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Os homens que fizeram Deus lacrimejar O maníaco Ateu Para ver a capa do livro basta acessar ao site: http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu E clicar na barra: INICIO Luke Lector, americano naturalizado brasileiro e internacionalmente conhecido, gostava de desafios. Era líder do Centro de Investigação Criminal do Estado de São Paulo. Mas não era bem daqueles presidentes que ficavam acobertados em suas casas belas com vários vigias. Ele participava diretamente dos casos e gostava de mostrar sua elevada inteligência e conhecimentos gerais. Era convencido e o único modo de calar seu mau humor, arrogância e soberba era exatamente a prática e os estudos em seus projetos... E o seu projeto maior era capturar seis dos mais assustadores criminosos e assassinos serial do continente. Recebeu então uma lista, que numerava os seus alvos. A Lista dos assassinos fugitivos e sem identidade 1- "O degustador de Ossos" Já havia feito sete vítimas em apenas um mês, em um total de 43 em 3 anos. Um índice altíssimo e assustador. Seus métodos eram os mesmos. Abusava, fatiava e comia os ossos das vítimas. Os escolhidos para tal era aleatório. Tanto homens quando mulheres. O assassino gostava do que fazia. Gostava do sabor do medo e da tristeza de suas vítimas. Esse é só um problema diante de tantos outros distribuídos nessa cidade miserável. Dizia Luke com seus íntimos pensamentos. Frase do assassino: "O corpo humano tem um gosto maravilhoso feito feijoada com limão. Um verdadeiro gosto viciante. A carne é a feijoada e os ossos o limão. Uma completa a outra. Não consigo parar de degustar algo tão saboroso e natural como as costelas desse rapaz!" 2-"A Boneca do medo" Esse havia matado 34 neste ano. 55 ao todo. Todas do sexo feminino. Jovens, senhoras, crianças, era aleatório. Seus métodos eram banais e assustador, uma mistura de loucura com perversidade. Ele normalmente se maquiava de boneca. Utilizava roupas femininas e voz mansa como de uma mulher. Estuprava e cortava o cabelo de suas vítimas. As deixavam nuas e tirava fotos sensuais de todas elas. E colecionava junto com fios de cabelos. Eu gosto de bonecas, normalmente são belos ou assustadores por fora, mas ocos por dentro. Dizia a voz interna de Luke. Frase do assassino: "Todos têm o feminino e o belo dentro de si, apenas quero isso para mim!"


3- "O coveiro" Esse era totalmente previsível. Matava e enterrava suas vítimas. Poderia ser considerado um assassino comum fugitivo, apenas isso, mas não era comum deixar de lado o número elevado de vítimas que ele já fizera em 1 ano de práticas. Eram exatamente 46 mortes. Todos mortos e enterrados no fundo de suas casas. Suas vítimas eram escolhidas aleatoriamente.

Frase do assassino: "Quando enterramos o medo e regamos com lágrimas de dor, no mesmo solo nasce coragem. A minha inspiração é matar!" A minha inspiração é correr atrás de vocês seus vermes! Pensou Luke.

4-Maníaco Ateu Os ateus o amavam, mesmo tendo um medo insuportável dele. Pois esse matava por prazer e com muita sabedoria. Tinha muita paciência, seus crimes poderiam durar meses de um para o outro. Suas vítimas eram as mesmas. Padres, bispos, pastores, servos ou qualquer imagem que demonstrava ser religioso ou crer em Deus. Já havia assassinado cruelmente 23 figuras religiosas na cidade. Seus métodos variavam de um para o outro, dependia muito da inspiração. Nunca o pegaram. O cenário de seus crimes era normalmente templos e igrejas. Frase do assassino: "Se Deus existisse, já teria me impedido!" Ele me mandou para intervir nessas suas práticas (sorrisos). Disse consigo Luke achando graça na frase do Ateu. 5- O canibal da letra A Assustadoramente matara 56 cidadãos paulistanos, todos com uma semelhança que os interligavam. A letra inicial de seus nomes. Todos começavam com a letra "A". Eram crianças, idosos, jovens, homens e mulheres, quaisquer um que tivessem seus nomes com essa inicial. Matava e comia suas vítimas. Frase do assassino: "É mais fácil matar a quem todos querem defender. É menos previsível o que já é obvio" Eu discordo. Pensou Luke. 6-Curinga


Esse era um dos mais instigantes. Se não o mais misterioso. Maquiava-se como o famoso personagem o Curinga. Fazia charadas e piadas sem graça. Mas ao mesmo tempo com ironia e críticas profundas para com o governo. Matava suas vítimas asfixiadas com seus venenos e substâncias químicas, pois certamente tinha um ótimo conhecimento na área de biológicas. Matava políticos, intelectuais e homens do poder, de influencia ou fama. Apenas envenenados, sem sangue algum. Já havia exterminado as famílias Cardoso, Inácio, Roussef, Sarkosy, Osamas e Paloccis. Ao todo um número assustador de 124 pessoas. De qualquer idade. Nome, sexo ou crença. Um monstro criativo, culto e muito inteligente. Dificilmente o pegariam. Era conhecido na cidade como o justiceiro. Pois políticos que eram conhecidos por serem corruptos e mau caráter, normalmente faziam parte de seu alvo e leque de mortes. Frase do assassino: "Do mesmo modo com que eles roubam, eu mato. Ou seja, não há explicação. Apenas uma piadinha para alegrar, kkkkk!" Esse cara é bom. Disse Luke surpreendido com as táticas do adversário. Mas Luke era um mistério camuflado por sua arrogância. Nunca abaixava a guarda. Com isso nunca se apaixonara, deixou seus familiares no interior. Não era apenas o presente que resumia Luke. Não eram os vários prêmios de reconhecimento. Tinha em sua prateleira, medalhas e troféus, que demonstravam sua elevada capacidade intelectual e acadêmica. Desde jovem já vencia pequenos concursos de poesia, medalhas por seus textos literários, objetos e homenagens por sempre ser destaque nas escolas e universidade em que passava. Seu lema era estudar, ler e estudar mais um pouquinho ao lado de uma bela leitura. Enfim, crescera ao lado dos livros. Mas algo na vida de Luke o assombrava, fazia com que sua fama de "nerd" estudioso se transformasse em monstro irracional e irado. De certa forma é preciso narrar o acontecido... Ecos do passado. Isso resume o acontecido. Quando digo que Luke deixara sua família no interior não é bem assim. Ele fora obrigado a deixar. Convivia com um buque de memórias cujas flores eram de fazer chorar o mais forte dos homens. Essas flores arquivados em seu passado continha espinhos venenosos que lhe feria a alma, o espírito e muitas vezes a motivação de continuar a lutar por um mundo de paz. Nem todos os prêmios acadêmicos amenizavam o sofrimento que passara. O ódio que ele tinha daquele filho de uma puta de assassino que matara seus familiares de maneira medonha e bizarra. Muita humilhação para um policial, cidadão, enfim para um ser humano. Luke nascera em Nova Iorque, Estado Unido da América. Mas após servir ao exército na guerra do Vietnã mudou-se com sua família ao Brasil. Cenário da grande desgraça de sua vida. Nem a guerra fora tão cruel. Nem todo aquele sangue, nem os gritos, nem as dores... A grande tristeza de sua vida aconteceu em 08 de setembro de 2000, quando encontraram uma família morta a tiros em uma casa na Rua Alameda dos Cravos, no bairro residencial Palmeiras, na pequena cidade de Palmas. Interior de São Paulo. Era a família de Luke Lector.


Todos mortos como porcos e posicionados na cama de casal do quarto de seus pais. Estavam nus. Seu pai estava em cima do corpo de sua irmã, segurando uma carnosa língua, que no caso era a própria língua de sua irmã. Já a irmã segurava em suas mãos os olhos de sua mãe. Sim, era exatamente isso, sua mãe estava toda ferida com um tiro no meio da testa com vazios oculares, sua face machucada, com expressão de dor e tristeza. Seu pai, com um tiro no lado frontal do crânio, e com o pênis posicionado sobre as nádegas de sua irmã, cujo a boca jorrava um sangue negro e podre. Imagens perturbadoras para o mais psicopata e cruel dos assassinos. Nem um doente poderia ter aquela idéia louca de produzir cenas, após mortes tão assustadoras. Luke como um bom intérprete, mesmo em lágrimas e dor, com seus pensamentos alienados e jurando morte para qualquer assassino que pudesse ouvir dizer, interpretou da seguinte maneira aquela cena deplorável. Sua irmã sendo estuprada por seu pai, nada podia falar a sua mãe, pois o próprio pai lhe arrancara a língua. Já a mãe nada podia ver, pois os olhos lhe foram arrancados pela própria filha. Neste caso, o assassino doente quis deixar bem claro que não poderemos dizer que a filha gostava ou não das práticas de seu pai, se o pai fosse realmente ou não doente, se seria irmã a total culpada, o pai um doente, ou a mãe por não dar o marido o amor que ele tanto procurava. De fato todos aqueles pensamentos e imaginação dos possíveis pensamentos da própria imaginação do assassino lhe traziam náuseas, ânsia de vômito e fortes dores de cabeça. Tristeza emocional e espiritual. Por aquele motivo Luke, deixara de ir a igrejas, templos religiosos e pregações. Para ele Deus era totalmente culpado por permitir aqueles acontecimentos, por sorrir nas desgraças dos outros. Para ele, Deus agora não passava de um conjunto de lendas escritas em um almanaque (bíblia) para tolos que se rebaixavam a ovelhas (membros). Animais ignorantes. De início se tornou um anticristo, odiando totalmente os princípios das palavras santas, depois com o tempo, ficou menos cético e se tornou um agnóstico. Entretanto Luke Lector acreditava ainda em alguém ou algo que organizava de maneira adequada as coisas. E para ele, essa algo/alguém era a justiça. Para Luke, a justiça era Deus. Ele fazia de todas as formas para tornar a justiça onipresente (capaz de operar o poder da justiça em todos os locais), onisciente (fazer com que os praticantes da justiça conseguisse saber de todas as práticas de injustiça) e onipotente (dar a justiça força o suficiente para exterminar a violência e o medo nas ruas da cidade). Todas aquelas lembranças lhe aterrorizava a alma e o orgulho. Alimentava ainda mais seu nojo pela raça humana. Por isso se isolou, saiu do interior e veio a capital. Não fez amigos, charfundou nos estudos e se tornou o melhor no que faz. Na horas vagas não se encontrava com nenhum outro ser vivo, a não ser seus livros de criminologia, patologia, psicologia, filosofia e alguns romances policiais. Para ele os livros com suas palavras diretas, pesada e cruel era de mais valor do que a companhia dos falsos e ignorantes seres humanos. Luke era conhecido internacionalmente por seus prêmios. Ganhara aos 34 anos o prêmio pena de ouro de literatura pelo seu romance "Fontes de choro". Onde o tema era exatamente como a “teoria de tudo”, onde por seus conhecimentos na área de criminologia pode comparar comportamentos de assassinos seriais, com pequenas falhas psíquicas presentes na mente, reflexo de janelas Killers (memórias tristes). O prêmio era algo próximo ao Nobel na área literária. E Já havia sido eleito pela revista TIMES como a personalidade do ano, por ter sido um grande líder nas buscas norte americano no Vietnã. Enfim tudo isso ainda por cima não lhe acalmava a voz no seu íntimo. A voz da vingança.


Vingar a sua família morta no passado, por um assassino de elite que nunca fora encontrado. Rua Gonçalves de Juan Pablo N°1003 São Paulo Uma praça qualquer Sábado 9h53min Ali estava Luke, lendo o perfil de cada assassino que tinha que capturar. Chegou à conclusão que capturar um só seria de um alto grau de dificuldade, os seis seria a glória. Entendeu então a complexidade e o perigo de estar a procura dos seis assassinos mais procurados do continente. Todos os países estavam unidos na busca, os norte americanos com a FBI, SWAT, os argentinos com a Polícia Federal Argentina. Os mexicanos com a Secretaría de Seguridad Pública del Distrito Federal. Os chilenos com o PDI (Policía de Investigaciones de Chile).Os canadienses com A Royal Canadian Mounted Police (RCMP). Os bolivianos com o Cuerpo de Policía Nacional Bolivariana (CPNB), e os brasileiros com a CSNB (Centro de Segurança Nacional Brasileiro) e PICSP (Polícia de Investigação Criminal de São Paulo). Entre outros departamentos de defesa unidos na mesma causa. Capturar os seis assassinos em um ano. Luke tinha muito trabalho a fazer. Ali diante dos perfis dos psicopatas, sabia que tinha que estudar os métodos, os modus operandi de cada um, ou seja, os modos nas quais o assassino utiliza para matar suas vítimas. As características, costumes, dentre outros. Teria que pensar como um assassino pensa. Pensar com frieza, cautela, loucura, paciência... Mas ele tinha que saber. Como um assassino serial pensa? Como um psicopata pensa? Tinha que ter em mente os 22 gêneros de assassinos, aonde eles se encaixavam e por qual motivo matavam, então começou a ler sobre a mente desses assassinos e a verificar o índice de maldade, para chegar à suas conclusões... Para ler o Índice de Maldade ao lado de Luke Lector basta acessar ao site: http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu Clique na acima que está escrito: INDICE E para entender mais sobre a área de criminologia, basta clicar na barra seguinte: VIM. Rua Gonçalves de Juan Pablo N°1003 São Paulo Uma praça qualquer Sábado 10h00min Luke então escolheu o assassino que mais agia, em um grau de periculosidade alta. Agia em determinados locais já de praxe. Templos e igrejas. O maníaco Ateu. Começou a reunir sua equipe de busca. Primeiro suas peças mais importantes, que seriam duas. A cientista Milla Denister, uma loira de cabelos lisos, olhos escuros que apesar da aparência serena escondia por dentro uma garota ousada e com um desejo louco por ação. E Oliver Dean, um atirador de elite das tropas armadas dos EUA. Ambos grandes conhecidos, de Luke, devido ao tempo que passaram juntos na guerra do Vietnã. Todos representantes dos EUA. -Precisava mesmo de vocês! Temos muito trabalho a fazer! Disse Luke aos compatriotas. -Pensei que havia morrido. Afirmou no maior desprezo Milla. Mesmo fria tinha um coração muito bom.


