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Revista CONSELHO DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

ANO 8 - EDIÇÃO 1

Rua Cincinato Braga, 277 - Bela Vista - CEP 01333-011 - São Paulo

O mercado de trabalho está exigente. Saiba como se preparar para ocupar o seu espaço

Campanha pela valorização da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional já está nas ruas. Faça a sua parte. Pág18 >>

Transparência absoluta na administração do Crefito-SP. Seja um fiscal do conselho. Pág5 >>


dice ÍNDICE

ín

taques

des

EDITORIAL

3

ESPAÇO DO LEITOR

4

IMPORTANTE SABER

5

ENTREVISTA PRESIDENTES DOS CREFITOS

6

ESPECIALIDADE FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA

8

EMPREGABILIDADE POR UM LUGAR AO SOL

14

EMPREGABILIDADE CAMPANHA NAS RUAS

18

PROFISSÕES MELHOR IDADE SAUDÁVEL

20

FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL EXEMPLOS DE SUCESSO

26

SAIBA MAIS FORTES ALIANÇAS

30

NOTAS CREFITO-SP EM EVENTO DA OAB

32

NOTAS CONGRESSO DE FISIOTERAPIA

33

COMUNICADO OFICIAL A VIDA PEDE RESPEITO

34

INFORMAÇÕES ÚTEIS

35

08 14 20 ESPECIALIDADE

A Fisioterapia Cardiorrespiratória vem tendo um crescimento elevado nas últimas décadas, ajudando o paciente a ter uma vida saudável e funcional

[2]

MERCADO DE TRABALHO

Ele está exigente. Mas diversos caminhos podem ajudá-lo a chegar mais perto da realização profissional. Saiba como se preparar para esse desafio

A MELHOR IDADE

Um dos grandes avanços da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional é ajudar a população com mais de 60 anos a ter uma vida saudável


CREFITO-3 Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Terceira Região Serviço Público Federal Área de Jurisdição: Estado de São Paulo Rua Cincinato Braga, 277 - Bela Vista São Paulo - SP - CEP 01333-011 www.crefitosp.gov.br GESTÃO 2008 / 2012 DIRETORIA Presidente: Prof. Dr. Gil Lúcio Almeida Crefito-3 nº 18.719 – Ft Vice-Presidente: Prof. Dr. Augusto Cesinando de Carvalho Crefito-3 nº 6.076 – Ft Diretor Secretário: Dr. Neilson S. G. Palmieri Spigolon Crefito-3 nº 15.577 - Ft Diretor Tesoureiro: Dr. Elias Ferreira Porto Crefito-3 nº 34.739 – Ft COMISSÃO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA DA FISIOTERAPIA (CEDF) Presidente: Dr. Elias Ferreira Porto Crefito-3 nº 34.739 – Ft Secretária: Dra. Anice de Campos Pássaro Crefito-3 nº 24.093 – Ft Vogal: Dr. Marcus Vinícius Gava Crefito-3 nº 9.015 – Ft COMISSÃO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA DA TERAPIA OCUPACIONAL (CEDTO) Presidente: Dra. Danielle dos Santos Cutrim Garros Crefito-3 n° 6.155 - TO Secretária: Dra. Osmari Virgínia de Mendonça Andrade Crefito-3 n° 2.356 - TO Vogal: Dra. Maria Cândida de Miranda Luzo Crefito-3 n° 4.906 – TO COMISSÃO DE TOMADA DE CONTAS (CTC) Presidente: em recomposição Secretário: em recomposição Vogal: Dra. Danielle dos Santos Cutrim Garros Crefito-3 n° 6.155 - TO DEPARTAMENTO DE FISCALIZAÇÃO (DEFIS) Coordenador: Dr. Neilson S. G. Palmieri Spigolon SECRETARIA GERAL Coordenadores: Ailton Alves Ferreira Elza Martinhão ASSESSORIA JURÍDICA Dra. Adriana Clivatti Moreira Gomes OAB SP nº 195660 CONTABILIDADE Contadora: Cíntia Mieko Kusaba Pasqualini CRC – 1SP n° 213203/O-0 COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO (CPL) Presidente: Dr. Rubens Fernando Mafra OAB SP n° 280695 Secretária: Linda Magali Abdala Santos Vogal: Felipe de Oliveira Simoyama ASSESSORIA E ANÁLISE TÉCNICA (AATEC) Dr. Carlos Henrique Bruxelas Dra. Fernanda Onaga ouvidoria@crefitosp.gov.br DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO imprensa@crefitosp.gov.br Editora Responsável: Francine Altheman – MTb 42.713/SP Redação: Lúcia Passafaro Peres Juliana Menezes Rodrigo Svrcek Design / Infografia: Tommy Pissini Web / Multimídia: Rodrigo Cavalheiro Web / Animação: Giuliano Gusmão Secretária: Daiana Veronez Impressão: Plural Indústria Gráfica Periodicidade: trimestral Tiragem: 80 mil exemplares

Uma

leitor AO LEITOR

era ao

nova

O Crefito-SP acaba de lançar a CAMPANHA PELA VALORIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. Nesta edição você vai saber mais sobre a campanha e também o que você pode fazer para que a população saia das filas e tenha acesso aos serviços de nossos profissionais. Prescrever o atendimento de fisioterapia e terapia ocupacional e orientar o paciente a usar as vias legais gratuitas, para fazer valer o acesso imediato ao atendimento, é o primeiro passo para colocar nossas virtudes a serviço da vida. TRANSPARÊNCIA ABSOLUTA NA ADMINISTRAÇÃO DO CREFITO-SP. A autarquia está digitalizando todos os processos econômicos financeiros e licitatórios desde 2004 e irá disponibilizá-los na web para que todos possam ajudar a fiscalizar os atos adotados pelos dirigentes do Conselho. Com acesso a essas informações, você poderá influenciar as ações e investimentos feitos pela autarquia, além de verificar quanto ganha e quais as virtudes que cada conselheiro agrega ao desenvolvimento do Crefito-SP. O Conselho tem celebrado convênios de cooperação mútua com as principais entidades do Estado de São Paulo. Em função disso, estaremos mostrando os serviços prestados pelos nossos profissionais em 100 eventos dessas entidades conveniadas. Veja mais nesta edição. Você também verá, a partir da página 26, mais alguns exemplos de sucesso de nossos profissionais, que estão recebendo prêmios internacionais e se destacando na área de terapia ocupacional e fisioterapia em saúde pública e administrativa. A revista ainda traz os avanços da Fisioterapia Cardiorrespitatória na página 8 e os benefícios da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia na promoção da longevidade com saúde, na página 20.

APROVEITE A LEITURA!


itor LEITOR

le

Fale

revista do crefito-sp .abril.2011

com a gente

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Envie sugestões, críticas e elogios para a Revista do Crefito-SP. As cartas ou emails devem conter, obrigatoriamente, nome completo do profissional, número de inscrição no Crefito ou, se for estudante, nome da instituição de ensino, telefone e email para contato (caso não deseje a publicação, basta colocar esta informação). Por motivos de espaço ou de clareza, as cartas ou emails recebidos poderão ser publicados resumidamente ou não ser publicados, mas todos serão respondidos.

Revista do Crefito-SP edição 4 de 2010

Gostaria de sugerir uma matéria sobre artrofibrose, um assunto pouco falado e estudado mesmo pelos ortopedistas, sendo a abordagem fisioterapêutica essencial. Acho de extrema importância a abordagem de assuntos não tão conhecidos numa revista de grande importância como a Revista Crefito-SP. E espero alertar outros profissionais sobre a existência e cuidados dessa patologia pouco discutida. Parabéns aos editores da revista e espero em breve ver esses assuntos retratados. Priscila Araujo Fisioterapeuta

Curso Fisioterapia na Unip e há alguns dias tive contato com a Revista Crefito-SP. Gostaria de parabenizar pela qualidade do conteúdo, edição gráfica etc. Como aluno, gostaria de sugerir reportagens que abordassem os novos campos profissionais que ganham destaque na área de fisioterapia e terapia ocupacional. Também gostaria de receber as próximas edições da revista.

Dra. Priscila Agradecemos o elogio e a sugestão e vamos colocar o tema na pauta das próximas edições da revista. Aguarde!

Dilvan Nunes Estudante de Fisioterapia

Sou terapeuta ocupacional e estou em busca de emprego. Encontrei, na maioria dos sites dos Crefitos de outros Estados, ícones que levavam a vagas de emprego, tanto para fisioterapeuta quanto para terapeuta ocupacional. Gostaria de saber por que vocês também não disponibilizam esse tipo de serviço no site?

Dilvan A Revista do Crefito-SP recebe muitas sugestões de pautas, todas extremamente relevantes para ambas as profissões. Todas as sugestões entram em nossa fila. Assim, você verá em nossas páginas sempre temas atuais. Esclareço também que, assim que se formar, passará a receber a revista automaticamente. Enquanto isso, iremos mandar as edições para você. Obrigada pelo seu contato.

Prezada Dra. Francine Agradecemos o seu contato e informamos que o site do Crefito-SP está passando por modificações e, em breve, teremos um novo site no ar, que vai contemplar diversas reivindicações dos profissionais. Também aconselhamos que você dê uma olhada na matéria sobre mercado de trabalho nesta edição. Esperamos que lhe ajude.

//Contato:

Francine Duarte Terapeuta Ocupacional

Para se corresponder com o Departamento de Comunicação do Crefito-SP Email: imprensa@crefitosp.gov.br / Cartas: Departamento de Comunicação Rua Cincinato Braga, 277 - 9º andar - Bela Vista - São Paulo / SP - CEP 01333-011


rtante saber IMPORTANTE SABER

impo

Como é aplicado o seu dinheiro?

