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A Voz da Escola Trimestral |

Edição n.º 98

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abril 2019

170.º Aniversário IRSCM | 16 e 17

Projeto Educar para a Justiça Criar laços, construir futuro

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Semana das Profissões Olhar para o futuro

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Visitas de estudo Aprender fora de portas

| 13 a 15

Kidfun - Educação para os valores Fundação Benfica | 30

1.º Festival dos Talentos | 32


Peregrinação à Casa Mãe Espiritualidade | Carisma | Missão A peregrinação a Béziers foi uma experiência que ficará para sempre na nossa memória e será guardada no nosso coração com muito carinho. Terá sempre um sabor a saudade. Saudade do que lá vivemos, vimos, ouvimos e partilhámos, especialmente, nos momentos de oração. Foi um descer às origens do Instituto, dando-nos a força para continuarmos o espírito vivo de Missão e de Unidade iniciado pela Mère Saint-Jean e pelo Padre Jean Gailhac. A Casa Mãe é um refúgio simples, único, íntimo e familiar. A família IRSCM à qual pertencemos, tem em Béziers um espaço de oração, onde o sentido de comunidade, missão e partilha é uma realidade. Ali partilhamos a mesma fé, a mesma visão de fé e zelo, o dom que foi confiado às irmãs do IRSCM e onde todos continuamos a buscar a força à sua vida e às suas raízes, adaptando-nos aos tempos e a todas as mudanças que acontecem. Gostámos particularmente da oração

que fizemos na cripta, no penúltimo dia, onde fomos todos convidados a refletir e eventualmente partilhar os nossos talentos, assumindo humildemente as nossas qualidades e as nossas fraquezas. Com espírito de Fé e Zelo, conhecer e amar a Deus e torná-lo conhecido, numa caminhada de missão, para que todos tenham vida e a tenham em abundância. Com uma imensa GRATIDÃO, especialmente às irmãs que nos acolheram com muita simpatia e nos deram a beber da fonte. Continuaremos a missão do Pe. Gailhac e da Mère Saint-Jean. Obrigada ao Instituto pela oportunidade que nos deu! Ana Ribeiro, Filomena Reis, Sandra Pereira, Zulmira Braga

Taizé

O lugar onde aprendemos a voar sem asas Taizé é sinónimo de tranquilidade, é silêncio, é um estado de comunhão connosco, com os outros e essencialmente com Deus. No silêncio, reencontramos a fé e saciamos a sede de respostas. Escutando o silêncio, ouvimos o que Deus tem para nos dizer e, partilhando silêncio, sentimos a presença de todos aqueles que aqui se deslocam, com o objetivo comum de dedicar um pouco do seu tempo a esta vida em simplicidade. As tarefas são o pilar da comunidade, servindo como ponto de equilíbrio e justiça neste cantinho onde tudo se move na base da confiança. Permitem-nos crescer interiormente e valorizar cada momento, cada um que cruza o caminho difícil que é a nossa vida. Também a música representa a união entre línguas, etnias e religiões. Cada cântico incute em nós uma mensagem diferente, consoante as vivências e predisposição de cada pessoa. No entanto, todos eles promovem a paz dentro dos nossos corações repetindo-se interminavelmente nos nossos pensamentos mesmo após as orações. Assim, repercute-se em nós o ambiente vibrante de serenidade e conforto vivido e mantemos a esperança que essa paz permaneça sempre em nós.

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A comunidade de Taizé é fonte de água viva que sacia a sede de plenitude dos viajantes que por aqui passam em busca de um refúgio. Rodeada por um céu mais estrelado que todos os outros, é o lugar onde aprendemos a voar sem asas. Tendo sido uma semana verdadeiramente intensa e tocante, saímos daqui enriquecidos enquanto cristãos e seres humanos e com o desejo de podermos ser espelhos na nossa sociedade dos valores que recebemos.

Emília Batista, André Carreira e Margarida Jesus, ex-alunos

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Mochilas solidárias Abraçar a Missão Dia 25 de fevereiro, resultado da participação no Projeto Abraçar a Missão, o nosso Colégio recebeu a visita do Pe. Nuno Rodrigues, um missionário do Espírito Santo, que trabalhou durante vários anos em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O Pe. Nuno conversou com os alunos do Clube de Solidariedade e os delegados da Pastoral sobre as necessidades e as dificuldades que as crianças daqueles países sentem diariamente, ilustrando com um vídeo essas realidades e o trabalho que os missionários têm desenvolvido junto das comunidades. Os alunos estiveram muito atentos a tudo o que ouviam e viam, mostrando o seu interesse através de várias questões que foram colocando sobre aspetos da realidade concreta que desconheciam e que nem imaginavam que pudesse existir. Para esta campanha foi pedido a cada turma uma mochila solidária com material escolar diverso: 5 cadernos, um estojo, lápis, borracha, canetas, régua, marcadores, afiadeira, tesoura, cola, conjunto de lápis de cor, outro material que se considerasse útil (à exceção de manuais escolares) e, é claro, uma mochila. Conseguimos entregar 36 mochilas solidárias para as crianças de São Tomé e Príncipe. Foram, ainda, entregues roupas de bebé, alguns brinquedos e jogos didáticos. Ana Silva, Professora de EMRC

Na entrega das mochilas solidárias gostei muito de conhecer a vida dos meninos em S. Tomé e ainda de ouvir algumas experiências do missionário que nos visitou.

Salvador Carvalho , 8.º ano

EDITORIAL A tarefa da Escola é multifacetada e a ação educativa vai muito para além da mera transmissão de conhecimentos. Ancorado no Ideário, que nos é proposto pelo IRSCM, o nosso Projeto Educativo traça linhas de ação claras para que os professores, em colaboração com as famílias, trabalhem na formação integral dos seus alunos, desenvolvendo as competências e transmitindo valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Disto são exemplo as diversas atividades apresentadas neste jornal escolar. Destaco a Celebração do Mês da Paz, o aniversário do Instituto, a Semana das Profissões, o Festival dos Talentos, as atividades no âmbito do Projeto Educar para a Justiça, entre tantas outras. É admirável a dedicação de muitos docentes e não docentes, que diariamente contribuem de forma generosa para a formação integral dos alunos desta escola. Nesta Quaresma, coloquemo-nos a seguinte questão: Quanto bastará para termos o necessário? Vivemos num mundo diametralmente oposto, onde uns têm tudo e outros quase nada. Como nos diz o Evangelho, quem quer ganhar, tem de perder primeiro. Só querendo menos, poderemos receber mais. Nesta época quaresmal, a Igreja indica-nos três passos: jejuar, orar e dar esmola. O jejuar lembra-nos a nossa finitude e as nossas fragilidades, ajudando-nos a modificar a nossa atitude para com os outros e para com toda a criação. Orar ajuda-nos a manter o nosso contacto íntimo com Deus renunciando à idolatria do nosso eu. Dar esmola ajuda-nos a contrariar a tentação de acumular. Importa ter a audácia de viver com o necessário, renunciando ao supérfluo, ter total controlo sobre a nossa vida e estarmos “todo” em cada momento. Quero felicitar todos os docentes, não docentes, alunos e encarregados de educação pelos excelentes resultados obtidos na avaliação externa, onde pelo segundo ano consecutivo, os alunos deste colégio ficaram em primeiro lugar, quer no ranking geral, quer no ranking do sucesso escolar, no conjunto de todas as escolas do Concelho de Ourém. Muitos parabéns! Serafim Assunção e Costa, Diretor Pedagógico

“O grão que se semeia, a árvore que se planta, não dão fruto imediatamente. Têm que passar pelas diversas fases do seu crescimento normal até chegarem ao pleno desenvolvimento, atingirem a perfeição e produzirem flores e frutos.”

O que mais gostámos de ver foi o trabalho do Pe. Nuno. É impressionante a quantidade de pessoas que ele ajudou!

Pe. Jean Gailhac

António Oliveira e Gonçalo Vicente, 7.º ano

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Visita ao Lar Santa Beatriz da Silva Encontros que geram vida Os Clubes de Solidariedade e Música, no dia 23 de fevereiro, foram visitar o lar Santa Beatriz da Silva. O Clube de Música apresentou algumas músicas que tinha preparado e o Clube de Solidariedade leu poemas criados pelos alunos e ofereceu flores artesanais e uma cruz enfeitada com flores. Em conjunto, cantámos algumas canções populares, como o Malhão, Malhão e Ó Rosa arredonda a saia e também ouvimos os utentes do lar cantar algumas canções do seu tempo. Distribuímos alguns instrumentos por todos e, em conjunto, partilhámos melodias. Apesar do tempo ser pouco para o tanto que queríamos, foi o suficiente para nos divertirmos. Diana Oliveira, Clube Solidariedade

O dia de carnaval O dia de Carnaval, que se celebra à terça-feira, está ligado ao início do tempo da Quaresma, com o início de quarta-feira de Cinzas, em datas determinadas pela Páscoa. A maior festa cristã, que evoca a Ressurreição de Jesus, é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se segue ao equinócio da primavera, no hemisfério norte. Perante práticas pré-cristãs, a Igreja Católica viria a promover alterações que permitissem ligar o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória da Páscoa, com jejum, começou a definir-se a partir de meados do séc. II; por volta do séc. IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência. Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico. No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares. Sobre a origem da palavra carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma. A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico. Os católicos de todo o mundo começam na quarta-feira a viver o tempo da Quaresma, com a celebração

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das Cinzas, que são impostas sobre a sua cabeça durante a Missa. Este é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão. A Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios. O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos (que está presente em todas as religiões, no cristianismo para do aspeto ascético tem também por objetivo partilhar com quem não tem comida); a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre e com o que gastaria a mais, se não o fizesse partilha com dele carece. A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne (porque era mais cara do que o peixe, mas também abster-se, sobretudo das obras da carne, no sentido bíblico – viver segundo o Espírito e não segundo a carne, no dizer de São Paulo Gálatas 5,16-25) particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial. Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa. A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do “Glória” e do “Aleluia” na celebração da Missa. Adaptado de https://agencia.ecclesia.pt/portal/igreja-docarnaval-as-cinzas-uma-historia-ligada-pela-lua-2/ 5 de março de 2019

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Capela Múndi 100 anos de História

No dia 6 de fevereiro, o Clube de Solidariedade visitou a Exposição Temporária comemorativa do centenário da construção da Capelinha das Aparições: Capela Múndi. Os alunos, tendo como suporte o guião recebido à entrada, seguiram o percurso indicado e puderam apreciar as obras de arte expostas, percebendo um pouco melhor a história da Capelinha das Aparições. Apreciámos muito as obras de arte expostas. Eram todas especiais! Mas as mais marcantes foram: a coroa do trono do Retábulo da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima; a representação de Nossa Senhora de Fátima feita por Carlos Ramiro; a Nossa Senhora do Loreto, cujo autor é desconhecido e o Terço da imagem de Nossa Senhora que se venera na Capelinha das Aparições, feito por António Moreira. No final da exposição encontrámos uma sala com um ecrã interativo, que refletia a nossa imagem! Foi muito divertido! Gostámos muito de visitar esta exposição. Rafael Deboeuf e Margarida Ferreira, Clube Solidariedade

