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O CÂNTICO DOS CÂNTICOS Angela Lago Textos de apoio: Edmir Perrotti e Ferreira Gullar Capa: dura metalizada + hot stamping + sobrecapa Miolo: 4 × 4 cores Formato: 23,3 × 33 cm Páginas: 24 Ilustrações: 12 Tiragem: 3 000 Preço: R$ 45,00 isbn: 978-85-405-0308-3


a obra-prima de angela lago

o cântico dos cânticos

É com orgulho que a Cosac Naify presenteia seus leitores com uma nova edição de O Cântico dos Cânticos. Na que é considerada a obra-prima de Angela Lago, a autora nos apresenta uma releitura do texto sagrado “Cântico dos Cânticos”, que agora recebe um tratamento gráfico à altura. A edição conta também com dois textos de apoio, de Edmir Perrotti e o exclusivo para esta edição, de Ferreira Gullar.

Nesta obra-prima, Angela Lago faz a sua interpretação de um texto bíblico que a fascinou por anos. “Cântico dos Cânticos” consiste em oito poemas que narram o encontro de dois amantes, dando início a um jogo de sedução no qual a figura feminina se oferece para o homem. Presente na tradição de diversas religiões, o texto tem sua origem traçada ao início do século vi a. C., e conta com diversas interpretações – na tradição hebraica, por exemplo, o encontro dos amantes é interpretado como a junção do casal em matrimônio. Os oito poemas são divididos em duas partes: do primeiro ao quatro são considerados o início do amor, e do quinto ao oitavo, seu amadurecimento.


oito anos de estudo Não é à toa que O Cântico dos Cânticos é considerado a obra-prima da autora. Foram oito anos de estudo dedicados à criação do projeto. Angela Lago explica um pouco o conceito de O Cântico dos Cânticos em entrevista para o livro Traço e prosa: “Ele é uma das possíveis leituras de um livro muito bonito, eterno para nossa cultura. Eu usava pedaços do texto. Ele não é a ilustração de um texto. Cântico dos Cânticos é um livro muito aberto, sobre o encontro e desencontro. E sobre o eterno retorno”. A autora propõe ao leitor uma narrativa cerebral: para construir esse poema visual, ela se inspira na estética do mundo árabe, criando

ilustrações complexas que causam ilusões de ótica. Assim, a história adquire uma dimensão múltipla: pode ser lida de trás para frente e vice-versa, cada leitura dando espaço a uma nova interpretação. Se começamos o livro por um lado, veremos a história do ponto de vista da mulher, que procura o seu amor. Se optarmos pelo outro, o livro mostra a história do ponto de vista masculino. Também pode ser lido como o encontro da noite com o dia (ou do dia com a noite). Essa história circular não tem fim, e o encontro dos amantes se dá justamente no meio do livro – quando este é fechado, os amantes finalmente se entrelaçam em um beijo.


projeto gráfico multidimensional A edição da Cosac Naify foi repensada de maneira que o livro-imagem mantivesse a circularidade pretendida pela autora, podendo ser lido de trás para frente ou de cima para baixo, ora a história do homem, ora a da mulher. Esse cuidado foi preservado inclusive na criação da capa e na aplicação do logo da editora, feitos de modo a possibilitar a leitura dos dois lados do livro. Os textos de apoio e outros aparatos vêm impressos em uma cinta criada especialmente para acomodar o projeto gráfico e impedir o ruído entre textos e ilustrações. O toque final é a capa dourada em papel metalizado, com o título e nome da autora em hot stamping branco.


textos de apoio A nova edição conta também com dois textos: de Edmir Perrotti, que editou a primeira publicação do livro, e de Ferreira Gullar, este exclusivo, no qual discorrem sobre a obra da autora e a relação dela com O Cântico dos Cânticos. Edmir Perrotti conta um pouco sobre a fascinação de Angela, que se iniciou ainda na infância, pelo texto sagrado: “De repente, não sei dizer como, vejo-me passeando num sonho absolutamente fascinante: o encontro de uma quase-menina, de seus doze/ treze anos, com o poema bíblico O Cântico dos Cânticos [...]. Ao concluir seu re-

lato mágico, num esforço visivelmente sobre-humano, Angela sussurrou: ‘Gostaria tanto de traduzir esse deslumbramento em imagens. Mas não sei como!’”. A belíssima maneira encontrada por Angela é explicada por Ferreira Gullar: “Se ilustrar é criar com figuras o equivalente ao que diz a narrativa escrita, Angela Lago ultrapassa em muito essa função. De fato, ela é, ao mesmo tempo, narradora e ilustradora, se ainda tem sentido chamar o que ela faz de ilustração. E não tem sentido mesmo, uma vez que, no caso dela, imagem e narração fundem-se numa só voz”.


da mesma autora, na cosac naify

joão felizardo, o rei dos negócios (2007) angela lago

psiquê (2010) angela lago

traço e prosa (2013) odilon moraes, rona hanning, maurício paraguassu

Este “clássico” é uma releitura de um conto da cultura oral popularizado pelos Irmãos Grimm. Felizardo recebe uma moeda de herança, que troca por um animal, depois por outro e por outro... Assim aprende que a felicidade está justamente na brevidade e na simplicidade e que o desprendimento e a renovação garantem o ciclo da vida. Delicado, comovente e intenso, um livro para refletir sobre o valor simbólico dos objetos e até sobre o consumo.

Angela Lago recupera, por meio de seu olhar singelo e traço luminoso, o lendário mito grego de Eros e Psiquê. A porta de entrada é um céu cheio de estrelas: a capa preta traz pequenos furos que revelam o papel prateado da guarda, formando uma constelação. Dentro, imagens deslumbrantes contrastam luz e sombra. Na versão de Angela, a linda Psiquê – cuja beleza é motivo de ciúmes de Afrodite e da paixão de Eros – e o monstro surgem como silhuetas em meio a folhagens, grossos troncos ou um castelo iluminado em tons dourados.

Os ilustradores Odilon Moraes e Maurício Paraguassu e a educadora Rona Hanning passaram por três estados do Brasil, entrevistando doze ilustradores de destaque no mercado nacional e internacional e – entre eles, Angela Lago – para montar, com base nos depoimentos coletados, um panorama da história da edição de livros infantojuvenis no país. Uma referência para se discutir o conceito de livro ilustrado, a partir daqueles que o produzem, por meio de conversas saborosas, com conteúdo inédito, interessante para pesquisadores, professores, editores e ilustradores.


sobre a autora Angela Lago nasceu em Belo Horizonte (mg) em 1945. Morou na Venezuela e na Escócia, onde estudou design gráfico em Edimburgo. Publicou cerca de trinta livros no Brasil e dez no exterior. Recebeu diversos prêmios Jabuti e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (fnlij) e outros internacionais, na França e na Espanha. Por três vezes, foi a candidata brasileira ao prêmio Hans Christian Andersen de Ilustração do International Board on Books for Young People (ibby). O livro Cena de rua (1994), incluído em uma coletânea da Abrams Press, de Nova York, foi selecionado entre os quinze melhores livros de imagens do mundo.


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O cântico dos cânticos  

Release especial do livro "O cântico dos cânticos", de Angela Lago.

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