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XV 168 julho 12 Gratuita

é meu

herói! ele chegou onde queria: ser compositor de música popular a escola dos sonhos falso verde


editorial

Em agosto comemoramos o Dia dos Pais. Esta data ganha força e importância pela evolução do papel do pai na família e na sociedade. Nas sociedades européia e americana o homem tem dividido com a mulher as responsabilidades da casa e da família. No começo do século passado o homem tinha apenas a responsabilidade de prover a família e a mulher a responsabilidade de cuidar da casa e da educação e criação dos filhos. Nos últimos 110 anos essa relação vem se transformando. Hoje, a mulher em muitos lares divide e por vezes até assume totalmente, a responsabilidade de prover a família com o seu trabalho, e o homem tem percebido a necessidade de assumir tarefas domésticas. Essa situação melhora o convívio dos filhos com os pais, eles participam mais das dificuldades e alegrias das crianças, criam um elo afetivo muito melhor e mais saudável. A mulher passou também a dividir a educação dos filhos com a escola. Desde muito cedo os pequeninos são levados a berçários, creches e escolinhas infantis. É necessário portanto muita atenção na escolha de onde deixar o seu filho. A Domínios nesta edição aborda estes dois temas tão polêmicos na vida da família e inclui mais uma figura na relação familiar, os tios. Leitura imprescindível é a entrevista com Peninha, ele nos conta sua trajetória musical e o que esta preparando de especial para a festa de 15 anos da revista. Boa leitura! Genny C. Zarzour e Valéria Garcia

Photo  Luba V Nel Matéria  É meu herói!

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sumário

DOMÍNIOS

®

A MELHOR SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO

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comportamento

É meu herói!

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ANO XV EDIÇÃO 168 julho DE 2012 Distribuição Gratuita

música

Ele chegou onde queria: ser compositor de música popular

condomínios 08 Acontece Aqui

andanças 32 O novíssimo JK Iguatemi

sustentabilidade 38 Falso verde

Itália

36 moda Estampas para um inverno de altas temperaturas

42 cotidiano Super tios

oftalmologia 46

48 clicks Malu Rodrigues

52 transformações

Presentes | Serviços

Cuide da energia da sua casa

dermatologia 54

56 odontologia

Terapia de indução percutânea de colágeno

social 58 Nenê Homsi

veterinária 62 Displasia Coxofemoral: o que é isso?

A escola dos sonhos

22 diário de bordo

Cuide dos seus olhos e das lentes

dicas 50

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educação

O sorriso e a felicidade

60 Artes Estilo e técnica em suas obras

64 homeopatia A força vital

é tudo verdade 66 O Foca

MISSÃO: Ilustrar, divertir, informar e facilitar a vida do leitor. Publicação mensal exclusiva da PLANO EDITORA R. Américo Gomes Novoa, 670d – 17 3201.4100 – S. J. do Rio Preto/SP EDITORA RESPONSÁVEL: Valéria Garcia • EDITORA DE ARTE: Genny C. Zarzour JORNALISTA RESPONSÁVEL: Malu Rodrigues MTB 44.529-SP • REVISÃO DE TEXTO: Marina Morabito Arroyo DIRETORA DE MARKETING: Valéria Garcia • COMERCIAL: Valéria Garcia • Lucinei Mazzei PROJETO GRÁFICO: Plano Editora • DESIGNERs: Betinho Silva • Rosane Viana • COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Carol Soler • Cris Oliveira • Daniela Baptista • Deise Zuliani • Flaviana Ribeiro • Francisco Roberto Cosenza • Dr. Hamilton Funes • Dr. Heitor Bernardes Cosenza • Dr. José Fernando Godoy • Dr. José Luiz Gleriani • Larissa Moscheta • Dr. Leonardo Ferreira • Malu Rodrigues • Nenê Homsi • Romildo Sant’Anna • Dr. Sidney D’Andrea • Dra. Silvia Strazzi • Sylvia Santini • Toca Gonçalves • Valéria Garcia ATENDIMENTO AO LEITOR: dominios@revistadominios.com.br • IMPRESSÃO: 9.000 exemplares • DISTRIBUIÇÃO: diretamente em todas as residências dos condomínios parceiros da revista em Rio Preto e Mirassol, 300 pontos na cidade e região, devidamente protocolados . *As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando a opinião da Editora. ** A Revista Domínios é propriedade exclusiva da Plano Editora, a reprodução de suas matérias, fotos e anúncios sem a devida autorização estará sujeita às penalidades previstas por lei.

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Redes sociais.


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condomínios

Figueira Colaboradora: Bebel Mauad

A grande festança já é uma tradição. Alegria, diversão, muita comida gostosa e música boa. Com dedicação e esmero, a comissão de festas cuidou dos detalhes tornando este evento memorável.

Green Park Arraiá bão é assim! Muita animação, boa comida, bebidas quentinhas para aquecer o frio e muitos prêmios. A tradicional Festa Julina no condomínio agregou moradores e convidados em uma bela festança que teve a renda revertida para a Instituição Madre Tereza de Calcutá. Muito bem organizada pela comissão de festas e com vários patrocinadores, proporcionou muita alegria e a interação entre os participantes. O ponto alto foi a bateria de fogos!


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condomínios

Damha III Colaboradores: Ricardo e Estela

Em 23 de Junho o condomínio, realizou uma mega festa Junina, onde participaram mais de 1500 pessoas com muita agitação e alegria. A festa teve renda beneficente para as diversas instituições que puderam montar as suas barracas e vender seus quitutes. O show da Banda Billy & Bill animou a noite do início ao fim, contagiando a todos, especialmente Gualter João Augusto e Maria Cristina de Godoi Augusto, o casal mais animado, que dançava sem parar! A Diretoria, em conjunto com o Presidente da Associação Damha III, agradece a todos os funcionários que se dedicaram integralmente ao trabalho, com o objetivo de realizar uma festa perfeita para os moradores.


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COMPORTAMENTO

CAROL SOLER

É meu herói!


A figura paterna é importantíssima para a construção da identidade das crianças. Ser pai é, realmente, muito mais do que participar. É educar para o mundo.

foto Jodielee

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egundo os rígidos códigos de antigamente, a figura do pai possuía função extremamente educadora e disciplinadora. O pai representava segurança e era o alicerce financeiro da família. Hoje, por mais que os valores da sociedade mudem e os papéis dentro de casa se invertam, com as mulheres assumindo o posto de chefes de família, a nossa cultura ainda tem arraigada em seu pilar a figura paterna. O pai continua sendo o ponto de sustentação para os filhos, embora atualmente ele esteja mais disponível para a criançada: leva e busca no colégio, ajuda nas tarefas escolares, brinca, leva ao médico e até cozinha! “Meu pai trabalha o dia inteiro e chega só à noite em casa. Mas, todos os dias, é ele quem faz o almoço para mim. No começo, era engraçado vê-lo na cozinha, todo atrapalhado com a comida. Hoje, ele é super experiente e faz o melhor arroz e feijão do mundo. Ele também está presente quando preciso de ajuda nas tarefas da escola e nunca está cansado para brincar comigo. É meu paizão”, conta Rodolfo Alonso, de 11 anos. A terapeuta holística Deise Zuliani explica que a presença do pai é de extrema importância para a construção da identidade da criança. “A figura paterna é fundamental na vida da criança desde a fecundação, pois já há consciência a partir da formação do coração. Nessa fase ela já é capaz de sentir a presença e o amor dos pais, o quanto ela é bem vinda e aceita, e isso vai fazer toda a diferença na vida dela. O pai representa a segurança, o apoio, é a base da formação da estrutura emocional de um ser. Quando isso é bem preparado, a criança amadurece com toda a nutrição emocional que necessita para se desenvolver em todas as fases da vida. Até os 7 anos, é fundamental o apoio, o amor, a dedicação, o amparo, enfim, a presença do pai em todos os sentidos, não apenas fisicamente”, conta.


