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CENTRO DE (CON)VIVÊNCIA recriar - reinventar - reintegrar

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU - 2016 CRISTIANE A PINHEIRO BARRETO PROF. ORIENTADOR - GASTÃO SANTOS SALES


”Quanto mais influência pudermos exercer pessoalmente sobre as coisas à nossa volta, mais nos sentiremos emocionalmente envolvidos com elas, mais atenção daremos a elas e mais inclinados estaremos a tratá-las com cuidado e amor. Só podemos desenvolver afeição pelas coisas com as quais nos identificamos – coisas sobre as quais podemos projetar nossa própria identidade e nas quais podemos investir tanto cuidado e dedicação que elas se tornam parte de nós mesmos, absorvidas pelo próprio mundo pessoal” Herman Hetzberger – Lições de Arquitetura. 1996


Sou especialmente grata a Deus, que não me desamparou mesmo nos momentos mais delicados desta longa caminhada, quando diante de situações desafiadoras que me acometeram encontrei Nele forças para transformar os obstáculos em superação. A minha mãe, sinônimo de amor e generosidade em minha vida, com quem hoje não tenho o privilégio de dividir o plano físico, mas que dedicou até seus últimos instantes a manter a preocupação de se certificar de que eu jamais desistiria do sonho dessa formação. Ao meu pai, que teve participação fundamental durante cada etapa e hoje, aos 90 anos, me concede a benção de presenciar, ainda em vida, uma conquista tão importante.

AGRADECIMENTO

Ao meu marido e filhas, que fizeram jus ao fato de que este é um curso que não se cumpre individualmente, já que renunciamos juntos ao nosso convívio por inúmeras vezes e entrelaçamos nossas forças para suportar a carga que muitas vezes parecia ser desumana, até a conclusão. Obrigada por compreenderem, participarem, suportarem, por terem ficado do meu lado incondicionalmente. E minha pequena mascote Mel, pelas incansáveis noites em claro que passou ao meu lado. Aos meus irmãos e familiares próximos, pelo suporte oferecido em todas as ocasiões necessárias, bem como, pelo cuidado, amor e orações, que resultaram em êxito. E particularmente a Paula, minha afilhada, sobrinha, amiga, essa doutora engenheira, que participou ativamente dessa jornada, antes mesmo de seu início oficial.

E sobretudo, a Eliane Ito, minha grande amiga, e o gênio do grupo, com quem tanto aprendi, por sua paciência, persistência e caráter solicito, que levarei por todos os próximos anos após este. A Daniel Morais, alegria de tantas manhãs cansativas, presente nas parcelas mais duras dessa trajetória, plantando esperança e tornando possível a homenagem mais emocionante que já recebi, e agradeço também aos meus colegas e professores que participaram daquele ato tão importante. A Rodrigo Guimarães,amigo para todas as horas, começamos juntos e chegamos ao final juntos, deixo também meu agradecimento por todo o apoio e incentivo. A Roberta e Gabriel Salsa, amigos de coração, meu muito obrigada por toda força, apoio, e amizade sincera. Ao meu orientador Gastão, que esteve comigo durante todo o processo deste Trabalho Final de Graduação, e prontamente dispondo-se para auxiliar e edificar meu conhecimento. Ao amigo arquiteto Pedro Nischimura, pelo tempo de trabalho juntos e por partilhar comigo seu conhecimento contribuindo com inspiração e sabedoria essenciais para meu desenvolvimento profissional. E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigada.

Aqui registro um agradecimento ímpar aos meus colegas de curso e amigos de vida, do grupo AR5,Eli, Fernanda Marussi, Marisol Laura, Dan, e já que sem eles, todo o processo teria sido imensamente mais difícil. 4

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RESUMO

O contato com o câncer fez com que eu percebesse o quanto nosso atual Sistema de Saúde Pública é precário no tratamento oncológico humanizado, privando não só a arquitetura de atuar como elemento funcional e participativo na qualidade de vida do usuário mas de certa forma coibindo o bem-estar físico, psíquico, emocional,e porque não dizer bem estar social, do paciente e familiares. Pretendo com este trabalho,apresentar uma alternativa espacial, propondo um Centro de (Con)Vivência sem fins lucrativos,mantido pelo poder público em parceria com a iniciativa privada, capaz de agregar as funcionalidades da arquitetura às necessidades primárias do paciente oncológico, através de tratamentos psicológicos, terapêuticos e alternativos não disponibilizados pela Rede Pública, além de moradia temporária para os que se locomovem de locais mais distantes,em um espaço onde através de cursos e oficinas dinâmicas, paciente e familiar terão a oportunidade de reintegração na sociedade. O intuito de agregar e promover urbanidade dentro do lote,com as oportunidades relativas a cursos e tratamentos terapêuticos serão estendidos à população. O espaço ainda comporta auditório, comércio local,horta orgânica,espaço ecumênico,área de exposições, restaurante, café bar,livraria e biblioteca 24 horas, agregando qualidades capazes de provocar gentilezas urbanas e provocando um diálogo do equipamento com o entorno.

ABSTRACT

Being in contact with cancer has helped me realize how much our Public Health System is precarious in what concerns to humanized oncologic treatment, by depriving not only architecture of acting as a functional and participative element in the user’s life quality, but also by coercing one’s physical, psychic, and emotional well being, as well as the patient’s and one’s relatives’ well being. I intend, with the present paper, to present a spacial alternative, by proposing a Living Together Center with no profits, sustained by the government, in a partnership with the Private Initiative, being able to aggregate architecture’s funcionalities to the primal needs of the oncologic patient, by means of psychological, therapeutic and alternative treatment, which are not provided by the Government nowadays. Besides it, temporary dwelling for the ones who get themselves from distant places, in a place where, amongst dynamic courses, patient and relative will have the opportunity of integrating themselves to the society. Towards aggregating urbanity within the allotment, the opportunities relaed to courses and types of treatment will be extended to the common population. The allotment bears local commerce, auditorium, organic garden, ecumenical space, exposure área, restaurant, café, bookstore and a 24/7 library, which will be responsible for taunting urban kindnesses and also a dialogue of the space with the surroundings.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO TEMA e JUSTIFICATIVA

11 13

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O CÂNCER TRATAMENTOS HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR

15 16 18 23

CASAS DE APOIO E CENTROS DE CONVIVÊNCIA CASA RONALD MC DONALD CASA HOPE

27 30 34

LUGAR DEFINIÇÃO DA ÁREA DO PROJETO FLUXOS E TRAJETOS LEGISLAÇÃO

43 44 50 52

LEITURAS PROJETUAIS CONJUNTO HABITACIONAL JARDIM EDITH

55 56

DIRETRIZES PROJETUAIS PARTIDO E PREMISSAS PROGRAMA COEFICIENTES MATERIAIS E ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

61 62 68 76 78

PROJETO

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

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BIBLIOGRAFIA

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INTRODUÇÃO


Câncer é sem dúvida, a doença que mais ameaça a integridade física e psicológica do ser humano. O impacto de um diagnóstico de câncer, atinge ao paciente e à família, e promove de imediato, ainda que inconscientemente uma correlação da doença à presença da morte iminente. Após o diagnóstico é travada uma batalha incessante com a ansiedade, frustração, medo, insegurança, dor e trauma, uma rotina desgastante e muitas vezes solitária, que esgota as energias do paciente, debilitandoo gradativamente. Em alguns países, o câncer é a causa de morte mais comum, e cerca de 15 % de todas as mortes mundiais são atribuídas a ele. 1 O câncer é guiado por soluções paliativas, entre quimioterapias, radioterapias, e tratamentos que deixam marcas não só corpo, pois a batalha é incessante e a cura da doença: improvável. As estimativas ditam que o número de novos casos cresce vertiginosamente, e que a implementação de um programa de humanização realmente eficaz por parte do governo, é premente para atribuir melhorias ao tratamento, dando amparo efetivo aos aspectos físico, social e psíquico do paciente por conseqüente de sua família. Acredito que, a arquitetura é capaz de eleger espaços íntegros que promovam o bem-estar necessário ao paciente oncológico, e que faz-se necessário a compreensão de que a proximidade familiar nestes casos é algo de suma relevância para o bem estar psicológico do paciente. Assim sendo, pretendo com este trabalho apresentar um equipamento capaz de oferecer moradia temporária para paciente e acompanhante mais próximo, com terapias e tratamentos alternativos em um ambiente no qual possa compartilhar experiências, e participar de atividades que o reincluam na sociedade, melhorando assim a autoestima e o estado

da doença em si. “O aconselhamento psicológico familiar é útil para alargar a comunicação e proporcionar um clima de segurança para enfrentar os problemas que podem originar ansiedade. Também pode ajudar os pacientes a tratar de alguns fatores que possam ser contribuídos para criar uma sustentabilidade à doença”. (SIMONTON, 1987) O Centro de (Con) Vivência, busca fazer um contraponto aos tratamentos convencionais, sem ignorá-los mas complementando-os no que concerne ao trato físico, psicológico e promovendo a interação social do paciente no contexto urbano.

TEMA e JUSTIFICATIVA

O tema deste trabalho surgiu especificamente das vivências pessoais com o câncer, que me fizeram enxergar a rotina extenuante que inúmeras famílias passam nos corredores dos Hospitais Referência, muitas vezes só aguardando o desenrolar fatídico de um final extremamente desagradável. Isso me fez repensar que a arquitetura aliada a um tratamento humanizado distante do ambiente hospitalar que permita apoio físico, psicológico e social para pacientes e familiares,seria imprescin dível na concepção de espaço capaz de preencher as lacunas desse precário sistema atualmente praticado. Ainda que, com um tema voltado para o paciente oncológico , não pretendo com isso englobar qualquer tipo de tratamento hospitalar, ou que remeta a idéia de um hospital. O foco é a qualidade de vida do paciente e familiar dentro de um ambiente acolhedor que lhe permita moradia temporária enquanto estiver em tratamento, e para aqueles que independem da moradia, que possam também ter acesso aos tratamentos terapêuticos e alternativos concedidos por este espaço, bem como participar dos cursos e oficinas ofertados pelo equipamento, estendendo sua dimensão e utilidade à população . Com isso, busco uma oportunidade de melhoria no bem estar físico e psicológico destas pessoas, bem como a reinserção social e a valorização da vida, para os que são flagrados e isolados pela doença. “A arquitetura hospitalar, é um instrumento de cura de mesmo estatuto que um regime alimentar, uma sangria ou um gesto médico. ” (FOUCAULT, 1990)

1 MUKHERJEE, Siddhartha , O Imperador de Todos os Males – Uma biografia do Câncer, Companhia das Letras,2015 p.13

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


O CÂNCER – DEFINIÇÃO, CAUSAS E TIPOS

DEFINIÇÃO Hipócrates, que viveu entre 460 e 370 a.C., foi quem deu origem ao nome “ câncer”,uma vez que utilizou o termo: carcinoma”(caranguejo, em grego),para descrever tumores cujas projeções dos vasos lembravam as patas de um crustáceo, daí o nome “câncer”.2 Segundo Carl Simonton (um dos pioneiros da psico-oncologia, oncologista e fundador do Câncer Center Simonton em Malibu (EUA): “Um câncer começa com uma célula que contém informações genéticas incorretas, de modo que se torna incapaz de cumprir as funções para as quais foi designada. Se esta célula reproduz outras células com a mesma construção genética incorreta, então um tumor começa a ser formado, composto de uma massa dessas células imperfeitas” .3 Segundo o Oncoguia: “O corpo é composto de trilhões de células vivas. Essas células normais do corpo crescem, se dividem e morrem de forma ordenada. Durante os primeiros anos de vida de uma pessoa, as células normais se dividem mais rapidamente para permitir que a pessoa se desenvolva. Depois, na fase adulta, a maioria das células se divide apenas para substituir células desgastadas ou células que morrem ou para reparardanos. O câncer se inicia quando as células de algum órgão ou tecido do corpo começam a crescer fora de controle. Esse crescimento é diferente

2Mukherjee, Siddhartha (2015) O Imperador de Todos os Males Uma biografia do Câncer, São Paulo: Companhia das Letras 3Simonton, C; Simonton, S.M. e Creighton, J.C. (1987) Com a Vida de Novo. São Paulo: Summus Editora.p.39

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do crescimento celular normal. Em vez de morrer, as células cancerosas continuam crescendo e formando novas células anômalas. As células cancerosas também podem invadir outros tecidos, algo que as células normais não fazem. O crescimento fora de controle e invadindo outros tecidos é o que torna uma célula em cancerosa”4

CAUSAS

TIPOS

As causas do câncer, segundo o INCA, dependem da capacidade do organismo de se defender das agressões externas, e isso acaba aumentando a probabilidade de transformações malignas de células normais.

