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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

16 de Julho de 2010 • 119.º ano • N.º 6.213 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

Telefones: 243323304 SANTARÉM 243356000 PORTELA DAS PADEIRAS

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Entrevista a José Manuel Rodrigues, do Centro Dramático Bernardo Santareno

Teatro em cenário de crise dramática

Hospital de Santarém pioneiro em pacing de segunda geração

Sobe o pano. Entra em cena José Manuel Rodrigues, para nos falar dos 20 anos do Centro Dramático Bernardo Santareno, de que é director artístico. Vinte anos é muito tempo, muito trabalho, muitos aplausos, muitos sonhos e, também, muitos pesadelos. A representação dá lugar ao drama real. O elenco de actores profissionais está sem receber salários desde Novembro. A crise sobe ao palco. As comemorações do 20º aniversário são, por isso, discretas, vividas, sobretudo, nos bastidores da memória e dos afectos. O futuro é incerto. Mas a esperança tem o papel principal. Afinal, vinte anos é pouco tempo. O pano não desce.

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Semana fatídica nas estradas do distrito O despiste de uma viatura militar, junto ao nó da Barquinha, na A23, causou, na terça-feira, a morte a dois militares, e dois feridos, um em estado grave. Na segunda-feira, um choque entre um pesado de mercadorias e um ligeiro provocou um morto e um ferido, na estrada EN 3, junto à localidade de Parceiros de São João, Torres Novas. p. 7

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Historiador Veríssimo Serrão comemora 85.º aniversário O historiador Joaquim Veríssimo Serrão comemorou, na passada quinta-feira (dia 8 de Julho), o seu 85º aniversário, nas futuras instalações do Centro de Investigação com o seu nome, que vai funcionar na Casa de Portugal e de Camões, em Santarém. Com salutar orgulho por Joaquim Veríssimo Serrão ser o nosso mais antigo colaborador, o Correio do Ribatejo felicita o ilustre professor pelo seu aniversário e publica nesta edição, em singela homenagem, um artigo da sua autoria, escrito em 16 de Julho de 1960. p. 13 PUB


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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

CLICK!

Sabe por que é que se diz?... Estar nas suas sete quintas

O bem intencionado sinal de trânsito está lá e tenta a todo o custo avisar os condutores para a proximidade de uma escola e de crianças a passar na rua Luís de Camões. Mas um qualquer automobilista distraído, mal disposto ou, quiçá, sem carta de condução, abalroou-o. Agora, tombado e escondido entre o arvoredo, o sinal dificilmente cumprirá a sua função. Haverá quem o endireite, ou é mais um sinal dos tempos?...

G R E L H A D O S

P E I X E

RESTAURANTE

“O FORNO” Telef. 243592916 – Fax 243593731 Largo da Praça de Touros, 23 2080-030 ALMEIRIM

Significado: Estar contente; sentir-se satisfeito e realizado. Origem : Provém de uma lenda antiga. Dizia-se que os reis portugueses possuíam, no concelho do Seixal, sete quintas onde o rei e a comitiva passavam vários fins-de-semana. Quando estavam nas suas sete quintas, estavam felizes.

SOPA DE PEDRA – GRELHADOS PRATOS DIVERSOS

D O

SALÃO PARA CASAMENTOS

D I A

Encerra às terças-feiras

N A B R A S A

A Viagem pelos Sabores Regionais António Fernandes Beira Alta Preservando a autenticidade das receitas genuínas com as suas raízes, continuemos a viagem pelos sabores da Beira Alta. Sopa da Beira Ingredientes: Para 4 pessoas • 6 folhas de couve franzida (galega da região); • 1 molho de nabiças; • 1 fatia de presunto ou um osso de presunto com carne agarrada; • 2 colheres de sopa de azeite; • 125 g de farinha de milho; • sal; • pimenta. Confecção: Cortam-se as couves e as nabiças à mão. Coze-se o presunto ou o osso em água suficiente para a sopa (cerca de 2 litros). Quando o presunto estiver

cozido, retiram-se os ossos, desfia-se a carne e junta-se as hortaliças e o azeite. À parte desfaz-se a farinha de milho num pouco de água fria, que se junta ao caldo quando as hortaliças estiverem quase cozidas. Deixa-se a farinha cozer e engrossar e rectifica-se o sal. Querendo, pode juntar-se um pouco de pimenta. Salada de Coelho Bravo Ingredientes: Para 4 pessoas • 1 coelho bravo; • sal; • pimenta; • 4 colheres de sopa de banha ou de margarina; • 6 colheres de sopa de azeite; • 3 colheres de sopa de vinagre; • 1 cebola; • 1 ramo de salsa. Confecção: Assa-se o coelho no forno,

com sal, pimenta e a gordura escolhida. Depois de frio, desfia-se toda a carne de coelho e coloca-se numa saladeira. À parte prepara-se o molho, misturando o azeite com o vinagre, a salsa e a cebola picadas finamente, sal e pimenta. Deve ficar a saber bastante a vinagre. Mexe-se muito bem e deitase sobre o coelho. Serve-se de preferência algumas horas depois, com batatas fritas em palitos grossos.

Torresmos da Beira Ingredientes: Para 6 pessoas • 1,5 kg de soventre (carne entremeada da barriga do porco) • 1 kg de entrecosto. • 2,5 dl de vinho branco. • Sal. • Pimenta. • Colorau. • 2 folhas de louro. • 1,200 kg de batatas.

Biscoitos de Azeite Ingredientes: • 8 ovos; • 250 g de açúcar; • 2,5 dl de azeite; • 1,100 kg de farinha (aprox.); • 1 colher de sobremesa de canela; • açúcar e canela para polvilhar; • 1 ovo para dourar. Confecção: Corta-se a carne e o entrecosto em pedaços grandes e regulares, devendo ter todos febra e gordura. Tempera-se com sal, pimenta, colorau e o louro partido em pedaços. Rega-se com 1,5 dl de vinho branco e deixa-se ficar assim de um dia para o outro. No dia seguinte escorre-se, leva-se a carne ao lume e deixa-se fritar até alourar bem. Junta-se o restante vinho branco e, se for necessário, um pouco de banha e a marinada. Lavam-se as batatas, cortam-se ao meio no sentido longitudinal e cozem-se com a pele. Escorrem-se, pelam-se e cortam-se em fatias grossas. Dispõem-se as batatas numa travessa e deitam-se os torresmos por cima. Servem-se muito quentes, regados com a gordura de os fritar.

Confecção: Tomam-se 5 ovos inteiros e mais 3 gemas e batem-se com o açúcar e 1 colher de sobremesa de canela. Junta-se em seguida o azeite, continua a bater-se e adiciona-se finalmente a farinha, batendo sempre. A farinha que se junta é a necessária para se obter uma massa que possa ser

tendida. Formam-se então com a ajuda de farinha biscoitos em forme de S, que se pincelam com ovo batido e se polvilham com açúcar e canela. Estes biscoitos, que devem ficar bem gordos (não achatados), levam-se a cozer em tabuleiros em forno bem quente durante cerca de 20 minutos. Boas e deliciosas viagens pelos sabores.

Rua Pedro de Santarém, 73 TM. 913 135 862

“A TAVERNA DO FADO” patrocina a “Viagem dos Sabores Regionais”


sociedade

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CORREIO DO RIBATEJO

Centro de Dia inaugurado ontem

Misericórdia de Santarém terá nova valência de cuidados continuados A Santa Casa da Misericórdia de Santarém prevê inaugurar, em Agosto, uma nova valência de cuidados continuados, com 21 camas, instaladas no edifíciosede da Misericórdia, no espaço do lar de idosos.

São no total nove quartos duplos e três quartos simples e resultam da requalificação de quartos já existentes que foram melhorados com a instalação de condições de climatização e camas articuladas.

Este projecto está orçado em 1 milhão de euros e foi financiado pelo programa Modelar, do Ministério da Saúde, em 75 por cento. Entretanto, a Misericórdia inaugurou, ontem, já depois do fecho desta edi-

ção, um novo centro de dia com capacidade para 54 utentes. O provedor da instituição, Mário Rebelo, disse que este novo centro resulta da requalificação de um edifício no centro histórico de

Santarém (conhecido por Lar dos Rapazes), cuja obra orçada em 334 mil euros foi financiada em 36,5 por cento (112 mil euros) pelo Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES).

O novo centro de dia dispõe de salas de convívio e actividades, bar e sala de refeições. A Misericórdia contratou seis novos funcionários para integrar a equipa técnica desta nova valência.

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PCP protesta contra introdução de portagens

O PCP realizou esta semana uma acção de “sensibilização e protesto” junto ao nó de acesso à A23, em Abrantes, “contra a introdução de portagens nas vias que foram construídas para não serem portajadas”. O deputado António Filipe, eleito pela CDU no distrito de Santarém, distribuiu em hora de ponta, acompanhado de algumas dezenas de militantes comunistas, panfletos e palavras de ordem contra a introdução de portagens na A23, sustentando que “não há vias alternativas” e que a “implementação de portagens prejudica a coesão territorial”. António Filipe disse que a A23, que atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando a Guarda, no nó da A25, a Torres Novas, no nó da A1, “é uma via estruturante e sem alternativas”, acrescentando que “assegura uma ligação estratégica nacional, na sua vertente transfronteiriça”. “É importante do ponto de vista do tráfego transfronteiriço, fundamental nas ligações do interior do país e decisiva para as populações dos vários concelhos por ela atravessada”, afirmou, tendo acrescentado “não haver” vias alter-

nativas à A23. “Os troços das estradas nacionais e as vias municipais existentes, quase todos em péssimo estado, não asseguram uma alternativa à A23, nem estabelecem uma ligação eficaz entre os municípios abrangidos”. Segundo afirmou o depu-

tado comunista, a medida, “a ir para a frente, é profundamente injusta e lesiva dos interesses económicos e sociais desta região”, tendo assegurado que o seu grupo parlamentar “vai continuar a intervir contra a introdução de portagens nas SCUT”.

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entrevista

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

José Manuel Rodrigues, director artístico do Centro Dramático Bernardo Santareno

“Que os ventos da ventura possam soprar a nosso favor” tório do IPJ, ou no Teatro Taborda do Círculo Cultural. Em 2002, quando as obras no Sá da Bandeira começaram, a Autarquia cedeu-nos como espaço alternativo e provisório, o “palco da feira”, com poucas condições para trabalhar e ainda com o Teatrinho a partilhar o mesmo espaço. Neste período, havia ainda a expectativa de voltarmos à nossa sede, de acordo com as reuniões tidas com a Autarquia. Em 2004, quando o Teatro reabriu, fomos informados de que a nossa situação provisória continuava, ou seja, nem o espaço para ensaios que entretanto se tinha disponibilizado viria a servir para o nosso trabalho.

Sobe o pano. Entra em cena José Manuel Rodrigues, para nos falar dos 20 anos do Centro Dramático Bernardo Santareno, de que é director artístico. Vinte anos é muito tempo, muito trabalho, muitos aplausos, muitos sonhos e, também, muitos pesadelos. A representação dá lugar ao drama real. O elenco de actores profissionais está sem receber salários desde Novembro. A crise sobe ao palco. As comemorações do 20º aniversário são, por isso, discretas, vividas, sobretudo, nos bastidores da memória e dos afectos. O futuro é incerto. Mas a esperança tem o papel principal. Afinal, vinte anos é pouco tempo. O pano não desce. Sofia Meneses - O Centro Dramático Bernardo Santareno (CDBS) nasceu em 1990, com o espectáculo de estreia “António”, uma montagem de textos de Bernardo Santareno. Quem foram os pais deste projecto? - A ideia de formar uma nova companhia de Teatro em Santarém começou a ser congeminada entre vários amigos que partilhavam então a mesma paixão pelas artes cénicas. Estávamos no ano de 1989 e os projectos corriam na mesa do café, entre bicas e cervejas, discutindo-se calorosamente as soluções possíveis para levar a bom porto aquela ideia comum. Este grupo inicial, tudo gente ligada ao Teatro, com formação académica ou com anos de experiência, era composta pelo Gomes Vidal, José Pedro, Carlos Oliveira (o Chona), o Paulo Cruz, eu próprio, a Isabel Brites, entre outros amigos e amigas que partilhavam connosco a vontade de fazer Teatro. No “António” éramos cerca de 20. Aqui vai um bem-haja a todos por termos partilhado esta aventura. - Por que decidiram dedicar-se, logo de início, a Bernardo Santareno? - Para nós era fundamental homenagear essa figura maior do teatro nacional. A melhor forma de o fazer era e será sempre representá-lo. Não estava nos nossos planos pegar apenas numa peça e encená-la. Queríamos algo bem forte que marcasse o arranque da companhia e fosse um espectáculo suficientemente abrangente em relação à obra dramática de Santareno. Decidiu-se fazer uma selecção e colagem de textos das suas peças de referência, numa perspectiva cronológica, ligada por elementos biográficos retirados de Português, Escritor, 45 Anos de Idade. Chamámos-lhe “António”, nome próprio do autor – António Martinho do Rosário.

- Que condições tinham para ensaiar e com que apoios contaram? - Esse trabalho iniciou-se no antigo “palco da feira” (no Campo da Feira), fruto de uma primeira abordagem junto da vereadora da Cultura de então, Dr.ª Graça Morgadinho, que desde logo apoiou a nossa ideia. A 27 de Março de 1990, o CDBS fazia a sua apresentação pública, no Teatro Sá da Bandeira, e iniciava aqui um protocolo entre o grupo e a Câmara Municipal de Santarém, que ainda hoje se mantém e que é o nosso principal apoio logístico e financeiro. - O apoio da Autarquia tem sido regular e é suficiente para assegurar a vossa actividade? - Para o orçamento normal que permite o nosso funcionamento em moldes satisfatórios, o apoio camarário representa um terço do necessário, sendo que as fontes de financiamento para essa fatia vêm da venda de espectáculos a outra autarquias, escolas e outra instituições que connosco têm colaborado. O apoio do Ministério da Cultura, apenas concedido em 1995, permitiu alicerçar as bases de um elenco profissional, situação que se mantém até hoje, embora mais reduzido. O apoio da Câmara, que basicamente se traduz numa troca de serviços, tem a forma de um protocolo pelo qual o CDBS tinha a sua residência/sede e local de trabalho no Teatro Sá da Bandeira, com a contrapartida de realizarmos 40 espectáculos anuais, dos quais 25 deveriam destinados às escolas do 1º ciclo do concelho. Auferíamos daqui uma verba anual de cerca de 2000 contos. Ao longo deste 20 anos, este protocolo manteve-se, embora nem sempre pago a tempo e horas, com as dificuldades que isso acarreta, sendo que, desde 2005, considerando-se a discrepância do valor de cada espectáculo

“Passámos por um processo complicado que nos colocou, até hoje, em diversos espaços provisórios, por vezes em condições muito precárias. Temos andado sempre com a casa às costas...”

“Creio que alguns eventos bastante mediatizados têm posto Santarém no mapa, como dizem, mas, não parece que tenham posto no mapa o teatro de Santarém”

face à verba atribuída, decidiu a autarquia propor ao CDBS a realização anual de 19 espectáculos. Relativamente à residência no Teatro Sá da Bandeira, passámos por um processo complicado que nos colocou, até hoje, em diversos espaços provisórios, por vezes em condições muito precárias. Temos andado sempre com a casa às costas!...

- A que se refere concretamente quando fala em “processo complicado”? - O Sá da Bandeira já era um Teatro envelhecido e, a partir de 1996, a degradação do edifício acentuava-se cada vez mais. Nesta altura, só nos era permitido, por razões de segurança, fazer ensaios e ter os nossos arrumos e serviços de secretaria. Os espectáculos eram realizados no Audi-

- Por que razão o protocolo deixou de funcionar no que respeita à sede? - O CDBS continua a ter o Teatro Sá da Bandeira como sede e residência para o seu correio, aliás, como sempre teve e como está escrito nos nossos estatutos publicados em Diário da República. Relativamente à utilização do Sá da Bandeira como local de trabalho, foi-nos transmitido numa reunião na Autarquia, aquando da sua reinauguração, que não poderíamos voltar a utilizar esse espaço como local de ensaios, face às novas condições de programação e de gestão do Teatro Sá da Bandeira. Continuámos então, como disse anteriormente, no “palco da feira”, e só em 2005 nos foram cedidas instalações provisórias no espaço do Canto da Cruz – Palácio João Afonso, hoje em remodelação. Com as obras neste espaço passámos, no ano passado, a ocupar a casa de ensaios da Banda dos Bombeiros Municipais, espaço bastante agradável e com condições satisfatórias. Mas sempre provisório e sempre acompanhados pelos nossos vizinhos e amigos do Teatrinho. Está prometido que esta diáspora provisória, deverá terminar com a conclusão das obras no Palácio João Afonso, onde teremos finalmente o nosso espaço. - Em 20 anos, quantos espectáculos colocaram em palco? - Durante estes 20 anos colocámos em cena 57 produções, das quais 26 para crianças e público jovem e 31 para adultos. - E quantas peças de Bernardo Santareno? - Encenámos textos de diversos autores, tanto nacionais como estrangeiros e também sempre demos bastante importância aos autores inéditos, pelo que contamos com

alguns originais entre o nosso repertório. Relativamente a Bernardo Santareno, levámos à cena “António” em 1990, compilação de vários textos; em 1995, “Santareno”, também uma compilação de vários textos, que sustentava a representação de um inédito de Santareno, “A noite de Natal”, ainda manuscrito e que nos foi cedido pelo Dr. Manuel Martinho, um amigo de sempre do CDBS e elemento dos corpos gerentes; em 2006, “A Confissão”, que integrou “ Novembro mês de Santareno” nesse ano. Tem sido prática corrente a realização de animações em espaços como a Biblioteca Municipal, o Teatro Sá da Bandeira, a Sala de Leitura, com leituras, dramatizações, projecção de imagens, sobre a vida e obra de Bernardo Santareno. - Para um grupo com o nome de Bernardo Santareno, seria de esperar um mair número de peças da autoria deste dramaturgo... - Apesar da denominação de Bernardo Santareno não sentimos nenhuma pressão para levarmos sempre à cena o autor. É verdade que gostaríamos que tal fosse possível, mas a maioria das peças de Santareno necessita de um grande elenco, o que para o CDBS sempre constituiu um problema, face às disponibilidades financeiras, pois o grupo desde 1995 funciona com um elenco a trabalhar a tempo inteiro e tem como grande preocupação os salários de quem cá trabalha. - “Novembro, Mês de Santareno” e os prémios de teatro promovidos pelo Instituto Bernardo Santareno em que medida estimulam a encenação de peças deste dramaturgo? - Todas as iniciativas à volta de Bernardo Santareno são justas e necessárias para que o seu nome e o seu teatro não sejam esquecidos. Muito menos em Santarém. No entanto, creio que alguns eventos bastante mediatizados têm posto Santarém no mapa, como dizem, mas, não parece que tenham posto no mapa o teatro de Santarém. Opiniões… - A actual crise tem-se reflectido muito na vossa actividade? - Desde sempre as preocupações financeiras têm atormentado a actividade regular do CDBS. Ao lermos os relatórios anuais facilmente se constata que a maioria dos saldos anuais são negativos, situação que se agrava sempre que as autarquias têm dificuldades em cumprir os pra-

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entrevista zos de pagamento. Neste contexto de crise instituída, com as grandes dificuldades da Autarquia local, com diminuição efectiva da venda de espectáculos, bem marcante a partir de 2005, também o CDBS tem agravada a sua situação financeira ao ponto de hoje, o elenco profissional, reduzido aos mínimos possíveis, estar sem receber os seus ordenados desde Novembro, o que põe em causa a continuidade de um trabalho a tempo inteiro por parte dos actores do CDBS. - O CDBS corre o risco de extinção enquanto estrutura profissional? - A associação não se irá extinguir com toda a certeza, no entanto, os moldes em que sempre trabalhámos, com a total disponibilidade dos actores, obriga-nos a honrar os nossos compromissos, o que se tem tornado uma missão quase impossível face aos atrasos no pagamento das verbas protocoladas com a autarquia, relativas a 2009 e 2010. - Há quem defenda que, neste período de crise, a Câmara de Santarém deveria apostar mais nos grupos e artistas locais, em detrimento dos de fora e do próprio projecto Artemrede. Concorda? - A política cultural da Câmara é da responsabilidade dos actuais autarcas, concorde-se ou não. Para nós, actualmente, o que está em causa é a urgência de capitalizarmos as dívidas que nos impedem de desenvolver a nossa actividade. Relativamente à Artemrede, apesar de, na minha opinião, a sua actividade nos ter trazido factores de concorrência acrescidos a que não estávamos habituados, modificando assim as regras da programação dos “novos” teatros e da compra e venda de espectáculos, continuamos a apresentar as nossas candidaturas às programações anuais, com a esperança de que as nossas produções possam ser alvo do interesse dos programadores. - O que faz mais falta? Formação, salas de espectáculo e de ensaios, público... - Em Santarém era importante uma sala de Teatro alternativa, que pudesse ser ocupada com a programação dos grupos de Santarém, que, depois da apresentação formal no Teatro Sá da Bandeira, continuariam com as suas produções em cartaz por mais tempo. Gostaria de ver no Teatro Rosa Damasceno uma Fábrica das Artes onde se pudesse desenvolver, encontrar, ensaiar, cruzar e partilhar influências, apresentar publicamente, enfim produzir eventos e formar pessoas das mais

Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

variadas expressões artísticas de palco. A formação é fundamental. É verdade que hoje podemos ver mais Teatro em Santarém, mas falta alguma formação específica no âmbito do trabalho do actor, da encenação e da escrita para Teatro, da técnica do espectáculo, entre outras. Necessitamos de actualização ao nível da promoção de espectáculos, instituições e eventos que mostrem o que se faz, enfim promover também o Teatro de Santarém como uma marca da cidade. Quanto ao público, a experiência mostra-nos que há um público de Teatro na cidade, que não varia muito, apresentando variações circunstanciais em função do género de espectáculo, pólos de interesse e tipo de destinatário. Assim, tanto é possível trazer gente jovem como o público em geral a que estamos habituados. Difícil é esperar que venham todos, a todo o tipo de espectáculos. Direccionar e variar as temáticas parece-me ser uma das soluções, pois hoje o público tem uma oferta imensa de escolhas e, como é lógico, selecciona-as em função dos seus interesses, para além da influência da mediatização, das modas e de outras “massificações”. - E quanto ao público infanto-juvenil, a que muitos dos vossos espectáculos se destinam? - Há que reservar aqui um cantinho especial para esse nicho de público que se tem revelado de grande importância e que nos leva a produzir para ele de forma privilegiada, até porque desde sempre fez parte das nossas obrigações protocolares. O público escolar, nomeadamente os mais pequenos, dos Jardins e 1º e 2º Ciclos, constitui mais de dois terços do público que anualmente nos vê. Sendo um público “encomendado”, é extraordinário e reconfortante ver os seus sorrisos e satisfação perante a magia do palco e o mundo fantástico criado pelos actores. É um trabalho de que nos orgulhamos, independentemente de estarmos a formar ou não novos públicos. Polémicas à parte, voltarão sempre alguns. Podemos afirmar que durante estes 20 anos de actividade, levámos o Teatro à grande maioria das escolas do 1º Ciclo do Concelho. Gostaria de salientar aqui as oportunidades que a Expocriança tem proporcionado, pois muitas das nossas estreias têm ocorrido nesse certame, com as temáticas propostas a servir de mote. Pena que as dificuldades financeiras também os tenham ultimamente condicionado e, assim, limitado cada vez mais o número de espectáculos a apresentar. - O 20º aniversário do CDBS tem passado des-

a precariedade da nossa situação.

Ricardo Silva, Carla Reis, José Rodrigues e Paula Nunes

“Neste contexto de crise instituída, com as grandes dificuldades da Autarquia local, com diminuição efectiva da venda de espectáculos, bem marcante a partir de 2005, também o CDBS tem agravada a sua situação financeira ao ponto de hoje, o elenco profissional, reduzido aos mínimos possíveis, estar sem receber os seus ordenados desde Novembro, o que põe em causa a continuidade de um trabalho a tempo inteiro”

Paula Nunes, na peça Galileu

percebido. Não vão comemorar? - Claro que gostaríamos de festejar esta data, mas face às dificuldades financeiras, à falta de regularização das contas por parte da Autarquia, à dificuldade em vender espectáculos, não conseguimos promover a nossa actividade da forma habitual, pois já não é possível pagar os honorários ao elenco, mesmo bastante reduzido.

