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CORREIO DO RIBATEJO

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Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

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4 de Junho de 2010 • 119.º ano • N.º 6.207 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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47.ª Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo é inaugurada amanhã

Agricultura e energias renováveis nas agendas nacional e europeia “Via Expresso Jovem” dá primeiro fruto em Santarém

A 47.ª Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo é inaugurada amanhã, sábado (dia 5), pelo ministro da Agricultura, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, pretendendo ser um “pólo agrícola europeu”. A presença do Ribatejo sai este ano reforçada com a realização, naquele espaço, da FERSANT – Feira das Actividades Económicas da Região de Santarém. O tema central da Feira deste ano é “Energias Renováveis” e será debatido durante o evento, com o apoio da Associação para o Desenvolvimento Sustentável e de outras instituições de carácter científico. p. 3 a 7

A Feira de Agricultura

A Feira do Ribatejo

p. 8

Entrevista

Carlos Empis: “Um forcado tem de estar disposto a tudo” p. 28

Luís Mira

Joaquim Themudo Batista

Administrador do CNEMA

Membro da Comissão que ergueu a Praça de Toiros de Santarém

“A Feira está mais forte”

“Era uma Feira mais bairrista”

p. 4-5

p. 6

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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Tudo em Pneus Sede: Av. D. Afonso Henriques, 87-91 – Telef. 243 323 304 – Fax 243 326 719 – Apartado 161 – 2001-902 SANTARÉM Filial: Estrada Nacional 3 Km. 41,2 – Portela das Padeiras – Telef. 243 356 000 – Fax 242352113 – 2000-646 SANTARÉM

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“O CNEMA tem de ser visto como um mercado conciliador. Tem de ser feito um esforço para nos juntarmos e proporcionarmos certames de nível nacional. Aproximam-se tempos muito difíceis e só com um grande espírito de cooperação entre todos os nossos parceiros, actuais e futuros, poderemos desenvolver novas iniciativas e consolidar as existentes. É esse esforço de cooperação que faz com que este ano, e numa altura de crise, a Feira se encontre mais forte que no ano anterior, com mais expositores e um maior número de actividades e iniciativas” Luís Mira, administrador do CNEMA em entrevista ao Correio do Ribatejo.

João Pedro Marques Cardoso Silva, aluno da EB 2,3 de Mem Ramires de Santarém é vicecampeão de Cálculo Mental ao nível do 5º ano, entre 120 mil participantes. A final nacional foi realizada no Centro Cultural de Cascais, dia 24 de Maio, e premiou o jovem aluno escalabitano que já no ano passado cometeu a mesma proeza. Calculase que para o ano, o João Pedro faça mentalmente mais um esforço e consiga atingir o lugar mais alto do pódio o que, para já, não passa de um simples cálculo mental deste Click!…

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António Fernandes Preservando a autenticidade das receitas genuínas com as suas raízes, continuamos pelas paragens dos sabores minhotos, com uma Torta de Camarão, umas Angulas com Toucinho, uma Arrozada de Galarós do Poleiro das Pitas e uns deliciosos Foguetes de Amarante Torta de Camarão Ingredientes: Para 10 pessoas • 6 colheres (das de sopa) de farinha trigo (bem cheias) • 1 chávena almoçadeira de leite • 3 gemas de ovo • 6 claras • sal e pimenta q.b. Confecção: Desfaz-se a farinha com o leite, juntam-se as gemas e as claras batidas em castelo. Barra-se um tabuleiro com manteiga (41cm x 30cm x 5cm), e coloca-se a massa e vai ao forno. Quando estiver cozida (25 minutos aproximadamente), vira-se em

cima de um pano e barra-se com o creme de camarão que já deve estar pronto, e enrola-se como qualquer outra torta. Creme de Camarão para a torta • 1 kg. de camarão • 300 grs. de farinha • 4 gemas • 1 litro de leite Confecção: Faz-se um refogado com a margarina (sem deixar aloirar a cebola). Junta-se o camarão, depois de cozido e descascado, ao refogado; depois, junta-se a farinha desfeita com o leite e as gemas. Estando o creme pronto recheia-se a torta. Angulas com Toucinho Valença do Minho Ingredientes: Para 4 pessoas • 800 g de angulas ; • 125 g toucinho gordo ; • 2 colheres de sopa de azeite ; • 2 colheres de sopa de banha ; • colher de chá de colorau ; • 2 folhas de louro ; • sal ; • pimenta ; • sumo de limão Confecção: Lavam-se as angulas em várias águas até largar completamente a viscosidade. Escaldam-se em água bem

quente, mas não a ferver. Corta-se o toucinho em tiras, que se levam ao lume a derreter com a banha e o azeite. Quando o toucinho largar uma boa parte da gordura, introduzem-se as angulas, o colorau, o louro e a pimenta. Deixam-se refogar um pouco, rectifica-se o tempero, que deve ser bem apimentado, e antes de servir adicionam-se alguns pingos de sumo de limão. Diz o povo desta vila que, para ficarem bem, as angulas (ou meixões) devem ser afogadas três vezes: primeiro afogadas em água (bem lavadas); afogadas depois em gordura (cozinhadas com bastante gordura); e finalmente afogadas em vinho (acompanhadas de um bom vinho). As angulas são pequenas enguias que se capturam muito novas. No nosso País esta pesca faz-se no rio Minho e na ria de Aveiro. Do Minho são geralmente exportadas para Espanha. Arrozada de Galarós do Poleiro das Pitas Ingredientes: • galipanso das polhas • 350 grs. de arroz • 100 grs. de presunto e salpicão

• 2 colheres de sopa de (banha) • 1 dl de azeite • 1 cebola grande • salsa • cominhos • sal • pimenta • vinagre Confecção: Primeiro: Ser mesmo caseiro de ovos de boa galinha poedeira galados por galos e deitados a chocar em Lua Nova, sem outro epíteto que não seja do quinteiro alimentado a couves e milho amarelo. Segundo: não abusar dos temperos (esses guardem-nos para os ditos dos aviários e muitos são pouco). Depois de cortado a gosto dá-se-lhe um banho simples com vinagre, vinho verde branco e sal. Nada de vinha de alhos. Terceiro: um bom esturgido bem puxado de azeite e banha (nada de óleos), com colorau, pimenta branca e muita salsa picadinha. Os galarós vão a estufar sem se deixar apurar demasiado. Quarta nota: o arroz gomadinho. O excesso de gordura em que foi refogado o dito tira-se da panela. O “fundo” é que fica para a calda. Leva chouriça e bocadinhos de presunto da casa. Antes de abrir o greiro deita-se o sangue. Junta-se o franganote (sem gordura), a tempo da fervedura final.

Último conselho: medir bem as quantidades de sangue e de calda (para não ficar aguado) rectificar temperos, dar tempo suficiente antes da fervura para que as carnes se impregnem dos elementos componentes. Serve-se a fugir. Foguetes de Amarante Ingredientes: • 250 g de açúcar ; • 125 g de amêndoas ; • 2 ovos inteiros mais 7 gemas ; • folhas de obreia (hóstia) ; • 250 g de açúcar para a calda Confecção: Leva-se o açúcar ao lume com um pouco de água (1 dl mal medido) e deixa-se ferver até fazer ponto de espadana. Juntam-se as amêndoas peladas e raladas e

deixa-se cozer até espessar. Retira-se do calor e, depois de frio, adicionam-se os ovos. Mexe-se muito bem e leva-se o doce novamente a lume brando, mexendo, só para cozer os ovos. Cortam-se as folhas de obreia em quadrados com 5,5 cm. Com um paninho molhado em água fria humedecem-se um a um os quadrados de obreia. À medida que se vão humedecendo, vão-se recheando com o preparado anterior bem frio e enrolado em forma de charuto. Levam-se ao forno, devendo os topos ficar virados para o lado do calor (fornos a gás). Depois de frios, passam-se por uma calda de açucar em ponto de pérola e deixam-se secar. Boas e deliciosas viagens pelos sabores.

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“A TAVERNA DO FADO” patrocina a “Viagem dos Sabores Regionais”


feira nacional de agricultura

Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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47.ª Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo é inaugurada amanhã

Feira põe agricultura e energias renováveis nas agendas nacional e europeia ciações e cooperativas do sector. A Feira assume-se ainda enquanto espaço de cariz tradicional, com desfiles e provas de campinos, actividades equestres, demonstrações de escolas de toureio, treino de forcados, provas de velocidade, perícia e condução de cabrestos, exibições

de folclore e música tradicional e popular.

Animação para todas as idades Além das largadas de toiros e mesa de tortura, a organização preparou ainda para as noites uma vasta agenda de espectáculos musicais, nomeadamente Mic-

kael Carreira (5 de Junho), Tony Carreira (6 de Junho), Daniela Mercury (9 de Junho), Ana Moura (10 de Junho), Buraka Som Sistema (11 de Junho) e Xutos e Pontapés (12 de Junho). Pelo palco vão ainda passar Sevilhanas, Bandas Filarmónicas e Tunas. No primeiro fim-de-se-

mana de Feira decorrerá o Encontro do Folclore Português com a participação de dez ranchos representativos de diversas regiões do país e a realização de Mercados Tradicionais. No último, dias 12 e 13 de Junho, a animação estará a cargo de diversos ranchos do concelho de Santarém. PUB

A 47.ª edição da Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo (FNA/FR) é inaugurada amanhã, sábado (dia 5), no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, pretendendo ser um “pólo agrícola europeu”. O Comissário Europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural e a ministra espanhola de Medio Ambiente y Medio Rural Y Marino que ocupa agora a presidência do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia são algumas das presenças previstas no evento que contará ainda com as visitas do Presidente da República (dia 6) e do Primeiroministro (data por confirmar), do ministro da Agricultura e secretários de Estado, entre outras personalidades da vida político-partidária portuguesa. A presença do Ribatejo na Feira é, este ano, reforçada com a realização da FERSANT – Feira das Actividades Económicas da Região de Santarém. Os Municípios do Ribatejo ocuparão um lugar de destaque na Feira, coordenados pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT). Durante a Feira Nacional de Agricultura será descerrada uma placa em homenagem a José Manuel Casqueiro, antigo presidente do CNEMA, já falecido. O tema central da Feira deste ano é “Energias Renováveis”, que será debatido durante o evento, com o apoio da Associação para o Desenvolvimento Sustentável e outras instituições de

carácter científico.

O “Prazer de Provar” No novo espaço “O Prazer de Provar” estará patente o 3º Salão Nacional de Alimentação, o 4º Salão Nacional de Azeite e o 5º Festival Nacional do Vinho, onde se darão a conhecer os tipos de azeite, vinhos, méis, queijos, enchidos e outros alimentos e bebidas produzidos nas diferentes regiões do país. Paralelamente, irão realizar-se mostras e degustação de produtos e acções de demonstração de cozinha (show cooking) onde se farão harmonizações com Vinho/Azeite e Iguarias conduzidas por chefes de renome. O Mel será também um produto de relevo nesta edição, realizando-se o 1º Concurso Nacional que conta com o apoio da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal. Este ano estão previstas diversas competições, nomeadamente a final do “Concurso Nacional de Escanções”, a 6 de Junho, após a qual os vencedores farão demonstrações ao público. Ao nível gastronómico, a Feira conta ainda com a participação de restaurantes de carnes de raças autóctones e tasquinhas regionais promovidas por associações e colectividades.

Mundo Rural em exposição Em exposição, estará uma mostra alargada das diferentes raças nacionais assim como máquinas, bem como uma representação de asso-


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feira nacional de agricultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Luís Mira, administrador do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas

Praça central do parque de exposições passa a designar-se José Manuel Casqueiro A 47.ª Feira Nacional de Agricultura, 57.ª Feira do Ribatejo, é inaugurada amanhã, às 15h00, no Centro Nacional de Exposições, pelo ministro da Agricultura António Serrano. O CNEMA vai atribuir o nome de José Manuel Casqueiro à praça central e promete uma abordagem moderna sobre a agricultura. Luís Mira, administrador do CNEMA, nesta entrevista ao Correio do Ribatejo, destaca “a abertura diferente” existente com o governo, garante uma feira “mais forte que no ano anterior” e critica “a burocracia” do programa PRODER que segundo Luís Mira, “é bem o exemplo da política agrícola portuguesa, impensável e irracional”. Correio do Ribatejo: Estão anunciados diversos membros do governo na Feira deste ano. O CNEMA fez as pazes com o governo? Luís Mira: É um facto que nos últimos quatro anos, o governo não marcou presença nesta Feira. Nós somos os mesmos, e o problema de então era que o anterior ministro da Agricultura não tinha relações com os agricultores. Este ano, com o mesmo Primeiro-Ministro, e com o governo da mesma tendência, as relações são diferentes, o que quer dizer que não é um problema político, não é um problema com a cor do governo, mas sim um problema com a pessoa em si que não pretendia estar com os agricultores, o que não é explicável por ninguém. Este ano com uma abertura diferente, voltamos à normalidade, com a sua presença na Feira dos agricultores. O que poderá a Feira e a Agricultura nacional ganhar com a visita à Feira do Comissário Europeu e da presidente do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia? Só reforça que na Feira deste ano irão estar presentes as maiores individualidades europeias a nível de Agricultura. O comissário vem à

Feira dar a conhecer aos portugueses as linhas da reforma da PAC, pós 2013, e a ministra espanhola vem na qualidade de presidente do Conselho de Ministros Europeu, sendo uma presença muito importante que reforça a importância desta Feira, numa altura em que se discute a PAC. Contamos com as presenças do ministro da Agricultura a inaugurar a Feira, a visita do Sr. Presidente da República, bem como dos líderes de todas as forças partidárias. O que se pode esperar da Feira deste ano? Em termos de expositores a realidade não é a mesma de há 30 anos. Nesse tempo, países como a França, Alemanha, Holanda, Espanha, estavam presentes neste certame com pavilhões dos respectivos países. Neste momento, a presença institucional desses países diminuiu dado que estão a apostar nos novos Estados membros da União Europeia. Ao nível do nosso país, os Municípios vão marcar forte presença nesta Feira? No ano passado iniciámos uma nova colaboração com os Municípios da região que estarão presentes num espaço nobre do certame, os

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ciativas e consolidar as existentes. É esse esforço de cooperação que faz com que este ano, e numa altura de crise, a Feira se encontre mais forte que no ano anterior, com mais expositores e um maior número de actividades e iniciativas.

Luís Mira quer que o CNEMA seja visto como “um mercado conciliador” a nível nacional

claustros da entrada. Mesmo num ano de crise? Esse é um problema que, infelizmente, não é só dos Municípios. É um problema do país com o qual temos de viver. Penso que irão aproveitar a Feira para acções individualizadas de modo a tirarem o maior partido possível da Feira, disso não tenho dúvidas. Este ano a parceria com a Nersant é importante para a Feira? Existe um conjunto de sinergias de modo a tornarmos a Feira mais forte e o facto de associações como a Nersant participarem na mesma é o sinónimo de pretenderem

uma maior visibilidade, dado que a presença das individualidades que irão visitar a Feira não são, de modo algum, normais num outro certame de cariz regional, sendo, por conseguinte, uma mais-valia a sua presença. É a imagem de um CNEMA de portas abertas para a região? Sim. O CNEMA tem de ser visto como um mercado conciliador em que tem de ser feito um esforço para nos juntarmos e proporcionarmos certames de nível nacional. Aproximam-se tempos muito difíceis e só com um grande espírito de cooperação entre todos os nossos parceiros, actuais e futuros, poderemos desenvolver novas ini-

Tais como? Como pode ver no programa da mesma, iremos ter uma quantidade de debates com intervenientes do maior relevo. Repare no programa de seminários agrícolas, debate sobre o futuro da PAC com a presença do comissário, seminário sobre seguros, matéria da maior importância para os agricultores, com uma intervenção da comissão Europeia a nível institucional, e a intervenção do director-geral da Enesa espanhola que é a maior autoridade sobre seguros em Espanha, o país onde este sistema melhor funciona; um seminário sobre o PRODER que é o programa mais importante de apoio ao sector agrícola, com a presença da sua directora e da presidente do IFAP; seminário sobre florestas com a participação do secretário de Estado da Agricultura e Ambiente, em como preparar as florestas para as alterações climáticas, um simpósio sobre investigação à produção animal, seminário sobre vitivinicultura, em como tornar esta actividade rentável, mais uma quantidade de acções em que se pode demonstrar, desde há cinco anos a esta parte, nunca existiu um programa tão ambicioso como este ano, ou comparável.

iniciativas ligadas à Alimentação… Por exemplo, o que irá decorrer na nave A, com o “Prazer de Provar”, iniciada há dois anos e que este ano irá ser uma aposta muito forte, em que fazem as provas enogastronómicas, com as várias regiões do país representadas. Mas estamos a falar de uma feira agrícola ou de uma feira gastronómica? Repare que as feiras agrícolas em toda a Europa evoluíram para feiras de convite ao consumidor, a provar e comprar os seus produtos. Já não existe, hoje em dia, a Feira de há 30 anos, com o tractor exposto que foi vendido ao Sr. X ou Y, o que existe e temos de lutar e convencer as pessoas a seguir essa tendência, é uma feira comercial, em que todos os agentes económicos têm de ser agressivos comercialmente, em que é muito importante o expositor no fim da Feira ver que o seu investimento foi rentabilizado e se traduziu em muitos bons contactos futuros, ou em vendas na própria Feira. Não se pode encarar a Feira como tem acontecido, sendo uma exposição que é uma grande “estopada”, não é essa a postura. Não existe ninguém que vá a uma Feira, e que não vá propensa a comprar, seja do mais pequeno ao maior. A mentalidade do expositor é que tem de ser diferente, com mais pró-actividade e positivismo. Veja o exemplo dos vinhos, azeites, queijos, em que se dão provas de modo a

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feira nacional de agricultura que as pessoas saboreiem os mesmos, caso gostem, compram. É uma questão de mudança de mentalidades. Como se comprova pelos exemplos apontados, isto é uma Feira para vender e para comprar, agora os expositores têm de ter essa mentalidade, pois não encontrarão um certame onde entram 160.000 potenciais clientes. A compra tem um momento e é esse momento que não se pode desperdiçar. Apelo por isso aos expositores que venham à Feira com “ganas” de vendas e rentabilidade por que isso é bom para todos. Em que vertente da Feira é possível melhorar? É sempre possível melhorar. Repare, na parte dos animais, uma pessoa vai a Feiras aqui à vizinha Espanha e vê pavilhões repletos. Aconteceu-me no ano passado, e perguntei como o conseguiam. O Estado subsidia em investigação 500 euros por animal, o que faz com que os criadores invistam e fomentem o mercado, de modo a elevar a qualidade de um reprodutor. É necessário a inovação, e apesar de todos os políticos falarem do assunto, nada fazem ao nível da investigação. Repare o mercado dos vinhos e azeites que tem subido o seu nível de exportação, por que os nossos enólogos e olivicultores têm investido em formação nos mercados mais concorrenciais. Hoje em dia, um enólogo quer progredir e vai por exemplo à Austrália ver e aprender, não se limita a ficar por aqui no ‘burgo’… A Agricultura tem passado momentos muito complicados porque a PAC muda de três em três anos e é muito difícil para qualquer sistema produtivo mudar a sua orientação

Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Mas é possível ou não, nos dias de hoje, praticar uma agricultura rentável? Repare, tudo vai das nossas produções. Se conseguirmos produzir para as nossas necessidades não precisamos de exportar dado que passamos a importar menos, o que é igual. Um exemplo concreto: produzimos 50% da carne de vaca que consumimos, se passarmos a produzir 70%, já só temos de importar 30%, produzimos mais e importamos menos. A Agricultura é um sector que retém carbono, produz oxigénio, filtra água, é o único sector que trabalha com o ambiente e tudo isto foi desvalorizado nos últimos 20, 30 anos. Estou certo de que essa época irá voltar para defesa dos agricultores e da Humanidade. O tema da Feira este ano são as energias renováveis... Sim, iremos ter alguns expositores que vão empreen-

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chamar-se “José Manuel Casqueiro”, cerimónia que será presidida pelo senhor Presidente da República.

com esta rapidez. A Agricultura poderá, a curto prazo, a ser francamente rentável? Até 1992, na Europa, os agricultores tinham só de produzir para alimentar a população europeia. Foi esse o objectivo da PAC, que foi atingido. Nesta altura, existiam excedentes de carne e de leite, por exemplo, pelo que a política de então seria a de acabar com os excedentes, isto em 2000. A partir dessa altura, a Europa não sabe qual o rumo a dar aos seus agricultores, penso eu que se distraiu, voltando-se para a energia que é também muito importante. Só que nós temos de comer e um espaço que não tem uma auto-suficiência alimentar fica vulnerável a um outro espaço.

CORREIO DO RIBATEJO

Como estão as relações com a Câmara de Santarém? Estamos a falar com a Câmara de modo a existirem uma correlação de sinergias entre as partes, nomeadamente na intensificação de transportes da cidade para a Feira e vice-versa.

“A burocracia do PRODER, com 52 medidas, é bem o exemplo da política agrícola portuguesa, impensável e irracional”, afirma Luís Mira

der algumas iniciativas. A Agricultura tem condições para produzir culturas que não se destinam à alimentação humana e que podem produzir energia. Note-se o caso da Alemanha que está a fazer estas culturas em grande escala e é, talvez, uma das razões pelas quais o rendimento do agricultor alemão subiu 12%, quando em todos os restantes países da Europa o mesmo baixou (franceses baixaram o seu rendimento em cerca de 40% e em Portugal a queda foi de cerca de 30%). Isso perspectiva mudanças nas políticas europeias? No futuro, a nossa política agrícola terá de ser diferente e não cometer os erros que o anterior ministro cometeu e que foram de uma gravidade extrema, sendo as piores opções que poderia ter tomado. A PAC dá espaço aos Estados a tomarem opções e existem projectos que serão uma grande uma grande mais valia. Projectos com maior eficiência energética e maiores factores de produção, seja em que sector for. Agora… projectos em que o Agricultor

investe 70% do dinheiro, e o programa comunitário põe 30%, quem sabe o que está a fazer é o agricultor é ele que tem de liderar o projecto e não o Estado português. Isto para lhe demonstrar o seguinte: Um agricultor tem um tractor com 20 anos que gasta 30 litros gasóleo, pretende trocar por um mais novo que lhe consome menos 50% e com o qual tira um maior rendimento do seu trabalho. Propõe a compra mediante um projecto com uma quantidade enorme de itens, este projecto demora eternidades a ser despachado e sem haver a certeza da sua aprovação. Este agricultor está a ser prejudicado pelo Estado dado que os custos continuam elevadíssimos e este, em vez de rapidamente resolver a situação, pelo contrário, só a complica. É inadmissível. Em Espanha, um caso destes tem um programa, que nem querem saber de projectos. O senhor tem um tractor com 15 anos, tem uma subvenção de ajuda com o fim de uma melhor rentabilidade do seu negócio, por que, assim, o país está igualmente a ser benefi-

ciado. A burocracia do PRODER, com 52 medidas, é bem o exemplo da política agrícola portuguesa, impensável e irracional. Um PRODER que tem dado para tudo em Portugal… O comum dos portugueses não tem noção das verbas envolvidas neste projecto. São dois TGV, um aeroporto… A verba são 4.600 Milhões de Euros que deviam ser utilizados objectivamente e sem burocracia. Não pode ser um PRODER com 52 medidas. Desburocratizem o sistema, façam 10, 20 medidas. E isto não é culpa da União Europeia, é culpa do Estado português. De regresso à Feira. Este ano vai ser prestada homenagem a José Manuel Casqueiro? Porquê? Faz todo o sentido, além de ser totalmente merecida. Não nos devemos esquecer que foi ele, com mais uns poucos agricultores que iniciou a CAP. Que foi uma das ‘cabeças’ aqui do CNEMA, pelo que a sua praça central passará a

Este ano a aposta para levar público à feira continuam a ser os mega-concertos... É um investimento que fazemos e que tem de ser rentável. Não estamos na Feira de há 30 anos em que o Sr. Celestino Graça, com todo o valor, enchia a Feira para se verem os Ranchos Folclóricos. O tempo mudou, e hoje, além dos Ranchos temos de ter atractivos para as camadas mais jovens, além de nos servirmos da centralidade de Santarém a nível do país. É um incentivo para as noites da Feira, após os dias em que temos as mais diversas demonstrações de folclore, de treinos de forcados, das corridas de campinos, à condução de cabrestos, etc, etc... Por último, que convite quer deixar a quem ler esta entrevista? Que venham à Feira de modo civilizado, que participem nos colóquios e nas actividades da mesma, que se divirtam e tirem o maior proveito da Feira, e lembrar as pessoas que além do bilhete diário (cinco euros), existem cadernetas de dez bilhetes pelo preço de 35 euros e livres trânsitos, pelo preço de 18 euros. António Rhodes Sérgio PUB

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Joaquim Themudo Batista, memória viva da Feira do Ribatejo e Monumental Celestino Graça

“Era uma Feira mais bairrista, mais folclórica” Foi da Comissão “Pró toiro”, responsável pela construção da nova praça de toiros, mais tarde Monumental Celestino Graça. Com 81 anos e uma memória prodigiosa, Joaquim Themudo Batista recorda-nos, nesta entrevista e na primeira pessoa, a construção da Praça de Toiros no campo da feira. As peripécias da obra e o envolvimento que criou junto da sociedade escalabitana. Compreende que a Feira tivesse de alargar o seu espaço indo para o CNEMA mas é com nostalgia que recorda a feira antiga em redor da praça que ajudou a erguer. Sobre esse tempo, deixa falar o coração: “Que pena e saudade! Só quem viu!...”

