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“Tragédia no Japão” Jornal: Folha de São Paulo, terça-feira 15 de março de 2011 José Victor Blois e Rafael Martins

Resumo Crítico

“Radioatividade: contaminação ou irradiação?”

O Japão, atualmente, passa por um terrível problema comentado mundialmente. Um terremoto de 9 pontos na escala Richter atingiu o litoral nordeste do país na tarde de 11 de março. O tremor foi o pior da história japonesa e o sétimo mais intenso do mundo e teve como consequência um tsunami com ondas que chegaram a alcançar até 10 metros de altura. Por conta do terremoto e do tsunami, foram registradas explosões em prédios dos reatores da usina Fukushima Daiichi, provocadas por problemas de aquecimento dos reatores. Os reatores nucleares funcionam através do aquecimento da água a partir da fissão do combustível nuclear, isótopos do urânio ( 235U e

238

U),

localizado no interior de varetas metálicas. Após o aquecimento, a água se transforma em vapor e este provoca o movimento das turbinas. Geradores transformam este movimento em energia e condensadores resfriam o vapor de água. E a água fria é injetada nos reatores por bombas de água. No Japão a energia acabou e as bombas que injetam água fria no reator pararam de funcionar, ocasionando o derretimento das varetas. Com o derretimento, as varetas de combustível perdem sua integridade e elementos radioativos são liberados. Se a contenção do reator não resistir, esses elementos serão expelidos na atmosfera. Essas partículas são elementos instáveis que liberam energia (radiação alfa, beta e gama) capaz de atravessar objetos e entrar no organismo, são


exemplos o urânio-235, e os produtos da fissão nuclear tais como o césio-137 e o iodo-131. O grande problema da mídia, é que fala apenas em contaminação por meio da radiação, deixando de lado a irradiação. Há uma grande confusão na utilização indevida desses termos. A irradiação incide nas pessoas que estão perto do local, assim como os trabalhadores das usinas e também no meio ambiente contaminado por elementos radioativos. Os níveis de radiação no entorno da usina superaram em oito vezes o limite de segurança, forçando a evacuação da população em um raio de 20 km ao redor da usina. Uma exposição prolongada, porém em baixo nível pode causar câncer e mutação do DNA. Já uma exposição curta, porém em alto nível pode causar náuseas e queimaduras. Já a contaminação implica em um dado corpo (alimentos, água, objetos) absorver elementos radioativos resultantes do vazamento e dessa forma tornar-se um irradiador. O risco passa a ser a entrada de material contaminado na cadeia alimentar humana, por meio do consumo da água, de vegetais ou de carne de animais mantidos com alimentação contaminada. A única prevenção a ser tomada com o uso de medicamentos são pílulas

de

iodeto

de

potássio,

que

são

distribuídas

pelos

órgãos

governamentais, pois o iodeto impede que o elemento radioativo iodo-131 deposite-se na tireóide.

Referência Bibliográfica:


Elementos radioativos http://www.coladaweb.com/quimica/fisicoquimica/elementos-radioativos Reatores nucleares http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambienteenergia-nuclear/reatores-nucleares.php Contaminação radioativa http://pion.sbfisica.org.br/pdc/index.php/por/Artigos/Para-entender-a-irradiacaoe-a-contaminacao-radioativa


Colégio Nossa Senhora Aparecida

Grupo:

Turma: 2º C

Daniel Pessoa Rafael Dolce Vitor Paladini

RESUMO CRÍTICO ’Laboratório' de energia deixa entrar o sol (refletido)

São Paulo Março, 2011

Tragédia no Japão  

resumo critico de fisica

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