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Distribuição gratuita

Ano IX - n° 104 - Junho 2012 - www.cotripal.com.br

AQUECIMENTO

GLOBAL Verdade ou mito? Reportagem especial Certificação garante Frigorífico Cotripal como referência de qualidade

Cotripal instala equipamentos para captação de pó na Unidade Arco-íris

Receita: Ambrosia de bergamota


Editorial

Equilíbrio e competência para o sucesso Quando o fenômeno de aquecimento global já se apresentava como uma certeza para a maioria das pessoas, descobriu-se que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), maior autoridade mundial no assunto, vinha manipulando dados para forçar a comprovação dessa teoria. A reavaliação do tema, a partir de outras fontes de estudos, entretanto, passou a demonstrar que a situação pode ser bem diferente. E isso a tal ponto que mesmo personalidades como James Lovelock, veterano guru aquecimentista, já admitem a completa ausência de provas e a necessidade de se reconsiderar a questão à luz dos fatos. É preciso tomar cuidado, agora, para que a farsa alimentada pelo IPCC não provoque o efeito contrário do que pretendia. Porque aos olhos de muita gente pode parecer que, inexistindo o alardeado aquecimento, o caminho está livre para o descaso com o meio ambiente. O bom senso nos diz que os recursos do planeta são limitados e devem ser usados com prudência, que as agressões à natureza têm suas consequências para a sociedade humana, e que a nossa qualidade de vida depende diretamente da qualidade ambiental da nossa casa comum, a Terra. Vale, portanto, o princípio norteador da antiga filosofia oriental: A sabedoria está no equilíbrio. Quer dizer, não se pode sacrificar a espécie humana nem impedir o seu desenvolvimento, mas, por outro lado, também não se pode saquear o planeta nem inviabilizar o seu ecossistema.

Espaço do leitor A revista Atualidades Cotripal vem cumprindo com seu papel e fazendo jus ao nome. Apresenta assuntos de relevância, tanto para seus associados quanto para a comunidade panambiense. Consideramos muito importante que os pais de nossos alunos tenham acesso a essa revista, visto que nela são apresentados temas relacionados à educação de filhos e ao processo da aprendizagem, assuntos tão atuais, além de dicas de grande valor. Nair Dill Hinnah, coordenadora pedagógica E.E.E.M. Pindorama .

Sugestões e comentários sobre as reportagens podem ser enviadas para o email: jornalismo.revista@cotripal.com.br

REVISTA ATUALIDADES COTRIPAL COTRIPAL AGROPECUÁRIA COOPERATIVA Rua Herrmann Meyer, 237 - Centro - CEP: 98280-000 Panambi/RS Fone: (55) 3375-9000 - Fax: (55) 3375-9088 www.cotripal.com.br .

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Germano Döwich Vice-Presidente: Dair Jorge Pfeifer Conselheiros: Ivo Linassi, Jeferson Fensterseifer, Eliseu Dessbesell, Delmar Schmidt, Davi Keller, Roland Janke, Ari Augusto Schmidt, Gerhardo Strobel e Ernani Neumann. .

CONSELHO FISCAL Efetivos: José Pereira da Costa, Arnildo Carlos Markus e Carlos André Schmid. Suplentes: Tiago Sartori, Lino Carlos Breitenbach e Cirio Jacob Floss. .

Ainda nesta edição, a reportagem especial sobre a nova certificação do Frigorífico Cotripal mostra os bastidores de um empreendimento que vem obtendo cada vez mais sucesso. Trata-se de uma conquista da competência, tanto dos profissionais da Cotripal quanto do Estado, envolvidos no processo. Por trás dessa marca, que pela certificação se confirma no mesmo nível das melhores do país, há todo um trabalho capaz de equalizar bom preço, higiene e segurança alimentar, alta qualidade e ótimo sabor. Isso garante renda ao produtor, cria empregos diretos e indiretos, gera impostos em benefício de toda a sociedade, e ainda brinda o consumidor com produtos de excelência.

EDITOR RESPONSÁVEL Marco André Regis .

EXPEDIENTE Comunicação e Marketing Cotripal .

DESIGN GRÁFICO Charlei Haas e Valdoir do Amaral .

EQUIPE DE REDAÇÃO Gislaine Windmöller Mileni Denardin Portella - Mtb/RS 13916 .

REVISÃO Vinícius Dill Soares .

CONTATO Maiglon Hess - Fone:(55) 3375 9061 Email: rp@cotripal.com.br Email: jornalismo.revista@cotripal.com.br .

IMPRESSÃO Kunde Indústrias Gráficas Ltda Tiragem: 6.000 exemplares

Sintonize! Programa Atualidades Cotripal

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Rádio Sorriso FM 103.5 De segunda à sexta 6h10 e 11h45 – Sábado 6h10 Cotações e preços de segunda à sexta 8h20 Rede Colinas FM 88.7 Cotações e preços de segunda à sexta 8h20 Atualidades Cotripal: sábado 7h40 Rádio Sulbrasileira AM 1320 Avisos: de segunda à sexta 7h05 Atualidades Cotripal: sábado 11h Rádio Blau Nunes AM 1210 Atualidades Cotripal: sábado 11h40

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Pecuária

Leite Instável Não Ácido – LINA Com períodos como os que se apresentaram nesse último verão – clima seco e quente – houve deficiência na alimentação do gado. Isso permitiu que o LINA aparecesse com mais frequência na nossa região. A sigla LINA, que quer dizer Leite Instável Não Ácido, corresponde ao leite que demonstra instabilidade no teste do álcool/alizarol, feito antes do carregamento destinado à indústria. Muitas pessoas o confundem com leite ácido, mas existem algumas diferenças entre eles. Em teste de laboratório, pode-se medir a acidez do leite pelos testes de titulável e pH. “Nestes testes, o LINA apresenta acidez normal ou alcalina, já o leite ácido apresenta acidez elevada, padrão rejeitado pela indústria. Somente com o teste do álcool feito pelo transportador não é possível estabelecer esse nível, porém os testes podem ser feitos a campo com o acompanhamento de um técnico especializado”, explica Maira Balbinotti Zanela, pesquisadora da Embrapa Clima Temperado. Segundo ela, ainda não se sabe com certeza quais são as causas do problema. Alguns fatores encontrados durante pesquisas estão relacionados ao desequilíbrio nutricional e período em lactação prolongado. “A ocorrência varia conforme a região e o ano. Normalmente, os períodos de maior incidência são no final do verão e início de outono, relacionados com a menor oferta alimentar e épocas de seca, como a que se apresentou durante todo o verão.” O teste do alizarol auxilia na identificação do LINA. Quando o teste apresentar cor amarela e existir grumos, significa que o leite está ácido. No caso do LINA, a cor fica rosada e também aparecem alguns grumos. Em alguns casos, essa mudança de tonalidade e cor não é muito clara e pode haver dúvidas com relação ao resultado. Este teste, feito pelo transportador, deve ter acompanhamento do produtor em sua realização. Quando o leite “corta” no teste do álcool e é rejeitado pelo transportador, a primeira providência a ser tomada passa pela diferenciação de LINA ou ácido. “Primeiro é preciso verificar a acidez dele, fazendo teste em laboratório. Essa diferenciação auxilia nas estratégias e manejo para a solução do problema, visto que o ácido e o LINA têm causas diferentes”, conta ela. Para fazer a prevenção do LINA, leva-se em conta o planejamento nutricional do rebanho. As vacas em lactação necessitam ter uma dieta equilibrada, com qualidade e quantidade suficiente para suprir suas necessidades nutricionais. O equilíbrio vai depender de vários fatores, como produção, estágio da lactação, teor de gordura, qualidade do alimento, entre outros. Por isso, não existe uma fórmula única a ser seguida. O produtor deve pedir auxílio de um técnico para montar a dieta ideal ao seu

rebanho. “Além disso, vacas com lactação muito prolongada – acima de 300 dias – podem apresentar o problema, sendo preciso secar esses animais. Os produtores necessitam se estruturar bem, com pastagens, suplementos, forragens conservadas e minerais para fornecer às vacas em lactação”, esclarece Maira. Muitas vezes, porém, o transportador recusa o produto e nem o retira da propriedade. “A legislação brasileira diz que o leite deve estar instável ao álcool 72% para ser coletado, e quando o teste acusa alguma coisa, o transportador não consegue identificar se é LINA ou ácido”. E aí começam a aparecer os maiores problemas. O leite é a moeda de troca do produtor, se ele não puder vender seu produto, não há rentabilidade. A atividade fica inviável se o valor pago não cobrir as despesas. “Por isso, se torna fundamental procurar auxílio técnico para estabelecer um planejamento alimentar e melhorar o sistema produtivo da atividade leiteira”, conclui Maira.

Para mais informações, o Departamento Técnico Veterinário da Cotripal está à disposição.

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por Denio Oerlecke

Direto do campo A chuva chegou, mas não aliviou a falta de água na região de abrangência da Cotripal Denio Oerlecke Supervisor do Departamento Técnico Agronômico sdetec@cotripal.com.br

O mês de maio foi marcado pela expectativa de normalização das chuvas. Mas a estiagem continuou ao menos na região de abrangência da Cotripal. A trégua veio no dia 30, quando a chuva caiu fina, renovando a esperança dos produtores, que já estavam preocupados com o período de plantio do trigo. Para semear a lavoura com qualidade não pode haver muita chuva, mas é preciso umidade no solo, o que não havia até o final do mês. Além disso, maio é a data ideal para dessecar as áreas de plantio das culturas de inverno. O objetivo deste processo é limpar o campo e garantir a produtividade, evitando que plantas daninhas fiquem na área e acabem competindo por luz e nutrientes. No entanto, a seca ainda não havia permitido a atividade, que acabou sendo realizada após a chuva que, vale lembrar, não foi suficiente para acabar com os problemas da escassez de água, que afeta grande parte do Rio Grande do Sul. Outra atividade que ainda está prejudicada pela estiagem é a pecuária de leite.

As pastagens de inverno não se desenvolveram adequadamente e os produtores precisaram usar os estoques de silagem, que normalmente são reservados para as entressafras de pasto. Apesar da seca e do baixo desenvolvimento das lavouras de aveia, houve um forte ataque de lagartas do cartucho, a mesma que se instala na cultura do milho. O controle precisou ser imediato, visto que, do contrário, a praga eliminaria toda a área foliar da planta. Além disso, se as lagartas ficam no ambiente, acabam prejudicando a cultura seguinte. No mês de junho, a principal atividade dos agricultores será o plantio das lavouras de trigo, com conclusão prevista para o dia 20 de junho. No entanto, o que todos esperamos, o quanto antes, é que o ciclo de chuvas volte ao normal, após sete meses de estiagem. Isto dada a sua importância tanto para as lavouras recém-semeadas, como para as demais atividades agropecuárias, entre elas a criação de gado de leite e corte.