-Graças à Deus teremos ação. Estava cansado das torradas e aulas de biologia tediosas das minhas vovós. (sorrisos). Afirmou Oliver sobre o fato de estar em Los Angeles ganhando muito dinheiro deitado com suas namoradas consideradas por ele como "vovós", pelo carinho e atenção que elas davam. E nas aulas tediosas de biologia, certamente seriam elas exploradoras de seu corpo. -Sim, demorei para entrar em contato com os senhores, não tive muito tempo nestes últimos meses. Luke estava feliz por saber que o melhor atirador profissional das Américas e a melhor cientista do mundo já estavam a caminho. Mas ainda precisava de dois integrantes na equipe. E então decidiu pegar um telefone celular e fazer outra ligação... -Sim, é da igreja da Lapa? Isso. Sou eu mesmo. Luke. Isso, isso. Olha preciso de sua ajuda. Sim, quero capturar o maníaco Ateu. Eu sei difícil é apelido, prefiro ousado. Mas estou com uma equipe muito boa aqui, e tenho dois meses para a tarefa. Posso contar com sua ajuda? Ótimo eu sabia. Luke sabia que precisava do teólogo Robson Hugh. Um rapaz moreno de meia idade de vida, que não tinha lá um jeito de pastor, afinal se vestia relaxadamente, mas que gostava de interpretar qualquer coisa relacionada a bases bíblicas. Pois Luke precisava entender a fundo o perfil de trabalho do tal maníaco. Agora só faltava um integrante. Talvez o mais louco. O mais perturbado e extrovertido do grupo. Luke precisava de Zinne Zuberman, o hacker gênio e nerd dos computadores, nunca tivera uma só mulher, só mulheres no GTA. Esse seria fácil de encontrar. Era só adicionar no MSN o endereço dele, que era nerdcritike@gmail.com. Nunca saia dos sites de comunicação, dos jogos online ou de dos programas hacker que utilizava para invadir um sistema de defesa de algum estabelecimento que se dizia secreto. Quando o encontrou online, a resposta de Zinne fora imediata: -É obvio que aceito a missão, seja ela qual for, quero muito ajudar com meu conhecimento limitado em informática. Zinne não se gabava de ter invadido doze sistemas de redes em cinco minutos. Fora seu recorde. Mas ele preferia ser humilde. Praça da República. Centro de São Paulo 22h00minh da segunda-feira Ali estava seu grupo. Que tinha montado para capturar o maníaco. Tinha mesmo muito trabalho. Tinha ali, um atirador de elite formado nos centros de treinamentos da aeronáutica dos EUA, uma cientista formada no MIT, um teólogo francês formado em Oxford, um hacker formado na Harvard e, por fim ele, o líder formado nos quatro lugares com um pouco dos quatro.


-Bom, é o seguinte, lamentavelmente estou aqui com os senhores. Isso não é como seus professores, mestres ou pais. Nem como suas prostitutas, senhor Oliver. Isso aqui não é um jogo virtual Zinne, isso é real. Tenho dois meses exatos para capturar o maníaco Ateu. Creio que já ouviram falar dele. Se não, deixo aqui o perfil desse assassino louco e psicopata. Entregou a cada um deles uma folha do modo de operação do maníaco Ateu. -Estou cansado de ver esses loucos metidos a sábios- Continuou Luke- Quero o quanto mais rápido estar deitado em minha banheira de ouro com espuma sobre meu rosto me deliciando com meu charuto, mas para isso preciso desse em minhas mãos. E tudo começa agora. Nossa equipe que será conhecido desde agora como J7. Justiça 7. A justiça para nós será sinônima de perfeição, entenderam? Creio que sim, os senhores não são burros. Nem tão pouco ignorantes. Porque deixo claro que os senhores ganharão uma boa quantia em dinheiro. Um pequeno agrado de 25 mil reais para cada um pelo trabalho. E o dobro pelo sucesso na missão. Alguma pergunta? Disse Luke. -Por que você está sempre mal humorado cara? Perguntou Oliver. -Alguma pergunta inteligente? Novamente perguntou Luke desprezando completamente Oliver. -Sinceramente senhor, dois meses, será mesmo pouco possível, como capturar um maníaco que não crê em Deus? Nem mesmo tem misericórdia de si mesmo? Perguntou Robson. -Isso vocês me responderão... Disse Luke. Para ver o grupo formado por Luke Lector basta acessar ao site: http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu Clicar na barra lateral onde está escrito: GRUPO Em algum bairro de São Paulo Igreja de Santa Lúcia N°1566 22h49min segunda feira Como de costume com sua cruz quebrada de ponta cabeça posicionada sobre o peito, vinha o maníaco como um ser comum, mas com uma mente perversa e de monstruosidade incomum. Recitava em voz baixa um pequeno poema, talvez um versículo de algum livro de ciências. Com um terno preto adentrou no templo da igreja sem ser percebido ou notado por ninguém. Simplesmente observou e viu que se tratava aparentemente de uma festa simbólica. Uma ceia. Uma santa ceia. Mas ele sabia disso, bem antes do que muitos membros que se diziam espertos. Ele estudava os seus alvos. Sabia que todos que ali estavam presentes iriam saborear aquele vinho e aquele pão. Sentado ao lado de uma senhora negra de olhos fundos, perguntou com voz mansa e suave: -Irmã a que horas será a santa ceia?


A senhora levantou seus olhos ao sujeito de terno preto e respondeu que já haviam ceado há alguns minutos. Ela demonstrava impaciência devido ao fato de que o padre trazia alguma mensagem. Com isso o maníaco se levantou e foi até o padre que estava direcionando alguma mensagem a toda igreja, interrompendo-o, lhe disse ao ouvido: -Senhor padre lembra-se de mim? -Meu filho não é o momento. Depois conversamos, estou em meio a uma mensagem. Neste exato momento muitos membros ficaram curiosos e vozes começaram a surgir sobre a plateia de membros naquele templo. Mas sem se importar com a agitação do público religioso, o maníaco olhou nos fundos da alma daquele padre de olhos claros e disse: -Senhor padre sou aquele que logo de manhã veio se confessar dizendo que havia matado trinta pessoas em uma só noite. E na qual o senhor rira e duvidara, e dissera na ocasião, que eu não merecia perdão, mas apenas tratamento para minha imaginação fértil e doentia. O padre lhe lançou um olhar penetrante. -Então senhor padre... -Continuou o maníaco sem alterar sequer uma vez a sua voz- O senhor deveria levar mais em consideração e ter realmente me perdoado, porque eu realmente fiz o que havia dito. E fiz nesta noite. Se não me engano matei hoje umas trinta ou quarenta pessoas. -Meu filho do que está falando? Perguntou o padre aflito lhe lançando um olhar penetrante e de certa misericórdia como se já soubesse o desfecho daquela pequena história. -Então senhor padre, peça ao seu Deus que tenha misericórdia de minha alma e que ele me perdoe de ter envenenado a todos vocês que cearam nesta noite. Peça ao Deus que vocês tanto adoram que faça o milagre de tirar o efeito destrutivo e imediato do veneno de rato presente no vinho que tomaram. Vejo-te no inferno padre pedófilo. Com isso o maníaco saiu da presença do padre e passou entre os bancos sendo observado por todos enquanto caminhava. Ao olhar novamente para trás já sobre as portas da igreja, lançou um olhar ao padre, e percebeu que este nada falava e tinha uma face de ceticismo e incredulidade sobre o que dissera. Entretanto sabia que era medo de que aquilo fosse real. Então com isso, apenas pensou: “Até os padres sabem que Deus não faz milagres, morrem como ratos e pelo veneno dos mesmos!”. Praça da República. Centro de São Paulo 23h12min segunda-feira -Devemos começar pela manhã as nossas pesquisas e estudo do assassino. Estaremos hospedados no hotel de lucho, Linux Dodge cinco estrelas e aconchegante... Dizia Luke ao seu grupo, quando seu celular começou a tocar. -Alô? Sim sou eu. Como? Não é possível, Santa Lúcia? O senhor só pode estar de brincadeira comigo! Estou indo ao local agora. Desligou Luke o celular sem se despedir.


Ele acabara de receber a notícia de que a igreja Santa Lúcia tinha presenciado um atentado histórico para a cidade de São Paulo. -Quarenta e três pessoas morreram envenenadas! Padres, membros, crianças e jovens, todos que cearam morreram. Só pode ser ele. Disse Luke já sobre o comando do volante dentro de seu Corolla preto de motor V8 ano 2009. O grupo estava atônito. Mesmo para profissionais de experiência como eles, não sabiam que o ser humano poderia realizar um feito horrendo desses. Um ato de crueldade e muita maldade. Em algum bairro de São Paulo Igreja de Santa Lúcia N°1566 23h45min segunda feira Chegaram ao local do crime. Nenhum sinal de assassino algum. Apenas corpos de todos os gêneros de idades deitados calados eternamente, mortos pelo veneno de um animal banal como rato. Viaturas e alguns vizinhos curiosos a beira dos cantos do templo. -Como foi o ocorrido? Perguntou Luke ao detetive especial da Rota. -Senhor, chegamos aqui devido a uma ligação anônima. Apenas verificamos o massacre. Não tiramos quase nenhuma conclusão, como sabíamos que este caso estava direcionado totalmente aos seus interesses. Nossa teoria... -Cale-se (interrompeu Luke), nunca tire teorias sem fatos. Temos que adequar nossas teorias a exatamente o que aconteceu, e não ao contrário! Se não perderemos a referência e ficará difícil chegarmos a uma conclusão. O senhor policial pode me informar se há algum sinal, mensagem ou algo assim deixado pelo assassino? -Ele é bom, senhor. Desculpe a ousadia e a descrença diante do objetivo, mas creio que será bem complicado captura-lo. Disse o detetive. -Capturá-lo nós iremos sim de qualquer jeito, mas não sei se será possível que seja vivo. Afirmou Luke com um tom de seriedade. -Então senhor, lamentamos, mas o assassino não deixou nenhuma mensagem ou símbolo e... Fora interrompido por Milla Denister, que meio eufórica disse: -Senhor Lector, acho que encontrei um sinal. Na verdade três sinais. Muito estranho. -Acho que não precisarei de seu trabalho aqui amador. Disse Luke com mal humor e desprezo total ao detetive. -Então senhor- Continuou Milla- Acho que encontrei algo relacionado diretamente ao assassino, algum tipo de mensagem, código ou algo assim. Mas não consigo identificar o que são. Estão presentes em três corpos.


-Quais corpos? Perguntou Luke já se encaminhando ao local. -Na moça de cabelos escuros ao canto da igreja, do jovem menino de óculos fundo de garrafa e no senhor de idade com agasalho cor de... -Bosta! Interrompeu Oliver. -Na verdade, a cor é verde. Corrigiu Milla. -Não, não é isso, não estou me referindo a cor e sim ao sujeito morto. Disse Oliver. -O que tem ele? Perguntou Milla enquanto examinava os corpos com os símbolos desconhecidos. -Esse senhor de agasalho verde se chama Leonardo Pataca, um ex-general da... -Equipe de Apoio aos Militares da Carolina do Norte. Completou Luke interrompendo Oliver. -O senhor o conheceu? Perguntou Oliver. -Grande homem, dedicado e um ótimo palestrante por sinal. Mas isso vai complicar ainda mais as coisas para o nosso lado. Afirmou Luke. -Por quê? Perguntou Milla atônita. -Ele é uma figura importantíssima na área militar. Respondeu Oliver. -E? Perguntou Milla ainda sem entender. -A mídia vai informar isso aos vários cantos do mundo. A pressão que será exercida em cima de nós para capturar esse maníaco será ainda mais profunda. Mais cruel, dois meses de muito trabalho e muita sorte ainda por cima. Então pare de perguntar e faça mais depressa seu trabalho. Respondeu Luke impaciente. -Senhor, não consigo identificar as origens desses símbolos, muito menos o que significam. Disse Milla enquanto analisava os corpos. -Me deixa dar uma olhada! Não conseguem mesmo frequentar uma igreja se quer? São tão céticos com religião, ou não tem tempo para adotar uma? Senhores esses símbolos não são tão complexos como pensam. São símbolos de denominação cristã. São símbolos de igrejas protestantes. Disse Robson Hugh