Como surgiu a ideia de construção da nova praça de toiros em 1964? Essa ideia nasceu porque estávamos há 12 anos a dar espectáculos na praça antiga, para angariar dinheiro para a Misericórdia que passava por muitas dificuldades. Todo o dinheiro que se ganhava nunca chegava, nem para a manutenção da mesma, visto que estava sempre a precisar de obras. Devido à sua lotação? O problema não era a lotação como as pessoas poderão pensar. O problema era o custo de manutenção, sendo a praça propriedade de uma instituição que não tinha dinheiro. Nasceu então a ideia de se fazer uma comissão para a realização de uma praça. Quem esteve sempre à frente do projecto foi António Canavarro que já tinha sido provedor da Misericórdia e pessoa a quem Santarém muito deve. Faziam parte dessa comissão, além de António Canavarro, Luís Barreiros Nunes, João Falcão, João Trancas, Cabrito Alves, Caetano Marques dos Santos, Celestino Graça, António Quintas, Joaquim Mascarenhas e Silva e eu próprio. Essa era a comissão para a construção da praça. E a escolha do terreno? Esse foi o primeiro passo que tivemos de dar e encontrámos a generosidade da família do senhor Tenente José da Cunha Bello que nos doou o terreno da actual praça e terrenos circundantes com uma área aproximada de 15.000 metros quadrados. Depois fomos à procura do projectista e foi António Canavarro que conseguiu que o arquitecto Pedro Cid, graciosamente, elaborasse o projecto de construção da praça. Era tudo realizado graciosamente? Todas as pessoas que estavam nesta comissão trabalhavam graciosamente, sem qualquer objectivo monetá-

rio. Depois, tivemos de tratar de desanexar os terrenos da praça de toiros velha, de modo a serem vendidos, para arranjar fundos para a nova construção. Repare, na altura como disse atrás, a Misericórdia tinha muitas dificuldades, e não podíamos contar com o seu apoio. Contámos isso sim com a ajuda de Artur Duarte, provedor da Misericórdia e do presidente da Câmara de então, Luís Demony, que deram o seu aval pessoal à obra. Como funcionava essa comissão? Cada um de nós contribuía do modo que podia, sendo os mais efectivos, porque a vida assim o permitia, António Canavarro, João Falcão e eu próprio. Por exemplo, o engenheiro João Falcão, durante os anos em que estivemos a dar corridas na praça antiga, emprestava uma camioneta e o motorista, para trazer os cabrestos que vinham emprestados do senhor António Paulino. Eu emprestava a minha camioneta para levar os toiros ao matadouro, que geralmente era no Montijo, no Isidoro, que também foi muito nosso amigo. O Joaquim Lima Monteiro emprestava as jaulas para os toiros… Quer dizer, toda a gente ajudava por que estávamos, no fundo, a ajudar a Misericórdia. Como é que chegaram ao empreiteiro? Isso é uma história muito curiosa. Repare como as coisas se passavam na altura, e estávamos já a falar de um projecto que em Portugal não existia outro igual, ou semelhante. O Sr. Dr. António Canavarro, falou com o Ricardo Rhodes Sérgio e contoulhe o projecto, e este, por sua vez, contou ao Sr. Manuel Conde que era um grande toureiro, e que vivia em Alcoitão, ali para os lados da Praia das Maçãs. Este, quando ouve falar do projecto da praça com aquela dimensão, e das novas possibilidades

homem extraordinário, e que estava sempre a “magicar”, em coisas novas. Na reunião em que fechámos contas com o pagamento da praça, logo disse o Celestino “agora temos de montar a electricidade”. Ainda mal tínhamos acabado de sair duma, já nos queria meter noutra, e conseguiu, montou-se a electricidade, deram-se mais uns espectáculos, e ficou tudo pago.

que esta traria, com umas condições fantásticas para os toureiros, e com uma lotação de cerca de 13.000 pessoas, afirmou logo que não podíamos deixar fugir esta oportunidade e prestou-se a ajudar no que for preciso. Um projecto destes é fantástico para nós toureiros, disse. Dito e feito, o Sr. Manuel Conde conhecia bastante bem Alves Ribeiro, com quem passava férias, pelo que logo lhe falou, questionando o seu interesse de construir a praça. Passados dois dias dessa conversa já estavam em Santarém a reunir connosco. Tem ideia de quantas pessoas trabalharam na construção da praça e o seu custo? Quantas trabalharam não tenho ideia, agora sei perfeitamente qual o seu custo que foi de 8.000 Contos (40.000 j), e construída em 6 meses. Foi um trabalho extraordinário com uma entrega das pessoas total. Começámos em Janeiro, e o nosso objectivo era a Feira do Ribatejo e conseguimos. Não houve derrapagens no orçamento… (Risos…) Nessa altura não havia desvios nos orçamentos, o que era contratado era para respeitar, e a firma Alves Ribeiro foi de uma idoneidade extraordinária. A Praça, já nessa altura, apresentava algumas inovações. Quais? A Praça foi construída e preparada para as corridas de toiros de morte, com rampa de arraste, e sala preparada para desmanche dos toiros com a possibilidade de instalação de uma rede de frio. Os curros foram uma inovação em termos de espaço e maneabilidade, inclusivamente com hipótese de desenjaulamento de toiros em público, pois tem um pátio interior preparado para o efeito. Tivemos muita sorte com Alves Ribeiro porque, além de ser um óptimo construtor, o pró-

prio tinha sido bandarilheiro e apoderado de toureiros, pelo que sabia da “poda”, o que muito nos ajudou. A 7 de Junho de 1964, foi então inaugurada a praça de toiros. Recorda-se da data? Quando foi para se fazer o cartel para a corrida de inauguração, o Eng. João Falcão e eu próprio fomos a casa do Manuel Conde para o convidar a tourear a corrida. Quando lá chegámos diz-nos ele: “Os senhores ainda me vêm pedir para tourear a corrida? Ó meus amigos, nós toureiros é que temos de vos agradecer, é que os senhores andam a trabalhar para nós. E fiquem sabendo, já falei com outros colegas meus e vai tudo sem cobrar”. Com todos os cavaleiros a tourearem de “borla”, e não foram só os toureiros, foi toda agente que trabalhou nesse dia na Praça foi graciosamente, desde porteiros, corneteiro, banda, etc, etc. A praça estava totalmente cheia, o que era impensável para muitos, mas conseguimos. Uma história curiosa: as visitas às obras durante a construção eram imensas, vinha gente de muitos lados ver e alguns até ajudar, mas principalmente pessoas ligadas à Festa. Uns 15 dias antes da inauguração, o Ricardo Rhodes Sérgio e o Luís Gameiro fizeram mais uma visita à praça. Foi quando a arena ficou pronta e o Luís

pediu para ir lá abaixo vê-la. Lá foi e quando demos por nós vimos que ele estava a contar os passos do diâmetro da mesma. Diz lá debaixo “Ó Ricardo olhe que isto é muito grande, não estamos habituados e não vai ser fácil”. Acabou por ser ele a pegar o primeiro toiro desta praça e o Dr. Fernando Salgueiro, o primeiro a lidar um toiro! Quanto tempo demorou pagar a praça? Com o dinheiro que trazíamos da comissão da praça antiga, mais a venda dos terrenos, mais a receita deste espectáculo de inauguração, a praça ficou paga em um ano. Foi um risco grande? Foi, mas tínhamos a noção de que não podíamos falhar, porque a Santa Casa da Misericórdia é que não podia ficar a perder. Na altura, e porque não sabíamos se as pessoas aderiam ou não à ideia, criámos um grupo, à volta de 100 pessoas, para o caso do resultado ser negativo. Aí seria esse grupo a suportá-lo, de modo a que a Santa Casa não saísse prejudicada. Quando acabaram de pagar a Praça, ao fim de um ano, surgiu logo novo investimento, desta vez na luz eléctrica… Olhe isso foi obra do Celestino Graça, que era um

Joaquim Themudo Batista, junto à placa que perpetua o reconhecimento da Misericórdia a todos os que contribuíram para a edificação da Praça de Toiros de Santarém

Quantos espectáculos davam na anterior praça antiga por temporada? Fazíamos três corridas por época, sendo que a segunda, muitas vezes, não se chegava a dar, devido aos problemas existentes no piso. As corridas geralmente metiam praça cheia, que nos gerava um problema, que era ver se a praça não caía! Com a praça nova todos esses problemas deixaram de existir. Dáva-mos quatro corridas e uma novilhada na Feira do Ribatejo e uma na Piedade, afirmando e demonstrando que nunca perdemos dinheiro com a praça. Ainda mais com a Feira junto à Praça... Esse é outro factor que poderia trazer gente à praça, mas uma coisa lhe garanto, se o cartel não fosse de primeira as pessoas não iam às corridas. Na altura davam-se muitas corridas mistas, e tínhamos de trazer as maiores figuras, como trouxemos o Paco Camino, o Manuel Benitez “El Cordobes”, etc, etc. Como era o ambiente dessas Feiras? Sempre com muita gente, suponho? Muita! Muita! Na altura não existia a auto-estrada e as filas chegavam a ser de Santarém até ao Cartaxo. Vinham pessoas de todo o lado. Era uma Feira mais bairrista, mais folclórica, apesar de ter muitos expositores profissionais de Agricultura, e que faziam negócio na Feira. As pessoas esperavam pela Feira para ver as novidades, e gostavam de comprar na Feira, hoje existe a internet… As casetas existentes de alguns lavradores, o Club de Santarém, o pavilhão da Caridade, o Castiço, os Marialvas, a Adiafa com filas brutais… Que pena e saudade! Só quem viu!... Tudo tem uma época… Sim, concordo que o espaço da Feira cá em cima e com a dimensão que tinha estava a ser curto, mas agora guerras entre a Câmara e CNEMA, que em vez de andarem de mão dada andam de costas às avessas, isso não! Organizem-se!… António Rhodes Sérgio


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Política Florestal Europeia em destaque no stand da Autoridade Florestal Nacional

AFN refloresta Feira Nacional de Agricultura A Autoridade Nacional Florestal vai estar presente, entre os dias 5 e 13 de Junho, no Centro Nacional de Exposições, na 47.ª Feira Nacional de Agricultura em Santarém, cujo tema central são as Energias Renováveis. Os diversos aspectos da floresta – ameaças, biodiversidade, gestão e certificação florestal, defesa da floresta e, em suma, o retrato da simbiose floresta/

homem – vão ser enquadrados no âmbito do lançamento do Livro Verde da Comissão Europeia em Portugal. As alterações climáticas e o impacto ambiental e socioeconómico que se reflecte directamente nas florestas justificam o debate de dia 9 de Junho, “Preparar as Florestas para as alterações climáticas”. A abertura do debate conta com a presença do secretário de Estado

do Ambiente, Humberto Rosa. O encerramento fica ao encargo do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro. O tema do “Livro Verde” e as temáticas nele presentes serão abordados por Eugénio Sequeira, membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. O objectivo comum europeu é promover a gestão

florestal sustentada e adoptar práticas que contrariem as ameaças que podem vir a comprometer a defesa das florestas. Os visitantes da Feira de Santarém vão ter ao seu dispor um conjunto de esclarecimentos sobre as funções socioeconómicas das florestas, as funções ambientais, incêndios e pragas destruidoras e assim perceber que a missão de potenciar a floresta cabe a todos nós.

CORREIO DO RIBATEJO

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A floresta em números, segundo o Livro Verde - As florestas cobrem menos de 30% da superfície terrestre, e a área que ocupam está em constante diminuição; - A desflorestação, sobretudo nos países em desenvolvimento, e outras reafectações dos solos, causam ainda cerca de 12% a 15% das emissões mundiais de CO2; - A UE tem cerca de 5% da floresta mundial, tendo a sua área florestal aumentado continuamente nos últimos 60 anos; - Na UE, ardem actualmente, em média, 500 mil hectares de floresta por ano. Os grandes incêndios comprometem a conservação da biodiversidade; - No Verão de 2009, pelo menos 30% da área ardida estava localizada em sítios da rede Natura 2000 na Bulgária, França, Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Suécia.

Ministro de Agricultura defende liderança nacional no sector da cortiça O ministro da Agricultura disse sexta-feira (28 de Maio), em Coruche, acreditar na possibilidade de Portugal reforçar a liderança mundial ao nível da produção de cortiça e realçou a importância da fileira florestal na economia do país. António Serrano, que inaugurou a segunda edição da Ficor – Feira Internacional da Cortiça, que decorreu em Coruche, re-

cordou que a floresta contribui “praticamente com 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)” do país, tendo ajudado no incremento das exportações. Frisando que só o sector da cortiça representa 800 milhões de euros nas exportações, empregando 12.000 pessoas, o ministro afirmou que, num momento de “profunda crise é importante dizer que (a filei-

ra florestal) representa vitalidade e esperança muito importante para todos”. António Serrano felicitou os produtores que continuam a apostar num sector em que o investimento é feito a longo prazo, frisando que “são investidores muito especiais”, já que trabalham não para tirar rendimento no imediato mas para as gerações futuras. O ministro reconheceu o

papel do Estado como “pivot fundamental” para o sector, acrescentando que existem apoios dentro do sistema de financiamento do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). “Falta muitas vezes é organização e coordenação”, disse, afirmando esperar que a Filcork, Associação Interprofissional da Cortiça, venha a ter um “papel decisivo na coordenação e cooperação com o Estado”.

António Serrano referiu ainda o facto de existirem no país muitas entidades com actividade científica nesta área, desconhecendose muitas vezes o que está a ser feito, esperando que a Filcork e o Observatório do Sobreiro e da Cortiça (em Coruche, onde a associação terá a sua sede) ajudem a coordenar esse trabalho. “Somos líderes mundiais, quer em área de mon-

tado quer na produção da cortiça, um ecossistema muito valioso, que temos trabalhado para preservar, e que permite congregar uma série actividades”, disse, realçando o vasto património associado ao montado. Realçou ainda a importância do sector no sequestro de carbono, lembrando as actuais 5,7 toneladas/ ano que podem ainda ser aumentadas.

“Miss Scalaby” promove Santarém na Feira de Agricultura A Câmara de Santarém vai promover a Cidade e o Concelho na 47ª Feira Nacional de Agricultura / 57ª Feira do Ribatejo, que decorre de 5 a 13 de Junho no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas. A autarquia Scalabitana vai estar representada num stand com 27 m2, com um conceito que visa promover a singularidade da sua oferta turística, na zona dos claustros, num espaço dedicado e partilhado entre os municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CI-

MLT). A exploração deste conceito ultrapassa a componente visual das imagens, evidenciadas no conjunto dos 12 painéis que decoram o stand, e serve-se da animação virtual, através do uso criativo das novas tecnologias ao serviço do turismo, para deixar um pequeno e simpático robot “miss Scalaby”- surpreender o visitante com a realização de um itinerário de descoberta e interpretação. Este projecto inovador, que ganhou uma menção honrosa no Concurso Nacional de Jovens Cientistas In-

vestigadores – 2010, é da responsabilidade da Escola Profissional de Sicó, com quem a Câmara de Santarém firmou uma parceria para estarem presentes no nosso stand durante a Feira. Os artesãos e produtores de vinhos, azeites e compotas do Concelho marcam uma presença constante no stand, quer trabalhando ao vivo, quer promovendo degustações e vendas dos seus produtos que em muito promovem Santarém. No Dia do Município de Santarém, para além do artesanato ao vivo, participam

na inauguração a que emprestam o seu colorido e animação com danças e cantares, o Grupo Académico de Danças Ribatejanas, o Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém e as tunas académicas TUFES, TAGES, TAESAS, ARRIBA-Ó-TUNAPIKAS e SCALABITUNA. O stand da Câmara de Santarém funciona das 10h00 às 22h30, excepto no último dia do certame, dia 13, que encerra às 20h00, pelo que não vão faltar bons motivos para se dirigir ao CNEMA e visitar o stand da autarquia Scalabitana. PUB

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“CORREIO DO RIBATEJO” – 4-6-2010

Freguesia de Santa Iria Ribeira de Santarém

ANÚNCIO N.º 1/2010 Nos termos do artigo 19.º, da portaria n.º 83 - A/2009, de 22 de Janeiro, torna-se público que o deliberou em reunião do executivo de 25/05/2010, proceder à abertura pelo prazo de três dias após a publicação deste aviso, de um concurso a termo certo resolutivo pelo prazo de 1 ano, com possibilidade de renovação para 1 lugar para a categoria de Assistente Operacional, com a remuneração correspondente à 1.º posição remuneratória da carreira com montante, pecuniário de 450.00 j, para efectuar serviços na área da Freguesia incluindo o cemitério. A Selecção será efectuada por entrevista e currículo, dando-se preferência a quem tiver experiência na área. O Presidente da Junta de Freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém, Fernando Mendonça Rodrigues


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

“Via Expresso Jovem” dá primeiro fruto O programa “Via Expresso Jovem”, criado pela Câmara de Santarém em Março deste ano, já deu o seu primeiro fruto. Na última reunião do Executivo municipal foi apresentada uma candidatura para um projecto de investimento a desenvolver na zona industrial de Santarém, que consiste na implantação de um parque insuflável para crianças. O jovem investidor espera, através do programa em causa, obter apoio na divulgação do parque insuflável pelo concelho, através de colocação de placas na via pública e outros meios, bem como uma maior rapidez e redução de custos na obtenção das licenças necessárias para abertura e laboração da actividade. O investidor pretende, também, que a Câmara Municipal proceda ao melhoramento da estrada de acesso ao local de implantação do projecto, na Rua de São Pedro – Outeirinho. O projecto foi analisado

pelo Gabinete de Apoio ao Consumidor, o qual concluiu que o mesmo reúne as condições necessárias para receber os benefícios compreendidos no programa, designadamente, a atribuição de carimbo “Via Expresso Jovem” que o tornará prioritário aquando do processo de licenciamento, e a redução das taxas camarárias inerentes ao processo, em 50 por cento. A apreciação do processo de candidatura do projecto teve em conta os critérios de avaliação estabelecidos no “Via Expresso Jovem”: criação de postos de trabalho (neste caso, entre 2 a 3, seis meses após a instalação), a viabilidade económica e financeira (em apenas um ano, este jovem investidor conseguirá amortizar o investimento a realizar), as soluções sustentáveis no domínio do ambiente (não previstas neste investimento) e a inovação da operação (não existe nenhum projecto semelhante no concelho, nes-

te caso em concreto). O principal objectivo do investimento é a realização de actividades recreativas para crianças, com insufláveis gigantes e outras brincadeiras, nomeadamente festas de aniversário, entradas diárias individuais e entretenimento nas férias escolares. Irá, também, dispor de um espaço destinado aos pais (pequena cafetaria), onde estes poderão ficar a observar os seus filhos. No montante de 20 mil euros, o investimento será efectuado recorrendo exclusivamente a capitais próprios. O Executivo municipal aprovou a proposta de candidatura e louvou o programa “Via Expresso Jovem”. O vereador João Leite considerou uma prioridade a reparação do acesso ao local de implantação do projecto (Rua de São Pedro), uma vez que, segundo o vereador Ludgero Mendes, esta via se encontra “cheia de buracos”.

Para jovens dos 18 aos 35 anos O programa “Via Expresso Jovem” pretende incentivar a criação ou expansão de microempresas em Santarém, por jovens empreendedores e simultaneamente fomentar o aumento da criação de postos de trabalho. Os destinatários são jovens dos 18 aos 35 anos, que possuam ideias inovadoras de criação ou expansão de Microempresas, em qualquer sector de actividade. No caso de pessoas colectivas os detentores da maioria do capital têm que ser jovens entre os 18 e os 35 anos e a empresa tem que estar sediada no concelho de Santarém. Para aderir ao programa, os interessados devem preencher o formulário de apresentação que se encontra disponível através do endereço www.cm-santarem.pt e posteriormente no portal da juventude, ou solicitá-lo directamente ao Gabinete de Apoio ao Investidor.

Junta de Pernes e Associação de Santarém desenvolvem projecto “Escolhas” No âmbito de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Pernes e a Associação de Desenvolvimento Social e Comunitário de Santarém, encontra-se a funcionar o projecto “Escolhas”, para a inclusão social de crianças e jovens, no edifício sede daquela autarquia. As instalações, cedidas anteriormente à GNR, onde funciona o projecto, há cerca de um mês, gradualmente remodeladas e beneficiadas, foram inauguradas com a presença do vereador da Cultura da Câmara Mu-

Projecto “Escolhas” está em marcha em Pernes

nicipal de Santarém, Vítor Gaspar, da presidente da Junta de Freguesia de Pernes, Salomé Vieira, do presidente da Associação e da CPCJ Eliseu Raimundo, coordenadores nacionais e regionais do Projecto, técnicos, e de muitas crianças e jovens que desenvolveram diversas actividades de animação. O “Escolhas” tem ao seu serviço quatro técnicos de diferentes áreas e está a dar os primeiros passos, segundo a Junta de Freguesia, “com resultados muito animadores”.

Fernando Nobre amanhã em Santarém O candidato à Presidência da República Fernando Nobre inaugura amanhã, sábado, em Santarém, pelas 11h30, a sede distrital da sua Candidatura, situada no Largo do Seminário, e almoça com voluntários e apoiantes, visitando, ao fim da tarde, a Feira Nacional

de Agricultura. Francisco Mendes, director de Campanha da Distrital de Santarém, considera a vinda a Santarém do candidato “uma ocasião de ouro para mostrarmos a Fernando Nobre que o nosso apoio vai para além do mundo virtual e que a sua candidatura

realmente constitui um movimento aglutinador e dinamizador de alargadas camadas de população”, afirma em nota informativa enviada à comunicação social. Este almoço é aberto a todos os que quiserem participar, devendo o pagamento do mesmo ser efectuado com

antecedência, de acordo com a informação constante no site www.fernandonobresantarem.org. A visita à Feira Nacional de Agricultura terá lugar a partir das 18h00, à qual se seguirá um jantar livre, depois do qual Fernando Nobre regressará a Lisboa.

Declaração de Interesse Público Municipal para pedreira na freguesia de Alcanede A exploração de massas minerais, numa área de perto de 200 mil metros quadrados, em Vale da Mata, freguesia de Alcanede, foi declarada de Interesse Público Municipal, pela Câmara de Santarém. A declaração foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal, tendo em conta o interesse sócio-económico que aquela pedreira representa para a região, “dado que a mesma se associa a uma empresa com crescimento consistente e com um forte implantação no concelho, com o consequente assegurar de um número significativo de postos de trabalho”, segundo se lê na proposta. Antes da votação, Luís Cabrita, deputado pela CDU, considerou escassa a informação da Câmara sobre o assunto, pois não refere com objectividade o número de postos de trabalho, nem apresenta dados comprovativos do alegado “crescimento consistente”. “Tivemos que recolher essas informações por outra via, porque a proposta não está devidamente fundamentada”, disse o deputado. O presidente da Junta de freguesia de Alcanede defendeu a importância da Declaração de Interesse Público Municipal, uma vez que sondagens efectuadas no local revelaram que “a matéria-prima é de boa qualidade”. A pedreira em causa, em espaço agroflorestal, inserida na Reserva Ecológica Nacional (REN), não se situa em local destinado à indústria extractiva, segundo o Plano Director Municipal. Por isso, a responsabilidade da emissão do parecer prévio de localização será da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR).

Protocolo para requalificar Bairro do Girão A Câmara Municipal de Santarém vai assinar com a SPDAD - Sociedade Portuguesa de Produção e Distribuição de Artigos de Desporto, Lda., um protocolo com o objectivo de requalificar o espaço exterior do Bairro do Girão. A proposta de protocolo foi aprovada por unanimidade na última reunião do Executivo camarário. O processo de licenciamento da loja da Decathlon, complexo comercial instalado pela SPDAD, junto ao Bairro do Girão, envolveu uma comparticipação financeira no âmbito da lei do mecenato, para a requalificação do espaço exterior do bairro, enquadrado no protocolo a estabelecer com o Município. Neste âmbito, a SPDAD compromete-se a comparticipar com o montante de trinta mil euros, as obras da Autarquia em parte do núcleo habitacional, as quais incluem a criação de um espaço de jogo e recreio, segundo prevê o Departamento de Gestão Urbanística e Ambiente da Câmara de Santarém.

Concurso público para exploração de cafetaria no Jardim da Liberdade A Câmara Municipal de Santarém vai lançar um concurso público para concessão do direito de exploração da cafetaria 1 do Jardim da Liberdade. A requalificação do Campo Sá da Bandeira-Jardim da Liberdade inclui um edifício com três espaços comerciais: um restaurante e duas cafetarias. Na última reunião do Executivo, foi deliberado proceder a concurso público para exploração da cafetaria 1. Tendo em linha de conta que o Jardim da Liberdade é um espaço de “enorme tradição”, sendo mesmo considerado pela Autarquia, “um ex-líbris da cidade”, é intenção da Câmara “proporcionar aos cidadãos em geral um espaço de apoio e convívio com serviço de bar e cafetaria”.


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Património da Humanidade

Candidatura do Tejo Ibérico aposta na paisagem cultural para obter nomeação A candidatura do Tejo Ibérico a Património Mundial da Humanidade vai fazer-se no conceito de paisagem cultural, o que os promotores consideram dar maior sustentabilidade a um processo iniciado há quatro anos. É este novo enquadramento da candidatura que está em destaque na apresentação que a Tagus Universalis, associação criada especificamente para este fim, faz hoje na Sociedade de Geografia de Lisboa perante um conjunto de identidades que podem dar impulso ao projecto, disse à Lusa um dos seus dirigentes. Carlos Salgado, presidente da Associação Amigos do Tejo, que com a espanhola Tajo Sostenible criaram a Tagus Universalis, disse à Lusa que a formalização da

associação, em 2009, e a eleição do almirante José Bastos Saldanha para seu presidente vieram dar “uma nova dinâmica e sustentabilidade” ao projecto. O novo conceito, de candi-

datura como paisagem cultural, “corresponde mais à pretensão da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura)”, que comunicou aos promotores a existência de um grande desequilíbrio em termos de candidaturas naturais e culturais, afirmou. A ideia de candidatar o Tejo ibérico a património da humanidade surgiu pela primeira vez no Congresso do Tejo, realizado em 2006, tendo sido apresentada formalmente pela primeira vez durante a Exposição Mundial de Saragoça, em 2008. Carlos Salgado sublinhou que este é um processo “sem prazo”, já que os promotores da candidatura querem dar “passos seguros para chegar a bom porto”.

Nesse sentido, têm vindo a reunir estudos que querem que abranjam todas as valências que estão em causa nesta candidatura, que destacará a interligação entre o homem e a natureza, nas vertentes do património natural (fauna e flora) e cultural, considerando este o património material (construído) e o imaterial (costumes e tradições). “Não queremos fazer nada em cima do joelho. (Nesta candidatura) o tempo não conta”, frisou. O Tejo é o maior rio da Península Ibérica, com uma extensão de cerca de 1070 quilómetros, sendo o maior estuário da Europa Ocidental e um dos dez maiores do Mundo, possuindo um riquíssimo património natural e cultural, sublinhou.

