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www.cruzvermelhavr.org.br | cruzvermelhavr@cruzvermelhavr.org.br | cruzvermelhavr@revistaporaqui.com.br Informativo da Cruz Vermelha Brasileira de Volta Redonda-RJ

Distribuição dirigida: Volta Redonda, Resende, Piraí, Pinheiral e Mendes - Março 2013 - Ano III - Nº 23

Os desafios das vítimas das chuvas: enfrentar a perda e pensar no recomeço

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Mais uma Campanha SOS Chuvas está se encerrando e mais uma vez a Cruz Vermelha pôde realizar seu propósito de atenuar o sofrimento humano, por meio da distribuição de donativos para garantir às famílias afetadas pelas chuvas o necessário à sua sobrevivência. No entanto, depois deste período de alerta (de dezembro

a março), no qual a incidência de deslizamentos e inundações ocorre com maior frequência, a população atingida nem sempre retorna a sua rotina, visto que, em algumas situações, as famílias não têm como voltar para as suas residências. É aí que começa um outro drama, que não é divulgado com a mesma ênfase dada às tragédias no mo-

mento em que elas acontecem. Para lidar com este sofrimento são realizadas intervenções pós-desastre, que são ações diversas que podem ser desde a recuperação das áreas devastadas, com medidas de prevenção e infraestrutura, bem como o atendimento psicológico às famílias afetadas e a garantia de direitos, por meio do serviço

social. Infelizmente, são ações que esbarram na burocracia, prolongando por muito tempo o sofrimento destas pessoas. Muitas famílias atingidas pelas chuvas em Santa Catarina, em 2008, ficaram cerca de três meses em abrigos e mais de um ano em moradias provisórias até as moradias definitivas serem entregues em 2010.

Como no exemplo acima, durante o período que as famílias vivem nessas condições, precisam do atendimento de psicólogos, assistentes sociais e de uma equipe que desenvolva atividades socioeducativas para que esta população supere o desafio da vivência coletiva e consiga restabelecer uma dinâmica familiar e comunitária.

Projeto Força Especial de Suporte Psicológico a agir em situações de crise, calamidades públicas, catástrofes. “Neste projeto, focados em nosso saber psicológico e nossa ferramenta de abordagem focada ao evento, temos a preocupação de desenvolver nossas ações considerando as especificidades do cenário e população afetada,

além das diferentes Instituições envolvidas, a exemplo: INFRAERO, Cias Aéreas, CCR Barcas, Super Via, CBMERJ, Defesa Civil (Estadual e municipais), SAMU, PMERJ, INEA, SEASDH, SES, entre outras”, declarou Fátima Santos, Psicóloga e Coordenadora da Filial RJ.

Leia nesta edição:

Parte da equipe de psicólogos voluntários do Projeto Força Especial de Suporte Psicológico e o presidente da Filial Estadual – RJ, Luiz Alberto Lemos Sampaio (a esq.)

A Cruz Vermelha Brasileira está oficialmente credenciada no Plano de Contingência da Secretaria de Estado de Defesa Civil para Gestão de Desastres Naturais no Estado do Rio de

Janeiro – PLANCON. O plano prevê a atuação de voluntários psicólogos cadastrados na Instituição, no cenário dos desastres, em parceria com a Secretaria. Neste sentido, a Cruz Verme-

lha - RJ desenvolve um projeto de trabalho nesta área e conta com uma rede de voluntários profissionais de psicologia, chamada de Força Especial de Suporte Psicológico – FESPsi, que estão aptos

Pág. 3 – Filial de VR encerra Campanha SOS Chuvas – Espaço Voluntário Pág. 10 – Notícias do CICV – Projeto garante renda para mulheres detidas Pág. 11 – Filial de VR faz homenagens a seus colaboradores – Informações sobre projetos sociais e cursos

Veja nesta edição: Entrevista exclusiva com o prefeito de Resende, José Rechuan Págs. 4 e 5


