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www.cruzvermelhavr.org.br | cruzvermelhavr@cruzvermelhavr.org.br | cruzvermelhavr@revistaporaqui.com.br Informativo da Cruz Vermelha Brasileira de Volta Redonda-RJ

Distribuição dirigida: Volta Redonda, Resende, Piraí, Pinheiral e Mendes - Março 2012 - Ano I - Nº 11

Espaço Henri Dunant e Socioludoteca

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Filial de Volta Redonda lança projetos socioculturais

A Cruz Vermelha de Volta Redonda inaugura no dia 28 de março dois projetos culturais, que estão inseridos na sua ação social, de acordo com a tipificação da atual política de assistência social do Brasil. São eles: o Espaço Henri Dunant, que será aberto ao público para pesquisa, estudo e a realização de atividades culturais; e o projeto Socioludoteca, que tem como proposta a arte e educação como uma visão ludoterápica: “a arte do brincar, ensinar e aprender”. Este apresen-

Foto: Divulgação

artísticas como música, teatro, pintura, literatura, entre outras, as atividades realizadas terão como foco os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (confira abaixo).

Andréia Ditz e Darlene Santos, psicólogas responsáveis pelo projeto Socioludoteca

ta como principal objetivo atender crianças e adolescentes, com idades entre 6 a 17 anos, que precisam do estímulo para a prática de leitu-

Funcionários da sede da Filial no Espaço Henri Dunant degustando os produtos do Café Faraó

ra, iniciação e incentivo à educação, cultura e história. Visa também potencializar o ser humano (em diferentes fases do desenvolvimento) e prepará-lo para o exercício de sua cidadania. As crianças e adolescentes atendidos no projeto, que apresentarem alguma dificuldade de aprendizagem, terão a possibilidade de serem encaminhados para profissionais especializados, como psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Por meio das diversas formas de expressões

Para mais informações sobre as atividades destes projetos, entrar em contato com a Cruz Vermelha de Volta Redonda (Tel: (24) 30762500, ramal 218).

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram definidos durante a Cúpula do Milênio, no ano 2000, por meio de oito iniciativas visando tornar o mundo mais justo e solidário até 2015. São elas: Erradicar a extrema pobreza Ensino básico de qualidade para todos Autonomia da mulher e igualdade entre sexos Redução da mortalidade infantil Saúde materna Combate a doenças como AIDS, malária Sustentabilidade ambiental Todos trabalhando pelo desenvolvimento.

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Palavra do Presidente

UBSF Verde Vale faz campanha de prevenção contra a Dengue

Luís Henrique Veloso Malta Presidente da Cruz Vermelha de Volta Redonda

Mais conhecimento, mais solidariedade Instituições que trabalham com ações de assistência social estão sempre a enfrentar desafios. Dificuldades que vão desde a escassez de recursos até o cumprimento de todas as exigências legais para continuar em funcionamento. Nossa Filial está se preparando para garantir a sua sustentabilidade, de modo que possa desenvolver seu trabalho social com autonomia e agilidade. A Cruz Vermelha é uma entidade que tem uma ampla possibilidade de realizar ações em diversas áreas, desde que cumpra o que

está previsto em seu estatuto. Seu maior objetivo é atenuar e prevenir o sofrimento humano. A partir daí, podemos atuar em vários campos. Neste mês de março vamos inaugurar dois espaços que, embora estejam voltados para a cultura, têm um importante alcance social e estão inseridos na tipificação da atual política de assistência social brasileira; o Projeto Socioludoteca e o Café Henri Dunant. O primeiro voltado para crianças e o segundo para o acesso do público a um espaço para leitura, estudo e arte.

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Queremos com isso incentivar a educação, através da cultura e desta forma promover a integração de todos em torno das causas humanitárias. O conhecimento torna as pessoas mais conscientes de seu papel na sociedade e portanto, mais solidárias. Boa leitura!

A Unidade Básica Saúde da Família do bairro Verde Vale vem realizando nos últimos meses um trabalho de orientação junto aos Agentes comunitários de saúde da UBSF Verde Vale percorrem moradores sobre as ruas do bairro para divulgar campanha de combate a dengue os cuidados neSegundo a equipe de agencessários para evitar os possíveis focos do mosquito transmissor tes, esta mobilização tem sensida dengue. Além das visitas bilizado a comunidade para este às casas, a equipe de agentes problema que afeta a todos, pois comunitários faz a coleta do lixo o mosquito não escolhe classe que serve de reservatório de social ou etnia, portanto, precisaágua para proliferação de focos mos e devemos estar envolvidos e distribui panfletos educativos. nesse movimento.

