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EDIÇÃO 19 - GOIÂNIA, MAIO DE 2016

Revolução digital Recursos e inovações da tecnologia aplicados ao mercado imobiliário

PENSAMENTO POSITIVO Como o otimismo pode resultar em vendas BIKE Ciclismo como alternativa de lazer e mobilidade SOLIDARIEDADE Projeto social alimenta moradores de rua

CRECI-GO CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS 5ª REGIÃO / GO


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PALAVRA DO PRESIDENTE

Por que discutir a mobilidade urbana? Estamos na era das megacidades, conglomerados urbanos com população superior a 10 milhões de habitantes, número que só tende a crescer ao longo dos anos. Segundo o Observatório das Metrópoles, na última década, o aumento percentual do número de veículos foi onze vezes maior que o da população. Dados como esses tornam emergente a discussão acerca da mobilidade urbana e, junto, o crescimento desordenado das cidades, suas consequências e as alternativas que podem ser encontradas para resolver esse grande desafio. O tema não abrange somente o trânsito, passa pelas leis municipais, como o Plano Diretor; pelas políticas públicas; pelas atividades econômicas; por novas formas de utilizar as cidades; por mudanças culturais até chegar às iniciativas individuais. Entre os fatores que interferem diretamente na mobilidade urbana está o mercado imobiliário. Por muito tempo, os empreendimentos direcionaram o crescimento das cidades e os corretores de imóveis foram responsáveis pelo povoamento das áreas. Contudo, nos últimos tempos têm sido possível perceber a inversão dos papéis, agora é a mobilidade urbana que dita os vetores do mercado imobiliário. Novas necessidades vieram à tona devido aos impactos causados pela mobilidade urbana e modificaram o perfil dos consumidores e, em consequência, as construções. Na prática, pode-se exemplificar com as tendências e seus resultados: a necessidade de morar mais perto do trabalho possibilitou a abertura do mercado de imóveis cada vez menores e, ao mesmo tempo, a criação dos bairros planejados. Esse novo pensar sobre as cidades e a mobilidade modifica o mercado imobiliário, mas também transforma o cidadão. Iniciativas individuais, como a substituição dos veículos particulares pelo transporte público e as caronas solidárias podem ser realizadas por cada um de nós. Outra alternativa de transporte consciente é o uso da bicicleta no lugar do automóvel. Nesse caso, além de contribuir para a solução da mobilidade urbana, você pode, de quebra, ganhar em saúde e qualidade de vida. Vale a pena fazer a sua parte!

OSCAR HUGO MONTEIRO GUIMARÃES Presidente do Creci de Goiás, Diretor Pedagógico do COFECI, e Coordenador de Implantação do PQI no Brasil crecigo@crecigo.gov.br

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SUMÁRIO

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ENTREVISTA

MOBILIDADE

Fernando Chapadeiro: O desafio da mobilidade urbana

Vou de bike

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PROFISSÃO

SOLIDARIEDADE

Otimismo no mercado imobiliário

O projeto social do homem que mata a fome

TECNOLOGIA & PRODUTOS 9

DE OLHO NA LEI 10

Obrigatoriedade da autorização de venda Novo CPC entra em vigor

33 SOLIDARIEDADE

Creci-GO promove Campanha de Doação de Sangue

34 direto do creci

Creci Itinerante leva serviços aos municípios Encontro de Delegados 2016 Dia do Conhecimento

ESPECIAL 12

Creci em números

Do futuro para o mercado imobiliário

36 ARTIGO MERCADO 14 O corretor estrategista

VOCABULÁRIO DO CORRETOR 25 DE IMÓVEIS

CULTURA & LAZER 27

37 SOCIAL 38 creci na mídia 39 PARA REFLETIR

EXPEDIENTE O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 5ª Região-GO é uma autarquia federal de disciplina e fiscalização da profissão de corretor de imóveis. Regulamentada pela Lei Federal 6.530/1978 Endereço: Rua 56, Nº 390, Palácio dos colibris, JARDIM GOIÁS, goiânia-GO - CEP: 74810-240 - Fone/ fax: 62 3236-7350 - Homepage: www.crecigo.gov.br, E-mail: crecigo@crecigo.GOV.br Diretoria: OSCAR HUGO MONTEIRO GUIMARÃES, EDUARDO COELHO SEIXO DE BRITO, RAFAEL NASCIMENTO AGUIRRE, JUSCEMAR ANTÔNIO DE OLIVEIRA, JACKSON JEAN SILVA, WÁLTER SÃO FELIPE, JAIR REIS DE MELO. Conselheiros: ANA MÔNICA BARBOSA DA CUNHA, ANTÔNIO ALVES DE CARVALHO, ANTÔNIO ROSA DE MESQUITA, ANTÔNIO SPINETTI ALVES, CARLOS CÉSAR LEMOS DO PRADO, EDUARDO COELHO SEIXO DE BRITO, ELMO MONTEIRO CLEMENT AGUIRRE, FRANCISCO CARLOS LOBO, GERALDO DIAS FILHO, JACKSON JEAN SILVA, JAIR REIS DE MELO, JOÃO BENICIO GOMES, JOÃO PEDRO VIEIRA, JOSÉ MACHADO RESENDE, JOSÉ MÁRCIO MOREIRA SANTOS, ANTÔNIO DE OLIVEIRA, lEANDRO DAHER DA 4 |JUSCEMAR Painel Imobiliário

COSTA, LUIS CLEMENTE BARBOSA, MARCIO ANTONIO FERREIRA BELO, MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA, MARIA FRANCISCA ALVES CARVALHO, OSCAR HUGO MONTEIRO GUIMARÃES, RAFAEL NASCIMENTO AGUIRRE, RICARDO ALVES VIEIRA, WALTER SÃO FELIPE, WILDES MARCOS FAUSTINO. Suplentes: ADEMIR SILVA, ANDRÉ LUIZ FRANÇA DE MELO, ALEXANDRE GUIMARÃES ROSA DE MOURA, CELSO MONTEIRO BARBUGIANI, CÉSAR FELICIANO DE OLIVEIRA, CLAUDIO GONÇALVES DE ARAUJO, EDGARD FURTADO MARTINS, EVALDO EULER DUARTE DE ALMEIDA, FRANCISCO LUDOVICO MARTINS, HELDER JOSÉ FERREIRA PAIVA, ISMAILDE GOMES DA SILVA, JOSÉ HUMBERTO MARTINS VIEIRA CARVALHO, JOSÉ VIRGÍLIO FERREIRA FILHO, LUCIMAR ALVES ELIAS, LUIZ ANTÔNIO DO NASCIMENTO, LUIZ ANTÕNIO MADY, MARGORETH ALVES DE CASTRO GUIMARÃES, MARIA APARECIDA DIONÍSIO, MURILO SOUSA DE ANDRADE, NEILA ETERNA DE MORAES NASCENTE, PEDRO ANTÔNIO COTECHESKI BOBROFF, RODRIGO PAULLUS BARRETO MACHADO, RONALDO ODORICO VEIGA, SAUL PEREIRA DA COSTA, VALGMAR DOMINGOS TAVARES, VALONI ADRIANO PROCÓPIO, VERONDE ANTÔNIO DE OLIVEIRA.

A Revista Painel é uma publicação do CRECI-GO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Thaysa Mazzarelo Diagramação: Neide Ataíde - GO-2690 JD REVISÃO ORTOGRÁFICA: Isa Daher COMERCIAL: OBJETIVA COMUNICAÇÃO E MARKETING - objetivacomercial@ig.com.br Revisão jurídica: FERNANDO DE PÁDUA - OAB 17840 Tiragem: 15.000 exemplares Fotolito e impressão: FLEX GRÁFICA As opiniões expressas nessa publicação são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não refletem, obrigatoriamente, a opinião deste Conselho

www.crecigo.gov.br imprensa@crecigo.gov.br


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ENTREVISTA

O desafio da mobilidade urbana Além de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, o movimento Maio Amarelo, realizado pelo Poder público e a sociedade civil, chamou atenção para a mobilidade urbana. O conselheiro do CETRAN-GO e do CAU-GO, Fernando Camargo Chapadeiro, fala sobre o tema. Foto CAU-GO

G

oiânia já configura, junto a Rio de Janeiro e São Paulo, no ranking das cidades em que os moradores gastam mais de duas horas no trajeto de ir e voltar ao trabalho, de acordo com pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A capital possui uma frota de mais de um milhão de veículos, de acordo com o DENATRAN, dado que concede ao município o título de primeira cidade com o maior número de carros por habitante no Brasil. Todos esses fatores geram reflexo na mobilidade urbana, que é um dos principais desafios das cidades modernas. Na busca da solução para o problema, exemplos exitosos de cidades europeias servem de modelo. Em Londres, em 2003, foi adotada a taxação para restringir a circulação de veículos em áreas movimentadas da cidade, o que ainda gerou uma receita anual, que é repassada para o transporte público. Em Amsterdã, cerca de metade da população utiliza a bicicleta como resultado de décadas de investimento nesse modo de transporte. A cidade conta com mais de 400 km de ciclovias e Estação Central, com o bicicletário para mais de 8 mil bicicletas. Iniciativas como estas também têm sido aplicadas no Brasil. Curitiba, por exemplo, ainda é pioneira na ideia de uma rede de trânsito em que os ônibus possuem vias especiais. Em entrevista à Revista Painel Imobiliário, o arquiteto, urbanista e conselheiro do Conselho Estadual de Trânsito de Goiás (Cetran/GO), Fernando Camargo Chapadeiro, fala sobre a mobilidade urbana. O conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) ainda comenta sobre as iniciativas realizadas em prol da mobilidade urbana em Goiás e aponta medidas que podem ser realizadas individualmente.

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Como se define a mobilidade urbana? Segundo o Ministério das Cidades, a mobilidade urbana pode ser definida como um atributo relacionado aos deslocamentos realizados por indivíduos nas suas atividades de estudo, trabalho, lazer e outras. Nesse contexto, as cidades desempenham um papel importante nas diversas relações de troca de bens e serviços, cultura e conhecimento entre seus habitantes, mas isso só é possível se houver condições adequadas de mobilidade para as pessoas. Como estamos em Goiás quanto à mobilidade urbana? A mobilidade em Goiás precisa ser mais bem planejada. A Lei de Mobilidade (12.587/2012) exige que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem seus planos de mobilidade urbana que, por seu turno, devem estar integrados aos planos diretores dos municípios. Afinal, é imperativo controlar e desestimular a expansão urbana sem limites, buscando cidades mais adensadas, onde suas funções estejam mais bem distribuídas. Assim, entre outras medidas, os planos diretores dos municípios goianos precisam regularizar as parcelas informais da cidade; desestimular o zoneamento que resulte na especialização do uso do solo; promover uma política habitacional voltada à consolidação de áreas já ocupadas; prever na expansão das áreas urbanas a implantação de um projeto viário integrado ao restante da cidade; regulamentar os Estudos de Impacto de Vizinhança; estimular a distribuição equilibrada das atividades econômicas (comércio, serviço e indústria); e inserir o transporte e o trânsito como parte da questão ambiental. Vale destacar que, embora Goiânia já tenha passado por diversos planejamentos, os pedestres, os ciclistas e a acessibilidade plena são temas que ainda não avançaram de forma efetiva. É preciso, de forma integrada, promover esses elementos e o transporte coletivo, além de controlar o uso desenfreado dos automóveis.

Verifica-se em Goiânia problemas como desarticulação entre órgãos, entre políticas e ações de desenvolvimento urbano que refletem desde a concepção até a implantação dos projetos na cidade.”

