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Escola Secundária de Silves

Disciplina: Área de Projecto

Ano lectivo 2007/08

Docente: Paula Torres Discentes: Filipa Coelho nº 12 Tânia Catarino nº 34

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 0

12º N2


Índice 1. Introdução 1.1 Contexto de estudo

4

1.2 Definição do Problema

4

1.3 Objectivos

5

1.4 Pertinência e limitações de estudo

5

2. Enquadramento Teórico 2.1. Ciência

7

2.2 Tecnologia

9

2.3. Ciência e Tecnologia

10

2.4. Mas… Porquê trabalhar neste âmbito? Qual a influência da ciência e da tecnologia na sociedade?

12

2.4.1 Ciência/ Tecnologia e a Informática

15

2.4.2 Ciência/ Tecnologia e a Saúde

18

2.4.3. Ciência/ Tecnologia e o Ensino

20

2.4.4. Ciência/ Tecnologia e a Investigação

23

2.4.5. Ciência/ Tecnologia e Ambiente

26

2.4.6. Ciência/ Tecnologia e Humanístico - Social

29

3. Metodologia

31

3.1. Recolha de dados 3.1.1. Inquérito

34

3.1.2. Entrevistas

34

4. Análise de Dados 4.1. Inquéritos

35

4.2. Entrevistas 4.2.1 Transcrição

36

4.2.2 Análise de Conteúdos

48

5. Propostas de Melhoria

58

5.1. Área da Saúde

58

5.2. Área da Informática

61

5.3. Projecto “Experimentado os Porquês”

62

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6. Conclusão

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7. Agradecimentos

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8. Bibliografia

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9. Anexos

68

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1. Introdução 1.1 Contexto de estudo

A

Universidade de Aveiro, local de onde partiu a iniciativa das “Cidades Criativas”, informou os coordenadores da disciplina de

Área de

Projecto, do concurso nacional que se desenvolve actualmente e que integra inúmeras escolas do país. Este, visa essencialmente a mobilização dos jovens, através de uma reflexão criativa e critica sobre o futuro das cidades portuguesas, no nosso caso, Silves. A nossa turma apoiou a iniciativa e realiza, neste momento, organizada em diferentes grupos, um trabalho a ser não só integrado nesse mesmo concurso, como também a ser apresentado à comunidade escolar e comunidade local. Grupos diferentes trabalham agora em diversos sub-temas que integrarão o projecto final. Intervenção Urbana: Ciência/Tecnologia é o tópico que nos compete desenvolver durante o ano lectivo de 2007/2008, na disciplina Área de Projecto, e que consta no estudo da cidade a nível científico e tecnológico, propondo medidas para a sua qualificação e valorização, através da intervenção urbana, se necessário.

1.2 Definição do Problema A evolução da ciência e da tecnologia tem-se acentuado cada vez mais, com o objectivo de aumentar a qualidade de vida das pessoas. Existe actualmente, e tendem a aumentar o role de cursos ligados a estas áreas que posteriormente irão formar indivíduos competentes nas mesmas, geralmente com uma formação bastante específica, e que necessitam de infra-estruturas e equipamentos adequados para o fazer. Assim, o nosso problema prende-se em saber qual é o patamar de desenvolvimento científico e tecnológico na cidade de Silves. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 3


1.3 Objectivos A realização deste projecto não é em vão; tem objectivos traçados que irão permitir, no final, uma reflexão sobre a nossa cidade. Este é o principal objectivo não só do grupo organizador, como também nosso. Podemos então definir os nossos objectivos como: - Explorar os pontos fortes e fracos da cidade; - Fazer o levantamento de quais as infra-estruturas que valorizem a Ciência e a Tecnologia; - Propor a “reabilitação” dos pontos fracos; - Realizar propostas de melhoria que visem o desenvolvimento Científico e Tecnológico da cidade.

1.4 Pertinência e limitações do estudo Silves é a cidade onde estudamos há três anos; esse é um factor importante que determina o nosso empenho neste projecto. É gratificante poder analisar este espaço, destacar os pontos fortes e os pontos fracos, propondo mudanças que visem o seu desenvolvimento. Porque a ciência não é só teorias e leis puramente teóricas, porque a tecnologia não se trata de engenhos inúteis e complexos e porque a população deve ser informada sobre o ponto de situação da cidade, em relação a estes dois assuntos e/ou valorizar as potencialidades da mesma, consideramos este estudo de máxima relevância, não só da nossa parte, como estudantes e participantes do concurso “Cidades Criativas”, como também da população Silvense. A ciência/tecnologia desenvolve-se de forma contínua ao longo dos anos e abrange diversíssimas áreas de estudo, como a matemática, a física, a química, a biologia, a sociedade/humanidade (ciências humanas e sociais), entre outras. A finalidade do estudo das áreas referidas consiste, não só no próprio conhecimento Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 4


e instrução da população (ensino), como também na aplicação através de meios técnicos, em campos como a saúde, o ambiente, novamente o ensino – que tem sido aperfeiçoado com equipamentos técnicos com o intuito de melhorar a sua qualidade, ou a informática – que hoje em dia é indispensável em instituições públicas. Logicamente que, duas alunas do 12º ano de escolaridade, nada de concreto e real podem fazer para realçar as capacidades da nossa cidade, para modificar alguma infra-estrutura que, na nossa opinião não esteja a ser aproveitada

e

explorada

correctamente

ou

para

comprar

materiais

e

equipamentos para alguma instituição que consideremos necessitar. Para todas e quaisquer modificações que deveriam ser feitas são necessárias, para além de meios financeiros, uma enorme quantidade de burocracias e uma autoridade que não possuímos. Assim, resta-nos realizar um estudo e divulgá-lo, dentro das nossas possibilidades

apresentando

propostas

que,

não

necessariamente

serão

realizadas. Iremos então, dentro dos nossos limites, esforçar-nos para que o nosso projecto chegue mais longe possível, tentando contribuir para que a nossa cidade possa evoluir a nível científico e tecnológico e para que as pessoas que nela vivem sejam esclarecidas e usufruam de uma boa qualidade de vida. Todo o nosso esforço remete para Silves. Todo o nosso trabalho remete para a população da mesma cidade. Esperemos que seja útil, vantajoso, e que, de alguma forma, consigamos transmitir clara e concisamente toda a informação que iremos recolher, bem como o projecto que iremos realizar.

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2. Enquadramento Teórico 2.1 Ciência “A ciência e o mito: A ciência não é uma explicação mítica. Entende-se por mito o conjunto de explicações não causais nem empíricas sobre um fenómeno natural ou humano, conhecido através da experiência e dos sentidos. Estas explicações têm como protagonistas deuses ou forças sobre-humanas, de que dependem os fenómenos do universo”. In Enciclopédia Editorial Planeta, S.A.

“A experiência é a mãe da ciência”. Provérbio Popular

A palavra ciência provém da palavra latina scire e significa em geral conhecimento. Porém este conhecimento é algo mais que o conhecimento vulgar, não demonstrativo, é sim um conhecimento com especificação diversa, deste a antiguidade até aos dias de hoje. A ciência é um corpo de conhecimentos objectivos e sistematizados, é um “conjunto de leis e teorias estreitamente ligadas”. Corpo de conhecimento “porque é o resultado da actividade da mente, isto é, é uma operação intelectual sobre factos”. Objectivos porque os conceitos científicos têm um significado definido, sendo unívocos. Estes baseiam-se “no estabelecimento de relações causais universais e necessárias entre os fenómenos, podendo ser previstos os seus efeitos”. Sistematizados na medida em que “através da observação, identificação e pesquisa, procura a explicação de determinados fenómenos e factos, que são formulados metódica e racionalmente”. “A ciência estuda factos definidos e seleccionados pelos cientistas”. O estudo de um determinado fenómeno tem a ver com o facto de os cientistas não serem indiferentes ao que os rodeia e às experiências que realizam. “Interrogamna de uma maneira determinada, colocando problemas e interpretando respostas”. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 6


“Finalmente, prever os resultados significa predizer. É por isso que se deve ter informação prévia para poder deduzir logicamente o facto que se quer explicar. É preciso conhecer as causas para poder prever os efeitos”. A ciência é a base da evolução tecnológica do século XXI. Foi o seu desenvolvimento que permitiu que a sociedade actual tenha uma melhor qualidade de vida. Assim a tecnologia e a ciência estão interligadas, sendo a primeira, consequência da segunda.

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2.2 Tecnologia A palavra tecnologia provem do grego TЗХvη que significa conhecimento e λоУIά que significa estudo. Tecnologia é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e os processos e materiais criados e ou utilizados para resolver problemas ou então facilitar a solução dos mesmos. Implica o conhecimento das relações complexas entre os fenómenos físicos e a sua posterior aplicação. Assim, esta entende-se como um conjunto de conhecimentos sistemáticos (provenientes de estudos científicos – Ciência) que vão ser utilizados para um determinado fim, “ou seja, um conhecimento com claras finalidades práticas, e não meramente especulativas”. “ Existe uma tendência comum para identificar o objectivo da técnica ou a tecnologia com a satisfação das necessidades humanas. Embora isso seja assim, não se deve esquecer de que as necessidades humanas são, em grande parte, cultural e socialmente relativas. Para além disso, e ainda aceitando a existência de certas necessidades humanas universais, resulta inegável que povos ou culturas diferentes resolvam a sua satisfação de forma muito distinta e através de técnicas igualmente diferentes e, por vezes, incompatíveis entre si. A diversidade cultural e a diversidade técnica estão, portanto, associadas”. A questão da diversidade cultural (cultura) está a ser desenvolvida por outro grupo que está integrado no nosso projecto; eles, mais que nós, poderão esclarecer alguma dúvida que surja neste ponto. “A tecnologia pode considerar-se o campo do conhecimento que se aplica à resolução dos problemas de sobrevivência e desenvolvimento do ser humano, ou seja, à satisfação das necessidades materiais da humanidade”.

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2.3 Ciência & Tecnologia

“A tecnologia que inunda o mundo de hoje, e a ciência que a serviu, não o invadem apenas na parte exterior do homem mas ainda os seus domínios interiores. Assim o que daí foi expulso não deixou apenas o vazio do que o preenchia, mas substituiu-o pelo que marcasse a sua presença”. Vergílio Ferreira, in 'Escrever'

O aparecimento da ciência na história é muito mais tardio que a emergência da técnica. Para além disso, e ao contrário desta, a ciência constitui um fenómeno histórico de origem marcadamente ocidental. “A ciência e a tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da outra. Geralmente, a ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático”. “Actualmente, a tecnologia já consegue, ela própria, criar objectos de conhecimento científico. As potencialidades da tecnologia estão a tornar-se, sem qualquer dúvida, em larga medida ilimitadas, facilitando o acesso dos cientistas ao próprio objecto do conhecimento, contribuindo para o progresso do conhecimento”. Como exemplo, na área da Informática a ciência é aplicada na melhoria dos equipamentos, que actualmente são utilizados em diversas áreas, pois a informática é a base das tecnologias dos dias de hoje. A nível da Saúde, a ciência pode estudar determinadas patologias, vírus, bactérias, que será utilizada, através de mecanismos técnicos (máquinas e equipamentos) para a cura das mesmas, em pessoas doentes. Podem também ser desenvolvidas técnicas de Ensino utilizadas na escola, que poderão formar futuros cientistas que irão apostar na área da Investigação. A nível Ambiental, a recorrência a tecnologias como painéis solares, moinhos de vento, entre outros, utiliza a tecnologia para ajudar a Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 9


preservar o ambiente. Ainda, ao nível Humanístico – social, não só na influência, que a ciência e a tecnologia têm na sociedade, com inovação e criação de novos equipamentos que vão ao encontro das necessidades dos silvenses, mas também na área da arqueologia, no âmbito das ciências sociais e humanas, que é uma fonte de riqueza cultural e patrimonial do nosso concelho. Concluindo, a aplicação da ciência relacionada com inovações tecnológicas, consiste não só na exploração de fenómenos e conhecimentos, como também na sua aplicação proporcionando mudanças em diversas áreas, como a nível da educação, saúde, ambiente, investigação e humanístico – social, tal como diz Voltaire.

“Cada ciência, cada estudo, tem o seu próprio e ininteligível calão, que apenas parece ter sido inventado para evitar as aproximações”. Voltaire

Existem assim, várias ciências que poderiam ser desenvolvidas e aplicadas em diversas técnicas, porém, só iremos desenvolver aquelas que estão mais ligadas com o nosso concelho e com o seu desenvolvimento. Para além das referidas no parágrafo anterior e as quais desenvolveremos existem outras como as

ciências

aplicadas,

holísticas

e

interdisciplinares,

sociais,

naturais,

humanísticas… As novas tecnologias – processos tecnológicos e tecnologia industrial, poderão gerar impactos sociais, primários e secundários, bem como impactos ambientais, reversíveis ou irreversíveis.

“A ciência de hoje é a tecnologia de amanhã”. Teller

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2.4 Mas… Porquê trabalhar neste âmbito?

Qual a influência da ciência e tecnologia na sociedade? “O descompasso de possibilidades de conhecimentos e inovações, no campo da ciência e tecnologia, não ser acompanhado em velocidade com a competência necessária para gerenciálos, inclusive no desempenho de um papel catalisador visando à mudança social. Este alerta é pertinente porque, mesmo com esses progressos, vivemos tempos ainda demarcados por assimetrias sociais e económicas, tempos em que há uma sensibilidade mais aguda para os direitos humanos, tempos de riqueza tecnológica que deveriam ter os problemas reais como referência fundamental, conferindo à produção científica um profundo sentido social. Nesse cenário, torna-se relevante considerar que a ciência e suas aplicações são indispensáveis para o desenvolvimento das sociedades, conduzindo a que se atribua à pesquisa funções políticas e sinaliza a necessidade de uma percepção da trilogia ciência/tecnologia/sociedade, num "sentido mais coerente com a nossa realidade e com o futuro que a sociedade deseja construir" Actualmente, com a globalização impondo novas formas de organização social baseada no conhecimento e pela facilidade com que se desloca o conhecimento é essencial, da parte dos pesquisadores, que adoptem uma visão humanística, que relacionem seus estudos às necessidades e às realidades sociais, concedendo prioridade às pesquisas socialmente úteis e culturalmente relevantes”. In: www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519-38292006000200001&script=sci_arttext

“Ciência implica actividade humana, interrogações constantes, procura de informação, entre muitos outros processos. Através dos tempos, a comunidade científica tem proposto explicações para variadíssimos acontecimentos, algumas mais satisfatórias que outras e que perduram mais tempo, formando teorias fundamentais para a civilização moderna na sua ânsia de conhecer, de explorar e de compreender o universo”. Segundo Latour:

“Poucas pessoas, das que entraram nos meandros do trabalho em ciência, saíram para o mundo exterior com o intuito de explicar como tudo funciona”. Latour, 1987

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“As instituições científicas são instituições sociais. Não se pode ignorar que a ciência, como qualquer instituição social, requer recursos materiais e tecnológicos, tem que ser gerida, tem que ser organizada, tem por base um trabalho de equipa, com todas as características comuns a qualquer trabalho de equipa humano. Existe assim um esforço comunitário no desenvolvimento do conhecimento científico, e as próprias acções individuais também são influenciadas por normas e metas sociais. Neste sentido, tal como todas as actividades humanas, também a construção de conhecimento científico tem aspectos pessoais associados a aspectos comunitários.” Ziman, físico e humanista defendia que: “Tradicionalmente, a fronteira entre ciência e sociedade é visualizada como uma membrana semipermeável, através da qual o conhecimento flui, passando da ciência “pura” para a solução de problemas práticos.” Ziman, 1984

A ciência, como já referido, tem por base um envolvimento social, sendo que é produzida pelo homem e para o homem. No entanto, não podemos considerar a ciência inserida numa sociedade e uma sociedade assente em conhecimentos científicos sem atender à tecnologia, pois estas estão intimamente interligadas, como aliás, também já foi referido. “Muito mais do que um produto do conhecimento científico, muito mais do que um meio para se estudar e conhecer o objecto do conhecimento científico, muito mais do que um veículo de ligação entre a ciência e a sociedade, a tecnologia é actualmente indispensável para o progresso da ciência e para o funcionamento da sociedade.” “Torna-se relevante considerar que a ciência e suas aplicações são indispensáveis para o desenvolvimento das sociedades, conduzindo a que se atribua à pesquisa funções políticas e sinaliza a necessidade de uma percepção da trilogia ciência/tecnologia/sociedade, num sentido mais coerente com a nossa realidade e com o futuro que a sociedade deseja construir". Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 12


A ciência e a sociedade estão totalmente dependentes da tecnologia, assim como a tecnologia está totalmente dependente da ciência e da sociedade. Assim, o desenvolvimento da ciência e a posterior aplicação desses conhecimentos no parâmetro da tecnologia tem como objectivo influenciar a sociedade na tentativa de melhorar a qualidade de vida da sociedade. Portanto, podemos integrar a tecnologia em várias áreas, mais ou menos específicas, que traduzem o efeito benéfico da mesma em áreas como a saúde, ambiente, ensino, ciências humanístico-sociais (especificando a arqueologia, fonte de enriquecimento de Silves) e claro, a informática, uma das bases para o desenvolvimento de todas elas. “ (…) Mesmo com esses progressos, vivemos tempos ainda demarcados por assimetrias sociais e económicas, tempos em que há uma sensibilidade mais aguda dos direitos humanos, tempos de riqueza tecnológica que deveriam ter os problemas reais como referência fundamental, conferindo à produção científica um profundo sentido social”.