PSD preocupado com sinistralidade rodoviária no concelho do Sardoal Os deputados do PSD dirigiram ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) um conjunto de perguntas sobre os acidentes frequentes na Estrada Nacional 2, no cruzamento de acesso ao concelho do Sardoal, no distrito de Santarém. O PSD faz notar que, segundo informação disponibilizada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) sobre os números de sinistralidade rodoviária, o concelho do Sardoal apresen-

ta o maior índice de gravidade distrital nos acidentes ocorridos no seu território. “A Estrada Nacional 2 tem quatro cruzamentos (Valhascos, Pisco, Valongo e Venda) no concelho do Sardoal, com uma geometria e um nível de tráfego que tem que ser regulado com recurso a semaforização. Têm sido frequentes os acidentes nestes cruzamentos provocando já vítimas mortais e acidentes com feridos graves e elevados prejuízos morais e materiais”,

Notas soltas Cartaxo • Segundo o Correio da Manhã de quarta-feira, 26 de Maio, “O Ministério da Economia nega que o presidente da Câmara do Cartaxo, arguido num processo por suspeitas de financiamento ilegal e corrupção, seja o próximo director do QREN”.Tudo isto depois de uma notícia amplamente difundida pela Rádio Cartaxo e da confirmação em sessão de câmara do próprio presidente. Em comunicado divulgado online sobre este assunto o PSD/Cartaxo acusa Paulo Caldas de “plantar notícias” e que um dia é mesmo convidado para qualquer lugar e ninguém acredita. • Na quinta-feira dia 27 de Maio o presidente Paulo Caldas voltou a ser notícia por ter sido condenado pelo tribunal do Cartaxo em 110 dias de multa à taxa diária de 25 euros, por detenção de arma proibida. A juíza considerou provados os factos de que o autarca vinha acusado, sendo condenado a entregar arma e munições em favor do Estado na esquadra da PSP. Foi ainda advertido pela juíza, que lhe recordou existirem cidadãos pelas posições de destaque que ocupam na sociedade, têm o dever de rectidão e cumprimento da Lei. • Teve lugar no domingo dia 30 no espaço entre o Mercado Municipal e a Praça de Toiros mais uma Feira Rural. População e visitantes que por ali passaram puderam encontrar grande diversidade de produtos, nomeadamente da chamada agricultura tradicional. A Feira contribui igualmente para reforçar o apoio social aos seniores carenciados, já que ali podem usufruir de

dizem os deputados. Estes referem, ainda, “a frequente avaria” nos semáforos, “sendo que essas avarias coincidem com acidentes ocorridos”, sublinham. Segundo afirmam, “a Câmara Municipal tem vindo a chamar a atenção sucessivamente para esta questão, não tendo até ao momento conseguido qualquer resposta que tenha motivado uma séria intervenção neste local”. Por isso, os deputados perguntam ao MOPTC, que

avaliação já foi feita aos problemas identificados no cruzamento acima mencionado e que medidas têm sido tomadas nos últimos tempos de minimização dos problemas de segurança rodoviária. O PSD quer também saber se está prevista alguma actuação no cruzamento que possa dotar a infra-estrutura de melhores condições de segurança, que investimento se estima para essa intervenção e qual a calendarização do processo.

algumas vantagens mediante a apresentação dos “cheques rurais” distribuídos pela Câmara e Juntas de Freguesia. A Feira passa a realizar-se todos os últimos domingos de cada mês. • Durante as obras que se encontram a decorrer no jardim frente à Câmara Municipal foram postas a descoberto muretes que se supõem terem pertencido às fundações do antigo convento franciscano criado em 1525 por D. Isabel de Mendanha em honra do Espírito Santo. Estes achados vêm reforçar a tese dos que advogavam que o edifício onde funcionava a Câmara Municipal que ardeu em 1970, tinha sido construído de raiz e não sobre uma adaptação do antigo convento. • Com a apresentação de “As Árvores Morrem de Pé”(que traz à lembrança a grande Palmira Bastos e a frase “Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores”)pelo Grupo Kaspiadas da Casa do Povo de Pontével, terminou no passado sábado 29 de Maio o Festével/2010, VI Festival de Teatro de Amadores do Concelho do Cartaxo. Em palco Carlos Santos agradeceu as colaborações para que tal evento fosse possível, entregou prémios e lembranças, mostrando optimismo para que o Festével/ 2011 decorra melhor. A anteceder a estreia a peça, houve poesia dita por José Falagueira. • O vereador Pedro Gil vai aproveitar uns dias de férias para se dedicar ao desporto favorito da bicicleta todo terreno, que alia com a outra paixão, a enologia. Assim, de 3 a 12 de Junho, com um pequeno grupo de amigos, vai atravessar os Pirinéus, partindo das proximidades de Barcelona até Irun (Hendaia) descrevendo no seu blog (bttvinhos.blogspot.pt) as imagens, paisagens e peripécias por onde passarem na tentativa de ligarem, pedalando, o Mediterrâneo ao Atlântico. Luís Montejunto

CORREIO DO RIBATEJO

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Notas soltas Almeirim Percurso de Rossini explicado em Almeirim No passado dia 28 de Maio, no auditório da Biblioteca Marquesa de Cadaval, Eduardo Mattos Costa proporcionou uma aula, ao apresentar um estudo da vida e obra do compositor Rossini. O meticuloso e perfeccionista professor no Centro de Convívio de Almeirim - Encontro de Saberes -, projectou dados elucidativos do percurso de Rossini pelo mundo da música. A assistência pode ainda escutar uma peça musical executada pelo jovem Samuel Mattos, um promissor aluno do 6.º ano do Conservatório Nacional de Música. Hoje, sexta-feira (4 de Junho), às 10h00, terá lugar na biblioteca o encerramento do ano lectivo, com a audição comentada de La Gazza Ladra, overture. Passeio por itinerários reais No passado fim-de-semana, a Associação do Património reatou os seus passeios culturais, visitando o passado histórico da Villa Realenga. O presidente da Associação, Eurico Henriques, foi o cicerone da visita. Durante o itinerário da viagem, a um passado histórico, proporcionou às duas dezenas de alunos, professores, estudiosos e acompanhantes, um regresso às nossas raízes. Foi ainda evocado o médico Ernestino Rodrigues, junto ao seu busto. No mercado municipal admirou-se a construção, seguindo-se a cerca do hospital, as escolas Régias, onde centenas de professores, entre eles, o professor Salavessa, ensinaram as primeiras letras. Depois da igreja construída em 1552, seguiu-se pela Rua Manuel Mindrico (herói de Chaimite) até às antigas cavalariças reais, (que ruíram), ao Passo dos Apóstolos e ao existente na antiga Rua de Santarém. “Hidro coração + 55” O pelouro do Desporto da autarquia promoveu no dia 29 de Maio, entre as 11 e as 17 horas, uma acção preventiva destinada a alunos seniores do concelho. O complexo das piscinas municipais proporcionou, neste dia, aulas de hidroginástica que a população estudantil sénior abrangida pelo projecto “Actividades Desportivas Seniores+55”, aproveitou. Concurso Almeirim Foto No dia 29, no Salão Nobre da Câmara, o vereador da Cultura, José Carlos, premiou três participantes no 1º. Concurso Almeirim-Foto. Dos 180 trabalhos fotográficos, o júri atribuiu o 1º. lugar a “A passagem no tempo”, de António Marciano; o 2º, a “Transporte alternativo”, de Maria de Fátima Condeço e o 3º a “Telhado Sagrado”, de Rui Paulo Apolinário. Todos os trabalhos fotográficos vão ser expostos durante as Festas da Cidade, que terão início a 19 de Junho. O 75.º aniversário da Casa do Povo de Almeirim A Casa do Povo de Almeirim foi fundada a 25 de Maio de 1935.Um período difícil em que nada nem ninguém protegiam os trabalhadores rurais e suas famílias. Assinalando a efeméride, a direcção actual mandou rezar missa na igreja Paroquial, sufragando a alma dos fundadores, sócios, funcionários, autarcas e amigos, para relembrar os que já partiram e agradecer a todos os que, ao longo destes 75 anos, tudo deram para que a Casa do Povo ajudasse a população rural concelhia. Procissão de N.ª Sr.ª de Fátima Na noite de 29, a procissão de N.ª Senhora de Fátima percorreu as ruas das Poupas, levando a luz da esperança, aos lares daquela zona tão distante da Igreja. A Irmandade do Senhor dos Passos esmerou-se para que esta manifestação exterior de fé fosse um êxito. A procissão iniciou-se nos bombeiros e terminou na capela do Lar, depois de percorrer as ruas engalanadas e atapetadas de flores, onde as casas iluminadas davam o seu inequívoco testemunho de fé e esperança, e manifestavam o agradecimento daquele Povo de Deus, por a Igreja Católica não os terem esquecido, abençoando os seus modestos lares. Missa dos matrimónios No passado dia 27 de Maio, pelas 21h00, na igreja Paroquial, teve lugar a missa dos matrimónios do mês de Maio. O padre Garcia, coadjuvado pelo diácono Carlos Canas, celebrou a eucaristia destinada aos casais do mês de Maria, que subiram ao altar para a bênção matrimonial. Uma palavra para destacar a presença do casal Elisabete e João Pereira, que de Perofilho (Santarém) vieram participar na cerimónia. Faleceu Firmino de Sousa Amaro No passado dia 30, no hospital de Santarém, faleceu Firmino Amaro, de 54 anos de idade, que ali estava internado há 15 dias. Firmino Amaro era funcionário da Câmara Municipal de Almeirim onde gozava de muita simpatia, dado os seus dotes humanistas. O funeral realizou-se no dia seguinte, às 11h00, para o cemitério local. Além de familiares, muitos amigos e colegas, entre outros, estiveram presentes, representantes dos órgãos autárquicos, clubes desportivos, associações culturais e de beneficência. O Correio do Ribatejo associa-se à dor da esposa e filhas, genros, netos, pais e de toda a desolada família enlutada. HM


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sociedade

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Município do Cartaxo apresenta ao QREN projecto de valorização do espaço rural A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou na reunião de 25 de Maio a candidatura ao QREN de projecto de valorização do espaço rural. Trata-se de um investimento de 900 mil euros, 80% dos quais a fundo perdido e que segundo nota informativa da autarquia “vai reforçar a qualidade de vida dos munícipes, em todas as freguesias rurais do concelho, valorizando a sua identidade territorial.” O Eixo 4 do QREN – Qualificação Ambiental e Valorização do Espaço Rural desenvolve-se no âmbito da preservação, valorização e salvaguarda dos recursos naturais e qualificação ambiental. A candidatura que a autarquia cartaxeira pretende apresentar “visa criar condições territoriais para o desenvolvimento sustentável, descentralizado e equilibrado pelas freguesias rurais do concelho; antecipar de forma ordenada e estrutura-

Candidatura prevê investimentos nas sete freguesias rurais do concelho De Valada a Ereira, os projectos agora candidatados são estruturantes em cada uma das freguesias e, no seu conjunto, representam um investimento de 900 mil euros na valorização do território concelhio e no reforço da sua coesão social e cultural. Vila Chã de Ourique vê candidatados os projectos de requalificação do Jardim Central (150 mil euros) e do Largo das Festas (50 mil euros); a freguesia da Lapa a Beneficiação do Centro Escolar (50 mil euros); a Ereira e Vale da Pinta vão ver os seus espaços urbanos valorizados (50 mil euros previstos para cada uma das freguesias); Valada contará com a valorização da margem ribeirinha, assim como, com a valorização da aldeia avieira da Palhota (250 mil Euros); Vale da Pedra tem prevista a beneficiação do largo do Centro Social e do seu edifício sede (150 mil euros) e Pontével contará com a beneficiação do Largo do Rio da Fonte (150 mil euros). da o crescimento das freguesias face à sua inserção nas dinâmicas económicas, demográficas e sociais do concelho e da cidade do Cartaxo; aumentar a coesão

social e a competitividade territorial; valorizar as freguesias em termos urbanísticos, ambientais e paisagísticos, através da requalificação de áreas específicas”,

refere a mesma nota. Paulo Caldas, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, afirmou que “tratando-se de territórios de baixa densidade, as intervenções previstas visam valorizar os espaços públicos, equipamentos e valores patrimoniais,” disse. A candidatura está integrada nos objectivos estratégicos que a autarquia já delineara para a sua acção de acordo com o seu Plano Estratégico 2008/2018 e que estabelecem que deve ser aprofundada a identidade do concelho e da sua pertença histórica no Ribatejo, a melhoria da qualidade de vida no concelho proporcionando novos padrões urbanos e territoriais tanto à população residente como à população imigrante, a capacidade de desenvolver competências, qualificar as pessoas e criar riqueza e a promoção de novas formas de governação de base territorial.

Cartaxo e Vila Chã de Ourique vão ter nova Escola EB 2,3 A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou em reunião de 25 de Maio, o procedimento de consulta que levará à adjudicação da obra da nova EB 2,3 de Cartaxo/Vila Chã de Ourique, num curto espaço de tempo. A DRELVT – Direcção

Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo assumiu já o compromisso de custear a construção do novo equipamento educativo, com um custo previsto de 5 milhões de euros, ficando a cedência do terreno a cargo do município do Cartaxo.

A nova escola está dimensionada para um máximo de 30 salas de aula do 2º e 3º Ciclos. Numa segunda fase será construído o espaço de Jardim-de-infância que se prevê que terá 6 salas de aula para um máximo de 150 crianças, e ainda um

equipamento de 1º Ciclo com 12 salas de aula para cerca de 288 alunos. A segunda fase do Centro Escolar é apoiada pelo QREN a 80% a fundo perdido, prevendo-se um investimento adicional de 2 milhões de euros.

Ribatel e FEUP apresentam soluções de comunicação “made in Portugal” A Ribatel, empresa portuguesa que oferece soluções completas de comunicação, em parceria com a FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) apresentaram, no CNEMA, em Santarém, o Polyspeak, uma solução integrada de comunicações. “A solução Polyspeak é um IP-PBX (Central Telefónica IP) que assegura um espectro largo de aplicações e resulta de um desenvolvimento Nacional, sendo já uma ajuda tremenda às empresas a um custo deveras acessível e que concorre com as multinacionais do sector, com vantagens acrescidas” explica Armando Rosa, responsável da Ribatel.

No âmbito do seminário que a Ribatel e a FEUP organizaram a 27 de Maio, intitulado “Soluções VoIP para empresas e instituições”, foram oradores Jorge Gaspar, da Ribatel, que falou sobre as vantagens e aplicações do VoIP e como pode ser feita a sua integração com as centrais telefónicas tradicionais e redes móveis (GSM); Jorge Ro-

cha, chefe do projecto Polyspeak, da FEUP e João Carvalho (FEUP) que explicaram as funcionalidades do Polyspeak. Ao longo do Seminário, que contou com a presença de várias entidades tão diversificadas como empresas, IPSS, Municípios, Comunidades Urbanas, Núcleos empresariais entre outras de relevo, a Ribatel e a

FEUP fizeram diversas demonstrações do Polyspeak, para uma plateia atenta e muito interessada nesta solução “made in Portugal”. A Ribatel iniciou a sua actividade em Janeiro de 1988, começando por oferecer Centrais Telefónicas e Radiocomunicações, tendo fechado o seu primeiro ano de actividade com quatro empregados e 300.000 j de facturação. Actualmente, a empresa oferece soluções completas de comunicação, possuindo todas as condições para prestar um serviço de qualidade, aconselhamento e acompanhamento aos seus clientes, contando com 30 funcionários, devidamente especializados.

Curso de “Cidadania Europeia” na Casa do Brasil em Santarém O Museu da Presidência da República em parceria com o Centro de Informação Europeia Jacques Delors realiza dia 15 de Junho, um curso subordinado ao tema “Cidadania Europeia”, na Casa do Brasil, em Santarém. O curso que conta com o apoio da Câmara de Santarém terá lugar entre 10 e as 13 horas e as 14h30 e as 17h30 e tem como objectivos proporcionar uma reflexão em torno dos diferentes conceitos de cidadania ao longo da história de Portugal, analisando a sua dimensão política jurídica, social e cultural; contribuir para o conhecimento do contexto histórico da emergência dos símbolos nacionais e o seu significado; aprofundar conhecimentos sobre o posicionamento de Portugal face à história da construção europeia; conhecer a União Europeia através da sua história, das suas principais realizações e das suas instituições e potenciar a permanente actualização e aprofundamento de conhecimentos em questões relacionadas com a cidadania europeia, bem como com a evolução futura da União Europeia, entre outros. “Cidadania Europeia” que tem a duração de 6 horas vai estar a cargo de formadores do Museu da Presidência da República e da Rede Jacques Delors e tem como destinatários o público em geral, funcionários autárquicos, professores e técnicos de bibliotecas, arquivo e documentação. Entrada livre mediante inscrição prévia no sítio da Internet do Museu da Presidência da República www.museu.presidencia.pt – Limite de 40 participantes.

Comissão Europeia na 47.ª Feira Nacional de Agricultura A Comissão Europeia (Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural) estará presente com um stand na 47ª Feira Nacional de Agricultura de Santarém que decorrerá de 5 a 13 de Junho de 2010. Os temas destacados serão os do desenvolvimento rural, das alterações climáticas, e da política de qualidade dos produtos alimentares. Também o novo logótipo “bio” da EU e o programa leite e frutas nas escolas serão apresentados ao público. Durante a feira, cerca de dez projectos portugueses, co-financiados por fundos comunitários, no âmbito da política de desenvolvimento rural da UE serão apresentados ao público. Este poderá assim ficar a par de como um jovem agricultor pode receber ajudas para lançar a sua actividade, quais são as ajudas à reestruturação das empresas agricultas ou a reconversão em agricultura biológica ou ainda como criar uma estrutura de turismo rural. Peritos da Comissão europeia estarão presentes no stand, ao logo da feira, para responder a qualquer tipo de pergunta colocada por agricultores, empresários ou pelo público em geral. Estarão acessíveis ao público, publicações sobre os vários aspectos da Politica Agrícola Comum tal como jogos para crianças e adultos, com os quais cada um poderá por à prova os seus conhecimentos em matéria de agricultura. Na Sexta-feira, dia 11, o Comissário Europeu para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural, Dacian Cioloþ, estará na Feira, a participar numa Conferência organizada pelo CNEMA e pela CAP sobre o futuro da Agricultura. Para mais informações sobre as questões europeias: Centro de Informação EUROPE DIRECT de Santarém Escola Superior de Gestão – Instituto Politécnico de Santarém Tel/Fax: 243 322427 / e-mail: europedirect@esg.ipsantarem.pt url: http://europedirect.esgs.pt Número verde EUROPE DIRECT: 0080067891011


memória

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CORREIO CENTENÁRIO Subsídios para estradas Com vista ao sr. ministro das obras públicas Por despacho do Ministério do Reino de 2 do corrente, communicado hontem pelo sr. governador civil ao presidente da camara, foi auctorisado o pagamento de 1:996$000 réis, como subsídio para arranjo das estradas municipaes damnificadas pelos temporaes do inverno passado e nos termos do decreto de 5 de janeiro ultimo. Este despacho ministerial, que estava extraordinariamente demorado, foi alcançado pelo sr. governador civil que ha dias esteve em Lisboa. Como os leitores sabem, e em tempo aqui dissemos, a camara municipal, depois de mandar avaliar por empregados seus os prejuízos causados pelas chuvas na sua desenvolvida rede de viação, pediu um subsídio de réis 4:100$000 e esse pedido foi a informar á Direcção de Obras Publicas do Districto; o empregado technico encarregado de rectificar as avaliações dos empregados municipaes, calculou aquelles prejuizos em 3.463$000 réis, tomando por base do seu calculo os preços medios que as Obras Publicas costumam pagar nos serviços das suas estradas. Porém, o sr. director d’Obras Publicas de facto, – porque o outro, o de direito é só nominal, e nunca aqui põe os pés – o sr. engenheiro Feio de Carvalho, em summa, entendeu na sua alta sabedoria que a camara fazia os serviços mais baratos do que as Obras Públicas, e, diminuindo os preços, reduziu aquella verba a 2:788$000 réis. Não contente ainda com isso, s. ex.ª que, sentado, no seu gabinete não fora inspeccionar as estradas, deduziu ainda mais, por sua conta e risco, a quantia de 792$000 réis, em que calculou os estragos, que, segundo a sua opinião, não foram causados pelos temporaes. De modo que a camara de Santarem fica reduzida a receber apenas a ridícula quantia de 1:996$000 réis, por falta de um Director d’Obras Publicas! Muito pouca Mascotte tem Santarem!! Se o sr. conselheiro Moreira Junior conseguisse mandar para aqui um director a valer, que aqui permanecesse, conhecendo o seu districto, e deixasse a Arcada e a Rua do Ouro, cremos que prestaria o maior beneficio a esta terra.

CORREIO DO RIBATEJO

CORREIO DE HÁ 50 ANOS A Feira do Ribatejo foi visitada pelo sr. Presidente da República tendo a maior concorrência e animação Reabriu em Santarém a Feira do Ribatejo, – que já é uma tradição, – e mais não é preciso dizer para certificar que a Borda d’Agua está em festa. Borda d’Agua Borda d’Agua! Borda d’Agua Santarém! Vale mais a Borda d’Agua, Do que quanto o mundo tem! E’ uma quinzena inteira a estuar de vida e de cor, uma parada fremente em que a grande tela animalista da chã de S. Lázaro oferece a mais vivaz alacridade, impante de bizarria, pletórica de imagens planturosas arrogantes; das atitudes varonis dos homens da Lezíria, entremeadas com a graciosidade das danças e cantares, com o folclore inconfundível desta grei ribatejana, sempre igual a si mesma. Não sabemos que o sortilégio sem a Feira, que todos nós apregoamos ser sempre a mesma coisa e ninguém passa sem ela, irreprimível vivência de paixão regionalista ao despontar de junho e pelo mês adiante faz gritar suas competi��ões, sem jactâncias, sem basófias, afirmação orgânica a ressaltar da própria conformação biológica, cada qual a arrumar-se às suas predilecções, creadores e industriais, produtores e comerciantes, cavaleiros e desportistas, tudo o que, noite e dia, passa pelo grandioso certame instalado mais uma vez nesta acrópole da Borda d’Agua, alçada sobre as terras de pão, de vinho e de azeite que os meandros do Tejo banham e refrescam.

O sr. Almirante Américo Tomás, à sua chegada à Feira do Ribatejo (Foto Sequeira)

ANÚNCIO DA SEMANA

HOJE, haverá largada de toiros, à tarde; e, à noite, festival folclórico, com a participação de agrupamentos de Toulouse, Santarém e Alenquer. AMANHÃ, é o dia «Dia do Cavalo», efectuando-se, de manhã, raid hípico de campinos; às 13, cortejo de ranchos de adiafas; às 14, provas complementares do raid hípico, seguindo-se desfile de cavaleiros, amazonas e equipagens, o qual continuará à noite e terminará com a distribuição dos prémios atribuidos.

ANTIGAMENTE... ... «ela» não podia usar uma saia como esta porque uma chuvada ou viagem de automóvel obriga-a a mandar plissar novamente. Agora «ela» pode entornar seja o que fôr na sua saia de TERYLENE-LÃ, pois sabe que a pode lavar com a mesma facilidade com que lava um lenço e que, depois de sêca, o plissado fica tão impecável como antes. No nosso vasto sortido de modêlos, tamanhos e Côres, encontrará saias plissadas de

ANÚNCIO DA SEMANA

desde

In: Correio da Extremadura de 4 de Junho de 1910 Rua Capelo e Ivens, 15-19 Santarém

In: Correio do Ribatejo de 4 de Junho de 1960

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opinião

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Dizia eu 1 que, em boa hora, no início da presente leA. Pena Monteiro gislatura tinha sido requerida a apreciação parlamentar do Decreto-Lei n.º 207/2009 de 31/8. Pois bem, publicada a Lei n.º 7/2010 de 13 de Maio que procede à primeira alteração desse diploma legal, aprovada na Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD e do CDSPP, a oposição do PS, e a abstenção do BE, do PCP e dos Verdes, as questões que então suscitei relativas à tenure são ainda mais prementes. O país está numa situação cada vez mais aflitiva e a generalidade dos portugueses convocados para ainda mais sacrifícios, num ciclo infindável que se iniciou com a referência ao país estar de tanga do Primeiro Ministro, Dr. Durão Barroso. Num ensino superior politécnico que já anunciava doutoramentos em parcerias com universidades, o panorama da habilitação dos seus docentes é elucidativo, pelo menos, segundo dados divulgados pela DirecçãoGeral do Ensino Superior, “Análise de todos os Docentes em 2008 por Categoria”, INDEZ2008, reportados a 31 de Dezembro de 2008, num universo de 8.181 docentes, no ensino superior politécnico, 35 tinham habilitação ignorada e os demais a seguinte habilitação: 49 - décimo segundo ano ou menos; 30 Curso de Especialização Tecnológica; 111 - Bacharelato; 2.796 - Licenciatura; 73 - Pós-Graduação; 3.602 - Mestrado; e 1.485 Doutoramento. Contudo, outros dados foram avançados, refiro-me a uma notícia publicada na edição de 20 de Março de 2008 de O Ribatejo, com o titulo “Instituto vai ter mais doutorados”, página 22,

O famoso castelo de Leiria, emblema da cidade, construído Maria Fernanda Barata num monte vulcânico, foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques. Desempenhou um importante papel na reconquista, tendo sofrido muitos ataques, dada a sua posição estratégica. Restaurado o castelo em 1144, ganhou maior capa-

A tenure no ensino superior politécnico que dava conta da existência nesse Instituto de 50 docentes doutorados e 60 em doutoramento; e, no futuro, acreditava-se ser possível abrir um curso de doutoramento em parceria com a Universidade da Madeira. Como relativamente a esse Instituto - que publicitou no Suplemento Ensino de O Mirante, edição de 3 de Julho de 2008, página 5, dois cursos de doutoramento, um em parceria com a Universidade da Madeira e o outro com a Universidade de Lleida - a “Análise de todos os Docentes em 2008 por Categoria” só contabiliza 43 docentes doutorados e reportados a 31 de Dezembro de 2008, o Estimado Leitor decidirá sobre a bondade dos dados fornecidos pela Direcção-Geral do Ensino Superior. A tenure é um estatuto reforçado de estabilidade de emprego que se traduz na garantia da manutenção do posto de trabalho, na mesma categoria e carreira ainda que em instituição diferente, nomeadamente no caso de reorganização da instituição de ensino superior a que pertencem que determine a cessação das respectivas necessidades; ou seja, a tenure é um privilégio que assiste a alguns professores traduzida na garantia da manutenção dos seus postos de trabalho, na mesma categoria e carreira, ainda que a instituição responsável pelo seu recrutamento seja extinta; circunstância em que esses postos de trabalho serão assegurados noutras instituições de ensino superior politécnico, independentemente da necessidade destes professores nessas outras instituições. Mas quais as razões que levaram o legislador, o anterior Governo a conferir, e a Assembleia da República na actual legislatura a manter, a tenure a professores que não reúnem os requisitos para o exercício dessas

Mas quais as razões que levaram o legislador, o anterior Governo a conferir, e a Assembleia da República na actual legislatura a manter, a tenure a professores que não reúnem os requisitos para o exercício dessas funções ? funções ? Naturalmente, o cerne desta questão não é o interesse destes professores, porque esse é perceptível, sem esforço e quem não gostava de ter a garantia de que para si haverá sempre um lugar bem remunerado, em que o vencimento mensal de um professor adjunto, em dedicação exclusiva, oscila entre os 3.028,40 e os 3.682,87 euros consoante o escalão, e o de um professor coordenador sem agregação no mesmo regime oscila entre os 3.601,03 e os 4.255,76 euros. Por outro lado, no ensino superior politécnico não há carência de professores coordenadores e de professores adjuntos cujo grau académico é o mestrado ou a licenciatura. Da “Análise de todos os Docentes em 2008 por Categoria” que, para além de assinalar a existência de 17 docentes com funções de professor adjunto e de 2 docentes com funções de professor coordenador cujas habilitações são ignoradas, mas também de 76 docentes com funções de professor adjunto e 7 docentes com funções de professor coordenador não habilitados com grau académico, ou seja que não são titulares de licenciatura, não se pode extrair que, no ensino superior politécnico, existem professores coordenadores ou professores adjuntos que não estão habilitados com grau académico, nem o seu contrário... porque a forma como a Direcção-Geral apresentou esta

análise não permite distinguir as habilitações dos docentes integrados carreira do pessoal docente do ensino superior politécnico, ou seja dos assistentes, professores adjuntos e professores coordenadores, das habilitações dos docentes equiparados a estas categorias. A redacção do artigo 5º, n.º 4, alínea c), do DL 207/ 2009 de 31/8, estatui a tenure para os actuais professores coordenadores e adjuntos concluído o período experimental, e sendo esta expressamente estipulada para os actuais professorescoordenadores de nomeação definitiva pelo n.º 2 deste artigo 5º, no que aos actuais professores-adjuntos de nomeação definitiva respeita o que se poderá dizer é que há uma lacuna na lei, ao que se poderá acrescentar que se resolve nos termos do artigo 10º do Código Civil. A questão é qual o apport destes professores para o ensino superior politécnico público que em caso algum deles pode prescindir ? Mais, que necessidade outras instituições de ensino politécnico, que não as de origem destes professores, deles têm...? Sejamos inequívocos, a situação destes professores nas instituições que os recrutaram é inquestionável, mas não é isto que está em causa. Em apreço está a razoabilidade do legislador estabelecer trabalho sempre garantido para professores que não reúnem os requisi-

O castelo de Leiria BAÚ DE

RECORDAÇÕES cidade defensiva com a construção de uma outra muralha, por iniciativa de D. Sancho I, segundo Rei de Portugal.

