Page 1

Nº 19 | setembro 2018

Editorial

Entrevista

Notícias em destaque

Agenda do 4º trimestre


Editorial Duarte Machado Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa Delegação de Setúbal

O clima numa era de extremos

Não sou especialista sobre o tema que escolhi para este editorial, contudo, durante alguns anos, contactei e tive a sorte de realizar algum trabalho com alguns especialistas nesta matéria, nomeadamente o Prof. Viriato Soromenho Marques e o Dr. Francisco de Abreu. Com o passar do tempo, cresceu o meu interesse pelo tema, alimentado pela leitura de vários livros e presença em colóquios e conferências sobre o clima. Efectivamente, vivemos numa época de extremos climáticos que provocam cada vez mais alterações profundas nas nossas vidas. A economia globalizada, organizada em torno dos mercados, dinheiros e recursos, tem levado a problemas insustentáveis que se vão agravando dia após dia. Quase apetece dizer que é demasiado tarde para o “desenvolvimento sustentável”, mas que precisamos urgentemente de um “ retrocesso sustentável”. Em termos de saúde pública, as ondas de calor e as secas gigantescas são mais frequentes e duradouras, aumentando as taxas de mortalidade, sobretudo entre os mais idosos. Paralelamente, vão-se verificando inundações terríveis como recentemente em Espanha e Itália assim como tempestades tropicais inusitadas no nosso território com consequências sociais e económicas terríveis. As referidas secas têm também provocado acentuadas e preocupantes alterações políticas em muitos países, conflitos bélicos mortíferos como aconteceu na Síria em que a seca profunda levou à migração de milhares de pessoas da sua população rural para as cidades. Entre 2006 e 2011, a Síria viveu a sua mais longa seca com a consequente perda de colheitas alguma vez registada das primeiras civilizações do Crescente Fértil. Quase um milhão e meio de pessoas foram afectadas pela desertificação do território agrícola e este êxodo levou às tensões causadas pelo fluxo de refugiados iraquianos fugidos à invasão norte-americana em 2003.

1


Editorial

Assim, o colapso do sistema agrícola sírio e a guerra do Iraque, vieram provocar a emergência do Estado Islâmico (EI), a sua expansão na Síria e Iraque, a guerra atroz que tem provocado centenas de milhares de mortes e o enorme fluxo de refugiados para a Europa. As mudanças climáticas tornaram-se um multiplicador de ameaças e têm provocado alterações no curso das Relações Internacionais. As causas da insegurança ambiental não devem mais ser reduzidos a razões exógenas e naturais no desenvolvimento humano, como as erupções vulcânicas, tsunamis, etc . As actividades humanas, a forçada aceleração dos ciclos produtivos agricultura intensiva e a sua globalização, concorrem para a desestabilização do clima. Em Portugal, temos vindo a ter records sucessivos de “dias mais quentes por períodos mais longos”, acompanhados por ondas de calor cada vez mais insuportáveis. As simulações e análises efectuadas aos nossos recursos hídricos, mostram uma progressiva redução do caudal dos rios, tal como vem acontecendo com o nosso rio Sado, e a perda da qualidade da água, sobretudo no Sul do País. Prevê-se, e já está acontecendo, uma maior frequência de “episódios de chuva intensa” com o risco de cheias gravosas, particularmente no Norte de Portugal. Mais uma vez, a estes episódios naturais, juntase a actividade do homem tantas vezes desastrada e desastrosa, motivada por interesses económicos, como tem vindo a acontecer com o Rio Tejo. Cerca de 600 mil milhões de litros de água transvasada (mais do que o consumo de duas cidades de Lisboa) para regar os campos agrícolas de Múrcia, tendo-se assim passado de paisagem árida à mais importante zona agrícola de Espanha. A construção em 1958 da barragem de Entrepañas a 100 kms a sudoeste de Madrid, “ofereceu” à pequena vila de Sacedon uma magnífica praia fluvial. O lugar ganhou fama como o mar de Castela e aí desenvolveu-se uma aprazível estância turística. As casas de veraneio cresceram rapidamente assim como os hotéis, restaurantes, campos de golf e negócios ligados aos desportos náuticos. Contudo, depois de 1970 o volume da água desceu substancialmente afastando de Sacedon. Em 1995, num período de grande seca, a praia fluvial desapareceu, “evaporou-se”. Claro que os hotéis foram abandonados, tal como os restaurantes e outras infraestruturas e hoje restam as terras gretadas pelo