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Crefito-SP entra em uma nova fase da digitalização de seus processos, para disponibilizar ao jurisdicionado toda a movimentação financeira do Conselho

Serão

digitalizados

os

processos financeiros de a

2004 2010

630 mil 420 caixas folhas de processo financeiro

são necessárias para arquivar esse material

Com a digitalização, tudo isso ficará on-line É o fim do papel

//Na internet: www.crefitosp.gov.br

pois o profissional vai visualizar onde são aplicados os recursos do Conselho”, afirma a contadora do Crefito-SP Cíntia Mieko Kusaba Pasqualini. O profissional também terá acesso aos processos econômicos financeiros dos conselheiros, para verificar o que faz cada um para a autarquia e quanto ganha.

Como funciona

Para realizar o procedimento, o Conselho usa a Gestão Eletrônica de Documentos (GED), uma tecnologia que possibilita o gerenciamento de documentos em formato digital de forma segura. O armazenamento digital é feito no Data Center e segue os padrões da GED, utilizando normas para a captação de documentos, armazenamento de dados, catalogação, recuperação e segurança de informações, em um equipamento a prova de falhas. Ano passado, o Crefito-SP digitalizou todos os prontuários dos profissionais inscritos, trazendo agilidade, eficiência e economia de espaço para a Secretaria Geral. Agora, em qualquer lugar, é possível localizar um processo em menos de um minuto.

revista do crefito-sp .abril.2011

Depois de digitalizar 61 mil cadastros de profissionais inscritos e disponibilizálos na rede, agora o Crefito-SP começa uma nova etapa para abolir definitivamente o uso do papel: a digitalização dos processos financeiros e de licitação. São mais de 25 mil processos, de 2004 até os dias atuais, que estão sendo transformados em arquivos digitais. Até agora, foram digitalizados os processos de 2010, 2009 e 2008 e a previsão é de que a finalização do trabalho aconteça no começo do segundo semestre. O objetivo é colocar todos os processos on-line, disponibilizando-os para os profissionais inscritos no Conselho, que poderão visualizá-los em suas áreas restritas. Desde 2004, o Crefito-SP tem sua prestação de contas em seu site, na área de Controle Social. Essa prática traz uma série de benefícios, dentre eles a economia de espaço físico, a preservação do meio ambiente, a praticidade para a consulta dos processos e, principalmente, a transparência das ações do Conselho. “Ganhamos tempo, fazendo com que o trabalho seja ágil e eficiente. Além disso, a disponibilização dos processos mostra a idoneidade da gestão do bem público,

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Por dentro dos Por Juliana Menezes

Crefito-6

Cref

Raios-X

Presidido pelo Dr. Ricardo Lotif Araújo desde 14 de abril de 2010

Principais informações dos estados e profissionais abrangidos pelos Crefitos

Nordeste

População dos Estados abrangidos Fisioterapeutas Terapeutas Ocupacionais

Fotos - Arquivo Pessoal

Piso Salarial Fonte: CREFITO-6

revista do crefito-sp .abril.2011

Quais são os maiores desafios na administração do Crefito-6? E os maiores problemas que se apresentam atualmente relacionados às profissões Fisioterapia e Terapia Ocupacional?

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Colocar em prática a política Nacional de saúde funcional e a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A invisibilidade de procedimentos é um problema, pois ainda nos baseamos pela Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) no Brasil.

*

Ceará

8.180.087 Piauí

3.119.015 4.818 795 R$1.445,50 ** R$963,00

30 horas semanais

*

**

20 horas semanais

Quais são as áreas mais promisQuais são as conquistas da soras dentro da Fisioterapia e da atual gestão? E os principais Terapia Ocupacional no Ceará e objetivos para o futuro? Piauí? Quais as mudanças que estas profissões vêm sofrendo nos A defesa do Ceará, Piauí e do últimos anos? Brasil pelo direito a uma fisioterapia e terapia ocupacional Todas as áreas estão em fran- de qualidade no sistema público crescimento, mas as áreas co e privado. Principalmente de dermatofuncional, geria- com a inserção no SUS, atratria, respiratória e traumato- vés de PSF, Nasf, PAD, Cerest, logia são as que mais crescem CAPS, Apae, UTI, Policlínicas, atualmente. Ultimamente há Ambulatórios e UBS e tantos uma grande procura pela pro- outros na fisioterapia e terapia moção de saúde e prevenção ocupacional. para uma vida melhor.

//Na internet:

Para saber mais: http://www.crefito6.org.br http://www.crefito2.org.br

Confira nas próximas edições entrevista com os demais presidentes


itos

Conheça um pouco sobre os Crefitos de outras regiões do país

Entrevista com os presidentes...

Crefito-2

Presidido pela Dra. Regina Maria de Figuerôa, que assumiu em 20 de agosto de 2010 Rio de Janeiro

15.993.583 Espirito Santo

Sudeste

3.512.672

27.853 1.065 R$630

Fonte: Sinfito-RJ

***

Valor fixado Sinfito

Quais são os maiores desafios na administração do Crefito-2? E os maiores problemas que se apresentam atualmente relacionados às profissões Fisioterapia e Terapia Ocupacional? A burocracia é um fator relevante que impede uma maior ação dos gestores do Crefito-2 e dos seus administrados, para bem atender os profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Precisamos integrar o Crefito-2 na modernidade. A informatização de todos os setores e departamentos é tarefa prioritária da atual gestão. Precisamos usar melhor a internet como ferramenta de trabalho, fazer com que ela possa interagir com os profissionais.

Quais são as áreas mais promisQuais são as conquistas da soras dentro da Fisioterapia e da atual gestão? E os principais Terapia Ocupacional no Rio de objetivos para o futuro? Janeiro e Espírito Santo? Quais as mudanças que estas profissões Ainda não podemos falar em vêm sofrendo nos últimos anos? conquistas, pois encontramos um Conselho desestruturado, com um Todas as áreas são promissoras quadro funcional mal aproveitado. na Fisioterapia e na Terapia Ocu- Nossa meta é estruturar o Crefito-2, pacional, uma vez que ainda não modernizar o sistema de informáatingimos parcela substancial da tica, a telefonia e possibilitar aos população. Como acontece em to- profissionais usar a internet como das as outras profissões, fisiotera- ferramenta de busca. São inúmeros peutas e terapeutas ocupacionais os objetivos da atual gestão, entre não podem depender apenas dos eles reestruturar os núcleos, criar conhecimentos básicos da gra- delegacias ou subseções do Crefiduação. As especialidades estão to-2, reativar as comissões de apoio surgindo em um ritmo veloz e o científico-profissional, aproximarprofissional deve entender que a nos do acadêmico, se possível probusca de novos conhecimentos é curando desde já integrá-los em fundamental. comissões do Crefito-2.

revista do crefito-sp .abril.2011

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Tum, Tum, tum tum bate o

revista do crefito-sp .abril.2011

por Francine Altheman

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coração é um órgão muscular que se localiza no meio do peito, ligeiramente deslocado para a esquerda. Em uma pessoa adulta, pesa cerca de 400 gramas. Ele apresenta quatro cavidades: duas superiores, denominadas átrios, e duas inferiores, denominadas ventrículos. Mas para os apaixonados, poetas e artistas ele é muito mais do que isso. Ele praticamente se transforma no próprio ser humano. Gonzaguinha fez desse órgão um amigo: “Diga lá, meu coração, da alegria de rever essa menina”. Caetano Veloso o fez parecer um malandro: “Meu

coração vagabundo quer guardar o mundo em mim”. E o poeta Mário Quintana fez a grande descoberta sobre o coração: ele não é desse tempo, nem desse mundo – “O relógio do coração hoje descubro bate noutra frequência daquele que carrego no pulso”. Para cuidar desse coração, que se apaixona, que sofre, que bate feliz quando vê a pessoa amada, que acelera em momentos de tensão, existe uma categoria profissional que vem crescendo exponencialmente nas últimas décadas e conquistando seu espaço com maestria: a Fisioterapia Cardiorrespiratória.


REABILITAÇÃO CARDÍACA E RESPIRATÓRIA Os efeitos adversos da falta de atividade física após um infarto começaram a ser pesquisados em meados da década de 1960. Bengt Saltin, um fisiologista sueco que dedicou boa parte de seus estudos a esse tema, detectou em pesquisa que a capacidade funcional de indivíduos sadios confinados ao leito por três semanas diminui cerca de 35%. Ele também relatou que todos os pacientes apresentaram melhora em relação ao seu estado controle após passarem por programas de exercícios. A importância da Fisioterapia Cardiorrespiratória expandiu-se a partir da década de 1970, como uma área de atuação voltada aos períodos de pré e pós-operatório, utilizando recursos que visam a minimizar as complicações decorrentes da cirurgia e, mais tarde, foi estendida a todos os pacientes crônicos e agudos. Em 1975, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor /HCFMUSP), a fisioterapeuta Vera Lúcia Guerra de Toledo, junto com outros profissionais da saúde, começam a compor a equipe multiprofissional do instituto. “Foi um trabalho inovador, que fez com que a Fisioterapia Cardiorrespiratória crescesse rapidamente”, conta Dra. Maria Ignez Zanetti Feltrim, diretora do Serviço de Fisioterapia do InCor, que foi a terceira fisioterapeuta contratada pelo InCor, em 1977.

