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Publicação do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe)

Ano 7 – nº. 12 – 2015

pág. 06

Bate-Papo temático esclarece dúvidas sobre a legislação referente à rotulagem de alimentos

Dia do Nutricionista será comemorado também na Assembleia Legislativa da Bahia

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pág. 34


Editorial

É com imensa alegria e sensação de desafio a ser superado que escrevo, pela primeira vez aqui neste espaço, como presidenta do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região. O nosso mandato vai até 2017 e eu, juntamente com toda a diretoria do CRN-5, conselheiros, colaboradores e profissionais, sabemos que muito já foi realizado nos últimos anos. Porém, também sabemos que muito precisa ser feito. Entre nutricionistas e técnicos em Nutrição e Dietética somos quase 8 mil profissionais registrados e espalhados pelas quase 500 cidades dos estados da Bahia e de Sergipe, circunscrição do CRN-5. Por isso, é imensamente importante uma maior aproximação do Conselho com os profissionais para melhor entendermos as necessidades da população e como a Nutrição pode ser difundida para a melhoria de vida das pessoas. Por isso, a iniciativa do projeto ‘Fóruns da Fiscalização’, que neste primeiro ano fará oito eventos em cinco importantes cidades dos dois estados, é mais uma tentativa de debater com os profissionais os rumos da Nutrição num recorte regional, que atenda às necessidades locais e as peculiaridades culturais de cada lugar. Outra questão que está em pauta é relacionada à alimentação escolar. Com apenas dois profissionais lotados na Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) para monitoramento e gestão da ali-


mentação nas escolas estaduais dos 417 municípios da Bahia, o CRN-5 já busca a adequação deste cenário pela via da fiscalização conjunta com o Ministério Público Federal, no programa MPEduc. Além disso, lançamos a campanha ‘Se tem Alimentação Escolar, Tem que Ter Nutricionista!’, como forma de sensibilizar a sociedade para o grave quadro na educação e que, no futuro, pode causar sérios problemas à população. Enfim, a nossa estrada ainda está sendo pavimentada. O importante é a obra do CRN-5 não parar e a população, sempre ela, ser a grande beneficiada com mais nutricionistas no cuidado dos alimentos que vão à mesa das pessoas. Um forte abraço!

Rita de Cassia Ferreira Frumento Presidenta do CRN-5

*

Interação

O CRN-5 em Revista é um meio eletrônico que busca interagir com os seus leitores e facilitar o acesso às nossas informações. Por isso, caso deseje, é possível compartilhar a revista nas redes sociais ou enviar para alguém através de email. Além disso, buscando uma maior comodidade para a leitura, também é possível fazer o download da Revista para o seu computador, tablet ou celular. Para isso, ao acessar o site da Revista, clique no link “compartilhar”, na barra inferior de informações. Alguns links ao longo da revista são interativos, com informações complementares às notícias divulgadas. É possível acessá-los clicando no botão interativo, sinalizado por este símbolo + . Boa leitura!

Confira todas as edições do CRN-5 em Revista no nosso site: www.crn5.org.br


Nesta Edição

06

Capa Comissão de Comunicação

Sustentabilidade na Nutrição é foco de campanha nacional organizada pelo Sistema CFN/CRN

......................................................

14

Entrevista Janaína Sant’Anna Queiroz Orientação Nutricional

18

Destaque Comissão de Fiscalização

CRN-5 incentiva profissionais e estudantes de nutrição a conhecerem a legislação relacionada à rotulagem de alimentos

......................................................

24

Comissão de Ficalização

para Vegetarianos

Fiscalização do CRN-5 divulga balanço de 2014

......................................................

..........................................................

18

26

Mobilização Vem aí a 5ª Conferência Nacional de Segurança

Artigo por Henrique Lima

Alimentar e Nutricional

O Poder dos Prebióticos contra a Obesidade.

......................................................

..........................................................

20

28

Estudantes de Nutrição da UNEB fundam Ligas Acadêmicas.

Planos de saúde devem cobrir exames requisitados por Nutricionistas

Comissão de Formação Profissional

CRN-5 com Você


Expediente

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Publicação do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe)

Curtas

- Ano 7 – nº. 12 – 2015

Participe das Conferências de Saúde!

Salvador (BA): Rua Dr. José Peroba, 149, 10°

......................................................

Stiep. CEP: 41770-235 – Telefax: (71) 3237-

33

Curtas Conheça o Site da Febran!

......................................................

34

Destaque Curtas

andar, sala 1001, Centro Empresarial Eldorado, 5652. Aracaju (SE): Praça Tobias Barreto, Centro Médico Odontológico, Sala 502, São José. CEP: 49.015-130 - Telefax: (79) 3211-8248. Conselheiros

efetivos:

Presidente:

Rita

de Cássia Ferreira Frumento (CRN-5/1887); Vice-presidente: Márcia M. de Melo Paranaguá (CRN-5 /0434); Tesoureira: Valquíria da Conceição Agatte (CRN-5/1830); Secretário: Emerson Ornelas Palmeira (CRN-5/1776); Carlene Moura Palma Brito (CRN-5/ 1157); Diva Eleonora da Rocha Lima (CRN-5/044); Flávia Damasceno Mira Leis (CRN-5/3178); Gilcélio Gonçalves Almeida (CRN-5/2087) e Márcia Cristina A. Magalhães Oliveira (CRN-5/1513). Conselheiros suplentes: Anderson Carvalho dos Santos (CRN-5/2098); Claudia Maria West Nano Rêgo (CRN-5/4040); Flávia Martins da Silva (CRN-5/1225); Janaína Sant’Anna

CRN-5 vai à Alba e recebe apoio do deputado Fabrício Falcão na luta em favor da Nutrição

Queiroz Costa (CRN-5/0366); Joceli Sousa Santos (CRN-5/2521); Noelia Fonseca Ramos Caires (CRN-5/0366); Rosemary Lima Barreto (CRN-5/0062); Zelice Maria de Melo Pessoa

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(CRN-5/0856).

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Redação, Edição, Jornalista responsável:

Curtas CNR-5 inicia processo para digitalização de documentos

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Carla Santana – DRT 2563 Revisão Técnica: Leny Strauch Ferreira (CRN-5/1580) Fotos: Arquivo do CRN-5 e sites de domínio público. Editoração eletrônica: Pipa Comunicação Integrada.


