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Expaja 2012 - Edição Especial

Café com o produtor É a vez do homem dos leilões: “Maurição”, da Estância Bahia

Limagrain

Primavera do Leste Destaque na produção de orquídeas

Cooperativa francesa quer fortalecer posição comercial e de pesquisa no Brasil

Embrapa

Recuperação e renovação de pastagens

Mega Torneio Leiteiro Premiação de R$ 64 mil

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SUMÁRIO 07 40ª EXPAJA 24

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Leilão Goiás Leite

28

Estância Bahia

30

Cultivo de amendoim

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Pragas Polífagas

66

Produção de Cana-de-açúcar

72

Expansão do Gir Leiteiro

Leve essa ideia com você:

4

Café com o produtor

26 Orquídeas

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Capa

05 Editorial 06 Agenda 22 Portal do Campo 60 Artigo Dep. Ronaldo Caiado 64 Coluna Lorena Ragagnin 82 Coluna João Geraldo Envie sua sugestão de matéria para a Revista Agro&negócios: agroenegocios@gmail.com


EDITORIAL

Edição 14 - Revista Agro&negócios - Ano 2012 A&F Editora Praça Clodoaldo Resende Q. 18 L.7a N. 20 st. Santa Maria Jataí - Goiás CNPJ: 13.462.780/0001.33

Editor chefe: Peterson Bueno petersonbueno.agro@gmail.com Diretor administrativo: Francis Barros francisbarros@vozpropaganda.com.br Direção de arte: Voz Propaganda Reportagem / Edição: Tássia Fernandes (2703/GO) tassiajor@gmail.com Luana Loose Pereira (15679/RS) luana@agroenegocios.com.br Reportagem: Veridiana Lerner verilerner@hotmail.com Diagramação / Tratamento de Imagens: Voz Propaganda (Ernesto Leighton) Fotografia: Peterson Bueno Colunistas: João Geraldo Lorena Ragagnin Artigo: Dep. Ronaldo Caiado Rosimar Silva Leonardo Amaral Colaboradores: Allan Paixão Voz Propaganda Calila Prado Rosana Canterle Dayner Costa Yuri Ribeiro Alessandro Luz Universidade Federal de Goiás/ Campus Jataí Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás Embrapa Universidade Estadual de Goiás / Unidade Jataí Impressão: Poligráfica Tiragem: 3.000 Distribuição dirigida: Jataí, Rio Verde, Mineiros, Chapadão do Céu, Barra do Garças, Água Boa, Canarana, Primavera do Leste e Querência.

EXPAJA deve se tornar a maior expressão da pecuária goiana A data é histórica, quadragésima edição da Exposição Agropecuária de Jataí. A força do agronegócio projeta o município no cenário nacional com números condizentes com a grandeza da produção que vem das lavouras, pastagens e confinamentos. Somos o maior produtor de leite do estado; consagramo-nos como o maior produtor de milho do Brasil; a produção de soja também é excepcional; detemos a maior indústria de cana-de-açúcar do mundo e a pecuária de corte se fortaleceu ainda mais, com os inúmeros confinamentos implantados nas propriedades rurais. O mega torneio leiteiro para gado Gir e Girolando vem com a maior premiação do Brasil e, junto com ele, o ranking nacional do Girolando, Ranking do Gir Leiteiro, Ranking Nacional de Ovinos, Ranking do Nelore e uma gama de palestras técnicas, voltadas para o homem do campo. De 11 a 17 de junho Jataí apresenta um verdadeiro show do agronegócio. Este mês marca ainda o lançamento do site da revista Agro&Negócios, que poderá ser acessado a partir do dia 25 de maio no endereço www.agroenegocios.com.br abrindo ainda mais o leque de informações por nós disponibilizado. Nesta conectividade entre homem e máquina, a Soluflex, empresa jataiense que tem este mote como slogan, estampa nossa capa deste mês. O mega leilão da Estância Bahia e a participação de Maurício Tonhá no Café com o Produtor também ilustram nossas páginas, juntamente com a beleza das orquídeas de Primavera do Leste, o painel da Embrapa, as colunas do professor João Geraldo e da Dra. Lorena Ragagnin, que somados a outros artigos e matérias completam este trabalho, que esperamos, desperte teu interesse pela leitura e aguce seu gosto por informação. Obrigado!

Contato: (64) 8417-4977 – Francis Barros (64) 9948-7084 – Peterson Bueno e-mail: agroenegocios@gmail.com

Peterson Bueno

facebook.com/agroenegocios A Revista Agro&Negócios não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões presentes nos encartes publicitários, anúncios, artigos e colunas assinadas.

Representante Sudoeste Goiano: Peterson Bueno (64) 9948-7084

Representante Primavera do Leste/MT: Eder Antônio F. da Silva (66) 9617-4504

Representante Querência/MT: Wilien Sobczak (66) 9912-6417

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Agenda

Junho / Julho Expoagro Rio Verde 2012 O Sindicato Rural de Rio Verde realizará entre os dias 13 a 23 de julho de 2012, a 54ª edição da Expoagro Rio Verde. Destaque dentre as exposições agropecuárias do país, a feira apresenta o ranking das principais raças de gado e conta em sua programação com grandes leilões, além de palestras técnicas e demonstrações de tecnologia. As atrações da Exposição Agropecuária de Rio Verde são divididas em 02 fases, na primeira acontecem os shows e na segunda semana acontece o Rodeio, ponto alto da festa, que se tornou um dos rodeios mais premiados do Brasil, sendo eleito pela mídia especializada “O melhor Rodeio de Touros do Brasil”, vencedor por oito vezes consecutivas do prêmio Arena de Ouro (considerado o Oscar do Rodeio). Mais informações: www. expoagrorv.com.br

FEICORTE 2012 Acontece de 11 a 15 de junho de 2012, no Centro de Exposições Imigrantes, km 1,5, Rodovia dos Imigrantes, São Paulo/SP, a 18ª edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – FEICORTE. Realizado pela Agrocentro, a

Feicorte é o maior evento indoor da cadeia pecuária de corte do mundo e se destaca como principal vitrine do setor, referência em qualidade, pesquisa, tecnologia, equipamentos, produtos e serviços. A Feira oferece excelente oportunidade para a realização de negócios e investimentos. Em 2012, são esperadas mais de 25 mil pessoas, entre pecuaristas, profissionais, estudantes e demais interessados. O público terá à sua disposição uma programação variada, destacando 120 eventos paralelos, entre reuniões, seminários, workshops, conferências, palestras e cursos, além de julgamentos e leilões de varias raças bovinas, com oferta de genética de ponta. São esperados mais de 4 mil animais, de 20 raças, entre bovinos, caprinos e ovinos. Em 50 mil metros quadrados de área, a Feicorte 2012 vai reunir ainda 250 empresas expositoras, referências nos segmentos de genética, saúde e nutrição animal, órgãos de desenvolvimento e pesquisas, máquinas e equipamentos, frigoríficos, entidades representativas, dentre outros. Mais informações: (11) 5067-6767, pelo e-mail feicorte@agrocentro.com.br ou pelo site www.feicorte.com.br

40ª EXPAJA De 11 a 17 de Junho de 2012, acontece no Parque de Exposições, em Jataí/GO, a 40ª Exposição Agropecuária de Jataí, evento realizado pelo Sindicato Rural do município. Nesta edição da feira os agropecuaristas e empresários encontrarão oportunidades para concretizar bons negócios. Além disso, o evento vem com a finalidade de disponibilizar novos conhecimentos para estes profissionais, que estão cada vez mais antenados com o que acontece no universo do agronegócio. Durante a exposição serão realizados diversos eventos paralelos como: o Goiás Leite, um dos maiores leilões de gado leiteiro já realizado no município, ranqueamentos de ovinos, de gado Girolando, Gir Leiteiro e gado Nelore e também o Torneio Leiteiro Indoor, onde os competidores vão disputar R$ 63.000,00 em prêmios, uma das maiores premiações do Brasil. Mais informações: www.expaja.com.br

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33ª Exposição Agropecuária e Industrial de Mineiros Acontece entre os dias 30 de junho e 8 de julho, em Mineiros/GO, a 33ª EXPOMINEIROS. Realizada pelo Sindicato Rural do município, a Exposição Agropecuária conta com inúmeras atrações, dentre elas, o ranking regional e nacional do Nelore AGN e ACNB, torneio leiteiro, leilões de Nelore e de gado Leiteiro. A Feira apresenta ainda o rodeio profissional em touros, com locução de Cuiabano Lima, além de diversos shows com artistas de renome nacional. Mais informações: www. srmineiros.com.br

7ª Expoquer Acontece de 06 a 10 de Junho em Querência/MT, a 7ª Expoquer, Exposição Agropecuária de Querência. Além da exposição agropecuária, o evento conta também a realização de Rodeio Country e diversas apresentações artísticas. Mais informações: www. expoquer.com.br

21ª Expovale Será realizada de 04 a 08 de Julho de 2012, em Água Boa/ MT, a 21ª edição da Expovale, uma das maiores Feiras Agroindustriais do estado de Mato Grosso. A Feira apresentará exposição de máquinas agrícolas, automóveis, equipamentos agrícolas e pecuários, gado bovino, ovinos, eqüinos e palestras técnicas. Durante o evento será realizado, o Rodeio Show, com a participação dos principais profissionais do Brasil e também diversos shows nacionais. Mais informações: www. expovaleab.com.br


MENINA DOS OLHOS DE GOIÁS

Jataí é um dos municípios que mais crescem na produção agropecuária Por Tássia Fernandes

Localizado no Sudoeste Goiano, o município de Jataí tem destaque nacional devido à sua economia agrícola, que supera os recordes obtidos a cada safra. O município é um dos maiores produtores de milho do Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na segunda safra deste ano foram cultivados 160 mil hectares com a cultura. A produção poderá chegar a mais de 912 mil toneladas do grão. O cultivo da soja também é relevante no município. Na safra de verão, a oleaginosa ocupou 240 mil hectares das lavouras jataienses e a produção ficou na média de 864 mil toneladas. Outra cultura que vem ganhando destaque na região é a da cana-de-açúcar. Na safra 2011/12, a moagem de 2,6 milhões de toneladas de cana em Jataí resultou na produção de 232 milhões de litros de etanol, 56 milhões a mais do que na safra anterior. A agricultura forte na região facilita a manutenção da atividade pecuária no município, já que o grão é a matéria-prima básica utilizada na produção da ração animal. Devido a esta facilidade logística, os produtores jataienses têm investido cada vez mais no rebanho de corte e, principalmente, de leite. Prova disso é a divulgação do IBGE de que Jataí é o município que mais produz leite em Goiás. Na Pesquisa Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto, Jataí ocupa o primeiro lugar no Ranking de Produção de Leite do Estado. A média de produção no município tem ficado acima de 326 mil litros por dia, o que corresponde a 119, 256 milhões de litros por ano.

Foto: Amarildo Gonçalves

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Foto Aérea Parque de Exposições de Jataí/GO em 2011 / Fotógrafo: Dayner Costa

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alorizando o trabalho do agropecuarista, o Sindicato Rural de Jataí investe cada vez mais na Exposição Agropecuária do município. Em 2012 não poderia ser diferente, já que a Feira está completando 40 anos de existência. Para comemorar a jornada de trabalho, que é desempenhado sempre ao lado do produtor rural, a Exposição Agropecuária de Jataí vem repleta de novidades para o homem do campo. Neste ano a Expaja aconte-

cerá entre os dias 11 e 17 de junho e a expectativa do Sindicato Rural de Jataí (SRJ) é de superar a Exposição do ano passado, quando cerca de 60 mil pessoas estiveram presentes no evento. Considerada uma grande oportunidade para fechar bons negócios, em 2011 a Expaja recebeu mais de 70 expositores, que trouxeram máquinas agrícolas, veículos, motos, entre outros produtos, e contribuíram com o aquecimento da economia da região, movimentando

cerca de R$ 3,5 milhões. A exposição de máquinas e implementos de 2012 já está confirmada e, de acordo com o Sindicato Rural, o número de expositores já supera o do ano passado. Agora, a pretensão é de que a quantidade de negócios gerados durante a Expaja também seja superada. Para que isto aconteça, a Feira de Negócios estará disponível durante todos os dias da Exposição, das 08h às 16h.

de gado leiteiro de diversas raças, os ranqueamentos do gado Gir Leiteiro e Girolando, o Torneio Leiteiro e o Leilão Goiás Leite. O primeiro ranqueamento do gado Girolando no município aconteceu em 2011, com a presença de

206 animais em pista, todos de alta qualidade e com livro fechado. Participaram do evento 28 expositores, de diversos estados, entre eles Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

• Exposição de Animais Na Expaja os negócios também giram em torno da aquisição de animais. Com a finalidade de fomentar a atividade leiteira no município, foi criada a Expaja Leite, que, a partir deste ano, integra o evento. Compõem a Expaja Leite, as exposições 8


Sindicato Rural de Jataí organiza 40ª EXPAJA, uma das maiores exposições agropecuárias do Centro-Oeste Durante os dois dias de julgamentos realizados no ano passado, esteve presente na Expaja o presidente da Associação dos Criadores de Girolando, José Donato. Neste ano, a Feira vai receber o vice-presidente, Fernando Brasileiro, e diversos diretores da associação, que estará com estande disponível para atender os criadores, tirar dúvidas dos interessados e divulgar a raça no município. Em 2011, a Expaja recebeu as principais campeãs nacionais da raça Girolando, animais que participaram da Mega Leite, em Uberaba/ MG, e também vieram para as pistas de Jataí. Depois de realizar o maior ranking da história de Goiás e ficar entre as cinco maiores exposições do Brasil, agora, a expectativa dos organizadores é de que, em 2012, o ranqueamento de Girolando receba em torno de 300 animais.

A exposição ranqueada da raça contará pontos para o Ranking Goiano e, também, para o Ranking Nacional, que é concluído em julho, durante a Mega Leite. “Em 2011, a Expaja teve uma expressão muito grande perante os ranqueamentos e foi uma exposição de peso para os criadores”, afirma Rogério Corrêa (2RJataí), um dos organizadores. A grande novidade da Expaja Leite, em 2012, é a exposição oficial da raça Gir Leiteiro, que será homologada pela Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e já tem participação confirmada dos principais rebanhos da raça, provenientes de todas as regiões do país. O Gir ocupa o segundo lugar entre os animais registrados no Brasil e apresenta bons resultados em cruzamentos, principalmente na produção de leite. Durante a exposição, os produtores poderão conferir

os melhores animais da raça. O presidente da ABCGIL, Sílvio Queiroz, declarou total apoio na realização da primeira exposição oficial de Gir Leiteiro em Jataí. A Associação de Criadores de Gir no Estado de Goiás, a GirGoiás, na pessoa do presidente Luiz Alberto de Paula e Souza, também está empenhada na realização da exposição. Toda a equipe da Associação está mobilizada para auxiliar na divulgação do evento. O ranqueamento de ovinos também foi sucesso em 2011 e foi equiparado à qualidade da Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco). Para este ano, são esperados mais de 20 expositores e mais de 300 animais. O evento vai contar pontos para o Ranking Goiano, Ranking Nacional e para a Feinco.

