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® revista domínios XV 169 agosto 2012 gratuita

XV 169 ago 12 gratuita

www.revistadominios.com.br

alarme por um amanhã feliz

Nos embalos de sábado à noite comprar quando o prazer se torna doença mosteiro, música e bicicletas


editorial

Entre nessa festa! Convido você para a “Night Fever”, uma festa que vai comemorar os 15 anos da revista Domínios: já são 169 edições entregues em sua casa, ou seja, 169 visitas que fizemos a você até hoje! Agora queremos muito receber sua visita na nossa festa, que será realizada no próximo dia 15 de setembro no Clube de Campo do Monte Líbano. Vai ser uma delícia ter você com a gente! Teremos apresentações musicais de Peninha, Bee Gees Alive, Banda Mala Direta e open bar com um cardápio delicioso preparado com o maior carinho. Você se lembra da última vez que ajudou alguém? Pode ter sido a clássica “ajudar uma velhinha a atravessar a rua”, “ler um livro para um cego” ou até mesmo informar o nome de uma rua para um motorista perdido. As situações podem ser diferentes, mas a sensação é a mesma: uma alegria interior imensa, como se a alma se iluminasse. É como disse o escritor e profundo conhecedor da natureza humana, Leon Tolstoi: “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”. E nem é preciso mover montanhas! Nosso dia a dia está cheio de pessoas que cruzam nosso caminho e nos dão a oportunidade de fazer o bem, mesmo para coisas simples: basta prestar atenção. A verdade é que muitas vezes perdemos a oportunidade de ajudar as pessoas pelos mais variados motivos, na qual a falta de tempo é a campeã, outras vezes não sabemos como ajudar. Agora nós temos uma boa notícia para você: que tal se você ajudasse pessoas que nem conhece e de quebra participasse de uma super festa? A Night Fever, além de tudo falado anteriormente, será beneficente em prol do Lar Esperança. E então? Ajudar ficou fácil, certo? Entre nessa festa com a sua solidariedade que a diversão será garantida! A gente se vê lá, hein? Aproveitando a oportunidade, que tal um pequeno exercício? Olhe à sua volta agora: pode ter um colega de trabalho, amigo ou um familiar precisando apenas de uma palavra amiga ou de um pequeno carinho. Que tal agora? Genny C. Zarzour e Valéria Garcia

Photo  Hongqi Zhang Matéria  Alarme por um amanhã feliz

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sumário

DOMÍNIOS

®

A MELHOR SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO

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música

Nos embalos de sábado à noite

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ANO XV EDIÇÃO 169 agosto DE 2012 Distribuição Gratuita

educação

Alarme por um amanhã feliz

condomínios 08 Acontece Aqui

clicks 30 Malu Rodrigues

esporte 46 Na quadra, ele distribuía bolas para todos

sustentabilidade 54 Orgânico e natural ganham espaço no mercado

transformações 64 A linguagem silenciosa do corpo

homeopatia 68 As crises da adolescência

odontologia 72 Conceito CustomSmile permite resgate da naturalidade do sorriso

veterinária 76 Cães também tem Olho Seco

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andanças

Mosteiro, música e bicicletas

24 comportamento Comprar quando o prazer se torna doença

38 diário de bordo França

50 moda Essa nossa vontade de pintar a cara!

60 social Nenê Homsi

66 dicas Presentes | Serviços

70 dermatologia Vitamina D e seus benefícios para a pele

74 oftalmologia Glaucoma atinge quase 1 milhão de brasileiros

80 Livro | Cd | DVD Flaviana Ribeiro

é tudo verdade 82 Moda da pinga

MISSÃO: Ilustrar, divertir, informar e facilitar a vida do leitor. Publicação mensal exclusiva da PLANO EDITORA R. Américo Gomes Novoa, 670d – 17 3201.4100 – S. J. do Rio Preto/SP EDITORA RESPONSÁVEL: Valéria Garcia • EDITORA DE ARTE: Genny C. Zarzour JORNALISTA RESPONSÁVEL: Malu Rodrigues MTB 44.529-SP • REVISÃO DE TEXTO: Loreni F. Gutierrez DIRETORA DE MARKETING: Valéria Garcia • COMERCIAL: Valéria Garcia • Lucinei Mazzei PROJETO GRÁFICO: Plano Editora • DESIGNERs: Betinho Silva • Rosane Viana • COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Cris Oliveira • Daniela Baptista • Deise Zuliani • Flaviana Ribeiro • Francisco Roberto Cosenza • Dr. Hamilton Funes • Dr. Heitor Bernardes Cosenza • Dr. Lucas Bahdour Cossi • Dr. José Luiz Gleriani • Larissa Moschetta • Dr. José Renato Duarte • Malu Rodrigues • Nenê Homsi • Romildo Sant’Anna • Dra. Silvia Strazzi • Toca Gonçalves ATENDIMENTO AO LEITOR: dominios@revistadominios.com.br • IMPRESSÃO: 10.000 exemplares • DISTRIBUIÇÃO: diretamente em todas as residências dos condomínios parceiros da revista em Rio Preto e Mirassol, 300 pontos na cidade e região, devidamente protocolados . *As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando a opinião da Editora. ** A Revista Domínios é propriedade exclusiva da Plano Editora, a reprodução de suas matérias, fotos e anúncios sem a devida autorização estará sujeita às penalidades previstas por lei.

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condomínios

Sun Park

Colaborador: Edmilson Zanetti

A Terceira Festa Junina do Sun Park teve gente bonita, conversa fiada, algodão-doce, churrasquinho, quentão, vinho quente, cerveja gelada, bandeirinhas, foguetório no céu, doce, pula-pula, canjica, música sertaneja...


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música

CRIS OLIVEIRA

Nos embalos de

sábado à noite Bailar é muito mais do que dançar, é percorrer os salões com alegria, se divertir, cantar junto com as bandas


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ifícil não se render aos anos dourados da música, quando os jovens viviam os embalos de um sábado à noite. Difícil, também, é encontrar quem não se anima diante de um bom baile, indiferente da idade, sexo e classe social. Durante a festa que comemora os 15 anos da revista Domínios, no dia 15 de setembro no clube de campo do Monte de Líbano, com renda revertida ao Lar Esperança, o público poderá reviver esses momentos tão especiais, com a Bee Gees Alive e bailar muito com a banda Mala Direta. BEE GEES ALIVE Trata-se da primeira banda brasileira a divulgar e interpretar a obra do grupo. Em 2003 eles ficaram entre as três melhores bandas tributo ao Bee Gees do mundo. A Bee Gees Alive é formada por: Júnior Santana (Barry) Tony Escriptori (Robin) e Guido Roverso (Maurice). Tony conversou com a nossa reportagem. Ele conta que o início da banda foi muito rápido. “Eu tenho um amigo que, na oportunidade, estava tocando com o Júnior (Barry Gibb) e me perguntou se havia interesse em desenvolver um trabalho nesta linha. Eu, na realidade, nunca havia pensado na hipótese, apesar de ter os Bee Gees como principal banda pop, por tudo que representam no mundo artístico. Decidi abraçar a ideia e começar um trabalho tributo a eles, junto com o Júnior. Daí por diante, as coisas foram acontecendo. Depois de mim, veio o Guido (Maurice) que também ama Bee Gees e que já tocava comigo nas noites paulistanas e por este Brasil todo. Formava-se aí a banda Bee Gees Alive.” Saiba o que mais conversamos. Domínios  Em 2003 vocês foram aclamados pela crítica internacional como uma das três melhores bandas tributo aos Bee Gees em todo o mundo. Fala um pouco sobre esse reconhecimento. Tony Escriptori  Isso foi muito legal para nós, pois estávamos no início dos trabalhos com a banda Bee Gees Alive. Queríamos, de alguma maneira, tornar este nome conhecido dentro dos

meios de comunicação, dentro da mídia. Enviamos um trabalho da banda para o fã clube do Bee Gees na Europa, onde, naquela época, estava tendo uma enquete via internet para saber qual a banda que mais se aproximava dos Bee Gees. Isso envolvia tanto a parte visual como musical. Na realidade, não pensávamos em obter um reconhecimento tão maravilhoso e, sim, apenas dizer que no Brasil existia um trabalho de uma banda que faz tributo aos irmãos Gibb. Para a nossa grata surpresa, após seis meses de votação, fomos considerados uma das três melhores bandas tributo aos Bee Gees no mundo. D.  E vocês vivem, pagam as contas, cantando as músicas do Bee Gess? T. E.  Hoje em dia sim. Vivemos exclusivamente do que arrecadamos com a banda. Felizmente isso tem acontecido, o que, por um lado, é muito bom, pois assim podemos nos dedicar diariamente à banda. Cuidamos e empregamos mais cinco famílias que, junto conosco, viajam pelo Brasil levando este trabalho. D.  E como é a rotina de vocês com a banda? T.E.  A rotina dos shows não muda muito. Este show “One Night Only”, que levamos para todos os cantos do Brasil, inclusive para São José do Rio Preto e, futuramente, para a Argentina, segue um set list quase que sem mudanças. Nele contém todos os hits dos Bee Gees que, de certa forma, reproduzem toda a carreira da banda. D.  Quando somos fãs de um artista, geralmente nos encantamos com o repertório como um todo, mas sempre tem uma música que é especial. Qual seria essa música e por quê? T.E.  Até hoje, diante de tantas canções maravilhosas, de um teor romântico imenso, não conseguimos escolher uma de preferência. Dentro do nosso set list, tem uma canção chamada “Love so Right” que, pela beleza da sua linha melódica, nós elegemos como a mais linda do set, mas não a mais linda canção dos Bee Gees. Para a banda, todas são especiais.


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música

CRIS OLIVEIRA

Já estivemos com jovens que sabem mais dos Bee Gees do que nós.

D.  Gostaria que dividisse com nossos leitores algum fato curioso, ou engraçado, que viveram durante essa trajetória. T.E.  Logo após a morte do Maurice Gibb, em 2003, nos apresentamos em Santos. Quando terminou o show, uma criança, aparentando ter uns 9 anos, e que estava com a sua mãe, viu o Guido (Maurice Gibb), e perguntou: você não morreu? Sem saber o que responder para a garotinha ele (Guido) falou: nos dias de show, em que preciso me apresentar, “Papai do Céu” me deixa descer aqui na terra. A garotinha então disse: eu também quero que “Papai do Céu” me deixe descer, mas quero vir com você. Outro fato aconteceu no aeroporto internacional de Guarulhos. Fomos abordados por uma pessoa que entrou do nada na nossa frente e disse: vocês são os Bee Gees? Respondemos: Sim...somos!!! A pessoa disse: “muito prazer, eu me chamo Jesus e estou à disposição de vocês”. Olhamos um para a cara do outro, sem entender nada e o Júnior (Barry Gibb) falou: “pronto, já embarcamos, o avião caiu e estamos no céu”. Depois disso, foi uma sessão intensa de risos, pois a pessoa que nos abordara era o nosso diretor musical, que estava começando naquele dia.

D.  Um dos ápices da carreira do Bee Gees foi a trilha sonora do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”. O público que prestigia o show de vocês é o daquela época, ou os jovens de hoje também curtem? T.E.  É comum nos nossos shows recebermos um público de mais idade, até porque os “Anos Dourados” foram nas décadas de 60 e 70. São pessoas que viveram aqueles anos maravilhosos e vão ao show para reviverem a sua mocidade. Agora acredite, é muito mais comum recebermos em nossos shows pessoas jovens, meninas e rapazes que são loucos por Bee Gees. Já estivemos com jovens que sabem mais dos Bee Gees do que nós. A banda criou uma legião de fãs pelo mundo que, a cada ano, se renova. D.  Quais os próximos projetos? T.E.  Estamos terminando um novo CD com canções compostas pelos Bee Gees. Em questão de dois meses estará finalizado. Está muito bonito, pois vem sendo trabalhado com muito empenho por todos nós da banda. D.  Como vai ser show? T.E.  O show será regado aos hits dos Bee Gees, onde incluem-se canções como: “I Started a Joke”, “How Deep is Your Love”, “Massachusetts”, “Night Fever”, “More Than a Woman”, “Stayin’ Alive” e outras canções que marcaram a carreira destes rapazes. D.  Podemos dizer que o público de Rio Preto terá um sábado de muitos embalos? T.E.  O público pode esperar muitos embalos, luz, alegria e, com certeza, muito empenho de nossa parte para que tenhamos uma noite muitíssimo especial.


