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Rua Fernandes de Barros, 685 - Alto da X V - Curitiba - Paraná - CEP: 80045-390

Impresso Especial 9912215938/ 2008

DR/PR

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINARIA DO ESTADO DO PARANA

CORREIOS

FECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT

Conselho Regional de Medicina Veterinária Nº 33 - ano VIII - Dezembro de 2010 DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

2011: A no de Eleiçõe s no C R M V- PR

Abissal Design

CFMV regulamenta Programas de Esterilização Cirúrgica

Ecocardiografia em Medicina Veterinária: quando e para que solicitá-la?


Índice xxxxxxx

4 Editorial

5 Transparência

6 Entrega de cédulas

16

Data marcada para Eleições CRMV-PR 2011 Geral

14 Regulamentados Programas de Esterilização Cirúrgica

18

Anvisa publica referência técnica para o funcionamento dos serviços veterinários CRMV-PR 2


20 Ecocardiografia em Medicina Veterinária: quando e para que solicitá-la?

22

Epidemiologista da FAO volta ao PR após 25 anos de carreira internacional

24 Espectroscopia de reflectância: alternativa para avaliação da qualidade da carne

28 Geral Agenda

26 Considerações sobre o 37º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária

29 Serviço 3 CRMV-PR


Editorial

O ano termina, mas nossa função permanece Mais um ano se encerra e desper ta em todos nós o desejo de dias melhores. O ano de 2010 foi especial. Pudemos exercer nossa cidadania por meio do voto. Depositamos nas urnas, a esperança de um Brasil melhor. Podemos e devemos sonhar com um amanhã melhor. Cada ano que termina traz junto um encerramento de um ciclo. O ciclo que cada um construiu ao longo dos 365 dias. Agora, é hora de refletirmos sobre tudo o que vivemos para buscarmos equilíbrio. O momento é propício para pesarmos e analisarmos nossas atitudes, rever planos e sonhar. Masaru Sugai - Presidente do CRMV-PR

“O momento é propício para pesarmos e analisarmos nossas atitudes, rever planos e sonhar.”

Que 2011 seja infinitamente melhor do que 2010. Que alcancemos nossos objetivos, saibamos lidar com possíveis dificuldades, que tenhamos força de vontade e que a esperança nunca deixe de existir em cada um de nós para que assim continuemos tendo fé no amanhã. Neste ano que virá o CRMV-PR continuará a zelar pelo bem-estar da sociedade e pela ética no exercício profissional da Medicina Veterinária e da Zootecnia. Também manteremos nosso compromisso em lutar pelo fortalecimento das profissões e colocar em debate questões importantes para Medicina Veterinária e para Zootecnia com os novos representantes políticos, tanto na esfera estadual quanto nacional. 2010 terminou, mas nossa função permanece. Em nome de diretores, conselheiros, delegados, funcionários e estagiários do CRMV-PR, desejo a todos ótimas festas e que 2011 seja um ano promissor.

Atenciosamente,

Méd. Vet. Masaru Sugai Presidente CRMV-PR

Expediente Diretoria Executiva: Presidência: Masaru Sugai Vice-Presidência: Nestor Werner Secretaria Geral: Célia Mayumi K. Trentini Tesouraria: Oscar Lago Pessôa Conselheiros efetivos: Ademir Benedito da Luz Pereira, Ivonei Afonso Vieira, José Carlos Calleya, Noemy Tellechea Pansard, Ricardo Maia, Ricardo Pereira Ribeiro Conselheiros suplentes: Ailton Benini, Amauri da Silveira, Carlos Alberto de Andrade Bezerra, Carlos Henrique Siqueira Amaral, Odete Völz Medeiros, Paulo Amaro Lopes Perpétuo

CRMV-PR 4

Comissão Editorial: Noemy Tellechea Pansard (presidente), Ademir Benedito da Luz Pereira, Ivonei Afonso Vieira, Ricardo Pereira Ribeiro

Projeto Gráfico: Abissal Design & Comunicação www.abissaldesign.com.br

Jornalista Responsável: Gabriela Roussenq Sguarizi jornalismo@crmv-pr.org.br

Publicação do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná

Estagiária: Talyssa das Chagas Lima

Rua Fernandes de Barros, 685 - Alto da XV CEP: 80045-390 - Curitiba - Paraná Fone/Fax: (41) 3263-2511 www.crmv-pr.org.br

Tiragem: 10 mil exemplares Impressão: Ajir Gráfica

As matérias e artigos assinados não representam necessariamente a opinião da Diretoria do CRMV-PR.


Por dentro do Conselho CRMV-PR

Transparência Demonstrativo de Receitas e Despesas

Período: Janeiro a Outubro/2010 Receitas Anuidades de Pessoas Físicas Anuidades de Pessoas Jurídicas Subtotal Receitas com Aplicações Financeiras Receitas com Inscrições Expedição de Carteiras Expedição de Certidões Expedição de Certificações Receita de Dívida Ativa Transferências do CFMV Outras Receitas (*) Alienação de Bens Móveis Total (A)

R$

Itens (1)* (2)* (3)* (4)* (5)* (6)* (7)* (8)*

R$

Despesas Pessoal Material de Consumo Serviços de Terceiros e Encargos Outros Serviços e Encargos Despesas de Custeio Diversas Obras/Benfeitorias e Instalações Equipamentos e Material Permanente Aquisições e Inversões Total (B)

Superávit Financeiro de Exerc. Anterior (C) Superávit Orçamentário: D = A – B + C

% 1.307.455,85 1.705.217,42 3.012.673,27 105.543,26 85.102,30 22.146,64 67.723,56 146.931,49 133.817,93 50.583,50 3.624.521,95

36,07% 47,05% 83,12% 2,91% 2,35% 0,61% 0,00% 1,87% 4,05% 0,00% 3,69% 1,40% 100,00% %

1.494.656,07 84.134,75 22.826,40 1.343.442,01 8.880,00 51.779,46 3.005.718,69

49,73% 2,80% 0,76% 44,70% 0,00% 0,30% 1,72% 0,00% 100,00%

280.000,00 898.803,26

24,80%

(*) Outras Receitas: Multas p/falta inscrição/registro. Multas p/falta RT, Multas p/ausência à Eleição, Indenizações e Restituições (custas proces-suais), Multas, Juros e Atual. Monet. s/anuidades PF e PJ, Taxa de Propriedade Rural e Listagens de Empresas (**) A relação percentual é do Superávit obtido em relação à Receita ((C/A)x100), ou seja quanto da receita não foi comprometida pela despesa.

Méd. Vet. Masaru Sugai CRMV-PR Nº 1797 Presidente

Jorge Alves de Brito CRC-PR 028374-0/O Contador

Detalhamento de Despesas (1)* Salários, Gratificação por Tempo de Serviço, Gratificação de Função, Serviços Extraordinários, 13º Salário, Férias, Abono pecuniário de férias, Gratificação 1/3-Constituição, Ajuda de Custo Alimentação, Auxílio Creche/babá, INSS, FGTS, PIS; Indeniz; (2)* Artigos de expediente, Despesas c/ Veículos, Art. Material Limpeza/Conservação, Gêneros Alimentícios, Mat. Acess. p/Máq. e Apar., Vestuários e Uniformes, Outros Materiais de Consumo; (3)* Prestação de Serviços de Autônomos e INSS s/Serviços Prestados; (4)* Assessorias: Jurídica Administrativa e Trabalhista, Locação de Móveis e Imóveis, Telefone, Fax, Serviços Postais, Diárias/Passagens Diretoria e Conselheiros, Água/Esgoto, Energia Elétrica, Plano de Saúde, Vale Transporte, Serviços de Informática; (5)* Despesas com exercícios anteriores. (6)* Benfeitorias, Reformas e Instalações no imóvel da Sede/Delegacias Regionais do CRMV-PR; (7)* Mobiliário em Geral e Utensílios de Escritório, Materiais Bibliográficos, Utensílios de Copa e Cozinha, Máquinas e Aparelhos de Escritório, Equipamentos de Informática, Aparelhos de Intercomunicações, Veículos e Aparelhos de Foto Cinematográficos; (8)* Aquisição de Imóveis, Tit. Represent. Capital Integralizado, Aquisição de Outros Bens de Capital.

5 CRMV-PR


Por dentro do Conselho CRMV-PR

Entrega de cédulas 19/10/2010 - Londrina 20/10/2010 - Curitiba 30/11/2010 - Londrina 01/12/2010 - Curitiba 06/12/2010 - Curitiba

20/10/2010 - Curitiba

30/11/2010 - Londrina

19/10/2010 - Londrina

01/12/2010 - Curitiba

06/12/2010 - Curitiba

Piso

Sindicatos defendem salário mínimo profissional a servidores do PR

Dirigentes sindicais do Sindivet-PR (médicos veterinários), Senge-PR (engenheiros) e Sindarq-PR (arquitetos) reuniram-se no dia 22 de setembro com a secretária estadual da Administração e Previdência (SEAP-PR), Maria Marta Renner Weber Lunardon, para defender o pagamento do salário mínimo profissional para os servidores do Estado. Ao término da reunião, os sindicalistas entregaram à secretária uma carta de CRMV-PR 6

encaminhamento com dois documentos que propõem a implantação das medidas. Um documento é a mensagem do Legislativo Estadual ao Governador, iniciativa do deputado estadual Edson Strapasson, que propõe o reenquadramento de engenheiros e arquitetos dentro do Quadro Próprio do Poder Executivo. E o outro é uma minuta de projeto de lei, encaminhada ao governador pelas entidades representativas dos profissionais, que propõe a criação do adicional de piso de categoria para todos os profissionais atingidos pela Lei Federal 4950/A, incluindo médicos veterinários. “Apresentamos duas propostas à secretária com o mesmo objetivo: elevar o piso salarial destes prof issionais ao nível mínimo praticado pela iniciativa privada. No entanto, é impor tante obser var que as propostas apresentam diferentes mecanismos de implantação do piso salarial. A primeira utilizar o instrumento do reenquadramento e a

segunda a criação de um adicional de piso de categoria”, frisa Cezar Amin Pasqualin, presidente do Sindivet-PR . Na car ta de encaminhamento, assinada pelos três sindicatos de classe, os presidentes dizem: “sabemos que o salário inicial praticado pelo Governo do Estado para os prof issionais por nós representados está muito abaixo do praticado pelo mercado e, assim, não atrairá prof issionais com a qualif icação necessária ao exercício da função pública”. Durante o encontro, realizado no Palácio das Araucárias, na capital paranaense, além dos presidentes Cezar Amin Pasqualin (Sindivet-PR), Valter Fanini (Senge-PR), e Ana Carmen de Oliveira (Sindarq-PR), também par ticiparam Ricardo Simon, secretário-geral do Sindivet-PR; José Chede, chefe de gabinete da SEAP-PR; o deputado estadual Cleiton Kiélse; e um assessor parlamentar do deputado estadual Edson Strapasson.


Geral Cadeira nº37

Academia Paranaense de Letras empossa médica veterinária

A médica veterinária Clotilde de Lourdes Branco Germianini ingressou na Academia Paranaense d e Le t r a s (A PL), na qu a l o cupa r á a c a d e i r a n º 3 7. A s o l e n i d a d e , que contou com a presença de autoridades locais e familiares, foi realizada na noi te de 27 de outubro no Clube Curitibano, na capit al do Es tado. Clotilde também é acadêmica titular fundadora da Academia Paranaense de Medicina V e t e r i n á r i a ( A c a p a m e v e) . A Academia Paranaense de Letras é uma sociedade civil sem f ins lucr ativos e foi fundada em 26 d e s e t e m b r o d e 19 3 6 . Te m p o r f inalidade o cultivo, a preser vação e a divulgação da língua e da literatura, em seus a spec tos científ ico, his tórico, liter ário e ar tís tico. Na oc a sião, o C R M V- PR foi representado pelo médico veterinário Cezar Amin Pasqualin, presidente do S i n d i c a t o d o s M é d i c o s Ve t e r i n á r i o s do Par aná (S indivet- PR).

Encerramento

Anclivepa-PR promove jantar de confraternização

A A ssociaç ão N acio nal de Clínicos Veter inár ios de Pequenos A nimais – S eç ão Par aná (A ncli vepa- PR) pro moveu na noi te de 7 de dezembro um jant ar de confr ater nizaç ão em Cur i tiba , no Res t aur ante M adalosso, par a prof issionais e f amiliares. O presi dente da entidade, A lexan dre S chmaedecke, agr adeceu a presenç a to dos e enal teceu a par ticipaç ão dos clínicos nos eventos realizados p ela A sso ciaç ão nes te ano, antecipando a s açõ es par a 2011. O s presidentes M a sar u S ug ai, do C R M V- PR , e Cezar A min Pa squalin, do S in di vet- PR , t amb ém marc ar am presenç a . “ E m 2010, r e a l i z a m o s c u r s o s e s i m p ó s i o s , f i r m a m o s p a r ce r i a s e e s t i ve m o s p r e s e n t e s e m d i ve r s a s a çõ e s . O n ú m e r o d e a s s o c i a d o s

c r e s ce u e x p r e s s i v a m e n t e d e 5 0 p a r a 2 5 0 m e m b r o s . P a r a 2011, q u e r e m o s m a i s . Va m o s d a r co n t i n u i d a d e a o s t r a b a l h o s e p r o m ove r e m o s u m a a ç ã o s o c i a l: o D i a d e C ã o - Ve t e r i n á r i o S o l i d á r i o, n o q u a l p r e t e n d e m o s atender mais de mil cães em Curitiba, e m p a r ce r i a co m a Pr e f e i t u r a e o u t r a s e n t i d a d e s”, r e s s a l t o u S c h m a e d e c ke . E l e a d i a n t o u a i n d a “p r e c i s a m o s d a a j u d a d e t o d o s p a r a , e m 2012 , r e ce b e r m o s o 33 º C o n g r e s s o B r a s i l e i r o d a A n c l i ve p a , p o i s q u e r e m o s f a ze r d e l e o m a i o r eve n t o j á r e a l i z a d o d a á r e a”. A o f i na l d o p ro nu n ci a m e nto, a dire to r i a da A n cli vepa - PR so r teo u u ma T V LC D aos m é di cos ve ter i ná r i os a sso ci a d os. O g a nha d o r fo i M a rcu s V i n i ci u s Re ze n d e d os S a ntos.

Conares

Inclusão de Médicos Veterinários no NASF

Par anaenses defender am em Br a sí lia (DF ) a inclusão de médicos veterinários nos Núcleos de A poio à Saúde da Famí lia (N A SF ), dur ante a Reunião do Conares (Conselho Nacional de Represent antes Es t aduais), um órgão do Conselho Nacional de Secret aria s Municipais de Saúde (Cona sems). No encontro, realizado na Sede do Minis tério da Saúde, no dia 24 de novembro, o membro da Comissão de Zoonoses e Bem- Es t ar A nimal, do CR M V- PR , Walfrido Svoboda, minis trou uma pales tr a sobre o tema. Leonardo

Nápoli, presidente da Comissão, t ambém es teve presente. Os Núcleos de A poio à Saúde da Famí lia, for mados por equipes de prof issionais de diferentes área s do conhecimento, atuam em parceria com os prof issionais da s Equipes Saúde da Famí lia - ESF, par a ampliar a abr angência e o escopo da s ações da atenção bá sica. Atualmente, integr am a s equipes médicos (ginecologis t a s, pediatr a s e psiquiatr a s), professores de Educação Física, nutricionis t a s, acupunturis t a s,

homeopat a s, far macêu ticos, a ssis tentes sociais, f isioter apeu t a s, fonoaudiólogos, psicólogos e ter apeu t a s ocupacionais. “O médico veterinário é o prof issional com competência par a orient ar e direcionar ações no controle de zoonoses e população animal, por exemplo, tema s de relevância par a a saúde pública”, argument a Leonardo Nápoli. O tema levado à reunião pelo CR M V- PR ser á encaminhado pelo Conares a um Gr upo de Tr abalho par a que a discussão seja ampliada.

7 CRMV-PR


Geral Senado

Gleisi Hoffmann participa de reunião no CRMV-PR

A criação do Conselho Nacional de Bem-Estar A nimal com o objetivo de regulamentar a área e ser vir como um órgão consultivo foi uma das propostas apresentadas pela senadora e l e i t a G l e i s i H o f f m a n n , n o d i a 7/12 , a médicos veterinários. Ela par ticipou da reunião da Comissão de Zoonoses e B e m - E s t a r A n i m a l (C Z B E A ) , n a S e d e d o C R M V- P R , e d i s s e d e s e j a r tr abalhar em parceria: “não farei nada s o b r e v o c ê s s e m v o c ê s”. O p r e s i d e n t e da Autarquia, Masaru Sugai, e o vicep r e s i d e n t e , N e s t o r We r n e r, t a m b é m estiveram presentes. “O meio ambiente é uma área que me preocupa bastante, por isso quero ter uma atuação fundamentada no Senado, ouvindo os prof issionais par a que juntos possamos melhorar a nossa legislação e promover as mudanças necessárias. Infelizmente, ainda vemos muitos atos de crueldade contra os animais. Precisamos conscientizar a população de que o animal também CRMV-PR 8

é sujeito de direito e precisa ser respeit ado. Quero promover esse debate no Senado e conto com a contribuição das entidades e das ONGs ambientais para avançarmos n e s s a q u e s t ã o”, s a l i e n t o u . Masaru Sugai apresentou à senadora o panorama paranaense da Medicina Ve t e r i n á r i a e d a Z o o t e c n i a , f a l a n d o sobre o ensino, mercado de tr abalho e atuação prof issional. O presidente d a C Z B E A / C R M V- P R , L e o n a r d o Nápoli, comentou sobre os trabalhos da Comissão e ressaltou a impor tância do médico veterinário na saúde pública. “O médico veterinário é o prof issional com competência para orientar e direcionar ações no c o n t r o l e d e zo o n o s e s e p o p u l a ç ã o animal, por exemplo, tema s de r e l e v â n c i a p a r a a s a ú d e p ú b l i c a”, argumentou. Nápoli defendeu a inclusão de médicos veterinários nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NA SF ).

