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Em meados do século XIX, os máscaras, como já dito anteriormente, desfilaram a pé, a cavalo, ou fizeram o tradicional corso nas ruas durante o carnaval. Atualmente, as turmas de mascarados acrescentam ao carnaval do Recife charme e encanto, deixando-o mais vivo e genuíno. Quanto ao termo “máscara”, tem origem controversa do ponto de vista etimológico. O italiano maschera deriva provavelmente do baixo-latim masca, de procedência mediterrânea, cujo sentido primeiro foi ‘demônio’ ou ‘máscara que representa o demônio’. No século VII, tinha o sentido de ‘feiticeira, bruxa’. Provém, possivelmente, do árabe mashara – ‘bufão, personagem ridículo’ –, oriundo, por sua vez, do verbo sahir, que significa ‘ridicularizar’.58 É atraente pensar sua significação e sua utilização em algumas culturas. De acordo com Ana González Menéndez,59 os homens préhistóricos colocavam máscaras feitas com palha e outros materiais encontrados na natureza para iniciar seus ritos mágicos. Os gregos usavam-nas nos teatros e também nas festas pagãs antigas. Já foi mencionado que essas festas eram ritos de passagem; algumas, do inverno para a primavera ou de um ano para o outro, possuíam caráter cíclico e estavam envolvidas com o culto dos mortos, rituais celebratórios e homenagens aos deuses. No Egito, o rosto dos faraós era reproduzido em máscaras de ouro, a fim de ser colocados em seus túmulos. Ainda na África, eram usadas em rituais, tanto agrários como iniciáticos e funerários. Elas instigaram a curiosidade dos colonizadores e influenciaram artistas do início do século XX, como Pablo Picasso, Henri Matisse, Emil Nolde e Paul Klee.

Imagens Fantásticas do Carnaval do Recife  

Esse livro foi desenvolvido a partir da dissertação do Mestrado em Multimeios do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UNICAMP...

Imagens Fantásticas do Carnaval do Recife  

Esse livro foi desenvolvido a partir da dissertação do Mestrado em Multimeios do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UNICAMP...

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