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Escola Secundária/3 Santa Maria do Olival

Letras

Ano letivo 2012/2013 Edição Nº 10

Tr e t a s 25 de abril Valores Projetos Atividades

Alunos do 1º Ciclo vêm ao Agrupamento Nuno de Santa Maria

Comemorações Entrevista Oferta Formativa

Ginástica Acrobática

Campeãs Distritais

CANTA-ME COMO FOI

Visitas de Estudo Prosa e Poesia Notícias 24 Horas na Escola Desafios e Curiosidades Cursos Profissionais Desporto Escolar

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Promover Valores Tolerância, Solidariedade, COOPERAÇÃO e Voluntariado no Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria Entre 13 e 15 de março, últimos dias do 2º período, celebrámos, no nosso Agrupamento de Escolas, os valores da tolerância, solidariedade, cooperação e voluntariado. No dia 13, logo pela manhã, envolvendo, além de toda a comunidade escolar – do Jardim de Infância ao 12º ano-, as autarquias locais e diversos cidadãos recetivos ao convite endereçado, e contando com o excelente apoio da PSP, realizámos a «IV Corrida Solidária», projeto da Associação Médicos do Mundo, subordinada ao tema ”Cidadania e Saúde”. Retemperadas as energias, pelo meio dia, era já possível assistir a diferentes palestras, abordando temas como “Voluntariado”, “Solidariedade” e “Doenças Sexualmente Transmissíveis”. Durante a tarde, promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Hospital de Tomar e assegurada tecnicamente pelo Instituto Português do Sangue, decorreu a “Dádiva de Sangue”. Nos dias seguintes, ao Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, foram chegando convidados/visitantes cujo valioso contributo muito enriqueceu a qualidade e o dinamismo das múltiplas atividades a que, dentro e fora das escolas, alunos, professores, funcionários e pais se entregavam, construindo uma multifacetada oferta de ações e palestras, abordando um diversificado leque de temas, tanto no âmbito da sensibilização como no da senda de prevenção: “Tolerância”; “30 anos de Voluntariado”; “A Solidariedade”; “Perspetivas de Futuro”; “Empreendedorismo no séc. XX”; “Realidade aumentada”; “Telecomunicações”; “O Banco de Voluntariado”; “Consumo de Substâncias ilícitas”; “Sexualidade e dependências”; “Métodos Contracetivos”; ”Violência no Namoro”; “Cibernauta seguro vale por dois”; “ A água”; “Pegada Positiva” e “ Tenha mais olhos para a sua barriga”. Paralelamente, para além de uma ação no âmbito da “Comemoração do ano internacional da Cooperação pela água”, houve ainda lugar para a realização de atividades como: “O dia mundial dos direitos dos

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consumidores”; “Maré de leituras – intercâmbio de leitura”; “(RE) Tomar Leituras”; “Feira dos minerais”; “Feira de troca de livros usados”; “Feira da flor”; “Atelier de Artes”; “Atividades experimentais”; “Torneios desportivos”; “Dia do (PI)”; “Exposição de trabalhos”; “A Multimédia na escola” e “Debate Prós e Contras”. Ainda neste domínio, especial destaque merece o “Espetáculo Solidário – Projeto Dar+” e “O Palco da música” que contando com a participação do grupo musical “Quinta do Bill”, propiciou aos participantes momentos verdadeiramente inesquecíveis. Inolvidáveis serão também as vivências que, nesta semana, no âmbito do programa de Intercâmbio Cultural AFS, 16 alunos e 2 professores do 9ºF, experienciaram em Falconara – Itália – assim dando cumprimento à 2ª fase do programa aqui iniciado em novembro com a vinda dos alunos e professores da escola italiana. Memorável será também para os alunos do 9º ano a participação na visita de estudo a Santiago de Compostela, no âmbito da disciplina de EMRC. Enfim, enriquecedora para todos a participação/colaboração nesta pluralidade de atividades tão oportunas e significativas nos dias que correm onde, mais do que nunca, urge semear valores de tolerância, solidariedade, cooperação e voluntariado. Assim, endereçamos o mais reconhecido agradecimento a Professores, Funcionários, Pais e Alunos do nosso Agrupamento, Polícia de Segurança Pública de Tomar, Escola Segura, Câmara Municipal de Tomar e Juntas de Freguesia de São João Baptista e STª Maria dos Olivais, Unidade de Saúde Pública de Tomar, Instituto Politécnico de Tomar, Ilustre Cardiologista Polybio Serra e Silva, Antigos alunos do Liceu Nacional de Tomar, Associação de Pais, Reverendo Padre Mário, Grupo Musical “Quinta do Bill”, Organização Não Governamental “Médicos do Mundo”, Organização Não Governamental “Pegada Positiva”, Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Hospital de Tomar, Instituto Português de Sangue, Rádio Hertz, Rádio e Jornal Cidade de Tomar.


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IV CORRIDA SOLIDÁRIA A cidade de Tomar associou-se à IV CORRIDA SOLIDÁRIA, dinamizada pelo Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria. Professores/educadores e alunos do 1º Jardim-escola João de Deus e educadores e crianças do CAT da Santa Casa da Misericórdia de Tomar marcaram também a sua presença. Um gigantesco CORDÃO SOLIDÁRIO nasceu às 8.30 horas do dia 13 de março de 2013, e percorreu várias artérias da cidade. Reuniu mais de duas mil pessoas e contou com a presença da ONG Médicos do Mundo, com o senhor Presidente da Câmara Municipal, os senhores Presidentes das Juntas de Freguesia, Pároco de Tomar, Técnicos de Saúde dos diversos Centros de Saúde/Hospital, Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Hospital de Tomar, Instituto Português de Sangue de Lisboa, órgãos da imprensa local e regional, entre tantos outros cidadãos que se quiseram associar.

A preciosa e inestimável colaboração da Polícia de Segurança Pública, através da mobilização de vários agentes, garantiu o eficaz controlo do trânsito e a segurança dos participantes. Igualmente, os Bombeiros Municipais de Tomar, solidarizaram-se com a iniciativa, disponibilizando os meios logísticos necessários a uma iniciativa desta envergadura.

A todos os que participaram neste cordão solidário, e rechearam as diversas garrafinhas solidárias, um bem hajam! Aos alunos do Grupo de Mediação, Animação, Escuteiros e Mensageiros da Solidariedade, uma solidária ovação. A coordenadora do PES Prof. Lourdes Durana

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SEMANA DA LEITURA

A convite de um amigo da escola, o Sr. Hélder Ferreira (proprietário da Eco-Filicata), e no âmbito do Ano Internacional da Água, no decorrer da Megatividade deslocou-se à ESSMO a Eng. Isabel Baptista, representante da empresa Tecnicozi, de Espinho, e colaboradora assídua da Quercus em ações de divulgação ambiental. Explorando a sua experiência de 20 anos como militar ao serviço do Exército dos EUA em situação de guerras e locais de catástrofe, a microbióloga Isabel Baptista (licenciada na Universidade de John Hopkins de Nova Iorque apenas com 19 anos!), mais do que contar alguns dos inúmeros episódios relacionados com o planeamento do abastecimento de água e do tratamento de esgotos nesses cenários limites, veio recordar aos alunos a importância da poupança de água. Neste sentido, em várias sessões curtas de 45 minutos, através de diferentes estratégias de afloramento deste assunto junto das turmas do básico e do secundário, a Eng. Isabel foi recordando algumas estratégias e tecnologias simples acessíveis a qualquer família, para que o volume de água consumido numa casa decresça em relação a um consumo mais tradicional. Uma colaboração altruísta de uma amiga do ambiente que, propositadamente, esteve na nossa escola durante dois dias consecutivos para falar de um tema que lhe é muito querido.

À semelhança do que vem acontecendo, aceitámos o desafio do Plano Nacional de Leitura e contribuímos para que se assinalasse, na escola, a Semana da Leitura, este ano subordinada ao tema do MAR. Foi a este propósito que esteve patente, no espaço da biblioteca, uma pequena exposição de livros em que o Mar surge como personagem central, durante toda a semana de 11 a 15 do corrente mês de março.

Tal como no ano passado, a escola, membro ativo do grupo de trabalho concelhio, parou para LER no passado dia 14. Leu-se na biblioteca. Leu-se na “secretaria”, na direção. Leu-se em toda a escola. Todos os membros da escola leram, professores, “funcionários”, alunos, mesmo quando a participar em atividades fora dela, como foi o caso dos alunos do 11º ano que assistiam, no auditório da Biblioteca Municipal, a uma palestra. Este ano, dinamizámos, com a ajuda de alunos do 10º F, uma Feira de Troca de Livros Usados que se revelou um sucesso, chegando a ser-nos proposto repetirmos o evento.

Houve, também, lugar para o concurso de declamação poética. Os alunos concorrentes, todos do ensino secundário, emocionaram quem assistiu. A qualidade das prestações foi elevada, tendo sido difícil escolher “ganhadores”. Ganhou a POESIA, concluímos nós! Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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PERSPETIVAS DE FUTURO

Peddy Paper “Dia

Inseridas nas atividades que a ESSMO organizou nos dias 13 a 15 de março, os antigos alunos promoveram apresentações técnicas e debates com os alunos, tanto no que refere à formação académica, acesso ao ensino superior e aos aspetos práticos do desempenho das respetivas profissões. Esta ação subordinada ao tema “Perspetivas de Futuro” decorreu durante o dia 14, com várias intervenções em sala de aula, destinadas a alunos do 7º ao 11º ano e uma palestra no auditório da biblioteca municipal. Nas ações em sala de aula participaram, a Dr.ª Rita Caetano, Médica Veterinária, o Enfermeiro Mário Branco, do serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia, o Enfermeiro Luís Santos, do Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere e Médico de medicina tradicional chinesa, a Eng.ª Susana Pereira, técnica superior da Câmara Municipal de Tomar e a Eng.ª Cristina Costa, diretora do curso de Engª Civil do Instituto Politécnico de Tomar que, não sendo antiga aluna da ESSMO, foi convidada a participar neste evento. Na palestra que decorreu no auditório da biblioteca municipal, destinada a alunos do 12º ano, subordinada ao tema “Perspetivas de Futuro”, moderada por Susana Pereira, foram oradores o Dr. Carlos Sirgado, diretor do departamento de alunos – acesso ao ensino superior da Universidade de Lisboa, o Eng.º Mecânico, Luís Costa, auditor em certificação do ISQ e empresário e a Dr.ª Maria João Escudeiro, Professora do Instituto Politécnico de Leiria, investigadora e doutoranda em ciência criminais. Foram abordados o acesso ao ensino superior nas diferentes instituições de ensino, as competências que lhes permitirão um melhorar o seu desempenho e os desafios que os alunos enfrentam durante o seu percurso naquele nível de ensino.

Mundial do Consumidor”

No dia “15 de março: Dia Mundial dos Direitos do Consumidor”, organizado pelos alunos da disciplina de Economia A, do 10ºC, decorreu na nossa escola um Peddy Paper. Destinado às turmas do 7º ano, pretendeu proporcionar um momento lúdico e de aprendizagem, com o objetivo de sensibilizar os alunos para a importância de um consumo mais responsável e consciente. A atividade desenvolveu-se com a formação de equipas que foram fazendo um percurso, dentro do recinto escolar, onde estavam localizadas 8 Estações, em que eram propostas provas de exercício físico e questões teóricas sobre a temática do consumo. A pontuação final resultou do somatório dos pontos obtidos em cada estação para apurar a equipa vencedora, em cada turma, mas vencedoras foram todas! Valeu a forma como todos se empenharam, a diversão e a boa disposição.