Seguidamente, vamos trabalhar cada uma dessas áreas, analisando a relação entre as mesmas e o tema principal, de modo a que se compreenda realmente a participação da ciência e tecnologia em ramos tão específicos e distintos.

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2.4.1 Ciência/Tecnologia e a Informática

“Chama-se genericamente Informática ao conjunto das ciências da informação, estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e de modelagem dos problemas”. In http:// pt.wikipedia.org/wiki/Inform%C3%A1tica

Em Portugal o termo Informática foi dicionarizado com o mesmo significado que Ciências da Computação, embora apresentem ligeiras diferenças. A razão desta homogeneidade reside no facto das Ciências da Computação se revelarem o merónimo da Informática que mais se expandiu dentro do nosso país. “O estudo da informação começou no ramo das ciências exactas, mais precisamente na matemática, quando nomes como Alan Turing, Kurt Gödel e Alonzo Church, começaram a estudar que tipos de problemas poderiam ser resolvidos, ou computados, por elementos humanos. A motivação por trás destas pesquisas era o avanço da automação durante a revolução industrial e da promessa que máquinas poderiam futuramente conseguir resolver os mesmos problemas de forma mais rápida e mais eficaz.” Assim nasceu a informática. “As Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs – estão cada vez mais presentes nas nossas actividades enquanto profissionais ou simplesmente enquanto seres humanos, criadores de conhecimento e utilizadores da informação. (...) A forma como nos organizamos, trabalhamos, divertimos e até pensamos, é influenciada pela utilização das tecnologias, que deixam assim o seu papel, de ser apenas mais um instrumento, para ocuparem o papel de mediadores entre a informação e as capacidades e necessidades de indivíduos e organizações”.

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A descoberta dos transistores e do microchip provocou a expansão das ciências da informação e a produção de máquinas, e mais máquinas e cada vez mais máquinas que revolucionaram o mundo. “Existe informática em quase tudo que fazemos e em quase todos os produtos que consumimos. É muito difícil pensar em mudanças sem que em alguma parte do processo a informática não esteja envolvida”. Que Organismo Público, actualmente, não dispõe de meios informáticos para a organização da informação? Que hospital salva vidas sem equipamentos técnicos e informatizados? E entre estes dois exemplos, inúmeros podiam ser dados, porque a nossa sociedade encontra-se totalmente dependente das máquinas para se manter erguida. Esta ciência ocupa-se de empregar milhões de pessoas na criação de dispositivos cada vez mais capazes e que venham cada vez mais ao encontro das necessidades da população. “A informática é, talvez, a área que mais influenciou o curso do século XX. Se hoje vivemos na Era da Informação, isto se deve ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação – ambos impensáveis sem a evolução dos computadores.” (...) Sem os computadores, o homem não teria chegado à Lua; não poderíamos manter os satélites no espaço; não transmitiríamos as notícias tão rápido e com tamanho alcance; demoraríamos horas para conseguirmos certos resultados de cálculos ou determinadas pesquisas; certos aparelhos de hospitais não existiriam e os exames de laboratório não seriam tão precisos. E por aí vai...”

Vivemos um ponto de inflexão na história da humanidade. Não satisfeita em transformar os nossos modos de trabalhar, aprender a amar, a informática alterou até a noção do tempo.” Darlene Merconi Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 15


“Uma casa típica de classe média sem computador tem cerca de 40 processadores, ou chips, espalhados pelo microondas, videojogos, telefone e outros electrodomésticos. Quando há um PC, o número sobe para 50 chips. Quem usa cartão de banco, faz débito automático ou saque numa caixa electrónica também depende de informações digitais. O mesmo acontece para quem acumula milhas aéreas, controla as vacinas infantis e acumula pontos por encher o depósito do carro nos cartões de fidelidade com chip embutido, os chamados smart cards. (...) A velocidade das mudanças é tão avassaladora que três das mais importantes tecnologias do momento não existiam há 20 anos: o telemóvel, a Internet e o CD. Hoje os avanços estão em todos os lados: na medicina, na economia, nas artes, no dia-a-dia.” É portanto, impossível falar de ciência e tecnologia sem citar a informática, pois esta faz parte de muitas delas. A sociedade moderna depende das Ciências Informáticas como os Pré-Históricos dependiam da caça e da pesca para sobreviver. É complicado imaginar como seria a população se, de um momento para o outro lhes retirassem todos os aparelhos que envolvesse esta ciência; é por isto que ela é importante; Porque salva vidas. Porque instrui. Porque Desenvolve. Porque melhora a nossa qualidade de vida. Porque nos traz um futuro melhor. É importante referir que esta ciência será abordada em muitas das áreas que iremos referir adiante, uma vez que se torna indispensável à assimilação da informação que pretendemos transmitir.

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2.4.2 Ciência/Tecnologia e a Saúde “O Cidadão tem direito ao tratamento médico. Ninguém pode ser descriminado em função das suas convicções culturais, filosóficas ou religiosas”. . Eugênio Chipkevitch

A Saúde é um direito de todos, independentemente da raça, idade, sexo, religião, cultura, escolaridade ou outro parâmetro social. “Em Portugal, o direito à protecção de saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, responsabilizando prioritariamente o estado nas seguintes vertentes: Garantia de todos os cidadãos aos cuidados de saúde; Estabelecimento de um racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde; Disciplina e fiscalização das formas empresariais e privadas da medicina, de forma a assegurar nas instituições de saúde padrões de eficiência e qualidade; Regulamentação da produção, comercialização e utilização dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos; Estabelecimento de políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.” Os avanços tecnológicos têm vindo a proporcionar uma melhor qualidade de vida dos cidadãos. Basta referir que há poucas décadas atrás morriam milhões de pessoas de doenças inexplicáveis; mortes súbitas ou prolongadas que arrastavam consigo muito sofrimento. Nessa época, em que a medicina era pouco desenvolvida e os recursos que permitiam salvar vidas eram escassos, a taxa de mortalidade era elevada e a esperança média de vida, bem como a sua qualidade era muito reduzida. Hoje em dia, a tecnologia permitiu um grande passo na medicina e consequentemente, na população, não só a Química e a Biologia que permitiram um grande avanço, como também a informática e as ciências da robótica.

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“A medicina une-se cada vez mais à tecnologia de ponta - robôs servem de assistentes de médicos, surgem sofisticados programas de diagnósticos por imagem, cirurgias e pacientes já são monitorizados a distância. Esse fenómeno não só cria novas profissões como exige a educação continuada dos profissionais da saúde, bem como abre frentes para especialistas de outras áreas que nunca imaginaram actuar neste campo. Médicos

tornam-se

executivos,

físicos

trabalham

em

hospitais

e

engenheiros começam a estudar medicina.” A união entre a medicina e a tecnologia originou, assim, um aumento de cursos específicos que permitem por exemplo, a manutenção e manuseamento dos equipamentos computorizados nos hospitais, clínicas, centros de saúde, entre outras instituições do mesmo carisma, que, por sua vez, gerou milhares de postos de trabalho em todo o país. Para além disto, existe agora uma maior facilidade no diagnóstico de patologias, que seriam impossíveis de ser detectada. Hoje em dia, através de exames como o TAC – Tomografia Computorizada, ecografias, radiologias digitais, ressonâncias magnéticas, entre outros, determinam-se problemas de saúde com uma maior rapidez e eficácia, podendo salvar vidas. Chao Lung Wen, um dos principais entusiastas do casamento entre a tecnologia, nomeadamente a robótica e a medicina é o coordenador geral da disciplina de Telemedicina da Universidade USP e explica: “Os profissionais de tecnologia da informação e ciências da computação são importantes para viabilizar os portais de aquisição de informações e obtenção de segunda opinião médica. Eles actuam na comunicação via videoconferência ou streaming (áudio mais vídeo em tempo real), no desenvolvimento de softwares acoplados a equipamentos de diagnóstico ou mesmo a robôs que auxiliam em cirurgias, desenvolvimento de ferramentas para educação de médicos e público geral”. Assim verificamos que, não só na detecção das doenças a tecnologia é importante; também para a cura se torna indispensável. O desenvolvimento da medicina tem muito a agradecer à tecnologia; e a Sociedade também; graças a este casamento, hoje em dia população pode viver mais e melhor. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 18


2.4.3 Ciência/Tecnologia e o Ensino “O ensino é uma actividade através da qual se traduz metodologicamente o programa escolar para que aprendizagem do aluno se possa concretizar. Pode também definir-se como um processo que se inicia com o nascimento e cujo objectivo é conduzir ao desenvolvimento da capacidade intelectual, das artes manuais e da consciência social. No seu conceito mais restrito refere-se aos processos (unanimemente aceites) de ensinar a ler, escrever, contar, etc.”

O ensino é uma área que tem vindo a realçar-se cada vez mais. É sabido que há séculos atrás havia uma certa dificuldade em ir à escola, sobretudo as mulheres, que não tinham os mesmos direitos que os homens, e o ensino era um desses direitos, só admitido aos mesmos. Os recursos financeiros também não eram suficientes e a noção de qualidade de vida da população de classe médiabaixa era bem distinta daquilo que é hoje em dia. Actualmente a sociedade encontra-se organizada de maneira bem diferente do que acontecia hà umas décadas atrás. Todas as pessoas têm o direito à aprendizagem e à qualidade de ensino, que evoluiu paralelamente à evolução da ciência e da tecnologia. Hoje estudam-se ciências como a Biologia ou a Geologia, a Física ou a Química. Na Física e na Química utiliza-se material computorizado e tecnológico para simular experiências de grandes génios da Ciência, como Albert Einstein, Guglielmo Marconi, invocando métodos de ensino contemporâneos que permitem uma maior absorção dos conteúdos temáticos a aprender. Na Biologia e na Geologia recorre-se ao microscópio e a outros meios tecnológicos para observar pequenos organismos, como plantas, bactérias, constituintes do corpo humano como o sangue, entre outros, o que torna bastante mais fácil a compreensão da matéria. Os computadores e a Internet são meios indispensáveis à realização de pesquisas solicitadas pelos docentes. Os alunos já não estão habituados a cotar somente com o auxílio dos livros e das bibliotecas; já existem até, secções dirigidas somente ao trabalho com computadores – as Mediatecas. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 19


“Os estudantes estão envolvidos pela ciência e pela tecnologia. Não só relativamente aos cursos que incluem cada vez mais uma componente científica e tecnológica, como também nas próprias escolas, onde essa tipologia de equipamentos é fundamental não só a nível da organização da própria instituição de ensino, como também a nível da aprendizagem por parte dos alunos.”

“ A Ciência na Escola disponibilizamos às escolas e professores interessados uma plataforma on-line de gestão de aprendizagem e trabalho colaborativo e uma vasta base de recursos didácticos, num formato acessível e de fácil aprendizagem para professores e alunos. O nosso objectivo é ajudar as escolas e os seus actores educativos a desenvolverem comunidades educativas online e promover a utilização de ambientes computacionais no processo de ensino - aprendizagem.”

In http://ruby.dcsa.fct.unl.pt/moodle/

“Actualmente, com a globalização impondo novas formas de organização social baseada no conhecimento e pela facilidade com que se desloca o conhecimento é essencial, da parte dos alunos, que adoptem uma visão humanística, que relacionem seus estudos às necessidades e às realidades sociais, concedendo prioridade às pesquisas socialmente úteis e culturalmente relevantes, com, base em computadores, Internet e outros meios globalizadores”. O projecto Ciência 2010, desenvolvido em Portugal com o fim de apoiar as estruturas científicas no âmbito do Ensino Superior. Os primeiros eixos prioritários que servem de pilar ao projecto estão relacionados com o desenvolvimento da ciência e a formação no âmbito do ensino superior, de entre os quais passamos a citar: •

“Desenvolvimento do Ensino Superior na área da Saúde;

Formação Avançada de recursos humanos em C&T, formação avançada de

investigadores e docentes do ensino superior; Apoio à inserção de recursos Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 20


humanos altamente qualificados nas empresas e nas instituições de I&D (Promoção do Emprego Cientifico); •

Apoio a estágios de alunos no Ensino Superior, em empresas;

Apoio à divulgação científica e tecnológica, com recurso a programas

nacionais mobilizadores; apoio à produção científica e conteúdos temáticos de divulgação. •

Acções de reorganização da formação inicial superior e avançada de acordo

com a Declaração de Bolonha. •

Apoio a Infra-estruturas científicas e do ensino superior”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 21


2.4.4 Ciência/Tecnologia e a Investigação “Os principais elementos que caracterizam o Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) são a sua pequena dimensão e produção quando comparados com a maioria dos países europeus, características que decorrem da escassez crónica dos recursos que têm sido dedicados em Portugal à investigação e desenvolvimento (I&D)”.

“O tempo de mudança em Ciência, Investigação (…) é um tempo longo, apenas mensurável à escala de gerações.” A investigação é um grande domínio, gerador de eficácia, competitividade, gerador de eficácia, competitividade e empregabilidade, permitindo enfrentar os desafios da globalização e é um factor importantíssimo para o crescimento económico português. “Para o desenvolvimento económico de Portugal são fundamentais a Investigação e Desenvolvimento, assim como a Inovação e a Qualificação dos Recursos Humanos”. O domínio da investigação está de mãos dadas com a inovação tecnológica e com o “desenvolvimento do capital humano através de um maior investimento na educação e na investigação, apostando igualmente num reforço continuado de acções de divulgação científica, tornando a ciência mais próxima dos cidadãos e promovendo as carreiras científicas. Torna-se, assim, necessária a mobilização de investimentos para as infra-estruturas de investigação, parques científicos, inovação industrial, projectos de investigação e desenvolvimento e estruturas de educação e formação”. “Torna-se assim imperativa a mobilização de recursos e investimento nestes domínios geradores, a curto e médio prazos, de uma maior produtividade, competitividade, empregabilidade e justiça social”. O POCTI – Programa Operacional Ciência, Tecnologia e Inovação foi reformulado, surgindo dai o Programa Ciência 2010 – Programa Operacional da Ciência e Inovação. Este programa tem o objectivo de “estimular a inovação, financiar a contrapartida nacional em projectos de Arranque Rápido – Ciência e Inovação da União Europeia, promover a Divulgação Científica e apoiar as estruturas científicas no âmbito do Ensino Superior”, sendo tomadas as “medidas Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 22


para reforçar a atractividade do País” (de Ministros Nº 54/2001, DR Nº 120, Série I-B, de 24 de Maio, anexo 1). Ciência 2010 aponta para um aumento do investimento em ciência, tecnologia e inovação para 3%, regulando “os incentivos fiscais e não fiscais a usufruir pelas pessoas singulares e colectivas, de natureza pública ou privada, que concedam a outras donativos em dinheiro ou em espécie, sem contrapartidas que configurem obrigações de carácter pecuniário ou comercial, destinados exclusivamente à realização de actividades de natureza científica ou à promoção de condições que permitam a sua realização” (Capítulo I, referente ao Estatuto do Mecenato – anexo 2). Este investimento de 3% será partilhado pelo sector público (1%) e pelo sector privado (2%) e exigem um empenhamento especial em áreas como a Inovação Tecnológica e Investigação, associadas à criação de infraestruturas de Investigação e desenvolvimento de projectos de investigação, de formação avançada e divulgação científica, além de que “O contributo de uma pessoa singular ou colectiva, nos termos do artigo 1º, destinado a apoiar o desenvolvimento de um projecto de investigação científica, desde que no quadro de uma instituição legalmente reconhecida pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior, salvo quando tal contributo tenha por objecto o pagamento de taxas de frequência obrigatórias dos estabelecimentos de ensino superior” (Alínea 1- a. do 2º arquivo do capítulo I do Estatuto do Mecenato Científico – anexo1).