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música

CRIS OLIVEIRA

MALA DIRETA O empresário Afrânio Litholdo conta que a banda virá com a composição completa, que são quatros cantores (dois homens e duas mulheres), contrabaixista, guitarrista, baterista, tecladista e dois casais de bailarinos. “Temos um repertório com vários estilos musicais (samba, axé, forró, sertanejo, dance, pagode, rock) e com muitas trocas de roupas, o que proporciona ao público um show com entretenimento e muita interação. Em Rio Preto vamos tocar um pouco de tudo, e fazer uma apresentação bastante marcante, com o objetivo de agradar a todas as faixas etárias”, conta ele. A Mala Direta tem tradição no mercado, somando quase 30 anos fazendo shows em várias partes do Brasil. O segredo, Afrânio revelou para nós: “é muita dedicação e também muito ensaio para podermos nos apresentar sempre muito bem”. E já que falamos dos ensaios, eles são frequentes. Os músicos/cantores e os dançarinos seguem uma rotina para estarem sempre dentro do mesmo tom e compasso. Como profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação, além da banda, a maioria dos componentes também empregam o seu tempo dando aulas, cada um no seu ramo de atividade. Visando a satisfação dos que participam de eventos animados por eles, o grupo faz questão de pensar, de forma particular, em repertório e figurino específico para cada perfil de apresentação. “Atualmente está em alta o sertanejo universitário, mas também continua o flash back dos anos 70. Isso acontece porque os jovens se identificam e os adultos revivem os bons tempos que marcaram a época”, ressalta o empresário.

A Mala Direta tem tradição no mercado, somando quase 30 anos fazendo shows em várias partes do Brasil


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música

CRIS OLIVEIRA

repertório com vários estilos musicais que agrada a todas as faixas etárias

Com saudosismo, Afrânio conta que os bailes nos clubes estão escassos, e que por isso as bandas, de modo geral, estão mais focadas em formaturas, festas de empresas, aniversários de cidades e outros acontecimentos pontuais. “O mercado está difícil, porque os clubes fazem poucos eventos, é preciso tradição e ter um bom produto, para conseguir sobreviver”, pontua. Durante nossa conversa, eu disse que nossos leitores adoram boas histórias, e que tinha certeza de que ele, por estar há tantos anos na estrada, teria algo para dividir e nos divertir. Foi então que encerramos o papo com um causo que aconteceu recentemente. “Fomos fazer o Rèveillon de 2008. E, como de costume, paramos em um posto de conveniência na estrada. Até aí, nada de novidade. Voltamos para a van e continuamos o trajeto. Depois de percorrer mais uns 70 quilômetros, notamos a falta do tecladista. Decidimos voltar para buscá-lo. Quando chegamos ao posto, ele estava desesperado por não poder fazer contato conosco, já que estava sem dinheiro e sem crédito no celular. Felizmente deu tudo certo.” D


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educação

daniela baptista

Alarme

por um amanhã feliz Associação Lar de Menores atende 700 crianças e jovens e, ao contrário do que muitos pensam, não são infratores, mas sim estudantes de famílias carentes que só querem uma chance para estudar e vencer na vida.

S

ão José do Rio Preto, duas da tarde. Na Associação Lar de Menores (Alarme) a movimentação é grande: em meio às árvores crianças passam correndo pra lá e pra cá. Na quadra de futebol a disputa é acirrada e, ao lado, meninos jogam vôlei e as meninas fazem pose para foto no celular. Ao contrário do que muita gente pensa a Alarme não é reduto de crianças e adolescentes infratores. É uma escola particular que atende 700 alunos da 1ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio especialmente para crianças de famílias com risco econômico e vulnerabilidade social. Conhecer a escola quebra de imediato a visão equivocada de muitas pessoas que ainda veem a instituição como um orfanato ou centro de recuperação de menores.

Alunos têm aulas em período integral


A diretora Rosa (ao centro) e a coordenadora pedagógica Elis na plantação de couve

O ensino é em tempo integral, das 7h às 17h e, além das aulas do currículo regular, são oferecidas cinco refeições diárias (eles já saem até com o jantar) e dezenas de atividades culturais, artísticas e cívicas. De acordo com a diretora Rosa Tuzi Rodas: “A Alarme trabalha com a prevenção, tirando a criança ou o adolescente das ruas, formando um cidadão do bem”. A instituição atende 68 bairros, a maioria da zona norte, mas também da periferia da zona sul como Vila Toninho e chácaras. Um dos diferenciais da escola é o atendimento individualizado, explica a coordenadora pedagógica Elis Cristina Zani Vittorello: “Antes de tudo, o professor avalia o nível da classe e monta um plano de estudo de acordo com aquela realidade, com atividades nas quais eles possam se desenvolver”. Para os alunos que têm mais dificuldade são oferecidas aulas de reforço: “Nesses casos o material é específico para cada aluno e eles ainda passam por uma avaliação psicológica”, completa Elis. Na escola, o trabalho com o aluno começa com uma análise de como ele chegou até a escola e como está seu nível de aprendizado. Junto à grade curricular comum a todas as escolas, são desenvolvidas atividades de cidadania, relações sociais, artes e esportes. O encaminhamento dos alunos ao mercado de trabalho e faculdade é outro diferencial. “Temos muitos casos de alunos já formados em diversas áreas como Pedagogia, Administração, Educação Física, entre outras”, explica Rosa. Conhecendo a instituição não é difícil entender o sucesso dos alunos. Depois das aulas eles têm à disposição uma série de atividades extracurriculares: artes, música, culinária (com horta e padaria), informática, capoeira e outras. Um dos destaques é a orquestra regida pelo maestro Rangel. Nela, cerca de 20 alunos aprendem a tocar vários instrumentos como viola, violão, violoncelo, sopro, teclado e percussão. Os alunos já se apresentaram em vários locais, como na Acirp, Instituto Braile, Rio Preto Shopping, Ullian e participaram de várias inaugurações. Para este semestre estão programados também dois cursos profis-

sionalizantes de cabeleireiro e edição de áudio. Outros projetos menores também fazem parte do dia a dia dos alunos como a “oficina de gentileza”, “hora cívica” e “Alarme sustentável”. Para reforçar e melhorar o aprendizado, os alunos visitam Bosque Municipal, Parque Ecológico, Planetário, Palácio das Águas e participam de atividades na UNIRP e SESC. O conteúdo programático é acompanhado pela coordenadora através de um “Caderno Piloto”, no qual há um rodízio de alunos que escrevem a matéria do dia e também pela avaliação diagnóstica para acompanhar a evolução dos alunos. As avaliações são feitas a cada bimestre e, havendo problemas, os pais são chamados para conversar. Para eles também existem reuniões quinzenais com psicólogo e assistente social que abordam temas de interesse comum “sempre é discutido um mesmo tema que afeta um grupo de alunos e esses profissionais também estão à disposição dos alunos e seus familiares em período integral na Instituição”, comenta Elis.


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educação

daniela baptista

Os alunos A aluna Cris Islane, de 16 anos (1ª série do Ensino Médio) veio da Bahia e é uma das mais animadas. Além de tocar violoncelo ela participa ativamente das oficinas de arte e pretende realizar os cursos profissionalizantes. “A escola que eu estudava antes tinha o apelido de “cadeião”, era toda fechada e eu nem escrevia direito. Aqui é muito melhor, tem cheiro de natureza e a gente até respira melhor”. Além disso, ela conta que na Alarme todos veem seu potencial: “cresço junto com todos e evoluo muito nos estudos”. Com um sorriso nos lábios e brilho nos olhos ela deixa escapar um sonho: quer ser pediatra. História feliz também para o aluno Lucas Rafael, de 18 anos. A mãe, que trabalha na instituição, Edna Fernanda Santana, conta que na escola anterior a professora sugeriu que seu filho fizesse um “raio-x da cabeça” tamanha era a dificuldade dele com matemática. “Fiquei muito chateada, mas quando ele veio para a Alarme teve uma educação individualizada e suas notas subiram muito, inclusive em matemática”. Edna tem outro filho na escola, o Mauro Gabriel de 15 anos que tem déficit de atenção e o veredito é o mesmo: “aqui ele melhorou 100%”. Outro caso interessante é o de uma aluna de 14 anos vítima de maus tratos em casa: “Ela chegou bem arredia e após dois meses já estava abraçando os professores, colegas e sua mãe, que estranhou o comportamento da filha. Nessa hora dissemos a ela: “você vai ensinar sua mãe a amar”. Com todo esse sucesso não é de se estranhar que a escola tenha fila de espera: “Temos cerca de 100 estudantes esperando”. O ingresso do aluno é feito após uma avaliação socioeconômica da família e, depois dessa fase, o critério é a ordem de chegada. Localização Muitas pessoas criticam a Alarme por ser uma escola para crianças carentes que funciona em uma área grande, em uma parte nobre da cidade. A maioria dos alunos tem que pegar até dois ônibus para conseguir chegar à escola. O que poderia ser um problema é, na verdade, um grande aprendizado: “As pessoas dizem que instituições como essas deveriam funcionar nos bairros carentes mas eu acredito que se não tirarmos as crianças do seu bairro, elas ficam sem saber a realidade que existe do outro lado da cidade. Temos casos de alunos que nunca haviam ido a um shopping ou a uma churrascaria e hoje muitos deles até trabalham nesses locais, coisa que não aconteceria se eles estivessem “confinados” em seus bairros”, diz Elis. Com dez hectares de área total e diversas dependências, um dos desafios da equipe é manter o local funcionando, uma vez que todos os funcionários, inclusive professores, são contratados. A receita vem de convênios com a prefeitura através da Secretaria de Educação e Secretaria de Assistência Social. “Além disso, realizamos campanhas, eventos como feijoada e festa junina, temos sócios contribuintes, pessoas que doam a Nota Fiscal Paulista e recebemos aluguéis de dois postos, estacionamento da Braile Biomédica e Casa do Cupim”. Mesmo assim as dificuldades são grandes. De acordo com Rosa é preciso mais do que isso para manter o que já existe e realizar o grande sonho: ampliar o número de atendidos e reformar o “casarão” (antiga sede) e fazer melhorias.


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educação

daniela baptista

Alunas durante aula de costura Biblioteca - livros são doações

Alarme: há 61 anos educando nossas crianças A Alarme começou como “Consórcio Intermunicipal da Alta Araraquarense para Assistência aos Menores”, em 1º de Setembro de 1951 e era mantida com recursos de prefeituras da região de Rio Preto e interior de São Paulo. Nessa época a entidade abrigava, em regime de internato, crianças e adolescentes do sexo masculino, consideradas em situação de risco, cujas famílias eram ausentes ou incapazes de prover ao menor suas necessidades básicas. Em 1992 o consórcio foi transformado em “Associação Lar de Menores – ALARME”, entidade civil beneficente, mantida com recursos próprios da comunidade e da parceria com órgãos públicos. Passou a acolher os menores, incluindo o público feminino, em regime de semiabrigo. Em 1999, foi criada a “Escola Fundamental Alarme”, funcionando em período integral e mantida com recursos da própria Instituição. Em 2005 foi criado o Colégio Alarme, de Ensino Fundamental e Médio, em período integral.

A aluna Cris Islane, que veio da Bahia

Quer ajudar? Se você gostou da proposta da Alarme e deseja ajudar, existem algumas formas: inscrever-se como voluntário para trabalhos na entidade e até mesmo ser um sócio contribuinte. Para isso basta ir até o local e preencher uma ficha. “O voluntário será encaixado em uma atividade que tenha mais conhecimento ou afinidade. Já a contribuição financeira pode ser feita em qualquer valor através de boleto bancário enviado até a casa do sócio”, explica Rosa. A colaboração também pode ser feita através de doação da Nota Fiscal Paulista (existem urnas nos supermercados) alimentos, vestuário, material escolar, D material pedagógico, brinquedos, produtos de limpeza e outros. Alarme  Avenida Anísio Haddad, 6580, (17) 3226 4100 - S. J. do Rio Preto - SP www.alarme.org.br / facebook – Associação Lar de Menores


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COMPORTAMENTO

CRIS OLIVEIRA

Comprar

quando o prazer se torna doença Estatísticas mostram que 5% a 6% da população sofre com essa compulsão sendo, na sua maioria, mulheres entre 30 e 40 anos.