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Comissão de Comunicação

Sustentabilidade na Nutrição é foco de campanha nacional organizada pelo Sistema CFN/CRN “Sustentabilidade e Nutrição. Alimente esta ideia. O planeta agradece”. Este é o slogan da campanha anual que o Sistema Conselho Federal e Conselhos Regionais de Nutricionistas (CFN/CRN) lançou na semana do Dia Nacional da Saúde e Nutrição (31 de março) e do Dia Mundial da Saúde (7 de abril), em todo o Brasil. O objetivo é despertar não apenas a categoria representada pelas entidades, mas sobretudo a sociedade, para a importância da adoção de práticas sustentáveis relacionadas à alimentação e à nutrição. Segundo a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5 - Bahia e Sergipe), Valquíria Agatte, durante todo o ano, a partir de agora, serão realizadas ações voltadas à conscientização das pessoas em relação aos riscos dos agrotóxicos, aos benefícios do consumo de orgânicos, às possibilidades de aproveitamento integral dos alimentos, às variadas formas de combate ao desperdício de água e à influência dos transgênicos na sustentabilidade do planeta. “Queremos a maior adesão possível de Nutricionistas, Técnicos em Nutrição e Dietética e da população em geral à campanha. Por isso, estamos planejando para este ano diversas ações, tais como realização de Caminhada aberta ao público, feira orgânica, ato público nas assembleias legislativas da Bahia e Sergipe e nas Câmaras Municipais de Vereadores de Salvador e Aracaju, entre outras. Institucionalmente, ao longo de 2015, também teremos boletins especiais, entrevistas, postagens em nossa Fan Page, realização de chat temático e publicação de conteúdos específicos sobre o tema em nosso site

+

(www.crn5.org.br)”, anunciou Agatte.

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Luta contra os agrotóxicos

tes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, reações

A resistência da sociedade civil ao uso de

alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios,

agrotóxicos em todo o mundo, baseada no

cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico

movimento de agricultura alternativa, é históri-

e no sistema endócrino, ou seja, na produção de

ca. Recentemente, o movimento mais orga-

hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre

nizado no Brasil se dá através da Campanha

outros agravos à saúde.

Nacional contra os Agrotóxicos e pela Vida, que reúne mais de 200 entidades, além de movi-

“Precisamos apoiar a luta contra a ameaça que

mentos sociais, ONGs e órgãos de Estado como

representam os agrotóxicos, denunciando os

a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto

seus efeitos degradantes à saúde (tanto dos tra-

Nacional de Colonização e Reforma Agrária (In-

balhadores rurais como dos consumidores nas

cra).

cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas)”, incentiva a nutricionista

O Brasil é o líder do ranking mundial de con-

Zelice Pessoa, conselheira do CRN-5.

sumo de agrotóxicos, fato diretamente relacionado à atual política agrícola do país, baseada

“É preciso restringir, no Brasil, os agrotóxicos

no agronegócio. Este modelo de produção se

já banidos em outros países, realizar estudos

caracteriza pela concentração de terras, mono-

de impacto ambiental no uso das sementes

culturas e utilização de enormes quantidades

transgênicas, impedir a expansão do uso dos

de veneno para garantir a produção em escala

agrotóxicos, além de reafirmar e reforçar o Plano

industrial.

Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO) e outros marcos legais. Nós, nutri-

Segundo dados reunidos pelos organizadores

cionistas e profissionais comprometidos com o

da Campanha Permanente contra os Agrotóxi-

bem estar da população, podemos aderir a esta

cos e pela Vida, os ingredientes ativos presen-

luta, levando informação à sociedade a respeito

Precisamos apoiar a luta contra a ameaça que representam os agrotóxicos, denunciando os seus efeitos degradantes à saúde e ao meio ambiente... Zelice Pessoa

08


da presença de agrotóxicos nos diversos tipos

disso, utiliza sistemas de responsabilidade so-

de alimentos, inclusive os processados, estimu-

cial, principalmente na valorização da mão-de-

lar debates nos locais de trabalhos sobre os im-

obra”, destaca.

pactos nutricionais do uso de agrotóxicos e fomentar ações que possam dar o panorama dos

Embora apresentem praticamente as mesmas

benefícios para nossa saúde, no fortalecimento

propriedades nutricionais dos alimentos inor-

dos sistemas de produção de base agroecológi-

gânicos, os orgânicos apresentam a vantagem

ca”, defende Zelice

de seres mais saudáveis, pois não possuem agrotóxicos, além de serem mais saborosos. A

Atualmente, há inúmeras evidências da capa-

única “desvantagem” dos orgânicos é que ainda

cidade produtiva da agroecologia, com impacto

são mais caros do que os convencionais, seja

positivo para o solo, água, bioma e aumento

porque são produzidos em menor escala, seja

da lucratividade para as famílias. “O sistema do

pelos custos de produção ou, ainda, pelo dese-

agronegócio, para funcionar, utiliza elevado fi-

quilíbrio entre oferta e demanda (questões mer-

nanciamento público, com um custo de 40% na

cadológicas).

compra dos insumos químicos para a produção”, destaca a conselheira do CRN-5.

“Recomendamos que, na medida do possível, as pessoas procurem as feiras agroecológicas

Orgânicos em alta

e comprem diretamente dos produtores. Vale a pena pesquisar e pechinchar. O Instituto de

Diante da divulgação crescente dos malefí-

Defesa dos Direitos do Consumidor (IDEC) tem,

cios dos agrotóxicos, o consumo de alimentos

em seu site, um mapa das feiras agroecológicas

orgânicos tem sido incentivado por diversos

do Brasil, onde o cidadão pode descobrir onde

grupos e entidades. Isso porque este tipo de

tem uma feira mais próxima da sua casa. Basta

alimento utiliza em seus processos de produção

acessar

técnicas que respeitam o meio ambiente e

Janaína Queiroz.

+

feirasorganicas.idec.org.br”, informa

preservam a saúde. Neste sentido, não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de

Não ao desperdício!

produto que cause dano a saúde dos consumidores.

O impressionante volume de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados anualmente

Na agricultura, por exemplo, utiliza-se apenas

em todo o mundo não só causa grandes perdas

métodos naturais para combater pragas e fer-

econômicas como também tem impacto sig-

tilizar o solo. No tocante à produção de carnes

nificativo nos recursos naturais que a humani-

e ovos, os animais são criados sem a aplicação

dade utiliza para se alimentar. A cada ano, os ali-

de antibióticos, hormônios ou anabolizantes.

mentos produzidos e não consumidos utilizam

Tais produtos podem provocar doenças nos

um volume de água equivalente ao fluxo anual

seres humanos, quando consumidos por muito

do rio Volga na Rússia e são responsáveis pela

tempo.

emissão de 3,3 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta.

Segundo a nutricionista Janaína Queiroz, conselheira do CRN-5, “a produção de alimentos