Concerto de Reis No dia 4 de janeiro, recebemos os alunos dos Colégios do Porto e de Lisboa, para o 19.º Concerto de Reis. Neste momento de convívio, cada colégio mostrou um pouco do trabalho desenvolvido a nível musical, através da apresentação de músicas vocais e instrumentais interpretadas pelos alunos, desde o ensino primário ao secundário. Mais uma vez esta tarde de partilha provou ser muito enriquecedora e uma forma de estreitar os laços entre os Colégios do IRSCM. Maribel Leitão, Responsável pelo Clube de Música

Festa dos Pastorinhos Os alunos do 2.º ciclo, a convite do Santuário de Fátima, participaram na Festa dos Pastorinhos realizada na tarde do dia 20 de fevereiro, na Basílica da Santíssima Trindade. Num primeiro momento, a Irmã Ângela Coelho, ex-postuladora da Causa de Canonização dos Santos Francisco e Jacinta Marto (os mais jovens Santos, não-mártires, da Igreja Católica), fez uma pequena catequese sobre a vida dos Pastorinhos, destacando as suas qualidades e o que melhor caracterizou a sua vida e a sua espiritualidade, fruto da vivência das Aparições de Nossa Senhora de Fátima. Do Francisco realçou o seu amor a “Jesus Escondido”, que ele tanto amava e que adorava diariamente no Sacrário. Já da Jacinta, deu destaque à sua confiança em Nossa Senhora e à oração pelo Santo Padre. Francisco e Jacinta são dois modelos de vida, duas “candeias que Deus acendeu”, como lhes chamou o Papa João Paulo II, que iluminam o mundo: a primeira,

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como a luz do Sol, a candeia de Jesus Eucaristia e a segunda, como a luz da Lua, a candeia de Nossa Senhora. Terminada a catequese, fez-se a oração do terço, dinamizada pelos três Colégios de Fátima, com cânticos animados pelas Religiosas da Aliança de Santa Maria e presidida pelo Reitor do Santuário, Pe. Carlos Cabecinhas. Ana Silva, Professora de EMRC

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Projeto Educar para a Justiça Educar para a diferença | 8.º ano Os alunos do 8.º ano participaram numa sessão de formação e demonstração de desportos adaptados (boccia, slalom de cadeira de rodas e tricicleta), no dia 7 de março. Alguns membros do Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II visitaram o nosso Colégio e foram criados momentos de interação, promovidos pelos técnicos da Instituição, entre os alunos do 8.º ano e os utentes, permitindo que os alunos experimentassem os três desportos. Esta atividade foi realizada no âmbito do Projeto Educar para a Justiça e teve como objetivos principais sensibilizar para as dificuldades quotidianas encontradas pelas pessoas com deficiência, consciencializar para a diferença e dignidade da pessoa humana e sensibilizar a comunidade educativa para a inclusão através do desporto. Os alunos compreenderam melhor as limitações das pessoas portadoras de deficiência e perceberam que é uma necessidade, e um dever de todos, a criação de infraestruturas que permitam a mobilidade destas pessoas para assim melhorar a sua qualidade de vida. Foi interessante verificar como estas pessoas, apesar das suas limitações, são felizes e têm sempre um sorriso no rosto, enquanto existem tantas pessoas que têm tudo, podem fazer tudo e, mesmo assim, são tristes. Mesmo com as suas dificuldades, é impressionante ver como eles desenvolvem as atividades e como são bons a fazê-las. Tanto para os alunos como para os diretores de turma, foi uma honra ter aprendido com eles a superar incapacidades e dificuldades da vida e ver como conseguem ser felizes sendo simplesmente eles. Foi uma visita emocionante que vai ficar para sempre no coração de todos. Francisco Rodrigues, Isabela Pinheiro, Milangela Rondón, Mariana Elias, Tomé Vieira e Diretores de Turma do 8.º ano

Casa de Acolhimento | 6.º ano Dia 13 de fevereiro, os alunos de uma turma de 6.º ano fizeram uma visita à Casa do Acolhimento das Religiosas do Sagrado Coração de Maria. Vários alunos leram poemas sobre a paz, a igualdade e o respeito acompanhados à guitarra pela Beatriz Rosa. Também as alunas: Eunice Machado, Mafalda Ferreira e Lara Gonçalves tocaram nas suas guitarras várias canções, incluindo uma que criaram e dedicaram às Irmãs. Como uma das irmãs fazia 94 anos, todos lhe cantaram os parabéns. No decorrer da tarde, os alunos conversaram com as irmãs, sobre o seu passado, os seus gostos, as suas memórias e antes da visita terminar, as irmãs deram o mote, cantando o Hino do Instituto e os alunos acompanharam com toda a vivacidade. Foi uma tarde de profíquo convívio em que todos se sentiram mais ricos com esta partilha intergeracional. Alunos do 6.º ano

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Para bem falar e bem escrever Sedeada ou sediada? Qual é a frase correta? a) A nossa empresa está sediada no Porto. b) A nossa empresa está sedeada no Porto. A frase correta é a da alínea a). “Sediada” vem do verbo “sediar” que significa, segundo o dicionário em linha da Infopédia, “servir como sede a” ou “estabelecer sede para”. Já a forma “sedeada” tem origem no verbo “sedear” que significa, segundo o mesmo dicionário, “limpar com escova de sedas (objetos de ourivesaria)”. Embora alguns linguistas defendam “sedeada”, esta forma não está consagrada em todos os dicionários com esse sentido. Assim, devemos dizer: - A empresa está sediada no Porto. - A minha aliança de ouro foi sedeada pelo ourives. Adesão e aderência As palavras adesão e aderência são muitas vezes consideradas sinónimas, pois ambas exprimem a ideia de ligação. Utilizam-se, no entanto, em contextos diferentes. Por exemplo, deverá dizer-se “a adesão do público português aos filmes” e “aderência dos pneus à estrada”. O termo adesão é utilizado normalmente em relação a pessoas, enquanto a palavra aderência se utiliza em relação a coisas, a substâncias. Discriminar e descriminar O verbo discriminar refere-se ao ato de estabelecer diferenças, de distinguir e diferenciar. Refere-se também ao ato de separar, segregar e marginalizar, tendo por base essas mesmas diferenças. Pode significar ainda o ato de especificar, listando, relacionando, descrevendo ou precisando. É muito utilizado para referir discriminações raciais, religiosas, sociais,… Ex: Discriminar vai contra o espírito de tolerância. O verbo descriminar refere-se ao ato de inocentar alguém ou alguma coisa, tirando a sua culpa ou crime, ou seja, refere-se ao ato de descriminalizar, absolver, isentar, inocentar. Ex: Em muitos países discute-se sobre descriminar o uso de algumas drogas. In Tavares, Sandra Duarte, 500 erros mais comuns da Língua Portuguesa (5.ª edição)

Sugestões de leitura

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Mil vezes adeus

J. K. Rowling

John Green

Harry Potter, um rapaz de onze anos, órfão, descobre que é um feiticeiro quando recebe uma carta para ingressar na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. Neste primeiro volume de Harry Potter, acompanhamos o jovem feiticeiro e os seus novos amigos em aulas completamente diferentes das nossas e a enfrentar uma aventura inesperada, numa escola onde tudo é estranho e invulgar. Além de uma aventura entusiasmante, este livro é ainda a porta de entrada para um fantástico universo e uma coleção que se estende por mais seis volumes.

Estão em jogo cem mil dólares para quem encontrar o bilionário desaparecido, então Aza faz a vontade à sua melhor amiga, Daisy, e decide investigar o caso. Em busca por pistas elas transporão a distância que as separa do filho do bilionário, Davis. Tanto Aza como Davis perderam pessoas que amavam e isso acaba por uni-los de uma forma profunda e ancestral. Embora Davis tenha o conforto de uma enorme mansão sente-se tão verdadeiramente só como Aza. Através da vida de Aza, John Green partilha um pouco da angústia e do drama da doença que o afeta desde criança.

Matilde Agostinho, 6.º ano

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Inês Reis, 9.º ano

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Fase Municipal A 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorre entre o dia 3 de outubro de 2018, data oficial de abertura, e o dia 25 de maio de 2019, dia da grande final, em Braga. O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular o gosto e os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora. A iniciativa tem como destinatários alunos do ensino básico e do ensino secundário. Ao longo de quatro fases consecutivas é da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura 2027 a iniciativa e o desenvolvimento do CNL. As fases são: Escolar, Municipal, Intermunicipal e Nacional. A Fase Municipal realizou-se na Câmara Municipal de Ourém, no dia 13 de fevereiro e o nosso Colégio esteve representado com dois alunos do 2.º e 3.º ciclo. Foram brilhantes: no 2.º ciclo - Francisco Valentim, obteve o terceiro lugar e no 3.º ciclo - Marta Damásio, ficou em primeiro lugar. Encontramo-nos na Fase Intermunicipal no dia 29 de abril, no Centro Cultural do Sardoal.

No meu ponto de vista o concurso correu muito bem. Eu gostei de participar porque eu gosto de ler e porque as provas incluem leitura em voz alta e argumentação, que são coisas que eu gosto e tenho facilidade em fazer. Acho que as três provas não foram muito difíceis, mas também não foram fáceis. O único ponto negativo foi o tempo que os júris demoraram a deliberar e a definir as pontuações, estava ansioso pelos resultados.

Em primeiro lugar realizei uma estimulante e competitiva prova no Kahoot, sobre a obra de Afonso Cruz, Os livros que devoraram o meu pai, onde obtive um bom resultado. Depois de na segunda prova intermédia ler um excerto em voz alta, que me correu muito bem, veio o desafio de responder a uma pergunta de argumentação, baseada num episódio retratado no livro. Pessoalmente, acho que esta prova ditou os resultados. No geral, achei uma experiência estimulante e que adorei, uma vez que a leitura é uma das minhas paixões.

Francisco Valentim, 6.º ano

Marta Damásio, 9.º ano

O MILD - Manual de instruções para a literacia digital é um portal da Rede de Bibliotecas Escolares que visa desenvolver as competências dos jovens dos 14 aos 18 anos nos domínios da leitura, dos media e da cidadania digitais. Não se destina a ensinar tecnologia digital, antes a desenvolver a consciência sobre a forma de usar essa tecnologia, nas suas possibilidades e nos limites, nas oportunidades que abre e nos perigos que encerra. Nesta plataforma, professores, educadores e alunos podem encontrar e utilizar vários materiais sobre:

- Ler e Escrever na Rede; - Literatura Digital; - Saber Fazer na Rede; - Leitura dos Media; - Redes Sociais; - Imagem e Cultura Visual; - Ser Cidadão Digital; - Ética e Responsabilidade. Todos os materiais disponíveis em https://mild.rbe. mec.pt/

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Zulmira Braga, Coordenadora da Biblioteca Escolar

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Melhorar os resultados escolares Para que ocorra uma melhoria dos resultados escolares, é necessário a ação concertada de uma série de atores, sendo que o papel principal é o do aluno. Além disso, é ainda imprescindível o apoio da equipa pedagógica que o acompanha e da família, a qual deverá refletir sobre alguns aspetos a ter em conta para o sucesso escolar do aluno.