Esperamos que a situação se resolva rapidamente para que, até ao final deste ano, a actividade do CDBS possa retomar o seu percurso normal, que é o que realmente queremos, honrar os nossos compromissos para com quem trabalha no CDBS a tempo inteiro, com o público, com a cidade e com a Autarquia que sempre nos apoiou e com certeza não deixará de estar atenta para

- Que espectáculos vão apresentar em 2010? - Durante o ano presente, pelas dificuldades já referidas, deveremos manter a programação já existente, “Galileu” (candidato à programação da Artemrede) e “Portugal de Poetas”, produções essencialmente destinadas ao público escolar. Queremos alargar o âmbito da nossa oferta com a inclusão de Oficinas de Dança Criativa, dinamizadas pela Paula Nunes e destinadas maioritariamente a crianças, mas também passíveis de ser frequentadas por utentes de todas as idades, desde bebés ao colo das mães, à terceira idade. Nos 20 anos, tínhamos pensado em Santareno, a estrear em Novembro, mês que sempre foi o das estreias para o grupo. “Vida breve em três fotografias” de “ Os Marginais e a Revolução”, seria a proposta, mas as fracas condições económicas, a necessidade de contratar alguns elementos para o elenco, a pressão psicológica que hoje pesa nas nossa decisões, dificultam muito os nossos planos e o tempo já não é muito. Que os ventos da ventura possam soprar a nosso favor. - O José Manuel Rodrigues é o rosto principal do CDBS. Como concilia a sua actividade docente com o teatro amador? O José Manuel Rodrigues, como rosto do CDBS, não é nada relevante. Sou um fruto das circunstâncias, amo o que faço, faço-o de forma voluntária e graciosamente e quero estar sempre com este grupo que ajudei a criar, mesmo que o meu trabalho nem sempre tenha sido o melhor e que a renovação que é desejada e necessária me ponha nos bastidores (o que me apetece muitas vezes). Sou professor na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Tagarro, no Cartaxo, e não posso deixar que a actividade do teatro colida com aquela que é a minha profissão. Mas o teatro tem-me ajudado muito na prática lectiva. Na Escola, sou há muitos anos o colega dos teatros com os alunos, da ajuda nos musicais, nas animações culturais, na Oficina do Teatro para aqueles “meninos especiais”… Sou o contador de histórias de serviço e sei lá que mais!… - Conseguiria viver sem o teatro? - Não. Foi o meu pai que, quando eu tinha oito ou nove anos, nos amadores de Vale de Figueira, onde era ensaiador, me pôs no palco pela primeira vez. Mais tarde, decidi não seguir uma carreira talvez profissional, ao deixar o Conservatório e optar pelo

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curso onde me licenciei. Por via disso, a minha relação com o Teatro será sempre de amador e hoje penso que no CDBS, onde sempre defendi uma estrutura profissional, talvez fosse necessária a determinada altura uma gestão também profissional. Mas ainda poderemos estar a tempo, assim as diversas musas das quais dependemos o determinem. Não é de mim que se trata, é o CDBS que faz 20 anos. Parabéns a todos os que cá trabalharam, pois fomos todos nós que fizemos o Centro Dramático Bernardo Santareno. Longa vida. Já agora quero dar um beijo grande aos que, comigo, estão cá agora a passar as passas escalabitanas: Paula Nunes, Carla Reis e Ricardo Silva. - Em conclusão, o que lhe ocorre dizer sobre estes 20 anos? - Os nossos 20 anos representam essencialmente a tenacidade, o voluntarismo e o trabalho persistente de um grupo grande de pessoas que durante este tempo, quiseram fazer desta casa a sua e que, de forma partilhada, com grande entrega, graciosamente ou como profissionais, dedicaram muito do seu tempo a esta causa nobre que é fazer Teatro, neste caso com e em nome do Centro Dramático Bernardo Santareno. A todos eles e foram muitos, um obrigado cá bem do fundo do coração. Um agradecimento também a todos os amigos e de forma muito especial aos elementos da direcção e corpos sociais, que no seu tempo devido ajudaram a legalizar a associação e que entretanto, com todos os meus impedimentos pessoais, profissionais, que me obrigaram de forma muito isolada a pôr sempre à frente a sobrevivência do Grupo, acabaram por ficar de fora em algumas decisões que nestes tempos de crise, com certeza poderiam ajudar na procura de soluções. Em jeito de homenagem, não posso esquecer o José Pedro, fundador, director artístico do CDBS, um dos grandes responsáveis por “esta ideia” e dos que mais fez para a concretizar. Em 1995, quando o nosso trabalho e projecto tinham sido reconhecidos pela Secretaria de Estado da Cultura, faleceu num acidente brutal, terminando aí o seu sonho, mas deixando em aberto a possibilidade de outros o concretizarem. Obrigado José Pedro. Abraços especiais a algumas pessoas que no seu tempo muito deram ao CDBS: Fernanda Narciso, Paulo Cruz, Gomes Vidal, Carlos Oliveira e aos hoje profissionais Paulo Patrício e Pedro Oliveira. Esqueci-me de muitos, mas no coração estão cá todos. Obrigado por me terem ajudado sempre.


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

Médio Tejo contra suspensão de obras na linha férrea do norte O Bloco de Esquerda apresentou, na última Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, uma moção, aprovada nessa sessão, que contesta a suspensão pela Refer dos trabalhos de modernização da linha férrea do norte, entre Mato de Miranda e o Entroncamento. São, segundo a moção, “cerca de 14 km de via essenciais para as boas comunicações ferroviárias entre o Entroncamento e Lisboa mas também para a

região e para o país, pois a linha do norte é a espinha dorsal da rede ferroviária nacional”. O BE sublinha que “a obra já estava adjudicada, o estaleiro montado e tudo pronto para o arranque”, mas que, “a pretexto da crise e do Programa de Estabilidade e Crescimento, o governo decidiu adiar este investimento estruturante, com implicações na qualidade e na rapidez do transporte ferroviário”. A moção adianta que este

adiar do investimento na ferrovia se pode colocar em paralelo com as restrições orçamentais que o governo impôs às autarquias. “As transferências do OGE para os municípios da região serão reduzidas em quase seis milhões de euros. Além disso os encargos vão ser agravados em virtude do anunciado aumento do IVA. Estes cortes orçamentais colocam em causa políticas de proximidade que tornam mais racional o investimento

público local já que as autarquias são quem, em geral, melhor rentabiliza os dinheiros gastos e os investimentos feitos”, salienta. Como tal, a Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo “exige que sejam rapidamente retomadas as obras de requalificação e modernização da linha do Norte, uma obra estruturante e potenciadora do desenvolvimento, da segurança e do emprego na região”, conclui a moção.

Reabilitados 35 km de Via A Refer, num comunicado à comunicação social, informa que “estão concluídos os trabalhos da empreitada de reabilitação de via da Linha do Norte, numa extensão de cerca de 35 km, entre o km 70,450 e o km 105,100”, respeitantes ao troço Setil-Entroncamento. A conclusão das obras “possibilita a redução do tempo de percurso neste

troço em cerca de oito minutos, desde a sua entrada ao serviço em 28 de Junho de 2010”, frisa. Objecto de concurso público e realizada no âmbito do contrato celebrado, em 26 de Junho de 2009, entre a REFER e o consórcio Somafel/Ferrovias/ OFM, a empreitada foi adjudicada por cerca de 13,5 milhões de euros e um prazo de execução de 365

dias. Esta obra compreendeu, segundo a Refer, a substituição integral dos carris, das travessas de madeira e das fixações, bem como o desguarnecimento de cerca de 18,700 metros de via e o reperfilamento da rasante da via, com ataque pesado em toda a extensão da empreitada. Foram também melhoradas as condições de drenagem superfi-

cial da plataforma de via. Como parte integrante do contrato, foram também realizados trabalhos de estabilização da plataforma de via, entre o km 73,160 e o km 73,500, incluindo a construção de um muro de suporte ancorado, com 90 metros de comprimento e o saneamento da plataforma de via em cerca de 340 metros.

Manuel Alegre visita empresas da região O candidato presidencial Manuel Alegre deslocase ao distrito de Santarém, no próximo dia 19 de Julho, segunda-feira, para uma reunião de trabalho com os responsáveis operacionais pela campanha eleitoral, e, também, para conhecer e contactar a realidade empresarial da região. O programa começa, pelas 16h00, com uma visita à empresa J.J.Louro, em Amiais de Cima. Às 18h00, tem lugar uma reunião com empresários no NERSANT, em Torres Novas, seguindo-se, às 20h00, a reunião de trabalho e jantar com os responsáveis operacionais pela campanha, num restaurante em Almeirim. Em fase de organização das suas estruturas distritais, a candidatura de Manuel Alegre terá presença e representação em todos os 21 concelhos do distrito. José Niza é o mandatário da candidatura no distrito de Santarém.

Fernando Nobre de novo em Santarém “Os poderes do Presidente da República e a Dignificação do Estado e da Política” é o tema do debate, com a presença de Fernando Nobre, candidato à Presidência da República, que terá lugar a 21 de Julho, pelas 21h00, no Lounge Café do Jardim da República, em Santarém. O debate é público, pretendendo constituir mais uma oportunidade para quem desejar ouvir e interpelar Fernando Nobre que estará em Santarém, pela segunda vez, na qualidade de candidato presidencial.

Plano Director Municipal de Ourém hoje em discussão pública A Junta de Freguesia de Fátima recebe, hoje (dia 16), pelas 19h00, a segunda sessão pública sobre o Plano Director Municipal (PDM) de Ourém. A primeira decorreu na freguesia da Piedade, dia 3 de Julho. Nesta sessão, Paulo Fonseca, presidente da Autarquia, expressou a vontade de concretizar “um Plano Director Municipal justo, tecnicamente credível e capaz de contribuir para o desenvolvimento do concelho”. O responsável pelo pelouro com esta área, o vereador José Manuel Alho, iniciou a sessão com esclarecimentos globais sobre o Plano Director Municipal. “Estamos a partir do zero. Tivemos uma partida falsa e agora estamos a recomeçar todo o processo”, disse, destacando a “equipa de técnicos da autarquia que está à disposição de todos os cidadãos para que estes possam esclarecer as suas dúvidas e apresentar as suas

Sala cheia na primeira sessão, na Junta de Freguesia da Piedade

sugestões”. A sala da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da

Piedade encheu-se de munícipes que durante cerca de três horas puderam ver

esclarecidas as questões que apresentaram relacionadas com o PDM.

As sessões de esclarecimento sobre o PDM vão realizar-se em todas as fre-

guesias do concelho de Ourém, durante os meses de Julho e Setembro.


sociedade

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Detido suspeito de crimes de sequestro e coação sexual A Polícia Judiciária (PJ) anunciou que deteve, sexta-feira passada, um homem suspeito de ter praticado crimes de roubo, sequestro e coação sexual sobre mulheres em vários concelhos do distrito de Santarém. O homem, com cerca de 33 anos, é suspeito da autoria de cinco crimes de sequestro, sete crimes de roubo, posse de arma proibida e coação sexual sobre mulheres. Os crimes terão ocorrido “de forma continuada” durante todo o mês de Julho, nos concelhos de Torres Novas, Chamusca e Entron-

camento, e “causaram um forte alarme e perturbação na comunidade local”, refere a PJ em comunicado.

As vítimas eram alegadamente surpreendidas ao entrarem nos seus veículos e eram obrigadas, sob a ame-

aça de arma branca, a irem levantar dinheiro às caixas de multibanco. Algumas mulheres terão mesmo sido coagidas a manterem relações sexuais com o suspeito agora detido. A PJ refere ainda que, durante o processo de investigação e detenção do suspeito, foram apreendidos diversos objectos alegadamente usados na prática dos crimes. O detido já tem antecedentes criminais e vai ser sujeito a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação, acrescenta a PJ.

Protocolo para dinamizar Ucharia do Conde A Ucharia do Conde, em Ourém, tem uma nova dinâmica, após a assinatura de um protocolo para a gestão deste espaço e abertura do serviço de apoio aos agricultores. Assinaram o documento, dia 4 de Julho, Paulo Fonseca, pela Câmara Municipal de Ourém, José Manuel Alho, pela AmbiOurém e António Lopes, pela Vitiourém. José Manuel Alho, que é

também vereador responsável pelo pelouro do Desenvolvimento Rural e das Florestas, sublinhou a importância de se dar “vida a equipamentos que existem, mas que estão vazios de conteúdo”. António Lopes lembrou “a luta de todos aqueles que nunca desistiram em favor da criação de uma região, a região de Ourém”. “Defendemos os nossos vinhos,

Notas soltas Cartaxo • Presidente de Junta cai de andaime. O presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, Luís Nepomuceno, quando acompanhava uma obra na freguesia, caiu de um andaime da altura de três metros e com tanta infelicidade que uma tábua lhe fracturou algumas costelas e causou a perfuração de um pulmão. Esteve internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. • Paulo Caldas demite-se do PS O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, ex-líder da concelhia PS/Cartaxo, resolveu entregar o seu cartão de militante ao presidente da distrital de Santarém. O mesmo procedimento teve a sua esposa. Segundo consta, não foram apresentadas razões objectivas para esta atitude. Este tema foi amplamente debatido no programa “É Notícia” da Rádio Cartaxo no passado sábado dia 10, tendo um dos comentadores avançado que “não representando os eleitores que o elegeram, se deveria demitir da presidência da Câmara Municipal”. • Assembleia extraordinária A Assembleia Municipal do Cartaxo vai reunir em sessão extraordinária na terça-feira, dia 20 de Julho, às 17h30, no Salão Nobre do edifício dos Paços do Concelho, tendo como ponto único da Ordem de Trabalhos – A Execução do plano de saneamento financeiro da Câmara Municipal. • Pedro Reis reconduzido no PSD Decorreu na passada sexta-feira dia 9, a Assembleia Eleitoral do PSD/Cartaxo, tendo Pedro Reis sido reconduzido no cargo de presidente da Comissão Política local e Vasco Cunha reconduzido como presidente da Mesa da Assembleia Concelhia. Os restantes membros da Comissão Política Concelhia são Jorge Nogueira, vice-presidente e José Augusto de Jesus, secretário. • Eco-Cartaxo visita região A Eco-Cartaxo realizou, no domingo, dia 11, a subida

através do Medieval e de outros vinhos. Estamos a tentar fazer melhor, pois há agora um produto da Região”, afirmou. Paulo Fonseca salientou a importância de se “promoverem os produtos de Ourém e de se criarem novas formas de internacionalização, dando a conhecer o que de melhor se produz na nossa Região. O presidente da autarquia re-

feriu ainda o facto de passar a funcionar na Ucharia do Conde “um serviço que apoiará e responderá a todos aqueles que se dedicam à agricultura no nosso município”. Após a assinatura do protocolo, no “Dia Nacional do Vinho”, os presentes confraternizaram, ao som do quarteto de saxofones da Ambo e das melodias entoadas pelos Freaky Funk.

a pé pelas margens da ribeira do Algar para encontrar a nascente, verificar as obstruções e dejectos das suiniculturas lançadas na ribeira e lembrar um rio descrito no século XVIII como abundante em peixes. A segunda parte da visita, partindo do Cartaxo até à foz ficou agendada para outra oportunidade. Hoje, dia 16, o mesmo grupo tem previsto uma visita à Golegã, Azinhaga e Constância. • II Feira Medieval Vila Chã de Ourique vai organizar a II Feira Medieval, nos dias 23, 24 e 25 de Julho, coincidindo com o dia de Santiago e a evocação da batalha de Ourique, procurando enquadrar os produtos locais numa época do passado. Para além do desfile, em que os cuspidores de fogo vão andar pelas ruas, e os cavalos vão galopar num torneio de cavalaria, um oleiro vai mostrar como da sua roda e das suas mãos saíam úteis e verdadeiras obras de arte. Luís Montejunto

• Almeirim despede-se de Susete Coelho Causou natural consternação a morte de D. Suzete Coelho, ocorrida no passado dia 6, no Hospital de Santarém, onde foi internada de urgência, devido ao agravamento da sua saúde. Funcionária Aposentada dos CTT, Suzete Palácios Coelho, era viúva do saudoso presidente da Câmara de Almeirim, comendador Alfredo Bento Calado. O funeral realizou-se para o Cemitério desta Cidade. O Diácono Prof. Carlos Canas, durante as solenidades fúnebres, relembrou a sua preponderante e difícil acção no meio familiar, social e humanitário, de partilha cristã na comunidade e no apoio ao marido. Entre as centenas de amigos, colegas e familiares, participaram nas cerimónias religiosas, além do vice-Presidente da Câmara Pedro Ribeiro, membros representantes dos outros órgãos autárquicos, funcionários

CORREIO DO RIBATEJO

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Dois mortos e dois feridos em despiste de viatura militar O despiste de uma viatura militar, junto ao nó da Barquinha, na A23, causou, na terça-feira, a morte a dois militares e dois feridos, um em estado grave, tendo sofrido um “traumatismo craniano. De acordo com o porta-voz do Exército, uma das vítimas mortais era do sexo feminino e a outra do sexo masculino. Os dois feridos foram encaminhados para o hospital de Abrantes, mas o doente em estado grave terá sido, entretanto, transferido para o Hospital de Santa Maria, para “observação e tratamento na unidade de neurocirurgia”, um serviço que o Hospital de Abrantes não têm, segundo disse Edgar Pereira, director clínico do Centro Hospitalar do Médio Tejo, a que pertence o Hospital de Abrantes. “Eram todos soldados praças”, disse o porta-voz do Exército, explicando que “normalmente quem está neste posto tem vinte e poucos anos”. O porta-voz salientou que a viatura “era nova e o condutor tinha experiência”. O Exército accionou apoio psicológico para as famílias das vítimas. No local estiveram viaturas dos bombeiros voluntários da Barquinha e dos voluntários de Constância, cinco ambulâncias e duas viaturas de desencarceramento. Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o veículo militar foi o único envolvido no acidente.

Morte na EN3 Um choque entre um pesado de mercadorias e um ligeiro provocou, segunda-feira, um morto e um ferido ligeiro, na estrada EN 3, junto à localidade de Parceiros de São João, Torres Novas, informaram as autoridades. Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o acidente ocorreu por volta das 18h23 e resultou na morte da condutora do veículo ligeiro. O condutor do pesado de mercadorias sofreu ferimentos ligeiros. No local estiveram os bombeiros de Torres Novas e de Pernes, a GNR de Torres Novas e uma equipa de emergência médica.

da Câmara, das Escolas e Jardins de Infância locais e conhecidos políticos da região. O Correio do Ribatejo associa-se à dor da família enlutada. • Colheita de sangue O Grupo de Dadores de Sangue do Concelho promoveu no passado dia 11, na Casa do Povo de Almeirim, mais uma das suas acções humanitárias. Com o apoio da Autarquia e do Instituto Nacional do Sangue, apesar desta ser uma época de férias, cerca de 180 dadores participaram neste evento. A juventude estudantil respondeu ao apelo, sendo muito significativa a presença feminina, de dezenas de jovens. • Novos campos desportivos No dia 10, às 17h, na antiga Vinha do Santíssimo, hoje um arejado Parque na Zona Norte Citadina, foram inaugurados dois campos desportivos para a prática do PADEL - um jogo semelhante, mas com regras diferentes do Ténis, que é disputado por dois pares, e em piso de relva sintética. Vamos, agora, aguardar que a população concelhia e a juventude escolar, adiram a mais este novo projecto Autárquico e possam ter tempo para o usar com civismo. • Sousa Gomes em recuperação O presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Sousa Gomes, que há dias foi hospitalizado de urgência no Santa Maria, tem reagido muito bem aos cuidados médicos, que lhe foram ministrados. Face à recuperação, é provável que Sousa Gomes regresse durante a semana à sua residência, onde se manterá em repouso. • Morreu José António Montez No IPO onde estava em tratamento prolongado, faleceu José António Montez, de 60 anos, funcionário do Banco Santander Totta, nesta Cidade de Almeirim. Reformado por motivo da doença que o vitimou, o extinto gozava da simpatia da população concelhia e arredores. No seu funeral no dia 10, além de familiares, amigos, colegas, vereadores e outros Membros dos órgãos autárquicos, funcionários públicos e dirigentes de colectividades do concelho. O Correio do Ribatejo associa-se à dor da família. Hermenegildo Marmelo


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ambiente

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Reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena

“Verdes” denunciam atrasos nas obras prometidas há mais de um ano O partido ecologista “Os Verdes” (PEV) anunciou, na terça-feira, que vai questionar o Governo sobre “atrasos” nas obras de reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena. O deputado do PEV José Luís Ferreira, no final de uma visita ao concelho de Santarém, referiu que das seis obras previstas para recuperar este sistema, anunciadas há mais de um ano pelo ministério do Ambiente, “poucas estão a avançar e verificam-se atrasos inexplicáveis”. Por isto, José Luís Ferreira garantiu que o partido vai escrever ao Governo para saber quais as razões desses eventuais atrasos e que medidas estão a ser tomadas para solucionar a situação. Recorde-se que em Junho de 2009, foi assinado em Alcanena um protocolo entre o ministério do Ambiente, a autarquia local e os industriais dos curtumes, para a reabilitação do sistema de tratamento das águas residuais, que envolvia a reabilitação da ETAR de Alcanena, a construção de protecção contra cheias, a recuperação da rede de colectores, a recuperação da célula de lamas no aterro, a construção de uma unidade

As obras irão travar poluição do rio Alviela

de tratamento de raspas verdes e a recuperação do Mouchão Parque em Pernes (Santarém). Refira-se que, ontem, já depois do fecho desta edição, terá decorrido na Câmara de Santarém, uma sessão pública sobre o futuro do rio Alviela e os projectos que integram o protocolo com vista à reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena.

Barreiras de Santarém Nesta visita, o deputado do PEV esteve também reunido com habitantes do bairro de Santa Margarida, uma zona situada junto às barreiras de Santarém que desabaram em Março deste

ano, e disse que ouviu queixas dos moradores, nomeadamente, por causa da notificação enviada pela câmara municipal a pedir-lhes que abandonassem as suas habitações neste local. “As pessoas foram intimidadas, quase obrigadas a saírem de suas casas, sem que a câmara de Santarém lhes tenha dado qualquer alternativa”, criticou José Luís Ferreira, que pede à autarquia para não “responsabilizar os moradores pelo problema” e para “lhes dar soluções viáveis” para abandonarem o local. O deputado diz que já falou com o presidente da autarquia, Francisco Moita Flores, e afirma que lhe foi garantido que a situação

destes moradores vai ser analisada caso a caso. “Senti um recuo por parte da Câmara e o presidente explicou-nos que a notificação foi mais um aviso do que uma ordem imperativa”, afirmou. José Luís Ferreira criticou ainda a gestão urbanística desta zona da cidade, referindo que estão a ser construídos edifícios que são “pouco favoráveis” à resolução do problema da erosão das barreiras de Santarém. “Já sugerimos também há muito tempo a plantação de espécies de árvores e plantas que possam ajudar a evitar a erosão dos solos nesta zona”, disse ainda o deputado do PEV.

Cerca de dois milhões para apoiar projectos de eficiência energética A Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro propõe-se “apoiar 1150 candidaturas” de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) para projectos de eficiência energética. O presidente da CCDR Centro, Carlos Ferreira, afirmou que o aviso do concurso relativo a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras associações sem fins lucrativos está a ser lançado, sendo que, na região, as verbas disponíveis deverão rondar os dois milhões de euros. O responsável ressalvou que o orçamento, “por ser indicativo, pode ser superior”, afirmando tendo ter como “meta” o “compromisso de apoiar 1150 candidaturas” provenientes das IPSS da região Centro. Carlos Ferreira falava no

Entroncamento, à margem do seminário relativo ao 7º Programa Quadro de I&D - Oportunidades de financiamento para a tecnologia, inovação e competitividade empresarial. “A eficiência energética é uma preocupação nacional, tem dotações financeiras globais para as pequenas e médias empresas de 9,5 milhões de euros e conta com apoios específicos para apoio a empresas no âmbito da implementação de sistemas de eficiência energética”, ao nível da diminuição dos gases com efeito estufa e/ou diminuição do consumo energético, apontou. Os apoios financeiros traduzem-se, por exemplo, em projectos de redução de consumo energético de iluminação de edifícios públicos, equipamentos desportivos ou lúdicos e outros

serviços, como hospitais, clínicas, centro de saúde, escolas, piscinas e ginásios, cuja factura energética seja suportada por orçamento municipal. O responsável lembrou que, na região Centro, as pequenas e médias empresas têm disponíveis dois milhões de euros para a prossecução do objectivo. Carlos Ferreira precisou ainda que as médias empresas “podem usufruir de outro orçamento”, no valor de cinco milhões de euros, “no âmbito de uma outra autoridade de gestão”, que financia as médias empresas. Esse orçamento é válido para três regiões de convergência - Norte, Centro e Alentejo. No seminário, organizado pela Agências Regionais de Energia e Ambiente do Norte Alentejano, Médio Tejo

e Pinhal Interior Sul, foi dado destaque aos concursos que irão abrir brevemente nos domínios da Tecnologia, Inovação e Competitividade Empresarial e para projectos em consórcio internacional. Destinado a todos os investigadores, empresários, industriais e agentes de organismos públicos que pretendam aceder a financiamento no âmbito do 7.º Programa Quadro, o objectivo apresentado aos presentes na área da sustentabilidade energética e climática apontou para a “meta dos três vinte”, preconizada pela União Europeia até 2020. “Vinte por cento de redução do consumo de energia, vinte por cento de energias renováveis e vinte por cento de redução de gases com efeito estufa”, lembraram os organizadores.

ProTEJO reúne-se amanhã em Vila Nova da Barquinha No mesmo local e um ano depois do proTEJO – Movimento Pelo Tejo ter definido os seus princípios reivindicativos (em 18 de Julho de 2009), este movimento irá realizar amanhã, dia 17, pelas 14h30, a primeira Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo. O objectivo é fazer uma análise da actividade e intervenção desenvolvida e ponderar a sua constituição formal com o estatuto de associação, tal como tinha decidido na reunião que lhe deu origem em 5 de Setembro de 2009. A reunião terá lugar no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha. No espaço de um ano, o proTejo alcançou reconhecimento formal pelo seu trabalho na defesa, recuperação e valorização do rio, tendo sido agraciado com os prémios “Dragona Ibérica 2010” da Fundação Nova Cultura da Água, que destacou o “mérito na luta e esforço incessante em prol da conservação do rio e da bacia do Tejo, incluindo os aspectos ambientais, sociais e culturais”, e “Padre Tajo 2010” da Plataforma em Defesa do Tejo e Alberche de Talavera de la Reina, pelo trabalho na defesa, recuperação e valorização do nosso rio Tejo”.