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ivemos em uma sociedade consumista. Somos estimulados a adquirir coisas que muitas vezes não são necessárias. E até por isso, muitos brasileiros acabam entrando em dívidas. Por vermos isso acontecer, quase todos os dias, tratamos como um fato normal. Mas, o consumo excessivo pode ser uma doença de difícil tratamento, chamada oniomania. “A oniomania é um transtorno derivado de uma ansiedade generalizada, obsessiva e compulsiva”, explica o psiquiatra e homeopata, José Luiz Gleriani. Ele completa dizendo que, assim como em outras doenças compulsivas, quando não tem dinheiro para comprar, o doente sente crises de abstinência. “Para poder comprar, a pessoa toma dinheiro emprestado ou até mesmo furta.” Para a terapeuta holística Deise Zuliani, “o consumo se transforma em doença quando não supre mais as necessidades básicas, tornando-se fonte de poder e vaidade e, principalmente, fonte de abastecimento de carências, ansiedade, frustrações e angústias. Nada que se adquire consegue suprir e acaba se tornando um vício”. “O problema pode dar seus primeiros indícios na adolescência e atinge, em maior número, as mulheres, mas não escolhe classe social. Em geral, o paciente entra em dívidas e acaba com seu orçamento no vermelho, o que também pode levar a problemas na vida familiar e social. Estudos mostram que a oniomania está frequentemente acompanhada por depressão, ansiedade e outros tipos de emoções negativas”, ressalta a psicóloga e psicodramatista Gisele Lelis. Estatísticas mostram que 5% a 6% da população sofre com essa compulsão sendo, na sua maioria, mulheres entre 30 e 40 anos. “Mulheres normalmente são compulsivas por sapatos, maquiagem, joias, roupas e bolsas. Os homens por eletrônicos, celulares, carros e motos. Em casos graves de compulsão, a pessoa já não olha o que compra, podendo adquirir todo tipo de bugigangas”, pontua Deise.


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COMPORTAMENTO

CRIS OLIVEIRA

Nesses casos, os parentes ou amigos podem auxiliar a pessoa que está doente a identificar-se, pois o comprador compulsivo sempre tenta associar sua compra a uma necessidade Sintomas São vários os sintomas que desencadeiam a oniomania: ansiedade crônica, depressão, frustrações, carência, alteração de humor, transtornos alimentares, alcoolismo e dependência química. Mas, independente da causa, está sempre ligada à dificuldade em lidar com sentimentos negativos. “Na visão holística, o problema está ligado à história da sua infância, o que viu, sentiu e ouviu da família. Pode ser uma repetição de padrão dos pais, fatores genéticos e, princialmente, um sentimento de rejeição absorvido quando ainda estava no útero da mãe”, diz a terapeuta. Esteja atento se você (ou pessoas próximas) está comprando itens desnecessários, que nem sempre pode pagar. “Não é fácil reconhecer o problema. Nesses casos, os parentes ou amigos podem auxiliar a pessoa que está doente a identificar-se, pois o comprador compulsivo sempre tenta associar sua compra a uma necessidade, justificando seu comportamento. Pontuar para a pessoa oniomaníaca situações em que tenha percebido essa postura, pode ser um começo”, destaca Gisele.

Tratamento Para a psicóloga, o tratamento depende muito do desejo do paciente em melhorar. E o maior desafio é admitir o problema. “A partir daí, é necessário entender o quê o motiva. O processo de autoconhecimento pode auxiliar na remissão dos sintomas.” O tratamento é feito através do uso de medicamentos, terapias, conscientização da gravidade do problema, auxílio dos familiares e consumo vigiado. Deise acredita que, “diferente do alcoolismo, onde a pessoa deixa de ingerir álcool, não se consegue deixar de consumir, por isso tem que estar sempre atento, pois a doença pode voltar”. “Além da psicoterapia, é necessário que o paciente passe o controle das finanças para alguém de confiança, até que ele consiga administrar seus gastos. Também é interessante participar de grupos de autoajuda, para compartilhar e compreender que existem outras pessoas com a mesma dificuldade”, conclui Gisele. “Dentro da terapia que trabalho, utilizo técnicas específicas e objetivas, onde pesquisamos na memória corporal, qual o fator desencadeante. Isso é possível porque o corpo nunca esquece um trauma, uma dor emocional. Utilizo de técnicas como a cinesiologia aplicada, que é uma abordagem diretamente ao corpo, por meio de teste muscular, e, a partir daí, encontramos as causas. Tive vários pacientes com oniomania e cada um tinha uma causa bem específica, mas sempre ligada à infância e aos pais, e muitas ligadas à rejeição”, finaliza Deise.


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COMPORTAMENTO

CRIS OLIVEIRA

“Não tenho mais cartões de crédito e nem talões de cheques” Fuja das tentações Além do mal psicológico que a doença traz, em pouco tempo ela começa a gerar também problemas financeiros, pois as pessoas começam exceder os ganhos, para saciar a necessidade de consumo. Embora o tratamento tenha várias vertentes, o consultor financeiro Caio Nielsen dá dicas para aqueles que já se conscientizaram que têm problemas de consumismo, e querem se manter longe das tentações: aAnde com dinheiro contado na carteira, faça uma previsão dos seus gastos antes de sair de casa e saia somente com o necessário; aSe for pagar contas, leve os cheques preenchidos, deixe o talão em casa; aDeixe o cartão de crédito em casa. Apesar de útil, também é um inimigo para quem tem dificuldades em se controlar; aVai sair para as compras? Pesquise os preços com antecedência e leve somente o valor necessário; aSe você estiver passeando com amigos em locais comerciais, avise-os que não deve gastar, mesmo que peça. Pode parecer estranho, mas se realmente são seus amigos, eles entenderão; aMesmo para aqueles que não sofrem financeiramente com o consumismo, lembre-se, esta doença pode acabar com amizades, casamentos e famílias. Recuperação “Sempre gostei de comprar, especialmente depois que comecei a ter meu próprio dinheiro. Vivia usando o cheque especial e descobri o céu e o inferno com o cartão de crédito. Alguns amigos diziam que eu gastava muito, com coisas fúteis. Adorava comprar bibelôs, roupas, sapatos, bolsas. Comprar era a razão da minha vida. Cheguei a ter mais de 120 bolsas, e 80% delas nunca usei. Tive que vender meu carro para pagar dívidas ocasionadas pela doença, mas dos R$ 20 mil que recebi, os quais eu já devia, peguei R$ 8 mil e gastei em uma única tarde de compras. Acho que foi um milagre esse dia, porque quando cheguei em casa, ainda mais endividada e com um monte de coisa inútil, tive uma crise de choro que durou toda a noite. Felizmente um familiar me levou a um psiquiatra, tomei remédios e iniciei sessões de terapia com um psicólogo que ainda me acompanha, quinzenalmente. Faz mais de dois anos que estou me tratando, tive algumas recaídas, mas nesses últimos meses me sinto bastante controlada. Consegui liquidar minhas dívidas e vender muito do que tinha comprado e nunca usado, arrecadando um bom dinheiro. Ainda não me sinto em total controle, mas hoje sou consciente da doença e só vou ao shopping, por exemplo, com um pequeno valor no bolso. Não tenho mais cartões de crédito e nem talões de cheque, e não os terei enquanto não me sentir preparada para usá-los da forma correta. Foi uma fase muito difícil, mas hoje sei que sou capaz de ter controle sobre mim, e vou chegar lá.” D (A.B.M, analista de sistemas)


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malu rodrigues

malurodrigues@revistadominios.com.br

fotos Luis Soares

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Expansão O McDonald’s vai abrir mais dois restaurantes até outubro em nossa cidade. Um no shopping norte, numa área de 150 m e 55 funcionários e outro na região do Damha, instalado em uma área de 2 mil m, com área construída de 250m e 85 funcionários.

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1- Denilson Marzocchi com os filhos • 2- Vânia Pelegreni e Dr. Calil Eduardo Feres Bucater, curtem feijão preto na Sociedade de Medicina 3- Eliana Zanca • 4- Heitor e Aurea Amantea recebem para bacalhoada • 5- Caio e Iscila Piton recebem em Olímpia 6- Geovanne Furtado e Mileni recebem médicos e familiares na Sociedade de Medicina para Feijão Preto 7- Samara Semenzato em noite de jantar • 8- A primeira dama da cidade Eliana Lopes com seu filho Pedro


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andanças

toca gonçalves

tocagoncalves@revistadominios.com.br

fotos Toca gonçalves

Mosteiro,

música e bicicletas NÃO HAVIA UM SÓ LUGAR DENTRO DO MOSTEIRO QUE NÃO FOSSE COBERTO POR RICAS PINTURAS, MOSAICOS E VITRAIS COLORIDOS.

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ovido pela curiosidade, driblei a preguiça matinal no domingo, para conhecer a “joia beneditina” do centro de São Paulo – O Mosteiro de São Bento. A grande atração prometia ser o magnífico recital de órgão e a apresentação de canto gregoriano, durante a tradicional missa dominical das dez horas. Pelo caminho uma cena rara na metrópole – a cidade ainda solitária e sonolenta, sem carros ou pessoas, as ruas completamente vazias. O Largo de São Bento é um dos espaços mais antigos da cidade. Nos anos 70 ganhou calçadão, bancos e jardins e no seu subsolo foi construída a estação do metrô. Fica próximo de alguns pontos turísticos da capital, como o Páteo do Colégio, a Catedral da Sé e o Mercado Municipal. Está a uma quadra de distância da Rua 25 de Março, o mais conhecido centro de comércio popular do país.


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andanças

toca gonçalves

fotos Toca gonçalves

Situado bem em frente, o Café Girondino tem restaurante, bar e cafeteria. Tradicional e charmoso, existe desde os tempos dos bondes e é tido como uma ilha de bom gosto no centro antigo da capital. Entrei para um café e percebi que a casa tinha ares de sofisticação. A decoração era inspirada em uma São Paulo do início do século, expressada por meio de quadros e fotografias que remontavam uma cidade que não existe mais. Para muitos, era o programa perfeito para antes ou depois da solene missa dominical. Lá fora, apesar do frio, a manhã estava radiante. O sol iluminava e fazia sobressair, ao longe, algumas das preciosidades arquitetônicas daquela região central. Aos poucos, o Largo de São Bento começava a ficar movimentado, pessoas chegavam para a concorrida missa. Das escadarias do metrô surgiam casais jovens e de meia idade, namorados, famílias com crianças, pessoas idosas, adolescentes e também alguns turistas, reconhecíveis pelas feições nórdicas e roupas distintas. Notei a presença de alguns ciclistas que pedalavam em torno do Largo e percorriam as ruas próximas. Vestiam roupas chamativas e emprestavam movimento e cor às ruas despovoadas do centro da cidade. A fachada do Mosteiro quase se confundia com a do Colégio São Bento e a da Igreja, os prédios eram colados. Parei para observar o conjunto arquitetônico, chamava a atenção os elementos decorativos e a grande quantidade de janelas. Fotografei os painéis esculpidos na pedra, as imagens religiosas e, no frontispício, o relógio mais famoso da cidade – o do Mosteiro de São Bento. Fui abordado por

um homem que se apresentou como Rafael. Era branco, quarenta e poucos anos, vestia roupas simples e usava óculos de sol. Segundo me disse, há anos era vendedor de uma loja na Rua 25 de Março e habitual frequentador das missas no local. Passada a suspeita inicial, comecei a me interessar por sua conversa, já que mencionava detalhes e a história daquele lugar que eu estava prestes a conhecer. Informou que o Mosteiro de São Bento foi erguido há quase 400 anos, mas essa não é a mesma construção dos séculos anteriores, mas sim a quarta. E que atualmente vivem ali, em recolhimento, cerca de quarenta monges beneditinos, que seguem a tradição ora, labora et lettere – ora, trabalha e lê – dispõem de uma numerosa biblioteca. O grande relógio externo, dourado, com carrilhão de sinos, uma maravilha mecânica de fabricação alemã é considerado o mais preciso da cidade de São Paulo. E contou que, ainda hoje, duas vezes por ano, técnicos vem especialmente da Alemanha para fazer os acertos da mudança do horário de verão. Fez questão de dizer, ostentoso, que bem ali ao lado, no Colégio de São Bento, ficou hospedado, durante sua visita a São Paulo, ninguém menos que o Papa Bento XVI. Por fim, aconselhou que eu me apressasse, a fim de garantir um lugar sentado para assistir a emblemática cerimônia, já que era bastante disputada. Do estilo “beuronense” do interior da igreja eu nunca tinha ouvido falar. Depois soube que se tratava de uma escola artística do início do século XX, cuja origem era a Alemanha e que mesclava elementos da arte egípcia, bizantina e romana.


