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XV 164 Fev/Mar 12 Gratuita

Emilia fala sobre o segredo do sucesso do colégio

Intelectus

Uma entrevista com Renata Ceribelli Valores: quais são os seus Saúde vs. Meio-ambiente


editorial

Esta edição foi feita especialmente para você, leitora. E para homenagear a mulher neste mês escolhemos a música “MULHER” de Erasmo Carlos, que retrata, magicamente, toda a força da mulher.

Dizem que a mulher É o sexo frágil Mas que mentira Absurda! Eu que faço parte Da rotina de uma delas Sei que a força Está com elas...

O outro já reclama A sua mão E o outro quer o amor Que ela tiver Quatro homens Dependentes e carentes Da força da mulher... Mulher! Mulher! Do barro De que você foi gerada Me veio inspiração Prá decantar você Nessa canção...

Vejam como é forte A que eu conheço Sua sapiência Não tem preço Satisfaz meu ego Se fingindo submissa Mas no fundo Me enfeitiça... Quando eu chego em casa À noitinha Quero uma mulher só minha Mas prá quem deu luz Não tem mais jeito Porque um filho Quer seu peito...

Mulher! Mulher! Na escola Em que você foi Ensinada Jamais tirei um 10 Sou forte Mas não chego Aos seus pés...

Boa leitura. Genny C. Zarzour e Valéria Garcia

Photo  Dimas - Marcelo Ringo Photography - 17 3353.1080 Veste  Madors - 17 3234.3534 Make-up  Studio Becker - 17 3212.8073

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sumário

DOMÍNIOS

®

A MELHOR SOLUÇÃO EM COMUNICAÇÃO

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capa

Emilia fala sobre o segredo do sucesso do colégio Intelectus

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ANO XV EDIÇÃO 164 fevereiro/março DE 2012 Distribuição Gratuita

entrevista

Uma entrevista com a entrevistadora

condomínios 08 Acontece Aqui

mito 26 Qual é o seu mito?

clicks 34 Malu Rodrigues

sustentabilidade 42 Saúde vs. Meio-ambiente

odontologia 48

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economia

Cenário 2012

22 comportamento Eu quero, eu posso, eu vou conseguir!

30 cotidiano Valores: quais são os seus?

36 andanças Cusco é Azul!

46 educação Como ter a certeza de que dominamos um idioma?

50 oftalmologia

Lábios finos e a boca murcha

Visão subnormal

animais 52

54 social

Glaucoma em cães

Nenê Homsi

artes 57

58 transformações

Arte primitivista

Rejeição!

jurídico 60

61 moda

Desistência do Consórcio

Plisser ou Plissê

dermatologia 62 Conselhos para evitar e tratar estrias

dicas 65 Presentes

64 livro/cd/dvd Flaviana Ribeiro

66 é tudo verdade Da intermitente morte

MISSÃO: Ilustrar, divertir, informar e facilitar a vida do leitor. Publicação mensal exclusiva da PLANO EDITORA R. Américo Gomes Novoa, 670d – 17 3201.4100 – S. J. do Rio Preto/SP EDITORA RESPONSÁVEL: Valéria Garcia • EDITORA DE ARTE: Genny C. Zarzour JORNALISTA RESPONSÁVEL: Malu Rodrigues MTB 44.529-SP • REVISÃO DE TEXTO: Loreni F. Gutierrez DIRETORA DE MARKETING: Valéria Garcia • COMERCIAL: Valéria Garcia PROJETO GRÁFICO: Plano Editora • DESIGNERs: Betinho Silva • Murilo Guilherme • COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Ana Maria P. Borges • Ayrton Vignolia • Carol Soler • Cris Oliveira • Daniela Baptista • Deise Zuliani Flaviana Ribeiro • Hamilton Castardo • Dr. Heitor Bernardes Cosenza • Dra. Jacqueline C. G. Fernandes Larissa Moscheta • Dr. Lucas B. Cossi • Malu Rodrigues • Nenê Homsi • Romildo Sant’Anna • Dra. Silvia Strazzi Sylvia Santini • Toca Gonçalves ATENDIMENTO AO LEITOR: dominios@revistadominios.com.br • IMPRESSÃO: 9.000 exemplares • DISTRIBUIÇÃO: diretamente em todas as residências dos condomínios parceiros da revista em Rio Preto e Mirassol, 300 pontos na cidade e região, devidamente protocolados . *As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando a opinião da Editora. ** A Revista Domínios é propriedade exclusiva da Plano Editora, a reprodução de suas matérias, fotos e anúncios sem a devida autorização estará sujeita às penalidades previstas por lei.

www.revistadominios.com.br / e-mail: dominios@revistadominios.com.br / 17 3201.4100

Redes sociais.


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seguranรงa

Ayrton Vignola

fotoS clรกudio cunha

Village La Montagne


inova e sai à frente com um sistema de tecnologia de ponta em segurança.

I

mplantar um sistema de Segurança Eletrônico com tecnologia de ponta nas dimensões do Condomínio Village La Montagne, um dos maiores da cidade, foi um dos desafios vencidos pela Diretoria da Associação em parceria com a empresa Fibra Optica Rio Preto Ltda. Monitorar em tempo real mais de 2.300m² de muro perimetral exigiu grande investimento financeiro. A escolha do cabeamento por fibra óptica e as câmeras Nith/Day possibilitaram a captação de imagens com resolução perfeita. A construção de uma sala especial para abrigar a Central de Monitoramento 24 horas por dia foi necessária para registrar todos os movimentos que ocorrem na portaria e no perímetro do condomínio. Proporcionar a prevenção de segurança com tecnologia de ponta aos moradores e investidores foi o objetivo principal da Diretoria, resultando, além dos benefícios da segurança, a valorização do patrimônio, diz o Presidente da Associação – Sr. Ayrton Vignola. Foi formada uma comissão especial para estudar todos os aspectos que envolvem a segurança em condomínios, mas destaca que a disciplina e o respeito as normas de segurança e as atitudes de cada indivíduo são componentes cruciais para a segurança de todos. D


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CAPA

Daniela Baptista

foto dimas – Marcelo ringo photography • Veste madors • make-up studio becker

Emilia da Costa Borduchi

fala sobre o segredo do sucesso do colégio

Intelectus P

rofissional de sucesso, Emilia da Costa Borduchi é idealizadora e diretora-presidente do Colégio Intelectus, nome que é sinônimo de qualidade em educação e que está completando 10 anos de atividades em Rio Preto. Ela tem muitos motivos para comemorar: as aprovações dos seus alunos nas melhores universidades do país, muitos deles da terceira série do Ensino Médio, foram um sucesso! Aos 52 anos ela conta como tudo começou e fala também do sucesso na vida pessoal: dois de seus filhos já são casados e médicos, e outros dois são estudantes de Medicina. E mais: ela espera ansiosa a chegada da primeira neta, Lorena. Além de empresária, mãe dedicada e esposa de Juvenal Boduchi há 32 anos, ela ainda tem pique para praticar esportes, participando de corridas de 10 quilômetros e treinando para maratonas. Conheça a trajetória de sucesso dessa mulher que é um exemplo para todas nós.

Domínios Como você criou o colégio Intelectus? Emilia da Costa Borduchi  Percebi que Rio Preto precisava de uma escola que desse um suporte maior para os alunos, com uma grade curricular mais completa e professores de qualidade, além de reforço escolar na parte da tarde. Foi a realização de um sonho. D. Como está estruturada a escola? E.C.B.  Temos três unidades: uma para o pré-vestibular, coordenada pelo experiente professor de química, Luís Otávio; o Ensino Médio, coordenado pelo também conhecido e competente professor de matemática Celsinho e o Ensino Fundamental, que está a cargo das excelentes professoras Isabela e Neuza. D. A partir de que ano o aluno pode começar a estudar no Intelectus? E.C.B.  A partir do 6º ano do Ensino Fundamental. Costumo dizer aos pais que matricular os filhos já no Ensino Fundamental é uma grande vantagem, pois desta forma, o aluno vai se familiarizando com nossa proposta pedagógica e terá um aprendizado de excelência até o final de seus estudos. D.  Qual a proposta do Intelectus? E.C.B.  Formar o aluno como cidadão, não só para os vestibulares, mas para a vida. Além das aulas, temos também a preocupação com o desenvolvimento humano dos alunos, por isso promovemos jornadas culturais e eventos solidários, como a Festa Junina, que arrecada donativos para uma creche e um asilo.

D. O que são as jornadas culturais? E.C.B.  São eventos para os alunos do Ensino Fundamental e Médio que têm como objetivo incentivar o lado artístico e promover a conscientização dos alunos sobre temas atuais. Além de apresentações de canto, teatro e música, sempre destacamos um tema para trabalhar, como o meio ambiente, por exemplo. Nessas jornadas os alunos arrecadam alimentos para instituições de caridade que eles mesmos escolhem. D.  E quanto às aprovações nos vestibulares? E.C.B.  São um sucesso! Temos alunos “treineiros” da segunda série do Ensino Médio, que já conseguiram aprovação em Direito pela USP. Também temos um grande número de estudantes da terceira série que, assim como os alunos do Pré-vestibular, foram aprovados nas universidades mais conceituadas do país como: USP, Unicamp, Unesp, UFSCar... Nosso objetivo é dar uma formação integral, por isso no Pré-vestibular oferecemos (além das aulas regulares), aulas de Filosofia, Sociologia, Atualidades, História da Arte e Geopolítica, que são fundamentais para o sucesso nos processos seletivos. D. A que você atribui todo esse sucesso? E.C.B.  São vários fatores, mas como educadora, gosto de citar o professor e pesquisador russo Lev Vygotsky. Para ele, a sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento, e o professor um articulador na construção do saber. Ou seja, todos aqueles que têm oportunidade de aprender conseguirão seu objetivo. Para isso é preciso estar no meio mais adequado para o desenvolvimento de suas capacidades.


D. Como o curso promove esse desenvolvimento? E.C.B.  Além de professores altamente capacitados, material didático de qualidade e uma excelente grade curricular, na parte da tarde temos plantões de dúvidas e monitorias, além de aprofundamento para os alunos que têm mais facilidade em determinada matéria. Para os alunos do Ensino Fundamental e Médio, são oferecidas aulas que completam sua formação, como empreendedorismo/ finanças em que eles aprendem a lidar com o seu próprio dinheiro, etiqueta social (para saberem como se comportar em diversos locais e situações), ética e cidadania, coral e teatro. D. Como é ser empresária da educação? E.C.B.  Sempre quis trabalhar nesta área. Sou educadora há 16 anos e amo o que faço. Por isso costumo dizer que sou mais educadora do que empresária, que é uma característica fundamental para trabalhar neste ramo.

ELA COMEMORA as aprovações dos seus alunos nas melhores universidades do país D.  E como é ser mãe? E.C.B.  Tenho muito orgulho dos meus filhos, todos eles na área da Medicina. O Paulo Henrique, de 31 anos é cirurgião e a Sabrina, de 27, também é médica. O Leonardo de 26 e a Mariana estão fazendo faculdade de Medicina. Além disso, estou muito feliz com a chegada da minha primeira neta, filha do Paulo Henrique, que vai se chamar Lorena. D.  Nas poucas horas de folga, o que você faz para o lazer? E.C.B.  Adoro ler! Além de participar de um clube de leitura, me interesso por livros da minha área profissional. E também gosto de fazer exercícios físicos, treino corrida três vezes por semana e faço musculação. No momento estou me preparando para uma corrida de 10 quilômetros que acontecerá em São Paulo. D.  Quais seus projetos para o futuro? E.C.B.  Atender a um pedido dos pais que é o de expandir ainda mais o Intelectus, oferecendo do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, uma educação de qualidade. A própria implantação do Ensino Médio e Fundamental foi, além da concretização de um projeto de expansão, um pedido dos pais, que acreditaram em nossa proposta pedagógica. D


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ENTREVISTA

CRIS OLIVEIRA

fotos Divulgação TV Globo/ Alex Carvalho

Uma entrevista

com a entrevistadora “Renata Ceribelli é assim, tem o sangue rio-pretense, cidade onde nasceu e foi criada. Uma mulher como eu e você Que luta para ser feliz na vida pessoal, e para ser realizada na vida profissional.”

