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Escola Secundária de Silves 2007/2008

Diagnóstico da Cidade

Docente: Paula Torres Discentes: . Ana Correia, n.º 3 . Eduardo Monterde n.º9 . Márcia Vicente n.º19 12ºN12

Área de Projecto 1


Índice 1. Introdução ...................................................................................................... 3 1.1. Contexto de estudo .................................................................................. 3 1.2. Definição do Problema............................................................................. 3 1.3. Definição de Objectivos ........................................................................... 4 1.4. Pertinência e Limitações do Estudo ......................................................... 4 2. Enquadramento teórico .................................................................................. 5 A Cultura ......................................................................................................... 5 As Cidades ..................................................................................................... 5 A Cultura e as Cidades ................................................................................... 6 2.1 Um pouco da História da Cidade… .......................................................... 7 2.2 Descrição da Cidade nos Dias de Hoje .................................................. 12 2.2.1. Monumentos ................................................................................... 12 2.2.2. Infra-estruturas ................................................................................ 17 3. Metodologia .................................................................................................. 21 3.1 Selecção de Amostra Significativa .......................................................... 21 3.2 Aplicação de Questionários .................................................................... 22 4. Análise de Dados ......................................................................................... 23 4.1 Avaliação de Recursos ........................................................................... 23 Potencial Cultural ...................................................................................... 23 4.2 Tratamento de Dados ............................................................................. 25 Inquéritos realizados à população ............................................................. 25 Entrevistas .................................................................................................... 46 4.3.1 - Entrevista realizada ao Vereador Rogério Santos Pinto ................ 46 Entrevistas a Associações Culturais ......................................................... 50 Conclusão ........................................................................................................ 52 Anexos ............................................................................................................. 56 Anexo A – Inquéritos realizados à população ............................................... 56 Anexo B – Entrevista a representante da Associação de Artistas Plásticos ArteXelb ........................................................................................................ 57 Anexo C – Entrevista a representante da Associação Cultural Racal Clube 58 Anexo D – Entrevista a representante do Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim ...................................................................................................................... 59 Anexo E – Entrevista a representante da Associação Pé de Vento ............. 60 Anexo F – Entrevista ao vereador da Câmara Municipal, Rogério Santos Pinto ...................................................................................................................... 61 Anexo G – Requisitos citados no Decreto-lei n.º39/2008 de 7 de Março, referentes ao novo regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento de empreendimentos turísticos .......................................................................... 62 Bibliografia........................................................................................................ 65

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1. Introdução 1.1. Contexto de estudo Somos alunos da Escola Secundária de Silves, do 12º ano do curso de Ciências e Tecnologias e iniciamos este trabalho no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Este projecto insere-se no concurso Cidades Criativas, em que toda a nossa turma participa, adoptando diferentes temas: - Ambiente - Sociedade - Intervenção Urbana e Ciência - Cultura - Economia e inovação - Acessibilidade De entre todas estas opções optamos pela Cultura, pois era a área que parecia inserir-se melhor no contexto da nossa cidade, visto que é uma cidade histórica.

1.2. Definição do Problema Como aproveitar os espaços existentes em Silves de modo a terem o máximo proveito na área da Cultura?

3


1.3. Definição de Objectivos Ao iniciarmos este trabalho de projecto, temos como objectivos: 1 - Conhecer os hábitos e costumes da população da nossa cidade; 2 - Conhecer a história da nossa cidade; 3 - Propor a reabilitação e a criação de espaços de expansão cultural; 4 - Propor a fomentação e o interesse pela cultura na cidade; 5 - Propor novos eventos para tornar a cidade mais dinâmica; 6 - Propor melhorias no turismo cultural de Silves; 7 - Divulgar a cidade para outros pontos da região/país; 8 - Divulgar a cultura da cidade aos próprios habitantes.

1.4. Pertinência e Limitações do Estudo Na nossa opinião, este trabalho é importante para a população em geral, pois em termos de cultura a nossa cidade não é muito privilegiada. Apesar de ser uma cidade histórica onde estão presentes não só edifícios desde a Idade Média, como também achados arqueológicos da Pré-história, quer os seus monumentos quer as novas infra-estruturas nem sempre têm um aproveitamento relevante. Como principais limitações do estudo deparámo-nos com o elevado número de habitantes da cidade, o que não nos permitiu elaborar uma avaliação pormenorizada acerca da opinião da população em geral, mas só de uma pequena percentagem. Outro aspecto menos favorável foi também o facto de não termos muito tempo disponível para a realização do trabalho, pois apenas fizemos pesquisa e averiguações sobre o dinamismo cultural em Silves durante as aulas semanais de Área de Projecto.

4


2. Enquadramento teórico 2.1 A Cultura A UNESCO define cultura como o “conjunto de traços distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e afectivos que caracterizam uma sociedade ou grupo social. Ela engloba, para além das artes e das letras, os modos de vida, os direitos fundamentais do ser humano, os sistemas de valores, as tradições e as crenças.” Do latim cultus, e consoante o contexto sob o qual nos debruçaremos ao longo deste projecto, é um termo ambíguo. No âmbito social, cultura é tudo aquilo que é aprendido e/ou partilhado por cada indivíduo, ou seja, “refere-se aos estudos e conhecimentos de um indivíduo”1. “Segundo a definição pioneira de Edward Burnett Tylor, (…) a cultura seria “o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Portanto corresponde, (…) às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração em geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.”2 Porém, ao debruçarmo-nos sobre este tema, procuramos incidir nas actividades culturais, ou seja, não no conhecimento adquirido por cada um, mas sim pelo meio pelo qual adquirimos conhecimento, quer seja através da literatura, da música, das artes plásticas, etc.

2.2 As Cidades “Uma cidade é uma área urbanizada, que se diferencia de vilas e outras entidades urbanas através de vários critérios, os quais incluem população, densidade populacional ou estatuto legal, embora a sua clara definição não seja precisa, sendo alvo de discussões diversas. A população de uma cidade varia entre as poucas centenas de habitantes até à dezena de milhão de habitantes. As cidades são as áreas mais densamente povoadas do mundo (…). 1

Criar Mundos (s.d.), “Cultura”, <http://criarmundos.do.sapo.pt/Antropologia/pesquisacultura001.html>

2

Wikipédia (2008), “Cultura” <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura>

5


Historicamente, em Portugal, as primeiras cidades correspondiam apenas às sedes de diocese, sendo que, ao longo da Idade Média, apenas nove povoações detinham esse estatuto (Braga, Porto, Viseu, Lamego, Guarda, Coimbra, Lisboa, Évora e Silves), não obstante certas vilas (como Santarém, por exemplo) terem maiores coeficientes demográficos e económicos que certas cidades do interior. Com o correr do tempo, outras vilas foram sendo promovidas a cidade, muitas associadas à criação do respectivo bispado, enquanto outras o foram por questões de natureza geoestratégica, demográfica ou económica.”3 “Nos nossos dias é reconhecida a importância que as cidades têm como actores decisivos na economia e no desenvolvimento do País. Para além de se constituírem como os espaços onde vive uma parte significativa da população portuguesa são, cada vez mais, elementos fundamentais para a promoção da competitividade, da cidadania e da qualidade de vida.”4

2.3 A Cultura e as Cidades A cultura é uma vais valia social no que toca à população de uma cidade. E por isso, deve “preencher a sua intervenção em áreas como a sensibilização e formação de novos públicos, concentração de política e acções culturais intermunicipais, sensibilização para temas sociais e para a cultura em geral.” 5 “Os tradicionais centros urbanos, com a sua lamentável desertificação, têm que, urgentemente, operar uma inversão sustentada deste modelo urbano ultrapassado, criando condições para a reactivação da qualidade de vida dos centros históricos e para a criação de novas centralidades, onde a vertente cultural deverá ser, também, um factor determinante. (…) A cidade deve constituir-se como um projecto partilhado por todos os cidadãos, mas para isso é fundamental que os responsáveis políticos pela cidade tenham capacidade para, colectivamente, criarem as condições para a construção de uma visão estratégica urbana e para a definição da sua missão e dos seus objectivos. 3

Wikipédia (2007), “Cidade” <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade>

4

Universidade de Aveiro (Cidades Criativas), “A Ideia” <http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/PageText.aspx?id=6636>

5

COMUM – Rede Cultural (s.d.), <http//www.comum.net/index2.htm>

6


As cidades devem ser produtoras de pensamento, capazes de criarem novos conceitos e adquirirem novas competências sociais e culturais e não estarem orientadas, exclusivamente, para a proliferação das estruturas de betão, as redes de alcatrão e os negócios. Vivemos um tempo de grande complexidade de organização social e de modo de vida individual, e situações complexas como o desenvolvimento territorial exigem competências estratégicas e compromissos operacionais, nomeadamente, no sector cultural elemento fundamental para o desenvolvimento do território e das suas populações. As novas realidades territoriais, caracterizadas pela cidade - algumas herdeiras de autênticas obras de arte urbana e identidade histórica - são um produto artificial, de construção colectiva e exigem abordagens assentes em: valores, criatividade - ou, se preferirem, inovação ,sustentabilidade, flexibilidade e, necessariamente, assumpção de riscos sociais solidários. Porém não confundamos Cidade - espaço de cidadania - com território urbano e, neste sentido, só existirá Cidade se houver cultura e vida cultural.”6

2.4 Um pouco da História da Cidade… A cidade onde habitamos desde há muitos séculos veio a ser território de vários povos, entre os mais marcados, os Romanos e os Muçulmanos. A pré-história Silvense apresenta-nos diversos achados arqueológicos. As primeiras peças foram encontradas não só nos arredores da cidade e por todo o concelho em geral, fornecendo-nos objectos desde o Neolítico à Era do Cobre. Pensa-se que por volta do ano 1000 a.C. poderá ter aparecido um povoamento no cimo da colina onde hoje se situa o Castelo de Silves. Também a 2 km a Oeste da cidade existem os restos do que poderá ter sido uma feitoria do 1º milénio a.C., provavelmente chamada Cilpes, com relações comerciais com o Mediterrâneo, bem como com as suas civilizações (Fenícios, Gregos, Cartagineses).