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• Torneio Leiteiro A Expaja Leite também vai realizar o primeiro Torneio Leiteiro Indoor de Jataí, das raças Gir Leiteiro e Girolando, que acontecerá dentro do pavilhão. Os competidores vão disputar uma das premiações mais altas do Brasil, no valor de mais de R$ 63.000 reais distribuídos entre as categorias avaliadas. Tratando-se do Girolando, serão premiadas a melhor vaca e a melhor novilha, em cada grau de sangue (3/4, 5/8, 1/2 e 1/4). Cada criador poderá participar da competição com três animais, dos quais ele terá que escolher dois (uma novilha e uma vaca) para formarem um conjunto. Também serão premiados os três primeiros conjuntos que obtiverem a maior somatória de produção de leite. No caso do Gir Leiteiro, serão premiados os três melhores animais em cada categoria, as quais se subdividem em fêmea jovem (até 36 meses), vaca jovem (de 36 a 48 meses) e vacas adultas (acima de 48 meses). Também haverá premiação para os ordenhadores, com a finalidade de valorizar e estimular o trabalho dos profissionais. Segundo Rogério Corrêa, da Estância 2RJataí e um dos organiza-

Ranking Nacional do Nelore

dores do evento, o torneio leiteiro já é tradicional no município, mas este será o primeiro torneio Gir e o primeiro torneio Girolando oficial. Um dos propósitos da inserção do gado Gir Leiteiro no torneio é comprovar a qualidade da raça no que diz respeito à produção de leite. O local onde será realizado o torneio contará com estrutura de conforto para os trabalhadores que estarão cuidando dos rebanhos e, também, com estrutura adequada para os próprios animais. A segurança também foi pensada pelos organizadores, assim, o local terá uma

rede de câmeras de monitoramento e a presença de profissionais especializados em garantir a segurança dos animais e dos expositores. Na mesma área ficarão as pistas de julgamento e os estandes dos expositores. “O objetivo de montar este espaço é proporcionar que haja uma interação maior entre produtores, expositores e visitantes”, afirma Rogério Corrêa. Além da Expaja, a única feira que promove o torneio leiteiro em estrutura coberta é a Feileite, realizada em São Paulo, no Centro dos Imigrantes.

• Informação e Conhecimento A atividade agropecuária evoluiu e, junto com ela, o comportamento do produtor rural também mudou. Atualmente, o profissional está sempre em busca de mais conhecimentos e, pensando nisso, o Sindicato Rural organizou uma série de palestras para serem ministradas durante todos os dias da 40ª Exposição Agropecuária de Jataí. O circuito de palestras vai abrir a Expaja e, pela primeira vez, a abertura oficial do evento será durante o dia, na quarta-feira (13/06). Entre os palestrantes já confirmados estão Vicente Nogueira, da Tropical Genética, que vai falar a respeito do futuro do leite no país e na região, e Luiz Carlos Silva de Moraes, membro da Advocacia Geral da União, que vai falar sobre a atual situação do Código Florestal Brasileiro. 10

Ranking Nacional de Ovinos


• Shows e Rodeio Diversão e entretenimento também não poderiam faltar na maior festa do Sudoeste Goiano. A animação já começa no dia 30 de maio, com show de Victor & Leo. A dupla é a grande atração do Baile do Cowboy, evento oficial que dá início à temporada da 40ª Expaja. Durante os dias da Exposição, a primeira apresentação é do cantor Luiz Cláudio. O show será no dia 13 de junho, com entrada franca. A festa segue com os shows de Cristiano Araújo (14/06) e George Henrique e Rodrigo (16/06). No dia 17 de junho a animação será em dobro, com as duplas Denilson e Tiago e Orfeu e Menestrel. O Sindicato Rural também já confirmou a presença de uma das duplas mais tradicionais do sertanejo, Chitãozinho e Xororó. As grandes estrelas da música brasileira também estão completando 40 anos de carreira e, no dia 15 de junho, estarão em Jataí para prestigiarem e agitarem a 40ª Expaja. O rodeio profissional em touros, que foi sucesso em 2011, também promete surpreender o público. Grandes competidores de todo o Brasil vão disputar uma das maiores premiações de Goiás. A festa será comandada pelo renomado locutor Almir Cambra. A arena também já está preparada para receber os com-

petidores das provas funcionais de laço e tambor. Na 40ª Exposição Agropecuária de Jataí, os agropecuaristas e empresários encontrarão oportunidades para concretizarem bons ne-

gócios em 2012. O evento também vem com a finalidade de oferecer conhecimento para estes profissionais, que estão cada vez mais antenados com o que acontece no mundo.

José Donato (Presidente da Girolando),Lírio Brignoni (Vice-presidente SRJ) e Ricardo Peres (Presidente SRJ)

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LEILÃO

GOIÁS LEITE promete agitar o SUDOESTE GOIANO 14


Foto: Peterson Bueno

Por Tássia Fernandes / Colaboração Rogério Corrêa

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Leilão Goiás Leite está a caminho da segunda edição. O evento será realizado durante a 40ª Exposição Agropecuária de Jataí/ GO, no recinto de leilões do Parque de Exposições do município, fazendo parte da Expaja Leite. Durante o evento serão leiloados 50 lotes de fêmeas leiteiras da melhor qualidade, com alto padrão racial e genético. O Leilão é promovido pelo Grupo Goiás Leite e realizado pelo Programa Leilões, em parceria com Cássio Paiva Leilões. A assessoria será por

conta da Boi Assessoria, da BeefMilk Brasil e do Dr. Antonio Pinto, de Jataí. O evento acontecerá no dia 15 de junho, a partir das 20h, e também será transmitido ao vivo pelo Agro Canal, para todo o Brasil. O Leilão Goiás Leite foi criado a partir da união de seis importantes criatórios de animais leiteiros, com o objetivo de fomentar a atividade pecuária no Estado de Goiás.O Grupo Goiás Leite é formado pela “2RJataí - Gir Leiteiro & Girolando”, propriedade de Roberto Peres e Rogério Corrêa, localizada em Jataí/

GO; pela “Girolando Rio Verde”, propriedade de Ildo Ferreira e Cristina Ferreira, localizada em Rio Verde/ GO; pela “Tropical Genética”, propriedade de Vicente Nogueira, Joaquim Lima, Milton Magalhães e Milton Neto, localizada em Uberlândia/ MG; pela”Fazenda São Domingos”, propriedade de João Domingos, de Luziânia/GO; pela “Fazenda Serrinha I”,propriedade de Itamir Faria e Itamir Antônio, de Itarumã/GO e pela “Fazenda Ariranha”, propriedade de Mauro Bafutto e Néia Vilela, localizada em Jataí/GO.

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Abertura do Leilão Goiás Leite 2011

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Leilão Goiás Leite 2011


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primeira edição do Leilão Goiás Leite, realizada em 2011, durante a 39° Expaja, contou com a participação de produtores de diversas regiões do Estado de Goiás e do Brasil, incluindo vendedores e compradores. Mais de 600 convidados prestigiaram o evento, que também foi transmitido ao vivo para todo o país. O recinto onde foi realizado o Leilão recebeu o toque especial das esposas dos promotores, que com dedicação prepararam o local para recepcionarem os convidados da melhor forma possível. A beleza do recinto foi um dos comentários dos participantes, que elogiaram a criatividade das organizadoras ao decorarem o espaço. Palco de um grande sucesso que movimentou toda a cadeia produtiva do setor leiteiro, o Leilão Goiás Leite, realizado em 2011, obteve um faturamento em torno de meio milhão de reais. A média geral do valor comercializado por animal ultrapassou R$ 9.000,00. O recorde de valorização de animal foi de uma vaca Gir Leiteiro, vendida por R$ 72.000,00, já o recorde de prenhes atingiu R$ 21.000,00. Para 2012, a meta do 2° Leilão Goiás Leite é atingir um faturamento ainda maior, próximo a um milhão de reais em comercialização de animais leiteiros.

Leilão Goiás Leite 2011

Maria Helena, Bruna, Rogério e Vanessa

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Girolando Rio Verde Com sede na Fazenda Rio Verdinho, localizada na GO 333, km 17, município de Rio Verde/GO, e de propriedade de Ildo Ferreira e Cristina Ruscitti Ferreira, a Girolando Rio Verde deu início às suas atividades no ano de 1994, com dedicação, primeiramente, à produção de leite. Sempre acre-

ditando na potencialidade da raça Girolando, o foco, atualmente, é a utilização da tecnologia a favor do melhoramento genético do gado leiteiro, visando um plantel próprio e para o mercado, que seja de excelente qualidade e de alto nível genético.

Fazenda Ariranha Mauro Bafutto e Lucinéia Vilela, produtores de leite no município de Jataí, possuem um rebanho Gir Leiteiro e Girolando altamente produtivo e são, particularmente, entusiastas da atividade leiteira. Mauro é um apaixonado por torneios leitei-

ros, nos quais já obteve inúmeras vitórias. Hoje, a Fazenda Ariranha já possui touros Gir Leiteiro em teste de progênie e um rebanho de genética superior.

Tropical Genética A Tropical Genética surgiu da união de duas grandes empresas do agronegócio, Gama Pecuária (Milton de Almeida Magalhães Jr. e Milton de Almeida Magalhães Neto) e Curicaca Agropecuária (Joaquim Lima e Vicente Nogueira). Respectivamente conceituadas pelo relevante melhoramento genético nas raças Gir Leiteiro e Girolando e pela expressiva produção leiteira proveniente de um rebanho altamente qualificado geneticamente. A larga experiência em biotecnologia de reprodução bovina e a produção

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de animais Gir Leiteiro e Girolando com alto valor genético fazem parte da identidade da empresa e consolidam sua força na comercialização do rico material genético que desenvolvem. A Tropical Genética se diferencia em sua atuação por fortalecer a genética de alto nível das raças, por meio de um banco genético de excelentes doadoras. A raça Gir Leiteiro já ultrapassa 20 anos de seleção e a raça Girolando, disponível em todos os seus graus de sangue, alcançou grande aprimoramento genético.


PROMOTORES 2RJataí - Gir Leiteiro & Girolando Empresa agropecuária de melhoramento Genético “GIR LEITEIRO & GIROLANDO”, cuja missão é justamente focar no melhoramento genético do gado de leite e ofertar animais altamente produtivos e rústicos. A 2RJataí surgiu a partir de 2009, com a parceria de Roberto Peres e Rogério Corrêa que, criteriosamente, adquiriram animais Gir Leiteiro e Girolando das melhores linhagens genéticas do país. Atualmente, a pro-

priedade produz 1600 litros de leite/dia de animais Gir leiteiro e Girolando, entre estes animais estão as doadoras de embriões, que multiplicam a cada ano o rebanho da Fazenda. A empresa 2RJataí – Gir Leiteiro & Girolando começa a oferecer ao mercado animais altamente selecionados para a produção de leite, devido ao uso de altas tecnologias na área de reprodução animal, tais como FIV, TE e Inseminação Artificial.

Fazenda São Domingos A Fazenda São Domingos deu início à atividade leiteira em 2008, quando os proprietários, Maria Helena T. D. dos Santos e João Domingos G. dos Santos, decidiram diversificar os negócios da propriedade. Antes dedicada exclusivamente à produção de leite, a Fazenda São Domingos chegou a produzir 6.000 litros/dia e, já em 2009, evoluiu para a seleção genética, primeiro para formação do próprio plantel e, em seguida, passou

a selecionar para o mercado. Atualmente, possui um plantel de 37 doadoras consagradas em todos os graus de sangue; genética dos principais selecionadores do país e das maiores vacas da história; totalidade do rebanho em controle leiteiro oficial; rebanho próprio de Gir Leiteiro e Holandês para a produção de Girolando e 90% da reprodução por FIV, IATF, TE ou IA.

Fazenda Serrinha I Itamir Faria Valle, criador de gado leiteiro desde 1970, da região do estado de São Paulo, veio para Goiás por volta de 1977, dando sequência na atividade leiteira com método tradicional. Em 1993 partiu para o melhoramento do rebanho com inseminação artificial e, a partir de 1998, com o apoio de seu filho, Itamir Antônio Fernandes Valle, associou-se à Associação Girolando, registrando alguns animais. Em 2000 passou a fazer o controle genealógico, controle leiteiro oficial e

a fazer parte do programa de teste de progênie. Com o melhoramento da raça em andamento, começou a participar de exposições, de torneios leiteiros e julgamentos da raça Girolando, em diversas regiões do Brasil. Hoje já colhe bons frutos do trabalho com o reprodutor Sabia IT, que está em teste de progênie na Girolando, e já comercializa o sêmen do animal na Central da ABS Pecplan.

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Expectativa positiva para o

O

2º Leilão Goiás Leite contará com uma grande oferta de gado para produção de leite. Serão mais de 150 fêmeas altamente selecionadas, entre vacas jovens em lactação, novilhas prenhas e bezerras. O Leilão também contará com a oferta especial de animais Gir Leiteiro e prenhezes de alto padrão genético. A expectativa dos promotores do Leilão Goiás Leite é repetir em 2012 o sucesso obtido no ano passado e os produtores de leite são as peças fundamentais para que isto aconteça. O Leilão é voltado para todos os envolvidos na atividade leiteira e ofertará lotes de animais acessíveis aos pequenos produtores de leite e também aos grandes selecionadores de genética. Um dos organizadores do evento, Milton Neto – Tropical Genética, destaca que todos os ani-

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mais, inclusive aqueles destinados para produção, são geneticamente melhorados e altamente selecionados. “Os animais também estão em perfeitas condições de sanidade, com total garantia averiguada pelo médico veterinário Dr. Antonio Pinto. O gado que estará presente no Leilão é proveniente de criatórios renomados e passou pela aprovação da Assessoria de Davi (Boi) e Celso Menezes (BMB), no quesito qualidade de produção e genética”. Participarão do 2º Leilão Goiás Leite importantes criadores e convidados, que acreditam na proposta do grupo, que é ofertar ao mercado animais com muita qualidade, produtividade, rusticidade e, acima de tudo, com a garantia de sanidade e reprodução. “O lema do grupo sempre foi e será trabalhar com sinceridade, honestidade, transparência e respeito ao cliente e par-

ceiro Goiás Leite”, afirma Rogério Corrêa – 2RJataí. Pensando na facilidade do produtor adquirir animais geneticamente melhorados e poder pagá-los com a própria produção de leite, os promotores decidiram trabalhar com a forma de pagamento em 24 parcelas, sendo 2+2+20 parcelas mensais. “O Leilão Goiás Leite será uma excelente oportunidade para que os produtores tenham acesso a animais de boa qualidade e alta genética. Também será um momento agradável para que façam novas amizades e revejam os amigos de profissão. Teremos a maior honra em receber todos os produtores no evento que, sem dúvidas, será um marco na Exposição jataiense”, convida o grupo Goiás Leite.

Foto: Peterson Bueno

2º LEILÃO GOIÁS LEITE


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Foto: Jana Tomazelli

Portal do Campo

Chega a Goiás etapa do

CIRCUITO FEICORTE Evento é considerado o maior da cadeia pecuária de corte do mundo

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oiás recebeu, pela primeira vez, o Circuito Feicorte NFT. O evento foi realizado nos dias 18 e 19 de abril, no Centro de Convenções de Goiânia. Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, é uma grande satisfação para Goiânia ser sede de um evento tão grande como a Feicorte. “O agronegócio brasileiro tem se destacado no cenário mundial e é muito importante para o estado receber, pela primeira vez, uma etapa da Feicorte.” Segundo o presidente, Goiás se destaca no cenário nacional na produção de pecuária de corte, sendo o quarto maior produtor do país. “A partir do momento que um evento como a Feicorte sai do eixo Rio-São Paulo e percorre outras regiões do Brasil é um avanço muito grande, já que muitos produtores não têm condições de se deslocarem até São Paulo para participarem dessa grande realização.” Ele afirma que o círculo de palestras, intercâmbio e o conhecimento ministrado nos dois dias é uma oportunidade ímpar para o avanço do estado.