-Muito bom senhor Robson, para isso que eu o contratei, pode nos passar mais informações? Perguntou Luke. -Senhor Luke, o símbolo no menino é uma árvore, que é o símbolo da Presbiteriana. A outra imagem, mas presente na moça jovem é a pomba com o galho no bico dentro de um coração, é o símbolo da Universal e por fim a imagem do peixe no corpo do senhor de idade, é o da Batista. A minha teoria é que ele esteja revelando os seus alvos de uma maneira cronológica ou crescente. Neste caso por idade. Logo seu primeiro alvo seria Presbiteriano. O segundo alvo seria um da Universal. E por fim um Batista. Conclui Robson. -Ele não pode ser tão previsível assim, o maníaco Ateu é mais esperto do que nós pensamos. Ele não joga com regras, e nem sequencias lógicas. Disse Luke. -Entretanto-Continuou Luke- Ele gosta de criticar a Deus de alguma forma, demonstrando os erros dos homens, ou envergonhando os membros ou revelando de alguma certa maneira os podres de cada religioso, seja ele de importância ou não. -E como sabe disso? Perguntou Milla. -Não leram os dados característicos do modus operandi do assassino que eu vos dei? -A o senhor quer dizer os dados que nos dera a alguns minutos atrás, claro, como poderíamos lê-lo se nossa primeira missão em relação ao nosso assassino foi no momento exato em que decidimos caça-lo! Respondeu Milla. -O Senhor não vai acreditar no que encontrei. Imaginem só. A pista estava arquivada em nossa cara! Mano isso é de mais. Gritou eufórico Zinne Zuberman. -Encontrei um pequeno notebook aos fundos-Continuou Zinne- E imaginem só, hackeei a conta de e-mail da igreja e encontrei alguns códigos quase que indecifráveis. Mas com um sistema de codificação, consegui ler o arquivo, que me levou a uma pasta simples. Com um vídeo e... Bom, eu preciso mostrar aos senhores o vídeo. Espero que estejam preparados para o que vão ver, e vídeo estava dentro de um mini bloco de memória, como se fosse um diário, um blog ou algo assim, revelando então certamente que tenha muita importância e... -Cale-se Zinne e nos mostre! Disse Luke. -Certo senhor, mas é que estou bem eufórico e assustado com isso. Bom ai está! Um vídeo surgiu na tela do notebook. Apenas vozes... Para ver o vídeo que deixou atônito todo o grupo basta acessar ao site: http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu Clique na barra acima: Videos do Maniaco Ateu


Era um vídeo incomum e estranho. Duas vozes surgiram na imensidão do breu. Uma voz de um homem demonstrando ser de idade pelo modo em que breca as palavras e, a outra parece ser de um jovem ou uma jovem. Pela altura da voz. No caso muito aguda e fina. Um pouco efeminada. E ao fim do vídeo, uma nova voz surge totalmente horripilante e monstruosa, uma voz grave e rouca. Certamente a voz do maníaco Ateu. -Ele está punindo ao padre! Afirmou Luke. -Como assim? Não seria punir aos membros? Todos morreram. Disse Zinne. -Não é bem assim, não existe nada pior do que morrer com desonra. Foi o caso do padre. Morreu como um pedófilo. Isso será noticiado em toda a mídia. Uma tristeza e vergonha para a religião católica. Uma máscara a menos para defender o cristianismo. Afirmou Luke. -Mas por que exatamente, um menino, uma jovem e um senhor de idade foram escolhidos para serem cobaias de marcas protestantes em uma igreja católica? Perguntou Milla. -Ele está nos revelando seus alvos de maneira lógica. Talvez Robson esteja certo, por idade, ou por outra coisa que não podemos enxergar. Existe alguma relação entre as vitimas? Perguntou Luke ao legista que estava examinando o local ao lado de Milla, que alias mal conseguia se concentrar no trabalho por estar ao lado de uma linda cientista como ela. -Senhor Luke, o menino se chama Daniel Coelho e é o filho adotivo do senhor de idade que também morrera. O senhor de idade fora um general... -Sim, sim sabemos essa parte e, quem era a mulher? Perguntou Luke. -Então a mulher se chamava Lívia Antunes da Silva. Aqui consta que ela não tem profissão. Disse o legista. -Não trabalha? E quantos anos ela tem? Perguntou Luke enquanto observava os símbolos presente no corpo liso e branco próximos aos seios da bela moça morta. -Ela tem 22 anos. Respondeu Milla. -22 anos e não trabalha. Quero que descubram os familiares dela, as condições financeiras, se ela estuda, namora, transa, se é virgem, qual a sua cor preferida de batom, tudo! Isso é com você Zinne. E Oliver, quero que vá ao funeral do ex-general Leonardo Pataca. E comprimente a família dele! Distribuiu Luke suas ordens. Já era bem tarde. Umas duas ou três da manhã. Os corpos estavam frios, cadavéricos e com um cheiro desagradável de decomposição. Nem a substância que utilizam para quebrar o


cheiro estava fazendo efeito. É estranho como a criatura mais bela complexa criada por Deus volta ao pó como a mais fétida jogada às traças. Pensou Luke Lector. Mas o fato de ter marcado exatamente os corpos do pai e do filho adotado, são coincidências ou ação estratégica do maníaco? Mas e a moça, fora escolhida aleatoriamente? Seria tudo planejado? O que mais há em comum entre as vítimas simbolizadas? E os símbolos o que são exatamente, o que representam? Luke dispensou todo o grupo. Os três corpos marcados foram levados para um laboratório especial do Centro de Investigação de São Paulo. Milla trabalharia neles a madrugada toda. Zinne ficaria no apartamento de Luke Lector a busca de dados sobre a moça, em sua casa, para ajuda-lo nas conclusões e na resolução daquelas perguntas. Já Oliver e Robson estavam em um apartamento de luxo separado ao grupo. O Linux Dodge. Algum lugar de São Paulo - Green Palm Apartamento de Luke Lector 03h57min do domingo -Não existem relações mais profundas entre estas três vítimas em especial? Perguntou a si mesmo Luke enquanto fumava seu charuto. -Sabe sinceramente eu creio que não existe uma lógica. Ele escolhe aleatoriamente suas vítimas. Disse Zinne. -Não é bem assim, o maníaco Ateu não nos enviaria um vídeo sem dizer algo, entende? -Não! Respondeu Zinne. -Olha- Continuou Luke- Ele segue sim uma lógica. O modus operandi dele é matar religiosos, para puni-los. Ou seja, já não aleatório. Ha uma razão! Ele matou a todos naquele templo. Mas ele puniu a quatro em especial... -Sim, puniu o padre por ser um pedófilo. Mas a pergunta é, por que punir o sargento Leonardo, o jovem Daniel e a bela moça Lívia? Perguntou Luke quase com voz imperceptível como se estivesse perguntando a si mesmo. -Talvez ele quisesse mesmo deixar uma sequencia lógica de (idade) em suas vítimas, para revelar seu próximo alvo. Idade é experiência. Talvez o mais experiente ele deixe por último, neste caso ele mataria primeiramente o jovem, ou seja, quem o jovem representa. O símbolo da Presbiteriana. Enfim ele vai atacar uma igreja presbiteriana. E depois uma universal e por fim uma batista, talvez seja isso. Concluiu Zinne. -Faz sentido, mas não tem coerência. Uma lógica não exata. Temos que aguardar novas informações. Disse Luke.


São Paulo Laboratório de Investigação Criminal de São Paulo 04h04min do domingo Milla examinava atentamente os corpos feridos e marcados com os símbolos. Era uma linda jovem concentrada no trabalha. Usava luvas, óculos, equipamentos tais como, serra para ossos, usada para cortar os ossos ou o crânio, faca com serra - usada para cortar pedaços dos órgãos para exame. Enterótomo - tesoura especial usada para abrir os intestinos. Agulha de sutura - uma agulha grossa usada para costurar o corpo após o exame. Bisturi - como o bisturi de cirurgia, porém, com a lâmina mais larga possível para fazer cortes longos e profundos ou para retirar tecidos. Tesouras - usadas para abrir órgãos ocos e cortar os vasos sanguíneos. E outros equipamentos para autopsia. Primeiro examinou o corpo do jovem menino. Estava ferido no peito. Com cortes finíssimos, profundos e precisos. Não havia outras feridas no corpo. Apenas em seus dentes existiam caries e algumas outras infecções bucais. Sobre a ferida colocou um microscópio para analisar a profundidade dos cortes, e constatou ser feito por um bisturi ao algo assim... Depois analisou o corpo da moça e viu que essa tinha cortes não tão profundos. Um pouco mais espaçosos. Existiam algumas lacunas e minúsculas partículas prestas, como se fossem pedras. Com um estudo mais categórico, concluiu ser de grafite. E por fim, estudou o corpo do senhor de idade Leonardo Pataca. Estranhamente tinha marcas ralas. Não tinham sido feitas por algo muito sólido. Ou menos sólido em analogia com os outros materiais. Com isso recortou o um pedaço de tecido da pela de cada vítima. Para encontrar com que matéria os corpos haviam sido marcados. A marca feita no menino era de diamante. A marca feita na jovem moça era de grafite. A marca feita no senhor idoso era de aço de carbono. Alguma coisa tinha ali. Não podia deixar aquelas diferenças serem esquecidas. Seria uma atitude proposital do maníaco, deixar os símbolos com materiais distintos? São Paulo Laboratório de Investigação Criminal de São Paulo 06h31minh do domingo Milla já tinha liberado os corpos. Já podiam descansar em paz abaixo de sete palmos. Então resolveu ligar para Luke. O celular discou uma ou duas vezes e uma voz grave soou do outro lado da linha. -Pronto Luke falando! Respondeu. -Senhor Luke venha ao laboratório imediatamente, consegui... A porta se abriu e Zinne e Luke surgiu diante dela. -Já estamos aqui senhorita Milla. Disse Zinne com um sorrisinho no rosto e com uma olheira profunda.


-Bom tê-los aqui, precisava mesmo dizer aos senhores. Depois de fazer a autopsia e um estudo profundo conclui que os corpos foram marcados de materiais distintos. São três materiais diferentes. Disse Milla com um tipo de catálogo em mãos. -E o que difere esses materiais? Perguntou Luke. -Na verdade apenas a ligação de seus átomos. Os materiais são feitos da mesma matéria. Carbono. Depois de informa-los, Milla mostrou o catálogo e mostrou aos dois. -Existe algo lógico nisso? Perguntou Zinne. -Na verdade existe sim. E esteve bem em nossos rostos. Na nossa cara! Afirmou Luke. Naquele momento Oliver e Robson chegaram ao local. Explicaram a eles os fatos e as conclusões da autopsia. Robson logo então uniu os fatos científicos com os seus conhecimentos religiosos. -Senhores existe uma correlação entre o material utilizado pelo assassino e o objetivo do mesmo. Disse Robson. -Na verdade senhor Robson Hugh, uma relação profunda. E mesmo não frequentador de igrejas, me lembro desta pregação. Disse Luke. -Senhor Luke me deixa explicar o fato com meus conhecimentos teológicos pode ser? -Claro Robson. Vá em frente e nos doe mais conhecimentos espirituais. Disse Luke com um sorrisinho malicioso e irônico. -Senhores- Começou Robson- Estamos diante de um assassino Ateu religioso. Ou que já fora algum dia um religioso. Este certamente ouvira a pregação do crescimento do processo pela fé. Cientificamente o grafite e o diamante são idênticos e do mesmo material, o carbono. Mas suas ligações são distintas, os processos que passaram para se tornarem o que são, são completamente distintos. O diamante para ser o que é passou por um processo de alta pressão, temperatura e tempo, diferentemente do grafite, que fora criado com ligações simples e não muito complexas entre as redes de carbono. Com isso é possível fazer uma analogia à vida do cristão no solo da fé. Somos todos do pó, mas apenas aqueles que renunciam o pecado e que aceitam a Jesus Cristo como salvador, seriam considerados um diamante, raro e precioso. Os outros apenas grafites. -Tudo bem, mas o que isso significa exatamente? Perguntou Zinne. -Vamos descobrir. Respondeu Luke Lector olhando para as faces cansadas de cada um ali presente.


-Mas agora senhor Oliver preciso que o senhor faça uma visitinha ao cemitério e envie flores ao ex-general. Disse Luke. -Sim senhor. Respondeu. -Os outros, podem descansar um pouco, apenas deixem suas mentes conectadas ao caso. Disse Luke enquanto examinava um mapa em suas mãos. Três horas depois São Paulo Cemitério da Paz 09h30min do domingo Várias pessoas com óculos escuros, faces avermelhadas e flores em mãos caminhavam para um destino apenas. O túmulo do general e de seu filho adotivo. Oliver estava ali, com sua arma calibre. 40. Utilizado pelos agentes do FBI. Ele não podia vacilar, e se o maníaco estivesse ali diante de todos? Qualquer hipótese poderia ser fato. Chegando ao local o padre começou a recitar uma oração. E todos jogaram flores sobre o caixão. E lágrimas caiam para ilustrar aquele momento fúnebre. Em sua lápide estava escrito “Aqui jaz um homem que enquanto vivo venceu, morto alcançou a maior das glórias, os céus!”. Depois da cerimonia, Oliver fora visitar o estabelecimento onde morava a jovem. E fez uma ligação. Uma ligação a Luke. São Paulo Laboratório de Investigação Criminal de São Paulo 10h10min do domingo Em todos os jornais estava a manchete: “Massacre da igreja de Santa Lúcia”, “Maníaco Ateu ataca novamente”, “Padre da igreja é acusado de pedofilia!”, “Morto o ex-general Leonardo Pataca!”. Era noticia para o mês inteiro. A pressão sobre a investigação era ainda maior. Pensava consigo Luke. Derrepente o celular toca, atende... -Pronto Luke falando. -Senhor Luke, Oliver falando, a mocinha não trabalha, mas mora em uma mansão. Tem um belo carro na garagem, se não me engano importado. Um Ford Mustang Shelby GT 500. Uma área bem verde, enfim senhor, ou ela ganhou na loteria ou ela ganha isso em troca de algo. Disse Oliver Dean no outro lado da linha com um sorriso no rosto. -Obrigado Oliver. Volte o quanto mais rápido ao laboratório. Disse Luke já desligando o celular. Mas antes que pudesse dizer algo, Zinne chamou a ele e a Milla. -Vejam só pessoal. A mocinha era rica, não trabalhava e ainda por cima não tem familiares algum por aqui.