6

AJM – Gestão de Projectos (2006), “a Cidade e a Cultura” <http://www.gestaodeprojectos.com/dA%20Cidade%20e%20a%20Cultura-Abr.05.pdf>

7


Silves fica no Barlavento Algarvio, a 15 km da costa. Desde sempre fomos beneficiados com esta localização, pois estamos num cruzamento de várias vias importantes,

quer

terrestres quer fluviais. rio

Arade,

canal

comunicação interior

e

entre a

O

de o

costa,

estabeleceu

durante

séculos

circuitos

económicos, garantindo

Rio Arade

@ Ana

o dinamismo de um núcleo social, enquanto caudal se encontra apto à navegação de cargas, factos estes que vêm explicar a grande agitação social e económica em Silves desde o início dos tempos. No tempo dos Romanos já Silves tinha uma certa importância, contando com edifícios e templos notáveis, dos quais a fortaleza que foi construída durante a ocupação romana e que mais tarde se tornou no actual Castelo. Mais tarde, durante o domínio Árabe, a península de Silves atingiu o seu maior esplendor, sendo, ainda hoje, uma cidade com notáveis influências Muçulmanas.

Silves

Domínio Árabe na Península Ibérica

Logo depois da conquista da Península, Silves foi ocupada pelos sarracenas do Iémen, desenvolvendo desde então uma cultura árabe. 8


No século X Yahia Ibn Bacre transferiu a sua residência de Faro para Silves onde instalou as suas tropas, bem como um Concelho de Estado e outros órgãos de administração, e com isto ficou marcado o início da mais evidente importância política e histórica da cidade. Durante o séc. XII, surgiu em Silves um movimento religioso e político organizado e comandado por Ahmad Ibn Qasî, que tomou Mértola e, após alguns desacertos com os seus companheiros junta-se aos Almorávidas e reconquista Silves. Tal figura foi assassinada pelas outrora gentes Silvenses, após se ter aliado a D. Afonso Henriques. Em meados do século XI, Al’Mutamid, príncipe de Sevilha conquistou Xelb, tornando-a a capital do Algarve. A partir daí, Silves tornou-se num local de utopia, onde se cultivava o sonho, a poesia, a música e as festas. Aqui surgiram os mais espantosos poemas da época, fruto da sabedoria e admiração sentida pelos mouros relativamente a Xelb. Foi nesta época que Fernando I de Leão investiu na conquista do Ocidente, por volta do ano de 1060. Posto isto, a cidade foi instituída agora como um centro de Cultura e de estudo, aqui se notabilizaram poetas, músicos e cientistas. Em 1142 fomos atacados pelo Alcaide

de

Toledo. Ainda sob o seu domínio, no final do século, a cidade foi alvo do primeiro grande ataque

por

conquistada

parte por

de

estes

Portugueses, em

1189,

e

pelo

comando de D. Sancho I, com auxílio da III Cruzada, constituída por cruzados alemães, ingleses e franceses. Após a tomada, D. Sancho I proclamou-se rei de Portugal e de Silves. A cidade tinha nesta altura uma população

bastante

numerosa

e

era

D. Sancho I Fonte: http://judiariadaguarda.web. simplesnet.pt

bastante rica e culta. As lutas pela conquista foram longas e ferozes, merecendo citação n’Os Lusíadas, de Luís de Camões.

9


“Depois que foi rei levantado Havendo poucos anos que reinava A cidade de Silves tem cercado Cujos campos o bárbaro lavrava Assim como a seu pai aconteceu Quando tomou Lisboa, da mesma arte, Do germano ajudado Silves toma E o bravo morador destrói e doma.” Luís de Camões, “Os Lusíadas”

A antiga Capital do Algarve não permaneceu muito tempo em poder dos Portugueses, pois em 1191 foi conquistada pelo Califa Ya'qub al-Mansur, entrando em decadência, que se acentuou ainda mais com o ataque dos ingleses que, não a conquistando a destruíram. Não se tem conhecimento, ao certo, da data em que Silves foi conquistada definitivamente pelos Portugueses. Porém, há possibilidade de a conquista definitiva ter ocorrido ainda no reinado, ou senão, em vida de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago entre 1242 e 1247. Contudo, só em 1267 teve início o domínio efectivo dos portugueses não só na nossa cidade, mas também no Algarve. Em

1266

foi-nos

concedido

o

primeiro Foral, por D. Afonso III, também por esta data, e pelo mesmo rei, foi nomeado para Silves o primeiro Bispo português, D. Bartolomeu. Após a conquista por parte de D. Carta Foral de Silves Fonte: www.geocities.com

Afonso III, a legitimidade desta foi 10


contestada por D. Afonso X de Castela, a quem foi concedido o domínio directo do Algarve. A partir do estabelecimento do Infante D. Henriques em Lagos, começou em Portugal a Época dos Descobrimentos, salientando-se que muitos dos primeiros marujos eram algarvios, e pondo-se a hipótese de Diogo Silves, descobridor de sete das ilhas do arquipélago dos Açores ser nosso conterrâneo. Já no reinado de D. Afonso V, Silves atravessou uma nova crise, pois o caudal do rio transbordava prejudicando a vida na baixa da cidade, bem como a navegação de cargas. Em 1458, parte do edifício da Sé ruiu, pelo que a sua reconstrução foi algo difícil de desenvolver devido aos poucos recursos monetários existentes na altura. A decadência não cessou. O rio assoreava-se e isolava a cidade, os bispos tiveram de se mudar para Faro em 1577 e com eles o que restava da importância da cidade. No século XVIII veio o Terramoto de 1755 e grande parte da cidade foi destruída, no entanto viria a renascer com a revolução industrial (século XIX), principalmente devido à exploração corticeira e ao comércio de

Exploração Corticeira Fonte: www.amorim.pt

frutos secos. Desde aí começaram a surgir

casas burguesas que ainda fazem parte do panorama urbano Silvense. Durante as lutas liberais, destacou-se a figura do Remexido e a cidade foi bastante

afectada.

Contudo,

lutava-se

contra o degredo. Na segunda metade do século XIX, a exploração da cortiça fez-nos renascer. Silves torna-se uma cidade operária população

e

industrial, e

edifícios

crescendo burgueses

em e

industriais, despertando para a política e,

Casas Grandes Fonte: www.geocities.com

culturalmente, para os valores sindicalistas e republicanos que ainda hoje nos marcam. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, veio também o do ciclo da cortiça e da transformação de frutos secos. Porém, instalou-se uma nova indústria que se expandiu bastante com a construção da Barragem do Arade bem como de outros 11


mecanismos de irrigação, iniciando-se um novo ciclo: o ciclo da Laranja e da Citricultura de que ainda hoje somos capital nacional.

2.5 Descrição da Cidade nos Dias de Hoje A cidade de Silves, situa-se no Barlavento algarvio entre a serra do Caldeirão e a de Monchique; é banhada pelo rio Arade, que nasce a sudoeste da serra do Malhão, no Barranco do Pé de Coelho e vai desaguar para lá de Portimão entre a praia da rocha e Ferragudo. No seu percurso para o mar este rio recebe, na margem direita as águas das ribeiras de Santo Estêvão, Enxerim, Almarejão, Falacho, Odelouca e Boina. Silves está assente numa colina, anunciada ao longe pelo recorte do Castelo, outrora palco de batalhas com os árabes. Nos arredores da cidade observam-se alguns pomares de citrinos. Após longo período de obras, Silves beneficiou de alguns melhoramentos, dos quais se destacam a construção das Piscinas Municipais, pista de tartã, equipamentos de fitness, parque infantil, praça Al’Mutamid e uma nova biblioteca que neste momento ainda se encontra em construção, teatro. Com cerca de 10 800 habitantes, Silves encontra-se bem guarnecida num ponto de vista cultural, visto que nela estão incluídos diversos monumentos de relevante importância, assim como diversas infra-estruturas relacionadas com a componente cultural, porém, estes nem sempre são bem aproveitados.

2.5.1. Monumentos Castelo Entre monumentos Silves,

os

vários

existentes

aquele

que

em mais

sobressai é sem dúvida o Castelo, que fica no ponto mais Fonte: www.monumentos.pt

12


elevado da colina. Este monumento, que ocupa 12 mil metros quadrados, é avistado, desde muito longe, por quem entra em Silves pela estrada de São Bartolomeu de Messines, pela do poço Barreto ou ainda pela Estação. O Castelo de Silves é constituído por um polígono irregular de defesas militares, formado por quatro torreões, sete quadrelas e um baluarte, tudo ligado por fortes muralhas de taipa, alvenaria e pedra talhada. Como material, empregouse, quase exclusivamente, o famoso “grés de Silves”, que dá ao conjunto uma tonalidade entre o roxo e o vermelho. Dentro dos torreões, que terminam com açoteias ameadas, há salas com comunicação

para a

cerca

interior.