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Por Leydiane Alves – Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás José Mário destaca que esse avanço será no sentido de melhoria genética, melhoria dos vários sistemas de manejo, da alimentação do rebanho e, também, para que o Brasil possa fazer frente, principalmente, à grande demanda mundial por alimento. “O Brasil, hoje, já é o maior exportador mundial de carne e tende a ter nos próximos anos uma responsabilidade ainda maior, de ser o grande abastecedor do mundo”. O presidente da Faeg acrescenta que Goiás tem crescido muito nos últimos anos, mas é preciso avaliar várias situações. “O setor produtivo rural, de uma forma geral, tem buscado internalizar novas técnicas modernas de produção, por isso, a produtividade tem sido crescente. Mas, ainda existem situações que nos preocupam para que possamos dar competitividade aos nossos produtos, como a infraestrutura e a logística do nosso país”. Para ele, outra questão é a alta taxa de tributação no Brasil, problema estrutural dos estados brasileiros e que em algum momento terá que ser analisado para que se possa, efe-

tivamente, colocar o agronegócio no rumo certo. Segundo o Secretário Estadual de Agricultura, Antônio Flávio Camilo, a descentralização da Feicorte representa um avanço significativo. “Nós apoiamos o evento e inclusive estivemos presente na fase de elaboração das propostas de discussões das palestras”. Antônio afirma que é preciso discutir a pecuária, embora a atividade seja bem desenvolvida e crescente. Ele também ressalta que existem desafios, como a questão de renda do produtor e a competitividade da atividade perante outras culturas no meio rural. Antônio acrescenta que Goiás detém 40% dos confinamentos brasileiros e isso demonstra o quanto o estado está preparado em termos de tecnologia, produtores qualificados e de um rebanho de alta qualidade genética, compatível com as exigências dos principais mercados consumidores do Brasil e do mundo. “Acreditamos que poderemos dar passos largos nos próximos anos”.


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Café com o Produtor

MAURÍCIO TONHÁ Ícone das pistas de leilão M

aurício Tonhá, o Maurição, está para a pecuária brasileira assim como o Nelore está para o centro oeste. A audácia está no sangue deste bahiano que estudou na Capital Federal, foi aprovado no concurso do Banco do Brasil e efetivado em Água Boa, no ano de 1982. O Arrendamento de uma estrutura de leilão que estava abandonada foi o primeiro passo desta vitoriosa jornada que ainda está em curso. Nestes 30 anos de Mato Grosso, Maurício conquistou respeito e notoriedade dentre os pecuaristas de todo o país.

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Por Peterson Bueno Revista Agro&Negócios: Como foi formado o Grupo Estância Bahia? Maurício Tonhá: As atividades do Grupo começaram há 21 anos, no dia 21 de abril de 1991, quando demos início à realização de Leilões Rurais, em um quiosque coberto de palha, com vinte currais de arame liso, alugados da União Democrática Ruralista (UDR). Revista Agro&Negócios: Os leilões são o ponto forte da Estância Bahia, contudo, o Grupo também atua em outras vertentes do agronegócio. Quais são? Maurício Tonhá: Nossa vocação é a prestação de serviços para o agronegócio, especialmente para a pecuária de corte. Como também temos vocação para a produção rural, produzimos carne a pasto e em confinamento; trabalhamos com o sistema de boitel; com agricultura (soja e milho); armazenagem de grãos

e, além disso, estamos no ramo de transportes, sempre buscando integrar as atividades. Revista Agro&Negócios: O serviço de excelência, prestado pela Estância Bahia no Mega Leilão, atrai renomados criadores de todo o Brasil. Como avalia a expansão do Leilão e qual a importância que o evento desempenha no cenário da pecuária nacional? Maurício Tonhá: Nosso objetivo é atender a demanda para eventos deste porte nos estados de Goiás, Pará, Tocantins e Mato Grosso do Sul, além do município de Sinop, em Mato Grosso. Entendo que ao realizarmos eventos deste porte, proporcionamos que pecuaristas e empresários do ramo repensem qual a melhor forma de comercializar seus produtos e fazerem suas reposições. Temos convicção absoluta de que eventos como o Mega Leilão conse-


“Nossa vocação é a prestação de serviços para o agronegócio, especialmente para a pecuária de corte. Como também temos vocação para a produção rural, produzimos carne a pasto e em confinamento” guem atender o interesse de ambas as partes. Revista Agro&Negócios: A Estância Bahia também está presente em vários leilões, adquirindo animais e estreitando laços comerciais com outros criadores. Esta atitude fortalece os negócios da empresa? Maurício Tonhá: Realmente, o principal propósito é estreitar os laços comerciais. A Estância Bahia compra poucos animais em outros eventos e, quando isto acontece, é quando vemos oportunidades de negócios e, sem dúvidas, com o intuito de estreitarmos nosso relacionamento com o mercado e com clientes de nosso interesse. Revista Agro&Negócios: Qual a importância do Grupo no contexto sócio-econômico de Água Boa? Maurício Tonhá: Entendo que, atualmente, damos uma contribuição significativa para Água Boa no que diz respeito ao aspecto econômico, pois estamos gerando vagas de emprego, renda para os trabalhadores, oportunidades para todos os segmentos, além da contribuição com impostos para o município e para o estado. Mas, a principal contribuição é com a divulgação das potencialidades, não só de Água Boa, como de todo o Vale do Araguaia e do Mato Grosso. Revista Agro&Negócios: Hoje, o Centro-Oeste é um grande celeiro da produção de grãos e muitos agricultores também estão investindo em confinamento bovino, fazendo deste uma terceira ou segunda safra,

dependendo da região. Confinar é um bom negócio? Maurício Tonhá: Confinar é uma necessidade que estará cada dia mais presente na vida de todo pecuarista. É um bom negócio, não obstante, tem suas fases de glórias, como também seus momentos difíceis. E, como qualquer atividade, necessita de muito profissionalismo e capacidade empresarial, para não ser pego de surpresa. Em todos os investimentos de curto prazo, o risco é maior e, por isso, o confinamento exige muito cuidado. Revista Agro&Negócios: Outras raças, além do Nelore, começam a marcar presença na região, inclusive em leilões. Como avalia esta competitividade e adaptação das raças às condições do Centro-Oeste? Maurício Tonhá: A raça Nelore é a que melhor se adapta às nossas condições de manejo, clima, solo, cultura, entre outras. No entanto,

temos raças com características que também contribuem muito para a pecuária brasileira, mas, sempre cruzadas com a Nelore. À medida que vamos aumentando os confinamentos, outras raças, como a Angus, por exemplo, aumentam a participação na pecuária nacional. Revista Agro&Negócios: Muitos pecuaristas já tiveram prejuízos nas relações comerciais com alguns frigoríficos e ainda ficam com um pé atrás na hora da negociação. Qual o procedimento mais seguro para evitar contratempos? Maurício Tonhá: Como em qualquer negócio, é preciso ter boas informações e muito cuidado. A minha recomendação é de realizar a venda à vista quando pairar qualquer dúvida, evitando dar prazo para aqueles que estiverem mais “animados”, pagando valores mais altos que a concorrência.

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“ Como qualquer atividade, a pecuária necessita de muito profissionalismo e capacidade empresarial, para não ser pego de surpresa”

Revista Agro&Negócios: Já tem pecuarista vendendo boi via bolsa de valores, pré-fixando o valor da arroba. O Grupo Estância Bahia utiliza este instrumento? Por quê? Maurício Tonhá: Sim. Cada dia precisamos mais de instrumentos que nos dêem segurança, principalmente no confinamento, pois, como mencionado, por ser uma atividade de curto prazo, oferece riscos maiores. Revista Agro&Negócios: Como administra o seu tempo entre a função de prefeito e diretor da Estância Bahia? Maurício Tonhá: Sempre à disposição dos principais colaboradores nos dois casos, não deixando nenhuma dúvida dos procedimentos básicos, tanto na empresa, quanto na Prefeitura. Atribuindo-lhes tarefas, orçamentos, responsabilidades e cobrando resultados. Mas, sempre os acompanhando o mais próximo possível, nunca deixando dúvidas do que penso e nem de como gostaria que todos nos agíssemos. Sendo, portanto, muito transparente. 26

Revista Agro&Negócios: Seu governo tem uma das melhores aprovações do Mato Grosso. O trabalho na Estância Bahia contribui para o sucesso? Maurício Tonhá: É muito bom ser avaliado por quatro anos consecutivo como o melhor prefeito de Mato Grosso. Entendo que a forma com que trato a todos, deixando sempre claro os meus posicionamentos, contribui para isso. Para a Estância Bahia, é muito bom estar em Água Boa e é muito bom para Água Boa ter a Estância Bahia aqui. Portanto, o aprendizado que temos nos dois ambientes, empresarial e público, consequentemente traz benefícios para ambas. Revista Agro&Negócios: Como pecuarista, sente-se representado a nível de estado e federação pelos deputados ruralistas? Maurício Tonhá: Temos bons representantes no Congresso Nacional, mas nossas demandas e dificuldades são muito grandes. Precisamos melhorar ainda mais a nossa representatividade. Revista Agro&Negócios: Como avalia o desempenho dos deputados ruralistas nas discussões e na votação do código florestal? Maurício Tonhá: Foram muito felizes, apesar de ainda termos muitos problemas a enfrentar, pois tiveram que negociar pontos que acredito que deveriam ter ido para o voto. Mas, o processo democrático é assim mesmo. Espero que a Presidente Dilma respeite a maioria e a democracia e não caia na conversa dos radicais. Revista Agro&Negócios: Com o advento da cana-de-açúcar e

o fato de ter indústrias se instalando em Água Boa, existe preocupação em disponibilizar instrumentos para que haja convivência harmônica entre ambas as atividades, de modo que o setor sucroalcooleiro não sufoque a atividade agropecuária? Maurício Tonhá: Existe um projeto em fase de estudos em Água Boa. O setor sucroalcooleiro tem dado uma contribuição muito grande para as regiões em que chega. No entanto, a concentração é muito perigosa. Acho pouco possível, pelas nossas características, que isto venha ocorrer aqui. Água Boa e Vale do Araguaia precisam ter cana, mas, devem continuar com a pecuária integrada com a agricultura, com o confinamento, a silvicultura e com a agroindústria, o que só vai contribuir com a melhoria da infraestrutura. Revista Agro&Negócios: Qual a expectativa em relação ao crescimento de Água Boa e região nos próximos anos? Maurício Tonhá: Temos crescido na ordem de 8% ao ano e acredito que nos próximos dez anos vamos ultrapassar estes números. Revista Agro&Negócios: Como avalia o agronegócio em Mato Grosso? Maurício Tonhá: Com um futuro brilhante, mas pouco prestigiado pelo Governo Federal, principalmente, em relação à infraestrutura viária e portuária. Espero que tenhamos dentro de pouco tempo a Ferronorte, a Ferrovia do Centro-Oeste, além da hidrovia do Araguaia e do Teles Pires implantadas. Ai sim, poderemos ajudar a acabar com a fome no mundo, que é nosso grande desafio.


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MEGA LEILÃO

ESTÂNCIA BAHIA O maior leilão da pecuária mundial S

uperando todas as expectativas de mercado, foi realizada, no dia 21 de abril, mais uma etapa da 12ª edição do Mega Leilão Estância Bahia. O evento aconteceu na sede da Estância Bahia, em Água Boa/MT, município localizado a 730 km da capital Cuiabá. O Mega Leilão impressionou o setor pecuarista nacional com o grande volume de bovinos leiloados.

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Por Wilien Sobczak Em apenas oito horas foram a leilão exatos 40.941 animais de cria, recria e engorda, divididos em 188 lotes, número superior ao já registrado em edições anteriores. O público que prestigiou o evento foi um destaque à parte. Nada menos que 2.500 pessoas, entre pecuaristas, empresários e lideranças políticas, lotaram as dependências do recinto, para presenciar um dos maiores acontecimentos da

pecuária mundial. Como ocorre há 12 anos, o faturamento do leilão alcançou R$ 34.582.448,00. Segundo Maurício Tonhá, diretor do Grupo Estância Bahia. O resultado se dá pela demanda mundial por carne bovina, aliada à necessidade constante de animais de reposição nas fazendas brasileiras. “Podemos ofertar um volume dez vezes maior que este, que mesmo assim seria um número inexpressivo dentro do contexto de toda a pecuária nacional. Mas, uma de nossas prioridades é fornecer animais de qualidade superior”. Abel Leopoldino, da Fazenda Califórnia, de Água Boa, foi o maior vendedor, ao somar 5.793 animais na pista. O criador trabalha com gado de recria e vendeu pela primeira vez em grande volume de gado no Mega Leilão. Nos três anos anteriores ele havia ficado com o título de maior investidor. Neste ano, o posto pertenceu à Agropecuária Novo Progresso, com exatos 7.157 animais adquiridos. Além de movimentar a pe-


char bons negócios e investimentos. Já para os expositores e vendedores, foi um bom momento para vendas de animais, máquinas agrícolas e veículos. Além de Água Boa/GO, o Leilão já passou por Britânia/GO, onde também diversos animais foram ofertados. Na próxima etapa será a vez da capital do estado, Cuiabá, sediar o evento. A expectativa é de que mais de 23 mil animais sejam colocados em oferta. Na edição anterior em Cuiabá, 22.860 bovinos foram negociados, gerando receita de R$ 19.685.000,00. Para esta

edição do Leilão no município, mais de 40 propriedades já tiveram seus animais vistoriados e aprovados para serem vendidos. “O evento em Cuiabá sempre foi promissor, assim como o de Água Boa, pela grande quantidade de confinadores na região e pela característica do Leilão de proporcionar animais com qualidade superior”, destaca Maurício Tonhá. Demonstrando a sua relevância em âmbito nacional, todas as etapas do evento estão sendo transmitidas ao vivo pelo canal TerraViva. Fotos: Jornal Interativo - Fabiano Iappe

cuária mundial, o Mega Leilão transformou a pacata cidade do interior do Mato Grosso em um espelho para o Brasil e para o mundo. Demonstrando a grandiosidade e o prestígio do Leilão em nível nacional, vários pecuaristas de todo o Brasil se fizeram presentes e realizaram investimentos durante o evento. Além destes representantes, participaram do Leilão diversos expositores, os quais atraíram o público com ofertas em veículos, máquinas agrícolas e linhas de créditos. Para os investidores, o evento foi uma grande oportunidade de fe-

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AMENDOIM Boa opção para o plantio da safra verão e da segunda safra

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ústica, em termos de necessidade de nutrientes, e com altos índices de produtividade, a cultura do amendoim vem ganhando visibilidade como uma boa opção para o produtor rural que visa à diversificação. O plantio da oleaginosa tem se mostrado viável para o cultivo tanto na safra verão quanto na segunda safra. Atualmente, no cenário nacional, a região sudoeste se destaca como um dos maiores pólos produtores de amendoim, sendo o estado de São Paulo o maior centro produtor e principal mercado consumidor da cultura. De acordo com dados do Oitavo Levantamento da Safra Bra-