O tempo que o aluno dedica ao estudo é o adequado? A definição de um horário de estudo adequado às características do aluno e exigências do ano escolar que frequenta, no qual também seja contemplado tempo para as atividades extraescolares e/ou lazer, revela-se uma estratégia fundamental na adoção de hábitos de estudo regulares. É necessário que o aluno interiorize a importância do estudo regular, mesmo na ausência de trabalhos de casa. Em idades mais precoces, o horário de estudo deve ser feito com a ajuda de um adulto (pai, mãe, professor, psicólogo escolar), para que o aluno se envolva na sua realização e, progressivamente, consiga ter autonomia para o fazer sozinho. Deve atribuir-se maior carga de tempo ao estudo das disciplinas onde o aluno sente mais dificuldade. O fim de semana, véspera de fichas de avaliação, deve ser usado no sentido de reforçar o estudo. O horário elaborado deve estar num local visível, preferencialmente no próprio local de estudo.

A que disciplinas deve o aluno dedicar mais tempo? É frequente haver um desinvestimento nas disciplinas em que o aluno sente mais dificuldades. O aluno deve ser ajudado a lidar com a frustração e a aprender que é nas coisas mais difíceis que precisamos de investir mais. Neste sentido, deve começar o estudo por essas disciplinas pois, se o deixar para o fim, o nível de cansaço poderá ser maior e o nível de atenção menor, dificultando a aquisição dos conteúdos. Ao mesmo tempo, os períodos de estudo dedicados a estas disciplinas devem ser maiores no sentido de colmatar as dificuldades sentidas. Este aspeto deve estar muito bem contemplado no horário de estudo.

O local de estudo é adequado? O local de estudo deve ser adequado, isto é, isento de estímulos exteriores (como computador, telemóvel, tablet, televisão, entre outros) e com o material estritamente necessário para o estudo, reunido previamente, evitando interrupções constantes da concentração necessária para um estudo eficaz.

O que dizem as fichas de avaliação? As fichas de avaliação devem ser analisadas em conjunto com o aluno, no sentido de compreender os motivos subjacentes aos resultados mais baixos e se os mesmos se relacionam mais com falta de aquisição dos conteúdos ou dificuldades de concentração. Também é importante que haja um diálogo sobre as estratégias que o aluno utiliza para abordar a ficha: a necessidade de realizar, em primeiro lugar, as questões onde se sente mais confiante, deixando mais tempo para a realização das que lhe suscitam mais dúvida; após a sua realização, o aluno deve proceder à revisão atenta das respostas.

Como gerir a ansiedade em situações de avaliação? A autorregulação emocional em situação de avaliação é imprescindível para que o aluno consiga obter sucesso. A ansiedade de realização pode ser diminuída com uma preparação das fichas atempada e cuidada. Os alunos podem ainda ser treinados a utilizar técnicas de relaxamento que os ajudam a diminuir a ansiedade e a melhorar os níveis de concentração. Serviços Especializados de Apoio Educativo

Semana da leitura Entre os dias 11 e 15 de março, as escolas foram convidadas a desenvolver atividades que festejassem a leitura como ato comunicativo, de liberdade e responsabilidade, tal como se fosse um diálogo entre a literatura, a arte e a ciência, um espaço de encontro, criativo e colaborativo. As bibliotecas escolares estiveram, como sempre, no centro desta comemoração nas escolas, promovendo interações com a comunidade, encontrando parcerias e praticando a leitura como um hábito de todos os dias. Zulmira Braga, Coordenadora da Biblioteca Escolar

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Ao longo da semana, os profissionais explicaram um pouco do seu quotidiano profissional, perante uma plateia de alunos curiosos e entusiasmados. Realçaram a importância de abraçar a vida profissional com respeito e humildade. O respeito que nos faz perceber que todos os elementos são imprescindíveis nas equipas de trabalho e a humildade que nos permite manter sempre a mente aberta para a aprendizagem. Os profissionais encantaram os alunos ao falarem da paixão pelo que fazem. Estimularam-nos a continuarem a aventura de explorar o mundo das profissões e a nunca desistirem de procurar o que os irá fazer felizes. Os alunos do 9.º ano, a psicóloga e a direção do Colégio agradecem a todos os profissionais, instituições e empresas que contribuem para a realização deste evento. A Semana das Profissões CSCM só é possível graças à colaboração generosa de dezenas de profissionais, que ao longo dos últimos dezanove anos se associaram à sua realização. A todos o nosso bem hajam! Ana Filipa Borralho, Serviço de Psicologia e Orientação

A última sessão terminou com o biólogo Tiago Carrilho, a médica veterinária Inês Guerra, o artista de videojogos Francisco Santos, a chefe de cozinha Lisa Silva, e a finalista do curso de pastelaria e padaria Sónia Rodrigues. Agradecemos a disponibilidade demonstrada por todos os profissionais que nos proporcionaram uma experiência inesquecível. Inês Reis e Margarida Pereira

Decorreu de 25 de fevereiro a 1 de março, a 19.º Semana das Profissões CSCM direcionada aos alunos do 9.º ano e inserida no Programa de Orientação Escolar e Profissional. Esta é dinamizada pela direção e pela psicóloga do Colégio, a Dra. Filipa Borralho. Ao longo desta semana, os alunos tiveram oportunidade de conhecer profissionais de diferentes áreas, nomeadamente comunicação, saúde, direito, biologia, informática, entre outras. Cada profissional apresentou o seu percurso e experiência profissional. Mostraram-nos que, com trabalho e dedicação, conseguimos alcançar os nossos objetivos. Transmitiram-nos também que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, nem devemos perder o nosso foco, a força de vontade e a resiliência. Na primeira apresentação, contámos com a presença da jornalista Sílvia Reis, da arquiteta Ana Alves, do comandante Nuno Jorge da Guarda Nacional Republicana (GNR) e do ator Pedro Lacerda. No segundo dia, recebemos o fisioterapeuta Tiago Marto, a médica Joana Pereira e o engenheiro informático Nelson Marques. No terceiro painel, contámos com profissionais ligados à área do direito, Eugénio Lucas; da economia, Luís Vieira; do design, Pedro Vala e da organização de eventos, António Marto.

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Cada convidado partilhou a sua experiência a nível académico e profissional dentro das suas áreas. Ao longo destes dias a mensagem que nos ficou foi que com empenho, dedicação e amor em tudo aquilo que fazemos teremos sucesso a nível profissional e pessoal. Francisca Alves, Mariana Silva e Matilde Silva

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Todas estas apresentações tinham o intuito de nos motivar e cativar o interesse pelas profissões apresentadas. A maioria dos profissionais ainda nos alertou para a importância do estudo, uma vez que as notas obtidas no ensino secundário serão fundamentais para “decidir” o nosso futuro. Durante toda esta semana, os alunos do 9.º ano empenharam-se em saber mais sobre as profissões nas quais tinham interesse e aplaudiram todos os profissionais com entusiasmo. Madalena Coias e Maria Sofronii

Da área da fisioterapia, esteve presente Tiago Marto que foi praticante de atletismo, mais centrado no decatlo e daí surgiu a paixão pela sua profissão. Já da área de medicina, tivemos connosco a médica de família Joana Pereira. Esta cumpriu 6 anos de estudo até exercer a sua profissão, pois nesta área é preciso “muito estudo e dedicação, mas principalmente amar o que se faz”, disse-nos Joana. É importante estarmos sempre disponíveis para este trabalho e para estudar diariamente. Este evento é essencial, uma vez que nesta altura temos que começar a decidir o nosso percurso académico e profissional.

Todos os profissionais foram bastante interessantes, mas gostei especialmente do comandante da GNR, do ator e do advogado. Nuno Jorge, comandante da GNR de Fátima, foi o que se destacou, na minha opinião, pois sempre tive curiosidade pelas profissões relacionadas com o combate ao crime. O ator Pedro Lacerda divertiu-nos com a sua expressividade. O advogado Eugénio Lucas mostrou-nos a toga, um traje característico do exercício da sua profissão, e até nos deu o conselho de estudar muito para ficar nas melhores universidades e ter melhores oportunidades de emprego. Sara Marto

Tomás Mota

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A voz dos antigos alunos Nome: Letícia Tomás Marcelino Idade: 29 anos Profissão: Veterinária Último ano no Colégio: 2004 Quais são as recordações mais presentes que tem do Colégio? As recordações mais presentes são sem dúvida os momentos passados com os amigos e companheiros de turma e com alguns professores com quem criei um laço mais além da relação estritamente académica. Quais são os colegas, professores, Irmãs e/ou funcionários que mais marcaram as suas memórias? Porquê? Devo dizer que todos os colegas, professores e funcionários marcaram a minha memória de alguma forma, porque ao ser um Colégio pequeno e de ambiente familiar, temos a oportunidade de conhecer cada profissional de uma forma mais pessoal. A escola por onde passamos marca inevitavelmente a pessoa que somos. Qual foi a influência que o Colégio teve no seu percurso profissional e pessoal? Para mim, e é algo que pensei várias vezes ao longo da minha vida pessoal e profissional, o Colégio contribuiu de forma incontornável na minha formação enquanto indivíduo e cidadã. Sobretudo na adquisição de valores tão importantes como o respeito, a generosidade, empatia, responsabilidade e esforço.

Confia no Dom... Recria o Futuro é o tema inspirador das atividades do Colégio este ano letivo. Encontra alguma relação entre este tema e o seu percurso de vida? Relativamente ao meu percurso de vida, posso dizer que tem sido marcado pela confiança de que as oportunidades surgem no momento certo e quando menos as esperamos. Quando assim acontece, devemos agarrá-las e dar o nosso melhor. Se lhe pedíssemos para deixar uma mensagem aos nossos atuais alunos, o que lhes diria? Eu diria que, embora muitas vezes seja complicado, com toda a pressão social de ter um trabalho bem remunerado, um carro, uma casa e um determinado nível de vida, se concentrem em perceber o que realmente os satisfaz e lhes pode trazer felicidade, para além dos benefícios económicos. Confiem nos vossos instintos, porque seja em que área for, um bom profissional será sempre reconhecido e premiado. Esforcem-se tanto em ser ótimos profissionais como excelentes seres humanos.

País onde reside: Espanha Qual a sua atividade profissional? Sou veterinária especialista em Imagiologia. Realizo radiografias, ecografias e TAC em pequenos animais (cães e gatos). Porque razão escolheu este país para trabalhar/ residir? Escolhi este país porque surgiu uma oportunidade a nível profissional praticamente irrecusável: algo que queria muito fazer, que era dar aulas numa Universidade e, simultaneamente, continuar a exercer a minha atividade clínica no hospital veterinário da mesma Universidade. Para além disso, o clima e a boa qualidade de vida numa cidade da costa do Mediterrâneo, contribuíram para a decisão.

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Que aspetos culturais encontra em comum com a realidade portuguesa? E divergentes? A nível cultural, Espanha é bastante parecida a Portugal. Temos hábitos similares no que respeita à comida, aos horários, à vida social, à simpatia das pessoas e à facilidade de criar relações de amizade. Por outro lado, ao ser um país muitíssimo maior que o nosso e, portanto, com mais variedade de subculturas, perdem um pouco a capacidade de se interessar pelo resto do mundo. Acho que nós portugueses, somos mais curiosos e estamos de forma geral mais predispostos a conhecer outras realidades.