Disse Zinne olhando para o sorriso que já desbotava em Luke. -Então podemos concluir que ela ganhava dinheiro fácil. E muito dinheiro. Disse Luke. Algum lugar em São Paulo Igreja Universal de Deus Culto de domingo de manhã 10h12minh Vinha o maníaco com algumas notas de cinquenta reais em mãos. Talvez uma cinco ou seis notas dessas. Caminhava tranquilo sobre as ruas movimentadas. Vários carros e ônibus passavam nas ruas, mas ninguém observava o maníaco Ateu andando na calçada com sua cruz quebrada de ponta cabeça. Mas quem notaria? Ele usava um short comum de cor de guerra, camuflado. Uma camisa de gola verde escuro e um chinelo de marca, e de cor azul. Não havia diferenças entre o assassino e um cidadão comum. Então ia ele andando em direção à igreja Universal. Ao se aproximar da entrada já lera uma placa que dizia: “Culto aos domingos pela manhã, participe você também!”. Após ler, ainda pensou consigo: “Era melhor vocês nunca tiverem escrito isso, pois vim participar!”. Adentrou e sentou-se nos últimos bancos do templo. Era um templo belíssimo, um enorme balcão de vários “mil” reais. Talvez centenas de “mil” reais. Era conservado, tinha cruz para todo o lado. Bancos brancos e tapetes azuis, como uma analogia ilustrativa aos céus. Naquela manhã havia muitos membros. E o pastor pregava Malaquias. E falava sobre dízimos. O assunto mais comum dentro de uma igreja como aquela. O maníaco Ateu apenas observava sua vítima. O pastor Daniel Petrin Chatain. Um negro alto de voz gravíssima. Usava uma bela gravata azul marinho. Um terno cinza chumbo e tinha uma belíssima bíblia em mãos. Suas canetas eram de ouro. O maníaco apenas observa esperando o final da mensagem. Chegaram-se os cânticos, as orações e o apelo final. O pastor já se encaminhava para fechar sua sala, quando sozinho naquele templo o maníaco manuseava uma arma e duas fotos. Ao se aproximar do pastor, o maníaco já lhe apontou a sua arma. Um silenciador com uma pistola. Então começou a falar com voz mansa e suave nos mínimos detalhes. -Olha reverendo. É o seguinte. Hoje o senhor morre. Ponto. Mas morrerás como um cão ou como um homem de seu deus? Serás um homem ou um pecador? Veremos. Dizia o maníaco ao pastor que segurava a bíblia caríssima e soava como uma fonte. Neste momento um membro viu alguma movimentação no templo e retornou, vendo uma imagem no interior, resolveu perguntar... -Pastor Daniel é o senhor? -Responda que está orando! Ou esse sujeitinho morre ainda hoje. Disse o maníaco enquanto apontava para a foto do filho do pastor. -Está blefando, meu filho esta viajando. Disse o pastor irado. -Eu sei meu irmão Daniel, seu filho tinha um destino a Catanduva ainda nesta manhã, mas tratei de leva-lo aos meus aposentos. Respondeu o maníaco.


-Agora é o seguinte- Continuou o maníaco- Diga à sua ovelha que esta orando. Vá! Disse áspero o maníaco ao pastor. -Estou fazendo uma oração meu irmão! Volte mais tarde! Disse o pastor ao rapaz. Ouvindo a resposta natural do pastor, o membro se retirou e trancou o portão para deixar o pastor em segurança de possíveis atentados. -Ótimo trabalho “Dani”. Agora é o seguinte. Escolha. Seu filho Mateus ou sua filha Ana? Perguntou o maníaco enquanto apontava as duas fotos ao pastor. -Por favor, eu o imploro faça o que quiser comigo, mas não envolva meus filhos. Implorou o pastor. -Escolha. Agora! Gritou o Ateu de maneira áspera. Apontando a arma para a sua vítima. -Por favor, eu o imploro, meus filhos não. Disse o pastor enquanto chorava. Sem misericórdia o maníaco Ateu lhe deu um tiro na perna esquerda, próximo à patela do joelho. Sentindo muitas dores o pastor começou a vomitar sobre os carpetes belíssimos da igreja. -Quero que escreva uma coisinha para mim. Disse que faz tudo por seus filhos. Então escreva! Disse o maníaco enquanto oferecia uma das notas de cinquenta. -É o meu dízimo. Sei que não é muito. Use sua caneta e seja rápido. Agora! Gritou o maníaco. Apontando a arma. O pastor Daniel chorava como uma criança, o seu sangue escorria sobre o carpete da igreja. Assustado mal conseguia segurar a sua caneta de ouro que tanto usava para fazer anotações. Era um homem morto, certamente. Pegou sua caneta totalmente tremulo e se posicionou em um banco. Sentia muita dor, a bala que penetrara sua carne, parecia ter penetrado sua alma. -Escreva: “Por dinheiro deixei um presentinho no cofre de minha casa, por dinheiro deixo um presentinho no cofre da igreja e por dinheiro parto feliz, pois tenho muito dinheiro no bolso!”. Ditou o maníaco. Mas por certo momento o pastor se recusou a escrever e gritando irado e choroso, perguntou. -O que há nos meus cofres? Pelo amor de Deus o que fez? -Eu nada fiz pastor, foi seu deus que nunca me impediu! Se ele existisse me impediria. Agora escreva, ou seus filhos morrerão! Ordenou o maníaco Ateu.


O pastor tremulo e sem forças escreveu o tal recado e entregou ao maníaco. Que desejou conferir se estava legível. Estava perfeito. Tremulo e legível, como ele queria. O medo com a razão. Era o que ele mais amava. A calma e a emoção era o que ele mais odiava. Então disparou outro tiro, mas na perna direita, que acertou em cheio o joelho do pobre pastor Daniel. Que gritava agonizando, mas ninguém o escutava, pois as ruas de São Paulo logo de manhã são muito movimentadas. O maníaco então, fora atrás do púlpito e pegou uma corda. O estranho é que ele sabia que ali havia uma corda, sabia do cofre, sabia também do cofre da casa do próprio pastor. Dos cultos. Dos nomes. Era como se ele conhecesse a todos e a tudo. Com as cordas nas mãos, subiu no púlpito e a amarrou em uma das madeiras que estava fixada sobre o teto. E ali ele fez um laço e assim uma forca. O pastor fraco e totalmente sem forças alguma nem relutou, apenas sentia-se flutuando. Estava sendo carregado para o local de sua morte, o leito de sua morte. Fora colocado sobre seu próprio púlpito. E o maníaco lhe colocou o laço da forca, mas antes de jogá-lo. Verificou se a altura era capaz de matar o pastor. Sim era capaz. Pois mesmo não sendo alto, dificilmente ele conseguiria apoiar suas pernas no chão para sustentar e manter a respiração constante e, mesmo que conseguisse morreria esgotado sem sangue. Antes de joga-lo, o Ateu colocou sobre seus bolsos algumas notas de cinquenta reais e resolveu mostrar duas fotos. -Olha, para ver que sou misericordioso quero mostrar a você, duas fotos. Não é preciso dizer o que estava nas fotos, apenas era possível ouvir os gritos roucos e loucos do pastor, que falava várias palavras rudes e torpes. Vendo as fotos, gritava chorando. -Não. Não, por quê? Por quê? Por que eu? O que eu te fiz? O que meus filhos fizeram? Perguntou totalmente irado, fraco e quase esgotado. -Você é corrupto e seus filhos são fruto disso. Eles estão em escolas particulares, com que dinheiro pastor? Sua casa, seu carro? Tudo dinheiro público. Disse o maníaco Ateu enquanto já encaminhava para empurrar e dar adeus ao pastor. -E se ele fosse seus filhos seu monstro? Que Deus te queime! Gritou o pastor. -Deus não existe. Este é o momento de me perdoar. Não é isso que sempre prega em seus sermões? Sabe, são nestes momentos que vejo que vocês pastores e padres de merda não vivem porra nenhuma do que acreditam. Onde está o perdão senhor Daniel? Diga “Dani”, clame por seu deus, clame justiça. Ele te abandonou, abandonou sua filha e filho! Morra pastorzinho corrupto. Ao dizer isso o maníaco empurrou o pastor que fora laçado pela forca e começou a se debater contra a gravidade tentando escapar e conseguir um fiasco de ar para seus pulmões já lesionados, mas nada, suas pernas fracas e ossos quebrados não conseguia resistir sua própria massa. Física pura. Razão e medo juntos. A glória e o sabor doce de morte para os paladares do louco maníaco Ateu. Vendo que sua vítima parara de se remover e se debater, pegou então o bilhete e colocou sobro o bolso da calça do mesmo, junto com as outras notas de cinquenta reais. Virou-se e disse em voz alta, totalmente realizado: -Se dízimo salvasse não existiria fome ali e nem corruptos aqui! Gargalhou e deixou o local, sem deixar pistas ou suspeitas. Simplesmente desapareceu.


Em algum lugar na mente de Luke Lector 08 de setembro de 2000- Palmas-Interior de São Paulo 19h00min Ali ao canto esquerdo estava sua mãe machucada e ferida. Talvez tivesse sido estuprada, mas havia uma certeza, estava totalmente desfigurada. Mal tratada e humilhada. Quem fora o monstro que fizera aquilo com sua mãe? Ao dar alguns passos adiante, já na sala, com a televisão ligada como se fosse propositalmente ao canal de “Crimes e suas Suspeitas”, uma série argentina de pouco sucesso. Seu pai nu sobre o corpo de sua irmã também nua. Nas mãos de seu pai, uma língua, e obviamente era a língua de sua irmã, pois de sua boca jorrava sangue. Um sangue negro. Nas mãos de sua irmã havia dois globos. Eram olhos. Eram dois malditos olhos. Os olhos de sua mãe. E um sujeito e vestido de “nada”, como rosto de “nada”, sem nome, sem identidade, dizia em voz baixa, quase como que imperceptível aos ouvidos humanos. Mas a voz sussurrava e um ecoava em um túnel sem fim. -Você os matou com seu ego e ambição! Você os matou com seu ego e ambição! Era a voz do assassino de sua família em sua mente que ecoava. E ecoava. Mas as vozes se tornaram um coro. E a voz de sua mãe, irmã e pai estavam neste coro, e todos gritavam: -Você é o culpado, Luke, Luke, você é o culpado, Luke, Luke... E insetos venenosos começaram a penetrar em sua carne, e um cheiro fétido de enxofre invadiu o ambiente. Chamas de cor azul derretia a tinta vermelha na parede dando ao chão uma cor estranhamente bizarra. Um cheiro de vela, padres gritando, ovelhas sendo devoradas por lobos, demônios e anjos discutindo com vozes de trovão, chuva de sangue sobre terrenos áridos, facas, garfos, colheres, bolos, gatos e cachorros mortos. Flores e espinhos, montanhas de maçãs. Coisas sem ligação alguma brotavam de sua mente. Certamente coisas que seus sentidos sensoriais captaram do ambiente e que seu inconsciente gravara em seu íntimo. E agora projetava em sua mente como um teatro de horrores. Diante de tudo isso Luke apenas sentiu seus pulmões se expandindo, respirou fundo e gritou: -Não! São Paulo Laboratório de Investigação Criminal de São Paulo 13h06min do domingo -Não! Era apenas um sonho. A imagem de Zinne Zuberman comendo um biscoito deixou Luke assustado por milésimos de segundos, até seu cérebro se lembrar, de onde estava e com quem estava. -Peguei no sono! Disse Luke um pouco constrangido, enquanto todos do grupo o encaravam. -Pesadelo!


Disse Milla. -Senhor Luke, acabamos de receber uma maravilhosa notícia! Disse Zinne Zuberman. -Capturaram o maníaco? -Não! Na verdade, ele apenas agiu novamente! Respondeu Zinne. -Como, quando e onde? Perguntou Luke enquanto já lavava seu rosto. -Fora na Avenida Pinheiros XIX. Na igreja Universal. Às dez da manhã. Respondeu Zinne enquanto já preparava seu notebook para um pequeno vídeo. -Senhor Luke, os policiais nos enviaram algumas evidencias de que realmente fora o assassino que realizara a monstruosidade. Vamos ao local ver a olho nu. Disse Robson Hugh. -Não podemos, com a mídia, o maníaco pode perceber que estamos na cola dele. Se formos seremos identificados. Respondeu Luke. -Mas é obvio que ele já sabe que estamos atrás dele. Todos estão! Todas as policias do continente. Disse Zinne sorrindo e mordendo seu décimo oitavo biscoito. -Na verdade, os únicos que estão seguindo os padrões de segurança somos nós. Ocultos somos mais precisos e velozes. Temos informações aqui? Perguntou Luke. -Sim senhor. O maníaco atacou um pastor. Daniel Petrin Chatain. O matou enforcado. Disse Oliver. -O que? -Exatamente isso. E dentro do cofre da igreja encontraram o corpo de Ana, filha do pastor e no cofre da casa dele estava o corpo de Mateus, seu filho, todos continham muito dinheiro com sangue. Disse Oliver com voz de compaixão. Um silêncio quase que interminável se plantou sobre aquele quarto. Como se em sintonia todos pensassem o quanto o maníaco Ateu era frio e monstruoso. -Ele é um monstro. Disse Milla. -Até monstros tem medo de algo. E encontraremos o medo dele. Disse Oliver enquanto acariciava sua arma. -Como sabiam que os corpos estavam em cofres? Perguntou Luke enquanto refletia sobre as ações do maníaco.