Quais as leis que buscam a mobilidade urbana no país? A Lei de Mobilidade Urbana traz instrumentos fundamentais para garantir sustentabilidade e eficiência nos deslocamentos nas cidades. Tem como objetivo instituir diretrizes e dotar os municípios de instrumentos para melhorar as condições de mobilidade. Porém, o descaso com a lei é percebido quando apenas 15 cidades brasileiras concluíram seu plano dentro do prazo previsto, até 2015. O número de municípios obrigados a terem um plano de mobilidade passou de aproximadamente 38, com o Estatuto da Cidade, para 1.663 municípios, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2012). Ao mesmo tempo, não faz sentido que a elaboração de políticas para melhorar a mobilidade nas cidades seja pensada apenas no âmbito do Ministério das Cidades, enquanto os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Transportes e Minas e Energia desenvolvem linhas de ação que, na maioria das vezes, contribuem para agravar o problema. Isso vale para as políticas de desoneração tributária que, ao reduzirem o preço do carro, esvaziaram o pátio das montadoras, mas contribuíram para aumentar os congestionamentos. Quais as normas existentes nas esferas regional e municipal? Quanto à legislação local, existe a Lei 9096/2011, que institui o Código Municipal de Mobilidade Urbana e estabelece diretrizes básicas sobre o assunto. Temos também o Estatuto do Pedestre (Lei 8644/2008) e o próprio Plano Diretor (Lei 171/2007), que em seu artigo 2o determina que

a política urbana do município deve ter como objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana. Por fim, a Lei Complementar 169/2007 regula o uso da bicicleta e o sistema cicloviário. Como percebe a aplicação dessas leis, na prática? Apesar de todo um arcabouço legal que busca garantir a prioridade dos deslocamentos não motorizados sobre os motorizados, e dos coletivos sobre os individuais, a política de mobilidade urbana vigente na cidade foi orientada, ao longo dos anos, pelo e para o transporte motorizado e individual. Esse modelo se esgotou e não há recursos nem espaço físico para alimentar a ininterrupta massificação do uso do automóvel. Os avanços também são muito tímidos quanto ao estabelecimento de limites para a emissão de poluentes; à gestão sobre as tarifas de transportes; e à gestão democrática do planejamento e da avaliação da política de mobilidade. Qual a relação entre mercado imobiliário e mobilidade urbana? Considerando-se a importância do mercado imobiliário para o desenvolvimento sustentável das cidades, verifica-se em diversas investigações científicas uma preocupação com o estabelecimento de estratégias que reduzam a utilização do automóvel, como forma de melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. As soluções passam pela implantação das moradias próximo às áreas centrais ou ao longo de corredores bem servidos de transporte público, além da integração da vizinhança através de facilidades para pedestres e ci-

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clistas, e do incentivo ao comércio, que satisfaça as necessidades básicas dos moradores dos arredores. Quais as possíveis soluções a pequeno, médio e longo prazo para melhorar a mobilidade urbana em Goiânia e no interior? No pequeno prazo, incentivar a utilização do transporte coletivo, acelerando a implantação dos corredores, esclarecendo sobre caronas solidárias e promovendo os deslocamentos a pé com a qualificação das calçadas e da arborização. A médio prazo, integrar as infraestruturas cicloviárias existentes numa rede ampliada, com ciclofaixas, ciclorrotas, ciclovias e estacionamento para bicicletas. E também integrá-las ao transporte coletivo. No longo prazo, é preciso delinear um plano de mobilidade que inclua todas as ações referentes aos deslocamentos na cidade e na região metropolitana, propiciando uma restrição no uso do transporte individual e a melhoria do transporte coletivo. É preciso vencer a ineficiência da gestão pública na área da mobilidade urbana, obtendo mais transparência na aplicação dos recursos e respeito aos tributos pagos pela população. Qual o papel que a iniciativa pública deve ter nessa mobilidade? Verifica-se em Goiânia problemas como desarticulação entre órgãos, entre políticas e ações de desenvolvimento urbano que refletem desde a concepção até a implantação dos projetos na cidade. Assim como a ausência de projetos executivos e melhores definições de técnicas construtivas e materiais utilizados, além do baixo envolvimento da população, dificultando a compreensão e utilização das infraestruturas urbanas de maneira adequada. Como as empresas também podem contribuir? As empresas podem contribuir de inúmeras formas. Umas delas é a adoção de horários flexíveis, a fim de descongestionar o trânsito ao

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No pequeno prazo, incentivar a utilização do transporte coletivo, acelerando a implantação dos corredores, esclarecendo sobre caronas solidárias e promovendo o deslocamento a pé com a qualificação das calçadas e da arborização.”

início e fim de expediente. Permitir o trabalho em casa também é outra forma de contribuição. Apostar em sistemas de telecomunicação que permitam que os funcionários realizem reuniões sem deixar o escritório também é uma boa maneira de reduzir os deslocamentos corporativos. As empresas ainda podem implementar políticas de incentivo a caronas e ao uso de bicicletas. Isso pode ser feito com a coordenação de um programa de caronas, por exemplo, que coloque em contato pessoas que têm rotas e horários compatíveis, e a implantação de estruturas como vestiário, bicicletários e outros estímulos para os ciclistas, skatistas ou pedestres. O comércio pode incentivar da mesma forma pois a disponibilidade de estacionamentos para bicicletas em locais apropriados, com segurança e visibilidade, é fundamental para sua utilização no meio urbano. Quais alternativas individuais podem ser feitas para garantir a mobilidade? Uma das mais importantes ações individuais é a participação em discussões relativas à cidade e seu planejamento, cobrando a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana e, posteriormente, acompanhando sua implantação. Os cidadãos também podem passar a utilizar a bicicleta para pequenos trajetos. Ou ainda, se o trabalho é próximo de casa, por que não ir a pé? Quanto às limitações ao uso das bicicletas nas cidades e à caminhada, é preciso dizer que existe uma tendência em se dar valor extremo às desvantagens, consideradas por muitos como entraves. Mas aqueles que de fato tornam-se usuários de bicicleta ou caminham de forma regular, tendem a concentrar-se

nas maneiras possíveis de realizar esses deslocamentos. Por fim, é admissível organizar a carona solidária, em esquema de rodízio com os colegas de trabalho que moram próximo, desta forma racionalizando o uso do automóvel. Pode-se também propor ao chefe trabalhar em casa em alguns dias da semana. Quanto ao uso da bicicleta, quais benefícios o meio alternativo possui? O uso da bicicleta no ambiente urbano apresenta diversos benefícios que, resumidamente, são: baixo custo de aquisição e manutenção; eficiência energética; baixa perturbação ambiental; contribuição à saúde do usuário; equidade; flexibilidade; rapidez e menor necessidade de espaço público. Entretanto, é necessário conhecer e estudar as características locais de cada município, respeitando-as, para a incorporação da bicicleta no sistema de transporte de forma adequada. É recorrente no Brasil acreditar que a mera construção de ciclovias seja a solução definitiva para o uso da bicicleta como modo de transporte. Esse pensamento é equivocado porque, apesar de proporcionarem maior segurança e conforto ao ciclista, é inviável economicamente a implantação de ciclovias que atendam a todos os usuários. As ciclovias devem existir como integrantes de uma rede cicloviária que englobe diversas outras benfeitorias, tais como ciclofaixas, tráfego compartilhado (ciclorrotas), bicicletários, paraciclos e facilidades para integração com outros modos de transporte. Além disso, devem ser aplicadas medidas de moderação de tráfego e de desestímulo ao uso do automóvel, entre outras ações.


Tecnologia & produtos Apps e programas Wi-fi finder

Uso da internet no celular ultrapassa do computador Fotos: Divulgação

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) apresentada pelo IBGE trouxe os últimos dados sobre acesso a internet no Brasil. Segundo os estudos, o acesso à internet pelo celular ultrapassou o número de acessos via computador. Em 2013, o acesso pelo computador era de 88% e em 2014 diminuiu para 76%. Já o acesso pelo celular passou de 53% em 2013 para 80% em 2014. A pesquisa também traz informações sobre o número de casas com acesso à internet. Em 2013, este número correspondia a pouco menos da metade. Já em 2014, quase 55% das casas tinham acesso à internet.

Conversas criptografadas Em abril, o Whatsapp passou a criptografar, de ponta-a-ponta, as conversas privadas, em grupos e em listas de transmissão. A criptografia garante que terceiros não tenham acesso aos conteúdos compartilhados, tanto de conversas, vídeos, áudios e documentos. É um dispositivo a mais de segurança, que pode ser verificado através do código da conversa ou QR Code.

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DE OLHO NA LEI

Obrigatoriedade da autorização de venda Corretores de imóveis devem estar atentos para a necessidade do contrato de intermediação

A

pós a captação do imóvel e verificação da certidão fornecida pelo Cartório de Registro de Imóveis, o profissional deve se atentar para a assinatura do contrato de intermediação, nos moldes do Art. 722 do Código Civil. O coordenador jurídico Fernando de Pádua alerta que a divulgação do imóvel só pode ser realizada com a assinatura do contrato: “O artigo 5 do Decreto 81.871 traz que para anunciar publicamente, o profissional deve possuir contrato escrito de mediação para alienação do imóvel anunciado”.

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O coordenador jurídico informa que o descumprimento da norma constitui em infração grave, de acordo com a Legislação Profissional, podendo resultar em multa, suspensão e até mesmo em exclusão do registro profissional. Ainda poderá imputar, na esfera penal, em crime de estelionato. A fiscalização do Conselho verifica, constantemente, a opção de vendas de anúncios veiculados em jornais, portais imobiliários, redes sociais, entre outras mídias. Somente em 2015, foram lavrados quase mil

autos de infração referentes à falta do documento. “A opção de venda, além de uma obrigatoriedade da Legislação, é uma forma de resguardo para o corretor de imóveis, afinal pode garantir o direito do mesmo à comissão ao se efetivar a transação”, ressalta o coordenador de fiscalização Cláudio Araújo. Informações como a identificação do imóvel, a vigência do contrato, a descrição do trabalho a ser realizado e o valor da remuneração devem constar na autorização de venda.


No dia 18 de março, o Novo Código de Processo Civil Brasileiro começou a ter aplicabilidade obrigatória. A lei 13.105/15 revoga o Código de 1973, e traz uma série de mudanças que buscam atender os anseios da sociedade brasileira em vários aspectos que não eram atendidos pela norma anterior. O CPC define como tramita um processo na Justiça, com prazos, tipos de recursos, competências e formas de tramitação. O especialista em direito imobiliário, Frederico Rodrigues Santanta (foto), esclarece os pontos que passaram por reestruturação: "De todos os aspectos, a necessidade de segurança jurídica e a dualidade existente entre a celeridade e efetividade dos processos judiciais se destacam". Quanto à segurança jurídica, ele explica que, anteriormente, haviam casos idênticos que eram julgados de maneiras distintas e que, com o novo CPC, há uma maior uniformidade de entendimentos pela obrigatoriedade e pela observação de decisões dos tribunais superiores. Já em relação à celeridade e efetividade dos processos judiciais, Frederico Santana considera que houve uma melhora legislativa na tramitação do processo, com a criação de centros

de conciliação e alterações no sistema de recursos, entre outros mecanismos. Contudo, acredita que tudo também dependerá da prática, da quantidade de servidores e os investimentos realizados pelo Poder Judiciário. O novo Código traz alterações que refletem diretamente no mercado imobiliário. Entre elas, o especialista em Direito Imobiliário destaca: • Reconhecimento das taxas condominiais como título executivo, o que tornou demasiadamente mais célere o recebimento das mesmas; • Possibilidade de negociação de situações processuais nos contratos imobiliários, por exemplo, a dispensa de caução para concessão de liminar em despejo, apesar da previsão da lei de locações; • Reconhecimento de fraude nas alienações de imóveis apenas quando eventual crédito ou direito estiver registrado na matrícula do imóvel; • Impenhorabilidade de créditos decorrentes da alienação de unidades imobiliárias de incorporação imobiliária desde que vinculados à execução da obra; • Diferenciação na penhora de bens em regime de superfície. Com o Novo Código entrando

Fotos: Divulgação

Novo CPC entra em vigor

em vigor, o que o profissional pode esperar? E a sociedade? Como o texto do novo CPC foi escrito com a colaboração da sociedade, sendo o primeiro código processual que tramitou integralmente sob regime democrático, ele reflete os anseios de uma justiça célebre, efetiva e justa. "Assim, todos podem esperar um processo mais leal, justo, paritário, onde se assegure com maior eficácia o contraditório, a ampla defesa, a boa-fé e o julgamento do mérito da ação em prazo razoável à efetividade do direito", finaliza Frederico Santana.

No dia 18 de março, o Novo Código de Processo Civil Brasileiro começou a ter aplicabilidade obrigatória. O CPC define como tramita um processo na Justiça, com prazos, tipos de recursos, competências e formas de tramitação.” Painel Imobiliário

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ESPECIAL

Creci-GO em números Ações realizadas e resultados conquistados na gestão 2013-2015

E

m 2016, foi iniciada uma nova gestão no Creci de Goiás, com novos planejamentos e projetos já concretizados logo nos primeiros meses do ano. Mas antes de conhecer as novas conquistas, é necessário rever as realizações alcançadas no último triênio. Confira: Perfil da categoria

Jan / 2013

Dez / 2015

Aumento

Número de corretores de imóveis inscritos

18.048

23.360

29,43%

2.132

2.535

18,9%

467

1.001

114,35%

Número de mulheres

4.161

5.833

40,18%

Número de Homens

13.885

17. 527

26,23%

Número de imobiliárias inscritas Número de corretores com curso superior

Fiscalização Autos de constatação

9.653 369 3.469 3.783 63

Autos de notificação

Autos de infração

Autos por exercício ilegal da profissão

Número de delegados regionais

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Convênios O Creci de Goiás firmou convênios empresariais, que oferecem descontos para a categoria em produtos e serviços, e parcerias sociais, em prol do mercado imobiliário e da sociedade. Entre as parcerias de destaque está o convênio com a Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) que garante aos corretores de imóveis os mesmos convênios dos advogados, somando 500 convênios em Goiânia, e 470 no interior do Estado. Quanto aos convênios sociais, foi firmado parceria com as Agências Ambientais de Goiânia e Aparecida de Goiânia, respectivamente AMMA e SEMMA, para coibir a poluição visual, com auxílio na identificação dos profissionais que anunciam irregularmente.