De acordo com estudos da Organização das

orgânicos não só gera saúde como também

Nações Unidas para Alimentação e Agricul-

respeita o meio ambiente, evitando a contami-

tura (FAO), 54% do desperdício de alimentos

nação do solo, da água e da vegetação. Além

no mundo ocorre na fase inicial da produção, 09


manipulação pós-colheita e armazenagem. Os outros 46% ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo. Geralmente, os países em desenvolvimento sofrem mais com as perdas durante a produção agrícola, enquanto o desperdício na distribuição e consumo tende a ser maior nas regiões de renda média e elevada. Para resolver o problema, um manual prático da FAO detalha três níveis onde são necessárias ações. Em primeiro lugar, é preciso reduzir as perdas resultantes de más práticas nas atividades rurais. Em segundo, no caso dos excedentes alimentares, a melhor opção é a reutilização dos alimentos na cadeia alimentar humana, através de mercados secundários ou da doação aos membros mais vulneráveis da sociedade. Se os alimentos não estão em condições para o consumo humano, vale a pena desviálos para a cadeia alimentar animal, poupando recursos que, de outra forma, seriam necessários para produzir ração comercial. Por fim, quando a reutilização não é possível, deve proceder-se à reciclagem de subprodutos (digestão anaeróbia, compostagem e incineração) com recuperação de energia e de nutrientes provenientes do desperdício, o que representa uma vantagem significativa em relação aos aterros. Nesses, os restos de alimentos que acabam por apodrecer são responsáveis por uma elevada produção de metano, um gás com efeito estufa bastante prejudicial. Segundo a nutricionista Zelice Pessoa, conselheira do CRN-5, incentivar o aproveitamento integral dos alimentos é outra medida eficaz no sentido de evitar perdas, já que partes, que geralmente não são aproveitadas possuem bom valor nutricional e podem ser utilizados sem prejuízo na qualidade, sabor e segurança. Exemplos de partes de alimentos que geralmente não são aproveitadas, mas que poderiam ser, são a nata do leite: as cascas de batatas, bananas, laranjas, pepino e abacaxi; talos de couve-flor, brócolis e beterraba; entrecascas de melancia e maracujá; sementes de abóbora, melão e jaca, entre outras. “Há uma variedade enorme de receitas nutritivas que utilizam esses elementos como ingredientes”, destaca. 10


Falta d’água

produção do etanol. Na agricultura, o desperdício de água também é muito grande: apenas

Se o assunto é água, embora o Brasil seja um

40% da água desviada é efetivamente utilizada

país privilegiado (sozinho, detém 12% da água

na irrigação.

doce de superfície do mundo), falta água no semiárido e nas grandes capitais, porque a dis-

No sistema de abastecimento também se perde

tribuição desse recurso é desigual. Cerca de

muita água. Além dos vazamentos, há de se

70% da reserva brasileira de água está na Região

considerar a água usada pelos consumidores,

Norte, onde vivem menos de 10% da população.

mas que não é medida pela empresa de abas-

A situação pode ser pior nas regiões populosas,

tecimento de água, como as ligações clandesti-

nas quais o consumo é maior e a poluição das

nas e outros tipos de fraudes. A perda total nos

indústrias e do esgoto residencial reduz o vo-

sistemas públicos de abastecimento do Brasil

lume disponível para o uso. É o caso da bacia do

equivale, em média, a 45% da água produzida.

rio Tietê, na região metropolitana de São Paulo, onde os habitantes têm acesso a um volume de

Finalmente, vale destacar que a conservação da

água menor do que o recomendado para uma

água depende, sobretudo, de ações educativas

vida saudável.

junto à comunidade, que deve ser esclarecida com relação à necessidade de redução dos des-

Diante da redução dos níveis dos reservatórios

perdícios. Entre as dicas práticas que devem ser

das grandes cidades brasileiras, muito se tem

propagadas neste sentido, destacam-se: che-

falado sobre desperdício e utilização racional da

car e controlar vazamentos; aproveitar água da

água. Neste sentido, é preciso considerar que o

chuva para molhar plantas; fechar a torneira en-

consumo humano em hábitos básicos como

quanto escova dentes ou faz a barba; substituir

saciar a sede, banhar-se, lavar roupa e cozinhar

mangueira por baldes na hora de lavar pátios e

é relativo e pode variar muito, dependendo, in-

carros; reaproveitar água da máquina para lavar

clusive, de aspectos culturais da população. Al-

a calçada e reduzir o tempo do banho.

guns estudos mostram que, por dia, o brasileiro gasta de 50 a 200 litros de água. Reduzir este

Alimentos Transgênicos e a

índice depende de diversos fatores mas, princi-

(in)sustentabilidade

palmente, da forma como o recurso é usado. Os transgênicos, ou organismos geneticamente As maiores vilãs do desperdício nas instala-

modificados, são produtos de cruzamentos que

ções prediais são as válvulas convencionais de

jamais aconteceriam na natureza, como, por

descarga. Cada segundo que uma pessoa per-

exemplo, arroz com bactéria. Por meio de um

manece com o dedo na descarga são dois litros

ramo de pesquisa relativamente novo (a en-

de água desperdiçados. Entretanto, esse consu-

genharia genética), fabricantes de agroquími-

mo é pequeno se comparado aos 1.650 litros de

cos criam sementes resistentes a seus próprios

água para produzir 1 kg de soja, 1.900 para 1 kg

agrotóxicos, ou mesmo sementes que produ-

de arroz, 3.500 para 1 kg de aves e 15 mil para 1

zem plantas inseticidas. As empresas ganham

kg de carne bovina.

com isso, mas o consumidor e o meio ambiente podem pagar um alto preço.

O mesmo ocorre com produtos industrializados. São 10 litros de água para 1 de gasolina, 95

Embora os estudos e resultados científicos sobre

para 1 kg de aço, 324 para 1 kg de papel e 600

os riscos dos transgênicos ainda sejam incon-

litros para 1 kg de cana-de-açúcar voltada para a

clusivos ou insuficientes, há uma infinidades de 11


entidades e grupos organizados que garantem:

nal arroz. “Não existe consenso na comunidade

o modelo agrícola baseado na utilização de se-

científica sobre a segurança dos transgênicos

mentes transgênicas é a trilha de um caminho

para a saúde humana e o meio ambiente. Testes

insustentável. A justificativa para esta afirma-

de médio e longo prazo, em cobaias e em seres

ção é a de que o aumento dramático no uso de

humanos, não são feitos em base epidemi-

agroquímicos decorrentes do plantio de trans-

ológica ou com uma amostra com significância

gênicos coloca em cheque o futuro dos solos e

estatística e geralmente são repudiados pelas

da biodiversidade agrícola, além de possibilitar a

empresas produtoras de transgênicos. Quando

extinção de sementes nativas.

isso envolve um alimento como o milho, base do consumo alimentar em nosso país, estamos

Segundo organizadores do Greenpeace, orga-

correndo sérios riscos”, diz.

nização global e independente que atua para defender o ambiente, diante da crise climática

Vale destacar que em 2003, foi publicado o de-

mundial, a preservação da biodiversidade fun-

creto de rotulagem (4680/2003), que obrigou

ciona como uma garantia de que haverá opções

empresas da área da alimentação e produtores

viáveis de produção de alimentos no futuro.

de alimentos a identificarem com um “T” preto,

Nesse cenário, afirmam, “os transgênicos repre-

sobre um triângulo amarelo, o alimento com

sentam um risco porque por serem resistentes a

mais de 1% de matéria-prima transgênica. Se-

agrotóxicos ou possuírem propriedades inseti-

gundo o Greenpeace, “a resistência das empre-

cidas, o uso contínuo de sementes transgênicas

sas foi muito grande e muitas permanecem até

leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o

hoje sem identificar a presença de transgênicos

que por sua vez leva o agricultor a aumentar a

em seus produtos”.

dose de agrotóxicos ano a ano”. Sobre este aspecto, o nutricionista Emerson Segundo o nutricionista Emerson Palmeira,