Uma das características que define o tipo de patologia cancerígena, são as metástases, oriundas da velocidade de multiplicação das células e sua capacidade de atingir tecidos e órgãos vizinhos, e que acabam levando a inúmeros tipos de câncer, ligados a diferentes células do corpo.Atualmente muitos são curáveis, se diagnosticados em estágio inicial, assim, o diagnóstico precoce possibilita a cura de mais da metade dos casos da patologia.6

Cerca de 90% dos cânceres estão ligados a fatores ambientais, como o cigarro que pode causar câncer de pulmão, o excesso de exposição ao sol que causa o câncer de pele, e alguns vírus que causam a leucemia. Há estudos de que alguns componentes de alimentos ingeridos causam câncer, e que mudanças ocorridas no meio ambiente, causadas pelo próprio homem, bem como seus hábitos e estilo de vida podem determinar diferentes tipos de câncer (tabagismo, alcoolismo, hábitos sexuais, medicamentos, fatores ocupacionais, radiação solar hábitos alimentares, principalmente o consumo de carne vermelha e processadas,).5 E ainda há casos em que se soma a herança genéticae fatores hereditários. Pesquisas realizadas pelo Oncologista Carl Simonton na área da psicooncologia, e que constam de seu livro “ Com a vida de Novo”(Simonton et ai, 1987), comprovam que os níveis altos de stress emocional, grandes traumas, perdas de entes queridos, situação financeira, entre outros, são aspectos que causam a supressão do sistema imunológico e geram vulnerabilidade, aumentando a incidência de câncer no organismo.

4Equipe Oncoguia – Data de cadastro 29/03/2015 – Data atualização 29/03/2015, consulta em 23/10/2016 5http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/prevencao-fatores-de-risco/alimentacao( consulta 23/10/2016)

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TRATAMENTOS Um dos mais antigos tumores em um ser humano é datado de 4.000 A.C, um maxilar com sinais de linfoma. Apesar de não haver nenhum registro cientifico que date o início da doença, é sabido que egípcios, persas, e indianos já tinham conhecimento de tumores malignos séculos antes de Cristo. Foi na escola de medicina de Hipócrates, na Grécia, que se constatou a existência da doença como um tumor que mesmo depois de extirpado tornava a aparecer. E depois disso, até o século XV a medicina considerava a doença como um desequilíbrio dos fluidos corpóreos ou decorrência de um sistema linfático em desequilíbrio. No século XVIII o patologista Giovannoni Batista Morgagni e o médico francês François Xavier Bichat concluíram que os órgãos tinham diferentes tecidos e eram afetados por diferentes tipos de câncer. Neste mesmo período o médico Joseph Claude Anthelme Recamier identificou um caso de metástase causada pela corrente sanguínea ou linfática. Mas, só em 1860 que a doença alcançou o patamar cirúrgico, em 1881 ocorre o primeiro procedimento de remoção de tumor de estômago e a primeira mastectomia ocorre em 1890. No período das duas grandes guerras foi descoberto que o gás mostarda usado moderadamente em combates, causava diminuição dos leucócitos no sistema linfático e na medula óssea, mostrando um caminho para o combate à leucemia, levando à descoberta farmacológica que causaria a redução de alguns linfomas, e assim surge a quimioterapia.7 6http://www.cccancer.net/tipos-de-cancer/ 7De uma doença desconhecida a um problema de saúde pública: INCA e o controle de câncer no país. TEIXEIRA, Luiz Antônio. 172 p. RJ 2007.

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ESTIMATIVAS E, em 1895 surge a radioterapia,só que muitos desastres ocorreram por conta das doses elevadas em um único tratamento, e somente em 1898 ocorre o primeiro tratamento com sucesso. Nos últimos 100 anos os equipamentos se aperfeiçoaram e, hoje, a medicina, conta além da quimioterapia e da radioterapia, com tratamentos como iodoterapia, transplante de medula, hormonioterapia, e cirurgias, além de tratamentos alternativos, que são feitos concomitantemente ao tratamento convencional.

Partindo de um conceito macro, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é latente a necessidade de implementar estratégias de prevenção ao Câncer, uma vez que, em 2012 os novos casos chegaram a 14 milhões, devendo atingir os 22 milhões de pessoas até 2016, como comprovado pelo Relatório Câncer no Mundo 2014, que contou com a colaboração de 250 cientistas de 40 países, baseou-se nas recentes estatísticas de incidência e mortalidade no mundo, e segundo Christopher Wild, diretor da IARC (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), o número de mortes causadas por esta doença deve aumentar de 8,2 milhões anuais para 13 milhões anuais. “Apesar dos avanços, o relatório mostra que precisamos ter mais comprometimento com a prevenção e a detecção precoce”, declarou Christopher Wild, diretor da IARC e coeditor da publicação do relatório “ Câncer no Mundo 2014”8 No Brasil, o INCA estima que, a magnitude do câncer no Brasil chegará em 2017 com 596 mil novos casos 9 , um índice de caráter epidemiológico, que, de acordo com Mapa da Estimativa 2016, este número é devastadoramente maior na Região Sudeste, onde concentra-se a população de maior risco do país, atingindo 291 mil novos casos.

8 INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - Notícias de 03/02/2014 – OMS DIZ QUE MEDIDAS EFETIVAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER, SÃO URGENTES. e http:// publications.iarc.fr/Non-Series-Publications/World-Cancer-Reports/World-Cancer-Report-2014( consulta 23/10/2016) 9 Equipe Oncoguia- Data Cadastro 24/04/2015 – atualizado em 01/12/2015

10. Tabela...Estimativas para o ano de 2016 das taxas brutas de incidência por 100 mil habitantes e donúmero de casos novos de câncer, segundo sexo e localização primária. *

10 IMAGEM ESTIMATIVA CASOS DE CÂNCER A NIVEL BRASIL 2016 – CONSULTA EM 14/04/2016 http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR

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Fonte: Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Tabela - Estimativas para o ano de 2016 das taxas brutas de incidência por 100 mil habitantes e de casos novos de câncer, segundo sexo e localização primária. * 20

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HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR

Fonte: Ministério da Saúde

Figura.... Taxas brutas de incidência estimadas para 2016 por sexo, segundo Estado e capital. *Valores por 100 mil habitantes.11

SÃO PAULO

NECESSIDADE DE UM TRATAMENTO HUMANIZADO

Em uma análise mais pontual, o Estado de São Paulo sai à frente com mais de 149 mil destes novos casos, e isso ainda deve ser acrescido ao fato de que inúmeras famílias oriundas de outros estados, ou do interior de São Paulo, buscam aqui, na “cidade grande”, um tratamento adequado, aumentando este número. Desse modo, mais de 50% dos novos casos de câncer de toda Região Sudeste estão concentrados em São Paulo.

Apesar deste trabalho não ter como foco a humanização hospitalar, é importante entender como esta funcionar para dimensionar a necessidade de humanização dentro de outros aspectos que não apenas o hospitalar.

Portanto faz-se necessário um planejamento governamental que atue na intervenção para prevenir e tratar esta doença. É fato que, o portador de câncer que desenvolve atividades ocupacionais, que se relaciona com outras pessoas, que tem um acompanhamento psico oncológico, e que, durante seu tratamento conta com a presença de ao menos um membro familiar, tem grandes chances de recuperação. É embasado na situação em que se encontra o Sistema de Saúde direcionado ao paciente oncológico, que, este presente trabalho dedica-se ao projeto arquitetônico, sem fins lucrativos, de um Centro de (Con) Vivência, na Região da Mooca, em São Paulo, que atue em parceria com hospitais referencia em câncer servindo de parâmetro para outros Centros de Vivência que visem englobar no programa de melhoria pessoal do paciente e familiar, um conceito de que o compartilhamento e a interação social atuem como formas de amenizar sequelas , qualificar e reintegrar estes pacientes na sociedade.

No dicionário, “Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano, tornar benévolo, tornar afável. ” Ainda segundo a Larousse Cultural de 1998 “ Humanização é o ato de humanizar, ou sejam dar estado ou condições de homem, no sentido de ser humano”. Assim sendo, a humanização, no sentido hospitalar tem como premissa básica, proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente enquanto em regime de tratamento, e ao mesmo tempo com os profissionais no que concerne ao trato com o próximo, através do cuidar, do apoiar, do estar presente e participar da necessidade do paciente. É uma verdadeira mudança na gestão dos sistemas de saúde e serviços, mudanças positivas, que irão preparar profissionais comuns para se tornarem capacitados, e remodelar o sistema de saúde. Foi na década de 90 que a Humanização na área da Saúde passou a se tornar importante em diversos países e passa a fazer parte das

Políticas Recomendadas pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Em 31/07/1991, na França, a Lei 91748 institui a Reforma Hospitalar pelo Bem-Estar da Saúde, passando a valorizar os direitos do paciente. Em 06/05/1995 é publicada na França, a Carta do Paciente Hospitalzado, que foi a base para os Programas de Humanização em diversos países, inclusive no Brasil.12 Esta Carta teve por objetivo assegurar direitos essenciais aos pacientes nas unidades de saúde através de leis, decretos e circulares mencionados na carta. No Brasil o programa de Humanização de maior sucesso é o Programa de Humanização do Pré Natal e Nascimento elaborado pelo Ministério da Saúde e nos anos 2000 é que surge o atual PNHAH (Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar) objetivando ser referência para iniciar os projetos de Humanização nas instituições. Em 16 de maio de 2013, o Ministério da Saúde através da Portaria nº 874 aplica ao Sistema único de Saúde, a Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, com o objetivo de reduzir a mortalidade, melhorar a qualidade de vida do paciente oncológico, através de tratamentos preventivos, paliativos, e detecção precoce da doença. Isso contribuiu para o aumento na demanda de hospitais, casas de apoio e centros de vivência que tratassem dignamente o paciente com câncer concedendo tratamento e também reintegração do indivíduo na sociedade, através de oficinas de artes, música, corte e costura, entre outras

12 ”Charte du patient hospitalisé” - em português disponível no site: https://www.ch-vendome.fr/ wp-content/uploads/2014/12/Charte-de-la-personne-hospitalis%C3%A9e-portugais.pdf 13 MASLOW, H Abraham, Introdução à Psicologia do Ser, Editora Eldorado e MASLOW, Abraham, Motivação e Personalidade Segunda Edição, Harper & Row Editoriais, Nova York, Evanston, e Londres,p.35

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atividades. Muitas pesquisas foram feitas para comprovar a necessidade de um ambiente condizente com as necessidades físicas, psicológicas e sociais de um paciente, em especial um paciente oncológico. Abraham Maslow foi um grande psicólogo americano (1908/1970), que desenvolveu um programa de Hierarquia de Necessidades Humanas, 13 onde a base desses conceitos é a realização pessoal, estima, relacionamento, segurança e fisiologia, que são hoje englobados em programas de Humanização Hospitalar.