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Editorial Estamos encerrando neste mês de março a Campanha SOS Chuvas, realizada nos meses de dezembro a março, chamado período de alerta, em decorrência das fortes chuvas. Nossa Filial atendeu, com a distribuição de donativos, a população atingida de Angra dos Reis e moradores de bairros situados no limite entre Volta Redonda e Barra do Piraí, atingidos por enchentes. Como ocorre todos os anos, as famílias afetadas vivem o drama de perder seu patrimônio ou abandonar sua residência tempo-

Projeto de Inclusão Produtiva

Carla Beatriz Tiburcio

Depois da tempestade a superação rariamente; uma situação carregada de incertezas e insegurança em relação ao tempo em que terão que esperar para retornar à sua vida normal. Nesta edição vamos abordar esta situação, pouco divulgada pela mídia, que é o sofrimento enfrentado pelas famílias vítimas depois da tragédia; uma realidade que pode se prolongada por meses e até por anos, em decorrência da burocracia e do processo de reconstrução pós-desastre que depende de ações emergenciais, mas, principalmente, das de infraestrutura, desen-

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Editora

Inscrições abertas para os cursos - Estética volvidas a longo prazo. O apoio e a orientação profissional são fundamentais para que as pessoas possam enfrentar as dificuldades sem perder a perspectiva de futuro. Que esse futuro não demore a se tornar presente, para que possam reconstruir suas vidas o mais rápido possível.

- Cuidador de Idosos - Manicure - Designer de Unhas Informações: - Na Cruz Vermelha de Volta Redonda – Tel: 3076.2500, ramal 218 – setor de Assistência Social - No Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de seu bairro.

EXPEDIENTE Presidente: Luís Henrique Veloso Malta Vice-Presidente: Francisco Severino de Almeida Diretor Tesoureiro: Paulo Pereira Tiburcio Diretor Tesoureiro Adjunto: Luiz Gonzaga Forster Contato para sugestão de matérias: Jornalista Responsável: Carla Beatriz de Souza Tiburcio MTB/DRT 17923/88 Assessoria de Comunicação Social Tel: 3076-2500 – ramal: 206 - E-mail: imprensa@cruzvermelhavr.org.br End.: Rua 40, nº 13 - Vila Santa Cecília - Volta Redonda - RJ

Agência Por Aqui - agencia@revistaporaqui.com.br Diretor Geral: Diego Campos Raffide Diretor de Arte: Eduardo Ávila Web Developer: Migliore Publicidade Colaboradora desta edição: Esther Melo Anuncie no jornal Folha Humanitária cruzvermelhavr@revistaporaqui.com.br Tiragem: 4 mil exemplares

O Jornal Folha Humanitária não se responsabiliza por conceitos e opiniões expressos nos artigos assinados

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Filial de Volta Redonda Voluntários e escoteiros arrecadam encerra Campanha 500 quilos de alimentos em mercados A Cruz Vermelha de Volta Redonda encerrou neste mês de março a Campanha SOS Chuvas 2012/2013. Segundo o relatório apresentado pelo Setor de Voluntariado, responsável por esta ação, foram encaminhados mais de 9 mil quilos de donativos, entre alimentos e roupas, para a população afetada pelas chuvas na cidade de Angra dos Reis e nos bairros limítrofes entre Volta Redonda e Barra do Piraí. As inundações e deslizamentos

aconteceram nos meses de janeiro e fevereiro, em diversas cidades do Estado do Rio de Janeiro, deixando mais de 2 mil pessoas desabrigadas e desalojadas.

Total de Donativos: 9175 kg Roupas 7650 kg Alimentos 1525 Kg

Voluntários e os grupos de escoteiros de Volta Redonda realizaram, no dia 23 de fevereiro, uma ação em parceria com as redes de supermercados Royal, Máximo e Avanço, para intensificar a arrecadação de alimentos para a Cruz Vermelha de Volta Redonda. Foram arrecadados 500 quilos de alimentos não perecíveis e de fácil consumo (macarrão instantâneo e biscoitos), material de higiene e limpeza, para a Campanha SOS Chuvas.