Exemplo de qualidade Como fúnciona o InCor

Paciente cirúrgico

Alta hospitalar

Paciente clínico

Unidade de Internação (Enfermaria) UTI clínica adulto Centro Cirúrgico

UTI neonatal

UTI cirúrgica

Unidade coronária

Fonte: InCor

Mas foi somente em 1978 que a American Physical Therapy Association (Apta) reconheceu quatro áreas de especialização da Fisioterapia, entre elas a cardiorrespiratória. Na prática, nessa época, a pressão pela presença do fisioterapeuta em UTIs o maior tempo possível já era grande. “À noite, era um caos sem o fisioterapeuta, pois os pacientes regrediam em seu quadro clínico”, lembra Dra. Maria Ignez. Dra. Emília Nozawa, chefe das Unidades de Terapia Intensiva Cirúrgica do InCor, ainda recorda que “depois que o fisioterapeuta ia embora, o paciente

era reentubado por motivos respiratórios. No dia seguinte, tínhamos que recomeçar do zero. Isso tinha um impacto para o próprio paciente e no custo hospitalar”. Aberto o plantão à noite, a equipe de fisioterapeutas conseguia manter o paciente em respiração espontânea, o que permitia sua alta para a enfermaria na manhã seguinte. Nas décadas de 1980 e 1990, os fisioterapeutas foram responsáveis por direcionar o programa de reabilitação cardiorrespiratória em uma variedade de ambientes. Melhorar a ventilação e a oxigenação pulmonar, reduzir a dor, maximizar a tolerância ao exercício, ajudar a eliminar secreções e fazer com que o paciente retorne à uma vida ativa após uma cirurgia são algumas das atribuições do fisioterapeuta cardiorrespiratório. Por isso, a expansão acentuada desse profissional nos últimos 30 anos. Um dos precursores desse desenvolvimento foi o fisioterapeuta Dr. Carlos Eduardo Azeredo, coordenador dos primeiros Simpósios de Fisioterapia Cardiorrespiratória e em Terapia Intensiva. “Sinto muito orgulho ao lembrar que participei deste que foi o evento científico responsável pela divulgação e estabelecimento definitivo dessa especialidade no Brasil”, emociona-se Dra. Sara Lúcia Silveira de Menezes, presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir).

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coração

O sistema cardiorrespiratório é vital para nossa sobrevivência. É ele que nos faz respirar, movimentar, ter energia, enfim... é ele que nos permite aproveitar cada minuto da vida

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Representar a Fisioterapia Cardiorrespiratória e a Fisioterapia em Terapia Intensiva, promover sua excelência profissional e servir como defensora da qualidade da assistência a saúde em todos os níveis de atenção. Essa é a missão da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir). Os 25 anos de sua existência confirmam sua representatividade e reconhecimento de seus pares. A associação já realizou 15 Simpósios Internacionais e organiza anualmente a Semana da Fisioterapia Respiratória, quando profissionais saem às ruas divulgando as especialidades de Cardiorrespiratória e Terapia Intensiva para a população. Em 2009, lançou a revista científica eletrônica Assobrafir Ciência, com o objetivo de estimular o crescimento técnico-científico da especialidade. Dra. Sara Lúcia Silveira de Menezes, atual presidente da Assobrafir, lembra que “a possibilidade e o orgulho de contribuir com a mais antiga sociedade científica de especialidades organizada deste país me estimulou a inscrever minha candidatura na eleição para a gestão 2007-2009. A necessidade de dar prosseguimento a essas conquistas foi decisiva para minha reeleição em 2010”. Saiba mais em: www.assobrafir.com.br

INCOR: FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA DE EXCELÊNCIA

Fotos - Crefito-SP

Assobrafir

1968. O cirurgião brasileiro Dr. Euryclides Zerbini e sua equipe realizam, no Hospital das Clínicas, o primeiro transplante de coração na América do Sul. O primeiro transplantado brasileiro viveu apenas 28 dias após a cirurgia. “Era muito comum os médicos avaliarem que a cirurgia havia sido um sucesso, mas o paciente morria principalmente por complicações respiratórias no pósoperatório”, conta Dra. Emília. Alguns anos mais tarde, em 1975, Dr. Zerbini fundaria o InCor, com o trabalho já integrado a uma equipe multiprofissional. “O InCor foi o primeiro hospital a entender que o cardiopata deveria ser atendido em sua globalidade”, relata Dra. Maria Ignez. “A partir do momento em que o paciente entra na instituição, nós estamos preparados para atendê-lo em equipe. É um trabalho que realizamos com maestria ímpar”, completa. O InCor também foi pioneiro ao implantar o atendimento fisioterapêutico 24 horas na UTI. Mas nem sempre foi assim. No começo eram somente três fisioterapeutas que trabalhavam oito horas por dia. “Graças aos resultados que estávamos apresentando, a equipe de

Atendimento fisioterapêutico (procedimento de aspiração traqueal) no pós-operatório imediato de cirurgia cardiovascular

enfermeiros e a equipe médica solicitaram à direção que o fisioterapeuta permanecesse por mais tempo na UTI”, recorda-se Dra. Maria Ignez. Assim, em 1981, o InCor contratou mais 22 fisioterapeutas para atender também o período noturno. “Desde então, somos pelo menos seis fisioterapeutas por período na UTI, 24 horas por dia, 365 dias por ano”, afirma Dra. Emília. A partir do modelo do InCor, outros serviços foram implanta-

Uma história que merece ser contada O desenvolvimento da Fisioterapia Cardiorrespiratória nos últimos anos

1960 Começam as primeiras pesquisas sobre programas de reabilitação para pacientes pós-infarto

1968 Realizado o primeiro transplante de coração no Brasil. O paciente morre 28 dias depois por complicações pós-cirúrgica

Fonte: InCor/Assobrafir

1970 A Fisioterapia Cardiorrespiratória começa a se expandir

1975

1977

Fundação O InCor tem três do InCor e fisioterapeutas contratação contratados da primeira fisioterapeuta do instituto

1978 A Apta reconhece a cardiorrespiratória como especialização da fisioterapia


passagem pela UTI, retorno à enfermaria e alta hospitalar”, ressalta Dr. José Renato. Com mais de 30 anos de atuação, o Serviço de Fisioterapia do InCor é reconhecido como precursor do desenvolvimento da Fisioterapia Cardiorrespiratória no Brasil. Está dividido em UTI cirúrgica, onde ficam os pacientes logo após a cirurgia, e UTI clínica, que está subdividida em UTI neonatal, UTI clínica, Unidade Coronária, Unidades de Internação

Equipe do InCor: Dra. Emília, Dra. Maria Ignez, Dra. Ana Maria e Dr. José Renato

1980 O InCor abre mais nove vagas para fisioterapeutas e expande o atendimento para 15 horas diárias

1981 O InCor abre mais 22 vagas para fisioterapeutas e expande o atendimento para 24 horas por dia, 365 dias por ano

1986 Nasce a Sociedade Brasileira de Fisioterapia Respiratória (Sobrafir), que mais tarde passaria a ser Assobrafir

1996 A Assobrafir passa a outorgar o título de especialista em Fisioterapia Respiratória

1998 O Coffito edita a Resolução nº 188, que regulamenta a especialidade Fisioterapia Pneumo-Funcional, que mais tarde seria alterada para Fisioterapia Cardiorrespiratória

Hoje 2008 A Assobrafir passa a outorgar o título de especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva

2010 A Anvisa edita a Resolução nº 7, que torna obrigatória a presença do terapeuta ocupacional nas UTIs e aumenta a carga horária do fisioterapeuta

O InCor tem 65 fisioterapeutas em seu quadro e realiza de 20 a 25 cirurgias por dia, todas com a participação da equipe multiprofissional

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dos e delineados nas mais diversas regiões do país. “Hoje no Brasil eu não acredito que haja um atendimento de cirurgia cardíaca que não tenha por trás uma equipe de fisioterapeutas”, relata Dr. José Renato de Oliveira Leite, encarregado das atividades de ensino do InCor. O instituto realiza de 20 a 25 cirurgias por dia, sendo 10 a 12 de grande complexidade. “Todos os pacientes são acompanhados por fisioterapeutas, desde o pré-operatório,

geral, adulto e pediátrica. Na Unidade Coronária ficam os pacientes que sofreram infarto ou que apresentam quadros de angina instável. Como eles estão restritos ao leito pelo comprometimento cardíaco, a prevenção de complicações respiratórias e motoras é fundamental. “Nosso objetivo é manter a capacidade funcional desses pacientes, para que eles tenham condições de, com brevidade, sentar, sair do leito, caminhar e retornar o mais breve às suas condições basais”, relata Dra. Ana Maria Pereira Rodrigues da Silva, chefe das UTIs clínicas do InCor. As UTIs clínicas, tanto a neonatal como a de adultos, tratam de diferentes cardiopatias. Considerando que a cardiopatia tem repercussão sistêmica, o paciente acaba perdendo força muscular e apresenta baixa tolerância aos esforços, o que compromete sua funcionalidade. “Nós trabalhamos na recuperação e melhoria do movimento e do desempenho, para que ele tenha maior eficiência nas suas atividades”, explica Dra. Ana Maria, que recentemente recebeu um prêmio da Assobrafir pelo estudo Comparação entre Métodos de Desmame PSV e Tubo T da Ventilação Mecânica Prolongada em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada.

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OS DESAFIOS DA ESPECIALIDADE A especialidade em cardiorrespiratória é regulamentada pela Resolução Coffito nº 188/1998 e suas alterações. Os especialistas alertam que grandes desafios perpassam por essa área, que é apaixonante. “A Fisioterapia Cardiorrespiratória é altamente gratificante porque os resultados são imediatos. Para quem gosta de resolutividade, é fascinante”, conta Dra. Maria Ignez. No entanto, não basta gostar. Conhecimento e dedicação são imprescindíveis. “Você tem que saber bastante sobre diversas áreas clínicas, desde a graduação. Se não houve essa formação na graduação, o fisioterapeuta deve correr atrás. Es-

Equipe multiprofissional O trabalho realizado em conjunto por diversos profissionais da saúde é o segredo para a recuperação total do paciente

Psicólogo Nutricionista

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Médico

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Terapeuta ocupacional Fisioterapeuta Enfermeiro Assistente social Fonte: InCor

//Na internet: Mais no site: www.crefitosp.gov.br

Atendimento fisioterapêutico ao cardiopata internado em Unidade de Terapia Intensiva clínica


A equipe multiprofissional é fundamental porque eu sozinho não faço tudo. Se cada profissional da saúde fizer a sua parte, o trabalho é perfeito” Dra. Maria Ignez,

diretora do Serviço de Fisioterapia do InCor

Fotos - Crefito-SP

20 dias depois do transplante, paciente recupera sua funcionalidade com a ajuda da fisioterapia

