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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

25 de Junho de 2010 • 119.º ano • N.º 6.210 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

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Petição pública será levada a plenário

Estrada entre Alcanede e Alcanena chega à Assembleia da República Idoso morre atropelado por veículo do Exército

A petição pública a pedir o arranjo da Estrada Regional 361 (ER 361), entre Alcanede e Alcanena, vai ser levada a plenário da Assembleia da República. Esta decisão foi tomada em reunião da Comissão Parlamentar e Obras Públicas e Transportes, sob proposta do relator da Comissão, o deputado do PSD eleito por Santarém, Vasco Cunha. Na reunião participaram também deputados do PCP, do Bloco de Esquerda e do PS, bem como elementos do Movimento Cívico pela Beneficiação da ER361.

PS de Santarém homenageia fundadores

“Tudo neste mundo tem uma resposta. O que leva é tempo para se formular as perguntas.” José Saramago, autor destas palavras, morreu no dia 18 de Junho, deixando um legado literário pejado de “respostas” que interpelam o Mundo e a Humanidade. Perante a sua morte, não colocámos perguntas. Apenas, pedimos um depoimento a três personalidades de Santarém - Luísa Mesquita, Francisco Moita Flores e Vicente Batalha -, a que juntamos a mensagem enviada à comunicação social, pela Governadora Civil do Distrito. Depoimentos em memória do Nobel da Literatura, nascido na Azinhaga, Golegã, em 16 de Novembro de 1922, que continua vivo em cada página dos seus livros. Porque, como o próprio escreveu, “A Arte é tudo. O resto é nada.” p. 4 - 5

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Em memória de José Saramago

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Entrevista

Luís Mira no rescaldo da Feira

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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

CLICK!

Sabe por que é que se diz?... De partir o coco

O Agrupamento de Escolas D. Manuel I, em Pernes, fez a festa de despedida do ano lectivo no Largo do Rossio. Alunos, pais e educadores assistiram ao convívio que se realizou pela primeira vez na vila. A noite foi reservada ao baile de Finalistas, aproveitando as estruturas da Festa de Santo António. Um bom exemplo de integração social das escolas no meio onde se inserem. Foi bonita a Festa!

Significado: Diz-se de algo que nos provoca franco riso. Origem: Esta palavra “coco” é das que mais voltas e dificuldades tem trazido aos etimologistas. João de Barros, na Década III, escreveu, referindo se ao fruto: “Esta casca per onde aquele pomo recebe o nutrimento vegetável, que é pelo pé, tem uma maneira aguda, que quere semelhar o nariz posto entre dous olhos redondos, per onde ele lança os grelos, quando quere nascer; por razão da qual figura, os nossos lhe chamaram coco, nome imposto pelas mulheres a qualquer coisa com que querem fazer medo às crianças, o qual nome assí lhe ficou, que ninguém lhe sabe outro.” Por sua vez, Garcia de Orta, no Colóquio XVI, diz: “… e nós, Portugueses, por ter aqueles buracos, lhe pusemos o nome de coquo, porque parece rosto de bugio ou de outro animal”. E, em 1502, Tomé Lopes: “Vierão três delles ter comnosco em sua almadia, com hum presente de figos e cocos.”. Neste sentido de papão com que se afugentam as crianças comungam Gonçalves Viana, Xavier Fernandes e José Pedro Machado. Opinião diversa teve Cândido de Figueiredo, que supôs “coco” proveniente do latim concha, que teria dado em português conca, ou seja, tigela de madeira, espécie de malga, e também cunca, cunco, ou mesmo conco.

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DITO & ESCRITO

“O Partido [PS de Santarém] cometeu asneiras, erros grandes, com disputas públicas desprestigiantes para o próprio partido, que o têm feito resvalar” José Churro Faustino, um dos fundadores do PS de Santarém

“A gestão de Moita Flores é de tal forma personalizada que ninguém do partido que o apoia [PSD] conseguirá manter esse rumo”

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Assembleia Municipal do Cartaxo homenageia “A Mulher na Sociedade”

Ana de Castro Osório criticada por Odete Santos A Mulher, a sua história ao longo da História da Humanidade e o caminho percorrido e ainda a percorrer pela conquista de direitos, foram mote para uma assembleia municipal extraordinária, dia 18 de Junho, no Cartaxo. Intitulada “A Mulher na Sociedade – 19102010”, a sessão pretendeu homenagear todas as figuras femininas, conhecidas e anónimas, que lutaram pela Igualdade, Liberdade e Fraternidade, segundo explicou Maria Manuel Simão, presidente da Assembleia Municipal (AM) do Cartaxo. A data escolhida para esta homenagem foi o dia do nascimento de Ana de Castro Osório, escritora, pedagoga, primeira presidente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, autora do primeiro manifesto feminista português (1905), pelo que o seu nome e a sua memória estiveram sempre presentes, durante toda a

Elza Pais, Maria Manuel Simão e Odete Santos (na foto) constituíram a mesa da AM, juntamente com Hélia Baptista e Célia Morgado

sessão, como referência histórica “indiscutível”. Discutível, porém. Odete Santos, ex-deputada nacional, em representação da CDU, iniciou a sua intervenção manifestando a sua opinião crítica sobre aquela figura da I República. “Não vejo grandes motivos para ho-

menagear Ana de Castro Osório, mulher que tomou o partido do sogro, industrial da indústria conserveira, contra as operárias conserveiras que, em 1911, em Setúbal, lutaram pelo aumento dos salários”. Odete Santos considerou que Ana de Castro Osório “contri-

buiu para a derrota das operárias grevistas de Setúbal” e lembrou a morte de Mariana Ferreira Torres - “mulher muito combativa”, segundo disse - durante os confrontos trágicos então registados com a GNR. Sem papas na língua, Odete Santos classificou

Ana de Castro Osório de “pseudo-feminista” e “pseudo-sufragista”, por nesse tempo ter defendido o direito ao voto somente para as mulheres instruídas. As declarações de Odete Santos não foram, na ocasião, rebatidas por ninguém, mas contactada, posteriormente, pelo Correio do Ribatejo, a presidente da AM do Cartaxo frisou que o nome de Ana de Castro Osório merece ser lembrado como figura pioneira em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e, também, pelo seu contributo para a literatura infantil e para a educação. “Não quisemos criar polémica com a Drª Odete Santos, que é livre de ter a sua opinião, mas a data do nascimento de Ana de Castro Osório foi escolhida por unanimidade pela Assembleia Municipal do Cartaxo, para esta homenagem à

Mulher. Todas as bancadas partidárias votaram a favor, incluindo a CDU”, afirmou. A mesa da Assembleia Municipal extraordinária contou inteiramente com elementos femininos. Além de Odete Santos e de Maria Manuel Simão, intervieram Elza Pais, secretária de Estado para a Igualdade, Hélia Baptista, deputada municipal eleita pelo PSD, e Célia Morgado , em representação da bancada do Bloco de Esquerda. A sessão registou uma significativa afluência de público que não regateou aplausos, no final de cada intervenção. No início da AM, cumpriu-se um minuto de silêncio pela morte de José Saramago, criador de Blimunda (personagem de Memorial do Convento), mulher do povo, apaixonada e perseverante, com o dom de ver o interior das pessoas e das coisas. Sofia Meneses

I Percurso Cem Anos de República A Comissão Executiva das comemorações do Centenário da República do Círculo Cultural Scalabitano promoveu no passado dia 19 de Junho, o I Percurso Republicano da cidade de Santarém, concebido e orientado por Vera Duarte, guia-intérprete da nossa cidade. O Percurso decorreu de forma muito agradável, tendo tido a adesão de cerca de duas dezenas de participantes onde se destacou Conceição Prino, em nome da Direcção do Círculo Cultural, Teresa Lopes, a representar a Câmara Municipal de Santarém, Leonor Lopes directora do Arquivo Distrital de Santarém, Dina Araújo, em representação do presidente do Instituto Politécnico de Santarém e uma forte delegação da Escola Alexandre Herculano, com a presença de Maria de Jesus Bento, subcoordenadora de História e Maria Teresa de Jesus, presidente do Conse-

lho Geral. Receberam-se, ainda, os cumprimentos e elogios pelo importante contributo do Círculo Cultural nestas comemorações, de Sónia Sanfona, governadora Civil de Santarém, de Fernanda Rollo, da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República e da directora Maria João Igreja do Agrupamento de Escolas de Alexandre Herculano. O percurso iniciou-se no Mercado Municipal, servindo os seus painéis de azulejos para ilustrar o ambiente de Santarém, no final do século XIX, princípio do século XX, parando de seguida junto ao busto de Alexandre Herculano, estátua de Sá da Bandeira, R. Serpa Pinto, busto de Guilherme de Azevedo, edifício onde provavelmente se instalou o Centro Republicano de Santarém (1908) – R. Ivens (antiga R. de S. Nicolau), Praça Pedro Antó-

Cerca de duas dezenas de pessoas aderiram à iniciativa

nio Monteiro, casa onde nasceu Guilherme de Aze-

vedo –Travessa do Sequeira, Palácio Braamcamp

Freire, Largo Manuel António das Neves (antigo Lar-

go das Frigideiras) , Praça Visconde Serra do Pilar, estátua de Passos Manuel, finalizando junto do Teatro Taborda (1895), hoje Círculo Cultural Scalabitano. De assinalar que este primeiro percurso contou com a generosa e relevante colaboração de Pedro Marcos e Francisco Selqueira, actores amadores do Veto Teatro Oficina, que durante o percurso leram alguns poemas alusivos à época e ao ideal de Guilherme de Azevedo e trechos relacionados com Alexandre Herculano e Passos Manuel. Os percursos irão continuar até Dezembro, aos primeiros sábados de cada mês, estando abertas inscrições para o de dia 3 de Julho próximo (10h, Porta Este do Mercado Municipal, virada para a ex-EPC), de dia 7 de Agosto e de 5 de Setembro (excepcionalmente um domingo). Luísa Barbosa PUB

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Em memória de José Saramago “Tudo neste mundo tem uma resposta. O que leva é tempo para se formular as perguntas.” José Saramago, autor destas palavras, morreu no dia 18 de Junho, deixando um legado literário pejado de “respostas” que interpelam o Mundo e a Humanidade. Perante a sua morte, não colocámos perguntas. Apenas, pedimos um depoimento a três personalidades de Santarém - Luísa Mesquita, Francisco Moita Flores e Vicente Batalha -, a que juntamos a mensagem enviada à comunicação social, pela Governadora Civil do Distrito. Depoimentos em memória do Nobel da Literatura, nascido na Azinhaga, Golegã, em 16 de Novembro de 1922, que continua vivo em cada página dos seus livros. Porque, como o próprio escreveu, “A Arte é tudo. O resto é nada.” SM

Sónia Sanfona, governadora Civil do Distrito de Santarém

Elegíaco para José Saramago Na morte de um dos ribatejanos mais prestigiados de sempre, endereçando à família a solidariedade devida neste momento sempre difícil, é sobretudo a todos os milhões de leitores, agora órfãos de um

dos mais influentes criadores do último século, que o Governo Civil de Santarém entende dever endereçar a sua mais sentida mensagem. Cada palavra do único Nobel da Literatura lusófo-

no, que um dia nasceu na ribatejana aldeia da Azinhaga, concelho da Golegã, distrito de Santarém, para se tornar cidadão global pela universalidade da sua obra, perdurará eternamente.

De cada vez que num dado ponto do planeta, nas dezenas de línguas em que os seus romances são aclamados e que as suas inúmeras adaptações ao teatro, ao cinema e à ópera são festejadas, um

qualquer homem ou mulher for tocado pela arte e pela imaginação ímpares, celebrar-se-á a vida e a obra deste escritor do Ribatejo, de Portugal e do mundo. Obrigado, José Saramago!


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Luísa Mesquita, professora e autora (em 1993) de uma tese de mestrado sobre José Saramago “O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler e escrever” (Saramago, Estocolmo, 1998) Poeta, ficcionista, ensaísta, homem de lutas e convicções, indisponível perante a mediocridade e a mesquinhez. Resistente a todos os Cercos em defesa da liberdade. Amante de todas as causas por um mundo melhor, de homens e mulheres mais lúcidos e de uma humanidade menos cega. Quando há mais de duas décadas decidi trabalhar e investigar durante vários anos a produção narrativa de Saramago, não passava de uma leitora apaixonada e rendida à genialidade dos

romances – Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, História do Cerco de Lisboa. Hoje a 18 de Junho de 2010 estou mais só e como eu, provavelmente muitos homens e mulheres que conheceram e leram Saramago. Quem o conheceu e quem leu a sua obra e soube escutá-lo em Blimunda ou Baltazar Sete-Sóis, sabe que não há nenhum monumento construído pelos homens mais sólido e com maior futuro que o amor e a esperança. Quem atento o observou

no Cerco de Lisboa descobriu que o ser humano é incomensuravelmente mais importante que qualquer disputa territorial ou religiosa. Quem ouviu com ele as confessadas inquietações e angústias do homem que foi Jesus, o Cristo, jamais esquece quão complexa é a construção de cada um de nós e do outro. Quem partilhou a dor, o luto e mais uma vez o amor e a esperança no Ano da Morte de Ricardo Reis descobriu que é impossível permanecer indefinidamente

como espectador do mundo, “AQUI ONDE O MAR ACABOU E A TERRA ESPERA”. Porque inesperadamente um marinheiro, uma camareira, uma feiticeira, um artista, um revisor de textos confrontam-nos, desafiamnos e obrigam-nos a ser. Mas quem pintou e caligrafou com Saramago o tempo e o modo da criação do retratista à genialidade de Miguel Ângelo e da Capela Sistina sentiu que também pode criar porque a fonte é única e pertença de todos.

Saramago é um desafio permanente mas não é provocatório. É um desafio à história dos homens e à literatura. A obra de Saramago é uma reflexão contínua sobre as margens e as fronteiras das convenções sociais e artísticas. Para Saramago viver significa sempre dialogar, questionar, escutar, responder, desafiar o óbvio e semear a dúvida. Por tudo isto, hoje, quando chegou a hora do ADEUS, recordei o que disseste, “A LITERATURA É UMA PROMESSA DE FELICIDADE” É assim a tua obra Cumpriste

Francisco Moita Flores, escritor e presidente da Câmara Municipal de Santarém

O Nobel A morte de Saramago ensombrou estes dias e deu azo aos mais desencontrados disparates, mistificações, exaltações e exacerbações de sentimentos contraditórios. Não admira. Os rituais funerários inscrevem essa matriz contraditória através dos quais exorcizamos o carácter omnipotente e irreversível da Morte e garantimos a perpetuidade da Vida. É uma encruzilha-

da de emoções que ocorre transversalmente em qualquer comunidade, enquanto recusa da finitude. O clamor aumenta quando morre alguém muito conhecido e, no caso particular, um Prémio Nobel. São poucos aqueles que tiveram acesso a essa distinção que, por sua vez, funciona como a panteonização/imortalidade do laureado e da sua obra. Sejamos serenos perante

esta inevitabilidade que o luto procura sacudir. Saramago morreu bem. Cumpriu a sua expectativa de vida. 87 anos é uma bonita idade. Teve uma vida farta de sucessos, de combates literários, cívicos e políticos. Fez o percurso que decidiu, pois não existem homens mais livres do que os escritores, amou, desejou, odiou, foi solidário e adversário. Cumpriu-se enquan-

to homem e cidadão universal. E daí ter deixado uma obra com milhões de amantes e milhões de adversários. Ainda bem. Quem escreve para ser unânime na aprovação não merece o estatuto de escritor. Não passa de um mero escrivão. E ele, como diz Espanca, teve garras e asas de condor. E fome de infinito. Mereceu tudo o que por ele se fez. Mereceu quase tudo

contra o que ele se fez. E só assim Saramago ficará para a imortalidade das palavras escritas como um dos faróis da literatura mundial do séc. XX. Como duvido do carácter desagregador da Morte, aí estou a questionálo. Morreu? Como? Os seus livros estão a ser vendidos na ordem dos milhões e a ser lidos por milhões. Que raio de morto é este cujas palavras são devoradas por tantos? Está morto mas não é morto. Atingiu a imortalidade. Habita agora o panteão dos deuses.

Vicente Batalha, presidente do Instituto Bernardo Santareno e encenador do grupo de teatro da Música Nova de Pernes

Saramago, o Português no Mundo No dia do seu funeral, após mais uma representação de “A Promessa” de Santareno, no Teatrinho de Bolso de Pernes a transbordar de público, evoquei José Saramago, e uma sentida salva de palmas ecoou sobre as minhas palavras. Aquele momento breve simbolizou a festa do reencontro, do teatro, da literatura e da língua portuguesa. É muitas vezes esquecido que Saramago estendeu a mestria da sua escrita ao teatro em, “A Noite”, “Que farei com este livro?” (que

vi, representadas pelo Grupo de Teatro de Campolide, sob a direcção de Joaquim Benite), “A Segunda Vida de Francisco de Assis” e “In Nomine Dei”. Lembro-me de me ter iniciado na sua obra com a leitura de “Poemas possíveis” e “Manual de Pintura e Caligrafia”, livro indispensável, quando Morais e Castro me desafiou para o épico “Levantado do chão”, que acabava de sair. Saramago dava o salto da sua vida, que a obra-prima “Memorial do Convento” ampliou, tor-

nando-se na sua imagem de marca (até a ópera de Azio Corghi, que vi em S. Carlos, consagrou os amores de Blimunda Sete Luas e Baltazar Sete Sóis e o sonho da “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão). Não mais larguei os seus livros e não posso deixar de acrescentar, “O ano da morte de Ricardo Reis”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio sobre a Cegueira” (adaptado ao cinema), à lista dos meus preferidos. Em Outubro de 1998, estava reunida a Câmara Munici-

pal de Santarém, de que fazia parte, quando chegou a notícia da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, e foi a festa simples e espontânea. Nascido na ruralidade dos campos da Azinhaga do Ribatejo, junto ao seu inesquecível Almonda, filho de gente pobre e humilde, Saramago rumou a Lisboa à procura de uma vida melhor. Foi homem dos sete ofícios, operário, autodidacta, escritor ignorado, tardio e a tempo inteiro, venceu e teve o reconhecimento do Nobel e

de milhões de leitores, no Brasil e em todos os países de língua portuguesa, na Espanha e países iberoamericanos, na Europa. A sua obra está traduzida em 46 países de todo o mundo. Saramago encarnou o percurso, o sonho e destino do homem português e fez com que a sua língua, a língua de Camões e Pessoa, Vieira, Garrett, Eça e Camilo, atingisse o zénite da sua importância universal. Como disse Eduardo Lourenço, ele deu “uma dimensão mítica a Portugal. Saramago alargou o nosso pequeno país à dimensão do mundo.”


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Grupo Infantil de Santarém em Festival espanhol O Grupo Infantil de Dança Regional, secção formativa do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, da nossa cidade, vai participar este fim-de-semana no importante Festival Internacional “Ciudad de Badajoz”. A participação do Grupo Infantil culmima com uma actuação na Grande Gala do Festival, que tem lugar na noite de amanhã, e inclui a sua participação em ateliers de dança e desfiles etnográficos que decorrem no âmbito das tradicionais Festas de S. Juan. De notar que Badajoz é uma das cidades “gémeas” de Santarém, nos termos de um acordo de geminação estabelecido há algumas décadas entre os dois municípios, o qual, contudo, tem sido pouco dinamizado, pelo que a presença do Grupo Infantil se reveste de maior relevância, apesar de não constituir institucionalmente uma iniciativa ao abrigo desse protocolo. A garridice dos trajos ribatejanos e a vivacidade das nossas danças folclóricas hão-de permitir mais uma jornada de sucesso aos “miúdos de Santarém”, que desde 1956, ano em que foram constituídos pelo saudoso etnógrafo Celestino Graça, já tiveram

a oportunidade de representar a nossa cidade e o nosso país em dezenas de digressões ao estrangeiro, para além de largas centenas de actuações em território português.

Entretanto, o Festival “Celestino Graça” está em marcha... Entretanto, o Grupo Académico de Danças Ribatejanas prossegue as diligências organizativas relativas à realização do Festival Internacional de Folclore “Celestino Graça”, cuja 51ª edição decorrerá na nossa cidade entre os dias 1 e 6

de Setembro. A esta data estão já confirmadas as presenças de agrupamentos folclóricos de Bulgária, Espanha, França, Polónia e Ucrânia, estando em vias de confirmação um agrupamento da Bielorrússia, de modo a que estejam presentes neste certame seis representações estrangeiras. No que concerne ao folclore português, estão já confirmadas as participações do Grupo Folclórico “Terras da Feira”, de Argoncilhe, do Rancho Folclórico e Etnográfico de Reguengo da Parada, do Grupo Folclórico “As Pali-

teiras de Chelo”, de Penacova, e da Rusga Típica da Correlhã, Ponte de Lima, para além dos agrupamentos organizadores. O programa geral deste certame, cuja projecção extravasou já de há muito as fronteiras nacionais, manterá uma estrutura idêntica aos anos anteriores, com a realização de desfile e animação do centro histórico, colóquio e exposição sobre os países participantes, espectáculos no Auditório do Cnema, ante-estreia em local a designar, de acordo com a opção do município escalabitano, e ateliers de dança e música. LM

e amanhã (dias 25 e 26 de Junho), às 21h30. A partir do texto homónimo, Bruno Schiappa decidiu criar um espectáculo que desse, não só continuidade à linha performativa que tem trabalhado neste curso, mas também que falasse do assunto que o tex-

to expõe: o Auto-de-Fé. Os autos-de-fé eram encenados pela Inquisição para modelar a conduta do indivíduo em sociedade. Muitas vezes, infelizmente, aquilo que começa por ser um nobre princípio transforma-se numa ferramenta do poder corrupto e, conse-

quentemente, numa onda de terror. Todo o espectáculo se baseia em factos que estão documentados e a interpretação é dos alunos do Curso de Expressão Dramática. A entrada para o espectáculo é livre, sujeita a reserva.

Trio de Gonçalo Marques nas Noites de Jazz Gonçalo Marques regressa, esta noite, ao Centro Cultural do Cartaxo, na companhia do contrabaixista Demian Cabaud e do baterista Bruno Pedroso. Nesta edição das Noites de Jazz do mês de Junho, o trio irá interpretar temas do seu primeiro CD, intitulado “Da Vida e da Morte dos Animais”. O trio do trompetista Gonçalo Marques nasceu há cerca de três anos e temse apresentado regularmen-

José Raimundo Noras irá lançar, amanhã (dia 26), o livro “hEra de Fumo”, assinado com o nome literário Miguel Raimundo. Editada pela World Art Friends/Corpos Editora, esta obra assinala a sua estreia na poesia. O evento terá lugar na cafetaria do Teatro Sá da Bandeira (Santarém), pelas 16h, com a presença da prefaciadora, Helena Nogueira, e do autor. A sessão conta, ainda, com o apontamento musical da banda de jovens de Santarém: “Golpe d’Estado”. Sobre a obra escreveu no prefácio Helena Nogueira: “Hera de fumo, nos seus sete capítulos, remonta de diversas formas para uma realidade dual, muitas vezes antagónica e em conflito. (...) E os deuses vão estando ausentes na obra e soçobra o murmúrio de quem, ainda assim, continua a aguardar”.

