestre já se mostrou positivo para a empresa

de produção ociosa. Esperamos que, com o bom ritmo da construção civil, a consequência direta disso seja a aceleração do setor moveleiro”, acredita Daniel.

Futuro promissor Apesar

das

dificuldades

do

mercado, a Castor, vencedora do prêmio Mérito Lojista na categoria Colchões, apresentou desempenho satisfatório em 2012, tanto no que se refere a vendas e movimentação, como em finanças. “Foi um ano cheio de altos e baixos. Para

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

A Kappesberg, ganhadora do prêmio Mérito Lojista na categoria Cozinha e Infantil, se especializou em oferecer soluções acessíveis em móveis com acabamentos de alto padrão econômico. Pensar nas pessoas e contribuir para um futuro

2013, temos boas expectativas,

melhor também são marcas da em-

visto que o primeiro trimestre já se

presa, que destina anualmente ver-

mostrou bem positivo”, revela Hélio

bas para o “Fundo da Criança e do

Antônio Silva, diretor superinten-

Adolescente” de municípios próxi-

dente da empresa.

mos de Tupandi, no Rio Grande do

A Henn, ganhadora na categoria

86

Castor - unidade fabril Empresa apresentou desempenho satisfatório em 2012

Sul, onde reside a fábrica.

Quarto do prêmio Mérito Lojista, se

A Kappesberg também faz toda

destacou pela forte forte responsa-

a reciclagem dos resíduos pro-

bilidade social e compromisso com

duzidos na empresa, trata todo o

o meio ambiente: todos os seus

sistema de esgoto e usa somente

resíduos são encaminhados a um

madeira de reflorestamento na fa-

rigoroso processo de reciclagem.

bricação de seu mobiliário.


pa pela ri a

88

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Ritmo

acelerado Novas regras do mercado e linhas sustentáveis são os trunfos para o setor continuar crescendo

P

ara quem entende que o

grande quantidade de CO2 que po-

setor de papelaria alcança

deria ser emitido ao meio ambiente”,

números de vendas com

explica Carlos Zuccolo, diretor de

apostas somente em acessórios de primeira utilidade, pode se espan-

os vencedores Borrachas MERCUR

marketing da Faber-Castell. Constante

desenvolvimento

e

tar quando começar a conhecer as

aperfeiçoamento de produtos tam-

linhas oferecidas pelo mercado.

bém é o lema da Sheaffer, ganhado-

Produtos luxuosos, altamente tec-

ra na categoria Canetas. Prestes a

nológicos e, acima de tudo, susten-

completar 100 anos de existência, a

táveis conferem a atenção com que

marca comemora 2012 com 7% de

os fabricantes estão olhando para

aumento no faturamento e volume de

o consumidor, que agora está mais

peças. Para dar continuidade a este

exigente e em busca de novidades

ritmo ascendente, a categoria instru-

sem, claro, deixar de lado a linha tra-

mento de escrita fina precisa enfrentar

dicional de seus produtos. A Faber-

alguns desafios, como analisa Glen-

-Castell, uma das ganhadoras do

da Carvalhal, gerente de desenvolvi-

prêmio Mérito Lojista na categoria

mento de canal Sheaffer. “No Brasil,

Lápis, está investindo fortemente nos

há muitos entraves que envolvem

processos produtivos, inovação e na

legislação, altas cargas tributárias,

SHEAFFER

qualidade de vida das pessoas.¨ Re-

além dos altos custos de importação

Cadernos

alizamos pesquisas e estudos cons-

e a grande burocracia que emperra o

tantes para sempre aprimorarmos os

processo como um todo”.

Canetas

TILIBRA

Escrita e Corretivos

produtos e desenvolver novidades.

Outra desafio para o mercado é a

Como os produtos Eco Lápis que

Portaria 481, do Instituto Nacional de

FABER-CASTELL

são desenvolvidos a partir de maté-

Metrologia, Qualidade e Tecnologia

Papel

ria-prima renovável, a empresa retém

(Inmetro), que instituiu a certificação

BIC

Lápis

CHAMEX

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

89


pa pela ri a

foto: divulgação

compulsória para artigos escolares com a proposta de estabelecer critérios para minimizar a possibilidade de acidentes que coloquem em risco a saúde e a segurança de crianças com menos de 14 anos de idade. Para a Bic Brasil, ganhadora na categoria Escrita e Corretivos, este não será um empecilho, mas um diferencial no mercado. “Para a marca, a

A FaberCastell está investindo fortemente nos processos produtivos, inovação e na qualidade de vida das pessoas

qualidade de seus produtos está em primeiro lugar. Por isso, a empresa já possui toda a linha regulamentada pelo Inmetro”, garante Thaís Negretti, gerente de papelaria da empresa.