O primeiro foral foi atribuído em 1142 e confirmado em 1195 pelo mesmo Rei. Em 1510, D. Manuel I, o Venturoso, deu à cidade, um novo foral, dado o seu desenvolvimento populacional, desenvolvimento justificado, pela anterior reunião de cortes, no reinado de D. Afonso III, em Leiria. O castelo serviu de residência a D. Dinis e à Rainha Santa Isabel, altura em que foi construída a Torre

de Menagem. Nos reinados de D. Fernando e de D. João I, o castelo foi alvo de importantes restauros. Hoje, o castelo é ponto de visita obrigatória, dada a beleza que ostenta e à história que o envolve. A cidade de Leiria obteve esta categoria em 13 de Junho de 1545 e o seu desenvolvimento tem sido imparável até aos dias de hoje.

tos para o exercício dessas funções. Trabalho sempre garantido independentemente mesmo das reais necessidades das outras instituições ensino superior politécnico público que os terão de acolher. Acresce que estes professores vão ocupar lugares noutras instituições de ensino politécnico que podiam ser ocupados por quem se qualificou para a docência neste subsistema do ensino superior. Por seu turno, o legislador não conferiu a tenure aos professores adjuntos que no futuro venham a aceder a esta categoria, ou seja aos professores adjuntos2 que para acederem a esta categoria têm de ser detentores do grau de doutor ou do título de especialista. Instituído pela Lei n.º 62/ 2007 de 10/9, com o regime jurídico que lhe foi estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 206/2009 de 31/8, o título de especialista3 é concedido no âmbito do ensino superior politécnico e releva para efeitos da composição dos corpos docentes e para a carreira docente do ensino superior politécnico, para todos quantos detiverem formação inicial superior e, no mínimo, 10 anos de experiência profissional, bem como um currículo profissional de qualidade e relevância comprovadas para o exercício da profissão na área em causa. Equivalendo o titulo de especialista ao doutoramento, no acesso às categorias de professor adjunto e de professor coordenador (agora) e no rácio de 1 para 30 estabelecido entre o conjunto de docentes e investigadores que desenvolvem a sua actividade em instituição de ensino politécnico e o seu número de alunos, e sendo este título superlativamente valorado relativamente ao doutoramento, ao estabelecer-se 4 que, pelo

NOTAS: 1 No meu artigo intitulado “De regresso ao ensino politécnico - a tenure, o ensino de excelência ou a excelência do ensino...”, publicado neste jornal em 17 de Fevereiro de 2010. 2 Artigo 17º do ECDESP. 3 A nova “via verde” criada para o ensino superior politécnico a que me referi no meu artigo intitulado “A repensar… desta vez o ensino superior – as últimas novas oportunidades”, publicado neste jornal em 18 de Setembro de 2009. Ver também Nota de Imprensa, de 28/5/ 2009, do CCISP no que se refere à possibilidade dos Institutos Politécnicos poderem conferir, para efeitos académicos, o titulo de especialista em todas as áreas profissionais. 4 Artigo 49º, n.º 1, alínea c) da Lei n.º 62/2007 de 10/9.

De referir, que a elevação de Leiria à categoria de cidade, deveu-se a Carta Régia do Rei D. João III. Foi o Rei D. Dinis, justamente cognominado o Lavrador, que deu seguimento ao ambicioso projecto de seu pai, D. Afonso III, com a semeadura do pinhal de Leiria, que tanta riqueza deveria dar ao nosso País. Do pinhal de Leiria foi tirada a madeira para a construção de embarcações

utilizadas na expansão marítima, que tornaria Portugal numa terra de insígnes navegadores. Fazendo justa referência aos insígnes navegadores que deram “novos Mundos ao Mundo” não pode deixar de ser focado, em primeiro plano, o Infante D. Henrique, o mais ilustre Príncipe da “Inclita Geração”. Um cumprimento ao leitor.

menos, 15% neste conjunto devem ser doutores (em regime de tempo integral) e, para além destes, pelo menos 35% devem ser detentores do título de especialista (os quais poderão igualmente ser detentores do grau de doutor), evidencia-se a justa medida da relevância do grau académico de doutor na docência do ensino superior politécnico. Posto isto, ponho à consideração do Estimado Leitor as seguintes questões : 1) É razoável que o anterior Governo tenha conferido, e a Assembleia da República na actual legislatura tenha mantido, a tenure a professores do ensino superior politécnico que não reúnem os requisitos para o exercício dessas funções ? 2) Seria aceitável que o legislador tivesse conferido a tenure, benefício absolutamente excepcional, aos professores que reunissem os requisitos para o exercício dessas funções no ensino superior politécnico, ou seja que ao requisito da categoria na carreira cumulativamente adicionassem outro, o grau académico de doutor ou o título de especialista ? 3) É razoável que um Instituto Politécnico isente os seus docentes dos emolumentos da candidatura à atribuição de um título de especialista? ——————


opinião Hoje é quase obrigatório ir a África, em safari, seja de ca-ça, fotográfico António Luiz ou simples Pacheco viagem de turismo! Vai-se quase sempre como Javier Reverte em “El sueño de África”: – “ En busca de los mitos blancos de la África negra” (sic)… A maioria pouco estudou da sua geografia física, quase nada conhece da humana e nada sabe da sua história: - Maiombe, Cuando-Cubango, Vicuári, Niassa, Macomia, Zongoene… podem ser cocktails ou shot’s! - Maconde, macua, mucancala, mucubal, quioco, matabele… podem ser nomes de armazéns, bares ou discotecas! - Douhala, Grootfontein, Pemba, Lubango, Windoek… serão nomes de futebolistas! - Guerra preta, Guerra dos Bongas, rainha Ginga, Reino de Gaza, Colunas do Roçadas…podem ser bandas, desenhadas ou de rock! - A guerra na África portuguesa decorreu entre 1961 e 74, a outra foi no Ruanda e na Etiópia… - Açúcar, chá, café, bananas, óleo de palma, mandioca, amendoim, algodão, sisal, coconote, caju, papaia e camarão são produtos de supermercado que vêm dos distribuidores! - Em África, onde só há parques e hotéis, produz-se petróleo e diamantes… Escreve-se e fala-se de África como nunca. De avião ou jipe, sem sair de resorts e lodges luxuosos, qualquer candidato a jornalista ou viajante, ao fim de uma semana em que percorreu milhares de quilómetros, faz análises e tira conclusões, que a Henrique Galvão levariam anos de

Assim se anuncia a exposição actualmente em exibição no Museu do Nuno Domingos C h i a d o . Assim a apresenta a sua directora Helena Barranha. Um projecto construído a partir das colecções do próprio Museu, sem recursos para procurar outras peças, sem euros para outros sonhos. E, no entanto o resultado é muito interessante, pois a equipa do Museu conseguiu construir uma proposta que atrai e agrada. Criado em 1911, a partir do Museu de Belas Artes, por separação, tendo ficado cometida a colecção do estado de obras até 1850 ao Museu Nacional de Arte Antiga e as obras posteriores a esta data ao então novel Museu Na-

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África: Para além do safari… canseiras, sempre numa óptica e lógica europeias, próprias de quem se julga evoluído, conhecedor e portanto a medida de todas as coisas, Incapazes de entenderem o que são gente e terras remotas, não atrasadas mas diferentes, como os nossos camponeses serranos, por força de tantas circunstâncias que criaram a maravilhosa diversidade da Terra, com o que pretendem embasbacar os que ficam em casa a lê-los. África sempre foi terra de aventureiros e exploradores, dentre eles se destacaram os caçadores e ainda hoje os atrai. Na minha pobre opinião, depois de muitas leituras, bastantes conversas e alguma experiência, há dois tipos de turista/ca��ador africanos: - O explorador, que vai conhecer outro continente onde ocorrem coisas diferentes do que conhece. Aproveita para caçar, e com este pretexto percorre o terreno, vê paisagens, contacta pessoas remotas, aprecia a vegetação e animais exóticos… enfim, descobre tudo aquilo que o encanta. São verdadeiras memórias de viagem e um conhecimento adquirido. - O desportista, que age por objectivos, pouco ligando onde vai e apenas pretende resultados. Ir/caçar é meramente o seu fim; só o que possa afectar o seu desempenho, como factor de êxito ou fracasso, será para ele motivo de atenção. Muitas vezes vai-se na qualidade de desportista e voltase na de explorador, pois é quase impossível deixar de ser tocado pelas sensações que África em nós desperta, pelo desmedido deste continente, onde tudo é imenso e como tal também o amor e o

ódio, a generosidade e a violência, o belo e o horror, nunca existindo meio-termo e sendo impossível a moderação. Vive-se ali com intensidade, seja uma jornada seja uma vida. Quem lá vai geralmente contrai o “africanismo”, doença incurável que se apanha de mil formas: - No contacto com a boa gente, hospitaleira e calorosa. Assistindo ao nascer do Sol no planalto costeiro do Atlântico Sul. Com a visão dos extensos e alvos areais virgens do Índico, calmo mar de óleo na consistência e matizes. Contemplando as extensas planícies em tons de aguarela e pastel que a vista limpamente abarca, até às montanhas azuladas lá ao longe, por onde apetece pormo-nos a caminho e perder-nos sob um céu de chumbo. Com a imponência das árvores enormes e o contraste das suas copas e troncos, desenhados num azul celeste magnificamente ponteado pelo branco das nuvens. - Com o cheiro matinal, húmido e fértil da terra. Com o sussurro do vento nos palmares pela tarde. Com o inebriante aroma da madeira exótica queimando em mil fogueiras ao anoitecer e com o cantar do leão pela noite dentro. África é o colorido de um mercado. O andar gingão de uma mulher com o filho ás costas e um fardo na cabeça, em equilíbrio impossível. É a correria estridente e alegre da miudagem, negro-fosca de sujidade, curiosa e contente por nada! São os movimentos dolentes e ritmados, o cantar de esforço num “ai-u-éé”, usado por gerações de quem sempre trabalhou obrigado. É o repetir de gestos ances-

trais e hábeis de artesãos e constructores. É o olhar vazio e submisso de uma velha e o seu sorriso triste para a objectiva. A garridice atrevida de uma mulher nova que sempre nos pede qualquer coisa, e sabe que possui aquilo que nos interessa… É a profundidade do olhar de um velho, pisteiro, caçador ou pescador, calmo e seguro de si como um velho leão. O ar desafiador e de bravata, como um búfalo, de um jovem fardado. Os olhos vermelhos e lacrimejantes de um pedinte, em postura falsa como crocodilo… É a batucada, ritmada e sonora. Os cantares estridentes e provocantes. A dança frenética, atrevida e sensual. É a lagosta grelhada nas brazas, com areia estalando nos dentes. A muambada com funge feito numa lata, num pátio arruinado. O calúlú com pungo seco e rama de batatadoce. Uma molamba seca ao ar de mil aromas. Um caril de amendoim. Bifes de gazela ou lombinhos de facochero, um frango assado à cafreal , com o gosto acre do carvão. Batata-doce assada na cinza. Pirão e uma caldeirada de cabra-do-mato, morta, esfolada e cozinhada duma só vez, debaixo das árvores! È a floresta ardendo, o estralejar do fogo. As torrentes que romperam de chuvas selvagens e deixaram a sua marca em troncos esculpidos e descarnados, de raízes à mostra ou amontoados em desprezo. Os rios castanhos que marcam na paisagem vales férteis e viçosos, e depois deixam as areias que atraem e denunciam animais. São as planícies de capim ondulante que nos encharcam pela manhã e abafam à tarde, canaviais impenetráveis, es-

pinheiras agressivas e compactas. Cortinas de mistério que escondem terra e animais, as belezas e os dramas que encerram. São desertos pedregosos, agressivos, esmagadores e fantásticos, com a sua vegetação de esqueletos e a poeira. As colinas rochosas, imensas, apelando a que as trepemos, para percebermos com a vista a imensidão que nos rodeia e só assim podemos alcançar, que convida ao sonho e a ser amada. Esta África é a do explorador, que ele trás na imaginação e no peito, a que o faz sonhar e voltar em sua busca. Mas há a outra, a da miséria humana, a de um arremedo de europeísmo de quem só copiou o pior, e é a que se encontra em expansão. Talvez mate a outra, como na Europa a cidade impôs a sua ditadura urbana e matou a ruralidade, que hoje tenta renovar mas à medida das suas necessidades e da sua própria imagem, que transformou camponeses e seres humanos em operários globais e descaracterizados, sem outro futuro que o esquecimento, a obliteração pura. Entristece-me ver gente, vivendo no mato, que seria magnífica se envolta nos seus panos garridos e peles de animais, mas são apenas uns farroupilhas, miseráveis imitações, nos seus andrajos de europeu, desajustados, usados como roupas. Entristece-me ver os animais mortos sem respeito, não por finalidade nobre de caça, mas por quem cumpre uma moda ou quer decorar a casa, exibindo a sua prosperidade. Animais confinados a parques, geridos por princípios de desenvolvimento ou proteccionistas.

Entristece-me ver árvores queimadas em nome de uma agricultura vã, derrubadas para fazer móveis e construcções exóticas. A terra rasgada por e para tantas realizações inúteis aos africanos e quase sempre em proveito único e egoísta do fascismo urbano da Europa desenvolvida e esgotada, que se intitula socialista e apoia os movimentos de libertação africanos, vendendo-lhes armas e sugando riquezas. A Europa onde gente, desde o conforto de um moderno andar, com o frigorífico bem abastecido, determina planos de desenvolvimento ou protecção… gente que nunca sentiu o cheiro de uma manhã, nunca olhou um pisteiro nos olhos, nem ouviu cantar o leão na madrugada do mato…Como a hão-de entender e portanto “libertar”, aliás de quê? Esta é a África do que lá vai por obrigação ou dever, por moda, ás vezes até caçar, e vai com o coração fechado. Vai e volta, apenas, não viu nem guardou nada, escudado nas cautelas, limitado pelos seus interesses, entrincheirado na insensibilidade e num hotel de luxo, no avião, no carro fechado com ar condicionado: a África do pó e da lama, que cheira mal, das doenças, das moscas, dos pedintes, dos ladrões e das putas! A nossa não! É a dos espaços abertos, das perseguições aos búfalos, dos aromas, das cores e dos sabores, onde tudo é possível e faz sentido, da gente e dos animais bravios, selvagens e autênticos, a dos mitos, a dos sonhos. Aquela que nos faz perceber que de facto o que vale a pena em ser adulto é realizar os nossos sonhos de criança. Até quando?

Reflexos

Um caminho, duas direcções:

MuseuNacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado Collecção a partir de hoje a 1850 cional de Arte Contemporânea, vulgarmente conhecido como Museu do Chiado. Na prática, veio a coleccionar obras até 1950. Após longa letargia que não cabe aqui contar, o Museu viria a reabrir ao público em 1994, sem no entanto conseguir proceder a uma recolha coerente de obras de arte portuguesa dos períodos posteriores. Foi valendo “a arte” e o engenho de alguns dos seus responsáveis que mesmo

sem orçamento para aquisições, foram conseguindo incorporar peças significativa dos anos 70, 80 e 90. a colecção é essencialmente portuguesa, como teria que ser, com uma pequena colecção de arte francesa. Que explique quem puder, porque é que o estado investe com significado no Museu de Serralves, investe como tem sido noticiado na Colecção Berardo e deixa o Museu do chiado, o Museu Nacio-

nal de Arte Contemporânea, apenas com dinheiro para abrir as portas. Resta-nos a esperança de que o novo director do Instituto Português de Museus consiga inverter este triste quadro e revitalizar uma casa que bem merece e de que o país necessita. Mas voltemos ao essencial, para enaltecer o trabalho da equipa do Museu, destacar o trabalho realizado e reconhecer a originalidade de nos propor uma viagem pe-

las suas obras que apresenta a singularidade de partir do momento actual e regressar às obras mais antigas da colecção, portanto até 1850. Segundo a responsável do Museu, O layout combina o critério cronológico com representatividade autoral, embora reconhecendo o espaço arquitectónico do museu como um elemento determinante na construção do discurso expositivo. Isto é, dada a impossibilidade de

oferecer percursos alternativos, o discurso expositivo acaba simultaneamente por oferecer o percurso inverso, revendo as obras expostas no sentido cronológico da sua criação. A exposição estará patente até ao dia 6 de Junho e por isso aqui fico o desafio de não perder esta última possibilidade de ver obras emblemáticas da arte portuguesa de Columbano a Nadir Afonso.


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cultura

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Exposição e debate sobre o arquitecto

120 anos de Amílcar Pinto em Santarém No contexto das celebrações dos 120 anos do nascimento do arquitecto Amílcar Pinto, decorreu no dia 28 de Maio, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, uma conferência alusiva à obra do arquitecto. Com o tema geral “Intervenções sobre a cidade de um arquitecto na província” usaram da palavra o arquitecto e professor José Manuel Fernandes e o economista e urbanista Rui Braz Afonso. A sessão contou com a participação dos arquitectos Tiago Soares Lopes e Rodrigo Pessoa, bem como do investigador José Raimundo Noras, jovens que constituem a comissão organizadora dos “120 anos de Amílcar Pinto”. Na abertura da sessão Teresa Lopes, em representação da Câmara Municipal, saudou as iniciativas produzidas à volta de Amílcar Pinto, às quais a autarquia cedo se associou. Rodrigo Pessoa, bisneto de Amílcar Pinto, em nome da família agradeceu aos restantes membros da organização, destes eventos, bem como o apoio da Câmara Municipal. Seguiu-se a intervenção dos conferencistas. José Manuel Fernandes enquadrou a obra de Amílcar Pinto no contexto da sua

O debate reuniu especialistas e admiradores da obra do arquitecto Amilcar Pinto

época, analisando os avanços e os recuos do movimento moderno em Portugal. Dando alguma vida à suas palavras, trouxe aos participantes um mostra de fotografias, em slide, da arquitectura da época. O professor frisou o impacto estruturante em Santarém das obras de Amílcar Pinto nesta cidade. O urbanista Rui Braz Afonso, professor da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, numa intervenção mais afectiva, evocou como o seu percurso de vida se cruzou com a obra de Amílcar Pinto, entre as Beiras e Santarém. Na sua intervenção,

defendeu a natural posição estratégica de Santarém na região, necessita de equipamentos, como por exemplo uma sala de espectáculos de capacidade estruturante, para se realizar. Rui Braz trouxe também as suas memórias dos tempos de estudante em Santarém, evocando tempos áureos do Teatro Rosa Damasceno. Durante o debate, José Manuel Fernandes apelou a reconstrução desse teatro, afirmando: “o Teatro Rosa Damasceno é uma peça única no país e no mundo” para depois acrescentar “deixar desaparecer este equipamento, para qualquer cidade, é um tiro no pé”. Rai-

mundo Noras recordou outros exemplos de teatros desenhados por Amílcar Pinto: “cujas populações souberam defender e preservar, como em Gouveia ou em Almeirim, estou seguro de que Santarém também saberá encontrar uma solução para defender o seu teatro” sustentou. Tiago Soares Lopes referiu a importância social e económica do eixo que os três teatros de Santarém tiveram, quando em funcionamento, lógica que deverá ser recuperada, em seu entender. Depois de encerrado o debate, foi inaugurada a exposição “Amílcar Pinto:

um arquitecto na Província”. Esta mostra foi produzida e concebida pelos já referidos organizadores, contando ainda com o apoio gráfico da arquitecta Diana de Almeida Silva. Em três painéis temáticos são retratadas as tipologias mais marcantes da obra de Amílcar Pinto, a saber: encomenda pública, teatros e moradias unifamiliares. Alguns objectos pessoais do arquitecto e desenhos do seu espólio, à guarda de Rodrigo Pessoa, juntamente com uma cronologia, completam o discurso expositivo. A exposição sobre a vida e obra de Amílcar

Pinto decorre na Sala de Leitura Bernardo Santareno até dia 31 de Julho. No sábado dia 29, com base no “Mapa de Arquitectura de Amílcar Pinto”, apresentado a 12 de Março último, Raimundo Noras, Rodrigo Pessoa e Tiago Soares Lopes guiaram cerca de vinte participantes pela obra de Amílcar Pinto em Santarém, bem como por outros exemplares do discurso moderno na cidade. A vista guiada terminou na exposição da Sala de Leitura. Os organizadores prevêem, ainda novas actividades, sobre este tema, a divulgar brevemente.

Exposição itinerante de pintura UNTITLE na Casa do Brasil

Rancho do Bairro organiza Festival de Folclore dia 19 de Junho A 26.ª edição do Festival de Folclore do Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontaínhas vai decorrer a 19 de Junho, pelas 22h00, na sua sede. Este ano, o Festival será antecedido por uma recepção oficial, a decorrer pelas 17h30 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santarém e contará com as presenças dos seguintes agrupamentos: MIRANDANÇAS - Miranda do Douro (Trás-osMontes), Rancho Folclórico de S. Félix da Marinha - Vila Nova de Gaia (Douro Litoral Centro), Associação Etnográfica “Os Serranos” - Belezaima do Chão (Beira Litoral - Baixo Vouga), Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca - Figueira da Foz (Beira Litoral - Gândara, Bairrada e Mondego), Coleutivu de Baile y Música Tradicional “L’enguedeyu”

A Casa do Brasil, em Santarém, apresenta amanhã, sábado (dia 5), uma exposição de pintura promovida pela Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência (ANACED). A mostra é inaugurada às 16 horas. A ANACED é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que organiza anualmente actividades com o objectivo de promover os artistas com deficiência e chamar a atenção dos responsáveis e público em geral para as capacidades e potencialidades destas pessoas e assim promover a sua inclusão social. Através de um conjunto de obras, o visitante poderá apreciar e comparar, até ao dia 20 de Junho, diferentes estilos e técnicas de pintura. PUB

Alvará 51062

Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontaínhas

- Langreo (Astúrias - Espanha), Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontaínhas – Santarém (Ribatejo). O Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontaínhas, foi fun-

dado nos finais de 1955, “lá por altura da azeitona”, tendo procedido à sua apresentação oficial no decurso da Feira do Ribatejo, no ano de 1956. Inserido na zona etnográfica do Bairro de San-

tarém, a “zona cinzenta do Ribatejo”, tem este Rancho Folclórico por fim dedicar-se à recolha, preservação e divulgação dos hábitos, usos e costumes dos lugares de Graínho e Fontaínhas.

, LDA.

Fornecimento e montagem – Orçamentos Grátis Aço Lacado Portas Segurança int/exteriores Grades Lagarto lacadas Vedações metálicas Garagens e arrecadações metálicas Bairro Madre Deus – Telef. 243 332 939 – Fax 243 306 018 2000-075 SANTARÉM – Telemóvel 917 600 477


cultura

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Grupo Cénico da Música Nova estreia “A Promessa” de Bernardo Santareno

O Grupo Cénico da Música Nova estreia “A Promessa” de Bernardo Santareno, nos próximos dias 5 e 6 de Junho, pelas 21H30, no seu Teatrinho de Bolso, no Largo da Penha de São Domingos, em Pernes. Depois de “A Traição do

Padre Martinho”, em 1976, e de “O Duelo”, em 2008, que foi distinguido com o Prémio “Especial de Teatro Bernardo Santareno, chegou a vez do Cénico da Música Nova apresentar “A Promessa”, de 1957, a 1ª peça do autor, que lhe abriu

as portas do sucesso. O elenco é composto por 23 intérpretes e apoiado por uma equipa de 7 pessoas. A encenação e direcção do espectáculo têm a assinatura de Vicente Batalha. A Promessa é uma peça em três actos e três quadros

de Bernardo Santareno. Escrita em 1957, numa década em que o fascismo em Portugal intensificava a sua opressão, e condicionava todas as formas de arte, A Promessa é representada pela companhia do Teatro Experimental do Porto, com a encenação de António Pedro. Após, a exibição em palco A Promessa foi proibida, ao que parece, por pressões da Igreja Católica. Bernardo Santareno pseudónimo de António Martinho Rosário, médico psiquiatra, natural de Santarém, em A Promessa relata o drama de um jovem casal prisioneiro de uma promessa, da qual não se pode libertar, mesmo indo contra a própria natureza humana. A libertação do casal, no final do drama, dá-se quando a pressão social e a própria natureza humana é superior à força da religião supersticiosa. A Promessa é, certamente, uma obra-prima do Teatro Português.

À roda dos livros com Laurinda Alves A escritora Laurinda Alves é a próxima convidada da iniciativa “À roda dos livros” levada a cabo pela Biblioteca Municipal de Santarém, no dia 12 de Junho, às 16 horas. Laurinda Alves, jornalista, autora e apresentadora de programas de televi-

PANOS – palcos novos palavras novas é um projecto Vicente Batalha da Culturgest que alia o teatro escolar/juvenil às novas dramaturgias, inspirando-se no programa Connections do National Theatre de Londres. Todos os anos, há peças escritas de propósito para serem representadas por grupos escolares ou de teatro juvenil. É uma importante iniciativa experimental para a criação de novos estilos e novos públicos, em 4ª edição, a 2ª em Santarém, que envolve 40 grupos e centenas de jovens. O Festival teve a pre-

são, criou a revista XIS. Enquanto repórter na RTP, foi distinguida com o Prémio do Clube dos Jornalistas pelo seu trabalho de investigação sobre a morte do general Humberto Delgado. Directora da revista Pais &Filhos, colaboradora da TSF e, depois, da Rádio

Renascença foi, também, colunista no Independente e, mais tarde, no jornal Público. Em 2000, Laurinda Alves foi distinguida com o grau de Comendador da Ordem do Mérito, pelo debate e defesa das questões educativas.

