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Reajuste Confira a nova tabela de honorários dos corretores de imóveis

Desenvolvimento sustentável Conheça iniciativas imobiliárias que buscam o equilíbrio com o meio ambiente

Entrevista Washington Novaes apresenta o cenário do aquecimento global

É hora de partir para a

AÇÃO Participe das programação do PEA para este segundo semestre, some pontos para participar da Gincana Cerrado Nosso e concorra ao título de Corretor Ambientalista 2009 SEGURANÇA

Creci-GO cria a e-Fiscalização para proporcionar mais segurança aos negócios imobiliários na internet


EXPEDIENTE

Em contato com o setor de comunicação do Creci-GO : imprensa@crecigo.org.br

Sumário Entrevista O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 5ª Região-GO é uma autarquia federal de disciplina e fiscalização da profissão de corretor de imóveis. Regulamentada pela Lei Federal 6.530/1978 Endereço: Av Anhanguera, 5674, Ed. Palácio do Comércio, 5º andar, Centro, Goiânia - GO CEP 74043-906 Fone/ fax: 62 3224 2299 Homepage: www.crecigo.org.br E-mail: crecigo@crecigo.org.br Diretoria: Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Luiz Roberto de Carvalho, Rafael Nascimento Aguirre, Maria Aparecida Moreira, Juscemar Antônio de Oliveira, José Arantes Costa, Jair Reis de Melo. Conselheiros: Antônio Alves de Carvalho, Antônio Rosa de Mesquita, Antônio Spinetti Alves, Eduardo Coelho Seixo de Brito, Euclides Domingos Marcante, Francisco Ludovico Martins, Geraldo Dias Filho, Geraldo Pereira Braga, Jair Reis de Melo, Jackson Jean Silva, João Benício Gomes, João Pedro Vieira, José Arantes Costa, José Machado Resende, Juscemar Antônio de Oliveira, Leandro Daher da Costa, Luiz Robeto de Carvalho, Marcelo Alves Simon, Márcio Antônio Ferreira Belo, Maria Francisca Alves Carvalho, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Rafael Nascimento Aguirre, Ricardo Alves Vieira, Sérgio Teodoro da Cruz, Walter São Felipe, Wildes Marcos Faustino. Suplentes: Ademir Silva, Ana Mônica Barbosa da Cunha, Arton Martins Peixoto, Celso Monteiro Barbugiani, Cláudio Gonçalves de Araújo, Dionísio Nascindo Gonçalves, Domingos Alves de Castro Filho, Elmo Monteiro Clemente Aguirre, Evaldo Euler Duarte de Almeida, Helder José Ferreira Paiva, João Soares da Silva, José Humberto Martins Vieira Carvalho, José Severino de Lima, Luis Clemente Barbosa, Marco Antônio de Oliveira, Nagib de Paula Sahb Novaes, Naidoson Bernades de Queiroz, Omar Ataides de Castro, Rodrigo Paullus Barreto Machado, Saul Pereira da Costa, Valgmar Domingos Tavares, Valoni Adriano Procópio, Veronde Antônio de Oliveira, Vilmar Pereira de Oliveira, Wilmar Viana.

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Washington Novaes - jornalista

27 de agosto

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Mestrado para corretores de imóveis Comemorações

Fiscalização

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Denúncia à Decon E-Fiscalização Ele é mesmo corretor de imóveis? Encontro de Delegados

Programa de Educação Ambiental

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Gincana Cerrado Nosso Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável

Mercado

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Nova tabela de honorários dos corretores de imóveis

Perfil

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Afonso Rodrigues Molina Renato Faria

Artigo

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Capacidade técnica e legalidade na avaliação de imóveis

Social

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Creci na Mídia

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Para refletir

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A Revista Painel é uma publicação do CRECI-GO Jornalista responsável e editora: Raquel Pinho - GO 01752 JP Projeto gráfico Raquel Pinho Diagramação: Daniel Siqueira Estagiário de jornalismo: Hugo Faria (UFG) Revisão jurídica: Eduardo Felipe Silva - OAB 25566 Tiragem: 6000 exemplares Fotolito e impressão: Gráfica e Editora América

www.crecigo.org.br

Na festa do corretor de imóveis, em Goiânia, a animação foi até às 4 da manhã, conduzida pela banda Marcantes

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OSCAR HUGO MONTEIRO GUIMARÃES - presidente do Creci de Goiás hugo@oscarhugo.com.br

Palavras do presidente

O HOMEM MODERNO “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. (Sl 90:12) Temos vivenciado no mundo ações brutais. O homem está agindo como como um ser irracional, desprezando todos os bons sentimentos humanos, para não dizer que os cristãos já fazem parte do passado, vendo no seu semelhante apenas uma fonte de ouro e poder. A história antiga nos mostra homens que se esqueceram da sua condição de ser humano, na medida em que foram adquirindo o poder. Julgaram-se deuses, mas destruídos foram. Paralelamente, vemos nessa mesma história pequenos homens que cresceram em sabedoria e poder, porque souberam valorizar a criação, respeitaram quem estava ao seu lado e porque confiaram em Deus. É Deus que nós dá a esperança de uma vida melhor e mais honesta do que vemos nos dias atuais. Estamos passando por uma época em que os valores estão sendo deturpados. O correto já não é ser certo. Ser previdente tornou-se sinônimo de ser medroso; O ético é visto como bobo. E quem é honesto está perdendo oportunidades. Presenciamos nos dias atuais a destruição da família, dos bons costumes, da fé em Deus, do amor ao próximo, do servir sem interesse.Vivemos em novo canibalismo, em que somos devorados e engolidos pelos adversários.A sinceridade parece uma utopia. No jogo da vida, só está valendo ganhar a qualquer custo, mesmo que custe a felicidade ou a vida de outrem. O momento é de rever os conceitos, mudar os procedimentos, clamar ao Criador que nos ensine a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio e amoroso.

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WASHINGTON NOVAES - jornalista

entrevista especial

Jornalista especializado em meio ambiente, cada resposta de Washington Novaes é minuciosa, rica em detalhes, números e pormenores. Não contém receitas nem soluções, afinal sua atividade passa longe da dos gurus. É informação. Contudo em seu retrato realista dos problemas climáticos enfrentados pelo Planeta, está sempre um recado objetivo: "Criem juízo". Atualizado, estudioso, ele é hoje um dos profissionais mais consultados quando o assunto é o aquecimento global. Mais parece uma biblioteca de tantos dados ele tem, fruto de anos de pesquisa ininterrupta. Atualmente supervisor geral do Repórter Eco, na TV Cultura e colunista nos jornais O Popular e O Estado de São Paulo, carrega consigo um notável currículo. Washington Novaes foi consultor do "Primeiro Relatório Brasileiro para a Convenção da Diversidade Biológica", dos "Relatórios sobre Desenvolvimento Humano" da ONU, de 1996 a 1998, foi sistematizador da "Agenda 21 Brasileira - Bases para a Discussão". Dirigiu vários documentários, entre eles a famosa série "Xingu" e, mais recentemente, "Primeiro Mundo é Aqui", no qual destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil. Em seu portifólio também está a atuação na TV Globo, como editor-chefe do Globo Repórter e editor do Jornal Nacional, além de comentarista do Globo Ecologia.Tem vários livros publicados, entre eles "Xingu - uma flecha no coração" (Brasiliense), "A quem pertence a informação" (Vozes) , "A Terra pede água" (Sematec/BSB) e "A Década do Impasse" (Editora Estação Liberdade). Em Goiás, é consultor do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental e coordenador da Agenda 21 do Estado de Goiás, ainda em construção. Motivos que tornaram um privilégio para os corretores de imóveis ouvirem-no durante o Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, realizado em junho pelo Creci e o Sindimóveis. E também para mim, que fui recebida em sua chácara, numa tarde quente e seca, como são os dias de agosto, de onde ele concedeu esta entrevista.

“Criem

juízo”

POR RAQUEL PINHO

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Durante o Fórum do Desenvolvimento Imobiliário, o senhor afirmou que já estamos produzindo 25% a mais do que a capacidade natural de reposição.Além disso, a população deve aumentar de 6 para 8,5 bilhões até 2050. Disse também que não há recursos naturais para um crescimento modesto do PIB mundial, 3,5% ao ano. Ao ouvir isto, uma ouvinte na platéia comentou comigo: daqui a 50 anos, não haverá mais vida humana, pois jamais as indústrias irão diminuir o ritmo de produção para preservar os recursos naturais. É tão catastrófico assim? WN - Acho difícil que aconteça neste espaço de tempo, de 50 anos, a extinção da espécie humana. Mas ela está em risco, ela tem de se adequar. As mudanças climáticas e o consumo além da capacidade de reposição da biosfera são as duas questões que ameaçam a sobrevivência da espécie humana. Diante disso, nós temos algumas possibilidades.A primeira será a humanidade tomar juízo e encontrar novos modos de viver, que sejam de acordo com as possibilidades do nosso Planeta. Esta é uma hipótese que eu espero que aconteça. Mas, para isso, tudo deverá mudar: as matrizes energéticas, os padrões de construção, os formatos de consumos de recursos naturais. Uma segunda

hipótese será uma disputa cada vez mais acirrada por estes recursos, e isso levar inclusive parte da população do mundo viver entrincheirada em áreas mais favorecidas e o resto ficar em circunstâncias e situações muito mais difíceis. O relatório da ONU nos deu 10 anos para diminuirmos os índices de emis-

temperatura vai subir até dois graus - já subiu quase 0,8 graus centígrados. Isso, por melhor que nós façamos, ela vai continuar subindo. Com dois graus já haverá conseqüências graves e para que não passe disto, nós temos de reduzir as emissões em 50% até a metade do século. O relatório do Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial, feito para o governo inglês, diz: nós temos uma década para

“As mudanças climáticas e o consumo além da capacidade de reposição da biosfera são as duas questões ameaçam a sobrevivência da espécie humana”. ... “Esta é uma discussão muito difícil e complicada onde, genericamente, todo mundo concorda que o problema existe, só que a solução está no quintal do vizinho”. são do dióxido de carbono para que a situação climática não se tornasse insuportável. A questão exige políticas e legislação que estimulem novas matrizes e um novo modelo de civilização. Como está, no cenário mundial, esta transição? WN - O que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas diz é que seja o que for que nós façamos, a

enfrentar esta questão sob pena de conseqüências econômicas muito graves. Agora pouco, ele declarou: quando apresentei o relatório em 2006, acho que fui otimista. Acho que temos de atacar isso muito mais rápido. E o Rajendra Pachauri, que é o presidente do Painel do Clima, também disse: nós temos até 2015 para determinar estes caminhos. Nós continuamos na mesma questão, precisamos de regras universais e

instituições universais. As discussões no âmbito da Convenção do Clima ainda continuam. Os experts dizem que é preciso ter chegado a este acordo, em janeiro, na reunião marcada na Dinamarca. Mas existem discussões muito complicadas. Por exemplo, agora começa-se a discutir o seguinte: mas aonde é que tem mesmo de fazer a redução? É no país que produz ou no consome? O que produz geralmente não quer reduzir as emissões... WN - Saiu estudo de uma universidade americana, dizendo o seguinte: um terço das emissões da China - e a China é hoje a maior emissora - acontece na produção de bens que vão ser consumidos no Primeiro Mundo. Se isso não fosse computado para China, reduziria em um terço suas emissões. E que isto deveria, talvez, ser computado no país que consome.Tem sua razão. Porque os relatórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento dizem que hoje 80% do consumo está nos países industrializados. Então eles vão continuar consumindo e não pagar o ônus disso? Mas isso é uma questão complicada. Como é que você irá fazer? Se você levar isso para o transporte aéreo, que é um dos setores onde mais crescem as emissões, onde taxar? No país onde começa o vôo, no país onde termina ou nos lugares onde ele passa? A verdade é que os Estados Unidos sempre ten-

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taram escapulir desta responsabilidade. Como está esta situação? WN - A China já é o maior emissor. Os EUA são o segundo, em compensação, são o País que mais consome no mundo. Quando eles dizem que a China não pode continuar neste rumo, não pode continuar implantando usinas a carvão como vem fazendo, os chineses argumentam: mas um chinês consome onze vezes menos energia que um norte-americano. E nós é que vamos ser responsabilizados? Então é uma discussão muito difícil e complicada onde, genericamente, todo mundo concorda que o problema existe, só que a solução está no quintal do vizinho. E como está o Brasil neste contexto? WN - O Brasil é o quarto maior emissor. Se você tomar por base o inventário das emissões, em 1994, o Brasil emitia mais de um bilhão de toneladas de dióxido de carbono, mais de 30 milhões de toneladas de metano, com a seguinte peculiaridade: 75% são por desmatamento, queimadas e mudanças no uso da terra, ou seja, 750 milhões de toneladas por ano. Isso quer dizer que esta área emite três vezes mais que toda a matriz industrial e de transporte. Se o Brasil parasse de emitir por causa do desmatamento, queimadas e uso do solo, o Brasil passaria de quarto para o décimo oitavo lugar entre os emissores. E