Associação de Antigos Alunos da ESSMO Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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Legalização da Prostituição “Prostituição – atividade que consiste em cobrar dinheiro por atos sexuais”. Foi este o ponto de partida para um aceso debate sobre a legalização da prostituição. No dia 13 de março, as turmas de Direito - 12ºE e Línguas e Humanidades - 10ºF assumiram a sua posição de objeção ou de defesa da problemática. Deste modo, integraram a mesa dos “contra” Manuel Faria, 10º F, Ana Margarida Caetano e Tânia Caldeira, 12ºE. E, como não há bela sem senão, na equipa dos “a favor” faziam parte Ana Rita Fontes, 10º F, Jorge Subtil e Mariana Marques, 12ºE. Ademais, como não podia faltar, contámos ainda com a presença de Fátima Bugarín, no papel de mediadora, a encarregada de educação de uma aluna do 12ºE. Primeiramente, segundo a fação “contra”, “a legalização não controla a indústria sexual. Só a expande”, ou seja, tal medida iria, ao validar a prostituição como uma profissão, promover a venda do sexo como uma saída profissional, levando muitas mulheres a enveredar por esse caminho. Para além disto, defenderam que a “legalização da prostituição e descriminação da indústria do sexo aumenta a prostituição infantil”, pois, tornando-se num ato legítimo não haveria como impedi-lo. Argumentaram ainda que “a legalização da prostituição não protege as mulheres prostituídas” e que “não promove a saúde das mulheres”, uma vez que não as consegue proteger de condutas agressivas e abusivas do proxeneta (o comum “chulo”) ou do próprio cliente ao qual, ao contrário da prostituta (ao ser considerado uma profissão legítima, esta teria de ser sujeita a check-ups de saúde), não são exigidos exames de saúde, podendo transmitir-lhe HIV ou outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Por outro lado, a mesa dos “ a favor” defendeu que, ao contrário do que nos é dito pela oposição, a legalização da prostituição permitirá, pelo menos, um maior controlo do que aquele já existente (ou melhor, inexistente). Neste sentido, tendo em conta que “a prostituição é a profissão mais velha do mundo” e, quer queiramos quer não, será sempre uma realidade, a legalização da mesma possibilitará o registo das efetivas trabalhadoras no ramo, garantindo mais segurança e a fiscalização da atividade. Com efeito, o reconhecimento da prostituição como Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival

um emprego permitirá que uma prostituta possa descontar para a Segurança Social, passando a ter direito a uma reforma, e contrair empréstimos. Em relação ao aumento da prostituição infantil, a fação “a favor” discordou, pois, segundo a Constituição da República Portuguesa, “é proibido, nos termos da lei, o trabalho de menores em idade escolar”, assim, a partir do momento em que a maioridade se atinge com os 18 anos ou aos 16 através da emancipação, esta questão não se coloca. No que toca à saúde, mais uma vez, as duas “mesas” não partilharam da mesma opinião. De facto é difícil controlar o estado físico do cliente, no entanto, está previsto no “Código de Trabalho” a “ prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde” e o empregador deve “prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta a proteção da segurança e saúde do trabalhador”, ora, assegurando a distribuição de preservativos, através da fiscalização, é possível atenuar esta questão. No que diz respeito a comportamentos violentos por parte do proxeneta ou do cliente, estes são obrigados a “respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e probidade”, e, ademais, o trabalhador tem direito à denúncia. Durante todo este processo de troca de argumentos, foi ainda possível dar a palavra à audiência que participou ativamente na discussão, exprimindo a sua opinião em relação ao assunto em causa. Finalmente, esta temática, debatida no anfiteatro da nossa escola, há muito que cria polémica nas ruas, com o acorrer de várias mulheres que preconizam a legalização da prostituição com medo do seu futuro, e um equiparado número de cidadãos que se recusam a aceitá-la, possivelmente presos no passado. A verdade é que este “Prós e Contras” de “pequeninos” esteve à altura do “debate mais alargado da televisão portuguesa”, dando provas que os jovens são indivíduos com opiniões e ideais, os quais estão dispostos a defender. Mariana Marques, 12ºE


Let ras & Tretas | 7 Realizou-se na última semana de aulas do 2º período, um debate sobre a legalização da prostituição. A estrutura foi idêntica à do programa exibido pela RTP1, ‘’Prós & Contras’’, apresentado e moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira. Aqui na ESSMO, não tivemos a Fátima Campos Ferreira como moderadora, mas tivemos uma outra Fátima, a professora Fátima Rufino, que já lecionou nesta escola e que, com enorme profissionalismo e imparcialidade, moderou o debate. O objetivo era discutir um tema abordado ultimamente pelos media, pelos próprios ‘’trabalhadores do sexo’’, e por nós, alunos, que ficamos de certa forma constrangidos e confusos sem saber que “lado” tomar. Eu, à semelhança de outras duas colegas do 12º ano, estive na mesa dos ‘’contra’’, onde argumentámos, da melhor maneira que pudemos, contra as oposições apresentadas pela outra mesa, a mesa dos ‘’prós’’, e pela moderadora. Foi, sem dúvida alguma, uma experiência muito gratificante para mim, enquanto aluno de Línguas e Humanidades, pois penso que nesta área é indispensável a capacidade de argumentar em defesa das nossas ideias e de as fazer passar para o público. Manuel Faria, 10º F

Mesa dos “Prós”

Mesa dos “Contras” Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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Às vezes acontecem coisas destas nas escolas… Às vezes, as escolas deixam de ser “escolas” e passam a ser “mundo”, “sonho”, “laboratórios de cientistas loucos”, “máquinas do tempo”, “países longínquos”, “jogos”, “música”, “dança”, “abraços”, “sorrisos” e no fim, a alegria de quem sabe que vai ter saudades.

Foi assim, na Escola Secundária Santa Maria do Olival (ESSMO) no passado dia 5 de abril. E depois, no dia 6, na Esc. 2/3 D. Nuno Álvares Pereira (EDNAP). Mais uma vez acolhemos, durante 24 horas ininterruptas, os meninos do 4º ano. Desta vez, acolhemos 64 meninos do agrupamento de escolas Nuno de Santa Maria, oriundos de 9 escolas do 1º ciclo. Os sorrisos e traquinices chegaram-nos de Tomar (EB1 de Stº António e EB1 de D. Nuno Álvares Pereira), de Carregueiros, Cem Soldos, Porto da Lage, Vale Calvo, Pedreira, Marmeleiro e S. Miguel. E tínhamos um batalhão de gente (professores, funcionários, alunos, fornecedores, amigos) à espera deles. Relatar “como foi” é, garantidamente, falhar. Documentar “o que se passou” é, obrigatoriamente, omitir. Partilhar “o que se viveu” é, necessariamente, ficar aquém. Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival

Limitemo-nos a registar algumas impressões: eles começaram a chegar às 13:15 de sexta-feira (dia 5/04) e invadiram-nos a escola com as suas corridas, com as gargalhadas frescas e com os olhos transparentes de quem ainda não vê o mundo toldado pela “conjuntura socioeconómica, politica e religiosa” dos grandes. Depois entraram num corrupio de descober-

tas: no laboratório de Ciências Naturais ficaram a saber porque é que os peixes não morrem afogados; no laboratório de Física e Química criaram “pegamonstros”, para se protegerem nas noites mais escuras; no Clube de Ciência fizeram explosões inesquecíveis com pós mágicos e algum mistério; nas Ciências Sociais e Humanas viajaram até tempos remotos e vestiram-se desse tempo; na Matemática desenharam polígonos com água, construíram sólidos com


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pauzinhos e acharam a Matemática muito gira; na Informática descobriram que jogar também pode ser aprender; nas Línguas foram à praia na França, na Inglaterra e em Espanha… e nos intervalos correram, brincaram, riram, fizeram amigos e pintaram-nos as paredes de sorrisos e atapetaram-nos os corredores de felicidade. E ainda houve tempo para teatro, música, dança e histórias de encantar e de embalar… No outro dia, outra escola! Na EDNAP os petizes aperceberam-se como pode ser difícil encher um copo com água, se não virem o que todos veem; correram por obstáculos e ultrapassaram dificuldades, como quem se orienta na vida; cantaram com as vozes e as almas; construíram histórias feitas de títulos e pintaram com as cores das suas emoções os sacos onde viriam a guardar os seus segredos e as prendas que, num toma lá dá cá, trocaram por porcos, abelhas e coelhos. Sim, havia mais para dizer. Havia muito mais para dizer. Mas respeite-se o mistério do que aconteceu e os segredos de quem esteve! Uma palavra final (porque muito importante!) de agradecimento a quem permitiu que este encontro mágico pudesse acontecer.

Aos professores da ESSMO e da EDNAP (que trabalharam juntos, num projeto comum, provando que as diferenças são mais enriquecedoras que problemáticas); Aos funcionários e fornecedores destas escolas (que foram sempre para além daquilo a que são “obrigados”); Aos alunos da ESSMO e da EDNAP que estiveram nestas 24 horas (que revelaram responsabilidade, rigor, atenção, dedicação, carinho… muito maiores do que seria de supor); Aos pais dos meninos que nos visitaram (porque confiaram em nós e facilitaram o que nos era impossível de assegurar);

Às professoras do 1º ciclo que acompanharam os seus meninos. Podemos ser muitos e muito dedicados na ESSMO e na EDNAP, mas sem vocês, caras professoras, seríamos nada porque nada conseguiríamos. Muito obrigado pela vossa disponibilidade, pela vossa boa disposição e pelo vosso altruísmo; À Comissão Administrativa Provisória (CAP) do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria. Que seria das boas ideias e das vontades empreendedoras se não houvesse o apoio de quem pode decidir? Bem hajam… Prof. José Paulo Vasconcelos

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À conversa com… O «Letras e Tretas» esteve à conversa com a D. Maria José Ferreira, a funcionária há mais tempo na ESSMO. L&T- A ESSMO é uma escola de gerações. Cá estudaram os seus filhos, e quem sabe um dia, estudarão os seus netos… MJ - Infelizmente não é bem assim… Por questões profissionais, todos os meus filhos estão em Lisboa, pelo que será difícil que os meus netos venham a estudar aqui.

L&T - Dedicou grande parte da sua vida à ESSMO! MJ - Sim, grande parte dela, sem dúvida.

L&T - O seu filho Luís, foi antigo aluno de Artes Visuais desta escola, e é atualmente Diretor Artístico do Festival Bons Sons, de Cem Soldos, festival de que é o fundador. Acha que a ESSMO contribui para uma formação de qualidade e para o posterior triunfo dos alunos? MJ - Sim, acho que sim. Por exemplo, lembro-me que o Luís estava numa turma que era assim «mais ou menos». Ele, que sempre tinha sido um aluno muito empenhado, estava a ficar um bocadinho mais desleixado. Como era dos melhores da turma, já não sei bem quem decidiu mudá-lo para uma outra com melhor aproveitamento para que ele pudesse continuar a empenhar-se e a ser bom aluno. E assim foi: dedicou-se ainda mais e saiu daqui com notas razoáveis, o que permitiu que ele esteja a triunfar.