-O maníaco certamente obrigou o pastor a escrever um bilhete. Mostraram a Luke a foto do bilhete. Era uma nota de cinquenta reais com anotações. -Corrupto. Certamente o pastor era corrupto. Disse Luke Lector. -Sabemos disso, sabemos também que a menina cometia fornicação. E o menino era um delinquente. O maníaco deixou duas fotos. Uma em que a filha de Daniel estava nua. E outra em que o filho dele estava estrangulando outro jovem. Disse Oliver. -Ele puniu aos três! Disse Robson Hugh. -Ele não é Deus! Gritou Luke irado dando um soco forte em um armário que estava ao lado. -O que não entendo ainda é as incógnitas. Disse Zinne. -Que incógnitas? Perguntou Milla. -Todos morreram porque foram punidos. O padre pedófilo e os seus membros por negligência, o pastor corrupto e seu filho homem delinquente e sua filha que cometia fornicação. Mas que pecado cometera o ex-general e o filho dele adotado, e a moça, que pecado cometeu? Disse Zinne enquanto examinava uma foto da bela moça morta na igreja de Santa Lúcia. -A outra incógnita- Continuou Zinne- É exatamente em relação a sequência das representações simbólicas. Ele não segue lógica alguma. Nem por idade, experiência ou algo assim... Pois ele matou exatamente um pastor da Universal. Ou seja, o símbolo que estava marcado no corpo da moça, a do meio em experiência e idade. -Na verdade, não exatamente. Disse Luke. -Robson-Continuou Luke-Bom, acho que o Robson não informou o objetivo principal dos cortes de diamante e o de grafite. O assassino fez isso para nos revelar exatamente a sequencia de suas ações. O diamante é o mais precioso. Depois o grafite e por fim aquelas fibras de aço encontrada no tecido da pele do Leonardo Pataca, o ex-general. Pois o mais raro material dentro carbonos além do petróleo de ser encontrado na natureza é o diamante, por isso ele representa sua idade na fé. -Como assim? Perguntou Milla. -O quanto de tempo você está nos caminhos de Deus! Respondeu Robson por Luke. -Exatamente isso. Estava obvio e em nossa face. O menino é o diamante, pois certamente está a mais tempo no ramo, na casa de Deus! Disse Luke.


-E como sabe disso? Perguntou Oliver. -Está no nome. Respondeu Luke -Exatamente isso. Daniel. Nome bíblico, personagem que fora instrumento de Deus. Símbolo de fé e fidelidade. Disse Robson. -Certamente, a moça era mais novata no ramo da fé. Principiante. Talvez apenas uma visitante. Em segundo, talvez o ex-general Leonardo Pataca. Com aços de carbonos. Disse Luke. -Então pela lógica de experiência de Fé, o próximo alvo que será atacado pelo maníaco é o símbolo que está representado no senhor Leonardo. Disse Zinne. -Exato. Disse Luke já olhando para Milla que estava ao lado das fotos da autopsia. -Neste caso, será uma igreja Batista. Disse Milla. -Senhor Luke veja as fotos, para estar por dentro dos fatos. São fortes. Disse Zinne. -Sem vídeos dessa vez? Perguntou Luke já apossando das fotos. -Sim, sem vídeo! Respondeu Zinne. -Quero que enviem pelo menos um atirador de elite para cada igreja batista da cidade. Ordenou Luke. -Senhor, é eu estive pensando nisso, mas será mesmo possível? Perguntou Zinne. -Claro que será e deve ser! Respondeu Luke examinando as fotos. -Senhor são 2587 igrejas batistas em toda São Paulo. Disse Zinne com expressão de ceticismo para com a influencia de Luke para por em pratica tal ordem. -Então envie 2587 homens de capacidade e talento para matar a essas igrejas. Agora por favor! Faça isso com rapidez e com invisibilidade, entendeu? Disse Luke Lector com aspirada voz. -Sim senhor. Respondeu Zinne já com cinco celulares em mãos.


Luke apenas examinava as duas fotos em mãos. Horrorizado. Era realmente a foto do filho e da filha do pastor. Ambos cometendo pecados. Delinquência e fornicação. Neste caso estavam sendo punidos. O maníaco ateu atacara novamente. Certamente seriam as notícias nos jornais. Para ler esta história em forma de quadrinhos basta acessar ao site: http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu Clique na barra acima: Quadrinhos Semanas depois... Algum lugar de São Paulo - Green Palm Apartamento de Luke Lector 10h00min Luke estava cansado, estressado a caça do seu alvo. O maníaco ateu tinha atacado novamente e em público. Mas a maior preocupação de Luke era exatamente os espaços e a frequências das ações do maníaco Ateu. A cidade de São Paulo estava sendo alvo de gozação. Um maníaco atacava de baixo dos narizes das autoridades. Existiam ali interesses políticos? Não, certamente não. A morte de figuras religiosas não afetaria e nem traria benefícios aos grandes líderes. O pano que enxuga o sangue não é o mesmo que lustra o dinheiro. Acreditava Luke. Mas era necessário pensar como o assassino. Já sabia qual seria o próximo alvo, certamente uma igreja Batista. Um membro, um pastor, um servo, seguidor, enfim qualquer um que seja praticante da instituição batista e da religião protestante. Havia ainda a busca para encontrar a punição que condenara as marcas nos corpos do exgeneral Leonardo Pataca, do seu filho adotado Daniel e da moça Lívia! Todos os centros e templos de igrejas batistas já estavam sendo vigiados por atiradores de elite da nação brasileira. Mas Luke sabia que isso não seria capaz de impedir os passos do maníaco. Sabia que tinha que agir rápido para não deixar imagens de incapacidade aos estados de segurança internacional. Estava torcendo para que o maníaco agisse de maneira rápida e errônea, para que pudessem desfrutar de aplausos e muita bebida, para continuar seu trabalho em busca de outros criminosos. Depois de certo tempo pensando L. Lector encontrou respostas em sua mente. Estava tudo tão obvio. Como de costume, tudo era uma questão de observação e fatos que de maneira linda iam se encaixando. Os outros integrantes do grupo já estavam ficando entediados. Passavam o tempo buscando informações de supostos passos do maníaco, que na maioria eram falsos. O celular de Luke começou a tocar, quando se saboreava de um maravilhoso vinho da Sicília (italiano), de marca Syrah Reserva anos 1982. Saboroso. Fora difícil interromper aquela degustação e aquela atenção ao televisor que demonstrava o especial da Segunda Guerra Mundial na Discovery Chanel. Mas era necessário. -Luke falando! Disse ao atender. -Senhor Luke, é a Milla, olha o senhor precisa vir para o laboratório. Não temos muitas respostas sobre maníaco, mas conseguimos entender o porquê o maníaco punira o exgeneral, seu filho adotivo e a moça. -Certo, estarei a caminho. Desligou Luke o seu celular.


Passaram-se alguns minutos e já chegara. Levando em consideração que o seu apartamento não era assim tão distante do laboratório. São Paulo Laboratório de Investigação Criminal de São Paulo 10h12min -Senhor Luke estava na hora. Demorou! Disse Robson. -Não te perguntei nada, meu caro Robson, mas obrigado por alertar ao meu atraso de percorrer cinco quarteirões a pé em 12 minutos e alguns segundos. Agora por favor, me mostrem a descoberta. Disse Luke enquanto já encaminhava à bancada de pesquisa de sangue de Milla Denister. Milla estava fabulosa. Com um béquer em suas mãos, óculos e vestes adequadas de uma cientista linda e competente. -Senhor Luke, Leonardo Pataca é o pai de Daniel Coelho. Disse Milla. -E? Já sabíamos disso senhorita. Disse Luke com face de sátira. -Mas não sabíamos que eram pai e filho de sangue. Sabíamos senhor? Perguntou Milla. -Sim. Eu sabia. Disse Luke. -Sempre soube- Continuou Luke- Eu sabia sim, tanto ele quando o filho que se diz adotivo tinham orelhas de com lobo solto. Que revela a presença de alelo dominante. O pai tinha, e a mãe não. O filho, portanto, herdaria do pai essa característica genética. Leonardo Pataca também tinha nariz curvado para cima, traços de gene recessivo. Característica da mãe. E a mãe tinha redemoinho do cabelo no sentido horário. O mesmo fora visto no menino. -Mas como o senhor sabia disso? Não teve muito contato com os corpos. Disse Milla com explicita chateação, devido ao tempo que se dedicara a descoberta. -Eu analisei nos primeiros contatos já na chegada. Minha suspeita de que ali havia sido um assassinato em família, quando descobrimos que a moça não trabalhava e mesmo assim tinha uma vida financeira invejada. Enfim a moça era certamente mãe do menino morto, na qual era o filho verdadeiro de Leonardo Pataca. Disse Luke enquanto interiormente se satisfazia com as faces deprimidas. Os outros integrantes ficaram o encarando. E Luke se saboreava com alguns goles de conhaque. Mas desejou continuar a explicação. -Lívia certamente era amante de Leonardo Pataca. Por isso o maníaco os condenara. O menino era fruto disso. O senhor Leonardo Pataca casado cometia adultério. Adotou o menino para não gerar suspeitas e se passar de bom homem. -Mas por que sabendo disso, não nos direcionou ou nos contou de imediato? Perguntou Zinne Zuberman, chateado e um pouco impaciente.


-Acreditem, eu não vos contei para deixa-los em sintonia com o trabalho. Para que não estagnassem seus interesses, curiosidades para com o caso. Não se conformassem com o tempo vago e nem procurassem prazeres banais. Disse Luke Mas era claro que aquela situação era embaraçosa. Um grupo de quatro pessoas levara semanas para concluir o que Luke sozinho concluíra em minutos ao lado de três corpos. -Senhores- Continuou Luke- Essas semanas em que o maníaco não agiu, o que fariam? Pensem. Ficariam entediados e buscariam outros afazeres e assim perderiam o foco. -O que fizera nestas últimas semanas? Fumou seu charuto enquanto assistia a filmes pornográficos Luke? Perguntou Oliver irônico e impaciente. -Não sou você senhor Oliver, que tem uma mira genial, porém um cérebro que só pensa em sexo depois do trabalho. Respondeu Luke dando uma piscadela a todos. -Sabemos então que o maníaco punira a todos ate ao momento. Pedofilia do padre, adultério do ex-general, dissimulação da moça ao lado do filho, corrupção do pastor, fornicação da filha e delinquência do filho. A próxima vítima será alguém religioso batista que comete pecados. Disse Milla. -Certamente. Respondeu Robson Hugh. -Mas não podemos determinar quando e onde. Disse Zinne Zuberman. -Devemos aguardar uma ação ao lado de um erro. Disse Luke. -Um erro, ele não falha, não perde, não descansa nunca! Disse Robson. -Deve ter um propósito maior do que simplesmente punir as pessoas e seguir marcas. Simplesmente ferir denominações. Talvez não sejamos tão inteligentes para enxergar o que ele nos quer mesmo mostrar. -Disse Luke -Eu só queria ter a chance de dar um ótimo tiro na testa desse maluco, antes mesmo que me explicasse qualquer coisa. Disse Oliver -Por isso uso o cérebro e não a força física. Disse Luke. O celular de Luke começou a tocar. E imediatamente o mesmo atendeu. Uma voz desconhecida e agitada do outro lado da linha começara a falar.


