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CORREIO DO RIBATEJO

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Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

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28 de Maio de 2010 • 119.º ano • N.º 6.206 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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PSD e CDS aprovam proposta na Assembleia Municipal

Suspensão do PDM na antiga EPC sem a anuência do PS, da CDU e do BE Projectos de desenvolvimento rural vão criar 75 empregos no distrito

Muitas perguntas ficaram sem resposta, na última reunião da Assembleia Municipal de Santarém, durante a discussão da proposta de suspensão do Plano Director Municipal (PDM), na área da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC). A falta de esclarecimento para um conjunto de questões colocadas pelos deputados da oposição, foi o principal motivo que levou a que o ponto fosse aprovado apenas com os votos a favor do PSD, do CDS e dos presidentes de junta de freguesia independentes. As bancadas do PS e da CDU abstiveram-se e o deputado do Bloco de Esquerda votou contra. p. 4

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Câmara de Santarém delega competências nas Juntas

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Câmara de Alpiarça quer plano de reestruturação financeira p. 7

Dois peregrinos escalabitanos rumaram a Fátima… pelo Benfica campeão

“Obrigado, Jesus!” Diz o povo que política, religião e futebol não se discutem. Num debate de café, porém, não há máxima que resista, e dois jovens de Santarém, em Setembro de 2009, ousaram desafiá-la: por um Benfica campeão, armaramse em políticos e desfizeram-se em promessas; depois, finda a temporada, reformaram-se do ateísmo e entregaramse a Jesus. Já com o título assegurado, vestiram-se a rigor, envergando trajes encarnados, e fizeram-se à estrada. A pé, mascando pastilha elástica, como o treinador que os fez ver a Luz. O destino: Fátima, claro está, como manda a tradição. Se bem que um deles, mais sentimental, confessa que preferia ter rumado à Amadora: afinal de contas, o berço que viu nascer Jesus. “O Jorge, está claro”. p. 16

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LIST AS DE CASAMENTO LISTAS A R I E F S K C TO R E G A S I O S E D E N T OMICÍL D AO D


verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

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Sabe por que é que se diz?... “Assentar a carapuça”

A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém promoveu a 22 de Maio, uma autêntica “viagem intergeracional” a Lisboa e Sintra que contou com cerca de 25 apaixonados pelo património português, com idades compreendidas entre os 10 e os 70 anos, que percorreram o Museu da Presidência da República, Palácio Presidencial, Museu Nacional dos Coches e o Palácio e Jardins de Monserrate, em Sintra, onde o grupo almoçou e descansou, contemplando a natureza. Um olhar repousante sobre o património que registamos... num Click!

Significado: Sentir-se ofendido ou identificado com alguma situação. Origem: Por altura da Inquisição, durante a Idade Média, os judeus eram obrigados a usar um chapéu bicudo, para que pudessem ser distinguidos dos cristãos.

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DITO & ESCRITO

“Dias melhores virão” Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, na cerimónia de assinatura dos protocolos de delegação de competências celebrados entre a Câmara e as Juntas de Freguesia do concelho.

“ Te n h o a q u i uma grande equipa de presidentes de junta” (...) “é nos momentos difíceis que se vê quem são os verdadeiros homens de combate” Idem

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Grupos de Acção Local de Santarém assinam contratos de financiamento para dinamização de territórios rurais

Projectos de desenvolvimento rural vão criar 75 empregos no distrito O ministro da Agricultura entregou quarta-feira, em Santarém, os primeiros contratos de dinamização de territórios rurais de um total de 500 aprovados em todo o país e que, segundo disse, vão criar mil postos de trabalho, 75 dos quais no distrito. “Viemos a Santarém simbolizar o arranque deste projecto em todo o país”, disse António Serrano no final de uma cerimónia que reuniu representantes das 30 entidades que receberam os contratos de projectos que correspondem a um investimento de 5 milhões de euros (3 milhões dos quais de despesa pública) e que criarão 75 postos de trabalho. Com o reconhecimento, em Janeiro, dos últimos três dos 47 Grupos de Acção Local (GAL) que praticamente cobrem todo o território nacional, foram até agora aprovados um total de 500 projectos, com um

montante de investimento público de 373 milhões de euros, que irão criar mil postos de trabalho, disse o ministro. António Serrano realçou que no anterior quadro comunitário de apoio a intervenção no mundo rural através da iniciativa comunitária Leader permitiu um investimento superior a 300 milhões de euros e a criação de mais de 6000 postos de trabalho indirectos e 2500 directos. Segundo disse, este investimento “em pequenos negócios e pequenas estruturas de apoio ao desenvolvimento”, em áreas tão diversas como o turismo, artesanato, actividades de solidariedade social, micro empresas, ajuda a aumentar a coesão territorial. “Lutamos para que o interior não se afaste mais dos indicadores de desenvolvimento do litoral, que tem sido o grande problema de

António Serrano entregou contratos a 30 entidades, no montante global de cinco milhões de euros

Portugal e doutros países”, afirmou. António Serrano apelou ainda às autarquias e às associações locais para que sejam “parceiros fundamentais na dinamização de espaços” que permitam aos pequenos agricultores, que não têm força negocial junto das grandes superfícies, vender directamente aos

consumidores. Regina Lopes, presidente da Minha Terra - Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, disse à agência Lusa que a assinatura destes contratos é importante por permitir intervenções em territórios locais num momento de crise, criando “grandes possibilidades de desenvol-

FERSANT junta-se à Feira de Agricultura no CNEMA Ao fim de duas dezenas de edições, a Feira Empresarial da Região de Santarém (FERSANT) vai realizar-se, pela primeira vez na sua história, fora de Torres Novas. Este ano, de 5 a 13 de Junho, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), o certame coabitará de forma inédita com a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo. Na apresentação oficial do evento, Vasco Gracias, director-geral do CNEMA, admitiu a importância inerente a esta parceria firmada com a Associação Empresarial da Região de Santarém (NERSANT), desmentindo, porém, os boatos populares que sussurram que a união foi motivada pela crise e pela perda de expositores daí decorrente: “As negociações já duravam há dois anos e era fundamental chegar a este tipo de entendimento. Aliás, estou convicto de que este ano vamos bater o recorde de expositores”. Praticamente garantidas estão já as presenças de 95 empresas, representando 17 concelhos. A FERSANT abrirá portas às 10h30, só tornando a cerrá-las às 22h30. O bilhete diário obriga ao desembolso

Vasco Gracias e António Campos apresentaram o projecto cujas negociações “já duravam há dois anos”

de cinco euros. António Campos, presidente da Comissão Executiva da NERSANT, rejeita, contudo, qualquer obsessão por imperativos monetários: “A vinda para Santarém é positiva em termos financeiros e de acompanhamento, mas, como é sabido, as feiras não são essenciais para a vida da NERSANT,

pois representam apenas cerca de 8% dos proveitos”. O objectivo, segundo António Campos, passa, portanto, “por apoiar o território e o desenvolvimento regional, promover o tecido empresarial e a capacidade económica da região”. “É preciso arranjar empregos”, alerta. Na sua óptica, o evento é

“o espelho da economia regional”, pois conta com todo o tipo de empresas: desde as pequenas às grandes, passando pela agroindústria, por “aquelas que vêm honrar a marca ou pelas que querem mostrar que existem”. Contas feitas, “pelo CNEMA vai passar uma amostra representativa de toda a região”. Para os dois responsáveis, não há dúvidas de que estão criadas as condições para que esta seja a maior feira de sempre. E depositam a sua fé na juventude: “Quando aparecem muitos jovens, é sinal de que o futuro do evento está garantido, pois as pessoas vão criando hábitos. Há 25 anos, a feira era um marco; depois, houve uma quebra; hoje em dia, é uma febre”, considera António Campos, confiante na química que transparece deste namoro entre o certame e a cidade. Com o evento a aproximarse, há boas razões para se crer na capacidade de esta feira nova se assumir como um modelo de qualidade e de preços baixos. Para conferir, nos próximos dias, num local perto de si: o CNEMA, o sítio do costume. Sérgio Fernandes

vimento no meio rural”. Frisando a relevância dos projectos “na coesão e competitividade” dos territórios rurais, Regina Lopes afirmou que, desde a criação da primeira geração da iniciativa comunitária Leader, em 1992, foram criados, neste âmbito, 3000 postos de trabalho e mantidos outros 6000. “Em 17 anos de intervenção foram aprovados 14 000 projectos”, afirmou, sublinhando a importância dos “pequenos apoios” prestados na alavancagem e dinamização social e económica dos territórios rurais. Para Regina Lopes, os GAL têm sido mais do que meros gestores de fundos, de grande proximidade e com grande autonomia, contribuindo para a promoção da participação dos cidadãos e para o comprometimento destes com o desenvolvimento. “Se em 1992 isto era tudo

muito novo, hoje continua a ser arrojado, implicando formas diferentes de gerir as políticas públicas”, numa metodologia que foi uma antevisão do que será a evolução da sociedade, disse. Os GAL, que cobrem actualmente “mais de 80 por cento do território nacional e cerca de 40 por cento da população do país”, fazem ainda um esforço para articularem a sua acção com todos os outros apoios do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) em benefício dos territórios, adiantou. Segundo disse, os projectos têm permitido a criação de numerosas microempresas, as principais criadoras de emprego, incidindo também na área da economia social, uma “área também interessante na criação de emprego”, turismo (com integração do património) e ambiente (em particular no campo das energias renováveis).

Novos directores empossados na Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo Os técnicos Nuno Russo e Paulo Corado foram sexta-feira (dia 21) empossados, respectivamente, nos cargos de director e director adjunto da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT). Nuno Russo é ex-técnico do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) e Paulo Corado integrou o gabinete do secretário de Estado das Florestas. A execução do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) e do Programa Operacional das Pescas (PROMAR), a fiscalização e controlo da atribuição de subsídios à agricultura e a “especial atenção” aos sectores da produção agroindustrial e agroalimentar são algumas das prioridades apontadas pelo novo director regional de agricultura, Nuno Russo. Na tomada de posse dos novos dirigentes da DRAP-LVT, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, referiu o empenho do Ministério da Agricultura em conseguir encontrar uma solução para as novas instalações daquela direcção regional. Sem se comprometer com um local específico ou com datas, Rui Barreiro salientou ser importante dar “melhores condições físicas e técnicas para que esta direcção regional se torne cada vez mais num modelo para outras direcções regionais”. Definindo a região de Lisboa e Vale do Tejo como “a grande capital da agricultura nacional”, o secretário de Estado pediu “trabalho de equipa” e “empenho” aos técnicos da DRAP-LVT. O novo director regional de agricultura de Lisboa e Vale do Tejo, Nuno Russo, tem 34 anos, é formado em engenharia zootécnica, e estava, desde 2001, no IFAP. O director regional adjunto, Paulo Corado, é formado em economia, esteve na Inspecção-Geral do Ministério da Agricultura (IGAP), entre 2002 e 2006, passou depois para técnico do Ministério das Finanças e integrava, desde o início do ano, o gabinete do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro.


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PSD e CDS aprovam proposta na Assembleia Municipal

Suspensão do PDM na antiga Escola de Cavalaria sem a anuência do PS, da CDU e do BE Muitas perguntas ficaram sem resposta, na última reunião da Assembleia Municipal de Santarém (AMS), durante a discussão da proposta de suspensão do Plano Director Municipal (PDM), na área da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC). A falta de esclarecimento para um conjunto de questões colocadas pelos deputados da oposição, foi o principal motivo que levou a que o ponto fosse aprovado apenas com os votos a favor do PSD, do CDS e dos presidentes de junta de freguesia independentes. As bancadas do PS e da CDU abstiveram-se e o deputado do Bloco de Esquerda votou contra. Carlos Nestal, deputado socialista, perguntou qual o ponto da situação relativamente ao contrato-promessa de compra e venda com a Estamo (contrato em que esta se compromete a vender à Câmara Municipal de Santarém a antiga EPC, o quartel das Donas, e os terrenos do Campo de Instrução da Atalaia e do Campo de Tiro das Cortezes, mediante o pagamento de 26 milhões de euros em 72 prestações).

“Não podemos votar o que está em segredo” Na ausência do presidente da Câmara (em viagem no estrangeiro), coube a Ricardo Gonçalves dar a resposta possível. O vice-presidente afirmou que Moita Flores está em negociações com o Governo sobre essa matéria e que ‘o segredo é a alma do negócio’. Carlos Nestal não gostou do que ouviu. “Não podemos votar algo que está em segredo”, frisou. O deputado do PS quis saber, entre outras questões, se há um estudo de viabilidade económica e qual o impacto que a construção habitacional prevista para os terrenos da

bre todas as questões. A suspensão do PDM contou 34 votos a favor (PSD, CDU e presidentes de junta independentes), 15 abstenções (PS) e um contra (BE). Recorde-se que a suspensão do PDM, pelo prazo de dois anos, é justificada pela Autarquia, com a alteração significativa das perspectivas de desenvolvimento económico-social, naquela zona da cidade. Os edifícios que envolvem as duas paradas irão sofrer as intervenções necessárias para alberA suspensão do PDM na área da antiga EPC, contou 34 votos a favor (PSD, CDU e presidentes de junta independentes), 15 abstenções (PS) e um contra (BE)

EPC, terá sobre os fogos actualmente à venda em Santarém. Considerando-se mal esclarecido por Ricardo Gonçalves e Catarina Pires, arquitecta da Autarquia, a bancada do PS apresentou uma declaração de voto em que justifica a abstenção com a falta de resposta às perguntas colocadas, embora afirme concordar com a instalação dos tribunais. Luís Cabrita, deputado da CDU, manifestou a sua preocupação quanto ao índice de construção, o qual poderá conduzir à construção de mais de 500 fogos, e considerou que, mais do que a valorização económica dos terrenos da antiga EPC, importa a sua valorização social. Em seu entender, a proposta de uma nova área urbanizável às portas do Centro Histórico, terá um impacto negativo nos objectivos da Sociedade de Reabilitação Urbana. O deputado questionou, também, qual a necessidade de suspender o PDM, quando há um plano de pormenor em elaboração para aquela zona da cidade. Catarina Pires respondeu que a suspensão é necessária “por motivos práticos”, dado que, embora o

plano de pormenor esteja a avançar, “o PDM possibilita uma intervenção mais rápida e directa”, segundo disse. Sobre o índice de implantação e de construção, a técnica explicou que o número de fogos ficará longe dos 500. As medidas preventivas indicam que 20% do terreno, numa área de 13 hectares, será destinado a habitação, comércio e serviços. O deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Malaca, lembrou que a futura instalação dos tribunais e o apoio do Governo à criação da Fundação da Liberdade se baseiam, apenas, em promessas de José Sócrates, não tendo sido assinado nenhum documento. “Para mim a palavra do primeiro-ministro não conta, já lhe ouvi tanta coisa…”, disse. O deputado bloquista defende que antes de qualquer decisão sobre aquela zona, deveria ser ouvida a população, promovendo debates públicos ou mesmo um referendo. “É um dos últimos espaços verdes da cidade”, realçou, contestando a intenção de urbanizar terrenos que, na sua opinião, deveriam ser destinados ao lazer e ao desporto.

