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TOPOMORFOSE HELOISA CROCCO

TOPOMORFOSE HELOISA CROCCO


Fragmento de Poster, Joe Tilson, Galeria MilĂŁo, 1975


TOPOMORFOSE | José Alberto Nemer

Desde criança convivi com a natureza. Ela sempre me seduziu, me impressionou, me contagiou. Aprendi não só a olhá-la, como a escutá-la e a senti-la em sua força, exuberância, cheiro, cor e magia. Esta é nossa grande mestra. Quando entrei pela primeira vez na floresta amazônica, fiquei perplexa com a grandiosidade do ambiente e, ao mesmo tempo, com o que o homem vem fazendo com ele. As árvores formam verdadeiras catedrais. Com uma motoserra na mão, em pouco tempo uma árvore milenar está no chão, levando consigo outras tantas que encontra pelo caminho. Às vezes penso que meu encontro com a madeira se deu através desse impactodoloroso. A partir daí, surgiu em mim a necessidade inadiável de empreender um trabalho que prioizasse o respeito à natureza, sua proteção, sua valorização, enfim, um trabalho capaz de ajudar o homem contemporâneo a olhar o que ele está fazendo e sensibilizá-lo a mudar de atitude.


Depois de um longo convívio com diferentes materiais (como as fibras, porexemplo), elegi como foco de minha pesquisa o veio da árvore com seus anéis de crescimento.De seu corte em topo resultam grafismos, padrões e texturas que comecei a explorar. A esta pesquisa dei o nome de Topomorfose.

Para mim, o design não é simplesmente um símbolo de status ou de poder aquisitivo. Ele é espaço de sonhos, de emoções, de sobrevivência e de filosofia do ser. Atrás de um projeto estético há sempre a busca de um homem novo. O trabalho como designer começou em 1976. Participou do desenvolvimento da coleção da Tactile para a grife de moda Clô Orosco e fez a linha de móbiles Activ para a então nascente Tok & Stok, em conjunto com outro gaúcho, Antonio Aiello. A atuação no design começou a tomar um rumo bem particular e próprio em 1986, quando entrou pela primeira vez na floresta amazônica. Ao pensar na construção de um ateliê, quis trazer junto todo o conceito.

Com esses desenhos e texturas que a madeira me dá, crio uma variedade de matrizes, que acabam impressas em objetos, como louças, tecidos, papéis etc., com os quais componho diferentes coleções dentro do design de superfície. Mas crio também, com as sobras das madeiras que são exportadas, objetos tridimensionais, painéis-texturas. Ganhando autonomia e se transformando em modelo de pensamento, ou seja, numa metodologia de pesquisa da forma e de suas aplicações no design. Ultrapassa, assim, o plano da estética da forma, entrando em questões mais abrangentes, que tocam a sociologia e a antropologia, enfim, a relação do homem com a natureza e os objetos com os quais convive.

Aquilo que penso e crio, deve ter uma coerência com o meu ambiente de trabalho, onde as idéias surgem e onde são elaboradas. Construí então este espaço de madeira reflorestada, onde convivo com a própria rio, do cheio das plantas e do verde em torno. Como sempre me preocupei com a criação e o fazer manpalmente ligados à revitalização do artesanato.

Para mim, o design não é simplesmente um símbolo de status ou de poder aquisitivo. Ele é espaço de sonhos, de emoções, de sobrevivência e de filosofia do ser. Atrás de um projeto estético há sempre a busca de um homem novo. O trabalho como designer começou em 1976. Participou do desenvolvimento da coleção da Tactile para a grife de moda Clô Orosco e fez a linha de móbiles Activ para a então nascente Tok & Stok, em conjunto com outro gaúcho, Antonio Aiello. A atuação no design começou a tomar um rumo bem particular e próprio em 1986, quando entrou pela primeira vez na floresta amazônica. Ao pensar na construção de um ateliê, quis trazer junto todo o conceito.

Acabamos criando aqui o Laboratório Piracema de Design. Ligado a profissionais que me acompanham nestes anos todos, o Laboratório vem desenvolvendo vários trabalhos, como o Projeto Piracema que é uma capacitação de profissionais para atuação em programas de aproximação entre o design e o artesanato. Estamos sempre rodeados.