Luz verde para novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Mação A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mação viu aprovada a candidatura para a construção de um novo quartel, no valor de 920 mil euros, disse o seu presidente. O novo quartel será comparticipado em 70 por centro pelo Programa Operacional de Valorização do Território, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), cabendo à associação humanitária de Mação o pagamento dos restantes 30 por cento do valor de investimento. Segundo disse à agência Lusa, José António Belo, presidente dos bombeiros de Mação, a notícia representa o concretizar de “um sonho com mais de 25 anos”, uma vez que o actual quartel sede, construído nos anos 60 no centro da vila, “há muito que não oferece condições operacionais e de funcionalidade”. “As viaturas não cabem no parque de estacionamento e muitas delas estão estacionadas ao ar livre”, no parque do Museu e no estaleiro municipal, contou. O novo equipamento, que vai começar a ser construído em Setembro e tem um prazo de construção de um ano. O terreno foi cedido pela autarquia de Mação, num local considerado com boas acessibilidades. O actual edifício tem dois pisos, está instalado no centro da vila e vai ser alienado a favor da Câmara Municipal. “O edifício foi construído pelo povo e vai continuar a ter utilidade pública”, afirmou José Belo, tendo acrescentado que, “em contrapartida”, a autarquia assegurará a construção dos arranjos exteriores e novos acessos ao futuro quartel, assim como o pagamento dos 30 por cento do total global de investimento. O presidente da Câmara de Mação, Saldanha Rocha, disse à Lusa que esta era uma notícia “desejada há muitos anos”, tendo afirmado que o processo “nunca teve o devido enquadramento e foi sempre difícil atingir o objectivo principal que era ver a candidatura aprovada”. O autarca acrescentou que a corporação “cresceu muito, em número de operacionais e viaturas, como ambulâncias e carros de combate a incêndios, e as condições de trabalho no actual quartel já há muito não são compatíveis com as exigências e requisitos dos dias de hoje”. A corporação tem 70 homens e 20 viaturas.


educação

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Abaixo-assinado contra encerramento de escola O encerramento de escolas com menos de 21 alunos (treze no total) no concelho de Santarém, fez-se anunciar como sendo um processo pacífico, conforme declarações da vereadora com o Pelouro da Educação, Luísa Féria (ver edição de 2 de Julho de 2010). Porém, dias depois de divulgada a lista de salas de aula a encerrar, surgiu um abaixo-assinado em defesa da escola de Verdelho, na freguesia de Achete, reclamando a continuidade do funcionamento deste espaço. O Correio do Ribatejo teve acesso a esse documento através da mãe de uma aluna, que lamentou ter sabido pelos jornais do encerramento da escola de Verdelho, frequentada por sua filha. “Eu e os restantes encarregados de educação não fomos, até à data, informados de nada oficialmente”, protestou Patrícia Cação. Esta mãe é a primeira subscritora do abaixo-assinado contra o fecho da

escola. Os pais e restante população, num total de cerca de 80 assinaturas, contestam a transferência das crianças “para uma outra escola da freguesia que não oferece as mesmas condições”, segundo afirmam. O estabelecimento de ensino de transferência – a escola básica de Achete – “não tem vedação, não tem pátio interior para os alunos brincarem durante o inverno, não tem qualquer sombra que os proteja do sol e não tem refeitório”, refere o abaixo-assinado. “A nos-

sa escola é a que oferece melhores condições (ampla sala de aula, sala de apoio, pátio coberto interior, vedação, campo de jogos vedado, parque infantil dentro das novas normas de segurança e zona exterior para recreio com sombra)”, acrescenta. Contactada pelo Correio do Ribatejo, a vereadora da Educação disse que face ao reduzido número de alunos da escola de Verdelho (quatro no ano transacto e oito matriculados em 2010) e à existência alternativas viá-

veis, a Câmara não tem qualquer possibilidade de defender a continuidade deste espaço, nem de outros nas mesmas condições.

Trabalho em equipa “Compreendo a angústia dos pais perante a mudança, mas será bom para as crianças transitarem para turmas maiores, onde possam desenvolver melhor as suas capacidades de trabalho em equipa, entre outras competências”, disse a vereadora. Luísa Féria adianta que as

Escolas de Achete e Advagar com “boas condições” O presidente da Junta de Freguesia de Achete, Joaquim Saramago, considera que a qualidade do espaço das escolas de transição é satisfatória. Reconhece que a escola de Achete não tem vedação, mas adianta que esta irá ser colocada. O refeitório

também não constituirá problema, pois fica mesmo junto à escola, no rés-do-chão do edifício da Junta de Freguesia, segundo Joaquim Saramago. A escola de Advagar, apesar de ter mais de 50 anos de idade, “também se encontra em bom estado, pois foi alvo de obras

de reparação”, afirma o autarca. Neste caso, o refeitório fica mesmo ao lado da escola, na Sociedade Recreativa de Advagar. A escola de Achete poderá vir a transformar-se, futuramente, num núcleo escolar (uma espécie de centro escolar mas com menor

Projecto EmpreEscola

Estudantes distinguidos por boas ideias de negócio A Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém apresentou esta semana, perante uma plateia composta por professores, empresários e investidores, as cinco ideias de negócio vencedoras do EmpreEscola, projecto que tem como objectivo o fomento do espírito empreendedor dos estudantes do ensino secundário e o desenvolvimento de competências como a criatividade, autonomia, liderança e trabalho de equipa. Adriana Lage, Ana Rita, Fábio Bastos e Luís Frazão são os alunos do 12º Ano do Curso de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Alcanena que desenvolveram a melhor ideia de negócio da edição 2009/2010 do projecto EmpreEscola. A adopção de um cão para a escola que frequentam foi o ponto de partida para a construção de um alimentador automático, com doseador, para animais de qualquer porte - “Powerfood”. “Havia necessidade de alimentar o Pixel durante fins-de-semana e férias escolares, período em que não se encontra ninguém na escola”, afirmaram dos alu-

crianças de Verdelho poderão transitar para escola de Achete ou para a escola de Advagar, na mesma freguesia, sendo os transportes assegurados pela Junta de Freguesia. Caso os pais optem por uma escola noutra freguesia, terão que ser eles a suportar os custos do transporte. A vereadora reconhece que a escola de Verdelho tem boas condições, pelo que a Autarquia fez um pedido à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL), o

nos, durante a apresentação do seu projecto. A 2.ª melhor ideia de negócio foi atribuída a Luana Rezende, aluna da Escola Secundária do Cartaxo, pelo desenvolvimento de um cofre frigorífico, onde cada pessoa tem um compartimento próprio, com senha pessoal para abrir. Luana explicou que esta ideia é muito interessante para “repúblicas de estudantes, hospitais, empresas, hotéis e fábricas”. Biokiller – uma gama de insecticidas biológicos, foi a 3.ª melhor ideia empresarial, desenvolvida por uma equipa de alunos da Escola Secundária de Alcanena. A Nersant distinguiu ainda a Ideia Mais Inovadora, prémio atribuído ao projecto Pandora Box, da Escola Secundária Ginestal Machado, em Santarém, e o Melhor Trabalho de Equipa, concedido ao projecto Pequenos Grandes Momentos, da Escola Profissional de Ourém.

47 ideias De referir que estes projectos foram seleccionados de um conjunto de 47 ideias de negócios.

Melhor ideia premeia alunos de Alcanena

Às melhores ideias de negócio a Nersant facultará apoio técnico para a constituição da empresa, registo da patente, participação no capital social e prémio monetário. Para além disto, a Nersant proporciona à equipa vencedora, estágio remunerado na associação ou numa empresa associada. A Ideia Mais Inovadora e o Melhor Trabalho de Equipa recebem apoio técnico para a cons-

tituição da empresa, registo da patente e um prémio monetário. O EmpreEscola é um projecto financiado pelo QREN que tem como objectivo o desenvolvimento da criatividade, autonomia e espírito empreendedor dos estudantes do ensino secundário e foi dinamizado este ano lectivo em 16 escolas, envolvendo um total de 151 alunos e mais de 50 professores.

número de alunos), reunindo alunos de duas ou três freguesias limítrofes. Porém, as negociações com a DREL decorrem ainda e, apesar da Carta Educativa apontar nesse sentido, nada está definido por enquanto. SM

qual aguarda resposta, no sentido deste estabelecimento vir a ser aproveitado para Jardim-de-Infância. Sobre o facto dos pais não terem sido informados de imediato sobre o encerramento da escola de Verdelho, a vereadora da Educação afirma que competirá ao agrupamento informar os encarregados de educação. A directora do agrupamento, por sua vez, disse-nos que, entretanto, os pais já foram contactados e que a demora se deveu ao atraso de um ofício da DREL, a formalizar a decisão de encerrar a escola. Todavia, a directora considera que quem decidiu encerrar as escolas é que deveria informar os pais. “Nós [agrupamento] não fomos ouvidos nem achados nesta matéria, por isso, não deveríamos ser nós a transmitir a decisão”, diz Violeta Vitorino, directora do agrupamento de escolas de Pernes. Sofia Meneses

Nersant promove formação de adultos A Nersant vai iniciar, nas suas instalações em Benavente, já na próxima segunda-feira, o Curso de Educação e Formação de Adultos (curso EFA) de Desenho Assistido por Computador/Construção Civil, que confere o 9º ano e o nível 2 de formação. Os cursos EFA, que decorrem em regime laboral, são uma oferta de educação e formação para adultos que pretendam elevar as suas qualificações. Estes cursos desenvolvem-se segundo percursos de dupla certificação que lhe dão a possibilidade de adquirir habilitações escolares e/ou competências profissionais, com vista a uma (re)inserção ou progressão no mercado de trabalho. Para além da certificação, os adultos beneficiam ainda de uma bolsa de formação, subsídio de alimentação, subsídio de transporte e seguro. A Nersant já iniciou, no passado dia 14 de Junho, em Torres Novas, o curso EFA de nível secundário, de dupla certificação, de Segurança e Higiene no Trabalho, estando ainda prevista a realização desta mesma acção em Abrantes.

Deputados do PSD eleitos por Santarém questionam Governo sobre reordenamento Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, Vasco Cunha, Carina João Oliveira e José Pacheco Pereira, questionaram o Ministério da Educação sobre o reordenamento escolar do distrito de Santarém, com efeitos a partir do próximo ano lectivo de 20102011. O PSD quer saber quais são os estabelecimentos a encerrar, quais serão suspensos ou desafectados e quais serão criados e/ou reactivados. Pergunta, ainda, quais os estabelecimentos de ensino alvo de alteração de tipologia e quais são os agrupamento de escolas ou escolas não agrupadas que serão objecto de extinção ou agregação. Finalmente, questiona sobre os contactos encetados e as respostas obtidas, por parte das autarquias, dos professores e dos pais, para a tomada dessas decisões.


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educação

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Escola de Casais da Amendoeira não fecha no próximo ano lectivo

Construção do novo centro escolar de Pontével terá início este verão A Câmara Municipal do Cartaxo prevê arrancar este Verão com a construção do novo Centro Escolar de Pontével. Logo que esta estrutura esteja operacional, os alunos da escola de Casais da Amendoeira, poderão transitar para o novo espaço. Segundo Paulo Varanda, vice-presidente da Câmara e responsável pelo pelouro da educação, a Câmara aguarda apenas o despacho do secretário de Estado, que

formalizará a decisão. Enquanto o centro escolar não estiver pronto, a Escola Básica do 1.º Ciclo de Casais da Amendoeira, vai manter-se em funcionamento, ainda que esta não tenha o número mínimo de alunos definido pelo Ministério da Educação (21). A falta de condições, em termos de espaço, para enquadrar os 16 alunos que frequentam esta escola noutro estabelecimento de en-

sino da freguesia de Pontével, leva a que a escola continue activa no próximo ano, segundo explicou em reunião de Câmara, o vicepresidente da Câmara e responsável pelo pelouro da educação. As alterações previstas na estrutura de gestão das escolas, pelo Ministério da Educação, com a criação de apenas uma unidade de gestão escolar, alterando a actual organização em dois

agrupamentos, têm vindo também a ser debatidas nas reuniões entre o vice-presidente e as estruturas do Ministério da Educação. ”Estão criadas as condições para que a unidade de gestão conjunta não arranque no início do ano lectivo, de modo a que as estruturas e os profissionais envolvidos possam preparar o início de aulas com toda a tranquilidade”, disse Paulo Varanda.

Centros escolares de Torres Novas quase concluídos Os centros escolares de Pedrógão e Assentis foram visitados, no final da semana passada, por docentes dos agrupamentos de escolas Artur Gonçalves e Gil Pais. Na visita, conduzida pelo presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, António Rodrigues, esteve também presente o presidente do Município da Ribeira Grande. Ambos os centros escolares deverão estar concluídos nas próximas semanas, passando-se posteriormente ao processo de aquisição e instalação de mobiliário e de equipamentos tecnológicos. O Centro de Escolar de Assentis, que abrange também a freguesia de Chancelaria, deverá entrar em funcionamento

no início do mês de Outubro. O Centro Escolar de Pedrógão, que integra também as freguesias de Zibreira e Ribeira Branca, iniciará o seu funcionamento em Janeiro de 2011. De realçar que estruturas como o ginásio e o refeitório ficam disponíveis para utilização por parte das comunidades locais. Foram visitadas as diversas áreas dos centros escolares, desde os ginásios, as bibliotecas, os refeitórios, as cozinhas, passando pelas salas de jardim-de-infância e do primeiro ciclo, bem como as salas temáticas, destinadas a aulas de informática, ciências ou música. Para Paulo Renato, director do agrupamento de es-

colas Gil Pais, no qual se insere o Centro Escolar de Assentis, estes equipamentos são muito abrangentes e completos, logo, diferentes das escolas que existem actualmente nas aldeias. “O fundamental é que possibilita a alunos e professores um tipo de trabalho diferenciado. Por outro lado, também a socialização dos alunos é uma importante maisvalia. Acima de tudo, estes centros permitem uma igualdade de oportunidades para os alunos, independentemente do local em que vivem. As zonas rurais ficam equivalentes às zonas urbanas em termos de ensino.” Acácio Neto, director do agrupamento de escolas Ar-

Terminadas as obras, segue-se a instalação de mobiliário e de equipamentos tecnológicos

Projecto de Vila Nova da Barquinha conquista menção honrosa

tur Gonçalves, ao qual pertence o Centro Escolar de Pedrógão, diz que “é uma revolução fantástica”, pois, estes equipamentos “vão acabar com o isolamento das pequenas escolas e permitir uma pedagogia diferente”, segundo afirmou. Há ainda uma importante vantagem realçada por ambos os directores de agrupamento: o facto de os centros escolares permitirem um trabalho de equipa e uma forte interacção entre professores, semelhante ao que já existe nas escolas da cidade. Também no que se refere à percepção de pais, alunos e professores em relação à mudança que será proporcionada pela conclusão destes centros, as opiniões de Paulo Renato e de Acácio Neto são coincidentes. “As pessoas estão expectantes. Ainda há uma ligeira divisão, pelo encerramento das escolas nas aldeias. Mas de uma forma geral vêem que há uma grande mais-valia nestes centros escolares. Com as garantias de transporte e de alimentação, os pais acabam por receber bem a transferência, e quando virem o edifício concluído vão ter uma ideia diferente do que é”, afirmou Paulo Renato. “Os pais estão resignados com o encerramento das escolas e contentes com o centro escolar, porque vêem uma melhoria das condições de ensino. Apesar de não ser o mesmo que ter os filhos numa escola a 50 metros de casa, as redes de transporte vão resolver esta questão”, acrescentou Acácio Neto.

O projecto “Centro Escolar e Centro Integrado de Educação em Ciências de Vila Nova da Barquinha” conquistou uma Menção Honrosa, na Categoria “O Melhor Município para Estudar”, numa iniciativa promovida pelo Fórum Hospital do Futuro. Os Prémios de Reconhecimento à Educação, edição 2009/2010, foram entregues, no dia 5, no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica de Lisboa, no âmbito da 18ª Conferência SInASE, numa cerimónia presidida pela Ministra da Educação, Isabel Alçada. Foram entregues Prémios para as categorias Inovação Pedagógica, Comunidade e Parcerias/Protocolos, Quadro de Excelência, Quadro de Valor, Ambiente e Sustentabilidade, Prevenção da Saúde Pública no meio escolar, Formação Profissional, e O Melhor Município para Estudar. O Centro Escolar do 1º Ciclo e Centro Integrado de Educação em Ciências (CIEC) está em construção, nos terrenos do antigo Campo de Futebol de Vila Nova da Barquinha, junto à Escola D. Maria II, também em obras de remodelação total. O projecto inovador juntará as condições excepcionais do moderno estabelecimento à existência de um espaço dedicado à ciência (CIEC) que tem como público-alvo as crianças. O CIEC funcionará na envolvente da escola, podendo ser utilizado pela Comunidade nos períodos não lectivos. Irá significar uma melhoria qualitativa, quer em termos de instalações, quer em termos de práticas pedagógicas, para os alunos do 1.º Ciclo. O edifício foi projectado pelo conceituado arquitecto Aires Mateus, e será financiado pelos fundos comunitários. Trata-se de um investimento de cerca de 4 milhões de euros, e terá capacidade para cerca de 300 alunos. Prevê-se que esteja concluído até ao final de 2010. A definição e preparação do Centro Escolar e CIEC contaram com o apoio da Universidade de Aveiro (UA), no desenvolvimento de actividades na área da Educação, designadamente consultadoria pedagógica para a concepção e planeamento de uma escola, supervisão na construção do Projecto Educativo Concelhio e actividades de formação de professores.

Rectificação Na última edição, no texto sobre a criação do mega agrupamento de escolas de Santarém, escrevemos erradamente que António Pina Braz é o representante do concelho de Santarém no Conselho de Escolas. Na verdade, António Pina Braz é o representante nesse Conselho de todas as escolas do Distrito e é candidato a renovação do mandato na mesma condição. Pelo engano as nossas desculpas.


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Executivo de Santarém discute política cultural A votação de um conjunto de propostas relativas à empresa municipal de Cultura e Turismo (Cul.Tur), segunda-feira, na reunião extraordinária do Executivo de Santarém, foi antecedida de um debate entre os vereadores, sobre a política cultural. Ludgero Mendes, eleito pelo PS, sugeriu a optimização do Teatro Sá da Bandeira, através de uma programação que aposte na “prata da casa”. “Quero aqui deixar uma sugestão ao novo director executivo da Cul.Tur, José Valentim, no sentido de envolver as associações de Santarém na programação da única sala de espectáculos da cidade, de forma a possibilitar uma oferta permanente, durante todo o ano”, disse Ludgero Mendes. Na opinião do vereador, o Teatro Sá da Ban-

deira não tem sido devidamente rentabilizado. “Em Julho, tem apenas quatro espectáculos”, fez notar. O envolvimento das associaçãoes permitiria, não só, “dar mais visibilidade ao trabalho por aquelas desenvolvido”, mas também, “obter uma melhor contrapartida pelo apoio que as associações recebem da autarquia”, disse Ludgero Mendes. Vitor Gaspar, vereador eleito pelo PSD, que preside à administração da Cul.Tur, afirmou que a Cul.Tur foi criada para “pôr em prática a política cultural definida pela Câmara”, a qual “tem desenvolvido um grande trabalho com as associações, inclusive com a cedência do Teatro Sá da Bandeira para apresentação de espectáculos”. “Se há

câmara que tem apoiado o associativismo, é esta”, frisou. Vítor Gaspar e João Leite (PSD), este último a presidir à reunião, na ausência do presidente da Câmara, responsabilizaram a anterior gestão socialista da falta de rentabilidade do Teatro Sá da Bandeira. “Quem projectou uma sala para uma capital de distrito, com apenas 200 lugares, é que não teve a noção”, acusou Vítor Gaspar. Ludgero Mendes defendeu-se com o facto de ser um cidadão independente e sem qualquer responsabilidade na anterior gestão socialista. Porém, lembrou que “o PS fez coisas muito bem feitas”, como por exemplo, as Jornadas Culturais e os Serões da Província, segundo referiu.

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Orquestra de Guitarras no Teatro Sá da Bandeira Durante o debate sobre política cultural foi uma vez mais defendida a necessidade de uma nova sala de espectáculos em Santarém. A empresa municipal de Cultura e Turismo (Cul. Tur) viu aprovados por maioria, nesta reunião extraordinária, o estauto remuneratório dos membros do conselho de administação e fiscal único, o estatuto do pessoal e respectivo estatuto remuneratório, o contrato de comodato e os instrumentos de gestão provisional para 2010 e respectivo contrato-programa. Ludgero Mendes, vereador eleito pelo PS, votou contra, por discordar da criação desta empresa municipal (António Carmo , igualmente eleito pelo PS, esteve ausente da reunião). SM

Festival Nacional de Folclore anima S. João da Ribeira Cumprindo a tradição, o Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira, concelho de Rio Maior, presidido por Carlos Duarte, organizou no dia 10 de Julho o seu 26.º Festival Nacional de Folclore. Fundado em Setembro de 1982, este é um grupo que se dedica à música popular e ao folclore tradicional do Bairro do Ribatejo, respeitando os usos e costumes Grupo dedica-se à tradição popular do Bairro do Ribatejo ancestrais. Os trajes remontam aos finais do séc. XIX, inícios gráfico de S. João da Ri- S. João da Ribeira abriu o do séc. XX, sendo cópias beira e, logo após, um jan- festival, no qual participafiéis da realidade de ou- tar convívio onde estive- ram, ainda, o Rancho Folram presentes os elementos clórico de S. Salvador de trora. A 26.ª edição do festival dos cinco ranchos partici- Monte Córdova (Santo Tirso), o Grupo Etnográfico principiou com uma sessão pantes neste festival. Com o recinto bem com- Corticeiro de Cima (Cantade boas vindas, na Sede da União Recreativa Sanjoa- posto de espectadores entu- nhede), o Rancho Típico de nense. Seguiu-se uma visi- siastas do folclore, o Gru- Alvorge (Ansião) e o Ranta ao Museu Rural e Etno- po de Danças e Cantares de cho Folclórico e Etnográfi-

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O Teatro Sá da Bandeira em Santarém, recebe, dia 23 de Julho, pelas 21h30, a Orquestra de Guitarra, um projecto ambicioso que contribui para a formação e sensibilização de jovens guitarristas, surgindo da interacção entre alunos e professores dos cursos da Associação ao longo deste ano lectivo. “Invadindo-nos com intensas versões da música do século XX - do rock dos anos 70 aos clássicos do cinema passando pelo blues tradicional – a Orquestra apresentará uma inovadora dinâmica recheada de novos talentos”, refere a produção. Direcção Musical: Alex Bento. Assistente Principal: João Brites. (Música) (Duração) 90’ (Classificação) M3 (Preço) 3 euros

Concerto de Solidariedade a favor da Equipa d’África O Conservatório de Música de Santarém promove, hoje (dia 16), às 21h30, no Teatro Sá da Bandeira, o 2º Concerto de Apoio e Solidariedade à Associação Equipa d’África. Esta Organização Não Governamental para o Desenvolvimento nasceu em 1998 e é proveniente das Equipas de Jovens de Nossa Senhora. Tem como objectivo primeiro a melhoria das condições de vida das populações locais em países de língua oficial portuguesa (Moçambique), sobretudo ao nível da educação e saúde. Bilhetes e reservas no Conservatório de Música de Santarém, Tel. 243 327 070. (Música) (Duração) 90’ (Classificação) M3 (Preço) 5 euros (a reverter na íntegra para a Equipa d’África).

“RoadShow” no Jardim da Liberdade O Jardim da Liberdade, em Santarém, recebe de 21 a 25 de Julho, o “RoadShow Santarém 2010”, do Jornal de Notícias. Durante uma semana, os visitantes entre as 10 e as 18 horas, vão ter à sua disposição múltiplas actividades, através da utilização das multiplataformas e tecnologias multimédia mais recentes, tais como: redes sociais / internet; realidade aumentada, visitas 3D, interacção, penalti e realidade virtual, entre muitas outras. O evento, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Santarém, é baseado no conceito “Jornal de Notícias, rede de informação”.

Noites de Verão ao som do acordeão O som do acordeão vai abrir, amanhã (17 de Julho), a Noite de Verão do Cartaxo. O Grupo de Acordeões da Sociedade Filarmónica Cartaxense sobe ao palco da Praça de Touros da cidade, às 21h30, seguindo-se a actuação do artista Jorge Manuel. À semelhança das outras Noites de Verão, a música da banda Idade Média continuará a animar a noite, convidando pequenos e graúdos ao baile. O evento é uma proposta da Câmara Municipal e tem entrada livre.

Oficina de fotografia no Cartaxo co da Casa do Povo de Pontével (Cartaxo), que mostraram o melhor do folclore nacional. O evento teve o apoio da Câmara Municipal de Rio Maior, Junta de Freguesia de S. João da Ribeira, Fundação Inatel e Federação Portuguesa de Folclore.

A câmara pinhole será o elemento central da Oficina de Fotografia que o Centro Cultural do Cartaxo vai promover amanhã (17 de Julho) – para participantes com idades entre os 10 e os 14 anos – e no dia 24 de Julho – para maiores de 15 anos. Esta oficina baseia-se na apresentação de noções de fotografia aplicáveis à câmara pinhole, sua construção, técnica de fotografia e revelação. A Fotografia Estenopeica ou Pinhole é realizada com estenopo (do grego “stenopo” – pequeno furo), responsável pela intercepção do trajecto da luz reflectida por um objecto, resultando na formação de uma imagem invertida sobre uma superfície oposta. A oficina decorre das 10h30 às 13h00 e das 14h30 às 17h00 e tem um limite máximo de 15 participantes.


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Nadir Afonso em Tomar A Galeria dos Paços do Concelho – Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal João de Castilho, em Tomar, inaugura, domingo próximo (18 de Julho), uma exposição de Nadir Afonso, que estará patente até 30 de Setembro. Nadir Afonso nasceu em Chaves, em 1920. É formado em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. A ânsia de conhecimento levou Nadir para Paris, em 1946, onde colaborou com arquitecto Le Corbusier, ao mesmo tempo que frequentava a École des Beaux-Arts, o atelier de Fernand Léger ou travava amizade com Herbin e Vasarely. Seguiu-se, de 1952 a 1954, a colaboração com o arquitecto Óscar Niemeyer no Brasil. Regressou a Paris nesse ano, retomou o contacto com os artistas orientados na procura da cinética e desenvolveu estudos de estética e pintura a que chamou “Espacillimité”. Fez parte do grupo da Galeria Denise René e expôs juntamente com Vasarely, Mortensen, Herbin, Bloc. Em 1965, Nadir Afonso abandonou definitivamente a arquitectura. Consciente da sua inadaptação social, re-

Inscrições até 31 de Agosto

Círculo Cultural Scalabitano quer formar orquestra de câmara O Círculo Cultural Scalabitano (CCS) tem abertas inscrições, até 31 de Agosto, para a formação de uma orquestra de câmara. Trata-se de um projecto musical que pretende congregar na mesma formação instrumentistas amadores provenientes de áreas distintas de especialidade e identificar um potencial musical comum. Os interessados deverão preencher a fic h a d e i n s c r i ç ã o disponível no site do CCS (www.circuloculturalscalabitano.pt), que poderá ser entregue na secretaria do CCS, todos os dias úteis, entre as 14h00 e as 19h00. Poderão inscrever-se instrumentistas amadores (M/F), sem limite de idade, nas áreas de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo), sopros (flauta, oboé, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufónio, tuba) e piano.