Criação de uma “nova centralidade” Eduardo Gomes, da bancada do PSD, sublinhou a importância dos projectos anunciados para a área enquadrada pelas duas paradas da antiga EPC – três tribunais judiciais e a Fundação da Liberdade – e para os terrenos restantes – cerca de 13 hectares, para habitação, comércio e serviços e 10 hectares (afectos à REN), destinados à fruição da natureza ou a utilizações turísticas. Em seu entender, a “materialização desse desígnio” dará origem a “um novo pólo administrativo” e a “uma nova centralidade”, além de criar “uma espécie de corredor verde”, entre o Jardim da República e parte dos terrenos da EPC. Aires Lopes, deputado do CDS, fez uma breve declaração de voto, em que se afirma favorável à proposta, “dada a urgência do assunto”. O deputado sugeriu que, nas próximas assembleias, este tipo de matérias de grande complexidade seja alvo de uma reunião prévia, para esclarecer dúvidas de carácter técnico, de forma a que os deputados fiquem devidamente informados so-

Assembleia Municipal chumba moção do BE em defesa do serviço público de correios A moção em defesa do serviço público de correios, apresentada por Pedro Malaca, deputado do Bloco de Esquerda, foi rejeitada, na última Assembleia Municipal de Santarém, com os votos contra do PSD. O PS absteve-se, enquanto a CDU, o BE e os presidentes de juntas de freguesia independentes votaram a favor. Manifestando a “oposição frontal” à privatização de di-

versos sectores e empresas públicas, entre as quais os CTT, contemplada pelo Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), a moção do BE refere que, no concelho de Santarém, “podemos temer, por exemplo, pelas estações de correios de Alcanede, Pernes e Vale de Santarém”. O BE adianta que “o sector dos correios sempre foi público mesmo nos regimes mais conservadores, pois

essa é a única forma de garantir a homogeneidade das comunicações postais no conjunto do território nacional e a igualdade de acesso às mesmas, em regiões afastadas dos grandes centros”. O pagamento de reformas à larga maioria da população idosa através dos CTT é, na opinião do BE, “um serviço insubstituível que não deve ser posto em causa e que só um serviço público pode ga-

rantir”. A moção considera que a “submissão estratégica dum sector vital para o desenvolvimento regional equilibrado e sustentável a objectivos de lucro rápido e imediato, traduzir-se-á inevitavelmente pelo fecho de estações de correio, agravando uma tendência que já se vinha a verificar nos últimos anos”, pelo que condena essa “medida gravosa do PEC”.

gar as novas utilizações, designadamente a Fundação da Liberdade, serviços da Câmara, a Entidade Regional de Turismo e a Escola de Hotelaria, bem como o Tribunal da Relação e os Tribunais nacionais da Propriedade Industrial e da Concorrência, anunciados por José Sócrates no dia 25 de Abril deste ano. Os terrenos sobrantes serão valorizados de forma a financiar todas as intervenções previstas. Sofia Meneses

Deputado socialista sugere Chave da Cidade para José Sócrates A bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal fez aprovar com11 votos a favor do PS e 31 abstenções dos restantes eleitos, uma moção de congratulação pela vinda do primeiro-ministro e restantes membros do Governo, a Santarém, nas comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril. “Se a Câmara deu a José Sócrates a Medalha de Ouro da Cidade, com certeza que também lhe dará a Chave da Cidade”, disse Carlos Nestal, em jeito de provocação, já depois de ter lido a proposta. O anúncio feito por José Sócrates, no dia 25 de Abril deste ano, da instalação em Santarém dos tribunais judiciais – da Propriedade Industrial, da Concorrência, da Regulação e Supervisão e do Tribunal da Relação -, bem como o “empenho demonstrado pelo Governo quanto à constituição da Fundação da Liberdade” são os motivos de congratulação expressos na moção. Nenhum deputado reagiu directamente à provocação respeitante à atribuição da Chave de Cidade. Porém, antes da aprovação, o PSD, pela voz do deputado Nuno Serra, fez questão de salientar que sem a acção do presidente da Câmara, Santarém não poderia beneficiar dos referidos projectos. O PS, por seu lado, sublinhou que nada seria possível, sem a vontade política do Governo.

Assembleia Municipal recomenda valorização da zona “Ferro de Engomar” A Assembleia Municipal de Santarém aprovou por unanimidade uma proposta de recomendação subscrita por Rui Presúncia de Jesus, deputado eleito pelo PSD, no sentido de valorizar a zona envolvente ao troço da muralha existente junto da Avenida António dos Santos, na área denominada por “Ferro de Engomar”. A proposta salienta que “é útil para a cidade e o seu concelho que a Câmara inicie os procedimentos indispensáveis para que, no presente mandato autárquico, fique definida e aprovada a intervenção de requalificação na zona do Ferro de Engomar”. Por isso recomenda que a Câmara Municipal defenda junto do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico), a possibilidade de se intervencionar o espaço no sentido de ser realçada a presença da muralha, eventualmente com uma zona ajardinada e de estar, com iluminação adequada ao efeito”. A intervenção deverá ser aproveitada, segundo a proposta, para em parte do espaço em causa, se implantar “ou uma zona de estacionamento, ou uma solução para o trânsito rodoviário que ali se processa de forma desorganizada e por vezes caótica no que respeita a estacionamento e escoamento do mesmo”. A recomendação lembra que as muralhas de Santarém estão classificadas como Monumento Nacional, pelo que “deverão cada vez mais ser valorizadas ficando enquadradas na malha urbana do Centro Histórico, de forma atractiva para que os cidadãos se possam orgulhar deste legado histórico”.


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Semana académica com decibéis a mais

Abaixo-assinado contra “poluição sonora”

A falta de isolamento sonoro da tenda de lona montada no Campo da Feira suscitou um abaixo-assinado dos moradores da zona

Queixam-se do barulho feito pelos estudantes durante as festas da semana académica, e, por isso, enviaram um abaixo-assinado à Governadora Civil de Santarém, a pedir o cumprimento da lei. São moradores da Rua Padre João Rodrigues Ribeiro, Avenida Afonso Henriques, Rua Soeiro Pereira Gomes, Rua Padre Manuel Bernardes das Neves, Rua dos Bombeiros Voluntários e outros residentes na zona circundante ao Campo Infante da Câmara, descontentes com “a poluição sonora” entre a meianoite e as seis horas do dia seguinte. “Poluição”, essa, provocada pelo volume da música proveniente de uma tenda de lona montada no Campo de Feira. As condições do espaço, sem qualquer isolamento sonoro, foram alvo de uma intervenção do vereador Ludgero Mendes, eleito pelo PS, na última reunião do Executivo municipal, aquando da apreciação do pedido de isenção do pagamento das licenças de ruído, do dia 11 a 16 de Maio, apresentado pela Associação de Estudan-

tes da Escola Superior de Gestão de Santarém. O pedido foi aprovado por unanimidade, mas, antes, Ludgero Mendes propôs que, futuramente, se reconsiderasse o local escolhido para as festas da semana académica, de forma a que o barulho não tire o sono e o direito ao descanso dos moradores. Em vez daquela zona residencial, o vereador sugere as instalações do CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, para a realização da festa estudantil. “Tem que se encontrar um ponto de equilíbrio entre os interesses dos estudantes e os interesses dos restantes cidadãos”, defendeu. Ricardo Gonçalves, presidente em exercício (a substituir Moita Flores, ausente no estrangeiro), Vítor Gaspar, vereador com o pelouro da Cultura, e João Leite, vereador com o pelouro da Juventude, salientaram a necessidade de cativar os jovens, para que “não digam que a cidade está de costas voltadas para eles”. “Se queremos que os jovens se fixem no concelho, temos que os receber bem”,

disse João Leite. “As festas académicas são uma forma de animação e de provar que Santarém é também uma cidade de estudantes”, acrescentou Vítor Gaspar. “Há estudos que indicam que as cidades mais competitivas são as que têm uma Faculdade associada. Temos que atrair os jovens e, agora, com o Processo de Bolonha, só temos três anos para os cativar e tentar fixar no concelho”, fez notar Ricardo Gonçalves. Ludgero Mendes retorquiu que “defender o ensino universitário em Santarém é optimizar condições”, tais como, concretizar a ideia de criação de residências para estudantes no Centro Histórico, conforme adiantou. Os três vereadores eleitos pelo PSD não se mostraram favoráveis à hipótese do CNEMA como local alternativo, por o considerarem demasiado afastado do centro da cidade, argumento que mereceu a discordância dos vereadores da oposição, Ludgero Mendes e António Carmo. Sofia Meneses

Apelo à Governadora Civil No abaixo-assinado, os moradores da zona envolvente do Campo Infante da Câmara afirmam que durante as festas académicas, ali realizadas nos últimos dois anos, se verificou “o incumprimento do Decreto-Lei 292/2000 de 2 de Setembro e uma falta de respeito, porque o volume do som dos altifalantes é muito superior aos decibéis permitidos por lei, a partir das 22 horas, até às 6 horas do dia seguinte”. Declaram não ter nada contra as actividades académicas, mas afirmam que a “poluição sonora” é “incomportável para quem ali vive e deseja descansar”.

Por isso, solicitam à Governadora Civil que tome “as devidas providências, a fim de não prejudicar o bemestar dos moradores, que a partir das 6 horas da manhã, já estão a sair de casa para os seus empregos sem descansarem, e todos os demais que aqui vivem que além de sofrerem as suas doenças não podem usufruir do descanso a que têm direito”. O CNEMA é uma das soluções possíveis apontadas pelos moradores: “Achamos que estes eventos podem ser lá realizados e onde já se realizaram”.


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Protocolo entre a Câmara de Santarém e as Juntas de Freguesia

1,3 milhões de euros para delegar competências Cerca de 1,3 milhões de euros é o valor orçamental do protocolo de delegação de competências celebrado entre a Câmara Municipal de Santarém e as 25 juntas de freguesia rurais do concelho de Santarém. Pela primeira vez, a autarquia estabeleceu, também, protocolos de delegação de competências com as três juntas freguesias da cidade, no âmbito do qual haverá uma transferência de 20 mil euros anuais para cada uma. Apesar do ambiente de boa disposição ter prevalecido durante a cerimónia de assinatura dos protocolos, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, muitos autarcas revelaram-se apreensivos, quando abordados em particular, pelo incumprimento do protocolo firmado em 2009. Em causa, a falta de pagamento dos duodécimos, desde Janeiro de 2010, e a transferência de verbas para despesas com auxiliares de acção educativa e transportes escolares, em dívida desde o início do ano lectivo. “Dias melhores virão”, disse Francisco Moita Flores, depois de todos terem assinado os protocolos. “Se não se agravar mais a situação de crise do País, serão mais dois ou três meses de sofrimento e, depois, virá um tempo melhor”. As palavras de estímulo do presidente da Câmara foram acompanhadas de um elogio aos autarcas responsáveis pelas freguesias: “Tenho aqui uma grande equipa de presidentes de junta”, realçou, acrescentando que “é nos momentos difíceis que se vê quem são os verdadeiros homens de combate”.

Parte das verbas em atraso serão pagas em Maio/Junho O vereador Ricardo Gonçalves, responsável pelo Gabinete de Apoio às Freguesias, disse ao Correio do Ribatejo, que a Câmara está a tentar que dois duodécimos em atraso sejam pagos, ainda este mês ou no início do próximo, reduzindo assim a dívida para com as Juntas. “Estamos também a fazer um grande esforço para efectuar as transferências de verbas relativas aos auxiliares de acção educativa e transportes”, afirmou. Fiel ao princípio da descentralização constitucionalmente consagrado, o protocolo de delegação de competências tem por objectivo “promover a eficiên-

cia e a eficácia” da gestão pública. “Acreditamos no princípio da subsidiariedade. As Juntas de Freguesia estão mais próximas dos cidadãos e, por isso, podem resolver melhor os problemas”, disse Ricardo Gonçalves. Nos termos de protocolo, a Câmara delega nas juntas de freguesia a conservação e limpeza de valetas, bermas, caminhos, ruas e passeios, a manutenção, conservação e reparação de escolas do 1.º ciclo do ensino básico e do ensino pré-escolar, a contratação do pessoal auxiliar necessário para assegurar as refeições e o funcionamento das actividades de enriquecimento curricular das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico e a Componente de Apoio à Família nos Jardins de Infância, bem como os Transportes Escolares. A colocação e manutenção de sinalização toponímica são igualmente contempladas na delegação de competências. A realização de outros investimentos constantes das opções do plano e do or-

“Dias melhores virão”, disse Francisco Moita Flores

çamento municipais poderá ser também delegada, através da celebração de protocolos específicos para o efeito. A Câmara Municipal po-

derá, no âmbito do presente protocolo, sujeitar funcionários municipais a mobilidade interna para a Junta de Freguesia, em casos pontuais em que se verifique

essa necessidade. O protocolo, que foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal de Santarém de 30 de Abril, manter-se-á em vigor até ao

final do presente mandato autárquico e, ainda, nos seis meses seguintes, para “evitar vazios legais”, segundo explicou Ricardo Gonçalves. Sofia Meneses

Entre o descontentamento e o optimismo

O presidente da câmara com os presidentes das juntas de freguesia de Póvoa de Santarém, Pernes e Tremês

O Correio do Ribatejo contactou alguns presidentes de junta, entre os quais António João Henriques, da Póvoa de Santarém (eleito pelo PS), que se declarou “triste” pelo facto de o anterior protocolo de Delegação de Competências “não ter sido cumprido”. “Ainda confio nas pessoas, mas assinei este novo protocolo com reservas”, afirmou. O autarca lamenta, sobretudo, a falta de transferência de verbas para pagar os ordenados (salário mínimo) às três auxiliares de acção

educativa contratadas pela Junta. De acordo com o protocolo, após o pagamento das remunerações e liquidação dos encargos sociais, as Juntas devem remeter mensalmente os comprovativos do pagamento à Câmara Municipal, para que esta efectue as respectivas transferências mensais. Porém, as verbas estão por transferir desde o início do ano lectivo, segundo os autarcas contactados. “Tenho adiantado dinheiro do meu bolso para pagar às auxiliares de educação, porque aquelas pes-

soas têm família e não podem ficar sem o seu salário”, referiu António João, que considera “este protocolo é muito positivo, desde que seja cumprido”. Salomé Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Pernes (eleita pela CDU), também valoriza o protocolo, mas teme que a falta de pagamentos atempados o tornem “inócuo”. Sem receber duodécimos desde Janeiro e com as transferências de verbas para auxiliares de educação e transportes por efectuar desde Setembro de 2009, segundo disse, “não podemos avan-

çar com as obras que o protocolo nos permite realizar, nem fazer nada para além da gestão do dia-a-dia”. A presidente da Junta de Freguesia de Tremês, Maria Emília (eleita pelo PSD), adopta um discurso mais optimista: “Há dificuldades, mas temos que as enfrentar, não podemos ficar parados”. As auxiliares de acção educativa têm sido pagas, na Junta de Tremês, “no dia 10 de cada mês”, recorrendo a uma reserva de dinheiro de duodécimos, ao fundo de manutenção de freguesias e uma renda que a Junta recebe dos CTT,

segundo explica. “Não há ordenados em falta, embora haja alguns atrasos, para os quais as pessoas foram previamente avisadas”, afirma. “Tenho uma equipa extraordinária que compreende a situação, mas basta haver um elemento que faz barulho, para criar mau ambiente e tornar tudo mais complicado”, refere. Como já referimos (ver texto principal), a Câmara espera pagar parte da sua dívida para com as freguesias, no final de Maio ou início de Junho. SM


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Câmara de Alpiarça vai propor plano de reestruturação financeira

“Precisávamos de um euromilhões” para fazer face à dívida, disse José Marcelino, adjunto do presidente da autarquia

que daí resulte aumento do endividamento líquido), conjugado com um plano de intervenção que garanta uma redução substancial da despesa, nomeadamente com pessoal. Com um prazo máximo de 12 anos para atingir o reequilíbrio, o plano implica a apresentação de relatórios semestrais sobre a evolução da situação financeira, tanto aos ministérios das Finanças e da Presidência como à Assembleia Municipal. De acordo com a auditoria, as contas de 2007 e 2008 “já evidenciavam forte desequilíbrio e ultrapassagem dos níveis de endividamento” (1,2 milhões em 2007 e 1,68 milhões em 2008), de facto superiores, uma vez que “ocultavam

um elevado valor de dívida que se encontrava por lançar”. Segundo o documento, estavam por lançar facturas e dívidas à ADSE e a vários fornecedores, algumas já com decisões judiciais. Para Joaquim Rosa do Céu, o socialista que conquistou a autarquia à CDU em 1997 e que geriu o executivo camarário até ao final de 2008, a acusação implícita na auditoria - de ocultação de dívida - “é crime”, pelo que não compreende que a CDU e o PSD tenham chumbado na Assembleia Municipal uma proposta do PS para que o processo fosse entregue ao Ministério Público. Em declarações à Lusa, Rosa do Céu negou o cenário calamitoso traçado pelo

actual executivo, assegurando que a situação financeira da autarquia, “a exemplo de muitas outras do país, estava controlada em função da percepção da receita” quando deixou o executivo no final de 2008. “Quando cheguei, em Janeiro de 1998, o rácio endividamento/receita era de 1,6 por cento, valor que era de 0,92 por cento no final de 2008, o que significa que, em termos relativos, a capacidade de cumprimento da dívida era superior”, disse. No seu entender, as referências aos montantes absolutos da dívida, ignorando as alterações legislativas introduzidas desde 2005, têm por objectivo “encobrir a incapacidade de actuação” do actual executivo.