L&T - Quer contar-nos como veio cá parar? MJ Estavam a decorrer concursos para as escolas, e eu decidi concorrer. Felizmente fiquei! E aqui estou ainda.

L&T - Qual é o seu estado de espírito quando, de manhã, entra no portão da escola? MJ - Eu venho sempre bem disposta, os problemas ficam lá fora, sempre!

L&T - Durante todos estes anos na ESSMO, acompanhou gerações de alunos desde o seu primeiro dia no 7º ano até ao último no 12º. É gratificante ver os alunos crescer sabendo que os ajudou sempre que pôde? MJ - Alunos e filhos! Sim, é muito gratificante. E isso também faz parte do nosso papel aqui na escola.

L&T - Sei que a reforma está para breve… Sente que contribuiu para uma ESSMO melhor? MJ - Sinto que sim. Sempre me empenhei e fiz o melhor que pude em tudo.

Letras & Tretas -Há quantos anos trabalha nesta escola? Maria José - Há tanto tempo! Fez já 37 anos em Março.

L&T - Recorda algum episódio mais caricato que tenha vivido aqui na ESSMO? MJ - Não, sinceramente não… A minha vida aqui sempre foi calma e natural. L&T - Ao longo destes anos na ESSMO, acompanhou várias transformações. Foram mudanças para melhor, como por exemplo, na relação professoraluno? MJ - Mudanças para melhor, claro. Eu acho que a relação professor-aluno é e foi sempre boa.

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L&T - De que forma gostaria de ser lembrada pelos seus colegas, alunos e professores? MJ - Gostava que tivessem boas recordações. Eu acho que também não deixo más recordações, dou-me bem com todos. Espero que quando se lembrarem de mim, o façam com alegria. L&T - Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos alunos de hoje que veem o futuro tão incerto? MJ - Façam sempre aquilo de que gostam mesmo; se forem bons, vão ter oportunidade de trabalho. Dias melhores virão. Têm que ser otimistas, vão conseguir. Entrevista de Manuel Faria, 10ºF


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Viagem a

Itália:

“Uma chuva de momentos inesquecíveis”

Ciao a tutti! Dos dias 12 a 18 de março de 2013 dezasseis alunos do 9ºF juntamente com as professoras Júlia Morgado e Zita Luís rumaram a Itália para uma visita de estudo no âmbito do intercâmbio com a escola “Liceo Scientico Livio Cambi” de Falconara. Esta viagem consistiu na segunda parte do projeto, uma vez que em novembro tínhamos recebido os alunos e os professores italianos em Portugal e nas nossas casas. É de salientar como aspeto mais positivo desta viagem, o estreitamento de relações entre os alunos portugueses e italianos e o excelente relacionamento criado com as famílias italianas. Foi notável também o estreitamento de laços de amizade entre os professores portugueses e italianos. Do ponto de vista cultural, a viagem revestiu-se de uma enorme riqueza: visitaram-se os principais monumentos de Roma, onde toda a história que os alunos aprenderam pôde ser revisitada. Conheceu-se a região de Marche (onde se situa a escola de Falconara Maritima), nas suas vertentes cultural e social nomeadamente ao nível de algumas danças típicas, gastronomia, museus, monumentos e a sua história. Visitaram-se cidades desta região que nos permitiram viver experiências estimulantes aliando sempre a aprendizagem ao lazer. É ainda de reforçar a melhoria do conhecimento da língua italiana por parte dos portugueses e a facilidade com que se estabeleceu a comunicação entre todos. Foi ainda possível a troca de saberes em algumas atividades realizadas na escola também revestidas de êxito. A visualização e discussão de um filme apropriado à idade dos alunos foi um momento de reflexão importante. A forma acolhedora e carinhosa como todos os portugueses foram recebidos foi sem dúvida um ponto alto desta viagem. O excelente programa organizado para preencher os dias da visita foi diversificado e permitiu que os objetivos desta viagem se cumprissem com muita motivação. O modo como os alunos italianos se despediram, oferecendo a toda a delegação portuguesa um fado,

cantado em português, espelha bem o sucesso de todo este projeto. Durante toda a viagem, apenas um aspeto surgiu como menos positivo: a chuva. Contudo, este não foi um impedimento para que se cumprissem o programa e os objetivos delineados.

O entusiasmo de todos os alunos durante as viagens de avião, nomeadamente daqueles para quem era a primeira vez, as cumplicidades verificadas entre alunos portugueses e italianos e os sorrisos constantes em todas as atividades permitem-nos concluir que a

viagem foi verdadeiramente um êxito. Noi vogliamo tornare di nuovo! (Queremos voltar novamente!) Profs. Júlia Quadros e Zita Luís

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Projeto Ecopilhas A Campanha “Pilhão vai à Escola" é um desafio lançado pela Ecopilhas, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a necessidade de recolher seletivamente pilhas e baterias usadas, incentivando as Escolas a adotar as melhores práticas ambientais. Deste modo, os estabelecimentos de ensino que recolherem e depositarem no Pilhão este tipo de resíduos receberão em troca material para atividades escolares.

Vamos todos colocar as pilhas no Pilhão!

Núcleo Sportinguista apresentou equipa de Basquetebol Sub-16 na ESSMO Decorreu no dia 1 de junho, no Pavilhão da ESSMO a apresentação da equipa sub-16 do Núcleo Sportinguista de Tomar que irá participar nas provas federadas da próxima época e que marca o regresso do basquetebol a Tomar, depois de alguns anos de ausência. O projeto tem também como objetivo dar visibilidade à Academia de Mini-Basquetebol que irá ser formada em Tomar pelo Núcleo n.º56 do Sporting Clube de Portugal, em parceria com o clube. A direção do Núcleo, liderado por Ricardo Pêgas, contou com a presença de várias individualidades que, a nível pessoal e institucional, fizeram questão de manifestar a sua confiança neste projeto. De entre os presentes, para além de vários dirigentes do Núcleo Sportinguista de Tomar, do Sporting Clube de Tomar e do Sporting Clube de Portugal, destacam-se Carlos Carrão (presidente da Câmara Municipal de Tomar), Maria Celeste Sousa (diretora do Agrupamento Nuno de Santa Maria) e quatro jogadoras do plantel sénior do SCP.

Da equipa para a época 2013/2014 estiveram presentes oito dos jogadores (Bernardo Santos, Edgar Pereira, Henrique Mendes, João Gonçalves, Pedro Farinha, Pedro Nunes, Rafael Duarte e Vasco Diogo). Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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Visita de estudo à Fábrica da Renova No dia 17 de abril, as turmas 12ºF - curso de Animação Sociocultural 10ºC - disciplina de Economia A - 2ºB - CEF de Empregado Comercial participaram numa visita de estudo à fábrica da Renova, situada na Zibreira - Torres Novas. A atividade teve como objetivos: reconhecer as fases de um processo produtivo; identificar os fatores de produção; reconhecer os custos e benefícios do desenvolvimento tecnológico; verificar a automação e a informatização como consequências do desenvolvimento tecnológico; reconhecer o papel da educação na valorização profissional dos indivíduos; compreender o efeito do fenómeno da globalização no mercado de trabalho e desenvolver o relacionamento interpessoal entre alunos e professores. À chegada conhecemos as nossas guias que nos receberam muito bem e nos informaram como iria ser organizada a tarde: numa primeira fase visitaríamos em conjunto o primeiro local e seguidamente, já divididos em dois grupos, passaríamos ao segundo espaço. De salientar a simpatia e profissionalismo com que fomos guiados nesta visita. A Renova é uma marca totalmente Portuguesa, e como pudemos observar, muito bem-sucedida. Nesta etapa tem 9 cores de papel e fornece papel higiénico, rolos de cozinha, lenços e guardanapos um pouco para todo o mundo. É constituída por duas fábricas. A número 1 - situada na nascente do rio Almonda (é a água desta nascente que a Renova utiliza para a realização do papel.), nela funcionam os escritórios (em “open space” – espaço aberto) - foi construída em 1939 e à data fabricavam-se cerca de 300 toneladas de papel por ano. O primeiro rolo de papel higiénico era o Renova Super, criado em 1958. Em 1979 investiu-se numa fábrica com maiores dimensões, a número 2, hoje muito robotizada. AÍ começamos por visitar

a ETAR (Estação de tratamento de águas residuais) e no local ouviu-se uma pequena explicação relativa à fabricação do papel e respetivos gastos (para 1 tonelada gasta-se 15/30 árvores e 20000 litros de água). De seguida fomos visitar várias salas onde assistimos a algumas fases de transformação do papel como a desagregação, depuração, crivagem, lavagem e destilagem. Observámos veículos guiados por laser (AGV e LGV) que otimizam a logística dos transportes interiores, reduzindo assim, os custos de movimentação no interior da fábrica. Cumprindo o lema os “três R’s”, Reduzir, Reciclar e Reutilizar, esta f��brica tem uma política de desenvolvimento sustentável, que contribui para a melhoria do nosso Planeta, sendo a primeira empresa da Península Ibérica, no setor, a receber o rótulo ecológico da União Europeia. Foi uma visita de estudo interessante e importante para nós termos uma perceção mais adequada do mundo real do trabalho. Antes de partirmos para Tomar recebemos uma lembrança - uma embalagem de lenços Renova. 12º F, curso profissional de Animação Sociocultural

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A Prática do Direito No âmbito da disciplina de Direito, 12º ano, a nossa turma teve a oportunidade de realizar várias atividades, em espaço de aula e não só. A primeira, intitulada “Ser Advogado…”, decorreu no dia 11 de março, em que tivemos a visita de uma encarregada de educação, a Dr.ª Filipa Taxa, que conseguiu estabelecer um diálogo muito participativo com os alunos, acerca da profissão de advogado: principais funções e deveres; formação prévia inerente; informações sobre a prática da mesma.

A segunda atividade realizou-se no dia 18 de abril no Anfiteatro da nossa escola com o meritíssimo juiz João Diogo Rodrigues que, numa conversa quase informal em que nos deu uma noção do que é “Ser Juiz…”, como é que se chega a essa profissão de grande responsabilidade cívica, o que é o Centro de Estudos Judiciários (CEJ), a hierarquia dos tribunais visto que neste momento trabalha no Tribunal da Relação do Porto, tendo passado antes pelas anteriores etapas que um juiz tem de percorrer. No dia 22 de abril deslocámo-nos ao nosso tribunal judicial da comarca, em Tomar, onde tivemos oportunidade de conversar com a meritíssima juíza acerca de várias matérias que ao longo do ano letivo a professora tinha vindo a abordar, bem como advertências para o uso de drogas e roubo. De seguida, assistimos a dois julgamentos. O primeiro abordava alguns jovens que eram acusados de furto, uso e transporte ilegal de armas.