COMPORTAMENTO

CAROL SOLER

A criança que tem o pai presente em sua vida cresce com muito mais segurança, confiança e elevada autoestima. Muitos pais, para compensar a ausência ou o pouco tempo que ficam com os filhos, dão muitos presentes e não conseguem dizer “não” para as crianças. Isso é perigoso, conta Zuliani. “Hoje, com a vida moderna e estressante que vivemos, é necessário ficar atento à qualidade do tempo que se passa com os filhos. Quando a vida profissional do pai é exaustiva e desgastante, principalmente no pouco tempo que resta para estar com os filhos, é comum compensar isso com presentes. Muitas vezes, o sentimento de culpa o impede de colocar limites e não conseguir dizer ‘não’. Isso gerará insegurança e refletirá na adolescência uma série de conflitos como rebeldia, comportamentos agressivos, depressão e até dificuldade de decidir por uma profissão”, explica. Para os pais que trabalham durante todo o dia, os pequenos gestos contam? Pode apostar que sim. O ideal seria que a qualidade e a quantidade andassem juntas, mas, quando isso é complicado, o tempo curto precisa ser compensado da melhor forma possível. O psiquiatra José Luiz Gleriani explica que o certo seria aliar qualidafoto Flashon Studio

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de e quantidade. “Embora todos nós vivamos num modelo socioeconômico onde é preciso trabalhar para se manter, o correto é dedicar mais tempo aos filhos. A ausência, tanto do pai quanto da mãe, é catastrófica. Fica um vazio. A família é um núcleo importantíssimo. O pai representa uma contrarregra, um esteio, um protetor. É o mestre-sala protegendo a porta-bandeira, o equilíbrio do yin-yang da pessoa”, afirma. Mas há quem drible esse obstáculo e, mesmo com o tempo curto, torne a convivência com as crianças uma espécie de aventura. O publicitário Junio Grandizoli, de 27 anos, conta que seu pai era caminhoneiro e que, para ficar mais tempo ao seu lado, levava-o em suas viagens país afora. “Quando eu era criança, meu pai gostava de me levar para viajar em seu caminhão. Para mim era sempre uma aventura diferente! E, claro, uma oportunidade única de passar mais tempo com ele”. O coordenador de eventos Paulo Torres, de 32 anos, é outro exemplo. Ele conta que sua vida atribulada não lhe permite o tempo que gostaria para ficar com seu filho Nicolas Merigue Torres, de 10 anos. Por conta disso, não abre mão de pequenos momentos para passar o maior tempo possível ao lado do filho. “Faço questão de levá-lo à escola todas as manhãs e almoço com ele todos os dias. Isso é sagrado para mim. Como estou de férias da faculdade, aproveito este tempo também para ficar com ele. Fazemos tudo juntos”, conta. Que o diga Nicolas, que não vê a hora do pai chegar em casa para a diversão começar. “Eu e meu pai fazemos brincadeiras muito legais. Jogamos vários jogos de vídeo game e subimos em muitas árvores.” Existe receita? A mudança dos paradigmas familiares também se aplica aos pais de primeira viagem. Hoje, eles querem participar mais da rotina dos pequenos e aproveitam para dar sossego às mães. “Dou banho, troco, faço mamadeira, dou remédio, coloco para dormir. Acordo duzentas vezes durante a noite se for preciso! E brinco muito. Muito mesmo! Nada é mais gratificante do que ver cada gesto, esperar ansiosamente cada momento. O primeiro sorriso, a primeira risadinha, o primeiro gatinhar, o primeiro passinho, disputar se a primeira palavrinha vai ser papai ou mamãe. Meu amor por ela é imensurável”, conta o vendedor Alexandre de Caires, de 32 anos, pai coruja de Antonella, de 1 ano e 9 meses.


COMPORTAMENTO

CAROL SOLER

“Ninguém substitui a figura do pai. Tudo o que acontece nos primeiros anos de vida marca a personalidade de uma criança.”

Segundo Gleriani, nos primeiros dois anos de vida, é muito importante a presença do pai na vida da criança. “A ausência nesta fase pode ser considerada de natureza gravíssima. Ninguém substitui a figura do pai. Tudo o que acontece nos primeiros anos de vida marca a personalidade da criança. O vazio, no futuro, será preenchido com alguma adicção”, explica o psiquiatra. A terapeuta Zuliani também acredita que a falta da identidade paterna faz com que a criança fique sem referência masculina na vida e, diferentemente do que se pensa, isso não é compensado por outra figura, seja um avô ou um tio. “Lógico que quando se tem outro apoio masculino é sempre melhor, mas não supre a figura do pai. A rejeição e o abandono causam estragos emocionais muitas vezes irreparáveis, refletindo em várias áreas da sua vida, até mesmo profissional e financeira. É muito comum quando se tem a ausência do pai, seja por separação ou morte, a mãe assumir ambos os papéis. Isso não supre a falta paterna, por isso é importante esclarecer à criança a real situação, não importa a idade que ela tenha. Isso dará mais segurança e menos cobrança no futuro”. O pai é um espelho dentro de casa e, para educar, é preciso dar o exemplo. O que vale não é apenas falar, é fazer também. As crianças observam muito mais o comportamento do que as palavras. A diretora de mídia Ana Botós, de 21 anos, conta que seu pai é um ótimo exemplo dentro de casa e que, desde criança, se espelha nele em tudo o que faz. “Desde a minha infância tenho experiências incríveis com meu pai. Ele me compreende, apoia, aconselha, me faz rir, chorar e até brigamos de vez em quando, mas sei que ele faz tudo para me ver feliz. Nos últimos anos, tenho tido um motivo a mais para me inspirar e me orgulhar dele, pois, todo domingo, ele passa a tarde no hospital caracterizado de palhaço, levando alegria e esperança para as crianças que estão internadas.

foto Luba V Nel

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‘Dividir’ meu pai com essas crianças é uma sensação inexplicável. Admiro cada uma de suas atitudes e me espelho, para que no futuro eu possa ser igual a ele”. O pequeno Artur Hernandes, de 7 anos, também quer ser igual ao pai ‘quando crescer’. “Meu pai me pega para passear quase todos os dias, me ajuda nas tarefas da escola e joga bola comigo. Foi ele quem me ensinou a amarrar o cadarço do meu tênis. Quando crescer, quero ser igual a ele”. Podemos dizer que existe receita para ser um bom pai? “Amor”, enfatiza Gleriani. “Não tem receita melhor do que o amor. Ele envolve atenção, carinho, paciência e dedicação, comportamentos essenciais para a formação saudável de um ser. É preciso cuidado para não cometer o erro de suprir a falta com presentes e mimos materiais. A criança precisa se sentir amada e acolhida, segura e protegida. Isso forma a base emocional para o resto da sua vida e das suas futuras gerações, pois damos o que recebemos. E, se na infância recebemos amor e atenção, é isso que vamos refletir e dar ao mundo à nossa volta”, completa Zuliani. D


música

CRIS OLIVEIRA

divulgação

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Ele chegou onde queria: ser compositor de

música popular “ter Saudade até que é bom, É melhor que caminhar vazio, A esperança é um dom Que eu tenho em mim, eu tenho sim...” Sonhos

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m dos momentos mais esperados da festa que marca os 15 anos da Revista Domínios é o show com Peninha. Cantor e compositor, tem orgulho em dizer que sempre viveu de música, gravando seu primeiro disco, um compacto, em 1972, mas foi em 1977 que o sucesso começou a lhe sorrir. E mais, ele declara que chegou onde queira: ser compositor de música popular. Nascido Aroldo Alves Sobrinho, Peninha ganhou esse apelido ainda criança, devido ao porte físico franzino. Muitas de suas músicas alcançaram sucesso nas vozes de grandes interpretes da música brasileira. Fábio Júnior gravou “Alma Gêmea”; Sandra de Sá e Tim Maia gravaram “Sozinho”; Caetano Veloso gravou “Sonhos” e incluiu “Sozinho” em seu CD “Prenda Minha”, que levou disco de diamante. Daniel, Alexandre Pires, Roberta Miranda, Paulinho Moska também têm composições de Peninha em seus repertórios. Afinal, ele tem mais de 300 obras gravadas por diversos intérpretes. Todo esse talento musical foi reconhecido através de prêmios, entre eles: Sharp de Música – Melhor Disco em 1991; Melhor Música “Alma Gêmea” em 1995; e Melhor Música “Sozinho” em 1997. Também conquistou o Prêmio Qualidade Brasil 1999, na categoria Compositor; e Troféu Imprensa de Melhor Música, com “Sozinho”, também em 1999.

Casado, pai de cinco filhos, e dono de uma simplicidade peculiar aos que conquistam o sucesso, graças ao comprometimento que mantém com seu trabalho, ele falou com a nossa reportagem. Acompanhe: Domínios  Como cantor e compositor, é nítido seu talento para criar. Você começou compondo ou cantando? Peninha  Na verdade eu comecei como cantor. Naquela época (anos 60/70), era muito comum participar dos festivais. E assim como grandes talentos da nossa música, eu também comecei assim. Depois que veio o trabalho como compositor. D.  Você prefere compor ou cantar? P.  As duas coisas são legais. Compor é uma coisa mais solitária, espiritual. Cantar também é espiritual, mas não tão solitário. Eu, particularmente, tenho uma ligação muito forte com a atividade de compor. D.  Quando falamos desse processo criativo, talento é nato ou se lapida? P.  Eu não sei se o que eu tenho pode ser chamado de talento, mas sei que é algo que nasceu comigo. Só que paralelo a isso é necessário estudar, melhorar, lapidar. Porque você precisa disso, e o público também. Mas quando você já tem alguma coisa para dizer, acaba dando tudo certo.


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música

CRIS OLIVEIRA

D.  Depois de tantos anos de carreira, podemos dizer que você chegou onde queria? P.  Eu acabei virando o que queria ser: um compositor de música popular. Me considero um cantor romântico, que beira o brega (risos). Mas acho que deu tudo certo. Às vezes as pessoas pensam que não, porque o trabalho do compositor, que é o meu lado mais forte, é realmente um pouco anônimo. E meu comportamento particular também é meio de “bicho do mato”. Mas meu trabalho me deixa bem feliz. D.  São tantas vozes que já cantaram suas músicas. Como é sua relação com esses intérpretes? P.  É uma relação normal e profissional. São pessoas que eu admiro o talento e gosto de ouvir cantando minhas músicas. Mas não são pessoas que fazem parte da minha vida cotidiana, não somos amigos de frequentarmos a casa uns dos outros. É uma boa relação, mas profissional. D.  Quem ainda não gravou uma música sua e que você gostaria que gravasse? P.  Difícil dizer. Muita gente boa já gravou minhas canções. Acho que o Roberto Carlos é alguém que eu gostaria que gravasse uma música minha.