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“Os bois, sozinhos, emitem tanto quanto as indústrias e transportes no Brasil”. ... “Mas a pressão virá. O importador dirá: se continuar por este caminho, sua carne não entra aqui”. há também questões complicadas e difíceis até de se discutir. Por exemplo: nestas 30 milhões de toneladas de metano, uma boa parte disto se deve à pecuária. Um estudo da Embrapa demonstra isto: cada boi emite 58 quilos de metano por ano. Como nós já temos mais de 200 milhões de cabeças de boi, são mais de 12 milhões de toneladas por ano. E o metano, embora ele permaneça menos tempo na atmosfera do que o carbono, ele é 23 vezes mais nocivo do que o dióxido de carbono. Se você multiplicar 12 milhões de toneladas por 23, terá em torno de 250 milhões de toneladas equivalentes de carbono por ano. Os bois, sozinhos, emitem tanto quanto as indústrias e transportes no Brasil. Quando um fazendeiro ouve isso, deve ficar bravo demais da conta... Fica muito bravo. E agora, o Brasil já é o maior exportador mundial de carne, o pecuarista quer exportar muito mais. Só que

tem este problema. E por enquanto, não tem nenhuma solução. A Alemanha e a Suíça estão tentando encontrar aditivos químicos para colocar na ração dos bois para diminuir a emissão de metano, mas não tem resultado ainda. A Embrapa também está tentando encontrar alguma variedade de capim que os bois emitam menos metano, mas ainda sem sucesso. Aliás, o pecuarista vive uma ótima fase.A arroba do boi está cotada a quase cem reais... Mas é exatamente porque os países consumidores, que são os industrializados, não querem produzir carne. Porque eles não têm área nem água para isto. Na Alemanha e Dinamarca, é proibido usar água superficial em criação de animal.Tem de usar água subterrânea, fazer exame a cada três meses acerca da qualidade daquela água, arcar com custos disto. Tem também o problema dos resíduos. Isso vale tanto para boi, mas é mais gra-

ve ainda na criação de suínos. A Holanda, que é o maior produtor de carne suína, teve de reduzir muito fortemente sua produção porque não tem onde colocar as fezes. No Brasil, a Perdigão foi montada em Rio Verde porque eles já tinham acabado com a bacia hidrográfica do oeste de Santa Catarina.A questão ficou muito grave e eles tiveram que buscar outras áreas. Em Rio Verde, o projeto é trabalhar com um milhão de suínos por ano. Um suíno, em idade adulta, produz um volume de fezes quatro vezes maior que um ser humano. Então, um milhão de porcos produz esgoto equivalente a uma cidade de quatro milhões de habitantes.Além disso, a demanda bioquímica de oxigênio para decompor as fezes desta população de porcos é 25 vezes maior do que a das fezes humanas porque, como ele é alimentado 24 horas por dia, para engordar rápido, produzir rápido e chegar rápido na hora do abate, metade do que sai nas fezes não está nem processado. Então isso precisa se decompor na natureza, nas etapas posteriores, exigindo uma demanda bioquímica de oxigênio muito maior. Como está esta situação da construção civil frente ao problema das emissões de carbono? A construção também terá de se adaptar... Os padrões de construção terão de ser revistos para


consumir menos material e energia. Hoje, há construções que praticamente não utilizam a iluminação natural, então, o consumo de energia é além do que seria necessário. Em grande parte das áreas comerciais, o consumo de energia também é grande com a refrigeração usada para combater o calor produzido pela iluminação artificial, há um estudo que mostra isso. Nos shoppings, mais de 50% do consumo de energia é com o ar-condicionado para abaixar a temperatura que sobe com a iluminação artificial. Eu sempre menciono que, recentemente, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, às dez horas da manhã, haviam 600 luminárias acesas. Isso é uma calamidade em um país com o nível de insolação como o nosso. As construções também terão de se adaptar a outras necessidades, como a de se deixar áreas permeáveis pra absorção de água de chuva e não contribuir pra inundações; a de se implantar mecanismos para a reutilização da água da chuva. Há lugares, como Nova York, onde se começa a desenvolver o conceito de agricultura urbana na cobertura dos edifícios. A produção de energia elétrica no Brasil vem das hidrelétricas. O fato de não ter queima na nossa produção - como nos EUA em que a energia vem das termelétricas - coloca-nos em um patamar melhor? Ou a

gente ainda tem de preocupar com isso ? O Brasil é um país privilegiado. Existe um estudo da Unicamp e de professores da USP que diz que é possível reduzir hoje em 30% o consumo de energia com programas de conservação e eficiência. O Brasil mesmo já mostrou que pode fazer isso, no Apagão de 2001: reduziu em quase 30% e não houve prejuízo para ninguém, a não ser para os produtores e distribuidores de energia. É possível economizar mais 10% com a re-potenciação de usinas que já estão antigas, que estão com rendimento baixo.

O custo é muito menor do que implantar uma nova energética. E podemos ganhar mais 10% com programas de eficiência nas linhas de transmissão. Estamos perdendo 15% da energia nas linhas de transmissão. O Japão perde 1%. Então, podemos ganhar 50% sem necessidade de construir novas unidades. E se fosse necessário, só o potencial eólico brasileiro é duas vezes e meia superior ao atual nível de consumo de energia no Brasil. Em relação a energia solar, há um estudo recente mostrando que, se em um quarto da área do reser-

“Os padrões de construção terão de ser revistos para consumir menos material e energia”. ... “Também terão de se adaptar a outras necessidades como a de se deixar áreas permeáveis para absorção de água de chuva e não contribuir para inundações; a de se implantar mecanismos para reunilização da água da chuva. Há lugares, como Nova York, onde se começa a desenvolver o conceito de agricultura urbana na cobertura dos edifícios”.

vatório Itaipu for implantando painéis solares, a produção de energia será tanta quanto a de Itaipu. Eu costumo dizer que o Brasil é uma espécie de sonho do mundo. Enquanto o problema central do mundo é que você está consumindo mais do que o planeta pode repor, o Brasil tem um território continental, tem sol o ano todo, quase todos os dias, tem energias alternativas e limpas em abundância, inclusive as hidrelétricas. Construções sustentáveis são um modismo ou vieram para ficar? Tem de vir para ficar. Se não vier por vontade própria, será por outros caminhos. Por exemplo, a exportação de carnes. Pode ser que o Brasil continue com esta falta de juízo, de não tomar nenhum cuidado. Mas vai vir pressão. O importador dirá: se continuar por este caminho, essa carne não entra aqui. Hoje não entra por razões sanitárias, por aftosa ou vaca louca. Mas pode vir por uma razão destas: enquanto seu rebanho emitir esse tanto de metano, nós não vamos comprar carne de vocês. Ou: se vocês não adotarem uma matriz energética mais limpa e mais eficiente, não iremos comprar tal produto. Ou seja, o mundo vai ter de se acertar. Hoje temos essa discussão e este impasse, mas eu acredito que o instinto de sobrevivência humana é mais forte do que esta falta de juízo.

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Dia Nacional do Corretor de Imóveis

UCG apresenta mestrado aos corretores de imóveis O coordenador do mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da Universidade Católica de Goiás (UCG), Aristides Moyses, e a coordenadora dos programas de pós-graduação da instituição, Ana Cristina Sanches, convidaram os corretores de imóveis para compor o corpo discente da formação stricto sensu, cujas aulas deverão começar em março de 2009. Eles estiveram na 495ª Reunião Plenária do Creci de Goiás, evento realizado em 27 de agosto, Dia Nacional dos Corretores de Imóveis. O prefeito Íris Rezende também testemunhou este salto da categoria. O convite da UCG feito no dia em que a categoria completou 46 anos de regulamentação representou um momento histórico para os corretores de imóveis. "Estamos saindo do tecnicismo para a academia, do empirismo e do achismo para as respostas científicas", salientou Oscar Hugo Monteiro Guimarães, presidente do Creci de Goiás. Para que todos entendessem a dimensão daquele momento, ele lembrou aos presentes a trajetória percorrida para que o corretor de imóveis chegasse àquele contexto. Até um passado não muito distante, a categoria não

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Professor Arytides: corretores são bem vindos neste mestrado

Prefeito: “força de um país é medida pelo conhecimento de seu povo” possuía credibilidade. Na condição de diretor de assuntos pedagógicos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), Oscar Hugo propôs o investimento em qualificação como forma de reverter este quadro, em 1995, durante uma plenária do órgão máximo da categoria, o Cofeci, onde estavam reunidos os líderes do mercado imobiliário nacional. Ele apresentou um proje-

to de ações institucionais para promover a implantação em todo o País do curso superior, mestrado e doutorado para a categoria. A partir do ano 2000, os primeiros resultados aconteceram: o curso superior começou a ser implantado. "E hoje, já é oferecido por 80 universidades brasileiras", orgulha-se. Cerca de dois anos depois, já surgiram as pós-graduações lato sensu, especialmente em

Goiás. E, no dia em que a categoria completou 46 anos de regulamentação, o mestrado bate à porta dos profissionais goianos que hoje já tem formação superior específica em negócios imobiliários. Testemunha deste momento histórico, o prefeito Íris Rezende cumprimentou os corretores de imóveis. "Não faz muito tempo, media-se um país pela dimensão de seu exército e volume de armas. Hoje, a força de um país é medida pelo conhecimento de seu povo", completou. Edital Para o coordenador do mestrado, os corretores de imóveis têm um papel relevante no desenvolvimento do espaço porque são agentes de ocupação do território. "Serão muito bem vindos neste mestrado", disse Arytides Moisés. O aluno tem entre dois e três anos para concluir o mestrado. A previsão é que o edital de seleção seja publicado em setembro no site da UCG e do Creci de Goiás. A Reunião Plenária do Creci de Goiás reúne os conselheiros da casa. Líderes do mercado imobiliário, representam a categoria, uma vez que foram eleitos por ela, através de voto direto.


Confira as comemorações da categoria Corretores de imóveis amanheceram o 27 de agosto celebrando o aniversário de 46 anos de regulamentação da categoria na Câmara Municipal de Goiânia, onde a data faz parte do calendário cívicocultural e, por isso, todos os anos, uma sessão solene

comemorativa é realizada ao ar livre, logo pela manhã, na entrada daquela casa de leis. Antes disso, a data fora festejada em show-baile, realizado dia 23, no Clube Antônio Ferreira Pacheco. Mais de mil pessoas participaram do evento, cuja ani-

mação ficou por conta da Banda Marcantes. Para os desportistas a comemoração aconteceu por meio do futebol. Em agosto, foi realizada o X Torneio de Futebol Soçaite do Mercado Imobiliário, reunindo imobiliárias e corretores de imóveis. A reali-

zação dos eventos foi uma promoção do Sindimóveis com apoio do Creci. Foi em 27 de agosto de 1962 que a profissão de corretor de imóveis foi reconhecida por lei federal e, em razão disso, este passou a ser o Dia Nacional do Corretor de Imóveis.

1º lugar do futebol do mercado imobiliário: equipe da Tropical Imóveis

Na festa do corretor de imóveis, a animação tomou conta da pista

Em Anápolis, o mercado imobiliário se reuniu em um jantar

Em Valparaíso, corretores de imóveis também festejaram

Gente alegre e bonita curtiu a festa em Goiânia

Só corretores: o casal Magot-Hugo Guimarães e Antônio Mesquita

Na Câmara Municipal de Goiânia, a comemoração solene

O profissional Salomão Gauy foi à casa de leis receber a homenagem

"A gente planta a felicidade. Quem não quer ter a sua casinha?" Tito Adrien, corretor de imóveis desde Bela festa dos corretores de imóveis: mais de mil pessoas

1978, ao lado de seu colega, Dionísio Nascindo

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Fiscalização

Creci denuncia loteamento clandestino à Decon Raquel Pinho O Creci de Goiás entregou ao titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor denúncia de loteamento clandestino encontrado pela fiscalização do Conselho. A área rural, próxima ao Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás, estava dividida em 48 lotes sem qualquer autorização da Prefeitura e totalmente em desacordo com a legislação municipal. Alguns já foram vendidos. O então delegado José Correia Barbosa recebeu a denúncia do assessor jurídico do Conselho, Eduardo Felipe

Silva, dia 29 de maio, e se comprometeu a dar início às investigações para responsabilizar os acusados de crime de parcelamento irregular de solo urbano que tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão e multa. Em depoimento, o proprietário alegou que pretendia fazer um condomínio de lazer entre amigos da gleba de terra e, como tratava-se de área rural fora da expansão urbana, só necessitava de autorização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A Decon pediu parecer oficial do caso no órgão assim como na Prefeitura Municipal de Goiânia. Não há imobiliárias nem

corretores de imóveis envolvidos no empreendimento ilícito. Portanto, o Creci não tem legitimidade para tomar qualquer medida disciplinar, mas levou a denúncia para os órgãos competentes. Além da Decon, a informação também foi repassada à Secretaria Municipal de Fiscalização e, ainda, ao Ministério Público do Estado de Goiás. A denúncia faz parte de convênios de cooperação que o Creci mantém com a Secretaria de Segurança Pública, o município de Goiânia e o Ministério Público. A troca de informações entre as instituições torna o processo de repressão contra a cidade ilegal mais célere e eficiente.

Troca de informações entre as instituições torna o processo de repressão contra a cidade ilegal mais ágil

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Creci cria a e-Fiscalização A internet está presente na vida cotidiana da sociedade, inclusive nos negócios imobiliários. Para supervisionar as operações imobiliárias que acontecem na grande rede, garantindo a segurança do consumidor e a legalidade do mercado imobiliário, o Creci de Goiás deu início à e-Fiscalização, em julho. As operações serão contínuas. A e-Fiscalização verifica o registro de incorporação e opção de venda dos imóveis anunciados nos sites, de acordo com a legislação vigente. Corretores de imóveis on-line e sites de imobiliárias deverão exibir seus números de inscrição, que serão checados. Sempre que forem citados no site, os anúncios de venda e locação deverão estar acompanhados do número de inscrição profissional ou empresa (e não apenas na página inicial). Em dois meses de atividades, 180 sites de imobiliárias e de corretores de imóveis autônomos já foram verificados. Ao todo, 52 irregularidades foram autuadas. Peça esclarecimentos ou faça denúncias pelo e-mail: e-fiscalizacao@crecigo.org.br.