CORREIO DO RIBATEJO

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Maria João Roque expõe arte sacra em Almeirim

“Explosão da Cor” é o tema de uma exposição de pintura em tela e arte sacra a inaugurar amanhã, sábado, dia 5, pelas 15h00, na Galeria Municipal de Almeirim. Maria João Roque nasceu em Lisboa, em 1961, residindo em Santarém desde 1974. Em 1998 iniciou a actividade artística de pintura em estatuetas e restauro, como autodidacta. No ano seguinte abriu um atelier, onde também passou a comercializar as suas obras. Entre 2003 e 2007 frequentou um curso de pintura no Fórum Mário Viegas, com o professor César Pires. Desde 2004, tem vindo a participar em diversas mostras colectivas, sempre em Santarém, registando ainda, em 2008, um primeiro prémio num concurso de pintura em Paris. A mostra vai permanecer aberta ao público até 26 de Junho.

Festival de Tunas Femininas da Cidade de Santarém Sete anos depois, a TUFES volta a organizar o seu Festival de Tunas Femininas da Cidade de Santarém denominado III SCALABIS, amanhã, sábado, dia 5 de Junho, às 21 horas, no Teatro Sá da Bandeira. Este festival conta com a participação de quatro tunas de diferentes pontos do país que vão disputar os sete prémios em concurso, entre eles, o de melhor tuna.

Festival Panos sença dos seguintes Grupos: Reticências/Avis, Fazigual/Rio de Mouro, Colégio dos Carvalhos/Gaia, e AN!MAL/Santarém. A sessão de abertura teve intervenções, de Rui Lopes, impulsionador do Festival, dos parceiros, Círculo Cultural Scalabitano, Eliseu Raimundo, Instituto Bernardo Santareno, e vereador João Leite da Câmara Municipal, após o que foram apresentados quatro espectáculos: “Apanha-Bolas” de Rui Cardoso Martins, “Bela Vista” de Lisa McGee e “Cenofobia” de André e. Teodósio. O teatro do sécu-

lo XXI não é o mesmo dos séculos XX ou XIX, sendo o mesmo fenómeno teatro, de que é subsidiário, tem que ser diferente, na leitura e na perspectiva. Desde a Grécia Antiga que o teatro é a expressão do homem, questionamentos, anseios e aspirações de cada tempo, com a linguagem própria desse tempo. São os jovens que constroem o novo teatro, arriscando sem medos. “Apanha-Bolas” fala da catástrofe pessoal e irreversível sobre alguém que faz a coisa certa quando se esperava que fizesse o que está errado, das relações de

domínio do forte sobre o fraco, partindo do universo do futebol. O Fazigual/Avis teve um bom espectáculo, crítico e vivo, com situações de um realismo que dói e referências culturais que enquadram todo o contexto. O autor esteve presente e conversou com o público jovem (o outro público alheou-se do Festival). Tinha assistido á estreia de “Belavista” pelo Grupo AN!MAL. O tema gira á volta do fascínio pelo que é real e o que é imaginado. Complexo texto sobre a solidão, e como contar histórias ajuda a diminui-la, que

envolve o público como detective na procura da distinção entre o que é facto e o que é ficção. Rui Lopes, que assina a encenação, deu-nos um interessante espectáculo, tentando o equilíbrio da concepção minimalista, num trabalho carregado de repetitivas mudanças cénicas. “Cenofobia” pretende ser o oposto radical de um texto tipicamente teatral, uma experiência comunitária, da mesma matéria que é feita a vida. O caos instalado adequa-se á estrutura mental dos jovens, deixa tudo em aberto, transformando-se, qual teatro do absurdo, num guião

aberto á criatividade colectiva. O Colégio dos Carvalhos/ Gaia deu-nos uma encenação de nota alta, lúcida e criativa, acompanhada dum exercício de representação acima da média. André e. Teodósio, o autor presente, conversou com os jovens. O Festival PANOS confirmou que o teatro está vivo e recomenda-se, Santarém alarga o desígnio de Capital do Teatro, os jovens estão a agarrar esta oportunidade em busca dos seus próprios caminhos. É o melhor elogio que dou a todos os participantes, que estão de parabéns.


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RESTAURANTES COM SABORES DO RIBATEJO RESTAURANTE

Aberto dia 10 de Junho

ADIAFA

Centro Histórico

“ONDE CADA REFEIÇÃO É UMA FESTA”

Encerra ao domingo

Encerra à terça-feira

Telemóvel 912 378 869 – airespinheiro@hotmail.com Campo Emílio Infante da Câmara – 2000-014 Santarém

ALMOÇOS E JANTARES

Travessa da Boleta, n.º 2-4 Telefone 243306519 Telemóvel 964569837

Segunda - Feira Entrecosto Frito c/ Arroz de Feijão Terça - Feira Queixadas/Pernil (assado) Quarta - Feira Naco de Novilho Bravo à moda da charneca Quinta - Feira Molhinhos c/Feijão Branco Sexta-Feira Cozido à Portuguesa Sábado Cabrito à Padeira

Encerra ao domingo

A TAVERNA DO FADO Encerra ao domingo

Cozinha Regional

Rua Pedro de Santarém, 73 – SANTARÉM – Telemóvel 963 217 405 Recomendamos: Terça-feira – Cozido à Portuguesa Quinta-feira – Queixadas no Forno

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GASTRONOMIA REGIONAL INTERNACIONAL E DE AUTOR

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Tel./Fax 243 306 600 Qt.ª das Cegonhas – SANTARÉM TM. 919 617 962 / 918 204 801 (Centro Nacional de Exposições) Apartado 331 – 2001-904 SANTARÉM E-mail: varandadoparque@sapo.pt

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Encerra ao domingo Estrada Nacional 3 – Alto do Vale – 2005-050 Vale de Santarém Telef. 243 761 268 – Telemóvel 961 613 868 Almoç

Restaurante “O Chefe” Encerra ao domingo Reservas para grupos

Ribatejo à mesa

Encerra ao sábado

Travessa do Marecos, 10 r/c – 2000-064 Santarém – TM. 968251343

os e

es jantar

Moamba de galinha e Rodizio de Marisco (por encomenda) Fondue de carne Caracoletas guisadas (ao sábado) fritas e grelhadas todos os dias

Rua Elias Garcia, 6-10 – 2000-051 Santarém – Tel. 243322239 – TM. 936604663 Encerramos ao domingo

Comida Tradicional

Rua Dr. Jaime Figueiredo, 11 – 2005-139 Santarém – Telef. 243326883

Rua do Matadouro Regional, Lote 22 – Zona Industrial – Várzea – Santarém – Tel. 243325144

Grelhados no Carvão Restaurante O MICAS

Rua Dr. António José de Almeida, Lote 9 - r/c Esq. 2005-138 SANTARÉM Telef. 243327015 – TM. 969312938

Almoços – Jantares – Casamentos – Baptizados Travessa Bairro Falcão, 21 – 2000-085 Santarém Telef. 243 323 687 – Telemóveis 917 598 861- 916 209 031 www.aromatejo.pt

Restaurante

Encerra ao domingo

Encerra ao Domingo

Encerra às segundas e terças-feiras

Gerência de:

Praça dos Sabores

Taberna Rentini

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20

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

VALE DE SANTARÉM

ARNEIRO DAS MILHARIÇAS

A Nova Agência Funerária

VALE DE SANTARÉM ALBERGARIA DOS DOZE

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A CONFIANÇA CONSTRÓI-SE... HÁ MAIS DE 25 ANOS A SERVIR...

MANUEL GUERREIRO PAIXÃO

MIGUEL FIGUEIREDO VIEIRA

MARIA AUZÉNIA ALEXANDRE

Nasceu a 29-4-1957 Faleceu a 6-6-2002

(Enfermeiro) 1 Ano de Eterna Saudade

2 Anos de Eterna Saudade

8 Anos de Eterna Saudade

eu pai, irmãos, cunhados, S sobrinhos e mais família participam que será celebrada 9530

missa pelo seu eterno descanso e de sua mãe, no próximo domingo, dia 6 de Junho, pelas 12 horas, na igreja Paroquial de Vale de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

9-6-2009 – 9-6-2010 9529 ua esposa, filhas, genro e netos recordam com profunda dor e saudade a data do 1.º aniversário do seu falecimento.

S

PÓVOA DE SANTARÉM

8-6-2008 – 8-6-2010

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eu marido, filhos, noras, S netos, bisneto e restante família participam que será 9542

celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 8, às 19 horas, na igreja do Vale de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

RIBEIRA DE SANTARÉM

ALTO DOS FORNOS - TREMÊS

MARIA DA CONCEIÇÃO ALMEIDA AMBRIOSO 22 Anos de Eterna Saudade

LUÍS AL VES ROSA ALVES Faleceu a 25-5-2010

S

AGRADECIMENTO

9531

4-6-1988 – 4-6-2010 9534 ua família participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, hoje, sexta-feira, dia 4 de Junho, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

ua esposa, filhos, nora, genros e netos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

LAMAROSA-ABITUREIRAS

MOÇARRIA

CARLOS MARIA DA CUNHA TONDEL TONDELAA AGRADECIMENTO 20-8-1932 – 29-5-2010 9539 ua mulher, filho e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

S

MANUEL BENTO FERRA Faleceu a 30-5-2010

Faleceu a 26-5-2010

JOSÉ GOMES MARTINHO CARREIRA “José Pipa” 1 Ano de Eterna Saudade 2-6-2009 – 2-6-2010 ua esposa, filhos, noras e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 6, às 11.30 horas, na igreja da Moçarria, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

SANTARÉM

JOSÉ DA LUZ NARCISO

EURICO MONTEIRO SÊCO

PORTELA DAS PADEIRAS SANTARÉM

LUÍS JACINTO

9532

SANTARÉM

ALCANHÕES

Agradecimento e Missa ua esposa, filho, nora, S netos e bisneto agradecem muito reconhecidamente a 9541

todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será rezada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 6, às 16 horas, na igreja de Abitureiras, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

NORBERTO FILIPE SOARES AVELINO 16Anos de Eterna Saudade 7-6-1994 – 7-6-2010 eus pais, irmãos e cunhada participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 6, às 9.45 horas na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

9544

S

Agência Funerária

ASSINE O

«Campeão», Lda.

CORREIO DO RIBATEJO

Serviço Permanente Telef. 243 32 50 74 SEDE: Estrada de S. Domingos, 27 - A – SANTARÉM

correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

Agradecimento e Missa do 7.º Dia

ua esposa, filhas, genros, S netos, bisnetos e restante família agradecem muito reco9546

nhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agradecimento especial aos médicos, enfermeiros e assistentes operacionais dos serviços de: Urgência; Unidade de Internamento de curta duração; Medicina II; VMER; do Hospital de Santarém; e aos Bombeiros Voluntários de Pernes. Participam que será celebrada missa do 7.º dia, pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 5 de Junho, às 21 horas, na igreja de Alcanhões, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Agência Funerária Helder Vacas, Lda. Telef. 243333520 – Santarém

10-6-2008 – 10-6-2010

68.º Aniversário Natalício 8-6-1942 – 8-6-2010 Meu Amor: Deus te levou para sempre, Pois quer os bons a seu lado. Mas eu para ser feliz, Queria ter o meu amado! Mesmo contigo tão distante Mas, no meu peito tão presente... Quero que saibas, meu amor, Amo-te eternamente!!! 9543 e tua esposa, filhos e netos que te adoram.

2 Anos de Eterna Saudade Missa

ua esposa, filhas, genro S e netos participam que será celebrada missa pelo seu eter-

9549

no descanso, no próximo dia 10, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

D

Agência Funerária Telef.

ALEIXO, LDA.

243328115 Fax

243328818 Telems. 966007049 968041420 964052764

Sede: Santarém – P raceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Praceta Telef. 243558315


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Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

NOTARIADO PORTUGUÊS

necrologia

CARTÓRIO NOTARIAL DE CARLOS ARÊS EM ALCANENA

REGUENGO DO ALVIELA

A CARGO DA NOTÁRIO CARLOS MANUEL GODINHO GONÇALVES ARÊS

JOÃO FELICIANO MA TUTO MATUTO

MARIA JOSÉ DE JESUS DOS SANTOS

Missa do 30.º Dia

19 Anos de Eterna Saudade 6-6-1991 – 6-6-2010

Seu filho, nora, netos e bisneta participam que será celebrada missa pelo eterno descanso dos seus ente queridos no próximo domingo, dia 6, às 10,30 horas, na igreja Paroquial de S. Vicente do Paúl, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Casais de São Vasco – Albergaria – 2000-307 ABITUREIRAS – SANTARÉM – Telef. 243 478 198 Telef. 243 478 199 – Fax 243 478 200 – TM. 932 302 790 – tsv.internacional@hotmail.com

A FUNERÁRIA Jorge Almeida, Lda.

Serviço Permanente Telef. 243 44 12 46 Telemóvel 91 72 73 370 Escrit.: Sobral – S. Vicente do Paúl – Telef. 243 44 12 46 Sede: Pernes – Rua Oriol Pena, 103 cv – Telef. 243 44 94 44

Certifico para efeitos de publicação que, por escritura de JUSTIFICAÇÃO lavrada no cinco de Maio do ano de dois mil e dez, exarada de folhas sessenta e nove a folhas setenta verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas DOZE-E, deste Cartório, os Senhores ETELVINA BALBINA PEDRO, contribuinte fiscal número 113546297 e marido DUARTE TERESA MAlA, contribuinte fiscal número 113 546 289 casados no regime da comunhão geral de bens, naturais, ela da freguesia de Souto, do concelho de Abrantes e ele da freguesia de Penhascoso, do concelho de Mação, residentes no lugar de Casal da Barroca, São Vicente do Paúl, Santarém, declararam que são donos e legítimos possuidores do seguinte: Prédio rústico denominado “Almeijões”, sito na freguesia de São Vicente do Paúl, do concelho de Santarém, composto de cultura arvense de regadio, oliveiras e figueiral, com a área de onze mil, duzentos e sessenta metros quadrados, que confronta de Norte com Mário Assunção Duarte Chíxaro, de Sul com António Carreira Monteiro, de Nascente com Quinta do Jameal, Sociedade Agro-Pecuária Lda. e de Poente com estrada, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 32 da Secção D. Que são possuidores do referido prédio desde, pelo menos, mil novecentos e setenta e que o mesmo veio à sua posse por doação verbal, efectuada pelos pais do ora justificante marido, Artur Maia e mulher Florinda Teresa, casados no regime da comunhão geral, residentes que foram no Casal da Barroca, São Vicente do Paúl, Santarém. Que, desde a referida data, vêm exercendo continuamente a posse sobre o referido prédio, à vista de toda a gente, usufruindo de todas as suas utilidades, limpando o mato, cultivando-os, colhendo a azeitona, apanhando os frutos, limpando as árvores e cortando madeira, na convicção de exercer direito próprio, ignorando lesar direito alheio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, pacificamente, porque sem violência, contínua e publicamente, de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sem a menor oposição de quem quer que seja, verificando-se assim todos os requisitos legais para que se possa declarar que adquiriram o citado imóvel por usucapião, titulo este que, por natureza, não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais. Está conforme o original e certifico que na parte omitida nada há em contrário ou além do que neste se narra ou transcreve. Alcanena, 5 de Maio de 2010. O Notário, Carlos Manuel Godinho Gonçalves Arês

CORREIO DO RIBATEJO

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TIAGO RELVA NOTÁRIO – SANTARÉM CERTIFICO que por escritura de vinte e seis de Maio de dois mil e dez, exarada a folhas 118 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 37 do Notário Tiago Miguel Berrincha Travassos Relva, com instalações na Praceta Pedro Escuro, número 18, em Santarém, JOAQUIM DA CONCEIÇÃO COSTA, NIF 111 255 414, e mulher MARIA GERTRUDES ALCÂNTARA DE OLIVEIRA, NIF 149 428 138, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Pernes, concelho de Santarém, residentes na Rua Heróis do Ultramar, Pernes, declararam que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes imóveis. NÚMERO UM: Metade indivisa do PRÉDIO RÚSTICO composto por cultura arvense de sequeiro, olival e solo subjacente de cultura arvense em olival, com a área de onze mil setecentos e oitenta metros quadrados, sito em Serradas de Baixo, freguesia de Pernes, concelho de Santarém, a confrontar de norte e poente com Canal do Alviela; de sul com Josélio de Oliveira Mendes Leal e Marco Paulo Ferreira Mendes Leal e de nascente com estrada, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o número mil trezentos e vinte e seis da mesma freguesia de Pernes, registada, metade indivisa, em comum e sem determinação de parte ou direito, a favor Augusto da Conceição Costa, viúvo, Porfíria Finote Costa, divorciada, Paulo Alexandre Finote Costa, solteiro, maior, Lina Maria Finote Costa, divorciada, Virgolina D’Assunção Finote Costa, casada com Paulo Alexandre dos Santos Rosário, Jorge Vicente Finote Costa Carvalho, casado com Lina Carla Mónica Carvalho Costa, Simão Pedro Finote Costa, solteiro, maior, Ana Sofia Finote Costa, solteira, maior, e Miguel Ângelo Finote Costa, solteiro, maior, pela inscrição correspondente à apresentação quatro mil e treze, de trinta de Abril de dois mil e dez e a restante metade indivisa sem qualquer inscrição em vigor, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 90 da secção E, metade em nome do justificante marido e metade em nome de Augusto da Conceição Costa, com o valor patrimonial tributário (IMI), correspondente a metade, de 204,00 euros e o valor patrimonial tributário (IMT), correspondente a metade, e atribuído de quinhentos e quarenta e cinco euros e noventa e dois cêntimos. NÚMERO DOIS: PRÉDIO RÚSTICO: composto por cultura arvense de sequeiro, olival, solo subjacente de cultura arvense em olival, com a área de doze mil duzentos e quarenta metros quadrados, sito em Serradas de Baixo, freguesia de Pernes, concelho de Santarém, a confrontar de norte com Josélio de Oliveira Mendes Leal, de sul com Manuel Duarte Gomes, de nascente com estrada e de poente com Canal do Alviela, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 91 da secção E, metade em nome do justificante marido e metade em nome de Augusto da Conceição Costa, com o valor patrimonial tributário (IMI) de 381,00 euros, o valor patrimonial tributário (IMT) e atribuído de trezentos e oitenta e um euros. Que possuem estes bens em nome próprio, convictos de que lhes pertencem, há mais .de vinte anos, por os terem adquirido, pelo ano de mil novecentos e oitenta e dois, por compra verbal a Manuel Duarte, viúvo, residente que foi em Pernes, e desde então e ininterruptamente os cultivam, colhendo os frutos, fazendo as obras de conservação necessárias, posse que sempre exerceram, com conhecimento e à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, sendo, por isso uma posse pacífica, continua, pública e de boa fé, pelo que os adquiriram por usucapião, não tendo todavia, dado o modo de aquisição, documento que lhes permita fazer prova do seu direito de propriedade. Santarém, 26 de Maio de 2010 O Notário, Tiago Miguel Berrincha Travassos Relva PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 4-6-2010

“CORREIO DO RIBATEJO” – 4-6-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS

PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200101029843 AP

PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200801075268 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS

(2.ª publicação)

(2.ª publicação)

JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes de HÉLIO MANUEL LUÍS PIRES, no estado de casado com Carmen Maria Rodrigues Pereira, com domicílio fiscal em Vale da Junqueira 2025-601 Gançaria – Alcanede Santarém, executado por reversão de NACIONAL PEÇAS COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA., para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 20 de Outubro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectiva (IRC), Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e Coimas Fiscais (CF), dos anos de 2001 a 2004, no montante actual de 12.259,37 j, sendo 8.542,22 j de quantia exequenda e 3.717,15 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Prédio urbano sito no lugar de Vale da Junqueira, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, composto de casa de habitação de rés-do-chão com cinco divisões e a área coberta de 62,50 m2, um alpendre com 29,00 m2 e um pátio com 56,70 m2. Confronta de norte com o próprio, de sul e poente com estradas camarárias e de nascente com Maria do Rosário. CARACTERÍSTICAS: Afectação: Habitação, Tipologia/Divisões: 4, Nº de pisos: 1, Área bruta privativa: 86,64 m2, Área bruta dependente: 29,00 m2, Área total do terreno: 149,20 m2, Área de implantação do edifício: 115,64 m2, Área bruta de construção: 115,64 m2. Inscrito na matriz no ano de 1958 sob o artigo urbano nº 2045. Descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 06279/ 20061122 – Alcanede.

JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executado OCTÁVIO MANUEL HORTA DA SILVA COTRIM, no estado de casado com Fátima Paula de Almeida Militão Cotrim, com domicílio fiscal na Rua Santo António – Grainho 2000-000 Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 11 de Novembro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e Coimas Fiscais (CF), dos anos 2008 e 2009, no montante actual de 2.805,29 j , sendo 2.401,50 j de quantia exequenda e 403,79 j de acréscimos legais.

É depositário o executado que, nessa qualidade e depois de contactado na sede social antes mencionada, no cumprimento das suas obrigações o deverá mostrar aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 20 de JULHO de 2010, pelas 11,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 16.863,00 j , correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.229 – HÉLIO MANUEL LUÍS PIRES”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o executado, o seu cônjuge e os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela.

É depositário o Sr. Octávio Manuel Horta da Silva Cotrim, executado nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactado na morada, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 22 de JULHO de 2010, pelas 11,00 HORAS, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 23.653,00 j, correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.281 – OCTÁVIO MANUEL HORTA DA SILVA COTRIM”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela.

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos vinte e quatro dias do mês de Maio do ano de dois mil e dez. O ESCRIVÃO, O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Fernando Santos Morgado Jorge Manuel Sardinha Serra

BEM A VENDER Prédio urbano destinado a habitação sito na Rua 25 de Abril - Grainho, freguesia de S. Nicolau, concelho de Santarém, composto de casa de rés-do-chão com quatro assoalhadas, casa de banho, cozinha, com a área coberta de 110,00 m2. Confronta de norte com serventia, de sul com Joaquim António, de nascente com Jacinta Rosa Horta e de poente com Maria Cidalina Afonso Horta Silva. Possui as seguintes CARACTERÍSTICAS: Afectação: HABITAÇÃO, Tipologia/Divisões: T4, Nº de pisos: 1, Área total do terreno: 110,00 m2, Área de implantação do edifício: 110,00 m2, Área bruta de construção: 110,00 m2, Área bruta dependente: 70,00 m2, Área bruta privativa: 110,00 m2. Inscrito na matriz em 1987 sob o artigo urbano nº 1721, da freguesia de S. Nicolau e está descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 01676/20051007 – S. Nicolau.

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos vinte e seis dias do mês de Maio do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Manuel Sardinha Serra

O ESCRIVÃO, Jorge Fernando Santos Morgado


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

II Torneio Inter-escolas do Vitória Clube de Santarém

Em dia de Vitória, D. João não é segundo

O retrato de família do II Torneio Inter-escolas do Vitória Clube de Santarém oferece uma panorâmica daquele que será o futuro do futsal distrital (e, quiçá, nacional)

A designação da escola fornece pistas contraditórias: se, por um lado, sugere a existência de um dom (neste caso, para jogar futsal), por outro, parece denunciar uma incontornável condenação ao segundo… lugar. Porém, no Torneio Inter-escolas organizado pelo Vitória Clube de Santarém, só se verificou a primeira premissa: foi da Escola D. João II que saiu o grande vencedor do evento, realizado no passado sábado, dia 29 de Maio. Das instituições da cidade que contemplam o ensino básico dos segundo e/ou terceiro ciclos, apenas o Liceu Sá da Bandeira e a Escola Preparatória Ginestal Machado não acorreram ao apelo vitoriano. De resto, os alunos das escolas Alexandre Herculano, Mem Ramires e da já citada D. João (representada por três formações) perceberam que não é no Canal Panda que encontram os desenhos mais animados das manhãs de sábado: a hipótese de poderem protagonizar aventuras lado a lado com os super-heróis do Vitória é inquestionavelmente

BREVES

bem mais saudável e divertida. A colossal qualidade da oferta disponibilizada pelas seis equipas em prova transformou este período matinal num autêntico horário nobre para os olheiros presentes no Pavilhão Municipal de Santarém, obrigando-os constantemente a fazer zapping de craque em craque. Contudo, os píncaros de audiência foram atingidos pelas séries vitoriosas dos plantéis da Mem Ramires, sob a orientação de Cristina Loureiro, e do principal conjunto da D. João II, com Artur Mendes ao

leme. O excesso de suspense patente ao longo dos vinte minutos conduziu a um dramático último episódio: uma final decidida no desempate através da cobrança de grandes penalidades. Nesta altura, os adeptos presentes pareciam assistir à rodagem do novo filme da saga “A Idade do Gelo”, tamanha a frieza com que os ainda imberbes Neto, Vasconcelos e Nuno Mendes transformaram os respectivos pontapés, entregando à Escola D. João II o troféu que promove a destrinça entre os conquistadores e os demais. Quanto aos infantis vito-

A equipa D. João II, de Artur Mendes, exibe o troféu de campeão

e as 20h00, na Nave Municipal de Santarém, o Campeonato Nacional de MiniGIMNO CLUBE. A trampolim. O evento contaagremiação de Santarém rá com quatro centenas de organizará, amanhã, dia 5 ginastas provenientes de tode Junho, entre as 08h00 dos os pontos do país.

SANTARÉM BASKET. A equipa sub-13 feminina deslocou-se, no último dia 30, ao sempre complicado reduto do Amiense, obtendo um categórico triunfo por 65-50, em desafio a

rianos, uma entrada em cena algo ensonada levouos a um despiste madrugador: tanto travaram a respeitar o amarelo (a cor dos equipamentos da Mem Ramires), que acabaram estampados contra uma sólida goleada (2-5, golos de Vieira e Carolo). Depois, já alertados, desobedeceram ao vermelho (predominante nas camisolas dos opositores) e atropelaram sem contemplações os atletas d’ Os Variados, igualmente da D. João II (6-0, com a estreia goleadora de Lukas, o hattrick de Carolo e o bis de Francisco Veríssimo). No derradeiro jogo, apesar do estado de alerta para a valia dos oponentes, os vitorianos recusaram trancar-se num… quarto a admirar a obra de Alexandre Herculano, assegurando lugar no pódio após levarem de vencida, no desafio de atribuição do 3º e 4º lugares, a equipa dos Trapalhões (representante da escola baptizada com o nome do grande escritor português) por 4-3, após a lotaria dos penalties. O momento alto do encontro surgiu quando o vitoriano Pedro Martins, até

aí um mero peão na partida, se cansou de procurar uma passadeira para a baliza: no último minuto do tempo regulamentar, olhou para um lado e para o outro, e, do meio da rua, decidiu desferir uma pedrada fulminante, que deixou estilhaçadas as aspirações dos desolados oponentes. Os estragos, esses, foram pagos pelo guardião contrário, que, no desempate, foi impotente para suster os tiros de Veríssimo, Lukas e Rodrigo Coelho, um excêntrico que descalçou as luvas para cobrar sem mácula o castigo máximo que lhe

contar para o Campeonato Distrital da categoria. TÉNIS. Os courts de ténis do Parque Zona Norte, em Almeirim, acolherão, no próximo dia 12 de Junho, um evento inova-

dor, promovido pelo Ténis Almeirim em parceria com a Linksport: o Campeonato Nacional de Speedminton, uma variante do badminton, mas sem rede. Na ocasião, haverá também

O vitoriano Coelho foi o keeper em destaque

coube em sorte. A irreverência e a elasticidade valeram-lhe a distinção de melhor guarda-redes do certame, superando André Bernardes (D. João II) e Francisco Pereira (Os Craques da D. João II). Ao nível da artilharia, Francisco Amaral, com seis tentos (um penalty na final e os restantes cinco frente ao Vitória!), distinguiu-se como o pistoleiro de serviço, à frente do vitoriano João Carolo (quatro). Agradável surpresa foi a prestação do único elemento feminino em prova: Margarida Nascimento (Os Craques da D. João II) denotou talento para outros palcos, situando-se, a par do colega Domingos, no terceiro lugar na votação para melhor jogador. Bruce Pedroso, o nada atabalhoado capitão dos Trapalhões, foi o grande destaque individual do certame, derrotando Carolo ao sprint. No final da manhã, com sensação de dever cumprido, apesar de lhe terem invadido a casa e levado todas as taças, sorria o grande vencedor do dia: a instituição Vitória Clube de Santarém. SF lugar para uma festa de blackminton (jogo disputado às escuras, com material fluorescente), que promete fazer as delícias dos aficcionados mais radicais.