A busca por uma vida melhor, e mais digna faz parte do caminhar humano, assim, quando uma determinada necessidade é suprida, o indivíduo instintivamente busca outras para suprir, e quando esse não atinge o alvo, surgem os sentimentos de frustração, derrota, negatividade, depressão, que levam ao abatimento e até mesmo a morte quando o mesmo já se encontra fisicamente abatido por uma doença.

psicológico, espiritual, se não de todos, da grande maioria dos que convivem com essa doença, e por conseqüente dos familiares mais próximos.

Por isso, independente de estar em um ambiente hospitalar, todo paciente com uma doença crônica, degenerativa, que pode muitas vezes levar a óbito, necessita de um tratamento humanizado, em todos os aspectos, no trato direto com a doença, e em condições que possibilite um tratamento diferenciado, como terapias ocupacionais, e alternativas, participação nas atividades em sociedade, estar e sentir-se ativo. Segundo o INCA, na Publicação ABC do Câncer:

Segundo Maslow, as necessidades fisiológicas como alimentação, abrigo, sono, água, estão na base da pirâmide, que denotam a sensação de segurança ou insegurança no indivíduo, a questão da estabilidade, da proteção para a saúde, recursos financeiros, etc., e após estas surge o caráter social, que aponta a necessidade de integração do paciente oncológico com a sociedade, em se sentir socialmente aceito e capaz.

- “Cuidados não dizem respeito apenas a procedimentos clínicos. “ 14

Tendo estas etapas cumpridas, o indivíduo melhora sua estima, e sentese realizado quando atinge o topo da pirâmide realizando-se moralmente, capaz de desenvolver sua criatividade, alcançando autodesenvolvimento e até prestígio.

- As pessoas devem ser vistas como sujeitos, na singularidade de suas histórias de vida,condições socioculturais, anseios e expectativas. - A abordagem dos indivíduos com a doença deve contemplar as diversas dimensões do sofrimento (físico, espiritual e psicossocial) e buscar o controle do câncer com a preservação da qualidade de vida. ”. As definições citadas pelo INCA, são a base para que seja respeitado o direito de todo paciente, independentemente de ser oncológico. O câncer, claro, deixa não só as marcas visíveis como outras doenças, mas, ele supera as expectativas no sentido de deformar o emocional,

14 PIRÂMIDE DE MASLOW. Disponível em:. http://psicologiamotivacional.com/la-piramide-demaslow-las-necesidades-de-las-personas/ 25/04/2016 e também em O Livro da Psicologia/tradução Carla M Hermeto e Ana Luisa Matins – São Paulo: Globo, 2012 p.139 Título original The psuxhology book Vários colaboradores

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CASAS DE APOIO E CENTROS DE CONVIVÊNCIA


REFERÊNCIAS TEÓRICAS

No Brasil, há 50 casas de apoio que atuam forma humanizada, priorizando a hospedagem às famílias oriundas de outras cidades cuja tratamento oncológico é em São Paulo. O foco destas instituições é dar acolhida e amparo ao paciente acompanhados de um maior responsável (em geral pai ou mãe),pois estas casos prestam atendimento somente a crianças e adolescentes. Destas 50 casas, 19 estão localizadas em São Paulo, e somente 5 tem características similares as que apresentarei neste trabalho, mas, ainda assim em escala muito menor do que a que proponho. Para fundamentar este trabalho, mais no campo teórico que no projetual, utilizei como exemplo a Casa Hope - Centro de Convivência e Apoio a Pacientes com Câncer e a Casa Ronald Mc Donald, associada ao GRAAC, duas entidades com características similares que desenvolvem uma ação de apoio a pacientes e familiares. Menciono também os Centros de Convivência Maggie ( dispostos em vários países), que apesar do aspecto não ter muita similaridade às necessidades do programa que defendo, demonstram o pensamento de alguns arquitetos renomados para estas tipologias espaciais . Estes centros de convívio são ambientes destinados à passagem, ou seja, paciente pode permanecer , sem habitar, em um local agradável para “recompor as energias”, dialogar, ter atendimento psicológico, e participar de eventuais palestras e workshops. Arquitetos como Rem Koolhaas, Frank Gehry, Charles Jencks, entre outros, participaram destes projetos dos Centros Oncológicos Maggie, em diferentes países.

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CASA HOPE

APOIO Á CRIANÇA E ADOLESCENTE COM CÂNCER A primeira unidade desta instituição sem fins lucrativos foi uma pequena casa na Vila Mariana que a partir de 1996 passou a oferecer moradia, alimentação, transporte para hospitais, aeroportos, rodoviárias e atendimento psicológico para 17 pacientes (criança ou adolescente) e 17 familiares. Em 1997 inauguram uma unidade para transplantados de medula óssea. Em 2000 uma nova unidade concede atendimento a 60 pessoas entre pacientes e acompanhantes, e a partir de 2002 esse número passou a 140 vagas. Em 2009, com inúmeros parceiros, colaboradores e com concessão de terreno de 6.000 m², pelo Governo do Estado, a Casa Hope funda a sede própria com 192 leitos, refeitórios, salas de TV e convivência, escola, brinquedoteca, salas e consultórios, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistente social e espaços que possibilitem cursos de capacitação profissional, além de ampla área de lazer, jardim externo e auditório para 120 pessoas, além de lavanderia, estoque e estacionamento. A Casa Hope continua expandindo seu núcleo para conceder também atendimento à jovens, além de crianças e adolescentes. O foco desta instituição é o ser humano de forma integral, promovendo acolhimento, valorizando o indivíduo mantendo o respeito às suas individualidades. Com um projeto que remete à uma “casa” em sua simbologia mais simples e comunitária, a Casa Hope agrega características de uma escola, lar, e aprendizado, para reintegração social também dos familiares, ou seja, é pensado na criança, no adolescente e na família. 30

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SALA DE ATIVIDADES INFANTIS

SALA DE ARTES

RESTAURANTE

DORMITÓRIO

15 Todas as imagens da Casa Hope - 23/10/2016 disponíveis no site http://hope.org.br/, e no site http://www.copastur.com.br/blog/casa-hope-e-copastur-juntas-novamente/

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CASA RONALD MC DONALD

MOEMA – SÃO PAULO - HOSPITAL REFERÊNCIA – GRAAC O Instituto Ronald Mcdonald está presente em mais de 60 países, beneficiando mais de 9 milhões de famílias em todo o mundo. O Brasil está nesta rede, e em São Paulo , o GRAAC encaminha as crianças e adolescentes com câncer para a Casa Ronald Mcdonald , localizada em Moema, bem em frente à Casa Hope, O objetivo da Casa é oferecer um lar longe de casa, contando com apoio psicossocial para o portador e familiar. A casa oferece oficinas de artesanato e há um bazar permanente para venda do que for fabricado pelas mães. Também recebem pacientes de vários bairros de São Paulo , grande parte da Zona Leste e Parelheiros, pois são pacientes que precisam tomar medicações em regime hospitalar duas ou mais vezes ao dia e não tem como fazer esta locomoção diária,assim, eles permanecem nos apartamentos e todos os dias são levados em veículo da Casa Ronald para o Hospital Graac. CONVIVIO Todos os apartamentos são suítes, equipados com duas camas de solteiro, móvel, tv, janela tipo veneziana que se abre por inteiro proporcionando maior luminosidade ao ambiente, e, nos casos de pacientes que tenham passado por TMO(Transplante de Medula Óssea), os quartos também possuem uma mini cozinha com frigobar, microondas, pia e armário.

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As mães que acompanham seus filhos, são donas de casa, de origem simples e acostumadas a cuidar do lar e acabam por ficar ociosas enquanto hospedadas na Casa, assim, além das aulas de artesanato para que tenham uma renda extra, estas mães ficam responsáveis pela higienização do quarto que habitam, para isso, em todos os andares tem um cômodo de apoio com material de limpeza em tubulação encanada que advém do subsolo, onde elas acessam e fazem a própria higienização do quarto, um sistema bastante adequado para este tipo de edificação. O refeitório é comunitário e há três equipes terceirizadas responsáveis pelo mesmo, há também uma cozinha de apoio para uso das mães ou acompanhantes. O espaço também tem brinquedoteca, auditório, sala de tv comunitária, espaço virtual para jovens, área verde e espaço ecumênico, área administrativa, área para os voluntários e para a assistente social. No subsolo funciona o grande bazar permanente da casa, área técnica, manutenção e lavanderia, e é onde são realizadas grande parte das festas internas.

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BRINQUEDOTECA

PLAY GROUND

QUARTO

REFEITÓRIO

ÁREA DA COZINHA

ESPAÇO ECUMÊNICO

SUBSOLO - lavanderia coletiva

SUBSOLO - área de bazar beneficente

16Todas as imagens pertencem ao acervo pessoal do autor

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CENTROS DE RECUPERAÇÃO E APOIO ONCOLÓGICO MAGGIE Os Centros Maggie surgiram do desejo de uma paciente terminal, a escritora e designer Margaret Keswick Jencks, que em tratamento contra o câncer, cansou de se ver em espaços reclusos, sem conforto térmico, sem uma arquitetura capaz de confortar e admirar aos olhos, capaz de proporcionar ambientes banhados de luz, e não somente das luzes fluorescentes às quais ela estava habituada nas sessões de quimioterapia. Em 1993, o esposo de Maggie, o arquiteto Charles Jencks, deu início a esta empreitada, visando um lugar que proporcionasse atendimento gratuito e global a pacientes com câncer por meio de uma arquitetura que qualificasse o “lugar” com sua forma e o ambiente através do bemestar que proporcionaria ao paciente. Margaret Keswick Jencks pensava em uma arquitetura capaz de dar significado e qualidade ao espaço, e ao mesmo tempo qualidade de vida a quem usufrui dele, então, no que concerne à arquitetura, os Centros Maggies priorizam o bem estar do paciente pensando em projetos que tenham qualidade ambiental, transparência para permitir a luz entrar nos ambientes e principalmente permitir que haja integração do interior com exterior, boa ventilação, e um ambiente acolhedor.