Outros números A produção brasileira de celulose e papel, em 2012, se manteve estável num comparativo com 2011. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), de janeiro a dezembro foram produzidos 13,8 milhões de toneladas de celulose (-0,2%) e 10, 1 milhões de toneladas de papel (0,2%). Já nas importações, o ano que passou foram exportadas 8,5 milhões de toneladas de celulose e 1,8 milhão de toneladas de papel, totalizando US$ 6,6 bilhões no ano, o que representa uma queda de 7,4% em relação ao valor de 2011. A Europa se manteve como o principal destino da celulose brasileira e gerou 33% da receita com as vendas externas do produto, seguida pela China e América do Norte, respectivamente, com 18,7% e 13,7%. Já a América Latina permaneceu como principal mercado e foi responsável por 58,4% dessa receita.

90

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Thaís Negretti - bic “A empresa já possui toda a linha de produtos regulamentada pelo Inmetro”

Em relação ao papel, a receita de exportação acumulada registrou queda de 10,8%, na comparação com o ano anterior, totalizando US$ 1,9 bilhão. Para a Chamex, ganhadora na categoria Papel, o Brasil é a plataforma de grande crescimento para a América Latina. “Entramos no mercado de embalagem por meio da joint venture com o Grupo Orsa, com um investimento de aproximadamente US$ 470 milhões, e ainda concluímos a construção da nova caldeira de biomassa na fábrica de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, em um investimento de cerca de US$ 90 milhões”, sinaliza Gisele Gaspar, gerente de comunicação corporativa da International Paper. “Estamos otimistas em relação a essas novas possibilidades.”


s ervi ço s

92

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


Distribuindo

os serviços O ano de 2012 foi positivo para o setor, graças ao aumento da renda do trabalhador e ao baixo índice de desemprego

P

os vencedores Banco Cooperativo SICREDI

ara a Losango, ganhadora

nhamento mais próximo junto a cada

do Prêmio Mérito Lojista

lojista, além de ter sido intensificado

na categoria financeira/

os treinamentos do Portal de Treina-

sistema CDC (crédito direto ao con-

mentos, que têm o objetivo de pre-

sumidor), 2012 foi um ano desafia-

parar os vendedores parceiros para

dor. As expectativas de crescimento

oferecer o crédito mais adequado a

do PIB (Produto Interno Bruto), o

cada cliente. Como resultado, todas

aumento da renda do trabalhador e

as novas safras de negócios origi-

o baixo índice de desemprego gera-

nadas a partir de abril, medidas 90

ram estimativas de crescimento de

dias depois, foram melhores que as

mais de 10% nas novas aberturas

do mesmo período de 2011.

de negócios e redução nas perdas de crédito.

No ano passado, a Losango também entrou no segmento de tu-

No entanto, logo no primeiro tri-

rismo, acrescentou mais de oito mil

BRASPRESS

mestre, a companhia identificou um

novas sociedades espalhadas pelo

Financeira / Sistema CDC

aumento da inadimplência, sendo

País, principalmente nos segmentos

necessárias diversas medidas para

de móveis, materiais de construção

ajustar esta tendência, ao mesmo

e eletroeletrônicos. Fechou, ainda,

tempo em que reduziu as estimati-

parceria com a rede Polishop. Já

vas de aumento das vendas. Com

para 2013, a empresa insistirá no

isso, a situação foi revertida no se-

crescimento de 10% das vendas e

gundo semestre, fechando o ano

em novos negócios. Mais do que

com resultados positivos.

novos produtos ou serviços, a prin-

Transportadora

LOSANGO

Para isso, foi feito um acompa-

cipal meta da Losango para este

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

93


s ervi ço s

foto: divulgação

ano será fortalecer a sua presença no interior do Brasil.