Comunicação e eventos Cursos e palestras realizadas:

Menções na mídia:

Ouvidoria (via e-mail, site e whatsApp)

587 165

Inovações eventos de qualificação profissional em Goiânia e no interior do Estado reportagens e matérias com o CRECI-GO como porta-voz

7.308

atendimentos

Responsabilidade socioambiental Consciente de seu papel como instituição cidadã, o Conselho também promoveu ações de preservação do meio ambiente e campanhas sociais. A implantação de 52 placas solares na sede do Conselho resultou em muito mais que uma economia substancial na conta de luz, mas também em sustentabilidade ao gerar uma fonte de energia limpa e renovável. Mais três toneladas de leite em pó foram entregues a cerca de 20 instituições que atendem crianças e adolescentes de todo o estado por meio da Campanha Natal com Leite. A Campanha social, que leva a chancela do Juizado da Infância e Juventude, ampliou tanto em participação de empresas e profissionais que contribuem com as doações, quanto em abrangência, ao assistir instituições de todo o Estado. Também foram doadas latas de leite a abrigos de idosos, como o São Vicente de Paulo, e alimentos não perecíveis a outras instituições.

O pioneirismo faz parte do Creci de Goiás, que durante a gestão 2013-2015, desenvolveu novidades para o mercado imobiliário no cenário nacional: • Em parceria com a CertBrasil, o Conselho lançou a Certificação Profissional, programa que comprova as habilidades técnicas e práticas dos corretores de imóveis por meio de provas que levam à certificação. O programa é muito utilizado nos países europeus mas é novo no Brasil, principalmente no segmento imobiliário. • O Programa de Qualidade Imobiliária do Cofeci foi trazido pelo presidente para ser implantado em primeira mão no mercado imobiliário goiano. O PQI é um modelo de gestão e certificação de três ciclos que visa aumentar a rentabilidade e os diferenciais das imobiliárias. • Com o lançamento do Seguro de Responsabilidade Civil do Corretor de Imóveis, os corretores de imóveis passaram a contar com uma segurança a mais em seus negócios imobiliários. O Seguro garante o reembolso no caso de reclamações de clientes, consumidores e usuários que recorrem à Justiça contra danos materiais ou morais de ações ou omissões involuntárias, causadas pela prestação de serviços profissionais. • A tecnologia também chegou no contato direto com o profissional. Exemplo disso é o canal de comunicação criado via Whatsapp, pelo qual o corretor de imóveis se mantém informado sobre notícias e programação de cursos. Entre outras inovações, a Revista Painel Imobiliário também se modernizou com a versão de aplicativo para smartphones e tablets.

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mERCADO

Do futuro para o mercado imobiliário As novas tecnologias e seus impactos no mercado imobiliário

R

ealidade aumentada, drones, holografia, robôs, impressão 3D e inteligência artificial. Todas essas tecnologias futurísticas já não são apenas ficção. Muitas delas já são realidade no mercado imobiliário goiano. Já pensou em ser recebido por uma atendente virtual ao chegar em um stand imobiliário? Essa é a experiência tecnológica oferecida por empreendimento comercial de Goiânia nos eventos de divulgação do lançamento.

Uma recepcionista virtual, em tamanho real, projetada em holograma, recepciona os visitantes e apresenta o empreendimento. Com trejeitos humanos, a projeção faz até mesmo os movimentos típicos de quem está esperando um cliente, ao ficar em stand by. "As pessoas passam e param, ficam curiosas para conhecer o equipamento. A holografia atrai o cliente para o stand e abre oportunidade para podermos mostrar o empreendimen-

to", relata o diretor comercial Valoni Procópio. Para ele, a tecnologia é mais uma aliada do mercado imobiliário. Além dos tradicionais folders impressos, maquete e do decorado, que oferece a sensação física de estar no imóvel, os recursos tecnológicos permitem transmitir os diferenciais do empreendimento, como as áreas de lazer. "É uma dificuldade para o empreendedor mostrar a realidade do que o cliente irá receber ao finalizarmos Divulgação

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Tecnologia veio para ficar

O diretor comercial Valoni Procópio em frente ao painel digital

as obras. Assim, com a tecnologia, o cliente faz uma espécie de degustação do empreendimento que ele vai receber" analisa. Para tanto, criatividade e recursos não são poupados. Desde telões touch screen, com imagens e plantas do empreendimento, até cubo de imersão, com telão de 9m² de alta definição, são utilizados para apresentar o complexo imobiliário. Já um empreendimento residencial a ser construído no Setor Marista é apresentado por meio de outro recurso: da realidade aumentada. Tudo começa com a colocação dos Óculos Rift que permitem a imersão na realidade virtual. Através deles os clientes têm a experiência de estar dentro do empreendimento, podendo ver detalhes e interagir com o espaço virtual. Para complementar a experiência, tablets para visualizar a maquete do empreendimento com o mesmo sistema também são disponibilizados. O coordenador de comunicação da construtora e incorporadora, Ademar Moura, acredita que essa nova tecnologia é importante por chamar a atenção do público, e ao mesmo tempo proporcionar uma experiência nova no mercado da construção civil. “A realidade aumentada, que antes era imaginada apenas nos videogames, agora também pode ser utilizada como importante instrumento de vendas, como atrativo para o consumidor

que busca imóveis”, ressalta. Os aplicativos também se mostram cada vez mais presentes no mercado imobiliário. O dispositivo móvel da construtora e incorporadora do coordenador de comunicação Ademar Moura oferece acesso a dados, como localização do empreendimento, plantas, ficha técnica, vídeo de cada produto da empresa e download de tabelas de preços, treinamentos e outros materiais oferecidos pela empresa aos corretores de imóveis. Além da agilidade e facilidade de acesso, o gadget ainda proporciona economia: “Novos materiais disponibilizados, como imagens e plantas baixas, podem ser atualizados e acessados imediatamente, sem a necessidade de refazer todo o material impresso a cada novidade”, comenta Ademar Moura. Outras funcionalidades foram agregadas ao aplicativo desenvolvido pelo cientista da computação, Danilo Ávila, para a construtora. Por meio do app, é possível checar e comparar plantas, conhecer os diferenciais dos imóveis por meio de imagens, acompanhar o andamento das obras através de imagens captadas por drone e ter noção global de cada centímetro do projeto. “A ideia é que seja uma plataforma que esteja sempre fácil para o cliente, onde ele pode ter acesso a todos os detalhes do seu empreendimento em um só local”, relata.

O CEO de empresa especialista em tecnologia para o mercado imobiliário, Rômulo Santos (foto), analisa que os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes na vida moderna, principalmente com a massificação no uso de smartphones que permitem acesso a qualquer conteúdo em qualquer lugar do mundo, instantaneamente. Desta forma, o mercado imobiliário tem aproveitado para criar novos canais de relacionamento com seus públicos. "As empresas estão começando a adotar a tecnologia mobile e responsiva porque precisam adotar novas formas de "compartilhar" a informação com todos os players do mercado, onde cartão de visitas e agendas são substituídos por tour virtual, sites específicos e até visitas virtuais", relata Rômulo Santos. O especialista considera que o investimento em tecnologia é crucial para o mercado imobiliário, uma vez que a procura por imóveis para compra ou locação tem iniciado cada vez mais pela internet. "O mercado imobiliário melhora a medida que vende mais, então toda a tecnologia que ajuda a vender mais é bem vinda", comenta ao pontuar os recursos que têm sido utilizados pelo segmento: tour virtual 3D, planta baixa em perspectiva, realidade virtual e desenvolvimento de aplicativos. Quanto ao futuro, Rômulo Santos não acredita que as novas tecnologias, como o uso da realidade aumentada, venham a substituir as visitas físicas ao imóvel ou estratégias já consagradas, como a composição do decorado. Para ele, os recursos tecnológicos na verdade contribuem na divulgação para um número maior de potenciais compradores e, inclusive, podem aumentar o número de visitas aos decorados. Sobre o que podemos aguardar num futuro próximo, ele prevê: "Quem sabe imóveis sendo construídos em impressoras 3D". Divulgação

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MOBILIDADE

Vou de bike Seja como esporte ou como meio de transporte, as magrelas conquistam todos por onde passam, inclusive os corretores de imóveis

É

cada vez mais comum ver nas ruas pessoas praticando esportes livres, como corrida e principalmente o ciclismo. São muitos os motivos que levam os interessados a praticar o esporte. A busca por qualidade de vida é uma das principais razões, uma vez que as pedaladas, de acordo com estudos médicos, resultam em benefício às articulações, reforço no sistema imunológico, melhoria no sistema cardiovascular, aumento da capacidade respiratória, aceleração do metabolismo e bem-estar mental. Pedalando regularmente há 12 anos, o consultor Roberto Rivelino, conta que antes de usar a bicicleta como forma de lazer, pedalando junto com o grupo de pedal Bicicletando, vivia estressado e estava com 16 quilos de sobrepeso. “Comecei a pedalar a convite de alguns amigos e acabou virando um vício bom. Hoje, qualquer motivo é desculpa para eu sair pedalando”, comenta. Além da prática esportiva, a bike pode ainda ser usada como meio de transporte. O veículo é uma alternativa barata, econômica, antipoluente e rápida se comparada aos meios tradicionais. O biólogo Wellington Tomaz Silva, ou simplesmente Tomaz, como é mais conhecido entre os amigos, optou pela bicicleta no lugar do automóvel. A história de Tomaz e o ciclismo vem de longa data. Ele conta que o ciclismo foi, por mais de dez anos, sua profissão.

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“Desde de muito pequeno eu sempre fui apaixonado por bicicleta. Aos 15 anos consegui comprar minha própria bicicleta, porque antes andava muito,

mas na bike do meu pai. Alguns anos depois, por incentivo de um amigo da família, que viu em mim potencial, eu comecei a praticar o ciclismo como es-


porte, sendo que aos 18 anos comecei a competir profissionalmente”, relembra o biólogo. Tomaz lembra até hoje do nome do amigo que o incentivou, um chileno chamado Ramon Ramires. “Ele até me deu uma Monark 12, que na época era uma bicicleta top de linha”, conta o biólogo, que por 11 anos foi um atleta da Federação Brasiliense de Ciclismo e participou de várias competições nacionais e internacionais. “Entre os meus melhores resultados estão o 1º lugar no Panamericano de Ciclismo, em 2002, e a vitória na Volta de Brasília em 99”, conta com orgulho Tomaz que competia na categoria Speed. Hoje, o biólogo já não atua mais como atleta profissional, apesar das competições não terem saído de sua vida. Na categoria mountain bike, ele

Além da prática esportiva, a bike pode ainda ser usada como meio de transporte. O veículo é uma alternativa barata, econômica, antipoluente e rápida se comparada aos meios tradicionais”.

