Page 12

12

Cultura

Costa do Sol jornal

08 a 14 de maio de 2019

Publicidade

Os meus livros

GRUPO INSTRUÇÃO MUSICAL E DESPORTIVO DA ABÓBODA Fundado em 01 de Abril de 1930

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA

Jorge Fonseca de Almeida

A pedido da Direcção e em conformidade com os poderes que os estatutos me conferem, convoco a Assembleia Geral Ordinária, a realizar na nossa Sede no dia 24 de Maio de 2019, pelas 21h30, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto Um – Discussão e aprovação do Relatório e Contas da Direcção e do Parecer do Conselho Fiscal, referente a 2018; Ponto Dois – Discussão outros assuntos relacionados com a vida da colectividade;

Abóboda, 6 de Maio de 2019

CSJ 4617

NOTA: Se há hora marcada não houver quórum suficiente, a Assembleia iniciar-se-á meia hora depois, com qualquer número de sócios. O Presidente da Assembleia Geral Joaquim Mateus Libânio dos Santos

COMPRO OURO, PRATAS JÓIAS e RELÓGIOS

CSJ 4366

Avaliamos e compramos recheios de casa

Pagamos até 40€ grama. Há 20 anos no mercado Certificado pela Casa da Moeda Avaliador Oficial TM: 91 550 85 69 LOJA 1 - Centro da ABÓBODA, Est. Nac. 249, R. do Pinhal, nº 5

2ª a 6ª Feira: 9h30-13h | 14h-18h. Sábado: 10h-13h

LOJA 2 - AMADORA - Centro Comercial Babilónia, Loja-6

21 492 24 98

O

livro inclui ainda dois longos textos introdutórios e, em posfácio, o prefácio original da primeira edição em língua inglesa da autoria de William Popple e uma advertência inicial. Este último capta em duas páginas o espírito da carta e integra-a no movimento mais geral de advocacia das mais amplas liberdades civis e não se coíbe mesmo de dar a sua opinião “É da liberdade absoluta, da justa e verdadeira liberdade, da liberdade igual e imparcial, que temos necessidade”. A advertência informa-nos que a tradução apresentada se “baseia no texto latino da edição preparada por Raymond Klibansky e é antecedida pela história do texto, escrita pelo mesmo investigador”. Raymond Polin faz-nos um enquadramento histórico da polémica sobre a tolerância que se desenvolveu na Inglaterra e norte da Europa no século XVII num momento em que guerras, pilhagens e perseguições de cariz religioso grassavam um pouco por todos esses países. Assim carta sobre a tolerância refere-se apenas a um tipo muito preciso a tolerância religiosa. Locke começa por definir e delimitar as esferas do Estado (“é uma sociedade de homens constituída unicamente com o fim de conservar e promover os seus bens civis”) e das Igrejas (“uma sociedade livre de homens voluntariamente reunidos para adorar publicamente a Deus da maneira que julguem ser agradável à divindade em vista da salvação das almas”). Assim sendo Estado e Igrejas têm esferas diferentes e não sobreponíveis pelo que as Igrejas não devem apoiar-se no Estado para perseguir outras. Acresce que a salvação das almas, objetivo das Igrejas, não pode ser conseguida pela força mas apenas pela fé que alojada no íntimo de cada um não pode ser imposta. Mas a tolerância religiosa deve ter limites precisos e Locke estabelece-os com precisão. Fora da tolerância devem estar: i) os católicos porque obedecendo a um chefe estrangeiro diminuem e ameaçam o poder do Estado que “introduziria no interior das suas fronteiras e cidades uma jurisdição estrangeira”; ii) os intolerantes porque se conseguem predominância começam a perseguir os demais; iii) os que reivindicam poder sobre “pessoas não pertencentes à sua comunidade eclesiástica”; iv) os ateus porque “suprimida a crença em Deus tudo se desmorona”. Assim o maior poder que uma Igreja deve ter é o de excomunhão, isto é de expulsar um dos seus membros que defenda ideias que não estão de acordo com a sua visão. A excomunhão não deve ter quaisquer efeitos civis, não podendo a liberdade ou os bens do excomungado ser afetados e devendo ser defendidos e garantidos pelo Estado. Um pequeno texto admirável quer pela força e sensatez dos argumentos como pela clareza e convicção como são expostos. Alguns dos limites da tolerância que defendeu, compreensíveis na época, como a intolerância aos católicos numa altura de grande poder secular da Igreja Católica, e em relação aos ateus não fazem hoje qualquer sentido. Os outros dois surgem, num momento em que forças intolerantes se erguem por toda a Europa, continuam muito atuais.

CASINO ESTORIL

Amália pelo “Alma de Coimbra” No próximo sábado, no Casino Estoril, Coimbra e Amália unidos em concerto único.

O

CSJ 4467

10h-19h30 todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados

“CARTA SOBRE A TOLERÂNCIA”, DE JOHN LOCKE

coro “Alma de Coimbra” regressa, no próximo dia 11 de maio, pelas 21h30m, ao Auditório do Casino Estoril. Trata-se de uma atuação em homenagem a Amália Rodrigues. O espetáculo “Cantar Amália” terá como convidada especial a fadista Carolina Pessoa. O “Alma de Coimbra” dedicou-se, desde a sua génese, exclusivamente à música lusófona. Recuperou os temas “Amália e “Foi Deus” que foram executados na cerimónia da sua transladação para o Panteão Nacional, em 8 de julho de 2001, e foi acrescentando outros no correr dos anos. É essa compilação que apresentam neste concerto, em forma coral. Este espetáculo tem três partes distintas: a primeira efetuada pelo Coro, com a apresentação das músicas de Amália Rodrigues que vão constar num CD, a lançar nesta data. A segunda parte conta com uma convidada especial, a fadista Carolina Pessoa, que acompanhada por Armindo Fernandes

e João Silva, complementa o concerto com alguns temas de Amália, e termina com a terceira parte executada pelo Alma de Coimbra, onde serão incluídas alguns temas do CD “Alma 3”, lançado em dezembro de 2018.

Profile for Costa do Sol - Jornal

Costa do Sol - Jornal | 08 de Maio  

Costa do Sol - Jornal | 08 de Maio  

Advertisement