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Pernambucanos criam tradutor em tempo real do português para Libras

Sorocaba/SP

EVENTOS EM SOROCABA

Novembro de 2012

Pág. 04

Ano 2 - no 20

Odair Biker Show Ele trocou revolta pela diversão e foi destaque em vídeo promocional da Paraolimpíada de 2016.

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Colégio Montesso realizou a 3° Feira CulturalSER HUMANO! Um ser inteligente? Pág. 08

QUALIDADE DE VIDA

Conheça os benefícios da “Hidroterapia” para pacientes vítimas de AVC Pág. 13

CIÊNCIA E TECNOLOGIA Brasileiro quer criar o Google Street View dos cadeirantes Pág. 04

EDUCAÇÃO ESPECIAL Livro enfoca o desafio de ensinar crianças surdas a ler Pág. 06

ESPORTE ADAPTADO

ESPAÇO SOCIAL

Menino que joga futebol ADDS é declarada como sem os pés conhece de Utilidade Pública jogadores do Barcelona Municipal Pág.07

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FIQUE LIGADO Conheças as “doenças” que dão direito a isenções para compra de veículos Pág. 16


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EDITORIAL

A hora da família em uma sociedade inclusiva

CRÔNICA

Por Dra Dariene Rodrigues - Fisioterapeuta

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ocê que é pai ou mãe de uma criança com deficiência já deve ter ouvido falar em educação inclusiva, inclusão social ou sociedade inclusiva. O que isso vem a ser exatamente e o que tem a ver com seu papel de pai ou mãe? A ideia de uma sociedade inclusiva nasceu da união de forças de pessoas no mundo todo. Na área da atenção às pessoas com deficiência, elas próprias, seus amigos e familiares tiveram um papel fundamental, organizando grupos para cobrar da sociedade a garantia de seus direitos. Esses direitos referem-se à educação, à saúde, ao trabalho, ao esporte e ao lazer. No entanto, o desafio é transferir esses direitos do papel para a vida diária dessas pessoas. Mas, para mudar essa atitude, é necessário o envolvimento direto das famílias e que esse processo de mudança seja iniciado por elas, uma vez que a formação do cidadão começa em casa.

No caso da chegada de uma criança com deficiência, a falta de informações da família é ainda maior. Muitos pais não sabem como agir nem decidir o que é melhor para os filhos, deixando para médicos, professores, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas essa responsabilidade. Assim, numa sociedade inclusiva, a relação dos profissionais com os familiares deve ser de cooperação, juntos na direção do atendimento das necessidades especiais da criança. Outra tarefa de grande importância dos pais é a escolha da escola, de como desejam que seus filhos sejam educados, devendo respeitar os valores e as crenças da família. Enfim, a família de pessoas com deficiência deve estar presente em todos os momentos, participar das decisões, fazer valer os seus direitos e lutar por melhores condições de vida para todos.

CONTATO.INCLUSAOBRASIL@GMAIL.COM

EXPEDIENTE

Editora: Dra. Dariene Rodrigues Jornalista: Daliani Ribeiro - MTB 57360 Diagramação: Comunika Propaganda e Marketing Comunicação Visual: Jéssica Nascimento Furquim Comercial: Fernando Borba Assessora de Comunicação: Luciana Suemi Matumoto e Gilmara Fleury Colaboradores: Dep. Mara Gabrilli, Kica de Castro, Vera Garcia, Edna Rodrigues e Ricardo Shimosakai.

VERSÃO ÁUDIO Gravado nos estúdios da UNISO

Apresentação: Fernando Negrão Duarte. Participação: Ana Diniz, Christian Rafael, Raphael Nogueira e Lívia Granato. Técnica de gravação: Christian Rafael.

LOCAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Prefeitura, Câmara, Secretarias, ONG´s, Hospitais, Casa do Cidadãp, Instituto Brasileiro do Sono, Profissionais Liberais, Empresas Participantes, Distrito Industrial, Padaria Real, Padaria Santa Rosália, Padaria Sabina, Shopping Granja Olga, Revistaria Recreio, Banca Esplanada, Book Ville Campolim, Banca Nova York, Banca Fórum Velho, Banca 9 de Julho, Banca Largo do Divino, Banca Wanel Ville, Banca Avenida, Banca América, Banca Amizade, e Corredores Comerciais.

MAIORES INFORMAÇÕES: Cel.: (15) 8142-8580 E-mail: contato.inclusaobrasil@gmail.com

Site: www.inclusaobrasil.com

Por Daliani ribeiro - Jornalista

A deficiência está no coração das pessoas

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estes onze meses como deficiente física, com minha pouca vivência e convivência nesta condição, afirmo que a deficiência, vista de uma óptica macro e abrangendo todas as esferas possíveis, vai muito além de ser classificada como “mental” ou “física”; ela está no coração das pessoas. Tem muita gente que ainda não despertou para uma consciência de compaixão e igualdade quando fala-se sobre “Inclusão” e, os deficientes em questão, ainda têm preconceitos consigo mesmos e se colocam como “excluídos”; como um círculo vicioso, um comportamento atrai o outro e assim, não há fim que encerre isso porque o trabalho de conscientização, deveria ter principalmente seus pilares de sensibilização emocional. Criticar quem estaciona nas vagas reservadas para idosos ou deficientes, por exemplo, é o que mais vemos nas redes sociais ou reportagens. Ótimo! Vergonha alheia é uma forma de trabalhar o que não se deve fazer mas, mostrar a dificuldade de um cadeirante para se “safar” dessa quando a vaga foi ocupada por quem não deveria, trabalharia o emocional coletivo e abriria portas mais profundas. Poderíamos aqui enumerar e exemplificar diversas situações a serem trabalhadas para iniciar um trabalho de transmutação amorosa à inclusão mas, eu, com minha visão e compreendendo ambos os lados (como deficiente ou não) farei a minha parte; aliás, acredito já fazê-lo a partir deste momento, escrevendo a respeito e, no que depender de mim, meu exemplo de superação e orgulho de mim mesma, serão ferramentas para que eu seja instrumento de transformação no coração das pessoas. Vamos juntos sair do “racional” e conscientizar o “emocional”!

