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“O Beijo da Palavrinha” “ Não se escreve para crianças. Teremos, apenas, idade para viver em história. Encantados, como os personagens deste livrinho. Deste modo, estaremos aptos a sermos beijados pelas palavras.” Mia Couto

Alunos do 1º ano – EB1 dos Dois


O BEIJO DA PALAVRINHA

A mais recente publicação de Mia Couto para o público

infanto-juvenil,

tematiza

um

conjunto

abrangente de questões que ecoam na obra deste escritor moçambicano, como é a imagem da infância, a morte, as tradições culturais e as duras condições de vida ainda sentidas naquele país africano. Sem passar ao lado de uma forte dimensão poética. Quando Maria Poeirinha adoeceu, o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca vira, a poderia curar. A menina estava demasiado fraca para a viagem, mas o irmão Zeca Zonzo encontrou o modo de a levar a conhecer o mar. Na minha opinião, o poder mágico das palavras é uma constatação deliciosa ao longo deste livro, suportado mais uma vez com as magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska.”


O Nosso Beijo da Palavrinha…

Era uma vez uma menina que nunca vira o mar. O seu nome era Maria Poeirinha. Ela e a sua família eram pobres, viviam numa aldeia tão interior que acreditavam que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz. Poeirinha só tinha um irmão, o Zeca Zonzo, que era um menino com pouco juízo, andava sempre com a cabeça no ar.

Tiago; Marco; Inês; Beatriz; Miguel Santiago


Poeirinha tinha sonhos pequeninos, mais de areia do que castelos. Às vezes sonhava que era um rio e segui como uma princesa com um manto de retalhos. Mas depressa saía do sonho porque os seus pés estavam a escaldar na areia quente. E o rio secava.

Andreia Barbosa; Ana Beatriz; Maria Eduarda; Patrícia


Um certo dia chegou à aldeia o Tio Jaime Litorânio, que achava muito grave os seus familiares nunca terem visto os azuis do mar: - Quem nunca viu o mar não sabe o que é chorar!

Marco Tavares; Miguel Santiago; Tiago Miguel; Yuriy


Certo dia, a menina adoeceu gravemente. Num instante, ficou vizinha da morte. O Tio nĂŁo teve dĂşvida: teriam que a levar a ver o mar. Maria Poeirinha para ficar boa teria de ver os azuis do mar!

Carolina; Anastacia; Isabel; InĂŞs


Contudo, a menina estava tão doente que não tinha força. Todos se aproximavam dela e ficavam sem saber o que fazer. A menina estava pálida e respirava como um passarinho. O irmão Zeca Zonzo trouxe um papel e uma caneta. - Vou-te mostrar o mar, maninha.

Susana Alexandra; Sílvia; Lara; Ana Cristina


Todos pensaram que ele iria desenhar o oceano. Mas não foi isso que aconteceu. O Zeca Zonzo rabiscou com letra gorda a palavra mar. Ele pegou na mão de Poeirinha e guiou os seus deditos por cima dos traços das letras que desenhara. - Experimenta outra vez, mana. Com toda a atenção. Agora já estás a sentir? - Sim. O meu dedo já está a espreitar. Esta letra é feita de quê? - É feita de vagas, líquidas que sobem e descem. A Poeirinha passou o dedo a contornar as concavidades da letrinha. - E essa outra letrinha, essa que vem a seguir? - Essa a seguir é um a È uma ave, uma gaivota pousada nela, muito enrodilhada. Em volta todos estavam calados. O Tio Jaime Litorânio, com a s lágrimas nos olhos disse:

Miguel; Jean-Claude; Cristiano Beatriz; Miguel Santiago


- Já se escuta o marulhar! Então do leito de Maria Poeirinha se ergueu a gaivota branca, com se fosse um lençol agitado pelo vento. Era Maria Poeirinha que se erguia. Ainda hoje, tantos anos passados, Zeca Zonzo, apontando o rosto da sua irmãzinha, diz: - Eis minha mana Poeirinha que foi beijada pelo mar e se afogou numa palavrinha.

João; Alexandre: César; Beatriz Rodrigues


O Nosso Painel

“Maria Poeirinha …”

Com a ajuda da professora, pintámos o painel da história. Colocámos várias operações (somas e adicções), o objectivo desta tarefa era colar no local certo, a peça que tinha o valor correspondente à sua operação.


Foi muito divertido este dia na escola “Todos com a Matemática”!


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