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Ano 1—Volume 1—Edição Limitada

11/2013—Venda Proibida

Mata’tlântica

Estudantes do 5º período de Biologia visitam a ONG Onda Verde para pesquisarem sobre a Mata Atlântica. Da esquerda para a direita: André Luis, Raquel Batalha, Isabel Cristina e Cristiane Andrea.

Veja nesta edição:

Características e Biodiversidade

Espécies ameaçadas de extinção

Impacto Ambiental e Econômico

Curiosidades

Como contribuir para a preservação

www.vivimascaro.com.br/colunista/post/?654/preservação_da_mata_atlantica_depende_de_nos.htm

UNIG—Universidade Iguaçu


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http://envolverde.com.br/noticias/12a-edicao-premio-reportagem-mata-atlantica-divulga-finalistas/

Considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, a Mata Atlântica é o domínio de natureza mais devastado do país. Foi decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional do Brasil. Ela estende-se do Piauí ao Rio Grande do Sul e correspondia a, aproximadamente, 15% do território nacional, no entanto, a intensa devastação desse bioma para plantação, mineração e outras atividades econômicas reduziu drasticamente essa cobertura vegetal, restando, atualmente, apenas 7% da mata original, localizada principalmente na Serra do Mar. A Mata Atlântica passa pelos territórios dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e parte do território dos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Apresenta uma variedade de formações, acompanhando as características climáticas, estruturas e interações ecológicas distintas em cada região onde ocorre. Está na faixa de transição com os mais importantes biomas do Brasil: caatinga, cerrado, mangues, campestres e planaltos de araucárias. Seu clima predominante é o tropical úmido, no entanto, existem outros microclimas ao longo da mata. Apresenta temperaturas médias elevadas durante o ano todo e a média de umidade relativa do ar também é elevada. As precipitações pluviométricas são regulares e bem distribuídas nesse bioma. Quanto ao relevo, é caracterizado por planaltos e serras. A importância hidrográfica da Mata Atlântica é grande, pois essa região abriga sete das nove maiores bacias hidrográficas do país, entre elas estão: Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Esse bioma é um dos mais ricos do mundo em espécies da flora e da fauna. Sua vegetação é bem diversificada e é representada pela peroba, ipê, quaresmeira, cedro, jambo, jatobá, imbaúba, jequitibá-rosa, jacarandá, pau-brasil, e outras. A preservação da Mata Atlântica hoje, é questão de sobrevivência para nossa planeta. Nesta edição, dedicamos todos os nossos esforços para apresentar um pouco dess fantástico bioma que possui grande importância social, econômica e ambiental para todos nós.

Nesta edição:

História

3

Característica

3

Biodiversidade

4

Impacto Ambiental e Econômico

4

Flora e Fauna

5

Desmatamento e Preservação

6

Homem X Mata Atlântica

7

Você Sabia?

8

Referências

8

Responsáveis pela edição: André Luiz Lima de Faria—mat.: 12001636-8 Cristiane Andrea de Oliveira - mat.: 120008970 Izabel Cristina da Silva - mat.: 110035668 Raquel Batalha de Oliveira—mat.: 12001637-5

Este trabalho é requisito parcial para aprovação na disciplina ‘Ecologia” do curso de Biologia, orientado pela profª Ana Cristina


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Logo em seguida ao descobrimento, grande parte da vegetação da Mata Atlântica foi destruída devido à exploração intensiva e desordenada da floresta. O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos exploradores que colonizaram a região e hoje está quase extinto. O primeiro contrato comercial para a exploração do paubrasil foi feito em 1502, o que levou o Brasil a ser conhecido como "Terra Brasilis", ligando o nome do país à exploração dessa madeira avermelhada como brasa. Outras madeiras de valor também foram exploradas até a beira da extinção: tapinhoã, sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana e vinhático. Os relatos antigos falam de uma floresta densa aparentemente intocada, apesar de habitada por vários povos indígenas com populações

numerosas. A Mata Atlântica fez parte da inspiração utópica para o renascimento do mito do paraíso terrestre, em obras como as de Tommaso Campanella e Bacon.No nordeste brasileiro a extinção foi quase total, o que agravou as condições de sobrevivência da população, causando fome, miséria e êxodo rural só comparados às regiões mais pobres do mundo. Nesta região, seguindo a derrubada da mata, vieram as plantações de cana-de-açúcar mais ao sul na região sudeste, foi a cultura do café a principal responsável pela destruição em massa da vegetação nativa, restando uma área muito pequena para a preservação de espécies que estão em risco devido a poluição ambiental ocasionada pela emissão industrial de agentes nocivos à sua sobrevivência. Além da exploração predatória dos recursos florestais,

http://www.riodejaneiroaqui.com/pt/historia-da-floresta-da-tijuca-parte2.html

História

Início do século XIX, a mata atlântica abre espaço para atividades agrícolas.