Palmeira defende que a rotulagem de produtos

conselheiro do CRN-5, um bom exemplo de

transgênicos é um direito básico dos consumi-

alimento importante, que hoje se encontra em

dores. “Todos nós temos o pleno direito de sa-

ameaça pelos transgênicos, é o bom e tradicio-

ber o que consumimos! Basta tentar encontrar

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no supermercado um saco de flocos de milho ou uma garrafa de óleo de soja que não seja de origem transgênica e percebemos a dificuldade de encontrar. Isso só é possível porque temos a rotulagem obrigatória. Toda e qualquer iniciativa de retirar a obrigatoriedade da identificação dos transgênicos deverá ser combatida”, diz. Vale destacar que a produtividade dos transgênicos não é superior a dos convencionais e orgânicos, sendo a semente transgênica mais cara por conta dos royalties a serem pagos, o que aumenta o custo de produção. Vale considerar, ainda, a dependência dos produtores, tendo em vista que as plantas não se reproduzem e por isso eles precisam comprar mais sementes para o replantio. Apesar dos incentivos à adoção de transgênicos, camponeses estão se conscientizando para a adoção de práticas sustentáveis. Exemplo disso é o trabalho do Movimento Camponês Popular com variedades crioulas, visando o aumento da biodiversidade local e práticas agroecológicas de cultivo. “A conservação das sementes crioulas promove a soberania alimentar dos povos, que adquirem a posse das sementes, não necessitando comprá-las”, explica Emerson Palmeira. O nutricionista destaca, ainda, que as sementes crioulas podem produzir mais alimentos com menos custos do que sementes híbridas ou transgênicas. “Elas produzem alimentos mais saudáveis, contribuem para a preservação ambiental, podem se adaptar melhor à região nativa e são mais independentes ao uso de tecnologia”, completa. Uma das promessas recentes dos defensores dos alimentos transgênicos é a criação de sementes geneticamente modificadas resistentes à seca. “Mas já sabemos que quem está tendo mais êxito em enfrentar o problema da estiagem prolongada são os agricultores que construíram suas cisternas para armazenar água da chuva, cultivam sementes crioulas e vêm diversificando a produção. Assim, temos o desafio de incentivar a ampliação e o acesso das sementes crioulas pela agricultura familiar, documentando a superioridade dessas variedades, sobretudo no contexto de seca. Os governos precisam investir em programas e políticas de fomento à agrobiodiversidade”, conclui o conselheiro do CRN-5.

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Entrevista

Orientação Nutricional para Vegetarianos No dia 26 de fevereiro, o CRN-5 promoveu o bate-papo temático “Orientação Nutricional para Vegetarianos”, facilitado pela Nutricionista lactovegetariana Janaína Sant’Anna Queiroz Costa, atual Conselheira do Regional. O evento foi proveitoso e bastante participativo. Além de nutricionistas, participaram pessoas da comunidade, já que o evento foi aberto ao público. Para quem não participou, apresentamos a seguir algumas das perguntas feitas pelos participantes com suas respectivas respostas. Confira! Pergunta: Sou vegetariano há 5 anos. Que alimentos devo privilegiar na minha dieta para ao menos parcialmente compensar a ausência de nutrientes mais abundantes na carne? Resposta: A alimentação de um vegetariano deve conter todos os grupos de alimentos: proteínas, carboidratos, gorduras insaturadas... Na verdade, não há ausência de nutrientes na alimentação vegetariana se a mesma for equilibrada, como deve ser. Com a dieta balanceada, há equilíbrio de aminoácidos no organismo e consequentemente não há necessidade de consumo de proteína animal. A orientação de um nutricionista pode ajudar muito neste sentido. Pergunta: Estou com um paciente de 17 anos sofrendo pressões sociais da adolescência por ser muito magro. Ele é ovolactovegetariano. Por favor, sugira alguns alimentos que eu possa incluir na prescrição nutricional deste jovem. Resposta: Este rapaz deve priorizar uma alimentação hiperproteica, hipercalórica e, claro, saudável. Sugestão de alimentos: Omelete assado e recheado com ricota, pães integrais com recheio de queijos magros e vegetais tipo cenoura, beterraba e alface. Ofereça também porções de leguminosas diversas, tais como feijões, lentilhas e grão de bico. Acrescente sementes de linhaça aos feijões. Pergunta: Sou vegana. Realizei exame laboratorial para saber o valor sérico da vitamina B12 e o resultado está dentro da faixa de normalidade. Eu preciso suplementar este nutriente agora ou posso aguardar um pouco? Resposta: Há quanto tempo você é vegana? Se for há mais de cinco anos, o resultado do exame pode dar um falso positivo e você pode estar, sim, com deficiência de vitamina B12. Neste caso, inicie 15


a suplementação orientada por um profissional.

Resposta: Existem os dois tipos de suplemen-

Se for há menos tempo, aguarde até que outro

tação de vitamina B 12: a de origem animal e

exame sinalize a necessidade de suplementação

a sintética. Na hora da compra, se você é ve-

ou até completar cinco anos de vegetarianismo.

getariano, certifique-se no rótulo e/ou com o atendente da loja de manipulação que você está

Pergunta: Quem precisa fazer a suplementação

comprando uma sintética.

da vitamina B 12? Pergunta: A longo prazo, a adoção da dieta veResposta: A suplementação de B12 é importante

getariana pode causar prejuízos à saúde, uma

para todos os tipos de vegetarianos porque so-

vez que a proteína da carne é de alto valor bi-

mente a proteína animal oferece substrato para

ológico?

que as bactérias que habitam no trato gastrointestinal produzam este nutriente. Vale desta-

Resposta: De jeito nenhum. A alimentação ve-

car que a proteína animal pode ser substituída

getariana é adequada para todas as fases da

através do consumo de leguminosas (feijões),

vida, contanto que seja bem equilibrada. Se não

tofu, todos os tipos de cogumelos, leite e de-

houver harmonia dos nutrientes, aí sim poderá

rivados do leite e ovos (se a pessoa for ovolacto-

haver alguma deficiência de mineral ou vita-

vegetariana). Mas mesmo consumindo estes ali-

mina. Isso costuma acontecer a longo prazo.

mentos, a suplementação da B12 é importante.

Por isso, é fundamental a adequada orientação

Pergunta: A suplementação de Vitamina B12

nutricional de um nutricionista.

vem é de origem animal ou é sintética? Pergunta: A soja é um alimento que geralmente

está inserido na alimentação vegetariana. Até

A alimentação vegetariana é adequada para todas as fases da vida, contanto que seja bem equilibrada. (...) Por isso, é fundamental a adequada orientação de um nutricionista. Janaína Sant’Anna Queiroz Costa