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andanças

toca gonçalves

fotos Toca gonçalves

Não havia um só lugar dentro do templo que não fosse totalmente coberto por ricas pinturas, mosaicos e vitrais coloridos. Uma luz fraca e suave, amarelada de tom âmbar, caia sobre todo o extenso ambiente e criava uma atmosfera de tranquilidade. As dez horas da manhã do domingo, a igreja do Mosteiro de São Bento estava completamente lotada, havia pessoas em pé no fundo e nos corredores laterais. Alguns pareciam ser frequentadores habituais, geralmente de mais idade. Mas a maioria, como eu, era de visitantes ocasionais. A prosa fácil acontecia em voz baixa com os vizinhos de banco. E os que tentavam fotografar, mesmo sem usar o flash, eram informados por um educado segurança que fotos do interior do Mosteiro não eram permitidas. Logo soaram os primeiros acordes do prestigiado órgão alemão e o cântico litúrgico invadiu o ambiente.

Meu conhecimento de canto gregoriano não vai muito longe. Resume-se a um CD dos religiosos do Mosteiro de Silos, norte da Espanha, que em 1994 alcançou grande sucesso e outro do grupo Enigma, de 1995. Ali ao vivo, a melodia era mais envolvente, favorecida pela acústica do local. Tinha a riqueza dos detalhes do Mosteiro e todos aqueles signficados, também o figurino impecável dos monges, que surgiram em meio à fumaça esbranquiçada do incenso em vestimentas negras, e dos padres, que trajavam hábitos de cor vinho. Tudo bem teatral. O coro de vozes masculinas, entoado em latim, rigorosamente homofônico e sem compassos, ecoava maravilhosamente pela igreja, enquanto o ritual católico era seguido à risca no altar. Ao contrário do que eu imaginava, o canto gregoriano dos monges beneditinos acompanhados pelo órgão era baixo, calmo e muito suave. Naquela hora, a sensação ali era de paz, independente de qualquer religião. O grand finale, foi quando o poderoso órgão de quatro teclados, seis mil tubos e setenta e sete registros, em concerto solo, fez soar altos acordes em uma maravilhosa melodia. Foi magnífico e emocionante. No Largo de São Bento, em meio aos fiéis que vagarosamente se dispersavam, ou se dirigiam ao Café Girondino, um grande grupo de ciclistas tinha se formado. Estavam ali posicionados de modo que também ouviam a música que emanava do Mosteiro. Sob o sol, as cores dos seus trajes contrastavam com a fachada austera dos edifícios religiosos. E saíram pedalando aos pares ou em pequenos grupos, em direção às curiosas ruas do centro antigo de São Paulo. Ainda pude ler, em seus trajes coloridos, quando passaram por mim – “Pedalar é preciso”. D


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diário de bordo

francisco Roberto cosenza

fotos francisco Roberto cosenza

França nice De Rapalla, na Itália, fomos de carro para Nice, na França. Utilizamos uma auto estrada toda construída em túneis e viadutos. São mais de 60 túneis e alguns deles têm mais de 4 Km de comprimento. Uma obra de engenharia fantástica! Em Nice, nos deparamos com uma cidade linda, com sol quente, mar azul e praias com uma areia que se assemelha ao nosso cascalho, de tão grossa, a ponto de ser necessário passarelas de tapetes para proteger os pés. No Centro Velho, encontramos ricas obras de arte em serralheria nas fachadas dos edifícios, diferentes dos estilos italianos. Na parte antiga, o Vieux Nice, a Praça Cour Saleya, o que foi um Mercado de Flores o dia todo, ao entardecer se transforma em restaurantes para abrigar as pessoas, que procuram um lugar ao sol. Para se aquecer no final do expediente, bebericar e jogar conversa fora. Comprar uma baguete como os franceses fazem e levar para casa no final do dia foi uma atitude que precisei experimentar. Ela fica exposta, em-

balada num saquinho, envolvendo somente a metade. Eu comprei e levei. Ela é muito boa, crocante, macia e saborosa… A comida francesa é outro atrativo turístico. O que me chamou a atenção foram quatro tipos de tomates diferentes em cores e sabores. As porções são menores, a carne de carneiro e de frango, além do peixe entram bastante na dieta. Os pães têm casca grossa, mas são macios e a manteiga é indescritível. A bebida alcoólica tem um imposto de 19,5 %.


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diário de bordo

francisco Roberto cosenza

fotos francisco Roberto cosenza

MÔNACO Chegar em Mônaco e deparar-me com a cidade frenética, abrindo espaço para a instalação do Circo da Fórmula 1, deixou-me emocionado. As arquibancadas sendo montadas, parte dos guard rail prontos e eu ali, reconhecendo a curva do Cassino, a saída do Túnel, a primeira curva após a largada e muitos outros trechos (que povoaram nossa cabeça nos tempos do Airton Senna) e ainda podendo andar na pista de carro! Foi demais!!! Os outros atrativos, como o Cassino Monte Carlo, os iates ancorados, os hotéis chiquérrimos e os cafés espalhados ganharam segundo plano, mas não deixaram de ser observados. Além da Fórmula 1, Mônaco é famosa por ser um paraíso fiscal, lá os investidores não pagam Imposto de Renda. É extremamente segura e super organizada.

EZE Cidade francesa dividida em duas. A Eze praiana, com sua avenida da praia, areia acinzentada parecendo cascalho como todas e um porto para barcos particulares enormes, com centenas deles, e a Eze antiga, estilo medieval lá no alto dos Alpes, onde a temperatura muda completamente para frio. Tem no seu cume um castelo antigo, com sua parte inferior transformada em um hotel cinco estrelas e o restante dele, até o mirante, transformado num amontoado de lojas e restaurantes. Vale a pena…


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diário de bordo

francisco Roberto cosenza

fotos francisco Roberto cosenza

CANNES Cidade praiana onde é realizado o segundo Festival de Cinema mais famoso do mundo. Tem um teatro que foi especialmente construído para a realização do evento. Suas praias são repletas de restaurantes pé na areia, onde se cobra uma taxa para a utilização das cadeiras e guarda-sóis. Hotéis chiques margeiam a praia, sendo o Hitz Carlton o mais famoso. Ele aparece em todas as propagandas de Cannes. AIX EN PROVENCE Com uma população de 140 mil habitantes, situa-se no centro de uma das regiões turísticas mais ricas da Europa, a Cotê D’Azur. Aix, quer dizer água, na língua francesa antiga, progrediu muito com a chegada do Trem Bala (TGV) e seus arredores formam uma planície repleta de vinhedos no sopé dos Alpes Franceses, que inspiraram inúmeros artistas, sendo Paul Cézanne o mais famoso pelas suas telas campestres. A região é famosa também pelos perfumes e lavandas. Sentimos no ar a polinização das flores. A Avenida Mirabeu e suas largas esplanadas são as mais animadas. Nela estão situados os restaurantes mais antigos da cidade, como o Brasserie Les Deux Garçons, fundado em 1792 por dois irmãos. Como toda cidade grande da França, Aix en Provence é cercada por pequenas cidades, que tem características próprias e devem ser visitadas. D


Intelectus a diretora-presidente do Colégio Intelectus, Emília da Costa Borduchi, fala sobre o sucesso da escola e de como conquistou o respeito e confiança dos pais e alunos.

Domínios Como está sendo para você a comemoração dos 10 anos do Colégio Intelectus? Emília  Estou muito feliz e realizada. Alcancei meu objetivo de abrir em Rio Preto uma escola de excelência, tudo isso com muito trabalho e dedicação. Hoje o nome Intelectus é sinônimo de seriedade e honestidade e as pessoas reconhecem isso tanto pela escola quanto pelas aprovações nos vestibulares de nossos alunos.

D. Estamos em época de matrículas. Quais as novidades do Intelectus? E.  Além do concurso de bolsas, estamos com um projeto novo chamado “Programa Aluno Padrinho” que funciona da seguinte maneira: quando um aluno nosso traz um novo estudante para a escola, ele ganha um percentual de desconto em uma mensalidade. Este programa também beneficia alunos novos que tragam colegas para o Intelectus. Os descontos podem ser progressivos de acordo com a quantidade de alunos novos que eles tragam.

D.  Qual o diferencial do Intelectus? E.  Acredito que é o trabalho individualizado que temos para cada aluno. Os que têm mais dificuldade, por exemplo, têm à disposição planos de estudo individuais (feitos pela coordenação), monitoria e plantões de dúvidas no período da tarde. Dessa forma, o aluno consegue superar suas dificuldades, melhorar suas notas e se habituar ao ritmo de estudo. Nossa proposta de educadores leva em conta todos os tipos de alunos e aqui todos podem estudar com a certeza de que conseguirão superar seus obstáculos.

D. Recentemente, o Congresso aprovou um projeto de lei que prevê a reserva de 50% das vagas em universidades federais para estudantes de escolas públicas. O que muda para os estudantes de escolas particulares? E.  No momento este projeto de lei está aguardando a sanção da presidente Dilma Rousseff e, se for aprovado, ficará mais difícil, para os estudantes de escolas particulares, ingressar em uma universidade federal. Temos consciência disso e já estamos preparados para que nossos alunos tenham a oportunidade de estudar ainda mais e conquistar sua vaga. Com nossa estrutura, isso é perfeitamente possível.

D. Qual o critério de seleção dos professores? E.  Meu requisito básico para contratar ou substituir professores é que tenham respeito pelos alunos. Por isso tenho muito cuidado com a seleção do profissional que estará em contato com meus alunos, pois cuido deles como se fossem meus filhos. Além do currículo, didática e experiência, também investigo e acompanho a história de vida deles, ou seja, para trabalhar comigo tem que ser uma pessoa idônea.

D. Após 10 anos de sucesso, quais são os planos para o futuro? E.  Pretendemos ampliar nossa estrutura para atender alunos do 1ª ao 5ª ano (Ensino Fundamental I), que é um pedido bem antigo dos pais que têm filhos estudando com a gente. Em relação ao sucesso, acredito que seja fruto de um trabalho realizado com muita seriedade e idoneidade e que é reconhecido pelos pais, alunos e pela comunidade rio-pretense e da região.

Publieditorial

10 anos de educação e seriedade


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esporte

CRIS OLIVEIRA

Na quadra, ele distribuía

bolas para todos O esporte lhe rendeu conquistas pessoais, como o título de melhor levantador do mundo.

tão brilhante, nos 575 jogos que fez pela seleção, ficou conhecido como Maurício do vôlei. O esporte lhe rendeu muitas conquistas pessoais, como o título de melhor levantador do mundo. Ele continua vivendo pelo esporte, apesar de agora estar fora das quadras. Conheça um pouco sobre esse esportista, que enche os brasileiros de orgulho. Domínios A maior parte do tempo você jogou em clubes brasileiros, mas também teve experiências na Itália. Quais as principais diferenças entre aqui e lá? Maurício Lima  O campeonato italiano é um dos melhores do mundo. Para jogar lá é preciso estar sempre em alto nível. Além de você vivenciar outra cultura, cresce muito como pessoa. Já no Brasil, você tem a favor a torcida e a família por perto. O campeonato é mais tranquilo, um pouco mais fraco que na Itália, mas ainda assim é muito prazeroso jogar em nosso país.

