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Número 107 - Set/Out de 2005 - Ano XXIV

ÓRGÃO OFICIAL DO CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DE SÃO PAULO

Avenida Paulista, 688 - Térreo - CEP 01310-909 - São Paulo - SP

25 de outubro - Dia do Cirurgião-Dentista SÃO 121 ANOS DE VIDA INDEPENDENTE COMO CIÊNCIA AUTÔNOMA. É POUCO TEMPO PARA UMA PROFISSÃO, MAS MUITO EVOLUIU A ODONTOLOGIA NESSE POUCO MAIS DE UM SÉCULO DE VIDA, NO BRASIL. SER CIRURGIÃO-DENTISTA É UMA VOCAÇÃO E UM COMPROMISSO. A VOCAÇÃO DE DEFENDER A SAÚDE BUCAL, O COMPROMISSO DE TORNAR SORRISOS MAIS BELOS, DE CORRIGIR OS CAPRICHOS DA NATUREZA E RESTABELECER AS SUAS FUNÇÕES. TODOS SABEMOS QUE O SORRISO É A MANIFESTAÇÃO DA ALMA FELIZ, DE BEM COM A VIDA. ESSA É MISSÃO DE TODOS NÓS CIRURGIÕES-DENTISTAS: CUIDAR DA SAÚDE, SEM DESCUIDAR DA BELEZA. É MISSÃO NOBRE QUE NOS MOVE, ESTIMULA O ESTUDO CONTINUADO E A BUSCA DE NOVAS SOLUÇÕES. SER CIRURGIÃO-DENTISTA É UMA OPÇÃO PARA SERES DEDICADOS AO BEM-ESTAR DAS PESSOAS. PARA ESTETAS, NA CRIAÇÃO DO BELO. PARA CIRURGIÕES, NA PRESERVAÇÃO DA SAÚDE E DA AUTOESTIMA DAS PESSOAS. NESSE DIA DEDICADO A TODOS NÓS, O ABRAÇO FRATERNAL E CALOROSO DOS CONSELHEIROS DO CROSP

REAÇÃO EM BRASÍLIA CROSP REÚNE-SE COM VICE-PREFEITO, GILBERTO KASSAB, E SECRETÁRIA MUNICIPAL DA SAÚDE, DRA. MARIA CRISTINA CURY, PARA REIVINDICAR ISONOMIA SALARIAL, REALIZAÇÃO DE CONCURSO DE ACESSO CD I PARA CD II E PREENCHIMENTO DE VAGAS. FOI CONSTITUÍDA UMA EQUIPE DE ESTUDOS PARA PG. 4 ANALISAR AS PROPOSTAS

CIRURGIÕES-DENTISTAS E FORMANDOS COMPARECEM À AUDIÊNCIA PÚBLICA E FAZEM MANIFESTAÇÃO CONTRA O PROJETO DE LEI 1.140 DO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL. RELATOR DO SUBSTITUTIVO, DEPUTADO FEDERAL MARCELO BARBIERI, DECIDE REVER SEU PARECER PARA NÃO PREJUDICAR ÁREAS PRIVATIVAS DA CLASSE PG. 10

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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ÍNDICE

CRO/SP

CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DE SÃO PAULO Avenida Paulista, 688 – Térreo Tel Tronco-Chave: (11) 3549-5500 CEP 01310-909 - São Paulo - Brasil www.crosp.org.br ÓRGÃO OFICIAL DO CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DE SÃO PAULO

Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

Expediente

PRESIDENTE Dr. Emil Adib Razuk SECRETÁRIO Dr. Luiz Roberto da Cunha Capella

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ISONOMIA

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ÓXIDO NITROSO

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ENTREVISTA Presidente do COSEMS diz que falta de Coordenação de Saúde Bucal faz falta

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ENTREVISTA II

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FLUORETAÇÃO

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PROFISSÃO

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CONCURSO

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MERCADO

CROSP reúne-se com Gilberto Kassab e Secretária Municipal da Saúde

Resolução limita uso do gás nos consultórios

Coordenador do RS explica como Estado ajuda municípios na saúde bucal

Amostras indicam que índices de fluoretação estão fora do padrão

Relator retira parecer sobre PL 1140 após audiência pública

Terceira edição do Concurso “A Saúde Bucal” deve superar as expectativas

Operadoras descumprem acordo e não dão reajuste de 10%

TESOUREIRO Dr. Francisco Couto Mota CONSELHEIROS Dr. Ideval Serrano Dr. Cláudio Yukio Miyake Dra. Neide Aparecida Salles Biscuola Dr. Adriano Albano Forghieri Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis Dr. Luiz Fernando de Souza P. Papaiz Dr. Paulo Saquy Dr. Rogério Adib Kairalla Dr. José Mario Baldo Dr. Marco Antônio Rocco Dra. Eunice Cristina Gardieri Dr. Marco Antonio Manfredini Projeto Gráfico, Diagramação e Edição Comunicação Expandindo Horizontes

TELEFONES DO CROSP TRONCO-CHAVE 3549-5500

Tel: (11) 4152-8494 E-mail: comercial@aip-y.com Editor responsável: H. Carrijo (MTb 17.396) Colaboradora: Carol Omella Assessoria de Imprensa E-mail: imprensa@crosp.org.br Tel: (11) 3549-5561 Fotolitos e Impressão OESP Gráfica S.A. Av. Prof. Celestino Bourrul, 100 - São Paulo Tiragem 90.000 exemplares

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Cobrança 3549-5501 até 3549-5507

Contabilidade 3549-5508 até 3549-5511

Contas a Pagar 3549-5512 e 3549-5513

Seccionais 3549-5545 e 3549-5546

Financeiro 3549-5563

CPD 3549-5514 até 3549-5518

Secretaria 3549-5548 até 3549-5550

Tesouraria 3549-5565

Especialidades 3549-5519 até 3549-5522

Marketing 3549-5551

Comissão Ética 3549-5566 até 3549-5572

Atendimento 3549-5524 até 3549-5526

Compras 3549-5552 até 3549-5554

Recursos Humanos 3549-5573 e 3549-5574

Inscrição e Registro 3549-5527 até 3549-5539

Fiscalização 3549-5558 até 3549-5560

Licitação 3549-5579

Odontologia Empresarial 3549-5540 até 3549-5543

Imprensa 3549-5561 e 3549-5562

Jurídico 3549-5580 até 3549-5583


EDITORIAL

“Dia do Cirurgião-Dentista” Iremos comemorar, neste mês, o nosso Dia 25 de outubro. Essa

Outros, mais jovens, irão

data foi escolhida, porque, em 1884, foram criados os primeiros cursos de

receber seus títulos de especialistas

Odontologia no Brasil, nas Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e

– uma conquista que lhes exigiu

da Bahia. A data foi reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia,

muito esforço, dedicação e

através da Resolução 96, de 24 de junho de 1976.

persistência. Com eles

A criação dos cursos de Odontologia representa o início de nossa

e por eles é que a Odontologia avança.

autonomia como ciência e, desde então, nossa atividade vem se impondo

Estamos repetindo conceitos há muito enunciados, por diversas

nos meios acadêmicos, ganhando um merecido lugar entre as ciências da

vezes, porque são necessários para instruir as levas de novos profissionais

saúde. Entretanto, a grandeza de uma profissão não se consolida somen-

que se formam a cada ano, para que compreendam os valores morais da

te pelos seus frutos materiais, mas por um conjunto de valores, como

Odontologia e se orgulhem sempre de pertencer a ela. O ponto mais alto

o respeito a ética, o culto das tradições, a reverência aos veteranos e aos

de nossa solenidade será a outorga da Comenda e Medalha TIRADEN-

luminares e a observação das leis que a regem, a visão aberta de liberdade

TES àqueles, cirurgiões-dentistas ou não, que prestaram valiosos serviços

e democracia, a chama que a faz lutar com orgulho pela verdade e pela

à classe odontológica e contribuíram para que ela alcançasse o sucesso, a

justiça, infatigavelmente, com insistência e persistência.

repercussão e a evidência que a destaca na sociedade paulista. Serão home-

Nossa classe é, e sempre deverá lutar para manter-se independente,

nageados: Cláudio Salvador Lembo e Lázaro de Mello Brandão.

sem concessões ou compartilhamento de sua competência. Em nossa

Todos, irmanados, iremos comemorar a data magna da Odon-

programação, iremos homenagear os antigos e os jovens cirurgiões-den-

tologia brasileira, no dia 26 de outubro, às 20:30 horas, no Memorial da

tistas. Mas, também teremos nosso momento de gratidão, reconhecendo

América Latina, juntando a emoção de cônjuges, filhos, amigos e colegas,

a ajuda, o apoio, a colaboração de profissionais de outras áreas, que muito

pois é essa participação que faz aquilo que de melhor representamos para

contribuíram para que o Conselho Regional de Odontologia se distin-

a sociedade o reconhecimento àqueles que muito fizeram em favor da

guisse entre as entidades paulistas.

classe, a fraternidade que nos une, a cordialidade de nosso abraço, ontem,

Os antigos colegas, com mais de 70 anos de idade, que sempre

hoje e sempre.

lutaram para dignificar a profissão, irão receber seus diplomas, com orgulho, pois se trata de uma reverência de seus colegas pelo muito que já

Espero contar com sua presença nesse momento de expressarmos nossa gratidão aos que muito tem feito pela Odontologia.

fizeram. Ser remido é um título de honra, um galardão pela vida exemplar que sempre levaram, pelo amor à profissão, que sempre souberam exercer

Um abraço cordial do

dignamente.

