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11/20/2010

Plano de Avaliação Subdomínio A.2 Cristina Couceiro


Índice Ponto prévio ........................................................................................................................................ 3 A selecção do subdomínio ................................................................................................................... 3 Diagnóstico: ......................................................................................................................................... 5 Metodologia: ....................................................................................................................................... 6 Indicador A.2.1................................................................................................................................. 6 Indicador A.2.2................................................................................................................................. 8 Indicador A.2.3............................................................................................................................... 10 Indicador A.2.4............................................................................................................................... 13 Indicador A.2.5............................................................................................................................... 14 Comunicação de resultados ............................................................................................................... 15 Bibliografia ........................................................................................................................................ 16


Ponto prévio Para mim, esta formação tem sido bastante violenta, não só no que se refere aos prazos de entrega de trabalhos, mas sobretudo porque para realizar estas tarefas que nos têm sido pedidas é necessário um conhecimento profundo da nossa realidade escolar. Como apenas este ano lectivo cheguei a este agrupamento, nem sempre é fácil efectuar uma análise tão rigorosa como se pretende da nova realidade. Estabelecer um plano de avaliação pressupõe um conhecimento arreigado da realidade em que a BE se insere, o que ainda não acontece. Neste caso (e tal como já aconteceu em tarefas anteriores) far-me-ei valer da experiência no terreno noutras bibliotecas e realidades.

A selecção do subdomínio Considero fundamental que a BE possa criar condições para que os nossos alunos se tornem cada vez mais autónomos no acesso à informação e que adquiram competências para a seleccionar e transformar em conhecimento.

É igualmente

importante assegurar que os alunos são capazes de aceder à informação em vários suportes. Como refere Calixto (1996, p. 11)

“as bibliotecas não podem ignorar os

novos desafios que se lhes colocam quando os locais e as formas de aprendizagem são tão diversificados, quando o papel impresso já não é o único suporte de informação, quando o acesso à informação se pode fazer de formas tão diversas”. Os bibliotecários estão perante novos desafios e, à semelhança das bonecas russas, ampliaram o seu espectro de competências, mas continuam a realizar as tarefas básicas que estão na origem do conceito de biblioteca. (Escribano, 1997)


Num mundo onde o conceito de literacia evoluiu: já não é apenas a capacidade de ler, escrever ou interpretar enunciados. Já inclui a “literacia informática” e a “literacia informacional”. Uma pessoa literata é aquela que é capaz de ler, escrever e usar os instrumentos computadorizados para pesquisar, seleccionar e processar informação (Nunes, 2007), cabe às bibliotecas evoluir, desenvolver-se e diversificar as fontes de informação que coloca à disposição dos utilizadores, assegurando novos serviços, no sentido de dar resposta às suas necessidades. Face a tudo o que fica exposto, a escolha natural para esta tarefa foi o subdomínio A.2.


Diagnóstico: Pontos fortes Pontos fracos  Mudança de instalações da BE para  Mudança de instalações implica perda um espaço mais amplo, com de centralidade na escola (do bloco A melhores condições; para o C);  Recente criação de blogue da BE;  Biblioteca com maiores dimensões, mas mantém-se o mesmo número  PB com formação na área da novas reduzido de equipamentos tecnologias e na área da informáticos (5 PC para alunos, biblioteconomia; inexistência de  A BE desenvolve trabalho impressora/multifunções; inexistência colaborativo com os docentes e de quadro interactivo; inexistência de diponibiliza um modelo de pesquisa; internet desde o início do ano lectivo)  A BE possui guia de utilizador;  A BE possui boa colecção em suporte  Equipa da BE com poucas horas;  Professor de TIC com apenas 2 impresso e adquiriu recentemente tempos semanais na BE; uma boa colecção de DVD e CD  Programa de catalogação ainda não solicitados pelos Departamentos está e funcionar (ocorreu um erro que (não se tratando ainda de uma ainda está a ser resolvido); colecção equilibrada, está no bom caminho).  Inexistência de articulação com o PTE;  Plataforma Moodle dotada ao abandono;  Alunos com dificuldades sa selecção e tratamento de informação (abunda a cultura do “copy/paste”);  Muitos professores desconhecem a foirma como está organizada a BE e os seus recursos;  Inexistência de um “currículo de competências transversais adequado a cada nível/ano de escolaridade”;  Docentes das ACND raramente planificam em conjunto com a BE os temas que os alunos vão abordar.


