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A Voz da Escola Trimestral | Edição 103 | dezembro 2020


“Os pés estarão sempre prontos a voar para onde o dever chama ou a caridade reclama.” Pe. Jean Gailhac O dia 30 de setembro marcou o início da comemoração do Ano Jubilar - 150 anos da chegada das primeiras Religiosas do Sagrado Coração de Maria a Portugal. Foi em 30 de setembro de 1871 que três religiosas – Saint Marie Hennessy, Saint Appollonie Fenayrou e Saint Gabriel Moylan – e duas jovens candidatas francesas – Saint Madeleine e Saint Julie Romieu – chegaram ao Porto vindas de Béziers (França). Para esta celebração foi criada uma equipa dinamizadora, constituída por Irmãs e colaboradores leigos das diversas obras do Instituto em Portugal, responsável pelo programa que vai sendo descoberto de forma progressiva. Com início no dia 30 de cada mês, o programa assenta em quatro etapas: divulgação da palavra inspiradora (com significado comum e carismático) e oração; acontecimento histórico fundacional; dinamismo de fé/atualização do carisma; desafio/interpelação. Sob o tema Memória que nos inspira a lançar redes de esperança. 150 anos em Portugal para que todos tenham vida, e tendo como base de inspiração o texto bíblico Jo 21, 1-8, este programa pretende: captar o dinamismo subjacente a esta fundação e transpor para a atualidade o carisma fundacional; registar em suporte digital a história fundacional do Instituto, os factos relevantes da presença do Instituto em Portugal nos últimos 150 anos, o património cultural e artístico da autoria das religiosas, e os testemunhos sobre diferentes presenças/ministérios do Instituto ao longo da sua história. As diversas propostas para a comemoração do Ano Jubilar podem ser descobertas no site criado para o efeito: https://150anos.irscm.pt Sandra Venâncio, Membro da equipa dinamizadora do Ano Jubilar

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Arriscar, Resistir e Cuidar ganham um novo significado em Deus. Movidos pela fé em Cristo, ARRISCAR imprime em cada um de nós uma dinâmica nova que nos impele a deixarmo-nos envolver totalmente e a libertarmo-nos de tudo o que nos prende e imobiliza. Alentados pela fé, RESISTIR é sentirmo-nos capacitados para prosseguir e, com Deus e em Deus, ir vencendo cada contrariedade e, a cada momento, sermos animados pela esperança e pelo amor e, paulatinamente, irmo-nos sentindo mais preparados para enfrentar cada etapa da nossa existência. O ato de CUIDAR exige a cada um a libertação de si mesmo, a observação atenta, a compreensão da realidade envolvente e a assunção da vida do outro. E pressupõe uma total e genuína relação de proximidade e de comprometimento, como resposta ao mandamento do Amor.

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Editorial

Tempo de Solidariedade Com a publicação de mais um número do nosso jornal escolar A Voz da Escola, queremos estreitar distâncias, fazendo eco das atividades desenvolvidas pelos nossos queridos alunos e comunidade educativa. Como disse o Padre José Tolentino Mendonça, no discurso que nos dedicou na comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, “no nosso itinerário pessoal e coletivo, somos chamados a viver tempos bons e tempos maus, épocas de fartura e infelizmente também de infortúnio”. Em cada momento, importa salvaguardar os valores humanos essenciais e estarmos unidos como família, escola, comunidade. Nestes tempos difíceis, temos a obrigação de tratar dos mais frágeis, para que todos em conjunto, consigamos alimentar a esperança. Na sua encíclica Fratelli Tutti, o Papa Francisco declara feliz quem ama o outro, “o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si”, apela-nos à prática da compaixão, e que essa seja vivida como um efetivo exercício da fraternidade, colocando a pessoa humana no centro das nossas prioridades. É tempo de solidariedade. Neste sentido, os alunos deste Colégio participaram ao longo do 1.º período, na recolha de bens alimentares para o Banco Alimentar contra a Fome e para o Centro de Apoio Solidário do Colégio. Sabemos que são gotas de água na imensidão das necessidades, mas também temos consciência que todos os gestos contam e que juntos seremos capazes de melhorar o quotidiano de todos e de cuidar uns dos outros. Nesta urgência de cuidar de todos, como comunidade, desejo que esta seja uma travessia que façamos juntos, cuidando uns dos outros. Estamos todos no mesmo barco, todos contam e todos precisam uns dos outros. A nossa interdependência, o respeito pelo outro, a solidariedade, alimentam-nos a esperança e estimula-nos a fazermos a nossa parte em prol de um bem maior, o bem comum. O nosso tema do ano Lança redes de Esperança,

para que todos tenham Vida! fala-nos da necessidade de sermos parte integrante desta rede que espalha o amor e a solidariedade e que nos desafia a sermos construtores ativos de um mundo mais justo e fraterno. Não esqueçamos os mais idosos, os nossos avós, os nossos vizinhos, os nossos amigos. Que cada um de nós se empenhe em se sintonizar com a solidão do outro. Podemos utilizar as redes sociais como canais de presença, de diálogo e de escuta. Os abraços, e as manifestações de afeto, podem ser dados com um sorriso, com uma palavra amiga, sempre com a alegria de que somos herdeiros. Estarmos distantes fisicamente, não tem que significar estarmos desligados uns dos outros. A par do respeito escrupuloso pelo cumprimento das medidas sanitárias, emanadas pela DGS, temos de reforçar a nossa resiliência interior. E como se faz isso? No diálogo com os outros e na reflexão. Que este também seja um tempo de ter um livro sempre por perto. Desejo que o vosso e nosso Natal seja portador de uma visão mais integradora da vida e da importância dos valores humanos como o dom, a gratuitidade e a partilha. Compreendamos que tudo está interligado, como nos disse o Papa Francisco na encíclica Laudato Si. Que o menino Jesus avive em nós a experiência de sermos amados e de levarmos esse amor aos outros, pela nossa ajuda, pela nossa palavra e pelo nosso sorriso. Serafim Assunção e Costa, Diretor Pedagógico

Edição 103 | dezembro de 2020 Mail: avozdaescola@cscm-fatima.pt | web: www.cscm-fatima.pt | Propriedade: Colégio do Sagrado Coração de Maria - Fátima | Redação: Alunos e Professores do CSCM | Edição e Design Gráfico: Bruno Agostinho e Eliana Oliveira | Depósito Legal: 328177/11 | Distribuição gratuita à comunidade educativa. É permitida a reprodução dos conteúdos publicados nesta edição do jornal A Voz da Escola desde que seja citada a fonte.

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Há 69 anos a promover projetos de vida “O grão que se semeia, a árvore que se planta não dão fruto imediatamente. Têm que passar pelas diversas fases do seu crescimento normal até chegarem ao pleno desenvolvimento, atingirem a perfeição e produzirem flores e frutos.” Pe. Jean Gailhac O Colégio comemorou, no passado dia 22 de outubro, o 69.º aniversário de entrega e dedicação ao serviço da educação e da formação integral de todos quantos lhe são confiados. No ano em que celebramos os 150 anos da chegada a Portugal das Religiosas do Sagrado Coração de Maria (RSCM) e desafiados a Lançar redes de Esperança, para que todos tenham Vida!, cabe agradecer o dom do Espírito concedido ao fundador do Instituto das RSCM, Pe. Jean Gailhac, e às irmãs que desde sempre estiveram ao serviço da Igreja e da comunidade. Foi a sua entrega e resiliência que permitiram enraizar em Portugal e nos outros 14 países onde estão presentes atualmente, uma marca indelével no ensino e na promoção de valores humanos e cristãos. Para assinalar o aniversário, realizou-se, por ano de escolaridade, a Celebração da Palavra na emblemática Capela do Colégio. Inspirados pelo texto bíblico (Jo 21, 4-8), os alunos e professores agradeceram o dom da vida e pediram força, determinação e saúde para continuar a missão que abraçam todos os dias. Nesta cerimónia, foram igualmente reconhecidos todos os alunos que integraram as Turmas +, e que pelo seu esforço e dedicação no desempenho escolar e pelo seu comportamento exemplar e de interajuda, integraram os Quadros de Mérito e de Honra, no ano letivo anterior. A data foi igualmente assinalada com um desafio lançado nas redes sociais. E para a questão Ser Coração de Maria é... surgiram respostas de enorme regozijo para quem procura incessantemente a excelência e dedica todos os seus dias a educar para a felicidade e justiça. Esta é a marca que caracteriza a família Coração de Maria: um lugar onde se é feliz. Eliana Oliveira, Gabinete de Comunicação e Imagem

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Ser Coração de Maria é...

... ver Deus nos olhos de tantos. Joana Marques

... ser capaz de conquistar o mundo, sabendo que nada é impossível. É fazê-lo com o coração cheio de amor, com uma família ao nosso lado a apoiar-nos e a ensinar-nos, com a mente repleta das melhores memórias. Iara Gonçalves

... ser casa! A Casa que todos acolhe e que deixa uma enorme saudade a quem nela habita.

... ser Maior que o Mundo, é Ser Alguém que nos faz falta, ser alguém que nos conforta, apoia, educa os nossos filhos que nos dá segurança e confiança por um futuro melhor. Sejam Felizes. Susana Pinto

... como fazermos parte duma grande família, e nela crescermos na educação, nos valores essenciais e ficarmos com memórias para a vida toda! É essa a essência desta escola! É com orgulho que fui aluna desta escola, e agora sou mãe duma aluna! Para sempre no meu Sandra Vieira

Carolina Mota

... dar e receber..... dar e receber gratuitamente.... Viva a Família Coração de Maria Timor Leste e Portugal Irmão António Olávio Ermera

Luísa Catarino

... crescer, aprender, criar laços... Momentos únicos! Inesquecíveis.

