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Acreditar Edição N.º 1

Outubro de 2008

UMA CAMINHADA Os jovens da catequese da nossa paróquia iniciam hoje mais um ano da sua real caminhada na fé cristã.

MENSAGEM “Olá meus fieis AMIGUINHOS, chegou o grande dia de nos voltarmos a encontrar na catequese. Como Eu fico contente de vos ver a todos novamente e com a mesma alegria e garra do ano que terminamos. Podereis vós imaginar o quanto Eu, vosso AMIGO JESUS, fico alegre pela ansiedade que vejo palpitar nos vossos corações por voltarmos a estar todos juntos? As crianças, adolescentes, jovens, pais, catequistas, as comunidades e o padre, todos empenhados em descobrir quem eu sou e saber dizer aos outros o quanto eu amo cada um de vós. Vinde todos porque Eu, o vosso Jesus, espera-vos.”

Para muitos, este será um ano de mudanças, realizações e acontecimentos.. Muitos vêem pela primeira vez à catequese, será o primeiro ano de uma longa caminhada que têm pela frente. Esta caminhada vai proporcionar-lhes actividades, brincadeiras e aprendizagem. Estamos assim, com uma longa caminhada para efectuar, tendo sempre em atenção a caminhada de Jesus Cristo e dos seus discípulos. Desenvolvemos actividades nunca antes desenvolvidas, provando assim que também nós somos capazes de fazer. Tentamos mostrar às pessoas que a brincar também se aprendem coisas sérias, tais como compreender a religião.

Em alguns dos principais passos, aprendemos como a igreja de Jesus é expressão e realização do projecto de Deus de salvar todos os homens. Aprendemos as razões da sua esperança, através da proclamação da fé e do anúncio da Boa Nova em palavras e em obras. Aprenderemos com Jesus, filho de Deus feito homem, plenitude e chave da História da Salvação, mediador da Nova Aliança; o Reino de Deus, anunciado e realizado em Jesus, isto é, na sua Pessoa e ensino, nos seus sinais e milagres e especialmente na sua Páscoa e envio do Espírito Santo. Estamos a conhecer melhor Jesus e a sua mensagem, de ser cristão; a firme esperança em Jesus que é de ontem, de hoje e para sempre; o gosto pela participação na construção do Reino de Deus através

do cumprimento da missão da igreja; o conhecimento pessoal de que Jesus Cristo é o Senhor. Jesus Cristo é para nós, cristãos a chave principal de toda a Bíblia, pois Ele é

o centro e a plenitude da manifestação de Deus à Humanidade. É à luz de Jesus Cristo que a igreja lê e interpreta toda a Bíblia. Assim como fizeram os evangelistas e os primeiros cristãos, também nós estamos a ler e interpretar a Bíblia, como luz para a nossa vida; por ela e através dela, Deus continua a falar-nos hoje.

PASSEIO CONVIVIO DE FINAL DE ANO CATEQUÉTICO 2007/2008


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O GIRASSOL

Os nossos olhos são selectivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o importante ou mesmo o indispensável. Escolha focalizar o melhor lado das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol! Já reparou como é fácil ficar depressivo? -Não estou bem porque está a chover, porque tenho uma conta para pagar; porque não tenho exactamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter; porque ainda não fui valorizado; porque os problemas perseguem-me, porque...porque...porque..... É claro, existem momentos em que não estamos bem. Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, captar o lado claro da transmissão. Na natureza, nós temos uma antena que é assim, o girassol. O girassol volta-se para onde o sol estiver. Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem. E nós diante dos problemas? Escondemo-nos ou voltamo-nos para o sol da justiça que tem todas as soluções em suas mãos. Levantemos a cabeça coloquemos o nosso coração à disposição de Jesus, pois Ele o verdadeiro Amor, quer colocar toda a nossa vida na direcção correcta, façamos como o girassol, não importa o esforço procuremos sempre estar voltados para Deus

CATEQUESE “UMA MISSÃO” A missão da Igreja é anunciar Deus, mostrá-lo ao mundo, dar a conhecer o Seu verdadeiro rosto e a Sua história de união com roda a humanidade, tal como Jesus nos revelou. Chama-se a isto Evangelizar (fazer chegar a Boa Nova). A catequese é o momento prioritário do processo de evangelização. É nela que se estrutura a conversão a Cristo, oferecendo as bases para a adesão crente. A catequese de iniciação de crianças, jovens e adultos é o elo entre a acção missionária e a acção pastoral da Igreja. Isto é, a acção missionária chama à fé, mas sem a catequese, não daria fruto, seria estéril. Por sua vez, a acção dos Pastores (que alimenta continuamente a comunidade) sem catequese seria superficial e confusa, baseada em sentimentos fáceis e passageiros: ondas que vão e vêm. A catequese de iniciação é, pois, fundamental para a construção, tanto do discípulo de Cristo, como da comunidade cristã. Ser discípulo O discípulo vive da adesão e da vida de relação com o Mestre, e a família (a fra-

ternidade) alicerça-se numa paternidade comum: porque nos sentimos contagiados pelo Amor de um mesmo Pai, sentimo-nos filhos, chamados a amar (no concreto) os irmãos. O cristianismo não é (apenas) uma doutrina. O Cristianismo é a adesão a uma Pessoa que é a Verdade, o Caminho e a Vida. Áreas de formação Por isso, a formação cristã global (a catequese hoje) abrange três áreas: os conhecimentos doutrinais (que são a base de uma fé esclarecida e personalizada); a orientação do comportamento pela formação moral (o caminho é sempre concreto ou não é… caminho); a entrada na vida espiritual (na união com Jesus e a Igreja que se faz na celebração dos sacramentos: canais da vida de Deus) e na oração (intimidade com o Mestre). A aprendizagem de toda a vida cristã exige uma catequese séria, feita com tempo, capaz de criar um novo modelo de cristão. Permitam-me que acrescente às áreas de formação, a aquisição de competências no âmbito de novas linguagens, novas pedagogias, capazes de

fazer chegar esta Boa Nova à vida de todos. Não podemos entender as nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos numa “concepção bancária de educação”. Não se pode conceber a aprendizagem “como mera recepção e assunto da memória, um aspecto altamente incompleto de ensino. (…) Se o aprender se limitasse a uma simples recepção, o seu efeito não seria melhor do que se escrevêssemos frases sobre a água; pois não é só o receber, mas só a autoactividade de compreensão e a capacidade de o utilizar de novo que fazem de um conhecimento propriedade nossa. (…) A recepção deve conduzir necessariamente ao esforço próprio, não como produção de uma invenção, mas como aplicação do que foi aprendido, como tentativa de, através do que se aprendeu, conseguir obter resultados imediatamente noutros casos singulares, noutras matérias concretas”. Falemos às pessoas do nosso tempo com uma linguagem e uma pedagogia que eles entendam, para que aquilo que pretendemos partilhar seja efectivamente aceite. Vem tu também ser discípulo do Mestre.

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Boletim paroquial

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