Os Centros Maggie concedem orientações e informações quanto à doença, programas e direitos ao paciente com câncer, suporte psico oncológico, oficinas de artes para aliviar o stress causado pela doença, terapias ocupacionais, workshops de apoio às modificações que o câncer causa no corpo e no auto estima, exercícios como yoga e tai chi, salas de música, biblioteca, atelier de artes, sala de integração apoio nutricional com orientações sobre as dietas mais adequadas. Os ambientes são propícios ao bem-estar e relaxamento através de espaços iluminados em que o paciente pode aguardar sua próxima quimioterapia em meio à uma grande área verde, como no projeto do Grupo OMA, na Escócia. Essa conexão com a natureza através de grandes aberturas, e da transparência do vidro, faz com que o paciente não se sinta em um hospital, mas, sinta-se acolhido e reconfortado. Apesar dos Centros Maggie não serem referência no que concerne a um espaço para habitação,eles se tornam referência pois atuam diretamente na preocupação com o bem estar do paciente oncológico.

Ela só sobreviveu por dois anos, após ter planejado os Centros Maggies, ela perdeu a batalha contra o câncer em 1995, quando veio a falecer aos 54 anos idade, e o primeiro Centro em Edimburgo, projeto de Richard Murph, foi construído em 1996. Hoje são mais de 17 centros mantidos com doações e parcerias, um deles projetado por Charles Jencks. Croqui: primeiro Centro Maggie, Edimburgo, por Richard Murphy

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17http://www.archdaily.com.br/br/772478/heatherwick-recebe-aprovacao-para-construiro-novo-centro-maggie-emeeds/55bfa9ede58ece81f00000d7-heatherwick-wins-planningfor-maggies-yorkshire-centre-photo

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Fife, Escรณcia, 2006, Zaha Hadid ArchitectsManchester, Inglaterra, 2016, Fosters & Partners18

18 IMAGEM CONSULTADA 10/04/2016 http://www.archdaily.com.br/br/601650/a-historia-doscentros-maggie-como-17-arquitetos-se-uniram-para-combater-o-cancer e IMAGEM do primeiro Centro Maggie consultada em 24/04/2016 https://www.maggiescentres.org/about-maggies/ourstory/1993-1995/

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GRUPO OMA em Glasgow - Escรณcia 19

19 CONSULTA IMAGEM EM 14/10/2016 http://www.glasgowarchitecture.co.uk/maggies-gartnavel

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LUGAR


DEFINIÇÃO DA ÁREA PARA O PROJETO

A área escolhida para o a implantação do Centro de (Con) Vivência foi na Zona Leste de São Paulo, na Região da Mooca, a priori por estar proxima de um dos Hospitais Referência em Câncer de São Paulo, o IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. No entanto no desenvolver da pesquisa,e me aprofundando nas necessidades desta implantação, constatei que era dispensável esta proximidade, já que o intuito é dar a liberdade e direito para que pessoas em tratamento oncológico, independente do hospital público referencia em câncer, que se encontrem, tenham direito a participar do programa, pois diferente disso estaria provocando uma segregação. Assim a distância para o hospital referência mais próximo é de 470 metros e para o mais distante, dentro da cidade de São Paulo, é de 11 km, o que é viável, haja vista que a região é dotada de boa infra estrutura viária, com qualidade noferta de transporte coletivo e proximidade com o metro, além de que o projeto contempla transporte proprio para locomoção dos pacientes em tratamento até o hospital referência. O terreno tem 14.000 m² , fica na Rua Bresser, 2572, pertence à Prefeitura de São Paulo e atualmente é um depósito de bens inservíveis da prefeitura, onde se aloca um grande número de carros e objetos em desuso, que acabam por gerar um ambiente insalubre, assim, a mudança de uso traria melhorias e benefícios à região que está em constante desenvolvimento.

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Suas dimensões atendem o programa de necessidades do projeto do Centro de (Con)Vivência e possui inserção urbana que se adequa à escala do programa(dimensões x programa de necessidades). A região onde se encontra o terreno faz parte do perímetro de transformação urbana, estando na borda adjacente a uma intervenção prevista - requalificação da Rua dos Trilhos, assim os índices urbanísti-

Vista Aérea ( fonte Google Earth 09/05//2016 e 24/10/2016) 46

cos utilizados serão da Operação Urbana, e poderei ainda praticar “ Gentilezas Urbanas”, uma vez que o projeto pretende cumprir papel de transição entre a escala da Rua dos Trilhos e a Escala do Bairro, gerando maior urbanidade para a região a partir do momento em que parte da área será aberta para uso público, interação e atividades.

Terreno na Rua Bresser ,2573 e ao lado em amarelo, o terreno onde hoje ocorre semanalmente uma feira livre, e foi utilizado em 2014 para local de uma intervenção pelos alunos da São Judas, no Atelier Ensaios Urbanos.

Entrada do Terreno

Principal via de acesso - cruzamento da rua bresser com Itajai 47


ÁREAS VERDES E ENTORNO

A Mooca em si não tem tanta cobertura vegetal, mas, a área do entorno do terreno, principalmente por conta do Parque da Mooca, tem bastante verde. O fluxo de pedestres do entorno do terreno escolhido é bastante movimentado, em sua maioria estudantes, e tem proximidade com as vias principais que interligam às outras áreas da cidade: Radial Leste, Rua Bresser e Rua dos Trilhos, além da proximidade com o metrô Bresser. Quanto ao adensamento, a área é composta por residências e antigos lotes industriais ociosos ou que estão dando espaço à uma verticalização desordenada, muitas vezes comprometendo a segurança da vizinhança, já que estes condomínios se isolam em grandes lotes murados,segregando a população do entorno. A região tem várias instituições próximas e importantes, como o IBCC (Instituto Brasileiro Controle Do Câncer), Senai, Centro Educacional e Esportivo Mooca, Escola Municipal de Deficientes Auditivos, A.A.C.D.

Mooca, Escola Técnica Camargo Aranha, Clube Atlético Juventus, entre outros. A rua à Noroeste do terreno é composta por alguns edifícios e muitas residências com pavimento térreo e primeiro andar, gerando um passeio mais tranquilo e agradável do que o que se costuma ver na região.

Estou contemplando as edificações do Atelier Ensaios Urbanos nesta área livre, vizinha a área do projeto objeto deste trabalho, para melhor qualificação do espaço, haja vista que é um cenário possivel, dentro de um contexto mais urbano. E, ainda que virtual, isso não o torna irreal, além de que é uma forma de valorizar o conhecimento da Universidade São Judas.

As ruas à Sudeste, tem edificações verticais maiores, e tráfego mais intenso por conta da rua dos Trilhos, e é composta por comércio local e grandes redes, e ainda conta com terreno vizinho com quase 12.000 metros onde ocorre uma feira livre semanal . Em 2014 , por uma equipe de professores e alunos de arquitetura da São Judas,no Atelier Ensaios Urbanos, “Corredores Locais”, projetou uma intervenção ao longo da Rua dos Trilhos até este terreno, e no mesmo foram propostas edificações verticalizadas de uso misto e áreas verdes .

IMAGEM CEDIDA PELOS ALUNOS QUE PARTICIPARAM DO ATELIER ENSAIOS URBANOS DA UNIVERSIDADE SÃO JUDUAS TADEU

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LOCAL DO TERRENO ESCOLHIDO E INSTITUIÇÕES PRÓXIMAS

A Mooca é uma região farta de atividades estudantis, hospitais, comércio, serviços, residências multi e uni familiares,é composta por importantes vias de acesso para desembocar nas outras regiões da cidade e um bom sistema viário permitindo ao morador se locomover com facilidade, fatores que somam pontos positivos ao local escolhido para o Centro de (Con) Vivência. Atualmente a Mooca apresenta um grande desenvolvimento imobiliário e boa parte de seus antigos galpões ociosos deram lugar a novos empreendimentos, que infelizmente verticalizam e segregam a cidade, e nesses casos o ideal seria um reparcelamento destas quadras e grandes lotes, gerando mais vias para melhor circulação do pedestre, pois percebe-se que se não corrigirmos o fundiário em sua configuração, iremos constantemente lutar contra a falta de urbanidade.

LEGENDA I.B.C.C. Terreno Institucional Biblioteca Metrô

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LEGISLAÇÃO

De acordo com a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), 20 o terreno está em uma ZM – Zona Mista 1, cujo coeficiente de aproveitamento (c.a) mínimo é 0,3 o básico é 1, e o máximo é 2 - Taxa de ocupação mínima para lotes superiores a 500 metros quadrados é de 70 % , - Recuo mínimo 5 metros de frontal e 3 metros de recuos laterais e fundos, sendo que, para altura até 10 metros, não é necessário recuo. - Gabarito máximo é 28 metros. No entanto, como mencionado anteriormente, uma vez que o terreno está na borda adjacente a uma intervenção, prevista, fazendo parte do perímetro de transformação urbana, há dois parâmeros a escolher: os índices da Legislação vigente e os índices urbanísticos da Operação Urbana. Assim sendo optei por adotar os indices desta segunda, que, apesar de constar para esta área a mesma T.O. de 50%., tem C.A máximo de 4,me da liberdade de trabalhar sem limite de gabarito. ÁREA PROJETO

20http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Mooca.pdf

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LEITURAS PROJETUAIS


REFERENCIA PROJETUAL: CONJUNTO HABITACIONAL JARDIM EDITH Durante o desenvolvimento deste trabalho , tomei por referência projetual, o Conjunto Habitacional Jardim Edith. CATEGORIA- HABITACIONAL COM EQUIPAMENTOS PÚBLICOS JARDIM EDITH - Av Engenheiro Luis Carlos Berrini, Itaim Bibi ,São Paulo PROJETO DO ESCRITÓRIO MMBB - ano 2010 área 25714 m²

Este conjunto habitacional surgiu para ocupar o lugar onde ficava a favela deste mesmo nome, localizada onde hoje é um dos pontos financeiros mais significativos de São Paulo, no cruzamento das avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini com a Jornalista Roberto Marinho, bem próximo a Ponte Estaiada, considerada por muitas pessoas como um cartão postal da cidade.. O projeto conseguiu harmonizar equipamentos de usos distintos, como a unidade básica de saúde, creche e restaurante escola, que prioriza atendimento a toda população, beneficiando também os moradores do complexo,o que traz uma identificação com o projeto que defendo pois também pratico a inserção de um equipamento público no mesmo espaço do equipamento habitacional, mas de forma a garantir a urbanidade local, provocando gentilezas urbanas e dando possibilidade de integração da comunidade com o equipamento .

Alguns pontos me atrairam bastante a atenção para escolher este projeto como minha única referência. - O complexo Jardim Edith possui inserção urbana em área valorizada que passava por uma Operação Urbana vigente na época ( apesar do Complexo Jardim Edith ter mesmo surgido por causa da especulação imobiliária) e isso contou como fator de interesse na minha pesquisa, pois além deste projeto apresentar itens bastante interessantes para trabalhar dentro no meu TFG, este ultimo também se encontra em uma área de borda adjacente a uma Operação Urbana. - A composição do programa do Jardim Edith, denota uma integração das unidades habitacionais com equipamento de lazer e social, o que se enquadra em uma das minhas pretensões projetuais, que irá garantir a urbanidade e pemitir a interação da comuniade com o o equipamento.