Paula Jicanina

... recordar com saudade os anos que passei por aí. Ter orgulho na formação que me foi dada, não só académica mas também de valores. Ser Coração de Maria é ser grata por isso.

... ter uma vida digna e plena de Amor! Telma Lourenço

... Saudade. Catarina Coelho

Noémia Gonçalves

... para a vida. Beatriz Pisa

... saudade, é reviver memórias muito felizes!

Que saudades. Marta Reis

... sentir uma enorme gratidão por tudo o que ensinaram aos meus três filhos.

... amar o próximo. Ana Cristina Cordeiro

Patrícia Silva

... não esquecer essa família. Inês Machado

... acolher as crianças com coração, prepará-las para a vida e tornar os seus corações felizes. Célia Pedro

... sê-lo para a vida toda. Por todas as razões, sou-vos profundamente grata! Marlene Carvalho

... acolher a Vida para Que Todos Tenham Vida e Vida em Abundância. Parabéns a todos nós Coração de Maria! Irmã Deolinda Araújo

... ter uma segunda família que está lá sempre para nós. Eternamente grato por tudo o que me ensinaram!

... viver uma aprendizagem constante, repleta de valores que conseguem ser transmitidos de uma forma muito especial... sempre com muito carinho. Obrigada a toda a família Coração de Maria pela ajuda no crescimento do nosso filho! Idalina Pereira

Guilherme Mota

O meu filho foi muito feliz junto da família CSCM e eu também! Bjs a todos com muitas saudades.

... ser isso tudo e muito mais que não se tem palavras para explicar. Só sei que ajuda à construção do nosso ser. Feliz e honrada me sinto por ter tido a graça de viver e partilhar momentos e experiências únicas e edificantes para a construção do meu Ser integral. Obrigada a toda a comunidade de irmãs e todos os que pertencem a esta família alargada. Um grande e fraterno abraço.

Isabel Luís

Carla Almeida

... ter a certeza que estamos / passámos pela melhor das escolas. E que por mais anos que passem continua sempre a ser a nossa escola. Cátia Pereira

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Na tarde do dia 23 de outubro decorreu o SUPER F - atividade destinada aos 60 alunos integrados na Pastoral: Clube de Solidariedade, Delegados JEGA e Movimento CoMTigo. Tendo como base o tema do ano no Colégio, Lança redes de Esperança, para que todos tenham Vida!, os alunos foram desafiados a uma pequena reflexão em grupo, com a leitura do texto bíblico Jo 21, 4-8 e a resposta a diversas questões desafiantes. No final da atividade receberam o código que lhes permitiu decifrar um enigma – as palavras do Pe. Jean Gailhac, fundador do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria: “Que DEUS de toda a BONDADE, o Deus do AMOR, o Deus imutável, reine para sempre no seu CORAÇÃO, nas suas ações e em todo o pormenor da sua VIDA.”

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Esta atividade teve o seu início no ano letivo de 2012/2013 e foi recentemente distinguida no âmbito da 3.ª Edição do Selo Escola Amiga da Criança, uma iniciativa conjunta da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), da LeYa e do psicólogo Eduardo Sá, que visa distinguir escolas que concebem e concretizam ideias extraordinárias, contribuindo para um desenvolvimento mais feliz das crianças no espaço escolar. Sandra Venâncio, Coordenadora da Equipa da Pastoral

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Uma vida com sentido Aniversário do Venerável Pe. Jean Gailhac No dia 13 de novembro, celebrámos o aniversário do nascimento do Venerável Jean Gailhac e o Dia da Família Alargada do Sagrado Coração de Maria (FASCM). A oração da manhã foi dinamizada pelo núcleo da FASCM de Fátima, na Capela do Colégio. Distanciados, mas unidos num mesmo carisma e numa mesma missão, orámos em família. A nossa vida é o lugar onde Deus se quer revelar. O nosso dia a dia frenético e exigente tem-nos impedido de prender a nossa atenção a Deus. Vivemos num tempo de pandemia que parece não ter fim, que nos desanima e enfraquece, parecendo aquela noite em que os discípulos de Jesus nada pescaram. Mas Deus não nos abandona, olha para nós na margem do mar e, ao alvorecer, desafia-nos a lançar as redes e a deixar que Ele faça o que é impossível aos nossos olhos. A arte de pescar homens tem segredos que só Jesus pode revelar. Não se pesca ao acaso, nem de noite, nem sem a presença e as indicações de Jesus, o Mestre. Também num contexto histórico conturbado nasceu o Pe. Jean Gailhac, a 13 de novembro de 1802. Como ele próprio afirma “Desde muito pequeno que Deus infundiu em mim um grande amor pelos outros. Foi esse amor que me levou a empreender as obras, porque nada empreendi senão o que Ele me indicou ser da sua vontade”. É este encontro com Jesus, a sua Pessoa e o seu projeto, a vontade de se deixar amar e conduzir por Ele que está na origem do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria. O projeto de vida do Pe. Gailhac para a sua vida sacerdotal fundamentava-se nas seguintes declarações: “Não serei um outro padre qualquer. Serei um padre bom e santo” e viverei para “conhecer e amar a Deus e fazê-lo conhecido e amado”. Hoje, somos chamados a continuar a «lançar as redes», a educar na esperança, a agradecer a vida, os dons e qualidades que nos são dados, a encher as redes de

gestos simples do dia a dia, para que Todos tenham Vida. E para «lançar as redes» e conseguir uma «pesca milagrosa», como nos diz o Pe. Gailhac, “importa rezar, rezar sempre, tendo em vista a Glória de Deus e a salvação das pessoas.”, porque “a Oração é a rede que introduz Deus no ato da pesca”. Joana Ferreira, Grupo Coordenador da FASCM

Por um Natal feliz! A recolha de bens alimentares em superfícies comerciais, prevista para o final de novembro, foi cancelada devido à situação pandémica. No entanto, a comunidade escolar não ficou indiferente ao apelo do Banco Alimentar de Leiria-Fátima e contribuiu com a recolha de bens alimentares para os que mais precisam. Uma vez mais, esta iniciativa permitiu desenvolver atitudes de cooperação e interajuda, motivando para a dimensão da solidariedade. Deixamos o nosso agradecimento a todos os que contribuíram para esta causa! Sandra Venâncio, Coordenadora da Equipa da Pastoral

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A festa de Todos os Santos A festa de Todos os Santos celebra a vida de todos aqueles que estão na plenitude da vida bem-aventurada, ou seja, no Céu. Não só dos santos que constam do calendário, mas também de uma enorme multidão que só Deus conhece. Num comentário a este dia o Papa Francisco diz o seguinte: “A solenidade de Todos os Santos é a nossa festa: não porque somos bons, mas porque a santidade de Deus tocou a nossa vida. Os santos não são pequenos modelos perfeitos, mas pessoas atravessadas por Deus. Podemos compará-los com os vitrais das igrejas, que fazem entrar a luz em várias tonalidades de cor. Os santos são nossos irmãos e irmãs que receberam a luz de Deus no seu coração e a transmitiram ao mundo, cada qual segundo a sua tonalidade. Mas todos foram transparentes, lutaram para tirar as manchas do pecado, de modo a fazer passar a doce luz de Deus. Eis a finalidade da vida: fazer passar a luz de Deus; é também o objetivo da nossa vida.”1 São Paulo, na sua primeira carta aos Coríntios (cap. 1, 2), chama aos cristãos santos de Deus pelo facto de participarem da santidade de Deus, pelo batismo em Nosso Senhor Jesus Cristo no Espírito Santo. De facto, no batismo iniciamos uma vida nova; como se fosse uma nova criação.2 Além disso, o ser humano não é um ser fechado sobre si próprio, mas aberto aos outros e ao Transcendente com um desejo de Deus inscrito no seu coração e só em Deus o homem pode encontrar a verdade e a felicidade que, por vezes tão febrilmente, procura.3 Já Santo Agostinho dizia: “Fizeste-nos para Ti Senhor e o nosso coração está inquieto enquanto não re1 2 3 4 5 6 7

pousa em Ti” (Santo Agostinho, As Confissões, I, 1,1). Descoberta essa que ele só fez depois de uma longa procura da verdade e da felicidade que o levou a exclamar quando O encontrou: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora! Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas. Estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem. Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz…” (Santo Agostinho, As confissões, X, 27). Esta vida em Cristo é comparada ao fogo que penetra no ferro até este ficar como em brasa, embebendo-o com a sua substância ardente de modo ao ferro parecer identificar-se com o fogo.4 O que exige também uma luta constante contra o mal.5 Como resposta ao chamamento à plenitude da santidade.6 O dia dos fiéis defuntos, que se celebra no dia a seguir ao dia de Todos os Santos, está intimamente relacionado com esta festa. Depois de se celebrar a festa dos Santos não nos esquecemos dos que nos são queridos (recordar é voltar a trazer ao coração) que já partiram do meio de nós, que poderão não gozar, ainda, da plenitude da vida bem-aventurada e que, por isso, se encontram no purgatório que é uma exigência do Amor de Deus.7 É o tal fogo de amor que purifica a pessoa de todos os afetos desordenados, de modo a poder gozar da plenitude do Amor. Ou então poderá comparar-se a um ensaio, para que o coro ou orquestra possa ir aperfeiçoando a sua execução, de modo a que não haja nenhuma desafinação e se chegue à perfeição da harmonia.