Festival Materiais Diversos anuncia-se para Setembro fugiou-se pouco a pouco num grande isolamento e acentuou o rumo da sua vida exclusivamente dedicada à criação da sua obra. Realizou inúmeras exposições individuais, desde 1949, recebeu vários prémios e distinções e está repre-

sentado em Museus de Lisboa, Porto, Amarante, Rio de Janeiro, S. Paulo, Budapeste, Paris, Berlim, Wurzburg, entre outros. Nadir Afonso tem várias obras publicadas sobre estética e dispõe da mais vasta bibliografia que em Portugal tem

sido sobre a obra de um artista contemporâneo. Com esta exposição consagrada à obra de Nadir Afonso, o Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal João de Castilho cumpre a sua 38ª exposição temporária.

Casa Museu Braamcamp Freire abre as portas à população idosa A Câmara Municipal de Santarém promove, durante o mês de Julho, visitas à Casa Museu Braamcamp Freire, com o objectivo de promover o Património Cultural e ocupar os tempos livres dos idosos residentes no concelho, no âmbito do Plano Gerontológico Municipal. Cinquenta idosos de cada fre-

guesia são convidados a participar numa visita guiada. Os idosos ao visitar este palacete do século XVIII, Biblioteca Municipal de Santarém, podem apreciar a colecção de arte e a livraria privada que Anselmo Braamcamp Freire doou à cidade de Santarém, desde a pintura renascentista até

à arte contemporânea, passando por gravuras, esculturas e cerâmicas. Têm também a possibilidade de, através dos equipamentos interactivos, ficar a saber um pouco mais sobre a história desta Casa, a sua colecção e o seu patrono. As datas das visitas guiadas, gratuitas, à Casa Mu-

seu Braamcamp Freire são as seguintes: 16 de Julho, às 14h30 – Idosos da Freguesia de S. Nicolau; 21 de Julho, às 14h30 – Idosos da Freguesia de Várzea; 23 de Julho, às 15h00 – Idosos da Freguesia de Marvila; 28 de Julho, às 14h30 – Idosos da Freguesia de Santa Iria. O transporte é cedido pela Autarquia.

Cénico de Pernes cumpre A Promessa “A Promessa” de Bernardo Santareno sobe ao palco do Teatro Sá da Bandeira, no próximo dia 24 de Julho, pelas 21h45, numa produção do Grupo Cénico da Música Nova de Pernes. A encenação e direcção é de Vicente Batalha. “A Promessa” é a 1ª peça de Bernardo Santareno, publicada e representada em 1957. Considerada uma obra-prima, abriu-lhe as portas do sucesso e guin-

dou-o ao lugar de maior dramaturgo português do século XX. “É uma peça polémica, onde a mundivivência dos pescadores está presente com as suas crenças e valores, a explosão dos seus conflitos, denunciando a escrita que o autor irá pesquisar”, refere o Grupo Cénico da Música Nova de Pernes. (Duração) 105’ c/intervalo (Classificação) M14 (Preço) 5 euros.

A segunda edição do Festival Materiais Diversos, no concelho de Alcanena, terá lugar entre 10 e 25 de Setembro, tendo como prioridade “reinventar uma experiência social e artística”. Ao longo de 16 dias, haverá 22 espectáculos, num total de 28 apresentações em Minde, Alcanena e Torres Novas. A missão de cruzar espectáculos internacionais (este ano vindos do Canadá, Alemanha e França), nacionais (de artistas consagrados e jovens revelações) e de desenvolver vários projectos com as associações locais, “reforça a integração da comunidade no seio dos projectos artísticos”, frisa a organização. A programação “terá laivos de expressionismo, não tanto como corrente artística mas enquanto capacidade que o corpo tem de assumir texturas, originando novas leituras da realidade”, adianta a organização. “Antónia Baehr rirá horas a fio; Benoît Lachambre, Louise Lecavalier, Laurent Goldring e Hahn Rowe exploram o corpo na sua relação com o espaço; Tânia Carvalho leva ao limite o corpo da bailarina Maria João Rodrigues desta feita em diálogo com uma bateria, baixo e voz; Vera Mantero usa o seu corpo como receptáculo de memórias e dá expressão à sua voz cantando Caetano Veloso; Vítor Roriz e Sofia Dias transformam os seus corpos que flutuam entre o animal e o humano”.

Grupo Columbófilo do Cartaxo promove noite popular A Direcção do Grupo Columbófilo do Cartaxo e a organização do Derby Cartaxo – Capital do Vinho, no âmbito do 75º aniversário da colectividade, promove, hoje, um programa recreativo e cultural, que culmina, com uma “noite popular”, no Parque Municipal de Exposições. O programa tem início com uma visita ao Museu Rural e do Vinho, pelas 10h00, seguindo-se uma visita à Adega da Fonte Bela. Pelas 13h00, realiza-se um piquenique na Borda d’Água, no Parque de Merendas de Valada. Está ainda prevista outra visita guiada a uma adega da região. Após o jantar, no Parque Municipal de Exposições, actuam, pelas 21h30, o Rancho Folclórico do Cartaxo, o Grupo de Cavaquinhos da Sociedade Filarmónica Cartaxense e diversos fadistas locais.


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Joaquim Veríssimo Serrão comemora 85.º aniversário no futuro Centro de Investigação com o seu nome O historiador Joaquim Veríssimo Serrão comemorou, na passada quinta-feira (dia 8 de Julho), o seu 85º aniversário, nas futuras instalações do Centro de Investigação Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, que vai funcionar no R/C da Casa de Portugal e de Camões (ex-Presídio Militar). Joaquim Veríssimo Serrão afirmou emocionado, que a formação deste Centro de Investigação irá permitir-lhe “deixar a Santarém o que Santarém lhe deu”. O historiador vai doar a sua Biblioteca Particular com mais de 35 000 obras, livros e separatas, fontes de investigação que utilizou ao longo da sua carreira de professor universitário e investigador, bem como os ficheiros usados nas suas investigações e diplomas que

recebeu ao longo da vida. A doação, que contempla, ainda, noventa caixas com documentação manuscrita enviada, quadros, telas, condecorações, moedas e ficheiros que também fazem parte da sua biblioteca pessoal, foi aceite e aprovada por unanimidade, em Reunião de Câmara de 9 de Novembro de 2009. Joaquim Veríssimo Serrão sublinhou, perante os presentes, a importância de ver concretizado o sonho de poder, com este gesto “agradecer à minha terra tudo aquilo que me deu”, acrescentando que deixa ao seu discípulo, Martinho Vicente Rodrigues, o papel de dirigir o seu Centro de Investigação, esperando que muitos investigadores, não apenas de âmbito nacional mas internacional, possam

Vítor Gaspar, Joaquim Veríssimo Serrão, José Manuel Nogueira e Martinho Vicente Rodrigues

usufruir deste importante legado, como fonte de investigação para estudos futuros. O vereador da Cultura e

Turismo, Vítor Gaspar, agradeceu ao aniversariante as palavras e afirmou que a “Câmara está disponível para dar todo o apoio que

seja necessário ao funcionamento e expansão do futuro Centro de Investigação, que muito honra Santarém”.

Além de Vítor Gaspar, estiveram presentes na “festa surpresa” de aniversário, o médico pessoal de Veríssimo Serrão, seu grande amigo José Manuel Nogueira, o historiador Martinho Vicente Rodrigues, futuro director do Centro, Marco Loja e Marta Pereira, técnicos da autarquia Scalabitana que estão a acompanhar a formação do Centro, e os funcionários da Câmara que trabalham naquele edifício. Todos cantaram os Parabéns a Joaquim Veríssimo Serrão, desejando-lhe bons anos de vida. Uma reunião em Lisboa impediu Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, de comparecer, mas o autarca não deixou de contactar telefonicamente o aniversariante.

Nota da Redacção: Com salutar orgulho por Joaquim Veríssimo Serrão ser o nosso mais antigo colaborador, o Correio do Ribatejo felicita o ilustre professor pelo seu 85º aniversário e publica nesta página, em singela homenagem, um artigo da sua autoria, escrito em 16 de Julho de 1960 (há 50 anos). Um texto que testemunha, como tantos outros que escreveu para o jornal, o seu domínio da escrita, o profundo conhecimento sobre temas da Cultura e do Património, bem como, a sua constante dedicação e incondicional afecto por Santarém.

Um Arquivo Histórico e outras aspirações Vão decorridos três anos (6-VII-1957) sobre o aparecimento, nesta mesma tribuna, de um artigo em que se solicitava da nossa Câmara a criação de um Arquivo histórico da cidade, e o eco da lembrança parece ter-se já perdido na poeira da indiferença geral. É de lamentar que assim tenha sucedido, quando vemos cidades como Évora, Braga, Aveiro, Beja, Viseu, Guimarães e até a vila de Santo Tirso disporem de Arquivos onde guardam a documentação histórica dos seus burgos, não estando Santarém disposta a seguirlhes o meritório exemplo. Nesse artigo procurávamos mostrar a importância de um Arquivo local, não já para serviço dos estudiosos que a ele recorressem em vista às suas investigações, como também para se salvar a riquíssima documentação ainda existente, quer em organismos oficiais, quer em colecções privadas, que estando sujeita à acção do tempo e à incúria dos homens poderá vir a perderse para sempre. Possui a Câmara Municipal, nas dependências das águas-furtadas, centenas de preciosos códices e dezenas de milhar de textos dispersos que são a «fonte» viva da história antiga da cidade e seu termo; quem pretender traçar

as efemérides santarenas desde os séculos XVI ao XIX, terá de se socorrer dessa valiosa documentação, devendo fazê-lo sem perda de tempo pois a poeira e a bicharia ameaçam destruir esses velhos papéis – alvarás, regimentos, provisões camarárias, livros das freguesias e seus habitantes, direitos de portagem e tributos municipais, registos de cartas régias, etc. –, perdendo-se assim uma massa documental do maior interesse para os investigadores do passado escalabitano. Esse núcleo deveria constituir a base do Arquivo histórico de Santarém. E juntar-se-lhe-ia os livros e códices dos conventos, capelas e ermidas que se guardam, sem os necessários requisitos de conservação, numa dependência da Direcção de Finanças, oferecendo-se aos estudiosos a notícia de doações prebendas, testamentos, prazos e outros actos jurídicos de interesse para as casas conventuais do burgo. Trata-se de documentos da maior importância, não somente para os fastos de Santarém, como para a história religiosa do reino, e a não se manifestar interesse na sua conservação em Santarém, uma de duas – ou a Direcção-geral da Fazenda Públi-

ca resolve um belo dia de transferir esses códices para a Torre do Tombo, ou então a traça e o bicho acabarão por destruir o que os homens deveriam ter sabido estimar e zelosamente conservar. Mas outros fundos documentais se poderiam obter para a formação do nosso Arquivo histórico. Guarda o Arquivo Nacional da Torre do Tombo os livros paroquiais do concelho de Santarém, milhares de códices com os nascimentos, matrimónios e óbitos verificados nas várias freguesias urbanas e rurais, desde os fins do século XVI. Não se compreende que os estudiosos locais se vejam forçados a deslocar a Lisboa, à sua própria custa, para efectuar investigações de interesse cultural, quando ao abrigo de legislação em vigor os livros paroquiais deveriam e poderiam estar num Arquivo, em Santarém, prestando serviço a quem os desejasse consultar. A lei permite que os documentos das velhas paróquias se instalem na sede dos distritos ou concelhos que manifestem interesse na sua recuperação e se prontifiquem a criar Arquivos locais. Porque razão a nossa Câmara mantém um triste silêncio perante a sugestão e não realiza as necessárias

diligências para se dispor de um centro de Cultura que daria honra à cidade? Esta aspiração, porém, não é a única que os santarenos devotados à sua terra alimentam. Umas há, de fácil efectivação e outras que requerem estudo atento que as torne uma consoladora realidade. Por que não encarar esses problemas de frente, pensando na valorização cultural do burgo? Muitas cidades e vilas do país possuem já os seus Boletins Culturais, organizados pelos competentes serviços camarários ou pelas Bibliotecas locais, onde se arquivam os estudos referentes à história, à arte, à etnografia, à economia, à musicologia das regiões de que as cidades são o centro. Para não referir as três urbes mais importantes, assinale-se que também Braga, Évora, Beja, Aveiro, Viseu, Guimarães, Matozinhos, S. Tirso, etc. possuem Boletins trimestrais ou semestrais, que dão notícia da vida cultural dessas terras e publicam valiosos estudos de história local, muitos de autoria de nomes ilustres na vida mental do país. Não se concedendo aos estudiosos uma revista ou boletim onde poderão escrever sobre temas santarenos, não somente os originais irão

parar a outras publicações, como não se fornecerá um estímulo local para que tais estudos sejam possíveis. Não nos debruçamos sobre a necessidade de se criar em Santarém um Museu de pintura e escultura, tomando como base as peças existentes na biblioteca Municipal, porque essa matéria obriga a largas considerações e a ela voltaremos um dia. Mas permitamse-nos algumas palavras sobre a desejada criação de um Museu de coches e armarias que muito poderia enriquecer o recheio cultural da cidade. Nos baixos da biblioteca Braamcamp guardam-se três ou quatro coches provenientes da Casa Cadaval, magníficos exemplares do século XVIII. Estão num estado bafiento e sujeitos a total ruína pela humidade da dependência, convindo acudir-lhes a tempo para que não se venham a perder. Juntamente encontramse velhas armaduras de guerra, bacamartes e espadas, arreios e outros utensílios da Arte militar da Idade Moderna – enfim uma riqueza ignorada de que a maior parte dos santarenos desconhece a existência e que se impõe conservar num pequeno Museu do género. Obstar-nos-ão que a cida-

de não possui um edifício monumental para abrigar essas colecções; a isso responderemos que a nossa Câmara, a não ter consentido na bárbara demolição do convento da Trindade há cinco anos, possuiria actualmente um local magnífico para instalar esse Museu. Porém, não há que prosseguir num choro sem consolo, devendo encontrar-se soluções possíveis para aspirações justas; e nesse sentido, não será por falta de instalações decentes que o Museu de coches e Armaria não se poderá instalar no centro do Burgo, constituindo mais um atractivo para os que nos visitam. Manter esse valioso recheio nas húmidas dependências da Biblioteca Municipal será condená-lo, em futuro próximo, à ruína ou a maior deterioração. Ceifando em seara alheia ficamos com a consciência tranquila de ter abordado problemas que são do interesse local e que parecem dignos da melhor atenção da parte dos nossos edis. Se tudo ficar como dantes, parafraseando o chistoso dito, que ao menos sejamos absolvidos pelo quinhão de afecto que consagramos a uma terra que é digna de ser estimada e enaltecida. Joaquim Veríssimo Serrão (16 de Julho de 1960)


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memória

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

CORREIO CENTENÁRIO Pantanos

A valla d’Alcorça – O Runes – Em Santa Clara – Junto a Prezidio Um dos assumptos que, n’este momento, deve merecer as attenções do chefe do districto é, sem duvida, a existencia de varios pantanos que pôem a cidade em manifestas condições de insalubridade. Melhor do que nós conhece o sr. governador civil o inconveniente de se manter sem limpeza a valla d’Alcorça com o seu repositorio de ascorosidades junto á ponte que liga com o Rocio: meia duzia de valladores poriam aquelle local em condições de não offerecer inconveniente para a saude dos moradores da Ribeira. Do mesmo modo se manifesta o perigo com a falta de saneamento do regueirão por onde sahem os exgotos do collector do Runes e que as auctoridades sanitarias já consideraram «um fóco de infecção». Para os lados de Santa Clara, ao sopè do outeiro em que assentam as ruinas do convento, junto à fonte publica, correm a descoberto os dejectos lançados ali pelos particulares, infiltrando-se no terreno toda a porcaria que, á hora do calor, torna insupportavel a permanencia no local. Também não deve esquecer o pantano do Fosso, junto á alameda do Presidio Militar, produzido pela estagnação dos exgotos do collector que ali desagua e que torna indispensavel sanear. Grande serviço prestaria, pois, o sr. governador civil á cidade scalabitana se dedicasse a sua esclarecida attenção para este momentoso assumpto que é – de vida ou de morte.

ANÚNCIO DA SEMANA

CORREIO DE HÁ 50 ANOS O nosso colaborador João Moreira foi homenageado por um grupo de funcionários camarários Um grupo de funcionários da nossa Câmara Municipal, que se reúne regularmente num jantar trimestral, que é um pretexto para estreitar ainda mais os seus laços de amizade, quiz dedicar a sua última confraternazação, realizada na passada quinta-feira, ao seu colega de trabalho João Gomes Moreira. Tendo em conta que ùltimamente os jornais locais têm feito justiça à acção desenvolvida pelo seu camarada, em prol da cidade, não quiz o referido grupo de lhe manifestar, modesta mas expressivamente, em ambiente de alegria e boa disposição, o seu consenso, ofertando-lhe uma significativa lembrança, assinada por todos os presentes. Bem mereceu, nosso bom amigo este protexto de solidariedade legítima, pelo barrismo acendrado, que se não poupa a esforços, dando o melhor da sua vontade e conhecimentos para a elevação e divulgação da nossa terra.

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(MARCA REG. N. 78.668) Selecção de plantas e preparação segundo fórmulas do Dr. E. Richter, de Munich (Alemanha) HERBIS N. 1 Dissolvente do ácido úrico HERBIS N. 2 Regularizador da circulação HERBIS N. 3 Depurativo do sangue

In: Correio da Extremadura de 16 de Julho de 1910

«HERBIS»

HERBIS N. 4 Azia e más digestões HERBIS N. 5 Contra bronquites HERBIS N. 6 Nervos e insónias HERBIS N. 7 Rins e Bexiga

HERBIS N. 8 Fígado e vesícula HERBIS N. 9 Contra o hemorroida! HERBIS N. 10 Tónico do coração HERBIS N. 11 Laxativo suave

«Se o homem, na sua ânsia de progresso, quizesse reconhecer a grande benção que sempre encontrou nas v elhas plantas medicinais...». Dr. Ernst Richer Novamente à venda em todas as Farmácias USADOS NA ALEMANHA HÁ 50 ANOS

In: Correio do Ribatejo de 16 de Julho de 1960


opinião Ou não fosse pertinente a reflexão actual sobre as ideiA. Pena Monteiro as, as aspirações e as propostas de Alexandre Herculano nos nossos dias; porquanto, e apresentamos desculpas ao Estimado Leitor pela insistência, nós não somos nem melhores, nem superiores nem especiais em face dos nossos antecedentes pelo que o desconhecimento do seu pensamento conduz-nos a um empobrecimento dispensável e evitável. Todavia, importanos igualmente reconhecer a tendência dos tempos e perscrutar a assunção de novos paradigmas de crescimento possíveis em vista da exaustão óbvia dos anteriores, um aspecto onde nos poderemos sentir privilegiados pelo posicionamento na Europa dos 27, espaço de debate sobre as problemática em apreço e de procura de soluções conciliadoras entre o modelo social europeu e a manutenção dos níveis de competitividade no mercado externo em face das novas potências, como a China e o Brasil, ou de outras, menos jovens mas não menos concorrentes, como os EUA. A Europa terá então de crescer e produzir mais, com menos custos mas sem alienar as responsabilidades sociais, eixo estruturante da construção europeia, as faces visíveis do dilema corporizado por taxas de desemprego crescentes, perda de poder de compra (por extensão de rendimento dos estados europeus) e, em última análise, perigo de ruptura social à semelhança do apreciado na Grécia ou em Espanha. Por tudo isto, a agricultura, uma matéria tão cara às instituições europeias quanto é conhecida a diminuição de aprovisionamento de género agrícola conseguido no espaço europeu, cenário consistente com um acréscimo de dependência externa, logo indesejável para um bloco económico que procura firmar-se numa conjuntura determinada pela ascendência dos novos parceiros, já enunciados, e dos antigos; mas também pela escassez dos recursos financeiros como pela iminência de uma nova ordem monetária. Pelo que o entendimento sobre o sector primário assumiu novos contornos aos quais Portugal não deve alhear-se; de resto, nem pode ou não fosse o nosso país também assolado pela contracção do crédito, factor determinan-

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A Companhia das Lezírias De capital social detido pelo Estado (Parpública), a empresa [Companhia das Lezírias] desenvolve a sua actividade numa extensão de quase 20.000 hectares, dos quais 12.000 hectares de área florestal e cerca de 8.000 hectares constituem solo disponível para utilização agrícola, em que se destaca a lezíria sul de Vila Franca de Xira e a charneca do Infantado. Aliás, esta Companhia, a maior empresa agrícola do país, tem forte presença em três concelhos ribatejanos: Salvaterra de Magos, Benavente e Vila Franca de Xira, uma localização geográfica que lhe permitiu afirmar-se como “um paraíso e um pulmão”2 junto da capital, de preservação estratégica para o país.

te para reduzir a operacionalidade dos sectores até agora considerados impulsinadores da criação de riqueza como o imobiliário. E como se não bastasse, vivemos num país de proprietários, como sabemos, e caracterizado por níveis de desemprego ainda (e infelizmente) crescentes. Mas também sabemos da capacidade agrícola nacional, quantas vezes posta em causa por novas concepções sobre o aproveitamento e a exploração dos solos como algumas valências da actividade turística, conforme o ocorrido com o investimento Portucale cuja polémica residiu na alteração do perfil de utilização e os sobreiros deram lugar a campos de golfe. Todavia, a agricultura resiste em Portugal, dir-meão; certamente, no entanto, desejaríamos nós vê-la ainda mais desenvolvida, aspiração tão mais legítima quanto conhecido o défice da balança comercial portuguesa e o peso dos géneros agrícolas no cômputo das importações. Ousava então a ambicionar mais tendo em conta que Portugal apresenta condições para fazer melhor mas, por uma qualquer razão, a agricultura sucumbe a condicionalismos diversos. Avulta então considerar o exemplo da Companhia das Lezírias: sumariamente, foi constituída para aquisição de património da Fazenda Pública e iniciou a sua actividade em 1836, centrada na produção agrícola, florestal e pecuária em várias propriedades que então se

estendiam da Golegã à Comporta. Por isso, assumia a denominação de Companhia das Lezírias do Tejo e Sado (uma área de cerca de 48.000 hectares). Nacionalizada em 1975, assumia a natureza de pessoa colectivo de direito público, três anos depois, sob a designação de Companhia das Lezírias EP. Já em 1989 conhecia uma nova fase quando se converteu em pessoa colectiva de direito

Abrã era uma terra conhecida em tempos distantes, por Maria Fernanda Barata Abraã, palavra que significa entrada, caminho, posto. No tempo em que as estradas eram raras, os caminhantes vindos dos lados do mar e da zona de Leiria, que se dirigiam as terras da Borda de Água, passavam por Abrã. Num planalto próximo de Abrã existia um pinheiro manso muito grande, que servia de guia aos caminhantes. Abrã Grande e Abrã Pequena são a mesma localidade; no entanto, as primeiras habitações de Abrã Grande foram construídas num local denominado Sôjo do Vale. Os moradores da Freguesia criaram a referida,

privado com estatuto de sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos, a actual Companhia das Lezírias SA. De capital social detido pelo Estado (Parpública), a empresa desenvolve a sua actividade numa extensão de quase 20.000 hectares, dos quais 12.000 hectares de área florestal e cerca de 8.000 hectares constituem solo disponível para utilização agrícola, em que se des-

taca a lezíria sul de Vila Franca de Xira e a charneca do Infantado. Aliás, esta Companhia, a maior empresa agrícola do país, tem forte presença em três concelhos ribatejanos: Salvaterra de Magos, Benavente e Vila Franca de Xira, uma localização geográfica que lhe permitiu afirmar-se como “um paraíso e um pulmão”1 junto da capital, de preservação estratégica para o país. Além das chamadas actividades tradicionais, onde se incluem o arrendamento de terras para fins de exploração agrícola e florestal (arrendamento à Portucel Florestal de 670 hectares para a plantação de eucaliptos, com inicio em 21 de Setembro de 1983), a Companhia das Lezírias desenvolve actividade turística em diversas vertentes e ambiciona a construção de um complexo turístico com um hotel de 4 estrelas com 100 quartos, restaurantes e bares, para além de outros equipamentos na lezíria de Vila Franca; promove actividade imobiliária, repartida por cerca de 95 hectares, em Salvaterra de Magos, Benavente e Samora Correia; além do sector industrial, numa parcela de cerca de 50 hectares, na charneca do Catapereiro, numa pedreira para a exploração de areias e uma central de betão hidráulico.

Segundo o relatório de contas de 2009, com o número médio de colaboradores ao serviço da empresa de 96 (73 efectivos e 23 com contrato a termo), obteve no último ano (2009) o resultado líquido de • 139 698; na sequência do qual foi proposto ao accionista o dividendo de • 31 987, ou seja, na moeda antiga 6.412 contos. Neste contexto, considerada a universidade como um factor determinante para o progresso das regiões circundantes bem como a ênfase na aproximação entre as esferas empresarial e científica, sem esquecer as intenções expressas pela Companhia das Lezírias de necessidade ao reforço do seu papel enquanto espaço de investigação e desenvolvimento, fica-nos a dúvida sobre a possível actuação do Estado, accionista único da empresa, na transformação da mesma no substrato patrimonial da fundação da Universidade do Ribatejo, uma solução possível e alternativa à reprivatização. —————— NOTAS: 1 – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios na Companhia das Lezírias, Uma Semana no MADRP, 12 a 18 de Abril de 2010, n.º 6, página 2. 2 – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios na Companhia das Lezírias, Uma Semana no MADRP, 12 a 18 de Abril de 2010, n.º 6, página 2.

