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ARCOS




Para erigir os seus monumentos, os homens provavelmente começaram por levantar uma coluna, em honra de um deus ou de um acontecimento importante. Esses monumentos prÊ-históricos eram pedras, cravadas verticalmente no solo, às vezes bastante grandes (megalito denominado menir).


Estas pedras (os menires) deram origem às colunas. Mais tarde percebeu-se que, usando três elementos, era possível construir. Assim nasceu o dólmen, em forma de mesa, ou o trilito (três pedras), formado por duas colunas que apoiavam uma arquitrave. Uma série de trilitos fez a colunata.




O termo arco, do latim arcus, designa um elemento construtivo em curva, geralmente em alvenaria, que emoldura a parte superior de um v찾o (abertura, passagem) ou reentr창ncia suportando o peso vertical do muro em que se encontra.


Convento de Cristo - Tomar


Das diversas aplicações que um arco pode ter observa-se principalmente a sua utilização em portas, janelas, pontes, aquedutos, como elementos de composição tri-dimensional de abóbadas e até em paredes de retenção ou barragens (onde a pressão se efectua horizontalmente). Também em formações geológicas naturais se podem encontrar arcos como resultado da erosão.




Mas além da sua função prática de distribuição da carga o arco possui também uma forte componente decorativa permitindo uma grande variedade formal. É neste sentido estético que o arco se torna um elemento útil à identificação e classificação dos diversos movimentos artísticos na arquitectura.


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Componentes e funcionamento

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Chave: Bloco superior ou aduela de topo que “fecha” ou trava a estrutura e pode ser decorada. Também designa o ponto de fecho de uma abóbada onde os arcos que a compoem se cruzam, geralmente em forma estilizada de flor. Aduela: Bloco em cunha que compõe a zona curva do arco e é colocada em sentido radial com a face côncava para o interior e a convexa para o exterior. 3 Extradorso: Face exterior e convexa do arco. Imposta: Bloco superior do pilar que separa o pé-direito do bloco de onde começa a curva, a aduela de arranque. É sobre a imposta que assenta esta primeira aduela que tem pelo menos um dos lados (junta) horizontal. Intradorso: Face interior e côncava do arco. Flecha: Dimensão que se prolonga desde a linha de arranque (delimitada pela imposta e pela aduela de arranque) até à face interior da chave. Esta área pode ser tapada dando lugar a um tímpano. Vão: largura do arco, geralmente maior que a sua profundidade. A relação entre a flecha e a luz é geralmente traduzida numa fracção (ex: 1/2, 1/3, etc.) Contraforte: Muro que suporta a impulsão do arco. Caso não exista uma parede esta impulsão pode ser recolhida por outro arco lateral e assim sucessivamente (arcada).


Abรณbada de berรงo

Abรณbada de aresta

Abรณbadas

Abรณbada de nervuras


Arco Romano Arco largamente utilizado pelos Romanos nas suas construções em pedra: pontes, aquedutos, arcos de triunfo, termas, basílicas, etc. Também utilizado na arquitectura românica

Algumas formas de arcos


Ponte Romana sobre a ribeira de Odivelas, séc.I a.c.

Igreja Românica Rates, séc. IX


Arco em Ogiva Na Idade Média, o arco em ogiva, possibilitou a elevação da flecha dos arcos, permitindo ao mesmo tempo suportar melhor as cargas a que estavam sujeitos.  Na arquitectura gótica, vamos encontrar a utilização deste arco nos monumentos, imprimindo-lhes características de verticalidade. 

Algumas formas de arcos


Catedral de Laon, França, séc.XII


Catedral de Notre-Dame de Paris, França, séc.XII


Mosteiro de Alcobaça, séc. XII


Arco Contracurvado Com a evolução dos processos construtivos dos arcos, a sua forma alterou-se, dando lugar a novos estilos arquitectónicos e decorativos. No final da Idade Média , surge o arco contracurvado ou de querena, que marcou o final do estilo gótico e foi também utilizado pela arquitectura manuelina.


Mosteiro da Batalha, sĂŠc. XIV


Mosteiro de Jesus, SetĂşbal sĂŠc. XV


Arco Abatido Com o declínio da arte gótica, houve um regresso à horizontalidade, que é uma característica da arte clássica. Assim, com a preocupação de ressurgir os ideais da cultura clássica no período do Renascimento, os arquitectos procuravam novas formas, sendo uma delas o arco abatido, imprimindo às construções características de horizontalidade .


Arco Árabe Também chamado de arco ultrapassado ou de ferradura, era já do conhecimento dos Visigodos. Os Árabes em contacto com aqueles povos, absorveram esses processo de construção, aperfeiçoandoo e divulgando-o através dos seus monumentos.  A designação de arco árabe generalizou-se assim, e a sua utilização confereriu à arquitectura árabe características muito próprias. 


Mesquita de C贸rdoba, Espanha, in铆cio aprox.600 d.c.


Aqueduto de Elvas

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Aqueduto das Ă guas Livres, Lisboa

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Arco do Triunfo, Paris

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Florenรงa

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Igreja em Pampulha, Brasil

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Catedral BrasĂ­lia, Brasil


Palácio da Alvorada, Brasília, Brasil

Ponte JK, Brasília, Brasil


Capela Mildred B. Cooper, E.U.A.

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Teer達o, Ir達o

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Velas Vallarta, MĂŠxico

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Mostar, B贸snia

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Ronda, Espanha


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La Pedrera, Barcelona, Espanha Estrutura telhado

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La Pedrera, Barcelona, Espanha Autor: Antoni Gaudi

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Anexo 5