Verifique se ele é mesmo um corretor de imóveis Fica até cansativo e repetitivo, mas está é a orientação continua do Creci de Goiás.Verifique sempre se a pessoa que se identifica como corretor de imóveis a você é de fato um profissional devidamente habilitado. O Creci é uma autarquia federal, a quem a Lei 3.530/78 conferiu a tarefa de fiscalizar o exercício profissional da categoria. É o local certo para se obter a informação correta. A orientação é contínua porque, apesar da fiscalização sistemática do Conselho, ainda são freqüentes casos de pessoas exercendo ilegalmente a profissão de corretor de imóveis. O pior de tudo é que, muitas vezes, este falso título é reforçado pela sociedade. No cotidiano, os contraventores se identificam como corretores de imóveis a seus conhecidos, vizinhos, ao caixa do supermercado, ao atendente da padaria. E, tantas vezes repetido, o dito vira verdade. Até mesmo com a imprensa isto acontece. Só para se ter uma idéia, a Assessoria de Imprensa do Creci está freqüentemente contatando as redações de jornais para solicitar correção das informações acerca de pessoas que foram erroneamente denominadas de corretores de imóveis nas reportagens. O entrevistado se identifica como corretor de imóveis e alguns repórteres não verificam a informação.

O problema só vem a tona quando o consumidor tem prejuízo financeiro nas negociações imobiliárias conduzidas por falsos profissionais. Sem compromisso ético, sem capacitação técnica, eles põem em risco o patrimônio do cliente. Não se preocupam se o imóvel em negociação está devidamente registrado ou se a documentação do vendedor está regular. Afinal, é um fora da lei, para que irá se preocupar com tantos detalhes legais? Não é apenas o consumidor o único prejudicado com a ação do contraventor. Quem contrata falso profissional para trabalhar em sua imobiliária ou escritório também incorrer em ilegalidade, estando sujeito à processo na Justiça Criminal e processo ético no Creci. Além do mais, quando um falso profissional erra, muita

gente nem sabe que ele não é corretor de imóveis, que acaba levando a fama sem deitar na cama. Então, fica o recado. Verifique sempre o número da inscrição junto ao Creci de quem se identifica como corretor de imóveis. E é muito fácil fazer isso: pela internet (www.crecigo.org.br), você emite a Certidão de Regularidade; por telefone (62 3224 2299), você também tem a informação gratuita de segunda à sexta, das 8h30min às 17h30min.

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Delegados elaboram carta de sugestões Documento elaborado durante o 11º Encontro de Delegados norteará as ações da fiscalização do Conselho. Em Itumbiara, ao sul do Estado, divisa com Minas Gerais, os tabeliões trabalham com contraventores e esta ingerência representa um grave problema para o mercado imobiliário local. Já em Niquelêndia, a 350 quilômetros da capital, região norte do Estado, a baixa qualificação dos avaliadores de imóvel da prefeitura atrapalha as operações imobiliárias. Esta e outras situações enfrentadas pelos corretores de imóveis no interior do Estado foram tratadas durante o 11º Encontro de Delegados, realizado dia 22 de agosto, em Goiânia. Os representantes do Creci no interior expuseram os problemas e irregularidades que afetam o setor em suas cidades e, ao final, juntamente com a coordenadoria de fiscalização e da assessoria jurídica da instituição, redigiram o documento que passará a nortear as ações da fiscalização no interior. Delegados de 15 cidades participaram do evento, que trouxe também palestras para contribuir com sua atuação. O procurador fiscal do Creci, Manoel Dias, falou sobre contratos imobiliários. Ele destacou a importância e necessidade do registro para a segurança de quem está comprando um imóvel.

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Delegados ouviram palestra do promotor Maurício Nardini Após o almoço, o promotor de justiça Maurício Nardini abordou as conseqüências da urbanização sem planejamento das cidades brasileiras, além de alguns aspectos do plano diretor de Goiânia. "A urbanização agravou o histórico quadro de exclusão social, marginalização e violência. Só em Goiânia, há 150 mil imóveis sem escritura, o que representa milhares de famílias sem acesso aos bens e serviços disponibilizados pela cidade", afirma o promotor. Após as palestras, ocorreu a solenidade de posse do delegado de Iporá, Vilton Pereira da Silva. "Encaro essa nomeação como um grande desafio na minha vida. Junto com o Creci, vamos trabalhar para acabar com as

irregularidades em Iporá e na nossa região", afirmou o delegado. Para o delegado de Niquelândia, Xisto Pereira Damas, os encontros representam o momento certo para encontrar soluções dos problemas enfrentados em cada município. "Nesses encontros discutimos as diferenças existentes entre os municípios, os problemas enfrentados por cada delegado. Por meio da interatividade e das trocas de experiências, há uma grande possibilidade de resolução desses problemas. É um momento único para a nossa categoria", finaliza. O delegado de Anápolis, Jairo Belém Soares Ribeiro, também registrou sua opinião: "esse evento tem uma grande importância

Inhumas ganha delegado do Creci de Goiás Em solenidade de posse realizada no dia 13 de agosto, na Câmara Municipal de Inhumas, Valdir Marques Martins foi nomeado como primeiro delegado de Inhumas. Estiveram presentes na solenidade o presidente do Creci-Go, Oscar Hugo Monteiro; o presidente do Sindimóveis, Antônio Rosa Mesquita; o presidente da Câmara Municipal de Inhumas, Antônio Domingos Braga, entre outras autoridades locais. Os delegados são os intermediários que conectam a sociedade ao Creci. São eles que recebem as denúncias, colhem provas e posteriormente encaminham o problema para o conselho. "Há em Inhumas inúmeros problemas com os contraventores. Agora posso ajudar efetivamente na resolução desse problema", afirmou o delegado Valdir Marques Martins após a solenidade de posse. (H.F.)

para todos os delegados, pois há uma variedade muito rica de informações. Além disso, há uma real oportunidade de fazer networking e até estabelecer parcerias de negócios com os outros delegados. Com certeza estarei presente no próximo", afirmou. (Hugo Faria)


Reajustados os honorários do corretor de imóveis A comissão devida ao setor imobiliário pela venda de imóveis urbanos sofreu reajuste nesta sexta-feira, passando de 5% para 6%. O reajuste faz parte da nova tabela de honorários da categoria, que foi um dos destaques da última Reunião Plenária do Conselho realizada no auditório do Creci. Por unanimidade, os conselheiros aprovaram novos valores, que foram previamente discutidos e aprovados por as-

sembléia geral do Secovi e Sindimóveis - os sindicatos da categoria. Goiás era um dos poucos estados brasileiros onde esse honorário mínimo era de 5%, em vigor desde 1997. Segundo o presidente do Sindimóveis-Go, Antônio Rosa de Mesquita, esse reajuste representa uma maior valorização para a categoria: "O custo operacional do corretor de imóveis hoje é mais alto. Exige-se do profissional

mais qualificação e melhor estrutura, como um bom carro, notebook, investimento em cursos. Não há dúvida que o corretor de imóveis merecia uma valorização, pois hoje ele é um consultor", salientou. De acordo com a nova regulamentação, aprovada por unanimidade no auditório do Creci-Go, o corretor de imóveis tem direito a 6% do valor da venda em imóveis urbanos, comerciais, in-

8ª CCA

Confira na íntegra a nova cláusula:

Nova cláusula fortalece a Justiça Arbitral A 8ª Corte de Conciliação e Arbitragem (8ª CCA) foi criada há oito anos para resolver toda e qualquer demanda da sociedade relacionada a problemas contratuais e patrimoniais. Bem diferente da justiça comum, o atendimento é rápido, de baixo custo, sem complicação e não há necessidade de constituir um advogado. Devido a essas vantagens, uma boa parte dos corretores de imóveis e imobiliárias insere a cláusula compromissória da 8ª CCA em seus respectivos contra-

dustriais e venda judicial. Foram alterados também na nova tabela o valor percentual de venda de imóveis em cidades turísticas e de imóveis rurais. Todas as mudanças presentes na nova tabela de honorários estarão no site do Creci-GO (www.crecigo.org.br); do SindimóveisGO (www.sindimoveisgo.org.br) e do Secovi-GO (www.portalsecovi.com.br). Confira novos valores na tabela publicada na página 22.

tos, garantindo assim que um possível litígio seja resolvido de uma forma rápida na entidade. Entretanto, como essa cláusula era pouco informativa e excessivamente sintética, durante a controvérsia, muitos alegavam o não conhecimento desse item contratual, e por isso o processo não era encaminhado para a 8ª Corte de Conciliação e Arbitragem. Para resolver essa falha, a entidade reformulou o texto dessa cláusula compromissória, que agora conta inclusive

com o endereço onde a controvérsia será julgada, as respectivas regras utilizadas durante o processo, entre outros detalhes. "É preciso que os corretores de imóveis insiram essa nova cláusula em todos os contratos e informem as partes envolvidas sobre a existência desse benefício. Assim, uma controvérsia ou litígio contratual será resolvido com segurança e agilidade pela 8ª CCA". Essa é a afirmação do conciliador-árbitro da 8ª CCA, Fernando de Pádua Silva Leão Júnior.

"Todo litígio ou controvérsia originário ou decorrente deste instrumento será definitivamente decidido por arbitragem. A arbitragem será administrada pela Oitava Corte de Conciliação e Arbitragem de Goiânia - GO (8ª CCA-GO), eleita pelas partes e inclusa nesta cláusula, cujo Estatuto e Regimento Interno, registrado no Cartório de Títulos e Documentos, as partes adotam e declaram conhecer, concordar e integrar este instrumento. Qualquer das partes que desejar instaurar o procedimento arbitral, manifestará sua intenção a 8ª CCA-GO, devendo indicar a matéria que será objeto da arbitragem, o seu valor, o nome e qualificação completa por parte contrária devendo anexar cópia do contrato. A controvérsia será dirimida por árbitro preferencialmente único, dentre a lista dos nomeados pela 8ª CCA-GO / OAB-GO. A arbitragem processar-se-á na sede da 8ª CCA-GO e o árbitro decidirá com base nas regras do direito positivo brasileiro, nos princípios gerais de direito, podendo ainda valer-se dos usos e costumes, bem como das regras internacionais de comércio. O Termo de Compromisso Arbitral conterá o nome do árbitro que julgará a controvérsia, nome do árbitro substituto, o valor dos honorários arbitrais, a data designada para recolhimento, identificará quem será o responsável pelo pagamento dos honorários arbitrais, a data da realização da audiência de instrução, se necessária, e ainda conterá a data da publicação da sentença arbitral. Havendo desentendimento quanto a constituição do compromisso arbitral será tal questão resolvida pelo Conciliador-Árbitro da 8ª CCAGO nos moldes preconizados na Lei número 9.307, de 23 de setembro de 1996. O idioma oficial da arbitragem será o português".

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Programa de Educação Ambiental

O mercado imobiliário em equipe Imobiliárias e corretores de imóveis: chegou a hora de participar de uma animada aventura, divertir-se, integrar-se com o mercado, contribuir com o meio ambiente e, ainda, concorrer ao título de Corretor Ambientalista 2009 Está rolando a ação Cerrado Nosso, a mais nova programação do Programa de Educação Ambiental (PEA), a ser realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (CRECIGO) em parceria com o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Goiás (Sindimóveis-GO).Você não pode ficar fora desta! A corrida já começou, em agosto, durante o Painel Desenvolvimento das Cidades e vai até fevereiro do ano que vem. Quem participar das ações do Cerrado Nosso, acumula pontos para receber o título e a premiação - que deverá ser tudo de bom, como foi em 2008 (leia mais na página 33).

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O Cerrado Nosso é uma ação constituída de palestras, desafios e gincana esportiva (veja box). Quem participa dos painéis, além de somar pontos para o título, ainda concorre a entrada gratuita na Gincana Cerrado Nosso, prevista para o dia 13 de dezembro. Este será um dia muito especial de competições esportivas, diversão e integração entre os corretores de imóveis de todo o mercado imobiliário goiano. E, também, valerá pontos para o título de Corretor Ambientalista 2009. Está esperando o que para participar do Cerrado Nosso? No site do Creci www.crecigo.org.br - você acompanha a programação dos próximos eventos. Se tem interesse de participar da Gincana Cerrado Nosso, já pode fazer sua reserva com Thaysa, da assessoria de imprensa do Conselho (62 3224 2299). Familiares também poderão participar.