A ber t a ao diálogo, a senador a propôs a realização de reuniões semestrais com a Comissão. Reunião Após a par ticipação de Gleisi Hof fmann, a reunião teve continuidade. Os acadêmicos de M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a G i n a Po l o e Oswaldo Santos, da Universidade Nacional da Colômbia, orientandos do professor Nestor Calderón, expuseram o trabalho “Controle das Po p u l a ç õ e s C a n i n a e F e l i n a – S i t u a ç ã o C o l o m b i a n a”. G i n a e O s w a l d o e s t ã o n o B r a s i l f a ze n d o e s t á g i o p a r a o tr abalho de conclusão de cur so. Eles já passaram por São Paulo e agora estão acompanhando as atividades no CC Z de Araucária. A médica veterinária Adriana Vieira, presidente da Comissão de Saúde P ú b l i c a d o C R M V - S P, t a m b é m esteve presente.


Geral Representatividade

Fundada no PR Associação de Médicos Veterinários Anestesiologistas N a n o i te de 16 de n ove mb ro fo i f u n da da e m Cur i t iba a A sso ci aç ão de M é di cos Veter inár i os A n es tesi o l ogi s t a s d o Pa r a ná (A M VA - PR). A cer im ô ni a o co r reu n o Res t aur a nte M ada l osso e fo i p res t igi ada p el o p resi de nte do C R M VPR , M a s ar u S ug a i, e do p resi de nte da A n cli vepa- PR , A l ex a n dre S ch mae decke. A A M VA - PR te m p o r f ina li dades co ngreg ar m é di cos veter inár i os, o r g a n iz ar e p ro m over reu ni õ es e i n ce nt i v ar o a p r im o r a m e nto na área . A primeira gestão da A ssociação de M é d i co s Ve t e r i n á r i o s é co m p o s t a p e l o s s e g u i n t e s m e m b r o s: Presidência R i c a r d o G u i l h e r m e D’O t av i a n o d e C a s t r o V i l a n i ( U F PR) Vice-Presidência Lourenço Rolando Malucelli Neto (UTP) 1 ª Te s o u r a r i a Paul o Rob er to K l au ma n n (C LI N I V E T ) 2 ª Te s o u r a r i a José Carlos Kloss Filho (HVSM) 1ª S e c r e t a r i a Michele Lopes Izar (UFPR) 2 ª Secretaria R afael Galante (UFPR) Diretoria Científ ica Lilian Bevilaqua D i r e t o r i a d e Pa t r i m ô n i o Jackson Luis Lemos ( VETSAN) Diretoria de Divulgação Ta t i a n a G i o r d a n o ( E v a n g é l i c a) Diretoria Social Marina Loureiro Caldas (UFPR)

Estratégias

CFMV realiza Fórum de Leishmaniose Visceral Realizado pelo CFMV, nos dias 22 e 23 de novembro, representantes do Sistema CFMV/CRMVs e convidados par ticiparam do Fórum de Leishmaniose Visceral, em Brasília. Representantes da Organização Pan- Americana da Saúde, Ministério da Saúde, Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do CFMV, Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Ministério Público, representantes de laboratórios veterinários e docentes também marcaram presença. Após os debates, foi redigido um documento denominado Car ta de Brasília, a qual foi divulgada pelo CFMV dia 15 de dezembro. A Car ta de Brasília discorre sobre as estratégias do Ministério da Saúde para diagnóstico, controle e possível tratamento dos animais afetados. O documento também

foi publicado no último dia 16 de dezembro no jornal Folha de São Paulo. A leishmaniose visceral é uma zoonose transmitida pela picada de fêmeas de insetos f lebotomídeos das espécies Lut zomyia longipalpis e Lut zomyia cruzi. A notif icação de casos ao Ministério da Saúde é obrigatória. Até 2008 os casos confirmados na Região Sul eram provenientes de regiões endêmicas. Porém, no início de 2009, no Rio Grande do Sul foram identificados cães e recentemente diagnosticados casos também em Santa Catarina. No Paraná, não há relato de casos autóctones notificados. O posicionamento do Sistema CFMV/ CRMVs sobre o tema está disponível no site do Conselho Federal (www.cfmv.org.br).

Tributo

CFMV fixa valor da anuidade 2011 O Co nselh o Fe d er a l d e M e di ci na Veter inár i a p ub li co u n o D i á r i o O f i ci a l da U ni ão, n o m ês d e o u tub ro, a Reso l u ç ão 968/ 2010, qu e f i x a os v a l o res da s a nui da d es d e p essoa s f ísi c a s e jur ídi c a s pa r a o e xercíci o d e 2011.

29 0, 0 0 . P a r a a a n u i d a d e r e f e r e n t e à s p e s s o a s j u r í d i c a s é l ev a d o e m co n s i d e r a ç ã o o c a p i t a l s o c i a l d a s empresas. A Resolução também alterou os valores de ta xas e emolumentos.

O valor estabelecido na anuidade d e 2011 p a r a p e s s o a f í s i c a é d e R $

Vej a os v a l o res atu a liz a d os na s Ta b e l a s a seg uir.

VALORES DE ANUIDADES DE PESSOAS JURÍDICAS CAPITAL SOCIAL I A t é R $ 5 . 320 , 5 0

VALOR R $ 4 47, 0 0

II

A c i m a d e R $ 5 . 320 , 51 a t é R $ 31.92 3, 0 0

R $ 6 52 , 0 0

III

A c i m a d e R $ 31.92 3, 01 a t é R $13 8 . 333, 0 0

R $ 8 41, 0 0

IV

A c i m a d e R $13 8 . 333, 01 a t é R $ 287. 3 07, 0 0

V

A c i m a d e R $ 287. 3 07, 01 a t é R $1. 3 83. 33 0 , 0 0

R $1. 2 51, 0 0

VI

A c i m a d e R $1. 3 83. 33 0 , 01 a t é R $ 2 . 87 3. 070 , 0 0

R $1. 5 0 6 , 0 0

R $ 974, 0 0

C o n s e l h o Fi s c a l - T i t u l a r Ta í s e F u c h s ( P U C - P R ) A lexandre Benesi (UFPR) S t e p h a n i e C . A l b e r t i ( H V B)

V I I A c i m a d e R $ 2 . 87 3. 070 , 0 0

SERVIÇO I I n s c r i ç ã o d e Pe s s o a Fí s i c a (d e f i n i t i v a e s e c u n d á r i a)

VALOR R $ 43, 0 0

C o n s e l h o Fi s ca l - S u p l e nt e s L u i z C a p r i g l i o n e ( P U C PR) Daniele Mangueira J u l i o Ke n N a g a s h i m a (C L I N I V E T )

II

R e g i s t r o d e Pe s s o a J u r í d i c a

R $14 6 , 0 0

III

E xpedição de Cédula de Identidade Prof issional

R $ 43, 0 0

IV

Substituição ou 2ª Via de Cédula

R $ 75 , 0 0

V

Cer tif icado de Regularidade

R $ 43, 0 0

VI

Registro de Título de Especialista

R $ 43, 0 0

R $1. 871, 0 0

VALORES DE TAXAS E EMOLUMENTOS

9 CRMV-PR


Geral MS e Mapa

Governo proíbe vacina do laboratório Bio-Vet contra raiva animal O governo federal decidiu proibir o uso da vacina fabricada pelo l a b o r a t ó r i o B i o - Ve t n a c a m p a n h a contra raiva animal. De acordo com uma nota técnica dos ministérios da Saúde e da Agricultura, testes revelaram resultados insatisfatórios sobre os efeitos a serem provocados pela vacina. A vacinação nacional contra raiva estava suspensa desde outubro, após o regis tro de mor tes e reações adversas em animais vacinados, como hemorragia e dif iculdade de locomoção. Os ministérios determinaram que as secretarias de Saúde incinerem par te das vacinas. Outras unidades serão recolhida s pelo labor atório. A campanha de vacinação deverá ser r e t o m a d a s o m e n t e e m 2 011, s e m data def inida. O Ministério da Saúde receberá três milhões de doses da empresa para ações esporádicas. C o n f o r m e d a d o s d o s m i n i s t é r i o s , 6 37 cães e gatos apresentaram efeitos adversos depois de terem sido v a c i n a d o s , s e n d o 41, 6% c o n s i d e r a d o s graves. O Ministério da Agricultura reiterou que as vacinas foram testadas pelos laboratórios of iciais antes de serem usadas na campanha, quando não foram detectadas falhas. A v a c i n a d o B i o - Ve t p a s s o u a s e r usada na edição deste ano da campanha. A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infec t ado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é p r ó x i m a d e 10 0 % .

Fonte: Agência Br a sil

CRMV-PR 10

Sindicato

Cezar Amin Pasqualin é reconduzido à Presidência do Sindivet-PR Nas eleições para a escolha G e s t ã o 2 0 11/ 2 0 13 d o S i n d i c a t o dos Médicos Veter inár ios do Paraná (Sindivet-PR), realizadas n o d i a 11 d e n o v e m b r o e m Curitiba o médico veterinário Cezar Amin Pasqualin foi reconduzido à presidência da entidade. Dos 894 sindicalizados a p t o s a v o t a r, 3 9 6 p a r t i c i p a r a m d o pleito. A chapa “Progresso” obteve 373 votos.

Presidente Cezar Amin Pasqualin V i ce - P r e s i d e n t e Demétrio Reva Secretária- Geral Elza Maria Galvão Cif foni Arns 1ª S e c r e t á r i a Jannifer Silva Caldas Manocchio Te s o u r e i r o G e r a l Lourival Uhilg 1º Te s o u r e i r o Masaru Sugai

Apuração Final

C o n s e l h o Fi s c a l - T i t u l a r Otamir César Mar tins Ricardo Alexandre Franco Simon Fr ancisco Perez Junior

Voto s Voto s Voto s Voto s To t a l

a favor (SIM) co nt r a (N ÃO) nulos brancos

373 15 4 4 396

A chapa eleita é formada por:

C o n s e l h o Fi s c a l - S u p l e n t e Vitória Maria Montenegro Holzmann Renato Luiz Lobo Miró Roque Olmir Grando

Logística Reversa

Promotoria de Londrina dá prazo para instalação de postos de coleta de resíduos A Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente de Londrina está recomendando a todos os estabelecimentos da cidade per tencentes ao segmento do ser viço de saúde, tanto humana quanto veterinária, que promovam a instalação de postos de coleta de medicamentos vencidos e em desuso para descar te pelos consumidores. A solicitação consta na Recomendação Administrativa nº01/ 2010, de 17 de novembro, assinada pela promotora de justiça Solange Novaes da Silva Vicentin. O CRMV-PR recebeu cópia do documento (disponível abaixo para consulta). A recomendação atende a Lei Federal 12.305/ 2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A legislação, que entrou em vigor no mês de agosto, tem o objetivo de incentivar a reciclagem de lixo e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Entre as novidades na nova lei está a criação da “logística reversa”, que obriga os fabricantes,

distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. Fiscalização No documento, a promotora pede à Vigilância Sanitária de Londrina, ao Instituto Ambiental do Paraná e à Secretaria Municipal de Meio de Ambiente que “exerçam permanente fiscalização nos locais e estabelecimentos abrangidos pela legislação e localizados na cidade de Londrina, além de promoverem a autuação dos responsáveis pela destinação indevida dados aos medicamentos e fármacos em desuso; ou vencidos; ou deteriorados, nos termos da legislação ambiental vigente”. O p r a zo d e a d e qu aç ão d os es t a b e l eci m e ntos à s reco m e n daçõ es é d e 30 di a s. A Recomendação Administrativa nº01/2010 está disponível para consulta no site do CRMV-PR (www.crmv-pr.org.br).


Geral Coluna Jurídica

Função do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná tem como principal escopo a fiscalização do exercício das profissões das áreas de Medicina Veterinária e de Zootecnia. Para a efetivação do exercício destas profissões regulamentadas há a necessidade de inscrição do profissional e da pessoa jurídica nos quadros do Conselho Regional de Medicina Veterinária, sem que isto implique na violação do princípio constitucional que garante a liberdade profissional ou de trabalho. Compete ao CRMV-PR defender a sociedade em geral em decorrência do exercício profissional, tendo, por

função, o rigoroso controle das atividades profissionais respectivas, zelando pelo privilégio e controle principalmente da ética, através da instauração de procedimentos ético-profissionais por meio de denúncias ou de ofício.

técnica (leigos) como dos habilitados sem ética. Os dois casos mencionados lesam os interesses da sociedade como um todo e decorrente disto, compete ao Conselho evitar esta lesão.

Fontes Consultadas Ademais, o CRMV-PR tem como finalidade a valorização profissional ao impedir que pessoas inabilitadas exerçam as atividades profissionais das áreas da Medicina Veterinária e da Zootecnia e combatendo a falta de ética profissional. O CRMV-PR existe por que a sociedade necessita de um órgão de controle e defesa, impedindo o mau exercício profissional não só de pessoas que não possuem a habilitação

Pereira, R.T.V.; Gambá, L.H.; Maurique, J. A ., Pamplona, O.R. Coordenador Vladimir Passos de Freitas. Conselho de Fiscalização Profissional: Doutrina e Jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001.

Carlos Douglas Reinhardt Jr Procurador Jurídico do CRMV-PR advogados@crmv-pr.org.br

Entidade de Classe

União de profissionais fortalece a Medicina Veterinária e a Zootecnia Atualmente, em todo o Paraná, existem cerca de 20 núcleos regionais, os quais são ligados à Sociedade Paranaense de Medicina Veterinária (SPrMV), e duas associações de médicos veterinários, uma sediada em Londrina e outra em Maringá.

Casa do Veterinário em Paranavaí

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná tem a atribuição de fiscalizar, orientar, normatizar e disciplinar o exercício profissional de médicos veterinários e zootecnistas. Instituído pela Lei Federal 5.517/1968, o CRMV-PR é um órgão público com o objetivo de zelar que os produtos e os serviços prestados pela Medicina Veterinária e pela Zootecnia à população sejam de qualidade. Tanto na Medicina Veterinária quanto na Zootecnia também existem os sindicatos, as associações e os núcleos de profissionais, cada um com sua peculiaridade. Os sindicatos servem, por exemplo, para promover a conciliação em acordos ou dissídios coletivos; já as associações e os núcleos existem para reunir grupos de pessoas com objetivos comuns.

Os núcleos es t ão localizados desde a região Oes te até o Nor te Pioneiro. “O Núcleo de Médicos Veterinários é uma entidade de classe que visa unir a categoria e promover a atualização dos prof issionais atr avés de pales tr as e cursos. A lém disso, t ambém realizamos reuniões mensais par a que os prof issionais troquem experiências e debat am ques tões do dia-a- dia”, explica Tatiana R iz zot to, presidente do Núcleo de Médicos Veterinários da Região de Cascavel. Tatiana assumiu a presidência da entidade no mês de agos to de 2010 e terá um mandato de dois anos. Segundo Tatiana, o Núcleo de Cascavel cont a com aproximadamente 60 associados, os quais atuam nas mais diferentes áreas da Medicina Veterinária. Tatiana Rizzotto adianta que no início de 2011 o Núcleo de Cascavel promoverá um curso sobre Confecção de Resenha e Anemia Infecciosa Equina. “A data ainda não está definida, porém é bom os interessados já irem se agendando”, comenta.

De acordo com o presidente do Núcleo dos Médicos Veterinários de Campo Mourão, Carlos Rober to Pianho, a função do núcleo se torna ampla, pois além de divulgar ações da classe, o núcleo também promove assessoria para médicos veterinários e zootecnistas. “Nossa função é a de divulgar, enaltecer e assessorar a classe da Medicina Veterinária e da Zootecnia,” afirma. Delcides Pomin Junior, presidente da Sociedade Paranaense de Medicina Veterinária do Noroeste do Paraná, com sede em Paranavaí, diz que os profissionais estão se unindo mais na região. “Na última eleição, realizada em setembro deste ano, optamos por incluir na nossa chapa profissionais mais jovens com objetivo de integrar todos. Com isso, o número de novos associados vem crescendo dia após dia. Quem ganha com isto é a nossa profissão”, ressalta. Em Paranavaí, a Sociedade tem realizado inúmeras palestras. Nas últimas, os temas abordados foram probióticos, febre af tosa (área livre de vacinação), bovinocultura e pequenos animais. A s reuniões são periódicas, realizadas na primeira sex ta-feira do mês. A Sede ainda conta com biblioteca e área de la zer para os sócios.