Câmara do Cartaxo recorre a acordos de regularização da dívida para pagar a fornecedores A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou, na última reunião do executivo, mais de 60 acordos de regularização da dívida (ARD) a fornecedores, no valor global de cerca de sete milhões de euros. Segundo o presidente da autarquia, Paulo Caldas (PS), a verba em dívida aos fornecedores refere-se, “em grande parte, a dívida de obra”. Os ARD foram votados na reunião de terça-feira, tendo recebido a abstenção da CDU e o voto contra do PSD, que sustentou que “os ARD não são mais do que uma forma de obtenção de crédito através de empréstimo bancário, independentemente do nome que se lhes dá”. Para os vereadores social-democratas, este recurso “fere o princípio de legalidade entre a Câmara e as instituições bancárias”. Paulo Caldas justificou a opção por esta operação financeira com a necessidade de pagar aos credores da autarquia, referindo que “os ARD estão sujeitos a juros de mora e não a juros financeiros, o que se traduz numa poupança significativa para o município na contracção de empréstimo”. Há menos de um mês a Câmara aprovou, também por maioria, um outro pacote de ARD no valor de 1,6 milhões de euros.

Protocolo entre Santarém e Torres Novas para reparação de estradas Os municípios de Santarém e de Torres Novas vão assinar um protocolo com vista à reparação das vias que servem os dois concelhos, EM 567-2 e CM1174-2. Nos troços que ligam a EN3 às povoações de Casais Novos e Alcorochel e à freguesia de Casével, as vias encontram-se em mau estado de conservação e a necessitar, há muito, de urgente intervenção. O protocolo, aprovado por unanimidade na última reunião do Executivo de Santarém, determina que os custos referentes ao projecto, ao procedimento concursal e à execução da obra sejam suportados por ambas as autarquias, na proporção da extensão da obra em cada concelho. Assim, caberá à Câmara de Santarém o pagamento de cerca de 33 por cento do custo da intervenção, sendo cerca de 67 por cento da responsabilidade da Câmara de Torres Novas. Há muito que estas obras eram consideradas urgentes, mas, por falta de acordo entre os dois municípios, a intervenção só agora vê a luz ao fundo do túnel.

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

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Bloco de Esquerda interroga Governo sobre alegado abate ilegal de sobreiros O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) entregou uma pergunta ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, sobre o alegado “abate ilegal de montado” em pleno Parque Natural das Serras d’ Aire e Candeeiros (PNSAC), denunciado pela Quercus. Esta associação alertou para o “abate ilegal de centenas de sobreiros e azinheiras,

além de outra vegetação mediterrânica natural”, junto a Casais de Moreta, freguesia de Monsanto, concelho de Alcanena. No seu lugar, “foram plantados, também ilegalmente, entre 12000 e 8000 eucaliptos”, segundo a denúncia da Quercus. O BE pergunta ao Ministério do Ambiente se tem conhecimento da situação e o que foi feito para apurar

responsabilidades. Dado que, segundo a Quercus, tudo decorreu numa área de aproximadamente 10 hectares, sem que as autoridades competentes interviessem, o BE quer que o Governo justifique a falta de meios, em particular de viaturas, dos vigilantes da natureza do Parque Natural, e o que os impede de actuar sobre este tipo de infracções.

“Prevê o Ministério o reforço dos meios humanos e de logística no PNSAC? Se sim, quais os prazos previstos e tipo de reforço a efectuar?”, interroga. O BE questiona também sobre qual o estado dos processos de recrutamento de trabalhadores para as funções de vigilante da natureza e de aquisição de meios de logística, designadamente de viaturas.

Peditório da Cáritas Diocesana de Santarém A Cáritas Diocesana de Santarém informa que o pe-

ditório público que realizou entre os dias 4 e 7 de Mar-

ço de 2010, somou a quantia de 25.034, 41 j, segun-

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do informação enviada ao nosso jornal.

enfis,... Admit dmitee (M/F):

– Pr of essor 11.º.º Ciclo Prof ofessor – Cozinheir Cozinheiroo – Cabeleir eir Cabeleireir eiroo – Ajudant Ajudantee de Lar –R ecepcionis Recepcionis ecepcionistta – Es Estteticis ticistta

enf is,... enfis,...

A Câmara Municipal de Alpiarça vai propor ao Governo um plano de reestruturação financeira de carácter conjuntural, tendo em conta o nível da dívida do município, disse à agência Lusa fonte da autarquia. “Precisávamos de um euromilhões” para fazer face à dívida, disse à agência Lusa José Marcelino, adjunto do presidente da autarquia, Mário Pereira (CDU). Uma auditoria pedida pelo actual executivo, eleito em Outubro de 2009, revelou que a dívida ascendia, em Dezembro último, aos 13,1 milhões de euros. A autarquia foi, aliás, notificada pela Direcção Geral das Autarquias Locais (DGAL) de que, em 2010, vão ser retidos 455 234 euros, valor que poderá ascender aos 1,788 milhões de euros em 2011. José Marcelino disse que o município apresentou contestação, aguardando resposta da DGAL. Para evitar que a tutela imponha um plano de reequilíbrio financeiro estrutural, que implicaria restrições “mais gravosas”, a autarquia está a preparar um plano de reequilíbrio financeiro conjuntural a submeter ao Governo, adiantou. Esse plano permite o recurso a um empréstimo de saneamento financeiro (sem

CORREIO DO RIBATEJO

Respos espostta com C.V C.V.. e ffooto a: eno, 554, 4, 1 - 2005-1 ar ém Av. Ber nar do Sant ar Bernar nardo Santar areno, 2005-177 7 Sant Santar arém ou candidatur as@enf is.p candidaturas@enf as@enfis.p is.ptt


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Presidente da Câmara do Cartaxo vai a julgamento O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo vai ser julgado pelos crimes de denegação de justiça e peculato de uso, de acordo com a decisão anunciada sexta-feira (21 de Maio) pela juíza de instrução do Tribunal de Santarém. A juíza Rita Martins decidiu pronunciar Paulo Caldas (PS) por não ter agido em conformidade com a lei num processo de construção ilegal por parte da Casa das Peles e ainda, em coautoria com a ex. vereadora Rute Ouro, ter permitido

que uma funcionária usasse uma viatura municipal para fins pessoais. Paulo Caldas e Rute Ouro foram constituídos arguidos em Fevereiro de 2009, no decurso de uma investigação da Polícia Judiciária que teve origem numa inspecção da Inspecção-geral das Autarquias Locais (IGAL). A juíza entendeu que quando Paulo Caldas teve conhecimento, em Maio de 2002, do relatório do fiscal da autarquia que dava conta da construção de um edifício de dois pisos com uma

área de 3000 metros quadrados, deveria ter ordenado o embargo da obra até que fosse possível a sua legalização, o que o arguido não fez. “A Câmara Municipal era a única entidade competente para pôr termo à ilegalidade, mas permitiu que ela avançasse”, em “violação sistemática das regras de ordenamento do território”, considerou. Por outro lado, afirmou que nem Paulo Caldas nem Rute Ouro definiram os termos em que a funcionária, contratada nomeadamente

para a coordenação das obras municipais, poderia utilizar a viatura de serviço, permitindo o seu uso nas deslocações de casa (em Mem Martins) para o trabalho e aos fins de semana, feriados e mesmo em período de férias. A despesa apresentada pela funcionária entre 2007 e Março de 2009 totalizou um valor próximo dos 6500 euros. Os crimes de denegação de justiça e peculato de uso são passíveis de penas de prisão até 18 meses ou multa até 50 dias.

cidade. A adesão a esta iniciativa surpreendeu os responsáveis locais, que registaram a participação de mais de uma centena de pessoas, só no concelho do Cartaxo, entre representantes de instituições sociais, de colectividades, bombeiros, autarquias, forças de segurança e comunidade escolar, com destaque para a participação dos alunos integrados no PIEF – Programa Integrado de Educação e Formação. Fernando Moro, coordenador do PIEF no concelho do Cartaxo, enalteceu a forma como o concelho recebeu a estafeta, considerando-a “uma iniciativa que vai entrar para a história do PIEC (Programa para Inclusão e Cidadania – entidade

Notas soltas Almeirim Jogos Florais de Almeirim sob o tema da música ‘A Música’ foi o tema deste ano da 20.ª edição dos Jogos Florais, promovidos pela Associação de Património de Almeirim. Eurico Henriques, presidente da Associação, Depois de dois jovens alunos do Conservatório terem tocado algumas peças clássicas, a assistência aplaudiu a leitura das duas dezenas dos trabalhos premiados. Concorreram poetas de todo o País e do estrangeiro, nomeadamente Brasil. Entre os premiados foi notada a ausência de poetas almeirinenses.

responsável pela organização da estafeta), neste Ano Internacional de Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social”. No concelho do Cartaxo existem cerca de 35 jovens integrados no programa PIEF, em turmas PIEC – Empresa e de Certificação do 2.º Ciclo, a funcionar nas escolas básicas 2,3 do Cartaxo e de Pontével. A Câmara Municipal associou-se desde o primeiro momento a esta iniciativa porque, segundo Paulo Caldas, “é uma excelente oportunidade para dizermos que estamos presentes e que queremos combater a pobreza e a exclusão social”. Mais do que o “testemunho físico”, a estafeta simboliza para o presidente da

autarquia “força, determinação e o reconhecimento de que todos nós somos contribuintes fundamentais para combater um dos problemas que, infelizmente, ainda grassa no nosso país e por todo mundo. Do nosso lado, vamos continuar a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que os nossos jovens vivam numa sociedade cada vez melhor”, acrescentou o autarca. Paulo Caldas foi o portador do testemunho até à saída da cidade do Cartaxo. A estafeta seguiu em direcção à Cruz do Campo, onde a esperavam os alunos do PIEF de Pontével, que asseguraram a ligação até ao concelho vizinho de Azambuja. A estafeta terminou em Vila Franca de Xira.

Os poetas Francisco Henriques, patrono dos Jogos Florais de Almeirim, Matias Veríssimo, José e João Godinho, José Chamusca, Carlos Cachado e outros, foram recordados no decorrer da sessão que notou ainda, pela negativa, a ausência de novos poetas de Almeirim concorrentes a esta 20.ª edição. Itinerários reais A direcção da Associação de Defesa do Património de Almeirim reata amanhã, sábado (dia 29), pelas 10h00, os passeios culturais pela cidade. O passeio de amanhã terá início no posto de Turismo, percorrendo a zona histórica do antigo palácio Real, jardins da Rainha, escola Régia, hospital da Ordem 3.ª de São Francisco, igreja paroquial, cocheiras Reais, Paço dos Apóstolos, entre outros. PUB

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Cartaxo • A freguesia do Vale da Pedra assinalou no passado domingo dia 23 o “Dia da Freguesia” com uma missa crisma presidida pelo bispo de Santarém, D. Manuel Pelino, a inauguração oficial da creche, um equipamento social que ficará a cargo da Associação Comunitária de Vale da Pedra cujo presidente é Joaquim Edgar Oliveira, igualmente presidente da Junta de Freguesia, algumas homenagens, um espectáculo e um lanche convívio. A construção da creche orçou em perto de 663.000 euros e vai entrar em Setembro em pleno funcionamento. Actualmente dos 16 lugares de berçário, metade já está ocupada, 16 já se encontram na sala das crianças até 1 ano e 20 na sala até 2 anos. • A Junta de Freguesia de Pontével promove de 18 a 20 de Junho a XIX Artével – Feira de Artesanato e Arte Plásticas/IV Feira da Caspiada, que inclui a eleição da representante da freguesia no concurso concelhio Rainha das Vindimas, folclore e no último dia uma exibição de bandas de garagem. • Os Quarentões/2010 a quem compete a organização dos festejos anuais em honra de Nª Sª do Desterro em Pontével, vão realizar nos dias 12, 23 e 28 de Junho no Largo do Coreto em Pontével (Largo Mariano de Carvalho), arraiais dos Santos Populares a que não deverá faltar a sardinha assada e outros petiscos para quem se resolver a aparecer por lá.

Cartaxo corre contra a pobreza e exclusão Foi por volta do meio-dia que a “Estafeta Nacional Pobreza e Exclusão: Eu Passo!” entrou no concelho do Cartaxo, no dia 20 de Maio, com mais de uma centena de cartaxeiros a unirem-se para defender princípios como a igualdade, respeito, participação, solidariedade e integração. O testemunho entrou na cidade do Cartaxo pela mão de Luís Nepomuceno, presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique, que o passou depois a Jorge Tavares, director da Escola Básica 2,3 José Tagarro, que atravessou a cidade até junto do Ateneu Artístico Cartaxense, onde o esperava Paulo Caldas, presidente da Câmara Municipal, que por sua vez conduziu a estafeta até à saída da

Notas soltas

CAVALHEIRO

Deseja conhecer senhora para sua companhia. Resposta ao n.º 322.