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De outros tempos 5.º ano

As brincadeiras e o brincar não se resumem apenas a formas de divertimento e de prazer para a criança. Sabemos que representam um meio de poderem expressar sentimentos, desenvolver a capacidade de imaginação e de criatividade, aliados à capacidade de raciocínio e de aprendizagem. Pretendeu-se, com a visita de estudo ao Museu do Brincar, promover uma interdisciplinaridade que proporcionasse aos alunos uma experiência mais rica e diversificada. No âmbito do Domínio de Autonomia Curricular proposto para o 5.º ano: Na Escola com os meus avós – passatempos e brincadeiras, o dia 24 de janeiro foi um dia muito diferente!

À descoberta 7 de março foi um dia diferente e fantástico para os alunos do 5.º ano. Com boa disposição e grande expetativa rumámos a Coimbra para visitar o Paço das Escolas, na Universidade de Coimbra e o Exploratório – Centro Ciência Viva. Durante a manhã percorremos vários espaços e salas que permitiram aplicar conhecimentos de História e Geografia de Portugal, numa interessante visita guiada. A Sala das armas, a Prisão académica, a Capela de S. Miguel e a lindíssima Biblioteca Joanina foram alguns dos locais que visitámos.

Zulmira Braga, Professora de Português

Fomos ao Museu do Brincar em Vagos para conhecer brinquedos do passado e do presente e para aprender a brincar e fazer brincadeiras. Neste museu podemos mexer nos brinquedos, fazer brincadeiras e experimentar tudo. Comprámos brinquedos diferentes e corremos na rua. Gostámos muito, porque já não brincávamos assim há “bué” tempo. Foi muito giro! Simão Mendes, Sofia Andrade e Tomás e Vitória

No Museu do Brincar aprendemos a brincar de forma diferente, ou seja, aprendemos algumas brincadeiras de antigamente. Fizemos atividades muito divertidas. Criámos um teatro, andámos no comboio assombrado, brincámos com um balão e confettis, tocámos piano. No Museu PO.RO.S aprendemos tudo sobre a forma de viver dos Romanos. Descobrimos que afinal não era muito diferente da nossa hoje em dia. Eles tinham cidades como as nossas, feiras e mercados. Até tinham passadeiras e regras de trânsito. Vimos também as armaduras de guerra dos Romanos e as técnicas de ataque (tática da tartaruga). Conhecemos melhor os feitos e defeitos dos imperadores. Foi um dia muito interessante e adorámos esta visita de estudo!

O almoço foi um momento de lazer, descontração e convívio entre todos. A tarde foi dedicada a descobertas e experiências ligadas à disciplina de Ciências Naturais. Com o filme A menina que caminhava ao contrário, percebemos que as dificuldades podem ser superadas quando as olhamos de diferentes perspetivas. Ao Sair da Casca conseguimos assistir ao nascimento de um pintainho. Interatividade tornou-se a palavra de ordem na visita à exposição Em forma com a Ciência para explorar aspetos relacionados com o corpo humano, saúde e bem-estar. Momentos únicos, vividos em família, de partilha, alegria e aprendizagem para guardar na memória e no coração. Alunos de 5.º ano

Diana Alves, Francisco Frazão Gameiro, Glória Martins e Guilherme Santos

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Aprender fora de portas 6.º ano

7.º ano

No dia 4 de fevereiro, os alunos do 6.º ano tiveram um dia de aprendizagem diferente. De manhã, fomos ao teatro, ver a peça Ulisses e todas as peripécias até o herói regressar a Ítaca, onde Penélope e Telémaco o esperavam. Na Ciclópia, Ulisses e os seus marinheiros conseguiram vencer o indomável Polifemo. Seguidamente, Ulisses não cede à paixão de Circe, que chegou mesmo a transformar os seus companheiros em porcos. Para prosseguir viagem em segurança, Éolo oferece a Ulisses um saco fechado com os ventos mais violentos. No entanto, a curiosidade dos companheiros atira-os para uma violenta tempestade. Graças a Atena, Ulisses prossegue viagem e Calypso ainda tenta seduzi-lo, mas Ulisses só pensa em Ítaca e na sua família. No final, Ulisses, que aparece disfarçado de mendigo, vai vencer os pretendentes no tiro ao alvo, vivendo feliz para sempre com Penélope e Telémaco. À tarde, após um almoço partilhado junto ao Palácio de Mafra, cada turma fez uma visita guiada ao Palácio, onde habitou a corte, os reis, príncipes e princesas. Viram também a Basílica e a biblioteca. O que mais nos agradou foi a sala da deusa Diana, onde estão expostos os troféus de caça e da sala do rei onde, a toda à volta, estão enumeradas as suas virtudes: perfeição, tranquilidade, justiça e inteligência. Regressámos a Fátima, cheios de entusiasmo e com vontade de repetir este dia. Alunos de 6.º ano

No dia 14 de março, numa manhã soalheira, entrámos para o autocarro todos entusiasmados e felizes, porque era o dia da visita de estudo. A nossa primeira paragem foi no Convento de Cristo, em Tomar. Aí formámos dois grupos e iniciámos a visita. A guia, no início, começou por explicar a magnífica história daquele convento. Depois, fomos visitar a Charola e em seguida, a Janela do Capítulo, onde nos foi explicado que, do lado esquerdo da janela, estava representado o céu, do direito, a terra e ao meio, encontrava-se D. Manuel. Depois da Janela do Capítulo, fomos à cozinha e aos quartos onde os frades preparavam as refeições e dormiam. No final da visita, fomos à lojinha comprar umas pequenas lembranças. À tarde, fomos à fábrica da Renova, onde cada grupo, com as suas guias, ficou a saber quando nasceu a Renova, porquê, qual o seu significado. Depois, fomos à Estação de Tratamento de Águas Residuais, onde nos foi explicada a sua importância a nível ambiental. Finalmente, entrámos nas instalações da fábrica e vimos as máquinas a fabricarem papel e os testes que faziam à qualidade do mesmo. Isto tudo na fábrica 2, pois há duas fábricas. Então, voltámos para o autocarro e dirigimo-nos à fábrica 1, onde visitámos os escritórios e a nascente do rio Almonda. Foi um dia espetacular. António Oliveira, 7.º ano

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8.º ano

9.º ano

No dia 30 de janeiro, os alunos das turmas do 8.º ano, no âmbito do programa das disciplinas de Matemática, Físico-Química e Ciências Naturais, participaram na visita de estudo a Aveiro - Fábrica Centro de Ciência Viva. Durante a visita, fizemos algumas experiências, como por exemplo uma designada Mãos na massa. Neste lugar, desenvolvemos muitas atividades interativas: uma bola insuflável que ficava suspensa no ar, que se poderia relacionar com a saga Harry Potter de J.K. Rowling, um mini tsunami e um grande espaço com areia que mudava de cor conforme a altitude. Além disso, construímos pequenos robôs de lego que poderiam ser programados através do computador. Um grupo construiu um pião que rodava a motor. Por fim, assistimos a um show da Física Viva, onde alguns alunos foram convidados a experimentar as aplicações da Física. O espetáculo iniciou-se com uma apresentação de luz, laser e cor, e percorreu vários ramos da Física, como Ondas, Mecânica, Termodinâmica e Eletromagnetismo. Os conteúdos apresentados coincidiram com os objetivos da visita. Todos os alunos estiveram bastante envolvidos e cooperaram entre si, ficando mais esclarecidos sobre algumas matérias das disciplinas envolvidas.

No dia 5 de fevereiro realizou-se a visita de estudo do 9.º ano a Lisboa. Durante a manhã, depois da chegada a Lisboa e de um pequeno lanche, fomos ver o teatro da obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, representado pela companhia de teatro Arte d’Encantar. De seguida, almoçámos no Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, onde pudemos explorar e conhecer alguns dos espaços mais bonitos daquele lugar. Da parte da tarde, visitámos a Assembleia da República onde nos foi proporcionada uma visita guiada por algumas das salas, como a Sala das Sessões, a Sala do Senado e o Salão Nobre. Em todos os locais nos foi explicado um pouco da história destes espaços e das pinturas e esculturas aí expostas. Voltámos para Fátima cheios de recordações e experiências únicas que certamente não iremos esquecer. Lara Faria, 9.º ano

Alexandra Stoianov e Nathália Ribeiro, 8.º ano

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Na abertura do evento, as palavras calorosas da Irmã Isabel Grangeon, Superiora Provincial e da Irmã Roz Blanchet, Superiora Geral, deram as boas vindas às largas centenas de pessoas que se juntaram às comemorações. Gratas por todos aqueles que sintonizam a sua vida com o carisma, os valores e o espírito do IRSCM, manifestaram a alegria de ver tantos rostos que todos os dias entregam o melhor de si à missão geradora de vida para todos. 170 anos de vida. De uma vida plena marcada por um sentido de cuidado e de entrega ao outro, uma vida carregada de história e de pessoas que, inspiradas em Deus e em Maria, se entregaram de forma tão genuína à obra do Padre Jean Gailhac. A partir do seu sonho, e em fidelidade à missão, fizeram crescer o Instituto e levaram-no até diversos países de quatro continentes, onde ainda hoje estão presentes, quer no apoio à educação, quer a nível social e pastoral. Foi nessas sementes que germinaram, que nos inspirámos para celebrar e dar graças pelo nascimento do Instituto. Por isso, comemorámos os 170 anos em família e em comunhão com todas as obras presentes na Província Portuguesa.

O espetáculo, dividido em três momentos, procurou espelhar toda a história do Instituto, através de um olhar sobre o Passado, centrado na vida dos fundadores, Padre Jean Gailhac e Mère Saint-Jean. Passado esse que alicerça o Presente e que nos impele a fazer parte da história desta obra que é de Deus para o mundo atual e nos desafia para o Futuro, como agentes construtores de um mundo melhor, mais sustentável e digno para todos.

Como peregrinos e em ação de graças, saudámos Maria na Capelinha das Aparições, fazendo uma pequena oração de Consagração a Nossa Senhora, manisfestando com gratidão o exemplo de vida que nos deixou e que nos inspira diariamente. Seguiu-se o espetáculo Uma fonte para o futuro no Centro Pastoral Paulo VI, onde cada uma das partes foi assegurada pelas diferentes presenças e ministérios das IRSCM em Portugal: Colégios, equipamentos da Obra Social, Pastoral Paroquial, Centro de Espiritualidade Jean Gailhac e Pastoral Universitária.

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O nosso Colégio fez-se representar por 76 alunos que, numa coordenação perfeita de movimentos, coreografaram a música Ratoh Duek. Com alguns ensaios, dinamizados pela Professora Maribel Leitão e muita dedicação e empenho dos alunos, o espetáculo culminou com um palco cheio de ritmo, gestos e som. O encerramento fez-se com um momento simbólico protagonizadas pelas Irmãs, que a partir de uma réplica da fonte da Casa Mãe aspergiram os presentes, num ato de benção e agradecimento pelo dom da vida e da entrega ao Instituto. À tarde, teve lugar uma Eucaristia, presidida pelo Sr. Cardeal D. António Marto, na Basílica da Santíssima Trindade, onde todos agradeceram por Deus ter chamado cada um a colaborar nesta Missão “para que todos tenham vida”. Foi tempo de celebrar uma história que, enraizada no passado e vivida em plenitude no presente, nos recria Futuro. Que a fonte de água viva, nascida em Béziers, continue a saciar-nos, “para sermos continuadores desta obra de Deus e construtores de futuro”.