DALIANI.RIBEIRO@GMAIL.COM


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História de Superação

Odair Biker Show José Odair da Costa, morador de Cerquilho, trocou revolta pela diversão e foi destaque em vídeo promocional da Paraolimpíada de 2016.

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ão é fácil ganhar a vida em cima de uma bicicleta no Brasil, um país em que o ciclismo está longe de figurar entre os esportes mais populares. E o que dizer então se o ciclista em questão nasceu com uma má formação congênita e precisa usar prótese numa das pernas? Pois José Odair da Costa subverteu essa “ordem natural” e, sim, mesmo precisando de uma prótese na perna direita, ele não só anda de bicicleta com desenvoltura como realiza manobras radicais e, sim, pode dizer que ganha a vida em cima da bicicleta. Seu principal ganha-pão, hoje, são os shows, que Odair anuncia em seu Blog. A habilidade em cima da “magrela” lhe rendeu um convite especial: participar do vídeo que lançou a logomarca dos Jogos Paraolímpicos de 2016, que serão realizados no Brasil. O vídeo foi gravado em outubro do ano passado, e lançado durante cerimônia de inauguração da árvore de natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Ele conta que o convite veio depois que uma produtora viu seu blog e entrou em contato. Ele aceitou o convite e viajou até o Rio de Janeiro para as gravações, mas engana-se quem pensa que a tarefa foi pura diversão. Odair teve de treinar bastante, já que a bicicleta usada nas filmagens era diferente da que está acostumado a usar. As gravações demoraram um dia, e Odair conta com orgulho de sua participação. - Eu nunca tinha pedalado em uma pista de ciclismo e em velocidade. Fiquei muito feliz. Quero ser chamado cada vez

mais para participar de ações assim para incentivar outros deficientes. Precisamos mostrar cada vez mais que todos somos capazes de realizar o que quisermos. Eu já passei e sei que muitos outros ainda passam pelo sentimento de incapacidade. Temos que mostrar que nada é impossível devido à deficiência - explica o ciclista. Aprendizado difícil Caçula de 11 filhos, Odair foi o único dos irmãos que nasceu com deficiência, e disse que demorou para aprender a lidar com as diferenças. Ele tem uma má formação congênita que desde a infância o obrigou a usar próteses. - Eu não aceitava ser o único da minha casa a ser deficiente. Tive sérios problemas emocionais durante a infância e adolescência por conta disso. Eu queria poder usar bermuda, mas tinha vergonha das próteses. Também queria andar de bicicleta como todas as crianças, mas não conseguia – relembra. Foi com o apoio da família que Odair conseguiu superar os obstáculos físicos e emocionais. Aos poucos, percebeu que conseguia fazer as atividades rotineiras de garotos, inclusive andar de bicicleta. Foi aí que ele ganhou a primeira bicicleta e começou a treinar manobras. Hoje, ele utiliza uma prótese que é resistente e também permite os movimentos. -Tudo o que eu tenho hoje, consegui a partir do momento que eu deixei de ter preconceito comigo mesmo. E ao fazer esporte, minha vida agora é outra. O esporte mudou a minha vida - conclui.

Mais Informações: Blog: www.bikershow. blogspot.com.br Faça do seu Evento um Show de Superação Contato: (15) 9112-5800 Vídeo do Lançamento da Marca Paralímpica Rio 2016: www.youtube.com/watch?v=WcEwC-cowKM&feature=player_embedded Fonte: Redação NOTA DA REDAÇÃO: Se você tiver sugestões, informações ou conhecer pessoas que sejam Histórias de Superação, por favor, entre em contato com a redação do jornal pelo celular 15 8142.8580 ou nos envie um email com fotos para: contato.inclusaobrasil@gmail.com


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Ciência e Tecnologia

Brasileiro quer criar o Google Street View dos cadeirantes Ideia pode ganhar patrocínio do próprio Google. Membros da AACD irão percorrer São Paulo para fotografar e mapear as calçadas da cidade.

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vida de um cadeirante não é fácil. Apesar dessa afirmação ser verdadeira, ela não passa de uma suposição quando vinda da boca de um não-cadeirante. Só dá pra imaginar as dificuldades de locomoção que alguém nessas condições enfrenta todo dia, se sentirmos na pele esse desafio. Entender e se sensibilizar com o problema implica em assumir a perspectiva de um cadeirante, e é exatamente isso que o Acessibility View propõe. O objetivo é mapear São Paulo do ponto de vista da acessibilidade. Mostrar os pontos mais críticos, as rotas mais viáveis e tudo mais que possa facilitar a vida da pessoa com deficiência física. “O Accessibility View vai

funcionar como um Google Street View das calçadas”, explica Eduardo Battiston o homem por trás da ideia. Para realizar esse mapeamento, Eduardo quer pegar um grupo de membros da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), equipá-los com câmeras fotográficas e mandar essa turma pra rua, pra tirar fotos panorâmicas como as do próprio Street View. A ideia é uma das finalistas do Creative Sandbox, o programa do Google que vai patrocinar uma grande ideia brasileira que utilize pelo menos um produto da empresa em prol de um mundo melhor. A iniciativa vencedora será anunciada dia 5 de dezembro e receberá R$ 35 mil para ser colocada em

prática. O Acessibility View será um processo colaborativo e que, aos poucos, vai colocando a questão da acessibilidade no centro do debate público. Em tempos de eleição, essa necessidade fica ainda mais escancarada, “até porque a maior parte das pessoas com dificuldades de locomoção acabam não votando, pelo próprio problema de acessibilidade nas zonas eleitorais”, como bem lembrou Eduardo nessa conversa com a GALILEU. Se você tivesse que explicar como o Acessibility View funciona na prática, para alguém que nunca ouviu falar dele: o que você diria? Eduardo Battiston: A ideia é ajudar os cadeirantes a escolherem as melhores rotas para seus trajetos e, também,