A dinâmica do trabalho aqui é realmente experimentar, refletir, envolver as pessoas, transmitir o que se sabe, multiplicar o fazer. Ultimamente, tenho projetado o futuro deste espaço através da inclusão de atividades que considero uma extensão de sua filosofia como, por exemplo, a imagem em movimento e a gastronomia. Para mim, tudo isso é a ampliação do mesmo conceito. É o design da vida. O “guia” não poderia ter sido melhor: era o seu amigo arquiteto e designer José Zanine Caldas. Heloísa ficou fascinada com as árvores e com o enorme potencial da madeira, este material tão caracteristicamente brasileiro. Mas haveria de encontrar um jeito diferente de trabalhá-la, diversa do uso que Zanine.

O caminho se delineou quando, ao acaso, viu otronco serrado de uma árvore. O ponto de vista madeira é cortada em lâminas. Mudado o ponto-de- vista, mudou também o que viu: Heloísa se encantou com os veios e com a riqueza insuspeitada que encontrou no cerne da madeira. Ao serrar o tronco, explorando ocorte em topo, percebeu que dava para explorar os veios com diferentes tipos de cortes da madeira e diferentes composições dos pedaços cortados . Constatou ainda que passar um jato de areia na madeira iria corroer a sua parte mole (que se forma no verão, até porque nessa. Estação ela cresce mais rapidamente, então fica mais macia), criando um contraste maior com a parte dura (que se forma no inverno, quando toda a natu-reza dorme). Em dois anos de pesquisa visual, ampliou a possibilidade de combinações de veios e selecionou mais de 200 padrões de árvores nativas da mata brasileira. O grafismo resultante das diferentes combinações dos veios surpreendentemente à arte indígena e popular ou aos princípios do construtivismo. A pesquisa resultou no Projeto Topomorfose, ou o ato de dar forma (morfose) ao cume (topo) da madeira. Até então, ela não sabia o que fazer com toda essa investigação. Numa visita à Inglaterra, teve um clique ao entrar numa loja da Laura Ashley, que fez das flores o seu mote – estampado nos tecidos das roupas, nas louças, nos papéis de parede, em todo e qualquer dar forma (morfose) ao cume (topo) da madeira. Até detalhe. Decidiu fazer o mesmo com o topo da madeira, usando-o como matriz visual para uma série de aplicações e produtos.


O projeto Topomorfose recebeu o primeiro lugar na categoria materiais de acabamento de moradia do 8º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira e foi tema de uma exposição individual em Osaka, Japão, em 1990. “Se em vez da madeira eu tivesse me apaixonado pelas borboletas naquela viagem à Amazônia, eu também teria tido um universo visual enorme para trabalhar. Imagine só o mundo presente nas asas de uma . Ou nas bromélias, nas penas de um pássaro ou até mesmo num gafanhoto”, brinca ela, para lembrar que o básico em seu trabalho é essa idéia de escolher um tema, e a partir daí desdobrá-lo em suas infinitas possibilidades. Heloísa Crocco é uma das raras designers brasileiras que é contratada com regularidade para trabalhos no exterior. Entre 1986 a 1995, uma vez por ano foi à Colômbia para dar um curso de design têxtil na Universidade de los Andes. O curso tratou justamente do procedimento de escolha de uma idéia matricial para o desenvolvimento de uma linha. Naquele país, ela desenvolveu uma coleção cuja base Unidos o refugo da produção, triângulos que ele corta dar forma (morfose) ao cume (topo) da madeira. Até são as tramas e texturas da arte pré-colombiana. Outra experiência internacional foi com o Manos del Uruguay, instituição que reúne artesãs da lã no Uruguai. “Me chamaram em 1997, quando o grupo estava perdendo mercado por causa da globalização. Coordenei o trabalho de um ano para encontrar uma referência de identidade local e desenvolver uma coleção. As matrizes iconográficas foram a flora e a fauna uruguais e ainda um baralho em couro feito pelos índios a partir de um jogo de cartas trazido pelos espanhóis”, conta ela.