Natália Santos e Eliana Oliveira, Gabinete de Comunicação e Imagem

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Conhecer o Passado, Recriar do Futuro Em 2019 evocamos os 80 anos do início daquele que foi o maior e mais violento conflito armado que opôs os países Aliados de feição ideológica democrática à coligação do Eixo, de cunho totalitário. Nunca antes um conflito havia envolvido tantos países em tantas frentes de batalha como a II Guerra Mundial. As estratégias militares e o poder bélico de destruição maciça alcançaram um patamar inédito. Esta guerra expôs o que de pior o ser humano é capaz de fazer. Por isso, consideramos ser importante conhecer o passado para conscientemente recriarmos o futuro. É preciso lembrar o que outrora marcou, de um forma tão vil e violenta, o quotidiano das pessoas para que nunca mais se volte a repetir tal barbárie. Foi justamente com este propósito que o Professor José Poças das Neves deu uma master aula ao 9.º ano, a 16 de janeiro, na companhia de dois ex-alunos: Dion Lima e Maria João Nunes.

Pretendeu-se mostrar que a ambição expansionista e a ideia da superioridade da raça ariana tiveram efeitos perniciosos que colocaram em causa toda a dignidade humana numa Europa subjugada aos interesses nazis. Focado em conquistar o espaço vital, Hitler conseguiu, com a ajuda da sua aliada Itália, na primeira fase da guerra – Guerra Relâmpago – dominar grande parte dos países europeus. Contudo, a resistência fez-se sen-

tir em todos eles: uns, como os britânicos, impedindo a conquista do seu território; outros, erguendo os braços contra um regime opressor; outros ainda, contribuindo de forma significativa para a fuga dos judeus da morte certa que os esperava nos campos de concentração e extermínio criados pelo nazismo. Salienta-se aqui o português Aristides de Sousa Mendes que, contrariando as ordens de Salazar, passou milhares de vistos de entrada em Portugal, enquanto desempenhava funções diplomáticas em Bordéus. O homem que escolheu estar com Deus contra os homens, tornou Portugal numa verdadeira placa giratória de dignidade humana. Segundo Yehuda Bauer, foi “talvez a maior ação de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”. Foi a resiliência dos Aliados que colocaram fim a um império ditado pelo Führer e obrigaram a Alemanha, uma vez mais, a assinar a rendição. Era o triunfo da democracia sob a ditadura. É uma consciência cívica e informada, uma mente tolerante capaz de aceitar opiniões, religiões e raças diferentes da sua, uma capacidade de respeitar o outro e dar voz à injustiça que queremos promover nas nossas aulas.

#WeRemember A morte de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial foi um dos maiores atentados à dignidade humana da História. Com o intuito de fazer memória da história e dos seus protagonistas, vincando o dramático período do Holocausto, o Colégio participou na campanha mundial no dia 27 de janeiro, data em que se recordam as vítimas do antissemitismo alemão. As fotografias da campanha #WeRemember, partilhadas nas redes sociais, foram projetadas nesse dia no antigo campo de concentração e extermínio em Auschwitz. O objetivo foi sensibilizar os alunos para a gravidade de atos de intolerância, ódio e desrespeito pela dignidade humana, para que nunca mais se voltem a repetir na história da Humanidade. Porque, num mundo onde o racismo e a xenofobia têm vindo a crescer, é urgente lembrar para que as palavras “nunca mais” sejam reflexo da realidade em todos os países.

Eliana Oliveira, Professora de História

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Em linha Novas Descobertas

Porque não podemos negar! Porque é urgente parar! Eis-nos dispostos a agir, a apresentar caminhos para travar um problema que é de todos nós. Nosso, porque enquanto cidadãos temos responsabilidades cívicas que nos impelem a ser construtores de um mundo mais sustentável. Nosso, porque acreditamos que a nossa ação pode travar os efeitos das alterações climáticas e salvar os oceanos. Porque temos de deixar um legado saudável e positivo às futuras gerações. Estamos conscientes que é preciso responsabilizar e incentivar a sociedade para a salvaguarda dos oceanos, por isso demos voz às nossas ideias e aceitámos, uma vez mais, o desafio que nos foi lançado pela Assembleia da República. Organizámos listas e candidatámo-nos à Sessão Escolar. Para que todos pudessem votar em consciência participámos em dois debates abertos a toda a comunidade escolar, tendo sido o segundo moderado pela deputada da Assembleia da República, Engenheira Patrícia Fonseca de Oliveira. Eleitos os deputados, a 28 de janeiro numa eleição bastante participada, elaborou-se o Projeto de Recomendação que apresentámos na Sessão Distrital, no dia 11 de março na Casa dos Patudos em Alpiarça. Pretendíamos, através da alteração da ecotaxa, que as empresas, no seu processo produtivo, fossem mais responsáveis e apostassem na utilização de materiais reciclados. Procurávamos também alterar o paradigma das garrafas de plástico, incentivando a sua reciclagem, introduzindo a reciclagem por recompensa. A nossa terceira medida, que visava aliar a reintegração de ex-reclusos na sociedade, dando-lhes um papel ativo na preservação do ambiente, em particular junto à costa e aos cursos de água, acabou por ser aditada a uma emenda de uma das medidas no Projeto Base a apresentar na Sessão Nacional. Porque o mundo é a nossa casa, acreditamos que temos de fazer a diferença. Marta Damásio, Diogo Fonseca, André Neves e Isabela Pinheiro, Deputados na Sessão Distrital

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O mais antigo fragmento da Odisseia É uma placa de argila e nela estão inscritos 13 versos do grande poema épico. A descoberta foi feita nas escavações que estão a ser levadas a cabo na antiga cidade de Olímpia, no sudoeste da Grécia. O Ministério da Cultura grego, indica que a placa de argila poderá ser do século III d.C. ou até anterior. “Se esta datação for confirmada, a placa poderá ser o registo escrito mais antigo da obra de Homero jamais descoberto”, refere o comunicado governamental. Os 13 versos que se leem nesta placa integram o canto 14 da Odisseia, onde se narra o momento da chegada de Ulisses à ilha de Ítaca, dez anos depois do fim da Guerra de Tróia. Naquele fragmento conta-se o momento do reencontro do herói com o seu velho criado, Eumeu.

Fresco de Narciso praticamente intacto Uma escavação numa casa em Pompeia, a cidade italiana sepultada pelas cinzas do vulcão Vesúvio no ano 79, levou à descoberta de um fresco praticamente intacto de Narciso, o caçador que na mitologia grega se apaixonou pelo seu próprio reflexo. Em novembro do ano passado, o fresco foi encontrado no átrio de uma casa luxuosa, onde se descobriram várias pinturas também bem conservadas. A parede estava decorada com cornucópias, desenhos de flores, figuras de animais a lutarem, cupidos alados e imagens de natureza-morta. Massimo Osanna, arqueólogo e diretor geral do parque, confirmou esta descoberta num comunicado de imprensa e descreveu o átrio onde o fresco de Narciso foi encontrado como estando “decorado com amor e sensualidade”.

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Semana das Línguas No dia 14 de fevereiro celebrámos, mais uma vez, o Dia da T-shirt Rosa, ou seja, o dia Anti-bullying, integrado na Semana das Línguas. Embora a ideia tenha surgido numa pequena cidade no leste do Canadá, o conceito espalhou-se pela América do Norte e por todo globo. Tudo começou em 2017 quando um aluno na escola Central Kings Rural High School em Cambridge, no Canadá, vestiu uma camisa cor-de-rosa. Nesse dia foi intimidado por alguns colegas, sendo chamado de homossexual e ameaçado por usar rosa. Dois alunos mais velhos, Travis Price e David Sheppard, ao observarem a cena, tomaram a iniciativa de ir a uma loja nas proximidades da escola e compraram 50 t-shirts rosa. No dia seguinte foram vestidos de rosa e entregaram as demais t-shirts a outros colegas. Muitos alunos usaram t-shirt ou camisa rosa e demonstraram assim que não concordaram com o Bullying e apoiaram o colega. A ideia tomou força na escola e, nos dias seguintes, centenas de alunos e professores apareceram com roupas cor-de-rosa. Os “valentões” (bullies) que gozaram com o menino, não se atreveram a repetir a atitude. Na verdade, eles é que ficaram constrangidos. A província de British Columbia, através do Primeiro-ministro, proclamou o dia 23 de fevereiro (data em que ocorreu o evento) como Pink Shirt Anti-Bullying Day. Hoje existem campanhas por todo mundo, manifestações contra o bullying, sites na net, páginas no Facebook, vídeos no YouTube para assinalar este dia. Alunos do Clube Europa

São Valentim São Valentim é um santo reconhecido pela Igreja Católica e pelas Igrejas Orientais. Este santo dá nome ao Dia dos Namorados que em muitos países é celebrado a 14 de fevereiro, por ser o Dia de São Valentim. O imperador Cláudio II, durante o século III, proibiu a realização de casamentos no seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, que não tivessem família ou esposa, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um romano chamado Valentim, que espalhava a palavra de Cristo e que acreditava no amor, continuou a celebrar casamentos mesmo com a proibição do imperador. As cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto esteve preso, muitos casais jovens atiraram flores e bilhetes para a sua cela, agradecendo a Valentim por este os fazer acreditar no amor. Artérias, uma jovem cega, filha do carcereiro, pediu permissão ao pai para visitar Valentim. Os ensinamentos sobre a vida e morte de Jesus Cristo encantaram a jovem Artérias. Os dois acabaram por se apaixonar e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. Valentim foi condenado à morte e decapitado no dia 14 de fevereiro de 269. Antes de morrer, escreveu uma

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carta de despedida à sua jovem amada com a sua assinatura “do teu Valentim”. A assinatura ainda hoje é utilizada e os postais de amor e amizade hoje chamam-se “Valentines” e não devem ser assinados (identificados). No ano 494, o Papa Gelásio definiu que o mártir Valentim passaria a ser o padroeiro dos noivos e dos namorados, devido às várias lendas em torno da sua vida. Assim transformou os ritos e rituais existentes numa festa católica, antecipando a celebração para o dia 14 de fevereiro. O crânio atribuído a São Valentim encontra-se na Basílica Santa Maria de Cosmedin, em Roma. A face de São Valentim, reconstruída em 3D pelo designer brasileiro Cícero Moraes (a partir de fotos do crânio produzidas em Roma pelo hagiólogo brasileiro José Luís Lira) foi apresentada ao mundo em 13 de fevereiro de 2017. O rosto de São Valentim foi reconstruído através de técnicas de modelagem e aproximação facial forense num processo que levou 3 meses de trabalho. in, https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Valentim e http://cupido.aeiou.pt/dn/valentim.html

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Clin d’œil sur … le monde francophone Provence-Alpes-Côte d’Azur

La région Provence-Alpes-Côte d’Azur est la première région de France pour l’accueil des touristes français et la seconde pour les touristes étrangers. La culture de la région Provence-Alpes-Côte d’Azur, outre sa partie traditionnelle liée à sa langue (pastorale provençale) et à ses traditions (crèche de Noël, santons, pétanque) couvre tous les domaines artistiques. La littérature s’y est illustrée avec des auteurs comme Frédéric Mistral, Jean Giono ou René Char. La lumière du ciel provençal a inspiré les plus grands peintres de Paul Cézanne à Auguste Renoir, de Vincent Van Gogh à Pablo Picasso, des photographes comme Lucien Clergue, Bernard Faucon… La première salle de cinéma y fut ouverte, et celui-ci s’illustra avec des réalisateurs comme les frères Lumière ou Marcel Pagnol, des acteurs comme Raimu ou Fernandel et trouve son apogée chaque année lors du Festival de Cannes. De plus la région est devenue la terre des festivals, avec le Festival d’Avignon; le Festival international d’art lyrique d’Aix-en-Provence, les Chorégies d’Orange et les Choralies de Vaison-la-Romaine, etc.