-Senhor Luke, meu nome é Luan Diogo. Sou policial do centro de segurança no bairro de Napoli de Gena. Napoli de Gena era um bairro italiano e totalmente nobre da cidade de São Paulo. Com influência europeia e latina, italianos e argentinos. Principalmente. Pizza e macarrão, e outras massas são iguarias inigualáveis desta região. Luke saboreava os vinhos deste local. -Mas o que aconteceu? Perguntou Luke apontando seu dedo indicador para toda a equipe já avisando que teriam trabalho. -Senhor, um crime horrendo. Aconteceu aqui em uma casa. -Casa? Interrompeu Luke. -Sim. Uma casa senhor Luke! Disse a voz do outro lado da linha. -Mas o nosso alvo ataca igrejas e templo e não casas, tem algum símbolo religioso no exterior da casa? Perguntou Luke. -Senhor Luke, desculpe lhe informar, mas não há sinais no exterior da casa. Respondeu a voz do outro lado da linha. -Então o caso não é nosso. Nem de nosso interesse. Querem nos lotar de trabalho, preste atenção rapaz... Gritou Luke impaciente. -Mas senhor Luke- Interrompeu Luan Diogo- A vítima é um senhor, cujo nome é... Baptista. A voz soou com uma melodia de morte tocada pelos instrumentos fúnebres e demoníacos do maníaco. Luke abaixou a cabeça, esfregou os olhos como se não acreditasse no que ouvia. -Certo, estamos a caminho. Obrigado por nos informar. Disse Luke. Desligou o celular. Pegaram seus pertences e saíram juntos para o local. Napoli de Gena Casa de Baptista Godin São Paulo 11h56min -Senhor por aqui. Já dizia um rapaz loiro e imperativo, levando o grupo ao local do crime. Ao chegarem se depararam com uma cena forte. Um senhor chamado Baptista Godin. Um missionário argentino protestante que frequentava a igreja batista do bairro. Esse senhor estava com o rosto desfigurado. Seu corpo estava fatiado em linhas transversais. Seus


órgãos estavam jogados no chão. Seu sangue estava negro. Estava com roupas de couro rasgados. E segurava pele de cobra na mão esquerda e uma foto na mão direita. -Qual foi à punição? Perguntou Milla. -Mentira e adultério. Respondeu Robson Hugh enquanto olhava a foto. -Como sabe? Perguntou novamente Milla enquanto já examinava o corpo. -A foto. Disse Robson enquanto entregando a foto nas mãos de Milla. Na foto estava a Senhorita Renata Santana mulher do pastor Henrique Santana (o pastor da igreja local) e Baptista Godin, deitados nus, cometendo uma relação sexual. -A foto- Continuou Robson Hugh- É o adultério. E a pele de cobra simboliza a astúcia, a esperteza, estratégia e a inteligência ousada de enganar. Ou seja, a falsidade. Mentira. -Como ele poderia saber disso? Como poderia saber que a mulher do pastor cometia adultério? Será que instalou uma câmera para conseguir a imagem? Como ele mata sem deixar digitais? Sem rastros? Perguntou Oliver. -Isso não é a questão. A questão é, por que ele punira apenas a Baptista? Ou seja, apenas a mentira. E a mulher, por que ainda está viva, se ela cometera o adultério? Ele falhou. Não conseguiu terminar o serviço! Disse Zinne Zuberman enquanto examinava os computadores da casa. -E aqui não tem nada! Gritou Zinne imediatamente. -Talvez ele volte para completar o serviço! E assim poderemos pega-lo! Disse Oliver. -Duvido muito! Ele não será tão tolo! Disse Milla. Várias fotos foram tiradas do local. Não fora encontrado mais nada. O sangue negro só estava acumulado no local onde o corpo se encontrava. Só puderam reconhecer quem era o sujeito morto, pelos documentos encontrados em seus bolsos. A identidade revelava que o nome dele era Baptista Godin Samuel. 37 anos de idade. Nascido em Bueno Aires. Argentino de origem. Era belo, tinha um porte físico invejável. Olhos azuis e era moreno alto e musculoso. Era um missionário que já frequentava a igreja a uns dois ou três anos, segundo outros membros que foram entrevistados no local. Na cena do crime, todos usavam uma substancia química em suas narinas para tirar o efeito fétido dos órgãos. -É esse ai não teve sorte! Disse Oliver.


Napoli de Gena Casa do pastor Henrique Santana 13h00min “Extra, extra o maníaco mata sua terceira vítima em menos de 1 mês!” Esse era o noticiário da Folha de São Paulo. O Veja trazia algo como: “A cruz continua a derramar sangue inocente!”. Uma analogia à crucificação com as mortes das vítimas, mortas pelo maníaco Ateu. A superinteressante, já adotava um tema sobre assassino serial. “Como pensa o lado negro da mente!”. O sol estava sobre o luxuoso bairro de Napoli, o cheiro de pizza e massas já frequentava as narinas de todos que estavam ali presentes. Era tudo tipicamente italiano. Um dia maravilhoso para tantas desgraças! Era preciso informar o pastor Henrique sobre o caso e lhe fazer perguntas. Um momento bem profissional. Era complicado dar notícias ruins. Mas fazia parte da profissão de Luke Lector. Era necessário. Para isso ele fizera uma coletiva, uma pequena entrevista, para coletar também mais informações, enfim matar dois coelhos com uma paulada apenas. Dar a péssima noticia ao pastor, de que sua mulher o traíra e coletar mais dados. LUK- Pastor, que ligação o senhor Baptista Godin tinha com a igreja? PAS- Ele era um missionário. O primeiro que a igreja adotou em anos de existência! LUK -E o que ele representava? PAS- Sinal de respeito e autoridade. Estava fazendo um ótimo trabalho de evangelismo e propagação da palavra de Deus a todos os habitantes dessa região. Ajudava as crianças com projetos de leitura e esportes, os idosos com visitas frequentes a asilos, ajudando doentes, com visitas constantes a hospitais próximos. Ajudando os deficientes, com apoio total à APAE, que tem nas proximidades. Enfim sinônimo de trabalho para a obra. LUK- Ele tinha muitos inimigos? PAS- Muitos. Todos que não fossem membros de nossa igreja. LUK- Seja mais preciso, como assim? PAS- Dentro de nossa religião protestante, existem diversas denominações, e existe uma guerra para acomodar membros. Enfim, uma luta entre as próprias igrejas da mesma “religião”. As igrejas lutam entre si para conquistar mais almas e se tornarem celeiros de conforto e feiras de salvação. Como o senhor Baptista era a imagem centro de nossa instituição na área missionária e como tinha muita influencia, o número total de membros crescia a cada semana. Isso gerava inveja, ódio e até mesmo desejo de vingança pelas outras igrejas. Entende? LUK- Não. Mas não é o caso. Enfim, o senhor faz alguma ideia de o porquê ele fora alvo do maníaco Ateu? PAS- Como eu disse ele era quase como um ídolo, uma imagem a ser seguida. Mesmo sendo argentino e com um linguajar meio que portunhol, ele era muito querido. Então é obvio que essa descoberta fere a todos nós. Nossos membros! Não entendo. Com as descobertas concluíram que o pecado que ele cometia era a mentira e o adultério. Mas


onde se encaixa essas mentiras? E o adultério? Ele não era casado. Então eu acho que o maníaco errou na “punição”! A voz do pastor demonstrava total abatimento e chateação com o acontecido. LUK- Talvez. Ele não era casado, não tinha filhos. Encontramos um filme, um DVD dentro corpo dele, o senhor sabe de algo que ele escondia dos senhores? PAS- Como eu o disse, ele era símbolo de respeito e integridade. Não reconheço nenhum pecado que ele cometia a não serem esses dois que nos foram revelados, mas sem prova alguma. LUK- Qual a ligação entre ele e sua mulher, pastor? Ao ouvir isso, o pastor Henrique logo o encarou de imediato e sua expressão foi de surpresa e ira mescladas em uma só face. PAS- O que quer dizer com isso senhor? Não existem ligações. Eram apenas bons amigos, por quê? Luke mostrou-lhe a foto. Em anos de trabalho, nunca havia se surpreendido daquela maneira com a reação de um homem. Ele esperava que o pastor fosse enlouquecer e irarse, negar, esmurrar a porta, vidros, mas nada fora feito. O pastor observou a foto e calado ficou. Como se não estivesse surpreendido. Calara toda a dor que estava dentro de si. E se retirou do local. Sem nada dizer. -Lamento sua dor. Sussurrou Luke em vão, enquanto via o pastor já distante. -Quero falar com a senhora Renata Santana. Exatamente, imediatamente! Leve-a ao meu gabinete às quinze horas em ponto. Disse Luke já com seu celular em mãos. -Sim senhor! Respondeu Oliver Dean. Centro de Investigação Criminal do Estado de São Paulo Sala do Dr. Luke Lector 15h00min Oliver recebeu ordens de aguardar fora da sala. Assim Luke poderia conversar tranquilamente com a senhorita Santana. Ele ligou um gravador e iniciou as suas perguntas à senhora Renata. LUK-Senhora Renata, quero saber a quanto tempo tinha relações com Baptista. REN- Há alguns meses. LUK-A senhora não se arrepende de ter traído seu marido? Logo lágrimas começaram a correr sobre o rosto da mulher. Luke podia ver além de algumas palavras respondidas friamente. Sabia que não era só traição, algo estava por trás de tudo isso.


REN-Não me arrependo de nada do que fiz. LUK-A senhora sabe se alguém ameaçava seu marido Baptista? Renata logo se enraiveceu com a ironia de Luke. Mas respondeu de maneira educada, como uma mulher de pastor deveria fazer. REN- Olha senhor Luke não o conheço suficiente para julga-lo, assim como o senhor não me conhece o suficiente para me julgar! LUK- Preciso de sua colaboração, se não for por seu marido, que seja por nossa busca. Para encontrarmos esse maníaco que acaba de ferir a três pessoas. O senhor Baptista pela morte, o pastor Henrique pela traição e pela senhorita por vergonha na cara. REN- Não tenho vergonha do que fiz!!! Gritou a moça com chamas de raiva nos olhos. Lágrimas jorravam de seus olhos. REN-Acredite-Continuou ela apanhando uma caneta e um pedaço de papel- Eu fiz porque estava sedenta por sexo, um sexo carnal que meu marido não poderia me dar. Após dizer isso entregou o pedaço de papel a Luke e começou a chorar calada. Sua face revelava o que suas palavras não podiam dizer. Luke leu e imediatamente entendeu. Sabia que seu sentido aguçado não o enganara. No papel estava escrito “Ele está ameaçando meu único filho”. O maníaco Ateu estava ameaçando ao filho do casal! Ela certamente não traíra o marido. Fora forçada a ter relações sexuais. Por isso continuava viva e seu único filho também. Não podia morrer, pois não havia cometido pecado algum. Fizera tudo por amor ao próprio filho. 13-07-2003 Algum lugar de São Paulo- 10h20min Sala do Dr. Paulo Rosa Psicólogo para profissionais Era uma sala muito aconchegante e colorida. Cores variáveis. Muitos livros em uma prateleira, uma bela foto de Sigmund Freud sobre a mesa. Algumas balas e clips. Nas paredes quadros de Da Vinci, obviamente cópias. E alguns certificados, nada muito exagerado, afinal o Dr. Paulo Rosa era realmente um profissional de talento e renome. Tinha seus méritos por aconselhar os melhores profissionais de todo o Estado de São Paulo. Era mais uma sessão com seu paciente predileto. O presidente da Investigação Criminal de todo o Estado. Luke Lector. Como sempre mal humorado, mascando um chiclete e com um celular no bolso que tocava a cada dois segundos. -Senhor Luke, tem dormido bem? -Tenho sim! Na verdade tenho várias vezes acordado na madrugada e sentido uma forte dor de cabeça, mas nada muito assustador, apenas umas duas ou três vezes por semana. Tomo um remédio e caio no sono novamente. Não sei no que essa informação vai me ajudar, mas tudo bem. -Deixa que eu resolva isso. Com que frequência isso ocorre senhor Luke?


-Umas duas ou três vezes na mesma noite! -E o que te acorda? Algum barulho incomum, sonhos, as dores? -Não importa, mas me vejo como um louco a um ponto de explodir e matar alguém. Não vou chorar doutor. Mas quero mesmo é ver as outras pessoas chorarem. Sabe a morte de minha família conseguiu abalar as estruturas de meu ser. Quero matar o desgraçado que fez isso com meus familiares. -Senhor Luke, não quero manda-lo para um hospício e nem para uma clinica de reabilitação emocional. Não precisa fingir estar a um ponto de explodir apenas me diga a verdade. Luke achou graça da inteligência do doutor, resolveu, portanto “colaborar”. Começou a falar em tom sério e auto. Até mesmo meio agressivo. - Acordo com vozes. Vozes que me culpam. E é um coro infernal de meus familiares a me julgar por ser um bom profissional e fico puto com isso, mas doutor estou há um ano e alguns meses com o senhor e porra nenhuma tem melhorado. Enquanto te pago duzentos reais para ficar ai repetindo coisas que devo fazer, pensar e agir. Cansei de ser apenas um rato em sua gaiola. O que é isso? Um filme? Onde consigo me perdoar e dizer ao mundo o quando as pessoas são boas? Não! Todos somos vermes e esses assassinos são apenas vermes corajosos. Têm coragem de ferir aos vermes! E o que eu faço? Sou o verme da justiça! Somos podres, egoístas, capitalistas, arrogantes, tolos, ignorantes, ambiciosos e sujos. O que nos difere? Nada. Então doutor, não fique ai sentado me culpando por não dormir as noites, por desejar matar o verme que matou a minha família, me culpando por sonhar com sangue, com guerra, se meu objetivo é ver as ruas de São Paulo respirar a paz e florescer em amor e harmonia entre os cidadãos. Todos têm podres, mas uns podres fedem mais. Basta! Disse Luke já quase se retirando do local. Mas antes que saísse o psicólogo Dr. Paulo Rosa disse: -Lhe dou meu último conselho, é obvio que não sou uma rosa, sou espinhos, mas mesmo assim quero lhe dar um ultimo conselho. -Diga “Dr. Espinhos”. Disse Luke ironicamente. -Muitas vezes as pessoas que mais amamos e que mais no amam nos matam pouco a pouco. É o seu caso filho. Não foi o assassino que matou sua família que está acabando com o seu emocional, mas sim a morte de seus entes queridos, eles estão te matando. Vingar a eles não os trará de volta, te rebaixará ao nível do próprio assassino. Apenas isso. Luke sorriu, pegou um cheque, escreveu a quantia de cem reais e disse: -Esse conselho custou duzentos reais. Mas pago cem agora! Talvez um dia eu me lembre dele para que eu me lembre também de minha dívida dos outros cem reais que eu o devo. -Não é o dinheiro que me encanta senhor Luke. É o porquê do motivo que me pagam! Modelos vêm aqui e reclamam de serem gordas, mesmo sendo magérrimas. Ricos choram porque seus filhos pensam em drogas, mas não porque os filhos morrerão de overdose, mas sim porque esses filhos não saberão herdar e gerenciar a fortuna que será a eles enviado. Vejo senhoras chorarem por seus maridos mortos há anos, por saudade e amor.