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uem tem 30 e poucos anos, ou mais, sabe bem o tamanho da emoção de trocar a noite pelo dia, e deixar de lado horas de sono apenas pela paixão ao esporte. O ano de 1992 foi um marco para a história do vôlei masculino do Brasil. Ele conquistou nada menos que os Jogos Olímpicos de Barcelona e o World Super Four, no Japão. Nascia ali a geração de ouro desse esporte, que na época ainda era pouco divulgado. E entre esses atletas estavam o levantador Maurício Lima que, de

D. Com 575 jogos com a camisa da seleção brasileira, como é a responsabilidade de defender uma nação? M.L.  Defender o Brasil. Sempre foi muito bom, minha maior alegria no esporte. Joguei e me dediquei à seleção, em cada campeonato, como se fosse o primeiro. A pressão sempre foi enorme, mas a satisfação de estar em quadra sempre foi muito maior. A seleção brasileira sempre foi o meu maior orgulho. D.  Vejo muitos atletas dizerem que estar em uma Olimpíada é ainda mais gratificante do que estar em um Mundial. Você concorda? M.L.  Concordo plenamente. A Olimpíada é o ápice para qualquer atleta. É a realização de um sonho, é uma meta alcançada. D.  Você foi escolhido o melhor levantador do mundo em 92 e 93 e o melhor jogador do mundo em 95. Qual a importância desse reconhecimento? M.L.  Tudo isso foi consequência de um trabalho bem feito. Foram anos de dedicação, de abdicação à vida pessoal, de amor e profissionalismo. Estes reconhecimentos só vieram coroar tudo isso.


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esporte

CRIS OLIVEIRA

o esporte pode transformar a vida de uma pessoa

D. Com tantos títulos individuais e com a equipe, tem um que foi especial? M.L.  Sem dúvida alguma a primeira medalha olímpica em Barcelona 92. Foi a primeira conquista de esportes coletivos, e ainda está guardada na memória de todos os brasileiros que vivenciaram conosco aquele momento iluminado. D. O levantador é um estrategista dentro da quadra. Qual a importância dele estar em perfeita sintonia com o técnico? M.L.  A sintonia é total. O técnico e o levantador são parceiros e têm que falar a mesma língua. O levantador tem que jogar muito bem taticamente e, dessa forma, ele fará com que todo o time se entrose e jogue bem. D.  Foram 14 anos como titular da seleção brasileira. Qual o seu segredo de sucesso? M.L.  Dedicação total ao que você se propõe a fazer. Responsabilidade, amor e respeito à profissão. D.  “Aposentado” das quadras, hoje você é diretor do Medley/ Campinas. Pretende continuar nessa condição ou pensa em se tornar técnico? M.L.  Não penso em ser técnico. Não tenho o perfil. Estou muito bem e satisfeito como diretor esportivo.

D.  Na sua opinião, talento é nato, ou é treino? M.L.  Para mim, talento é nato. Se você não for talentoso, poderá melhorar a sua técnica com muito treino e esforço, mas, se você já tiver a favor o talento, as coisas fluem com mais naturalidade. D. Recentemente você foi escolhido para entrar no Hall da Fama do vôlei mundial. O que isso significa? M.L.  Foi o maior reconhecimento que eu poderia receber em minha vida. Foi com muita emoção que recebi a notícia. Este título veio, mais uma vez, coroar uma carreira tão bem sucedida como a minha. Hoje o reconhecimento é inegavelmente mundial. D. Outra novidade na sua carreira é ter se tornado comentarista. Você acabou de participar da cobertura das Olimpíadas, feita pela Record. Como foi a experiência? M.L.  Foi incrível. É um mundo novo, porém, identifico-me com ele, porque falo somente daquilo que realmente entendo. D. Atualmente você também é envolvido no projeto social “Viva Vôlei Maurício 6”. Fale um pouco sobre ele. M.L.  É um projeto bacana que tem a parceria da prefeitura de Campinas com a CBV. Seu objetivo é social. Tentamos inserir a molecada no esporte, ocupando o tempo deles com coisas saudáveis, tirando-os das ruas. Atende 80 crianças, oferecendo a elas a possibilidade de poderem praticar um esporte, podendo usar um uniforme bacana, tendo contato com outras crianças e, de quebra, ainda ganham um lanchinho. D. O que o esporte pode fazer para mudar a realidade de uma pessoa? M.L.  O esporte pode transformar a vida de uma pessoa. Através dele é possível se tornar uma pessoa extremamente responsável e dedicada. Se realmente teremos campeões através do “Viva Vôlei” só o tempo dirá, mas o fato de estarmos formando crianças de caráter, já é algo extremamente recompensador. D


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moda

larissa moschetTa

larissa@revistadominios.com.br

Essa nossa vontade de

pintar a cara!

O uso da maquiagem não é novo, vem do Egito antigo, onde surgiram as primeiras maquiagens feitas à base de carvão, mas ganhou força e ficou imortalizada através da figura da Cleópatra

T

odas sabemos que moda vai muito além do vestuário, graças a Deus!!! Nós, mulheres, além de desejarmos roupas, sapatos e joias também enlouquecemos quando o assunto é o maravilhoso mundo dos cosméticos. Acredito que não fui muito democrática neste comentário, os homens também podem contar atualmente com boas opções quando o assunto é beleza, – novamente – graças a Deus!!! O uso da maquiagem não é novo, vem do Egito antigo, ou melhor, da Mesopotâmia, onde surgiram as primeiras maquiagens feitas à base de carvão, mas ganhou força e ficou imortalizada através da figura da Cleópatra, com seus olhos pintados com khol.


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moda

larissa moschetTa

bom seria se daqui a alguns anos nossas peles estivessem mais saudáveis graças aos minerais “miraculosos” Leslei Blodget, Tatiana Moschetta Assef e Larissa Moschetta Schultze

Como podemos ver, o uso de produtos naturais para pintar o rosto ou adornar o corpo não é descoberta deste “século”, mas a maneira de apresentar as sombras, bases e pós é inovadora e acabou de chegar ao Brasil a marca bareMinerals, que promete causar por aqui o mesmo impacto que vem causando há anos nos Estados Unidos. Tive o prazer e a honra de receber em minha casa a CEO da empresa, Leslei Blodgett, que segundo o New York Times, desde Estée Lauder

nunca houve mulher tão importante como ela para o mundo dos cosméticos. O mais interessante nos produtos é que é tudo natural, feito de rochas moídas e a infinita gama de tonalidades vem dos diferentes minerais e seus tons variados, é incrível. Segundo explicações dadas pela Leslei, a “cereja do bolo” fica por conta de que quanto mais tempo você usa, melhor fica sua pele, pois os minerais, além de cobrirem as imperfeições, vão tratando a pele. Acho que vale a pena experimentarmos, pois considerando o momento que estamos vivendo, onde a vaidade está no seu auge, bom seria se daqui a alguns anos nossas peles estivessem mais saudáveis graças aos minerais “miraculosos”. Verdade ou mentira? Não sei!!! Fato é que a pele da Cleópatra nos causa inveja até hoje, quem sabe ela já sabia das coisas. Voltamos a nos falar dentro de 10 anos! Abraços e até o mês que vem!!! D


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sustentabilidade

malu rodrigues

Orgânico

e natural ganham espaço no mercado Produto orgânico é aquele produzido em um ambiente que tem como base o princípio agro ecológico de uso responsável do solo, da água, do ar e demais recursos naturais e sociais.

A

lém disso, fica proibido o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos. De acordo com a química Adriana da Silva existe uma grande diferença entre o natural e o orgânico. “Para ser um produto orgânico, não pode ter derivados de petróleo e nem derivados animal. O sebo, por exemplo, é natural e não orgânico, pois é de origem animal. Outro exemplo, o óleo de laranja é natural, mas só podemos dizer que é orgânico se comprovada a sua produção sem os re-

cursos artificiais, que deixam resíduos. Qual a diferença do frango orgânico para o industrial? Orgânico não usa anabolizantes, rações etc. O industrial é o oposto”, diz Adriana. A empresa rio-pretense Organique Brasil não só vende produtos orgânicos, como tem também produtos com matérias naturais e orgânicas. “A marca se distingue pela sustentabilidade e se utiliza de matérias primas de fontes renováveis, com destaque para os ativos da região Amazônica. Não utilizamos corantes e fragrâncias sintéticas. Não fazemos testes em animais. Utilizamos embalagens recicláveis, sempre respeitando o consumidor e o meio ambiente”, garante a química Adriana. Adriana da Silva acredita que as iniciativas sustentáveis chegam ao mercado buscando atender um número cada vez maior de consumidores, que além de querer um produto de alta performance, primam também pela preservação dos recursos naturais e renováveis.


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sustentabilidade

malu rodrigues

Existem também outras preocupações do consumidor no que concerne à saúde. Resíduos de petróleo podem causar alergia. Os corantes são de difícil biodegrabilidade, contém metais pesados e podem causar reações alérgicas. A mesma coisa para fragrâncias sintéticas que são artificiais, feitas em laboratórios, não trazem nenhum benefício, o cheiro é característico e podem causar reações alérgicas também. “As fragrâncias naturais que são retiradas de plantas (raízes, folhas, flores e frutas) trazem benefícios físicos e mentais. Lógico que podem causar reações alérgicas, mas em menores proporções,” dia Adriana.

A preocupação do consumidor é a qualidade de vida, algo que tem sido buscado nos dias de hoje.

Alimentos orgânicos na mesa do rio-pretense O Armazém Grindélia abre aos sábados uma feira de produtos orgânicos que altera o cardápio daqueles que querem uma alimentação mais segura, saudável e confiável. A empresária Creusa Manzalli de Toledo diz que tudo começou por acaso. “Eu já era consumidora desse tipo de alimento e quando os fornecedores locais foram certificados, veio a pergunta: onde comercializar? Aí oferecemos o espaço aos sábados pela manhã inicialmente para atender nossa clientela”, afirma. Os clientes, em sua maioria, são pessoas que tiveram problemas de saúde ou são vegetarianos. Atualmente cinco produtores levam seus produtos para a feira. Quem chega lá encontra tangerina, abacate, milho, pimenta, pepino, berinjela, limão, abóbora, moranga, mandioca, cenoura, beterraba, rúcula, cheiro verde, alface, almeirão, couve flor, brócolis e muito mais. “Foi uma realização muito grande iniciar esse projeto, pois acho que todos devem dar as mãos para vencer a luta por uma alimentação mais saudável e natural possível”, afirma Creusa. A preocupação do consumidor é a qualidade de vida, algo que tem sido buscado nos dias de hoje. “Essa iniciativa vem em um momento onde a maior parte de nossas frutas, legumes e verduras, em todo o país, não têm origem identificada. E pior: agrotóxicos proibidos ou utilizados acima do limite permitido foram encontrados em alimentos numa pesquisa recente do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Precisamos repensar o que chega à nossa mesa”, alerta. D


Guarde tudo na Box Brasil Rio Preto recebe um projeto inovador: a solução prática, limpa e segura para a falta de espaço em nossa casa ou empresa.

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Domínios  O que podemos guardar aqui? Box Brasil  O seu box funciona como uma extensão da sua casa ou da sua empresa e você pode guardar o que quiser, como móveis, arquivos, objetos que estão ocupando espaço em casa, e assim pode deixar o ambiente mais limpo visualmente. Quem não gosta de deixar a casa ou a empresa mais organizada, não é mesmo? D.  Quais são os tamanhos dos boxes disponíveis? B.B.  Disponibilizamos diversos tamanhos, temos Box de 1,5 m² a 100 m². Com a ajuda de nossos especialistas, você escolhe o espaço adequado de acordo com sua necessidade. No menu do site www.boxbrasilgt.com.br, clique no item “calcule seu espaço”, escolha os itens que quer guardar e o sistema calcula aproximadamente o tamanho de Box que você precisa. D.  Qual é a segurança que tenho de que meus objetos estarão seguros? B.B.  Investimos bastante em segurança para garantir a tranquilidade de nossos clientes. O controle de acesso ao prédio é feito através da impressão digital do cliente, e

temos alarmes e câmeras espalhadas por todo o local que são monitoradas por uma empresa de segurança especializada 24 horas por dia. Além disso, você tranca seu box com o próprio cadeado e leva a chave. Nós, da Box Brasil, não temos acesso aos seus pertences. D.  Eu posso acessar meu Box qualquer horário? B.B.  Sim, você pode retirar ou colocar mais coisas em seu Box quantas vezes quiser de segunda à sexta das 7:00 às 19h, e também aos sábados das 8:00 às 13h. Se caso precisar acessar seus bens fora desses horários, pode também, a gente pede somente um agendamento com antecedência. D.  Como funciona o contrato de locação? B.B.  Nosso contrato é bem simples e é assinado na hora, só precisamos de um documento com foto e um comprovante de residência. E o melhor, diferentemente da maioria dos contratos convencionais de aluguel, que exigem fiador e permanência mínima de 1 ano, nosso contrato é mensal, renovado automaticamente com o pagamento do boleto bancário.