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Geral Ensino

Foto: FAG

8º Seminário de Ensino de Medicina Veterinária

A 8ª edição do Seminário de Ensino d a M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a f o i r e a l i z a d a e m C a s c a v e l , n o s d i a s 21 e 2 2 d e outubro. O evento na Faculdade A ssis G u r g a c z ( FA G ) r e u n i u c o o r d e n a d o r e s de cursos de todo o Estado e foi promovido pela Comissão Estadual d e E n s i n o d e M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a (C E E M V ) , d o C R M V - P R . O objetivo do evento de acordo com o presidente do CR M VP R , M a s a r u S u g a i , é d e b a t e r, e m conjunto com os coordenadores, t e m a s r e l e v a n t e s a o e n s i n o s u p e r i o r. “Esse é o momento de repensar o e n s i n o s u p e r i o r, n o a s p e c t o teór i co e p r át i co. Por i sso l ev a m os profissionais que não são da área acadêmica para apresentar novas visões e promover a melhoria no e n s i n o ”, e n f a t i z a . Na opinião do presidente da C E E M V, R o d r i g o Tá v o r a M i r a , o e n s i n o d a M e d i ci n a Ve te r i n á r i a e s t á p a s s a n d o p o r m u d a n ç a s . “A t é a década de 80, o ensino era focado principalmente na área produtiva. O contex to social e o reconhecimento do animal de companhia como um ente familiar propiciaram a CRMV-PR 12

O Seminário foi organizado pela Comissão Estadual de Ensino da Medicina Veterinária.

formação de médicos veterinários interessados em atuar como clínicos n a á r e a .” E l e a c r e s c e n t a q u e “ n o s últimos anos, com a implantação da s diretrizes curriculares, a sistematização e contex tualização têm maior par ticipação nas cadeiras acadêmicas. Precisamos cada vez mais mostrar ao aluno a visão da cadeia como um todo. Ou seja, que o uso de medicamento de forma equivocada, por exemplo, pode tr a zer prejuízos ao animal, para a sociedade e também para a e c o n o m i a d e u m p a í s ”, r e l a t a . Programação O primeiro dia do evento foi iniciado p e l a p a l e s t r a “A c e s s i b i l i d a d e : Conceitos e Aplicação no Ensino da M e d i c i n a V e t e r i n á r i a ”, p o r A n t o n i o Waldir Cunha da Silva, coordenador d o cu r s o d e M e d i ci n a Ve te r i n á r i a da UFPR . Na sequência, o tema abordado foi “Competência para a Saúde Pública: um desaf io para o e n s i n o d a M e d i c i n a V e t e r i n á r i a ”, p o r Walfrido Kuhl Svoboda, docente da UFPR e membro da Comissão de Zoonoses e Bem-Estar Animal, do CR M V- PR .

À tarde, a pauta foi composta pelo “ P r o j e t o C o l e t a d e R e s í d u o s ”, a s s u n t o apresentado por Milson da Silva Pereir a e Clau diney Q uint ana , amb os do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (SINDA N). O progr ama seguiu com a p a l e s t r a “ M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a L e g a l ”, m i n i s t r a d a p o r S é r g i o To s h i h i k o Eko, médico veterinário e advogado, membro da Comissão de Ética e Publicidade, do C R M V- PR . No último dia do evento, na sex ta-feira, foram ministradas três palestras. A primeira por Mitika Kuribaiashi Hagiwara, docente d a U S P. E l a t r a t o u s o b r e a s “O por tunidades e Per sp ec tiva s do M e r c a d o d e A n i m a i s d e C o m p a n h i a ”. Na sequência, foi a vez do médico veterinário gaúcho, Júlio O t ávio Barcellos, docente da UFRGS, discorrer sobre “Opor tunidades e P e r s p e c t i v a s d o A g r o n e g ó c i o ”. A palestra de encerramento “Qualif icação de Preceptores para Programas de Residência em M e d i c i n a V e t e r i n á r i a ( P R M V s) ” f i c o u a c a r go d e A nto n i o Fe lip e Wo uk , docente da UFPR e conselheiro d o C F M V.


Geral Resolução

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CFMV teme o consumo de antibióticos veterinários por humanos

A Agência Nacional de Vigilância S a n i t á r i a (A nv i s a) e m i t i u a R e s o l u ç ã o n º 4 4 , d e 2 6 d e o u t u b r o d e 2 010 , que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classif icadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação. A medida é muito positiva, porém, o Conselho Federal de Medicina Ve te r i n á r i a (C FM V ) te m e q u e, d e forma irresponsável, aumentem-se os casos de humanos intoxicados por medicamentos veterinários.

Preocupado com a saúde pública, o CFMV teme que as pessoas passem a buscar medicamentos similares em farmácias veterinárias. Diferente dos medicamentos humanos, os produtos veterinários estão sob responsabilidade do Minis tério da Agricul tur a Pecuária e A b a s te ci m e n to ( M a p a) q u e ainda não apresenta um sistema equivalente de controle como o que há na A nvisa (Sis tema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC).

De acordo com a Resolução da Anvisa, estão estabelecidos critérios de embalagem, rotulagem, dispensação e controle de medicamentos destinados à humanos. Dentre as principais determinações do documento está a obrigatoriedade de receituário de controle especial, sendo que uma das vias deve f icar retida na farmácia.

O consumo de medicamentos veterinários por humanos é errado, mas já ocorre em outras categorias de produtos devido aos hábitos de a u t o m e d i c a ç ã o d a p o p u l a ç ã o . “A compra de produtos veterinários por humanos para f ins terapêuticos seria desastrosa. Os produtos apresentam diferenças devido à farmacocinética, ou seja, os processos relacionados à ingestão do produto por um organismo. Essas diferenças devem-se às espécies para os quais eles são f a b r i c a d o s ”, e x p l i c a a e s p e c i a l i s t a em farmacologia Silvana Lima Górniak, da Universidade de São

O CFMV acompanhou, durante o ano, o desenvolvimento desse projeto e aler tou a Anvisa para a necessidade de maior amadurecimento da proposta.

Paulo e representante do CFMV para o tema. De acordo com Benedito For tes d e A r r u d a , P r e s i d e n t e d o C F M V, e s t e C o n s e l h o , h á m a i s d e 15 a n o s , propôs ao Mapa a exigência da comercialização de medicamentos veterinários mediante receita. O CFMV também elaborou uma minuta que estabelece as regras e a lista de medicamentos e ofereceu ao Ministério da Agricultura Pecuária e A ba s tecimento. “Passam-se os anos e nenhuma decisão foi tomada. Novamente o assunto foi apresentado ao atual chefe de gabinete do Secretario d e D e f e s a A g r o p e c u á r i a d o M a p a ”, informou Arruda. Ele lembra que as essas medidas teriam por objetivo proteger a população, racionalizar o uso de medicamentos veterinários e, indiretamente, proteger os interesses comerciais do País. Recentemente, pela identif icação de resíduo de medicamentos no produto, a credibilidade da carne bovina expor tada foi questionada.

Fonte: CFMV 13 CRMV-PR


Coluna da Fiscalização

Regulamentados Programas de Esterilização Cirúrgica O Conselho Federal de Medicina Ve t e r i n á r i a p u b l i co u n o D O U, e m 02 / 0 9/ 2010, a R e s o l u ç ã o nº 962 / 2010, q u e n o r m a t i z a o s p r o ce d i m e n to s d e co n t r a ce p ç ã o d e c ã e s e g a to s e m Pr o g r a m a s d e E d u c a ç ã o e m S a ú d e , G u a r d a R e s p o n s áve l e E s t e r i l i z a ç ã o C i r ú r g i c a co m a F i n a l i d a d e d e C o n t r o l e Po p u l a c i o n a l. A R e s o l u ç ã o t eve p o r b a s e m i n u t a e nv i a d a a o C F M V p e l o C R M V- S C , q u e p o r s u a ve z f o i

elaborada a par tir dos trabalhos de u m a co m i s s ã o t é c n i c a co m p o s t a p e l a d i r e to r i a e a s s e s s o r i a t é c n i c a d o s Conselhos Regionais do Rio Grande d o S u l, P a r a n á e S a n t a C a t a r i n a e d a s A n c l i ve p a s B r a s i l , R S e S C . A n e ce s s i d a d e d e n o r m a t i z a r o s p r o ce d i m e n t o s d e e s t e r i l i z a ç ã o e xe c u t a d o s d i r e t a o u i n d i r e t a m e n t e p e l o p o d e r p ú b l i co f o i d e co r r e n t e

de demanda da própria sociedade p o r p r o g r a m a s q u e v i s e m o co n t r o l e populacional de cães e gatos, o beme s t a r a n i m a l e a g u a r d a r e s p o n s áve l. Ta i s p r o g r a m a s j á t ê m s i d o r e a l i d a d e n o s e s t a d o s d a r e g i ã o S u l , i n c l u s i ve p o r m e i o d e U n i d a d e M óve i s , e n t r e a s q u a i s d e s t a c a m o s a U n i d a d e M óve l de Esterilização e Educação em Saúde ( U M E E S ) d a U n i ve r s i d a d e F e d e r a l do Paraná.

Resolução Nº 962, de 27 de Agosto de 2010 Normatiza os Procedimentos de Contracepção de Cães e Gatos em Programas de Educação em Saúde, Guarda Responsável e E sterilização Cirúrgica com a Finalidade de Controle Populacional. O CONSE L HO FE DE R AL DE ME DICINA VETE R INAR IA – CFMV -, no uso das at ribuições que lhe são conferidas pelos ar tigos 7 º, 8 º e 16, alínea “ f ”, da Lei 5.517, de 23 de outubro de 1968; Considerando a neces sidade de normatizar os Procedimentos de Cont race pção de Cães e Gatos em Programas de Educação em Saúde, Guarda Responsável e E sterilização com a Finalidade de Controle Po pulacional; Considerando que os Procedimentos de Cont race pção de Cães e Gatos em Programas de Educação em Saúde, Guarda Responsável e E sterilização com a Finalidade de Controle Po pulacional devem fazer par te de uma política de saúde pública e de bem-estar dos animais e das pes soas, se pos sível inserida no ensino fundamental; Co nsidera ndo que a s aúde a nimal é um dos pila r e s da s aúde única, co m r ef lexo dir et o na s aúde a mbient al e s aúde pú blica e pr e ser vaçã o da qualidade de v ida das p e s so as, do meio a mbiente e dos a nimais; Co nsidera ndo que prog ra mas de s t a o rdem r ef letem p osit i va mente na clas se

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M é dico Veter iná r ia co mo a licerce técnico na s aúde pú blica e no pr ó pr io Sis tema Único de S aúde; Considerando a impor tância e a necessidade da coleta, mapeamento e gerenciamento de dados populacionais e de saúde sobre a população canina e felina no âmbito municipal, estadual e federal;

e n v o l v e a r e a l i z a ç ã o d e p r o ce d i m e n t o s de esterilização de cães e gatos (m a c h o s e f ê m e a s), e m l o c a l e e s p a ç o de tempo pré-determinados, sempre p r e ce d i d o s o u a s s o c i a d o s a a ç õ e s concomitantes de educação em saúde e g u a r d a r e s p o n s á v e l. C APÍTULO I

R E S O LV E :

CONSIDE R AÇÕE S GE R AIS:

A r t . 1º I n s t i t u i- s e n o â m b i t o d o S i s t e m a CFMV / CR M Vs a n o r m a t i za çã o d o s P r o ce d i m e nt o s d e C o nt ra ce p çã o d e C ã e s e G a t o s e m P r o g ra m a s d e E d u ca çã o e m S a ú d e, G u a r d a R e s p o n s á v e l e E s t e r i l i za çã o C i r ú r g ica, o u n ã o, d e s d e q u e o f e r e ça a o a n i m a l o m e s m o g ra u d e e f ic i ê n c i a, s e g u ra n ça e b e m - e s t a r, co m a Fi n a l i d a d e d e C o nt r o l e Po p u la c i o n a l.

Ar t. 2 º Compete ao Plenário do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CR MV ) da respectiva jurisdição a aprovação do projeto para a realização dos Programas de controle po pulacional de cães e gatos.

§ 1º O o bj et i v o d e s t a R e s o l u çã o é a b ra n g e r e xc l u s i va m e nt e o s p r o ce d i m e nt o s d e e s t e r i l i za çã o d e cã e s e g a t o s co m a f i n a l i d a d e d e e d u ca çã o e m s a ú d e, g u a r d a r e s p o n s á v e l e co nt r o l e p o p u la c i o n a l, co m o d e m a n d a d e P r o g ra m a s O f ic i a i s e n v o l v e n d o I n s t i t u içõ e s P ú b l ica s . § 2 º E ntende-se por programas de educação em saúde, guarda responsável e esterilização com a f inalidade de controle populacional o método de trabalho caracterizado pela m o b i l i za ç ã o c o l e t i v a , p r o g r a m a d a , q u e

Ar t. 3 º É obrigatória a homologação de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART ) junto ao CR MV da respectiva jurisdição do Médico Veterinário responsável pelos Procedimentos de Contrace pção de Cães e Gatos em Programas. Ar t. 4º Os Programas com a f inalidade de controle po pulacional deverão ter por base a Educação em Saúde e Guarda Responsável, e não apenas o f luxo de esterilizações. § 1º A per feita realização dos procedimentos pré, t rans e pós o peratórios devem ser prioridade do Programa, nunca colocando em risco a vida e o bem-estar animal e tendo


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Coluna da Fiscalização

impor tância secundária o número de inter venções por fase do procedimento. § 2 º O Responsável Técnico é obrigado a encaminhar ao CR MV de sua jurisdição relatório sobre cada Programa realizado, contendo, no mínimo, informações do pro prietário e dados de identif icação e condições do animal atendido. C APITULO II DAS INSTAL AÇÕE S: Ar t. 5º Os procedimentos de contrace pção em cães e gatos devem ocorrer em ambiente fechado, restrito, de tamanho compatível com o número e f luxo de animais a serem atendidos por fase do procedimento, de acordo com o previsto no inciso II, do ar tigo 5º, da Resolução CFMV 670, de 10 de agosto de 2000. A r t. 6º O s proce dimentos de co nt race pçã o em cãe s e ga tos t a mb ém p o derã o ser r e alizados em Unidade M óvel de E s ter ilizaçã o e Educaçã o em S aúde (UME E S), devida mente r e g u la r izada p era nte o CR MV e demais ó r g ã os co m p etente s, t ais co mo r eg is t ro no D e p a r t a mento de Trâ nsito e Pr efeit ura M unicip al. § 1º A UME E S deve estar, obrigatoriamente, vinculada a uma instituição pública e, se pos sível, a uma instituição de ensino superior em Medicina Veterinária.

§ 2 º To d a UM E E S d e v e e s t a r v i n cu la d a a u m a b a s e t é c n ica l o ca l d e a p o i o p r e v i a m e nt e d e f i n i d a, s e p o s s í v e l a u m H o s p i t a l Vet e r i n á r i o E s co la d e i n s t i t u içã o d e e n s i n o s u p e r i o r e m M e d ic i n a Vet e r i n á r i a. § 3 º Deve ser determinado um estabelecimento médico-veterinário para encaminhamento de ocorrências de ur gência e /ou emer gência que não pos sam ser resolvidas no local def inido para realização dos procedimentos, se pos sível, um Hospital Veterinário E scola da instituição de ensino superior em Medicina Veterinária. Ar t. 7 º A s instalações para a realização do Programa, incluindo a base técnica local de apoio, deve contemplar ambientes para pré, trans e pós-o peratório, rece pção dos responsáveis pelos animais, além de sanitários para uso da equipe e do público.

I - o r i e nt a çã o s o b r e o s cu i d a d o s p r é e p ó s- o p e ra t ó r i o s a o s r e s p o n s á v e i s p e l o s a n i m a i s; I I - t ra n s p o r t e d o s a n i m a i s; I I I - e q u i p a m e nt o s e m a t e r i a i s n e ce s s á r i o s; I V - e q u i p e d e t ra b a l h o; V - p r o ce d i m e nt o s p r é, t ra n s e p ó s- o p e ra t ó r i o s; V I - s i s t e m a d e t r i a g e m; V I I - i d e nt i f ica çã o e r e g i s t r o d o s a n i m a i s; e V I I I - a t i v i d a d e s d e e d u ca çã o s a n i t á r i a, bem-estar animal e de guarda r e s p o n s á v e l, s e p o s s í v e l i n s e r i d o s n o e n s i n o b á s ico m u n ic i p a l. Ar t. 9 º E sta Resolução ent ra em vigor na data da sua publicação no DOU, revogadas as disposições em cont rário. Méd.Vet. Benedito For tes de Arruda Presidente CR MV- GO nº 0272

C APITULO III DO PROJETO: Ar t. 8 º Todo Programa deve contemplar o projeto elaborado pelo Responsável Técnico, a ser apresentado ao CR MV da jurisdição com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias do início da execução. Parágra fo único. O projeto de execução deve contemplar, no mínimo, os seguintes itens:

Méd.Vet. Joaquim Lair Secretário- Geral CR MV- GO nº 0242

Publicada no DOU de 02- 09-2010, Seção 1, pág. 118.