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la é uma das jornalistas mais importantes do Brasil. Afinal, não é qualquer uma que conseguiu, a custa de muito trabalho e dedicação, ocupar o lugar de apresentadora do Fantástico. Mas nos olhos ainda traz o jeito da menina interiorana, com a simplicidade de quem, jamais, esquece suas origens. Renata Ceribelli é assim, tem o sangue rio-pretense, cidade onde nasceu e foi criada. Uma mulher como eu e você. Que luta para ser feliz na vida pessoal, e para ser realizada na vida profissional. E mais, que teve coragem de expor que estava acima do peso, e que era possível mudar essa realidade. Ela falou aos leitores da Domínios e deixou um recado especial aos seus conterrâneos. “Lembranças para minha terrinha. Saudades do céu azul e estrelado da minha cidade. Cuidem bem dela!” Isso e muito mais você acompanha na entrevista exclusiva.


Domínios  Você nasceu em Rio Preto. Como era sua rotina quando vivia por aqui? Renata Ceribelli  Era uma época em que a vida social acontecia nos clubes. Rio Preto ainda não tinha a cultura de barzinhos, casas noturnas, muito menos Shopping Center. Era piscina do Rio Preto Automóvel Clube de dia (muito sol, pois ainda não se falava dos perigos desse hábito) e boate à noite. Isso nos finais de semana. Dia de semana só festinhas mesmo, na casa de um e de outro. Durante a semana eu fazia natação no clube na parte da tarde, e estudava na parte da manhã. As férias aconteciam principalmente nas fazendas de amigas. E uma curiosidade: nos domingos à tarde, ficar passeando de carro na avenida Alberto Andaló era o máximo! D.  E hoje, como é sua relação com a cidade? R.C.  Vou pouco para Rio Preto. Minha relação com as amigas de juventude acontece pelas redes sociais. É uma relação de carinho e saudade com a cidade! D.  Por que optou pelo jornalismo? R.C.  Sempre gostei de escrever e a opção foi muito por este prazer. D. O fato de ser prima do Amaury Jr te ajudou, no início da carreira? R.C.  Acho que de alguma forma deve ter me influenciado, claro. Sempre tive uma admiração enorme pelo Amaury e cheguei a trabalhar com ele quando ainda era estudante de jornalismo em São Paulo. D. Como boa jornalista, você já fez coisas bem diversificadas, participando, inclusive, do Vídeo Show. Mas afinal, quando falamos de trabalho o que é “a cara da Renata”? R.C.  Matérias de comportamento, em qualquer área. No Vídeo Show era jornalismo de entretenimento. No Fantástico é sempre o lado da tendência de comportamento dentro das mais diversas editorias. Costumo dizer que meu prazer maior na profissão é poder estar sempre convivendo com as mais diferentes realidades. D.  Qual foi sua reportagem inesquecível? R.C.  Foram muitas, difícil eleger uma. Mas a que me vem na cabeça agora é uma da época em que trabalhava na TV Cultura, na qual fiz a cobertura das festas juninas de Pernanbuco. Essa reportagem me marcou bastante porque no Nordeste, quadrilha, fogueira para São João e pedido para o “santo casamenteiro” são rituais muito sérios, bem diferentes da forma folclórica como cultivamos por aqui. Viajamos em um trem durante mais de 8 horas, cortando a paisagem de seca, vendo animais mortos pela falta de água no meio do caminho, contrastando com as festas juninas de verdade, que aconteciam em cada cidade que atravessávamos. Enfim, estar em contato com a cultura do meu país me fascina muito. E foi uma descoberta sobre o Nordeste e suas tradições. D.  Qual a reportagem que gostaria de ter feito? R.C.  Gostaria de ter entrevistado Steve Jobs...

A mulher que aceita a cobrança de que tem que ser perfeita em tudo, como mãe, esposa, dona de casa, profissional, amiga etc, vai se frustrar.


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ENTREVISTA

CRIS OLIVEIRA

D. Algum fato curioso que vivenciou e possa dividir com nossos leitores? R.C.  O mais curioso e que quase virou uma tragédia foi o dia em que, durante uma reportagem sobre treinamento de animais para comerciais, um leão correu atrás de mim. D.  Muitos dizem que você, agora apresentadora do Fantástico, vive o melhor momento da sua carreira. Concorda? R.C.  Acho que sim, pela importância do programa dentro da TV brasileira. D.  No estúdio ou nas ruas? O que mais te atrai? R.C.  Um complementa o outro. D. Tem algum projeto profissional que sonha em realizar? R.C.  Projetos tenho sempre. Mas gostaria de fazer uma grande reportagem, viajando de norte a sul do país em cima de uma bicicleta, para incentivar as pessoas a trocarem o carro pelas pedaladas em algumas situações da vida, sensibilizando os governantes a viabilizar isso nas suas cidades. D.  E quanto à vida pessoal, o que ainda falta alcançar? R.C.  Minha vida pessoal vai bem, obrigada! D. O quadro Medida Certa foi um marco recente na sua carreira. Você está mais bonita, saudável e cheia de autoestima. Mas o que realmente levou de lição para sua vida? R.C.  Uma filosofia budista: devemos cuidar do nosso corpo como se ele fosse um templo da nossa alma. Os cuidados de hoje vão refletir na nossa qualidade de vida amanhã. E qualidade de vida é essencial para a felicidade. D. Como é sua rotina alimentar e de exercícios, hoje? R.C.  Mantenho o estilo de vida que pregamos durante o Medida Certa. Exercícios no mínimo cinco vezes por semana. Menos gordura, mais fibra, mais água, menos açúcar, mais horas de sono, menos álcool. Essa é a rotina. Na exceção tudo pode. E exceções podem e devem acontecer. D.  Estamos próximos ao Dia Internacional da Mulher, gostaríamos que falasse um pouco sobre a sua geração, que consegue trabalhar fora, ter família, casa e tenta fazer tudo dar certo. Quais são os seus segredos? R.C.  Sou da época em que as mulheres usavam “terninho” no trabalho, para ser mais respeitada como profissional, pelos homens...e isso nem faz tanto tempo assim. Avançamos bastante, mas ainda temos um bom caminho a percorrer. Não sei se dou conta de tudo. Acho que cuido melhor de algumas coisas do que de outras. A mulher que aceita a cobrança de que tem que ser perfeita em tudo, como mãe, esposa, dona de casa, profissional, amiga etc, vai se frustrar. Os homens não dariam conta, por que nós temos que dar? Temos sim é que educar nossos filhos homens, para serem melhores do que os homens da geração de seus pais. Um dia a gente chega lá! D


sustentabilidade economia

malu RODRIGUES MALU rodrigues

Cenรกrio

2012

Foto Giordano Aita

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“Para 2012, a perspectiva é mais positiva, principalmente se considerarmos o cenário mais estável e o retorno dos estrangeiros ao mercado local”

O

cenário econômico global apresentou deterioração no último semestre do ano passado, as previsões de crescimento para os principais blocos econômicos continuaram a sofrer reduções generalizadas e de magnitudes relevantes para 2012. A indefinição em relação às medidas a serem adotadas pelas economias europeias aumentaram a percepção de risco, com impactos sobre as condições gerais de crédito. Esse cenário de incertezas, entre outros, repercutiram negativamente sobre as expectativas de empresários e consumidores brasileiros, principalmente no fim de 2011 e início do ano corrente. O economista Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora, diz que este ano promete ser mais estável que 2011, principalmente no mercado financeiro. As perspectivas econômicas são melhores a partir do segundo semestre, com possível melhora de atividade e aquecimento econômico. As bolsas em 2011 acumularam perdas superiores a 18%, tornando as ações muito baratas aos investidores. “Para 2012, a perspectiva é mais positiva, principalmente se considerarmos o cenário mais estável e o retorno dos estrangeiros ao mercado local. As aplicações mais seguras continuam a ser as de renda fixa, em especial os CDBs e títulos públicos, além da própria poupança”, diz Jason. A economista Márcia Dantas, acredita que a economia norte-americana, importante parceira do Brasil, apresentou alguns sinais de recuperação, segundo alguns indicadores divulgados nesse início de ano, e esse movimento deverá ganhar força nos próximos meses.

“Em ano de eleição, uma variável adicional, o presidente Barack Obama empenhará todos os esforços para continuar no governo. Desde que entrou na presidência dos EUA não conseguiu implantar o seu ritmo de governo, herdou a crise do seu antecessor e até então só apagou incêndios. Precisou adotar uma série de medidas nos últimos anos para retirar o país da crise”, diz Márcia. No primeiro mês do ano o volume financeiro de investidores estrangeiros na bolsa somou R$ 7,1 bilhões, com a participação relevante no volume negociado o Ibovespa acumulou em janeiro ganho de 11,13%. Outro indicador relevante no âmbito externo foi o volume de crédito obtido pelas empresas brasileiras, através das emissões de externas realizadas nesse início de ano. Contabilizando a emissão soberana realizada pelo Tesouro Nacional o total captado ficou em US$ 5,3 bilhões em janeiro. Essa conta não para por aí. Até o dia seis de fevereiro, as emissões externas das empresas brasileiras somavam US$ 10,6 bilhões. Isso significa que o investidor externo continua olhando para o Brasil como porto seguro para os investimentos. “A julgar pelo primeiro mês do ano nos deparamos com uma melhora nas condições externas e a abundante liquidez apresentada ao país, sob as três modalidades de capital, como, por exemplo: investimento direto, empréstimo e financiamento e portfólio. Nesse contexto os preços dos ativos devem permanecer em um patamar considerado ideal que contribuirá para expansão da economia ao longo do ano”, finaliza Márcia.

“A indefinição em relação às medidas a serem adotadas pelas economias europeias aumentaram a percepção de risco, com impactos sobre as condições gerais de crédito.”


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sustentabilidade economia

malu RODRIGUES MALU rodrigues

É tempo de poupar O atual cenário de crescimento econômico que o país se encontra, com destaque especial à região de São José do Rio Preto, tem proporcionado a ascensão social de um elevado número de famílias. Isto tem alterado o padrão de consumo, pois agora podem consumir bens e serviços antes inacessíveis ao seu padrão de renda. De acordo com Adriana Emo Haramoto Carloni, agente autônoma de investimentos da Bolsainvest, a ascensão social deve ser comemorada com cuidados. “Devemos chamar a atenção para a urgência de aprendizado em relação a como lidar com dinheiro, antes que o consumismo reprimido e o bombardeio publicitário de incentivo ao consumo, aliados à facilidade de crédito, levem o cidadão à armadilha do pagamento da taxa de juros mais alta do planeta”, diz Adriana. O também agente de investimentos, João Carloni Filho, chama a atenção para a deficiência em educação financeira que a grande maioria dos brasileiros apresenta. “É importante saber que o problema não está na remuneração, mas sim no descontrole dos gastos, no consumo por impulso e na falta de hábito em poupar. O planejamento financeiro familiar é de fundamental importância para a conquista e manutenção da independência financeira e pleno exercício da cidadania. A ausência de educação financeira impede o planejamento financeiro familiar, não permitindo aos jovens perceberem que a tranquilidade e a qualidade de vida na terceira idade devem ser conquistadas, dia após dia, ainda na juventude”, ensina João. Adriana reforça a importância da educação financeira para mulheres, pois o poder econômico e o poder político das mulheres saltaram para outro patamar, onde é necessário conciliar seus papéis de mãe, esposa, profissional e gestora do orçamento familiar. “Uma consciente economia doméstica aliada a um bom conhecimento das alternativas de investimento que o mercado oferece, trazem resultados que respeitam muito o jeito feminino de ser, eliminando assim o estigma de que investimentos são somente para homens ou grandes executivas”, diz Adriana. D

“É importante saber que o problema não está na remuneração, mas sim no descontrole dos gastos, no consumo por impulso e na falta de hábito em poupar. ”


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COMPORTAMENTO

CAROL SOLER

Eu quero, eu posso,

eu vou conseguir!