Ocorrência de chuvas/maio

precipitação (mm)

560 520 480 440 400 360 320 280 240 200 160 120 80 40

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Gramado

Pejuçara

Capão Alto

S. Bárbara

Ajuricaba

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Esquina Beck Mambuca


Entrevista

Produto inspecionado é garantia de qualidade Nos supermercados há diversas marcas de produtos, e a preocupação dos consumidores deve ser a de adquirir alimentos de qualidade e com garantia de boa procedência. Na hora da dúvida, o ideal é procurar aqueles com selo de inspeção. Quem orienta é Diego Viedo Facin, médico veterinário da Seapa/RS (Secretaria de Agricultura Pecuária e Agronegócio) e do Setor de Carnes e Derivados da Cispoa (Coordenadoria de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal). 06

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Recentemente, o Frigorífico Cotripal recebeu parecer favorável para ingressar no Sisbi-Poa (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). O que é este sistema e qual a importância dele? O Sisbi-Poa foi criado para sanar um entrave existente na lei brasileira, criada em 1989. De acordo com esta lei, os estabelecimentos que industrializam produtos de origem animal e que possuem registro nos Serviços de Inspeção Estaduais, no RS a Cispoa, foram proibidos de transitar com seus produtos em outras unidades da federação. Da mesma forma, aquelas empresas registradas nos Serviços de Inspeção Municipais foram impedidos de comercializar seus produtos em outros municípios. Para que os estados ou municípios obtenham a aprovação no Sisbi-Poa, é necessário comprovar a equivalência de seus serviços de inspeção e fiscalização junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Para a admissão do RS no sistema, o MAPA visitou o estado e fez a verificação dessa equivalência. Ou seja, reconheceu que o serviço de inspeção executado pela Cispoa equivale ao SIF (Serviço de Inspeção Federal). Uma vez engajado no Sisbi-Poa, os estabelecimentos de produtos de origem animal podem vender em todo o território nacional, essa é a maior importância do sistema.

foi indicado a fazer parte do sistema, o auditor fiscalizará o profissional que está representando a Seapa/RS e observará se ele está realizando as normas de acordo com a Cispoa. O que quero dizer é que a auditoria não visa apenas o estabelecimento, mas também a funcionalidade do serviço de inspeção. O estabelecimento tem que ser o reflexo das atividades de fiscalização do estado. A responsabilidade do estabelecimento – no caso do Frigorífico Cotripal – só aumenta, já que envolve todo um estado que ficaria impedido de comercializar além da divisa. Isso mesmo. No momento que o MAPA visitar um estabelecimento e ele não estiver de acordo com as normas estabelecidas, poderá haver descredenciamento do estado todo. Portanto, é uma responsabilidade conjunta, do serviço de inspeção e dos estabelecimentos credenciados. Quanto tempo leva, em média, para um estabelecimento ser aprovado no Sisbi-Poa e quantos já foram aprovados? Hoje, aprovados pelo Sisbi-Poa são apenas dois. O Frigorífico Cotripal e um abatedouro de aves, do município de Erechim. Mas há cerca de 30 estabelecimentos em processo de auditoria. O tempo exato para a aprovação no sistema é difícil dizer, mas no mínimo um ano.

Mas o que isso significa para o consumidor? O significa- Consumir apenas produtos inspecionados é a melhor do desta conquista é a maior garanmaneira de coibir abates clantia de qualidade, procedência e destinos, comércio ilegal, falta segurança dos alimentos produzide vacinação e outros tantos ‘‘Todos os produtos precisam ter selo de dos dentro dos estabelecimentos casos que colocam em risco a origem. Produtos sem garantia de boa fiscalizados. Isto porque um sistesaúde do consumidor? Na nossa procedência colocam em risco, não só a ma julgado como equivalente ao cultura há uma máxima que diz: saúde, mas a vida de quem os consome.’’ nível federal tem um patamar maior “Quanto mais arcaico o processo de exigências. Não quero dizer que de fabricação, melhor para a saúo serviço estadual era ruim, ele é de”. Mas isso está errado. No caso excelente, apenas digo que a cobrança pela qualidade vai dos produtos de origem animal, é justamente o contrário. aumentando, conforme os níveis de inspeção vão subindo. Existem históricos de que produtos sem inspeção, sem aplicação de tecnologia e sem higiene fizeram mal à saúde. Então, na prática, os produtos Cotripal têm a mesma E o mercado de produtos sem procedência se mantém porgarantia de qualidade e segurança sanitária das marcas que há consumidores que compram esses alimentos. Vale a famosas? Com certeza, as garantias são as mesmas. Aos pena ressaltar que esses produtos colocam em risco, não só olhos do MAPA, que é o órgão máximo da auditoria, os pro- a saúde, mas a vida de quem os consome. Além de que dutos são exatamente iguais. existe a possibilidade do produto ser oriundo de roubo. Fato comum no nosso estado e classificado como crime. No que diz respeito à qualidade e segurança, a aprovação no Sisbi-Poa só melhorou aquilo que já era muito Como identificar no supermercado um produto oriundo bom e aumentou a sua abrangência. Exatamente. Os do Sisbi-Poa? Todos os produtos precisam ter selo de níveis de garantia e o controle de qualidade estão cada vez origem. Eles garantem a procedência, seja federal, estadual maiores e com exigência de mostrar ao serviço de inspeção ou municipal. No caso do Sisbi-Poa não será diferente. O e, consequentemente, para o consumidor, que o produto MAPA criou um selo diferenciado para a rotulagem dos fabricado no seu estabelecimento tem maior segurança produtos oriundos de estabelecimentos que fazem parte do alimentar. sistema. Assim, basta o consumidor conferir se há o selo com a sigla e estará levando para casa um produto inspecioA partir da adesão ao Sisbi-Poa, o MAPA pode auditar de nado e com garantia de qualidade. surpresa qualquer um dos estabelecimentos. Se o serviço de um deles não for condizente com o que promete, Com o Frigorífico Cotripal integrando o Sisbi-Poa toda a todo o estado perde. Isso procede? Sim, é verdade. O região de abrangência da Cooperativa sai ganhando. credenciamento no Sisbi-Poa é fornecido ao serviço de Com toda certeza. Os consumidores que já podiam comprar inspeção do estado ou município. A partir de agora, quando produtos de excelente qualidade agora têm uma garantia a o MAPA estiver no RS para visitar um estabelecimento que mais no que diz respeito à segurança alimentar.

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Novo preço mínimo do trigo gera incertezas O anúncio do novo preço mínimo do trigo, um acréscimo de 5%, preocupa os triticultores gaúchos. O trigo pão passa a R$ 30,06 a saca, – o equivalente a cerca de US$ 260 a tonelada – que hoje está acima dos preços praticados no comércio internacional. Na Argentina, a cotação do trigo está entre US$ 239 e US$ 249 a tonelada. “Temos um preço mínimo para o trigo padrão um pouco acima do mercado internacional. O que é um indicativo, pelo menos para este momento, que o governo terá que aportar recursos para acionar seus instrumentos de apoio à comercialização, especialmente o PEP (Prêmio de Escoamento de Produto), que vem sendo utilizado com bastante intensidade”, diz o agrônomo da Emater, Ataídes Jacobsen. Até este momento, em relação à safra passada, já foram comercializadas 1,5 milhão de toneladas beneficiadas por esse programa de apoio à comercialização. Entretanto, Jacobsen salienta que para o trigo receber os R$ 30,06 ele terá que obter uma força de glúten de 220 W – quando antes era 180 W. E esse trigo que os gaúchos colheram no ano passado, com 180 ou mais de W, eles tinham o preço de R$ 28,62. Jacobsen destaca que se nesta safra eles colherem o mesmo trigo, ou seja, não atingindo 220 ou mais W, o preço que vão receber é R$ 25,02. “Para a situação do Rio Grande do Sul, salva alguma alteração que ocorrer, a proposta de preço anunciada nesta semana não nos parece muito boa. Porque, segundo os dados de serviço classificação e certificação da Emater, apenas 33% do trigo colhido no ano passado teve 220 W ou mais de força de glúten. Então, se continuarmos com esse mesmo padrão, a maior parte da nossa safra será comercializada com preço inferior ao do ano passado, ou seja, de R$ 28,60 para R$ 25,00 a saca”, explica, apontando que “houve, talvez, um certo descuido com relação a esta situação. Mas nos parece que há uma boa vontade por parte do Mapa, no sentido de eventualmente corrigir essa distorção”. Jacobsen enfatiza que, para a realidade apurada até este momento, a medida de preço mínimo para a triticultura gaúcha ficou aquém do esperado. Levantamento da nova safra A Emater ainda não realizou levantamento acerca da primeira intenção de plantio de trigo no Rio Grande do Sul, mas segundo informações colhidas junto a agentes de mercados no setor de sementes e insumos, a área ocupada com o cereal no estado deverá aumentar. Em abril, a Conab indicava acréscimo de 10% na área

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cultivada no RS. Diferentemente do que está ocorrendo no Paraná, onde houve redução no cultivo de trigo, principalmente porque o estado tem outra opção – o milho safrinha – que ganhou mais espaço, uma vez que os agricultores não ficaram satisfeitos com os resultados da safra passada –, os gaúchos tendem a ampliar o cultivo também pelo resultado de 2011, onde se obteve rendimento recorde de 2.941 kg/ha. A área que o cereal ocupou foi de 932.360 hectares, com uma produção de 2.741.716 milhões de t. Fonte: www.diariodamanha.com

Produção de leite cresce mais de 60% em oito anos no Rio Grande do Sul A chegada de grandes indústrias leiteiras ao Rio Grande do Sul na última década despertou as cooperativas, que até então não tinham concorrentes. O resultado foi o aumento na produção, que passou de 2,36 bilhões de litros em 2004 para 3,93 bilhões no ano passado. O crescimento foi de 66,5% na produção em oito anos. A expansão da pecuária de leite também é constante. Há 30 anos, a bacia leiteira estava concentrada no sul do estado e na região metropolitana de Porto Alegre. Hoje, apenas 90 municípios não investem na atividade. “O noroeste foi onde a criação mais prosperou, porque os pecuaristas são agricultores natos. Essa cultura de produzir alimento para o gado fez com que a região se destacasse”, avalia José Ferreira, presidente da Gadolando (Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul). Outros dois fatores contribuem para que a região produza 70% do leite do estado. O primeiro é o tamanho das propriedades. Sem grandes áreas, é preciso diversificar, e o leite é uma fonte de renda mensal. Além disso, há a organização das famílias. “A atividade leiteira é muito desenvolvida por mulheres. Os filhos participam bastante. É uma criação que envolve a família”, explica Ferreira. As estações bem definidas são outro aliado. Com menos estresse climático do que no restante do país, as vacas criadas no RS têm a segunda maior média produtiva anual, só perdendo para Santa Catarina. Em 2010, segundo o Sindilat (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado), cada animal produzia, em média, 2,43 mil litros de leite por ano. Isso despertou a atenção de gigantes como a Nestlé, que se instalou em Palmeira das Missões, e a BR Foods, que

assumiu o comando da Elegê. Para não perder a briga, cooperativas se reorganizaram, ganharam força e colaboraram para o aquecimento do mercado. “Hoje produzimos quase quatro bilhões de litros de leite. Teríamos capacidade para chegar a 12 bilhões de litros só investindo na melhoria do manejo”, estima Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat. Fonte: www.zerohora.clicrbs.com.br

Amuplam acompanha efeitos da estiagem na região do Planalto Médio do RS A Amuplam (Associação dos Municípios do Planalto Médio) acompanha os reflexos da estiagem na região. Segundo o presidente da entidade e prefeito de Pejuçara, Leonir Perlin, ainda é cedo para ter informações exatas, visto que é necessário fechar números sobre rendimentos de soja e milho, dentre outras questões. Porém, ele acredita que a baixa no setor agrícola vai causar redução de empregos, principalmente na construção civil e em grandes empresas. Em Pejuçara, por exemplo, Perlin frisa que na safra deste ano a média de colheita de soja ficou em cerca de 25 sacas por hectare, em detrimento de 55 sacas da safra passada. Já o milho teve produtividade média de 20 sacas, contra 150 de 2011. No entanto, na questão da soja, Leonir Perlin informou que principalmente agricultores com propriedades nas divisas com os municípios de Panambi e Bozano tiveram produtividade bem menor, especialmente pequenos produtores. O presidente da Amuplam salienta que são aguardadas as linhas de crédito dos governos federal e estadual para auxiliar os agricultores. No caso de Pejuçara, Perlin ainda frisou que a equipe da prefeitura está efetuando levantamento por escrito e fotográfico dos registros da estiagem, por exemplo, em rios e sangas para deixar registrado os efeitos da seca. Em relação ao abastecimento de água, o prefeito acredita que esta é a pior estiagem da história de Pejuçara. Fonte: www.radioprogresso.com.br