2


Editorial

Entretanto, graças ao elevado número de barragens e estações elevatórias construídas, a água do Tejo transformou Múrcia na chamada Horta de Espanha e um dos maiores produtores agrícolas da União Europeia. Lamentavelmente, esta situação tem no seu contexto a chamada “Máfia da Água”. Segundo muitos espanhóis, os poderosos que lucram com a água estão a matar o Tejo para encherem os seus bolsos e os políticos corruptos que lhes deram cobertura. Num breve apontamento sobre a floresta em Portugal, vale a pena mencionar a ideia criada e premeditadamente errada que Portugal é um país florestal esquecendo completamente a nossa biodiversidade original, a nossa flora e fauna. O resultado deste embuste foi a plantação desenfreada de eucaliptos e pinheiros destinados à indústria de celulose. Este tipo de florestação leva a situações de fogos constantes, aldeias e vilas ardidas e ao abandono do interior e para voltarmos à original territorialização mediterrânea é necessário dar lugar à vinha e frutos secos, horticultura e montado, as pastagens e matagais por pomares e baldios. Num próximo exemplar, continuaremos a decorrer sobre este tema tão importante para a nossa vida colectiva sobretudo para as mais jovens e vindouras.

3


Entrevista

Patrícia Gaspar Nasceu no Barreiro em 1973 e concluiu a sua Licenciatura em Relações Internacionais em 1995. Frequentou durante um ano a Escola Europeia de Bruxelas enquanto acompanhava o seu pai que estava numa missão oficial na NATO.

Ingressou na Marinha em 1996 e, após 4 anos, foi para o então Serviço Nacional de Protecção Civil e assim começou a vida e a entrega à causa do socorro e protecção civil, “uma das mais nobres da nossa sociedade” como declarou. Durante 7 anos esteve fundamentalmente ligada à área da cooperação internacional em matéria de protecção civil, via pela qual foi tomando contacto com a componente operacional, sobretudo através do envolvimento na preparação das primeiras missões internacionais de proteção civil em que Portugal participou (Sismo do Irão, Sismo de Marrocos, Tsunami no Sudoeste Asiático, etc) e ainda nos accionamentos de assistência internacional no quadro do Mecanismo Europeu de Protecção Civil para apoio às operações de combate aos incêndios florestais que deflagraram no nosso país nos verões de 2003, 2004 e 2005. Em 2007 sobe na hierarquia e é nomeada para as funções de Adjunta de Operações Nacional, cargo que desempenhou até Janeiro de 2013, tendo assumido desde essa altura o Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal até Janeiro de 2017, momento em que regressa ao Comando Nacional. Patrícia Gaspar é actualmente 2ª Comandante Operacional Nacional e, durante o verão de 2017, assumiu ainda a função de Porta-Voz para a Área Operacional.

4


Entrevista

1. Ingressou na Marinha de Guerra a 8 de Março de 1996, precisamente no Dia Internacional da Mulher. Como é ser mulher num mundo maioritariamente masculino e que significado tem esta data na sua vida? O dia 8 de Março de 1996 é a data do meu juramento de Bandeira. Foi sobretudo uma feliz coincidência. Guardo o meu Juramento de Bandeira como uma data muito importante e que marca o compromisso que assumi com o meu país e com os portugueses e que espero poder honrar sempre. Trabalhar num mundo maioritariamente de homens não tem sido difícil. Tenho tido o respeito e a colaboração de todas as pessoas com quem me tenho cruzado na minha vida em termos profissionais e isso tem sido um privilégio. Acredito que quando trabalhamos com empenho, com entrega e com profissionalismo, a questão de género acaba necessariamente por passar para segundo plano.

2. Há 11 anos atrás, teve a sua primeira missão no terreno aquando da ocorrência de um sismo no Perú com magnitude de 7.9 na escala de Richter. Quer contar-nos como foi essa experiência? Foi uma enorme responsabilidade e um grande privilégio ter sido seleccionada pela Comissão Europeia para integrar a equipa que foi mobilizada para o terreno. Foi a primeira vez que estive num palco de sismo e que me permitiu ter uma real noção do impacto destes fenómenos e dos enormes constrangimentos que os mesmos representam para a resposta. Todas as lições que trouxe do Perú foram fundamentais para o contributo que julgo ter dado para a elaboração do Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a área metropolitana de Lisboa.