"O serviço de self-storage é tão comum nos Estados Unidos que é igual posto de gasolina, toda cidade tem um" Anísio Haddad Neto

Serviço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 6005 – 17 3301.4452 – www.boxbrasilgt.com.br

Publieditorial

s empresários Vinícius Vicentin e Anísio Haddad Neto pesquisaram, estudaram e viabilizaram um sistema de armazenamento de bens inédito na cidade. Com tecnologia trazida diretamente dos Estados Unidos, os boxes são uma alternativa moderna, segura e econômica para armazenagem de todas as suas coisas importantes. Pode-se guardar a mobília, durante uma reforma ou viagem, e até mesmo aquele arquivo morto de documentos que temos que guardar por 5 ou 10 anos. Nós fomos lá esclarecer nossas dúvidas de como alugar um Box. Confira como funciona.


social

Nenê Homsi

foto eloisa mattos

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Luxo A designer de joias Tatiana Acquaroni adiciona uma pitada de requinte à blogosfera. Ela acaba de lançar o seu novo blog com um endereço recheado de esplendor, atenta às novidades. Mostra o mundo das joias, moda, decoração, fina gastronomia e tudo o mais que remete ao mercado de luxo. Voto de louvor O conselho deliberativo do Automóvel Clube, presidido por Nuraldim Fauaz, fez constar em ata voto de congratulações pela reeleição de Luiz Rocco Cavalheiro na presidência da Associação dos Corretores de Imóveis D’Oeste Paulista. O seu mandato expira em 2017.

Cultural A VestFair – Feira do Vestibular – Guia das Profissões, buscando estimular a criatividade de estudantes de Ensino Médio e de cursinhos, promove um concurso cultural fotográfico, com o tema “Vida de Vestibulando”. As fotos selecionadas ficarão expostas ao público de 1 a 14 de outubro no Riopreto Shopping Center e de 16 a 18 de outubro na Swift, durante a edição 2012 da VestFair. Olhos claros Uma considerável fatia do mundo feminino ficou extasiada com os olhos de cor verde-claro de Eduardo Campos, na recente visita do governador pernambucano em Rio Preto. Uma delas, observadora e antenada ao ti-ti-ti que circula em todo o país, chegou a dizer em roda de amigos que eram iguaizinhos, da mesma cor e tão bonitos quanto os olhos de Chico Buarque de Hollanda.

Big Sorrisos Sábado, dia 25 de agosto é dia de comer Big Mac! Esta é a 24ª edição da campanha que, anualmente, beneficia mais de 30 mil crianças, adolescentes e seus familiares. Em 2012, 56 instituições de todo o país receberão recursos do McDia Feliz. Desde 1988, mais de 100 instituições já foram apoiadas com mais de R$ 130 milhões. A doação dos restaurantes de Araçatuba, Barretos, Catanduva e São José do Rio Preto beneficiará o Hospital de Câncer de Barretos

2 1- Mariana Tagliari e Bruno Matera no Villa Conte 2- Gabriel Alves, Bárbara e João Guilherme Thiesi nos salões elegantes da cidade


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social

Nenê Homsi

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Tetracampeão A taça do Damha Open de Tênis, pela quarta vez, vai para as mãos do jovem oftalmologista Rafael Delsin. Ele se sagrou tetracampeão do torneio ao bater Vanderlei (Delei), do Sesi, na final, partida que teve mais de duas horas de duração. A confraternização e entrega dos troféus foi na tarde de 11 de agosto.

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Privilegiada A juventude rio-pretense aficionada pelo esporte do tênis começa a se ouriçar, já de olho na disputa entre Brasil e Rússia na próxima edição da Copa Davis, a ser realizada em setembro no Harmonia Tênis Clube. A estrutura dessa nova etapa do torneio mundial será ainda maior que a montada para receber a edição do último abril. Além do camarote, outro espaço badalado promete ser a área vip, também com vista privilegiada. Concerto O maestro Paulo de Tarso volta à cena. Desta vez para reger, na noite de 1 de outubro, a Orquestra Filarmônica de Rio Preto. O repertório versará sobre obras de Mozart, Villa-Lobos e Beethoven, executadas pelos 60 músicos que irão integrar a orquestra. Esse recital marcará o ato solene de entrega oficial dos dois tímpanos, recentemente adquiridos, que estrearão nessa noite.

Sombra e água fresca As celebridades que vão se apresentar no Night Fever, evento promovido por esta revista, vão ficar hospedadas no Gran Rio Park Hotel. Lá Peninha, Bee Gees Alive e a Banda Mala Direta vão desfrutar de apartamentos confortáveis com direito à business center e lazer. Aos seus pés Sempre que lança uma nova coleção a Carmen Steffens arrebata uma legião de clientes ávidas por produtos de qualidade. Com a coleção primavera/verão 2013 não vai ser diferente. Os modelos em calçados e acessórios estão bem femininos e “fresh” com cinco temas esportivos “rumo ao futuro”.

3 1- Os irmãos Neto, Gabriela e a aniversariante Emanuelle Pequito • 2- Juvenal e Emilia da Costa Borduchi felizes com a formatura em Medicina de seu filho Leonardo da Costa Borduchi • 3- Claudia e Antonio Luiz Pimenta Laraia no XVI Rio Preto Country Bulls


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transformações

Deise Zuliani

deisezuliani@revistadominios.com.br

Graduada em Administração de Empresas – Universidade São Judas Tadeu - SP Pós graduação em Gestão de Terapias Holísticas Vibracionais – UniRadial - SP

A linguagem

silenciosa do corpo

cada órgão do corpo tem suas emoções e suas reações simbólicas geradas pelos sentimentos acumulados durante nossa vida.

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história da nossa vida está arquivada em forma de energia reprimida nos músculos, órgãos, sistema bioelétrico, células, neurônios e centros energéticos. As vivências, desde a fecundação, vida uterina, parto, infância e até hoje, estão acumuladas no corpo em forma de energia. As memórias traumáticas que acumulamos desde a fecundação tem carga energética de alta tensão. Mas temos mecanismos de proteção que criam um tipo de “couraça” para reprimir a dor emocional e desconectar a mente emocional da mente racional. Podemos ficar entravados no controle e tentar sobreviver controlando as coisas neuroticamente. As memórias esquecidas na mente estão ativas no corpo e são ativadas por estresse da vida diária. Fatores genéticos determinam a reação do corpo e da mente em forma de sintomas físicos, psíquicos, sociais e espirituais. Mais de 90% das doenças são reações naturais à história da nossa vida reprimida no corpo, são as chamadas doenças psicossomáticas. A mente esquece, mas o corpo se lembra de toda a história da nossa vida. QUANDO A BOCA CALA O CORPO FALA A boca cala quando reprimimos nossas emoções ou nos acomodamos aos insultos, ofensas e agressões da vida. Por exemplo, quando dizemos “sim” em situações onde deveríamos dizer “não”, quando negamos ou fugimos das nossas emoções ou quando engolimos sapos. O corpo fala quando não aguenta mais a tensão das emoções reprimidas. A linguagem do corpo é simbólica e cada órgão tem sua simbologia. O estômago tende a re-

gistrar sentimentos de desgosto, repulsa e repugnância. A função do estômago é digerir os alimentos. A simbologia de uma doença no estômago é a dificuldade mental de digerir as coisas repugnantes da vida. Outro exemplo é o pâncreas, que registra sentimentos de inferioridade, mágoas, vergonha e rejeição. A função do pâncreas é regular o açúcar do corpo. A simbologia de uma doença no pâncreas, como a diabetes, representa as amarguras causadas pelo sentimento de inferioridade, rejeição, mágoa e vergonha. Muito açúcar no sangue é uma reação à falta de doçura na vida. E assim cada órgão tem suas emoções e suas reações simbólicas geradas pelas emoções acumuladas no corpo durante nossa vida. A linguagem do corpo depende também das disposições genéticas de cada pessoa. O corpo tem pontos e reflexos neuropsicológicos que funcionam como chaves de descarga de tensões e estresse acumulados nos órgãos. Esses reflexos são uma das chaves da psicologia energética do sistema Body Mind Talk, desenvolvido pelo psicólogo e psicoterapeuta Nehemias Tavares, brasileiro naturalizado dinamarquês, que pesquisou durante 40 anos essas relações, no seu Instituto de Desenvolvimento de Competências em Copenhague. Irá acontecer em Rio Preto, nos dias 22 e 23 de setembro, o Workshop “Emoções dos Órgãos”, onde será abordado: Anatomia Emocional Aplicada, Símbolos das Doenças e Programas de Autocura. Este curso é diferente e vivencial. Serão 20 horas de trabalho onde praticaremos com as chaves do corpo e da mente. Aprenderemos vendo, fazendo, curando e se transformando. Informações e inscrições pelo contato abaixo. D Serviço: Deise Zuliani – 17 9777.2908 – deise_terapias@hotmail.com


Dicas

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Hora Gourmet A Biruta traz novidades para o seu churrasco. Que tal marcar aquela picanha com o seu nome com o nosso ferro para churrasco?! Ou surpreender todo mundo com o porta-papel toalha em forma de faca? Tem também o abridor chave para abrir a sua bebida favorida a qualquer hora ou lugar. biruta presentes  Plaza Avenida Shopping – 17 3355.0567

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homeopatia

josé luiz gleriani CRM 58.814 - Psiquiatra Homeopata Especialista em Homeopatia e Medicina Quântica Membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria

As crises da

adolescência

foto Andrey Shadrin

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adolescência é um período de rearranjo da personalidade e da procura da identidade. Ela é uma “passagem” com limites indefinidos entre o fim da infância e o inicio da vida adulta. Nesta fase “tudo” pode acontecer. Às vezes o que acontece, apesar de significativo, pode ser acidental, transitório e sem consequências imediatas. Mas pode também ser o começo de algo mais sério e grave, portanto devemos dedicar uma atenção especial ao jovem permitindo que ele vivencie esse período de descobertas com segurança, assim ele poderá construir uma identidade saudável e apoiada em valores morais e éticos. Não devemos dramatizar mas, é nossa função detectar e bloquear o mais rápido e da melhor maneira possível todo início de uma falha na construção da personalidade. Neste período se desenvolvem ao mesmo tempo, porém em ritmos diferentes e variados, questões intelectuais, éticas, morais, a construção de uma identidade sexual estável e, também, a busca por relacionamentos afetivos. As dificuldades encontradas pelo adolescente para construir sua identidade refletem toda a complexidade que, por bem ou mal, ele é forçado a passar pelo processo vital em conjunto com sua história anterior e suas condições existenciais. Estas dificuldades podem gerar distúrbios da esfera intelectual, de humor, da imagem do corpo e da sexualidade. Os distúrbios intelectuais são reconhecidos observando-se um declínio escolar, uma sensação de “vazio cerebral” e incômodos obsessivos com pensamentos repetitivos como uma ruminação mental. Os dois últimos são menos fáceis de se perceber pois o adolescente normalmente se envergonha de verbalizar o que está passando. Os distúrbios de humor se manifestam como a síndrome da tristeza, os ataques de pânico e estados depressivos. Os distúrbios da imagem do corpo e da sexualidade se referem à noção que o adolescente tem do seu corpo abruptamente modificado gerando as dismorfofobias (temor mórbido de ser ou vir a ser disforme), o narcisismo neurótico e a anorexia nervosa. A Homeopatia atua muito bem nesta fase do Ser Humano. Baseada na força vital do indivíduo e na sua ecologia ela pode ser aliada à psiquiatria e à psicoterapia para ajudar pais e jovens a transporem este período cheio de dúvidas, incertezas e desbalanceamento corpóreo. D