EXPEDIENTE Presidente: Luís Henrique Veloso Malta Vice-Presidente: Angela Maria Moura Brasil Tolomelli Diretor Tesoureiro: Paulo Pereira Tiburcio Diretor Tesoureiro Adjunto: Francisco Severino Contato para sugestão de matérias: Jornalista Responsável: Carla Beatriz de Souza Tiburcio MTB/DRT 17923/88 Assessoria de Comunicação Social Tel: 3076-2500 – ramal: 206 - E-mail: imprensa@cruzvermelhavr.org.br End.: Rua 40, nº 13 - Vila Santa Cecília - Volta Redonda - RJ O Jornal Folha Humanitária não se responsabiliza por conceitos e opiniões expressos nos artigos assinados

Agência Por Aqui - agencia@revistaporaqui.com.br Diretor Geral: Diego Campos Raffide Diretor de Arte: Eduardo Avila Contato Comercial: Alice Alves Web Developer: Migliore Publicidade Anuncie no jornal Folha Humanitária cruzvermelhavr@revistaporaqui.com.br Impressão: Gráfica Diário do Vale Tiragem: 4 mil exemplares Colaboradores: Flávio Tolomelli, Diego Batista, Rita Procópio, Esther Gonçalves Melo.


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Conflitos na Síria deixa mais de sete mil mortos CICV tem dificuldades de realizar sua ação humanitária em meio aos bombardeios © SARC / I. Malla

Comboio do Crescente Vermelho Árabe Sírio levando rações alimentares, kits de higiene e cobertores para centenas de famílias nas cidades de Bludan e Madaya, na Síria

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pós derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos e sangrentos.

Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e também a renúncia do presidente Bashar al-Assad. Aos poucos os protestos

Diego Batista

Responsável pelo Setor de Voluntariado da Filial de Volta Redonda

dsilva@cruzvermelhavr.org.br

começaram a ser desafiados tanto o governo de Damasco por uma repressão cres- como a própria situação da cente que coloca em xeque oposição da Síria. do CICV disse ainda que uma equipe conjunta CICV/ Crescente Vermelho atende população Crescente Vermelho Sírio disatingida pela violência na Síria tribuíram na quarta-feira, dia O porta-voz do CICV cidade, onde se concentram 7 de março, ajuda alimentar confirma que a equipe do os opositores ao regime de e humanitária às famílias que Crescente Vermelho Sírio, Bashar al-Assad, e puderam fugiram de Baba Amr. Elas que entrou em Baba Amr, prestar a primeira parte da receberam alimentos, cobertores e medicamentos. Nos constatou que grande parte ajuda humanitária. dos habitantes da região fugiu As autoridades sírias últimos dois dias, esta equipe para áreas onde o CICV pode afirmaram que as agências conjunta distribuiu ajuda para distribuir ajuda. O CICV e o de ajuda estavam proibidas 350 famílias, compostas por Crescente Vermelho Sírio es- de entrar para sua própria cerca de seis pessoas cada. O peraram por vários dias para segurança, já que existiam comboio humanitário de sete entrar em Baba Amr, que foi minas e bombas no caminho. caminhões carregados com sitiada e bombardeada por Mas ativistas sírios afirmaram suprimentos emergenciais vários dias pelo regime sírio. que as autoridades estavam para os habitantes de Baba Voluntários do Crescente bloqueando os grupos para Amr precisou esperar cinco Vermelho Sírio ficaram cerca ganhar tempo e esconder dias até obter autorização de 45 minutos neste setor da seus crimes. Uma porta-voz para entrar no bairro.

Conhecendo a Cruz Vermelha A Filial de Volta Redonda tem apresentado para a comunidade, por meio de reuniões e encontros que acontecem nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), palestras sobre as atividades realizadas pela Cruz Vermelha e as in-

formações sobre os serviços oferecidos à população. A iniciativa aproxima as comunidades da nossa instituição, que existe no Brasil há mais de cem anos e em Volta Redonda está há 28 anos promovendo ações humanitárias.