- No Jardim Edith o primeiro pavimento, um intervalo entre a habitação, o posto de saúde e a escola é um grande espaço de convivência sem mobiliários, que atua como peça coringa para cada um use o espaço à seu modo. Ao adentrar neste espaço a impressão que se tem é de uma área mais reservada para os moradores da habitação, mas, na realidade ele foi projetado para conexão com o térreo, para convivencia,e distribuição de atividades.E, em meu projeto contemplei no subsolo, uma vasta área livre, que hora faz as vezes de foyer, hora de espaço para ambientação dos alunos de musica, hora para encontros da comunidade, enfim, uma área livre para um bom convivio, que se integra com o térreo. - A disposição dos acessos integrando a vivência de moradores e usuários externos , sem que isso interfira no aspecto mais privativo de cada habitação é outro fator importante que me levou a escolher o Jardim Edith como projeto de referência para este trabalho.

- A geometria simples das edificações organiza todo o complexo do Jardim Edith e ainda da liberdade ao transeunte para apreciar seu interior através das faces do edificio.

Os corredores do Jardim Edith tornam-se um agradável espaço coletivo e área de encontro , um ponto marcante que procurei contemplar em meu projeto, cuja circulação dos andares dá-se justamente pelos corredores das sacadas, um local de convivio dos moradores que se estende pelos espaços que considerei nos andares tipo. Diagramas e imagens : www.mmbb.com.br/proejcts/fullsreen/74/28/1944 consulta em 25/10/2016

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ANÁLISE GRÁFICA DOS ACESSOS

Diagramas e imagens: www.mmbb.com.br/proejcts/fullsreen/74/28/1944 consulta em 25/10/2016

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DIRETRIZES PROJETUAIS


PARTIDO E PREMISSAS

Partido Arquitetônico - atuar de modo que a dimensão do lote siga para além do Centro de (Con)Vivência, gerando espaços públicos e comuns de modo a não perpetuar o histórico de segregação causado pelas verticalizações da Mooca. A grande praça central agrega e se torna espaço público, uma gentileza urbana propicia para integrar lote e comunidade. A partir deste foco, a intenção do projeto é promover um ambiente que traga ao usuário a sensação de pertencimento, acolhimento e reintegração, e a premissa principal deste projeto atua aliada ao Partido, uma vez que visa permitir que o Centro de (Con)Vivência seja incorporado ao seu entorno, e que o lote em que está inserido se torne um espaço capaz de gerar a urbanidade em si, onde através de uma arquitetura receptiva e funcional, possa conceder ao paciente portador de câncer, um espaço que promova um tratamento diferenciado com direito à moradia temporária para ele e um acompanhante, enquanto estiver em tratamento oncológico, conquistando o bem-estar psíquico, físico e social, compartilhando experiências, sentindo-se parte integrante da sociedade, seja visitando o comércio local, praticando atividades físicas, laborais, e pré-profissionais ou simplesmente desfrutando da qualidade do local, aliado ao fato de que, o compartilhamento de várias atividades deste equipamento com a população, enfatiza uma característica típica de urbanidade, a integração e interação do publico externo com quem vai residir no equipamento.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

agregar valores de melhoria e socialização, permitindo que a experiência negativa de um diagnóstico de câncer se transforme em valorização da vida, e permita que o paciente oncológico passe o tratamento sem necessariamente acreditar que a doença pode aniquilar com qualquer expectativa de continuidade, mas, sim, na certeza de que, apesar do caráter agressivo da doença, é possível “viver e conviver” com qualidade de vida.

CROQUIS Uma vez que considerei nesta implantação, os” vizinhos” da intervenção feita pelo Atelier Ensaios Urbanos”, a organização do térreo se deu de maneira que as edificações à serem projetadas atuassem em diálogo com estas anteriores.

nas cegas como vista primeira destas edificações vizinhas, pensei em grandes paredões verdes nas empenas sudeste dos edifícios habitacionais . E então pensei o projeto em dois blocos habitacionais, um grande bloco contemplando os cursos.

A grande praça no térreo do Centro de (Con) Vivência, quase como se “abraçasse as edificações dos Ensaios, como se fosse uma continuidade,uma coisa só, e ainda para que não ficassem duas empe-

A consciência de que o espaço criado estimula o paciente e faz parte do processo de cura, a ponto de influenciar na mesma, toma forma a partir do momento em que este espaço é projetado intencionalmente para

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E um quarto bloco menor que pudesse contemplar o comércio local, mas, que hovuesse alguma interligação entre eles através de passarelas que permitissem a população acessar o bloco da habitação tanto para visitas aos moradores, como para ter acesso aos traamentos terapeuticos. Os primeiros croquis da unidade de habitação , pensei trabalhar com fachadas em movimento alternando o desenho entre os andares, mas, uma vez que a habitação seria apenas de uma suite para paciente e acompanhante, priorizei uma boa varanda trabalhando com balanço

e no andar colocaria uma pequena copa comunitária e alguns espaços de convivio, pois estes moradores receberiam visitantes e seria necessário um espaço mais acessível. No primeiro croqui da habitação utilizei dois nucleos comportando dois elevadores cada e escada enclausurada e mantive uma passagem central entre cada quatro apartamentos, e toda a circulação pelas sacadas.

Croquiis de andamento do projeto, com implantações, perspectivas internas e externas . 64

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Mantive os balanços das sacadas habitacionais, porém trabalhando com as lajes retas ,e como desde o principio pensei em fachadas em movimento, decidi então ao invés da laje que se alternava, trabalhar com painéis na sacada que pudessem provocar essa sensação na fachada.

A edificação dos cursos, é “separada” em dois blocos, mas com intuito organizacional, dando a liberdade de um dos blocos atuar 24 horas, como ocorre com a área da bilbioteca.

Nestes croquis comecei a desenhar a edificação dos cursos de modo que melhor se adequasse ao todo, procurando integrar esta edificação às outras. Nas orientações fui aos poucos encontrando melhores formas para adaptar a habitação,e abri mão de um dos núcleos, mas no lugar deste núcleo utilizei para esse projeto um sistema de Sprinklers . Com a definição da habitação e a retirada de um dos nucleos em cada edificação habitacional, o projeto ganhou força pois este espaço que antes era todo tomado pelo nucleo , tornou-se área de convivio , uma vez que os apartamentos contemplam apenas quartos e haveria um espaço para abrigar visitas de forma comum, entre todos os apartamentos do andar. Aboli as várias rampas e passarelas dos primeiros croquis optando por manter a formato retangular da edificação dos cursos, interligando este aos edificios habitacionais por uma única passarela que permite o acesso à horta orgânica e à area de consultas dos tratamentos terapeuticos. Desse modo, ao cruzar o setor dos cursos para acessar as outras edificações o usuário passa pela área de exposições permanente e bazar, uma forma, de se integrar com as oficinas e cursos ofertados . Essa passarela que atravessa a praça central foi um elemento articulador do espaço , que trás uma qualificação para o local, proporcionando um visual agradavel.

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PROGRAMA O Centro de (Con)Vivência está em uma área de 14.000 metros quadrados, distribuídos em 4 blocos além de um subsolo ativo.

BLOCOS 1 E 2 - HABITAÇÕES TEMPORARIAS E TRATAMENTOS TERAPEUTICOS E ALTERNATIVOS Cada uma das edificações habitacionais possui 55 metros de altura e contam com sistema de Sprinklers, auxiliar no combate a incêndios. Os 23.079 m² destas duas edificações distribuídos em: Nível Térreo (pd duplo) - Recepção da HABITAÇÃO - acesso visitantes ( cadeirantes, idosos) e moradores - Triagem de pacientes ao Programa de TratamentoTerapeutico - Sala de Reuniões - Assistente Social - Administração/Coordenação

O andar tem uma passarela ativa com salas de cromoterapia, acupuntura, reike e terapia ocupacional No subsolo que possui área ventilada com a presença de aberturas zenitais e jardins internos estão localizados: - Arquivo e Almoxarifado - Lavanderia Comunitária - Manutenção - Reservatórios - Estacionamento - Apoio

Nível 2 - Passarela de acesso a Visitantes - Recepção - Consultórios de Psico Oncologia, Acupuntura, Reiki, - Cromoterapia,Terapia Ocupacional - Copa Nível 3 - exclusivo para habitantes - brinquedoteca - terapias em grupo e ocupacionais Nível 4 ao 10 - Habitações e espaços de convivio - Cozinha comunitária e Apoio Nível 11 - aberto ao público (necessita triagem no 2.º andar) Fisioterapia e Manutenção Piscina Nível 12 - somente para moradores Hidroterapia e Tratamentos Alternativos

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VIVÊNCIA/HOSPEDAGEM

TRATAMENTO

Dentre as técnicas consideradas encontram-se:

O espaço conta com hospedagem para pacientes que necessitem de um tratamento mais prolongado, ou os que usam medicação diária e tem que se locomover para um hospital referencia e principalmente para os que vieram de outras localidades e não tem onde se hospedar.

A prioridade de atendimento deste Centro de (Con)Vivência é para o paciente oncológico e um familiar acompanhante , que tenha sido encaminhado de um Hospital Referência para habitar temporariamente nesse local durante seu tratamento, e posteriormente para os demais pacientes oncológicos que fazem parte da população, e passariam por uma triagem para atendimento .

-técnicas mente-corpo (yoga, meditação, visualização, relaxamento psicomuscular);

Há transporte do próprio Centro de (Con)Vivência para locomover esses pacientes até o hospital referencia enquanto estiverem em tratamento. Paciente e familiar acompanhante que se hospedem no Centro terão direito às três principais refeições diárias no restaurante do conjunto.

Para deixar de lado o estigma de hospital, o programa engloba apenas tratamentos alternativos e terapêuticos que condizem com as necessidades dos pacientes oncológicos. A prática de um tratamento que venha unir o convencional com terapias alternativas, tem denotado resultados muito significativos na melhora da qualidade de vida dos pacientes com câncer. 26 Denomina-se Oncologia Interativa, um ramo da Medicina Integrativa, que pratica atividades e procedimentos alternativos, terapêutico complementares à medicina tradicional, baseados em evidencias de que surtem efeitos quando em concomitância com esta.

-artes expressivas (musicoterapia, arte terapia, dança); -práticas de manipulação corporal (massagem, reflexologia, exercício); terapias energéticas (terapia do campo magnético,radiestesia, radiônica;reiki, toque terapêutico, qigong, cromoterapia); -sistemas médicos tradicionais (medicina tradicional chinesa (MTC) e medicina ayurvedica) que englobam (acupuntura, moxabustão, shiatsu, do-in e outras massagens).27 - nutrição - nutrição alternativa, terapêutica nutricional ortomolecular; fitoterapia (ervas medicinais, florais); hidroterapia (banhos, vaporização e sauna); etc E é baseado neste conceito de oncologia interativa, que o Centro de (Con)Vivência fornece algumas terapias alternativas, visando o bem estar dos pacientes e a minimização dos efeitos colaterais do tratamento convencional, além é claro, da melhora psicológica tanto do paciente como da sua família que também necessita deste apoio psicoterápico.