sensibilizar as autoridades para fazer a manutenção e as adaptações necessárias. Afinal, ajudar essas pessoas a se locomoverem pelas cidades ajuda na sua inserção na sociedade e, por que não, no mercado de trabalho. O objetivo do Acessibility View é fazer as pessoas sentirem na pele como é difícil para um cadeirante se locomover por conta própria? Eduardo Battiston: Esse é apenas um dos objetivos. O objetivo principal é ajudar as pessoas com deficiências a se locomoverem com maior facilidade, levando em conta os obstáculos – muitas vezes intransponíveis – que seus trajetos apresentam. Mas claro que, ao acessar o Accessibility View, uma pessoa sem necessidades

especiais vai poder ver – em primeira pessoa – como cada pequeno obstáculo pode impactar a qualidade de vida de um cadeirante. Existe alguma cidade que seja modelo de acessibilidade? Eduardo Battiston: No mundo temos Toronto e Berlim como alguns exemplos de acessibilidade. Mas, em geral, todas as capitais europeias dão um baile nesse quesito na maioria das nossas cidades. Não sou nenhum expert no assunto, mas sei que Curitiba e Uberlândia talvez sejam as cidades mais avançadas do Brasil na mobilidade das pessoas com necessidades especiais. Fonte: www.revistagalileu.globo.com


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Ciência e Tecnologia

Pernambucanos criam tradutor em tempo real do português para Libras Software foi desenvolvido para melhorar a acessibilidade dos surdos. Os idealizadores e executores do projeto foram vice-campeões das Olimpíadas mundiais de computação realizadas em 2011

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magine um surdo usando um telefone celular? Ou melhor: ter, no seu smartphone, um tradutor de português, em tempo real, para a Língua Brasileira de Sinais (Libras)? Interpretado por um personagem animado em 3D, o ProDeaf é uma plataforma de comunicação criada por uma empresa pernambucana com o objetivo de facilitar as dificuldades enfrentadas por quem tem necessidades auditivas especiais. O que poucos sabem é que as línguas de sinais não são meramente intuitivas, nem partem de sinais de mímica. Elas possuem códigos com o mesmo nível de abstração dos idiomas, com sintaxe e regras gramaticais próprias. “Um surdo não entende tudo diretamente do português, mesmo se estiver lendo. É diferente a tradução de Libras para o português. Por exemplo, a frase ‘eu vou para a praia’ escrita em português fica ‘eu praia ir’. As preposições são cortadas e o verbo só existe no infinitivo quando traduzimos para Libras”, explica Lucas Mello, cientista da computação e um dos idealizadores do projeto de acessibilidade. A ideia dele surgiu durante a observação de um episódio envolvendo um surdo durante uma viagem. “Em 2010, eu estava passando um tempo em Vancouver, no Canadá. E vi um surdo chegando na universidade e pedindo informações a um ouvinte, que não entendeu nada. Ele saiu de lá sem conseguir se comunicar. Fiquei pensando naquilo, entrei no metrô, abri o meu caderno e fiquei imaginando em como a tecnologia poderia ajudar essa pessoas. Essa foi a primeira ideia do protótipo do

sistema”. Segundo Mello, o software que realiza traduções, em tempo real, do som falado para língua de sinais hoje tem atraído empresas de todos os portes. O projeto, atualmente, tem o foco voltado para traduzir textos do português para as Libras. “Nos sites, por exemplo, o surdo vai poder selecionar a parte não compreendida do texto numa janela. Então, um avatar vai traduzir em Libras a parte que ele não entender do texto”, afirma Mello.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) , em 2010, a deficiência auditiva atingia 9,7 milhões de pessoas (5,1%) da população do Brasil, sendo que a deficiência auditiva severa (pessoas com grande dificuldade ou incapazes de ouvir) foi declarada por 2,1 milhões de pessoas, das quais 344,2 mil eram surdas (0,2%). Os idealizadores e executores do projeto foram vice-campeões das Olimpíadas mundiais de computação realizadas em 2011, em Nova

Iorque, a maior competição de tecnologia do mundo promovida pela Microsoft. Além disso, o ProDeaf já foi campeão nacional do prêmio Ciab, da Federação Brasileira de Bancos (Fenabran) , premiado no “Partner of the Year Awards 2012”, no Canadá, como parceira da Microsoft na área de cidadania, e campeão do prêmio da Wayra Contest, na Campus Party Recife 2012. O sistema desenvolvido por Mello e pela empresa pernambucana Proativa – Soluções em Tecnologia também capta, de uma câmera instalada no

celular ou smartphone, os movimentos produzidos por quem se comunica por meio de Libras. Do outro lado do telefone, é possível ouvir a tradução feita pelo software. Esta fase do projeto ainda não está totalmente pronta. Mas em breve e após a aprovação do financiamento de alguns clientes, deve entrar em cena, ajudando ainda mais as pessoas com deficiência auditiva. Atualmente, a empresa já conta com 12 profissionais focados nas pesquisas de acessibilidade. Fonte: www.g1.globo.com/pernambuco


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Educação Especial / Esporte Adaptado

Livro enfoca o desafio de ensinar crianças surdas a ler

Bradesco lança Fan Page no Facebook para pessoas com deficiência auditiva

Publicação é de especial interesse para quem atua na educação inclusiva.

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nsinar crianças surdas a ler é o grande desafio que o livro ‘Formação de leitores surdos’, de Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins, discute. Afinal, ao longo da história da educação especial é grande a expectativa que se estabelece no processo de letramento da criança surda, tanto dos familiares como dos profissionais que a acompanham. A obra pode ser baixada gratuitamente pela internet. O livro, que integra a Coleção Propg ebook da Editora Unesp, debate como o surdo, ao se constituir a partir das relações sociais e de outras manifestações de linguagens (oral, expressão corporal, facial, gestos e fragmentos de fala), consegue partilhar situações de produção da linguagem, por intermédio da leitura. A autora considera as crianças surdas como não indiferentes à criação cultural do mundo. A pesquisa, nesse aspecto, reaviva discussões a respeito da complexidade dos fatores envolvidos nas propostas da educação inclusiva. O material empírico usado possibilita o debate de dados focados nos aspectos da prática educativa que pretende formar leitores surdos. O material é de interesse para educadores que atuam no ensino regular e são chamados a praticar a educação inclusiva. Discute