Lançamento de “O Senhor”

“Teatro Infernal” no Cartaxo O Curso de Expressão Dramática do Centro Cultural do Cartaxo está a chegar ao fim e os alunos que o frequentaram preparamse agora para apresentar o exercício final. O trabalho, dirigido por Bruno Schiappa, chama-se “Teatro Infernal” e subirá ao palco hoje

Poesia na “hEra de Fumo”

te um pouco por todo o país. O repertório do seu primeiro disco é exclusivamente original e conta com a participação do norte-americano Bill McHenry – um dos saxofonistas mais originais do jazz actual. A acompanhar Gonçalo Marques estará o contrabaixista argentino Demian Cabaud, que tem actuado com músicos como Lee Konitz, Mark Turner, Chris Cheek. Bruno Pedroso, um dos ba-

teristas mais requisitados do panorama nacional, completa este brilhante trio.

O espectáculo decorre no bar do Centro Cultural e tem entrada livre.

“O Senhor”, livro da autoria de Rui Marcelino, publicado pela Chiado Editora, será apresentado, dia 3 de Julho, pelas 19 horas, nas ruínas da praça de touros da Vila da Marmeleira, Rio Maior. Cinquenta por cento da receita da venda da obra reverterá a favor do Núcleo Património de Emoções (NUPAE). A apresentação do livro será feita por Augusto Lopes. Haverá, ainda, um momento musical com Carolina Marcelino (harpa) e Mariana Barradas (violoncelo).

Técnica vocal para crianças O Coro Infantil do Círculo Cultural Scalabitano (CCS) vai promover, sábado e domingo próximos, uma primeira iniciativa formativa ao nível da técnica vocal para crianças (6-12 anos). Este workshop terá lugar nas instalações do Círculo Cultural Scalabitano e será dirigido pela professora Magna Ferreira. Do programa de trabalho constará um reportório português, anglo-saxónico e “Músicas do Mundo” em cinco sessões distintas. Esta formação poderá ser também frequentada por crianças que não pertençam à estrutura do Coro Infantil do CCS, bastando para o efeito inscreverem-se junto do secretariado do Círculo Cultural Scalabitano até hoje (dia 25 de Junho). PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 25-6-2010

CONVOCATÓRIA Nos termos da alínea a) do artigo 14.º da Lei n.º 45/2008, de 27 de Agosto, convoco os membros da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) para uma sessão ordinária a realizar no dia 30 de Junho de 2010, às 21 horas, na respectiva sede, sita na Quinta das Cegonhas, em Santarém, com a seguinte ordem de trabalhos: • Período Antes da Ordem do Dia; • Ordem do Dia; 1 – Apreciação da Actividade da Comunidade Intermunicipal; 2 – Apreciação e Votação de Proposta de Revisão do Regimento da Assembleia Intermunicipal; 3 – Apreciação e Votação de Proposta de Primeira Revisão do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para o ano de 2010. 4 – Apreciação e Votação de Proposta de Ratificação de Procedimento de Contrato de Compra e Venda de Veículo. Santarém, aos 21 de Junho de 2010. A Presidente da Assembleia Intermunicipal, Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz


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Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Celso Cruzeiro apresenta “A Nova Esquerda” em Santarém “A Nova Esquerda - raízes teóricas e horizonte político” é o título do novo livro de Celso Cruzeiro, que será apresentado em Santarém, com a presença do autor, no próximo dia 30 de Junho, pelas 18h30, no ISLA Santarém, em frente à Igreja de S. João de Alporão. Numa iniciativa da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril em Santarém e do Centro de Novas Oportuni-

dades - ISLA - no âmbito da área de cidadania, o livro será apresentado por José Raimundo Noras, historiador, investigador e formador do Centro. “A actualização das leituras e dos debates confere a este livro uma dimensão exemplar, rara entre nós”, escreve Rui Bebiano, na revista LER. Paulo Fidalgo, num artigo publicado no Le Monde Diplomatique, considera que “Este importan-

te livro faz parte da mais nova tendência de interro-

gação que repassa pela esquerda portuguesa”. Nascido a 18 de Maio de 1945, em Cajadães – S.Vicente de Lafões, Celso Cruzeiro participou nas estruturas estudantis em Coimbra, sendo um dos principais dirigentes da revolta estudantil denominada “crise académica de Coimbra de 1969”, participou nas estruturas do MFA na Guiné. Hoje, é advogado em Aveiro.

“Do Republicanismo à República” no Museu Municipal de Benavente A exposição “Do Republicanismo à República – O Concelho de Benavente” será hoje inaugurada, pelas 21h00, no Museu Municipal de Benavente, ficando patente até Outubro. O republicanismo teve

também uma forte adesão em Benavente, enquanto expressão de novos ideais. A exposição, documental e fotográfica, integra objectos da época que garantem a recriação de ambientes, convidando a uma viagem

“Bicentenário da Guerra Peninsular” na Casa do Brasil A Real Associação do Ribatejo promove, amanhã (dia 26), às 16 horas, na Casa do Brasil, em Santarém, uma conferência sobre o “Bicentenário da Guerra Peninsular”. A conferência tem por palestrante o coronel José Américo Fernandes Henriques, da Escola Prática de Infantaria de Mafra, e conta, ainda, com representantes da sociedade scalabitana, bem como com historiadores scalabitanos.

Folclore anima “Tradições no Mosteiro” A Cerca do Convento de Santa Maria de Almoster será palco, amanhã, pelas 22h00, de um encontro de grupos de folclore, organizado pelo Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito. “Tradições no Mosteiro” é o nome desta iniciativa, na qual participam o Grupo Regional Folclórico e Agrícola de Pevidém (Guimarães), o Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (Vareira), o Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga (Santo Tirso), o Grupo Folclórico da Vila de Pereira (Coimbra) e o Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito (Santarém).

‘Amigos do Chouto’ encontram-se dia 26 O II Encontro dos Amigos do Chouto realiza-se dia 26 de Junho, a partir das 12h30, com concentração no largo da igreja de N.ª Sr.ª da Conceição. Será feita a visita à igreja bem como às obras de ampliação do Centro de Acolhimento Social do Chouto. Segue-se o almoço no Largo da Feira de S. Pedro.

desde o movimento republicano local até à afirmação do ideário republicano, após a Revolução de 1910. Neste mesmo dia, será também apresentado o livro “Pr’a que a terra não esqueça”, de João Cortesão, e a

Instalação “RES NULLIUS”, de Paula Rousseau. Às 22h30 decorrerá, no Pátio do Museu Municipal, uma noite de fados com a colaboração da Associação Benaventense dos Amigos do Fado.

Caracol em congresso O Agrupamento 1120 do Cartaxo (do Corpo Nacional de Escutas) irá realizar o 3.º Congresso do Caracol, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Julho, no Pavilhão de Exposições do Cartaxo. No dia 2, o pavilhão estará aberto das 18h às 2 horas, no dia 3, das 15h às 2 horas e no dia 4, das 15h às 21 horas. A entrada é livre e a organização promete, para além de “muito caracol e caracoleta confeccionados das mais variadas formas, bebidas, café e doces e ainda muita animação e transmissão dos jogos do Mundial de futebol”.

“Artistas com coração” amanhã em Santarém A Casa do Campino, em Santarém, vai ser palco, amanhã, pelas 22h00, de uma noite de fados, intitulada “Artistas com coração” e que visa angariar fundos para a reconstrução de uma casa em Albergaria, freguesia de Almoster, concelho de Santarém. Participam os fadistas Edmundo Filipe, Gonçalo Filipe, Alberto Leiria, Casimira Alves, Manuel João Ferreira e Manuel António, acompanhados por Luís Grácio (guitarra portuguesa) e João Filipe (viola). Preço por pessoa, dez euros (gratuito a menores de 12 anos). Haverá porco assado e caldo verde.

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«CORREIO DO RIBATEJO» – 25-6-2010

SARA ALEXANDRA BISPO AGENTE DE EXECUÇÃO

Tribunal Judicial de Alcobaça – Processo N.º 2171/06.3TBACB – 2.º Juízo Execução Comum para pagamento de quantia certa Valor – j 14.267,56 Exequente: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça, CRL Executado: António Veiga e outros Processo Interno N.º PE/0132/2006

VENDA JUDICIAL DE BEM IMÓVEL MEDIANTE PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (2.ª publicação)

Sara Alexandra Bispo, Agente de Execução, faz saber que nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 02 de Julho de 2010, pelas 14 horas, no Tribunal Judicial de Alcobaça, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do referido Tribunal, pelos interessados na compra do seguinte bem: Fracção Autónoma designada pela letra G, correspondente ao 1.º andar esquerdo A, do Prédio urbano em regime de propriedade horizontal, sito na Praceta Bento de Jesus Caraça, n.º 4, em Santarém, freguesia de Marvila, concelho de Santarém, composto de três divisões para habitação e arrecadação no sótão, inscrito na matriz sob o artigo 1590-G, da freguesia de Marvila e descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o n.º 01622-G/Marvila. O bem indicado pertence ao executado António Veiga, divorciado, residente na Praceta Bento de Jesus Caraça, n.º 4 - 1.º Esquerdo A – 2000-201 Santarém. Valor base: j 90.000,00 (Noventa mil euros). Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de j 63.000,00, correspondente a 70% do valor base. É fiel depositário do prédio indicado o executado, António Veiga, que o deve mostrar a pedido de qualquer interessado. Não se encontra pendente qualquer oposição à execução. Foram reclamados créditos na presente execução. Nota: Os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado à ordem da Agente de Execução, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor. A Agente de Execução, Sara Alexandra Bispo

Casais de São Vasco – Albergaria – 2000-307 ABITUREIRAS – SANTARÉM – Telef. 243 478 198 Telef. 243 478 199 – Fax 243 478 200 – TM. 932 302 790 – tsv.internacional@hotmail.com

MESA DA ASSEMBLEIA DE MILITANTES DA SECÇÃO DE SANTARÉM CONVOCATÓRIA (em substituição da Assembleia convocada para o dia 18.06.2010) Ao abrigo dos Estatutos Nacionais do PSD convoca-se a Assembleia de Militantes de Santarém, para reunir no próximo dia 2 de Julho de 2010, (Sexta-feira) pelas 21,00H na Sede Distrital, sita na Calçada Mem Ramires, n.º 10, em Santarém, com a seguinte Ordem de trabalhos: 1 – Informações; 2 – Apresentação, discussão e votação das Contas da Secção relativas ao ano de 2009; 3 – Apresentação, discussão e votação do Orçamento da Secção para o ano de 2010; 4 – Análise da situação política local e nacional; 5 – Outros Assuntos. * Se à hora marcada não se verificar a presença de militantes suficientes para iniciar a Assembleia, a mesma reunirá validamente 30 minutos depois com o número de militantes presentes. O Presidente da Mesa da Assembleia de Secção, Ramiro Matos


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Câmara Municipal apresentou o primeiro projecto aprovado

Já circulam jovens na Via Expresso No passado dia 17 de Junho, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santarém, foi apresentado publicamente o primeiro rebento dado à luz pelo programa Via Expresso Jovem. Luís Anselmo, empresário a título individual, foi o primeiro a aderir à iniciativa, concorrendo com um projecto que mereceu o aval unânime da autarquia. Na sessão, o vereador da Juventude e do Desenvolvimento Económico, João Leite, deu a conhecer sucintamente as linhas mestras de um programa com objectivos bem delineados: “Nesta altura difícil das nossas vidas, a Câmara pretende potenciar investimento e captar jovens empreendedores”, assegura, reiterando repetidamente que “empreendedorismo é uma das palavras-chave para a diminuição do impacto da actual crise”. Recorde-se que o Via Expresso Jovem permite que todos os jovens com idades compreendidas entre os 18

João Leite e Luís Anselmo

e os 35 anos beneficiem, como explica o vereador, “de um conjunto de maisvalias, mais concretamente ao nível da redução de taxas de licenciamento (que pode ir até 50%) ou da ajuda técnica e burocrática, algo que é sempre complicado para quem se aventura neste tipo de empreendimentos”. Estas candidaturas, no fim de aprovadas, terão, como afiança, “um

encaminhamento rápido e prioritário nos serviços da Câmara Municipal, logo o licenciamento será ainda mais célere do que habitualmente”. No entanto, rejeita que os outros processos sejam colocados em segundo plano: “Orgulhamo-nos de ser uma das câmaras mais rápidas do país a licenciar e queremos apenas que os jovens saibam que serão beneficiados para além des-

sa rapidez normal. Sem que tal signifique, obviamente, que prejudicaremos os outros”, garante. Os parâmetros tidos em conta na avaliação dos projectos são essencialmente o seu grau de inovação e de criatividade, as suas preocupações ambientais e o número de postos de trabalho que está apto a criar, pois é pretensão da autarquia “assegurar mais oportunidade

de emprego aos jovens”. No que concerne a este último item, a ideia de Luís Anselmo disponibilizará inicialmente apenas “dois ou três postos”, número que poderá vir a aumentar “caso as coisas corram da melhor forma”. O projecto, segundo o investidor, assenta num parque insuflável, situado na zona industrial de Santarém, destacando-se, de entre as várias actividades perspectivadas, os modernos insufláveis gigantes. O público-alvo gira entre os 5 e os 12 anos de idade. O jovem faz questão de enaltecer o apoio que tem tido na legalização da actividade: “Há muita papelada para tratar, e desde o primeiro dia que na Câmara me têm facilitado bastante a vida. Aqui, consegue-se obter toda a informação necessária”. Leite, por seu turno, declina a ideia de que esta possa ser vista como uma medida discriminatória da Câmara, no sentido em que

limita o apoio a jovens com idades até aos 35 anos, estabelecendo um limite etário que priva, por exemplo, alguém com 36 anos de beneficiar da iniciativa: “Julgamos, aliás, que até alargámos aquela que é a definição habitual de jovem (até aos 30 anos, geralmente), pois sabemos que esta é a faixa etária que precisa de mais apoio.” E especifica: “Nesta altura, quem sente mais dificuldades ao iniciar uma vida profissional são aqueles que terminam a sua formação académica e, nesta idade, se querem investir precisam de ajudas das quais outros com idade superior, pela lei natural da vida, não necessitam”. Na forja está a aprovação de uma segunda candidatura, “que, contudo, ainda não mereceu a concordância total da comissão”, adianta João Leite. Mas este número ainda é escasso: “Queremos que estas duas se multipliquem e que se atinja as dezenas, que é a meta por nós estabelecida”. SF

Câmara aprova órgãos sociais Detenção por tráfico da Sociedade de Gestão Urbana de drogas e posse e Empresa de Turismo de armas em Almeirim A proposta de designação dos órgãos sociais da StrURBHIS – Sociedade de Gestão Urbana, foi aprovada, por unanimidade, na última reunião do Executivo camarário de Santarém. O mesmo não aconteceu com a proposta de designação dos órgãos sociais da EM CUL.TUR- Empresa Municipal de Cultura e Turismo, aprovada, apenas, com os votos da maioria PSD. Os vereadores do PS votaram contra, pois discordam, desde a primeira hora, da criação desta empresa. O Conselho de Administração da Str-URBHIS ficará sob a presidência de António Valente, vereador eleito pelo PSD, tendo como vogais João Lucas e António Fortes. A Assembleia Geral será presidida por Paulo Moreira, presidente da direcção da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, sendo o padre António Ganhão o vice-presidente e Mário Santos, ex-vereador, o secretário. José Manuel Bernardo Vaz Ferreira foi de-

António Valente preside ao Conselho de Administração da Str-URBHIS

Vítor Gaspar lidera Conselho de Administração da CUL.TUR

signado fiscal efectivo (Rui Lemos Pereira é suplente). O Conselho de Administração da Empresa Municipal de Cultura e Turismo

será presidido pelo vereador responsável pelos respectivos pelouros, Vítor Gaspar, e terá como vogais José Valentim, que será administrador executivo, e Francisco José Teixeira Luís. O fiscal será José Manuel Bernardo Vaz Ferreira. A constituição da Str-URBHIS foi aprovada pela Assembleia Municipal de Santarém em Maio de 2009. Trata-se de uma empresa municipal que irá fazer a ligação entre a Sociedade de Reabilitação Urbana da Lezíria de Tejo (SRU-LT) e o município, para garantir a operacionalização e execução de projectos de reabilitação urbana. A CUL.TUR, cuja constituição foi igualmente aprovada pela Assembleia Municipal de Santarém, em Maio de 2009, terá como objectivo gerir alguns dos equipamentos culturais da cidade, entre eles, o Teatro Sá da Bandeira, a Casa do Brasil, a cafetaria Moinho de Fau e o edifício do restaurante das Portas do Sol.

O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Santarém deteve em flagrante delito um homem de 50 anos de idade, residente na cidade de Almeirim, pelo crime de tráfico de estupefacientes e posse de armas. Na sequência da deten-

ção foi efectuada uma busca à sua residência onde foram apreendidas 72 doses de cocaína, 100 doses de haxixe, 3750 doses de liamba, uma balança digital; vários utensílios e substâncias utilizadas para corte/alteração da cocaína, duas armas de fogo, três armas brancas, munições, 2.584 euros em

dinheiro e quatro telemóveis. No decorrer da acção foram ainda identificados três indivíduos conotados com o tráfico/consumo de droga. O detido ficou nas instalações do Posto de Almeirim até ser presente a Tribunal para primeiro interrogatório.

Investimentos de apoio social em sessão pública O Centro Distrital de Santarém do Instituto da Segurança Social leva a efeito, dia 5 de Julho, pelas 10h30, a cerimónia de assinatura dos Termos de Aceitação no âmbito do POPH – Tipologia 6.12 – Apoio ao Investimento a Respostas Integradas de Apoio Social. A sessão

pública conta com a presença de representantes das 17 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do Distrito, que viram as suas candidaturas aprovadas, 11 para equipamentos sociais na área de apoio social a idosos e seis na área de apoio social da reabilitação. Do concelho

de Santarém, vão assinar o Centro Social Paroquial de Santa Maria, Centro de Bem Estar Social de Vale Figueira e Lar Evangélico Nova Esperança. Está prevista a participação de um membro do Governo e do Conselho Directivo do Instituto da Segurança Social, IP.


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Assembleia Distrital aprova abertura de concurso para obras na Colónia Balnear da Nazaré A Assembleia Distrital de Santarém (ADS) deliberou, na sua última reunião, dia 17 de Junho, proceder à abertura de concurso para a realização de obras de melhoramento da Colónia Balnear da Nazaré, propriedade da Assembleia Distrital que se encontra encerrada desde o Verão passado por falta de condições de segurança. A estrutura apresenta graves problemas estruturais, pelo que as obras visam recuperar por completo o edifício, mantendo a sua traça urbana, a sua grandiosidade e arquitectura, tão característica daquela região.

O objectivo é adaptar esta estrutura às exigências dos dias de hoje, nomeadamente no que se refere à segurança e acessibilidade. “As camaratas serão reformuladas, haverá novos refeitórios e cozinha, o edifício será dotado de elevador, entre diversos outros melhoramentos”, refere uma nota informativa da ADS. A reabertura da Colónia Balnear da Nazaré, já completamente renovada e melhorada, está prevista para o Verão de 2012, altura em que poderá voltar a ser utilizada na sua vertente social, proporcionando actividades de tempos livres aos

Notas soltas Almeirim Festas na Cidade de Almeirim

Principiaram no passado dia 19 as diversas actividades de lazer para assinalar a elevação da vila a cidade. Os espectáculos em que nos anos anteriores actuaram conhecidos artistas, foram este ano repensados por motivos financeiros. Hoje, sexta-feira, às 21h30, actuará o Rancho “Os Maduros do Folclore” dos Cortiçóis, seguindo-se a cantora Joana Amendoeira. No sábado, à mesma hora, além do Rancho “Os Camponeses da Raposa”, actua a Orquestra Típica Scalabitana. Domingo, exibe-se a Marcha Popular de Benfica do Ribatejo, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim e no encerramento das Festas 2010, terá lugar a Gala de Talentos do concelho.

Incêndio em armazém de palha e feno

No passado dia 20, um violento incêndio num dos armazéns de palha, feno e outros produtos ligados à alimentação animal, sito em Fazendas de Almeirim, destruiu todo o imóvel e recheio. Compareceram os bombeiros locais, que controlaram o incêndio evitando que propagasse a outras instalações. José M. Pisco, o proprietário, tem com este incêndio, um prejuízo de muitos milhares de euros. A GNR tomou conta da ocorrência, não estando posta de parte a origem criminosa do incêndio.

Missa pelo P.e Eduardo e outros sacerdotes

Na eucaristia do passado domingo, na igreja S. João Baptista, assinalando a passagem do 50 aniversário do falecimento do Re. P.e Eduardo, em Junho de 1960, a Comuniade Católica de Almeirim, rezou também pelos Sacerdotes, que nesta Paróquia, serviram em nome de Deus os seus paroquianos e que já partiram para casa do Pai. Na Solenidade, foram entre outros, relembrados o P.e Eduardo, P.e Oliveiros, P.e António, P.e Simões e o P.e Matos.

Cursos Superiores de Português para Chinês

Há poucos anos, representantes do Governo Chinês, deslocaram-se expressamente de Pequim a Almeirim, tendo por missão convidar oficialmente Cândido de Azevedo a chefiar a organização do estudo de Língua Portuguesa, na Universidade de Pequim. Hoje, são já três as Universidades Chinesas que principiaram a ensinar Português e doze as que oferecem cursos superiores de Língua Portuguesa. E todos os alunos chineses, com a licenciatura de português, têm emprego assegurado na China, em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, entre outros países. O Correio do Ribatejo, congratula-se com o êxito conseguido pelo seu dedicado colaborador, Cândido de Azevedo, que há muitos anos nos honra com as suas crónicas das misteriosas terras do Oriente.

Angariação de sócios para Bombeiros

A direcção da Associação Humanitária dos Bombei-

Falta de condições de segurança levou ao encerramento da Colónia Balnear no Verão de 2009

mais jovens e aos idosos de todos os concelhos do dis-

trito de Santarém. Na mesma reunião da

ros Voluntários de Almeirim acaba de lançar uma campanha de angariação de sócios. Fundada em 1949, durante 61 anos, os Voluntários prestaram um inquestionável apoio à população concelhia. Hoje, são 90 os homens e mulheres, que estão prontos a defender as vidas e os bens dos habitantes do nosso concelho. São 25 os funcionários, que asseguram noite e dia a nossa tranquilidade, para o que dispõem de 21 veículos, sendo sete de incêndios, oito ambulâncias, dois barcos, duas motos 4x4 e dois veículos de comando.