Vejo senhoras chorarem pela morte de seus gatos e cachorros. Enfim o dinheiro não é nada quando estamos sós. Disse o Dr. Paulo Rosa dando uma piscadela a Luke. Luke jogou o cheque no chão e se retirou. Aquela fora a ultima vez que entrara em uma sala de um psicólogo. Algum lugar de São Paulo - Green Palm Apartamento de Luke Lector 16h23min Luke estava sentado em uma poltrona velha, saboreando um vinho na promoção, um Tignanello, o famoso vinho marquês. Mas alguns pensamentos estavam borbulhando em sua mente assim como as bolhas do vinho. Um tempo longo se passou enquanto Luke Lector caçava as ideias adequadas para sua própria teoria sobre a loucura de seu alvo. Como um quebra cabeça, foi encaixando as peças para entender e interpretar de maneira correta a charada com o que tinha acabado de ler no bilhete escrito por uma mulher que não poderia dizer ao seu marido o que se passava. Pois certamente o maníaco vigiava os passos de suas cobaias. Enquanto isso, Milla Denister estava ainda no laboratório analisando o corpo de Baptista Godin Samuel. Ela podia perceber mesmo que ele era musculoso, atlético e fisiologicamente considerado bonito para um argentino! Já Zinne Zuberman, pesquisava na Biblioteca virtual ZZ. Criada por ele mesmo. Um programa que encaixa possíveis ligações entre as palavras. Números e símbolos. Um programa comprado pelo FBI e pela NASA, patenteado por ele. Era possível decifrar códigos quase que indecifráveis, invadir sistemas impenetráveis e surpreender os mais fortes hackers de defesa do mundo. Kripkos ZZ. Era possível digitar ali a charada e algumas partes praticamente serem decifradas e interpretadas. Oliver Dean estava no treino de tiro ao alvo. Na academia de policia próximo ao museu do MASP. Robson Hugh estava com um livro nas mãos. Abaixo da capela Cristo Rei. Uma igrejinha quase que barroca no centro da grande São Paulo. Ele parecia estar fazendo uma oração e ao mesmo tempo algumas anotações em sua bíblia. Luke Lector permanecia calado e distante, até que uma voz soou em sua mente. Era a voz de seu psicólogo Dr. Paulo Rosa dizendo: -Muitas vezes as pessoas que mais amamos e que mais no amam nos matam... Um impulso de adrenalina correu por suas veias, seu sangue correu para todos os cantos de seus membros de movimento e ação. E sem muita demora ligou para Oliver. -Oliver, onde está o pastor Henrique? -Não sei senhor, talvez em casa se resolvendo com a esposa “safada!”. -Oliver, quero que vá a Napoli de Gena. Rua Siqueira. Número 1987. É a casa do pastor Henrique Santana. E mande reforços ao local! -Por que senhor? -Não pergunte, vá agora!


Disse já desligando o celular e correndo imediatamente para o local onde estava o molho das chaves. Oliver desligou o celular e fez o que Luke Lector o ordenara. Já Luke do outro lado da cidade, pegou seu Corolla preto, e saiu em alta velocidade para Napoli de Gena. Alguns minutos se passaram até chegar ao local. E já sabia. Era obvio que o maníaco Ateu não retornaria ao local para fazer com que a vítima pagasse por seus pecados. E essa vítima não era Renata. Era... Napoli de Gena. Rua Siqueira. Número 1987 17h10min Várias viaturas da policia e um policial em especial com o áudio fone em mãos. Era possível ver que no interior da casa o pastor Henrique com uma arma em mãos visivelmente fora de si, ele estava perturbado e irado. Ele gritava coisas incoerentes, estava tão irado que seus pensamentos eram desordenados. Estava tão fora de si que não enxergava a situação. A pessoa que jurou votos de amor incondicional, na qual trocara sua aliança e regou as flores de suas promessas. A mulher que havia jurado amor eterno. E agora ela estava com uma arma no pescoço com lágrimas a cair sobre o seu rosto. Luke Lector e seu grupo assistiam horrorizada aquela cena inesquecível, Lector sabia que tinha errado e falhado. Sabia que o maníaco acertara em cheio. Tinha enganado sua mente treinada a tempo de bagagem de investigação criminal. -Eu não disse para ficar de olho nele? Perguntou Luke irado. -Não senhor, apenas nos mandou chamar a esposa dele! Respondeu Oliver. -É ele foi fantástico! Apenas sussurrou Luke. -Quem foi fantástico? Perguntou Oliver Dean, que estava mirando sua arma ao pastor Henrique. -O maníaco Ateu foi fantástico! Disse com certo êxito em sua voz. -Senhor, eu tenho um tiro limpo! Quando o senhor disser! Disse Oliver Dean. Tiro limpo é a definição de alvo na mira. Sem nenhum obstáculo que interfira o resultado fatal do tiro. Era o momento de Oliver demonstrar seu dom, o dom de punir suas vítimas com belos e precisos tiros. Era suave e rápido. O pastor Henrique nem sentiria, certamente. -Oliver se o matar, estará punindo-o. Punindo-o por não confiar em sua amada esposa! Disse Luke. -Como? Mas e a moça, ela morrerá se eu não o fizer! Perguntou Oliver concentrado até a última energia de um atirador de elite. -A moça fora obrigado a se deitar com Baptista. Fora ameaçada pelo maníaco. Ela diz a total verdade. É irônico ser reflexo de um assassino. Então atire.


Disse Luke sem a menor sensibilidade. Como um cão treinado, Oliver não aguardou nem alguns segundos e já atirou. Como se não se importasse com nada antes dito por seu patrão. Apertou o gatilho com rapidez e força. A bala viajou uma longa distância de alguns trinta metros em alguns milésimos de segundo. Foi cortando os ares como um bisturi facilmente perfura outros objetos. A única coisa que pode ouvir foi o maravilhoso ruído dos fragmentos da bala estraçalhando seu alvo. Bem na caixa craniana. Do rosto do tal pastor os miolos do cérebro ilustrava a varanda. O sangue negro e grosso tinha um odor forte característico. Era o cenário perfeito desenhado pelo Ateu. Renata estava com uma expressão interessante. Uma expressão de alívio por se livrar de um louco e ao mesmo tempo, de tristeza profunda por saber que o suposto louco era o “amor da sua vida”! Enfim o louco Ateu sabia jogar dados com os sentimentos de suas vítimas pecadoras. Ele acabou de tornando um justiceiro e vingador de pessoas comuns que seguiam certa religião. Luke logo podia ouvir uma voz interna que dizia a frase de seu psicólogo Dr. Paulo, sobre as pessoas que amamos são exatamente as responsáveis por nossa morte. E neste caso, o filho de Renata cujo pai pastor Henrique tanto amava, era responsável! Henrique morreu por seu próprio filho. O celular de Luke logo começara a tocar. E uma voz eufórica do outro lado da linha gritava. Era Zinne. -Senhor Luke, ele nos deixou uma pista. -Que pista? -É uma charada. Estava grego para mim. Mas ao colocar em meu sistema de codificação, ficou razoavelmente entendível. Se isso lá existe. -Qual é a charada? -A charada é: “Se Deus é por nós quem será contra nós? A resposta é: O maçom protestante e corrupto!”. -Quero que avise as autoridades e a mídia que fizemos uma busca em grupos maçons cujos seguidores são lideres de expressão de alguma igreja independente. E que concluímos ser o pastor da igreja “Por ti sou salvo”, na Rua Andaló Alvez. -Sim. Mas é sábio informar as mídias? O maníaco vai ver! -Faça isso! Disse já desligando o celular. Na mente de Luke Lector. Agora A mídia é a ferramenta mais utilizada para despistar centros de investigação criminal. Se o maníaco jogara aquela charada tão decifrável, ao ponto de uma criança decifrar é porque ele certamente quer despistar todos que estão atrás dele. Quero que ele pense que acreditei na charada. Mas por quê? Certamente quer agir mais rápido! Qual é o motivo dessa pressa, levando em consideração que sempre fora paciente e pouco precipitado? Está ele planejando algo? Claro que sim. Se eu fosse o maníaco queria que todos perdessem o foco principal. Que de fato é ele mesmo. A igreja independente mais a maçonaria nada mais são do que pistas de alienação. Impulso para que eu me concentre em outras coisas senão nas ações do artista. Pedindo a


Zinne que coloquem na mídia nossas ações, podemos fazer com que o maníaco relaxe e pise em falsas acomodações, pensando que estamos distantes. Pela charada, fica claro que ele quer que nos concentremos em um líder maçônico cuja crença todos pensa ser protestante. Mas ele se enganou pensando me enganar. Na verdade ele quer espaço. Ele sabia que decifraríamos a charada e iriamos correndo para Andaló. Onde se encontra o pastor Jonas Cifrão. Um pastor que tem uma emissora própria e deixou escapar em rede nacional que era maçônico. Na ocasião desmentiu dando a desculpa ser apenas uma brincadeira de mau gosto. É obvio que nenhum protestante que assistia no momento gostara do que ouvia! Com nós certamente pensaríamos que o maníaco iria fazer justiça. E que Jonas seria seu alvo. Mas agora capturei você seu verme. Xeque mate! 1 dia depois. Centro de Investigação Criminal do Estado de São Paulo 21h00minh Em muitos jornais já saía à notícia de que a policia de São Paulo já sabia qual seria o próximo passo do maníaco Ateu. E que certamente iriam captura-lo. -Uma etapa já foi preenchida! Disse Luke Lector com um sorriso no rosto. -Como assim senhor? É obvio que ele não aparecerá no local. Toda policia de São Paulo e mais o FBI estarão lá. -Exato Milla. Por isso que vamos dar o xeque mate. E amanhã será o dia de vermos nossas ações recompensadas com uma grana preta em nossas mãos. -Como pode ter tanta certeza? Perguntou Robson. -Fé. Disse ironicamente Luke Lector. -Nos diga qual é o plano. Falou Milla impaciente. -Sentem-se todos. Pediu Luke, já pegando uma lousa branca e um pincel preto. Quero que prestem atenção. Sou um maníaco e quero matar. Mas percebo que todas as mídias e policias do continente estão em minha cola. O que eu faço? Certamente poderia desistir de minhas vítimas, mas supostamente sou orgulhoso de mais e algum descargo de consciência me diz que não é esse o caso, então eu poderia muito bem usa o feitiço contra o feiticeiro. Usando a mídia despistar aqueles que me seguem. Como? Obviamente enviando uma mensagem falsa. Uma pista falsa para o local que supostamente eu atacaria. Mas um local distante. Distante de onde eu faria minha vítima. Entendem? -Então o senhor diz que... -Não estou dizendo, estou afirmando. Disse Luke interrompendo Robson. -Agora quero que vejam a charada. Onde fica Andaló no mapa de São Paulo?


Exatamente neste ponto aqui. Ao sul. Bem próximo a Igreja de Santa Lúcia, certo? Neste ponto aqui. A cada local que ia se referindo Luke rabiscava em sua lousa. -Onde fica a Avenida Pinheiros XIX? -Ao leste. Disse Milla quase sussurrando. -E onde fica Napoli de Gena? -Ao oeste. Responde Zinne Zuberman. -Então se eu quisesse despistar enviaria todos para Andaló, mas eu atacaria do outro lado da cidade. Que supostamente seria nesta região aqui. Ao Norte. Certo? -Sim. Mas o que isso significa? Perguntou Robson -Brincadeira de criança. Una os pontos! O que forma? -Uma cruz de ponta cabeça. Recitou Oliver em voz extremamente baixa quase que com medo de errar. -Exato. É o símbolo dele. Ridículo, infantil, mas ao mesmo tempo genial e um barato. Disse Luke sorrindo. -Então o senhor acha que o pegamos? Perguntou Milla. -Tenho certeza. Temos o local. O lugar e a pessoa que será atacada. Disse Luke Lector. -Então diga! Disse Oliver. -Igreja Independente da Primavera. O pastor é Cristiano de Jesus. Irônico não? -Como sabe? Perguntou Oliver. -É simples, na região Norte é a única independente que tem. E obvio que pesquisei. -Infelizmente só não sabemos a data e a hora. Disse Zinne Zuberman. -Claro que sabemos. Será amanhã as 21h00min. -Mas como pode ser tão exato? Perguntou Oliver. -Não sejam céticos. Deixei a parte mais interessante para o final.