Papa Francisco, O Evangelho de Domingo, comentado pelo Santo Padre Ano A, ed. Paulinas, p. 279. Cf. Nicolau Cabasilas, A vida em Cristo, Secretariado Nacional de Liturgia, pp. 19-46. Cf. Cardeal, Robert Sarah, Deus ou nada, ed. Lucerna, p. 253. Cf. Ibidem, pp.282-283. Papa Francisco, Gaudet et Exsultate, n.º 158 e 159. Ibidem, n.º 10-13. Cf. Bento XVI, http://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2010/december/documents/hf_ben-xvi_aud_20110112.html

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Frei António Lopes, Professor de EMRC

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Selo Escola Amiga da Criança O Colégio participou na 3.ª Edição do Selo Escola Amiga da Criança, uma iniciativa conjunta da Confederação Nacional das Associações de Pais, da LeYa e do psicólogo Eduardo Sá, que visa distinguir escolas que concebem e concretizam ideias extraordinárias, contribuindo para um desenvolvimento mais feliz das crianças no espaço escolar. O Colégio viu distinguidos 8 projetos, em reconhecimento da dedicação e cuidado que colocamos todos os dias no nosso trabalho. Cada um dos selos representa o coração que está na base de todas as aprendizagens efetivas e significativas. Cada selo representa crescer e aprender com ideias simples que se tornam projetos extraordinários. Cada selo representa a valorização da vida humana.

O Selo Escola Amiga da Criança 2019-2020 atribuiu ao Colégio a distinção nos seguintes projetos: . Clube de Programação e Robótica . Dia Aberto . Jornal A Voz Da Escola . Monitores (Alunos do 9.º Ano) . Movimento CoMtigo e Super F (F=Fé) . Programa Educação para Afetividade e Sexualidade . Programa Tu Alinhas? . Projeto Educar para a Justiça Porque somos uma escola que educa e onde se é mais feliz! Lançamos Redes de Esperança, para que todos tenham Vida! OBRIGADA!

Zulmira Braga, Coordenadora da Biblioteca

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares O mês de outubro é um tempo de celebração das Bibliotecas Escolares e oportunidade para, por todo o mundo, estas darem a conhecer o trabalho que desenvolvem nas escolas em prol das aprendizagens e das literacias. Este ano o tema do MIBE 2020 foi Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar. Baseava-se no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável número 3 da Agenda 2030 da ONU: Saúde de qualidade. Esta é uma questão central na atualidade e o tema levou-nos a refletir sobre a relação entre o conhecimento e a construção de uma visão holística do ser humano no mundo. A biblioteca escolar, assumindo a missão de servir a comunidade, foi convidada a celebrar durante o mês de outubro, os caminhos para ajudar a promover a saúde e o bem-estar emocional, físico, espiritual, intelectual e social das crianças e jovens. Neste sentido, a biblioteca desafiou os alunos a ilustrar o tema… Zulmira Braga, Coordenadora da Biblioteca

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Valeska Grizalez, 6.º ano

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Como motivar alunos? Estratégias e técnicas para uma intervenção mais eficaz No dia 6 de novembro, através da plataforma zoom, os professores do Colégio estiveram em formação com o psicólogo José Miguel Oliveira, para (re)aprenderem a motivar os alunos no processo de ensino/aprendizagem no contexto atual. Para isso é fundamental compreender que a motivação depende de cada pessoa, da sua capacidade de aumentar o que a motiva. Tendencialmente, a tónica é colocada nos fatores externos, por isso mais difíceis de controlar e de mudar. Nesta lógica, quanto menos permeáveis ao exterior, maior será a capacidade de controlo, de motivação e de sucesso. Assim, o professor, com uma espécie de varinha mágica, deve alimentar a motivação positiva, interior e exterior e criar oportunidades de sucesso, de reconhecimento do esforço, do trabalho, do empenho e da resiliência dos alunos num contexto de aprendizagem cooperativa, colaborativa. Esta estratégia cooperativa é fundamental para o crescimento de cada um. Reconhecer que todos têm importância e que o contributo de cada um é bom para o grupo, permite uma interação construtiva e geradora de sucesso. Porque quanto melhor é a relação com o outro, melhor é o ser humano. Deverá, por isso, ser invertida a lógica da competição pela lógica da cooperação numa perspetiva de aprendizagem em espiral. Porque ser professor é estar completamente como pessoa. É colocar o discurso ao serviço da motivação, usando o elogio para alimentar o outro. É ter o foco no desenvolvimento de todo o potencial de cada aluno, para que, motivado, consiga aprender. Dar feedback

“Nada se aprende sozinho, nada se aprende em vão.” José Miguel Oliveira

positivo e construtivo deve ser a ferramenta pedagógica de eleição, pois só assim se conseguirá cativar ao jeito do Principezinho de Saint-Exúpery. Ana Filipa Borralho, Psicóloga

Projeto Earth Speakr Dar voz ao Planeta! O Colégio colaborou com o Studio Olafur, de Berlim, a convite de Soledade Rodrigues, membro da organização não-governamental alemã Europa-Union Deutschland. Cerca de dez alunos do 2.º ciclo tiveram a oportunidade de participar na fase de pré-lançamento da aplicação de telemóvel Earth Speakr, que ocorreu no início de julho. Esta aplicação foi criada no âmbito da presidência alemã do Conselho da União Europeia e financiada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, com o apoio do Instituto Goethe. Earth Speakr é uma obra de arte que convida crianças e adolescentes a criarem mensagens em nome do planeta e é da autoria de Olafur Eliasson, um artista dinamarquês a viver em Berlim. A aplicação está disponível em todo o mundo, nas 24 línguas oficiais da União Europeia. Sandra Venâncio, Professora de Inglês

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Vasco José Dias Baptista | 32 anos País onde reside: Polónia Último ano no Colégio: 2003 Qual a sua atividade profissional? Atualmente sou especialista de software e hardware na empresa ABB em Cracóvia. Sou responsável pela programação em linguagem C, C++ e Python de dispositivos e produtos que fazem parte de soluções para casas e escritórios inteligentes. Desde que terminei os meus estudos na Universidade de Aveiro, em 2011, a ABB é a terceira empresa onde trabalho. Porque razão escolheu este país para trabalhar/ residir? Na realidade a razão porque escolhi a Polónia foi o resultado de uma brincadeira numa noite entre amigos, em 2006, quando estudava na Universidade de Aveiro. A essa escolha seguiu-se um ano e meio a estudar em Łódź na Polónia, ao abrigo do programa ERASMUS. Durante esse tempo tive a oportunidade de entrar em contacto, perceber e conviver, não só com outras culturas e países, mas também e especialmente com a cultura e habitantes da Polónia. Em poucas palavras, adorei o país e a cultura polacas. Em 2011, após o meu retorno a Portugal e o fim dos meus estudos universitários, comecei a trabalhar numa empresa de eletrónica em Aveiro, mas infelizmente para mim e muitos outros colegas na altura, não achei que estivesse a ser remunerado como devia. Resolvi então apostar na Polónia, já que conhecia a cultura e parte da língua polaca. Voltei para a Polónia no final de 2012, dado que me ofereceu várias oportunidades, estabilidade e uma qualidade de vida que na altura não consegui encontrar em Portugal, acabei por ficar por cá. Sendo eu uma pessoa que adora viajar e que adora montanhas, a Polónia mostrou-se como o destino ideal, já que inclui imensas montanhas e áreas verdes, além de se encontrar relativamente no centro da Europa (por exemplo Varsóvia, Berlim, Praga, Vienna, Bratislava, Budapeste e Lviv estão a cerca de 5 a 6 horas de carro de Cracóvia). Que aspetos culturais encontra em comum com a realidade portuguesa? E divergentes? Na minha opinião eu vejo o povo português e o povo polaco com bastantes aspetos culturais em comum. No entanto, é complicado para mim especificar pontos em comum já que estou integrado em ambas as culturas e esses pontos comuns passam despercebidos. O maior

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ponto em comum com a realidade portuguesa é, sem dúvida, o facto de ambos gostarem de reclamar e se lamentar sobre as mais variadas situações do dia a dia (ha ha ha!). Em relação a aspetos culturais divergentes, posso especificar alguns que encontrei ao longo destes anos: • Quando os polacos marcam um encontro, chegam ao encontro 10 minutos antes, os portugueses chegam 30 minutos depois. • Na Polónia, como regra geral, homens e mulheres cumprimentam-se com apertos de mão, os 2 beijinhos em Portugal convertem-se em 1 beijinho e apenas entre amigos ou pessoas chegadas. • Os transportes públicos chegam e partem à hora marcada no horário afixado. • As sandes apenas têm uma fatia de pão (não são fechadas) e necessitamos de um doutoramento para conseguirmos comer a sandes sem sujar os dedos ou a roupa. • Aqui a noção de distância difere da nossa, em Portugal. Conduzir 5 a 7 horas na Polónia para ir passar um fim de semana é uma situação completamente normal.