Emil Adib Razuk

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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POLÍTICA

Comissão é formada para analisar revalorização do cirurgiãodentista da Prefeitura de São Paulo Conselheiros do CROSP iniciam rodada de discussão na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo

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m reunião no dia 11 de outubro, o Vice-prefeito, Gilberto Kassab, e a Secretária Municipal da Saúde, Dra. Maria Cristina Faria da Silva Cury, receberam em audiência os conselheiros do CROSP para discutir a situação dos cirurgiões-dentistas da Prefeitura de São Paulo. Participaram da reunião Dr. Emil Adib Razuk, presidente do CROSP, o tesoureiro conselheiro Dr. Francisco Couto Mota, as conselheiras Dra. Neide Aparecida Salles Biscuola e Dra. Eunice Cristina Gardieri, além dos Drs. Marco Antonio Carvalho de Lima e Rubens Orlandi, assessores do CROSP. Dr. Emil relatou ao viceprefeito e à secretária que o setor odontológico da prefeitura está defasado. Segundo ele, há 13 anos não se faz concurso de acesso - CD I para CD II -, que por lei deve ser realizado a cada três anos. Atualmente, haveria vagas para cerca de 455 cirurgiões-dentistas que poderiam estar dando assistência odontológica para a população carente. “Hoje, a preocupação não deve ser apenas com questões constitucionais (saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado), mas com o aspecto humano e social”, sugeriu Dr. Emil. O presidente do CROSP abordou também outros dois aspectos: haveria na prefeitura cerca de 540 equipamentos odontológicos obsoletos que necessitariam ser substituídos e

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a defasagem salarial dos cirurgiões-dentistas em relação aos médicos. A diferença salarial seria hoje de 75%, resultado de medidas de administrações anteriores, cujo efeito cascata prejudicou a classe. A última medida foi tomada na gestão passada que concedeu uma gratificação de 70% para o médico e nada para o cirurgião-dentista. Dr. Emil solicitou isonomia que poderia ser dada por meio de decreto. “Isso sanaria uma injustiça”, disse. A Secretária Dra. Maria Cristina Faria da Silva Cury admitiu que se depender de decreto as coisas ficam mais fáceis. “O grande problema é o orçamento”, ponderou. O Vice-prefeito Gilberto Kassab sugeriu que se criasse um grupo de trabalho para debater as questões colocadas. “A área de finanças vai precisar de subsídios técnicos para argumentação que a secretária vai levar a partir do que for discutido”, explicou. “O prefeito hoje está reorganizando as finanças e deixar uma saúde financeira incomparavelmente superior a que ele encontrou. O futuro próximo é valorizar o recurso humano”, acrescentou. “Eu vou falar com o prefeito (José Serra) e relatar esta reunião...”, garantiu. A secretária aprovou a sugestão da criação de uma equipe de trabalho. Ela explicou que em relação ao concurso, a prefeitura está tentando modernizar a entrada de funcioná-

rios na rede municipal. “Temos o projeto de lei 318 que está na Câmara sobre as organizações sociais. Nós estamos esperando a manifestação do Legislativo, porque a idéia do prefeito junto comigo não é mais de realizar concursos e sim contratar através das organizações sociais para modernizarmos a administração pública”, revelou. Ela explicou que a idéia se justifica, porque quando se fala em contratar para a região central, não há problemas, mas quando se fala da periferia, Parelheiros, por exemplo, a prefeitura não consegue fixar o profissional, seja ele de qual área for da saúde, porque é muito distante. “Esgotamos a chamada do concurso. Através de universidades e grandes instituições, temos conseguido contratar e fixar com maior facilidade”, disse. A Secretária Dra. Maria Cristina reconhece a defasagem na saúde bucal, para ela, caótica. “Foram 12 anos de destruição. Os senhores sabem melhor que eu quanto custa um equipamento dentário. Para o médico é mais fácil fazer a consulta: basta um estetoscópio e um aparelho de

Dr. Emil Razuk com o viceprefeito, Gilberto Kassab, e a Secretária Muncipal da Saúde, Dra. Maria Cristina Cury. Foto de baixo, conselheiros em reunião.

pressão. Já o cirurgião-dentista precisa de equipamentos, de materiais, e isso tudo é muito dispendioso. Não estou dizendo que a população não necessite, não mereça esse atendimento. Para organizar a cidade, estamos trabalhando muito, está sendo um grande desafio”, comentou. Dr. Emil Razuk e os demais conselheiros do CROSP saíram com a garantia de que os pontos elencados na audiência serão esgotados pela comissão de trabalho e posteriormente encaminhados ao Prefeito José Serra e para a área de finanças da administração municipal.


POLÍTICA

ABCD juntamente com o CROSP tentam anular portaria que restringe uso de óxido nitroso

Vigilância Sanitária estabeleceu normas que restringem o uso de sedação consciente em consultórios dentários s cirurgiões-dentistas Emil Adib Razuk, reuniu-se no foram pegos de surúltimo dia 30 de setembro com presa com uma norma o Secretário Adjunto de Estado baixada pela Vigilância da Saúde, Dr. Ricardo Oliva. Sanitária do Estado “referente Ele acompanhou o presidente à sedação consciente inalatória da Associação Brasileira de Cicom a mistura de óxido nitroso rurgiões-Dentistas, Dr. Luciano e oxigênio em estabelecimentos Artioli Moreira, presidente da de assistência odontológica”. A ABCD, Dr. Raphael Baldacci Resolução SS – 126 de 8 de seFilho, presidente do Conselho tembro de 2005 restringe o uso Nacional dos Representantes dos gases, o que vai exigir muda ABCD, e o Dr. João Rosa, danças físicas radicais dos conpresidente da Associação Brasisultórios dentários, compromeleira de Sedação Consciente em tendo a viabilidade da atividade Odontologia. profissional para muitos cirurEm nome da classe, as giões-dentistas. Na tentativa de autoridades pediram ao secretáreduzir o impacto sobre a classe, rio adjunto que reconsiderasse o presidente do CROSP, Dr. a resolução já que não haveria motivos técnicos que justificassem a restrição. Os artigos 20 a 36 da resolução estabelecem uma série de exigências e adaptações físicas para o uso da mistura. Essa série de artigos determina que as instalações sejam projetadas de maneira a serem climatizadas, para que haja sistema de exaustão, tomadas de ar exterior, dutos de ar e insuflamento de ar por grelhas, entre outros procedimentos. Além disso, o artigo 44 torna “obrigatória a avaliação quanto às doenças ou situações que poderão inviabilizar o uso da técnica, tais como, respiradores bucais, doença pulmonar obstrutiva crônica ou as situações clínicas como cavidades fechadas ou semelhantes, tempo de jejum, uso crônico de drogas em geral, antidepressivos, alcoolismo, deficiências

O

A partir da esquerda: Dr. Luciano Artioli, Dr. Raphael Baldacci, Dr. Ricardo Oliva, Dr. Emil Razuk e Dr. João Rosa.

enzimáticas, anemias megablásticas, dentre outras”. As lideranças odontológicas argumentaram que a literatura científica não recomenda tantas precauções nem tampouco contra-indicações, que não sejam as que referem a 8% das pessoas que eventualmente podem sofrer náusea ou vômito, mas nenhuma complicação além disso. Há relatos de que 100 mil pacientes passaram pela técnica sem que nenhuma fatalidade fosse constatada. Foi exposto ao secretário adjunto que

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

a resolução, antes de ser publicada em Diário Oficial, deveria ter passado por consulta pública para que a matéria fosse melhor discutida. O Secretário Adjunto da Saúde, Dr. Ricardo Oliva, ouviu as ponderações dos representantes da classe odontológica com atenção. Ele se comprometeu a analisar a resolução e verificar se houve algum erro processual. Se nada for modificado, os consultórios dentários terão 180 dias a partir do dia 8 de setembro para se adaptarem à nova norma.

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POLÍTICA

Municípios ressentem-se de uma Coordenação de Saúde Bucal Presidente do COSEMS e Secretária Municipal de Saúde de Amparo, Dra. Aparecida Linhares Pimenta, diz que a população poderia ser melhor atendida se houvesse uma política central

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presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS) e Secretária de Saúde de Amparo, Dra. Aparecida Linhares Pimenta, em entrevista ao jornal Novo Crosp, revelou que os municípios ressentem-se de uma política central para a saúde bucal no Estado de São Paulo. Para ela, a Secretaria Estadual de Saúde tem função importante na interlocução com os municípios, seja para contribuir com o planejamento local, na hora de avaliação, seja para capacitar os recursos humanos dos municípios para que eles possam gradativamente assumir a atribuição que lhes confere da municipalização da saúde bucal. Alguns Estados dispõem de uma Coordenadoria de Saúde Bucal oferecendo incentivos, suporte e orientação aos municípios. Em São Paulo, a coordenadoria foi extinta. Quais são as conseqüências? Dra. Aparecida Linhares Pimenta - O Estado tem o papel fundamental de dar apoio técnico e financeiro aos municípios. Com o processo de municipalização da saúde, as prefeituras foram gradativamente assumindo uma série de atribuições, desde planejamento, avaliação, execução, financiamento... Nesse processo, o papel prioritário do Estado é o de apoiar do ponto de vista técnico e financeiro os municípios, para que eles cumpram

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esse novo papel. Então, as áreas técnicas da Secretaria Estadual de Saúde têm função importante na interlocução com os municípios, seja para contribuir com o planejamento local, na hora de avaliação, seja principalmente para capacitar os recursos humanos dos municípios para que eles possam gradativamente assumir a atribuição que lhes confere. Nesse sentido, acho que a responsabilidade do Estado é muito grande, seja do nível central, seja nas Diretorias Regionais. Em São Paulo, estamos sentindo a falta de apoio técnico em várias áreas inclusive a bucal. Por que? Dra. Aparecida - É importante fazer uma distinção. Até pouco tempo, a Secretaria Estadual de Saúde tinha uma área técnica de saúde bucal no nível central. E tinha técnicos de saúde bucal nas regionais que davam apoio aos municípios. Boa parte dos lugares continua tendo esse técnico, que junto com a coordenação bucal dos municípios, discute a implantação política no nível municipal. O que não há mais é no nível central da secretaria uma interlocução sobre a política de saúde bucal do Estado como um todo e sobre subsídios para que essas representações regionais atuem nos municípios. A política do Ministério da Saúde, o Brasil Sorridente, por exemplo, prevê todo o investimento em equipes de saúde da família, investimentos

para implantação de unidades de especialidade odontológica, que trabalhem com próteses, e uma proposta de ações na área de Saúde Bucal. Os municípios estão fazendo projetos, fazendo mudanças no projeto bucal de antes com novas propostas, e muitas regionais têm apoio das representações, geralmente de cirurgiões-dentistas nas regionais. Agora, não existe uma proposta para o Estado inteiro. Quais são as repercussões da falta dessa política central para a saúde bucal do Estado? Dra. Aparecida - É que você não sabe, por exemplo, qual vai ser a participação do Estado na implantação dessa política do Brasil Sorridente em São Paulo, qual vai ser o papel do Estado na capacitação de pessoal, na avaliação das ações do Brasil Sorridente. Os municípios estão enfrentando dificuldades de uma maneira geral para implantar essas políticas. Nesse sentido, nós, Secretários Municipais de Saúde, insistimos no sentido de apoio técnico do Estado. Nessa coordenadoria, poderia haver técnicos que pudessem fazer articulações a nível estadual das políticas setoriais, porque muitas vezes discutimos isso com o Estado e eles alegam que hoje o responsável por essas políticas é o município. Mas existe uma parte de apoio técnico, uma contextualização política no Estado inteiro, e cada município não consegue ter isso. O

que percebemos em discussões com secretários municipais de saúde, é que muitas vezes o papel do estado fica no vazio. A posição do técnico da DIR, por exemplo, é muito variada no Estado. Há lugares em que ele realmente participa, ajuda o município. Em outros, ele é mais ausente. Como não tem uma coordenação estadual, a coisa fica solta. Sem essa coordenação, a população ressente-se de atendimento na saúde bucal? Dra. Aparecida - Na verdade, a população não sabe se é o Estado, se é o município, se é o governo federal que está financiando, que está treinando, que está apoiando. O que ela quer é garantir o seu acesso, a atenção à saúde bucal. Acho que poderíamos fazer um estudo mais detalhado disso e ver que a questão integral de saúde bucal não acontece hoje no Estado de São Paulo. E o acesso a todos os tipos de procedimentos necessários pelo usuário também não acontece. Se o estado participasse com uma parte do financiamento das ações de saúde bucal e ajudasse com apoio técnico, poderíamos, em um tempo menor, chegar a uma gestão de saúde bucal mais satisfatória para a população. Então, nesse sentido o usuário sente falta de uma política de saúde bucal mais efetiva no Estado. Irão se perguntar se o governo está atendendo.