Metodologia:

Indicador A.2.1 Organização de actividades de formação de utilizadores (idicador de processo)

Pretende-se

Dotar os alunos e professores de conhecimentos que lhes permitam um acesso mais eficaz à informação disponibilizada pela BE; Dotar os alunos de maior autonomia nas suas pesquisas;

Acções/Actividades  Promoção de reuniões com os DT das a realizar e turmas envolvidas (ao longo do ano respectiva lectivo); calendarização  Dinamização de forma sistemática de acções de formação de utilizadorescomeçar com os alunos em início de ciclo: 5º e 7º (ao longo do ano lectivo);  Dinamização de sessões de formação para docentes (1º período);  Criação de um guia de utlizador mais atractivo para os alunos e disponibilizá-lo online (1º período);  Criação de um bibliopaper de modo a levar os alunos a interiorizar determinados conceitos de forma lúdica (1º período);  Exploração do catálogo online (quando disponível).

Evidências

Análise documental: PAA da BE Sumários das turmas; Documentação criada; Actas das reuniões; PCT das turmas envolvidas (final do ano); Grelhas de observação para avaliar: A autonomia dos alunos e professores no acesso aos recursos da BE-(em 2 momentos:


no início das sessões de formação de utilizador e no final) Dados estatísticos: Número de turmas/alunos envolvidos (no final das sessões) Questionários: Questionário aos alunos e docentes : questionário de saída- exit survey (Poll & Payne, [s.d.], p. 4)


Indicador A.2.2 Promoção do ensino em contexto de competências de informação (indicador de processo)

Pretende-se:

Clarificar a missão e objectivos da BE no PE; Integrar no PE um plano para a literacia da informação com referência explicita ao papel da BE; Promover sessões de trabalho colaborativo com as turmas em início de ciclo (5º e 7º); Generalizar o modelo de pesquisa criado pela equipa da BE em colaboração com outros docentes;

Acções/Actividades realizar e respectiva calendarização

 Envolvimento da BE na reformulação do PE (início do ano lectivo);  Presença dos PB nas reuniões de Departamento e de Conselho de turma iniciais para planear sessões de trabalho colaborativo e seus objectivos (Setembro para planificar e sempre que se justifique para redefinir estratégias ou avaliar o trabalho realizado);  Definição de um curriculo de competências a adquirir pelos alunos nestes 2 anos de escolaridade: 5º e 7º (Setembro e restantes reuniões intercalares pra reformulação/actualização do PCT);  Articulação da BE com os docentes de Área de Projecto no sentido dedesenvolver o trabalho colaborativo nessas aulas (ao longo do ano lectivo);  Criação de um modelo de pesquisa (adaptação do modelo big 6) a adoptar por toda a escola e a explicitar/implementar nas sessões de trabalho colaborativo (Setembro/Outubro);  Discussão com os docentes da


pertinência do modelo de pesquisa introduzido e sujeitá-lo a reformulações, caso seja necessário (ao longo do ano lectivo);  Criação de fichas de avaliação de páginas Web e consequente disponibilização online (Setembro/Outubro); Evidências

Análise documental: PAA da BE; Sumários das turmas; Documentos criados;

Grelhas de análise para avaliar: Trabalhos finais dos alunos; Grelhas de observação para avaliar: O desenvolvimento do trabalho colaborativo (em 2 fases distintas) Questionários: Inquérito aos alunos e docentes encolvidos nas sessões de trabalho colaborativo: questionário de saída- exit survey (Poll & Payne, [s.d.], p. 4) Dados estatísticos: Número de turmas/alunos envolvidos nas sessões