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Para bem falar e bem escrever Há/ Houve /Havia Sempre que é verbo principal, o verbo haver só se conjuga na terceira pessoa do singular. Exemplo: há, houve, havia, haverá, haveria, haja feriados. Deve ser e não deve de ser O verbo dever não legitima a presença da preposição de, quer assuma um valor de obrigação, quer assuma um valor de probabilidade. Exemplo: Ninguém fez o exercício como deve ser. Devias estudar mais. Deve haver perguntas por responder. Trocar, uma certa quantia de dinheiro por valor igual em moedas ou notas e não destrocar, que significa desfazer a troca de alguma coisa. Exemplo: Pode trocar-me esta nota de 20 euros? A grama ou o grama? A palavra grama é do género masculino, porque tem origem grega. A atribuição incorreta do género feminino a esta palavra deve-se ao facto de esta terminar em a. Saliente-se que o género de uma palavra não depende da sua terminação. Por exemplo, a palavra tribo termina em o e é do género feminino. Exemplo: Este bolo leva duzentos gramas de farinha. Darmos e dar-mos A forma verbal darmos corresponde ao infinitivo pessoal do verbo dar na primeira pessoa do plural. O elemento mos é parte integrante do verbo, corresponde à desinência da primeira pessoa do plural; por essa razão não se separa por hífen. Exemplo: É bom darmos apoio a quem precisa. A forma dar-mos, com hífen, corresponde ao infinitivo impessoal do verbo dar mais a contração dos pronomes pessoais me mais os. Exemplo: Ainda não me entregaste os meus apontamentos. Podes dar-mos por favor? In Tavares, Sandra Duarte (2015). 500 erros mais comuns da Língua Portuguesa, Esfera dos Livros.

Sugestões de leitura Inferno

O rapaz do caixote de madeira

Dan Brown A minha sugestão de leitura é o livro Inferno do autor Dan Brown. Este livro é o terceiro (e até ao momento o último) da trilogia O Código Da Vinci, na qual abundam códigos, símbolos e teorias da conspiração. No entanto, como a história dos livros não está interligada, estes podem ser lidos em qualquer ordem. Inferno conta a história do criptólogo Robert Langdon que acorda, sem memória dos dois últimos dias da sua vida, na cidade italiana de Florença, e que tem de desvendar um mistério envolvendo obras de arte clássicas da época do Renascimento, sendo a mais destacada ao longo do livro O Inferno de Dante. Dan Brown acaba não só por deixar aos leitores atentos um trilho de migalhas acerca desta obra mas também por brincar com os conceitos de tempo, identidade, célebres atrações turísticas e medicina futurista… Este livro é um enigma intrincado que passa por todos os cantos mais famosos da cidade italiana, e é extremamente interessante do início ao fim, com um incrível suspense.

Martim Freitas, 8.º ano

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Leyson Leon, Leyson Elisabeth B. e Harran Marilyn J. Foi na Feira do Livro do Colégio o primeiro contacto com esta obra. Indecisa na escolha, certa no tema: Holocausto, Auschwitz. Desde logo, a ilustração da capa captou a minha atenção, tal como o seu título O Rapaz do Caixote de Madeira. Um caixote? Para quê? Seria um esconderijo para escapar a algo? Olhei a contracapa e li: “(…) é um livro importante, que vai ajudar os leitores, sobretudo os mais novos, a compreenderem o Holocausto através da história de um jovem que lhe sobreviveu.” Agradou-me, parecia ser o que eu queria, até porque seria interessante ter mais uma visão deste período da história, a somar com a de Anne Frank, que adorei. Não hesitei e decidi adquiri-lo. Mais do que olhar a capa e ler a contracapa, estava na hora de o folhear e descobrir os mistérios deste caixote de madeira.

Margarida Ferreira, 7.º ano

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Sara Rodi e a Escola de Artes Encontro com a escritora Durante a segunda semana de novembro, realizou-se a habitual Feira do Livro, no Colégio. Durante essa semana, na quarta-feira, dia 11 de novembro, nós, alunos do 7.º ano, tivemos um encontro virtual com a escritora Sara Rodi, no âmbito da disciplina de Português e do estudo da obra A Arte da Paz, da coleção Escola das Artes. Foi uma experiência muito interessante e enriquecedora! Conhecemos um pouco mais a escritora, que nos falou da sua vida pessoal e carreira literária como romancista, cronista e guionista de telenovelas e séries televisivas. Também ficámos a saber em quem a

escritora se inspira para a criação das suas histórias e personagens. Na parte final do encontro, tivemos oportunidade de dialogar com a escritora, satisfazer algumas das nossas curiosidades sobre o percurso literário da mesma e colocar questões relacionadas com a obra A Arte da Paz. Gostámos muito desta experiência virtual! Alunos de 7.º ano

No dia 12 de novembro todas as turmas do 8.º ano se prepararam para ouvir a escritora Sara Rodi sobre a sua coleção Escola das Artes, em especial o segundo livro A magia dos sonhos e, em seguida, alguns alunos aproveitaram para fazer algumas perguntas e assim satisfazerem a sua curiosidade. A escritora começou por falar das diversas personagens e das suas características, algumas delas inspiradas em familiares seus, como a Leonor, a Marta, o João... Posteriormente, falou da ópera, dos mitos, das lendas, das artes, que são valorizadas ao longo do livro e continuando a conversa, falou da “magia” dos sonhos, especialmente nesta época que estamos a viver. Disse que ninguém deve deixar de sonhar e ninguém deve deixar que lhe roubem os sonhos. Para além disso, sa-

lientou ainda a importância das competências, das capacidades que não podem ser quantificadas em notas de 1 a 5, mas que moldam a nossa personalidade, tais como a liderança, a criatividade, a habilidade, o otimismo e o sentido crítico… No final e depois de respondidas todas as questões colocadas pelos alunos sobre a escolha das personagens, a inspiração para a escrita, os seus anseios, a despedida foi marcada por uma grande salva de palmas e um até sempre. Alunos do 8.º C

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Cuidar de nós As profissionais da Unidade de Cuidados na Comunidade da Cova da Iria estiveram nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento do 5.º ao 8.º ano. Obrigado às Doutoras Caroline e Beatriz e às Enfermeiras Ana Rita Abreu, Estela, Lénea Coelho e Licínia por nos terem vindo ensinar coisas tão importantes para a nossa vida! Gostámos muito de aprender convosco!

As emoções – conhecer para crescer melhor! As emoções desempenham um papel importante na forma como pensamos e nos comportamos. É muito importante saber identificar as emoções e perceber a sua função, pois a maneira como as comunicamos tem influência nas nossas relações interpessoais e ajuda-nos a compreender e regular as nossas reações/atitudes. Como disseram na nossa aula, as emoções funcionam como os semáforos, temos de estar atentos para escolher o melhor caminho. Se soubermos reconhecer as nossas emoções conseguimos lidar melhor com aquilo que sentimos, encontrar soluções com mais facilidade e que causem menos sofrimento. Através das personagens do filme Divertida Mente, ficámos a conhecer melhor as cinco emoções básicas: raiva, medo, repulsa, tristeza e alegria. A raiva está relacionada com a frustração. Quando não conseguimos alcançar os objetivos e ficamos muito zangados, o nosso coração fica acelerado, com batimentos cardíacos fortes e a pressão sanguínea aumenta. Parece que vamos rebentar! Temos de aprender a controlar esta emoção, por isso devemos parar, pensar e respirar fundo antes de reagir. O medo está associado ao perigo e tem a função de nos proteger, porque quando sentimos medo tentamos fugir ou evitar o contacto com o que nos mete medo. Todas as pessoas têm medo de alguma coisa, mas temos de aprender a enfrentar os nossos medos. Se percebermos de onde vem o medo, isso vai ajudar-nos. A repulsa leva-nos a rejeitar as coisas. É quando fazemos uma cara feia, de nojo, por exemplo se nos dão ou vemos um alimento que não gostamos mesmo nada. É esta emoção que também nos afasta de pessoas e situações que, para nós, são más, ajudando-nos a escolher a melhor resposta que nos coloque em segurança. A emoção tristeza está relacionada com a perda de alguma coisa ou alguém de que gostamos muito: a rejeição de um amigo, a falta de saúde, uma nota negativa, etc. É uma emoção que nos faz não gostar daquela situação e que nos leva a fugir dela, mas é uma emoção normal e saudável. Quando a emoção tristeza é ativada o nosso cérebro reage e leva-nos à procura de ajuda para ultrapassarmos a situação que nos causou tristeza. A alegria é a emoção mais positiva, está associada à felicidade, ao bem-estar. É quando estamos contentes. A alegria existe sempre que conseguimos resolver um problema, conseguimos o que queremos, recebemos amor, afetos ou uma surpresa agradável. Esta emoção facilita e torna mais fortes as relações entre as pessoas e ajuda-nos a ultrapassar situações mais difíceis.