Lembrar Abrã

BAÚ DE

RECORDAÇÕES na Capela de Santa Margarida, depois de alcançada a provisão de El-Rei como Mestre de Aviz, em 10/08/ 1621, por intermédio do fidalgo Jorge Coelho de Andrade. Tempos depois, o povo da Freguesia de Abrã mandou construir a Igreja da invocação de Santa Mar-

garida, onde, em 21/12/ 1639, o Padre Frei António Cabral, Prior de Alcanede, celebrou a primeira missa. Os primeiros párocos da Freguesia de Abrã foram os seguintes: Luís Francisco, Francisco de Lemos, Gregório Bernardes, Diogo de Oliveira Botelho, António Pires da Cunha, António Duarte, Manuel Vás Velho, Manuel Carvalho, António Jorge Frade, Francisco Rodrigues, António Frade de Carvalho, Affonso Lopes da Fonseca, Manuel Bernardes e João da Silva. Estes párocos foram os que permaneceram na Freguesia até 1726. Devo referir que o Senhor Padre Artur dos Santos, de quem muitas pessoas ainda se devem lembrar (vivia na Casa Paroquial), foi quem

me baptizou na Igreja de Abrã. Lembro-me vagamente, deste Padre que, depois de sair de Abrã, me escrevia lindos postais ilustrados, que ainda hoje guardo religiosamente. Em tempos antigos, a Freguesia de Abrã, abrangia os seguintes lugares: Amiais de Cima, Canal, metade do Espinheiro, os Casais de Coutada, Cortiçal e Vale Florido. Esta metade do Espinheiro integrou-se com a outra metade, sendo hoje uma respeitável e progressiva Freguesia do Concelho de alcanena. Pelo Decreto 15.219 de 23/3/1928, o Espinheiro foi elevado a Freguesia. Um cumprimento ao leitor.


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restaurantes

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

Restaurante “A Lúria”

O sabor e o saber de uma família exemplar

Francisco e Fátima Antunes

Aqui está mais uma prova de que no Ribatejo existem óptimos restaurantes. Caso saia de Lisboa ou Santarém, apanhe a A1, desvie para a IC3, saia na direcção de Tomar na EN 358, tome a indicação de Barragem de Castelo de Bode / Portela de S. Pedro. Siga as indicações de Restaurante “A Lúria”. Fica, mais precisamente, a nove quilómetros de Tomar e a quatro da Barragem de Castelo de Bode. É o modelar negócio familiar. Francisco Domingos, depois de longos anos emigrado na África do Sul, regressa à sua “essência” e abre um café, adega, taberna de aldeia, com os petiscos de fim de tarde (fataça frita e Lampreia do Nabão). Sua Filha, Fátima Domingos, começa a querer aprender e descobre o seu gosto pelo trabalho culinário. “E não é que a rapariga até tem jeito!”. Aparece, entretanto, o “vendedor de bebidas” (Francisco Antunes), que nas suas voltas de assistência aos clientes, começa a achar uma certa graça à “pequena”... Começa o namoro e acaba em casamento. A partir deste momento, projectam-se as obras de ampliação do res-

taurante que, em 1985, são já uma realidade. A pequena taberna de 1979, passa a ser um amplo espaço que pode albergar 120 comensais comodamente sentados. A satisfação do casal no trabalho que faz (Fátima na cozinha e Francisco na sala), é contagiante e transmite toda a confiança à equipe de mais sete empregados, entre os quais, o seu fiel chefe de mesa, Ernani. “É muito gratificante, ver o nosso trabalho reconhecido e ter a nossa filha mais velha (Patrícia), a seguir as nossas pisadas. Além de ter o curso da Escola Profissional de Hotelaria, encontra-se neste momento a estagiar com um Chef de cozinha Francês, numa unidade Hoteleira de cinco estrelas, na Madeira. Sabermos da continuidade do negócio, na nossa Família, é um grande estímulo”, afirmam Fátima e Francisco Antunes. Sendo um local no interior do País, o peixe fresco é uma realidade. “Compro todos os dias peixe fresco, bem como os produtos hortícolas, sempre frescos. É muito importante saber a origem dos produtos,

porque a confecção dos mesmos, é totalmente diferente”, diz Francisco Antunes. Mas vamos ao que interessa, porque de conversa já chega e a barriga reclama. Entramos na sala e deparamo-nos, com uma mesa bem apresentada, onde constam as “iguarias” para degustar. As entradas são enúmeras: figos escondidos com presunto e ovo, peixes da horta com bróculos e couve flor, caras de bacalhau fritas (excelentes), ovos mexidos com cilarcas, enchidos da zona, cilarcas grelhadas (deslumbrantes). Como pratos principais, depois de analisar um vasta lista de escolhas - com referência para uma cabeça de peixe grelhada (toda partida, o que faz com que a mesma seja grelhada por completo e que dá bem para três pessoas), do bacalhau na broa com uma apresentação de fazer crescer água na boca -, destacamos umas ovas de savel fritas com arroz de grelos (de perder a cabeça), e o polvo à lagareiro que se corta com o garfo, tal o seu ponto de cozedura, que é de chorar por mais. “Vendemos mais de 100 Kgs por semana, só deste prato”,

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afirma Francisco Antunes. Pratos de carne, provámos um excelente cabrito assado no forno (criados aqui no campo a cinco Kms), acompanhado de uns grelos e arroz de miúdos de excepção, podendo a escolha recair num magusto de carnes com açorda de cilarcas, espetadas de lombinhos com salada saloia, a posta de carne mirandesa (certificada), ou a espetada da mesma. “Na nossa cozinha, existem quatro condimentos fundamentais: azeite, cebola, alho e limão. Tudo o resto é acessório”, refere Fátima Antunes Para sobremesa, um imenso leque de escolhas e muitos doces regionais, sendo os mais solicitados as farófias, as Fatias de Tomar ou a Sericaia. Quanto aos vinhos, esse “maravilhoso néctar”, são apresentadas duas cartas para escolha: carta de Vinhos do Tejo e outra do resto do mundo. Bebemos um muito agradável Encosta do Sobral 2008, servido na temperatura ideal, com as entradas; no peixe, um Chardonay Casal da Coelheira de 2009, cuja temperatura não se apresentou de acordo com a qualidade do vinho e, no tinto, um Syrah do Casal das Freiras, muito agradável, distinto com aroma e sabor a especiarias. Ambas as combinações foram muito bem pen-

sadas, tendo de chamar a atenção para a temperatura do Chardonay. O preço médio de uma refeição, consoante o vinho pretendido, será entre 15 / 18 j. É de salientar que no recente concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo de 2010, foi este Restaurante premiado com uma medalha de ouro. “Foi muito, muito importante para nós, e subimos as vendas de vinhos do Tejo em cerca de 80%. Para o próximo ano, contem com A Lúria”, salienta Francisco Antunes. Um dos seus principais pratos, para o qual vem excursões, nomeadamente de Lisboa, é a Lampreia. “Quando é a altura da Lampreia (Janeiro a Abril), fazemos almoços com preços fixos de 25•. Chegamos a ter de pedir desculpa às pessoas e

não as poder servir, por ter esgotado a matéria-prima”, refere Francisco Antunes. Acabamos a refeição com pena de o estômago não dar mais, mas a certeza de que quem aqui chega, voltará. António Rhodes Sérgio

Restaurante A Lúria

Portela de S. Pedro 2300 – 182 Tomar Tel. 249 381 402, 967 003 076 luria@iol.pt Encerra domingos à noite e segunda-feira Férias: segunda quinzena de Agosto Cartões: Todos excepto American Express Estacionamento: Fácil com parque

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Encerra aos Domingos à noite e Segundas-Feiras Situado a 9 kms. de Tomar e 4 kms. da Barragem de Castelo do Bode no sítio de Portela, n.º 34, 2300-184 São Pedro se Tomar Telefone 249 381 402 – Fax 249 381 206 E-mail: luria@iol.pt


património Com um projecto conjunto, Portugal e Espanha apresenNuno Domingos tam uma candidatura a Património Mundial da UNESCO, contando cem milhões de anos de história da humanidade: São as jazidas de pegadas de dinossauros. Três zonas em conjunto: A Costa Atlântica, na qual se incluem a jazida de Vale de Meios, na freguesia de Alcanede e a pedreira do Galinha, ambas nas Serras de Aires e Candeeiros, e Pedra da Mua, no Parque Natural da Arrábida. Depois a Zona central da Meseta ibérica, numa linha que cruza diagonalmente a Península em direcção à Catalunha e finalmente a própria região da Catalunha. No lado Português desta parceria, destaque para o Museu Nacional de História Natural responsável científico e para o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Segundo se pode ler na informação disponibilizada pelos responsáveis pela candidatura, “As jazidas da Pedreira do Galinha e de Vale de Meios são as maio-

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CORREIO DO RIBATEJO

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Patrimonio de Santarém a caminho de ser reconhecido pela Unesco res do Jurássico médio com pistas de dinossáurios excepcionalmente bem preservadas. Têm permitido obter informação paleobiológica e paleoecológica ampla e única, numa fase inicial da sua evolução. Na jazida da Pedreira do Galinha foram identificadas algumas das mais bem conservadas impressões de mãos e de pés de saurópodes, com morfologias únicas que sugerem um novo icnogénero e que permitem a identificação dos dinossáurios que ali passaram.” Na jazida de Alcanede (Vale de Meios) foram reconhecidas e descritas dezenas de pistas paralelas de terópodes (dinossáurios essencialmente carnívoros e omnívoros que se deslocavam apenas sobre duas patas), constituídas por pegadas evidenciando três dedos, muito bem conservadas. A jazida da Pedra da Mua revela pistas de saurópodes e de terópodes do Jurássico superior. As pistas paralelas de saurópodes (dinossáuri-

Jazidas de pegadas de dinossauros candidatas a Património Mundial da Unesco

os herbívoros com cabeça pequena e pescoço e cauda compridos) que apresenta são consideradas a primeira evidência de comportamento gregário destes animais reconhecida na Euro-

pa, bem como o melhor exemplo deste comportamento entre animais juvenis. Em pistas de terópodes e de saurópodes desta mesma jazida, foi reconhecida uma outra forma de loco-

moção – coxear. Segundo os responsáveis pela candidatura, estas jazidas com pegadas de dinossáurios constituem, assim, um conjunto de locais de excepcional interesse geo-

lógico e paleontológico, tendo valor universal do ponto de vista científico, didáctico e patrimonial. A aprovação desta candidatura irá certamente atrair para estas jazidas e no caso concreto de Santarém para o norte do concelho, as atenções de um conjunto de estudiosos e de curiosos certamente interessados em conhecer e compreender este fenómeno. Quem visitou a jazida de Vale de Meios não pode deixar de se emocionar com tais vestígios perguntando-se como é possível que tal legado chegue até nós com tal estado de conservação, “entalado” entre metros de pedra que uma actividade mineira pôs a descoberto. Se a classificação for conseguida, um cumprimento muito especial será devido ao trabalho desenvolvido pelos técnicos do Parque Natural das serras de Aires e Candeeiros, verdadeiros obreiros deste projecto e a quem todos ficaremos a dever muito. PUB


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Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

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MARIA DA GLÓRIA SIL SILVVA FERREIRA 17-7-2009 – 17-7-2010

14-7-1991 – 14-7-2010 9744 ua esposa, filhos, genro e neto recordam com profunda saudade mais um ano da sua morte e participam que será celebrada missa hoje, sexta-feira, dia 16, pelas 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ua filha, netos e bisneto participam que será celebrada missa pelo seu eterno, hoje, sexta-feira, dia 16, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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FERNANDO ALBERTO VES SERRÃO GONÇALVES GONÇAL 1 Ano de Eterna Saudade 17-07-2009 – 17-07-2010 A sua morte deixou em nossos corações uma profunda tristeza. A morte levou aquele que tanto amávamos, mas a tua memória ficará sempre nos nossos corações. A recordação das tuas virtudes servirá de consolo para todos nós. 9740 ua esposa, filhos, genro e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 17, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, a família agrade o vosso testemunho de amizade.

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no descanso, no próximo domingo, dia 18, às 19 horas, na igreja do Hospital Velho, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

TREMEZ

MARIA ISABEL MOT MOTAA MARQUES SIL SILVVA MISSA DO 30.º DIA 9727

S

eus filhos, nora, genro, netos e bisneta participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 18, às 10.15 horas, na igreja da Várzea, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

VERDELHO

JOÃO SIDÓNIO DA COST COSTAA N. a 26-12-1917 – F. a 3-7-2010

AGRADECIMENTO

família participa o seu A falecimento, ocorrido em Lisboa, na Clínica S. João de

9742

Deus e agradece reconhecida a todas as pessoas que lhe prestaram a derradeira homenagem e carinhosamente manifestaram o seu pesar. Bem hajam.

S. DOMINGOS – SANTARÉM

MARIA DA LUZ NUNES VÍTOR Faleceu a 10-7-2010

9750

MARIA ASCENSÃO

JOSÉ FRÓIS PPALMEIRO ALMEIRO

MARIA LOURENÇO MA TEUS MATEUS

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N. a 24-5-1944 – F. a 5/7/2010

15-7-2009 – 15-7-2010

MISSA DO 3.º MÊS

S

ua esposa, filhas, genros e netos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

1 Ano de Eterna Saudade 9747

S

ua filha, genro, netos e bisnetos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 17, às 19 horas, na igreja Paroquial de Achete, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

22-4-2010 – 22-7-2010 eus filhos, genro, nora e S netos participam que será celebrada missa pelo seu eter-

9738

no descanso no próximo domingo, dia 18, às 9.45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

eu filho, nora, netos e bisnetos, agradecem a todas as pessoas que se interessaram pelo seu estado de saúde e se dignaram comparecer e acompanhar a sua ente querida à sua última morada. Comunicam ainda que será celebrada missa do 7.º dia, hoje, sexta-feira, dia 16, pelas 19 horas, na igreja de S. Nicolau - Santarém.

A FUNERÁRIA

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Serviço Permanente

CORREIO DO RIBATEJO correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

Funerária Dom Fernando Lda. Telef. 243108492 – Santarém

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EUGÉNIA RIBEIRO CARV ALHO LUZIO CARVALHO

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16-7-1936 – 16-7-2010

AGRADECIMENTO

74.º Aniversário Natalício

eu marido, filhos, netos, S bisnetos, restante família e amigos agradecem muito reco-

ua esposa, filhos, genros, S nora e netos participam que será celebrada missa pelo

9741

9746

nhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 18, às 11.30 horas, na igreja Paroquial de Tremez, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

AGRADECIMENTO

Seu filho agradece muito reconhecidamente ao Hospital Distrital de Santarém, nomeadamente a todo o pessoal médico, enfermeiros e auxiliares do piso 9, pelos cuidados prestados à sua ente querida. Este agradecimento é extensivo ao Padre Aníbal e à Dr.ª Lúcia Gameiro (assistente social do HDS) pela humanidade e competência demonstrados durante a sua permanência. A todos bem haja.

Jorge Almeida, Lda.

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Agradecimento e Missa do 7.º Dia

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ua esposa, filhos, nora e S netos participam que será celebrada missa pelo seu eter9743

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Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

RIBEIRA DE SANTARÉM

MARIA AMÁLIA RIBEIRO RODRIGUES ALMEIDA MISSA DO 30.º DIA 9752

S

eu marido, filho e sobrinhos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso amanhã, sábado, dia 17, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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A CARGO DA NOTÁRIA ISABEL MARIA RAIMUNDO DE OLIVEIRA FILIPE BATISTA MARQUES

Eu Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques, Notária do Cartório Notarial de Isabel Marques, na cidade de Santarém, CERTIFICO, para efeitos de publicação que por escritura de sete de Julho de dois mil e dez, lavrada de folhas cento e quarenta e cinco a folhas cento e quarenta e seis verso, no livro de notas para escrituras diversas número cento e noventa e seis A. REGINA DA CONCEIÇÃO NEVES BRANCO ROCHA, contribuinte fiscal 104456426 e marido ORLANDO PEREIRA DA ROCHA, contribuinte fiscal 168868474, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ela da freguesia de Abitureiras, concelho de Santarém e ele da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, residentes em Moscavide, Loures, outorgaram uma escritura de JUSTIFICAÇÃO na qual com exclusão de outrém se declaram únicos donos e legítimos possuidores do seguinte: Prédio rústico, composto de olival, com a área de dois mil oitocentos e quarenta metros quadrados, a confrontar de norte e poente com José Luís Ribeiro Mendes, de sul com estrada e de nascente com António Madeira Montez, sito em Chã, freguesia de Abitureiras, concelho de Santarém, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém e inscrito na matriz cadastral sob o artigo 50 Secção V, com valor patrimonial tributário para IMI de j 109,87 e para IMT de j 277,78. Que possuem o referido prédio há mais de VINTE ANOS, tendo o mesmo vindo à posse deles justificantes, por volta do ano de mil novecentos e setenta e cinco, por doação verbal de seus pais e sogros, MANUEL LUÍS BRANCO e esposa DIAMANTINA DUARTE NEVES, casados sob o regime da comunhão geral, residentes que foram no lugar de Póvoa do Conde, freguesia de Abitureiras, concelho de Santarém, não tendo no entanto reduzido a escritura pública a referida doação verbal, mas posse essa que vêm exercendo sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, traduzida em actos de fruição, pagando as respectivas contribuições e impostos, sendo portanto uma posse pública, pacífica e de boa fé, pelo que adquiriram o referido prédio para o seu património por usucapião, não tendo todavia documento que lhes permita fazer prova do seu direito de propriedade pelos meios extrajudiciais normais. Estando assim impossibilitados pelos meios normais, de comprovar a aquisição do identificado imóvel, invocam, por esta forma a USUCAPIÃO, como meio aquisitivo do direito de propriedade suprindo a ausência de título com vista ao registo de aquisição a seu favor. ESTÁ CONFORME. Cartório Notarial de Isabel Marques, sete de Julho de dois mil e dez. A Notária, Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-7-2010

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-7-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

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SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

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ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200001021958 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (Única publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executado HUMBERTO ANGELO NEVES DOS SANTOS QUEIRÓS, no estado de casado com Maria de Lurdes d’ Avó Silva Coelho, com domicílio fiscal no Vale da Ferraria – Amiais de Baixo Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda dos bens a seguir indicados, sobre os quais tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foram penhorados em 8 de Fevereiro de 2010 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de que é responsável respeitantes a Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Contribuição Autárquica (CA), Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), Coimas Fiscais (CF) e Juros de Mora (JM), dos anos de 2001 a 2006, no montante actual de 5.854,36 j, sendo 4.649,82 j de quantia exequenda e 1.204,54 j de acréscimos legais. Findo o prazo dos éditos, no dia 31 de AGOSTO de 2010, pelas 15,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para cada uma das vendas o indicado, correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). BENS A VENDER VENDA Nº 2089.2010.069 Valor base para as propostas de 686,00 j (SEISCENTOS OITENTA E SEIS EUROS) Prédio rústico sito no lugar de PEDREIRA, freguesia de Amiais de Baixo, concelho de Santarém, com a área total de 1.960,00 m2, composto de três parcelas com mato, vinha, cultura arvense e oliveiras, confrontando de norte com limite da freguesia de Amiais de Baixo, de sul com José António Simões, de nascente com Joaquim Lopes d’ Avó e de poente com Augusto da Graça Lopes Carago. Inscrito na matriz rústica sob o artigo nº 30 da secção A da freguesia de Amiais de Baixo e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 0967/20001205 (Amiais de Baixo). VENDA Nº 2089.2010.070 Valor base para as propostas de 756,00 j (SETECENTOS CINQUENTA E SEIS EUROS) Prédio rústico sito no lugar de RIO DO CABO, freguesia de Amiais de Baixo, concelho de Santarém, com a área total de 360,00 m2, composto de uma parcela com olival e cultura arvense em olival, confrontando de norte com Manuel Pereira, de sul com Joaquim Frazão da Azenha, de nascente com Maria dos Anjos do Outeiro e de poente com Maria Vitorino. Inscrito na matriz rústica sob o artigo nº 354 da secção C da freguesia de Amiais de Baixo e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 0178/19901023 (Amiais de Baixo). É depositário o Sr. Humberto Ângelo Neves dos Santos Queirós, executado nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactado no seu domicílio fiscal, o mostrará aos interessados. As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2010. – HUMBERTO ANGELO NEVES DOS SANTOS QUEIRÓS”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o executado e o seu cônjuge, os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos catorze dias do mês de Julho do ano de dois mil e dez. O ESCRIVÃO, O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Fernando Santos Morgado Jorge Manuel Sardinha Serra

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NOTARIADO PORTUGUÊS

1.º ENCONTRO DA FAMÍLIA

Agência Funerária

CORREIO DO RIBATEJO

ANÚNCIO DE VENDA PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200101014480 AP (Única publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que, no dia 27 de JULHO de 2010, pelas 11,00 horas, se há-de proceder à abertura das PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) entregues para a venda judicial dos bens a seguir descritos, os quais foram penhorados em 30 de Junho de 2010 no processo de execução fiscal acima identificado, em que é executada a firma CALÇADO I R C, LDA., com sede em Rua 25 de Abril – Fontainhas - 2000-000 Santarém, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) dos anos de 2001 e 2002, no montante actual de 44.110,99 j, sendo 32.038,26 j de quantia exequenda e 12.072,73 j de acréscimos legais. BENS A VENDER EM ÚNICO LOTE TODOS OS BENS A SEGUIR DESCRITOS SE ENCONTRAM EM MAU ESTADO DE CONSERVAÇÃO, TENDO SIDO AVALIADOS EM GLOBO PELO VALOR DE 1.000,00 (MIL EUROS). 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É fiel depositária a Sra. D. Isabel Maria Carapinha Rebelo de Carvalho, representante legal da executada nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactada no seu domicílio fiscal sito no Bairro 1 de Julho N 5 3 Esq. 2005-496 Vale de Estacas - Santarém, os mostrará aos interessados. Os bens serão vendidos como um único lote e com o valor base de 700,00 j, correspondendo este valor a 70% do que lhes foi atribuído, não sendo considerada nenhuma proposta de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). 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Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos doze dias do mês de Julho do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Manuel Sardinha Serra

O ESCRIVÃO, Jorge Fernando Santos Morgado


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Associação Académica de Santarém

Um Cordeiro com a lã… terna do golo Chegou ao fim a tão aguardada trilogia deste Verão: depois da Copa Foot21 e da Lisboa Cup, foi a vez da XVII edição do torneio internacional Aveiro Cup. E, tal como sucedeu nos dois anteriores, também o último episódio da saga terminou com o ecrã praticamente a negro. Avaria eléctrica? Não. Negro, porque é essa a cor do clube que este bravo grupo de rapazes, orientado por Nuno Teixeira, voltou a colocar em evidência. Ou o terceiro lugar num torneio internacional não é a prova cabal disso mesmo? A missão de perfumar os campos nacionais com a fragrância do futebol escalabitano cabia, desta feita, à equipa infantil de sub-12 da Briosa, entre os dias 7 e 11 de Julho. E como cheirou, desde logo, a brilharete! No apronto inicial do grupo D (dia 7), o faro goleador dos jovens academistas ficou bem vincado, traduzindo-se numa goleada por 4-0 defronte de uma das formações da casa, o GD Eixense. Figura em destaque: Manuel Cordeiro. Letal, calculista, finalizador, sem a lã do nervosismo a aquecer-lhe a frieza. Cordeiro, disse eu? Pois, mas, pelo que se viu em Aveiro, é o jovem academista que empunha a tesoura do golo e tosquia bem rente as aspirações dos adversários. Logo aos 3 min., Manuel, com um cruzamento de mestre, deixou Francisco Xavier na cara do guarda-redes, sussurrandolhe na expectativa: “Me… me… mete golo!” E ele meteu. 1-0, o tónico para um desafio de luxo. O próprio Cordeiro, com um bis, e Miguel Vargas encerraram a questão.

O técnico Nuno Teixeira soube motivar a equipa sub-12 da Briosa rumo ao pódio da Aveiro Cup

obstante a vantagem da Académica no goal average, os temores de fracasso justificavam-se. Com legitimidade: após golo madrugador de Cordeiro, o adversário virou o placar às avessas com dois golpes repentinos, dando azo a conversas pessimistas nas hostes academistas durante o tempo de descanso. A loucura instalou-se na segunda parte. Aí, sobreviveu o mais lúcido e, essencialmente, o mais (C)ordeiro: o inevitável goleador repôs a ordem na casa a cinco minutos do fim; depois, escassos segundos mais tarde, o Oliveira do Bairro tornou a colocar-se em vantagem; finalmente, nos descontos, drama completo, com uma grande penalidade apontada, sem pecado, pela Briosa, fixando o 3-3 final. O autor da cobrança? Adivinhem.

Este Cordeiro não Eis o pódio! sabe pecar Depois, altura de contornar a equipa B de um sempre complicado Nacional da Madeira, enfrentando uma tarde exageradamente ventosa. As dificuldades? Parece tê-las levado o vento, coadjuvado pelos tentos de Vargas, Cordeiro e Fortunato, de grande penalidade. 3-0. E o cheirinho das meias-finais já aguçava o apetite, logo ali, à distância de um ponto. Essa mísera unidade pontual parecia estar bem perto. Só o forte Oliveira do Bairro, na terceira jornada do agrupamento, poderia colocar um travão na euforia. Afinal, as duas equipas chegavam ao encontro decisivo lado a lado na tabela e, não

Chegava a partida das meias-finais, e estava igualado o patamar alcançado pelos representantes da Briosa nos outros dois certames do ano. Dois problemas esperavam, contudo, os jovens escalabitanos: primeiro, o adversário que calhou em sorte, a AD Taboeira, reconhecidamente uma das melhores escolas de formação do distrito de Aveiro; segundo, o corpo de arbitragem, para o qual este dia 10 de Julho deve ser trancado, eternamente, no baú dos piores pesadelos. Foi, assim, com naturalidade que o opositor rapidamente adquiriu vantagem de um par de golos, com a resposta do inevitável Cordeiro a não atenuar

os outros dois que se seguiriam. O 1-4 final valeria, porém, a consolação de disputar a prestigiante subida ao pódio com um histórico do futebol luso, o CS Marítimo. A tradição, contudo, não fez mossa: no Complexo Desportivo da Gafanha da Nazaré, as feições do desafio só exibiram traços academistas, quase inexistente que foi o fluxo ofensivo dos insulares. No entanto, só a dois minutos do termo é que Miguel Vargas, assustado com o fantasma das grandes penalidades, deu um grito de revolta, enrolando um remate e fazendo-o rebolar até à baliza. As massas escalabitanas cegaram de júbilo, e mal conseguiram ver a machadada final, quando a figura do torneio (perdoem-me se, por acaso, já tiver dito o seu nome!) confirmou a vitória, rubricando o 2-0. Cordeiro, pois claro. Glória, pois, ao plantel composto por Rodrigo Serra, Francisco Rocha, Duarte Santos, Bernardo Penteado, Pedro Torres, Pedro Fortunato, Luís Leitão, Nuno Gomes, Francisco Xavier, Miguel Vargas e João Melro. Falta um? Ah, pois… o tal Cordeiro que apontou a lã... terna do golo aos companheiros. No comando, Nuno Teixeira deu cartas no capítulo da motivação e assumiu-se como o guia perfeito de uma caminhada pouco menos do que isso: perfeita.