As linhas de acção deste projecto são as seguintes: “-Promover a formação e qualificação e o desenvolvimento do Sistema Científico, Tecnológico e de Inovação e a promoção da Cultura Científica e Tecnológica; - Promover a Inovação, avançando-se com áreas prioritárias, como seja projectos em consórcio; projectos demonstradores em empresas; plataformas tecnológicas nacionais nas áreas com maior impacto na competitividade; formação avançada em ambiente empresarial; - Desenvolver o Ensino Superior, privilegiando áreas especialmente direccionadas para o crescimento, valorizando a dimensão profissionalizante do sistema; implementar medidas facilitadoras de inserção no mercado de trabalho;

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 23


requalificação de activos; melhoria de infra-estruturas e da qualidade e capacitação do sistema. - Concentrar a sua intervenção em áreas prioritárias com impacto no crescimento económico no financiamento às Unidades de I&D que demonstrem maior ligação ao tecido empresarial; reorientação do eixo relativo à promoção da cultura científica e tecnológica.”

Os segundos eixos prioritários do Ciência 2010 estão relacionados com a Inovação. •

”Implementação de projectos de I&D em sectores estratégicos visando a

transferência de tecnologia para o sector empresarial e capaz de fomentar novas áreas de investigação; •

Projectos de Arranque Rápido – Ciência e Inovação de grande impacto na

captação de riqueza, na promoção da produtividade e competitividade, promovendo a participação nacional nos projectos europeus”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 24


2.4.5 Ciência/Tecnologia e o Ambiente O ambiente é cada vez mais influenciado pela ciência/tecnologia, por lados positivos e negativos, pois, se é certo que a actividade humana e tecnológica prejudica gravemente o ambiente, comprometendo o futuro das gerações seguintes; também é verdade que esta tenta, cada vez mais, remediar a situação actual. Actualmente todo o tipo de indústrias utiliza a tecnologia com o objectivo de melhorar a produtividade das mesmas. Estas indústrias, nos dias de hoje, poderão provocar desequilíbrios ambientais, como o efeito de estufa, o buraco da camada do ozono, o degelo dos pólos, entre outros. Comecemos, por exemplo, pelos resíduos produzidos. A verdade é que a sociedade é uma consumidora em excesso e há, em certos países, principalmente os desenvolvidos, uma produção de resíduos imoderado. Contudo, cada vez mais existem meios que permitem combater estes desequilíbrios, sendo estas, possibilidades de eliminação de resíduos e poluentes gasosos. A ciência que se ocupa do estudo desta possibilidades de eliminação é a ciência ambiental, que valoriza a importância que o meio ambiente tem na sociedade. Sem vida ambiental seria impossível realizar as tecnologias modernas, que hoje em dia são possíveis. Associações, como a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza), também tem tido um papel indispensável no combate aos desequilíbrios ambientais. Uma das medidas que estes cientistas têm vindo a querer implementar são as tecnologias limpas. “ Tecnologias Limpas A forma mais eficaz, sobretudo quando se monta uma indústria nova, é a da adopção de uma "tecnologia limpa", ou seja, de uma tecnologia que, desde logo, evite (ou reduza fortemente) a produção de resíduos ou a emissão de gases nocivos. É a chamada forma de actuação "na fonte" já que é o próprio processo tecnológico que não é poluidor”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 25


Este tipo de tecnologia limpa não pode ser utilizado em todos os casos, “na generalidade das empresas já existentes, isto ou não é possível ou só poderá ser feito à medida que se forem desactivando unidades antigas e instalando novas unidades. Há, pois, que tomar medidas para eliminar os agentes poluidores. Eliminação de resíduos Para resíduos sólidos, líquidos ou pastosos: • Técnicas de destruição - É o caso dos processos de incineração de resíduos sólidos, com destruição dos compostos orgânicos, tóxicos ou não, e com eventual recuperação de energia. • Técnicas físico-químicas de separação ou transformação - É o caso em que os elementos contaminantes são separados por processos químicos ou físicos do fluxo de resíduos e posteriormente neutralizados, reciclados no processo produtivo ou em outras actividades. • Técnicas de deposição - É o caso da deposição em aterros controlados ou (se líquidos ou pastosos) em "lagunagem". Utiliza-se no caso dos resíduos sólidos equiparados a urbanos ou de resíduos com baixo grau de contaminação. Para os efluentes gasosos: •

Neste

caso,

é

possível

a

utilização

de

técnicas

físicas

(“despoluimentos”, secos ou húmidos) ou químicos (eliminação química dos contaminantes, lavagem química). Se o gás for combustível, é também possível a queima (por exemplo um "facho").”

Para além dos resíduos, outros problemas resultam da actividade humana, nomeadamente o elevado dispêndio de energia. A resolução disso passa pelo desenvolvimento das energias renováveis, que passa pela utilização de tecnologias como os painéis fotovoltaicos, moinhos de vento, entre outros. As energias renováveis são aquelas que são obtidas de fontes naturais capazes de regenerar, estão em constante renovação são, portanto inesgotáveis e podem ser continuamente utilizadas, uma grande regalia para todos, pois, assim obtemos energia de uma forma limpa e inextinguíveis. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 26


As energias renováveis utilizam o sol, o vento, os oceanos, os rios, o próprio calor da Terra e as plantas, como fontes de matéria-prima. Estas vão originar respectivamente energia solar, eólica, das ondas, das marés e hídrica, geotérmica e da biomassa. A utilização deste tipo de energia são os mais rentáveis, não só a nível ambiental mas também económico, visto não haver necessidade de compra de matérias-primas, estas são obtidas exclusivamente através da natureza. “ Portugal está em 13º lugar no Climate Change Performance Index (CCPI) 2008, quando considerados os 56 países mais industrializados. Portugal ficou classificado em 13º lugar em termos de melhor performance (...) num ranking que incluiu os países desenvolvidos e os países com um forte desenvolvimento industrial recente ou representando mais de 1% do total de emissões de dióxido de carbono”. (ver notícia completa em anexo -5).

Para mais informações acerca deste tema é possível consultar o trabalho do grupo que estuda “Ambiente”. Neste enquadramento teórico é abordada apenas pequenas fracções deste assunto, que se relacionam com a Ciência e Tecnologia.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 27


2.4.6

Ciência/Tecnologia e o Humanístico – Social

Arqueologia “A ligação entre factores político – ideológicos e a arqueologia dá-se sempre por uma mediação essencial, a arqueologia é uma disciplina científica e os seus praticantes fazem parte de uma comunidade académica institucionalizada”. Pierre Bourdieu

Arqueologia é uma palavra de origem grega, archaios que significa “velho” ou “antigo”, e logos que designa “ciência”. Por um lado, é abordada no nosso projecto pelo hábito que existe em associar a ciência e a tecnologia às ciências lógicas, como a Matemática ou a Química, ou a tecnologias informáticas, esquecendo-se um pouco as ciências sociais e humanísticas; e por outro, devido à importância que tem na nossa cidade, que possui um grande património histórico-cultural, o qual se torna uma grande atracção turística, sobretudo para estrangeiros. A arqueologia é uma ciência social (isto é, que estuda as sociedades), podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as actualmente extintas, através de seus restos materiais, sejam estes objectos móveis (como por exemplo objecto de arte, como as Vénus) ou objectos imóveis (como é o caso de estruturas arquitectónicas). Também se incluem as intervenções no meio ambiente efectuadas pelo homem.” Este tipo de ciência, mais virado para o estudo da sociedade é, principalmente dividido em duas vertentes, a que estuda as antiguidades, ou seja “é o estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida” e a que está mais virada para os aspectos comportamentais, ou seja,

a

“reconstituição da vida dos povos antigos”. “A investigação arqueológica necessita do auxílio de vários outros ramos científicos (ciências naturais e sociais), assim como é importantíssimo adquirir o conhecimento empírico da população que nos envolve no dia-a-dia, pois a fonte oral é quase sempre o ponto de iniciativa para o desenvolvimento de algum Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 28


estudo. Costuma-se dizer que cada "velhinho" que morre é uma biblioteca que arde, pois é informação que se perde. A investigação não é só a recolha de artefactos durante uma escavação ou somente a pesquisa bibliográfica, o contacto humano é muito importante. Uma investigação arqueológica começa sempre pela prospecção”. A arqueologia é uma disciplina científica que possui seis lugares institucionais de pesquisa que controlam ao menos seis questões básicas: o que deve ou não ser pesquisado, o acesso a sítios arqueológicos, ao material armazenado, às verbas de pesquisa, aos cargos académicos e aos meios de informação científica encarregados de divulgar os resultados do estudo arqueológico. A arqueologia é uma ramo nitidamente ligado à história e desde há muitos tempos que esta é um grande fascínio, principalmente para aqueles que querem saber um pouco mais dos seus antepassados. Porém, existem terras por todo este Portugal que não são muito ricas em achados arqueológicos, o que não acontece na nossa cidade, “Os vestígios do passado histórico e patrimonial de Silves não param de surpreender” (Ver notícia em anexa, referente à arqueologia). Assim, torna-se importante desenvolvermos esta ciência em Silves, no âmbito das Ciências Sociais e Humanísticas.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 29


3.

Metodologia Para efectuarmos a definição do problema do nosso projecto, ou seja,

determinar qual o patamar de desenvolvimento científico e tecnológico da cidade, procedemos ao levantamento de infra-estruturas onde é promovida a ciência. Para tal, efectuamos entrevistas a várias personalidades (responsáveis pela: Escola Secundária de Silves, Instituto Jean Piaget, Centro de Saúde de Silves, Bombeiros Voluntários de Silves e Câmara Municipal de Silves), porque estas, estão directa ou indirectamente ligadas à ciência e tecnologia. Optámos por realizar entrevistas e não inquéritos ao cidadão comum, porque ao inquiri-los não obteríamos informações que nos conduzissem à resposta do “nosso” problema, isto porque este não possui conhecimentos acerca das infra-estruturas científico tecnológicas existentes e quais as suas carências. No Instituto Jean Piaget, a nossa interlocutora, Dr.ª Ana Maria Almeida, responsável pela direcção desta mesma instituição é, devido ao seu cargo, a pessoa encarregue da aquisição de todo o material científico e tecnológico existente neste espaço. No Centro de Saúde de Silves entrevistámos a enfermeira-chefe, Ana Paula Silvestre, responsável pela “manutenção” dos equipamentos que asseguram o serviço e por informar/solicitar a Direcção em caso de falta ou reparo de equipamentos científicos/tecnológicos. Nos Bombeiros Voluntários de Silves fomos recebidas pelo Comandante que, após ter conhecimento do projecto que estamos a realizar, encaminhou-nos para o bombeiro

responsável

pelas

Ambulâncias/

Equipamentos

científicos

e

tecnológicos – André Gonçalves, sendo que foi este o nosso inquirido. Na Escola Secundária de Silves entrevistamos o Prof. Francisco Martins, vice-presidente da Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 30


direcção desta escola, um dos responsáveis pela aquisição e renovação, mediante as verbas, dos equipamentos tanto científicos como tecnológicos. No Departamento de Arqueologia da Câmara Municipal de Silves recolhemos informações acerca da ciência e da tecnologia no âmbito da arqueologia. Para tal, contamos com a ajuda da Dr.ª Maria José Gonçalves, chefe e coordenadora do departamento. Ao sermos recebidas pela Senhora Presidente apresentado o projecto e expusemos a nossa ideia acerca de realizar um projecto que visa melhorar o nível científico da cidade. Esta, posteriormente encaminhando-nos para as pessoas competentes nomeadamente na área do Ambiente e da Informática. Na área do Ambiente fomos esclarecidas pelo Dr. Ricardo Tomé responsável por esta mesma área, sendo o que coordena os estudos/ trabalhos realizados neste âmbito. Na área da Informática as informações foram-nos dadas através do Dr. André Fernandes responsável e coordenador de todo o sistema informático e informatizado dos organismos dependentes de Câmara Municipal de Silves. Através da análise do conteúdo destas entrevistas, foi-nos possível analisar a cidade no que respeita ao seu patamar de desenvolvimento científico e tecnológico, concluindo assim quais os pontos forte e fracos da cidade – um dos objectivos propostos. Para a análise destas mesmas entrevistas construímos tabelas de forma a todos terem uma maior e melhor percepção dos conteúdos apresentados. Estas têm a informação divida em categorias, subcategorias, indicadores e frequência. Após

analisarmos

as

entrevistas

manualmente

procedemos

ao

seu

processamento informático no Microsoft Word. Por outro lado, procurámos informarmo-nos acerca da importância deste assunto para a sociedade Silvense. Para isso, e como um dos grupos do nosso projecto (Economia e Inovação) elaborou inquéritos com uma pergunta que integra este conteúdo, estabelecemos uma ponte de ligação entre os grupos e foram-nos cedidos os resultados da mesma. Este grupo inquiriu 96 silvenses (universo amostral). No que se refere às parcerias, estabelecemos uma, com a Câmara Municipal de Silves. Elaborámos um projecto, “Experimentando os Porquês”, Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 31


direccionado para as crianças entre os 5 e os 10 anos, com o objectivo geral de promover o interesse científico-tecnológico nesta faixa etária. Projecto este que foi acordado entre as duas partes. Para a divulgação do projecto elaborámos um poster, que será exposto na Fissul. Realizámos ainda uma palestra na Escola no “Dia da Escola”, para alunos do 9º ano, dando a conhecer o nosso projecto e quais as saídas profissionais (cursos) que estes poderão ingressar, na área de Ciências e Tecnologias, de modo a intervir na cidade de Silves a nível científico-tecnológico. O blog de turma foi também uma forma de divulgação, pois elaboramos posts acerca do nosso trabalho, dando a conhecer o patamar de desenvolvimento científico e tecnológico da cidade. Consideramos que todas estas formas de divulgação, bem como a apresentação a realizar na Escola no final do ano lectivo, poderão contribuir para um conhecimento do nível de desenvolvimento científico e tecnológico da cidade.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 32


3.1 Recolha de Dados 3.1.1

 Inquérito

3. Na sua opinião que tipos de negócios poderiam ser mais rentáveis na cidade? Ciência/tecnologia Arqueologia Artesanato Cultural Alimentação Saúde Comércio Bares/discotecas Outros Esta questão, com respectivas opções de resposta integra o inquérito do grupo “Economia e Inovação” e, visto tratar a Ciência e Tecnologia achamos pertinente colocá-la no nosso trabalho, pois, além de abordar a nossa temática e faz-nos compreender a importância que os Silvenses lhe dão. Mais à frente serão apresentadas as conclusões retiradas desta pergunta.