A assistência fisioterapêutica ao paciente pediátrico no período pós-operatório de cirurgia cardíaca em UTI cirúrgica

Atuação de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional em UTIs A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu a Resolução nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, que dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento de UTIs. A partir da resolução, a presença do terapeuta ocupacional é obrigatória e a carga horária dos fisioterapeutas passa a ser de 18 horas diárias de cobertura. Para a Assobrafir, a multiplicidade de intervenções na Terapia Intensiva, cada uma com diferentes potenciais de riscos, benefícios e custos, fez com que esses profissionais se tornassem fundamentais no atendimento em UTIs. “O fisioterapeuta especialista em Terapia Intensiva é um profissional ativo e participativo na tomada de decisões e de cuidados ao paciente crítico. Ele reduz os riscos e agrega qualidade ao atendimento com resolutividade, efetivida-

de e corresponsabilidade, o que exige que esse profissional seja um especialista com formação específica”, completa Dra. Sara. Na prática, pesquisas já demonstraram que a presença de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais 24 horas por dia nas UTIs reduz em 40% o período de internação. Em 2008, no Hospital das Clínicas, uma equipe de fisioterapeutas constatou, ao observar 500 pacientes de uma UTI durantes seis meses, que o período de internação caiu de 10 para seis dias quando houve o aumento da oferta de fisioterapia de 12 para 24 horas. Um dos principais benefícios demonstrados foi a diminuição do número de pacientes que estavam sob ventilação mecânica. Estudos mostram que os riscos de complicação, com uma única reintubação, aumentam para 50%.

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tude. A especialização deve ser a imersão do aluno na prática. Tem que saber fazer e saber tomar decisões rápidas e certeiras”, completa Dra. Maria Ignêz. Cumprindo seu papel de entidade científica, a Assobrafir (veja box) outorga os títulos de especialistas em Fisioterapia Respiratória, desde 1996, e Fisioterapia em Terapia Intensiva, desde 2008, reconhecidos por meio de exame de proficiência. “Foi necessário reconhecer que o fisioterapeuta intensivista, embora fortemente associado à Fisioterapia Respiratória, necessitava de identificação própria”, lembra Dra. Sara. Tudo isso para que o coração continue sendo o nosso músculo involuntário, mas, como diz a música, pulsando por você.

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lugar ao sol

Por um

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Diversos caminhos podem ajudar a chegar mais perto da realização profissional. Conheça alguns

q

por Lúcia Passafaro Peres

CONTATOS

uase todo recém-formado passa pela alegria de terminar um ciclo, mas também pela ansiedade de começar outro: a busca de um emprego. Reunimos algumas dicas para tornar essa procura mais fácil tanto para quem acabou de sair da faculdade como para quem deseja retornar ao mercado de trabalho. Para várias dicas, contamos com a colaboração do fisioterapeuta e professor Dr. Sergio Paulo Jozely de Souza, mestre em educação, com especialização em Administração Hospitalar e MBA em Gestão Empresarial.

A comunicação entre as pessoas pela internet tem se tornado cada vez mais intensa e isso traz inovações na forma de se procurar um trabalho. E-mails, chats, mídias sociais como twitter, facebook, linkedin, entre outras, são hoje importantes ferramentas tanto para encontrar vagas, como para fortalecer sua rede de contatos. Muitas empresas já utilizam amplamente esses meios. Além disso, vários perfis nas redes sociais se dedicam exclusivamente a informar sobre oportunidades, sendo que muitos são direcionados somente a um tipo de profissão. Sites sobre concursos públicos também costumam ter perfis nessas redes e segui-los é uma forma de se manter sempre atualizado. Dr. Sergio Paulo ressalta que um bom trabalho de networking pode “facilitar a vida de qualquer pessoa em momentos cruciais” e dá alguns conselhos: “ao montar a sua rede de amigos, não se esqueça de manter esses contatos sempre ativos. É como se fosse uma planta, que deve ser regada constantemente, senão morre, ou seja, procure sempre estar em contato com as pessoas da sua rede, lembrando do aniversário, datas especiais. Assim você fortalece o vínculo de amizades”. Porém, por mais útil que uma rede de contatos possa ser, é necessário cautela para lidar com ela. “Evite forçar a barra escrevendo todos os dias, enviando piadinhas ou assuntos sem interesse. Dependendo do seu comportamento, ao invés de a sua rede ajudá-lo, pode até distanciálo ainda mais do seu objetivo principal”, diz Prof. Sergio.


Fotos - www.sxc.hu

Algumas opções para criar ou manter contatos... Na internet blogs Chats Skype Bate-papo Grupos de e-mails

Mas não se esqueça: o contato pessoal e uma conversa sincera são preciosos.

ENVIE O CURRÍCULO Hoje, devido à multiplicação de possibilidades de vínculos de trabalho, é necessário mais do que se ater a enviar currículo para as vagas que aparecem. Além disso, não dá para desconsiderar o fato da ampliação dos serviços terceirizados, dos profissionais autônomos e da existência de cooperativas, que podem auxiliar bastante alguém em início de carreira. “Esperamos que surjam profissionais empreendedores, que possam gerar novos empregos, portanto vejo como uma grande possibilidade de negócios apresentar uma proposta de trabalho bem elaborada, com consistência, persona-

Para aumentar as chances, selecione empresas relacionadas com sua área de afinidade e formação

lizada para o ramo de atividade da empresa, e solicitar uma reunião”, diz Prof. Sergio Paulo. Uma dica para enviar currículo ou se apresentar a uma empresa é selecionar antes aquelas de seu interesse, relacionadas com sua área de afinidade, formação e até especialização. “É difícil a manutenção do profissional quando ele não trabalha no que gosta”, afirma Dr. Sergio. E não é necessário esperar que a empresa abra uma vaga para enviar o currículo, já que muitas mantêm uma atualização constante de seu banco de currículos. “Pesquise antes de enviar, entre no site da empresa e verifique se existe o link ‘cadastre seu currículo’ ou ‘trabalhe conosco’”, recomenda.

“O currículo mostra o tipo de profissional que você é. Por isso deve ter informações precisas e coerentes. Tenha em mente qual é seu objetivo com esse currículo – atirar para todos os lados não dá resultado nenhum, portanto direcione as informações para a área e o tipo de empresa em que você pretende trabalhar. Procure escrever em uma linguagem clara, revise várias vezes para evitar erros de português – isso mostra domínio da comunicação e habilidade de escrita. Procure dar destaque somente a dados pessoais e profissionais importantes e de relevância para o cargo que está pretendendo e pesquise o mercado de trabalho na área em que deseja atuar para se atualizar sobre salários, exigências e novidades”. Sergio Paulo Jozely de Souza é também coordenador das rotações clínicas e dos estágios da Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi. Ministra nessa universidade e na Unimonte a disciplina de Gestão em Saúde.

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Como preparar o seu

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CONCURSOS PÚBLICOS Os concursos públicos são uma boa opção para quem procura um trabalho com horário fixo, carteira assinada, entre outros benefícios de um trabalhador registrado. Há duas formas de contratação por concurso público: CLT ou o regime estatutário, que tem algumas peculiaridades como aposentadoria integral e reajuste salarial definido por lei. Vagas para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais são abertas o ano todo, geralmente por prefeituras, institutos e fundações governamentais, hospitais universitários, entre outros. Faculdades em todo país também oferecem vagas para professores da área. A fisioterapeuta Dra. Elva Karlinda Villalba, 30, já passou em dois concursos públicos. Depois de trabalhar quatro anos como fiscal concursada no Crefito-SP, passou na prova do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) como fisioterapeuta, em julho de 2010. Elva afirma que, devido à grande concorrência, é preciso estudar muito e continuamente, mesmo que no momento não haja seleções abertas. “Os assuntos são geralmente os mesmos, então é possível se organizar. Além disso, dá para estudar pelas provas que você guarda dos concursos anteriores. Tem que ter muita perseverança”, diz.

Uma carreira se constrói com competência, tempo e muito trabalho, creio que o segredo do sucesso se baseia nisso. O mercado é como um jogo, conhecer as regras é um bom começo e associado a uma boa estratégia aumenta as chances de sucesso, vence o melhor” Dr. Sergio Paulo Jozely de Souza

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Proteja sua profissão

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A fisioterapeuta Dra. Elva, que já passou em dois concursos públicos em sua área, aconselha estudar pelas provas de concursos anteriores. “Tem que ter muita perseverança”, diz.

Ao se inscrever em um concurso público verifique se o edital fornece corretamente a carga horária de sua profissão e as atribuições adequadas. No caso de qualquer irregularidade, comunique o Crefito-SP, pela Ouvidoria. Contato: ouvidoria@crefitosp.gov.br. Telefone: 3252-2280


ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL

Os programas stricto sensu são avaliados e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Já os lato sensu só podem ser oferecidos por Instituições de Ensino Superior (IES) reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Tanto o diploma do stricto sensu quanto o certificado de lato sensu devem ser registrados no Crefito-SP. Existem também os cursos livres, ofertados por instituições particulares. Eles não são reconhecidos pelo MEC e, por essa razão, o Crefito-SP não pode registrá-lo. Ao escolher um curso stricto sensu, o interessado deve conferir no

Para aqueles que querem seguir a carreira acadêmica, a realização de uma pós-graduação stricto sensu (mestrado, doutorado, etc) é praticamente imprescindível. Além disso, a pós stricto sensu, bem como a lato sensu (especialização) e outros meios de atualização profissional hoje fazem a diferença para quem quer alavancar sua carreira. “Hoje a especialização já é uma condição para uma melhor colocação profissional ou para captação de novos clientes paro o consultório ou clínica”, explica Prof. Sergio Paulo.

site da Capes a avaliação e pontuação do mesmo. Para a pós-graduação lato sensu, é preciso verificar a credibilidade da IES. O presidente do Crefito-SP, Prof. Dr. Gil Lúcio Almeida, aconselha que o interessado consulte ex-alunos antes de se matricular em um curso. “O segredo do sucesso está em entender que o ´não´ nós já temos e a busca do ´sim´ requer dedicação e uma dose de obstinação. É melhor ser o seu próprio professor do que frequentar um curso sem qualidade. O mais importante é jamais deixar de desenvolver o que recebeu de graça ao chegar nesse mundo: a sua capacidade de aprender”

//Na internet: Mais no site: www.crefitosp.gov.br

Capes: www.capes.gov.br

MEC: http://portal.mec.gov.br

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negócio é necessário prestar atenção a uma série de fatores. “É preciso saber se o profissional tem perfil empreendedor, conhecer o negócio que pretende abrir, saber bem as regras, ter um plano estratégico para manter o negócio funcionando e rentável e, antes de mais nada, elaborar um bussines plan”, diz Prof. Sergio. Para quem quer abrir uma clínica, por exemplo, é importante se munir o máximo possível de conhecimento sobre a área e sobre administração. “É necessário estar atento às possibilidades do mercado, trocar informações com colegas da área e de áreas correlatas, ser criativo e inovador, percebendo as novas tendências e ter, além do conhecimento técnico, conhecimento em administração/gestão para gerar bons resultados”, complementa.