Por Luana Loose Pereira sileira de Grãos 2011/12, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em maio de 2012, a produtividade média nacional de amendoim está em torno de 2.926 kg/ha e a área total cultivada no país nesta safra deve ficar em torno de 101,4 mil hectares. Os melhores índices deverão ficar em São Paulo, com 74,9 mil hectares cultivados e produtividade média de 3.366 kg/ha. Com clima propício para o bom desenvolvimento da oleaginosa, o estado de Goiás é também uma fronteira potencial para a expansão deste tipo de cultivo. No estado, segundo Taís de Moraes Falleiro Suassuna, engenheira agrônoma, pesquisadora da Embrapa Algodão e

integrante do Núcleo Cerrado, a média de produção chega, atualmente, a 3.200kg por hectare e o preço tem se mantido atrativo para o agricultor investir na cultura. “O preço pago ao produtor está em torno de R$ 28 a R$ 30 a saca de 25 kg de amendoim em casca. Sendo que os contratos futuros têm sido firmados em um patamar mais alto, por que há muita demanda de amendoim no mercado externo”, destaca. Tatiane Mello de Lima, mestre em agronomia e professora da Universidade Federal de Goiás – Campus Jataí, afirma que algumas variedades da cultura podem chegar a produzir até cinco toneladas por hectare.

mental que o amendoim tenha bons índices de umidade até a época da colheita”. De natureza hipógea, os frutos do amendoim se desenvolvem debaixo do solo. O ginóforo, ou esporão, que nada mais é do que o prolongamento do ovário da planta com o fruto, penetra na terra, dando início ao ciclo de desenvolvimento das vagens. Neste sentido, áreas de plantio com textura arenosa favorecem o incremento dos frutos. A pesquisadora Tatiane de Lima afirma que o solo, quando muito compactado, dificul-

ta a penetração do ginóforo, o que ocasiona déficits na capacidade de produção da planta. “Em solos mais leves, como o arenoso, as vagens possuem maior possibilidade de movimentação e, por esta razão, se desenvolvem melhor”. Uma das possibilidades, segundo a pesquisadora, é realizar a descompactação do solo utilizando o processo de escarificação, antes do início do plantio. “O processo de escarificação é parecido com o sistema de aragem, são garfos que penetram na terra, permitindo a

• Clima e solo O amendoim se desenvolve com maior facilidade em regiões de solo arenoso, com clima quente e úmido. Os fatores ambientais, como temperatura, disponibilidade de água e radiação solar, e influenciam diretamente no processo produtivo da planta. Segundo Taís Suassuna, para o desenvolvimento satisfatório da cultura do amendoim é extremamente importante a ocorrência de chuvas regulares que possibilitem a manutenção dos índices de umidade do solo. “Para adquirir um produto final de qualidade, é funda30


quebra das camadas compactadas do solo, sem revolvê-lo”. De manejo relativamente simples, a cultura do amendoim exige ainda pouco acréscimo de nutrientes ao solo. Taís Suassuna destaca que “o amendoim é uma cultura que estabelece espontaneamente a associação com o Risóbaro, bactéria fixadora de nitrogênio presente no solo e, por esta razão, a cultura dispensa a adução nitrogenada”. A pesquisadora explica que na maioria das vezes não é preciso realizar a correção do solo, porém é imprescindível para a formação e enchimento das vagens que nas áreas de plantio haja boa disponibilidade de cálcio e fósforo. A quantidade de calcário necessária é baseada nos resultados da análise da amostra de solo, que, por sua vez, deve ter pH na faixa de 6.0 a 6.2. Em caso de necessidade de suplementação de cálcio, o calcário deve ser colocado no solo de 30 a 45 dias antes do plantio.

Foto: Tatiane Mello de Lima

Com clima propício para o bom desenvolvimento da oleaginosa, o estado de Goiás é também uma fronteira potencial para a expansão deste tipo de cultivo

Ginóforo, prolongamento responsável pela formação e desenvolvimento das vagens do amendoim

• Plantio e colheita Com ciclo curto, de 90 a 140 dias, dependendo da variedade, a planta do amendoim possui uma estrutura de raiz aprumada, caule pequeno e folhas tri-folioladas. A oleaginosa é geralmente cultivada na região Centro-Oeste, no início da estação das chuvas, a partir do mês de outubro e colhida em meados do mês de março. O plantio do amendoim é realizado em linhas. As covas onde são depositadas as sementes são feitas respeitando o espaçamento de 5 a 10 cm, sendo o espaço entre linhas de 50 a 60 cm. Segundo a pesquisadora Tatiane de Lima, “o plantio do amendoim, geralmente, é manual, porém, se forem adaptadas ao tamanho da semente algumas plantadeiras de outras culturas po-

dem realizar com eficiência a semeadura”. A colheita, por sua vez, já é realizada na maioria das regiões do país com maquinários desenvolvidos especificamente para este tipo de produção. “Existe um determinado maquinário que promove o arranque das plantas em cada uma das linhas e outra máquina que é responsável por virar as vagens da planta para cima para que as mesmas não fiquem em contato com o solo, processo que poderia facilitar a contaminação dos grãos por aflatoxinas”, explica Tatiane. De acordo com a pesquisadora, as aflatoxinas são fungos que se desenvolvem no amendoim, quando durante o processo de secagem não há um controle efetivo

dos índices de umidade. “O amendoim precisa de chuva em todo o seu processo de desenvolvimento, porém, quando o processo de secagem é iniciado, o mesmo precisa ser homogêneo e livre de umidade. Se a umidade do amendoim aumentar durante o período de secagem, aumenta também as chances do desenvolvimento de aflotoxinas, que acarretam perda na qualidade dos grãos”, esclarece. A pesquisadora afirma, também, que como em qualquer outra cultura, para a obtenção de resultados satisfatórios em ambos os processos é fundamental que “a semente seja de qualidade e adequada para o clima e solo da região onde vai ser cultivada”.

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• Cultivares Atualmente, a variedade Ranner e a variedade Tatu são as duas cultivares mais utilizadas pelos produtores rurais que já investem na cultura do amendoim na região Sudoeste e Centro-Oeste. A variedade Ranner possui porte rasteiro e ciclo mais longo, de 130 e 140 dias. Este tipo de planta proporciona maior índice de produtividade, além de ter um ciclo maior, por sua proximidade com a terra, o ginóforo das flores fecundadas chega ao solo com maior facilidade, dando origem a um maior número de vagens por hectare cultivado.

“Para adquirir um produto final de qualidade, é fundamental que o amendoim tenha bons índices de umidade até a época da colheita” Taís Suassuna, pesquisadora Embrapa A variedade Ranner é cultivada, na maioria das vezes, em grandes propriedades, sendo a produção destinada à indústria alimentícia, tanto no mercado interno quanto externo. Já a variedade Tatu, por sua vez, é mais precoce, com ciclo de 90 a 110 dias. Este tipo de planta

possui porte ereto e é utilizado com mais frequência nas pequenas propriedades rurais. Diferente da Ranner, o porte ereto da variedade Tatu facilita o arranque das plantas, que nas pequenas propriedades é, na maioria das vezes, realizado de forma manual.

• Opção na entressafra da cana e na renovação de pastagens Segundo Taís Suassuna, o amendoim é uma ótima opção para promover a renovação do solo, tanto nas áreas de pastagens como de plantio de cana. A pesquisadora da Embrapa explica que “por favorecer a fixação biológica de nitrogênio em suas raízes, a cultura do amendoim ocasiona o aumento do aporte de nitrogênio no solo para as culturas sucessoras”. Além disso, por ter um ciclo relativamente curto, a cultura do amendoim se adapta ao período da 32

entressafra da cana e também com o tempo de renovação das pastagens. A pesquisadora Tatiane de Lima destaca que o sistema de colheita do amendoim pode até facilitar o processo de plantio da cana. “Quando a máquina realiza a colheita do amendoim, ela já deixa o sulco pronto para o plantio da cana, o que acaba proporcionando a economia de uma operação no processo de plantio da cultura”, aponta. Taís Suassuna afirma, ainda, que os centros de pesquisa, em

especial a Embrapa, tem se esforçado no sentido de aprimorar cada vez mais as cultivares de amendoim para possibilitar este tipo de rotação. “O objetivo é desenvolver cultivares adaptadas, que tenham um ciclo cada vez mais curto, porém mantendo a alta produtividade, principalmente, para viabilizar o cultivo do amendoim em área de renovação de canaviais e também para viabilizar a integração lavoura pecuária”, ressalta.


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/BASE AGRÍCOLA PROMOVE LANÇAMENTO DO LOCKER Novo fungicida vai combater as principais doenças da cultura de soja

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rodutividade elevada e boa qualidade dos grãos obtidos são as principais metas de qualquer agricultor e, para alcançá-las, dois fatores são fundamentais. O primeiro deles é ter a consciência de que para obter bons resultados e, consequentemente, lucros satisfatórios, a propriedade rural precisa ser administrada como uma empresa. O segundo ponto é perceber que para atingir as metas estipuladas, a grande aliada deve ser a tecnologia, seja presente nos equipamentos utilizados, no manejo adotado ou nos produtos escolhidos para serem aplicados na lavoura durante as safras. A FMC trabalha com toda a linha de defensivos agrícolas e, no que diz respeito à atividade rural, tem a mesma aliada dos agricultores: a tecnologia. E foi com o auxílio da aliada que a empresa chegou a 34

Por Tássia Fernandes mais um produto que vem de encontro às necessidades do agricultor: o LOCKER. Fungicida desenvolvido para atuar no controle das principais doenças da soja, como Ferrugem Asiática, Oídio, Antracnose, Mancha Alvo e Doenças de Final de Ciclo, o LOCKER possui fórmula exclusiva FMC e excelente balanço entre os ingredientes ativos. Como explica o engenheiro agrônomo, Fernando Vieira Diniz, representante técnico comercial da FMC, o grande diferencial do LOCKER diante dos demais produtos disponíveis no mercado é, justamente, a formulação. “A FMC demorou bastante tempo para desenvolver o produto, focada em pesquisas que mostrassem os componentes mais adequados para serem utilizados na formulação”, pontua. O LOCKER é um fungicida que já vem pronto para ser utilizado, ou seja, o agri-

cultor não precisará fazer nenhuma mistura em tanques antes de aplicar o produto. Fernando destaca que um dos principais problemas que o agricultor enfrenta durante a safra é o ataque de doenças. Segundo ele, se não for realizado um controle eficaz, as perdas podem chegar até 30% da produção. “Nos testes realizados com LOCKER, o produto apresentou excelente desempenho e devido às aplicações realizadas foi possível obter de duas a três sacas a mais por hectare. Portanto, o produtor consegue pagar o valor gasto com o produto e ainda obtém retorno”, garante. Para apresentar o LOCKER aos agricultores de Jataí, a equipe da Base Agrícola, representante da FMC no município, realizou um evento com palestras sobre as principais doenças da soja e o melhor

Foto: Peterson Bueno

Fernando, Sandro Trentin, Acy Assis


O melhor momento para começar as aplicações é no início da floração, ou ainda na fase vegetativa. “Neste estágio você tem uma lavoura de soja mais aberta, facilitando com que o produto chegue até às partes mais baixas da planta, o que vai garantir um controle mais eficaz” Professor Luiz Henrique Carregal aplicações é no início da floração, ou ainda na fase vegetativa. “Neste estágio você tem uma lavoura de soja mais aberta, facilitando com que o produto chegue até às partes mais baixas da planta, o que vai garantir um controle mais eficaz”. O engenheiro agrônomo, Fernando Vieira, concorda. Ele ressalta que se o produtor demorar a fazer a primeira aplicação, as doenças poderão surgir e dificilmente serão controladas. “O LOCKER é um produto preventivo e se o produtor deixar para aplicá-lo no fim da safra só vai apagar o fogo, pois o dano já terá sido causado”. Durante a palestra, Luiz Henrique Carregal também destacou a importância da assistência técnica de profissionais capacitados

para orientarem os agricultores. “A agricultura é um processo muito dinâmico e quem está em contato direto com as novas informações são os técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, pois eles estão sempre participando de eventos e palestras, daí a importância de ter o auxílio desses profissionais”. Além de estar atenta à tecnologia e disposta a desenvolver pesquisas para obter os produtos mais adequados para cada situação das lavouras, a FMC também possui uma equipe capacitada e pronta para acompanhar o trabalho do agricultor, sempre fornecendo assistência técnica de qualidade e com compromisso.

Foto: Peterson Bueno

manejo a ser utilizado para combatê-las. O professor Luís Henrique Carregal, da Faculdade de Rio Verde, foi um dos palestrantes. De acordo com ele, a melhor maneira de evitar desgastes com a incidência de doenças é realizar aplicações preventivas. “Não existe uma receita sobre qual a melhor época de começar a aplicar os defensivos, pois vai depender da cultivar utilizada, da época em que foi realizado o plantio e da condição ambiental. Mas, em todo caso, em todos os experimentos que realizamos, temos observado que quando as aplicações são realizadas mais cedo, os resultados são melhores”. O professor explica que o melhor momento para começar as

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PRAGAS POLÍFAGAS Proliferação e capacidade de adaptação dificultam combate aos insetos

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s áreas destinadas à produção agrícola se expandiram ao longo dos anos no Brasil. Neste sentido, buscando cada vez mais ampliar a capacidade produtiva das culturas, inúmeras variedades de sementes e cultivares foram sendo desenvolvidas e adaptadas aos mais diversos climas e solos do país. Esta expansão acelerada, trouxe inúmeros benefícios para a agricultura como um todo, porém, junto com ela a população de insetos e doenças folhares e de solo também se multiplicaram. Muitos insetos,

Por Luana Loose Pereira antes somente encontrados em um tipo de cultura, hoje são capazes de se adaptar facilmente a outras áreas de cultivo. Esta migração de insetos de uma espécie vegetal para a outra é denominado ato de polifagia. José Ednilson Miranda, pesquisador da Embrapa Algodão, afirma que no atual cenário agrícola, algumas espécies de insetos têm maior capacidade de adaptação a novos potenciais hospedeiros, porém, certas pragas já se destacam por sua capacidade polifágica. “Hoje as principais pragas que são polífagas e que estão cau-

sando perda de sono do produtor, são a lagarta da maça, que era do algodão e hoje já se encontra na soja, os percevejos da soja que hoje também atacam a cultura do algodão, do milho e do sorgo. A mosca branca, que ataca desde as culturas oleícolas, como tomate, pepino, pimentão, mas também ataca as plantas do algodão, do milho e da soja e o percevejo castanho, que é uma praga de solo e que está presente em praticamente todas as principais culturas do sistema agrícola”, destaca José Miranda.

uma das culturas, porém o pesquisador salienta que os níveis de controle é que variam de uma cultura para a outra. “Os níveis de controle estão em função do dano potencial que aquela praga pode causar. Por exemplo, o percevejo da soja, vai causar um dano que vai compensar o produtor toma uma medida de controle químico, quando ele notar a presença de mais de quatro indivíduos por metro quadrado da área cultivada. Já, no caso do algodão, o produtor rural deve tomar uma medida administrativa quando ao realizar a amostragem na planta, forem detectados mais de 20 exemplares

por metro quadrado com a presença deste inseto”, esclarece José Miranda. Além disso, o pesquisador afirma que ao realizar a amostragem é também fundamental que o profissional esteja apto e tenha total conhecimento das pragas que podem estar migrando de uma cultura para a outra. “O profissional que vai fazer esta amostragem ele tem que conhecer as pragas, ter o conhecimento da biologia e do comportamento das mesmas. Às vezes, existem insetos, que estão migrando, mas não são pragas, eles são insetos que estão ali, por exemplo, polinizando a cultura, às vezes estes indivíduos estão até controlando algumas pragas, são predadores ou parasitóides, neste sentido, o profissional tem que saber fazer esta distinção”, destaca. Outra questão é você saber o momento certo de realizar o controle. Segundo pesquisador, é importante estabelecer os níveis de controle da área infestada, estar ciente das condições de tempo durante o período, além de compreender se determinada cultura é suscetível ou não ao aumento no número de indivíduos.