‘’O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos’’ (Paulo Coelho)

T

odo mundo tem um sonho. Quando crianças, a imaginação ganha asas e os sonhos são gigantes. Queremos tanta coisa! De astronauta a médico, as profissões existentes ainda são muito poucas perto de tudo o que desejamos. A maioridade, porém, age como um filtro sobre esses sonhos. A famosa pergunta: “o que você quer ser quando crescer?” (aquela que nossas tias não se cansam de nos perguntar durante nossa infância), é substituída por outra bem mais profunda e significativa: temos coragem e ousadia suficientes para tornar realidade aquilo que tanto sonhamos? Alessandra Maestrelli, doutora em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto (SP), afirma que sonhar é importante porque aguça e instiga a determinação das pessoas. “Gosto de chamar o sonho de desejo. É isso que nos impulsiona a levantar da cama todos os dias. E, para realizar nossos desejos, é preciso determinação. A determinação vale muito mais do que a competência. É preciso acreditar naquilo que queremos. Achar que é impossível é uma barreira que não leva a lugar algum”, afirma. De sonhadores, o mundo sempre se viu envolto. E foram eles que permitiram que grandes descobertas fossem feitas em prol de um bem comum. Johannes Gutenberg é um desses. Seu sonho era popularizar os livros e torná-los acessíveis à população. Até então, os livros eram escritos a mão, o que era um processo longo e caro, um privilégio restrito à nobreza. Para tornar seu sonho realidade, após incansáveis estudos, Gutenberg se inspirou nas prensas usadas na fabricação de vinho e criou, em 1445, uma espécie de prensa tipográfica que daria rapidez à impressão das páginas. A produção em massa barateou os livros e Gutenberg realizou seu grande sonho: trouxe a palavra escrita para perto do povo. O físico inglês Tim Berners-Lee também tinha um sonho: construir um sistema de computadores descentralizado onde todos fossem capazes de acessar de qualquer lugar, qualquer informação que desejassem. Sua busca culminou na reinvenção da comunicação e sua dissemi-

nação de uma forma nunca antes imaginada: foi ele o grande pai da World Wide Web, a sigla do conhecidíssimo www, em 1990. Albert Einstein, Henry Ford, Antonio Meucci, Isaac Newton, Marshall McLuhan. A verdade é que poderíamos ficar horas citando grandes cientistas e estudiosos que, em toda a sua genialidade, foram taxados de malucos, lunáticos, bruxos, entre outros “adjetivos”, mas que fizeram descobertas importantíssimas para a evolução da humanidade em todas as áreas. Mas não é preciso voltar no tempo para mostrar exemplos de coragem e persistência. Perto de onde você mora com certeza tem algum sonhador que, na maior de suas loucuras, não deixou para traz nenhum resquício de timidez e fez da determinação seu carro-chefe na busca pela realização pessoal ou profissional. Que o diga o Dr. Rubem Bottas Neto. Cirurgião plástico, casado, pai de Nicole, oito anos, e Lavínia, dois anosa, alterna sua rotina entre os atendimentos em sua clínica e cirurgias em diferentes hospitais de Rio Preto. Tudo sem hora para acabar. Seria um cotidiano semelhante ao de outros médicos, não fosse um detalhe: Dr. Bottas é triatleta. “A prática de atividades físicas já estava incorporada à minha vida antes de me tornar cirurgião plástico, mas a prática do triathlon nasceu quando já era cirurgião. Procurei uma assessoria esportiva para me orientar em treinos de corrida e ciclismo. Foi aí que conheci pessoas que tinham incorporado sua rotina de treinos aos três esportes: natação, ciclismo e corrida. Parecia-me algo desafiador, uma meta pessoal”, conta Bottas. Depois que realizou sua primeira prova de triathlon, se apaixonou. “Não consegui mais parar. O desejo de procurar maiores desafios e melhorar a cada dia fez com que eu me dedicasse cada vez mais. Vivendo o esporte, descobri que embora ele seja algo competitivo, para a maioria das pessoas é uma filosofia de vida, a busca pelo autoconhecimento. Para mim, é também superar barreiras que antes pareciam intransponíveis”, afirma.


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COMPORTAMENTO

CAROL SOLER

“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade” (Walt Disney)

Foi essa busca que o levou a realizar o maior sonho de sua vida: participar do Ironman, uma prova de triathlon, cuja principal característica é a longa distância: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Tudo em até 17 horas. “Completar essa prova foi o meu maior sonho realizado no esporte. Hoje, me preparo para o segundo Ironman e os treinos estão incorporados à minha rotina diária: treino de duas a três horas durante a semana e, aos finais de semana, até 8 horas. Confesso que não é fácil conciliar trabalho, família e esporte. Mas é justamente as dificuldades que fazem deste esporte algo único”, conta Rubem . Paixão e determinação são palavras de ordem para Evandro Oliva. Músico autodidata, sempre quis fazer algo relacionado à música. “Era um sonho que eu tinha desde criança”, conta. Hoje, é Contratenor, Tenor, Regente, Compositor, Arranjador e Diretor Musical. Dono de um currículo invejável, Oliva coleciona grandes realizações e conquistas, dentre elas: fundou três corais, entre eles o conhecido coral Memphys, do qual é regente há 15 anos, é roteirista e apresentador de programa de rádio e TV chamados Vivace, de música erudita; já se apresentou com as Meninas Cantoras de Petrópolis e com o Maestro Marco Aurélio Xavier. Na carreira solo há três anos, incentivado pelo amigo e hoje seu empresário Jorge Nassif Ambar, Oliva gravou 2 DVDs e 3 CDs, sendo seu mais recente trabalho “Contratenore” vencedor do PROAC – Programa de Ação Cultural, do Governo do Estado de São Paulo. “Enfrento desafios todos os dias. Na verdade, é um exercício de teimosia, de persistência, de porta na cara o tempo todo, mas também de inúmeras conquistas. Acredito no que faço e faço porque amo”, afirma Evandro Oliva. Ser apresentadora é o sonho de muitas garotas. Para Tâ-

nia Celeguini, menina pobre de Bady Bassit, era mais do que sonho: era uma meta de vida. Foi isso que a fez sair de casa, determinada, aos 16 anos. “Fui atrás do meu sonho, sem medo de errar”, conta. Dos tropeços – que foram muitos – ao sucesso, Celeguini mostrou a que veio. “Trabalhei como modelo, recepcionista, tudo o que aparecia eu fazia. Precisava de dinheiro para me manter morando em Rio Preto. Eu tinha certeza de que realizaria meu sonho. Passei fome, enfrentei muitas dificuldades. Mas sempre de cabeça erguida. Nunca pensei em desistir”, conta. De secretária numa produtora de TV, viu sua história ganhar contornos de contos-de-fadas ao ser convidada para apresentar um programa de televisão. Foi o primeiro de muitos convites, e por aí não parou mais. Hoje, é uma das profissionais mais requisitadas do mundo country. Cheia de fãs, tem um programa de rodeio no Terra Viva (do Grupo Bandeirantes de Comunicação) e viaja por todo o Brasil, e até o exterior, fazendo o que mais gosta. “Dou autógrafos e tiro fotos com fãs. Na época das cartinhas, eu recebia milhares por semana. Uma delícia ler cada uma delas! Nas cidades aonde vou, as pessoas me esperam com faixas e cartazes. É maravilhoso saber que sou querida assim. Lutei muito para chegar até aqui, fui persistente. Hoje estou realizada, profissional e pessoalmente”, afirma Tânia Todos são unânimes em afirmar: o importante é acreditar no seu sonho, se dedicar e não ter medo de errar.O segredo é cair e se levantar, sem receio de cair novamente. Desistir? Essa palavra não existe no dicionário dos vencedores. Fórmula secreta para realizar sonhos, nenhum cientista maluco conseguiu inventar ainda, portanto, o trabalho todo é nosso. Então, como diziam os antigos, “sebo nas canelas”. Você está esperando o que para correr atrás do seu sonho? D


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mito

Daniela Baptista

fotos Banco de imagens

Qual é o seu mito? Sem perceber você pode estar, no seu dia-a-dia, vivenciando mitos, que são representações dos principais arquétipos da humanidade. A questão é: qual deles?

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úcia vive fazendo dieta. Cercada de tentações por todos os lados, ela se esforça para perder peso. Já Wagner trabalha no “automático”. Ele sente que faz a mesma coisa todos os dias, numa repetição sem fim. E a Luciana? Não pode ver um espelho que já começa a procurar algum sinal de imperfeição, apesar do belo rosto que tem. Identificou-se com algum deles? Então provavelmente você pode estar vivendo algum mito.

O mito de Narciso está ligado à vaidade excessiva


A essência do mito vai além do tempo e do espaço, ainda que sempre expressada com as formas próprias de uma civilização.

O professor de filosofia da USP, Roberto Bolzani explica: “muitos de nós temos modos de vida ou atitudes que podem ser comparados com situações descritas em alguns mitos”. Para ele, o conteúdo desses mitos nos ajuda a entender o que somos: “nossa civilização ocidental se iniciou com eles. Esses mitos foram a forma que encontramos, inicialmente, para falar sobre nós a nós mesmos”. Mas o que são mitos e por que eles encontram ressonância na sociedade moderna? Em seu livro “O poder do mito”, Joseph Campbell explica: “mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido e de significação através dos tempos”. Em nossa sociedade moderna, muitos comportamentos míticos ainda existem, pois contém elementos que fazem parte do ser humano como a vaidade, o heroísmo, a curiosidade, a resignação...” Cada indivíduo deve encontrar um aspecto do mito que se relacione com sua própria vida”, explica Campbell. A essência do mito vai além do tempo e do espaço, ainda que sempre expressada com as formas próprias de uma civilização. É por isso que todas as culturas têm seus mitos, desde os gregos, romanos, nórdicos até os japoneses, pois são expressões particulares de arquétipos comuns a toda a humanidade. Por exemplo, “Afrodite” é o nome da Deusa da beleza para os gregos, para os romanos ela é “Vênus”. Já o pássaro que renasce das cinzas, o conhecido “Fênix” dos gregos, tem seu correspondente na mitologia chinesa e é chamado por eles de Fenghuang. Mas como relacionar os mitos com nossa própria vida? Quais deles estamos representando? Assim como os personagens do começo da matéria, veja se você se encaixa em alguns deles.

Acha seu trabalho repetitivo? Conheça o do Sísifo


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mito

Daniela Baptista

foto Banco de imagens

Está sempre de dieta? É possível que você esteja vivendo o mito de Tântalo. Da mitologia grega, ele recebeu o castigo de viver em um vale fértil, só que toda vez que se aproximava para se alimentar ou matar a sede, os frutos se afastavam pela força do vento e a água escapava-lhe pelas mãos. Ele nunca conseguia saciar sua vontade.

A essência do mito vai além do tempo e do espaço, aindaque sempre expressada com as formas próprias de uma civilização.