Grandes investimentos Com crescimento de 7% em relação a 2011, a Braspress, que ganhou o troféu Mérito Lojista na categoria Transportadora, fechou o ano com faturamento de R$ 881 mi-

Para a Losango, todas as novas safras de negócios originadas a partir de abril foram melhores que as do mesmo período de 2011

94

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

lhões. “Neste caminho, as expectativas para 2013 são tão positivas que já investimos R$ 13 milhões com a aquisição de 150 carretas da Facchini, com o objetivo de atender a demanda prevista diante do PIB”, conta o diretor-comercial da Braspress, Giuseppe Lumare Júnior. Isto porque, no ano passado, a Braspress registrou excesso de

Giuseppe Lumare Júnior – Braspress “A previsão de crescimento para 2013 está em torno de 10 a 15%”

pedidos, o que acabou ocasionando crescimento nos custos e redu-

Em 2012, a companhia já havia

ção nos resultados da empresa. A

investido outros R$ 5 milhões em

previsão de crescimento para 2013

equipamentos para a inauguração

está em torno de 10 a 15%.

do Grupo H&P, a Braspress Logís-

A principal novidade de 2012 foi

tica, sediada em Alphaville, Grande

a inauguração do Hub de 200 mil

São Paulo, que vem executando

m², na cidade de Santa Maria, no

operações de warehouse em seu

Rio Grande do Sul, o que permitiu a

Centro de Distribuição (CD), onde

implantação da operação ‘’Overni-

é realizada uma gestão integrada

ght’’, interligando em 24 horas todo

das operações de recebimento;

o Estado gaúcho.

conferência; armazenagem; pro-

Ainda para este ano, a Braspress

cessamento de pedidos; picking;

contará também com novas filiais

packing; controle de qualidade;

em Eunápolis e Barreiras, na Bahia,

adequação de produtos nas em-

além de mais dois novos terminais,

balagens e etiquetagens; expedi-

um em Bauru, interior de São Paulo,

ção; montagens de kits; sistema

de 50 mil m² e com investimentos

de inventário; gestão de transporte;

de R$ 5 milhões; e outro em Novo

controles sistêmicos (WMS e TMS);

Hamburgo, no Rio Grande do Sul,

controles gráficos (KPI’S) e consul-

com área de mais de 53 mil m².

toria logística/fiscal.


c om uni ca ç ão

96

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013


COMUNICAÇãO

ativa Mercado de trabalho praticamente imune à crise impactou positivamente o setor de mídia

E

xiste uma expectativa mui-

de maior peso na economia, salvou o

to positiva para este ano

país de um resultado negativo para o

no setor de mídia, devido

PIB (Produto Interno Bruto), em 2012,

ao quadro de crescimento da massa

o que, consequentemente, impulsio-

VALOR ECONOMICO

salarial e do consumo, segundo con-

nou o segmento de rádio e TV.

Rádio AM

os vencedores Jornal Especializado em Negócios

ta Théo Rochefort, diretor de comu-

Contudo, há, também, muitos

CBN

nicação e relações públicas da Abert

desafios a serem enfrentados, como

Rádio FM

(Associação Brasileira de Emissoras

nos campos fiscal, tributário, regu-

de Rádio e Televisão). “Mas, a gran-

latório e trabalhista. “Mais que isso

REDE GLOBO

de estrela do ano, especialmente

são as dificuldades em defender a

Revista Especializada em Negócios

JOVEM PAN

Rede Nacional de Televisão

para a TV aberta e o rádio, será o

faixa de 700 megahertz, que o go-

PEGN

esporte, com a realização da Copa

verno pretende compartilhar para a

Revista de Circulação Nacional

das Confederações, um aquecimen-

banda larga 4G, de resolução es-

to para a Copa do Mundo, em 2014,

sencial para garantir o acesso de

e as Olimpíadas do Rio de Janeiro,

milhões de brasileiros à TV aberta”,

em 2016”, completa.

conta Rochefort .