Sobre as quadrelas ligadas à muralha assentam

varandas

independentes,

e,

sobre

varandins

as que

comunicam com a A cerca por cima dos arcos. A entrada no Castelo faz-se a Fonte: www.monumentos.pt

sudoeste por uma porta de volta perfeita

entre o Torreão da entrada e a quadrela da Defesa. Segue-se um corredor abobadado, cuja saída é um portal de arco abatido, dando esta entrada para a cerca. Sobre a enorme abóbada do berço do corredor vêem-se as aberturas quadrangulares pelas quais o inimigo era atacado no casa o de conseguir transpor a porta de entrada, ficando, então, detido pelo portal, fechado. À esquerda, vêem-se as seteiras da Casa da Guarda, para alvejar o inimigo da flanco, ao mesmo tempo que estava a ser atacado do alto. Saindo-se do portal, avista-se o Varandim do Sul, à direita do qual se ergue a torre ou quadrela do canto. À esquerda do Varandim do Sul, temos a Torre do Oriente, torreão em que, em tempos, esteve instalada a prisão das mulheres, motivo por que também lhe chamam a Torre das Mulheres. No recanto formado a Nordeste pelo adarve, o remate é feito pelo Varandim do Norte, muito alto e que proporciona uma bela vista sobre o Enxerim e as montanhas a Oriente. Dentro da cerca nesta zona, fica a cisterna chamada “Mourisca”, não se sabe ao certo se da época romana, árabe ou portuguesa. 13


No interior da cerca no recanto da entrada, fica a cisterna dos Cães, antiga mina ou entrada para um subterrâneo que, segundo uma tradição, iria dar ao rio e, segundo outra tradição conduziria até Estômbar. Tem cerca de 80 metros de profundidade e dela foram retirados no século passado, numerosos objectos, entre os quais alcatruzes de barro. Ao longo dos tempos têm se efectuado várias escavações e recentemente foi descoberto no Castelo uma casa que se julga ter pertencido ao infante D. Henrique que foi Alcaide-mor de Silves em 1457. Este Castelo serviu também de palco para alguns eventos como o Festival da Cerveja e a Feira Medieval. Actualmente, está a ser restaurado para que melhor possamos usufruir dele no futuro!

@ Cultura

@ Cultura

Remodelações no Castelo (2007)

Sé A Sé de Silves é um monumento muito visitado pelos turistas nacionais e estrangeiros. Iniciada em estilo gótico e concluída em estilo barroco, é o mais importante templo de todo o Algarve e foi classificada como monumento nacional em 1922.

@ Cultura

@ Cultura

@ Cultura

14


Situa-se no alto da cidade, à direita de quem sobe para o Castelo. A sua enorme torre, branca e barroca, com o respectivo campanário, vê-se ao longe da estrada de Armação de Pêra ou da Estação do Caminho-de-ferro. Não se sabe ao certo quem ordenou a sua construção mas a descoberta de uma lápide na parede da sacristia permite-nos situar aproximadamente o início da construção na segunda metade do século XIII. Através dos tempos, a Sé foi alvo dos vários terramotos do século XIV, sendo reconstruída várias vezes, pois algum tempo depois as ruínas desabaram e só posteriormente por ordem de D. Afonso V foram concluídas as obras ficando o templo completo. Este templo sofreu outro terramoto em 1755, mas as consequências não foram tão funestas como as do século XIV.

@ Cultura

Igreja da Misericórdia Fica situada em frente da fachada Ocidental da Sé. É um templo quinhentista concebido em estilo Manuelino de que ainda há vestígios na porta lateral, na sua fachada meridional e principal, tem também um pórtico neoclássico. No interior, existe um retábulo renascentista, no qual há sete quadros representando as sete obras da Misericórdia (pintura em madeira do século XVII), e um outro ao

cimo, representando Cristo na Cruz. Nesta igreja encontram-se as Bandeiras da Misericórdia que servem, todos os anos, na Procissão de Sexta-Feira Santa.

Cruz de Portugal A nascente da cidade de Silves encontra-se um cruzeiro denominado Cruz de Portugal. Esta obra, Fonte: www.rioarade.blogspot. com

15


classificada como Monumento Nacional desde 1910, mede cerca de 3 metros de altura e ostenta um elaborado trabalho escultórico. A face poente, representa Cristo crucificado, opondo-se a Pietá, Cristo descido da cruz nos braços de sua mãe, o tronco da cruz é ainda ornado por lenhos entrançados e podados. O cruzeiro terá sido composto no final de século XV ou início do séc. XVI, trabalhado em calcário branco, com motivos ornamentais que são atribuídos ao final do período Gótico, no entanto, esta obra poderá também ser imputada aos inícios do Manuelino. Este monumento foi oferta do rei D. Manuel I à cidade.

Ermida de Nossa Senhora dos Mártires A Ermida de Nossa Senhora dos Mártires é um pequeno templo que fica a Ocidente da cidade, data da época da primeira conquista de Silves por D.Sancho

I

e

deve

ter

sido

reconstruída no tempo de D.Manuel I, altura de que parecem datar as ameias das paredes da Capela-Mor. No século XVIII foi reconstruída depois do terramoto.

Fonte: www.sombra-verde.blogspot.com

A fachada principal, voltada a Ocidente, denota motivos do barroco semelhantes aos da Porta do Sol da Sé, que é dessa época. No chão desta Ermida foram sepultados os portugueses e cruzados que morreram durante a primeira conquista de Silves.

Pelourinho Presente na Praça do Município, o único elemento original que resta, é a coroa ornamentada com flor-de-lis.

16 Fonte: http://radix.cultalg.pt/visualizar. html?id=3250


Em 1878 foi retirado da sua actual localização aquando da construção da estrada alcatroada. As suas peças dispersaram-se mas a coroa e os ferros estavam no Museu Arqueológico Infante D. Henrique, em Faro. Na década de 90 procedeu-se à sua reconstituição na Praça do Município.

Portas da Cidade/Almedina Troços de muralha dispersos por entre a paisagem urbana da cidade, uma das partes da Almedina está também integrada no Museu de Arqueologia, bem como no Arquivo Histórico Municipal. Apresentando uma planta irregular, parte deste sistema mural foi destruído, porém,

Fonte: http://community.webshots.com/user/baeta3

o

que restou é suficiente para elevar Silves ao posto de principal monumento militar islâmico de Portugal.

2.5.2. Infra-estruturas Museu Municipal de Arqueologia O Museu Municipal de Arqueologia, que foi inaugurado em Setembro de 1990, possui um poço-cisterna com 4 metros de diâmetro e 18 de profundidade, existindo em seu torno uma escadaria em caracol com vários nichos, o que permitia que se acedesse à água mais facilmente quando esta se encontrava a um nível mais baixo. Podemos

observar

no

museu,

expressões da arquitectura árabe quando nos referimos ao arco em ferradura presente na fachada principal, bem como o tipo de materiais e tonalidades usadas, tipicamente

@ Cultura

árabes. Este museu, que está dividido em 3 pisos, apresenta colecções de peças 17


arqueológicas desde o Paleolítica, passando pela Permanência Islâmica e até ao Período Português, mas de todas as colecções acima referidas, a referente ao período islâmico é que se destaca mais e adquire maior representatividade. Na parte posterior da edificação, está presente um troço da muralha de Almedina que é directamente observável do interior do museu visto que este apresenta uma cortina de vidro que permite esse efeito. Não menos relevante e importante de referir, é o facto de que este museu possui uma sala destinada a exposições temporárias, assim como uma sala de conferências e espaço para armazenamento e conservação de espólios entregues à sua guarda.

Teatro Gregório Mascarenhas O teatro Gregório Mascarenhas (fundador),

está

situado

no

Fonte: www.jf-silves.pt

cruzamento das ruas Cândido dos Reis e Diogo Manuel, foi inaugurado em 24 de Julho de 1909 e as obras estiveram a cargo do arquitecto Júdice Costa. Pelo

palco

deste

teatro

passaram nomes como o de Adelina Abranches, Alfredo Ruas e Gouveia Pinto, entre outros. Em 1911 foi instalado o animatógrafo e no seu espaço desenrolou-se grande parte da vida cultural de Silves ao longo do século XX, nomeadamente através do cinema

e

das

actividades

da

Sociedade Filarmónica Silvense, ali instalada em 1937. Este edifício foi-se degradando e

nas

últimas

décadas

parecia

condenado à ruína, até que em 1981 a Câmara Municipal de Silves se interessou @ Cultura

pela

sua

compra,

declarando-o Edifício de Interesse 18


Municipal. Iniciaram-se então as obras de restauro que foram concluídas há algum tempo. No entanto, o teatro ainda não foi inaugurado pelo que este novo espaço não está a ser rentabilizado.

Biblioteca Municipal O novo edifício da Biblioteca, situado perto da Praça Al’Mutamid, já está a funcionar. Assim, a Biblioteca Municipal antes instalada no Torreão das Portas da Cidade foi substituída por um novo edifício, para que possa responder com eficácia e eficiência às solicitações do meio, num espaço dinâmico de informação, educação, cultura e lazer, fazendo do visitante um amigo e do utilizador um colaborador.

@ Cultura

@ Cultura

Actuais instalações da Biblioteca Municipal

Antigas instalações da Biblioteca Municipal

Piscinas Municipais Fonte: www.cm-silves.pt

Complexo desportivo inaugurado no ano de 2003, visa dar algum destaque ao desporto em Silves, proporcionando aulas de vários desportos aquáticos, como por exemplo natação e pólo, além de duas piscinas, sauna e jacuzzi, existe também um ginásio inserido no edifício.

19


Casa da Cultura Isl창mica e Mediterr창nica

@ Cultura

20


3. Metodologia Para obter os dados necessários ao diagnóstico da cidade, optámos por fazer inquéritos à população, para ficarmos com uma ideia mais alargada, bem como ao vereador da Câmara Municipal de Silves e a algumas associações culturais da região. Realizámos 100 inquéritos, num universo de 10.000 habitantes da cidade, que posteriormente analisámos com processos informáticos baseados em tabelas e gráficos de barras. Relativamente às entrevistas, de uma forma mais ou menos organizada consoante a ordem das questões que apresentámos, e de uma forma sumária, fizemos breves textos com as ideias transmitidas pelos representantes de cada entidade. Além disto, em várias saídas de campo, recolhemos panfletos, roteiros e mapas da cidade, tirámos fotos a monumentos e infra-estruturas e realizámos alguns vídeos para que pudéssemos obter algum material ilustrativo e alusivo aos pontos fortes e fracos da cidade.