Na avaliação de Heloísa, a Manos del Uruguay é um modelo há ser seguido. “Elas começaram com meia dúzia de mulheres na década de 1970 e hoje há 18 cooperativas com 800 mulheres trabalhando, e venbalhando tanto com comunidades artesanais como desenvolvendo seu próprio trabalho independente como designer. A cada ano o Projeto Topomorfose ganha novas aplicações. Quanto às artes plásticas, acabou enveredando por um sucedâneo do Topomorfose: ganhou de um amigo que fornece cercas de Madeira para os Estados Unidos o refugo da produção, triângulos que ele corta das pontinhas de cada cerca, para chegar ao desenho preciso exigido pelo mercado norte-americano.

Os retalhos que seriam jogados fora ou queimados passaram a ser usados por Heloísa para fazer painéis de parede . Expostos em galerias de arte, têm ganhado terreno e alguns foram instalados fora do Brasil . Eles têm rendido ainda transposições para outros suportes.

O grafismo resultante das diferentes combinações dos veios surpreendentemente à arte indígena e popular ou aos princípios do construtivismo.

Depois de um longo convívio com diferentes materiais (como as fibras, porexemplo), elegi como foco de minha pesquisa o veio da árvore com seus anéis de crescimento.De seu corte em topo resultam grafismos, padrões e texturas que comecei a explorar. A esta pesquisa dei o nome de Topomorfose. Com esses desenhos e texturas que a madeira me dá, crio uma variedade de matrizes, que acabam impressas em objetos, como louças, tecidos, papéis etc., com os quais componho diferentes coleções dentro do bras das madeiras que são exportadas, objetos tridimensionais, painéis-texturas. ganhando autonomia e se transformando em modelo de pensamento, ou seja, numa metodologia de pesquisa da forma e de suas aplicações no design. Ultrapassa, assim, o plano da estética da forma, enocorte em topo, percebeu que dava para explorar os trando em questões mais abrangentes, que tocam a sociologia e a antropologia, enfim, a relação do homem com a natureza e os objetos com os quais convive.

O caminho se delineou quando, ao acaso, viu otronco serrado de uma árvore. O ponto de vista madeira é cortada em lâminas. Mudado o ponto-de- vista, mudou também o que viu: Heloísa se encantou com os veios e com a riqueza insuspeitada que encontrou no cerne da madeira. Ao serrar o tronco, explorando ocorte em topo, percebeu que dava para explorar os veios com diferentes tipos de cortes da madeira e diferentes composições dos pedaços cortados . Constatou ainda que passar um jato de areia na madeira iria corroer a sua parte mole (que se forma no verão, até porque nessa. Estação ela cresce mais rapidamente, então fica mais macia), criando um contraste maior com a parte dura (que se forma no inverno, quando toda a natu-reza dorme). Em dois anos de pesquisa visual, ampliou a possibilidade de combinações de veios e selecionou mais de 200 padrões de árvores nativas da mata brasileira. O grafismo resultante das diferentes combinações dos veios surpreendentemente à arte indígena e popular ou aos princípios do construtivismo. A pesquisa resultou no Projeto Topomorfose, ou o ato de dar forma (morfose) ao cume (topo) da madeira. Até então, ela não sabia o que fazer com toda essa investigação. Numa visita à Inglaterra, teve um clique ao entrar numa loja da Laura Ashley, que fez das flores o seu mote – estampado nos tecidos das roupas, nas louças, nos papéis de parede, em todo e qualquer dar forma (morfose) ao cume (topo) da madeira. Até detalhe. Decidiu fazer o mesmo com o topo da madeira, usando-o como matriz visual para uma série de aplicações e produtos.


TOPOMORFOSE | JosĂŠ Alberto Nemer

The work centred in the disclosing of the wood core explore its structure determined by a life cycle that exarcebate during the summer and decrease during the winter producing light and malleable parts and others dark and with resin. This game of growth and repose make a draw which the meaning appears to be fundamental to the human expression. Looking the wood core I ask myself if it wasn’t a particular perception of this structure that gave origin to the forms of draw, weave, composing the geometry of the objects and the painting of the Indians body. From that I start to reflect and work on the wood, playing, recreating its draw, telling a story of each one. The game with the wood grains submitted to different treatments give origin to the sources that, printed on cloth, paper, glass, ceramics, in short, all material sensitive to imprint, disclose the human interference as form of interpretation what the nature suggest us.