R ic ardo A . Franco Simon Méd. Vet., A ssessor Técnico CR M V- PR a ss tec@cr mv-pr.org.br

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Capa Voto

Data marcada para Eleições CRMV-PR 2011

Estarão disponíveis no site do Conselho várias informações sobre o processo eleitoral. Acesse e tire suas dúvidas.

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Abissal Design

A transparência no processo será garantida pela Comissão Eleitoral Regional (CER), como preconiza a legislação eleitoral do Sistema CFMV/CRMVs.


C e r c a d e 7, 5 m i l m é d i c o s v e t e r i n á r i o s e zo o t e c n i s t a s p a r a n a e n s e s e s c o l h e r ã o n o d i a 18 d e m a i o d e 2 011 o s diretores executivos, conselheiros efetivos e suplentes que estarão à f r e n t e d o C R M V- P R d u r a n t e o t r i ê n i o 2 011/ 2 014. C a s o h a j a n e c e s s i d a d e d e r e a l i z a ç ã o d e 2 º t u r n o, a d a t a s e r á 17 d e j u n h o. O E d i t a l d e C o n v o c a ç ã o d o s p r o f i s s i o n a i s f o i p u b l i c a d o, n o m ê s d e d e ze m b r o, n o D i á r i o O f i c i a l d a U n i ã o e n o j o r n a l G a ze t a d o Po v o . O C o n s e l h o t a m b é m p o s t o u por correio Ofício Circular à classe, com informações a respeito do pleito e l e i t o r a l . O v o t o é o b r i g a t ó r i o. A transparência no processo será garantida pela Comissão Eleitoral R e g i o n a l (C E R ) , c o m o p r e c o n i z a a legislação eleitoral do Sistema C F M V/ C R M Vs , a q u a l t e r á a a t r i b u i ç ã o d e o p e r a c i o n a l i z a r, d i v u l g a r, s u p e r v i s i o n a r e f i s c a l i z a r o s procedimentos eleitorais. O p r a zo p a r a a i n s c r i ç ã o d e c h a p a s s e r á e n c e r r a d o d i a 19 d e m a r ç o d e 2 011 (s á b a d o) , à s 17 h . A d o c u m e n t a ç ã o, q u e d e v e s e r p r o t o c o l a d a n a S e d e d o C R M V- P R , necessita respeitar os preceitos da R e s o l u ç ã o 95 8/ 2 010 , d o C o n s e l h o F e d e r a l d e M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a (C F M V ) . Te r ã o d i r e i t o a v o t o o s p r o f i s s i o n a i s c o m i n s c r i ç ã o p r i n c i p a l n o C R M VPR , em dia com a tesouraria e que não estejam impedidos em face de decisões administrativas ou judiciais t r a n s i t a d a s e m j u l g a d o. C o n f o r m e e s t a b e l e c e a R e s o l u ç ã o 95 8/ 2 010 , o s prof issionais com parcelamento em andamento ou inadimplentes somente poderão votar mediante a quitação t o t a l d o d é b i t o. To d o s o s p a g a m e n t o s só poderão ser efetuados por via bancária mediante boleto emitido pelo Conselho Regional. Ta m b é m é i m p o r t a n t e r e s s a l t a r q u e “é vedado ao médico veterinário do E xército par ticipar de eleições nos C R M Vs e m q u e e s t i v e r i n s c r i t o, q u e r c o m o c a n d i d a t o, q u e r c o m o e l e i t o r, salvo se estiver exercendo atividade prof issional fora da área militar e estiver devidamente em dia com suas obrigações perante o respec tivo C R M V ”, c o m o p r e c e i t u a a R e s o l u ç ã o

95 8/ 2 010 . J á o p r o f i s s i o n a l q u e e s t i v e r com pedido de transferência de inscrição principal, somente poderá votar e ser votado no Conselho de d e s t i n o, c a s o a h o m o l o g a ç ã o d a transferência ocorra antes da data f inal para o registro de chapas.

Serão considerados nulos, ainda, os votos por correspondência postados no dia da eleição no município em que se encontre a Sede do Conselho Regional ou em qualquer outro município que possua urna, permitindo o voto presencial.

Os prof issionais terão direito a um voto, podendo opt ar pelo voto presencial ou por correspondência, assim como realizado em pleitos anteriores. O eleitor que tentar fraudar ou fraudar a eleição, quer c o m o c a n d i d a t o , q u e r c o m o e l e i t o r, além de cometer infração ética, será penalizado com o pagamento de multa. O voto presencial será realizado na Sede do Conselho em Curitiba e nas Delegacias Regionais de Maringá e Londrina, das 9h à s 17 h . P a r a o v o t o p r e s e n c i a l , o eleitor deverá apresentar no ato da eleição um documento de i de nt i f i c aç ão ci v il (C ar te ir a de Identidade ou Car teira Nacional de H a b i l i t a ç ã o) o u p r o f i s s i o n a l (c é d u l a de identidade prof issional).

Por f a l t a não p l ena m ente justif icada ao processo eleitoral, incorrerá o prof issional em multa correspondente a 20% do salário mínino, dobrada na reincidência. O pr a zo par a apresent ar jus tif icativa é de até 30 dias após a eleição.

Já os prof issionais que escolherem votar por correspondência devem atentar ao que prevê a Resolução 95 8/ 2 010 (v e r q u a d r o a o l a d o) , c a s o contrário o voto não terá validade. Para garantir que o voto por correspondência seja recebido em tempo hábil, recomendas e a p o s t a g e m c o m 15 d i a s d e antecedência, uma vez que os votos r e c e b i d o s a p ó s à s 17 h d o d i a d a eleição serão inválidos. Somente será validado o voto por correspondência enviado para a caixa postal locada especif icamente para a E l e i ç ã o. O s v o t o s e n c a m i n h a d o s à S e d e d o C R M V- P R s e r ã o automaticamente invalidados. A legislação eleitoral do Sistema C F M V/ C R M Vs t a m b é m e s t a b e l e c e que o voto será nulo quando forem assinalados os nomes de duas ou m a i s c h a p a s; a a s s i n a l a ç ã o e s t i v e r f o r a d o q u a d r a d o p r ó p r i o; o e l e i t o r escrever na cédula; o ofício de encaminhamento não estiver com f irma reconhecida e o eleitor utilizar outro material que não aquele remetido pelo Conselho Regional.

Mais detalhes sobre a normatização do Processo Eleitoral poderão ser obtidos consultando as Resoluções d o C F M V, d i s p o n í v e i s n o s s i t e s w w w. c f m v. o r g. b r o u w w w. c r m v - p r. o r g. b r. Ta m b é m f o i c r i a d o o e - m a i l e l e i c o e s @ c r m v - p r. o r g. b r p a r a contatos com a CER .

Gabriela Sguarizi j o r n a l i s m o @c r mv - p r.o r g.b r

Eleições A r t . 10 . As eleições dos CRMVs devem ocorrer até 60 (sessenta) dias antes do término do mandato vigente, pelo voto direto e secreto, tradicional e/ou eletrônico ou por correspondência. § 1º É de inteira responsabilidade do profissional assegurar que, até o término da votação, seu voto por correspondência chegue à caixa postal criada para receber tais votos; § 2° Os votos por correspondência só poderão ser recolhidos no dia da eleição, com prazo até o seu término, por uma Comissão formada no dia do pleito e composta por um fiscal de cada chapa e um membro da CER; § 3° O voto por correspondência só será válido se o documento de encaminhamento estiver com firma reconhecida; § 4° Serão considerados nulos os votos por correspondência postados no dia da eleição no município em que se encontre a sede do CRMV ou em qualquer outro que possua urna, permitindo o voto presencial. Fonte: Ar t. 10, Resolução CFMV 958/2010

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Anvisa publica referência técnica para o funcionamento dos serviços veterinários

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Artigo No ano de 20 08, o Núcleo de A ssessoramento da Descentralização das Ações de Vigilância Sanitária – NADAV, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA , gerenciado por Edna Maria Covem, iniciou uma série de reuniões técnicas para a discussão e elaboração de material visando subsidiar as ações de Vigilância Sanitária sobre Ser viços Veterinários. O grupo técnico foi composto por Iolanda Soares da Cunha – Méd. Vet. Vigilância Sanitária ( VISA) Estadual – Piauí; Irineu Batista Júnior – Méd. Vet. VISA Municipal – Goiânia; Luiz Antonio Bit tencour t Teixeira – Méd. Vet. VISA Municipal – Curitiba e José Amâncio Carlos Filho – Sanitarista – ANVISA , sendo este último o seu Coordenador. A elaboração do documento sobre o tema surgiu da necessidade de se esclarecer a competência de atuação as equipes VISA sobre os estabelecimentos de A ssistência Veterinária como A mbulatórios, Consultórios, Hospitais, Clínicas Veterinárias, Pet Shops e outros estabelecimentos que prestam ser viços e comercializam produtos para animais de estimação, em vir tude dos diferentes entendimentos sobre qual, ou quais órgãos possuem competência legal para f iscalizar a estrutura física e outras condições de funcionamento. Outro objetivo pautado pela equipe foi a produção de material que orientasse os gestores das esferas de atuação do Sistema único de Saúde – SUS responsáveis pelas ações de Vigilância Sanitária, propondo medidas e condutas, buscando atender à realidade de cada unidade federada, sem, contudo, impor determinações formais para o desenvolvimento de atividades relacionadas à super visão e controle dos ser viços veterinários, porém relacionadas à super visão e controle dos ser viços veterinários, porém, fundamentando na legislação sanitária vigente, no âmbito de competência de atuação do SUS e na proteção à saúde pública. A ssim, concluindo-se o processo de discussão e elaboração já no ano de 20 09, a ANVISA , na data de 04 de março de 2010, publica a Referência Técnica para o Funcionamento dos Ser viços Veterinários, dispondo uma série de def inições e recomendações,

cujo conhecimento é de grande utilidade também para os representantes legais e trabalhadores dos estabelecimentos do ramo, e responsáveis técnicos Médicos Veterinários. É impor tante ressaltar que, da análise das legislações em vigor sobre a matéria, verif icou-se que a Vigilância Sanitária compete, basicamente, atuar sobre questões relacionadas à prevenção de riscos e agravos à saúde humana; limpeza e higiene do local; proteção do meio ambiente; condições de exposição ambiental e ocupacional das radiações ionizantes e condições dos medicamentos de linha humana com registro no Ministério da Saúde. A competência legal para f iscalização do exercício da prof issão e da estrutura dos estabelecimentos médicos veterinários per tence aos Conselhos de Medicina Veterinária e ao Ministério da Agricultura cabe, exclusivamente, f iscalizar produtos e medicamentos de uso veterinário.

Trabalho e Emprego e de outras normas para a proteção da saúde do trabalhador; • Limpeza e higiene do local, visando à segurança e o bem-estar dos trabalhadores, clientela e proteção do meio ambiente; • Fiscalização das condições de exposição ambiental e ocupacional das radiações ionizantes nos estabelecimentos que possuam equipamentos de R aios X para f ins de diagnóstico por imagem; • Abastecimento de Água e Proteção do Meio A mbiente através da adequação e f iscalização de Plano de Gerenciamento de resíduos sólidos e de saúde (resíduos e materiais contaminados, disposição e arma zenamento de resíduos de forma segura para o trabalhador e meio ambiente; • Condições dos medicamentos de linha humana – com registro no Ministério da Saúde – utilizados por prof issionais médicos veterinários. A s Atividades Veterinárias

Porém, considerando-se a estrutura local das entidades f iscalizadoras federais, estaduais e municipais, quanto à disposição de recursos materiais e humanos, e a possibilidade de pac tuação entre os órgãos de Vigilância Sanitária, do Ministério da Agricultura e os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMV ), podem-se estabelecer acordos, convênios de cooperação técnica e/ou a elaboração de legislações propondo soluções alternativas entre as instituições com competência legal para atuação, redef inindo-se atribuições e papéis. Atuação da Vigilância Sanitária Como proposta para a atuação das equipes de Vigilância Sanitária sobre os ser viços veterinários, o documento orienta que esta deve, minimamente, voltar-se para a Saúde Humana (trabalhadores, clientela, população) tratando especialmente dos aspec tos referentes à: • Prevenção de riscos e agravos à saúde do trabalhador (PPR A , PCMSO, f iscalização de procedimentos, processos, e estrutura física, equipamentos e substâncias que inter f iram na saúde do trabalhador, cumprimento da Norma Regulamentadora 32 do Ministério do

Em concordância com as def inições constantes na CNAE (Classif icação Nacional de Atividades Econômicas), o documento descreve estabelecimentos, ser viços e outras def inições de interesse veterinário, como também, orientações quanto à verif icação da constituição legal dos estabelecimentos, aspec tos sobre as condições sanitárias gerais, destino de ef luentes, etc. A REFERÊNCIA TÉCNIC A PAR A O FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS VETERINÁRIOS está disponível em formato PDF no seguinte endereço eletrônico: ht tp://por tal. ANVISA .gov.br/ wps/ wcm/connec t /4eb6c68041b5e3f58b5edf 255d42 da10/ser v%C3%A7o+Veterinario. pdf ?MOD=AJPERES. Também pode ser localizada no site da ANVISA , w w w.anvisa.gov.br, em SNVS – Descentralização – Referências Técnicas –Ser viços Veterinários.

Luiz Antonio Bittencour t Teixeira Médico Veterinário da Secretaria Municipal de Curitiba Erick Koblitz Médico Veterinário da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. 19 CRMV-PR


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Ecocardiografia em Medicina Veterinรกria: quando e para que solicitรก-la?

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Artigo A ecocardiograf ia é o exame ultrassonográf ico do coração e tem sido utilizado na medicina veterinária desde o início dos anos 80. É considerado padrão ouro para o estudo de anatomia, mor fologia e função cardíacas, indicado para avaliação de muitas cardiopatias, a d q u i r i d a s o u c o n g ê n i t a s . Tr a t a - s e de um exame não inva sivo, realizado com o paciente acordado e sem preparo prévio.

• para identificar a causa de cardiomegalia detectada ao eletrocardiograma ou exame r adiogr áf ico; • avaliar pacientes com sons questionáveis à auscultação cardiopulmonar; • identif icar a progressão da doença cardíaca e sua terapia; • identificar efusões pericárdicas, pleurais, massas pericárdicas e tumores cardíacos.

A s indicações para a realização do exame são:

A s modalidades ecocardiográf icas convencionais incluem a ecocardiograf ia bidimensional ( B - m o d e) , q u e é u t i l i z a d a n a avaliação qualitativa do coração e pericárdio, e a ecocardiogr af ia M-mode, que fornece informações quantitativas durante a sístole e a diástole e permite o cálculo de í n d i c e s d a f u n ç ã o m i o c á r d i c a . Po r meio do exame ecocardiográf ico é possível determinar a dimensão das

• avaliação de pacientes com suspeita de cardiopatia; • em pacientes com tossepersistente, intolerância a exercícios, letargia, cianose, sopro cardíaco, pulso fr aco, síncope; • em pacientes com edema pulmonar; • na suspeita de doenças cardíaca s congênit a s;

câmaras cardíacas, massa muscular dos ventrículos, função sistólica v e n t r i c u l a r, f u n ç ã o d i a s t ó l i c a , f l u x o através das valvas e vasos e as conexões das estruturas cardíacas. O estudo Doppler é um exame complementar ao ecocardiograma e analisa a direção, velocidade e turbulência do f luxo sangüíneo através das valvas e vasos. O mapeamento de f luxo a cores facilita a detecção de regurgitações e estenoses valvares, sendo essencial para o diagnóstico de cardiopatias congênitas. Alguns exemplos de diagnósticos possíveis com o estudo ecoc ardiogr áf ico: • insuf iciência s / es tenoses valvares; • displa sia s valvares; • c a r d i o m i o p a t i a s (d i l a t a d a , h i p e r t r ó f i c a e r e s t r i t i v a) ; • pericardite constritiva; • presença de massas intra ou ex tracardíaca s; • p er sis tência de du to ar ter ioso; • d e f e i t o s s e p t a i s (a t r i a l e v e n t r i c u l a r) ; • tetralogia de Fallot; • combinação de defeitos. As três modalidades de ecocardiograf ia são utilizadas em conjunto para o diagnóstico das afecções cardíacas e para o monitoramento da resposta ao tratamento das cardiopatias.

Referências Bibliográficas: Exame ecocardiográf ico Modos B/ M, visão

Exame ecocardiográf ico Modos B/ M, visão

paresternal direita, eixo transversal.

paresternal esquerda, eixo longitudinal.

Boon, J. A . Ecocardiograf ia Bidimensional

Fonte: A rquivo Pessoal, 20 09

Obser var medidas da aor ta e átrio esquerdo.

e em Modo M par a o clínico de Pequenos

F o n t e : A r q u i v o P e s s o a l , 2 010

A n i m a i s - 1ª e d i ç ã o , 2 0 0 5 - R o c a . T i l l e y, L . ; G o o d w i n , J . K . M a n u a l d e Cardiologia para Cães e Gatos - 3ª edição, 20 02 - Roca. T i l l e y, L . ; G o o d w i n , J . K . M a n u a l o f C a n i n e a n d F e l i n e C a r d i o l o g y – 3 ª e d i ç ã o , 2 0 01W. B . S a u n d e r s C o m p a n y. N e l s o n , R . W. ; C o u t o , C . G . M e d i c i n a Inter na de Pequenos A nimais - 2ª ediç ão, 19 9 8 - G u a n a b a r a K o o g a n .