houve também um significativo comércio de exportação de couros e peles de onças (que chegou ao preço de um boi), antas, cobras, capivaras, cotias, lontras, jacarés, jaguatiricas, pacas, veados e outros animais, de penas e plumas e carapaças de tartarugas. Ao longo da história, personagens como José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Nabuco e Euclides da Cunha protestaram contra esse modelo predatório de exploração. Hoje, praticamente 90% da Mata Atlântica em toda a extensão territorial brasileira está totalmente destruída. Do que restou, acredita-se que 75% está sob risco de extinção total, necessitando de atitudes urgentes de órgãos mundiais de preservação ambiental às espécies que estão sendo eliminadas da natureza de forma acelerada.

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiaisexpedicao_darwin_darwin_e_a_mata_atlantica/

Características

Mata Atlântica ainda preservada, em 1978.

A Mata Atlântica é uma formação vegetal que está presente em grande parte da região litorânea brasileira. Ocupa, atualmente, uma extensão de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados. É uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, apresentando uma rica biodiversidade. A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciouse a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição

ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata. Uma das principais características da Mata Atlântica é a presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa, formando um microclima na mata, gerando sombra e umidade. Na região da Serra do Mar, forma-se na Mata Atlântica uma constante neblina por conta desse clima. Além disso, apresenta biodiversidade rica, com presença de diversas espécies animais e vegetais, e uma fauna rica com presença de diversas espécies de mamíferos, anfíbios, aves, insetos, peixes e répteis.


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A exuberância da Biodiversidade A vida é mais intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região de sombra que cria o microclima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Dessa forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a diversificada fauna vive. Conforme a abordagem, encontram-se de seis a onze estratos na Mata Atlântica, em camadas sobrepostas.

A fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras.

Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas ou seja só existem na Mata Atlântica. Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal, palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica.

http://preservebrasil.org/?pag=informativos_preserve_bras

Nas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracterizase pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, e orquídeas.

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à biodiversidade da Amazônia. Há subdivisões do bioma da Mata Atlântica em diversos ecossistemas devido a variações de latitude e altitude. Há ainda formações pioneiras, seja por condições climáticas, seja por recuperação, zonas de campos de altitude e enclaves de tensão por contato. A interface com estas áreas cria condições particulares de fauna e flora.

Observa-se também que 39% dos mamíferos dessa floresta são endêmicos, inclusive mais de 15% dos primatas, como o Mico-leão-dourado. Das aves 160 espécies, e dos anfíbios 183, são endêmicas da Mata Atlântica.

Impactos Ambientais e Econômicos A Mata Atlântica originalmente ocupava 16% do território brasileiro. Atualmente este ecossistema está reduzido a menos de 7% de sua extensão original, dispostos de forma fragmentada ao longo da costa brasileira, no interior das regiões Sul e Sudeste, além de trechos nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e no interior dos estados nordestinos. Do que se perdeu, pouco se sabe, milhares, ou talvez milhões, de espécies não puderam ser conhecidas. Das espécies vegetais, muitas correm risco de extinção por terem seu ecossistema reduzido, por serem retiradas da mata para comercialização ilegal ou por serem extraídas de forma irracional como ocorreu com o pau-brasil e atualmente ocorre com o palmito juçara (Euterpe edulis), entre muitas outras espécies. Para a fauna, observa-se um número elevado de espécies ameaçadas de extinção, sendo a fragmentação deste ecossistema, uma das principais causas. A fragmentação do habitat de algumas espécies, principalmente de mamíferos de médio e grande porte, faz com

que as populações remanescentes, em geral, estejam subdivididas e representadas por um número consideravelmente pequeno de indivíduos. Apesar de toda a destruição que o ecossistema vem sofrendo, aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem desta floresta para a produção de água, manutenção do equilíbrio climático e controle da erosão e enchentes. Comunidades tradicionais que habitam áreas costeiras, vem sendo "empurradas" para o interior ou para as grandes capitais por conta do avanço imobiliário nestas regiões. Entre os usos econômicos da mata estão as plantas medicinais (a maioria não estudadas), como espinheira-santa, caixeta, e o turismo ecológico.