já conseguiu colocações importantes, como o terceiro lugar no Iron Biker, na categoria D3, em 2014. Como hobby, Tomaz lidera o grupo Pedal Tamandaré com passeios ciclísticos durante a semana, e como meio de transporte utiliza a bike para trabalhar todos os dias. Não é só para os passeios semanais que o advogado Diogo Brandão leva sua bike, ela o acompanha por toda a cidade. " Utilizo a bicicleta como meio de transporte ao menos três vezes por semana, para trabalhar e para atividades diárias, como fazer compras", comenta. A bike só é substituída para ir a lugares de difícil acesso, como a audiências em outras cidades. Para Diogo Brandão, a opção pelo transporte veio cedo. Aos nove anos comprou a bicicleta com o seu próprio dinheiro, como forma de evitar filas e o tempo gasto no ônibus. Hoje, para facilitar a locomoção, ele utiliza uma bicicleta dobrável, para driblar o problema da falta de bicicletários na cidade. Engajado no grupo de pedal do qual participa há cinco anos, Pedal Goiano, o advogado leva à frente a bandeira da melhoria da acessibilidade aos ciclistas na cidade. "Muito foi feito, mas ainda faltam vias cicloviárias na cidade", ressalta. O advogado e cicloativista Eduardo da Costa Silva, é integrante e fundador do mesmo grupo de pedal de Diogo. Ele defende o debate e reivindica uma infraestrutura urbana que privilegie o uso da bike." Nossos objetivos eram, e ainda são, mobilizar a população para o uso da bicicleta como um modal de transporte urbano, cobrar

do poder público políticas públicas e infraestrutura para incentivar o uso da bicicleta, e promover uma reflexão sobre o uso excessivo de carros nas ruas de Goiânia.” Em 2010, Eduardo Silva promoveu, junto ao grupo, um abaixo assinado virtual reivindicando ciclovias na cidade. Reuniram mais de 2,5 mil assinaturas. Em dezembro daquele ano, o documento foi entregue ao prefeito. A partir daí, o grupo passou a acompanhar o caminho do abaixo assinado, buscando junto à AMT (hoje SMT), SEPLAN e demais órgãos da prefeitura, a construção da primeira ciclovia. "Pouco tempo depois, a pista foi lançada, ligando o Jardim Guanabara à Praça Universitária”, conta. Além de propagar o uso da bicicleta, o advogado começou a organizar grandes e pequenos passeios ciclísticos, com o objetivo de fazer as pessoas experimentarem a bike como um meio de transporte não poluente, saudável e que auxilia na mobilidade urbana, uma vez que tira muitos carros das ruas. “A cidade não é dos carros, mas, das pessoas”, diz o cicloativista. Sobre as recentes medidas da prefeitura com a criação e sinalização de ciclofaixas e ciclorrotas, Eduardo Silva diz que é um bom começo e espera que as mudanças continuem de forma mais acelerada. “Infelizmente ainda está longe do ideal, tomando por base as cidades da Europa, onde o uso da bicicleta como um modal de transporte é realidade. Em Copenhague, capital da Dinamarca, por exemplo, 50% da população já usa a bike como forma de transporte.” Painel Imobiliário

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Corretores de imóveis e as bikes Quem conhece a história do corretor de imóveis Leonardo Rebouças, confirma que é verdade a premissa de que pedalar é um santo remédio. Em 2012, depois de dez anos de sedentarismo e um alerta do médico, o corretor de imóveis decidiu tomar uma atitude: pedalar. “Eu estava muito sedentário. A minha taxa de colesterol, cujo normal seria entre 200 e 210, estava acima de 400. Estava com gordura no fígado e com vários outros problemas por causa do estresse e da falta de exercício”, conta o corretor. O diagnóstico dado após um chek-up médico assustou Leonardo que logo seguiu a orientação do profissional da saúde: fazer uma atividade física que dê prazer. Para o corretor de imóveis as pedaladas foram mais do que um exercício, um santo remédio. “Hoje meu colesterol está normal, acabou a gordura no fígado, minha disposição é outra. Até minha alimentação agora é muito mais saudável”, revela. De quebra, Leonardo trouxe a família para a prática esportiva. “Foi bom para todo mundo lá em casa, até meus filhos, que são pequenos ainda, já estão dando suas pedaladas”, brinca. No começo, Leonardo admite que foi difícil começar a fazer a atividade física. “A bike era ruim e meu preparo físico na época era pior ainda”, relembra. Mas a força de vontade do corretor valeu a pena. Hoje, passados três anos, ele participa da programação de vários grupos de pedal, faz academia, pratica

O marido da corretora Ana Mônica é o grande parceiro das pedaladas

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Leonardo Rebouças já incluiu a família nos passeios ciclísticos

mountain bike e já até arrisca pedaladas em competições. “Já participei de três corridas de rua, incluindo a meia maratona de Goiânia em que percorreu 21 quilômetros em 1h49 min”, conta orgulhoso o corretor que antes, há alguns anos, não conseguia fazer um trajeto desse em menos de três horas. Leonardo diz ainda que a prática do ciclismo não trouxe só saúde, mas também novas amizades e até oportunidades de trabalho. “Como comecei a conhecer muita gente, acabou que muitos amigos começaram a me indicar como corretor”, esclarece. Entre uma e outra pedalada, o corretor de imóveis Uelinton Alves também fecha novos negócios. Há quatro anos ele encontrou na bike o esporte ideal para colocar a saúde em dia e o pretexto para fazer novos amigos, e porque não novos negócios? Entre os seus conhecidos do pedal, ele é referência quando o assunto é imóvel na região em que atua. Ele orienta, aconselha e fecha novos contratos. Mas os negócios não foram a prioridade do corretor de imóveis quando começou a pedalar no grupo de Pedal GirAtivo. A saúde e a busca por uma melhor forma física foram os principais fatores. Agora, sua rotina de ciclista inclui passeios três vezes por semana e aos finais de semana, com muitas trilhas.

A família também vai de carona com Uelinton na prática do esporte. A esposa já o acompanha na mesma frequência e o filho de 15 anos aos finais de semana. O esporte, além de proporcionar a qualidade de vida almejada, também proporciona mais momentos em família. De acordo com os ciclistas, é sempre assim, a prática do esporte começa aos poucos mas logo se torna uma paixão. Pelo menos foi o que aconteceu com a corretora de imóveis Paula Naciff, integrante do grupo Mantegas do Pedal, e há quase dois anos mais uma amante entusiasmada dos passeios de bike. “Quando eu era pequena até andava de bicicleta, mas meu pai impunha muitas restrições em andar na rua, pois ele achava que era perigoso. Então, com passar do tempo acabei deixando de lado e nem gostava mais de bicicleta”, conta. Mas graças ao convite de um grande amigo, a corretora começou a tomar gosto pelas pedaladas. “Ele até me emprestou outra bike que ele tinha. Logo nessa primeira vez que voltei a pedalar percorri 13 quilômetros. Quase morri”, diz brincando a corretora que desde aquele dia não parou mais de pedalar. Ela conta que já na terceira vez que saiu com esse amigo para pedalar


já encarou uma trilha em uma região chamada “Morro Feio” que fica entre Aparecida de Goiânia e Hidrolândia. E a prática do esporte foi entrando cada vez mais na vida de Paula, que hoje pedala três vezes por semana. Nem mesmo um susto passado por Paula Naciff no ano passado a fez desistir das pedaladas. “Estava em um grande evento de passeio ciclístico, e quando ia passando pela Praça Cívica, desequilibrei, cai e acabei quebrando o cotovelo”. A corretora lembra que teve que ficar 90 dias imobilizada e nesse período, segundo ela, ao invés de desistir acabou sentido saudade da atividade. “Fiquei louca com vontade de pedalar. Continuei organizando a programação do grupo pelo Whatsapp”, lembra. Ao contrário de Paula Naciff, a corretora de imóveis Ana Mônica Barbosa ficou traumatizada com um susto que teve quando adolescente e que a deixou longe da bicicleta por mais de 30 anos. “Eu amava andar de skate e de bicicleta, mas numa dessas estripulias da juventude acabei levando um tombo e desmaiei. Felizmente não aconteceu nada de grave, mas fiquei com um pouco de medo”, conta Ana Mônica. A corretora conta que no ano seguinte começou a trabalhar, ai então é que a rotina profissional puxada em paralelo com os estudos e o nascimento da filha que fizeram com que deixasse de vez a prática do esporte.

Foi há pouco tempo que Ana Mônica Barbosa resolveu movimentar a bike que já havia comprado há dois anos e que estava apenas pegando poeira na garagem da sua casa. Um dos grandes incentivadores e parceiro de pedaladas é o marido, que a acompanha nos passeios que realiza pela cidade. A prática do ciclismo também está na vida da corretora de imóveis, Anne Pantoja, desde 2013, quando descobriu no esporte uma forma de ganhar saúde, fazer amigos e até negócios. Vinda do Pará para Goiânia com o marido há quatro anos e meio, Anne conta que não conhecia muita gente. Como não saía muito à noite, começou fazer pedal e, desta forma, foi apresentada à cidade e aos goianos. “Acabou sendo uma forma de conhecer mais pessoas e até conseguir boas oportunidades de trabalho”, revela. Ela conta que a ideia partiu do marido Jadson Galdino, 41, que queria fazer uma atividade física aos finais de semana. Passados dois anos, Anne já consegue percorrer mais de 100 quilômetros nos finais de semana e já conheceu melhor a capital e dezenas cidades do interior, como Caldas Novas, Trindade, Pirenópolis e Aragoiânia. A corretora de imóveis diz ainda que o ciclismo representou um ganho de saúde incrível. “Quando comecei, não conseguia pedalar cinco quilômetros. Em um ano consegui emagrecer dois quilos e

Margot Guimarães idealizou o Pedalando com os Colibris

hoje acordo com muita mais disposição”, conta. Ciente do interesse dos corretores de imóveis pelo ciclismo e pela mobilidade urbana, a corretora de imóveis e diretora pedagógica do Creci de Goiás, Margot Guimarães, idealizou o Pedalando com os Colibris, passeio ciclístico realizado em novembro pelo Creci de Goiás, com apoio de 17 grupos de ciclismo. A principal motivação para o passeio foi a paixão pessoal da corretora de imóveis pela bike. Margot Guimarães sempre foi dedicada às práticas esportivas, como voleibol e natação, mas sua paixão mesmo sempre foi o ciclismo, desde a infância. No entanto, ela estava há mais de 20 anos sem pedalar, com 20 kg a mais por causa de um tratamento com corticóides e o stress natural de quem estuda Direito, quando, então, resolveu voltar a praticar seu esporte predileto. Com a ajuda de um amigo que pedala muito, também apaixonado pelo esporte e corretor de imóveis, Eduardo Britto, ela comprou uma bike. "Companheiro como todos os ciclistas, Eduardo foi meu "bike fit", deu todas as dicas na compra da bike, que encaixou perfeitamente em meu biotipo", ressalta a corretora de imóveis. Em seu primeiro pedal, Margot Guimarães pedalou 15 km dentro da cidade: "Confesso que não foi assim tão fácil". Logo depois, foi a vez das trilhas, onde teve muitas dificuldades em acompanhar até mesmo pedais pequenos de 20 a 30 km. Mas como a evolução é uma coisa natural de quem gosta muito de pedalar, hoje, vencida a barreira do sedentarismo, a corretora de imóveis consegue pedalar mais de 100 km em um único dia. O segredo é o treino e a preparação para fazer pedais ainda mais longos e de grau de dificuldade ainda maior. "Além de sair do sedentarismo, adquiri condicionamento. Está faltando pouco para chegar ao meu peso pretendido, logo chegarei lá", enfatiza Margot Guimarães, que ainda criou uma comunidade no Facebook, o Pedala Goiânia, com objetivo de compartilhar tudo o que descobre sobre o ciclismo (informações a seguir). Painel Imobiliário

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As cidades e as bikes

Nomeada a primeira cidade ciclável do mundo, Copenhague é exemplo em número de ciclovias e estrutura para o ciclista

como Brasília. Contudo, segundo a urbanista, ainda há muito o que melhorar para ser acessível ao ciclista. "Ainda falta a questão da gestão pública assumir o papel da política da bicicleta, de reconhecer o papel como meio de transporte e realizar a redemocratização do espaço público", ressalta Gabriela Silveira sobre o fator principal. Ela também enfatiza que é necessário discutir e educar sobre o uso da bicicleta como meio de transporte até mesmo para que seja criado o respeito na relação entre motorista e ciclista. Ao mesmo tempo, é necessária a criação de uma estrutura de apoio para o ciclista com bicicletários e vestiários nos espaços públicos e nas instituições. Nesse quesito, a arquiteta desenvolveu um Guia de Como Receber Bem o Usuário de Bicicleta em Goiânia, disponível no site do Creci de Goiás.

O primeiro marco foi a construção da ciclovia do Corredor Universitário em 2012 e, recentemente, ciclorrotas como a da Cora Coralina e ciclofaixas de lazer”.