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A terminar ainda falámos sobre o bullying. Ficámos a perceber melhor que o bullying é um comportamento violento e humilhante, não só quando nos batem, mas que também pode ser verbal ou pela internet. Se formos vítimas de bullying, devemos ir ter com um adulto de confiança e contar o que se passa. Alunos do 5.º B

Bem sentados Aprendemos sobre a importância de ter uma postura correta para uma vida mais saudável. Começámos com uma apresentação sobre a coluna vertebral e a sua importância no nosso crescimento. A doutora disse-nos que devemos estar bem sentados, com as costas direitas e encostadas à cadeira, as pernas em ângulo reto e pés a tocar no chão. Se os pés não chegarem ao chão, devemos colocar uma caixa em baixo para ficarmos com o corpo equilibrado. Para além de nos sentarmos corretamente, a doutora e a enfermeira disseram-nos que temos de ter cuidado na maneira como transportamos a mochila. Devemos usar a mochila com as duas alças, nos dois ombros. Esta deve estar ajustada ao nosso corpo e o seu peso não deve ultrapassar 10% do nosso peso, por isso só devemos colocar na mochila os materiais que vamos precisar em cada dia. A terminar, fizemos a experiência de ver como estavam arrumadas as mochilas de alguns alunos e o peso que tinham. Gostávamos de ter pesado todas as mochilas, mas mesmo assim ficámos a perceber que às vezes trazemos coisas para a escola que não são precisas! Alunos do 5.º A

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Alimentação inteligente

Este ano, para nos ajudar a perceber melhor a importância de fazer uma alimentação saudável, contámos com a ajuda de profissionais, que nos alertaram para a importância de tomar todos os dias o pequeno-almoço, e de fazer uma alimentação completa, equilibrada e variada, de acordo com os vários grupos da roda dos alimentos, reduzindo o consumo de açúcar, sal e gorduras. Deram-nos alguns conselhos para os lanches, para a organização do nosso prato às refeições e ensinaram-nos a ler os rótulos dos alimentos. A terminar vimos um vídeo sobre a diabetes e percebemos que é uma doença onde os níveis de açúcar no sangue são muito elevados, porque o nosso pâncreas não produz insulina (diabetes tipo 1), o que implica o tratamento com insulina para toda a vida. A diabetes pode ainda aparecer devido aos maus hábitos alimentares e a um estilo de vida sedentário, por isso devemos ter muito cuidado com a nossa alimentação e fazer exercício físico! Alunos do 6.º ano

Devemos tomar sempre o pequeno-almoço, porque se formos para a escola sem o tomar não estamos atentos, nem percebemos a matéria. Aisha Hamama

Ao almoço e ao jantar devemos comer sempre sopa. O segundo prato deve ser dividido em três partes: metade com legumes e depois, uma parte com carne ou peixe e a outra com arroz, massa ou batata, só com um destes hidratos de carbono! Arsen Tymchal

É importante ter uma alimentação saudável e variada. Não comer demasiado, evitar doces, beber muita água, comer muita fruta e verdura e a porção certa de cada alimento, de acordo com a roda dos alimentos. Mariachiara Licciardello

Tu, alinhas? Um local privilegiado para uma intervenção preventiva Ao longo destas semanas tivemos inúmeras sessões do programa Tu, alinhas? com a psicóloga Ana Filipa Borralho, com o objetivo de nos sensibilizar e promover a reflexão e debate em torno do consumo de substâncias psicoativas e de comportamentos aditivos. Nelas aprendemos as várias consequências e riscos do eventual consumo de drogas. Entre os vários tipos de drogas aprendemos a distinguir as drogas legais como o café, o álcool e o tabaco, das ilegais como a cocaína, a cannabis e o ecstasy. O que leva uma pessoa a consumir drogas é, maioritariamente, o stress do dia a dia, problemas familiares, pressão dos pares e necessidade de pertença ao grupo, entre outros. Numa primeira fase, ao consumir uma droga a sensação pode parecer boa, de bem-estar, no entanto, à medida que o comportamento se repete o corpo habitua-se, não causando o mesmo efeito. Portanto o consumidor tende a tomar mais e mais, numa tentativa de recuperar a sensação de prazer que sentia inicialmente. Mas, na maioria das vezes, o consumidor torna-se dependente dessas substâncias.

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Durante as aulas partilhámos as experiências de algumas pessoas que conhecemos e que já passaram pelo consumo de substâncias, como o álcool ou o tabaco, salientando a sua força para superar este vício. Estas sessões foram bastante esclarecedoras, pois aprendemos os efeitos e as consequências do consumo destas substâncias. Aprendemos igualmente que devemos ser persistentes, saber fazer as escolhas acertadas e saber dizer não às substâncias. Alunos do 9.º C

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Conselhos saudáveis para uma vida longa Nunca fumar ou beber por imitação! Nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, as técnicas de saúde da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) da Cova da Iria, vieram ao nosso colégio falar sobre o tabaco e o álcool às turmas do 7.º ano. As enfermeiras começaram a sua intervenção apresentando informações sobre a constituição do tabaco e do álcool, bem como os problemas de saúde que o seu consumo provoca. Os alunos colocaram muitas questões e receberam esclarecimentos que lhes poderão ser muito úteis ao longo da sua vida, tais como: o álcool e o tabaco provocam cancro, nomeadamente da boca, da língua, do fígado, do estômago e dos pulmões; quando ingerimos álcool somos mais afetados no cérebro, coração, fígado, rins e estômago; o álcool tem efeitos muito graves na condução de veículos e pode provocar graves acidentes. Também foi referido que a cafeína nos deixa muito dependentes e só é aconselhável o seu consumo a partir dos 18 ou até 21 anos. Foi igualmente destacada a necessidade de combater o vício do tabaco nos jovens, uma vez que estes começam a fumar cada vez mais cedo.

Gostámos bastante da visita das enfermeiras e deixamos este alerta: nunca fumar ou beber só porque os outros o fazem também. Mariana Feixeira e Mariana Silva, 7.º ano

Dormir? Sim... por uma vida melhor Durante o mês de novembro as turmas do 8.º ano tiveram o prazer de assistir a uma ação de formação sobre o sono, dinamizada pelas médicas da UCC. Aprendemos que o sono é essencial à vida do ser humano, pois é durante o sono que o nosso corpo descansa da agitação normal dos dias e quando forma novas memórias, fundamentais para as nossas aprendizagens. Não dormir pode levar a problemas imediatos, como a sonolência, cansaço, irritabilidade e a possíveis acidentes. Também pode levar a problemas tardios, caso este mau hábito se torne rotina, como por exemplo, obesidade ou diabetes. Em síntese, não sobrevivemos sem dormir. Um conselho importante que nos deixaram foi relativo aos telemóveis e como não devemos dormir com estes aparelhos ligados ao nosso lado. Entre vários problemas que originam, a luz do ecrã que se pode acender, estimula o cérebro a pensar que é de dia alterando o nosso sono, impedindo um estado de sono profundo. Também não é aconselhado o consumo de bebidas energéticas, especialmente ao final do dia, pois, sendo estimulantes, impedem um sono e descanso adequados na hora certa. Estes são só alguns conselhos que gostávamos de partilhar, porque são importantes para todos. Carolina Deus e José Neves, 8.º ano

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Dependências online Será que o meu filho faz uma gestão saudável do seu comportamento online? Atualmente não conseguimos gerir o nosso dia a dia sem recorrer às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Elas constituem uma ferramenta muito importante e útil, que nos facilita as rotinas diárias. A utilização das TIC, por exemplo, na educação pode possibilitar o desenvolvimento de várias competências e aprendizagens nos alunos. Por outro lado, o uso excessivo pode colocar em causa a saúde física (ex: alterações na postura, aumento do peso), a psicológica (ex: alterações no humor, nas rotinas de sono) e a social (ex: dificuldades na socialização, dificuldades no processo de autonomia emocional). O uso excessivo das TIC é uma questão premente para a saúde mental, transversal a todas as idades, mas que se torna muito vincada no caso de crianças e jovens, podendo vir a apresentar uma Dependência Online (DO). Existem diferentes áreas das Dependências Online (ex: jogos, redes sociais, multimédia, compras, pesquisas, entre outras). O uso problemático online ocorre quando o “estar online” é a principal atividade diária, com perturbação clara de alguma das áreas da sua vida (ex: laboral, escolar, académica, familiar). Um utilizador da Internet é considerado dependente do que visualiza, pesquisa, joga ou usa online se reunir os seguintes critérios: Saliência - quando a atividade online se torna predominante na vida do indivíduo (ocupa grande parte do espaço mental) ou põe em causa necessidades básicas (ex: o sono, a alimentação, a higiene) e as rotinas (ex: estudar, trabalhar, lazer); Mudança no humor - a atividade online altera os estados de humor (a utilização da Internet passa a fazer parte das estratégias para lidar com estados emocionais procurando, por exemplo, a Internet para tranquilização ou excitação); Tolerância - a necessidade de passar cada vez mais tempo em atividades na Internet para obter satisfação; Privação ou sintomas de abstinência - corresponde às sensações desagradáveis (físicas e/ou psicológicas) quando o individuo é privado do uso da Internet; Conflito - dificuldades interpessoais com o círculo próximo (ex: amigos ou família) acompanhado muitas vezes de perda do funcionamento académico e/ou ocupacional; Recaída - surgindo após períodos de relativo controlo. Embora as TIC sejam fundamentais para os alunos estudarem e desenvolverem competências ligadas à aprendizagem, as crianças e jovens não utilizam as TIC só para aprender “as coisas da escola”, utilizam-

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-nas para se entreterem, para pesquisar sobre temas do seu interesse e para comunicarem entre si. É importante que os pais aprofundem os seus conhecimentos e competências digitais, para assim conseguirem estar ao lado dos filhos. Saber e experimentar os interesses que as crianças e os jovens têm online é muito saudável e ajuda a construir a coesão e proximidade entre os membros da família. Por essa razão é fundamental que os pais se sintam preparados para acompanhar os filhos nas questões ligadas à utilização das tecnologias. Assim, a partilha em família dos interesses de cada um online permite gerir o acesso aos conteúdos e o tempo online, construindo uma boa literacia digital em família. De forma a prevenir o desenvolvimento de uma DO é importante a negociação do tempo de ecrã e haver um compromisso de não dormir com a tecnologia e de encontrar um local em casa, onde a mesma possa ser deixada durante o período nobre de descanso, que deve ser adequado à idade. As crianças e os jovens devem desenvolver atividades e interesses não tecnológicos, um dos mais importantes é a prática de um desporto. Estar com o grupo de pares é a atividade preferencial dos jovens e, neste sentido, é importante motivá-los, por exemplo, para a participação em atividades desportivas ou associativas. As crianças e os jovens podem e devem contactar e crescer com a tecnologia como uma ferramenta útil que têm à sua disposição. Mas é necessário ajudá-los a desenvolver competências que lhes permitam fazer um uso saudável e realizar a supervisão apropriada ao seu nível etário.

adaptado de Guia: Dependências Online Orientações para a ges-

tão saudável dos comportamentos online, Ivone Patrão (2019), editado pela Fundação Ciência e Tecnologia.