Você pode colaborar Estamos recebendo: Alimentos não perecíveis, Alimentos de fácil consumo (macarrão instantâneo, biscoitos), Material de higiene pessoal, Material de limpeza, roupas de banho e de cama, colchões, colchonetes. O material pode ser entregue na sede da Filial: Rua 40, nº 13, Vila Santa Cecília - Tel: (24) 3076-2500

A Cruz Vermelha de VR realizou palestra no Centro de Referência de Assistência Social do bairro São Luiz, em Volta Redonda


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Dia Internacional da Mulher

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Comitê apoia mulheres na busca de parentes desaparecidos

or ocasião do Dia Internacional da Mulher, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apela para que mais seja feito para ajudar as mulheres que têm parentes desaparecidos, de modo que suas necessidades específicas sejam supridas e assim, possam recuperar sua dignidade e a esperança. O Comitê enfatiza sobre a responsabilidade das partes envolvidas em um conflito para buscar seus parentes desaparecidos e levar informações a essas famílias. “As mulheres no mundo todo demonstram uma capacidade extraordinária de superar as dificuldades e tomar os destinos em suas próprias mãos”, disse a conselheira do CICV para questões relacionadas com as mulheres e a guerra, Maria-Teresa Garrido Otoya. “Se tiverem pelo menos metade de uma oportunidade, elas encontram formas inovadoras e eficazes para sustentar a si mesmas e às suas famílias”. Além da angústia de não saber o que aconteceu com seus maridos, filhos ou parentes, as mulheres e as meninas em situações como essa em geral enfrentam dificuldades práticas. Dado que em muitos casos elas perdem o responsável pelo sustento da casa, elas lutam para suprir tais necessidades básicas, como alimentação para suas famílias e educa-

© CICV / B. Farnoudi

“As Mulheres no mundo todo demonstram uma capacidade extraordinária de superar as dificuldades e tomar os destinos em suas próprias mãos” Maria-Teresa Garrido Otoya, conselheira do CICV ção para seus filhos. “Também têm de enfrentam desafios legais e administrativos quando se trata de reclamar as propriedades de seus maridos ou sua elegibilidade para receber assistência pública para aliviar as dificuldades econômicas de suas famílias”, disse Garrido Otoya. “Além disso, elas muitas vezes são estigmatizadas em suas comunidades. Por exemplo, sem saber se seus cônjuges estão vivos ou mortos, muitas não se vestem ou se comportam como viúvas. Suas comunidades não conseguem entender seu comportamento e as deixam sem ter a quem recorrer em busca de apoio”. O CICV se esforça para prestar diversos tipos de apoio para atender as necessidades específicas das mulheres de pessoas desaparecidas. Na Líbia, as famílias ainda estão abordando a

organização diariamente na esperança de que isso possa ajudar a desvendar o que aconteceu com seus entes queridos. No Iraque, o CICV apoia as mulheres cujos maridos estão desaparecidos ao ajudá-las a estabelecer atividades que geram alguma renda, como administrar um negócio ou trabalhar em um salão de beleza. No Nepal, o Comitê presta assessoria e ajuda a estabelecer grupos de apoio para aliviar o sofrimento e as dificuldades que esposas e mães de pessoas desaparecidas enfrentam. Nos grupos de apoio, as mulheres se reúnem e podem compartilhar seu sofrimento, algumas vezes até mesmo quando elas e seus familiares estavam antes em lados opostos no conflito. Devisara e Laxmi são duas nepalesas que antes estavam em lados opostos e agora são aliadas – estão

No Nepal, esposa de pessoa desaparecida em frente à filial da Cruz Vermelha Nepalesa. O CICV presta assessoria às mulheres que têm parentes desaparecidos

unidas pela dor. “Durante dias, caminhamos sozinhas”, disse Devisara. “Agora, caminhamos em busca de justiça para as vítimas de ambos os lados do conflito. Isso é igualmente lindo. Compartilhamos nossa dor uma com a outra”. Laxmi concorda que elas não devem perder as esperanças e que devem seguir em frente. Segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH), todos têm direito a saber o que aconteceu com seus parentes desaparecidos. É

responsabilidade das partes em conflito buscar os desaparecidos e levar informações às famílias. As partes também têm a obrigação de verificar se as necessidades da família de pessoas desaparecidas estão sendo atendidas. A maneira mais eficaz e adequada para fazê-lo é dar às mulheres chefes de família as ferramentas para se defenderem sem dependerem de ajuda externa. Fonte: www.cicr.org, texto Dorothea Krimitsas, CICV Genebra.


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Projeto Mapeamento da Extrema Pobreza Equipe inicia pesquisa de campo

Estão incluídos nos valores: inscrição, apostila e certificado aos aprovados.