27 Por que as Pesquisas em Oncologia Integrativa são Importantes - Disponível em:http://www.inca.

26 Qualidade de vida nos pacientes oncológicos: revisão integrativa da literatura latino-americana

Disponível em: https://www.fen.ufg.br/revista/v12/n3/pdf/v12n3a20.pdf(ACESSO 24/10/2016)

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gov.br/Rbc/n_59/v02/pdf/12-por-que-as-pesquisas-em-oncologia-integrativa-sao-importantes.pdf (ACESSO 24/10/2016) 28 a acupuntura na reabilitação de mulheres após tratamentos cirúrgico do câncer de mama. tese doutorado http://acupunturabrasil.org/2011/arquivo/Biblioteca/Tratamentos/acupuntura%20pos%20cancer. pdf(ACESSO 24/10/2016)

Acupuntura: Uma das terapias alternativas mais difundidas no Ocidente. Faz parte de um conjunto de conhecimentos, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), incluindo portanto outras técnicas como a moxabustão, ventosa, fitoterapia, auriculoterapia, eletroacupuntura. Trata-se de um método de prevenção e tratamento de doenças, realizado através da puntura (estímulo) em certos pontos estratégicos da pele e tecidos subjacentes, em diferentes profundidades, com o uso de agulhas ou aplicações de calor (moxa) na superfície do corpo. Reiki: conhecido por ser uma união de energia cósmica universal (REI) que refere-se à dimensão espiritual, com a energia vital individual (KI), a qual circunda nossos corpos mantendo-os vivos. Esta técnica é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e seu uso potencializa o efeito de algumas terapias entre elas a quimioterapia, sendo usado como complemento nos tratamentos convencionais maximizando as chances de recuperação.29 Fitoterapia: utilizar os recursos disponíveis na flora, a fim de promover o tratamento de diversas patologias. Em relação ao tratamento do câncer, existem estudos que afirmam a existência de aproximadamente 700 espécies de plantas, as quais apresentam atividades sobre tumores malignos.30

29 A utilização de terapias alternativas por pacientes em tratamento quimioterápico(ACESSO

24/10/2016) Disponível em e19565e726f0.pdf

http://rpcadm.hospitalmoinhos.org.br/Arquivos/9ba020ed-a43a-46e0-ae69-

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BLOCO 3 - CURSOS

Terapia ocupacional: As ações da Terapia Ocupacional (TO) envolvem o fazer humano, incluindo atividades rotineiras, artes, trabalho, lazer, cultura, auto cuidado e participação social. Assim, busca-se criar possibilidades de continuidade do exercício dessas ocupações, de forma que as atividades significativas para cada indivíduo sejam mantidas .31 Psico-oncologia: Constitui-se em uma área do conhecimento da psicologia da saúde, aplicada aos cuidados com paciente com câncer, sua família e os profissionais envolvidos no seu tratamento.32 Tai chi chuan: é uma forma de exercício moderado que vem demonstrando ser uma terapia efetiva na recuperação de pacientes com câncer de mama.33 Os únicos atendimentos prestados exclusivamente para os moradores do Centro de Con(vivência) são fisioterapia e hidroterapia : Fisioterapia: Possui um arsenal abrangente de técnicas que complementam os cuidados paliativos, tanto na melhora da sintomatologia quanto da qualidade de vida. Entre as principais indicações estão: terapia para a dor, alívio dos sintomas psicofísicos, atuação nas complicações osteomioarticulares e na fadiga, além de reabilitação de complicações linfáticas, melhora da função pulmonar, tratamento às Úlceras de Pressão, etc. 34

30 A utilização de terapias alternativas por pacientes em tratamento quimioterápico Disponível em http://rpcadm.hospitalmoinhos.org.br/Arquivos/9ba020ed-a43a-46e0-ae69e19565e726f0.pdf(ACESSO 24/10/2016) 31 33 Cuidados Paliativos junto a Crianças e Adolescentes Hospitalizados com Câncer: o Papel da Terapia Ocupacional

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Hidroterapia: tradicionalmente considerada um recurso fisioterapêutico eficaz no tratamento de pacientes neurológicos, vem sendo empregada em programas de controle da dor crônica, na reabilitação cardíaca, no meio ortopédico e no tratamento de pacientes em pós-mastectomia. As evidências científicas comprovam que a hidroterapia é útil na reabilitação de pacientes mastectomizadas por promover aumento da amplitude de movimento (ADM), diminuição da tensão muscular, relaxamento muscular, analgesia, e incremento na força e resistência muscular. 35 De acordo com artigo da UNIFAL ( Universidade Federal de Alfenas MG) , sobre hidroterapia36 , uma sessão de hidroterapia dura em media 50 minutos por paciente e na piscina com 160 mil litros comporta até 6 alunos por estágio, oque resultaria em 24 alunos por dia no máximo 132 pacientes por semana, sabendo que aos finais de semana a piscina não funciona por motivo e higienização e limpeza. O Centro de (Con)Vivência tem habitação para 112 pacientes,que terão direito a hidroterapia até duas vezes por semana, assim sendo, as piscinas de 135.000 litros em funcionamento 8 horas por dia, teriam que dar conta de 224 atendimentos na semana. Sabendo que o número de moradores é de 112 , com atendimento duas vezes na semana, somariam justamente a quantidade permitida. Desse modo a área destinada à hidroterapia é somente para atendimento dos moradores da edificação, mas, abrindo precedentes é claro , em caso de vagas.

Cursos e oficinas Além das terapias alternativas o Centro também oferece cursos e oficinas de capacitação visando o desenvolvimento mental, além de oferecer serviços que beneficiam aqueles que freqüentam o espaço como um local para a venda do que é produzido pelos próprios alunos.

Além dos cursos ofertados pelo equipamento, descritos abaixo, o Centro de (Con)Vivência propõe uma parceria com os cursos do SENAI, que fica a menos de 300 metros do local. O terraço jardim desta edificação conta com espaço para as aulas de Tai Chi Chuan.

A edificação possui 4 andares somando 12.930 m², subdivididos entre as salas de cursos profissionalizantes e de Reintegração social, livraria, biblioteca 24 hs, auditório, espaço ecumênico,café, restaurante, área de exposições externas, espaço virtual,atelier expositivo e bazar permanente dos alunos, confecção de perucas, e de próteses mamarias de polipropileno para doação às pacientes com câncer. DESCRIÇÃO DOS CURSOS - Culinária - Panificação e Confeitaria - Cabelereiro - Corte e Costura - Folheteria, Serigrafia e Gravura - Plantio Orgânico - Marcenaria Livre - Musicoterapia - Estética - Artes - Web Design - Programação Digital

32 Tai Chi - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16553140(ACESSO 24/10/2016) 34 O papel da fisioterapia nos cuidados paliativos a pacientes com câncer 35 http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-16-2/ID330.pdf 36 http://www.alfenashoje.com.br/noticia.asp?id_noticia=10437

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BLOCO 4 - COMÉRCIO

MALHA E ESTRUTURA

Comércios locais foram propostos para este projeto, para atender às necessidades dos usuários e moradores do entorno, como loja de conveniências, padaria, salão de beleza, loja de souvenires,presentes , moda, entre outros.

No terraço do comércio fica a HORTA ORGÂNICA , mantida pelos próprios usuários do Centro de (Con)Vivência e por alunos do curso de Plantio Orgânico.

A topografia do terreno é plana, o que me deu liberdade para usar de um passeio horizontal no térreo privilegiando não só o paciente oncológico, mas acessível a toda vizinhança. O subsolo ativo, contempla lavanderia coletiva para os habitantes,salas de aula, auditório contendo um foyer e espaço ecumênico café, espaço de ambientação para os alunos das aulas de música, tornou-se um espaço de apropriação coletiva, um local de estar e lazer.

Também será destinado um espaço livre onde semanalmente ocorrerá uma feira de Orgânicos e Artesanato, nos moldes da feira existente na Praça Benedito Calixto, porém em menor escala.

HABITAÇÕES

ESQUEMA CONCEITUAL - ACESSOS

- a malha utilizada foi de 10 x 7,50 com balanço que respeita 1/3 do vão - vigas e pilares em concreto e dimensionando os pilares foi possível utilizar 0,50 X 0,50 - lajes protendidas de 30cm - os shafts de ventilação dos banheiros que sobem para o terraço não afetarão o pé direito quando for necessário desvio pois o pé direito dos andares é alto, já sendo considerada a altura da viga de 8 % do vão que atingiu 0,90 cm, mas embutida na laje de 0,30 cm. LEGENDA

CURSOS

CIRCULAÇÃO

PRIAVADO COMUM PRIVADO RESTRITO PRIVADRO COLETIVO AREA PÚBLICA VERDE COMUM MISTO ESTACIONAMENTO 74

Na edificação dos cursos mantive o alinhamento com uma malha de 10 x 15 , e pilares 0,50 x 0,50 A viga respeitando os 8% do vão chegou a 1,20 mts mas embutida na laje protendida de 0,30cm.

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DESCRIÇÃO DOS COEFICIENTES COEFICIENTES E COMPARATIVOS : OPERAÇÃO URBANA E LEGISLAÇÃO Terreno – 14.000 m² Com 36.841 m² de área edificada Gentilezas Urbanas - Liberação de 3000 m² ao público Cálculo sobre 11.000 m² : CA MÁXIMO permitico = 4 sem limite de gabarito obtido 3,34 TO permitido de até 50 % obtido 39% Áreas verdes - 2.280 m² Horta e Terraços Jardim - 4. 600 m²

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MATERIAIS ,ELEMENTOS CONSTRUTIVOS E ESPAÇOS REFERÊNCIAS

CORTEN

O corpo do edifício predomina o concreto e alvenaria, com vidro nas vedações e uma pele de aço corten que inibe a insolação sem extinguir a ventilação. A praça central é ponto de ligação entre estas edificações, e a passarela a principal conexão aérea entre elas. O aço está presente nas passarelas e a madeira de reflorestamento em toda a horta de orgânicos.

Na fachada da edificação dos cursos, foram utilizados dois tipos de brise, um deles teve por referência o brise da BIBLIOTECA EM SURRY HILLS AUSTRALIA , só que eles empregaram madeira como material final e no caso da Edificação destinada aos Cursos estou utilizando corten .

Ainda na edificação dos cursos, foi utilizado um painel perfurado que permite ventilação e passagem de luz,também em aço corten. A referência para este foi o painel de cortén da Hunther Douglas utilizado no MUSEU GABRIELA MISTRAL, NO CHILE O Screen panel da Hunther Douglas é um painel de pele única para revestir fachadas, instalados diretamente na estrutura por meio de perfil de aluminio padrão ou com parafusos, dependende se haverá ou não canteria.

Este mesmo material utilizei na Edificação de Habitação mas com uma malha mais fechada.O Screen panel da Hunther Douglas é um painel de pele única para revestir fachadas, instalados diretamente na estrutura por meio de perfil de aluminio padrão ou com parafusos, dependende se haverá ou não canteria. Este mesmo material utilizei na Edificação de Habitação mas com uma malha mais fechada.