OUTUBRO PAINEL: VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA Das 18h30min às 22h Dia 22: Palestra Vetores de Lançamento Das 9h às 11h Dia 25: Plantio de Árvores Frutíferas em praça pública NOVEMBRO PAINEL: REVENDA DE IMÓVEIS Das 9h às 12h Dia 22: Palestra Imóveis Usados: Bons Negócios Financeiros e Ambientais Oficina de fotos com o fotógrafo João Caetano Lançamento da Campanha Fotografia do Cerrado DEZEMBRO GINCANA ECOADVENTURE Das 8h às 16h Dia 13: Atividades de lazer e aventura Palestra Equilíbrio e BemEstar Atrações culturais e recreativas JANEIRO SEMINÁRIO DO NEGÓCIO IMOBILIÁRIO RURAL Dia 16 e 17 Temas: Crédito de carbono, Georeferenciamento, procedimentos junto ao Incra, entre outros FEVEREIRO PAINEL: PANORAMA GOIÁS Das 18h30min às 22h Dia 19: Palestra Oportunidades de Negócios no Interior do Estado Exposição das fotografias do cerrado e resultado de desafio

Profissionais discutem o desenvolvimento das cidades A participação e o comprometimento de todos os segmentos são imprescindíveis para a promoção da cidade de qualidade. A abordagem foi ponto de consenso entre os quatro palestrantes do Painel Desenvolvimento das Cidades, evento realizado pelo Creci e o Sindimóveis dias 11 e 12 de agosto, no auditório da Caixa Econômica Federal. O evento marcou o lançamento da mais nova programação do Programa de Educação Ambiental do Creci de Goiás (PEA), o Cerrado Nosso, discutindo os planos diretores no Estado de Goiás e o marketing das cidades. No primeiro dia, a platéia conheceu duas experiências de cidades que encontraram o ritmo do desenvolvimento turístico após terem identificado e focado em seus potenciais: Tamandaré, no Pernambuco, e Seia, em Portugal. "E, neste processo, o morador deve se identificar com a imagem do município. Quando ele fala de sua cidade, seus olhos têm de brilhar para atrair o turista.Afinal, viajar é arriscar ir a um local sem conhecê-lo", disse o mestre em gestão pública, Fernando Braga, ao apresentar como as praias Tamandaré passaram a figurar o ranking das dez mais belas do Brasil. O envolvimento da população local foi igualmente importante para o desenvolvimento de Seia, município situado dentro de uma importante reserva ecológica de Portugal, a Serra da Estre-

João Brás mostrou como Seia, em Portugal, chegou ao desenvolvimento la. Com 10 mil habitantes, passou a ter 130 mil visitantes ao ano,depois que a iniciativa privada fundou o Museu do Pão. O empreendimento valorizou a cultura local, gerou empregos e envolveu a população no projeto. "Antes, os turistas não entravam na cidade,iam direto para as estações de esqui", comparou João Augusto Brás, doutorando da Universidade do Algarve - em Portugal. Planos diretores Mesmo se o município não tiver vocação turística, o envolvimento da população continua sendo fundamental para a promoção de uma cidade equilibrada. Foi o que salientou a presidente da Agência Goiana de Habitação, Silmara Vieira, que coordenou, enquanto superintendente da Secretaria de Cidades, a capacitação de moradores de 91 municípios do interior para a elaboração dos planos diretores de suas cidades.

"O plano diretor parece distante, mas está próximo de nós porque diz respeito ao espaço em que vivemos, onde trabalhamos, onde levamos nossos filhos para estudar", acentuou. Para ela, os corretores de imóveis são peças fundamentais neste processo para fomentar este diálogo com a sociedade. "Todos os dias, vocês atendem pessoas que buscam uma cidade de qualidade", dirigiu-se à platéia. Durante sua exposição sobre o plano diretor de Goiânia, outro assunto abordado no Painel Desenvolvimento das Cidades, o secretário Municipal de Planejamento Urbano, Jeová de Alcântara Lopes, reforçou que a lei que orienta o crescimento da capital foi construída com a participação popular. "Foram realizadas mais de 500 audiências públicas", informou.

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Programa de Educação Ambiental

O novo mercado imobiliário Hugo Faria Começou um novo tempo para os corretores de imóveis. O despertar da responsabilidade social aconteceu para a categoria. O meio ambiente passou a ser um imperativo da pauta de trabalho do mercado imobiliário. Esta foi a repercussão do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, evento realizado pelo Creci e Sin-

dimóveis, de 17 a 19 de junho, no auditório da Câmara Municipal de Goiânia. "Após este Fórum, tenho uma nova visão sobre Goiânia. O evento foi ótimo, agora tenho vários conhecimentos novos, sobre um novo mercado", salientou o corretor de imóveis Itamar Vitorino. "Todos os temas foram bem abordados,

isso foi importante para a real conscientização dos corretores de imóveis", completou a profissional Joyce Citon. "Agora sim está se formando uma nova linha de corretores em Goiás, com uma nova mentalidade", resumiu o corretor de imóveis Marco Túlio. "O Fórum foi maravilhoso. Gostei de todas as palestras, aprendi muito. Vale a

Auditório lotado: corretores de imóveis queriam conhecer o caminho do futuro imobiliário

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pena investir mais vezes em um evento como esse", avaliou a corretora de imóveis Cleunice Luiza da Silva. Os depoimentos são reflexo do sucesso do evento, que apresentou os empreendimentos sustentáveis goianos, que trouxe representantes do Green Building Council Brasil para apontar os caminhos e as vantagens de se investir na certificação verde para as construções; o jorna-


lista Washington Novaes para apresentar a real situação climática por que passa o Planeta e os caminhos para o mercado imobiliário enfrentar o problema; o fotojornalista Hélio de Oliveira para mostrar o crescimento de Goiânia por meio de seu acervo de mais de 30 mil fotos de Goiânia desde a década de 50; e o doutor em marketing estratégico, Sérgio Lovatto, para trazer ao corretor de imóveis sugestões de práticas sustentáveis no dia a dia, para cada um fazer a diferença. Depois que Elvis Chovato assistiu as palestras do evento, passou a ter uma nova visão sobre a sustentabilidade. "Antes, eu achava que isto era utopia, agora, que é algo viável", salientou o profissional que pretende fazer seu papel de propagador do meio ambiente harmonizado. "Todas vezes que vendemos um imóvel, enaltecemos todos os pontos do produto. Agora, também vamos propagar a sustentabilidade como um item que agrega valor ao imóvel e qualidade de vida", disse As palavras de Chovato vieram ao encontro das palavras do líder nacional da categoria, o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva, que realizou a palestra de abertura. "Preocupação com o impacto ditará as regras do mercado no futuro; sem este pré-requisito, não haverá comercialização", salientou, categoricamente.A abertura foi prestigiada por líderes do mercado imobiliário nacional e estadual, além de autoridades do Estado.

Segundo dados da Fundação Americana de Investigação de Engenharia Civil, dentre todas as indústrias no mundo, a construção civil é a que mais consome os recursos naturais do Planeta - entre 15 e 50%. Na Inglaterra o consumo de materiais de construção por habitante é de seis toneladas por ano. A indústria da construção civil é a maior geradora de resíduos sólidos do mundo. O setor produz até o dobro do lixo urbano sólido produzido pelos grandes municípios. Só em São Paulo, são gerados 2500 caminhões carregados de entulhos por dia. Ainda assim, é possível que a construção civil minimize

seu impacto sobre o meio ambiente. Teodoro defendeu a coleta seletiva nas obras, o que traz também vantagens econômicas. "A reciclagem da parte mineral do entulho substitui agregados naturais na produção de concreto e blocos de pavimentação, o que diminui o preço do cimento e conseqüentemente o custo da obra". Outra alternativa apontada foi o uso de tecnologias sustentáveis. Ao final de sua palestra, o presidente do Cofeci recebeu do Creci sua mais alta condecoração, o Colibri de Esmeralda. A comenda foi entregue na presença dos conselheiros regionais e federais.

"Brilhante a iniciativa do CRECI-GO, de abordar tema tão relevante neste momento histórico e polêmico que vivemos. Quero parabenizar pelo alto nível das discussões. Os negócios sustentaveis podem caminhar lado a lado a proteção ambiental, ao respeito aos direitos humanos, à igualdade social e à Paz". Elizabeth Álvares, coordenadora do Instituto de Pós-Graduação (IPOG)

"Todas vezes que vendemos um imóvel, enaltecemos todos os pontos do produto. Agora, também vamos propagar a sustentabilidade como um item que agrega valor ao imóvel e qualidade de vida". Elvis Chovato, corretor de imóveis

"Preocupação com o impacto ditará as regras do mercado no futuro; sem este pré-requisito, não haverá comercialização" .João Teodoro da Silva.

"Dou nota máxima para o Fórum. As palestras foram dinâmicas, não deu nem sono. Saí do evento preocupado com o futuro dos meus netos, bisnetos, que talvez nem terão água potável para beber. ". Sérgio Teodoro da Cruz, corretor de imóveis

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História

De volta para o passado

O alto do bueno, em 1969.

É por meio do passado que temos condições de enxergar o futuro. Controverso? Pode até parecer, mas é com base na experiência de nossos antecessores, por meio da observação e da criteriosa observação de seus feitos, que podemos compreender o nosso presente, identificar erros e acertos. Planejar o futuro. Foi com este objetivo que o Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável promoveu uma viagem pela linha do tempo com o jornalista Hélio de Oliveira. Raquel Pinho e Hugo Faria

Ele começou a fotografar Goiânia em 1951, como repórter fotográfico do jornal O Popular. Nesta época, ele também passou a ser fotógrafo dos governadores. Acompanhou os passos de todos os líderes do Estado até 1999, quando se aposentou. Dos atos de Pedro Ludovico aos de Marconi Perillo, é uma testemunha viva. Ele é Hélio de Oliveira, um dos nomes que já fazem parte da história da capital planejada e construída. Antes mesmo de se tornar fotógrafo, ele já registrava na memória os primórdios de Goiânia, uma vez que aqui aportara aos seis anos de idade. O pai era construtor e para cá veio em busca de oportunidades na capital

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goiana que nascia nos anos 30. " Eu cresci junto com Goiânia. Acompanhei todo o progresso da cidade. Presenciei a abertura das ruas, avenidas e sofri muito com a poeira daquela época", diz ele, que foi um dos destaques do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável. Hélio de Oliveira acompanhou ainda a vida política, social, esportiva, econômica e cultural da capital, que resultaram em um acervo de mais de 30 mil fotos. Orgulha-se, ainda, de ter participado de fatos importantes da história nacional, como o momento em que Juscelino Kubitscheck pisou em Brasí-

lia pela primeira vez. "Foi em 2 de outubro de 1956, eu dei um furo de reportagem. Quando o presidente desceu do avião e pisou no solo, eu o fotografei, antes mesmo da imprensa nacional chegar. O avião que transportava o grupo ainda não tinha pousado", lembra-se com exatidão. Sua participação no Fórum foi uma viagem histórica pelo desenvolvimento da capital. Em clima nostálgico, Hélio apresentou uma amostra de seu acervo, acentuando a evolução da cidade que inicialmente era tranqüila, com poucos carros e muitas árvores. Deu um passeio pelas décadas, lembrando as primeiras construções da

Rua 20, a abertura da Avenida Anhanguera, a construção das redes de água e esgoto da nova capital, um pouco da vida social e urbana. Os primeiros problemas da nova capital também foram lembrados, como a crise energética da década de 40, quando a pequena Usina do Jaó, responsável então pelo fornecimento de energia para Goiânia, foi danificada. "Os problemas tornaram-se diários.Toda noite, a luz piscava duas vezes. Era o sinal de que ficaríamos sem luz", lembrou. Só após a construção da usina Cachoeira Dourada, o fornecimento energético foi solucionado. O fotojornalista também mostrou a expansão urbana, o surgimento dos novos se-


Goiânia em verticalização

Av. Anhanguera - a foto é da época da construção da avenida, ligando Goiânia a Campinas.

tores - que passaram a ser empreendidos pela iniciativa privada - e da verticalização da capital.Após o final das exposições, o fotógrafo Hélio de Oliveira recebeu o Colibri de Esmeralda, a mais alta condecoração oferecida pelos corretores de imóveis. Sob uma chuva de aplausos da platéia, conselheiros do Creci entregaram a comenda. O presidente do Conselho, Oscar Hugo, justificou: "É por meio de suas lentes e sua sensibilidade de jornalista que ele registrou Goiânia. Imagens que hoje são fonte de aprendizagem para o mercado imobiliário, que só tem a reconhecer o seu legado".

Praça universitária

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Tabela de honorários dos corretores de imóveis 1. Cabe ao corretor de imóveis, pessoa física ou jurídica, devidamente inscrita junto ao CRECI-GO, Conselho Regional de Corretores de Imóveis, 5ª Região, Goiás contratar o serviço de intermediação na venda, compra ou locação de imóveis, com exclusividade de forma expressa, conforme determina a lei 6.530/78 e resolução nº 458/95 do COFECI - Conselho Federal de Corretores de Imóveis. 2. Fica esclarecido que o corretor de imóveis que pertencia a Categoria Econômica do 3º grupo dos agentes autônomos do comércio do plano da Confederação Nacional do Comércio até o advento da Portaria nº 3.245 de 08 de julho de 1986, do Ministério do Trabalho. Através desta portaria assinada pelo Ministro do Trabalho, Almir Pazzianoto Pinto, a categoria foi transferida para 33º

Grupo do Plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais, ficando, os Corretores de Imóveis, nivelados aos médicos, advogados, engenheiros e demais profissionais, assim classificados. Dessa maneira, o Governo Federal reconheceu, oficialmente, a importância social do profissional imobiliário, ficando o mesmo com direito de perceber honorários, pelos serviços prestados, de acordo com a tabela elaborada pelo Sindicato da categoria (SINDIMOVEIS) e homologada pelo CRECI de cada região. 3. A presente tabela deve ser observada nos contratos celebrados, especialmente quanto aos limites mínimos nela estabelecidos, sendo vedado ao corretor contratar com índice abaixo dos aqui definidos, conforme o ditame do artigo 6° inciso V da Resolução nº 326/92 do COFECI.