3.1.2

 Entrevistas

Opta-mos, com o objectivo de conhecer a cidade a nível científico e tecnológico, pela realização de entrevistas aos representantes de instituições ligadas à Saúde, Informática, Ambiente, Ensino e Arqueologia, sendo que estes disponibilizaram-se prontamente para responder às nossas questões. Uma vez que as razões pelas quais foram escolhidos encontram-se referidas no tópico 3 (Metodologia), não nos parece necessário desenvolver novamente este ponto. As entrevistas realizadas encontram-se no tópico 4.2.1 deste mesmo trabalho (Transcrição de Entrevistas).

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 33


4.

Análise de Dados 4.1

 Inquérito

3. Na sua opinião que tipos de negócios poderiam ser mais rentáveis na cidade? Questão 3. Frequência

Áreas a

Percentagem

Percentagem Válida

Cumulative Percent

Ciência/tecnologia

27

28,1

28,1

28,1

Arqueologia

14

14,6

14,6

42,7

Artesanato

17

17,7

17,7

60,4

desenvolver os

Cultural

18

18,8

18,8

79,2

diferentes tipos

Alimentação

3

3,1

3,1

82,3

Saúde

2

2,1

2,1

84,4

Comércio

5

5,2

5,2

89,6

Bares/discotecas

2

2,1

2,1

91,7

Outros

7

7,3

7,3

99,0

NR

1

1,0

1,0

100,0

96

100,0

100,0

de negócios

Total

Questão 3.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 34


Figura 1. Os Silvenses foram inquiridos sobre as melhores áreas para vir a desenvolvido um negócio. Nota-se que, dentro das opções dadas, a que mais se destacou foi a Ciência e Tecnologia (27 pessoas responderam esta opção, dentro de um universo de 96 pessoas, ou seja, 28.1% acha que esta área deveria vir a ser desenvolvida). A aposta nesta mesma área poderia vir a ser mais rentável para a evolução da cidade de Silves.

4.2

4.2.1

 Entrevistas

 Transcrição

 Escola Secundária de Silves Realizado a: Professor Francisco Martins •

Existem equipamentos científicos são suficientes para ensinar os alunos de

forma competente e eficaz? “Actualmente, numa escola não é possível afirmar que os equipamentos, tanto científicos como os de outra natureza qualquer, são suficientes. Neste estabelecimento de ensino existem equipamentos que permitir uma boa aprendizagem por parte dos alunos, porém, se existissem mais auxílios tecnológicos ajudaria o desempenho cognitivo dos mesmos”.

• É possível encontrar espaços para que isso aconteça? Onde? “Sim

é

possível.

Nesta

escola

existem

Laboratórios

equipados,

nomeadamente de Biologia, Geologia, Física e Química, que, de acordo com as diferentes áreas vão estar equipados de modo a proporcionar uma melhor aprendizagem por parte dos alunos”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 35


• Existem carências nos equipamentos de ensino científico e técnico? “Numa escola existem sempre carências, porém, recentemente os Laboratórios foram reequipados e encontram-se nas perfeitas condições. O Ministério da Educação, após muita insistência acordou em melhorar as condições dos nossos Laboratórios. Era importante melhoras algumas condições mas, as verbas cedidas pelo Ministério da Educação são poucas e não conseguem ir ao encontro de todas as necessidades da escola”. • Existem apoios financeiros suficientes a este nível? Quais? “Existem poucos apoios financeiros, os únicos que a escola recebe são do Ministério da Educação e, são poucos”.

• Considera que a formação dos trabalhadores é adequada ao ramo? “A formação não é adequada, visto que os funcionários que estão nos Laboratórios não têm qualquer tipo de formação no ramo. Mesmo assim é feita uma selecção dos mesmos, onde, aqueles que têm mais aptidão são escolhidos, para trabalhar nos Laboratórios. Era

importante

que

houvesse

formação

ao

nível

funcionários,

nomeadamente ao nível de técnicas de segurança, como manusear com os aparelhos, entre outros; para assim poder haver um melhoramento no funcionamento das instalações”.

 Instituto Jean Piaget Realizado a: Dra. Professora Ana Maria Almeida •

Existem equipamentos científicos são suficientes para ensinar os alunos de

forma competente e eficaz? “Neste estabelecimento de ensino os equipamentos científicos são suficientes.

Existem

Laboratórios

de

Biologia,

onde

há,

entre

outros

equipamentos, microscópios e modelos do corpo humano; Laboratório de FísicoQuímica com aparelhos diversificados; Laboratório de Microbiologia e existem Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 36


ainda seis gabinetes de enfermagem e seis de Fisioterapia, ambos bem equipados cientificamente”.

• É possível encontrar espaços para que isso aconteça? Onde? “Sim é possível, nomeadamente nos Laboratórios e gabinetes acima

mencionados”.

• Existem carências nos equipamentos de ensino científico e técnico? “A técnica está sempre a evoluir, logo a escola pode sempre evoluir, acompanhando esta evolução, adquirindo de novos equipamentos. Actualmente, de acordo com a técnica leccionada neste instituto, não existem carências ao nível dos equipamentos, provavelmente e futuramente, devido à evolução da técnica será necessário a aquisição de novos equipamentos. Para os cinco cursos leccionados no instituto, os equipamentos existem na quantidade necessária”. • Existem apoios financeiros suficientes a este nível? Quais? “A escola não é financiada por nenhuma instituição, pois o Instituto Jean Piaget é uma cooperativa particular que sobrevive apenas das mensalidades dos alunos”.

• Considera que a formação dos trabalhadores é adequada ao ramo? “A funcionária encarregue dos laboratórios não têm nenhum curso na área laboratorial, ou seja, não tem nenhuma formação específica no ramo científico. Devido à experiência, esta funcionária aprendeu rapidamente e trabalhar nos laboratórios, porém se houve formação neste ramo seria uma vantagem, tanto para a funcionária como para a própria instituição. Era importante que houvesse formações para funcionários, não só ao nível científico como também noutras áreas, como na área da informática. Este instituto, dentro das suas possibilidades, dá, por intermédio de empresas

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 37


contratadas, Acções de Formação, de modo a manter os funcionários minimamente actualizados”.

 Bombeiros Voluntários de Silves Realizado a: André Gonçalves (Bombeiro responsável pelo equipamento) “As ambulâncias de que dispomos são utilizadas para dois casos:

Situações de trauma ou doença. Os casos de trauma são aqueles que advêm de um acidente, ou seja, que sofreram um trauma, como o próprio nome indica, como um acidente de viação; os casos de doença relacionam-se com as diversas patologias clínicas que o doente possa ter, como um AVC. As ambulâncias têm várias tipologias; existem as ambulâncias que actuam em situações de trauma, que necessitam de equipamentos específicos, como a maca de imobilização, as ambulâncias que actuam em situações de doença ou aquelas ambulâncias que simplesmente fazem o transporte de doentes”.

• Os equipamentos de saúde de são suficientes e apropriados para o socorro imediato de um doente? Em que condições se encontram? “Os equipamentos nunca são suficientes. As ambulâncias mais recentes

possuem todas as condições necessárias à intervenção nestes dois casos. No entanto, somente possuímos duas ambulâncias 100% equipadas, sendo que podemos referir mais quatro ambulâncias que também podemos considerar bem equipadas (não tanto como as primeiras), mas carecem do espaço apropriado que se verifica nas anteriores. As restantes ambulâncias, embora muitas, necessitam de inúmeros equipamentos e condições, uma vez que já são muito antigas, sendo que algumas delas se encontram actualmente restritas a um número muito pequeno de serviços, como o transporte de doentes ao hospital, por exemplo”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 38


Que equipamentos específicos possuem?

“As ambulâncias, na área da saúde, são o equipamento fundamental dos Bombeiros; mas, tão importante como a quantidade de ambulâncias que possamos ter, é a sua qualidade. A qualidade das ambulâncias passa pelas suas condições em termos de material necessário ao socorro das pessoas, como o laringoscópio, o material de entubação, oxigénio, equipamento de medição da tensão arterial, colesterol, desfibrilhador, macas, saco de primeiros socorros, entre muitos outros. Nem todas as ambulâncias possuem um role de equipamentos específicos e adequados, como já foi referido na questão anterior, sendo que muitas delas não têm os equipamentos necessárias à assistência dos doentes”.

Que novos equipamentos foram adquiridos no último ano?

“Há cerca de cinco anos que não eram adquiridos novas ambulâncias, por falta de verbas e apoios. No último ano foi adquirida somente uma ambulância nova, cedida pela Caixa Agrícola, no valor de 80000€”.

O que falta? Porque faltam? “Não há apoio financeiro para equipar as ambulâncias com todos os

mecanismos necessários para a assistência das vítimas. A maioria das ambulâncias são muito antigas e o carro de desencarceramento é muito velho e não tem condições nenhumas. Os 90000€ cedidos nem são suficientes para pagar o ordenado de 95 bombeiros, quanto mais para a compra de equipamentos e fardas, uma vez que cada bombeiro usa uma farda que custa cerca de 1000€”.

 Centro de Saúde Realizado a: Enfermeira-chefe Ana Paula Silvestre Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 39


• Os equipamentos de saúde de são suficientes e apropriados para o socorro imediato de um doente? Em que condições se encontram? “Actualmente, o Centro de Saúde fecha às 22 horas e não está destinado ao socorro imediato de doentes, ou seja, não existe socorro urgente aos doentes em situações de emergência. Nestes casos, os doentes são encaminhados para uma Unidade Básica de Urgência, o Hospital de Portimão ou o Centro de Saúde de Albufeira. Segundo a Enfermeira-chefe, para um hospital ou centro de saúde ser considerado urgência têm que ter recursos especializados e equipamentos para o socorro, o que não se verifica em Silves. Após o socorro, os doentes irão necessitar de outro tipo de equipamentos. Quando os hospitais ou centros de saúde não os possuem, os doentes, depois do socorro imediato são reencaminhados para outras unidades hospitalares”.

Que equipamentos específicos possuem? “Um Centro de Saúde possui diversos equipamentos específicos, seriam inúmeros os equipamentos a descrever. Numa unidade de saúde desde compressas, pensos até aos equipamentos de maiores dimensões (Ex. Rxdigital) são considerados equipamentos específicos. Porém, este Centro possui equipamentos que merecem um maior destaque,

como os de entubação endotraqueal, de Rx-digital, de desfribilhação, os monitores de sinais vitais e o pneocardiogramas”.

Que novos equipamentos foram adquiridos no último ano? “No último ano foram adquiridos equipamentos para o funcionamento de

certos serviços, como a terapia ocupacional, a fisioterapia, o apoio domiciliário e os serviços continuados. Todas as salas do centro de saúde, desde a administração às salas de consulta foram equipadas com uma rede informática, passando todos os computadores a estar ligados em rede”. •

Os equipamentos que dispõem são suficientes? “Os equipamentos nunca são suficientes, não existe, em caso algum, casos

de equipamentos em excesso. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 40


Este Centro de Saúde possui um défice maior no que diz respeito aos equipamentos de promoção e prevenção da saúde”.

O que falta? Porque faltam? “O Centro de Saúde já tem 11 anos e está a precisar de obras de

manutenção e da substituição de algum material, como por exemplo portas. Existem muitas salas sem condições para o atendimento dos doentes, essas, necessitam de novos equipamento. Estas obras não são realizadas devido à falta de dinheiro, de verbas. A zona exterior ao Centro de Saúde está repleta de ervas, mas, já foi pedido várias vezes à Câmara para esta zona, ser transformada num parque de estacionamento, visto o que existem ser demasiado pequenos para a quantidade de utentes que frequentam o Centro de Saúde. Devido à afluência aos serviços que esta instituição oferece, a falta de recursos humanos, médicos e enfermeiros é outra das coisas que falta, devido ao Ministério da Saúde que não o permite, devido à falta de verbas para cobrir os ordenados. O Centro de Saúde não tem autonomia para contratar pessoal, todo esse processo passa por Faro, pelo Ministério da Saúde. As verbas do Centro de Saúde não tem nada a ver com a Câmara Municipal, ou seja, esta não tem que ajudar monetariamente, apenas tem a seu encargo as zonas exteriores. Alguns serviços são efectuados em parceria com a Câmara, como o Serviço Domiciliário, para este, a Câmara cedeu com as carrinhas para este serviço e com um motorista”.

• Considera que a formação dos trabalhadores é adequada ao ramo? “Sim, todos os trabalhadores têm formação adequada e actualizada para o ramo. O IRS (Instituto regional de Saúde) tem um programa de actualização permanente, que faz com que os trabalhadores estejam sempre actualizados”.

 Arqueologia Realizado a: Arqueóloga Maria José Gonçalves Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 41


“A arqueologia é uma ciência humana e social que estuda o homem e o seu passado. Silves foi povoado pelos Romanos, Visigodos, e posteriormente pelos Muçulmanos; é a partir deste momento que se começa a delinear a cidade, ou seja, constrói-se o Castelo, as Muralhas da Almedina, as estradas, entre outros, ou seja, é a partir deste momento que Silves começa a ganhar importância. Assim, os achados arqueológicos baseiam-se essencialmente em vestígios do período Islâmico (Muçulmano) ”. • Considera que a nossa cidade tem fortes potenciais arqueológicos? “Sim, sem dúvida que sim”.

• Se sim, este poderá ser uma fonte de desenvolvimento da mesma? Em que sentido? “Embora a maioria das marcas encontradas por este povo sejam pequenos, como cerâmicas ou esqueletos, também dispomos de elementos de grandes dimensões, como o castelo, a sé, casas deste período (recentemente encontradas por baixo da biblioteca municipal), a muralha da Almedina, as próprias estradas, a necrópole, o poço no interior do museu, entre outros. Esta é uma área que atrai bastantes turistas e por isso é importante para o desenvolvimento local, portanto deveria ser ainda mais valorizada. A própria organização da cidade é bastante cativante para os turistas, ou seja, o facto de ser organizada em encostas, com o castelo e as muralhas no topo, onde antigamente vivam os mais ricos e importantes, ao passo que em baixo vivia o povo, mais pobres e menos importantes; é de salientar que os arqueólogos só podem escavar em sítios públicos, ou seja, mesmo que sejam conhecidos vestígios por baixo de casas privadas, só é possível intervir com autorização do mesmo, e dentro de uns certos limites”. •

Que instituições financiam o estudo da arqueologia em Silves?

“O departamento arqueológico da cidade de Silves pertence à Câmara Municipal de Silves, e como tal é financiado por ela”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 42


• Na sua área são necessários equipamentos tecnológicos para poder trabalhar? Para quê, por exemplo? “Embora aparentemente não se note, este é um ramo que envolve muita ciência e tecnologia para poder trabalhar. A Química é bastante utilizada, em laboratório, para fazer datações das peças, análises de rádio-carbono dos achados para que possa ser extraída o máximo de informação possível sobre a mesma, como a idade absoluta, no caso de um maxilar é possível determinar o tipo de alimentação, entre outros. Estes laboratórios só existe em Lisboa, o que significa que as peças têm que ser enviadas para fora da região para serem analisadas. Por outro lado, a informática também é bastante importante, sendo através dela possível reconstituir elementos encontrados e bastante danificados, como casas; é realizado um modelo a duas ou três dimensões, que possibilita uma percepção exacta daquilo que outrora terá sido o elemento encontrado. São utilizados muitos equipamentos, como a estação total-aparelhos, que mede altitudes, ou outros que permitem manter as peças a uma temperatura e humidade constante e adequada, uma vez que estas são bastante frágeis”.

 Ambiente Realizado a: Dr. Ricardo Tomé • Têm conhecimento sobre técnicas científicas que possam ajudar o ambiente? Que técnicas conhece? “Para poder ajudar o ambiente existem técnicas tanto sociais como científicas. Segundo a minha perspectiva melhorar o ambiente, por exemplo ao nível sonoro, não passam apenas por métodos científicos, mas sim pelo diminuir de tráfego, de velocidade, pelo tipo de pavimento, pelo tipo de carros, entre outros factores. É certo que os equipamentos científicos poderão ajudar em muito o ambiente, mas, este “melhoramento” também parte das pelas pessoas, pois, mesmo que os meios científicos limpem (exemplo) quem suja são as pessoas, logo, esta “ajuda ao ambiente” tem um grande factor social”.