5


Entrevista 3. Em 2014 esteve em Cabo Verde e fez parte da equipa das Nações Unidas que esteve no terreno a avaliar a emergência e as necessidades de socorro à população decorrentes da erupção do vulcão do Pico do Fogo. Milhares de pessoas foram deslocadas e muitas povoações ficaram destruídas. Como é viver uma catástrofe desta natureza?

Participar neste tipo de missões, para quem trabalha diariamente na resposta a emergência, é um verdadeiro privilégio e uma oportunidade única de aprendizagem e treino. Vejo estas missões como algo que me prepara melhor para o que possa acontecer em Portugal e que nos permite trazer inúmeras lições aprendidas para o nosso próprio sistema.

4. Temos assistido no últimos anos a incêndios muito graves e com efeitos destruidores terríveis quer para as populações quer para o ambiente. Como é ser o rosto da Protecção Civil em situações tão devastadoras como as que têm ocorrido e qual a importância da proteçcão civil e da ajuda humanitária nestes cenários?

Dar a cara perante milhões de pessoas durante uma situação de emergência é difícil. É difícil, representa uma enorme responsabilidade, mas é também uma oportunidade. Esta oportunidade pode e deve ser aproveitada, sempre, para conferir tranquilidade aos cidadãos, para informar quem de direito e para garantir que passamos uma imagem correcta sobre o que está efetivamente a acontecer no terreno. A Protecção Civil tem obviamente um papel crucial na resposta a emergências, não só pela sua própria missão, mas sobretudo pela capacidade que temos de potenciar sinergias e fazer convergir meios, recursos e conhecimentos ao serviço das populações afectadas. Todos os países enfrentam momentos difíceis, tal como Portugal enfrentou em 2017. Ainda recentemente morreram centenas de pessoas na Indonésia devido a um tsunami e dezenas nos EUA, em consequência dos últimos furacões. O panorama climático no mundo está a mudar e temos que nos preparar, TODOS, para cenários cada vez mais complexos. Estamos perante uma realidade que tende a ser mais complicada e a nossa função é acompanhar as alterações e criar mecanismos cada vez mais adaptados a estes cenários. Ajuda humanitária é outra coisa e não aplica neste contexto.

6


Entrevista 5. É considerada quer por colegas quer por superiores como tendo um elevado sentido ético e institucional assim como um forte sentido dos valores civis e humanitários. São características fundamentais para quem quer seguir uma carreira nesta área? Penso que são traços obrigatórios para qualquer pessoa que sirva o seu país, independentemente do sector onde desenvolve a sua actividade. 6. Das várias experiências que tem tido no terreno ao longo da sua carreira, diria que Portugal está preparado para enfrentar um sismo com a mesma intensidade do terramoto de 1755? Essa é uma questão de resposta complexa. Porque não há um SIM ou um NÂO. Um sismo semelhante ao de 1755 trará sem dúvida efeitos devastadores para o nosso país. Da nossa parte, ANPC, temos feito um esforço significativo em matéria de planeamento, treino e formação, em parceria com todas as entidades que partilham responsabilidades nesta área. Mas um cenário deste género tem que ser visto como uma preocupação de todos os portugueses, sobretudo enquanto cidadãos. Temos todos que estar preparados, na nossa casa, nas escolas, na comunidade e nos locais de trabalho. No limite, como tantas vezes refiro, nenhum país está preparado para o pior cenário possível, mas temos uma importante salvaguarda que advém dos mecanismos existentes hoje em dia e que permitem

potenciar as capacidades disponíveis nas diferentes regiões do globo, em benefício de um país pontualmente afectado. Recordo que a este propósito a própria UE tem estado afincadamente a trabalhar no melhoramento da capacidade de resposta conjunta a emergências e que Portugal tem sido um forte apoiante deste processo. Estamos hoje melhor do que estávamos há 20 ou 30 anos e tenho e estou certa de que no futuro estaremos cada vez mais capacitados.

7. Já recebeu vários louvores e condecorações quer em Portugal quer no estrangeiro. Que significado têm para si estes louvores? Os louvores e as condecorações são um veículo institucional de reconhecimento público. São obviamente importantes mas garanto que nunca trabalhei em função disso. O maior reconhecimento que retiro do meu trabalho é quando regresso a casa ao final de cada dia com o sentido de missão cumprida.

