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Grupo Uirapuru - Orquestra de Barro O Encontro de Shakespeare e a Cultura Popular Grupo de Caroço Arco-íris do Amor Nossa Casa - Construindo Sonhos Elis Marina - Pimenta de Cheiro - AoVivo Flauta Cabocla Oficina Tambor de Criola Cultura no Presídio Cavaleiros do Sertão Quintal Cultural - Encontro da Multiplicidade Artística Periférica Oficina de Máscaras da Comunidade do Lixão Na Roça também se faz cultura e cidadania Hip-hop nas Ruas Re-Criando

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Estação Viva - Acervo


...a cultura nas m達os

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M57

Microprojetos mais cultura: semiárido: a cultura nas mãos/ organização, Vera Rotta, Maria José H. Coelho. – Brasília, DF : Funarte; Ministério da Cultura, 2010. 196 p. ; Il. color.

Edição, elaboração, distribuição e informações: Ministério da Cultura - MinC Esplanada dos Ministérios, Bloco B, sala 401 CEP 70068-900 Brasília - Distrito Federal

1. Cultura – Brasil. 2. Diversidade. 3. Cidadania. I. Rotta, Vera. II. Coelho, Maria José H. III. Brasil. Ministério da Cultura. CDD (21. ed.) 306

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Telefone Geral: (61) 2024-2000 Ministro de Estado da Cultura Juca Ferreira Tiragem: 5.000


ORGANIZAÇÃO Vera Rotta Maria José H. Coelho

Microprojetos Mais Cultura - Semiárido

... a cultura nas mãos 2010 Brasília, DF


“Tem gente que faz do Sol uma simples mancha amarela. Tem gente que faz de uma simples mancha amarela o próprio Sol”. 8

Pablo Picasso


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Microprojetos e macropolíticas: apostando na criatividade e na força do povo brasileiro Juca Ferreira1

Implementados pelo Ministério da Cultura na gestão do presidente Lula, os Microprojetos Mais Cultura são uma das mais expressivas ações voltadas à federalização, democratização e desconcentração das políticas públicas para a área da cultura em nosso país. Com eles chegamos a onze Estados e mais de oitocentos municípios, beneficiando milhares de jovens, de uma população até então completamente excluída de uma política cultural de governo, tanto do ponto de vista regional quanto do ponto de vista social. Muita coisa mudou no Brasil. Muita coisa ainda deve mudar. Precisamos continuar com firmeza no caminho da mudança. Não me canso de repetir que apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema, regularmente, 92% dos brasileiros nunca entraram em um museu, 93,4% dos brasileiros jamais visitaram uma exposição de arte. Embora 28,8% dos brasileiros saiam regularmente para dançar, 78% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança, e mais de 90% dos municípios do nosso país não possuem salas de cinema, teatro, museus ou espaços culturais quaisquer, nem mesmo de múltiplo uso. Temos que assegurar acesso pleno à cultura para todos.

Com o firme propósito de alterar essa realidade de desigualdade e exclusão – assim como em outras áreas desse governo, a preocupação foi a mesma, ou semelhante – o nosso Ministério da Cultura pensou, deu forma e deu vida a um programa pioneiro, que é o Programa Mais Cultura. De dentro dele nasceram os

Microprojetos. E neste momento muito especial de aprendizado e acúmulo de experiência, conta com a valiosa participação do Banco do Nordeste do Brasil – BNB. Todos sabem de nosso esforço para reverter a enorme exclusão cultural que marcou a vida nacional até aqui, até um período ainda muito recente. Estamos tocando uma cruzada.

Parte de um conjunto de ações, programas e projetos e de diversas políticas voltadas a ampliar o acesso pleno à cultura, os Microprojetos são uma daquelas ações desenvolvidas pelo MinC que eficazmente massageiam e ativam partes do corpo social até então costumeiramente desprovidas de políticas públicas, especialmente quando se trata de cultura. Resultado: alta magnitude de valor simbólico com pequenas somas por projeto. Não podia ser diferente. É a parcela mais considerável da população brasileira que se expressa, a sua população mais pobre, aquela a quem cabe boa parte da cultura que por aqui se faz. É Mais Cultura para todos o que mais aqui se quer. Mas queremos e precisamos de muito mais. Vale observar. Os Microprojetos Mais Cultura precisam ganhar volume e maior escala. E precisam ganhar institucionalidade como política de Estado. Só assim poderemos trazer a cultura para o núcleo do esforço de desenvolvimento nacional em curso.

Ministro de Estado da Cultura

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Outro olhar sobre o Brasil Silvana Meireles1

Tércio Araripe – artista plástico, pesquisador e fabricante de instrumentos musicais – um dia decide reunir adolescentes do pequeno povoado de Moita Redonda, no município de Cascavel (CE), e formar uma orquestra com instrumentos de barro, o Grupo Uirapuru. Unindo música à tradição da região de produção de cerâmica, esses jovens tocam instrumentos criados por artesãos de outras gerações sob a regência do maestro Luizinho. Bizan Velô é um militante da cultura e dos direitos humanos, em Lagarto (SE), para onde se mudou há 10 anos, vindo da Bahia. É ele quem leva a magia do cinema a povoados da região. Mas o Cinema na Roça de Bizan Velô vai além da sétima arte. Em parceria com instituições locais, o projeto também exibe filmes e promove palestras sobre educação sexual, além de proporcionar assessoria jurídica gratuita. Cultura e cidadania unidas em torno do cinema.

Secretária de Articulação Institucional e Coordenadora do Programa Mais Cultura

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Maria Sirlane, a Sinha, há 20 anos costura, com suas próprias mãos, bonecas e bonecos de pano, com quem conversa durante o ato da produção, “criando uma energia positiva que traz sorte para as pessoas que as adquirem”, conta. Com o Microprojetos Nossa casa – construindo sonhos, Sinha pretende ensinar às meninas da periferia do Crato (CE) a fazer bonecas, arte tradicional na região, “para que elas também tenham essa opção de ganhar a vida”.

Tércio Araripe, Bizan Velô e Maria Sirlane estão entre os mais de 1000 outros Tércios, Bizans e Sinhas do semiárido brasileiro que tiveram seus projetos selecionados pelo Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura, em 2009. Em comum, eles têm a arte, a tradição local, um sonho e a generosidade. São cidadãos preocupados com o futuro da juventude, que acreditam no poder de transformação da cultura e que investem na cultura como fator fundamental para a recuperação da autoestima e como alternativa econômica. E querem fazer isso nas suas e para suas comunidades. Eles possibilitam, principalmente, aos olhos e mentes urbanas, um novo olhar sobre o Brasil. Afinal, o que a maior parte dos brasileiros sabe sobre o semiárido? Usualmente ideias genéricas, comumente associadas à seca, à pobreza, aos baixos índices de desenvolvimento humano e de outros indicadores sociais e econômicos. O que a maioria desconhece é a riqueza cultural dessa região, guardiã de muitas de nossas tradições. E muitos ignoram a força e a sabedoria de seus habitantes para encarar as adversidades, a fé na chegada de tempos melhores e a criatividade com que lidam com as carências. Enfim, pouco se sabe sobre esses brasileiros, inspiradores de Fabianos, Diadorins, Severinos, personagens de Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e de tantos outros escritores que conheceram suas realidades e compreenderam seus universos.


Os Microprojetos no semiárido são um modo simples do Estado potencializar as variadas iniciativas desses brasileiros no campo cultural e revelar para os outros Brasis, as falas, as vozes e os fazeres do povo dessa imensa região de mais de 970 mil quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 22 milhões de habitantes espalhados em 11 estados. Os Microprojetos são um dos modos encontrados pelo Ministério da Cultura para cumprir sua clara missão de apoiar a rica e a bela diversidade cultural que marca o povo brasileiro.

sucedidas – como a de Pedro Braz, no programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Prefeitura de São Paulo – criou alianças com outras instituições do governo federal como o Banco do Nordeste do Brasil – BNB; e estabeleceu importante articulação com o Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e, por meio deles, com os municípios do semiárido. Essa iniciativa contou com a parceria do Instituto Nordeste Cidadania – INEC, da Fundação Nacional de Artes – Funarte e Banco do Nordeste do Brasil – BNB.

Paradoxalmente, alcançar essa clara missão nem sempre é tarefa simples. O primeiro desafio do Ministério da Cultura foi dar materialidade ao comando do Ministro Gilberto Gil de fazer um “do–in” antropológico no país, levando em conta a diversidade cultural brasileira e lidando com ela sem preconceitos. O Programa Mais Cultura integrou-se a essa missão e organizou suas ações em três dimensões: a da cidadania, a da infraestrutura cultural e a da economia. Os Microprojetos se inscrevem como uma dessas iniciativas de fomento a projetos de baixo custo financeiro que possam se tornar um embrião de uma iniciativa de estímulo à cidadania, ao aumento da autoestima e ao desenvolvimento da economia local.

Discutidas e negociadas as competências e atribuições, métodos e instâncias de participação, enfim, feita a pactuação, no talvez melhor exercício do Sistema Nacional de Cultura, não foi difícil experimentar a execução de uma política pública de cultura federativa num território tão distante do foco dessa política. Lá, tudo já estava quase pronto. Faltavam apenas pequenos gestos do poder público para revelar talentos e criar condições de alimentar os sonhos, reforçar as iniciativas ou promover sua expansão.

Sua execução envolveu muitos colaboradores do Ministério da Cultura, que em suas bagagens traziam experiências bem

Os Microprojetos Mais Cultura colaboraram para tirar da margem talentos brasileiros e gente que acredita na força da cultura. Não mais como turista, mas ainda como aprendiz, tomado do espírito apaixonado pela cultura brasileira de Mario de Andrade, o MinC foi ao semiárido para descortinar mais um Brasil.

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Microprojetos, grandes dimensões Sergio Mamberti1

Microprojetos Mais Cultura representa para a Funarte a conquista de possibilidades de ampliação da sua atuação junto à produção cultural brasileira e sua rica diversidade. Permitindo redesenhar fronteiras entre diferentes linguagens e outros campos de expressão, o Microprojetos Mais Cultura criou condições favoráveis para o aprofundamento das relações estabelecidas com artistas, projetos junto a comunidades tradicionais, projetos de caráter independente, bem como procedimentos criativos e educacionais. Isso contribuiu sobremaneira para que a Funarte tivesse forte participação na disseminação, por todo o território nacional, de processos interativos de participação que resultaram numa energização antropológica de contingentes significativos da nossa sociedade.

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Presidente da Fundação Nacional de Artes

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Em sua primeira edição realizada em 2009, dedicada à população do semiárido, fomos ao encontro da multiplicidade de manifestações que nos caracteriza, promovendo uma visão mais nítida de sua fisionomia. Através da extraordinária força das variadas expressões da nossa cultura popular e outras experimentações existentes, pudemos perceber que é na

resistência que nosso povo constrói a pluralidade das suas identidades. Ao ser solicitada pela Secretaria de Articulação Institucional do MinC, para participar do Mais Cultura, a Funarte, ao integrar em um único projeto todas as suas áreas de atuação, marcou sua presença em novos territórios, que ainda não haviam sido beneficiados pelas políticas públicas do MinC. Ao longo de mais de um ano, a parceria entre a Funarte, o Programa Mais Cultura, o Banco do Nordeste (BNB), o Instituto Nordeste de Cidadania (INEC), as Secretarias de Cultura de 11 estados que constituem o território geográfico do semiárido - Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo - selecionou, por meio de editais, aproximadamente 1.200 projetos, cada um de até 30 salários mínimos, totalizando cerca de treze milhões de reais em premiações. No entanto, o que mais nos mobilizou, não se limitou ao investimento estratégico nestas áreas de grande vulnerabilidade social, mas, sobretudo o esforço conjunto de várias instituições através de iniciativas visando promover o desenvolvimento social e econômico desta extensa região. Microprojetos Mais


Cultura premiou, especialmente, jovens entre 17 e 29 anos de idade, fomentando as relações entre comunidades e artistas de diversas faixas etárias, com participação efetiva nas mais variadas linguagens: artes cênicas, artes visuais, música, literatura, audiovisual e artes integradas. Tivemos a grata surpresa de contar também com um total de 3.883 projetos inscritos, provenientes de pessoas físicas e jurídicas de 881 municípios da região, constatando sua imensa potencialidade que, todavia, não tinha sido contemplada com os investimentos substanciais dos programas culturais do Minc, de alcance nacional. Ao contrário do que se poderia supor, a capacidade de realização destes artistas, professores, artesãos, grupos étnicos e comunidades, tem a mesma riqueza criativa da produção cultural dos grandes centros urbanos. Talvez até mais intensa, pois participam à margem da vida cultural regional, que tende a subestimar a importância de sua contribuição. Necessitam apenas de incentivo e reconhecimento do poder público para realçar sua presença nacional, como força motriz de inspiração e de criatividade, que sempre foi a base de toda produção cultural brasileira e de nossa formação. A possibilidade de aquisição de instrumentos para bandas de

música, montagem de pequenos espetáculos, realização de oficinas, publicações literárias, aquisição de materiais diversos para produção artística, realização de pequenos festivais, produção de CDs de música, realização de documentários até a produção em diversas mídias digitais, revelaram um universo insuspeitado de beleza, sensibilidade e de grande qualidade sob todos os aspectos. Todos os parceiros envolvidos percorreram o país com suas equipes, realizando oficinas, com acompanhamento e registro, para uma melhor avaliação do que foi implementado, estabelecendo contato direto com um semiárido popular e integrado na contemporaneidade, enriquecendo seu conhecimento sobre o país, e preparando-se para realização de programas e projetos de maior amplitude, ainda por vir. A qualificação profissional adquirida na atuação no Programa Microprojetos Mais Cultura Semiárido nos conduziu à execução do Microprojetos Mais Cultura Amazônia Legal, já em fase de finalização, expandindo sua ação nacional e possibilitando maior presença em territórios com características diferentes e potencial diverso, integrando transversalmente a Funarte aos programas e políticas publicas do Ministério da Cultura.

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SUMÁRIO

Democratização do acesso aos recursos públicos - Mônica Monteiro............................................................ 18 A busca de novos modelos de financiamento público da cultura - Lia Calabre............................................... 20 Semiárido: diversidade e pluralidade cultural - Xico Chaves........................................................................... 26 Um novo olhar sobre o cotidiano dos pequenos produtores culturais - Selma Santiago................................. 30 Surpresas de viajante - Vera Rotta.................................................................................................................. 34 Um povo feito de sonhos e certezas - Paulino Menezes................................................................................. 36 Se a experiência pudesse ser medida... - Fernando Rotta Weigert................................................................. 37 Sons da água, da terra, do barro..................................................................................................................... 39 Romeu e Julieta, reisado, maracatu e pau-de-fita........................................................................................... 45 Dança do Caroço: um ritmo unindo gerações.................................................................................................. 53 Bonecas de Pano: feitas para dar sorte........................................................................................................... 59 Elis Marina, com pimenta e ao vivo.................................................................................................................. 63 Tambor de Crioula, resistência, tradição e continuidade.................................................................................. 67 Uma antiga flauta volta a tocar......................................................................................................................... 71 Liberdade feita com arte................................................................................................................................... 75

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No sertão, a persistência dos cavaleiros.......................................................................................................... 79


No quintal, cinema, música, dança e filosofia.................................................................................................. 85 Máscaras para uma nova identidade............................................................................................................... 91 Na roça, cinema rima com cidadania............................................................................................................... 97 Uma batalha pela paz no sertão da Bahia..................................................................................................... 101 No rio Doce, lixo é inspiração......................................................................................................................... 107 Estação da memória, da lembrança, da preservação.....................................................................................111 A cultura está onde o brasileiro está - Leonardo Mourão................................................................................115 Novas soluções para um novo desenvolvimento - Tibico Brasil.................................................................... 122 Análise da ação Microprojetos....................................................................................................................... 125 A pesquisa quantitativa......................................................................................................................... 126 A pesquisa qualitativa........................................................................................................................... 135 Considerações finais............................................................................................................................ 139 Microprojetos Selecionados........................................................................................................................... 140 Agradecimentos............................................................................................................................................. 185 Expediente..................................................................................................................................................... 187 Créditos das imagens..................................................................................................................................... 192

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Democratização do Acesso aos Recursos Públicos Mônica Monteiro1

Lançado em 2007, o Programa Mais Cultura integra a Agenda Social do Governo Federal e é estruturado para responder aos desafios impostos pela nova política social, notadamente o de enfrentamento das desigualdades sociais, tendo como diretriz a incorporação e o fortalecimento do papel central da cultura no desenvolvimento e o seu reconhecimento como direito social. Dentre os muitos desafios a enfrentar, inscrevem-se aqueles associados à incorporação dos jovens ao mundo do trabalho cultural - técnico e artístico. Como público preferencial do Mais Cultura, diversas ações do Programa estão voltadas para jovens de 17 a 29 anos, estimulando realizações artísticas e culturais.

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Coordenadora de Ações do Programa Mais Cultura

Sabe-se que milhões de brasileiros vivem da cultura e que o investimento e fomento à cultura devem ser diversificados em suas fontes, incorporando mecanismos que possam ser adaptados às diferentes necessidades brasileiras contemplando a multiplicidade da produção cultural dos diversos segmentos sociais e, principalmente, daqueles excluídos dos processos formalmente instituídos.


A meta da democratização do acesso aos recursos públicos que foi integrada à agenda do Ministério da Cultura (MinC) produziu nesses oito anos resultados concretos. A estruturação e difusão da modalidade de seleção pública de projetos, através de editais, seja para sociedade civil ou para o campo público, seja para pessoas físicas ou jurídicas, representou um avanço na forma de apresentação de projetos e na cobertura quantitativa de projetos atendidos.

cerca de 800 municípios e indicaram que todos os esforços de capacitação e divulgação ainda não foram suficientes para garantir a cobertura desejada, sugerindo que há terreno a explorar, tanto pelos cenários desenhados a partir do mapeamento que resulta da experiência do Banco do Nordeste no financiamento a projetos culturais na região do semiárido tanto quanto pelos depoimentos e registros captados pela equipe do Microprojetos Mais Cultura, apresentados a seguir.

A ação dos Microprojetos Mais Cultura, em sua primeira edição, foi a experimentação de um mecanismo de simplificação de financiamento público não-reembolsável. Sob a coordenação da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, com recursos financeiros do Programa Mais Cultura, o projeto foi desenvolvido e orientado para abranger 1.200 municípios do semiárido brasileiro, prevendo-se, através dos mecanismos de seleção, o atendimento a um projeto por município.

No semiárido a cultura convive com a escassez de recursos públicos e com a riqueza de criação, experimentação, arte de todas as formas, em todos os sentidos, em busca de incentivos, apoios e de qualquer forma de estímulo que possa significar reconhecimento e presença de governos, implantando políticas públicas, enfim, chegando ao cidadão.

A fixação dessa cota buscou garantir uma distribuição de prêmios equilibrada entre os municípios participantes, independentemente do número de inscrições por localidade, numa estratégia para garantir a desconcentração de investimentos nas regiões centrais, representadas pelas capitais - não raramente melhor assistidas pelas políticas públicas - para as áreas periféricas ou regiões afastadas dos centros.

Os projetos culturais selecionados no edital do semiárido contemplam praticamente todas as formas de expressão artística e revelam a autenticidade e a singularidade de ideias postas em prática por e para jovens. O mapa de projetos apoiados pelo Programa Mais Cultura no semiárido nos permite afirmar sobre o acerto da política de democratização do acesso aos recursos públicos e comemorar os resultados que teremos a oportunidade de ver nessa publicação.

Os movimentos e estímulos à participação de todos os 1.200 municípios foram realizados através de uma intensa agenda para capacitação e divulgação do edital que significou a realização de mais de 100 oficinas em 100 municípios, utilização de redes sociais, participação em encontros e divulgação em programas de rádio e TV, resultando numa adesão de 3.883 propostas ao Edital. Na conformação dessa iniciativa à divulgação, capacitação e estímulo à participação no edital é tão importante quanto a alocação dos recursos financeiros. Os resultados da premiação levaram a seleção de projetos a

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a busca de novos modelos de financiamento público da cultura Lia Calabre1

“A arte fala! E nesse sentido, nessa fala abrange todas as classes, todas as raças e isso é uma transformação. A música tem um poder muito forte, como a arte em geral, de passar isso para as pessoas, o reconhecimento de cada um de estar num lugar seu, ter a sua importância, a sua capacidade e isso então é uma transformação muito grande.” Proponente do Projeto A Música fala: origens e tradições do sítio lagoense – Lagoa do Sítio - Piauí

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Pesquisadora e chefe do Setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa.

A Constituição Brasileira, no artigo 215, estabelece que o “Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”. Os Microprojetos Mais Cultura fazem parte de um conjunto de ações que vem sendo implementado pelo Ministério da Cultura, na busca de fazer cumprir o pleno exercício dos direitos culturais, que está determinado pela Constituição.


Desde meados da década de 1980, a política brasileira de financiamento público federal da cultura esteve, quase que exclusivamente, assentada na utilização das leis de incentivo. Tal processo teve inicio com a promulgação da Lei no 7.505, mais conhecida como Lei Sarney, criada em 1986 e extinta em 1990. A Lei Sarney foi substituída pela Lei no 8.313 de 1991, conhecida como Lei Rouanet, que está em vigor até hoje. O modelo foi implantado com o objetivo de buscar solucionar a falta de recursos federais para o custeio de atividades culturais. O Ministério da Cultura, que havia sido criado em 1985, um ano antes da lei, possuía um orçamento muito pequeno que mal lhe permitia arcar com a manutenção da estrutura que estava sob sua responsabilidade. Os dois mecanismos, em suas versões originais, previam ações de financiamento da cultura com um percentual dos recursos oriundos da renúncia fiscal e uma parte de efetivo investimento privado, ou seja, assentados em uma ideia de parceria, de estímulo ao investimento financeiro na cultura por parte da iniciativa privada com a participação do Estado. A Lei Rouanet sofreu algumas alterações que contribuíram para um processo de alta concentração de aplicação de recursos em algumas linguagens artísticas e em algumas regiões do país. A partir de 2003, com a gestão do ministro Gilberto Gil, o Ministério da Cultura iniciou um intenso trabalho junto ao governo no sentido de elevar o percentual orçamentário do órgão de um patamar de 0,2% do orçamento da União para 1%. Apesar de aparentemente tímido, esse crescimento significava, na prática, mais que duplicar a capacidade de investimento do Minc. Ao longo desses oito anos de governo, o Ministério foi investindo na criação e aperfeiçoamento de mecanismos de financiamento que produzissem condições mais equânimes de distribuição dos recursos. Tal projeto tem se efetivado, principalmente, através de editais públicos e concessão de prêmios. A análise aqui realizada terá como base o edital da região do semiárido, no âmbito do Programa Mais Cultura, e em estudo de uma amostra dos projetos premiados que está em plena fase de desenvolvimento.

“O edital foi muito aberto, democrático, pois apoiava não só as empresas, mas as pessoas físicas também... A Lei Rouanet reconhece o projeto, mas não garante os recursos” Proponente do Projeto Cinema Itinerante – Belágua - Maranhão

“Nesses 25 anos de capoeira, nunca tive acesso a nenhuma verba pública... foi até uma surpresa muito grande ver que, pela primeira vez, a gente conseguiu alguma coisa ligada ao governo porque, para cá, isso é raro, é difícil” Proponente do Projeto Grupo Muzema de Capoeira – Chapadinha - Maranhão

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“A dificuldade de se trabalhar com cultura é só a financeira, porque não existe ainda no país uma verba para se trabalhar com cultura em termos de município” Proponente do projeto Cultura e ação – Caêm – Bahia

“Eu fico sempre muito surpresa com o pessoal aqui da comunidade, esses meninos, eles fazem cada peça, eles mesmos escrevem, eles mesmos encenam, eles mesmos produzem as peças e passam as mensagens...O projeto é fazer chegar o conhecimento até as pessoas” Proponente do Projeto Biblioteca Comunitária Itaitinga - Ceará

“Nós fizemos as oficinas abertas, nunca fechamos, porque a ideia não é só aprender uma arte. Aprender uma arte é massa! É lindo! Mas, além disso, a gente tem uma preocupação com que essas pessoas conheçam sobre o seu lugar, que elas se sintam pertencentes a esse lugar e ativas nesse lugar, não simplesmente passivas.” Proponente do Projeto Colcha de Mosaicos – Fortaleza – Ceará

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2 Tendo em vista que o processo de conveniamento dos premiados se estendeu ao longo do ano, com a chamada de suplentes selecionados, o relatório final ainda não se encontra disponível

“Eu tenho uma grande dificuldade de trabalhar aqui no município, eu não tenho com quem contar, com quem trocar uma ideia, discutir um assunto, porque essa área é muito nova (produção e edição de vídeo digital). ... Tem aí alguns serviços, casamentos, eventos. Para fazer um documentário aqui tem que ser através de um edital, pois quem vai custear um documentário no interior? Só através de um edital desse é que sai esse tipo de coisa.” Proponentes do Projeto O audiovisual construindo identidade – Pindoretama - Ceará

A utilização de estratégias como a do lançamento de editais e da criação de prêmios, foi adotada pelo Minc, na intenção de superar ou diminuir as distorções regionais de investimento público federal na cultura. É importante ressaltar que o lançamento de editais e que as concessões de prêmios eram recursos utilizados pela Funarte, por exemplo, em décadas anteriores, e que sofreu alguns processos de descontinuidade. Muitos dos editais, do próprio Minc, lançados nos primeiros anos de governo, tiveram apoio financeiro das empresas estatais, em especial da Petrobrás (a principal empresa financiadora da área da cultura). Com o gradativo aumento da dotação orçamentária, ao longo desses últimos oito anos, o Ministério pode passar a implementar suas iniciativas com recursos próprios. O Programa de Apoio a Microprojetos Mais Cultura para a região do semiárido, que abrange municípios em todos os estados do nordeste, no estado de Minas Gerais e Espírito Santo, lançado com recursos do Programa Mais Cultura, foi efetivado através de uma parceria da Secretaria de Articulação Institucional e da Funarte com o Banco do Nordeste – BNB, Instituto Nordeste de Cidadania - INEC - e as Secretarias de Cultura dos estados participantes. Buscando resguardar as especificidades de cada região, os editais foram estadualizados, ficando as secretarias de cultural responsáveis pela divulgação entre os municípios e pela formação das comissões julgadoras. O edital foi idealizado visando fornecer financiamento para Microprojetos culturais. O objetivo foi o de incentivar e fomentar artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais, através da distribuição de prêmios para iniciativas desenvolvidas nas áreas de: artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual e artes integradas. Os projetos deveriam ter como protagonistas ou beneficiários diretos, jovens de 17 a 29 anos, residentes em regiões e municípios do semiárido. Os primeiros relatórios gerados pelo projeto revelam que foram comprometidos recursos na ordem de treze milhões e


meio, com um total de 3.883 projetos recebidos e um pouco mais de mil e duzentos selecionados (incluindo os suplentes). 2 Participaram do edital 11 estados – todos os estados do nordeste e mais uma pequena parcela de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo – lembrando que somente poderiam enviar projetos os municípios localizados na região do semiárido. Os estados da Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Espírito Santo apresentaram os maiores índices de participação de municípios e os menores percentuais de participação couberam aos estados do Piauí e Maranhão. As inscrições foram recebidas nas secretarias dos próprios municípios, encaminhadas às secretarias dos estados. Todo o processo de conveniamento e acompanhamento dos projetos selecionados, ficou a cargo do Banco do Nordeste, através do Instituto Nordeste de Cidadania – INEC. O Ministério da Cultura buscou tornar o edital o mais acessível possível. O formulário de inscrição foi bastante simples, procurando ser adequado ao público alvo. Logo no primeiro parágrafo do objeto, o Edital informava que tinha como “objetivo fomentar e incentivar artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais”, complementando que com a intenção de promover a diversidade cultural, “os projetos financiados deverão ter, como protagonistas ou beneficiários, jovens de 17 a 29 anos residentes em regiões e municípios do semiárido.” A distribuição dos projetos contemplados, por área artística, pode ser observada no quadro ao lado. Para se inscrever como pessoa física bastava estar em dia com o imposto de renda, apresentar cópia da identidade e do CPF, comprovante de residência de 2007 a 2009. No caso de pessoa jurídica, necessitava-se da apresentação das certidões negativas, dos estatutos e dos documentos do responsável legal pela empresa. O formulário, além dos dados pessoais, solicitava que o proponente descrevesse o que desejava

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fazer – de maneira clara e sintética - apresentando também um orçamento e uma descrição das atividades que seriam realizadas. O modelo era muito simples e continha exemplos claros do que era solicitado. Todo o processo foi construído visando a alcançar um público que, normalmente, não tem acesso aos recursos públicos. “Eu deixei de pedir recursos à Prefeitura, eles nunca podem, eles nunca têm... Com o Projeto Mais Cultura nós compramos nosso material e não precisamos pedir nada a ninguém” Proponente do Projeto oficina de Indumentária Bumba Meu Boi – Nina Rodrigues - Maranhão “A ideia era trazer 60 jovens para a oficina, 2 de cada escola, formar monitores para que eles formem grupos na escolas. Temos 2 que já formaram e a gente está acompanhando isso no dia a dia, para ver se a gente alcançou nosso objetivo” Proponente do Projeto Dança transformando a vida – Pacatuba – Ceará “Eu achei muito bom porque eu não precisei elaborar aquele projeto enorme, com tudo assim... É uma coisa bem simples. Porque eu vejo aqui no meu pai, na Secretaria, tem uns projetos, tem uns que eles recusam porque os projetos foram mal elaborados. A justificativa que eles dão é que foram mal elaborados e esse não, dos microprojetos, era mais fácil, porque era mais acessível para a gente, pelo fato de a gente ser, assim, do interior.” Proponente do Projeto Aconteceu e não vi, mas me contaram assim – Valença do Piauí – Piauí.

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Foram apresentados projetos das mais variadas modalidades dentro de todas as linguagens artísticas que foram objeto do edital. Pode-se dizer que tal quadro permitiu o cumprimento do objetivo número 1 do programa que é o de: “ampliar o acesso aos bens e serviços culturais e meios necessários para a expressão simbólica, promovendo a autoestima, o sentimento de pertencimento, a cidadania, o protagonismo social e a diversidade cultural”, ao longo de 2010, mais de mil projetos vêm sendo colocados em prática na região do semiárido brasileiro. Na música, instrumentos são construídos, cursos e oficinas são oferecidos, tudo isso permitindo a muitos cidadãos o acesso ao processo de experimentação do fazer cultural que se soma à produção de CDS e de espetáculos. As danças mais tradicionais têm espaço junto com a dança contemporânea. As chamadas brincadeiras, como os bois, as folias, os cacuriás, ganham um incentivo extra para estar na rua. As práticas da leitura são enriquecidas e estimuladas por novos cordéis, por novos acervos e por equipamentos multimídia. A geração de emprego e renda também está presente em projetos que prevêem qualificação da produção artesanal e manufatureira. O cinema vai voltando às praças e às ruas dos lugarejos, das cidades do interior, de uma maneira nova,


estimulando também a produção audiovisual local que se encarrega de registrar os fazeres e as riquezas culturais. No teatro, o clássico e o contemporâneo se encontram, em montagem, em oficinas, em leituras dramatizadas que abrem espaço para novas criações que dialogam com as realidades locais. No financiamento a projetos dessa natureza, as dificuldades ainda são muitas. A equipe responsável pelo conveniamento, por exemplo, se empenha por agilizar o contato com os premiados, tarefa muitas vezes nada fácil. Uma sucessão de pequenos problemas terminou por atrasar o repasse dos recursos e que, por conseguinte, faz com que uma média de 40% dos projetos só venha a ser finalizada em 2011. Para o acompanhamento da ação Microprojetos Culturais Mais Cultura, no semiárido, foi planejada uma pesquisa, que está em campo, analisando o perfil dos projetos apresentados, sua distribuição geográfica, a participação das diversas áreas artísticas, a adequação do modelo executado à realidade local. Para tanto estão sendo trabalhados os formulários de inscrição, fichas de informações complementares e relatórios de prestação de contas. A pesquisa tem ainda uma parte de levantamento de informações qualitativas, com a realização de entrevistas com uma pequena amostra dos premiados. Esses depoimentos deram origem aos boxes que complementam esse texto e são o testemunho vivo da importância do desenvolvimento de projetos, por parte dos governos, que atinjam a um público tradicionalmente eliminado do acesso aos recursos públicos e ao sentimento de cidadania cultural plena.

“ O cinema na praça, um lugar que junta todo mundo numa telona de cinema, coisa que hoje não existe mais, é difícil, só nas capitais ou nas grandes cidades, mas no interior... isso foi o que me levou a fazer com que as pessoas voltassem àquela época de ver um filme junto com a família, junto com os vizinhos, a comunidade toda ali reunida numa grande tela capaz de envolver as pessoas” Proponente do Projeto Cinema na Praça – Cícero Dias - Bahia “A Secretaria reuniu a gente e explicou sobre os microprojetos. Depois ela deu uma micro-oficina de elaboração de projetos para quem ainda não tinha experiência em fazer projetos e qualquer dúvida que a gente tinha eles tiravam” Propornente do Projeto Arte e Cultura – Acopiara – Ceará

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Semiárido: diversidade e pluralidade cultural Xico Chaves1

Se vivemos da diversidade, é nela que nos afirmamos, dela sobrevivemos e assim toda a sociedade, com sua expressão cultural plural, em permanente processo de transformação. O que identifica nosso país é sua múltipla identidade, sua capacidade de reunir, em um vasto território, muitas expressões culturais simultâneas que se intercomunicam e constituem um corpo em movimento, um conjunto de origens que não se estagnou, uma paleta de cores que não se cristalizou, permaneceu suscetível a mutações, capaz de absorver influências, e ao mesmo tempo, preservar sua natureza. É como um caleidoscópio orgânico, sensível a tudo que nele se projeta do mundo exterior para transformar seu conteúdo em linguagem própria e universal. Nossa multíplice formação nos permite esta liberdade e uma flexibilidade extrema capaz de compreender e transformar a produção cultural em formas de sobrevivência.

Coordenador da Assessoria Especial da Presidência da Funarte, Coordenação Funarte Microprojetos Mais Cultura. 1

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No entanto, esta sobrevivência subsiste em um Brasil desigual, repleto de diferenças sociais onde a maior parte de sua população permanece à margem dos sistemas de comunicação sujeita à pressão de uma produção industrial padronizadora e movida por valores consumistas. A produção cultural popular circula em núcleos de resistência, assim como as experimentações de linguagem e a preservação de valores simbólicos que estruturam a base de sua múltipla formação. Sob risco permanente de


descaracterização e aniquilamento de seus sistemas de sustentação, formada por extensas camadas sociais, mantêm, ainda, sua autonomia. A complexidade destas questões levou instituições culturais, estimuladas pelo Ministério da Cultura, a lançar um novo olhar sobre o debate referente à valoração simbólica e estratégica desta produção. Foram trazidos para o debate cultural conhecimentos antropológicos e fatores econômicos para serem considerados na mesma esfera, associando a eles uma série de projetos de abrangência nacional. Microprojetos Mais Cultura surge desta iniciativa como um dos instrumentos do estado, capaz de proporcionar sobrevivência, visibilidade e reconhecimento às expressões culturais regionais, realizadas em toda a extensão do território brasileiro, mais especificamente nas regiões e territórios que representam maior risco social e expressam com intensidade maior diversidade, identidade e pluralidade. O Semiárido, que abrange 11 estados do nordeste e sudeste, que pelo nome de algumas de suas cidades (Tracunhaém, Xique-Xique, N. Sra. de Nazaré, Inhapi, Jacaré dos Homens, Tabocas do Brejo Velho, Cafarnaum, Mulungu do Morro, Baturité, Canindé, Jijoca de Jeriquaquara, Milagres, Nova Iorque, Coité, Junco do Seridó, Santana dos Garrotes, Zabelê, São Miguel dos Milagres, Coité do Nóia, Bodocó, Salgueiro, Tacaratu, São José do Egito, Boa Hora, Pau dos Ferros, São

Miguel do Gostoso, Cachoeira do Pajaú, Indaiapira, Vila Pavão, Baixo Guandu, Canhoba, Canindé, Lagarto, Gararu), para citar apenas algumas, exemplificam toda riqueza de suas origens. Na extensão geográfica e poética da nomenclatura destes lugares foram encontradas atividades culturais que a maior parte da população brasileira desconhece. O que, conceitualmente, definimos como diversidade cultural e se referencia em uma formação histórica com diversas origens étnicas, sedimentações e múltiplas influências se materializa nas formas de expressão e manifestação encontradas na extensão de nossa geografia. Nos territórios que compreendem o semiárido, como em outros, a presença de todos os segmentos de expressão artística e cultural se manifestam de forma intensa, compreendendo uma outra diversidade: a multiplicidade de linguagens, tradições populares, ferramentas tecnológicas de comunicação e criação, atividades e conhecimentos interativos que se articulam entre diversos segmentos sociais. Tornou-se necessário um programa que representasse todo este universo e que absorvesse em seu edital desde as expressões populares até as mais contemporâneas e lá estavam todas elas, desde a literatura de cordel até a cultura digital. Provou-se que estes lugares produziam tanta cultura quanto os grandes centros urbanos, em artes cênicas, artes visuais, música, literatura, audiovisual e artes integradas (para a inclusão de

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projetos com mais de uma área artística). Provou-se ainda que estes segmentos apresentam uma grande diversidade em si mesmos e que poderiam diversificar ainda as formas de comunicação entre eles e as mídias regionais e que representavam esta imensurável parcela da produção cultural pouco reconhecida e não identificada.

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Estar à margem dos sistemas de comunicação convencionais não compreende estar inativo. Apenas não é conferida a esta suposta marginalidade a presença na mídia convencional, o reconhecimento da cultura produzida por ela. A cultura de massas, no entanto, sempre se alimentou dos modelos e formas de expressão lá existentes. Quando Microprojetos Mais Cultura disponibilizou recursos dirigidos a estas populações, estabeleceu a conexão entre uma extensa camada social e a instituição pública, passou a identificar e revalorizar as tradições e experiências lá existentes, disponibilizou canais de interrelacionamento, reconheceu seu papel como protagonista na economia da cultura, possibilitou sua reafirmação e alteridade, estimulou seu desempenho como força produtiva e realimentou seu processo criativo. Essas populações estavam à margem dos grandes projetos de financiamento, que envolviam grandes investimentos, que assimilavam apenas produtores profissionalizados, artistas de renome, empresas e grupos com acesso disponível nas instituições e empresas privadas. Não havia, até então, estímulos financeiros para projetos de baixo custo, mas fundamentais para a sobrevivência dessa maior parte de nossa identidade e versatilidade cultural. Foi possível provar que um

documentário pudesse ser realizado, que uma banda de música pudesse adquirir instrumentos, que oficinas de arte-educação pudessem ser implantadas, que era possível editar livros e CDs independentes, resgatar e estimular culturas e manifestações étnicas e tradicionais, resultando em uma infinidade de ações de conteúdo, afirmação e sobrevivência cultural. Ao incluir o semiárido em um programa com esta dimensão confere-se a ele ainda o reconhecimento de ter sido, em toda a nossa história, a região que mais esteve presente em nosso desenvolvimento econômico e social. Sua contribuição para produção cultural brasileira tem sido essencial na construção do país, de suas grandes cidades, de sua produção agrícola e industrial. A mão de obra e a criatividade que migraram de lá para todos os cantos do país se entranharam e foram fundamentais na cultura da argamassa, fertilizante da tradição e da contemporaneidade. As migrações ocorreram por fatores climáticos e de sobrevivência, presentes nesta região mais pobre e discriminada, estigmatizada nas regiões industrializadas ao ser representada pela miséria e a caveira de boi, a caatinga seca e espinhenta, a fisionomia esquálida e mestiça, o sertão rústico, rude e áspero. O que foi traduzido como resistência, tem se revertido em fator de integração, interação, interlocução e potencial transfor mador, presentes na realidade fértil e contraditória de sua natureza multicultural, onde tradição popular e tecnologia virtual coexistem hoje no mesmo território.


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Um novo olhar sobre o cotidiano dos pequenos produtores culturais Selma Santiago1

“Eu deixei de pedir recursos à Prefeitura, eles nunca podem, eles nunca têm... Com o Projeto Mais Cultura nós compramos nosso material e não precisamos pedir nada a ninguém” Proponente do Projeto oficina de Indumentária Bumba Meu Boi – Nina Rodrigues - Maranhão O Brasil é feito de gente que pisa no chão, que come arroz e feijão, que trabalha, que estuda, que sente, que sonha, que se expressa de várias formas e, destes tantos, milhares pensam, desejam ou esperam um dia ter a chance de mostrar seu dia-a-dia e o que sentem através da arte. Desejos contidos nos projetos guardados no fundo das gavetas ou nos sonhos das noites que embalam seus cotidianos. Muitos deles, em sua maioria jovens, alimentam a esperança de mudar o país para melhor por meio de sua arte, mas as dificuldades do dia-a-dia os deixam, com o passar dos tempos, cada vez mais descrentes nesta possibilidade de um dia tornarem-se artistas.

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1 Coordenadora de Territorialização do Programa Mais Cultura/ Ação Microprojetos.

Ao iniciarmos as atividades da ação Microprojetos Mais Cultura, de fato, encontramos durante as oficinas de capacitação, os olhos dos concorrentes perdidos, como que assistindo a distância entre sonho e realidade. Percebemos então que este seria, de imediato, nosso maior desafio a ser vencido: provocar nas pessoas de


1.200 municípios, a confiança de que poderiam ser atendidas sem discriminação. Fazê-las acreditar que os recursos federais chegariam em seu município, por menor e mais longínquo que fosse, entregues nas mãos do próprio artista. Muito trabalho, esclarecimentos, orientações, estímulos e aposta na confiança foi nosso roteiro de viagem, seguido à risca e que vimos ser recompensado à medida que os prêmios foram sendo pagos. No decorrer de um ano de atividades, nossa equipe desbravadora do sertão do semiárido brasileiro pôde conhecer, apostar e ver nascerem as flores daqueles que antes não acreditavam na possibilidade de sobreviver de sua arte. Foi como encontrar um jardim onde antes era deserto, porque para nós, esta ação tem a imagem de uma chuva no sertão ressecado. Basta um pouquinho de água para se ver o verde brotando e as flores se abrindo, colorindo o cinza que antes existia. Sabemos que a terra é fértil, que o solo é bom, que florescem aqui e acolá rosas e margaridas, mas vê-las em conjunto, brotando, foi e é uma experiência que vai para além do financiamento de pequenos projetos culturais, pois muito está por detrás de recursos financeiros. Capitais outros como afetivos, criativos, simbólicos, identitários, estéticos, políticos e outros tantos foram expressos por todos os projetos, merecendo então nossa maior atenção com relação a este movimento que provocamos e que observamos atentos tal qual um mágico que se surpreende com o efeito de sua própria mágica. Buscando melhor conhecer estes grupos e pessoas, promovemos Encontros Estaduais dos Microprojetos nos onze estados contemplados, onde a participação voluntária foi a tônica do momento e onde pudemos nos aproximar dos cotidianos destes fazedores de cultura que muito se distanciam das Leis de Incentivos ou outros prêmios de maior porte que são ofertados por todo o país. Descobrimos que a grande maioria dos agraciados eram pessoas físicas, que apostaram na ideia de uma pequena produção cultural para realizar seus sonhos e dinamizar as vidas de suas comunidades. Percebemos que o brasileiro, com

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sua capacidade empreendedora e criativa, é capaz, sim, de fazer render o pouco que tem e multiplicar o benefício, estendendo aos demais a possibilidade de sentir, na prática, o que teóricos chamam de “economia da cultura”. Nos Encontros tínhamos dois objetivos bem claros: o período da manhã seria para repassar informações administrativas sobre como preencher relatórios, dirimir dúvidas com relação a contratações para concessão dos prêmios, uso de logomarcas e outras questões burocráticas. Enquanto o período da tarde seria provocativo no sentido de promover o verdadeiro encontro entre os próprios participantes, estimulando a formação de uma rede de pequenos produtores culturais em cada estado e assistindo a um momento de escambo entre os mesmos, sem a interferência dos organizadores, onde cada grupo ou artista se dispunha a colaborar com os demais, trocando contatos e serviços. E assim aconteceu, sem que orientássemos para tal, em todos os lugares. Após a realização dos Encontros, cada estado teve articuladores eleitos pelos próprios contemplados e uma série de objetivos a serem alcançados, em sua maioria bem similares, refletindo assim as características que fazem destes produtores culturais semelhantes e revelam-nos um modus vivendi no qual os poderes públicos poderão observar quais instrumentos de fomento serão mais bem utilizados.