Foi mesmo um nono lugar? Mas os sub-12 não foram os únicos a representar a Académica na conceituada compe-

tição: apesar de uma sensaborona posição na tabela, também a formação sub-13, orientada por Sérgio Vieira, prestigiou largamente o nome da instituição. Trágicos os contornos que esboçaram a classificação final do actual campeão distrital do escalão: apesar de um registo de três vitórias, um empate e somente uma derrota, aliado a um pecúlio de 13-5 em golos, a Briosa não foi além do… nono lugar. Bizarro, mas possível. A reforçar a amargura está o facto de o terceiro classificado do certame, o ARC Oliveirinha (ARCO), ter baqueado aos pés da Académica por conclusivos 3-1, e com uma preguiçosa goleada à espreita. Para trás, porém, tinham ficado a derrota com o Torrense (0-1) e o enganador empate com o Marítimo (1-1), insucessos que ditaram a invulgar pouca proficuidade do triunfo diante dos líderes do grupo. A partir daí, evitando embandeirar em… ARCO com essa categórica vitória, os escalabitanos batalharam pela melhor classificação possível, rematando a sua participação com goleadas expressivas diante do Marinhense (5-2) e, em jeito de vingança, do Marítimo (4-0). Diante deste cenário, apetece reforçar a questão: como foi possível apenas um nono lugar? Vieira apostou em Zé Maria, Carolo, Águas, Beni, Madeira, João Santos, Tiago, Filipe, Gasopo, Victor e Mourinha. Para o ano, assim se mantenham os imprescindíveis apoios, há mais. Sérgio Fernandes

União Desportiva de Santarém

Um coronel para vencer a guerra do fisco Entre as paredes do auditório Rui Manhoso, no passado dia 9 de Julho, pode ter surgido um novo alento para a resolução da situação periclitante que atrasa a caminhada da União Desportiva de Santarém. Em Assembleia Geral destinada a eleger os órgãos sociais para o biénio 2010/12, o coronel Rogério Soares adquiriu, por maioria (registou-se um voto em branco), o estatuto de presidente da Direcção da emblemática instituição escalabitana. A lista do novo líder era a única a sufrágio e foi constituída para tentar reerguer o clube, estipulando como meta primordial a amortização da badalada dívida ao fisco, objectivo que motivará, segundo Rogério Soares, “um pedido de audiências ao presidente da Câmara Municipal e à Governadora Civil, para esclarecimento e actualização da situação”. Excluída está, segundo o dirigente recém-eleito, qualquer possibilidade de a nova Direcção arcar com a responsabilidade de dívidas contraídas no passado: “Os corpos gerentes assumiram os destinos da União Desportiva de Santarém sob condição de não se responsabilizarem por qualquer dívida, ao Estado ou a particulares, contraída até à data da Assembleia”, refere, em comunicado à imprensa. Mais espinhosa será a tarefa de restituir os valores de credibilidade e a expressão que o clube, criado em 1969, granjeava outrora junto da massa adepta, mas os novos responsáveis apelam a uma reaproximação à causa. E frisa: a intenção, doravante, “é unir e não dividir”. SF

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SANTARÉM BASKET CLUBE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA

Nos termos dos estatutos convoco todos os associados do Santarém Basket Clube para reunirem em Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 23 de Julho de 2010, pelas 20 horas e 30 minutos, na sala do Santarém Basket Clube sita no Pavilhão Gimnodesportivo de Santarém, com a seguinte ordem de trabalho: – Apreciação e votação do relatório e contas de 2009. – Diversos. Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos associados, a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, uma hora depois com qualquer número de associados presentes. Santarém, 9 de Julho de 2010. O Presidente da Assembleia Geral, José Guilherme Marques dos Santos

Iniciados e juniores da AAS

Treinos para os nacionais iniciam-se em Agosto As equipas de iniciados e de juniores da Associação Académica de Santarém, formações que vão enfrentar os campeonatos nacionais das respectivas categorias, iniciam os treinos de pré-época já no início do mês de Agosto. O Campo da Escola Superior Agrária apadrinhará assim, no dia 2 de Agosto, às 18h30, o apronto inaugural do escalão de iniciados. Os juniores, por sua vez, entrarão em acção no dia 9, pelas 20h00.


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CORREIO DO RIBATEJO

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Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio de Santarém

O Fabioloso regresso de Piedade O talento ajuda? Indiscutivelmente. Mas a humildade, servida nas porções correctas, é quase sempre a real garantia de altos voos. Nesta perspectiva, para um guarda-redes, que faz vida a esvoaçar entre os postes, essa é uma qualidade que vale ouro. E Fábio Piedade, jovem guarda-redes escalabitano, tem-na: afinal, no tabuleiro do futebol distrital, acaba de retroceder até à casa de partida, abandonando o Riachense (e a marcante disputa de uma 3ª Divisão Nacional) para voltar a envergar o jersey dos Caixeiros. À beira de completar 20 anos, Fábio pode orgulhar-se de já ter sentido a textura das três camisolas de futebol mais emblemáticas da cidade de Santarém: União Desportiva de Santarém, Associação Académica de Santarém e Caixeiros. Pelo meio, ainda júnior, foi estrela nos adultos do Ouriquense, mas sentia que ainda tinha algo para dar ao seu escalão: regressou à Briosa para somar o outro título de campeão distrital que carrega no currículo. A chegada ao Riachense surgiu com naturalidade, no mercado de Inverno da temporada transacta, quando saltou precisamente dos Caixeiros para o castelo dos recentes campeões distritais. O varandim real, porém, estava lotado de atletas de eleição para a sua posição específica. Sem espaço, segurou-se com unhas e dentes a um estreito parapeito, e a verdade é que não caiu: apesar da escassa utilização, acrescentou um título de campeão e uma Taça do Ribatejo ao seu currículo. Ah, e foi ain-

Fábio Piedade, campeão distrital em título, quer agarrar com segurança esta nova oportunidade nos Caixeiros

da chamado à selecção distrital sub-20. O registo fabuloso de um atleta que os adeptos já apelidam de... Fabioloso.

Passo atrás para ganhar balanço Agora, com a época 2010/11 ainda em roupa anterior, prepara-se novamente para se espreguiçar no lar dos Caixeiros. O regresso foi uma surpresa, um presente que demorou várias semanas a desembrulhar, mas, afinal, era impossível resistir “ao convite do senhor Fernando Graça, um dirigente espectacular”, que lhe apresentou “um projecto sólido e um clube renovado, com grande margem de progressão”. Para trás, fica um título dis-

trital sénior, cujo sabor requintou o paladar de Piedade: “Apesar de ter jogado pouco, adquiri experiência e uma vontade ainda maior de ganhar e de trabalhar para melhorar”, admite, entusiasmado. Um passo atrás na carreira? Sim, “mas para ganhar balanço!”, considera, ávido de integrar “um grupo de trabalho que ambiciona fazer parte da história deste clube”. O ordenado que vem auferir parece condizer com a estatura do jovem guardião: “É baixinho!”, ri-se. Nesta época de vacas magras, se Fernando Graça ainda se recordar do papagaio que, em tempos, brilhava num célebre programa do apresentador Rui Unas, saberá certamente o que lhe responder… Mais a sério: há vencimentos

que, como os homens, não se medem aos palmos, e o “importante é que chegam para cobrir as despesas”, garante.

Olha quem são eles! No átrio de entrada do emblema escalabitano, Fábio cruza-se agora com velhos conhecidos, que contribuirão determinantemente para que se sinta em casa. Literalmente: afinal, o seu irmão, César Piedade, constitui precisamente outra das caras novas asseguradas para a temporada que se avizinha. Um mano a mano com… o mano está, porém, descartado, pois concorrem em posições distintas, mas nem por isso se pense que a convivência dos irmãos no balneário se assemelhará

Caixeiros – andebol

Um balúrdio que não tem Graça…

Convenhamos: a situação não está fácil. Os patrocínios escasseiam, os apoios particulares rareiam, o montante relativo ao Plano de Apoio ao Associativismo Desportivo (quem?!) parece esquecido na pasta da reciclagem dos computadores camarários. Na realidade, apesar de estas verbas ainda não terem viagem marcada para os cofres dos clubes, os dirigentes associativos já imaginam o dinheiro a voar. E, desta forma, reforça Fernando Graça, “é impossível sobreviver. Estamos a encarar com muita perplexidade esta situação”, admite o vicepresidente. O pessimismo agudizou-se na última semana: no acto de inscrição da equipa sénior de andebol no Campeonato Nacional da 2ª Divisão, junto da Federação Portuguesa da modalidade, os responsáveis do clube escalabitano depararam-se com a obrigatorieda-

botões (ainda) não falam.

Brincar com o desporto é para outros...

de de despender até finais de Julho uns impensáveis… sete mil euros, quando, asseguram, “na época passada o valor era de mil”. E se este balúrdio não tem graça, Graça também não tem este balúrdio: a subida íngreme dos números sextuplica literalmente as dificuldades e leva naturalmente a que o clube derrape para um abismo de incerteza e apreensão. “Como se resolve isto, Fernando?”, questionará o dirigente aos seus botões. A resposta? Não seria publicável, certamente. Mas felizmente os

Os lábios, agrafados ao longo do tema sénior, abrem-se num sorriso quando a conversa migra para outras faixas etárias. No castelo da formação e da intervenção social, com o fantasma dos euros bem aprisionado nas masmorras, o clube escalabitano tem sido rei. No passado sábado, voltou a prová-lo, visitando as crianças da Ribeira de Santarém no âmbito de uma nova acção de divulgação do andebol. “Não vamos desistir destes jovens”, assegura Fernando Graça. A iniciativa faz parte de um projecto, ainda em fase embrionária, que os Caixeiros se propuseram desenvolver e que tem recebido inegável aceitação nestes seus primeiros passos. A prioridade reside “na criação de pólos de prática do andebol em

áreas de Santarém marcadas por grandes dificuldades sociais”, explica o mesmo dirigente, salientando que “a modalidade pode ser um lenitivo para as suas amarguras de crescimento, motivadas muitas vezes pela falta de familiares e por uma postura de indiferença por parte da sociedade”. Além da vertente lúdica, integrar os quadros competitivos do clube será um passo a dar “pelos mais aptos”, prossegue Graça, reforçando porém que, “nesta fase de crescimento, brincar é o que realmente importa para estas crianças”. Estas, sim, podem brincar com o desporto… O regresso à Ribeira está marcado para amanhã, dia 17, às 10h00. Estão convidadas todas as crianças de ambos os sexos que desejem constatar in loco que esta modalidade, além de se servir dela, também sabe dar a mão. SF

à pacatez vivida nos lavabos lá de casa: “No desporto, o César é muito exigente comigo! Mas, exactamente por isso, sei que os seus conselhos vão ser uma grande ajuda para a minha evolução”. Piedade, pois, mas só no bilhete de identidade, que no campo não parece haver apelido com traços misericordiosos que o livre da mão pesada do irmão… Acerca das restantes aquisições recentemente anunciadas pelos Caixeiros, sobram palavras elogiosas: “Vêm trazer qualidade e maturidade. O Costinha é um número 10 muito forte ao nível do passe, enquanto o Broças é um trinco que junta a força à boa técnica. O Freilão, por sua vez, já passou pelos melhores clubes do distrito, pelo que, não tendo lesões, é um médio centro de enorme valor”. Estes nomes, aliados “à permanência de quase todos os jogadores da época passada”, levam Fábio a crer na possibilidade de se tornar o único “caixeiro” do plantel a poder somar dois títulos distritais consecutivos: “Temos qualidade suficiente para discutir os três pontos em qualquer campo, mas só é possível sonharmos com o primeiro lugar se tivermos um campo para treinar”, lamenta, alegando que na conjectura actual “esse objectivo se torna bastante mais complicado”, uma vez que a equipa, desalojada futebolisticamente, se vê obrigada “a andar constantemente com a casa às costas”.

A desvantagem para Casillas… Quanto ao futuro, um encolher de ombros convoca a incerteza: Fábio, entre os postes, é elástico, mas fora deles não se estica em vaticínios. Não se ilude: o profissionalismo “é um sonho muito complicado”. “Mas quem sabe se com trabalho, dedicação e sorte não chego lá?”, arrisca, legitimando a crença numa vida calma e regrada: “No futebol, é preciso fazer sacrifícios e, no meu caso, não costumo sair nas vésperas dos jogos, por exemplo”. A 2ª Divisão Nacional é uma meta que considera exequível, e, “se puder atingi-la com a camisola dos Caixeiros, melhor”. É esta a esperança de um homem que, mais do que as carreiras dos ídolos Enke e Preud’ Homme, não se importaria de plagiar os recentes feitos da sua outra grande referência: Iker Casillas. Para já, convenhamos, perde aos pontos com o espanhol: pelo menos no que toca aos atributos dos repórteres que o entrevistam… A história prossegue dentro de momentos. A toada tem sido de romantismo, mas os episódios de terror certamente que também chegarão. Fábio sabe que, ao mínimo frango, os adeptos o assarão no espeto. E é aí que o promissor guardião mostrará se o seu lugar é, erguido e altivo, no panteão dos eleitos, ou, afundado e soterrado, na cova… do Piedade. Sérgio Fernandes

Taça de Portugal de Goalball

A saudável cegueira de marcar golos Surgiu após a II Guerra Mundial: o objectivo primordial era proporcionar a prática desportiva aos ex-combatentes que haviam ficado cegos no campo de batalha. Falamos do goalball, a primeira modalidade engendrada especificamente para portadores de deficiência visual. Actualmente, até mesmo alguém cuja visão esteja na plenitude das suas capacidades pode abraçá-la oficialmente, desde que, obviamente, coloque uma venda. O requisito fundamental é, no fundo, além de uma boa audição e um tacto apurado, ter uma verdadeira cegueira… de marcar golos. Santarém passou, desde os passados dias 10 e 11 de Julho, a estar também intimamente ligada a esta original modalidade: no Pavilhão Municipal, decorreu com sucesso a Taça de Portugal de Goalball, a segunda prova mais importante do calendário oficial. O Clube Atlético e Cultural (CAC) da Pontinha fez jus ao estatuto de campeão nacional, acabando por celebrar a dobradinha após uma final emocionante defronte da poderosa equipa de Alcoitão (8-6). Eis os artífices do título: Rúben, Hadiley, Hugo, João Miguel e Balola, . Além dos dois finalistas, estiveram presentes Caldelas, Académico, Açores e Associação dos Cegos e Ambíopes de Portugal (ACAPO). SF


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Vitória Clube de Santarém

Chegou um bis… Neto para assegurar descendência A juventude do Vitória Clube de Santarém é indesmentível: afinal, a associação apresta-se para completar apenas cinco tenros anos de existência. No entanto, cedo se iniciou na procriação, ousando emancipar-se, reproduzir-se, multiplicar-se, assegurar descendência: depois de gerar três equipas de seniores de futsal e de conceber outras tantas de formação, pode orgulhar-se de contar já com um bis… Neto. Um Neto a dobrar. À carreira de jogador, que leva já três anos de afeição ao emblema azul, este jovem rio-maiorense acumula agora a de treinador principal da nova equipa de infantis. Uma formação histórica, pioneira, precursora de novos sonhos imberbes. No fundo, um bilhete de ida (e só de ida) para o futuro. É Luís Neto, de 23 anos, que agora tem a palavra: em 2010/11, tornar-se-á o primeiro técnico a orientar uma equipa escalabitana de infantis num campeonato federado de futsal. Trabalho? Não. Mais do que o labor (na quadra e fora dela), é uma paixão que agora se reparte. “Sinto prazer em servir o clube. Vestir esta camisola, independentemente da função, é e será sempre um orgulho”, sublinha, num assomo de fervor inconscientemente adoptado, assimilado, fomentado. Afinal, as suas raízes nada têm que ver com

“Estou preparado!”

Luís Neto será o primeiro treinador a orientar uma equipa escalabitana de infantis nos campeonatos oficiais

Santarém: remontam às camadas jovens da União Desportiva de Rio Maior, de onde saltou para um trajecto “futsalístico” na Casa do Benfica local. Mal desfez a trouxa no reino vitoriano, em 2007, enamorou-se prontamente pelo grupo que o acolheu, “jovem, determinado e com um espírito colectivo de fazer inveja a muitas equipas profissionais”. As amizades, essas, “surgiram muito rapidamente”, recorda-se. Desengane-se, contudo, que foram apenas os nós

dos laços afectivos que o amarraram ao cargo que agora assume. No currículo desportivo, ostenta uma alínea em relevo, que lhe arranca das costas qualquer pára-quedas de aventureiro: na temporada 2008/09, foi o seu nome que encabeçou o comando da formação infantil do Alcobertas Futebol Clube, um grémio do concelho rio-maiorense que, à falta de competições oficiais destinadas a este escalão em Santarém, militava no campeonato distrital de Leiria.

Torneio de Futsal Pedro Costa na Golegã

Levaram os pontos no fim... da liga dura Partir a cabeça e levar… 664 pontos, convenhamos, não é um fenómeno realizável, nem pela criança mais irrequieta. “Partir a cabeça”… a pensar como foi possível esta equipa levar 664 pontos para casa e a consequente Taça Amizade? Isso, sim, é algo que poderá suceder ao surpreendido leitor, que não acompanhou de perto as performances desta equipa no Torneio de Futsal Pedro Costa, realizado na Golegã. Uma liga dura e competitiva, em todas as vertentes. A equipa de veteranos do Vitória Clube de Santarém desvenda a receita: basta disputar uma prova com elevados índices de desportivismo e de camaradagem, aliando a isso uma predisposição inata para repor os líquidos surripiados pelo Verão. No final, estará garantido o encon-

tro com o sucesso, como foi possível confirmar no passado dia 10 de Junho, aquando da entrega de prémios do certame. Esta foi uma caminhada curta, mas profícua: ao longo de um mês, o recém-formado conjunto veterano de futsal disputou com brio o conceituado torneio (a Champions dos torneios regionais, dizem), causando boa impressão na quadra e prescindindo de voos mais altos por força da sua teimosia em desperdiçar tentos diante da baliza. Ainda assim, a taça que premeia o quarto classificado é um tónico que aguça a vontade de embarcar em experiências similares, pelo que nas cogitações dos responsáveis vitorianos está já a organização de um certame dedicado à faixa veterana. No final do torneio goleganense, apesar da ausência

no pódio da competição principal, a liderança isolada na Taça Amizade fez assim com que os holofotes recaíssem sobre os atletas escalabitanos, permitindo-lhes atalhar caminho pelas ruelas da fama, enquanto os concorrentes penavam pelas… goelas da amargura. Para a posteridade, fica a lista de atletas que representou o Vitória na competição: Luís Ceni Casaca, Pedro Santos, Marco Rodrigues, Pedro Garrido, Luís Martins, João Almeida, Carliedson Veríssimo, João Ferreira, Luís Laia, Silvino Matias e Miguel Agostinho. A orientação técnica, dentro e fora da quadra, ficou a cargo de Luís Carvalho. Entretanto, nos bastidores, já se fala na renovação do título…

“É normal e legítimo que, inicialmente, surjam desconfianças em relação à minha curta experiência como técnico ou até mesmo à idade”, disserta Neto, edificando sobre pilares bem sólidos a sua confiança num bom trabalho: “Ao longo de sete anos como praticante, convivendo com diversos treinadores, fui assimilando vários métodos de treino, inseridos em estilos de jogo distintos”. Por tudo isto, e sem resvalar para o alçapão da sobranceria, resolve cabecear com tino e convicção: “Penso que estou preparado”. As habilitações adquiridas sob a docência da vida só não se escarrapacham num diploma por contingências que o ultrapassam: “Só não tenho o curso de nível I porque a Associação de Futebol de Santarém há muito que não abre candidaturas, pois essa é uma das minhas prioridades”. “A destreza”, como reforça, “está lá”, mas, por muito que as coisas corram da melhor forma, Luís Neto reconhece que é impensável “não receber nenhuma crítica”. Tolerá-las-á na íntegra, a menos, pois claro, que as apreciações desfigurem a caligrafia de três sílabas redigidas a tinta permanente no seu dicionário: respeito. “Este é um valor que se conquista através das nossas acções e da nossa personalidade, portanto, uma vez que respeitarei toda a gente, tam-

bém tenho a certeza de que terão a mesma postura em relação a mim”, considera. O importante é estar sempre “de espírito aberto, para que, quando surgirem os problemas, eles sejam resolvidos da melhor forma, com os atletas ou com os pais”. Na hora de escalonar os (“entre dez a quinze”) artífices da obra consistente que ambiciona erigir, Neto terá em conta valores incontornáveis, como “a humildade e a vontade de aprender”, confiando na relação favorável do Vitória com as escolas de Santarém para que a prospecção de início de temporada seja profícua. “Os recentes feitos da Selecção Nacional e do Benfica poderão atrair mais crianças para o futsal”, afiança. Quanto ao actual plantel, atenção à prata da casa: “Já tenho noção do valor de alguns atletas”.

“É fácil dizer sim ao Vitória” Caso, como espera, surja o desejável sucesso desportivo, garante que jamais acrescentará cifrões aos números gordos que deseja ver inscritos nos placares dos desafios: “Aceitei este desafio por paixão, nunca por dinheiro”. E admite: “É fácil dizer sim ao Vitória”. Na calha, poderá estar a companhia de um adjunto, que possa valorizar e optimizar a qualidade do trabalho a

desenvolver, mas esta terá de ser uma decisão ponderada, pois, por vezes, é pior a emenda do que… só Neto. Sozinho ou acompanhado, o importante é que, com a aventura, possa conjugar vários verbos: “Aprender, conviver, divertir, partilhar, formar”. Não chega? Ah! Esperem… Falta um: “Ganhar”. “Formar ou ganhar? Tenho a noção de que essa é a pergunta da ordem numa competição com atletas tão novos”, considera, desmembrando prontamente o dilema: “Se tivesse de optar, escolheria a formação, sem dúvida. Mas, como não tenho, tentarei formar e vencer… sempre que possível”. No fundo, apesar de “o primeiro ano ser sempre uma incógnita”, Luís está consciente de que só as vitórias entusiasmam os associados. E, afinal de contas, não é ele também um sócio do Vitória? Resta um pormenor, para rematar: a maioria dos atletas infantis que Luís Neto orientou no Alcobertas FC sagrouse, logo no ano seguinte, campeã distrital de iniciados… Coincidência? Atestá-lo-emos daqui a um ano, com a certeza de que a ambição e o carácter muitas vezes encurtam distâncias para o auge. Por isso, fica o conselho: preserve este exemplar, caro leitor. Afinal, quanto valerá hoje o primeiro testemunho público de José Mourinho? Sérgio Fernandes

Scalabisport EEM

Meia cent… Ena! Tantas medalhas! Mais uma exibição eloquente da comitiva de nadadores da Scalabisport: desta feita, o palco dos sonhos foi Rio Maior, em pleno Campeonato Regional de Verão de Piscina Longa de Categorias, realizado nos dias 9, 10 e 11 de Julho. A competição, sob a égide da Associação de Natação do Distrito de Santarém, era prestigiante. Resultado? No início, levaram-na a peito. No final, levaram-nas no peito. Às medalhas, pois claro, às cerca de meia centena de medalhas (em rigor, cinquenta e uma) que engrossaram de uma assentada o palmarés da instituição. Para os 15 atletas escalabitanos que entraram em acção, entre um emaranhado de 173 no total, esta era a primeira prova realizada em piscina longa. Quem diria? Tendo em conta as performances patenteadas, longa parece ser a história que ainda está para ser contada nas carreiras des-

As quatro medalhadas nas provas de estafeta

te grupo talentoso, que conta agora com vinte e sete novos títulos regionais. As restantes medalhas repartiram-se entre dezasseis segundos lugares e oito terceiros. Ivo Lopes, Inês Rodrigues e Catarina Moura foram as personalidades do evento: ambiciosos e competitivos, só admitiram nadar para as medalhas, garantindo vitórias ou vice-lideranças em todas as provas em que se aventuraram. Todavia, nem só de prestações individuais vive o suces-

so escalabitano nesta modalidade: nos momentos colectivos, naqueles nos quais se torna necessário partilhar experiências, todas as atletas passam o seu testemunho com firmeza. Prova disso estão os cinco títulos regionais alcançados nas estafetas (4 x 50 estilos, 4 x 100 estilos, 4 x 50 livres, 4 x 100 livres e 4 x 200 livres) pelas habitués Marisa e Mariana Antunes, Sara Bento e Stephanie Rodrigues. Seria possível desejar melhor? SF


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As anedotas do Barbosa

Um homem foi à caça com a sogra. Já na mata, e de repente, um urso sai de um arbusto e ataca violentamente a mulher. A sogra gritou desesperadamente: – Dispara!... Dispara!... – Não tenho rolo! – gritou o genro.

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Em 16, Alice Ferreira Baptista Simões Serra, Maria Emília Baptista Vigário, Maria João Margarido da Silva Durão, Ana Cláudia Guedes Pelicano Esteves, Francisco da Costa Boavida e Claúdia Vajão. Em 17, Adelaide Pires Rodrigues. Em 18, Maria Amélia Câncio Fragoso, Maria Laura Martins Antunes Andrade, João Hipólito Lino Netto Pe-

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FAZEM ANOS:

SOLUÇÕES

reira Pinto, António Manuel Duarte Gonçalves e Jorge Daniel. Em 19, Maria Antónia da Cunha Pereira Benigno, Patrícia Sofia Bernardino Martins Canaverde, Rosa Pina Rodrigues Correia da Silva, Maria Manuela Alves Neto, Maria Luísa Castro Infante da Câmara, Manuel João Fragoso Rhodes Mendonça, José Nunes Madeira Junior e Edgar José Duarte Tomé Rodrigues. Em 20, Maria de Assunção Jerónimo Carreira, Maria Isabel Guerra da Luz, Maria Rita Clara Mendes, António Luís Josué, Victor Manuel Ribeiro Marques, Calisto Moreira Carrinho e José dos Santos Abreu.