Work as a designer started in 1976. She took part in the development of the Tactile collection for the Clô Orosco fashion label and did the line of Active mobiles for the then incipient Tok& Stock store, together with Antonio Aiello also born in Rio Grande do Sul. Her design work took an unusual and distinctive turn in 1986 when, for the first time, she made her way into the Amazon forest.

Therefore my work is constructed on the unlimited possibilities of the human imagination and on the inevitable necessity of re-establish the conscious and creative relation of the man with nature. Heloisa Crocco first discovered he possibilities of the grains, its infinities combinations and wealth. After the research become exhausted, applied it as surface design in different materials as pottery and cloth. Currently this methodology referenced of work enlarge itself to different motif The panel is made of pinus wood shavings reforested by the carpenters of Rio Grande do Sul and certified by competent institutions of the sector. Until now, this pieces of wood would go to the garbage; Heloisa Crocco, with her work brigs it to art sphere and make happen on it a look of increased value, not just the matter itself(the wood) as mainly the attitude of reusing, changing and putting in evidence remains intrinsic to the life of the man, in this meaning, with education, and reflection about the ecosystem where we are insert.

For this she could not have had a better “guide” than her friend and designer José Zanine Caldas. Heloísa was fascinated with the trees and with the overwhelming potential of wood, this so very particular Brazilian material. However, she was to find a unique way of working with it, much different from the way of Zanine. He used it for his fantastic houses and for his furniture- denouncement against destruction of the forest. Her course was mapped out when by chance she noted the sawn trunk of a tree. The point of view differed from the usual, the wood was cut in slices. Changing the point of view also changed what she saw. Heloísa was enchanted with the veins and with the surprising richness she found in the heart of the wood. While sawing the trunk, exploring the top cutting “Amazonia 5”, she noticed that one could exploit the vein patterns with different types of wood cuts “Amazonia 6” and different compositions of the cut pieces “Amazonia 9”.

Further she found that sand blasting the wood erodes the softer part (formed in the summer, because during this season as growth is faster it becomes softer) thereby enhancing the contrast with the harder part (formed in winter when nature as whole is asleep). After two years of visual research she expanded on the possibility of combining veins and selected more than 200 patterns from native trees from the Brazilian forest, “Amazonia 23”. The graphic representation brought about by the different combinations of veins, surprisingly recalls popular and Indian art and the principles of constructivism. The outcome of this research is the Topomorphosis Project, which means the act of shaping (morphosis) wood from the tops of the trees. Until then she still had not found a clear rationale for her investigation. On a visit to England, she had an insight after entering the store of Laura Ashley who had made of flowers, in all and every detail, her leitmotif – printing them on clothes, tableware, wallpaper, everywhere. She decided to do the same with wood from the tops of trees using it as a visual matrix for a series of applications and products. Drawings of the surfaces with the original matrixes were stamped on a line of stationery, for the Rio Grande do Sul network Personal Paper, on fabrics for the Arte Nativa Aplicada Amazonia 11, on bedclothes for the Tok & Stock Store, Amazonia 13, on a variety of china for the Vista Alegre, on fabrics for table sets for the Marcks or even on agate cups and pans also for the Tok & Stock Store.

In all these applications Amazonia 16, the colors were always earthen, from cru to beige, reddish to brown. In addition, glued wooden slabs began to be used as finishing, lining or in the making of furniture, table tops, cheese boards and objects produced by the Rio Grande do Sul company Incasa. The project Topomorphosis ranked first in the category of finishing materials for the house, of the 8th Design Award of the Museum “Casa Brasileira” and was the theme of an individual exhibition in Osaka, Japan in 1990. “If instead of wood, during that trip to the Amazon, I had fallen in love with butterflies, I would also have had an endless visual universe to work with. Imagine the world found in the wings of a butterfly. Or in the bromeliads, in the feathers of a bird or even in a grasshopper,” she jokes, when recalling that basic to her work is this idea of choosin