O mito da ave Fênix é recorrente em várias culturas

Trabalho repetitivo? Sísifo pode ser a explicação para sua rotina. Também da mitologia grega, ele foi condenado a realizar um trabalho repetitivo: empurrar sem descanso uma enorme pedra até o alto de uma montanha de onde ela rolaria encosta abaixo. Ele deveria descer até o sopé e empurrar novamente a rocha até o alto, e assim indefinidamente, numa repetição monótona e interminável. Vaidoso ao extremo? Então já deve ter ouvido falar de Narciso, jovem da mitologia greco-romana que de tão belo, acreditava ser um Deus. Isso levou-o à morte, pois os deuses o condenaram a se apaixonar pela sua própria imagem refletida no lago. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se à margem do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. Avesso às novas tecnologias? Você pode estar vivenciando o mito da caverna, de Platão. Nele, pessoas habitavam uma caverna de costas para sua saída, enxergando apenas as sombras do mundo exterior. Se alguém visse o mundo real e voltasse para contar, não seria bem recebido. Máquinas e objetos novos têm o “poder” de causar medo e reprovação. Expor as pessoas a coisas que não são do seu cotidiano e não condizem com a realidade vivida por elas podem levar a um sentimento de reprovação. “Levanta sacode a poeira...” Deu a volta por cima? Ótimo, você está em sintonia com o mito da Fênix, presente em várias culturas como a grega, egípcia e chinesa. Conhecida por uma força intensa, ao morrer esta ave era devorada pelo fogo mas ressurgia das próprias cinzas, simbolizando a persistência. Curioso ao extremo? Então já deve ter ouvido falar sobre o mito grego de Pandora e sua famosa caixa. Epimeteu, seu marido, tinha em seu poder uma caixa dada pelos deuses, que continha todos os males. Apesar de ter avisado a Pandora para que não a abrisse, ela não resistiu à curiosidade. Ao abri-la, os males escaparam ficando somente um bem, a esperança. O mito em Star Wars O cinema é uma fonte rica de representação de mitos. Um bom exemplo é a saga “Star Wars” de George Lucas que traz todos os elementos mitológicos que uma história precisa: os arquétipos representando as múltiplas faces da personalidade humana como a jornada do Herói (Luke Skywlaker), do vilão (Darth Vader e senador Palpatine), da mulher forte (Princesa Leia e Amidala), do mestre (Yoda e Obi-Wan). Além disso, ilustra o mais antigo conflito do homem, o bem contra o mal. D


COTIDIANO

CRIS OLIVEIRA

Valores:

quais são os seus? Vivemos uma crise ética, onde os valores privados prevalecem sobre os coletivos, sem a preocupação com o quanto e como isso afetará o outro.

foto Bowie

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cada vez mais comum ouvirmos e vivermos histórias onde personagens parecem não medir esforços para triunfarem. É a máxima do “quem pode mais chora menos”. Então surgem algumas perguntas: vale tudo para atingir um objetivo? Se eu for “bonzinho” terei sucesso e respeito? Onde andam os valores que meus pais me ensinaram? Ou ainda, será que minha percepção de valor é que está errada? “Vivemos uma crise ética, onde os valores privados prevalecem sobre os coletivos, sem a preocupação com o quanto e como isso afetará o outro. Cada país tem um conjunto de valores que faz com que as pessoas se comportem de determinada forma, eles não têm validade universal. No Brasil temos, hoje, propagada a ideia de que se dar bem, independente de ser lícito ou ilícito, pode ser interessante. Temos um país que, apesar de não valorizar, incentiva determinados comportamentos ilícitos. Por outro lado, as empresas têm prezado pela ética, apostado em colaboradores que possuam uma conduta moral, valores, virtudes”, destaca a psicóloga e psicodramatista Gisele Lelis. O coach Luís Marino completa, dizendo que a sociedade valoriza quem se dá bem. “É gostoso ver que as pessoas estão conquistando seu espaço e obtendo resultados, porém, quanto a ser lícito ou ilícito, é outra coisa. Hoje temos observado o quanto as pessoas já não aceitam as coisas caladamente. Isto mostra a mudança de valores pela qual temos passado. Basta olharmos para nós mesmos e analisar: o que antigamente eu aceitava e que hoje não aceito mais.” Para o sociólogo Cássio Giorgetti, valores como o individualismo, a ganância financeira e a ambição desenfreada estão impregnados na sociedade há muito tempo. “Nos dias atuais, esses valores negativos são exacerbados pela voraz competitividade que impera entre os indivíduos. A concorrência por melhores cargos, salários e posições e a necessidade permanente de acumular capital, com o intuito de prosperar socialmente, faz com que os cidadãos tenham que trabalhar cada vez mais, se especializar e passem a enxergar uns aos outros como adversários.”

Valores corretos Mas afinal, é possível saber quais são os valores corretos que envolvem o bem comum? Gisele acredita que, de acordo com cada cultura, os chamados “valores construtivos” são aqueles que respeitam, que são capazes de potencializar a vida. Por outro lado, os “valores destrutivos” são aqueles que ameaçam a vida, a saúde e o equilíbrio emocional das pessoas. “Hoje até mesmo as crianças são estimuladas a pensar em si mesmas, esquecendo-se do outro. O que temos visto é uma crise que deflagra a existência de discriminações, preconceitos, desrespeito aos diferentes grupos de pessoas. Pais não sabem como transmitir valores aos seus filhos por considerar que o que seus pais ensinaram já é ultrapassado. A vida precisa de respeito, solidariedade, amor, cuidado”, pontua a psicóloga. “Temos visto que os valores relacionados ao bem comum perdem força, bem como o engajamento e a participação da comunidade em ações que estejam relacionadas às questões inerentes às causas coletivas. Nas comunidades de baixa renda, esse processo conduz ao definhamento gradativo e diminui as verdadeiras lideranças comunitárias, despojadas de qualquer ambição pessoal, incorruptíveis e dispostas a lutar única e exclusivamente pelos interesses coletivos”, constata Cássio Giorgetti. Valores diferentes “É simples conviver pacificamente com os valores dos outros. Basta aceitar as pessoas como elas são, entender que vivemos em um mundo de diferentes, e que isto faz parte do processo da vida. Posso não concordar, mas no mínimo respeitar essa diferença. Para tanto, devemos deixar de lado a vaidade e o egoísmo que fazem com que achemos que nossos valores e verdades são os mais corretos, e que tudo precisa ser da maneira como pensamos e queremos”, pontua Luís Marino. Ele acredita que os valores chamados deturpados, são deturpados para aqueles que os desconsideram, não para aqueles que estão sendo rotulados. “Se todos nós fôssemos iguais, o mundo não seria melhor. Existiria estagnação, porque é das diferenças que surgem os atritos necessários para que hajam mudanças. Cada pessoa passa pelas experiências necessárias para que possa, dentro de seu conjunto de manifestações, analisar seus resultados, e com isto aprimorar seus pensamentos e ações”, finaliza Marino.


COTIDIANO

CRIS OLIVEIRA

“Sem sólidos valores morais e éticos nenhuma sociedade pode subsistir” Como estão os seus valores? “Desde que a humanidade surgiu, há mais de cem mil anos, determinados padrões de conduta foram criados para poder regular a vida da comunidade e permitir o seu convívio pacífico. Sem sólidos valores morais e éticos nenhuma sociedade pode subsistir”, pontuou o livre docente do departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Famerp, Lazslo Antonio Ávila. Ele também ressaltou alguns valores. Acompanhe e reflita. aHonra  é uma noção profunda de valor próprio, um sentido de que algumas coisas valem mais do que a própria vida. Se um político japonês, da mais alta esfera, for pego roubando, ele sente uma vergonha tão profunda que se suicida. Um homem honrado se sente na obrigação moral de garantir os valores pelos quais ele vive. aHonestidade  há 50 anos desconfiar da honestidade de alguém era algo muito mal visto. Hoje desconfiamos de todos. Muitos políticos roubam, e uma parte da população pensa que isso é assim mesmo. Precisamos recuperar uma sociedade onde a honestidade volte a ser um valor óbvio, e não uma exceção. aTrabalho  talvez o maior prejuízo que as pessoas de hoje estejam causando a seus filhos, seja a desvalorização do trabalho. É muito comum dizermos: hoje é segunda

feira, não vejo a hora de chegar o fim de semana. Assim denegrimos a noção de trabalho. Ele é quem construiu a civilização. Precisamos educar nossos filhos no amor ao trabalho. aDignidade  esse valor é desrespeitado toda vez que um ser humano é submetido a humilhações. Sem dignidade, o homem e a mulher não suportam a vida, o convívio e os esforços necessários para construírem seu futuro. aMérito  antigamente, denotava aquilo que era bem realizado, que era qualificado como útil e necessário. Quando vemos os homens enriquecerem ilegalmente, a sociedade cai no cinismo e o jovem aprende, erradamente, que o que vale não é o que vale realmente. aCoragem  antes, corajoso era a pessoa capaz de superar a si mesmo, de impressionar os demais por um ato de bravura. Atualmente, parece algo restrito aos esportes, ou aos cara-de-pau. aPaz  esse é o valor supremo. Todos devemos almejar a paz, construir um mundo de harmonia, oportunidades, crescimento e desenvolvimento, um mundo humano de fato. Nossa esperança é que mais seres humanos desejem auxiliar os demais a se realizarem. D

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1- Ana Carolina C. Araújo • 2- Carla Bucater • 3- Eliane Modesto • 4- Juliana Tozo 5- Edgar Antonio Isbrogio 6- Joaquim Matos • 7- Rosali Gallo y Sanches • 8- Fabiano Ferreira • 9- Philipi Râmia 10- Ulrich e Rafael Amsler • 11- Tânia Bento • 12- Wilson e Eliana de Paula


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fotos Toca gonçalves

Cusco é Azul!


tocagoncalves@revistadominios.com.br

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ara o menino que cresceu lendo a Revista Seleções, chegar em Cusco, no Peru, é um acontecimento. Entre uma e outra olhada pela janela do avião, por onde só vi montanhas até onde meus olhos podiam alcançar, as imagens que eu via naquelas revistas voltavam à cabeça como um slide show. Ficaram gravadas na memória sem que eu me desse conta disso. No aeroporto, pequeno, as imagens de Machu Picchu estavam por todo lado. Logo após resgatar a bagagem, uma sensação estranha começou a tomar conta do corpo. Parecia que faltava o ar. Minha pequena mala parecia pesar uma tonelada. Meio ofegante, fui caminhando em direção à saída. A caminho da cidade, gostei pouco do que vi. Como bem disse o Caetano – “Narciso acha feio o que não é o espelho”. A cidade, da qual tanto ouvi falar, parecia um tanto comum. As ruas e as construções eram revestidas de uma pedra escura. Lembrava um pouco Parati ou Ouro Preto, mas sem charme. – O que movia a economia da cidade além do turismo? – perguntei ao motorista. E ouvi, meio incrédulo, que era a extração do sal, do ouro e da prata. No rádio do carro tocava uma música brasileira, mas não a reconheci. E numa montanha ao longe li em letras enormes: “ Viva El Peru”. – Será? Chegando ao hotel, o mal estar do corpo aumentou. Surgiu dor de cabeça e fraqueza. Achei que fosse passar impune ao soroche, o mal da altitude. Mas ele me acertou em cheio! No hall, sobre um buffet, ficavam as folhas de coca, para o chá. Ofereciam aos hóspedes para aplacar o mal estar do corpo. Ao contrário do que eu imaginava, não dava barato nenhum, parecia um mate. “Andar despacito, comer poquito e dormir solito” é o que aconselhavam aos visitantes no primeiro dia. Na manhã seguinte, mais disposto, saí para um passeio a pé. Cusco está a 3400m de altitude. A cidade é um sobe e desce de ladeiras, para qualquer lado que se vá ou se está subindo ou descendo. Pensei que, se eu gostasse de caminhadas, então já estaria sendo bem servido. Cusco foi a sede do povo inca antes da conquista espanhola. É uma cidade colonial, antiga, tem muita história ali. Na Plaza Mayor vi que as fachadas das igrejas eram maravilhosamente trabalhadas, em entalhes de pedra. Mas o que me encantavam eram as torres, cheias de detalhes torneados, em contraste com o céu muito azul. Fotografo todas. Sobrados com arcadas e colunas estavam rodeando toda a plaza. Mal acreditava ao ver, naquele lugar longínquo, sob uma arcada no canto da praça principal, as filiais do Starbucks, McDonalds e KFC. Até aqui? – pensei. Apesar da beleza das igrejas, não escapava ao meu olhar de arquiteto que havia algo “fora de prumo” naquelas antigas construções. Ainda na plaza, observei o movimento em volta. Um policial passava pilotando um Segway, no melhor estilo George W. Bush, mas sem cair. E as policiais que comandavam o