• Que equipamento deste tipo dispomos na nossa cidade? Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 43


“Não existem, na cidade, grandes equipamentos para ajudar o ambiente, pois a aquisição destes é demasiado cara, porém, com pequenas coisas tentamos melhorar o ambiente, como a utilização de lâmpadas de baixo consumo, a construção de edifícios com janelas maiores de modo a entrar mais luz natural e assim poupar em lâmpadas”.

• Acha rentável para a nossa cidade apostar a este nível? “Para a cidade era bastante rentável apostar ao nível do melhoramento do ambiente e, uma das soluções para Silves, visto ser uma cidade histórica, passa por diminuir o tráfego na cidade, que diminui não só a poluição atmosférica como a sonora. Esta solução também passava pela construção de parques de estacionamento na periferia da cidade, de modo às pessoas deixarem os seus carros à entrada da cidade e passarem a realizar o trajecto a pé. Fechar as ruas para determinados tipo de veículos, como por exemplo veículos pesado e, as cargas e descargas passariam a ser acordadas, tanto a hora, como o dia da semana serem feitas as descargas. Ao nível das indústrias, também há atitudes que eram rentáveis, como afastar estas da cidade, impedindo assim a sua concentração. Estas, iriam instalar-se nas zonas periféricas à cidade”.

• O governo ajuda financeiramente na compra e manutenção dos equipamentos e todas as despesas que daí advêm? “Não, o governo ajuda muito pouco, tanto a manutenção como a compra de equipamentos com o intuito de melhorar a qualidade do ambiente. Apenas pontualmente é que o governo ajuda a Câmara. Às vezes baixa um pouco os impostos, porém esta baixa é pouca, reflectindo-se apenas nuns míseros 20€ no final do ano”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 44


• O quê que a câmara poderia fazer para desenvolver este parâmetro? Porque não o fazem? “A Câmara para tentar melhorar a qualidade do ambiente na cidade está a tentar promover um projecto onde à recorrência à utilização de energia fotovoltáica, construindo edifícios que consigam aguentar energeticamente sozinhos. Actualmente, Silves está a desenvolver a Carta Energética do Concelho, onde os edifícios são estudados e são assinalados os edifícios que têm um maior gasto de energia. Nestes, após serem analisados, podem ser tomadas medidas para gastar menos energia, como por exemplo a implementação de lâmpadas de baixo consumo. O nosso Futuro da nossa cidade passa pela utilização de novas energias”.

 Informática Realizado a: Informático André Fernandes •É

mais

produtivo

trabalhar

através

de

sistemas

informáticos

ou

“manualmente”? Porquê? “Os sistemas informáticos, quando adequadamente implementados, são bastante rentáveis para os trabalhadores, sobretudo numa área de trabalho em que é necessário o intercâmbio de informação entre diversos sectores. Na Câmara Municipal de Silves os sistemas informáticos são essenciais, assim como em muitos outros locais, nos dias de hoje; caso a informação de que dispomos não fosse toda informatizada teríamos que realizar tudo manualmente, o que seria muito dispendioso a nível de tempo, dinheiro e produtividade”.

• O seu local de trabalho dispõe de meios informáticos suficientes que vão ao encontro das necessidades dos trabalhadores? Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 45


“O sistema informático de que dispomos está bem implementado, organizado e portanto torna-se bastante rentável. Cada sector tem os meios informáticos necessários à realização do seu trabalho, sendo que cada sector possui mais, ou menos, meios informáticos, dependendo do tipo de trabalho a realizar e da pertinência do uso de tecnologias desta tipologia. Os meios que existem são suficientes para as necessidades básicas de quem aqui trabalha, no entanto poderia haver mais, pois é sempre bom melhorar, e o que hoje é alta tecnologia amanhã já não o é, e um local como este necessita de estar sempre a par com os novos desenvolvimentos tecnológicos que possam facilitar a realização do trabalho e proporcionar melhores condições aos funcionários e a todos os que aqui se dirigem”.

Considera que Silves está desenvolvido a este nível? Porquê?

“Silves está num nível médio de desenvolvimento tecnológico e científico, tendo em conta a sua dimensão e densidade populacional; ainda assim, o caminho deve ser pensado no sentido de apostar a este nível e progredir cada vez mais; a cidade deve ser preparada para que isto aconteça”.

• Considera que a população se encontra preparada para o avanço tecnológico que tem vindo a acontecer ao longo dos anos? “Os sistemas informáticos tendem a ser cada vez mais simples e a facilitar a comunicação entre o equipamento e o utilizador. A população poderá estar preparada

para

um

avanço

tecnológico

preocupado

na

produção

de

equipamentos cada vez mais simples e compreensíveis para quem os maneja. Quando equipamentos informáticos são demasiado complexos para que um utilizador não especializado possa trabalhar, é necessário recorrer à ajuda de um informático, especializado no assunto; entramos assim num campo que não suscita interesse para a população. Silves tem um grande problema: é uma cidade que se encontra envelhecer. Assim, para esta população-alvo é necessária a implementação de sistemas simples e eficazes, o que neste momento não acontece; para além disso, era necessário preparar previamente estas pessoas, o que neste momento também Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 46


não acontece. A nível dos jovens não há grande problema, uma vez que a sua curiosidade permite que alarguem os horizontes e procurem saber cada vez mais”.

Se não, o que poderia ser feito a esse nível?

“Em relação à população jovem, basta que cheguem até eles a informação e os equipamentos, que rapidamente, caso se interessem, ganham curiosidade e procuram saber como se trabalha com determinado aparelho. Para os mais idosos, a solução passa pela criação e divulgação de instrumentos de fácil utilização e acima de tudo, úteis”.

Considera que a formação dos trabalhadores é adequada ao ramo?

“Sim. A maioria daqueles que aqui trabalha tem formação académica adequada. A evolução da escolaridade ao longo dos anos faz com que os trabalhadores mais antigos não se encontrem em pé de igualdade a nível escolar. Ainda assim, a experiência adquirida faz deles tão ou mais competentes que qualquer pessoa que tenha estudado anos a fio”.

4.2.2

 Análise de Conteúdo

 Ensino • Existem equipamentos científicos são suficientes para ensinar os alunos de forma competente e eficaz? Em ambas as instituições concordaram que os equipamentos científicos são suficientes. • Existem carências nos equipamentos de ensino científico e técnico? Em ambas as instituições não existem carências de equipamentos científicos e tecnológicos. • É possível encontrar espaços para que isso aconteça? Onde? • Existem apoios financeiros suficientes a este nível? Quais? Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro dasao cidades Portuguesas” 47 • Considera que a formação dos trabalhadores é adequada ramo?


Categoria

Subcategoria

Aprendizagens

Boas Científicos Tecnológicos Laboratório Biologia

Recursos

Laboratório Físico-

Materiais

Química

Recursos Humanos

Indicador

Frequência

Sim

2

Suficientes

2

Insuficientes

1

Bem equipado

2

Bem equipado

2

Laboratório Microbiologia

Bem equipado

1

Gabinetes Enfermagem

Bem equipado

1

Gabinetes Fisioterapia

Bem equipado

1

Competentes

1

Incompetentes

1

Insuficientes

1

Suficientes

1

Sem formação específica

Recursos

Ministério da Educação

Financeiros

Mensalidades dos alunos

 Saúde • Têm conhecimento sobre técnicas científicas que possam ajudar o ambiente? Que técnicas conhece? • Que equipamento deste tipo dispomos na nossa cidade? • Acham rentável para a nossa cidade apostar a este nível? • O governo ajuda financeiramente na compra e manutenção dos equipamentos e todas as despesas que daí advêm? • O quê que a câmara poderia fazer para desenvolver este parâmetro? Porque não o fazem?

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 48


Categoria

Subcategoria

Condições Equipamentos na Saúde Número

Indicador

Frequência

Boas

1

Más

2

Suficiente

0

Insuficiente

2

Laringoscópio

1

Material de entubação

1

endotraqueal Ambulâncias Máscara de oxigénio

1

Aparelho para medir a tensão

1

arterial Aparelho para medir o

1

colesterol Desfibrilhador

1

Macas especializadas

1

Saco para primeiros socorros

1

Objectos de pequenas dimensões (pensos, compressas, outros) Equipamentos específicos

Salas de atendimento

1

Rx-digital

1

Monitor de sinais vitais

1

Pneucardiogramas

1

Terapia Ocupacional

1

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 49


Científicos Tipo de

Número insuficiente

1

Pequenas dimensões

1

Necessidade de manutenção

1

Serviços continuados

1

Serviços domiciliário

1

Fisioterapia

1

Outros

1

Rede informática

1

equipamentos e Serviços oferecidos

Tecnológicos

Científicos e Tecnológicos

Carências

Ambulâncias

2

Obras de manutenção

1

Substituição de materiais

1

Aquisição de novos

1

equipamentos

Razão das carências

Falta de recursos humanos

1

Falta de apoios financeiros

1

 Arqueologia • Considera que a nossa cidade tem fortes potenciais arqueológicos? Sim, a nossa cidade tem potenciais arqueológicos fortes.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 50


• Se sim, este poderá ser uma fonte de desenvolvimento da mesma? Em que sentido? • Que instituições financiam o estudo da arqueologia em Silves? • Na sua área são necessários equipamentos tecnológicos para poder trabalhar? Para quê, por exemplo?

Categoria

Potenciais Arqueológicos

Subcategoria

Marcas de pequenas dimensões

Marcas de grandes dimensões

Indicador

Frequência

Cerâmica

1

Esqueletos

1

Outros

1

1

Castelo

1

Casas do Período Muçulmano

1

Muralha Almedina

1

Estradas

1

Necrópole

1

Poço

1

Organização da Cidade

1

Atracção Turística

1

Desenvolvimento local

1

Câmara Municipal de Silves

1

Datação de peças

1

Análises rádio carbono

1

Outros

1

Importância

Apoios financeiros

Aplicação da Ciência

Química

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 51


Reconstituição de vestígios Software Informático

Equipamento

encontrados

1

Modelos de 2 ou 3 dimensões

1

Medição de altitude

1

Medição da temperatura

1

Medição da Humidade

1

Outros

1

Tecnológicos Outros equipamentos

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 52


 Ambiente • Que equipamento deste tipo dispomos na nossa cidade? A nossa cidade não possui qualquer tipo de equipamentos que permitam melhorar a sustentabilidade ambiental. • O

governo

ajuda

financeiramente

na

compra

e

manutenção

dos

equipamentos e todas as despesas que daí advêm? O governo não auxilia especificamente a compra e a manutenção dos equipamentos que promovem a melhoria das condições ambientais da cidade. • Têm conhecimento sobre técnicas científicas que possam ajudar o ambiente? Que técnicas conhece? • Acha rentável para a nossa cidade apostar a este nível? • O quê que a câmara poderia fazer para desenvolver este parâmetro? Porque não o fazem?

Categoria

Subcategoria

Indicador

Frequência

Aproveitamento de:

Científicas

Técnicas para ajudar o Ambiente

Energia Eólica

1

Energia Hidráulica

1

Energia Geotérmica

1

Outros

1

Acções de sensibilização

1

Diminuição do Tráfego

1

Diminuição da velocidade

1

Outros

1

Sociais

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 53


Construção de Parques de estacionamento na periferia Diminuição da Poluição

Afastamento das Indústrias para a periferia

Rentabilidade das Técnicas na

Outros

melhoria do Ambiente

Utilização de energia Fotovoltáica Diminuição dos gastos de energia

Utilização de lâmpadas de baixo consumo Carta Energética do Conselho 



1

1 1 1

1 1

Os edifícios da cidade são estudados e aqueles que têm um grande consumo energético

tomam medidas (como a utilização de lâmpadas de baixo consumo), de modo a diminuir este mesmo consumo energético.

 Informática • O seu local de trabalho dispõe de meios informáticos suficientes que venham ao encontro das necessidades dos trabalhadores? Sim, cada sector possui meios informáticos suficientes de acordo com as suas necessidades. • É mais produtivo trabalhar através de equipamentos informáticos ou “manualmente”? Porquê? • Considera que Silves está desenvolvido a este nível? Porquê? Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 54


• Considera que a população se encontra preparada para o avanço tecnológico que tem vindo a acontecer ao longo dos anos? o Se não, o que poderia ser feito a esse nível?

Categoria

Sistemas

Subcategoria

Vantagens

Indicador

Frequência

Rapidez

1

Rentabilidade económica

1

Produtividade

1

Informáticos Intercâmbio de informação entre sectores

1

Pequena densidade Nível de desenvolvimento

populacional Médio

informático

Cidade pequena Preparados para o avanço

1 1 1

tecnológico Fácil assimilação de

Avanço tecnológico

Jovens

1

informação Curiosidade

Facilidade no manejo de

1 1

equipamentos mais complexos Não estão preparados para o

1

avanço tecnológico Necessidade de criação de Idosos

1

aparelhos úteis e fáceis de utilizar Necessidade de divulgação

1

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 55


Conclusões: De acordo com esta análise de conteúdos das entrevistas conseguimos identificar os pontos fortes e fracos, na área da Ciência e da Tecnologia. Estes encontram-se assinalados na tabela abaixo apresentada.

Ponto Fraco Saúde

Ponto Forte

X

Ensino



Arqueologia



Ambiente

X

Informática



- Jovens - Idosos

X

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 56


5.