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Associação Académica de Santarém

Sacramento cantarolou “Ó Rama, ó que lindo Rama” A União de Coimbra, instituição com larga tradição desportiva na cidade estudantil, tem penado praticamente sempre à sombra do grande rival, a mais mediática Académica. Como se isso não bastasse, viu-se, no passado sábado, ultrapassada por outra Briosa: a recepção à Académica de Santarém, no Campo de Souselas, redundou numa épica vitória dos escalabitanos, que assim celebraram a memorável e inédita façanha de permanecerem durante dois anos consecutivos no Campeonato Nacional de Juniores da 2ª Divisão. Ao passar os olhos pelo livro da partida, o adepto logo se depara com um primeiro capítulo composto por quarenta e cinco minutos de leitura maçuda, a convidar a um célere e desapegado folhear, desafiando os nervos de quem não tem paciência para uma narração demasiado descritiva e carecida de excitantes picos de acção. Contudo, atirando ao lixo as páginas iniciais e retomando a história no início da segunda parte, felizmente não se perde o fio à meada. A trama, destinada ao público júnior, era de acessível percepção, e o final (feliz) estava implícito em cada linha: a Académica ia triunfar. Se bem que Kiko, um apaixonado pelos clássicos do suspense, ainda contribuiu para que as hostes academis-

tas cravassem as unhas no sofá, transpirando em bica enquanto vestiam a pele das personagens: o capitão dos escalabitanos, logo no reatamento do encontro, deu ideia de se ter esquecido de algo nas cabinas, pedindo ao árbitro, através de uma falta cirúrgica, que lhe permitisse o regresso. Acabou por lá ficar, no duche.

O novo hino da Briosa Os colegas não desanimaram, como se já tivessem assistido vezes sem conta a este filme, e continuaram a emprestar alegria e vivacidade ao seu futebol. E a boa disposição era tanta, que resolveram entoar uma melodia tradicional, à qual habituaram os adeptos ao longo da época: passados apenas dois minutos da expulsão, Bernardo Rama deu os primeiros acordes e, com um livre teleguiado para o segundo poste, deu o tom para Renato Sacramento afinar a garganta e, oportuno, cantarolar o refrão do golo, naquele que bem poderia instituir-se como o hino da época: “Ó Rama / ó que lindo Rama / ó Rama e o Sacramento / este par é o mais lindo / que anda na Briosa inteira”! Destaque ainda, nesta canção, para Matias, que ficou a cargo das segundas vozes, intervindo de permeio no lance. Até ao derradeiro apito, as cantorias cessaram, que o desassossego na hora de de-

fender as redes de Barata obrigava a guardar o fôlego para uns festejos finais que acabariam por se consumar. A explosão de alegria provocou estilhaços nos corações do director desportivo, José Galvão, comovido com a dedicatória de que foi alvo (os atletas brindaram-no com o golo da permanência), e da equipa técnica, desde o treinador, Luís Carlos, até ao adjunto, Rui Balau, passando pelo técnico dos guardiões, João Paulo, por Ramos, o massagista, e pelo director da equipa, Beto. Rui Canavarro, líder dos juvenis, que sempre disponibilizou de bom agrado atletas a esta formação, também não é esquecido na hora do êxito. Mais um. Participaram na partida Barata, Bebé, Bernardo Rama, Pedro Reis, P. Melo, Kiko (cap.), Bernardo Barcelos, Fábio Matias, Gonçalo, Samuel e Renato Sacramento, de início, e ainda Inácio, Ricardo Alves e Afonso.

Pensavam que o Nuno Gomes estava acabado? Na fase final do Campeonato Distrital de Infantis (nível II), e diante de outro União, a sorte foi distinta: em jogo a contar para a terceira jornada, disputado em Vila Chã de Ourique (casa emprestada), a Académica não foi além de um empate a duas bolas com o União de Tomar. Numa partida em que a Briosa andou quase sempre atrás do prejuízo, há

que realçar os tentos de Cordeiro e de Nuno Gomes, um jovem que, à medida que o seu homónimo sénior se vai eclipsando, tem vindo a provar que, por ele, este continuará a ser um nome sobejamente apreciado nos escaparates do futebol português. Restantes resultados: Iniciados 2º ano - Académica, 2 – CADE, 2. Infantis A - Torneio da Golegã – 3º lugar. Melhor marcador: Zé Gasopo. Escolas sub-10 D - Torneio E.F. Tomar – Fazendense, 2 - Académica, 3; E.F. Tomar, 4 - Académica, 4. Escolinhas – 1º Torneio McDonald’s – Académica A (1º); Académica C (10º); Académica B (15º); Académica D (16º). Actividade do próximo fim-de-semana: Infantis C - amanhã, dia 5, às 10h30: Académica “Os Lagartos”, na Escola S. Agrária. Juniores – amanhã, às 17h00: Académica - Fátima, na Escola S. Agrária. Juvenis A – Torneio de Alcobaça – amanhã, dia 5, 10h00: Académica - Alcobaça; 11h00: Académica Torreense, em Alcobaça. Escolas sub-10 A – amanhã, às 11h00: Fazendense - Académica, nas Fazendas Almeirim. Juniores 1º ano – amanhã, às 10h00: Cartaxo Académica, no Entroncamento. Iniciados sub-13 – ama-

Taça Fundação do INATEL

Operários de Cabo Verde na fábrica do sr. Carlitos Fulgurante! Este é o redutor epíteto que poderia ajudar a catalogar a luzidia caminhada das duas equipas que representarão o distrito de Santarém nas meias-finais da fase nacional da Taça Fundação do INATEL. Nos desafios dos quartos-de-final, tanto Azambujeira como Almoster voltaram a dar o seu contributo para a consolidação do poderio do nosso futebol. É consensual a convicção de que o trajecto da Azambujeira tem sido relativamente tranquilo, mas o destino encarregou-se de a reforçar ainda mais, colocando no caminho da equipa ribatejana precisamente a… Tranquilidade. E, já se sabe, jogar com Tranquilidade não é fácil, não fosse esta uma das mais po-

derosas formações de Lisboa. Nada que atemorizasse os homens de César Hipólito. Principalmente quando este pode contar com um número 10 chamado Carlitos, um autêntico senhor na arte de estender a bandeja de prata aos companheiros, convidando-os a enganar a fome – no INATEL, o petisco do(a) final é o momento mais esperado! – com golos, muitos golos. Neste desafio,

sempre em alta rotação, o cambuta de Cabo Verde fabricou os três tentos, cabendo aos seus compatriotas Dani, Kevin e Nuno as tarefas de operariado, menos artísticas, mas plenamente imprescindíveis: pregar o esférico na baliza, de forma a cimentar o triunfo. O Almoster, por sua vez, enfrentou uma tarefa mais intrincada, cerrando os dentes para levar de vencida os

setubalenses do Melidense (1-0). E foi certamente com a força da exagerada acentuação nos “erres” típica dos visitantes que os relatores da partida enalteceram o “rrrrrremate” do Almoster que só pararia no fundo das redes, carimbando o passaporte para a etapa seguinte da competição, já no domingo, diante do Pigeirense, de Santa Maria da Feira. Nessa altura, a Azambujeira estará a braços com o Bairro Argentina (em Lisboa, apesar do facto de o adversário provir dos Açores), e, terminadas as partidas, poder-se-á assistir a um feito inédito para o futebol distrital: a presença de duas equipas do mesmo distrito no anfiteatro de todas as decisões. Sérgio Fernandes

nhã, 15h30 ou 17h00: CADE - Académica, no Entroncamento. Escolas sub-10 A – domingo, às 09h30: Torneio Henrique Félix, em Rio Maior. Iniciados B – domingo,

às 10h30: Riachense - Académica, em Riachos. Infantis C – quinta-feira, dia 10, às 10h30 - Amigos GD Coruchense – Académica, em Coruche. Sérgio Fernandes

Assim é saudável ir ao McDonald’s!

Valter Vasconcelos conduziu as escolinhas A ao sucesso

Um dia não são dias: se houver moderação, não faz mal a ninguém uma visita ao McDonald’s. Os atletas da equipa de escolinhas A da Académica é que não resistiram a abusos: no 1º Torneio McDonald’s em pré-escolas, realizado na Escola Superior Agrária, encheram a pança com futebol rápido (isto sim, é fast food!) e fritaram os adversários, no total, com 24 batatas. Para sobremesa estava reservado o troféu de vencedor, pois claro, bem saboreado por Simão, Mata, Zé, Marecos, Henrique, Francisco, Salvador, Zezinho, Mantas, Tito, Filipe e Penteado. Tudo por conta do técnico, Valter Vasconcelos. Balanço feito, as dezasseis equipas empanturraram-se de diversão (um happy meal que não engorda) e a organização deixou o evento sem nódoas. Quem disse que o Mc não é saudável? SF

Casa do Benfica em Santarém

Mais um voo do eterno Gaivoto

Desenganemse aqueles que julgavam que um dos “dinossauros” do desporto escalabitano estava perto da extinção: Álvaro Gaivoto, histórico líder associativo da cidade, foi mais uma vez reconduzido na presidência da Direcção da Casa do Benfica em Santarém. Gaivoto poderá assim prosseguir o bom trabalho que tem desenvolvido, mantendo-se na perseguição de êxitos desportivos que honrem a grandeza da casa-mãe (essencialmente na área do judo, a modalidade mais emblemática do clube). A secundá-lo, continuarão nomes como José Abílio Martins, vice-presidente, André Suspiro (1º secretário), Júlio Nunes (2º secretário) ou António Mexia (tesoureiro). O novo mandato iniciou-se oficialmente no passado dia 1 de Junho e vigorará até 31 de Maio de 2012. SF


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Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio de Santarém

Andebol dos Caixeiros assegura a permanência! (E corrijam-me se estiver enganado) Na verdade, estou aberto a correcções e não me escandalizaria que as fizessem. Isto porque a derradeira (e decisiva) jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, que opôs, em Santarém, os Caixeiros ao Évora, só decorreu depois do fecho desta edição, pelo que, na altura em que estas linhas ganhavam corpo, a ilusão da permanência (ainda) era isso mesmo: um sonho. Todavia, a convicção dos responsáveis do clube, nas vésperas da partida, em declarações ao Correio do Ribate-

jo, quase legitimava a convocação antecipada do mais optimista dos cenários: “Com o forte apoio dos escalabitanos, decerto que a vitória penderá para as nossas cores”. Alta, baixa, obesa, anoréctica, bonita ou terrivelmente mal parecida. Num caso (que se quer) de amor, não importa o aspecto: o que interessa realmente é o carácter, a personalidade. Trocando por miúdos: após a derrota com o Alavarium (28-30), na jornada transacta, as boas exibições tornaram-se secundárias, e só

uma vitória personalizada no último encontro interessaria aos seniores do andebol dos Caixeiros para fazerem a festa da permanência.

2010/11 será histórica Num jogo de emoções fortes, não são de estranhar algumas alterações nos níveis cardíacos, mas não foi esse facto que motivou o recurso dos Caixeiros a assistência médica: todos os escalões do clube que serão inscritos na próxima temporada já se encontram a efectuar os indispensáveis exames médicos. De resto, a época 2010/11

representa um marco histórico para o andebol distrital, dado o facto de o clube colocar quatro equipas nos nacionais (seniores, juniores, juvenis e infantis), mantendo-se os minis, bambis e iniciados envolvidos nas provas distritais. O projecto liderado por Fernando Graça voltará também a vestir saias, estando previstos alguns retoques de maquilhagem nas feições do andebol de Santarém, que será embelezado com os regressos de equipas femininas de minis e infantis. SF

Ases no ar de Santarém e no W Shopping em exposição A 3ª edição da Plácido Air Cup ’10, organizada em parceria pela Associação Portuguesa de Acrobacia Aérea (APPA), a Comissão Portuguesa de Voo Acrobático da Federação Portuguesa de Aeronáutica (CPVA-FPA) e o Paraclube de Santarém, promete um campeonato de excelência, com a participação de 15 pilotos e 10 máquinas, entre os quais se destaca a participação pela primeira vez de uma mulher. Aberto a todas as classes

BREVES ATLETISMO 1. Pedro Santos, da Casa do Povo de Alcanena, foi chamado a representar Portugal na 14ª edição dos Campeonatos Iberoamericanos de Atletismo, que terão lugar em S. Fernando (Espanha) entre 3 e 6 de Junho. ATLETISMO 2. No passado fim-de-semana, Cristina Carvalho, atleta do UD Zona Alta, bateu o recorde regional dos 3000 m obstáculos, em prova a contar para o Campeonato Nacional de Clubes. BTT NO ARNEIRO. O 1º Torneio de BTT 2010 do Arneiro das Milhariças, intitulado “As Florestas e as Fontes”, realizar-se-á no próximo dia 13 de Junho e prevê percursos de 15 e 30 km. As inscrições decorrem até dia 8 e podem ser efectuadas através dos números 913060614 e 918957805.

FAI (Fédération Aéronautique Internationale), a 3ª edição do Plácido Air Cup apresentará provas de perícia divididas em 5 escalões de elevado grau de dificuldade técnica: classe de bá-

sico, de desportivo, de intermédio, de avançado e de ilimitado. Além destes programas predefinidos também existem provas livres e de freestyle. O W Shopping de Santarém tem patente ao público até 11 de Junho a Exposição Ases do Ar. Organizada em parceria com o Paraclube de Santarém, a exposição apresenta helicópteros, pára-quedas, miniaturas de aeromodelismo, entre outras curiosidades do mundo da aeronáutica.

A exposição insere-se na 3ª edição do Plácido Air Cup - Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, que decorre desde ontem e até domingo (dia 6), no Aeródromo Cosme Pedrogão, em Santarém. Helicópteros, pára-quedas, miniaturas de avião de aeromodelismo, explicações de mecânica e funcionamento de aviões com peças e motores expostos são alguns dos equipamentos que os amantes da aeronáutica vão poder descobrir nesta exposição.

12.ª JORNADA

Alavarium ACA, 30 - GF Emp. Comércio, 28 NAAL Passos Manuel, 35 - Almada ACA, 27 CCR Alto Moinho, 31 - Juventude D Lis, 26 1.º Alavarium ACA 2.º NAAL Passos Manuel 3.º GF Emp. Comércio 4.º Évora AC 5.º CCR Alto Moinho 6.º Juventude D Lis 7.º Almada AC

J 10 11 11 10 10 10 10

V 8 5 4 5 4 3 1

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D G 2 311-283 5 328-335 6 306-301 1 273-251 4 239-237 5 263-267 7 249-295

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Próxima Jornada: Dia 5-6-2010 – CCR Alto Moinho NAAL Passos Manuel, Évora AC - Juventude D Lis e Avavarium ACA - Almada AC.

Associação de Futebol de Santarém Campeonatos Distritais Divisão Secundária Classificação

Apuramento Campeão Ouriense, 2 Moçarriense, 1 Entroncamento, 0 Ouriense, 1 Mindense, 0 Benavente, 2

1.º Ouriense 2.º Benavente 3.º S. Correia 4.º Moçarriense 5.º Entroncamento 6.º Mindense

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Scalabisport EEM

Um torneio bem passado com as estrelas do futuro

Patinagem artística do Hóquei Clube de Santarém

“Eu quero ouvir essas palmas!” O apelo pode estar familiarizado com um qualquer concerto de música popular, mas serve para ilustrar na perfeição a verdadeira aventura de Filipa Baeta, atleta do Hóquei Clube de Santarém, no 6º Torneio de Patinagem Artística da Associação Desportiva e Cultural de Santa Cita, realizado no passado dia 29 de Maio. Traída por um problema técnico que a privou do indispensável suporte musical, a jovem patinadora teve de se socorrer das palmas do público para realizar a sua prova, a contar para o escalão E. Sem som, mas usando os phones que só encaixam nos ouvidos dos predestinados, Filipa imagi-

Filipa Baeta deu música em Santa Cita

nou a melodia e, amparada no compasso das palmas da louvável assistência, arrebatou um heróico primeiro lugar no pódio, feito que

atesta bem o valor da praticante. O grémio escalabitano marcou presença com uma equipa composta por doze patinadores, de entre os quais se destacaram ainda as habitués Margarida Reis e Érica Madruga (1ª e 3ª no escalão C, respectivamente). Ao nível colectivo, estava ainda reservado um brilhante segundo posto para as cores de Santarém, logo atrás do colosso União FC Entroncamento. No próximo dia 12, a realeza de Santarém tentará acomodar-se no trono do Palácio dos Desportos, no V Torneio de Patinagem Artística de Torres Novas. SF

Selecção da Associação de Natação do Distrito de Santarém não prescindiu de seis atletas da Scalabisport

Mariana Martinho, Beatriz Dias, Tiago Campos, Miguel Cruz, Igor Correia e Pedro Duarte foram os nadadores da Scalabisport escalonados para representar a selecção de cadetes da Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS) na 2ª edição do Torneio do Futuro, realizado no passado dia 29 de Maio, nas Piscinas Municipais da Sertã. Para além da associação escalabitana, este certame aglutinou ainda representantes (uma centena, no total) das associações do Alentejo, de Coimbra, do distrito de Leiria e do Interior Centro (organizadora). A ANDS foi superada pela selecção de Leiria, mas nem por isso os seus atletas se devem sentir ultrapassados. Pelo contrário: o segundo posto alcançado prova que, com esta geração de nadadores, as épocas vindouras só podem ser risonhas. Dia após dia, nas piscinas de Santarém, vai-se formando à superfície das águas uma camada nada gordurosa: a futura nata da natação portuguesa. SF


passatempo

Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

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Um burro morreu em frente de uma igreja e como uma semana depois o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar ao presidente da junta. – Presidente, está um burro morto à frente da igreja há quase uma semana! E o presidente, grande adversário político do padre, alfinetou: – Mas padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos? – Sim, sou eu! Mas também é minha obrigação avisar os familiares!

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Em 4, Isidra Varandas Veiga, Maria Amélia Coelho Centeno Fragoso Moreira Marques, Dina Maria Inácio Costa, João Maria Bernardino, António Nuno Galhordas Caldas Duarte, Mário Vieira Januário, Álvaro João Duarte Pinto Correia e José Luís Madeira Avelino. Em 5, Aida Pires de Albuquerque, Maria Celeste Rodrigues Calado, Edwiges Fernandes Epifânio, Ana Filipa

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FAZEM ANOS:

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As anedotas do Barbosa

tinuar, se mais de meão, acanha a ração. – S. João e S. Miguel passado, tanto manda o amo como o criado. – Sardinha de S. João, pinga no pão. – Sol de Junho, madruga muito. – Verão fresco, Inverno chuvoso, estio perigoso. – Vaca de vilão, se no Inverno dá leite, melhor o dará no Verão. In: Rifoneiro Português P. Chaves

SOLUÇÕES

dos Santos Galveias, Sandra Marisa Martins Vitorino, Ana Isabel Moedas de Brito Puga, Edmundo Heitor Fabre dos Reis, José Frederico Godinho Pires, Filipe André Batista Cardoso e Rodrigo Bernardes Saldanha Correia. Em 6, Maria da Conceição Flores Paiva, Maria Gabriela Vilela, Eduinda Maria Luís da Cruz, António Henrique da Silva, Fernando Caldas Pereira Caldas e Manuel António Andresen de Castro Henriques. Em 7, Sabine Rolande Claudine Lambrechts, Maria Manuela de Carvalho Lopes dos Santos, Dalila Maria Herculano, Manuel Guilherme Hintze Ribeiro Cardoso Delgado e Rogério Paulo Mar-

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so verdadeiro. – Lavra por S. João se queres ter pão. – Quem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça. – No S. João, semeia de gabão. – O S. Pedro fecha (ou tapa) o rêgo. – Ouriços no S. João, são do tamanho de um botão. – Pelo S. João, lavra e terás palha e pão. – Porco meão no S. João, se meão se achar podes con-

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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– Ande onde andar, o Verão háde chegar no S. João. – Chuva Bertino Coelho no S. João, Martins tira vinho, azeite e não dá pão. – Dia de S. Bernabé (11), seca-se a palha pelo pé. – Dia de Santo António (13) vêm dormir as castanhas aos castanheiros. – Em dia de S. Pedro (29), vê o teu olivedo, e se vires um grão, espera por um cento. – Em Junho, foicinha em punho. – Feno alto ou baixo, em Junho é segado. – Galinhas de S. João, pelo Natal poedeiras são. – Guerra de S. João, paz de todo o ano. – Junho calmoso, ano formoso. – Junho floreiro, paraí-

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Adágios do Povo

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VERTICAIS – 1- Espécies de albufeiras. Dispendioso. 2. Fruto do abacateiro. 3. Prata (s.q.). Acenda. Contracção do pronome pessoal complementar “me” com o pronome demonstrativo “a”. 4. Comunidade dos Estados Independentes (abrev.). Vestígio. 5. Movimento de calor. Asseteie. I 6. Existes. Versejem. Argentina (abrev.). 7. Demora. Ouro. 8. Governa um reino. Jurisdição episcopal (pl.). 9.lndividuo de grande valor e notoriedade. Defensor. Único. 10. Deixas de ser ou de existir. 11. Enxergão, almofada (ant.). Criada de quarto (pl.).

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HORIZONTAIS – 1 - Ornaram com lacre. 2. Reduzistes a gelo. 3. Estado do lowa, EUA (abrev.). Duas vogais. Ridiculariza. Símbolo matemático utilizado para representar a relação constante entre a circunferência e o respectivo diâmetro. 4. Costela inferior do boi. Que oram. 5. Demónio. Nome de Mulher. 6. Conselho da Europa (abrev.). Adora. Ati. 7. Pendesse. Abertura pela qual o homem e outros animais ingerem os alimentos. 8. Descrença. Monarca. 9. Réu (fem.). Néon (s.q.). Imposto de selo (abrev.). Sociedade anónima (abrev.). 10. Destruires. 11. Valorosos (an!.).

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tins da Silva Valério. Em 8, Maria Adelaide da Conceição, Maria Manuela Coelho Barreiros Nunes Serrão de Faria, José Filipe Trindade, Rita Sá da Silva Valério Batista, Isabel Maria da Silva Valério Rodrigues e Carlos Diogo Alexandre Batista. Em 9, Egídio José Pereira Costa e Domingos Gonçalves. Em 10, Rita Salema Garção Castro Henriques, Ana Maria Matos Lourenço, Tília Dulce da Piedade Machado da Silva, José Bernardino Duarte, João Carlos de Oliveira Veloso Pacheco Matos, Paulo Nuno Narciso Domingos e Joaquim dos Santos Pereira Magalhães.

Horizontais: 1 - LACREARAM. 2 - GEASTES. 3. - IA. II. RI. PI. 4 ABA. ORANTES. 5 - SATÃ. ISAURA. 6 - CE. AMA-TE. 7 CAÍSSE. BOCA. 8 - ATEÍSMO. REI. 9 - RE. IS. SA. 10 - MATARES. 11 - VALEROSOS. Verticais: 1 - RIAS.. CARO. 2 ABACATE. 3 - AG. ATEIE.. MA. 4 - CEI. SINAL. 5 - RAIO. ASSETE. 6 - ÉS. RIMEM. AR. 7 - ATRASA. OIRO. 8 - REINA. SES. 9 - ÁS. TUTOR. SÓ. 10 - PERECES. 11 BISA. AIAS.

COM 20 CASAS NEGRAS

CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Virgem – Carta Dominante: Valete de Ouros, que significa Reflexão, Novidades. Amor: As brinca-

deiras serão uma constante na sua relação afectiva. Exercitar a arte de ser feliz é muito divertido! Saúde: Não deixe que a irresponsabilidade afecte a sua saúde, e procure com maior regularidade o médico. Dinheiro: Cuidado com os gastos inesperados. Número da Sorte: 75. Números da Semana: 18, 19, 17, 19, 26, 38. Dia mais favorável: sexta-feira.

Carneiro – Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Os ciúmes não o levam a lado algum, tenha confiança na pessoa que tem a seu lado. Viva o presente com confiança! Saúde: Cuidado com a diabetes, não coma muitos doces. Dinheiro: Momento propício para fazer um investimento mais sério. Número da Sorte: 31. Números da Semana: 15, 20, 24, 36, 45, 49. Dia mais favorável: sábado. Touro – Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Poderá reconciliar-se com uma pessoa com quem já não fala há alguns anos. Aprenda a escrever novas páginas no livro da sua vida! Saúde: Sistema nervoso alterado. Pense positivo. Dinheiro: Tudo correrá dentro da normalidade, se souber argumentar. Número da Sorte: 29. Números da Semana: 1, 4, 13, 24, 28, 29. Dia mais favorável: quarta-feira. Gémeos – Carta Dominante: 8 de Paus, que significa Rapidez. Amor: Não deixe que a rotina perturbe a sua relação afectiva. Tenha a ousadia de sonhar! Saúde: Cuidado com o consumo excessivo de doces. Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que realmente pode. Número da Sorte: 30. Números da Semana: 5, 9, 17, 20, 39, 49. Dia mais favorável: domingo. Caranguejo – Carta Dominante: 8 de Ouros, que significa Esforço Pessoal. Amor: Os defeitos também fazem parte da nossa personalidade, não espere encontrar alguém perfeito. Descubra a imensa força e coragem que traz dentro de si! Saúde: Poderá sofrer algumas dores de cabeça. Dinheiro: Nada o preocupará. Número da Sorte: 72. Números da Semana: 10, 20, 24, 27, 29, 36. Dia mais favorável: terçafeira. Leão – Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Não sinta saudades daquilo que não viveu. Pense nos momentos lindos que teve na sua infância. Que o futuro lhe seja risonho! Saúde: Poderá sofrer de uma quebra de tensão, tenha cuidado! Dinheiro: A impulsividade poderá causar alguns estragos na sua conta bancária. Número da Sorte: 56. Números da Semana: 5, 15, 26, 29, 38, 39. Dia mais favorável: segunda-feira.