Ruy Gonçalves internado

No Hospital de Santarém, foi ontem internado com urgência, Ruy Gonçalves, engenheiro muito conhecido no País e estrangeiro. Hermenegildo Marmelo

Cartaxo • A freguesia da Ereira recebe no próximo dia 3 de Julho a partir das 15h00, no eucaliptal de Gomes da Silva, o 1º campeonato de Paintball, um desporto radical onde as equipas competem entre si usando carregadores de bolas que soltam tinta ao atingir o adversário. Organizado pelo Grupo Herêra, tem como público-alvo os maiores de 11 anos que pretendam divertir-se nesta modalidade. As inscrições (20 bolas / participante, seguro incluído) estão abertas até 29 de Junho, através dos telemóveis 919966108/916113972 ou pelo mail: grupoherera@gmail.com. • Depois dos alertas na passada semana sobre os afundamentos na circular urbana que liga a EN3 à Quinta das Pratas e de ter sido tema de debate no programa “É Notícia” da Rádio Cartaxo; na quarta-feira seguinte dia 16, quem passasse pela referida via podia constatar a azáfama dos funcionários municipais na colocação de alcatrão e na tapagem dos buracos. Se valeram os alertas ou se foi coincidência, o certo é que as reparações começaram a ser feitas. PUB

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ADS, a mais participada dos últimos anos, com cer-

ca de 50 presenças, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas foi reeleito por unanimidade, presidente da Assembleia Distrital de Santarém, tendo como secretários os presidentes das câmaras municipais da Chamusca e de Rio Maior. Foram, também, aprovadas as contas de gerência, bem como o orçamento para 2010. A ADS é composta pelos presidentes das câmaras e das assembleias municipais dos 21 municípios do distrito, bem como por um representante das juntas de freguesia de cada município, no total de 63 elementos.

• Uma rajada de vento forte partiu uma linha de alta tensão na zona da Ereira e com tanta infelicidade que um cavalo que pastoreava no campo foi atingido e morreu electrocutado. Foi necessária a presença das entidades responsáveis, inclusive do veterinário de Coruche que neste momento presta colaboração na Autarquia do Cartaxo, que não dispõe de veterinário municipal desde a aposentação do seu funcionário. • O Tribunal de Contas abriu um processo de averiguações e já pediu cópia da acta da AM (Assembleia Municipal) onde este assunto foi tratado, para decidir da legalidade dos protocolos assinados entre a Câmara e as Juntas de Freguesia para transferência de verbas por competências delegadas. O Bloco de Esquerda em comunicado já tinha divulgado ter havido uma violação da lei, dado que os citados protocolos, teriam primeiramente de passar pela AM, que daria ou não autorização ao Executivo para os mesmos serem assinados e que à face da lei foram assinados antes de serem aprovados. Se o Tribunal de Contas decidir pela ilegalidade do acto, as Juntas de Freguesia terão, eventualmente, de devolver as verbas recebidas. Luís Montejunto PUB

«CORREIO DO RIBATEJO» – 25-6-2010

Tribunal Judicial de Santarém 1.º Juízo Cível

ANÚNCIO (1.ª publicação)

Processo: 1393/05.9TBSTR Inventário (Herança) Requerente: Ilda da Conceição dos Santos Gomes e outro(s)... Interessado: Rosa Maria Gomes Teixeira e outro(s)... N/Referência: 3164555. Nos autos acima identificados foi designado o dia 12-07-2010, pelas 13.30 horas, neste Tribunal, para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do(s) seguinte(s) bem/bens: – Prédio urbano composto de R/ch, destinada a habitação, sita na Rua Prior do Crato, n.º 26 - R/Ch, freguesia de Marvila, em Santarém, descrita na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o n.º 38718 do livro B98, registada a favor dos inventariados pela inscrição n.º 88.151 do livro G128, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 898.º, com o valor patrimonial de quarenta e um mil trezentos e vinte e cinco euros e quarenta e um mil trezentos e vinte e cinco e quarenta e oito cêntimos, pelo valor mínimo correspondente a 70% (setenta por cento) do valor base que abaixo se indica: valor base j 75.000,00. Os bens encontram-se na posse da cabeça de casal. Nota: No caso de venda mediante proposta em carta fechada, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado, à ordem da secretaria, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (n.º 1 ao Art.º 897.º do CPC). Santarém, 15 de Junho de 2010. A Juiz de Direito, Maria de Jesus Pereira (Dr.ª) A Oficial de Justiça, Donzília Silva


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Estrada regional 361 irá a plenário da Assembleia da República A petição pública a pedir o arranjo da estrada regional 361 (ER 361), entre Alcanede e Alcanena, vai ser levada a plenário da Assembleia da República. Paulo Coelho, um dos coordenadores do Movimento Cívico pela Beneficiação da ER361, disse que esta decisão foi tomada, dia 22 de Junho, em reunião da Comissão Parlamentar e Obras Públicas e Transportes, sob proposta do relator da Comissão, o deputado do PSD eleito por Santarém, Vasco Cunha. Na reunião participaram também deputados do PCP, do Bloco de Esquerda e do PS, Vasco Cunha propôs a subida a plenário desta petição que tem já cerca de 4600 assinaturas. Participaram ainda sete elementos do movimento cívico, que entregaram aos deputados um dossier com o historial do processo e onde se encontram também os contributos e sugestões dos empresários locais, saídos de uma reunião que o movimento cívico promoveu e em que participaram também os autarcas das quatro freguesias afectadas pelos problemas desta estrada: Alcanede, Abra, Amiais de Baixo (concelho de Santarém) e Monsanto (concelho de Alcanena). Segundo adiantou ainda

Paulo Coelho, foi publicado em Maio no Diário da República o anúncio do lançamento do concurso público para a primeira fase de beneficiação desta via, que engloba o troço entre Alcanede e Amiais de Cima, e que corresponde nesta primeira fase ao valor global de um milhão e setecentos mil euros. Segundo o mesmo anúncio, a abertura das propostas do concurso está agendada para 1 de Julho, data em que o movimento cívi-

co quer realizar “uma acção simbólica” para alertar para esta situação. O mau estado do pavimento da estrada regional 361 é um problema que se arrasta há mais de uma década e, segundo Paulo Coelho, tem afectado não só as populações desta zona norte do concelho de Santarém, onde vivem mais de 9000 pessoas, mas também empresários. Em Abril deste ano, centenas de populares e veículos ligeiros e pesados par-

Idoso morre atropelado por veículo militar do Exército Um idoso com 89 anos morreu, segunda feira, atropelado em Santarém por um veículo militar do Exército. A PSP abriu um inquérito para averiguar as condições em que se deu o acidente. O idoso estava a atravessar a estrada, numa zona sem passadeira, próximo do Largo Infante Santo, nas imediações do edifício da Câmara Municipal, tendo sido atropelado pela traseira de um camião do Exército que estava parado ao sinal vermelho do semáforo, disse à Lusa fonte do Exército, sem dar mais explicações. A vítima, viúvo, ex-funcionário reformado da Câ-

mara de Santarém, teve morte imediata, no acidente que ocorreu cerca das 13h30. Segundo a PSP, o condutor do veículo militar não se terá apercebido de que tinha atropelado o idoso nem de que este estava a atravessar a via. Segundo tenente-coronel Hélder Perdigão, relações públicas do Exército, o condutor do camião militar é um cabo da Brigada de Reacção Rápida de Tancos com cerca de 20 anos de idade. A viatura envolvida no acidente mortal é um camião MAN e deslocava-se para a zona do exercício militar de demonstração Apolo 10 que estava a

acontecer na zona do Jardim da República, em Santarém. A mesma fonte do exército frisou que o trajecto efectuado pelo camião na altura do acidente não tinha nada a ver com o exercício militar em curso. Ainda segundo o Exército, “não há indícios de culpabilidade do condutor, mas o inquérito será feito pela PSP de Santarém visto que o acidente se passou na via pública”. A vítima mortal foi transportada para hospital de Santarém e o inquérito está a ser conduzido pelo departamento de investigação criminal de acidentes da PSP de Santarém.

ticiparam numa marcha lenta de protesto, entre as povoações de Amiais de Cima e Alcanede, para reclamarem o arranjo da estrada. Na manifestação, que decorreu num troço da estrada com aproximadamente sete quilómetros, estiveram largas dezenas de veículos, sobretudo camiões de empresas locais, que entupiram por completo a circulação nesta zona durante quase duas horas, numa fila de veículos.

Trabalhadores da IFM/Platex querem conhecer plano de viabilização da empresa Os trabalhadores da IFM/Platex de Tomar decidiram em plenário que só aceitam voltar a negociar os seus créditos com a Investwood após conhecerem o plano de viabilização da empresa. Segundo Aquilino Coelho, do Sindicato da Construção e Madeiras do Sul, os trabalhadores que estiveram reunidos quarta-feira decidiram aguardar pela reunião com o grupo Investwood, prevista para o próximo dia 30 de Junho, para então decidir se aceitam ou não a proposta de pagamento dos salários em atraso e das indemnizações para os trabalhadores que já saíram, ou vão sair, da Platex. Segundo o sindicato, os administradores do grupo Investwood, um dos proprietários da IFM/Platex, já demonstraram em reunião de Assembleia de Credores realizada a 26 de Maio, o interesse em apresentarem um plano de viabilização e manutenção da actividade da empresa de Tomar. O prazo dado pelos credores é de 30 dias e termina hoje (25 de Junho). Ainda segundo Aquilino Coelho, já existiram duas reuniões entre representantes dos trabalhadores e da administração da Investwood, nas quais foram feitas duas propostas para o pagamento dos salários e indemnizações, propostas essas que foram recusadas pelos trabalhadores. “Achamos ainda insuficientes os valores que nos foram apresentados para pagamento das indemnizações aos trabalhadores que saírem da Platex e, por isso, só daremos uma resposta definitiva após conhecermos em detalhe quais são as condições negociais do plano de viabilização”, frisa Aquilino Coelho, salientando que aquilo que está principalmente em causa é o valor apresentado pela Investwood para o pagamento das indemnizações. A Investwood pretende retomar a laboração da IFM/ Platex, mas apenas com 105 pessoas, escolhidas de entre os cerca de 200 trabalhadores que ainda têm vínculo à empresa, segundo disse o sindicalista à agência Lusa. Esta tentou em vão contactar com fonte da Investwood. Com laboração suspensa desde Abril de 2009, por falta de liquidez financeira para responder às encomendas, a IFM/Platex tem sido considerada uma empresa em situação económica “degradada” mas viável, tendo em conta a carteira de clientes que assegurava uma exportação da ordem dos 60 por cento.

Universidade Sénior de Rio Maior entrega certificados A Universidade Sénior de Rio Maior (USRM) finalizou, dia 22 de Junho, o seu ano lectivo, com uma festa convívio, durante a qual entregou certificados a professores e alunos. Além de um lanche convívio e da exposição dos trabalhos realizados ao longo do ano, a festa contou com a animação musical de Paulo Montez e dança de José Estrela. Presentes, muitos alunos e professores, a vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Rio Maior, Sara Fragoso, o vice-Presidente da Santa Casa da Misericórdia, Rui Andrade, e a directora da USRM, Bernardete Maurício, que fez um balanço positivo do ano

lectivo que agora terminou. Neste terceiro ano de funcionamento, a USRM registou cerca de 180 alunos a frequentarem as aulas, de uma lista 200 inscritos, e com a participação voluntária de quase três dezenas

de professores. O período de inscrições para o próximo ano lectivo decorrerá entre os dias 28 de Junho e 9 de Julho, nas instalações da USRM, situada na Rua D. Afonso Henriques.


política

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CORREIO DO RIBATEJO

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PS de Santarém homenageia fundadores José Churro Faustino

PS cometeu “disputas públicas desprestigiantes” que o têm feito “resvalar”

Romagem ao cemitério dos Capuchos para homenagear, a título póstumo, três dos cinco fundadores do PS de Santarém: José Luís Colaço, Jaime Figueiredo e Manuel Castela

A Comissão Política Concelhia (CPC) do Partido Socialista de Santarém promoveu domingo (dia 20), um almoço de homenagem aos cinco fundadores do PS de Santarém, José Luís Colaço, Manuel Castela e Jaime Figueiredo, a título póstumo, e José Churro Faustino e Joaquim Martinho da Silva, presentes na homenagem, que reuniu num restaurante da cidade cerca de 70 militantes do partido. Antes do almoço, realizou-se uma romagem ao cemitério dos Capuchos, onde jazem os três homenageados já falecidos, apresentados, um a um, por José Faustino, militante número um do PS de Santarém. “O objectivo da homenagem é apelar à história dos militantes e simpatizantes do Partido Socialista. Não

podemos construir o futuro sem conhecer bem o nosso passado,” disse ao Correio do Ribatejo Pedro Pimenta Braz, presidente da CPC. “As pessoas em causa esqueceram-se deles próprios, permitiram sempre que fossem outros a ocupar os lugares de destaque,” elogiou. “Nenhum deles teve ambição política pessoal, nunca quiseram qualquer cargo que lhes proporcionasse notoriedade política,” uma faceta que é, garante, “transversal a todos eles”. Um dos objectivos da homenagem é “trazer agregação e unidade ao partido”, afirmou, reconhecendo, contudo, “diferenças que são conhecidas de todos” que “não importa apagar” mas sim que contribuam “para uma alternativa de futuro” dentro do partido.

Falando sobretudo aos familiares dos homenageados que marcaram presença no cemitério, José Churro Faustino disse junto à campa de José Luís Colaço: “Deus deu-me a felicidade de conviver com homens assim, enfatizou”. Sobre Jaime Figueiredo, o histórico do PS de Santarém lembrou o “background cultural imenso” do homenageado, “íntegro em tudo” e “sem a menor ambição política”. “Um homem que poderia ter construído um caminho político que Santarém bem necessitava, de uma perspectiva política correctíssima e de um estatuto profissional enorme,” sublinhou. “O Jaime tinha apenas a ambição de ser presidente de junta e penso que o chegou a ser” [em Marvila],

bem como presidente da assembleia municipal. Sobre Manuel Castela, José Faustino lembrou a faceta de “lutador pela cultura”. “Antes dele, poucos apareceram e depois dele poucos apareceram também,” considera. Relembrou a importância do Cine Clube, da Livraria Apolo, do Festival de Cinema Rural, que a “dinâmica” de Manuel Castela ajudou a erguer. “Foi na livraria Apolo, sentados no chão, que programámos as primeiras reuniões do PS de Santarém e foi ele [Manuel Castela] que foi a Lisboa falar com Mário Soares para constituir o PS de Santarém,” recordou. João Paulo Narciso

José Churro Faustino é um dos cinco fundadores do PS de Santarém e, hoje, o militante número um dessa Concelhia. À margem da homenagem, depois da romagem da manhã de domingo ao cemitério dos Capuchos, José Faustino disse ao Correio do Ribatejo que espera que a iniciativa sirva “para definir ou motivar alguma acção que beneficie o futuro do partido”. “Só beneficiará o partido se beneficiar o futuro do concelho,” acrescenta. Fazendo uma breve apreciação do que tem sido o Partido Socialista em Santarém, José Faustino não hesita em separar o PS em dois períodos distintos, “antes e depois do apogeu de Ladislau Teles Botas”. A partir daí, salienta, “o partido cometeu asneiras, erros grandes, com disputas públicas desprestigiantes para o próprio partido que o têm feito resvalar”, afirmou ao Correio do Ribatejo. “Quando andava lá [PS] tínhamos mais de 700 militantes pagantes, agora só existem cerca de 200, tudo se perdeu,” lamenta. José Faustino classifica de “minada” a estrutura do partido “ainda mais do que em 1978” e adverte para o facto de se ter perdido a confiança dos eleitores. “Quando esta gente [os fundadores] nasceu o partido tinha pólos a funcionar que faziam com que Santarém fosse ouvida. Agora perdeu-se a liderança dentro do próprio distrito,” opina. “Éramos todos muito independentes” e “pouco dependentes” economicamente da política. Churro Faustino sustenta a afirmação com um caso concreto: “Em 1976 quando levei a primeira lista da CPC de Santarém a Lisboa, o António Reis que me recebeu no Largo do Rato perguntou-me: Então não vem aqui o teu nome nas listas? Eu respondi-lhe: “Então eu é que estou a fazer as listas e agora aparecia aí?”, relembra. José Faustino foi membro da primeira comissão nacional do PS, em 1976. Sobre a actual liderança socialdemocrata no concelho remata: “A gestão de Moita Flores é de tal forma personalizada que ninguém do partido que o apoia conseguirá manter esse rumo. JPN

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opinião

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

A Indústria, a Engenharia e a Economia portuguesas A Economia A adesão à EFTA” foi um sucesso durante todo o período que se prolongou desde 1960 até 1973. Foi um dos mais poderosos factores do rápido progresso e modernização da economia portuguesa, durante esse período, já que o valor das exportações, em dólares, para a EFTA aumentou

mais de dez vezes”. A economia do nosso país foi seriamente afectada pelo desmantelamento da indústria, da agricultura, das pescas, factores tão importantes da economia de qualquer país. Os reflexos são bem conhecidos. Recentemente surgiu a perspectiva das novas tecnologias, proporcionando a melhoria da factura energé-

tica e da produção de produtos de maior valor acrescentado.

O Presente e o Futuro O presente é bem conhecido de todos os portugueses. O futuro depende de todos os portugueses. O General Ramalho Eanes defendeu em Santarém que só a Educação pode

José Saramago Em nome dos teus amigos ribatejanos que apreciavam a tua sensibilidade e te admiravam muito, a recordação para todo o sempre das tuas palavras e atitudes, neste mundo urna ódios, pois, o que sobrevive de um escritor não é a sua ideologia mas sim a sua literatura. E nesta eras dos maiores e melhores!... Bem hajas, José Saramago. Campos Braz

Esta localidade, parada no tempo durante décadas, está Maria Fernanda Barata a ressurgir, mercê de boas vontades de muitos dos seus naturais. Na verdade, esta terra antiquíssima, anterior à fundação da nossa nacionalidade, precisa de muitos melhoramentos, a começar pelo saneamento básico e pelo arranjo do espaço legado pela benemérita e ilustre família Pereira, à Junta de Freguesia de Abrã. Esse espaço era ocupado pela casa desta família, como todos sabemos, oferecendo hoje, um aspecto desprestigiante. No pretérito dia 6 de Junho realizou-se a segunda mostra de artesanato (artes e ofícios) de Abrã, com muito agrado dos visitantes. Contaram-se mais de duas dezenas de expositores de créditos assinalados, bem como a cooperação do Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Abrã, a Pastoral do Idoso e a Junta de Freguesia de Abrã. Tratou-se de uma verdadeira festa, antecipada pelo brilhantismo do Grupo da Sociedade Filarmónica Alcanedense e pelo Grupo de Trianas. No dia principal tiveram a sua actuação, o Rancho Folclórico Regional e Cul-

ESTATUTO EDITORIAL

Ecos de Abrã BAÚ DE RECORDAÇÕES tural da Branca (Coruche) e a Tuna Masculina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Como complemento, houve serviço de restauração, onde se destacou o prato “sopa da pedra” e os grelhados, sempre apreciados, bem como o arroz doce e os coscurões, sempre presentes nas festas ribatejanas. Não faltou um famoso licor, tão ao gosto dos apreciadores. De destacar, o trabalho eficiente e desinteressado do Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Abrã,

preencher essa lacuna “Falta um ideal colectivo que nos motive” (CR de21.11.2008). É, para mim, evidente que a educação, nomeadamente a cívica, é um dos pilares da sustentação da liberdade e da democracia. Eu desejo referir outras hipóteses que também poderão ser um desígnio – a justiça e a nossa vocação atlântica. José Gil, considerado um dos 25 grandes pensadores de todo mundo e professor universitário, diz, no seu livro “O Medo de Existir”: “A educação e a qualificação é o princípio” e “já há cinquenta anos que se dizia isso.” Alberto Serrão Mendes (Conclusão)

assim como o trabalho de algumas senhoras, entre elas D. Fernanda Ferreira. Realizou-se a “Festa Pastoral do Idoso” com um sugestivo programa, iniciado com uma missa celebrada pelo estimado senhor Padre Pereira, seguida de parte recreativa e de apresentação de trabalhos executados por senhoras de mais idade. Não resisto a dizer que não me soa muito bem a palavra “idoso”. Cada pessoa tem a idade correspondente ao seu espírito, à sua abertura perante o Mundo e não à idade cronológica. Realmente, há jovens com espírito velho e retrógado e há velhos com espírito jovem, imaginativo e criativo. Quem vive uma vida plena no seu dia-a-dia, é sempre jovem. Um cumprimento ao leitor. PUB

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É em obediência ao estatuído pela Lei n° 2/99, de 13 de Janeiro, publicada no Diário da República l Série n.° 10/99, de 13 de Janeiro de 1999 e em obediência ao seu artigo 17.°, que se publica o Estatuto Editorial adoptado pelo «Correio do Ribatejo», semanário que na cidade de Santarém iniciou a sua publicação a 9 de Abril de 1891. O Regionalismo e a Informação foram sempre características fundamentais da sua actividade, que nunca deixou de ser norteada pela preocupação de zelar pelos direitos e defender os interesses do Ribatejo, não apenas no sentido geográfico mas em tudo o que interfere nos seus aspectos económicos e culturais. A apreciação dos factos, os juízos emitidos sobre os acontecimentos que interferem na vida social, consideramolos outros tantos deveres, nascidos desta penetração regional que vai até aos íntimos recessos da Terra, servindo os que a trabalham e porfiando pelos benefícios morais e materiais que os dignifiquem. Assim tem este semanário procedido, assim pretende proceder, na lealdade com que ausculta as reivindicações do meio em que vive, perscrutando os legítimos anseios dos que trabalhavam no Ribatejo, sem deixar de viver – como é óbvio – os problemas de quantos trabalhadores vão pelo mundo. Para além daquela predominância ribatejana não pode deixar de ter função política. Politicamente, considera-se apartidário este periódico, o qual, como órgão de informação, não pode deixar de manter tanto no seu processo de comunicação, como na sua disciplina interna, aquele sentimento de unidade que sempre irmanou todos os colaboradores da imprensa, assegurando ao público aquela requerida isenção, que nunca deixou de ser a sua norma de conduta. Propriedade da firma João Arruda, Sucessores, Limitada, ideológica e economicamente independente, vive este periódico apenas das assinaturas e das receitas provenientes dos seus assinantes e anunciantes. O prosseguimento ininterrupto da sua publicação durante cento e dezoito anos de vida foi sempre alimentado pela colaboração dos que lhe dão concurso intelectual, colocando-o acima de fins meramente comerciais, não abusando nunca da boa fé dos leitores, não encobrindo ou deturpando a informação. Desta forma proclama a sua orientação e objectivos, comprometendo-se a respeitar os princípios deontológicos da imprensa e a ética profissional.