Cooperativismo é inserido no debate internacional da Rio+20 Durante reunião preparatória para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, que se realizou entre os dias 30 de abril e 4 de maio, o Brasil apresentou contribuições para os debates sobre agricultura sustentável. Entre as


propostas, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) contou com o apoio de 131 países para inserir o cooperativismo entre os temas no rascunho do documento base da Rio+20, apelidado de Draft Zero. O Brasil negociou a discussão do cooperativismo na conferência, com enfoque na produção agropecuária sustentável, por meio do Grupo dos 77 países mais a China, que conta com a adesão de nações como Índia e Argentina, além de todas as nações do continente africano. Apesar de 2012 ser considerado pela ONU como o Ano Internacional do Cooperativismo, o tema não estava previsto nas discussões internacionais da Rio+20, que acontece entre os dias 13 e 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro. A participação do Mapa na ONU foi uma reivindicação do setor agropecuário brasileiro, segundo um dos membros do ministério no evento, Kleber Santos. De acordo com ele, que também coordena o grupo de trabalho (GT Rio+20) que discute e propõe ações do ministério na organização da conferência, o setor privado contribuiu para aprimorar o texto do Draft Zero que trata sobre a produção agropecuária. “É reconhecida a vital harmonia que deve existir entre as dimensões da sustentabilidade: social, econômica e ambiental”, explicou. G77 Grupo dos 77 países mais a China foi criado em 1964 como um fórum de coordenação para os países em desenvolvimento, contando inicialmente com 77 signatários. Atualmente, o grupo conta com a adesão de 132 nações, incluindo o Brasil – que representam dois terços da ONU. O objetivo é articular a promoção de interesses econômicos e comerciais desses países.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a média histórica entre os meses de novembro a abril chega a quase 900 milímetros. Nos últimos seis meses, choveu menos da metade deste volume, com pouco mais de 300 milímetros na região. Em Erechim, o racionamento de água começou no início de abril. São 14 horas por dia sem abastecimento. Em Passo Fundo, a barragem que abastece o município está quatro metros abaixo do nível normal, conforme o coordenador operacional da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), Rubens Nunes Maciel. “Quando chegar em cinco metros, estaremos com o nível crítico e realizaremos manobras para não deixar a população sem água”, afirma. Em Bagé, na fronteira com o Uruguai, a água está mais de seis metros abaixo do nível normal na principal barragem que abastece a cidade. Em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, o gado sofre os efeitos da seca. Com o pasto cada vez mais escasso, os animais perdem peso a cada dia.

soja foi reduzida para 34,8 milhões de toneladas, contra 36,2 milhões anteriormente. Isto devido a Abiove ter reduzido a estimativa de safra do Brasil para 65,9 milhões de toneladas, ante 69,5 milhões na projeção de março. As exportações do Brasil na temporada agora estão estimadas pela Abiove em 30 milhões de toneladas, versus 32 milhões previstos em março e contra 33 milhões de toneladas na safra anterior. Nessa situação, as cotações seguem firmes no mercado brasileiro, com registro de recordes em termos nominais no mercado interno, segundo o Cepea. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) avançou 3,1% em sete dias, a 62,73 reais por saca de 60 kg. Milho Notícias sobre exportações dos EUA de milho também impulsionaram os preços do cereal no mercado de Chicago, uma referência global, com investidores realizando pesadas compras, preocupados com uma diminuição da oferta. “As vendas apenas catalizaram o Fonte: www.ruralbr.com.br interesse dos compradores”, disse Bill Gentry, um corretor da Risk Management Soja atinge maior valor desde 2008 em Commodities. Chicago O Departamento dos EUA confirOs futuros da soja subiram acima mou a maior venda de milho nortede 15 dólares por bushel na bolsa de Chi- americano em um só dia desde 1991, em cago. Isto aconteceu pela primeira vez um volume que totalizou 1,56 milhão de desde o final de julho de 2008, com a boa toneladas. O comprador não foi identificademanda pela oleaginosa e devido à baixa do, mas traders dizem que a maior parte produção na América do Sul na temporada seguirá para a China. 2011/12, segundo integrantes do mercaFonte: www.br.reuters.com do. A produção do Brasil e da Argen- Preços do farelo de soja são os maiotina sofreu os efeitos de uma severa seca. res desde 2009 A safra brasileira, por exemplo, está estiOs preços do farelo de soja no mada em cerca de 65 milhões de tonela- Brasil continuam encontrando suporte na Fonte: www.agricultura.gov.br das, queda de aproximadamente 10 demanda de consumidores, segundo milhões de toneladas na comparação com pesquisadores da Cepea (Centro de PesEstiagem ameaça abastecimento de o recorde da temporada anterior. quisas Avançadas em Economia Aplicaágua para consumo no Rio Grande do A soja, principal produto da pauta da). Com esses impulsos, o derivado está Sul de exportações agrícolas do Brasil – con- no maior patamar desde janeiro de 2009 O mês de abril chegou ao fim siderando também o óleo e o farelo –, está na maioria das regiões. No RS, este já é o com uma triste realidade no Sul do país. A sendo negociada apenas um pouco abai- maior da série do Cepea, iniciada em seca, que provocou quebra de safra nas xo do recorde histórico no mercado de 1999. lavouras do Rio Grande do Sul, também Chicago, de 16,63 dólares por bushel, A concorrência por soja em grão prejudica o abastecimento de água. São registrado em 2008. bem como, preocupações quanto à disposeis meses consecutivos com chuvas “Do ponto de vista da oferta, os nibilidade de matéria-prima no segundo abaixo da média para o período. Em algu- novos números da Argentina, estimados semestre são fatores de alta. Compradomas regiões, os açudes não resistem a pela Bolsa de Cereais, e do Brasil, pela res de farelo também estão buscando tanto tempo de espera e a terra rachada Abiove (Associação Brasileira das Indús- antecipar suas aquisições para garantir a lembra um cenário de deserto. trias de Óleos Vegetais), combinados disponibilidade de produto. “Estamos buscando nos vizi- ainda com a possibilidade de novas reduQuanto à soja em grão, o indicanhos, porque água potável nós não temos ções nas estimativas oficiais nas próximas dor Esalq/BM&FBovespa, recuou 1,44% aqui na propriedade”, lamenta a produtora semanas, seguiram dando sustentação à entre 18 e 25 de maio, finalizando em R$ rural Marina Kerschner. alta dos preços”, afirmou análise do 64,17 a saca de 60 quilos. Ao ser convertiEm Cruz Alta, no noroeste do Cepea (Centro de Estudos Avançados em do para dólar, fechou a US$ 32,12 a saca, estado, a Defesa Civil distribui por semana Economia Aplicada). uma baixa de 0,34% no mesmo período. Fonte: www.cepea.esalq.usp.br 30 mil litros de água para os agricultores. A previsão de processamento de

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Agricultura

Adubação de cobertura em trigo faz diferença na produtividade Aplicação de nitrogênio na dose certa garante boa lavoura, qualidade no trigo e alta produtividade. A hora de plantar o trigo chegou e, junto com ela, a vontade de colher uma safra com alta produtividade e grãos de qualidade. Para alcançar estes objetivos, um diferencial está no planejamento das adubações de cobertura: a aplicação de nitrogênio na lavoura. De acordo com Denio Oerlecke, supervisor do Detec Cotripal, um dos fatores determinantes para a qualidade do trigo é a força de glúten (W), que se altera conforme a quantidade e qualidade da proteína presente no grão. “Para alcançar um trigo tipo pão é preciso ter entre 10% e 15% de proteína. O nitrogênio auxilia na busca por estes percentuais.”

A adubação de cobertura com este nutriente tem a capacidade de elevar a produção da lavoura. Isso evita o abortamento de grãos, ou enche mais os que ficam na espiga, após o florescimento. “O trigo é uma planta que exige certa quantidade de nitrogênio, tanto para produtividade como para aumento do W. Por isso, fazer a aplicação é a melhor forma de colher grãos adequados à demanda do mercado”, esclarece Denio. Dentre as diversas fontes de nitrogênio existentes, a ureia é o fertilizante nitrogenado de melhor custo-benefício. Ela possui alta concentração do nutriente – 45% – e o menor custo por unidade de nitrogênio.

Recomendação A aplicação deve ser de 100 a 150 quilos de ureia por hectare na fase do perfilhamento do trigo, pois neste período há definição do potencial produtivo da lavoura. Após esta fase inicial, uma suplementação precisa ser feita com 40 quilos de ureia por hectare, na fase do espigamento. Outro fator que deve ser levado em consideração é a condição de umidade no solo no momento de aplicar a ureia em cobertura. Pois assim se pode ter o aproveitamento adequado do nutriente.

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Gráfico 1

Gráfico 2 Comparação de diferentes doses de ureia aplicadas na cultura do trigo cultivar: Mirante - Safra 2011 (em sacas/ha)

Avaliação do manejo de nitrogênio em trigo com colocação de ureia na emissão da folha bandeira - Safra 2011 (em sacas/ha) 90,00

70,00

61,04

Diferença: 4,02 sc/ha

80,00

65,06

70,00

60,00

60,00

50,00

50,00

40,00

40,00

30,00

30,00

20,00

20,00

10,00

10,00

0,00

77,20 62,19 56,70 44,46

0,00

Testemunha (100kg/ha no perfilhamento)

mais 40kg/ha na folha bandeira

O gráfico 1 apresenta um ganho de produtividade de 4,02 sacas/ha, devido à aplicação de ureia no momento da emissão da folha bandeira. Com isso, fica clara a viabilidade da adubação. Além de que, a qualidade do trigo, em relação ao teor de proteína, será melhor com mais ureia em cobertura.

Testemunha

50 kg/ha

100 kg/ha

150 kg/ha

O gráfico 2 exibe os resultados obtidos na colheita da última safra de trigo, plantada no Campo Experimental. Ele mostra que o aumento na aplicação de ureia proporcionou um ganho significativo de produtividade. Assim sendo, a rentabilidade da lavoura é maior que o valor investido em adubação. E os resultados aparecem tanto na dose de 100 kg/ha de ureia, como na de 150 kg/ha.


Mercado agrícola por João Carlos Pires

Referente a maio de 2012

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Soja As cotações na Bolsa de Chicago, no mês de maio, foram de alta volatilidade. Recuaram fortemente de U$ 15,03 para U$ 13,40 o bushel. Mesmo com a quebra significativa da produção na América do Sul, que deveria forçar a alta, o mercado foi influenciado negativamente pela piora da situação econômica mundial, notadamente a zona do João Carlos Pires Euro. Alguns países dessa reSupervisor comercial gião, como a Grécia, estão adrim.comercial@cotripal.com.br com dificuldades de honrar suas contas. Além disso, Itália e Espanha, com problemas no setor bancário, estão derrubando as bolsas de valores no mundo. Nesses momentos de instabilidade econômica, a aversão aos riscos aumenta. Especuladores e investidores aplicam seus valores em ativos mais seguros, como dólar e títulos do tesouro americano. Este processo decorre em virtude do temor de retração na economia mundial e menor demanda por commodities. Outro fator relevante é o ritmo de crescimento da China, que no primeiro trimestre do ano ficou abaixo do esperado. E ela, sendo um grande mercado consumidor de commodities, ajudou a pressionar ainda mais os preços. Já o clima e o desenvolvimento da lavoura norte-americana estão correndo bem, com avanço do plantio acima da média. Internamente, o dólar evitou uma queda maior para a soja, devido à valorização da moeda americana. O preço pago ao produtor oscilou de R$ 56,04 a R$ 54,00 a saca, fechando no final do mês em R$ 54,54 a saca.

Milho O preço do milho continua em queda devido à boa produtividade da safrinha na região do Centro-oeste e Paraná. A produção estimada é de aproximadamente 30 milhões de toneladas – recorde histórico, pois equivale a 45% do total de milho produzido no país. O volume de exportação deve chegar a 10 milhões de toneladas. Mesmo assim, a oferta de produto dessas regiões é gran

de e desta forma ele chega ao Rio Grande do Sul com preços mais competitivos. A previsão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o estoque de passagem é de 14 milhões de toneladas, o maior da história. O preço pago ao produtor caiu de R$ 24,54 para R$ 23,04 a saca.