Propostas de Melhoria Através da análise das entrevistas efectuadas a membros das diversas

infra-estrutura ligadas à ciência, foi possível identificar os pontos fortes e fracos da cidade de Silves. A Saúde e a Informática foram áreas que se destacaram pela negativa, uma vez que não se desenvolvem cientifico e tecnologicamente como seria de esperar. São estas as áreas sobre as quais nos iremos focar, realizando uma proposta de melhoria para cada uma delas. O ambiente, também verificado por nós como um ponto fraco, não vai ser tratado por nós, uma vez que já existe outro grupo a desenvolver propostas para melhorar a cidade a este nível

5.1

 Área da Saúde

Um dos principais problemas que se verificou a nível da saúde foi no Centro de Saúde. Pela reforma dos Centros de Saúde Portugueses, houve a necessidade de, por todo o país, agrupar estes edifícios em duas categorias distintas, de acordo com os serviços que oferece e as condições que dispõe: as unidades básicas de urgência e as unidades de saúde familiar. A unidade de saúde familiar integra-se na rede nacional de prestação de cuidados de saúde primários e funciona das 8 (oito) horas às 20 (vinte) horas, todos os dias úteis. Garante, na prestação de serviços: - Consultas individualizadas de saúde de adultos e a grupos específicos vulneráveis de risco, incluindo o planeamento familiar, saúde materna, saúde infantil, vigilância oncológica, diabéticos, hipertensos, entre outros. - Vacinação e tratamentos de enfermagem. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 57


Cada médico de família é responsável pela prestação de cuidados aos seus utentes, mas o corpo clínico e restante equipa fazem intersubstituição no caso de ausência de qualquer um dos elementos, de modo a garantir a prestação de cuidados a todos os utentes inscritos na USF. Os centros de saúde poderiam também passar a Unidades Básicas de Urgência, que oferece mais serviços, e que requer a aquisição de determinados equipamentos: - Radiologia simples (para esqueleto, tórax e abdómen), com preferência ao equipamento digital; - Oxímetro de pulso; - Electrocardiógrafo; - Monitor com desfibrilhador automático. - Patologia química/ Química Seca Para além destes equipamentos, a UBU deve ter uma equipa permanente, constituída, em cada turno, pelos seguintes profissionais: - Médicos: dois, em presença física; - Enfermagem: dois, por equipa, em presença física; - Auxiliares de acção médica: um por equipa; - Administrativos: um por equipa ou turno; - Outros técnicos, a definir em função das necessidades; - Auxiliares de apoio e vigilância ou serviço de limpeza: um elemento em permanência; - Segurança. As instalações devem ter entrada directa do exterior, com paragem de ambulância num local coberto. A título indicativo, poderão ser constituídas por: - Gabinetes médicos: um por médico; Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 58


- Gabinete de enfermagem; - Sala de tratamentos, mínimo de 20m2, com acessibilidade a macas; - Duas salas de observação (homens e mulheres), com o mínimo de 2 camas cada, separadas por cortinas; - Sala de apoio a técnicas terapêuticas; - Sala de pessoal, com apoio de uma bancada para um pequeno bar; - Sala de atendimento e trabalho administrativo, com mesa ou balcão de atendimento ao público; - Sala de utentes, com área diferenciada para crianças; - Zona de higiene de bebés; - Instalações sanitárias, separadas para profissionais e utentes, devendo haver pelo menos uma adaptada a deficientes; - Depósito de cadáveres, com saída para o exterior separada do acesso de utentes; - Zona de despejos e depósito temporário de lixos; - Zona de roupa limpa; - Depósito de farmácia; - Arrecadação; - Parque de macas e cadeiras de rodas. O Centro de Saúde de Silves, apesar de possuir equipamentos como a radiologia simples (digital), o electrocardiógrafo ou o monitor com desfibrilhador automático, não preencheu os requisitos necessários para que o nomeassem Unidade Básica de Urgência, pelo que se passou a denominar-se Unidade de Saúde Familiar. Para uma freguesia com cerca de 39000 habitantes, a falta de prestação dos cuidados de saúde urgentes implica uma maior afluência aos grandes centros Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 59


hospitalares. É aconselhado, também, a implementação de Unidades Básicas de Urgência em localidades com um mínimo de 35000 habitantes, como é o caso do concelho de Silves. Por outro lado, Silves é um concelho onde existem muitas populações isoladas, com difícil acesso a um hospital e que viriam na Unidade Básica de Urgência uma solução para os seus problemas. Para garantir melhores cuidados da saúde para toda a população de Silves, deverão ser adquiridos os equipamentos em falta na nossa Unidade de Saúde Familiar. São necessárias também obras de manutenção do edifício, bem como a organização das salas disponíveis a fim de preencher os requisitos referidos acima. Caso seja necessário aumentar o edifício, este procedimento também deverá ser efectuado. Relativamente aos Bombeiro voluntários de Silves, para estes satisfazerem com qualidade as necessidades dos silvenses seria necessária a aquisição de novas ambulâncias devidamente equipadas com todos o material e utensílios suficientes e actuais, tal como aquela adquirida 2007. Em tom de conclusão, para promover a saúde do Conselho, Silves necessitava de remodelar todo o espaço da Unidade de Saúde Familiar (vulgarmente designada por centro de saúde), a fim de torná-la numa Unidade Básica de Emergência, que venha ao encontro das necessidades dos habitantes e a aquisição de novas ambulâncias por parte dos Bombeiros Voluntários de Silves, de modo a satisfazer as necessidades dos Silvenses.

5.2

 Equipamentos Tecnológicos (Área da Informática)  Idosos

A tecnologia, quando abordada por jovens, parece ser facilmente descodificada e trabalhada. Por outro lado, o mesmo não acontece quando se trata de pessoas idosas. Silves tem-se vindo a mostrar um conselho a envelhecer. Tanto na cidade, como em todas as suas freguesias, a população jovem tem vindo a escolher outros locais, acabando por abandonar a região, pelo que permanecem os idosos, Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 60


que muitas das vezes não são devidamente apoiados. Muitas vezes os filhos e netos acabam por se dirigir para os maiores centros urbanos, acabando por deixar os idosos desamparados e sem assistência em situação de urgência ou emergência. Para minimizar estes efeitos foi criado um dispositivo de auxílio aos idosos, designado por “SOS Idosos” e que consiste num alarme contido numa pulseira ou num colar à prova de água, ligado a um aparelho que está em casa, mas emite um sinal até 200m, o que permite aos idosos pedirem auxilio mesmo estando fora de casa. Aquando uma situação de emergência, o alarme é accionado e o sinal é enviado para uma central, que trabalha 24horas (vinte e quatro horas) por dia, e que tenta contactar o utente. Caso não se obtenha resposta por parte do mesmo, a central comunica aos seus familiares, e em caso de urgência, o caso é encaminhado para as autoridades competentes. Este aparelho trata-se de uma tele-assistência domiciliária, que já está a ser adoptadas por algumas Câmaras Municipais do país, nomeadamente a de Albufeira, e é destinada aos idosos que vivem sozinhos em zonas mais despovoadas. Uma vez que muitas das freguesias do concelho de Silves são rurais, e em muitas delas existem habitações isoladas dos centros, era benéfico para o município adoptar este dispositivo para os casos onde a solidão e o isolamento é mais evidente, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida dos “nossos” idosos, utilizando a tecnologia de ponta.

5.3

 Projecto: “Experimentando os Porquês”

Visto em Silves a ciência não ser promovida para os novos, decidimos elaborar um projecto que visa a organização de um espaço dirigido às crianças. Todas as informações referentes a este projecto encontram-se em anexo (anexo 9) sendo que este foi devidamente acordado e assinado entre ambos os elementos do grupo e a Presidenta da Câmara Municipal de Silves (Exma. Sra. Isabel Soares). Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 61


6.

Conclusão Uma vez que estamos recta final do trabalho, é altura de realizar um

balanço sobre o desenvolvimento do mesmo e retirar algumas conclusões. Os objectivos definidos no oinício do ano lectivo foram cumpridos com sucesso, já que conseguimos analisar toda a cidade sob o ponto de vista científico e tecnológico, distinguindo os pontos fortes e fracos da mesma. Das áreas estudadas - Saúde, Ambiente, Informática, Arqueologia e Ensino – podemos agrupar a saúde e o ambiente como pontos fracos e a arqueologia e o ensino como pontos fortes. A informática foi dividida em duas sub-categorias de acordo com o grau de desenvolvimento que tem na cidade - os jovens e os idosos - sendo que a informática nos jovens é considerada um ponto forte e nos idosos um ponto fraco. Para as áreas identificadas como pontos fracos, desenvolvemos diferentes propostas de melhoria. A fim de melhorar a área da saúde no concelho foi proposta a renovação da Unidade de Saúde Familiar (ainda conhecido como Centro de Saúde) e a aquisição de todo o equipamento que permita considerá-la uma Unidade Básica de Urgência, que iria significar melhores condições para toda a população. A aquisição de novas ambulâncias para os Bombeiros Voluntários de Silves, devidamente equipadas, também constitui uma das propostas para melhorar esta área. A nível da tecnologia nos mais idosos propomos a implementação de um sistema “SOS idosos”, que se trata de um pequeno aparelho que auxilia os idosos que vivem mais isolados e que lhes permite uma maior segurança e melhor qualidade de vida. Para os mais novos, e porque são eles o futuro da nossa cidade, a divulgação da ciência poderia ser feita através da organização de um espaço de divulgação da ciência para as crianças, onde constam várias zonas, ligadas a diversas ciências e onde devem ser realizadas algumas actividades para promover a ciência na cidade. O projecto para a organização deste espaço encontra-se no Anexo 9 e está devidamente assinado pela Exma. Sra. Presidente

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 62


da Câmara Municipal, que se mostrou interessada em desenvolvê-lo, dando todo o apoio É do nosso interesse que este trabalho seja apreciado pelo leitor e que provoque uma reflexão criativa acerca da cidade de Silves.

O futuro é o caminho.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 63


7.

Agradecimentos A realização deste trabalho seria impossível sem o apoio de determinadas

pessoas. Assim sendo, gostaríamos de deixar aqui expresso o nosso agradecimento àqueles que nos apoiaram ao longo do mesmo: - À Professora da disciplina e Directora de Turma, Paula Torres, que nos esquematizou o trabalho e se mostrou sempre disponível para nos auxiliar. - À Exma. Sra. Presidenta da Câmara Municipal de Silves, Isabel Soares, que se disponibilizou para nos receber sempre que necessitámos e mostrando interesse

no

trabalho

desenvolvido.

Assinou

e

aprovou

o

projecto

“Experimentando os Porquês”, pelo que o nosso esforço foi recompensado e valorizado. - Aos entrevistados, que responderam prontamente às nossas perguntas e nos auxiliaram a fim de explorar cada tema: Enfermeira-chefe Ana Paula Silvestre; Bombeiro André Gonçalves; Professor Francisco Martins; Arqueóloga D. Maria José Gonçalves; Dr.Ricardo Tomé; Informático André Fernandes - À Sra. Sandra Cortes, relações-públicas e coordenadora do departamento da juventude, na Câmara Municipal de Silves, que se prontificou a ajudar-nos na organização do projecto “Experimentando os Porquês”.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 64


8.

Bibliografia

Livros:  A Enciclopédia – Público Editorial Verbo, S.A. ; Edição nº 2887-2004 Volumes 5 e 19  Grande Enciclopédia Universal – Correio da Manhã Durclub, S.A. Volumes 5 , 8, 18 e 19  Grande Enciclopédia Planeta Editorial Planeta, 2007 Volumes 5 , 7, e 17  Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura Editorial Verbo, Lisboa Volume 5  A Grande Enciclopédia do Futuro Edições ASA

Multimédia  Diciopédia X – DVD ROM Porto Editora

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 65


Internet  pt.wikiquote.org/wiki/Ci%C3%AAncia  pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia  pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia  pt.wikipedia.org/wiki/inform%C3%A1tica essa.fc.ul.pt/ficheiros/artigos/revistas_com_revisao_cientifica/2001_humanvisibl eproject.pdf  www.citador.pt/pensar.php?op=9&theme=33  www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=503 www.meioclique.com/CRUP/Documentos%20PDF/ciencia_investigacao/po_cie ncia_inovacao.pdf  www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/informatica/home.html - 4k www.ijuris.org/experienciadocente/presencial/sociedadedainformacaoold/bibliot eca/tecnintelig.pdf  pt.wikipedia.org/wiki/Era_da_Informação - 16k –  www.terra.com.br/istoe/digital/vidadigital.htm - 32k´  www.lsi.usp.br/~chip/de_onde_vieram.html  web.educom.pt/fq/energia/renovaveis.htm#mares pt.wikipedia.org/wiki/Arqueologia essa.fc.ul.pt/ficheiros/artigos/revistas_com_revisao_cientifica/2001_humanvisibl eproject.pdf  www.2vol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/estagios/info/artigos_140305. htm  ruby.dcsa.fct.unl.pt/moodle/

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 66


9.

Anexos

Anexo 1 – ESTATUTO DO MECENATO CIENTÍFICO CAPÍTULO I Disposições gerais Artigo 1.º Âmbito de aplicação 1 - O presente Estatuto regula os incentivos fiscais e não fiscais a usufruir pelas pessoas singulares e colectivas, de natureza pública ou privada, que concedam a outras donativos em dinheiro ou em espécie, sem contrapartidas que configurem obrigações de carácter pecuniário ou comercial, destinados exclusivamente à realização de actividades de natureza científica ou à promoção de condições que permitam a sua realização. 2 - Os incentivos regulados no presente Estatuto não são cumuláveis com quaisquer outros de idêntica natureza. Artigo 2.º Modalidades 1 - São modalidades do mecenato científico: a) O mecenato de projecto de investigação; b) O mecenato de equipamento científico; c) O mecenato de recursos humanos; d) O mecenato para a divulgação científica; e) O mecenato de inovação ou aplicação industrial. 2 - Para efeitos do disposto no número anterior, entende-se por: a) «Mecenato de projecto de investigação» o contributo de uma pessoa singular ou colectiva, nos termos do artigo 1.º, destinado a apoiar o desenvolvimento de um projecto de investigação científica, desde que no quadro de uma instituição legalmente reconhecida pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior, salvo quando tal contributo tenha por objecto o pagamento de taxas de frequência obrigatórias dos estabelecimentos de ensino superior;

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 67


b) «Mecenato de equipamento científico» o contributo de uma pessoa singular ou colectiva, nos termos do artigo 1.º, destinado a apoiar a aquisição de instalações e ou equipamento científico, bem como a realização de obras de conservação em instalações destinadas à investigação científica; c) «Mecenato de recursos humanos» a cedência de investigadores e ou especialistas de uma entidade a outra, para o desenvolvimento, em exclusividade, de um projecto de investigação ou demonstração; d) «Mecenato para a divulgação científica» o contributo de uma pessoa singular ou colectiva, nos termos do artigo 1.º, destinado a apoiar actividades de divulgação científica, incluindo a realização de grandes eventos científicos, como feiras, congressos e exposições; e) «Mecenato de inovação ou aplicação industrial» o contributo de uma pessoa singular ou colectiva, nos termos do artigo 1.º, destinado a apoiar a demonstração, em ambiente industrial, de resultados de investigação e desenvolvimento tecnológico, desde que tal demonstração assuma carácter inovador. 3 - O mecenato científico pode ser singular ou colectivo, consoante seja praticado por uma ou mais pessoas singulares ou colectivas, tendo por objecto a mesma prestação. Artigo 3.º Entidades beneficiárias 1 - São consideradas entidades beneficiárias as destinatárias directas dos donativos a que se refere o artigo 1.º, independentemente da sua natureza jurídica e cuja actividade consista predominantemente na realização de actividades científicas, considerando-se como tal: a) Fundações, associações e institutos públicos ou privados; b) Instituições de ensino superior, bibliotecas, mediatecas e centros de documentação; c)

Laboratórios

do

Estado,

laboratórios

associados,

unidades

de

investigação e desenvolvimento, centros de transferência e centros tecnológicos. 2 - São ainda consideradas como entidades beneficiárias: a) Órgãos de comunicação social, quando se trate de mecenato para a divulgação científica; Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 68


b) Empresas nas quais se desenvolvam acções de demonstração a que refere a alínea e) do n.º 2 do artigo 2.º

Anexo 2 Resolução de Conselho de Ministros Nº 54/2001, DR Nº 120, Serie I-B, de 24 de Maio Nos termos da alínea g) do artigo 199º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve: Artigo 1. Mandatar os Ministros da Economia e da Ciência e da Tecnologia para dinamizarem uma política de captação de investimento estrangeiro intensivo em tecnologia. Artigo 2. Determinar que, no quadro da cooperação que têm vindo a desenvolver na articulação das políticas de inovação e internacionalização, o ICEP e a Agência de Inovação preparem um Plano de Acção destinado à concretização do objectivo referido no número anterior Artigo 3. No quadro de uma política activa e orientada de captação de investimento estrangeiro intensivo em tecnologia, o Plano de Acção referido deve compreender: a) uma metodologia para a identificação de oportunidades concretas de investimento e os procedimentos adequados à sua captação; b) a proposta de medidas para reforçar a atractividade do País; c)

a

exploração

de

sinergias

entre

a

captação

de

IDE

e

a

internacionalização das empresas portuguesas; d) a identificação dos apoios e incentivos ao investimento, disponíveis ou a criar; e) a preparação de informação relevante sobre qualificações e níveis de remuneração; f) o levantamento de locais de implantação e sua caracterização; Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 69


g) a contratação de serviços com consultores e agências estrangeiras, se necessário em regime de "success fee"; h) o levantamento de casos de empresas estrangeiras e nacionais de base tecnológica; i) a criação de um portal na Internet e desenvolvimento de outro material de divulgação orientados para este fim.