POLÍTICA

Municipalização não isenta Secretaria de Estado da Saúde de seu papel para com a saúde bucal no SUS Coordenador Estadual do Programa de Saúde da Família da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul diz que Estado, governo federal e municípios devem atuar em conjunto

O

Coordenador Estadual do Programa de Saúde da Família da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Dr. Djalmo Sanzi Souza, diz que os incentivos financeiros para a área contribuíram para desenvolver o programa. Ele diz que cabem às 19 coordenadorias regionais gaúchas avaliar os serviços prestados pelos municípios, assessorá-los na construção dos seus sistemas locais de saúde bucal e trabalhar com dados de base epidemiológica. Qual o papel da Coordenadoria de Saúde Bucal do Rio Grande do sul? Dr. Djalmo Sanzi Souza - No Rio Grande do Sul, há uma Coordenação de Saúde Bucal que faz parte do nosso Departamento de Ações de Saúde, que corresponde ao Departamento de Atenção Básica do Ministério em Saúde. Em cada uma das 19 Regionais de Saúde do Estado, existe um coordenador específico de saúde bucal. E o grande papel dessa coordenadoria é contribuir para implantação das políticas de saúde bucal, sejam elas estaduais ou federais, junto aos municípios. Em São Paulo, a Coordenação de Saúde Bucal foi desativada sob a alegação de que o serviço de saúde bucal foi municipali-

zado. Como é no Rio Grande do Sul? Dr. Djalmo - No Rio Grande do Sul, existe uma Coordenação Estadual, com uma composição de aproximadamente 10 técnicos. Uma equipe que já vem ao longo de vários anos, e que está vinculada ao Departamento de Ações em Saúde da Secretaria da Saúde. No mesmo departamento, há outras políticas: saúde mental, saúde da mulher, saúde da família. Há um grupo de técnicos que trabalha especificamente na questão da saúde bucal. Nós temos no Estado 19 Coordenadorias de Saúde, que são as representações regionais, e em cada uma delas tem um coordenador de saúde bucal, que responde por essa política em âmbito regional. Qual é a função dessa coordenadoria? Dr. Djalmo - É criar, desenvolver e implantar as políticas estaduais de saúde bucal, assegurar também a implantação das políticas nacionais. Normalmente, a nossa política estadual é construída em harmonia com a política nacional. Avaliar os serviços prestados pelos municípios, assessorá-los na construção dos seus sistemas locais de saúde bucal, trabalhar com dados de base epidemiológica, principalmente depois que foi feito esse grande levantamento nacional. Uma observação: nós

tínhamos um número determinado de municípios para fazer o levantamento, que nós ampliamos por conta no Estado, para que pudéssemos ter uma melhor base epidemiológica e representativa da diversidade da população. Nós também fizemos capacitações nas áreas de planejamento de saúde da família para os municípios e elaboramos materiais que orientam os municípios na realização dessas políticas. Vocês dão suporte? Dr. Djalmo - Suporte técnico, epidemiológico e administrativo em algumas questões nos municípios. Há dificuldades de toda ordem, ninguém pode negar isso. Seria muito mais difícil se não houvesse essa participação da Secretaria do Estado. Se não houvesse esse tipo de assistência, a população mais carente, aquela que tem dificuldade de acesso a saúde bucal, seria de certa forma prejudicada? Dr. Djalmo - Não sei se dá para dizer isso. O que se pode dizer é que a questão do acesso tem que ser permanentemente avaliada, pelo fato de uma Secretaria do Estado ter a visão global, ter como identificar áreas de maior carência de serviços, como propiciar apoio no sentido de construir sistemas regionalizados de saúde bucal,

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

principalmente em algumas especialidades. Mas o grande suporte que se dá é no intuito de garantir a qualidade desses serviços, que além de ter acesso tem que ser qualitativo. Não é simplesmente colocar quaisquer profissionais nos consultórios. Não é porque houve a municipalização que o Estado não pode ajudar. Dr. Djalmo - A municipalização que ocorreu diz respeito ao município assumir a sua responsabilidade sobre a atenção básica. Agora, não isenta a Secretaria do Estado de cumprir o seu papel. O Ministério da Saúde tem uma política, uma responsabilidade, o Estado tem outras e o município tem outras. E, além disso, aqui no Rio Grande do Sul, nós somos um dos raros Estados da União que dá incentivo à saúde bucal para os Programas de Saúde da Família. Repassamos R$ 6.000,00 por ano para cada Equipe de Saúde Bucal para prevenção da família. São quantas equipes? Dr. Djalmo - A partir dessa política e desse incentivo, em dois anos e meio, passamos de 104 para 408 equipes. E eu não tenho dúvida de que esse incentivo, de que esse aporte que as regionais levaram aos municípios, foi um fator de desenvolvimento do programa.

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POLÍTICA

Esclarecimento da Secretaria da Saúde Sobre a reportagem “Para Barradas, saúde bucal não é prioridade”, publicada na edição de julho/agosto do jornal do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que as informações divulgadas estão completamente equivocadas. Uma simples consulta no Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde, disponível no site www.datasus. gov.br, comprova que os serviços públicos do Estado ampliaram a produção de procedimentos especializados em odontologia de 77 mil em 2000 para 301 mil em 2004, ou seja, um aumento de 290%. É importante salientar que, mais do que aumentar o número de procedimentos odontológicos, o governo do Estado tem investido em programas de prevenção da saúde bucal. No programa de Fluoretação das Águas de Abastecimento Público, por exemplo, foram investidos 2,2 milhões para a aquisição de equipamentos e material de consumo, beneficiando 122 municípios paulistas que não se utilizavam do fornecimento de águas da Sabesp e que ainda não tinham água fluoretada. Outro exemplo é o Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer Bucal, realizado desde 2001 pela Secretaria. Em 2005, participaram 317 municípios, com 254 mil idosos examinados e cerca de 22 mil encaminhados para reexame e verificação de lesões suspeitas. A inclusão do dentista na equipe de saúde de família no Brasil iniciou-se por iniciativa da Secretaria, que garantiu o financiamen-

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to para a experiência, nas equipes do Programa Qualis na cidade de São Paulo. Ações como as citadas anteriormente, realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde, contribuíram de forma significante para a redução do índice de cárie dentária no Estado. De acordo com a meta estipulada pela Organização Mundial de Saúde para o ano 2000, o índice CPO (que mede a prevalência da cárie dentária) para crianças de 12 anos de idade deveria ser igual ou inferior a 3. No Estado de São Paulo, o índice atingido foi de 2,52, portando, abaixo do que foi proposto pela OMS. A Secretaria reafirma que saúde bucal é e sempre foi prioridade no Estado de São Paulo. O governo do Estado continuará oferecendo apoio financeiro para novas pesquisas, treinamento e capacitação técnica para profissionais, ampliação de serviços e assistência especializada e estratégias de saúde bucal para todo o território paulista. É importante entender que ocorreu modificação no papel da Secretaria de Estado da Saúde, que deixou de ser prestador direto na atenção primária ou básica em saúde (inclusive bucal) e passou a ser articulador, incentivador, avaliador, assessor e promotor da equidade entre os programas municipais de saúde nesta área, além de realizar parte das atividades de atenção especializada, em conjunto com os municípios. Secretaria de Estado da Saúde Assessoria de Imprensa

NOTA DA REDAÇÃO A matéria “Para Barradas, saúde bucal não é prioridade”, publicada na edição de julho/ agosto do jornal Novo Crosp, foi elaborada com base na gravação autorizada pelo próprio Secretário da Saúde, Dr. Luiz Roberto Barata Barradas, no dia 14 de julho. Nela , o Sr. Secretário da Saúde declarou: “A Secretaria hoje está se voltando muito mais para a área de fabricação de medicamentos, fabricação de imunobiológicos, fabricação de vacina para gripe. (...) Nós estamos hoje muito mais voltados para a coordenação e supervisão das atividades de saúde no Estado do que para a prestação de serviços. (...) Nós não temos, e não é pensamento da Secretaria ter uma coordenação de saúde bucal. (...) Eu não tenho mais atividades diretas na área de Odontologia”. O esclarecimento da Secretaria da Saúde não desmente a reportagem e se limita a listar investimentos no programa de Fluoretação das Águas de Abastecimento Público, luta da classe odontológica (não concretizado até hoje conforme demonstra a pesquisa do CROSP na página 9), o Programa de

Prevenção e Diagnóstico do Câncer para Idosos, etc. Observamos, ainda, que mesmo com o incremento na produção de serviços especializados, tomando-se como base a população do Estado de 40 milhões, os 301 mil procedimentos em 2004 significaram um procedimento especializado odontológico para cada 132 habitantes do Estado, em 2000. É número insignificante. Em termos populacionais, representaria cobrir apenas 30% da população de Campinas, deixando o resto do Estado descoberto. A Secretaria da Saúde deixou de ser prestadora direta na atenção básica ou primária em saúde, o que passou a ser exercido pelo SUS, condição que o CROSP sabe, pois considera imperativa a ação direta da Secretaria na Prevenção e no atendimento aos pequenos municípios, sem recursos e carentes de investimentos e ações positivas, como acontece em outros Estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, que auxiliam os municípios com verbas próprias da Saúde.