“Quantas vezes no seu canto Em silêncio você busca O meu olhar E me fala sem palavras Que me ama, tudo bem Tá tudo certo De repente você põe A mão por dentro E arranca o mal pela raiz Você sabe como me fazer feliz...” – Alma Gêmea “Eu tenho meus desejos e planos, secretos Só abro pra você, mais ninguém... ...Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida Fala que me ama, só que é da boca pra fora...” – Sozinho

D.  Quando falamos em composição musical, de onde vem a inspiração? P.  Não sei como explicar isso de forma exata. Mas por exemplo, “Sonhos” fala de um amor da época, quando eu tinha 18, 19 anos. “Alma Gêmea” é para um grande amor, já em outra fase da vida; “Sozinho” foi inspirado em um amor vivido pela minha filha. Para mim música é assim, ela vem, se instala e quando você percebe, já está pronta. D.  Quais os ingredientes que uma música precisa ter para ser sucesso? P.  Se está tudo muito bem, a música não vem. É necessário estar em um momento de mudança, estar sangrando. E mais do que isso, ter alguma coisa para dizer. E quando você tem alguma coisa para dizer, muitas pessoas param para te ouvir. D.  Tem alguma música que quando você acabou de fazer pensou “essa vai ser sucesso”? P.  “Alma Gêmea” eu senti isso. E quando eu ouvi a interpretação do Fábio Júnior, eu tive certeza. A música acabou sendo mais dele do que minha. Já “Sozinho”, tinha sido gravada pela Sandra de Sá e pelo Tim Maia, mas estourou mesmo em um momento em que eu já não esperava. Eu não sabia que o Caetano tinha gravado. Tomei um susto quando a ouvi na rádio, e na voz dele, a música se tornou um sucesso avassalador. D.  Você não irá cobrar cachê, neste evento, que é beneficente ao Lar Esperança. Sempre participa de eventos beneficentes? P.  Sempre que posso, eu participo. E não só eu, tem muito músico que faz isso. É uma forma de deixar as coisas melhores. D.  Como será esse show em Rio Preto? P.  No meu show eu canto minhas obras que as pessoas conhecem de outras vozes. E também tem uma seleção dos anos 60 e 70 e outras músicas que tenho certeza que todos se lembraram. Ou seja, um show para que as pessoas acompanhem, cantem e se divirtam. Estou esperando todos de São José do Rio Preto para essa grande festa. D


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diário de bordo

francisco Roberto cosenza

fotos francisco Roberto cosenza

Itália

“Aproveita-se até um pequeno terraço para ampliar o restaurante”


cinque terre

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oje o dia começa com a desgustação de um ovo cozido, como fazia minha avó. É a confirmação das nossas raízes. De trem, fomos conhecer Cinque Terre, nome dado a um acidentado trecho da Riviera da Liguria, onde se pede para não ir de carro e sim de trem ou barco. Escolhemos o trem, que rapidamente cobre o trecho de 51 km até Monterosso del Mare e mais 9 km até a última das cinco cidades, que é Riomagiore. A intenção foi fazer a pé o percurso dos 9 km de volta, principalmente, o primeiro trecho até Manarola, conhecido pelo Caminho dell’Amore, construído por volta de 1900, com deposição de pedras retiradas da construção dos túneis da estrada de ferro. Visitamos a cidade, com suas construções sobre os penhascos, como se eles quisessem pular no mar e imaginamos como vivem as pessoas, tendo a pesca como principal instrumento de trabalho e agora também o turismo. Sentimos a energia boa do local, mas começou a chover, o que apressou nosso retorno por trem. Passamos por Vernazza, Corniglia, Manarola, muito parecidas entre si. Descemos em Monterosso del Mare, uma cidade organizada, com construções de dois a quatro pavimentos. Suas sacadas com floreiras coloridas e, nas ruas, belíssimas hortênsias. Aproveita-se até um pequeno terraço para ampliar o restaurante, colocando ali uma mesa charmosa. Munidos de capas e guarda-chuvas, continuamos explorando a pequena cidade onde encontramos um restaurante típico da Ligúria para almoçar e tomar uma taça de vinho de Cinque Terre.


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francisco Roberto cosenza

fotos francisco Roberto cosenza

GENOVA Fomos de trem de Rapalla a Genova. Encontramos uma metrópole de 900 mil habitantes, de onde partiram a maioria dos navios que levaram para o Brasil os imigrantes italianos, inclusive meu avô. Naquela época, a travessia Genova/Santos demorava 30 dias. A arquitetura impressiona, com suas fachadas genuínas, diferentes da região de Cinque Terre, onde impera o estilo “Trumpe L’Oeil”. A capital é mais rica que o interior. Percorremos a Via XX Settembre e a Via Roma. Na sua congruência localiza-se o Palácio de Ducale e a sede da administração da Ligúria. Nestas ruas, com construções completamente remodeladas, mantendo a arquitetura de suas fachadas, fizeram lojas com interiores extremamente modernos. Elas têm seu trânsito organizado, levando-nos a pensar como fizeram isto acontecer? São José do Rio Preto já está um caos. Chegamos à conclusão que o transporte público e o tarifamento das áreas centrais é a solução. Os carros estão perdendo a vez e os orgãos públicos precisam se preocupar com o transporte coletivo, eficientes e seguros. Na Itália, o caminho percorrido pelo trem não é medido por quilômetros, mas por minutos… Maravilhoso! O Centro Velho é bastante movimentado, com ruas estreitas, ficando os edifícios suntuosos, dos antigos palácios, para os departamentos da administração pública. D


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educação

daniela baptista

A escola dos

sonhos

“Antes eu estudava apenas para as provas, sobre assuntos que nem eram de meu interesse. Agora é diferente, chego com vontade de aprender” Rafaela


“Eu adoro esta escola. Aqui somos livres para expressar nossos sentimentos.”A pequena Paola, de 11

“É

aqui que eu gostaria de ter estudado”. Este é o sentimento de grande parte das pessoas quando visitam a escola Maria Peregrina, no bairro Cecap, em Rio Preto. A metodologia de ensino é baseada na Escola da Ponte, do educador José Pacheco, de Portugal e prioriza a individualidade de cada aluno respeitando seu ritmo. O diferencial aparece logo na entrada. Quem apresenta a escola para o visitante são os próprios alunos que entendem bem a proposta de ensino e sabem exatamente o que fazem e por que. A aluna Rafaela, de 10 anos, que já estudou em uma escola tradicional, é uma entusiasta do método de ensino: “Antes eu estudava apenas para as provas, sobre assuntos que nem eram de meu interesse. Agora é diferente, chego com vontade de aprender”. A pequena Paola, de 11, complementa: “Eu adoro esta escola. Aqui somos livres para expressar nossos sentimentos”. Mas o que tem a Maria Peregrina de tão diferente das outras? A resposta é “tudo”! Assim como na Escola da Ponte, não existe separação por séries nem salas de aula. “Os próprios alunos escolhem o que querem aprender e como”, explica a coordenadora pedagógica e idealizadora da escola, Mildren Lopes Wada Duque. Ela explica que se um aluno quer saber sobre o Titanic, por exemplo, ele faz uma pesquisa sobre o tema e os professores (que são chamados de tutores) orientam o estudo, inserindo conteúdos curriculares correspondentes ou ainda mais avançados de várias matérias. Eles seguem os parâmetros Curriculares


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educação

daniela baptista

Outros murais complementam a educação como o “Meus pedidos” que contém os desejos deles. Em um deles o pequeno Davi escreveu: “Quero um picolé de alegria com recheio de brincadeiras”.

Nacionais definidos pelo MEC – Ministério da Educação – mas vão além. Dessa maneira eles aprendem Geografia (onde foi construído o navio), História (quando), Física (sobre o empuxo que afundou o Titanic), entre outros. Quando se interessa por um assunto o aluno é orientado a pesquisar primeiro nos livros e, em seguida, nos computadores da escola. Só depois disso, se necessário, ele procura ajuda dos tutores. Além disso, os próprios alunos auxiliam uns aos outros durante o aprendizado. Através do mural “preciso de ajuda” o aluno expressa sua dificuldade e pode ser ajudado pelos tutores ou mesmo por colegas que saibam mais sobre o tema. Outros murais complementam a educação como o “Meus pedidos” que contém os desejos deles. Em um deles o pequeno Davi escreveu: “Quero um picolé de alegria com recheio de brincadeiras”. Visitas fora da escola são muito comuns. Para aprender sobre animais, por exemplo, os alunos vão até o bosque. “Eles já visitaram também o Sesc para aprender sobre teatro, o Planetário, Biblioteca, o Parque Ecológico, tudo voltado para o aprendizado”, explica Mildren. Outro ponto forte da escola é a cultura e esporte, que são incentivados nos projetos de pesquisa (realizados pela manhã) e também a tarde onde acontecem aulas de violão clássico, literatura, balé, caratê, inglês, educação física. “Atualmente estamos montando uma orquestra de sopros”, explica Mildren.