Fotos - www.sxc.hu

SEU PRÓPRIO NEGÓCIO Ao optar pelo emprendedorismo, além de conseguir mais autonomia e ter as rédeas de seu próprio negócio, o profissional ainda pode abrir vagas para mais pessoas de sua área, colaborando para o aquecimento do mercado. Consultorias, atendimentos em clínicas e consultórios, prestação de serviços terceirizados em fisioterapia ou terapia ocupacional são algumas das possibilidades. O prof. Dr. Sergio indica algumas áreas em ascensão e que podem ser possibilidades de investimento, como saúde do trabalhador, saúde da mulher, dermatofuncional, saúde do homem, esportes, além de estudos da dor e do sono. Porém, antes de tentar iniciar um

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saúde nas ruas

Virada da Crefito-SP vai a clínicas, hospitais e empresas divulgar a campanha pela valorização da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional

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baixa remuneração e os limites de cobertura dos serviços de fisioterapia e terapia ocupacional ainda são os maiores obstáculos para o pleno desenvolvimento dessas profissões e para que a saúde seja levada a todas as pessoas. Por outro lado, já está mais do que comprovado que equipes multidisciplinares de saúde são o melhor negócio. Os profissionais fazem um diagnóstico abrangente, seguido de um atendimento adequado e periódico, que, na maioria dos casos, resolve os problemas da população. Evita-se o consumo desenfreado de remédios, a automedicação, pedidos de exames e retornos desnecessários aos hospitais. Uma equipe multidisciplinar conhece o paciente na sua totalidade, com todas as suas potencialidades e disfunções. Assim, a campanha Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Exija esse direito!, promovida pelo Crefito-SP, vai às ruas para incentivar ações

políticas e jurídicas pela inclusão dos serviços de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais nas equipes de saúde, garantindo a cobertura desses serviços nos planos de saúde e no SUS. Serão milhares de folders com DVD, que contém os vídeos veiculados na mídia, mais um vídeo institucional, que explica o funcionamento das ações. Eles serão distribuídos em clínicas, hospitais e empresas, com o objetivo de mostrar que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, ensinando a população como exigir esse direito. Ano passado, a campanha entrou a todo vapor nos meios de comunicação, em outdoors, TV, rádio, cinema, metrô, jornais e revistas. Em 2011, a campanha publicitária continua. Todos os esforços serão colocados para mudar o modelo atual de administração da saúde, que foca na doença, para um novo modelo, focado na saúde e na prevenção.

//Na internet: Mais no site: www.crefito.com.br/imp/exija.html

O que você pode fazer? Prescreva o tratamento indicado diante do diagnóstico realizado. Mostre ao seu paciente o folder e o DVD, ensinando-o a recorrer ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para que ele tenha acesso imediato ao tratamento, evitando filas e esperas. Entre no site do Crefito-SP para ver o folder e o conteúdo do DVD. Faça também a distribuição desse material para seus pacientes via internet. Esse mesmo material estará no site do Conselho.


O milagre da multiplicação

Infografia - Tommy Pissini

Compartilhe o material com seus pacientes, amigos e familiares, para que a mensagem atinja o maior número possível de pessoas

Os colegas, pacientes e familiares comentam sobre o folder com seus colegas e familiares, que comentam...

O profissional mostra para seus colegas, pacientes e familiares

Foto - Crefito-SP

O profissional recebe o material em sua clínica

O objetivo da campanha é propor um novo modelo se administração da saúde, focado na prevenção e qualidade de vida. O resultado é o aumento da longevidade, do desempenho escolar e da produtividade no trabalho, com diminuição dos gastos com doença. Assim, haverá mais emprego e melhor remuneração para os profissionais da saúde” Crefito-SP

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Crefito-SP entrega o folder para o profissional na clínica

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Exercício com cama elástica e bola para reabilitação do equilíbrio postural

saudável Melhor idade

Um dos grandes avanços da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional é ajudar a garantir uma vida saudável à população com mais de 60 anos

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por Rodrigo Svrcek colaboração Juliana Menezes

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a

população envelhece a cada dia. De acordo, com pesquisa realizada pelo IBGE, o número de idosos crescerá em média 5% até o ano de 2026. O estudo mostra que, na década de 20, cerca de 15% da população brasileira será composta por pessoas com mais de 60 anos. Proporcionar uma vida saudável e ativa para o idoso é o novo desafio dos profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional de todo o país. A cada dia surgem novos métodos que possibilitam diagnosticar com antece-

dência o risco de quedas. A preocupação maior é com a prevenção e as possíveis consequências que as quedas em idosos podem trazer, como por exemplo isolamento, depressão e pouca mobilidade. “A cada ano, de 5% a 10% da população idosa que cai tem lesões severas, principalmente no quadril”, afirma a fisioterapeuta com especialização em gerontologia, Dra. Juliana Gazzola. Segundo um estudo realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre 2000 e 2008 subiu de 7.600 para 28.400

o número de mortes por ano em idosos em virtude de quedas. Para evitar esses problemas e proporcionar uma vida confortável aos idosos, muitos profissionais da saúde têm adotado métodos de escala de equilíbrio para diagnosticar com antecedência a chance do paciente vir a ter uma queda no seu dia-a-dia. Diversos exames ajudam a fazer o diagnóstico e, a partir dele, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem usar técnicas para reforçar o equilíbrio corporal do idoso.


DIAGNÓSTICO

Dados do IBGE apontam um crescimento intenso da população idosa nos próximos anos. Isso vai refletir muito na cidade de São Paulo

O diagnóstico correto é o primeiro passo para identificar a possibilidade de queda. De acordo com o fisioterapeuta e professor da Unesp, Prof. Dr. Marcos Eduardo Scheicher, os testes de campo são mais simples, porém apresentam limitações em relação à precisão dos resultados. “Os testes de laboratório são mais complexos e demandam maior custo, já que utilizam aparelhos sofisticados”. A Escala de Berg é um dos mais utilizados para verificar a possibilidade de queda do paciente. Ela é dividida em pontos atribuídos a cada movimento realizado. Com total de 56 pontos, a medição tem como corte 45 pontos. A pessoa avaliada com pontuação inferior deve ser encaminhada para algum programa de prevenção, pois ela terá uma grande chance de sofrer queda. Em certos casos, essa escala não é suficiente para medir o grau do risco. Segundo a Dra. Juliana, há casos de idosos que conseguem uma pontuação mais alta e, mesmo assim, pode ter risco de quedas por fatores comportamentais (subir em banquinhos, fazer as tarefas com pressa, usar sapatos inadequados). Nesses casos, recomenda-se que sejam feitos testes de equilíbrio e de postura mais complexos, para que o diagnóstico seja preciso. Há idosos que têm a chance de cair aumentada por sofrerem algum tipo de doença que afeta a sua coordenação motora e cognitiva como, por exemplo, AVC, Parkinson e Alzheimer. “Das três, Parkinson é a mais complicada, pois compromete muito o equilíbrio. Tem paciente que chega a cair cinco vezes por semana”, comenta a fisioterapeuta responsável pelo programa de mestrado da Unicid, Dra. Mônica Perracini. Ela ainda lembra que manter o paciente caminhando ou em cadeira de rodas, devido ao grande número de quedas, é uma decisão importante.

10

%

da população brasileira tem 60 anos ou mais

O último Censo revelou que a cidade de São Paulo conta com pouco mais de um milhão de idosos População acima de 60 anos na cidade

As projeções de crescimento populacional indicam que a idade média da população brasileira está aumentando e, naturalmente haverá um aumento significativo na população idosa

De que forma a faixa etária do brasileiro será alterada?

