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A Utilização do Mapa Conceitual Conceito de Mapa Conceitual


A idéia da construção de mapas conceituais vem da necessidade da apresentação de um texto, utilizando de metodologia criativa e através das novas tecnologias. Isto tem colaborado para alcançar maior motivação e interação entre professor e aluno. Para cursos EAD ou palestras, são muito úteis para uma maior explanação e melhor cognição. Os mapas conceituais são úteis para a elaboração de material didático em Hipermídia, cuja estruturação foi baseada na teoria de aprendizagem, podem ser usados recursos como som, imagem, texto, para servir de ligação entre os conceitos existentes e as novas informações apresentadas como pontes cognitivas, fazendo ligação entre o conceito que o aluno já possui e os novos que ele precisa saber. ( Moreira, 1993, p.14 ). O objetivo principal é elencar vários temas organizados em mapas conceituais, de forma que a informação e o conhecimento sejam difundidos em ambiente digital com aplicação prática por meio de software livre.    


1.1 Mapa conceitual: conceituação, importância e exemplificação


1.2 Mapas Conceituais: Origem, Conceitos e Tipos

A construção de mapas conceituais surgiu na década de 1960 com as teorias de David Ausubel, a primeira criação foi desenvolvida por Novak em pesquisa na universidade de Cornell em 1972. Foi constatado que os alunos decoram definições e na hora de por em prática não conseguem fornecer a devolutiva do conteúdo estudado; já com esta técnica, gera uma aprendizagem mais ativa e atraente, na qual se pode organizar as idéias com maior facilidade.


O mapa conceitual obriga o aluno a relacionar os conceitos e não somente memorizar, além de ser uma forma de avaliação. Os esquemas coloridos e muitas vezes divertidos dos mapas conceituais, representam um conjunto de conceitos interligados numa estrutura hierárquica proposicional, auxiliam docentes universitários e alunos nas relações entre conceitos de um conteúdo aos quais deve ser dado maior ênfase. Os mapas podem tornar-se muito complexos e requererem um bom tempo e muita atenção para sua construção, mas eles são úteis na organização, aprendizagem e demonstração do que você sabe algum tópico particular.    


2. BUSCANDO OS FUNDAMENTOS TEÓRICOS Mapas conceituais são “[...] diagramas hierárquicos indicando os conceitos e as relações entre esses conceitos” (MOREIRA; BUCHWEITZ, 1993, p.13). Propostos por Novak, tendo por fundamento a teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, são considerados uma ferramenta ou instrumental interessante para organizar e representar o conhecimento, pois evidenciam – por meio de proposições, ou enunciações elucidativas – as conexões estabelecidas entre idéias-chave (NOVAK, 2003). Unidimensionais, quando compostos por listagem de conceitos dispostos verticalmente, ou bidimensionais, quando compostos por listagem de conceitos dispostos vertical e horizontalmente (MOREIRA; MASINI, 2001), os mapas conceituais podem ser propostos de variadas formas, de maneira que cada um deles é apenas a tradução de um momento daquele que aprende na interação com o objeto do conhecimento.


Nos mapas, os conceitos são apresentados no interior de “caixas” ou alguma forma geométrica, enquanto as relações entre eles são especificadas por linhas às quais são agregadas frases explicativas (Figura 1), que procuram evidenciar relações proposicionais significativas. Em conseqüência, para serem representados carecem de três elementos: conceito, proposição e “palavras de enlace” (ONTORIA et al., 1999) Uso dos mapas conceituais no ensino. Como uma ferramenta de aprendizagem, o mapa conceitual é útil para o estudante, por exemplo, para: fazer anotações resolver problemas planejar o estudo e/ou a redação de grandes relatórios preparar-se para avaliações identificando a integração dos tópicos. Para os professores, os mapas conceituais podem constituir-se poderosos auxiliares em suas tarefas rotineiras, tais como: ensinando um novo tópico: Na construção de mapas conceituais, os conceitos difíceis são clarificados e podem ser arranjados em uma ordem sistemática.