Les santons de Provence

Festivals

Les santons de Provence sont de petites figurines en argile, très colorées, représentant, dans la crèche de Noël, la scène de la nativité, les Rois Mages et les bergers, ainsi que toute une série de petits personnages, figurant les habitants d’un village provençal et leurs métiers traditionnels. Tout ce petit monde, chacun muni de son présent pour l’enfant Jésus, fait route à travers un paysage comportant traditionnellement une colline, une rivière avec un pont, et des oliviers (généralement représentés par du thym fleuri), vers l’étable, surmontée de son étoile.

Au-delà des fêtes religieuses ou païennes qui ponctuent depuis toujours la vie des villes et des villages, ces cinquante dernières années ont vu apparaître des manifestations tout à fait uniques en leur genre, qui attirent des amateurs et des connaisseurs du monde entier. C’est le cas de quelques incontournables, notamment le festival international du film et le festival de danse à Cannes, le festival d’art lyrique d’Aix-en-Provence, les chorégies d’Orange, le festival d’Avignon, le festival de piano de la Roque-d’Anthéron ou encore les rencontres internationales de la photographie à Arles.

La bouillabaisse Ce met typiquement provençal porte en lui toutes les saveurs de la Provence. Il désigne classiquement un bouillon, dans lequel on ajoute tous les restes et les poissons invendus par les pêcheurs, ainsi ce plat a une histoire étroitement liée à celle de la ville de Marseille. Une légende lie également ce plat à la mythologie romaine. Vénus en aurait proposé à Vulcain pour l’endormir, de manière à pouvoir séduire Mars en toute tranquillité! Aujourd’hui, nombreux sont les visiteurs de Marseille qui considèrent la dégustation de la bouillabaisse comme un incontournable. Les professeurs de Français

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Primeiros Socorros Atuar para salvar A 19 de dezembro a comunidade CSCM recebeu a visita da Enfermeira Ana Rita Abreu, da Unidade de Saúde Familiar de Fátima, para relembrar técnicas de socorrismo e suporte básico de vida. Tendo como objetivo promover a saúde de toda a comunidade escolar, docentes e não docentes adquiriram (in)formação sobre como atuar em diferentes situações de emergência, reconhecendo os riscos potenciais que correm em cada caso. Recordaram como identificar os sinais e sintomas de obstrução da via aérea na vítima, aprendendo a atuar perante uma situação de engasgue quer num adulto, quer numa criança. Porque é fundamental reconhecer, identificar e saber como proceder perante situações especiais, a Enfermeira Ana Rita lembrou as regras para intervir corretamente em caso de lipotimia, fraturas e na prevenção e tratamento de lesões. Conhecer e perceber os aspetos fisiopatológicos envolvidos no traumatismo e todas as etapas do Suporte Básico de Vida são procedimentos essenciais para fazer a diferença e salvar vidas. Eliana Oliveira, Gabinete de Comunicação e Imagem

No dia 6 de fevereiro decorreu a 1.ª eliminatória das Olimpíadas Portuguesas de Biologia Júnior. Estas têm inúmeros objetivos, nomeadamente, estimular o interesse dos alunos pela disciplina de Biologia, permitindo relacionar a Biologia com a realidade económica e social (ecologia, biotecnologia, conservação, etc.) promovendo uma melhor cidadania. Na 1.ª eliminatória estiveram dezanove alunos do 9.º ano de escolaridade a representar o nosso colégio, destes, ficaram apurados seis alunos para a realização da 2.ª eliminatória, que decorreu dia 20 de março. Helena Anacleto, Professora de Ciências Naturais

A ideia de me ter desafiado a ir às Olimpíadas Portuguesas de Biologia foi, principalmente, devido ao meu interesse pela disciplina. Muitos dos temas que foram questionados foram uma revisão de anos anteriores, apesar de haver alguns tópicos que eu não conhecia tão bem. No entanto, este desafio foi um teste aos meus conhecimentos. Lara Faria, 9.º ano

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As Olimpíadas Portuguesas de Biologia foram um interessante momento de teste aos meus conhecimentos nesta disciplina. Gostei da experiência, em especial por me ter ajudado a arrumar alguns conceitos. Ana Beatriz Torres, 9.º ano

Participar nestas Olimpíadas era algo que desejava há algum tempo, pois vejo este momento como uma ocasião de me pôr à prova. De forma a obter o melhor resultado, dediquei-me a este fantástico projeto e revi a matéria dada no 3.º ciclo nesta disciplina. Foi divertidíssimo estudar em conjunto com os colegas da turma que participaram. A prova em si foi tranquila, apesar de ter tido algumas dificuldades nalgumas perguntas nas quais não tinha a matéria tão presente. Ups… Foi uma experiência diferente que vou guardar para sempre, talvez por ter percebido que era realmente aquela área que pretendo seguir. Marta Damásio, 9.º ano

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Rastreio Visual A importância da higiene visual Nos dia 21 e 22 de janeiro, os alunos do 5.º e 7.º anos participaram num rastreio visual com a colaboração da Rosa d’Ouro Óticas. A realização de rastreios visuais é desejável, mas de forma nenhuma substituem a realização de uma consulta com um especialista de visão. Isto porque ter uma boa acuidade visual em cada um dos olhos por si só é importante, mas o bom funcionamento do sistema visual não se esgota na acuidade. É fundamental que ambos os olhos trabalhem de uma forma coordenada para que se consiga a máxima performance com o menor esforço possível. Assim, é importante que os encarregados de educação estejam atentos a alguns sinais que podem surgir e que podem ser indicadores de alguma alteração visual. Entre os mais comuns estão: dor de cabeça, fadiga, dificuldade em ver focado quando se trabalha em visão próxima ou quando se altera o foco de visão de perto para longe e vice-versa, sensação de que as letras dançam, perda de linha quando se lê, omissão de pequenas palavras durante a leitura, olhos vermelhos e lacrimejantes, entre outros. A presença deste tipo de condições reduz a atenção e compreensão e a performance geral em termos escolares, podendo comprometer o aproveitamento escolar. Mesmo quando o sistema visual funciona na sua plenitude é importante manter boas regras de higiene visual de forma a minimizar o esforço sobre aquele. Assim, é necessário fazer intervalos durante o estudo, evitar realizar tarefas em visão próxima (estudar, trabalhar a computador) virados para paredes, trabalhar em sítios bem iluminados mas onde não existam fontes de encadeamento e evitar trabalhar a distâncias muito curtas.

Com a crescente utilização de dispositivos digitais é imprescindível orientar os mais novos sobre a sua utilização. É sabido que este tipo de dispositivos emitem muita luz azul que, sendo fundamental para a regulação do nosso relógio biológico, pode interferir com a nossa capacidade de adormecer, pelo que não devem ser usados na última hora antes de ir para a cama. Além de que a exposição excessiva à luz azul pode levar ao aparecimento precoce de degeneração macular, condição que é altamente incapacitante e incurável. É fundamental que as crianças sejam examinadas por especialistas de visão ao longo da vida e apliquem regras de higiene visual. É essencial que tenham uma boa alimentação, que incluía frutas e legumes de todas as cores, tenham uma boa fonte de Ómega 3, durmam bem e o tempo suficiente e que brinquem muito ao ar livre. Dr.ª Sílvia Oliveira, Optometrista

Tabaco e Álcool Diz NÃO!

Porque as intervenções nas escolas sobre os consumos devem ser enquadradas numa perspetiva global de Educação para a Saúde e integradas no Projeto Educativo de Escola, durante o mês de janeiro, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os alunos do 7.º ano participaram numa formação, de duas sessões, sobre Tabaco e Álcool, dinamizada pela Enfermeira Lénea Coelho da Unidade de Saúde Familiar de Fátima. Tratou-se de uma estratégia de prevenção em meio escolar, na qual o significado do consumo foi debatido com os alunos, de forma a sensibilizá-los para os riscos do consumo, para as consequências da sua utilização e para as formas mais adequadas de prevenção, dando especial enfâse ao saber dizer “não!” às propostas de consumo, muitas vezes pressionado pelos amigos. Céu Mendes, Professora de Cidadania e Desenvolvimento

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ECONotícias A fábrica de limpar a água

A água assume um papel primordial no nosso dia a dia. São inúmeras as utilizações que damos a este escasso recurso que, pela facilidade com que chega às nossas casas, nem sempre é devidamente valorizado. Para onde vai toda a água que escoa pelas sanitas, pias e ralos das nossas casas e locais de trabalho? Será assim devolvida à Natureza? No âmbito do Programa Eco-Escolas, o Município de Ourém, propôs-nos uma visita à “fábrica de limpar a água”, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Alto Nabão. A sensibilização dos mais novos e, através destes, dos que com eles convivem, é um dos objetivos principais desta ação. A data escolhida também não foi casual – a semana em que se comemorou o Dia Mundial da Água. Tratou-se de uma atividade muito enriquecedora. Uma primeira etapa no tratamento da água passa por separar resíduos sólidos grosseiros. Posteriormente, retiram-se as areias e gorduras que a água também transporta. Na etapa seguinte, procede-se à eliminação da matéria orgânica, através de um tratamento biológico. Por fim, e antes de ser devolvida à Natureza, a água é desinfetada com vista à eliminação de microrganismos. Só agora, reúne condições para ser devolvida ao meio ambiente, sem colocar em risco fauna e flora do rio Nabão e da ribeira de Seiça. As lamas que resultam de alguns destes processos de tratamento são, também elas, tratadas de modo a produzir um composto que pode ser utilizado como fertilizante agrícola. Se, por um lado, na fase do processo de tratamento de água já não podemos intervir, por outro lado, com-

pete-nos a nós, cidadãos, preservar este recurso precioso e minimizar os efeitos de uma utilização, por vezes, pouco cuidada. Algum lixo que “inadvertidamente escapa” para sanitas, lavatórios e lava-louças compromete todo o processo de tratamento da água, além de poder entupir canalizações. Toalhitas, cotonetes, cabelos, fraldas, pensos, algodão, plásticos, esfregões, restos de comida, óleos alimentares, beatas de cigarro, medicamentos são exemplos de resíduos que NÃO DEVEM ter como destino a rede de esgotos e saneamento. Faça a sua parte, para bem de todos, e cuide deste bem essencial à vida! Iolanda Faria, Coordenadora do Programa Eco-Escolas

Presenciámos o que aprendemos nas aulas. Pudemos ver o que acontece à água depois de a usarmos nas nossas casas. É bom saber que existe a preocupação de devolver a água à Natureza nas melhores condições possíveis. Guilherme Pouseiro, Carolina Silva e Sara Marto, Eco-Delegados

Florestas

As Florestas assumem um papel fundamental no combate às alterações climáticas. Muitas vezes consideradas os “pulmões” do Mundo, contribuem para melhorar a qualidade do ar e para a regulação do clima. O aumento da concentração de gases com efeito de estufa, entre os quais o dióxido de carbono, tem sido apontado como uma das principais causas das alterações climáticas. Assim sendo, é crucial preservar as Florestas e reflorestar as áreas que se têm perdido, por exemplo, devido aos incêndios. No dia 21 de março comemorou-se o Dia Mundial da Floresta e, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, foi pedido aos alunos de 5.º ano para refletirem sobre esta problemática, tendo que representar, de forma criativa, numa caixa de sapatos a importância das Florestas e como preservá-las. O desafio foi totalmente superado e, em jeito de sensibilização, os mais novos deixaram-nos importantes mensagens ambientais. Iolanda Faria, Coordenadora do programa Eco-Escolas

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Bola Flutuante Como fazer?