E x a m e e co c a r d i o g r á f i co M o d o B ,

Exame ecocardiográf ico Modo B,

v i s ã o p a r e s te r n a l e s q u e r d a , e i xo l o n g i t u d i n a l.

visão apical, janela paresternal esquerda.

O b s e r v a r r e f l u xo m i t r a l.

Fonte: A rquivo Pessoal, 20 09

Fo n te: A r q u i vo Pe s s o a l, 2010

Patrícia Mara Dainesi Addeo M é d i c a Ve t e r i n á r i a Pó s - g r a d u a d a e m C a r d i o l o g i a Anclivepa SP 21 CRMV-PR


Especial

Epidemiologista da FAO volta ao PR após 25 anos de carreira internacional um dos depar tamentos chaves dentro da Organização Mundial de Saúde Animal, organismo mais impor tante do mundo no apoio à defesa e ao controle de disseminação de enfermidades animais exóticas entre os países. Par a nae nse d e M a n dir i tuba , We l te co m eço u su a c a r re ir a p ro f i ssi o na l na S ecret ar i a E s t a du a l d e A gr i cul tur a e d o A ba s tecim e nto d o Pa r a ná (S E A B - PR), e m fevere iro d e 1973. “ M i nha p r i m e ir a atu aç ão p e l a S E A B - PR fo i na ci da d e d e Fr a nci sco B e l t r ão, na regi ão S u d o es te do Par a ná , pa r a e xecu t a r açõ es d e co mbate à feb re a f tos a . N a qu e l a ci dade, t i ve o p r i v il égi o d e m o nt a r a e quip e de c a m p o l o c a l, i naug ur a n d o a u ni dade ve ter i ná r i a , te n d o si d o o p r im e iro ch e fe da Equip e d e C a m p o de Fr a nci sco B e l t r ão, da C a m pa nha d e Lu t a co ntr a a Feb re A f tos a n o Pa r a ná (C A FA P) e m se i s m u n i cí p i os da regi ão.

Depois de 25 anos trabalhando em organismos internacionais, como a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o médico veterinário Valdir Rober to Welte se aposentou e retornou ao Brasil em outubro de 20 09. “Trabalhar em organismos internacionais ensina muito sobre as relações diplomáticas entre os países e nos dá uma visão global sobre os assuntos relacionados à saúde animal. Aprende-se muito.” Em todos estes anos, como funcionário internacional, Valdir Rober to Welte desempenhou suas atividades prof issionais como epidemiólogo na França, Itália e Paraguai, além de ter planejado e coordenado cursos sobre sistemas de informação em saúde animal em países da América Latina, Europa, Sudeste da Á sia, Oceania e África. Também foi responsável pela modernização do Depar tamento de Informação do OIE, CRMV-PR 22

Em setembro de 1973, Welte é convidado para assumir a A ssessoria de Diagnósticos e Obser vações Epidemiológicas, do Grupo E xecutivo de Combate a Febre Af tosa (Gecofa-PR), em Curitiba, onde permaneceu até agosto de 1975. No grupo, começou a organizar o embrião, do que depois de sua volta do curso de mestrado, seria a E xecutoria Estadual de Epidemiologia e Vigilância Zoosanitária do Estado do Paraná. “Naquela época, lutávamos para controlar os vírus de Febre Af tosa tipos O, A e C e alguns de seus subtipos. Como resultado do trabalho, conseguimos baixar signif icativamente a incidência do vírus tipo C da doença”, lembra o médico veterinário. Em novembro de 1973, com as negociações entre os governos federal e estadual para a reabsorção pela SE ABPR dos médicos veterinários estaduais na C AFAP, Welte e os médicos veterinários Homero Rogério Arruda Vieira e Etelvina Maria Teixeira Severino compuseram o

Comitê de Reestruturação dos Ser viços Veterinários da SE AB-PR , para elaborar o primeiro estudo da reestruturação dos ser viços veterinários do Paraná. O mestrado em Medicina Veterinária Preventiva e Epidemiologia pela Universidade da Califórnia, em Davis, nos Estados Unidos, teve início em agosto de 1975. “Nessa época, a Secretaria de Defesa de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, estava concedendo bolsas de estudos para médicos veterinários of iciais cursarem mestrado em Medicina Veterinária Preventiva nos Estados Unidos, por intermédio de um f inanciamento f irmado com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]. Para par ticipar da iniciativa, foram selecionados quatro médicos veterinários em todo o Brasil.” Welte, foi um deles, porém não sabia falar a língua inglesa. A ssumiu o compromisso de aprender o idioma em quatro meses e assim o fez. Em dezoito meses os créditos foram cumpridos e o mestrado f inalizado com louvor. De regresso de Davis, Welte foi transferido para o recém-criado Ser viço de Defesa Sanitária Animal (DSA), do Depar tamento de Fiscalização (DEFIS). Lá, ele e o médico veterinário Sidney Lauriano Leme desenvolveram um estudo de viabilização para a criação da Executoria Estadual de Epidemiologia e Vigilância Zoosanitária (EEE V Z ), dentro da DSA . Inaugurou e dirigiu a EEE V Z por dez anos, organizando o sistema de informação em saúde animal estadual e apoiando no gerenciamento de medidas e estabelecimento e adoção de regulamentos para o controle e erradicação de febre af tosa, peste suína clássica, peste suína africana, leptospirose, brucelose e leucose bovina. Ainda na DSA , teve atuação impor tante na Comissão Regional para a Erradicação da Peste Suína Africana, no Grupo de Trabalho que elaborou o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação de Enfermidades Exóticas e na famosa


Especial “Operação Vacinação”, campanha de vacinação de cães, gatos e monos contra a raiva, “que foi executada de forma inédita em todo o Estado num único dia”.

de Enfermidades Animais, publicado em francês, inglês e espanhol. A s novas estratégias funcionaram e for taleceram as comunicações da entidade.

Oito anos mais t arde, em 1984, o desaf io foi a carreir a internacional com o convite par a ser consultor tempor ário da Organização Mundial par a a Saúde A nimal (OIE ) na área de informação em saúde animal na cidade sede da entidade, Paris. A pós quatro meses de consultoria, analisando o sis tema de informação do OIE, e a convite do diretor-ger al daquele organismo internacional, a ssumiu o cargo de epidemiólogo chefe do Depar t amento de Informação da OIE, naquela época ainda chamada de Organização Internacional de Epizootias, hoje Organização Mundial par a a Saúde A nimal.

Nos cinco anos em que es teve na Organização Mundial par a a Saúde A nimal, Wel te foi responsável pela adoção e implant ação dos primeiros sis tema s au tomatizados de infor mação par a ges t ão de toda a infor mação em saúde animal recebida e publicada pela OIE; além da prepar ação e apresent ação aos delegados na s a ssembléia s ger ais de informes anuais sobre o es t ado de saúde dos animais no mundo. Atualmente, a OIE congrega 17 7 países e é encarregada de promover a saúde animal em todo o mundo.

Em 1984, “o Sistema de Aler ta de Enfermidades da OIE era rudimentarmente realizado por telex com f ita per furada, manejado por um funcionário administrativo, que detinha o conhecimento da decodif icação do sistema e isto me inquietava, pois além de dependermos daquela pessoa, de tempos em tempos, ao manejar a f ita para repetidas retransmissões a alguns países, a mesma se rompia...”, recorda. “Na época, a França dispunha de um sistema precursor da internet, um tipo de tratamento de tex tos. Era uma espécie de telefone com tela que arma zenava dados. Porém, funcionava apenas na França. No entanto, conseguimos implantar este sistema na OIE, o que facilitou o controle das mensagens elaboradas e da retransmissão das informações de forma simultânea a vários países membros da Organização.” Ele acrescenta que “a OIE também possuía a edição de Boletins Mensais, com informações sobre as doenças de notif icação obrigatória feitas pelos países. Porém, uma boa par te das informações, que chegavam após as data limites para sua publicação mensal, não chegavam ao conhecimento dos países membros da organização, por isso, sugerimos e se criou um capítulo a mais no Boletim Mensal da OIE, no qual se informavam estes dados, ainda que com atraso de um mês”. Como forma de melhorar e acelerar ainda mais a recepção e o acesso à informação de todos os países membros, criou-se o Informe Semanal

Ao sair da OIE, a convite do diretor da Divisão de Produção e Saúde A nimal, o paranaense ingressou na FAO como consultor em inteligência veterinária, em Roma. Após dois anos de consultorias em sanidade animal, foi contratado como of icial de inteligência veterinária, cargo que ocupou até 20 02. Lá, modernizou os sistemas de informação, foi encarregado da atualização do site do Ser viço de Sanidade A nimal da FAO e of icial responsável pelo Sistema de Informação de Saúde A nimal do Pacíf ico Sul. Foi também editor do A nuário de Saúde Animal Mundial da FAO/OIE/OMS até a sua ex tinção. Sediada na Itália, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação conduz as atividades internacionais para erradicar a fome no mundo. Para isso, apoia principalmente países em desenvolvimento e subdesenvolvidos na modernização de suas atividades agrícolas, florestais, pecuárias e pesqueiras, dentre outras. O intuito é assegurar uma boa nutrição a todos através de um melhor acesso aos alimentos em quantidade e qualidade, propiciando um maior desenvolvimento rural. Desde sua fundação, em 1945, a FAO tem prestado especial atenção ao desenvolvimento das zonas rurais. Atendendo à solicitação de países membros, a FAO definiu em meados de 2001 colocar em prática a aber tura de novos escritórios em países que não os possuíam. Assim, surgiram duas vagas para o cargo de representante da FAO em países da região do Mercosul:

uma na Argentina e outra no Paraguai. “Candidatei-me e fui selecionado para ocupar a vaga no Paraguai. Como representante responsável da Organização no Paraguai, tive a opor tunidade de inaugurar, instalar e consolidar a of icina de representação da FAO naquele país; bem como iniciar as negociações e impulsionar junto ao governo paraguaio, projetos em várias áreas de ação da FAO, tais como: o Plano Nacional de Pesca e Aquicultura, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Mulher Rural, o Projeto Nacional de Eliminação de Agroquímicos Obsoletos; além cooperar com algumas ações do governo na implantação da reforma agrária, da agricultura orgânica e de mais de 60 miniprojetos, o ‘TeleFood’. O trabalho mais relevante, executado com o apoio da FAO, foi o Plano Nacional de Soberania e Segurança Alimentar, adotado pelo país como Programa de Estado de Soberania e Segurança Alimentar”, diz. Como forma de reconhecimento pelo apoio prestado ao desenvolvimento rural e agrícola do Paraguai, durante sua gestão como representante da FAO, Welte recebeu do Governo Paraguaio uma das maiores condecorações dadas a autoridades que tenham contribuído de forma ex traordinária com país: a Condecoração do Mérito Nacional Don José Falcon. De volta ao Brasil, Welte agora reside em Curitiba, mas diz que não pretende parar. “Ainda estou prestando consultorias à FAO e sempre buscando formas de poder cooperar e colocar minha experiência à disposição do meu Estado”, salienta. “Minha vida foi galgada por um crescimento lento, porém cons t ante. Sempre me recordo do dia da minha colação de gr au em Medicina Veterinária, quando no momento em que o Magníf ico Rei tor nos conferia o tí tulo de Médico Veterinário, eu disse a mim mesmo: ‘ Bom Valdir, a par tir de agor a acabou a brincadeir a, tudo o que você f izer, de bom ou de mal, ir á fa zer par te da sua vida prof issional, do seu curriculum vi t ae, por t anto, é melhor fa zer sempre o melhor possível, pois o seu fu turo prof issional depende somente de você!’”, f inaliza.

Gabriela Sguarizi jornalismo@crmv-pr.org.br 23 CRMV-PR


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Espectroscopia de reflectância: alternativa para avaliação da qualidade da carne

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Artigo A carne é considerada um impor tante ingrediente na alimentação humana, principalmente devido ao seu valor nutricional e for te apreciação por par te dos consumidores. Entretanto, esta é reconhecida por ser um produto muito heterogêneo, pois diversos fatores podem influenciar suas características finais. A qualidade da carne pode ser percebida pelos seus atributos sensoriais ( c o r, t e x t u r a , s a b o r e o d o r ) , tecnológicos (pH, capacidade de re te n ç ão d e ág u a), n u t r i ci o n a i s (c o m p o s i ç ã o q u í m i c a) , s a n i t á r i o s (a u s ê n c i a d e a g e n t e s c o n t a g i o s o s) e também pelos atributos éticos que envolvem sua produção. Cada vez mais, os consumidores preconizam a qualidade dos alimentos, e ao longo dos anos foram desenvolvidos vários procedimentos químicos, métodos instrumentais e análises sensoriais para determinação da qualidade d a c a r n e . To d a v i a , h i s t o r i c a m e n t e a operacionalidade tem sido dif icultada, pois são técnicas destrutivas, requerem amostras consideravelmente grandes e demandam muito tempo na execução (Liu et al., 20 0 4). Diante disto, pesquisas têm sido realizadas no sentido de encontrar e viabilizar novas técnicas de avaliação, especialmente as não destrutivas. A efetivação do uso destas tecnologias em carnes pode resultar em vantagens práticas para a indústria, pois possibilitaria a identificação e classificação prévia de cor tes com qualidade. A espectroscopia de ref lectância, na região do infravermelho próximo (NIRS) e na região do visível ( VISNIRS), tem se destacado como potencial ferramenta para essa finalidade. Tr a t a - s e d e u m a t é c n i c a a n a l í t i c a que usa fonte de luz produtora de comprimento de onda conhecido, e permite a obtenção de um quadro completo da composição orgânica das substâncias ou material a n a l i s a d o ( V a n K e m p e n , 2 0 01) . O aparelho utilizado, denominado espec trofotômetro, emite diversos comprimentos de onda conhecidos

sobre a amostra e mede a resposta em termos de absorbância e ref lectância. Cada amostra apresenta um compor tamento exclusivo de interação com as ondas emitidas (a b s o r ç ã o , t r a n s m i s s ã o o u r e f l e x ã o) , o que caracteriza os diferentes espectros obtidos. Algumas vantagens que merecem destaque, conforme ressaltado por Pr ieto et al. (20 09), são: a técnic a assegura a integridade e permite a identificação automática das amostras; requer pouca quantidade de amostras e a preparação destas é simples; trata-se de um procedimento limpo sem emissão de gases e sem resíduos reagentes; o equipamento é de operação simples e apresenta baixa demanda de manutenção. Além disso, pode ser aplicado para classificação de amostras; permite a determinação de diferentes atributos simultâneos e a s a n á l i s e s s ã o r á p i d a s ( d e 15 a 4 0 s e g u n d o s) .

Com base na literatura, obser va-se que a espectroscopia de ref lectância apresenta capacidade consolidada na predição da composição química da carne, e com isso possui for te potencial para substituir em breve os procedimentos analíticos convencionais. Porém, es t a tecnologia tem apresentado ainda limitações para estimar atributos tecnológicos e sensoriais, e precisa ser melhor explorada nestes aspectos.

Referências Campestrini, E. Utilização de equipamentos NIRS (Near infrared ref lec t ance sp ec troscopy) nos es tudos de v a l o r e s n u t r i c i o n a i s (c o m p o s i ç ã o q u í m i c a e d i g e s t i b i l i d a d e) d e a l i m e n t o s p a r a n ã o ruminantes. Revista Eletrônica Nutritime, v . 2 , n . 5 , p . 2 4 0 - 2 51, 2 0 0 5 . K r u g g e l , W . G . ; F i e l d , R . A . ; R i l e y, M . L .; R a d l o f f, H . D.; H o r to n , K . M . N e a rinfrared reflectance determination of

Entret anto, Campes trini (20 05), ressalvou algumas desvantagens e limit ações: por ser uma metodologia secundária, há for te dependência dos métodos de referência, e a conf iabilidade esta intimamente relacionada com a c alibr aç ão; a transferência de calibração entre diferentes instrumentos é limitada; a princípio, os dados espec trais são de difícil interpretação e requerem treinamento específ ico. Ta m b é m , a s e n s i b i l i d a d e a componentes menores é fraca e depende da variabilidade presente em amostras analisadas, ou seja, uma estreita faixa de variação dos dados pode afetar negativamente a previsibilidade do NIRS.

fat, protein, and moisture in fresh meat. Journal of the Association of Official A n a l y t i c a l C h e m i s t s , v . 6 4 , 6 9 2 , p .19 8 1. L i u , Y. ; L y o n , B . G . ; W i n d h a m , W . R . ; Lyo n, C . E.; S av age, E. M. Pre di c t i o n o f p h y s i c a l , c o l o r, a n d s e n s o r y c h a r a c t e r i s t i c s of broiler breasts by visible/near infrared r e f l e c t a n c e s p e c t r o s c o p y. P o u l t r y S c i e n c e , v . 8 3 , p .14 6 7 – 14 7 4 , 2 0 0 4 . P e r e i r a , A . S . C . ; L o p e s , M . R . F. Utilização da Espectroscopia de Infravermelho para estimar qualidade de produtos cárneos. Beefpoint, Rede A g r i p o i n t , 2 7/ 0 1/ 2 0 1 0 . P r i e t o , N . ; R o e h e , R . ; L a v í n , P. ; B a t t e n , G.; Andrés, S. Application of near infrared ref lectance spectroscopy to predict meat

Na década de 80 iniciaram-se os estudos com o uso do infravermelho ( K r u g g e l e t a l . , 19 81) . P o r é m , atualmente, as pesquisas ainda são poucas e com resultados divergentes. Há necessidade de padronização dos fatores que inf luenciam os dados do espectro e também dos métodos de referência para melhorar o potencial de previsão dos modelos (Pereir a e L o p e s , 2 010 ) , e a s s i m c a m i n h a r à consolidação da técnica.

a n d m e a t p r o d u c t s q u a l i t y : A r e v i e w. M e a t S c i e n c e , v . 8 3 , n . 2 , p .17 5 - 1 8 0 , 2 0 0 9. Van Kempen, L. Infrared technolog y in animal produc tion. World’s Poul tr y S c i e n c e J o u r n a l , v . 5 7, p . 2 9 - 4 8 , 2 0 0 1.