Indicador A.2.3 Promoção do ensino em contexto de competências tecnológicas e digitais (indicador de processo)

Pretende-se

 Dotar os alunos e docentes de competências na área das TIC;  Eectivar a articulação entre a BE e o PTE;  Incentivar os restantes docentes a integrar asTIC nas suas práticas lectivas;  Marcar presença na Web e junto dos utilizadores;  Disponibilizar recursos online adequados aos curricula.

Acções/Actividades a realizar e respectiva calendarização

 Reuniões frequentes da equipa PTE (da qual, legalmente, deve fazer parte o coordenador da BE);  Criação de listas de apontadores por disciplina/ano a disponibilizar no blogue (através do delicious, por exemplo);  Desenvolver actividades que envolvam a utilização das TIC;  Promover actividades que promovam o uso das ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0;  Realização de sessões de trabalho com os alunos na BE com integração das TIC;  Levantamento de necessidades de formação na área das TIC junto dos docentes e consequente dinamização de formação interna;  Manter actualizado o blogue da BE;  Criar e manter a disciplina da BE no moodle;  Manter página nas redes sociais para divulgação de actividades, conteúdos, aquisições, eventos, etc;  Produção de materiais de apoio à correcta utilização da internet (grelha de


avaliação de sites, guiões de pesquisa, guiões de procedimentos, tutoriais etc);  Incentivar a apresentação de trabalhos dos alunos em suportes alternativos aos habituais (incentivar, por exemplo, a criação de e-books ou filmes no movie maker, por exemplo);  Incentivar a formação em TIC dos elementos da equipa da BE; Evidências

Análise documental: - Actas de reuniões; - Documentos produzidos(final do ano lectivo); - Análise diacrónica dos resultados dos alunos envolvidos; Grelhas de análise para avaliar: - Trabalhos desenvolvidos pelos alunos (final das sessões). Grelhas de observação para avaliar: - Actividades desenvolvidas pelos alunos na área multimédia; - Páginas/blogues/plataformas e redes sociais onde a BE está representada (número de actualizações, conteúdo, interacção BE/Utilizadores e vice-versa, etc)- ao longo do ano; Questionários: - Inquérito aos docentes acerca das necessidades de formação 1(1º período); - Auto-avaliação dos alunos na área das novas

1

“self-assessment of users”, proposto por Poll & Payne, (Poll & Payne, [s.d.], p. 7).


tecnologias (2 momentos: antes e depois das sessões) -Inquéritos aos alunos e professores envolvidos na produção de conteúdos multimédia e /ou sessões de formação interna para medir grau de satisfação2 Dados estatísticos: - Número de visitas ao blogue da BE; - Número de “amigos” /seguidores virtuais que são simultaneamente utilizadores da BE; - Número de trabalhos produzidos utilizando as novas ferramentas (e-books, filmes em moviemaker, etc); - Utilização pelos alunos dos documentos de apoio criados (grelha de avaliação de sites, guiões de pesquisa, guiões de procedimentos, tutoriais etc)

2

Tal como referem (Poll & Payne, [s.d.], p. 5) , as opiniões relativamente à satisfação dos utilizadores dividemse: “Satisfaction on the part of a user is an outcome. So is dissatisfaction. The Task Force considers simple satisfaction a facile outcome, however, too often unrelated to more substantial outcomes that hew more closely to the missions of libraries and the institutions they serve. (ACRL, 1998) Customer satisfaction […] is neither outcome nor output. Rather, it is a qualitative assessment of library outputs [...]. (Cram, 2000, p. 23) they serve. (ACRL, 1998).


Indicador A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos

Pretende-se

Avaliar o imacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos.