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Aliado às observações feitas nos Encontros, e ainda com alguns resultados parciais da pesquisa que segue em curso, observamos também que a grande maioria destes produtores conta com pequenos apoios dos governos locais, enquanto poucos recorrem aos poderes públicos estaduais e federais. Isto é um fator interessante de ser analisado, uma vez que nos estudos econômicos os gastos municipais pouco refletem este investimento, sendo quase sempre

considerados apenas os gastos em eventos de maior porte ou festas cívicas e religiosas. Podemos refletir aqui se os governos municipais têm a percepção do potencial de talentos e de dinâmica cultural e econômica que podem ser estimulados em seus próprios municípios ou ainda a título de que retorno os mesmos apoiam estas pequenas iniciativas. Outro aspecto bem recorrente é o fato de que a maioria dos recursos investidos nos trabalhos vem dos próprios produtores e de voluntários, parentes e amigos. É quando constatamos que a maneira de trabalhar através da colaboração faz destes pequenos produtores cooperativos informais, uma vez que os profissionais de cada município se conhecem e auxiliam-se nas suas produções, investindo seus tempos, recursos financeiros e criatividades com o intuito de terem seus projetos e sonhos realizados. Os Microprojetos pressupõem micro-organizações, microarranjos produtivos, micro-financiamentos, não significando, necessariamente, micro-produtos culturais. Muitos dos resultados já apresentados têm uma capilaridade e dimensões bem maiores do que poderíamos supor nos gabinetes das políticas públicas para a cultura em Brasília. Verificamos que uma boa fórmula de atingir a este público ainda não alcançado seria através de uma ação de formato simples, com acesso aos formulários em linguagem simples, que contasse com o apoio local e dos estados na multiplicação das informações. E foi assim, através desta simplicidade, também lida nas apresentações dos projetos inscritos, que podemos ver os resultados dos sonhos e desejos outrora sentidos tornarem-se cotidiano, para estes quase mil e duzentos pequenos produtores culturais, que com este apoio puderam ser reconhecidos localmente e, enfim, receberem dos aplausos de seus povos, os títulos de “artistas da terra”.


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SURPRESAS DE VIAJANTE Vera Rotta1

“Minha vida é andar por este país Pra ver se um dia descanso feliz Guardando a recordação Das terras onde passei Andando pelos sertões Dos amigos que lá deixei...” Vida de Viajante (Luiz Gonzaga) Nos últimos 15 anos, tive o raro privilégio de viajar por todo o Brasil. O trabalho de jornalista me levou a percorrer grande parte do interior gaúcho, e na sequência, quase todos os Estados do país. Mas todas essas andanças brasileiras não me causaram impressão tão forte quanto as recentes viagens que fiz para colher informações para esta publicação sobre o Microprojetos Mais Cultura para o Semiárido. Não havia me dado conta da enorme e surpreendente riqueza e qualidade da cultura brasileira.

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Jornalista

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Nem me refiro às nossas grandes telas culturais: o barroco, o folclore, artes plásticas, todos os nossos festejos, cerâmicas, música, rios, grandes sertões, montanhas, sambaquis, literatura, histórias...


Aos meus olhos de brasileira urbana revelaram-se, com a súbita clareza de uma epifania, os traços fundamentais da nossa personalidade, o DNA constitutivo da nossa alma. E eles estão nas pequenas cidades deste gigantesco País, nos subúrbios das capitais, nos vilarejos perdidos de beira de estrada. Em localidades com nomes mágicos como Moita Redonda, Maracanaú, Barro Duro, São José do Belmonte, Bezerros, Lagarto, encontrei uma gente preciosa, que muitas vezes enfrentando a falta dos recursos mais básicos, produz, reproduz e preserva, de maneira persistente e principalmente generosa, jóias raras da nossa cultura. Como não se emocionar diante da delicada costureira que conversa com os bonequinhos que cirze, para que eles passem boas vibrações para aqueles que tenham a sorte de adquiri-los? É possível não se animar ao ver alguém abandonar sua vida em uma cidade grande para dedicar-se em tempo integral à formação de uma orquestra de jovens em um povoado com poucas centenas de moradores? E o que dizer ao ver uma senhora de 86 anos que a cada quinzena ensina os passos de uma rara dança de origem africana para “ter quem continue

dançando, depois que os velhos se forem.” Não há como negar que inúmeras manifestações da nossa cultura correm o grave risco de desaparecer por falta de quem se interesse em perpetuá-las. A oferta onipresente de uma cultura massificada e reducionista é uma ameaça real para a saúde das raízes diversificadas que alimentam essa nossa cultura brasileira, rica e única. Mas esse surpreendente mergulho em nosso quintal mostrou, de uma maneira vibrante e autêntica, que há uma multidão de incansáveis e anônimos guardiões culturais em plena ação. Cerca de 1.200 projetos foram contemplados com o Microprojetos Mais Cultura para o Semiárido, promovido pelo Ministério da Cultura! Um pequeno, porém, valioso empurrãozinho para esses guardiões que, mesmo com todos os desafios que enfrentam, não desistem de preservar a sua, a nossa, mais legítima expressão cultural. A escolha dos projetos para esta publicação foi totalmente aleatória. Nas próximas páginas uma pequena degustação desse imenso cardápio aberto por essa ação, com textos meus e do jornalista Fernando Rotta Weigert e fotos de Paulino Menezes que soube como ninguém capturar esses momentos.

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um povo feito de sonhos e certezas Paulino Menezes1

Para um fotógrafo é fundamental pegar a estrada, conhecer novas realidades, se aprofundar na terra. Olhar nos olhos das pessoas, observar atos e gestos. Mesmo com uma câmera na mão, se tornar invisível, tentando captar o essencial. Em cada lugar que passei nesse trabalho sobre os Microprojetos no Semiárido, dos mais distantes às periferias das capitais, tive aulas de cidadania. Percebi nos olhares, expressões e depoimentos apaixonados a alegria de realizar, lutar pela sobrevivência cultural e desenvolver projetos que resistam às armadilhas e injustiças impostas pelo dinheiro e pelo preconceito. Conheci um Brasil onde em cada canto, vila ou cidade, pessoas mantém viva a chama de suas origens, não deixando que esqueçamos nunca de onde viemos e nos ajudando a encarar o presente com a certeza de que temos história e somos feitos de sonhos e certezas.

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Fotógrafo

Saio dessa experiência convicto de que vivo num país de gente forte, que do alto de sua humildade não deixará suas raízes serem tragadas pela ilusão do novo sem conteúdo. Um Brasil de pessoas que ensinam o orgulho e o amor pela vida e transformam o cotidiano em arte e poesia. Parafraseando o mestre Darcy, que soube como poucos entender e amar sua gente: Viva o Povo Brasileiro!


Se a experiência pudesse ser medida... Fernando Rotta Weigert1

Se experiência pudesse ser medida em quilômetros, eu diria que estou 20 mil quilômetros mais experiente. Já se fosse medida pela capacidade de se conhecer lugares na menor quantidade de tempo possível, eu estaria seis cidades, em seis dias, mais sábio. Mas a medida em si é apenas um modo de valorar distâncias ou pesos, mas como dar valor à experiência? Obviamente que para um morador do Espírito Santo, quando se fala em Regência, todos sabem que é uma praia de surfistas. Mas para mim que moro em Porto Alegre, no extremo sul do Brasil, conhecer pequenos vilarejos do interior do país, tem o mesmo gosto que conhecer cidades além de nossas fronteiras. Na descoberta dos Microprojetos, fui a três cidades: Vitória da Conquista - na Bahia, com 140 mil habitantes, um local relativamente grande; Araçuaí - no norte de Minas Gerais, que tem quase 40 mil moradores e conheci também a pequena Regência onde vivem cerca de mil pessoas e nem chega a ser cidade, é distrito de Linhares (ES). Logo de cara percebi que o trabalho iria ser muito proveitoso

para o incremento de minha visão de mundo. Quando o roteiro da viagem chegou em minhas mãos e vi que o primeiro pouso seria em Vitória da Conquista, com meu pensamento simplista, de um jovem gaúcho da cidade, ajuizei: “Bahia igual a Axé”. E que grata e espantosa surpresa. A gurizada de sotaque baiano que estava desenvolvendo o trabalho promovia o hip-hop. Com apenas esse exemplo pude ver que seriam seis dias de intensas revelações sobre o potencial do povo brasileiro. Realmente depois de conhecer o encontro do rio Doce com oceano Atlântico, ver uma batalha de Break em solo baiano, e presenciar a luta dos promotores de cultura do vale do Jequitinhonha para manter sua história viva, tinha a responsabilidade de transmitir o trabalho que está sendo desenvolvido por essas pessoas. Fico com a satisfação de ter conhecido lugares, alguns com realidades duras, principalmente ter conhecido pessoas inquietas e engajadas em melhorar essas realidades. Obrigado a: Gilvandro Oliveira - Vitória da Conquista (BA), Luiz Natal de Souza - Regência (ES) e Dostoiéwiski Americano do Brasil - Araçuaí (MG).

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Jornalista

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Sons da água, da terra, do barro Quando o uirapuru canta, toda a floresta silencia para ouvir seu canto. É um momento mágico e único. Com o mesmo nome do pássaro brasileiro, a orquestra de barro, do povoado de Moita Redonda, produz o mesmo efeito. É um som ancestral, das entranhas da terra, das águas e das árvores da floresta, como o barro que compõe seus instrumentos e o som produzido por ele.

“Instrumentos de barro são milenares”, afirma Tércio Araripe, artista plástico e fabricante de instrumentos musicais. “Mas uma orquestra como essa é a primeira vez que se forma”. Tércio – que há três anos vive em Moita Redonda, em companhia da mulher, a artista plástica Sabyne Cavalcanti, e do filho Tom, de oito anos – foi o responsável por reunir os jovens filhos dos artesãos do povoado na Orquestra Uirapuru.

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O uirapuru é um pássaro de pequeno porte e de cores discretas. Não foi por acaso que esse foi o nome escolhido pela “orquestra de barro” formada por adolescentes desse povoado situado no município de Cascavel, no Ceará. Assim como o pássaro amazônico, esse grupo de jovens de origem humilde encanta com um som inimitável vindo de instrumentos musicais feitos de barro, seguindo uma tradição centenária herdada de seus pais e dos pais de seus pais.

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Há mais de duas décadas dedicado à pesquisa e construção de instrumentos musicais, ele se convenceu de que, ao reunir os adolescentes da cidade estaria ao mesmo tempo promovendo o desenvolvimento musical desses jovens e, tão importante quanto isso, resgatando para eles a importância do trabalho desenvolvido pelos seus familiares. “A influência da mídia e a própria rebeldia inerente a juventude vem gerando um desinteresse pela cultura de trabalhar o barro”, lamenta ele. Maestro O primeiro passo foi conversar com as famílias da comunidade e provocar os jovens a participar. Em seguida, um telefonema bastou para trazer um entusiasmado maestro, Luizinho Duarte, e todo seu conhecimento musical. Depois de tocar com artistas como Maria Bethânia, Tim Maia e Elza Soares, Duarte estava de volta a Fortaleza em busca de um trabalho que envolvesse crianças e adolescentes. “Em uma semana, os garotos já haviam encontrado cada um o seu ritmo”, conta Luizinho. “O resultado foi excelente e me deixou completamente feliz.”

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As reuniões do grupo de 25 jovens acontecem duas vezes por semana no quintal da casa de Tércio, numa casinha de taipa, cercada de mangueiras de sombra generosa. Nesse espaço acolhedor, sob o olhar inquieto de Ieti, um saguizinho que preferiu ficar por ali ao invés de voltar para a mata, essa banda inédita ensaia e estuda.

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A primeira turma, formada em 2009, começou com 30 inscritos e terminou com oito. A turma atual tem 25 alunos, dos 30 inicialmente inscritos. Muitos deles haviam iniciado na primeira turma, desistiram e retornaram agora. Os meninos e meninas, entre 12 e 20 anos não são de falar muito. Alex, de 19 anos, há um ano e seis meses no grupo, é uma espécie de porta-voz. “É muito bom doar aos outros o que aprendemos aqui”, diz ele lembrando as apresentações já feitas pela orquestra. Fôlego O Microprojetos Mais Cultura para o Semiárido trouxe fôlego para o projeto se estruturar e ter continuidade, ampliando o número de participantes da


orquestra, conta Tércio. Contemplado com o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura, da Funarte, em 2008, o grupo foi constituído e realizou a primeira apresentação em 2009, no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza. A formação inovadora da Banda incentiva a manutenção da produção de cerâmica na região e promove a cultura e a inclusão social. Inspirado pelos versos do poeta Manoel de Barros, Queria que a minha voz tivesse um formato de canto / Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática, Tércio levou os mestres ceramistas do povoado de 900 habitantes a produzirem udus, marimbas, violas, harpas, bumbos, baixos, tímpanos, tambores, xilofones, chocalhos e apitos. A artesã Rosemeire da Silva, e seu marido, Paulo dos Santos, produzem, hoje, os instrumentos que o filho Mateus, de 12 anos, toca no grupo. “Acho muito bonito”, diz Rosemeire timidamente trabalhando com suas mãos mais um udu para a orquestra. Descendentes dos índios anacés, paiacus, genipapo-canindé e de africanos chegados ao litoral cearense, a invencionática de Araripe está renovando a cultura ceramista da região. Hoje, ainda utilizando técnicas que remontam aos seus ancestrais, - a argila trabalhada com os pés, sem a utilização de torno e com imensos fornos a lenha -, os artesões incluíram os instrumentos musicais à sua variedade de potes, pratos, panelas e peças decorativas.

Esse casamento da música com a cultura do barro ampliou as aspirações desses adolescentes, explica Tércio. Além disso, possibilitou um processo de inclusão e de resgate do patrimônio imaterial e de conscientização ecológica em toda a comunidade. Ele lembra a mudança de conduta dos jovens músicos depois da primeira apresentação para uma plateia de 300 pessoas. “Eles viram

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Tércio e Luizinho agora estão “na batalha” para incentivar os novos músicos a produzirem seus próprios instrumentos. Em seguida, eles também terão aulas teóricas de música. “Achei melhor que eles buscassem o som internamente e se apossassem dele, antes de começar a trabalhar com partituras”, explica o maestro Luizinho. A ideia é que de posse desses conhecimentos eles repassem as técnicas aprendidas, perpetuando assim, o conhecimento musical e a Orquestra Uirapuru.

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a possibilidade de sair de uma vida cheia de incertezas e de perspectivas limitadas para um caminho de possibilidades infinitas”. Um DVD com a apresentação realizada no Dragão do Mar e informações sobre a região está em fase de finalização. Mas quem diz que Tércio está satisfeito? “Quero novos sons, novas músicas, novos instrumentos”, afirma. Assim começa outra fase com experiências envolvendo sopro e cordas e novas perspectivas para esses meninos e meninas. É uma espécie de recomeço também para a comunidade de Moita Redonda. A música fez os jovens terem orgulho de fazer parte da cultura do barro, - retomando o elo das novas gerações com a cultura dos antepassados, agregando a música à tradição ceramista. “As ações desenvolvidas propiciaram o resgate da autoestima dos jovens, trazendo para a comunidade um sentimento de esperança e de valorização da cultura por eles praticada.”

Grupo Uirapuru - Orquestra de Barro Área: Música

Tércio Araripe

Maestro Luizinho Duarte

Proponente: Instituto Beija-flor de arte, cultura, educação ambiental e cidadania Cidade: Cascavel

Objetivo: Realizar a manutenção do Grupo Uirapuru – Orquestra de Barro – ampliando as bem sucedidas ações realizadas em projetos anteriores, com a inclusão de mais 20 jovens do povoado de Moita Redonda no grupo, além de promover sua divulgação em nível nacional fomentando sua continuidade e ampliando a inserção social e cultural dos adolescentes daquela comunidade. Valor: R$ 13.834,00

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Estado: Ceará

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Romeu e Julieta, reisado, maracatu e pau-de-fita “Na medonha terra que tem que se ver, uma Verona medonha das escrita aperriada fez duas famílias se inimigarem, dois magote de gente besta que se mete a brigar por besteira de rixa de fim de feira...” Capuletos e Montecchios se odiando em uma rivalidade mortal e morando lado a lado em uma Verona localizada em pleno nordeste brasileiro? Por que não? É assim, com o texto reproduzido acima, que se inicia a peça Romeu e Julieta encenada em Maracanaú, no Ceará. Começa também a realização de um sonho. O sonho de fazer uma montagem exatamente como eles gostariam. Com figurino, cenário e adaptação do jeitinho que o grupo sempre desejou. E foi o Microprojetos Mais Cultura o responsável pela realização desse desejo.

Esse drama, reescrito com forte sotaque cearense que explica a inimizade dos dois clãs como uma “rixa de fim de feira” e decreta que Verona, o palco de toda ação, é uma cidade “aperriada”, é a materialização do criativo sonho de todos os integrantes do Garajal. A ideia era fazer uma montagem desse clássico do teatro mundial com figurino, cenário e outras adaptações que contassem a história arrebatadora dos dois jovens amantes com o colorido, a linguagem e os valores da cultura nordestina. Os integrantes do Garajal participaram de todos os estágios da montagem, desde a discussão sobre a adaptação do texto até o detalhamento do figurino e do cenário.

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Interpretada pelo Grupo Garajal, criado em 2003, nessa cidade que faz parte da região metropolitana de Fortaleza, a mais famosa peça teatral de William Shakespeare foi adaptada para a linguagem de cordel e recebeu como personagens várias figuras do folclore nordestino.

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Apresentado em montagem de rua, no âmbito do projeto “O encontro de Shakespeare com a cultura popular”, a ação se desenvolve num terreiro de Reisado, misturando Mateus e Catirinas com Romeu e Julieta; Montec e Carpólitos; Jaraguá, Príncipes e Borrinhas. O espetáculo agrega vários outros personagens regionais: do Maracatu, do Pau de Fita, palhaços, brincantes e até o Boi, figura principal de muitas festas Brasil afora. Romeus e Julietas se alternam durante a peça em uma trama complexa. Todas as atrizes, em algum momento, são Julieta, assim como todos os atores encarnam de maneira alternada o papel de Romeu. Os Capuletos usam o vermelho, os Montechios, o azul. No final, Romeu e Julieta vestem roxo para mostrar a fusão dos dois.

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Mas, por que Shakespeare? “Porque é popular”, explica Francisco Mário Ferreira Jorge, o Maninho, coordenador do grupo teatral. “O povo de todos os lugares gosta desse inglês.” O processo para a montagem desse espetáculo começou com um estudo sobre alguns teóricos e escolas teatrais – Constantin Stanislavski, Augusto Boal, construtivismo russo, Bertolt Brecht e a Comédia Dell’arte. A escolha de William Shakespeare foi unânime. A primeira ideia era fazer um coletivo com algumas histórias do autor. Começou então a maratona da leitura e conhecimento da obra shakesperiana, até a decisão de trabalhar com Romeu e Julieta. Como diretores, foram escolhidos nomes de dentro do Grupo - Maninho e Diego Mesquita – e como assistente de direção, Miguel Cairo. A adaptação do texto ficou por conta do escritor cearense Victor Augusto.

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Na garagem Maninho é um defensor do coletivo. “Sozinho, ninguém vai para canto nenhum”, afirma. Esse guerreiro que se auto-intitula um brincalhão, vítima da paralisia infantil, estava destinado a ser padre. Aos 18 anos montou o grupo Juventude e Esperança, enquanto frequentava a Pastoral da Juventude, em Fortaleza, para dramatizar a missa e assim torná-la mais interessante. Depois disso foi gerente de uma locadora de vídeos, mas o teatro estava apenas adormecido em seu sangue.


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Um dia, tomou coragem: “não nasci para isso”. Largou a loja e foi buscar o seu rumo, apoiado pela companheira Rosely, mãe de suas duas filhas. Estudou, fez oficinas de bonecos e descobriu os clowns, os palhaços. Foi quando estava na Associação Teatral de Maracanaú – TEMA – que o Garajal começou a tomar forma. Em 2003, durante uma montagem de “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Wiliam Shakespeare, o pessoal que cuidava dos adereços da peça começou a guardar o material no espaço da garagem da casa de Maninho. Aquele amontoado de objetos acabou por inspirar o nome do grupo. Garajal é como se chama um lugar onde se guardam coisas (breguetes, objetos, parafernália). Hoje, a garagem é a sede do Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular “No início, não tinha nem teto, não tinha nada... Era só como um grande coração, em que sempre cabe mais um”, recorda-se Maninho. O grupo começou com seis pessoas, mas a cada dia aparecia mais um e assim começaram as atividades. Oficinas de máscaras e bonecos, festas, leituras de textos teatrais... “Um dia, a gente contou, já éramos 18 pessoas.”

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A decolagem não foi fácil. Muitas apresentações em shoppings, pouco tempo para ensaios. Foram surgindo as parcerias com empresas locais, com a prefeitura e o grupo conseguiu se estruturar e passou a ser referência no município. Cada vez mais dedicados, começaram a desenvolver técnicas para o resgate da cultura popular, como o Teatro de Rua, Teatro de Bonecos, percussão, figurinos, confecção de máscaras, eventos populares e Artes Circenses, culminando na figura do palhaço, a principal característica do grupo. Todos os participantes – os que já passaram e os que estão - cada um deles tem um palhaço como seu primeiro personagem.

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Porto seguro A maioria dos jovens atores dá aulas de atuação em escolas ou participa de trabalhos ligados ao teatro, tirando disso o seu sustento. Com cerca de 200 mil habitantes, Maracanaú é um distrito industrial. Os adolescentes já sabem: quando chega a idade de trabalhar para ajudar a família, o destino são as fábricas da região.


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Esse deveria ter sido o caminho de Francisco de Assis, o Chico, não fosse a paixão pelo teatro. A mãe sempre o apoiou, mas o pai foi um obstáculo a esse sonho. Depois de muita briga, Chico pensou até em desistir. Arrumou um emprego, mas mesmo assim a intolerância do pai não arrefeceu. Ele então decidiu lutar pelo que acreditava. Para frequentar as aulas de interpretação caminhava quilômetros, muitas vezes sem ter o que comer. Mas foi em frente. Hoje, sustenta a família com seu trabalho de ator. Mantém a mãe, a irmã e o pai, que, vítima de um AVC, não pode mais trabalhar. O Garajal é o seu porto seguro.

O encontro de Shakespeare e a Cultura Popular Área: Artes Cênicas Proponente: Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular Cidade: Maracanaú

Chico, Aldebarã, Rafael, Henrique, Pitchula, Arnaldo, Aline, Lu, Germana, Rayane, Paula, Sudailson, Diego, Carlinhos e tantos outros mostram nos olhos e nos sorrisos o prazer que sentem em fazer teatro e em fazer parte do Garajal. Eles têm entre 18 e 28 anos, muitos têm filhos, e todos, uma certeza: querem continuar trabalhando com a arte de representar e fazer isso na sua comunidade e para a sua comunidade. Hoje, os projetos do grupo alcançam 250 alunos.

Estado: Ceará

E pensar na comunidade parece ser um dos eixos mais importantes do trabalho do Garajal. Maninho conta que o impacto dos recursos dados pelo Microprojetos Mais Cultura para o Semiárido foi além da satisfação da trupe em encenar a peça. “Mudou a nossa vida e a vida da comunidade”. Esse dinheiro circulou pela região. Parte passou para as mãos da dona da mercearia, que vende o lanche consumido nos ensaios, chegou até as costureiras e ao marceneiro que produziram os figurinos e os objetos utilizados na montagem. “Sempre tivemos apoio, mas tudo era muito limitado, com dinheiro curto para nos mantermos e comprar as coisas necessárias para o nosso trabalho”, diz. “Agora realizamos, de fato, um sonho.” Novos talentos vão surgindo pouco a pouco. A cada vez que o espaço do Garajal se ilumina, as crianças da rua vão se aproximando de mansinho para espiar. Assim, vários deles se incorporaram ao grupo. Muitos ainda virão. Maninho, aos 44 anos, 25 dedicados ao teatro popular, tem a frase que resume, com uma profunda simplicidade, a personalidade do Garajal: “a alegria é melhor do que a dor”.

Valor: R$ 10.892,00

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Objetivo: Contar o mais conhecido texto de Shakespeare de uma forma bem popular. Toda história será passada num terreiro de Reisado, misturando Mateus e Catirinas com Romeu e Julieta, Montec, Carpólitos, Jaraguá, Príncipes e Borrinhas. Mistura o texto clássico com a história popular, promovendo assim um grande encontro de Shakespeare e a cultura local incentivando, ainda, o surgimento e adesão de novos talentos para o teatro.

Francisco Mário Ferreira Jorge, o Maninho

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Dança do Caroço: um ritmo unindo gerações

Ao som da toada e do ritmo contagiante das caixas, cuícas e cabaças, a roda vai se formando. Pouco a pouco os brincantes vão sendo tomados pela música e, provocados pelo cantador, respondem com o refrão. Mulheres e homens, moços e velhos, jovens e crianças dançam com movimentos soltos, livres, sem formação rígida ou rituais, obedecendo apenas às emoções e sentimentos desencadeados pelo batuque. A movimentação depende dos cantos. As toadas são feitas em versos e envolvem fatos do cotidiano e fenômenos da natureza: o mar, os rios, a vegetação, os animais, a pesca... Na gleba do Barro Duro, povoado de cinco mil habitantes, o mais antigo do município de Tutóia, situado no delta do Parnaíba, no Piauí, dona Ilda, aos 86 anos dança com suas filhas, netas e bisnetas. Seus passos lentos são precisos como os movimentos de uma mestra: “Assim quando os mais velhos faltarem, tem quem continue dançando”, diz sabiamente.

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“Nós vem da Areia Branca Nossa canoa é o mar Nós mora lá em Tutóia, Cidade de beira-mar”

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Ilda e sua família fazem parte do projeto Grupo de Caroço Arco-Íris do Amor, que com o incentivo do Microprojetos Mais Cultura, está garantindo a sobrevivência dessa manifestação na região. Com o dinheiro recebido, os brincantes ganharam figurino novo, compraram novos instrumentos, um equipamento de som para apresentações na comunidade, além de uma filmadora para registrar e construir uma memória do grupo. O objetivo do projeto é simples e urgente: que os mais velhos passem o seu conhecimento para os mais jovens, possibilitando, ao mesmo tempo, que eles mantenham a tradição e desenvolvam uma atividade, observa. “Os jovens estavam se afastando da tradição”, diz Raquel Nascimento Rocha, 29 anos, uma das idealizadoras do Grupo de Caroço Arco-Íris do Amor e neta de dona Ilda. “Para eles o Caroço estava fora de moda”, observa. Sem apoios, como esse recebido pelo Ministério da Cultura, ela acredita que a tendência, em médio prazo, seria o desaparecimento completo da dança do Caroço.

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E a dança, ao que parece, não vai parar. Jovens e crianças estão empolgados. O grupo tem atualmente a adesão de 20 a 30 pessoas, - a maioria entre 15 e 22 anos de idade. “Aos poucos toda a comunidade está se envolvendo”, comemora Raquel. As reuniões são realizadas todos os finais de semana. A cada 15 dias há um grande encontro com os mais idosos, que contam histórias e compartilham versos.

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Dona Nô, de 65 anos, é uma dessas entusiasmadas veteranas. Seu marido, Antônio, falecido há quatro anos, era um dos maiores cantadores e repentistas do Caroço. Ela aprendeu os versos e repentes cantando junto com ele e hoje vê com alegria o projeto deslanchar. “Ninguém cantava como ele e eu gosto de cantar e ensinar para essa moçada, mesmo que às vezes isso me dê muita saudade dele”, emociona-se. Nô foi mãe de 11 filhos e tem 10 netos. “A maioria dos meus filhos e filhas preferiu sair daqui e ir para São Paulo e quem está se interessando pelo Caroço agora são os meus netos”. Francisco Lurdes da Silva Filho, o seu Lulu, um dos coordenadores do grupo conta entusiasmado o quanto esse trabalho tem movimentado a comunidade e integrado outros grupos que também querem manter a tradição. O recurso recebido, conforme seu Lulu, movimentou a economia do povoado


e angariou respeito pela iniciativa. Costureiras, artesãos e comerciantes locais foram envolvidos e beneficiados pelo investimento. Orgulhoso, ele informa que o grupo tem sido convidado para fazer apresentações em outras localidades, além de receber constantemente novos participantes. Idosos interessados em contar histórias, que agora estão sendo transcritas para serem conhecidas pelas novas gerações, e jovens que descobriram o ritmo e a alegria do Caroço. Mas de onde vem o nome caroço? A origem do Caroço é vaga. Surgiu, possivelmente, de uma dança africana trazida pelos escravos que seguiam a tradição de seus antepassados. Há ainda quem atribua a origem da dança aos índios Tremembés. O que se sabe ao certo é que após um dia estafante de trabalho nas plantações de algodão, os escravos se reuniam em torno de uma fogueira para dançar e cantar. Será que o nome se referia ao caroço do algodão, que é descartado para se retirar a pluma do fruto do algodoeiro? Não importa. Até hoje, nos fins de tarde e nos finais de semana, é difícil resistir ao som dos tambores e ao canto das toadas improvisadas:

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“Deixe eu ir cantar agora Que ainda eu não cantei Deixe eu ver a minha voz Sem data como eu deixei”

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Grupo de Caroço Arco-íris do Amor Área: Artes Integradas Proponente: Raquel Nascimento Rocha Cidade: Tutóia

Objetivo: Incentivar os jovens a preservar e valorizar a herança cultural contagiante que é o Caroço. A inclusão, sem nenhuma distinção, dos jovens na cultura do Caroço irá evitar seu envolvimento com as drogas e outros atos que possam ferir sua cidadania, além de reforçar sua autoestima, ao se identificarem como integrantes de uma cultura com características particulares. Barro Duro é uma das mais antigas comunidades do município de Tutóia. Distante 18 Km da sede, criada em meados do século XVIII, é composta em sua grande maioria por uma população descendente de negros escravos, trazidos pelos senhores de engenho instalados na região à época. Valor: R$ 13.000,00

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Estado: Maranhão

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Bonecas de Pano: feitas para dar sorte Do seu próprio ventre, Maria Sirlane da Silva Gomes, a Sinha, deu à luz seis filhos: Roberlânia, Roberlândia, Roberta, Rosane, Robério e Lucas. Mas das suas mãos, Sinha trouxe para este mundo mais de 2.000 filhos. Essa segunda família são meninos e meninas que ela costurou com suas próprias mãos. Bonecas e bonecos vestidos com cores bem alegres. “Porque se tem uma coisa que eu não gosto é de cor feia”, diz ela com um sorriso largo e contagiante de mãe orgulhosa. Sinha tem 43 anos, é casada com Humberto Gomes da Silva, e mora na periferia do Crato, região do Cariri, Ceará. Netos já são cinco. E a vida, com tantas bocas para alimentar, não é muito fácil. O marido leva de carroça para vender na cidade o que produz na roça. Os bonecos de pano, há 20 anos, ajudam a manter a casa e a criar os filhos.

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Generosa, Sinha enxergou no Microprojetos Mais Cultura uma oportunidade para trazer melhores perspectivas para a sua comunidade. “Agora vou poder ensinar essa arte às meninas daqui, para que elas também tenham essa

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opção de ganhar a vida”, explica. Seu projeto – denominado Nossa Casa, Construindo Sonhos – aprovado pelo Ministério da Cultura propõe que sejam dadas quatro aulas por semana, no período de um mês, nas escolas públicas locais, para turmas de 20 pessoas. Além de possibilitar uma significativa forma de melhorar a renda, para as condições locais, Sinha acredita que a autoestima das jovens dos bairros da cidade também será ampliada. O projeto, aposta ela, é uma possibilidade de retirar os jovens da rua, afastando-os da criminalidade e outros riscos. Para as oficinas, Sinha conta com a ajuda de Roberlânia, de 19 anos – única das filhas para quem ela conseguiu ensinar seu ofício e há dois anos está trabalhando com a mãe. “Adoro fazer bonecas”, diz ela. Outra parceira de grande importância é a amiga e incentivadora Maria Araújo Ferrer, quem inscreveu Sirlene no edital do Ministério da Cultura. “A arte de fazer bonecas de pano, tradicional na região, precisa ser passada adiante”, acredita Maria. “E ninguém melhor do que Sinha para fazer isso, ela trata cada uma como filha.”

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Sinha confirma essa relação especial com as suas bonecas: “Eu amo essas meninas”, diz ela. Essa relação é tão intensa, que a costureira conversa com cada uma de suas criações enquanto faz ganhar forma, carinhosamente com agulha, linha e alguns pedacinhos de pano, mais uma menininha, ou menininho, que vai fazer parte de um quadro ou simplesmente dar alegria para alguma criança.

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O vestuário é planejado com minúcias. Cada figurino é pensado para que a combinação de cores seja perfeita. “Eu acho lindas as minhas bonequinhas, parecem bebezinhos”. Esse cuidado respeitoso que ela imprime ao seu trabalho é capaz de fazer surgir nos bonecos qualidades quase mágicas, segundo acredita. “É criada uma energia positiva nelas, e isso traz sorte para as pessoas.” As bonequinhas podem ser usadas para a criação de painéis - contando histórias do semi-árido nordestino e suas dificuldades -, para a confecção de brincos, móbiles, imãs, quadros, chaveiros e colares. O trabalho também


incentiva a reciclagem, já que as bonecas são feitas com retalhos de tecidos e outros materiais que podem ser reutilizados, atuando, dessa forma, na educação ambiental. A comercialização do produto é feita nas feiras e em eventos, na cidade e em localidades próximas. Sinha conta que ficou “morta de feliz” quando recebeu o prêmio. “Fico muito feliz de poder dar o curso para essas meninas, o meu sonho sempre foi ajudar as pessoas carentes da minha comunidade”.

Maria Sirlene da Silva Gomes, a Sinha

Nossa Casa - Construindo Sonhos Área: Artes Visuais Proponente: Maria Sirlane da Silva Gomes Cidade: Crato

Objetivo: O projeto tem como objetivo ensinar o artesanato de bonecas, como uma forma a aumentar a renda e autoestima dos jovens dos bairros da periferia da cidade do Crato. Tem como público alvo jovens entre 17 e 29 anos e as aulas serão realizadas em escolas públicas locais. A proposta também tem como objetivo retirar os jovens da rua, afastando-os da criminalidade e dando oportunidade de emprego e renda. Atuará também valorizando o artesanato local, resgatando a cultura das gerações passadas como a religiosidade e as festas regionais. Valor: R$ 13.000,00

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Estado: Ceará

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Elis Marina, com pimenta e ao vivo ...Nunca subestime a força de uma mulher Senhora de si mesma, livre e pronta para escolher... Seu ego Com 73.000 moradores e distante 300 quilômetros de Teresina, a capital do Estado, a piauiense Picos não parece, à primeira vista, uma cidade que ofereça os ingredientes necessários para permitir que um talento musical eclético e contemporâneo possa aflorar. Mas essa é uma impressão errônea. É ali que cresceu e evolui a jovem cantora e compositora Elis Marina. Aos 20 anos, com um timbre suave, competente domínio vocal, dois CDs demos, outros dois gravados em estúdio e autora de composições poéticas e criativas, Elis Marina se inscreveu no edital do Microprojetos Mais Cultura para realizar seu grande sonho: a gravação do DVD Elis Marina – Pimenta de Cheiro, ao vivo. Nele estarão registrados seus shows em Picos e região, além de imagens da cidade. “Com esse recurso vou poder mostrar o meu trabalho e divulgar minha terra”, observa Elis. “A produção, filmagem e divulgação do DVD foram feitas pelo pessoal aqui de Picos, mostrando assim todo o potencial que a nossa região tem”.

O que surpreende em Elis é o contraste entre sua juventude e a profundidade das letras de suas composições. Ela fala de amores perdidos, de encontros e separações. Sentimentos e emoções que, sem dúvida, ainda não fizeram parte de sua vida, mas que são tratados de forma profunda e delicada em suas músicas.

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...Ando seguindo teus passos, ao lado de um violão De vez em quando te encontro, no rastro de uma canção... Pimenta de Cheiro

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...Todo o resto tanto faz... Enquanto houver manhãs de abril... Manhã de Abril Elis canta e compõe desde criança. Com doze anos, comprou o primeiro violão. Foi a partir daí, com o apoio da família e de amigos, e mesmo com tão pouca idade, que começou a levar a música mais a sério. Passou, então, a cantar profissionalmente em barzinhos e em eventos em geral. “O talento para a arte é algo intrínseco a algumas pessoas, ou você tem ou não tem”, diz. ...Cordeiros e lobos são faces da mesma moeda E reconhecer a verdade requer paciência... Errante As referências musicais incluem músicos com estilos tão diversos quanto Adriana Calcanhoto e Roberto Carlos, além de nomes clássicos e nem sempre conhecidos por pessoas jovens como ela, como Elis Regina, Milton Nascimento e Cartola. O nome Elis, ao contrário do que possa parecer, não foi inspirado pela cantora gaúcha Elis Regina, mas sim por uma apresentadora de um programa esportivo na TV a época de seu nascimento. Elis Marina acredita que para criar seu próprio estilo, é preciso ter referências, se espelhar em ídolos. Como transita por vários gêneros musicais, ela considera seu estilo uma mistura de tudo o que ouviu e ouve até hoje. “Uma salada de várias influências somada ao meu próprio jeito de fazer música”, define ela.

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...No telhado, a chuva bate forte como o meu coração E a terra molhada faz lembrar o cheiro das nossas manhãs... Borboletas lá fora

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Entre os dois Cds gravados em estúdio pela jovem cantora de Picos - Elis Marina - Pra Ser Sincera, 2008 e Pimenta de Cheiro – ela guarda um carinho especial pelo segundo, com composições só suas. “Pimenta de Cheiro” – que tem um pequeno trecho de cada composição reproduzida na abertura dos parágrafos desta matéria - foi produzido pelo mestre Jorginho. O trabalho

possui onze músicas de diversos estilos, que vão desde o samba ao tango, incluem a MPB e até o pop. “Mas todas com a mesma essência”, diz a cantora. ...O abraço de quem quer tudo É a força que me mantém acreditando no mundo... Sobre nós ‘Ser sempre melhor’ é um dos lemas de Elis. Ela defende também a valorização dos artistas locais. “Precisamos usar os meios de comunicação para mostrar o que há de bom em nossas cidades, em valorizar nossos artistas”, explica. Segundo ela, muita gente costuma desacreditar da cultura piauiense sem antes procurar saber dos seus vários cantores, bandas e movimentos artísticos existentes. ...Finjo não me arrepender de nada Mas estou muito cansada... Porque querer demais Elis tem vários projetos além do DVD. Ela acredita que ainda tem muito que aprender. “Uma de minhas metas pra o próximo ano é estudar música”, diz. “O pouco conhecimento que tenho veio da prática, de leituras ou conversas informais. Canto porque gosto e por me realizar no palco, mas pretendo, assim que encontrar uma possibilidade, fazer um curso de música e canto”. ...Você sabe melhor do que ninguém qual o caminho certo, e não olha para trás... Coração sangrando Além da música, Elis tem uma segunda paixão, o Direito. Estudante do 5º semestre do curso da Universidade Estadual do Piauí ela pretende se especializar em ambas as carreiras, da melhor maneira possível. Atualmente, o curso de Direito tem impossibilitado Elis de fazer uma especialização musical ou levar seu trabalho para outras cidades, “mas estou cuidando do meu futuro, então é válido”, pondera.


...A canção que fiz para te ninar Para afugentar teus pesadelos... Dorme, menina Elis Marina tem na mãe, a funcionária pública Zenaide de Souza Luz, de 47 anos, sua principal aliada. Zenaide conta que a filha, desde pequena, sempre foi muito sensível e precoce. Ela tinha 12 anos quando seus pais se separaram e compôs Horas Perdidas. Para Zenaide, foi uma surpresa e até hoje ela se emociona muito com as letras da filha. “Minha mãe é uma parte muito importante da minha vida, somos uma parceria”. ...Moço, quis uma canção para aflorar meu lamento Soltar minha voz, ecoar este pranto... Tempos de juá

...Anunciando a luz que trago para te dar E a tua cor, à minha, logo vai se misturar... Lua nova São mais de 60 composições produzidas até agora. “Todas vindas de sentimentos e emoções de minha vida.” E apesar da pouca idade, essa jovem cantora é muito realista. “É preciso, acima de tudo, pés no chão, para não querer dar um passo maior que a própria perna, e saber que, realizando um bom trabalho, com humildade e de coração, as conquistas virão naturalmente”, finaliza.

Elis Marina – Pimenta de Cheiro – Ao vivo Área: Música Proponente: Elis Marina Luz Carvalho Cidade: Picos Estado: Piauí Objetivo: Concretizar um desejo não apenas da proponente, mas também de todo o público que admira seu trabalho, com a realização de um registro audiovisual (DVD) de suas composições e do caráter regional, com traços essencialmente nordestinos que ele possui. Valor: R$ 13.000,00

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Com a atenção voltada para a finalização do DVD, Elis diz que tem muito a agradecer, principalmente ao público que a prestigia na região de Picos. “É bom ter o trabalho admirado e reconhecido. Há muito chão para percorrer e muito a conquistar, mas vou mais confiante por saber que posso contar com apoio de todos”. O sonho é ser reconhecida no Brasil inteiro e “levar a minha música ao maior número de pessoas possível”.

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Tambor de Crioula, resistência, tradição e continuidade A Crioula Ao tambor, quando saio da pinha Das cativas, e danço gentil, Sou senhora, sou alta rainha, Não cativa, de escravos a mil! Com requebros a todos assombro Voam lenços, ocultam-me o ombro Entre palmas, aplausos, furor!... Mas, se alguém ousa dar-me uma punga, O feitor de ciúmes resmunga, Pega a taça, desmancha o tambor!

As crianças se agitam. Os meninos cercam Igor, o instrutor, que chega com os tambores para afinar numa pequena fogueira. Dengosas, as meninas fazem pose com as saias de chita recém-entregues pelas costureiras. Vai começar mais uma roda de Tambor de Crioula, em São Miguel do Gostoso, no litoral do Rio Grande do Norte. Como reza a tradição há quase 200 anos, os homens tocam os tambores e as mulheres dançam. Igor está ali, e, de certa forma, todos os demais participantes, graças ao esforço de Regina Tereza Braga da Silva, uma paraense que, depois de morar no Maranhão por 18 anos, trouxe a tradição do Tambor de Crioula para São Miguel do Gostoso. Inscrita e selecionada pelo Microprojetos Mais Cultura, Regina Tereza montou uma oficina permanente de Tambor de Crioula no local, trouxe Igor de Fortaleza (CE), comprou instrumentos, confeccionou cartazes, encomendou às costureiras locais o figurino completo para 48

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Trajano Galvão de Carvalho/As três Liras (1963)

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participantes e ainda forneceu lanches para os envolvidos nas primeiras oficinas.