Voluntários da Cruz Vermelha e escoteiros recebendo as instruções sobre a atividade de arrecadação de alimentos nos mercados

CHUVA - MOTIVO DE MEDO

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chuva, fenômeno natural, que tantos benefícios traz para a agricultura, deixando as plantas viçosas e bem hidratadas, de algum tempo para cá, para algumas pessoas, tem sido motivo de inquietação, de medo, de pavor, deixando-as em estado de angústia e preocupação. Antigamente, quando chovia forte a criançada aproveitava para brincar na enxurrada que escorria entre a rua e o passeio. Era uma festa! O rio se enchia mais e ficava bom para a pescaria. Meu avozinho adorava! De dia pescava lambaris e cascudos, à noitinha para pescar bagres. Outra festa! O perigo era ter cobra na beira do rio ou cair dentro dele. Era preciso ter muito

cuidado! E como era gostoso achar minhocas para servirem de isca para apanhar os peixes... Bons tempos! Nos dias atuais, quando o tempo ameaça mudar, aí vem o desassossego. O medo da chuva que causa temporais, inundações e até perda de bens materiais sem contar as perdas causadas por desmoronamento de morros, trazendo deslizamento de terra, fazendo vítimas fatais e desespero para as famílias que muito sofrem com a perda trágica de seus entes queridos. Desde belas construções às casas humildes e sem luxo, quando construídas em terrenos comprometidos e sem preparo para receber essas construções, a natureza ali age em conformidade com as

Leis Naturais. As pessoas que já vivenciaram a amarga experiência sabem dos traumas que ficam após os fatos tristes causados pela Natureza. Pela Natureza? Não. Os fatos acontecem pela ocupação indevida dessas áreas, pela falta de atenção do Poder Público. É necessário um estudo sério a respeito das áreas de perigo e que se dê maior atenção às pessoas que foram abaladas por falta de orientação quanto à ocupação de áreas condenadas pela Defesa Civil. A chuva trazendo abundância aos mananciais dos rios, favorecendo-nos com o precioso líquido não pode ser o motivo de tantos sofrimentos, causados pela desarmonia dos homens.

A chuva para quem está em área de risco é motivo de insegurança, medo, angústia,etc. Por outro lado, sabemos como sofrem as pessoas que moram em regiões secas, onde o rio seca, o gado morre de fome, as terras férteis de outrora, viram deserto. E a dor vem pelo excesso ou pela falta de chuva. Na terra seca, as pessoas fazem promessas ao Poder Divino para chover. Nas áreas comprometidas as pessoas oram por medo de a chuva chegar, do rio transbordar, do morro deslizar, de ficarem desabrigadas. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio, usando os conhecimentos da Ciência para amenizar os efeitos tanto do excesso quanto da escassez da chuva.

Esther Melo parapsicóloga clínica

Vamos observar e compreender a dor de nossos irmãos, não só a dor dos bens materiais perdidos porque estes poderão ser novamente adquiridos, com trabalho e muitas vezes, com sacrifício, mas a sentir em profundidade as dores da alma que geram desequilíbrios psicossomáticos e muitos sofrimentos, físicos e psicológicos. Alerta! Precisamos de “amorizar” o planeta, isto é: o planeta precisa de amor e a chuva precisa chover para o bem dos homens e não como motivo de medo.


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“Promover saúde é evitar que pessoas fiquem doentes” JOSÉ RECHUAN, prefeito de Resende

Por Diego Raffide e Carla Tibúrcio

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prefeito de Resende é um sujeito calmo e sereno. Mesmo tendo tantos afazeres, pois administrar uma cidade não deve ser nada fácil, José Rechuan (PP) está sempre com um semblante tranquilo. Em entrevista realizada pela revista “Por Aqui”, em parceria com o jornal Folha Humanitária, o prefeito falou do crescimento e do desenvolvimento de Resende, da parceria firmada com a Cruz Vermelha de Volta Redonda e dos resultados

alcançados na saúde. Ele ressalta ainda que este é um investimento acertado, que vem garantindo melhores índices para a saúde no município. Folha Humanitária/Revista “Por Aqui” - Resende está em evidência no cenário regional devido ao crescimento e ao desenvolvimento econômico. O que o senhor pretende fazer para dar continuidade a este processo? José Rechuan – A cidade vem crescendo com os anos. Ela já estava com muitas coisas

prontas, como a Nova Dutra, rodoviária, estrada de ferro, academia militar, Volkswagen caminhões e ônibus, entre outras. Hoje as indústrias, de certa forma, não querem simplesmente estar num lugar, elas querem crescer com o lugar. Isso é uma mentalidade desta geração de novos executivos mundiais. Acredito que os governos têm percebido isso. Quando a empresa resolve investir na cidade, não é só o fato de ela ter uma boa localização geográfica, ser perto da rodovia Presidente