Andar despacito, comer poquito e dormir solito


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toca gonçalves

foto Toca gonçalves

trânsito usavam um uniforme verde oliva e impecáveis chapéus brancos à la cowboy. Por todo lado, via turistas, a maioria americanos e europeus, uma moçada bonita. Ouvia a música de uma bandinha simples e junto dela vinha se aproximando um cortejo de crianças cusqueñas em roupas muito coloridas. Carregavam uma espécie de andor religioso, desfilando alegres sobre o calçamento de pedras. Só aí é que me dei conta de que estávamos em 6 de Janeiro, Dia de Reis. Caí na real: estava no coração da América colonial espanhola, local de peso histórico, religioso e cultural incríveis. A má impressão do começo se desfez. Entrei no clima, já estava adorando estar ali! Afastei-me um pouco do centro e caminhei pelas rústicas ruelas de paredes incas seculares: ali circulavam mais os nativos. E dei de cara com o arquiteto Marcelo Rosembaum, de mãos dadas com uma criança. Foi como uma “benção”. Ele é o cara, é antenado, então devo ter vindo ao país certo! – concluí. Fui me afastando mais um pouco e logo adiante apareceram mulheres peruanas em seus trajes autênticos. Eram pessoas muito simples, tive a impressão de que tinham vindo das montanhas passar o dia na cidade. Fiquei hipnotizado com a cena. De repente, fui de novo o menino interessado e sonhador que lia a Seleções nos anos 60. Sem perder tempo, apontei minha câmera, queria registrar cada nuance. Mas nenhuma foto era tirada sem que se pagassem pequenas propinas àquelas pessoas. Cusco vive do turismo. E eles o fazem de maneira ostensiva. Não deixei que isso roubasse o encanto da cena. Aos poucos fui descobrindo a cidade, mas o melhor estava fora dela, nos arredores. Ao sair para conhecer o Vale Sagrado dos Incas, vilarejos e ruínas com nomes estranhos iam um a um se apresentando: Puca Puccara, Pisac, Urubamba, Chinchero, Ollantaytambo. Todos com suas atrações típicas e sítios arqueológicos, pessoas simples em trajes coloridos, as lhamas e alpacas, artesanatos no chão das praças, casas de adobe, que era um barro vermelho, com as portas e janelas pintadas de um tom de azul anil. Todas tinham um par de touritos de cerâmica enfeitando o telhado. E o pano de fundo desse cenário era a espetacular Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Perfeito! Ali estava o Peru de verdade, aquele que eu esperava encontrar! Quando cheguei às Salinas de Maras não acreditei no que meus olhos estavam vendo. Era um conjunto de mais de três mil piscinas que se equilibravam nas encostas das montanhas, formando um intrincado mosaico em tons de terra, bege e branco. Ali a água salgada brotava misteriosa- mente das montanhas.


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toca gonçalves

foto Toca gonçalves

“que os edifícios erguidos Pelos espanhóis usavam as bases ou paredes dos palácios incas destruídos e as construções viraram uma colcha de retalhos.”

Na pequena Ollantaytambo, vilarejo que mantinha o traçado original de cidade inca, duas adolescentes em trajes típicos ensaiavam timidamente alguns passos ao som da música de Michel Teló, que agora estava por todo lado. Nos passeios ao Vale Sagrado, em locais isolados, quando a fome apertava, experimentava o choclo. Era um milho com grãos imensos e macios, que as mulherem das tribos montanhesas vendiam cozido. Era delicioso e vou me lembrar do sabor do choclo por muito tempo. O artesantato que expunham era tão colorido, variado e atraente, que preferi apreciar meio de longe. Porque sabia que, se tivesse começado a comprar não teria parado mais. As lãs eram de baby alpaca, os objetos de pedra, prata, cobre. Jogos de xadrez cujas pedras eram espanhóis versus incas estavam por todo lado. Eu nunca tinha visto a turqueza em seu estado bruto. Vendiam a pedra nas feiras, era de um tom indescritível. De volta a Cusco, andando pela Plaza Mayor numa noite fria de garoa, vi um motoqueiro todo enlameado com uma Harley Davidson com placas de São Carlos, SP. Puxei conversa e soube que era de um grupo de quase vinte amigos que haviam ido de moto, mas uns se perderam no trajeto. – Já vi que não sou o mais excêntrico por aqui – pensei comigo. Quando entendi a mistura arquitetônica de Cusco, a cidade se tornou muito mais interessante. É que os edifícios erguidos pelos espanhóis usavam as bases ou paredes dos palácios incas destruídos e as construções viraram uma colcha de retalhos. E para mim se tornou um pequeno passatempo identificar na mesma construção quais eram as partes incas ou espanholas. Havia algo de estilo mediterrâneo nas fachadas do bairro de San Blás. Não fugiu ao meu olho de artista que o mesmo tom de azul anil que tinha visto nas casas de adobe do Vale Sagrado, também estava ali, nas portas e balcões dos sobrados. E a partir dali caiu a minha ficha de que esse bonito tom de azul estava pela cidade toda. Por todo lado que olhava, só então percebi que havia algo azul – nas casas, nos anúncios da Inca Kola, no trem que ia para Machu Picchu. A viagem que era só de férias virou um aprendizado. Cheguei à conclusão de que tudo fazia total sentido ali, eu não mudaria nada, porque não poderia ser mais perfeito. Ao deixar Cusco, levei na bagagem a mais sensacional coleção de fotos de pessoas e paisagens que já havia feito numa viagem. E, na memória, o céu muito azul, a colossal Cordilheira dos Andes e os picos nevados, as igrejas espanholas, as pessoas simples de traços exóticos em trajes coloridos, os rebanhos, as lhamas, as alpacas, a música de flauta andina. E o respeito aos povos incas. Dias inesquecíveis, experiência ímpar. A partir dali, rumo a Machu Picchu. Expectativa nas alturas! D


sustentabilidade

malu RODRIGUES MALU rodrigues

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Meio-ambiente

foto Gavin Schaefer

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A região Noroeste é uma das mais degradadas do Estado de São Paulo, com menos de 4% de vegetação natural remanescente.

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lém da função paisagística, a arborização urbana proporciona outros benefícios. Como exemplo, a purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos. Melhora o microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas. Reduz a velocidade do vento, influência no balanço hídrico, favorecendo a infiltração da água no solo e provocando evapotranspiração mais lenta. Dá abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, o que influencia positivamente ao ambiente, pois propicia maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças e amortecimento de ruídos (Embrapa). “Esses benefícios são serviços ambientais prestados gratuitamente pela natureza para a população humana. Contudo, infelizmente, só muito recentemente temos enxergado isso”, garante Délcero César Wolf Ravazzi, ambientalista, membro da AMERTP – Associação de Defesa do Meio Ambiente e dos rios Preto e Turvo e da Cachoeira do Talhadão) e da AAMA (Associação Amigos dos Mananciais). De acordo com o secretário de meio-ambiente Lima Bueno, o município possui um Plano Diretor de Arborização Urbana. Em 2010 foi realizado um diagnóstico por amostragem, e estimou-se 239.137 árvores em calçadas, 30.000 árvores em praças, avenidas e parques, totalizando 269.137. A proposta da secretaria é envolver a população,

através de parcerias com a Secretaria de Educação, associações e a iniciativa privada e criar a “responsabilização”, ou seja, tornar os cidadãos responsáveis pelo cuidado com as árvores plantadas. Ainda, de acordo com o secretário, em 2010/2011 foram plantadas 48.000 mudas de árvores. Foi contratado um projeto de recuperação, arborização e urbanização da margem do lago III da Represa Municipal, que plantou 1.750 mudas de árvores nativas, feito em parceria com uma usina de açúcar e álcool, e ainda instalou-se uma ciclovia nesta área, com 4 km de pista. A região Noroeste é uma das mais degradadas do Estado de São Paulo, com menos de 4% de vegetação natural remanescente. São José do Rio Preto não difere muito dessa situação. Estudos já realizados constataram que a variação de temperatura de uma região para outra na área urbana de São José do Rio Preto pode chegar até 4ºC, sendo que a região central se aproxima de um verdadeiro forno. De acordo com o ambientalista Délcero, a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda-se 12 m2 de área verde por habitante, porém estamos muito aquém disso.“ Nossa cidade precisaria de mais de 5.400.000 m2 de área verde. Para atingir números como esse, primeiramente é necessária AÇÃO imediata por parte dos administradores do município. Projetos urbanísticos viáveis, maior cuidado com praças, levantamento criterioso para saber como está a saúde de nossas árvores, sem se esquecer dos córregos que circundam os bairros, que estão muito degradados “, ressalta Délcero.


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sustentabilidade

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“Muitos ainda preferem ter a frente da casa limpa, sem o trabalho de coletar as folhas que Caem diariamente; porém, ao mesmo tempo, reclamam do desconforto térmico.”

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Lima Bueno garante que estas ações estão sendo feitas. No ano de 2011 o Viveiro Municipal passou a ser administrado pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo. “O viveiro vem passando por uma reestruturação para ampliar sua produção e atendimento ao público, com programação para produzir 400 mil mudas/ano. Está passando por melhoras significativas, com aumento de real de produção e melhorias na escolha de espécies arbóreas”, garante o secretário. “É necessário que se faça o plantio de plantas variadas de acordo com a aptidão de cada espécie e os critérios urbanísticos. Por exemplo, uma mangueira oferece ótimo sombreamento, mas é inadequada para áreas urbanas. Além disso, não basta simplesmente plantar uma ou várias árvores. É necessário cuidado diário e manutenção necessária até que a própria árvore se desenvolva sozinha, impedindo assim a proliferação de pragas como brocas, cupins e formigas cortadeiras, que atacam estas árvores enquanto jovens”, diz Délcero. O ambientalista acrescenta, ainda, que existem diversas situações em diferentes bairros. Identificá-las é fundamental para que as ações sejam pontuais e duradouras. Há bairros que não possuem o distanciamento necessário para o plantio de árvores nas calçadas, outros com ruas estreitas. Por isso, cada bairro deve ser pensado de forma única. O engajamento coletivo e consciente leva ao sucesso todo projeto executado. “Ainda há muito trabalho a ser feito na dimensão da conscientização. Muitos ainda preferem ter a frente da casa limpa, sem o trabalho de coletar as folhas que caem diariamente; porém, ao mesmo tempo, reclamam do desconforto térmico. É necessário conscientizar jovens e, principalmente, crianças sobre a conservação do ambiente x saúde. A verdadeira consciência ambiental é aquela que cresce com o cidadão, permitindo seu engajamento no processo de compreender que sua sobrevivência depende de recursos, que estes recursos são finitos e que é necessário mudar comportamentos para que todos tenham, de forma igualitária, acesso aos serviços que o ambiente proporciona”, finaliza Délcero. D


educação

Ana Maria Pittom Borges

anamaria@revistadominios.com.br

Formada em Letras pela UNESP, Pedagogia e Direito. Pós-graduada em direção e administração escolar pela FIPAR.