7


Entrevista

8. Eduardo Correia, Presidente dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, define-a como “ uma mulher de missão”. Concorda? Acho que fui sempre… mas não é só no trabalho! Eu funciono por objectivos… tenho sempre que ter um rumo… algo que me motiva e que me faz ter vontade de acordar todos os dias. Algo que dê sentido às nossas vidas. Seja no trabalho, seja na minha vida familiar. Isto nem sempre é bom porque as pessoas assim têm mais tendência para comportamentos stressantes e agitados… mas sim… gosto de missões. Acho que todos nós temos uma missão na vida e isso é importante!!!

Nome: Patrícia Gaspar Natural de: Barreiro Cidade preferida: Nova Iorque Música preferida: “Jazz e Blues

9. Que projectos tem para o futuro?

O último livro que leu: “Un Apartment a Paris”, de Guillaume Musso

Ser feliz e continuar a acordar todos os dias com vontade de continuar a contribuir para causas com sentido!

Destino para uma viagem: Vietname

Ver os meus filhos crescer e serem um dia pessoas bem formadas. Pessoas boas!

Prato preferido: Não tenho…. Sou uma má portuguesa neste sentido… como pouco.

10. Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores? Deixaria uma mensagem de coragem para o futuro e um pedido também…. Um pedido para que possamos todos ser cidadãos mais activos nas nossas comunidades, com mais disponibilidade para nos prepararmos todos melhor enquanto sociedade para enfrentar os riscos que nos rodeiam.

Hobbies: Leitura, cinema e viagens (quando consigo) Um ídolo: Não tenho Lema de vida: Coerência acima de tudo

8


Em destaque Cruz Vermelha alerta para o risco da exposição solar

A Campanha # O Meu Sol Vive + O Verão tem como objectivo a promoção de comportamentos saudáveis ao sol, alertando para os riscos associados a uma exposição solar excessiva, nomeadamente o cancro da pele. Este programa teve início em 2004 e é dirigido a todos os públicos, com enfoque nas crianças dos 6 aos 12 anos e tem lugar durante a época balnear, sobretudo em praias fluviais, praias marítimas, piscinas municipais, escolas, eventos municipais e em espaços públicos. Este ano a Delegação de Setúbal da Cruz Vermelha decidiu aliar esta iniciativa ao desporto, alertando para o facto de que quando praticamos desporto também devemos proteger-nos, tendo o evento tido lugar na Academia de Padel de Setúbal nos dias 21 e 22 de Julho, com a participação de cerca de 73 pessoas entre adultos, crianças e jovens.

9


Em destaque Espírito de Missão

Os incêndios em Portugal tornaram-se, desde há alguns anos, um drama nacional que tem vindo a agravar-se nos últimos dois anos. O incêndio de Pedrogão Grande, que se propagou aos concelhos vizinhos, os da Lousã, Guarda, Leiria e tantas outras localidades da zona Centro e, já este ano, o grande incêndio de Monchique, levaram à morte mais de uma centena de pessoas e o cenário foi dantesco: habitações a arder, localidades evacuadas e estradas cortadas ao trânsito são agora “o pão nosso de cada dia” nos dias mais quentes. A Cruz Vermelha Portuguesa Delegação de Setúbal tem integrado desde o início o dispositivo de combate às chamas e, neste teatro de operações, tem prestado apoio médico-sanitário e logístico nas proximidades das várias frentes dos fogos, sendo responsável por uma estrutura de realojamento com 100 camas em Sabóia. Em parceria com outras Delegações da Cruz Vermelha, tem dado resposta no apoio às populações sempre com a preocupação crescente pela protecção e salvaguarda das populações afectadas, cumprindo assim a sua missão humanitária.

Obrigado a todos os nossos Operacionais pela coragem, determinação e espírito de missão!

10


Em destaque Reunião Nacional de Coordenadores de Emergência

Decorreu no passado dia 18 de Agosto a Reunião Nacional de Coordenadores de Emergência, com o objectivo de discutir e planear o futuro da Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa, que envolveu: - 42 Estruturas Operacionais de Emergência; - 91 Voluntários - Coordenadores e Presidentes; - 7 horas de trabalhos; - 1 só Cruz Vermelha. Porque somos precisos. Porque somos uma Cruz Vermelha à disposição da População.