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«CORREIO DO RIBATEJO» – 25-6-2010

MARIA ILÍDIA NOGUEIRA AGENTE DE EXECUÇÃO

ANÚNCIO (2.ª publicação) N.º do Processo: 397/06.9TBSTR Tribunal Judicial de Santarém – 3.º Juízo Cível Exequente: Caixa Geral de Depósitos, S.A. Executado(s): Emília Maria Emídio Coelho e outros Valor: 52.177,50 j Referência interna: PE/27/2006 Nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 15 DE JULHO DE 2010, pelas 14h00, no Tribunal Judicial de SANTARÉM, para abertura de propostas, que sejam entregues até à hora marcada, na Secretaria Judicial, pelos interessados na compra do bem imóvel a seguir indicado: – URBANO, destinado a habitação, correspondente à Fracção “C” - 1.º Andar Dt.º, composto por cinco divisões assoalhadas, cozinha, duas casasde-banho, hall, despensa e arrecadação no sótão, que faz parte do prédio constituído em regime de propriedade horizontal, sito na Rua Gonçalo Mendes da Maia, N.º 18, 1.º Dt.º, em Santarém. Encontra-se inscrito na matriz predial sob o Art.º 1.749-”C”, da freguesia de S. Nicolau e descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o N.º 203-”C”/S. NICOLAU. – VALOR BASE: 80.000,00 Euros. – VALOR DA VENDA: 56.000,00 Euros (70% do valor base, nos termos do Art.º 889.º, N.º 2 do Código Processo Civil). – DEPOSITÁRIO DO IMÓVEL – JORGE CONCEIÇÃO RODRIGUES BRANCA e EMÍLIA MARIA EMÍDIO COELHO, residentes na Rua Gonçalo Mendes da Maia, N.º 18,1.º Dt.º, em Santarém, com as obrigações inerentes do disposto no Art.º 891.º do Código do Processo Civil. Santarém, 11 de Junho de 2010. O Agente de Execução, Maria Ilídia Nogueira Cédula Profissional: 1951


opinião Porque a memória colectiva também se constrói a partir de A. Pena Monteiro múltiplos contributos individuais, dispersos e até divergentes, importa realçar a função aglutinante do Correio do Ribatejo na fixação das perspectivas as mais díspares do crescimento económico e social da nossa terra. Aliás, sublinhe-se a pertinência do pronome possessivo (assim chamado quando estudava), tão demonstrativo do carácter plural do debate sobre o Ribatejo quanto da certeza indelével acerca da inexistência de verdades absolutas ou solução únicas para a resolução de qualquer problema. Por outro lado, o ponto de partida para uma análise, qualquer que ela seja, será invariavelmente o realismo e a objectividade, possíveis ao entedimento humano. E novamente, ficamos aquém do absoluto porquanto tal

Tenho a felicidade de ser constantemente surpreendido. ReCândido de Azevedo centemente na China, num pequeno circo, vi uma cabra ser elevada a 5 metros, e, para espanto meu, a cabra para a frente e para trás num arame andou. Com os quatro cascos passeou em equilíbrio por cima da pista, como de coisa banal se tratasse. Umas semanas atrás, nas Filipinas, vi bácoros a dançar ao canto do dono ….. Com o que se passa em Portugal, surpreendo-me todos os dias. Na área da política claro. A surpresa de hoje (15.4.2010) é a notícia que me chega, de que um antigo oficial do Exército, preso pela Polícia Militar e depois pela PIDE, se candidata pela segunda vez a Presidente da República, logo, por inerência, ao cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas. Candidata-se afirmando ser homem de convicções e com personalidade para o cargo. A prisão a que foi sujeito enquanto militar, não teria importância alguma (veja-se Mário Soares) se não fosse as razões dela, e eu ainda não dei conta do candidato já ter esclarecido porque razão foi preso. Na minha vida de militar também tive 3 dias de prisão, injustamente diga-se, tantos como os louvores que recebi, e não me cai o nome na lama

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CORREIO DO RIBATEJO

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Ode à memória dos tempos, próximos e longínquos não ocorre à dimensão humana. Assim cada um contribui com o que pode e sabe, animado pelo amor à nossa terra, um esforço cujos ecos encntram, felizmente, retorno na vocação do Correio do Ribatejo, periódico devotado aos interesses regionais ribatejanos desde o final do séc. XIX, um tempo anterior ao reconhecimento do Ribatejo enquanto província de perfil identitário, económico, social e cultural específicos; teríamos de aguardar pelo século seguinte para assistirmos a essa consagração. Mas breve, conforme se salienta do processo de diluição desse espaço nas vertentes administrativa, económica e social, ocorrido nas últimas décadas; entretanto assistimos a momentos de afirmação positiva, interna e externa, de outras regiões, uma tendência que saudamos; e todavia, gostaríamos de ver suceder tam-

“A expansão sustentada residirá na prossecução de tendências únicas por específicas à nossa região, tornadas apetecíveis a um mercado alargado e exercitadas de forma sustentada para não pôr em causa o futuro próximo e longínquo do nosso Ribatejo e das suas gentes.”

bém para a nossa região. Certamente ocorreu uma diversificação do perfil económico da área em apreço e uma vitalidade do sector terciário; a nossa cidade, por exemplo, conheceu um crescimento urbanístico apreciável entre as décadas de 80 a 90, inclusivé e sobretudo; um ciclo interrompido pela retirada de sectores-chave da vida da cidade, geradores de riqueza. Tendência também assinalada na regressão de procura de alguns

eventos associados (e emblemáticos da cidade) como a Feira Nacional da Agricultura ou a Feira Nacional de Gastronomia. Confesso, gostaria de pensar que, a breve trecho e apesar da(s) crise(s), a cidade poderia voltar a usufruir de estímulos similares, coadjuvantes da dinâmica que lhe é própria. Porquanto os incentivos nunca serão de mais, regozijo-me com a instalação anunciada de estruturas judiciais de âmbito na-

cional, a qual folgaria ver concretizada quanto antes. Na certeza que tal não será suficiente e em função disso assinalamos com agrado a afluência registada ao último certame agrícola realizado em Santarém e à capacidade de dinamismo demonstrado pela administração do CNEMA. No entanto, também sabemos porque não podemos deixar de saber, que a vitalidade demonstrada nesta edição não restituiu à Feira Nacional da Agricultura / Feira do Ribatejo o fulgor e o protagonismo de outros tempos, não distantes, em que Santarém mandava no mercado. Por outro lado, conhecemos e aplaudimos as iniciativas futuras do CNEMA na atracção de novos públicos (ou velhos se pensarmos no cartaz musical da Feira) através da promoção de novas actividades; e todavia, a questão de fundo sobre o Ribatejo

e o seu crescimento num meio globalizado onde a diferenciação económica, social e cultural avulta em primeira grandeza, mantém-se. Porquanto, e sem prejuízo de fazermos o que todos fazem, a expansão sustentada residirá na prossecução de tendências únicas por específicas à nossa região, tornadas apetecíveis a um mercado alargado e exercitadas de forma sustentada para não pôr em causa o futuro próximo e longínquo do nosso Ribatejo e das suas gentes. E refira-se, nada de inédito ou inovador, conforme todos sabemos… Assim, bem hajam todos quantos amam a sua terra e bem haja o Correio do Ribatejo pelo pluralidade que promove em torno da causa comum do Ribatejo que não é, nem melhor nem pior que as demais regiões deste país; mas eu acredito convictamente ser único.

Portugueses no Oriente

… e a cabra para a frente e para trás, num arame andou! por isso. Quanto a este candidato, a crer nas muitas vozes, identificadas, que por todo o país se levantam, tal prisão deveu-se pela “simpatia que tinha com o inimigo que combatíamos”. É caso para perguntar: mas fez este candidato o seu Juramento de Bandeira? Fez, pois até serviu em África. A ser verdade o que por aí se diz, melhor fora que fugisse logo na sua mobilização. Era mais limpo. Como quem diz: sou homem informado, não concordo com esta guerra, fujo, não faço o meu juramento para com a Pátria. Aqui sim, mostrava ser homem de convicções, como afirma. Um colega meu do liceu, logo nos primeiros dias da recruta, urinava nas calças sempre que ouvia um tiro. Porque lhe esperava alguns anos de tiros à frente e não pretendia andar a mudar de calças a toda à hora, decidido, fugiu …. Não jurou, nem nunca mais o viram. Encontraram-no na Suécia depois de 74: gordo, bem instalado com cama, mesa e roupa lavada. Porque envergonhado, e não se querendo aproveitar da situação, digo da revolução, por lá continua. Eu e a esmagadora maioria dos portugueses cumprimos o serviço militar que jurámos; para com a Pátria, não para com

“Recentemente na China, num pequeno circo, vi uma cabra ser elevada a 5 metros, e, para espanto meu, a cabra para a frente e para trás num arame andou. Com os quatro cascos passeou em equilíbrio por cima da pista, como de coisa banal se tratasse. Umas semanas atrás, nas Filipinas, vi bácoros a dançar ao canto do dono ….. Com o que se passa em Portugal, surpreendo-me todos os dias. Na área da política claro.” governos ou regimes, pois como se dizia nesse tempo “ser uma obrigação para com a Nação na defesa da sua terra e das suas gentes”. Tivemos carácter. Fomos inteiros. Mesmo sabendo dos riscos que nos aguardavam. Infelizmente alguns tombaram no campo da honra em serviço de Portugal. Há hipóteses deste candidato, mesmo sem esclarecer as razões da sua prisão, chegar a Presidente. Outros, que até fugiram, conseguiram-no. Aqui no Oriente tal aconteceu, não para o cargo de Presidente da República claro, mas para o de ViceRei na Índia. Eu conto. «Segundo alguns historiadores passou-se tal com Lopo de Albergaria, comandante de um dos 5 navios da esquadra de Afonso de Albuquerque quando este, por ordem de D. Manuel, é

enviado em 1506 como capitão-mor da “costa da Arábia” com o objectivo de combater os mouros, tomar a ilha de Socotrá e aí iniciar uma fortaleza, para fechar aos muçulmanos o comércio no Mar Vermelho. Este trabalho, de combater o bem armado Islão nas suas águas e ao mesmo tempo construir fortalezas em desertos com duros trabalhos e em difíceis condições, exigia coragem, sacrifício e amor pátrio. A estes trabalhos e àquelas traiçoeiras águas três capitães de navios, que perante o monarca haviam jurado servir Albuquerque e o Rei, novatos nestas missões asiáticas e discordantes com o comando enérgico de Albuquerque, desobedeceram e fugiram para a Índia, com Lopo de Albergaria à cabeça. Longe das guerras e dos

sacrifícios, distorcendo as verdades da fuga, viveram estes fugitivos próximos do fragilizado Vice-Rei D. Francisco de Almeida, que acabara de perder o filho na batalha de Chaul. Frequentaram estes o ambiente palaciano com que o rajá de Cochim acolhia os capitães portugueses: mesa farta, naiques tangendo pífaros, bailadeiras envolvidos em excitantes véus, magníficos fogos de artifício. Em 1509 assume Albuquerque o comando da Índia. Lopo de Albergaria parte para Lisboa e na boa vida da rica corte manuelina, entre bobos e jograis, fazendo-se de vítima e valendo-se de amigos de pouca recomendação, tece intrigas procurando influenciar o rei contra o construtor do nosso Império Oriental. E consegueo, pois em 1515 o rei nomeia este fugitivo para o governo da Índia. Da governação de Lopo de Albergaria diz-nos Gabriel de Saldanha: “a disciplina afrouxou, a corrupção foi enervando o braço e o prestígio. Foram os primeiros sintomas que se manifestaram da nossa decadência. (…) com o correr dos anos a Índia ia apodrecendo na devassidão; o cinismo dos governantes, as revoltas e deserções, os roubos...”. Só 30 anos depois essa deca-

dência findaria e o brilho da Índia renasceria, com a governação de D. João de Castro, homem de princípios e transparente, sólido e sem jogos de cintura, comandante único, coerente no discurso e não catavento, de ética imensurável, e de um inquestionável amor à Pátria, que até as barbas precisou de empenhar». Alguma semelhança com o Portugal de hoje? Todas. O povo português desiludido, sofredor, menorizado, farto das corrupções, escândalos, etc., qual bálsamo revigorante nestes tempos conturbados precisa de um líder à imagem de um D. João de Castro. Não conheço o candidato em causa. Verifico poucas semelhanças: talvez a voz de comando, as barbas e o apelo frequente à ética, esta sempre adjectivada de republicana, (não gosto desta adjectivação política, pois limita-a enquanto ciência universal e absoluta; a Ética ou Moral, vale por si). Terá ele os outros atributos de D. João de Castro, tão necessários para nos retirar de imediato do caminho para o abismo, que parece ser o nosso destino, e obrigar o governo a dar um novo rumo a este país? Mas com seriedade por favor … pois ainda somos (e teremos que ser) um país com memória.


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memória

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Santarém Republicana...

Manuel António das Neves Manuel António das Neves nasceu a 1 de Dezembrode18571, em AlburiTeresa Lopes tel, Vila Moreira Nova de Ourém sendo filho de António das Neves e de Jacinta Maria.2 Muito novo fixou-se em Santarém onde começou a trabalhar como empregado comercial. Casou com Maria José Lopes Neves (Amiais de Cima, 1864 – Santarém, 9/1/1950)3 e passou a residir na freguesia de Marvila. Em 1885, aparecia referenciado como comerciante no ramo dos fanqueiros e modas4. Em 1907, estabeleceu-se como comerciante e proprietário do Armazém Novo situado na Praça Visconde da Serra do Pilar, antigo estabelecimento de Neves & Fonseca.5 Esta casa de atacado e retalho aparecia publicitada como “um dos primeiros estabelecimentos da província, pela quantidade de variedade de seus artigos de vestuário ou de luxo, todos os artigos para roupa branca, de uso pessoal, de quarto, de casa de jantar, de cozinha. Tem de todas as fazendas das classes de fanqueiro, modas, retroseiro, mercador, chapelaria, camisaria, gravatas, malas, baús, leitos e lavatórios. Grande quantidade de guarda-sóis e sombrinhas, em todas as qualidades. Como a maior parte das suas compras são feitas directamente, pode vender nas melhores condições…” 6 . O Armazém Novo que fazia preços especiais para as modistas e enviava amostras para todos os locais, em 1908 era a casa “… depositária em Santarém, de Anjos & C.ª, para a venda de tripa, vendendo-a nas mesmas condições em que é vendida na origem.”.7 Em 1917, o Armazém Novo já pertencia ao sucessor de Manuel António das Neves, Francisco Correia.8 Em Abril de 1905, juntamente com Fernão Pires e Manuel Maria Oliveira adquiriu o Hotel Duarte por trespasse de cinco contos dando-lhe o nome de Hotel Central.9 Manuel António das Neves abraçou o ideário republicano. A 17 de Julho de 1904, participou na recepção em Santarém a Bernardino Machado, organizada pela Associação dos Empregados do Comércio de

Manuel António das Neves abraçou o ideário republicano

Santarém.10 Para além de membro do Partido Republicano, fundou e dirigiu juntamente com o advogado José Montez o jornal republicano O Debate entre 5 de Dezembro de 1907 e 11 de Fevereiro de 1909, quando o tipógrafo José Avelino de Sousa o substituiu como proprietário do jornal. Posteriormente, tornou-se membro do Centro Eleitoral Republicano de Santarém que funcionou na sede de O Debate e que a partir de 1908 desempenhou intensa campanha contra o poder monárquico. Com base na sua biblioteca pessoal e nas suas relações de amizade com homens como Sebastião Magalhães Lima, pode concluir-se que Manuel António das Neves era maçon tendo sido membro da Loja Liberdade n.º 247, de Santarém, que praticava o rito francês transitando em 1908 para o rito escocês antigo e aceite. A Loja foi extinta em 1913.11 A 6 de Outubro de 1910, um dia após a Revolução Republicana, Manuel António das Neves tomou posse como membro da Comissão Municipal Republicana juntamente com José Madeira Montez, Abílio Caldas Nobre da Veiga, José

Durante anos, Manuel António das Neves colaborou com a imprensa nomeadamente com o Correio da Extremadura de João Arruda. As relações entre estes dois republicanos deterioraram-se “… por um deplorável equívoco, quando, como presidente duma comissão municipal, se julgou visado por este jornal, a propósito de uma doação feita à junta de freguesia de Casével duns baldios que eram do município, como depois se demonstrou pela sua venda, regulada pelas leis de desamortização. Isto deu motivo a um processo de imprensa em que este jornal saiu triunfante, porque lutava pela verdade e pela justiça.”11.

António Pereira, Artur Dionísio Figueiredo, António Madeira Cabral e Manuel Maria de Oliveira, na presença do presidente da Comissão Distrital Republicana, Anselmo Augusto da Costa Xavier.12 As calçadas na cidade, as freguesias de Alcanhões, S. Vicente do Paúl, Pombalinho, Vale de Figueira, Achete e Póvoa de Santarém constituíram os

seus pelouros. Em 1918, Manuel António das Neves exerceu durante um ano o cargo de presidente da Câmara Municipal de Santarém, enquanto membro do Partido Nacionalista. Durante anos, Manuel António das Neves colaborou com a imprensa nomeadamente com o Correio da Extremadura de João Arruda. As relações entre estes

dois republicanos deterioraram-se “… por um deplorável equívoco, quando, como presidente duma comissão municipal, se julgou visado por este jornal, a propósito de uma doação feita à junta de freguesia de Casével duns baldios que eram do município, como depois se demonstrou pela sua venda, regulada pelas leis de desamortização. Isto deu motivo a um processo de imprensa em que este jornal saiu triunfante, porque lutava pela verdade e pela justiça.”13. Manuel António das Neves foi sócio e dirigente de diversas colectividades da cidade de Santarém como a Associação Comercial, a Associação dos Empregados do Comércio, o Grémio Literário Guilherme de Azevedo e os Bombeiros Voluntários. Também foi membro dos Montepios Artístico de Santarém sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, Geral de Nossa Senhora do Carmo de Santarém e Geral de Santarém. A 16 de Junho de 1912 tornou-se irmão da Santa Casa da Misericórdia de Santarém.14 Em Novembro de 1923, foi nomeado agente do Banco de Portugal em Faro15, funções que desempenhou posteriormente em Setúbal. Nos últimos anos de vida encontrava-se retirado da política “… pelo desânimo com que via caminhar as coisas públicas.” 16. Para este estado de espírito terá contribuído a extinção de O Debate com o seu último número publicado a 28 de Outubro de 1926. Manuel António das Neves faleceu em Marvila, Santarém, a 7 de Outubro de 1927, à uma hora da manhã em consequência da doença que o afligia desde Maio desse ano.17 O seu funeral realizou-se no dia seguinte, pelas 11 horas, para o Cemitério Público de Santarém com a presença de muitos amigos, correligionários e representantes do Partido Nacionalista, da Associação Comercial de Santarém e do Montepio Geral de Santarém. Junto ao jazigo de Silva Pereira, onde o corpo de Manuel António das Neves ficou provisoriamente depositado, foram ouvidos os discursos de Acácio Borges da Silva, Vaz de Sousa e Hermínio de Almeida.18 Nos seus Assuntos de Santarém, Laurentino Veríssimo es-

creveu “… eu com ele [Manuel António das Neves] muito convivi respeitando-o sempre e tendo-o na conta de homem sério, amigo e honrado. Paz à sua alma.”19. O vereador capitão Lino Valente, na reunião da Câmara Municipal de Santarém de 5 de Janeiro de 1928, propôs “… que em homenagem às virtudes cívicas e morais do prestante cidadão e indefectível republicano que em vida se chamou Manuel António das Neves, seja dado o seu nome ao actual Largo dos Pasteleiros”20. A proposta foi aprovada por unanimidade e aclamada por outros cidadãos como Hermínio de Almeida. Este, em carta a João Arruda, datada de 18 de Janeiro desse ano aclamava a justiça da homenagem.21 Os testamenteiros de Manuel António das Neves, Júlio Ferreira Alves, Ary Belchior Nunes Júnior e António Madeira Cabral, entregaram à Câmara Municipal de Santarém os bens legados: setenta e cinco acções da extinta Companhia das Águas de Santarém e os livros se encontravam na casa do falecido, no Largo dos Pasteleiros n.º 5. Estes integraram o espólio da Biblioteca Camões. —————

NOTAS: Cf. Correio da Extremadura, n.º 763, 25/11/1905, p. 2. 2 Cf. Registo dos Cadáveres Depositados no Cemitério Público do Concelho de Santarém, AHCMSTR, Liv. 1219. 3 Cf. Correio do Ribatejo, n.º 3065, 14/1/1950, p. 8. 4 Cf. Campos, Carlos Augusto da Silva, Almanach Commercial de Lisboa para 1886, Ano VI, Lisboa, Lallemant Frères Imprensa, 1885, p.233. 5 Cf. Correio da Extremadura, n.º 630, 9/5/1903, p. 2. 6 O Debate, n.º 1, 5/12/1907, p. 1. 7 Idem. 8 Cf. O Reclamo, n.º 1, 14/10/1917, p. 4. 9 Cf. Correio da Extremadura, n.º 731, 15/4/1905, p. 2. 10 Cf. Idem, n.º 693, 23 /7/1904, pp. 1-3. 11 Cf. A Maçonaria e a Implantação da República, Lisboa, Fundação Mário Soares e Grande Oriente Lusitano, 2009, p. 27. 12 Acta da Comissão Municipal Republicana de Santarém, 6/10/1910, pp. 129v-130. 13 Correio da Extremadura, n.º 1901, 8/10/1927, p. 2. 14 Cf. Novo Compromisso da Santa Casa da Misericórdia e Hospital de Nosso Senhor Jesus Christo de Santarém, Lisboa, Lallemant Frères Typographos, 1870. 15 Cf. O Debate, n.º 732, 29/11/ 1923, p. 2. 16 Cf. Correio da Extremadura, n.º 1901, 8/10/1927, p. 2. 17 Cf. Idem, n.º 1882, 28/5/1927, p. 3. 18 Cf. Idem, n.º 1902, 15/10/1927, p. 2. 19 Laurentino Veríssimo, Assuntos de Santarém, ms., vol. X, pp. 191191v. 20 Acta da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Santarém, 5/1/1928, p. 65v. 21 Cf. Correio da Extremadura, n.º 1918, 4/2/1928, p. 3. 1


memória

Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

CORREIO CENTENÁRIO Banhos no Tejo Lembramos ao sr. administrador do concelho a conveniencia de fazer policiar a margem do rio para obstar a que o rapazio se lance imprudentemente à agua, no anceio de refrigerio. O calor apertou e não surprehenderá se amanhã tivermos de lamentar qualquer desastre. O tributo annual ao Tejo não é uma flôr de rhetorica: antes se affirma a espaços como um acontecimento tragico que todos lamentam sempre, mas que se torna preciso, antes de tudo, evitar. A soldadesca tambem se não dispensa do banho da liberdade paradisiaca que os arvoredos facultam... às vezes, e por isso não é demais que o digno commandante militar tome o caso na consideração que elle em boa verdade merece. E dito isto, para o distincto engenheiro chefe da secção dos serviços fluviaes appelâmos na convicção de que as banheiras se não farão esperar.

Ultima hora

Afogado no Tejo

Depois de impressa a notícia sob a epigraphe «Banhos no Tejo» deu-se no rio um triste acontecimento: pereceu ali, afogado o menor de 15 annos, Ivo dos Santos, aprendiz do correeiro, quando se banhava, próximo ao mouchão d’Alfange.