Através do mural “preciso de ajuda” o aluno expressa sua dificuldade e pode ser ajudado pelos tutores ou mesmo por colegas que saibam mais sobre o tema.

Os resultados comprovam a eficácia do método. Com apenas nove anos, o pequeno Jean, portador de paralisia cerebral não só aprendeu a tocar flauta como compôs a própria sinfonia: “A sinfonia do Jean”, ele diz. Outra aluna, Samira também de nove anos, superou a dificuldade em ler e escrever após a visita de um cordelista que apresentou à aluna o mundo do cordel. Hoje ela é autora de vários poemas. “Focamos nosso trabalho nas competências dos alunos e não apenas no conteúdo. Quando nos perguntam sobre o vestibular, digo que isso faz parte da vida e que preparamos os alunos para tudo, inclusive sobre este processo seletivo. Além disso, ensinamos o respeito ao próximo, responsabilidade e a saber se relacionar em grupo, que é uma das exigências do atual mercado de trabalho”. Um dos sonhos da coordenadora é ver as crianças formadas e bem sucedidas nas profissões que escolheram: “Pode ser que elas não escolham fazer faculdade, mas isso é um direito delas e temos que respeitar”. O dia na Escola Maria Peregrina começa cedo. Alguns pais deixam seus filhos às 6h da manhã e vão para o trabalho. Às 8h as atividades começam com missa na própria capela da escola. Quem não for católico não é obrigado a participar, mas mesmo assim a adesão é grande. Em seguida eles partem para o desenvolvimento das pesquisas e fazem uma pausa para o lanche. O almoço também é servido na própria escola e antes de irem embora, às 17h30 é servido outro lanche. “É preciso que o aluno fique durante o dia todo para desenvolver a parte cognitiva (raciocínio e pensamento) e também a parte afetiva, criatividade e inteligências múltiplas”.


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educação

daniela baptista

As atividades são realizadas basicamente em um espaço amplo, com cadeiras e carteiras agrupadas mas a escola conta também com salas de informática com computadores conectados à Internet, biblioteca, sala de leitura e parque com área verde (onde no futuro será construída uma fazendinha com animais). Apesar de se basear no projeto da escola da Ponte, a Maria Peregrina tem características próprias: “O próprio Pacheco nos disse para não seguirmos o modelo de Portugal pois aqui temos nossas particularidades que devem ser respeitadas”. Mesmo assim, a cada dois meses, a esposa do idealizador da escola da Ponte, Maria de Fátima Pacheco, a “Fatinha” nos visita e orienta os trabalhos. “O Pacheco também vem de vez em quando para nos ajudar. Atualmente ele percorre o Brasil oferecendo assistência a diversas escolas que se espelham na Escola da Ponte”. A escola Maria Peregrina é particular e católica, mas os pais não têm nenhuma obrigação financeira nem religiosa. Alunos de todas as religiões são aceitos. A única exigência é a aquisição do uniforme e material escolar. A receita vem em parte de uma subvenção da secretaria da cultura e dos eventos realizados pela escola como bazar, feijoada e também pelos empresários e pessoas físicas através do FINES (Fundo de investimento na escola dos sonhos). “Dessa maneira temos total liberdade para implantar o melhor método para os alunos e agregar as famílias”. Este é outro ponto forte da escola. Os pais e responsáveis têm papel ativo na educação das crianças. São feitas reuniões em plantões pedagógicos individuais nos quais tutores e família partilham informações sobre o desenvolvimento do aluno. Além disso, existe o evento “Domingo da Vida”, realizado uma vez por mês no qual todos os pais se reúnem para um almoço comunitário onde assistem as apresentações artísticas dos filhos. Até mesmo para ingressar na escola Maria Peregrina os pais passam por triagem: “Costumo dizer que os pais são os primeiros matriculados”. Se necessário, cada família recebe um acompanhamento pessoal com visitas em suas casas. Como o número de vagas é limitado, são priorizadas as famílias que têm mais necessidade e que entendem e aprovam o método pedagógico: “Os pais têm que estar dispostos a participar”, explica Mildren. Uma das mães que participa ativamente é Mônica Petna Cerozzi Hilário. Com dois filhos na escola, Isabela de 11 e Pedro Henrique de 8, ela visita a escola com frequência

para acompanhar os estudos dos filhos: “Acho fantástica a proposta e acho maravilhoso ver meus filhos de idades diferentes aprendendo juntos assuntos de interesses deles”. Ela conta que precisou adequar alguns conceitos de disciplina e organização em casa para “falar a mesma linguagem da escola”, o que facilitou muito a convivência. Para o futuro ela espera que sua filha estude na Maria Peregrina até a faculdade. Como tudo começou O embrião do que seria a escola Maria Peregrina começou em 2003, com um trabalho desenvolvido por Mildren, com um grupo de jovens na cidade de Guaíra. Nessa época ela já trabalhava com as aptidões individuais e com as famílias deles. Em 2006, em Rio Preto, ela utilizou este conceito para ajudar a fundar a escola Maria Peregrina e somente depois conheceu o projeto da Escola da Ponte, de José Pacheco. “A partir daí fomos aperfeiçoando o método de ensino, utilizando alguns conceitos da Escola da Ponte e desenvolvendo nossas próprias ideias”. Quem administra a escola é a mantenedora “Missões Maria Peregrina”. Atualmente a escola atende 63 alunos com idades entre 6 a 11 anos. São 16 professores contratados e demais funcionários para limpeza, administração, serviços gerais e cozinha. Já existem projetos de expansão para o ano que vem com a abertura de mais 12 vagas e construção de novas salas. D “Adote” um estudante Se você se interessou pela proposta de ensino e quer ajudar uma criança a estudar na Escola Maria Peregrina é fácil. Participe do FINES (Fundo de Investimento da Escola dos Sonhos). Através dele é possível contribuir mensalmente com no mínimo R$ 15,00 (pessoa física) ou R$ 50,00 (pessoa jurídica). Basta preencher seu cadastro você receberá o boleto e um informativo relatando as atividades que aconteceram na escola. Participe! Entre em contato no fone 17 3021.9478 ou visite a escola na Rua Francisco Rodrigo de Freitas, 184, Cecap.


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andanรงas fotos Toca gonรงalves

toca gonรงalves

tocagoncalves@revistadominios.com.br


O novíssimo

JK Iguatemi A TRANSPARÊNCIA DAS PAREDES E TETOS DE VIDRO TRAZ O HORIZONTE DA METRÓPOLE PARA DENTRO DO SHOPPING

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heguei em São Paulo no final de semana prolongado, do feriado de 9 de Julho, e o assunto em todas rodas era um só: o recém inaugurado Shopping JK Iguatemi. As imagens do projeto arquitetônico que circulavam pela imprensa e pelas redes sociais como Instagram e Facebook eram bem interessantes e já tinham despertado minha curiosidade. Some-se a isso todo o falatório gerado nos noticiários, pelo impasse com a Prefeitura de São Paulo, que proibiu seu funcionamento às vésperas da abertura. Lojas de grifes internacionais e restaurantes renomados com funcionários contratados já a postos, porém impedidos de funcionar durante dois meses, o que causou um prejuízo sem precedentes. Após ouvir tantos comentários, achei que deveria incluir o JK Iguatemi em meu roteiro paulistano. E lá fui eu conferir para a Domínios. Naquela área da cidade, a Vila Olímpia, nota-se mesmo que São Paulo e o Brasil mudaram. A paisagem está tomada por altos edifícios envidraçados, moderníssimas torres espelhadas que refletem o céu e tudo o que está em volta. Nesse cenário meio futurista, uma atmosfera de desenvolvimento acelerado, sinais de alto poder aquisitivo e de negócios milionários. Como era de esperar naquela região, o trânsito é mais do que caótico. E grande parte dos carros de luxo que circulavam por ali na tarde do feriado, dirigiam-se ao novo empreendimento. O JK Iguatemi me surpreendeu por sua aparência externa não ser nada suntuosa. Para um shopping com tantas marcas de luxo, há até uma certa simplicidade em sua fachada. Tudo ali é claro, predominam as linhas retas e o visual é bem clean. Nada de anúncios e há ausência total de detalhes supérfluos ou qualquer ornamentação. Dois grandes cubos brancos e mais um em vidro, aparecem em destaque, e ao nível dos olhos uma extensa parede revestida de material brilhante. Não fosse pelo discreto letreiro em relevo onde se lê JK Iguatemi, passaria tranquilamente por mais um daqueles edifícios comerciais ultra modernos da região. Antes de entrar dei uma olhada para o entorno e constatei que o novo shopping foi ali construído, também pelo elevado poder aquisitivo da vizinhança. Da calçada planejada, com canteiros bem cuidados, entra-se direto para o contemporâneo edifício. Resultado disso era a cena pitoresca que presenciei: um

vira-lata, desses que andam abandonados pela rua, passeava tranquilamente sobre o limpíssimo e branco piso de mármore do hall, enquanto os seguranças, com walkie-talkies nas mãos, tentavam a todo custo desviar o pequeno animal para a saída. Um a zero para o bichinho, que dava baile nos funcionários e insistia em continuar no bem-bom dos confortáveis corredores com ar condicionado. Muita gente circulando, casais, famílias inteiras, pessoas com seus cachorros que assim como eu, pareciam ávidos pela novidade. Era mesmo um bom programa de feriado ir admirar a arquitetura e o design, apreciar todo aquele bom gosto e observar as pessoas que lá desfilavam. Todos olhavam para todos, uma espécie de quem é quem em um cenário de sofisticação. Ao contrário da fachada despretensiosa, o interior do novo shopping JK Iguatemi impressiona. O que chama a atenção no primeiro momento é a luminosidade. A predominância do branco e a incidência de luz natural que parece invadir cada centímetro do edifício dá uma sensação de tranquilidade. O projeto foi, sem dúvida, propositalmente concebido de dentro