3.1 Selecção de Amostra Significativa Ao iniciarmos a recolha da “amostra significativa”, inquirimos 100 cidadãos da nossa cidade, com diferentes faixas etárias e condições económicas. Porém, e dado o número da habitantes da cidade de Silves é de cerca de 6.000, sendo que a maior parte da população se encontra na faixa etária entre os 15 e os 64 anos (66,7%), concluímos que a amostra recolhida não representa a população na sua totalidade, mas sim aproximadamente 1,67% da população residente, logo não é uma amostra significativa. Unidade Pop. De 0 14 Pop. Com 65 anos ou Territorial anos mais Silves Freguesia 1.422 2.308 Silves Lugar 755 1.80 Fonte: INE, Censos 2001, Ficheiro síntese7

7

Pop. De 15 a 65 anos 7.050 3.914

Total 10.780 5.869

Os dados apresentados podem já ter sofrido algumas alterações, pois as estatísticas realizaram-se há 7 anos.

21


3.2 Aplicação de Questionários Para melhor compreendermos o que pensa a população relativamente ao potencial e à dinâmica cultural da nossa cidade, aplicámos questionários a indivíduos de várias faixas etárias. Realizámos também uma entrevista ao vereador da Câmara Municipal, na qual alguns elementos do grupo estiveram presentes, bem como a algumas associações culturais. Tentámos entrevistar quatro associações culturais (Racal Clube, Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim, Associação Pé de Vento e Arte Xelb). As questões propostas incidem nos mesmos aspectos, porém, foram adaptadas de modo a que se enquadrem adequadamente consoante a área cultural em que se insere associação (artes plásticas, desporto, por exemplo). Até à

data,

apenas

duas

delas

nos

esclareceram

as

questões

colocadas

atempadamente, questões estas que seguem em anexo.

22


4. Análise de Dados

4.1 Avaliação de Recursos  Potencial Cultural Dimensão Material A

nível

material,

estão

presentes

diversas

infra-estruturas

com

potencialidades a nível de utilização com fins culturais: ◦

Castelo;

Sé;

Igreja da Misericórdia;

Museu Municipal;

Teatro Gregório Mascarenhas;

Biblioteca Municipal;

Piscinas Municipais;

Praça Al’Mutamid;

Casa da Cultura Muçulmana;

Fissul;

Fábrica do Inglês.

Dimensão Imaterial A nível imaterial, centrámo-nos, não só em artistas da zona, como também em associações e grupos desportivos e culturais. Artistas plásticos: o Maria Keil do Amaral – ilustradora e ceramista; o Ana Maria Rolaça Tavares da Costa – pintora; o Conceição Silveira – pintora;

23


Estes são apenas alguns dos nomes mais conhecidos das artes plásticas no concelho de Silves, porém, certamente haverá muitos mais por descobrir. Músicos No que toca à música, consideramos que não existem nomes reconhecidos. Porém, no passado, um projecto musical com grande destaque, não só a nível nacional, como também o estrangeiro, foi a banda de heavy metal Inhuman. Actualmente, são inúmeros os projectos de bandas de garagem e grupos musicais, não só em Silves, mas em todo o concelho. Dentro deste panorama um pouco escondido, destaca-se o grupo de hip-hop Evolusom. Associações Culturais: o Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim; o Racal Clube; o Sociedade Filarmónica Silvense; o ArteXelb; o Associação Pé de Vento.

24


4.2 Tratamento de Dados  Inquéritos realizados à população Dados Amostrais Sexo

Frequency Valid

Feminino Masculino Total

66

Percent 66,0

Valid Percent

Cumulative Percent

66,0

66,0 100,0

34

34,0

34,0

100

100,0

100,0

Count

60

40

20

0 Feminino

Masculino

Sexo

Fig. 1 - Em 100 questionários realizados, consta que, 66% dos inquiridos são do sexo feminino, sendo que, 34% são do sexo masculino.

25


Idade

Valid

10-20

Frequency 48

Percent 48,0

Valid Percent 48,0

Cumulative Percent 48,0

21-40

14

14,0

14,0

62,0

41-60

22

22,0

22,0

84,0

61 adiante

16

16,0

16,0

100,0

100

100,0

100,0

Total

50

40

Count

30

20

10

0 10-20

21-40

41-60

61 em diante

Idade

Fig. 2 - Sendo que, a maioria dos inquéritos foram realizados no espaço circundante da escola, cerca de 48% (aproximadamente 50%) dos inquiridos inserem-se na faixa etária compreendida entre os 10 e os 20 anos. Aproximadamente 14% estão entre os 21 e os 40 anos, sendo que os restantes 38% têm entre os 41 e os 60 anos (22%) e mais de 61, inclusive (16%)

26


Questões propostas 1. Tem interesse pela cultura?

Frequency Valid

Sim

87

Não

13

Total

100

Percent

Valid Percent

87,0

Cumulative Percent

87,0

87,0

13,0

13,0

100,0

100,0

100,0

100

80

Count

60

40

20

0 Sim

Não

questão1

Fig. 3 - Relativamente ao interesse pela cultura, conclui-se que este é demonstrado por uma maioria significativa da população silvense.

27


2. De 0 a 10, quanto atribui à nossa cidade a nível cultural?

Frequency Valid

Percent

Cumulative Percent

Valid Percent

0

2

2,0

2,0

2,0

1

1

1,0

1,0

3,0

2

7

7,0

7,0

10,0

3

7

7,0

7,0

17,0

4

10

10,0

10,0

27,0

5

24

24,0

24,0

51,0

6

9

9,0

9,0

60,0

7

15

15,0

15,0

75,0

8

16

16,0

16,0

91,0

9

3

3,0

3,0

94,0

10

6

6,0

6,0

100,0

100

100,0

100,0

Total

25

20

Count

15

10

5

0 0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

questão2

Fig. 4 - A opinião da população, relativamente a este tópico é um pouco divergente, pois os valores atribuídos ao nível cultural da cidade distribuem-se, praticamente por todas as alternativas. Porém, uma maioria pouco significativa (cerca de 24%) atribui uma pontuação de nível mediano ao panorama cultural silvense. 28


3. Quais as actividades culturais de que costuma usufruir em Silves?

Valid

Frequency 8

Percent 8,0

Valid Percent 8,0

Cumulative Percent 8,0

Nenhumas

30

30,0

30,0

38,0

Desporto

22

22,0

22,0

60,0

Exposições

12

12,0

12,0

72,0

outros

Ateliers

1

1,0

1,0

73,0

24

24,0

24,0

97,0

despexpateli

2

2,0

2,0

99,0

despateliers

1

1,0

1,0

100,0

100

100,0

100,0

despeexp

Total

30

Count

20

10

0 Outros

Desporto

Ateliers

Desporto+Exposições+Ateliers

questão3

Fig. 5 - Das actividades com mais adesão na nossa cidade, foi citado, em maioria o desporto, talvez devido à grande divulgação e desenvolvimento das Piscinas Municipais (22% dos inquiridos). Alguns dos inquiridos responderam usufruir de outros tipos de eventos (8 indivíduos). Muitos deles, mencionaram também não usufruir de nenhumas actividades culturais em Silves (38%).

29


Outros. Quais?

Frequency Valid

Não respondeu outros

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

92

92,0

92,0

92,0

Feira medieval

3

3,0

3,0

95,0

Conferencias

1

1,0

1,0

96,0

Musica

1

1,0

1,0

97,0

Teatro

1

1,0

1,0

98,0

Escola

1

1,0

1,0

99,0

1

1,0

1,0

100,0

100

100,0

100,0

Fórum desporto e educação Total

100

80

Count

60

40

20

0 Não respondeu outros

Feira Medieval Conferências

Música

Teatro

Escola

Forúm de Desporto e Educaçao

questão3.1

Fig. 6 - Dos indivíduos que seleccionaram a opção “outros” (8), o evento mais referido foi a Feira Medieval (3 ocorrências).

30


4. Acha que as entidades responsáveis pela Cultura em Silves fomentam o interesse da população pela mesma?

Frequency Valid

Não respondeu Sim

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

2

2,0

2,0

2,0

47

47,0

47,0

49,0 100,0

Não

51

51,0

51,0

Total

100

100,0

100,0

60

50

Count

40

30

20

10

0 NR

Sim

Não

questão4

Fig. 7 - A quarta questão, sobre a opinião dos cidadãos relativamente às entidades responsáveis pela divulgação cultural na cidade. Dois dos inquiridos não responderam, sendo que, 47 disseram que acham que as entidades responsáveis promovem a cultura em Silves. Pelo que, os restantes 51, mencionaram o contrário.

31


4.1.

Porquê?