Edson Ferraz Evaristo de Paula Mestrando em Ciências Veterinárias – UFPR Alda Lúcia Gomes Monteiro Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias – UFPR. 25 CRMV-PR


Artigo

Considerações sobre o 37º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária O a n o d e 2 010 a p r e s e n t o u , p a r a a rea liz aç ão d o 37 º Co ngresso B r a s i l e i ro d e M e d i ci n a Ve te r i n á r i a (CO N B R AV E T ), u ma p ossib ili dade bastante rara por reunir vários aniversários signif icativos para a M e d i ci n a Ve te r i n á r i a B r a s i l e i r a: 1. H á 15 0 a n o s f o i c r i a d o o M i n i s t é r i o da Agricultura. Na realidade, o d e c r e t o i m p e r i a l nº 10 67, d a t a d o d e 2 8 d e j u l h o d e 18 6 0 , c r i o u a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. No ano seguinte, o d e c r e t o i m p e r i a l nº 2747, d e 16 d e f e v e r e i r o d e 18 61, d e u d e s t a q u e p a r a “a i n t r o d u ç ã o e m e l h o r a m e n t o de raças de animais e de Escolas d e Ve t e r i n á r i a n o p a í s”. Po d e - s e considerar que, a par tir do decreto i m p e r i a l nº 10 67, h o u v e u m a e v o l u ç ã o c o m a c r i a ç ã o, e m 19 0 6 , já no governo do Presidente Afonso Pe n a , d o M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a , I n d ú s t r i a e C o m é r c i o. M a i s t a r d e , e m 19 0 9, n o g o v e r n o d o P r e s i d e n t e N i l o Pe ç a n h a , o c i t a d o M i n i s t é r i o f o i i n s t a l a d o e r e g u l a m e n t a d o. O d e c r e t o nº 762 2 , d e 21 d e o u t u b r o d e 19 0 9, implementou a Diretoria da Indústria Animal. Cabia à Diretoria da Indústria A n i m a l ze l a r p e l o e s t a d o s a n i t á r i o do gado, tomando e propondo m e d i d a s s a n i t á r i a s c a p a ze s d e e v i t a r e c o m b a t e r a s e p i zo o t i a s e c o n c o r r e n d o para a f iscalização de matadouros e de estábulos e para o melhoramento d a h i g i e n e a l i m e n t a r. H o u v e i n i c i a t i v a s semelhantes referentes à indústria de laticínios. 2 . H á 10 0 a n o s , e m 0 6 d e j a n e i r o d e 1910 , o d e c r e t o n º 2 2 3 2 , determinou a criação da Escola de Ve ter i n á r i a d o E xérci to, m a rc a n d o o início do Ensino de Medicina Ve ter i n á r i a n o p a ís. 3. H á 9 0 a n o s , e m 0 6 d e j u n h o d e 19 2 0 , f o i c r i a d a a S o c i e d a d e B r a s i l e i r a CRMV-PR 26

d e M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a , e n t i d a d e c i v i l c o n g r e g a n d o M é d i c o s Ve t e r i n á r i o s . Neste clima de festejos, o P r e s i d e n t e d o 3 7 º C O N B R A V E T, D o u t o r L ú c i o Ta v a r e s d e M a c e d o , assessorado por uma Comissão competente, buscou valorizar cada uma destas efemérides e dar um cunho internacional ao evento. O resultado foi a reunião de autoridades estrangeiras e nacionais abordando não só as últimas novidades em termos de exercício da M e d i ci n a Ve te r i n á r i a co m o, t a m b é m, alguns aspectos da História da M e d i ci n a Ve te r i n á r i a B r a s i l e i r a . Recebi, já no ano passado, na o c a s i ã o d o 36º C o n g r e s s o B r a s i l e i r o d e M e d i ci n a Ve te r i n á r i a , re a l i z a d o em Por to S eguro, B A , a incumb ênci a de estabelecer contatos com as E s co l a s Fr a n ce s a s d e Ve te r i n á r i a d e Lyo n e d e A l f o r t o b j e t i v a n d o convidar os Diretores das duas E s co l a s d e Ve te r i n á r i a m a i s a n t i g a s do mundo para pronunciarem c o n f e r ê n c i a s n o 3 7 º C O N B R A V E T. J á nos primeiros dias de janeiro do ano em curso iniciamos os contatos com as duas Escolas via e-mail e telefone. Como resultado dos entendimentos mantidos f icou acer tada a vinda do Professor Doutor Stéphane Mar tinot, Diretor Geral do Institut de l’E nseignement Supérieur et de Recherche en Alimentation, Santé Animale, Sciences Agronomiques et de l’E nvironnement, ins tituição que e n g l o b a d e s d e 01 d e j a n e i r o d e 2 010 , a E s c o l a N a c i o n a l V e t e r i n á r i a d e Lyo n e d o Pr o f e s s o r D o u to r A ndré L aurent Parodi, ex- Diretor d a E s co l a N aci o n a l Ve te r i n á r i a d e Alfor t e atual Diretor Honorário e Diretor de Relações Internacionais d a E s co l a N aci o n a l Ve te r i n á r i a d e Alfor t. A próxima etapa foi a f ixação dos temas a serem abordados pelos dois convidados franceses nas suas

c o n f e r ê n c i a s . Te n d o e m v i s t a a s propostas dos conferencistas e os pareceres exarados pelos membros da Co m i ss ão Ci e nt í f i c a d o 37 º C O N B R A V E T, f i c a r a m d e f i n i d o s o s seguintes temas: 01. O P r o f e s s o r D o u t o r S t é p h a n e Mar tinot discorreu, em 28 de j u l h o d e 2 010 , s o b r e : É v o l u t i o n d u curriculum vétérinaire en relation avec l’ évolution de la profession vétérinaire en Europe. 02. O Professor Doutor A ndré Laurent Parodi, também em 28 de j u l h o d e 2 010 , a b o r d o u o t e m a : U n monde, une seule santé – le rôle de la Profes sion Vétér inaire. A s duas conferências foram feitas em francês com tradução simultânea. Estiveram, também, presentes o Dou tor B er nard Vallard, Diretor da Organização Mundial de Saúde A n i m a l (O I E ) q u e p ro n u n ci o u u m a c o n f e r ê n c i a c o m o t í t u l o “A l i m e n t a r melhor o planeta lutando contra as d o e n ç a s a n i m a i s ”, D o u t o r T j e e r d Jorna, Presidente da A ssociação M u n d i a l d e Ve te r i n á r i a ( W VA) que, na sua conferência, falou s o b r e “A i m p o r t â n c i a d a M e d i c i n a Ve te r i n á r i a n o m u n d o” e o Pro fe s s o r Doutor Gerhard Greif, Diretor d a E s co l a d e M e d i ci n a Ve te r i n á r i a d e H a n n o v e r, c u j a c o n f e r ê n c i a a b o r d o u “A c o n t r i b u i ç ã o a l e m ã para o desenvolvimento científ ico e t e c n o l ó g i c o d a p r o f i s s ã o v e t e r i n á r i a ”. Houve conferências magnas, conferências e palestras temáticas pronunciadas por colegas brasileiros e numerosas Mesas Redondas, além de apresentação e exposição de posters. Entre os conferencistas, além de especialistas em diferentes áreas de M e di cina Veter inár i a , h ou ve a


Artigo destacada par ticipação de alguns Minis tros e ex- Minis tros. Pessoalmente, integrei três Mesas Redondas: 1. C o o r d e n e i a M e s a “ M u l h e r e s n a M e d i c i n a V e t e r i n á r i a ”. 2. Fui par ticipante da Mesa “ I n f l u ê n ci a d a s E sco l a s d e Lyo n, d e A l for t e de H a nn over na Veter inár i a B r a s i l e i r a”: m e u t e m a f o i “A c r i a ç ã o d a E sco l a d e Ve te r i n á r i a d e Lyo n e seus ref lexos na evolução da M e d i c i n a V e t e r i n á r i a ”. 3. Fui par ticipante da Mesa Redonda “Evolução do Ensino de Veter inár ia no B r a sil” e, nes t a Mesa meu tema foi “Um século da His tór ia da Veter inár ia d o E x é r c i t o ”. 4 . Ta m b é m f u i i n c u m b i d a d e r e d i g i r os dizeres das placas oferecidas pelo 37 º CONBR AV E T à s Escola s de Veter inár i a de Lyo n e de A l fo r t , à Organização Mundial de Saúde A nimal (O IE ) e à A ssociaç ão Mundial de Veter inár ia ( W VA), além das placas institucionais preparamos placas que foram oferecidas aos Professores Doutores Stéphane Mar tinot (D iretor da Escola de Veter inár ia d e Lyo n) e A n d r é L a u r e n t P a r o d i (Diretor Honorário da Escola de Veter inár ia de A l for t), b em com aos Doutores Bernard Vallard (Diretor Geral da Organização M u n d i a l d e S a ú d e) e T j e e r d J o n a (Presidente da Associação Mundial de Veter inár i a). O 37 º CON B R AV E T reser vou um espaço ponderável para os Médicos Veter inár i os M ili t ares cuja atu aç ão tem sido da maior relevância nestes 10 0 a n o s d e M e d i c i n a Veter inár i a B r a sil eir a . Uma análise global da progr amação científ ica do 37º CONBR AVE T evidencia um grande número de conferências e de Mesas Redondas. No sub-título do 37º CONBR AV E T já es t ava e m b u t i d a u m a m e n s a g e m “ 2010 : um ano muito especial para a l i m e n t a r e e n e r g i z a r o m u n d o ”. Por isso o lema do Congresso

e r a“A l i m e n t o e B i o e n e r g i a p a r a o B r a s i l e o M u n d o ”. As Academias Estaduais de M e di cina Veter inár i a es t i ver a m reunidas discutindo suas atividades e a Academia Brasileira de Medicina Veter inár i a rea lizou uma sess ão solene dando posse ao confrade e l e i t o D r. D o m i n g o s P i n k o s k i . O local escolhido para sediar o 37 º CON B R AV E T foi o Centro de Convenções Sul América na Cidade Nova, moderno, muito bonito, e confor tável. Só gostaríamos de ressaltar que o número de estudantes assistindo ao Congresso deveria ter sido m a i o r. Q u e m a i n d a e s t á s e g u i n d o seus estudos universitários tem, sempre, possibilidade de aprender coisas novas, desde que freqüente os congressos de sua área de interesse. É uma pena que nossos jovens não tenham acorrido em m a s s a a o 3 7 º C O N B R A V E T. A credi t amos que o 37 º CONBR AV E T contemplou a proposta feita direcionando palestrantes e debatedores para os temas considerados fundamentais. De minha par te, só tenho a agradecer e quero parabenizar D r. L ú c i o Ta v a r e s d e M a c e d o que demonstrou competência e s e n s i b i l i d a d e p a r a a c o l h e r, c o m fidalguia, os colegas oriundos dos mais diferentes pontos do país e trabalhando em áreas específicas. Fui incumbida de atender os dois Professores franceses e o Doutor Tjeerd Jorna, Presidente da A s s o c i a ç ã o M u n d i a l d e Ve t e r i n á r i a ( W VA) – sen do el e hola n dês, fo mos nos entendendo em inglês. Passamos momentos muito agradáveis, nas reuniões do Congresso, visit ando pontos turís ticos ou fa zendo r e f e i ç õ e s e m l o c a i s a p r a z í v e i s . To d o s saíram com excelente impressão do R io de Janeiro. Considero que a organização do 37 º CON B R AV E T me ofereceu uma opor tunidade ímpar porque fiz todo o contato com as Escolas Francesas de Veter inár i a e co m os Professores Doutores André Laurent Parodi

e Stéphane Mar tinot. Com o apoio do 37 º CON B R AV E T pude recepcioná-los e atendê-los a contento no Rio de Janeiro e ainda par ticipei de três Mesas Redondas. Anteriormente, tive a satisfação d e r e d i g i r o s t e x t o s d a s p l a c a s (e m f r a n c ê s e e m i n g l ê s) o f e r e c i d a s à s instituições e aos seus diretores ou representantes. Houve dois detalhes através dos quais o Congresso demonstrou seu reconhecimento ao papel da França na criação do ensino de Veter inár ia no B r a sil: 1. A S o c i e d a d e B r a s i l e i r a d e M e d i c i n a Ve t e r i n á r i a , p o r i n i c i a t i v a d e s e u Presidente, nosso colega Doutor Josélio de Andrade Moura, mandou fa zer um bus to de Claude Bourgelat que foi colocado, em posição de destaque, no anf iteatro em que se realizaram a solenidade de aber tura e as conferências magnas. 2. Uma vez completada a par te formal da solenidade de aber tura d o 3 7 º C O N B R A V E T, a c o n t e c e u a apresentação do coral “Meninas Cantor a s de Petrópolis” e a primeira peça executada foi a “ M a r s e i l l a i s e ”. D r. L ú c i o Ta v a r e s d e M a c e d o , P r e s i d e n t e d o 3 7 º C O N B R A V E T, atendeu a todos itens necessários para o bom andamento do Congresso e deixou espaço para as iniciativas dos integrantes da Comissão Científica. Este apoio e a liberdade de ação dados a cada um de nós foi cer tamente um fator decisivo para que o Congresso tivesse êxito e para que todos os par ticipantes se sentissem à vontade para o desempenho de sua s atividades. Podemos encerr ar estas considerações dizendo que, em nossa opinião, o 37 º CONBR AV E T foi um sucesso.

Clotilde de Lourdes Branco Germianini M é di c a Veter inár i a Fundadora da Academia Paranaense de M e di cina Veter inár i a Acapameve. frankgerminiani@uol.com.br 27 CRMV-PR


Geral Nota

Livro “Princípios Básicos para Produção de Leite Bovino” Inspirada na tentativa de disponibilizar aos produtores uma literatura em linguagem acessível, o médico veterinário e professor da UFPR , Masahiko Ohi, lançou neste ano o livro “Princípios Básicos para Produção de Leite Bovino”. O livrou teve a colaboração de Ana Carolina Gurgel K nopki, Franciela Bednarski, Lígia Valéria Nascimento e Lílian Barbosa da Silva e também par ticipam da obra como professores convidados João Batista Padilha Júnior e Paulo Rober to Barreto Piekarski. A U n i ve r s i d a d e F e d e r a l d o P a r a n á ( U F P R) e a S e c r e t a r i a d e E s t a d o d a C i ê n c i a , Te c n o l o g i a e E n s i n o S u p e r i o r d o P a r a n á (S E T I/ PR), a t r avé s d e p r o g r a m a s e p r o j e to s d e e x t e n s ã o u n i ve r s i t á r i a , vê m d e s e nvo l ve n d o a çõ e s d e q u a l i f i c a ç ã o d e e s t u d a n t e s e a p e r f e i ço a m e n to d e p r o f i s s i o n a i s r e cé m - f o r m a d o s n a s á r e a s d e C i ê n c i a s

A g r á r i a s e d a S a ú d e e i nve s t i n d o n a p r o d u ç ã o d e m a t e r i a l e d u c a t i vo p a r a s u b s i d i a r a s s u a s a çõ e s . O s p r o j e t o s s ã o d e s e nvo l v i d o s e m r e g i õ e s d e b a i xo I D H e e m p a r ce r i a s co m o r g a n i s m o s m u n i c i p a i s e o r g a n i z a çõ e s s o c i a i s l i g a d o s a o s e t o r l e i t e i r o. “Esta obra foi inspirada na tentativa de disponibilizar aos produtores uma literatura em linguagem acessível que propiciasse a melhoria da qualidade do leite bovino, enfatizando aspec tos zootécnicos, noções de administração de uma propriedade leiteira, benef iciamento e comercialização do leite e derivados e carac terizando o leite com um alimento perecível de impor tância em saúde pública”, frisa Ohi. I n t e r e s s a d o s n a o b r a d eve m e n t r a r e m co n t a t o co m o a u t o r p e l o e - m a i l: m a s a h i ko @u f p r.b r

Serviço

Fevereiro Dinâmica populacional e controle de cães e gatos De 7 a 11 de fevereiro Local: São Paulo/SP www.itecbr.org

Março Congresso da Sociedade de Zoológicos do Brasil De 30 de março a 02 de abril Local: Gramado/RS www.congressoszb2011.com.br CRMV-PR 28

Encontro reúne Turma 1970 da UFPR

A turma de formandos de 1970 de Medicina Veterinária da UFPR promoveu um jantar de confraternização em Curitiba. O evento realizado no Hotel Mabu reuniu 21 formandos, oriundos de toda a par te do Brasil, no dia 4 de dezembro. Veja a foto enviada pelo médico veterinário Wilson Mendes.