De maneira lúdica, com a imagem de uma intérprete de Libras, o Bradesco marca mais um ponto na inclusão social e digital, suprindo a necessidade de comunicação com esse público nas Redes Sociais. “Somos pioneiros no Facebook com aplicativo de acesso à conta e equipe 24X7 focada norelacionamento com Cliente. Agora, apresentamos mais uma novidade inédita, que fortalece o nosso objetivo de atender todos os perfis de clientes do Bradesco”, afirma Luca Cavalcanti, Diretor dos Canais Digitais do Bradesco.

aspectos que incluem vocábulos como ousadia e ruptura. Isso se expressa no ato de selecionar o assunto leitura das crianças surdas como objeto de atenção em uma perspectiva não biológica. A autora - Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins é graduada em Pedagogia pela Unesp, mestre em Educação pela Unicamp e doutora em Educação pela Unesp, onde é professora do Departamento de Educação e Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília, SP. Coleção – A Coleção Propg e-book é resultado do Programa de Edição de Textos de Docentes e Pós-graduados da Unesp. Por meio do programa, criado em 1993, são publicados até 30 títulos por ano exclusivamente de cunho acadêmico produzidos por docentes e pós-graduados da universidade nas três grandes áreas de conhecimento – humanas, biológicas e exatas. Até 2011, o programa, concebido para dar visibilidade e alcance aos trabalhos produzidos na academia, editava apenas livros impressos para comercialização em livrarias. Entre os títulos editados até agora, dois receberam o Prêmio Jabuti. A partir de 2012, as obras serão oferecidas somente em formato

A

Fan Page do Bradesco no Facebook vai apresentar um novo ambiente, onde serão disponibilizados vídeos de diversos assuntos, entre tutoriais, serviços, campanhas e dicas de segurança na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para acessar, basta clicar no ícone Bradesco Libras.

digital, o que possibilitará ampliar de modo incalculável a distribuição, uma vez que os downloads são gratuitos. Os livros também poderão ser impressos, mas sob demanda. Todos os livros publicados pelo programa têm direitos autorais regulamentados pelo sistema copyleft. Detalhes das normas gerais de copyleft podem ser acessadas em www.pt.wikipedia. org/wiki/Copyleft

Também foram criados emotions em Libras para que o visitante da página possa fazer comentários nos vídeos e interagir com o banco e com outros usuários. Atualmente, os clientes com deficiência auditiva também encontram o serviço de Libras no site do Bradesco, no campo “Abra sua Conta”, onde por meio de vídeo, uma assistente ensina passo a passo como preencher o formulário para abertura da conta.

www.editora.unesp.br/

O ambiente, desenvolvido pela CD Clip, contará inicialmente com 10 vídeos em Libras acompanhados de legenda. “Este é um trabalho inusitado, muito especial e transformador para todos. Principalmente para os usuários, que passam a ter um espaço direcionado para eles”, diz Claudio Odri, diretor de criação e operação da agência.“O desenvolvimento de novos vídeos será realizado a partir de novidades que publicamos na nossa Fan Page, como lançamentos de produtos, dicas de aplicativos, entre outros”, completa Cavalcanti.

Fonte: www.unesp.br/

Fonte: Vida Mais Livre

O livro está disponível para download gratuito ou impressão sob demanda em


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Educação Especial / Esporte Adaptado

Menino que joga futebol sem os pés conhece jogadores do Barcelona Ele prometeu torcer para a Argentina só para ver o craque de perto mais uma vez.

U

m sonho realizado. Tudo começou em julho desse ano, no interior do Rio de Janeiro, quando o Esporte Espetacular mostrou a trajetória de vida do Gabriel, um menino de 11 anos que joga futebol sem os pés. Só que desta vez a história foi outra. O encontro entre Gabriel e seu ídolo Messi tomou conta dos jornais do mundo inteiro. “Oi, tudo bem? Estou encantado”. Essas foram as primeiras palavras de Gabriel para Messi durante o aperto de mão. Envergonhado e sem entender espanhol, o menino pegou a bola e começou a jogar futebol com o ídolo. Com embaixadinhas, dribles

e até uma caneta no jogador, Gabriel recebeu elogios. - Ele tem a graça de todo brasileiro - disse Messi. Em minutos, os dois pareciam amigos. Gabriel deu bronca em Messi e afirmou que o jogador não foi bem no jogo contra o Celtic. Também disse que o atleta é mais baixo pessoalmente e que jogaria uma partida com ele. Entre fotos e brincadeiras, o menino ganhou uma camiseta autografada e convidou o jogador para a Copa do Mundo de 2014. - Messi, quero te encontrar no Brasil, na Copa do Mundo - falou Gabriel.

Pedido aceito, mas com uma condição. O garoto brasileiro mudou de lado. Ele prometeu torcer para a Argentina só para ver o craque de perto mais uma vez. Gabriel também conheceu todos os jogadores do time do Barcelona, ganhou elogios do técnico e bateu uma bola com o brasileiro Daniel Alves. - Você é um exemplo aqui pra gente. Nós jogamos, mas o exemplo aqui é você - disse Daniel Alves. A agenda estava lotada. Gabriel conheceu toda a parte interna do estádio do Barcelona, o Camp Nou. Ele teve como guia o diretor do museu do Barça, Jordí Penas.

Entrou na tribuna de honra, sentou na cadeira do presidente do clube, passou pelo corredor de acesso e finalmente chegou ao campo. - A grama está fofinha – disse Gabriel. - É fácil jogar aí, Gabriel? – perguntou o repórter Mauro Junior. - Muito fácil – respondeu o menino. E ele jogou. Como todo brasileiro, Gabriel não deixou de bater uma bolinha. Treinou com as crianças da escolinha do Barcelona por um dia. Driblou, fez gol e surpreendeu os meninos de

seis anos. - Surpreende muito porque ele tem uma boa técnica, é coordenado e entende fácil o jogo – disse o professor. Foi uma experiência inesquecível para Gabriel. Na bagagem, ele leva a lembrança de jogar com seu ídolo, camisetas dos jogadores do Barcelona e uma inspiração para a vida toda. - Mais do que no futebol, transmitimos valores de companheirismo e trabalho em equipe – disse Quim Strada, tutor de formação do Barcelona. Fonte: www.globoesporte.globo.com