O uso de mapas conceituais pode auxiliar os professores manterem-se mais atentos aos conceitos chaves e relações entre eles. Os mapas podem auxiliá-lo a transferir uma imagem geral e clara dos tópicos e suas relações para seus estudantes. Desta forma torna-se mais fácil para o estudante não perder ou não entender qualquer conceito importante. Reforçar a compreensão: o uso dos mapas conceituais reforça a compreensão e aprendizagem por parte dos alunos. Ele permite a visualização dos conceitos chave e resume suas interrelações. Verificar a aprendizagem e identificar conceitos mal compreendidos: os mapas conceituais também podem auxiliar os professores na avaliação do processo de ensino. Eles podem avaliar o alcance dos objetivos pelos alunos através da identificação dos conceitos mal entendidos e os que estão faltando. Avaliação: a aprendizagem do aluno (alcance dos objetivos, compreensão dos conceitos e suas interligações, etc.) podem ser testadas ou examinadas através da construção de mapas .


Modelos de Mapas Conceituais


Meu projeto com a utilização de mapa conceitual  

O mapa conceitual para mim em particular, é um meio que passei a utilizar desde 2012 , como forma de organizar conceitos já aprendidos no final de cada bimestre, a fim de obter-se uma retomada. Quando a escola possui ferramentas multimídia eu utilizo os mapas através de software adequados, caso contrário eu mesma o faço de forma manuscrita. Tenho observado que desta forma além de atrair a atenção dos meus alunos, também tenho obtido um resultado bastante satisfatório quanto a assimilação dos conteúdos propostos em sala de aula. Na escola onde trabalho, o livro didático já propõe o conteúdo através desta técnica, então os alunos já estão muito acostumados a esta nova ferramenta, inclusive em prova costumo utilizar para que completem com frases ou números os espaços vazios nos quadrinhos interligados. Com esta técnica também passei a utilizar como forma de avaliação, em que meus alunos em grupo, reproduziram o conteúdo.


“ Biomas” apresentando assim o seu primeiro mapa conceitual. Na escola onde trabalho, o livro didático já propõe o conteúdo através desta técnica, então os alunos já estão muito acostumados a esta nova ferramenta, inclusive em prova costumo utilizar para que completem com frases ou números os espaços vazios nos quadrinhos interligados. Portanto, as aulas ficaram mais interessantes e esta forma de avaliação propiciou a troca das avaliações formais, provas objetivas escritas, listas de exercícios , por um método mais divertido e eficaz. A técnica dos mapas conceituais é muito interessante e produtiva na avaliação da aprendizagem, além de demonstrar a organização do pensamento, leva o aluno a se auto-avaliar, diante de suas pesquisas e reflexões, podendo comparar a sua evolução durante todo o processo de construção do conhecimento. Propicia a orientação e a exploração do que já sabem ou simplesmente focam conceitos tendo como ponto de partida para iniciar um novo conteúdo a ser trabalhado.


Um dos grupos do 6° ano , reproduziu o mapa conceitual para explicar as RELAÇÔES NA MATA ATLÂNTICA, utilizando o smartart , ferramenta encontrada no word.


Eles acharam esta nova metodologia muito divertida, inclusive a disciplina melhorou muito e agora só querem utilizar mapa conceitual em todas as aulas. OS MAPAS CONCEITUAIS NO CONTEXTO EDUCATIVO ATUAL Diante do contexto da sociedade em que vivemos, a chamada Sociedade da Informação e do Conhecimento, podemos deduzir a necessidade de um novo paradigma educativo que atenda as suas demandas. Embora os mapas conceituais tenham surgido há mais de 30 anos, seu uso pedagógico nos parece bastante pertinente atualmente e será cada vez mais adequado a este novo contexto. Foi buscando uma forma mais fidedigna para avaliar o processo de aprendizagem que o cientista norte-americano Joseph Novak [1] desenvolveu os mapas conceituais. Ao criálos, Novak baseou-se na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, especificamente na premissa de que esta “ocorre quando a tarefa de aprendizagem implica relacionar, de forma não arbitrária e substantiva (não literal), uma nova informação a outras com as quais o aluno já esteja


familiarizado, e quando o aluno adota uma estratégia correspondente, para assim proceder” (AUSUBEL, NOVAK e HANESIAN, 1983).