• O Jardim de Infância do Cartaxo leva a efeito a partir das 19h30 do dia 9 de Junho o seu arraial de Santo António com muita animação onde se destacam o grupo “Cantares d’Aldeia”, a Marcha Popular Infantil, uma Tuna Académica e as vozes de Manuel e Ermelinda Carvalho e a vedeta nacional Micaela. • O deputado do PCP na Assembleia da República António Filipe, eleito pelo distrito, esteve na passada segunda-feira 24 em visita ao Cartaxo. Para além da visita ao posto da PSP, visitou os Serviços Sociais da Câmara Municipal, ficando agendado para uma outra oportunidade a visita ao quartel da GNR e ao Centro de Saúde.. • Sem pompa e circunstância reabriram na passada segunda-feira 24 as instalações do Tribunal do Cartaxo que beneficiou de obras de remodelação na ordem aproximada dos três milhões de euros. Actualmente Tribunal/Ministério Público e Secretaria têm horários das 09h00/12h30 e 13h30/16h00 e as Conservatórias de Registo Civil e Predial um horário das 09h00/16h00. Os serviços do Tribunal que funcionaram durante o período de obras em contentores, vão agora mudar para instalações onde existem duas salas de audiências, um sala de videoconferência e salas para testemunhas. Luís Montejunto

Banda Marcial de Almeirim assinalou aniversário A Banda Marcial de Almeirim assinalou no passado domingo o seu 79.º aniversário, com espectáculos oferecidos à cidade pelas suas secções: banda e grupo de teatro. A jornada de convívio encerrou com um jantar na sede da Banda Marcial onde não faltou o bolo de um aniversário que se quererá ver repetido por muitos e bons anos. Almoço convívio da Bateria D. João de Castro A Bateria D. João de Castro (Índia) assinalou no passado fim-de-semana o 56.º aniversário da chegada a terras do Malabar, Índia. Na igreja da Serra do Bouro foi celebrada missa por alma dos combatentes já falecidos. Os antigos expedicionários e seus familiares reuniram-se de seguida em convívio num restaurante de Caldas da Rainha. Procissão de N.ª Sr.ª de Fátima Amanhã, Sábado dia 29, pelas 21h00, terá lugar a Procissão com a Imagem de N.ª Senhora de Fátima, que este ano leva às Poupas, a sua luz como um sinal de esperança à população residente na parte sul da Cidade. A Procissão tem início no pátio do Quartel dos Bombeiros e terminará na Capela da Misericórdia, no Lar de S. José. Hermenegildo Marmelo


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Misericórdia de Pernes inaugura “Casa Social” em dia de aniversário

Durante a sessão solene foram entregues medalhas aos associados com 25 anos de filiação

A Santa Casa da Misericórdia de Pernes inaugurou domingo, 23 de Maio, ao final da tarde, o edifício “Casa Social”, nas antigas instalações da GNR, ponto alto das comemorações do seu 423.º aniversário que contou com a presença da provedora da Misericórdia de Pernes, Maria dos Anjos Patusco, do vereador da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, da presidente da Junta de Pernes, Salomé Vieira, entre outros convidados.

Perante a presença de muitos populares, o novo edifício, benzido pelo padre Arlindo Miguel, situa-se junto aos lares da Misericórdia. “Para a reconstrução deste edifício muitas dificuldades tiveram que ser ultrapassadas. Foi uma longa caminhada”, disse emocionada a provedora da Misericórdia de Pernes. Maria dos Anjos Patusco acrescentou que “só depois da escritura em 22 de Junho de 2008 em que intervieram

22 herdeiros é que iniciámos (em Agosto) a intervenção no telhado e limpezas, uma vez que o edifício encontrava-se bastante degradado”, reconheceu. As obras de reconstrução e reabilitação do interior avançaram em Maio do ano passado, faltando ainda alguns acabamentos no salão multiusos que, segundo a provedora, “servirá de apoio às actividades sócioculturais dos nossos utentes com o intuito de melhorar a sua vivência”.

Durante a sessão solene foram ainda entregues medalhas aos associados com 25 anos de filiação e o prémio Comendador José Gonçalves Pereira, grande benemérito de Pernes, no valor de 500 euros (cada) a oito alunos que ingressaram no ensino superior, no presente ano lectivo. O prémio Comendador José Gonçalves Pereira foi instituído em 1999 e desde então já contemplou 92 alunos da freguesia. De referir ainda que a Fundação, a que foi dado o nome de Comendador José Gonçalves Pereira constitui um sector da Santa Casa da Misericórdia de Pernes e tem por objecto a gestão do património legado, que proporciona a obtenção de recursos necessários ao desenvolvimento da acção social da instituição, nomeadamente lar de idosos, lar de grandes dependentes, apoio domiciliário e centro de dia. A instituição dispõe igualmente de residências para estudantes universitários em Lisboa e moradias unifamiliares para idosos, em Pernes.

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Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém assinala dez anos, dia 2 de Junho

Sónia Pais, directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém

A Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém (EHTS) do Turismo de Portugal assinala dez anos, dia 2 de Junho. Entre as 15h00 e as 17h00, profissionais daquela escola estarão no Largo do Seminário, em Santarém, onde irão festejar com a comunidade escalabitana, oferecendo bolo confeccionado pelos alunos da escola e espumante da região. Uma banda animará a tarde e não faltará o bolo de aniversário e os ‘parabéns’ entoados por alunos, professores, colaboradores e público em geral, convidado a compartilhar este dia festivo para a EHTS. PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 28-5-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

Festa da Amizade por Patrícia amanhã em Casal Paúl, Almoster Um grupo de amigos de Patrícia, uma jovem de 19 anos de idade, residente em Casal do Paúl, Almoster, concelho de Santarém, que no passado dia 6 de Março sofreu um grave acidente de automóvel, promove amanhã, sábado (dia 29) pelas 22h00, no Centro de Bem Estar Social de Casal do Paúl, a ‘Festa da Amizade’ onde participa o conjunto ‘Opção 4’ que segundo os

organizadores, “mais não é que uma maneira de angariar fundos para ajudar a Patrícia e os pais a suportarem avultados encargos que se avizinham,” na recuperação da jovem, explicou ao Correio do Ribatejo Luís Leitão, em nome dos organizadores. Do acidente resultaram lesões graves ao nível da coluna que obrigaram já Patrícia a duas intervenções cirúrgicas.

“A Patrícia está a iniciar uma fase que se avizinha longa de tratamentos e fisioterapia, a começar no hospital de Alcoitão,” acrescenta Luís Leitão e “todos os possíveis lucros da festa reverterão para essa ajuda,” garante, em nome de um conjunto vasto de amigos que, desta forma, pretende mostrar a sua admiração por Patrícia nesta hora de infortúnio.

Sociedade Recreativa Operária promove almoço de aniversário A Sociedade Recreativa Operária de Santarém promove domingo (30 de Maio) o almoço comemorativo do seu 95.º aniversá-

rio que inclui entrega de prémios dos torneios que tem vindo a realizar durante todo o mês de Maio e apontamentos de Dança de

Salão, Dança do Ventre e Karate, modalidades que acolhe, ao longo do ano, nas instalações do Palácio Landal.

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200801075268 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (1.ª publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executado OCTÁVIO MANUEL HORTA DA SILVA COTRIM, no estado de casado com Fátima Paula de Almeida Militão Cotrim, com domicílio fiscal na Rua Santo António – Grainho 2000-000 Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 11 de Novembro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e Coimas Fiscais (CF), dos anos 2008 e 2009, no montante actual de 2.805,29 j , sendo 2.401,50 j de quantia exequenda e 403,79 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Prédio urbano destinado a habitação sito na Rua 25 de Abril - Grainho, freguesia de S. Nicolau, concelho de Santarém, composto de casa de rés-do-chão com quatro assoalhadas, casa de banho, cozinha, com a área coberta de 110,00 m2. Confronta de norte com serventia, de sul com Joaquim António, de nascente com Jacinta Rosa Horta e de poente com Maria Cidalina Afonso Horta Silva. Possui as seguintes CARACTERÍSTICAS: Afectação: HABITAÇÃO, Tipologia/Divisões: T4, Nº de pisos: 1, Área total do terreno: 110,00 m2, Área de implantação do edifício: 110,00 m2, Área bruta de construção: 110,00 m2, Área bruta dependente: 70,00 m2, Área bruta privativa: 110,00 m2. Inscrito na matriz em 1987 sob o artigo urbano nº 1721, da freguesia de S. Nicolau e está descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 01676/20051007 – S. Nicolau. É depositário o Sr. Octávio Manuel Horta da Silva Cotrim, executado nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactado na morada, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 22 de JULHO de 2010, pelas 11,00 HORAS, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 23.653,00 j, correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.281 – OCTÁVIO MANUEL HORTA DA SILVA COTRIM”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos vinte e seis dias do mês de Maio do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Manuel Sardinha Serra

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memória

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Maria Regina Pinto da Rocha

O Rancho Folclórico do Vale de Santarém está de luto. O Folclore nacional empobre-

ceu. Porquê!?... Porque o ‘Janoto’ morreu!... O ‘Janoto’ morreu!... O ‘Janoto’ morreu!... A notícia corria célere pelas ruas da vila, de porta em porta, de janela em janela. Quando eu soube, já andava de boca em boca. Tinha-o visto, poucos dias antes, passar a pedalar na sua bicicleta; fiquei estupefacta com a ligeireza com que o fazia. Naquele dia, enquanto ele pedalava e me sorria, eu pensava, como é possível!?... Este homem é um idoso, com mais de oitenta anos, e vai ali com uma vitalidade… Pareceu-me um menino traquinas, contente por ir a fazer uma diabrura. E eu pensei: Está mais magro… Claro, pois se ainda faz exercício físico, com bicicleta e tudo…Pedalava, mas a doença já o corroía; sorria, mas o sofrimento já lá estava. O ‘Janoto’, ou seja, o senhor Joaquim Fonseca Rodrigues, foi guardador de vacas, trabalhador rural, às vezes pedreiro, e completaria os oitenta e seis anos de idade no dia 8 de Agosto próximo. Nascido em 1924, aqui na

O folclore está de luto que ranchos de todo o país e do estrangeiro o aplaudiam de pé depois das suas singulares e extraordinárias actuações. Fazia parte do Rancho Folclórico do Vale de Santarém há mais de trinta e cinco anos. Era solicitado pelos outros Joaquim Fonseca Rodrigues, o ‘Janoto’, faleceu na madrugada de 22 de Maio ranchos pela invulgaridanossa «aldeia», recebeu como de da sua música. Seria úniprenda do seu primeiro pa- co em termos musicais. A mão trão, pelos doze anos, a sua esquerda segurava a gaita-deprimeira gaita-de-beiços e, beiços, instrumento em cujo como tinha bom ouvido, de- toque seria um dos melhores, pressa aprendeu sozinho a e, ao mesmo tempo, a mão ditocar a sua primeira música, reita agitava com destreza e «A chita da minha blusa». mestria as tracanholas. Em 1980, o Rancho FolMais tarde viu alguém a tocar harmónica bocal e traca- clórico do Vale de Santarém nholas ao mesmo tempo e prestou-lhe uma justa homelogo teve a certeza de que nagem descerrando uma lápitambém ele seria capaz. Com de com o seu nome à entrada dois pedaços de tijolo impro- das suas instalações. Por baivisou as suas primeiras traca- xo do nome de baptismo, o nholas e depressa se tornou nome pelo qual era conheciexímio tocador. Treinou-se a do por novos e velhos, por fazê-lo em simultâneo e nis- toda a população do Vale: so era único. Era tão especial ‘Janoto’. Porquê ‘Janoto’!?...

Porque a avó tinha a alcunha de ‘Janota’ por gostar de ir toda arranjada e bem vestida para as festas, toda ‘janota’. Amigo do seu amigo, como me confidenciava, há dias, com voz magoada, o Director do Rancho, Fernando Pelarigo, era simultaneamente uma pessoa sempre disponível para fazer o que lhe fosse solicitado. Antes de ingressar no Rancho, abrilhantava todos os bailes da freguesia e, há meses atrás, ainda o procuravam para animar convívios, e ele lá ia, com todo o entusiasmo, sem cobrar um cêntimo, apenas pelo prazer de tocar, de conviver, de conversar. Aos oitenta anos, teve a alegria de ver o seu nome ser dado, numa mais que merecida homenagem, à praceta onde se erguem as instalações do Rancho a que dedicou tão grande parte da sua vida e afirmou então gostar de deixar alguém que o seguisse, na difícil arte de tocar em simultâneo a harmónica e as tracanholas, mas que era uma aprendizagem difícil, cansativa e exigente, e que não via ninguém dos novos entusiasmado com a ideia. E a sua arte acabou por morrer com ele. Quinze dias antes de morrer, tocou toda a tarde na sede

do Rancho e, na madrugada de vinte e dois de Maio, deixou-nos para sempre. O Rancho Folclórico da minha terra ficou mais pobre. As gentes da nossa terra

sentem a sua falta, ‘Janoto’. A família, a quem prestamos as mais sentidas condolências, está de luto. O Folclore nacional também.

Finalistas do Liceu Nacional de Santarém de 62/63 reuniram-se em confraternização

Sob o lema “…Para trás ficam as recordações envoltas na bruma saudosa do passado, agora tão distante e, simultaneamente, tão intensamente perto: a memória de uma época ideal de sonho e fantasia” (B. Vintém, “O Mocho”, Fevereiro 1963), reuniram-se dia 22 de Maio, frente ao antigo Liceu, agora em obras, os finalistas do curso de 1962/63. Foi rezada missa na igreja do Seminário, evocando os finalistas já falecidos. Seguiu-se um almoço, em Malhou, durante o qual foi eleita a comissão para as comemorações dos 50 anos de curso. Alegria, evocação de aventuras passadas, antigas capas, o Mocho, fotografias que passaram de mão em mão e o prazer do reencontro pontuaram, uma vez mais, esta confraternização. O grupo promete reunir-se de novo, daqui a três anos. PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 28-5-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

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ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200101029843 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (1.ª publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes de HÉLIO MANUEL LUÍS PIRES, no estado de casado com Carmen Maria Rodrigues Pereira, com domicílio fiscal em Vale da Junqueira 2025-601 Gançaria – Alcanede Santarém, executado por reversão de NACIONAL PEÇAS COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA., para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 20 de Outubro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectiva (IRC), Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e Coimas Fiscais (CF), dos anos de 2001 a 2004, no montante actual de 12.259,37 j, sendo 8.542,22 j de quantia exequenda e 3.717,15 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Prédio urbano sito no lugar de Vale da Junqueira, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, composto de casa de habitação de rés-do-chão com cinco divisões e a área coberta de 62,50 m2, um alpendre com 29,00 m2 e um pátio com 56,70 m2. Confronta de norte com o próprio, de sul e poente com estradas camarárias e de nascente com Maria do Rosário. CARACTERÍSTICAS: Afectação: Habitação, Tipologia/Divisões: 4, Nº de pisos: 1, Área bruta privativa: 86,64 m2, Área bruta dependente: 29,00 m2, Área total do terreno: 149,20 m2, Área de implantação do edifício: 115,64 m2, Área bruta de construção: 115,64 m2. Inscrito na matriz no ano de 1958 sob o artigo urbano nº 2045. Descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 06279/ 20061122 – Alcanede. É depositário o executado que, nessa qualidade e depois de contactado na sede social antes mencionada, no cumprimento das suas obrigações o deverá mostrar aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 20 de JULHO de 2010, pelas 11,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 16.863,00 j , correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.229 – HÉLIO MANUEL LUÍS PIRES”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o executado, o seu cônjuge e os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos vinte e quatro dias do mês de Maio do ano de dois mil e dez. O ESCRIVÃO, O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Fernando Santos Morgado Jorge Manuel Sardinha Serra

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

A N Ú N C I O e ÉDITOS DE 20 DIAS

PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200801109138 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (2.ª publicação)