Trigo Os preços do trigo tiveram uma leve alta. A expectativa criada pelos leilões de estoques públicos da Conab deixou o mercado travado, com a indústria moageira pouco ativa nas compras. Os primeiros leilões dos estoques públicos foram destinados às regiões Norte e Nordeste, que não tiveram interesse de compra. Nos leilões seguintes, a Conab determinou a venda dos estoques públicos, somente de São Paulo e Mato Grosso do Sul, para qualquer destino. Mesmo assim, o volume comercializado foi insignificante. No final do mês de maio, o mercado começou a destravar e fez com que os preços tivessem uma leve reação, visto que o preço do cereal importado está mais caro. O preço pago ao produtor subiu de R$ 24 para R$ 24,54 a saca.

Dólar A cotação do dólar oscilou fortemente entre R$ 1,90 e R$ 2,10, fechando o mês de maio na casa de R$ 2,02. A valorização do dólar aconteceu devido ao mau humor dos mercados, em especial pelas incertezas sobre os rumos da economia europeia. Essa valorização não foi somente frente ao real, mas praticamente contra todas as moedas. No inicio do mês de maio, o Banco Central estava acionando os mecanismos de controle cambial, para alavancar a cotação do dólar. Ações, inclusive, iniciadas em março passado. No entanto, com a piora no cenário econômico da Europa, o dólar subiu rapidamente, chegando a R$ 2,10. Diante disso, o Banco Central interveio no mercado, vendendo dólares futuros e reduzindo IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros) de 1% para zero a exportadores, e a moeda norte-americana recuou para a casa de R$ 2,00.

Leite & Mercado Previsão de baixa para os próximos meses A estiagem ainda não deu trégua e impossibilitou que as pastagens se desenvolvessem como deveriam. Apesar de haver procura no mercado, muito leite está vindo dos países vizinhos, principalmente do Uruguai, suprindo a necessidade. Ele tem chegado muito mais barato às indústrias brasileiras, o que torna rentável comprar produto de fora em vez de adquirir o nacional. O leite entregue em abril se manteve estável. Algumas indústrias já falam em baixa no preço do leite entregue em maio. Já para junho, o preço deve baixar mesmo.

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Notícia

Cotripal realiza doação de alimentos para Cruz Azul No dia 31 de maio, a Cotripal entregou aproximadamente 100 quilos de alimentos não perecíveis à Cruz Azul. O diretor da entidade, Dálcio Artur Petry, esteve no Supermercado Cotripal Arco-íris para receber as doações. Os produtos foram doados pelos participantes do curso “Cozinhando com Elis”, realizado no começo do mês de maio, como forma de inscrição. “Nós sempre precisamos de auxílio e estes alimentos serão muito bem aproveitados”, comenta Dálcio.


Notícia

Cotripal instala equipamentos para captação de pó na Unidade Arco-íris Comprometida com o meio ambiente, seus colaboradores e comunidade onde está inserida, a Cotripal encerra primeira etapa de instalação do sistema de captação de pó em seu fluxo operacional. “A iniciativa é inovadora, já que não existe tecnologia que se mostre totalmente eficiente nesse sentido”, Auri Wahlbrink, gerente de manutenção da Cotripal, começa explicando. “Mas a Cooperativa está investindo muito para chegar aos melhores resultados e tanto a gente que trabalha aqui no dia a dia quanto a vizinhança já sente a diferença”. Trata-se da primeira etapa de implantação de um novo conjunto de equipamentos para captação de poeira, na unidade de armazenagem do bairro Arco-íris, em Panambi. Durante o recebimento da safra, seja de verão ou inverno, o processo de descarregamento, movimentação e armazenagem dos produtos vindos das lavouras naturalmente gera poeira. O volume de pó varia de uma safra para outra, dependendo das condições climáticas do período e das circunstâncias de cada lavoura, podendo se tornar, portanto, mais intenso em certas ocasiões e menos em outras. Preocupada com isso, a Cotripal desenvolveu um projeto inédito, aprovado pela Fepam, para instalar captadores de partículas ao longo de todo o seu sistema. “É bastante caro e trabalhoso, pois faltam referências tecnológicas por ser muito difícil lidar com esse tipo de partícula, orgânica e levíssima”, esclarece Elson Franke, supervisor da unidade. “Apesar disso, tudo indica que estamos no caminho certo. Os resultados são animadores e devemos partir

Local de recebimento

para a próxima fase”. Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Arco-íris, Fábio Bernardo de Oliveira, a atitude da Cotripal foi exemplar. “A associação estabeleceu, em nome dos moradores, um diálogo com a Cotripal sobre a poeira produzida no armazém de Arco-íris. Desde o começo desse diálogo, a Cooperativa se mostrou preocupada e interessada em buscar soluções para o problema, mostrando que já tinha um projeto em andamento. Este ano, embora seja atípico por causa da seca, já se pode notar que houve redução significativa do pó”, comenta Fábio. Os aparelhos implantados propiciam uma blindagem, capturando o pó por meio de exaustores, levando-o até um duto central, de onde o material vai para a decantação. “Essas partículas entram em contato com a água, transformando-se em lodo. O material formado é enviado ao silo de compostagem da Cooperativa, localizado no Campo Experimental”, diz Rogério Franco, engenheiro de segurança do trabalho da Cotripal. Vale ressaltar que a água utilizada no processo de decantação é tratada e reaproveitada dentro do mesmo sistema. “Este processo contribui para a economia dos recursos naturais do planeta Terra e, desta forma, beneficia o meio ambiente”, comenta Auri.

Equipamento de sucção

Tombador de produtos junho 2012

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Notícia

Certificação garante Frigorífico Cotripal como referência de qualidade A aprovação do frigorífico no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal reforça o compromisso da Cotripal em oferecer frios, carnes e embutidos de qualidade. Além do mais, confirma que a Cooperativa sempre esteve no mesmo nível das melhores marcas conhecidas no mercado. Após uma caminhada de três anos, o Frigorífico Cotripal recebeu a certificação do Sisbi-Poa (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). O que significa que suas atividades de comércio, antes restritas ao Rio Grande do Sul, poderão ser expandidas para todo o Brasil. O Frigorífico Cotripal é o segundo estabelecimento fiscalizado pelo Cispoa (Coordenadoria de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal) credenciado para vender produtos além das fronteiras de seu estado. A primeira etapa, segundo Roque Andreola, gerente de indústria da Cotripal, foi a construção da nova planta de abate e a ampliação da área de indústria. “Agora, temos mais espaço, equipamentos que facilitam os processos, além do aumento da nossa capacidade de abate e produção de embutidos. O investimento foi alto, mas o retorno está aparecendo. Na nova planta há infraestrutura para abater 45 bovinos ou 120 suínos por hora, antes eram 20 bovinos ou 60 suínos. Desta forma, além de suprir a demanda do nosso estabelecimento, poderemos abater para terceiros, o que aumenta o movimento e, consequentemente, o resultado.” No segundo momento, aconteceu a aprovação do frigorífico no Programa BPF (Boas Práticas de Fabricação). Este abrange um conjunto de normas que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos, a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos. “Com esta aprovação, a Cotripal atendeu ao pré-requisito para a adesão ao Sisbi-Poa, que faz parte do Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária)”, esclarece Roque. O último passo do Frigorífico Cotripal foi a formalização do interesse de adesão ao Sisbi-Poa. A partir deste ponto, ocorreram algumas visitas orientadoras à adequação das normas de inspeção. No momento da auditoria final, o estabelecimento foi aprovado e passou a ter certificação de equivalência ao serviço de inspeção federal. Para que este processo obtivesse sucesso, diversos profissionais estiveram envolvidos, entre eles, Roque Andreola, gerente de indústria, Cleber Lunardi, supervisor do Frigorífico, Viviane Litz, farmacêutica bioquímica, Julie Cassarotto, farmacêutica bioquímica responsável pelo controle de qualidade, Ângela Antunes de Souza, coordenadora da Cispoa, os médicos veterinários Diego Viedo Facin, gestor Sisbi/Cispoa, Aléverson Barcelos, supervisor da SEAPA (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio) da regional de Cruz Alta, Maria Luiza Berwanger, supervisora da Cispoa da regional de Cruz Alta e Caroline Flores Zielinski, médica veterinária que atua na inspeção da Cotripal, além da equipe de funcionários do Frigorífico. De acordo com Roque, o aumento no faturamento, neste ano, deverá ser de 30% e também haverá criação de novos postos de trabalho, uma média de 8%. Além disso, o frigorífico tornou-se show-room da Sulmaq, empresa que forneceu os equipamentos da nova planta de abate. “Isto aconteceu porque somos a primeira planta a abater bovinos e suínos na mesma linha. Já estiveram nos visitando russos, alemães, peruanos, equatorianos e muitos outros devem vir”, explica Roque.

O que é Sisbi-Poa e quais as suas vantagens? O Sisbi-Poa é o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Ele abre a possibilidade, para os estabelecimentos de produtos de origem animal, de comercializar seus produtos em todo o território nacional. Possibilita também a equivalência do serviço de inspeção do estado (Cispoa) ao SIF (Serviço de Inspeção Federal). Ou seja, reconhece que o serviço de inspeção executado pelo estado atende às mesmas exigências do serviço federal. Isso permite aos estabelecimentos registrados no Cispoa, e reconhecidos pelo Ministério de Agricultura através de auditorias, realizarem o comércio de seus produtos em todo o Brasil. Além disso, ele padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir inocuidade e segurança alimentar.

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Como funciona o Frigorífico Cotripal

Quando os animais chegam ao frigorífico, os bovinos são encaminhados para as mangueiras e os suínos para as pocilgas, construídas pensando no bem-estar animal. Além disso, todos eles recebem banho de água hiperclorada, que os acalma e higieniza.

A área de abate prima por qualidade, higiene, além de praticar o método humanitário, no qual os animais não sentem dor. As linhas são automatizadas e ditam o ritmo de funcionamento, garantindo a eficiência dos processos. O frigorífico também tem cuidado com os seus funcionários, que utilizam os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e plataformas móveis, que têm a função principal de facilitar as operações de abate, proporcionando maior segurança ao operador e melhor resultado.

A inspeção é feita em todo o processo de abate e industrialização. Para isso, um médico veterinário do estado, exclusivamente dedicado ao Frigorífico Cotripal, atua na inspeção e fiscalização, e os funcionários da Cotripal são treinados para cumprirem com as Boas Práticas de Fabricação.

Após o abate, as carnes são armazenadas em câmaras frias, por no mínimo 18 horas ou até que a temperatura no interior do músculo seja inferior a 7°C.

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Na indústria, a carne é transformada em produto. Para isso, ela é processada em massas homogêneas, passando por diferentes tipos de preparos.

Dentro do frigorífico, a última etapa é a expedição dos produtos em caminhões refrigerados, com destino a supermercados, conveniências, açougues e demais estabelecimentos de comércio de alimentos.

O processo de embalagem e gravação da data de fabricação e validade é muito importante, pois fornece informações essenciais, além de caracterizar o produto para ser identificado pelo consumidor.