• Controle Segundo o pesquisador José Miranda, para o controle das pragas polífagas a essência é a mesma para qualquer tipo de infestação de pragas. O agricultor deve no máximo a cada cinco dias inspecionar as suas áreas ou talhões para verificar a presença de insetos. “É importante que seja realizado um monitoramento eficiente para a detecção da presença destas pragas na lavoura, e de preferência que o mesmo seja feito precocemente, para que medidas controle possam ser tomadas em tempo hábil”, explica. O monitoramento vai servir como fundamento para qualquer

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• Prevenção da migração Diferente das pragas que não realizam o processo migratório, as pragas polífagas possuem um adicional, mesmo que não estejam causando danos econômicos à cultura cultivada em determinada época, se

não houver controle nestas áreas, a mesma vai se multiplicar e migrar para outra cultura onde pode vir a causar maiores problemas. Neste sentido, é extremamente importante, que o controle destas pragas seja

realizado pelo produtor rural, mesmo em áreas onde as pragas não estejam causando danos econômicos à lavoura.

volvimento da cultura, a lavoura do segundo produtor vai receber toda aquela população de insetos que estava na plantação do vizinho que já iniciou a sua colheita”. A relação de toda uma região produtora é essencial no controle das pragas polífagas. “Não adianta o produtor ter a preocupação se os demais não se preocupam. Essa acaba sendo a principal mensagem que nós pesquisadores procuramos passar: um trabalho conjunto sempre é mais eficiente”, sintetiza José Miranda. O pesquisador conta ainda que o projeto de controle do “Bicudo de Goiás” só é um sucesso nacional por que todos os produtores passaram a acreditar nesta idéia e começaram a fazer o controle desta praga de maneira organizada. “A organização ela vai te propiciar um

controle mais eficiente, uma redução no numero de pulverizações e uma redução na população de pragas. No caso do “Bicudo”, nós já temos sete anos de projeto e o controle integrado é uma consciência já bem definida”, afirma. O controle de algumas pragas, até por serem mais recentes precisam ainda de um incentivo maior para que sejam controladas de maneira coletiva e eficiente. Porém quanto a isso, José Miranda destaca “Para que possamos ter uma eficiência maior, nós vamos ter que caminhar para isso, ter cada vez mais programas de controle de determinada praga, que sejam ao menos regionais. Muitas vezes o produtor realiza o controle que julga eficiente na sua área, porém o vizinho não faz o mesmo, neste sentido, levando em consideração que as pragas não respeitam cercas, as mesmas infestam novamente as lavouras paralelas. Acaba que muitos produtores, passam a acreditar que os produtos utilizados não são eficientes, enquanto na verdade, o problema é que o controle foi pontual e como as lavouras não são ilhas, as mesmas estão sempre sendo influenciadas pela região onde estão localizadas e se esta região não tiver uma medida de consenso, organizada e disciplinada entre os produtores locais, o agricultor vai continuar tendo dificuldade no manejo das pragas que lhe causam perdas de produtividade e consequentemente de lucratividade com a lavoura”.

• A união faz a força Quando se fala, em manejo de pragas, muitas soluções provem de um planejamento administrativo, realização de monitoramento, utilização de produtos seletivos, rotação de cultura, entre outros. Porém, por serem diferenciadas, as pragas polífagas, às vezes, superam toda uma organização individualizada, neste sentido, a busca por soluções satisfatórias está na união dos produtores. José Miranda destaca que se todos os produtores fizerem o plantio da mesma cultura em determinada época, o processo de migração das pragas polífagas é minimizado, sendo que ações contrárias acabam por potencializar a projeção das pragas de uma lavoura para outra. “Quando nós temos um vizinho que esta colhendo e outro vizinho que esta na metade do ciclo de desen-

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Capa

A ferramenta certa a serviço do

melhor resultado

Soluflex: Soluções inteligentes para o produtor rural

Foto: Peterson Bueno

Por Tássia Fernandes

Mauro e Mauro Filho

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ropor soluções para o homem do campo no que diz respeito aos pequenos detalhes que fazem toda a diferença no processo de produção. Este é o principal objetivo do Grupo Soluflex, que está no mercado há quatro anos. A empresa ainda está começando a trilhar o seu caminho, mas já conquista espaço em JataíGoiás. O desejo de adquirir independência foi o que motivou o jovem empresário Mauro Filho a dar

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o primeiro passo rumo ao próprio negócio. Na empresa desde cedo, Mauro trabalhou com o pai na loja de peças até os 19 anos, quando surgiu a oportunidade de crescer e assumir a direção da Soluflex. Inicialmente, o trabalho girava em torno da comercialização de mangueiras hidráulicas, mas novas opções foram surgindo e a linha de produtos foi aumentando. Atualmente, a Soluflex Ferramentas trabalha com mais de vinte segmentos, entre conexões, correias e equipa-

mentos de proteção individual. A equipe também cresceu e a empresa, que começou com apenas um funcionário, hoje possui sete e todos capacitados, por meio de treinamentos, para desempenharem as suas funções específicas. “No início contratei um funcionário que sabia lidar com mangueiras, primeiro produto com o qual trabalhamos. Eu mesmo não sabia nada do assunto e só com o passar do tempo fui ganhando experiência”. Além de atender o homem do campo, seja pecuarista ou agricultor, a Soluflex também oferece produtos para indústrias e a flexibilidade da empresa acaba atingindo diversos setores da economia. Com o objetivo de crescer no ramo, Mauro Filho decidiu se especializar e hoje cursa o sexto período de administração. Segundo ele, a formação tem contribuído com o trabalho. “Eu posso aplicar na prática tudo o que aprendo na Universidade, o que é muito positivo, pois um acaba complementando o outro”, destaca. A Solufex também é uma


empresa preocupada em garantir o bem-estar dos funcionários. De acordo com Mauro Filho, manter a equipe motivada é fundamental para garantir o sucesso do empreendimento. “Na empresa, um dos pontos mais difíceis é lidar com as pessoas, já que todos possuem comportamentos diferentes e, portanto, o tratamento dedicado a elas também precisa ser diferenciado”, enfatiza. Mauro Filho aconselha que o primeiro passo que precisa ser dado no momento de abrir um negócio próprio é realizar o planejamento do que será feito. “O empreendedor precisa saber aonde quer chegar, como pretende chegar até lá e qual o orçamento disponível para alcançar o objetivo desejado. Traçar metas e planejar é fundamental”. Outro detalhe imprescindível para que o negócio dê certo é realizar um bom atendimento e oferecer produtos e serviços de qualidade. Grande parte do estoque da Soluflex Ferramentas é direcionado ao produtor rural e para atender às expectativas dos profissionais, a equipe da empresa está sempre disposta a auxiliar no que for preciso. “Fazemos visitas nas propriedades

para fazer demonstração dos produtos, colocamos o equipamento para funcionar e tudo o que é vendido possui garantia. Nós não deixamos o produtor rural na mão”, garante. O Grupo Soluflex cresce a cada ano e já está com uma nova empresa, a Soluflex Auto Elétrica, que presta assistência no campo no que for relacionado à parte elétrica dos equipamentos. “A Soluflex Auto Elétrica também é especializada em

ar condicionado, tanto para a linha agrícola, quanto para a linha veicular”, pontua. Para comemorar o sucesso do Grupo e inaugurar as novas instalações da Soluflex Ferramentas, a equipe da empresa organizou um café da manhã especial no dia 15 de maio. Participaram da confraternização diversos profissionais que trabalham com o agronegócio e empresários do ramo agropecuário.

Fotos: Peterson Bueno e Site Panorama

Parceiros e colaboradores durante evento de reinauguração

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Artigo

Leonardo Amaral Advogado Tributarista, Presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-Jataí, Professor de Direito Tributário e Empresarial - Cesut.

Cobrança abusiva do imposto sobre serviços

Saiba se defender!

É entendimento de todos que o sistema tributário brasileiro é um caos e que em decorrência desse caos, muitas vezes o empresário paga caro! Recentemente tenho observado que um dos maiores problemas enfrentados por empresários do ramo de prestação de serviço é a falta de orientação sobre onde recolher corretamente o seu ISS – Imposto Sobre Serviço. Fora noticiado por vários meios de comunicação que uma empresa fora autuada em mais de 400 milhões de reais por efetuar pagamento do ISS para Município errado! A atual Lei Complementar 116/2003 define o local para o pagamento/recolhimento do tributo. Contudo, por falta de orientação, muitos empresários são compelidos a recolher o referido imposto em seu domicílio fiscal e no município do local onde houve a prestação de serviço, temendo sofrer cobranças administrativas e judiciais.

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Todavia, com essa atitude, os empresários sofrem com a famigerada bitributação, recolhendo duas vezes o mesmo tributo - só que em locais diferentes. Essa realidade não é exclusiva de poucos empresários. Conforme pesquisa realizada pela consultoria FISCOSoft Editora, cerca de 51% dos empresários entrevistados (424 ao todo) pagaram o ISS no domicílio fiscal da empresa e no

Rua Minas Gerais, 1409 Setor Samuel Graham, Jataí/Goiás

município em que houve a apresentação de serviço para evitar autuações, juros e multas pelo Fisco. A exigência do ISS, tendo por base uma única relação negocial, por mais de um município, é terminantemente proibida! No caso acima, a empresa deverá se valer do Poder Judiciário para se livrar da bitributação e evitar prejuizo financeiro.


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Foto: Hermes Júnior

BELEZA EXÓTICA Primavera se destaca no cultivo de orquídeas

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s orquídeas são flores admiradas em todo o mundo. As plantas se destacam em variedade de cores e espécies, sendo as mais cobiçadas. Grande parte das espécies é cultivada em estufas especiais, possibilitando que as pessoas, independente de sua região de origem, possam adquirir as flores e utilizá-las na decoração. Foi pensando em contribuir com o desenvolvimento e propagação da cultura de orquídeas, estimulando o conhecimento e respeito à natureza, sem deixar de lado as questões sociais, que em Mato Grosso dois irmãos transformaram um hobby em uma atividade rentável e prazerosa. Luís Carlos e Marcos José Koczkoday investiram e implantaram, em 2005, na cidade de Campo Novo do Parecis, o primeiro orquidário comercial especializado do Estado, levando o nome de orquidário Chapada dos Parecis que, atualmente, conta com filiais em Sorriso, Lucas do Rio Verde, Cuiabá e Primavera do Leste. De acordo com Marcos José Koczkoday, a instalação das filiais aconteceu graças às oportunidades

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Por Veridiana Lerner de negócios oferecidas em cada região. Em Primavera do Leste, por exemplo, após participar como expositor em duas edições da Expoprima, uma das maiores festas agropecuárias de Mato Grosso, Marcos observou que por ser uma cidade hospitaleira e colonizada, principalmente, por pessoas do Sul do Brasil, o município seria ideal para mais uma filial. “Vimos como uma boa chance de negócio, pois o povo do Sul tem o costume de cultivar flores, cuidar das plantas e, então, acreditamos que este seria um bom lugar. Além disso, o clima é propício para as orquídeas. O clima quente durante o dia e a baixa temperatura durante a noite auxiliam no volume de floração de algumas espécies. Também costumamos dizer que Primavera do Leste ganhou mais um ponto turístico, pois o orquidário é um local bastante visitado, não só pelos colecionadores, mas por aqueles que apreciam o contato com a natureza”, destaca. Para a instalação do orquidário, Marcos conta que o investimento, em Primavera do Leste, chegou a 100 mil reais. Um valor alto, mas necessário, devido aos equipamen-

tos utilizados no empreendimento, mudas e demais cuidados com as plantas. Hoje, o Orquidário Parecis Primavera conta com cerca de 100 espécies. Um dos gêneros mais comercializados em Primavera do Leste é a Phalaenopsis, que floresce duas vezes por ano, permanecendo florida por três meses. O preço das orquídeas varia muito. É possível encontrar plantas de R$ 15 até R$ 13.000. “Existem orquídeas mais simples, assim como também existem aquelas procuradas pelos colecionadores, como é o caso de uma espécie que recentemente foi encontrada em Rondônia, uma planta rara, por isso, custa R$ 13.000”, enfatiza Marcos. Segundo o orquidófilo, as mudas vêm da Tailândia e de países europeus. As orquídeas comercializadas já estão adaptadas ao clima de Mato Grosso. Basta apenas estar atento aos cuidados básicos com as plantas, como o local onde serão colocadas. A iluminação é essencial, porém, a orquídea não pode receber luz solar diretamente e deve ficar em um lugar bem arejado. Também é indicado que as plantas estejam


do. As plantas são sensíveis e para não perdê-las é importante colocar no lugar certo”, afirma. O que é certo é que este investimento, além de ter dado certo, embelezou Primavera do Leste e outras cidades. Para o futuro, a expectativa de um novo projeto é grande. “Já comercializamos para os quatro cantos do Brasil, por meio do site: www.orquidarioparecis.com.br. Temos um número muito grande de plantas, o que nos possibilita essa comercialização virtual. Como estamos sempre de olho nas tendências de mercado, para o futuro pretendemos fazer cruzamentos que levarão o nome da empresa e da região”.