Balança – Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Deixe de lado o orgulho e dê o braço a torcer. Seja honesto consigo próprio, não tenha receio de reconhecer os seus erros e traçar novas rotas de vida. Saúde: Possíveis dores musculares, sem motivo aparente. Dinheiro: Se gastar em demasia, poderá não ter dinheiro para pagar as contas que tem certas. Número da Sorte: 39. Números da Semana: 4, 9, 15, 19, 36, 48. Dia mais favorável: terça-feira. Escorpião – Carta Dominante: O Mágico, que significa Habilidade. Amor: Aproveite os momentos com a família pois dar-lhe-ão um grande bem-estar emocional. Viva de uma forma sábia. Saúde: Faça um retiro que lhe proporcione bem-estar físico e emocional. Dinheiro: Tenha presente a situação de crise em que se vive. Número da Sorte: 1. Números da Semana: 25, 31, 32, 39, 42, 43. Dia mais favorável: quinta-feira. Sagitário – Carta Dominante: A Estrela, que significa Protecção, Luz. Amor: Dê mais atenção aos seus familiares mais próximos. Reúna a sua família com o propósito de falarem sobre os problemas que vos preocupam. Saúde: Tudo correrá dentro dos parâmetros normais. Dinheiro: Nada de preocupante acontecerá. Número da Sorte: 17. Números da Semana: 5, 6, 18, 22, 31, 34.. Dia mais favorável: sábado. Capricórnio – Carta Dominante: A Lua, que significa Falsas Ilusões. Amor: Não esconda os

sentimentos, partilhe as suas dúvidas e receios com a pessoa amada. Que a luz da sua alma ilumine todos os que você ama! Saúde: Não deixe que o stress e a tensão o conduzam a desequilíbrios. Dinheiro: Não aposte em investimentos de risco. Número da Sorte: 18. Números da Semana: 8, 19, 22, 26, 31, 39. Dia mais favorável: segunda-feira.

Aquário – Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: O amor espera por si.

Saiba estar à sua altura. Que o amor esteja sempre no seu coração! Saúde: Tendência para dores de barriga. Dinheiro: Efectuará bons negócios. Número da Sorte: 3. Números da Semana: 7, 22, 23, 28, 33, 39. Dia mais favorável: terça-feira.

Peixes – Carta Dominante: o Sol, que significa Protecção e Germinação. Amor: O amor e o carinho

reinarão na sua relação afectiva. Que tudo o que é belo seja atraído para junto de si! Saúde: A rotina poderá levá-lo a estados depressivos. Dinheiro: Sem problemas neste campo da sua vida. Número da Sorte: 19. Números da Semana: 8, 9, 20, 24, 26, 33. Dia mais favorável: quinta-feira.


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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Coordenação de

Ludgero Mendes

Homenagem a Joaquim Gonçalves em Almeirim Aplaudir, Lda. não cede Praça “Celestino Graça”

Pedro Gonçalves, categorizado bandarilheiro escalabitano, fundador e responsável pela Escola de Toureio “Joaquim Gonçalves”, recentemente constituída na nossa cidade, informou-nos que o Festival que está a organizar em homenagem a seu tio, falecido há cerca de um ano, em Sousel, terá lugar na praça de toiros de Almeirim, gentilmente cedida pela empresa Toiros & Tauromaquia, Lda., de António Manuel Cardoso. Mais esclarece Pedro Gonçalves que estava prevista a realização deste Festival na Monumental “Celestino Graça”, em Santarém, o que se justificava plenamente pelo facto de Joaquim Gonçalves ser natural da nossa cidade, e tendo, também, em atenção as inúmeras ocasiões em que Joaquim Gonçalves toureou neste tauródromo, ao serviço dos cavaleiros de cuja quadrilha fez parte, como foram os casos de Gustavo Zenkl, Carlos Empis e Joaquim Bastinhas, para além dos matadores de toiros espanhóis, que, então, se apresentavam na nossa praça, em corridas organizadas por D. Deodoro Canorea, por Celestino Graça e pelas Comissões Organizadoras de Corridas de Toiros, nomeadas pela Santa Casa de Misericórdia de Santarém e de que, entre outros, fizeram parte Celso dos Santos, Edgar Gargalo Nunes, José Dias Tinoca, Carlos Empis, Vítor Baeta da Graça, e Eduardo Leonardo. Segundo Pedro Gonçalves, a empresa Aplaudir, Lda., entretanto contactada pelo próprio e por Luís Miguel Gonçalves, seu primo e filho do homenageado, terá inicialmente manifestado a sua disponibilidade para ceder gentilmente a praça para a realização deste Festival de Homenagem a Joaquim Gonçalves, porém, posteriormente viria a dar nota de que não cederia a Monumental “Celestino Graça” para o efeito. Lamentamos esta atitude, pelo respeito que é devido à memória de Joaquim Gonçalves, popular bandarilheiro que sempre soube andar com a maior dignidade no mundo dos toiros e que bem merecia ser homenageado na sua terra natal e na praça onde tanto toureou, muitas vezes mesmo graciosamente, revertendo o produto do seu labor para a Santa Casa de Misericórdia de Santarém. Enfim, segundo consta, esta situação decorrerá de contornos que extravasam as razões da própria homenagem ao saudoso Joaquim Gonçalves, pelo que ainda mais lamentamos que se misturem e confundam circunstâncias que nada têm a ver com a figura do homenageado. Que merece mais! LM

Feira Taurina de Santarém Dias 6, 10 e 12 de Junho Santarém traja de gala para receber mais uma edição da Feira do Ribatejo – Feira Nacional de Agricultura, a qual nos sugere os tempos em que as gentes da nossa região não dispensavam uma presença diária neste certame que a todos encantava. As manifestações típicas, em que pontificavam os campinos, os ranchos folclóricos, os fadistas e, claro, os aficionados amadores que inundavam de emoção e vivacidade a manga onde tinham lugar as tão afamadas largadas de toiros, constituíam um cartaz de atracção garantida e segura. À exposição de artesanato juntavase a imensa mostra de efectivos pecuários e de maquinaria agrícola que enchia por completo esta terra chã úbere de tradição e de modernidade. Fórmula mágica encontrada por Celestino Graça e por quantos – e foram tantos – que o secundaram no feliz desiderato de em cada ano renovar o espaço da feira e reeditar o abraço entre o passado e o futuro, consagrando, assim, o presente, tão participado por gente vinda de todo o país e até do estrangeiro. Para que a montra ribatejana estivesse completa não poderiam faltar as corridas de toiros! Três, quatro ou cinco – conforme calhassem os feriados do mês de Junho – onde marcavam presença as primeiras figuras do toureio a cavalo e do toureio a pé, portugueses e espanhóis, para além dos jovens que também aqui tinham oportunidade garantida. Chegou, porém, o ano em que a profecia de Celestino Graça se consumou: “haverá um dia em que a Feira terá de sair do centro da cidade, mas, tal não constituirá nenhuma desgraça, porque depressa a cidade se lhe juntará!” Para os ribatejanos mais antigos e mais conservadores, esta transferência, ainda hoje, não é bem aceite, mau grado as excelentes condições oferecidas pelo Centro Nacional de Exposições, mas, se todos dermos o nosso contributo, a Feira do Ribatejo poderá recuperar a sua grandeza e a sua mística. As noites mágicas da Feira – com milhares e milhares de visitantes, naturais e forasteiros – evocam os melhores tempos da antiga Feira, e basta, agora, que se continue a apostar no engrandecimento da componente tradicional, onde algo tem vindo a ser feito nos últimos anos,

José Manuel Duarte brindando a lide a Luís Miguel Gonçalves, que este ano comemora 25 anos de alternativa

mas, onde, convenhamos, há sempre muito mais a fazer. Confiemos no futuro! Mas, no Campo Infante da Câmara continua a evocarse a memória da antiga Feira e a prestar-se a devida homenagem ao seu grande impulsionador, Celestino Graça. É claro que o actual figurino da Feira Taurina de Santarém não seguiu as matrizes de Celestino Graça, nem dos seus seguidores, porém, a realização das corridas de toiros onde pontificam algumas das principais figuras do momento já é aceitável. No próximo domingo terá lugar uma corrida de toiros à portuguesa com a participação de seis cavaleiros e de dois Grupos de Forcados, salientando-se a presença de José Manuel Duarte, cavaleiro tauromáquico natural de Santarém, e a reedição do confronto entre os Grupos de Forcados Amadores de Santarém e os de Montemor, que durante algumas épocas não teve a Monumental “Celestino Graça” como cenário. Nesta corrida irá assinalar-se o décimo aniversário da alternativa da cavaleira Sónia Matias, e completarão o cartel os cavaleiros Rui Salvador, Luís Rouxinol, Tito Semedo e o jovem “praticante” Tomás Pinto. Serão lidados e pegados toiros de Herdeiros de Dr. António Silva.

Nesta corrida será, ainda, homenageado o popular radialista António Sala, durante tantos anos produtor e apresentador do programa “Despertar” da Rádio Renascença, que organizou a sua corrida anual – sempre com um impacto extraordinário, com a colaboração de Manuel Gonçalves, ao ponto de se fazerem longas filas de aficionados para adquirirem os seus bilhetes. A Monumental “Celestino Graça” voltará a abrir as suas portas no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, para acolher aquela que é actualmente uma das corridas mais mediáticas da temporada, e que oporá o “maestro” João Moura à grande figura do momento, Diego Ventura – que uma vez mais saiu pela Porta Grande na Monumental de “Las Ventas”, em Madrid, no passado domingo, após haver cortado as quatro ore-

lhas aos seus dois oponentes – sob testemunho do jovem João Moura (Filho). Um cartel da máxima grandeza! Para pegar os toiros espanhóis de Fermín Bohórquez estarão em praça os Grupos de Forcados Amadores de Santarém e os de Alcochete. Finalmente, no sábado, dia 12 de Junho, realizar-seá a corrida comemorativa dos 95 anos do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, o qual, num gesto de galhardia e valor assume o imenso desafio de pegar “em solitário” seis toiros de Herdeiros de Ernesto de Castro, os quais serão lidados pelos cavaleiros António Telles, João Salgueiro e João Moura Caetano. A empresa Aplaudir, Lda. anuncia bilhetes a partir de cinco euros, pelo que só não irá assistir às corridas da Feira Taurina de Santarém quem não quiser!


tauromaquia

Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Forcados – Os Últimos Românticos da Festa

Feira da Azambuja

Tarde agradável de toiros, com muito público A centenária feira de Maio, na Azambuja, quase chegava ao seu termo, porém, não poderia faltar a corrida de toiros, manifestação a que a gente laboriosa desta tão castiça vila ribatejana é tão aficionada, pelo que, sem surpresa, a praça de toiros local registou uma esperada enchente. A animação que se viveu nos dias anteriores, e que atinge sempre o seu ponto alto durante as entradas e largadas de toiros nas ruas da vila, nos típicos recantos onde se escuta um fado gingão, ou onde se bate um alegre fandango e ainda nas provas em que intervêm os campinos, transferiu-se, como que por mágica, para o tauródromo local, onde tinha lugar uma corrida à portuguesa, com três cavaleiros, de estilos e idades diferentes, dois Grupos de Forcados, que entre si, galhardamente, se dispuseram a competir pelo troféu para a melhor pega, todos enfrentando novilhostoiros da ganadaria de Paulo Caetano, que, sem saírem bravos, como bem gostaríamos de apreciar, não envergonharam o ilustre ganadeiro, que este ano está a cumprir o trigésimo aniversário da sua alternativa de cavaleiro tauromáquico. Joaquim Bastinhas é senhor de um estilo muito pessoal, em que alterna momentos de bom toureio com gestos menos ortodoxos, mas, muito eficazes na sua relação fácil com o seu público. Sim, com o seu público. Coisa de que, para o bem e para o mal, poucos toureiros se podem ufanar. O cavaleiro de Elvas desenvolveu um toureio vistoso e fácil, assente na grande mobilidade da sua brega e na alegria contagiante. Desembaraçou-se facilmente da ferragem da ordem, até chegar ao momento mais expressivo das suas lides. E Bastinhas, conhecedor como poucos das técnicas do espectáculo, sabe tirar partido destes momentos – começou por cravar um ferro de palmo, simulando em seguida o abandono da arena, com um grande espavento, próprio de quem sente que acaba de rubricar um clamoroso triunfo; o público, claro, o seu público, insiste mais e mais para a desejada colocação do par de bandarilhas, e o marialva não se faz rogado: começa a pren-

der as rédeas no colete bordado, bate freneticamente as palmas num estampido seco e veloz, e recebe o par de bandarilhas, que movimenta em jeito de dedicatória a todos os presentes. Depois, num ápice, e num primor de técnica, desincumbe-se da função, com a maior alegria. Acto contínuo, desmonta e saúda o respeitável na arena, enquanto a montada recolhe sozinha ao pátio de quadrilhas. Mais, um sucesso! Dizem muitos que isto não é toureio, mas, o que é verdade é que Joaquim Bastinhas consolidou uma carreira assente nesta forma de ser e de estar, sem imitar ninguém, sempre igual a si próprio, e, convenhamos que os anos que já leva de toureio, o número de corridas que efectua em cada temporada e o carisma que tem, como poucos, não deixa mentir. Bastinhas tem o seu lugar próprio, e muito do público que vai às praças foi aí atraído pelo toureio alegre e expansivo de Bastinhas. Na Azambuja, foi uma vez mais este Bastinhas que esteve em praça, cumprindo o que dele sempre se espera, não defraudando o seu público. João Moura Caetano herdou de seu pai a elegância e as boas maneiras, porém, ainda não logrou encontrar a rotina dos êxitos e das boas actuações. A sua carreira, tanto nos ruedos espanhóis como nas arenas nacionais, alterna momentos muito altos, técnica e artisticamente, com outros de menos fulgor. Na Azambuja pudemos apreciar estas duas vertentes do jovem Moura Caetano. Andou mal na colocação da ferragem comprida, colocada em sortes algo aliviadas e com os ferros a ficarem muito traseiros, mas, com os curtos pudemos apreciar um toureio vistoso e tecnicamente cor-

recto, tendo como corolário alguns ferros de grande expressão e verdade, a culminarem sortes muito sérias e emotivas. Faltar-lhe-á, decerto, rotinar-se nesta expressão e neste sentido toureiro, mas, não restam dúvidas de que aqui há madeira para figura de grande categoria. João Moura Caetano viria a ser considerado pelo júri o triunfador do troféu em disputa, destinado a distinguir a melhor lide, em decisão muito contestada pelo público, mas que, analisada friamente, premeia o que de melhor se fez nesta tarde ao nível do toureio equestre, embora nenhuma das suas lides tenha sido imaculada. Tiago Martins foi para mim uma grande surpresa. Nunca o tinha visto tourear, e num juízo, prévio e preconceituoso, duvidei do mérito da sua inclusão neste cartel de feira. Estou arrependido, porque o jovem marialva, com alguns lapsos e erros próprios de quem está a dar os primeiros passos numa carreira tão difícil e exigente, andou com muita dignidade, demonstrou intuição taurina, na forma como soube escolher – quase sempre – os melhores terrenos para desenvolver a sua lide, e colocou certeiramente a ferragem da ordem, tendo até brilhado na colocação de um vistoso ferro de violino, rematado com uma rosa. Muito bem. Sem deslumbramentos, porque ainda o andor está a ser montado, este jovem toureiro pode ter um bom futuro. Tem de trabalhar muito, tem de aperfeiçoar a sua técnica, deverá acrescentar algo à sua expressão de toureio, para empatizar melhor com o público, mas estas duas lides na Azambuja prenunciam um bom futuro. Oxalá. Os Grupos de Forcados Amadores de Azambuja e os do Clube Taurino de Alenquer desincumbiram-se facilmente das suas obrigações, consumando vistosas pegas, com bom desempenho dos respectivos caras e boas e eficazes ajudas do colectivo. Pelos Amadores de Azambuja foram solistas David Mouchão, que consumou pega fácil à segunda tentativa, André Miranda, que rubricou uma pega perfeita tecnicamente, ao primeiro intento, e Vinicius Rodrigues, que,

também, à primeira consumou vistosa pega. Pelos Amadores do Clube Taurino Alenquerense, André Mata consumou pega fácil ao primeiro intento, Pedro Coelho, também consumou boa pega à primeira tentativa, e David Vicente, fechou-se galhardamente à segunda, rubricando uma pega excelente, ainda mais aparatosa pela trajectória do toiro, a fugir com o forcado na córnea, aguentando este tormentosa viagem, até que o Grupo viria a fechar-se com coesão, para consumar a pega que o júri viria a considerar a melhor da corrida, no que teve o consenso do público. Os novilhos-toiros de Paulo Caetano estavam bem apresentados e em regra cumpriram, não sendo por deficiência de matéria-prima que os resultados artísticos não foram mais expressivos. Os peões-de-brega andaram, em regra, diligentes, embora abusando dos lances de capote entre tábuas, isto é, com o corpo dentro da trincheira e os capotes a abanicarem para avisar os toiros. Não é necessário tanto alarido, o que só provoca que os toiros se fixem mais no que se passa fora da arena do que lá dentro. Em jeito de balanço diremos que a corrida foi agradável, dirigida com bom senso e equilíbrio por parte de José Tinoca, talvez excessivo na facilidade da concessão de música, mas, o público aprecia a música para abrilhantar estes espectáculos e exige-a por tudo e por nada, o que leva a que por vezes os directores facilitem na sua concessão. Enfim, umas vezes para comemorar, outras para esquecer!

Amanhã, dia 5 de Junho, data inaugural da Feira do Ribatejo – Feira Nacional de Agricultura, terá lugar no Auditório do Cnema, pelas 17 horas, a apresentação do livro de Eurico Lampreia sobre essa notável figura que é o Forcado, considerado pelo autor como “o último romântico da Festa”. Esta obra do excelente forcado que foi Eurico Lampreia pretende exaltar a figura deste grande protagonista da nossa festa, na sua vertente e expressão mais lusa da tauromaquia mundial, para além de historiar a evolução técnica e artística da arte de pegar toiros. As imensas fotografias que ilustram este livro testemunham a própria evolução da pega, de caras ou de cernelha, e rendem homenagem a algumas das mais prestigiadas figuras da forcadagem. Enfim, um livro a não perder… Eurico Lampreia nasceu no concelho de Mértola, a 13 de Fevereiro de 1952, frequentou o Liceu Nacional Diogo Gouveia, em Beja, e, posteriormente, ingressou na Escola de Regentes Agrícolas de Évora, tendo-se licenciado em Engenharia Técnica Agrária, em 1973. Como forcado, Eurico Lampreia integrou o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa entre os anos de 1974 a 1979. Segundo a crítica contemporânea, Eurico Lampreia foi um dos forcados mais elegantes e com mais técnica que passaram pelas arenas, tendo chegado a pegar toiros em pontas em arenas espanholas. Nesta sessão de apresentação do livro “Forcados – Os Últimos Românticos da Festa”, intervirão como oradores Francisco Morgado, que dissertará sobre o tema “Forcado – A Alma de um Povo”, o Engº João Lynce, que falará sobre “A Equitação de Tradição Portuguesa” e Ludgero Mendes, que abordará o tema “A Arte de Pegar Toiros como Expressão de Toureio”.

Há Toiros na Barquinha - Sexta-feira, 11 de Junho

Integrada nas Festas do Concelho tem lugar na próxima sexta-feira, dia 11 de Junho, uma corrida de toiros no castiço tauródromo da Barquinha, com início pelas 22 horas. Nesta corrida, a que o Jornal “Correio do Ribatejo” se associa com o apoio na sua divulgação, actuarão os cavaleiros Rui Salvador, João Cerejo e Ana Batista, e os Grupos de Forcados Amadores de Tomar, da Chamusca e de Alenquer, que entre si disputarão o troféu instituído para premiar a melhor pega da noite. Os toiros são oriundos da ganadaria de Vila Galé.


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tauromaquia

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Carlos Empis, o quinto Cabo do Grupo de Santarém

“Um forcado tem de estar disposto a tudo” Na já longa história do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, Carlos Empis foi o quinto Cabo do Grupo. Teve a missão de substituir José Manuel Souto Barreiros, vários anos ausente do País. “Lembro-me perfeitamente, por volta de Maio de 1979, a seguir a uma corrida em Almeirim, sair do Café Central em Santarém para ir ter com o José Manuel, com a firme convicção de lhe dizer que esse ano a Feira de Santarém seria a última em que me fardava. Depois de uma conversa longa, em que me foram mostradas várias evidências, aceitei ser Cabo por um reduzido espaço de tempo, pensando logo em quem me sucederia,” afirma ao Correio do Ribatejo Carlos Empis, outro dos Cabos do Grupo de Santarém que vamos conhecer melhor nesta entrevista.

dia e percebia o toiro, um tecnicista e uma personalidade muito definida, em que tudo era feito, como ele idealizava), mais tarde o Joaquim Grave, Luís Sepúlveda, Xuta Mascarenhas, como forcados de caras. Depois ter a sorte de uns primeiros ajudas fantásticos como o Manuel António Lopo Carvalho, Peu Torres e Mingas Megre. Agora, o melhor desde a minha época para cá, foi, sem sombra de dúvida, o Nuno Megre, com uma intuição anormal com os toiros. Depois também sendo um forcado diferente, mas com um jeito e querer fabulosos, foi o Peu Torres. Esses foram, para mim, os forcados referenciais e inigualáveis. Como disse, é sempre ingrato falar em nomes, mas destes mais recentes do meu tempo posso falar do Manuel Paim, Pedro Balet, Manuel Goes... Dentro das funções de Cabo qual a que mais destaca? Para mim é ter a noção exacta do forcado que temos lá dentro, isto é, a partir do momento em que fardamos um forcado, ele tem de estar disposto a tudo, mas nós como Cabo, temos a

obrigação de explorar, no bom sentido, o momento do forcado, dado que cada um tem o seu toiro, a não ser as excepções, como era o caso do Nuno Megre que pegava tudo. Os toiros eram diferentes nessa altura? Sim! Hoje em dia os toiros investem mais “humilhados”, em que o momento da reunião é mais suave, no entanto têm um peso que não tinham na altura. Nesse tempo, uma corrida de 500 kg. era anunciada como enorme, hoje é banal. Que conselho pode dar hoje ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém? Que sigam os exemplos que o grupo tem dado de há quase um século, que se continuem a diferenciar pela positiva, dentro e fora da praça, que continuem a ser um grupo de amigos e que acompanhem e acarinhem o Diogo Sepúlveda, que tem todas as condições, tanto como forcado, como condições humanas excepcionais. António Rhodes Sérgio PUB

Quando começou no Grupo de Santarém? Sou de Porto de Muge, aqui perto de Santarém, e sempre me dei com as pessoas do Grupo, crescemos juntos, é grande parte do meu grupo de amigos. O meu pai já era amigo e muito acompanhava o Grupo de Santarém, portanto existiam uma série de condicionantes e pressupostos, que tudo indicavam que só o Grupo fazia sentido para mim. Isso em que ano? Tudo começou em 1968, na altura toureava a cavalo, o que me dava prazer e o meu pai tinha muito gosto nisso. Um dia vi todos os meus amigos a irem para um treino em casa do sr. Prudêncio, e eu consegui escapar-me e lá fui. Cernelhei um cabresto e aquilo correu bem. Passadas umas semanas já toureava no Cartaxo e o Grupo pegava essa corrida, acontece que saiu um toiro que o Ricardo mandou para a volta, tirei a jaqueta de toureiro, vesti a jaqueta do Grupo e fui cernelhar com o Garcia a rabejar. Tudo começou nessa altura, até que no ano seguinte, num festival em Salvaterra, saiu um toiro com uns problemas, e mandaram-me pegar. Correu bem, só que quando saí da corrida tive de andar a fugir do meu pai, à volta da praça, para não levar um estalo… A partir daí, nunca mais deixou de se fardar? Tive muita sorte com vários factores, e desde esse dia até ao dia em que me despedi, só numa corrida é que não me fardei. Mesmo quando pensava que nesse dia não me fardava, lá vinha um dos mais velhos a dizer tens que te fardar, não vá a coisa correr menos bem e ser preciso alguma ajuda. Não pelo facto de ser imprescindível, porque isso no Grupo sempre foi demonstrado não existirem imprescindíveis, mas pelo facto de transmitir alguma confiança, e sentido de união. Há outros factores de igual importância? Uma sorte extraordinária foi ter tido dois Cabos, como o Ricardo e o José Manuel que foram duas escolas para nós, miúdos mais novos. O Ricardo era um ídolo, uma figura, uma pessoa adorada dentro e fora do Grupo, pelas suas características humanas, as pessoas quando abraçavam o Ricardo comentavam, regozijavam-se, não mais se esqueciam e, tudo isso. Punha-nos uma responsabilidade brutal em cima o ver o respeito com que era tratado. O José Manuel era um homem com um carisma fantástico, de uma enorme lealdade e educação, um apaziguador. Sempre existiu, até mais fora do que den-

tro da praça, a fama dos Forcados serem brigões. Eu, em 14 anos que estive no Grupo de Santarém, só me lembro de duas brigas, e nessa altura o José Manuel dizia “se querem brigar, briguem com os toiros, não com as pessoas”. Esta postura diz o que era o José Manuel, o seu modo de estar e de ser, além de ter sido um excelente forcado. Outro exemplo do José Manuel foi um facto que até deu uma certa polémica, inclusivamente no “Correio do Ribatejo”, com o Sr. Celestino Graça e o Dr. José Cunha que organizava a corrida do cancro, com cartas para lá e para cá, e que foi uma época em que estaria prevista a nossa inclusão nessa corrida, que sempre foi do Grupo de Santarém, sem consultarem o Grupo quanto à data. Acontece que nesse ano a corrida foi nos fins de Junho, e a maior parte dos elementos do Grupo estavam em exames, pelo que, o José Manuel decidiu não pegar a corrida, não fosse acontecer alguém magoar-se, e chumbar por esse facto. Ao princípio não recebemos muito bem a ideia, mas depois acabámos por lhe dar razão, e tudo isto serviu para criarmos um espírito de união em redor do José Manuel que foi fantástico, e que nos faz ser diferentes de todos os outros. O modo como o José Manuel via os toiros, era de que sendo sério e tendo a obrigação de respeitar a jaqueta do Grupo, éramos um grupo de amigos que nos queríamos divertir, nunca nos jantares a seguir às corridas se comentava como é que este ou aquele forcado tinha estado, falávamos de outras coisas, e se tinha que chamar a atenção a alguém, fazia-o à parte, nunca à frente das namoradas ou de terceiros. Foram pessoas que o marcaram… Muito, como homem e como forcado. Marcaram-me a mim como ao Grupo de Santarém. Repara, hoje todos os Grupos têm bons forcados, ou que fazem boas pegas, agora o modo como se anda na Festa, dentro e fora da praça, as atitudes que se tomam, o modo como se trata e respeita o público, o modo de se dar com os outros intervenientes na Festa, desde os toureiros até ao simples porteiro de uma praça, etc, etc., isso são maneiras que vêm de há quase um século, e que nós no Grupo de Santarém temos a obrigação de saber transmitir. O Grupo de Santarém, era, é, e tem de ser diferente, somos, além de mais velhos, uma referência, e esta é a realidade nua e crua. Nestes anos todos que passou como forcado e como cabo, quais os factos que melhor recorda?