A segurança alimentar também é garantida por testes laboratoriais periódicos. Eles permitem um rigoroso controle microbiológico e físico-químico das carnes, produtos e da água utilizada nos processos. Por trás dos produtos Cotripal, existe muito trabalho para garantir qualidade e sabor à mesa do consumidor. junho 2012

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Aquecimento global

Verdade ou mito? O aquecimento global é, hoje, o grande vilão a ameaçar a vida na Terra. É preciso empenhar todos os esforços para combatê-lo. Ou não seria bem assim? Quem coloca em dúvida todo o discurso apocalíptico sobre aquecimento global são importantes especialistas. Segundo muitos deles já admitem, não há comprovação científica que confirme a ideia de aumento da temperatura global ou de influência humana nos processos climáticos. O que não significa que não se deve preservar a natureza. Um dos assuntos mais falados nos últimos tempos é o aquecimento global, causado pelo efeito estufa. Segundo se acredita, esse terrível fenômeno de alteração climática deve provocar degelo das calotas polares, elevação do nível dos oceanos, desertificação em várias regiões pelo globo afora, desequilíbrio no regime de chuva, tragédias desencadeadas por desordens climáticas e redução da biodiversidade. Muitos vão além, afirmando que se nada for feito com extrema urgência, com medidas radicais, o fim do mundo estará decretado. Mas tem gente importante que discorda desse cenário apocalíptico. É o caso de alguns climatologistas e pesquisadores que alegam não haver provas científicas do aquecimento global e, muito menos, da influência do homem na alteração do clima da Terra. Um deles é o professor da USP Ricardo Augusto Felício, doutor em climatologia. Ele estuda o clima há cerca de 20 anos, principalmente do continente Antártico. “O aquecimento global é uma hipótese, pois não há provas de que este fenômeno realmente esteja acontecendo. Ele virou bode expiatório para todos os males da humanidade.” Outra indicação de que o aquecimento global pode ser uma hipótese equivocada, ou, pior, até mesmo intencionalmente forjada, vem da descoberta de que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), maior autoridade mundial sobre o assunto, vinha manipulando dados a fim de forçar conclusões a respeito do processo de aquecimento. Uma das constatações apresentadas pelo IPCC, por exemplo, aponta com alarde o derretimento das geleiras das montanhas do Himalaia. Isso, porém, é contestado pelo pesquisador e coautor de um estudo sobre o Himalaia, realizado na Universidade de Zurique na Suíça, Jeffrey Kargel, glaciologista da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Ele demonstra que a realidade é bem diferente: “No lugar do degelo acelerado, em algumas partes da região, as geleiras estão ganhando volume. Uma onda de calor não é necessariamente um reflexo do aquecimento global, da mesma forma que uma onda de frio não é a negação de que esse processo está acontecendo”, explica Jeffrey em matéria publicada pela revista Veja de 25 de abril de 2012. O estudioso ainda comenta que é preciso muita pesquisa para afirmar em definitivo o que está acontecendo com o clima da Terra. O representante da América Latina na OMM (Organização Meteorológica Mundial) e pós-doutorado em meteorologia, Luiz Carlos Baldicero Molion, professor da Universidade Federal de Alagoas, afirma que ondas de frio, temporais e calor excessivo são fenômenos naturais causados pela influência de oceanos, sol, vulcões e lua no clima. “Não é a primeira vez que acontecem mudanças no clima e, acreditem, não vai ser a última. Além disso, nos próximos 20 anos a tendência da temperatura do planeta é diminuir.”

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Segundo os pesquisadores, o homem tem uma capacidade destruidora muito grande em âmbito local. Agora, do ponto de vista global, o poder de destruição ou de transformação do clima é irrelevante. Os estudiosos ainda garantem que as mudanças são efeitos da variabilidade natural da Terra e que as informações noticiadas pela imprensa mundial em grande parte não passam de mito. “Os fenômenos naturais que acontecem no mundo não são de responsabilidade do homem”, esclarece Molion. “As cidades têm microclimas. Um modelo é São Paulo. O local onde essa metrópole está situada tem um clima diferente do resto do planeta”, explica o professor Felício. “Mas este pequeno território não altera um ambiente maior do que o seu próprio espaço. Deste modo, a hipótese do aquecimento global fica sem a comprovação científica da participação do homem no processo.” O professor Molion, que estuda o clima há mais de 40 anos, vai mais fundo: “A tese de que há aquecimento global existe apenas para os países desenvolvidos, que extinguiram seus recursos naturais e agora querem que os menos desenvolvidos preservem o que sobrou em suas áreas”. Até mesmo um dos maiores defensores do aquecimento global, James Lovelock, criador da Hipótese de Gaia, segundo a qual a Terra seria um superorganismo, considera que em relação às mudanças climáticas, nada está acontecendo ainda. E de acordo com a sua teoria, o planeta deveria estar a meio caminho da desertificação. Em 2006, num artigo para o jornal inglês Independent, Lovelock escreveu que, até o ano de 2100, bilhões de pessoas morreriam, e alguns poucos casais conseguiram sobreviver no Ártico, onde o clima seria apenas tolerável. Agora admite: “Nós erramos, exageramos nas teorias.” Nada disso, entretanto, significa que se possa negligenciar a necessidade de zelar pelo meio ambiente. Inclusive, os pesquisadores são unânimes ao alertar: O fato de não se comprovar o aquecimento global não quer dizer que podemos desmatar indiscriminadamente, destruir biomas e poluir o nosso planeta. É preciso preservar a vida, as espécies, os habitats de animais e seres humanos, porque o conjunto faz o equilíbrio do sistema. Para vivermos bem, precisamos de florestas, cidades, chuva, sol, plantações, indústrias e muitos mais. Não dá para usar o discurso de aquecimento global como forma de aterrorizar e intimidar as pessoas. É preferível educá-las para que tenham consciência da importância do cuidado, da preservação inteligente, para que toda a vida habitante no planeta, incluindo a espécie humana, viva em harmônica interação.

James Lovelock

Desgelo e elevação do nível dos oceanos Outro fator atribuído ao aquecimento global é o desgelo dos polos da Terra e a consequente elevação do nível dos oceanos. Mas os climatologistas afirmam que este fenômeno não tem comprovação científica. “A elevação do nível dos mares é variável. Um exemplo são os anos em que o fenômeno El Niño aparece. Nesta fase, o oceano Pacífico chega a subir 50 cm e depois volta ao estado normal. Então, a elevação é um fator relativo, pode acontecer em alguns lugares e em outros não”, argumenta o professor Felício, especialista no tema. Além disso, ele destaca que nos piores cenários divulgados pelo IPCC os oceanos se elevariam 50 cm em 100 anos, ou seja, nada acima daquilo que já acontece corriqueiramente. As principais imagens utilizadas para convencimento do processo de degradação do planeta são as que mostram geleiras derretendo. Em relação aos dois polos, o Ártico e o Antártico, Molion comenta que foi comprovado, através de medições, o aumento do gelo na Antártica, desde 1950. No Ártico, em 2007, a extensão de gelo ficou praticamente estável, mas em 2009, houve recuperação e até ampliação de milhões de quilômetros de cobertura gelada.

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Efeito estufa Os cientistas do clima dizem que o efeito estufa faz parte da dinâmica do tempo. Ele nada mais é do que a retenção do calor dos raios solares que atingem a Terra. Embora alguns pensem que ele seja ruim, o seu processo é essencial para a existência da vida no planeta. “Sua finalidade é impedir que a Terra esfrie demais, pois se a temperatura fosse muito baixa, a variedade de espécies seria menor”, explica Felício. Contudo, os aquecimentistas, que são os cientistas que trabalham com a teoria do aquecimento global, dizem que esse processo tem se acelerado devido às emissões de gases na atmosfera, especialmente o CO². O professor Molion sustenta que a quantidade de CO² lançada pelo homem é irrisória diante dos 200 bilhões de toneladas anuais que são provenientes dos fluxos naturais – oceanos, solo, vegetação. “A atividade humana libera apenas 6 bilhões de toneladas por ano.” O pesquisador relembra algumas situações para comprovar seus estudos. “Há 150 anos estávamos na chamada pequena era glacial. A temperatura estava entre um grau e um grau e meio mais baixa do que hoje, e aumentou. Depois disso, passamos por outro período de resfriamento global, mais ou menos da metade dos anos 1940 até 1976. Em 1977, os oceanos da terra mudaram e começaram a aquecer. E, consequentemente, a temperatura também começou a aumentar. Este é o aquecimento, entre 1977 e 1998, que estão atribuindo ao homem devido à liberação de CO².” Ainda de acordo com Molion, esse aquecimento terminou em 1998. “O que estou dizendo é que passamos por períodos de aquecimento e de esfriamento. Isto é natural. O homem é incapaz de interferir nestes processos.”

Raios solares Os climatologistas afirmam que o fator de maior contribuição para a vida, além de controlar o clima da Terra, é o sol. “Sem ele, não haveria vida e calor sobre a superfície terrestre”, diz Felício. Mas o sol não é uma constante, ele tem seus ciclos, alguns de 11 anos, outros de 90 anos e ainda ciclos de 170 anos. “Neste ano, estamos entrando em um período mais calmo do sol, que vai até 2046. Para quem está pensando que teremos aquecimento global, na verdade haverá resfriamento. Desde 1998, o sol se encontra em processo de redução das atividades e, consequentemente, as temperaturas estão diminuindo”, garante o cientista.

Vulcões Os vulcões também influenciam o clima da Terra. “Ao contrário do que muitos pensam, os vulcões não aumentam a temperatura terrestre. Quando entram em erupção e lançam cinzas no ar, essas partículas vão parar na estratosfera, que é uma das camadas da atmosfera, e acabam bloqueando a passagem dos raios do sol, reduzindo as temperaturas”, expõe Felício.

Curiosidades A Terra tem essa temperatura por causa da atmosfera e da lei dos gases – pressão, temperatura e volume. Ela recebe energia do sol e há interação entre estes fatores, o que mantém o clima constante. Os aquecimentistas dizem que a maior prova de que o CO² provoca o aquecimento da atmosfera é Vênus. No entanto, a pressão deste planeta é 90 vezes maior que a da Terra, por isso a temperatura é 400°C. Não tem relação com o CO² e, sim, com a lei dos gases. Em relação à proibição do uso do CFC (Clorofluorcarboneto), gás antigamente usado em geladeiras, aerossóis e aparelhos de ar-condicionado, existem controvérsias. Segundo o professor Felício, essa substância não é prejudicial. “O que aconteceu foi a quebra das patentes e a consequente redução do preço dos gases. Assim, uma nova substância foi apresentada, prometendo ser benéfica ao planeta. As indústrias pressionaram pela mudança, o governo cedeu e houve a substituição dos gases. Foram milhões investidos nesta transformação sem necessidade. E eu faço um alerta, preparem-se, porque uma nova modificação vem por aí. Um novo gás está surgindo, mais caro e, então, muito mais interessante para o comércio desse setor.” Há mil anos, especificamente entre os anos 800 e 1250, as temperaturas estavam mais altas do que na atualidade, o que foi chamado de período quente medieval. Tão altas a ponto de os vikings saírem da Escandinávia e colonizarem a Groenlândia e o Canadá que hoje estão gelados. O trecho do livro “A Redescoberta da Natureza”, de 1992, escrito por Milton Santos, doutor em Geografia pela Université de Strasbourg na França e pioneiro nos debates sobre as mudanças climáticas, diz o seguinte: “Pode-se estar certo que, apesar do contínuo crescimento do teor residual de CO² na atmosfera, desde o começo da era industrial o clima não conheceu aquecimento no século 20. As medições entre 1951 e 1980, em relação às médias entre 1021 e 1050, mostram o contrário, uma baixa, não significativa, de - 0,3º C. O apocalipse anunciado não é seguramente para amanhã. Se é necessário lutar contra a poluição e degradação do meio ambiente devemos fazer com os olhos abertos, com base em análises científicas e não nos limitando a gritar 'está pegando fogo'”.

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Promoção

Farmácia Cotripal entrega prêmios pelo Dia das Mães

A Farmácia e Manipulação Cotripal promoveu sorteio comemorativo ao Dia das Mães. Para participar, as clientes precisavam adquirir R$ 10,00 em produtos de higiene e beleza, preencher o cupom corretamente e depositar na urna. Os prêmios eram um jogo de toalhas com cinco peças, uma cesta de produtos naturais e uma cesta com produtos de beleza.