O outro tratava-se de uma mulher, com os seus 30 anos, que tinha burlado um homem em mais de 200.000€. Com uma história surreal: o senhor ao enamorar-se por ela e acreditando que esse amor era recíproco da parte da mulher, sempre que esta lhe pedia dinheiro, acabava por ceder, crente de que o mesmo alguma vez seria devolvido, dadas as promessas que a senhora lhe fazia. Inventando um sem número de fantasias: uma falsa herança; o exercício da medicina em alguns hospitais, chegando ao ponto de comprar um anel de curso; uma conta bancária na qual o senhor depositava o dinheiro quando ela lhe pedia que era dela e de um colega seu enfermeiro porque se tratava de uma conta gerida por eles mas pertencente ao hospital; uma ausência em Lisboa onde não podia receber visitas ou ser perturbada, devido a uma gravidez de gémeos; enfim … uma quantidade de falsidades que acabaram quando o senhor percebeu que nunca tinha havido nenhuma gravidez, que a senhora mantinha um outro relacionamento, que não existia nenhuma herança e que não era médica.

A última atividade ocorreu no dia 29 de abril com a visita da agente Dolores e do subcomissário Nuno Ponciano, da PSP de Tomar, também numa conversa descontraída, abordámos vários questões como a violência, como é que se processa a “Relação Polícia-Tribunal”, quais as etapas de uma queixa e como proceder. Foi com muito agrado e gosto que a nossa turma decidiu partilhar algumas atividades com outras turmas que futuramente possam escolher a disciplina de Direito, para que conheçam um pouco melhor o mundo que gira à volta do Direito, que não se foca somente em leis e deveres como geralmente se pensa. Ana Margarida Caetano, 12ºE

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Força da palavra Temos assistido recentemente à proliferação de cada vez mais manifestações, onde grupos de pessoas entoam o nosso tão português “ Grândola Vila Morena”. Gosto quando as classificam como “perigosas”, porque o são, no seu sentido mais literal. Ligamos a televisão à hora do telejornal e observamos guerras e violência em determinados países. Ocorre-me agora o caso da Grécia. As faces descontroladas da população lutando contra o governo, contra as medidas de austeridade e apelando aos seus direitos. Invadiram lojas, supermercados, roubaram, destruíram... Enfim. Observámos um episódio do género em Portugal, há relativamente pouco tempo, em frente à Assembleia da República, onde foram atiradas pedras da calçada à força policial. O povo português ficou chocado. Uns reprimiam por completo esta ação dos manifestantes, outros compreendiam o desespero, mas igualmente criticavam a violência utilizada. Somos um povo reconhecedor do direito ao manifesto, mas (quase) todos os Portugueses têm uma qualidade que nos distingue de todos os outros povos: falamos alto, reclamamos por tudo e por nada, mas somos muito sensíveis à violência. Repudiamo-la e indignamo-nos com ela. Prova disso foi a sensibilidade criada acerca do caso de uma jovem que abraçou o polícia numa das manifestações ocorridas também recentemente. Esta nossa qualidade talvez tenha nascido há quase 39 anos atrás, quando passou na rádio “Grândola Vila Morena”. É fácil dispersar um aglomerado populacional que destrói uma cidade. É fácil deitar abaixo cartazes com palavras revolucionárias. É fácil calar vozes insultuosas. Tudo isso é fácil. O difícil é calar um povo unido, que entoa uma das canções mais emblemáticas da história Portuguesa. O difícil é quebrar o laço desesperado que une todos os Portugueses, dia após dia. A reação de Pedro Passos Coelho ao ouvir o cântico dos presentes nas galerias foi previsível. O que havia para dizer? Como reage um primeiro ministro quando as pessoas que representam o verdadeiro povo o interrompem, entoando “Grândola Vila Morena”? Nós, Portugueses, somos assim. E ainda bem que o somos. Sabemos que a violência nada resolve e temos a prova disso aquando da Revolução de Abril.

Não vivi nessa altura. Não posso opinar acerca da necessidade de se realizar outra, ou não. No entanto, sei que há dívidas para pagar. Sei que os cofres portugueses definham. Ouço Pedro Passos Coelho a pedir esforços e sacrifícios. Vejo a população a corresponder a esses pedidos. No entanto, sinto à minha volta um enorme desespero. Sinto que as pessoas abdicam das suas próprias coisas por Portugal e pelo amor que lhe têm, sem verem o seu esforço ser recompensado. Estas manifestações são a prova disso mesmo. As pessoas que entoam o cântico têm espelhado nas suas faces a expressão de frustração, de uma certa humilhação, de cansaço, mas sobretudo da tristeza, características previsíveis de um povo que vive como vive. Irrita-me que haja pessoas que digam: “Deviam ter vivido no meu tempo para ver o que era uma crise.” Irrita-me esta mania portuguesa do “o meu é muito pior” ou o “eu passei por coisas muito piores”. Enquanto estas coisinhas deploráveis não acabarem, é óbvio que nada acontece. Irrita-me igualmente a demissão de certas pessoas, a aceitação do que está mal, mas o pensamento de que nada se pode fazer para uma alteração. Irritame o tão português “deixa andar” e a falta de interesse pelos assuntos de Portugal e pela cultura em geral. Em vez de conversas paralelas, devíamos dar asas à criatividade e à imaginação... Devíamos pôr de parte os nossos maiores defeitos enquanto povo e aproveitar ao máximo cada uma das nossas qualidades. Raciocinar e desenvolver as nossas capacidades para que aquilo que mais desejamos se torne realidade: um Portugal melhor, onde usufruamos de melhores condições de vida, atrativas às gerações vindouras que, infelizmente, cada vez mais , abandonam Portugal. Porque não acabar com os “diz que disse”, com a mania do “o que eu passei é pior” e com as “ conversas de vizinhas”? As manifestações recentes onde se entoam “Grândola Vila Morena” são manifestações inteligentes. Muito inteligentes. Uma manifestação que não pode ser repudiada e que é dificilmente quebrada é muito poderosa e muito perigosa para os governantes. Podem dizer que é sonho de adolescente ver todo um povo unido por Portugal. Podem dizer que sonhos há muitos e que tenho de aprender a lidar com a não concretização de alguns. Eu respondo com factos históricos: 25 de Abril de 1974. E finalizo com uma certeza minha: a força mais poderosa do mundo é, sem dúvida, a força da palavra. Laura Antunes, 11ºE Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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CANTA-ME COMO FOI

Há um género de pessoas que fazem da sua vida melodia e poema, entregando-se ao serviço de todos. Zeca Afonso e Lopes-Graça fizeram isso. Em tempo de duradoura desesperança, deram a um povo inteiro palavras e sons que nos fizeram ranger os dentes e olhar o futuro. Escutou-se e cantava-se, com a certeza de que, quando um homem se põe a pensar, é possível conter os mordomos do universo todo, senhores à força e mandadores sem lei. Em tempo em que não havia quem lhes quisesse valer, avisavase a malta. Os trinados gritavam: acordai, homens que dormis! Havemos de chegar ao fim da estrada,

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alimentados pela canção. Visitados por sonhos, unidos como os dedos da mão, ergueram-se vozes ao alto, até que muitos vieram para a rua gritar. No dia 24 de Abril, no Cine - Teatro Paraíso, a Tuna Sabes Cantar deu o mote para o que faz falta: cantar, em memória do Zeca, do Lopes-Graça, de todos os poetas que amaram e amam o seu povo, mas, também, cantar por nós. Prof. Fernando Santos


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ABRIL NO PARAÍSO Agora que os dias em que caminhamos, em que nos obrigam a estar, são mais do que um turbilhão económico e social de raras proporções, e o bem-estar conseguido por décadas de lutas abnegadas para se construir uma sociedade mais justa e equilibrada, expurgando a miséria e as desigualdades sociais e as opressões que daí se espraiam, parecem definhar como folhas caídas no regresso do outono;

Agora que Tomas More, Proudhon, Marx, Rosa Luxemburgo e outros, tantos, dos mais variados credos e enraizamentos políticos, devem dar voltas sem fim a perguntar-se como foi possível fazerem-nos aportar neste cais e em que um número cada vez maior de concidadãos sentem na pele o garrote que Laocoonte viveu; Agora, que os ditames da finança, e dos seus vassalos, secam as veias das formigas laboriosas que sustentam esta engrenagem demolidora e o paraíso que sonhámos é um castelo sem alicerces; de porcelana, dirão outros; Agora, mais do que nunca, celebremos as utopias e a primavera. Celebremos abril. Porque não há noite que não sucumba à aurora. A celebração do 25 de Abril, desse dia mágico em que tudo amanheceu, no Cineteatro Paraíso, foi uma belíssima viagem. Mais do que exumação das memórias, das mais gratas e perenes, o espetáculo “Cantame Como Foi”, organizado pela

Tuna Sabes Cantar, da Escola Santa Maria do Olival, permitiu o regresso ao encantamento de abril, através das canções e das palavras que, estação após estação, ajudaram a subjugar a noite e o labirinto, de quase meio século de vida coletiva. A luz, ao fundo, em abril. Regressemos ao Paraíso. Como uma porta que se abre para a estrada prometida. Pela voz e talento, tanto, dos elementos que compõem a Tuna, da solista, Professora Júlia Quadros, sob a direção do Professor José Morgado; dos Alunos da Universidade Sénior, Alunos de Animação Sociocultural, do décimo segundo ano, do contributo plástico dos alunos Tatiana e Miguel, da colaboração técnica do Pedro, do 11ºD, do apoio do sr.Paulo e do sr. Américo, da poesia e palavras escolhidas, sábias – também do talento cénico – do Professor José Paulo Vasconcelos, tantos passos e gritos e manhãs claras correram pelo palco.

Zeca Afonso e Lopes Graça, personagens principais; pelos sonhos que ergueram, afastando todas as tempestades, na construção de um Mundo melhor, de um Portugal melhor, mais justo e fraterno; pelas palavras e canções e música que permanecem; pelas utopias que carregaram até ao fim. O Paraíso cheio. Num elo muito bonito, conjugado, entre os artistas e o público. Que aplaudiu o belíssimo espetáculo, que aplaudiu abril. Zeca Afonso, Lopes-Graça e Salgueiro Maia devem ter sorrido. Prof. José Sobral Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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Trinta e nove anos depois, o professor de História lançou o seguinte desafio aos alunos do 8º e 9º anos:

«O que significa o 25 de abril para ti?» O 25 de Abril marca a História de Portugal porque trouxe a liberdade e os direitos ao povo. João Pedro Ferreira 8.º F O 25 de Abril significa liberdade de expressão. Agora que vivemos em democracia podemos criticar sem sermos perseguidos. António Pinto 8.º F O 25 de Abril não é uma data comum. É a data da libertação. É o nosso dia D. Patrícia Santos 9.º F Antes do 25 de Abril, os Portugueses não podiam expressar o que sentiam em relação à política sem ocorrer a possibilidade de irem presos, e serem torturados, pela PIDE. As mulheres passaram a poder votar e as condições de trabalho melhoraram. Joana Marques 8.º F Hoje existem valores como a liberdade e a liberdade de expressão que durante a ditadura de António de Oliveira Salazar não eram respeitados. António Pacheco de Amorim 8.º F No dia 25 de Abril, ocorreu a reconquista da liberdade e da alegria. Os militares e Salgueiro Maia trouxeram a liberdade e a democracia, pondo fim ao Estado Novo. Catarina Freire 9.º F O Movimento das Forças Armadas (MFA) desencadeou um golpe militar que iria mudar a História de Portugal. O objetivo maior era a liberdade. Dário Matias 9.º F O 25 de Abril foi o começo de uma nova era. Durante o Estado Novo, muitas pessoas foram presas, torturadas, mortas, em nome dos “interesses da Nação”. Devemos aos militares e às pessoas que naquele dia saíram à rua a nossa liberdade. Ana Rita Marques 9.º F O que sinto é que este dia foi muito importante para a liberdade em que hoje vivemos. Gonçalo Mendes 9.º F A canção de Zeca Afonso, “Grândola, Vila Morena”, é uma das canções que me vem à cabeça, quando ouço falar da revolução dos Cravos. Pedro Fontes 9.º F Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival

Os meus avós contam-me histórias que viveram durante a ditadura salazarista. Dizem que eram tempos difíceis, em que ninguém podia ter uma opinião diferente e que quem a tinha era perseguido pela polícia política, a PIDE. Bernardo Santos 9.º F O “25 de Abril” foi a data que assinalou a liberdade de todos os portugueses da altura, que lutavam contra um regime ditatorial que os diminuía intelectualmente e que os censurava. Vasco Moucho 9.ºF Com o 25 de Abril tudo mudou em Portugal: os cidadãos puderam fazer greve; todos puderam votar (homens e mulheres), a partir dos 18 anos; alcançouse o direito à educação, à segurança social e à proteção na saúde. Bárbara Curado 9.º F A Revolução do 25 de Abril pôs fim à ditadura e iniciou-se um período de liberdade. Francisco Gonçalves 9.º F Nasci 23 anos depois do 25 de Abril. Este dia continua a ser celebrado, mas não com tanta alegria como em celebrações anteriores. Atualmente as ruas enchemse de manifestações, pelo descontentamento. Andreia Rosário 9.º F O 25 de abril foi o não à ditadura, pois há sempre quem fique para dizer «Não!». Henrique Mendes, 9º H


Let ras & Tretas | 1 9 opressão não perdurará e está na natureza humana ser livre. Duarte Nunes, 9º H Representa o início de uma nova vida em Portugal. Catarina Trezentos, 9ºH Lembra-me uma criança a colocar um cravo na espingarda de um soldado. Beatriz Martins, 9ºH Foi o início da liberdade em Portugal. Miguel Coelho, 9ºH Sem 25 de abril, as pessoas ainda estariam aterrorizadas e a viver com medo de serem presas ou exiladas. Lucas Barros, 9ºH O 25 de abril simbolizou não só a liberdade como também uma grande felicidade para todos os portugueses, pis representaria uma «nova vida» Diogo Rafael, 9º H O 25 de abril mostra a bravura de um povo que conseguiu ir mais alto e ultrapassar dificuldades. Susana Gonçalves, 9º H É a revolta dos cravos a sorrirem na ponta da espingarda. João Henriques, 9º H Agora sinto-me orgulhosa não só pelos portugueses terem conseguido reaver a liberdade lutando por aquilo em que acreditavam, mas também por ter sido uma revolução pacífica. Sara Rodrigo 9º H Representa o superar do «Adamastor» e o riso nas ruas. Daniel Godinho 9º H O 25 de abril foi o ponto de saturação do povo português e é a mudança completa do estili de vida da população. Sara Pereira 9º H Quando oiço falar do 25 de abril vem-me à memória a Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso, o espírito de liberdade. Diogo Marante 9º H Como deve ser bom ter o direito da liberdade de expressão de um dia para o outro , poder falar à vontade sem terem um castigo por isso, e terem no direito a tudo o que merecem…Ninguém sabia o que isso era até ao dia da grande revolução. Ana Catarina, 9º H

Nesse dia houve revolução e aflição mas no final, muita satisfação. Margarida Vinhas, 9ºH

Sinto-me orgulhosa pelos portugueses: alcançaram o seu objetivo sem recorrer à violência e, mesmo assim, conseguiram ser ouvidos. Margarida Pinto, 9ºH A revolução dos cravos trouxe algo de importante aos homens e mulheres daquele tempo, não muito distante, mas também a nós, as gerações pós 25 de abril podem viver com o gosto doce da tão amada liberdade. Pedro Nunes, 9ºh O 25 de abril representa o reconhecimento da independência de cada um, a alegria da libertação, o ultrapassar das barreiras. Paulo Vasconcelos, 9º H O 25 de abril significa o dia em que o povo saiu á rua e mostrou ser superior ao medo. Ana Conde 9º H Foi um dos dias mais importantes dos portugueses ficando marcado pelos cravos vermelhos. Catarina Lopes 9º H Significa a liberdade dos portuguese, o dia dos cravos, a reviravolta, o fim da ditadura em menos de 24 horas, quase sem perdas e o início de um futuro risonho. Tetyana Babyuk 9º H

O povo é uma força imbatível quando motivado pelo desejo de liberdade. A violência nunca vencerá, a

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E porque não ler?... «Ano Sabático», de João Tordo A narrativa começa com Hugo (um músico de Jazz) a regressar a Lisboa vindo de Montreal, onde viveu durante mais de uma década, trazendo como única companhia um contrabaixo chamado “Nutella”. Lá, teve uma vida de exageros e declínio físico e psicológico, devido ao consumo excessivo de álcool e drogas, mas também pela sua personalidade insegura. Um retorno que Hugo designou como “ano sabático”, numa tentativa de reequilíbrio e reaproximação à família, que acabou por ser muito mais. Num espetáculo ao vivo Hugo ouve a melodia que andava a compor há anos, ser tocada por Luís Stockman, um pianista conceituado. A partir daí, a sua vida passa a ser gerida obsessivamente por este acontecimento, que não consegue entender. Como é que algo único pode surgir, repetido por outra pessoa? Terá havido plágio? O que se passa? Mais intrigante ainda é que as semelhanças físicas entre ambos são de tal forma evidentes que Hugo é confundido com Luís... Há uma série de acontecimentos que fazem questionar a individualidade, o cunho pessoal que nos torna seres únicos entre tantos milhões... mas será que cada um de nós é mesmo único?

« O Bairro da Estrela Polar », de Francisco Moita Flores É um livro sobre crianças, sobre jovens marginais, a história de um bando, um gangue, que vive num bairro mítico de Lisboa, num dos muitos onde existem gangues e que fazem as coisas mais feias mas também fazem coisas bonitas, que a maioria das pessoas que falam de gangues não conhece. É uma ficção sobre um bando de rapazes que faz assaltos, vende droga, mas que também é capaz de intensas solidariedades, como só os jovens são capazes. Diana nasceu no Bairro da Estrela Polar. Algures em Lisboa. Um daqueles bairros cercados por estradas com muito movimento, isolado da cidade, voltado sobre si, feito de gente que veio de todos os lados do mundo. No Estrela Polar, existe o café “Futuro de Portugal”, dirigido por Bazófias, carteirista reformado, burlão de grandes talentos. É aqui que se reúne a quadrilha agora encabeçada por Diana, líder conhecida como a “Robin dos Bosques”, que rouba aos ricos para dar aos pobres. Comandados pela bela Diana, Tosta Mista, Zé Cigano, Francisquinho, Batman, Clara, Manela e Paulo monopolizam o tráfico de droga no bairro, deixando a polícia sempre desorientada, e organizam-no para que o crime seja atividade rentável para a crise. Uma história dos nossos dias, que consegue cruzar a violência com o humor, a ternura e a união de personagens pícaras do submundo do Portugal do Século XXI.

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À conversa com... João Tordo Nasceu em Lisboa a 28 de Agosto de 1975, filho do cantor Fernando Tordo. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. Trabalha como guionista, depois de ter passado pelo jornalismo, tendo publicado, entre outros, n' O Independente, Sábado, Jornal de Letras, ELLE e a revista Egoísta. Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001. Publicou cinco romances, "O Livro dos Homens Sem Luz" (2004), "Hotel Memória" (2007), "As Três Vidas" (2009), "O Bom Inverno" (2010) e "Anatomia dos Mártires" (2011). Venceu o Prémio José Saramago 2009 com o romance "As Três Vidas". Foi finalista dos prémios Portugal Telecom, Fernando Namora, Melhor Livro de Ficção Narrativa da SPA e do Prémio Literário Europeu. Em Fevereiro de 2013 será [foi] publicado o seu novo romance, "O Ano Sabático". João Tordo é influenciado pela escrita de autores como Edgar Allan Poe, Herman Melville ou Dostoievski, e pela literatura policial e de mistério, construindo narrativas dentro de narrativas (narraception) e absorvendo o leitor através da imersão emocional nas suas histórias. In Wikipédia, João Tordo, consultado a 15/04/2013 URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/João_Tordo

Foi no dia 11 de abril, passada quinta-feira, que esteve entre nós o escritor João Tordo. A convite da Biblioteca Escolar e Centro de Recursos (BECRE) da Escola Secundária/3 Santa Maria do Olival (ESSMO), este jovem escritor, de mérito reconhecido, esteve na Biblioteca Municipal de Tomar, António Cartaxo da Fonseca, para um encontro com os alunos do ensino secundário. Perante um anfiteatro cheio, João Tordo prendeu a plateia desde as primeiras intervenções, criando um ambiente ligeiro, de conversa interativa, com frequentes episódios de humor. Falou-nos do seu processo criativo, de como escreve (ou como lhe surgem) os seus livros, das suas leituras, das suas experiências vivenciais, dos livros que outros escrevem, da literatura boa e dos maus livros, aconselhou, opinou, sugeriu, analisou. Depois, sempre num jeito despretensioso e simples, deu a palavra aos que o foram ouvir e respondeu às (muitas) perguntas que foram colocadas. Uma grande aula de Literatura contemporânea que se prolongou de forma espontânea até muito depois da hora prevista. A conversa estava agradável e os presentes estavam envolvidos naquele deambular por entre livros e páginas. Na sequência de outras visitas de escritores à ESSMO (podemos já orgulhar-nos de ter recebido, recentemente, na nossa escola nomes como Lídia Jorge, Rui Zink, Domingos Amaral e agora João Tordo), esta foi mais uma conversa aprazível, humana e verdadeiramente pedagógica. E depois, ainda há quem diga que as escolas não fazem o que deviam… Prof. José Paulo Vasconcelos

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Francisco Moita Flores UMA VIDA FEITA DE VÁRIAS VIDAS “Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.” Johann Goethe