Ana Filipa Borralho e Joana Ferreira, SEAE

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Basta tão pouco para poupar tanto Dia Mundial da Poupança O Dia Mundial da Poupança celebra-se anualmente a 31 de outubro e o objetivo deste dia é consciencializar as pessoas acerca da necessidade de poupar, bem como da sua importância em resposta a dificuldades financeiras. Esta data foi criada com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de sobre-endividamento. A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão. Deste congresso fizeram parte vários bancos estrangeiros e foi deliberada a criação do Instituto Internacional das Caixas Económicas, onde estavam filiados os bancos de poupança de cerca de uma centena de países, incluindo a Caixa Geral de Depósitos. A data foi comemorada pela primeira vez pelo Instituto Mundial de Bancos de Poupança, em 1925, na Itália. Em Portugal, só a partir de 1969, é que se passou a assinalar a data de uma forma assídua. Muitos portugueses alegam que não fazem qualquer tipo de poupança, diária, semanal, mensal ou anual. Contudo, alguns estudos mostram que é em períodos de crise que se registam os maiores índices de poupança. Empresas e famílias portuguesas fazem esforços para reduzir custos e conseguir poupar. Também no nosso Colégio assinalámos este dia lançando o concurso Piggy Bank. Os alunos foram convidados a decorar um mealheiro (piggy bank) e participar neste concurso apelando à criatividade e sensibilizando para a importância da poupança.

Lara Gonçalves, Clube Europa adaptado de https:\\www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-poupanca

Dia do Bolinho e Halloween Horizontais: 1. Depois de terem perdido tudo no terramoto de 1755, os pobres famintos pediram “Pão por...” 5. O dia do bolinho coincidiu com o dia de todos os... 7. No Halloween celebra-se o regresso dos... 8. No dia do bolinho as crianças recebem... Verticais: 2. No Halloween as crianças ... com fatos. 3. Em que mês se celebra o Halloween? 4. No Halloween as crianças vão às portas das casas pedir: “Doçura ou...” 6. Fenómeno natural que aconteceu após o terramoto de 1755 Clube Europa

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Clin d’œil sur… le monde francophone Les virelangues C’est quoi? Un virelangues (aussi appelé tourne-langue ou trompe-oreille), est une expression/locution caractérisée par sa difficulté de prononciation et qui représente un défi ludique d’articulation.

Quelle est l’importance des virelangues? (pour apprendre le français comme langue maternelle ou comme langue étrangère) Les virelangues sont excellents pour faire des exercices de prononciation dans un cours de Français. Ils favorisent le travail d’écoute et d’articulation des mots. Ils sont aussi très utilisés comme exercice de diction par les comédiens. En France, comme au Portugal, les enfants travaillent beaucoup les virelangues quand ils sont à l´école primaire.

Lis le plus rapidement possible ces virelangues trois fois. •

«Douze douches douces.»

«Papier, panier, piano.»

«Une tortue en tutu dit salut à Lulu.»

«Une bien grosse grasse mère avec de bien beaux gros gras bras blancs.»

«Cinq chiens chassent six chats.»

«Les chaussettes de l’archiduchesse sont-elles sèches, archi-sèches?»

«Un chasseur sachant chasser son chat sans son chien de chasse est un bon chasseur.»

«Combien sont ces six saucissons-ci? Ces six saucissons-ci sont six sous.»

Chaînes YouTube vs (re)confinement Es-tu un accro des technologies? Tu adores apprendre les sciences, les maths mais pas seulement grâce aux livres et aux cours à l’école? Et bien, tu peux le faire à partir de YouTube! Comme les règles de confinement nous forcent, de nouveau, à rester à la maison, nous te suggérons trois sites éducatifs pour satisfaire ta curiosité.

Micmaths Cette chaîne éducative transforme les maths en une matière simple et facile à apprendre. Les vidéos sont présentées par le mathématicien Mickaёl Launay qui est également youtuber. Il te propose des jeux de stratégies, des puzzles et des énigmes logiques. Il t’explique le théorème de Pithagore et aussi comment les sports, surtout le foot, sont associés à la mathématique.

L’Esprit Sorcier Si tu adores les sciences, tu auras la chance d’assister à des vidéos sur la chasse aux tornades, tu pourras aller au pays des orangs-outans, tu feras des aventures martiennes, entre autres. Frédéric Courant est le présentateur et l’un des fondateurs. Le secret de cette chaîne sur YouTube ? La vulgarisation de la science ! Tu pourras ainsi comprendre et apprendre la science facilement.

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MediaChimie Mediachimie propose beaucoup de vidéos utiles pour découvrir la chimie qui durent à peine quelques minutes. Sa playlist, intitulée « Petites histoires de la chimie », contient des vidéos passionnantes sur les découvertes de la chimie. A toi d’explorer le site et d’en apprendre plus. Les professeures de Français

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Hugo João Fialho Costa Confraria | 34 anos Profissão: Economista/Investigador na Universidade de Lisboa e Universidade de Sussex Último ano no Colégio: 2001

Quais são os colegas, professores, irmãs e/ou funcionários que mais marcaram as suas memórias? Porquê? A minha turma (B) era toda fantástica e é injusto estar a mencionar alguns nomes e não outros. Tinha excelentes alunos e grande espírito de entreajuda. Em termos de professores, tenho muito boas recordações da professora Graça Esteves (a nossa diretora de turma, sempre muito dinâmica e cheia de iniciativas), Carlos Pisa de Ciências, Zulmira Braga de História, entre outros. Acho que a qualidade de ensino do Colégio se deve muito à competência dos professores/funcionários e a sua dedicação aos alunos. Para além disso, algo que tenho algum orgulho é que passados todos estes anos ainda mantenho amizade com alguns colegas do meu ano como o Rafael Pereira, Daniel Silva, Victor Ferreira, Damien Vieira e o Ramiro Oliveira. Tenho aprendido que isso é algo que se deve nutrir mesmo que cada um siga a sua vida por diferentes locais e trajetos profissionais.

Quais são as recordações mais presentes que tem do Colégio? Muitas memórias me passam pela cabeça ao lembrar-me do Colégio. Lembro-me que em cada ano os intervalos eram preenchidos por atividades desportivas diferentes. Foi desde os berlindes, ao peão, vólei, futebol e muitas mais. Num ano o que estava na moda era o “jogo do poste” em que o objetivo era acertar com uma bola no poste que era defendido pela equipa adversária. Num desses jogos, falhei o alvo, e a bola foi parar ao Hotel, onde partiu as luzes néon. Foi um problema diplomático engraçado entre o hotel, a escola e os meus pais... Mas tudo ficou bem resolvido. Outra memória extracurricular que tenho, era o clube de xadrez, organizado pelo professor Carlos Pisa. Ainda hoje gosto de jogar xadrez por causa disso.

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A escola por onde passamos marca inevitavelmente a pessoa que somos. Qual foi a influência que o Colégio teve no seu percurso profissional e pessoal? Sem dúvida. As nossas experiências na juventude moldam a nossa personalidade. Olhando em retrospetiva, penso que a qualidade de ensino e a liberdade que tínhamos para praticar e estar envolvidos em vários desportos foram muito importantes para mim. A qualidade de ensino é fundamental para construir bases de conhecimento e espírito crítico para o futuro. A componente desportiva também é essencial para manter a mente sã. Penso que neste ano de 2020, a epidemia está a fazer com que muitos jovens não tenham a possibilidade de praticar os desportos que gostam. Isso é algo que poderá ser negativo a longo prazo. Encontra alguma relação entre o tema inspirador das atividades do Colégio e o seu percurso de vida? Sobre a criação de um futuro melhor, penso que as novas gerações (em que ainda me incluo) têm um grande peso nos ombros. O planeta está a passar por uma fase de alterações climáticas, de perda de biodiversidade e destruição de habitats terrestres e marítimos, que terá consequências graves no futuro. Na dimensão social sabemos que, apesar de todos os avanços tecno

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Em linha Novas Descobertas

A última descoberta em Pompeia

lógicos das últimas décadas, as desigualdades dentro e entre países continuam elevadas, e que largas faixas da população global ainda vivem em níveis inaceitáveis de pobreza, muitos sem acesso a água potável, energia e serviços básicos de saúde. Combater estes problemas globais é um desafio enorme. Mas como se viu pelos exemplos recentes da Gretha Thunberg e Malala Yousafzai, pequenas ações podem ter um impacto enorme na sociedade. Devemos sempre acreditar que conseguimos gerar um futuro melhor para todos. Se lhe pedíssemos para deixar uma mensagem aos nossos atuais alunos, o que lhes diria? A mensagem que posso deixar é baseada no meu percurso académico e conhecimento daquilo que alguns investigadores argumentam ser capacidades fundamentais para o mercado de trabalho do futuro. Aprendam a programar desde cedo e não deixem a matemática para trás. Cada vez mais existirão trabalhos em todo o mundo que irão ser substituídos pela automação (máquinas) e por programas de computador (“machine learning”, etc.). Alguém tem de programar essas máquinas e de desenvolver esses programas. Acho que, como qualquer outra linguagem, quanto mais cedo se começar a aprender a programar numa linguagem, melhor. Isto é principalmente importante para as mulheres, já que a presença delas nas escolas de engenheira do país, e nas empresas tecnológicas, ainda tem muito por onde progredir. Mas claro que se temos uma paixão ou vocação por outras áreas, devemos seguir esse instinto e tentar fazer aquilo que gostamos e que nos preenche.