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andanças

toca gonçalves

fotos Toca gonçalves

para fora. A transparência das extensas paredes e tetos de vidro parecem trazer o skyline da cidade de São Paulo para dentro do shopping. A integração com os edifícios vizinhos e o horizonte da metrópole faz-se presente o tempo todo, não só nos corredores mas também no interior de algumas das lojas. Na parte dos fundos da Livraria da Vila, um grande painel envidraçado deixa à mostra todo o bairro do Morumbi, de onde se vê em primeiro plano, o emblemático edifício da antiga Daslu, o qual futuramente fará parte do novo empreendimento. No atrium – o grande vão que se abre no interior do edifício – parapeitos de vidro ultra reforçados possibilitam a total visão de todos os andares e faz do novo shopping center um glamuroso espaço cênico. Não era por acaso que algumas pessoas, com celulares e câmeras fotográficas, procuravam ali o melhor ângulo

para obter uma bela foto. Em cada andar há um confortável café. Sobre um deles, completamente lotado, grandes cubos de acrílico leitoso fazem as vezes de luminárias e atraem o olhar para aquela interessante solução. Ao contrário do que se imagina, existem lojas para todos os bolsos, desde as populares até as mais aguardadas e exclusivíssimas grifes internacionais, como Dolce&Gabbana, Burberry e Van Cleef & Arpels. Já a Bulgari, Prada e Chanel ainda estavam cobertas por tapumes com fotos provocantes e anunciavam para breve sua inauguração. Um dos grandes diferenciais do JK é o grande terraço ao ar livre, com confortáveis chaises e guarda-sóis em meio ao requintado paisagismo, que funciona como um lounge, tem vista para o extenso gramado do Parque do Povo, o tradicional reduto verde dos moradores endinheirados da região e estava repleto de jovens. O novo centro de compras é também high tech e está conectado aos clientes através de aplicativos e recursos para smartphones e tablets, onde se pode por exemplo, localizar o carro no estacionamento, saber das novidades do shopping e conferir a programação dos cinemas. As salas Cinépolis, com filmes em 4D tem instalações para gerar vinte diferentes efeitos e sensações durante as projeções, tais como vento, cheiros, água e iluminação. Enfim é um espaço inovador e com um projeto arquitetônico arrojado, que com certeza, merece uma visita. Quando me dirigia à saída, diante de uma pequena loja com a frente em tom de verde oliva, uma grande fila tinha se formado. – “Deve ser alguma promoção” – ouvi de um casal que se aproximava. – Não, não era. A famosa patisserie parisiense Ladurée, que existe desde 1862, também esta lá e causa sensação com sua primeira loja no Brasil. A vitrine de vidro bisotê e interior decorado em estilo retrô, com lustres de cristal e nuvens pintadas no teto, parece que remete à infância. Seus tradicionais macarons, doces de forma arredondada e de todas as cores possíveis, estão expostos na vitrine e no balcão da loja. Feitos de farinha de amêndoas, são a especialidade da região de Lorraine, na França. O recheio é de nozes, amêndoas ou avelãs. Tem casquinha por fora e são macios por dentro, com sabor e textura únicos. E lá fui eu também para o final da fila. Quase impossível resistir ao charme do JK Iguatemi e seus apelos de consumo. D


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moda

larissa moschetTa

larissa@revistadominios.com.br

Estampas

para um inverno de altas temperaturas Gabbana floral boucle

Use e abuse dos casaquinhos de sarja estampados, eles têm o “peso” certo para nossas temperaturas incertas…

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Floral Top Shop

Black Floral blazer da Glamorous

ulho, oficialmente estamos em pleno inverno. As propagandas mostram finais de semana nas montanhas, taças de vinho tinto sendo degustadas em frente a lareira acompanhandas de um fondue de queijo, mas o sol não para de brilhar. O que usar neste clima tão louco, que tenha a elegância do inverno e a alegria do verão? Para nós mulheres, é indispensável uma roupa nova e mesmo em tempos de crise não abrimos mão de estar na moda. Seguem então algumas idéias do que comprar e que poderá ser usado até a próxima estação. Use e abuse dos casaquinhos de sarja estampados. Eles têm o “peso” certo para nossas temperaturas incertas... Nas estampas, as flores aparecem grandes e bem coloridas e os motivos animais misturam-se a elas, são blazeres, jaquetas e boleros com mangas até o cotovelo, perfeitos para as temperaturas atuais. Para combiná-los é muito fácil, seguimos a regra da compensação, um item com muitas cores e o restante da produção em tons neutros e lisos. Uma boa dica para deixar a produção mais jovem é usar o casaqueto com os primeiros botões abertos deixando à mostra um top colorido, que combine com uma das cores da estampa. Fica lindo, leve e muito alegre, vale a pena experimentar. Com certeza ainda teremos dias de frio. A verdade é que o calendário há muito não segue as estações estabelecidas por datas ditadas por nós, o frio acontece em agosto e muitas vezes temos dias gelados em setembro, mas se a intenção é usar algo “agora”. A melhor opção é iluminar a produção com cores de verão e mangas de inverno. Abraços e até o mês que vêm! D


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sustentabilidade

malu rodrigues

Falso um anúncio que cite a sustentabilidade deve conter apenas informações ambientais que possam ser verificadas e comprovadas

verde N

o ano de 2008, a Shell publicou um anúncio de página inteira no “Financial Times”, que dizia “Nós investimos os lucros de hoje, nas soluções de amanhã”. A peça foi proibida e a Shell acusada de fazer propaganda enganosa sobre tecnologia verde. Este fato teve repercussão mundial e alertou consumidores dos seus direitos. No Brasil, o Conar – Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária, divulgou, há um ano, o novo código para publicidades “verdes”. De acordo com o Conselho, um anúncio que cite a sustentabilidade deve conter apenas informações ambientais que possam ser verificadas e comprovadas, que sejam exatas e precisas.


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sustentabilidade

malu rodrigues

“Um serviço ou produto pode demonstrar ser ambientalmente responsável pela forma como é produzido,vendido ou embalado.” Além de condenar todo e qualquer anúncio que estimule o desrespeito ao meio ambiente, o Código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça estritamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância. Mas como diferenciar o falso marketing verde de iniciativas reais, para reduzir impacto ambiental? De acordo com Delcéro Ravazzi, secretário de meio ambiente do PV Rio Preto, o marketing verde só é eficaz quando as empresas investem em três importantes ações: ser genuíno, educar os clientes e proporcionar-lhes colaboração. “Um serviço ou produto pode demonstrar ser ambientalmente responsável pela forma como é produzido, como é vendido ou embalado. Mas a fidelização pelo consumidor só vai ocorrer, quando comprovado o benefício”, diz o ambientalista. Delcéro lembra ainda, que a transparência é a palavra da vez no mercado. A internet é hoje uma grande aliada do consumidor que pode pesquisar sobre a empresa e o produto em questão. “É importante visitar o site, conhecer os projetos que a empresa desenvolve e estar atento às mídias sociais que aos poucos, estão se tornando canais mais eficientes que os SACs. Isso vale para todos os produtos, desde um empreendimento imobiliário, roupas e alimentos entre outros”, diz o ambientalista. A economia verde ainda carece de regulamentação e fiscalização pelo Estado. A maioria dos selos ou certificados de procedência é conferida por instituições e organizações internacionais, ligadas a ONGs ou centros de pesquisas. No Brasil, a população tem recorrido ao Código de Defesa do Consumidor, considerado um dos mais completos do mundo, e a Justiça, quando solicitada, tem sido favorável à sua aplicação. “A responsabilidade pelas informações divulgadas é da empresa, conforme prevê o artigo 6° do Código de Defesa do Consumidor. O Código garante ainda, o direito à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, bem como sobre os riscos que apresentem", finaliza Delcéro. D


cotidiano

malu rodrigues

Super tios A família é a unidade mais importante de um grupo social. Através dela, nós formamos nosso entendimento em relação à vida e todas as coisas com as quais interagimos durante nosso desenvolvimento. Os valores transmitidos no ambiente familiar tornam-se os tijolos básicos da formação do indivíduo. Quando a família prioriza a união e cooperativismo entre seus membros, essa experiência tende a se repetir nas gerações futuras Alexandre Caprio, psicólogo cognitivo-comportamental, afirma ainda que famílias unidas, ou irmãos que estejam fortemente ligados, estão sempre presentes na vida um do outro, dando apoio em momentos difíceis e comemorando cada conquista ou fase que a vida oferece. “A participação e o afeto acabam sendo estendidos aos filhos de um irmão, quando eles chegam. O tio – ou tia – torna-se um segundo pai, acrescentando brincadeiras, passeios, longas conversas e uma nova rede de repertório à criança”, diz o profissional.