Nota

Agenda 2011 Janeiro Capacitação de Responsáveis Técnicos em Estabelecimentos Produtores de Alimentos de Origem Animal Início: 19 de janeiro (Via web) www.didatus.com.br

Nota

Abril XI Congresso Brasileiro de Higienistas de Alimentos De 26 a 29 de abril Local: Salvador/BA www.higienista.com.br 32º Congresso Brasileiro da Anclivepa De 27 a 30 de abril Local: Goiânia/GO www.anclivepa2011.com.br

Maio Zootec 2011 De 23 a 27 de maio Local: Maceió/AL www.comuniceventos.com.br

Novembro AVISULAT 2010 17/11/2010 a 19/11/2010 Local: Bento Gonçalves/ RS www.avisulat.com.br

Confraternização da turma 1975 da UFPR Os médicos veterinários da Turma 1975 da Universidade Federal do Paraná promoveram um encontro de confraternização, entre os dias 20 e 23 de novembro. O local escolhido foi a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.


Serviço Ementas

Processos Ético-Profissionais

Acórdão CRMV-PR

do ramo, caracterizam a prática do

do Médico Veterinário o prof issional que

Vot aç ão: Unânime

mercantilismo. Procedência da denúncia.

faz atendimento clínico em estabelecimento

Ementa: PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

A plicação de penalidade disciplinar “censura

comercial desprovido de estrutura de um

M É D I C O V E T E R I N Á R I O - D E N Ú N C I A D E A B AT E

pública, em publicação oficial” de acordo com

consultório ou clínica. Procedência da denúncia.

D E A N I M A L , C O M R E S U LT A D O P O S I T I V O P A R A

a r t . 3 3 , ‘ c ’ , d a l e i n º 5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

A plicação de penalidade disciplinar de “censura

T U B E R C U LO S E , E M E S TA B E L E C I M E N TO N Ã O

conf idencial em aviso reser vado” de acordo com

AU TO R IZ A DO. Reconhecimento p or par te do

a r t . 3 3 , ‘ b ’ , d a l e i n º 5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

denunciado acerca de procedimento incorreto

Acórdão CFMV

p o r c o n t r a r i a r a l e g i s l a ç ã o . Te n d o e m v i s t a o

Vot aç ão: Maior ia de votos

resultado do depoimento do denunciado ficou

Ementa: PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

Acórdão CFMV

evidenciada a negligência com que foi tratado

MÉDICO VETERINÁRIO – DENÚNCIA. CLÍNICA

Vot aç ão: Maior ia de Votos

o procedimento de abate de animal em questão

V E T ER I N Á R I A . FU N DAÇ ÃO D E O N G PA R A

PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL – DENÚNCIA .

e mesmo sem a intenção de dolo ou má fé foi

AT E N D I M E N TO D E A N I M A I S A B A N D O N A D O S .

PRO C ED I M EN TOS C I RÚ RG I COS . AU S ÊN C I A D E

infringido o direito universal do consumidor

PRO C EDI M ENTOS DE C LÍ N I C A CO M B A I XO

P R OT U Á R I O E R E L ATÓ R I O M É D I C O . P R ÁT I C A

de ter acesso a alimento inócuo. Procedência

C U S TO. P R ÁT I C A D E M E R C A N T I L I S M O.

D E ATO S Q U E C A R A C T E R I Z A M N E G L I G Ê N C I A

da denúncia, ficando configurada a infração

Prof issional que u tiliza Clínica Veterinária,

MÉDICA . INFR AÇÃO ÉTICA . Viola o Código

p e l o s a r t s . 14 , i n c i s o I e 24 , i n c i s o I I I d a

a pretexto de praticar ações assistenciais e

de É tic a do Médico Veter inár io o prof issional

resolução 722/ 2002 e aplicada pena de censura

humanitárias, funda ONG com o propósito de

que não procura aprimorar seus conhecimentos

c o n f i d e n c i a l d e a c o r d o c o m a r t . 33 , ‘ b’, d a l e i n º

realizar atendimento de animais abandonados,

profissionais, desconhecendo os limites dos

5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

quando, em verdade, a f inalidade é benef iciar

riscos de suas ações profissionais e que,

associados com a realização de procedimentos

com isso, incide em erro médico veterinário.

em animais, com preços sendo praticados abaixo

Procedência da denúncia, para aplicar a pena

Acórdão CRMV-PR

da tabela de honorários referenciais, com a

disciplinar de “adver tência conf idencial e aviso

Vot aç ão: Maior ia de votos

finalidade de prejudicar outros estabelecimentos

r e s e r v a d o ” d e a c o r d o c o m a r t . 3 3 , ‘ a ’, d a l e i n º

Ementa: PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

do ramo, caracterizam a prática do

5 . 517, d e 1 9 6 8 .

MÉDICO VETERINÁRIO – DENÚNCIA “E X-

mercantilismo. Procedência da denúncia.

O F F I C I O ”. A d e n ú n c i a a t r i b u i à p r á t i c a d e a t o

A plicação de penalidade disciplinar “censura

que possa ter contribuído para o desprestígio

pública, em publicação oficial” de acordo com

Acórdão CFMV

da profissão e a prática de ato que caracteriza

a r t . 3 3 , ‘ c ’ , d a l e i n º 5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

Vot aç ão: Unânime

imperícia, a imprudência e negligência à

PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

condu t a do Médico Veterinário. Prof issional

D E N Ú N C I A . C O N S U LT Ó R I O V E T E R I N Á R I O .

que imunizou animais para comércio de forma

Acórdão CRMV-PR

CIRURGI A DE ESTER ILIZ AÇ ÃO.

equivocada. Procedência da denúncia. Aplicação

Vot aç ão: Maior ia de votos

P R O C E D I M E N TO P R I V AT I V O D E C L Í N I C A

da penalidade séria e a fixação da pena em

Ementa: PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

VETERINÁRIA. Viola o Código de Ética do

C e n s u r a P ú b l i c a d e a c o r d o c o m a r t . 33 , ‘ c ’, d a l e i

M É D I C O V E T E R I N Á R I O – Tr a t a - s e d e d e n ú n c i a

Médico Veterinário o prof issional que realiza

n º 5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

contra médico veterinário que supostamente

procedimentos em consultório veterinário que

realizou procedimento cirúrgico do qual não

é privativo de clínica veterinária. Procedência

d e t i n h a c o n h e c i m e n t o p a r a r e a l i z a r, n ã o

da denúncia. Fundamento ar t. 6, inciso XI e ar t.

Acórdão CFMV

f inalizando o procedimento. Medico Veterinário

14 , i n c i s o V d a r e s o l u ç ã o C F M V n º 7 2 2 / 2 0 0 2 .

Vot aç ão: Maior ia de votos

que af irmou passar mal durante procedimento,

A plicada pena disciplinar de “censura

Ementa: PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

razão para não ter f inalizado o mesmo.

c o n f i d e n c i a l e m a v i s o r e s e r v a d o ”, d e a c o r d o c o m

MÉDICO VETERINÁRIO – DENÚNCIA. CLÍNICA

Improcedência da denúncia.

o a r t . 3 3 , ‘ b ’ , d a l e i n º 5 . 5 1 7, d e 1 9 6 8 .

PRO C EDI M ENTOS DE C LÍ N I C A CO M B A I XO

Acórdão CFMV

Acórdão CFMV

C U S TO. P R ÁT I C A D E M E R C A N T I L I S M O.

Vot aç ão: Unânime

Vot ação: Unânime

Prof issional que u tiliza Clínica Veterinária,

PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL –

a pretexto de praticar ações assistenciais e

D E N Ú N C I A . AT E N D I M E N TO C L Í N I C O E M

DENÚNCIA. PROFISSIONAIS QUE EXERCEM

humanitárias, funda ONG com o propósito de

P E T S H O P S E M C O N S U LT Ó R I O V E T E R I N Á R I O

F U N Ç Ã O P Ú B L I C A E M Ó R G Ã O E S TA D U A L .

realizar atendimento de animais abandonados,

A N E X O . C O N S U LT A R E A L I Z A D A N O B A L C Ã O

Veterinário acusa o colega de exercer pressão

quando, em verdade, a f inalidade é benef iciar

D O E S TA B E L E C I M E N TO. D I A G N Ó S T I C O S E M

emocional, práticas de injúrias e tortura

associados com a realização de procedimentos

RE ALIZ AÇÃO DE EX AMES ESPECÍFICOS.

psicológica, humilhação e constrangimento.

em animais, com preços sendo praticados abaixo

N EG LI G ÊN C I A C A R AC TER IZ A DA . Ó B ITO DO

Inexistência de ilicitude. Exercício regular

da tabela de honorários referenciais, com a

ANIMAL. AÇÃO CULPOSA. CONFIGUR AÇÃO

de direito. Não constitui ato ilícito.

finalidade de prejudicar outros estabelecimentos

D E F A LT A D E É T I C A . V i o l a o C ó d i g o d e É t i c a

Improcedência da denúncia.

V E T ER I N Á R I A . FU N DAÇ ÃO D E O N G PA R A AT E N D I M E N TO D E A N I M A I S A B A N D O N A D O S .