4. Constituem, entre outras, infração grave ao código de ética instituído pela resolução nº 326/92 do COFECI, a cobrança de percentuais ou valores superiores ao convencionado na autorização de venda ou contrato de prestação de serviço de intermediação de venda, compra ou locação. 5. No caso de imóveis com saldo devedor junto à agentes financeiros, consórcios ou diretamente com o proprietário, os percentuais serão aplicados sobre o valor total do contrato, ou seja, valor do direito mais o valor do saldo devedor. 6. No caso de contratos de administração de aluguéis, os percentuais abaixo serão aplicados sobre o valor de recebimento mensal ou equivalente a 40 (quarenta) UFIR´s, sempre a maior deles. 7. No caso de permuta de bens

imóveis, a remuneração do corretor será paga pelo vendedor e comprador na proporção de 50% cada um deles, salvo acordo por escrito entre as partes. 8. No caso de venda com parte de pagamento representado por bens imóveis, o vendedor pagará sobre o valor recebido em moeda corrente e o comprador sobre o valor dos bens dados em pagamento. 9. No negócio concluído com parceria entre pessoa física e pessoa física ou pessoa jurídica e pessoa jurídica, a remuneração será paga a todos em partes iguais, salvo ajuste por escrito em contrário. 10. Esta tabela de honorários deverá ser afixada pelas imobiliárias e corretores de imóveis em local visível ao público e também será publicada no website do SINDIMOVEIS-GO, CRECI - 5ª região e SECOVI-GO

1.

Pela Venda, Compra ou Locação de Imóveis

1.1.

Imóveis Urbanos, Comerciais, Industriais e Venda Judicial.

6%

1.2.

Imóveis em cidades turísticas.

10%

1.3.

Imóveis Rurais.

7%

1.4.

Cotas de fundos de investimentos imobiliários ou equivalentes.

5%

1.5.

Lançamento de loteamentos Fechados

5%

1.6.

Lançamento de loteamentos abertos.

7%

1.7.

Lançamento de Condomínios Verticais e Horizontais (casas, sobrados ou edifícios).

5%

1.8.

Intermediação de locação de imóvel ( ocupação de imóvel vago)

5%

1.9.

Intermediação de locação por contrato (ocupação de imóvel vago) de galerias e shopping center.

5%

1.10.

Intermediação de Locação de imóvel por temporada (contrato até 90 dias).

20%

1.11.

Observação:

1.11.1.

Os percentuais referentes aos itens 11.1 ao 11.7 serão calculados sobre o valor do imóvel comercializado.

1.11.2.

Os percentuais referentes aos itens 11.8 ao 11.10 serão calculados sobre a soma do valor total do contrato de locação e o valor do fundo de comércio, se houver.

2.

Administração da Carteira de Recebíveis

2.1.

Carteira de recebimentos de aluguéis sem garantia de liquidação.

2.2.

Carteira de recebimentos de loteamentos abertos.

Livre negociação

2.3.

Carteira de recebimentos de condomínios horizontais fechados, condomínios horizontais, loteamentos urbanísticos ou assemelhados.

Livre negociação

2.4.

Carteira de Taxas de Condomínio.

Livre negociação

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10%


3.

REVENDAS OU TERCEIROS - Participação entre Pessoa Física e Jurídica

13.1

Pessoa Física (distribuição conforme acordo entre as partes).

50%

13.2

Pessoa Jurídica.

50%

4.

LOCAÇÃO - Participação entre Pessoa Física e Jurídica

4.1.

Pessoa Física (distribuição conforme acordo entre as partes).

40%

4.2.

Pessoa Jurídica.

60%

5.

LANÇAMENTOS VERTICAIS / HORIZONTAIS CONSTRUÍDOS OU CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS - Participação entre Pessoa Física e Jurídica

5.1.

Pessoa Física (distribuição conforme acordo entre as partes).

30%

5.2.

Pessoa Jurídica.

70%

6.

LOTEAMENTOS POPULARES,ABERTOS OU SIMILARES - Participação entre Pessoa Física e Jurídica

6.1.

Pessoa Física (distribuição conforme acordo entre as partes).

30%

6.2.

Pessoa Jurídica.

70%

6.3.

Observação:

6.3.1.

Os percentuais acima serão aplicados sobre o valor da remuneração auferida pelo titular da autorização de venda do imóvel, Contrato de Prestação de Serviço de Venda ou similar, após a devida dedução dos impostos, a serem recolhidos referentes a aquela operação, excluindo-se valores advindo de contratos de prestação de serviços de administração de carteira ou recebíveis.

6.3.2.

Corretores de imóveis indicadores de empreendimentos serão remunerados com o valor equivalente a 5% (cinco por cento) calculados sobre o valor destinado ao titular da autorização de venda, contrato de prestação de serviços ou similar.

7.

Demais Serviços Inerentes ao Corretor de Imóveis

7.1.

Emissão por escrito de parecer de opinião de preço de mercado, em caráter extrajudicial.

0,5% ou o mínimo de R$ 500,00

7.2.

Assessoria, planejamento e viabilização do crédito imobiliário junto a agentes financeiros.

1,5%

7.3.

Assessoria, Planejamento, Organização de lançamento de empreendimento imobiliário, tais como, Loteamentos Fechados, Loteamentos abertos, Condomínios Urbanísticos, Condomínios Verticais, Condomínio de casas ou Conjuntos Habitacionais, sobre o valor total do empreendimento.

1%

7.4.

Hora técnica de consultoria

R$ 200,00

7.5.

Taxa de locomoção

20 UFIR's

Observações z Os percentuais acima serão aplicados sobre o valor da avaliação técnica de preço de mercado e sobre o valor do financiamento contratado com o agente financeiro. z Os valores constantes em moeda corrente nesta tabela de honorários serão reajustados com base no IGP-M (Fundação Getulio Vargas), tendo como data base a aprovação da tabela na assembléia do Sindimoveis - GO. z Esta tabela foi apresentada, debatida e aprovada na Assembléia do Sindimóveis/GO em 21/05/2008, na reunião de diretoria do Secovi - Sindicato da Habitação de Goiás em 12/06/2008 e homologada na 494 Reunião Plenária do Creci - Conselho Regional de Corretores de Imóveis - 5ª região em 27/06/2008, publicada no Diário Oficial do Estado de Goiás do dia 8 de julho de 2008, sob nº 20.405, data em que entra em vigor, revogando e cancelando todas as tabelas anteriores.

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Vista aérea do condomínio de sítios de lazer Águas da Serra

Fórum apresenta experiências sustentáveis implantadas no Estado A tecnologia sustentável está disponível para todos e o mercado imobiliário goiano já tem se utilizado delas.Três casos foram apresentados durante o Fórum de Desenvolvimento Imobiliário Sustentável. Confira: Reportagens: Raquel Pinho e Hugo Faria

Imagens do apartamento decorado do Residencial Ecovillaggio. Ao lado, fachada do Residencial Lagoinha

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Empreendimento contempla os quatro pilares da sustentabilidade As piscinas serão aquecidas por energia solar e também virá do sol a fonte de energia para iluminar os jardins do térreo. A água das chuvas, dos lavatórios dos banheiros e dos chuveiros será reutilizada na limpeza das áreas comuns, na irrigação dos jardins e no lava-jato que lá será instalado para comodidade de quem não tem quintal para lavar o carro aos domingos. Do alto de seus apartamentos, os moradores terão uma paisagem verde sob seus olhos em razão dos 1,5 mil metros quadrados de grama que serão plantados no telhado das garagens. Além de encher os olhos, o ecotelhado também vai melhorar a temperatura local e favorecer a purificação do ar, conforme afirma estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Na área de lazer, a churrasqueira não utilizará o carvão, mas sim pedras vulcânicas, que possuem vida útil de dois anos, não geram fuligem, fumaça nem gás carbônico. Na cobertura das torres, serão utilizadas telhas feitas com tubos de pasta dental, que absorvem 30% menos calor se comparada com as tradicionais telhas de amianto e não liberam gases tóxicos. Se fosse há alguns anos atrás, muitos imaginariam que a descrição acima seria de um experimento. Hoje, transformou-se em um imperativo para a construção civil e é descrição de prédio residencial real em construção, o Residencial Ecovillag-

gio, que conseguiu coordenar essa longa lista de itens sustentáveis. O empreendimento foi um dos cases apresentados durante o Fórum de Desenvolvimento Imobiliário Sustentável. Foram dois anos de pesquisa para que o projeto ficasse pronto. De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Gustavo Veras, da Loft Construtora, cada detalhe das tecnologias sustentáveis foi estudado para oferecer um resultado eficiente ao futuro morador. Um exemplo é a coleta seletiva. Além de entregar as unidades e o hall dos andares com os coletores para lixo orgânico e inorgânico, a construtora separou um espaço de 50 metros quadrados, nos fundos do empreendimento para que o condomínio armazene o lixo separado. Isso porque as cooperativas só buscam o lixo em grande quantidade. Outro detalhe diz respeito ao climatizador evaporativo, ar condicionado que resfria e umidifica o ambiente ao mesmo tempo. "Para que o morador possa instala-lo, providenciamos um ponto de água próximo à tomada do equipamento na suíte", explicou. Mais que contemplar o meio ambiente, para ser sustentável, um empreendimento precisa também ser economicamente viável, socialmente justo e culturalmente

aceito - estes são os quatro pilares da sustentabilidade. A construtora também se atentou para isto: o custo da tecnologia verde não será superior a 5%. "Não adiantava ter tudo isso e custar caro", comentou Veras. Sem contar que a economia de água e de energia reverterá em economia contínua para o bolso dos moradores. A expectativa da construtora é de que uma nova cultura seja promovida entre os moradores.Veras cita o exemplo do pomar.Ao invés de investir apenas

em paisagismo, o empreendimento terá árvores frutíferas e ervas medicinais. "Com a verticalização, isso não faz mais parte do cotidiano das pessoas, especialmente entre as crianças. Queremos promover este resgate", explica. Levantamento feito pela construtora, apresentado durante o Fórum, mostrou o índice de aceitação e aprovação dos clientes. "Preservar o meio ambiente gera satisfação, orgulho e economia para os moradores. Esse é um mercado em expansão que só tende a crescer", disse. O Ecovillaggio está situado em Aparecida de Goiânia. Os apartamentos serão de duas e três suítes. Gustavo Veras: dois anos de pesquisa para criar o Ecovillaggio


Água da chuva ainda é de graça E a instalação de um sistema de aproveitamento não é tão complicada e cara quanto se pensa Na zona rural, as chuvas são bênçãos dos céus; na cidade, entretanto, muitos as vêem como maldição, em virtude das enchentes e desastres que causam. Realidade que pode ser mudada com a tecnologia. A água da chuva pertence ao dono do terreno onde cai e a legislação permite seu reuso na irrigação paisagística, lavagem de veículos, de pátios e de calçadas, descargas em bacias sanitárias, além de espelhos d'água. Quanto mais é reutilizada, mais democratizado fica o acesso a este bem vital a toda sociedade e menos ela transborda das sarjetas. Estes são alguns benefícios proporcionados pela reutilização da água das chuvas abordados pelo engenheiro hidrosanitarista Flávio Rios, que apresentou uma experiência concreta do reuso no Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável: o Residencial Lagoinha, obra da

Viabilidade Em sua palestra, Rios salientou ainda que é possível montar sistemas de reutilização em residências com áreas de cobertura a partir de 50 metros quadrados, em telhados de meia-água. Ele exemplificou que uma casa com telhado de 100 metros quadrados consegue suprir a demanda de consumo de água para

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No Residencial Lagoinha, economia de água chega a 30% Toctao Engenharia, onde vivem 200 famílias desde 2006. Situado na Cidade Jardim, o Residencial Lagoinha possui a tecnologia de reaproveitamento das águas das chuvas na limpeza das áreas comuns e nas descargas dos banheiros dos apartamentos. Em tempo de chuva, a economia de água na área comum chega a 30% , afirma o síndico do condomínio, Fredy

descargas sanitária e lavagem de piso de uma família de cinco pessoas. "A água da chuva que cai no terreno particular pertencem ao proprietário. Sua reutilização ainda é de graça", chamou a atenção da platéia, referindo-se à legislação atual. De acordo com NBR 15.527:2007, a água da chuva pode ser utilizada na irrigação paisagística, lavagem de veículos, de pátios e de calçadas, descargas em bacias sani-

Stewvster. Já nos apartamentos, estima-se que a economia atinja os 15%. A captação é feita por meio de calhas nos telhados e direcionada para um reservatório, de 200 mil litros, instalado em baixo da quadra esportiva. O reservatório também é alimentado pela água do lençol freático, que é recarregado pelas chuvas que caem na área do estacionamento. No

tárias, além de espelhos d'água e para sistema de reserva de incêndio, trazendo economia para o bolso do consumidor e proporcionando um bem social. "Se mais pessoas fizerem a reutilização, as companhias de fornecimento de água terão menos problemas para garantir o suprimento da comunidade, contribuindo para o abastecimento de uma população maior", salientou. De acordo com o Institu-

local, a construtora instalou canaletas que direcionam a água para poços de infiltração.Após passar por um processo de desinfecção, a água é reutilizada. Com a realimentação do lençol freático, não só os moradores são beneficiados, mas toda a vizinhança, salientou o palestrante. Os condôminos passam a ter água no reservatório mesmo em época de estiagem. "Não está chovendo, mas o terreno está cheio de água", salientou. E a vizinhança ganha em segurança. A água captada deixa de ser lançada nas sarjetas, amenizando inundações. Este foi o primeiro prédio residencial a receber este tipo de tecnologia sustentável em Goiás. A inovação deu à construtora o Prêmio ECO 2007, da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Atraiu a atenção de autoridades e foi tema de palestras e pesquisas universitárias.

to Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Goiânia caem 1.500 litros por metro quadrado de chuva ao ano, em média. O custo para se implantar um sistema de aproveitamento de água das chuvas, informou Rios, representa a partir de 0,07% do valor total de uma construção. "O valor final depende de como o proprietário pretende reutilizar a água.Em geral, o que mais encarece é o reservatório", observou.