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Para quem pretende se aventurar trocando o automóvel pela bicicleta, Gabriela Silveira, indica traçar um plano de trajeto que leve em conta as rotas por qual irá passar e as necessidades que terá, como levar roupa para troca. Outra dica é treinar andar de bicicleta e iniciar nessas rotas nos finais de semana quando tem pouco trânsito. "Quando você está de bicicleta, tem uma perspectiva bem diferente da rua, do trânsito em si, se posiciona de maneira diferente", expõe a urbanista que ainda é presidente da Bike Anjo Goiânia, projeto voluntário de ajuda aos ciclistas (que será apresentado na página 25). Foto: Arquivo Pessoal

Copenhague (Dinamarca), Amsterdã (Holanda), Londres (Inglaterra) e muitas outras cidades do exterior, principalmente da Europa, já são exemplos quando se trata de estrutura para o ciclista. O Brasil também já possui boas referências como São Paulo, com as Ciclovias do Lazer e do Rio Pinheiros, e Rio de Janeiro, que possui uma das maiores malhas cicloviárias brasileiras. De acordo com levantamento realizado pelo site G1, Goiânia está na 20º posição entre as capitais brasileiras em extensão de ciclovias, com mais de 5 mil km de malha. A arquiteta e urbanista Gabriela Paula Silveira considera que, na capital, está começando a nascer uma estrutura cicloviária. O primeiro marco foi a construção da ciclovia do Corredor Universitário em 2012 e, recentemente, ciclorrotas como a da Cora Coralina e ciclofaixas de lazer, no Centro, foram implantadas. "Devagar, Goiânia está consolidando a infraestrutura", comenta Gabriela Silveira. Além de Goiânia, outros municípios de Goiás apresentam estrutura para ciclismo, como Senador Canedo, com as ciclovias nas rodovias, e Silvânia, onde há um projeto. "As cidades do interior tem um trânsito diferenciado dos grandes centros, distâncias menores e o uso da bicicleta é mais facilitado", ressalta a urbanista. Para Gabriela Silveira, Goiânia é uma cidade favorável para o ciclismo, primeiramente pela topografia, por ser uma cidade plana. Outro fator que beneficia o uso da bicicleta é o tamanho da cidade, que permite que a pessoa percorra apenas distâncias curtas ou médias para realizar as tarefas diárias, diferentemente de outros centros

A urbanista e arquiteta Gabriela Silveira acredita que Goiânia está no início da busca pela mobilidade urbana


Bike para o trabalho

Há no mercado imobiliário também quem utilize a bike como meio de transporte. A estagiária Maria Josina da Silva (foto), mais conhecida como Maju, foi sorteada em um meeting e presenteada com uma bicicleta, que hoje utiliza como principal meio de transporte. Para ela, a bike é uma opção econômica de condução. "Para mim ela é uma grande ajuda. Minha gerente flexibiliza os plantões e atendimentos para endereços mais próximos, mas tem dias que chego a percorrer 15 km. A bicicleta ajuda muito, dá tempo de chegar em qualquer lugar", diz. Como não pode ir com roupa de ciclismo, Maju mantém a roupa social no pedal, apenas opta por sapatos mais baixos para poder pedalar com maior comodidade. Ela relata que utiliza o meio apenas como transporte, ainda não participa de nenhum grupo de ciclismo, mas tem vontade de utilizar a bike também para o lazer. Como ciclista, a corretora de imóveis diz se sentir segura nas vias formatadas para o ciclismo na cidade, às vezes sente falta de bicicletários, nesses casos, estaciona a bicicleta perto de árvores e postes. "A cidade é maravilhosa para andar de bicicleta", finaliza.

Pedala Goiânia No começo, o Pedala Goiânia foi idealizado pela corretora de imóveis Margot Guimarães apenas como uma comunidade do Facebook que disponibilizasse informações sobre agenda de pedais para um pequeno grupo de ciclistas que queriam pedalar pelas ruas da cidade e nas trilhas próximas a Goiânia, e que, ao mesmo tempo, possibilitasse fazer novos amigos que cultivassem a mesma paixão de pedalar. Contudo, logo o Pedala Goiânia se tornou um movimento pró-bike, passando de 30 para 946 membros. A comunidade informa sobre treinos, cicloviagens, opções de pedal, locais de encontro, tanto na cidade como em trilhas, cidades vizinhas, sempre com o objetivo de dar oportunidade para o ciclista buscar melhorar o seu condicionamento. "Quando se começa a pedalar, inevitavelmente você irá fazer parte de um grupo de iniciantes. À medida que se evolui no pedal passará para um nível médio e a tendência, quando se mantém treinos constantes, é evoluir para o nível difícil, mas nem todos querem chegar a esse nível", comenta Margot Guimarães. O Pedala Goiânia aderiu à sua vocação o objetivo de unir os grupos de pedal de Goiânia para que, a partir

dessa colaboração mútua, seja despertado o interesse de novos adeptos ao uso das bicicletas, tanto no lazer como no uso diário, divulgando ideias e soluções para que a construção de ciclovias se torne uma realidade em Goiânia. No intuito de colaborar com todos os grupos de pedal já existentes, auxiliando no maior alcance da divulgação, a comunidade repassa notícias e matérias, sem ônus ou fins lucrativos, de inteira responsabilidade de seus idealizadores. Na maioria dos pedais divulgados, o Pedala Goiânia não tem participação na criação ou mesmo na arrecadação de valores quando os mesmos são cobrados. A comunidade Pedala Goiânia também organiza pedais, como foi o caso do Pedalando com os Colibris, em que houve a participação de vários grupos, inclusive ajudando estrategicamente durante o evento. "Foi um marco que conseguiu reunir pela primeira vez em Goiânia a maioria dos pedais responsáveis que mantém uma agenda semanal". Para fazer parte do Pedala Goiânia basta solicitar a inclusão na comunidade do Facebook. Após análise, o perfil será adicionado.

A corretora de imóveis Margot Guimarães em um dos passeios organizados pelo Pedala Goiana: Pedalando com os Colibris

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Todos podem pedalar Para quem arruma mil motivos para não praticar atividade física, como o ciclismo, a história do paraciclista Deivid Oliveira dos Santos pode ser um incentivo. Há três anos, ele precisou amputar as duas pernas (abaixo do joelho) por causa de um tipo raro de reumatismo e há um ano e meio usa duas próteses. Mas a circunstância não foi empecilho para que Deivid se tornasse um amante do

ciclismo. “Eu tinha duas opções: ficar em casa reclamando ou seguir a vida. Resolvi seguir adiante e enfrentar minhas dificuldades”. Ele conta que o esporte foi fundamental para sua adaptação às próteses. “Pedalo todos os dias, chego a percorrer, em média 250 km por semana. É algo que me fez e continua me fazendo muito bem”. Quem deseja começar a peda-

lar e conhece pouco sobre o mundo das bikes, uma boa opção é fazer parte de algum grupo de pedal. Os grupos oferecem auxílio e acompanhamento durante os passeios que realizam. Existem pedais de todos níveis (iniciantes, intermediário e avançado) e todos os tipos (passeio, trilha, mountain bike, entre outros). Conheça alguns dos grupos de pedal de Goiânia:

Pedal Tamandaré

Brutos D+

Líderes: Luiz Ebbesen / Darci Silva / Vinicius Henrique / Rômulo Como começou: em 2012, Luiz eTomaz (ex integrante do grupo) que já pedalavam juntos, tiveram a ideia de formar um grupo com ciclistas da região central, uma vez que só haviam grupos nas regiões mais afastadas. Como o primeiro pedal realizado teve saída da Praça Tamandaré, o grupo foi batizado de Pedal Tamandaré. Número de pessoas: em média 70 pessoas Nível: iniciante Modalidade: pedal urbano Filosofia: congregar amigos que moram na região central e demais regiões Agenda: todas as quartas-feiras com concentração as 19h30 na Praça Tamandaré e todos os sábados com concentração as 15h30, na Praça do Avião. Como fazer parte do grupo: basta comparecer nos locais e horários do pedal e se apresentar aos líderes. Redes Sociais: Facebook (Pedal Tamandaré)

Líderes: Alex Breno Medeiros / Jaci Figueiredo / Thiago Pereira de Souza Como começou: iniciou com uma brincadeira entre oito amigos, participantes de outros grupos, e foram tomando afinidade. Começaram a marcar os pedais e a brincadeira ficou séria. Número de participantes: mais de 150 Nível: intermediário Modalidade: moutain bike Filosofia do grupo: pedalar, fazer amigos e cada dia se superar Agenda: pedal todas as segundas e quartas-feiras, com saída às 20h, no Parque Areião. Como participar do grupo: é aberto a participação de quem já pratica o esporte. Basta comparecer no dia e local do pedal para fazer parte. Redes Sociais: Facebook (Brutos Dmais)

Pedal Goiano Líderes: Diogo Brandão/ Ademar Raposo/ Weker Naves Rocha/ Eduardo Costa Como começou: o grupo surgiu em 2010 através de dois simpatizantes da causa da mobilidade urbana, Eduardo Costa, hoje assessor de imprensa do grupo, e Fernando Accioli, que já se desligou do grupo. As mobilizações começaram pelas redes sociais, principalmente pelo Twiter, e depois de seis meses começaram os passeios pelas ruas. Número de participantes: 350 ciclistas Nível: pedal iniciante Modalidade: passeio urbano Filosofia: bicicleta como meio de transporte e lazer Agenda: pedal todas as segundas e quartas-feiras e domingos do mês, com saída do Parque Areião às 8h. Não tem roteiro fixo. Como fazer parte do grupo: o interessado deve entrar no site www.pedalgoiano. com.br e fazer a inscrição. Há uma taxa de R$ 150 para fazer parte do grupo, no ato da adesão o novo membro ganha uma camiseta. Redes Sociais: Facebook (Pedal Goiano)

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Pedal EcoSolidário

Líder: Fernando Porto Como começou: o líder, com a ideia de preservar a natureza, ser solidário e pedalar com amigos, em mente, se juntou com os amigos mais próximos e fundou o pedal. Número de participantes: em torno de 100 pessoas Nível do pedal: todos os níveis, de iniciante ao avançado. Modalidade do pedal: mountain bike Filosofia do grupo: fazer amigos, preservar a natureza, praticar atividade física para fortalecer a saúde e, sempre que possível, reunir forças para ajudar ao próximo. Agenda semanal: aos domingos, às 07h, com saída de locais variados. Como fazer parte do grupo: acessar o Facebook e deixar o número de contato para entrar em grupos de WhatsApp. Redes sociais: Facebook (Pedal Eco Solidário)

Pedal e Lama Líder: Márcio Roberto Pereira Miranda Número de participantes: filial Goiânia: 250 pessoas / filial Cuiabá: 80. Nível do pedal: todos os níveis, de iniciante a avançado. Modalidade do pedal: mountain bike Filosofia do grupo: reunir os amigos para curtir a natureza e divulgar o ciclismo em Goiânia e Região. Agenda semanal: somente aos finas de semana. Eventos marcados pelo Whatsapp e Facebook (horário de saída variável, dependendo da quilometragem do dia). Como fazer parte do grupo: entrar em contato pelo facebook Redes sociais: Canal no Youtube (Pedal e lama). Instagran (@pedalelama). Facebook (Pedalelama)

Os Corujas Líder: Antônio Rodrigues / Juarez Vieira Como começou: foi iniciado há cinco anos, quando o líder costumava passear em outro grupo, fazendo trilhas. Começou então a aparecer pessoas querendo participar, então decidiram formar o grupo. Como os passeios eram sempre à noite decidiram colocar o nome de Os Corujas. Número de participantes: grupo fechado de 30 membros Nível do pedal: todos os níveis, do básico ao avançado Modalidade do pedal: mountain bike e speed Filosofia do grupo: divulgar as vantagens do ciclismo Agenda semanal: todas as quintas-feiras à noite para trilhas e segundo domingo de cada mês, às 7h30m, com saída no Posto Barcelona (Senador Canedo). Rotas variadas. Como fazer parte do grupo: participar de oito pedaladas junto com o grupo para ser avaliado e ser aprovado ou não pelo grupo. Redes sociais: Facebook (Clube de Ciclismo Os Corujas)

Bicicletando Líderes: Fabrício Pablo Claudino e diretoria de 9 membros Como começou: em 2014, seis colegas de trabalho começaram a fazer passeios ciclísticos pela cidade e passaram a convidar mais pessoas para participar. Começaram a fazer também eventos beneficentes e logo o grupo aumentou. Número de participantes: não sabem quantificar quantos partipam do pedal, mas são acompanhados por 2.500 no Facebook e 300 no Whatsapp Nível: pedal iniciante e intermediário

Modalidade: moutain bike Filosofia: fortalecer os vínculos de amizade e valorizar a prática de esportes Agenda: todas as primeiras e terceiras sextas-feiras do mês tem pedal iniciante, entre as 19h30m e 20h, no Sesc Cidadania, no Jardim América. Todas as segundas-feiras tem pedal intemediário até às 20h no Centro Comercial do Alphaville Como fazer parte do grupo: qualquer pessoa pode participar, basta comparecer nos dias e horários marcados.