Há escritores que não precisam de apresentar os seus livros: são eles próprios livros. Há escritores que nos dão a ilusão de falar, quando, na realidade, estão a ler-nos, em primeira mão, uma história que ainda não escreveram, mas que em si transportam: a narrativa dos seus encontros, das suas vivências, dos seus comprometimentos. Quem tem a sorte – quase que se poderia dizer, sem recear o exagero aristocrático, o privilégio – de, numa amena conversa vadia, pautada de emoção, riso, ironia e sabedoria, poder ouvir um escritor com a qualidade e inteligência de Francisco Moitas Flores partilhar um passado tecido de histórias, onde as personagens tanto podem ser Luís de Camões, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, o Padre António Vieira, as namoradas, a mulher, os próprios filhos, gentes fraternas e solidárias, e Francisco Moita Flores em pessoa, vivencia um extraordinário momento de uma grande riqueza humana. A palestra de Francisco Moita Flores dada no dia 23 de abril, no auditório da Escola Secundária com 3.º Ciclo Santa Maria do Olival, graças ao apoio da Papelaria Nova de Tomar, ao Grupo Leya, e à professora bibliotecária Maria de Deus Monteiro, foi, de facto, um momento único, uma extraordinária viagem literária e humana, onde o interesse e a atenção da assistência eram permanentemente espicaçados através de observações subtis, comentários profundos e sinceros, relatos ora pungentes, ora divertidos, reflexões irónicas, e sábios conselhos. As palavras de Francisco Moita Flores reconciliam-nos com a vida. A vida parece simples quando ele a conta. As pessoas são transparentes, entendíEscola Secundária /3 Santa Maria do Olival

veis. Algumas trazem em si bondade, solidariedade, outras sofrimento, dor, indignação. A vida lê-se como as páginas de um livro. Francisco Moita Flores contou-nos, por exemplo, como superou, enquanto estudante bolseiro, a dureza da vida na Suíça, graças à entreajuda e a compaixão de imigrantes lusos. Contou-nos como trocou, na mochila que trazia no regresso a Portugal, roupa por livros, e não por ouro ou chocolates. No aeroporto, o seu corpo vergava, apesar do seu esforço, sob os quilos de livros que as suas magras ou nulas poupanças não permitiam expedir e trazer consigo para a pátria. Contudo, graças à intervenção do comandante do avião em que iria embarcar, que entendeu o drama daquele estudante sem um tostão, mas rico de saber, a mochila cheia de livros acabou por ocupar um lugar vago, ao lado do teimoso passageiro, como pessoa feita de papel e de tinta e não de carne e osso. A todos um dia agradeceu Francisco Moita Flores, quando sopraram na sua vida ventos mais favoráveis. Assim, o piloto bibliófilo ainda hoje é amigo do escritor. Nós somos tudo ao mesmo tempo observou Francisco Moitas Flores. O mundo é unidade. Cada um contém em si, a cada instante, o bem e o mal, a alegria e a tristeza, a vida e a morte. Omnipresente, esta última, na vida de Francisco Moitas Flores, que foi polícia. Foi do contacto com a evidência e a crueza da morte que o homem retirou a urgência e a força de viver intensamente o presente. Como o passado nos escapa e o futuro não nos pertence, é no momento presente que devemos concentrar a nossa força de viver. Francisco Moita Flores não tem tempo para perder tempo. Leva uma vida regrada. Tem tempo de passar tempo com os outros, com os amigos. Como é bom poder conviver, partilhar. Existir assim é viver. E a vida é breve, brevíssima diz Moita Flores. Não podemos, por isso, desperdiçar cada instante que passa. O passado não volta. A vida é uma repentina passagem. A única certeza do ser humano é a consciência da sua finitude. A nossa única certeza é a morte, assegura o sábio Francisco Moitas Flores. Tudo o resto são hipóteses, conjunturas, incertezas, indefinições. Como era o Dia Mundial do Livro, Francisco Moita Flores abordou a importância do livro e das


Let ras & Tretas | 2 3 leituras nas nossas vidas. Falou da importância do livro enquanto objeto com existência própria. Um livro é algo de palpável, com cheiro próprio (o da cola, o da tinta), que facilmente se deixa transportar para todo o lado. O livro de papel é uma das maiores criações da humanidade. Que alma têm, em comparação, os livros digitais? São, observou Moita Flores, ficheiros virtuais, sem vida, sem veias, mais para serem consultados do que lidos. Frente a um ecrã de computador, de um Tablet ou de e-reader não estão reunidas as condições para uma leitura profunda e reflexiva. Que devemos ler? Que nos ensinam os livros? A estas perguntas, poucos até hoje ouvi responder de forma tão clara e pertinente como Francisco Moita Flores. Temos de ler um pouco de tudo, para podermos perceber de que gostamos mais, afirmou. Temos de ler para saber mais, não para saber tudo. Sabendo mais, poderemos fazer melhores escolhas já que, como ele muito bem vincou, perante a jovem e atentíssima assistência, toda a nossa vida é feita de escolhas, de opções. Nesse perpétuo tomar de decisões, quem sabe mais escolhe melhor. Melhores escolhas farão melhores vidas. Por isso nos pediu Francisco Moita Flores que não deixemos de amar os livros, porque isso equivaleria a deixar de nos amarmos a nós próprios. Foram perto de duas horas e meia de conversa vadia com Francisco Moita Flores, no auditório onde os alunos pareciam beber as suas palavras. Não dei, não demos, pelo passar inexorável do tempo. Havia tantas histórias na história que nos contou. Tanta humanidade. Tanta empatia pelos outros. Tanta sabedoria… como há muito não via. Em Tomar, Francisco Moita Flores deixou sementes de leitura. Em Tomar, deixou a promessa de voltar.

AMO-TE Tu foste aquele que escolhi para mim. Tu foste aquele que, algum dia, mais alegrias me deu. Foi a ti que perdoei tudo. Encontrava sempre mais uma justificação imaginária para cada falha tua. E porquê? Porque aquele amor (estupidamente perdido) era mais forte e capaz de dar as oportunidades que fossem precisas a cada erro por ti cometido. Tu foste aquele que, num certo dia me cativou. Pelo teu sorriso? Pelo teu jeito perfeito de modo imperfeito? Não sei, ficou por descobrir! Agora, depois de tudo, és aquele que ficou resumido ao passado, a uma lição. Fizeste-me acreditar que aquilo que tem de ser nosso vem por conquista e só tem de ser quando o tempo assim o entender. Eras tudo no passado. No presente és recordação. És tu que, quando vejo, ainda sinto “borboletas na barriga” porque o amor por ti continua cá. Vivo. A saudade? Pois, essa hoje não consigo medir. Lembro-me de tudo desde o primeiro dia. De todas as palavras mais lindas por ti ditas. A saudade já não tem espaço em mim, então escorre pelos olhos sempre que me lembro do que éramos e já não somos. Sinto falta de acordar e ter uma mensagem tua. De me dizeres “amo-te princesa”. Era contigo que queria ser feliz. É a ti que amo e não consigo mudar isso. Precisei de ti. Fui embora. Fui ser feliz, embora com a tua ausência. Esqueceste-te de mim e daquilo que algum dia nos marcou tanto. Por isso: Não me podes pedir para voltar. Porque foste tu quem “estragou” uma relação que podia ser perfeita. Guardarei, então, este sentimento para mim. Ficará intacto. Acima de tudo, não te esqueças: EU AMO-TE!

Mariana Luís 10ºF Professor Bibliotecário, Hugo Vaz EB 2/3 DNAP Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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A ESSMO no IV Mini-Congresso de Ciência por Jovens Um grupo de três alunas do 10º A da Escola Secundária Santa Maria do Olival, participaram no IV MiniCongresso de Ciência por Jovens, no Exploratório, em Coimbra, no passado dia 17 de maio. Maria Madalena Santos, Marta Sofia e Sofia Mendes, apresentaram o seu projeto “Happy2Ok” a um auditório que seguiu atentamente as explicações e demonstrações deste kit pedagógico.

Após a apresentação do projeto Happy2Ok, Sua Excia Dra. Helena Caldeira, elemento da comissão científica, não hesitou em mostrar o seu contentamento e surpresa por um projeto tão original, que, segundo as suas palavras, mostra a outra face da ciência, do conhecimento, a sua aplicação na resolução de problemas. Direcionou diversas questões às nossas meninas happy acerca do desenvolvimento e implementação do projeto Happy2Ok . No final dos trabalhos, estas alunas foram entrevistadas pelo Diário de Coimbra, referindo que foi necessário muito trabalho, treino e ensaios, temperados com stress e ansiedade q.b. Mas valeu a pena! Sentiram que cresceram e que são meninas mais felizes. Doravante, armazenarão no baú das suas memórias esta inesquecível experiência, destacando o orgulho e a responsabilidade de serem mensageiras do nome da sua cidade e da sua escola até outras paragens, onde se desenvolve a Ciência na H2Ora. Prof. Lourdes Durana

Subordinado às comemorações do Ano Internacional da Cooperação pela Água, estas alunas, sob a supervisão pedagógica das professoras Filipa Cotralha e Lourdes Durana, deram asas à imaginação e provaram que é possível, e muito interessante, motivar os jovens para a Ciência, para a investigação e para a ação. Através de atividades lúdicas é possível aprender a exercer proactivamente a cidadania, espevitando as consciências, ao mesmo tempo que se investe no conhecimento científico e se promove o desenvolvimento sustentável das sociedades.

O Kit do projeto Happy2Ok Centro de Radiologia de Tomar, S.A. Rua António Joaquim Araújo, 40 2300-555 Tomar Tel.: 249 329 020 Fax: 249 329 029

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Notícias da Biblioteca Ao longo do 3º período, a equipa da BE/CRE continuou a desenvolver o trabalho habitual (circulação e empréstimo de livros, disponibilização de diversos recursos para trabalhos de pesquisa, tratamento técnico de documentos, autoavaliação da biblioteca, divulgação de notícias no nosso blogue e na plataforma Moodle, …), ao qual se juntou a realização de algumas atividades que tiveram impacto significativo na vida cultural da escola o que muito nos agradou. Da panóplia de atividades promovidas, começamos por referir, ainda no final do 2º período, a nossa participação no âmbito das 24 Horas no Agrupamento, com a dinamização de uma atividade musical levada a cabo por alunos da ESSMO e dirigida a alunos dos 3º e 4º anos das escolas do Agrupamento. A nossa participação na atividade 24 Horas voltou a repetir-se no fim de semana do Dia Mundial da Criança, já no 3º período, agora para os alunos do 3º e 4º anos dos Jardins Escolas João de Deus. Desta vez, a atividade decorreu na própria biblioteca, proporcionando aos nossos visitantes as várias valências do nosso espaço. Também neste 3º período, podemos destacar a participação dos alunos, anteriormente selecionados, na 2ª eliminatória da edição 2012/2013 do Concurso Nacional de Leitura, que teve lugar em Torres Novas, bem como a comemoração de algumas efemérides como, por exemplo, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, assinalado por um encontro com o Dr. Moita Flores e por uma Feira do Livro com obras do autor.