Foto: Hermes Júnior

em vasos de cerâmica, plástico ou madeira, podendo ser utilizados substratos de casca de pinus, musgo ou cubos de coco. A irrigação das plantas deve ser feitas diariamente, mas é importante verificar em qual substrato a orquídea está plantada, para saber se haverá uma secagem rápida ou lenta. Todas as dicas para o cuidado com as plantas são dadas pela equipe altamente treinada. Quando o cliente adquire um vaso, o funcionário já passa algumas dicas, mas, também são oferecidas visitas às residências. “Muitas pessoas não sabem onde colocar as orquídeas em suas casas, então, vamos até a residência para mostrar o local adequa-

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Painel Embrapa

Vantagens da recuperação e renovação de pastagens degradadas com a utilização de sistemas integrados de produção agropecuária

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Por Armindo Neivo Kichel - Eng. Agrônomo Pesquisador da Embrapa Gado de Corte. José Alexandre Agiova da Costa - Eng. Agrônomo Pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos. Roberto Giolo de Almeida - Eng. Agrônomo Pesquisador da Embrapa Gado de Corte

degradação das pastagens é um dos maiores problemas da pecuária brasileira, afetando diretamente a sustentabilidade do sistema produtivo. Define-se como pastagem degradada, aquela que está produzindo abaixo de 50% do seu potencial produtivo em relação às condições edafoclimáticas do local onde foi implantada e da espécie ou cultivar da forrageira utilizada. O problema torna-se evidente quando, por exemplo, consideram-se as fases de recria e engorda de bovinos de corte, nas quais a produtividade de carne de uma pastagem degradada está em torno de 3 arrobas/ha/ano, enquanto que numa

pastagem em bom estado pode-se atingir, em média, 16 arrobas/ha/ ano. De forma geral, estima-se que cerca de 80% dos 117 milhões de hectares de pastagens cultivadas no Brasil (IBGE, 2006) apresentem algum estágio de degradação. As pastagens degradadas, além de produzirem forragem em pouca quantidade e de baixo valor nutricional, durante o período seco, são as primeiras a diminuírem a produção e as últimas a reiniciarem o crescimento, potencializando ainda mais a falta de forragem nesta época do ano, fator que afeta a produção pecuária, promovendo perdas sucessivas e resultando em uma pecuária de ciclo

longo, com baixa rentabilidade. Dentre os principais fatores envolvidos na degradação das pastagens, destacam-se: espécies ou cultivares de forrageiras inadequadas às condições de clima, solo e nível tecnológico adotado; uso de semente de baixa qualidade e de taxa de semeadura insuficiente; preparo de solo e técnica de plantio/semeadura inadequada; ausência de práticas conservacionistas, o que leva à erosão do solo; falta de fertilização na formação e na manutenção das pastagens; manejo inadequado da carga animal e ausência de práticas de prevenção e controle de pragas, doenças e invasoras.

• Recuperação e renovação de pastagens forragem com a introdução de uma nova espécie ou cultivar, em substituição àquela que está degradada. As técnicas agronômicas desenvolvidas para a recuperação e renovação das pastagens objetivam o restabelecimento da biomassa das

plantas em um período de tempo determinado, com custo econômico viável para o produtor. A análise de solo é de fundamental importância, tanto para a implantação de uma pastagem como para uma cultura anual, porque por

Foto: Peterson Bueno

Recuperar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção de forragem de acordo com o interesse econômico, mantendo-se a mesma espécie ou cultivar. Renovar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção da

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Foto: Peterson Bueno

intermédio dela pode-se conhecer o grau de deficiência ou desequilíbrio de nutrientes essenciais ao desenvolvimento de cada cultura. Conhecidas as quantidades de nutrientes no solo e as exigências nutricionais da cultura, para alcançar uma produtividade desejada, podem ser adicionados os insumos (calcário, adubos) nas quantidades necessárias, para se obter uma produtividade mais econômica, tanto para fins de correção como de manutenção. Também, em função da análise de solo, pode-se escolher a espécie ou espécies mais produtivas a serem mantidas ou trocadas.

As técnicas agronômicas desenvolvidas para a recuperação e renovação de pastagens objetivam o reestabelecimento da biomassa das plantas em um período de tempo determinado, com o custo econômico viável para o produtor

• Sistemas de recuperação e renovação de pastagens com a integração lavoura-pecuária (iLP) A recuperação das pastagens, por meio da iLP, é recomendada quando o diagnóstico for favorável para a produção de grãos, fibra, energia, entre outras. Neste sistema, grande parte dos investimentos para a recuperação das pastagens é amortizada pela produção das lavouras. Com a introdução dos sistemas de iLP, além da intensificação e maior eficiência do uso da terra, são gerados benefícios ao meio ambiente, tais como: preservação da vegetação nativa e maior sequestro de carbono, aumento da matéria orgânica do solo e redução da erosão, além de melhoria das condições microclimáticas e do bem-estar animal. Quanto aos benefícios econômicos gerados pela diversificação do sistema de produção, destacam-se: a redução dos custos de produção, aumento de produtividade e a diminuição do risco inerente à agropecuária. Não existe o melhor sistema

de iLP e sim as melhores condições para a adoção de certo sistema de iLP, que é determinado pelo diagnóstico realizado na região e na propriedade, de acordo com os objetivos do proprietário e da disponibilidade e qualificação da mão-de-obra nos níveis gerencial e operacional. O tempo de exploração da lavoura ou pecuária vai depender do sistema de iLP adotado, podendo-se utilizar a pecuária por um mês até cinco anos e retornar novamente com a lavoura, utilizando a mesma por cinco meses a cinco anos e assim sucessivamente. Em regiões com clima e solo favoráveis para a lavoura de grãos, pode-se utilizar a pecuária por seis meses a um ano e a lavoura, por dois a cinco anos. Os objetivos do uso da pastagem são: rotação de culturas, aumentar a produção de palhada para o plantio direto, redução de pragas, de doenças e de riscos climáticos.

Em regiões com clima e solo desfavoráveis para as lavouras de grãos, deve-se utilizar a lavoura por um ano e a pecuária por dois a cinco anos. Nesse caso, as lavouras de grãos têm por principal objetivo, recuperar as pastagens degradadas, aumentando a produtividade e a qualidade das forrageiras e potencializando a produtividade e a lucratividade da pecuária. As espécies/cultivares mais indicadas para a produção de grãos em iLP, são as de ciclo precoce a médio, principalmente, quando consorciadas com as forrageiras tropicais, possibilitando a implantação de lavouras ou pastagens em safrinha. Já as espécies/cultivares de forrageiras perenes mais indicadas para a iLP, e que tem por objetivo principal a produção de carne e leite, a rotação de culturas e produção de palhada para o plantio direto são: Brachiaria brizantha cvs. Piatã, Xaraés e Maradu; Brachiaria ruziziensis; Panicum 49


Foto: Peterson Bueno

sp. cvs. Massai,Tanzânia, Aruana e Mombaça. Deve-se utilizar semente de melhor qualidade, com alta pureza e germinação, baixa dormência e, de preferência, tratadas com fungicida e inseticida. A taxa de semeadura a ser utilizada depende dos seguintes fatores: espécie ou cultivar, objetivo de utilização, condições de clima, solo, ocorrência de pragas e invasoras, equipamento disponível e sistema de plantio. De modo geral, deve-se aumentar a taxa de semeadura em 20 a 40% para semeadura na safra e aumentar de 40 a 60 %, na safrinha, onde os riscos climáticos são

maiores. O aumento da taxa de semeadura tem como objetivo garantir um estabelecimento mais uniforme. Para a pecuária, proporciona maior produtividade de forragem, antecipa a utilização pelos animais, favorecendo uma maior produtividade de carne e leite. Para a lavoura subsequente, uma boa formação da pastagem favorece a cobertura do solo mais uniforme, minimiza a formação de touceiras, facilitando o processo de dessecação e de plantio direto da cultura. O manejo das pastagens adotado em sistemas tradicionais visa, além da produtividade, a longevidade das mesmas. Na iLP, o ma-

nejo deve ser mais intensivo, pois a vida útil da pastagem é menor, em decorrência da rotação com a lavoura. Assim, os solos apresentam maior fertilidade e o potencial de produção forrageiro é maior, podendo-se reduzir a altura de pastejo e os dias de descanso. Está prática estimula um maior perfilhamento das plantas, minimizando a formação de grandes touceiras e aumentando o ganho animal. Em propriedades que adotam a iLP, os sistemas mais indicados são: recria e engorda, produção de leite, dupla aptidão e produção de matrizes e reprodutores.

uma vez que o lucro obtido com a cultura amortiza os gastos da recuperação da pastagem, melhoria nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo: com a rotação de lavoura e pecuária, evitando-se a monocultura, eliminam-se camadas compactadas de solo, adoção de práticas de conservação do solo, bem como a incorporação de resíduos animais (principalmente esterco), raízes e palhadas dos cereais e da forrageira, estimulando a vida do solo pela adição de material orgânico, redução de pragas e doenças, pela quebra dos seus ciclos, bem como redução da infestação de plantas invasoras e, consequentemente, reduzindo o uso de agrotóxicos, aproveitamento de adubo re-

sidual: parte do fertilizante aplicado à lavoura permanece no solo sendo, depois, aproveitado pela pastagem. Maior eficiência na utilização de máquinas, equipamentos e mão-de-obra na fazenda, com otimização do uso por um maior período de tempo no ano. Diversificação do sistema produtivo (pastagens e cultivos): a empresa pode utilizar tanto as fases de cria, recria e engorda, como a produção de grãos, propiciando maiores garantias contra os riscos climáticos e flutuações de mercado. Aumento da produtividade do negócio agropecuário, tornando o sistema sustentável em todos os seus termos, econômico, social e ambiental.

• Benefícios Com a implantação da tecnologia de iLP são esperados benefícios de ordem econômica, ambiental e agronômica/zootécnica, tais como: incremento anual, com menor custo, na produção de grãos e produtos de origem animal, sem a incorporação de novas áreas e desmatamento, particularmente, no Cerrado e no bioma Amazônico, aumento da competitividade da carne bovina no mercado nacional e internacional, com produção, a pasto, de carcaças de melhor qualidade, aumento da produtividade de grãos, carne, leite e fibras, especialmente, pelos integrantes das pequenas e médias propriedades rurais. Além de vantagens como recuperação do solo com custos mais baixos, 50


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SEGURANÇA no trabalho rural Grupo O Telhar promove semana de prevenção de acidentes no trabalho rural Por Veridiana Lerner

Mais de 300 pessoas participaram da Semana de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural em Primavera

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empresa O Telhar Agropecuária, produtora de grãos no Mato Grosso, promoveu a edição 2012 da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho Rural (SIPATR). As atividades aconteceram durante este mês e abrangeram cinco regiões mato-grossenses: Primavera do Leste, onde está situada a sede da empresa no Estado, Ipiranga do Norte, Nova Mutum, Paranatinga e Sapezal. De acordo com Elder Wilson Landgraf, Gerente do Sistema de Gestão do Grupo O Telhar, as ações da SIPATR contaram com a parceria da Basf e têm o objetivo de promover e valorizar a prática da prevenção de acidentes, com foco na saúde e segurança do trabalho, que beneficiam diretamente a qualidade de vida dos colaboradores. “Por mais um ano a O Telhar buscou realizar um evento pensando no ser humano. De uma forma dinâmica e também lúdica discutimos os temas de segurança no trabalho e saúde do

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trabalhador. Itens que, muitas vezes, são descuidados no dia a dia e que podem preservar a saúde e a vida de cada um”. Em Primavera do Leste, o evento foi realizado no dia 11 de maio, no Cine Teatro Vila Rica e contou com a participação de funcionários e convidados de empresas parceiras, autoridades locais, escolas e alguns fornecedores. Na oportunidade os participantes puderam conferir desde palestras técnicas e de orientação a atividades interativas que permitiram uma reflexão sobre a adoção imediata de boas práticas e de segurança no dia a dia das atividades. Na palestra “Mudança de Comportamento em busca do Acidente Zero”, por exemplo, o palestrante, Antônio Benedito Lúcio, falou que existe uma estatística em que diz que 80% dos acidentes acontecem por comportamentos e atitudes inseguras, por isso, uma mudança de comportamento pode fazer chegar ao índice acidente zero. “Tenho amigos que

trabalharam anos em atividades de risco e nunca nada aconteceu a eles. Um deles, por exemplo, trabalhou 25 anos com ácido sulfúrico e nunca teve problemas. É possível trabalhar com segurança, basta ter responsabilidade e amor pelo que faz”, ressalta. Paralelamente às atividades foram realizadas campanhas de prevenção à hipertensão e diabetes e também campanhas de vacinação contra a febre amarela e o tétano, além de testes de glicemia e aferição de pressão arterial. Sobre a realização do evento, Grinaldo Soares, Coordenador de Segurança e Saúde do Trabalho da empresa O Telhar ressalta que foram meses de dedicação para organizar a SIPATR. A preocupação é trazer ao evento assuntos pertinentes ao dia a dia e à valorização do ser humano. “No decorrer do ano vamos analisando estatísticas, conversando com as pessoas, procurando saber sobre expectativas e avaliando o que precisamos fazer para buscar, incansavelmente, a meta Acidente Zero. Trabalhamos durante o ano para, depois, poder repassar todas as informações dentro de uma semana, de uma forma resumida”, explica. Para a empresa O Telhar, é essencial tratar a segurança aliando investimento para a aquisição e o compartilhamento de equipamentos, treinamento e qualificação dos funcionários e ambiente de trabalho saudável e seguro. Com a realização da SIPATR, a empresa não só cumpre com a obrigação legal da Norma Regulamentadora 31, como mobiliza todos os esforços para debater questões importantes para a segurança e a integridade da rotina de trabalho


dos colaboradores. A SIPATR foi sucesso em todo o estado, reunindo mais de 800 pessoas. Só em Primavera do Leste, compareceram mais de 300 participantes. De acordo com o responsável pela área de Desenvolvimento de Pessoas e Compromisso com a Comunidade, Glaydson Rufino, a comunidade primaverense tem recebido bem o projeto desenvolvido pelo Grupo. “Além das empresas parceiras e colaboradores, a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Meio Ambiente sempre nos apoiam nos projetos. Estamos satisfeitos com os resultados da segunda edição da SIPATR. Em Primavera do Leste lotamos o local do evento e todos saíram felizes e satisfeitos. Realmente, as mensagens repassadas são importantes e de grande impacto”, destaca.

Equipe do Sistema de Gestão Integrado – Grupo O Telhar

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Foto: Leiser Lima

Volmaq e AGCO recebem

Blairo e Eraí Maggi no estande da Massey Ferguson na Agrishow 2012

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diretoria da Volmaq esteve presente na Agrishow - 19ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que aconteceu de 30 de abril a 04 de maio em Ribeirão Preto/ SP. Detentora da bandeira Massey Ferguson, a Volmaq está ampliando seu raio de ação, conquistando importantes mercados no estado de Goiás, tendo sua matriz em Jataí e filial em Mineiros, cobrindo uma das mais ricas regiões do Brasil. No Mato Grosso, a Volmaq está atendendo os municípios de Alto Taquari, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Campos de Julio, Comodoro, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, Nobres e Diamantino. Com as condições especiais disponibilizadas para a Agrishow, muitos clientes da Volmaq aproveitaram para renovar e ampliar seu parque de máquinas, apostando

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Por Peterson Bueno sempre na tecnologia inovadora que a Massey Ferguson apresenta e confiando também na equipe Volmaq, que imprime atendimento de excelência na pós-venda, aliado o melhor serviço de suporte técnico a assistência no campo. O empresário João Miguel Lima, diretor da Volmaq enfatizou que mais uma vez a participação da empresa na Agrishow, foi consagradora, ratificando destacada participação da Massey Ferguson no mercado brasileiro de tratores e o crescimento nas vendas de plantadoras, semeadoras e colheitadeiras. Durante o evento, renomados produtores de várias regiões do país e até do exterior estiveram no estande da Massey Ferguson, dentre eles, a Volmaq também recebeu com muita alegria os dois maiores sojicultores do mundo Eraí Maggi e Blaior Maggi, este, ex-governador do Mato Grosso e atual senador. O

grupo Maggi é exemplo para a Volmaq, que acredita que com trabalho sério e parceiros verdadeiros, o céu é o limite, pois assim como o agronegócio, a Volmaq ainda tem muito a contribuir com esta nação. A Volmaq não poderia deixar de mensurar a imprescindível parceria com a AGCO, que é uma companhia norte-americana de equipamentos agrícolas, responsável por vinte e cinco por cento da produção mundial de tratores e colheitadeiras. Presente em mais de cento e quarenta países, a missão da companhia é ser a melhor fornecedora de equipamentos agrícolas do mundo. Laços fortes unem estas empresas que primam pela plena satisfação de sua seleta clientela e estes mesmos laços são estendidos até o homem do campo, o empresário do Agronegócio que é o principal produto da Volmaq.