Categorias

Categoria

Subcategoria

Indicadores

Aspectos positivos

Desporto Acção Publicidade

Aspectos negativos

Desporto Acção Publicidade História

Dinamização Criatividade Investem Apoiam Inovam Promovem Eventos interessantes Chamam pessoas á cidade Não dinamizam Não têm criatividade Não investem Não apoiam Não fazem nada Só querem dinheiro Esquecimento e subvalorização da cultura Não se importam Não divulgam Nada de interessante Maus responsáveis pela cultura

Frequency 17

Percent 17,0

Valid Percent 17,0

Cumulative Percent 17,0

Aspectos Positivos

37

37,0

37,0

54,0

Aspectos Negativos

46

46,0

46,0

100,0

100

100,0

100,0

Não respondeu

Total

50

40

30

Count

Valid

20

10

0 Não respondeu

Aspectos Positivos

Categorias

Aspectos Negativos

32


Subcategorias

Frequency Valid Aspectos positivos

Não respondeu Desporto

Valid Percent

Cumulative Percent

17

17,0

17,0

17,0

4

4,0

4,0

21,0

26

26,0

26,0

47,0

7

7,0

7,0

54,0

Acção

32

32,0

32,0

86,0

Publicidade

11

11,0

11,0

97,0

2

2,0

2,0

99,0 100,0

Acção Publicidade

Aspectos negativos

Percent

Historia Cidade Total

1

1,0

1,0

100

100,0

100,0

40

Count

30

20

10

0 nao respondeu

Desporto

acção

publicidade

acção

publicidade

historia

cidade

Subcategorias

33


Indicadores

Frequency Valid

Não respondeu

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

17

17,0

17,0

17,0

Dinamizam

2

2,0

2,0

19,0

Criatividade

13

13,0

13,0

32,0

Apoiam

2

2,0

2,0

34,0

Investem

6

6,0

6,0

40,0

Inovam

1

1,0

1,0

41,0

Promovem

7

7,0

7,0

48,0

Divulgam

6

6,0

6,0

54,0

Não dinamizam

2

2,0

2,0

56,0

Não investem

7

7,0

7,0

63,0

Não apoiam

3

3,0

3,0

66,0

25

25,0

25,0

91,0

Esquecimento e subvalorização da cultura

1

1,0

1,0

92,0

Não divulgam

8

8,0

8,0

100,0

100

100,0

100,0

promovem

nao dinamizam

Não fazem nada

Total

25

20

Count

15

10

5

0 nao respondeu

criatividade

Investem

Não apoiam

esquecimento e subvalorizaçao da cultura

Indicadores

34


Fig. 8 - Ao completarem a resposta à questão n.º 4, os inquiridos citaram alguns aspectos positivos, nomeadamente ligados com Desporto e divulgação e apoio de eventos (37%). 46% citaram aspectos negativos, relacionados com interesses monetários, bem como falta de criatividade e de responsabilidade, Os restantes 17%, não responderam à questão.

35


5. Que quantia gasta em média, por mês, em actividades culturais?

Valid

Frequency 80

Percent 80,0

Valid Percent 80,0

Cumulative Percent 80,0

20-50

11

11,0

11,0

91,0

50-100

4

4,0

4,0

95,0

100+

1

1,0

1,0

96,0 100,0

0-20

NR Total

4

4,0

4,0

100

100,0

100,0

80

Count

60

40

20

0 0-20

20-50

50-100

100+

NR

questão5

Fig. 9 - Relativamente à quantia gasta pela população, em actividades culturais, por cada mês, esta pode compreender-se entre os 0 e os 100€ em diante. Uma maioria significativa dos inquiridos (cerca de 80%), gasta, por mês, até 20€. Sendo que, 4% dos indivíduos não respondeu, 11% afirma gastar entre 20 a 50€ por mês, 4%, de 50 a 100€ por mês, e um deles, mais de 100€ por mês.

36


6. Refira espaรงos em Silves, que acha que promovam a Cultura.

Valid

Frequency 7

Percent 7,0

Valid Percent 7,0

Cumulative Percent 7,0

CMS

7

7,0

7,0

14,0

Biblioteca

5

5,0

5,0

19,0

CCM

4

4,0

4,0

23,0

Museu

9

9,0

9,0

32,0

Castelo

7

7,0

7,0

39,0

CMS+Castelo

1

1,0

1,0

40,0

CMS+Castelo+Biblioteca

1

1,0

1,0

41,0

Todos

7

7,0

7,0

48,0

Biblioteca+Castelo

3

3,0

3,0

51,0

CMS+Biblioteca

1

1,0

1,0

52,0

Outros

CMS+Museu+Castelo

2

2,0

2,0

54,0

11

11,0

11,0

65,0

Biblioteca+Museu

4

4,0

4,0

69,0

Biblioteca+Museu+Castelo

8

8,0

8,0

77,0

Biblioteca+Museu+CCM+Ca stelo

6

6,0

6,0

83,0

CCM+Museu+Castelo

4

4,0

4,0

87,0

CCM+Museu

2

2,0

2,0

89,0

CMS+CCM+Museu

3

3,0

3,0

92,0

Nรฃo respondeu

2

2,0

2,0

94,0

CMS+Museu

2

2,0

2,0

96,0

CMS+Biblioteca+Museu

1

1,0

1,0

97,0 100,0

Museu+Castelo

CCM+CMS Total

3

3,0

3,0

100

100,0

100,0

12

10

Count

8

6

4

2

0 outros

Museu

todos

museu+castelo

CCm+museu+castelo

CMS+museu

questao6

37


Fig. 10 - Dentro da grande variedade de espaços que promovem a cultura, o Museu e o Castelo foram os mais indicados (11% dos inquiridos). Porém, foi também muito citado apenas o Museu (9% dos inquiridos). Nesta questão obtevese um grande número de respostas, mas observando num panorama geral, observa-se que os espaços mais incluídos nas respostas dos inquiridos são o Castelo, a Biblioteca e o Museu.

Outros. Quais?

Valid

Frequency 81

Percent 81,0

Valid Percent 81,0

Cumulative Percent 81,0

Espaço Jovem

5

5,0

5,0

86,0

Fissul

3

3,0

3,0

89,0

Feira Medieval

2

2,0

2,0

91,0

Nenhumas

2

2,0

2,0

93,0

Fábrica do Inglês

2

2,0

2,0

95,0

Igreja

1

1,0

1,0

96,0

Escola

2

2,0

2,0

98,0

2 100

2,0 100,0

2,0 100,0

100,0

Não respondeu outros

Piscinas Total

100

80

Count

60

40

20

0 n rpd outros

espaço jovem

fissul

feira nenhumas medieval

fabrica ingles

igreja

escola

piscinas

questao6.1

38


Fig. 11 - Em alternativa, aos espaços já citados no questionário na questão nº 6, uma relativamente pequena quantidade dos inquiridos referiu outros espaços nomeadamente, o Espaço Jovem e a Fissul, que foram os mais indicados. A maioria dos inquiridos não referiu outros espaços (81% dos inquiridos).

39


7. Refira espaรงos em Silves, que acha que poderiam ser melhor aproveitados.

Valid

Frequency 9

Percent 9,0

Valid Percent 9,0

Cumulative Percent 9,0

CMS

3

3,0

3,0

12,0

Biblioteca

3

3,0

3,0

15,0

CCM

1

1,0

1,0

16,0

Outros

Museu

1

1,0

1,0

17,0

Castelo

30

30,0

30,0

47,0

Biblioteca+Castelo

7

7,0

7,0

54,0

Todos

10

10,0

10,0

64,0

Museu+Castelo

10

10,0

10,0

74,0

CMS+Biblioteca

4

4,0

4,0

78,0

CMS+Biblioteca+Castelo

3

3,0

3,0

81,0

1

1,0

1,0

82,0

2

2,0

2,0

84,0

4

4,0

4,0

88,0

CMS+Biblioteca+Museu

1

1,0

1,0

89,0

Nรฃo Respondeu

1

1,0

1,0

90,0

CMS+Biblioteca+CCM

1

1,0

1,0

91,0

Biblioteca+CCM

1

1,0

1,0

92,0

CCM+Museu+Castelo

3

3,0

3,0

95,0

CCM+Castelo

5

5,0

5,0

100,0

100

100,0

100,0

CMS+Biblioteca+CCM+Castelo Biblioteca+CCM+Castelo Biblioteca+Museu+Castelo

Total

30

Count

20

10

0 Outros

Museu

Museu+Castelo

Biblioteca+CCM+Castelo

questao7

CMS+Biblioteca+CCM

40


Fig. 12 - Segundo os inquiridos, 30% destes referiram que o espaço que devia ser melhor aproveitado era única e exclusivamente o Castelo, sendo este o mais citado. No entanto, na grande diversidade de respostas que incluem a referência de dois ou mais espaços, o Castelo também foi citado com grande frequência, bem como a Biblioteca.

7.1.

Quais?

Frequency Valid

Não respondeu outros Espaço Jovem

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

81

81,0

81,0

81,0

3

3,0

3,0

84,0

Teatro

10

10,0

10,0

94,0

Serra

1

1,0

1,0

95,0

Cinema

2

2,0

2,0

97,0

Escola

1

1,0

1,0

98,0

Casas antigas

1

1,0

1,0

99,0

Cinema+Teatro+Fissul

1

1,0

1,0

100,0

100

100,0

100,0

Total

100

80

Count

60

40

20

0 Não respondeu outros

Teatro

Cinema

Casas antigas

questão7.1

41


Fig. 13 - Grande parte dos inquiridos não referiu outros espaços no entanto, o mais citado foi o Teatro (10% dos inquiridos). Foram também referidos outros espaços, nomeadamente o Espaço Jovem (3%) e o cinema (2%). 7.2.

Como melhoraria os espaços referidos acima?