De que precisas?

1. Liga o secador de cabelo (no frio) e direciona o fluxo de ar de maneira a que este seja ascendente. 2. Coloca a bola no centro do fluxo de ar imposto pelo secador. 3. Move o secador devagar na horizontal. Verifica que a bola acompanha os movimentos do secador.

- Bola de pingue-pongue - Secador de cabelo

O que acontece? Em 1738, o matemático suíço Bernoulli observou que quanto mais depressa o ar se movia, menor era a sua pressão. Nesta experiência, o ar movimenta-se com maior velocidade no centro do jato produzido pelo secador, fazendo com que a pressão neste ponto seja sempre mais baixa comparada com a dos outros locais. A bola de pingue-pongue é mantida sempre no centro do jato de ar porque é empurrada pela maior pressão do ar mais lento, ou seja, aquele que está mais próximo das bordas do jato. Por sua vez, a bola é mantida em suspensão porque o jato de ar ascendente é suficiente para vencer o peso da bola de pingue-pongue.

Elementos por todo o lado

Somos filhos das estrelas

Estamos no Ano Internacional da Tabela Periódica, celebrando os 150 anos da proposta da mesma, pelo químico russo Dmitri Mendeleev. Trata-se de uma tabela que, numa simples folha A4, soma os 118 elementos químicos conhecidos até hoje, dispondo-os de acordo com as suas propriedades. Tudo o que atualmente conhecemos (o Universo, o Sistema Solar, a Terra, o corpo humano) é feito desses 118 elementos. São como peças de lego que combinadas oferecem as infinitas possibilidades do mundo químico. A tabela periódica é um instrumento de consulta, que se encontra organizada por colunas e linhas. Sabe-se que os elementos da mesma coluna têm propriedades químicas semelhantes. Alguns átomos ligam-se facilmente, como os da primeira coluna (os chamados metais alcalinos), ao passo que os da última coluna se ligam com dificuldade (chamam-se gases raros). O Universo é feito essencialmente pelos dois elementos químicos mais leves: o hidrogénio (que perfaz 75% da massa total de matéria do universo) e o hélio (que perfaz 23%). Na Terra, a abundância de elementos é muito diferente da que ocorre no Universo. Os elementos mais abundantes da crusta terrestre são, em percentagem de massa, o oxigénio (46%), o silício 28% e o alumínio (8%). Finalmente o Homem. A maior parte do corpo humano é água (H2O), sendo o resto dominado por moléculas orgânicas, que contêm o carbono. Em percentagem de massa, o corpo humano é formado maioritariamente

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pelo oxigénio (65%), seguido do carbono (19%) e do hidrogénio (10%). O resto (azoto, cálcio, potássio, etc.) não passa de umas minúsculas migalhas. Dos 118 elementos da Tabela só 17 são necessários ao funcionamento do nosso corpo. O mais extraordinário é que, excetuando o hidrogénio, que veio do Big Bang, todos esses 17 vieram das estrelas: somos, portanto, “filhos” das estrelas.

Inês Mendes, Professora de Físico-Química (adaptado de Carlos Fiolhais)

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Exposições temáticas No âmbito das disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, os alunos do 2.º ciclo contribuíram com os seus trabalhos, em vários momentos, para a decoração do Colégio. Pelo Natal fizeram uma coroa e, no centro desta, reciclaram vários enfeites de Natal. Estes trabalhos, que aliam a expressão artística à consciência ecológica, foram expostos no vão das escadas. Para a celebração dos 170 anos do Instituto, os alunos do 6.º ano construíram um mural florido que teve como ponto de partida a teoria das cores. Este mural foi legendado com a frase: IRSCM, um jardim onde têm crescido muitas flores! Na altura do Carnaval os alunos executaram uma máscara indígena em que utilizaram vários riscadores: lápis de cor e marcadores. Os alunos realizaram todas estas atividades com muito interesse e empenho, demonstrando a sua criatividade e imaginação.

Agostinha Primitivo, Professora de Educação Tecnológica e Educação Visual

Clube de artes

Carnaval

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O Poeta da arte Visita à Exposição do Mestre Cargaleiro No mês de janeiro, os alunos do 3.º ciclo, visitaram a exposição de serigrafias do Mestre Manuel Cargaleiro, no Museu de Arte Sacra de Etnologia de Fátima, durante as aulas de Educação Visual. Ao longo das visitas tivemos a simpática companhia do Diretor do Museu, o Dr. Gonçalo Cardoso, que nos guiou e falou do Mestre Cargaleiro, da sua vida e das suas obras. Este pintor e ceramista português, já com 92 anos de idade, continua a trabalhar diariamente, com a mesma disciplina e dedicação como se fosse a sua primeira obra. Nas serigrafias presentes no Museu, predominam as figuras geométricas pintadas com várias cores onde podemos “ver” uma cidade, música e até trabalhos de patchwork. Percebemos que a obra do Mestre foi fortemente influenciada pelos trabalhos da sua mãe, Ermelinda, uma especialista em mantas de retalho. Além do Museu, fomos visitar as estações da Via Sacra no Santuário de Fátima, um dos primeiros trabalhos de cerâmica do Mestre Cargaleiro, realizado a convite de Lino António (pintor modernista), em 1955. O Dr. Gonçalo Cardoso aconselhou-nos a visitar também o Museu do Mestre Cargaleiro, em Castelo Branco, onde poderemos conhecer uma pequena parte da grande obra do Mestre. Alunos do 9.º Ano

No início do ano, o CSCM Museu, organizou a sua primeira exposição. O trabalho inaugural surgiu da imaginação dos alunos de 9.º ano, que realizaram o Design Gráfico de uma capa de revista. Este foi o início da exposição regular de trabalhos dos alunos, executados nas aulas de Educação Visual do 2.º e 3.º Ciclo. Seguiu-se um conjunto diversificado de obras, que foram renovadas a cada quinze dias, realizadas com recurso a um conjunto diversificado de técnicas e materiais. Apesar da diversidade apresentada, os trabalhos expostos têm todos um ponto em comum, o gosto pela arte e a criatividade sob a forma de expressão plástica. A exposição de trabalhos no CSCM Museu é uma forma de promover e estimular o desenvolvimento dos alunos na área artística. Eis uma pequena amostra dos trabalhos que estiveram em exposição este ano. Lucilia Neves, Professora de Educação Visual

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Matemática na música

Existe relação entre a matemática e a música? A nossa sensibilidade ao som está ligada à lógica matemática do nosso cérebro. A música não surgiu do nada, ela é precisamente o resultado de uma organização numérica e a interpretação de tudo isto quem a faz é o nosso maravilhoso e misterioso cérebro. Antes de entrarmos no assunto da matemática na música, relembremos alguns conceitos básicos. O som é uma onda e a frequência do som é o que define a nota musical.

O que acabámos de falar sobre as oitavas, Pitágoras descobriu “brincando” com uma corda esticada. Imagina uma corda esticada, presa nas suas extremidades. Quando tocamos essa corda, ela vibra (observa o desenho abaixo):

Mas o que é uma frequência? É uma repetição com referência de tempo. Imagina, por exemplo, uma roda de bicicleta a girar. Se essa roda completa uma volta em 1 segundo, dizemos que a frequência dessa roda é “uma volta por segundo”, ou “um Hertz”. Hertz é apenas um nome dado para representar a unidade de frequência, e costuma ser abreviado para Hz. Se essa roda do nosso exemplo completasse 10 voltas num 1 segundo, a sua frequência seria 10 Hertz (10Hz). Mas o que tem isso tem a ver com o som? Ora, o som é uma onda, e essa onda oscila com uma certa frequência. Se uma onda sonora completar uma oscilação em 1 segundo, a sua frequência será 1Hz. Se ela completar 10 oscilações em 1 segundo, a sua frequência será de 10Hz. Para cada frequência, temos um som diferente (uma nota diferente). A nota Lá, por exemplo, corresponde a uma frequência de 440Hz. E onde entra a matemática nessa história? Observou-se que quando uma frequência é multiplicada por 2, a nota permanece a mesma. Por exemplo, a nota Lá (440Hz) multiplicada por 2=880Hz é também uma nota Lá, só que uma oitava acima. Se o objetivo fosse baixar uma oitava, bastaria dividir por 2. Podemos concluir então que uma nota e a sua respetiva oitava mantém uma relação de 1/2. Vamos voltar ao passado, para a Grécia Antiga. Naquela época, existiu um homem de vasto conhecimento chamado Pitágoras que fez descobertas muito importantes para a matemática (e para a música).

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Pitágoras decidiu dividir essa corda em duas partes e tocou em cada extremidade novamente. O som produzido era exatamente o mesmo, só que mais agudo (pois era a mesma nota uma oitava acima):

Pitágoras não parou por aí. Ele decidiu experimentar como ficaria o som se a corda fosse dividida em 3 partes:

Ele reparou que um novo som surgiu, diferente do anterior. Dessa vez, não era a mesma nota uma oitava acima, mas uma nota diferente, que precisava de receber outro nome. Esse som, apesar de ser diferente, combinava bem com o som anterior, criando uma harmonia agradável ao ouvido, pois essas divisões até aqui mostradas possuem relações matemáticas 1/2 e 2/3 (o nosso cérebro gosta de relações lógicas bem definidas). Assim, ele continuou a fazer subdivisões e foi combinando os sons matematicamente criando escalas que, mais tarde, estimularam a criação de instrumentos musicais que pudessem reproduzir essas escalas. O intervalo do trítono, por exemplo, foi obtido a partir da relação 32/45, uma relação complexa e inexata, fator que leva o nosso cérebro a considerar esse som instável e tenso. Com o passar do tempo, as notas foram recebendo os nomes que conhecemos hoje.

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Muitos povos e culturas criaram as suas próprias escalas musicais. Um exemplo foi o povo chinês, que partiu da experiência de Pitágoras (utilizando cordas). Eles tocaram a nota Dó numa corda esticada e depois dividiram essa corda em 3 partes, como acabámos de mostrar. O resultado dessa divisão foi a nota Sol. Ao observar que essas notas possuíam uma harmonia entre si, repetiram o procedimento a partir dessa nota Sol, dividindo novamente esse pedaço de corda em 3 partes, resultando na nota Ré. Essa nota mantinha uma harmonia agradável com a nota Sol e também com a nota Dó. Esse procedimento foi então repetido a partir da nota Ré, dando origem à nota Lá. Depois, partindo do Lá, chegou-se à nota Mi. Quando repetiram esse procedimento de dividir em 3 partes a corda mais uma vez, dando origem à nota Si, houve um problema, pois a nota Si não soava muito bem quando tocada junto com a nota Dó (a primeira nota da experiência). De facto, essas notas eram muito próximas uma da outra, o que causava um certo desconforto sonoro. Por isso, os chineses terminaram as suas divisões obtendo as notas Dó, Sol, Ré, Lá e Mi, deixando a nota Si de lado. Essas notas serviram de base para a música chinesa, formando uma escala de 5 notas (Pentatónica). A escala pentatónica, por ser agradável e consonante, representou muito bem a cultura oriental, que sempre foi pautada pela harmonia e a estabilidade. Mas vamos voltar ao assunto das notas e frequências, afinal só mostrámos até agora 5 notas da escala. A música ocidental, que trabalha com 12 notas, não descartou a nota Si como a cultura oriental havia feito. Os ocidentais observaram que as notas Dó e Si eram próximas uma da outra e decidiram criar uma escala mais abrangente. Nessa escala, todas as notas deveriam ter a mesma distância umas das outras. E essa distância deveria ser o intervalo que havia entre Dó e Si (meio tom).