Raphael Gualberto: investir em sustentabiidade aquece as vendas

A permacultura é a interação do homem com os elementos naturais sem agredir os ciclos da Terra; é o ato de retirar do Planeta tudo o que necessita sem, entretanto, causar desequilíbrio. No condomínio de sítios de lazer Águas da Serra, estes princípios foram colocados em prática na concepção do empreendimento. Tratamento de esgoto a base de bactérias e valas de infiltração são os destaques do projeto arquitetônico apresentados pelo engenheiro Raphael Gualberto durante o Fórum. O sistema de tratamento de esgoto com filtro biológico implantado no empreendimento é prova de que há solução para todo problema. "Faz parte deste filtro uma bactéria, responsável pela decomposição da matéria orgânica, eliminando o risco de contaminação do lençol freático e a necessidade de limpeza das fossas ou uso de produtos químicos". As valas de infiltração,

"Há na verdade uma maior velocidade nas vendas deste tipo de residencial, porque o produto é muito mais atrativo que um condomínio convencional. O ambiente mais rural, a preservação das áreas verdes, o melhor aproveitamento dos espaços, até um cliente leigo no assunto percebe que está em um local diferenciado, e isto aquece as vendas". RAFAEL GUALBERTO

A permacultura na prática que ficam no fundo de cada unidade, aumentam a capacidade de infiltração do solo e ajudam assim na recarga natural do lençol freático. Ao reduzir o escoamento superficial causado pelas chuvas, as valas de infiltração impedem a formação de erosões na área do condomínio.

Elas ajudam ainda a completar o ciclo natural da água - água contida no solo é absorvida pelas plantas; por meio da fotossíntese ela é evaporada, formando assim as nuvens; após a formação das chuvas essa água volta para o solo e completa esse ciclo, que é o responsável pela re-

novação da água no planeta. No residencial Águas da Serras, os empreendedores optaram por reduzir a quantidade de lotes em 40% para privilegiar as áreas verdes. Há um milhão de metros quadrados em áreas verdes distribuídos em 100 alqueires, contando inclusive com um bosque temático onde foram preservadas as espécies nativas da região. Comercialmente, o engenheiro Raphael Gualberto garantiu que um menor número de lotes não significa necessariamente um lucro menor com esse tipo de obra. "Há na verdade uma maior velocidade nas vendas deste tipo de residencial, porque o produto é muito mais atrativo que um condomínio convencional. O ambiente mais rural, a preservação das áreas verdes, o melhor aproveitamento dos espaços, até um cliente leigo no assunto percebe que está em um local diferenciado, e isto aquece as vendas".

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Sustentabilidade tem forma, sabor e cor Nada de fazer um evento só com palestras científicas. O Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável também ofereceu atrações culturais aos participantes e, mais do que proporcionar descontração, sua função foi mostrar que a sustentabilidade tem forma, sabor e cor. Um desfile com roupas feitas de materiais recicláveis, produzido pelos alunos do curso de Eventos da Universidade Católica de Goiás e batizado como Lixo é Luxo, marcou a abertura do evento, mostrando que é

possível sim dar uma nova destinação ao lixo. Atualmente, são produzidos três milhões de toneladas de lixo comercial e domiciliar por dia. Só o Brasil produz 240 mil toneladas, sendo que 76% é encaminhada para aterros a céu aberto, contribuindo para o aquecimento global, a contaminação e poluição do meio ambiente. Com a reciclagem ou a reutilização do lixo, é possível diminuir o volume dos aterros e foi esta a alternativa apresentada na abertura do Fórum. Saias feitas com jornal, blusas bordadas com

CD's, brincos feitos a partir de mídias pequenas, anel de lata, adereços produzidos com lacre de latas de cerveja, e até um vestido de noiva confeccionado com plástico-bolha e sacola plástica branca foram alguns modelitos apresentados. "A idéia principal foi mostrar que algo que muitos não vêem utilidade pode se reverter em benefício ao meio ambiente, além de ser uma oportunidade de renda", destacou a coordenadora do desfile, Maria Aparecida Evangelista.

É de plástico a blusa da moça

O vestido é feito com papel-jornal

Sabe aquele plástico com bolhas de ar que protegem equipamentos eletrônicos? Virou vestido de noiva

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O look ganhou um brilho especial com os lacres de latas de refrigerante e cerveja


Outras perspectivas Por ser um problema complexo, a questão do lixo foi tema recorrente da programação cultural, apresentada sob várias perspectivas. Na sessão pipoca realizada no último dia, o curta-metragem O Pesadelo é Azul, do cineasta Ângelo Lima, mostrou as marcas do acidente com o césio 137 em Goiânia. Após 20 anos do triste episódio, pessoas ainda vivem as conseqüências do lixo radiativo mal condicionado.

No último dia, um cardápio montado para estimular a reflexão. Bolos, doces e outras iguarias, feitas com ingredientes que normalmente as pessoas ignoram, foram servidos no coffee break. Bolo com casca de banana, patê de talos foram alguns dos pratos servidos, apontando assim mais uma alternativa inteligente e nutritiva de diminuir o volume do lixo de cada dia. O cardápio é da Mesa Brasil (Sesc).

Além de promover a sustentabilidade, a reutilização do lixo também pode ser economicamente viável. Atualmente, essa atividade sustenta cerca de 500 mil brasileiros. Estima-se que catadores estejam organizados em quase 500 cooperativas, criadas em parceria com ONGs, empresas privadas e poder público. De acordo o Ministério do Meio Ambiente, a reciclagem rende cerca de R$ 7 bilhões por ano.

de a c as c e d Bolo a n ura bana a mad n a n a eb

Jornal: de manhã você pode ler suas notícias; de tarde, pode transformá-lo neste modelito aí

d ientes á) de casca d e r g n I h ras (c 2 xíca s a 4 gem s em neve de açúcar igo a r la chá) de tr 4c aras ( de farinha margarina c í x 2 / ) de 21 há em pó rasas ras (c 3 xíca res (sopa) e fermento d e 5 colh res (sopa) polvilhar e a r 2 colh em pó pa om ana c la n e a b Can as de paro or as casc e r ar a P e d d a , coloc a ir Modo o liquidific e d n bate r. Na Bater ara a icar v r e s até f o d 1/2 xíc e água. Re n e bat d e (chá) rina, çúcar, a a arinha s f o g a r , mar ema e s a tur r a tida a g ogênea. Mis banana ba o, coloca m a im o e lt c m ho or ú cas d ando as cas ermento. P eve, polvilh ao o f as em n Levar . clar o n r r o f a canela de ir ao ntada, ass u s a e t m n r a min. em fo forno e 30 ou 35 t duran

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O lucro da sustentabilidade

Kawakami: setor da construção ainda subestima benefícios da sustentabilidade e sobreestima os custos da sustentabilidade

Empreender construções sustentáveis não é apenas uma ação de responsabilidade ambiental. A sustentabilidade também é um negócio lucrativo.A afirmação é de Nelson Kawakami, diretor do Green Building Council Brasil (GBCD) durante o Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável. Por Raquel Pinho O custo de uma construção sustentável no País pode ser elevado entre 5% a 10%, mas o investimento retorna em valorização do imóvel para venda ou locação, em queda do custo de manutenção, em melhoria de condição de saúde e em produtividade das pessoas que ocupam o imóvel. "É o caro que sai barato", afirmou Kawakami. Em sua palestra, ele apresentou pesquisas realizadas pela a instituição norte americana Green Building (USGBC), matriz da GBCB, que comprovam o retorno mercadológico da sustentabilidade. A locação de imóveis comerciais sustentáveis têm 3% a mais de rentabilidade. A ocupação também é mais ágil: a velocidade que as imobiliárias conseguem ocupar o imóvel é 3,5% maior que os convencionais. Se o imóvel for colocado à venda, a negociação também acontecerá mais rápido e com uma sobrevalorização de 7,5%. Os valores e a agilidade são reflexos dos custos de manutenção e operação do edifício: eles caem com o uso de

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tecnologias sustentáveis entre 8 a 9%, ainda de acordo com a USGBC. Traduzindo: a reutilização da água, o uso de energia solar, entre outras tecnologias sustentáveis, trazem economia para o bolso dos condôminos. Os benefícios atingem também a qualidade de vida das pessoas. Em 2003, a USGBC realizou na Califórnia um estudo comparativo em 100 empreendimentos sustentáveis e outros 100 convencionais. Os resultados demonstram que os projetos sustentáveis, que contemplam a renovação do ar por ventilação natural, o controle da umidade e o uso de filtros eficientes nos ar condicionados, reduziram cerca de 40% os sintomas de gripe, asma, alergia, infecções respiratórias, dores de cabeça e resfriados das pessoas que trabalhavam nestes espaços. "Normalmente, os empresários ainda não calculam este benefício, que é grande. Considerando custos típicos de um escritório nos EUA,

3% de ganho na produtividade tem mais representatividade que 100% de redução nos custos de manutenção e operação do edifício", disse. Além dos benefícios mercadológicos, a construção civil é uma das atividades que mais causa impacto no meio ambiente. No Brasil, é responsável por 12% do consumo de água, 40% das emissões dos gases que provocam o efeito estufa, gera 65% dos resíduos e consome 40% de energia, considerando um ciclo de vida de 50 anos. O investimento na sustentabilidade pode reduzir significativamente estes percentuais, alguns deles para a metade, assinalou o palestrante. BRASIL O GBCB foi instalado em São Paulo desde o ano passado. A matriz foi criada em 1993 para difundir as construções sustentáveis. Desde 1999, lançou a ferramenta LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) com as diretrizes para emitir os certi-

ficados dos "prédios verdes". Desde que aqui chegou, passou a difundir a cultura sustentável que, em passos largos, começa a tomar fôlego. Atualmente, sessenta e três projetos no País estão em andamento para receber a certificação LEED e já há construtoras de Goiânia interessadas no selo verde. Kawakami deu exemplo de uma construtora de São Paulo, que constatou que 30% de seus clientes optam por seus imóveis por causa dos itens de sustentabilidade implantados em seus empreendimentos. Mas o desconhecimento ainda é o principal entrave para o aumento do investimento em prédios verdes. "Por falta de conhecimento, os profissionais, empresários e usuários do setor da construção civil tendem a subestimar a importância e os benefícios da sustentabilidade e sobreestimar os custos", disse Kawakami. Nesse sentido,o diretor do GBCB considerou fundamen-


No problema está a solução Por Stephanie Silva

tal falar sobre o tema a uma platéia de corretores de imóveis. "São profissionais que formam opinião entre os clientes e entre os empreendedores. Na medida em que o público consumidor entender seus benefícios, irão estimular que as construtoras invistam na sustentabilidade", salientou o palestrante. Foi a primeira vez que o GBCB foi convidado para falar à categoria no Brasil. Apesar de ser mais prático e barato implantar a sustentabilidade durante a construção do empreendimento, o GBCB informou que também há possibilidade de adaptar um e m p re e n d i mento pronto para receber a certificação.Também é possível pleitear o selo verde para uma parte de um

empreendimento - para áreas comuns de um condômino ou para empresas instaladas em um andar de um prédio convencional.

Esta é a premissa do corretor de imóveis especializado em ecologia e consultor da BioDesign, Antônio Zayek, que também falou aos corretores de imóveis sobre imóveis e sustentabilidade. "Quando você entende que o caminho que está seguindo é errado, descobre uma grande oportunidade. O mundo está ai para ser restaurado então temos muito trabalho para fazer, e isso é bom demais. A sustentabilidade é a grande oportunidade do mercado" afirmou. Zayek apresentou parâmetros destas novas tecnologias, como elas funcionam, como fazer delas um produto de mercado, e um negócio rentável e de sucesso. "A grande sacada da visão de sustentabilidade é que o problema é sempre a solução" disse, ao exemplificar o problema do esgoto, rico em nutrientes, que é uma solução para criarmos novos sistemas de encanamen-

Antônio Zayek: sustentabilidade é a grande oportunidade do mercado

to e utilizarmos seus restos e dejetos para adubos de jardins e plantações Para ele, a sustentabilidade ainda não adquiriu tanto espaço no mercado por falta de design, atratividade e conhecimento. "Design é muito mais que desenho, é planejamento. É preciso planejar um empreendimento sustentável que seja aceito e atrativo. Ele não pode ser ecochato e nem biodesagradável", fez o trocadilho. Como profissional da área, o palestrante lembrou o quanto é importante o papel do corretor de imóveis no processo de mudança de paradigmas. "Para mim, o nosso trabalho é a parte fundamental pois, quando a pessoa compra, é porque ela foi convencida. Esta é a grande transformação. Porque só colocamos nossas finanças naquilo que amamos" afirmou ao citar a leitura do livro A Cabala do Dinheiro, de Nilton Bonder, que fala sobre a ligação entre o amor e o dinheiro. Lidar com a sustentabilidade, para Zayek, também é sinônimo de esperança e otimismo. "Quando você trabalha com sustentabilidade a vida é boa. Você deixa de ser o senhor catástrofe e achar que o mundo está sempre acabando. Você começa a fazer um mundo novo, a ver a vida voltar, a impactar o mundo positivamente", finalizou.