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que ponto ela pode ser usada sem sobrecarregar o organismo? Qual o limite de uso por semana? Resposta: Não recomendo o consumo da soja texturizada, por ser muito processada industrialmente e, portanto, empobrecida nutricionalmente. Além disso, a maioria é transgênica. Quanto ao tofu, sim, de preferência orgânico. O grão de soja é outra opção, mas deve ser consumido sem a casca. Consumir a soja até três vezes por semana é uma boa medida, para que sejam incluídos também outros tipos de alimentos. Variar a alimentação é importante. Pergunta: Quais as recomendações para a gestante vegetariana? Resposta: A gestante vegetariana precisa fazer os exames laboratoriais de rotina e, caso seja identificada

alguma

deficiência

nutricional,

pode ser orientada por um profissional de saúde


a fazer a suplementação de alguma vitamina ou mineral, para as devidas correções. No caso da vegana, é preciso uma atenção maior quanto à possibilidade de deficiência. A vitamina B12, o ácido fólico e o ômega 3 devem receber especial atenção, porque são nutrientes importantes para o desenvolvimento fetal. Pergunta: O teor de fibras na dieta vegetariana pode atuar como fator anti nutricional na absorção de micronutrientes? Resposta: Sim. Os fitatos podem interferir na absorção de ferro e cálcio. Recomendo o consumo de alimentos ricos em fibras em horários diferentes dos alimentos ricos em ferro. Pergunta: Tenho uma sobrinha que está grávida e reclama muito dos efeitos do “intestino preguiçoso”. Como a alimentação pode ajudá-la? Resposta: Recomendo o consumo de granola funcional, composta de sementes de chia, sementes de girassol, amaranto, linhaça e gérmen de trigo, na porção de 30 gramas de cada, além de alimentos “laxantes”, tais como mamão, ameixa, cenoura crua, beterraba, laranja com bagaço, entre outros. Pergunta: Por que a senhora considera melhor adotar uma alimentação vegetariana bem equilibrada do que uma dieta com proteína animal? Resposta: Alguns estudos apontam que os vegetarianos têm menos probabilidade de terem câncer e problemas cardiovasculares. Além disso, a maioria dos vegetarianos considera o fato de que o animal, ao ser abatido, libera muitas toxinas que indiretamente a pessoa ingere ao consumi-lo. Um frango que na natureza leva seis meses para atingir a maturidade sexual e ser abatido, em granja leva apenas 15 dias...

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Mobilização

Vem aí a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Participação dos Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética é fundamental para a ampliação dos serviços, avanço da profissão no âmbito do SUS e divulgação da campanha nacional sobre sustentabilidade na nutrição. É chegada a hora de mobilização dos nutricionistas da Bahia e de Sergipe Segurança Alimentar e Nutricional, confirmada para 3 a 6 de novembro, em Brasília. O evento é organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, órgão ligada a Presidência da República. Com o lema “Comida de Verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, a conferência nacional contará com três eixos de discussão: 1) Comida de Verdade: avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada e saudável e de soberania alimentar; 2) Dinâmicas em curso, escolhas estratégicas e alcances da política pública; e Fortalecimento do Sistema Nacional Segurança Alimentar e Nutricional. Etapas A etapa de conferências municipais ou territoriais vai até 30 de junho. Nessa fase, são discutidas as demandas específicas locais, com maior participação de usuários, profissionais do SUS e gestores. As conferências estaduais têm datas específicas para cada estado. Na Bahia, o evento ocorrerá de 26 a 28 de agosto. A de Sergipe será realizada nos dias 12 e 13 de agosto. Ambos os eventos ainda sem os locais definidos pelos conselhos estaduais. Vale destacar que é na fase estadual que são eleitos os delegados regionais que representarão seus respectivos estados em Brasília, na conferência nacional. 18


Representação Apesar de terem caráter deliberativo e multiprofissional, com foco no fortalecimento e ampliação dos compromissos políticos para a promoção da soberania alimentar no Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, as conferências municipais, estaduais e nacional também servem de palco de discussão sobre demandas específicas de cada profissão da saúde envolvida neste processo, inclusive da Nutrição. Nessa perspectiva, é importante que a categoria se envolva nas discussões ainda nas fases de mobilização e formação (as pré-conferências municipais e estaduais) para elaboração, votação e acompanhamento de propostas a serem encaminhadas à Brasília pelos delegados de cada estado. Mobilização De acordo com o regimento da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, Bahia e Sergipe (com 84 e 39 vagas, respectivamente) têm 123 assentos assegurados no evento, distribuídos entre representantes da sociedade civil organizada (ONG’s, associações, sindicatos, coletivos e comunidades tradicionais) e de representantes do governo. Como cada delegado é eleito nas fases de mobilização, é fundamental que os profissionais participem das discussões e disputem as eleições para delegados regionais, enaltecendo a importância dos nutricionistas no Sistema Único de Saúde e no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, além de divulgar a campanha nacional proposta pelo Sistema Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, batizada de “Sustentabilidade e Nutrição. Alimente esta ideia. O planeta agradece”. 19


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Comissão de Formação Profissional

CRN-5 incentiva profissionais e estudantes de nutrição a conhecerem a legislação relacionada à rotulagem de alimentos “Rotulagem de alimentos no contexto da promoção da alimentação saudável” foi tema de um BatePapo online promovido pelo CRN-5 no dia 30 de março deste ano. Voltado para nutricionistas e estudantes de nutrição, o “chat” foi facilitado pela Nutricionista Flávia Leis, conselheira membro da Comissão de Formação Profissional do CRN-5. Especialista em Nutrição Materno Infantil; Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde; Responsável Técnica e Coordenadora do Núcleo de Nutrição do Centro Comunitário Zilda Aranha, Flávia esclareceu dúvidas sobre a legislação referente à rotulagem de alimentos, destacando as informações obrigatórias que devem constar nos rótulos, além das opcionais. Segundo a nutricionista, o cenário atual se caracteriza por brechas na legislação referente à rotulagem, com informações muito técnicas e complexas, facilitando a não observância de aspectos importantes e dificultando o entendimento do consumidor. “Faltam profissionais que conheçam a legislação e saibam aplicá-la. Muitas empresas, por sua vez, não cumprem a legislação, seja por desconhecimento, negligência ou falta de fiscalização dos órgãos competentes”, destaca. Um exemplo claro de que a legislação está sendo desconsiderada está no descumprimento da RDC nº 54, sobre informação nutricional complementar. “Os critérios quantitativos e os termos autorizados para utilização não estão sendo atendidos. Apesar da norma proibir a alegação de açúcares específicos, temos encontrado com frequência rótulos com a informação ‘zero lactose’ “, pontua Flávia Leis.

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Faltam profissionais que conheçam a legislação e saibam aplicá-la. Muitas empresas, por sua vez, não cumprem a legislação, seja por desconhecimento, negligência ou falta de fiscalização dos órgãos competentes. Flávia Leis

Contrária a esta realidade, a conselheira do CRN-

na prática isso infelizmente não ocorre. “Um

5, que também é professora da Pós-Graduação

bom exemplo são os alimentos para fins espe-

em Vigilância Sanitária e Qualidade de Alimen-

ciais, produzidos especialmente para pessoas

tos do Centro Universitário Estácio, acredita que

com necessidades metabólicas específicas. Se

o papel da rotulagem seja promover a alimen-

a rotulagem for bem elaborada, os diabéticos

tação saudável. “Infelizmente, as brechas na le-

poderão se beneficiar desses alimentos”, des-

gislação atrapalham este processo. Prova disso

taca.

é que algumas informações sobre a identidade do alimento não estão definidas em regulamen-

A nutricionista acrescenta que “diante de uma

tos técnicos específicos. O pão integral é um

irregularidade, é preciso agir, seja alertando o

exemplo clássico! Não temos mais um regula-

fabricante (se estivermos trabalhando na em-

mento que defina o que é pão integral. Assim,

presa que a está praticando), seja fazendo uma

os fabricantes podem variar a composição do

denúncia ao órgão responsável pela fiscalização

produto sem limites pré-determinados”, critica.