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Eventos em Sorocaba

Colégio Montesso realizou a 3° Feira Cultural- SER HUMANO! Um ser inteligente? N

o dia 10 de novembro o Colégio Montesso, localizado a Rua Catulo da Paixão Cearense, n° 97- Vila Jardini- Sorocaba, realizou a 3° Feira Cultural- SER HUMANO! Um ser inteligente? Envolveu a direção, professores, alunos desde a educação infantil até o ensino fundamental II e pais. O objetivo da feira foi promover uma reflexão sobre os valores humanísticos e incentivar a prática desses valores no dia-a-dia escolar, multiplicando as oportunidades do sentir, do agir, do escolher e de comunicar, deixando cada aluno mover-se na conquista de si próprio, fazendo com que vivencie o aprendizado com suas percepções, expressões e suas críticas. O 5° Ano apresentou o tema “Histórias de Superação”, onde os educandos puderam conhecer a vida e a história de pessoas com deficiência que superaram suas dificuldades através do esporte. Aprenderam a valorizar as pessoas com deficiência, que deram a volta por cima e conseguiram se superar até conseguir alcançar seus objetivos, mostrando uma determinação e uma força interna impressionante. Segundo a professora Tamara Rodrigues, os alunos também descobriram um novo modo de ver, pensar, sentir e agir em relação a essas pessoas e perceberam que a superação através do esporte mostra que existem muitas maneiras de vencer as adversidades impostas pela vida. Seguem os projetos que foram abordados na feira: • Infantil 1/2/3- Eu, a Natureza e os Animais. • 1° Ano- A importância do brincar- Brincadeiras e Brinquedos. • 2° Ano- Educação: A diversidade cultural em sala de aula. • 3° Ano- Reciclar: A hora é agora- O futuro do planeta está

em nossas mãos! • 4° Ano- Inteligência Emocional. • 5°Ano- Histórias de Superação. • 6° Ano- Adolescência: Um novo olhar. • 7° Ano- Desigualdade Social: Uma responsabilidade de todos nós! • 8° Ano- Transitar em harmonia: Lição de cidadania! • Ao longo da feira também foram ministrados algumas palestras Também estiveram presentes durante o evento, colaborando com os temas, os seguintes grupos: CCR – Via Oeste: Companhia de Concessões Rodoviárias. Cordeiro Pneus: Produtos e serviços automotivos. Cortez Móveis: Móveis e artigos escolares. FABET: Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte. FTD: As iniciais da editora são uma homenagem a Frère Théophane Durand. Integra: Profissionalização e Socialização do Deficiente Auditivo de Sorocaba. Palestrante Jean Silva: Do Grupo CCR. Policia Militar Rodoviária: Palestra sobre direção defensiva. SAAE = Vídeo Institucional e folhetos explicativos Zoológico Municipal de Sorocaba: Animais taxidermizados. No final do evento, o Jornal Inclusão Brasil, representado pela Dra. Dariene Rodrigues parabenizou a escolha do tema e a sua importância e também fez uma breve explanação sobre “SUPERAÇÃO”, levando a convidada Marinalva Almeida (deficiente física e atleta).


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Cultura, Lazer e Turismo Acessível

Butantan cria “museu em Braile” em SP Iniciativa, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, tem como objetivo aproximar a cultura científica e as pessoas com deficiência visual.

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Museu de Microlbiologia do Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, acaba de implantar o programa MicroToque, voltado para pessoas com deficiência visual parcial ou total. A iniciativa, inédita, tem como objetivo estimular a curiosidade científica e propiciar oportunidade de aproximação entre a cultura científica e as pessoas com deficiência visual, por meio da produção de conhecimento, da pesquisa e da educação.

biologia, composta de materiais de alta resistência ao toque e também coloridos com duas cores contrastantes, de forma a facilitar a visualização por pessoas com baixa visão.

Para a produção do material, o Butantan contou com a parceria da Fundação Dorina Nowill.

Há também a visita à Praça dos Cientistas, que abriga 11 bustos de renomados cientistas nacionais e estrangeiros que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento da microimunologia.

O público com deficiência visual contará com uma maquete do Museu de Micro-

A exposição conta, ainda, com modelos do vírus HIV, da bactéria Escherichia coli, do protozoário Trypanossoma cruzi e do fungo Penicillium notatum, todos contendo legendas em Braille e em macrocaracteres, representados em modelos tridimensionais.

Neste espaço, as pessoas com deficiência visual poderão tocar nos bustos, ler seus nomes em Braille e ouvir uma pequena descrição de seus feitos por meio de áudio guias. Ao final do passeio, o Instituto Butantan presenteia o visitante com um CD-Lembrança. Museu de Microbiologia O Museu de Microbiologia abriga uma exposição de longa duração, pela qual os visitantes realizam uma viagem interativa no mundo invisível dos microrganismos. Equipamentos, painéis, modelos tridimensionais de bactérias, vírus e protozoários explicam as bases da microbiologia e revelam o que são os chamados “germes” ou micróbios.

De maneira interativa, é possível manipular microscópios e observar, por exemplo, microrganismos vivos em uma gota de água não tratada. Neste mesmo espa-

ço há uma série de computadores apresentando filmes, animações, atividades interativas, entre outros. Fonte: Vida Mais Livre


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Espaço Social

Dica de filme

ADDS - Associação Desportiva dos Deficientes de Sorocaba é declarada como de Utilidade Pública Municipal N

a 66° pauta da sessão ordinária do dia 18 de Outubro de 2012, na Câmara Municipal de Sorocaba, a Associação Desportiva dos Deficientes de Sorocaba (ADDS) foi declarada como de Utilidade Pública Municipal. De autoria do vereador Rozendo de Oliveira (PV).