Só quem tem uma super tia ou tio sabe o que isto significa. “Eu tenho um super tia, a tia Maria, ela não é só minha. É minha e de meus irmãos e primos. Ela é cuidadosa, amorosa, zelosa e orgulhosa de todos nós. Somos todos perfeitos. Hoje, minha super tia está com mais de 70 anos e mora bem longe. Mas continua perto, não só do coração”. Apesar de quase cega ela consegue saber notícias nossas pelo facebook. Não que ela tenha uma página, mas sempre arruma alguém para “fuçar” para ela, mandar um recado, dizendo que está com saudades e espera nossa visita. Sinto-me culpada e com saudades, mas nunca arrumo tempo. Por outro lado a minha irmã, que não é só minha irmã, é também a super Tia Célia, visita tia Maria de vez em quando”. A tia Célia é a pediatra Célia Regina Rodrigues, 51 anos, com muitos sobrinhos, de verdade e mais os sobrinhos todos, que ela atende. “Na casa da tia Célia tem um poste na varanda que todos os sobrinhos, hoje adultos, universitários ou formados, ainda adoram. A Tia Célia media e marcava a altura de cada um deles enquanto cresciam. Lá no poste tem várias marcas com os nomes de cada um, ano a ano registrando a infância e a adolescência”. Claro que o amor natural é sentido pelas crianças, não se faz uma super tia, ela nasce super tia. Super tia Célia, tem orgulho de ser tia-avó, não tem netos ainda, mas tem sobrinhos netos. Para estes, um novo poste na varanda, registrando o crescimento e marcando momentos que nunca mais serão esquecidos na casa da Tia Célia. Tia Batatinha é a chefe de cozinha Roberta Murcia Antoniassi, de 31 anos. Ela tem quatro sobrinhos ainda pequenos, Pedro Henrique, 9 anos, João, 6 anos, Eduardo, 7 anos e Enzo, 10 meses . Joga bola, joga vídeo game, vai ao cinema, come hambúrguer e batata frita, brinca de carrinho, vira criança com os meninos. Tia Batatinha conta rindo que nunca mais conseguiu apagar suas velinhas de aniversário, pois os meninos estão sempre ao seu lado e são eles que apagam as velinhas. Momentos, que são rituais felizes.

foto Lightkeeper

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cotidiano

malu rodrigues

foto Andres Rodriguez

Quando vão para a casa da tia e ficam mais tempo do que o combinado e não tem roupa para trocar, os meninos tomam banho e colocam camisetas da tia. Adoram. Acham a tia linda. O que Roberta sente pelos sobrinhos, “um amor tão grande que não consigo explicar”. A psicóloga Márcia Cristina de Oliveira Bossoni diz que o motivo que leva as pessoas a serem super tios ou tias está diretamente relacionado às suas características. Geralmente são pessoas amorosas, afetivas e que se doam, porém, a principal característica de bons tios está na importância que dão ao convívio familiar. “Pessoas que foram criadas por uma família unida geralmente serão bons tios, pais e avôs. O bom relacionamento entre os pais da criança e o tio ou tia também é imprescindível e indispensável”, diz Márcia Cristina. Alexandre Caprio afirma que a atenção e o carinho independem do fato do tio ter ou não filhos. Quando ambos têm filhos, os primos acabam crescendo juntos. Mas quando o tio não tem crianças em casa pode vir a concentrar mais energia e atenção nos sobrinhos, tornando-se um companheiro sempre presente. Na adolescência, o tio pode trazer a vantagem de se tornar confidente em temas mais delicados, como a sexualidade. Muitas vezes, o jovem sente-se pouco a vontade para tratar de questões dessa natureza diretamente com os pais. Um super tio pode fazer toda a diferença na hora das transformações. “A aceitação nesta fase pode requerer atos corajosos, como apostar corridas de carros, motos, uso de drogas e até mesmo prática de delitos. Quando bem amparado e aceito dentro da família, a busca por aceitação social, natural nessa fase da vida, é suavizada, e com isso, o jovem seleciona melhor os grupos com o qual irá interagir. O tio torna-se o amigo com quem se pode contar em qualquer hora, e suas orientações são gradativamente valorizadas”, diz Caprio. E se você não sabe o que sente uma super tia ou tio aí vai uma frase que corre as redes sociais e é perfeita: “Amo ser tia porque só uma tia pode dar abraços como uma mãe, guardar segredos como uma irmã, aconselhar como uma amiga e permitir como uma avó”. D


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oftalmologia

Dr. Luciano Fochi Garcia CRM 78.611 – Oftalmologista do HO Redentora, especializado em lentes de contato, catarata e estrabismo.

Cuide dos seus olhos e das lentes Inverno e tempo seco exigem cuidados com os olhos e as lentes de contato

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a estação mais fria do ano, não podemos nos descuidar! As baixas temperaturas, aliadas à poluição e ao tempo seco, podem causar ressecamento dos olhos e pode ser agravado pelo uso constante de computadores, exposição ao vento, ao sol ou a ambientes fechados com ar condicionado. Não há como se proteger as 24 horas do dia. Outro problema comum nessa época é a conjuntivite alérgica, que costuma aparecer também em pessoas que usam lentes de contato, principalmente após alguns anos de uso. Felizmente há como controlar esses problemas: olhos secos devem ser sempre hidratados, assim como anti-histamínicos devem ser usados para alergia. É importante procurar o oftalmologista, que irá indicar o colírio mais adequado. Lembre-se: colírios são medicamentos e têm contraindicação. Lavar sempre as mãos e evitar coçar os olhos também são ações importantes para evitar contaminação ou lesão ocular. Quem usa lentes de contato deve ter cuidado redobrado! Olhos ressecados ou uma alergia não tratada impedem uma boa adaptação das lentes. Reservo aqui atenção especial para as lentes de contato, porque cada vez mais pessoas optam por usá-las, moti-

foto Vladimir Sazonov

vadas por fatores estéticos ou prática esportiva, ou ainda por indicação médica para se obter melhor correção visual possível. Mas lembre-se: cada caso é um caso! Hoje, as lentes de contato são cada vez mais específicas. Existem lentes tóricas gelatinosas para o astigmatismo e lentes bifocais gelatinosas para vista cansada. Há também as lentes one day. Como o próprio nome sugere, são lentes para usar apenas um dia. Descartáveis, confortáveis e convenientes, dispensam obviamente a limpeza diária e o armazenamento. São bem indicadas para quem faz um uso ocasional de lentes e não quer ficar se preocupando com produtos de limpeza. Ao decidir-se por lentes de contato, é fundamental que a pessoa consulte o oftalmologista porque ele irá orientá-la sobre a melhor opção de lente para seu caso. O siliconehidrogel, por exemplo, é um material com o qual são feitas lentes gelatinosas e que possibilita o uso por muitas horas, inclusive durante o sono, sem prejuízo à saúde ocular. É muito superior ao hidrogel (lente gelatinosa convencional), principalmente no que diz respeito à alta permeabilidade ao oxigênio (principal nutriente da córnea) e à menor aderência de depósitos (proteínas e cálcio, por exemplo), presentes na lágrima ou até bactérias e fungos. Houve também uma evolução nas lentes rígidas, consideradas ainda, a primeira escolha em algumas situações por propiciarem melhor visão do que as gelatinosas. Pensando no bem estar e saúde ocular da população, o Conselho Federal de Medicina publicou a resolução 1965/2011, a qual determina que a indicação, adaptação e acompanhamento do uso de lentes de contato são atos EXCLUSIVOS do médico. Pense portanto, nos benefícios das lentes de contato e na independência dos óculos. Procure um especialista e veja se você tem bom perfil para usá-las. Aproveite o que a tecnologia tem a lhe oferecer. D


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clicks

malu rodrigues

malurodrigues@revistadominios.com.br

fotos Luis Soares

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De filho pra Pai A Costantini Joalheria recebeu novidades das marcas mais clássicas do mundo. Para os homens mais exigentes, peças fabricadas artesanalmente graças ao know-how e ao talento artístico de relojoeiros e designers que contribuem para criação de peças únicas.

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tendência Anote este nome, Omar Rosário, estilista rio-pretense que apresenta uma concepção diferenciada. Sua marca prioriza a exclusividade e a maneira fiel que sustenta seu conceito de inovação. Tendência pura no mercado de luxo.

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1- A médica Regina Aurora Rosário comemorou sessenta anos este mês • 2- Rogério e Érika Darakjian 3- Merli Diniz • 4- Sueli Sosso 5- Cris Lopes • 6- Fernando e Cecília Darakjian • 7- Célia Accorsi


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Dicas

Velocidade que

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transformações

Deise Zuliani

deisezuliani@revistadominios.com.br

Graduada em Administração de Empresas – Universidade São Judas Tadeu - SP Pós graduação em Gestão de Terapias Holísticas Vibracionais – UniRadial - SP

Cuide da energia da

sua casa

faça limpezas periódicas nos armários, não guarde objetos que não tenham mais utilidade, Não amontoe coisas pelos cantos, principalmente nos quartos, pois o local onde dormimos é sagrado.