Serviço: 17 3231.2599 / 3301.1844 / fax: 3305.3775 www.clinicaevolah.com.br / josegleriani@clinicaevolah.com.br


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dermatologia

Dra. Sílvia Regina Strazzi

silvia@revistadominios.com.br

CRM 57.976 – Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Pós Graduação no Hospital Saint Louis de Paris, França

VITAMINA D

e seus benefícios para a pele

U

ma das principais recomendações dos dermatologistas é a proteção da pele contra o sol, para prevenção do câncer de pele e fotoenvelhecimento, além de outros efeitos deletérios da excessiva exposição solar. Desde o final do século 20 entramos na era dos filtros e bloqueadores solares, os quais estão cada vez mais sofisticados. Porém não podemos esquecer os benefícios do sol, pois sem a luz solar a pele não produz vitamina D. Sem ela, surgem enfermidades que vão do raquitismo à osteoporose; do câncer às infecções, ao diabetes e às complicações cardiovasculares. Seres humanos conseguem obter vitamina D a partir da exposição à luz solar, da dieta e de suplementos vitamínicos. Ao incidir sobre a pele, a banda B da radiação ultravioleta converte um precursor em pré-vitamina D, que é rapidamente transformada em vitamina D. Como qualquer excesso da pré-vitamina é destruído pela luz, o excesso de sol não leva à hipervitaminose. As fontes alimentares são pobres. A maior concentração é no óleo de fígado de bacalhau: 1.360 unidades em cada colher de sopa. Em quantidades menores, a vitamina pode ser obtida pela ingestão de peixes oleosos (salmão, atum, sardinha), cogumelos, gema de ovo, sucos e cereais enriquecidos artificialmente. As descobertas de que a maioria das células do organismo possui receptores para vitamina D (e de que muitas são dotadas de enzimas capazes de convertê-la em sua forma ativa) permitiram elucidar seu papel na prevenção de doenças crônicas. Vivemos em plena epidemia de hipovitaminose D, deficiência que atinge 1 bilhão de pessoas, especialmente nos países com dias frios e escuros. Habitantes das regiões equatoriais expostos ao sol com roupas leves, ao contrário, apresentam altos níveis da vitamina. Mas nos países árabes, na Austrália e na Índia, em que a população vive com o corpo coberto apesar do

calor, de 30% a 50% dos adultos são deficientes. Células de cérebro, fígado, próstata, mama, cólon e sistema imunológico também apresentam tais receptores e se ressentem da falta dela. Direta ou indiretamente, a vitamina D controla mais de 200 genes, responsáveis pela integridade da resposta imunológica. A deficiência desse micronutriente aumenta o risco de tuberculose. Os negros, cuja pele tem mais dificuldade para sintetizá-lo, são mais suscetíveis à doença e a contraí-la em suas formas mais graves. Viver em latitudes mais altas aumenta a probabilidade de câncer de cólon, próstata, ovário e outros. Um estudo conduzido entre 32 mil mulheres mostrou que, quanto mais baixos os níveis de vitamina D, mais alto o risco de câncer de intestino. Outro estudo demonstrou que o câncer de próstata surge de três a cinco anos mais tarde em homens que trabalham ao ar livre. Nessas regiões, são maiores os riscos de se manifestar o diabetes do tipo 1, doenças inflamatórias do intestino, esclerose múltipla, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, esquizofrenia e depressão. O que fazer? Não podemos esquecer que as radiações solares provocam manchas e apressam o envelhecimento cutâneo, além de constituir a principal causa do câncer de pele. Quanto sol precisamos tomar? Depende da cor da pele: quanto mais escura, mais resistente a ele, e menos eficiente na produção de vitamina D. Exposição dos braços e pernas (25% da superfície corporal) ao sol num período de cinco a vinte minutos (segundo a pigmentação cutânea), duas vezes por semana, produz níveis adequados de vitamina D. Quem foge do sol deve fazer reposição com suplementos que ofereçam 400 a 800 unidades por dia. D


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odontologia CRO 88.032 – Dr. Heitor Bernardes Cosenza Especialista e Mestre em Implantologia CRO 15.630 – Dr. Franscisco Roberto Cosenza Especialista em Prótese e Mestre em Implantologia CRO 15.636 – Dra. Silvânia Bernardes Cosenza Especialista em Odontopediatria e Periodontia

Conceito

CustomSmile

permite resgate da naturalidade do sorriso

O principal diferencial deste conceito é realizar planejamento rigoroso do tratamento e provar o formato dos dentes no paciente antes mesmo de começar a intervir

P

ossibilitar a transformação do sorriso, de forma rápida, previsível e natural é uma das funções principais da odontologia. Conhecido como CustomSmile, o conceito é a dedicação integral do dentista e do protético para possibilitar a reabilitação oral. O principal diferencial deste conceito é realizar planejamento rigoroso do tratamento e provar o formato dos dentes no paciente antes mesmo de começar a intervir. Deste modo não existe possibilidade de erro, já que é possível ver o resultado antes mesmo de iniciar o procedimento. Nesta técnica, o objetivo não é apenas colocar uma porção de dentes e, sim, devolver exatamente o que o paciente perdeu, tanto na forma, tamanho e cor, quanto na posição dos dentes. Heitor Cosenza explica que todo o trabalho é feito em cera ou resina e provado na boca do paciente logo na

primeira etapa do tratamento. “Esta é uma técnica de estética personalizada, feita de acordo com as necessidades de cada paciente, levando em consideração o que fica mais harmônico com sua face. O CustomSmile é importante porque uma reabilitação estética é como uma construção, se fizer sem projeto o resultado não será satisfatório”, acrescenta. É um trabalho realizado de forma rápida, porém requer planejamento, que é traçado de acordo com os pontos anatômicos esqueléticos para determinar onde serão os dentes da prótese. Os pontos auxiliam o profissional a ter referências e poder compensar a perda de dentes e do volume de tecido ósseo. “Antes de iniciar a aplicação da técnica, entrevistamos o paciente, pedimos fotos dos familiares e passamos a nos inspirar para reconstruir um formato de dente que seja ideal para a reconstrução da estética. Sabemos que as informações genéticas herdadas dos pais determinaram o formato e o posicionamento dos dentes dos filhos, por isto, podemos considerar os descendentes potenciais doadores”, salienta Cosenza. No conceito CustomSmile todo o trabalho é muito estudado e controlado para que os procedimentos sejam padronizados e definidos de acordo com o perfil do paciente. “Esta técnica tem bom custo benefício, porque o objetivo é chegar ao resultado perfeito de acordo com o que foi planejado e aprovado pelo paciente”, conclui. D Serviço: R. Ondina, 286 – Redentora – 17 3235.2310 – www.co1.com.br


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oftalmologia

Dr. José Renato Duarte CRM 104.112 – Oftalmologista do HO Redentora, especialista em Glaucoma e Catarata

Glaucoma

atinge quase 1 milhão de brasileiros Consultar o oftalmologista é fundamental, já que esta doença é silenciosa e pode causar cegueira

O

glaucoma é uma doença que se caracteriza pelo aumento da pressão dentro do olho, causando a lesão do nervo óptico e podendo levar a sérias alterações no campo visual e até à cegueira. Quase 1 milhão de brasileiros têm glaucoma. O glaucoma é mais uma das várias doenças oculares que pode ser diagnosticada em seu estágio inicial pelo oftalmologista e, assim, evitar danos mais graves à visão. Para isso, todos nós, crianças e adultos, devemos ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano. No caso do glaucoma, os riscos são ainda maiores porque é uma doença que não apresenta sintomas, ou seja, muitas pessoas enxergam bem, mas podem ter a pressão dentro do olho alta, comprometendo aos poucos a capacidade visual. Uma vez perdida a visão, esta é irreversível.

Exemplo de como fica a visão de uma pessoa com glaucoma

Os defeitos de visão de um olho são compensados pelo outro olho mascarando esta perda. Também mesmo quando o defeito é avançado, o cérebro complementa a imagem faltante com imagens adjacentes, tornando imperceptível para o indivíduo esta perda. Muitas pessoas, por saberem que o glaucoma compromete a visão periférica, pensam que podem avaliar esta perda tampando um olho e testando o seu campo de visão. Isso não basta! Na realidade, o campo visual que se perde inicialmente não é o temporal, ou seja, no canto direito do olho direito e no esquerdo do olho esquerdo, mas sim o nasal (do lado do nariz e que na maioria das vezes é ocultado pelo próprio nariz; lado esquerdo do olho direito e lado direito do olho esquerdo). Baseado neste teste feito de forma errada, o paciente se acha em perfeitas condições. O certo, o seguro para sua visão, é se consultar com o oftalmologista. E, nos dias atuais, o oftalmologista conta a seu favor com mais conhecimentos sobre o glaucoma e com o avanço da tecnologia que o ajuda a detectar a doença. Existe, por exemplo, um tomógrafo computadorizado para exame de fundo de olho, chamado OCT, que permite um estudo topográfico qualitativo e quantitativo do nervo óptico, possibilitando a documentação e o diagnóstico precoce do glaucoma. Devemos usufruir do conhecimento e da tecnologia para não sermos surpreendidos por esta doença, a maior causa de cegueira irreversível no mundo e que atinge, na maioria das vezes, os dois olhos. D


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veterinária

Dr. Lucas Bahdour Cossi CRMV-SP 18960 - Graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Araçatuba Residência em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais pela UNIRP Pós graduação Lato Sensu em Oftalmologia Veterinária pela Anclivepa-SP Mestrando pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Araçatuba

Cães também tem

Olho Seco

A

ceratoconjuntivite seca, mais conhecida como olho seco, uma doença comum em cães, pode ocorrer devido à deficiência da quantidade ou da qualidade do filme lacrimal, ou ainda por uma combinação de ambas. Esta afecção também pode ocorrer em indivíduos da espécie humana, gatos e equinos. No cão, a ceratoconjuntivite seca possui diversas etiologias, porém, acredita-se que a causa imunomediada seja a mais comum. Esta afecção é geralmente bilateral e apresenta como principais sinais clínicos o desconforto ocular, fotofobia (incômodo com a luz), blefarospasmo (piscar excessivo), prurido (coceira), opacificação da córnea (perda de brilho do olho), secreção ocular,

hiperemia conjuntival (olho vermelho), vascularização e úlceras de córnea. Inicialmente, os sinais são muito semelhantes aos de uma conjuntivite bacteriana, o que muitas vezes retarda o diagnóstico e o tratamento correto. É uma doença oftálmica progressiva podendo levar à cegueira se não tratada, principalmente pela pigmentação da córnea (manchas escuras), que impedem a passagem de luz. Qualquer raça pode apresentar a doença, mas as que apresentam maior predisposição são: Cocker Spaniel Americano, Shih Tzu, Buldogue Inglês, Schnauzer miniatura, Pug, Yorkshire Terrier, Pequinês, West Highland White Terrier e Boston Terrier. O diagnóstico da ceratoconjuntivite seca é baseado no histórico, nos sinais clínicos, e exames oftálmicos específicos como o teste lacrimal de Schirmer reduzido, um exame que mede a produção de lágrima. Na maioria dos casos, o tratamento clínico com uso de produtos tópicos como os agentes imunomoduladores, antiinflamatórios, antibióticos, mucolíticos e substitutos da lágrima, proporciona uma boa reposta. É uma alteração que não tem cura, porém seu controle pode proporcionar a manutenção da visão durante toda a vida do cão. Os casos que não respondem à terapia medicamentosa devem ser avaliados quanto a necessidade de submeter-se ao tratamento cirúrgico. D Serviço: 17 8114.4210 / 3308.0841 lucascossi@yahoo.com.br


Novos empreedimentos marcam o início do segundo semestre do

Riopreto Shopping Center

Publieditorial

foto Ricardo Boni

Presentes nos principais shoppings centers do país, várias franquias são inauguradas no centro de compras rio-pretense, ampliando ainda mais o tenant mix

A

s inaugurações proporcionam para os clientes ainda mais opções de compras, variedades de produtos e serviços. O Riopreto Shopping Center é o centro de compras que mais reúne franquias na região Noroeste Paulista. Uma das principais novidades é ampliação de 800 metros quadrados da Renner – que se transformou em uma loja conceito Premium – só existem duas lojas desse formato

no Brasil – a do Riopreto Shopping Center e uma em Porto Alegre. Essa informação afirma o quanto o shopping é estratégico para a marca Renner. A Renner é a segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário do Brasil. Essa ampliação trouxe uma verdadeira remodelação, privilegiando o conforto e o mix de produtos. A renovação é completa, envolvendo layout de fachada, mobiliário e até a iluminação.