Sinopse: Uma adolescente em companhia de uma amiga sofrem um acidente quando andavam a cavalo e são atropeladas por um caminhão, sendo que sua colega morre e ela perde uma perna. Seu cavalo fica também bastante ferido e querem sacrificá-lo, mas a mãe da jovem, a editora de uma conhecida revista, não autoriza que o matem e tenta trazer para Nova York um especialista em cavalos que se recusa a ir. Assim, a mulher deixa o marido em casa, põe a filha no carro, o cavalo em um trailer e viaja até Montana para conhecer este rancheiro, esperando que ele ajude a curar algumas feridas internas, tanto da sua filha quanto do animal. O processo de recuperação é lento, mas após algum tempo os resultados começam a aparecer e paralelamente a editora e o rancheiro se apaixonam.

Fundada em 2010, a entidade tem como objetivo integrar socialmente a pessoa com deficiência, através de ações relacionadas ao esporte, trabalho, saúde, cultura e lazer, além de lutar pelos seus direitos. Atualmente, localizada à Rua Vicente Lázaro Filho, 99- Sala 1- Wanel Ville II, oferece assistência jurídica, fisioterapia especializada, inclusão no mercado de trabalho, consultoria em acessibilidade arquitetônica e outras informações ligadas aos direitos das pessoas com deficiência. Já o condicionamento físico e o esporte adaptado (handebol em cadeira de rodas), são desenvolvidos no Ginásio do Sindicato dos Bancários, localizado à Rua Itaquera, 217 – Vila Barão. Os trabalhos são mantidos através da participação de eventos sociais realizados no município. Por isso, contamos com a

Título Original: O Encantador de Cavalos (The Horse Whisperer) Lançamento: 1998 Direção: Robert Redford Gênero: Drama Duração: 2h 27min

Dica de Audiolivro

sensibilização e colaboração da população para viabilizarmos a manutenção e custas dessa iniciativa Para colaborar é bem simples: a doação pode ser feita através do cadastro de sócio-contribuinte (mensalidade) e/ou doações de materiais ou equipamentos. Estamos abertos a parcerias com pessoas voluntárias que desenvolvam ações sociais através de campanhas e

eventos em prol da entidade. Além disso, buscamos empresas interessadas em patrocinar o nosso Time de Handebol em Cadeira de Rodas através do custeio de uniforme e despesas com viagens para participações das Etapas dos Campeonatos Paulista e Brasileiro, representando a cidade de Sorocaba. Mais informações: (15) 8142-8580

Título: Pergunte aos seus Sonhos Editora: Audiolivro Autora: Rosa DeSouza Narração: Aguinaldo Filho Formato: CD Áudio Duração: 1 Hora Descrição: Esta obra nos oferece o poder de transformar nossas vidas e a nós mesmos. Ensina a focar e a facilitar a comunicação entre consciente e o inconsciente de forma tal que permitirá interagir com o Eu Superior durante os sonhos, abrindo uma porta muito especial do nosso Ser. O subconsciente será colocado a seu serviço, porque os sonhos podem ser fonte do mais profundo conhecimento, orientação e proteção da vida diária. Reaprendendo a pensar durante o dia, você será livre durante o tempo em que sonhar. Os pensamentos diurnos afetam seus sonhos e o que sonha afeta o seu dia-a-dia. Você deve afastar pensamentos negativos e enfrentar a vida com dignidade, nobreza, auto-estima e autorespeito para realizar seus sonhos.


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Leis, Jurisprudência e Políticas Públicas

Projeto prevê adaptação de bibliotecas a deficientes visuais Para a implantação do programa, deverão ser firmados convênios entre a União, os estados e os municípios.

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stá em análise na Câmara o Projeto de Lei 4141/12, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que autoriza a União a instituir um programa nacional para inclusão das pessoas com deficiência visual nas bibliotecas públicas. O objetivo do programa é organizar a estrutura e os espaços para acesso às obras literárias. Segundo o projeto, as bibliotecas deverão ter: prateleiras para os livros em Braille; indicações em alto relevo nas prateleiras, com autor, títu-

lo, editora e data de edição; e indicações em alto relevo no piso desse local, em mesas e escadas, para o direcionamento até as prateleiras específicas. Para a implantação do programa, deverão ser firmados convênios entre a União, os estados e os municípios. Onofre Santo Agostini afirma que o projeto pretende garantir a democratização do acesso à informação por um processo inclusivo. “Isso será alcançado por meio da facilitação de acesso aos

livros impressos em Braille disponíveis no mercado, assim como condições estruturais e de comodidade local para a leitura de tais exemplares, em todas as bibliotecas públicas do Brasil, de forma obrigatória”, disse. Tramitação O projeto tramita em conjunto com a proposta que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/06). O estatuto aguarda inclusão na pauta do Plenário. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto amplia prazo de duração de estágio para pessoas com deficiência A Lei do Estágio (11.788/08) estabelece que o estágio em uma mesma empresa para pessoa com deficiência não pode exceder dois anos.

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Câmara analisa o Projeto de Lei 4443/12, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que dobra de dois para quatro anos o prazo do estágio para aluno com deficiência. A Lei do Estágio (11.788/08) estabelece que o estágio em uma mesma empresa para

pessoa com deficiência não pode exceder dois anos. Segundo Marinho, não há vantagem em limitar a dois anos o período em uma mesma empresa. “A necessidade de troca do local do estágio pode interferir negativamente em trajetória de formação bem sucedida.”

Tramitação A proposta, que foi apensada ao PL 4579/09, será analisada conclusivamente pelas comissões de Educação e Cultura; Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara de Notícias

POLÍTICAS PÚBLICAS Por Mara Gabrilli- Deputada Federal (PSDB)