Como ter a certeza de que dominamos um

idioma? R

ealmente a questão nos faz refletir, e nos leva a procurar milhões de mecanismos e provas para certificarmos de que estamos realmente aptos para ouvir, falar, ler e escrever em uma língua estrangeira. Dizem que ao chegarmos a um país, após alguns dias, temos consciência de nossa fluência ou não; dizem também que a quantidade de anos estudados (engano recorrente) nos evidencia se somos aptos ou não; ou ainda que se sonharmos no idioma é sinal de que já estamos preparados. Truques e dicas para avaliarmos nosso aprendizado e desempenho. Mas o que ninguém se preocupa realmente é com o fato de que estamos avaliando indivíduos, seres humanos, plenos de particularidades e mecanismos próprios e complexos. Um idioma representa muito mais que dados ou métodos que possam induzir um indivíduo ao seu uso. São tantas as questões envolvidas em um aprendizado que seria humanamente impossível mensurar essa aquisição. Então como saber se estamos aptos ou não? Simples, se considerarmos o aprendizado e a aquisição como elementos afetivos. Estar envolvido com o idioma representa mais que a esperada fluência que todos buscam. O elemento que nos permite falar, ler, entender ou Foto Courtesy / Jessica Lee

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escrever está mais em nós mesmos que em qualquer outro lugar. O idioma na vida de uma pessoa deve estar na mesma proporção que diversos outros fatores que o impulsionam no dia a dia. Sabemos que estamos preparados, por exemplo, quando nos deparamos pensando neste idioma ou mesmo buscando formas de nos expressar na língua desejada; ou quando em uma viagem surge um problema inesperado e sem nos darmos conta estamos discutindo na língua vocabulários e termos que nem sabíamos que conhecíamos; ou quando ir para a nossa escola de línguas se torna um prazer tão grande, que de lá fazemos um pouco de nosso lar, compartilhando ideias e ideais; e mesmo nas diversas oportunidades profissionais em que nos lembramos e fazemos uso de termos estrangeiros com a facilidade com a qual faríamos em nossa própria língua; em dias em que, inspirados, decidimos ver nosso filme preferido em versão original, sem legendas e dublagem, e entendemos e nos divertimos mesmo assim; quando aquela música no rádio faz sentido para nós; como quando em um restaurante pronunciamos os nomes daqueles pratos chiquérrimos sem nenhuma dúvida etc. Enfim, são tantas as evidências que um idioma registra em nós, que nossa identidade se funde com ele. Assim, pequenos gestos e expressões evidenciam tanto da nossa aquisição mais do que poderíamos crer. Nestes momentos descobrimos que há muito mais coisas sobre esta língua em nós do que acreditávamos. E são com os reflexos de nosso mundo interior, do nosso mundo afetivo, que perdemos os medos, anseios e entraves, permitindo-nos exteriorizar todo o nosso aprendizado. Assim, antes das estatísticas ou provas concretas de nossa fluência, procuremos dentro de nossas aulas, junto aos nossos professores, na cultura da língua estudada, nas oportunidades oferecidas, nossa própria identidade afetiva no idioma. Traremos, assim, o que nos dá prazer, o que nos aflige, o que nos alegra, o que nos estimula para, desta forma, podermos dizer: eu estudo um idioma e com ele aprendo um pouco sobre mim e o mundo. D Serviço: America English School – R. Cila, 3148 – 17 3232.3033


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odontologia CRO 88.032 – Dr. Heitor Bernardes Cosenza Especialista e Mestre em Implantologia CRO 15.630 – Dr. Franscisco Roberto Cosenza Especialista em Prótese e Mestre em Implantologia CRO 15.636 – Dra. Silvânia Bernardes Cosenza Especialista em Odontopediatria e Periodontia

Lábios finos e a boca murcha

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Primeiro Molar Permanente chega na nossa vida aos 6 anos de idade e deve permancer pela vida toda. É ele que determina a Dimensão Vertical de Oclusão, mantendo a harmonia da face e a postura da cabeça em relação à Coluna Vertebral, porém é difícil imaginar que uma criança tão pequena, já tenha um dente tão importante na boca. Mas e o coração, o fígado e os outros orgãos? Também não são importantes e ficam para a vida toda? Muitas pessoas têm estes dentes extraídos ou perdidos por lesão de cárie ainda na fase de desenvolvimento e os dentes vizinhos tentam encostar-se um no outro para suprir esta falha. Quando estamos em pé e nos inclinamos para pegar alguma coisa no chão, diminuimos de altura. O mesmo ocorre com os dentes. Se inclinam para restabelecer um ponto de contato com o dente vizinho e ficam mais baixos, diminuindo a Dimensão Vertical de Oclusão, sobrecarregando os outros dentes,

abrindo espaço entre os anteriores, fazendo o lábio ficar mais fino, ampliando as rugas ao redor da boca e fazendo a cabeça ficar mais inclinada para frente em relação à coluna, podendo acarretar, ainda, dor e lesões na Coluna Cervical. Guedes-Pinto, autor renomado em Odontologia Infantil, em 1994 relata a importância da manutenção dos dentes de leite com boa saúde, para que os primeiros molares permanentes irrompam na posição correta, pois tem-se neste período um segundo ganho de altura facial ou dimensão vertical. O tratamento na fase adulta se faz através da Reabilitação Oral, iniciando pelo uso de Placas de Recuperação de Dimensão Vertical e posterior substituição por Próteses em Cerâmica, conforme relata COSENZA e col. em artigo publicado na Revista JADA (Journal Americam Dental Associetion, 1986), devolvendo a postura perdida, restabelecendo a função estética, fonética, respiratória e autoestima. D Serviço: R. Ondina, 286 – Redentora – 17 3235.2310 – www.co1.com.br


oftalmologia

JACQUELINE CRISTIANE GONÇALVES FERNANDES Formada em Psicologia pela UNORP e Técnica em Visão Subnormal pelo Instituto Penido Burnier.

Visão

subnormal técnicas e equipamentos para promover a reabilitação visual

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isão Subnormal, como o próprio nome diz, é a condição em que há diminuição da capacidade visual. Pode ter diversas causas, dentre elas, glaucoma, degeneração macular ou até mesmo congênita, sendo o médico responsável pelo diagnóstico e encaminhamento ao Técnico em Reabilitação Visual. O técnico em Reabilitação Visual é a pessoa habilitada para prescrever auxílios óticos de acordo com a necessidade de cada paciente, dependendo do quanto a baixa visão interfere em suas atividades diárias, como, por exemplo, usar o computador, ler, escrever ou assistir à televisão. Auxílios óticos são materiais que auxiliam o paciente, levando a imagem para seu melhor ângulo de visão, permitindo que ele seja capaz de utilizar a visão residual e retome algumas atividades de sua vida diária. Esses recursos variam desde lupas manuais (telelupas) até binóculos especiais, que permitem focar cada olho separadamente. O HO Redentora, que busca melhoria contínua e se preocupa com a qualidade de vida de seus pacientes, acaba de implantar mais esse serviço, e conta com os mais diferentes recursos óticos para que o paciente conheça e tenha informações sobre o uso e características dos produtos.

Geralmente, os pacientes com visão subnormal chegam ao consultório desmotivados, pois já não conseguem mais executar tarefas simples, como ler o jornal ou ver preços nas prateleiras do supermercado. A reabilitação visual traz esperança e motivação ao paciente, já que parte de sua independência é recuperada com o uso dos auxílios óticos. A prescrição desses auxílios é feita através de testes criteriosos, que medem a acuidade visual e a percepção de luz, além de conhecer a rotina do paciente, para que seja adaptado o melhor recurso para o desenvolvimento de cada atividade. É importante que o paciente saiba que essa não é a cura para sua doença, mas é uma adaptação ótica, que permite realizar tarefas, aproveitando da melhor maneira a baixa visão residual. Para a reabilitação, é necessário que o técnico conheça o histórico do paciente, por isso, ele deve trazer para a consulta um encaminhamento de seu médico, contendo seu diagnóstico e se já faz uso de algum recurso ótico. O serviço de Reabilitação Visual do HO Redentora possui uma psicóloga, técnica em Visão Subnormal, que especializou-se no Instituto Penido Burnier e está inovando o serD viço com técnicas atuais.

foto arquivo

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A Técnica em Visão Subnormal Jacqueline Fernandes realiza exame em paciente, no HO Redentora, utilizando auxílios óticos


animais

Dr. Lucas Bahdour Cossi CRMV-SP 18960 - Graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Araçatuba Residência em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais pela UNIRP Pós graduação Lato Sensu em Oftalmologia Veterinária pela Anclivepa-SP Mestrando pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Araçatuba

Glaucoma em cães O glaucoma é uma doença grave e considerada uma emergência oftálmica.

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laucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo óptico e, como consequência, comprometimento visual. Dentre as doenças oculares diagnosticadas nos cães, o glaucoma ganha destaque como afecção de difícil conduta terapêutica, sendo uma das enfermidades oculares de maior risco de perda da visão em animais adultos. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira. Existem basicamente três tipos de glaucoma, entre eles primário, secundário e congênito. O glaucoma primário é aquele que ocorre por questões genéticas, sem causas aparentes, enquanto que o secundário ocorre quando há causas detectáveis, como hemorragia no interior do olho, por exemplo. Já o glaucoma congênito, também é relacionado a fatores genéticos, porém está presente desde o nascimento. A maior incidência ocorre em raças como: Shih Tzu, Shar Pei, Chow Chow, Dálmata, Bealge, Poodles miniatura, Husky Siberiano, Basset Hound, Cocker

foto Brett Critchley

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Spaniel, Pastor Alemão, Collie, dentre outras; em animais com idade de 5 a 10 anos é mais frequente do que nas outras faixas etárias. Os sinais clínicos do glaucoma são variados, de acordo com a causa e a cronicidade do caso. Na fase precoce, a doença não é facilmente diagnosticada, pois os olhos são assintomáticos. Os principais sinais clínicos do glaucoma são: olho vermelho, edema corneano difuso (olho azulado), midríase (pupilas dilatadas), dor nos olhos (evidenciada por falta de apetite, depressão, piscar constante, mudança de comportamento) e déficit visual. O diagnóstico do glaucoma é baseado na predisposição racial, na sintomatologia e na elevação da pressão intraocular, esta determinada pelo uso de instrumentos adequados chamados tonômetros (aparelho que afere a pressão do olho). Deve-se salientar que o glaucoma é uma das afecções que, na maior parte das vezes, é mal diagnosticada. A ausência de um diagnóstico precoce e preciso pode impedir um tratamento eficaz. O manejo do glaucoma é dependente da causa, severidade e duração do processo, além de uma correta classificação, para a seleção de uma terapia adequada. O tratamento clínico se faz através do uso de colírios apropriados, recebendo grande destaque, pois os procedimentos cirúrgicos têm pouco sucesso. O ideal é que o tratamento do glaucoma seja realizado e acompanhado por um veterinário especialista logo após o diagnóstico inicial. O glaucoma é uma doença grave e considerada uma emergência oftálmica. Os riscos de cegueira são muito significativos, uma vez que a maioria dos pacientes é encaminhada ao Oftalmologista Veterinário muito tardiamente, quando pouco ou nada resta por ser feito. Os cães deveriam ser submetidos a exames oftálmicos regulares, principalmente para verificar a pressão do olho, pois o diagnóstico precoce do glaucoma é fundamental para o controle da doença. D Serviço: 17 8114.4210 / 3308.0841 – lucascossi@yahoo.com.br


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social

Nenê Homsi

Noite rio-pretense O cenário noturno vai ganhar o primeiro pub sertanejo do Estado de São Paulo: o Valley Pub Rio Preto, casa que promete revolucionar o mercado em nossa cidade. O seu projeto foi desenhado na releitura dos pubs irlandeses, pensando na interação do público com as atrações, proporcionando emoção e energia. A decoração segue a linha country western, luxuosa e requintada, assinada pelo arquiteto Luis Pedro Scalise, que em 2011 arrebatou os primeiros prêmios na Casa Cor São Paulo e Casa Cor Campo Grande.

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Século 21 “Se não existisse o gay, a vida seria em branco e preto. São eles que dão colorido o mundo”, foi a frase que uma convidada disse no Buffet Felix Petrolli, durante o acontecimento que festejou a união do rio-pretense Rafael Bento com o suíço Ulrich Amsler, na noite de 9 de fevereiro. Exageros à parte, o fato é que a festa foi ornamentada com as cores do arco-íris e com os tons da bandeira gay. O coreógrafo Alex D’Arc deu um toque de beleza com a performance de seus bailarinos e bailarinas. O noivo suíço, Ulrich Amsler, fez uma saudação em alemão, traduzida pela professora Kenia Pereira. E a festa só foi terminar na madrugada plena, animada pelo DJ Cássio Gasparini. Marcial O MMA, esporte que mistura artes marciais, vem crescendo assustadoramente no país, tanto que a novela global Fina Estampa a incorporou em sua trama. E a cidade de Rio Preto vai sediar a 20ª edição do Predador Fight Championship, maior evento de MMA, na noite de 10 de março no Centro Regional de Eventos. Vão estar no ringue os grandes atletas brasileiros da modalidade.