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In: Gente de Portugal – sua linguagem – seus costumes, vol. I, T. II, p. 129

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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tes ou cautelas, dizem para os compradores para os entusiasmarem a comprálos: “Há horas felizes”. E para alguns há mesmo horas de sorte quando, por essa via a fortuna lhes bate à porta.

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SUDOKU

Há horas felizes em que a sorte pode ser favorável e que com muita alegria aproveitamos. Nessa altura é que se costuma dizer com toda a prosperidade: “Há horas felizes”. Frase que é muito peculiar aos vendedores de bilhetes da lotaria, como de outros jogos que envolvem milhões de euros semanalmente, e que os primeiros, para impingirem tais bilhe-

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Adágios do Povo

Quem não conhece esta expressão? Embora haja ocasiões desfaBertino Coelho voráveis à Martins nossa vida, no entanto, por vezes – embora muito poucas – há algumas em que a sorte nos sorri. Assim, quando há ocasiões

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VERTICAIS – 1 - Gálio (s.q.). Ventos de leste. Contracção de em + a. 2 - Globo terrestre (PI.). 3 Excremento de gado bovino. Tomado oco. 4 - Idónea. Parte do lombo dos bovinos entre a pá e o cachaço. 5 - Manifestar riso. Utensílios de ferro ou madeira para meter ou tirar o pão do fomo. Laguna. 6 Desfolhadas. Variedade de ágata, zonada segundo faixas planas brancas e negras, usada como gema (Miner.). 7 - Caminhavam para lá. União Astronómica Internacional (Abrev.). Nota musical (PI.). 8 Abundâncias. Bacia oblonga para lavar as partes inferiores do tronco. 9 - Tostam, queimam. Fêmeas dos bois. 10 - Executo as ordens de alguém. 11 - Amerício (s.q.). Nome de mulher. Título do soberano do Irão.

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HORIZONTAIS – 1 - Enaltecer, exaltar. Zangada. 2 - Alvitrais. 3 - Cheio de estrume. 4 - Pronome demonstrativo (Fem.). Percebe. 5 - Cansaço (Interj.). Letra do alfabeto grego. Doçura (Fig.). 6 - Acusada. Ande. Lavas ásperas e escoriáceas. Duas vezes (Pref.). 7 - Rogo, rezo. Pertenço. Presencias. 8 - Tira com violência. Trigueira. 9 - Imolação. 10 - Abandonada. 11 - Essência odorífera agradável. Tempo de descanso, à hora de mais calor.

COM 22 CASAS NEGRAS

CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Em 21, Maria Teresa Pereira Pestana, Maria Henriqueta Fonseca Tavares, Olívia Noémia Coelho Semedo Soutelo, Rita Margarida Inês Justino, Carlos Jorge Pinheiro Colaço e António Jorge da Mota Veiga Serra Montez. Em 22, Maria Madalena Cunha Baptista, Aida Violante Borgas, Maria Elisa Pereira Bernardes, Maria do Carmo de Castro Infante da Câmara, Maria Manuela da Silva Anachoreta Pereira Duarte Vilhena de Mendonça, Adriana Flor Dias da Silva Lopes, Manuel Fernandes Epifânio, Alfredo Rodrigues Nunes Melro, Marco Alexandre de Sousa Santos e Francisco Manuel Pereira Duarte Sequeira Andrade.

Horizontais: 1 - GABAR. IRADA. 2 - A. OPINAIS. M. 3 - ESTRUMOSO, 4 - ESTA. A. SABE. 5 - UFA. PSI. MEL. 6 - RE. VA. AA. DI. 7 ORO. SOU. VES. 8 - SACA. N. BAÇA. 9 - SACRIFÍCIO. 10 - N. DEIXADA. X. 11-AROMA. SESTA. Verticais: 1 - GA. EUROS. NA. 2 - A. ESFERAS. R. 3 - BOSTA. OCADO. 4 - APTA. V. ACEM. 5 RIR. PAS. RIA. 6 - NUAS. ONIX. 7 - IAM. IAU. FAS. 8 - RIOS. A. BIDE. 9 - ASSAM. VACAS. 10-D. OBEDEÇO. T. 11-AM. ELISA. XA.

Virgem – Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Os ciúmes não

levam a lado nenhum, tenha confiança na pessoa que tem a seu lado. Que o Amor e a Felicidade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Cuidado, não coma muitos doces. Dinheiro: Momento propício para um investimento mais sério. Número da Sorte: 31. Números da Semana: 30, 4, 26, 18, 40, 38. Dia mais favorável: quarta-feira.

Balança – Carta Dominante: Cavaleiro de Ouros, que significa Pessoa Útil, Maturidade. Amor: Carneiro – Carta Dominante: Ás de Paus, que significa Energia, Iniciativa. Amor: Seja mais

moderado na sua teimosia em relação aos seus familiares. Reúna a sua família com o propósito de falarem sobre os problemas que vos preocupam. Saúde: Estará em plena forma física. Dinheiro: Não baixe os braços enquanto não resolver todos os problemas. Número da Sorte: 23. Números da Semana: 23, 45, 11, 3, 37, 4. Dia mais favorável: quinta-feira.

Touro – Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Seja franco e claro com a sua

cara-metade. Aprenda a aceitar-se na sua globalidade, afinal você não tem que ser um Super-Homem! Saúde: Uma ida ao médico poderá ser-lhe muito útil. Dinheiro: Antes de investir, procure o conselho de um especialista. Número da Sorte: 67. Números da Semana: 49, 12, 5, 26, 35, 9. Dia mais favorável: sextafeira.

Gémeos – Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Organize uma partida de

bowling para reunir os amigos. Não perca o contacto com as coisas mais simples da vida. Saúde: A rotina poderá levá-lo a estados de tristeza, combata-a! Dinheiro: Não se precipite nos gastos. Número da Sorte: 40. Números da Semana: 19, 23, 42, 39, 2, 21. Dia mais favorável: sábado.

Caranguejo – Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Amor: Esqueça um

pouco o trabalho e dê mais atenção à sua família. A felicidade é de tal forma importante que deve esforçar-se ao máximo para a alcançar. Saúde: Poderá andar muito tenso. Dinheiro: Período positivo e atractivo, haverá uma subida do seu rendimento mensal. Número da Sorte: 70. Números da Semana: 37, 29, 45, 7, 10, 25. Dia mais favorável: quinta-feira.

Leão – Carta Dominante: O Sol, que significa Glória, Honra. Amor: Tente ter uma vida social mais activa. Que tudo o que é belo seja atraído para junto de si! Saúde: Cuidado com a coluna, não faça grandes esforços. Dinheiro: Procure demonstrar mais interesse pelo seu trabalho, e poderá ser recompensado. Número da Sorte: 19. Números da Semana: 7, 19, 22, 43, 6, 11. Dia mais favorável: terça-feira.

Uma nova amizade ou relação mais séria poderá começar agora. Aprenda a cultivar o amor na sua vida! Saúde: A instabilidade emocional poderá causar alguns desequilíbrios físicos. Dinheiro: A vida profissional está em alta. Número da Sorte: 76. Números da Semana: 27, 49, 5, 38, 22, 14. Dia mais favorável: segunda-feira.

Escorpião – Carta Dominante: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor: Procure ser sincero

nas suas promessas se quer que a pessoa que tem a seu lado confie em si. Avalie as pessoas pelas suas acções e não pela sua aparência! Saúde: Liberte-se do stress acumulado e a sua saúde irá melhorar. Dinheiro: Excelente período para tratar de assuntos a nível profissional. Número da Sorte: 41. Números da Semana: 41, 19, 36, 20, 6, 12. Dia mais favorável: terça-feira.

Sagitário – Carta Dominante: 3 de Espadas, que significa Amizade, Equilíbrio.Amor: Procure ser mais extrovertido, só tem a ganhar com isso. Olhe tudo com amor, assim a vida será uma festa! Saúde: Possíveis dores nas articulações. Dinheiro: Esta é uma óptima altura para reduzir os seus gastos. Número da Sorte: 53. Números da Semana: 23, 44, 20, 47, 4, 25. Dia mais favorável: sexta-feira. Capricórnio – Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: Poderá viver momentos escaldantes com a pessoa que ama. Exercitar a arte de ser feliz é muito divertido! Saúde: Não coma demasiados doces. Dinheiro: Não gaste além das suas possibilidades. Número da Sorte: 44. Números da Semana: 3, 27, 45, 13, 20, 33. Dia mais favorável: sábado. Aquário – Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: As relações com as pessoas que ama não serão as melhores. Que a compreensão viva no seu coração! Saúde: Sempre que for possível, dê grandes passeios. Dinheiro: Poderá receber uma nova proposta de emprego. Número da Sorte: 56. Números da Semana: 25, 10, 47, 36, 19, 2. Dia mais favorável: quarta-feira.

Peixes – Carta Dominante: a Justiça, que significa Justiça. Amor: Partilhe com a sua família as

suas ideias e peça-lhes alguns conselhos, verá que não se arrependerá. Que a verdadeira sabedoria reine no seu coração! Saúde: O seu organismo vai ser o espelho do seu estado de espírito, por isso procure ser mais optimista. Dinheiro: Tendência para gastar desenfreadamente. Número da Sorte: 8. Números da Semana: 14, 20, 43, 32, 1, 25. Dia mais favorável: segunda-feira.


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

Coordenação de

Ludgero Mendes

Em Vila Franca manda António Telles…

Praça de Toiros “Palha Blanco” - 4 de Julho de 2010; Toiros de Oliveira Irmãos; Corrida Mista, integrada nas Festas do Colete Encarnado; Cavaleiros: João Moura e António Ribeiro Telles; Matador: Ruben Pinar; Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, capitaneado por Ricardo Castelo; Delegado da IGAC - Delegado Técnico Sr. Ricardo Pereira. A velhinha e carismática “Palha Blanco” e a empresa Tauroleve, Lda, que a leva com tanto carinho e tanta afición, mereciam que mais público afluísse à corrida do Colete Encarnado, pois, pouco mais de meia casa para um cartel que integrava duas das figuras máximas do toureio a cavalo, como são João Moura e António Telles, para o matador Ruben Pinar, que tem tido prestações tão interessantes neste tauródromo, e para o prestigiadíssimo Grupo de Forcados Amadores local, todos enfrentando um “curro” de Oliveira, Irmãos, convenhamos que é muito pouco… Depois, ainda há quem fale das “meias casas” de Santarém, que correspondem a “uma praça e meia” de Vila Franca! João Moura, que mantém uma “mala pata” antiga com o público vila-franquense, ainda não foi desta que logrou convencer os aficionados que ali o contestam. Nada parecia sairlhe bem e a arte e o domínio de outras ocasiões, não marcaram presença em Vila Franca. Bem sabemos que o marialva de Monforte aprecia mais outro tipo de toiros, que lhe consentem outras distâncias e outro estilo de toureio, mas, ninguém duvida de que o maestro Moura tem argumen-

tos técnicos e artísticos para superar estas vicissitudes e brilhar frente a toiros que carregam nas investidas e que têm um comportamento menos previsível. O que é verdade é que, como as coisas não lhe começaram a correr de feição, e o público desatou logo a contestá-lo, Moura ter-se-á desinteressado e deixou fluir o tempo sem o empenhamento e a garra de outros dias. Se Vila Franca já não o apreciava antes, esta actua-

ção não teve o condão nem o mérito de fazer esquecer essa animosidade, muito antes pelo contrário. António Telles é rei e senhor neste tauródromo. Como em todos os outros, afinal, mas, aqui, o marialva da Torrinha está a jogar em casa e frente a um público que o idolatra. O que faz toda a diferença! Mesmo assim, António não rubricou duas lides imaculadas, consentindo um ou outro toque nas montadas, ali-

viando uma ou outra “reunião”, mas, inquestionavelmente, o que se apreciou foi uma lição de pundonor, de raça e, sobretudo, de excelência na técnica, no poder e no saber. O “Maestro dos anos 90”, como o apodava o saudoso Ludovino Bacatum, é, de facto, o maestro de todos os tempos, e dá gosto vê-lo lidar um toiro – lidar, entendase! – porque, para tal, é preciso muito estofo. Na arena, que é toda sua e do toiro que enfrenta, vibra-se com a emoção das suas sortes e inquietamo-nos pela rectidão dos seus cites e pela forma como aguenta as investidas de largo dos seus oponentes, onde não é tolerada a intromissão dos peões-de-brega em tempo fora de tempo. Que há regras, e o classicismo não prescinde delas! Os Forcados Amadores de Vila Franca de Xira estiveram uma vez mais em grande plano, rubricando quatro valorosas intervenções. Apenas a última ao primeiro intento, mas todas elas equiparadas na determinação dos caras e do Grupo, e na capacidade e querer de todos. Tarde dura, que os toiros não consentiam veleidades, mas, tarde de grande êxito e de grande afirmação do excelente momento que o Grupo atra-

Moita do Ribatejo – 60º Aniversário da Praça “Daniel do Nascimento” Hoje e amanhã têm lugar as comemorações dos 60º aniversário da Praça de Toiros da Moita do Ribatejo, numa iniciativa da Sociedade Moitense de Tauromaquia, da Fundação João Alberto Faria e da empresa “Toiros e Tauromaquia Lda.”, actual concessionária do tauródromo moitense, e que conta com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia da Moita e ainda da Tertúlia “O Piriquita”. Entre os diversos actos comemorativos inclui-se um Bolsín Taurino no qual estarão em disputa os troféus “Sociedade Moitense de Tauromaquia”, o “V Galardão Fundação João Al-

berto Faria” e o “Capote de Ouro”, instituído pelo Conselho Municipal Taurino. Sob a qualificada moderação do Coronel José Henriques terão lugar duas palestras em que intervirão o Dr. Joaquim Grave e o

“matador” Victor Mendes, sendo de sublinhar que ainda no âmbito desta programação serão homenageados o ilustre cavaleiro tauromáquico e ganadeiro Engº José Samuel Lúpi e o matador de toiros Victor

Mendes. Esta noite, a partir das 00h30, terá lugar um espectáculo imperdível, com o “Grupo Serva La Bari”, um dos melhores na expressão do Flamenco, canto e baile em uníssono! E como a Festa é de todos e para todos, a entrada é livre. Amanhã, para consagração destas comemorações, realiza-se uma corrida de toiros, com início às 22 horas, na qual actuarão os cavaleiros João Moura, Rui Fernandes e Manuel Lúpi, os dois Grupos de Forcados Amadores locais, que enfrentarão uma corrida de Murteira Grave.

vessa. O primeiro foi pegado à segunda tentativa pelo Cabo Ricardo Castelo, bem assim como o segundo que foi pegado por Pedro Castelo, em sorte muito atribulada, dada a impetuosa investida do toiro; para a cara do terceiro foi o forcado Ricardo Patusco, que teve de enfrentar um toiro cheio de força, a investir com muita dureza, mas que teve pela frente um poderoso forcado que, nunca deixando de dar vantagens ao seu adversário, consumou uma pega fabulosa, superiormente ajudada pelo Grupo; o último da lide a cavalo foi pegado por Márcio Francisco que, com a eficácia que lhe é peculiar, foi muito bem pegado à primeira tentativa. Ruben Pinar esteve diligente e sério, mas nem sempre soube aproveitar as boas condições dos seus oponentes. É certo que lhes faltou uma “vara” para os suavizar, de modo a consentir mais arte e duende nas faenas, mas também me pareceu, que este não é o forte no estilo toureiro do diestro espanhol, que Vila Franca admira e acolhe tão afavelmente. Alguns lances de capote, à base de verónicas e de arrimadas chicuelinas, uma ou outra tanda com a flanela, onde faltou temple, mando, duen-

de, sobressaindo alguma precipitação, talvez fruto da vontade de fazer muito e bem. O que, convenhamos, nem sempre resulta. O jovem diestro castelhano manteve o seu pavilhão em Vila Franca, porém, não acrescentou nada ao que já anteriormente lhe havíamos apreciado. De notar que para o êxito global desta corrida muito contribuíram os toiros “Oliveira” que saíram à praça, com poder e casta, capazes de ajudar os toureiros a encontrar o triunfo, desde que, claro, se dispusessem a correr riscos e a adequar-se às lides que eles exigiam. A emoção que se viveu nas bancadas da “Palha Blanco” é, indubitavelmente, a argamassa que possibilita assegurar o futuro da festa, posto que a insipidez dos “toiros de papelão” só serve para entreter, pois, jamais, permitirá consagrar a sério os toureiros que triunfem perante eles. O toirotoiro é cada vez mais fundamental para impor a verdade na Festa. Dentro e fora das arenas… O Sr. Ricardo Pereira dirigiu sem problemas, uma tarde agradável de toiros no Ribatejo, em festa pelos seus campinos e pelas imensas tradições que estas figuras lendárias pululam no nosso imaginário.

António d’Almeida toma alternativa em Espanha O cavaleiro almeirinense António d’Almeida tomou a alternativa de rejoneador na praça de toiros de Arévalo, província de Ávila, no passado dia 7 de Julho, tendo tido como padrinho nesta cerimónia o navarro Pablo Hermozo de Mendoza e como testigo Leonardo Hernandéz, que enfrentaram toiros de Luis Terron. Compreende-se a opção do jovem toureiro ao pretender doutorar-se como “rejoneador”, uma vez que é em Espanha que governa a sua vida, porém, nesta fase deveria usar o traje curto em substituição da casaca e do tricórnio, que são símbolos do toureio marialva, a menos que um dia destes opte também pela alternativa em Portugal. A corrida, que registou uma razoável afluência de público, que preencheu um pouco mais de ¾ da lotação do tauródromo, teve momentos de interesse e todos os toureiros foram, no final, sacados em ombros, em função dos troféus obtidos: António d’Almeida, uma orelha a cada um dos seus oponentes; o mesmo resultado alcançou Pablo Hermozo de Mendoza; e Leonardo Hernandez triunfou categoricamente cortando uma orelha ao primeiro toiro do seu lote e as duas ao segundo.


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Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

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Campo Pequeno - João Salgueiro em plano de Maestro A TVI levou a efeito mais uma edição da sua corrida anual, evento que já realizou por uma dúzia de vezes, e o cenário escolhido voltou a ser o Campo Pequeno, que, inquestionavelmente, reúne excelentes condições, tanto para os toureiros e forcados, como para o público que fica acomodado com todas as condições de conforto. O que bem se compreende, até pelo preço dos bilhetes, que são mais caros do que num espectáculo de ópera do São Carlos… Corrida à portuguesa com o aliciante dos toiros da prestigiada divisa de Pinto Barreiros, a mãe das ganadarias portuguesas, dos cavaleiros marialvas Rui Salvador, João Salgueiro e Tiago Carreiras e dos Grupos de Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e das Caldas da Rainha. Enfim, um cartel muito digno que proporcionou um espectáculo de elevada qualidade e emoção. Dado que a corrida foi transmitida em directo pela TVI, beneficiando dos judiciosos e competentes comentários do Dr. Joaquim

Grave, não se torna, assim, necessário aprofundar o sentido desta crónica, porém, não poderei desperdiçar a oportunidade de sublinhar o tremendo triunfo de João Salgueiro na lide do segundo toiro da noite, a qual constituiu um autêntico hino à expressão marialva do toureio equestre, quase em jeito de resposta à arte de rejoneio ali vivida na semana anterior, que, igualmente, proporcionou um espectáculo de elevado nível artístico, mas ao qual faltaram dois condimentos essenciais – a emoção e a “verdade”. Tema que tentarei abordar em período de defeso, pois, a sua complexidade não se compadece com uma referência pouco

mais do que lapidar. Rui Salvador esteve em plano muito agradável, luzindo-se dentro do seu estilo habitual, que consiste em dar vantagens aos toiros, atacando-os de próximo e depois, num assomo de valentia e poder, entrar “pelo toiro dentro” a cravar a ferragem em sortes do máximo compromisso. Esta é a marca que o acompanha, consagrando-o como o cavaleiro dos “ferros impossíveis”, impróprios para cardíacos, que nesta noite nem sempre logrou repetir em todas as sortes, mas que sempre se pressentiu na sua maneira de tourear. Fiel aos seus princípios, rubricou duas boas actuações, que o público compreendeu e

aplaudiu. João Salgueiro esteve simplesmente extraordinário, como, justiça lhe seja feita, tem estado quase sempre ao longo da presente temporada. Toureiro abnegado, sério poderoso, dominador de boa técnica, dotado de apurada sensibilidade artística e de uma espontaneidade invulgar, João Salgueiro quando dispõe de montadas ao nível da sua exigência, borda o toureio em toda a sua plenitude. Consagrando as sortes de poder a poder, provocando as investidas dos seus oponentes para, in extremis, se quartear no momento da reunião, o marialva de Almeirim cravou ferros de uma verdade insuperável, fazendo levantar, como que impulsionados por uma mola, os espectadores que vibraram com tão excelente desempenho. É certo que para uma lide como esta João Salgueiro dispôs de um toiro muito voluntarioso que se arrancava de todos os terrenos, mas, não é menos certo que o prestigiado cavaleiro lhe aproveitou as distâncias e não o afogou debaixo dos sovacos. O quinto da noite não

saiu tão codicioso, impedindo o luzimento ao mesmo nível, mas, ainda assim, João Salgueiro evidenciou os seus reconhecidos atributos técnicos e artísticos e desenvolveu uma lide de boa qualidade. Também, igualar o nível da primeira actuação, não era fácil… O jovem Tiago Carreiras regressou ao Campo Pequeno dois meses após ali haver tomado a alternativa, onde esteve em muito bom plano, correspondendo às melhores expectativas dos aficionados ao toureio a cavalo, e nesta noite, apertado entre duas grandes figuras, desincumbiu-se galhardamente da sua obrigação. Desenvolto e vistoso na brega, Tiago logrou consumar sortes de elevado mérito, ora citando de largo, ora encurtando distâncias, e cravando a ferragem em sortes meritórias, deixando constância de que o jovem marialva vive um processo natural de evolução técnica e artística, através do qual vai maturando a sua peculiar maneira de tourear, que tanto o envolve com o público que o apoia muito simpaticamente.

Os Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e os das Caldas da Rainha estiveram em bom plano, superando as dificuldades impostas por toiros com volume, com poder e, quase sempre, com mau génio. Pelos ribatejanos foram solistas o Cabo João Salvação, que pegou com relativa facilidade ao segundo intento, Diogo Timóteo, que se fechou menos bem, no entanto, viria a consumar à primeira tentativa com boa ajuda do Grupo, e Carlos Neves que viria também a pegar o seu oponente ao segundo intento. Pelos Amadores caldenses foram solistas Francisco Rebelo Andrade e Óscar Carvalho, que consumaram as suas sortes ao primeiro intento, e Mário Cardeira que viria a concretizar a sua sorte apenas à terceira tentativa. Ricardo Pereira dirigiu com ponderação e acerto esta agradável corrida, em que o comportamento dos toiros de Pinto Barreiros foram determinantes para o bom resultado artístico e para a emoção com que se viveu este espectáculo.

Pamplona – Feira de S. Fermín acidentada agressividade do toiro. Mau grado a expressão de dor que o valoroso diestro patenteava, ainda logrou matar o seu oponente, após o que recolheu à enfermaria, tendo a sua quadrilha passeado a orelha que foi concedida pela qualidade do seu labor. Num gesto de valentia insuperável, e de imensa verguenza torera, Padilla regressou à arena para lidar o segundo do seu lote, trajando calças de “cowboy”. A Feira de S. Fermín, em Pamplona, é sempre um cartaz aliciante no calendário taurino espanhol, pela singularidade das tradições que estão associadas à expressão taurina desta região, nomeadamente, pelo espírito festivo que a caracteriza. Muitos são os aficionados que consideram que esta forma de sentir e de viver a festa taurina constitui uma atitude de menor respeito pelos toureiros que jogam a vida perante os toiros, quase sempre, procedentes de ganadarias duras, e onde se exige a presença de cornamentas excepcionalmente grandes.

Este ano registou-se forte contestação às escolhas ganadeiras, com os abonados dos tendidos do sol a primarem pela ausência na corrida de Miúra, em atitude de protesto, mas, o que é facto é que os toiros saíram, geralmente, em tipo da Feira, e a série de colhidas que se verificou não deixa de assinalar a dureza destes hastados para os toureiros que tiveram que os enfrentar. Que o digam, por exemplo, Juan José Padilla violentamente corneado na faena do seu primeiro Miúra, provocando autênticos calafrios entre o público, pelo aparato da colhida e pela

O jovem Francisco Marco também foi colhido, por um toiro de Cebada Gago, sofrendo uma tremenda voltareta, que lhe provocou a separação quase completa de uma orelha, para além de outras escoriações que o impediram de lidar o segundo toiro do seu lote. Corrida desagradável, dura e desinteressante artisticamente, na qual não houve troféus para nenhum dos matadores alternantes.

A Festa de Luto

Na passada segunda-feira foi Julian Lopez “El Juli” que foi colhido com grande violência, por um toiro de Victoriano del Rio, que o corneou na zona inguinal, proporcionando momentos de enorme angústia. “El Juli” havia triunfado na lide do seu primeiro oponente, ao qual logrou cortar uma orelha, embora o público reclamasse insistentemente a concessão da segunda, o que seria prémio justo para a faena que muitos consideram como a melhor de toda a feira; no seu segundo, e, não obstante este grave percalço, o jovem toureiro, que estava a desenvolver uma faena de grande qualidade, prosseguiu a sua função e estoqueou o seu oponente, após o que ingressou na enfermaria visivelmente constrangido. Foi-lhe concedida uma orelha, que a sua quadrilha passeou em volta muito aclamada pelos aficionados pamplonicos, que muito apreciam “El Juli”.