Dutra, ser perto dos portos, ter uma estrada ferroviária, ter fibras ópticas e gás, o que mais a cidade pode oferecer para os seus funcionários e diretores, além disso? Então fizemos um planejamento de crescimento urbano, de crescimento humano, de crescimento de políticas públicas sólidas na saúde e na educação para que a gente pudesse na verdade ter uma boa estrutura para essas indústrias. Montamos um centro de inteligência, que é nosso Instituto Marechal José Pessoa, onde você tem presidentes de associações de moradores, professores universitários, diretores de faculdade, engenheiros, pessoas simples da sociedade que ficam ali dando suas contribuições. E este estudo vai passo a passo com nosso planejamento para a cidade. Assim tudo o que temos hoje é retor-

no de um misto daquilo que fizemos no início, de políticas públicas sólidas. Crescemos na parte industrial, mas crescemos também na parte educacional, na saúde, na segurança, no desenvolvimento urbano. Com isso hoje esse crescimento de Resende é diferente do crescimento anterior, pois antes era pautado no crescimento populacional e pronto. Então tinha dificuldade de o filho de uma funcionária estar na creche, ser atendido num hospital; o atendimento de emergência era deficitário; não tinha uma cidade com câmera de segurança, o trânsito era um problema. Por isso é muito importante frisar que existem coisas que não são populares, mas a cidade pode exigir que você faça assim, nós metemos a mão na massa, viemos com o intuito de fazer as mudanças que a cidade necessitava. Nós


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assumimos a cidade com pouco mais de 30 mil veículos, hoje nós temos quase 55 mil e o trânsito não piorou. Se a cidade cresceu nós precisamos crescer com ela. Nós precisamos distribuir riqueza, ter uma saúde realmente universalizada. Hoje a educação está melhor, o nosso índice no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) pode confirmar isso. Precisamos enfrentar junto com o Estado a parte da segurança pública e criar alternativas de rotas de trânsito na cidade. Trabalhamos também para fazer com que nosso funcionalismo público sinta-se prestigiado. O senhor foi eleito com uma diferença muito grande para o segundo colocado. Em sua opinião, qual o motivo desta aceitação da população de Resende em relação ao seu governo? Eu acho que a população percebeu que o prefeito é um cidadão comum, igual a eles, um camarada que acorda cedo, dorme tarde, trabalha na prefeitura, é médico (proctologista), atende as pessoas no consultório, faz cirur-

gias e que obviamente tem seus defeitos. Eu fico mais chateado com aquilo que eu não fiz do que feliz com aquilo que consegui realizar. A cidade é como se fosse a nossa casa. Então para você fazer uma reforma, você tem dificuldade em contratar um pedreiro, um eletricista, a gente também tem essa dificuldade, mas mesmo assim a gente tem que reformar nossa casa sem tirar as pessoas que moram dentro, ou seja, você esvazia a sala e ninguém passa na sala, mas na cidade você não pode fazer isso, você tem que ir reconstruindo e reformando com as pessoas usando. Este é o grande desafio e acho que as pessoas perceberam que nós trabalhamos e trouxemos avanços e progressos para a cidade. Eu tenho certeza de que cada um dos cidadãos de Resende se sente participativo, pois abrimos voz para as pessoas nos conselhos municipais. Voltamos a fazer creches e hospitais,

e isso não é simples. Mostramos para a população que viramos a página de uma política que só asfalto ganhava eleição. O cidadão percebeu que o filho tem uma escola melhor do que a que ele teve, que o filho tem mais opções na questão da saúde, entre muitas outras mudanças. A