Responda-me Robson, qual era a língua que todos os teólogos, padres e pastores deveriam saber para caso se deparar com alguma escrita antiga? -Latim. -Exato. Agora quero que listem o nome das igrejas que sofreram os assassinatos. Santa Lucia, Universal, Batista, e Independente. Certo? Seguindo a lista que o maníaco seguiria. Mas como iremos capturá-lo então ele não conseguirá completar sua frase. -Frase? Perguntou Milla. -Zinne coloque nesta ordem retirando as letras maiúsculas e acione para traduzir em latim. Qual é o resultado? Zinne então abriu seu notebook e colocou a frase em seu programa de tradução. E a tradução em latim saiu: A partir deste valor que estão sendo o sal de uma igreja, está sendo a primavera para Santa Lucia. -O que essa frase significa? Perguntou Milla. -Ouçam com atenção. A partir deste valor (vidas) que sendo o sal (salario, troca, cordeiro) de uma igreja, está sendo para Santa Lucia uma primavera (suave). Enfim, vejam senhores que as mortes das igrejas protestantes estão se tornando motivos de alegria para as igrejas católicas como a igreja de Santa Lucia. E as protestantes se alegram com a desgraça da católica. Demonstrando assim a total ausência de inteligência dos homens que querem demonstrar sua forma de amor a Deus matando uns aos outros. Enquanto Deus apenas assiste de camarote e sorri do sangue derramado. Ele que provar que o ser humano é livre e que, portanto, não existe um deus! -Mas não faz sentido algum. Que coisa de louco. Disse Oliver. -Exato. Agora estamos pensando de acordo com o maníaco. Perceberam que as igrejas estão no contexto da frase, as vidas que foram mortas pelos pecados que cometeram, o salário, a guerra entre as igrejas, e o nome da primeira igreja e da ultima igreja a ser atacada. Santa Lucia e Primavera. Disse Luke Lector. -Mas isso não responde as horas e nem o dia exato em que o maníaco irá atacar! Contrariou impaciente Robson Hugh. -Pensei que pensassem mais rápido! Vejam que ele despistou há todos um dia ou dois antes do culto, que necessariamente será amanhã as 21horas! Enfim a única peça que me falta para encaixar é o porquê de tanta pressa! Disse Luke tentando entender o desespero do maníaco em fazer outra vítima sendo que ele simplesmente estava em um campo de guerra. Já era sábado. Certamente o assassino agiria no domingo. Faria mais uma vítima. O porquê do desespero de matar não estava bem esclarecido. Talvez fosse uma meta individual, nada muito significativo, mas se tratando de vidas em risco na mira de um assassino de alto grau como o maníaco Ateu.


Luke já tinha dado seus comandos. Oliver e ele (Luke) entrariam no templo armados. Milla e Robson seriam um casal cujas mãos teriam uma bíblia sagrada. Mas também estava armados. Já, Zinne daria um jeito de filmar todos os cantos do templo com seu laptop em mãos. Estavam todos ansiosos. Não dormiam. Apenas fechavam os olhos. Sonhavam com imagens capturando o maníaco, mas não passava de um desejo inconsciente muito desejado, mas pouco real. Era o momento. Seria o dia D. Dia da captura. Ou simplesmente poderia ser um desastre total, o maníaco fugiria, Luke seria demitido, o grupo inteiro deixaria de ganhar muito dinheiro, dinheiro esse que agora estava próximo bastava à equipe não errar. O maníaco estaria à vontade em uma igreja com aquela. Com muitos membros e poucos policiais, certamente iria agir... -Todos que morreram praticaram um pecado. Existe algum tempo cronológico para o intervalo de morte para morte, pecado para com pecado? Perguntou Milla. -Ainda não, mas se existir encontrarei. Respondeu Zinne com seus dedos tencionando de maneiras quase que desordenada sobre o teclado do PC. Já era noite de sábado. Quando todas as mídias começaram a transmitir que as autoridades de São Paulo estavam focadas no assassino serial. E que a policia daria o xeque mate ainda nesta semana. Certamente esse noticia fazia com que maníaco sorrisse e gargalhasse da ingenuidade das pessoas. Apenas quem vive no sistema conhece que em merda quando mais se meche mais fedida se torna. Só quem é policial ou investigador, sabe levantar argumentos de o porquê o sistema é corrupto. Sujo, infiel e desumano! Domingo Igreja Independente Primavera –Norte de São Paulo 21h00min Era uma bela noite de verão. A lua estava minguante. Não era exatamente adequado para matar, roubar ou nem sequer ferir alguém. Era uma noite agradável, com uma temperatura considerável agradável. A igreja era do lado de uma praça toda iluminada com lâmpadas a leds. Algumas crianças brincavam no parquinho. Outras já usavam roupas mais sociais, para adentrarem ao templo. Milla e Robson entraram de mãos dadas, Robson com um terno de cor azul escuro, belo penteado, gravata cinza, com um sorriso no rosto, nada muito diferente do sorriso que se vê nos crentes. Já Milla estava esplêndida. Com um vestido de cor vermelha, calçados pretos e cabelos soltos, estava bela e concentrada, muito séria. Zinne estava em um dos bancos da praça. Com seu sistema de monitoração conseguiu invadir o sistema de câmeras de segurança da igreja, logo qualquer movimento estranho e suspeito, seria comunicado aos outros integrantes do grupo. Luke e Oliver estavam no meio da platéia, enquanto Robson e Milla estavam mais a frente, todos ficavam avaliando qualquer possível suspeita. Mas nada. Seria tudo falta de interpretação por parte de Luke? Seria o maníaco louco o suficiente para dizer a todos sua localidade? Quando essas perguntas nasceram na mente de Luke Lector, logo alguns movimentos estranhos começaram a ocorrer. Primeiramente um homem de terno escuro e óculos marrom, que estava sentado próximo a uma moça, se retirou do templo. Não seria nada de mais se caso esse rapaz não estivesse sentado ao lado de uma moça muito conhecida por eles. Raquel, a mulher cujo filho estava sendo ameaçado. Luke percebeu e observou o casal (Renata e seu filho) no banco e aguardou ansiosamente por aquele homem que não mais retornara ao templo. Estaria o maníaco suspeitando de algo e se retirou do local o quando mais rápido? Ou estaria bolando um plano para suas ações?


O culto prosseguiu, e nada de muito estranho ocorreu. O homem de terno não voltara. Não se sabia quem era esse homem de terno. Passaram-se os cânticos e hinos, o momentos dos dízimos e da oferta, então abriram espaços para as testemunhas. Seria coisa menos sábia daquela noite... Domingo Igreja Independente Primavera 22h10min Ele sentia suas mãos soarem frio. Sua voz estava suave. Começou a contar seu testemunho a todas as pessoas que estavam sentadas na platéia de membros. Observou cada rosto e começou a pronunciar seu testemunho: -Igreja, venho através de esta situação doar a vós a voz da experiência que tive. Várias experiências por sinal. É lamentável que sejamos tão imundos e porcos, que não somos capazes de discernir a loucura da ambição com o a mansidão da necessidade. Matamos a quem amamos para satisfazer aqueles que nem nos conhece. Naquele momento Luke começou a perceber que algo mega horripilante estava para acontecer. “O maníaco Ateu dando um testemunho?” Impossível muito jovem para ser um serial killer. Muito meigo para ser um assassino. Era um anjo para ser comparado com o diabo. Mas ele continuou com seu discurso religioso: -Deus não deseja que sejamos conformistas, livres para nos tornar escravos. E bla bla bla! Enfim senhores isso é um ciclo vicioso e provarei a todos que estou certo. Todos têm pecados... -Senhor é ele não é? Perguntou Milla, já sabendo que quem estava ali palestrando a sua frente era de fato o assassino mais procurado e temido do território nacional. -Sim, vamos aguardar! -Mas senhor ele pode simplesmente fugir! -Não irá. Ele é orgulhoso de mais para isso. O rapaz continuava a narrar sua história e fé: Senhores, o que temos é um atrativo de Deus para nós o que nós possuímos e o que fazemos com isso é o presente nosso para Deus. Fiquem atentos, e lembre-se, ele é apenas um garoto tenham cuidado. Fazia tempo que Milla não orava. Mas naquele dia, ela orou. Orou, pois muitos valores na vida dela estavam em jogo. Em aposta. Mas no meio da oração, uma voz que vinha do púlpito da igreja, revelava uma identidade! Luke logo pegou sua arma e apontou para o maníaco. Que dizia freqüentemente: “Sou aquele que mata por justiça, que anula os pecados, que deveria ser perdoado por meus pecados. Hoje terei a chance de me redimir”. -Não apontem para mim, se não o garoto conhecerá os céus. Perdoem-me, por ter matado, um padre e dois pastores. Seus filhos e filhas. Fora um trabalho simples. (Sorriu), mas quero que me perdoem.


Não sou um monstro, sou apenas um leitor que quer entender a fundo os conceitos da bíblia. Alguém que quer equilibrar todo o sistema. Se pecam, então excluímos os pecadores. Ao dizer isso, fez um movimento acelerado com as mãos, como se fosse pegar algo embaixo do púlpito. Luke deu a ordem para que ele ficasse quieto. Apontando sua arma em direção ao maníaco ateu, este não respeitou mesmo na mira de uma arma, com o movimento, Oliver lhe de um tiro que acertou a garganta do jovem rapaz. Toda igreja entrou em gritos eufóricos de desespero. Luke gritava “Saiam, saiam!”! Correu até o maníaco que estava no chão, uma cruz de ponta cabeça sobre seu pescoço. Uma lama de sangue negro ao lado do corpo. O maníaco estava sorrindo, em uma de suas mãos, estava um pequeno controle. Na qual ele apertara um botãozinho verde de ação. Tudo estava um caos, as pessoas corriam em todas as direções, curiosos corriam para ver, fotos para introduzi-la em salas de debates virtuais sobre assassinatos. -Chamem a ambulância! Ordenou Luke Lector. Foi muito fácil! Disse Luke Lector. -Ele era só um garoto. Disse Oliver. Mas um grito estrondoso veio de fora do templo. Quando saiu, Luke logo pode ver Renata chorando desesperada com seu filho nos braços. Estava com metade da massa encefálica para fora do crânio. -Microchip de gatilho explosivo acionada a um sensor de batimentos cardíacos. Disse Luke Lector se referindo ao acontecimento. Renata apenas se debatia no chão. Chorava muito e, irada queria agredir Lector e seu grupo por supostamente serem culpados por terem matado ao maníaco. Ao matar o maníaco o sensor cardíaco ativou o microchip que estava introduzido no cérebro de seu filho. Seria o fim? O fim de uma busca implacável por um assassino frio e cruel que não passava de um menino? O que faltava? A única resposta que fora respondida com certeza foi à última. O que restava de fato? Milla logo responde: -Vamos identificar quem ele é. Conseguir o documento de identidade. Todos devem saber quem foi esse monstro. -Concordo plenamente. Disse Oliver com um sorriso no rosto. Tudo ainda estava um tumulto. Sangue, choro, desespero, diálogos sem sentido algum, tudo fora dos esquadros e padrões. Porém o objetivo fora comprido. Capturar e matar o assassino Ateu! Para ver a ficha criminal e saber quem foi é o Maniaco Ateu basta acessar ao site http://www.wix.com/nerdcritike/maniacoateu E clica em: Ficha Criminal


15horas depois Palácio Nacional do Exército Militar Centro de São Paulo Segunda feira Cerimônia de premiação das medalhas de honra “Extra. J7 mais conhecido por Justiça Perfeita captura e elimina o Maníaco Ateu. O assassino que tem feito muitas vítimas em nossa cidade, todos relacionados com o campo da religião!”. “Grupo comandado por Luke Lector captura Ateu Killer!” “J7 consegue identificar Maníaco Ateu!” Manchetes como essas não eram satisfatórias, eram necessárias. O grupo mereceu depois de dois meses e alguns dias de muito trabalho. Mas o líder precisava discursar. De alguma maneira ou de outra. Era preciso levantar ali os dados característicos do assassino, planejamento, estudos, que tiveram na captura. Após passar por uma avaliação técnica e cientifica, o cérebro do maníaco fora doado para estudos e pesquisas, para a USP. Verificar se existia alguma diferença entre o cérebro de um psicopata com o de uma pessoa normal. -Ficou fácil trabalhar com um grupo tão competente como o que possuo. O J7 é a união de profissionais não só competentes intelectuais, mas emocionalmente também, que suportem tensão e pressão psíquica, que consigam adquirir bagagem emocional. Lamentamos as perdas. Fizemos nosso máximo e nos entregamos por completo para capturá-lo. Não merecíamos essas medalhas, pois tudo nada mais passa do que uma obrigação nossa! Sei que é um momento difícil para as famílias que perderam tudo. E todos. Mas lembrem-se, sangue também pode regar flores, enfim, qual será a decisão de vocês? Façam com que os sangues dessas vítimas reguem flores de esperança e paz em nossa cidade corrupta e má! Espero que possam vencer esse momento tão cruel que estão passando, façam deste momento uma grande lição, um ensinamento para que nosso mundo seja menos ímpio e mais justo. Jovens, estudem para se tornarem cidadãos dignos e bons. Para que nosso país seja visto com o cenário de paz e justiça. Agradeço a todos vocês! Vários aplausos podia-se ver sorrisos nos rostos de pessoas que estavam destruídas pelas perdas. Sentir esperança em um deserto de dor. -Na verdade- Continuou Luke Lector- Agora o J7 passará por uma reformulação, novos integrantes serão adicionados à equipe. Pois iremos à busca de outro assassino. Ao dizer isso, todos pararam de falar, os fotógrafos abaixaram suas máquinas, os telejornais retiram seus jornalistas, e todos se calaram. Apenas a voz de Lector no microfone. - Capturaremos um assassino cujo apelido é... FIM

Os homens que fizeram Deus lacrimejar  

Uma bela obra que une a vingança e a justiça!