SAÚDE PÚBLICA

Análise revela teor do flúor da água fora dos padrões Na maioria das cidades atendidas recentemente pelo Estado, a fluoretação está abaixo do índice considerado eficiente e adequado

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CROSP procedeu a primeira análise de flúor na água de consumo público através da Universidade Estadual de Campinas e Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. O mapeamento, encomendado pelo Conselho, revelou que das 116 amostras retiradas, apenas 12 estão dentro do índice adequado para que a fluoretação produza a prevenção da cárie. A UNICAMP foi escolhida pelo fato de os trabalhos desenvolvidos pela instituição serem reconhecidos no meio acadêmico. O Governo do Estado anunciou, no dia 10 de maio de 2004, a assinatura de convênio com 116 prefeituras para a fluoretação das águas. O governo comprometera-se a repassar recursos para a compra de equipamentos de manutenção. O Secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo, Mauro Arce, afirmara na

ocasião que a SABESP realizaria a especificação e instalação dos equipamentos, além de posterior acompanhamento técnico juntamente com a Vigilância da Secretaria de Saúde. O resultado da análise mostrou, no entanto, que a iniciativa do governo não surtiu, ainda, os benefícios esperados. A maioria dessas 116 cidades continua desassistida (veja gráfico). Sem recursos financeiros e sem apoio técnico, as prefeituras não têm como atender a população nesse campo. A falta de conhecimento inclusive na área administrativa pode ser avaliada por um ofício que o CROSP recebeu, no dia 5 de setembro, de um prefeito do

interior pedindo ao Conselho que “prorrogue por um prazo de seis meses para a solução da pendência” de falta de recursos. Tal solicitação deveria ter sido encaminhada, na verdade, à Secretaria de Estado da Saúde. O prefeito apontou que a verba disponibilizada pelo Estado

não atendia às necessidades e que para atender toda a população, a prefeitura necessitava de verba superior a que fora destinada, pois tinham que adquirir bombas para cada saída e entrada de água, com custos acima da condição financeira da administração municipal.

Fluoretação é uma luta antiga da classe

A primeira cidade a ter suas águas fluoretadas foi Baixo Guandú, no Espírito Santo. Em 1953, os professores Mauro Chaves, Alfredo Reis Viegas e Paulo da Silva Freire, através do Serviço Especial de Saúde Pública, realizaram a fluoretação alcançando excelentes resultados epidemiológicos. Depois, a APCD conseguiu com que o Deputado Homero Silva apresentasse projeto de lei, autorizando o DAE, Departamento de Água e Esgo-

to, a fluoretar as águas de abastecimento. O projeto aprovado pela Assembléia foi vetado pelo governador Jânio Quadros. O veto foi derrubado, mas o Governo Jânio não mandava fluoretar, porque a lei autorizava, mas não determinava o DAE a executar a medida. Até que em 1976, o então Deputado Estadual Dr. Emil Razuk apresentou projeto determinando a fluoretação das águas de consumo público. Houve po-

lêmica na época, porque os adversários da proposta alegavam que o projeto gerava gastos, e a Constituição da época impedia projetos que resultassem em despesas para o Poder Executivo. O projeto estabelecia, no entanto, uma medida de saúde pública. Para acabar com a polêmica, o então governador Paulo Egídio Martins acatou sugestão de Razuk para baixar um decreto idêntico ao projeto do então deputado estadual. O de-

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creto até hoje está em vigor, o que mostra que a fluoretação é uma luta de muitos anos da classe odontológica que enxerga na medida um método humano, social, eficiente e eficaz por atingir naturalmente todas as classes, principalmente, as crianças, sem o esforço dos pais, sem esforço das crianças, sem discriminação socialeconômico e educacional. A fluoretação é importante em particular na odontogênese, fase de formação dentária.

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MERCADO DE TRABALHO

Relator adia apresentação de parecer sobre projeto de lei dos Técnicos em Higiene Bucal Deputado Federal Marcelo Barbieri decidiu analisar matéria depois de ouvir argumentos da classe odontológica em audiência pública. Formandos e lideranças de classe acompanharam o debate

M

ais um round foi travado pela classe odontológica contra dispositivos do projeto de lei que regulamenta o exercício do Técnico em Higiene Bucal e de Atendente de Consultório Dentário. Na tentativa de impedir a aprovação de artigos do projeto 1.140 que invadem áreas privativas dos cirurgiões-dentistas, foi realizada, no dia 20 de setembro, audiência pública, em Brasília, entre representantes da Odontologia, parlamentares, que fazem parte da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, e o relator da matéria, Deputado Federal Marcelo Barbieri. Depois de mais de duas horas de debates, o relator decidiu adiar a apresentação de seu parecer e ficou de considerar as ponderações da classe. Participaram da audiência pública o presidente do Conselho Federal de Odontologia, Dr. Miguel Álvaro Santiago Nobre; o presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, Dr. Luciano Artioli Moreira; o vice-presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, Dr. Ronaldo da Veiga Jardim; a vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva, Dra. Helenita Correia Ely; o coordenador nacional da Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Dr. Gilberto Alfredo Pucca Junior; e o representante da Federação Interestadual dos Odontologis-

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tas, Dr. Paulo Capel Narvai; e Dr. Jenner Jalne de Morais, representante do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia. O CROSP foi representado por seu presidente, Dr. Emil Adib Razuk, que estava acompanhado de acadêmicos da Odontologia que ocuparam as galerias do plenário onde aconteceu a audiência, e pelos conselheiros Dr. Francisco Couto Mota, Dr. José Mario Baldo, Dr. Marco Antonio Rocco, Dra. Neide Aparecida Salles Biscuola e Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis. Na reunião, estavam ainda os Deputados Federais Jovair Arantes, João Fontes, Geraldo Thadeu, Tarcísio Zimmermann, Mauro Rubens, Dra. Clair, Walter Barelli, além do Dr. Henrique Eduardo Alves, que presidiu a audiência. O Deputado Federal Marcelo Barbieri afirmou que em seus 14 anos de vida pública como parlamentar da Câmara nunca enfrentara tamanha reação de uma categoria como a dos cirurgiões-dentistas. “Em nenhum projeto que relatei recebi tantas manifestações na minha vida. Foram milhares”, reconheceu. Só dos inscritos do CROSP foram 8.744 (veja matéria na edição 106 do jornal Novo Crosp). Ele admitiu que a realidade dos cirurgiões-dentistas é dramática. “Há uma brutal marginalização da classe no Brasil”, lamentou para em seguida dizer que analisará todos os as-

Dr. Emil Razuk e formandos de Odontologia estiveram na audiência

pectos apresentados na audiência pública. Para o deputado, a reunião foi esclarecedora e agradeceu os cirurgiões-dentistas pela ampla visão do que acontece na sociedade preocupados em construir um processo que privilegie a equipe e não uma reserva de mercado. “A audiência pública foi positiva. Pudemos ouvir todos os segmentos, como é tradição da democracia. Ouvimos várias sugestões e decidimos pedir um tempo ao presidente da comissão para analisar as sugestões com clareza e tranqüilidade para incorporar propostas sem ferir o espírito original do projeto”, afirmou o Deputado Barbieri. O Deputado Federal João Fontes ficou satisfeito com a decisão, porque ele defendia anteriormente um aprimoramento do parecer. Na audiência pú-

blica, o parlamentar de Sergipe disse que o substitutivo procura baratear o atendimento odontológico a um custo muito alto: a precarização do serviço público. O deputado acha que em vez da precarização, deve-se buscar o consenso para não prejudicar a população. “Tenho certeza que quem é rico, que o Presidente da República e os deputados federais não vão procurar um atendente ou um técnico para realizar um tratamento dentário. Eles vão querer o melhor cirurgião-dentista”, diz. “Por que submeter a população carente a situação diferente?”, compara. Já o Deputado Walter Barelli disse que em um ano de Câmara, aquela tinha sido a melhor audiência pública de que participara. Novo parecer deve ser apresentado ainda em outubro pelo relator Marcelo Barbieri.


MERCADO DE TRABALHO Acadêmicos que participaram da Audiência Pública São Paulo Daniela Bragatto Canossa

Da nilo Pelegrino

Deise Moreira Moraes

Edir Sanches da Silva

Fábio Eduardo Macillo M. Alves

João Claudio da Silva Delgado

Márcio F. Mathias

Martha Regina Vinha Diaz

Nadia Arman

Nadia Salem Jabbar

Rogério Corsi Ruggiero Nunes

Vanessa Gaspar Monteiro Éboli Araraquara

Adriano Marques de Brito

Aline Pereira

Ana Carolina Beiro

Caio Sergio Botta M. Oliveira

Christiane Fonseca de Castro

Cilene Aparecida Polano

Ciliana Rossato

David Vicari

Débora Salles

Diego Garcia Diniz

Dyogo Michelini

Eduardo Moffa

Emileine Zamariolli

Érica Thais Rossi

Estefânia de Matos Ré

Fabiane Nogueira

Fabiano Jeremias

Flávia Cristina Volpato

Gabriela Santos

Geisa Fernandez Cavinatto

Giovani Nicoli

Gisele Amaral Borges

Indri Nogueira

Larissa Stangari

Ligia Nunes

Luiz Fernando B. S. Lucarini

Maria Carolina Tinti Lopes

Mariana G. Scalon

Marina Belluci

Paola Masseti

Renata Caruso

Renato Basso Nabuco

Rodolfo Luis Gonçalves

Samanta Silva Santos

Sara Monteiro

Viviene A. Arita

Wanderley Lazaro Junior

William Kabbach Ribeirão Preto

Foto de cima: Mesa composta de parlamentares e representantes de classe Foto do meio: a partir da esquerda, representantes dos Conselhos Regionais de Odontologia do Rio Grande do Sul, Dr. Joaquim Guilherme Vilanova Cerveira; de Pernambuco, Dr. José Ricardo Dias Pereira; e do Distrito Federal, Dr. Claudiomar Carvalho Luz Foto de baixo: Dr. Mota, Dr. Rocco, Dr. Baldo, Dr. Emil, Deputado Barbieri, Dr. Luciano, Dra. Maria Lucia, Dr. Wilson Chediek, Dr. Ailton Rodrigues, vice-presidente do CFO, e Dr. Gilberto Pucca

Alexandre Salim

Amanda Costa e Silva

Ana Beatriz M. Montes

Ana Paula Ribeiro Novaes

Andrigo R. Batista

Anna Paula Bernarde

Bruno I. Rodrigues de Almeida

Carla Bertolin Frigori

Carlos Eduardo Oliveira

Cíntia H. A. Nogueira

Clícia Fernandes

Daniel Jubran

Daniel Magalhães

Daniela Pires

Dayane Santos

Débora L. Tomari

Eliana F. Bidinelo

Gabriel Laprano

Guilherme Huntz Stival

Guilherme Monteiro

Indaiara Abi Rachid

João Victor C. Vieira

Juliana Marin

Larissa M. L. Faria

Lourenço de M. R. Roselino

Luiz Antônio Fraulo Junior

Maisa Camilo Jordão

Marcelo de Almeida Mayernick

Natália Araújo Xavier

Natália Lopes P.