ANÚNCIO DA SEMANA

CORREIO DE HÁ 50 ANOS Asilo da Misericórdia

está realizando uma obra de assistência e de educação verdadeiramente modelar,, carecendo de dar aos inválidos instalação maos conveniente

Quem há muito tempo não visitou as instalações do Asilo da Misericórdia desta cidade, albergado no velho palácio que foi dos Viscondes da Fonte-Boa, ali onde corria a muralha da cidade, não pode deixar de ficar surpreso com a transformação material e moral que a instituição sofreu, de alguns anos a esta parte. Recordar os dias miserandos em que os tristes rapazes e os pobres velhinhos ali arrastavam a sua existência desvalida é chorar as desditas dum passado remoto, cuja lembrança nos volta, a dar-nos a opressiva recordação duns rostos macilentos e duma caquexia nauseabunda. À memória vem-nos o quadro esmaecido duma barafunda infantil e duma indigência amargurada. Só a poder de esforços pacientes e compreensão aturada, os responsáveis pela reforma e progresso da instituição lograram desfazer o que tanto afectava a educação e a propria caridade que é timbre da instuição para se chegar ao que hoje ali vemos, ao entrar no remoçado casarão, irreconhecível, reluzente, a branquejar de limpeza, modelo de ordem e de asseio moral. Porque é, sobretudo, este aspecto, de consoladora higiene mental, que impressiona o visitante da mansão dos asilados. Varrida a molesta, bafienta, obsessão da Esmola, parece que a juvenil ranchada dos que naquela casa abrem os olhos para a Vida cobra ânimo diferente, levados por um impulso mais salutar, generoso, de corresponder aos que lhe oferecem mais do que o pão, a certeza duma vida confiante e operosa. Por ali passámos, há dias, certa manhã, em que nos foi dado reconhecer os frutos duma administração que em qualquer parte faz honra a uma instituição desta natureza e muito em especial – o seu a seu dono – à sua directora sr.ª D. Maria Berta Reis, cuja formação moral, inteligência esclarecida, firmeza de orientação e mais requisitos provados há perto de sete anos, não apenas na administração do Asilo, mas no reconhecimento e quase veneração dos seus educandos, mostram que eles tiveram a fortuna de ter à sua beira não apenas uma distinta senhora – mas a melhor das Mães. Muito têm dispensado da sua atenção ao Asilo os últimos proANÚNCIO DA SEMANA vedores da Misericórdia, bastante lhe deram da sua dedicação e assiduidade os seus visitadores, entre eles os srs. Eng. Zeferino Sarmento, capitão Alberto Lima, António de Carvalho, dr. Francisco Calheiros, Temudo Baptista, toda a sua orientação ficando assinalada na obra que ali está patente. Mas a lúcida, zelosa e constante acção de cada hora, intervindo nos debates cruciais do ânimo juvenil, auscultando, prevenindo, aconselhando reprimindo, encaminhando, os que ali vimos e ouvimos, essa ficam eles, – e todos nós também, afinal, – devendo à carinhosa e desvelada orientadora que nos acompanhou nessa manhã, por essas salas e corredores silenciosos, à hora em que apenas era perceptível um zumbido de colmeia na escola, em que leccionava a sr.ª D. Clotilde Ferreira Campos ou o dactilografado sussurro do sr. Humberto Tomaz na Secretaria; os cuidados do perfeito sr. Martinho de Oliveira; e pouco mais. (...)

In: Correio do Ribatejo de 25 de Junho de 1960

In: Correio da Extremadura de 25 de Junho de 1910

CORREIO DO RIBATEJO

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entrevista

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Luís Mira, administrador do CNEMA

“Esta é uma Feira Agrícola, que à noite tem outra vertente” No rescaldo da 47.ª Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo, Luís Mira, administrador do CNEMA (Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas), faz o balanço de um certame que colocou em debate os temas mais actuais da Política Agrícola Comum e conquistou um número crescente de visitantes. Qual o resultado da Feira 2010? Tal como já foi divulgado em Conferência de Imprensa, os visitantes entrados na Feira foram em número de 167.000. Quando se montou a Feira deste ano, o nosso objectivo seria ter o mesmo número de visitantes que o ano transacto, sabendo que tinha menos um feriado e menos uma véspera de feriado. Além deste facto, temos de nos lembrar que 15 dias antes do início da Feira, éramos confrontados, com a hipótese de uma greve dos Camionitas a nível Nacional, que iria coincidir com as datas da mesma, o que é sempre um enorme risco. Mas o que é que tem que ver uma greve dos camionistas, com a Feira do Ribatejo? São factores exógenos, a esta, mas que como se com-

preende tudo tem que ver com a Feira. Alguem se desloca quando existe uma greve, que pára o País? Repare, que quando estamos no lançamento da Feira e este facto se nos depara, fez com que receássemos um pouco. Depois esse facto não aconteceu, e ainda bem para todas as partes, mas lembro que a meio da Feira tivemos a chuva, e quando chove as pessoas não vem à Feira. Pelo que na globalidade e com 38.000 entradas, no último sábado de Feira, conseguimos suplantar o numero de entradas do ano de 2009. Realizaram Seminários e Workshops, sobre temas agrícolas em número suficiente? Esta é uma Feira Agrícola, e como tal, aqui se discutiram os principais temas agrícolas. Foi uma Feira referida em toda a imprensa

sobre o Proder, um encontro de PME que juntou 530 pessoas, um conjunto de encontros organizados pela Fersant, ligadas a outras temáticas importantes, com temas mais científicos. A junção de forças com a Fersant, foi importante? Muito, muito importante. Foram mais de 90 expositores. Um conjunto de sinergias que resultou e que será para continuar e solidificar.

nacional, como sendo de uma extrema importância agrícola, em que estiveram presentes as principais pessoas a nível Europeu, e em que foram debatidos os temas mais actuais da Política Agrícola Comum. Registo que após a sua estada aqui na Feira, o Comissário Europeu nos enviou um comunicado mostrando o seu agrado pelo que aqui tinha observado em toda a Feira. Gostou de ver a diversidade da Agricultura Portuguesa e disse ter sido muito po-

sitiva a sua estada aqui, que lhe proporcionou conhecer um pouco da nossa realidade. De acordo com as suas pretensões, a Política Agrícola deve ser de tal modo flexível que tem de apoiar a Agricultura em Portugal como na Finlândia . Quanto a Seminários e Workshops, chegaram a decorrer três ao mesmo tempo. Foi lançado o livro branco das Florestas, foram referidas aqui pelo Comissário as linhas Mestras da PAC pós 2013, feita uma reflexão

E quanto a expositores e patrocinadores? Existiram em maior número e todos saíram da Feira satisfeitos com os resultados obtidos. As pessoas partiam contentes da Feira e deu-se um facto que não se dava há muito: as pessoas vieram à Feira mais do que uma vez, e isso é satisfatório. Como correram as vendas directas a consumidores, de que falámos antes da Feira? Muito bem, com alguns factores a melhorar no próximo ano, tais como, ser inconcebível ter produtos que se provam, como azei-

te e vinho, mas que depois não existiam para venda na “Mercearia da Feira”. É mau para o expositor que deixa de vender, e é mau para a Feira que vê um consumidor sair da Feira, sem comprar o que pretendia. É o que falávamos antes da Feira: a venda tem um momento e os produtores tem de perceber que, se dão a provar, o passo seguinte é indicar a compra. Para tal tem de existir o produto na Feira. Agora quanto a vendas, facturou-se mais que no ano de 2009. Esta é uma Feira Agrícola voltada para os agricultores, com maquinaria , gado, e todas as vertentes agrícolas, mas não nos podemos esquecer dos consumidores, e esta nave a que nos referimos é um espaço para o consumidor. A Feira à noite tem uma componente diferente, que é os concertos, as largadas os bares, etc, etc, similar a todas as importantes Feiras Internacionais. É pena que existam ainda pessoas que não entendem esse facto, que só pode ser mencionado por desconhecimento ou por querer dizer mal. António Rhodes Sérgio

vinhos

Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2010

Tinto da Região do Tejo eleito “O Melhor Vinho” O Vinho Tinto da Região do Tejo ‘Quinta da Lapa Reserva 2008’ foi eleito o melhor vinho na edição de 2010 do Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados (CNVE). Produzido na Azambuja, pela Agrovia, o ‘Quinta da Lapa Reserva 2008’ conquistou o Prémio IVV (Instituto da Vinha e do Vinho), galardão que destaca o vinho que obteve a mais alta pontuação entre os mais de 700 rótulos que integraram a competição deste ano. Recorde-se que, a somar a esta distinção, a Região do Tejo viu recentemente outro dos seus vinhos, o ‘Casal da Coelheira Rosé 2009’, ser considerado o melhor rosé do mundo no Concurso Mundial de Bruxelas, competição onde foi agraciado com o ‘Best Wine Trophy’, prémio atribuído ao vinho que obteve o melhor resultado absoluto na sua categoria. E ainda mais uma distinção de relevo. Na última semana de Maio, a Região do Tejo viu um dos seus vinhos ser o único português pre-

miado na SIAL, China. O Vinho do Tejo “Cabeça de Toiro Reserva Tinto 2007” foi o único vinho português distinguido na 11ª edição do ‘Best Buy SIAL China 2010’, uma competição internacional entre os vinhos dos produtores presentes na Feira, que visa premiar os vinhos que apresentem a melhor relação qualidade/ preço. “O facto de, o melhor vinho português na SIAL, o melhor rosé do Mundo e agora o melhor vinho na edição de 2010 do CNVE serem produzidos na Região do Tejo, representa uma demonstração inequívoca de que os padrões de qualidade na produção dos nossos vinhos evoluíram para um nível de excelência”, refere José Pinto Gaspar, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo. Entre os vinhos do Tejo premiados no CNVE 2010, um outro tinto, o ‘Terra Silvestre 2008’, produzido pela Agro-Batoréu, esteve em evidência, ao figurar entre o restrito lote de 11

Prémio O Melhor Vinho CNVE 2010

Medalha Prestígio CNVE 2010

O Melhor Vinho O Melhor Rosé do Mundo – Concurso Português Mundial de Bruxelas SIAL – CHINA

vinhos nacionais que conquistaram a Medalha de Prestígio, prémio reservado aos rótulos que somaram

um mínimo de 94 pontos. A qualidade dos vinhos tintos do Tejo foi ainda reforçada com a conquista de duas Medalhas de Ouro, pelos vinhos “Casal da Coelheira Reserva 2008’ e ‘Marquesa Cadaval 2007’, produzidos pelo Centro Agrícola de Tramagal e pela Casa Cadaval, respectivamente. Refira-se ainda que o Produtor Fiúza & Bright foi o único da Região Tejo a coleccionar duas distinções, com os vinhos ‘Fiúza Ikon Tinto 2008’ e ‘Fiúza Premium Branco 2009’ a receberem Medalhas de Prata. O leque de Vinhos do Tejo condecorados pelo CNVE 2010 compõe-se com a atribuição de mais quatro Medalhas de Prata, distribuídas por dois vinhos tintos de 2007 e por dois vinhos brancos de 2009. Assim, foram premiados os vinhos ‘Conde de Vimioso Tinto Reserva 2007’, produzido pela Falua Sociedade de Vinhos e ‘Quinta de S. João Batista Special Selection 2007’, do produtor Enovalor Agro Turismo,

Acções de promoção da CVR no Estrangeiro – Angola A CVR do TEJO vai estar no Mercado Angolano a promover os Vinhos do Tejo, na última semana de Junho. O programa desta acção promocional contempla os seguintes eventos: 29 de Junho – Prova de Vinhos do Tejo no Hotel Praia Morena - BENGUELA; 1 de Julho – Prova de Vinhos do Tejo no Restaurante no Complexo Hoteleiro da Endiama - LUANDA. Os Produtores que vão estar presentes nesta acção são cinco: Quinta da Alorna, Quinta Vale de Fornos, Quinta da Lagoalva,Quinta do Casal Monteiro/Talhão e Vale d’ Algares. bem como os vinhos ‘Companhia das Lezírias Branco 2009’, produzido pela Companhia das Lezírias e ‘Guarda-Rios Branco 2009’, do produtor Quatro Âncoras. Adicionalmente, 34 vinhos da Região receberam Diplomas de Mérito. O CNVE 2010 decorreu entre 11 e 14 de Maio no

Centro Nacional de Exposições, em Santarém, tendo reunido 250 personalidades do sector vitivinícola, entre Masters Sommeliers, Sommeliers, Enólogos, Jornalistas Internacionais e Nacionais, com o objectivo de apurar os vencedores das 177 medalhas atribuídas, entre os mais de 700 vinhos a concurso.


agricultura

Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Universidade de Verão do PS discute futuro da Agricultura no Ribatejo Discutir a temática agrícola e o mundo rural é o objectivo da Universidade de Verão que o Partido Socialista promove hoje e amanhã no cine-teatro de Almeirim. O dia de hoje (sexta-feira) é dedicado a visitas a explorações agrícolas, hortofrutícolas, adegas e unidades agro-industriais instaladas nos concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça e Coruche. Paulo Fonseca, presidente da Comissão Política Distrital de Santarém do Partido Socialista, em conferência de imprensa, segunda-feira, na sede do PS em Santarém, disse que esta “acção política” procurará debater os principais pontos por que se rege a nossa agricultura, entre eles “tentar inverter a tendência para a desertificação” na ocupação dos terrenos para agricultura que, em sua opinião, “é preciso combater”.

António Gameiro, Paulo Fonseca e Manuel Afonso apresentaram a Universidade de Verão do Partido Socialista

A Universidade será um “espaço de reflexão” sobre

diferentes temáticas ligadas ao sector, por exemplo, o

“novo paradigma” da alimentação na Europa, incên-

dios florestais e a agricultura no Ribatejo. “Pretendemos deixar a imagem de que o Ribatejo é um celeiro do país, onde se produz o que é necessário para a mesa dos portugueses,” disse Paulo Fonseca na conferência de imprensa. Conde Rodrigues, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna abordará amanhã (10h30) o tema “Segurança Comunitária no Meio Rural”, seguindo-se Gabriela Ventura, gestora PRODER. Antes do almoço o deputado Miguel Freitas, coordenador dos deputados socialistas na Comissão de Agricultura, abordará o tema “A Agricultura em Portugal: realidade e desafios”. À tarde, Nuno Russo, director Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo falará sobre “O Sector Agro-alimentar

em 2010”, seguindo-se Amândio Torres, presidente da Autoridade Florestal Nacional e Rui Barreiro, secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural que apresentará a comunicação “A Agricultura no Ribatejo”. Um dos temas fortes da tarde terá como protagonista Capoulas Santos. O deputado Europeu falará sobre “A nova PAC”, um tema que, segundo Paulo Fonseca, “é sempre de grande conflito” e que procurará “pistas de terapêutica” para as negociações da PAC até 2012. O ministro da Agricultura, António Serrano encerra a ‘Universidade de Verão’ do PS numa comunicação que tem por tema “O futuro da Agricultura”. Paulo Fonseca encerra os trabalhos com a intervenção final, intitulada “Futuro do Ribatejo”, durante o jantar de encerramento. JPN PUB

Equibravo: Loja Rural Acaba de abrir ao público em Benfica do Ribatejo um amplo espaço comercial, cuja sua principal finalidade, é a venda de rações. O espaço, mesmo na estrada principal que atravessa Benfica do Ribatejo, é a garagem do posto de abastecimento da mesma localidade, onde mediante algumas modificações, se criou um ambiente muito agradável, propício a uma montra de rações multimarcas para animais sejam cavalos, caninos, gatos, pombos, toiros, patos, galinhas… A mais valia deste espaço, para além da sua centralidade, é o know-how, de Carlos Lucas Martins (o popular Caloca), ligado ao mercado de rações há mais de 25 anos. “Caloca, estive fora, cheguei ontem, tenho que ir amanhã para um concurso Hípico, e estou sem ração para os cavalos. Isto eram 10 horas da noite, e tinha os cavalos em Aveiro. Pois quando batiam por volta das 2 da madrugada, lá estava o Caloca a entregar ração. Isto são atitudes que não se esquecem, e que definem o sentido comercial e de fidelidade mútuo que tenho com este Homem”, afirma um cliente ao sair da Equibravo – Loja Rural. Como em todos os negócios, o serviço e a fidelização são fundamentais, pelo que… boa sorte Caloca!

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missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 27, às 19 horas, na igreja de Alcanhões, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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Faleceu a 17-6-2010

Faleceu a 18-6-2010

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pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

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eus pais, filha, irmãos, S cunhados, sobrinhos e restante família recordam com pro9632

funda dor e saudade a passagem do 4.º aniversário do seu falecimento.

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eu filho, nora, neto e bisneto agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

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MISSA DO 2.º MÊS 9624

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eus filhos, genro, nora e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 27, às 9.45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Agência Funerária Telef.

Missa do 82.º Aniversário Natalício 25-6-1928 – 25-6-2010 9625 eu marido, filhos, genros, noras e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 27, às 9.45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

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Faleceu a 21-6-2010

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AGRADECIMENTO E MISSA DO 7.º DIA

AGRADECIMENTO

9653

Faleceu a 14-6-2010

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ua esposa, filhas e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa de 7.º dia, pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 27, às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo – Hospital Velho, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Agência Funerária Campeão, Lda. Telef. 243325074 – Santarém TORRES NOVAS

9636

S

eus filhos, noras, genro, netos e bisnetos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

AGRADECIMENTO A família de Isaura Nogueira Serrafo vem por este meio agradecer à Residencial Lar da Minha Mãe do Cartaxo a maneira carinhosa como sempre foi tratada durante os 3 anos e dez meses que esteve naquele Lar. À D. Maria Fernanda e suas colaboradoras Dr.ª Jaquelina, Dr. Pedro Alves e enfermeira Paula Vieira. A todos muito obrigado.

MARIA DO CÉU D ’ALMEIDA ANTUNES VIL VILAA CABRAL MARQUES Missa do 7.º Dia e Agradecimento

9640

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eus filhos, neta e restante família participam que hoje, dia 25, pelas 19 horas, na igreja de S. Nicolau, será celebrada missa pelo seu eterno descanso, agradecendo desde já a todas as pessoas que se dignarem assistir a esta celebração assim como às que a acompanharam à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Loja Santarém Scalabitana

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NOVENA INFALÍVEL 8564 h Jesus que disseste! Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá. Por intermédio de Maria, Vossa Santíssima Mãe, eu bato, procuro e Vos rogo que minha prece seja atendida (menciona-se o pedido). Oh! Jesus que disseste: Tudo o que pedires ao Pai em meu nome Ele atenderá. Com Maria Vossa Santa Mãe, humildemente rogo ao Pai em Vosso Nome que minha prece seja ouvida (menciona-se o pedido). Oh! Jesus que disseste: O céu e a Terra passarão mas a minha palavra não passará. Com Maria Vossa Mãe Bendita eu confio que a minha oração seja ouvida (menciona-se o pedido). Rezar três Avé-Marias e uma Salvé-Rainha. Em casos urgentes esta novena deverá ser feita em 9 horas. Mandar publicar por ter alcançado uma grande graça – M.A.

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sus que disseste: pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá. Por intermédio de Maria Vossa Mãe Santíssima eu bato, procuro e Vos rogo, que a minha prece seja ouvida (menciona-se o pedido). Ó Jesus que disseste: tudo o que pedires ao Pai em meu nome, Ele atenderá, com Maria Vossa Santa Mãe, humildemente rogo ao Pai, em vosso nome minha prece seja ouvida (menciona-se o pedido). Oh Jesus que disseste: O Céu e a Terra passarão, mas a minha palavra não passará, com Maria Vossa Mãe Bendita, eu confio que a minha oração seja ouvida. (Rezar três Avé-Marias e uma Salvé Rainha. Em casos urgentes esta novena deverá ser feita em nove horas seguidas. Publicar a Oração assim que receber a graça). Agradeço a graça recebida. – C.

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“CORREIO DO RIBATEJO” – 25-6-2010

ARLINDO DA CONCEIÇÃO RODERA AMOR Missa do 81.º Aniversário Natalício 1-7-1929 – 1-7-2010 Quinze anos nos separam. De dor e tristeza Nunca te esaquecemos da tua grande nobreza. Partiste para o Céu!... Foste ao encontro do Senhor!... Para a Vida Eterna No Amor da Ressurreição e na Glória do Senhor Fiquei zózinha e triste. 9623 ua esposa, irmã e restante família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 1 de Julho, às 18 horas, na igreja de S. Tiago – Torres Novas, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

EMÍLIA DA CONCEIÇÃO BOTEQUIM Faleceu a 20-6-2010

Agradecimento e Missa do 7.º Dia 9659

S

ua filha, genro e netas agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será rezada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 27, às10.30 horas, na igreja de Achete, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ALICE DA CONCEIÇÃO OLIVEIRA 9 Anos de Eterna Saudade 25-6-2001 – 25-6-2010 eu marido, filhos, nora, S genro e netos participam que será celebrada missa pelo

9639

seu eterno descanso amanhã, sábado, dia 26, às 11 horas, na igreja da Piedade, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ALTO DOS FORNOS – TREMÊS

«Campeão», Lda. SEDE: Estrada de S. Domingos, 27 - A – SANTARÉM

EDITAL – N.º 76/2010 – RICARDO GONÇALVES RIBEIRO GONÇALVES, Vereador do Trânsito da Câmara Municipal de Santarém.

Agência Funerária

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Município de Santarém CÂMARA MUNICIPAL

LUÍS AL VES ROSA ALVES

TORNA PÚBLICO que no âmbito do 3.º Grande Prémio das Escolas do Concelho de Santarém – Corrida de Carrinhos de Rolamentos, o trânsito será suspenso totalmente na Estrada Militar, no dia 25 de Junho de 2010, entre as 08h00 e as 14h00.

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Missa do 30.º Dia

9662

S

ua esposa, filhos, nora, genros e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 27, às 11.30 horas, na igreja de Tremês, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Santarém, Edifício Sede do Município, 17 de Junho de 2010. O Vereador, Ricardo Gonçalves Ribeiro Gonçalves


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Associação Académica de Santarém

Alguém empresta um bronzeador ao Simão? “Pessoal, isto aqui é como dizem: Sol, mar e descanso”. Não se sabe se realmente terá enviado esta mensagem aos amigos, mas é indesmentível que Simão Santos, guarda-redes de vocação, parece ter ido ao Algarve passar férias. O propósito inicial, todavia, nem por sombras seria esse. Afinal, quando no passado fim-de-semana partiu para Vila Real de Santo António com a restante comitiva da Associação Académica de Santarém, o jovem guardião levava em mente a participação na 3ª edição da Copa Foot21, um dos torneios de futebol mais prestigiados a nível nacional. Aquilo com que não contava era que os seus companheiros desta equipa sub-8 não o deixassem integrar activamente as brincadeiras: nos primeiros jogos, duas goleadas retumbantes, sem que a bola chegasse a pentear a relva da área da Briosa. Primeiro, na segunda-feira, os escalabitanos despacharam Os Sandinenses por 8-0; depois, no dia seguinte,

Equipa sub-10 “desaparecida”

É esta a comitiva da Briosa que transportou o nome de Santarém até ao Algarve

trituraram o Quarteirense por 11-0. E Simão assistia a tudo de longe, na toalha, sem poder mergulhar no mar de golos onde se têm banhado os colegas de equipa. No entanto, o pequeno grande guarda-redes sabe que os colegas, ao se aventurarem com tamanha confiança em terrenos tão avançados, algum dia ficarão sem pé… para o golo, e, nessa altura, estará pre-

parado para vestir a pele de nadador-salvador, reanimando-os para o jogo nos momentos em que subir a maré ofensiva dos adversários. Na realidade, a tendência aponta, precisamente, para o crescimento inevitável do grau de dificuldade dos desafios. Convém estar atento, pois há-de aparecer por ali um tubarão quando menos se esperar…

Este conjunto sub-8, orientado por um corpo técnico composto por Valter Vasconcelos, João Rodrigues, João Alagoa e Luís Afonso, evoluiu nas duas partidas com Simão, Tomás Penteado (1 golo), Henrique Afonso (4), Diogo Mantas, Tito Reis, Miguel Mata, Filipe Arsénio (1), Salvador Coutinho (2), José Libério (1), Francisco Oliveira (8), José Patrício e João Marecos (1).