1992

Homens Mulheres

0-14 anos

{ 2007

Lapa

12.519 17.281 10.600 Jardins

Consolação

2050

a previsão é de que haverá mais pessoas acima dos 80 anos do que entre 20 e 24 anos Fonte: IBGE

10-24 anos

{ 2035

35-54 anos

{

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Uma questão de números

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Fotos - Arquivo Pessoal

Idosos fazendo circuito de readaptação postural

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PREVENÇÃO E TRATAMENTO

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Após diagnosticar, o próximo passo é providenciar o melhor tratamento possível para que o idoso recupere a plenitude do equilíbrio corporal e possa ter de volta a qualidade de vida. Segundo a Dra. Mônica, os métodos de prevenção ou tratamento devem contemplar não só a parte motora ou física do paciente, mas também a parte emocional, já que a maioria dos idosos sente-se insegura para fazer os movimentos corriqueiros após sofrer a primeira queda. Com isso, a pessoa, por ter seus movimentos restritos, acaba por se isolar. As atividades em grupo têm sido muito úteis nesse sentido, pois além de proporcionar a reabilitação do paciente cria um es-

tímulo através de novas amizades, melhorando a autoestima. Esse tipo de atividade geralmente é feito em um circuito formado por diversos obstáculos que simulam atividades cotidianas e diferentes formas de movimentos que exigem equilíbrio do corpo. A prevenção vai além do tratamento em clínicas e passa também pela adaptação do ambiente domiciliar. As mudanças estão relacionadas à criação de áreas livres para movimentação do idoso, aumento da iluminação do ambiente doméstico, para evitar a colisão do idoso com algum móvel que possa trazer risco de queda, fixação ou retirada dos tapetes, pois eles podem levar o idoso a ter um sério acidente. “O profissional irá orientar quanto às adaptações possíveis, podendo ser: faixas antiderrapantes em locais

Tecnologia Lançado nos Estados Unidos, a realidade virtual chega ao país para ajudar os profissionais no tratamento de re-equilíbrio postural de idosos. O novo aparelho estimula o paciente a fazer movimentos que reforçam seu equilíbrio, através de um ambiente computadorizado definido pelo profissional, aumentando o número de exercícios realizados em um espaço reduzido. Antes usado por crianças e adolescentes, o videogame passou a ser também uma importante ferramenta de trabalho para quem cuida de prevenção e tratamento de quedas em idosos. Com a nova tecnologia encontrada no Wii, o paciente pode, ao mesmo tempo em que faz exercícios para melhorar o equilíbrio, se divertir com os jogos.

Dra. Juliana Gazzola, fisioterapeuta com especialização no cuidado com idosos


Fora da realidade! O ™ BRU (Balance ™ Unidade de Reabilitação), criado pela empresa Medicaa™, é um equipamento de avaliação funcional e para terapia na reabilitação de pacientes que sofrem de distúrbios de equilíbrio. Para controlar o equilíbrio, o Sistema Nervoso Central (SNC), integra e coordena informações dos sistemas...

visual

A forma mais eficiente para recuperar o equilíbrio do paciente é através de estímulos específicos dos diferentes sistemas sensoriais afetados

vestibular somatossensorial

Somatossensoriais

Identificação

Somatossensoriais Usam-se colchões de espuma para desafiar o equilíbrio, alterando a entrada de informações somatossensoriais. Vestibular Detectando os movimentos da cabeça, permite que os estímulos visuais reajam em relação a eles, alcançando a integração vestibular. Com o uso das bolas suíças, também estimula o sistema vestibular. Visual Mover objetos exibidos nos óculos de realidade virtual e recriar versões estilizadas de situações da vida real, tais como a busca por um objeto em movimento ou olhar através da janela de um ônibus em movimento, além da estimulação dos reflexos oculomotores.

Simulação de terapia virtual em clinica

De forma sistematizada, protocolizada e personalizada são adaptadas às situações específicas de cada paciente. São identificados os estímulos sensoriais em que o sistema de equilíbrio do paciente é menos eficiente

AVALIAÇÃO POSTUROGRÁFICA Com base no diagnóstico, são gerados estímulos específicos para atingir os fenômenos de neuroplasticidade de adaptação postural através de simulação de situações da vida real, por meio de realidade virtual.

Realizada através da plataforma de força, é uma técnica utilizada para diagnosticar quais são os estímulos mais conflituosos para o paciente na estratégia de controle postural.

Com base em uma avaliação clínica, funcional e posturográfica, um programa de reabilitação personalizado é projetado por meio de óculos de realidade virtual, baseado nos os conceitos de neuro-reabilitação. O programa provoca estímulos conflitantes no paciente para desencadear tontura e desequilíbrio corporal e, assim, conseguir a compensação vestibular. JOGOS DE TREINAMENTO POSTURAL (PTG)

Relatórios O programa salva todas as informações do paciente relacionadas à avaliação posturográfica e evolução terapêutica, além dos exercícios realizados em cada sessão e jogos de PTG e, com isso, os profissionais podem monitorar a evolução do paciente. A exibição de avaliação posturográfica é Fonte: www.medicaa.com

simplificada e os dados da evolução terapêutica são mostrados através do uso de gráficos eficazes que ficam disponíveis após cada sessão. Também podem ser comparadas duas avaliações posturográficas diferentes selecionadas pelo fisioterapeuta, por exemplo, a primeira e a última, para comparar os resultados de uma interveção.

Consiste em exercícios para o treinamento do controle postural utilizando um sistema de biofeedback. O programa recria exercícios posturais interativos, praticados sob a supervisão de um profissional, para estimular as estratégias de equilíbrio corporal. Os exercícios têm diferentes níveis de dificuldade para estimular a melhora do equilíbrio.

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TERAPÊUTICAS UTILIZANDO REALIDADE VIRTUAL

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Nova Casa

Doenças degenerativas que podem prejudicar o tratamento

Modelo de casa adaptada às necessidades de idosos com pouca mobilidade ou com distúrbios de equilíbrio

Com o passar do tempo, algumas doenças causam perda gradual de sensibilidade e da habilidade cognitiva do paciente.

Estante

Estar bem fixada a parede ou ao chão, não use objetos de vidro

Sofás e poltronas

Assentos mais rígidos, com dimensõesmáximas de 50x70 cm

Parkinson: Falta de

estabilidade postural, pois afeta a coordenação motora e muscular do paciente.

Mesinhas

Para manter e facilitar o acesso ao controle remoto

Afeta a coordenação motora do idoso em maior ou menor grau, de acordo com o tempo da recuperação. AVC:

Mesa de jantar

Com bordas arredondadas e altura média de 75 cm. Remover qualquer tapete que esteja embaixo e cadeiras com braços de apoio

Alzheimer: Perda

gradativa da memória e função cognitiva. Dificulta o raciocínio do idoso e atrapalha na memorização das tarefas rotineiras.

Entrada

Rampas de acesso a cadeiras de rodas. Portas com 80cm de largura, capachos e tapetes devem estar presos

Mesa de cabeceira

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Fonte: www.casasegura.arq.br

Dra. Marina Fulfaro, terapeuta ocupacional especializada no atendimento a idosos.

Foto - Arquivo Pessoal

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Fixa no chão ou na parede, deve ter bordas arredondadas e estar 10 cm mais alta que a cama

//Na internet:

Mais no site: www.casasegura.org.br

O banheiro é considerado o cômodo mais perigoso do domicílio

Infogra

fia - Tom

15%

my Pissi

ni

é a estimativa de queda em pessoas idosas em países orientais

Contato Medicaa na América Látina (Uruguai): www.medicaa.com xx 598 (2) 601-3839


Armários baixos. Deixar os objetos mais usados em fácil acesso. Altura máxima de bancada de 85 cm e com barras de apoio

Fogão

Controles automáticos de gás

Chão do banheiro

Ter no máximo 1,5 cm de desnível do chão do ambiente

Pia

Possuir barras de apoio, torneiras de alavanca ou de sensor e estar fixada a uma altura entre 80 e 85 cm

Válvula de descarga

Altura máxima de 1 metro e com alavancas ou dispositivos automáticos para acionamento

Banco no Banheiro

Dimensões de 45 x 70 cm. Altura ideal de 46 cm, com superfície antiderrapante e impermeável

Cama

Altura entre 45 e 50 cm, permite apoio ao sentar

Poltrona

Entre 45 e 50 cm de altura para facilitar a colocação de sapatos e meias

Box

Porta de material inquebrável ou de cortina de plástico. Conter barras de apoio e piso antiderrapante

Vaso Sanitário

Com barras de apoio a 30 cm do vaso, que deve ter altura entre 48 e 50 cm.

30% 39% 70%

da população idosa dos países ocidentais já sofreram quedas

dos idosos entendem como qualidade de vida manter a boa saúde

das quedas de idosos acontecem dentro de domicílio

//Na internet: Multimídia: www.crefito.com.br/imp/revista/melhoridade.html

* Estudo realizado em 1.999 por Cumming RG; Thomas M; Szonyi G; Salkeld G; O’Neill E; Westbury C; Frampton G e publicado na biblioteca virtual em saúde.

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Pia

propícios à queda, barras de segurança no banheiro, cozinha e em acesso a áreas externas da casa, entre outros”, diz a terapeuta ocupacional Dra. Carolina Thieppo. A adaptação do ambiente residencial do paciente deve ser lenta e progressiva, pois algumas pessoas têm dificuldade em assimilar novas formas de fazer as atividades do dia a dia. O ideal é que as alterações sejam feitas de forma gradual, para o idoso ir se adaptando aos poucos com a nova realidade. Uma pesquisa realizada em 1999 (*) mostra a importância do terapeuta ocupacional na reabilitação do idoso. O estudo selecionou 503 pessoas divididas igualitariamente em grupos. Dos idosos que receberam a intervenção do terapeuta ocupacional, 36% tiveram queda no período de um ano. Já no grupo em que não houve intervenção, a incidência de queda no mesmo período foi de 45 %. A terapeuta ocupacional Dra. Mariana Fulfaro recomenda que as primeiras modificações devam ser na altura do vaso sanitário, com a colocação de barras de apoio, pois, assim como as escadas, o banheiro é o responsável pelo maior número de acidentes em idosos. “Algumas atitudes simples que nós recomendamos é a fixação e colocação de fitas antiderrapantes nos tapetes, colocar proteção nas quinas de mesas, tudo para que o paciente tenha o menor risco possível de quedas e ferimentos em sua movimentação na residência”. É importante também tanto o fisioterapeuta quanto o terapeuta ocupacional entenderem o paciente como um todo. Afinal, ele não é só um paciente com idade avançada que sofreu ou pode sofrer uma queda. Ele também tem um histórico de outras doenças que podem prejudicar o seu sistema motor e cognitivo.