Artigo 4. O Plano de Acção deve, ainda, assentar na valorização do melhor que se faz em Portugal ao nível científico e tecnológico e ao nível empresarial, valorizando: a) A competência cientifica e tecnológica nacional; b) A sua articulação em redes científicas e a participação em organizações de I&D internacionais; c) Os resultados de projectos de I&D em curso, apoiando a sua valorização no mercado internacional; d) Os recursos humanos de maior nível de formação, graduados nos últimos anos, nomeadamente aqueles com redes de contactos internacionais; e) O papel das empresas de maior nível tecnológico que possam funcionar como factores de atracção de novos investimentos; f) Os "clusters" existentes, captando de forma selectiva investimentos que funcionem como "nós" de modernização e melhoria de competitividade, aumentando o seu conteúdo em tecnologia e design; g) O potencial de mercado, decorrente das tendências tecnológicas e dos investimentos em curso e em particular da inserção de Portugal no Mercado Único da União Europeia; h) Recursos naturais que possam ser objecto de uma maior valorização com a utilização de novas soluções tecnológicas.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 70


Anexo 3 Portaria nº 818/97 de 5 de Setembro de 1997 DR 205/97 - SÉRIE I-B Emitido Por Ministérios da Economia, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, da Saúde e do Ambiente Aprova a lista harmonizada, que abrange todos os resí-duos, designada por Catálogo Europeu de Resíduos (CER). Com a publicação do Decreto-Lei n.º 310/95, de 20 Novembro, foi fixado o regime jurídico da gestão de resíduos. Contudo, nos termos da alínea a) do artigo 2.º do referido decreto-lei, importa identificar, em portaria, as substâncias ou objectos a que pode corresponder a definição de resíduos, sem prejuízo da adopção pelo mesmo diploma da lista que consta já do Catálogo Europeu de Resíduos (CER), aprovado pela Decisão n.º 94/3/CE, da Comissão, de 20 de Dezembro de 1993. Por outro lado, nos termos da alínea b) do mesmo artigo 2.º, torna-se também necessário estabelecer a lista de resíduos perigosos, independentemente de se destinarem a eliminação ou a operações de valorização, sendo que as características que conferem perigosidade aos resíduos foram já objecto da Directiva n.º 91/689/CEE, do Conselho, de 12 de Dezembro, e da Decisão n.º 94/904/CEE, do Conselho, de 22 de Dezembro, que, em conformidade, adoptou a lista europeia de resíduos perigosos. Nestas

condições,

as

listagens

adoptadas

pela

presente

portaria

correspondem à preocupação de assegurar a harmonização do normativo vigente em matéria de resíduos na União Europeia, ao mesmo tempo que visam facilitar um perfeito conhecimento pelo agentes económicos do regime jurídico a que estão sujeitos. Assim, ao abrigo do disposto nas alíneas a) e b) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 310/95, de 20 de Novembro: Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 71


Manda o Governo, pelos Ministros da Economia, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, da Saúde e do Ambiente, o seguinte: 1.º Artigo 1 - É aprovada a lista de resíduos, designada por Catálogo Europeu de Resíduos, a qual consta do anexo I à presente portaria, da qual faz parte integrante. 2 - As substâncias ou objectos mencionados na lista referida no número anterior serão considerados resíduos sempre que estejam preenchidos os demais requisitos previstos na definição de resíduos fixada na alínea a) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 310/95, de 20 de Novembro. 2.º Artigo 1 - São aprovadas a lista de resíduos perigosos e a lista de características de perigo atribuíveis aos resíduos, as quais constam, respectivamente, dos anexos II e III à presente portaria, da qual fazem parte integrante. 2 - Os resíduos perigosos constantes do anexo II apresentam uma ou mais das características definidas no anexo III e, no que respeita às características H3 a H8 do mesmo anexo, uma ou mais das seguintes: Ponto de inflamação =< 55ºC; Uma ou mais substâncias classificadas de muito tóxicas numa concentração total >= 0,1%; Uma ou mais substâncias classificadas de tóxicas numa concentração total >= 3%; Uma ou mais substâncias classificadas de nocivas numa concentração total >= 25%; Uma ou mais substâncias corrosivas com a classificação R35 numa concentração total >= 1%; Uma ou mais substâncias corrosivas com a classificação R34 numa concentração total >= 5%; Uma ou mais substâncias irritantes com a classificação R41 numa concentração total >= 10%; Uma ou mais substâncias irritantes com as classificações R36, R37 e R38 numa concentração total >= 20%; Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 72


Uma ou mais substâncias conhecidas como carcinogénicas (categorias 1 ou 2) numa concentração total >= 0,1%. 3 - Não são considerados perigosos, excepcionalmente, os resíduos constantes do anexo II quando o respectivo produtor ou detentor prove, por forma documental, que não apresentam nenhuma das características de perigo enumeradas no anexo III e, no que respeita às características H3 a H8 do mesmo anexo, nenhuma das referidas no número anterior. 4 - A prova admitida no número anterior está sujeita às regras e métodos específicos de ensaio previstos no Decreto-Lei n.º 82/95, de 22 de Abril, e diplomas complementares.

Anexo 4 Portaria n.º 286/93 de 12 de Março A definição de valores limites de concentração de poluentes na atmosfera constitui um dos instrumentos de uma política de gestão da qualidade do ar adequada à protecção da saúde e do ambiente. Nesse sentido, o Decreto-Lei n.º 352/90, de 9 de Novembro, habilita a que, através de portaria, se promova a transposição para a ordem interna das directivas relativas aos valores limites e valores guias para o dióxido de enxofre e partículas em suspensão (n.º' 80/779/CEE e 89/427/CEE), dióxido de azoto (n.º 85/203/CEE), valor limite para o chumbo (n.º 82/884/CEE) e valores guias para o ozono, bem como dos métodos de medição e procedimentos para a sua aplicação. Igualmente se reconhece indispensável pela referida lei tomar as medidas adequadas de prevenção da poluição atmosférica provocada pelas instalações industriais, incluindo a utilização da melhor tecnologia disponível que não implique custos excessivos. Neste sentido são fixados os valores limites da emissão de poluentes por fontes fixas, tendo em conta a natureza, as quantidades e a nocividade das emissões em causa, por forma a satisfazer as exigências de protecção do ambiente e de bem-estar das populações. Assim: Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 73


Manda o Governo, nos termos do n. º 1 do artigo 5. º do Decreto-Lei n.º 352/90, de 9 de Novembro, pelos Ministros da Indústria e Energia e do Ambiente e Recursos Naturais, o seguinte: 1.º São fixados os valores limites e os valores guias no ambiente para o dióxido de enxofre, partículas em suspensão, dióxido de azoto e monóxido de carbono, o valor limite para o chumbo e os valores guias para o ozono, constantes nos anexos I e II 2.º Todos os valores mencionados no número anterior são expressos em µg/m3 (microgramas por metro cúbico). A expressão do %lume deve ser feita tendo em conta as seguintes condições de pressão e temperatura: 101,3 kPa; 293 K. 3.º Os métodos de referência para a amostragem e análise dos poluentes mencionados no número anterior são os constantes do anexo III. 4.º Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 352/90, os parâmetros estatísticos calculados para os poluentes dióxido de azoto, monóxido de carbono, ozono e chumbo devem também ser calculados para o ano civil (1 de Janeiro a 31 de Dezembro). 5.º Os valores limites de emissão de aplicação geral, a tabela das substâncias cancerígenas e os valores limites de emissão sectoriais aplicáveis são fixados, respectivamente, nos anexos IV, v e VI. 6.º As condições que determinam a realização de medições em contínuo das emissões para a atmosfera são as constantes do anexo VII.

Anexo 5 Alterações climáticas - CPPI 2008

Portugal está em 13º lugar no Climate Change Performance Index (CCPI) 2008, quando considerados os 56 países mais industrializados Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 74


Portugal ficou em classificado em 13º lugar em termos de melhor performance relativamente às alterações climáticas num ranking que incluiu os países desenvolvidos e os países com um forte desenvolvimento industrial recente ou representando mais de 1% do total de emissões de dióxido de carbono. O índice é da responsabilidade da organização não governamental de ambiente GermanWatch apoiado pela Rede Europeia de Acção Climática (a que a Quercus pertence) e contou com a colaboração da Quercus na avaliação qualitativa pericial efectuada a Portugal. O anúncio foi hoje efectuado em conferência de imprensa na reunião das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que está a ter lugar em Bali na Indonésia. O Climate Change Performance Index (CCPI) 2008 é um instrumento inovador que traz maior transparência às políticas climáticas internacionais. Com base em critérios padrão, o índice avalia e compara a performance de 56 países que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia. O objectivo do índice é aumentar a pressão política e social nos países que têm esquecido até agora o seu trabalho interno no que respeita às alterações climáticas. O CCPI resulta de três componentes parciais que são somadas de modo a criar um ranking da performance em termos de alterações climáticas dos países avaliados. A primeira componente (tendência das emissões) analisa a evolução das emissões nos últimos anos de quatro sectores individualmente: electricidade, transportes, residencial e industrial. A segunda componente refere-se às emissões (nível de emissões) relacionadas com a energia em de cada país integrando variáveis como o produto interno bruto e as emissões per capita. A terceira e última componente (política de emissões) resulta duma avaliação da política climática o país a nível nacional e internacional. A componente de tendência pesa 50%, a componente nível de emissões 30% e as políticas climáticas são ponderadas em 20%. Os dados são retirados da Agência Internacional de Energia e das submissões efectuadas pelos países, sendo as políticas climáticas avaliadas por peritos internacionais na área das alterações climáticas, tendo a Quercus participado a este nível Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 75


Portugal sobe 6 lugares no ranking, da 19ª (em 2007) para a 13ª posição (em 2008) Portugal obteve a 13ª posição no ranking final global (1º é o melhor), sendo que a sua classificação foi a 32ª na componente tendência de emissões, 15ª na componente de nível de emissões e 4º na componente de políticas climáticas, tendo subido 6 posições na análise global. No índice em 2006, Portugal obteve a 25ª posição quando estiveram em avaliação 53 países. Esta posição reflecte o facto de Portugal ter emissões per capita relativamente baixas e ter um conjunto de medidas consignadas (mesmo que ainda não implementadas) para reduzir as emissões, mas ao mesmo tempo reflecte o aumento praticamente sistemático das emissões desde 1990, com dificuldades de cumprimento do Protocolo de Quioto. O país melhor classificado no ranking foi a Suécia, seguido da Alemanha, Islândia, México e Índia. O pior país foi a Arábia Saudita, tendo a Espanha ficado em 29º lugar e os EUA em penúltimo lugar (55º). O relatório será disponibilizado pela GermanWatch em www.germanwatch.or/ccpi.htm.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 76


Anexo 6 Escola Secundária de Silves Largo da República 8300 – 111 Silves Alunas do 12º N2 Filipa Coelho Tânia Catarino (Morada das diferentes Entidades) Exmos. Senhores, Somos um grupo de duas alunas que frequentamos o 12º ano de escolaridade na Área de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Silves. No âmbito da disciplina de Área de Projecto estamos a desenvolver um projecto sobre a cidade de Silves, no caso do nosso grupo estamos a desenvolver o tema “Ciência, Tecnologia e Intervenção Urbana”. Com este, vamos participar num concurso – “Cidades Criativas”, onde pretendemos expor os pontos fracos e fortes da nossa cidade (a nível Científico e Tecnológico) e propor medidas que melhorem os primeiros. Ambicionamos ainda causar um impacto social, para os cidadãos terem a noção do que está em falta e o que poderia ser feito a este nível. O nosso projecto visa a análise, entre outros aspectos, de locais onde a ciência e a tecnologia sejam aplicadas em prol da sociedade, tal como a sua. Contamos, para isto, com duas aulas semanais, às quarta-feiras, onde somos supervisionadas pela Professora Paula Torres e, uma vez que pretendemos fazer um levantamento sobre as infra-estruturas referidas acima, gostaríamos de saber se é possível marcar uma entrevista com o responsável pela instituição em causa, de modo a esclarecer-nos e ajudar-nos sempre que necessário, fazendo assim uma parceria com o nosso grupo. Aguardamos, com urgência, que nos solicitem alguém para nos ajudar na realização de um inquérito e esclarecimento de dúvidas, por e-mail através de dos nossos contactos electrónicos ou por telemóvel, ambos abaixo mencionados.

Obrigado pelo tempo dispendido Agradecemos a sua colaboração e uma resposta breve. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 77


Anexo 7

Fotos do Instituto Jean Piaget:

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 78


Anexo 8

Fotos dos Bombeiros: . Ambulâncias em boas condições

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 79


. Ambulâncias em más condições

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 80


Fotos do Centro de Saúde

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 81


Anexo 9

Projecto:

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 82

Silves, Abril de 2008


Introdução: A experiência é a mãe da ciência e as crianças as filhas de uma sociedade cada vez mais curiosa e atenta.

Fundamentação: Vivemos na era da Ciência e da Tecnologia. Todos os dias surgem novas descobertas. Precisamos de estar preparados para viver num Mundo complexo e de rápidas mudanças científicas e tecnológicas. Temos de adquirir a capacidade de entender a ciência e desenvolver formas de pensar que nos permitam uma adaptação à contínua evolução do Mundo. É a ciência que nos permite adquirir os conhecimentos que nos ajudarão a resolver os problemas da vida real. Partimos do princípio que curiosidade é uma característica importante nas crianças. Sistematicamente, elas tentam entender como tudo funciona; além disso, experiências educacionais têm demonstrado que o público infantil tem grande capacidade de lidar com temas nesta área. É importante, que desde cedo as crianças tenham contacto com a ciência de forma a poderem descobrir por si próprias as respostas para as questões do dia-a-dia; para tal, nada melhor que tentar sensibilizá-los e motivá-los para as aprendizagens da ciência, através da observação de fenómenos, discussão das observações, realização de experiências adequadas à idade, descrição e discussão de dados obtidos nessas experiências. As crianças adquirem hábitos que lhes permitem estudar, compreender e entender tudo que as rodeia, tornando-as mais perspicazes, observadoras e curiosas. Os conhecimentos adquiridos em ciência, através de observações e experimentações ajudarão as crianças a compreenderem-se a si próprias e aos outros, bem como o mundo que os rodeia. Só um espírito curioso e crítico e um pensar criativo permitirá uma adaptação mais fácil às novas realidades. Acreditamos que a divulgação científica pode ser um instrumento útil para a consolidação de uma cultura científica – Daí a ideia de realizar este projecto. Esperamos que este, seja um ponto de partida para uma série de reflexões mais aprofundadas de como colocar em debate temas da ciência para crianças, de forma clara e cativante, que apresentem uma visão mais real da ciência e que, Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 83


acima de tudo, trate a criança como alguém inteligente e capaz de entender questões complexas.

Projecto:

Público-alvo: Crianças compreendidas entre os 5 e 10 anos. Intervenientes:  Crianças entre os 5 e os 10 anos;  Escolas do pré-escolar e 1º ciclo do Concelho de Silves;  Monitores e profissionais inseridos no projecto.

Objectivos:  Estimular a reflexão e a discussão sobre os desafios da ciência para crianças;  Procurar estratégias para estimular a curiosidade e o interesse pela ciência desde a infância;  Despertar nas crianças o gosto pela descoberta;  Facilitar a aquisição de conhecimentos curriculares relacionando-os com a ciência;  Aprender, utilizando o método experimental;  Fomentar a interacção entre as escolas e a oficina experimental, desenvolvendo as capacidades cognitivas das crianças.

Áreas a trabalhar:  Anatomia: Conhecimento do corpo humano e suas funções vitais;  Astronomia: Conhecimento geral do sistema solar e especificamente do planeta Terra; Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 84


 Biotecnologia: Utilização da tecnologia em processos do quotidiano;  Físico-Química: Iniciação à compreensão da Física e da Química.