González (2008) nos afirma que o modelo emergente construtivista tem se mostrado muito mais adequado para liberar o potencial criativo dos alunos, facilitando a aprendizagem significativa, isto é, uma aprendizagem oposta à memorística por recepção mecânica, que é predominante ainda nos dias de hoje. Essa aprendizagem capacita os alunos para construírem o seu futuro de forma criativa e construtiva, sendo mais pró-ativos que reativos. No que se refere ao papel dos mapas conceituais nesse âmbito, o autor complementa que o marco teórico desenvolvido por Ausubel e por Novak constitui um sólido apoio para o tratamento dos distintos problemas específicos de uma autêntica reforma da Educação. E é no seio desse marco que surgiram as poderosas ferramentas instrucionais como o mapa conceitual (GONZÁLEZ, 2008).


E ENTÃO, O QUE É UM MAPA CONCEITUAL? Quando nos vem em mente a palavra “mapa” logo associamos a uma representação de uma superfície ou área geográfica, um caminho que pretendemos percorrer ou um roteiro que nos leva a algum lugar. Assim como um mapa geográfico pode representar um espaço físico através das relações entre lugares, o mapa de conceitos seria um roteiro de aprendizagem que representa o conhecimento através das relações estabelecidas entre ideias ou conceitos. Ao construir um mapa, o aluno pode traçar o seu próprio roteiro de acordo com as ideias que ele tem sobre um tema, a fim de esclarecê-lo e chegar a dominá-lo de acordo com as suas necessidades. Em outras palavras, o mapa conceitual é uma ferramenta que ajuda alunos e professores perceber os significados da aprendizagem. Novak os define como ferramentas educativas que externalizam o conhecimento e melhoram o pensamento, tendo como objetivo representar relações significativas entre conceitos na forma de proposições. Ausubel et al (1983)


definem conceito como objetos, eventos, situações ou propriedades que possuem atributos de critérios em comum e que designam mediante algum signo ou símbolo, tipicamente uma palavra com um significado genérico. Dois ou mais conceitos unidos por uma palavra de ligação forma a proposição. Entende-se por proposição uma ideia composta expressa verbalmente numa sentença, contendo tanto um sentido denotativo quanto um sentido conotativo, as funções sintáticas e as relações entre palavras (AUSUBEL et al, 1983). Desta forma, as diversas proposições compõem os significados dos conceitos que são aprendidos, o que foi constatado por Novak durante o estudo que realizou e que o levou a criar esta ferramenta. Percebeu-se que os significados a cerca de um conceito construído são um conjunto de conceitos relacionados em crescente ligação proposicional entre o conceito central e os conceitos relacionados a ele.


E, então, podemos dizer que um mapa conceitual é um recurso esquemático para representar um conjunto de significados conceituais incluídos numa estrutura de proposições (NOVAK e GOWIN, 1999). Por isso, esta construção é feita geralmente a partir de uma pergunta de partida. No exemplo ilustrado abaixo foi construído um mapa conceitual que respondesse “O que são mapas conceituais?” e procura sintetizar os conceitos que foram apresentados anteriormente:      


O que s達o mapas conceituais?


POR QUE MAPAS CONCEITUAIS? Muitas são as possibilidades de ser trabalhar pedagogicamente com os mapas conceituais. Para conhecermos como estão sendo usados propomos no instrumento da pesquisa de campo dez possibilidades de uso que foram baseadas, fundamentalmente, na teoria de Ausubel e de Novak. Os docentes consideraram as funções que utilizam, analisando se atingem os objetivos pretendidos e se obtêm êxito em aplicá-las no processo de ensino e aprendizagem. Apresentamos então as funções didático-pedagógicas que foram abordadas no estudo, são elas: a. Apoio instrucional: neste caso os mapas podem ser usados pontualmente para dar uma instrução sobre uma atividade a ser executada ou para dar orientações sequenciais sobre um determinado tema. b. Organizadores prévios: este conceito está presente na teoria da aprendizagem significativa de Ausubel (Ausubel et al, 1983) quando nos diz que o mais importante no ato de ensinar é descobrir o que o aluno já sabe. Segundo Faria (1995) o objetivo