Ai, ai… (Suspiro) Mas que grande repasto!

Os bilhetes para a elite custam 20 mil euros Este é já o terceiro ano consecutivo em que a Académica participa na Copa Foot21, orgulhando-se de ostentar o prestigiante estatuto de totalista. O evento, destinado a crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos de idade, tem aglutinado em Vila Real de Santo António, desde o dia 20 de Junho, 120 equipas, o que corresponde à presença de cerca de 1800 jovens participantes. O encerramento das hostilidades está marcado para este domingo. Na apresentação oficial da comitiva e dos novos equipamentos, sessão que teve lugar no Restaurante El Galego, o líder máximo da Briosa, António Melão, congratulou-se pela “presença do clube, desde o primeiro momento, num dos torneios infantis com maior projecção

Dirigentes da Académica apresentaram os contornos do projecto

ao nível nacional”, salientando que, “mais do que os resultados desportivos, que felizmente têm sido positivos ao longo dos anos, o que realmente valoriza esta participação é a experiência única e inesquecível que se proporciona a estes miúdos”. Desta forma, os atletas de

palmo e meio poderão, durante uma semana, começar a familiarizar-se com a rotina experienciada pelos craques consagrados, estagiando principescamente num hotel, à margem das famílias, sob a alçada exclusiva dos treinadores. Numa altura “em que todos os clu-

Na competição destinada ao escalão sub-10, o outro que conta com uma representação da instituição academista, as águas têm estado um pouco mais revoltas. Por ora, não há confirmação oficial de qualquer afogamento, mas, na terceira ronda da prova a Académica foi dada como desaparecida: derrota por 0-10 com o Foot21, num desafio em que, definitivamente, os escalabitanos não estiveram sobre o relvado. As buscas prosseguiam na quarta-feira, antes do fecho desta edição, e, na altura, diante do Bellavista e do Arcozelo, um reencontro com os índices de qualidade usuais nesta equipa poderia fazê-la chegar à costa dos quartos-de-final. No entanto, na primeira ronda, antes do trágico episódio, a bandeira verde até esteve hasteada: a Briosa esmagou os açorianos do Vitória do Pico por 7-0 e flutuava, relaxadamente, numa onda de confiança.

Depois, já com a bandeira amarela ao vento, o encontro com uma incómoda alforreca provocou comichões desagradáveis, muito embora os jovens escalabitanos não se tenham atrapalhado, mantendo-se à tona à custa das braçadas pujantes de João Almeida (dois golos e um penalty desperdiçado). O Alcochetense, candidato a grandes na competição, soçobrava assim por 1-2. Os tentos da Académica nestes primeiros três encontros foram rubricados por Gonçalo Guerra (3), João Almeida (2), Rodrigo Pascoal (1), João Colaço (1), Zé Maria Salvador (1) e João Melão (1). Toda a actividade destas equipas sub-8 e sub-10 desenrolam-se sob atenta vigília dos pais e encarregados de educação, que, neste contexto, desejam certamente que os filhos não se fiquem pela praia: gostam de os ver mergulhar nas águas do sucesso e não se importarão que vão para longe. Bem longe… na competição. Sérgio Fernandes

bes enfrentam sérias dificuldades”, o presidente da Briosa atribui a viabilidade desta iniciativa não só ao alargado lote de patrocinadores, como também, e essencialmente, aos encarregados de educação, cujo “apoio é a prova da vitalidade de um clube à beira de completar 80 anos de vida”. A Académica, além deste certame em solo algarvio, dirá presente igualmente na Aveiro Cup e na Lisboa Cup, provas assinaladas a maiúscula no calendário nacional e que implicam, segundo Melão, “um terço do orçamento normal do clube, ou seja, uma verba a rondar os 20 mil euros”. Afinal, o preço a pagar para “assegurar o futuro destas crianças e lhes proporcionar bem-estar”. Acha caro? SF

No próximo dia 23 de Outubro, previsivelmente na sede da Associação Académica de Santarém, realizar-se-á um convívio que visará aglomerar antigas personalidades ligadas à quase octogenária instituição, desde ex-atletas a ex-dirigentes. O evento surgirá na senda daqueles que tiveram lugar em meados de Março e, bem mais recentemente, no passado dia 19 de Junho, altura em que vinte e seis briosos convivas trocaram memórias repetidas, colando-as firmemente na caderneta da imortalidade. O ambiente de intensa nostalgia motivou um Suspiro, contabilista que esteve encarregado de confeccionar a refeição, reclamando o mérito de ter deixado os compinchas a fazer contas aos quilogramas extra que coleccionaram, tão aprazíveis estavam os temperos que retirou da cartola. Os interessados em assegurar a titularidade no próximo encontro deverão contactar Waldemar Marcelino, o promotor da iniciativa, através do e-mail marcelino.wmarcel@hotmail.com. SF


desporto

Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Vitória Clube de Santarém

A sirene tocou? O Tomás presta assistência(s) Na primeira parte, o bólide azul estampou-se. Amolgou-se. Mas não caiu para a ravina. Com os cintos bem apertados, os pequenos vitorianos conseguiram escapar praticamente ilesos do acidente aparatoso que chegou a assustar os familiares no início da partida realizada pelo Vitória Clube de Santarém no passado sábado, no Pavilhão Municipal de Santarém, frente à Academia Soccer Scalabis. Refeitos do abalo, e revitalizados pelo pronto socorro prestado por um paramédico do golo chamado Tomás, os anfitriões, ainda que com algumas inversões na marcha do marcador, acabaram por recuperar a lucidez necessária para descortinar o caminho do seu lar: 9-8. Sim, lar, porque atendendo aos últimos resultados averbados é a ganhar que a primeira equipa de escolinhas de futsal de Santarém se sente realmente em casa. O episódio divide-se em duas partes. Após dezassete minutos de circulação tranquila, culminada com um avanço confortável do Vitória (4-2), ocorreu o citado revés, já no final da primeira metade. Primeiro, surgiu o 4-3, e, logo de seguida, a vitoriana Francisca não reparou no sinal proibido, fazendo em contra-mão o auto-golo que, num ápice, barrou a via para a vantagem e deu origem ao desastre. Não, a máquina do Vitória não bateu contra um poste, que desta feita rarearam os habituais lances de azar que terminam nos travessões. Os seus condutores foram, isso sim, vítimas de autêntico atropelamento por parte de um adversário que até nem circulava em excesso de velocidade: o 4-5 e o 4-6 deram-se, fundamentalmente, por evidente descuido defensivo. Após o sinistro, porém, os

BREVES ATLETISMO. No último fim-de-semana, em Guimarães, Michael Fonseca (JD Almansor) foi o atleta da Associação de Santarém em evidência, batendo o recorde distrital do lançamento do martelo no Campeonato Nacional de Juvenis. TIRO AO ALVO. A equipa da TAP sagrou-se ven-

O técnico Marco Macedo conta com Ricardo, Inês, Bibi, João Domingos, Diogo, Tomás V., Tomás A., João Francisco (em cima), Gabriel, Francisca, Tiago e Bia (em baixo)

CORREIO DO RIBATEJO

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Torneio de Futsal Pedro Costa

Finalmente decidiram coser as “meias” rotas A caminhada realizada, até então, em terrenos ardilosos levava a crer que, no final, as “meias” podiam sair furadas. No entanto, os remendos já começam a ser cosidos e, após três jogos em que descalçaram inesperadamente um triunfo que chegaram a ter nos pés, os veteranos do Vitória Clube de Santarém parecem ter finalmente razões para sorrir. O apuramento para as meias… finais do Torneio de Futsal Pedro Costa (para muitos o mais prestigiado certame do género a nível distrital) está agora à distância de uma vitória na última jornada. Tudo graças a um épico 4-3 obtido dramaticamente defronte de uma das equipas da casa, o FC Goleganense, e que deixa os vitorianos provisoriamente no quarto lugar do grupo, o último posto que permite o acesso à fase decisiva da competição. No final, o guardião Luís Moretto Casaca, herói da partida, atribuiu o sucesso ao “espírito de grupo que reina neste clube e que em breve o tornará um dos maiores do distrito”, mostrando-se galvanizado por descobrir a magia de uma instituição “que permite a prática do futsal a atletas dos 5 aos 100 anos”. Neste encontro, que marca a histórica primeira vitória “oficial” desta recém-criada formação, perfilaramse Casaca, Silvino, Marco Rodrigues (3), Pedro Garrido (1) e João Almeida; Luís Martins, João Ferreira, Carlos Veríssimo, Luís Carvalho e Santos. Paralelamente à acção na quadra, os vitorianos continuam a… bar cartas na Taça Amizade: a liderança isolada leva a crer que o futuro nesta competição será sempre, incontornavelmente, imperial.

atletas azuis, humildes e conscientes, declararam-se culpados e aceitaram pagar a multa de seis golos. Mas não ficaram sem carta… branca para atacar. Findo um curto intervalo, durante o qual soaram as sirenes de alarme, rapidamente surgiu um Tomás Veríssimo voluntarioso, que se prontificou a prestar assistência(s) aos esfolados companheiros: além de assinar dois golos, fez os passes para outros quatro. Tudo em apenas vinte e cinco minutos. Assim, estas abruptas alterações (a)tomás… féricas resultaram numa pujante tempestade nos terrenos da Soccer Scalabis, equipa que, penando para se movimentar contra o poderoso vendaval que soprava na sua direcção, acabou por colidir contra… Figueiras que os vitorianos decidiram plantar junto à sua área. Tiago Figueiras, o capitão, reduziu a distância logo cedo,

acelerando para o 5-6. O treinador vitoriano, um adepto confesso do tuning futsalístico, modificou algumas peças, e a máquina logo arrancou com pujança: Ricardo Ferreira, até então sem carta finalizadora, sentou-se pela primeira vez ao volante do golo, reduzindo para 6-7; pouco depois, Agostinho, o outro Tomás da companhia, empatou a partida, depois de meter a… sétima velocidade (7-7). Favas contadas? Nada disso: a Soccer Scalabis ainda voltou a esvaziar inesperadamente os pneus vitorianos (7-8), mas Tomás Veríssimo, que na sua faixa de rodagem continuava a ultrapassar os adversários vezes sem conta, obrigou-os definitivamente a capotar, marcando primeiro, aos 18 mins, e assistindo depois, aos 20, para gáudio de João Domingos. No final, os populares que testemunharam a tragédia da primeira metade re-

jubilavam com a sobrevivência dos heróicos jovens que, ligados à máquina Tomás, conseguiram recuperar miraculosamente os sinais vitais. Doravante, sabem-no, têm de redobrar os esforços para praticar uma condução mais cuidada. No início de viagem apresentaram-se Tomás Agostinho (1), João Francisco, Gabriel, Tomás Veríssimo (2) e Tiago (2); entraram com o veículo em andamento Diogo Takuara (1), Bibi, João Domingos (2), Ricardo (1), Inês Vieira, Francisca e Bia.

Será afinal nos dias 17 e 18 de Julho que o Vitória Clube de Santarém organizará o “Torneio Santarém Futsal 24”, uma prova em formato 24 horas (a primeira realizada na cidade) que

terá lugar na Nave Desportiva do Pavilhão Municipal. As inscrições, limitadas a 16 equipas, estão abertas até ao dia 11 de Julho, sendo que para os três primeiros estão assegurados prémios

monetários. Para mais informações e pormenores acerca dos prémios, da inscrição e dos respectivos pagamentos, contactar 916647126, 919134378 ou vitoriacs@gmail.com.

cedora do encontro de nível nacional realizado, no passado dia 20 de Junho, na sede da Cruz de Cristo, na Portela das Padeiras. A associação organizadora garantiu o terceiro posto, logo após a Casa do Benfica em Santarém. O evento reuniu atletas provenientes de Santarém, Lisboa, Sesimbra, Amadora, Lagoa, Albufeira e Seixal. BTT. A empresa Trilho Per-

dido Lda., em parceria com a Associação de Ciclismo de Santarém, organizará o Campeonato Regional de Maratonas BTT Santarém, que girará pela zona centro do país. A maratona escalabitana, inserida num total de sete, decorrerá no dia 11 de Julho, com início previsto às 10h00, e a meta situarse-á na zona exterior do Complexo Aquático Municipal.

FUTSAL. Até ao final do mês de Julho, todos os finsde-semana de Vaqueiros serão animados pelo seu primeiro torneio de futsal. A prova já se iniciou e culminará no decorrer das festas da freguesia, entre 30 de Julho e 2 de Agosto. As entradas para o torneio são livres. FÉRIAS DESPORTIVAS. De 5 a 30 de Julho e de 16 a 27 de Agosto, Almeirim, Benfica do Ribate-

jo e Fazendas de Almeirim convidam os mais jovens a integrar gratuitamente as Férias Desportivas 2010. Depois, de 1 a 14 de Setembro, com inscrições pagas, é a vez de Ferreira do Zêzere receber todos os interessados os (com idades entre os 8 e os 16 anos) em experimentar actividades mais “radicais”. Para obter informações sobre ambas as iniciativas: 243595273/4 ou

pavilhão@cm-almeirim.pt ROLAMENTOS. Hoje, dia 25 de Junho, das 09h00 às 13h00, a “Rampa dos Militares”, em Santarém, será o palco do 2º Grande Prémio de Carrinhos de Rolamentos das Escolas do Concelho de Santarém. Estão previstos prémios para os melhores classificados e para as viaturas dotadas de maior originalidade.

As meias-finais já se perfilam no horizonte dos veteranos

Nova data para Torneio 24 horas de Futsal em Santarém


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Ex-União Desportiva de Santarém

Nabais acreditar na pontaria deste Filipe! Por (de)Trás-os-Montes esperava-os uma dupla jornada emocionante, plena de afeições, disputada com o coração. Para além de dois jogos amigáveis, apimentados pela indispensável confraternização inerente a estas iniciativas, os veteranos da União Desportiva de Santarém tinham como meta entregar em mãos um caloroso abraço ao seu antigo guarda-redes Cancelinha, de momento radicado em Bragança. Segundo nota de imprensa disponibilizada pelo clube unionista, o ex-atleta da Selecção Provincial de Angola (que regista ainda no currículo passagens por clubes com tradição no futebol nacional, como é o caso do Desportivo de Chaves) iniciou a sua carreira profissional precisamente na histórica instituição escalabitana. Apesar de, desde então, já se terem aposentado mais de três décadas, os laços de afinidade conservam-se inquebráveis e as adiadas promessas de reencontro concretizaram-se, enfim, no passado fim-de-semana. Os dois desafios agendados, apesar de culminarem em resultados distintos, reduziram-se a um denominador comum: a dupla goleadora composta por Filipe e Nabais, os atletas em destaque nesta digressão nortenha e os únicos que almejaram molhar a sopa. No primeiro jogo, dispu-

TÉNIS 1. Os campos municipais de Torres Novas, situados na Quinta da Silvã, acolherão todos os interessados em participar, amanhã e domingo, no Torneio de Verão. O certame destina-se a todas as faixas etárias e os interessados deverão efectivar as suas inscrições no recinto de jogo. Para mais informações: 925414335. TÉNIS 2. Luís Seabra foi eleito presidente da Direcção do Clube de Ténis de Santarém. A lista vencedora foi aprovada por unanimidade em Assembleia Geral realizada no passado dia 14 de Junho.

A União Desportiva de Santarém realiza hoje, sexta-feira, dia 25 de Junho, no Auditório Rui Manhoso, nas instalações da Associação de Futebol de Santarém, pelas 20h30, uma Assembleia Geral que tem como pontos na ordem de trabalhos, “Apresentação e discussão das contas referentes ao ano de 2009, discussão da autonomia jurídica da secção de pesca, outros assuntos e a eleição dos órgãos sociais para o biénio 2010/2012. A Assembleia iniciar-se-á uma hora depois se à hora marcada não estiverem presentes 50 por cento dos seus associados.

Scalabisport A equipa de veteranos ex-UDS disputou dupla jornada em Trás-os-Montes

tado sábado, em Vidago, diante da “jovem” equipa do Grupo Desportivo da Ribeira d’Oura, os ex-UDS provaram que saber perdoar nem sempre é um dom, revelando-se exageradamente perdulários no cara-a-cara com o keeper contrário, Carlos. Nabais, por uma ocasião, e Filipe, com quatro (!) alfinetadas, ainda meteram o bedelho nas contas finais, quedando-se contudo por uma mão cheia de golos, quando se exigia ainda mais um dedo para igualar o placar. Resultado final: 6-5, favorável aos da casa.

Por sua vez, no domingo, no reencontro com Cancelinha, em Bragança, defronte dos veteranos do clube local, era expectável que os comandados de Júlio Galveias acusassem o desgaste, mas a pontaria de Filipe e Nabais tornou a fazer estragos: aos 56 e aos 65 mins. de jogo, respectivamente, os dois predadores da serra transmontana alojaram duas balas no cadeado que trancava até aí a Cancelinha da vitória. De nada valeu a resposta tímida de Parentovic, atleta da casa, que ainda amenizou a

desvantagem, fixando o resultado em 1-2. No final, valeu o abraço fogoso entre os artistas e a abertura definitiva da Cancelinha que separava este conjunto de amigos: segundo a mesma nota informativa, o ex-UDS poderá voltar a ver os antigos colegas já em Março de 2011, pois o Clube de Bragança correspondeu afirmativamente ao convite da Direcção da associação escalabitana para marcar presença no próximo Torneio Anual de Santarém. Sérgio Fernandes

Faleceu António Mexia BREVES

União Desportiva de Santarém reúne-se em Assembleia Geral

O adeus de um grande benfiquista No passado dia 21 de Junho, Santarém despediu-se, com uma vénia, de um dos seus históricos dirigentes associativos. O falecimento inesperado de António Júlio Mendes Pereira Mexia interrompeu, abruptamente, um percurso directivo iniciado há mais de duas décadas na Casa do Benfica em Santarém. Faria 64 anos no próximo dia 23 de Agosto. Benfiquista dos sete costados, chegou à Direcção da filial benfiquista em 1989, como vogal, para cinco anos depois assumir a vice-presidência, cargo que abraçou até 2007. Des-

de então, e até ao último suspiro, desempenhou as funções de tesoureiro. Nesta hora de luto, os actuais órgãos directivos da instituição dedicam-lhe um

“profundo agradecimento pela inexcedível dedicação evidenciada ao longo de todo este tempo”. Durante anos a fio, assumiu também o papel de colaborador do Correio do Ribatejo, fornecendo semanalmente as notas informativas referentes às modalidades do clube do coração. Por esse facto, e pelo respeito e pela admiração que soube granjear junto daqueles que com ele privaram, o nosso jornal presta aqui a sua sincera homenagem, associando-se a família e amigos neste momento de profundo pesar.

Cruz assinalou o local do tesouro

Miguel Cruz (último à direita) reluziu em Torres Novas

Torres Novas escondia algures um tesouro, e os nadadores da Scalabisport sabiam-no. Resolveram procurá-lo, no passado dia 19 de Junho, nas Piscinas Municipais Fernando Cunha. Chegados ao local, cedo se aperceberam de que não constituíam o único grupo de expedidores envolvido na demanda: mais 133 atletas, representando doze clubes, atropelavam-se na caça ao valioso prémio que, incontornavelmente, lhes traria brilho e riqueza ao palmarés. Todos ansiavam por sair sorridentes deste IV Festival de Cadetes, mas só a Scalabisport parecia saber que o local do tesouro se encontra tradicionalmente assinalado por… Cruz. E foi assim mesmo, amparada em Miguel Cruz (estrondosa exibição!), que a equipa escalabitana escavou até aos limites mais profundos da sua raça e do seu empenhamento e, à custa de brilhantes 856 pontos, desenterrou o troféu colectivo correspondente ao primeiro posto na tabela. Para trás, ficaram o Clube Náutico Académico de Coimbra (no segundo posto, com 769 pontos) e o Clube de Natação de Torres Novas (terceiro, com 671). Ao nível individual, como referido, Miguel Cruz pulverizou toda a concorrência nas cinco provas em que se viu envolvido, evitando que os colegas carregassem às costas a pesada cruz do insucesso. Pelo contrário: em Torres Novas, foi Cruz que os carregou às costas. SF


passatempo

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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As anedotas do Barbosa

A mulher vê-se ao espelho e diz ao marido: – Estou tão feia, tão gorda e tão mal feitinha. Preciso de um elogio... E o marido responde: – Tens muito boa visão...

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ESPELHO MEU

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In: Rifoneiro Português P. Chaves

FAZEM ANOS: Em 25, Maria Isabel Ribeiro de Castro Reis, Carmen Barroca da Franca Ribeiro, Artur Duarte Malacas e Carlos Figueiredo Carvalho. Em 26, Maria Suzete Cabral da Mota Cerveira, Catarina Maria Frade Gaivão, Luís Manuel Mota Ferreira, Carlos Fernando Duarte Martins, Fernando Alberto Prado Freitas, Carlos Pedro Lopes Valério Batista e Eduardo Bernardes Saldanha Correia. Em 27, Maria Isabel Fragoso Mendes, Maria João Duarte Cabral da Mota Cerveira, Joaquim António Morais Carrolo e Carlos Gonçalo Alexandre Batista. Em 28, Maria Isabel Martins Romão, Maria Suzana Barroca da Franca

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“apanhaste uma charutada”: ou sem ironia, “apanhaste uma rabecada”, comparação do “sofrimento” da rabeca ou do violino ao serem atacados pelos intérpretes, com o arco.

SOLUÇÕES

Ribeiro Cabrita, Maria Antónia Espinheira Coelho, Inês Maria Raposo Peralta Fernandes, Domingos Alves Botas, Francisco Apolinário Henriques, Luís Joaquim Gonçalves e Sebastião Pedro de Lemos Manuel (Atalaya). Em 29, Margarida Isabel Gomes de Aguiar Eloy Godinho, Luísa Gomes, Gertrudes Alice Dias Pereira, Pedro Manuel Sá Peralta, Ramiro Ferreira dos Santos Almeida, Jorge de Paiva Magalhães Vasconcelos Bernardes, António Antunes Coelho, Pedro Augusto da Piedade Pereira de Almeida, Pedro Jorge Henriques Pires e João Paulo da Piedade Pereira de Almeida. Em 30, Maria Rafaela de Paiva Vasconcelos Bernardes Pais Calado, Maria Antonieta Portela Cabral, Capitolina César Mendonça Gonçalves, Carlota Mennig Pombeiro e Vasco Madeira Romão. Em 1 de Julho, Elisa da Conceição Ferreira, Maria Tereza Cativo Caldas Frazão, Maria Helena dos Santos Calhim, Maria Georgina Landeiro, Maria Madalena Cardoso Guerreiro e Joaquim Matias Carniça. Em 28, Maria Isabel Martins Ro-

Apanhar uma rabecada ro de Benguela”, ano XIV, Março de 1974, pág. 30, que refere: “A caixa de charutos lá está. Para amigo dilecto ou alguém que merece atenção especial, lá vai a oferta de um charuto para uma charutada aprazível”. Por isso, ironicamente, quando alguém apanha uma reprimenda do chefe, se diz:

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Adágios do Povo

“Apanhar uma rabecada” é uma frase que pode ser considerada siBertino Coelho nónima de Martins “apanhar uma charutada”. Assim se depreende pela leitura do “Boletim dos Caminhos de Fer-

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VERTICAIS – 1 - Cálice místico que, segundo a lenda medieval, serviu a Jesus na última ceia com os apóstolos. Cada um dos lados da cara. 2 - Espécie de palmeira do Brasil (Bot.). Aparência (Fig.). 3 - Apertai com nó. Qualquer de entre dois ou mais. 4 - Duas vezes. Impresso para preencher. 5 - Separação (Pref.). Restituiremos. 6 - Peixe da família dos clúpeos, que só se reproduz na água doce (Ictiol.). Libra esterlina. 7 - Sugavas (o leite) da mãe. Prata (S.q.). 8 - Velozes, rápidos. Próprio de mim. 9 - Planta apiácea conhecida por erva-cloce (Bot.). O futebol (Pop.). 10 Disco de música com registo de longa execução. Pontos fundamentais e indiscutíveis de uma crença religiosa. 11 - Pequena enseada (Naút.). Quebradiças.