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Fotos - Arquivo Pessoal

Dr. Thiago Fukuda discursa durante a entrega do prêmio

sucesso

Exemplos de UMA IDEIA NA CABEÇA E UM PRÊMIO NAS MÃOS

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Todo fisioterapeuta que atua em musculoesquelética sonha em publicar no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (Jospt), a mais conceituada revista nessa área do mundo. Uma equipe da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) foi muito além disso. O artigo Short-Term Effects of Hip Abductors and Lateral Rotators Strengthening in Females with Patellofemoral Pain Syndrome: a Randomized Controlled Clinical Trial, além de ter sido publicado, ganhou o prêmio Jospt Excellence in Research como o melhor trabalho de 2010. É o primeiro trabalho da América Latina a receber essa premiação. Escrito pelo Prof. Dr. Thiago Y. Fukuda, Dr. Flávio Bryk, Dra. Nilza Ap. Almeida Carvalho, Dr. Flávio [26] Rossetto, Dr. Eduardo Magalhães e

Por Francine Altheman e Juliana Menezes

n

esta edição, a Revista do

Crefito-SP continua trazendo histórias de profissionais que se destacam no mercado de trabalho: fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que trabalham com paixão, conquistando cada vez mais o sucesso

Prof. Dr. Paulo Lucareli, o trabalho foi o escolhido entre cerca de 80 pesquisas realizadas no mundo todo. “Quando saiu o artigo em uma revista tão conceituada como a Jospt, eu já fiquei muito feliz. Mas receber o prêmio foi realmente emocionante”, conta Dra. Nilza, chefe do Setor de Fisioterapia da Santa Casa. A cerimônia de premiação aconteceu no Combined Sections Meeting (CSM), organizado pela American Physical Therapy Association (Apta) no Hilton Riverside Hotel em New Orleans (EUA), entre os dias 10 e 12 de janeiro. Considerado um dos maiores eventos de fisioterapia do mundo, o CSM contou com a presença de 9 mil fisioterapeutas. O Crefito-SP parabeniza a equipe pelo feito, que demonstra o vasto caminho aberto para os profissionais brasileiros competirem e dominarem o desenvolvimento científico e clínico da Fisioterapia e Terapia Ocupacional no mundo.


sucesso

Exemplos de

A Jospt é a mais conceituada revista do mundo na área de musculoesquelética. Apenas 20% dos artigos recebidos são publicados. Já é difícil publicar nela. Por isso receber o prêmio nos deixa muito felizes”

ram melhora significativa. Mas o grupo cujo enfoque foi o quadril, teve um resultado ainda melhor, quando comparado ao grupo que só tratou o joelho. “Chegamos à conclusão que o ponto chave para o tratamento do joelho é o controle da pélvis e do quadril”, ressalta Dr. Fukuda, que comandou o estudo e também é professor na Centro Universitário São Camilo. Ele ainda lembra que a literatura já apontava para essa tendência, mas nenhuma equipe havia feito a pesquisa e verificado. “Acredito que o rigor metodológico e científico, aliado à fácil aplicabilidade do protocolo, fez com que o trabalho fosse escolhido. Qualquer fisioterapeuta pode aplicar esse trabalho na própria clínica”. Mesmo concorrendo com trabalhos cujo custo operacional ultrapassaram os milhões de dólares, a aplicabilidade clínica, a simplicidade e a criatividade do trabalho, associadas à precisão científica, foram provavelmente preponderantes para que o prêmio da Jospt em 2010 fosse para fisioterapeutas brasileiros.

Dr. Flávio Bryk, Dr. Thiago Fukuda, Dr. Guy Simoneau (editor chefe do Jospt) e Dra. Nilza Carvalho

//Na internet:

Para saber mais: www.apta.org

www.jospt.org Fukuda et al, Short-term effects of hip abductors and lateral rotators strengthening in females with patellofemoral pain syndrome: A randomized clinical trial. J Orthop Sports Phys Ther. 2010; 40(11):736-742

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Fotos - Arquivo Pessoal

Dr. Thiago Fukuda, responsável pela pesquisa

A PESQUISA O trabalho premiado começou há três anos, com uma ideia simples, sem grandes investimentos e sem técnicas ou equipamentos mirabolantes. “A gente não usou nada que fuja do conhecimento básico de um fisioterapeuta, aquilo que se aprende na faculdade – técnicas de cinesiologia, biomecânica, cinesioterapia – e alguns recursos de baixo custo, como tornozeleiras e theraband”, afirma Dr. Bryk. Foram analisadas 70 mulheres com síndrome da dor femoropatelar, conhecida como dor anterior no joelho. Elas estavam distribuídas em três grupos: o primeiro não recebeu nenhum tipo de tratamento, era o grupo de controle; o segundo, recebeu o tratamento tradicional, com ênfase no fortalecimento da musculatura ao redor do joelho; e para o terceiro grupo foram mantidos os exercícios para o joelho, mas acrescentaram-se exercícios de fortalecimento do quadril. Após a análise estatística, a equipe detectou que ambos os grupos que fizeram a fisioterapia apresenta-

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sucesso

Exemplos de

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TERAPIA OCUPACIONAL PARA UMA VIDA MELHOR

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A terapeuta ocupacional, Dra. Maria Cecília Leite de Moraes, trabalha em um Centro de Atenção Psicossocial

Dra. Maria Cecília Leite de Moraes é formada em terapia ocupacional há 30 anos, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. Fez mestrado e doutorado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), na área de concentração materno infantil; lá foi pesquisadora no Centro de Crescimento e Desenvolvimento do Ser Humano e também editora assistente em uma publicação do setor. Atualmente trabalha em um Centro de Atenção Psicossocial, onde atende portadores de doenças mentais graves. Atua na área de saúde mental há 7 anos. Também é professora universitária na área de Saúde Pública e Coletiva e coordena um curso de pós-graduação. A terapeuta ocupacional teve a oportunidade de estagiar nos Estados Unidos na área de Neurologia na University Southern California, no Hospital Rancho Los Amigos e no hospital Martin Luther King, onde trabalhou com terapia ocupacional pediátrica, experiência que representou uma conquista para a carreira da terapeuta ocupacional. Dentre os bons momentos de sua

trajetória profissional, ela acha difícil destacar um só. No entanto, no começo de sua carreira, houve um caso marcante. Ela cuidou de um jovem que tinha um comportamento difícil. Era oriundo de gangues de rua e necessitava de tratamento, pois tinha sequelas neurológicas graves, após ter sido ferido por estilete. Mas o paciente se recusava a receber tratamento, sendo muitas vezes hostil com a terapeuta ocupacional. A profissional, na época recém-formada, tomou as rédeas da situação. “Coloquei-me profissionalmente, sem academicismo, com força e veemência. Lembrome da força das minhas palavras e do enfraquecimento daquele olhar. No fundo, seu comportamento era fruto de medo, solidão e fragilidade”, relembra Dra. Maria Cecília. Ela ainda afirma que escolheu a terapia ocupacional por acreditar que um dos aspectos fundamentais da vida humana é a funcionalidade. Para ela, fazer e viver andam lado a lado. Ela dá as dicas para ser bem-sucedido na terapia ocupacional. “É preciso ir além do conhecimento nas patologias e se debruçar na diversidade humana. O segredo é compreender as diferenças”.


sucesso

Exemplos de

Dr. Antônio José Docusse Filho é formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP) há 22 anos. Sua primeira especialização foi em Medicina do Esporte, na Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro. Posteriormente descobriu a osteopatia e realizou um curso na Escola de Madri, quando se tornou professor. “Quando conheci a osteopatia foi um grande choque para mim. Naquele momento percebi que podia compreender as doenças e que tinha ferramentas poderosas nas mãos para auxiliar os pacientes”, comenta o fisioterapeuta. Atualmente é professor e fundador do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual (Idot), que existe há 11 anos. A instituição é uma escola de Osteopatia com professores brasileiros formados dentro de uma filosofia própria. “Todos os professores do Idot passaram pela instituição antes de ministrar aulas”, explica.

Foi por acaso que o Dr. Antônio descobriu a profissão que iria seguir. “Eu era jogador de futebol e tive que realizar um tratamento fisioterapêutico para recuperação de uma lesão no joelho. Entrei em contato com a fisioterapia, gostei e fui procurar a formação”, diz. Como todo profissional recémformado, o fisioterapeuta teve um começo de carreira difícil. “Tinha a impressão de não saber nada e uma capacidade de resolução muito baixa. Trabalhava demais nessa época, não ganhava muito e me sentia um pouco frustrado”, desabafa. Mas Dr. Antônio venceu os obstáculos e conseguiu conquistar o tão almejado reconhecimento profissional. Segundo ele o segredo do sucesso está em uma boa formação. “Nossa profissão é maravilhosa, porém a qualificação não é boa, pois o conhecimento clínico não está dentro das universidades. É preciso estudar, ter boas ferramentas. Encontrar boas referências também é fundamental”, recomenda. DE PORTAS ABERTAS PARA A FISIOTERAPIA

A fisioterapeuta, Dra. Danielle Norberto, trabalha em uma empresa multinacional voltada ao atendimento home care

Dra. Danielle Norberto é formada em fisioterapia pela Universidade Ribeirão Preto (Unaerp). Fez especialização na USP, na área de Fisioterapia Cardiorrespiratória, junto ao Departamento de Cirurgia Torácica. Também é especialista em Acupuntura Sistêmica e Auricular pelo Instituto Brasileiro de Acupuntura (Ibram-RP). A profissional está atualmente em uma área administrativa, mas sempre ligada à fisioterapia. Ela trabalha em uma empresa multinacional voltada ao atendimento home care principalmente atendendo às empresas de cuidados domiciliares e distúrbio do sono. “A empresa em que trabalho prioriza a formação em fisioterapia”, diz. Faz parte do seu trabalho diário dar informação e suporte necessários sobre os equipamentos de ventilação invasiva e não invasiva

O fisioterapeuta, Dr. Antônio José Docusse Filho, é professor e fundador do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual (Idot)

às empresas do setor de cuidados domiciliares, o que inclui convênios médicos, além de oferecer treinamentos exclusivos aos profissionais da saúde, que fazem parte do quadro de funcionários dessas empresas. Dra. Danielle iniciou na empresa como assistente de vendas em equipamentos de distúrbio do sono, depois foi promovida para gerenciar uma carteira de clientes importantes. “Utilizo o conhecimento da minha formação acadêmica agregado à experiência comercial adquirida”, explica. A fisioterapeuta escolheu a profissão porque sempre gostou de lidar com pessoas que necessitavam de cuidados. “Com a fisioterapia você está mais tempo e mais próxima do paciente do que em outras profissões da área de saúde. Vi na profissão uma forma de aprender muitas coisas sobre saúde e ao mesmo tempo poder praticar o que aprendia”, comenta [29] com entusiasmo. revista do crefito-sp .abril.2011

FISIOTERAPEUTA E EMPRESÁRIO


Fortes

alianças OAB

Crefito-SP assina convênios com importantes entidades paulistas

SINDPESP

n revista do crefito-sp .abril.2011

por Francine Altheman

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os últimos meses, o Crefito-SP assinou importantes convênios com entidades paulistas com o objetivo de promover ações dirigidas ao apoio e desenvolvimento interintitucional. A primeira a assinar o protocolo de intenções foi a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp). Assinaram também o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (SesCon), a Associação Paulista de Imprensa (API), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de São Paulo (SinCor), o Instituto dos Advogados Previdenciários (IAPE) e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Mais recentemente foi assinado o protocolo com o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra-SP) e a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg).