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A turma inicial tem 20 meninas e 11 meninos que, segundo ela, “vão crescer gostando do Tambor e garantindo a continuidade dessa cultura”. É uma forma também, explica ela, “de manter e preservar nossas tradições culturais, não deixando desaparecer toda a riqueza que nos leva a uma identidade única”. Forma de expressão de matriz afro-brasileira, típica do estado do Maranhão e sem origens históricas exatas, o Tambor de Crioula existe desde a primeira metade do século XIX. Dessa época vêm os primeiros relatos extraídos de entrevistas com os brincantes. A mais antiga referência encontrada data de 1818, feita pelo frei Francisco de Nossa Senhora dos Prazeres: “Para suavizar a sua triste condição fazem, nos dias de guarda e suas vésperas, uma dança denominada batuque, porque nela usam de uma espécie de tambor, que tem esse nome. Esta dança é acompanhada de uma desconcertante cantoria que se ouve ao longe”

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Realizada pelos escravos e seus descendentes, como forma de lazer, devoção e resistência à opressão do regime escravista, essa “desconcertante cantoria” chega aos nossos dias como uma manifestação popular de caráter lúdico. Seus principais elementos são os tambores, os cantos e a dança. Com a assimilação por parte dos negros dos símbolos católicos oficiais – uma maneira de ter a garantia que poderiam realizar seus rituais –, o Tambor tem como padroeiro São Benedito que representa o vodum daomeano Toi Averequete, na religião africana. Para Regina, as oficinas de Tambor, tendo a dança como atrativo, vão suprir a carência de formação e informação dos jovens. Em parceria com os empresários locais, Regina pretende trazer uma assistente social para dar palestras para os adolescentes envolvidos no projeto sobre assuntos como prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e os prejuízos do consumo de drogas. “Assim eles têm uma oportunidade de se diferenciar socialmente”, acredita ela. Afinados a fogo E se depender do entusiasmo da garotada, a cantoria ficará ainda mais


“desconcertante”. Os meninos aprenderam rápido as primeiras batidas nos tambores da parelha. Parelha é como é chamado o conjunto de três tambores de madeira – sempre cortada na lua cheia - afunilados e escavados e cobertos com couro: o tambor grande, ou roncador, solista; o meião, ou socador, que estabelece o ritmo básico e o crivador, ou pererengue, que realiza improvisos. “O tambor é afinado a fogo, tocado a murro e dançado a coice”, explica Igor. São ainda os meninos que cantam a toada com temas relacionados ao trabalho, à devoção religiosa e aos acontecimentos do dia-a-dia. As meninas, por sua vez, respondem os refrões e desenvolvem uma coreografia circular, com movimentos coordenados e harmoniosos. A dança conduzida pelo som incessante dos tambores e o influxo das toadas culmina com um movimento coreográfico chamado de punga ou umbigada, no qual as dançarinas, num gesto entendido como saudação e convite, tocam o ventre umas das outras. Regina

Igor

Oficina de Tambor de Crioula Área: Artes Integradas Proponente: Regina Tereza Braga da Silva Cidade: São Miguel do Gostoso Estado: Rio Grande do Norte Objetivo: Realizar oficina, em caráter permanente, sobre a cultura popular do Tambor de Crioula como forma de preservar essa manifestação popular envolvendo os jovens e crianças. O projeto visa também a criação do grupo Tambor de Crioula União de São Miguel do Gostoso com o objetivo de, no futuro, ser fonte de geração de renda para os moradores da região. Valor: R$ 11.700,00

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Regina aposta que o grupo Tambor de Crioula União de São Miguel do Gostoso vai longe. “Com divulgação e a possibilidade de realizar apresentações, o grupo pode gerar recursos, se auto-sustentar e ser uma alternativa de geração de renda para a população local.”

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Uma antiga flauta volta a tocar

Irmã Therezinha conseguiu o apoio do Microprojetos Mais Cultura para reinserir a flauta cabocla na região, “para manter viva a tradição desse instrumento junto às comunidades em que, no passado, ela foi relevante”, conforme explica. Para isso, apresentou a flauta para jovens da região. Nenhum deles havia ouvido o som original da flauta cabocla, mas sabiam de sua importância histórica e musical na cultura brasileira, ligada, principalmente, à dança indígena do Toré. Para ensinar os jovens flautistas do Amarelão, Irmã Therezinha, com o apoio do Microprojetos convidou o mestre Zé Bitú - índio potiguara, de 80 anos, da aldeia de Acajutybiró da reserva da Baia da Traição, e um dos responsáveis pela tradição musical dos indígenas potiguares. A indicação de Zé Bitú foi feita pelo professor Aucides Sales – da Fundação Zé Augusto. Ele conta que “a flauta era tocada na rua pelos garotos das comunidades indígenas do Rio Grande do Norte, mas, atualmente está restrita a poucos grupos musicais”. A proposta do projeto da irmã Therezinha é recuperar, tanto o som desse

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- Nós vamos começar tocando Titanic. O anúncio na voz doce e com a cadência suave do sotaque nordestino de Beatriz, com todos os “t” e o “n” de “Titanic” na ponta da língua, já parece ser o início da própria música. E quando as primeiras notas de verdade começam, a emoção se esparrama por todo o ambiente. Afinal, são 16 meninos e meninas em uma pequena e pobre comunidade chamada Amarelão, tocando flauta doce com uma honesta desenvoltura. Ouvir num fim de tarde, ao pôr-dosol, uma música tão contemporânea – sucesso mundial, em 1997, pela voz de Celine Dion – em uma pequena comunidade cercada por uma paisagem ressequida e isolada é uma experiência rara e inesquecível.

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instrumento como também a confecção do mesmo. “A música tem servido para estimular a autoestima e mostrar novos caminhos a esses jovens”, explica a religiosa.

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Natural do Rio Grande do Sul, a Irmã Therezinha Tessele Galles trabalha há mais de vinte anos na comunidade. “Eles estavam carentes de assistência em todos os sentidos”. Iniciado ali em 1989, o trabalho da religiosa foi além da assistência espiritual. Com o seu apoio, alguns moradores do lugar começaram a formar uma consciência política e se uniram ao Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) na tentativa de reaverem suas terras perdidas, conforme explica a Irmã, devido à expansão das propriedades de algodão de João Câmara no período entre 1917 e 1940. “Antes da chegada dos fazendeiros, não havia cercas, nem donos das terras, que estavam totalmente disponíveis à comunidade”, conta ela.

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A persistência e união do grupo junto ao MST deu certo. Hoje, há no Amarelão um assentamento de nome Santa Therezinha, em homenagem à Irmã. A principal atividade econômica da comunidade é o beneficiamento da castanha e sua comercialização. O Projeto Castanha foi criado por volta de 1996, por iniciativa do grupo e organizado por uma associação de moradores da comunidade. É uma economia de subsistência em uma comunidade pobre, que tirou o seu nome de um ritual indígena: os homens da comunidade saíam pela floresta, quando era noite escura, para buscar o sol. Andavam entre as árvores, cruzavam córregos e saltavam abismos durante toda a noite. Quando o dia estava prestes a nascer, voltavam, triunfantes, anunciando para toda a comunidade: Lá vem o Amarelão! Lá vem o Amarelão! Terra seca Situado no município de João Câmara, no Rio Grande do Norte, a 70 quilômetros de Natal, a paisagem do Amarelão é formada por cerca de 5.000 hectares de uma terra seca e infértil. Mas logo se descobre que aquela terra torturada está prenhe de histórias, como a da caça noturna pelo sol. Os moradores fazem parte de uma grande família, de origem indígena ligada aos primeiros que ali chegaram no início do século XIX, migrantes do Brejo da


Paraíba (Bananeiras) e de aldeamentos indígenas do Rio Grande do Norte. E é nesse povoado, onde a terra é vista como um bem coletivo e os projetos, futuro para a comunidade que, em ações coletivas, esse grupo de jovens encontrou na música a possibilidade de novos voos. Tudo isso orientado por seus membros que buscam sempre benficiar a todos. Beatriz, aquela que anuncia os números musicais, rege o grupo a partir das notas de seu violão e sonha um dia ter um negócio próprio. Beatriz acredita que a música liberta: “Ela deixa a gente feliz”.

Para que as aspirações profissionais dos jovens do Amarelão se materializem, eles precisarão encontrar facilidades que vão além do Projeto Flauta Cabocla. Mas, certamente, o esforço de irmã Therezinha em resgatar esse patrimônio imaterial traz uma série de significados e reafirma pertencimentos que fornecem a base emocional necessária para esses jovens terem confiança nas suas possibilidades individuais. O Prêmio Microprojetos tem, também aí, sua participação. “O reconhecimento do Ministério da Cultura foi uma benção”, diz Irmã Therezinha. “Pois apesar do grupo estar bem estruturado, não tínhamos mais recursos para manter professores e avançar na educação musical dos meninos e meninas”. Enquanto o grupo musical, já com o sol quase apagado no horizonte, toca “Asa Branca”, desperta em nossa mente a esperança de que o verde um dia se espalhe por aquela paisagem, ela finaliza: “Agora temos uma nova perspectiva pela frente.”

Flauta Cabocla Área: Música Proponente: Therezinha Tessele Galles Cidade: João Câmara Estado: Rio Grande do Norte Objetivo: Manter viva a tradição da flauta cabocla junto às comunidades de origem. Levar o mestre “Seu” Zé Bitu para o Amarelão para ensinar os jovens flautistas e reimplantar a flauta cabocla, perpetuando, assim, o seu uso pelas novas gerações de potiguares. Valor: R$ 5.800,00

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Uma percepção que é compartilhada pelos outros integrantes do grupo musical. Rosane adora tocar flauta. “Com ela eu me expresso melhor”, explica. “Quero ser professora e a música vai me acompanhar pelo resto da vida.” Damião, de 12 anos, não tem dúvida quanto ao seu futuro. “Vou ser professor de música.” Embalados pelas notas musicais aprendidas, eles projetam a sua vida futura. As profissões de advogado, jogador de futebol e policial estão na lista dos desejos de Francisco Carlos, Jeferson e João Paulo.

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Liberdade feita com arte Ai, ai, ai, saudade, ai, ai, ai, solidão Viver na cela é minha humilhação, viver na cela é viver na escuridão Na cela eu não vejo o mundo, meu viver é um sofrer A cela é uma gaiola que me prende pra valer A cela é sepultura, nela eu sou um morto-vivo Mas ainda sigo o sonho de cantar esta canção: Chega de saudade e solidão No embalo do meu sonho Quero a libertação

“Poemas como esse e outras expressões artísticas são um exercício da liberdade pela criação”, diz Eneida que, além de coordenar o Cultura no Presídio, é diretora do respeitado Festival de Inverno de Campina Grande, criado em 1975. “O projeto fala de vida e de humanização. Fala de arte, de gente, de tristezas e da beleza de viver”, diz. Mas a dinâmica do sistema penitenciário brasileiro impõe seus desafios. Em 2006, o Cultura no Presídio foi interrompido por falta de apoio financeiro, situação que se estendeu até 2010, quando o projeto foi retomado graças ao

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Produzido por um dos presos da Penitenciária do Alto Serrotão, em Campina Grande, Paraíba, este poema é resultado do projeto Cultura no Presídio, criado em 1996 pela mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba, Eneida Agra Maracajá. O projeto, que valeu à sua criadora vários prêmios e reconhecimento em nível nacional, propõe incentivar os apenados da instituição a desenvolver produções artísticas como uma estratégia para lidar melhor com as grandes tensões às quais estão expostos quando encarcerados.

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Microprojetos Mais Cultura. Eneida pôde, então, reiniciar as oficinas de dança e de música instrumental. “Mesmo assim, não foi fácil”, explica. “Recentemente o presídio passou por uma grave crise institucional que resultou em uma intervenção administrativa”. As novas diretrizes tiveram grande repercussão sobre a iniciativa. Dos 31 apenados inscritos em 2010, apenas sete concluíram as oficinas oferecidas. Muitos foram transferidos, alguns desistiram. Entre as novas normas, os presos só poderiam sair para as aulas algemados. “Algemas são uma vergonha, uma humilhação”, explica Eneida, “Mas os verdadeiros artistas se sujeitaram a essa norma pela arte.” Dedicação e disciplina Este ano o professor Mauro Araújo – coreógrafo da cantora Elba Ramalho, há 10 anos trabalhando com Eneida – ensaiou o Bumba-meu-Boi, Auto de Dança Popular com seus alunos. “O trabalho com eles é fácil, pela dedicação, pelo interesse e pela disciplina”, afirma Mauro. Jean Carlos Tavares Lima, 35 anos, é prova disso. Até então, ele nunca havia dançado, mas gostou tanto da experiência que espera ansioso pela continuação do projeto. “Deu trabalho aprender, mas gostaria muito de ter aulas novamente”.

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Também para quem já havia vivido uma experiência artística, o Cultura no Presídio trouxe novos horizontes. Clebson Alexandre Oliveira Rocha, 31 anos, percussionista que já tocou com Fagner e Zé Ramalho e cumpre uma pena de 22 anos, encontrou nas aulas, o incentivo que precisava para se interessar novamente pela música. “Depois de 10 anos, voltei a ter vontade de me dedicar ao violão”, conta.

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Além da coreografia do Bumba-meu-boi, os presos tiveram aulas de HipHop com o professor Ives Carlos e de flauta com Luiza Bortoluzi. Ives se emociona quando explica que o trabalho de Eneida tem como um dos seus pontos altos a superação de preconceitos arraigados. “Ela nos dá uma aula de cidadania”, diz.


A proposta educacional de Eneida, como ela mesma explica, “é embasada no sistema sócio-histórico da educação unitária, tendo como cerne a filosofia da praxis”. O trabalho se fundamenta na realidade concreta do cotidiano do apenado. “O processo de criação se dá quando existe a tensão e a intensão (aumento de tensão), elementos que exacerbam o cotidiano carcerário, ou seja, o sujeito encarcerado tem os pré-requisitos para trabalhar a libertação dessa tensão pelas várias linguagens artísticas”, complementa. As novas normas do presídio impediram, este ano, que os apenados se deslocassem até o centro da cidade para a abertura do Festival de Inverno de Campina Grande. Foi suspensa, assim, uma façanha inédita que Eneida realizou por oito anos - retirar seus “artistas” do presídio e levá-los para o palco do Teatro Municipal. Em 2010, a pré-abertura do Festival de Inverno foi feita numa sala do presídio do Serrotão. O apoio do juiz da Vara de Execuções Penais de Campina Grande, Fernando Brasilino Leite, que considera o trabalho de Eneida de “suma importância”, foi fundamental. “O trabalho aqui desenvolvido é de grande significação para a população carcerária”, afirma Brasilino, um defensor dos direitos humanos.

Cultura no presídio Área: Artes Integradas Proponente: Solidarium – Instituto de Arte, Cultura e Cidadania Cidade: Campina Grande Estado: Paraíba Objetivo: Retomada do projeto desenvolvido na Penitenciária do Alto Serrotão visando a humanização da vida carcerária a partir da oferta de cursos e oficinas de música e dança. O projeto funcionou por 10 anos, porém foi interrompido por falta de recursos, mas foi retomado com os recursos do microprojetos Mais Cultura. Valor: R$ 11.070,00

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Mas a grandeza do Cultura no Presídio aparece mesmo é na fala dos apenados. Clebson Alexandre Oliveira Rocha, 31 anos, resume a importância desse trabalho: “nesses momentos, você tem a sensação de não estar sendo tratado como lixo, mas sim como um artista”. E Fabiano Silva, 29 anos, que já cumpriu oito dos 16 anos a que foi condenado, lamenta: “Dá uma tristeza quando a gente volta das aulas”. Quando ouvem-se os presos, percebe-se o enorme carinho que têm por Eneida. “O trabalho que ela realiza conosco é uma vitrine aberta através da qual mostrarmos que estamos aqui nos ressocializando”, resume Welson do Ó, de 27 anos.

Eneida Agra Maracajá

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No sertão, a persistência dos cavaleiros “De ordem do Rei dos Cavaleiros, A cavalhada vai começar!” Ascenso Ferreira, no poema A Cavalhada

Entusiasta dessa tradição e membro da Associação Cultural Pedra do Reino, Renato Magalhães, viu no edital do Microprojetos Mais Cultura a oportunidade de divulgar essa cultura regional e criou o 1º Circuito de Jogos de Cavalhada de São José do Belmonte. Estudante de História na Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada – município próximo a Belmonte -, aos 21 anos, Renato tem a preocupação de revitalizar a beleza do espetáculo da cavalhada envolvendo os jovens do município, impedindo assim, a extinção dessa expressão cultural. A aprovação do projeto entusiasmou Renato. “Foi fundamental para alavancar a iniciativa”, conta ele. Com todo o seu entusiasmo, Renato fez “milagre” com o recurso recebido. Pagou serviços prestados e sanfoneiros locais. Comprou um computador portátil, material de escritório e duas barracas – uma delas transformada em cinema itinerante. Com a ajuda da comunidade, dobrou o recurso recebido, garantindo assim uma boa premiação aos participantes das corridas. Ao final do circuito, distribuiu prêmios num total de R$ 3.500,00 e

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Desde a Idade Média, a tradição da cavalhada é perpetuada em Portugal e na Espanha. A encenação, movimentada e colorida, relembra as batalhas entre muçulmanos e cristãos, que foram fundamentais para o estabelecimento dessas duas nações, há 750 anos. Introduzida no Brasil pelos portugueses, no início da colonização, as cavalhadas estabeleceram-se em todas as regiões brasileiras e adaptaram-se às peculiaridades regionais. Mas, um traço comum aparece em todas as modalidades: a Corrida das Argolinhas, uma simulação de disputa medieval, na qual o cavaleiro, montado sobre um cavalo, recolhe com uma lança ou com as mãos, uma argola pendurada em um varal.

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18 troféus entre homenageados e classificados. A animação de Renato contagiou a todos. Um comerciante local patrocinou a participação de um sanfoneiro, e outros contribuíram com transporte e alimentação. “No final das contas, isso é que foi importante: a participação da comunidade. Mais de cinco mil pessoas estiveram nos eventos, superando minhas expectativas”, festeja.

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Para quem, como Renato, se alarmava em ver crescer, dia após dia, o desinteresse pelas manifestações culturais na região, o envolvimento maciço da comunidade foi um sinal claro de que é possível mudar esse quadro. O município de São José do Belmonte, no semi-árido pernambucano, tem hoje uma população de aproximadamente 12.500 jovens – 60% na área urbana e 40% na rural. Segundo Renato, essa população está sendo excluída paulatinamente de sua própria cultura. “A mídia globalizante, as bandas estilizadas de forró, que vêm com tudo prontinho, cerceando a geração de trabalho e renda, além da restrição de investimentos públicos e privados na área da cultura, vêm acabando com o interesse e conhecimento das antigas manifestações culturais da região”, garante ele.

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Para resgatar a figura do vaqueiro -, “aquele que é o verdadeiro desbravador do sertão brasileiro” –, Renato convidou para ajudá-lo a coordenar o projeto, Reginaldo Alves Gondim, mais conhecido como Mestre Régis, 39 anos. Entusiasta das cavalhadas, mestre Régis trabalha em uma pequena metalúrgica - produzindo grades e portões - para garantir o seu sustento enquanto espera, ansioso, os finais de semana e as festividades locais para vestir calças, gibão, chapéu, luvas e botinas de couro. Paramentado com essa, que é chamada “armadura do vaqueiro”, Mestre Régis sai em cavalgada, participa de uma pega de boi ou de uma cavalhada. A exemplo do que acontece com os super-heróis, Mestre Régis se transforma quando veste a sua “armadura”. Nessas ocasiões costuma repetir orgulhoso: “A gente é cavaleiro.” E, assim vestido, filosofa: “Vida de vaqueiro é sofrida, mas estamos tentando resgatar a nossa identidade cultural”. Até há pouco tempo, outro cavaleiro solitário também batalhava para evitar


que a tradição da cavalhada desaparecesse de Belmonte. Trata-se do vaqueiro Zeca Miron. Homem do campo e de hábitos simples, Zeca Miron recriou a tradição em 1996, conseguindo que ela fosse incluída no calendário da maior festa da cidade, a Cavalgada à Pedra do Reino. O velho Zeca Miron era mestre, tanto na organização quanto no manejo da lança. Herdou do pai a habilidade de cavaleiro e o amor por cavalhadas, conseguindo transmiti-los para os seus filhos e netos. Com o seu falecimento, aos 89 anos de idade, a Cavalhada de São José do Belmonte passou a denominar-se, a partir de 2003: Cavalhada Zeca Miron, homenageando o seu idealizador.

O sucesso do projeto Cavaleiros do Sertão parecia já estar previsto, mesmo antes da sua realização. Um pouco antes de tomar conhecimento do edital Microprojetos Mais Cultura, a Associação Cultural Pedra do Reino, da qual ele faz parte, foi convidada para participar do 1º Congresso Internacional das Festividades de Mouros e Cristãos na Espanha. Em reunião com os membros da entidade, conta Renato, todos gostaram muito, mas ninguém se comprometeu. Depois de se inscrever no edital, ganhar o prêmio e realizar o projeto, Renato se considerou apto para aceitar o convite. Foi para Espanha e lá apresentou os resultados do 1º Circuito de Jogos de Cavalhada. “Deu tudo certo”, conta ele. “O mais curioso foi a participação, em todas as corridas, dos vaqueiros trajados de gibão, felizes em mostrarem suas indumentárias feitas de couro, no meu ponto de vista, verdadeiros cavaleiros medievais em uma época contemporânea. Como diria Ariano Suassuna, ‘por

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Inspirado por todas essas histórias, e com o apoio do Microprojetos Mais Cultura, Renato e seus parceiros realizaram com sucesso o 1º Circuito de Jogos de Cavalhada. Ele foi o evento de abertura da Cavalgada à Pedra do Reino 2010. O objetivo de promover a descentralização das festividades da Pedra do Reino para as comunidades rurais de São José do Belmonte foi amplamente alcançado. O sucesso foi tão grande que a iniciativa se transformou em um pequeno festival na zona rural de Belmonte. Quatro comunidades rurais, além da sede do município, se envolveram. Os participantes assistiram a uma mostra de cinema itinerante, palestras, forró pé de serra, aboio, feirinha de artesanato com comidas típicas, homenagens a alguns vaqueiros das comunidades (mestres grios) e as corridas de argolinhas.

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último, mas não por derradeira, a preservação da nossa identidade cultural’ ”. E no próximo ano? “O pessoal já está me cobrando a continuidade do projeto.” “Agora não tem mais como parar”, diverte-se Renato. E quem vê o entusiasmo de Renato Magalhães, percebe que parar não está mesmo nos seus planos. Seus projetos são muitos. Concluir a Faculdade de História, terminar de escrever seu primeiro livro, fruto dessa experiência, “Mouros e Cristãos – Uma festa para quatro continentes”, e, claro, dar continuidade ao projeto Cavaleiros do Sertão.

Cavaleiros do Sertão Área: Artes Integradas

Cidade: São José do Belmonte Estado: Pernambuco Objetivo: Promover o resgate de culturas extintas ou semi-extintas por meio da promoção e reinserção da Corrida de Argolinha, no sertão pernambucano, e revitalizar a beleza dos espetáculos ao ar livre da Cavalhada. Incentivar, prioritariamente, a juventude local a participar do resgate cultural das Corridas de Argolinha sob a forma de cinco baterias onde serão inscritos, na bateria principal, jovens de 18 a 29 anos. Valor: R$ 13.750,00

Renato José Oliveira Magalhães

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Proponente: Renato José de Oliveira Magalhães

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No quintal, cinema, música, dança e filosofia

A cidade é Maceió. O bairro é o do Bom Parto – comunidade pobre da periferia. Lá, na rua do Sol Nascente, onde residem cerca de 70 famílias - no pátio da casa de Rogério Dias está o Quintal Cultural. Rogério gosta de se definir como um multi-artista. Mas quando começa a descrever suas atividades, vê-se logo que a palavra “multi-artista” é pequena para defini-lo por inteiro. Rogério é compositor, escreve poemas e livros, e, junto com seu parceiro Fagner Dubrown, toca na banda de reggae Raggamuffin e no grupo Poesia Musicada no Pandeiro. E mais: filósofo, educador popular, autodidata, e palhaço, com nome e sobrenome: Bolinho da Silva Tranquilo e Calmo. “Palhaço foi a minha primeira profissão”, orgulha-se. O Quintal Cultural começou a nascer quando amigos de Rogério passaram a se reunir – como o nome sugere, no quintal – para discutir projetos comuns. Daí a formação de um clube, um Centro Cultural e uma ONG, foi um passo. Mas como o objetivo principal sempre foi a atividade artística, eles resolveram criar o Grupo Teatral Sol Nascente. As peças apresentadas na rua, em frente

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“Cada um tem o seu canto e canta do jeito que quer. Eu também tenho meu canto: eu canto um canto qualquer” Rogério Dias (do livro Telas de Plasma)

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à entrada da vila do Bom Parto, logo migraram para o quintal que, no dia 8 de setembro de 2007, foi fundado oficialmente como Quintal Cultural. Desse dia em diante, todos os sábados, às 20 horas – “mais certo que missa” – acontece alguma atividade naquele espaço. O público é formado, em sua maioria, por moradores locais, principalmente crianças. Com o tempo, o projeto passou a ter fins educativos, estimulando a participação do público infantil em peças teatrais e danças. Aos sábados – durante todo o dia - as crianças ensaiam o coco de roda e o break para se apresentarem à noite. “O objetivo principal é dar uma alternativa que as deixem longe da má influência das ruas”, diz Rogério. “Palavras que a gente fala de forma que o mundo entende Assim como se diz do jeito que compreende Assim que se ensina do jeito como se aprende” (Rogério Dias)

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As apresentações servem para informar e educar não só as crianças, mas todo o público presente. Constantemente a atividade é interrompida para a troca de ideias entre a assistência e os artistas sobre o assunto abordado. Para Rogério, esse é o melhor método para educar, “transformando o entretenimento em algo mais”. Em dias de semana, nas noites de quinta-feira para ser exato, o Cine-clube Quintal Cultural é um sucesso. Uma parede externa da casa de dona Antônia – lugar que já funcionou como ponto de venda de drogas foi transformada em tela. O programa da noite é definido pela comunidade, desde que não apresente uma temática de violência, explica Rogério.

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No começo o grupo era formado por Rogério, Fagner Dubrown, Antônio e pessoas convidadas. Hoje as mulheres são parte integrante e ativa. Andréia - companheira de Rogério - e Aline são as atuais coordenadoras do Quintal. Uma das preocupações de Andréa é trabalhar a consciência política das crianças. “Se em algum momento da vida delas a escolha for o tráfico ou a prostituição, elas precisam estar conscientes da opção que fizeram e saber que existem outras possibilidade, outros caminhos”, observa.

“Que a vida nos ensine o que o livro não foi capaz” (Rogério Dias) Com todas essas atividades, os organizadores do Quintal queriam dar um salto ainda maior. O Microprojetos Mais Cultura surgiu na hora certa. “A premiação foi fundamental para consolidarmos o nosso projeto”, conta Rogério. “Com ele conseguimos, pela primeira vez, organizar o Encontro da Multiplicidade Artística Periférica, transformando o Quintal Cultural em elo unificador do movimento cultural de periferia em Maceió”. O recurso possibilitou a compra de um equipamento de som, além do transporte e alimentação para representantes de mais de 15 comunidades da periferia. Durante todos os finais de semana de dezembro de 2009 e janeiro de 2010 foram realizados debates, apresentações de música, teatro, cinema e poesia e uma rica troca de experiência entre eles. “Tivemos acesso a três


coisas básicas com o encontro: transporte, voz e pão”, sintetiza Rogério. “A comunidade adorou”, diz Aline. “Depois disso a procura pelas oficinas oferecidas para crianças e adolescentes triplicou e aumentou o respeito pelo nosso trabalho dentro da comunidade”. Andréa considera que o encontro ajudou, “em primeiro lugar, a acreditarmos na política de editais do governo, além de nos dar experiência na área de gestão”. “Estamos a quilômetros de distância do ponto de partida” (Rogério Dias)

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O Quintal é um espaço lúdico numa região de muitos problemas. Muitos jovens da comunidade morrem nas mãos do tráfico ou da violência policial. Todo o ano, na época das chuvas, a rua alaga e a falta de saneamento deixa os moradores a mercê de doenças que poderiam ser evitadas com um simples investimento do poder público. Pelo resultado do trabalho realizado até agora, o grupo do Quintal tem uma certeza: “Se conseguirmos mais financiamentos

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para nossos projetos a violência vai diminuir”. “No fundo, no fundo, uma coisa não tem nada a ver com a outra e tudo tem a ver com tudo” (Rogério Dias) Do alto dos seus 15 anos de palco, com o mesmo figurino usado em sua primeira apresentação, o palhaço Bolinho da Silva Tranquilo e Calmo conclui: “Estamos buscando a humanidade, o respeito com os viventes do planeta. Acho que o mundo tem solução”.

Quintal Cultural - Encontro da Multiplicidade Artística Periférica Área: Artes Integradas Proponente: Rogério Dias

Estado: Alagoas Objetivo: Realizar o encontro da Multiplicidade Artística Periférica, com teatro, música, dança, áudio visual, hip hop e cultura tradicional das Alagoas. O objetivo dessa ação é consolidar o movimento Quintal Cultural como elo unificador do movimento cultural da periferia de Maceió, reiterar a necessidade de trabalho em rede por meio de intercâmbios e fortalecer a ideia de atividades comunitárias que criam tradição. Valor: R$ 9.200,00

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Rogério

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Cidade: Maceió

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Máscaras para uma nova identidade

Severina - assim como todos os outros moradores da comunidade - não gosta nem de pensar na possibilidade do lixão acabar, mas não quer ver seus filhos mais novos e nem seus netos trabalhando nele. A história dela e a de seus filhos e netos é quase idêntica a das outras 200 famílias que, diariamente, revolvem aquelas montanhas de lixo à procura da sua modestíssima renda. O lixão está com os dias contados. O Ministério Público já pediu a sua desativação e o processo é irreversível. Só uma questão de tempo. Então tudo isso pode ficar ainda pior? Se depender do estudante de contabilidade, José Marcelo, e dos assistentes sociais Josenildo João e Maria Lucicleide o fim do lixão pode ser uma oportunidade para mudar para melhor a vida dessas 200 famílias. Os três aproveitaram a oportunidade aberta pelo Microprojetos Mais Cultura para criar uma alternativa de trabalho: a Oficina de Máscaras para a Comunidade do Lixão.

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Severina Maria dos Santos, 56 anos, tira o seu sustento e de seus três filhos e seis netos do lixão do município de Bezerros (PE). O trabalho é pesado e insalubre. Insetos, ratos, cacos de vidro e doenças fazem parte do seu cotidiano. Mas Severina vê tudo isso com outros olhos: “Já deu para tirar um troco bom”, conta. Hoje, talvez pelo aumento da concorrência com as empresas especializadas em reciclagem, o trabalho árduo rende de R$ 60,00 a R$ 70,00 por mês. A renda da família é complementada pelo programa Bolsa Família do Governo Federal.

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Papangus Localizada no agreste pernambucano, a 50 minutos de Recife, Bezerros é conhecida como a Terra dos Papangus - como são chamados os mascarados que brincam o Carnaval. A brincadeira começou na década de 30, quando alguns homens quiseram sair para a folia sem serem reconhecidos. Durante o desfile pela cidade, os foliões comem angu de milho - comida típica da região, conhecida em outras partes do País como polenta – vendidos por ambulantes, ou fornecido pelos moradores, daí o nome da festa. Para brincar como mascarado, naturalmente é imprescindível ter uma máscara. Fabricadas por artesãos locais, quase sempre em papel machê, elas são produzidas em diversos tamanhos e com várias finalidades, além do adorno para o carnaval, elas podem ser objetos de paredes, chaveiros, brinquedos. As mais sofisticadas são confeccionadas em gesso. Hoje, a tradição é passada de pai para filho. São mais de trinta oficinas de máscaras espalhadas pela cidade.

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Foi esse costume, arraigado na cultura local, que inspirou José, Josenildo e Maria a criar a oficina. Segundo Josenildo muitos dos atuais participantes – de crianças de 6 anos a senhores e senhoras acima dos 60 -- já haviam participado de treinamentos e de outras oficinas, “mas desistiram por falta de incentivo, condições financeiras, por não terem como produzir, como comprar material, como se manter”.

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Exatamente para contornar esse desafio que os três se inscreveram no edital Microprojetos. O recurso repassado pelo Ministério da Cultura é usado para fornecer um kit com material para confeccionar as máscaras. Nas oficinas, a maioria dos adultos vem pela mão das crianças, conta Lucicleide. “Os mais velhos ficaram um pouco arredios, mas a partir do entusiasmo das crianças, foram se interessando e chegando aos poucos”. Hoje já são duas turmas de 20 alunos cada. Alguns, ainda pouco íntimos das tintas e pincéis, mas todos se divertindo e orgulhosos de seus trabalhos. Cada pessoa cadastrada participa da oficina duas vezes por semana. No primeiro mês recebe um kit de material para desenvolver, em horário alternativo, o conteúdo das aulas. “O Ministério da Cultura nos deu a


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oportunidade de plantar essa semente”, diz Josenildo. Os artesãos locais já se interessaram pelo trabalho desenvolvido pela comunidade. Além das máscaras prontas para comercialização, no período do Carnaval, quando a demanda aumenta muito, os novos artesãos, vindos do lixão, podem fornecer as bases das máscaras para as oficinas mais tradicionais. Josenildo vai mais longe, “no futuro queremos formar uma fundação e tirar o máximo desse trabalho aqui na comunidade”. Assim dona Severina também pode vislumbrar um futuro melhor para seus netos, e uma alternativa para o trabalho duro no lixão. “Eu achei a oficina muito divertida, vamos ver se eu consigo”, diz ela mostrando satisfeita o resultado do seu trabalho. Mais importante do que a estética das máscaras que produzem, as famílias do lixão têm uma oportunidade única de construírem uma nova identidade, mais digna e mais humana.

Oficina de Máscaras da Comunidade do Lixão Área: Artes Integradas

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Proponente: José Marcelo da Silva Cidade: Bezerros Estado: Pernambuco Objetivo: A criação de uma oficina de máscaras em papel machê como forma de resgatar a cidadania, valores e costumes da comunidade do lixão. Oferecer uma alternativa de trabalho e renda para as mais de 200 famílias que vivem na região. Valor: R$ 10.346,00 Josenildo João

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Na roça, cinema rima com cidadania - “Vai ter cine hoje?” Essa é a frase, dita com ansiedade e alegria, que se escuta na pracinha, nas ruelas, de casa em casa quando Bizan Velô e sua equipe chegam aos povoados do interior do município de Lagarto (SE) com a tela e o projetor para mais uma sessão de cinema. Todos os moradores – crianças, jovens, adultos e velhos – se alvoroçam com a perspectiva de logo mais, à noite, assistirem a uma sessão de cinema ao ar livre. Aos poucos, enquanto a equipe monta o material necessário para a projeção, as pessoas vão chegando com cadeiras, bancos, tapetes e esteiras. Chegam pisando no chão devagarinho, um pouco tímidas, desconfiadas, mas logo, todas elas, crianças, velhos, jovens, mães, donas de casa, trabalhadores, depois de um dia cansativo de trabalho, se rendem, fascinados pela mágica do cinema.

Bizan Velô é um militante da cultura e dos direitos humanos na cidade de Lagarto, para onde se mudou há 10 anos, vindo da Bahia. Depois de um ano no município, fundou a ALGA – Associação Lagartense de Gays, Lésbicas, Bisexuais e Transgêneros. A ideia de criar o Cinema na Roça veio durante um encontro LGBT, em Fortaleza. Lá, uma apresentação de cinema na vela de uma jangada, fez acender uma luz em sua cabeça. Bizan Velô vinha pensando em levar cultura e entretenimento aos que vivem na zona rural, agora tudo estava resolvido: o cinema era o canal. Não seria preciso tanto equipamento assim para reunir os moradores em torno de um filme. Mas, mesmo não sendo nada tão caro assim, como comprar

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O filme escolhido nessa noite, no povoado de Luiz Freire, foi “Menino da Porteira”, versão 2008. “Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar”, na voz do cantor Daniel, faz os rostos relaxarem. Os olhos presos na tela acompanham a história.

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as ferramentas necessárias? Foi nessa época que Bizan Velô ouviu falar do Microprojetos Mais Cultura. A classificação no edital garantiu a compra do equipamento e as parcerias inter-setoriais viabilizaram o projeto, que inclui, também, a realização de oficinas temáticas de fotografia e vídeo. O Programa Agro Amigo do BNB, o site Lagartense.com.br, o Departamento de Cultura de Lagarto, a Infomaster Informática, a Ideia Comunicação Visual, o Studio Cícero Gravações e a Escola Municipal Dr. Aníbal Freire são os parceiros responsáveis pela divulgação, o transporte da equipe, um som de qualidade e até a pipoca e o refrigerante distribuídos para a platéia. “Uma ideia na cabeça e um pouco de boa vontade fazem um sonho virar realidade”, filosofa Bizan.

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A primeira apresentação do Cinema na Roça foi emblemática. O local programado era o assentamento Che Guevara. No dia previsto, Bizan conta que, por aquele acaso do destino o carro previsto para deslocar a equipe teve problemas. Mas ele não teve dúvidas, subiu em uma carroça, única condução disponível, e chegou ao assentamento na hora marcada. Um pouco lesionado pelo percurso em estrada de chão e banco de madeira, mas feliz por não desapontar seu público.

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Nas comunidades em que a apresentação é feita, sempre aos sábados, são os líderes comunitários e populares que garantem a janta para a equipe do cinema na roça. Em Luiz Freire, por exemplo, foi “seu” João Manoel da Cruz quem abriu a casa e garantiu a alimentação. Aos 72 anos, seu João vive com a neta numa pequena casa com o teto pontilhado por 46 gaiolas dos mais variados pássaros. O café com pão e ovos mexidos foram saboreados ao som das histórias de vida de João. “Eu sei fazer qualquer coisa, levanto casa, corto e costuro ternos e vestidos, só não sei ler”, declara ele abrindo um grande sorriso. João gosta de cinema e fica feliz por ter o Cine na Roça em sua comunidade. O projeto, inicialmente, estava previsto para alcançar cinco povoados da zona rural, promovendo a inclusão social de jovens e adolescentes em comportamento de risco. Mas a demanda da população, depois das primeiras apresentações, extrapolou todas as expectativas. Dos 116 povoados rurais existentes no município, 28 já receberam a visita de Bizan Velô e sua equipe.


E eles não podem nem pensar em parar. Durante a semana, o telefone toca constantemente. São pedidos e mais pedidos vindos de comunidades que querem receber esse carinho em forma de arte. “A gente não quer só comida...”, lembra Velô, citando a música dos Titãs. Tudo é feito de forma democrática. Dos 10 filmes disponíveis – todos brasileiros, e possíveis de serem assistidos por pessoas entre cinco e 90 anos - a comunidade escolhe entre os três oferecidos para cada sessão. A maioria das comunidades abrangidas são localidades pobres, com deficiência nas áreas de saúde e educação, altos índices de evasão escolar e muitos casos de uso de drogas por adolescentes e jovens. A base da economia é a cultura da mandioca e a manufatura da farinha. A grande maioria da população vive com uma renda per capita inferior a R$ 250,00. A reunião em torno do cinema propiciou também outras atividades fundamentais para esses povoados distantes. A Secretaria de Saúde do município fornece filmes com temática de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e distribui preservativos e material informativo, antes da apresentação principal. São trabalhadas noções de cidadania e estímulo à autoestima, contribuindo para uma mudança de comportamento e instrumentalizando os jovens e adolescentes para o enfrentamento dos problemas cotidianos.

Na Roça, também se faz cultura e cidadania Área: Artes Integradas Proponente: Associação Lagartense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros Cidade: Lagarto Estado: Sergipe Objetivo: A proposta é levar às comunidades rurais exibições de cinema para promover a inclusão social de jovens e adolescentes da Zona Rural do município de Lagarto envolvidos com comportamento de risco. Trabalhar a participação desses jovens em oficinas temáticas de fotografia e vídeo com o objetivo de fomentar o interesse pelas manifestações artísticas locais, valorizando a diversidade cultural da zona rural. Durante esses eventos serão trabalhadas noções de cidadania, estímulo à autoestima, contribuindo para uma mudança de comportamento na comunidade, instrumentalizando os jovens e adolescentes para o enfrentamento dos problemas cotidianos. Valor: R$ 10.700,00

Parcerias com o Ministério da Saúde e com o Ministério Público fizeram chegar aos povoados exames rápidos de HIV, e assessoria jurídica gratuita. “Eu carrego uma tenda para o cinema e mais duas para disponibilizar às instituições parceiras”, explica outro coordenador do projeto, Anderson Rangel.

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O cinema consegue falar a linguagem das comunidades e é uma alternativa a massificação da mídia televisiva, explica. “Tudo é troca, e por isso está dando certo e, seja onde for, as pessoas adoram cinema.” - “Vai ter cine hoje?” - Vai ter cine, sim. Vai ter cidadania também.

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Uma batalha pela paz no sertão da Bahia Ao som do gatilho começa a batalha. Com a arena tomada de entusiastas, vestidos com as largas camisetas de basquete, tênis típicos de skatistas e touca para o frio, as duplas digladiavam-se duas a duas. Levados pela batida hiphop esmeravam-se do “foot work” - uma espécie de sapateado - ao “freeze” - movimento onde se permanece apoiado no chão com apenas uma das mãos – para tentar cativar os juízes. Entre um duelo e outro o apresentador, conhecido por “Neguinho”, embala a torcida e relembrava as regras: “os adversários não podem se tocar, e tem que ter ginga e suingue.”

Contemplados com pouco mais de R$ 10 mil, a ideia é mostrar para as comunidades carentes da região o movimento hip-hop. “Um dos objetivos da gente é atrair essa juventude, que é gritante na periferia”. Nascido e criado no bairro Bruno Bacelar, um dos mais violentos de Vitória da Conquista, “Cabelo” viu no projeto uma chance de mostrar para os jovens que existem outras alternativas sem ser o crime.

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Esta cena poderia ter acontecido em meados da década de 70, no bairro novaiorquino do Bronx, berço do hip-hop. Ou na estação de metrô São Bento, na década de 80, em São Paulo, onde o movimento teve início no Brasil. Mas “Neguinho” tem sotaque baiano. A primeira batalha da paz – nome do campeonato de “Break” – aconteceu em Vitória da Conquista, 525 km da capital do Estado, Salvador, no dia 17 de outubro de 2010. Assistindo ao animado confronto estava o “Cabelo”, como é conhecido entre os amigos, mas na certidão de nascimento, Gilvandro Oliveira. “Cabelo” e outros nove jovens, de áreas de risco do município nordestino, idealizaram o projeto hip-hop nas ruas.

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Gilvandro, hoje com 29 anos, se recorda da época em que havia acabado de completar 17. Nesse momento ele poderia ter entrado para o mundo do crime. “É um dinheiro fácil, o retorno é imediato. Aquele menino com 10, 11 anos, começa ganhando 30 reais; passam-se alguns meses, o valor pode ser 300 por semana.” Em um bairro pobre, no qual a perspectiva de conseguir um bom emprego está perto de zero, essa alternativa é um grande atrativo para os jovens. Muita música de protesto (Racionais e MvBill) e uma interpretação, espelhada em sua própria realidade, mostraram ao menino de 17 anos que havia outro caminho. “Eu fiz uma leitura daquilo ali: na verdade isso é uma rima de certa situação que aquele sujeito está passando”. Gilvandro conheceu grupos de hip-hop que existiam em Vitória da Conquista e se identificou. Foram boas influências, que deram força para escapar da ilusão do dinheiro fácil. Atualmente, cursa história na Universidade Estadual da Bahia.

BAHIA

Se hoje, em uma tarde de domingo, se consegue reunir cerca de 120 jovens em uma batalha de “Break” é por que 15 anos antes Divan Nascimento, também escutou os mesmos MvBill e Racionais (entre outros). Mas para o “Black”, como é conhecido entre os seus, não foi para fugir do crime, ele viu na música uma maneira de se auto afirmar perante uma sociedade preconceituosa. “Eu tive acesso ao disco dos Racionais, fui me identificando com o som. Fui vendo que poderia ter uma perspectiva de futuro”. O menino que tinha problema com sua imagem, agora com 31 anos, é a referência quando o assunto é hip-hop.