Desenho Universal: um conceito de inclusão na prática

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ocê já parou para pensar que a maioria dos espaços, serviços e produtos são projetados para o “homem padrão”? Se você olhar ao seu redor vai perceber que o lugar onde compartilha todas as suas atividades - seja no trabalho, nos estudos, no lazer e até mesmo na sua casa está preparado para receber plenamente apenas um tipo de pessoa, com uma única forma. Ou um mesmo desenho. Repare nisto. Depois tente perceber se você consegue enxergar nestes mesmos espaços as mesmas pessoas. Feito este exercício você irá enxergar a discrepância entre as formas que existem de acesso e as formas que cada ser humano apresenta. Basta que você pense no anão, no idoso, em um obeso, em uma criancinha ou em um tipo físico oposto, como um jogador de basquete. Você acredita que em meio a tanta diversidade, encontraremos as mesmas necessidades? Se distanciar da nossa realidade é uma forma de conhecer um novo universo e fazer parte dele. Poder dividir o mundo com pessoas de peso, altura, cor e idade diferentes das nossas é único. Partindo deste ideal de igualdade e diversidade, conceitos que belamente se completam, por que não criarmos espaços e serviços que atendam a todos? O Desenho Universal é um conceito que tem por objetivo definir produtos e ambientes, contemplando a diversidade humana: desde as crianças, adultos altos e baixos, anões, idosos, gestantes a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Em meu portal (www.maragabrilli. com.br/livros) é possível fazer o download da cartilha do Desenho Universal e aprender na prática como aplicar este conceito transformador. Desde que assumi a Secretaria da Pessoa com Deficiência, em seguida o cargo de vereadora e hoje Deputada Federal, fiz questão de divulgar o conceito do Desenho Universal, tanto no que diz respeito ao acesso físico, quanto à prestação de serviços e a própria atitude de quem o oferece. Esse pensamento não deve fazer parte só da agenda dos gestores públicos, mas de toda a sociedade. A acessibilidade de um espaço deve ser compatível com o serviço e o tratamento das pessoas. Construir rampas levantando também o respeito pelas pessoas que precisam passar por ali para terem acesso a determinado lugar ou serviço. Entender que uma instituição de ensino deve ser adaptada porque uma pessoa com os mesmos anseios que você também tem sede de conhecimento e sonha com um futuro profissional, mas para isso precisa de acessos. Enfim, saber que a acessibilidade de espaços e produtos depende também da sua maneira de encarar a necessidade do outro. Uma sociedade justa oferece condições iguais a todos, respeitando e aprendendo com as diferenças de cada um. Este é o primeiro passo e depende de você.

WWW.MARAGABRILLI.COM.BR


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Retratos da Inclusão

“Vida em Cena - Carina no dia do seu casamento” - Kica de Castro

KICADECASTRO@GMAIL.COM Modelo: Carina Queiroz, paraplégica

Inclusão, Moda e Estilo


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Saúde e Qualidade de Vida

Conheça os benefícios da “Hidroterapia” para pacientes vítimas de AVC Veja como as propriedades terapêuticas da água podem ajudar na recuperação de pacientes com Acidente Vascular Cerebral.

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Acidente Vascular Cerebral (AVC), chamado popularmente de derrame, é uma obstrução ou rompimento de um vaso sanguíneo cerebral, que pode evoluir com déficits neurológicos. Dados atuais mostram que ocorrem cerca de 20 milhões de novos casos de AVC no mundo, e que 1/3 dos casos não fatais evolui com sequelas, sendo essa enfermidade a maior causa mundial de incapacidade. As sequelas às quais as pessoas que sofreram AVC estão sujeitas variam conforme a localização e a extensão da lesão. Tais consequências envolvem alterações sensoriais, cognitivas e limitações motoras, como a paralisia ou paresia de um lado do corpo, que dificultam a realização adequada das atividades da vida diária. A dificuldade do paciente em dominar o início do movimento e o controle motor voluntário, gera redução da Amplitude de Movimento (ADM) e da força muscular, podendo interferir inclusive no ‘caminhar’, através de alterações na velocidade, comprimento dos passos, equilíbrio e reações de proteção. Diante desse quadro, o fisioterapeuta tem como objetivo identificar as funções prejudicadas e estimulá-las visando à melhora da funcionalidade e da qualidade de vida do paciente, bem como a sua reinserção social.

gadas vão desde movimentos passivos até exercícios ativos com ou sem cargas resistivas, além de técnicas particulares como Watsu e Halliwick.

A fisioterapia aquática ou hidroterapia, recurso terapêutico realizado em uma piscina aquecida utilizando técnicas específicas, tem como objetivo reabilitar os distúrbios funcionais, manter as funções preservadas e prevenir novos agravos. Ela está fundamentada nos princípios físicos da água como flutuação, densidade, pressão hidrostática e viscosidade. As técnicas empre-

O meio aquático proporciona estimulação sensorial global que envolve os sistemas visual, auditivo, tátil, vestibular e proprioceptivo. Esse ambiente favorece a reabilitação através da facilitação do movimento e da redução das sobrecargas articulares geradas pela diminuição da ação da gravidade, proporcionando ao paciente uma maior ADM, permitindo a realização de atividades di-

fíceis no solo. Outro benefício da terapia aquática é a sustentação causada pela viscosidade da água juntamente com a pressão hidrostática, auxiliando o paciente a manter-se em pé de forma mais independente e por um maior período de tempo. As propriedades da água, os materiais utilizados e as condutas adotadas podem facilitar ou dificultar as atividades durante a terapia aquática. A produção de turbulência, por exemplo, cria um meio instável enfatizando o treino das reações de equilíbrio e proteção.

Por outro lado, a própria viscosidade desse meio permite um maior tempo de resposta motora, facilitando assim o aprendizado das reações nas situações de desequilíbrio. Dessa forma, é possível modificar o meio aquoso de diversas maneiras, adequando-o a cada situação terapêutica desejada. Dentre os diversos benefícios da hidroterapia, já comprovados cientificamente, encontram-se o aumento da ADM, a redução da tensão muscular, reeducação dos músculos paralisados com consequente

melhora da força e da resistência muscular, analgesia, adequação do equilíbrio, além da evolução do desempenho das atividades funcionais e da caminhada. Essas razões e as recentes evidências científicas mostram a Fisioterapia Aquática como um importante recurso na reabilitação dos pacientes com AVC, promovendo a melhora do desempenho funcional e a consequente devolução da autoconfiança e independência desses indivíduos. Fonte: Da Redação


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Classificados


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Mercado de Trabalho

Projeto de lei permite pagamento de parte do BPC à pessoa com deficiência empregada Atualmente, a Lei prevê a suspensão do benefício assim que a pessoa com deficiência for empregada formalmente.