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Pompeia foi engolida por uma erupção vulcânica do Monte Vesúvio em 79 d. C. A erupção que enterrou Pompeia em cinzas e soterrou a cidade e os seus residentes no tempo, tornou-se numa rica fonte de investigação e conhecimento para os arqueólogos. A última descoberta aconteceu durante uma escavação numa grande residência senhorial (“villa”) nos arredores da cidade antiga. Os restos mortais de dois homens que morreram na erupção vulcânica foram descobertos pelos arqueólogos. Um dos corpos pertenceria a um homem de alto status social e o outro a um dos seus escravos. A descoberta é considerada como “um testemunho incrível e extraordinário” da manhã em que ocorreu a erupção.

Descoberta de sarcófagos com de 2,5 mil anos

O Egito apresentou a primeira grande descoberta arqueológica dos últimos meses: 59 sarcófagos de madeira em perfeitas condições com múmias que datam de 2,5 mil anos. De acordo com os pesquisadores, os caixões, encontrados na necrópole de Saqqara, pertencem a sacerdotes e oficiais. Os sarcófagos estavam enterrados em três tumbas juntamente com 28 estátuas do antigo deus egípcio Ptah Sokar, uma das divindades funerárias mais importantes. As peças preservam ainda a cor original e teriam sido protegidas de reações químicas devido a um selo protetor. As múmias estavam cobertas de tecidos e ornamentos de ouro em perfeito estado. As múmias serão expostas no Grande Museu Egípcio, que será inaugurado em 2021, próximo das pirâmides de Gizé.

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13 anos de Programa Eco-Escolas Com entusiasmo e empenho, ano após ano, o Programa Eco-Escolas tem vindo a contribuir para uma maior consciencialização da comunidade escolar/educativa para as grandes questões ambientais. A aventura começou no ano letivo de 2007/2008. Desde essa altura, temos vindo a incentivar mudanças de atitudes e comportamentos e, através das ações desenvolvidas, temos visto o nosso trabalho reconhecido com a atribuição da Bandeira Verde. Este ano recebemos a 13.ª, um galardão atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, uma Organização Não Governamental de Ambiente. Ações como promover a separação seletiva de resíduos, sensibilizar para a problemática dos plásticos no ambiente, incentivar a adoção de lanches mais saudáveis, promover a reutilização de materiais, consciencializar para a importância da preservação de água e de energia, incentivar o uso de garrafas de água reutilizáveis, são alguns exemplos de ações que, ao longo deste tempo, têm sido desenvolvidas. A educação ambiental é a chave para um futuro mais sustentável. É preciso aprender a racionalizar recursos, e bastam pequenos gestos para que possamos dar o nosso contributo. Todos podemos, e devemos, colaborar para esta causa comum.

O Programa Eco-Escolas é importante para o nosso Colégio para que este seja reconhecido como uma escola sustentável. Para os alunos, é fundamental que estes aprendam a ter hábitos mais responsáveis para com a escola, mas também para com o planeta. O Programa Eco-Escolas ajuda-nos a refletir sobre os nossos atos do dia a dia. A separação de resíduos é uma das ações praticadas na nossa escola, que ajuda na proteção do ambiente, de modo a diminuir a poluição. Para este Natal, fica o conselho de utilizar máscaras reutilizáveis. Delegadas ECO de 9.° ano

Natal sustentável é possível É uma época mágica! As luzes, as músicas e todo o ambiente que se cria à volta do Natal fazem renascer em nós um espírito solidário que poderíamos manter todo o ano. Mas é também uma época de consumo! A nossa proposta para este NATAL é dar força aos seguintes Rs: Repensar antes de comprar; Reinventar tradições; Reutilizar o que for possível! Com alguma criatividade, podemos criar pequenas lembranças, únicas e personalizadas, que, com toda a certeza, terão muito mais valor para quem as recebe. Acima de tudo, que seja uma época marcada por momentos felizes! Um Santo e ecológico Natal!

Iolanda Faria, Coordenadora do Programa Eco-Escola

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Granada caseira Como fazer?

1. Insere vinagre até metade do tubo; 2. Coloca uma colher de bicarbonato de sódio na tampa e com muito cuidado pousa-a sobre o vinagre que se encontra dentro do tubo; 3. Devagarinho, fecha o tubo com a respetiva tampa; 4. Para ativares a tua granada basta virar o tubo ao contrário e pousar numa superfície lisa.

De que precisas?

Recomenda-se o uso desta granada no exterior.

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Vinagre Bicarbonato de sódio Tubo de filme de máquina fotográfica Tampa que caiba dentro do tubo Colher de café

O que acontece? Quando se junta bicarbonato de sódio com vinagre, ocorre uma reação química que origina dióxido de carbono. A quantidade deste gás vai aumentando e, quando não houver mais espaço no tubo, este abre-se devido ao aumento de pressão e a granada “explode”. Ou seja, o tubo afasta-se da tampa, saindo projetado na vertical. Podes aceder ao vídeo da experiência em https://youtu.be/pVf4br0NxaI

Porque espirramos? A ciência explica! Tentar não espirrar é muito difícil e uma prática pouco saudável. Sabias que um espirro pode atingir a velocidade de 160 km/h? Contê-lo pode causar graves problemas, devido ao aumento da pressão. Mas afinal o que é o espirro? Trata-se de uma forma de as vias respiratórias expulsarem de modo involuntário qualquer substância estranha ao nosso nariz, como pólen, ácaros ou vírus. À semelhança de qualquer ato involuntário, não é possível espirrar de propósito. O nariz é assim o responsável pela limpeza do ar inalado, fazendo com que a maioria das impurezas fiquem no muco, neutralizando grande parte das potenciais causas de doença. É quando essas partículas irritam o nariz ou a garganta que ocorre o espirro. A irritação é detetada pelo músculo trigémeo, que envia um sinal ao cérebro, fazendo com que os músculos das costas e abdómen se contraiam e provoquem uma enorme saída de ar. Alergias ao pó ou ao pólen são das causas mais habituais dos espirros, no entanto, uma corrente de ar ou olhar diretamente para o Sol também pode provocar espirros. Na verdade, todos espirramos de maneira diferente, podendo relacionar-se com o tamanho e forma do pescoço e da cabeça, assim como com a quantidade de ar inalado. Em suma, o espirro tem uma ação benéfica, tendo em conta que constitui um mecanismo de defesa, des-

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tinado principalmente a limpar o nariz. E não te esqueças, sempre que espirrares cumpre a regra da etiqueta respiratória! Inês Mendes, Professora de Físico-Química adaptado de Viver mais e melhor, Alexandra Gil

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Aceleração cósmica Matemáticos propuseram uma explicação diferente para a expansão acelerada do universo, que não necessita de energia escura. De acordo com o estudo, publicado na Proceedings of the Royal Society A, as equações originais de Einstein para a relatividade geral já predizem a aceleração cósmica devido a uma “instabilidade”, e não precisam desse elemento explicativo. Pouco depois de Albert Einstein ter escrito as equações para a relatividade geral, descrevendo a gravidade, o físico incluiu um fator “antigravidade” chamado de “constante cosmológica” para equilibrar a atração gravitacional e produzir um universo estático. Mais tarde, Einstein classificou a constante cosmológica como o seu maior erro. Sabemos há algum tempo que o universo não é estático: não só está em expansão, como essa expansão está a acelerar. Para explicar isso, os cosmólogos invocaram uma força misteriosa chamada “energia escura”. Quando os cosmólogos modernos começaram a estudar a aceleração cósmica, trataram a constante cosmológica de Einstein como permutável com a energia escura, dado o novo conhecimento. Essa explicação, no entanto, não satisfazia os matemáticos Blake Temple e Zeke Vogler, da Universidade da Califórnia, e Joel Smoller, da Universidade de Michigan. “Propusemo-nos a encontrar a melhor explicação possível para a aceleração anómala das galáxias dentro da teoria original de Einstein, sem a energia escura”, disse Temple. De acordo com os autores, a teoria original deu previsões corretas em todos os outros contextos, e não há prova direta da energia escura. Então, por que adicionar um fator incerto, como a energia escura ou a constante cosmológica, a equações que já parecem corretas? No artigo, os matemáticos argumentam que as equações estão de facto corretas, e é a hipótese de um universo com galáxias em expansão uniforme que está errada, com ou sem energia escura, porque essa configuração é instável.