Ou seja, entre Dó e Ré, por exemplo, era necessária uma nota intermédia, pois a distância entre Dó e Ré (um tom) era maior que a distância entre Dó e Si (meio tom). Por meio da análise de frequências, descobriu-se que multiplicando a frequência da nota Si pelo número 1,0595 obtinha-se a frequência da nota Dó. Observa: • Frequência da nota Si: 246,9 Hz • Frequência da nota Dó: 261,6 Hz

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Multiplicando a frequência da nota Si por 1,0595 teremos: • 246,9 x 1,0595 = 261,6 Hz (nota Dó) Como o nosso objetivo é manter essa mesma relação (distância) para as demais notas, vamos utilizar este procedimento para descobrir qual será a nota que virá depois de Dó. Multiplicando a frequência da nota Dó por 1,0595: • 261,6 x 1,0595 = 277,2 Hz (Nota Dó sustenido) Repetindo o procedimento para ver o que vem depois de Dó sustenido: • 277,2 x 1,0595 = 293,6 Hz (Nota Ré) Observa que seguindo esta lógica, podemos formar toda a escala cromática! Ou seja, depois de multiplicar a frequência da nota Dó pelo número “1,0595” doze vezes, voltaremos à nota Dó. Isso só é possível porque “1,0595” corresponde ao resultado da raiz: Observa que essa raiz multiplicada por ela mesma 12 vezes é igual a 2:

E já vimos que uma nota multiplicada por 2 é ela mesma uma oitava acima.

Agora sim, podemos ver claramente que estes números não surgiram do acaso. O objetivo desde o início foi dividir uma escala em 12 partes iguais, de maneira que a última nota voltasse a ser a primeira. Foi assim que surgiu a escala temperada, também chamada de cromática. Existem muitas outras explicações matemáticas para diversas questões da música, mas para mostrá-las aqui seria necessário abordar assuntos mais avançados, como as séries de Fourier, função Zeta de Riemann, etc. A música trabalha matematicamente e conforme as relações lógicas são compreendidas pelo nosso cérebro, assim se gera tranquilidade ou tensão. A conclusão final é que, se tu gostas de música, então (de uma forma ou de outra) também gostas de matemática, pois as sensações de prazer que sentes ao ouvir música escondem certos cálculos matemáticos. O teu cérebro gosta de cálculos, é uma máquina de calcular! Quanto mais praticares, estudares e conheceres música, mais essa faculdade se vai desenvolver. Provavelmente vais começar a sentir prazer ao ouvir músicas que antes não te traziam grandes sentimentos.

Adaptado de www.descomplicandoamusica.com Carlos Pisa, Coordenador do Departamento de Ciências Exatas

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Kidfun - Educação para os Valores Um dia “Fun”

No dia 1 de março, os alunos do 5.º ano participaram numa atividade intitulada Kidfun - Educação para os Valores. Este projeto da Fundação Benfica tem como objetivo ajudar a escola e as famílias na educação das crianças, ao nível do Saber Ser, motivando-as para a descoberta e aprofundamento dos valores fundamentais. Num primeiro momento, os alunos assistiram a um pequeno vídeo sobre os valores. Nesse vídeo, apareciam jogadores de futebol e de outras modalidades desportivas, sensibilizando os alunos para a importância dos valores na vida em sociedade. Por exemplo, a propósito do respeito, os alunos aprenderam que devem ter em conta as ideias dos outros. Num segundo momento, e num ambiente diferente e apelativo, iniciaram algumas atividades lúdicas e desportivas, como corrida a pares e basquetebol. Durante as mesmas, tinham de pôr em prática alguns dos valores. Foi um dia Fun para os alunos, dedicado ao dom de saber pôr em prática os valores, não só no desporto como também no dia a dia. Margarida Ferreira, 5.º ano

Ginástica Artística Num desporto exigente, onde a agilidade, o trabalho e o compromisso são palavras de ordem, o treino e a concentração surgem como aliados fundamentais dos atletas. Para colocar em prática todo o trabalho realizado, ao longo do ano letivo no Clube de Desportos Gímnicos, um grupo de 2 juízes e 14 alunas participaram na primeira concentração de ginástica artística. Esta realizou-se no dia 20 de fevereiro no Pavilhão Municipal de Torres Novas. As atletas realizaram uma sequência de solo e de trave e um salto de boque, tendo a aluna Madalena Rato obtido o primeiro lugar da classificação. As restantes alunas tiveram também uma boa prestação, conseguindo um quinto e sexto lugar. Para as duas juízes foi uma longa tarde de trabalho! Ana de Fátima, Responsável pelo Clube de Desportos Gímnicos

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Bi-Campeão Inter-Regional

Em 2 anos no Inter-regional… 26 jogos... 26 vitórias!

O Colégio sagrou-se pela segunda vez consecutiva Campeão Inter-regional de voleibol. Na época 2017/2018 conquistou o Inter-regional no escalão de Iniciados femininos só com vitórias, repetindo a proeza nesta época no escalão de Cadetes femininos. Assim, 2 anos de competição, 26 jogos, 26 vitórias, todas com os 3 pontos alcançados. O campeonato inter-regional é organizado pela Associação de Voleibol de Leiria, na qual participam equipas das Associações de Leiria, Coimbra e Viseu. No dia 2 de fevereiro, o CSCM Fátima recebeu no Pavilhão Municipal Gimnodesportivo do Caneiro, o Sport Operário Marinhense para a 14.ª e última jornada do campeonato, tendo ganho por 3-0 num pavilhão cheio e num ambiente fantástico. As nossas jogadoras entraram em campo já campeãs, mas com muita vontade de terminar o campeonato fazendo o pleno, conseguindo manter a invencibilidade pelo segundo ano consecutivo. O objetivo traçado começou a vislumbrar-se a partir do meio do primeiro set, momento em que o CSCM pegou no comando do jogo. No final do encontro, foi entregue ao CSCM Fátima a Taça e as respetivas medalhas de Campeão Inter-

Desporto Escolar

-regional por Catarina Teles, Presidente da Associação de Voleibol de Leiria, Luís Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, João Moura, Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, Humberto Figueira da Silva, Presidente da Junta de Freguesia de Fátima e Serafim Assunção e Costa, Diretor do nosso Colégio. A festa fez-se logo de seguida, com as habituais fotografias com a bandeira e com a partilha de um bolo oferecidos pelos pais das atletas. Os resultados alcançados são a prova do imenso empenho, compromisso e trabalho sério que este grupo de alunas desenvolve acerca de 3 anos.

A equipa de Iniciadas do CSCM Fátima apurou-se em primeiro lugar, do grupo 1, para a Final 4 do Campeonato distrital do desporto escolar. Num total de 6 jogos realizados, entre Fátima, Ourém e Tomar, a nossa equipa somou todos os pontos em disputa. Desta forma, o nosso Colégio vai estar presente pelo nono ano consecutivo na Final 4 do campeonato distrital. A equipa de Infantis B do CSCM Fátima é composta por alunas do 6.º e 7.º anos. As nossas alunas mais novas têm vindo a consolidar as aprendizagens do ano anterior e a desenvolver novas técnicas e princípios táticos, usando o sistema 2x2. Para além disso, reforçam o espírito de equipa, disciplina, resiliência, aprender a lidar com o erro e a consciência que o treino persistente traz bons resultados no futuro. Este ano participam no campeonato distrital do desporto escolar no escalão de Infantis B. Até ao momento já disputaram 6 jogos, com um total de 6 vitórias. Desta forma, apresentam-se muito bem posicionadas para conseguir conquistar o seu primeiro campeonato distrital. Ricardo Sardinha, Responsável pelo Clube de Voleibol

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1.º Festival dos Talentos Congregar talentos foi o mote que levou à criação do primeiro festival do IRSCM em Portugal. Assim, a 13 de março os alunos dos Colégios Nossa Senhora do Rosário (Porto), do Sagrado Coração de Maria (Lisboa e Fátima) e das obras sociais de Braga e de Guimarães, encontraram-se, em Lisboa, para atuarem no Festival dos Talentos. Depois de desafiarmos os nossos alunos a concorrer, foi com grande entusiasmo que abrilhantaram o palco, apresentando o seu talento ao público que os aguardava e ao júri que carinhosamente os avaliava. Participámos com três momentos: a canção This Is Me de Keala Settle interpretada por um grupo de alunas de 9.º ano e do Clube de Música, acompanhadas ao piano por Ana Lopes; um enigmático número de magia realizado pelo entusiasta Guilherme Santos do 5.º ano; e, uma majestosa atuação de danças sevilhanas, por alunas do 3.º ciclo. Mais uma vez o nosso Colégio ficou muito bem representado e é de louvar as suas interpretações, o seu comportamento, trabalho e dedicação. Há momentos que não se explicam, apenas se sentem. O talento é isto mesmo, sentir plenamente que a arte vive em cada um de nós e de diferentes formas. Maribel Leitão, Responsável pelo Clube de Música

1.º Lugar no Ranking de Sucesso Um lugar excelente para uma Escola de Excelência Apostar no ensino individualizado, na formação integral dos alunos e na qualidade de ensino é a marca do CSCM. Fruto da dedicação e empenho que todos os dias nos movem e que entregamos, de forma genuína e profissional, a quem connosco se cruza. É com enorme orgulho que vemos o nome do nosso Colégio no primeiro lugar, no Concelho de Ourém, no ranking do sucesso escolar e no ranking geral, no ensino básico. A nível distrital, o Colégio obteve o terceiro lugar entre as escolas com mais de cinquenta provas realizadas. A proximidade, o espírito de família e a competência dos professores, aliada ao trabalho desenvolvido pelos alunos, continuam a ser uma das razões para o sucesso desta escola de excelência. Eliana Oliveira, Gabinete de Comunicação e Imagem

Estabelecimento de ensino integrante da Rede Pública, financiado pelo Ministério da Educação ao abrigo do Contrato de Associação. Edição 98 | abril de 2019 Mail: info@cscm-fatima.pt | web: www.ccm-fatima.pt | Propriedade: Colégio do Sagrado Coração de Maria - Fátima | Redação: Alunos e Professores do CSCM | Montagem: Bruno Agostinho e Eliana Oliveira | Depósito Legal: 328177/11 | Tiragem: 650 exemplares | Impressão: Indugráfica | Distribuição gratuita à comunidade educativa É permitida a reprodução dos conteúdos publicados nesta edição do jornal A Voz da Escola desde que seja citada a fonte.

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