Acções/Actividades a realizar e respectiva calendarização

 Estreitar a relação entre a BE e a sala de aula (ao longo do ano);  Observar o uso que é feito da BE pelos utilizadores (ao longo do ano);  Verificar que variedade de serviços é utilizada (antes e depois das sessões de formação);  Na área de produção multimédia, verificar que tipo de software é utilizado (antes e depois das sessões de formação);  Verificar se os alunos recorrem aos documentos de apoio produzidos pela BE (grelha de avaliação de sites, guiões de pesquisa, guiões de procedimentos, tutoriais etc )- após as sessões de formação;  Verificar se os alunos recorrem aos apontadores criados pela BE (após as sessões de formação);  Analisar os trabalhos produzidos pelos alunos (no final das sessões de formação).

Evidências

Dados estatísticos: - Número de utilizadores da BE; - Distribuição dos utilizadores pelas diferentes áreas da BE; - Número de utilizadores que recorrem aos documentos de apoio produzidos pela BE; (final do ano lectivo)

(indicador de impacto)

Grelha de análise para avaliar: - Os trabalhos realizados pelos alunos (no final)


Grelha de observação para verificar: - A variedade de serviços e colecções da BE utilizada; - A autonomia dos alunos na BE (em 2 momentos durante as sessões de formação: no início e no final)

Indicador A.2.5 Impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à cidadania e à aprendizagem ao longo da vida

Pretende-se

Avaliar o impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida.

Acções/Actividades a realizar e respectiva calendarização

 Criar grupo de monitores da BE (1º período);  Observar o uso que é feito da BE pelos utilizadores (ao longo do ano);  Verificar que variedade de serviços e colecções é utilizada (antes e depois das sessões de formação);

Evidências

(vide A.2.4, ainda que me pareça muito difífil medir o impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à cidadania e aprendizagem ao longo da vida. Tal como referem Poll & Paine “ [outcomes]often become visible only in longterm development.” ([s.d.], p. 3).

(indicador de impacto)


Comunicação de resultados (final do ano lectivo): O Relatório de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar apresenta-se ao Conselho pedagógico. E deverá ser acompanhado de uma reflexão sobre os resultados obtidos e pela aprovação do Plano de Melhoria. As acções de melhoria delineadas com base na avaliação efectuada deverão constar na PAA do ano lectivo seguinte. Os resultados da avaliação da BE deverão integrar o relatório de avaliação interna da escola.


Bibliografia Texto da sessão Guia da sessão MAABE Calixto, J. A. (1996). A biblioteca escolar e a sociedade de informação. Lisboa: Caminho. Escribano, J. P. (1997). Nuevas Tecnologias de la Información. Projecto TECA. Encontros de Leitura Pública: Livro de Actas (p. 113 ss.). Setúbal: Associação de Municípios de Setúbal. Melo, L. B. ([s.d]). BAD. Obtido em 18 de Novembro de 2010, de Estatísticas e Avaliação da Qualidade e do Desempenho em Bibliotecas e Serviços de Informação: Investigações Recentes e Novos Projectos: http://badinfo.apbad.pt/congresso8/com20.pdf Nunes, M. B. (2007). Leitura, literacias e inclusão social: novos e velhos desafios para as bibliotecas públicas. Obtido em 2 de Janeiro de 2009, de Grupo Lusófona: http://www.grupolusofona.pt/pls/portal/docs/PAGE/OPECE/APRESENTACAO/INVESTIGADORES/MAR IA%20MANUELA%20BARRETO%20NUNES/PAPERS/BIBLIOTECAS%20P%C3%9ABLICAS%2C%20LEITUR A%20E%20INCLUS%C3%83O%20SOCIAL.PDF Poll, R., & Payne, P. ([s.d.]). International Bielefield Conference. Obtido em 2010 de Novembro de 18, de Impact measures for libraries and information services: http://conference.ub.unibielefeld.de/2006/proceedings/payne_poll_final_web.pdf


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