As contempladas foram: - Johanna Gerarda Rietjens - Alzira Mews - Márcia Santos

Supermercados Cotripal entregam mimo para as mamães Durante todo o dia 11 de maio, as mamães que passaram pelos cinco supermercados Cotripal receberam um sabonete perfumado em formato de flor, como homenagem pelo seu dia. O mimo confeccionado pela Farmácia

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Cotripal, que também presenteou mamães, tinha uma belíssima mensagem. Mãe é amor sublime, é porto seguro, é aconchego. Mãe é vida doce, é olhar de bondade, chamego. Feliz Dia das Mães.


Dia das Mães é comemorado na Afucopal Na noite de 5 de maio, a Afucopal (Associação dos Funcionários da Cotripal) promoveu o seu tradicional jantar-baile em homenagem ao Dia das Mães. O evento reuniu cerca de 800 pessoas, entre funcionários e seus familiares. O cardápio servido foi massa, galeto e saladas. Logo após a janta, todos os participantes receberam um bombom, como presente pela data comemorativa. A festa encerrou com um baile, animado pela banda Essência da Lua, de Carazinho. As mães ainda puderam levar para casa um vaso de amor-perfeito, flor que enfeitava as mesas.

Confira mais fotos no site www.cotripal.com.br

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Notícia

Dia das Mães com prêmios e brindes nos supermercados Cotripal Os cinco supermercados Cotripal não esqueceram as mamães e organizaram diversas homenagens e sorteios.

Promoção Dia das Mães Para marcar o Dia das Mães, uma data tão especial, os supermercados Cotripal realizaram uma promoção com sorteio de prêmios. Para participar, era preciso adquirir produtos com a etiqueta amarela ou realizar compras no valor de R$ 50,00 nos magazines. Depois, bastava preencher o cupom, depositar na urna e torcer. Os prêmios eram: faqueiro, vale-compras no valor de R$ 300,00, televisão 32'', forno micro-ondas e conjunto de panelas inox.

Condor Sonia Wagner, Noemia Reinke, Bruno Hanel, Leonice Lima e Sandra Regina dos Santos.

Os contemplados foram:

Santa Bárbara do Sul Neiva Piccini, Carine Rauber, Helga Feiden, Rosane Aparecida Hahn e Mara Rejane Lírio de Oliveira.

Pejuçara Carmen Cadore, Adriana Tassotti, Bromilda Genhm, Ana Paula Uhde e Daniela Oberto Cervi.

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Panambi – Arco-íris Terezinha Ramos, Taís da Costa, Raquel Dutra Felinkoski, Simone Leal Graeff e Claudio Freitas.

Panambi – Centro Marli Windmöller, Fátima Konrad, Claisa da Silva Ourique, Denise Pohl e Rosane Dickel.


Exposição fotográfica “Um amor de mãe” Os supermercados Cotripal realizaram uma campanha comemorativa ao Dia das Mães. O filho que quisesse homenagear sua mãe precisava levar uma foto em que aparecesse a mamãe ao lado de seus filhos, para a exposição fotográfica “Um amor de mãe”. Após a mostra, os participantes concorreram a brindes dos Magazines Cotripal. Entre eles, travesseiro, edredom, mala, toalhas, bolsa e cobertor.

Os contemplados foram:

Panambi – Centro Leodir Teresinha Stolberg, Fátima Vogt, Simone Rodrigues, Jéssica Prates Bos, Zeloi Paula Dornelles Regina Maribel, Adriana Rocha da Cruz, Fátima da Silva, Marise Villani, Ana Paula dos Santos, Isolda Schneider Bartz e Fabiane Bonfada.

Panambi – Arco-íris Janice Zachow Feltes, Jussara Gonçalves Almeida, Sonia Oliveira, Marisa Stefani, Marilei Sauerssig, Mirian Dupont Quevedo, Elis Mello, Erica Hendges, Celoni Ribeiro e Juliana Antunes.

Condor Ione da Silva, Graciela Brum, Deise Roth, Amalia de Lima, Nelda Wegner, Adriane Soares da Silva, Marlise do Amaral e Ereni Martins Machado

Santa Bárbara do Sul Emília Terezinha de Deus, Lourdes Ribas Bender, Zenaide Gollub, Cleide Alves de Souza Staforti, Cleia Barbosa do Prado, Francieli Daiane Lange de Godoy, Marli Malheiros e Carla Roselaine Borges.

Pejuçara Juliana Machado, Simone Andreola, Liria Rambo, Daiala Maldaner, Simone Buzzatti, Cledi Bottega, Jussiane Rodrigues e Eliane Machado.

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Notícia

Cotripal participa do Circuito FMC de Cinema O projeto Gira Brasil 2012 – Circuito FMC de Cinema, promovido pelo Ministério da Cultura e empresa FMC, esteve em Panambi nos dias 4 e 5 de maio. Para isso, a partir de uma parceria com a Cooperativa, o cinemóvel, que consiste em um caminhão transformado em sala de cinema, foi instalado no pátio do Supermercado Cotripal Panambi Centro. No total, aconteceram sete sessões, em que foram apresentados filmes nacionais, como “O Bem Amado” e “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”. O objetivo do projeto é divulgar o cinema brasileiro e levar cultura aos mais diversos lugares. Participaram do cinema entidades como APAE e Afucopal (Associação dos Funcionários da Cotripal), além das sessões abertas à população. “O programa valeu a pena, assisti ao filme “O Bem Amado”, que traz uma história política, com pitadas de humor. Foi excelente. Todos nós demos boas risadas e nos enriquecemos com a cultura brasileira”, contou Waldemar Knod, diretor cultural da Afucopal.

Atletas da Afucopal participam de duas corridas e chegam à marca de 660 prêmios No dia 29 de abril, a equipe de corredores da Afucopal (Associação de Funcionários da Cotripal) esteve no município de Marau para a 4ª Rústica do Trabalhador. Lá, conquistaram cinco títulos. Já no dia 1º de maio, o grupo integrou a 29ª Rústica do Trabalhador de Cruz Alta. Adelar Schüler foi o campeão geral masculino e Clarice Schüler conquistou a 3ª colocação geral feminino. Reginaldo dos Santos, Gilberto dos Santos Dorneles e Miro Bayer receberam premiações em suas categorias. A equipe comentou que está em bom momento e atribui as conquistas ao apoio recebido da Afucopal e ao trabalho realizado durante os últimos anos. “No dia 25 de abril, completamos oito anos de formação do grupo de corredores. Neste período, a equipe conquistou mais de 660 prêmios em diversas categorias”, comenta Miro.

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Prata da casa

Procure sempre entender as pessoas Um gaúcho agarrado às tradições com certeza sabe preparar um bom churrasco, o prato típico de nosso estado. E tudo começa pela escolha da carne ideal. Conhecer os pedaços e as particularidades de cada um não é tão simples assim: é tarefa para um profissional. E o Supermercado Cotripal Panambi conta com um especialista nessa área há mais de 30 anos. É Vilson Dahmer, açougueiro e assador de mão cheia. Querido de todos e colecionador de amizades, Vilson construiu uma linda carreira na Cotripal, sempre com humildade, bom humor e prestatividade. Por isso, hoje, ele é prata da casa.

Nome: Vilson Nelson Dahmer Aniversário: 26 de julho Idade: 55 anos Função: encarregado do açougue do Supermercado Panambi Colaborador da Cotripal desde: junho de 1976 Esposa: Ida Oraci Dahmer Filhos: Evandro, Graciela e Tiago Neta: Mariana Genro: Joceli Nora: Débora Quem é Vilson Dahmer? Sou um cara tranquilo, honesto, sempre procuro escutar e entender as pessoas, somar coisas boas no meu dia a dia, seja na empresa ou na família. Não sou teimoso, gosto de respeitar hierarquia e me dar bem com todo mundo.

nova. É muito gratificante. O senhor se considera uma pessoa realizada? Com certeza. Minha família é meu bem mais importante. E tudo o que consegui, além disso, foi através do meu trabalho, e isso eu devo à Cotripal. Conte-nos como foi teu início na Cotripal. Sou natural de Bom Progresso, região de Três Passos, e vim para Panambi em 1976, convidado por um primo meu que trabalhava em uma indústria da cidade. Aí, assim que cheguei, fiz entrevista na Cotripal e logo comecei. Minha primeira função foi auxiliar do depósito do antigo Supermercado, que era na época onde hoje é o Centro Administrativo. Em 1981, com a construção do mercado novo, fui transferido para o açougue, onde permaneço até hoje.

O senhor é religioso? Sim, sou evangélico. Tenho muita fé, desde pequeno fui Então o senhor acompanhou muito o criado assim. Ela é o que nos mantêm em crescimento da Cooperativa? Bastante. pé. Quando comecei, a única filial que existia era em Condor. Posso dizer que cresci Que valores o senhor julga importantes junto com a Cotripal ao longo desses 36 na vida? Família em primeiro lugar, ela é anos. Foi a minha primeira experiência nosso porto seguro. Mas não posso deixar profissional, e desde o começo eu já sabia de citar a fé, o trabalho e a amizade. Tenho que esse era o meu lugar. Aprendi muito e um carinho grande pelos amigos, e minha tudo o que eu sou hoje devo à Cooperatiprofissão me proporciona conhecer gente va.

O que a família representa para o senhor? A família é tudo pra mim. Os dias mais felizes da minha vida foram os dos nascimentos dos meus filhos. Todos só me dão orgulho. O Evandro, mais velho, trabalha também na Cotripal, assim como minha esposa. A Graciela nos deu a nossa primeira neta e o Tiago, que é um garoto especial, só nos dá alegrias diariamente. O que o senhor mais gosta em sua área de atuação? Várias coisas, mas destaco a convivência com os colegas e a satisfação do cliente. E nas horas vagas, o que o senhor gosta de fazer? Temos um grupo de canastra entre colegas aqui da empresa, nos reunimos sempre às quintas-feiras para jogar. Nos domingos, gostamos de ficar em casa e reunir a família. Também gosto de jogar futebol nos fins de semana. E o que esperar do futuro? Espero só o melhor para os meus filhos, e no que puder ajudá-los, eu ajudarei. Deixe uma mensagem ao leitor. Procure sempre entender e compreender as pessoas. O diálogo é fundamental, pois, como diz o ditado: “é conversando que a gente se entende”. junho 2012

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Cursos e treinamentos

Cozinhando com Elis

Data: 7 de maio Local: Supermercado Cotripal Pejuçara

Data: 9 de maio – tarde Local: Auditório Supermercado Cotripal Arco-íris

Data: 9 de maio – noite Local: Auditório Supermercado Cotripal Arco-íris

Data: 10 de maio Local: Supermercado Cotripal Condor

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Data: 11 de maio Local: Auditório Supermercado Cotripal Santa Bárbara do Sul Confira todas fotos no site www.cotripal.com.br


Tingimento e pintura em tecido Data: 14 a 18 de maio Local: Núcleo de associados – linha Belizário, Panambi

Produção de embutidos e defumados Data: 29 de maio e 1º de junho Local: Núcleo Cogitando o Futuro – linha Pontãozinho, Condor

Boas Práticas de Fabricação Palestrante: Jonas E. Schlindwein Data: 16 e 23 de maio Local: Auditório Supermercado Cotripal Panambi Centro

Data: 16 de maio Local: Auditório Escritório Central Turmas: Supermercado Cotripal Panambi Centro e Posto BR Cotripal Centro .

Data: 17 de maio Local: Sala no escritório da Unidade Arco-íris Turma: Central de Distribuição .

Data: 18 de maio Local: Auditório Supermercado Cotripal Arco-íris Turmas: Autocentro e Supermercado Cotripal Arco-íris .

Data: 21 de maio Local: Sala no Supermercado Cotripal Pejuçara Turmas: Lojas e Supermercado Cotripal Pejuçara .