é usar o mapa para estabelecer uma ponte cognitiva entre as ideias disponíveis pertinentes dos alunos e o novo material de aprendizagem. Ou seja, é fundamental orientar o aluno para que ele faça as conexões das novas informações ensinadas com conceitos relevantes estabelecidos em sua estrutura cognitiva.

c. Desenvolvimento dos conteúdos: estamos de acordo com Faria (1995) quando nos coloca que o conhecimento não é estático e está sendo continuamente reconstruído, à medida que ele se envolve em novas experiências e reflete sobre as mesmas. Quando os mapas conceituais são construídos no início em que um determinado tema ou conteúdo é apresentado (quando são utilizados como organizadores prévios) e o mesmo é revisado, repensado e reelaborado ao longo das aulas, podem revelar as mudanças ocorridas na estrutura cognitiva do aluno. Essas possibilidades permitem que o aluno e o professor conheçam o processo de construção do conhecimento sobre o conteúdo ou tema em questão, podendo enriquecê-lo, pois de acordo com González (2008) “aprendemos acrescentando novos conceitos à estrutura existente, que por esta causa se


modifica com o tempo. Enquanto se produz nova aprendizagem, esta se fortalece uma vez que se incorpora a um sistema já existente”. d. Síntese dos conteúdos trabalhados: no final de uma aula ou de um curso, os mapas conceituais podem representar um resumo esquemático do que foi aprendido, formado pelo número de ideias-chave de uma aprendizagem específica. e. Compartilhar informações: neste caso em específico, nos referimos a possibilidade de disponibilizar o conhecimento que foi construído para compartilhá-lo. Esse modelo de conhecimento pode ser construído através das outras funções didático-pedagógicas aqui citadas e disponibilizado na Internet. Alguns softwares permitem que após a construção do mapa seja possível transformá-lo em uma página web, numa imagem ou qualquer outro formato que possa ser enviado por correio eletrônico ou publicado num diário digital. O Cmap Tools [2] , por exemplo, oferece um ambiente servidor em que os mapas podem ser armazenados e consultados de


qualquer ponto da rede. f. Construção colaborativa em grupos do mesmo nível de ensino e (7). Construção colaborativa com outras instituições de ensino: para ambos os casos, algumas ferramentas permitem que mapas possam ser construídos colaborativamente de forma síncrona ou assíncrona. Os estudantes podem construí-lo presencialmente e também elaborar o mesmo mapa ao mesmo tempo com outros colegas. g. Avaliação: os métodos tradicionais limitam-se a diagnosticar a recuperação dos conhecimentos armazenados na memória, sem estar na maior parte dos casos inter-relacionados nem hierarquizados, por não terem sido aprendidos significativamente (GONZÁLEZ, 2008). O mapa conceitual é uma alternativa para uma avaliação coerente com a teoria da aprendizagem significativa, pois “centrar-se no rendimento do aluno e na sua intervenção na realização de práticas que conectam sua aprendizagem com a experiência do mundo real” (González, 2008).


h. Portfólio: essa função está relacionada com o uso do mapa para o desenvolvimento dos conteúdos. Utilizando as possibilidades de armazenamento de mapas conceituais de algumas ferramentas, alunos e professores podem acrescentar elementos e conceitos em um mapa e organizá-lo como portfólio de aprendizagem. De acordo com Sá-Chaves (2004), esse instrumento traduz um conjunto de trabalhados produzidos num determinado período de tempo, proporcio-nando uma visão ampla do processo de construção da aprendizagem e modificações na estrutura cognitiva desse aluno considerando os diferentes componentes do seu de-senvolvimento cognitivo, metacognitivo e afetivo. i. Reflexão crítica: os alunos podem ser estimulados a refletir sobre o seu processo de pensamento, fazendo registros diários a partir das experiências com os mapas elaborados. Segundo Novak e Gowin (1999) o pensamento refletivo é o fazer algo de forma controlada, que implica levar e trazer conceitos, bem como juntá-los e separá-los de novo. O ato de fazer e o refazer