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Artigo Ronaldo Caiado

Deputado federal, produtor rural e médico

CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO Vitória contra o retrocesso

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ão existe país que tenha regras tão rígidas como as que foram aprovadas pelo Congresso Nacional durante a votação do Código Florestal no final de abril. O texto impõe restrições que tornam quase inviável a abertura de novas áreas. O que causa estranheza é todo esse bombardeio em cima de um texto de lei que dá condições para o homem do campo continuar a produzir alimentos, a respeitar a legislação e a preservar o meio ambiente. Campanha a favor do veto é como não gostar de um livro sem lê-lo. O produtor rural não aguenta mais ser transformado em vilão, mesmo quando ele doa 20% de seu patrimônio para preservar o meio ambiente. Toda essa dificuldade se deve a falsas ONGs e instituições pautadas pelo radicalismo, como se a reforma do Código Florestal fosse um campeonato e que ao final alguém sairá com um troféu. É deprimente o uso maldoso de um sentimento nobre, o da preservação, para produzir derrotas contra o Brasil. Dos 851 milhões de hectares que o Brasil possui, a produção do

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campo vem de apenas 27% do território. Essa é a grande realidade, de acordo com o IBGE. No entanto, nas propriedades rurais, em se tratando de Reservas Legais e de Áreas de Preservação Permanentes (APPs), os custos ficam a cargo do produtor rural. O empresário, na cidade, não é obrigado a abrir mão de 20% de seu terreno, nem do lucro de sua empresa. O produtor rural, se estiver no Centro-Oeste, no Norte ou no Nordeste, é obrigado a abrir mão de 20% de sua propriedade, como área de Reserva Legal, acrescida das APPs. O que resta ao País em biomas? Cerca de 520 milhões de hectares. O Cerrado, o Pampa, o Pantanal, a Mata Atlântica e demais áreas verdes ocupam mais de 60% do território nacional. Ninguém quer desmatar ou mexer nessas áreas reservadas aos biomas. Nenhum país tem reserva parecida com a nossa. Nós somos o único país no mundo que tem matas naturais, que não são plantadas como as dos europeus, dos americanos ou dos asiáticos. O Brasil respeita o seu meio ambiente, mas, ao mesmo tempo, produz, trabalha, gera condições para que

a alimentação seja a mais barata do mundo, graças à competência do produtor rural. O Código Florestal tinha se tornado, nos últimos 40 anos, um amontoado de papel com 16 mil portarias, regras e atos administrativos do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que não tem qualquer poder para legislar. O Brasil agora tem uma lei moderna, que atende os anseios de sua população e que serve de exemplo para o Mundo. Na lei aprovada por nós, sugerimos ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que abra negociação apenas com países que tenham um Código tão rígido quanto o nosso. O Código deve tirar o produtor rural da insegurança jurídica, para que ele não sofra com a coação e extorsão praticadas por órgãos que se dizem protetores do meio ambiente. Os produtores estavam com espada sobre a cabeça. Chegou a hora de avançarmos e seguir em frente ajudando o nosso País com aquilo que o homem do campo mais sabe fazer: produzir e preservar.


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Coluna Lorena Ragagnin Advogada

ESCRAVAGISTAS? A “PEC do Trabalho Escravo” é como ficou conhecida a Proposta de Emenda Constitucional n.º 438/2001, que tem causado tanta polêmica desde sua proposição. Tanto assim, que já se vão mais de dez anos de sua elaboração e até hoje tramita no Congresso Nacional. O assunto voltou aos holofotes dos noticiários recentemente, quando mais uma vez a sua votação foi adiada. A chamada bancada ruralista se negou a comparecer em plenário se não houver a redefinição do que seria trabalho escravo. Mas afinal, o que é essa PEC do Trabalho Escravo? A Referida proposta prevê alteração no art. 243 da Constituição Federal, determinando que as terras que forem identificadas como exploradoras de trabalho escravo serão desapropriadas, sem qualquer indenização. Em resumo: serão confiscadas e destinadas a reforma agrária ou outro fim social! Na verdade, o artigo que sofrerá alteração já prevê esse tipo de expropriação, mas apenas para as glebas que são utilizadas para o cultivo de plantas psicotrópicas (drogas). A grande crítica que tem sido feita é a seguinte: como deixar a cargo de fiscais do trabalho a deci-

são se uma propriedade explora ou não o trabalho escravo, sem qualquer critério? O tema é deveras preocupante, principalmente ao setor rural como um todo. Sem critérios objetivos para a definição do que seja trabalho escravo, até que se finalize o processo administrativo ou judicial, o desgaste dos empregadores (tanto urbanos como rurais) de serem comparados a escravagistas, exploradores de trabalhadores pode ter consequências irremediáveis, não só de ordem financeira, mas também pessoal. Com o adiamento da votação, os deputados integrantes da Frente Parlamentar da Agricultura, com o apoio de juristas, preparam

um Projeto de Lei para a definição do conceito de trabalho escravo, para ser votado em caráter de urgência, antes do dia 22 de maio (data prevista para nova votação da PEC do Trabalho Escravo). Que fique bem claro: não se está a defender o trabalho escravo ao tecer críticas à emenda. O que tem sido questionado é a forma com que está sendo feita. Deve sim haver o combate e repressão à exploração do trabalho análogo ao escravo, porém, desde que baseado em critérios definidos, claros, não tendo os empregadores em geral que exercer suas atividades num clima de total insegurança, estando sob o crivo da subjetividade de conceitos.

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CANA-DE-AÇÚCAR desponta em Goiás

Estado é o terceiro maior produtor da cultura no Brasil

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s solos férteis, as estações de seca e chuva bem definidas e a abundância de terras agricultáveis em Goiás despertaram o interesse das indústrias sucroalcooleiras, que há alguns anos deram o passo inicial para transformarem o estado no novo polo brasileiro de produção de etanol. O número de usinas em operação em Goiás, praticamente, triplicou nos últimos dez anos e a cana-de-açúcar tem sido a principal matéria-prima utilizada na fabricação do produto. Aos poucos, a cultura tem conquistado os agricultores goianos, principalmente, pela possibilidade de diversificar a produção dentro da propriedade rural. De acordo com informações do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol e Açúcar de Goiás (Sifaeg), o estado é o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Em relação à produção de etanol,

Por Tássia Fernandes Goiás ocupa o segundo lugar no ranking, atrás apenas de São Paulo. Já na produção de açúcar é o quinto maior produtor do país. No município de Jataí, por exemplo, a produção de etanol atingiu 232 milhões de litros na safra 2011/12, 56 milhões de litros a mais do que na safra anterior. A quantidade já representa 65% da capacidade total instalada da unidade Jataí da Raízen – empresa resultante da união entre Shell e Cosan. A planta

é considerada a mais moderna do mundo e processa 2,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. “Em Jataí, a Raízen está em sua terceira safra e a caminho de atingir sua plena capacidade de produção, que é de 370 milhões de litros de etanol, o que corresponde ao processamento de 04 milhões de toneladas de cana-de-açúcar”, explica o gerente da agroindustrial da Raízen, Walter Ventura Ferreira Junior.

-de-açúcar. A produtividade média esperada é de 130 mil quilos de cana por hectare. Mas, da mesma maneira que a produção aumenta, a demanda brasileira pela cultura também é

crescente. De acordo com projeções realizadas pelo setor sucroalcooleiro, para atender à demanda será preciso que a moagem do país alcance 01 bilhão de toneladas dentro dos próximos oito anos.

• Safra 2012/13 O levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/regional de Jataí, no início deste ano, indica que estão sendo cultivados no município em torno de 28 mil hectares com cana-

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Estão sendo cultivados em Jataí aproximadamente 28 mil hectares com canade-açúcar. A produtividade média esperada é de 130 mil quilos de cana por hectare. • Investimentos no setor Para atingir os níveis de produção esperados e atender a demanda é preciso que o setor realize investimentos, principalmente, para que novas usinas sejam instaladas no país. Cálculos realizados mostram que serão necessárias 172 novas usinas, com capacidade de processamento de três milhões de toneladas cada uma, o que repre-

senta investimentos da ordem de U$$ 67 bilhões. A Raízen já está planejando os investimentos que deverão ser realizados. Dentro dos próximos cinco anos, a expectativa da indústria é expandir a capacidade de moagem, dos atuais 65 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, para 80 milhões de toneladas no período.

De acordo com o gerente administrativo regional, Guilherme Badauy, o aumento da capacidade será possível a partir do desenvolvimento de novos projetos, denominados greenfields, da expansão das unidades próprias e de novas aquisições.

ção. A técnica consiste no plantio direto da soja sobre a palhada da cana e visa a rotação de culturas e a renovação do canavial. O experimento foi realizado pela primeira vez em dezembro de 2011, quando Bruno plantou soja em 40 hectares da propriedade onde antes havia parte do canavial. O cultivo foi realizado por meio do plantio direto, ou seja, sem remoção da palhada de cana. Dentre as vantagens que o agricultor obteve, vale destacar a economia no que diz respeito à adubação, já que devido ao cultivo de cana, a área já estava tratada. Bruno destaca que os resultados de produtividade da soja foram positivos, principalmente, devi-

do à matéria orgânica que a palhada da cana produz e que beneficiou o cultivo da oleaginosa. A média foi de 52 sacas de soja por hectare e a pretensão é de que nas próximas safras a média chegue a 60 sacas por hectare. O manejo também é positivo para o cultivo da cana-de-açúcar, já que depois de renovado, o canavial volta a atingir bons índices de produtividade. Nos primeiros cortes, a cultura gera em torno de 140 toneladas de cana por hectare, mas, à medida que os anos vão passando, a produtividade é reduzida e pode cair para 50 toneladas por hectare, daí a importância de realizar a renovação do canavial.

• Quebrando paradigmas O grande empecilho para o aumento da produção de cana-de-açúcar em Goiás, até então, era a resistência de muitos produtores rurais em relação à cultura. A preocupação era de que, em longo prazo, o cultivo da cana prejudicasse a fertilidade do solo, dificultando, posteriormente, o cultivo de grãos no local. Mas, alguns agricultores têm inovado e cultivado na mesma área as duas culturas. É o caso de Bruno Selaysin, do município de Rio Verde, um dos primeiros produtores a trabalhar como fornecedor de cana para a Raízen. Depois de seis anos investindo em cana, Bruno decidiu experimentar um novo manejo de produ-

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INFORMATIVO

Sindicato Rural de Primavera do Leste Famato consegue revogar cobrança da Tacin aos produtores rurais Por Veridiana Lerner Produtores rurais de Mato Grosso estão isentos do pagamento da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) neste ano. A exclusão da cobrança é válida para propriedades pertencentes a pessoas físicas e inscritas no Cadastro de Contribuintes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Neste caso, a pessoa deve estar cadastrada como produtora rural. Os estabelecimentos agropecuários cadastrados como pessoa jurídica e agroindústrias continuarão a pagar a Tacin. A revogação foi estabelecida pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), por meio do

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Decreto 1.100/2012 e atende a um pleito da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). No ano passado, a Famato também conseguiu a exclusão da cobrança da taxa. Segundo a analista de assuntos tributários da Famato, Stefania Pasqualotto, a cobrança da Tacin para propriedades rurais está regulamentada por uma norma técnica do Corpo de Bombeiros e não por determinação legal, o que justifica o pleito da Famato. “A Tacin tem como fato gerador a utilização efetiva ou potencial dos serviços de prevenção, combate e extinção de incêndios, o que não ocorre no

meio rural. Acreditamos que esta é uma cobrança indevida, tendo em vista que o Corpo de Bombeiros não possui estrutura para se deslocar até propriedades longínquas e de difícil acesso”, comenta Pasqualotto. A partir desta publicação, propriedades rurais de 16 municípios serão beneficiados: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Colíder, Cuiabá, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande Fonte: Famato


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Artigo Rosimar Silva

Ex-presidente da Girgoiás e Editor do Portal Girbrasil www.portaldogir.com

A expansão meteórica do Gir Leiteiro no Brasil

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Revista Gir Leiteiro, publicada pela ABCGIL – Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro publicou na edição de nº 14 uma informação sobre a evolução da raça gir no Brasil extremamente importante. Segundo a ABCZ, em 2011, foram registrados 29.827 animais da raça, superando os 28.570 registrados no ano de 1973, no auge do Gir brasileiro. Nesses 39 anos houve mudanças significativas na seleção de gir no Brasil. Na década de 1970, o que importava era peso e beleza. Agora o que importa é a produção de leite. Agora o Gir é leiteiro. O criador brasileiro já assimilou que

gir tem que ser leiteiro. Para isso, foi percorrido um longo caminho, que começou com a fundação da ABCGIL e a estruturação do teste de progênie. Na última Expozebu foi divulgado o resultado do 20º grupo de touros. A divulgação do primeiro grupo de touros provados pelo teste de progênie feito pela Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG) foi em 1993. Em 1999, foi realizada a primeira Exposição Nacional do Gir leiteiro, em Brasília/GO e nesse mesmo ano a ABCZ registrou o menor número de animais da raça Gir, apenas 5.652. Depois disso, com a contribuição do Gir Leiteiro, começou o aumento do número de regis-

tros. Obviamente que com os touros provados, as exposições e torneios leiteiros e a facilidade de multiplicação dos animais melhoradores por meio de TE (Transferências de Embriões) e Fiv (Fertilização In Vitro), o interesse pela raça cresceu bastante. 2012 foi o terceiro ano consecutivo que a raça Gir levou mais animais à Expozebu do que o Nelore, por exemplo, até então hegemônico nas pistas uberabenses. Este ano foram 667 animais em pista, fora os animais que foram para torneio leiteiro e leilões. Em 2012 também o Gir Leiteiro realizará mais de 50 exposições ranqueadas de norte a sul do Brasil.

cas foram valorizadas por centenas de milhares de reais. Na Expozebu 2012, durante leilão, 33% de um clone de vaca Dengosa TE F. Mutum, do criador Leo Machado, de Alexânia, foi arrematado pelo colombiano Jorge Moreno por 30 parcelas de R$ 20.500,00, ou seja, R$ 615 mil. Com isso o animal foi avaliado em R$1.845.000,00. Dengosa, de onde foi extraído o Clone, teve 50% da sua propriedade comercializada por R$ 660 mil em 2012, em um leilão no luxuoso hotel Copacabana Palace, na praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. São esses exemplos que tornam o Gir Leiteiro tão atraente atualmente. Conduto, fora da elite da elite, os preços na Expozebu deram uma acomodada. Especialistas acreditam que esse movimento é normal, devido à grande oferta de animais fruto das milhares de Fiv

feitas em todo o país. A expectativa agora é manter esse crescimento da raça sem afetar as médias de faturamentos dos leilões. Em breve, um grande criador de Gir Leiteiro, com vasta experiência de grandes eventos comerciais adquiridos no nelore, irá promover um mega leilão de elite do Gir Leiteiro em um navio. Segundo foi parcialmente anunciado, será no navio do empresário Eike Batista. Esses grandes eventos mercadológicos são importantes para o processo de promoção da raça, mas não são suficientes para a sustentação da raça. Isso tudo já ocorreu com a raça nelore e nem por isso os criadores conseguiram segurar os preços em alto por muito tempo. Não resta dúvida de que o gir leiteiro é a raça do momento, cabe saber por quanto tempo.