(Anvisa, MAPA, Procon)”, propõe.

A solução para o problema, segundo Flávia,

Desconhecimento

seria a adoção de um conjunto de ações: aprimoramento dos regulamentos existentes/cria-

Se, de um lado, os profissionais de saúde, de

ção dos inexistentes, cumprimento à legislação

modo geral, precisam de conhecer melhor a

pelos fabricantes; intensificação da fiscalização

legislação referente à rotulagem, por outro o

e maior conscientização do consumidor. As

consumidor necessita de informações que o

políticas públicas e programas oficiais preveem

ajudem em suas escolhas alimentares. “Os nu-

o processo de educação para o consumo, mas

tricionistas e estudantes de nutrição podem in-

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vestir em cursos de extensão e pós graduação que tratam do tema e devem, sobretudo, ler e consultar constantemente a legislação vigente”, incentiva Flávia Leis. Infelizmente, a maioria dos consumidores desconhece a importância de consultar a lista de ingredientes disponível nos rótulos para verificar quais aparecem nos primeiros lugares. Poucos sabem que a lista é apresentada em ordem decrescente, ou seja, daquele ingrediente que está em maior quantidade para o menor. Além disso, todo consumidor deve saber se o produto atende às suas necessidades de saúde e identificar no rótulo se há alguma substância que pode comprometê-la. Neste sentido, além da lista de ingredientes, é importante atentar para a denominação de venda do produto (Exemplo: bebida láctea UHT, que é diferente de leite), para identificar o que de fato ele está comprando. “No processo de educação nutricional, que é um dos importantes papeis do nutricionista, precisamos divulgar este tipo informação para a população”, afirma Flávia. “Meu desejo é que nós, profissionais de saúde, estejamos cada vez mais preparados para elaborar e analisar rótulos e orientar os consumidores a utilizar esta ferramenta tão importante de decisão sobre as escolhas alimentares”, completa.

A legislação sobre rotulagem é muito abrangente. Existem aspectos muito específicos. Por isso, é importante conhecê-la e estudá-la. No Portal da Anvisa

+

(http://portal.anvisa.gov.br/),

concentram-se documentos importantes que devem ser consultados!

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Comissão de Fiscalização

Fiscalização do CRN-5 divulga balanço de 2104 O balanço das ações realizadas pelo setor de Fiscalização do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) no ano de 2014 revela a realização de 948 visitas fiscais agendadas e 459 visitas sem agendamentos, para pessoas físicas e jurídicas, onde foram lavrados pessoalmente 1305 documentos. No total, 5968 atendimentos foram efetuados pela equipe de fiscalização, conforme o gráfico:

Para cumprir as metas propostas pela Comissão de Fiscalização do CRN-5, gestão 2013/2014, o setor realizou atividades diversas, além das visitas fiscais, tais como abertura de novos cadastros de Pessoas Jurídicas e atualização dos existentes; cadastro de Prefeituras, com ampliação das orientações aos municípios da Bahia e Sergipe; participação em representações do Conselho e incentivo ao registro de denúncias sobre inadequações no exercício profissional. Além disso, por meio do Projeto: “Fiscalização do cumprimento das atribuições do nutricionista da alimentação escolar – gestor público em Sergipe”, foram intensificadas as visitas fiscais aos Responsáveis Técnicos da alimentação escolar dos 75 municípios do Estado de Sergipe. Na Bahia, em parceria com o Ministério Público Federal, foram realizadas visitas para realizar perícia quanto à qualidade da alimentação do escolar em alguns municípios. 24


CRN-5 Itinerante

Equipe técnica

As visitas fiscais itinerantes, que atendem às de-

Para alcançar todos esses resultados, a equi-

mandas do interior dos estados que integram a

pe técnica da fiscalização foi ampliada com a

jurisdição do CRN-5, também foram ampliadas.

contratação de um estagiário e um auxiliar ad-

Na Bahia, os destinos foram Vitória da Con-

ministrativo. Este último ficou responsável pelo

quista, Cruz das Almas, Itabuna, Ilhéus, Ibicaraí,

subsetor de conciliação de débitos, criado pela

Juazeiro, Jacobina, Ourolândia, Teixeira de Frei-

fiscalização.

tas, Ibirapuan, Itamaraju, Jucurucu, Conceição de Feira, Ipecaetá, Pé de Serra, Alagoinhas, Ita-

De acordo com a coordenadora da unidade,

beraba, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Feira

Mariluze Bahia, “tendo em vista o aprimoramen-

de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari, Dias

to das atividades fiscais, a equipe técnica do

D’avila, São Francisco do Conde, Madre de Deus,

setor foi capacitada por meio de estudos dirigi-

Simões Filho e São Sebastião do Passé.

dos das legislações pertinentes. Além disso, o Conselho facilitou a participação das fiscais em

Em Sergipe, os municípios visitados pela fisca-

eventos de qualificação profissional, tais como

lização do CRN-5 foram Tobias Barreto, Poço

o Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran)”.

Verde, Simão Dias, Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre

Ainda em 2014, a Fiscalização adquiriu duas

de Sergipe, Feira Nova, Gararu, Graccho Car-

viaturas oficiais, com o objetivo de melhorar os

doso, Itabi, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana,

deslocamentos das fiscais durante as atividades

Areia Branca, Campo do Brito, Moita Bonita,

fiscais. Uma viatura atende a sede, em Salvador,

Malhador, Lagarto, Riachão do Dantas, Macam-

e a outra foi direcionada para a Delegacia de

bira, São Domingos, Aracaju, Nossa Senhora

Aracaju.

do Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Santo Amaro da Brotas, Laranjeiras, Maruim, Rosário do Catete, General Maynard, Carmópolis, Riachuelo, Pedrinhas, Salgado, Boquim, Arauá, Itabaianinha, Umbaúba, Tomar do Geru, Cristinápolis, Carira, Pinhão, Pedra Mole, Frei Paulo, Ribeirópolis, Nossa Senhora Aparecida, Capela, Siriri, Divina Pastora, Santa Rosa Lima, Indiaroba, Santa Luzia do Itanhém, Estância, Itaporanga D’ajuda, Nossa Senhora das Dores, Cumbe, Aquidabã, Malhada dos Bois, Muribeca, São Miguel do Aleixo, Pirambu, Japaratuba, Jaboatã, Pacatuba, Brejo Grande, Ilha das Flores, Neópolis, Santana do São Francisco, Propriá, São Francisco, Cedro de São João, Telha, Amparo de São Francisco, Canhoba e Nossa Senhora de Lourdes.