Redes sociais: Facebook (Bicicletando GO)

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Mantegas no Pedal Líderes: Paula Naciff / Danilo Pires / Nataniel de Paiva / Peterson Bispo Como começou: depois de pedalar com alguns grupos, os líderes decidiram formar um novo grupo Número de participantes: 138 Nível: iniciante e avançado Modalidade: mountain bike Filosofia: perder peso e fazer amizades Agenda: todas as terças-feiras tem pedal do nível avançado, saindo às 19h50m do Jardim América (Street Bike). Todas as quintas-feiras tem pedal do nível iniciante, saindo das 19h50m, do Parque Areião. Alguns domingos tem trilha com cachoeira Como fazer parte do grupo: o pedal é aberto a qualquer interessado, é só comparecer no horário e local de saída dos pedais Redes sociais: Facebook (Mantegas no Pedal). Instagram (@mantegasnopedal)

Treelheiros Líder: Eduardo Seixo de Britto Como começou: há 4 anos, com a reunião de alguns membros no intuito de praticar o ciclismo de aventura e ao mesmo tempo, melhorar a saúde e a qualidade de vida. Número de participantes: 6 Nível do pedal: hard Modalidade do pedal: mountain bike Filosofia do grupo: Agenda: pedal uma vez por semana, sem horário e local prédefinidos, e pedais especiais de cicloaventura para outros municípios, como Goiás, Caldas Novas, entre outros, e países, como Chile e Uruguai. Como fazer parte do grupo: o grupo é fechado, mas admite ciclistas de nível expert. Basta entrar em contato pelo Facebook do grupo. Redes sociais: Facebook (Treelheiros)

GirAtivo

Líder: Josiel Vieira Como começou: quando o líder convidou alguns amigos para passeio ciclístico de ecoturismo na Fazenda Santa Branca e Santo Antônio de Goiás. Os participantes foram aumentando até formar o grupo que hoje percorre ciclovias rurais. Número de participantes: Nível do pedal: todos os níveis Modalidade do pedal: mountain bike Filosofia do grupo: união entre amigos e auxílio ao próximo. Agenda: toda quinta-feira, às 19h, com saída no Setor Itatiaia II para passeio de iniciantes. As terças-feiras passeio para nível médio e alguns finais de semana passeios para nível avançado. Como fazer parte do grupo: é só comparecer no lugar e horas agendados para o passeio. Não precisa de pré-cadastro e nem indicação. Redes sociais: Facebook (Grupo Ciclístico Girativo)

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Zezin Bike Líder: José Augusto Como começou: Depois de competir por mais de 15 anos em torneios de ciclismo, Zezin montou uma oficina de bicicletas. Sempre em contato com outros ciclistas, ele passou a organizar passeios de pedal. Quando não tem passeio agendado participa do pedal de outros grupos. Número de participantes: de 25 a 50 integrantes por passeio Nível do pedal: todos os níveis Modalidade: mountain bike Filosofia do grupo: pedalar e reunir amigos Agenda: aos sábados trilha com nível avançado e aos domingos nível iniciante. Sem agenda fixa. Como fazer parte do grupo: O grupo é aberto, interessados podem acompanhar a programação dos passeios através do Facebook e comparecer no local e horário agendados. Redes sociais: Facebook (Zezin Bike)

Pedal 100 Destino e Diretoria Líderes: Anne Pantoja / Jadson Galdino / Giuseppe Kono Como começou: como nunca tinham andado de bicicleta antes, o grupo foi iniciado somente com a família, cerca de seis pessoas, e logo mais amigos aderiram ao grupo Número de participantes: mais de 100 Nível: todos os níveis Modalidade: mountain bike Filosofia: nunca deixamos ninguém para trás Agenda: todos sábados e domingos às 7h, geralmente com saída de Hidrolândia, com percursos variáveis Como fazer parte do grupo: geralmente é por indicação de amigos, qualquer um pode fazer parte, é só entrar em contato pelo Whatsapp.


Pedal do Pequi e as Pequizeiras Líder: Warllen Antunes Como começou: surgiu da vontade do líder de fazer trilhas junto com os amigos. Número de participantes: de 150 a 200 integrantes Nível do pedal: médio Modalidade: mountain bike Filosofia do grupo: ciclismo como forma de descontração Agenda: todos os sábados, sem local pré-definido, das 15h às 20h. No último domingo de cada mês as mulheres do grupo se reúnem para o pedal das Pequizeiras com saída da Praça Nova Suíça. Às 8h, a organizadora do pedal, Lidiane, reúne em média 100 pessoas para um passeio urbano de nível iniciante/intermediário Como fazer parte do grupo: qualquer pessoa é aceita desde que tenha preparo físico. É só entrar no Facebook e fazer a inscrição. É gratuito e não tem a obrigatoriedade de participar de todos os encontros. Redes sociais: Facebook (Pedal do Pequi e As Pequizeiras)

Bike Anjo O Bike Anjo é um projeto nacional iniciado em 2010 e que há um ano possui uma articulação regional em Goiânia dirigido pela arquiteta e outros ciclistas. O objetivo do grupo de mais de 20 voluntários é promover o uso de bicicleta como lazer e meio de transporte dentro da cidade. É oferecido gratuitamente suporte e oficinas a ciclistas iniciantes de como pedalar, como se portar no trânsito, como ter segurança, entre outros. Todo primeiro domingo do mês acontece a oficina de como pedalar, no anel interno da Praça Cívica, das 9h às 12h. Quem precisar de atendimento do Bike Anjo também pode solicitar pelo site (bikeanjo.org) ou Facebook da instituição.

vocabulário do corretor de imóveis

ABC do corretor de imóveis Um pouco mais sobre os termos que todo profissional deve saber, mas não tem coragem de perguntar Ladrilho hidráulico: peça de cimento comprimido decorado feita em prensa hidráulica.

Lei orgânica: é a que cria órgãos necessários à economia do Estado, e determina e regula a sua função; aquela pela qual se dá cumprimento ou desenvolvimento aos preceitos constitucionais.

LOFT: palavra inglesa, que significa depósito. Hoje, são espaços amplos, sem divisórias, usados como moradia. Fonte: Dicionário Imobiliário, de Celso Pereira Raimundo e Wilson Carvalho de Almeida – Editora Imobiliária

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MOBILIDADE

CRECI-GO realiza Pedalando com os Colibris

A

cordar bem cedo em um domingo parece não ter sido problema para os mais de 600 corretores de imóveis e ciclistas que participaram do Pedalando com os Colibris, passeio ciclístico promovido pelo Creci de Goiás em novembro. Logo na concentração, em frente à sede do Conselho, os ciclistas contaram com um café da manhã, um reforço a mais para encarar os 15 quilômetros de percurso. Conduzidos por carro de som e com o monitoramento de agentes da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), da Polícia Militar (PM) e de uma ambulância do Corpo de Bombeiros, não faltou animação aos participantes de todas as idades. Para o presidente Oscar Hugo, o evento alcançou seus objetivos que eram de oferecer bons momentos de lazer aos profissionais do setor imobiliário e seus familiares, bem como conscientizar a categoria dos corretores de imóveis e a comunidade de um modo geral, para um maior uso da bicicleta. “Felizmente correu tudo muito bem. Foi um evento redondo. Eu mesma

Passeio ciclístico reuniu centenas de participantes para discutir sobre a mobilidade urbana e a prática de esportes

me diverti muito”, avalia a conselheira e diretora pedagógica do Creci-GO, Margot de Castro, idealizadora e uma das organizadoras do passeio ciclístico. Entre os que puxavam o pelotão de ciclistas, estava o vice-presidente, Eduardo Britto, outro apaixonado por

PATROCÍNIO:

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ciclismo. “Pratico ciclismo há mais de 20 anos. Como faço mountain bike, raramente faço percursos em áreas urbanas. Mas hoje, como estou na organização do evento, vou puxar a galera”, diz. A reunião de amigos e familiares deu o tom do passeio ciclístico. A corretora de imóveis Simone Mafra trouxe as colegas para participar do passeio. Ciclista há mais de oito anos, ela aprovou a iniciativa e pediu a realização de mais eventos ciclísticos. "O Creci tem que continuar realizando encontros como esse que promovem a interação entre os corretores de imóveis e as imobiliárias", concordou a corretora de imóveis Wagna Vieira, que também participou do passeio. Além de ser uma atividade saudável e divertida, o passeio ciclístico também teve cunho solidário. Para se inscrever no evento, cada participante doou uma lata de leite em pó para a Campanha Natal com Leite. O passeio foi encerrado com o sorteio de brindes oferecidos pelos patrocinadores, como bicicletas, capacetes e outros acessórios.


CULTURA & LAZER

Cultura & lazer é um espaço para você, corretor de imóveis, relatar o que faz de melhor nos momentos de folga, COMpartilhando com os colegas de profissão por meio de dicas de locais e atividades para a descontração

“Gosto de coisas que valorizam o ser humano, como palestras e eventos sociais educativos. No tempo livre adoro ler, ir ao parque e também frequento a academia. Além de fazer exercício, é ótimo para conversar e conquistar clientes.” Carla Karine

“Há três anos comecei a praticar corrida e pedalar. Junto com um grupo de amigos, vamos à Pirenópolis ou Chapada dos Veadeiros para fazer trilhas. Quando tenho tempo, também aproveito para cozinhar. Faço muito risoto, é a porta de entrada para outros pratos.” Rodrigo Carneiro

“Meu hobby é cozinhar para os amigos e família. Faço receitas de cordeiro assado, costela de porco, hot chicken mexicano, bacalhau... É ótimo pois descanso a cabeça.” Emerson Murilo

“Sempre que tenho tempo aproveito para ler. Adoro livros motivacionais, que me dão experiência para repassar aos colegas e à minha equipe. Também procuro ouvir música em casa, como rock. Gosto de Iron Maiden, Queen, entre outros.” Klêdsse Ribeiro

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PROFISSÃO

Otimismo no mercado imobiliário Pensamento positivo é fundamental para alcançar resultados

“H

oje vou fazer aquela venda!". Pode parecer bobeira, mas começar o dia com o pensamento positivo faz toda a diferença. É o que explica o coaching Emerson Tokarski: "Pensamentos geram emoções, que por consequência, geram ações. Isso é fisiológico, não é nada abstrato, é literalmente como “nasce” nosso comportamento". Segundo o especialista, os pensamentos afetam diretamente a vida cotidiana. Então, se a pessoa tem pensamentos positivos, terá ações proativas, buscando resultados e soluções, assim como se ela tem pensamentos negativos, normalmente tem ações negativas, agressivas, por se concentrar mais nos problemas do que nas soluções. No cenário atual, de incertezas econômicas e políticas, pode parecer difícil manter o otimismo, mas é possível. Tudo é uma questão de foco. Ao invés de enfatizar os problemas, é preciso buscar por oportunidades. O pensamento positivo faz a diferença para o corretor de imóveis Glenio Soares Batista. Design gráfico de formação, Glenio Soares, não desanimou quando seu negócio de comunicação fechou as portas. Ele logo tratou de arrumar outra área de atuação. Foi então que, por indicação de um amigo, conheceu a profissão

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de corretor de imóveis. Já no estágio buscou conhecimentos além dos passados pelo curso e, hoje, com 10 anos de atuação no mercado, é campeão de vendas há cinco anos na imobiliária em que trabalha. Qual o segredo dele? Além das estratégias que desenvolve, Glenio Soares mantém o pensamento positivo. "Se a gente já acorda com pensamento negativo isso já vai gerar no seu psicológico uma síndrome de derrota", ressalta o corretor de imóveis. Como considera a questão espiritual importante, Glenio Soares já começa o dia fazendo uma oração, pedindo para que tenha um bom dia e que receba clientes compradores. "Faço a oração e saio com a melhor expectativa possível, independente da noite ruim, da venda que caiu, da briga com a esposa", comenta aos risos. O corretor de imóveis considera que, por trabalhar com vendas e pessoas, o profissional do mercado imobiliário deve ter o psicológico preparado para receber não. Afinal de contas, de 100 respostas negativas no dia, se o profissional receber apenas um sim, já terá ganhado o dia. Nos momentos em que sente que irá baquear, o corretor de imóveis lembra, em primeiro plano, de sua família, da esposa e filha de um ano e três meses que dependem dele. Em segun-

do plano, pensa na questão material, na casa e no carro que pretende conquistar por meio do trabalho. "Quando a gente para de sonhar, para de ter motivação na vida da gente", enfatiza. Para o corretor de imóveis Victor Hugo Ribeiro Borges, a automotivação é fundamental para enfrentar os tempos de dificuldades financeiras. Ele relata que muitos profissionais deixam se abater pelas dificuldades e param de fazer o principal: investir."É o princípio da semeadura e da colheita, se eu investir, dedicar, fizer uma prospecção e divulgação bem feitas, vou ter bons resultados a longo, médio e curto prazo", diz. Como gerente de equipe, Victor Hugo Borges compartilha os segredos de como manter os liderados com pensamento positivo. "Há uma tendência dos líderes de apenas corrigir defeitos e falhas, isso é importante, mas não é o suficiente. É preciso ressaltar as qualidades e potenciais. Onde não há reconhecimento, não há motivação", reforça. Outras atividades que o gerente desenvolve são o acompanhamento da rotina dos liderados e ir junto em algumas visitas. Levar à equipe informações diferenciadas sobre o mercado imobiliário também é importante: "Mostrar o outro lado da moeda, o que não se enxerga facilmente".