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Projeto de Lei 4297/12, do deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO), permite que pessoas com deficiência continuem a receber uma parte do Benefício de Prestação Continuada (BPC) mesmo depois de empregados. Pelo texto, o pagamento poderá continuar por um ano após a assinatura da carteira de trabalho, nos seguintes porcentuais:

beneficiários com até dois salários mínimos; -com redução de 50% para aqueles que ganham até três salários mínimos.

-com redução de 15% para quem recebe até um salário mínimo;

Atualmente, a Lei Orgânica da Assistência Social (8.742/93) prevê a suspensão do benefício assim que a pessoa com deficiência for empregada formalmente. Por esse motivo, segundo Agnolin, as empresas encontram dificuldade para cumprir a lei da reserva de vagas (8.213/91).

-com redução de 30% para

De acordo com o deputado,

essa realidade gera “um efeito perversamente colateral: o pagamento de multas pelo não preenchimento de vagas pelas empresas e, consequentemente, o ingresso das pessoas com deficiência na informalidade”. Tramitação Em caráter conclusivo, o projeto foi encaminhado às comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara de Notícias

TURISMO ADAPTADO Ricardo Shimosakai

Esteja seguro na viagem

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s seguros viagem geralmente protegem passageiros em caso de acidente, extravio de bagagem, assistência jurídica, entre outras ocorrências. Porém nenhum oferece assistência específica a problemas relacionados à pessoa com deficiência. Em uma viagem à Europa, minha mochila foi roubada, e juntamente com ela as sondas uretrais, utilizadas para realizar a retirada da urina da bexiga periodicamente. Então sempre é bom procurar antes de viajar, contatos de lojas de materiais hospitalares no local de seu destino. Para solucionar problemas de um pneu furado existem sprays tapa furos que resolvem esse problema em alguns segundos, mas também é simples aprender a consertar do modo convencional e levar um kit reparo. Problemas podem acontecer em sua cadeira de rodas, tais como ajustes ou a necessidade de troca de peças, ou problemas na parte elétrica, no caso de uma cadeiras motorizadas. Isso também requer serviço especializado, então sempre é prudente ter contatos de assistências técnicas. Outro acessório importante para usuários de cadeira de rodas é a almofada utilizada no assento. A maioria é confeccionada em espuma ou infladas a ar. Deixar uma almofada reserva em sua mala não ocupa espaço ou interfere no peso, o custo é pequeno e pode evitar maiores problemas.

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Transporte, Adaptação e Veículos

FIQUE LIGADO

Procuradoria quer transporte de cadeiras de rodas gratuito em aviões

Conheças as “doenças” que dão direito a isenções para compra de veículos É considerada pessoa com física aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano. Ou seja, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de: paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida.

A procuradoria quer também que a Anac fiscalize e puna as companhias aéreas que cobrarem pelo transporte.

As mulheres que sofreram mastectomia total ou parcial. Em virtude do câncer, podem pleitear o benefício, pois são consideradas incapacitadas para dirigir um veículo comum.

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Ou seja, as pessoas que possuem: Síndrome de Imunodeficiência adquirida (HIV), Câncer, Moléstia profissional, Tuberculose ativa, Alienação mental, Esclerose múltipla, Neoplasia maligna, Cegueira, Hanseníase, Paralisia irreversível e incapacitante, Cardiopatia grave, Doenças desconhecidas degenerativas Hepatopatia grave, Estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), Doença de Parkinson, Espondiloartrose anquilosante, Nefropatia grave, Contaminação por irradiação, Síndrome de imunodeficiência adquirida, Fibrose cística (mucoviscidose), Problemas graves na coluna (como hérnia de disco, bico de papagaio, lordose e escoliose graves), L.E.R.- lesão por esforço repetitivo (bursite e tendinite graves), Artrose, Artrite, Problemas nos joelhos (mesmo que tenham sido operados), paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida. (AVC, amputações, nanismo - baixa estatura, próteses internas, externas, seqüelas de talidomidas, paralisia infantil, poliomielite, doenças neurológicas, etc).

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo (PRDC) quer garantir o transporte gratuito de cadeiras de rodas em todas as companhias aéreas que operam no Brasil. O órgão entrou com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para garantir esse transporte. A ação tem pedido de liminar (medida provisória) e pede que seja aplicada uma multa diária, acima de R$ 1 mil, caso a Justiça dê ganho de causa à procuradoria e a Anac descumpra a decisão. Na ação, a PRDC pede que a Anac seja obrigada a mudar a regulamentação “para garantir o transporte gratuito e incondicional de cadeiras de rodas, independente de seu peso e local”. A procuradoria quer também que a Anac fiscalize e puna as companhias aéreas que cobrarem pelo transporte. Segundo a procuradoria, a medida poderá beneficiar cerca de 4,2 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência física. A entidade diz que a resolução atual da Anac, que está em

vigor, determina que as cadeiras de rodas devem ser transportadas gratuitamente no interior da cabine de passageiros quando houver espaço disponível ou serão consideradas como bagagens prioritárias. “O problema é que as companhias aéreas costumam cobrar pelo transporte do equipamento no compartimento de bagagens”, diz a procuradoria. O órgão de SP afirma ainda que consultou empresas aéreas e constatou que algumas delas oferecem isenção para o transporte de cadeiras de rodas até 15 kg e que outras não oferecem nenhuma isenção. “Esse peso, no entanto, é encontrado ape-

nas em alguns modelos mais simples do equipamento”, diz a PRDC. “A cobrança do transporte de cadeiras de rodas pelas companhias aéreas começou a ser investigada em abril deste ano, quando a PRDC foi procurada pela mãe de um adolescente com atrofia cerebral. Ela revelou que sempre que viaja com o filho é obrigada a pagar pelo transporte da cadeira. O custo chegou a R$ 130 em uma das viagens”, diz o comunicado da procuradoria. Procurada, a Anac informou que se manifestará apenas após ser notificada. Fonte: Terra da Diversidade

Em todos esses casos, desde que a pessoa tenha perca de mobilidade, ela poderá solicitar esse benefício na compra de um carro. Lembrando sempre que deve haver a análise caso a caso por perito do DETRAN, não bastando apenas possuir a doença. As deformidades estéticas e as que não produzem dificuldades para o desempenho de funções, não dão direito às isenções.

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Jornal Inclusão 20a Edição