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Receita de Sustentabilidade O mundo mudou, e a profissão de corretor de imóveis não é a mais a mesma. O profissional é parte integrante do setor imobiliário - uma indústria que causa enormes impactos ambientais para o planeta. Não é razoável que ele se preocupe apenas com a venda. Muito bem, todos estão em alertas. Todos já estão cientes de

que é preciso cuidar do meio ambiente sob o risco de comprometermos o futuro. Mas, afinal, como ajudar o Planeta? Como o corretor de imóveis pode agir com responsabilidade social e dar sua parcela de contribuição? Dicas para praticar a sustentabilidade no dia-a-dia foram a tônica da palestra do doutor em marketing estraté-

gico Sérgio Lovatto, que também é construtor e leciona aos futuros corretores de imóveis que fazem o curso superior de Gestão Imobiliária na Universidade Caixas do Sul (UCS). O que precisa mudar é o comportamento da sociedade como um todo. O corretor tem que ser o guia dessa nova sociedade, mostrar o caminho do desenvolvimento

sustentável para as pessoas. Se ele praticar pequenas ações a cada dia, certamente fará a diferença no futuro de nosso Planeta. Afinal, como já disse o poeta Fernando Pessoa,“tudo vale a pena se a alma não é pequena", deu a receita e mostrou os ingredientes. "Façam isso e daqui a dois ou três anos, estarão orgulhosos do resultado".

z Quando vender um imóvel, oriente o cliente na distribuição de sua mobília. Geladeira sob os raios de luz gasta mais energia e nao coloque a geladeira perto de eletrodomésticos que produzam calor, como por exemplo o fogão ou um forno elétrico, pois há um desperdício de energia nesses casos; z Se o cliente estiver construindo, informe-o sobre as tecnologias sustentáveis, que fazem bem ao meio ambiente e ao seu bolso: torneiras e iluminação que funcionam com sensores, sanitários com descarga para sólido e líquido, entre outras. E não custa lembrá-lo de que o projeto arquitetônico pode privilegiar a iluminação e ventilação natural. Se puder implantar o uso da energia solar e reutilização das águas das chuvas, melhor ainda; z Sempre que estiver assessorando uma construtora, um arquiteto ou engenheiro, incentive-a a implantar, ao menos, uma tecnologia verde em seus projetos; z Lembre seu cliente que o uso de material de demolição, além de ser atual e esteticamente bonito, é uma prática sustentável; z No mercado, já existem: vidro que retém menos calor e, com isso, traz economia no uso do ar condicionado, madeira com certificação, que garante que sua produção e extração causam impacto mínimo no meio ambiente. Espalhe isso a seus clientes; z Adira à coleta seletiva: mobilize todos em seu condomínio a separar o lixo e incentive seus clientes a fazerem o mesmo; z Faça um compromisso consigo mesmo: fale sobre a sustentabilidade pelo menos uma vez ao mês a crianças ou grupos da comunidade; z Plante 10 árvores a cada ano. Em uma década, teremos uma considerável área verde renovada.

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Bioma Cerrado Património Nacional

Autografe esta idéia Ameaçado, Cerrado ganha parceiros na luta contra sua extinção. E você pode dar sua contribuição. Participe do abaixo-assinado promovido para acelerar a votação de emenda constitucional que o transforma em patrimônio nacional. Com uma extensão de dois milhões de metros quadrados, o Cerrado ocupa um quarto do território nacional, é o segundo maior bioma brasileiro e está presente em todas as regiões do País. Com 5% de toda a diversidade do Planeta, é a savana mais rica em espécies animais e vegetais no mundo. Apresenta mais de 11 mil espécies de plantas e está entre as maiores diversidades ecológicas com maior poder medicinal, de acordo com o pesquisador da Universidade de Brasília (UNB), Jader Marinho Filho. Do ponto de vista hídrico, é considerado o berço das águas brasileiras, pois nele nascem as seis mais importantes nascentes e afluentes dos principais mananciais do Brasil - a saber alguns deles: os Rios São Francisco, Tocantins e Paraná. No entanto, essa riqueza corre o sério risco de se perder pela falta de leis que a protejam. Nos últimos 50 anos, 80% da cobertura original foi desmatada, e os 20 % restantes estão sob ameaça diante da expansão do agronegócio exportador. Atualmente o nível de desmatamento do Cerrado é duas vezes superior ao da Amazônia. Na Constituição Federal aprovada em 1988, os biomas

Sua assinatura pode preservar este patrimônio natural, seja consciente Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal foram reconhecidos como patrimônio nacional, assim a exploração indiscriminada dessas áreas se tornou proibida por lei. Entretanto, o Cerrado não. Em 1995, o deputado Pedro Wilson propôs na Emenda Constitucional 115/150 o reconhecimento do Cerrado e da Caatinga como patrimônios nacionais, porém até hoje não foi votada. Com o objetivo de, por meio da pressão exercida pela sociedade, conseguir a aprovação da Emenda que torna os biomas Cerrado e Caatinga patrimônio nacional, a equipe do Programa Trilhas do Brasil está mobilizando o povo goiano com a

campanha "Bioma Cerrado Patrimônio Nacional! Abrace esta idéia!". Lançada em outubro de 2007, tem o objetivo de fazer um abaixo-assinado para sensibilizar o Congresso Nacional a dar mais atenção à questão. O Programa Trilhas do Brasil é comandado pelos jornalistas Rosângela Aguiar e Álvaro Duarte, e tornou-se referência em conscientização ambiental por desenvolver atividades que incluem e informam a sociedade dos problemas e das alternativas para a sustentabilidade. "Temos o objetivo de coletar 1 milhão de assinaturas, e mostrar assim que além de uma necessidade, a aprovação dessa emenda é uma vontade

popular", afirma Álvaro Duarte, jornalista que comanda o programa juntamente com sua colega de profissão e esposa, Rosângela Aguiar. Juntos, eles são o casal 20 da sustentabilidade. Há seis anos no ar veiculado pela TV Serra Dourada, o Trilhas do Brasil realiza também ações que explicam para a população a importância da aprovação desta emenda no Congresso Nacional e porque é necessária a implantação de políticas de desenvolvimento sustentável para a Caatinga e o Cerrado. Nas diversas ações realizadas pelo programa, já foram coletadas mais de 30 mil assinaturas. Diversas empresas e órgãos governamentais apóiam a iniciativa do programa Trilhas do Brasil. Dentre elas, o Creci de Goiás, que implantou um posto de coleta de assinaturas em sua sede. Venha dar o seu autógrafo. A aprovação no Congresso Nacional garante a estes biomas mais recursos para o desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos que potencializem o uso correto dos respectivos recursos naturais encontrados nessas áreas. Seja consciente, diga sim ao futuro do Cerrado.

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Perfilando

Desembarque de sorte Paulista comemora em outubro 30 anos de atuação no mercado imobiliário goiano. Conheça a história de Afonso Rodrigues Molina, um homem que viveu a expansão urbana da capital e aprendeu a indicar o endereço certo para negócios que desejam crescer.

O trabalho de Afonso Molina contribuiu para a consolidação de vários bairros da capital

Hugo Faria e Raquel Pinho Natural de Franca, o paulista Afonso Rodrigues Molina desembarcou em Goiânia em 1973 com a missão de expandir os negócios de uma empresa de turismo de seu Estado por aqui. Chegou a Goiás cheio de projetos, sedento para inovar nas ações mercadológicas, utilizar mais o marketing nas ações promocionais, promover o intercâmbio de conhecimento entre profissionais daqui e São Paulo, enfim, fazer tudo o que hoje as empresas de qualquer ramo sabem que é imprescindível para sua sobrevivência, mas naquela época ignoravam. "Eu senti que havia uma certa recusa do segmento em relação ao que eu queria implantar, foi uma época muito difícil", lembra-se. Mas aqui já estava e vislumbrou na jovem capital de Goiás uma chance de prosperar na vida. E como já comprovaram as leis da Física Quântica, na vida tudo é uma questão de reciprocidade e de atração. Aconteceu que nesse perío-

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do turbulento, Molina conheceu a família Bufaiçal. Depois de vender uma passagem aérea a Marcos, o filho do pioneiro do mercado imobiliário Elias Bufaiçal, os dois tornaram-se amigos. Da amizade, resultou um convite para trabalhar na imobiliária do pai, na época, a maior importante de Goiânia. Depois de muitos convites, ele aceitou. E acabou tomando gosto pela coisa. "Mergulhei de cabeça. Desde o início gostei da profissão e atuo por amor até hoje", disse.Após cinco anos, fundou em outubro 1978 sua própria empresa, a Molina Imóveis, especializada em operar na implantação e venda de loteamentos. Nem todos se dão conta, mas nestes 30 anos, foi o trabalho de sua empresa que ajudou a consolidar bairros de Goiânia, onde vivem milhares de pessoas e por onde transitam outras milhares. Setores como Vila Brasília, Jardim Guanabara, Vila Boa, Parque Real, Parque Amazô-

nia, Jardim Europa, Parque Jardim Petrópolis,Vale do Sol foram consolidados graças a Molina e seus corretores de clientes, que de sol a sol, de argumento em argumento, convenceram pessoas que estes eram bons lugares para construírem suas vidas. "Fiz parte de aproximadamente 40 loteamentos. A gente vendia o lote em 60 meses e ainda dava o material de construção. Foi isto que fez a cidade crescer", diz ele, fazendo menção ao boom populacional da capital planejada para 50 mil habitantes. Nos anos 50, Goiânia já atingira os 53 mil habitantes, quase triplicando a população no final da década em função da construção de Brasília (153 mil). Chegou a 1970 a 385 mil habitantes e, nesta década, quando atuava Molina na venda de loteamentos, a população chegou a 817 mil em 1980. O tempo se encarregou em mudar o perfil da capital e, junto com ela, o mercado imobiliário evoluiu.A empre-

sa de Afonso Molina também: não se limitou a tão-somente vender imóveis. A Molina Imóveis tornou-se uma promotora de negócios, oferecendo consultoria a clientes que desejam planejar e dimensionar seu posicionamento no mercado. Afonso Molina explica como funciona sua atuação: "Primeiro, nós fazemos um levantamento financeiro do estabelecimento comercial para ver a estrutura do empreendimento. Depois fazemos uma mini-auditoria, in loco.Analisamos o perfil socioeconômico dos habitantes daquela região, o tráfego de carros e pedestres, o tipo de comércio mais atuante, o capital necessário para fazer algumas reformas, ou uma simples troca de equipamentos de lugar, etc. Então, disponibilizamos para o nosso cliente um estabelecimento comercial competitivo, seja ele uma lanchonete ou uma indústria de avião". Neste novo ramo de


atuação, a Molina Imóveis, instalada em uma modesta sede no Setor Jardim América, provou que nem sempre a competência está estampada em luxuosos escritórios. A empresa foi responsável pela implantação de aproximadamente 70 farmácias, 350 padarias, 450 restaurantes, entre eles o "Picanha na Tábua", localizado na Nova Suíça, e o "Cateretê", no Setor Bueno. Grandes negócios também fazem parte de seu portifólio, como a instalação da Vipal em Goiás, hoje localizada na BR153, onde funcionava a Recapagem Americana. "Foi uma negociação muito difícil, muito complicada em função de dívidas monstruosas da Recapagem Americana. Nós viabilizamos isso tudo com o Ministério Público e assim trouxemos para Goiás a Vipal, que é uma das maiores empresas do Brasil na área de pneus, borracha e recapagem", destaca. Além de Goiânia,a empresa atua no triângulo mineiro, com destaque para Uberlândia e Uberaba e o próximo passo desta pequena gigante do mundo corporativo é atuar em todo Brasil, em cidades com população acima de 500 mil habitantes. O projeto só encontra um obstáculo:"a falta de material humano qualificado". Ele próprio já formou vários profissionais durante todo este tempo. Gente que aprendeu o ofício, que cresceu e apareceu. "Sempre tentei estimular que meus profissionais acreditassem no potencial do mercado. Por que nós, corretores de imóveis, vendemos a cidade, não se trata apenas de um imóvel apenas. Nós vendemos uma idéia, um projeto, um sonho", disse.

Corretor de imóveis chega ao mestrado Quando o Creci de Goiás, com o apoio do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), planejou o crescimento qualitativo da profissão, há 10 anos, momento em que o curso superior para a categoria foi desenhado, os líderes do mercado imobiliário já esperavam por esta manchete. Era quase uma utopia. A meta era que o corretor de imóveis investisse em sua formação de maneira ascendente e que a fome pelo conhecimento permanecesse insaciável. Hoje, o sonho começa a se tornar realidade. Em Goiânia, um corretor de imóveis graduado pelo curso superior de ciências imobiliárias chegou ao mestrado - e ele é o primeiro desta safra. Seu nome é Renato Faria, número de inscrição 7997. "O conhecimento é curioso. Quanto mais estudamos, mais percebemos que temos a aprender", diz ele, que é

mestrando em Planejamento Urbano-Territorial ministrado pela Universidade Católica de Goiás (UCG. A trajetória deste profissional ilustra bem a mudança do perfil da categoria na última década. Renato Faria começou na atividade imobiliária ilegalmente, em 1994. Pouco tempo depois, foi autuado.Mas recebeu do presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, uma bolsa para fazer o curso Técnico em Transações Imobiliárias no Senac. "O curso que fiz foi presencial, durou dois anos e um mês. Fiquei orgulhoso da formatura, que contou com o ministro Elias Bufaiçal, que foi um grande empresário do setor imobiliário, o presidente do Creci e o coordenador de fiscalização que me autuou", lembra-se. Foi provar do doce para querer mais. "Vender por vender já não me satisfazia mais. Eu queira saber mais,

entender os projetos dos produtos que oferecia a meus clientes, da avaliação de preço, do impacto do empreendimento para a cidade e assim por diante", disse. Logo quando o curso superior de ciências imobiliárias foi implantado pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), em 2001, Renato Faria estava na sala de aula de novo. Ele foi, inclusive, um dos líderes do Centro Acadêmico de sua época e exerceu influência na turma para que acreditassem no investimento em conhecimento. E agora, chegou ao mestrado. "De repente, o que eu aprendi no curso de ciências imobiliárias começou a ser pouco. Quis ampliar horizontes", complementa Faria, que hoje dedica-se ao estudo da região metropolitana de Goiânia em busca de soluções e alternativas para que o crescimento da metrópole não comprometa a qualidade de vida. Que venha o doutorado.