Poliana Emiko E. Kurihara

Rafael Augusto Ferreira

Rafael Montenegro Ribeiro

Rebeca Silva Pontes

Ricardo A. R. Vieira

Roberta Rodrigues de Camargo

Roberto Maciel

Rodrigo Nogueira Silva

Thais E. Vasques Mendes

Thayla Tessa Scarabel

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CONCURSO

CROSP espera número maior de participantes para o concurso “A Saúde Bucal” deste ano Programa, que conta com a parceria da Secretaria da Educação do Estado e da UNESCO, o apoio do Bradesco e colaboração da Folha de S. Paulo e da Dabi Atlante, vai distribuir mais de R$ 200 mil em dinheiro para os alunos, além de equipamentos para os cirurgiões-dentistas voluntários

A

terceira edição do concurso “A Saúde Bucal” organizado pelo CROSP espera receber este ano um volume maior de trabalhos que o de 2004, quando cerca de cinco milhões de alunos participaram do programa – um resultado sem paralelo no mundo, pelo que se tem notícia. Para este ano, o Conselho manteve parceria com a UNESCO – Órgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, e o apoio do jornal “Folha de S. Paulo”. A Fundação Bradesco e a empresa Dabi Atlante também patrocinam o programa de “Promoção da Saúde Bucal” com doação de dinheiro para os alunos e equipamentos odontológicos para os cirurgiões-dentistas voluntários, respectivamente. Os alunos da 1ª à 8ª série do ensino fundamental da rede estadual, seus professores e suas escolas concorrem a mais de R$ 200 mil em prêmios. O presidente do CROSP, Dr. Emil Adib Razuk, acredita que a exemplo do que ocorreu em 2004, o concurso contribui para que os alunos “absorvam os ensinamentos ministrados nas aulas e que se conscientizem da necessidade das medidas preventivas para um boa saúde bucal”. Dr. Emil observa que a colaboração da direção escolar nesse trabalho é fundamental para organizar, motivar e conscientizar a comunidade escolar

12

da importância da saúde bucal dos alunos, além de desempenhar papel fundamental no engajamento dos professores na causa. “Sabemos que a parceria entre a Educação e a Saúde é necessária para que o aprendizado se concretize de forma harmônica e com qualidade”, diz ele. O corpo docente deve receber, avaliar e discutir o material; estabelecer metas e ações no coletivo escolar; divulgar o projeto junto à comunidade, ressaltando a importância da saúde bucal, por meio da fixação de cartazes e outras formas de comunicação que se mostrem eficientes; facilitar o trabalho do cirurgião-dentista, voluntário que será encaminhado à escola; consultar o regulamento e outras informações disponíveis, em caso de dúvidas; e centralizar o material enviado em local de fácil acesso para o manuseio de todos. Dr. Emil Razuk considera que a iniciativa, com a exibição de vídeos educativos de natureza multidisciplinar, concessão de prêmios e distribuição de cartazes, materiais informativos e promocionais, com o apoio e colaboração de entidades empresariais, não se caracteriza como uma atividade isolada de determinado componente curricular, mas como uma produção articulada que integra diferentes componentes curriculares. O presidente do Con-

selho chama a atenção para os objetivos do programa: 1. Oferecer a todos os alunos do ensino fundamental da rede estadual de ensino oportunidades de realização de atividades que possibilitem o desenvolvimento de atitudes adequadas à promoção e manutenção da saúde bucal. 2. Possibilitar aos alunos a realização de atividades que expressem informações, expectativas e contribuições de caráter preventivo, considerando-se os as-

pectos biopsicossociais da saúde bucal, utilizando as diferentes formas de registro e expressão. 3. Ressaltar o assunto “Saúde Bucal” como tema transversal de trabalho pedagógico. 4. Valorizar os programas de saúde desenvolvidos pelos professores como elemento da formação integral dos educandos. 5. Subsidiar a atuação do cirurgião-dentista como um dos profissionais e parceiros na escola, responsáveis pelo processo educativo de prevenção.

Prorrogação de prazos Os prazos de Seleção e encaminhamento dos trabalhos serão prorrogados na seguinte conformidade: 1ª fase: Unidade Escolar: Seleção do melhor trabalho da escola em cada categoria. de 10/10/05 para 25/10/05 Encaminhamento dos trabalhos à Diretoria de Ensino. de 26/10/05 para 31/10/05 2ª fase: Diretoria de Ensino: Encaminhamento dos trabalhos selecionados, por meio de ofício, à Comissão Central do Concurso, na sede do CROSP na Av. Paulista, nº 688 CEP 01310-909, São Paulo – Capital. De 07/11/05 para 14/11/05 3ª fase: Comissão Central: Uma comissão constituída por representantes do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e representantes da Secretaria da Educação, oportunamente indicados, selecionará os três melhores trabalhos de cada modalidade, até 25/11/2005.


CONCURSO Prêmios CROSP / BRADESCO Detalhamento dos valores dos prêmios PROFESSORES Quantidade de prêmios

Modalidades

Valor em R$

Total em R$

89

1

200,00

17.800,00

89

2

200,00

17.800,00

89

3

200,00

17.800,00

89

4

200,00

17.800,00

Total em R$

71.200,00

ALUNOS Quantidade de prêmios

Modalidades

Valor em R$

Total em R$

89

1

200,00

17.800,00

89

2

200,00

17.800,00

89

3

200,00

17.800,00

89

4

200,00

17.800,00

Total em R$

71.200,00

PRÊMIOS DOS CLASSIFICADOS PALE CENTRAL DE COMISSÃO Classificação

Modalidades

Valor em R$

Total em R$

1º lugar

4 modalidades

2.000,00

8.000,00

2º lugar

4 modalidades

1.500,00

6.000,00

3º lugar

4 modalidades

1.000,00

4.000,00

Total em R$

18.000,00

OUTROS PRÊMIOS Professores responsáveis pelos trabalhos selecionados. Prêmios iguais dos alunos. Total em R$

18.000,00

Diretores das Escolas dos trabalhos selecionados. Prêmios iguais aos dos professores. Total em R$

18.0 00,00

Escola a que pertence o 1º classificado em cada modalidade (R$ 2.000,00 x 4 modalidades). Total em R$

8.000,00

VALOR TOTAL DOS PRÊMIOS: R$ 204.400,00

Dabi Atlante doa equipamentos A Dabi Atlante doou para o Concurso de Saúde Bucal um consultório Croma Techno V, um fotopolimerizador e clareador Ultraled XP e um peca-de-mão, alta rotação modelo MRS 400 PB (veja fotos ao lado). A empresa, uma

das maiores da América Latina no setor, participa pela terceira vez do programa promovido pelo CROSP, demonstrando que procura exercer seu papel social, integrando uma iniciativa que visa formar gerações mais saudáveis.

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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ÉTICA

A Importância do Atestado Odontológico O atestado é o documento odonto-legal mais produzido pelo cirurgião-dentista. Tal documento é composto dos seguintes aspectos: o profissional competente para atestar, o paciente, ambos, devidamente identificados, o fato odontológico e as conseqüências desse fato, sendo redigido, geralmente, no bloco de receituário. Assim, difícil propor modelos prontos e acabados para todas as situações que se apresentam, visto que, cada caso é um caso e, conseqüentemente, exigem redações específicas. Resta-nos assim, chamar a atenção para a necessidade de ser o mais específico possível para que a importância de este documento seja a expressão da verdade. E como o atestado resguarda os direitos do paciente submetido a uma determinada intervenção odontológica e que, por isso, fica impossibilitado de exercer suas atividades, a legislação ampara os cirurgiões-dentistas para assinarem atestados. Assim, a Lei nº 5.081, de 24/08/66, no seu art. 6º, parágrafo III, com aditamento da Lei nº 6.215, de 30/06/75, outorga pleno direito ao cirurgião-dentista de atestar estados mórbidos no setor de sua responsabilidade profissional, inclusive para justificar falta ao trabalho. O atestado deve ser emitido em duas vias assinadas pelo profissional. A segunda via precisa ser assinada pelo paciente, que comprova o recebimento da original. Vale ressaltar, que de acordo com os preceitos do Código de Ética Odontológica, em Capítulo V – Do Relacionamento – Seção I – Com o paciente; art. 7º, inciso XI – Constitui infração ética: fornecer atestado que não corresponde à veracidade dos fatos ou dos quais não tenha participado. Como forma ilustrativa, apresentamos alguns modelos de atestado. Atestado para abono de faltas escolares: • Atestado Atesto, junto ao Colégio ....., para fins de abono de faltas, que (nome completo do paciente), cujo responsável é o Sr. (nome do responsável legal), portador do RG nº ....., necessita de 02 (dois) dias de afastamento de suas atividades escolares, a partir desta data. CID: K.04.6 Local e data. • Assinatura e carimbo com o nº do CRO • Atestado Genérico para abono de falta no trabalho • Atestado Atesto, junto (nome da empresa), que o Sr. (nome completo do paciente), portador do RG nº...., esteve sob meus cuidados profissionais no dia de hoje, no horário das 8:00 às 9:00 horas e necessita 02 (dois) dias de afastamento de suas atividades profissionais a partir desta data. CID: K.04.6. Local e data. • Assinatura e carimbo com o nº do CRO • Atestado de Sanidade para fins de ingresso em empresa • Atestado Atesto, para fins de comprovação, junto à (nome da empresa), que o Sr. (nome completo do paciente), portador do RG nº ... , esteve nesta data em meu consultório, tendo se submetido a exame odontológico, que permite atestar ser o mesmo portador de condições buco-dentais satisfatórias ao desempenho de suas atividades laborativas. CID: K.04.6. Local e data. • Assinatura e carimbo com o nº do CRO Comissão de Ética

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ÉTICA

PROCESSOS ÉTICOS JULGADOS (2002, 2003 e 2004) PENALIDADES PÚBLICAS Processo Ético Denunciado(a)

Infração Ética

Penalidade

PE 006/2002

CD. Uniflávio B. da Silva

Impressos Volantes irregulares

PE 011/2002

CD. Luiz Campos dos Reis e CD Sandra Maria Domingues da Costa CD. Jorge Itsuo Naito

Impressos Volantes irregulares Placas Irregulares

Censura Pública, em Publicação Oficial, conforme Acórdão CFO 1000/05, em 02.03.2005. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, em 23.08.2004.