JORGE MANUEL SARDINHA SERRA SERRA,, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. A) DIAS Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 30 (TRINT (TRINTA) DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 3 do artigo 193º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), CARL CARLAA MARGARIDA CARVALHO LIMA LIMA,, no estado de solteira, com domicílio fiscal e última residência conhecida na Rua 16 de Abril – Alto do Bexiga N 111 2005-337 Santarém, de que contra ela corre termos o processo de execução fiscal acima indicado, por dívidas à Administração Fiscal provenientes de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) dos anos de 2007 e 2008, na A) DIAS seguintes quantia exequenda total de 1.280,46 j (Mil, duzentos e oitenta euros e quarenta e seis cêntimos), pelo que deverá, no prazo de 30 (TRINT (TRINTA) ao do final dos éditos, proceder ao seu pagamento, acrescido dos respectivos juros de mora e custas processuais, mediante guias que deverá solicitar neste Serviço de Finanças, podendo, no mesmo prazo, deduzir oposição à execução (art. 203º/ss, CPPT), requerer o pagamento em prestações (art. 196º/ss, CPPT) ou solicitar a dação em pagamento (art. 201º/ss, CPPT). Conjuntamente, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do CPPT, são citados os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executada para, no prazo de 15 (QUINZE) DIAS, findos os primeiros 20 (VINTE) DIAS dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do imóvel a seguir descrito, o qual foi penhorado em 2 de Novembro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado e sobre o qual tenham garantia real, Faz ainda saber que, se o executado ou outra pessoa por ele não fizer o pagamento no prazo dos éditos, no dia 11 de AGOSTO de 2010, pelas 11,00 HORAS, se procederá à sua venda judicial por meio de PROPOST AS EM CART PROPOSTAS CARTAA FECHADA (art. 248º/1,CPPT), com o valor base para a venda de 5.635,00 j, correspondente a 70% do valor atribuído, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). BEM A VENDER Prédio rústico denominado VALE LOURENÇO, sito na freguesia de Arneiro das Milhariças, concelho de Santarém, com a área total de 6.440 m2, composto de três parcelas com olival e cultura arvense em olival, figueiras e pastagem. Confronta de norte com Manuel Carvalhal, de sul com Manuel Carvalho, de nascente com estrada e poente com Joaquim Bento. Está inscrito na matriz rústica da freguesia de Arneiro das Milhariças sob o artigo nº 140 da secção L e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 01286/20011113 – Arneiro das Milhariças. É depositária a executada nos autos, a qual, depois de contactada no domicílio fiscal acima indicado e no cumprimento das suas obrigações legais, o mostrará aos interessados. As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, ser entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia PROPOST ARA A VENDA Nº 2089.2009.285 – CARL ”, bem como o anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOST PROPOSTAA PPARA CARLAA MARGARIDA CARVALHO LIMA LIMA”, preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto a executada e os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nº. 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos dezanove dias do mês de Maio do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS (Jorge Manuel Sardinha Serra)

O ESCRIVÃO, (Jorge Fernando Santos Morgado)


memória

Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

CORREIO CENTENÁRIO Kermesse na Avenida “Júlio Malfeito” No domingo Foi extraordinariamente concorrida a Kermesse que por iniciativa da direcção do Theatro Club Ribeirense se inaugurou, no domingo ultimo, na aprazível alameda da beira do Tejo. A apreciada Banda de Caçadores 6 tocou ali, das 6 ás 11 horas, deliciando o público com a execução superior de differentes trechos, abrindo com a marcha da Viuva Alegre que foi applaudida. O pavilhão para venda de sortes, simulando uma barraca em pinho encascado e sobreiro, com cobertura em bunho verde e sanefas de lenços estampados, produzia um bello effeito na sua simplicidade rustica, vendo se expostos centenares de objectos, alguns muito distinctos, confeccionados por senhoras de Santarem. Estiveram ali vendendo «sortes» as ex.mas sr.as D. Graziella Gomes, D. Bertha Carvalho, D. Adília Machado Rodrigues, D. Maria Cordeiro, D. Laura Souza, D. Eugénia Souza, D. Leopoldina Ferreira, D. Maria Ferreira, D. Maria Fragata, D. Maria Salgado, D. Irene Pereira, D. Hermínia Pato, D. Maria Pato, D. Ritta Freire, D. Anna Freire, D. Beatriz da Conceição, D. Beatriz Henriqueta, D. Bertha de Souza, D. Theodolinda Souza, D. America Fonseca, D. Bertha Ferreira, D. Maria da Conceição Freire e D. Etelvina da Silva. Os recintos das rifas dos bichos e da Tourada estiveram sempre animados, dando boa receita. A illuminação do pavilhão e rifas produzia excellente effeito, assim como a do corêto.

AMANHÃ Carvalhadas – Reabertura da Kermesse

Amanhã, 29 de Maio, realisa-se o tradiccional torneio das carvalhadas: jogo das fitas, surprezas e Estafermo e saltos em altura, tomando parte n’esta diversão muitos rapazes da nossa primeira sociedade. O local das corridas e na rua paralela à Avenida Júlio Malfeito. As senhoras offerecem lindas fitas como prémio aos corredores. Depois das cavalhadas reabre a Kermesse na Avenida, com o concurso das damas que no domingo ultimo tão gentilmente accederam ao convite que lhes foi feito para tal fim, tocando a apreciada Banda de Caçadores 6 que executará um programma ANÚNCIO DA SEMANA selecto. E’ de prevêr extraordinaria concorrencia amanhã, á Avenida da Ribeira. *** A direcção do Theatro Club Ribeirense solicita das pessoas a quem endereçou cartas, a gentileza de entregarem as suas offertas para a Kermesse na redacção do «Correio da Extremadura».

In: Correio da Extremadura de 28 de Maio de 1910

CORREIO DO RIBATEJO

CORREIO DE HÁ 50 ANOS «Vai surgir, pela sétima vez, a Feira do Ribatejo, um cometimento que alcançou a simpatia e o interesse nacionais galgando fronteiras a repercussão da sua real categoria» – confirma-nos o sr. dr. Luís Hilário Barreiros Nunes, presidente da Comissão Executiva da Feira. Após uma notável continuidade, vai surgir pela sétima vez a FEIRA DO RIBATEJO – um cometimento que alcançou a simpatia e o interesse nacionais, galgando fronteiras a repercussão da sua real categoria. A poucos dias da sua inauguração, quando os trabalhos ganham um ritmo tão intenso, febricitante mesmo, para que tudo esteja pronto na hora certa, a despeito das enormes contrariedades do tempo, impõe-se-nos uma referência da nossa sincera gratidão a quantos tão dedicadamente possibilitam, de algum modo, a concretização desta iniciativa. Por tantas facilidades concedidas como pelos auxílios prestados permita-se-nos aqui expressar o nosso reconhecimento ao Senhor Ministro das Obras Públicas, Secretário de Estado do Comércio, Secretário de Estado da Agricultura, como ao Senhor Presidente da Junta Distrital de Santarém, pelo subsídio que se dignou conceder-nos. Ao Senhor Governador Civil de Santarém, Brigadeiro Lino Valente, sem se poupar a esforços para ajudar e facilitar a nossa missão sempre com o seu incentivo entusiástico, justiça se impõe citar tão simpática e positiva ajuda. A’s Comissões que cooperam connosco, pois sem a sua colaboração mais exaustiva seria a nossa missão e, nalguns casos impossível de levar a cabo. A’ imprensa diária e regional que contribui tão desinteressadamente para o êxito e brilhantismo do certame. E, a quantos na sua modéstia ou no seu anonimato levam a expansão deste acontecimento, contribuindo também para que resulte à altura das responsabilidades e das melhores tradições, não esqueceremos a sua colaboração. Seja-nos também permitido aqui exaltar o alto patrocínio da Lavoura, do Comércio e da Indústria, afirmando uma presença e um contributo que tornam realizável a FEIRA DO RIBATEJO. A lavoura, não obstante as vicissitudes e tantas dificuldades que cada vez mais dificultam os seus objectivos próprios, jamais deixou de proporcionar-nos a sua valiosíssima ajuda de toda a ordem, concedendo-nos a presença de todos os elementos de que dispõe para que a Feira, através do variado e cobiçado mostruário dos valores que dispõe, possa patentear o cunho e características da nossa região na figura varonil do campino e nos jogos de destreza, de domínio de que tão exuberantemente alardeia, numa afirmação inegualável de beleza. A’ indústria, afirmando de forma progressiva todas as suas possibilidades, que tanto valorizam o certame e ao Comércio sempre generoso na sua contribuição, esquecendo as suas notórias dificuldades. A todos que porventura não foram citados mas que esta Comissão bem reconhece quanto tornam de grandiosa a Feira do Ribatejo, apenas com as Ex.mas Entidades para o maior engrandecimento do nosso querido Ribatejo, – o nosso sincero e muito obrigado. ANÚNCIO DA SEMANA Luís Hilário Barreiros Nunes Presidente da Comissão Executiva da Feira do Ribatejo In: Correio do Ribatejo de 28 de Maio de 1960

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cultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Arquitecto Amílcar Pinto recordado hoje e amanhã em Santarém O arquitecto Amílcar Pinto é recordado hoje, sextafeira e amanhã, sábado, em Santarém, no âmbito das celebrações dos 120 anos do seu nascimento. Hoje, sexta-feira, às 21h30, será inaugurada a exposição “Um Arquitecto na Província”, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, seguida de “Intervenções sobre a cidade de um arquitecto na província”, pelo arquitecto José Ma-

Semana Africana encerra manhã em Santarém A cultura africana está desde terça-feira em destaque no Bar Galeria do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. Desde esse dia têm decorrido várias actividades culturais numa organização da disciplina de Literatura Africana dos Países de Expressão Portuguesa da Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS) com o apoio da Câmara Municipal de Santarém e Círculo Cultural Scalabitano. O evento abriu as suas portas dia 25, às 17 horas, com a inauguração de uma exposição de artesanato e pintura sobre África, dos alunos da UTIS. O sabor a África continuou depois, noite dentro, com o Coro do Círculo Cultural Scalabitano, evocando o Dia de África. Na quarta-feira, o dia foi dedicado à dramatização de contos africanos para as crianças dos Jardins-deinfância e escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho. A festa prosseguiu ontem, quinta-feira, com uma noite de poesia e projecção de diapositivos comentados sobre África, às 21 horas. A Semana de África termina amanhã, sábado, dia 29, às 21h30, com um espectáculo com o Grupo Charruas.

nuel Fernandes e pelo professor Rui Braz Afonso. Amanhã, sábado, 29 de Maio, às 15h30, a Casa do Campino, será o ponto de encontro para uma visita guiada pelas obras de Amílcar Pinto na cidade de Santarém, com a orientação dos arquitectos Rodrigo Pessoa e Tiago Soares Lopes e do historiador José Raimundo Noras, com o final previsto para as 17h00 na Sala de Leitura Bernardo Santareno.

Marionetas de papel e banda desenhada no Dia Mundial da Criança em Santarém O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, recebe dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), às 14 horas, o espectáculo de teatro “KRAFT” pelo grupo Bombalina de Valência, Espanha. Trata-se de um espectáculo de marionetas de papel, cujo guião e direcção cénica é de Jaume Policarpo. Ao palco vão subir os actores Óscar Jareño, Merce Tienda, Vicente Arlandis e David Durán. Também no Dia Mundial da Criança é inaugurada, às 10h30, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, uma exposição de banda desenhada de José Abrantes, pseudónimo de José da Piedade de Lencastre e Távora. Ilustrador, autor de banda desenhada e editor por-

Grupo Bombalina, de Valência, vai estar dia 1 de Junho no Sá da Bandeira

tuguês, José Abrantes celebra este ano 35 anos de carreira.

A exposição pretende divulgar o trabalho que faz parte do imaginário infan-

to-juvenil de muitos de nós e permanecerá patente ao público até 30 de Junho.

José Pedro Gomes traz comédia ao Cartaxo José Pedro Gomes sobe ao palco do Centro Cultural do Cartaxo, amanhã, sábado (dia 29), às 21h30, para interpretar a comédia “Vai-se Andando”, encenada por António Feio. Depois do espectáculo “Coçar Onde É Preciso”, apresentado em 2005, José Pedro Gomes continua a tentar perceber o que faz de nós um povo tão especial. Para ele, são os pormeno-

res que nos distinguem dos outros povos. E é sobre os pormenores que José Pedro Gomes se volta a debruçar, com a ajuda de textos humorísticos de portugueses como Alberto Gonçalves, Eduardo Madeira, Filipe Homem Fonseca, Henrique Dias, Luísa Costa Gomes, Marco Horácio, Nilton, Nuno Artur Silva, Nuno Markl. Com o seu habitual hu-

mor corrosivo, José Pedro Gomes promete abordar questões como, por exemplo, o que leva os portugueses a conseguir fazer coisas que mais ninguém faz? O que faz de nós melhores ou piores do que os outros? Quais são as pequenas arestas a limar para ficarmos perfeitos? ”Vai-se Andando” vai dar as respostas a estas “questões tão pertinentes”.

Trio de Cláudia Franco nas Noites de Jazz do Cartaxo Do jazz aos cant´autores portugueses, da música popular brasileira a uma aproximação mais erudita. É este o ambiente musical criado pelo trio de Cláudia Franco, que regressa hoje, sexta-feira (dia 28), pelas 22h30, ao Cartaxo para mais uma participação nas Noites de Jazz do Centro Cultural. Através da mistura de vários estilos musicais, o grupo oferece a sua identidade a temas dos seus compositores favoritos, tais como Edu Lobo, Carlos Bica, Radiohead, António Carlos Jobim ou Kenny Wheeler. Cláudia Franco é uma cantora da nova geração do panorama jazzístico português, com formação no Hot Clube de Portugal e a frequentar, actualmente, a Escola Superior de Música de Lisboa. Ao Cartaxo, irá acompanhada pelo piano de Sérgio Rodrigues, que já trabalhou com Joe Fonda (USA) e Luciano Pagliarini (Itália), e pelo contrabaixo de João Custódio, que tem vindo a colaborar em vários projectos de Manuel João Vieira.

Os Deolinda, dia 5, em Torres Novas Os Deolinda apresentam a 5 de Junho (21h30) no Teatro Virgínia, em Torres Novas, “Dois selos e um carimbo”, o seu novo álbum. A voz é de Ana Bacalhau; a composiç ã o , textos, guitarra clássica e voz de Pedro da Silva Martins; contrabaixo e voz, Zé Pedro Leitão; guitarra clássica, ukelele, cavaco, guitalele, viola braguesa e voz, Luís José Martins. O grupo esteve em estúdio a gravar o novo álbum, lançado no início do mês.


cultura

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Fernando Rolim homenageado em Santarém A homenagem a Fernando Rolim, promovida pelo Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra do Centro Cultural Regional de Santarém, teve dois actos. O primeiro, à tarde, no Fórum Mário Viegas, o segundo, à noite, com a Serenata no belíssimo cenário do Convento de S. Francisco. Para além do Grupo anfitrião, actuaram os Grupos, “Campa Rasa”, “Raízes de Coimbra” e “Guitarras de Coimbra”, num total de 28 músicos e cantores, virtuosos intérpretes da canção tradicional da cidade dos estudantes. Com muitos amigos e admiradores do homenageado. De perto e de longe, chegaram mensagens, a enaltecer as qualidades de Fernando Rolim, distinto médico pediatra, personalidade humanista com vida cheia, um dos mais consagrados cantores de Coimbra. Sala cheia, plateia atenta, ambiente carregado da mística coimbrã. O abraço entre Santarém e Coimbra. Pelas arcadas de S. Francisco, ecoaram alguns dos mais belos fados da sua história. Fernando Rolim encerrou a Serenata, com “Estrelinha do norte” e “Tive um só amor na vida”. E choveram as lembranças: Associação Académica de Santarém (cachecol do clube), e Círculo Cultural Scalabitano/ Orquestra Típica (barrete verde de campino), em cuja vida cultural Rolim participou, Grupo de Guitarra e Canto de Santarém (foto de Serenata no Largo do Seminário), flores do Centro Cultural Regional, livros da Câmara de Almeirim,

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“Mataram o Sidónio!”