Arquivo pessoal

Como estimular pensamentos positivos O coaching Emerson Tokarski destaca que, de acordo com uma pesquisa desenvolvida em Harvard, é possível aprender a ser mais otimista. Para isso, compartilha um exercício, utilizado por executivos, que ensina o cérebro a mapear os bons momentos durante o dia. A técnica consiste em todo dia antes de dormir, escrever três coisas boas que aconteceram naquele dia e assim, repetidamente, todos os dias durante 30 dias, tentando cada dia pensar em três coisas diferentes das escritas no dia anterior. "Com a repetição você ensina seu cérebro a ser mais positivo. Como se fosse um radar, ele começa a ver mais coisas boas do que negativas", comenta. Segundo o especialista, os maiores obstáculos para alguém ser otimista são as crenças:"É normal ouvirmos a afirmação “gostamos de ver coisas ruins na TV e em jornais”, mas isso não é verdade, não é que gostamos, a questão é que fomos “educados” para isso". As crenças são baseadas nos valores e pensamentos, e são formadas durante a infância até os 14 anos, em média. Então, para se mudar algo, é preciso ir atrás da crença que gera o pensamento para mudá-la. Não é um processo fácil e rápido, mas é o mais assertivo para mudanças consistentes. "Já ouvimos milhares de vezes em nossas vidas que dinheiro traz felicidade, o que estamos descobrindo agora, por meio de muitos estudos científicos, é que a felicidade traz dinheiro, ou seja, corretores felizes têm mais chances de se dar bem na vida que corretores tristes e reclamões", comenta Emerson Tokarski. O coaching dá dicas práticas para alcançar a felicidade: pratique esporte; esteja em contato com a natureza e animais de estimação; veja comédias e vídeos motivacionais constantemente ou algo que te divirta; mantenha fotos de pessoas que você goste em seu escritório ou a vista, saiba a hora de descansar e relaxar, ou seja, faça mais do que te faz feliz.

O coaching Emerson Tokarski considera que o segredo é a felicidade

Táticas para continuar vendendo

Os corretores de imóveis Glenio Soares e Victor Borges mantêm as vendas com otimismo

Para não perder o otimismo e as vendas, os corretores de imóveis tiveram que rever suas estratégias diante da retração do mercado imobiliário. O corretor de imóveis Victor Hugo Ribeiro Borges acredita que, para ter sucesso, o profissional deve vencer alguns paradigmas. Segundo ele, a profissão não pode mais ser realizada de forma secundária, é preciso dedicação e estudo para permanecer no mercado. O profissional tem que rever os meios de divulgação; os impressos foram substituídos pelos anúncios digitais. É preciso estar aberto para parcerias. E, ainda, a informação é aliada importante para o exercício da profissão porque fornece as ferramentas para argumentar com o cliente. "O corretor de imóveis tem que passar a segurança para o cliente. É essencial, porque o cliente já vem desconfiado com as notícias sobre o mercado", comenta. Além do conhecimento, o corretor de imóveis Glenio Soares preza pela rede de relacionamentos. Ele faz questão de falar a todos os conhecidos que é corretor de imóveis e procura, sempre com a ajuda de amigos, oportunidades de divulgar seus imóveis em instituições que tenham o perfil do cliente requerido, como por exemplo órgão públicos. O pós-venda também é uma prioridade em seu trabalho, pois é por meio dele que há a possibilidade de vender o segundo imóvel aos clientes ou ganhar uma indicação. Entre outras táticas, Glenio Soares mudou seus argumentos. Hoje, ele oferece o imóvel como forma do cliente ganhar patrimônio, garantir a aposentadoria ou deixar os bens para os filhos. "Tem que ser um camaleão. Todo dia volto para casa pensando em uma nova estratégia", comenta.

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SOLIDARIEDADE

O projeto social do homem que mata a fome Ações sociais da Associação Tio Cleobaldo levam mais que alimentos aos moradores de rua, recuperam a dignidade

E

m uma quarta-feira comum, voluntários abastecem a Kombi com marmitas e sucos e se dirigem a um destino certo: dezenas de ruas e becos que servem de moradia provisória para as pessoas em situação de rua. Essa é a rotina dos voluntários da Associação Tio Cleobaldo, projeto social que há mais de 40 anos leva, às quartas-feiras e aos domingos alimentos e roupas aos moradores de rua, e no restante da semana, realiza encaminhamentos dos problemas relatados pelos assistidos.

Tio Cleobaldo coloca as marmitas na van que realiza a entrega dos alimentos

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Tudo começou quando Cleobaldo Martins de Oliveira veio de Minas Gerais para Goiânia, em 1970, para assumir cargo de gerência em farmácia e se deparou com as enfermidades e a pobreza vivenciada pelas pessoas. Inicialmente, com visitas ao Hospital do Câncer para levar mingau de fubá a pacientes, e logo depois com idas constantes à rua para distribuir alimentos, Cleobaldo Martins passou a se tornar conhecido como Tio Cleobaldo e viu seu projeto social ganhar adeptos.

O projeto foi crescendo, em quantidade de voluntários e em formas de atendimento às pessoas em situação de rua. Hoje, mais de 600 marmitex são feitos por dia na Colônia Espírita Nosso Lar e por grupos de voluntários, como a Liga (grupo de mulheres da sociedade que doam seu tempo fazendo marmitas), e entregues à noite, com sucos e águas, aos moradores de rua. Também são oferecidas outras formas de auxílio às pessoas em situação de rua, como apoio financeiro, ajuda para


tirar documentos e encaminhamento às unidades de saúde e instituições religiosas, quando necessário. Uma das instituições que recebem os assistidos pelo Projeto é a Casa de Recuperação Metamorfose. Coordenada pela pastora Sônia Maria Borges, a Casa recebe alcoólatras e dependentes químicos para tratamento voluntário. Ela abriga de 70 a 80 assistidos, mas já chegou ao número de 150 pacientes. Sônia Borges comenta que o intuito da instituição é oferecer tratamento e apoio para que os dependentes químicos retornem à família e ao trabalho. Casos como o dela, que já passou pelo tratamento na Casa e há 30 anos se dedica aos assistidos, são exemplo para todos. A Metamorfose conta exclusivamente com o auxílio de voluntários e doações, como as realizadas pelo Tio Cleobaldo. Por toda a colaboração e assistência, Cleobaldo é chamado pelos assistidos de Homem que Mata Fome. O título rendeu até placa de homenagem que está exposta no refeitório da instituição. "Ele representa a figura de um pai, um amigo. É bom poder contar com a parceria dele para alcançarmos nossos objetivos", relata a pastora Sônia Borges. "Gosto de ajudar o pessoal em situação de rua porque eles são desprezados, sempre precisam de ajuda. Nosso intuito é trabalhar acreditando na reforma da pessoa, na melhora do ser humano", comenta Tio Cleobaldo que em suas visitas leva mais que doações, leva uma palavra amiga, um abraço. O trabalho realizado ultrapassa as barreiras da crença religiosa, congrega mais de 50 voluntários, de todos os tipos de religião, com apenas uma missão: ajudar ao próximo. A empresária Maylla Amorim Lopes Rigonato é uma das voluntárias que participa das ações sociais da Associação. Também atuante como voluntária em asilo de idosos, onde auxilia três vezes por semana, Maylla Amorim ficou sabendo do projeto do Tio Cleobaldo e quis conhecer, logo se tornou presença cativa nas caravanas. "É uma lição de vida muito grande. O Tio entrou na minha vida para mostrar o que é amor, o que é amar ao próximo e o que é ser feliz por realizar esse tipo de trabalho", comenta a empresária que utiliza os conhecimentos adquiridos no curso de enfermagem para prestar os primeiros socorros aos moradores de rua feridos.

Coordenadora do Metamorfose, a pastora Sônia Borges mostra a homenagem ao Tio Cleobaldo

Voluntários distribuem alimentos às pessoas em situação de rua

A voluntária Maylla Amorim presta os primeiros socorros

As crianças atendidas pela creche auxiliada pelo projeto social do Tio Cleobaldo

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Exemplo de superação As atividades promovidas pela Associação Tio Cleobaldo oferecem mais que assistência material aos moradores de rua, ao doarem seu tempo, a quem muitas vezes é esquecido pela sociedade, os voluntários recuperam a dignidade dos assistidos. A ex-moradora de rua Elizete da Silva Ribeiro, 39 anos, é um exemplo de mudança de vida alcançado por meio da Associação. Quanto tinha sete anos de idade, ela e os nove irmãos saíram de casa, fascinados pelas seduções oferecidas pela rua. Foi após um episódio fatídico, em que foi sexualmente violentada, aos oito anos de idade, que ela conheceu Tio Cleobaldo. Desde então Elizete Ribeiro recebeu todo o auxílio possível por parte da Associação, mesmo quando passou a morar em depósito de reciclagem e teve seus nove filhos (dos quais quatro faleceram pelas péssimas condições de moradia). Demorou até que ela decidisse por conta própria sair da rua, o que somente aconteceu aos 18 anos. Atualmente, Elizete Ribeiro é auxiliar de limpeza, tem carteira assinada, e mora com o marido e três filhos em casa de aluguel. Apesar das dificuldades financeiras, uma vez que o salário dela e o do esposo que trabalha com reciclagem e como vigia de carros não é suficiente para cobrir todos os gastos, ela se orgulha de dizer que vive com dignidade. "Hoje sou respeitada. Sou ex-menina de rua, ex-usuária de drogas e quero dar uma vida melhor para meus filhos, não quero que passem pelas necessidades que já passei", enfatiza. Sobre o Tio Cleobaldo que é sempre recebido com muita alegria em sua casa, Elizete Ribeiro comenta: "Foi ele que me encaminhou, me acompanhou. Preciso dele não pelos alimentos, pelas doações que ainda faz, mas para desabafar". Prevenção É por meio das obras espíritas da Colônia Nosso Lar que a Associação Tio Cleobaldo ainda realiza trabalho

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A ex-moradora de rua Elizete Silva posa sorridente com a família

de prevenção com crianças carentes para que não se tornem adultos em situação de rua. Na creche é oferecida educação infantil em tempo integral a crianças de três a cinco anos. Elas assistem a aulas, praticam esportes, fazem artes, reforço escolar e ainda recebem café da manhã, almoço e lanches. Aos pais é oferecida assistência social, no auxílio a busca por emprego, documentação, cesta básica e promoção da família. A diretora da instituição, Onofra Vieira Alves da Silva, comenta: "Para nós, a maior preocupação é a formação da pessoa. Aqui os meninos são bem cuidados". Ela considera que a educação é o caminho para oferecer às crianças mais oportunidades e, consequentemente, um futuro melhor, longe das ruas. Apesar do convênio com a Secretaria Municipal de Educação, a instituição vive basicamente de doações. São mais de 50 crianças atendidas na educação infantil e o intuito é abrir vagas para educação fundamental com a construção de novo prédio. Para isso, a Associação Tio Cleobaldo colabora na busca por doações de material de construção, e de materiais para manter a infraestrutura da creche no dia a dia. "Cleobaldo veio a somar em nosso trabalho de prevenção", ressalta Onofra Vieira.

Como participar do projeto O empresário Montgomery Rocha Guimarães, voluntário da Associação Tio Cleobaldo relata que a instituição sobrevive totalmente de doações e que, como os custos são semanais, são altos para manutenção. Mensalmente, as despesas chegam a R$ 32 mil, o que representa um custo semanal de em torno de R$ 8 mil. "De forma alguma deixamos de fazer nosso trabalho. Faça chuva ou faça sol estamos na comitiva", comenta ao relatar que muitas vezes os voluntários tiram do próprio bolso os recursos para arcar com as necessidades da Associação e que, em outras vezes, aparece sempre um auxílio providencial. Os interessados em participar do projeto podem ajudar com a doação de materiais (como alimentos, roupas, materiais de construção, entre outros), com recurso financeiro e até mesmo como ofertando seu tempo, como voluntários.