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HORIZONTAIS – 1 - Fazes elogio. Acção de falar. 2 - Género de aves corredoras da América tropical (Omitol.). Chumbo (S.q.). 3 - Lagunas. Grande onda. 4 - Apelido. Acção judicial. 5 - Autores (Abrev.). Grande bala. 6 - Bebida doce e aromática que tem por base a aguardente ou o álcool. Estrábica. 7 - Atordoadas, boatos. 1100 (Num. Rom.). 8 Favoreçamos. Antigo peso da Índia equivalente a cerca de 4 quintais. 9 - Atrelou. Corça grande da América (Zool.). 10 - Neste lugar. República situada no Médio Oriente. 11 - Existiram. Misturar com água.

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mão, Maria Suzana Barroca da Franca Ribeiro Cabrita, Maria Antónia Espinheira Coelho, Inês Maria Raposo Peralta Fernandes, Domingos Alves Botas, Francisco Apolinário Henriques, Luís Joaquim Gonçalves e Sebastião Pedro de Lemos Manuel (Atalaya). Em 29, Margarida Isabel Gomes de Aguiar Eloy Godinho, Luísa Gomes, Gertrudes Alice Dias Pereira, Pedro Manuel Sá Peralta, Ramiro Ferreira dos Santos Almeida, Jorge de Paiva Magalhães Vasconcelos Bernardes, António Antunes Coelho, Pedro Augusto da Piedade Pereira de Almeida, Pedro Jorge Henriques Pires e João Paulo da Piedade Pereira de Almeida. Em 30, Maria Rafaela de Paiva Vasconcelos Bernardes Pais Calado, Maria Antonieta Portela Cabral, Capitolina César Mendonça Gonçalves, Carlota Mennig Pombeiro e Vasco Madeira Romão. Em 1 de Julho, Elisa da Conceição Ferreira, Maria Tereza Cativo Caldas Frazão, Maria Helena dos Santos Calhim, Maria Georgina Landeiro, Maria Madalena Cardoso Guerreiro e Joaquim Matias Carniça. Horizontais: 1 - GABAS. FALA. 2 - G. TINAMU. PB. 3 - RUAS. VAGA. R. 4 - ARI. DEMANDA. 5 AA. BALAZIO. 6 - LICOR. VESGA. 7 - BALELAS. MA. 8 - FADEMOS. BAR. 9 - A. ATOU. MOSA. 10 - CA. ISRAEL S. 11 - ERAM, AGUIAR. Verticais: 1 - GRAAL. FACE. 2 - G. IRAIBA. AR. 3 - ATAI. CADA. A. 4 - BIS. BOLETIM. 5 - AN. DAREMOS. 6 - SAVEL. LOURA. 7 - MAMAVAS. AG. 8 - FUGAZES. MEU. 9 - A ANIS. BOLA. 10 - LP. DOGMAS. R. 11 - ABRA. ACRAS.

COM 20 CASAS NEGRAS

CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Virgem – Carta da Semana: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amoro-

Carneiro – Carta da Semana: 2 de Espadas, que significa Afeição, Falsidade. Amor: Tenha

pensamentos positivos, pois nem tudo na vida nos pode correr pelo melhor. A vida exige de cada um a tarefa de lutar e vencer. Saúde: Não terá que se preocupar, está em plena forma. Dinheiro: Terá algumas dificuldades. Número da Sorte: 52. Números da Semana: 1, 3, 24, 29, 33, 36. Dia mais favorável: quintafeira.

Touro – Carta da Semana: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Desta vez vai deixar os preconceitos de lado e lançar-se na paixão de cabeça. Saúde: Tendência para dores musculares. Dinheiro: Efectuará bons negócios. Número da Sorte: 63. Números da Semana: 7, 11, 18, 25, 47, 48. Dia mais favorável: segunda-feira. Gémeos – Carta da Semana: Cavaleiro de Espadas, que significa Guerreiro, Cuidado. Amor: A sua família necessita que lhe dê mais atenção. Dê a mão a quem dela precisa. Uma palavra de consolo será sempre bem recebida. Saúde: Deve ter mais cuidado com os seus ossos. Dinheiro: O esforço profissional vai ser reconhecido. Número da Sorte: 62. Números da Semana: 4, 6, 7, 18, 19, 33. Dia mais favorável: sábado. Caranguejo – Carta da Semana: Cavaleiro de Copas que significa Proposta Vantajosa. Amor:

Pequenos desentendimentos poderão deixá-lo muito magoado. Veja sempre a vida que Deus lhe dá como uma oportunidade para melhorar. Saúde: O seu organismo pode ressentir-se. Dinheiro: Torna-se urgente uma mudança de atitude. Número da Sorte: 48. Números da Semana: 9, 11, 25, 27, 39, 47. Dia mais favorável: quarta-feira.

Leão – Carta da Semana: Valete de Paus, que significa Amigo, Notícias Inesperadas. Amor: Uma boa conversa com o seu companheiro fortalecerá a vossa relação. Lembre-se que na vida não há impossíveis, apenas objectivos mais difíceis de alcançar! Saúde: Cuidado com os rins, beba muita água. Dinheiro: Poderão surgir boas oportunidades, não as deixe fugir. Número da Sorte: 33. Números da Semana: 10, 20, 36, 39, 44, 47. Dia mais favorável: segunda-feira.

sa ou Fria. Amor: Poderá andar de paixão em paixão. Domine a sua agitação, permaneça sereno e verá que tudo lhe sai bem! Saúde: Sentir-se-á em forma. Dinheiro: Surgirão vários projectos que lhe permitirão alcançar aquela quantia de que tanto necessita. Número da Sorte: 35. Números da Semana: 7, 18, 19, 26, 38, 44. Dia mais favorável: quinta-feira. Balança – Carta da Semana: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor: Lute sempre pela sua felicidade, não se deixe vencer pelos obstáculos. Só você é responsável pelo seu caminho! Saúde: Procure fazer algum tipo de desporto. Dinheiro: Maré pouco favorável para investimentos. Número da Sorte: 41. Números da Semana: 1, 8, 42, 46, 47, 49. Dia mais favorável: segunda-feira.

Escorpião – Carta da Semana: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito. Amor: Vai apaixonar-se facilmente, estará com um grande poder de sedução. A vida é um dom maravilhoso. Agradeça a Deus por ela! Saúde: Estará em boa forma. Dinheiro: Pode agora comprar aquele objecto de que tanto gosta. Número da Sorte: 50. Números da Semana: 4, 9, 11, 22, 34, 39. Dia mais favorável: terça-feira.

Sagitário – Carta da Semana: Valete de Copas, que significa Lealdade, Reflexão. Amor: Tente ser mais selectivo nas suas amizades. Se escutar o seu coração e agir de acordo com a sua intuição, encontrará a felicidade! Saúde: Poderá sofrer de alguma rouquidão. Dinheiro: Tenha algum cuidado com as pessoas que trabalham consigo, pois se lhes abrir o jogo poderá sair prejudicado. Número da Sorte: 47. Números da Semana: 1, 2, 8, 16, 22, 39. Dia mais favorável: sábado. Capricórnio – Carta da Semana: 7 de Ouros, que significa Trabalho. Amor: Não diga nada antes de pensar bem naquilo que vai dizer, pois essa impulsividade joga muitas vezes contra si. Se seguir em frente e fizer o que tem de ser feito, todos acabarão por aplaudi-lo! Saúde: Cuide mais dos seus pés. Dinheiro: Não deixe que os outros tomem decisões ou falem por si, imponha o respeito no seu local de trabalho. Número da Sorte: 71. Números da Semana: 7, 13, 17, 29, 34, 36. Dia mais favorável: segunda-feira. Aquário – Carta da Semana: O Carro, que significa Sucesso. Amor: Não deixe que terceiros se intrometam na sua relação afectiva. Não dê ouvidos a calúnias e intrigas! Saúde: Dê mais atenção à sua saúde, pois na verdade quando julgamos estar bem nem sempre o estamos. Dinheiro: Período pouco favorável a grandes investimentos. Número da Sorte: 7. Números da Semana: 7, 11, 19, 24, 25, 33. Dia mais favorável: domingo. Peixes – Carta da Semana: A Papisa, que significa Estabilidade, Estudo e Mistério. Amor: Não se

precipite numa decisão importante. Analise todos os factos e pense friamente. As decisões precipitadas não lhe serão favoráveis. Se alguém quiser desviá-lo do caminho do Bem, não o acompanhe! Saúde: Cuidado com os resfriados. Dinheiro: Exponha as suas ideias de forma clara e objectiva para que elas surtam o efeito que deseja. Número da Sorte: 2. Números da Semana: 5, 15, 17, 22, 31, 40. Dia mais favorável: quinta-feira.


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Coordenação de

Ludgero Mendes

Vila Franca – XXI Semana da Cultura Tauromáquica

Enquanto centro taurino do país, como é a cidade de Vila Franca de Xira, a Câmara Municipal reserva anualmente a última semana de Junho (que antecede a grande festa do Colete Encarnado) para, em parceria com o Clube Taurino Vila-franquense, exaltar a tauromaquia e as suas diversas vertentes. Em ambiente de entusiasmo e vibração, são realizados convívios apaixonados, próprios dos aficionados, colóquios e exposições, sem faltar a animação com espectáculos de fados, bem ao jeito das tradições mais genuínas. A Autarquia proporciona nesta iniciativa, momentos de particular importância que reforçam e consolidam o Concelho como zona de turismo cultural, típico e original. A Centenária Praça de Toiros Palha Blanco será palco de alguns dos acontecimentos mais marcantes da edição deste ano da Semana da Cultura Tauromáquica, que se celebra em Vila Franca entre os dias 25 de Junho e 1 de Julho. Fortalecer as nossas raízes e também demonstrar outros tipos de tauromaquia são os motes para os dois acontecimentos que nos dias 25 e 26 terão lugar, a partir das 22 horas, na mítica arena portuguesa. No dia 25, terá lugar a Festa do Forcado, onde os Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca, do Ribatejo, de Alcochete e de Coruche disputam entre si o Troféu “Orlando Barata” para a melhor pega de cernelha, sendo o Júri composto por António Inácio “Necas”, Raul Flor, Constantino Agostinho, Carlos Telles “Caló”, Jorge Faria e Vasco Do-tti. Nesta mesma noite será possível recordar o passado, com a presença de antigas glórias dos Amadores de Vila Franca que, capitaneados por José Carlos de Matos, executarão inúmeras sortes. A noite finaliza com a largada de uma bezerra para os mais jovens. No dia 26, a emoção estará de novo de regresso à “Palha Blanco” com o III Grande Concurso Internacional de Recortadores com Toiros em Pontas. A empresa Tauroleve, em parceria com a Toropasíon – responsável pela realização dos mais importantes certames de recortes a corpo limpo nas mais emblemáticas praças de toiros de Espanha e de França –, e no seguimento dos êxitos alcançados nos anos anteriores, faz regressar os melhores recortadores do mundo a Vila Franca, entre os quais o exímio saltador francês Nicolás Vergonzeanne, campeão mundial por 8 vezes, que apaixonou todos quanto o presenciaram no ano passado, e jovens recortadores vila-franquenses que perante quatro toiros puros de inigualável estampa, que sairão à arena em hastes limpas, executarão as mais variadas sortes – recortes, quiebros e saltos, o que, acreditamos, fará uma vez mais as delícias dos espectadores. Pela porta dos sustos sairão quatro toiros de irrepreensível apresentação e trapío das ganadarias de António San Román e de Andoni Rekagorri, que, segundo anuncia a Empresa, satisfarão os mais exigentes aficionados ao toiro-toiro. Para que a festa seja completa para todos, a empresa realizará após o espectáculo a largada de vacas para os mais destemidos.

Em mês de festa lisboeta triunfam os Antónios… Lisboa - Praça de Toiros do Campo Pequeno - 17 de Junho de 2010, às 22h15; Ganadarias - 3 Toiros de Pinto Barreiros (lide a cavalo) e 4 Toiros de São Torcato (lide a pé); Cavaleiros: António Ribeiro Telles e Manuel Lúpi; Grupo de Forcados Amadores de Coruche, capitaneado por Amorim Ribeiro Lopes; Matadores: Francisco Rivera Ordoñez e António Ferrera; Director de Corrida - Júlio Gomes, assessorado pela médica veterinária Francisca Claudino. A monumental alfacinha abriu as suas portas para acolher uma interessante corrida mista, transmitida em directo pela RTP, mas à qual, apesar disso, compareceu um número muito razoável de público aficionado e de espectadores VIP’s, muito assediados pela reportagem televisiva, o que, de algum modo, desvirtua o próprio espectáculo que, assim, se transforma mais em passerelle de mundanices. António Ribeiro Telles voltou a estar em grande plano na primeira praça do país, interpretando com qualidade e mérito as regras clássicas do toureio equestre, que impregnou aqui e ali com detalhes de requintado bom gosto artístico. Perfilhando o toureio frontal, citando de largo e concedendo vantagens ao seu oponente, António Telles empolgou o público pela verdade que subjaz a esta expressão toureira, reunindo como mandam as regras e colocando a ferragem em sortes de grande rigor e de imenso compromisso. Quando se juntam o saber, o querer e o poder o resultado só pode ser amplamente positivo, razão pela qual até parece que ao Maestro da Torrinha apenas saem toiros lidáveis, lembrandonos aquele dito sobre o quanto custa ter sorte… Manuel Lúpi não dispôs de um toiro colaborante, pelo que teve de superar inúmeras dificuldades para conseguir assinar uma lide digna e apreciável. Ninguém ignora que há toiros que não consentem o luzimento dos toureiros que os enfrentam, apesar de terem a sua lide, mas nunca resultará brilhante ou óbvia. Lúpi esteve na lide deste toiro num plano de dignidade, mas, abaixo do que as suas faculdades lhe permitirão concretizar. Aliás, isso mesmo já tinha comprovado na lide a duo, repartida com António Telles, na qual deixou patente a qualidade do seu toureio, quer na desenvoltura da brega por si rubricada, como pela colocação da ferragem em sortes de

muito mérito. António Telles esteve em plano regular, colaborando com o seu jovem alternante, numa atitude de maestro e de senhorio, como lhe compete, aliás, pelo seu inquestionável estatuto. As pegas desta noite estiveram confiadas ao Grupo de Forcados Amadores de Coruche, capitaneados por Amorim Ribeiro Lopes, o qual esteve à altura dos seus pergaminhos, rubricando duas pegas à segunda tentativa e uma à primeira. O próprio Cabo saltou à arena para pegar o primeiro da noite, tendo consumado a sua sorte apenas à terceira tentativa, com o grupo a carregar nas ajudas; O quarto da noite foi pegado à primeira tentativa pelo forcado Ricardo Senigas, que esteve muito correcto em todos os tempos da sorte, com o grupo a ajudar bem; a fechar a actuação do grupo coruchense esteve o

“cara” António Macedo que concretizou rija pega ao segundo intento, evidenciando boas condições técnicas. Francisco Rivera Ordóñez veio à capital portuguesa precedido de uma forte publicidade junto do jetset lisboeta, pois, este consagrado diestro reparte a sua projecção toureira com a presença constante na imprensa da high sociality. O estatuto também vende, como é óbvio… Mas, à parte desta questão, o toureiro que pisou a arena da capital honrou os seus apelidos e deu uma grande lição de toureio, frente ao toiro que, claro, tinha condições de lide, uma vez que o último, toiro difícil e com pouco que aproveitar, Ordóñez despachou-o em grande velocidade. Ao primeiro do seu lote, o mediático toureiro lanceou bem a capote, com gosto e sentimento. Honrando a memória de seu malogrado pai –

Francisco Rivera Paquirri – o matador dispôs-se a bandarilhar este toiro, brilhando na colocação de três pares, evidenciando muita facilidade, poder e sítio. A faena foi desenhada com sentimento e arte, templando com elegância e duende nos muletzaos que propinou por ambos os lados. Aproveitando a mobilidade e a nobreza do seu oponente, Rivera Ordóñez esteve a gosto e o público não lhe regateou aplausos, mais do que justos. António Ferrera, toureiro com imensas faculdades físicas e boa técnica, correspondeu ao que dele se esperava e conquistou uma vez mais o público lisboeta. Fácil e vistoso no manejo do percal, poderoso e espectacular na colocação das bandarilhas, António Ferrera luziu-se em grande nível, arrebatando o respeitável que, em regra, tanto aprecia este voluntarismo e esta disponibilidade do matador extremenho. Com a muleta, Ferrera evidenciou o seu ofício, pois, não sendo um matador muito artista e sentimental, domina de tal maneira a técnica do toureio que desenha os passes com bela expressão e mando. Esteve diligente toda a noite e, claro, o público premiou-o com calorosas ovações e duas voltas à arena. O Sr. Júlio Gomes dirigiu a corrida sem complicar o que era fácil, cumprindonos registar apenas a sua excessiva benevolência na concessão de música, o que transmite a ideia de o nível de exigência do tauródromo lisboeta estar em maré de saldo, o que até me parece que é verdade, porém, ao director de corrida compete aferir e validar a importância da praça, já que boa parte do público não tem essa noção. Por outro lado, não posso deixar de fazer um reparo à entoação do Hino Nacional após o termo da corrida, tanto mais a despropósito, quanto é verdade que não se respeitaram os toureiros espanhóis que participam na própria corrida. Há modernices que não compreendemos muito bem.


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Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

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Está na forja um novo Regulamento… Velha de muitas gerações é a questão do Regulamento Tauromáquico português, cujas versões, a actual e as anteriores, sempre suscitaram imensa contestação. A próxima, decerto, não terá outra sorte! Não há volta a dar, nós somos mesmo assim, criticamos o que temos e reagimos sempre mal à mudança, pelo que, muitas vezes até por antecipação, começamos logo a criticar o que desconhecemos. É um medo atávico da inovação, com repercussões no status quo, que, apesar de todas as deficiências e insuficiências reúne algumas áreas de conforto, o que nos conduz à sua aceitação tolerante. Obviamente, não estou em condições para comentar o projecto do novo Regulamento Tauromáquico, pela simples razão de que não conheço a sua versão final, e criticar alguns dos seus aspectos só por ouvir dizer, é

algo que não faz o meu género. Porém, o que me apraz referir nesta circunstância é que a necessidade de um novo Regulamento, se calhar, até nem é assim tão premente, pelo menos quando a esta ideia possa estar subjacente a expectativa de uma profunda revolução do texto legal que orienta o espectáculo taurino e tudo quanto lhe diga respeito. Pior do que a letra do Regulamento Tauromáquico é o seu incumprimento e o desrespeito por parte de quem lhe devia ser fiel e obrigado. O espectáculo taurino, em cada uma das suas expressões e categorias, encerra em si mesmo um conjunto de especificidades que, inapelavelmente, têm de estar vertidas em regulamento. Esta é uma verdade de La Palisse! Quem a põe em causa? Creio que ninguém, minimamente avisado sobre esta temática, ousará questionar este princí-

pio. Todos os agentes – sociais, culturais e económicos – relacionados com este espectáculo têm um conhecimento bastante razoável sobre as características deste tipo de espectáculo, o que os torna capazes de nele intervir de forma respeitosa e responsável. Todos estes agentes “taurinos” têm, ou deveriam ter, uma visão comum do próprio tema – a sublimação do espectáculo tauromáquico na sua vertente técnica, artística e organizacional. Recintos taurinos confortáveis e seguros; comodidade para os espectadores, sem constantes perturbações motivadas pelos vendedores ambulantes que fazem o seu negócio durante as lides; espectáculos que decorram em bom ritmo e com bom ambiente, numa duração razoável, nunca superior a duas horas; toiros bem apresentados e (desejavelmente) com boas

condições de lide – mobilidade, acometividade, fiereza; lides correctas do ponto de vista técnico e valorizadas com bons detalhes artísticos; senhorio, elegância e educação no trato entre artistas, direcção de corrida e público. Enfim, estes são alguns dos atributos ideais para um espectáculo de qualidade. Bem sabemos que, apesar do empenhamento de todos os in-

O programa da Semana Tauromáquica 25 DE JUNHO - SEXTAFEIRA, - 21h00 – Peddy Paper “Roteiro Taurino” – Vila Franca de Xira - Concentração no Largo da Câmara Municipal - Org.: Clube de Campismo “As Sentinelas” – Vila Franca de Xira; 22h00 Praça de Toiros Palha Blanco - Concurso de Cernelhas “Troféu Orlando Barata”; Quatro Novilhos Cruzados e quatro Grupos de Forcados (Vila Franca de Xira, Ribatejo, Alcochete e Coruche) em competição; Uma vaca para treino de antigos forcados dos ���Amadores de Vila Franca de Xira”, capitaneados por José Carlos de Matos; no final será largada uma bezerra para jovens aficionados - Org.: “Tauroleve”. 26 DE JUNHO - SÁBADO - 13h00 – Clube Taurino Vilafranquense - Almoço convívio entre aficionados; Colóquio - Apresentação da Corrida de Toiros do dia 4 de Julho (Colete Encarnado) Participação da Empresa “Tauroleve”, críticos e aficionados. 16h00 – Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira - Inauguração Oficial da Semana da Cultura Tauromáquica - Inauguração da Exposição do Pintor Madrileno César Palácios; 17h00 – Museu Municipal de Vila Franca de Xira - Inauguração da Exposição do decano dos Fotógrafos Taurinos, D. Francisco Cano; 22h00 – Praça de Toiros “Palha Blanco” - Concurso Internacional de Recortadores Org.: “Tauroleve”. 27 DE JUNHO - DOMINGO - 16h00 – Museu Muni-

cipal de Vila Franca de Xira - Apresentação do filme/documentário “Arena” do realizador austríaco Günter Schwaiger; A “Festa Brava” nas suas várias vertentes, com a participação da Escola de Toureio “José Falcão”. 28 DE JUNHO - SEGUNDA-FEIRA, - 11h30 – Tentadero do Maestro Victor Mendes “Reticoa” – Monte Gordo - “II Troféu Maestro Victor Mendes” – Prémio para o melhor Novilheiro Tenta de seis novilhas da ganadaria de São Torcato e de Falé Felipe; Novilheiros - Álvaro Montalvo, David Gonzalez e David Garzon, da Escola de Madrid; Miguel Murtinho, Tânia Fortunato e Tiago Santos da Escola de Toureio “José Falcão”; 22h00 – Casa Museu Mário Coelho Colóquio “Gallito e Belmonte: a idade de Ouro do Toureio?” - Intervenientes: Ma-

estro Mário Coelho, D. Juan Belmonte (Matador de Toiros e crítico Tauromáquico do Canal Sur), D. Henrique Piriz ( Jornalista Taurino do programa de Rádio “Passeillo de Lujo” - Sevilha) e Coronel José Henriques; Moderador – Maurício do Vale - Org.: Casa Museu Mário Coelho. 29 DE JUNHO - TERÇAFEI-RA - 11h30 – Tentadero do Cabo - Tenta de 2 erales e 2 novilhas da ganadaria “Canas Vigoroux”; Matadores: Oliva Soto e António João Ferreira - Em disputa está o Troféu João Vilaverde, para o melhor Par de Bandarilhas - Bandarilheiros: David Antunes, João Pedro, Ricardo Pedro e Pedro Paulino; 22h00 – Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira - Colóquio “O Toiro, protagonista da Festa?” - Ganadeiros intervenientes: Sr. João Folque de Mendonça,