mapas conceituais pode auxiliar esse processo sobretudo se o compartirmos com outras pessoas. Essas funções não se excluem, a maioria delas pode ser utilizada conjuntamente ou mesmo em diferentes circunstâncias de acordo com o contexto pedagógico e a necessidade do momento em que os mapas são aplicados. O interessante é perceber quão rico é o seu papel no processo de aprendizagem que seguramente se torna significativo. A construção de mapas não exige, obrigatoriamente, recursos tecnológicos. Porém, diversos programas de computador de edição de mapa conceitual estão disponíveis na Internet e potencializam o uso pedagógico dessa ferramenta suportado pelas TIC. Além da possibilidade de alterar um texto, escreven-do, apagando e formatando com facilidade, utilizar uma ferra-menta tecnológica nos oferece uma infinidade de aplicações através da Internet. Por exemplo, é possível construir um mapa conceitual colaborativamente também a distância; podemos publicá-lo em servidores onde outras pessoas podem acessá-lo e podemos exportá-lo como página web ou como uma imagem.


um mapa conceitual podemos agregar aos conceitos imagens, vídeos, páginas web, textos, planilhas, apresentações e, inclusive, outros mapas conceituais. Utilizando os buscadores de alguns programas, podemos encontrar outros mapas de acordo com o nosso interesse e podemos compartilhar o nosso. Um recurso interessante é o de gravação: um mapa conceitual pode ser gravado desde o início permitindo o acompanhamento posterior de todo o seu processo de construção. Além disso, eles são facilmente armazenados, podendo ser organizados como portfólios e visualizados de forma que permita acompanhar a evolução da estrutura cognitiva do seu autor. Complementamos a estas possibilidades a seguinte afirmação de Juan de Pablos Pons: “a evolução da tecnologia, não teve como meta fins educativos. Esta, em si mesma, não significa uma oferta pedagógica como tal. O que acontece é que sua validez educativa se sustenta no uso que os agentes educativos fazem dela” (DE PABLOS, 2006). Com isso, buscamos retomar a utilização das TIC através dos mapas conceituais acreditando


que o uso eficiente que o professor faz destes recursos, contribui para que a instituição escolar solidifique a pertinência do seu papel diante da demanda da chamada Sociedade da Informação e do Conhecimento. Nesse ínterim, também abordamos algumas competências de aprendizagem [3] que podem ser desenvolvidas a partir dessas funções didático-pedagógicas dos mapas conceituais. Como por exemplo, a capacidade de investigar e buscar informações e, subsequente a essa, a capacidade de analisar e sintetizar informações; a capacidade de classificar e ordenar conceitos e a capacidade de estabelecer relações definindo implicações de causalidade entre conceitos e ideias que estão relacionadas entre si e com as competências anteriores. Enfim, a capacidade de construir conhecimento e, consequentemente, a capacidade de externalizá-lo também fazem parte dos grandes desafios para a elaboração de mapas conceituais e do processo de aprendizagem.


Para González (2008) a avaliação dentro do novo paradigma educativo deveria centrar-se na capacidade de resolver problemas que o aluno demonstra, juntamente com o desenvolvimento de outras habilidades mais complexas. Como por exemplo, no âmbito das TIC aplicadas à educação, a capacidade de trabalhar colaborativamente e cooperativamente e a capacidade de utilizar ferramentas e recursos tecnológicos que podem ser desenvolvidas conjuntamente através da construção digital de mapas. A capacidade de aprender é a principal competência a ser desenvolvida através da metodologia dos mapas. Haja vista que uma das obras mais conhecidas de seu criador, Joseph Novak, chama-se “Aprender a aprender”. Para Novak e Gowin (1999), estimular a aprendizagem significativa dos alunos é também ajudá-los a perceberem a natureza, o papel dos conceitos e as suas relações, assim como elas se configuram em suas mentes e no mundo exterior.