Mariluze Bahia (ao lado), coordenadora da unidade

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Artigo

O poder dos prebióticos contra a Obesidade Por Henrique Lima*

A obesidade está relacionada com o desequilíbrio das cepas da microbiota intestinal. Em indivíduos magros, essa microbiota encontra-se em equilíbrio, dispondo ao indivíduo muitos benefícios, tais como: (1) formação de uma barreira de defesa, que serve de apoio ao sistema imunológico e (2) auxílio na manutenção da integridade da mucosa. Porém, nos obesos, há um aumento das bactérias firmicutes - propensoras ao desenvolvimento de um quadro clínico de endotoxemia metabólica - e redução das bactérias benéficas - protetoras contra o quadro de obesidade -, a exemplo da bacteroidetes, bifidobacterium, eubacterium e lactobacillus, gerando assim, um ambiente favorável para inflamação sistêmica associada com o quadro de endotoxemia, liberação do LPS (lipopolissacarídeo) na corrente sanguínea, e assim favorecendo o aparecimento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT’s), em especial, a obesidade e o Diabetes Mellitus Tipo 2. Além disso, essa microbiota em desequilíbrio, acaba favorecendo a extração de mais energia da dieta, o que por sua vez, só irá promover o agravo do quadro metabólico-inflamatório já existente. A microbiota influencia a nível gênico, modulando a forma como a energia será gasta ou armazenada, o que por sua vez, precede ao tipo de alimentação do indivíduo hospedeiro. Dentre os prebióticos disponíveis que podem equilibrar a flora intestinal estão a inulina, a oligofrutose e os chamados fruto-oligossacarídeos (FOS). Todos estes três compostos são igualmente denominados de frutanos e quando presentes nas dietas regulares dos indivíduos, associam-se com as menores probabilidades de desenvolvimento de doenças, como o diabetes mellitus tipo 2, osteoporose, doenças cardiovasculares e câncer.

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Em alguns estudos para análise em prebióticos e interações intestinais de absorção de nutrientes, foi descoberto que a ingestão desses prebióticos conseguiu aumentar os níveis séricos de GLP-1 (Glucagon-Like Peptide 1; i.e., Peptídeo semelhante a glucagon tipo 1) e peptídeo YY (PYY), com a concomitante diminuição de grelina, o que irá acarreta aumento da saciedade. Além do foco no tratamento, pode-se ainda vislumbrar que o uso de prebióticos pode ser interessante como medida profilática em indivíduos com propensão ao desenvolvimento da obesidade e/ou suas comorbidades associadas, como por exemplo, o Diabetes Mellitus Tipo 2.

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CRN-5 com você

Planos de saúde devem cobrir exames requisitados por Nutricionistas A Assessoria Jurídica do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe) instaurou inquérito civil para garantir que diversos Planos de Saúde não se recusem a aceitar os exames laboratoriais requisitados por Nutricionistas. Até o momento, sete informaram que já estão agindo em conformidade com a legislação. São eles:

1 – Health Care Trust Service 2 – Unimed do Brasil 3 – Intermédica Sistema de Saúde S/A 4 – Unimed Seguros Saúde S/A 5 – Caixa de Assistência dos Funcionário do BASA (CASF) 6 – Petrobras Distribuidora S/A 7 – Promédica – Proteção Médica a Empresas S/A

O Plano CAMED Operadora de Planos de Saúde Ltda é alvo de ação civil pública em curso com liminar deferida. Isso significa que, por ordem judicial, o mesmo não pode se recusar a aceitar a prescrição de nutricionistas para cobertura de exames laboratoriais.

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Outros Planos de Saúde também são alvo de Ação Civil Pública movida pelo CRN-5. São eles:

1 – Associação dos Servidores Fiscais da Bahia (ASFEB) 2 – AMED Administradora de Serviços Médicos Ltda 3 – Life Sul Operadora de Serviços Médicos Ltda 4 – Bradesco Saúde S/A 5 – Caixa de Assistência aos Advogados do Banco do Brasil 6 – Medial Saúde S/A 7 – Itauseg Saúde S/A

Os processos em trâmite na justiça por iniciativa

CRN-5 distribui revista coquetel temática

do CRN-5 têm como objetivo garantir a plena cobertura dos exames de laboratórios prescritos

Já estão disponíveis na sede do CRN-5 em

por nutricionistas.

Salvador e em breve estarão também na Delegacia do Conselho em Aracaju exemplares da

Vale destacar que o artigo 4º da Lei nº. 8.234/91,

Revista Coquetel com o tema “Alimentação e

que regulamenta a profissão de nutricionista e

Nutrição para um Mundo Sustentável”. A publi-

descreve as atividades privativas deste profis-

cação lúdica contém jogos e palavras cruzadas

sional, estabelece que o nutricionista pode fazer

com informações sobre alimentação adequada

solicitação de exames laboratoriais necessários

e saudável; alimentos orgânicos e o papel do

ao acompanhamento dietoterápico, desde que

nutricionista. Profissionais interessados em ad-

relacionados com alimentação e nutrição hu-

quirir a publicação podem solicitá-la no próprio

manas.

Conselho.

Além disso, a Resolução CFN nº 306/2003, que

Em eventos que serão promovidos pelo CRN-

dispõe sobre a solicitação de exames laborato-

5 ao longo deste ano, haverá distribuição da

riais na área de Nutrição Clínica apresenta em

publicação aos participantes. A iniciativa integra

seu artigo 1º que compete ao nutricionista a

as ações da Campanha anual do Sistema CFN/

solicitação de exames laboratoriais necessários

CRN “Sustentabilidade e Nutrição. Alimente esta

à avaliação, à prescrição e à evolução nutricio-

ideia. O planeta agradece”.

nal do cliente-paciente, não especificando os exames a serem solicitados, cabendo ao profissional solicitar àqueles necessários ao acompanhamento dietoterápico do paciente.

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Conselho de Nutricionistas se aproxima do Cremeb Reunidos na sede do Conselho Regional de Medicina do dia 2 de abril, membros da diretoria do Cremeb receberam diretoras do CRN-5 para tratar de ações que as autarquias possam promover a fim de alinhar instruções aos profissionais no exercício de suas atividades. A oportunidade serviu para que a presidente e a secretária do CRN, Valquíria Agatte e Rita de Cássia Ferreira, respectivamente, entregassem um documento especificando quais pontos merecem atenção das entidades no direcionamento aos seus associados quanto à distinção da atividade de um médico nutrólogo e de um nutricionista. As nutricionistas dialogaram com o presidente do Cremeb, Cons. José Abelardo de Meneses, e com o 1º Secretário, Cons. Jorge Cerqueira, sobre as denúncias recebidas pelo CRN, referentes à invasão do exercício da nutrição por médicos em âmbitos restritos ao trato do nutricionista. O Cremeb se propôs a dar continuidade aos encontros com o CRN-5 para traçar estratégias que possam sanar esta diferença, tendo em vista que o objetivo de ambas as profissões é o mesmo: melhoria contínua na prestação de uma boa assistência. CRN-5 comemora Dia Mundial da Saúde Uma ação especial, que contou com a participação do CRN-5, finalizou as comemorações pelo Dia Mundial da Saúde, no Sesc Piatã, na orla da capital, no dia 12 de abril. O evento, organizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), teve como objetivo sensibilizar a população para a adoção de hábitos saudáveis de vida através da prática de atividades físicas e consumo alimentar equilibrado e nutritivo. A programação contou com a realização de atividades recreativas, aulas de alongamento e apresentações com o time de futebol americano Vitória FA. Com o tema “Segurança de Alimentos: do campo à mesa (e em todos os lugares)”, a programação do evento incluiu diversos serviços e orientações aos participantes. O CRN-5 distribuiu materiais gráficos alusivos à campanha nacional “Sustentabilidade e Nutrição: alimente esta ideia. O planeta agradece”, tais como imãs de geladeira e exemplares da revista coquetel com o tema “Alimentação e Nutrição para um Mundo Sustentável”.