Frequency Valid

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Não respondeu

28

28,0

28,0

28,0

Aspectos negativos

72

72,0

72,0

100,0

100

100,0

100,0

Total

Categorias

Categorias

Subcategorias

Indicadores

Aspectos negativos

CMS Biblioteca CCM Museu Castelo Biblioteca+castelo Todos Museu+castelo CMS+Biblioteca CMS+Biblioteca+Castelo CMS+Biblioteca+CCM+Castelo Biblioteca+CCM+Castelo Biblioteca+Museu+Castelo CMS+Biblioteca+CCM Biblioteca+CCM CCM+Museu+Castelo CCM+Castelo CMS+Biblioteca+Museu Casas antigas Cinema

Mais obras e actividades Divulgar Inovar e reabrir Acabar obras Dinamizar Aproveitamento cultural Fazer uma media teca Renovar Promover Dar mais importância Mais exposições Melhores horários Criatividade Restaurar Não pagar entrada Melhor atendimento Melhor acesso Criar jardins e espaços de lazer Mais publicidade Festival da cerveja no castelo Melhorar aspecto do castelo

42


80

Count

60

40

20

0 N達o respondeu

Aspectos negativos

Categoria

Subcategorias

Valid

Frequency 28

Percent 28,0

Valid Percent 28,0

Cumulative Percent 28,0

CMS

2

2,0

2,0

30,0

Biblioteca

1

1,0

1,0

31,0

CCM

2

2,0

2,0

33,0

Museu

1

1,0

1,0

34,0

Castelo

22

22,0

22,0

56,0

Biblioteca+Castelo

7

7,0

7,0

63,0

Todos

8

8,0

8,0

71,0

Museu+Castelo

7

7,0

7,0

78,0

CMS+Biblioteca

2

2,0

2,0

80,0

CMS+Castelo+Biblioteca

3

3,0

3,0

83,0

Biblioteca+CCM+Castelo

1

1,0

1,0

84,0

Biblioteca+Museu+Castelo

3

3,0

3,0

87,0

CCM+Castelo

4

4,0

4,0

91,0

Teatro

6

6,0

6,0

97,0

CMS+Biblioteca+Museu

1

1,0

1,0

98,0

Casas antigas

1

1,0

1,0

99,0 100,0

N達o respondeu

Cinema Total

1

1,0

1,0

100

100,0

100,0

43


30

Count

20

10

0 Não repsondeu

CCM

Biblioteca+Castelo

CMS+Biblio

Biblio+Museu+castelo

cms+biblio+museu

Subcategoria

Indicadores Frequency Valid

Não respondeu Criatividade

28

Percent 28,0

Valid Percent

Cumulative Percent

28,0

28,0

4

4,0

4,0

32,0

10

10,0

10,0

42,0

Acabar obras

7

7,0

7,0

49,0

Fazer uma media teca

1

1,0

1,0

50,0

Mais publicidade

9

9,0

9,0

59,0

Mais actividades

Renovação e inovação

30

30,0

30,0

89,0

Não pagar entrada

3

3,0

3,0

92,0

Melhor acesso

1

1,0

1,0

93,0

Criação de jardins e espaços de lazer

1

1,0

1,0

94,0

Mais exposições e melhores horários

1

1,0

1,0

95,0

Aproveitamento cultural

2

2,0

2,0

97,0

Promover

3

3,0

3,0

100,0

100

100,0

100,0

Total

44


30

Count

20

10

0 Não respondeu

renovaçao e inovaçao

fazer uma mediateca

mais actividades

melhor acesso

mais exposiçoes melhores horarios

promover

Indicadores

Fig. 14 - Como métodos para melhorar os espaços citados na alínea acima referida, a maioria dos inquiridos não respondeu. Porém, entre as respostas mais dadas, temos a sugestão de entradas gratuitas, nomeadamente no Castelo, bem como a realização de mais eventos e a remodelação.

45


Entrevistas

4.3.1 - Entrevista realizada ao Vereador Rogério Santos Pinto No dia 6 de Março, deslocámo-nos à Câmara Municipal de Silves, com o intuito de colocar algumas questões ao Sr. Rogério Pinto. Resumidamente explicitamos o discurso do Ex.

mo

Sr. Vereador, que

engloba as diferentes respostas às nossas perguntas. Silves tem um peso cultural enorme devido aos povos (árabes, muçulmanos, etc.) que por esta cidade passaram e que aqui deixaram as suas marcas, tem também um variado leque de opções no que diz respeito à cultura, possuindo vários tipos de eventos e instalações culturais, que cativam diferentes parcelas da população. Têm sido feitas obras e melhorias nas instalações culturais de modo a promover e a dinamizar os espaços existentes em Silves e de modo a criar novos espaços de interesse. Portanto, no geral, a cidade tem uma actividade cultural acolhedora para a sua população e, bem como potencial para atrair população de outros locais. Por exemplo, a Feira Medieval é um evento muito apreciado pela população silvense, bem como por pessoas residentes noutras cidades, atraindo assim gente de diferentes regiões do país. As obras que actualmente se realizam no Castelo e que se arrastam já há algum tempo, têm o objectivo de o dignificar e de lhe dar prestígio, enriquecendo-o com espólios musiográficos nas suas torres, que irão retratar contextos históricos da cidade, para transmitir a ideia do que foi o passado de Silves. Uma outra infra-estrutura que dinamizou bastante a cidade e que está a ser bastante requisitada pela população silvense são as Piscinas Municipais, que, para além de oferecerem actividades desportivas, também inserem no seu contexto zonas de lazer, quer no seu interior, ou exterior. A zona ribeirinha de Silves oferece um leque imenso de actividades, quer desportivas (manutenção, skatepark, pista de corrida/bicicleta, etc), quer de interesse cultural (por vezes são realizados concertos de jazz, folclore, e o Fórum de Desporto e Educação). A Praça Al’Mutamid, também um local para concertos, marchas, ect. Sendo um espaço bastante utilizado pelo Instituto Piaget para eventos académicos.

46


Silves possui também um espaço próprio para a Banda Filarmónica realizar os seus ensaios, bem como um Museu Arqueológico de grande peso para a cidade, dado o grande potencial histórico de Silves, o que permite a exposição de diversos achados arqueológicos. A entidade responsável pela organização do Festival da Cerveja é o Silves Futebol Clube, com o apoio da Câmara Municipal de Silves. No ano de 2007 não houve Festival por motivos exclusivos do Silves Futebol Clube, pelo que a Câmara não deverá ser responsabilizada pela não realização deste evento, sendo apenas uma mera apoiante do evento. Uma das coisas que Silves carece a nível cultural, é a existência de um auditório com capacidade para mais pessoas e com melhores condições. Actualmente, está disponível o auditório da Fissul. A presença de um auditório com melhores requisitos na nossa cidade seria uma mais valia, visto que traria uma grande diversidade de eventos culturais como colóquios, debates, seminários, concertos, tertúlias, etc… A realização deste tipo de eventos iria abrir novos horizontes na componente cultural de Silves, e, ao mesmo tempo, o número de visitantes iria aumentar, o que permitiria uma melhor divulgação. Relativamente ao Teatro Gregório Mascarenhas, este ainda não se encontra disponível ao público, devido ao facto desta instalação ainda não reunir todas as normas de segurança que permitem a sua utilização. O teatro irá abrir brevemente, assim que as últimas obras estiverem finalizadas. A Biblioteca tem permanecido fechada devido ao atraso das obras (achados arqueológicos), contudo, a data de inauguração está prevista para o dia 23 de Abril, dia internacional do livro. No que diz respeito ao Cinema, que actualmente está encerrado, este pertence a uma entidade privada, como tal, a Câmara não tem espaço de manobra no mesmo. No entanto, a Câmara demonstra interesse em adquirir a propriedade futuramente e proceder à sua reabilitação de modo a que possa voltar a funcionar, mas de momento não é uma prioridade. A igreja da nossa cidade necessita de obras, temos feito os possíveis para a sua realização, mas sendo esta uma propriedade do Estado, o processo burocrático é sempre demorado.

47


Julgamos que as questões colocadas são pertinentes e de relevante interesse para o nosso trabalho, visto que obtivemos uma melhor perspectiva da actual situação cultural de Silves, desta vez através de alguém competente para tal.

Categoria

Subcategoria 1.1.-instalações

Indicadores -várias instalações de interesse -promoção -dinamização -criação de novos espaços

1.2.-monumentos

-peso cultural dos árabes

1.3-piscina

-diversas actividades -atractivas

1.4- Castelo

-dignificação -criação de novos espaços -espólio museográfico

1.5- zona ribeirinha 1-Recursos materiais

-actividades desportivas -actividades culturais

1.6- Al’ Muthamid

-concertos -marchas -eventos académicos

1.7-Sociedade filarmónica

- Ensaios da banda

1.8-Museu Arqueológico

-exposição do potencial histórico de Silves

1.9-Ausência de auditório

-mais valia para a cidade

com boas condições

-realização de uma panóplia de eventos

1.10- Teatro Gregório

-fechado ao público

Mascarenhas

-falta de normas de segurança

1.11-Biblioteca

-atraso nas obras -inauguração dia 23 de Abril 48


1-Recursos materiais (continuação)

1.12-Cinema

-propriedade privada -possível compra e reabilitação por parte da câmara

1.13-Igreja

-carece de obras -propriedade do Estado -muito apreciada

2-Eventos

2.1-Feira Medieval

-atraente

2.2-Festival da Cerveja

-organizado pelo SFC -não realizado 2007

*As categorias correspondem a colectividades onde estão inseridos determinados componentes, as subcategorias. Os indicadores correspondem a informação ou pequenos dados sobre as várias subcategorias.

49


Entrevistas a Associações Culturais Relativamente

à

promoção

cultural

em

Silves,

as

associações

consideram que esta é pouca, ou nenhuma, talvez devido a falta de verbas e de meios adequados. A disponibilidade dos órgãos autárquicos para doação de apoios aos grupos culturais é pouco relevante, pois os seus representantes foram claros, afirmando que, livremente, nada lhes é cedido. Porém, quando solicitados, os apoios são cedidos às associações, embora, sendo muitas vezes impostas condições e exigências, ou então, “o processo burocrático que é necessário para obter os meios é extremamente complicado e (…) moroso… [sendo que], quando é aprovado e está disponível, já a manifestação se concretizou sem os apoios pedidos”, como refere o representante do Racal Clube. Em relação ao acesso/posse de meios necessários à realização e promoção de eventos, as associações consideram que, com a colaboração e esforço dos sócios, vão surgindo alternativas para remediar a falta destes apoios. Quanto à adesão populacional aos eventos promovidos, as respostas foram um pouco divergentes, tendo em conta o carácter cultural de cada associação. Enquanto que a população adere facilmente aos eventos promovidos pela associação ArteXelb, o mesmo não acontece com as manifestações realizadas pelo Racal Clube. Porém, pode haver uma explicação, já que a ArteXelb consiste num grupo de artesãos, e dado estar sediada numa zona com grande afluência turística, os estrangeiros aderem facilmente às exposições e workshops, pois “gostam de conhecer o artesanato do nosso país”, como refere Lília Lopes, tesoureira da sociedade. No que toca às “manifestações” (exemplos: Salão Internacional de Arte Fotográfica do Algarve, Prémio Litterarius, Festival Internacional de Vídeo do Algarve, etc…) do Racal Clube, o seu representante afirma que há uma fraca adesão, por parte da população às mesmas, já que estas não são de âmbito desportivo.