DESTAQUES DO ESTUDO DESENVOLVIDO Buscando responder como e para quê os mapas conceituais estão sendo utilizados no Brasil, constatamos que embora eles tenham sido criados na década de 70, a sua utilização não é predominante na prática pedagógica dos docentes brasileiros. Dado que correios eletrônicos foram enviados para instituições de ensino, autores de trabalhos dentro da temática e listas de discussão sobre TIC e mapas conceituais aplicados em educação, não garantiram a grande participação de docentes que atendessem o critério uso pedagógico dos mapas conceituais. Os docentes que declararam usar um software específico para construir mapas conceituais estão usando o Cmap Tools (cerca de 80% deles). Esse dado vem de encontro com algumas das funções didático-pedagógicas e competências que foram consideradas pela maioria dos docentes, uma vez que nem todas as ferramentas disponíveis permitem explorá-las.


A fácil utilização dessa ferramenta permite o valor adicionado que supera a facilidade da aproximação ao mundo das novas tecnologias, por parte dos professores que, em geral, apresentam uma tendência não muito entusiasta em relação à aplicação da cultura das novas tecnologias em seu papel docente, por uma parte, devido a preconceitos e, de outra, a existência de uma proverbial desconfiança para alcançar um grau de domínio aceitável de uma ferramenta informática (González, 2008). Vimos então que o uso de mapas no Brasil vem aumentando, sobretudo através de recursos tecnológicos. Embora os recursos disponíveis atualmente na Internet possam facilitar o trabalho entre diferentes níveis de ensino e colaborativamente com outras instituições, eles ainda são pouco explorados. Destacando-se então, como dinâmica de uso prevalecente, o trabalho em grupo no mesmo nível de ensino e na mesma instituição. Partindo das funções didático-pedagógicas sugeridas, destacamos que as competências que estão diretamente relacionadas com a elaboração de mapas estão


sendo consideradas significativamente pelos docentes. Complementamos que estão sendo usados principalmente para o desenvolvimento de competências como: a capacidade de classificar e ordenar conceitos; a capacidade de analisar e sintetizar informações e a capacidade de estabelecer relações definindo implicações de causalidade entre conceitos e ideias. Além dessas, os docentes também consideram que através do uso dos mapas conceituais outras competências podem ser desenvolvidas, tais como: a capacidade de utilizar ferramentas e recursos tecnológicos, a capacidade de investigar e buscar informações, a capacidade de construir conhecimento e a capacidade de aprender. Foi possível afirmar que todas as competências de aprendizagem que foram sugeridas nesta pesquisa estão sendo desenvolvidas através da utilização de mapas conceituais. Assim como as funções didático-pedagógicas a eles atribuídas, os docentes declaram que todas elas são desenvolvidas em maior ou menor grau.


Enfim, a teoria da aprendizagem significativa juntamente com os estudos que estão sendo realizados têm apresentado os mapas conceituais como uma metodologia de ensino promissora no contexto da Sociedade da Informação e do Conhecimento. A-tualmente, um amplo quadro teórico impulsiona ricas experiê-ncias de aplicações dos mapas desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, nas diversas áreas do conhecimento. Embora tais experiências estejam solidamente fundamentadas, os ma-pas conceituais ainda são pouco conhecidos. Porém, seu uso está crescendo no Brasil devido à iniciativas direcionadas para a formação de professores e aplicações pedagógicas, todas voltadas para a difusão do mapa conceitual como uma fer-ramenta no âmbito das TIC. Considerando o panorama do ensino no Brasil, carente de uma sistematização da metodologia de Novak, juntamente com a teoria da aprendizagem significa-tiva de Ausubel, a disseminação do uso dos mapas conceituais não nos parece utópica. Conhecer essa ferramenta e trazê-la para o dia-a-dia da prática dos docentes vem de encontro com as necessidades emergentes do atual sistema de ensino.


A utilização do mapa conceitual