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Curtas

Participe das Conferências de Saúde! Com apoio de mobilização e incentivo para participação, o Sistema Conselho Federal de Nutricionistas/ Conselhos Regionais de Nutricionistas (CFN-CRN) convida a todos os profissionais de nutrição a se envolverem nas etapas das Conferências de Saúde (municipal, regional, estadual e nacional). O tema para debate é “Saúde Pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”. As Conferências Municipais devem acontecer até 15 de julho e as Estaduais, de 16 de julho a 30 de setembro. A Conferência Nacional será de 23 a 26 de novembro, em Brasília-DF. Ao estimular a participação dos nutricionistas, o CFN entende que os profissionais integrem as mobilizações das conferências e disputem a eleição de delegados, com propostas apresentadas e construídas junto à população Com objetivo de ampliar e intensificar a participação da sociedade nos debates sobre a saúde no Brasil, as Conferências trazem a novidade das Plenárias Regionais de conselhos de saúde e movimentos sociais, populares e sindicais. Em todo o território nacional, serão realizadas cinco plenárias.

Agenda Conferências Municipais: de 09 de abril a 15 de julho; Conferências Estaduais: de 16 de julho a 30 de setembro; Conferência Nacional: de 23 a 26 de novembro. Informações:

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+

www.conselho.saude.gov.br


Conheça o site da Febran!

A Federação Interestadual dos Nutricionistas dos Estados de Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e São Paulo (Febran) agora tem um site próprio:

+

www.febran.org.br. A entidade foi

fundada em outubro de 2013, em São Paulo, com o objetivo de defender os direitos da categoria e fortalecer os sindicatos que a compõem. Seus princípios são liberdade, unicidade e autonomia sindical. Representante da Bahia, o Nutricionista Walter Moraes, presidente do Sindicato dos Nutricionistas no Estado da Bahia (Sindnut/BA) é atual Diretor de Comunicação da Febran. De acordo com a entidade, são finalidades dos sindicatos: promover os interesses econômicos, sociais, profissionais e culturais dos integrantes da categoria; assegurar por todos os meios ao seu alcance, o efetivo cumprimento dos direitos dos profissionais, especialmente na cobrança do cumprimento das leis de proteção ao trabalho e na assistência à saúde; pugnar por melhores condições de trabalho; por uma remuneração justa; pela redistribuição da renda e pela preservação do meio ambiente em geral; dar apoio integral às ações do SUS e contribuir para que nos Estados participantes a sua população tenha o Direito à Alimentação Adequada (DHAA). Para conhecer as ações realizadas pela Febran, acesse o site.

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CRN-5 vai à Alba e recebe apoio do deputado Fabrício Falcão na luta em favor da Nutrição Parlamentar ainda garantiu a realização da sessão especial para comemorar o Dia do Nutricionista.

O Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5), representado pela presidente Valquíria Agatte e pela coordenadora de fiscalização Mariluze Bahia, esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no gabinete do deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB), para uma audiência sobre as demandas da profissão no Estado da Bahia. Durante a reunião foram esclarecidos problemas relacionados à necessidade urgente de contratação de profissionais pela Secretaria de Educação para gerenciar e monitorar alimentos que compõem a merenda nos estabelecimentos de ensino nos 417 municípios do Estado. “Hoje nós temos apenas dois profissionais lotados na Secretaria de Educação para gerenciar o que é servido na alimentação escolar nas escolas estaduais em toda a Bahia. Sob o ponto de vista administrativo, isso é impraticável. Esses dois profissionais não têm como suprir a demanda da sociedade. É necessário que o governo reconheça a importância do nutricionista estar à frente desse processo e promova um concurso público para a imediata contratação de mais profissionais”, afirmou Valquíria Agatte. “A partir de agora nós estamos conscientes que a presença do nutricionista é fundamental para que a alimentação no ensino público estadual seja de boa qualidade e com segurança. Nós já temos um

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projeto de lei aqui na casa para barrar no cardápio das escolas alimentos com alto teor de sódio e gorduras. Já está para ser votado. Eu quero deixar claro que as portas do gabinete estarão abertas para os nutricionistas. E agradeço o CRN-5 pela confiança no nosso mandato”, disse o deputado Fabrício Falcão, que confirmou uma sessão especial na Alba para comemoração do Dia do Nutricionista. “Quero fazer (a sessão especial). E convido o conselho e todos os profissionais para participar desse evento no dia 27 de agosto. Vamos discutir os temas pertinentes e solicitar audiências junto ao secretariado do governo para que o nutricionista esteja contemplado nos próximos concursos públicos”, reiterou Fabrício.

Mariluze Bahia, Valquíria Agatte e o deputado Fabrício Falcão estiveram reunidos em audiência na Alba.

A partir de agora nós estamos conscientes que a presença do nutricionista é fundamental para que a alimentação no ensino público estadual seja de boa qualidade e com segurança. Deputado Fabrício Falcão

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CNR inicia processo para digitalização de documentos O Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) inaugurou uma nova etapa na modernização de sua gestão no mês de maio. Antenada com as tendências da administração atual, a diretoria aprovou o projeto de digitalização de todos os documentos do órgão. Isso inclui, inclusive, o registro dos profissionais e dos estabelecimentos inscritos na circunscrição (Bahia e Sergipe). Para iniciar o processo de digitalização dos documentos, o CRN-5 buscou a expertise do CRN-6 (Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão), que já executa esse procedimento no sistema CFN/CRN. O responsável pelo setor de informática, Nairton Severiano, veio de Recife para uma primeira etapa de treinamento com os funcionários da Bahia e passou as primeiras orientações. A presidente do CRN-5, Valquíria Agatte, entende que esse é um salto de qualidade na gestão do conselho e que, em pouco tempo, também será percebido pelos profissionais, que serão atendidos de forma mais rápida no órgão. “A busca é por uma qualidade maior no atendimento às demandas dos profissionais e, também, para uma resposta mais segura com relação às demandas da sociedade”, afirmou. O administrador Christiano Borges, coordenador geral do CRN-5 e responsável pela implantação do sistema de digitalização, garante que essa será a forma mais segura para resguardar as informações dos profissionais e das empresas. “Sairemos de um arquivo físico (papel) para um totalmente digital, no qual poderemos fazer buscas de maneira imediata, a qualquer hora do dia. Enfim, economizaremos tempo, espaço e, principalmente, daremos mais segurança a esse volume de informações, já que o arquivo físico pode ser perdido por acidente ou se deteriorar. Além disso, aboliremos o papel e, assim, o órgão estará de acordo com as novas práticas sustentáveis e de responsabilidade social”, concluiu. De acordo com o setor responsável, a economia de tempo no atendimento para cada demanda que necessite de pesquisa no arquivo será de, no mínimo, 10 minutos.

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Nailton Severiano (CRN-6) e Christiano Borges (CRN-5), durante o treinamento da digitalização de documentos.

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CRN-5 em Revista  

Esta é a revista eletrônica do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe). Aproveite a leitura, se informe sobre as...