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Flora e Fauna

Tal variedade se explica pois, em toda sua extensão, a Mata Atlântica é composta por uma série de ecossistemas cujos processos ecológicos se interligam, acompanhando as características climáticas das regiões onde ocorrem e tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano. Isso abre caminho para o trânsito de animais, o fluxo gênico das espécies e as áreas de tensão ecológica, onde os ecossistemas se encontram e se transformam. É fácil entender, portanto, porque a Mata Atlântica apresenta estruturas e composições florísticas tão diferenciadas. Uma das florestas mais ricas em biodiversidade no Planeta, a Mata Atlântica detém o recorde de plantas lenhosas (angiospermas) por hectare (450 espécies no Sul da Bahia), cerca de 20 mil espécies vegetais, sendo 8 mil delas endêmicas, além de recordes de quantidade de espécies e endemismo em vários outros grupos de plantas. Para se ter uma ideia do que isso representa, em toda a América do Norte são estimadas 17.000 espécies existentes, na Europa cerca de 12.500 e, na África, entre 40.000 e 45.000. E quando falamos de fauna nos deparamos com um

bioma bem mais abrangente do que nossa memória pode conceber. São, por exemplo, 261 espécies conhecidas de mamíferos. Isto significa que, se fizéssemos um relação com nomes de animais conhecidos como mico-leão-dourado, onça-pintada e bicho-preguiça, ainda faltariam 252 mamíferos para completar o total de espécies dessa classe na Mata Atlântica. Esses nomes já são um bom começo, mas ainda estão longe de representar as 1020 espécies de pássaros, 197 de répteis, 340 de anfíbios e 350 de peixes que são conhecidos até hoje no bioma. Sem falar de insetos e demais invertebrados e das espécies que ainda nem foram descobertas pela ciência e que podem estar escondidas bem naquele trecho intacto de floresta que você admira quando vai para o litoral. http://www.rbma.org.br/rbma/rbma_fase_vi_04_form.asp

Se você fizer uma viagem do nordeste ao sul do Brasil, pelo litoral e pelos planaltos interioranos, não irá admirar simplesmente a bela paisagem da Mata Atlântica, mas sim uma série de ecossistemas com características próprias como a Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual, além de ecossistemas associados como os campos de altitude, brejos interioranos, manguezais, restingas e ilhas oceânicas no litoral.

Outro número impressionante da fauna da Mata Atlântica se refere ao endemismo, ou seja, as espécies que só existem em ambientes específicos dentro desse bioma. Das 1711 espécies de vertebrados que vivem ali, 700 são endêmicas, sendo 55 espécies de mamíferos, 188 de aves, 60 de répteis, 90 de anfíbios e 133 de peixes. Os números impressionantes são um dos indicadores desse bioma como o de maior biodiversidade na face da Terra. Num bioma reduzido a cerca de 8% de sua cobertura original é inevitável que a diversidade faunística esteja pressionada pelas atividades humanas. A Mata Atlântica abriga hoje 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


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Desmatamento e Preservação

No domínio da Mata Atlântica existem 131 unidades de conservação federais, 443 estaduais, 14 municipais e 124 privadas, distribuídas por dezesseis estados, com exceção de Goiás. No Rio de Janeiro destacam-se: •Parque Estadual dos Três Picos, estadual, Rio de Janeiro •Serra dos Órgãos, federal, Rio de Janeiro; •Parque da Tijuca, federal, Rio de Janeiro; •Parque Estadual da Serra da Tiririca, estadual, Rio de Janeiro; •Parque do Itatiaia, Minas Gerais e Rio de Janeiro; •Serra da Bocaina, Rio de Janeiro e São Paulo; •Serra da Mantiqueira, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo; •APA Petrópolis, Parque Natural Municipal da Taquara, Rio de Janeiro.