• Recordes 2011 e 2012 foram os anos dos grandes recordes de produção de leite das vacas Gir Leiteiro, ao ponto de uma delas, Iaiá TE Vila Rica (Meteoro de Brasília X Fada Vila Rica), produzir em um torneio leiteiro em Salvador, capital da Bahia, 59,163 quilos de leite, ou seja, uma média que supera um latão de 50 litros de leite por dia, feito jamais imaginável pelo criador Brasileiro. Isso por que é uma vaca adulta, mas a jovem novilha de primeira cria Mimosa Fiv Vila Rica (Sansão X Lelivéldia TE Poções) produziu no torneio leiteiro na cidade mineira de Araxá, 42,072 quilos de leite de média. As duas vacas pertencem ao criador goiano Dilson Cordeiro de Menezes. Como atividade econômica, o Gir precisava ser valorizado para atrair mais o interesse do grande pecuarista e nas pistas dos leilões também bateu recordes. Várias va72


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LIMAGRAIN chega ao Brasil

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hegou ao país a quarta maior empresa de sementes de milho do mundo. A Limagrain representa hoje o que há de mais eficiente numa aliança entre tradição e progresso. Empresa internacional, presente em 38 países, a Limagrain possui um portfólio amplo, respeitado e tecnológico e faturamento anual de 1,5 bilhões de Euros. Como objetivo maior, esforça-se por sempre levar a solução para o produtor rural, frente aos desafios agrícolas impostos a cada dia pelo mercado e pelo meio ambiente. No segmento específico de sementes de milho, sua atuação se dá pela marca Limagrain Guerra. Desde o ano passado, ela vem se inserindo gradativamente em território brasileiro, através de um trabalho árduo pelo reconhecimento de seu público. “Primeiro o Paraná, depois Goiás e também vários outros locais pelo país afora já foram apresentados à Limagrain. Para os produtores, o grande ganho com isso é a opção de mais uma empresa de tecnologia de ponta, que chega para ofertar a eles sementes de alto padrão tecnológico”, afirma o gerente de mercado, Eng° agrônomo Rodrigo César Borges. Segundo ele, a Empresa foi introduzida no Brasil já com uma estrutura de base formada, que inclui três grandes centros de pesquisa atuantes em técnicas bastante avançadas de melhoramento genético e dois centros de beneficiamento e distribuição que proporcionam

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Por Marcéli Faleiro uma logística bastante eficiente. Os municípios de Goiânia (GO), Sinop (MT) e Pato Branco (PR) sediam essas unidades de pesquisa. Não ao acaso, mas com base estratégica, tal como explica o coordenador técnico regional Centro-Oeste, Eng° Agrônomo Elder de Souza Borges “Em Pato Branco, encontramos uma condição de clima temperado, que abrange também a área do Mercosul. No caso de Goiânia, trata-se do próprio cerrado. Já Sinop, por sua vez, compreende a transição do cerrado para a mata. Em conjunto, eles constituem três centros experimentais muito bem localizados para dar uma base geral do Brasil inteiro: temperado, médio e quente”. Não só pesquisa, mas outros investimentos também estão sendo feitos em nível de produção, como por exemplo, nas unidades de beneficiamento de Goias e Paraná. Uma das prerrogativas da Limagrain é apostar em pesquisa e desenvolvimento de soluções, com isto investe em profissionais de alto nível, focados na obtenção de materiais de elevado valor agregado. Dos 7.200 empregados em todo o mundo, uma ampla base é de pesquisadores: 1.400. “A empresa tem um conceito de investimento e de pesquisa muito aguçado e está totalmente voltada para tecnologia”, declara Rodrigo. Trata-se de uma marca considerada “Prime” não só nos Estados Unidos, como em toda a Europa. Sempre inovando, ela pretende, em médio prazo, disponi-

bilizar a sua própria biotecnologia, trazendo de fato mais concorrência ao mercado. De acordo com Elder Borges, o processo de obtenção de híbridos da Limagrain é o mais moderno do mundo, e ela inclusive fornece tecnologia para outras empresas. “Em termos de corporação nacional, para iniciar um projeto de pesquisa e obter uma linhagem pura, demorava-se de três a quatro anos. Com o nosso processo, isso pode ser feito em um ano e meio”, explica. Na corrida por se estabelecer no topo do segmento no país, a Limagrain prima pela competitividade, enfática na intenção de consolidar sua marca. “Temos um objetivo bastante claro para o Brasil, que é obter 10% de Market Share nos próximos cinco anos”, diz Rodrigo. Neste contexto, não são poucos os desafios, mas da mesma forma há muitas metas e, além disso, segurança no posicionamento. Serão demandados investimentos na equipe comercial e de marketing, e ainda na estrutura técnica, de pesquisa, desenvolvimento de produtos e mercado. Como primeiro passo, a prioridade é oferecer aos agricultores materiais de alta qualidade genética e fisiológica, em busca de, assim, fortalecer laços e construir com eles uma relação de confiança. Para um futuro não muito distante, fica a expectativa de fazer da maior operação mundial da Limagrain, a brasileira.


“A empresa tem um conceito de investimento e de pesquisa muito aguçado e está totalmente voltada para tecnologia” Rodrigo César Borges, gerente de mercado

• Sementes de milho LG Atendendo ao costume de grandes lançamentos de cultivares, a Limagrain Guerra realizou recentemente a apresentação da marca internacional de sementes de milho LG para a região Centro-Oeste. O evento foi realizado em Goiânia/ GO e contou com a presença de 450 parceiros, entre produtores e empresários ligados à atividade, canais de venda, lojistas e representantes. Segundo o gerente de mercado Rodrigo César Borges, o objetivo da empresa com a realização deste evento foi apresentar a marca aos produtores e empresários locais do agronegócio “Neste evento o objetivo da empresa foi a divulgação da marca e mostrar aos produtores e empresários do agronegócio, que a Limagrain Guerra chegou ao Bra-

sil com a Capacidade de brigar por uma fatia de mercado, investindo pesado, tanto em produção, pesquisa, e principalmente em pessoas. A empresa chega com um portfólio bastante competitivo, com alto investimento, biotecnologia de ponta, que estão desempenhando resultados bastante positivos em diversas regiões”. Na sua avaliação, a ideia que fica é de que ações como essa possam repercutir favoravelmente pela marca, levando ao encontro de seu público a mensagem de familiaridade que a empresa pretende passar. Quanto ao selo internacional de sementes de milho LG, este representa um produto cujo diferencial é a tecnologia, com uma bagagem de híbridos competitivos em seu leque.

Para o produtor rural, interessa saber que ele tem na Limagrain Guerra uma opção a mais de materiais de alto padrão. Tal empreendimento é apenas um dos atos de penetração da Limagrain Guerra no mercado brasileiro, os quais inclusive vêm aos poucos se proliferando e consolidando seu espaço. “Esperamos trazer os parceiros para perto de nós e fazê-los acreditarem, darem as mãos e batalharem junto conosco”, declara o coordenador técnico regional Centro-Oeste Elder de Souza Borges. Em oportunidades como essa é que a Limagrain tem se apresentado ao seu público e ao mercado como um todo, mostrando o que é lá fora e o que pretende vir a representar para os agricultores brasileiros.

Parceiros da Limagrain presentes no evento

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Artigo Universidade Estadual de Goiás

Advogado / Querência - MT

TECNOLOGIA AGRÍCOLA Preposição para o uso da tecnologia na Gestão

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Estratégica Agrícola Sucroalcooleira

informação nos dias de hoje, assume uma importância crescente. Com o avanço da competição, uma das tendências fundamentais no setor agroindustrial é a necessidade do executivo, à frente da empresa, adotar uma postura estratégica. Para tanto, ele deve compreender o que se passa na empresa e em todo seu processo operacional. O uso de tecnologias para as soluções de automação e transferências de dados para o auxílio na gestão da informação está evoluindo de maneira significativa e torna-se fundamental em nível da empresa na descoberta e introdução de novas tecnologias, exploração das oportunidades de investimento e ainda na planificação de todas as suas atividades operacionais. Ao contrário de outros segmentos do agronegócio, onde, alguns recursos tecnológicos especialmente os que envolvem a informática, que já estão presentes há anos na indústria, têm demorado a chegar ao campo, no setor sucroalcooleiro o uso de recursos de última geração tem se estendido da indústria às lavouras com maior rapidez. Coletores de dados, palm´s, computadores de bordo, GPS, pilotos automático entre outros equipamentos já são comuns e bastante utilizados desde o planejamento, plantio, condução e colheita, até no transporte de cana-de-açúcar da lavoura à indústria. A mecanização da lavoura de cana também tem avançado de maneira significativa no país. O lançamento de novas máquinas está contribuindo para a obtenção de resultados cada vez mais positivos

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na agricultura canavieira. A elevação do desempenho das máquinas depende, no entanto, do dimensionamento e disponibilidade em suas atividades agrícolas. A qualidade desses procedimentos ainda não é avaliada como satisfatória, em diversos casos, por especialistas da área que reconhecem, no entanto, que está ocorrendo uma evolução. Cenas que vão ficando comuns nas lavouras de cana são profissionais que acompanham a rotina diária da produção agrícola usando palm´s, caminhões que trafegam com computadores de bordo e operações de plantio e colheita que são planejados com a ajuda de GPS e monitores de taxas variáveis. O desafio lançado é buscar resultados bem mais expressivos, aumento da disponibilidade, diminuição dos custos das operações agrícolas e controle nas aplicações de insumos, por meio destes equipamentos eletrônicos com alta precisão e de eficiência comprovada. Quando tratamos do assunto análise de resultados, sabemos que a principal consequência deste trabalho serão as decisões a serem tomadas, no sentido de melhorar o negócio que está sendo avaliado. Por isso, este é um trabalho de extrema responsabilidade, que deve ser realizado sobre uma base sólida de informações. A coleta de dados a campo deverá receber uma atenção toda especial do administrador. Para que se tenha sucesso nessa tarefa é fundamental que as pessoas nela envolvidas estejam comprometidas com o processo e que sejam corretamente treinadas e orientadas. As informações coletadas

por sistemas eletrônicos, podem contribuir para acabar com os desvios de apontamentos, distorções de valores, dispersão, eliminar retrabalhos, otimização do tempo, centralizar o recebimento das informações evitando extravios, eliminação do uso de papéis, auxiliando e agilizando nas tomadas de decisões no momento certo. É preciso eficiência na coleta das informações, o que, em outras palavras, significa ter pleno conhecimento da origem e do volume de todos os custos e posteriormente, promover uma ação corretiva e eficaz. A análise das informações coletadas também constitui uma dificuldade. De nada adianta sistemas sofisticados, fichas de controle, planilhas extensas muito bem elaboradas e organizadas, se os dados disponíveis não passarem por uma análise crítica e prioritária. Neste sentido, os equipamentos tecnológicos e os softwares de gestão são ferramentas indispensáveis no processo de análise, monitoramento e gestão da produção agrícola, pois não adianta coletar boas informações se não for possível sua tabulação em tempo hábil. A aposta atual do setor para com os usuários de tecnologias é buscar melhorar ainda mais os índices de desempenho, produtividade e lucratividade das áreas agrícolas mecanizadas. Orientador: Prof. Vinicius Antônio Maciel Junior Autores: Alex de Oliveira Ferreira Bruno Mendonça Danilo Belém Montes Sousa


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Coluna

João Geraldo

Mestrando em Economia pela UNB, professor de economia no Cesut e analista econômico

O Custo país e a deficiência em infraestrutura Efeito Mensalão... Cachoeira... Precatório... Constantemente nesta coluna manifestei a preocupação, que também é de toda a cadeia do agronegócio, que urge a necessidade de adequar a capacidade de investimento em infraestrutura ao crescimento econômico do país. Percebe-se que o primeiro caso vem ocorrendo numa progressão aritmética, enquanto o segundo numa progressão geométrica. Estranho imaginar que o Brasil está entre os países com maior carga tributária do mundo, com uma arrecadação batendo recordes a cada ano. O reflexo imediato deste descaso, desgoverno e porque não incompetência administrativa é o alto custo de produção em todos os setores da economia, refletindo principalmente na perda de competitividade para o mercado externo. Aos olhos do governo, fazer um Ajuste Fiscal é simplesmente aumentar a arrecadação via tributação. Não existe uma medida consistente para diminuir a despesa, ou seja, o Custo Pais. Quem paga todas as mazelas deste cenário caótico é a população que precisa trabalhar um terço do ano somente parta pagar impostos. O setor produtivo também é penalizado com a gana governamental de aumento de tributos. Enfim, toda sociedade trabalha em função do estado para manter suas regalias e sustentar a rede de corrupção instalada.

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Quando estourou o caso mensalão que por pouco não derrubou a “República de Lula” acendia uma esperança no povo brasileiro de punição das “raposas que estavam cuidando do galinheiro”, mas, nenhuma foi pega e punida até agora. Conveniência política? Fragilidade do Judiciário? O caso passa a ser julgado tardiamente no supremo, a população tem memória curta e certamente a cobrança por resultados será menor, até porque a articulação política do atual governo já providenciou outros escândalos e jogou na mídia para desviar a atenção da nossa população. Surgiu então outra vergonha nacional patrocinada por um esquema sofisticado de trocas de favores e informações privilegiadas entre um contraventor penal e representantes parlamentares federais e do executivo do nosso Estado e do Distrito Federal. A nação ficou perplexa com tamanhas falcatruas que são montadas em reuniões regadas a uísque, caviar e em mansões luxuosas para desviar recursos do erário público. A teia de corrupção se espalha e atinge grandes empreiteiras “carimbadas” que ganham processos licitatórios superfaturados em obras públicas. Isto faz com que o custo pais aumente e que a arrecadação tenha que acompanhar este descalabro. E tome aumento de impostos!

Agora caros leitores, pasmem! Uma das maiores empreiteiras do País envolvida neste escândalo que foi favorecida em bilhões de reais em obras federais do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e de governos estaduais esta sendo negociada com uma holding controlada pelo maior empresário de rede de frigoríficos do país e que sonha ser governador de Goiás. A pior, esta holding terá no comando o ex-presidente do Banco Central do governo Lula. E agora? Vamos confiar em quem neste país? Bem, cabe uma reflexão já que estamos em período eleitoral. “Cada povo tem o governo que merece”. Será que vamos virar as páginas políticas de nosso País nestas próximas eleições?Ou vamos continuar assistindo de camarote o enriquecimento ilícito destas aves de rapina que dilapidam o patrimônio público sem nenhum pudor e sentimento humano? Se o leitor não deu a devida importância a esta matéria, em especial os produtores rurais de nossa região, com certeza lembrarão-se deste manifesto de repúdio no momento que tiverem de escoar suas produções nas próximas safras. Não quero nem pensar...será tanto sofrimento! Brasileiros! Uni-vos contra os mensalões, cachoeiras, precatórios... Que Deus nos ajude!


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Revista Agro e Negócio 14ª Edição