não é somente abrir hospitais, promover saúde é evitar que pessoas fiquem doentes. Este é o trabalho que o Programa de Saúde faz, e parte dele, com a Cruz Vermelha de Volta Redonda administrando junto com a Prefeitura. A população percebeu que a saúde melhorou e continua melhorando. A Cruz Vermelha de Volta Redonda neste ponto de vista tem nos ajudado bastante, pois temos a intenção de aumentar os índices da saúde gradativamente. O Poder Público alcançou a resolutividade e a economicidade com a contratação da Cruz Vermelha de Volta Redonda? Uma vez estava em um congresso e o palestrante na época era o proctologista do Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos. Ele estava falando sobre a possibilidade de fazer exames preventivos de câncer de intestino, que é através da Colonoscopia, um exame caro. Ele mostrou os números

A população percebeu que a saúde melhorou e continua melhorando. cidade começou a ganhar cor e provou que pode crescer junto com a indústria e com todos os outros segmentos. Quais os resultados que a Cruz Vermelha de Volta Redonda apresenta no atendimento à saúde do município por meio desta parceria? Fico muito feliz com esta parceria com a Cruz Vermelha de Volta Redonda. Uma das maiores avaliações do nosso governo é na área da saúde, e esta parte é muito delicada, pois promover saúde,

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dos Estados Unidos, um volume enorme de dinheiro investido e um resultado muito pequeno na prevenção. A desproporcionalidade era muito grande do investimento para o resultado. O país foi muito questionado por isso. Depois disso, o palestrante falou que não sabia quanto valia a nossa vida, mas a dele valia milhões. Assim, quando você fala em economicidade em saúde... se você não investir, você não vai ter, pois saúde é caro, como o ditado diz “saúde não tem preço”. A prefeitura está investindo certo. E esta parceria com a Cruz Vermelha de Volta Redonda ou com qualquer outro órgão que nos ajude a controlar e melhorar a saúde é um dinheiro muito bem gasto, um dinheiro abençoado. Nossos índices de saúde estão muito bons e para isso investimos muito. A tendência é investir mais porque o resultado veio com a satisfação do cidadão, com a melhoria da qualidade de vida e com a melhoria da saúde. A questão da economicidade... como saúde não tem preço, valeu muito a pena.


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Notícias do Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Paraguai: mulheres que trabalham atrás das grades para apoiar suas famílias

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m comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), destacamos a luta das mulheres privadas da liberdade. Em muitos casos, as mulheres detidas são o único sustento de suas famílias, o que gera grandes dificuldades para seus entes queridos. No Paraguai, o CICV implementou um projeto inovador de geração de renda, para ajudar as detidas e seus familiares. Elas aprendem a realizar artesanatos, vendidos nos dias de visita ou para clientes

específicos. O projeto tem como objetivo contribuir para a melhora das condições socioeconômicas e estimular os vínculos familiares dessas mulheres, assim como facilitar a sua reinclusão na sociedade no momento da sua liberação. O projeto é uma iniciativa do CICV, da Cruz Vermelha do Paraguai (CVP) e do Instituto Paraguaio de Artesanato (IPA) que possibilita a aprendizagem de uma profissão, cumprindo com um mandato de caráter humanitário.

© CICV / L. Vera

© CICV / L. Vera

Grande parte das mulheres privadas de liberdade enfrenta desafios para manter os laços familiares com os seus parentes. No Paraguai, projeto desenvolvido pelo CICV promove a geração de renda por meio de trabalhos manuais e artesanato


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Projetos Sociais Cursos de Inclusão Produtiva Informações: Na Cruz Vermelha de Volta Redonda Tel: 3076-2500, ramal 218 setor de Assistência Social No Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de seu bairro. ESTÉTICA Duração: 04 meses totalizando 196 horas/ aula. Período de execução: 08 horas semanais, sendo 04 horas por dia e duas vezes por semana. CUIDADOR DE IDOSOS Duração: 02 meses totalizando 96 horas/ aula; Período de execução: 08 horas semanais, sendo 04 horas por dia e duas vezes por semana. Manicure/Designer de Unhas - Informações no Setor de Assistência Social - Grupo de Fortalecimento de Vínculos para idosos Desenvolve atividades que contribuam