Francisco Moita Flores regressa ao local do crime

Fernando Rolim (ao centro, na foto em cima), foi homenageado no Centro Cultural de Santarém e à noite, com uma serenata, no Convento de S. Francisco

terra onde viveu e donde vinha de bicicleta para o Liceu de Santarém. A Câmara de Santarém, que apoiou a iniciativa, distribuiu publicações ao homenageado e aos Grupos participantes. “Feiticeira”, o

tema de Ângelo Araújo, que Fernando Rolim interpreta como ninguém, foi a apoteose. Com todos os participantes no palco, ouviu-se um estudantil FRA, e cantou-se num coro sentido, “Coimbra tem mais

encanto na hora da despedida”. Noite mágica, envolta no negro das capas de gerações de estudantes, unidos por um sentimento de gratidão, amizade e solidariedade. Vicente Batalha

Um bom livro é um bom amigo Começo por afirmar que a leitura é um bálsamo Maria Fernanda Barata s a l u t a r para alimento da alma de quem quer saber sempre mais. Ler é indispensável para a conservação da nossa saúde mental, mesmo que o avançar dos anos nos alerte para a velhice. Mas, a velhice não deve ser sinónimo de entorpecimento do espírito e, evitar esse entorpeci-

CORREIO DO RIBATEJO

BAÚ DE

RECORDAÇÕES mento, está na mão de cada um de nós. Sabemos todos que um bom livro é o melhor companheiro nas boas e nas más horas.

Quando alguém perde o gosto e o interesse pela leitura, perde um bem precioso e inestimável, tão importante para uma vida plena, esclarecida e até, feliz. Tudo isto vem a propósito do livro que acabo de ler “Vozes do Ventre da Lua” da autoria do Dr. José Miguel Noras, com o prefácio de José Saramago, prémio Nobel da Literatura. Bastará ler o prefácio deste ilustre Escritor para saber que, antes da sua leitura, tinha nas mãos um livro cheio de interesse, digo mesmo, de sabedoria.

Este livro, reunindo trinta e oito textos de opinião sobre diversos assuntos da realidade portuguesa, é o espelho do que fomos, do que somos, e do que queremos ser no futuro. “Vozes do Ventre da Lua” ensina-nos muitas “coisas”, surpreende-nos e encantanos de uma forma particular. Parabéns, bom Amigo, Dr. José Miguel Noras, por nos dar o prazer de uma leitura tão saudável e enriquecedora. Um cumprimento ao leitor.

Sidónio Pais foi assassinado, em Dezembro de 1918, na Estação do Rossio, em Lisboa. Noventa e dois anos depois, Francisco Moita Flores regressa ao local do crime para apresentar o seu novo romance, intitulado “Mataram o Sidónio!”, editado pela Casa das Letras. A apresentação do livro será feita dia 1 de Junho, por Ramalho Eanes, ex-Presidente da República. O romance desenvolve-se em torno do assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, envolto em mistério. “Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918”, refere a sinopse do livro, onde lemos ainda: “Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados (…)”.


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educação

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Isla de Santarém debate “Novas Oportunidades” como “desafio de aprendizagem ao longo da vida” Dezenas de Centros de Novas Oportunidades oriundos da região de Lisboa e Vale do Tejo, da região Centro e Costa Oeste e do Alto Alentejo participaram no 3.º Seminário “Novas Oportunidades – O desafio da Aprendizagem ao Longo da Vida” que decorreu dia 19 de Maio, em Santarém. Durante a manhã, na sede do ISLA/Santarém, as equipas dos centros participantes discutiram estratégias e metodologias. Foram analisados temas como qualidade e maturidade organizacional nos centros; orientação vocacional nos centros e, por fim, validação das competências nos portefólios reflexivos de aprendizagem, tanto no nível básico como no nível secundário. Durante a tarde, no Teatro Sá da Bandeira, o programa foi aberto a toda a comunidade. A primeira sessão consistiu numa mesa redonda, simulando o formato televisivo, no qual intervieram Bravo Nico, avaliador externo da Agência Nacional para Qualificação (ANQ); Francisca Simões, directora de departamento da ANQ; Hugo Caldeira, consultor da equipa avaliação externa da Universidade Católica; Ana Cláudia Fonseca, formadora do CNO do IEFP de Santarém; Diana Quitério, técnica de diagnóstico e encaminhamento do

Acção de sensibilização sobre segurança infantil dia 1 de Junho em Torres Novas

Grupo de trabalho sobre validação de competências ao nível do secundário

CNO/Escola Secundária de Valongo e Maria Manuel Durão, coordenadora do CNO/ISLA, numa sessão moderada pelo jornalista da RTP Vasco Trigo. Todos os oradores foram unânimes na defesa da qualidade deste projecto e da importância social da sua realização, salientado ainda que a maior visibilidade social dos processos de reconhecimento e validação de competências deverá trazer consigo o fim de alguns preconceitos existentes em certos quadrantes da sociedade. Maria Durão, coordenadora do CNO/ISLA de Santarém, destacou que este tipo de iniciativas, para além de todas as valências que propiciam, “ajudam a

dar a conhecer, ao todo social, a forma de funcionamento dos Centros de Novas Oportunidade, bem como do processo de reconhecimento e validação de competências”. Ainda nessa tarde, Cláudia Neves, investigadora da Universidade Nova Lisboa, abordou a temática da “Aprendizagem ao Longo da Vida na União Europeia: análise comparativa das estratégias de cinco Estadosmembros” e os resultados do seu trabalho de pesquisa. Já Joaquim Luís Coimbra, professor da Faculdade de Ciências de Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) realçou que “a aprendizagem não decorre de experiência, mas antes da sua transformação e re-

construção numa atitude reflexiva”. Seguiu-se um debate em torno do programa Novas Oportunidades, sendo desconstruídas muitas das críticas provenientes de alguns sectores políticos. No encerramento do Seminário foram entregues diplomas a duas dezenas de adultos que concluíram com êxito o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências no CNO/ISLA de Santarém. Entregaram os diplomas aos recém-formados, Maria do Carmo Gomes, vice-presidente da ANQ; Luísa Féria, vereadora da Educação da Câmara Municipal de Santarém e Maria Manuela Madeira, administradora do grupo UNISLA.

A Divisão de Educação da Câmara Municipal de Torres Novas promove a 1 de Junho (terça-feira), uma acção de sensibilização sobre segurança infantil que decorrerá no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, pelas 21h30m, tendo como entidade formadora a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil. Esta acção, segundo a organização, destina-se sobretudo a pais, encarregados de educação, professores, educadores de infância, assistentes operacionais da área da educação e monitores e surge com a necessidade de “reduzir o número e a gravidade dos acidentes e das suas consequências nas crianças e jovens em Portugal, mostrando aos pais e profissionais de educação como podem estar mais atentos a esta temática e como evitar ou minimizar situações de risco,”, refere a Divisão de Educação da Câmara Municipal de Torres Novas.

Vale da Pedra tem nova creche As portas da nova creche de Vale da Pedra abriramse dia 23 de Maio, para que toda a população do concelho pudesse conhecer as características deste espaço, que terá capacidade para receber 66 crianças, a partir do próximo mês de Setembro. A cerimónia de inauguração aconteceu no dia em que a freguesia comemorou o 22.º aniversário e contou com a presença do bispo de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues, dos presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Caldas e Paulo Varanda, respectivamente, outros autarcas locais e representantes de instituições sociais. Joaquim Edgar Oliveira, presidente da Associação Comunitária de Vale da Pe-

Joaquim Edgar Oliveira, Paulo Caldas e D. Manuel Pelino

dra (ACVP) e presidente da Junta de Freguesia, considerou a nova creche “um equipamento especial”,

para uma freguesia em franco crescimento. O tempo de concretização da obra – cuja primeira pe-

dra foi lançada a 14 de Dezembro de 2008 – foi um dos aspectos positivos realçados por Joaquim Edgar Oliveira, que enalteceu a colaboração da Câmara Municipal, Segurança Social, PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais) e elementos da ACVP, “sem a qual esta obra não seria possível concretizar, em tão curto espaço de tempo”, reforçou. O presidente da ACVP anunciou ainda que a nova creche irá entrar em funcionamento no início do próximo ano lectivo e que estão já inscritas 45 crianças – um número que leva Joaquim Edgar Oliveira a perspectivar que em Setembro a lotação do equipamento já esteja perfeita-

mente preenchida. Paulo Caldas demonstrou uma grande satisfação no empenhamento de todas as entidades e colaboradores na concretização da obra e afirmou que “foi a sua força, coragem e determinação que motivou a criação deste equipamento, que vai permitir às crianças crescer com uma maior qualidade de vida”. Para o presidente da Câmara, esta concretização é “o exemplo do caminho que deve ser seguido”. A estrutura do edifício – interior e exterior – está praticamente concluída, faltando terminar a integração do mobiliário. A creche irá ser frequentada por 30 crianças da classe dos 2 anos, 20 da classe de 1 ano e 16 em idade de berço. A nova creche represen-

tou um investimento global de cerca de 600 mil euros, assegurados pelo PARES e pela Câmara Municipal do Cartaxo. Depois de contactarem com a nova valência, autarcas e munícipes conheceram ainda o novo parque infantil e o novo mini-campo relvado, construídos ao lado da nova creche e junto da sede da ACVP, que vão permitir ocupar, de forma saudável, a comunidade infanto-juvenil da freguesia de Vale da Pedra. Seguiram-se a homenagem, a título póstumo, de alguns fundadores do Centro Social e do Clube de Futebol da freguesia, animação musical e um lanche ajantarado, iniciativas integradas nas comemorações do aniversário da freguesia.


opinião Do novo e do velho… este um dilema eterno que actualA. Pena Monteiro mente nos assola com maior frequência do que se poderia, à partida e em princípio, supor. E todavia, assim ocorre no espaço da nossa cidade e do nosso concelho, um perímetro onde a insuficiência das estruturas económicas determina níveis de desemprego crescentes, indesmentíveis nas estatísticas oficiais. As mesmas incapazes de, no mesmo tempo, explicitar a evolução da realidade demográfica pelo que, em rigor, desconhecemos a realidade populacional de Santarém e o seu comportamento em face do contexto de crise. Por extensão, desconhecemos em rigor, e em tempo real, a capacidade produtiva, directamente associada à disponibilidade de factores diversos como capitais, mão de obra, tributação, acessibilidades, poder de compra, entre outras. Ora, assim não estranhemos que, se por um lado, a crise

Tivemos uma semana inesquecível para muitos PortuAntónio Madeira gueses. No Domingo, tivemos a histeria colectiva que Jesus, O Jorge, promoveu em todas as rotundas do País, levando os jovens e os velhos, benfiquistas, para a rua, num pretexto para esquecer as agruras do dia a dia. Afinal, o Benfica tinha ganho o Campeonato, feito que não se repetia há 4 anos. E como tal, o País rejubilou (ou pelo menos 6/ 10 do País). Eu, que não sou da cor, aceitei com fair-play a festa, esperando pelo próximo ano em que já sem Jesualdo e alguns argentinos, certamente daremos mais luta e vamos vencer a armada de Jorge Jesus. Seguidamente, tivemos a visita do Papa, Bento XVI, que se revelou uma agradável surpresa para todos, penso que inclusive para a sua Igreja. Foi uma visita histórica, para o povo cristão, neste País católico, que os políticos querem fazer “laico”. De facto, a visita começou com as suas breves palavras, mas muito fortes, sobre os escândalos da

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O maravilhoso da Feira afecta a economia regional, por outro, as consequências a médio prazo da crise agravam-na no mesmo contexto geográfico e o concelho tende a persistir nas perdas… Essa a nossa situação, não muito diversa de parte substancial das outras regiões do nosso país, todavia, nem todas como sabemos, se tivermos em consideração os padrões de crescimento alcançados no Alentejo, onde a identidade regional cumpre foros de marca onde cabem desde a produção de vinho ao turismo de qualidade, passando pela projecção da gastronomia e do património histórico. Tudo isso tem sido Alentejo, e por tudo isso o mesmo Alentejo cresce a olhos vistos… dentro e fora do país. Mesmo no Ribatejo, veja-se o exemplo bem sucedido da Golegã, paradigma notável da projecção identitária regional, onde não se contemporiza em comprometer a imagem construída com a sedução ao novo, no senti-

do estrito do termo, por maiores que avultem as vantagens na adesão a novos públicos ou a novos interesses. Dir-se-ia um caso de fusão meticulosa e bem sucedida entre a modernidade e a tradição num espaço, confluência que resulta numa consolidação sustentada. Tratam-se assim de dois exemplos onde a tradição, sustentada ou recuperada, desempenhou a função essencial de traço diferenciador, basilar para o progresso, mais expressivo no Alentejo, como sabemos. Todavia, as tradições também se inventam; e veja-se a lição, assaz feliz, veiculada por Óbidos, com o seu Festival do Chocolate, cujo êxito se mediu pelo alargamento do prazo do certame ocorrido em épocas de reduzida apetência para as actividades ao ar livre, um factor que não inibe a larga afluência de público ao recinto da vila para conhecer o novo e o antigo sob a forma de chocolate. Pois, e nós? Certamente

que, em vésperas de uma nova edição da Feira Nacional de Agricultura que também é do Ribatejo, a dúvida assume uma pertinência muito especial ou não fosse este certame um acontecimento de projecção nacional mas, simultaneamente uma afirmação de força alcançada por Santarém. Refira-se que sê-lo-á actualmente muito menos quando comparado com a vitalidade revelada nas décadas de 60, 70 e 80. Dirme-ão consequências da maior concorrência no sector ou da perda de competitividade do mesmo; talvez. No entanto, eu apelo ao Estimado Leitor para uma leitura rápida da publicidade da Feira deste ano, não diversa da promovida em 2009, nos jornais da nossa terra; exercício imediato de conclusão óbvia sobre as opções de promover o novo, ou novíssimo em detrimento de outros factores cujo peso tendem a decrescer no contexto da imagem da Feira Nacional da Agri-

cultura e da Feira do Ribatejo. E no entanto, também gostaria de saber quais são os sectores da agricultura nacional que se revêem na mesma publicidade, pouco ilustrativa do Ribatejo, mas também pouco reveladora sobre as virtualidades da agricultura praticada em Portugal que se fará, expectavelmente, representar no certame agrícola. Desta feita, ficamo-nos pelo cartaz dos espectáculos (em tudo semelhante ao do ano anterior) o qual, saliente-se, será de grande aceitação junto de públicos específicos, ou seja, os do ano transacto. Mas apenas esses, pelo que, também nesta matéria, Santarém parece abdicar do propósito de cativar novas atenções, sob a forma de novos públicos, quiçá os menos interessados no novíssimo; mais afeitos ao antigo, à tradição, ao património artístico, gastronómico, cultural, valores cuja perenidade subsiste às vontades do mercado e, como vimos, muitas vezes as de-

termina. Por incrível que pareça, e desgoste, Santarém parece ambicionar o comezinho e deslumbrar-se pelas virtudes do novo, do fácil, do imediato; estranhamente, ou talvez não, uma vez que é sempre mais fácil começar do princípio do que manter ou ajustar uma orientação, um património, uma ideia. E em tempos onde o novo adquiriu estatuto de constância no discurso sobre a cidade, quiçá nova para alguns, Santarém parece ter perdido a capacidade do arrojo o que lastimamos. Não por desmerecer na competência dos artistas contratados, ou nas boas intenções da organização da Feira. Tão só pela oportunidade perdida de mostrar ao país a cidade e as suas aptidões; perda tão mais sentida quanto o momento é de crise, logo de necessidade. Mas enfim, haja Buraka Som Sistema e o resto, logo se vê se não ficamos caquéticos de tão novíssimos…

mais desprotegidas da Sociedade e para a dita classe média. Será que estão preparados? As últimas sondagens que continuam a dar a maioria ao actual PS indicam que não. Importa perceber que a Europa não nos vai poder emprestar mais, porque não tem. Nasceram novos impérios a Oriente e a Sul na ultima década que produzem mais, com menos. Como tudo na Vida tende para o equilíbrio, os países do Norte (EUA e Europa) vão ter que diminuir o seu nível de Vida (no qual se inclui o Estado Social, infelizmente) para equilibrar com os custos e elevadas produtividades das novas potencias que nasceram e passaram a concorrer no Mundo Global, (Índia, China, Brasil). Nestes tempos de re-ajustamentos, quais tremores de terra, existem convulsões sociais. Que a experiência anterior nos ajude a evitar as mais fortes (Guerras Mundiais). O papel da Igreja nestes tempos modernos é muito importante. Pode ser o Oásis onde as pessoas

se refugiam e lhe dêem forças para viver os ajustamentos que ainda não são sentidos, apenas ouvidos. Como? Na minha modesta opinião, com menos retórica e mais teologia. O Povo de Deus quer ouvir a Mensagem de Deus, mas como ela é “difícil”, cabe ao clero descodificá-la, adaptá-la aos tempos actuais e ao grau de preparação de cada Assembleia. Na era do “fast-food” o alimento de Deus também que ser simples, pré-preparado e fácil. À Missa não se deve ir porque é socialmente “BEM” mas porque “NOS FAZ BEM”, alimenta o nosso EU ouvir a Mensagem de Deus, a Teologia, os Profetas, a explicação do Novo e Velho Testamentos: a ideia geral de que temos que ser bons e não pecar durante a semana, já não chega como Mensagem. Como em todas as crises sociais, a Igreja pode ser uma ilha onde os náufragos querem estar. Será que a Igreja de hoje é capaz de o ser? Bento XVI fez-me acreditar que sim.