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Baseada nestes e em tantos outros casos, que o projeto hip-hop nas ruas tem cada vez mais adeptos. Com a aquisição de um aparelho de som especifico para uso do Dj, “Cabelo” e os outros idealizadores do projeto farão apresentações em diversas comunidades de Vitória, mostrando os quatro elementos que compõem hip-hop: o Dj, o Rap, o Break e o grafite – e um elemento será somado a estes: a educação. “Cabelo” deseja, depois de apresentar a história do movimento e seus elementos, formar parcerias com as escolas. “Vamos articular em colégios e depois atender em grupos a parte”.


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BAHIA


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Vitória da Conquista tem se mostrado um ambiente propício para o crescimento do projeto. Quando “Black” deu o pontapé inicial, houve resistência, as pessoas tinham preconceito com este tipo de música, afinal a Bahia é conhecida como a terra do Axé. Mas pouco a pouco conseguiu trazer mais gente para o seu lado. Em 2010 são muitos participantes, nessa primeira Batalha da Paz eram 120. Entre as duplas concorrentes havia uma criança de seis anos. Foi um dos dançarinos que deixou a plateia mais entusiasmada. “Hoje são dez participando e mil olhando”, aponta Gilvandro, “mas aos poucos os que estão olhando participam, e assim o movimento vai crescendo”

Hip-hop nas Ruas Área: Artes Integradas Proponente: Gilvandro Gonçalves de Oliveira Cidade: Vitória da Conquista Estado: Bahia

Valor: R$ 13.913,00

Gilvandro Oliveira

BAHIA

Objetivo: A cultura hip hop surge na década de 70 com a proposta de diminuir os índices de violência e consumo de drogas entre a juventude negra e pobre da periferia das grandes metrópoles norte-americanas. No Brasil a cultura hip hop firmou-se durante a década de 80, com o mesmo intuito. E isso pode ser feito em Vitória da Conquista com o projeto Hip-hop nas Ruas.

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Até desaguar no mar são 853 Km. Durante todo o percurso que cruza o estado de Minas Gerais e Espírito Santo, o rio Doce dá de beber a mais de três milhões de pessoas. Para Luiz Natal de Souza, 57 anos, o rio é sinônimo de inspiração. O Doce encontra o oceano Atlântico em Regência, pequeno vilarejo de 1300 habitantes, distrito de Linhares (ES) – e no cruzar da água salgada com a doce, é que Natal encontra seu material de trabalho. Pau, pedra, tijolo, frigideira, serrote, tudo serve como tela para a premiada pintura Naif de Natal. “No que eu encontro, eu pinto”, comenta sorridente o artista. Baseado no trabalho do ilustre morador que professores da Universidade Federal do Espírito Santo, em conjunto com Natal, desenvolveram o projeto Re-criando. A ideia é promover oficinas para ensinar os habitantes da região – inscritos pela Associação de Moradores da Vila - o que Natal já faz: retirar o lixo da margem do rio e transformá-lo em arte. Com a verba do Microprojetos Mais Cultura foi possível adquirir tinta, pincel e todo o material para seis dias de oficina. O trabalho terá, ainda, um registro audiovisual da situação do meio ambiente e todo o processo criativo, da coleta até a confecção dos objetos. Em mutirão, os participantes irão recolher o que o rio Doce deixou para trás.

ESPÍRITO SANTO

No rio Doce, lixo é inspiração

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Como o próprio Luiz explica, vale tudo: “casca de árvore, semente de cacau, coco”. Depois é necessário um pouco de paciência, pois os objetos encontrados recebem três demãos de tinta branca antes de estarem prontos para a pintura de verdade. Após esse processo, os aspirantes colocam a mão na massa, sobre a tutela de quem já participou de quatro Bienais de Piracicaba. Luiz Natal de Souza começou a pintar em 1974. Na época ainda morava em Linhares, terceira maior cidade capixaba, localizada a 147 km ao norte da capital, Vitória. Foi introduzido nas artes por uma amiga que também pincelava no estilo “naif ”, ou seja, pinturas, esculturas ou colagens espontâneas e autodidatas. Quando se aposentou, depois de ter sofrido aneurisma cerebral, refugiou-se em Regência, onde vive no pequeno vilarejo há 16 anos.

ESPÍRITO SANTO

Mesmo pequena, e ainda a esperar que asfaltem sua estrada de acesso, Regência não está esquecida no mapa. No verão, o local atrai surfistas e a sua população chega a triplicar no carnaval. Nestes momentos agitados, Natal pinta menos. “Gosto de ligar o rádio e ficar escutando MPB, fico a tarde toda trabalhando em uma única tela”, no verão esse ambiente bucólico muda, por consequência, a produção diminui.

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Mas se o aumento da população é uma fraca inspiração, essas épocas quentes foram exatamente o que impulsionou o projeto Re-criando para o mês de dezembro. Os organizadores querem que os moradores e os visitantes se conscientizem em relação ao lixo encontrado na foz do rio Doce. Com esse trabalho inicial, a ideia é que a população local tome como prática recolher o lixo e reciclá-lo, produzindo enfeites, ou objetos úteis para o cotidiano. Não é a primeira vez que o povo de origem cabocla terá a oportunidade de preservar sua natureza. Há 30 anos o distrito tem uma das sedes do projeto Tamar, voltado para a proteção das tartarugas marinhas. Os pescadores locais, hoje, são aliados dos biólogos na preservação dos animais. E é misturando a natureza e as artes que o Re-criando pretende diminuir a poluição do rio e ainda impulsionar a formação de futuros talentos da pintura e escultura.


Re-criando Luis Natal de Souza Área: Artes Visuais Proponente: Luis Natal de Souza

Estado: Espírito Santo Objetivo: Acontecerá uma coleta de lixo nas margens do Rio Doce exatamente onde ele faz encontro com o mar. Serão recolhidos resíduos sintéticos de produtos industrializados (garrafas pets, sacos plásticos, latas, entre outros materiais), com a finalidade de serem utilizados como matéria-prima em uma oficina de arte que terá, como produto final, além da limpeza da praia, uma exposição de trabalhos elaborados na oficina. Os oficineiros criarão, a partir dos materiais coletados, obras de seu interesse, seja estético ou utilitário. Participarão do projeto 20 pessoas, entre 17 e 29 anos, inscritas pela Associação de Moradores da Vila. Valor: R$ 7.502,30

ESPÍRITO SANTO

Cidade: Linhares

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Estação da memória, da lembrança, da preservação Toda segunda, quarta e sexta-feira, às cinco em ponto, lá estava ela. Trazia consigo muito peso nas costas, mas era o peso da prosperidade. Quem quisesse sua carona nas terças, quintas e sábados, tinha que acordar cedo, pois o horário era outro: seis da manhã. Dependendo da estação do ano, vinha acompanhada de milho e levava queijo. Se sorte tivesse, poderia mesmo trazer peixe do mar, e, em troca, levar as bonitas cerâmicas aos vizinhos baianos. Era o ânimo daquele povo que ansiava por um banho em água salgada.

MINAS GERAIS

O sonho vingou de 1942 até 1966. Durante 24 anos, a Maria Fumaça invadia a cidade de Araçuaí, localizada no centro do Vale do Jequitinhonha, a 600 km da capital mineira, Belo Horizonte. Maria Moreira, que trabalhou na venda dos bilhetes do trem de 1955 até o encerramento da linha, define seu sentimento com duas palavras: “Tenho saudade”. A estação não é uma construção bonita, mas seria injusto dizer que é feia. Suas linhas arquitetônicas deixaram de lado a imaginação em favor da utilidade. É um grande retângulo, com uma inscrição no alto: “1942 Arassuai”, assim, com dois “s” mesmo. Sem

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locomotivas para receber, a estação virou outro lugar de leva e trás: o correio. Mas isso durou pouco, só dois anos. Em 2008 a construção foi reaberta para se transformar em um local de pesquisa e lembrança. Hoje, a antiga estação é a sede da Fecaje (Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha). A Federação foi beneficiada com o Microprojetos Mais Cultura, pelo seu projeto de transformar esse ambiente carregado de história na Estação Viva-Acervo, iniciativa que visa higienizar e armazenar todos os documentos referentes ao Festivale, Festival Artístico do Vale do Jequitinhonha, já em sua 28ª eidação. “Como a Fecaje não tinha sede própria, a cada gestão esse material ficava viajando de um lugar pro outro, então muita coisa se perdeu. A ideia é termos um local fixo onde possamos limpar e guardar estes cartazes, livros, jornais...”, explica um dos proponentes da iniciativa, Dostoiewsky Americano do Brasil.

MINAS GERAIS

Todo mês de julho, o Vale do Jequitinhonha comemora, porque vai começar mais um Festivale. O festival tem como carro chefe a competição de música, mas pluralidade é a palavra de ordem. Teatro, artesanato, pintura, oficinas, qualquer manifestação cultural da região encontra seu espaço, com um porém: o participante tem que ser natural do Vale ou estar morando na localidade há algum tempo. Essa história começa em 1979 com o “I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha” promovido pelo Jornais Gerais – extinta publicação da região, na cidade de Itaobim, que fica a menos de uma hora de Araçuaí.

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A iniciativa mostrou a pujança cultural do Jequitinhonha, dando origem ao primeiro Festivale no ano seguinte – 1980, na mesma Itaobim. Atualmente, somam-se de 500 a 800 participantes nas oficinas e mais de 2000 pessoas no evento. “Em 2006, quando foi em Araçuaí, não tínhamos controle”, lembra Dostoiewsky, “aqui no Vale são cerca de 60 municípios, toda a cidade tem um grupo de teatro, tem uma associação cultural e todos são convidados”. E, por incrível que pareça, até 2008 todos os documentos representando a memória de cada um dos festivais, mudavam de cidade anualmente por não existir uma sede fixa da instituição que promove o Festivale hoje em dia: a Fecaje.


Agora, com o material reunido e protegido na antiga estação, aproximadamente 30 jovens, entre 17 e 29 anos, aprenderão, por 60 dias, técnicas de conservação e armazenamento, para transformar as pilhas de papéis cheias de pó em história.

Estação Viva - Acervo Área: Artes Integradas

Dostoiewsky Americano do Brasil

Proponente: Dostoiewsky Americano do Brasil Cidade: Araçuai

Objetivo: É uma proposta de curso de higienização e conservação para iniciar o processo de recuperação da memória do importante Festivale, um festival artístico do Vale do Jequitinhonha. O local para armazenamento desses documentos é a antiga estação de trens de Araçuaí, uma das maiores cidades do Vale. Jovens serão treinados nas técnicas de recuperação e conservação de documentos e, na medida em que a memória do evento seja organizada, a Estação de Araçuaí será um pólo de referência cultural do Vale do Jequitinhonha. O projeto também tem por objetivo propiciar uma opção profissional para esses jovens, que poderão tornar-se restauradores.

MINAS GERAIS

Estado: Minas Gerais

Valor: R$ 10.299,00

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A cultura está onde o brasileiro está Leonardo Mourão1

Em Nova Russas, no Ceará, uma tradição de quase dois séculos, o crochê feito pelas mulheres em grupo, nas calçadas, passou a trazer mais recursos e mais autoestima para a cidade, depois que as crocheteiras se organizaram em cooperativas. Em Coremas, na Paraíba, o ritual diário dos moradores que há décadas têm de atravessar um açude para estudar, trabalhar ou comprar mantimentos, está registrado em um curta metragem, feito na própria cidade. Em Messias Targino, cidade de 3.000 habitantes no interior do Rio Grande do Norte, jovens formam um grupo de teatro inspirado no “Teatro do Oprimido”, método teatral criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Em Iatecá, no agreste pernambucano, adolescentes participam de um projeto de dança, o “Som das Aves”, criado para salvar da extinção um pássaro local, o tangará fastuosa. Em Morpará, uma cidade de 9.000 habitantes localizada nas margens do Rio São Francisco, na Bahia, um trabalhador rural de 70 anos fundou uma associação que visa resgatar manifestações artísticas de origem africana no município.

No Brasil, há milhares de cidades que, como Nova Russas, Coremas, Messias Targino, Iatecá e Morpará, apresentam em seus inventários urbanos uma lista de “Tem” e de “Não tem”. Pequenas, longe dos circuitos dos grupos teatrais, musicais e de dança, elas não têm museus ou espaços que preservem suas manifestações; não têm, também, teatros, oficinas culturais ou cinemas; nelas tampouco se encontram galerias de arte ou conservatórios musicais. Mas, contra todas as expectativas, essas pequenas comunidades têm uma forte tradição cultural. E, melhor ainda, nelas vivem pessoas que não se conformam em ver desaparecer com os moradores mais antigos a memória das suas manifestações artísticas, as suas personalidades e alma cultural. Nessas cinco comunidades e em mais outras 1.200 cidades, o Microprojetos Mais Cultura - Semiárido trouxe uma rara oportunidade de aumentar o número de itens na coluna “Tem”, conforme pode ser lido a seguir.

Texto final de Leonardo Mourão, a partir de matérias produzidas pelos jornalistas Djenane Arraes e Cesar Martin

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Pássaros e folhas

Na pernambucana Iatecá, a 270 quilômetros da capital Recife, o multicolorido tangará faustuosa, também chamado pintor verdadeiro, ainda sobrevive na Reserva Natural Brejo, próxima à cidade. Em risco de extinção, o tangará inspirou o projeto de dança “Som das Aves” no qual 10 jovens da cidade dançam paramentados com as cores amarelo, preto, azul e verde das penas da ave. “A roupa ficou linda”, emociona-se Cleide Iara Andrade, moradora da cidade e autora do projeto. “Além disso, a dança passa uma aula de preservação que foi levada para o Festival de Inverno de Garanhuns, na Praça de Saloá, a cidade vizinha e em escolas.”

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Na mesma cidade, o projeto “Folhas – Maravilhas de Iatecá” também foi aprovado no Prêmio Microprojetos. Trata-se de uma proposta de produzir bijuterias e algumas peças utilitárias utilizando folhas secas das matas da região. Proposto por Steve Bezerra, o projeto mobilizou 14 morados de Iatecá, entre 17 e 60 anos de idade. É preparada uma massa com as folhas e os produtos são comercializados com o objetivo de gerar renda para os participantes. A iniciativa foi um sucesso, em um stand de artesanato montado no Festival de Inverno de Garanhuns, os participantes obtiveram um lucro total de R$ 1.070,00, que é bastante significativo para a região. Já foram feitas vendas inclusive, para o Exterior.

Um açude no caminho

Na cidade de Coremas, a vida gira, literalmente, em torno de um açude, o Estevam Marinho. Localizada no ressequido sertão paraibano, o açude é comparado a um oásis. Dali, além da água, tiram-se peixes e irrigam-se culturas. “Muitas pessoas tiram seu sustento ou estão, de alguma forma, ligadas às águas do reservatório”, conta Kennel Rógis, 21 anos, estudante de administração e, como ele se define com uma risada modesta, “aspirante a cineasta”. Kennel propôs realizar um documentário sobre a dimensão do açude no cotidiano de seus conterrâneos. Para isso escolheu três personagens: a agricultora Teresa; Zé Nilton, pescador, e a estudante Jaqueline. Para eles, aquelas águas são importantes ou fundamentais para o sustento ou, simplesmente, um obstáculo que é preciso enfrentar todos os dias. “Acompanho a trajetória dos três e tento mostrar como aquele ‘mar do sertão’ molda a vida que eles têm.” Com os recursos conseguidos com o Microprojetos, Kennel mobilizou ajudantes qualificados para gravar o filme e poderá alugar os equipamentos necessários para exibir sua obra nas praças da cidade e escolas.


O rio de música, teatro e dança

Nas comunidades localizadas nas margens da porção baiana do Rio São Francisco, há, hoje, um forte movimento de preservação da sua herança cultural. Foram aprovados vários projetos na região. Em Marporá, Seu Emílio Mariani, trabalhador rural de 70 anos de idade, e sua mulher, a professora Donna, fundaram a Associação Afro-Cultural Arte e Dança de Morpará. Na mesma cidade, o projeto Paiol da Arte estimula a produção artesanal. A poucos quilômetros dali, na cidade de João Dourado, adolescentes da cidade montaram o espetáculo “A Vida de São Francisco e Santa Clara de Assis”, apoiados por trabalhos de música e teatro para a juventude que também foram contemplados com a ação dos Microprojetos. “Muitas vezes deixamos de nos apresentar nas comunidades por não termos material suficiente, como caixa de som, mesa, microfones, figurinos, etc.”, disse Mara Tavares, do projeto Juventude e Teatro, de João Dourado (BA). “Hoje, com os recursos do Prêmio, esse pesadelo acabou.”

A história em história em quadrinhos

Nem só pequenos programas socioculturais foram beneficiados pelo edital Microprojetos: o dinheiro também foi empregado para viabilizar produtos como CDs, livros e até histórias em quadrinhos. Em Feira de Santana, na Bahia, o projeto “Lucas na Feira”, tirou do esquecimento a história do escravo rebelde Lucas da Feira. “Alguns dizem que ele foi ladrão, outros contam que não era um verdadeiro criminoso, pois roubava dos ricos para dar aos pobres. Outros só conhecem o seu nome. E há aqueles que nem mesmo possuem informação sobre sua existência”, explica Marcelo Lima que, junto com Marcos Franco, pesquisou e roteirizou a história do personagem para a história em quadrinhos desenhada por Hélcio Rogério. Pela estatura histórica do trabalho, ele espera que a revista seja adotada pelas escolas públicas de Feira de Santana e que os estudantes conheçam a trajetória dessa relevante personagem regional.

Também nas margens do São Francisco, faz-se músicas. Em Abaré, Patrícia Lima produz o cd, “O Espelhar da Nossa Gente”, no qual a população ribeirinha relembra músicas folclóricas locais. Em Mucururé, Mestre Irineu dos Santos e os músicos que formam a Banda de Pífanos do Raso da Catarina também gravaram um cd e puseram o pé na estrada, em shows, para divulgar a sua arte.

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Caboclo irado e mascarado

Cultura x Culture

A base musical do Caboclo é formada por sanfona, zabumba, triângulo e pandeiro. São entre 12 e 16 brincantes dançando sempre em roda, envolvidos em passos característicos. Enquanto dançam, os participantes emitem um som gutural, irado, e sapateiam formando uma base percussiva. As roupas de trapos de panos multicoloridos e máscaras, que são feitas em mutirão, provocam um impacto plástico incomum.

Com o dinheiro da premiação do edital, Cícero e demais integrantes do “Música em Sucata” puderam comprar baquetas, caixa amplificada, microfone, além de dar bolsa de incentivo para três integrantes do projeto. Entre as oficinas de percussão e palestras para discutir os problemas da comunidade, Cícero sonha: “quero tentar fazer com que a cultura nordestina sobreviva frente à cultura norte-americana que é difundida pelas grandes mídias”.

Na pequena cidade de Major Sales, na qual vivem 3.000 pessoas, está o projeto “Turma de Caboclos do Mestre Antonio Grosso”, criado para manter viva a tradição da dança de origem indígena. “Desde os 12 anos de idade que danço Caboclo”, conta o mestre Antônio Grosso. “Eu ensino o passo da dança e da história faz uns 40 anos, quando uns vão ficando mais velhos e não aguentam mais dançar no trupé dos caboclos, outros vão entrando no lugar deles.”

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Quase três vezes maior do que Major Sales, a cidade de Lages, também no Rio Grande do Norte, teve o projeto “Música em Sucata Como Sustentabilidade Para Crianças e Adolescentes”, escolhido pelo Ministério da Cultura. A iniciativa deve-se ao trabalho de Cícero Batista da Silva, que foi aluno do “Projeto Artístico Pedagógico Pau e Lata”, iniciado em Alagoas em 1996. Cícero passou a ser multiplicador da iniciativa e desde então coordena a atividade em Lages, que fica aos pés do Pico do Cabugi.


Teatro engajado

Operação resgate

Método teatral desenvolvido pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal (1931-2009), o Teatro do Oprimido alia artes cênicas à ação social com o objetivo de promover a democratização da cultura e ser mais um meio para a transformação das camadas mais pobres da sociedade. Há algum tempo, alguns jovens de Messias Targino foram assistir a uma peça do Teatro do Oprimido em Campina Grande, Paraíba. “Foi daí que surgiu a ideia de formar um grupo semelhante no nosso município”, explica Pedro César. Os jovens se reúnem duas vezes por semana e já estão se apresentando em várias cidades da região. Por onde passam, recebem elogios.

Com os recursos repassados pelo Mais Cultura, foram comprados kits de maquiagem, materiais para figurino, confeccionadas camisetas e contratada uma profissional das artes cênicas que, semanalmente, vai até a cidade dar oficinas de teatro.

“Sem o Prêmio, nosso grupo de teatro jamais teria saído do papel”, afirma Pedro César de Almeida, idealizador do “Teatro do Oprimido: jovens em ação por uma sociedade melhor”, no município de Messias Targino, também no Rio Grande do Norte. “Só assim foi possível comprar todo material utilizado pelo projeto, como figurino, caixa de som, DVD, câmera digital e pagar professores, transporte e alimentação.”

Tornada cidade em 1994, Jaíba, no norte de Minas Gerais, ainda enfrenta os grandes desafios econômicos e sociais de uma comunidade ainda em formação. “Em Jaíba existem diversos problemas decorrentes da questão social, dentre eles, a criminalidade e a ausência de alternativas de lazer e espaços”, diz a assistente social Suely Nunes, coordenadora do projeto ‘Jaíba em Cena’. Nele, jovens participam de oficinas de artes cênicas e já se apresentam na região. Tão jovens quanto a cidade em que vivem, grande parte dos moradores desconhece a riqueza cultural existente na região. A ideia é resgatar essas manifestações culturais, estimular as habilidades artísticas desses jovens e colocar à sua disposição um espaço de lazer e de formação cultural, que não existe na cidade.

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Folia e cinema

Também situada no norte mineiro, a pequena Nova Porteirinha recusa-se a deixar que a tradição da Folia de Reis desapareça dali. Expressão cultural típica do norte mineiro, inspiradora de músicos de porte, como Milton Nascimento, a Folia de Reis atrai poucos jovens nas regiões, o que a coloca em risco de desaparecer. “A ideia de fazer o projeto ‘Folia do Divino Espírito Santo’ surgiu da nossa determinação de não permitir que a tradição da Folia de Reis em nossa cidade acabe; os foliões já são idosos, temos de passar essa tradição para jovens e adolescentes”, diz mestre Sinvaldo, idealizador do projeto. O prêmio do edital foi destinado ao pagamento de instrutores e na compra de instrumentos e materiais usados nas oficinas. No Vale do Jequitinhonha, na cidade de Araçuaí, o Prêmio Microprojetos beneficiou o ‘Cinema no Sertão’ que propõe produzir e distribuir o audiovisual brasileiro. Os coordenadores desse projeto percorrem as áreas rurais de dez municípios vizinhos exibindo filmes para as populações locais. “Pensamos na possibilidade de levar entretenimento e conhecimento a pessoas que não têm acesso ao cinema ou a qualquer outro equipamento cultural”, explica José Pereira dos Santos. “Na maioria das cidades do País, não há salas de cinema, e aqui no Vale do Jequitinhonha a situação é ainda pior.”

Crochê e autoestima

A 320 quilômetros de Fortaleza, a cidade cearense de Nova Russas herdou e multiplicou uma tradição tipicamente européia: o crochê. Ocupada por descendentes de europeus há 300 anos, a cidade desenvolveu-se a partir de fazendas dedicadas à criação de gado. Durante estes três séculos, o crochê sempre esteve presente. Fazer crochê é, portanto, algo natural na cidade. É tradição as crocheteiras sentarem nas calçadas e formarem grupos para manusear suas agulhas há várias gerações. Hoje, além das crocheteiras de costume, vemos adolescentes e homens fazendo trabalhos em crochê. Esses grupos reforçam o orçamento das famílias. Contudo, grande parte dessa produção artesanal ainda é comercializada por atravessadores, que compram as peças por preços irrisórios e as revendem com grande lucro. O Projeto Saber na Ponta da Agulha foi criado com o objetivo de fortalecer a economia local, não só promovendo cursos de associativismo com vistas a formar cooperativas de produtores de crochê, como também aprofundar a identidade cultural da cidade com cursos de associativismo, gestão, design e estilismo. Proposto pela ARTCRON - Associação do Artesanato, Artista e Crochê Novarussense, fundada em 2005, o Saber na Ponta da Agulha também procura desenvolver o empreendedorismo de um modo geral, implementar a exportação das peças de crochê e, com as produções culturais, ativar o turismo e elevar a autoestima da população local.

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Novas soluções para um novo desenvolvimento Tibico Brasil1

A atuação do Banco do Nordeste na área cultural se baseia em três pilares: a democratização do acesso às manifestações artístico-culturais; o apoio à produção, circulação e formação artística e a concessão de crédito para atividades econômicas da cultura. O Banco do Nordeste compreende que para se obter êxito em uma política de desenvolvimento econômico, social e sustentável para o Nordeste, faz-se necessária uma atuação relacionada à elevação da autoestima de seu povo e à consciência do valor de suas identidades culturais. Essas são condições essenciais para que a sociedade nordestina encontre soluções próprias para os desafios inerentes ao desenvolvimento da região.

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Gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste e Diretor Cultural do Instituto Nordeste Cidadania - INEC

O Instituto Nordeste Cidadania (INEC) é uma entidade civil, autônoma e sem fins lucrativos. Fundado em 1993, por iniciativa de empregados do Banco do Nordeste. O INEC surgiu num contexto em que se fazia necessário dar resposta às graves condições socioeconômicas então vivenciadas por significativos contingentes da população situada abaixo da linha de pobreza na região. O INEC sempre atuou visando combater a pobreza e promover o fortalecimento da cidadania, desenvolvendo estratégias de inclusão social e econômica, potencializando a


força coletiva, promovendo a cidadania e o respeito à vida. A Ação Microprojetos Mais Cultura, por meio da qual o Banco do Nordeste e o Instituto Nordeste Cidadania celebraram parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional de Artes – Funarte – tem como objetivo principal descentralizar o fomento da produção sociocultural e artística, possibilitando que pequenos produtores recebam até 30 salários mínimos para a realização de seus projetos culturais. Esta feliz iniciativa tem como principal objetivo aumentar o dinamismo econômico de comunidades e municípios, por meio de artistas, grupos independentes e pequenos produtores culturais. Coube ao Banco do Nordeste e ao INEC a contratação dos projetos, o acompanhamento da execução dos mesmos e a avaliação dos resultados obtidos. A execução dos milhares de projetos culturais selecionados injeta recursos da ordem das dezenas de milhões de reais, distribuídos nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. É certo que este montante de recursos incentivará a cadeia

produtiva cultural de centenas de municípios do semiárido brasileiro. Os primeiros números que surgem constatam que a ação é um sucesso, sob vários aspectos. Em um levantamento parcial dos projetos já finalizados percebemos que a ação foi capaz de garantir a realização de mais de 2.000 eventos, entre espetáculos teatrais, exibições de filmes, shows musicais e uma infinidade de oportunidades de capacitação nos diversos segmentos da cultura, para públicos diversos, em especial jovens, para quem o projeto foi destinado. Os recursos financeiros e as atividades dos projetos ajudam a irrigar a economia da cultura local. Muito além do cálculo da taxa de retorno de uma ação como esta, o que importa é perceber a riqueza que surgirá a partir do lançamento de novos olhares estéticos sobre o nosso patrimônio cultural. Finalizo com uma citação do presidente do Banco do Nordeste, Dr. Roberto Smith, grande incentivador desta ação, para quem “o desenvolvimento não deve ser analisado apenas do ponto de vista do crescimento, mas também pelos valores herdados que nos projetam dentro da história de futuro e na nossa forma de entender a sociedade. Por isso, não existe desenvolvimento sem alma. Pois, a alma do desenvolvimento é a cultura.”

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Análise da ação Microprojetos Cláudia Sousa Leitão1 Luciana Lima Guilherme2 Luiz Antônio Gouveia de Oliveira3

No momento cultural que atravessamos, em que se sente um desejo imperioso, uma aspiração coletiva por uma afirmação categórica de independência política e econômica de nação [...] de uma política consciente, realmente identificada com as aspirações e as singularidades regionais de nosso povo. Política que se pressente para os próximos dias como uma benéfica e irremovível contingência do impulso criador de nossa cultura. (Josué de Castro, Documentário do Nordeste, 1937)

jovens, entre 17 e 29 anos, oriundos de áreas de vulnerabilidade social. Os Microprojetos foram contemplados nas mais diversas linguagens. Para a realização dessa iniciativa, o Ministério contou com a parceria da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Banco do Nordeste (BNB) e das secretarias de Cultura dos onze estados que integram a região do semiárido - Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo.

A citação, com a qual abrimos este texto é de Josué de Castro. O médico sanitarista pernambucano nos advertia sobre a necessidade de se repensar os significados do desenvolvimento no Brasil. E, de forma quase profética, anteviu um desenvolvimento para o nosso país baseado na territorialidade regional e no maior insumo de nossa população: a criatividade.

O Programa Mais Cultura tem por objetivo maior a articulação das ações existentes no Ministério da Cultura, dando-lhes uma dimensão mais ampla e significativa, posto que voltadas à totalidade da população brasileira. Por outro lado, o Programa busca conectar e colocar em rede a infinidade de grupos culturais no país, permitindo-lhes o acesso à produção, circulação e o usufruto de bens e serviços culturais. Nesse sentido, o Programa é fruto da cooperação entre os entes federados, no sentido de integrar competências e recursos para maximizar os seus resultados. Os editais são instrumentos estratégicos para o Programa, pois permitem uma pactuação entre estados e união, além da adesão dos municípios, todos ao serviço da efetivação dos direitos culturais da população brasileira.

Mais de setenta anos depois, em maio de 2009, o Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, veio contribuir de forma efetiva para a materialização das propostas de Castro. De forma pioneira, o MinC investiu R$ 13,5 milhões no semiárido brasileiro através de um edital voltado para o financiamento de 1.189 Microprojetos culturais conduzidos e realizados por

Consultora e sócia da Anima.Cult - Criatividade e Desenvolvimento, professora doutora do Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará - UECE.

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Consultora e sócia da Anima.Cult - Criatividade e Desenvolvimento, professora titular da Faculdade 7 de Setembro nos cursos de Administração e Publicidade & Propaganda.

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Consultor e sócio da Anima.Cult - Criatividade e Desenvolvimento, atua como coordenador adjunto do curso de Administração da Faculdade Christus

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As ações do Programa Mais Cultura se estruturam em três eixos: Cultura e Cidadania, Cultura e Cidades e Cultura e Economia. O edital dos Microprojetos Mais Cultura é fruto desse último eixo, pois objetiva ampliar o ambiente econômico e os investimentos no setor cultural, reconhecendo a necessidade de disponibilizar o acesso a créditos e aos meios de circulação e veiculação de bens e serviços culturais trazendo de forma progressiva para a formalidade a parcela de trabalhadores da cultura ainda vinculados a uma economia informal. Decorrido um ano do início do processo de implementação destes projetos, fez-se necessária uma pesquisa de acompanhamento e de avaliação da execução dos mesmos, no intuito de se verificar os impactos sócio-econômicos alcançados em cada uma das regiões contempladas. É de fundamental importância uma reflexão acerca da efetividade das políticas públicas e dos programas de fomento para o desenvolvimento cultural empreendidos pelo governo federal. A seguir apresentamos de forma sintética, os resultados desta avaliação da efetividade do edital Microprojetos Semiárido do Programa Mais Cultura. Estes resultados foram obtidos a partir de uma pesquisa de natureza quantitativa e qualitativa. A pesquisa quantitativa abrangeu 88% dos projetos aprovados, permitindo uma leitura sobre aspectos sociográficos e de identificação das linguagens artísticas fomentadas. A pesquisa qualitativa foi realizada sobre uma amostra de aproximadamente 10% dos Microprojetos, selecionados de acordo com a distribuição dos mesmos por estado e por linguagem artística. Foram priorizados, para esta pesquisa de campo, os municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, no sentido de verificar a repercussão desta iniciativa nas comunidades em situação mais precária. Indo além dos dados quantitativos, a pesquisa qualitativa se propôs a um aprofundamento na compreensão acerca dos impactos sócioeconômicos e culturais nas comunidades beneficiadas.

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A pesquisa quantitativa

A ação Microprojetos Mais Cultura beneficiou 1.189 iniciativas culturais de artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais residentes em municípios dos 11 estados cujo território – ou parte dele – integra o semi-árido brasileiro. Até o momento de realização da presente pesquisa haviam sido contratados 999 projetos, aos quais aplicou-se um questionário para avaliar-se o perfil das iniciativas culturais contempladas pela ação Microprojetos Mais Cultura. Foram retornados 879 questionários, correspondendo a 88% dos projetos contratados. O primeiro ponto a evidenciar na análise do perfil dos projetos contemplados refere-se a sua dispersão geográfica pelos 11 estados beneficiados pelo Microprojetos Mais Cultura. É de se destacar que três estados concentram pouco mais que a metade – 53% para ser preciso – dos projetos beneficiados, quais sejam Bahia (23,1%), Paraíba (15,5%) e Ceará (14,4%). No grupo intermediário estão os estados de Pernambuco (9,8%), Piauí (8,8%), Alagoas (6,8%), Minas Gerais (6,6%) e R. G. do Norte (6,3%). Os estados com menos projetos contemplados foram Maranhão (4,7%), Sergipe (2,5%) e Espírito Santo (1,5%). [gráfico 1] A análise, a seguir, destaca os principais resultados da pesquisa em cada estado onde a ação Microprojetos Mais Cultura foi executada.


O município com o maior volume de projetos beneficiados (8 no total) foi Maceió (AL), seguido de três municípios do estado do Piauí – Picos, São João do Piauí e São Raimundo Nonato (com 6 projetos cada um) – e Cajazeiras (PB) e Pão de Açúcar (AL), com 5 projetos cada um. Ressalte-se que metade dos municípios teve apenas um projeto beneficiado.

[gráfico 1]

Quanto à identificação do proponente do projeto, a grande maioria é caracterizada como Pessoa Física (75%), ao passo que os proponentes Pessoa Jurídica somam 23,5%. Em 1,5% dos projetos contemplados não foi possível obter informação sobre a identificação do proponente.

[gráfico 2]

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A área de abrangência de cada projeto é bastante diversificada. De modo geral, as ações dos projetos limitam-se aos centros dos municípios ou as suas periferias. Cerca de 17% dos projetos são executados em localidades distantes das sedes dos municípios e apenas 12% são executados em áreas beneficiadas pelo Pronasci e em áreas de quilombolas.

[gráfico 3] A linguagem artística mais comum nos projetos contratados foi a música, em especial a popular e a instrumental. Com efeito, 41% dos projetos têm ações relacionadas ao universo musical. Em seguida à música, destacam-se as artes cênicas, notadamente o teatro e a dança. As artes cênicas são objeto de 37% dos projetos beneficiados. As artes integradas – festivais, mostras, encontros, sites, blogs etc. – formam o terceiro conjunto de ações culturais mais presentes nos projetos contratados, correspondendo a 34,5% do universo pesquisado. As artes visuais – pintura, escultura, fotografia, artesanato, desenho, gravura etc. – vêm em seguida, observadas em 34,5% dos projetos. Por fim, a literatura e o audiovisual são as linguagens artísticas menos comuns, presentes em apenas 19% e 18% dos projetos, respectivamente. 1

É de se destacar um certo equilíbrio entre o número de iniciativas já existentes antes do Microprojetos Mais Cultura e aquelas que passaram a existir após o apoio financeiro do Ministério da Cultura. Com efeito, cerca de 40% dos projetos contratados já existiam antes e 60% somente passaram a existir após serem aprovados no processo seletivo do Microprojetos Mais Cultura.

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1 A pergunta referente à linguagem artística contemplada pelo projeto permitia múltiplas respostas. Portanto, o somatório das respostas ultrapassa 100%;

[gráfico 4]


Com relação ao perfil etário2 das pessoas que trabalham nos projetos, há de se destacar que a grande maioria conta com os serviços prestados por jovens com idade entre 17 e 29 anos. Com efeito, 73% das iniciativas culturais são desenvolvidas por jovens entre 17 e 21 anos e 70% contam por jovens de 22 a 29 anos. Os adultos estão presentes em 53,6% dos projetos, enquanto as crianças estão envolvidas em 23% e os idosos em 14,1% dos projetos.

[gráfico 5]

Com relação à natureza do serviço prestado pelas pessoas envolvidas nos projetos, observou-se que a média de pessoas remuneradas é de 2 por projeto. Por outro lado, a média de voluntários é de 18 pessoas por projeto. No que se refere a apoios institucionais3 eventualmente recebidos pelos projetos contratados, destaque-se aquele prestado pela comunidade local, presente em cerca de 65% das iniciativas já existentes antes do Microprojetos Mais Cultura. Em seguida vem o suporte oriundo da própria família dos envolvidos com o projeto, atingindo aproximadamente 53% dos casos observados. Destacam-se, ainda, os apoios oferecidos pelas Prefeituras (43% dos casos) e por comerciantes locais (33% dos casos). Por outro lado, é pouco percebido o suporte oferecido pelos governos estaduais e federal, limitando-se a 6% e a 8% dos projetos contratados.

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[gráfico 6] 2 3

Idem; Ibid;


ALAGOAS

No estado de Alagoas, a grande maioria (83%) dos projetos foi proposta por pessoas físicas. São iniciativas culturais desenvolvidas, principalmente, nas periferias (61,4% dos projetos) das cidades, nos centros dos municípios (57,9%) e em localidades distantes das sedes dos municípios (24,6%). As linguagens artísticas contempladas pelos projetos estão relativamente bem distribuídas. A música – em especial a música popular e a música instrumental – está presente em pouco mais de um quarto dos projetos (26,7%), assim como as oficinas de arte (26,7%). Destaque, também, para a dança, o artesanato e as mostras, expressões culturais trabalhadas em 20% dos projetos alagoanos. Logo atrás surgem o teatro (18,3%), a poesia (15%), os festivais (15%) e os encontros (15%). Por fim, as linguagens menos contempladas foram a pintura, o circo, o desenho, a gravura e as artes audiovisuais de maneira geral. Dentre os projetos contemplados em Alagoas, pouco mais da metade (52,6%) já existiam antes do Microprojetos Mais Cultura, enquanto 47,4% passaram a existir em função do incentivo do MinC. Em geral, são projetos que já registram uma certa experiência, uma vez que 42% dos mesmos têm entre 2 e 5 anos de existência e 25% têm mais de 5 anos de atividade. Por outro lado, cerca de 1/3 dos projetos têm 2 anos ou menos de existência. O perfil etário característico das pessoas envolvidas diretamente com os projetos alagoanos é de jovens entre 17 e 29 anos (em torno de 70% dos projetos). Em seguida, vêm os projetos que contam com adultos (54,4%) e crianças (31,6%). Apenas 14% dos projetos contemplados envolvem pessoas da chamada terceira idade. Em 60% desses projetos, o trabalho é realizado voluntariamente, enquanto 40% empregam 1 ou mais pessoas remuneradas. Dentre os projetos que se utilizam de trabalho remunerado, cerca de 2/3 têm, no máximo, 3 colaboradores pagos.

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Por fim, quando questionados sobre que tipo de apoio recebem para desenvolver as atividades dos Microprojetos culturais, os gestores de 64,5% dos mesmos responderam que a comunidade local é a maior apoiadora, seguida da própria família (58%) e dos comerciantes do município (38%). Na

esfera pública, a Prefeitura Municipal destaca-se por dar suporte a 35,5% dos projetos. Bem atrás surge o apoio do governo federal a 22,6% dos projetos e o governo estadual está presente em apenas 13% das iniciativas culturais.

BAHIA

O estado da Bahia tem a maior quantidade de projetos contemplados (23,1%). Pouco mais de 3/4 dos mesmos estão sob a responsabilidade de pessoas físicas, enquanto as pessoas jurídicas são responsáveis por apenas 1/4 dos projetos baianos. No que se refere à localização, a maioria absoluta (93%) dos projetos é desenvolvida nos centros e nas periferias dos municípios. Dentre estes, apenas 9,5% estão situados em territórios quilombolas e pouco mais de 22% estão localizados nos chamados Territórios da Cidadania. Quanto às linguagens artísticas dos projetos contemplados, destacam-se a música popular (em torno de 30%), a música instrumental (25%), o teatro (24%), a dança (20%) e as oficinas de arte (27%). Em seguida vêm o canto (17%), a poesia (12%), a pintura (11%), a fotografia (10%), o artesanato (cerca de 16%), o vídeo (14%), os festivais de arte (11%), as mostras (11%), os encontros (13%) e os cursos em geral (12%). As linguagens menos desenvolvidas foram a música erudita (4%), o conto (8%), o romance (5%), a crônica (2%), o cordel (8%), as histórias em quadrinhos (2%), a poesia visual (3%), a poesia virtual (1%), o circo (2%), a escultura (5%), o desenho (6%), a gravura (3%), as artes gráficas (3%), as intervenções urbanas (1%), as linguagens virtuais (2%), o cinema (7%), a animação (2%), os programas de rádio (5%), os sites e blogs (5%) e os seminários em geral (8%). É de se referir que apenas 1/3 dos projetos aprovados na Bahia já existiam antes de serem beneficiados pelo Microprojetos Mais Cultura. Dentre estes, 33% têm 2 anos ou menos de existência; 40% têm entre 2 e 5 anos; e 27% têm mais de 5 anos de atividades desenvolvidas. O perfil do público envolvido com a execução dos projetos baianos é caracterizadamente jovem e adulto. Com efeito, os jovens entre 17 e 21 anos e de 21 a 29 anos estão presentes, respectivamente, em 65% e 75% dos projetos contemplados. Os adultos, por sua vez, desenvolvem atividades em


62% dos projetos. Por outro lado, as crianças e os idosos estão envolvidos, respectivamente, em apenas 20% e 17% dos projetos. Em 62% do projetos contemplados na Bahia o trabalho é executado, exclusivamente, por colaboradores não remunerados. Por outro lado, cerca de 22% dos projetos empregam de 1 a 3 pessoas remuneradas. Os 25% dos projetos restantes contam com o trabalho de 4 a 25 pessoas remuneradas. O apoio recebido pelos projetos baianos vem principalmente da comunidade local e das famílias dos envolvidos. Os terceiros maiores apoioadores são a Prefeitura Municipal e os comerciantes locais. As associações também prestam bastante apoio, vindo logo em seguida. Por outro lado, o suporte oferecido pelos Governos Federal e Estadual é residual.

CEARÁ

O Ceará é o terceiro estado com mais projetos contemplados (14,4%). Deste universo, 70% foram propostos por pessoas físicas e os 30% restantes por pessoas jurídicas. Via de regra, os projetos cearenses estão concentrados nos centros e nas periferias dos municípios. Apenas 18% e 6% dos mesmos estão situados nos Territórios da Cidadania e em áreas Quilombolas, respectivamente. Quanto às linguagens artísticas contempladas, a música popular está presente em 1/3 dos projetos. Merecem destaque também o teatro (28%) e a dança (27%). Em seguida vêm a música instrumental (cerca de 16%), o canto (12%), a poesia (11%), artesanato (16%), o vídeo (12%), os festivais (11%), as mostras (11%), os encontros (12%) e as oficinas (18%). Por fim, as linguagens menos contempladas foram a música erudita (cerca de 5%), o conto (em torno de 8%), o romance (5%), a crônica (4%), o cordel (8%), as histórias em quadrinhos (4%), a poesia visual (3%) e a poesia virtual (2%), o circo (2%), a pintura (9%), a escultura (4%), a fotografia (6%), o desenho (7%), a gravura (2%), as artes gráficas (2%), as linguagens virtuais (2%), o cinema (7%), a animação (8%), os sites e blogs (4%), os cursos (5%) e os seminários em geral (4%).