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Os modelos cosmológicos começam a assumir que toda a matéria está em expansão, mas distribuída uniformemente no espaço a todo momento. Isso é chamado de Universo de Friedmann, a partir de um conjunto de equações que governam a expansão métrica do espaço em modelos homogéneos e isotrópicos, dentro do contexto da teoria da relatividade geral. Temple, Smoller e Vogler resolveram as equações da relatividade geral sem invocar a energia escura. As soluções mostram que o espaço-tempo de Friedmann é na verdade instável: qualquer perturbação – por exemplo, se a densidade da matéria é um pouco menor do que a média – empurra o espaço-tempo para um universo acelerado. “A matemática não é controversa, a instabilidade não é controversa. O que não sabemos é se a nossa galáxia está próxima do centro de uma grande região de sub-densidade da matéria no universo”, disse Temple. Segundo os autores, a hipótese inclui previsões testáveis que distinguem o modelo dos de energia escura. adaptado de ZAP HypeScience / Phys.org /(dv) UC Davis

Universos paralelos Matemáticos querem provar esta teoria A existência de universos paralelos pode parecer algo inventado por escritores de ficção científica, com pouca relevância para a física teórica moderna. Mas matemáticos e físicos estão agora na corrida para provar a sua existência. A ideia de que vivemos num multiverso, composto por um número infinito de universos paralelos, tem sido considerada uma possibilidade científica – embora seja uma questão de debate vigoroso entre os físicos e matemáticos. Mas os cientistas de ambas as áreas estão na corrida para encontrar uma forma de testar essa hipótese – incluindo procurar nos céus sinais de colisões com outros universos. A visão de um multiverso não é exactamente uma teoria – é na realidade uma consequência da nossa compreensão atual da física teórica. E essa distinção é crucial. Os cientistas não acordaram simplesmente numa manhã mais criativa e resolveram gritar “Que se faça um multiverso”.

A Voz da Escola •


Pelo contrário, a ideia de que o universo em que vivemos talvez seja apenas um dos infinitos outros existentes é derivada de outras teorias atuais – como a mecânica quântica e a teoria das cordas.

O ponto de vista da Teoria das Cordas A Teoria das Cordas é um dos mais promissores caminhos para unificar a mecânica quântica e a gravidade – razão pela qual há tantos físicos teóricos entusiasmados com ela. Esta unificação, contudo, é notoriamente difícil, porque a força gravitacional é complicada de ser descrita nas escalas pequenas (átomos e partículas subatómicas) – justamente a área da mecânica quântica. Mas a Teoria das Cordas, que afirma que todas as partículas fundamentais são feitas de cordas unidimensionais, pretende descrever todas as forças conhecidas da natureza de uma só vez: gravidade, eletro-magnetismo e forças nucleares. Mas para a teoria funcionar matematicamente, são necessárias pelo menos dez dimensões físicas. Esse é definitivamente um problema, uma vez que só podemos observar quatro dimensões: três espaciais – altura, largura, profundidade – e uma temporal, o tempo. As dimensões adicionais da Teoria das Cordas, se a teoria estiver correta, devem portanto estar de alguma forma ocultas. Para ser capaz de usar a teoria para explicar os fenómenos físicos que vemos com nossos próprios olhos, estas dimensões adicionais teriam que ser “compactadas” de tal forma que seriam absurdamente pequenas para serem vistas. Segundo a Teoria das Cordas, há muitas formas de fazer essa compactação de dimensões – mais precisamente 10500 formas (1 seguido de 500 zeros!). Cada uma destas compactações resultaria num universo com leis físicas diferentes – como diferentes massas dos átomos, e diferentes constantes de gravidade. No entanto, alguns cientistas levantaram objeções fortes à metodologia proposta para estas compactações, pelo que o problema não foi dado como resolvido.

Testando a teoria do multiverso Antes do Big Bang, o universo passou por um período de “expansão acelerada”. Esta expansão foi invocada originalmente para explicar porque o universo que observamos atualmente é quase uniforme em termos de temperatura. No entanto, a teoria também previu um espectro de variações de temperatura próximo desse equilíbrio, que foi posteriormente confirmado por sondas espaciais. Embora os detalhes exactos da teoria ainda estejam a ser debatidos, a ideia de expansão acelerada é amplamente aceite pelos físicos. No entanto, uma consequência dessa teoria é que deve haver outras partes do universo que ainda estão a crescer aceleradamente. Só que devido às flutuações quânticas do espaço-tempo, algumas partes do universo nunca atingiram realmente o fim da expansão. Isto significa que o universo é, de acordo com a nossa compreensão atual, eternamente expansível. Algumas partes podem, portanto, acabar por se tornar outros universos, que poderiam tornar-se outros universos, e outros, e outros e assim por diante. Este mecanismo gera um número infinito de universos. Se combinarmos este cenário com a teoria das cordas, há a possibilidade de que cada um desses universos possua uma compactação diferente das outras seis dimensões e, consequentemente, leis físicas diferentes. Os universos previstos pela teoria das cordas e a expansão no mesmo espaço físico, ao contrário dos muitos universos da mecânica quântica que vivem num espaço matemático, poderiam sobrepor-se ou colidirem. Na verdade, eles vão inevitavelmente colidir, e deixar possíveis pistas dessas colisões no céu cósmico, que podemos tentar procurar. Estas pistas vão desde a procura de pontos quentes ou frios na radiação cósmica de fundo, ou anomalias na distribuição de galáxias, até pistas indiretas, como a existência de ondas gravitacionais – oscilações no espaço-tempo provocadas pela passagem de objetos maciços. Identificar a ocorrência destas ondas, por exemplo, permitiria provar diretamente a existência da expansão acelerada e seria indiretamente um apoio à teoria do multiverso. E são essas inúmeras pistas que estão agora a ser vorazmente perseguidas pelos cientistas. Se algum dia vamos conseguir provar a existência de um multiverso, é difícil de prever. Mas talvez, num outro universo, a teoria até já tenha sido provada. adaptado de ZAP https://hypescience.com/teoria-do-multiverso/

Carlos Pisa, Coordenador do Departamento de Ciências Exatas

• A Voz da Escola

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Este novo ano letivo as professoras Agostinha Primitivo e Lucília Neves, responsáveis pelo CSCM Museu, foram à descoberta de “novos” artistas entre a comunidade docente…e descobrimos Grandes Artistas! Observa e contempla….

Aguinaldo Faria

Graça Esteves

Helena Inês

Agostinha Primitivo

Serafim Costa

A riqueza da Arte está em não ter receio de Criar e Agir, é viver, é sentir, é aquilo que nós quisermos… mas

“Um quadro só vive para quem o olha.” Pablo Picasso

Carlos Pisa

Queremos agradecer aos artistas, a amabilidade e coragem de exporem as suas obras e darem a conhecer os seus trabalhos! Continuem, pois o nosso Museu, vai estar atento. Lucília Neves, Professora de Educação Visual

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A Voz da Escola •


Sombras artísticas Alunos de 7.º ano jogam com a luz

Diana Oliveira

• A Voz da Escola

Mariana Silva

Margarida Ferreira

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Do figurativo ao abstrato No passado ano letivo, na disciplina de Educação Visual, a professora propôs-nos um trabalho de “Recriar uma Obra”, no qual tínhamos de pesquisar um pintor português que gostássemos. Escolhi o artista Jacinto Luís e decidi recriar a sua obra Estantes da nossa cultura passando-a toda para cartolinas. Já este ano letivo, no 9.º ano, a professora desafiou-nos a passar o nosso trabalho do figurativo, onde vemos uma imagem que conseguimos associar a algum objeto, ao abstrato, onde o que vemos não parece relacionar-se com a realidade. Comecei por fazer um primeiro esboço onde simplesmente copiei o trabalho que tinha feito no ano anterior. Nos esboços seguintes fui simplificando progressivamente, até perder o sentido da imagem inicial. Nos últimos esboços fiz propostas de cor que depois apliquei no trabalho final. Nesta fase, o trabalho original estava quase irreconhecível. Passei para papel cavalinho e fui aumentando as formas geométricas enquanto jogava com as suas posições. O suporte final foi o verso de uma tela onde cosi o projeto final, com linhas das cores escolhidas. Foi um processo demorado, mas no final senti orgulho e prazer com o resultado do meu esforço.

Recriação da obra

Original de Jacinto Luís Estantes da nossa cultura

Obra Abstrata Diana Khalyknazarova, 9.º ano

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A Voz da Escola •


Original de Almada Negreiros Desenho 1922

Recriação da obra

Carlota Silva, 9.º ano

• A Voz da Escola

Obra Abstrata

Original de Paula Rego The Cadet and his Sister

Recriação da obra

Matilde João Vieira, 9.º ano

Obra Abstrata 29


Resistir CoMtigo No dia 27 de novembro, foi dinamizado um momento de oração entre as várias obras do IRSCM em Portugal. Neste encontro, os alunos do CoMTigo do 9.º ano tiveram a oportunidade de estar presencialmente na oração e os do 8.º ano estiveram ligados virtualmente a partir de casa. No início deste encontro, foi-nos proposto escrever o que nos dá forças no desânimo, para juntarmos as palavras de todos e, no fim, as partilharmos com os outros participantes. De seguida, reunimo-nos com os membros do movimento CoMTigo, e embora separados, cantámos e rezámos todos juntos. Gostámos bastante deste encontro, e esperamos que se possa realizar o X Encontro Nacional do Movimento CoMTigo. Alunos do CoMtigo, 9.º B

Porque estar CoMTigo ajuda-nos a Resistir, a encontrar a âncora que nos norteia. Ajuda-nos a ser melhores pessoas e acima de tudo torna-nos conscientes de que somos parte de algo maior - uma família que se estende a todo o país. Este foi um dia de agradecer! Estivemos juntos, rezámos juntos! E fomos tão felizes! Eliana Oliveira, Equipa da Pastoral

Presépio por Beatriz Silva, 6.º ano

Educamos para a Excelência

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A Voz da Escola - Edição 103  

Jornal do Colégio do Sagrado Coração de Maria - Fátima

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