No ambiente virtual do nosso blogue e da plataforma MOODLE, assinalámos outras efemérides, por exemplo, o Dia Internacional da Diversidade Biológica, o Dia da Europa, Dia Internacional do Jazz, Dia Mundial da Terra, e até o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2013. Organizámos também outra Feira do Livro aquando da vinda à escola do escritor João Tordo que cativou completamente o auditório da Biblioteca Municipal, repleto de jovens do Ensino Secundário. Todo este trabalho desenvolvido pela equipa de Biblioteca só foi possível com a colaboração de professores de diferentes áreas disciplinares, de Editoras com quem estabelecemos parcerias, de alunos de diversos níveis de escolaridade e, ainda, com a preciosa colaboração dos professores bibliotecários do nosso Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, professores Hugo Vaz e Suzana Marquês. Além das atividades referenciadas, pretendemos sempre evidenciar os livros e a leitura, o estudo e a cultura, essenciais na formação de qualquer jovem. A equipa da BECRE Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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Entre dois e quatro de maio, teve lugar, em Tomar, a quarta edição do BIBLIOTECANDO, sendo a temática central a viagem, o que justifica o título escolhido: Das Leituras de Viagens e das Viagens das Leituras. Partindo da ideia de que “a viagem está no âmago da experiência identitária do homem, estando, por isso, no centro da escrita literária”, ouviu-se a opinião de diferentes escritores, bem como de personalidades doutras áreas do saber, que vieram testemunhar com a sua experiência e formação, como é que as viagens contribuem para a construção da nossa memória coletiva. Apesar das muitas ausências, por motivos de saúde, pudemos, desde logo, na sessão de abertura, no Convento de Cristo, apreciar a palestra da Dra. Helena Buescu, “A Leitura como viagem entre tempos”, destacando-se, particularmente, a referência a obras contempladas nas Metas Curriculares para o Ensino Básico, onde o tema da viagem está bem presente. Não querendo ser exaustiva na exposição que aqui apresento, referirei, de seguida, apenas alguns nomes que, no meu entender, se destacaram ao longo dos dois dias de Bibliotecando. Neste sentido, começarei por fazer alusão à presença do Professor Dr. Carlos Reis que, com o seu extraordinário poder de comunicação, nos deleitou ao abordar o tema supracitado numa palestra subordinada ao título: “ Viajar é preciso, escrever também: de Garrett a Saramago”. Também o discurso cativante e divertido do Dr. Miguel Miranda é digno de registo, tendo a sua palestra, “Viajar para escrever ou escrever para viajar”, visado algumas obras do escritor a quem interessa sobretudo a “dimensão emocional” da viagem física. Não menos interessante se revelou a comunicação do escritor e professor Nuno Júdice, cuja

serenidade contagiante sobressaiu das palavras deste poeta que considera que a “verdadeira viagem é a literatura” e que nos deliciou com um belíssimo poema (escrito há dois dias atrás, como declarou) intitulado “ Registo Cartográfico”. Lindo! A inusitada palestra da Dra. Maria de Jesus Cabral, “Interfaces: o Livro, a Arte e a Ciência” superou as expetativas, apresentando uma abordagem assaz interessante desta interseção entre Arte e Ciência. Mesmo que diminuta, há ainda lugar para uma breve alusão aos nossos diplomatas-escritores como Paulo Castilho e Luís Castro, tendo este último proferido uma comunicação muito interessante e com um título no mínimo curioso: “Um Estranho animal de duas cabeças: o poeta-diplomata”. Igualmente apelativas foram as comunicações de nomes ligados a áreas bem diferentes da Literatura, como a do piloto João Roque, a do engenheiro José Bento dos Santos ou a do Diretor-Adjunto de Emissão e Arquivo da RTP. Este último proporcionou-nos uma maravilhosa viagem pela nossa memória coletiva ao apresentar um vídeo-síntese dos momentos mais marcantes da nossa história desde do início da RTP até ao final do século XX. Sendo impossível aludir a todos os conferencistas presentes, fica aqui um voto de apreço pelo seu contributo para o enriquecimento cultural de todos os que assistiram com prazer a mais um Bibliotecando, em Tomar. Resta ainda sublinhar o trabalho daqueles que organizaram e concretizaram este projeto que permitiu à nossa cidade sair, mais uma vez, deste atavismo em que, frequentemente, está mergulhada, mostrando aquela outra faceta caraterizada pelo dinamismo e pela vontade de concretizar projetos / sonhos ou, simplesmente, VIAJAR. Prof. Lina Damásio

Traz os teus manuais para a escola Entrega-os NO POLIVALENTE nos dias: 6, 7, 13 e 14 Chegámos ao final de mais um ano letivo! O que é que podes fazer com os teus livros? Podes... · Vendê-los! · Ou oferecê-los! Traz os teus manuais paraMaria a escola e Escola Secundária /3 Santa do Olival Entrega-os NA BANCA DE RECOLHA, NO POLIVALENTE,

de junho

Venda de 13 a 28 de junho Está na hora DE PASSARES À AÇÃO


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III Grande Encontro

Foi no dia vinte e quatro de maio que o grupo “O bom filho na casa entorna” realizou o seu jantar anual pelo quarto ano consecutivo. “O bom filho na casa entorna” junta diferentes gerações de antigos alunos do Liceu Nacional de Tomar e da ESSMO, que atualmente são professores na nossa Escola. Este ano foram 21 que fizeram uma pausa para se reunir, não para lembrar os “bons velhos tempos”, mas para usufruir de uns momentos de boa disposição e brindar a uma Escola que teve e tem um papel integrante e ativo nas suas vidas. No final do jantar, depois de um “difícil momento” lúdico (difícil, sim, porque além de terem que ler (des)travalínguas, tinham que o fazer em “modo pirata”), todos receberam uma medalha comemorativa e foi escolhido o vencedor, que recebeu a respetiva coroa e faixa bem ao estilo do concurso “Miss e Mr. Liceu”. Como bom cavalheiro, e, como ditam as regras o vencedor abdicou e coroou a sua sucessora. A noite acabou nas “tasquinhas” da “Festa Templária” para uns e no “ó-ó “ para outros. P´ró ano há mais! Profs. José Morgado/ Rosa Maria Fernandes / Zita Luís

O DELF Escolar é um diploma oficial, emitido pelo Ministério Francês da Educação, para certificar as competências dos alunos do ensino básico e secundário, ao nível da compreensão e produção oral e escrita, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas, da União Europeia. Tendo registado 100% de sucesso nos exames do DELF Escolar (Diploma de Estudos em Língua Francesa) de nível A2 no ano letivo anterior, novamente a

ESSMO se lançou nesta aventura, mas desta vez mais arrojada: o nível B1. A prova decorreu no passado dia 9 de maio, na Escola Secundária Rodrigues Lobo , em Leiria, com o apoio da Alliance Française de Leiria. A professora responsável agradece aos alunos Ana Inês Lourenço(12ºE), Afonso Velez(10ºB) e Tiago Marques (12ºB)o seu esforço e dedicação uma vez que representaram com grande dignidade a nossa escola . Os diplomas, vindos do Ministério da Educação Francesa, serão posteriormente entregues aos alunos numa cerimónia oficial, em data a divulgar brevemente. Prof. Ana Célia Costa Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival


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SUDOKU

QUAL É O NÚMERO? Qual o número que não aparece no quadro seguinte?

QUADRADO DE FÓSFOROS Forma três quadrados, retirando apenas seis fósforos sem mexer em mais nenhum!

IGUAL A 15 Usando números de 1 a 9, completa os quadrados, de modos a que todas as somas (horizontal, vertical e diagonal) sejam iguais a 15.

ANEDOTAS Qual é o cúmulo da força? É fazer tricô com as linhas do comboio!

O que diz a chave para a fechadura? - Vamos dar uma voltinha?

Antigamente, farmácia escrevia-se com PH. E hoje como é que se escreve? Hoje escreve-se com H!

Porque é que o livro de Matemática se suicidou? Porque tinha muitos problemas.

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A Escola e a Arte

Exposição de trabalhos realizados pelos alunos do 9º ano, na disciplina de Educação Visual sob a orientação dos professores Antónia Rodrigues e Henrique Oliveira.

Os alunos de Educação Visual, do 7º ano, turmas F, G e H, sob a orientação da professora Cidália Neves, organizaram uma mostra de trabalhos realizados na aula, sobre o tema “Forma e Função”. As técnicas utilizadas foram: ponto, linha, textura, negativo-positivo, colagem e lápis de grafite.

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NOTÍCIAS DA MATEMÁTICA PROVA DO CANGURU MATEMÁTICO SEM FRONTEIRAS

VII CAMPEONATO DO SUPERTMATIK

No dia 4 de abril realizou-se a prova do Canguru Matemático Sem Fronteiras que é uma prova de âmbito internacional e tem como objetivo estimular e motivar os alunos para a disciplina de Matemática.

Após os campeonatos intraturmas e interturmas dos alunos do 3º ciclo, que decorreram ao longo do 2º período, foram apurados, de entre os 140 participantes, os seis finalistas do Campeonato de Cálculo Mental SuperTmatik. No dia 14 de maio, teve lugar a Grande Final Online de mais uma edição desta competição. Esta final realizou-se na sala C8 da nossa Escola e os finalistas da ESSMO foram os seguintes alunos: - Campeão do 7º ano – André Ribeiro - Vice campeão do 7º ano – Ana Catarina Silva - Campeão do 8º ano – João Ferreira - Vice campeão do 8º ano – Guilherme Gomes - Campeão do 9º ano – Luís Morais - Vice campeão do 9º ano – Bernardo Santos Os parabéns aos vencedores e a todos os adversários que tornaram este campeonato possível. Uma palavra de agradecimento a todos os alunos que desempenharam as funções de árbitros neste campeonato. Grupo Disciplinar de Matemática

Este ano participaram oitenta e quatro alunos da nossa escola. Nesta edição do jornal Letras e Tretas, aproveitamos a oportunidade para divulgar os nomes dos finalistas, em cada categoria, desta prova. Na categoria Benjamim, o primeiro lugar foi atribuído a André Ribeiro, do 7ºF; o segundo, a Manuel Palo, do 7ºF e o terceiro, em simultâneo a João Silva e a Francisco Craveiro, respetivamente do 7ºF e do 8ºF. Na categoria Cadete, o primeiro lugar foi atribuído a Paulo Vasconcelos; o segundo, a Duarte Nunes e o terceiro a Pedro Nunes, todos alunos do 9ºH. Na categoria Júnior, o primeiro lugar foi atribuído a Ana Helena Lopes, do 11ºB; o segundo, a Luna Barreto, do 11ºB e o terceiro a Ana Paula Simões, do 11ºD. O grupo de Matemática reconhece o esforço e interesse demonstrado por todos os alunos participantes e elogia o excelente desempenho dos vencedores. Continuem a apostar nos desafios matemáticos!... E … “Atrevam-se a continuar”! Finalistas da Prova do Canguru Matemático – Benjamim

Campeonatos Interturmas

1º lugar na Prova do Canguru Matemático Finalistas do SuperTmatik

Benjamim –Júnior – Cadete Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival

para FinalAté On-line

o ano!...


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Poema Matemático Um Quociente apaixonou-se Um dia Doidamente Por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável E viu-a, do Ápice à Base... Uma Figura Ímpar; Olhos rombóides, boca trapezóide, Corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua Uma vida Paralela à dela. Até que se encontraram No Infinito. "Quem és tu?" indagou ele Com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me Hipotenusa." E de falarem descobriram que eram O que, em aritmética, corresponde A alma irmãs Primos-entre-si. E assim se amaram Ao quadrado da velocidade da luz. Numa sexta potenciação Traçando Ao sabor do momento E da paixão Retas, curvas, círculos e linhas sinusoidais. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas E os exegetas do Universo Finito.

Integral E diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones Muito engraçadinhos. E foram felizes Até àquele dia Em que tudo, afinal, se torna monotonia. Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum... Frequentador de Círculos Concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, Uma Grandeza Absoluta, E reduziu-a a um Denominador Comum. Ele, Quociente, percebeu Que com ela não formava mais Um Todo. Uma Unidade. Era o Triângulo, chamado amoroso. E desse problema ela era a fração Mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade. E tudo que era espúrio passou a ser Moralidade Como aliás, em qualquer Sociedade. De autor desconhecido.

Desafio “QUAL É O NÚMERO?” R: 8 Desafio “IGUAL A 15”

Convidaram para padrinhos O Poliedro e a Bissetriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro Sonhando com uma felicidade

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Desafio “QUADRADO DE FÓSFOROS”

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Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar. Mais que um lar. Uma Perpendicular.