Globalização O mundo não tem mais fronteiras. Gabriela Pasqualon, que reside na Austrália, soube através do Diário da Região, via on-line, que a Feijoada do Nenê já está marcada para 30 de junho. E ela não teve dúvidas. Cancelou sua passagem de volta ao Brasil, marcada para 2 de julho, e a antecipou para 26 de junho, em tempo de chegar para a festa. Ela virá com o seu namorado, o atleta Ryan James, titular do time de cricket, futebol australiano, da cidade de Perth, onde eles residem.

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Ovo de Colombo A fórmula encontrada pelo Automóvel Clube para promover os almoços pré-carnavalescos foi tão certeira que, provavelmente, passará a ser fixada no calendário promocional do Clube. Na verdade, foi um ovo de Colombo. Tinha tudo para dar certo. Só que ninguém, antes desta diretoria, havia tentado fazer. 1- Andrea Ferreira e Rodrigo Camillo na noite de aniversário dele, festejado na véspera do carnaval 2- Vanessa, Cici e Carina Maceno Vetorasso, em festa de casamento • 3- Hary Katiwenckel, big boss da Hill Country, acompanhado de amigos 4- Karla Repizo e Alexandre Pane na Lounge

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social

Nenê Homsi

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Casamento Caroline, filha de Maria Teresa e Pedro Salles, casa-se dia 7 de julho com o empresário português Abel Pina, no Harmonia Tênis Clube. Depois de casados, eles vão dividir o domicílio entre Miami e São Paulo, uma vez que ambos trabalham na área de comércio exterior. Honraria O doutor Domingos Braile, professor emérito da Famerp, recebeu o Prêmio Benedicto Montenegro, dado pela diretoria do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. A honraria é outorgada a um cirurgião que tenha atuado no Estado de São Paulo e contribuído, de maneira inequívoca, para o desenvolvimento da cirurgia brasileira.

Bem acompanhada Sylvinha Goulart matou a cobra e mostrou o pau. Radicada há anos no Rio de Janeiro, onde atua como empresária artística de famosos, Sylvinha festejou o seu aniversário semana passada juntamente com seus amigos, aniversariantes da mesma data: os atores Rodrigo Phavanello, Carlos Machado (o Ferdinand de Fina Estampa) e o cantor Fabian que faz dupla com Fabrício. E, documentando o acontecimento, enviou uma foto da festa onde ela está ao lado dos aniversariantes. Obra estrela As imagens na televisão veiculando a viagem da presidente Dilma Roussef a Cuba, mostraram uma figura sentimentalmente ligada a Rio Preto por laços familiares. É Mauro Hueb, engenheiro-chefe responsável pelas obras do novo porto de Mariel, que a Odebrecht realiza na ilha de Fidel. Mauro esteve em Rio Preto em 2006, especialmente para o casamento de seu irmão, o cirurgião dentista Silvio Hueb, com Marcella Homsi.

Show no céu Quem esteve em Rio Preto foram dois oficiais da Força Aérea Brasileira: o capitão Franklin e o sargento Senarelli. Vieram para uma visita precursora, definindo os detalhes para a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, em março, em comemoração aos 160 anos desta terra de São José. A esquadrilha, composta de oito aviões Tucano 750 turbo hélice, da Embraer, fará 55 manobras num show de 40 minutos no antigo terminal de embarque do aeroporto. Arco íris O Gada Rio Preto já iniciou os preparativos da 11ª Parada Oficial do Orgulho Gay, cuja data será anunciada em março. Os seus organizadores estão confeccionando uma série de cartões postais com imagens de Rio Preto que vão circular pelos quatro cantos do País, divulgando o evento. Entre as novidades deste ano, concursos para premiar os figurinos mais criativos, o “bofe” mais bonito e a criação da comissão “Priscillas, as Rainhas da Parada”, que abrirá o circuito.

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1- Freddy Giovanni e Fabiano Maceno Vetorasso, ladeando os noivos Fausto Camargo e Viviane Pelegrine 2- Os noivos Fausto Camargo e Viviane Pelegrine • 3- Gabriel Alves, Bárbara e João Guilherme Thiesi, no casamento de Fausto e Viviane 2


Sylvia Santini

artes

fotos sebastião rodrigues

Arte

O

primitivista rlando Fuzinelli, renomado artista plástico da arte primitivista (Naif), além das tintas coloridas utiliza as palavras como forma de expressão.

Sou NAIF Eu sou um artista NAIF Vim lá do barranco do rio Brincando sempre com as cores Até nas noites de frio Correndo o pincel nas tintas Como a energia elétrica que corre nos fios Eu sou Clarice Lispector Eu sou Drummond de Andrade Eu sou Eça de Queiroz Eu sou o sábio e a maldade Eu pinto a vaca de verde E na paisagem a saudade Eu colho as cores das frutas e flores Entro nas telas de Matisse Sou os olhos das mulheres de Picasso Nas paisagens de Van Gogh eu também caço Como agulha no palheiro De Mondrian eu tiro os traços Eu sou o pobre e o rico Na minha pintura ingênua Tem uns que amam de alma Tem quem no ódio se acalma Eu sou o Orlando Fuzinelli Se gostou eu bato palma D

Serviço: Sylvia Santini 17 3231.9406/9111.4017 • Orlando Fuzinelli 17 3216.6348

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transformações

Deise Zuliani

deisezuliani@revistadominios.com.br

Graduada em Administração de Empresas – Universidade São Judas Tadeu - SP Pós graduação em Gestão de Terapias Holísticas Vibracionais – UniRadial - SP

Rejeição “Os comportamentos que criamos, a partir da rejeição, DEVEM-SE À necessidade de serMOS acolhidoS e amadoS. Tomamos muitas atitudes na vida com base nisso.”

foto Elena Rostunova

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O

ser humano é movido por 3 necessidades básicas: a de acolhimento, de segurança e de controle. A necessidade de acolhimento nasce a partir de um sentimento de rejeição vindo da infância. Esse sentimento de rejeição, criado a partir de uma situação onde nos sentimos abandonados, desamados, não aceitos, insignificantes ou desmerecidos, gera automaticamente um sentimento de separação, de depressão e solidão, podendo ficar alojado no inconsciente por muito tempo. Os comportamentos que criamos, a partir da rejeição, devem-se à necessidade de sermos acolhidos e amados. Tomamos muitas atitudes na vida com base nisso. Tornamo-nos pessoas muito boazinhas, querendo ajudar os outros, com dificuldade de dizer “NÃO”, gerando um sentimento de culpa, não respeitando os próprios limites, doando-se a tudo e a todos e criando um comportamento perfeccionista pela necessidade de ser aceito pelo grupo. E com isso geramos uma cadeia de outros sentimentos automáticos. Para agravar os reflexos da rejeição é que o inconsciente entende exatamente o contrário. Como todo sentimento é uma frequência vibratória interna, nós não sabemos, mas o medo da rejeição se torna desejo de ser rejeitado e com isso vamos atraindo situações onde nos sentimos cada vez mais preteridos, desamados e não aceitos. Muitas vezes pensamos que o sentimento de abandono teria surgido por algo que não esqueceríamos, como a separação dos pais ou a morte de um deles, mas pode ter surgido por algo não perceptível. Exemplos: se a mãe saía para trabalhar e deixava a criança aos cuidados de outra pessoa, mesmo sendo da família; se o pai se ausentava por dias, em decorrência do trabalho; se a mãe teve algum sentimento de rejeição pela gravidez, ainda que por apenas um momento, isso já é suficiente para causar uma série de auto sabotadores na vida interferindo nos relacionamentos amorosos e sociais, no trabalho e no financeiro. Aos nossos olhos isso parece insignificante para criar uma cadeia de problemas, mas não podemos esquecer que a criança não sabe se defender e não tem entendimento e nem consciência da realidade à sua volta, mas ela sente tudo o que acontece. A intenção na abordargem desse assunto é a de trazer um entendimento dos acontecimentos à nossa volta, sairmos da posição de vítima que o sentimento de rejeição pode trazer e, com a ajuda de uma terapia apropriada, que nos ajude a identificar nossos bloqueios, conseguirmos mudar nossos caminhos e a relação com o mundo, tornando-nos confiantes e seguros. D Serviço: Deise Zuliani – 17 9777.2908 – deise_terapias@hotmail.com


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jurídico

Hamilton Castardo

hamilton@revistadominios.com.br

Desistência do Consórcio

no momento de decidir quanto à aquisição de bens e serviços via consórcio, avalie criteriosamente sua possibilidade de continuar no grupo até o final

O

sistema de consórcio é muito utilizado no Brasil, pois possibilita a aquisição de bens com parcelas mensais possíveis de serem pagas. A Lei nº 11.795/8O dispõe sobre o consórcio e o conceitua como “... reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas previamente determinados, promovida por administradora de consórcio, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, de forma isonômica, a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento.” A lei citada diz ainda que “... se destina a propiciar o acesso ao consumo de bens e serviços, constituído por administradoras de consórcio e grupos de consórcio”, caracterizando tal instrumento como uma via para adquirir determinados bens de consumo por aqueles que não dispõem de recursos financeiros suficientes para adquiri-los à vista. Após o ingresso em um grupo, algumas situações ou condições podem se modificar, levando à vontade de desistir do grupo no qual o consorciado esteja inscrito. Neste momento, surgem algumas dúvidas e, entre elas, o direito à restituição do valor

pago até aquele momento. Em regra, os contratos de consórcios contêm cláusulas que determinam a devolução após o encerramento do grupo, ou seja, somente findo o prazo de duração do consórcio é que aquele que se retirou receberá o valor pago. Assim, distorções podem ocorrer: se a desistência ocorre, por exemplo, no décimo mês de um consórcio de sessenta meses, o desistente deverá esperar durante cinco anos para receber o valor. Isso é justo? É legal? Quanto a esta questão não é pacífico o entendimento do momento em que a restituição deve ocorrer. Algumas decisões judiciais determinam a devolução imediata ou em até trinta dias. Os valores devolvidos devem ser acrescidos de correção monetária. Neste sentido a súmula nº 35 do STJ. O Poder Judiciário (Turma Recursal) do Rio Grande do Sul, decidiu que “as parcelas pagas pelo consorciado deverão ser restituídas ao final, até trinta dias após o encerramento do grupo. Tratando-se, porém, de consórcio de longa duração e tendo sido pagas poucas parcelas pelo consorciado desistente, devida é a restituição imediata. (TJRS. Recurso Cível Nº 71002058592, Segunda Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Leila Vani Pandolfo Machado, Julgado em 24/06/2009). No mesmo sentido: Consórcio. Desistência. (...) I - o consorciado desistente tem o direito de ser restituído, de imediato, das importâncias que pagou, independente do término do grupo, sendo abusiva e nula qualquer cláusula que o obrigue a aguardar o encerramento dos grupos, especialmente, em plano prolongado como o presente, com duração de 60 (sessenta) meses. (Goiânia; Turma Julgadora Recursal Cível dos Juizados Especiais; DJ 14188 de 13/01/2004; Acórdão de 17/12/2003; Relator: Dr. Massaco Watanabe). Desta forma, no momento de decidir quanto à aquisição de bens e serviços via consórcio, avalie criteriosamente sua possibilidade de continuar no grupo até o final, pois caso haja expressa previsão no contrato de consórcio, poderá ser aplicada multa em razão da desistência do consorciado antes de encerrado o grupo. Ademais, verifique outras possibilidades de aquisição, como financiamentos, liquidações com parcelas sem juros etc, lembrando que o consórcio é uma excelente forma de aquisição do bem desejado. D


larissa@revistadominios.com.br

larissa moschetTa

moda

foto alessandro prette • Veste madors • modelo amabile zanetti

Plisser

ou Plissê Os resultados do plisser nos tecidos são lindíssimos, se feitos em estampas então, ficam fantásticos, dando um aspecto tridimensional aos desenhos.