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Data: 22 de maio Local: Auditório Escritório Condor Turmas: Lojas e Supermercado Cotripal Condor

Riscos de acidentes nos ambientes de trabalho

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Data: 24 de maio Local: Auditório das Lojas Panambi Turma: Lojas Panambi

Data: 14 de maio Local: Auditório Supermercado Santa Bárbara do Sul Turmas: Supermercado e Lojas Cotripal Santa Bárbara do Sul

Agenda

Cursos Fruticultura – tecnologia da poda Data: 25 a 27 de junho Local: Comunidade Católica São José Porongos – inha Porongos, Santa Bárbara do Sul

Culinária Orquídea (vagas limitadas) Data: 26 de junho – às 14h e 19h Local: Auditório Supermercado Cotripal Arco-íris Data: 27 de junho – às 14h Local: Supermercado Cotripal Panambi Centro Data: 28 de junho – às 14h Local: Unidade de grãos Ajuricaba.

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Segurança alimentar

Contém ou não contém glúten? O glúten é uma das proteínas presentes em cereais, como o trigo, aveia, centeio, cevada e malte, e amplamente encontrado na composição de alimentos, medicamentos e bebidas industrializadas. Mas existem algumas pessoas que não podem ingeri-lo de jeito nenhum. Culpa da intolerância a essa proteína, também chamada de doença celíaca.

Farinhas que não contêm glúten Há no mercado várias farinhas que não têm essa proteína em sua composição. São elas: - farinha e amido de mandioca - amido de batata - farinha e amido de arroz - polvilho - farinha de milho - farinha de soja

Ao analisar rótulos de embalagens no supermercado, com certeza você já se deparou com aquelas frases em destaque: “contém glúten” ou “não contém glúten”. E elas não estão ali à toa. Todas as indústrias de alimentação são obrigadas por lei, desde 2004, a informar de forma clara, nos rótulos, se aquele alimento apresenta ou não o glúten em sua composição. Esta é uma conquista dos portadores de doença celíaca, também conhecida como intolerância ao glúten. É a garantia de segurança na hora de comprar o alimento, já que, caso haja o consumo da proteína, pode haver diferentes reações no portador da doença. Mas o glúten não é um vilão da saúde. Especialistas garantem que não existem provas de que banir alimentos que contenham essa proteína ajuda a emagrecer, por exemplo. “A não ser no caso da doença celíaca, não há evidências de que o glúten seja uma proteína ruim para o organismo de indivíduos saudáveis nem que tenha a ver com a obesidade,” garante Jaime Amaya Farfan, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Campinas, em entrevista à revista Saúde. A doença celíaca se manifesta geralmente durante os três primeiros anos de vida. Segundo informações da Acelbra-RS (Associação dos Celíacos do Brasil – Rio Grande do Sul), a introdução precoce de cereais na dieta da criança pode ser um fator determinante para o aparecimento da doença, mas fatores de predisposição genética não estão descartados. Sintomas O sintoma mais comum entre os portadores da doença é a diarreia crônica, além da distensão abdominal e desnutrição. Porém, outros sintomas podem se manifestar, como dor abdominal, vômitos, constipação intestinal, irritabilidade e anorexia. “A pessoa celíaca poderá apresentar apenas um sintoma, ou um conjunto de vários deles, que desaparecerão com o cumprimento da dieta isenta do glúten”, informa a Acelbra. Diagnóstico Caso haja suspeita da intolerância, o médico é o profissional que deve ser procurado. A doença celíaca pode ser aparentemente confundida com a intolerância à lactose, por isso, exames laboratoriais são indispensáveis para a confirmação do diagnóstico. O mais importante, segundo a Associação de Celíacos, é a biópsia do intestino delgado, pois é através desse exame que se percebe a atrofia vilositária e a infiltração de linfócitos intraepiteliais. Tratamento O único tratamento possível para a doença celíaca é a adoção de uma dieta isenta de glúten. E não é tarefa fácil. Há uma infinidade de alimentos que contêm em sua composição trigo, aveia, cevada, centeio e malte. Por isso, a obrigatoriedade da informação nas embalagens sobre o glúten é muito importante. Os danos no intestino de um celíaco que ingere glúten são bem acentuados. Caso ele não siga uma dieta sem a presença dessa proteína, o doente pode apresentar, além dos sintomas da intolerância, riscos de desenvolvimento de outras enfermidades, como doenças de tireoide, fígado, rins, pele e até mesmo câncer. Em virtude disso, nutricionistas recomendam resistir às tentações. Por exemplo, se ingerido, apenas um biscoito pequeno à base de farinha de trigo pode anular os efeitos de uma alimentação sem glúten de cinco dias, e essa “escapada” pode comprometer significativamente os cuidados com a dieta. No caso de crianças doentes, os pais devem redobrar os cuidados, pois a proibição de comer certos alimentos pode gerar impactos na vida dos pequenos. A orientação é a inclusão na dieta de legumes, frutas, carnes, peixes, ovos e arroz. Cuidados nunca são demais. Em casa, é necessário separar os alimentos com e sem glúten e usar utensílios diferentes no preparo e no manuseio da comida. A limpeza adequada também é importante, pois alguns objetos da cozinha usados em produtos com glúten podem contaminar os alimentos destinados aos celíacos.

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Vida saudável

É verdade. Aquele chazinho para dor de barriga, uma balinha de gengibre e o xarope de mel e limão que sua avó faz em casa têm capacidade de reforçar o sistema imunológicoe prevenir algumas doenças e vírus.

Com o passar dos anos, a medicina evoluiu de forma a se antecipar no tratamento de doenças, atuando na prevenção. Detecta-se um risco e há métodos para evitar o seu desenvolvimento. As pessoas têm mais precaução e buscam orientação médica com o intuito de não adoecer. Os mais velhos encontram outras soluções: chás, balas e xaropes naturais. Eles são preparados a partir de plantas com capacidades medicinais e conhecimento trazido pelos seus antepassados, visto que a locomoção até um médico era difícil antigamente. Assim, aquela receita para gripe que a sua avó prepara, por exemplo, merece credibilidade. Afinal, os estudos modernos estão demonstrando que ela sempre esteve certa: o natural pode curar, sim. Abaixo, alguns produtos naturais que podem ser usados para prevenção de gripes e resfriados.

Mel

Gengibre Muito indicado para desintoxicação do corpo e considerado anti-inflamatório, anticoagulante, antioxidante e bactericida, atua como protetor do organismo. O gengibre é importante no tratamento de dores de cabeça, congestão no peito, reumatismo e doenças nervosas. Além disso, é um excelente remédio natural que combate inflamação na garganta, asma, bronquite e até mesmo pode auxiliar no tratamento de alguns tipos de câncer. O gengibre também pode ser utilizado como antibiótico e possui componentes que tratam a depressão. “O extrato deste tubérculo estimula os centros vasomotor e respiratório”, lembra Ronan Becker Bullé, farmacêutico da Farmácia e Manipulação Cotripal.

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Adoçante duas vezes mais eficiente que o açúcar, o mel pode ser consumido com frutas, pães, biscoitos, iogurtes e leite. Ele ajuda a prevenir gripes e resfriados, asma, bronquite, amigdalite, problemas de circulação e musculares. Essa substância produzida por abelhas é um dos melhores e mais eficientes remédios contra a gripe, fortalecendo o corpo para defendê-lo de infecções. Além disso, melhora o sistema nervoso, ajuda a desintoxicar o organismo, facilita a digestão, sendo importante antisséptico e antibiótico. Pode ainda prevenir infartos e reduzir o colesterol. “Ele pode ser substituto do açúcar em qualquer situação. O recomendado é consumir duas colheres de sopa por dia”, conta Débora Schmidt Linn, nutricionista da Cotripal.


Própolis

Alho Foi usado desde as épocas mais remotas na medicina indiana, mencionado na Bíblia, colocado em tumbas, enfim, as histórias sobre as utilidades do alho são grandes e antigas. Em Roma, o costume era comer alho para melhorar a voz. Seu uso é constante até hoje, seja como remédio ou tempero de comidas. Altamente terapêutico, funciona como ativador da circulação sanguínea e combate infecções. Ele contém uma substância chamada alicina, responsável pelo cheiro forte que o bulbo apresenta. Quem o consome, nota esse cheiro em sua transpiração e até mesmo na respiração, isso porque a substância desinfeta o aparelho respiratório e o sangue. Quem não consegue ingeri-lo, pode também fazer inalações. “O alho aumenta a secreção glandular, não só da saliva, mas em todo o aparelho digestivo, provocando muitas vezes mal-estar. Como remédio, deve ser usado com moderação e precaução”, afirma Débora.

Usada há mais de 2 mil anos por diferentes povos, a própolis ganhou espaço por seus inúmeros benefícios à saúde. Tem ação antibacteriana, antiviral e antifúngica, foi chamada de antibiótico natural e batizada por pesquisadores russos de penicilina. Ao contrário dos antibióticos comuns, a própolis atua apenas nas bactérias nocivas, preservando as benéficas. As bactérias também não criam resistência à substância, o que a torna ainda mais eficaz. Ela estimula as células imunitárias, combate os radicais livres e possui ação antioxidante. “Traz benefícios ao sistema respiratório, atuando no tratamento de gripes e resfriados. É importante auxilio na cicatrização de dermatites, feridas e queimaduras, pois tem função cicatrizante e regeneradora dos tecidos. Tem função anestésica também, sendo excelente suplemento no combate a dores de garganta”, explica Ronan.

Guaco Vários estudos já comprovaram que as propriedades medicinais do guaco desobstruem as vias respiratórias. “O xarope dessa planta é muito usado para aliviar os sintomas da bronquite, gripe, rouquidão e asma, e garante uma respiração mais tranquila”, explica Ronan. No corpo, o guaco faz com que os brônquios, canais que levam o ar aos pulmões, se dilatem e os cílios que revestem os canais respiratórios fiquem com o movimento acelerado, o que expulsa o catarro do organismo. A tosse seca fica controlada e a secreção existente nos pulmões é dissolvida e eliminada. Além disso, as folhas aliviam os sintomas do reumatismo e das varizes, basta esfregá-las na área dolorida. Os índios também costumavam usar sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos para tirar o veneno.

Manjericão É utilizada como condimento na culinária, mas serve também para combater várias doenças em virtude de suas propriedades. Em sua composição, estão presentes vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro. Possui ação analgésica, antisséptica, calmante, diurética e digestiva. É um remédio eficaz no combate a gripes e resfriados, além de estimular os rins, diminuir problemas de garganta e combater dores de cabeça frequentes. Compressas feitas com chá de manjericão podem eliminar febres altas e cicatrizar feridas.

Cebola

Vitamina C “As frutas cítricas não agem no combate a doenças, mas fortalecem o sistema imunológico”, explica a nutricionista. Por isso, gripe e resfriados, por serem doenças virais, não conseguem se instalar no corpo de quem consome essa vitamina. Ela aparece em várias frutas, como limão, laranja, lima, entre outras. Atua na formação dos dentes e ossos e auxilia a absorção de ferro pelo corpo – por isso os mais velhos falam tanto em comer laranja com feijão para evitar a anemia. A vitamina C auxilia na produção de colágeno, além de ser um antioxidante natural. Previne alguns tipos de câncer, doenças cardiovasculares e inflamações e reduz o mau colesterol.

Combate infecções, pois tem uma grande combinação de sais minerais como fósforo, ferro e cálcio. Ela tem flavonoides que são antioxidantes que ajudam a eliminar o mau colesterol das artérias. Regulariza o intestino, tem ação diurética e melhora a circulação sanguínea. Quando consumida crua, em saladas, pode evitar bactérias e vermes, bem como ser aplicada na pele para cicatrizar feridas e picadas de insetos. Os hipertensos ainda conseguem tirar proveito, pois a cebola é um tempero conhecido em larga escala pelo mundo e seu sabor e aroma acentuados podem substituir o sal.