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Desporto Escolar Corta Mato Nacional (Campeonato Nacional)- 01 e 02-03-2013 A escola fez-se representar, nesta prova, pelos alunos que obtiveram os primeiros lugares na classificação do campeonato regional, no escalão de iniciados: João Ferreira Bravo- 9ºG; Leandro Santos- 9ºF; Nuno Madureira Miguel- 8ºF; Manuel Filipe Dias- 8ºG; João Sousa Gonçalves- 9ºF e Francisco Gonçalves- 9ºF. A nossa representação conseguiu um resultado brilhante - 7º lugar em vinte e duas equipas nacionais, o que torna esta prestação, por parte dos nossos alunos, deveras extraordinária. Grupo Equipa de Desportos Gímnicos Ginástica acrobática O grupo equipa de nível 2, constituído pela Maria Rodrigues- 7ºG, Daniela Baptista, 10ºA e Mariana Chaveiro, 10ºC, garantiu o 1º lugar no campeonato distrital no dia 22-052013, sagrando-se campeãs. As alunas Sofia Rodrigo9ºH, Ana Santos-12ºA e Ana Pereira 10ºA, foram campeãs distritais e ficaram apuradas para o campeonato regional, ficando neste em 2º lugar. No campeonato nacional na Maia nos dias 3105e 01-06 registando um 4º lugar. Trampolins Masculinos Os alunos Alexandre Ferreira-11ºC e Daniel Fernandes-7ºH disputaram o campeonato distrital de nível 1 no dia 2905-2013 e o Alexandre Ferreira-11º C, ficou classificado em 2º lugar. O aluno André Graça-9ºG ficou em terceiro lugar no campeonato distrital de nível. Escola Secundária /3 Santa Maria do Olival

Grupo Equipa de Voleibol Iniciadas Feminino Já terminou a fase de grupos e as nossas alunas ficaram no terceiro lugar do pódio na fase de grupos. Grupo Equipa de Basquetebol Iniciados masculinos No Compal Basket, o nosso grupo equipa ficou em 1º lugar na fase local e também em 1º lugar na zona norte da Lezíria e Médio Tejo. No dia 21 de maio de 2013, na Escola Secundária do Entroncamento, no campeonato Regional, classificaram-se em 3º lugar. Grupo Equipa de ténis de mesa Os nossos alunos participaram no regional e ficaram com as seguintes classificações: No encontro Regional realizado nas Caldas da Rainha, o aluno Tiago Ferreira10ºB, no escalão de juvenis Masculinos, obteve o 11º lugar e o aluno Emanuel Henriques - 11ºD, também no escalão de juvenis Masculinos obteve o 13º lugar. De referir que neste escalão participaram 29 alunos. Quanto à classificação por equipas e no escalão de juvenis - a nossa escola obteve o 5º lugar. Sendo a equipa constituída pelos alunos: Tiago Ferreira-10ºB; Emanuel Henriques - 11ºD e Nuno Teixeira- 10ºG. Grupo Equipa de Xadrez Segundo encontro Interescolar de Xadrez realizado em Abrantes, em 20/02/2013. Neste torneio, onde participaram as escolas de Abrantes (D. Miguel de Almeida), Entroncamento (Escola Secundária) e Tomar (ESSMO), a nossa escola ficou em primeiro lugar. No torneio final Individual, realizado na Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas, em 70 alunos inscritos obtivemos os seguintes lugares individuais: 15º, 23º, 34º e 55º. A Bárbara Gonçalves do 11º C ficou em segundo lugar no setor feminino. Prof. Paulo Lopes, Coordenador Desporto Escolar


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Espaço Europa Dia da Europa No dia 9 de maio, no âmbito do Clube Europeu Nuno de Santa Maria, o nosso Agrupamento comemorou o Dia da Europa. Na ESSMO, logo à entrada, uma faixa nas cores da Europa, anunciava que o dia era de efeméride!

Estiveram também presentes os “Poetas da Europa”, resultado de uma pesquisa elaborada pelos alunos do 11ºE, orientados pela professora de Geografia, Teresa Rodrigues.

Assinalando o Ano Europeu dos Cidadãos, os alunos de Direito realizaram uma investigação sobre os documentos individuais de identificação dos cidadãos de cada um dos países membros, constatando várias semelhanças, na grande parte deles e a curiosidade de a Dinamarca e a Irlanda não possuírem um cartão de identificação, servindo para o efeito o Passaporte.

Apesar das condições climatéricas não ajudarem, não deixámos de realizar o tradicional hastear das bandeiras, Nacional e Europeia, pelos alunos da disciplina de Direito, do 12º ano.

Houve ainda oportunidade para saborear um “Bolo da Europa”.

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Música: “a arte das musas” uma página da Mariana Luís, 10ºF

Música? É aquilo que nos move. É o que nos conserta espiritualmente. É como que um porto de abrigo. A cada momento, a cada situação. Está connosco sempre. É talvez das coisas mais essenciais nos nossos dias. É, sem dúvida, à música que recorremos para procurar momentos de reflexão. De compreensão. A música traduz-nos tudo o que, na nossa cabeça, dá voltas e mais voltas. Traduz-nos tudo numa forma simples e profunda, simultaneamente. É a música que consegue transformar dias escuros e sem vida, em dias brilhantes e repletos de felicidade. A música molda-nos. Faz-nos viver cada segundo. Verdade seja dita, com ela tudo é diferente. Tudo se torna mais lindo e completo. É a luz que precisamos para iluminar o nosso caminho. Bem, a música ensina-nos para tudo ao longo da vida. Dá-nos a conhecer ou comprova coisas da forma que mais ninguém o saberia fazer. Perguntei a três colegas «O que é a música?». Seguem-se as respostas. Música, o melhor medicamento para a cura de qualquer tipo de emoção. A melhor terapia nos momentos de felicidade e de tristeza. É o que transforma tudo à nossa volta. Colocar os fones, “isolarmo-nos” do mundo e simplesmente apreciar o modo como tudo ganha vida, cor e sentido é fascinante. A música é mesmo assim. Permite-nos imaginar o mundo das mais diversas formas e cores, transformar uma semente numa flor, uma lagarta numa borboleta. Porque é que a procuramos? Talvez só porque sim. Talvez porque nós sabemos que só ela pode traduzir em palavras o inexplicável, o mais “estúpido” e incompreensível da nossa mente. Os sentimentos quase que encontram nela uma compreensão que nenhuma outra pessoa estaria disposta a mostrar-nos. E, tal como uma pessoa, a música tem características semelhantes: há aquelas que estão mais marcadas que outras, por algum motivo, claramente. Há aquelas de que nunca ouvimos falar, mas em algum momento da nossa vida, nos cativam, nos chamam à razão. Há aquelas que se deixaram para trás. Há também aquelas que nos trazem à memória momentos de alegria e de tristeza mas de facto, existirá sempre aquela que não nos deixa nunca. Que não se perde. Transforma-se numa sinfonia que nos acompanha por toda a vida, em todos os momentos. Carolina Monteiro, 10ºF

A música é arte! A música faz-nos pensar em coisas que tentamos esconder, é uma terapia. Se estamos tristes pomos músicas tristes, não se sabe porquê, mas a música não é só melodia com letra, é como se fosse alguém que está perto de nós a tentar explicar o que se passou. Há momentos em que choramos só por ouvir uma boa letra, há momentos que rimos e momentos em que dançamos, não sabemos porquê mas há qualquer coisa dentro de nós que é puxado por algo que a música tem. Todas as letras têm um sentido e nós também nos identificamos com elas e começamos a adorá-las. Faz sentido amar a música. São melodias com ritmos diferentes e letras que mexem connosco. A música somos nós! Sofia Lopes, 11ºE

Hoje em dia, a música é uma forma de mostrar o que sentimos e pensamos. Ao mesmo tempo é uma forma de descontrair… A música, para mim, é como “um membro da família”. Ou seja, faz parte da minha vida a cada instante. Na minha opinião, uma cantora que merece destaque é a Áurea. Penso que ela canta mesmo muito bem. Uma das minhas bandas favoritas: os “The Script” porque, na minha perspetiva, as letras transmitem, por detrás da melodia, uma grande mensagem. Bárbara Bento, 7ºE

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Agrupamento Nuno de Santa Maria

Oferta Formativa Ensino Básico 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Cursos de Educação e Formação Empregado de Comércio Operador de Informática – Tipo2 Operador de Informática – Tipo3

Ensino Secundário Cursos Científico humanísticos Ciências e Tecnologias Artes Visuais Línguas e Humanidades Ciências Socioeconómicas Cursos Profissionais Animador Sociocultural Técnico de Análise Laboratorial Técnico de Banca e Seguros Técnico de Comércio Técnico de Design Técnico de Energias Renováveis Técnico de Multimédia Técnico de Organização e Gestão de Eventos Técnico de Ótica Ocular Técnico de Turismo

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«Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela» A madrinha é a “pessoa que dá nome a alguma coisa”… é a “protetora”… A madrinha do jornal «Letras & Tretas», foi a nossa colega Helena Romero que nos deixa um pinheiro, plantado na nossa escola, para cuidarmos com carinho.

Boas Práticas em Jornais Escolares A Direção-Geral da Educação lançou uma plataforma digital dedicada à divulgação de projetos de Jornais Escolares desenvolvidos nas escolas, públicas ou privadas, de todos os níveis de ensino. Com o intuito de tirar partido de conhecimentos e ferramentas que nos possibilitem melhorar o nosso projeto, o «Letras & Tretas» fez o seu registo em: http://jornaisescolares.dge.mec.pt

Sê «Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina, Sê um arbusto no vale mas sê O melhor arbusto à margem do regato. Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore. Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva E dá alegria a algum caminho. Se não puderes ser uma estrada, Sê apenas uma senda, Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso... Mas sê o melhor no que quer que sejas.» Pablo Neruda “A nossa colega Helena Romero foi e continuará a ser pinheiro, arbusto, relva, sol e estrela que nos vai inspirando..." Centro de Radiologia de Tomar, S.A. Rua António Joaquim Araújo, 40 2300-555 Tomar Tel.: 249 329 020 Fax: 249 329 029

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Ficha Técnica Coordenação, Redação e Arranjo Gráfico: Isabel Conceição, Isabel Gamelas, José Paulo Vasconcelos Colaboraram nesta edição: Lourdes Durana, Maria de Deus Monteiro, Laura Antunes - 11º E, Rosa Fernandes, Associação de Antigos Alunos da ESSMO, Mariana Marques - 12º E, Manuel Faria - 10º F, Júlia Quadros, Zita Luís, alunos do 12º F, Ana Margarida Caetano – 12º E, Fernando Santos, José Sobral, alunos do 8º F, 9ºF e 9º H, Paulo Lopes, Hugo Vaz, equipa da BE/CRE, Lina Damásio, José Morgado, Rosa Fernandes, Mariana Luís - 10º F, Carolina Monteiro - 10º F, Sofia Lopes - 11º E, Bárbara Bento - 7º E, Dionísio Leal, Ana Célia Costa, equipa da BECRE, Cidália Neves, grupo disciplinar de Matemática, Natália Nogueira, Maria Celeste Sousa. Escola Secundária/3 Santa Maria do Olivla –Tomar Alameda dos Templários 2300-303 Tomar Tel. 249328360 mail:essmo.tomar@mail.telepac.pt Letras & Tretas - Edição nº10 – Junho 2013


Jornal da ESSMO - edição nº10