Filial encaminha doações para instituições sociais

Uma das equipes do projeto definindo a metodologia da pesquisa

A equipe do Projeto de Mapeamento da Extrema Pobreza de Volta Redonda, que está sendo desenvolvido pela Cruz Vermelha de Volta Redonda desde o ano passado, iniciou no mês de fevereiro a pesquisa de

campo. Além do levantamento de dados sobre as famílias, a equipe observa as demandas de melhorias para os bairros, como o transporte público e problemas sociais enfrentados como gravidez

na adolescência e o uso de drogas. Ao final da pesquisa, um diagnóstico será elaborado a partir destes dados, que poderá ser utilizado como ponto de partida para definição de políticas sociais.

Spani Atacadista doa livros para Cruz Vermelha O Grupo da Vida está entre as instituições beneficiadas

A Cruz Vermelha de Volta Redonda encaminhou doações para instituições sociais de Volta Redonda e região. A iniciativa faz parte das atividades do Pólo de Apoio às Entidades Sociais, projeto voltado para ações emergenciais. Foram doados cobertores, colchões, roupas e fraldas geriátricas.

Instituições atendidas: Unidade Básica Saúde da Família do Bairro Três Poços (VR), Asilo da Mendicidade (BM), Associação Voluntários Grupo da Vida, Grupo VIH-VER, Albergue Municipal Seu Nadim, Igreja Presbiteriana Viva (Pinheiral) e Comunidade Emaús Esperança e Vida (Resende).

A Cruz Vermelha de Volta Redonda recebeu do mercado Spani Atacadista a doação de livros que serão usados no projeto Socioludoteca. O mercado Spani Atacadista realizou a campanha “Doe Educação” de arrecadação de livros e material escolar em janeiro e fevereiro, para serem encaminhados para creches, escolas e instituições sociais.


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BRAZIL COM Z

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á foi dito que educação é liberdade, mas parece que nem todos puderam ouvir. Talvez tenha sido por causa do barulho da tevê, que naquele momento devia estar anunciando mais um novo escândalo político ou mais uma nova propaganda capitalista; ou talvez seja por causa dos gritos da fome, das buzinas noturnas que seduzem as nossas meninas , dos ruídos dos facões ao cortarem sisal, das pisadas ao

adentrarem os canaviais; ou ainda, quem sabe, tenha sido por causa do coral das britadeiras, que passam o dia entoando, com suas vozes agudas e sem jamais desafinar, a Canção da Construção – não aquela do Chico Buarque, mas a dos novos estádios para copa de 2014. Sinceramente, não sei. Mas se é mesmo verdade que a educação é liberdade, por que ainda é comum vermos nossa gente presa à miséria? A resposta parece

também estar presa em algum lugar desconhecido pela nossa limitada racionalidade – mas para que tentar entender aquilo que batizaram de “inexplicável”? Há coisas na vida que nem Freud explica, outras, porém, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê e acontece: BRASIL, SEXTA MAIOR POTÊNCIA ECONÔMICA MUNDIAL. Fora isso, nenhuma outra novidade: a Saúde, a Segurança e a Educação permanecem

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Edvaldo dos Reis Oliveira Filho Estudante de Pedagogia Edvaldofilho_oliveira@hotmail.com

hospitalizadas, dentro de uma UTI, logo após terem sido baleadas na saída da escola; a Fome ainda não estagnara seu crescimento, principalmente lá para as bandas do nordeste brasileiro e das grandes metrópoles; a Justiça, de venda nos olhos, finge não ver nada do que está acontecendo, e com sua balança desajustada nas mãos, vive dizendo que programas de caráter filantrópico têm o mesmo peso que políticas públicas.

Sei não..., mas se o país do futebol continuar chutando os livros e jogar as cartilhas do bê-á-bá para es canteio, pode crer: não abandonaremos por tão cedo os assentos dos últimos lugares no PISA. Contudo, vale salientar que alimento para cabeça não mata a fome de ninguém. Bem..., se a educação é liberdade, eu não sei, mas se for realmente, então isso que temos no Brasil está muito longe de se chamar educação.