Heloísa Crocco is one of the few Brazilian designers regularly sought for works abroad. Between 1986 and 1995, once a year she went to Colombia to lecture on textile design at the “Universidade de los Andes”. The course dealt with the choosing of a matrix concept to develop a line of articles. She developed a collection based upon the concept of weaving and textures of Pre-Colombian art. Another international experience was with the “Manos del Uruguay” an institution for wool craftswomen of Uruguay. “They called me in 1997, when the group was loosing its market due to globalization. I coordinated a one year task in an effort to find a local identity and to develop a collection. The iconographic matrixes were the Uruguayan fauna and flora and also a deck of cards made of leather by the Indians, based upon a deck of cards brought by the Spaniards” she recounts.

In Heloísa’s opinion “Manos del Uruguay” is a model to be followed. “They started with half-a-dozen of women in the nineteen seventies and today add up to 18 cooperatives with 800 women working and sales in New York, Milan, and Tokyo”.

In Heloísa’s opinion “Manos del Uruguay” is a model to be followed. “They started with half-a-dozen of women in the nineteen seventies and today add up to 18 cooperatives with 800 women working and sales in New York, Milan, and Tokyo”. of Uruguay. “They called me in 1997, when the group Heloísa pursues her work with craftsmanship communities as well as carrying on as an independent designer. Each year the Project Topomorphosis acquires new. As for the fine arts she has recently adopted a surrogate for Topomorphosis: a friend that supplies wooden fences to the USA, gave her the leftovers of the production, triangles cut from the tips of each fence piece to achieve the precise design required by the North American market Amazonia 25. The scraps that would be thrown out or burned are used by Heloísa to make wall panels Amazonia 26. In Heloísa’s opinion “Manos del Uruguay” is a model to be followed. “They started with half-a-dozen of women in the nineteen seventies and today add up to 18 cooperatives with 800 women working and sales in New York, Milan, and Tokyo”. The scraps that would be thrown out or burned are used by Heloísa to make wall panels Amazonia 26. Panels exhibited in Art Galleries, have been so appreciated that some even were set up outside of Brazil Amazonia 29.

Regarding the craftsmanship renewal programs, there are no fixed prescriptions. An example is the intervention in Rondonia, in 2001,to which the entrepreneurs of the Hotel Paakas Novas and of Sebrae were invited. “The owner of this hotel in the forest wanted a line of products attractive to the tourists. When I arrived I noted that the people were not producing anything, therefore it was useless to introduce design. I found out with them that they needed a technique”, she tells. Thereupon she decided to bring master-craftsmen from Rio Grande do Sul to begin workshops on vegetal leather, a material made from latex Latex 6, and “titica” cipo Latex 15, abundant in the region. Among the objects created in the workshops are those that mix fibers and seeds (of the rubber tree and cabbage palm) Latex 19 and the collection Nature Brazil Latex 20 showing napkin holders in fibers and seeds as well as china with patterns derived from the Amazon flora Latex 5. Another international experience was with the “Manos del Uruguay” an institution for wool craftswomen of Uruguay. “They called me in 1997, when the group was loosing its market due to globalization. I coor identity and to develop a collection.

Heloísa pursues her work with craftsmanship communities as well as carrying on as an independent designer. Each year the Project Topomorphosis acquires new perspectives. As for the fine arts she has recently adopted a surrogate for Topomorphosis: a friend that supplies wooden fences to the USA, gave her the leftovers of the production, triangles cut from the tips of each fence piece to achieve the precise design required by the North American market. The scraps that would be thrown out or burned are used by Heloísa to make wall panels Amazonia 26. Panels exhibited in Art Galleries, have been so appreciated that some even were set up outside of Brazil Amazonia 29. They have also led to transpositions for other supports Amazonia 35. In Heloísa’s opinion “Manos del Uruguay” is a model to be followed. “They started with half-a-dozen of women in the nineteen seventies and today add up to 18 cooperatives with 800 women working and sales in New York, Milan, and Tokyo”. The scraps that would be thrown out or burned are used by Heloísa to make Galleries, have been so appreciated that some even were set up outside of Brazil Amazonia 29 called me in 1997, when the group Heloísa pursues her work with craftsmanship communities as well as carrying on as an independent designer. Each year the Project Topomorphosis acquires new.