50


Categoria

Subcategoria

Indicadores - os apoios não são cedidos de livre vontade - quando solicitados os apoios, o processo é

1.1- Câmara municipal

demorado e são

1- Apoios às

impostas condições

associações

- pouca promoção cultural - colaboração na 1.2- Sócios

realização e promoção de eventos - grupo de artesãos - sede situada numa zona com grande

2.1- ArteXelb

afluência turística - grande adesão aos eventos por parte de estrangeiros

2- Associações culturais

- fraca adesão aos eventos - os eventos não são de 2.2- Racal Clube

âmbito desportivo - eventos relacionados com fotografia, vídeo, literatura

51


5. Conclusão Após a análise dos dados obtidos durante todo o ano lectivo, foi-nos possível tirar algumas conclusões, não só acerca do panorama cultural de Silves, como também da opinião que a população residente tem acerca deste. Através do material obtido por meios audiovisuais (fotos, vídeos e observação directa), observamos que Silves é uma cidade bastante antiga, porém, não é por isso que o seu potencial cultural é menor, pois a cidade dispõe de diversas infraestruturas que poderiam ser bastante melhor aproveitadas, quer a nível estético, quer a nível funcional, para a realização de eventos culturais, por exemplo Quanto aos dados conseguidos através da realização de entrevistas a órgãos autárquicos, estes consideram que a cidade tem uma “actividade cultural acolhedora para a população”, bem como potencial para atrair população de outros locais. Sendo que as obras que estão a decorrer em algumas das infra-estruturas existentes têm o objectivo de as “dignificar” e “enriquecer”. De referir também, que as Piscinas Municipais e a Zona Ribeirinha foram uma mais valia para a valorização da cidade pela população residente. Ainda relativamente aos inquéritos realizados à população, perante a sua análise (gráficos e tabelas), o grupo concluiu que a população, apesar de demonstrar interesse pela cultura, considera que a oferta cultural em Silves tem um nível médio e afirma gastar em média pouco dinheiro ao usufruir de eventos culturais. A população divide-se quando é interrogada acerca da fomentação pelo interesse cultural à população pelos órgãos autárquicos, porém, uma maioria pouco significativa diz achar que o interesse pela cultura não é promovido pelas entidades responsáveis. No que toca a infra-estruturas, a população considera que os espaços que melhor promovem a cultura na cidade são a Fissul, o Espaço Jovem, o Museu e a Biblioteca. Porém, há alguns espaços que necessitam de ser melhor aproveitados, como por exemplo o Castelo, a Biblioteca e o Teatro Gregório Mascarenhas, nomeadamente através de remodelações e realização de mais eventos. Finalmente, chega-se à conclusão de que os habitantes da cidade de Silves, além de procurarem mais divulgações, pretendem também a obtenção de melhores condições nos espaços existentes e a realização de eventos inovadores. Para a dinamização da cidade, e um melhor rendimento da mesma a nível cultural, elaborámos as seguintes propostas: 52


- Realização de uma Semana das Artes; - Realização de sessões de cinema ao ar livre; - Implantação de uma Pousada de Juventude na cidade de Silves. Semana das Artes - seria realizada em vários spots da cidade, consoante o seu género, como por exemplo Fissul, Casa da cultura Muçulmana, Praça AlMuthamid, Castelo, Biblioteca ou Museu. Alinhamento de actividades: Dia 1: Música Concertos, workshops, jam sessions, divulgação de novos talentos. Dia 2: Dança Espectáculos, workshops, matinées. Dia 3: Desenho/ Pintura Exposições, ateliers, concursos, divulgação de novos talentos. Dia 4: Escultura Exposições, ateliers, concursos, divulgação de novos talentos. Dia 5: Teatro Apresentação de peças de teatro, workshops. Dia 6: Literatura Sessões de poesia ou contos, concursos, divulgação de novos artistas. Dia 7: Cinema Sessões de cinema, concursos de curtas metragens. Sessões de cinema ao ar livre - realizar-se-iam durante uma semana, ou alguns dias do mês de Junho, ou Julho. Certamente que estas sessões atrairiam população de todas as faixas etárias, mas principalmente jovens. O evento realizar-se-ia no lado exterior (sul) da Fissul, no horário nocturno (entre as 21:30 e as 00:00H). Para a sua realização seriam necessários meios audiovisuais (DVD, colunas e projector), bem como lugares sentados, uma vedação para o local e meios de divulgação.

53


Pousada de Juventude - para a criação de um espaço como este, é necessário um edifício com capacidade para a construção de quartos, balneários, sanitários, e no mínimo, uma recepção, refeitório, e uma sala de convívio, tendo em conta as adaptações para pessoas com deficiência. As Pousadas de Juventude são estabelecimentos de baixo custo, caracterizando-se por dispor de acomodações colectivas, sendo o seu público alvo as camadas jovens, nomeadamente os estudantes e viajantes que apenas procuram pernoitar. Actualmente existem albergues de Juventude por todo o mundo, cooperando entre si para poder oferecer aos jovens oportunidades económicas para conhecer não só o seu, como também outros países. Este tipo de empreendimentos deve dispor de quartos múltiplos e duplos, equipados para receber pessoas com mobilidade condicionada, com a condição de o número de lugares oferecido ser superior ao mínimo especificado para grupos de pessoas que ultrapassem a unidade familiar. Estes alojamentos, devem também respeitar os requisitos mínimos de segurança e higiene “definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo (…)”8, seguindo também alguns dos requisitos citados no me smo decreto-lei que se encontram em anexo. Ainda quanto a condições para o funcionamento destas infra-estruturas, e segundo a “Associação Bandeira Azul da Europa” é necessário o respeito de algumas normas (Critérios Chave Verde), que também se encontram em anexo.

Fonte: www. juventude.gov.pt/.../3339/IMG_0400.JPG

Pousada de Juventude da Lousã, inaugurada em Abril de 2007 8

Decreto lei n.º39/2008 de 7 de Março

54


Quanto aos objectivos a que nos propusemos ao iniciar este projecto, consideramos que todos foram alcançados: 1 - Conhecemos os hábitos e costumes da população, através dos inquéritos que realizámos; 2 - Conhecemos a história da cidade, não só através de pesquisa bibliográfica, como também de observação directa; 3 - Propusemos a reabilitação e a criação de espaços de expansão cultural, como se verificou acima; 5 – Propusemos novos eventos para tornar a cidade mais dinâmica, como se verificou acima; 6 – Propusemos melhorias no turismo cultural de Silves, como se verificou acima; 7 – Divulgámos a cidade para outros pontos da região/país, não só através do blog que criámos com a restante turma, como também através da nossa participação no concurso “Cidades Criativas”;

Quanto aos objectivos 4 e 8 (“Fomentar o interesse pela cultura” e “Divulgar a cultura da cidade aos próprios habitantes”), por enquanto não podemos afirmar que os atingimos, pois estamos ainda a desenvolver um poster e um modelo de panfletos que será distribuído à população.

55


Anexos

Anexo A – Inquéritos realizados à população Escola Secundária de Silves Cultura em Silves - Inquérito Idade ____ Sexo _____ 1. Tem interesse pela cultura? Sim Não 2. De 0 a 10, quanto atribui à nossa cidade a nível cultural? 3. Quais as actividades culturais que costuma usufruir em Silves? Nenhumas □

Desporto □

Exposições □

Ateliers □

3.1. Outros □ Quais? 4. Acha que as entidades responsáveis pela cultura em Silves fomentam o interesse pela cultura? Sim Não 4.1 Porquê? 5. Que quantia gasta, em média, por mês em actividades culturais? 0 a 20€ □

20 a 50€ □

50 a 100€ □

De 100€ em diante □

6. Refira espaços, em Silves, que acha que promovam a cultura. Câmara Municipal □ Museu □

Biblioteca □

Casa da Cultura Muçulmana □

Castelo □

6.1.Outros □ Quais? 7. Refira espaços, em Silves, que poderiam ser melhor aproveitados. Câmara Municipal □ Museu □

Biblioteca □

Casa da Cultura Muçulmana □

Castelo □

7.1.Outros □ Quais? 7.2. Como melhoraria os espaços referidos acima referidos?

Obrigado

56


Anexo B – Entrevista a representante da Associação de Artistas Plásticos ArteXelb

Este questionário surge no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo avaliar os recursos culturais existentes na zona de Silves, bem

1- Acha que a cultura é devidamente promovida em Silves? 2- A câmara dá os apoios necessários ao desenvolvimento da associação? (livremente) 3- Quando é solicitado apoio, a Câmara cede? 4- A Associação dispõe dos materiais e ferramentas necessárias? 5- A população adere facilmente aos eventos pela Associação oferecidos?

Obrigado pela disponibilidade.

Ana Correia Eduardo Monterde Márcia Vicente

57


Anexo C – Entrevista a representante da Associação Cultural Racal Clube

Este questionário surge no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo avaliar os recursos culturais existentes na zona de Silves, bem

1- Acha que a cultura é devidamente promovida em Silves? 2- A câmara dá os apoios necessários ao desenvolvimento da associação? (livremente) 3- Quando é solicitado apoio, a Câmara cede? 4- A Associação dispõe dos meios necessários para a organização de eventos? 5- A população adere facilmente ao que a Associação oferece?