VEJA

Jornais Estaduais (AC) A GAZETA - (AM) DIÁRIO DO AMAZONAS - (AP) JORNAL DO DIA - (CE) DIÁRIO DO NORDESTE - (DF) CORREIO BRASILIENSE - (ES) A TRIBUNA - (GO) O POPULAR - (MA) ESTADO DO MARANHÃO - (MG) O TEMPO - (MS) A CRÍTICA - (MT) A GAZETA - (PA) O LIBERAL - (PB) JORNAL DA PARAÍBA - (PE) JORNAL DO COMMÉRCIO - (PI) JORNAL O DIA - (PR) A GAZETA DO POVO - (RJ) O FLUMINENSE - (RO) DIÁRIO DA AMAZONIA - (RN) A TRIBUNA DO NORTE - (RR) FOLHA DE BOA VISTA - (SC) DIÁRIO CATARINENSE - (SE) CINFORM - (TO) JORNAL DO TOCANTINS

Além disso, a renda em expansão

O executivo da Abert afirma ainda

e o mercado de trabalho praticamen-

que a agenda setorial no Congresso

te imune à crise (o desemprego foi o

é extensa, dando ênfase às iniciati-

menor desde 2003, de acordo com

vas que restringem a publicidade em

dados do IBGE - Instituto Brasileiro de

geral (com destaque para alimentos

Geografia e Estatística) fizeram o con-

e bebidas), que confiscam espaço

sumo das famílias brasileiras crescer

nas grades das emissoras sob di-

3,1%. Assim, o setor de serviços, o

versas alegações e ainda compro-

DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013 •

97


c om uni ca ç ão

foto: divulgação

metem a liberdade de expressão e controlam a imprensa.

Ano de prêmios Para a Pequenas Empresas, Grandes Negócios (PEGN), ganhadora na categoria Revista Especializada em Negócios, 2012 foi um ano de êxitos. O veículo cresceu a sua popularidade nas redes sociais, com um aumento no número de seguidores, somando cerca de 300 mil pessoas. Além dis-

Para o Valor Econômico, o destaque de 2012 está no crescimento da receita em 19% com a publicidade

so, teve evidência com os prêmios em jornalismo, com o primeiro lugar no Afras de Sustentabilidade, finalista do Prêmio CNH de Jornalismo Econômico e ganhou os 1º e 3º lugares no Sudeste do Prêmio Sebrae (Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário), na categoria melhor

Valor, o aumento foi de mais de 115%.

reportagem de revista.

Já com a publicidade legal, um dos

Este ano, a revista contará com

pontos cruciais da receita do jornal, o

reformulação gráfica das seções de

desempenho, no ano passado, contou

serviço. “Além disso, vamos também

com 508 balanços publicados.

celebrar os 10 anos do Guia de Fran-

A principal novidade de 2012 foi

quias e manter os vários projetos que

o Valor PRO, serviço de informação

encorajam e capacitam nossos lei-

em tempo real, que contém índices,

tores, como Extreme Makeover e o

cotações, informações de empresas,

Empreendedor de Sucesso”, conta

bastidores e notícias.

Sandra Boccia, diretora de redação da revista.

98

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

Sandra Boccia – PEGN “A revista cresceu a sua popularidade nas redes sociais em 2012”

A meta do grupo para este ano é aumentar a circulação, a captação de

Para o Valor Econômico, ganhador

publicidade legal e a quantidade de

na categoria Jornal Especializado em

eventos e seminários realizados. O

Negócios, o destaque de 2012 está no

número de leitores cresceu, em 2012,

crescimento da receita em 19%, com

29%, chegando a 418 mil, atualmente.

a publicidade, somando 335 novos

Além do jornal diário, o grupo conta

anunciantes. No faturamento com os

com plataformas digitais, 120 suple-

eventos e seminários promovidos pelo

mentos e 30 revistas.


Aguardando anĂşncio


a r ti go I a bril 2013

Navegando guiado apenas

pelas estrelas foto: divulgação

Prof. Dr.Claudio Felisoni de Angelo Presidente do Conselho do PROVAR – FIA

U

ma das definições mais

O comércio, de modo especial o

tacado em um ambiente altamente

varejo, não apenas no Brasil, mas

competitivo, onde todos vendem de

também no mundo, avançou mais

tudo em quase todos os lugares.

lentamente na incorporação dos

Obviamente os entes próximos ao

avanços propiciados pelo nível de

motor dessa corrente, ou seja, o con-

conhecimento humano. A razão

sumidor, dispõem de grandes opor-

desse movimento menos intenso

tunidades. O varejo está exatamente

prende-se a própria natureza da

nesta posição. Cabe a ele decodifi-

atividade. Sendo o varejo uma ati-

car os desejos transformando-os em

vidade basicamente de ligação,

atitudes que orientem a produção e

imaginava-se que seu exercício in-

oferta de bens e serviços.