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38http://www.hunterdouglas.com.br/ap/br/linea/controle-solar/elementos-de-protecao-solar/9mscreenpanel-perfurado 24/10/2016

39 http://www.barriolastarria.com/centro_cultural_gabriela_mistral_barrio_lastarria.htm acesso 23/10/2016

As fachadas foram pensadas desde o princípio para que tivessem movimento, ou pela articulação de lajes alternadas ou por brises e painéis em movimento,e foi essa segunda opção que escolhi pois considero que é a que mais se encaixa em meu projeto e entra em diálogo com as edificações já existentes, com uma linguagem similar. A fachada em movimento provoca atrativo visual pelas placas que se alteram e ainda permitem a variação solar. Abaixo as referências quanto aos brises e painéis utilizados no projeto.

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O brise da fachada da Biblioteca é composto por sensores que atuam de acordo com a intensidade e posição do sol, assim eles protegem a fachada da radiação direta e permitem a iluminação natural. 37 http://www.archdaily.com/57339/surry-hills-library-and-community-centre-fjmt/5008ed7b28ba0d27a7000d04-surry-hills-library-and-community-centre-fjmt-photo - Imagem de John Gollings, consulta em 23/10/2016

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CONCRETO

No entanto esta função permeabilizante do concreto, só funciona se ele estiver associado à base e sub base granular, desse modo a água da chuva escorre pelo concreto para ser armazenada na estrutura granular que deverá ser de pedras ou britas, só a partir de então que a água recolhida ali pode ir direto para o aquífero quando o sub leito é propicio ou para um sistema de drenagem. No caso do projeto do Centro de (Con)Vivência, já segue direto para o sistema de drenagem no subsolo.

GRELHA DE PISO

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40 http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/13/concreto-permeavel-alternativapara-aumentar-a-permeabilidade-de-pavimentos-254488-1.aspx 25/10/2016

41 http://genoa-arq.blogspot.com.br/2015/07/museu-de-arte-parede-sistema-de.html 23/10/2016

40 http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/13/concreto-permeavel-alternativapara-aumentar-a-permeabilidade-de-pavimentos-254488-1.aspx 25/10/2016

41 http://genoa-arq.blogspot.com.br/2015/07/museu-de-arte-parede-sistema-de.html 23/10/2016

Todo o pavimento térreo é em concreto permeável. Este tipo de concreto permite que a água das chuvas passe através dele e seja armazenada nas camadas inferiores, base e sub base pra então ser conduzida ao lençol freático ou seguir para o sistema de drenagem da cidade, ou ainda de reservatórios subterrâneos.

Para dar ventilação e claridade no subsolo que possui área verde, foram utilziadas aberturas para o térreo, taludes e tambem grelhas de ventilação, neste caso como referência utilizei a obra da Casa Gerassi de Paulo Mendes da Rocha.

Este tipo de piso auxilia a absorver as precipitações, evitando encnhetes e realimentando o aquífero subterrâneo.40

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acesso

acesso

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MADEIRA

ÁREA VERDE E ESPELHOS D’ÁGUA

A horta fica sob o terraço da edificação do comércio, tendo ligação direta com as edificações de habitação e cursos. Diferente de muitas hortas tradicionais, em que é preciso abaixar pra fazer o plantio ou colheita, esta foi feita de forma elevada, em grandes caixas de madeira com até 1,20 de altura de forma que todos sem distinção,poderão “trabalhar com a terra”.

REFERÊNCIA - Parque Rio do Peixe em Videira, Santa Catarina A água é um elemento presente em todo o piso térreo, em caminhos que surge para em seguida desaparecer no subsolo, onde já constam reservatórios próprios para recolher água da chuva, tratar e retornar para este caminho. A disposição das edificações resultou num térreo com uma grande praça e área livre com muita arborização por entre caminhos destes filetes de água no piso, e o vazio central com espaço para as crianças brincarem no piso com os esguichos de água dimerizados acabou sendo o responsável por manter esta articulação projetual.

Para a horta do projeto do Centro de (Con) Vivência, optei por usar caixas altas de madeira de reflorestamento. Referências utilizadas para a Horta de Orgânicos. A primeira dela é em um terraço em São Francisco, nos EUA, denominada “pequena fazenda produtiva”, como os habitantes da região costumam chamar este tipo de horta.

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A segunda imagem fica no terraço do Shopping Eldorado em São Paulo. Possuem uma “composteira” no terraço com a finalidade de transformar os restos de alimento dos restaurantes do shopping, em adubo para esta grande horta de 2.500 m².Criado em 2012 este projeto tem como meta zerar em 5 anos o lixo orgânico enviado aos aterros sanitários pelo shopping. São 10.000 toneladas de resíduos mensais que recebem uma enzima para auxiliar no processo de compostagem e eliminar o odor e deste modo, essa “massa” torna-se poderoso adubo para a horta. A horta abastece os restaurantes e ainda auxilia na diminuição de energia , já que refresca e com isso diminui o uso do ar condicionado. 45 44http://empresaverde.blogspot.com.br/2015_04_01_archive.html acesso 25/10/2016 45 http://www.oeco.org.br/reportagens/27417-hortas-urbanas-uma-revolucao- acesso 22/10/2016

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46https://arqdelicia.files.wordpress.com/2012/10/vda01_largo_06_2012-09-03.jpg 24/10/2016

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ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO DO SUBSOLO

VIDROS

As áreas do subsolo “ativo” , como salas de aula, lavanderia coletiva, espaço ecumênico, café, e foyer que na realidade é uma grande praça rebaixada convidativa, todas estas áreas foram pensadas visando salubridade através de boa ventilação e iluminação, por isso o térreo foi tratado com vazados que permitem que isso aconteça, e além de taludes e jardins do subsolo, também há no térreo bancos que possuem também a função de transmitir luz e ventilação ao subsolo, como o encontrado na referência abaixo, na obra do Uma Arquitetura, incorporadora Huma Klabin.

Os vidros utilizados serão da Série SunGuard da Guardian Brasil , de 8mm , baixo emissivos ( Low-E) que bloqueiam até 64 % a entrada de calor solar ocasionando assim proteção contra os raios UV,economia de ar condicionado e luz elétrica. RESERVATÓRIOS DO SUBSOLO A água da chuva é coletada na cobertura, segue pelas calhas e canos subterrâneos até os reservatórios, onde as águas são armazenadas em tanques de 20.000 litros, passam por um processo de filtragem para então seguirem para a caixa d’água e retornarem à descarga dos banheiros, irrigação e área molhada do térreo.

O espaço ecumênico do subsolo, também tem iluminação através do espelho dágua que fica no terreo, parte do fundo do espelho d’água é de vidro e leva luz natural a esse ambiente.

No subsolo também estão os reservatórios de águas cinza com vazão de 7000l/hora, e ocupam uma área de em média 80 m².

48 48 http://www.huma.net.br/empreendimentos/huma_klabin fotografo: Nelson Kon

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PROJETO


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IMPLANTAÇÃO

. Memorial Descritivo A concepção deste projeto surge não só pela busca de um espaço onde os pacientes pudessem resgatar algo que a doença lhes levou, reintegrando-se e recriando-se física, psicológica e socialmente, mas um espaço onde através de um arquitetura simples, mas bem resolvida, fosse concedida uma apropriação , um bem estar comum a todos. Os blocos do conjunto: habitação, cursos e comércio, apesar de distintos, travam um diálogo seja pelo compartilhamento das atividades ao cruzar a passarela ou pela liberdade de percurso livre no térreo, entre os edifícios, permitindo a fácil transição entre eles em uma disposição que acaba por organizar o espaço estendendo-se até o subsolo ativo,um novo espaço de convívio e estar para quem passa.

Legislação Área - 14.000 m² T.O máximo - 50% C.A mínimo - 0,3 % C.A máximo - 2 Gentilezas Urbanas - 6000 m² Operações Urbanas Área 14.000 - Gentilezas Urbanas (6000m²) então área 8.000 m² T.O máximo - 50% C.A máximo - 4 Valores obtidos 37.841 m² de área edificada onde 30 % (12.000 m²) é de circulação, então área edificada = 25.758 m² Então, sabendo que 6.000 m² foram disponibilizados com o área pública ( gentilezas urbanas), a área considerada é de 8.000 m² restantes, edificada em 25.758 m² , o que resulta em: CA obtido - 3,10 portanto respeita o CA máximo das Operações Urbanas que para a área em questão que é 4, mas, sem limite de gabarito. T.O máximo de até 50% o valor obtido foi de 31 % Áreas verdes - 2.280 m² Horta e Terraços Jardim - 4. 600 m² Gentilezas Urbanas - liberação de 6000 m² de áreas destinadas ao público.

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TERREO

1 - Recepção da HABITAÇÃO - acesso visitantes ( cadeirantes, idosos) e moradores 2 - Triagem Programa de TratamentoTerapeutico 3 - Reuniões 4 - Assistente Social 5 - Administração/Coordenação 6 - Comércio 6 A - Apoio comércio 7 - Espaço para Feira de Artesanato Semanal 8 - Carga e Descarga 9 - Coleta (reciclável) 10 - Água e Luz - leitura 11 - Escada de acesso ao Subsolo - Auditório e Salas 12 - Acesso aos Cursos

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13 - Restaurante 13 A - Cozinha 13 B - Cozinha - Parte lavagem 13 C- Cozinha - Elevador de Resíduos 13 D - Cozinha - Elevador de Mantimentos 13 E - Acesso Subsolo 13 F - Cozinha - Despensa 14 - Café 15 - Administração dos Cursos, Sala Reuniões 16 - Arquivo/ Almoxarifado 17 - Recepção dos Cursos - Triagem 18 - Área Expositiva

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SUBSOLO

1 - Foyer 2 - Auditório 3 - Carga e descarga 4 - Bar/ Café 5 - Bilheteria 6 - Espaço Ecumênico 7- Sala de aula marcenaria livre 8 - Recepção - informações 9 - Arquivo/Almoxarifado 10 - Sala de Música / ambientação 11 - Sala de instrumentos 12 - Reservatórios e bomba 12 A - Reservatórios(pluviais) e bomba - áreas molhadas térreo 13 - Anti câmara

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14 - Despensa 15 - Recebimento de mercadorias do restaurante e café 16 - Acesso funcionários 17 - Vestiário funcionários 18 - Recebimento de madeiras para aula de marcenaria 19 - Estacionamento 30 vagas 20 -Manutenção 21 - Lavanderia Comunitária 22 - Apoio Manutenção e Reservatórios semi enterrado ( recepção de águas cinza e condutor para reservatório de reuso

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AUDITORIO SEGUNDO SUBSOLO

1 - Coxias 2 - Camarim 3 - Palco 4- Saída de emergência

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NIVEL 1

1 - Exposições externas 2- Estúdio aulas fotografia 3 - Sala de Aula Culinária, Panificação e Confeitaria 4- Espaço Virtual Wifi Livre 5 -Café 6 - Curso de Cabeleireiro 7- Atelier expositivo/trabalho voluntário

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NIVEL 2

HABITAÇÃO 1 Recepção Acesso Visitantes e Consultas 2 Consultórios de Psico Oncologia, Acupuntura, Reiki, Cromoterapia 3 - Terapia Ocupacional 4 - Copa 5- Varandas A - Apoio E - Elétrica 6- Corte e Costura e confecção de perucas e próteses mamarias de polipropileno