no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidade nos vínculos familiares, do convívio comunitário e na prevenção de situação de risco social. As reuniões acontecem na sede da Cruz Vermelha de Volta Redonda, toda segunda-feira, de 7h30 às 8h30. - Piloto Cidadão Inscrições abertas - Os interessados deverão procurar o nosso Setor de Serviço Social de segunda a sexta-feira, de 13h às 18h, com os seguintes documentos: - cópia da certidão de nascimento ou identidade; - cópia do comprovante de residência; - cópia do documento da tipagem sanguínea; - declaração da escola; - 1 (uma) foto 3 X 4. Socioludoteca - Projeto Socioludoteca “A arte do brincar, ensinar e aprender” objetiva unir arte e educação em uma perspectiva ludoterápica, para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Inscrições abertas para novas turmas Informações: 3076.2500, ramal 231

Nossos Cursos Primeiros Socorros Carga horária: 40 horas. Horário: sábado de 8h30 às 17h Investimento: R$120,00 + 1Kg de alimento Cuidador de Idosos Carga horária: 60 horas - Horário: oito sábados de 8h30h às 17h Investimento: R$150,00 + 1Kg de alimento Resgate Carga horária: 60 horas - Horário: oito sábados de 8h30 às 17h Investimento: R$200,00 + 1Kg de alimento Pré-requisito: ter o certificado do curso primeiros socorros. Feridas com técnicas de curativos Carga horária: 16 horas - Horário: dois sábados de 8h30 às 17h Investimento: R$100,00 + 1Kg de alimento Aplicação de Injetáveis Carga horária: 12 horas Horário: um sábado e meio de 8h30 às 17h e 8h30 às 12h30 Investimento: R$140,00 + 1Kg de alimento Público alvo: profissionais da área de saúde. Estão incluídos nos valores: inscrição, apostila e certificado aos aprovados.

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Filial faz homenagens a seus colaboradores

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o dia 27 de fevereiro, a diretoria da Cruz Vermelha de Volta Redonda prestou homenagens ao diretor tesoureiro, Paulo Pereira Tiburcio, que teve seu nome dado ao Espaço de Convivência de nossa sede, e ao ex-secretário geral, Flávio Tolomelli, por meio da exibição do vídeo “A Cruz e Eu”, que conta a sua trajetória na Cruz Vermelha de Volta Redonda como voluntário e como presidente da Filial por várias gestões. Daiana Laureano do Setor Institucional, Luana Coelho do Setor Financeiro e o recém-chegado ao Conselho da Filial, Álvaro Dias proferiram algumas palavras a Paulo Pereira Tiburcio, que o deixou bastante emocionado. O Sr. Paulo agradeceu a todos e ressaltou a importância da Cruz Vermelha e o quanto se sente orgulhoso em poder colaborar com a instituição. Rinaldo Galvão do Setor de Pessoal, em sua mensagem a Flávio Tolomelli, agradeceu por sua demonstração de amizade e empenho em ajudar

Flávio Tolomelli e Paulo Pereira Tiburcio durante o evento em que foram homenageados

as pessoas. Zenaide do CVV (Centro de Valorização da Vida) agradeceu pelo apoio que Flávio sempre dedicou à instituição, permitindo que o trabalho fosse realizado com o êxito almejado. O CVV é uma das instituições que a Cruz Vermelha acolhe em suas instalações, cedendo uma sala com toda estrutura para que seu trabalho social seja realizado. Luis Henrique Veloso Malta, presidente da Cruz Vermelha de Volta Redonda, explicou que a Filial tem como costume homenagear as pessoas que,

de alguma forma, dedicam ou dedicaram suas vidas à causa da entidade, por isso a importância daquele momento, por destacar o trabalho desses senhores e pela amizade selada ao longo desse tempo em que estão unidos por este ideal. A solenidade, que contou com a presença de funcionários, voluntários e colaboradores de nossa sede, encerrou com um coquetel de confraternização. Para ver o vídeo “A Cruz e eu” acesse: http://www. youtube.com/user/1186rita? feature=mhee

A solenidade contou com a presença de funcionários, voluntários e colaboradores da Cruz Vermelha de VR


Folha Humanitaria Março 2013  

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