Vários! Estávamos uma tarde inteira a falar. Quando foi a despedida do Ricardo, fardámo-nos no Hotel Central, e vem ao nosso quarto o sr. Mariano de Carvalho chamar-me para ir ao quarto do Ricardo. Estavam no quarto D. Luís Mesquitella, Joaquim Monteiro, José Manuel e o Ricardo. Ia muito apreensivo, por que é que me tinham chamado? Disseram-me então que o Ricardo, que na altura tinha já 56 anos, estava a pensar cernelhar um toiro se algum saísse capaz disso. Como o Garcia, que era o rabejador, estava no Ultramar teria de ser eu. Mas tinha de ter muito cuidado, entrar bem ao toiro, partir logo o toiro porque o Ricardo não podia ser agarrado, para eu estar bem ciente da responsabilidade e, além disso, tinha de estar calado, sem comentar com ninguém. Fomos para a corrida, o Ricardo decidiu não pegar e despiu a jaqueta no 3º toiro, não fazem ideia do fardo que me tiraram de cima. Quando foi para Cabo do Grupo, quantas corridas pegavam por época? Cerca de 25 corridas e muitas no Campo Pequeno. Ainda apanhei Manuel dos Santos como empresário do Campo Pequeno, no tempo do José Manuel, e depois comigo a Cabo, a organização de Manuel dos Santos eram os srs. Pena, Cardal e Ovelha. Estes sempre defenderam que levar o Grupo de Santarém ou outro era totalmente diferente, dado que o Grupo de Santarém dá uma categoria ao espectáculo que a maior parte de outros Grupos não dão. Existem pormenores pelos quais sempre nos norteamos, e que o público valoriza. Uma vez na Chamusca, um forcado nosso fez uma boa pega. Quando foi para dar a volta à praça, e porque o toureiro não tinha estado bem, parou no meio da praça a chamar de longe o toureiro, o Ricardo deu-lhe uma reprimenda que não calcula, porque é má educação chamar os toureiros de longe, se o toureiro não vem, é obrigação do forcado ir junto dele e falar. Outro facto é o que se vê hoje em que um forcado acaba de pegar, chega à trincheira e é beijos e abraços…, mas ele não fez o que lhe competia? Podemos saudá-lo com elevação sem ser deste modo. São estes pormenores que fazem com que o Grupo de Santarém seja diferente. Existiram forcados muito bons na sua geração… É sempre difícil mencionar nomes porque podemos nos esquecer de um ou outro, mas Fernando Mascarenhas Bravo, José Lebre, Tancredo Pedroso, Nuno Megre, Quicas Mascarenhas (um forcado a copiar o modo como enten-


economia

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A indústria do calçado tem um nome na Benedita: Trofal SA Foi outrora das principais indústrias exportadoras do nosso País, dando emprego a milhares de portugueses. Atravessa hoje uma grave crise, com repercussões sérias na nossa Economia, um desemprego crescente e sem se vislumbrar uma solução para o sector. “Os problemas, além de conjunturais, são igualmente sistémicos, isto é, são problemas com pessoas e políticas,” refere Luís Couto, administrador da Trofal SA, com sede na Benedita, em entrevista ao Correio do Ribatejo. Como nasceu esta empresa? Completamos este ano 32 anos. É um negócio familiar que começou com o meu pai. No mês em que fiz 18 anos constituímos a empresa. Devido à sua morte, passado pouco tempo, fiquei com “o menino nos braços”. O mercado na altura estava apetecível? De modo algum. Repare que passado pouco tempo apanhámos logo a crise de 1983/85, e na altura trabalhávamos um monoproduto, os botins tradicionais de salto de prateleira ou à portuguesa, em que, durante o Verão, trabalhávamos para os grandes armazéns e de Inverno para as lojas. Com a referida crise, e por que como todos os produtos têm o seu ciclo de vida, somos forçados, em plena crise, a equacionar novos produtos. Hoje a empresa possui uma estrutura já montada… Montada, organizada, que muito nos orgulha, mas que tem os seus custos. Na altura tínhamos já uma tecnologia específica, chamada “cosido Goodyear”, que é a tecnologia escolhida pela Nato para o calçado de toda a área militar, assim como outras forças militarizadas. Investimos neste negócio e ganhámos alguns concursos, dado que tínhamos o binómio qualidade/ preço. Este mercado chegou a significar 60% da nossa produção, só que outros interesses mais altos se levantaram, interesses que não têm que ver com o produto e preço, e com os quais não nos identificamos.

Como superou essa situação? Saiu entretanto um decreto do governo, publicado em Diário da República, afirmando que as Forças Militares e Organismos Públicos deveriam adquirir, em primeiro lugar, materiais a empresas certificadas, nos referidos sectores em que se incluíam. Como já nessa altura decorria a nossa certificação avançámos, sendo a primeira empresa de calçado em Portugal com o ISO 9002 e a terceira na Europa. Foi um custo muito grande, com três anos de intensos trabalhos, um investimento brutal, que seria compensado e rentabilizado, com a segurança de compras ao mercado estatal. E isso foi bom para a empresa? Nem pensar. Mesmo com decretos-leis publicados em Diário da República, os interesses instalados continuam a mandar no mercado, e os jogos com os quais não podemos pactuar continuam. Não existe certificação que segure o sistema instalado. Temos os nossos valores que muito preservamos, e dos quais não abdicamos, não entramos em jogos sujos, e por esse facto deixámos de fornecer esses serviços. Repare, por outros interesses, passámos de 60% da nossa produção, para 0, em vendas ao Estado. Mais um contratempo? Mais uma vez, um redobrar de esforços, à procura de novos nichos de mercado. Temos uma enorme vantagem que é o nosso “know-how”, e a vontade

uma área empresarial e temos condições para a realização da mesma. Só que o problema mantém-se, é um problema político, de falta de vontade e de outros interesses instalados. Nós aqui temos condições de criar novos postos de trabalho, com jovens qualificados que seriam uma maisvalia para a região. Há empreendedores nesta terra, há vontade de investir, só que o poder político do concelho tem, nos últimos dez anos, destruído o que levou décadas a construir.

Luís Couto, administrador da Trofal SA

da nossa equipa. Virámonos então para o mercado dos bombeiros, motards, golfe e equitação, visto que a técnica de calçado “Goodyear” que não tem nada que ver com a marca de pneus, mas sim pelo facto de ser uma técnica inglesa, inventada pelo engenheiro Charles Goodyear, em que todas as peças são cosidas e cuidadas peça a peça proporcionando um maior conforto ao pé, ser muito utilizada neste nicho de mercado, dada a sua grande resistência e robustez. Acontece nesta altura que a Aigle, marca conceituada no mercado, sabendo da nossa experiência, contacta-nos para o desenvolvimento e fornecimento de calçado para o mercado francês, começando assim a nossa internacionalização. Quando surge a “Elite”? Quem desenvolve o projecto “Elite”, é um comercial que tinha conhecido a Aigle na Trofal e foi, passado algum tempo, trabalhar para lá. Passado algum tempo saiu e avançou com esse projecto “gémeo” da Aigle. Passados vários anos acabamos nós por ficar com os direitos da marca. Foi o regresso ás origens, impondo os vértices que sempre

defendemos: qualidade, conforto, resistência e aos pormenores técnicos que fazem a diferença. Paralelamente, continuamos com outras marcas nomeadamente a “Dodge”, em que ficámos com a distribuição para a Península Ibérica. Continuámos com artigos técnicos de muita qualidade, na área de segurança e de bombeiros com a marca Trofal, com artigos para o mercado de Golfe e Equitação, áreas que têm funcionado muito bem. Quantas pessoas têm a trabalhar? Directas, temos 30 pessoas a trabalhar, sendo todos os colaboradores qualificados, efectivos e portugueses. Temos outras empresas nacionais que trabalham em subcontratação para nós nas partes menos técnicas e que empregam mais algumas dezenas. A matéria-prima utilizada é sempre que possível nacional, e alguma com características técnicas específicas, de outros países da UE. Procuramos defender a nossa gente e os nossos produtos. Qual a sua percentagem de produção exportada? Oitenta por cento da nossa produção é exportada, sendo que 75% é para o mercado europeu, nomea-

damente o mercado alemão que é muito exigente, e o mercado francês, são os nossos principais mercados. Qual a sua produção? Nós só fazemos artigos técnicos, o que leva muito mais tempo e, nessa vertente, produzimos cerca de 200 a 300 pares de calçado por dia. A centralidade das suas instalações é hoje um factor importante? Na década de 60, quando começou o desenvolvimento da industrialização na Benedita, graças a um movimento unindo as oficinas de sapateiros e as de navalheiros, estávamos no centro viário do País, em que a estrada Lisboa/Porto passava na Benedita. Hoje é diferente, existe uma auto-estrada a Este e outra a Oeste, tornando a Benedita periférica. Demoramos tanto tempo a chegar a Leiria como ir de Leiria ao Porto. A rapidez que hoje se impõe às indústrias penaliza aquelas que sentem dificuldades de logística rodoviária em relação às fontes de matérias-primas e dos pontos de saída dos produtos. E que necessidades são essas? Necessitamos de acessibilidades rodoviárias e de

Sempre esteve ligado a movimentos associativos? Defendo o espírito associativo, de modo que todos juntos reúnam sinergias, para uma maior rentabilidade dos negócios e o bemestar dos nossos colaboradores. Estou na direcção da AIRO já há muitos anos, assim como no CSA da AEP, localmente, pertenci ao movimento, para a zona de Acolhimento Empresarial da Benedita. Vai fazer 10 anos que o projecto foi apresentado, acompanhei o mesmo desde o princípio, sendo inovador, tinha resolvido muitos problemas, sendo várias as empresas de auditoria com estudos realizados sobre o mesmo, e em que todos os dados justificavam a sua realização, com opiniões de vários quadrantes favoráveis, incluindo do professor Daniel Bessa, conceituado economista, que fez a coordenação do projecto. Foi apresentado publicamente, o investimento na altura seria de cerca 2 milhões de euros, em que se apresentaram 10 empresários locais que suportavam o investimento das infraestruturas, só que nunca existiu vontade política para a realização do mesmo. Acabou por o terreno ser comprado pela câmara por um preço muito acima do negociado na altura (o triplo) e, até hoje, nada se fez pelo facto de existirem interesses que gostaria que fossem explicados. António Rhodes Sérgio PUB

TROFAL, SA Estrada da Ribafria, n.º 47 - Apartado 18 – 2476-901 Benedita – PORTUGAL Telef. 262 925 300 – Fax 262 925 309 E-mail: trofal@trofal.com www.trofal.com


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Dia 7, na Feira Nacional de Agricultura

Workshop “Como tornar a Vitivinicultura uma actividade rentável” O sector vitivinícola português necessita de uma maior equilíbrio entre os investimentos na produção e na divulgação dos vinhos nacionais, de maneira a potenciar a rentabilização da actividade e responder à crise nacional e internacional que tem prejudicado o desempenho do sector em Portugal, defende a CVR Tejo. No entender do presidente da Comissão, José Pinto Gaspar, a aposta exclusiva na produção com qualidade é insuficiente para extrair todo o potencial que os vinhos portugueses podem atingir nos mercados em que estão

presentes. “A não existência de uma relação directa entre o investimento produtivo e o investimento em Marketing, através de acções de promoção e divulgação dos vinhos de cada região, representa hoje um entrave ao desenvolvimento e rentabilidade da vitivinicultura”, refere. O mesmo responsável salienta que embora a excelente relação preço/qualidade dos vinhos portugueses assegure perspectivas mais positivas ao sector, são necessárias ajudas nacionais e comunitárias para reunir meios que permitam comunicar

devidamente essas qualidades aos mercados. “A criação da marca Wines of Portugal, que coloca todos os vinhos portugueses debaixo do mesmo chapéu, é um bom exemplo do tipo de iniciativas que promovem de forma activa a qualidade dos nossos vinhos no estrangeiro”, realça. Recorde-se que, fruto da harmonia nos investimentos realizados em meios humanos, materiais e tecnológicos, os vinhos do Tejo, em contra-ciclo com as demais regiões vitivinícolas nacionais, registam crescimentos no volume de vendas há quatro

anos consecutivos. Tendo em vista contribuir para o aprofundar de soluções empreendedoras para o sector dos vinhos, a CVR Tejo organiza, no próximo dia 7 de Junho (Segunda-feira), no Estúdio/Pequeno Auditório do CNEMA, em Santarém, um Workshop subordinado ao tema “Como tornar a Vitivinicultura uma actividade rentável”. No evento, além da participação de diversas personalidades nacionais e internacionais ligadas à actividade vitivinícola, estarão representadas as CVR de Lisboa, Algarve e Península de Setúbal.

Vinhos do Tejo na Feira de Agricultura

O Cantinho do Produtor

DFJ Vinhos está de PARABÉNS! O Vinho do Tejo Grand’ Arte Trincadeira Tinto 2006, produzido pela DFJ Vinhos foi destacado na Revista Wine Enthusiast com o prémio “Best Buy”. Sendo uma das mais conceituadas revistas de vinhos presente no mercado de vinhos da América do Norte, a Wine Enthusiast atribui todos os anos vários prémios dos quais o prémio “Best Buy”ou «Melhor Compra», que é dado aos vinhos que se destacam por a sua relação qualidade/preço, ser muito favorável. Os provadores prepararam uma fórmula que ajuda os seus redactores a destacar, sem margem para dúvidas, os vinhos que merecem esta designação. Os vinhos são submetidos a «provas cegas» ou seja vinhos que são provados por conhecedores e peritos em vinhos, mas que no acto da prova, não sabem de onde é o vinho que estão a provar, nem sabem quanto custa.

BEST BUY 90. GRAND’ARTE TRINCADEIRA Tinto 2006 Vinho Regional Tejo

CASA DOS ÓCULOS

BAZAR SCALABITANO DAS NOVIDADES, LDA.

OPTOMETRIA E CONTACTOLOGIA ÓPTICA MÉDICA TAÇAS MEDALHAS E TROFÉUS DESPORTIVOS Rua Serpa Pinto, 88 - 92 • Telef. 243 322 915 Fax 243 322 924 • 2000-046 SANTARÉM

Festival Nacional do Vinho 2010

Os Vinhos do Tejo vão estar presentes no FNV 2010, durante o período de 5 a 13 de Junho, no CNEMA. Os 16 Produtores presentes vão estar agregados numa ilha intitulada “Vinhos do Tejo”.

Casa dos Óculos

Aí, o visitante da Feira Nacional da Agricultura tem a oportunidade de provar os vinhos da região produzidos por estes 16 produtores: Adega de Almeirim, Adega do Cartaxo, Agro-Batoréu, Ardus Vinhos, Casa Ca-

daval, Casa Paciência, Casal Branco, Falua, Mark Stephen Schultz, Quinta da Alorna, Quinta do Cavalinho, Quinta do Casal Monteiro, Quinta do Falcão, Quinta da Lagoalva e Vinhos Vale do Alcaide.

“Onde a costeleta mal passada é um prazer” É mesmo na extrema entre o Concelho de Azambuja e Cartaxo, que se situa uma terra de nome Casais da Amendoeira, e cujo ex-libris, é este Restaurante Típico. A lotação deste espaço é de cerca de 150 pessoas, em 2 salas diferenciadas. A decoração em tudo nos faz lembrar, as lides rurais dos meados do século passado, sem qualquer pretensiosismo, com mesas requintadamente apresentadas, e um serviço de mesa excelente. Sendo uma casa antiga de Familia, esta foi remodelada e ampliada de acordo com o gosto dos proprietários, sendo na altura um projecto arrojado, nomeadamente pela localização, no interior do Ribatejo. As entradas, excelentes são em enorme quantidade (32). Provámos a Roleira Cozida (excepcional), Farinheira com ovo mexido, favas com chouriço, petinga com molho de escabeche e requeijão com doce de abóbora. Após as entradas, e consultando a lista bem elaborada, é aconselhado pelo chefe de mesa, um dos pratos caracteristicos da casa: canja de galinha, sopa de peixe, tiborna com bacalhau assado, massada de cherne, cataplana de bacalhau, cabrito assado na telha, galo estufado com vinho tinto, ou costeleta grelhada barrosã. Foi por esta ultima sugestão que optámos, em muito boa hora. Com uma apresentação que enche o olho, a carne de sabor excelente tem forçosamente de ser mal passada de modo a não adulterar a sua essência. Como acompanhamento, servem-nos couves cozidas, batata frita em quadrados, laranja e ananaz. Como sobremesas, e para quem ainda conseguir é de não perder as farófias ou o leite creme, com personalidade caseira. Acompanhou vinho tinto “Herdade de Porto Carro”, que complementa a refeição na perfeição. Preço médio desta refeição; 23 j Encerra à 2.ª feira Trajecto: Para quem se dirige de Lisboa, seguir A1, sai na portagem do Carregado, direcção Azambuja, Cartaxo(EN 3). Nesta mesma estrada após Azambuja, na localidade de Virtudes, volta á sua esquerda, com indicação Casais da Amendoeira. Para quem se dirige de Santarem, estrada em direcção Cartaxo, Azambuja (EN 3), volta à direita direcção Casais da Amendoeira. António Rhodes Sérgio

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Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Esta semana iremos focar a nossa atenção nos chaCláudia Ribeiro* mados ácidos gordos ómega 3. Este ácido gordo faz parte do grupo dos ácidos gordos essenciais, este grupo de ácidos gordos é assim denominado porque o nosso organismo é incapaz de o produzir internamente e por isso é necessário que seja fornecido através da nossa alimentação. O ómega 3 é um ácido gordo com características químicas muito particulares que lhe conferem alguma sensibilidade quer á luz quer ao calor (por isso não podem ser sujeitos a temperaturas muito elevadas, daí ser desaconselhado o seu uso em frituras). Os ácidos gordos ómega 3 provêm essencialmente de dois tipos de gorduras: o DHA (ácido docosahexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico), que podemos encontrar em grandes quantidades nos peixes gordos e de águas mais frias como a cavala a sardinha, o salmão e a truta. Esta gordura pode ainda ser encontrada em vários produtos como al-

CORREIO DO RIBATEJO SEMANÁRIO REGIONAL

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rol (LDL), no combate a infecções, pelo seu contributo para a formação de compostos anti-inflamatórios, na redução do risco da incidência de cancro, no combate ao stress e ansiedade, na redução da hipertensão, e existem ainda estudos que apontam para um possível papel na prevenção da doença de Alzheimer. * Nutricionista PUB

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2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 12

13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23

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Alpiarça Leitão Gameiro Aguiar

3, 5, 6, 15, 18, 21, 24, 26, 27, 30. 1, 4, 7, 10, 12, 13, 16, 22, 25, 28. 2, 8, 9, 11, 14, 17, 19, 20, 23, 29.

Abílio Guerra

3, 9, 12, 15, 18, 20, 21, 24, 30.

2, 5, 8, 11, 13, 14, 17, 23, 26, Pereira 29. 1, 4, 6, 7, 10, Correia dos Santos 16, 19, 22, 25, 27, 28.

Salvaterra M. Carvalho

1, 2, 3, 4, 5, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 27, 28, 29, 30.

Martins

6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26.

Mário da Conceição Lopes Luís Manuel Pires Marques Manuel Oliveira Canelas Director:

João P aulo Narciso Paulo (Cart. prof. n.º 2097)

Redacção:

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Joaquim Veríssimo Serrão, João Gomes Moreira, Ludgero Mendes, Martinho Vicente Rodrigues, José Miguel Correia Noras, Victor Bezerra, José Gonçalves Frazão, Luís Cunha Romão, Carlos Oliveira, António Carreira, Eusébio Jorge, António Semedo, António Valente, Bertino Coelho Martins, Pedro Canavarro, Mário de Sousa Cardoso, Maria Regina Pinto da Rocha, Vanda do Nascimento, Rogério Cordeiro Soares, Humberto Nelson Ferrão, Maria Fernanda Barata, Vicente Batalha, José Varzeano, Teresa Lopes Moreira, Luísa Barbosa, António Canavarro, Humberto Pinho da Silva, Jaime de Lemos Rebelo Pinto, Afonso Serrão Gomes, Hélio Lopes, António Madeira, A. Pena Monteiro e António Soares Fernandes.

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Nem todas as gorduras são “más” guns óleos vegetais, e nas nozes. Os ácidos gordos ómega 3 desempenham alguns efeitos benéficos no nosso organismo e contribuem significativamente para a prevenção de inúmeros problemas de saúde. Uma ingestão frequente de produtos ricos nestes ácidos gordos pode trazer benefícios na redução do mau coleste-

CORREIO DO RIBATEJO

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1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29.

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2, 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30.

Barreto do Carmo

3, 7, 11, 15, 19, 23, 27.

Mendonça

4, 8, 12, 16, 20, 24 28.

Rio Maior 1, 2, 3, 4, 5, 13, Cândido Barbosa 14, 15, 16, 17, 18, 19, 27, 28, 29, 30.

Almeida

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última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.207 | 4 de Junho de 2010

Foi preciso Bento XVI vir a Portugal para acontecer o milagre!

Ao balcão do Quinzena

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Milagre!? Que milagre? Não ouvi dizer nada!

Milagre! E logo em Santarém! Este ano o CNEMA já não vai ter a concorrência da Feira em redor da ‘Celestino Graça’ e, segundo consta, o ministro da Agricultura vai à Feira quase todos os dias…

Se calhar, o facto do Papa provir de uma antiga família de agricultores da Baixa Baviera teve alguma influência nisso…

Misericórdia de Santarém assinala 510.º aniversário com jantar comemorativo A Santa Casa da Misericórdia de Santarém (SCMS) assinalou com um jantar convívio o seu 510.º aniversário, a 27 de Maio, distinguindo, na oportunidade, Rosa Vieira Fernandes Pereira, empregada de enfermaria, admitida em Novembro de 1969 e António Cardana Canário, enfermeiro, a quem a Misericórdia prestou o seu tributo pelos anos de serviço que “servem de exemplo para todos nós pela dedicação e empenho. São ‘pedras vivas’ do nosso Património”, disse ao Correio do Ribatejo o provedor Mário Rebelo. “Mudaram os tempos, mas o contexto onde se deve cumprir a missão da Misericórdia é, hoje em dia, tão carente da intervenção institucional como no seu início,” refere. Segundo o actual provedor da SCMS “o cumprimento das obras de Misericórdia” continua a ser a “força dinamizadora” da instituição, onde se cruzam “muitas gerações, em muitos espaços”. As comemorações de 2010, segundo Mário Rebelo, assentaram em duas linhas de força: “a celebração festiva da data”, partilhada entre os que ali trabalham, os que usufruem dos serviços, quer directa, quer indirectamente e ainda os parceiros, organizações “quer locais, quer regionais ou transnacionais pois os limites da acção da Misericórdia não se confinam às fronteiras do nosso país, e actualmente vão desde Espanha, a Polónia, Irlanda, Alemanha, Finlândia entre outros”, esclarece.

Mário Rebelo, Anabela Rato e Aníbal Vieira, no jantar de aniversário da Misericórdia

“O cerne do trabalho desta instituição é o indivíduo, as suas necessidades e o respeito integral pelos valores e princípios da ética social e humanista”, acrescenta. Das diferentes actividades programadas a Misericórdia destaca as exposições temáticas na igreja da Misericórdia, seminários para reflexão sobre as áreas do saber, nomeadamente o que decorreu a 27 de Maio, sobre “Necessidades e De-

safios na Saúde Mental da Infância e Adolescência”. Os principais objectivos da Mesa Administrativa que iniciou funções em Janeiro é, segundo o provedor, “a conclusão da obra da Unidade de Cuidados Continuados de longa duração no âmbito do Programa Modelar I”, e a “recuperação, requalificação e remodelação do vasto património da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, tendo em vista

uma gestão sustentável, bem como adaptar o projecto Campus XXI às actuais necessidades da comunidade, nomeadamente no que respeita à área da saúde”, revela ao Correio do Ribatejo Mário Rebelo. A animação do jantar de aniversário esteve a cargo de alunos do Conservatório de Música de Santarém, proporcionando um ambiente de maior harmonia entre todos. PUB

Ponto final “É uma quinzena inteira a estuar de vida e cor, uma parada fremente em que a grande tela animalista da Chã de S. Lázaro oferece a mais vivaz alacridade, impante de bizarria pletórica (…), de atitudes varonis dos homens da Lezíria, entremeados com a graciosidade das danças e cantares, com o folclore inconfundível desta grei ribatejana, sempre igual a si mesma (…) tudo o que, noite e dia, passa pelo grandioso certame instalado mais uma vez nesta acrópole da Borda-d’água, alçada sobre as terras de pão, de vinho e de azeite que os meandros do Tejo banham e refrescam.” Virgílio Arruda, director do Correio do Ribatejo, sobre a Feira de 1960. “Dávamos quatro corridas e uma novilhada na Feira do Ribatejo e uma na Piedade, afirmando e demonstrando que nunca perdemos dinheiro com a praça (…) Na altura não existia a auto-estrada e as filas chegavam a ser de Santarém até ao Cartaxo. Vinham pessoas de todo o lado. Era uma Feira mais bairrista, mais folclórica, apesar de ter muitos expositores profissionais de Agricultura, e que faziam negócio na Feira. Havia um facto verídico, é que as pessoas esperavam pela Feira para ver as novidades, e gostavam de comprar na Feira, hoje existe a internet… As casetas existentes de alguns lavradores, o Club de Santarém, o pavilhão da Caridade, o Castiço, os Marialvas, a Adiafa com filas brutais… Que pena e saudade! Só quem viu!...” Joaquim Themudo Batista, da Comissão responsável pela construção da praça de toiros de Santarém. “[A Feira] É um investimento que fazemos e que tem de ser rentável. Não estamos na Feira de há 30 anos em que o Sr. Celestino Graça, com todo o valor, enchia a Feira para se verem os Ranchos Folclóricos. O tempo mudou e hoje, além dos Ranchos, temos de ter atractivos para as camadas mais jovens” Luís Mira, administrador do CNEMA. O Ponto Final desta semana escreve-se com o testemunho, na primeira pessoa, de três personalidades ligadas à Feira do Ribatejo, em épocas diferentes. Virgílio Arruda recorda-nos a Feira ainda jovem, de há 50 anos. Themudo Batista, uma das memórias vivas da feira antiga, explica como Santarém sempre a viveu com paixão. Luís Mira, actual administrador do CNEMA, tem a missão de conciliar a memória com as exigências de uma feira moderna, para uma agricultura moderna. Passam-se os anos e a Feira, para quem tem alma e memória, é sempre a mesma, noutro espaço, com outros atractivos e protagonistas, mas sempre a Feira do Ribatejo. Como é isso possível? Basta entrar no CNEMA de coração aberto, fechar os olhos e saborear a versão que guardamos na nossa memória, tenhamos 87, 57, ou apenas sete anos de idade... João Paulo Narciso PUB

LIST AS DE CASAMENTO LISTAS A R I E F S K C TO R E G A S I O S E D E N T OMICÍL D AO D


Edição nº 6.207 de 4 de Junho de 2010