Observou-se um relativo equilíbrio em relação ao surgimento dos projetos cearenses antes ou depois do incentivo concedido pelo Microprojetos Mais Cultura. Com efeito, 54% das iniciativas culturais já existiam anteriormente, enquanto 46% somente passaram a existir após a concessão do incentivo financeiro. Dentre os projetos já existentes, 35% têm até 2 anos de atuação; 42% têm entre 2 e 5 anos; e 33% têm mais de 5 anos. O público envolvido na execução das atividades dos projetos do Ceará é majoritariamente formado por jovens de 17 a 21 anos (76% dos projetos) e de 21 a 29 anos (69%). Os adultos estão presentes em 49% e as crianças em 26% dos projetos contemplados. Em 54% dos projetos cearenses o trabalho é realizado, exclusivamente, por voluntários. Por outro lado, 21% contam com 1 a 3 pessoas remuneradas e os 25% restantes são desenvolvidos por grupos de 5 a 30 colaboradores remunerados. Em relação aos apoios recebidos pelos Microprojetos culturais do Ceará, observou-se que os maiores apoiadores são a comunidade local, a família dos envolvidos nos projetos e as prefeituras. Em seguida, destacam-se os comerciantes locais e as associação. O suporte oferecido pelos governos Federal e Estadual é apenas residual.

ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo foi o estado que teve menos projetos contemplados. Com efeito, foram selecionados apenas 13 (treze) empreendimentos culturais. Dentre estes, 85% decorreram de propostas de pessoas físicas e apenas 15% originaram-se de iniciativas de pessoas jurídicas. A maior parte dos projetos capixabas limita sua atuação aos centros dos municípios (75%) e as suas periferias (42%). Apenas 17% dos projetos são desenvolvidos nos Territórios da Cidadania e 8% em áreas de Quilombola. As linguagens artísticas mais utilizadas foram o teatro e o artesanato (ambos presentes em 38,5% dos projetos), a fotografia e o vídeo (ambos com 31%), a música popular, a música instrumental, os cursos e as mostras (23%). Em seguida, destacam-se o canto, a dança, os festivais, os encontros, os sites

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e blogs, as oficinas, o desenho e as histórias em quadrinhos (linguagens empregadas em 15% dos projetos). Finalmente, as linguagens menos empregadas foram a música erudita, o conto, a crônica, a poesia, a poesia visual, a poesia virtual, a pintura, a escultura, as artes gráficas, as linguagens virtuais e o cinema (8%). É de se referir que somente 31% das iniciativas culturais capixabas contempladas já existiam antes do apoio financeiro pelo Microprojetos Mais Cultura. Por outro lado, 69% dos projetos do Espírito Santo surgiram após sua aprovação junto ao MinC. Todos os projetos são desenvolvidos por jovens de 17 a 29 anos. Entretanto, em 54% e em 15% estão envolvidos adultos e crianças, respectivamente. Dentre os projetos já existentes, 50% têm 2 ou menos anos de atuação e 50% têm mais de 5 anos.

A maioria dos projetos (71%) somente iniciaram suas atividades após serem contemplados pelo Microprojetos Mais Cultura. Além disso, as ações dos projetos maranhenses são realizadas, principalmente, por jovens de 17 a 21 anos (74% dos projetos) e por jovens entre 21 e 29 anos (61,5%). Os adultos estão presentes em 1/3 das iniciativas culturais e as crianças e idosos em apenas 15% e 13%, respectivamente. No Maranhão, 27% dos projetos têm até 2 anos de existência; 27% têm entre 2 e 5 anos; e 45% têm mais de 5 anos. Dentre os projetos em andamento, 1/3 emprega pessoas remuneradas, enquanto 2/3 são realizados por voluntários.

Ressalte-se que nenhum dos projetos contemplados recebe qualquer apoio dos governos estadual ou federal. Por outro lado, o maior suporte vem da família (100% dos projetos), dos comerciantes locais (50%), das prefeituras municipais e das próprias comunidades (ambos com 25%).

Os Microprojetos maranhenses são suportados, principalmente, pelas famílias dos envolvidos (67%), pela comunidade (46%) e pelos comerciantes locais (42%). Em seguida destacam-se como apoiadores as prefeituras municipais e as associações (ambas presentes em 27% dos projetos). O governo federal está presente em apenas 18% dos projetos e o governo estadual não apoia nenhuma das iniciativas.

MARANHÃO

MINAS GERAIS

A linguagem artística de maior destaque nos projetos maranhenses é, sem dúvida, a dança (presente em 40% dos projetos), seguida do artesanato (25%) e do teatro (20%). Depois vêm a música popular (17,5%), as oficinas (17,5%), a pintura (15%), a música instrumental (12,5%) e o vídeo (12,5%). Por fim, destacam-se o conto (10%), a escultura (10%), os encontros (10%), o cinema (7,5%), os festivais (7,5%), as mostras(7,5%), os cursos diversos

As linguagens artísticas mais recorrentes nos Microprojetos de Minas Gerais foram a música popular (31%), o teatro (24%), as oficinas diversas (24%) e o canto (21%). Em seguida destacaram-se a música instrumental (19%), os festivais (17%), os encontros (17%), o artesanato (17%), o conto (15,5%), a dança (15,5%), o vídeo (12%), as mostras (14%) e os cursos em geral (10%).

No estado do Maranhão 85% dos projetos contemplados foram propostos por pessoas físicas, enquanto 15% foram iniciativas de pessoas jurídicas. A maior parte desses empreendimentos culturais (68%) desenvolve suas ações nos centros dos municípios, embora muitas atividades sejam realizadas também nas periferias (41,5% dos projetos), nos Territórios da Cidadania (41,5%) e em localidades distantes das sedes dos municípios (27%).

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(7,5%), a poesia (5%), o cordel (5%), a fotografia (5%), o desenho (5%) e os programas para rádio (5%).

No estado de Minas Gerais 86% dos projetos apoiados foram propostos por pessoas físicas e apenas 14% por pessoas jurídicas. Em cerca de 51% dos projetos as atividades são realizadas essecialmente nos centros dos municípios, enquanto 1/3 registram ações nas periferias. Os Territórios da Cidadania são beneficados por 25% dos projetos mineiros e as localidades distantes das sedes dos municípios por 32%. As áreas de quilombolas são atingidas por apenas 7% dos projetos.


As linguagens menos contempladas foram a poesia (7%), a pintura (7%), o romance (3,4%), o cordel (5%), a poesia visual (5%), a fotografia (5%), o desenho (5%), o cinema (5%), a animação (5%), os seminários em geral (5%), o circo (3%), a escultura (3%) e as artes gráficas (3%). Pouco mais da metade dos projetos mineiros (52%) não existiam antes do incentivo financeiro concedido pelo MinC. Os jovens entre 17 e 29 anos estão presentes em 3/4 dos projetos mineiros, seguidos dos adultos (62%) e das crianças (26%). Os idosos estão envolvidos em 19% das iniciativas culturais. Dentre os projetos contemplados em Minas, 26% têm até 2 anos de existência; 30% têm entre 2 e 5 anos; e 44% têm mais de 5 anos de atividade. Além disso, em 27% dos projetos mineiros existe 1 ou mais pessoas remuneradas trabalhando. No que se refere ao suporte recebido pelos projetos de Minas, em 65% dos casos a comunidade local é a maior apoiadora, seguida da prefeitura municipal (61,5%) e das famílias dos envolvidos nos projetos (58%). Por outro lado, o governo estadual oferece apoio a apenas 4% dos projetos e o governo federal não apoia nenhuma iniciativa.

PARAÍBA

A Paraíba foi o segundo estado com o maior número de projetos selecionados (15,5%) e as pessoas físicas estão a frente de 80% dos empreendimentos paraibanos. Em 71% dos projetos a área de atuação maior é o centro dos municípios, enquanto em 50% das iniciativas a periferia é o alvo escolhido. Cerca de 32% dos Microprojetos beneficiam os Territórios da Cidadania e 26% desenvolvem ações em localidades distantes das sedes dos municípios. As linguagens mais comuns nos projetos contemplados na Paraíba foram a música popular (27%), o teatro (21%) e a música instrumental (20%). Em seguida destacam-se a dança (18%), o vídeo (15%), as oficinas em geral (13%) e o cinema (12%). Por fim, as linguagens menos contempladas foram o canto (8%), as mostras (8%), o artesanato (7%), a fotografia (6%), o cordel (6%), a

poesia (5%), a pintura (5%), os festivais (5%), o desenho (4%), as artes gráficas (4%), os encontros (4%), o conto (4%), a música erudita (3%), o romance (2%), a crônica (2%), a poesia visual (2%), e os cursos em geral (2%). A maior parte dos empreendimentos culturais contemplados (69%) originaram-se, exclusivamente, a partir do apoio financeiro concedido pelo Microprojetos Mais Cultura, enquanto 31% já existiam anteriormente. É de se destacar que os jovens entre 17 e 29 anos representam o perfil médio das pessoas envolvidas em cerca de 80% dos projetos paraibanos. Em seguida vêm os adultos, presentes em 54% das iniciativas culturais, e as crianças (21%). Dentre os projetos contemplados, 26% têm até 2 anos de existência; 37% têm entre 2 e 5 anos; e 37% têm mais de cinco anos de ações realizadas. Destaquese que metade dos projetos tem, pelo menos, 1 colaborador remunerado. Os maiores apoiadores dos projetos paraibanos são a comunidade local (62,5%), seguida da família dos envolvidos com os projetos (40%). Os comerciantes locais oferecem suporte a 35% dos projetos, assim como as associações (35%) e as prefeituras municipais (37,5%). O governo federal e o governo estadual suportam apenas 15% e 7,5% dos projetos, respectivamente.

PERNAMBUCO

No estado de Pernambuco foram selecionados 86 empreendimentos culturais para participação no Microprojetos Mais Cultura (cerca de 10% do total de projetos). As pessoas físicas são responsáveis pela proposição de 74% dos projetos e as pessoas jurídicas respondem por 26%. Metade dos projetos culturais pernambucanos desenvolvem suas atividades prioritariamente nos centros e nas periferias dos municípios. Em seguida, são beneficiadas as localidades distantes das sedes dos municípios (37% dos projetos) e os Territórios da Cidadania (22%). Apenas 9% e 3,5% dos projetos atendem, respectivamente, a áreas de Quilombola e do Pronasci. As linguagens artísticas mais empregadas foram as oficinas (38% dos projetos), a dança (37%), a música popular (35%), a música instrumental

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(28%), o teatro (28%), o artesanato (26%), as mostras (20%) e os encontros (20%). Destaque-se, também, a pintura (15%), os cursos (15%), o canto (14%), o cordel (13%) e os festivais (13%). As linguagens menos empregadas pelos projetos pernambucanos foram a fotografia (10,5%), a poesia (9%), o vídeo (9%), o conto (7%), os seminários (6%), a escultura (5%), o desenho (5%), a animação (3,5%), os programas de rádio (3,5%), a gravura (3,5%) e o cinema (2%). Dentre os empreendimentos culturais pernambucanos beneficiados pelo Microprojetos Mais Cultura, 46,5% já existiam antes de ser selecionados e 53,5% iniciaram suas atividades após a aprovação na seleção. Ressalte-se que 27,5% dos projetos já existentes têm até 2 anos de atividades; 42,5,% têm entre 2 e 5 anos; e 30% têm mais de 5 anos de atividades. O perfil médio das pessoas envolvidas nos projetos é, majoritariamente, formado por jovens de 17 a 21 anos (79% dos projetos) e de 21 a 29 anos (69%). Em seguida, destacam-se o grupo de adultos (56%), o de crianças (24%) e o de idosos (20%). Em 53% dos projetos há, pelo menos, 1 pessoa remunerada. Entretanto, o trabalho voluntário predomina em 94% dos projetos pernambucanos. Os maiores apoiadores do projetos culturais de Pernambuco são a comunidade local (70%), a prefeitura municipal (50%) e as famílias dos envolvidos (47,5%). Em seguida destacam-se os comerciantes locais (35%) e as associações (25%). Os governos estaduais e o governo federal estão presentes em apenas 10% e 7,5% dos projetos, respectivamente.

PIAUÍ

No estado do Piauí foram selecionados 77 projetos projetos culturais. Desse universo, 62% foram propostos por pessoas físicas, enquanto 38% foram apresentados por pessoas jurídicas.

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As áreas prioritárias de atuação dos projetos piauienses são o centro (56%) e a periferia (40%) dos municípios. Em seguida vêm as localidades distantes (37%) e os Territórios da Cidadania (25%). As áreas de quilombolas (11%)

e as áreas do Pronasci (1%) são as menos beneficiadas pelos projetos piauienses. As linguagens artísticas mais trabalhadas no estado foram a dança (30%), a música popular (26%), o artesanato (22%), o teatro (21%) e as oficinas (21%). Destacaram-se, em seguida, os festivais (17%), a pintura (17%), a música instrumental (16%) e o cordel (13%). Por fim, as linguagens menos empregadas foram o canto (10%), o vídeo (10%), a poesia (9%), as mostras (9%), a fotografia (8%), os encontros (8%), os cursos (6,5%), o desenho (5%), as histórias em quadrinhos (5%), a escultura (5%), a animação (4%), o conto (4%), a crônica (4%), as artes gráficas (3%), o romance (3%) e os seminários (3%). A maioria dos projetos (62%) somente iniciaram suas atividades após serem contemplados pelo Microprojetos Mais Cultura. Dentre estes, 32% têm 2 anos ou menos de existência; 36% têm entre 2 e 5 anos; e 32% têm mais de 5 anos de atividades desenvolvidas. O perfil do público envolvido com a execução dos projetos piauienses é, caracterizadamente, jovem. Com efeito, os jovens entre entre 17 e 21 anos e de 21 a 29 anos estão presentes, respectivamente, em 78% e 63% dos projetos contemplados. Os adultos, por sua vez, desenvolvem atividades em 42% dos projetos. Por outro lado, as crianças e os idosos estão envolvidos, respectivamente, em apenas 22% e 11% dos projetos. Em 30% dos projetos há, pelo menos, 1 pessoa remunerada envolvida. Por outro lado, o trabalho voluntário é majoritário em 96% dos projetos culturais do Piauí. Finalmente, a respeito do apoio recebido para o desenvolvimento das atividades dos Microprojetos culturais, os gestores de 68% dos mesmos responderam que a comunidade local é a maior apoiadora, seguida da própria família (61%) e dos comerciantes do município (25%). Na esfera pública, a Prefeitura Municipal destaca-se por dar suporte a 29% dos projetos. Bem atrás surge o apoio do governo federal a 11% dos projetos, e o governo estadual está presente em apenas 11% das iniciativas culturais.


RIO GRANDE DO NORTE

O estado do Rio Grande do Norte teve 55 projetos selecionados, dos quais 80% foram propostos por pessoas físicas e 20% por pessoas jurídicas.

A pesquisa qualitativa

As áreas de atuação mais recorrentes nos projetos potiguares são os centros dos municípios (67%), as localidades distantes das sedes dos municípios (33%), os Territórios da Cidadania (31%) e as periferias dos municípios (31%). As linguagens artísticas mais utilizadas foram a dança (31%), o teatro (29,1%), e o artesanato (ambos presentes em 38,5% dos projetos), a fotografia e o vídeo (ambos com 31%), a música popular, a música instrumental, os cursos e as mostras (23%). Em seguida, destacam-se o canto, a dança, os festivais, os encontros, os sites e blogs, as oficinas, o desenho e a história em quadrinhos (linguagens empregadas em 15% dos projetos). Finalmente, as linguagens menos empregadas foram a música erudita, o conto, a crônica, a poesia, a poesia visual, a poesia virtual, a pintura, a escultura, as artes gráficas, as linguagens virtuais e o cinema (8%). De maneira a se desenhar um perfil geral das iniciativas contempladas pelo Microprojetos Mais Cultura, pode-se concluir que resultam de ações propostas por pessoas físicas, concentradas, especialmente, nas sedes dos municípios e em suas periferias e voltadas para o universo da música e das artes cênicas. Trata-se, ainda, de projetos liderados por jovens entre 17 e 29 anos que trabalham, em sua grande maioria, como voluntários e são apoiados, via de regra, pela própria comunidade e por seus familiares, além de um relativo suporte oficial fornecido pela Prefeitura Municipal.

Penso que a partir do Governo Lula se começa a ver os artistas que não são os mais conhecidos, se começa a descobrir, através dos pontos de cultura e dos microprojetos, uma nova riqueza cultural fruto das tradições. (Tércio Gomes da Silva, Orquestra de Barro – Cascavel/CE)

1. Receptividade dos informantes A receptividade dos informantes dos Microprojetos pesquisados, sem exceção, foi muito acima das expectativas. A disponibilidade de tempo dos entrevistados foi total. Muitos proponentes e coordenadores, dos projetos investigados, sentiam-se reconhecidos e valorizados pelo simples fato de estarem sendo entrevistados, pelo simples fato de estarem sendo ouvidos, quanto às suas percepções e opiniões acerca do edital e das repercussões do mesmo na sua vida e na vida da comunidade. As entrevistas foram conduzidas pela equipe de campo de modo bastante informal, estimulando o relato franco e espontâneo dos interlocutores. Câmeras fotográficas foram utilizadas no sentido de efetuar registros visuais que enriquecessem e qualificassem o material colhido.

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Apesar das dificuldades de ordem social, econômica e cultural dos municípios visitados (com baixo IDH), a paixão pela cultura, pela arte, e o desejo de realização foram duas constantes identificadas no perfil da maioria das pessoas responsáveis pelos Microprojetos. Muitas destas representam verdadeiros exemplos de superação. De um modo geral, essa experiência de pesquisa nos proporcionou um grande aprendizado, pois tivemos a oportunidade de conhecer pessoas engajadas e apaixonadas pelo que fazem, e que apesar de todos os obstáculos de tempo, espaço, recursos e apoio, vêm desenvolvendo trabalhos magníficos e emocionantes, verdadeiros exemplos de superação. Essas pessoas, cujos sonhos pedimos que sejam ouvidos ao final de cada entrevista, têm feito esse Brasil de crochê, de tecido, de madeira, com simplicidade, cuidado, carinho, dedicação, com dança, folclore, com música, filmes, cordéis, e, sobretudo, com excelência, profissionalismo e com boas ideias. Com todos eles aprendemos que o semiárido brasileiro é riquíssimo em cultura, arte e valor humano, desfazendo a antiga, e hoje caduca, imagem de um Nordeste seco e sem perspectivas para seus habitantes. Foi uma honra e um imenso prazer tê-las conhecido e aprender com elas a ser forte, persistente, a acolher bem a todos sem distinção de etnia, de idade, de sexo, de origem, de recursos. Por tudo isso, só nos resta agradecer por essa experiência rica e emocionante, então fica aqui o nosso muito obrigado! (Evandro de Lima Magalhães e Karla Torquato dos Anjos Barros – equipe de campo da pesquisa) É muito impressionante de se ver. As lideranças, as iniciativas, a força, a luta. Isso está muito vivo aqui, diferentemente da política tradicional. Meu sonho é trabalhar e transformar essa brincadeira em trabalho e renda. A arte é trabalho que produz qualidade de vida, que produz o bem comum. (Liliana Gondim, Bairro Ellery - Monte Castelo)

136

A equipe de campo, no desenvolvimento do seu trabalho, se deparou com vias de acesso aos municípios bastante precárias. Alguns trechos de rodovias federais ou estaduais eram verdadeiras estradas carroçais. Houve casos de cidades que, invisíveis nos mapas oficiais, só foram localizadas

geograficamente através de ferramentas de mapeamento via web que nem sempre se constituíam de informações precisas. As dificuldades de comunicação também se fizeram presentes em algumas regiões, seja em virtude da inexistência de cobertura de algumas operadoras de telefonia celular ou mesmo em decorrência de muitos dos responsáveis pelos projetos contemplados não possuírem telefones próprios. 2. Representação do microprojeto na comunidade Como dito anteriormente, um dos critérios de seleção dos Microprojetos investigados foi o baixo IDH dos municípios. A ausência de políticas, programas e estruturas (físicas e humanas) nestas cidades é inversamente proporcional ao impacto dos Microprojetos nas mesmas. Assim, quanto menores os municípios e em condições mais precárias, maior o impacto, o reconhecimento e o apoio da comunidade. Em alguns casos os apoios se concretizaram por meio de trabalhos voluntários, em outros através da cessão de espaços físicos para o desenvolvimento das atividades dos projetos ou mesmo da doação de materiais de expediente e consumo. Trabalhamos em parceria com as escolas e com todas as igrejas, seja católica ou evangélica. Aqui a gente aceita as bênçãos dos cultos! (Danilo da Silva, Itaitinga-Gereraú, Alto do Bode) No que se refere à parceria com o poder público, foram vários os casos de entrevistados que a reconheciam como mínima ou inexistente. 3. Produtos gerados a partir do edital Microprojetos Semiárido Dentre os principais produtos resultantes dos editais Microprojetos Semiárido, podem ser destacados: • O fomento às inúmeras linguagens artísticas presentes nos quatro cantos da região do Semiárido. Meu sonho agora é aumentar isso aqui. Temos um cine-clube, um anfiteatro.


Com a associação fica mais fácil de concorrer aos editais. Mas preciso ser informada dos editais. O interessante também na biblioteca é ser um espaço de difusão de informação, de prestação de serviços pra comunidade. Aqui tem tudo: quadrilha, festival, culto religioso, jantar, casamento... muita coisa! Vejo que os editais estão chegando em lugares distantes no Brasil como esse aqui. Afinal, aqui é o fim do mundo! E isso é muito bom. (Francimar Ferreira, Itaitinga- Gereraú-Alto do Bode) • A formação de plateia de comunidades que nunca tiveram a oportunidade e o acesso a produtos culturais de qualidade; • O diálogo entre as diversas linguagens artísticas; • A cultura enquanto elemento criador de solidariedades comunitárias. Nós aqui, inclusive, ganhamos o prêmio ‘Gentileza Urbana’ do Instituto dos Arquitetos em 2008, com os painéis de azulejos no bairro. Temos feito oficinas interessantes aqui. Nós chamamos o projeto de ‘Colcha de Mosaicos’ envolvendo cursos de artesanato, mosaicos e outras sutilezas, como nós chamamos essas oficinas. A ideia do mural na praça era a de contar a história da Associação: as lutas, as pessoas, as conquistas. Vimos que alguns meninos faziam desenhos muito interessantes que falam dos traços culturais do bairro. Aqui também tinha uma rádio comunitária chamada ‘Mandacarú’ que embora não exista mais (foi fechada pela polícia federal ainda inspira desenhos geniais. Um menino desenhou um mandacarú com a boca costurada!! Criamos um projeto chamado ‘cacimba’ que quer dizer que quanto mais água se tira delas mais água brota. É o mesmo pros projetos de cultura. Quanto mais se oferecem cursos, se difunde conhecimento mais a população tem condições de crescer. Arte, cultura e educação. Essa é a base. (Liliana Gondim, Bairro Ellery - Monte Castelo)

4. Principais problemas enfrentados A seguir pode-se constatar os principais problemas enfrentados pela grande maioria dos Microprojetos pesquisados:

• Dificuldades de comunicação entre os entes federados que criam obstáculos no acesso aos editais e na gestão dos recursos; • Ineficiência na divulgação do edital, muitos dos entrevistados acabaram sabendo do mesmo, eventualmente, a partir de amigos; • O acesso a recursos federais do Mais Cultura, na maioria dos casos, correspondeu a uma primeira experiência dos proponentes em editais de fomento dessa natureza. Apesar das dificuldades de elaboração dos projetos, as questões de ordem burocrática foram superadas; • Recursos incipientes diante das necessidades emergenciais das associações e dos grupos culturais; • Falta de conhecimento acerca de planilhas orçamentárias e tributos, os cálculos orçamentários, na maioria das vezes, foram baseados em valores brutos gerando dificuldades na realização dos projetos quando se percebia que o valor recebido estava menor que o esperado; • Formação insatisfatória dos proponentes na área de gestão cultural; • Demora na liberação dos recursos relativos aos projetos contemplados, chegando a um ano em alguns casos; • Nem sempre o público-alvo previsto no Microprojeto foi o efetivamente atendido; • A maioria dos proponentes/ coordenadores dos Microprojetos vivem de trabalhos paralelos, apesar de terem como sonho a vontade de viver da arte; • Em alguns casos os Microprojetos contemplados foram propostos por pessoas de confiança da Secretária de Cultura dos municípios para implementação de projetos municipais; • Uma reclamação recorrente é a da impossibilidade de o proponente ser servidor público; • Ausência de espaços físicos para a difusão cultural; • Omissão do poder público municipal; • Pouca institucionalidade da cultura no âmbito municipal. 5. Oportunidades/ sugestões • O acesso a materiais e recursos de natureza pública; • A ocupação de indivíduos ociosos sem expectativa de crescimento; • Estímulo à formação de novas parcerias para a continuidade dos projetos;

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• Grande aceitação do Microprojetos por parte dos proponentes e protagonistas do Projeto, assim como das comunidades onde os mesmos se realizam; • Criação e consolidação de novas solidariedades e sociabilidades graças ao Microprojetos (especialmente no que se refere à criação de alternativas de ocupação para os jovens); • Ampliação da informação, assim como do acesso aos bens e serviços culturais, às populações historicamente excluídas; • Aumento dos recursos para a área de formação; • Estímulo ao empreendedorismo e à profissionalização no campo cultural. 6. Cumprimento dos objetivos/efetividade dos projetos • A grande parte considera que cumpriu com os objetivos estabelecidos pelos projetos; • Em alguns casos além do previsto, em função da alta demanda. 7. Impacto dos Microprojetos nas vidas dos proponentes • O reconhecimento e a retomada de expressões culturais e das identidades territoriais locais; • Resgate das tradições, através do exercício de práticas culturais como é o caso dos Quilombolas; • Fomento à memória das comunidades; • Estímulo ao consumo cultural de outros projetos existentes na comunidade; • Formalização de novos ofícios e novas fontes de renda; • A Cultura como fator de inclusão social de jovens e adolescentes para sanar problemas relativos à violência, às drogas e à prostituição infantil; Algo que ficou muito claro através dessa pesquisa foi o potencial que a cultura e a arte têm na agregação dos jovens na luta contra as drogas e a prostituição

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que infelizmente hoje em dia proliferam não só nas grandes como também nas pequenas cidades do interior do Brasil. Nós vimos as pessoas construindo um país mais justo, mais humano, mais divertido, mais gostoso de se viver, trazendo ocupação, lazer e principalmente alegria para a vida daqueles que se envolveram direta ou indiretamente nos projetos premiados pelo Mais Cultura. (Evandro de Lima Magalhães e Karla Torquato dos Anjos Barros – equipe de campo da pesquisa) • No caso dos projetos voltados à área de literatura, há uma relação indireta de estímulo à leitura junto ao ensino formal; • Maior acesso à informação através de novas mídias; • Fomento às lideranças comunitárias.


Considerações finais Ao percorrermos o pensamento social brasileiro, observamos que a imensidão do nosso território é quase sempre considerada um obstáculo para o desenvolvimento. Por outro lado, o semiárido brasileiro representa, especialmente para o imaginário litorâneo, o país ingovernável, espaço privilegiado das nossas mazelas sociais. As narrativas históricas de brasilidade produziram, historicamente, representações negativas sobre os sertões, ora percebidos como desertos, ora como espaços produtores de desagregação, atraso e inviabilidade para o país, desmoralizando as tarefas da República, ao mesmo tempo em que não suscitaram os interesses do mercado. As construções acerca do semiárido brasileiro não são ingênuas, mas representam interpretações interessadas na manutenção de uma nação desigual marcada pelos contrastes avassaladores entre indivíduos, comunidades, cidades e regiões. O Ministério da Cultura, em sua tarefa de ampliação dos significados da cultura para suas dimensões antropológica, cidadã e econômica, vem resgatar as necessárias conexões entre cultura e desenvolvimento. Os resultados auferidos nessa pesquisa demonstram, de forma indiscutível, o papel estratégico da diversidade cultural brasileira para o desenvolvimento humano e a qualidade de vida das suas gentes. O grande desafio do Programa Mais Cultura é torná-lo uma política de Estado. Ao mesmo tempo o edital Microprojetos Semiárido atende amplamente aos desafios propostos pelo Programa Mais Cultural, quais sejam:

1. Qualificar o ambiente social das cidades e do campo; 2. Reincorporar a cultura como vetor de qualificação da educação brasileira; 3. Desenvolver a habilidade e o gosto pelo hábito da leitura no Brasil; 4. Tratar o direito à infância como prioridade de Estado; 5. Criar condições de incorporação dos jovens ao mundo do trabalho cultural; 6. Tirar da informalidade milhões de brasileiros que sobrevivem da cultura; 7. Garantir o acesso dos indivíduos, famílias e comunidades ao lazer e ao consumo de bens culturais; 8. Fortalecer os valores, as práticas e os modos de vida sustentáveis e saudáveis que permitam a boa convivência entre desenvolvimento, cultura e meio ambiente; 9. Disseminar uma cultura de valores democráticos; 10. Promover e criar programas para a capacitação de amplos segmentos da população para uma interação qualificada com a internet; 11. Potencializar como tecnologias sociais a experiência de ações culturais desenvolvidas por centenas de movimentos sociais. Ao analisarmos os depoimentos dos proponentes, protagonistas e demais habitantes dos municípios contemplados com os Microprojetos, observamos que os desafios acima propostos foram amplamente alcançados. E mais. Que importantes transformações sociais podem se dar a partir de pequenos projetos. Nesse sentido, os Microprojetos constituem terreno sólido para a construção de novos projetos e programas de inclusão social a partir das artes e da cultura. Por isso, necessitam garantir a continuidade de suas ações para que mantenham os impactos territoriais ora alcançados.

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Microprojetos selecionados

A primeira etapa apurou o resultado de 3.883 inscritos para seleção pública nos 11 Estados parceiros da Ação Microprojetos. Dentre os que lograram êxito na seletiva estadual, 1.092 já se encontram agraciados com o prêmio, enquanto que outras 36 mantêm-se em fase de desembolso, totalizando a estimativa de 1.128 premiações. Isso representa o aporte de R$ 12.482.007,32 direcionados a atender, no mínimo, 706 municípios pertencentes ao Semiárido Brasileiro. 61 das ações culturais contempladas apresentam foco na Literatura, 98 no Audiovisual, 154 nas Artes Visuais, 265 nas Artes Cênicas, 270 na Música, havendo outras 280 que enfocam duas ou mais linguagens de modo integrado, sendo ou não pertencentes a quaisquer das anteriores. Do ponto de vista estadual, a Ação Microprojetos tem proporcionado a execução de 237 propostas na Bahia, 177 no Ceará, 163 na Paraíba, 114 em Pernambuco, 94 no Rio Grande do Norte, 87 no Piauí, 67 em Alagoas, 47 no Maranhão, 36 em Sergipe e 27 no Espírito Santo. A relação completa dos contemplados pode ser verificada conforme segue:

140


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

A Companhia Teatral Luzes da Ribalta

Luzes do Teatro

Arapiraca

AL

10.645,65

Alex Sandro dos Santos

Música e Vida

Junqueiro

AL

10.750,00

Aline Soares Matias

Circuito Lítero-Musical

Penedo

AL

8.875,00

Aloisio Neri Guimarães

Oficina Literária

Pão de Açúcar

AL

1.550,00

Amanda Tavares Pires

Cine Jovem

Olho d'Água das Flores

AL

13.320,00

Ana Beatriz de Almeida Brito

Arte & Sapere

Junqueiro

AL

10.300,00

Associação Comunitária de Arte Cultural do Agreste

Teatro Igaci

Igaci

AL

10.895,00

Associação do Povoado Olho d'Água do Meio

Plantando Saberes

Feira Grande

AL

9.785,00

Associação dos Artistas de Massaranduba

Teatro na Escola: Criar e Refletir

Arapiraca

AL

12.455,00

Associação dos Remanescentes de Quilombo da Comunidade Paus Pretos do Municipio de Monteiropolis - AL

Capoeira e Liberdade: um Ofício Quilombola.

Monteirópolis

AL

10.270,00

Associação Teatral e Cultural dos Artistas de Girau do Ponciano

Paixão de Cristo

Girau do Ponciano

AL

11.200,00

Associação Unidos Pela Educação - UPEC

Oficina Prática de Introdução à Pintura

Lagoa da Canoa

AL

10.860,00

Centro de Apoio Comunitário de Tapera em União a Senador - CACTUS

Cultura de Convivência com o Semiárido

Senador Rui Palmeira

AL

10.064,00

Centro de Educação Popular e Cidadania Zumbi dos Palmares / Centro Zumbi dos Palmares

Tambores da Grota

Maceió

AL

12.025,00

Charles Herman Northrup

Fim da Linha

Maceió

AL

11.446,00

Claudemir Silva de Lima

Esculpindo em Madeira

Palmeira dos Índios

AL

8.662,00

Claudeonor Teixeira Higino

Santeiros do Penedo

Penedo

AL

11.500,00

Cláudio André Santos

Minha Imaginação É um Poema

Olho d'Água das Flores

AL

10.700,00

Cristine Maria da Conceição Vieira

Oficinas de Flautas

Minador do Negrão

AL

9.120,00

Elisabele Melo da Silva

Oficina de Percussão Guaxinim: Comunidade Quilombola

Cacimbinhas

AL

9.600,00

Escola de Música Capitão Jonas Duarte

Flauta Doce

Teotônio Vilela

AL

10.895,00

Eugênio Talma Leite dos Santos

Hoje Tem Palha Assada

Arapiraca

AL

11.172,37

Everson Belarmino da Silva

Cidadania Musical

Chã Preta

AL

10.500,00

Fábio Moura Pereira

História e Estória de Lampião em Piranhas: Estrela do Sertão

Piranhas

AL

10.540,00

Francisca da Silva Paes

Contos de Cordel

Maceió

AL

10.762,50

Francisco de Assis Martins Cruz

Resgate da Cultura

Carneiros

AL

10.895,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

141


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

142

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Gilvanda Alves Ramalho

Cinema no Clube

Poço das Trincheiras

AL

9.410,90

Hélio Silva Fialho

Poesia Criança de Rua

Pão de Açúcar

AL

10.885,00

Instituto Eu Mundaú

Poesia Dançada Debaixo de um Pé de Pau

Maceió

AL

10.860,00

Ítalo John Lopes Monteiro

Oficinas de Frevo

Maceió

AL

10.500,00

Izabele Maria Cavalcante

O Fabuloso Circo

Arapiraca

AL

10.575,45

Jeorgens Ferreira da Silva

Banda Lêla e Cia

Canapi

AL

10.795,00

José Achiles Escobar

Raízes: Nossa Gente

Maceió

AL

9.630,25

José Domingos Maraba dos Santos

Luta e Dança a Cultura Popular É a Esperança

Olho d'Água Grande

AL

10.870,00

José Joaquim da Silva Garcia

A Feira Cultural

Pão de Açúcar

AL

9.000,00

José Maria Santos

Ferro e Arte

Santana do Ipanema

AL

10.526,00

José Petrúcio da Silva

Portas que se Abrem

Junqueiro

AL

10.583,80

José Rilton Lima Correia

Nem Senzala nem Realeza, Apenas Singeleza

Água Branca

AL

13.191,70

José Sinésio Ferreira dos Santos

Um Passeio pela Imaginação

Olho d'água das Flores

AL

10.895,00

José Vieira Duarte Neto

Oficina de Percussão

Dois Riachos

AL

9.600,00

José Zaudiron Correia Melo

Fanfarra: Instrumento de Lazer e Cultura

Santana do Ipanema

AL

9.985,00

Jucimeire Silva Ângelo

Pifeiros no Rastro do Cangaço e de Mestre Terto Bóia

Ouro Branco

AL

13.289,75

Juliete dos Anjos Silva

Rio Largo Encantado

Rio Largo

AL

13.221,79

Karla Romualdo Gomes da Silva

Oficina de Folguedos Popular: Reisado

Major Isidoro

AL

7.439,00

Kátia Rúbia Almeida Silva

Oficina de Montagem de Espetáculos Enquanto Criação Coletiva

Arapiraca

AL

10.600,00

Luana Barbosa dos Santos

Oficina de Folguedos Popular: Coco de Roda

Jaramataia

AL

7.418,00

Lúcia Prata Pereira Alves

Café Literário do Penedo Itinerante: A Poética das Comunidades Penedenses

Penedo

AL

10.775,00

Manoel Belarmino dos Santos Neto

Lixo Vira Luxo

Santana do Ipanema

AL

10.895,88

Maria Aparecida Santos de Oliveira

Oficina de Teatro: Descobrindo Talentos

Traipu

AL

9.073,00

Maria Inez da Silva Lima

Cantando e Celebrando a Vida

Santana do Ipanema

AL

10.500,00

Maria José Cardoso dos Santos

Pedaladas do Conhecimento: Biblioteca Itinerante

Coruripe

AL

10.895,00

Melina Vasconcelos Correia de Souza

A Santo que Não se Conhece, Não se Reza nem se Oferece

Palmeira dos Índios

AL

13.901,00

Milton Lopes de Oliveira Júnior

Inclusão Social da Juventude Através da Música

Pão de Açúcar

AL

13.130,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Nelza Costa Saleme

Arte do Papel Reciclado

Coruripe

AL

10.895,00

Organização Não Governamental Arte Cultura e Meio Ambiente

Sinfonia

Santana do Ipanema

AL

10.100,00

Pedro Pereira da Silva

Poetas Repentistas Palmeirenses

Palmeira dos Índios

AL

9.060,00

Porcelanart

Pintura em Porcelana

Pão de Açúcar

AL

11.332,00

Renata Marques de Meira

Toda Arte ao Ar Livre

Maceió

AL

8.500,00

Roberto Victor Limeira de Carvalho

Mestre e Maestro Juntando o Encanto do Canto da Rabeca

Ouro Branco

AL

13.329,15

Robson de Oliveira

Formando Cidadãos

Olivença

AL

10.895,00

Rogério Dias

Encontro da Multiplicidade Artística Periférica

Maceió

AL

9.200,00

Ronaldo Luiz dos Santos

Biblioteca Rural

Penedo

AL

12.000,00

Rosevaldo Jordão

Folguedos do Penedo

Penedo

AL

12.000,00

Solange Evania da Silva Melo Nunes

Descobrindo Jovens Talentos

Delmiro Gouveia

AL

8.450,00

Tairone Feitosa Pereira

Semear

Delmiro Gouveia

AL

13.775,00

Tayra de Macedo Mendes

Frente e Verso Volume 1

Maceió

AL

9.523,00

Vandécio Gomes da Silva

Dança Cultura e Ação

Santana do Ipanema

AL

10.378,00

Adailton Augusto dos Santos

Capoeira, Arte e Cultura em Inhambupe

Inhambupe

BA

12.603,06

Adelino Lopes de Araujo

Ciclo de Oficinas Arte no Árido

Itiúba

BA

13.900,00

Adenilton dos Reis Ribeiro

Criar

Chorrochó

BA

13.940,00

Adriano Ribeiro de Novais

Teatro Montagem

Mirante

BA

12.319,00

Ailma Trindade Leite

Evento Cultural Abracadabra Brumado

Brumado

BA

13.927,20

Alan Diego Pinto Ormonde

Praça em Canto, Prosa e Verso

Oliveira dos Brejinhos

BA

13.472,02

Albino dos Santos Quadro Neto

III Fórum de Estudos Teatrais - A Arte de Encenar como Ato político e Educativo

Itaberaba

BA

12.695,00

Alessandro de Oliveira Ramos

Coral 100 Belas Vozes

Guanambi

BA

13.950,00

Alex Ramon Felix de Moura

Oficina de Música de Macururé

Macururé

BA

13.950,00

Alexandrina Maria Carvalho da Silva

I Colóquio Sobre a História do Teatro no Piemonte Norte do

Senhor do Bonfim

BA

12.944,44

Itapicuru - O Centenário de José Carvalho (1910 a 2010) Alexandro Carvalho de Oliveira

Arte e Memória Cultural do Município de Antônio Cardoso

Antônio Cardoso

BA

13.568,57

Aliomar Joaquim Pereira

Teatro na Sala de Aula

Ibotirama

BA

13.701,97

_______________________________________________________________________________________________________________________________

143


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

144

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

AMAC - Agência Mandacaru de Comunicação e Cultura

Vamos Roubar um Boi - Manifestações Culturais no Território de Sisal

Retirolândia

BA

13.400,00

Ana Cláudia dos Santos Oliveira

Semiárido: A Rádio Musical do Território do Sisal

Conceição do Coité

BA

13.870,00

Ana Regina Nunes dos Santos

Corpos em Movimentos

Malhada

BA

13.950,00

Anderson Souza de Oliveira

Cinema na Praça

Cícero Dantas

BA

13.419,48

Andson Reis Lima

Teatro: Arte em Qualquer Parte

Macajuba

BA

12.837,34

Antônio Carlos Ribeiro da Silva Antônio Ferreira dos Santos

TV na Praça: Resgate do Patrimônio Cultural de Condeúba Navio Negreiro

Condeúba São Gonçalo dos Campos

BA BA

13.500,00

Antônio Zacarias Reis de Jesus

Cinema no Campo

Pintadas

BA

12.480,00

Aparecido Pereira da Silva

Dia do Saber - O Resgate do Folclore Brasileiro

Sítio do Mato

BA

12.085,00

Associação Afro-Brasileira Quilombo Erê-Atabaque

Axé Jacobina

Jacobina

BA

13.938,00

Associação Afro-Cultural Arte e Dança de Morpará - AADM

Saranhó: Samba de Roda, Trabalho e História de Morpará

Morpará

BA

12.220,00

Associação Beneficente, Cultural e Comunitária do Município de Nova

Costurando Sonhos e Bordando Realidades

Nova Soure

BA

13.950,00

Associação Boa Semente

Semear

Tremedal

BA

13.936,00

Associação Comunitária Agro-pastoril e Quilombola do Povoado de Lages dos Negros

Kantoquilombo

Campo Formoso

BA

10.900,00

Associação Comunitária Cultural e Musical E M Lira 6 de Agosto

Sons da Vida: A Música com(o) Instrumento de Transformação

Pé de Serra

BA

12.198,00

Associação Comunitária de Comunicação e Cultura Valente

Sala de Cultura de Valente

Valente

BA

13.500,00

Associação Comunitária de Recife do Lino

Palavra Nossa, Sarau na Roça

Ibititá

BA

13.950,00

Associação Comunitária de Rua do Fogo

Filarmônica Primavera Independente

Ibitiara

BA

13.496,00

Associação Comunitária de Sítio Novo - Jussara - BA

Ajagunã

Jussara

BA

13.540,00

Associação Comunitária dos Pequenos Agricultores de Rodagem - ACOPAR

Fazendo Arte

Lapão

BA

7.600,00

Associação Comunitária dos Pequenos Produtores do Grama e Adjacências - ACOPGA

Sementes de Liberdade

Rio do Antônio

BA

13.950,00

Associação Comunitária Ideias e Ações dos Nativos de Rio de Contas

Giso: Construções Sonoras, Cênicas e Plásticas

Rio de Contas

BA

13.900,00

Associação Comunitária Rural de Tomba Adjacências

I Encontro de Cultura da Comunidade do Tomba

Santa Bárbara

BA

13.925,00

Associação Cultural Bendegó

O Resgate da Cultura de Canudos

Canudos

BA

13.908,00

Associação Cultural de Samba de Veio do Rodeadouro - ACSVER

Samba de Veio do Rodeadouro

Juazeiro

BA

2.555,36

Associação da Criança e do Adolescente da Comarca de Euclides da Cunha

Construindo a Cidadania Através da Música

Euclides da Cunha

BA

13.950,00

Associação da Terceira Idade de Aracatu, Grupo Sempre Unidos

Vozes Veladas

Aracatu

BA

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Associação de Capoeira César de Macaúbas