Associação Tio Cleobaldo Rua Rádio Amador, n° 66, Vila Coimbra (62) 8499-0786


CRECI-GO promove Campanha de Doação de Sangue Dia S marcou início da iniciativa que visa aumentar estoque de sangue do Hemolabor Ao invés de ter um dia comum, os corretores de imóveis resolveram salvar vidas no dia 22 de março. Os profissionais se dirigiram ao Hemolabor para participar do Dia S - Dia de Doação de Sangue. O delegado do Creci e corretor de imóveis Carlos Fructuoso foi o primeiro a fazer sua contribuição. Com carteira de doador desde 2013, o profissional realiza doações de três em três meses. “Foi uma experiência familiar que me despertou essa vontade de contribuir”, comenta. Também presente no Dia S, o corretor de imóveis Elder Manhas ressaltou a relevância da participação da categoria: “Independente da profissão, nós somos seres humanos e existem milhares de pessoas que necessitam de sangue e que podem se beneficiar com as doações”. A iniciativa fez parte de campanha social do Creci de Goiás, desenvolvida em conjunto com o grupo de

Experiência familiar motivou o corretor de imóveis Carlos Fructuoso a se tornar um doador

corretores Os Colibris, que visa motivar o mercado imobiliário a exercer a solidariedade e, ao mesmo tempo, melhorar o estoque de sangue do Hemolabor, que está em baixa. O diretor técnico do Banco de Sangue, Clemente Martins Oliveira Neto, relata que, no momento, o Hemolabor está com déficit de alguns grupos sanguíneos, como o O positivo. Reflexo do alto consumo aliado ao baixo número de doações. Por isso, ele considera crucial campanhas como essa: “É uma consciência empresarial que a gente vê com maior frequência nos últimos anos. É importante, principalmente em épocas em que não há doações diárias, como em feriados como a Semana Santa”. O Dia S foi a abertura da Campanha de Doação de Sangue que continuará por todo o ano. Os profissionais interessados em contribuir com a ação, devem se dirigir ao Hemolabor e se identificar como corretor de imóveis para fazer sua doação.

Quem pode doar sangue? Todo doador ou responsável deve apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial. Ter boas condições físicas. Peso superior a 50 kg. Idade entre 18 e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido realizada até 60 anos). O candidato menor de idade entre 16 e 17 anos, deve estar acompanhado pelos pais ou responsável legal. Não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses. Não ter Diabetes ou Epilepsia. Não ter feito endoscopia há menos de 6 meses.

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DIRETO DO CRECI

Creci Itinerante leva serviços aos municípios unidade móvel aproxima conselho dos profissionais, percorrendo todo o estado de goiás Facilitar o acesso aos serviços do Creci de Goiás para os corretores de imóveis e a sociedade que reside no interior do estado. Esse é o objetivo do Creci Itinerante, unidade móvel do Conselho que percorre os municípios goianos levando orientação jurídica, inscrições de pessoa física e jurídica, negociação de débitos e todas as demais atividades oferecidas pela autarquia em sua sede e delegacias.

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O Creci Itinerante já percorreu mais de 40 municípios e realizou cerca de 400 atendimentos. O corretor de imóveis Wanderley José Carlos prestigiou a unidade móvel em Alexânia: "Fui conhecer a unidade, a ideia é excelente, facilitou bastante para nós". O corretor de imóveis de Goianésia, Josefino da Silva Neto, também aprovou a iniciativa: "Foi tão bom que deveria vir todo mês para dar mais apoio".

O coordenador do Creci Itinerante, Claudio Araujo, reforça a importância da unidade móvel por aproximar o Conselho dos profissionais do interior: "Ele fortalece o conceito do Conselho como órgão orientador ao facilitar o acesso às informações por parte dos profissionais e da sociedade". Ele ainda reforça que o Creci Itinerante não faz parte das iniciativas de fiscalização.


Encontro de Delegados 2016 Com palestras sobre anúncios digitais e programa de qualidade imobiliária, os delegados do Conselho e os presidentes de associações receberam atualizações que auxiliam em sua atuação como profissionais e como delegados, durante o Encontro de Delegados realizado nos dias 21 e 22 de janeiro, em Goiânia. Outro tema debatido foi lavagem de dinheiro, com palestra ministrada pelo vice-presidente do Cofeci e representante do Sistema Cofeci junto à Coaf, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana. O delegado de Jaraguá, Wilson Barbo de Siqueira, considera que como em outros Encontros, o saldo foi muito positivo. “Tem as informações que recebemos e que levaremos aos municípios e as soluções que encontramos para os problemas vivenciados no dia a dia”, disse. O Encontro teve como ponto alto a elaboração do planejamento estratégico para 2016, realizado com

consultoria do Dr. Maurício Pereira, especialista na área. Com a participação dos presentes, foram levantados os desafios e oportunidades do mercado imobiliário e traçadas estratégias para o Conselho. “Duas cabeças pensam melhor que uma, e várias cabeças geram ainda mais resultado”, comentou o presidente da Associação de Hidrolândia, Edmar Amaral da Silva, durante a elaboração do projeto. Entre as sugestões apresentadas pelo presidente da Associação no planejamento, está a continuidade da

parceria entre Conselho e associações, que oferece aos grupos de corretores de imóveis toda forma de apoio. “A junção das entidades fortalece a profissão”, diz Edmar Amaral que está à frente da Associação desde a sua criação em 2015. Os delegados e presidentes de associações ainda participaram de sessão plenária realizada junto aos conselheiros, onde receberam certificados de posse para exercício como representantes do Creci na nova gestão de 2016-2018. Ao total, tomaram posse 68 delegados.

Dia do conhecimento Aliado da excelência profissional, o conhecimento é um diferencial competitivo de mercado, principalmente em tempos de incertezas econômicas. Visando qualificar o corretor de imóveis, o Creci de Goiás desenvolveu o ciclo de palestras e cursos: Dia do Conhecimento. O objetivo é oferecer aos profissionais, tanto de Goiânia, quanto dos municípios do interior, toda semana, treinamentos práticos que auxiliem a atuação no dia a dia. Planejamento tributário, contratos de intermediação imobiliária, calculadora HP12, contrato de locação de imóveis urbanos, coaching para o mercado imobiliário, Facebook Marketing e fotografia imobiliária são alguns temas já apresentados pelo ciclo de cursos.

A iniciativa foi aprovada pelos profissionais. “É uma ótima ideia. Os cursos são esclarecedores e ajudam muito”, comenta o corretor de imóveis Antônio Donizete Nascimento. A cor-

retora de imóveis Beatriz Gomes já incluiu os cursos em sua rotina: “Agora tenho compromisso todas as semanas para melhor me qualificar na área imobiliária”.

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ARTIGO

O Corretor Estrategista E

m tempos de crise, a busca por renovação, inovação e superação é absurdamente alta. Não precisa ser nenhum gestor, empreendedor, empresário ou afins para saber disso. Mas o que você anda fazendo de fato para auferir melhores resultados nesse ano que está sendo tão complicado para a maioria dos profissionais e clientes? O mercado está saturado de Corretores Pato, nome que faz uma analogia ao animal que sabe voar, nadar e andar, mas não faz nada direito. Esse tipo de corretor quer vender, cuidar dos documentos, captar, se relacionar, anunciar, entre muitas outras atividades que se propõe a fazer. Além de não possuir uma estratégia bem definida e copiar as ações dos concorrentes. Consequentemente faz tudo de forma PÉSSIMA. Colocando em risco sua própria imagem. O mercado imobiliário precisa de corretores que possuam a capacidade de visualizar as oportunidades que o mercado vai disponibilizando, mesmo com todo esse afunilamento. Sinto informar que se você ainda mantém a posição de Corretor Pato, seus dias estão contados e seu fim mais próximo do que você imagina.

É hora do recomeço! Tão importante quanto traçar sua estratégia, é saber a hora de recomeçar. Chega de obter retornos medíocres, abraçar o mundo, ofertar todos os tipos de imóveis e serviços. A deficiência está em uma nítida estratégia que possa colocar você de volta ao caminho que te possibilite a chegar onde deseja. Para essa reconexão, é primordial que seja feito um exame cuidadoso de suas atuais atividades. Responder as perguntas abaixo poderá auxiliar nesse processo: • Quais são os nossos produtos ou serviços mais diferenciados? • Quais são os nossos produtos ou serviços mais rentáveis? • Quais são os nossos clientes mais satisfeitos? • Quais são os clientes, canais ou ocasiões mais rentáveis? • Quais são as atividades da nossa cadeia de valores mais diferenciadas e mais eficazes? Essas perguntas auxiliarão no realinhamento das atividades prestadas por você. Algo que pode ajudar bastante, é olhar para trás: Qual era a visão do fundador da imobiliária? Quais os produtos e clientes que a construíram? Realizando essa análise, será possível conduzir a um comprometimento com a renovação da estratégia e recuperação da singularidade perante o mercado. A realidade do mercado imobiliário acaba atuando contra a estratégia. Para o corretor de imóveis as opções excludentes parecem assustadoras e diminuidoras dos seus ganhos, e não exercê-las acaba sendo o mais comum. Os profissionais

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acabam imitando uns aos outros, cada um assumindo que os concorrentes sabem algo que não é do seu conhecimento. A armadilha do crescimento Dentre todas as influências, o desejo de crescer talvez exerça o efeito mais devastador sobre a estratégia. Deixar de prestar algum serviço ou algumas categorias de imóveis parecem inibir seu crescimento. Atender a um grupo de clientes e não outros, por exemplo, acaba impondo um limite real ou imaginário ao crescimento da receita. Ao cair nessa armadilha, o profissional tenta competir de várias maneiras ao mesmo tempo, oferecendo diversos tipos de imóveis e serviços. Essa atitude pode desmotivar completamente o corretor. Quando as falhas começam a aparecer e o faturamento diminuir. Mas muitos procuram o crescimento “fácil” através da adição de outros serviços ou categorias de imóveis, sem se preocuparem com prévio entendimento e adaptação à estratégia. Ou estabelecem como clientes alvo e mercados que possuem pouco a oferecer de especial. Buscar crescimento através da ampliação em seu próprio segmento de atuação é mais rentável, e proporcionará maiores facilidades para adaptação aos possíveis riscos que venham a surgir. Como alternativa, procure a expansão de forma controlada, com a criação de setores ou delegação de funções. E aí, ainda quer continuar sendo um pato? Espero que não. Pensando em contribuir com a extinção dessa “leva” de corretores, resolvi escrever um livro digital, e-book, contendo o passo-a-passo do que você deverá fazer para desenvolver a sua capacidade de pensar estrategicamente e se tornar O Corretor Estrategista. Para aprender a como se tornar O Corretor Estrategista. Acesse ocorretorestrategista.com Até a próxima!

Jaian Bahia, aluno do TTI, graduando em Publicidade, focado em Marketing Digital, e dando atenção ao segmento imobiliário. Fundador do blog Jaian Bahia


SOCIAL

Posse em Anápolis O presidente Oscar Hugo marcou presença na posse da nova gestão da Associação de Imobiliárias de Anápolis (AIA), em fevereiro. O presidente da Associação, Frederico Godoy e os membros da diretoria foram prestigiados pelo prefeito de Anápolis, João Gomes, pelos secretários de desenvolvimento social Air Ganzaroli e de planejamento, Jorge Bazi, e pelo presidente da ACIA, Anastacio Apostolos Dagios.

Padrinho de peso As primeiras turmas de novos corretores de imóveis de Goiânia receberam, em solenidade, suas carteiras profissionais das mãos do padrinho da turma, o vereador Carlos Soares. Além de parabenizar os novos profissionais, Carlos Soares convidou os presentes para participar mais ativamente do desenvolvimento da cidade, junto à Casa de Leis.

Visitas cortesia OAB-GO e CRECI-GO estreitaram seus vínculos em visita realizada pelo presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico (CDIU), Diego Martins da Silva Amaral, ao presidente Oscar Hugo. Estiveram em pauta ações a serem realizadas em conjunto pelas entidades e apoio a congresso promovido em maio na cidade de Caldas Novas.

Em sua passagem por Goiânia, o presidente do Creci-MS, Delso José de Souza, esteve na sede do Conselho goiano para conhecer as últimas novidades, como a parceria entre o Creci de Goiás e o Senac para a realização do circuito de palestras Dia do Conhecimento.

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CRECI NA MÍDIA

A PUC TV acompanhou a realização do Dia S dia de lançamento da campanha de doação de sangue. O diretor técnico do Banco de Sangue Hemolabor falou sobre a iniciativa

O conselheiro Ademir Silva representou o Creci de Goiás em reportagem sobre as estratégias do mercado imobiliário frente ao período de incertezas econômicas, realizada pelo jornal O Hoje

De janeiro a abril de 2016, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis foi notícia em veículos de comunicação de todo o Estado, totalizando:

22 espaços de mídia espontânea, sendo 2 exibições em telejornais; 6 portais de notícias e redes sociais; 1 em rádio e 12 em revistas e jornais impressos. 38 | Painel Imobiliário

O portal de notícias A Redação fez o levantamento de quanto custa para morar nos pontos turísticos de Goiânia. O Conselho auxiliou com os dados sobre o metro quadrado das regiões mais valorizadas.


PARA INTERIOR REFLETIR

O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; outra enobrece a alma. Painel Imobiliário

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Revista Painel Imobiliário - 19° edição  

A 19° edição está imperdível, confira: - Entrevista com Fernando Chapadeiro sobre mobilidade urbana; - Matéria sobre otimismo no mercado imo...

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