A Festa Brava é uma das expressões artísticas mais susceptíveis do contraste entre o ambiente de festa e de tragédia, de alegria e de tristeza. E de luto, também. Desta feita o luto vive-se pela perda de duas personalidades a quem a tauromaquia muito fica devendo, para além de ambos terem sido pessoas de um trato cordial que muito cativou quem teve o privilégio de se relacionar consigo. O Engº Ruy Gonçalves foi um lavrador e ganadeiro de eleição, constituindo uma referência pela forma como conduzia os seus negócios e pelos escrúpulos em nunca defraudar os aficionados. Levava a sua ganadaria com muita devoção e sentimento e só alugava os seus toiros quando estavam a seu gosto. Se não correspondiam à sua exigência de aficionado, se não tinham a presença que se impunha, não os alugava. Vender só para limpar os currais, nunca. Era um pessoa de uma grande generosidade e ao longo de toda a sua vida sempre foi sensível a actos de solidariedade para com os mais carenciados. Proprietário da Quinta da Senhora da Saúde, sempre

franqueou as suas portas e a capela para a consagração da romaria que anualmente ali se cumpria, no primeiro fim-de-semana de Agosto, por ocasião da Festa em Honra de Santa Iria da Ribeira de Santarém. Faleceu igualmente o antigo novilheiro, bandarilheiro e director de corridas Rogério Valgode, o qual se destacou sempre pela forma muito digna e séria como viveu a Festa Brava em todas as suas vertentes. Foi um toureiro valente e artista, e foi um director de corridas exigente e rigoroso, atitudes com as quais, obviamente, muito contribuía para a dignificação da tauromaquia. Integrou durante muitos anos a quadrilha de Diamantino Viseu, onde se destacou pelas suas aptidões técnicas. Dotado de enorme sensibilidade artística, Rogério Valgode tinha como hobby a escultura e desde há alguns anos era também colaborador da revista taurina “Novo Burladero”. Às Famílias enlutadas apresentamos a expressão sentida das nossas condolências. Que repousem em paz!


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

RESTAURANTES COM SABORES DO RIBATEJO ESPECIALIDADE:

Grelhados no Carvão

Centro Histórico

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Restaurante O MICAS

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Praça do Município, 18 2005-245 Santarém Encerra ao domingo

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Rogério M. C. Ferreira Telemóvel 919 484 113 Especialidade: Todo o tipo de Grelhados no carvão

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Telemóvel 912 378 869 – airespinheiro@hotmail.com Campo Emílio Infante da Câmara – 2000-014 Santarém

NUNO DE CARVALHO – TM. 969040316 JARDIM DAS PORTAS DO SOL LARGO ALCÁÇOVAS SANTARÉM

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Salas para 200, 400, 1000, 2000 ou mais pessoas Tel./Fax 243 306 600 Qt.ª das Cegonhas – SANTARÉM TM. 919 617 962 / 918 204 801 (Centro Nacional de Exposições) Apartado 331 – 2001-904 SANTARÉM E-mail: varandadoparque@sapo.pt

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Rua Pedro de Santarém, 73 – SANTARÉM – Telemóvel 963 217 405

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Encerra às segundas-feiras Quinta das Fontaínhas – 2000 Santarém – Telef. 243 372 581 Especialidades • Bife à “Beco” • Lulas Fritas com Camarão • Bife Mostrada Balsâmica • Bife Mostarda Mel & Champanhe • Folhado de Frutos Silvestres Esplanada Inferior – Sobremesas Deliciosas Jantares e Almoços de Grupo Beco dos Fiéis de Deus, 15 – 2000-089 Santarém (junto à igreja da Misericórdia) Telef. 243391247 – Telemóvel 917416627 Encerra aos domingos

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Recomendamos: Terça-feira – Cozido à Portuguesa Quinta-feira – Queixadas no Forno

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Encerra ao domingo Estrada Nacional 3 – Alto do Vale – 2005-050 Vale de Santarém Telef. 243 761 268 – Telemóvel 961 613 868

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Rua Elias Garcia, 6-10 – 2000-051 Santarém – Tel. 243322239 – TM. 936604663 Encerramos ao domingo

Taberna Rentini

Ribatejo à mesa

Cozinha Tradicional Portuguesa

Encerra ao sábado

Quartas-feiras: Cozido à Portuguesa Sábados: Bacalhau assado com Magusto

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TE

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Comida Tradicional

Rua Dr. Jaime Figueiredo, 11 – 2005-139 Santarém – Telef. 243326883

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“O BRANDÃO” Café Restaurante, Lda.

Encerra ao domingo

Telemóvel 917 642 221 Telefone 243 351 812

Casais do Quintão – Perofilho 2005-021 Várzea – Santarém Telef./Fax 243 499 254

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vinhos

Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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“Adega Porta de Teira”

A “Ninfa” de Rio Maior Com sala de vendas, sala de barricas (carvalho francês e americano) e laboratório, para além da sala de lagares, a Adega da Porta de Teira tem vista privilegiada para o vale da Serra dos Candeeiros, manta de retalhos que culmina nas salinas de sal gema de Rio Maior. “Adultos e crianças, na alegria de sempre. Familiares e amigos, como a Sociedade faz questão. É esta a característica que distingue esta vindima de tantas outras. É ela que permite a construção de uma estrutura sólida. E fazer um vinho com tanta qualidade. Porque cada garrafa tem uvas apanhadas por cada um dos participantes”, diz o sócio-gerente, João Teodósio Matos Barbosa. É este o lema de uma estrutura modelar, que se inicia, com a experiência de um conhecimento enraizado no seio familiar, dado que as antigas “Caves D. Teodósio” pertenceram a esta Família. “Tudo aqui é feito com calma, muito amor e carinho”. - Como nasceu tudo isto? - O meu Avô foi fundador das “Caves Dom Teodósio” e desde pequeno que me habituei ao mercado do vinho. Depois, com os tempos, uns gostam mais, outros menos, sendo que eu fui dos que fiquei com este “mosto” no goto. - Fale-nos deste local fantástico, numa antiga estrada nacional, com uma vista privilegiada para o vale da Serra dos Candeeiros… - Começámos em 1997, sendo que a primeira vinha foi plantada em 2001, e a Adega ficou pronta em 2006. São seis hectares, que eram nove parcelas de pessoas diferentes e que foram comprados pouco a pouco. Calcule o trabalho que tivemos em conseguir reunir com todas estas pessoas e de se chegar a um acordo com as mesmas… Conseguimos e de bom modo, pelo que avançámos de seguida para a construção desta Adega, toda ela

pensada pela minha mulher e por mim. Temos duas vinhas, esta aqui, em Rio Maior, e outra no Alentejo. - Quais as “castas” dos seus vinhos? - Só faço castas de que goste. O vinho tem de ser produzido com gosto pessoal, só assim entendo o mesmo, isto em produções deste género. Produzimos cinco hectares de tintos, e um de branco, sendo as castas Aragonês, Touriga Nacional, Syrah, Sauvigon Blanc e Pinot Noir para espumante. - Com uma produção de cerca de 20.000 garrafas ano, só de uva própria, cerca de 60% são para o mercado externo - Alemanha, Holanda, República Checa, entre outros. E o mercado interno? - Só vendo vinho engarrafado e para a restauração, ou aqui na nossa loja. Não estou nas grandes superfícies, excepto no Corte Inglês. O mer-

- Quantas pessoas trabalham a tempo inteiro? - Temos quatro pessoas, com um enólogo residente (Jorge Fonseca) e um consultor de enologia (António Ventura).

João Teodósio Matos Barbosa

cado da restauração tabela os vinhos de um modo exorbitante, não percebendo que que além de não ajudar, estão a dar um tiro nos próprios pés. Tenho um exemplo bem próximo daqui, que é um restaurante nosso cliente, que tem os nossos vinhos tabelados com margens razoáveis (20%), vende um copo de vinho a 70 cts. Sabe o que acon-

tece, vende imenso, vende vinho em vez de cerveja, e consegue ter sempre a casa cheia. É muito importante o sector da restauração perceber que não se pode comprara a dois euros e vender a 10 euros. - Como faz a sua vindima? - Nós vindimamos a um sábado, com amigos e clientes. É um dia muito bem

passado (em 2009 tivemos aqui 60 pessoas), que começa cedo, com a distribuição das tesouras e das “t shirts”. As pessoas cortam os cachos para umas caixas plásticas de 12 kg., que são transportadas depois por um tractor, para a Adega, onde depois se faz o vinho, e que acaba com um bom almoço na Adega.

A Adega está aberta ao fim de semana, bem como a agradável varanda sobre a encosta da Serra dos Candeeiros até às salinas de sal gema de Rio Maior, onde se pode “desgustar” produtos regionais, acompanhados de vinhos “Ninfa”. “A Ninfa tem sido muito especial: é a representação do nosso Rio Maior”, afirma Carlos Pereira, arqueólogo na Villa Romana Riomaiorense Pela sua forte ligação à

tradição, a marca “Ninfa” espera dar um contributo na representação da cidade de Rio Maior, ao mesmo tempo que almeja representála condignamente pelo país e pelo mundo.”Ninfa” é uma tentativa de avivar memórias e de inspirar pessoas que façam com que o passado não seja esquecido e com que sirva sempre de motivo propulsor do futuro. É também um misto de simbolismo, tal como a original.

A imagem estilizada da Ninfa no rótulo, trabalho exemplarmente realizado por Bruno Rolo, preconiza o uso da inovação ao serviço da divulgação e exploração da nossa História. A rosa azul, símbolo da perfeição e do inatingível, desempenha um papel de incentivo e busca do infinito, daquilo que está para além do que é visível e sensível. “Ninfa” espera fazer parte da cidade de Rio Maior e ir mais além do que aquela que a inspirou.

- Quais as marcas dos seus vinhos? - Actualmente temos o Ninfa e o Escolha (Aragonês, Touriga Nacional e Syrah). O “Ninfa” é em memória da história de Rio Maior. - Este vinho é um topo de gama? - Não, quando tivermos um topo de gama, será com o nome da propriedade “Porta de Teira”. A minha filosofia não é vender muito, mas sim, cada ano que passa, vender melhor qualidade e se possível mais caro. António Rhodes Sérgio Assim, numa espécie de homenagem, a Sociedade João Teodósio Matos Barbosa & Filhos quer afirmar e manter o elo que a liga à cidade, ao mesmo tempo que faz uma ligação com a História de Rio Maior e torna este vinho uma marca de eleição para os seus habitantes, além de esperar que ele desempenhe o papel de Ninfa no sentido lato, isto é, que seja fonte de inspiração para todos aqueles que o provem. PUB

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vinhos

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

Provas de Vinhos do Tejo na Sala Ogival de Lisboa Destaque: Semana do Tejo A semana de 22 a 26 de Junho foi dedicada aos Vinhos do Tejo. O produtor Quinta do Cavalinho aderiu a esta iniciativa, estando na Sala Ogival a dar a conhecer os seus vinhos. “Esta acção promocional foi fantástica e bastante positiva, sempre a dar provas e com bastantes vendas. Sempre que houver acções na Sala Ogival vamos participar” avaliação feita pelo próprio Produtor.

Vinhos do Tejo = Qualidade Junho 2010 Durante o passado mês de Junho, os Vinhos do Tejo estiveram mais uma vez à prova e à venda na Sala Ogival de Lisboa, onde 1.925 visitantes tiveram a oportunidade de provar e comprar os fantásticos Vinhos do Tejo. A gran-

de maioria destes visitantes são estrangeiros, este mês concretamente a percentagem foi de 80%. Os Franceses continuam a liderar a lista dos visitantes estrangeiros, no entanto, neste período, os Norte Americanos aproximaramse significativamente do topo da tabela.

A Sala Ogival recolhe destes visitantes, uma apreciação escrita dos vinhos provados, a qual consta da análise sensorial e sua classificação, sugestão de harmonização gastronómica, indicação de preço e apreciação do rótulo e contrarótulo. Desta apreciação, concluiu-se mais uma vez que,

nante na escolha de um vinho, é pedido aos visitantes que escolham a garrafa mais apelativa, de entre to-

das as que são apresentadas à prova. E, pela 2ª vez consecutiva, a vencedora é do TEJO!

Quinta da Alorna

os Vinhos do Tejo foram bastantes apreciados, pois, na maior parte destas apreciações, e na escala de 1 a 5, a classificação dada foi 4 ou 5, que correspondem a Bom e Muito Bom, respectivamente.

BRANCO 2008 Quinta da Alorna Vinhos, Lda

Tejo

A Região do Tejo foi Topo de Lista nas Vendas da Sala Ogival Os visitantes provaram, gostaram e compraram Vinhos do Tejo. 68% das vendas foram Vinhos do Tejo contra 14% e 16% das outras 2 regiões presentes neste mês de Junho.

Neste mês a Garrafa mais votada foi do Tejo Porque a imagem de uma garrafa é por vezes determi-

Chefes e Vinhos em Fevereiro no Canadá Os Vinhos de Portugal têm uma necessidade enorme de ser promovidos, uma vez que o País não é dos que toda a gente conhece e agora pouco faz pela sua imagem no exterior, certamente por várias razões, entre as quais o elevado custo dessa promoção. De facto Portugal desde sempre se quis afirmar como um Destino Turístico, e nesse sentido fez campanhas e promoções muitas das quais tiveram êxito. No entanto, até agora conseguimos atrair Turismo que tem orçamentos limitados ou Turismo do tipo de “mochila às costas”, que no final da viagem não deixam grandes créditos em Portugal. Porém, enquanto cá estiveram, esses turistas, beberam vinhos baratos e comeram muitos alimentos subsidiados, nomeadamente o pão, razão pela qual não pesam favoravelmente nas nossas várias balanças, todas deficitárias. Todavia estamos perante uma encruzilhada, decorrente do facto de este tipo de Turismo mais “pobre” estar a ser muito apertado nos respectivos países de origem por crises várias que determinam que esses possíveis turistas fiquem em casa em vez de virem para o Porto, Lisboa, Alentejo ou até para o Algarve. Quando vêm, instalam-se num hotel onde, ao pequenoalmoço, se alimentam para o dia todo, porque esta refeição está incluída no preço do quarto que alugaram e porque não têm dinheiro para mais. A encruzilhada consiste em aproveitarmos este momento

para tentar atrair, desde já, outro tipo de Turistas e apresentar-lhes verdadeiramente a nossa Cultura; as nossas Tradições; a nossa Gastronomia e com ela os nossos melhores vinhos, seu corolário. Ora para acções como esta, que descrevo, do melhor nível que nos seja possível, aqui e agora, têm os seus promotores que ter interlocutores à altura, imaginação e rapidez de acção cirúrgica, capaz de produzir efeitos rápidos. O Estado tem inúmeras agências capazes de liderar estas acções e, se quiser, pode usá-las ou usar outras, conforme as ocasiões se lhe apresentem. Desde logo o I.V.V., que é o organismo do aparelho do Estado encarregue de promover o vinho. Mas tem também as várias organizações do vinho, como as CVR’s e as Associações do Sector, como sejam a ANDOVI, a ACIBEVE, a ANCEVE e, claro, a Viniportugal, iniciada há quase 14 anos com o intuito de promover os Vinhos de Portugal, dentro e fora do País. Como foi incumbida de promover todos os Vinhos de Portugal, é isso mesmo que ela deve fazer, e para tanto está dotada de um orçamento apropriado. Não podemos deixar de mencionar o IVDP, que, contrariamente a estas instituições mencionadas, esteve desde o início ao lado da “Acção em terras do Canadá” que a seguir referimos. Acontece que uma destas promoções, a ser feita no CANADÁ, foi apresentada a to-

Sei que todos vão dizer que não há dinheiro! Mas ficarão estupefactos se souberem que o IVV tem seis ou sete milhões de Euros da UE para a promoção dos Vinhos de Portugal, que serão devolvidos a Bruxelas por não terem aparecido os respectivos programas promocionais. dos os operadores, em Fevereiro de 2010. Ora eis-nos perante um óptimo exemplo de um país de onde queremos atrair Turismo. Então que fazer? Há que estudar cada acção e definir os meios que a ela podem e devem ser alocados. Os orçamentos deveriam incluír despesas para acções promocionais deste tipo, como fez a Viniportugal no orçamento QREN. Deveria criar-se um acesso rápido às tais agências do Estado de forma a que o Turismo, e neste caso os Vinhos de Portugal, pudessem responder afirmativamente desde a primeira hora. Não se procedeu assim e os resultados foram menos bons para todos! Nós não podemos dispersar meios nem perder oportunidades! Tratava-se do Festival «Montreal en Lumière». Montreal é a capital do bom gosto, da lingua francesa e da Cultura Canadiana. Montreal é a capital da província do Quebec, no Canadá Atlantico. O Canadá é um país rico, onde vivem quase

trinta milhões de pessoas que teríamos com o maior dos gostos como turistas! No entanto as tais agências governamentais portuguesas pouca ou nenhuma atenção prestaram a este festival, e ficaram só os produtores de vinho a «fazer as honras da casa». Como sempre acontece, há um português local, o Carlos Ferreira, «Embaixador Plenipotenciário da Gastronomia Lusa», dono de um dos melhores restaurantes de Montréal, o «Café Ferreira», que desde o início foi o impulsionador e o “fiador” de toda a operação junto das autoridades locais. Conscientes de que se tratava de uma oportunidade e uma ocasião únicas de ligarem os habitantes de Montreal às realidades da nossa Gastronomia, os produtores avançaram esforçadamente mas sem medo, embora e obviamente medindo sempre os custos. Estiveram presentes 18 Produtores, que levaram consigo 21 Chefes de cozinha, entre os quais nomes de grande prestígio nacional e internacional. Por

exemplo, a DFJ levou o Chefe Pedro Nunes do restaurante S. Gião (Guimarães), e do Restaurante 44, (Porto),e na sua maioria os vinhos provados com as iguarias por ele cozinhadas ficaram listados na Província do Quebec. Parabéns! Mas teria sido necessário tirar muito mais partido no local, de tudo o que se passou e, depois dos eventos, fazer o «follow up». Lamentavelmente, a falta de visão limitou, quando não impediu, essa realização. Existem artigos publicados cá sobre este festival que atestam o grande sucesso do momento no Canadá mas que, ao mesmo tempo, dão conta da fraqueza nacional por não se apoiarem estas iniciativas, fazendo-as nossas! Era preciso que os enchidos portuguese tivessem tido uma palavra a dizer, era preciso que os queijos fossem bem representados; era preciso que o Turismo estivesse a vender férias, boas e inesquecíveis, em Portugal, era preciso que a nossa Diplomacia Económica tivesse estado envolvida desde a primeira hora, era preciso ter sido feito um evento a bordo do Navio Escola Sagres, para lembrar aos Canadianos que os Portugueses os visitam desde o Sec. XIV, que foi quando começámos a ir lá pescar o bacalhau. E que os fizemos famosos e lhes inventámos a Terra Nova! Que também eles fazem, e muito, “parte da nossa Cultura”! Sei que todos vão dizer que

não há dinheiro! Mas ficarão estupefactos se souberem que o IVV tem seis ou sete milhões de Euros da UE para a promoção dos Vinhos de Portugal, que serão devolvidos a Bruxelas por não terem aparecido os respectivos programas promocionais. O Turismo tem tido o dinheiro de que precisa e ganharia visibilidade se o aplicasse em conjunto com os meios que os Vinhos possuem. Precisamos de ideias, precisamos de executores e precisamos de mudar as mentalidades. No caso do Festival «Montreal en Lumiére» o êxito foi retumbante, e durante vários dias os Chefes Portugueses cozinharam para os Canadianos, que corresponderam provando as iguarias da nossa cozinha e verificando o bem que elas acompanham os vinhos, todos portugueses, foram sendo apresentados. Em países como o Canadá ou os EUA, ou ainda a África do Sul e muitos outros, onde temos uma população emigrante muito importante em números e em força cultural, não podemos deixar de estar presentes em eventos deste género. Trata-se simultâneamente de um Alerta e de dar os parabéns pelo que se fez. Vamos tentar fazer cada vez melhor e aprender. Vamos para a frente! Vasco d’Avillez Enófilo; Consultor Marketing de Vinhos Ex-Presidente da VINIPORTUGAL Canadá-Chefes e Vinhos-070710


saúde

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CORREIO DO RIBATEJO

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CORREIO DO RIBATEJO

Primeira cirurgia marcada para hoje

Hospital de Santarém pioneiro na implantação de pacing de segunda geração O maior implante multicêntrico de pacemakers em Portugal vai realizar-se, hoje, com a participação de vários hospitais localizados de Norte a Sul do país. O Hospital de Santarém é um dos primeiros centros a colocar este novo sistema de pacing de segunda geração com tecnologia digital e que vem trazer nova esperança aos portadores de pacemaker, que até ao momento não podiam realizar exames de ressonância magnética, um dos principais meios de diagnóstico de doenças oncológicas e neurológicas. A cirurgia estará a cargo do médico cirurgião Vitor Martins. Entre as 8h e as 15h, as equipas médicas de vários hospitais do país vão implantar os primeiros pacemakers totalmente dese-

Exposição em Pernes

“Quem Previne, Vive” A Exposição “Quem Previne, Vive” está patente ao público, hoje pelo último dia, das 9h30 às 12h00, no Salão de Sessões da Junta de Freguesia de Pernes. A Exposição, organizada em colaboração com a Câmara Municipal de Santarém, tem o objectivo de sensibilizar todas as pessoas para o risco cardiovascular e para os comportamentos saudáveis e de protecção em matéria de saúde.

nhados, testados e aprovados para ressonância magnética. Portugal marca

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6, 9, 12, 15, 17, 18, 21, 27, 30. 1, 3, 4, 7, 13, 16, 19, 22, 24, 25, 28. 2, 5, 8, 10, 11, 14, 20, 23, 26, 29, 31.

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Martins

1, 2, 3, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31. 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24 .

Correia de Oliveira

3, 7, 11, 15, 19, 23, 27, 31.

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4, 8, 12, 16, 20, 24, 28.

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1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29.

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João P aulo Narciso Paulo (Cart. prof. n.º 2097)

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Joaquim Veríssimo Serrão, João Gomes Moreira, Ludgero Mendes, Martinho Vicente Rodrigues, José Miguel Correia Noras, Victor Bezerra, José Gonçalves Frazão, Luís Cunha Romão, Carlos Oliveira, António Carreira, Eusébio Jorge, António Semedo, António Valente, Bertino Coelho Martins, Pedro Canavarro, Mário de Sousa Cardoso, Maria Regina Pinto da Rocha, Vanda do Nascimento, Rogério Cordeiro Soares, Humberto Nelson Ferrão, Maria Fernanda Barata, Vicente Batalha, José Varzeano, Teresa Lopes Moreira, Luísa Barbosa, António Canavarro, Humberto Pinho da Silva, Jaime de Lemos Rebelo Pinto, Afonso Serrão Gomes, Hélio Lopes, António Madeira, A. Pena Monteiro e António Soares Fernandes. ALMEIRIM: Hermenegildo Marmelo. CARTAXO: Luís do Montejunto. CORUCHE: João F. da Cruz Ferreira. ALCANEDE: Joaquim Silva. FAZENDAS DE ALMEIRIM Manuel Alberto Silva. DESPORTO Coordenador: Manuel Oliveira Canelas

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última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.213 | 16 de Julho de 2010

Ao balcão do Quinzena

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Santarém tem uma nova empresa municipal.

Pois, é a empresa municipal de Cultura e Turismo.

Para além dessa, há mais três empresas municipais: uma para a área do Desporto, outra para o Património e outra, ainda, para as Águas e Saneamento…

Por esse andar, nas próximas eleições, em vez de um presidente da Câmara, é melhor elegermos um gestor de empresas!...

Santarém prepara Festival Gastronómico

Tomate, Azeite e Alho em 15 restaurantes A gastronomia vai estar em festa no concelho de Santarém, de 31 de Julho a 31 de Agosto, com mais uma edição do Festival Gastronómico do Tomate, Azeite e Alho, no âmbito da campanha “Sabores e Saberes do Ribatejo”. A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Santarém conta com a participação de 15 restaurantes. Durante um mês, estarão à disposição do público várias iguarias que vão desde o bacalhau assado com salada de tomate à massada de cherne, passando pela caldeirada de bacalhau até à sopa fria de tomate ou pataniscas de bacalhau com arroz de tomate, entre mui-

Campanha da cal em Pernes A Junta de Freguesia de Pernes informa toda a população que oferece a cal a todos os interessados em caiar as suas casas, paredes ou muros. A população da freguesia deve dirigir-se aos serviços da Junta, durante as horas de expediente normal, para fazer a respectiva requisição e levantamento.

tas outras. Também os vinhos e os doces da região se associam ao festival que conta como parceiros a Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo e a Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém. O Festival conta ainda com os apoios da Confraria da Gastronomia do Ribatejo, Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP) e a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. PUB

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Ponto final

Quem abrir o Diário da República nº 28 – I série, datado de 10 de Fevereiro de 2010, lê a resolução da Assembleia da República nº 11/2010 que estipula as rubricas do Orçamento de Estado para a “Casa da Democracia Portuguesa”. O que vão ler a seguir são apenas algumas das despesas de funcionamento do Parlamento português com os seus 230 deputados. Sigam o rol…Vencimentos, 12,3 Milhões de Euros (ME); Ajudas de Custo, 2,7 ME; Transportes de deputados, 3,8 ME; Deslocações e Estadas, 2,3 ME; Assistência Técnica (sabe-se lá o que seja…) 2,9 ME; Outros Trabalhos Especializados (idem), 3,5 ME; Restaurante, refeitório e cafetaria 961 mil euros; Subvenções aos Grupos Parlamentares, 970 mil euros; Equipamento de Informática, 2,1 ME; Outros Investimentos (sabe-se lá quais são), 2,4 ME; Edifícios, 2,6 ME; Transfer’s diversos (?), 13,5 ME; Subvenção aos partidos na Assembleia, 16,9 ME; Subvenções de campanhas eleitorais, 73,7 ME. A soma destas e de outras parcelas ronda os 192 ME (Folha 372 do Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010). Cada eleito custa ao país, em encargos directos e indirectos, cerca de 0,7 ME/ano, ou seja, cerca de 60.000 euros por mês. Daí concluir que a urgente redução do número de deputados não deva ser arma de arremesso político dos que são a favor da redução (PSD) e dos que são contra (PS). Trata-se de um imperativo nacional de poupança e com o qual a denominada ‘Casa da Democracia’ sairá fortalecida, tal como, em 2006, Jaime Gama chegou a admitir ao ‘Diário de Notícias’, numa frase que aqui reproduzo: “A Assembleia da República ganharia com um número menor de deputados”. Quatro anos depois, com o apertar da crise, a frase faz cada vez mais sentido. E se tudo for uma questão de representatividade, lanço-lhe o desafio: diga o nome de cinco dos dez deputados eleitos pelo círculo de Santarém nas Legislativas de 2009!... Pois é… João Paulo Narciso PUB

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Edição nº 6.213 de 16 de Julho de 2010  

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