Capoeira, Contribuindo para a Formação de Cidadãos

Macaúbas

BA

11.959,00

Associação de Capoeira Energia da Terra

Resgate Cultural

Poções

BA

13.950,00

Associação de Capoeira Esporte e Cultura Origem da Bahia

Capoeira nas Escolas

Cafarnaum

BA

11.390,00

Associação de Desenvolvimento Econômico Cultural e Social de Caldeirão

Aquisição de Instrumentos e Figurinos para Grupo de Dança e

Caldeirão Grande

BA

13.800,00

Grande

Teatro de Caldeirão Grande

Associação de Desenv. Rural de Andaraí e Nova Redenção - ADRA-NR

Aquisição e Manutenção de Instrumentos Musicais

Andaraí

BA

13.744,99

Associação de Desenvolvimento Rural do Povoado Quixabeira

Costurando Sonhos e Bordando Realidades

Adustina

BA

13.950,00

Associação de Difusão Cultural de Atibaia

Caatiba Faz Arte

Caatiba

BA

13.950,00

Associação de Jovens e Ação Social de Santana - AJASS

Impressão do Livro Porto Calendário

Santana

BA

11.360,00

Associação de Moradores de Pedra Miúdao

Riquezas do Paraguaçu

Rafael Jambeiro

BA

13.500,00

Associação de Mulheres da Barra

Mulher Valorizando a Arte e Cultura

Barra

BA

12.930,00

Associação de Pais e Professores e Amigos da Escola Com. Brilho do Cristal

Mania de Brilhar por Aí

Palmeiras

BA

13.740,00

Associação de Pequenos Produtores de Jaboticaba

Teatro na Escola, Levando Cultura

Quixabeira

BA

13.280,00

Associação dos Condutores de Visitantes de Ibicoara - ACVIB

Nativos de Arte em Cena

Ibicoara

BA

13.440,00

Associação dos Descendentes de Quilombolas Coloudos Ramos

Cultura é Fundamental: Música para as Crianças e Adolescentes das Comunidades Rurais

Presidente Dutra

BA

13.990,00

Associação dos Moradores da Rua do Prédio e Lafaiete Coutinho

I Encontro de Artistas Cravoledenses

Cravolândia

BA

13.020,00

Associação dos Moradores de Guajeru

Biblioteca Comunitária: Incentivo à Leitura

Guajeru

BA

13.950,00

Associação dos Pequenos Produtores da Comunidade de Santo Antônio

Batidas que Mudam Vidas

Cordeiros

BA

13.950,00

Associação dos Pequenos Produtores do Assentamento Vale do Rio

Festival Regional de Música

Nova Redenção

BA

13.540,00

Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Coqueiro

Axé Mirangaba

Mirangaba

BA

13.606,00

Associação Educativo-Cultural Tarcília Evangelista de Andrade

1ª Feira Cultural de Capim Grosso

Capim Grosso

BA

13.290,00

Associação Grupo Bicho do Mato

Mala Fantoche

Ibicoara

BA

10.325,00

Associação Grupo Concriz - Poetas, Recitadores e Afins

Concriz nas Praças

Maracás

BA

13.130,00

Associação Humana Povo Para Povo Brasil

Cidadania Através das Notas de um Violão

Cansanção

BA

3.500,00

Associação Mulungu do Sol de Mulungu do Morro

Semana de Arte e Cultura de Mulungu do Morro - SEMARC

Mulungu do Morro

BA

12.940,00

Associação Remanescente de Quilombo

As Guerras do Meu Sertão

Ibititá

BA

9.800,00

Associação Waru do Vale do Cercado

Palmartes

Palmeiras

BA

13.950,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

145


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

146

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Aumorgan Ferraz Chiacchio

Fanfarra - O Som que Atravessa Gerações

Maetinga

BA

13.232,22

Bruno Martins Ribeiro

Ampliar-te

Bonito

BA

10.000,00

Bruno Queiroz de Moraes dos Santos

Ações Culturais

Itatim

BA

10.984,00

Camila Costa Santos

Macutumzezé e os Cão de Loi - O Resgate de Uma Cultura

Mucugê

BA

13.500,99

Candice Oliveira Silva

X Festival de Poesia de Casa Nova

Casa Nova

BA

8.192,78

Cariline David Macário Belém

Batikum - A Música como Forma de Resistência Negra

Itagi

BA

13.918,14

Carine Araújo Ribeiro

Desfile Poético sob a Chuva

Muritiba

BA

12.500,00

Cássia Cardoso de Rosa Mota

Arte e Juventude

Elísio Medrado

BA

13.943,99

Cassiano Bento Santiago

Capoeira Quilombola

Cipó

BA

10.620,00

Celso Ricardo Sousa dos Santos

I Compositores de Boa Nova

Boa Nova

BA

13.898,00

Cenilda Santos de Jesus

Sou África

Cícero Dantas

BA

13.410,00

Cleilton Eduão Ferreira

Poético-Musical Balaio de Gente

Irecê

BA

13.541,24

Clenilson Rios Ramos

Capacita Tom: Afinando o Desenvolvimento Cultural

Capela do Alto Alegre

BA

13.950,00

Coletivo Ação Juvenil de Tucano - COAJ

Cinema Rural: o Mundo da Libertação

Tucano

BA

12.069,00

Companhia Teatral Farinha Seca de Euclides da Cunha

VI Festival de Teatro de Euclides da Cunha (Proj.Casa de Farinha)

Euclides da Cunha

BA

12.971,75

Consórcio Agropecuário de Rodelas

Exposição Visual dos Tuxá

Rodelas

BA

12.900,00

Cristiane Santana de Azevedo

Leitura para Todos

Biritinga

BA

13.020,00

Cristiano José Gondim Nogueira

Cumbuca das Artes

Gentio do Ouro

BA

13.000,00

Dalmo Cardoso Barreto

I Festival de Música de Campo Formoso

Campo Formoso

BA

13.527,19

Daniel de Jesus Reis

A Viagem dos Brinquedos

Ribeira do Pombal

BA

12.021,00

Daniela dos Santos Barbosa

Cultura em Ação

Caém

BA

13.950,00

Danilo Ferreira dos Santos

Da Natureza para o Artesão

Saúde

BA

11.353,00

Danilo Mascarenhas Pinto

Nova Fátima dos primeiros habitantes aos dias de hoje

Nova Fátima

BA

12.200,00

Delma Alcântara de Souza Santos

Diamantes do Povo

Lençóis

BA

13.940,99

Deodato Alcântara Filho

Arte da Vida em Pedra e Cristais de Rocha

Brotas de Macaúbas

BA

13.900,00

Diego de Santana Freitas Cerqueira

Cinema de Valor

Cipó

BA

11.900,00

Dinária das Mercês Souza

Cinema: Boa Vista de Lá e de Cá

Boa Vista do Tupim

BA

12.837,34

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Edemir Batista de Oliveira

Arte em Couro

Itanhém

BA

10.994,00

Edilson de Souza Santos

Eu, Um Cantador de Reis

Vitória da Conquista

BA

13.638,22

Edinalva Menezes Rios

I Encontro Dez

Mairi

BA

13.361,68

Edivanete Silva Santos

Leitura em Duas Rodas

Anagé

BA

13.900,00

Edneide Ribeiro da Silva

Música - Uma Arte Viva

Jaguarari

BA

13.209,95

Eliandra Martins de Queiróz

Arte no Sertão

Gentio do Ouro

BA

13.950,00

Elias Alves Marques

Banda Marcial Renascer

Nova Canaã

BA

13.900,00

Eliene Lourdes de Jesus

Festival de Pífanos 2010

Araci

BA

13.950,00

Eliete do Espírito Santo

Juventude e Teatro: Aprendendo e Partilhando

João Dourado

BA

12.057,22

Elisângela Santos Reis

Itiruçu Acontece

Itiruçu

BA

13.320,00

Elisangela Silva Pires Queiroz

Horizonte Encantado

Tapiramutá

BA

Enicleide Ferreira da Cunha

Sala de Projeção de Cinema

Gavião

BA

13.842,22 13.000,00

Esperidião Alves de Abreu Netto

Viva Música Viva

Ibiquera

BA

13.587,22

Euvaldo Dias da Silva

Composição de Fanfarra

Malhada de Pedras

BA

13.628,00

Everaldo Carneiro de Sousa

Everaldo Carneiro de Sousa

Ouriçangas

BA

11.500,00

Evilázio Félix da Silva

No Giro do Pião

Antônio Gonçalves

BA

13.665,13

Fábio Lima de Souza

Paz Interior

Juazeiro

BA

11.734,09

Fábio Oliveira das Virgens

A Música Ressoando no Semiárido

Cocos

BA

13.340,00

Fábio Rodrigues de Oliveira

I Festival de Cultura de Botuporã

Botuporã

BA

12.200,00

Fernanda de Souza Fiúza

I Alunos que Encantam de Jitaúna

Jitaúna

BA

13.388,00

Francine Silva de Sousa

I Festival de Cultura Popular de Tanhaçu

Tanhaçu

BA

13.411,90

Francisco Barbosa dos Santos Filho

Jovens Artistas da Terra

Brotas de Macaúbas

BA

13.692,71

Francisneide Santos

Oficina de Ritmos e Batidas Tradicionais de Aiquara

Aiquara

BA

10.780,00

Fundação Joaquim Dias Guimarães

Resgate e Preservação da Dança Folclórica Marujada

Guanambi

BA

13.298,00

Gabriela Luz Souza

Um Resgate da História e da Vida de Caturama

Caturama

BA

12.780,00

Genelicio Joaquim dos Santos

Banda de Pífanos da Lagoa da Boa Vista

Seabra

BA

11.371,00

Geraldo Oliveira dos Anjos

Vamos Descobrir para Construir

Serra Dourada

BA

13.109,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

147


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Gersone Domingos Rodrigues

Fênix: Revitalização da Fanfarra de Ponto Novo

Ponto Novo

BA

13.665,13

Gessyka Kelly Andrade Ribeiro Oliveira

Oficina de Bonecas

Milagres

BA

13.935,30

Gilberto Novais de Oliveira

Dançando na Rua

Itororó

BA

12.980,00

Gildeane dos Santos Mota

Juventude e Arte

São José do Jacuípe

BA

13.522,00

Gildeon Almeida dos Santos

Gaita de Sopro

Coribe

BA

13.398,70

Gilmar Cardoso da Silva

Flautas Doces

Caetité

BA

11.985,00

Gilmário Gois de Souza

Olindina (En) Cena: O Ontem, O Hoje e O Amanhã

Olindina

BA

12.222,44

Gilvandro Gonçalves de Oliveira

Hip Hop nas Ruas

Vitória da Conquista

BA

13.913,40

Góes dos Santos Véras

I Espetáculo de Dança Étnica de Coronel João Sá

Coronel João Sá

BA

13.910,00

Grupo Cultural Filomena Forrozera

Cordel dos Sonhos: Lampião, Era o Cavalo do Tempo atrás da

Buritirama

BA

12.720,00

Besta da Vida

148

Gilson dos Santos Miranda

Corpo em Cena

Feira da Mata

BA

Grupo Cultural Forró Meró do Município de Buritirama

Quadrilha Junina

Buritirama

BA

13.070,00

13.900,00

Ialy Moreira Pereira

Cine Cidadão: um Projeto de Cinema Bem Perto de Você

Ibiassucê

BA

6.037,70

Irineu Alves dos Santos

Sons do Raso - Banda de Pífanos do Raso da Catarina

Macururé

BA

13.940,99

Irisnete Teixeira Carneiro

Caravana Leiturarte

São Domingos

BA

13.216,65

Ivan Oliveira Nascimento

Hip-Hop - O Poder da Tranformação

Itapetinga

BA

13.778,47

Ivan Santana Cardoso

Paixão e Morte no Sertão de Canudos

Monte Santo

BA

13.845,00

Ivanildo Freitas Pires

I Festival de Cultura Popular de Barra da Estiva

Barra da Estiva

BA

13.842,22

Ivoneide Souza da Silva

I Festival de Cultura Popular do Município de Várzea Nova

Várzea Nova

BA

11.309,50

Jacirlene Rodrigues Correia

Tecendo as Margens das Margens

Xique-Xique

BA

12.000,00

Jailton dos Santos Conceição

Rosinha e Sebastião - A Comédia Popular

Governador Mangabeira

BA

13.899,62

Jamerson Lopes de Souza

I Festival de Cultura Popular de Lajedo do Tabocal e Região

Lajedo do Tabocal

BA

13.872,02

Jehú Enies de Moura Filho

Arte Viva, Identidade de um Povo

Santa Inês

BA

13.178,80

Jerre Adriano Ferreira Santos

Livro Aberto

Cândido Sales

BA

10.399,72

Joabe Ferraz Batista

Resgatando Nossa Identidade Étnico-Racial - Semana da Pertença Afro-Encruzilhadense

Encruzilhada

BA

11.037,00

João Batista Saraiva Ferreira

As Belezas Naturais e os Talentos de Nossa Terra

Barro Alto

BA

13.515,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

João Carlos Pereira

Roda Cine

Várzea do Poço

BA

13.869,36

João Fidelcino Duarte

Terno de Reis da Comunidade Lagoinha

Lagoa Real

BA

6.640,00

João Purcino Pereira

Terra dos Arcanjos

São Gabriel

BA

10.000,00

João Santos de Jesus

Varzedo Sob as Lentes - Imagens Paradoxais

Varzedo

BA

13.950,00

Joaquim Fernandes Porto Filho

MemOralidade

Xique-Xique

BA

11.985,00

Jocilene Pereira do Nascimento

Festival Filhos do Sol, Herdeiros da Cultura Popular Nordestina

Heliópolis

BA

13.950,00

José Adilson de Andrade Ribeiro

Rio do Meio Ambiente

Itororó

BA

12.870,00

José Antônio de Sousa

Exposição Fotográfica Passado e Presente: Conhecendo o Acervo e a Memória Arquitetônica Macaubense

Macaúbas

BA

9.950,00

José Ivo Pereira da Silva Filho

Oficina de Teatro e Dança

Igaporã

BA

13.755,97

José Pereira dos Santos

Ginga Juventude

Ponto Novo

BA

13.800,30

José Raimundo Peixoto Souza

Em Busca do Talento de Nossa Terra

Ubaíra

BA

12.244,44

Josefa Jivaneide Souza Pimentel

Folguedo de São Gonçalo do Cajueiro

Paripiranga

BA

4.100,00

Josefa Nilma Carvalho Pereira

Aprendendo com a Poesia

Pedro Alexandre

BA

11.160,00

Josenaide Pereira Ribeiro

Berimbau, Retrato de Nossa Gente: Ambudos, Bacongos, Lundas e Quiotas

Central

BA

10.459,50

Josevaldo de Almeida Silva

1º De Maio Canta Coité

Conceição do Coité

BA

13.950,00

Josivan Marques da Silva

Ecos Ribeirinhos: Revitalização das Manifestações Populares de Sobradinho

Sobradinho

BA

12.758,36

Jozinalva Pereira do Nascimento Lima

Criatividade e Arte é o Nosso Propósito

Glória

BA

12.905,03

Juarez Soares de Cerqueira

Erê - Barbáros do Morro

Iaçu

BA

10.420,00

Jucélia Guedes dos Santos

Comunidades Integradas: Mudando Vidas Através do Artesanato

Muquém de São Francisco

BA

11.895,75

Juliana Nascimento dos Santos

CulturArte

Lafaiete Coutinho

BA

13.783,75

Karine Soares Santos da Silva

Lutar para Vencer

Ichu

BA

11.200,00

Lailiane Carvalho Gundim

Estímulo à Cultura de Curaçá

Curaçá

BA

13.940,99

Lar da Criança Vicentina

Álbum de Família

Paulo Afonso

BA

13.950,00

Leandro Costa de Oliveira

Cor Viva - Desenhando Seu Futuro

Bom Jesus da Lapa

BA

13.876,61

Lidiane de Souza Almeida Santana

Programa Atitude Cultural

Muritiba

BA

13.949,27

_______________________________________________________________________________________________________________________________

149


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Liobinio José da Silva

Mãos Habilidosas

Coribe

BA

13.945,90

Lúcio Roberto Rocha Oliveira Dourado

A Música Como Instrumento de Promoção Social: Eternizando as Filarmônicas

Morro do Chapéu

BA

12.837,54

Luis da Paixão Silva de Jesus

A Bravura dos Amantes

Pedrão

BA

13.251,33

Luiz Barbosa de Souza

Paiol da Arte - Trançados de Palha de Carnaúba, Cipó de Areia e

Morpará

BA

8.695,54

Escultura de Madeira

150

Magali Cristina Rocha

Adarun

Governador Mangabeira

BA

13.705,00

Magno Pereira Guimarães

I Festival de Música de Matina

Matina

BA

12.495,00

Manoel Antônio de Almeida Neto

Documentário Coleirinhos da Bahia

Santanópolis

BA

13.940,99

Manoel Messias da Silva

A Zabumbada

Souto Soares

BA

9.046,00

Manoelício Silva Brito

Fazendo de Minha Vida... Bela Poesia

Belo Campo

BA

13.937,00

Manoelina dos Reis Brandão

Tecendo Arte

Paratinga

BA

13.940,99

Marcelo Alves de Santana

Oficina de Fotografia Digital e Artes Gráficas

Itapetinga

BA

13.864,35

Marcelo de Carvalho Abreu Gois

Jarê - Do Mistério ao Encantamento

Lençóis

BA

13.527,00

Marcelo Oliveira Lima

Lucas da Feira em Quadrinhos

Feira de Santana

BA

13.879,00

Maria Aparecida de Araújo

Chamo-me Santa Brígida

Santa Brígida

BA

12.600,00

Maria Cecília de Santana

Livro Para Todos

Sátiro Dias

BA

13.020,00

Maria de Fátima Bispo Pereira

Revivendo Nossa Cultura Popular

Irará

BA

7.468,75

Maria José da Silva Oliveira

A Juventude é a Continuação da Tradição dos Cangaceiros de Paulo Afonso

Paulo Afonso

BA

13.789,12

Maria Rejane Macedo de Melo

Oficiteatro - O Espetáculo Teatral; A Chegada de Lampião no Céu

Ruy Barbosa

BA

12.140,11

e no inferno

Ruy Barbosa

Marice Almeida Pereira

Canto Coral

Barra do Mendes

BA

12.699,49

Marinalva Morais da Silva Melo

Mostra Itinerante Arte na Escola - Eurico Alves Boaventura

Feira de Santana

BA

13.927,20

Matteus Guimarães Martins

Sonhart: O Teatro da Vida

Riachão do Jacuípe

BA

13.059,62

Mércia Pereira dos Santos

Seis Cordas

Dário Meira

BA

10.892,00

Michelle de Macedo Santos

Circuito de Oficinas Culturais Ano I - Serrinha

Serrinha

BA

12.998,62

Moisés João de Oliveira Neto

Centro de Música e Cultura

São Domingos

BA

12.371,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Murilo Donato Macedo

Cultura Itinerante, O Palco da Vida

Barra do Choça

BA

10.935,22

Naiara Cristina Silva Santos

O Ensino de História e a Literatura de Cordel

Serra do Ramalho

BA

10.285,82

Naide Soares de Souza

Jovens em Cena

Tanquinho

BA

13.430,64

Nailson Souza da Cruz

Cultura Para Todos

Nova Itarana

BA

13.332,22

Neivea de Souza Borges

Arte Musical na Juventude

João Dourado

BA

10.610,88

Néviton José dos Santos Ocimar

Capoeira Arte Ginga - CAGIN

Ibirapitanga

BA

13.880,30

Odoneide Carolina Silva

De Olho na Arte

Ipirá

BA

13.870,00

Organização Atuante na Saúde e Integração Social - OASIS

A Levantada do Mastro

Rio de Contas

BA

10.500,00

Patrícia Varsenberg de Lima

O Espelhar da Nossa Gente

Abaré

BA

13.809,95

Poliana Ribeiro Alves

Percepção Visual: um Novo Olhar para o Mundo

Barra da Estiva

BA

12.672,72

Rafael Santos Borges

Batuque Afro

Água Fria

BA

13.900,00

Rafaela Mendes Barbosa

Capoart: Gingando com a Dança

Serrolândia

BA

11.139,61

Railda Moreira Gonçalves da Silva

Fazendo da Palha Uma Arte

Jaguarari

BA

13.065,13

Raimundo Marques Alves Amorim

Trabalho e Fé Marcos Canudos

Uauá

BA

13.000,00

Rainey Almeida Bomfim

Semana Cultural Frutificando Vidas, Resgatando as Raízes

Jaguaquara

BA

11.950,00

Ramona Pereira dos Santos

Grupo de Samba de Roda: Arte de Fazer Martelo, Chula e Batuque em Lamarão

Lamarão

BA

9.930,50

Raquel Ramos Medeiro

Ellos

Planaltino

BA

13.733,85

Renata Carvalho de Jesus

Cinema na Praça e, Coronel João Sá

Coronel João Sá

BA

13.950,00

Ricardo Sena Santos

Histórias em Vídeo

Serra Preta

BA

10.166,05

Robenildo dos Santos Brito

I Festival de Cultura de Raiz de Barrocas

Barrocas

BA

13.680,00

Roberivan Santos da Silva

Batuque Pombal

Ribeira do Pombal

BA

12.500,00

Rosana Silva de Almeida

Música em Ação

Varzedo

BA

10.140,96

Sarah Oliveira Souza

Uma Feira Livre

Senhor do Bonfim

BA

10.347,88

Saul Ramos Dantas

Resgate Histórico em Comunidade Afro-Descendente

Riacho de Santana

BA

13.856,70

Saulo Santos Oliveira

Maria Vai Com As Outras

Jequié

BA

10.700,00

Simone de Santana Lima

Ginga Andorinha

Andorinha

BA

12.837,34

Sirlene dos Santos

Tecendo o Sertão

Remanso

BA

8.100,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

151


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

152

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Sociedade de Ações Educativas, Sociais e Tecnológicas

Oficina de Música Cantando o Sertão

Pilão Arcado

BA

13.950,00

Sociedade Filarmônica 19 de Setembro de Ibipeba

Sociedade Filarmônica 19 de Setembro

Ibipeba

BA

13.940,50

Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense

Filarmônica Jovem

Bom Jesus da Lapa

BA

12.320,00

Sociedade Musical e Beneficente de Irecê

Brasil 3D

Irecê

BA

13.269,80

Solange da Silva Souza

Folias de Reisado: Revitalizando a Cultura na Cidade de Teofilândia

Teofilândia

BA

13.540,00

Soraya Tosto Pereira

Ituaçu, Conversa Digital

Ituaçu

BA

13.801,17

Suzélia Maria Gomes Guimarães

Nós do Teatro

São Gabriel

BA

13.710,00

Talita Nobre Pessoa

Oficina de Teatro: O Ator Criador no Universo da Cultura Popular

Wagner

BA

12.503,44

Tatiane Santana Costa

I Alunos que Encantam de Manoel Vitorino

Manoel Vitorino

BA

13.872,00

Thomás Pinto Alves

Cinema na Minha Comunidade

Livramento de Nossa Senhora

BA

5.550,00

Tiago Carneiro de Jesus

Tambores que Cantam

Utinga

BA

13.950,00

Vagner Ramos de Souza

Poeticamente Falando

Itapicuru

BA

2.220,00

Valdemir Lima Pereira

Canta Cidade

Irajuba

BA

12.601,65

Valmir da Silva Caldas

Na Trilha do Forró

Amargosa

BA

13.523,47

Viver Cultura e Meio Ambiente

VII Festival de Música e Cultura do Colégio Estadual Edgar Silva

Andaraí

BA

13.390,00

Zildevaldo Rocha Caetite Junior

Natal com Arte

Planalto

BA

12.465,75

Adailton Costa Souza

I Festival de Jovens Talentos de Salitre

Salitre

CE

11.686,00

ADC - Associação Dança Cariri

Abrindo Caminhos Para a Dança em Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte

CE

11.400,00

Adelino Rodrigues Pahé

Álcool, o Grande Inimigo da Vida

Monsenhor Tabosa

CE

10.600,00

Adriano Alves de Araújo

Grupo de Capoeira Gaviões do Morro

Independência

CE

5.640,00

Adriano Rodrigues Sirico

Reisado: Resgate e Tradição

Cariré

CE

10.250,00

Aécio Nepomuceno de Sousa

Arraiá da Cumade Elza

Forquilha

CE

10.895,88

Ana Cláudia Barbosa Isidorio

Narrativas Orais no Barro Vermelho

Crato

CE

13.950,00

Ana Elenice Morais Silva

Circuito Cênico

Quixelô

CE

10.796,00

André Félix Prudêncio

Jovens, Educação e Arte

Pedra Branca

CE

10.895,00

Antônia Adriana Vidal

Vozes de Caio Prado

Itapiúna

CE

10.500,00

Antônia Zildeny David de Oliveira

Antônia Zildeny David de Oliveira

Altaneira

CE

10.000,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Antônio Almir de Melo

Empreendendo com Artes no Semiárido

Ipaporanga

CE

13.904,30

Antônio Amaro da Silva

Difusão do Reisado Santo Rei do Oriente

Boa Viagem

CE

4.820,00

Antônio Araújo de Oliveira

I Encontro de Literatura Juvenil de Aquiraz

Aquiraz

CE

10.895,00

Antônio Cinésio Alves de Lima

Grupo de Artes Cênicas de Piquet Carneiro

Piquet Carneiro

CE

9.856,12

Antônio Ciro de Araújo Silva

Oficinas de Desenvolvimento Musical

Forquilha

CE

10.798,00

Antônio Denis Teixeira Sousa

Teatro: A Arte de Representar

Novo Oriente

CE

10.800,00

Antônio Elmo Patrício de Sousa Campos

Oca Rerius

Reriutaba

CE

12.862,36

Antônio Everson Silva Cândido

Pássaros

Meruoca

CE

10.798,00

Antônio Melkzeone Alves de Oliveira

Casa das Artes

Acopiara

CE

13.500,00

Antônio Regis da Silva Castro

Escola em Cena

Itatira

CE

10.550,00

Antônio Samuel Gonçalves Lima

Curta Sertão

Tauá

CE

10.744,98

Arlan Elton Gonçalves de Castro

Encontro da Cultura Paraipabense

Paraipaba

CE

10.260,00

Associação Beneficente Tancredo Neves

Educamúsica: Educando a Través da Música

Caucaia

CE

13.000,00

Associação Carnaubeira de Arte-Educação

Curso Básico de Audiovisual

Russas

CE

9.737,00

Associação Comunitária Beneficente de Encruzilhada e Umburanas

Música no Semiárido

Beberibe

CE

13.500,00

Associação Comunitária de Rolador

Rolador Cultural

Pacoti

CE

10.800,00

Associação Comunitária do Valparaíso

Associação Comunitária de Valparaíso

Tianguá

CE

10.895,88

Associação Comunitária dos Assentados Unidos de Santa Bárbara - ACAUSB

A Arte do Assentamento

Caucaia

CE

10.830,00

Associação Comunitária dos Bairros Ellery e Monte Castelo

Colcha de Mosaicos

Fortaleza

CE

10.508,00

Associação Comunitária dos Moradores do Distrito de Betânia e

Grupo Asa Branca

Hidrolândia

CE

10.700,00

Associação Comunitária dos Músicos de Cedro

Percussão, Música e Arte

Cedro

CE

10.502,00

Associação Comunitário Menino Jesus de Alegre II

Praça Cultural

Itatira

CE

10.895,00

Associação Cultural do Sítio Logradouro - Grupo Maria Bonita

Associação Cultural do Sítio Logradouro: Grupo Maria Bonita

Umari

CE

10.000,00

Associação Cultural Estrela Branca

Quadrilha Junina Estrela Branca 2010

Hidrolândia

CE

13.700,00

Associação Cultural Filhos da Terra

Música e Percussão em Nossa Vida

Iracema

CE

10.895,88

Associação Cultural Raízes do Sertão - ACRS

São João e Minha Vida, Nordeste e Minha História

Santa Quitéria

CE

13.074,00

Associação de Pesquisa e Atividades Teatrais - Cia do Batente

Formação e Mergulho Teatral

Sobral

CE

13.950,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

153


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

154

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Associação do Artesanato Artista e Crochê Novarussense - ARTCRON

Saber na Ponta da Agulha

Nova Russas

CE

10.895,88

Associação do Assentamento Logradouro Ubiraçu

Grupo Filhos do Sertão do Assentamento Logradouro Ubiraçu

Canindé

CE

12.140,00

Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga

Atos Percussivos

Guaramiranga

CE

10.323,00

Associação dos Amigos da Banda de Música de Mulungu

Tocar É Bom

Mulungu

CE

13.950,00

Associação dos Artesãos de Sacramento e Adjacências Vizinhas

Empreendedorismo Social

Ipaporanga

CE

10.895,88

Associação dos Brincantes de Reisado Metamorfose do Sertão – ABRMS

Reisado Metamorfose de Sertão

São Gonçalo do Amarante

CE

7.450,00

Associação dos Jovens de Aracoiaba - AJA

Viva a Arte em Aracoiaba

Aracoiaba

CE

10.854,00

Associação dos Músicos de Umirim

Música, Minha Vida, Minha Cultura

Umirim

CE

10.800,00

Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Nossa Conquista Tira

Arraiá Festa na Roça do Assentamento Tira Teima

Monsenhor Tabosa

CE

8.975,00

Associação dos Voluntários Para o Bem Comum - AVBEM

Orquestra Armorial do Cariri

Juazeiro do Norte

CE

10.000,00

Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Ciências AC

Rizoma

Fortaleza

CE

10.888,80

Associação Meninos da Arte - AMA

Comunidarte

Morada Nova

CE

10.895,88

Associação Pestalozzi de Missão Velha

Cultura Acessível

Missão Velha

CE

10.246,00

Associação Porteirense de Assistência à Família

Na Onda do Batuque do Morro

Porteiras

CE

10.895,88

Associação Remanescente de Quilombos Inhamus Tauá – ARQIT

Arte Jovem

Tauá

CE

9.740,00

Associação Terra, Água e Liberdade

Cinema, Música e Liberdade nas Terras do Aracati

Aracati

CE

9.200,00

Aulizier Vencelau Sousa Lima

Mãos a Arte

Quixeré

CE

9.895,00

Carlos Alberto Oliveira Gomes de Andrade

Grupo de Teatro Bom de Riso

Paraipaba

CE

10.837,00

Cassiano José de Abreu Diniz

Palmácia em Cena

Palmácia

CE

12.100,00

Celiomar Rodrigues da Silva

O Exercício da Cultura no Resgate as Danças Tradicionais

Cedro

CE

10.450,00

Centro Comunitário de Atendimento ao Cidadão do Municipio de Brejo Santo - CECOM

Culturart na Comunidade

Brejo Santo

CE

10.600,00

Círculo Operário de Barbalha

A Magia dos Sons Kariris

Barbalha

CE

11.446,50

Clauber Moreira Teixeira

CD Deus Vai Levantar Você

Uruburetama

CE

10.895,88

Conselho Comunitário da Execução Penal da Comarca de Ibiapina –

Agente Social: Prevenção Pela Arte

Ibiapina

CE

12.200,00

Crislene Marciel Rodrigues

A Vida Levada na Arte É Mais Bonita Sendo Vivida

Novo Oriente

CE

10.600,00

Damião Cristiano Pereira Cavalcante

Registro Audiovisual do Reisado de Caretas de Potengi

Potengi

CE

10.895,00

Davi de Lima Xavier

CD da Banda Matriz

Pentecoste

CE

10.895,88

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Douglas de Paula Aragão

Via de Acesso à Cultura e Arte

Fortaleza

CE

11.850,00

Edcarlos Holanda Silva

O Audiovisual Construindo Identidade

Pindoretama

CE

10.895,00

Elias de Lima Silva

Sermão da Caatinga

Juazeiro do Norte

CE

10.895,88

Elineide Romoaldo de Sousa

Renascer com Arte

Trairi

CE

10.000,00

Elizon Sampaio Coelho

Curso de Fotografia

Itapagé

CE

10.330,00

Elvis Herbert Ferreira Carneiro

Construindo Tambores, Sons e Cidadania

Acaraú

CE

10.879,80

Fagner de Andrade Fernandes

Jaguaretama Falado e Jaguaretama Dançado

Jaguaretama

CE

9.877,00

Felipe Costa Pires

Ciranda das Artes

Piquet Carneiro

CE

10.750,00

Flávio Diogo da Silva

Dançart: Inclusão de Jovens e Adolescentes na Dança de Salão

Fortaleza

CE

4.733,26

Francimar Ferreira da Costa

Bibliotecas Comunitárias

Itaitinga

CE

9.972,69

Francisca Leidiane Nascimento dos Santos

Rerius – A Origem da Nossa Taba

Reriutaba

CE

12.630,00

Francisca Shirlânia Matos de Oliveira

Fiapos de Estórias

Pentecoste

CE

10.895,88

Francisco Aldenésio Mendes

Luzes, Câmeras, Jovens em Ação

Forquilha

CE

10.852,00

Francisco Anilton Freire da Silva

O Vaqueiro e o Pássaro de Fogo

Redenção

CE

9.500,00

Francisco Antônio da Silva

Contagiando A Futura Geração: O Rezado Está aí!

Jaguaretama

CE

6.585,00

Francisco Carlos Nogueira Augusto Dias

Brinquedos Populares

Assaré

CE

10.000,00

Francisco Deyvisom de Araújo Camelo

Cinecrat

Crateús

CE

9.996,00

Francisco Diego Braz Lopes

Festival Cultural Dança Canindé

Canindé

CE

10.737,21

Francisco Édson de Lima

Quadrilha Junina Pisa na Fulô 2010: Muita Alegria e Emoção Para Manter Viva a Paixão Pelo São João

Sobral

CE

10.894,00

Francisco Eduardo Lourenço Rodrigues

Caçoar Literário

Palmácia

CE

12.000,00

Francisco Germano Virgílio Alves

Contadores de Histórias

Massapê

CE

10.400,00

Francisco Laylson Martins Paiva

Coordenada Zero: Construindo Uma Nova Visão Musical

Hidrolândia

CE

9.350,00

Francisco Leonardo Ferreira Alves

Recital Itinerante

Ipu

CE

10.605,00

Francisco Luciano da Silva

O Macaco Sabido

Jati

CE

10.895,88

Francisco Paulo Ferreira da Silva

Cia. Engenheiros da Arte: Caminhos da Sustentabilidade

Senador Pompeu

CE

10.895,00

Francisco Pereira Nunes

Um Novo Olhar Sobre o Bioma Caatinga

General Sampaio

CE

10.000,00

Francisco Railson Feitoza Cesar

Domingo na Praça

Crateús

CE

10.860,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

155


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

156

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Francisco Raimundo Evangelista

Amigos e Músicas

Jardim

CE

10.854,00

Francisco Santana de Carvalho

A Arte Pirográfica no Couro

Nova Olinda

CE

10.886,00

Frank Castro Fernandes Siqueira

Arte em Madeira

Ubajara

CE

10.895,00

Fundação Cultural Francisco Fonseca Lopes

Os Dramas de Caridade

Caridade

CE

12.000,00

Fundação Memorial Patativa do Assaré

Estudos Musicais Para as Comunidades Rurais

Assaré

CE

13.050,00

Fundação Paulo Roberto Pinheiro

Imagens Coletivas. Construindo a Identidade Através da Fotografia

Jaguaribara

CE

10.895,00

George Alves Belisário

Cinema um Minutinho: Criação de Pocket Movies

Caririaçu

CE

9.820,00

Geraldo Sinézio Sobrinho

FEMUB: Festival de Música de Barbalha

Barbalha

CE

10.840,00

Gesimar da Silva Lima

Tibalhano

Palhano

CE

13.010,00

Gilmara Rejane de Farias

Varjotararas

Varjota

CE

9.550,00

Gilvânio Raimundo dos Santos

Capoeira e Responsabilidade Social

Barro

CE

10.600,00

Grupo Formosura de Teatro

Nas Pegadas do Cassimiro

Fortaleza

CE

11.000,00

Helano Rodrigues de Oliveira

Esquina Musical

Eusébio

CE

10.895,88

Herbeson Sales Cassiano

Circulação de Espetáculo Teatral

Cascavel

CE

10.895,88

Hermano de Souza e Silva

VI Festival de Quadrilhas Juninas: Xitão de São Francisco

Quixeramobim

CE

12.500,00

Hermes Pereira Bezerra

I Mostra de Arte e Cultura de Ipaumirim

Ipaumirim

CE

13.250,00

Instituto Beija Flor de Cultura Arte Educação Ambiental e Cidadania

Grupo Uirapuru – Orquestra de Barro

Cascavel

CE

13.834,00

Instituto Cactos

A Arte de Reciclar

Irauçuba

CE

10.895,88

Instituto do Patrimônio Histórico, Cultural e Natural de Quixeramobim

Bebeficiamento de Rochas e Gemas

Quixeramobim

CE

10.660,50

Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular

O Encontro de Shakespeare com a Cultura Popular

Maracanaú

CE

10.892,00

Instituto Pro Memória

História Preservada, Juventude Preparada

Santa Quitéria

CE

10.895,00

Isabel Sousa Lino

Olhares, um Farias Brito Cultural: Registro das Manifestações Culturais

Farias Brito

CE

10.800,00

Joab Castro Cordeiro

I Festival de Música de Varjota

Varjota

CE

13.200,00

João Correia Deodato Neto

Derramamento de Sangue: A Paixão de Cristo

Redenção

CE

8.200,00

João Erisnaldo da Costa

Festival de Reisado em Itarema

Itarema

CE

10.755,00

João Lucas Evangelista

Literatura de Cordel: Versos e Cantoria

Crateús

CE

5.924,00

João Paulo Freitas Gomes

Aprendendo Com Arte

Baturité

CE

10.880,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

João Víctor de Castro Souza

Pré São João

Redenção

CE

10.895,88

Jocicleide de Sousa Freitas

Nordestinando Cordas

Maranguape

CE

13.950,00

José Carlos Chaves Monteiro

Cine Amigo da Cultura

São João do Jaguaribe

CE

13.574,55

José Carlos Paula Miguel

Pintando A Caatinga

Crateús

CE

13.200,00

José David de Sousa Dias

Música por Jovens e Para Todos

Madalena

CE

10.850,00

José Everton Alves Pereira

Abre Alas

Granjeiro

CE

8.250,00

José Flávio Gonçalves da Fonseca

Fábrica de Risos

Russas

CE

9.973,00

José Gilsimar de Oliveira Gonçalves

Teatro Juventude Itinerante

Barbalha

CE

10.895,88

José Messias de Sousa Silva

Arcanjo

Itapajé

CE

10.720,00

José Nilton dos Santos Ferreira

I Festival de Repentista da Cidade de Baixio

Baixio

CE

10.885,00

José Viana Lavor Júnior

Espetáculo Cênico Auto da Paixão de Deus

Itapipoca

CE

10.895,00

Josué Martins dos Santos

Escola de Audiovisual do Vale dos Bastiões

Tarrafas

CE

12.850,00

Jucivando de Sousa Moreira

Peça Teatral as Lavadeiras do Rio Mundaú

Uruburetama

CE

10.895,88

Karla Samara Magalhães Souza

Meu Sertão Minha Cultura

Senador Pompeu

CE

10.895,00

Kátia Alcilene do Nascimento

Cuidar Para Melhor Viver

Santana do Acaraú

CE

3.260,00

Laécio Vieira da Silva

Nossas Raízes... Queridas Memórias

Chorozinho

CE

13.000,00

Luiz Clóvis Lopes da Silva

Jovens Atores

Pacajus

CE

13.152,00

Luiz Dias de Araújo

Gravação do CD Pop Rock: Banda Diretrize 28

Antonina do Norte

CE

10.350,00

Mailson Furtado Viana

CURFA - Cursos de Formação Artística

Varjota

CE

13.815,00

Manoel Jânio da Silva

Festival de Música Arte na Esquina

Cruz

CE

10.695,00

Maria Adalgisa da Silva Soares

Artes de Mãos Dadas

Independência

CE

8.854,00

Maria da Conceição Fernandes Sá

Retrato Popular

Tianguá

CE

10.895,88

Maria do Carmo Ribeiro Costa

Oficina Montagem de Teatro de Rua “A Fábula do Jaraguá no Imaginário Popular”

Sobral

CE

10.895,00

Maria Elijania Alves Bezerra

Oficina de Formação de Produtores Culturais

Juazeiro do Norte

CE

10.895,00

Maria Gildellyana Maia de Moura

Oarte'C: Oficinas de Artes Cênicas

Alto Santo

CE

10.880,00

Maria Miriene Araújo

Cinearte de Inclusão Audiovisual

Morrinhos

CE

12.137,90

Maria Rejane Soares Silva

Criando Valores Através da Música

Independência

CE

11.272,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

157


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social Maria Sirlane da Silva Gomes

158

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Nossa Casa: Construindo Sonhos

Crato

CE

13.000,00

Maria Vannedir Santos Andrade

Memorial do Vaqueiro do Mato

Tabuleiro do Norte

CE

10.895,00

Marília Pinto de Carvalho Mendes

Meninus da Percussão

Tianguá

CE

10.892,50

Marisa Helena Gonçalves de França

Paixão de Cristo – Lagoinha

Paraipaba

CE

10.885,00

Naira Nogueira da Silva Ferreira

A Juventude da Periferia Sendo Proganista da sua Própria História

Baturité

CE

10.460,00

Natália Gildayane Diógenes Oliveira

I Mostra de Teatro de Rua de Jaguaribe

Jaguaribe

CE

13.500,00

Núbia Lucas da Silveira Lima

Alcriartes

Alcântaras

CE

5.916,00

Patrícia Ferreira Alexandre de Lima

Patativa do Brasil

Iguatu

CE

8.950,00

Philipe Ribeiro de Araújo

Web TV Acaraú

Acaraú

CE

10.820,00

Projeto de Apoio à Criança Carente de Palmatória

Dançarte

Itapiúna

CE

10.200,00

Projeto Paz e União

O-Dores

Limoeiro do Norte

CE

6.984,00

Raimundo Sobreira Feitosa

Jovens Aprendizes: Sementes de Notas Musicais

Santana do Cariri

CE

13.950,00

Raquel Nogueira Rocha

VIDART: Vida, Dança e Arte

Penaforte

CE

10.930,00

Regina Lucia Rodrigues de Mendonça

Ateliê Arte: Jovem

Mauriti

CE

11.730,00

Ricardo Bezerra da Silva

Arte e Cultura

Acopiara

CE

13.358,00

Romário da Silva Delfino

Na Onda da Música

Novo Oriente

CE

10.635,00

Ronaldo Ivan de Araújo

Graça Memória

Graça

CE

10.895,88

Sabrina Ximenes Albuquerque

Mandinga na Ribeira

Groaíras

CE

10.890,00

Samuel Eldermarks da Silva Vieira

Jinga Capoeira

Uruoca

CE

10.750,00

Sebastião Gilvan de Sousa Rodrigues

Além do Muro da Escola

Acopiara

CE

10.236,00

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santana do Acaraú

Festival da Juventude Rural Para o Mun. de Santana do Acaraú

Santana do Acaraú

CE

10.895,00

Sociedade Beneficente e Comunitária São José - SOBEJE

Aquisição e Manutenção de Instrumentos Musicais

Pereiro

CE

10.800,00

Sociedade Cariri das Artes

Circo do Sopé

Crato

CE

10.895,88

Soraya Bezerra dos Santos

Grupo Teatral Amador Os Tapuias

Milagres

CE

10.606,80

Talita Natália Sousa

Cantos e Encantos de Minha Cidade

Pentecoste

CE

10.895,88

Tallis Deyvide Maia Rubens

Tallis Deyvide Maia Rubens

Ibicuitinga

CE

10.500,00

Thiago Henrique Lopes da Costa

Biblioteca Itinerante

Tabuleiro do Norte

CE

10.895,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

Ubenir Viana Moura

YHA – Somos Todos Seus

Icó

CE

12.747,40

União dos Estudantes de Pacatuba

Dança, Transformando Vidas

Pacatuba

CE

10.800,00

Vernildo Alves da Silva

Agenda Cultural

Quixadá

CE

10.078,14

Vicente de Paulo Tomaz Silva

Asa Branca nos Seus 10 Anos Contando e Encantando na Fábrica de Sonhos

Sobral

CE

10.894,00

Adriana Serafim do Nascimento

Cine Alto Rio Novo

Alto Rio Novo

ES

8.800,00

Ana Késia Silva Santos

Oficina de Dança

Pedro Canário

ES

10.800,00

Associação Lira Guanduense

Aquisição de Instumentos Musicais

Baixo Guandu

ES

10.888,00

Associação Pestalozzi de Pancas

Oficina de Artes

Pancas

ES

10.498,00

Biane Jerônimo Santana

Fortalecimento do Grupo de Teatro Raíz Negra

Conceição da Barra

ES

10.700,00

Centro de Estudos da Cultura Negra do Norte do Espírito Santo - CECUNES

Jongo com Jongo

ES

12.000,00

Daniela Bernardes Garrido

I Workshop de Dança de São Gabriel da Palha

São Gabriel da Palha

ES

10.803,67

Dorvina Maria de Jesus

Arejar

Nova Venécia

ES

9.980,00

Ednelson Alves Borges

Circulação de Espetáculo na Zona Rural do Município

Montanha

ES

9.603,00

Elena Dalvi Bonomo

Tapeçaria do Campo

Jaguaré

ES

7.640,00

Fuviane Galdino Moreira

Estampar Movimento em Cor

Linhares

ES

12.573,10

Henrique Breciane Moreira

Na Tora

Colatina

ES

10.800,00

Jailson Rodrigues da Rocha

Oficina de Artesanato com Natureza Seca

Pinheiros

ES

10.800,00

Jocimar da Silva

Liberdade Visual: Oficina, Produção e Mostra de Vídeos

São Mateus

ES

10.200,00

Joelma Fávero Gusson Fioroti

Assim Eu Vejo Minha Cidade

Colatina

ES

11.000,00

Jorcy Foerste Jacob

Publicação do Livro: A Pomerânia Brasileira, uma Eterna Emigração

Vila Pavão

ES

10.895,88

José Ferreira Landin

Festival de Viola

Nova Venécia

ES

10.400,00

Jussara Santos

Africanidade

Nova Venécia

ES

10.000,00

Lilian Cáttia de Sales

Oficinas em Canaã

São Roque do Canaã

ES

10.825,00

Luciano Mares do Amaral

Mini Marcenaria

Ponto Belo

ES

10.895,88

Luiz Natal de Souza

Re-Criando

Linhares

ES

7.502,30

Osdilelmo Menão

Comunicasom

Rio Bananal

ES

10.300,00

Rafaella Vilela Vagmaker

Teatro na Escola

São Mateus

ES

10.895,50

São Mateus

UF

Valor(R$)