SESCON

CRECI

ADESG


SINCOR

Fotos - Crefito-SP / JBO assessoria

AMATRA

API

IAPE

Na prática, esses convênios vão somar esforços e recursos para a melhoria social e econômica dos seus membros, através do desenvolvimento de atividades de cunho educativo, cultural, social, entre outras. “Vamos partir de um diagnóstico que permita conhecer quais são as necessidades de cada profissional conveniado e, a partir daí, estabelecer programas de orientação postural, de prevenção e de recuperação da saúde”, declara o presidente do Crefito-SP, Prof. Dr. Gil Lúcio Almeida. A ideia é promover um intercâmbio profissional, em que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais poderão ampliar sua atuação, atendendo os profissionais dessas entidades e, em contrapartida, receberão seu apoio técnico. A partir da assinatura desses convênios, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais já estão sendo convidados para participar dos eventos dessas entidades, ministrando palestras, falando sobre as profissões e sua importância para a comunidade e prestando atendimentos em forma de avaliação.

revista do crefito-sp .abril.2011

CAASP

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tas NOTAS

no

Fotos - Crefito-SP

Participantes do evento recebem orientação de fisioterapeutas

CREFITO-SP MARCA PRESENÇA EM EVENTO DA OAB

revista do crefito-sp .abril.2011

Encontro que reuniu advogados no interior de São Paulo ofereceu atendimentos e palestra sobre fisioterapia

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Organizado pela OAB de São Paulo, o 6º Encontro Regional de Advogados de São José do Rio Preto e Região, realizado no dia 11 de março, no Ipê Park Hotel, reuniu aproximadamente 400 pessoas. Estavam presentes Dr. Demosthenes Santana Silva Júnior, delegado do Crefito-SP, e Dra. Neuseli Lamari, fisioterapeuta que ministrou palestra sobre os benefícios da fisioterapia para a saúde e qualidade de vida. O evento contou com a presença de profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional enviados pelo Conselho para esclarecer dúvidas e oferecer avaliações em diversas áreas, como terapia manual, osteopatia, RPG, pilates e terapias convencionais de reabilitação e readaptação.

//Na internet: Mais no site: www.crefito.com.br

Durante o encontro os participantes demonstraram interesse em discutir assuntos relacionados às alterações posturais e estudos ergonômicos, tendo em vista as queixas diárias de dor relacionadas, na maioria das vezes, ao mau uso e adequação do ambiente de trabalho. Estiveram presentes também o Presidente da OAB-SP, Dr. Luiz Flávio Borges D`Urso, e a presidente da Subseção da OAB – São José do Rio Preto, Dra. Suzana Helena Quintana. A participação da Fisioterapia no evento faz parte do convênio assinado pelo Crefito-SP com a OABSP em dezembro, promovendo o intercâmbio profissional.

Dra. Neuseli ministra palestra sobre os benefícios da fisioterapia


Foto - www.sxc.hu

EVENTO DE FISIOTERAPIA SERÁ REALIZADO EM JUNHO NA SANTA CASA

O II Concresso de Fisioterapia Musculoesqulética, com ênfase em joelho e quadril, e o IV Congresso de Eletrotermofototerapia serão realizados nos dias 10 e 11 de junho, no anfiteatro Dr. José Soares Hungria Filho (DOT), na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. As inscrições podem ser feitas por e-mail e as vagas são limitadas. O evento conta com os palestrantes internacionais

//Na internet: Mais no site: www.santacasasp.org.br/ congressofisioterapia2011.htm

RobRoy Martin e Sara S. Piva, ambos de Pittsburgh, Estados Unidos. Estarão em pauta temas clínicos como: LCA, LCP e canto posterolateral, biomecânica do membro inferior, análise do movimento, síndrome da dor femoropatelar, pubalgia, impacto femoroacetabular, artroscopia de quadril e joelho, fraturas de MMII, próteses de joelho, eletroestimulação e laserterapia.

Informações Úteis Fone: (11) 2176-1585 Local: Anfiteatro Dr. José Soares Hungria Filho (DOT) Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112- Vila Buarque – SP

revista do crefito-sp .abril.2011

Congressos de Fisioterapia Musculoesquelética e Eletrotermofoterapia contarão com a presença de palestrantes internacionais

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oficial COMUNICADO OFICIAL

comunicado

revista do crefito-sp .abril.2011

A VIDA PEDE RESPEITO UMA VITÓRIA DO CREFITO-SP

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A Fisioterapia e a Terapia Ocupacional são profissões reconhecidas no Brasil desde 1969 (Decreto-Lei nº 938). Para cuidar da sua vida, os fisioterapeutas, por exemplo, estudam 4 mil horas (Resolução CNE/CSE nº 4 de 6 de abril de 2009) dentro de sala de aula e outras tantas fora dela. Eles também passam por um treinamento rigoroso de 800 horas, atendendo pacientes portadores de várias doenças e disfunções. Tudo feito sob a supervisão e os olhos atentos de um professor treinado para evitar problemas para sua saúde. Para garantir uma formação ampla, o Ministério da Educação (MEC) estabeleceu as diretrizes curriculares que devem nortear a formação desses profissionais (Resolução CNE/CSE nº 04 – fisioterapia - e 06 – terapia ocupacional – ambas de 19 de fevereiro de 2002). Além desse treinamento, a maioria dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais possui cursos de pós-graduação em suas áreas de especialidade. Essa formação sólida é o que tem garantido a qualidade na oferta dos serviços prestados por esses profissionais e a inexistência de danos à vida. Essa situação, porém, está sendo modificada por ações temerárias de algumas instituições de ensino superior, que se esqueceram do bem maior que é a preservação da vida saudável. Elas passaram a oferecer cursos como se estivessem fazendo uma liquidação. O aluno entra para fazer um curso de curta duração, conhecido como sequencial (por exemplo, Cuidador

de Idoso ou Acupuntura) e depois de mais um ou dois anos de estudo, ele se gradua em fisioterapia ou terapia ocupacional. Se não bastasse tudo isso, a instituição também divulga que, após a conclusão do curso de curta duração, o aluno pode se matricular em um curso de pósgraduação lato sensu. Resumindo: em quatro anos, o aluno sairia com três canudos - um diploma de curso sequencial, um diploma de bacharelado e um certificado de pós-graduação lato sensu. Infelizmente, o MEC permitiu que um portador de diploma de curso sequencial fizesse uma pós-graduação lato sensu (art. 1º, parágrafo 3º, da Resolução CNE/ CES nº 01/2007 e art. 2º, parágrafo único, da Portaria 4.363/2004). Entendemos que essas normativas ferem a LDB (artigo 44 da Lei nº 9.394/96) e levamos o assunto ao conhecimento das autoridades. Agora esse grave erro poderá ser corrigido. A pedido do Crefito-SP, o Ministério Público Federal (MPF) editou, no dia 17 de fevereiro de 2011, a Portaria nº 62 (publicada no DOU em 22 de março), instaurando um Inquérito Civil Público visando a eventual promoção de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o parágrafo 2º do art. 6º da Resolução CNE/CES nº 01/2007. Em outras palavras, existe a possibilidade de cassar na justiça esse regramento. Com isso, as instituições de ensino com pouco apreço pela vida do cidadão seriam impedidas de afrontar a qualidade do ensino das profissões regulamentadas, em especial das 14 profissões

da saúde que representam hoje 3,5 milhões de profissionais. O Crefito-SP vai se reunir com as demais profissões da saúde em São Paulo para debater o assunto e o Coffito irá trabalhar esse movimento em todo o Brasil, para que os demais conselhos federais atuem com os seus regionais para impedir de vez as atitudes temerárias dessas instituições de ensino. Essas instituições, que tratam a formação profissional como uma liquidação de mercadorias, estão confundindo a autonomia universitária garantida por lei, com soberania nacional aplicada apenas ao Brasil enquanto nação. A atuação no ensino é uma concessão do Estado e essas instituições devem obedecer toda a legislação vigente que garante uma formação adequada aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Para garantir a qualidade dos serviços prestados à população as Resoluções Coffito proíbem aos portadores de certificados de cursos sequenciais (Resoluções ns. 211 e 212 de 2000) e tecnológicos (Resoluções ns. 241 e 243 de 2002) o exercício da fisioterapia ou da terapia ocupacional. O Crefito-SP estará decidindo em sua próxima Reunião Plenária a aprovação de uma campanha para conscientizar a população sobre evitar frequentar esses cursos, nominando as instituições que estão oferecendo os mesmos.


Vem aí o novo

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revista do crefito-sp .abril.2011

Mais bonito

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Mundial da SaĂşde Dia

7 abril de

Comemore esse dia com saĂşde! crefitosp.gov.br

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Revista CrefitoSP - Ano 8 Edição 1  

Revista do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo.

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