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Vende-se Moto Honda 150cc – ano 2010 Completa, cor preta, injeção eletrônica, flex, ótimo estado Contato: (55) 9194-2215 Vectra – ano 2000 4 pneus novos, freio ABS, ar digital, aceita troca Contato: (55) 8433-8176 F10 – 2001 Intercooler, a diesel, turbo Contato: (55) 9138-9371 Moto Honda CG 125 Fan 0 km Contato: (55) 9152-9401 ou 3816-1803 Gol MI – ano 1997 1.0, cor prata Contato: (55) 9168-5966 Vectra GLS – ano 1997 Contato: (55) 9159-7224 Caminhonete S-10 – ano 2005 Cor bordo, 4x2 Senic – ano 2000 Completo, branco, 4 portas Astra Sedan – ano 2003 4 portas, completo Trilhadeira Contato: (55) 9138-9363 Moto Neo Yamaha – ano 2008 Excelente estado, partida elétrica, câmbio automático, único dono, apenas 10 mil km rodados Contato: (55) 9136-2699 Ipanema – ano 1993 Contato: (55) 9118-5337 Fusca – ano 1982 Contato: (55) 9998-1152 Moto Yamaha XTZ 125 – ano 2003 Freio a disco, partida elétrica, aros de alumínio, luz branca e cano esportivo legalizado Contato: (55) 9124-0704 ou 9175-6466 Escort – ano 1988 1.6, a álcool Moto CG Titan 125 – ano 1999 Contato: (55) 9144-2276 Fiesta – ano 1998 4 portas, azul, ar quente, vidro elétrico e trava elétrica Contato: (55) 9927-2333 Moto Web 100 Sundow – ano 2006 Modelo 2007, bom estado Contato: (55) 9144-4522

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Del Rey – ano 1990 Bom estado Contato: (55) 9983-2565 Carreta para trator Capacidade de 4 toneladas, com carroceria nova Pulverizador Max Prey Jacto Modelo Columbia, 2 mil litros, com barra de 18 metros, marcador de linha elétrico, com motor MWM 4 cilindros Trator Ford 6600 – ano 1984 Contato: (55) 8421-8837 Trator CBT 2600 – ano 1984 4x4, cabinado Ensiladeira Geva Com repique Contato: (55) 9936-6398 Trator Massey Ferguson 65X Rodado alto, bom estado Contato: (55) 8407-2889 ou 8421-7446 Trator CBT 2105 – ano 1985 Motor Mercedes, ótimo estado, 4 pneus novos, com lâmina e concha Aceita-se troca por vacas leiteiras Contato: (55) 9122-6681 ou 9976-1448 Trator Valmet 85 – ano 1977 Ótimo estado, pneus traseiros seminovos Contato: (55) 9951-2266 Trator Massey Ferguson 290 – ano 1984 Bom estado Vectra – ano 2001 Ótimo estado Resfriador de água Tanque diesel de 8 mil litros Contato: (55) 9938-6401 Colheitadeira SLC 6200 Cabinada, ótimo estado Contato: (55) 9132-9423 Colheitadeira Massey Ferguson 3640 – ano 1980 Bom estado, sem cabine Contato: (55) 9989-7918 Colheitadeira Case axial 2388 – ano 2003 30 pés de corte, cabinada, revisada, financiada Contato: (55) 9963-1240 Caminhão L1620 – ano 1997 Ótimo estado Contato: (55) 9118-9835 Caminhão Chevrolet D60 Bom estado Contato: (55) 9957-8189 Caminhão Mercedes Benz Ótimo estado Contato: (55) 9993-7136

Semeadeira Semeato PSE8 9 linhas de soja e 5 de milho Ensiladeira Nogueira Tecus 9004 Bica hidráulica, toda revisada, único dono Kit para silagem de inverno Contato: (55) 9670-0270 Pulverizador Jacto 600 litros, com marcador de linha, manual Contato: (55) 9963-2267 Pulverizador Jacto – ano 2001 Único dono Contato: (55) 9113-2643 Pulverizador Jacto 600 litros Ensiladeira Nogueira – ano 2010 Semeadeira Vence Tudo 5 linhas de soja e 3 de milho Plataforma basculante Contato: (55) 9987-2373 Plataforma adaptável para ensiladeira Da marca Pecus 9004, para silagem de aveia e outras gramíneas Contato: (55) 9118-2570 Resfriador 6000 litros Importado, lavagem automática Contato: (55) 3375-3722 Classificador de sementes Marca Vence Tudo, 3 peneiras, para soja, milho e trigo Contato: (55) 9138-1212 Transfer – ano 2001 Marca jan, modelo 700 Contato: (55) 9973-0010 Lenha em metro e toco Contato: (55) 9164-7356 Prensa de banha antiga Peça para museu, bom estado Contato: (55) 8431-9054 Alarme para moto Positron, seminovo Contato: (55) 9146-6637 Mesa de pingue-pongue Bom estado Contato: (55) 9159-2765 Apartamento mobiliado Com garagem, 2 quartos, sala, cozinha, lavanderia e banheiro grande. Localizado a 200 metros do Colégio Evangélico de Panambi Contato: (55) 9159-4448 Casa de alvenaria Com 146,54m², localizada na rua Carlos Gomes, terreno com 6.336,23m², esquina com a rua Valter Jobim, no bairro Medianei-


ra, Panambi Contato: (55) 9154-0837 ou 9112-1737 ou 3375-6245 10,6 hectares de terra Localizado na linha Mambuca, Condor, com benfeitorias, água e luz Contato: (55) 9637-2142 ou 9161-5354 4,3 hectares de terra Localizado próximo ao Frigorífico Cotripal, linha Colônia Cash, Condor Contato: (55) 9163-8490 ou (54)9122-2344 55,5 hectares de terra Localizado em Pejuçara, com benfeitorias Contato: (55) 9624-0197 Área de terras de 5,5 hectares Localizada na linha Ramada, Condor Contato: (55) 9182-1462

2 novilhas com cria 5 novilhas de 4 a 8 meses Todas holandesas Ordenhadeira Westfalia 200 2 conjuntos Resfriador a granel 730 litros 11 vacas leiteiras 4 delas estão secas Contato: (55) 9974-9019

Junta de vacas Gir-holandesa, prenhas Contato: (55) 9926-2943 10 vacas holandesas Resfriador 300 litros Ordenhadeira Fockink Contato: (55) 9186-1294 ou 9168-4878 ou 9194-7044 Novilha Prenha de 7 meses Contato: (55) 9186-1216

6 hectares de terras Sem benfeitorias, localizada bem próximo à cidade de Panambi Contato: (55) 9934-3870 9 hectares de terra de mato virgem Localizado em Augusto Pestana 9,7 hectares de terra de mato puro Localizado em Erval Seco Contato: (55) 9181-2010

Novilha holandesa Novilha Jersey Prenhas de 2 meses Contato: (55) 9182-6334 Vaca holandesa Prenha de 7 meses Contato: (55) 9974-0750

25 vacas holandesas Contato: (55) 9133-7751 10 vacas leiteiras Contato: (55) 9609-2125 9 vacas jersey com holandês 3 novilhas jersey com holandês Ordenhadeira Fockink Resfriador 300 litros 8 tarros Contato: (55) 9116-3873 ou 9122-2411 Novilha holandesa com jersey Prenha de 3 meses Novilha jersey Prenha de 4 meses Contato: (55) 9182-6334

5 filhotes pastor alemão puro Contato: (55) 9152-5359 15 bovinos Para confinamento Contato: (55) 8402-6396 Junta de bois zebu Mansos, 4 anos Junta de bois mestiços Mansos, 2 anos Contato: (55) 9166-2024

COMPRA-SE Classificador de sementes em bom estado Contato: (55) 9128-6113 Rodado largo para trator 18.4.30 Contato: (55) 9161-2836

PROCURA-SE Casa para alugar Contato: (55) 9168-4312 ou 9113-1487 Casal para trabalhar em lavoura e tambo de leite em Campo Santo Contato: (55) 9657-7536 Homem solteiro para trabalhar em sítio localizado na linha Caxambu, Panambi Contato: (55) 4052-9001 ou 3376-2000

BOM SABER Além da revista Atualidades Cotripal, o seu classificado também pode ser divulgado no programa de rádio da Cotripal, no quadro Classificados. Ele vai ao ar todas as sextas-feiras, às 6h10 e às 11h45, na emissora Sorriso FM, 103.5MHz. Lembrando que podem participar deste espaço associados e colaboradores de forma gratuita. Para mais informações, ligue (55) 3375-9071.

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A fruta da estação Rica em vitaminas e sais minerais, a bergamota é uma fruta muito cultivada no Rio Grande do Sul por causa do clima subtropical da região. Além de ser uma das marcas do inverno, ela é bastante apreciada pelos gaúchos. E é por isso que preparamos duas receitas especiais e que muito têm a ver com a cultura gastronômica do nosso estado.

Cuca de bergamota (receita enviada por Nilse Wottrich)

Todas as receitas são previamente testadas pelas culinaristas da Cotripal.

Ingredientes Para a massa 1 ovo 1 xícara de chá de nata 1 colher de sopa de fermento em pó 1 xícara de chá de açucar 1 pitada de sal Farinha de trigo até dar o ponto 5 bergamotas sem sementes, cortadas em rodelas finas

Modo de preparo Em uma tigela, misture a nata, o ovo, o açúcar, a pitada de sal e a farinha de trigo, até que a massa fique bem firme. Deixe a mistura descansar por cerca de cinco minutos e, com a ajuda de um rolo, abra a massa. Coloque-a no fundo de uma forma redonda e faça uma borda. Acrescente as rodelas de bergamota por cima e leve ao forno por 35 minutos a uma temperatura de 180 graus. .

Para a calda Suco de 2 bergamotas 1 xícara de chá de açúcar 1 colheres de sopa de amido de milho

Modo de preparo Em um recipiente, junte o suco com o açúcar. Leve ao fogo e acrescente o amido dissolvido em água. Deixe ferver até ficar em ponto de creme fino. Em seguida, coloque a calda sobre a cuca assada. .

Ambrosia de bergamota Modo de preparo

Ingredientes 2 litros de leite 1 kg de açúcar 400 ml de suco de bergamota 12 ovos 1 pau de canela Casca de uma bergamota

Em uma panela grande, com 10 litros de capacidade e de fundo grosso, caramele o açúcar até que ele fique levemente dourado. Acrescente o suco de bergamota e a casca limpa, a canela em pau e o leite. Deixe cozinhar por 15 minutos, até que o leite forme pequenos grumos. Na batedeira, bata os ovos até dobrarem de volume e os acrescente na mistura de leite da panela, sem mexer. Mexa somente quando os ovos começarem a ficar firmes, fazendo movimentos de “xis” ou cruz. Cozinhe o doce até ficar dourado e com calda fina, por cerca de 1 hora em fogo baixo, mexendo cuidadosamente para não grudar no fundo. Armazene em vidros esterilizados e guarde na geladeira após aberto.

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junho 2012

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Função da bateria Os carros fabricados com motores de combustão interna, ou seja, movidos a álcool, diesel ou gasolina, precisam de uma bateria. As principais funções são fornecer energia elétrica ao motor de arranque e ao sistema de ignição. Além disso, a bateria age como estabilizadora de voltagem do sistema elétrico do automóvel.

Como cuidar da bateria do seu carro Verifique se a bateria que está no seu carro é a correta, conforme o catálogo do fabricante .

Verifique se a bateria está bem presa ao suporte, evitando vibração quando o carro estiver em movimento .

Faça a checagem da parte elétrica do carro regularmente. Para isso, será usado um aparelho que aponta as condições de carga da bateria

A Heliar oferece garantia de 18 meses para baterias de série especial e socorro 24 horas no caso de pane elétrica para todos os produtos de sua marca, atendendo o cliente no Brasil e no Mercosul.

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Revista Atualidades Cotripal nº 104  

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