Venda de Atestados

PE 035/2002

CD. Antonio Roberto Nunes Coutinho

Impressos Volantes irregulares Placas Irregulares

PE 049/2002

CD. Benedito Gouvêa Filho

Impressos Volantes irregulares Placa Irregular

PE 052/2002

CD. Milton Carlos Loures

Impressos Volantes irregulares

PE 003/2003

CD. Romildo Daniel da Rocha

Impressos Volantes irregulares

PE 005/2003

Impressos Volantes irregulares

PE 010/2003

CD. Luis Carlos Massuquet Barros CD. Celso José Nogueira Ramalho CD. José Braz de Oliveira

PE 011/2003

CD. Marcio Villani de Souza

Impressos Volantes irregulares

PE 018/2003

CD. João Batista Renó

Impressos Volantes irregulares

PE 021/2003

CD. Aécio de Oliveira Jorge

Impressos Volantes irregulares

PE 037/2003

CD. José Braz de Oliveira

Impressos Volantes irregulares

PE 052/2003

CD. José Braz de Oliveira

Impressos Volantes irregulares Clínica sem registro Placa Irregular Acobertamento do Exercício Ilegal

PE 028/2002

PE 006/2003

Impressos Volantes irregulares Impressos Volantes irregulares

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, em 03.02.2003. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 17/08/2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 17.03.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 05.07.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, em 23.08.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, em 26.11.2003. Censura Pública, em Publicação Oficial, em 23.08.2004. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, com pena pecuniária no importe de 05 (cinco) anuidades, em 23.01.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 05 (cinco) anuidades, em 18.03.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, em 18.03.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 17.03.2005. Suspensão do Exercício profissional, por 30 (trinta) dias, com pena pecuniária no importe de 10 (dez) anuidades, em 04.10.2004. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, com pena pecuniária no importe de 10 (dez) anuidades, em 17.08.2004.

15


ÉTICA PE 058/2003

CD. Antonio Roberto Nunes Coutinho

Impressos Volantes irregulares

PE 059/2003

CD. Antonio Roman

Impressos Volantes irregulares

PE 073/2003

CD. Márcio Villani de Souza e CD. José Hermes Braga

PE 075/2003

CD. Benedito Gouvêa Filho

Impressos Volantes irregulares Clínica sem registro Placa Irregular Impressos Volantes irregulares

PE 110/2003

CD. Benedito Gouvêa Filho

Impressos Volantes irregulares

PE 125/2003

CD. Sandra Maria Domingues da Impressos Volantes irreguCosta lares Clínica sem registro Placa Irregular CD. Djalma Gomes Gouvêa e Impressos Volantes irregulares CD. Rejane Montes Marques

PE 127/2003

PE 138/2003

CD. Wayner Japur

Impressos Volantes irregulares

PE 145/2003

CD. João Carlos da Silva

Impressos Volantes irregulares

PE 150/2003

CD. Juliana de Oliveira Franzo

Impressos Volantes irregulares

PE 175/2003

TPD. Tomaz Vicente da Costa

Acobertamento do Exercício Ilegal

PE 176/2003

CD. Romildo Daniel da Rocha

Impressos Volantes irregulares

PE 181/2003

CD. Juliana de Oliveira Franzo

Impressos Volantes irregulares

PE 184/2003

CD. José Braz de Oliveira

Impressos Volantes irregulares Placa Irregular

PE 189/2003

CD. Marconi de Moura Leite

Impressos Volantes irregulares

PE 191/2003

CD. Adriano Luis Caproni

Impressos Volantes irregulares

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Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 05 (cinco) anuidades, em 23.04.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 05 (cinco) anuidades, em 04.11.2004. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 17.03.2005. Suspensão do Exercício Profissional, por 10 (dez) dias, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 18.03.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 14.09.2004. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta) dias, com pena pecuniária no importe de 05 (cinco) anuidades, em 04.10.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária de 02 (duas) anuidades, em 17.03.2005. Censura Pública, em publicação oficial, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 27.04.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 02.12.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 22.11.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 27.04.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 04.11.2004. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 03.01.2005. Suspensão do Exercício Profissional, por 30 (trinta), com pena pecuniária no importe de 20 (vinte) anuidades, em 27.04.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 01 (uma) anuidade, em 31.01.2005. Censura Pública, em Publicação Oficial, com pena pecuniária no importe de 02 (duas) anuidades, em 05.05.2005.


ENTREVISTA

Coordenadora Nacional de Estomatologia de Cuba defende intercâmbio com o Brasil na área de saúde bucal Ela elogiou a ida de representantes da Odontologia brasileira a seu país em julho passado

D

e passagem por São Paulo, no dia 12 de agosto, para participar do Seminário Internacional de Saúde Bucal Coletiva na Faculdade de Saúde Pública da USP, a Coordenadora Nacional de Estomatologia de Cuba, Dra. Maritza de la Caridad Sosa Rosales, comentou que os povos de ambos os países têm muitos laços em comum. Ela elogiou a visita de autoridades da Odontologia brasileira a seu país (veja matéria na edição 106 do jornal Novo Crosp), entre os quais os conselheiros Dr. Emil Adib Razuk e Dr. Luiz Roberto da Cunha Capella, que contribuiu para dar o ponto de partida para desenvolver o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições brasileiras e cubanas.

ram visitar tanto as instituições dos serviços, como universidades e se reunir com o presidente da Sociedade Científica Cubana, com os representantes do Ministério de Saúde Pública, do qual Qual o propósito de sua vinda faço parte, e intercambiar, como ao Brasil? já havia dito. Minha impressão Dra. Maritza Rosales - Em prié que foi muito proveitosa para meiro lugar, conhecer como ambas as partes. Foi um ponfunciona os sistemas de saúde to de partida para continuar no Brasil e todos os elementos desenvolvendo este intercâmem saúde bucal, instibio entre as tuições como esta que instituições Não basta ter toda a estrutura, mas também é estamos (o CROSP) brasileiras e para conhecer melhor e importante a qualificação dos profissionais” cubanas. desenvolver um intercâmbio entre ambos (Dra. Maritza de la Caridad Sosa Rosales) E o que esos países para melhorar pera levar a a saúde da população, com o auxílio do Ministério da cubano, conhecer nossa realida- Cuba depois desta visita ao Brade. sil? Saúde. Dra. Maritza Rosales - Bom, A ida dos brasileiros a Cuba em Qual foi sua impressão a respei- pude conhecer como funcionam as instituições, tudo o que esjulho fortaleceu o intercâmbio to das autoridades brasileiras? entre os profissionais dos dois Dra. Maritza Rosales - Eles pude- tão fazendo a respeito da saúde países? Dra. Maritza Rosales - Eu considero que sim. Em geral, o povo brasileiro e cubano têm muitos laços, temos muita afinidade cultural, apesar de algumas barreiras de idiomas que são facilmente vencidas. A visita dos representantes (brasileiros) permitiu que eles conhecessem o funcionamento das entidades científicas, do sistema de saúde

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

bucal, a extensão de serviços, tanto a atenção básica como a atenção de média complexidade. Acredito que pela primeira vez a população brasileira tem tido acesso totalmente gratuito à atenção especializada. E levo de experiência como foram capazes de, com poucos recursos, ir desenvolvendo isso. A prioridade que o governo está dando, todo o financiamento e apoio às prefeituras, trabalhando junto ao Conselho Regional de Odontologia e com as instituições científicas, para melhorar a qualificação dos profissionais... Não basta ter toda a estrutura, mas também é importante a qualificação dos profissionais. E gostaria de agradecer a instituição, a presidência do CROSP por nos ter convidado para conhecer a instituição, aprofundando os laços de amizade que se criaram.

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GERAL

Aeronáutica condecora Dr. Emil O presidente do CROSP, Dr. Emil Adib Razuk, foi homenageado pela Aeronáutica no dia 16 de setembro, na ocasião do 40° aniversário do Hospital da Aeronáutica. A contribuição do Dr. Emil para a implementação de especialidades no setor de Odontologia do hospital foi reconhecida pela Aeronáutica. O título é visto com honra pela Odontologia e o CROSP se apraz em veririficar que a Aeronáutica prestigia a saúde bucal. A solenidade teve a presença Dr. Emil é condecorado pelo do Coronel Médico (diretor do Hospital da Aeronáutica), Rualdo Fernandes Pessoa; Coronel Rualdo Fernandes do Tenente-coronel (chefe da Divisão de Odontologia), Pedro Antônio de Araújo Aguiar; do Major Brigadeiro Médico (diretor de Saúde), José Elias Matieli; do Major Brigadeiro do Ar (comandante do 4º Comando Regional), Paulo Roberto Cardoso Vilarinho.

Mogi discute atualização da Odontologia

Homenagem em Assis

Dr. Emil Adib Razuk recebeu, no dia 8 de julho, o título de Sócio Honorário da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas de Assis. A homenagem foi prestada “pelo imprescindível e relevante trabalho em prol da regional”. O diploma foi entregue em solenidade pelo presidente da entidade, Dr. Renato Dias da Silva.

Autoridades que participaram do X Ciclo de Atualização em Odontologia. A conselheira do CROSP, Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, proferiu palestra inaugural do evento

A cidade de Mogi das Cruzes agraciou os cirurgiões-dentistas da região com o X Ciclo de Atualização em Odontologia, que teve apoio da UMC. O ciclo, cujo tema

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foi “Invista em você”, abordou vários assuntos, entre eles Dentística, Disfunção Têmporo-mandibular, Cirurgia Oral Menor, Ortodontia, Ortopedia Funcional e Implantodon-

tia. Os cursos foram ministrados no Campus da UMC, graças a uma parceria firmada entre a Faculdade de Odontologia, com total apoio de seu gestor acadêmico do Curso de Odontologia, Dr. Camillo Anauate Netto e a associação. Estiveram presentes na cerimônia de abertura mais de 100 convidados. Na oportunidade, o Dr. Cláudio Miyake, Secretário da Saúde de Mogi das Cruzes e conselheiro do CROSP, ressaltou a importân-

cia de eventos como esse para incentivar os profissionais. A palestra inaugural, cujo tema foi “Invista em você: faça acontecer”, foi ministrada pela Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, conselheira do CROSP que parabenizou a regional pela iniciativa e a universidade pela parceria estabelecida, salientando a importância das ações conjuntas para estimular os cirurgiõesdentistas no sentido de valorização da classe.