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7 - Folheteria,Serigrafia e Gravura 8- Técnicas de Plantio Orgânico 9 - Sala Multi uso 10 - Sala dos Professores 11 - Balcão de Informações 12 -Web Design 13 - Programação Digital 14 - Idiomas 15- Oficina de Artes 16 - Tratamentos de Estética 17 -Exposição e Bazar permanente 18 - Acesso a Horta e ao Depto de Consultas

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NIVEL 3

HABITAÇÃO Área de recreação, TV, Brinquedoteca e Terapia Infantil CURSOS 1 Biblioteca 24 hs e espaço virtual 2 -Livraria infantil

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NIVEL 4

HABITAÇÃO 1 - Apoio e cozinha comunitária 2- Quartos 3- Varandas e Espaços de Convívio 4 - Banheiros pra visitantes CURSOS Biblioteca 24 horas Espaço Virtual Livraria

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NIVEL 5

HABITAÇÃO 1 - Apoio e cozinha comunitária 2- Quartos 3- Varandas e Espaços de Convívio 4 - Banheiros pra visitantes TERRAÇO JARDIM DO EDIFICIO DE CURSOS Espaço de contemplação e área livre Aulas de Tai Chi Chuan

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NIVEL 6

HABITAÇÃO 1 - Apoio e cozinha comunitária 2- Quartos 3- Varandas e Espaços de Convívio 4 - Banheiros pra visitantes

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NIVEL 11

1 -Fisioterapia 2 -Manutenção piscina

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NIVEL12 - HIDROTERAPIA E VESTIÁRIOS

Na passarela -circulação e salas extras de Acupuntura, Cromoterapia,Reiki, Terapia Ocupacional e outras terapias.

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NIVEL13

Manutenção caixas de água e elevador Espaço para material da hidroterapia

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NIVEL14 Terraço gramado com acesso somente para manutenção

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PASSARELA ELEVADA

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CORTE AA ESC 1.650

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BIBLIOTECA

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CORTE BB ESC 1.650

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COMÉRCIO

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CORTE CC ESC 1.650

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ADMINISTRAÇÃO

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CORTE DD ESC 1.650

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ESPAÇO ECUMÊNICO ECUMENICO

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CORTE FF ESC 1.650

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ELEVAÇÃO NOROESTE

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ELEVAÇÃO NORDESTE

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ELEVAÇÃO SUDESTE

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ELEVAÇÃO SUDOESTE

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HORTA

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BRINQUEDOTECA

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CONSIDERAÇÕES FINAIS


Concluo este trabalho com a satisfação de projetar algo no qual realmente acredito, e cumprindo a incumbência à qual me submeti de expor nele, não apenas as necessidades que se restringem ao usuário principal, mas, abrindo um leque de oportunidades que se estendem ao todo, com a finalidade de propagar a ideia da reintegração social, da urbanidade, da perpetuação das gentilezas urbanas, mas, sem que estas últimas sejam oriundas de interesses ou barganhas políticas ou ainda baseadas em concepções ditadas pela própria especulação imobiliária mas com foco em englobar realmente a comunidade, num espaço de interação e convívio mútuo com o equipamento em si.

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culin-ria https://www.primecursos.com.br/ http://www.renataxavier-beleza.com/cursos/curso-de-mega-hair/curso-de-cabeleireiro/curso-de-perucas-e-protese-capilar/ http://www.vilamulher.com.br/bem-estar/saude/cancer-de-mama-doacao-de-proteses-mamarias-de-tecido-11-1-60-318.html http://cursosgratis.blog.br/curso-de-artesanato/ http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cursos_e_oficinas_1.html https://canaldoensino.com.br/blog/sao-paulo-23-mil-vagas-para-cursos-gratuitos-de-idiomas https://catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/curso-gratuito-ensina-a-fazer-fotos-profissionais-com-celular/ http://www.cursou.com.br/informatica/programacao/#ixzz4NvrtelSl

NORMAS E RESOLUÇÕES Normas para Projetos de Edificios de Saúde: Resolução RDC 306 de 07/12/2004 – Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Resolução RE 09 de 16/01/2003 Orientação Técnica Revisada, Padrões Referencias de Qualidade de Ar Interior. Resolução RDC 50, de 21/02/2002 – Regulamento Técnico para Planejamento, Programação, Elaboração e Avaliação de Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde.

RELAÇÃO DAS CASAS DE APOIO À CRIANÇA E ADOLESCENTE NA CIDADE DE SÃO PAULO 1) AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer) Abriga crianças e adolescentes com câncer, na faixa etária de 0 a 20 anos, junto com um responsável (em geral, pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Borges Lagoa, 1603 – Vila Clementino – São Paulo/SP Fones: (11) 5082-5434 http://www.aacc.org.br/ 2) CASA NINHO (Centro de Apoio a Criança Carente com Câncer) Abriga crianças e adolescentes com câncer, na faixa etária de 0 a 18 anos, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Almeida Torres, 264 – Aclimação; São Paulo/SP Fones: (11) 3208-1162 / 3271-5849 http://www.casaninho.org.br/ 3) CASA HOPE Abriga crianças e adolescentes carntes com câncer, portadores de câncer, transplantados de medula óssea, fígado e rins, junto com um acompanhante, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Al. dos Guainumbis, 1027 – Planalto Paulista; São Paulo/SP Fone: (11) 5056-9700 http://hope.org.br/

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4) AMOR E ESPERANÇA (Casa Assistencial Amor e Esperança) Abriga crianças e adolescentes carentes com câncer e patologias não infecciosas, residentes em outras localidades, junto com um familiar, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua: João Alves Pimenta, 74 – Vl. Mirian/Pirituba ; São Paulo/SP Fone: (11) 3978-1419 http://www.caae.org.br/ 5) CAJEC ( Casa de Apoio José Eduardo Cavichio) Abriga crianças e adolescentes com câncer, do Brasil e da América Latina, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Preciosa, 86 − Parque Monte Alegre − Taboão da Serra/SP Fones: (11) 4701-4194/4787-7149 http://www.cajec.org.br/ 6) CAMHP (Casa Assistencial Maria Helena Paulina) Abriga crianças e adolescentes carentes, em tratamento médico e seus familiares (em geral pai ou mãe), vindos de outra cidade, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Judith Passald Esteves, 137 – Jardim Colombo ; São Paulo/SP Fones: (11) 3744.7492, 3772.5661 http://www.casamariahelenapaulina.org.br/

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7) GOTAS DE AMOR (Casa de Apoio a Criança com Câncer Gotas de Amor) Abriga crianças carentes com câncer, advindas de outros estados, em especial do Norte e Nordeste do Brasil na faixa etária de 0 a 21 anos, junto com um acompanhante, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Eliane Araújo Neves, 266 – Campo Limpo/Jardim Nova Catanduva; São Paulo/SP Fones: (11) 5844-1652 http://sociedadebeneficentegotadeamor.webnode.com.br/ 8) CAMAC (Casa Modelo de Apoio a Criança com Câncer) Abriga crianças carentes com câncer, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. R. Almirante Aristides Guilhen, 199 – Jardim Jussara; São Paulo/SP Fone: (11) 3739-3859 http://www.camacc.org.br 9 ) CASA RONALD MOEMA Abriga crianças, adolescentes e familiares (acompanhantes) de pacientes pediátricos sob tratamento de câncer no hospital GRAAC, durante todo o período de seu tratamento.

Alameda dos Uapés, 690 - Planalto Paulista, São Paulo - SP, 04067-031 Telefone:(11) 5055-5725 http://www.casaronaldspmoema.org.br/ 10) ANJOS DE LUZ (Associação de Apoio à Crianças e Adolescentes com Câncer Anjos de Luz) Abriga crianças e adolescentes carentes, com câncer e/ou outras doenças graves, junto de seus acompanhantes, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. R. Ambrosina Nunes Ferreira, 49 – Jd. Esther Yolanda; São Paulo/SP Fones: (11) 2537-5229/ 8780-1104 http://www.anjodeluz.org.br/casa.htm 11) VIDA DIVINA (Casa de Apoio à Criança com Câncer Vida Divina) Abriga crianças e adolescentes carentes, com câncer, na faixa etária de 0 a 18 anos, junto com um acompanhante (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Martinho de Souza, 207 – Vila Paranaguá/ Ermelino Matarazzo; São Paulo/SP Fones: (11) 2545.2150 / 2545.1654 http://www.cavd.org.br/

12) CÂNDIDA BERMEJO (Centro de Apoio à Criança com Câncer Cândida Bermejo Camargo) Abriga crianças carentes com câncer, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. R. Miguel Gonçalves Correia, 157 – Campo Limpo – São Paulo/SP Fone: (11) 5842-9894 http://www.centrocbc.com.br/ 13) CASA RONALD MCDONALD SP – GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) Abriga crianças e adolescentes com câncer, de diversos estados do Brasil e de cidades do interior do estado de São Paulo, junto com um responsável, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Alameda dos Uapés, 690 – São Paulo – SP Fone: (11) 5055-5725 Casa Ronald SP 14) GRATHI (Grupo de Assistência ao Tratamento e Hospedagem Infantil) Abriga crianças e adolescentes de todo o Brasil, que necessitam de tratamento médico especializado em São Paulo, por meio da rede publica conveniada com o SUS – TFD, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento. http://www.grathi.org.br/home.html

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15) ESTRELA DOURADA (Casa de Apoio Estrela Dourada) Abriga crianças e adolescentes carentes de toda a América Latina, portadores de câncer e outras doenças não contagiosas, que são encaminhadas para a cidade de São Paulo, onde fazem tratamento em hospitais públicos, junto com um responsável, durante todo o período de seu tratamento. http://casadeapoioestreladourada.org.br/contato.html

19) ESPERANÇA DE VIVER (Casa de Apoio Esperança de Viver) Abriga crianças e adolescentes com câncer, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua Campinorte, 161, casa 2 Pirituba – São Paulo-SP Fone: (11) 3994-3081

16) INSTITUTO ANASTÁCIA Abriga crianças e adolescentes com câncer, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua General Lauro Cavalcante de Faria, 451 – Pirituba; São Paulo/SP Fones: (11) 3917-6896/ 2476-2243 17) LUZ DIVINA (Casa de Apoio Luz Divina) Abriga crianças e adolescentes com câncer, junto com um responsável (em geral pai ou mãe), durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. R. Dr. Cesar Castiglioni 523-A – Casa Verde; São Paulo/SP Fones: (11) 3858-1785/3965-3275/ 6852-2027 18) ACEFAMA (Casa de Emaús da Família Marcelina) Abriga adolescentes e adultos com câncer, junto com um acompanhante, durante todo o período de seu tratamento em São Paulo. Rua da Encerca, 10 Itaquera; São Paulo/SP Fone: (11) 2523-4013 http://casademausdafamiliamarcelinaitaquera.blogspot.com.br/

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TFG- CENTRO DE (CON)VIVÊNCIA  

Este trabalho final de graduação contempla um complexo com moradia temporária para pacientes oncológicos, espaço destinado a tratamentos al...

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