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soas foram prósperas, se não houve falência, se o local não fica próximo a lugares como cemitérios, hospitais, redes elétricas, para não afetar a saúde do ambiente. Algumas regras são básicas para melhorarmos a energia da casa e o astral das pessoas. Faça limpezas periódicas nos armários, não guarde objetos que não tenham mais utilidade e recicle. Não amontoe coisas pelos cantos, principalmente nos quartos, pois o local onde dormimos é sagrado. O ambiente da casa está ligado diretamente ao estado de espírito das pessoas. Pessoas apegadas, complicadas, depressivas, normalmente refletem na organização da casa e isso afeta diretamente a vida profissional, financeira e afetiva. No estudo do Feng Shui aprendemos como harmonizar as energias de um ambiente. Através da bússola medimos os pontos cardeais e utilizando o famoso ba-guá dividimos a casa em 9 ambientes: trabalho, relacionamento, família, prosperidade, saúde, sucesso, amigos/clientes, criatividade/filhos e espiritualidade. Esses são os 9 setores primordiais para nossa vida e a casa reflete isso. Quando organizamos, curamos ambientes doentes, harmonizando-os com cores e elementos específicos de cada área, restaurando o equilíbrio energético da casa e consequentemente melhorando os setores da nossa vida. Aprenda a harmonizar sua residência. Em 25/08 realizaremos um evento para quem quiser harmonizar sua casa ou empresa. Com a planta baixa do local em mãos, você aprenderá, na prática, como equilibrar e ativar os 9 pontos essenciais. Reservas pelo telefone e e-mail abaixo. D

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uem não ama chegar em casa depois de um dia exaustivo de trabalho, de tantos afazeres ou de uma longa viagem? É como se fôssemos acolhidos pela energia materna, como um abraço de mãe, um ambiente em que nos sentimos seguros e protegidos. A famosa frase “lar doce lar” traduz muito bem o significado da nossa casa, por isso é importante preservarmos a saúde do nosso lar. Quando entramos em um ambiente bagunçado, sobrecarregado de móveis, bugigangas, coisas espalhadas, a sensação é ruim, parece que o ambiente está “carregado”. Muitas vezes até nos sentimos pesados, sonolentos e bocejamos muito. Ambientes assim mostram como está a parte emocional das pessoas e, normalmente, suas vidas são complicadas. Cuidar da energia do nosso ambiente é primordial para mantermos a ordem e a saúde na nossa vida. Os chineses, há 5 mil anos, já estudavam os lugares onde vivemos, a importância de respeitar a natureza e desenvolveram uma sensibilidade para perceber o local e a sua energia. Estudaram a energia planetária, os pontos cardeais, a energia do sol, dos animais, das plantas e criaram o Feng Shui, estudo que hoje é levado a sério por muitos países, por grandes indústrias, bancos e companhias. Diferente do que muitos imaginam, ele é fundamentado em estudos profundos e de muitos anos de pesquisas, nada tem de religião ou crendices. Se observarmos, na nossa cidade existem muitos lugares que não dão certo, estabelecimentos que abrem e fecham muito rapidamente, nada funciona ali. O Feng Shui diz que se você for comprar ou alugar um imóvel, pesquise o que já existiu ali, se as pes-

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Serviço: Deise Zuliani – 17 9777.2908 – deise_terapias@hotmail.com

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dermatologia

Dra. Sílvia Regina Strazzi

silvia@revistadominios.com.br

CRM 57.976 – Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Pós Graduação no Hospital Saint Louis de Paris, França

Terapia de indução percutânea de

colágeno

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Terapia de indução percutânea de colágeno trata-se de um estímulo mecânico à produção de colágeno pela pele, realizado por meio do rolamento de um cilindro com pequenas agulhas, que provocam microlesões na pele. O aparelho utilizado é conhecido como Dermarroler, e vem sendo cada vez mais utilizado para o rejuvenescimento da pele, juntamente com os tratamentos à laser. Atualmente esta técnica vem sendo associada à aplicação tópica de ativos, o chamado Drug Delivery, onde os canais abertos na superfície da pele proporcionariam um caminho mais rápido e efetivo para a penetração de ativos na derme. Após o procedimento, a pele passa por três processos: Inflamação, Proliferação celular e Remodelação do colágeno. Com este tratamento a quantidade de colágeno da pele pode dobrar, melhorando a textura, flacidez e rugas finas. As principais indicações deste tratamento são o rejuvenescimento facial, rugas e linhas de expressão, cicatrizes leves de acne e algumas estrias. Também o melasma pode ser tratado, associado à aplicação tópica de um novo ativo despigmentante, o ácido tranexâmico. Pode ser realizado em consultório, apenas com anestesia tópica em creme, aplicada 40 minutos antes, e o pós procedimento é tranquilo, sem formação de crostas ou escurecimento da pele, podendo o paciente retomar suas atividades normais já no dia seguinte. São indicadas 3 sessões, realizadas 1 vez por mês. Não é doloroso. Pode ser feito por homens e mulheres. D


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odontologia CRO 88.032 – Dr. Heitor Bernardes Cosenza Especialista e Mestre em Implantologia CRO 15.630 – Dr. Franscisco Roberto Cosenza Especialista em Prótese e Mestre em Implantologia CRO 15.636 – Dra. Silvânia Bernardes Cosenza Especialista em Odontopediatria e Periodontia

O sorriso e a

felicidade “O maior problema e o único que nos deve preocupar é sermos felizes” Voltaire

F

elicidade não tem a ver com dinheiro, não depende de conquistas, não está relacionada a fama e, muito menos, ao sucesso profissional. Este é o sentimento mais desejado do ser humano e está intimamente ligado a paz, a alegria, a liberdade. A forma mais simples de expressar a felicidade é o sorriso. Uma pequena dose de felicidade gerada na alma do indivíduo causa uma série de reações e movimentos. A musculatura da face começa a se elevar, as sobrancelhas sobem dando espaço ao olho, que se abre e mostra sua riqueza em detalhes. Ocorre uma reação em cadeia que pode gerar, inclusive, movimentos nos braços e no restante do corpo. Por fim, no momento máximo do sorriso, mostramos grande parte dos nossos dentes e gengivas. São eles que participam da estética da face durante o ato de sorrir. São os dentes capazes de nos tornar mais belos, colaborando

para uma face rica em detalhes e cores diferentes. A boca, durante um sorriso, ocupa quase um terço da área da face e tem papel fundamental na expressão da felicidade. Um indivíduo que apresenta dentes mal cuidados e falta de saúde gengival passará a ter sérios problemas e limitações ao expressar a sua felicidade. Dentes feios limitam completamente o ato de sorrir e causam dificuldades no convívio com as pessoas, gerando timidez e vergonha, sentimentos capazes de inibir a felicidade. É por isto que a estética talvez seja uma das áreas mais importantes da Odontologia e deve ser levada não só como uma especialidade que trata a aparência, como também, uma área relacionada com a saúde, afinal, este estado abrange o bem-estar físico, mental e social. A Cosenza Odontologia, em 35 anos de história, vem ajudando você a sorrir, melhorando a estética bucal. Com implantes osseointegrados, facetas laminadas, lentes de contato, restaurações diretas ou clareamento, estamos sempre empregando técnicas melhores para garantir que você saia sorrindo e possa expressar a felicidade quando bem entender. O melhor que podemos desejar a você é que seja feliz e uma boa forma de começar é sorrindo. Para sorrir, conte com a Cosenza Odontologia. D Serviço: R. Ondina, 286 – Redentora – 17 3235.2310 – www.co1.com.br


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social

Nenê Homsi

feijão maravilha A 20ª edição da Feijoada, a festa anual deste colunista, mais uma vez confirmou a fama que vem ostentando desde 1993: a de ser um acontecimento marcante no schedule social rio-pretense. Confiram algumas das fotos clicadas por Eloisa Mattos.


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artes

Sylvia Santini

Estilo e técnica em suas obras

B

árbara Moreira, decidida a mergulhar profundamente na carreira de artista plástica, está de endereço novo, especialmente para estudar na Escola de Artes Visuais (EAV), no Parque Lage no Rio de Janeiro. Esta escolha significa continuar seu aprimoramento, tanto na teoria quanto na prática, além do contato com renomados artistas. Bárbara recebeu menção honrosa no quarto Salão de Artes Plásticas desta cidade, em 2011. Em Rio Preto, recebeu aulas de conceituados artistas plásticos, na busca de vários estilos, para poder aprimorar sua própria técnica. Em 2006 foi para Barcelona fazer pós-graduação em Filosofia da Arte Contemporânea, na Fundação Joan Miró. Todo esse caminho percorrido, teve partida do seu curso Colegial, em Arkansas (USA), onde recebeu seu primeiro prêmio no concurso de arte da escola que frequentava. Os cursos específicos e experiência vivida em diferentes culturas, transformaram-se numa significativa série de obras, intitulada “Janelas”. Nela as cores criaram formas abertas para novas possibilidades. D

Serviço: barbarafmoreira@hotmail / 8115-8115 Sylvia Santini - 9111 4017 / 3231 9406


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veterinária

Dr. José Fernando Godoy CRMV-SP 27.185 – Formado na UNIRP – Centro Universitário de Rio Preto Pós-graduando do curso de Diagnóstico por Imagem da ANCLIVEPA SP – Associação dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo

Displasia Coxofemoral:

o que é isso?