29 CRMV-PR


Serviテァo Profissionais que precisam atualizar o endereテァo

2168 - V P - ELI S A B E T E D O M I N G U E S V ELLI N I

5741 - V P - A N G EL A M O LI N A

2727 - V P - C L AY TO N H I LLI G

242 2 - V P - ER N E S TO V EN EG A S U L AT E

5965 - V P - N I L SO N RO C H A FI L H O

274 8 - V S - A L E X A N D R E AU G U S TO D E

2 576 - V P - A M A RO M EN D E S D E A R AU J O

6134 - V S - A N G ELO FAVA RO J U N I O R

O LI V EI R A GO B E S SO

30 87 - V P - C A R LOS PI N H EI RO S ERG I O

2656 - V P - R I C A R D O RY UZO O DA

62 5 4 - V P - T H A I S AT H AY D E

2799 - V P - M A R IZ A Z A N LU C K I S ELL A

374 6 - V P - A D R I A N A C A FFA RO B A I LO

28 8 4 - V P - A LI C E S AT I KO N I S H I DA

6 420 - V P - M A RC I O D E N A DA I BO N I N

30 4 8 - V P - A L B ERTO LU S TOS A R . J U N I O R

4 076 - V P - M AU R I C I O H ER M A N N M . B AC H

310 0 - V P - J OAQ U I M D I A S A . DA S . J U N I O R

6637 - V P - ROS A N G EL A R A M OS M EN D E S

3278 - V P - M A RC ELO B A EN A GO N S A LV E S

414 6 - V P - M I R I A N A D R I A N A B RU GG EM A N N

3107 - V P - M A RC ELO PA L M A

666 4 - V P - M O N I C A LOZ A DA R EI S

356 4 - V S - M A R I A N A Z A R E TO R R E S S . LI S BOA

4 416 - V P - M A RC ELO D. D E C A RVA L H O

3112 - V P - J AC K ELI N E LO P O C H

6828 - V P - E VA N D RO S A N D R I N

0 039 - V P - RO M AO M I R A N DA V I DA L

4 4 6 4 - V P - FA B I A N E C A S SO U

3394 - V P - C L AU D I A RO C H A D E O LI V EI R A

7 74 6 - V P - A LL A N RO G ER I O D E A LVA R EN G A

0 072 - ZP - C L AU D I O D E M O R A E S M AC H A D O

4527 - V P - R I C A R D O BO E S E

34 4 6 - V P - LU PERC I O D E A N TO N I O J U N I O R

7975 - V P - G I OVA N I N O RO

0566 - ZP - WAG N ER LU IZ D E O LI V EI R A

6 476 - V P - LI S I A N E PI R E S D E SO UZ A

3496 - V P - FR A N C I N E L EPPER S . M . S U N Y E

8183 - V P - ED UA R D O CO N S TA N T I N O PER E Z

0 62 3 - ZP - FA B R I C I O DA S I LV EI R A FA L EI ROS

1118 - V P - M AU R I C I O M A S S A K I KO N I S H I

4912 - V P - M A R IZEL E I S A B EL C . R EGO

8315 - V P - T I AGO J U S T I N O A R A N T E S

2 586 - V P - LU IZ A N TO N I O K A N A S H I RO

1283 - V P - M A RC I O J OS E GO M E S CO R R E A

67 72 - V P - L E S S A N A D E M O U R A GO N C A LV E S

8393 - V P - PR I S C I L A M EN E ZE S H EN R I Q U E

2727 - V P - C L AY TO N H I LLI G

1438 - V P - A N TO N I O J O RG E D E A N D R A D E

524 0 - V P - M A RC I A LUZI L EN E S K ER KOS K I

7472 - V P - R AU LI N O G A B R I EL D E C . N E TO

32 37 - V P - D EN I S E D O M I N G U E S M EN D O N C A

1617 - V P - A N A ELIZ A PIZ Z AT TO V ER N A L H A

5316 - V P - C EL SO S A DAO O DA

8 8 81 - V P - D EN I S E C A R M ELI TA S TA N G E

357 7 - V P - A L E X A N D R E J OS E U L B R I C H

2026 - V P - LU C I N EI A M A R I A M . KO N I S H I

650 8 - V P - J ACQ U E S L A R RU C E A ZBO ROW S K I

2 52 3 - V P - M A RC I O P O D O L A N

36 0 0 - V P - ED UA R D O H EN R I Q U E SOA R E S

216 4 - V P - M A RC ELO SC H M I T Z D E O LI V EI R A

66 49 - V P - EDSO N DA L C A S T EL

5874 - V P - A L E S S A N D R A FI D ELC I N O

3798 - V P - A N TO N I O C A R LOS J U N I O R C RUZ

3520 - V P - J U LI A N A M A R I A M . C A M A RGO

7 765 - V P - S AU LO S A N TOS M O R A C A S ELL A

0 0 68 - ZP - J OS E W I L SO N R EI S DA COS TA

42 55 - V P - C A S S I A N O M A RCOS B E V I L AQ UA

36 0 0 - V P - ED UA R D O H EN R I Q U E SOA R E S

0314 - ZP - J OAO LU IZ D E C A S T RO

0 0 92 - ZP - N I VA L D O T. BOT EL H O

6174 - V P - TA LI S S A M A R I D E C A RVA L H O

4175 - V P - M A R I A A PA R EC I DA DA S I LVA

059 0 - ZP - J OS E B AT I S TA D E O. J U N I O R

0103 - ZP - V L AU M I R B U G H I

6361 - V P - PAU L A M I Y U K I K AWA S A K I

42 2 5 - V P - A L E X A N D R E C A R N EI RO VA L EN C A

10 43 - ZP - C A R LOS A . L. D E O LI V EI R A

0128 - ZP - J OAO L AU R I N D O DA PA I X AO

7 765 - V P - S AU LO S A N TOS M O R A C A S ELL A

0 024 - ZP - LU IZ C A R LOS M AC H A D O EH L ER S

3270 - V P - J OS E AU G U S TO S A N TOS

0156 - ZP - C A R LOS RO B ERTO G U ED E S

8749 - V P - S I L A S FER N A N D E S E TO

0182 - ZP - M OZ A RT D E F. B A R BOS A

370 0 - V P - I S A B EL C R I S T I N A Z A BOT

0351 - ZP - H OS A N A B A R BOS A L. M U R A S S A K I

89 0 4 - V P - PAU LO AU G U S TO C . D E A S S I S

02 39 - ZP - L A I R E S M EN I N O D E O LI V EI R A

42 20 - V P - A N D R EI A C R I S T I N A D E O LI V EI R A

0539 - ZP - A RT H U R T H O M A S I N E T TO

0341 - ZP - M O IZE S PI R E S D E O. J U N I O R

02 55 - ZP - A N TO N I O C A R LOS TO N I O L

4 650 - V P - J U LI A N O FR A N C I S T R E V IZO LI

0 655 - V P - H A RO L D O A N TO N I O B . C A B R A L

1050 - ZP - J Oテグ PAU LO O R S I M . D E SO UZ A

0285 - ZP - M EN D EL SO N H . B . M U N IZ

7410 - V P - M A RCOS PAU LO C . GO N C A LV E S

0 661 - V P - J OS E A N TO N I O R . V I C EN T E

1070 - ZP - FELI PE P O L E T TO

036 4 - ZP - VA L D EM A R D E M I R A N DA

50 97 - V P - M I LTO N M A D ER D E B . N E TO

0 937 - V P - C A R LOS A RT H U R PI E PAC H ECO

10 91 - V P - G ER SO N LU IZ B . D E C A RVA L H O

0 4 02 - ZP - J OS E S I LVA N E Y VA LI M

52 27 - V S - RO D R I GO Z AG H I N I

0 976 - V P - H U GO J OS E B ROW N A R ELL A N O

0395 - ZP - LU C I A N O SO UZ A LI M A

0 459 - ZP - FA B I A N O D E H O L A N DA G U ER R A

530 4 - V P - ELIZ A N D RO L AW RY N I U K

170 8 - V P - M AU R I C I O R A M O N P. LO PE Z

314 4 - V P - RO D R I GO M EN D O N C A M AUA D

0 4 65 - ZP - A N A PAU L A A . M . C A PEL A S SO

5392 - V P - R AQ U EL D E A R RU DA L EM E

20 0 0 - V P - ED G A R D LU I S S ELL A

3275 - V P - M A RC I O J OS E B U S S

1194 - V P - I VA N D ECO N TO

5 430 - V P - DA N I ELL E B . D E M EN E ZE S

2055 - V P - I S AU R A M A R I A M E S Q U I TA PR A D O

6216 - V P - J U LI A N O A M A D EU PA L M A

1474 - V P - WA LT ER U L R I C H M EDAG LI A

5579 - V P - K EN YA DAYA N E CO R D EI RO V EI G A

2 20 9 - V P - N EU S A EN D O H O U GO TAVA R E S

6531 - V P - H EN R I E T T E G . B . M O R EI R A

195 4 - V P - R I C A R D O D E A L M EI DA U GO LI N I

5650 - V P - A L E X K A N E TA

2 586 - V P - LU IZ A N TO N I O K A N A S H I RO

0 956 - V P - C E Z A R PI M EN TA G U I M A R A E S

2058 - V P - A DAU RY RO N A L D O M O R EI R A

5707 - V P - I A R A B AU ER M A N N

2716 - V P - A L E S S A N D RO G . M . D E SO UZ A

4766 - V - G I L N A R A M A I C A M ELLO

CRMV-PR 30


Serviço Prima

9613 - V P - A N D R EI A BO RG E S A PPELT

9686 - V P - FA B I A N A DA K K AC H D E A . B A R ROS

430 0 - V P - ZEN O G I L SO M A R RU T H S

9536 - V P - PAU LO D E TA R SO L EM OS BO RG E S

9615 - V P - DA N I EL A C A RU SO PER EI R A

9687 - V P - N I VA L D O G . D E S . FI L H O

4571 - V P - A N D R E M A RQ U E S E VA N G EL H O

9537 - V P - A LI N E FAT I M A RU PP

9616 - V P - L E A N D RO R I B EI RO

968 8 - V P - LU IZ A M ELLO M . FELI X DA S I LVA

550 9 - V P - S ERG I O Y U K I O YO KOS AWA

9538 - V P - G A B R I EL A B E T T EG A M O R E S S I

9617 - V P - M A R I A C A RO LI N A B . M A N ZOT T I

9561 - V S - RO D R I GO DA P O N T

592 3 - V P - D EBO R A N E V E S M O U R AO

9539 - V P - D EBO R A TA M A N A H A G A RC I A

9618 - V P - R I C A R D O A L E X P. D E O LI V EI R A

112 5 - ZP - EDSO N FER R A Z E. D E PAU L A

7 767 - V P - FR A N C I SCO P. M O N TA N H A

95 41 - V P - M A RCOS V I N I C I U S D E O. S A N TOS

9619 - V P - G I S EL E M A R I N PA R I S E

1126 - ZP - N I CO L E L EI T E AT H ER I N O

8141 - V P - DA N I ELL A A PA R EC I DA GO D O I

95 42 - V P - A N D R E A A L M EI DA A R M I D O RO

9620 - V P - C A RO LI N E A PA R EC I DA PR E V I AT T I

1127 - ZP - S I M O N E N A Z A R E M I L A N O N A I M E

8172 - V P - J OAO H EN R I Q U E A . D E C . L EI T E

95 4 4 - V P - A M A LI A T U R N ER G I A N N I CO

9621 - V P - V I N I C I U S F. D E C A M A RGO

1128 - ZP - D EBO R A C R I S T I A N E FR EI TAG

82 20 - V P - A N TO N I O J OAO PI N H EI RO T E S TA

95 45 - V P - M A R I O D OS R EI S A L M EI DA FI L H O

962 2 - V P - J U LI A N A D EM EL E VA L ER I O

1130 - ZP - M A RC ELO VOT T R I

85 47 - V P - D O U G L A S J A ZEDJ E

95 4 6 - V P - LU I S A P OZ ZI M A R I N S COS TA

962 3 - V P - E V ERTO N H EN R I Q U E L A Z A R I N I

1131 - ZP - H U DSO N M A R LO N K ER N EC K E

855 4 - V P - R I C A R D O B EL A SCO S A N C H E S

95 47 - V P - G U S TAVO D’ A . H . B AT I S TA

9624 - V P - G U S TAVO O LI V EI R A C A RVA L H O

1132 - ZP - FA B I O LU I S D E PAU L A VA LL E

8 8 85 - V P - FA B R I C I O S A N TOS A L M EN A R A

95 4 8 - V P - K A R I N A P. A L B U Q U ERQ U E

962 5 - V P - WAG N ER BO RG E S RO D R I G U E S

1133 - ZP - W I LLI A N C E Z A R TO B A L D I N I

9319 - V P - H EN R I Q U E L A R S EN B . V EN T U R A

95 49 - V P - G U I L H ER M E CO RT E Z M O L EI RO

9626 - V P - V I L M A RO D R I G U E S A . D E SO UZ A

1134 - ZP - RO D R I GO SO R I A M A RTOS PER I S

0 429 - ZP - A LT I VO J OS E D E C A S T RO

9550 - V P - C R I S T I A N E C H AG A S FA I ER S T EI N

9627 - V P - A N D R E FI LI PE D. DA S I LVA

1135 - ZP - M A R I O J OS E G I A N N A S I SC A L A

0703 - ZP - LU C I A N O D E O LI V EI R A S T EFA N I

9551 - V P - LUA N A L EM E D E SO UZ A LO PE S

9628 - V P - A M AU RY D I E Z M EG I D M AGG I

1136 - ZP - G U I L H ER M E ZO I A M I LT EN B U RG

0726 - ZP - M OYS E S C A LI X TO J U N I O R

9552 - V P - A L E S S A N D RO O G I BOW S K I

9629 - V P - J OÃO M A RCOS Z. RO D R I G U E S

1137 - ZP - ROS A N A M I LO C K D E FR EI TA S

0795 - ZP - W I LLI A N G . D O N A SC I M EN TO

955 4 - V P- G R A ZI EL E A M A R A L PI N H EI RO

9631 - V P - M A R IZE T H K I YO E N. M A RÇ A L

1138 - ZP - FER N A N DA FR A N CO D UA RT E

1076 - ZP - R A FA EL B ELI N TA N I

9555 - V P - J AC SO N H ER N A N D E S C A R D OSO

9632 - V P - FR A N C I N E PAC H ECO FR A N C I SCO

1139 - ZP - R A FA EL L AC H I N S K I D E H . G U ER R A

9556 - V P - A L E X A N D R E Q. B EN E S I

9633 - V P - T I AGO FER R EI R A C RUZ

114 0 - ZP - EDSO N T EI X EI R A D E FA R I A

Transferência Recebida

9558 - V P - B RU N A DZ Y EK A N S K I

9634 - V P - FR A N C I ELL E D E A B R EU E S I LVA

1141 - ZP - A N D ER SO N PI LO N E T TO

9553 - V P - M A R I A C A RO LI N A S . C A N A B A R RO

9559 - V P - J AC I S I M O N E A . D E A L M EI DA

9635 - V P - G U S TAVO B R EN O BO RG E S

1142 - ZP - I R I S B A RU S SO

9565 - V P - J O N E S N EL SO N G A R L E T B ELL É

956 0 - V P - PR I S C I L A G EOVA N A N. B A R BOS A

9639 - V P - K A R I N A A M ELI A D OS R EI S

1143 - ZP - A N A I S A B EL P. D E M ELLO

9570 - V P - LO R EN A K A R I N E SOA R E S

9563 - V P - LU C I A N A C R I S T I N A C AVA LLI

96 41 - V P - EL S B E T H CO R N ELI A V ER B U RG

114 4 - ZP - J OA N A SC H Ö N E

96 0 9 - V P - A D R I A N O V I C EN T E M A RT I N S

9567 - V P - M AU R I VA M L A S TA

96 43 - V P - R A FA EL N ERO N E S I CU RO

9568 - V P - A N D R E LU IZ DA S I LVA

96 4 4 - V P - A LI N E B UZI G N A N I D OS R EI S

Prima Cancelada

96 42 - V P - M O N I C A D EG R A F C AVA LLI N

9569 - V P - R A FA EL A R I B AT S K I P. C H I Q U I T T I

96 45 - V P - C E Z A R AG U S T I N I N E TO

0 8 41 - V P - E S T ER M A R I A LI M A

9651 - V P - A D O L F O FI R M I N O DA S I LVA N E TO

9571 - V P - DA N I ELL E C A RVA L H O M O R A E S

96 4 6 - V P - ROS A N A D E LO N G H I

3510 - V P - J U LI A N E G U I M A R A E S PI N H EI RO

9661 - V P - C R I S T I A N E D E A R AU J O

9572 - V P - A N A C A RO LI N A M . DA R . S A N TOS

96 47 - V P - FA B I O LU IZ PI E T ROV S K I

374 6 - V P - A D R I A N A C A FFA RO B A I LO

9665 - V P - L EO N A R D O TAV ER N E ZI

957 3 - V P - FR A N C I ELLY A . D O R I GO N I

96 4 8 - V P - K A RO LY N E RU D EK

5865 - V P - LI S A N D R A T I L P

9666 - V P - C A R I N A FR A N C I S C ATO

9575 - V P - S UZ A N A C A RO LI N A C H EQ U I M

96 49 - V P - M I LTO N T RO M B I N I J U N I O R

6327 - V P - S EL M A YA M A S H I RO

1129 - ZP - VA N E S S A FR A N CO D E A N D R A D E

9576 - V P - FA B I O PER EI R A M ACO R I M

9650 - V P - RO D R I GO R A IZER

785 4 - V P - R A FA EL M EN EG H E T T I

957 7 - V P - TAC I L A T I B ER I O C A RVA L H O

9652 - V P - J U LI A N A FI G U EI R ED O C A S A N OVA

8111 - V P - FER N A N D O B EC K ER

9578 - V P - G EI S A D O A M A R A L M A I N A R D E S

9653 - V P - ELLY T H I A R A M A RC H E S I N I

02 2 2 - ZP - C A R LOS C E S A R M A S S A M B A N I

Transferência Concedida por Transferência

9579 - V P - C A I O R I B EI RO CO U T I N H O

965 4 - V P - LU IZ A S C H N EI D ER S . C A S T RO

0359 - ZP - C L AU D I O M A RCO P. D E A L M EI DA

0 82 3 - V P - J OS E RO B ERTO A N TO N I O

958 0 - V P - WA N E S S A FER R EI R A M A I A

9655 - V P - A N G ELI TA PI N TO LI B ER M A N N

0 471 - ZP - M A R I S T EL A D OS S . TO L ED O

5589 - V P - K A R I M R EG I N A FRO H M U T

9581 - V P - C R I S T I A N O DA L F O R N O

9656 - V P - A N A PAU L A WA K I U C H I

0 6 05 - ZP - LI A M A RQ U E S D R EH ER

624 0 - V P - M A RC I O FLO R E S DA C . C H A I B EN

958 4 - V P - L E T I C I A S C H M I DT S I LOTO

9657 - V P - T H I AGO LU IZ V I C EN T I N I

0 811 - ZP - G I S L A I N E A . R . A RCOV ER D E

824 0 - V P - ED M I L SO N S A N TOS D E FR EI TA S

9585 - V P - A N N A C A RO LI N A G . CO R D EI RO

9658 - V P - R I C A R D O D E C A S T RO M A RT I N S

9586 - V P - M A R I A F. V. D E A L M EI DA

9659 - V P - RU B I A H AUA N A B EL E ZE

Prima Reativada

9589 - V P - G I OVA N N A C E S TA R I R AV ED U T T I

966 0 - V P - B RU N I EL E J E S S I C A D OS S A N TOS

1536 - V P - S ERG I O M U T S U M I H U K U C H I M A

959 0 - V P - ED UA R D O CO EL H O M . N E TO

9663 - V P - R A FA EL PI GOS SO

186 0 - V P - J U LI A N O S A N TOS G U ER E T Z

Transferência Recebida por Transferência

9591 - V P - DA M I A N U N E S LY R A LI M A

966 4 - V P - G ER M A N O OSC A R H O C H S T EI N

4 681 - V P - M A R I A T H I EM I O. Z. M A RÇ A L

0793 - V P - W I L M A R K RÜ G ER D’A L M EI DA

9592 - V P - D EN I S E I S A B EL T. G U I M A R Ã E S

9667 - V P - LY E M I YAG U E

9593 - V P - DAV I D M I C H EL FI O R I

9668 - V P - LO R EN A L AC AVA LO PE S

Prima Óbito

4914 - V P - G R A ZI ELL E B . C I S N EROS

9594 - V P - R EN ATA A N D R A D E D E M . T RU I T I

9669 - V P - J O N A S T H A D EU D E J E S U S

20 6 4 - V P - J OAO G I L B ERTO C R E S PI

7010 - V P - R AU L R A FA EL H EI N EM A N N

9595 - V P - A N G ELO RU M PF H O PPEN

9670 - V P - PAU L A C R I S T I N A M ATOS U C H OA

420 4 - V P - A L E X A N D R E PATO CU N H A

7 70 6 - V P - C L A R I S S A M A SC A RO D E A L M EI DA

9596 - V P - LU IZ PAU LO C A S AG R A N D E

9671 - V P - J OÃO R I C A R D O DA S I LVA

9597 - V P - J U LI A N A D E B A R ROS M O N T EL

9672 - V P - G I S EL E M A ZER

Secundária

7938 - V P - DA N I EL M A RQ U E S DA S I LVA

9598 - V P - J U LI A N A PAT R I C I A D EC E Z A RO

967 3 - V P - C A RO LI N E M A N FR I N

114 4 - V S - J O E N I EH U E S B E T T

8398 - V P - EU N I C E A K EM I K I TA M U R A

9599 - V P - A L E S S A N D R A S T ER Z A

9674 - V P - S I M O N E M A RT I N S S PI T I

9557 - V S - A N D R E H I D EK I S A K ATA

8 417 - V P - C L EI TO N R I B EI RO FR EI TA S

96 0 0 - V P - OS S I M A R B EL EN TA N I

9675 - V P - TAUA N E B U S S A D O R I RO M A N ELLI

9562 - V S - LU C I A N O C A S T I L H O

0 6 01 - ZP - VA N I A R EG I N A LOYO L A

96 01 - V P - T I AGO PEN N A PER EI R A

9676 - V P - C R I S T I A N O FA R I N A PA LU D O

956 4 - V S - C A R LOS A N D R E K A LI N OS K I

96 02 - V P - I U R I S ER M A N OV I C Z

967 7 - V P - L E A N D RO VO LI N G ER DA C RUZ

9566 - V S - B E AT R IZ D U G A I C H SOA R E S

Transferência Cancelamento

96 03 - V P - I N G R I D G A B R I ELL E B . K I N G E S K I

9678 - V P - K A RO LI BO B ATO R EG A I LO

9587 - V S - R I C A R D O B I RO LI N I C L A S TA

5359 - V P - H EL EN A R A SO UZ A D E O LI V EI R A

96 0 4 - V P - M EL A N I E LO U I S E ROS SO N I

9679 - V P - A N A PAU L A D E O. B A R BOS A

96 0 8 - V S - M A R I N A D E C A S T RO FER R A R E ZI

96 05 - V P - FER N A N DA D. M A N TOVA N I

968 0 - V P - M AY R A V I S SOT TO R I B EI RO

96 4 0 - V S - C A S I EL B A L D I S S A R ELLI

Transferência Reativada

96 0 6 - V P - V I N I C I U S LU IZ R A D I GO N DA

9681 - V P- M A R I N E S LU S TOS A K R AWC Z Y K

9662 - V S - A N A C L AU D I A LI M A M A RTOS

5378 - V P - FA B I A N I D E PA I VA V I EI R A

96 07 - V P - G U I L H ER M E AU G U S TO Z A FA LO N

9682 - V P - A N A C A RO LI N A B . D O G N A N I

9693 - V S - FL AV I A V. FER N A N D E S R I B EI RO

9610 - V P - FA B I A N O KO ER I C H V I EI R A

9683 - V P - LUA N A M A R I A B A R B A N A G U S M ÃO

9611 - V P - M A R I LI A M E T ZL ER D E O LI V EI R A

968 4 - V P - G A B R I EL E PE S SOA R I C I ER I

Transferência Concedida

9612 - V P - DA N I LO GO B BO D O N OSO

9685 - V P - RO D R I GO B ERTA N H A FR A N CO

3368 - V P - M A RC A L J U N D I RO M AO

9614 - V P - C A R LOS A L B ERTO G . B R E TA N Ã

8 869 - V P - DA R L A N A N G ELO T ECC H I O

387 3 - V P - A N TO N I O C A R LOS P. PER EI R A

7814 - V P - J OS E V I TO R C E S TA R I RO D R I G U E S

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CRMV-PR Nº 33  

Revista do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR)

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