GERAL

Congresso nos Estados Unidos reúne professores de importantes faculdades brasileiras Em agosto, o conselheiro Dr. Rogerio Adib Kairalla e sua esposa Dra. Silvana Allegrini Kairalla participaram, à convite da Ultradent do Brasil, do congresso “Key Educators Conference” promovido pela Ultradent Products Inc., empresa norte-americana de produtos odontológicos, direcionado exclusivamente a professores universitários de Odontologia. O evento, realizado na sede da empresa, em Salt Lake City (Utah), reuniu aproximadamente 150 professores de faculdades de Odontologia de toda a América Latina com o propósito de reciclar e atualizar os professores formadores de opinião. Os professores participa-

ram de conferências e workshops práticos, ministrados por pesquisadores com a finalidade de conhecer os novos desenvolvimentos em materiais e técnicas nas diversas áreas da Odontologia, nas quais a Ultradent tem se destacado como uma importante incentivadora de pesquisas. A empresa, que passará a ter sua sede no Brasil, em 2006, estreitou seu relacionamento com professores universitários, convidando para o evento representates de importantes universidades brasileiras: Dr. Carlos Francci – Materiais Dentários da FOUSP/SP; Dr. Idomeo Bonetti e Dr. Renato Leonardo – Disc. de Endodontia da FOUNESP/Araraquara; Dr.

Marcelo Chain – Disc. Materiais Dentários da FOUFSC/Florianópolis; Dr Mário Fernando de Goes – Disc. de Materiais Dentários FOUNICAMP/Piracicaba; Dr. Paulo Sergio Quagliatto – Disc. de Dentística da FOUFU/ Uberlândia; Dr. Rafael Francisco Lia Mondelli – Disc. de Dentistica da FOUSP/Bauru; Dra. Rafaelle Moura Oliveira – RJ; Dr. Robson Luis Ampessan – Disc. de Dentistica FOPUC/Paraná; Dr. Rogerio Adib Kairalla e Dra. Silvana Allegrini Kairalla – Disc. Prótese Dentária da FO UNISA/SP e o Dr. Terumitsu Sekito Junior – Estética e Dentística IPOIN/RJ e CEO/Penedo. Para o conselheiro Dr.

Lins: workshop para deficientes do pela EMAD - Empresa de Materiais e Adaptações para Deficiências. A semana foi dedicada ao excepcional, mas pela primeira vez foi realizado um evento focado na área, congregando váA conselheira Dra. Maria Lucia entrega ao Dr. Carrios especialistas los Werner livro de sua autoria do país. A UNINos dias 25, 26 e 27 de MEP sediou o evento, com o agosto, foi realizado em Lins, o apoio de seu diretor Dr. Carlos “I Workshop - odontologia efi- Werner. Em caloroso discurso, ciente para pacientes com necessidades especiais”, promovi- ele agradeceu a participação de

todos os convidados, enaltecendo a presença da conselheira do CROSP, Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, filha da cidade de Lins, que ministrou conferência sobre “A importância da dinâmica físico-lúdica no manejo do paciente com deficiência mental”. Na oportunidade, Dra. Maria Lucia doou um exemplar do livro de sua autoria “O paciente com necessidades especiais na Odontologia - manual prático”, Editora Santos, para a biblioteca da universidade. Emocionada, ela destacou que “os homens passam, mas suas idéias permanecem desde que manifestadas e é com muito amor que volto à minha cidade natal para participar deste evento”.

Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

Grupo de professores que foram ao evento

Rogério Adib Kairalla, a iniciativa deve ser destacada, pois projeta e incentiva nossos professores e suas universidades, através da divulgação de seus trabalhos e pesquisas, além de atualizar e aumentar o relacionamento com professores de universidades de toda a América.

A Odontologia tem potencial para colocar nas ruas mais de 70 mil painéis volantes

Basta que você cirurgião-dentista coloque em seu carro os adesivos do programa de valorização da profissão do CROSP 19


CARTAS A Diretoria da Associaç ão dos Cirur São Vicente giões Denti e Região da stas de Sant Costa da M recebimento os, ata do materia l enviado pe Atlântica comunica o Programa de lo CROSP, qu Valorização e faz parte da Odontol mentos pela do ogia, e envi feliz iniciati a nossos cu va que, com o objetivo m pr do Program ice rt ez a, irá potenc a. Se profissão e ializar ajuda à popu ntimos que a valoriza çã la o de nossa gidos e a m arca registra ção sempre foram alvo s da dessa Pr dia do man esidência de a serem atindato, e acre sde o primei ditamos qu seus devere e so ro s dispõem-s e a trabalha mente seres cônscios para o bem de r com tanta comum. determinaç Dr. Braz An ão tunes Matto s Neto, Pres Almeida, Se id en cretário Ger te D r. N elson Camill al o de

6 Novo CROSP n° 10 dados pelo jornal or ab de os se nt es su er as Os tam int atuais que desper ião envolvem temas gem a Cuba, reun Via : ica lóg to on o edi, sse cla da toda a classe od ção rama de valoriza eto de Lei, oj Pr o com a ANS, o prog ra nt co to nte, o protes torial do Preside de saúde bucal, do coordenador cia s ên an rm pe , Ética ncia das proposta bucal, a importâ eventos, il, Em manual de câncer Dr. ao r de embaixado do 1° ESESB, título os abordados. nt su as s tro ou iro do CFO) dentre o Filho (Conselhe inh ur To Mário Ferraro

Estou encaminhando minha admiração e respeito por todos vocês. Ao ler a reportagem do material do Programa de Valorização da Odontologia, fiquei muito contente com essa atitude. Sou responsável pela Saúde Bucal do Programa Saúde Família (PSF) no município de Cristais Paulista-SP. Gostaria de distribuir os folhetos explicativos sobre o câncer bucal dados por vocês, para grupos de adultos e idosos. Com a posse desses folhetos, juntamente com palestras, poderei prestar um melhor serviço à população na prevenção do Câncer Bucal e estarei colaborando com a proposta do CROSP. Dra. Anelisa Liporon Martins (Unidade Básica I de Cristais Paulista)

Paraben izo manual d pela iniciativa d o envio d e o do progra câncer bucal e d os fôldere m s co preco a de prevenção e diagnó ce de câ stincer buc esta que al. Inicia deve ser tiva estendid eventos. a a outro s Dr. Silvio Spartaco Gabrielli Biffi

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e sta de Ortodontia A Sociedade Pauli P OS CR AL RN JO uo Ortopedia recebe Biblioteca / SPO e informa que a ção rama de valoriza divulgará o prog da Odontologia. O) (Presidente da SP Dr. Jairo Corrêa

bemos É com grande satisfação que rece Novo al Jorn do 106 ero núm a edição de rtagem CROSP, com a publicação da repo . O título sobre o Instituto Ricardo Brennand eza do cert a s a-no deix fe” “Pérolas do Reci o povo quão importante é o Instituto para Nordeste tão brasileiro, principalmente deste esquecido. rdo Ricardo Brennand (Instituto Rica Brennand)

Acusamos o recebimento de 2000 folders sobre o Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer Bucal, que serão utilizados em Palestras e Campanhas desenvolvidas por nossa Assessoria. Assim como o colega vibra com nosso interesse em investir na prevenção de doenças bucais, nós sentimo-nos resguardados e amparados pelo interesse demonstrado pelo órgão presidido por V. Sa. Colocando-nos ao seu inteiro dispor, agradecemos a preciosa colaboração e renovamos protestos de estima e alta consideração. Itamar Cipriano de Carvalho (Diretor Regional II – Assessoria Departamento de Odontologia de Limeira)

Gostaria de agradecer desde já a atenção e parabenizar o CROSP pelo Manual de Prevenção de Câncer Bucal. As informações passadas através deste livro e fôlderes têm sido muito valiosas para atualização sobre esse assunto já que, muitas vezes, devido à rotina de trabalho, de nós dentistas, não nos resta tempo para pesquisas mais aprofundadas como estas apresentadas. Dra. Rose Meire Autullo (Cirurgiã-dentista de Ortopedia Funcional dos Maxilares – Araraquara)

CROSP, Dr. Emil Abid Prezado, presidente do de Saúde Bucal s ipe equ Razuk, temos 3 panha que Vossa em 3 PSF, em plena cam abraçamos, em tão nós e iou inic Excelência com a Secretaria to importante tema. Jun aria de Cultura, esta de Educação e Secret to à rede de ensijun ará est coordenação, ação sobre o red e no, fazendo cartazes nos a interagir alu os os tod a o tema, levand al. Buc de Saú com Prevenção em ordenador de (Co d Flo dre xan Ale o Dr. Joã aria de Saúde de Saúde Bucal da secret Guará)

ção da reportagem na Agradecemos a publica o CROSP, que faz Nov nal Jor edição 106 do ho como relator bal referência ao nosso tra para, novamenito ove Apr . 003 do PL 1140/2 na Câmara dos o içã pos te, colocar-me à dis e. o-m ind ped des , dos Deputa utado Federal Marcelo Barbieri, Dep

dez itude e rapi decer a solic ação de ra ag o nh Ve licit à minha so ção ao na resposta para Preven as iv at uc ed colares es a o matérias çã ca e Preven Bo ode r de ví ce Cân tas de o de duas fi nos senm bo com o envi É l. e ais materia momentos, cassete, m rados nesses omento de pa am os m tirm os apenas no ns ao “Novo não lembrad Parabé ! ro st gi re pagarmos o CROSP”! a Pincinato Dra. Lucian

Gostaria de parabenizá-lo pela campanha promovida nas estradas, com a colocação dos outdoors. Belíssima idéia! Tenho certeza, a longo prazo, os frutos serão colhidos. Parabéns! Quero cumprimentá-lo, também, por esta nova iniciativa, a de PREVENÇÃO DO CANCER BUCAL. Outro espaço que outras entidades não se preocuparam em ocupar e você soube tão bem fazê-lo. Gostaria de solicitar, se possível, o envio de mais ou menos uns 300 fôlderes para distribuição em nossa clínica. Dr. Aluisio Venticinque


CARTAS A valorização da Odontologia é uma prova das inúmeras que passaremos para vencermos as dificuldades, mesmo abalados e desequilibrados na visão da população brasileira. Nossa luta, desde que assumiu esta digna e respeitosa presidência, representa e simboliza o equilíbrio que deve imprimir à nossa vida profissional. Temos que aproveitar o momento e engrandecer realmente nossa profissão. A nossa luta irá concluir uma das maiores preciosidades para os dentistas brasileiros, que é o reconhecimento de uma área humana de corpo total, pois a saúde começa pela boca. Dr. Elton R. Palmezan (Juquiá-sp)