Duração: Permanente Pré-requisitos/ espaço: Área de aproximadamente 100 m2 (cem metros quadrados), dividida em seis zonas – Zona da anatomia, astronomia, biotecnologia, física e química, multimédia e anexo - com casa de banho masculina/feminina/deficientes. Todo o espaço deverá ser construído respeitando as acessibilidades para indivíduos portadores de deficiência. A zona de astronomia com modelos artificiais do sistema solar – planetas, astros, lua, sol, bem como o modelo da Terra e das suas camadas interiores. A zona da anatomia deverá possuir modelos artificiais do corpo humano Esqueleto; torso humano bissexual; torso humano masculino musculado com órgãos internos. Na zona da biotecnologia constarão lupas, microscópios, bem como todos os materiais necessários à realização dos processos de síntese de iogurte, pão e queijo fresco, nomeadamente frigoríficos, fornos, fogão, entre outros. Deve também constar neste espaço uma pequena estufa que visa a compreensão alguns processos das plantas, como a reprodução ou a fotossíntese. A zona reservada à físico-química deverá possuir todo o material de laboratório, como gobelés, provetas, balões volumétricos, etc…, bem como um armário para o seu armazenamento seguro e eficaz. Cada uma destas zonas deverá ter um balcão de trabalho e algumas mesas e materiais destinadas à realização de diversas actividades, bem como uma pia com esgoto e água canalizada, assim como placards/posters educativos elucidativos ás diferentes temáticas.

No espaço que se destina à multimédia o mesmo deverá ser composto por vários puffs e sofás, bem como uma videoprojector ligado a um computador, a fim de visualizar filmes sobre as diversas áreas (por exemplo, “Era uma vez o corpo Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 85


humano”, “Era uma vez o universo”, entre outros), colecções de livros sobre as diversas temáticas. Deverá também conter três computadores, com ligação à internet e uma colecção de softwares educativos dirigidos a cada área e à faixa etária específica. O anexo deverá situar-se na região central do espaço, a fim de ser acessível a todas as zonas. Deverá conter armários de arrumação, uma bancada com um lavatório e um frigorífico, bem como de 3 a 4 m2 (três a quatro metros quadrados) de espaço livre para arrumações. Todo o espaço deverá ter, além de água canalizada e saneamento básico, electricidade.

Propostas de Actividades: Para

cada

área

serão

desenvolvidas

determinadas

actividades

experimentais que visam compreender os conteúdos teóricos de uma forma lúdica. Nas páginas seguintes serão apresentadas algumas propostas de actividades experimentais que poderão ser desenvolvidas no âmbito das diferentes áreas, estimulando o domínio cognitivo das crianças (as mesmas encontram-se numa linguagem acessível para esta faixa etária).

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 86


Zona da Anatomia Visão

Material  Caixa de sapatos  Folha de papel vegetal  Tesoura  Cola para papel  Agulha Vela  Fósforos

Procedimento 1. Pega na caixa de sapatos e faz um orifício com a agulha, num dos lados; 2. Recorta a face oposta ao orifício e cola nesse espaço o papel vegetal bem esticado; 3. Pede ajuda a um adulto para acender a vela com os fósforos e coloca-a em frente ao orifício da caixa, a uma distância um pouco superior a 10cm. 4.Escurece a sala e observa a imagem que se forma no papel.

Explicação: Com a realização desta experiência, construíste uma câmara escura portátil e pudeste observar como se propaga a luz. Verificaste que a imagem do Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 87


objecto colocado em frente ao orifício é projectada de forma invertida, tal como acontece no interior do teu olho.

Audição Material  Lata de biscoitos vazia Tesoura  Colher de pau  Arroz  Saco de Plástico  Elásticos

Procedimento 1. Corta um pedaço de plástico com tamanho suficiente para cobrires a parte superior da lata de biscoitos; 2. Retira a tampa e tapa a lata com o plástico, de modo a construíres um tambor. Assegura-te de que o plástico está bem esticado e prende-o com elásticos. 3. Coloca sobre o tambor alguns grãos de arroz. Aproxima do tambor a tampa da lata e bate-lhe com força, utilizando a colher de pau. O que observas?

Explicação: Observaste o efeito das ondas sonoras sobre uma membrana. Quando bateste na tampa da lata, geraste ondas sonoras que causaram vibrações no Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 88


plástico e fizeram saltar os grãos de arroz. É desta forma que as ondas sonoras fazem vibrar as membranas do nosso ouvido: o tímpano e a membrana oval.

Paladar

Material  Água açucarada, salgada e vinagrada  Café  Cotonetes  Vendas para os olhos  Papel  Lápis

Procedimento 1. Pede ajuda a um amigo para realizares esta experiência e tapa-lhe os olhos com uma venda; 2. Pede ao teu amigo que coloque a língua para fora, até que esta seque ligeiramente; 3. Humedece uma das pontas do cotonete com água açucarada e coloca-a, rapidamente, na ponta da língua do teu amigo. Pede-lhe que avalie o sabor sem mexer a língua. Repete esta operação, tocando agora com o cotonete nas outras regiões sensíveis da língua; 4. Repete os procedimentos 2 e 3 para testares as outras soluções (salgada, vinagrada e café). Não te esqueças de que a boca tem que ser lavada com água, sempre que testares uma nova solução.

Explicação: Verificaste que, na nossa língua, há zonas específicas para a identificação dos quatro sabores: salgado, doce, amargo e ácido. Este facto resulta da presença de Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 89


papilas gustativas diferentes em cada uma das regiões da língua.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 90


Zona da Astronomia Sismos

Material  2 Placas de madeira com 20x30cm e 1cm de espessura

 4 Molas com 2cm de diâmetro e 5cm de comprimento

 Plasticina adesiva Mesa  Objectos pequenos. Procedimento 1.Fixa uma das placas de madeira a uma mesa, cm quatro bocadinhos de plasticina adesiva. Do modo, fixa uma mola em cada um dos vértices da placa; 2. Cola, também com plasticina adesiva, a segunda placa à extremidade superior das molas; 3. Coloca os vários objectos sobre esta pequena «mesa sísmica»; 4. Puxa lateralmente a placa superior e liberta-a em seguida. O que Observas?

Explicação: Com esta experiência, criaste um pequeno sismo. Os movimentos que originaste na placa superior correspondem às ondas sísmicas provocadas pelo tremor de terra. Com o abalo da placa, os pequenos objectos que empilhaste provavelmente deslocaram-se ou caíram. Estes objectos correspondem aos edifícios nas cidades que, consoante a magnitude do sismo, podem sofrer maior ou menor destruição.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 91


Fósseis

Material  Bloco de barro;  Gesso;  Conchas;  Óleo;  Recipiente;  Colher.

Procedimento 1. Unta a superfície externa da concha com óleo. 2. Coloca a concha em cima do bloco de barro e pressiona-a. De seguida, retira-a com cuidado do barro. 3. Prepara a solução de gesso: para um determinado volume de água, coloca o dobro do volume de gesso, mexendo até que a solução fique espessa. 4. Unta o molde de barro com óleo e verte a mistura de gesso para o seu interior. 5. Deixa o gesso endurecer e, por fim, retira-o. O que observas?

Explicação: Com a realização desta experiência, conseguiste reproduzir um processo especial de fossilização. Na natureza, este tipo de fossilização ocorre quando o organismo original é inteiramente dissolvido, deixando na rocha uma cavidade que, ao ser preenchida por minerais, produz uma réplica do organism Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 92


Vulcões Material Base de madeira  Frasco de vidro  Barro  Água oxigenada  Fermento;  Corante alimentar (vermelho e laranja);  Cola e colher de sopa

Procedimento 1. Cola o frasco de vidro no centro da base de madeira; 2. Reveste o frasco com barro, de modo a construíres uma montanha vulcânica; 3. Coloca no interior do frasco duas colheres de fermento e adiciona-lhe uma colher de cada um dos corantes. 4. Adiciona água oxigenada e mexe vigorosamente a mistura com uma colher de sopa. O que observas?

Explicação: Acabaste de simular uma erupção efusiva, dado que a lava fluí facilmente, sem se verificar uma explosão. Este tipo de vulcões é muito comum no Havai e no fundo dos oceanos, onde estão localizados cerca de 80% dos vulcões existentes no nosso planeta. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 93


Impermeáveis

Material  Pano;  Saco de plástico;  2 Folhas de papel;  Iogurte Líquido;  3 Copos;  Funil e água.

Procedimento 1. Coloca o funil sobre um dos copos; 2. Coloca o pano sobre o funil e verte a água para o seu interior; 3. Repete o procedimento, vertendo agora um pouco de iogurte líquido; 4. Dobra duas folhas de papel, de modo a obteres dois cones, e coloca um no interior do funil; 5. Com cuidado, verte a água para dentro do cone; 6. Verte um pouco de iogurte líquido no outro cone 7. Por fim coloca o plástico sobre o funil e verte para lá a água; 8. Repete o procedimento com o iogurte.

Explicação: Verificaste que o pano é permeável aos dois líquidos utilizados, enquanto que o papel apenas deixa passar a água. Por fim, observaste que o plástico é impermeável, quer à água, quer ao iogurte. Isto prova que o material que possui poros maiores é o pano, e que o plástico é o que possui poros menores.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 94


Zona da Biotecnologia Reprodução de algumas Plantas Material  Tabuleiro com terra vegetal esterilizada;

 Vidro;  Água;  Folha de begónia sã;  X-acto.

Procedimento 1. Corta a folha em pedaços quadrados com 2 cm de lado; 2. Enche o tabuleiro com terra e humedece-a bem; 3. Dispõe as porções da folha cortada sobre a terra com a página superior voltada para cima e separadas umas das outras 2 cm: 4. Cobre o tabuleiro com o vidro e coloca-o aquecido com luz indirecta. Observa semanalmente o aspecto de cada um dos pedaços.

Explicação: Verificaste que, ao fim de algumas semanas, começa a formar-se uma plantinha, a partir de cada um dos pedaços de folha. Isto acontece porque as células vegetais são capazes de originar outra planta a partir de alguns tecidos. Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 95


Coalhada e Soro Material  Leite  Vinagre  Frasco pequeno de comida para bebé

 Colher de sopa

Procedimento 1. Enche o frasco com leite fresco; 2. Adiciona 2 colheres de sopa de vinagre e mexe; 3. Deixa o frasco repousar durante 2 ou 3 minutos.

Explicação: O leite separa-se em duas partes: uma sólida (branca) e uma líquida (límpida), isto porque a solução é colóide, ou seja, é uma mistura de líquidos e partículas muito pequenas que estão espalhadas pelo líquido. As partículas do leite estão uniformemente espalhadas pelo líquido. O vinagre faz com que as pequenas partículas insolúveis se agrupem, formando um sólido chamado coalhada. A porção de líquido chama-se soro.

Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 96


Zona da Físico-Química Imiscíveis Material  ¼ Chávena de óleo  ½ Chávena de água  Corante alimentar azul  Frasco de vidro de 1 quarto com tampa

Procedimento 1. Deita a água no frasco; 2. Adiciona cinco gotas de corante alimentar e mexe; 3. Lentamente, adiciona o óleo; 4. Atarraxa a tampa e agita o frasco vigorosamente 10 vezes; 5. Pões o frasco em cima de uma mesa e observa o que acontece.

Explicação: Ao princípio, parece que os líquidos se dissolveram, mas em alguns segundos começam a formar-se três camadas. Em alguns minutos estão presentes duas camadas. Bolhas de líquido estão presentes em todas as camadas. Estes factores devem-se ao facto de o óleo e a água seres imiscíveis, o que significa que não se misturam. Uma mistura de líquidos imiscíveis chama-se emulsão. Agitar o frasco faz com que a água e o óleo se misturem, mas começam imediatamente a separar-se. A água, mais pesada, vai para o fundo arrastando com ela as bolhas de óleo cativas. A camada do centro tem uma distribuição uniforme de óleo e água, tornando-a mais pesada do que o oleio, mas mais leve do que a água. A camada do topo é principalmente óleo com bolhas cativas de água no seu seio. Leva cerca de oito horas para todo o óleo subir à superfície e

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toda a água descer. Uma vez que só a água está coloria, o corante alimentar tem de ser solúvel em água.

Diluição Material  Frascos de iogurte  Corante alimentar ou Tang

Procedimento 1. Deita água num frasco 2. Deita uma gota de corante alimentar ou uma colher de café de Tang 3. Adiciona água até a coloração desaparecer.

Explicação: A coloração é visível ao princípio, porque as moléculas de cor estão suficientemente juntas para se verem. À medida que adicionamos água límpida as moléculas coloridas continuam a espalhar-se uniformemente na água. Finalmente as moléculas coloridas ficam suficientemente separadas para se tornarem invisíveis devido ao seu tamanho muito pequeno.

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Anexo 10 Escola Secundária de Silves Alunas do 12º N2 Filipa Coelho Tânia Catarino Contrato para Parceria Alunas/Escola Somos duas alunas que frequentamos o 12º ano, turma N2 do curso Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Silves; estamos integradas no projecto “Cidades Criativas”, que visa analisar a nossa cidade, a fim de lhe apontar pontos fracos e fortes em várias áreas e posteriormente realizar propostas que a façam evoluir. O nosso grupo, constituído por dois elementos Filipa Lopes Coelho e Tânia Duro Catarino – encarrega-se de estudar o tema “Ciência e Tecnologia” na cidade de Silves. Para tal, contamos com três horas semanais da disciplina de Área de Projecto, com supervisão e apoio da docente Paula Torres. Após a pesquisa teórica, realizada ao longo do primeiro período com o objectivo de compreender o tema e concluir acerca dos melhores pontos de intervenção na cidade, focamo-nos em áreas como o Ensino, a Saúde, o Ambiente, a Informática e as Ciências Sociais e Humanísticas, nomeadamente a Arqueologia e a sua ligação à ciência/tecnologia. Para isso, no segundo período, elaborámos e realizámos entrevistas a fim de identificarmos os pontos fortes e fracos, recorrendo a diferentes entidades integradas em infra-estruturas que nos remetem para as áreas acima mencionadas. Uma vez que os jovens são o futuro do nosso país e, em particular, da nossa cidade, decidimos apostar a este nível. Para isso, e como são eles que a poderão evoluir, pensámos em desenvolver uma actividade a nível escolar, que tem como público-alvo os alunos de nono ano que irão visitar a nossa escola entre os dias doze e dezasseis de Maio do presente ano. Já que é neste mesmo ano que os alunos têm que tomar decisões importantes para a sua carreira futura, é importante alertá-los acerca das diversas hipóteses de escolha nas variadas áreas. Uma vez que estamos a trabalhar Cidades Criativas “Reflexão sobre o Futuro das cidades Portuguesas” 100


“Ciência e Tecnologia”, é do nosso interesse esclarecê-los sobre as saídas profissionais, caso optem pela área onde estamos integradas: Ciências e Tecnologias. Os primeiros outorgantes, Filipa Coelho e Tânia Catarino, comprometemse a: . Desenvolver uma pequena palestra no auditório da nossa escola, de forma responsável, séria e organizada; . Cumprir o tempo destinado para a exposição oral, cerca de trinta minutos, e para a divulgação do projecto, de aproximadamente uma semana antes do evento. O segundo outorgante, Vossa Excelência, Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Silves, João Gomes, compromete-se a: . Colaborar com a nossa actividade, dando-nos autorização para a sua realização; . Ceder, para a divulgação do projecto, dois placares à entrada da escola (antes da actividade, durante uma semana) e dois no auditório (no dia/s da palestra) e, para a exposição oral, a disponibilidade do auditório e respectivos meios audiovisuais. . Permissão para a impressão de cartazes e panfletos a cargo da Escola Secundária de Silves. . Integração da nossa exposição oral, no plano de actividades destinadas aos alunos de nono ano, desenvolvidas dos dias doze a dezasseis de Maio. O presente contrato é aceite e assinado por ambos os outorgantes nos precisos termos aqui registados. Tendo sido feito em duplicado, cada outorgante ficará na posse de um exemplar. Silves, ___ de Abril de 2008 O primeiro outorgante

O segundo Outorgante

(Assinatura) ___________________

(Assinatura)

______________________

(Assinatura) ___________________

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NOTA: As citações não se encontram referenciadas pelo autor, pois no período passado, quando começamos a elaborar o trabalho, a professora disse que não era necessário. Por isso, neste período não conseguimos acrescentar este parâmetro, pois foi-nos impossível encontrar as fontes das mesmas citações.

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Ciência e Tecnologia em Silves  

Projecto de Investigação Área de Projecto

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