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/expedicao_darwin_/darwin_e_a_mata_atlantica/

Infelizmente a Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais ameaçado da atualidade. Um estudo feito pela ONG S.O.S Mata Atlântica e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontou que o desmatamento foi de 235 km² entre os anos de 2011 e 2012. As florestas foram as mais prejudicadas pelo desmatamento com perda de 219 km² de vegetação. A vegetação de restinga teve perda de 15 km², enquanto os mangues perderam 0,17 km². Licenças para desmatamentos irregulares e a indústria do carvão foram as principais causas deste desmatamento. Existem diversos projetos de recuperação da Mata Atlântica, que esbarram sempre na urbanização e o não planejamento do espaço, principalmente na região Sudeste. Existem algumas áreas de preservação em alguns trechos em cidades como São Sebastião (litoral norte de São Paulo). A nível nacional, graças aos inúmeros parques e bosques dentro de seu perímetro urbano, Curitiba é a cidade brasileira onde a mata atlântica está melhor preservada. No Paraná, graças à reação cultural da população, à criação de APA's (Áreas de Preservação Ambiental), apoiadas por uma legislação rígida e fiscalização intensiva dos cidadãos, aparentemente a derrubada da floresta foi freada e o pequeno remanescente dessa vegetação preserva um alto nível de biodiversidade, das quais estão o micoleão-dourado, as orquídeas e as bromélias. Um trabalho coordenado por pesquisadores do Instituto Florestal de São Paulo mostrou que, neste início de século, a área com vegetação natural em São Paulo aumentou 3,8% (1,2 quilômetro quadrado) em relação à existente há dez anos. O crescimento, ainda tímido, concentrou-se na faixa de Mata Atlântica, o ecossistema mais extenso do estado. A Constituição Federal de 1988 coloca a Mata Atlântica como patrimônio nacional, junto com a Floresta Amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A derrubada da mata secundária é regulamentada por leis posteriores, já a derrubada da mata primária é proibida. A Política da Mata Atlântica (Diretrizes para a política de conservação e desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica), de 1998, contempla a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e a recuperação das áreas degradadas. Há milhares de ONGs, órgãos governamentais e grupos de cidadãos espalhados pelo país que se empenham na preservação e revegetação da Mata Atlântica. A Rede de ONGs Mata Atlântica tem um projeto de monitoramento participativo, e desenvolveu com o Instituto Socio-Ambiental um dossiê da Mata, por municípios do domínio original.. Atualmente existem menos de 10% da mata nativa. Dos 232.939 fragmentos florestais acima de 3 hectares existentes na Mata Atlântica, apenas 18.397 são maiores que cem hectares ou 1 km².


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http://portugues.tnc.org/por-que-a-tnc/trabalhamos-em-parceria/nossos-apoiadores/nossos-apoiadores-mata-atlantica.xml

http://www.webventure.com.br/h/noticias/sos-mata-atlantica-fala-sobre-vitoria-no-brasil-wild/17323

http://www.acaieventos.com.br/?page_id=126

Homem x Mata Atlântica: uma relação possível

http://ecoilha.blogspot.com.br/2013/07/2-lugar-da-3-campanha-eco-ilha-visitam.html

Movimentos conservacionistas começaram no Brasil na década de 1930. A primeira área protegida, o Parque Nacional de Itatiaia (RJ), foi estabelecido em 1937. No nível governamental, as primeiras leis importantes, foram aprovadas em 1934, regulando a utilização da água, exploração da floresta, caça e pesca. No âmbito mundial em 1968, a UNESCO sugeriu que fosse estabelecida uma rede mundial de proteção para áreas especiais do planeta. Em 1971, foi criado o programa MaB (Man and Biosphere), o Homem e a Biosfera, com o objetivo de conciliar a proteção do ambiente ao desenvolvimento humano. Nesta mesma década, 1977, foi criado o Parque Estadual da Serra do Mar, que justaposto ao Parque da Serra da Bocaina, formou com ele o maior corredor de proteção do bioma Mata Atlântica, até então. Entre as organizações não governamentais houve um aumento na sua participação nas últimas décadas, com a atividade de organizações mais antigas como a Fundação Brasileira de Conservação da Natureza (FBCN), mais novas, como a Fundação SOS Mata Atlântica e ONGs internacionais como a WWF e a Conservation International, que atuam na preservação da Mata Atlântica de diversas formas: colaborando na definição de um método e sua aplicação, possibilitando a identificação de prioridades para a proteção da Mata Atlântica, apoiando movimentos contra agressões ao ecossistema e desenvolvendo projetos de educação ambiental. Muitos já perceberam que a única forma de enfrentar o enorme desafio da civilização de nossos dias é construindo uma nova concepção de desenvolvimento, que não destrua a natureza, que atenda às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Com a defesa da mata e a criação de Unidades de Conservação um novo problema surgiu: as populações tradicionais que vivem nas áreas destinadas à conservação. Há muitas gerações, utilizam seus recursos, originalmente em harmonia com o ambiente. Estes povos foram, em muitos casos, vítimas de uma política ambiental restritiva e sem a devida visão social, que os tratava como intrusos de suas próprias terras. Atualmente, os programas de gerenciamento das Unidades de Conservação contemplam a participação da comunidade local, envolvendo-a no seu gerenciamento e dando abertura para a utilização de seus recursos. Algumas práticas podem ser desenvolvidas de tal forma que causem um mínimo impacto e permitam a utilização da mata, como é o caso do ecoturismo, respeitando os limites naturais das áreas visitadas, os costumes e tradições locais. O manejo sustentável dos recursos florestais, como é o caso do palmito Jussara (em risco de extinção) e da fauna local, projetos de agricultura orgânica, de apicultura, a utilização de energias alternativas (eólica e solar), a criação das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN), a implantação da Agenda 21 local, o ICMS ecológico, que destina recursos de impostos de circulação de mercadorias aos municípios que abrigam parques e áreas protegidas, são alguns dos exemplos dos mecanismos de conservação existentes atualmente. Mas ainda existem lacunas a serem preenchidas no campo do desenvolvimento sustentável até que se alcance uma relação equilibrada e sadia entre as atividades econômicas e sociais e a Mata Atlântica.