Obrigado pela disponibilidade.

Ana Correia Eduardo Monterde Márcia Vicente

58


Anexo D – Entrevista a representante do Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim

Este questionário surge no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo avaliar os recursos culturais existentes na zona de Silves, bem

1 - Acha que a cultura é devidamente promovida em Silves? 2- A câmara dá os apoios necessários ao desenvolvimento da associação? (livremente) 3- Quando é solicitado apoio, a Câmara cede? 4- Existem aparelhos e material necessário nas actividades? 5- As pessoas aderem facilmente ao que a associação oferece?

Obrigado pela disponibilidade.

Ana Correia Eduardo Monterde Márcia Vicente

59


Anexo E – Entrevista a representante da Associação Pé de Vento

Este questionário surge no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo avaliar os recursos culturais existentes na zona de Silves, bem

1- Acha que a cultura é devidamente promovida em Silves? 2- A câmara dá os apoios necessários ao desenvolvimento da associação? (livremente) 3- Quando é solicitado apoio, a Câmara cede? 4- A Associação dispõe dos meios necessários para a organização de eventos? 5- A população adere facilmente ao que a Associação oferece?

Obrigado pela disponibilidade.

Ana Correia Eduardo Monterde Márcia Vicente

60


Anexo F – Entrevista ao vereador da Câmara Municipal, Rogério Santos Pinto

Este questionário surge no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo avaliar os recursos culturais existentes na zona de Silves, bem

1- Acha que a cultura tem sido devidamente promovida em Silves? 2- Acha que Silves poderia ser mais desenvolvido no âmbito da cultura? 3- Porque é que o teatro foi inaugurado, mas não está disponível ao público? 4 – Para quando a abertura da nova Biblioteca? 5- Já existem projectos para o cinema e teatro (restauração, etc..)? 6- O que se pretende com as obras do castelo? 7- Porque é que a casa da Cultura Muçulmana não é mais dinamizada? 8- Qual o motivo para, no ano 2007 não se ter realizado Festival da Cerveja? 9- Considera que os eventos culturais de Silves são de interesse para a população? Obrigado pela disponibilidade. Ana Correia Eduardo Monterde Márcia Vicente

61


Anexo G – Requisitos citados no Decreto-lei n.º39/2008 de 7 de Março, referentes ao novo regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento de empreendimentos turísticos “Artigo 5.º Requisitos gerais de instalação 1 — A instalação de empreendimentos turísticos que envolvam a realização de operações urbanísticas conforme definidas no regime jurídico da urbanização e da edificação devem cumprir as normas constantes daquele regime, bem como as normas

técnicas

de

construção

aplicáveis

às

edificações

em

geral,

designadamente em matéria de segurança contra incêndio, saúde, higiene, ruído e eficiência energética, sem prejuízo do disposto no presente decreto–lei e respectiva regulamentação. 2 — O local escolhido para a instalação de empreendimentos turísticos deve obrigatoriamente ter em conta as restrições de localização legalmente definidas, com vista a acautelar a segurança de pessoas e bens face a possíveis riscos naturais e tecnológicos. 3 — Os empreendimentos turísticos devem possuir uma rede interna de esgotos e respectiva ligação às redes gerais que conduzam as águas residuais a sistemas adequados ao seu escoamento, nomeadamente através da rede pública, ou de um sistema de recolha e tratamento adequado ao volume e natureza dessa águas, de acordo com a legislação em vigor, quando não fizerem parte das águas recebidas pelas câmaras municipais. 4 — Nos locais onde não exista rede pública de abastecimento de água, os empreendimentos turísticos devem estar dotados de um sistema de abastecimento privativo, com origem devidamente controlada. 5 — Para efeitos do disposto no número anterior, a captação de água deve possuir as adequadas condições de protecção sanitária e o sistema ser dotado dos processos de tratamentos requeridos para potabilização da água ou para manutenção dessa potabilização, de acordo com as normas de qualidade da água em vigor, devendo para o efeito ser efectuadas análises físico-químicas e ou microbiológicas.

62


Artigo 6.º Condições de acessibilidade 1 — As condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção dos empreendimentos turísticos devem cumprir as normas técnicas previstas no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, todos os empreendimentos turísticos, com excepção dos previstos na alínea e) e f) do n.º 1 do artigo 4.º, devem dispor de instalações, equipamentos e, pelo menos, de uma unidade de alojamento, que permitam a sua utilização por utentes com mobilidade condicionada. Artigo 7.º Unidades de alojamento 1 — Unidade de alojamento é o espaço delimitado destinado ao uso exclusivo e privativo do utente do empreendimento turístico. 2 — As unidades de alojamento podem ser quartos, suítes, apartamentos ou moradias, consoante o tipo de empreendimento turístico. 3 — Todas as unidades de alojamento devem ser identificadas no exterior da respectiva porta de entrada em local bem visível. 4 — As portas de entrada das unidades de alojamento devem possuir um sistema de segurança que apenas permita o acesso ao utente e ao pessoal do estabelecimento. 5 — As unidades de alojamento devem ser insonorizadas e devem ter janelas ou portadas em comunicação directa com o exterior. (…) Artigo 23.º Regime aplicável (…) 4 — Os projectos de arquitectura relativos a empreendimentos turísticos devem ser subscritos por arquitecto ou por arquitecto em colaboração com

63


engenheiro civil, sendo aplicável o disposto no artigo 10.º do regime jurídico da urbanização e da edificação com as necessárias adaptações.”9

Anexo H – Critérios Chave Verde (“Associação Bandeira Azul da Europa”)

“Gestão ambiental A introdução da gestão ambiental na gestão global de um empreendimento permite a avaliação da melhoria contínua do seu desempenho ambiental. A Definição de uma Política Ambiental que consubstancie o envolvimento da Gestão de Topo é fundamental na concretização dos objectivos e metas definidos pelo empreendimento. (…) Água O consumo de água é uma questão importante na área ambiental. Isto, porque a água é considerada um recurso limitado, mas também, por outro lado, porque as águas residuais podem ser uma perigosa ameaça ao ambiente. A maior parte do consumo de água provém dos quartos, das limpezas e das águas utilizadas na confecção de alimentos na cozinha. Higiene e limpezas Os produtos de higiene e limpeza contêm agentes prejudiciais ao Ambiente. Por isso, torna-se importante limitar o uso destes produtos ao mais baixo nível possível. Isto, poderá ser alcançado evitando as limpezas desnecessárias e utilizando, por outro lado, as dosagens correctas. (…) Actividades ao “ar livre” O ambiente é para muitos clientes comparado a experiências na natureza. O empreendimento galardoado com o diploma “Chave Verde” deve estar apto a proporcionar aos seus clientes experiências ao ar livre, em contacto directo com a natureza. (…)”10

9

Decreto-Lei n.º 39/2008 de 7 de Março

10

«http://www.abae.pt/programa/ChaveVerde/criterios.php»

64


Bibliografia

Livros  BOTÃO, Maria de Fátima, Silves, a Capital de Um Reino Medievo. Câmara Municipal de Silves.  MAGALHÃES, Ana Maria e ALÇADA, Isabel (2003), Portugal. História e Lendas. Lisboa: Editorial Caminho.  DOMINGUES, José D. Garcia (1956 - Guimarães), Novos Aspectos da Silves Arábica – Documentos e Comentários. Vila Nova de Famalicão: Tipografia Minerva.  JÚDICE, Pedro P. Mascarenhas (MCMXXXIV), A Sé e o Castelo de Silves. Gaia: Edições Pátria.  Documento: Silves Através da História. Páginas Electrónicas  Ministério da Cultura – <http://www.min-cultura.pt> 

Plano Estratégico Cultural do Concelho de Évora (2000), “I – Cultura e

Desenvolvimento” - <http://www.cm evora.pt/pec/parteI.htm> 

UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência

e Cultura) - <http://www.unesco.pt> 

Língua Portuguesa On-line (2007) – <http://www.priberam.pt>



Junta de Freguesia de Silves – “Um pouco da história desta cidade…” -

<http://www.jf-silves.pt/freguesia/historia.htm> 

Património Cultural do Concelho de Silves (2007) –

<http://www.cilpes.blogspot.com> 

Portugal Virtual – “Silves – História” -

<http://www.portugalvirtual.pt/_tourism/algarve/silves/pthistory.html> 

Lusotopia – “Partidos e Movimentos Políticos” -

<http://lusotopia.no.sapo.pt/indexPTPartidos.html> 

Wikipédia (2007), “Cidade” - <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade>



COMUM – Rede Cultural (s.d.) - <http//www.comum.net/index2.htm> 65




Criar Mundos (s.d.), “Cultura” -

<http://criarmundos.do.sapo.pt/Antropologia/pesquisacultura001.html> 

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AJM – Gestão de Projectos (2006), “A Cidade e a Cultura” -

<http://www.gestaodeprojectos.com/d-A%20Cidade%20e%20a%20CulturaAbr.05.pdf> 

Judiaria da Guarda - <http://judiariadaguarda.web.simplesnet.pt>



Grupo Amorim (2007) – <http://www.amorim.pt>



Câmara Municipal de Silves (2005) - <http://www.cm-silves.pt>



Junta de Freguesia de Silves (2006) – <http://www.jf-silves.pt>



Webshots (2008) - <http://community.webshots.com/user/baeta3>



Rio Arade – Monólogos de um rio em constante desassocego –

<http://www.rioarade.blogspot.com> 

Radix – Ministério da Cultura, “Edifícios e Monumentos” -

<http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=3250>

66


Cultura em Silves