_______________________________________________________________________________________________________________________________

159


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

Regiane Gomes Guimarães

TV Moqueca

Conceição da Barra

ES

10.400,00

Renata de Mello Vial

Fazendo Cinema: Luz, Câmera e Ação

Barra de São Francisco

ES

9.828,00

Victor Matos de Oliveira

I Encontro e Oficina de Violão do Norte Capixaba

São Mateus

ES

13.650,00

Wemerson da Silva Nogueira

Moda Afro

Nova Venécia

ES

10.000,00

Adriana Araújo Silva

A Dança do Caroço, Cultura de Tutóia

Tutóia

MA

2.667,00

Afrovermelho

Afroarte

Codó

MA

9.800,00

Ana Célia Morais da Silva

Resgatando o Artesanato Através do Bordado

Lagoa do Mato

MA

10.696,00

Curso de Artesanato em Fibras e Sementes Naturais de Plantas do Semi-Árido

Duque Bacelar

MA

4.542,00

Antônio Fábio Ferreira

Jovens Vivendo com Arte e Cultura

Codó

MA

10.540,00

Antônio Vieira dos Santos

Dança da Mangaba

Humberto de Campos

MA

2.476,00

Associação da Cultura Religiosa Afro-Brasileira do Município de Caxias

Catarina Mina

Caxias

MA

10.895,00

Associação das Quebradeiras de Coco Babaçu do Povoado de Cajazeiras Município de Urbano Santos - MA

Novos Músicos de Urbano Santos

Urbano Santos

MA

12.930,50

Associação do Grupo de Jovens Luz da Juventude do Município de Vargem Grande - MA - GLJ

Mulundus: A Luz da Juventude

Vargem Grande

MA

10.843,00

Associação dos Artistas e Técnicos em Artes Cênicas do Médio Sertão Maranhense

I FETEB - Primeiro Festival de Teatro de Barão de Grajaú

Barão de Grajaú

MA

10.778,00

Daniela Candeira Pontes

Milagres no Maranhão

Milagres do Maranhão

MA

6.350,00

Danielle Gomes de Sousa

Ginga Negra - Muzenza

Chapadinha

MA

13.900,00

Doriane de Lima Costa

Banda Jovem de São Benedito do Rio Preto

São Benedito do Rio Preto

MA

13.804,90

Edina Batista Lima Silva

Mulheres do Artesanato

São Bernardo

MA

6.188,71

Francisca das Chagas Machado Santos

Boi Brilho de Coelho Neto

Coelho Neto

MA

10.843,00

Francisco de Paula Machado Dias

O Resgate de uma Identidade Perdida

Humberto de Campos

MA

8.070,00

Francisco José Alves dos Santos

Teatro Para Todos

Brejo

MA

4.254,50

Francisnalva Leal da Costa

Fazendo Arte com Argila

Lagoa do Mato

MA

10.900,00

Geisa Carvalho Costa

Tambor de Criola Bom Sucesso

Mata Roma

MA

8.039,10

Gema Galiotto

Encena, Canta, Dança e Alerta o Semiárido

Paraibano

MA

10.412,00

Gilzania Ribeiro Azevedo Rezende

Dançartes

Sucupira do Riachão

MA

13.875,00

Antônio Carlos Lima da Silva

160

UF

Valor(R$)

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Grupo Bumba Meu Boi Riso da Mocidade

Escolinha de Bumba Meu Boi de Timon

Timon

MA

10.850,00

Instituto de Apoio Comunitário

Boi Timbirano

Timbiras

MA

10.800,00

Iraci da Conceição Silva

Quadrilha Flor do Sertão Realizando um Sonho

Humberto de Campos

MA

3.000,00

Ivanilson de Assis Rocha

Aprendendo e Criando Arte

São João do Soter

MA

10.000,00

Janete Evaristo de Oliveira

Gingando com a Paz

Passagem Franca

MA

2.034,42

Jerônimo Pereira de Macedo

A Cidade Substituída

Timon

MA

10.200,00

José Maria de Morais Junior

Proposta de Maculelê

Timon

MA

8.143,37

José Ribamar Sá Menezes Pinto

Mimo de São João

Humberto de Campos

MA

1.731,00

Joselito Lopes de Oliveira

Joselito Lopes de Oliveira

Chapadinha

MA

9.500,00

Juvenir José Ribeiro da Silva

Tem Cinema no Semiárido

Barão de Grajaú

MA

10.637,30

Karlos Daniel de Sousa Cunha

Batalha Power Break

Codó

MA

10.500,00

Leônidas de Souza Santos Portela

Cirandanças

Chapadinha

MA

10.000,00

Manoel Juarez de Alencar Souza Júnior

Os Trilhos de Caxias

Caxias

MA

9.689,80

Maria Célia Garcês da Silva

Carroça de Bonecos

Morros

MA

10.750,00

Nayza Regina do Carmo Santos

Formação de Empreendedores Culturais

Santo Amaro do Maranhão

MA

13.500,00

Niciane Silva Frazão

Quem Conta um Conto, Aumenta um Ponto:Histórias do Semiárido Maranhense

São Benedito do Rio Preto

MA

8.383,12

Raquel Nascimento Rocha

Grupo de Caroço Arco-Íris do Amor

Tutóia

MA

13.000,00

Richardison de Jesus Cantanhede Melo

Oficinas de Indumentária de Bumba Meu Boi de Orquestra

Nina Rodrigues

MA

10.675,00

Rosa Maria Lima Bitencourt

Resgate da Cultura em Cerâmica

Araioses

MA

5.900,00

Roseane de Sousa Silva Lima

Ampliação do Grupo de Dança Estrela de Ritmos

Buriti

MA

13.950,00

Simone Maria Alves Valério

Diversificação dos Bordados Artesanais

Araioses

MA

2.300,00

Thania Klycia Siqueira Damasceno

Teatro Ancestral

Caxias

MA

10.645,00

Valter Coelho Costa

Tutóia: um Paraíso Perdido

Tutóia

MA

13.800,00

Vanessa Sousa Monteles

Implementação e Resgate do Bumba Meu Boi Brilho da Estrela

Anapurus

MA

13.950,00

Walterlins Rodrigues de Azevedo

Capoeira Arte

São João dos Patos

MA

13.850,00

Warlon Damasceno Constantino

Cinema Itinerante

Belágua

MA

7.800,00

Adilson Alves de Araújo

Orquestra de Violões dos Jovens de Cristália

Cristália

MG

13.950,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

161


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

162

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Adriana Mikaelly Soares Silva

A Arte que Vem da Terra

Janaúba

MG

13.629,00

Agostinho Botelho dos Santos

Aquisição de Instrumentos Musicais

José Gonçalves de Minas

MG

12.228,50

Alessandro Pereira de Souza

Iniciação à Prática Teatral

Caraí

MG

8.010,00

Aline Nascimento Sá

Fanfarra Educação Cultura e Lazer

Itacarambi

MG

10.352,00

Amauri Junisson Souza

Peça Teatral Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo

Lontra

MG

8.225,00

Ana Maria Silva Lopes

Quitanda dos Jovens

Manga

MG

3.730,00

Anderson Geraldo Soares

Escola de Música

Itacambira

MG

13.867,00

Associação Beneficente de Itaporé - ABITA

Coral Nós de Minas

Coronel Murta

MG

10.900,00

Associação Cultural Renascer

Contratação de Professor e Manutenção de Instrumentos Musicais

Grão Mogol

MG

13.020,00

Associação da Criança e do Adolescente de Itaobim

Coral Ouro de Minas

Itaobim

MG

10.800,00

Associação das Crianças e Adolescentes e Aprendizes da Arte de Almenara

Música na Praça

Almenara

MG

13.000,00

Associação das Mulheres Artesãs da Praia

Mulheres em Ação Resgatando Cultura

Matias Cardoso

MG

9.244,00

Associação de Promoção Infantil Social e Comunitária - APRISCO

Dança Afro: Resgantando Minha História

Virgem da Lapa

MG

10.890,00

Associação dos Artesãos de Santana do Araçuaí

Feira de Artesanato de Santana do Araçuaí

Ponto dos Volantes

MG

10.850,00

Associação dos Produtores e Agentes Culturais Através da Arte - APACA

Oficinas de Capacitação para Grupos de Teatro Popular

Padre Paraíso

MG

10.335,00

Beatriz Santos Sousa

FESPOED - Festival de Poesia de Divisópolis

Divisópolis

MG

4.450,00

Bianchi Pereira Bonfim

Oficina de Produção de Cinema e Vídeo e Produção de Vídeo Documentário Sobre a História do Município de Grão Mogol - MG

Grão Mogol

MG

13.500,00

Carlos Mendes da Silva

Formação e Aquisição de Equipamentos para Núcleo de Audiovisual em Padre Paraíso

Padre Paraíso

MG

10.745,00

Companhia de Teatro Ícaro do Vale

Caminho da Roça

Araçuaí

MG

13.600,00

Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Panelinha II e IIII - CODECOP II e III

Instrumental Jamacaii

Miravânia

MG

12.296,80

Cristina Alves de Souza

Tecendo o Futuro com Educação e Arte

Jequitinhonha

MG

10.885,00

Diakson da Silva Pereira

Capoeira: Identidade Cultural e Resgate Social

Verdelândia

MG

10.165,00

Dilca Maria da Costa

Teatro Na Comunidade

Medina

MG

10.854,00

Diomar Xavier dos Santos

Grupo Teatral Ipê Amarelo

Santa Cruz de Salinas

MG

13.950,00

Dostoiewsky Americano do Brasil

Estação Viva-Acervo

Araçuaí

MG

10.229,50

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Dostoiewsky Americano do Brasil

Estação Viva-Acervo

Araçuaí

MG

10.229,50

Edgar Lopes de Souza

Oficina de Fotografia em Berizal

Berizal

MG

10.800,00

Elizamar Gomes da Silva

Jovens Preservando a Cultura no Morro Vermelho

São João das Missões

MG

10.857,00

Elza Pereira de Andrade

Grupo Folclórico de Jequitinhonha Boi Janeiro de Dona Elza Có

Jequitinhonha

MG

10.000,00

Ernandes Costa e Silva

Capoeira, Sociedade e Cultura

Novo cruzeiro

MG

9.010,00

Flaviana Costa Sena Nascimento

Memorial da Juventude

Taiobeiras

MG

10.900,00

Florisval Alves de Oliveira

Talhando Madeira e Esculpindo Vidas - Curso de Escultura em Madeira

Januária

MG

10.000,00

Genilda Rodrigues de Oliveira

Grupo Benditos do Sertão

Santo Antônio do Retiro

MG

10.717,00

Geraldo Lopes dos Santos

Estórias Brejeiras

Francisco Sá

MG

13.224,90

Geraldo Magela Lima de Albuquerque

A Arte Mageliana

Jequitinhonha

MG

10.306,00

Grupo Teatral de Divisopolis - Gruted

Oficinas de Teatro: Arte e Educação, Unidas no Semiárido

Divisópolis

MG

4.200,00

Grupo Teatral Próximo do Real de Rio Pardo de Minas

O Canto do Galo

Rio Pardo de Minas

MG

13.500,00

Igor Almeida de Souza

Ô de casa

Araçuaí

MG

13.550,00

Irmandade de Nossa Senhora do Rosário Jaceane Mendes Andrade

Festa Nossa Senhora do Rosário Cine Rural - Diversão e Arte

Virgem da Lapa Lontra

MG MG

13.000,00 9.300,00

Jaques Oliveira Brandão

Cordão de Cablocos dos Guaranis

Salto da Divisa

MG

13.829,50

João Damascena de Almeida

Centro de Educação e Cultura Berto Preto

Januária

MG

11.900,00

João Marques Chiles

Um Outro Olhar Sobre o Gerais

Montezuma

MG

10.712,00

José Aparecido Pinheiro Rodrigues

Criação de Uma Banda de Música

Montalvânia

MG

10.895,00

José Pereira dos Santos

Cinema no Sertão

Araçuai

MG

10.332,00

Laísa Barros da Silva

Resgatando a Identidade Cultural no Campo

Montalvânia

MG

10.720,00

Leandro Ramos Santana

Teatro Volante

Ponto dos Volantes

MG

10.840,00

Lédison Souza Gonçalves

Banda Ouro de Minas

Itaobim

MG

10.800,00

Leidiane Carvalho Santos

Fruto de Arte

Januária

MG

10.789,00

Lourena Alves Pereira

Cantarte

Taiobeiras

MG

13.169,00

Lucimar Ferreira Souza

1ª Mostra Cultural de Jordânia

Jordânia

MG

13.850,00

Luiz Carlos Cruz Alves

Resgate Comunidade

Pedra Azul

MG

7.950,00

Marcelo Miranda Costa

Grupo de Folia de Reis Comunidade do Bananal

Rubelita

MG

12.729,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

163


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social Maria das Graças Mendes Machado

164

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Ballet Popular do Vale do Jequitinhonha

Itaobim

MG

10.830,00

Maria do Carmo da Silva

Reis do Boi de Samartinha

Itacarambi

MG

10.720,00

Maria Helena Cardoso

Roteiros Turísticos Culturais

Araçuaí

MG

10.850,00

Marielle Almeida Cavalcanti

Tocando Música e Descobrindo a Vida

Janaúba

MG

13.950,00

Marquesberg Afonso Martins

Almenara Comunica e Ação

Almenara

MG

13.775,00

Maurício Rodrigues da Silva

FEST ART - Festival de Artes e Cultura de Pedra Azul

Pedra Azul

MG

10.540,00

Miguel Mota

Coral Medéia

Rubim

MG

13.900,00

Miquéias Marcos Santos

Blam Bum Juventude!

Itaobim

MG

10.280,60

ONG Servir a Vida - SERVE

Servir Cantando, Desenvolver Servindo

Santa Maria do Salto

MG

12.995,00

Pedro Ramos Filho

Biblioteca Comunitária

Manga

MG

10.410,00

Raquel Fernandes Gonçalves

Exposição Fotográfica Arte e Religiosidade Popular

Medina

MG

7.994,00

Raul Nascimento Junior

Cultura e Imagem

Manga

MG

13.900,00

Rodrigo Ribeiro dos Prazeres

Tamborearte

Jaíba

MG

5.316,38

Rosana Pereira Silva

Curso de Artesanato: Cerâmica

Caraí

MG

13.500,00

Roseli Souza Santos

Melodias às Margens do São Francisco

Matias Cardoso

MG

11.813,50

Sara Almeida Botelho

Criação, Montagem e Circulação de Espetáculo O Operário em Construção

Joaíma

MG

10.895,88

Sarlete Gonçalves Branco

Teatro Na Rua, Palco do Povo

Itinga

MG

10.895,00

Sinésio Lopes Machado

Reestruturação do Grupo de Folia de Reis de Rubim: Boi Janeiro Os Coquis

Rubim

MG

13.950,00

Sinvaldo Mendes Soares

Folia do Divino Espírito Santo

Nova Porteirinha

MG

13.390,00

Suely Gomes Nunes

Jaíba em Cena

Jaíba

MG

13.500,00

Valdenilson Ferreira Dias

Som do Vale, Vida do Sertão

Rubelita

MG

11.238,00

Valdinéia Soares Moreira

Resgatando e Dançando Cultura: Raízes Perdidas

Chapada do Norte

MG

10.870,00

Valmir Santos de Sousa

100% Cultura 100% Capoeira

Santa Maria do Salto

MG

7.365,00

Vicente Rocha Silva

Preservação dos Choros e Serestas de Novo Cruzeiro

Novo Cruzeiro

MG

10.857,40

Welliton Farias de Souza

Oficina de Artesanato

Itacarambi

MG

7.735,10

Zenilce Rodrigues Soares

Som e Arte

Varzelândia

MG

9.820,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Acauã Produções Culturais

II FAMUP - Festival Acauã de Música Popular: versão junina

Aparecida

PB

10.860,00

Adenilda Maria Angelo de Barros

Banda Marcial

Jericó

PB

10.895,50

Adilson Fábio dos Santos Venâncio

Mistura de Culturas

Cuité

PB

13.795,50

Adriano Ramalho Linhares

Aquisição de Instrumentos Musicais

Condado

PB

10.870,00

Aldecy Alves Duarte

Paraíba, do Sertão ao Litoral

Poço de José de Moura

PB

13.900,00

Alexandre Batista Reis

Remígio Nossa História em Debate

Remígio

PB

10.628,40

Alírio Monteiro Júnior

Em Dias de João Bento: Memórias, Estórias e outras Mentiras de Adé Pereira

Mãe d'Água

PB

9.650,00

Aly Pietro Passos de Farias

Nação Maracagrande

Campina Grande

PB

12.837,54

Andrea do Nascimento Sousa

Som do Cariri: Banda Filarmônica Maestro Sebastião de Oliveira Brito Monteiro

PB

10.000,00

Antônio Cirílo de Lima Neto

Música na Comunidade

Mato Grosso

PB

13.950,00

Antônio Junio da Silva

Quadrilha Junina

Remígio

PB

11.000,00

Arnaldo Farias de Freitas

Meu Presente Precioso

Congo

PB

9.500,00

Arnilson Cavalcante Montenegro Júnior

Atelier de Rua: Realização de Oficinas de Xilogravura em Escolas, Praças e Logradouros Públicos do Município de Taperoá no Estado da Paraíba

Taperoá

PB

12.731,15

Associação Beneficente de Educação e Cultura - ABEC

Curtasemiárido

Picuí

PB

12.110,00

Associação Cajazeirense de Dança - ACAD

Juventude, Cultura e Movimento Hip Hop

Cajazeiras

PB

12.750,00

Associação Casa de Cultura e Lazer Júlia Rocha

De Nazareth a Nazarezinho: Uma Viagem no Tempo

Nazarezinho

PB

10.876,00

Associação Comunitária Engenheiro Arcoverde

Banda Marcial

Condado

PB

10.100,00

Associação Cultural de Zabelê

A História do Município de Zabelê/PB, Contada pelos seus Antigos Moradores

Zabelê

PB

10.750,00

Associação de Artesanato Belas Artes

Aprendendo a Fuxicar

Queimadas

PB

11.645,00

Associação de Cultura de Jovens de Nova Palmeira/PB

Arte e Existência

Nova Palmeira

PB

10.500,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário Antônio Mariz

Fala Comunidade

Queimadas

PB

13.836,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Nova Palmeira

I Teinha Cultural de Nova Palmeira

Nova Palmeira

PB

10.700,00

Associação de Jovens da Arte e Cultura - AJAC

Teatro na Comunidade

Bananeiras

PB

10.466,00

Associação Desportista e Cultural de Nova Palmeira

Estúdio Gravação Cultural no Ar

Nova Palmeira

PB

10.800,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

165


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

166

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Associação Fibras da Terra

Arte do Campo

Sousa

PB

9.800,00

Associação Sócio-Cultural, Educacional e Ambiental - ASCA

Formação de Jovens e Cultura Popular

Aparecida

PB

11.146,00

Aurélio Alves da Silva

Festival de Caboclos de Vieirópolis

Vieirópolis

PB

13.514,53

Bruno Canario Vital

Vivarte: O Futuro Jovem

Livramento

PB

10.895,88

Carlos Alexandre Silva Monteiro

Dança de Raíz

Santa Teresinha

PB

13.740,00

Centro Assistencial de Alcantil - CAA

Filarmônica na Comunidade

Alcantil

PB

9.480,00

Centro Cidadania Ação e Educação Socioambiental

Caça aos Tesouros Artísticos do Semiárido

Maturéia

PB

9.948,00

Centro de Realizações Sociais e Ecológicas Vida Nordeste

Toque do Semiárido

Prata

PB

13.906,80

Centro de Reintegração e Capacitação Fabiana Maria Lobo da Silva - CEIFA

Projeto de Educação Musical Tocando Raízes

Pombal

PB

12.850,00

Cícera Francisca da Silva

Grupo Teatral Lenços e Ventos

Nova Floresta

PB

12.446,00

Clévia Paz de Souza

Rede Cidadã

Itabaiana

PB

10.760,00

Companhia Dell' Arte

Festival Rock'n Serra

Marizópolis

PB

10.855,00

Crislaine Flaviane Marques Paulo

I Encontro de Grupos e Espetáculos de Teatro de Cuité

Cuité

PB

13.770,00

Damiana Bozano Maia

Grupo Calon de Músicas Ciganas

Sousa

PB

10.860,00

Damião Levi Brasil Bezerra

IV Festival de Repentistas de Monte Horebe

Monte Horebe

PB

10.885,00

Damião Pereira Ribeiro

Oficina de Banda

Pombal

PB

12.690,00

Danielle da Costa Santos

Dança de Raiz

Cabaceiras

PB

13.740,00

Danyelle Rocha de Oliveira Souza

As Folhas

Patos

PB

10.550,00

Déborah Denise dos Santos Silva

Produção de Fanzine Educativo para Circulação na Cidade de Esperança

Esperança

PB

3.350,00

Deborah Henrique de Souza

IV Unirock - Unidos Pela Erradicação da Fome

Umbuzeiro

PB

12.140,00

Deivid Everton Severo de Sousa

I Exposição da Sétima Arte em Tavares

Tavares

PB

12.000,00

Deleon Souto Freitas da Silva

Cinema no Sertão

Patos

PB

10.300,00

Diorgenes Claudino de Oliveira

Luiz Gonzaga Passou Aqui

Poço de José de Moura

PB

11.840,00

Dulcinea de Andrade Teixeira Paixão

Bananeiras Fest Culturas do Brejo

Bananeiras

PB

10.126,00

Edileuza da Silva Santos

Oficinas de Formação

Santa Cruz

PB

13.912,22

Edivaldo Bezerra da Silva

Escolinha de Violão, Pau e Corda

São Francisco

PB

10.850,00

Eduardo Gomes Dos Santos

Metafísica

Dona Inês

PB

10.625,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Elidiana Oliveira das Neves

Cordel no Sítio

Bananeiras

PB

10.970,00

Espedito Lopes Neto

Acorde

Sousa

PB

9.900,50

Eudes Carlos Campos de Sousa

Música e Talento: A Batida Perfeita

Livramento

PB

10.895,88

Fábio Mozar Marinho da Costa

A Voz de Itabaiana e outras Vozes

Itabaiana

PB

10.450,00

Felipe Kamargo Candido Ramos

Felipe Kamargo Candido Ramos

Cabaceiras

PB

10.119,00

Francisco de Assis Gonzaga

I Mostra do Repente de Uiraúna

Uiraúna

PB

10.850,00

Francisco de Assis Pires dos Santos

A Caixa d'Água do Sertão

Coremas

PB

10.800,00

Francisco Galvão de Souza

Cantoria no Recreio

Bom Jesus

PB

10.800,00

Francisco Ioneiton da Silva

Gravação do CD da Banda d'León

Remígio

PB

8.900,00

Francisco Ricardo Maravilha Pereira

Pra Não Dizer que Não Falei de Nós

Nazarezinho

PB

10.320,00

Francisco Sergio dos Santos

Som Tribal

Pombal

PB

13.480,00

Francisco Xavier Cipriano de Oliveira

De Repente Cantoria na Feira

São José de Piranhas

PB

10.870,00

Fundação Comunitária do Sítio Cipó

Os Pífanos dos Monteiros

Cachoeira dos Índios

PB

10.885,00

Fundação Educacional Lica Claudino

Banda de Flautas Pingos de Ouro

Uiraúna

PB

13.930,50

Fundação José Francisco de Sousa

Obra Literária de Poetas Populares Regionais

Itaporanga

PB

10.000,00

Gayrreiros do Vale do Paraíba - GVP

II Mostra da Diversidade Cultural do Vale do Paraíba

Itabaiana

PB

10.895,00

Grupo de Cultura Os Cariris

Cariris do Oiapoque ao Chuí

Taperoá

PB

10.895,00

Grupo Teatro Oficina

Fazendo Arte

Sousa

PB

12.260,00

Helena Ferreira da Silva Guedes

Retratando Nossas Paisagens

Algodão de Jandaíra

PB

10.875,75

Helena Maria Pereira

Festa no Interior: De Volta às Origens

Nazarezinho

PB

10.590,00

Hiannay Tupyara Jovem de Freitas

Compreendendo a História do Município de Prata através de mídia magnética: Exposição de Vídeo e Difusão da Produção em Praça Pública

Prata

PB

11.200,00

Ighor Rafael Lins do Egito

No Meu Pé de Parede

Serra Branca

PB

9.655,00

Ivandro Batista de Queiroz

III Semana de Cultura e Arte em Sumé (SEDAS)

Sumé

PB

11.800,00

Jean Pierry dos Santos Silva

Música no Bairro

Condado

PB

13.000,00

Jéfferson Radan Batista Rocha

Olho d'Água da Bica Lenda Viva

Cuité

PB

9.900,00

João Abel Pereira

Quinta da Viola

Cachoeira dos Índios

PB

10.875,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

167


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

168

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

João Cipriano Filho

Nascimento do Menino Jesus

Boqueirão

PB

3.740,00

João Fernandes de Oliveira

São José em Verso e Prosa

São José do Brejo do Cruz

PB

8.500,00

João Paulo de Araújo Cavalcante Oliveira

Musiclarte

Nova Floresta

PB

10.850,00

João Vanderley Mouzinho

Reestruturação da Fanfarra José Francisco Fernandes

Taperoá

PB

10.895,00

Joel Freire de Santana

9º FENERD - Festival Nordeste de Dança de Rua

Cajazeiras

PB

8.840,00

Joelmir de Oliveira

Arte Local: Espaços da Arte em Campina Grande

Campina Grande

PB

8.954,00

Johnny Edson dos Santos Pereira

Reviva o Folclore

Cuité

PB

13.843,95

Jonas Andrade de Sousa Neto

I Festival de Repentista da Cidade de Conceição

Conceição

PB

10.885,00

José Alves de Sousa

I Festival da viola e do Repente de Aparecida

Aparecida

PB

10.800,00

José Ataanison Nunes de Sá

Amar a Vida

Catolé do Rocha

PB

10.149,00

José Augusto Gomes Neto

Coral Vozes Hilariantes do Cariri

Monteiro

PB

7.900,00

José Claudenildo de Souza Venceslau

Cultura Popular, Circula entre o Povo

Cajazeiras

PB

11.530,00

José Dias Neto

I Festa do Repente da Cidade de Bom Jesus

Bom Jesus

PB

10.885,00

José Dimas Pereira Januário

Muganga

São Domingos de Pombal

PB

12.010,00

José do Monte Neto

Escolas do Repente

Cajazeiras

PB

10.885,00

José Emílio de Morais

Cantorias de Pé de Parede

São João do Rio do Peixe

PB

10.885,00

José Flávio de Araújo Alves

Olhares Sobre a Feira Livre de Salgado de São Félix

Salgado de São Félix

PB

5.744,78

José Jerônimo Vieira Júnior

DVD Vídeo-Aula: a Arte da Pintura a Dedos

Patos

PB

10.000,00

José Marconi de Souza Maciel

Cantoria na Feira II

Cajazeiras

PB

10.800,00

José Morais da Silva

I Festival de Repentistas de Poço de Dantas

Poço Dantas

PB

10.885,00

José Rodolfo de Morais Vieira

Teatro Para Todos

São João do Rio do Peixe

PB

13.500,00

José Werveson Daniel de Souza

Mais Pintura

São José do Bonfim

PB

8.829,00

Josevan Claudino da Silva

Xaxado-Arrasta-Pé da Paraíba: Companhia de Danças da FECL

Uiraúna

PB

13.948,50

Josivane Caiano da Silva

Cultura Popular do Cariri

Monteiro

PB

8.600,00

Juliana Alves de Sá

Violinos: Orquestra de Cordas da FELC

Uiraúna

PB

13.944,00

Karla Rodrigues de Almeida

Pintando Nossa Terra: Descobrindo Nosso Talento

Fagundes

PB

11.160,00

Kennel Rógis Paulino Batista Nunes

Travessia

Coremas

PB

10.500,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Laercio Ferreira de Oliveira Filho

Vídeo Curta- Metragem Antoninha

Aparecida

PB

10.800,00

Lailton João da Silva

São Bento em Quadrinhos

São Bento

PB

10.800,00

Larisa Mayara da Silva Bandeira

2º Ato - Oficina Montagem de Espetáculo Teatral

Cajazeiras

PB

10.520,00

Leandro Fernandes de Andrade

Grupo Mr. Fran

Mato Grosso

PB

9.845,30

Leonardo Alves de Oliveira

Curso de Cinema e Vídeo: A Invenção do Cinema, dos Primitivos ao Digital

Sousa

PB

10.895,00

Lindomar Dantas da Silva

Capoeirança: Ajudando a Educar

Aparecida

PB

10.880,00

Loja Maçônica Dr. Dionízio da Costa N 2233

Acordes Populares

Patos

PB

10.474,20

Luana Ranielle Ferreira da Costa

Por Uma História Social e Cultural de Bananeiras

Bananeiras

PB

12.500,00

Lucas Alves Pereira

Cine Olho

Carrapateira

PB

8.630,00

Luciano Alberto Ferreira dos Santos

I FERFABAM - Festival de Fanfarras, Bandas de Música e Marciais

Cajazeiras

PB

10.335,00

Luciano de Azevedo Silva

Festival do Minuto do Cariri Paraibano

Monteiro

PB

9.100,00

Luciano Sales Costa

Paísagens da Paraíba

Pocinhos

PB

10.650,00

Luis Carlos Soares da Silva

Cineclube Curt(A)indo as Juventudes

Solânea

PB

9.700,00

Luis Cavalcanti Neto

Cultura de Olho na Saúde Bucal

Nova Palmeira

PB

10.100,00

Luiz Ismael dos Santos

I Festival da Viola e do Repente de Santa Cruz

Santa Cruz

PB

10.895,00

Manoel Messias Soares de Souza

Centro de Formação Artística para Jovens

Patos

PB

10.000,00

Marcos de Albuquerque

Cinema na Rua

Remígio

PB

8.416,80

Maria Cristiane Oliveira de Sousa

A Arte Transformando Vidas

Livramento

PB

10.895,88

Maria da Conceição das Neves Lins

Teatro para Jovens

Barra de São Miguel

PB

10.850,00

Maria da Conceição Nóbrega

Artes Visuais: Dando Formas e Vidas à Cultura do Cariri

Livramento

PB

10.895,88

Maria de Fátima de Oliveira

Desenhando o Futuro

São José do Brejo do Cruz

PB

8.060,00

Maria de Lourdes Gomes de Lima

Criação e Publicação de Peças Teatrais

Nova Palmeira

PB

10.640,00

Maria do Socorro de Sousa Formiga

Coral Vozes da FELC

Uiraúna

PB

13.275,50

Maria Helena Costa Cavalcanti

Oficina de Fotografia: Luz, Câmera, Ação

Bananeiras

PB

10.427,00

Maria Marília Vieira Lucas

Jovens redescobrindo sua origem negra

Tavares

PB

10.376,50

Maria Sobreira da Silva

Reaproximando o Jovem Sertanejo com a Cultura Popular da Boneca de Pano

Nazarezinho

PB

13.092,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

169


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

170

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Massixte de Souza Batista

Capoeirarte

Sumé

PB

7.520,00

Moinho de Cinema da Paraíba

O Moído Cinematográfico

Campina Grande

PB

12.540,00

Mônica Maria Araújo Brito

Crochê: Mãos Tecendo a Cultura

Livramento

PB

10.895,88

Nadilson Vieira Valentim

A Paixão de Cristo

Boqueirão

PB

7.260,00

Natan Pereira de Sousa Filho

Um Olhar sob os Calões

Sousa

PB

7.920,00

Niéllyson Alves da Silva

Banda de Forró: Forrozão Bombando Tudo

Barra de São Miguel

PB

10.880,00

Pacelly Vinicius Vasconcelos Fontes

Pedra Lavrada: Tradição e luta por meio do teatro e da dança se faz viva a sua cultura

Pedra Lavrada

PB

10.700,00

Paulo Roberto de Souza Júnior

Olhar Particular

Nazarezinho

PB

10.861,00

Pedro Henrique Silva Lima

5Zero2

Cuité

PB

13.387,50

Petronila Maria Araújo Albuquerque

Música Eletrônica: Criando um Livre Set Prof.em Campina Grande

Campina Grande

PB

11.447,00

Railson Diniz Vieira

Baby Mel: Nossa Cultura é Assim...

São Bento

PB

10.800,00

Raíza Madje Tavares da Silva

Eu Quero Dançar o Nordeste

Queimadas

PB

12.400,00

Rayssa Naftaly Muniz Pinto

Ressurgiu o Pastoril

Cuité

PB

9.900,00

Rosane Lima Jovino

Mostra de Teatro e Dança do Cariri Paraíbano

Monteiro

PB

9.950,00

Sandro Régio da Silva

Pau de Arara: Oficinas e Montagem

Vieirópolis

PB

13.438,72

Sandro Regis Apolinário Chaves

Banda de Música Padre Galvão

Pocinhos

PB

8.000,00

Sérgio Matheus Tomé da Costa da Silva

Multivisualnet Paraíba

Solânea

PB

13.250,00

Silas Dias Martins

A Música na Construção da Cidadania

São José do Brejo do Cruz

PB

10.750,00

Simone de Lima

Caravana da Leitura

Monteiro

PB

9.785,00

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maturéia

É Quando vou às Alturas

Maturéia

PB

7.830,00

Sociedade Musical Mestre Zé Souto de Lima

Música Transformando e Unificando Vidas

Umbuzeiro

PB

13.387,00

Solidarium - Instituto de Arte, Cultura e Cidadania

Cultura no Presídio

Campina Grande

PB

11.070,00

Thyago Braz Dantas da Silva

Leitura na Escola: O Conto Contado por Estudade

Bananeiras

PB

9.380,00

União das Associações Comunitárias de Patos e Região

Oficina de Eco Design com Reaproveitamento de Mat. Recicláveis

Patos

PB

10.965,00

Valdeci Alves de Brito

O Reisado Como Herança

Imaculada

PB

9.880,00

Valdecira da Silva Oliveira

Implantar o Artesanato em Com. do Munic.de S.José do Bonfim

São José do Bonfim

PB

10.752,0

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Valdene Lemos da Silva

Município

UF

Valor(R$)

Dar Conhecimento em Artes Gráficas para Jovens filhos de Produtores Rurais no Município de São José do Bonfim

São José do Bonfim

PB

10.400,00

Vamberto Garcia de Holanda

A Literatura Resgatando a Cultura Local

Livramento

PB

10.895,88

Vicente Joaquim Canuto Neto

Sinfonia Música na Praça

Santarém

PB

11.123,00

Virgínia Silva Passos

Guerreiros de Luanda

Aroeiras

PB

12.837,54

Walderban Alves Alencar

Berimbal na Feira

Igaracy

PB

8.100,00

Wandemberg Gonçalves Pegado

Música Sem Fronteiras

Bom Jesus

PB

10.650,00

Wanessa Meira de Almeida

Raízes do Sertão

Patos

PB

10.250,00

Adones Valença Ferreira

I Semana Virtuosa da Casa 270

Belo Jardim

PE

9.660,00

Adriana Barros Silveira

1º Musical o Cristo da Paixão

Bom Jardim

PE

6.950,00

Adriana Santos e Silva

Baque Virado Nação Salgueirense

Salgueiro

PE

12.860,00

Alba Renata Ferreira Lopes

Resgatando a Identidade Musical: Banda de Pífano

Floresta

PE

12.750,00

Amauri dos Santos Silva

I Festival de Esquetes Estudantil de Paranatama

Paranatama

PE

9.572,00

Ana Paula de Oliveira Ribeiro

Oficinas de Criatividade Teatral nas Escolas

Orobó

PE

6.125,00

Ane Kely Lira Feitosa Santos

Rádio Coletividade

Sertânia

PE

10.658,80

Associação Base Vila Jericó

Grupo Renascer do Sertão

Triunfo

PE

8.520,00

Associação Cultural Recreativa dos Artistas de Lajedo

Brincantes na Idade Média

Lajedo

PE

9.170,00

Associação Cultural Samba de Coco Raízes de Arcoverde

Oficina de Música e Cultura Trupé

Arcoverde

PE

6.980,00

Associação da Comunidade dos Remanescentes de Quilombolas de Cachoeira da Onça

Associação da Comunidade dos Remanescentes de Quilombola de Cachoeira da Onça

Custódia

PE

10.892,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Angelim

Nos Versos... Minha História

Angelim

PE

13.750,00

Associação de Homossexuais, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de Tabira/PE - TABIRAH

Diversidades na Praça

Tabira

PE

10.846,00

Associação de Micro e Pequenos Agricultores Familiar

Novos Talentos

São Bento do Una

PE

13.900,00

Associação dos Artesãos e Agropecuaristas de Petrolândia - Café com Arte

Artecido: Pintando o Saber em Petrolândia

Petrolândia

PE

10.818,00

Associação dos Artesões Inez de Paula

Jovens Talentos

Lajedo

PE

13.375,11

Associação dos Moradores Agropecuaristas e Fruticultores do Distrito Horizonte Alegre

Renascer Capoeira

Pedra

PE

9.885,00

Associação dos Moradores das Ruas Unidas - AMORU

Reartcultura

Cedro

PE

12.788,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

171


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

Arte Caatingueira

Santa Cruz

PE

9.500,00

Associação dos Remanescentes dos Quilombos do Sítio Estivas

Valorizando o Samba de Coco nos Quilombos

Garanhuns

PE

12.425,24

Associação Indígena dos Produtores Agrícolas do Poço da Pedra - AIPAPP

Oficinas Temáticas de Arte e Cultura para Jovens Atikum

Salgueiro

PE

10.640,00

Associação Nação Coripós

Pifeiros de São Francisco

Santa Maria da Boa Vista

PE

10.000,00

Associação Rural dos Produtores e Produtoras Quilombolas de Buenos Aires e Região

Associação Rural dos Produtores e Produtoras Quilombolas de Buenos Aires e Região

Custódia

PE

10.895,00

Carlos Huelinton da Silva

Música Arte de se Comunicar

Manari

PE

4.100,00

Cibele Moura e Silva

Raízes da Cultura Negra

Belém de São Francisco

PE

11.600,00

Cícero Luiz dos Santos

Baque Virado Nação Salgueirense

Salgueiro

PE

10.430,80

Cinthia Maria Queiroz da Silva

Juventude Cultura e Arte

Surubim

PE

10.895,00

Ciro dos Santos Pereira

Gingando que se Aprende

Belém de São Francisco

PE

10.800,00

Clayton Tomaz de Sousa

Movimento Kalango: Inventário Cultural de Arcoverde

Arcoverde

PE

13.770,00

Clécio Ferreira de Lima

1º Festival de Juventude e Meio Ambiente do Sertão do Pajeú

Tabira

PE

10.703,00

Cleide Iara Andrade da Silva

Grupo de Dança Som das Aves

Saloá

PE

9.790,00

Damião Carvalho

5º Festival de Violeiros Repentistas de Serra Talhada

Serra Talhada

PE

12.850,00

Ediane Inácio da Cruz

Resgate Histórico Cultural de Granito

Granito

PE

12.592,00

Edmilson Dias da Silva

Edmilson Dias da Silva

São Bento do Una

PE

13.950,00

Eloni Freitas da Silva

Tocando Tradições

Serrita

PE

13.129,70

Erenildo Vieira Lopes

Culturarte

Trindade

PE

10.878,32

Eudes Johnnei da Silva Caitano

Aquisição de Instrumentos Musicais

São João

PE

13.324,50

Fabiano Alcântara da Silva

Raízes Nordestinas: Forró Taquara

Taquaritinga do Norte

PE

10.800,00

Fátima Regina da Silva

Rede de Mulheres Jovens Sócio-Produtivas da Cadeia do Artesanato no Semiárido Pernambucano

Santa Maria da Boa Vista

PE

10.890,80

Fernando Vieira da Silva

Capoeira nos Povoados

Ouricuri

PE

10.450,00

Fundação Cultural Cabras de Lampião

Festival Cores e Ritmos da Juventude do Pajeú

Serra Talhada

PE

10.600,00

Fundação de Cultura e Amparo ao Menor de Olho no Futuro

1º MMP - Música Popular de Pesqueira

Pesqueira

PE

10.859,50

Gabriel Pereira Filho

A Arte de Aprender

Petrolina

PE

12.600,82

Associação dos Pequenos Produtores Rurais Assentamento da Vila Rica

UF

Valor(R$)

Frei Damião da Fazenda Rodrigues - Santa Cruz PE

172

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

George Araújo da Silva

Vem Tu Também!