Orador na formatura de TTI, que Elias Bufaiçal entre as autoridades

Renato Faria: corretor de imóveis mestrando

Com a turma do curso superior

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Artigo *

Capacidade técnica e legalidade

Luiz Fernando Pinto Barcelos Vice-presidente adjunto de avaliação imobilária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis. * Artigo publicado na Revista Construção e Mercado de julho de 2008.

cimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalQuando se fala em avaliar um imóvel, saber seu valor de mermente habilitado sobre assunto de sua especialidade". O corretor cado, vem logo a idéia de consultar um corretor de imóveis. É inde imóveis devidamente inscrito no conselho fiscalizador do discutível que o profissional conhecedor do mercado imobiliário exercício profissional, o Creci (Conselho Regional de Corretores é o corretor de imóveis.Até os engenheiros, quando realizam avade Imóveis) de sua região, é um profissional capacitado e legalliações, procuram as informações nas imobiliárias e em seus anúnmente habilitado (Lei 6.530/78) e o mercado imobiliário é sua escios de imóveis à venda. pecialidade. As entidades de classe ligadas aos engenheiros, entretanto, A opinião sobre comercialização imobiliária, como previsto têm reinvidicado a exclusividade na realização de avaliações de entre suas atribuições profissionais, apresentada por escrito, em imóveis aos profissionais de engenharia. A Lei 5.194/66, que reguforma de relatório circunstanciado, é um parecer técnico de valamenta a profissão de engenheiro, inclui, entre outras de suas lor de mercado do imóvel. Há competência legal, portanto, para atribuições, a de realizar avaliações. Não estabelece a exclusividaos corretores de imóveis emitirem pareceres técnicos sobre o de. Esta surge quando a ABNT (Associação Brasileira de Normas valor de mercado dos imóveis. Técnicas), por meio de sucessivas normas que Para emitir pareceres No que diz respeito às normas para disciplinam a matéria de avaliações de bens e Laudos de Avaliação e Pareceres Técnicos, imóveis, das quais as vigentes são as da série técnicos de valores as normas da ABNT da série 14653 estabeNBR 14653, define avaliação de imóveis e laude mercado, os lecem regras para conteúdo mínimo e medo de avaliação como trabalhos realizados por corretores de imóveis todologia dos trabalhos avaliatórios realiza"engenheiro de avaliações". O Código de Dedevem empregar, tão- dos por engenheiros de avaliação e aprefesa do Consumidor (Lei 8.078/90, art.39,VIII) sentados sob a forma de Laudos de Avaliaestabelece a obrigatoriedade de atenção às somente, o método ção. Para os Pareceres Técnicos, não há renormas da ABNT em qualquer venda de procomparativo direto gramento algum. duto ou serviço, ratificando a exclusividade da de dados de mercado. O Cofeci (Conselho Federal de Correemissão de laudos de avaliação de imóveis petores de Imóveis), preocupado com a qualilos profissionais de engenharia: Art.39. É vedadade dos Pareceres Técnicos emitidos pedo ao fornecedor de produtos ou serviços, los corretores de imóveis, editou a Resolução-Cofeci número dentre outras práticas abusivas: (...) VIII - colocar, no mercado de 1.066/2007, dispondo sobre o conteúdo mínimo e a forma de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as apresentação desses trabalhos, adotando a denominação de Parenormas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se norcer Técnico de Avaliação Mercadológica. mas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de NorPara emitir pareceres técnicos de valores de mercado, os cormas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conmetro retores de imóveis devem empregar, tão-somente, o método (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Incomparativo direto de dados de mercado. Outros métodos avadustrial). liatórios exigem conhecimentos que não estão incluídos no conAcontece, entretanto, que a Lei 6.530/78, que regulamenta a teúdo programático mínimo dos cursos de Técnico em Transaprofissão de corretor de imóveis, dispõe, em seu artigo 3°, que ções Imobiliárias. "compete ao corretor de imóveis exercer a intermediação na Pode, assim, o corretor de imóveis, emitir o Parecer Técnico compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opide Avaliação Mercadológica, onde expressa sua opinião com relanar quanto à comercialização imobiliária". ção ao valor de mercado de um imóvel, de forma fundamentada, Voltando à norma NBR 14653-1, da ABNT, encontramos a demetódica e revestida de legalidade. finição de Parecer Técnico: "Relatório circunstanciado ou esclare-

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social

Corretora Ambientalista 2008 Com um total de 150 pontos, Oleida Rodrigues é a Corretora Ambientalista 2008, título conferido pelo Programa de Educação Ambiental (PEA) do Creci de Goiás. A revelação aconteceu durante o Fórum do Desenvolvimento Imobiliário e o critério de seleção foi a participação nos eventos do PEA promovidos desde junho do ano passado. Esta profissional do mercado imobiliário, só faltou a um dos dois dias do "Curso de Reaproveitamento do Lixo Doméstico", realizado em outubro de 2007. No mais, participou de todas as atividades: da palestra de lançamento do programa com José Antônio Marengo, Ph.D em Meteorologia e um dos 10 representantes brasileiros no colegiado que elaborou o relatório do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC); da palestra com o promotor de justiça Maurício Nardini; palestra com o presidente da Agência Por Hugo Faria Por que escolheu ser corretora de imóveis? Sempre gostei de vender, de sentir aquela sensação boa ao concretizar um bom negócio, por isso resolvi ir para o mercado imobiliário e ser corretora de imóveis. Você acabou de ganhar o prêmio Corretora Ambientalista 2008. O que você faz no dia-a-dia para

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PERFIL Nome: Oleida Rodrigues da Silva Idade: 38 anos Imobiliária onde trabalha: Máximo Construtora Tempo de profissão: 4 anos Maior venda: "Máximo Parque", em dezembro 2007 Ser Corretora Ambientalista 2008 é: Uma honra muito grande. Entre 600 pessoas, ganhar esse prêmio foi especial.

Municipal de Meio Ambiente, Clarismino Luiz Pereira Júnior; da ação de plantio de mudas realizada no Parque Areião; da palestra com o arquiteto Luiz Fernando Cruvinel. Neste ano, compareceu às palestras sobre Código de Edificações, Lei do Grau de Incomodidade e Parâmetros Urbanísticos, Lei da Outorga

Onerosa, além do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, é claro. Como prêmio por seu engajamento, ganhou o título e uma viagem para Porto Seguro com todas as despesas pagas e direito a acompanhante. Conheça um pouco mais esta embaixatriz da sustentabilidade no mercado imobiliário.

contribuir com a preservação da natureza? Passo aos meus clientes os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Como trabalho no departamento de chácaras, destaco para eles a importância da preservação das áreas verdes, que evitem queimadas, a importância da reciclagem, entre outras coisas. Como embaixatriz do meio ambiente, qual é o recado que você deixa

para seus colegas de profissão? Temos que unir nossas forças e caminharmos na mesma direção, sempre cuidando do nosso lar maior, que é o planeta. Aprendemos muito em todos os eventos do Creci-GO, agora temos a consciência que nós corretores podemos contribuir para a preservação do meio ambiente e conseqüentemente, proporcionar as pessoas uma melhor qualidade de vida.


Casa nova (nova sede sindimóveis) Em breve, o Sindimóveis irá se mudar para nova sede, no Jardim Goiás.A área já foi adquirida e, no dia da oficialização do negócio, mereceu este registro. Na foto, a diretoria da casa juntamente com o tabelião Adriano Artiaga.

Alegria, alegria Grupo de teatro Bastet foi responsável pelo encerramento do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável com clima de gargalhada. Na foto, os artistas com as organizadoras do evento,Thaysa Mazzarelo e Raquel Pinho.

Reconhecimento Conselheiros do Creci-GO aplaudem o fotojornalista Hélio de Oliveira por ter recebido a Comenda Colibri de Esmeralda, a mais alta condecoração do Conselho.

Troféu Corretores de imóveis do interior entregam ao jornalista Washington Novaes o troféu do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável.

Nacional Quem também recebeu a Comenda Colibri de Esmeralda foi João Teodoro da Silva, presidente do Cofeci. O grande parceiro do Creci-GO foi homenageado na abertura do Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável na presença da diretoria do Cofeci e do Creci-GO.

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Fiscalização

1º lugar no ranking nacional A fiscalização do Creci de Goiás conquistou o primeiro lugar no pódio do ranking nacional de produtividade da fiscalização, realizado pela Diretoria Nacional de Fiscalização do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). O balanço de desempenho de todos os Crecis do Brasil foi divulgado na semana passada. A média de documentos lavrados por fiscal no Creci de Goiás foi de 10,9 por dia.A média do País é de 5,36. O bom desempenho da fiscalização goiana é fruto de estratégias criadas nos últimos meses como a e-fiscalização. "Os maiores beneficiados

desta conquista são o mercado e a sociedade, que contam com mais organização e regularidade nas operações imobiliárias", salienta o presidente

do Creci de Goiás, Oscar Hugo Monteiro Guimarães. A função primordial dos Conselhos é a fiscalização. O ranking nacional foi criado

em julho de 2007 com objetivo de estimular a produtividade entre os fiscais de todo o País. Confira o desempenho geral no gráfico.

Creci traça estratégias em prol do mercado imobiliário rural Convidados pelo Creci de Goiás, corretores de imóveis rurais se reuniram, na semana passada, com a equipe de fiscalização e o presidente do Conselho, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, com a meta de tratar estratégias para melhorar o ambiente do negócio imobiliário rural. Durante uma tarde, o Conselho ouviu as principais queixas que atrapalham as negociações dos corretores de imóveis rurais. Entre elas,

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estão a dificuldade de se obter a exclusividade de venda dos proprietários, o respeito à tabela de honorários e também a contravenção. "Precisamos da ajuda do Creci", disse Wilson Barbo Siqueira, de Jaraguá. Ao que respondeu o presidente Oscar Hugo: "foi por isso que nós o chamamos aqui". A meta do Conselho é traçar novas estratégias para resolver tais problemas: campanhas educativas, estímulo para que cada município tenha

Presidente do Creci, acompanhado do assessor jurídico e do coordenador de fiscalização, ouviu as solicitações dos corretores de imóveis rurais ao menos um corretor de imóveis e reunião com os sindicatos rurais serão algumas das ações desenvolvidas. Para levar mais qualifica-

ção ao profissional da área, em janeiro de 2009, o Creci de Goiás realizará o Seminário do Negócio Imobiliário Rural.


Creci na mídia No segundo trimestre de 2008, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis conquistou um destaque na mídia principalmente devido aos projetos sustentáveis e a conseqüente preocupação com o meio ambiente. O bom momento no mercado imobiliário em Goiânia e a sempre atuante fiscalização da entidade também estiveram na mídia. Ao todo, foram 52 participações na imprensa goiana. Confira, ao lado, as principais manchetes.

„ Em matéria publicada no Diário da Manhã, dia 11 de junho, o Corretor de Imóveis Antônio Zayeck e o presidente do Creci-Go, Oscar Hugo Monteiro, mostram a nova tendência do mercado imobiliário goiano, que alia o conforto e a qualidade de vida com a preservação ambiental. „ Em entrevista para o caderno especial "Vida Urbana" do jornal "O Popular", dia 13 de maio, Oscar Hugo falou sobre a segurança e o retorno garantidos ao se investir na compra de lotes e terrenos. Os bairros Jardim América e Parque Amazônia foram citados pelo presidente do Creci-Go como locais que apresentam uma boa possibilidade de retorno. Federal, da cobrança obrigatória de honorários destinados aos corretores de imóveis. O presidente Oscar Hugo explicou que o convênio da entidade com a Caixa encerrou em 2004, e ressaltou que o papel do Creci-Go é o de fiscalização.

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matérias publica„ das em veículos impressos.

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„ matérias exibidas pela televisão.

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entrevistas conce„ didas a rádios.

„ O jornalista Washington Novaes concede entrevista à TV Fonte da Vida no Fórum do Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, em mais um evento promovido pelo Programa de educação

Ambiental do Creci-Go, dia 18 de junho. „ No caderno de Imóveis do jornal "O Popular", dia 1° de julho, foi divulgada a proibição pela Caixa Econômica

„ Em entrevista concedida a rádio CBN Anhanguera, dia 29 de maio, o coordenador de fiscalização do Creci-Go falou sobre a denúncia encaminhada pela entidade sobre um loteamento clandestino próximo ao Campus Samambaia. A Rádio Difusora AM e a TV Brasil Central também repercutiram o fato.

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para refletir

Quando me amei de verdade Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é...Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento. Quando me amei de

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Kim e Alison McMillen

verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

no meu próprio ritmo.

Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje sei que se chama... Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e

Hoje sei que isso é... Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber viver!!!


Revista Painel Imobiliário - 2° Edição  

Entrevista com o jornalista Washington Novaes, notícias sobre o Programa de Educação Ambiental do Conselho, matéria sobre os perfis dos prof...

Revista Painel Imobiliário - 2° Edição  

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