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ÁGUA X SAÚDE

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o dia 22 de março, comemora-se o Dia da Água, o bem mais precioso do ser humano, que propiciou o aparecimento da vida no planeta e, pela sua função de reter o calor, desempenha papel importante na regulação do clima, na vegetação e nas atividades humanas. A qualidade dela depende do grau de poluição/contaminação que apresenta e sua definição pode ser dada de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, mas, só se começou a entender sua relação com a saúde, a partir das pesquisas de Pasteur, no século XIX. Hoje, sua contaminação está entre as cinco ameaças à vida na terra. O problema no nosso país é o seu uso inadequado que gera o descaso populacional e político, pois, são lagos, rios e mares recebendo esgoto sem tratamento, os dejetos humanos caracterizados pelos resíduos industriais, os resíduos agrícolas, principalmente os fertilizantes sintéticos e agrotóxicos em quantidades abusivas nas lavouras, o mercúrio dos garimpos e, entre outros, toda espécie de lixo doméstico que vai desde embalagens plásticas até mobílias. Mas

Foto: wallpaper-best-size-blogspot.com

Por Rita Ferreira Procópio Especialista em Meio Ambiente rfprocopio@bol.com.br

hoje, estamos aqui para falar da água que usamos para beber. Com o crescimento populacional, não podemos mais usar nenhum tipo de água sem tratamento. Mesmo aquelas coletadas diretamente numa fonte onde, aparentemente, não existe contaminação, como é o caso das diversas minas de água, nascentes e dos poços artesianos, sem bombas de cloração que evitam a proliferação e a contaminação por bactérias, e, sem monitoramento mensal de técnico especializado; pior ainda, se estes se localizarem próximos a fossas, onde a incidência de matéria orgânica seja grande, ou ainda em local de acesso de animais ou outras diversas fontes de contaminação e poluição. É possível nos depararmos com placas indicando a potabilidade de uma mina ou um poço artesiano, mas,

o que ocorre, é que essa potabilidade é transitória, pois, no momento da análise, a situação no corpo hídrico era uma e alguns minutos depois já pode ter mudado, pois, coisas podem ter sido despejadas ali nesse ínterim, fora o fato de não podermos descartar o uso clandestino do curso d’água para atender a esgotos domésticos, despejo de dejetos industriais e fertilizantes, além dos agrotóxicos usados nas irrigações agropecuárias, o que leva ao que conhecemos de “doenças de veiculação hídrica”. A água também pode ser contaminada no próprio armazenamento doméstico, ou seja, nas caixas d’água, quando da instalação dela, na sua vedação e com a falta de higienização de tempos em tempos. As doenças mais comuns causadas pela água contaminada são a diarreia, as verminoses em geral, a

leptospirose e a hepatite, mas também existem incidências significativas de cólera, esquistossomose, febre tifóide, poliomielite, entre outras. Há um cuidado muito grande a ser tomado também por aqueles que se utilizam de águas engarrafadas. O primeiro deles começa na desinfecção correta do recipiente de armazenagem que pode apresentar riscos de contaminação. Depois vem o próprio plástico, que libera toxinas que, em períodos longos de armazenagem, aumentam consideravelmente a concentração de micro-organismos até a sua toxidade, isto sem contar que não temos nenhuma garantia de tratamento e mineralização adequados dessa água dita “mineral” e nem sempre dá para se confiar nos rótulos destas. Eu não conheço ninguém que procure o número de Registro do Ministério da Saúde nos rótulos de águas engarrafadas e o endereço da fonte, a fim de averiguações. Enquanto nossa ignorância não nos permite cuidar dos nossos recursos naturais, a melhor solução mesmo é tomarmos a água que vem da torneira e, tomarmos cer-

tos cuidados com o local de armazenagem desta, pois, ao menos essa, podemos ter certeza de seu adequado tratamento, já que, o Poder Público, não iria se arriscar a aumentar, ainda mais, os seus gastos em saúde. Que fique aqui um momento de reflexão: o mal, não é apenas “o que vem da boca”, mas também o que vai por ela, portanto, que reflitamos um pouco mais sobre o que estamos fazendo com o nosso ambiente natural, pois nossa água, antes conhecida como “fonte inesgotável”, não está suportando as agressões as quais infringimos a ela. Se não podemos fazer muito, que façamos o pouco que pudermos, seja preservando nossos rios, seja conscientizando e fiscalizando a ação das pessoas, principalmente daquelas que usam, abusam e depredam. Que não nos esqueçamos de que, se a água é responsável pela nossa existência aqui na terra, também pode propiciar o nosso desaparecimento, pois, quem dá, também tem o poder de tirar. Acorda povo, que o tempo não espera. E como disse Carlos Drummond de Andrade, Acordar é viver!


Folha Humanitária  

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