A

displasia coxofemoral é a doença ortopédica hereditária mais comum nos cães. Ela pode surgir em qualquer raça, mas é mais comum nas raças grandes ou gigantes, como Rottweillers, Pastores e Filas, e principalmente em animais que tem um crescimento muito rápido. Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxofemoral, ou seja, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. Os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido à dificuldade para andar, o cão pode não mexer o membro e o músculo pode atrofiar. A displasia coxofemoral é geneticamente recessiva, por isso tanto o macho quanto a fêmea precisam ter o gene para passar as alterações para os filhotes. Mesmo assim, essa deficiência se tornou mais comum a partir do momento em que os proprietários cruzaram animais com este gene, sem se preocupar com a transmissão para os filhotes. Um cachorro que tem displasia coxofemoral pode viver uma vida normal mas não deve ser utilizado para reprodução. Se o filhote for normal, mas seus pais forem displásicos, não se deve utilizá-lo para reprodução, pois seus descendentes podem ter problemas. Para saber se um cão tem ou não displasia, basta realizar um exame muito simples. O diagnóstico é feito através de uma radiografia, com o animal deitado em decúbito dorsal (com a barriga para cima) e as patas traseiras esticadas para trás. Como a displasia pode provocar dores fortes e os animais mais afetados são grandes é necessário anestesiar o cão. Geralmente é feita uma anestesia curta, que dura de 10 a 20 minutos, acompanhado por um médico anestesista veterinário, tempo necessário para radiografar o animal. Existem diversas categorias de displasia coxofemural que são classificadas de acordo com a gravidade. Temos um quadro com estas categorias: aCategorias de Displasia Coxofemural aHD – (Categoria A): animal sem displasia aHD +/- (Categoria B): articulação quase normal

aHD + (Categoria C): displasia leve aHD ++ (Categoria D): displasia moderada aHD +++ (Categoria E): displasia severa O Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV) emite laudos de displasia coxofemoral. Para se conseguir um laudo é preciso: aA radiografia das articulações; aUma cópia autenticada do pedigree do animal; aUm termo de responsabilidade do veterinário; aUm termo de responsabilidade do proprietário. Para um laudo conclusivo este exame deverá ser feito no animal com 12 meses de idade. Nas raças gigantes, como o Dogue Alemão, São Bernardo, Mastiff e Mastin Napolitano, este exame deverá ser feito com 18 meses. Nos animais em que a tendência à displasia é grande podemos realizar exames preliminares a partir dos 7 meses de idade, para que o veterinário possa controlar a doença, impedindo que o cão sinta muita dor. Quando a fêmea tem displasia, as chances do filhote ter são grandes, mas podemos tomar alguns cuidados para que o quadro não se agrave: aNão deixar o filhote em pisos escorregadios; aColocar a fêmea e os filhotes num piso mais áspero, ou em placas de madeira, para que eles não escorreguem. aExercitar o filhote a partir dos 3 meses de idade, mas sem exageros. A natação é recomendada, pois exercita a musculatura sem forçar a articulação. aEvitar que o animal fique muito gordo. O importante é ter consciência e cuidar dos animais desde pequenos para prevenir problemas como esses. Um animal saudável, que visita o veterinário regularmente, está mais sujeito a ter uma vida longa e sem problemas. Na hora de comprar um filhote, principalmente das raças mais sujeitas, peça ao proprietário que apresente o certificado de displasia dos pais, para garantir que seu filhote não tenha este problema. E caso você já tenha um cão em casa, procure seu veterinário para realizar este exame tão simples e evitar que a doença se espalhe. D

Serviço: 17 3353.1393 / 7812.6734 / ID 936*23874 – R. Saldanha Marinho, 1929 – Boa Vista


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homeopatia

josé luiz gleriani CRM 58.814 - Psiquiatra Homeopata Especialista em Homeopatia e Medicina Quântica Membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria

A força vital “Aquilo que põe todas as coisas em atividade” foto Warrengoldswain

E

ste é o conceito “vitalista” de Aristóteles, filósofo grego, para Energia Vital. Ela é essencialmente um agente que ativa tudo e dá vida a todas as coisas e processos de nosso cosmo, inclusive nós. A compreensão da Energia Vital pelos povos pré-históricos era fundamentada na relação que tinham com o sol, a lua, os ventos e a água; ou seja com a natureza. Devido à forte influência desses aspectos sobre a saúde, a alimentação e a própria sobrevivência, muitos eram vistos como deuses ou demônios, dependendo do seu efeito. As tribos primitivas acreditavam que tudo tinha seu próprio espírito, que era a manifestação da Força Vital. Quando esses espíritos estavam em harmonia havia saúde e quando eles ficavam descontentes aconteciam as doenças. A natureza era vista como manifestação de forças sobrenaturais que controlavam a vida. Com o passar dos anos, a Física conceituou Energia Vital como matéria, forma, força, interação, meio, informação, campo, consciência, curvatura espaço/tempo e totalidade. O conceito essencial da Energia Vital é de que “tudo é inteiro por natureza”. Todas as formas e suas manifestações se integram numa unidade organizada que não pode ser dividida sem perder sua totalidade. A energia também pode ser observada e sentida como uma manifestação espiritual, isto significa que físicos e místicos a reconhecem, embora com linguagens diferentes. No plano espiritual, a alma é o princípio da organização da Energia Vital em nosso corpo. Ela está no âmago do nosso ser, é o ponto central irradiando energia, assim como o sol, cujas pulsações levam luz a todas as coisas. Muitas vezes a alma é vista como uma entidade separada do corpo, o que é um erro. Embora não dependa do corpo para existir, ela atua através da forma corpórea. O equilíbirio da Energia Vital é obtido pelo “Simillimum”, ou seja, a energia, o vazio, que cura o excesso de matéria (doença) que age no físico, baseia-se no mal pensar e no mal sentir, libertando a Espécie. Por isso, o homeopata não pode separar o espiritual do orgânico no homem, pois crê em sua unidade vital indissolúvel. Nada se pode enfermar no corpo se não se enfermar na mente e vice-versa. D

Serviço: conheça as personalidades homeopáticas acessando site: www.clinicaevolah.com.br / e-mail: josegleriani@clinicaevolah.com.br


é tudo verdade

romildo sant’anna

O Foca A

foca é bicho simpático das águas salgadas, faz festa nos aquários e sessões da tarde em geral. Dizem que é inteligente e faceira, mas nunca entendi o porquê daquela carinha de alegria: tem as barbatanas curtas e achatadas, e se locomove contorcendo o ventre. Feiamente, parece um desses seres em eterna transição anatômica. Seu nome, usado como substantivo de dois gêneros, designa também o/a jornalista em começo de carreira. Os dois mamíferos e vertebrados não teriam interesse nesta crônica, não fosse “o foca” a redenção viva da imprensa em geral. Tenho simpatia pelo foca. Sempre se incumbe das reportagens mais chatas e é depreciado entre os colegas. Eu mesmo fui um foca, nos idos da ditadura. O editor pautoume matéria no cadeião, com enfoque para a repressão aos detentos. Lá fui eu, três sábados seguidos, às 4 da tarde, vestido de coroinha, ajudar na missa que um padre italiafoto Yuri Arcurs

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no rezava no presídio. Não me lembro se consegui algo de interesse, mas voltava com um balde de cartas que os presos me confiavam, driblando a censura da chefia. Quando não envelopadas, lia-as por curiosidade irresistível. O foca é um eterno curioso, e essa é uma de suas qualidades mais fecundas. “Bluff Your Way in Journalism”, de Nigel Foster, sobre as maiores besteiras dos jornais, jornalismo e jornalistas (cito o título em inglês pra fingir que li no original; os que já foram foca têm recaídas e constantes surtos de foca!). Como dizia, o tal livro afirma que o foca-homem sofre sempre de acne terminal, o que parece verdade e suscita anedotas entre os mais velhos. Mas, por maldade, discriminação ou machismo, narra que a foca-mulher está sempre atenta contra o assédio sexual e, em muitos casos, fica frustrada quando isto não lhe acontece. Um dom agregado ao caráter do foca é a arrogância e presunção. Quando atende o telefone, é sempre curto e grosso. Seja qual for o assunto, dá sinais de entendido, um expert em tudo. Diante dos fatos que serão notícias, manifesta longos silêncios, como que a dissecar as segundas intenções dos personagens envolvidos. Ao entrevistar alguém, olha sua vítima com suspeitas. E quando redige seu texto, dá ênfase e registra entre aspas os tropeços e escorregões do entrevistado. Nesse ponto, há que se lhe acrescentar mais um toque de personalidade: o foca é quase sempre do contra e exerce a todo vapor o autoritarismo ingênuo dos novatos. O foca, mas foca mesmo, adora jargões da comunicação social nos cursos de jornalismo. Às pampas, emprega “hard news”, “lead”, “on”, “off”, “press release” e “briefing”. Mas o foca, foca mesmo, com os atributos que lhe parecem negativos, é o que vai tornar-se o profissional que se preza, o jornalista de honra. Incorpora a ação corajosa que só germina no fulgor da juventude. E se faz, no contexto imprensa livre e sem rabo preso, um dos atores mais extraordinários para a transformação do país. D


Revista Dominios - ed 168  

Revista Domínios, magazine, brasil, são josé do rio preto, plano editora

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