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Os custos e benefícios do maior acelerador de partículas do mundo http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL753907-5603,00MAIOR+ACELERADOR+DE+PARTICULAS+DO+MUNDO+COMECA+A+OPE RAR.html Luiz Amaro de Araújo Fortes Victor Iervolino nº24 A humanidade muitas vezes não percebe a importância das suas conquistas. Estamos tão acostumados com os frutos dessas conquistas que nos esquecemos da grandiosidade das mesmas. Os computadores e a internet, por exemplo, se tornaram uma parte tão banal do nosso cotidiano que nós esquecemos o impacto que eles causaram na sociedade e o modo como mudaram as nossas vidas. Outro excelente exemplo é o LHC (LargeHadronCollider). Fruto de um projeto coordenado pela Cern(Organização Européia para a Pesquisa Nuclear)que já consumiu mais de 3 bilhões de euros e 20 anos, o Grande Colisor de Hádrons é o maior e mais poderoso acelerador de partículas já feito. E mesmo assim, só se ouviu falar dele quanto entrou em funcionamento pela primeira vez, cerca de dois anos atrás. Isso pode ser explicado pelo fato de que a maioria das pessoas nem sabe o que é um acelerador de partículas. Pois bem, esses aceleradores são máquinas dos mais diversos tamanhos e formas que criam feixes de partículas que tem suas direções controladas por campos magnéticos. Existem aceleradores de partículas até mesmo em televisores. Por outro lado, obviamente, esses aceleradores não se comparam ao tamanho e poder do LHC, que foi construído com verba e profissionais fornecidos por dezenas de países. A máquina é, basicamente, um grande túnel circular de 27km de comprimento, localizado no subterrâneo da fronteira entre a Suíça e a França. Ele funciona com uma tecnologia de ímãs supercondutores que forçam prótons a se colidirem, alcançando 99,99% da velocidade da luz, simulando condições similares às presentes logo após o Big Bang. O interesse dos cientistas é estudar as partículas que surgem após essas colisões, e, assim, formular novas teorias sobre o surgimento do universo.


O LHC entrou em funcionamento pela primeira vez no dia 10 de setembro de 2008, quando foi introduzido o primeiro feixe de prótons. Porém, pouco mais de uma semana depois, ocorreu um vazamento de gás hélio (usado para resfriar o equipamento) em um dos setores do túnel. A máquina só retornou ao funcionamento mais de um ano mais tarde, no dia 20 de novembro de 2009. No dia 30 de março de 2010, ocorreu a primeira colisão entre prótons, o que causou a quebra de um recorde: o LHC gerou a maior quantidade de energia que qualquer equipamento inventado pelo ser humano já havia conseguido gerar. O acelerador não voltará a funcionar em 2011, pois a Cern opera os seus aceleradores em ciclos anuais, para poder maximizar a potência das colisões. Antes de o LHC entrar em operação, corriam soltos rumores de que ele poderia gerar pequenos buracos negros que consumiriam a Terra, ou de que ele criaria partículas desconhecidas no planeta chamadas strangelets, que teriam um efeito similar. Porém, esses rumores foram desmentidos após a primeira colisão ser realizada em 2010. O principal objetivo dos físicos é encontrar o Bóson de Higgs, uma partícula que, na teoria, poderia explicar como todas as outras partículas se formam, completando a teoria da formação do universo. Mas ainda não foram encontradas partículas novas para a humanidade e, ao considerar os custos do projeto e os períodos ociosos do acelerador, pode-se dizer que ainda não foram obtidos resultados significativos. Logo, alguns pensam que o LHC é apenas um desperdício de dinheiro e tempo, que estão sendo usados apenas para agradar alguns físicos. Porém, Adriano Natale, membro de um grupo liderado por Sérgio Novaes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), responsável por processar dados obtidos pelos computadores conectados ao LHC, afirma que “...nós temos de contabilizar todo o desenvolvimento tecnológico realizado no Cern, o laboratório que gere o LHC. Temos grandes supercondutores, temos computação sendo desenvolvida para a análise dos resultados etc. O desenvolvimento em computação que o LHC vai gerar certamente irá impactar no desenvolvimento mundial no futuro próximo...”. Então, é possível concluir que o LHC representa um benefício para a sociedade de um modo geral. Se a Cern alcançará suas metas e os cientistas poderão confirmar e formular suas teorias, não há certezas, mas podemos esperar um impacto na computação doméstica que não passará despercebido, ao menos por um certo tempo.


Referência bibliográfica: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL753907-5603,00MAIOR+ACELERADOR+DE+PARTICULAS+DO+MUNDO+COMECA+A+OPER AR.html (acessado no dia 15/04/2011) http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40547&op=all (acessado no dia 20/04/2011) http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Colisor_de_H%C3%A1drons (acessado no dia 20/04/2011)

Os custos e benefícios do maior acelerador de partículas do mundo  

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