Gostaria de parabenizá -lo pelo exce dência do C lente trabal ROSP, valori ho feito fren zando noss frente a po a profissão pulação. U que anda tã te à presim exemplo do câncer bu o desmoral a ser citado ca izada é a campanh ocupação qu l. Esta campanha mos a de preven tra aos noss e temos co ção os paciente m a saúde financeiro bucal deles s nossa precomo muito e não simpl s dizem, m sional já tã esmente co elhorando no o desgastada mo ssa relação , ao meu ve dentista. paciente-p r, e resgatan rofisdo a imagem Dr. Daniel M do cirurgiã azzili Vernac oci

Agradecemos o apoio com o evento dos folders do Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer Bucal, serão de grande utilidade para os municípios que participarão do Projeto Cidadão . Dra. Isabela Tunussi Sartori - Coordenadora de Saúde Bucal

Encaminhamos às Secretarias Mun icipais de Saúde dos 38 Municípios que integram a Dir-X Bauru, o Manual de Câncer Bucal. É desta maneira que cont ribuímos para a valorização da Odontologia Brasileira. Dra. Elaine G. Casarin - Grupo de Assessoria Técnica Odontológica Dir X Bauru

Venho parabenizar o CROSP pela excelente campanha que vem faze ndo para a valorização da odontolog ia, e também pelo trabalho de prev enção do câncer bucal. Os fôlderes ficaram excelentes de fácil ente ndimento para a população e sem prop agandas de empresas, e está tend o uma ótima aceitação. Fica claro que isto está despertando nas pess oas um interesse maior sobre o assu nto, levando muitos a fazerem o auto– exame, como já acontece nos caso s da mama. Mais uma vez, parabéns pela campanha, tanto a de prev enção quanto à de valorização da nossa profissão! Dr. Eduardo Saura

Recebi o certificado de participação como col aboradora voluntária Programa de Promoção no de Saúde Bucal. Sugiro uma atenção especial para a elaboração de um manual voltado a pessoas portadoras de sidades especiais devido necesa ausência de visão. Até o momento não foi apresentada uma situ ação que faz parte do nos so dia-a-dia que é a visi ta do deficiente visual ao dentista, de mater iais didáticos voltados as crianças e até mesm para o aos adultos. Dra. Daniela Mondin

Colega, invista em você: conscientize a população de que tratamento dentário é investimento, e não gasto Coloque no seu carro adesivo do CROSP

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CURTAS A APCD-Botucatu comemora 50 anos O cinqüentenário de fundação da APCD Regional Botucatu, que teve o Dr. Carlos Bauer como seu primeiro presidente, foi comemorado no último 27 de agosto em grande estilo. A solenidade do Jubileu de Ouro aconteceu no Primar Plaza Hotel com um jantar dançante. A diretoria prestou justa homenagem a quatro de seus sócios fundadores: Dr. Antonio Venâncio Martins Filho, Dr. Adolpho Dinucci Vendito, Dr. Edemar Paulo Gonçalves e Dr. Walter Chaguri, que receberam um bonito troféu das mãos do presidente Dr. Walter Luiz Chaguri. Estavam presentes as seguintes autoridades: Dr. Guido Maltagliati, presidente de APCD-Central; Dr. Silvio J. Cechetto, vice-presidente da APCD-Central; Dr. João Augusto Santana, presidente do Conselho das Regionais; Dr. Marco Antonio Rocco, conselheiro do CROSP, Dr. Gastão Moura Neto, diretor da SPO-Unidade Botucatu; Dr. Walter Luiz Chaguri, presidente da APCD-Regional de Botucatu, além de vários colegas da cidade, região e de todo Estado.

A APCD-Santana comemorou seu 30° aniversário O 30º aniversário da APCD Regional Santana foi comemorado com Ciclo de Conferências gratuito nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no espaço APCD. No dia 21, para finalizar o evento, foi promovido um coquetel aos participantes com a presença ilustre de representantes do CROSP, ABO, APCD Central e Regionais. A diretoria da APCD Regional Santana agradece a todos os amigos, associados e patrocinadores que apoiaram e fizeram do evento um sucesso. Na foto, à esquerda, o conselheiro Dr. Marco Antonio Rocco, representando o CROSP, Dra. Maria Ângela Marmo Favaro, presidenta da Regional, e Dr. Gilberto Dellamonica Jr., vice-presidente da APCD - Santana.

Dissertação na área de Radiologia

Prof. Carlos de Paula Eduardo é novo diretor da FOUSP Professores, alunos e funcionários da Faculdade de Odontologia da USP elegeram, no dia 03 de outubro, com 92,6% dos votos, o Prof. Carlos de Paula Eduardo para ocupar o cargo de diretor no período dos próximos quatro anos (2005-2009). O CROSP congratula-se com o professor pela expressiva votação e deseja sucesso na nova função, um desafio e um privilégio para qualquer profissional. A posse será em novembro.

Encontro de turmas • A segunda turma IOP (atual UNIP) convida os colegas para comemorar os 20 anos de formados. A festa será no final do ano. Contato: Dr. Pedro Duarte, (11) 3288-2193 e pedduarte@gmail.com

A Dra. CarolinaWalter Porto defendeu, no dia 5 de julho de 2005, dissertação na UNESP de São José dos Campos para a obtenção do título de Mestre pela FOSJC/UNESP, no Programa de Biopatologia Bucal, Área Radiologia. A banca examinadora foi composta pelos professores Ana Lucia Alvares Capelozza e Julio Cezar de Melo Castilho, além do orientador Edmundo Medici-Filho.

Colega, faça a sua parte

Valorize sua profissão! Coloque os adesivos em seus veículos 22


CURTAS Curso do Dr. Haroldo em Taquaritinga Uma das maiores autoridades em câncer bucal do Estado, o Dr. Haroldo Arid Soares, ministrou curso sobre o tema na Câmara Municipal de Taquaritinga, dia 1° de outubro. O curso foi considerado pelos cirurgiõesdentistas muito elucidativo. Dr. Haroldo é autor do Manual de Câncer Bucal editado e distribuído pelo CROSP. O curso do Dr. Haroldo foi sobre “Atualização em diagnóstico”. Colegas das cidades de Taquaritinga e Fernando Prestes, entre os quais a Dra. Luciana Mattosinho, presidente da APCD Regional Taquaritinga / Monte Alto, e o Secretário da Saúde da cidade, Wilson Rodrigues, estiveram presentes.

Ipiranga comemora 421 anos A Seccional Sudeste do CROSP, juntamente com a APCD Regional Ipiranga, participaram das comemorações do 421° aniversário do bairro do Ipiranga, São Paulo, realizando o exame preventivo de Câncer Bucal na Feira da Saúde, comandada pelo Dr. Arthur Kentuko Nakaima, delegado da seccional. Ao mesmo tempo, foi lançado o Carimbo Postal no Museu do Ipiranga pelo Dr. Roberto Mazzo, presidente da APCD, que patrocinou o evento.

A saúde começa pela boca

Valorize sua profissão! Coloque os adesivos em seus veí-

Nota de falecimento Classe perde colega ilustre: o ex-presidente do CRORS, Dr. Ben Hur A Odontologia brasileira lamenta a perda de um grande líder da classe. No dia 10 de setembro, faleceu o ilustre Dr. Ben Hur Godolphin, ex-presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (2000-2004). Ben Hur nos deu demonstração da grandeza de sua alma, da força de seu espírito e do poder de suas idéias. O funeral, realizado na sede do CRO/RS, mobilizou todos os segmentos da Odontologia e de inúmeros setores sociais e científicos nos quais participou ativamente e deixou como legado a coragem de travar e vencer as batalhas. Por sua passagem no Conselho, inovou, ousou mudar e propôs caminhos nunca antes trilhados pela classe, que certamente ficarão como marco divisório entre a velha e atual Odontologia. Atuais conselheiros, membros das comissões, funcionários, inscritos, entidades de classe, sindicatos, instituições de ensino, representações políticas e de outras áreas choraram sua morte, cuja lembrança ficará entre nós como exemplo de determinação, de coragem, de luta, de liderança e de generosidade a ser seguido.

Dr. Rubens Moreira da Silva, formado pela Faculdade de Farmácia e Odontologia da USP, em 1945, faleceu no dia 20 de agosto. O CROSP lamenta a morte do colega e se solidariza com familiares e amigos.

Faleceu no dia 29 de julho, na cidade de Presidente Prudente, o jovem colega Márcio René Malavolta. O CROSP se solidariza com o pai Sr. Luís Maurício Malavolta, a mãe Sra. Calides Irlanda Malavolta e a irmã Márcia Malavolta de Souza e os amigos de perda tão precoce.

culos e conscientize a população Novo Crosp - Órgão Oficial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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PLANOS DE SAÚDE

Algumas operadoras de saúde não concedem reajuste de 10% aos profissionais credenciados CROSP denunciou o não cumprimento de parte das seguradoras do acordo firmado entre as entidades odontológicas e o SINOG em maio deste ano

O

CROSP encaminhou ofício (veja fac-símile), no dia 22 de agosto, ao Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, em que denuncia o não cumprimento do que fora assegurado pelos representantes das operadoras de saúde, em 31 de maio passado. O acordado entre o CROSP e outras entidades de classe com o

SINOG era de que haveria um aumento mínimo de 10% no valor dos procedimentos odontológicos pagos pelas operadoras das empresas de atendimento odontológico. O primeiro item do acordo previa uma reajuste emergencial de 10%, sendo 6% em julho e o complemento em dezembro de 2005. Em resposta ao ofício conjunto, o SINOG garantiu

que a recomendação fora feita a seus associados. Mais: que pela consulta realizada entre as operadoras, fora demonstrado que as empresas “vêm adotando as recomendações feitas pelo Sindicato no que tange ao reajuste emergencial”. Ao SINOG coube insistir com as operadoras para que concedessem aumento integral a partir de julho. O CROSP detectou, entretanto, que muitas operadoras não estão cumprindo o que fora determinado pela referida proposta, o que tem suscitado reclamações da classe. O Conselho entende o descon-

tentamento, pois a atitude das empresas constitui quebra de acordo legalmente firmado. O CROSP solicitou ao Sindicato esclarecimentos sobre quais empresas estão cumprindo acordo e sobre as que se recusam, relatando os motivos. O Conselho Regional de Odontologia, assim como a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas e o Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo, espera não ter que questionar na Justiça falta de cumprimento do documento firmado em maio.

Colega, se você é cadastrado por uma das associadas ao SINOG que não esteja cumprindo o acordo, comuniquese por escrito com a Secretaria do CROSP:

Avenida Paulista, 688 – CEP 01310-909 - São Paulo

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Edição 107