A

palavra “plisser” vem do francês e significa preguear. As saias e vestidos plissados são o que chamamos de “clássicos da moda”, não pertencem a uma única estação e não têm data marcada para acabar, como acontece com tantos itens que entram e saem de nossos armários cada vez que os termômetros mudam de temperatura. O plisser é feito com um maquinário especial, uma prensa que produz calor “desenhando” as pregas no tecido, como se este tivesse sido passado com ferro, mas a vantagem é que ele não desmancha, a não ser que tenha sido feito em seda pura, neste caso, se for lavada a peça, o efeito desaparecerá. Os resultados do plisser nos tecidos são lindíssimos, se feitos em estampas então, ficam fantásticos, dando um aspecto tridimensional aos desenhos. As saias longas plissadas já apareceram no verão, embora tenham chegado “devagarzinho”, já vieram causando uma ótima impressão e prometem muito mais para o Inverno 2012. Agora o que muda são os tecidos que devem ser mais pesados, com aspecto de lãzinha e as estampas serão do universo animal, principalmente a pele de cobra, que está estourando lá fora. Aproveitem para usá-las longas ou curtas com botas que podem ser até o joelho ou mesmo as bem curtinhas, até o tornozelo, ficam um show. Vale lembrar, como sempre, que os volumes devem ser balanceados, portanto, combine-os com blusas mais sequinhas ou com jaquetas de couro bem curtinhas. Abraços e até o mês que vem! D

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dermatologia

Dra. Sílvia Regina Strazzi

silvia@revistadominios.com.br

CRM 57.976 – Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Pós Graduação no Hospital Saint Louis de Paris, França

Conselhos para evitar e tratar

estrias A

s estrias representam uma das principais preocupações das mulheres. Elas se formam devido ao rompimento das fibras elásticas da pele, responsáveis pela elasticidade e tonicidade do tecido. Ou seja, quando a pele se estende (seja por alteração hormonal, crescimento, gravidez ou obesidade) ela tende a romper as fibras elásticas do local. Com o tempo, forma-se uma espécie de “cicatriz” no local ocorrendo então a chamada “estria”. Nas mulheres, os principais locais de surgimento são as nádegas, o quadril, a região lombar, a barriga e os seios. Infelizmente, ainda não existe cura para as estrias, porém com os tratamentos disponíveis atualmente consegue-se suavizar, e muito, essas linhas que deformam a pele. Além dos fatores já citados, outros fatores supostamente associados ao desenvolvimento das estrias são os seguintes: aGenética  a elasticidade e a resistência da pele são características herdadas. Se a mãe ou a avó apresentavam uma pele mais resistente e elástica, a chance de ter estrias diminui. aAlterações de peso  o famoso “efeito sanfona” favorece o estiramento da pele, com consequente ruptura das fibras elásticas. aUso de corticóides  são medicamentos antiinflamatórios. Eles parecem estar associados à redução da elasticidade da pele. aMusculação  nesse caso, os mais afetados são os homens. Quando exageram nos exercícios, o aumento muscular força as fibras, que se rompem. As estrias podem ser de dois tipos 1. Rosadas ou avermelhadas  são as estrias que se formaram mais recentemente, apresentando essa coloração devido ao rompimento dos vasos sanguíneos da região. Nessa fase, os tratamentos costumam fornecer resultados mais satisfatórios. 2. Nacaradas ou Brancas  são as estrias antigas, nas quais já ocorreu a formação da fibrose (ou cicatriz). Nessa

fase, elas são esbranquiçadas. Os tratamentos conseguem promover seu estreitamento ou atenuação. É importante enfatizarmos o papel da prevenção, já que, mesmo com as terapias mais atuais, é impossível eliminar completamente as estrias. Assim, nada melhor que prevenir o surgimento de novas lesões. As recomendações são as seguintes: aO principal é manter o corpo bem hidratado. Beba pelo menos 2 litros de água por dia e use um creme hidratante à base de água. Esses cremes devem ser ricos em emolientes à base de colágeno, elastina, lipossomas, alfa-hidróxiácidos, uréia, lactato de amônia e óleos vegetais. A melhor lubrificação melhora a resistência da pele contra a ruptura das fibras. aEvitar oscilações muito grandes no peso. aEvitar o uso de roupas apertadas e o tabagismo. aPraticar atividades físicas regularmente sempre, mas com moderação. aUtilizar sutiãs adequados, pois ajudam a sustentar o peso dos seios. aAlimentar-se bem, ingerindo quantidades adequadas de frutas e vegetais frescos. A vitamina C presente nesses alimentos é um importante antioxidante e ajuda na formação das proteínas da pele. Tratamento Existem várias técnicas eficientes contra as estrias, mas a maioria dos médicos recomenda a utilização de uma combinação delas para obter melhores resultados. Para as estrias recentes, vermelhas, podemos usar: Peelings Químicos associados à Microdermoabrasão com Cristais, Intradermoterapia, Carboxiterapia e Laser. Para as Estrias mais antigas, brancas podemos indicar Laser Fracionado de CO2 ou Érbium, Carboxiterapia, e nos casos mais graves até mesmo a Subcisão (técnica cirúrgica). D


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livro | cd | dvd

flaviana ribeiro

flaviana@revistadominios.com.br

DVD

Os Agentes do Destino Distribuidora: Universal Pictures

CD

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esde o lançamento da triologia “Bourne” eu acompanho todas as produções que tem Matt Damon no elenco. Por isso, mesmo sem saber nada sobre “Os agentes do Destino”, achei que o filme merecia uma chance. Pela resenha curtinha do DVD achei que era uma ficção científica. Depois, quando o filme começou, pensei que ia assistir a um romance água-com-açúcar. No final, é um pouquinho de cada. O filme é uma adaptação de um conto escrito em 1954 pelo escritor americano, Philip K. Dick, especialista em ficções científicas. Na história, David Norris (Matt Damon) é um jovem político que acabou de perder as eleições para o senado quando conhece Elise (Emily Blunt), uma jovem bailarina com uma carreira promissora. A teoria é bem simples: tudo que acontece está traçado em um plano. E já que a bailarina não faz parte do plano, David resolve buscar formas de burlar o “sistema”. Não é um filme espetacular, mas é uma boa pedida para assistir acompanhado num domingo sem nada pra fazer. Tem romance para as meninas, e (excelentes!) cenas de perseguição para os meninos. Filme para comer com pipoca, sem pressa.

Mônica Salmaso Alma Lírica Brasileira Gravadora: Biscoito Fino LIVRO

Coração de Tinta Autora: Cornelia Funke | Editora: Cia das Letras

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sta é uma surpreendente obra infanto-juvenil. Mas vou contar pra você porque vale também para “gente grande”. A história escrita pela alemã Cornelia Funke (considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time) é uma homenagem à literatura e a fantasia. “Coração de Tinta” fala de algo que todo leitor já deve ter imaginado: como seria se personagens de seus livros ganhassem vida? Mo, um habilidoso restaurador de livros, sabe. Ele possui um dom especial: é capaz de tornar real qualquer ser da história que está lendo em voz alta. Mas isso tem um preço - algo do mundo real deve tomar o lugar daquilo que foi trazido do livro. Mo e sua filha Meggie conseguem escapar do vilão, mas sua esposa é mandada para dentro do livro. Depois de se adaptar ao nosso mundo, Capricórnio decide usar as habilidades de Mo para conseguir ouro e trazer para o mundo real o seu mais terrível e cruel servo, o Sombra. Sim, este livro já virou filme (Brendan Fraser e Paul Bettany estão nele). Mas não se engane! Um livro prá lá de gostoso de ler e que mostra toda delicadeza e magia de tecer histórias. Vale a pena ter na estante para ler e reler de vez em quando. =)

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onheci a Mônica Salmaso por acaso, numa apresentação em que ela e o violeiro Paulo Freire interpretavam “Cuitelinho”. Me apaixonei pela voz dessa paulistana e por isso, já sabia que ia gostar do álbum “Alma Lírica Brasileira”, antes mesmo de ouvir. Olha que beleza: Tom Jobim, Adoniran Barbosa, Chico Buarque e Villa-Lobos, todos juntos. E isso é só um bocadinho do que você vai encontrar no sexto CD da cantora, lançado pela gravadora Biscoito Fino. O álbum traz arranjos sofisticados e a voz inconfundível de Mônica. Se você não conhece, só precisa saber que ela é sempre doce, suave e intensa. Algumas músicas são conhecidas, como “Trem das Onze” e “Melodia Sentimental” (a minha preferida). “É uma música até triste, mas tem uma sacada engraçada com uma letra maliciosa. É poética e tem sempre uma sacanagem”, brinca a cantora. Pra mim, “Alma Lírica Brasileira” é um garimpo de grandes canções para quem gosta (de verdade!) da mais legítima música popular brasileira. Nela, Mônica divide os vocais com Chico Buarque, que convidou a cantora para participar do CD “Carioca”.


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biruta presentes

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é tudo verdade

romildo sant’anna

Da intermitente

morte

Vem, noite, antiquíssima e idêntica, noite rainha nascida destronada, noite igual por dentro ao silêncio...

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á muitas mortes e todas se assemelham a algum tipo de exaustão. Mas falo agora é da tal, a absoluta. Fernando Pessoa a invocou numa ode: “Vem, noite, antiquíssima e idêntica, noite rainha nascida destronada, noite igual por dentro ao silêncio...”. Sugere que, além de Deus, nada existe tão igual a si mesmo que essa imperatriz soturna, esse acalanto que acalma os burburinhos da vida. Pois nascer é passar a vida morrendo. Representada pela negra foice que extingue, a intermitente morte, esse “labirinto sem portas” como a desnudou Saramago, é o derradeiro mergulho no desconhecido. Quando menino, eu tinha uma visão doméstica da morte. Seu arrepiante medo circundava a nossa casa. E nosso pai partilhava conosco um assombro de Álvares de Azevedo: “Se eu morresse amanhã, viria ao menos fechar meus olhos minha triste irmã; minha mãe de saudades morreria se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã, eu

perdera chorando essas coroas se eu morresse amanhã!”. Hoje, ao avistar o ocaso, penso no amanhã sem mim. Quem sentirá minha falta? Aterroriza-me pensar no que será quando jamais serei. Epicuro, pensador grego, examinou o óbito. Como em consolo, fala que ela não nos diz respeito. Reside em outra esfera, pois “quando somos, ela não é, e quando a morte é, já não somos mais”. Outros a pensam como transformação renovadora, a seiva da nova existência. A cena inicial do Hamlet é a noção quase cômica da reencarnação: “Alexandre morreu, foi sepultado. Voltou ao pó. O pó é a terra e com a terra se faz a argila. Por que a argila em que ele se transformou não poderia vir a ser a tampa dum barril de cerveja?”. A morte, esse vale misterioso nas grotas dos abismos, é a desgrenhada instância de nossa finitude; somos personagens em cena, num ato efêmero entre os infinitos atos dum drama chamado Existir. Contrasta-nos com o divino, a persistência absoluta. Porém, numa interpretação corpórea do existirmos, o pessimista Schopenhauer escreveu: “tu [o ser] és o produto de um ato que não deveria ter sido; assim, tens de morrer para anulá-lo”. A morte é o Dia de Finados que não cessa. Ironicamente, é silenciosa adjuvante da delícia de viver. Enlaça-nos em seu beco sem saída. Nas Intermitências da Morte, de Saramago, e fazendo-nos perceber o que seríamos sem ela, a morte mesma nos manda seu recado: “a partir de agora toda a gente passará a ser prevenida por igual e terá o prazo de uma semana para pôr em dia o que ainda lhe resta na vida”. Rimos e tentamos ser felizes. E gozamos, mesmo que fingidamente, a ventura de viver. Dizem que indagaram a Molière, carcomido pelo fim da vida, se lhe era difícil morrer. Até que não, respondeu o autor parisiense. Difícil é escrever uma comédia. Comédia divina encenada sobre a areia movediça. Sombra contumaz e engolidora de tudo, acariciante e invencível. Tou falano nela, a tal. D


Revista Domínios - Ed. 164  

Revista Domínios, edição 164

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