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A Terra moldada pela gravidade. Medições apuradas deformam a esfera perfeita vista do espaço. Carlos Fioravanti http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4362&bd=1&pg=1&lg

Edição Impressa 181 - Março 2011

Terra oval? Victor Figueiredo de Oliveira Diego Marchezepe

Segundo a revista FAPESP

(Fundação de Amparo à Pesquisa do

Estado de São Paulo) afirma na reportagem “A Terra moldada pela gravidade” (edição Impressa 181- Março de 2011), o formato do planeta Terra não é como pensávamos. Neste caso, a reportagem mostra em quatro páginas, acompanhadas por imagens (inclusive feita por satélites), que a esfera em que vivemos assume um caráter oval, e não circular como muitos pensam, uma vez que uma série de fatores interferem na força gravitacional existente e, consequentemente, causam este tipo de deformação.

Representação da Terra expressa força da gravidade, mais intensa nas áreas em vermelho.


Logo no início, a reportagem faz suas indagações com um exemplo: há um desnível do mar, cerca de 70 metros, entre os litorais do Brasil e da África do Sul. Isso torna a notícia dinâmica e fácil de entender, contudo, ao longo da pesquisa, dão-se muitos exemplos da variação de nível do mar, fugindo um pouco do assunto (apesar de estar relacionado), já que pelo título espera-se mais sobre o formato que a Terra assume, que, só mais tardar, é definida como parecendo sobre a forma de um coração. A pesquisa deixa bem claro o desnível de água entre diversos pontos existentes no planeta já que há a introdução de mapas panorâmicos desenvolvidos pelos estudiosos Fernando Paolo e Éder Cassola Molina. Ela demonstra também, que a aceleração da gravidade varia sutilmente em cada ponto terrestre devido a diversas situações como o relevo e a densidade das rochas no seu interior. Sendo assim, de acordo com a mudança da aceleração, o texto explica o “porque” da Terra admitir diferentes níveis instantâneos do mar uma vez que este se ajusta conforme o campo gravitacional, daí o fato de ter alterações. O estudo não prioriza muitas informações necessárias para o melhor entendimento do leitor, ou seja, ele não explica, por exemplo, como a Terra assume seu formato de “coração”. Não é explicado a equação da força gravitacional e como tais fatores (relevo e as diferentes densidades) interferem nesta força, causando uma série de conclusões precipitadas já que em determinado instante caracteriza-se um tanto quanto superficial (apesar do número de páginas).

A Terra teria o formato de um coração?


Um dos pontos mais esclarecedores para o leitor é o fato da reportagem indicar possíveis utilizações do estudo empregado: a forma de medir as variações associadas ao campo da gravidade, somada a outras técnicas, indicou, por exemplo, depósitos de petróleo nas regiões do nordeste brasileiro, e, possivelmente, poderá sinalizar inúmeras descobertas de minérios e cavernas nunca exploradas pelo homem, ou até mesmo, mostrando como e onde a quantidade de água nos grandes aquíferos pode oscilar ao longo do ano. O projeto de mapeamento do formato da Terra já dura 30 anos (é financiado por instituições não governamentais e também pela FAPESP) e é de extrema importância para o entendimento do nosso planeta e de como o próprio modifica-se em diferentes situações, adquirindo um formato que ainda ajusta vários elementos da biodiversidade e, inclusive, a nós seres humanos.

Referência Bibliográfica: Artigo científico PAOLO, F.S. & MOLINA, E.C. Integrated marine gravity field in the Brazilian coast from altimeter-derived sea surface gradient and shipborne gravity. Journal of Geodynamics. v. 50, p. 347-54. 2010. http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4362&bd=1&pg=1&lg=

A Terra moldada pela gravidade.Medições apuradas deformam a esfera perfeita vista do espaço.  

resumo critico.

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