11


Em destaque IV Encontro de Técnicos do Grupo EnvelheSeres

No dia 21 de Setembro realizou-se o IV Encontro de Técnicos do Grupo EnevelheSeres no Gabinete de Apoio ao Empresário no Mercado do Livramento. Estas actividades têm como objectivo por um lado, melhorar a eficácia das intervenções sociais e receber actualizações permanentes das novas realidades, pretendendo-se ainda promover as relações interpessoais entre os elementos do grupo, visando um maior autoconhecimento, criatividade, integração, motivação, senso de grupo e cooperação. O Encontro teve como tema “Pessoa com Demência- Intervenção Holística” com a participação da Associação Alzheimer Portugal. No fim da sessão, o grupo almoçou na Casa da Baía a convite da autarquia, seguindo-se uma visita guiada ao centro histórico da cidade de Setúbal.

12


Em destaque Google.org dá donativo à Cruz Vermelha para ajudar vítimas dos incêndios O ano de 2017 foi marcado pelos incêndios florestais mais mortíferos e complexos vividos em Portugal. A Google.org, filial da Google responsável pela filantropia, doou €100.000 à Cruz Vermelha Portuguesa para ajudar a recuperar as áreas afectadas e para promover uma maior assistência às vítimas dos fogos. O donativo da Google.org tem como objectivo a compra e a instalação de equipamentos de Teleassistência nos concelhos de Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Arganil, de forma a fornecer este serviço gratuitamente aos mais idosos e dependentes que vivem em áreas mais isoladas, referenciados pelas Autarquias envolvidas. Para Francisco George, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa "o serviço de Teleassistência é muito importante porque permitirá às vítimas viver com mais segurança, mesmo em zonas mais isoladas. Terão acompanhamento telefónico da CVP 24h por dia, 365 dias, disponível em qualquer situação. O nosso obrigado à Google.org por nos ajudar a melhorar a vida das pessoas afectadas por esta catástrofe.” Para Francisco Ruiz Anton, Director de Políticas Públicas e Relações Institucionais do Google Portugal e Espanha, “uma crise pode surgir a qualquer hora, em qualquer lugar - e cada uma é um desafio único / isolado. A doação de €100.000 para a Cruz Vermelha Portuguesa é a nossa contribuição para ajudar nos esforços de recuperação após os incêndios florestais mais letais e complexos que alguma vez ocorreram em Portugal. Estamos muito felizes por apoiar a aquisição de 300 conjuntos de equipamentos de Teleassistência que ajudarão essas pessoas em áreas mais remotas”. A Cruz Vermelha Portuguesa esteve envolvida desde o primeiro dia dos fogos florestais, através da participação de 40 estruturas locais na resposta de emergência a esta catástrofe, que afectou inúmeras pessoas e famílias, empresas, bens, pastos e terrenos agrícolas. Desde evacuações e emergências, ao apoio psicológico, distribuição de alimentos e prestação de cuidados primários de saúde, o apoio da CVP foi dado por centenas de voluntários presentes nos locais mais afectados. Fonte: site Cruz Vermelha Portuguesa

13


Em destaque

Junta-te a nós! Queres fazer a diferença na vida de alguém? Diariamente apoiamos 60 famílias, cerca de 230 pessoas entre adultos e crianças, com bens alimentares. Inscreve-te como voluntário(a) e ajuda quem mais precisa. Contacta-nos pelo 265535353 / 965394386 ou vem até ao Largo da Misericórdia, nº1 em Setúbal.

Ajudar custa tão pouco e faz toda a diferença! 14


Atividades em destaque no 4º trimestre Ficha Técnica Coordenação: Fátima Henriques  

25 de Outubro—Aula de Zumba Adpatada para idosos para Comemoração do Mês Internacional do Idoso 27 e 28 de Outubro—Campanha Nacional de Recolha de Alimentos nos Supermercados Continente

Edição: Fátima Henriques Revisão: Carla Tavares Isabel Machado Rita Ferreira Colaboraram nesta edição: Duarte Machado Grafismo e criatividade: Telmo Ferreira

Contactos Delegação de Setúbal da Cruz Vermelha Portuguesa Largo da Misericórdia, nº1 2900-502 Setúbal Tel.: 265535353 / 965394386 E-mail: dsetubal@cruzvermelha.org.pt Web page: www.setubal.cruzvermelha.pt SAD ( Apoio Domiciliário) Largo Eduardo Maria Duarte, nº3—Bairro 2 de Abril 2900 Setúbal Tel: 967423675 CMOS —Emergência Médica Central— 965394390

Quem nos ajuda a ajudar

15

Newsletter Setembro  
Newsletter Setembro  
Advertisement