D. Guilherme López Olea, D. Victorino Martin García, Dr. Joaquim Grave, D. José Luís Algora Cabello; Moderador: D. Javier Hurtado, Crítico Taurino da TVE (No decurso deste Colóquio será feita uma homenagem ao Fotógrafo Taurinos, D. Francisco Cano). 30 DE JUNHO - QUARTA-FEIRA, - 11h30 - Tentadero do Cabo - Tenta de Novilhas das ganadarias “Canas Vigoroux”, “São Torcato” e “Herdeiros de Conde Cabral”; Maestros: Ruiz Miguel, Tomáz Campuzano e Victor Mendes; Em disputa, Troféu Clube Taurino Vilafranquense para a melhor novilha; 15h30 – Clube Taurino Vilafranquense - Colóquio “Clube Colcherito de Bilbao, 100 Anos de História” - Intervenientes: D. Asiyer Guezuraga e D. Javier Molero; 22h00 - Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira - Colóquio “O Toureio, ontem, hoje, amanhã?!...” Intervenientes:Maestros Ruiz Miguel, Tomáz Campuzano e Victor Mendes; Moderador: D. Javier Hurtado (Crítico Taurino da TVE). 1 DE JULHO - QUINTA – FEIRA, - 17h30 – Clube Taurino Vilafranquense - Cerimónia evocativa de João Vilaverde (Toureiro, Ganadeiro e Forcado); 18h00 – Rua Serpa Pinto, n.º 55 – Vila Franca de Xira - Inauguração de Painel de Azulejos na Casa onde nasceu João Vilaverde; 23h00 – Largo da Câmara Espectáculo de encerramento com o grupo “Sonido Andaluz”- O Canto e o Baile no mais puro sentimento.

tervenientes, nem sempre é possível garantir este nível de excelência. O toureio, e, desde logo, o espectáculo taurino, são susceptíveis de muitos imponderáveis, porém, a probabilidade da sua ocorrência será tanto menor quanto maior for a competência na organização dos espectáculos. A elaboração de um cartel é determinante para o sucesso

de um espectáculo, pois, a opção por uma ganadaria, o critério na escolha dos toureiros e grupos de forcados, e a marcação da data e do respectivo horário constituem aspectos determinantes para o sucesso ou para o insucesso de um espectáculo tauromáquico. O regulamento, strictu sensu, só tem de parametrizar os preceitos conducentes ao sucesso de um espectáculo, definindo as boas práticas (regras) a seguir e apresentando as sanções para os prevaricadores. Tão simples quanto isto! Agora, o que nenhum regulamento poderá regular é a componente subjectiva que está associada ao próprio espectáculo, posto que esta é uma projecção directa das pessoas que participam no próprio espectáculo. E aí, aí sim, há muita coisa que carece de mudança, mas a este nível não há regulamento que chegue…

Domingo há toiros em Almeirim, Évora e Alcácer

Integrada nas Festas da Cidade de Almeirim, está anunciada para a tarde do próximo domingo, a partir das 18 horas, uma imponente corrida de toiros, na qual serão lidados toiros de Veiga Teixeira para os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Rui Salvador, José Manuel Duarte, João Cerejo, Ana Batista e o “praticante” Marcelo Mendes. As pegas estão confiadas aos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e da Chamusca, capitaneados, respectivamente, por Diogo Sepúlveda e por Nuno Marques. Preços a partir de 10•. Em Évora terá lugar a tradicional corrida de toiros de S. Pedro, que este ano ocorre uns dias mais cedo, aproveitando-se a realização deste espectáculo para assinalar os 60 anos da estreia da prestigiada ganadaria de Murteira Grave na Praça de Toiros de Évora, pelo que a Empresa Terra Brava promove também um colóquio no Évora Hotel, pelas 18,30h. Além de outras presenças que ilustrarão a grandeza desta Ganadaria de Bravo, conta-se com a participação do “Ganadero” Dr. Joaquim Grave, que fará um resumo histórico dos 60 anos da Ganadaria, e do repórter fotográfico Francisco Romeiras, com imagens alusivas á Ganadaria. Entretanto, às 21.30 horas, na Arena d’Évora terá início a corrida de toiros na qual intervêm os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Vítor Ribeiro, Bastinhas Jr. e o “praticante” João Soller Garcia, para além do Grupo de Forcados Amadores de Évora, capitaneado por Bernardo Patinhas. Entretanto, em Alcácer do Sal, pelas 18 horas, terá lugar uma corrida de toiros à portuguesa cujo cartel é composto pelos cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e João Moura Jr, e pelos Grupos de Forcados Amadores de Montemor e de Lisboa, capitaneados, respectivamente, por José Maria Cortes e por Pedro Maria Gomes, os quais enfrentarão toiros da Ganadaria Passanha.


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gastronomia

Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Slow Food Ribatejo

“Bom, limpo e justo” “Bom, limpo e justo” é o lema de uma organização internacional sem fins lucrativos, fundada como associação “enogastronómica” (vinhos e alimentação) na pequena cidade de Bra, no Norte de Itália. O seu objectivo inicial seria de apoiar e defender a boa comida, o prazer gastronómico e um ritmo de vida mais lento. Com o decorrer do tempo, este conceito foi ampliado de modo a abranger a qualidade de vida, a

defesa da agricultura, a produção de alimentos e a gastronomia, segundo um conceito de qualidade do alimento baseado, em três prérequisitos básicos e interconectados: Bom – significa apetitoso e saboroso, fresco e capaz de estimular e satisfazer os sentidos, respeitando a cultura local; Limpo – produzido sem exigir demais dos recursos da terra, seus ecossistemas e meio ambiente, e sem prejudicar a saúde Humana; e Justo –

pagamentos e condições justas para todos os envolvidos no processo, com preços acessíveis para os consumidores, e condições e pagamentos justos para os pequenos produtores. É com este objectivo que surge no Ribatejo e Oeste mais concretamente na Maçussa, pela mão de Adolfo Henriques, um dos três “convivium” existentes deste movimento em Portugal, sendo os já existentes em Évora e Alto Minho, e para bre-

ve um novo em Lisboa. Para divulgação do mesmo, foi realizado no passado sábado uma apresentação publica do Convivium Ribatejo Oeste, com visita a três explorações agrícolas biológicas (Joseph Robert Kretschi em Aveiras com produção de Hortícolas, Quinta do Figueiral em Pontével com produção de figos e ovos, e a Quinta da Falagueira na Ereira em que se observou a vinha). Nesta visita fomos acompanha-

Como vive esta Associação? Verónica Chesi: Vivemos dos sócios que tem as suas quotas anuais, alem dos apoios que temos das parcerias que fomentamos com órgãos locais, associações governamentais e não governamentais, municípios locais, União Europeia, etc. Estes apoios são fundamentais, porque estamos a falar de desenvolvimento rural e local, beneficiando toda a comunidade. Em que Países estão presentes? Nesta altura temos mais de 100.000 sócios e estamos representados em 153 Países, distribuídos por todos os Continentes. Desde 2004 que estamos a construir uma rede que engloba desde os pequenos produtores, os Chef de cozinha e o mundo académico. Queremos trabalhar toda a cadeia alimentar, de modo que o consumidor, se alimente e aprecie a qualidade dos produtos que consome. Que agentes são sensibilizados para o conceito Slow Food e como é que essa mensagem lhes chega? Os produtores porque sabem que quanto mais natural for o produto, melhor será o seu sabor, que devem cultivar de maneira limpa, sem prejudicar a nossa saúde, o meio ambiente e os animais, e que devem receber o valor justo pelo seu trabalho. Todos somos consumidores e sabemos diferenciar um produto natural de um outro produzido com matérias químicas, muitas vezes nocivas à saúde. Os Chef de cozinha porque sabem que o prazer não pode ser dissociado da responsabilidade para com os produtores, sem os quais seu trabalho não seria possível. Através dessa colaboração com os produtores, preser-

dos por Veronica Chesi, coordenadora do movimento para Portugal, América Latina e Caraíbas, Vitor L’Ambert responsável pelo “convivium” de Évora e Adolfo Henriques. “Este é um movimento que tem como objectivo ser uma resposta aos efeitos padronizados do fast food, ao ritmo frenético de vida actual, ao desaparecimento das tradições culinárias regionais, ao decrescente interesse das pessoas na sua

alimentação, e na procedência e sabor dos alimentos, bem como a escolha alimentar que pode afectar o Mundo. Alimentar-se é um acto sério e agrário, e consumidores informados e exigentes tornam-se co-produtores. Para eles o alimento deve ser Bom, Limpo e Justo,” refere Adolfo Henriques. Durante este agradável dia falámos com Verónica Chesi, vinda expressamente de Itália para o referido “Convivium”:

Como tornar-se associado

Vitória Chesi, Joseph Robert Kretschi e Adolfo Henriques

vam a tradição cultural e combatem a padronização dos alimentos, comunicando a sua filosofia, e o modo como trabalham os seus restaurantes. No Mundo Académico porque através dos professores e das escolas, apresentamos os projectos de educação do gosto Slow Food, que são diferentes de quaisquer outros, por se basearem no conceito de que o alimento significa prazer, cultura e conveniência, e que o acto de comer, pode influenciar valores, atitudes e emoções.

cando os consumidores, dando a conhecer receitas culinárias locais, com produtos frescos da terra ali semeada e protegendo a biodiversidade. Estes “convivium” que organizamos servem igualmente para uma troca de experiências e conhecimentos entre os participantes. Fazemos os “convivium”, não só a nível local, como internacional. São abertos a todas as pessoas, o que faz com que a diversidade dos seus membros, se torne numa

enorme mais valia para todos. Esse encontro Internacional é o “Terra Madre”. Diga-nos o que é e como funciona? Terra Madre é um projecto mundial desenvolvido pelo Slow Food que tem como objectivo criar redes entre os actores da cadeia alimentar. Esta iniciativa reúne comunidades do alimento que trabalham pela sustentabilidade de seus produtos alimentares, pela

Esta associação não tem cariz político? Não, nenhum, o que temos é de convencer os políticos a olharem para os pequenos produtores, a fomentarem a análise da qualidade dos produtos consumidos, a fomentarem a biodiversidade, a fomentarem as raças octógenas e a respeitarem as tradições e cultura popular de um povo. Em que tipo de eventos o Slow Food promove os seus objectivos? Organizando Feiras, eventos e mercados tradicionais locais, para mostrar a qualidade dos produtos, edu-

Adolfo Henriques – Show Food Ribatejo

Após a visita a estas três explorações, onde se pode observar os métodos e produtos utilizados, foi na Maçussa, sede do Slow Food Ribatejo/Oeste, que fomos brindados com uma refeição de produtos regionais. Na ocasião, foi-nos explicado o modo como se pode ser associado deste movimento: “Cada associado mediante uma quota anual de 50 j, faz parte de um grupo local, o “Convivium”, e é através destas estruturas locais que se expressa a cultura de convivência da Slow Food. Os “Convivia”, articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os Chefs a usar alimentos regionais, indicam produtores para participar em eventos internacionais, e lutam para levar a educação do gosto às escolas, sendo que o mais importante é o culto do bom gosto e da qualidade de vida no dia a dia”, refere Adolfo Henriques, no fim de um dia muito agradável, em que o culto da “mesa”, serve para ser um ponto de união e de conversa das pessoas, e não um lugar por onde se passa fugazmente. qualidade que confere sabor excepcional e pelo respeito ao ambiente e ao povo. Os actores da cadeia alimentar reúnem-se em Turim cada dois anos para trocar ideias, apresentar experiências, discutir seu trabalho e possíveis soluções para seus problemas. Este ano irá realizar-se em Outubro. São milhares de agricultores, pescadores, produtores de gado, e todos os

intervenientes da cadeia alimentar que estão aqui presentes. O Terra Madre cria novas redes entre os produtores de alimentos de todo o mundo e o Slow Food continua a cultiválas. Agricultores, produtores e distribuidores desde então organizam encontros menores, organizam páginas electrónicas para trocar ideias, trabalham para vender e promover seus produtos internacionalmente. Falou que estão representados em 153 Países. Destes quais têm mais “convivias”? Em Itália existe um grande número de sócios, mas nos EUA o movimento está com um grande crescimento. Até a Primeira Dama Michelle Obama tem uma Horta na “Casa Branca”. Este facto muito nos ajuda, porque é um exemplo de como as pessoas, estão a olhar e desgustar os produtos consumidos. Na Alemanha, no Reino Unido, no Japão…, o movimento está com um crescimento muito grande a nível global. António Rhodes Sérgio


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restaurantes

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Taberna e Mercearia Sebastião

O renovar de uma tradição

No coração da cidade de Santarém, no seu centro histórico, numa transversal entre a Rua Capelo Ivens e Rua Serpa Pinto, fica Travessa do Froes, local onde se situa a Taberna Mercearia Sebastião. Neste espaço, pelo qual passaram diversas actividades, desde a fábrica de madeiras para caixões, até um consultório médico, foi o escolhido e bem para o sócio-gerente Fernando João concretizar o seu sonho antigo: “recriar uma taberna que existiu em Sinterra, povoação perto de Santarém, fundada por Sebastião Pereira em 1856. Essa taberna que existiu durante 72 anos a servir Copos de Três, Vinho a vulso, Bagaço e Aguardentes, para preparos culinários e acompanhar refeições. Qualquer miúdo entrava na taberna, com uma garrafa na mão para levar

vinho para o jantar ou para cozinhar. Era um local de convívio depois do trabalho, onde se conversava, se fazia alguns negócios e se jogava umas cartas, acompanhadas de um copo. A sua decoração era constituída por um balcão de mármore, barris embutidos nas paredes, mesas de tampos corridos e bancos. O fado era cantado à desgarrada, sempre acompanhado de um copo e de picar um enchido, queijo e azeitonas. Na entrada vendia-se fruta, legumes, lâminas para a barba, bolachas Maria, línguas de gato e beijinhos”. Com um serviço profissional e simpático, sendo a sua estrutura de pessoal constituída por três pessoas na cozinha (Fátima, Noémia e Sandra) e três na sala (David, Pedro, e Hugo), somos bem recebidos em mesa bem posta,

com uma lista de entradas composta de 12 variedades. Experimentámos uns bem fritos peixinhos da horta (um euro por unidade) e os bem elaborados ovos mexidos com farinheira em dose que dá para duas pessoas (4.80 euros). A salada de polvo e de ovas que picámos, aconselham-se. Diariamente, são sugeridos um prato de peixe e um de carne, e na altura de verão, para as pessoas que pensam na sua “planta” física para “o bronze”, existe a sugestão de Kiss Salad, prato de saladas e frutos naturais. Na lista de peixe em que o Bacalhau à taberna é rei (11 euros), existem mais seis variedades de pedidos (Polvo à lagareiro, Bacalhau assado ou cozido, Cherne, Lulas e Chocos). Como prato de peixe. pedimos um arroz de tamboril

bem confeccionado e apurado, tendo o peixe uma boa consistência não perdendo o seu sabor (9 euros), em dose generosa. Na carne existe um leque de escolha de 10 variedades, sendo de destacar o Bife à Sebastião (10 euros), para quem gosta de molho de café, sendo a carne de muito boa qualidade (sugerimos o uso de facas diferentes para o corte desta carne). Como outras escolhas podem ter umas suculentas espetadas Mistas e de Javali, ou um lombinho de porco preto. As batatas fritas são boas , sem serem queimadas e fritas em óleo, que só é utilizado para as batatas. Nas sobremesas, com 10 variedades, provámos a Bavaroise de Morango, muito boa, a pedir repetição, e a Delícia de Amor, feita à base de natas e chocolate, que tem de ser servida bem fria. Acompanhámos a refeição com um vinho branco da casa (Adega Cooperativa de Almeirim), sendo que o tinto com duas opções

(Quinta da Lapa ou Adega Cooperativa de Alcanhões), se mostraram uma boa combinação com os pratos servidos. Este vinho é servido em jarro e tem o preço de 1.70 euros (1/2 Litro). Na carta constam 14 vinhos engarrafados tinto, e 12 brancos. Por iniciativa que louvamos, vai a Taberna do Sebastião, fazer uma carta de vinhos do Tejo, privilegiando os bons néctares da nossa região. Para a época de Setem-

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bro, quer esta taberna rejuvenescer as tradições Ribatejanas do lanche ou do “pico”, antes de ir para casa, do espaço de convívio e conversa pós trabalho, com um copo, um panado, uma bifana, um pica pau ou um carapau de escabeche, em “tudo fazendo relembrar”, o velho Café Abegão. Taberna Mercearia Sebastião Travessa do Froes 13 a 15 2000 Santarém Tel. 243 302 444 Mail: tmsebastiao@gmail.com Horário: das 10h da manhã à 1 hora da madrugada (Cozinha encerra para refeições às 11 horas e para petiscos à 1 da madrugada). Aberto aos Feriados. Encerra aos domingos todo o dia. Preço médio por refeição: 7 a 10•, consoante as entradas e o vinho Cartões: Multibanco e Visa. Estacionamento: Fácil com vários parques de estacionamento ao seu redor (Largo Padre Chiquito, Largo Sá da Bandeira, etc, etc.) Permitidos Fumadores. António Rhodes Sérgio

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última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.210 | 25 de Junho de 2010

Ao balcão do Quinzena

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O Jardim da Liberdade já abriu ao público!

Liberdade? Isso é que era bom!..

Liberdade, sim, então… é um jardim onde as pessoas podem passear livremente e que pretende homenagear vultos da nossa história, como Salgueiro Maia…

Ora, com o Quartel de Polícia e o Tribunal ali perto, que liberdade é que a malta pode ter?..

Jardim da Liberdade inaugurado ontem Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, e o major-general comandante da Brigada de Reacção Rápida procederam ontem, já depois do fecho desta edição, à inauguração do Jardim da Liberdade, acto que culminou com um concerto pela Orquestra Ligeira do Exército, no âmbito das Actividades Complementares do Exercício “APOLO 10”, que decorrem no Campo Sá da Bandeira até amanhã, sábado (dia 26). A construção do Jardim da Liberdade permitiu requalificar o Campo Sá da Bandeira, junto ao Centro Histórico da Cidade, transformando-o numa grande “sala de visitas e eventos” que disponibiliza duas cafetarias, um restaurante e uma esplanada, bem como mobiliário urbano e onde se privilegia o peão, em detrimento da circulação automóvel, refere uma nota da autarquia enviada à comunicação social. A obra teve início em Abril de 2009, com a reabilitação e ampliação do sistema de saneamento na Rua do Mercado, e, em Agosto desse mesmo ano, iniciouse o mesmo tipo de intervenção na Av. do Brasil. Um dos objectivos desta intervenção, segundo a mesma nota, “é a criação de uma grande sala de visitas da cidade”, que funcione, simultaneamente, como “uma âncora de desenvolvimento do próprio concelho”. A sua localização, próxima do centro histórico, cria neste plano de ideias, segundo a Câmara de Santarém, uma “importância acrescida” na prossecução da filosofia que esta pretende implementar na forma como é vivida a cidade, com particular ênfase na “relação com o seu núcleo mais antigo”. A intervenção possibilitou a criação de espaços como, um parque infantil, zonas de esplanadas, zonas de estadia para idosos, zonas de meditação/leitura e diversas zonas de convívio.

“Este espaço, em complementaridade com a grande praça, possibilita também a realização de eventos, como espectáculos e feiras temáticas diversas, funcionando como um centro comercial ao ar livre, trazendo de novo a população a viver e respirar a sua Cida-

de,” acrescenta a nota. O tema central que serviu de inspiração para a intervenção em termos de espaço de lazer, “foi a Liberdade, no sentido lato do termo”, cujo início em termos empíricos, se verifica no monumento de homenagem a Salgueiro Maia, desenvol-

vendo-se pelo eixo formado até ao edifício do Tribunal. A definição dos espaços verdes, teve como preocupação base, segundo a autarquia escalabitana, “a manutenção do maior número possível de espécies arbóreas existentes, assente num rigoroso estudo”. PUB

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Ponto final

Ponto final Morreu José Saramago! Personagem controversa, constituía, contudo, a mais importante figura da actual literatura de língua portuguesa. Figura que, para uns, era um mal disposto crónico, plasmado das certezas que o marxismo induz. Para outros, uma pessoa de ideias próprias, sem paciência para um mundo onde domina a lógica de rebanho e a ilusão do faz de conta. Para uns, alguém que desmistificando mitos ancestrais, não receou enfrentar a toda-poderosa hierarquia católica. Para outros, alguém que se serviu de uma imagem conveniente de “anti-cristo” para potenciar, ainda mais, a promoção das suas obras. A sua morte lançou mais uma vez a polémica! Para alguns, o Estado não soube separar diferentes (mas naturais) visões do Mundo, do facto incontroverso de se tratar de um dos poucos portugueses de dimensão mundial. “Anti-fachista” e personalidade de inegável sentido de justiça social. Outros, argumentam com a sua perspectiva totalitária e com o facto de “não ser um democrata” e “defensor, inequívoco, da liberdade”. Todos, naturalmente, absolutamente convictos da sua verdade! Sem perceber, aliás, a relatividade das coisas! Afinal, a liberdade permite e fomenta a desigualdade e pode reduzir a justiça social a níveis, muitas vezes, incipientes. Já a limitação da mesma (chamemos-lhe assim), embora possa impor níveis de justiça e equidade maiores, acarreta formas de imposição e coerção que tolhem e oprimem a autonomia individual. O ideal seria viver numa sociedade, simultaneamente, mais justa e mais livre! Enquanto isso não acontece, vamos defendendo sistemas políticos que impõem coercivamente a justiça social ou permitem, livremente, discriminações e desigualdades várias. Sem que, em qualquer dos casos, nos possamos vangloriar dos mesmos constituírem um ideal simultaneamente sublime e realizável. Pelo menos, inequivocamente sublime e inequivocamente realizável. Aurélio Lopes PUB

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Edição n. 6.210 de 25 de Junho de 2010