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Você Sabia? O Jacarandá e o Pau-Brasil são o principal alvo da atividade madeireira, fato que ocasionou sua redução e quase extinção.

Alguns povos indígenas ainda habitam a região da Mata Atlântica. Entre eles, podemos destacar: Kaiagang, Terena, Potiguara, Kadiweu, Pataxó, Wassu, Krenak, Guarani, Kaiowa e Tupiniquim

Em 27 de maio comemoramos o Dia da Mata Atlântica

A Mata Atlântica é a segunda maior floresta brasileira, em extensão.

Cerca de 70% da população brasileira vive no território da Mata Atlântica, as nascentes e mananciais abastecem as cidades, esse é um dos fatores que tem contribuído com os problemas de crise hídrica.

Desenvolver este estudo sobre a Mata Atlântica , proporcionou, a todos os participantes do grupo, um entendimento maior sobre temas abordados nas aulas de Ecologia. Dentre eles podemos destacar: a Estratificação Vegetal (tema abordado em aula sobre Evolução dos Ecossistemas) e o Desmatamento (item aprofundado na aula sobre Ciclos Biogeoquímicos). Os processos de estratificação da Mata Atlântica podem ser percebido por sua biodiversidade, seja no estabelecimento de microclimas e microhabitats, na estratificação associada de fauna e flora, na variação segundo a disponibilidade de luz ou na definição e exploração de nichos pelas espécies vegetais e animais. O desmatamento é um tema inserido nos ciclos biogeoquímicos por conta de consequências como a liberação de carbono para a atmosfera, que proporciona o aumento do efeito estufa. Como resultado maior desta pesquisa, pode-se levar a conscientização de que a ecologia é uma ciência que contribui para uma relação mais harmoniosa e produtiva dos seres humanos com a natureza.

Referências: http://www.suapesquisa.com/geografia/vegetacao/mata_atlantica.htm http://www.ib.usp.br/ecosteiros/textos_educ/mata/conserva/conservacao.htm http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/expedicao_darwin_/darwin_e_a_mata_atlantica/ http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/expedicao_darwin_/darwin_e_a_mata_atlantica/ http://envolverde.com.br/noticias/12a-edicao-premio-reportagem-mata-atlantica-divulga-finalistas/ http://www.acaieventos.com.br/?page_id=126 http://ecoilha.blogspot.com.br/2013/07/2-lugar-da-3-campanha-eco-ilha-visitam.html http://www.webventure.com.br/h/noticias/sos-mata-atlantica-fala-sobre-vitoria-no-brasil-wild/17323 http://portugues.tnc.org/por-que-a-tnc/trabalhamos-em-parceria/nossos-apoiadores/nossos-apoiadores-mata-atlantica.xml http://preservebrasil.org/?pag=informativos_preserve_brasil http://www.rbma.org.br/rbma/rbma_fase_vi_04_form.asp


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