corporava pouco valor aos produ-

Diz-se que as necessidades são

tos ou mesmo aos serviços. Assim

ilimitadas, mas os recursos limita-

pensavam, por exemplo, alguns

dos. Assim sendo, a compreensão

economistas clássicos.

desses anseios, provenientes do

adequadas de tecnologia

Vê-se hoje que não é assim. A

mercado, é o primeiro passo para

qualifica o termo como o

empresa só existe porque existe

que se movimente o sistema econô-

conjunto de conhecimentos oriun-

mercado,

mico na direção do que se conside-

dos do senso comum e da ciência

porque existem pessoas dispostas

aplicados a finalidades comerciais.

a comprar. Uma empresa só pode

Essa concepção vem se tor-

Desse modo, portanto, a tecnolo-

ser compreendida e dimensionada

nando cada vez mais presente. De

gia está presente em todos os ne-

a partir do mercado que atende. Ou

modo especial no Brasil, após 1994

seja, o consumidor e suas vontades

com a edição do Plano Real, a eco-

é que dão a lógica a partir da qual a

nomia brasileira alçou uma nova

organização opera.

e inédita posição. Os mercados a

gócios. Os processos produtivos de bens e serviços se estabelecem por meio da interveniência de processos suportados por técnicas e meios desenvolvidos e apropriados ao longo do tempo. 100

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

mais

especificamente,

ra socialmente desejável.

Tal dinâmica manifesta no mer-

partir desse marco histórico gra-

cado, isto é, nas interações entre a

dativamente, mas de forma firme,

demanda e oferta, tem papel des-

foram se tornando cada vez mais


a r ti go I a bril 2013

A direção do desenvolvimento tecnológico no varejo está intimamente associada aos processos técnicos destinados a compreender as decisões de consumo a partir do comportamento dos indivíduos em suas escolhas

competitivos. De forma crescente,

e da distribuição,

as vantagens estratégicas ,outrora

trata-se de um ce-

confortavelmente estabelecidas na

nário

base de posições hegemônicas,

identificação

foram sendo abaladas pela plura-

tendências.

lidade das opções disponíveis ao

to as discussões

consumidor final. Nesse novo cená-

como a mostra dei-

rio que foi se desenhando o posi-

xaram claro que a

cionamento estratégico competitivo

direção do desen-

passou a requerer uma compreen-

volvimento

são mais precisa do pensamento e

lógico no varejo está intimamente

aparatos certamente podem aju-

atitudes do consumidor.

associada aos processos técni-

dar a obter vantagens competitivas

Em janeiro desse ano, como já

cos destinados a compreender as

sustentáveis. Entretanto, como se

acontece tradicionalmente, na ci-

decisões de consumo a partir do

sabe, para dirigir não basta ter um

dade de Nova York, ocorreu o maior

comportamento dos indivíduos em

carro. É preciso também saber mo-

evento do varejo mundial promovi-

suas escolhas.

ver-se de forma adequada. Aqui,

propício

à de

Tan-

tecno-

das decisões de compra.

Esses

do pela National Retail Federation.

Tendo como referência os pró-

também dispor da tecnologia não

O mencionado evento, além das

prios dados colhidos pela empre-

é de modo algum suficiente. A tare-

palestras e seminários, realiza, pa-

sa, informações do mercado e a

fa de conduzir o veículo tornou-se

ralelamente às seções, uma feira

observação

comportamento

sem dúvida muito mais complexa.

de tecnologia. Para os empresários

dos indivíduos no ponto de venda,

É bom que se saiba que se morre

é uma oportunidade de ver novas

os recursos técnicos procuram,

no deserto por falta de água, mas

possibilidades. Porém, para os es-

pode-se dizer figuradamente, fo-

também se pode perder a vida afo-

tudiosos do mercado de consumo

tografar os desejos motivadores

gado em um oceano de dados.

102

• DIRIGENTE LOJISTA • ABRIL 2013

do


Edição Especial Mérito Lojista 2012  

Um reconhecimento aos melhores parceiros do varejo no ano de 2012.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you