Para onde vamos?

De Jesus a Bento XVI pedofilia, onde reconheceu a sua existência e que a justiça deveria estar presente, que os padres pedófilos são homens, pelo que merecem o perdão da Igreja, conforme a mensagem de Deus, mas têm que responder perante a justiça dos Homens. Foi um discurso que abafou o assunto e não mais se falou no mesmo. Abriu o caminho para a passadeira que os portugueses estenderam para a sua visita. Sobre a adesão dos portugueses, basta ver o que se passou em Lisboa, Fátima e depois no Porto, num crescendo de entusiasmo. Reconheço que a má imprensa deste Papa e o facto de ter sucedido a João Paulo II, um gigante em relações humanas, prejudicaram a forma como o via. Uma figura distante, tímida, que se via à janela, em Roma, sem grande emoção ou empatia. Para mim a sua vinda a Portugal, onde os portugueses “de primeira” tiveram tolerância de ponto e os portugueses “de segunda” o puderam ver na TV, no final do dia de tra-

balho, foi muito importante. Rezei o terço com ele, e emocionei-me (como sempre) com a procissão das velas e a procissão do Adeus. Afinal o Papa ri, tem uma lucidez extraordinária para a sua idade e cansa-se como nós. É o Pastor. É a referência para todos os católicos. É um digno sucessor de Pedro. Estas coisas não estão escritas, são sentidas e de facto no intimismo da minha relação com as suas palavras, com o seu sorriso e com o seu braço no ar, senti que este Papa é um bom Papa. Que Deus o Abençoe nesta árdua tarefa de guiar o seu rebanho numa Sociedade onde cada vez há menos Bom Senso, Valores e Responsabilidade. Nestes tempos de CRISE, onde os gastos sumptuosos e o crescimento fácil do Estado, que dão votos aos partidos do Sistema (PS, PSD), vão deixar de ser pagos pelo crédito (estrangeiro) e vão passar a ser pagos pelo nosso bolso, com aumento de impostos, mais desemprego e tudo o mais

que por aí vem, as pessoas estão inseguras, com receio, cansadas das notícias e do desnorte que impera. Dirão umas, estou inocente, não sou político, nunca fui e não usufruí das vantagens do Sistema. Que interessa. O sistema é cego e vai cobrar a todos. Afinal todos votamos e todos temos o Sistema que merecemos. Como dizia um autarca, que interessa o custo das Festas e do despesismo, sem retorno: a auto-estima da cidade não tem preço. Afinal tem e vai ser pago. Está a chegar a hora das contas. Será pena porque quem vai pagar não será certamente quem mais beneficiou do despesismo. Está a acabar o tempo dos filósofos, historiadores, advogados que punham em primeiro lugar o seu bem-estar, dos amigos e as políticas gastadoras que satisfazem um povo sedento e desejoso de Consumo e de Festas. Os Credores Alemães, Americanos vão impor a era dos Economistas. A lei dos economistas, a frieza dos números, vai ser dura para as classes


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reportagem

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Dois peregrinos escalabitanos rumaram a Fátima… pelo Benfica campeão

“Obrigado, Jesus!” Diz o povo que política, religião e futebol não se discutem. Num debate de café, porém, não raras vezes o ilógico impera, e dois jovens de Santarém, em Setembro de 2009, ousaram desafiar essa máxima: por um Benfica campeão, armaram-se em políticos e desfizeramse em promessas; depois, finda a temporada, reformaram-se do ateísmo e entregaram-se a Jesus. “Ao Jorge, está claro”. Era tudo uma questão de tempo. O do relógio, ensonado, estava hesitante, dividido entre meia-noite e meia hora; o lá de cima, ao cuidado de S. Pedro, parecia decidido: aquela noite de Maio seria de temporal, e o melhor era nem sair de casa. “Que se lixe”, pensaram. Mais tarde ou mais cedo, a promessa teria de ser cumprida, e, se um benfiquista não tomba com pedras e bolas de golfe, também há-de ser à prova de água. Pés assentes no asfalto, corpo lançado para a frente, e a mente… em contra-mão: inevitavelmente, palmilhados os primeiros metros, a génese da aventura assaltou a memória de Sérgio e Artur (nomes fictícios, por decisão dos protagonistas, temerosos pela durabilidade dos seus empregos). Desbobine-se, então, a fita até ao início: alturas houve em que Artur, debilitado e descrente, necessitava de ver a luz. Na verdade, até costumava vê-la, mas usualmente mortiça e intermitente. Uma Luz a precisar de um génio que lhe mudasse a lâmpada: “Estava desiludido com a quantidade de treinadores que falharam no Benfica, e, na minha opinião, este também não duraria até Dezembro. O Sérgio, que ama o Jesus, lançou-me o desafio de sacrificarmos o corpo numa caminhada, caso eu me enganasse e o título, esta época, fosse mesmo uma realidade. Aceitei de pronto, porque era isso que eu mais desejava”, relata. Em Fátima, desaguam tradicionalmente os rios de promessas chorados pelo reino católico, pelo que, dado o ateísmo destes dois caminhantes, a selecção do destino regeu-se exclusivamente por imperativos simbólicos. “Por mim, tínhamos ido a pé à Amadora”, assevera Sérgio, explicando que esse, sim, “representa o verdadeiro berço de Jesus”. Afinal de contas, foi aí que nasceu o técnico encarnado, a 24 de Julho de 1954.

Di Marias à esquerda da estrada

A data escolhida foi, para eles, a ideal, apesar das ameaças climatéricas (que, “gra-

O amor ao Benfica ajudou a encurtar um percurso que parecia interminável

ças a Jesus!”, não vieram a fazer mossa). Tudo porque, nesta noite, já não há congestionamento de tráfego… nos passeios. O 13 de Maio foi-se há dois dias, e levou Bento XVI à boleia. Nada que motive lamúrias nas duas águias peregrinas: “Já somos crescidos de mais para nos alimentarmos de papa. Preferimos buscar energias em algo mais consistente, como é o caso do nosso amor ao Benfica”, explica Sérgio, enquanto compõe o indispensável colete reflector. A passada iniciou-se pujante, ao estilo de Di Maria, sempre pelo flanco esquerdo da via, como recomendam os compêndios do bom peregrino. Sérgio, para agudizar o sacrifício, optou por um calçado de sola frágil (umas clássicas All Star), dispensando o recorrente recurso a cajados. Quando muito, buscaria amparo no seu imaginário, recriando o pau da bandeirola que testemunhou de perto o canto divino cobrado por Aimar, que redundaria no golo do título. Nas bocas de ambos, bem abertas, respeitando o protocolo segundo o qual Jorge Jesus percorreu toda a via sacra do bem sucedido campeonato nacional, seguia a indispensável pastilha elástica, mascada com o arreganho dos obstinados. Driblada a Póvoa de Santarém e aplicado um instintivo golpe de rins à Torre do Bispo, rapidamente os dois viajantes se acercaram das imediações da área de Pernes, onde aproveitaram para, junto a um banco de jardim, simular um derrube grosseiro, quedando-se logo aí, durante dez minutos, num necessário retempero de energias. “Pernes para que te quero”, teriam exclamado, se o fôlego o permitisse. Eram 04h30 da manhã.

“Estamos a andar a uma excelente média de seis quilómetros por hora”, pavoneava-se Artur… instantes antes de se reerguer. Retomado o trilho traçado, de imediato se apercebeu de que a paragem fora fatal para a integridade muscular: aquela asa esquerda electrizante que dinamizou os vinte e quatro quilómetros da primeira etapa havia sido substituída no intervalo. Agora, no seu lugar, surgiram intérpretes algo trôpegos, arrastando-se num coxear envergonhado, infrutuosamente disfarçado pelo orgulho. Artur, ferido por um quotidiano sedentário, progredia claramente em jeito de Mantorras, ao passo que, um pouco mais atrás, Sérgio dava laivos de Peixoto, seguindo num ritmo lento, mas regular (com a dramática particularidade, porém, de o seu telemóvel permanecer órfão do contacto de Diana Chaves). Daí para a frente, a cada passo, encurtava-se o caminho, mas aumentava… o desânimo.

de peregrino e recuperarem a aparência rotineira, envergando… camisolas oficiais do Benfica, pois claro. Nas costas de Artur, a inesperada titularidade concedida a Nuno Gomes como que simboliza o insuportável desejo de tornar a encontrar um banco para repousar. Sérgio, por sua vez, optou pelo jersey do antigo defensor paraguaio Rojas, uma escolha que, como explica, visou “potenciar metaforicamente o grau de dificuldade da caminhada”, uma vez que, na sua óptica, “o indivíduo em causa possuía vagas noções de locomoção”. As ruas iam-se enchendo paulatinamente de vida, contrastando com o desfalecimento, numa cadência sobejamente mais acelerada, dos dois jovens extenuados. A íngreme e tenebrosa subida

do Covão do Coelho, logo a seguir a Minde, já se avistava no horizonte, e, no entender de um deles, havia que proceder a alguns abastecimentos estratégicos de combustível, mal abrissem… os cafés. “Tudo isto seria muito mais fácil se o Sérgio não parasse constantemente para beber minis”, lastima-se Artur, irado com o facto de, por força desses períodos de refrescamento, sentir os músculos a arrefecer, para não falar dos embaraços sofridos ao se ver ultrapassado, amiúde, por peregrinos a raiar a terceira idade. Num desses estabelecimentos, já nos Casais Robustos (nas imediações de Minde), os aventureiros chegaram a merecer um convite para saborearem um porco assado numa festa local, organizada precisamente para festejar o título do Benfica! Infelizmente, nessa tarde, a carne do porco não era a única pronta a assar: derrotado por uma incómoda fricção em territórios proibidos, Artur, pela segunda vez em poucas horas, ponderou dramaticamente o abandono. Valeu-lhe uma miraculosa peúga, estrategicamente acondicionada, que voltou a dar asas ao sonho…

Eis o(s) Santuário(s) A partir daqui, cada placa indicadora de localidade era festejada com recurso a verborreias que desaconselham publicação. Na tão receada subida do Covão do Coelho, promoveu-se, pela primeira vez, uma viragem de flanco: de facto, nada como incorporar a robustez de Ramires quando nos vemos negros para avançar um par de metros que seja. “Foi horrível”, desabafou Artur, após o martírio desses três ou quatro intermináveis quilómetros: “Mas o Benfica vale o esforço”.

Era preciso meter gasolina...

09h40. Com a chegada a Alcanena, surgiram os primeiros fantasmas anunciadores de desistência. Artur, desolado, percebia que todo o seu corpo deveria estar autorizado a torcer pelo Benfica… menos os tornozelos. Felizmente, algumas massagens atabalhoadas recauchutaram as ossadas danificadas, salvando Sérgio de enveredar por uma marcha solitária: “Se esperava por ele, desportivamente? Não sei… Tal como Jesus nos ensinou, o fair play é uma treta!”, provoca, com sorriso mordaz. A luz solar decretou o fim da linha para os coletes. Agora, era hora de os dois caminhantes despirem a máscara

Já em Fátima os dois caminhantes tombaram de joelhos, orando... a Jesus

E agora? Restava acelerar rumo à meta? Nem por isso. Faltava ainda contornar o Vale Alto, ludibriar os Boleiros, o Valinho de Fátima, e só largos milhares de metros depois, quadruplicados pelas dores, se deu finalmente a aparição da placa de todos os sonhos: Fátima! Encavalitaram-se na abordagem a um transeunte: “Onde é o Santuário?!” Os dois expedicionários nem quiseram acreditar na resposta: “Ainda falta mais de uma hora a pé”. O golpe foi duro: “Psicologicamente foi terrível, o pior momento da viagem. Mas Jesus não dorme. Num ápice, colocou-nos inesperadamente diante do verdadeiro templo sagrado: a Casa do Benfica em Fátima!”, rejubila Sérgio. Na pequena catedral, não fosse surgir mais algum obstáculo a empatálos, resolveram exercitar a cobrança de grandes penalidades. De goela escancarada, a missão não era difícil: cem por cento de eficácia. Artur deu a mão à palmatória: com o depósito atestado, dali até à meta foi um passo de infantil. Nos derradeiros metros, delirantes, podiam jurar que escutavam o mestre Jesus, sussurrandolhes indicações tácticas. Assim, terminaram a jornada num 4-4-2 bem definido: quatro bolhas no pé esquerdo, outras quatro no direito e um par de virilhas esturricadas. Todavia, já nada importava: cabeça erguida aos céus, e ele já ali estava, imponente, diante dos seus olhos. O Santuário! Às 18h17, quase dezoito horas após a primeira pegada cravada no pelado da eternidade, a promessa estava, enfim, cumprida. Sérgio tomba de joelhos, percorrendo largos centímetros, assim mesmo, siderado. E, após estenderem no pavimento a imagem de Jesus, os jovens agradecem-lhe, entoando, aos soluços, com alma, o emotivo hino do clube. Como se ali, por segundos, convocassem Eusébio, Simões, Coluna, Chalana, Humberto, Rui Costa, e todos, em comovente comunhão clubística, os autorizassem a brincar, por um dia, no glorioso recreio do Sport Lisboa e Benfica. A gratidão será perpétua: graças ao técnico da Amadora, o (já de si) gigantesco benfiquismo de Sérgio e Artur esticara-se mais sessenta e cinco quilómetros. É caso para dizer: “Obrigado, Jesus! Sérgio Fernandes P.S.: Neste momento, contada a história, distinguir-se-ão por certo duas facções de leitores: de um lado, os que admiram estes jovens pelo seu inatacável benfiquismo; do outro, aqueles que os consideram autênticos doidos varridos. Aos primeiros, orgulho-me de admitir: sim, o Sérgio sou eu, o jornalista que vos narra estas linhas. Aos outros… bem, aos outros tenho de dar a mão à palmatória: não os conhecia, confesso, mas estes dois tipos são completamente doentes. Contudo, ainda há esperança....