Caruaru

PE

9.100,00

George de Vasconcelos

Pankararu Nação Cultural

Tacaratu

PE

10.850,00

Gessé Rodrigues Pereira

Ibimirim É Pura Cultura

Ibimirim

PE

10.700,00

Gilberto Aparecido Ferreira

Vivendo a História : Resgatando a Cultura

Correntes

PE

10.868,02

Gilmara Dias de Souza

Gilmara Dias de Souza Sena

Petrolândia

PE

10.895,88

Givanildo Francisco do Nascimento

Povo Kambiwá: Revivendo e Reafirmando a Nossa Identidade

Ibimirim

PE

4.215,00

Glauco Henrique de Oliveira Barros

Ateliê Casa

Altinho

PE

13.479,65

Grupo de Apoio aos Meninos de Rua

Estúdio Social: Possibilitando Acessos

Gravatá

PE

10.000,00

Gustavo Papini Barbosa da Silva

Digiaudio Pro

Surubim

PE

12.785,00

Hélio Hortêncio Ferreira

Meu Canto, Minha Dança Pankararu

Petrolândia

PE

7.790,00

Hemerson de Moura Silva

Fazendo Cena

Arcoverde

PE

12.605,00

Instituto Vital Barros de Oliveira

Concerto para um Amigo

Salgueiro

PE

10.410,00

Israel Carlos dos Santos Oliveira

Música no Quilombo

Mirandiba

PE

9.205,00

Jailton Pereira da Silva

Jailton Pereira da Silva

Tacaimbó

PE

10.422,00

Janduir João dos Santos

Bacamarteiros como Forma de Inclusão Social e Valorização da Cultura Local

Riacho das Almas

PE

13.950,00

Jasiel Leite Ferreira

Incubadora Musical Romildo Pereira de Melo

Garanhuns

PE

13.255,24

João Antônio de Araújo Filho

Em Cores, Som, Formas e Movimentos: As correntes Artísticas Culturais da Gente Correntina

Correntes

PE

8.450,00

José Andson Rodrigues de Almeida

Resgatando a Identidade de Jovens Remanescentes do M.Itacuruba

Itacuruba

PE

13.500,00

José Marcelo da Silva

Oficina de Máscaras

Bezerros

PE

10.346,00

José Noel Bezerra dos Santos

O Segredo das Sete Chaves das Artes

Petrolina

PE

12.283,00

José Reinaldo da Silva Pinheiro Filho

Oficinas de Pintura em Tela

Ouricuri

PE

13.900,00

Josefa Aldenires Ferreira Melo

Maracatando a Juventude do Sertão

Sertânia

PE

10.658,80

Josefa Wedja do Nascimento

Josefa Wedja do Nascimento

Bezerros

PE

10.600,00

Júlio da Silva Nogueira

Tuparetama Tem Capoeira

Tuparetama

PE

10.394,00

Karlla Christine Araújo Souza

De Volta pro Ventre

Itapetim

PE

13.197,50

Lucivaldo Oliveira Ferreira

Gravação do 1º CD da Banda Templários Acústicos

Triunfo

PE

6.295,54

_______________________________________________________________________________________________________________________________

173


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

174

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Luís Eugênio Alves de França

Resgate da Quadrilha Adrenalina

Orobó

PE

12.800,00

Luiz Eduardo Palmeira Franco Junior

Revista Interior: Chã Grande Informando Jovens Através da Cultura para o Desenvolvimento

Chã Grande

PE

10.850,00

Luiz Pinheiro Filho

Cordelteca Itinerante: Democratizando a Cultura

Sertânia

PE

12.130,00

Manoel Beserra da Silva

As Mãos do Povo Kambiwá

Inajá

PE

9.900,00

Manoel de Matos Lino

Manoel de Matos Lino

Águas Belas

PE

12.900,00

Marcel Carlos Terto

Orquestra Popular

Correntes

PE

10.850,00

Marcos Aurélio Soares de Souza

Frever

Petrolina

PE

13.434,22

Maria Aparecida Gomes do Livramento

Surubim de Todos os Ritmos

Surubim

PE

10.895,00

Maria Aparecida Silva Florêncio

Integração Cultural entre os Jovens da Zona Urbana e Rural

Sertânia

PE

9.832,00

Maria Auxiliadora de Souza

Revitar

Cabrobó

PE

13.950,00

Maria da Conceição Souza de Oliveira

Artes x Drogas

Orobó

PE

12.750,00

Maria de Fátima da Silva

Dez Contos de Réis

Verdejante

PE

13.949,00

Maria Ivânia Torres da Silva

Paixão de Cristo Amigos de São Francisco

Pesqueira

PE

8.514,00

Maria Vera dos Santos

Grupo Jovens em Missão

Salgueiro

PE

12.920,00

Marilene Loula de Araújo

Marilene Loula de Araújo

Granito

PE

10.552,00

Marlom Meirelles Silva Nascimento

Cultura Digital: a Arte em Movimento

Bezerros

PE

13.500,00

Movimento Teatral Ziriguidum Art Circus - ZIRARTC

Ritmo Vem Lá da Rua

Pesqueira

PE

13.358,90

Nelson Pereira de Sá Junior

Do Xaxado ao Novo Mundo

Ouricuri

PE

9.500,00

Núcleo de Educadores Populares do Sertão de Pernambuco - NEPS

Terreiro Cultural: As Janelas e as Manifestações Culturais do Semiárido

Dormentes

PE

10.857,00

Obras Educacionais e Sociais da Paróquia de Floresta - OES

Floresta Cultural: Sementes da História

Floresta

PE

11.276,00

Paula Esterfânia Nunes Lopes

Intervenções Poéticas: Oficinas, Poesia e Rua

Tacaimbó

PE

6.500,00

Paulo Henrique Pontes Ferreira

Meninos de São Pedro

Garanhuns

PE

13.950,00

Raphaela Karoliny de Paula Magalhães

Fabulosas Histórias do Rio São Francisco

Petrolina

PE

9.775,55

Raul Bento de Oliveira Neto

Biblioteca Itinerante de Cordel do Agreste de Pernambuco - BICAP

Calçado

PE

10.750,00

Renato José de Oliveira Magalhães

Cavaleiros do Sertão

São José do Belmonte

PE

13.750,00

Roberto José dos Santos Oliveira

Capibaribe In Rock 2009 - 12ª Edição

Santa Cruz do Capibaribe

PE

11.900,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Rodolfo Rodrigo Barbosa Buarque

Orquestra Musical São João

São João

PE

13.950,00

Romualdo Rodrigues de Freitas

Mamulengo: Oficina de Construção e Manipulação

Arcoverde

PE

9.376,00

Rosilda Maria dos Santos Soares

Minha Arte, Minha Palha

Petrolândia

PE

8.535,50

Sérgio Antony da Silva Sousa

Um Passo a Frente Através da Dança

Araripina

PE

6.981,60

Severino Lúcio Barbosa

Severino Lúcio Barbosa

Orobó

PE

13.927,90

Sidrailda Rutiale de Oliveira Gomes

Nordeste Abstrato e Decorativo

Altinho

PE

12.402,50

Silvania Monteiro dos Anjos

Os Papacaceiros da Arte

Bom Conselho

PE

10.350,00

Sociedade de Incentivo à Família e Assistência à Criança - SIFAC

Xaxado nos Pés, História nas Mãos

Cedro

PE

11.492,00

Sociedade Musical Dom Bosco

Sociedade Musical Dom Bosco

João Alfredo

PE

10.850,00

Sonale Ferreira da Silva Lima

Nossa Bandinha de Lata: Alegria e Criatividade no Sertão Central

Parnamirim

PE

13.900,00

Steve Weston Bezerra

Artesanatos Ecológicos

Saloá

PE

9.550,00

Teatro Experimental de Arte - TEA

Os Mansos da Terra

Caruaru

PE

10.340,00

Terezinha Maria Alves de Souza

Educação Musical Na Escola

Riacho das Almas

PE

10.000,00

União dos Estudantes de Santa Cruz do Capibaribe - UESCC

III Encontro da Cultura Alternativa

Santa Cruz do Capibaribe

PE

11.150,00

Válbia da Silva Barros

Válbia da Silva Barros

Bezerros

PE

10.600,00

Valéria Pereira Fagundes

Manari um Olhar de Dentro

Manari

PE

8.960,00

Vanilma Cavalcante dos Santos

Coco de Roda Preservando a Cultura Negra

Triunfo

PE

10.770,00

Verônica Rozalvo da Silva

Rodízio Cultural

Parnamirim

PE

13.950,00

Wilke Torres de Melo

Exposição Fotoetnográfica Memórias Fulni-ô

Águas Belas

PE

10.371,00

Adaurício Miguel de Sousa Santos

Núcleo de Arte

Barra d'Alcântara

PI

10.820,00

Adriana Josefa da Silva

Artesanato de Barro

Massapê do Piauí

PI

9.580,00

Alfredo César de Resende Paz

Resgate da Cultura do Reisado

Boa Hora

PI

10.895,00

Antônio Deilson Silva Ferraz

Dançando com Nossa Cultura

Lagoa do Sítio

PI

8.700,00

Associação Abadá Capoeira de Simplício Mendes - PI

Comunidade Capoeira da Associação Abadá

Simplício Mendes

PI

10.500,00

Associação Comunitária de Rádio de São João do Piauí

Grupo de Dança do Juazeirinho

São João do Piauí

PI

10.855,00

Associação Comunitária de Radiodifusão Tropical FM De Jurema Piauí

União dos Nossos Valores

Jurema

PI

13.250,00

Associação Cultural e Social 5 de Julho

Vida, Morte e Ressureição de Cristo: Paixão no Piauí

São João do Piauí

PI

10.000,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

175


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Associação de Adolescentes e Jovens em Ação

Aja: Em Cena

Vila Nova do Piauí

PI

10.800,00

Associação de Apicultores da Comunidade Santa Maria

Pincel na Mão Tem Cor e Vida

Nova Santa Rita

PI

10.540,00

Associação de Comunicação e Cultura de Vera Mendes - ASCOVEM

Show de Talentos

Vera Mendes

PI

11.810,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade Mirindiba

Vida Vinda do Barro

Barra d'Alcântara

PI

11.780,00

Assoc. de Desenvolv.Comunitário da Várzea Município Tamboril do Piauí

Cidadão de Pincel da Mão

Tamboril do Piauí

PI

10.850,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Radiodifusão de Cajazeiras

Mudança: Mudar a Dança

Cajazeiras do Piauí

PI

12.200,00

Assoc. de Desenv. Comunitário dos Pequenos Produtores de Formosa

A Beleza de Pontos Livres

São João do Piauí

PI

11.200,00

Associação de Desenvolvimento Rural das Comunidades Taciba e Aracati

Entre Pontos da Cidadania

Pedro Laurentino

PI

11.300,00

Associação de Moradores da Localidade Oiticica

O Resgate da Cultura Nazarena

Nossa Senhora de Nazaré

PI

10.580,00

Associação de Moradores do Bairro Barrinha

Mão na Massa

Beneditinos

PI

11.380,00

Associação de Pequenos Produtores Rurais da Localidade Olho D'Água Falso

Construindo Ponto a Ponto

Floresta do Piauí

PI

11.200,00

Associação de Produtores Rurais da Lagoa do Fidalgo

A Arte da Massa

São Miguel do Fidalgo

PI

11.380,00

Associação dos Artistas de Teatro de Fronteiras

I Encontro Para Estudo e Exposição de Cultura Nordestina em Fronteiras - I ENCULTNE

Fronteiras

PI

10.000,00

Associação dos Músicos Amadores e Profissionais de Picos e Macro-Região

Se Juntos Trabalhamos, Junto Aprendemos e Ensinamos

Picos

PI

10.692,20

Associação Lar da Criança Dom Abel Alonso Nuñez

Coral Dom Abel Alonso Nuñez

Campo Maior

PI

8.080,00

Carla Patrícia dos Santos Gonçalves

Quizomba de Criolo

São Raimundo Nonato

PI

11.915,00

Carlos Eduardo de Sousa Silva

Luau da Cultura

São Raimundo Nonato

PI

10.750,00

Carlos Lamek Valentim

O Pequeno Príncipe do Sertão

Oeiras

PI

7.800,00

Cleane Pereira da Silva

Roda Aberta

Campinas do Piauí

PI

11.860,00

Clerice Santana da Silva

Aió de Oportunidades

João Costa

PI

10.677,00

Diego Lopes Sério

Diego Art's

Simões

PI

12.536,00

Douglas Brandão de Melo

Revelando Griôs e Mestres da Contação de Estórias em Pedro II

Pedro II

PI

11.481,60

Eduardo Pereira Lopes

Todos contra o Racismo: Turma do Binho

Picos

PI

8.000,00

Edvaldo Pereira Marques

Camaleão

São Raimundo Nonato

PI

9.160,00

Elis Marina Luz Carvalho

Elis Marina Pimenta de Cheiro Ao Vivo

Picos

PI

13.000,00

do Piauí

- AMAPPM

176

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Elizeu Saraiva dos Reis

Forró Camaleão

Pedro II

PI

10.000,00

Eponina Maria de Alencar Livino

Arraiá de Nois Tudim

Francisco Macedo

PI

10.890,00

Erico Valdir Coêlho

A Arte da Capoeira no Semiárido

Bela Vista do Piauí

PI

10.500,00

Ernestino Pereira Damasceno

Juca

Campinas do Piauí

PI

9.940,00

Francisca Maria Gomes Carvalho

Artes da Terra

Jaicós

PI

10.880,00

Francisco Alves de Morais Filho

Batuque do Samba

São Raimundo Nonato

PI

4.765,00

Francisco Braz de Oliveira Neto

Jovens Na Música

Jaicós

PI

11.920,00

Francisco das Chagas Pereira Gomes

Oficina de Teatro e de Danças Populares

Batalha

PI

13.760,00

Francisco Edilberto de Carvalho Júnior

A Cultura Artística de uma Sociedade

Simões

PI

11.000,00

Fundação Beneficente, Educacional e Cultural Belém do Piauí

Nossa Gente Fazendo Arte

Belém do Piauí

PI

13.650,00

Fundação Cultural Professora Ludetana Araújo

Teatrando em Campo Maior

Campo Maior

PI

10.000,00

Fund. de Cultura Assistência Social e Sustentabilidade Ambiental/FUNCASA

Música Nossa de Cada Dia

Alto Longá

PI

10.860,00

Fundação Maria do Socorro Marreiros

Uma Ideia na Cabeça e uma Máquina na Mão

Pimenteiras

PI

10.600,00

Fundação Santa Ângela

Fundação Santa Ângela

Pedro II

PI

13.602,00

Fundação Vale do São Romão

Minha Primeira Oportunidade

Capitão Gervásio Oliveira

PI

10.800,00

Fundação Ylla Costa Lopes

Dança Moviento da Mente

Simplício Mendes

PI

12.300,00

Grupo Arte Vida

Diversas Caras da Sociedade

Simões

PI

11.600,00

Grupo Culturart

Arrastapé no Salão

São Raimundo Nonato

PI

10.895,00

Hozangela de Sousa Venezes

Mãos que Criam Nossa Arte

Cabeceiras do Piauí

PI

9.860,00

Ivaneide da Costa Inocêncio

Biscuit

Simões

PI

3.150,00

Jardel de Castro Lopes

Rock na Praça

Pedro II

PI

7.200,00

João Batista da Veiga

Batucando na Capivara

São Raimundo Nonato

PI

10.467,00

Joaquina Maria de Sousa

Fotografando o Semiárido

Valença do Piauí

PI

10.555,00

José Domingos Ferreira dos Santos

Música Fértil em Terra Árida

Paes Landim

PI

11.900,00

Josiniel Meneses de Macêdo

Tocar para Inclusão

São João da Fronteira

PI

12.986,37

Karla Silvana Cardoso da Silva

Oficinas Artesanais

Inhuma

PI

12.500,00

Luciana Nogueira de Sousa

Festival de Dança

Inhuma

PI

12.500,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

177


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

178

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Luís Carlos Machado do Vale

Danças Populares

São José do Divino

PI

10.400,00

Luiz Pereira da Silva Filho

Brincando Reis de Bois como Nossos Pais

São João do Piauí

PI

10.600,00

Marcelo Rodrigues de Sousa

Kangaço

São João do Piauí

PI

9.600,00

Marcos Roberto do Monte Soares

Batizado e Troca de Cordas do Projeto Quilombo dos Carnaubais

Campo Maior

PI

5.705,00

Maria Anatalia dos Santos Nascimento

Por Entre Fios

Oeiras

PI

10.600,00

Maria da Conceição da Costa Silva

Jovens, Construindo o Possível, de Repente o Impossível para Promover Integração e Paz

Cabeceiras do Piauí

PI

7.713,70

Maria Francimar de Lima Coutinho

Um Dedo de Prosa

Jaicós

PI

12.000,00

Maria Lúcia de Carvalho

Música é Cultura em Ação

Massapê do Piauí

PI

4.740,00

Marly Moura da Silva

Quadrilha Junina Corta Fogo

Nossa Senhora de Nazaré

PI

8.758,00

Maurício Borges de Lima

Festival de Reisado

Ipiranga do Piauí

PI

10.755,00

Nilvan Masciel Neiva

Gravação de CD e DVD Banda Metraton

Picos

PI

10.650,00

Organização Cor Negra

Oficinas de Artes Cênicas: Projeto Resgatando

Picos

PI

9.500,00

Otávio José Veloso Neto

Cores no Semiárido

Jaicós

PI

11.750,00

Patrício Oliveira Lima

Teatro de Fantoches

Piracuruca

PI

13.780,00

Pedro Maria Borges Neto

Literatura em Cena

Paes Landim

PI

12.000,00

Reinaldo Rufino Bezerra

Gravação de CD Rap

Picos

PI

9.000,00

Rômulo José de Sousa

A Música Fala: Origens e Tradições Sitiolagoenses

Lagoa do Sítio

PI

9.800,00

Ronildo Coelho Rodrigues

O Fole da Sanfona

Massapê do Piauí

PI

10.220,00

Rosalina Rodrigues da Silva

Musicalidade de Eliseu Martins no Vale do Gurgueia

Eliseu Martins

PI

10.375,00

Sandri Gonzaga de Paula

Teatro para a Juventude em Tamboril do Piauí

Tamboril do Piauí

PI

8.930,00

Sandro de Morais

Hip Hop Itinerante

Picos

PI

9.085,00

Sociedade Amigos da Biblioteca Pública Municipal Patativa do Assaré

Balaio da Literatura Piauiense

Vila Nova do Piauí

PI

10.800,00

Sônia Maria Dantas Bonfim Queiroga

Artesanato para Todos

Valença do Piauí

PI

12.500,00

Suênia Marla de Gênesis Soares Silva

Aconteceu e Não Vi, mas me Contaram Assim...

Valença do Piauí

PI

10.127,00

Valdir de Sousa

Quizomba

São João do Piauí

PI

7.910,00

Vinício Borges da Trindade

Sete Cidades

Piracuruca

PI

12.722,00

Wilson de Freitas Júnior

EXCALE - Expressões da Cultura Alegretense

Alegrete do Piauí

PI

10.895,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Adeilda Conceição Gomes da Silva

Impressões: Stencil e Intervenção Urbana

Macaíba

RN

8.612,50

Alda Maggi

Cine Teatro Ideal

Caiçara do Norte

RN

10.724,00

Aldeias Infantis SOS Brasil - Aldéia SOS do Rio Grande do Norte

Fortalecendo a Filarmônica Hermann Gmainner da Aldeia Infantil SOS de Caicó

Caicó

RN

10.500,00

Aldises da Conceição Bessa

Dança de São Gonçalo

Portalegre

RN

10.470,00

Alex Leonardo Fernandes

Folgança de Rua

Monte das Gameleiras

RN

10.139,00

Alzimar Trajano da Silva

Música na Zona Rural

Cruzeta

RN

10.750,00

Amariles Borges de Albuquerque

Cajarana Companhia de Teatro

Santana do Matos

RN

10.247,00

Ana Cleide Costa Bernardo

Pau Furado Juvenil

Macaíba

RN

10.890,00

Antônio Otacílio da Silva

Turma de Caboclos do Mestre Antônio Grosso

Major Sales

RN

10.820,00

Argival Marcelo de Morais

Desenhar para Contar

Pau dos Ferros

RN

5.538,10

Associação Amigos do Olheiro

1º Festival de Quadrilhas Juninas Beneficente de Pureza

Pureza

RN

9.700,00

Associação Beneficente e Cultural Comunitária Manoel Veríssimo Gomes

Criação do Grupo de Dança Raízes Potiguar

Baraúna

RN

10.710,00

Associação Comunitária Caridade e Luz

Quadrilha Junina: Aquisição de Figurinos e Equipamentos de Som

Severiano Melo

RN

10.720,00

Associação Comunitária Cultural Amigos da Casa da Cultura Palácio Florêncio Luciano

A Cultura em Movimento

Parelhas

RN

12.000,00

Associação Comunitária Logradouro

Arte Viva

São Francisco do Oeste

RN

13.196,00

Associação da Serra de Gameleira de Baixo

Quilombolas Revitalizando a Cultura do Boi de Reis

São Tomé

RN

10.101,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Boa Vista

Reinado do Rosário

Parelhas

RN

9.450,00

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Triunfo Potiguar

Alvorada: Filarmônica V. Leandro F. de Carvalho

Triunfo Potiguar

RN

10.782,00

Associação de Desenvolvimento e Integração Social Frutuosense

II Festival de Cultura de Frutuoso Gomes

Frutuoso Gomes

RN

11.773,00

Associação de Jovens Ação e Cidadania - AJAC

Sons da Vida: Música o Caminho da Transformação Humana

São Tomé

RN

10.557,75

Associação do Bem Estar Socio Econômico e Cultural Santanense

Ampliação da Banda de Música 24 de Junho

Riacho de Santana

RN

9.820,00

Associação dos Moradores dos Bairros de Frutilândia I, II e Fulo do Mato

Auto de São José

Açu

RN

12.080,00

Associação dos Produtores Agrícolas de Bebida Velha

Pintura: Tecido, Capacho de Coqueiro

Pureza

RN

13.650,00

Associação e Escola de Música Francisco Soares Filho

Aquisição de Instrumentos Musicais

Augusto Severo

RN

10.000,00

Augusto Araújo Neto

Cine-Forró

Tangará

RN

10.816,29

Aurilene Nogueira da Silva

Jovem Acordeon

Areia Branca

RN

13.000,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

179


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

180

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Berenice de Freitas Ramos

Venha-Ver a Arte Nascer

Venha-Ver

RN

12.155,00

Bethânia Barbosa Brandão

Redescobrindo a BR 101

Touros

RN

10.895,00

Bruno Campelo de Oliveira

Nas Pegadas dos Fiéis: O Registro Audiovisual das Manifestações Religiosas do Santuário do Lima

Patu

RN

13.077,00

Camila da Silva Pereira

Dançando: Arte, Expressividade e Vida

Pau dos Ferros

RN

9.677,00

Carlos André Porfírio

A Dança como um Valor Artístico Cultural

Várzea

RN

7.845,00

Centro de Assessoria às Comunidades Rurais e Urbanas - CEACRU

Em Nome da Fé

Governador Dix-Sept Rosado

RN

10.800,00

Centro de Promoção Social de Campo Redondo

Música no Sertão

Campo Redondo

RN

10.649,00

Cícero Batista Eleuterio da Silva

Música em Sucata como Sustentabilidade para Crianças e Adolescentes

Lajes

RN

6.420,00

Dione de Medeiros Lima

Apicultura em Ipueira: uma Relação de Parceria com a Natureza

Ipueira

RN

5.000,00

Edson de Souza Soares Neto

Currais Novos em Versos & Rimas

Currais Novos

RN

9.971,50

Educar

Festival de Pucunã

Carnaúba dos Dantas

RN

10.895,00

Elaine de Araújo Gomes

Construindo Circo, Tecendo Sonhos

Pilões

RN

8.374,00

Elivan Alves de Moura

Vernacolhares: um Olhar sobre Campestre

São José do Campestre

RN

10.395,00

Erinilson Silva da Cunha

Cordel Contando Sua História

Monte das Gameleiras

RN

10.800,00

Francinaldo da Silva Moura

João Redondo nas Terras do Seridó

Currais Novos

RN

12.535,00

Francisco das Chagas Gaudêncio

IV Evento Cultural Novartes: Educar com a Cultura Popular

Lucrécia

RN

10.600,00

Francisco de Assis da Silva

Mamulenga Minha Mão na Sua Mão

Açu

RN

10.874,00

Francisco Edísio Lorena

Nas Cordas da Viola

Marcelino Vieira

RN

10.110,00

Francisco Erinaldo de Souza

Amigos da Arte

Marcelino Vieira

RN

8.746,00

Francisco Flávio Felipe de Souza

Socializando Saberes e Interagindo Gerações

Porto do Mangue

RN

13.941,00

Fundação Félix Rodrigues

Arte que Mostra Arte

Pendências

RN

13.950,00

Geila Radimila Linhares de Andrade

Auto da Lapinha

Touros

RN

10.895,00

Gilberto Francisco Sobrinho da Silva

Grupo de Capoeira Berimbau de Ouro

Major Sales

RN

9.677,00

Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará

Ventania Shakespeariana

Mossoró

RN

12.000,00

Higor Daivilly da Silva Ribeiro

Art Abrindo Caminhos

Galinhos

RN

10.845,30

Izabel Cristina de Medeiros

O Jogo e a Observação na Construção da Cena Teatral em Acari

Acari

RN

9.600,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Jerusa Maria Bezerra de Lima

Tecendo as Varandas de Cachoeirinha

Antônio Martins

RN

10.470,00

Jimmy Karter Matias da Silva

Dança Afro-Brasileira

Itajá

RN

8.500,00

José Alves Júnior

Banda dos Anos Dourados

São Pedro

RN

12.040,00

José Daniel Vieira de Arruda

EnCANTO: MPB na Praça

Janduís

RN

12.925,00

José Fernando da Silva

Salto da Onça: A Lenda

Santo Antônio

RN

10.850,00

José Gevildo Viana

Cinema no Sítio: Abrindo as Porteiras para a Arte

Rafael Fernandes

RN

7.360,00

José Vieira dos Santos

Pintura na Praça

Areia Branca

RN

11.400,00

Juliet Viegas Gomes de Lima

Não Deixe Meu Boi Morrer

Vera Cruz

RN

10.800,00

Julio Cesar Fernandes da Costa

Sons do Agreste

Nova Cruz

RN

10.895,88

Júnior Galdino de Azevedo

A Saga de Zé Leão na Terra das Flores

Florânia

RN

10.500,00

Laudimeiry Humberta Silva de Azevedo

Espetáculo Santuário dos Negros

Jardim do Seridó

RN

10.000,00

Luciana Maia e Silva

Resgate da História Cultural de Santa Cruz

Santa Cruz

RN

10.000,00

Márcio di Angelis Oliveira Guimarães

Capoeira Cultura Viva

Governador Dix-Sept Rosado

RN

10.800,00

Maria Aparecida Rodrigues da Silva

Fazendo Mais Cultura: Minha História Virou Cordel

Florânia

RN

8.000,00

Maria Bernadete dos Santos

Soprando a Música

Martins

RN

7.170,00

Maria da Apresentação de Oliveira Marques

Viajando pela Cultura Nordestina Através da Leitura

Doutor Severiano

RN

10.350,00

Maria das Vitórias Araújo Cruz

Cultura na Cidade

São Vicente

RN

5.000,00

Maria de Fátima Gomes

Maneiro Pau

Portalegre

RN

10.260,00

Maria de Fátima Gonçalo de Lima

Arte em Movimento

Januário Cicco

RN

10.614,00

Maria Rosineide do Nascimento

Carapuça: a Vida é o Palco

Água Nova

RN

8.910,00

Mário Silvério de Oliveira Júnior

Musicalização como Forma de Inclusão Social

Santana do Seridó

RN

10.500,00

Milton Francisco da Silva

Banda Marcial de Lagoa das Pedras

Lagoa de Pedras

RN

10.895,00

Mônica Ciríaco Fernandes

Oficina de Iniciação ao Teatro e Estética do Oprimido

São Rafael

RN

10.419,93

Nilber Kalebe dos Santos Alcântara

Coral Vozes da Juventude

Ipanguaçu

RN

12.176,25

Nubia Maria Abrantes

Espalhando Cultura com o Teatro de Rua

Doutor Severiano

RN

10.100,00

Patriciana Henrique de Lima

Estrelas do Amanhã: Construíndo o Saber Teatral

Lagoa de Pedras

RN

10.895,00

Pedro César Pereira de Almeida

Teatro do Oprimido: Jovens em Ação por uma Sociedade Melhor

Messias Targino

RN

7.250,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________

181


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social

182

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Regina Tereza Braga da Silva

Oficina de Tambor de Crioula

São Miguel do Gostoso

RN

11.700,00

Rodrigo da Costa Rego

Leitura Também é Cultura

Luís Gomes

RN

10.807,00

Rodrigo Félix da Silva

Criando uma Nova História

Santo Antônio

RN

13.000,00

Rômulo Granjeiro de Souza

II Festival Encanto de Música Popular

Encanto

RN

10.200,00

Sandra Medeiros da Silva

Arte na Terra

Umarizal

RN

5.950,00

Santo Tito Cláudio Paiva Moreira

Sons do Potengi

São Paulo do Potengi

RN

10.748,50

Tárcio Luiz da Silva

Violão Educativo

Barcelona

RN

9.350,00

Thábatha Hanna de Medeiros

Fazendo Arte: Teatro Itinerante

Caicó

RN

9.830,00

Thalles Anderson Belarmino de Andrade

Boi de Reis

Ruy Barbosa

RN

8.250,00

Therezinha Tessele Galles

Flauta Cabocla

João Câmara

RN

5.800,00

Walison Bruno de Araújo

Encantando a Comunidade: uma Forma de Trabalhar Conceitos Sociais a partir da Musicalidade

São Paulo do Potengi

RN

10.807,53

Wellington de Souza Marques

Oficinas de Capoeira

Lajes

RN

9.970,00

Wescley José da Gama

Curso Gratuito de Violão e Manutenção da Orquestra de Violões do Seridó

Currais Novos

RN

9.971,50

Wigna Medeiros da Nóbrega

Arte Cidadania: uma Construção Social

Ipueira

RN

12.000,00

Williams Vicente da Silva

Mossoró Audiovisual

Mossoró

RN

13.442,10

Adejania dos Santos Nunes

Oficina de Bordados

Nossa Senhora Aparecida

SE

12.800,00

Ademilson Marcos dos Santos

Esculpindo Talentos

Nossa Senhora das Dores

SE

10.908,50

Anderson Dionísio Santos

Capoeira Molas de Itabaiana

Itabaiana

SE

10.500,65

Associação Cultural Raízes Nordestinas - ACRANE

Virxe! Deu Shakespeare na Caatinga - Formação e Qualificação para o Teatro

Poço Redondo

SE

11.910,00

Associação de Moradores e Amigos do Povoado Mangueira

Quadrilha Junina Levanta a Saia do Povoado Mangueira

Itabaiana

SE

10.680,00

Associação de Proteção Comunitária Sítio Alto

O Sítio É Alto, Mas a Dança É de Roda

Simão Dias

SE

12.002,00

Associação Lagartense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros -

Na Roça Também se Faz Cultura e Cidadania

Lagarto

SE

10.700,00

Associação Musical e Social de Riachão do Dantas

Recuperação da Filarmônica N.S. do Amparo, Escola de Música

Riachão do Dantas

SE

13.800,00

Associação Musical Filarmônica Maestro João Alves de Oliveira

Associação Musical Filarmônica Maestro João Alves de Oliveira

Carira

SE

Ass.para Promoção e Desenvolvimento para Com. De Cedro de S.João

Formação da 1ª Banda de Percussão do Munic. de Cedro de S.João

Cedro de São João

SE

10.862,00 13.090,00

_______________________________________________________________________________________________________________________________


Ação Microprojetos Mais Cultura no Semiárido Brasileiro

PROJETOS SELECIONADOS Nome / Razão Social Bruno Santana Pereira

Título / Projeto

Município

UF

Valor(R$)

Pesquisa Folclore Serrano

Itabaiana

SE

10.005,00

Instituto Simãodiense de Juventude - ISAJE

Jovens Atores

Simão Dias

SE

11.486,25

Ivelizze Martins de Vasconcelos

Ciranda, Cirandinha...

Lagarto

SE

13.553,25

João Batista de Jesus

Espaço da música - Solte sua Voz

Feira Nova

SE

12.500,00

João Paulo de Jesus Gois

A Revoada da Asa Branca

Simão Dias

SE

12.784,00

José de Lira Raimundo

Encourados do Sertão

Nossa Senhora da Glória

SE

13.800,00

José Ricardo Nascimento da Silva

Dança, Cultura e Arte

Frei Paulo

SE

10.499,00

Juliete dos Santos

História em Migalhas: a TVE do Colégio Estadual Cicero Bezerra Resgatando a História da Sociedade Gloriense

Nossa Senhora da Glória

SE

12.113,80

Karla Marcelina de Jesus Brasida

O Resgate de uma Tradição

Telha

SE

1.844,15

Lucas Fontes Lima

Gravando Ideias

Areia Branca

SE

10.119,10

Maria Aparecida de Souza Santos

Revivendo a Nossa História em Quadrinhos

Nossa Senhora da Glória

SE

11.051,71

Maria da Conceição Souza de Oliveira

Criando e Recriando Com Arte

Gararu

SE

11.500,00

Meiriane Albuquerque Melo

Arte Viva

Gararu

SE

4.230,00

Paula Vieira Santos

Valorizando e Transformando o Conhecimento

Telha

SE

882,00

Paulo Roberto Mesquita Andrade Júnior

Paulo Roberto Mesquita Andrade Junior

Canindé de São Francisco

SE

10.930,00

Raimundo Vieira Farias Sobrinho

Raimundo Vieira Farias Sobrinho

Amparo de São Francisco

SE

9.990,00

Renato Carvalho Alexandre

Talentos Daqui

Pedra Mole

SE

12.730,00

Roberto Dantas de Almeida

Toques Juvenis

Tobias Barreto

SE

10.092,00

Robson Santana dos Santos

Pintando o Folclore de Moita Bonita

Moita Bonita

SE

9.613,00

Romário da Silva Andrade

Romário da Silva Andrade

Nossa Senhora da Glória

SE

6.002,60

Sergio de Oliveira Dantas

Cultura da Mandioca: Cultivando Vidas

Nossa Senhora das Dores

SE

9.460,00

Sergio Santos Teles

Bonecas de Pano

Nossa Senhora das Dores

SE

10.360,00

Sociedade Filarmônica Pe. Manoel Araújo

Músicos do Futuro

Ribeirópolis

SE

12.900,00

Vinicius Fontes Silva

Fotocidadania - Despertando um Novo Olhar!

Canindé de São Francisco

SE

13.280,00

Weverton Santos de Matos

A Paixão de Cristo

Canhoba

SE

3.250,00

Zenaide Santos

O Auto da Feira

São Miguel do Aleixo

SE

10.580,00

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AGRADECIMENTOS

- Secretaria Executiva de Cultura do Estado de Alagoas - Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia - Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - Secretaria Estadual da Cultura do Espírito Santo - Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão - Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais - Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba - Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco/ Fundarpe - Secretaria da Educação e Cultura do Piauí - Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte - Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe - Fundação Casa de Rui Barbosa – Lia Calabre - Anima.Cult - Criatividade e Desenvolvimento - Ponto de Cultura Boca no Trombone - Cleide Soares da Arca das Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário - Pacto pelas crianças e adolescentes do Semiárido - UNICEF - Às Prefeituras Municipais do Semiárido brasileiro - As rádios comunitárias que contribuíram para a divulgação da ação - A todos os artistas, produtores culturais e Organizações não Governamentais que participaram direta ou indiretamente desta ação

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EXPEDIENTE

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro da Cultura Juca Ferreira Secretário Executivo Alfredo Manevy Secretária de Articulação Institucional Silvana Meireles Presidente da Fundação Nacional de Artes Sérgio Mamberti Secretário do Audiovisual Newton Cannito Secretário de Cidadania Cultural TT Catalão Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura Henilton Menezes Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural Américo Córdula Secretário de Políticas Culturais José Luiz Herencia Presidente da Agência Nacional do Cinema Manoel Rangel Presidente da Fundação Biblioteca Nacional Muniz Sodré Presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa José Almino de Alencar Presidente da Fundação Cultural Palmares Zulu Araújo

Esta publicação refere-se a ação Microprojetos Mais Cultura para o Semiárido, realizada por meio do Termo de Parceria nº 00007/2009, publicado no DOU em 14/05/09, na página 12, seção 3.

Presidente do Instituto Brasileiro de Museus José do Nascimento Júnior Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Luiz Fernando de Almeida

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SECRETARIA DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL

Funarte

Secretária e Coordenadora Executiva Silvana Meireles

Presidente Sérgio Mamberti

Diretor de Programas Integrados Vinícius Palmeira Coordenadora Geral de Ações Mônica Monteiro Coordenadora de Territorialização / Ação Microprojetos Selma Santiago

Direção Executiva Myriam Lewin Coordenação Geral de Planejamento e Administração/Funarte Anagilsa Franco Coordenação da Assessoria Especial da Presidência e Projeto Mais Cultura/Funarte Xico Chaves (Francisco de Assis Chaves Bastos) Sub-coordenação de projeto /AESP/Funarte José Maurício Moreira

Assistente Técnica Simone Colen

Representante Regional da Funarte/Nordeste Jorge Clésio

Secretária Vanessa Teixeira

Representante Regional da Funarte/MG e apoio técnico Mirian Lott

Assessoria de Comunicação Tatiana Sottili Rafael Ely Djenane Arraes Cassiano Sampaio Leonardo Menezes Marcos Monteiro

Representante Regional da Funarte/DF e apoio técnico Maria Celeste Mascarenhas Queiroz Auditor Interno/Funarte Reynaldo Veríssimo Procurador Jurídico/Funarte Miguel Lobato Coordenação Financeira da Funarte Abimael Corrêa Coordenação da Divisão de Planejamento da Funarte Maria Eva da Silva Assistente técnico/Funarte Ivan Pascarelli Assistente ténica/Funarte Maura Torres de Carvalho Assistente técnica/Funarte Marcia Barcelos Bello Assistente de comunicação Funarte/INEC/Microprojetos Laura Proto Assistente técnica/Funarte/INEC/Microprojetos Luciana Flores Gomes Assistente técnica/Funarte/INEC/Microprojetos Maria Cecília Matos Assistente técnica/Funarte/INEC/Microprojetos Juliana Santos Assistente técnica/Funarte/INEC/Microprojetos Fabíola Matos Igino

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INSTITUTO NORDESTE CIDADANIA – INEC

Anima

Diretora Presidente Cássia Regina Xavier de Andrade Diretor Cultural Tibico Brasil

Consultores Claudia Leitão Luiz Antonio Gouveia Luciana Guilherme

Diretora Administrativa-Financeira Helda Kelly dos Santos Pereira

Coordenação Executiva Glicia Gadelha

Gerente Administrativa-Financeira Luciana Félix da Silva Coordenador Geral Lênin Carlos Rodrigues Equipe Técnica Lília Mara Barbosa Bessa Fabiana Bernarda de Souza Costa Adriana Rodrigues de Freitas Rogério Paulo da Silva Auxiliares de Eventos Culturais José Magno Pinto Cavalcante Ariane Busato Simon César Antonio Martin Diego Soares Rebouças Ana Carolina Lima Sales Ana Karolina Pamplona Cavalcante Cassandra Fortes Ferreira Marília Halina Girão Farias Adriana Costa Moura da Rocha Viviane Saraiva dos Santos BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A. Presidente Roberto Smith Diretores João Emilio Gazzana José Sydrião de Alencar Júnior Luiz Carlos Everton de Farias Oswaldo Serrano de Oliveira Paulo Sergio Rebolcas Ferraro Stélio Gama Lyra Júnior Chefe do Gabinete da Presidência Robério Gress Assessor Especial para a Área de Comunicação e Cultura Paulo Mota Gerente do Ambiente de Comunicação Social Mauricio Lima Gerente do Ambiente de Gestão da Cultura Tibico Brasil

Supervisão Técnica Cristina do Vale Produtora Lilia Alves Secretária Lucivanda Vieira Pesquisadores Ivy Ariane Teixeira Rafael Cicera Barbosa Kally Damasceno Evandro Magalhães Karla Torquato

Primeiro Plano Edição Vera Rotta Maria José Hesseine Coelho Leonardo Mourão (edição de textos) Textos Vera Rotta Fernando Rotta Weigert Edição de Fotografia Paulino Menezes Projeto Gráfico e Diagramação Maria José Hesseine Coelho Cristiane Cardoso Secretária Lilian Franz Younes Fotos Paulino Menezes Revisão Cláudia Regina Pinheiro Pires

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Créditos das imagens

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Pag 9 – detalhe artefatos de teatro do Grupo Garajal, Maracanaú (CE) – Paulino Menezes Pag 18 – grupo de Caroço – gleba do Barro Duro, Tutóia (MA) – Vera Rotta Pag 19 – arquivo Renato Magalhães Pag 20 - detalhe artefatos de teatro do Grupo Garajal – Maracanaú (CE) – Paulino Menezes Pag 21 – São José do Belmonte (PE) – Paulino Menezes Pag 23 – detalhe confecção das bonecas de pano, Crato (CE) – Paulino Menezes Pag 25 – Cine na Roça, Lagarto (SE) – Paulino Menezes Pag 26 - Gleba do Barro Duro, Tutóia (MA) – Paulino Menezes Pag 29 – Detalhe de altar no interior de Lagarto (SE) - Paulino Menezes Pag 30 – Grupo de Caroço, gleba do Barro Duro, Tutóia (MA) – Paulino Menezes Pag 31 – Cavalgada, São José do Belmonte (PE) – Arquivo Renato Magalhães Pag 33 – Grupo de Caroço, gleba do Barro Duro, Tutóia (MA) – Paulino Menezes Pag 34 – Sede do grupo Uirapuru, Cascavel (CE) – Paulino Menezes Pag 35 – de cima para baixo, da esquerda para a direita - Detalhe da feira de Picos (PI) – Vera Rotta - Detalhe de casa em Olinda (PE) – Vera Rotta - Mercado de Picos (PI) – Vera Rotta - Sertão de Pernambuco – Vera Rotta - Detalhe feira de Caruaru (PE) – Vera Rotta - Rendeira de labirinto – Touros (RN) – Vera Rotta - Quintal Cultural, Maceió (AL) – Arquivo Quintal Cultural - Detalhe casa em Olinda (PE) – Vera Rotta - Detalhe, Olinda (PE) – Vera Rotta - São José do Belmonte (PE) – Paulino Menezes Pag 36 – de cima para baixo - Quintal Cultural, Maceió (AL) – Arquivo Quintal Cultural - Gleba do Barro Duro, Tutóia (MA) – Vera Rotta - Comunidade do Amarelão, João Câmara (RN) – Vera Rotta


Pag 37 – Vitória da Conquista (BA) – Paulino Menezes Pags 38 a 43 – Orquestra de Barro Uirapuru, Cascavel (CE) – Paulino Menezes Pags 44 a 51 – Grupo Garajal, Maracanaú (CE) - Pags 44, 45, 47, 50 e 51 – Paulino Menezes - Pag 46, 48 e 49 – arquivo Grupo Garajal Pags 52 a 57 – Grupo de Caroço Arco Iris do Amor, Tutóia (MA) – Paulino Menezes Pags 58 a 61 – Bonecas de Pano, Crato (CE) – Paulino Menezes Pags 62 a 65 – Elis Marina, Pimenta de Cheiro, Picos (PI) – Paulino Menezes Pags 66 a 69 – Tambor de Criola, São Miguel do Gostoso (RN) – Paulino Menezes Pags 70 a 73 – Flauta Cabocla, João Câmara (RN) – Paulino Menezes Pags 74 a 77 – Cultura no Presídio, Campina Grande (PB) – Paulino Menezes Pags 78 a 83- Cavaleiros do Sertão, São José do Belmonte (PE) - pags 78, 79 e 81– Arquivo Renato Magalhães - pags 80, 82 e 83 – Paulino Menezes Pags 84 a 89 – Quintal Cultural, Maceió (AL) – Paulino Menezes Pags 90 a 95 – Oficina de Máscaras da Comunidade do Lixão, Bezerros (PE) – Paulino Menezes Pags 96 a 99 – Cine na Roça, Lagartos (SE) – Paulino Menezes Pags 100 a 105 – Hip Hop nas Ruas, Vitória da Conquista (BA) - Paulino Menezes Pags 106 a 109 – Re-criando, Regência, Linhares (ES) - Paulino Menezes Pags 110 a 113 – Estação da Memória, Araçuaí (MG) - Paulino Menezes Pag 114 – Feira de Caruaru, Caruaru (PE) – Vera Rotta Pag 116 – Interior de Lagartos (SE) – Paulino Menezes Pag 117 – São José do Belmonte – Paulino Menezes Pag 118 – Interior município de Touros (RN) - Paulino Menezes Pag 119 – Rua do Sol Nascente, Maceió (AL) – Paulino Menezes Pag 120 – Barro Duro, Cascavel (CE) – Paulino Menezes Pag 122 – Arquivo Renato Magalhães Pag 123 – São Miguel do Gostoso (RN) – Paulino Menezes Pag 140 – Tutóia (MA) – Paulino Menezes

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Esta publicação utiliza as famílias tipográficas Casablanca Antique e Garamond. Foi impressa nos papéis Couché matte 230g [capa] e couché matte 115g [miolo].



Cultura nas mãos