HELOISA CROCCO

Heloísa Crocco formou-se em Desenho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1970. Fez cursos de Criatividade com Tom Hudson, do Cardiff¹s College of Art of London, Inglaterra, em 1974 e 1976, além do curso de especialização em Artes Plásticas: Suportes Científicos e Práxis, na PUC/RS, em 1985.

(1949, Porto Alegre) is one of the foremost names associated with the joint effort of design and handicraft in this country. Not only because of her long-lasting dedication in this area – she was one of the first designers to adventure into craftsmanship in 1993 – but more so because of the consistency and coherence.

Participou de exposições coletivas, salões e bienais no Brasil e no exterior. Viajou pelo País em pesquisas sobre fibras, principalmente em visitas à Floresta Amazônica. Em viagens à Colômbia, Venezuela, México, Peru e Uruguai, dedicou-se ao estudo das tramas, texturas e iconografia da arte pré-colombiana.

One of Heloísa’s characteristics is to go beyond boundaries, she graduated in Design from the Federal University of Rio Grande do Sul (UFRG) in 1970. The following decade she was mainly active in the fine arts as an artist as well as a teacher from 1972 to 1979. She taught Fine Arts Education at the Rio Grande do Sul Secretariat for Education and Culture.

Seu trabalho obteve , entre outros, os prêmios: 1º Prêmio no 8º Salão de Design Museu da Casa Brasileira/SP [aqui, falta o ano, para padronizar com as outras informações]; Menção Honrosa no 13º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira/SP (1999); Prêmio no 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte: O Brasil Amanhã, no Museu de Arte da Pampulha (2000). Depois de apresentar sua exposição individual Topomorfose [onde e quando?], baseada em pesquisa com o cerne da madeira, viajou pela Europa para estudar a maneira de aplicá-la, trajetória que deu origem ao projeto que agora desenvolve.

Decisive in her schooling were the creativity courses with the Englishman Tom Hudson and those of tapestry with Zoravia Bertiol and Elisabeth Rosenfeld. The latter a German immigrant living in Gramado, fine arts as an artist as well as a teacher from 1972 RS, had a powerful influence on the development of Heloísa’s sensitivity for craftsmanship. One of Heloísa’s characteristics is to go beyond boundaries, she cade she was mainly active in the For six months she even lived at Elisabeth’s home, where she discovered the secrets of looms and carpentry.


IDEALIZAÇÃO Heloisa Crocco CONCEPÇÃO | ROTEIRO José Alberto Nemer TEXTO José Alberto Nemer FOTOGRAFIA VivaFoto PROJETO GRÁFICO Marcelo Drummond PRODUÇÃO CULTURAL Gunter Axt EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Ricardo Marques REVISÃO PORTUGUÊS Luisa Strimberg VERSÃO | REVISÃO INGLÊS Jorge Luis Cardoso PRÉ-IMPRESSÃO Rona Gráfica Editora IMPRESSÃO Rona Gráfica Editora

CROCCO STUDIO DESIGN Rua Simão Bolivar, 603 Vila Conceição CEP 91920 800 Porto Alegre Rio Grande do Sul Brasil T +55 51 32223443 C +55 51 81173747 hcrocco@plugin.com.br www.croccostudio.com

© 2009 Heloisa Crocco Todos os direitos reservados. Esta publicação não pode ser reproduzida, no todo ou em parte, por quaisquer meios, sem prévia autorização por escrito do autor.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação [Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil]

Crocco, Heloisa, 2009. B528v Topomorofose São Paulo: Cosac Naify, 2009. 112p. 103 ils.

ISBN 978-85-7503-239-8 1. Artistas brasileiros . I. Título. CDD: B869.15 CDU: 869.0(81)


Este livro foi impresso em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em novembro de 2009, com tiragem de 1000 exemplares.

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Miolo impresso a 4 cores em papel Polen Bold 90 gr/m2 da Suzano e texto composto na fonte DIN Light, corpo 10,5/13.

Topomorfose - Heloisa Crocco  
Topomorfose - Heloisa Crocco  
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