A franquia Milon também chegou para ampliar o mix de lojas com foco no público infantil. A Milon, marca de moda infantil com essência francesa e inspiração no charmoso lifestyle europeu. “A criança Milon é sofisticada e elegante, sem perder a inocência e doçura da infância. Sua mãe é moderna e romântica e busca peças que insiram seu filho nesse cenário de sonho, com muito charme e detalhes irresistíveis”, conta Taciane Martins Eichstaedt, presidente do Grupo Kyly. Apostando no forte crescimento comercial da região, a marca chega com sua loja conceito ao Riopreto Shopping Center. Ela traduz toda a essência européia, em um ambiente clássico e encantador. A marca possui mais 16 lojas próprias e está presente em mais de 4.000 pontos de vendas multimarcas no Brasil e no exterior. “A Milon está passando por um processo de abertura de lojas conceito, visando dar maior visibilidade à marca e proporcionar uma experiência única aos clientes. Acreditamos que através de uma atmosfera diferenciada conseguiremos transmitir a nossa essência”, justifica Jean Marie Ruiz, diretor de novos negócios do Grupo Kyly. Mais inaugurações No primeiro semestre, o shopping começou com a abertura da rede de franquias que trabalha há mais de duas décadas com joias confeccionadas em prata, com banho de ouro 18k ou rodium, a Anarella, que inaugura a sua primeira franquia em um centro de compras fora da região metropolitana de São Paulo. Atualmente, a Anarella conta com sete lojas nos principais shoppings centers de São Paulo e Campinas, entre eles Morumbi, Ibirapuera e Villa-Lobos. Com foco no clima quente da cidade, também chegou a marca It Beach, referência quando o assunto é sandálias para ir à praia ou simplesmente relaxar no final de semana. Aliando conforto, tendências de moda e bom humor, a It Beach desenvolveu uma sandália com design exclusivo com objetivo de a pessoa relaxar nos momentos de lazer. Para os amantes de cervejas, o Riopreto Shopping Center abriu a Mr. Beer - com unidades no Distrito Federal, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Essa franquia oferece mais de 180 rótulos de cervejas de vários países, inclusive as principais marcas artesanais brasileiras, que são sucesso entre os apreciadores da bebida. Outro des-

taque da nova franquia da Mr. Beer é o cardápio com salgados da famosa rede de padarias Benjamim Abrahão, que conta com diversas unidades na capital paulista. Já para os amantes de doces e salgados, foi inaugurada a Brigadella – fruto do investimento da dentista Márcia Ribeiro Oliveira, que fez da paixão pelos doces um excelente negócio após deixar a área da odontologia. A Brigadella é sucesso entre os apaixonados por brigadeiro, – o seu carro-chefe, – e apreciadores de doces, docinhos, bolos, tortas e salgados. As delícias da Brigadella do Riopreto Shopping podem ser saboreadas na própria loja ou encomendadas para festas, confraternizações e outros tipos de eventos. Para quem ama maquiagem, a novidade é a franquia da marca Contem 1g. O foco da loja é aperfeiçoar as técnicas de maquiagem de seus clientes, além de contar com uma linha incrível de maquiagem. Para isso, a todo momento é possível receber dicas de maquiagem para qualquer tipo de look. Também, neste ano, o Riopreto Shopping Center recebeu mais duas lojas conceitos – a Ponto Frio – sendo uma das únicas do país – e a Tim – que é única loja conceito da marca no DDD 17. Ainda no primeiro semestre, a Casa Costantini investiu em uma remodelação total de sua joalheria. Com um conceito europeu, o espaço tem arrancado elogios dos clientes, além da qualidade das joias – que seguem o que há de mais moderno no mercado joalheiro. Outra novidade foi a grife Program que atende às mulheres que buscam por confecções nos tamanhos 44 ao 54. A rede Program conta com mais de 10 anos de trajetória e tem cerca de 20 unidades em São Paulo e no Paraná. Os clientes da tradicional loja Panda também ganharam uma surpresa. A loja foi totalmente reformulada e até mudou de nome. Agora, é Joia Flor - que oferece semi-joias e bijuterias finas para o público feminino. Essa mudança foi realizada para atender ainda melhor os clientes do Riopreto Shopping Center, além de atrair novos consumidores. O novo lay out está mais adequado para a exposição das peças e facilita a visualização e a escolha do cliente. Ainda, este mês, será inaugurada na Praça I de Alimentação uma unidade da franquia Vivenda do Camarão – que traz uma variedade de pratos à base do fruto do mar mais adorado por todos – o camarão. D


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livro | cd | dvd

flaviana ribeiro

flaviana@revistadominios.com.br

DVD

Estamos Juntos Distribuidora: Imagem Filmes

A

s produções nacionais que vêm aparecendo nos últimos anos têm surpreendido até quem não gosta de filme brasileiro. “Estamos Juntos”, novo filme de Toni Venturi, é um (ótimo!) exemplo. Nele, a cidade de São Paulo é cenário e também personagem na vida de Carmen (Leandra Leal), uma médica residente que está em ascensão e tem uma carreira promissora pela frente. Tudo vai muito bem, obrigada, quando claro... vem a puxada de tapete! Sim, é chavão, poderia cair facilmente num dramalhão mexicano, mas calma – o filme vale a pena! A partir da descoberta da doença, Carmem passa a enxergar uma inversão de valores de visão de mundo e da vida. A médica vira paciente; e de egoísta vira solidária. Ao lado da jovem está Murilo (Cauã Reymond, que mandou muito bem no filme!), um amigo de infância que por ser gay e não aceito pela família, sai de casa à procura de espaço. Confesso que eu não conhecia muito bem o trabalho da Leandra Leal, mas ela conseguiu conferir uma sinceridade singular para esta jovem médica que descobre um mundo muito maior do que imaginava. Um filme bacana, prá assistir calma e prestar atenção nos detalhes – na história da jovem médica Carmem e também na vida à sua volta!

CD

Soul Wash Ben L’oncle Soul Gravadora: Motown LIVRO

Não sou mulher maravilha Autora: Cláudia Campos / Editora: Scortecci

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aí, no mês dos pais, eu resolvi ler um livro que conta a história de uma mãe. Aproveitei um pedacinho das minhas férias para terminar “Não sou mulher maravilha”, da santista Cláudia Campos. A leitura segue uma narrativa não-linear então, é só abrir e pronto – mesmo sem conhecer a Cláudia, fica fácil se reconhecer nas linhas que contam as histórias da Dona Alba (mãe da autora), da Laís ou do Luan (filhos da Cláudia) e de muita gente que passou pela vida da escritora. Não se engane - não é uma biografia! Sabe aquela conversa na mesa, com bolo, café e um punhado de causos? E são tantos personagens que todo mundo acaba se achando em alguma das muitas situações retratadas na obra. A dor e a preocupação de lidar com a mãe que fica doente de repente; a “ginástica” para apresentar o namorado novo aos filhos; as peripécias para entrar como “Policarpo” no hospital; os desafios no mundo corporativo e o jogo de cintura para lidar com a sinceridade infantil. Tem um bocadinho de tudo isso. Ah, sim... Quem é o Policarpo? Pra saber, passe um café e sente com a Cláudia para ouvir (ou melhor, ler!) esta história! Você vai rir e também se emocionar! =)

M

eu primeiro contato com Ben L’oncle foi um clipe com a versão soul da música “Seven Nation Army”, do White Stripes. No melhor estilo Temptations, este francês de apenas 22 anos me ganhou na hora! No mesmo dia consegui o álbum completo e descobri tudo sobre Benjamin Duterd – agora, Ben. Acredite, depois de assistir ao clipe, você também vai sair atrás do disco – que não decepciona! “Soul Wash” foi lançado pela Motown, gravadora que já teve nomes como Jackson Five, Stevie Wonder e Marvin Gaye. A grande sacada do cantor foi transformar música pop em soul de forma surpreendente. Letras como “I Kissed a Girl” (Kate Perry), “Barbie Girl” (Aqua) e Crazy (Gnarls Barkley) ganharam uma nova roupa e ficaram simplesmente perfeitas! Quem curte o melhor da soul music da década de 50/60, vai adorar o casamento dos timbres, o chiado (mesmo que falso) do vinil e a cara de “mofo moderno” que o disco tem. E mesmo quem não conhece ou não curte nada disso, descobrir um disco muito bem gravado, muito fácil de ouvir e apaixonante. Vale espiar os clipes na internet e depois ouvir o CD inteiro, sem parar!


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é tudo verdade

romildo sant’anna

Moda da pinga

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m extenso e saboroso gênero do cancioneiro popular são as cantigas de patacoadas. Expressam sintomas do carnavalismo brasileiro. Nessa linha, em 1929, Cornélio Pires compôs “Jorginho do Sertão”, a primeira moda caipira gravada em disco. Conta, anedoticamente, as peripécias de um “rapaizin de talento” que, numa carpa

de café, recusou casar-se com três solteironas. Fizeram-se emblemas dessas canções de pilhérias artistas satíricos e parodísticos como Alvarenga e Ranchinho, Jararaca e Ratinho. Qualquer pessoa medianamente culta conhece estrofes da “Moda da Pinga”, recolhidas por Inezita Barroso. Descrevem em flashes o trajeto de um pinguço, por meio de evocações. Disse-me Inezita que, ao gravá-la em 1953 (o lado “b” foi o primeiro registro de “Ronda”, de Paulo Vanzolini), recebeu cartas reclamando a autoria de uma ou outra das estrofes. Sua casa, nessa época, era frequentada por intelectuais e artistas paulistanos de grande prestígio como Mário de Andrade, Sérgio Buarque de Hollanda, Vanzolini, Lourival Gomes Machado, Antônio Cândido... Não esqueçamos que “identificação cultural” é um efeito de ressonância, o reconhecimento em nós da manifestação do outro. Faz acreditar que o que não é nosso, pertence-nos por afinidade. Tentando conter os reclamos de autorias, Inezita pediu a Paulo Vanzolini que escrevesse mais uma estrofe, a ser enxertada entre as demais, em gravação posterior. Fazendo emergir o que brota do sentimento do povo, e que o caracteriza como extraordinário poeta, o doutor em zoologia por Harvard atendeu a amiga. Mas outras missivas clamaram pela posse dos versos até então inéditos. Realizada no linguajar “errado” do povo, “Moda da Pinga” contém algumas das mais saborosas e pitorescas imagens da música popular brasileira. Impossível esquecê-las em deliciantes picardias, efeitos sonoros e visuais: “Venho da cidade, já venho cantano... venho pros caminho, venho trupicano, chifrano os barranco, venho cambetiano. E no lugar que eu caio, já fico roncano, oi, lái! Cada veiz que eu caio, caio deferente, meaço pa trás e caio pa frente, caio devagar, caio de repente, vô de rodopio, vô deretamente, mas seno de pinga, eu caio contente. Pego o garrafão e já balanceio, que é pa mor de vê se tá memo cheio, não bebo de veiz porque acho feio, no premero gorpe chego inté no meio, no segundo trago é que desvazeio, oi, lái!”. Este torneado de sentidos se constrói num palavrear singelo e que “desmancha na boca” – como diria Gilberto Freire. Mais que “representação”, é “manifestação da cultura”, etnomúsica. Autoria? Quem fala é a voz coletiva, o discernimento sentinte, querente, pensante da gente brasileira. É a seiva rural com suas paixões, angústias e desejos. “Moda da Pinga” exprime o fervor estético do viver simples, modesto. Consubstancia o permanente das raízes que fizeram do sertão, o sertão, do Brasil, o Brasil. Animoso e guapo de nascença. Oi, lái! D



Revista Domínios - Ed. 169