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necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

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10 Anos de Eterna Saudade

Sua mulher, filho e demais família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso hoje, sexta-feira, dia 28, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a todos quantos se dignarem assistir a este piedoso acto. VALE DE SANTARÉM

SANTARÉM

29-5-2000 – 29-5-2010 9507 ua esposa, filhos, noras e netos recordam com profunda saudade a data do seu falecimento e participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 30, às 12 horas, na igreja de Vale de Figueira, agradecendo desde já a quem se dignar assistirr a este piedoso acto.

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MARIA DA CONCEIÇÃO Faleceu a 23-5-2010

AGRADECIMENTO E MISSA DO 7.º DIA

seus filhos, nora, genro, S netos e restante família agradecem muito reconhecida9505

mente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua saudosa extinta à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 30, às 12 horas, na igreja do Vale de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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Missa do 49.º Aniversário Natalício 31-5-1961 – 31-5-2010 9504 eus pais, irmãos, cunhados e sobrinhos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 31, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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CORREIO DO RIBA TEJO RIBATEJO correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

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58.º Aniversário Natalício

MARIA ALEXANDRE Faleceu a 20-5-2010

AGRADECIMENTO

seu marido, filhos, noras, S netos e restante família agradecem muito reconhecida9506

mente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua saudosa extinta à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243323888 – Santarém

6-6-1952 – 6-6-2010 Recordamos com saudade todos os momentos passados todas as alegrias vividas e contigo partilhadas com muita saudade da tua família. 9511 articipa-se que será rezada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 30, às 10.30 horas, na igreja de S. Brás.

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Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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SANTARÉM

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necrologia VALE DE SANTARÉM

"

MARIA DO CARMO RODRIGUES MENDES PEREIRA N. a 5-8-1912 – F. a 23-5-2010

Agradecimento e Missa do 7.º Dia Sua irmã e sobrinhos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhá-los na cerimónia fúnebre, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa do 7.º dia, amanhã, sábado, dia 29, pelas 16.45 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho), agradecendo desde já a quem participe na celebração.

PEROFILHO

PEROFILHO

JOAQUIM FONSECA RODRIGUES “O JANOTO JANOTO”” AGRADECIMENTO

9515

O

Rancho Folclórico do Vale de Santarém vem por este meio participar o falecimento do seu componente Joaquim Fonseca Rodrigues “O Janoto”, ocorrido no passado dia 23 de Maio, agradece a todos os ranchos folclóricos que se fizeram representar nas cerimónias fúnebres e endereça as sentidas condolências à família enlutada.

ASSINE O

RUI MANUEL GUEDES BA TIST BATIST TISTAA

JOAQUIM ANDRADE

1 Ano de Eterna Saudade 29-5-2009 – 29-5-2010 9518 ua esposa, filhas, genro, pais e restante família, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 30, às 10 horas na igreja da Várzea, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

Missa do 8º Mês ua esposa, filha e netos S participam que será celebrada missa pelo seu eterno des-

CORREIO DO RIBATEJO correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

genro e sogro sogro e genro SANTARÉM

A edp, informa os seus clientes que vai efectuar trabalho de remodelação e conservação das redes, sendo para tal necessário proceder à interrupção do fornecimento de energia eléctrica no dia 30 de Maio de 2010 (Domingo) (Domingo), nos locais e períodos abaixo mencionados: DRC TEJO Concelho do Cartaxo Freguesia do Cartaxo: Rua Boa Vista, Trav. Boa Vista, Rua Nova da Boa Vista, Rua Beco, Jogo de Cima, Largo Valverde, Beco José Duarte Lima, Beco da Boavista, Trav. Stael Machado, Rua Stael Machado (das 07.00 às 9:00 horas). Freguesia de Pontével: Rua Capela (das 07.00 às 9:00 horas). Nota: Devido a situações imprevistas, os trabalhos poder-se-ão prolongar até às 15:00 horas. Por motivos de segurança e dado poder haver necessidade de proceder a ensaios ou ser feito o restabelecimento antecipado, as instalações deverão ser consideradas permanentemente em tensão.

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canso, no próximo domingo, dia 30, às 10 horas na igreja da Várzea, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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(2.ª publicação)

GLÓRIA MARECOS DAS NEVES Faleceu a 18-5-2010

AGRADECIMENTO

ua filha agradece muito S reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram 9514

acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhe manifestaram o seu pesar.

JOSÉ BARBOSA FRONTEIRA 28 Anos de Eterna Saudade 3-6-1982 – 3-6-2010

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Tribunal Judicial de Santarém Processo N.º 522/08.5 TBSTR – 2.º Juízo Cívil Valor: 1.806.136,64 j Exequente(s): Banco Comercial Português, S.A. Executado(s): Sociedade de Construção Civil de Manuel Pires Gaspar & Gaspar, Lda. Processo Interno: PE/16/2008 Faz-se saber que nos autos acima identificados, designado o dia 21 de Junho de 2010, pelas 14 horas, no Tribunal da Comarca de Santarém, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra dos bens imóveis penhorados e a seguir indicados: 1 – Lote de terreno para construção urbana, sito na Cova das figueiras, São Lázaro, Lote 1, freguesdia de Marvila, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o n.º 904, e inscrito na matriz urbana sob o n.º 2540. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de j 730.000,00. 2 – Lote de terreno para construção urbana, sito na Cova das Figueiras, São Lázaro, lote 2 freguesia de Marvila, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o n.º 905, e inscrito na matriz urbana sob o n.º 2541. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de j 730.000,00. É fiel depositário do imóvel, a Sociedade executada – Sociedade de Construção Civil de Manuel Pires Gaspar & Gaspar, Lda. com sede na urbanização Areias de S. João Lote 5, 1.º Gab. 1,2 e 3, Estoril, que o deve mostrar a quem pretenda examiná-los, podendo para o efeito marcar dia e hora aos possíveis interessados, até que os mesmos sejam vendidos. Nota: Os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado à ordem Agente de Execução, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia Bancária no mesmo valor. Santarém, 17 de Maio de 2010. Agente de Execução, José António Lopes

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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Centro Columbófilo do Cartaxo prepara Derby

Dar asas a uma paixão Sempre se ouviu dizer que o Mundo Columbófilo é de uma dedicação extrema. Por quantas ocasiões, muitos de nós já trocámos o alegre convívio entre amigos pela expressão “tenho de me ir embora ver dos meus pombos que amanhã vão correr”. Esta paixão pela columbofilia é perfeitamente perceptível, mais ainda se torna quando visitamos o Centro Columbófilo do Cartaxo em vésperas da realização do Derby Internacional do Cartaxo, prova que se irá realizar dia 17 de Julho e cujos treinos têm inicio já no próximo dia 5 de Junho. “Durante 2010 comemorarse-á o 75º aniversário do Grupo Columbófilo do Cartaxo (GCC). As Bodas de Diamante já não são apenas uma miragem na vida deste Grupo mas sim uma constatação,” afirma ao Correio do Ribatejo João Nunes da Silva, presidente da direcção do GCC. O espírito e dinamismo saíram reforçados em 75 anos de actividade, “a mesma vontade de levar por diante o desígnio de um punhado de homens que em 1935 deu início a um projecto de constituir uma colectividade dedicada ao desporto Columbófilo,” explica. Tal, como eles, também a actual direcção possui espírito idêntico, interessada em “prosseguir com a consolidação de um projecto em que acreditamos e desejamos que crie raízes e que hoje está mais forte do que nunca,” constata João Nunes da Silva. O que esperam do Derby Internacional que o Cartaxo irá receber? A resposta veio pronta e recheada de certeza: “Irá

Quatro apaixonados pela columbofilia

ser um enorme êxito, com a presença assegurada dos melhores columbófilos nacionais e internacionais, num total de mais de 600 pombos, 250 dos quais estrangeiros. Já há certeza quanto à participação de seis países no Derby, entre os quais, Portugal, Bélgica, Holanda, Espanha, Suiça e Alemanha. “É uma competição muito renhida, dado que se apresentam todos os países com os seus melhores columbófilos”, afirma ao Correio do Ribatejo Carlos Paxim, director do Pombal, um dos grandes apaixonados pela columbofilia no nosso país. “Tenho 150 pombos a correr e 120 na reprodução,” informa. Pedro Ferreira Lopes, responsável pelas relações internacionais, explica ao Correio do Ribatejo que os pombos inscritos, presentes no pombal do Derby desde Março deste ano, forma admitidos entre 1 de Março e 15 de

Abril, provenientes dos vários países. São treinados diariamente, e a primeira largada de pombos, todos juntos e ao mesmo tempo, acontecerá dia 5 de Junho, em local ainda não determinado.

Como se treina um pombo?

“Largam-se os pombos todos os dias tempo suficiente para andarem à volta do pombal e conhecerem o local. A partir de uma certa altura podemos ir alargando as distâncias para cinco, 15, 30 quilómetros,” responde Carlos Paxim quando lhe perguntamos como se treina um pombo. A inscrição de um pombo num Derby deste tipo poderá custar 50 euros, sendo o 1.º prémio de 5.000•. A partir do momento em que o pombo é inscrito, deixa de ser do proprietário. É um novo conceito de columbofilia utilizado na competição. Um interessado

pode correr com um pombo emprestado, pode vencer, o pombo ser leiloado e, nesse leilão, 50 por cento do valor será para o proprietário, uma prática que pretende fomentar o gosto pela columbofilia. Os primeiros 50 pombos a chegar são leiloados. Pedro Ferreira Lopes esclarece que “não existem números concretos” sobre o número de columbófilos existentes mas arrisca serem “cerca de 15.000”, sendo que a zona de Santarém “é das principais, bem como o Porto e Aveiro”. Para o Derby do Cartaxo os pombos serão lançados em Talavera, na vizinha Espanha. Um total de 350 quilómetros que os pombos terão de fazer para regressar ao pombal do Cartaxo. “Em condições normais e com bom tempo os pombos voam a 70 Kms/hora. Uma das funções dos treinos é dar tranquilidade aos animais, dado que já por algumas ocasiões os pombos são largados e o seu instinto de chegada é tão forte que se esgotam e acabam por morrer,” salienta Pedro Ferreira Lopes. João Nunes da Silva deixa o convite a todos os que queiram deslocar-se aquele Centro, quer nos dias de treino, como no dia do Derby, de modo a que possam “admirar e conviver com o mundo columbófilo”, e ser “contagiados por este bicho,” afirma o presidente da direcção do GCC, orgulhoso das instalações que possui, conquistadas com “esforço e sem reservas” por um grupo de columbófilos apaixonado pelos seus pombos.

Não se brinca fora de horas!

Escolinhas do Vitória tiveram exame ao domingo

ticos de senso comum, a equipa do Vitória foi resolvendo quase todos os problemas, deixando contudo por responder algumas questões que se lhe deparavam diante da baliza contrária, a maioria de fácil resolução. Apesar disso, em três ocasiões, Diogo Takuara, To-

Jogos Olímpicos de Londres passam por Rio Maior O Comité Olímpico de Portugal e a Desmor, empresa camarária riomaiorense responsável pela gestão do Centro de Estágios e Formação Desportiva de Rio Maior, assinaram terça-feira (dia 25), um protocolo de cooperação que visa transformar o Complexo Desportivo de Rio Maior como sede da preparação do projecto olímpico de Portugal relativo à participação nos Jogos de Londres. A presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, espera que a qualidade dos serviços fornecidos pelo Centro possa ser, para todos os atletas, um pólo motivador relativamente à obtenção dos melhores resultados nas competições desportivas a disputar. “A assinatura deste protocolo reforça, igualmente, a liderança nacional do Centro de Treinos de Rio Maior como um espaço de prestígio na oferta de condições para o Alto Rendimento”, disse. Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, recordou a fundação do Centro de Preparação Olímpica de Rio Maior que transformou um local de simples passagem de atletas numa infra-estrutura de excelente qualidade na preparação dos representantes de Portugal nas mais diversas competições desportivas nacionais e internacionais. Já António Moreira, representante do secretário de Estado do Desporto, manifestou enorme satisfação com o magnífico triunfo alcançado, no último Mundial de Atletismo, disputado no México, pela selecção portuguesa feminina de Marcha Atlética, composta por três atletas riomaiorenses, Vera Santos, Inês Henriques e Susana Feitor, presentes na cerimónia. Henrique de Oliveira

Associação de Futebol de Santarém Campeonatos Distritais

Vitória Clube de Santarém

A ausência do professor Marco Macedo fazia temer um dia de balbúrdia, mas o director Sérgio Fernandes prometia mão pesada a quem prevaricasse na excursão da escolinha do Vitória Clube de Santarém feita no domingo ao Pavilhão da Zona Industrial. A prova prática com o Soccer Scalabis, equipa escalabitana de futebol indoor, englobava matéria que não consta no programa curricular do futsal: relvado sintético, reposições laterais executadas com a mão ou um esférico saltitante em demasia, por exemplo, são capítulos de uma área não explorada, na qual os jovens vitorianos são pouco mais do que leigos. Ainda assim, sobredotada de uma invulgar capacidade de adaptação e assente nos universais conhecimentos futebolís-

Comité Olímpico e Desmor assinam protocolo

más Veríssimo e Tomás Agostinho acertaram na mouche, celebrando o 3-1 já dois minutos para lá da hora. Todavia, sem um fiscal oficial para recolher os testes, e por erro crasso de Sérgio Fernandes, que não fez soar a campainha na devida altura,

a prova estendeu-se bem para lá da hora, e, inesperadamente, instalou-se o alvoroço. Os vitorianos resolveram copiar… os erros uns dos outros e, ao invés de encetarem um imediato regresso a casa, prosseguiram na brincadeira, algo que, já se sabe, é prejudicial em época de escolinha(s). Resultado: o Soccer Scalabis, seis e sete (!) minutos para lá da hora, igualou a contenda, conseguindo conduzir o encontro até às grandes penalidades. Aqui, nas questões de escolha múltipla, a sorte caiu do lado da turma da casa, que fixou o resultado final em 7-6. Assinaram na folha de ponto os vitorianos Tomás Agostinho (2), Joãozinho, Bibi, João Domingos e Tomás Veríssimo (2); Diogo Takuara (2), Ricardo (cap.), Bia e Gabriel.

Divisão Secundária Apuramento Campeão Samora Correia, 3 Mindense, 3 Benavente, 0 Ouriense, 1 Moçarriense, 1 Entroncamento, 1 Próxima Jornada: Ouriense-Moçarriense Entroncamento-Samora Correia e Mindense-Benavente.

Classificação 1.º Ouriense 2.º Benavente 3.º S. Correia 4.º Moçarriense 5.º Entroncamento 6.º Mindense

JVE D G P 9 9 9 9 9 9

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17-6 23 18-13 15 16-11 15 16-11 13 4-10 6 5-25 2

Corrida de carrinhos de rolamentos das escolas de Santarém A ‘Estrada Militar’ que liga São Bento à rotunda do Parisal, em Santarém será palco dia 5 de Junho, entre as 9h00 e as 13h00 do 3.º Grande Prémio das Escolas do Concelho de Santarém em carrinhos de rolamentos. As inscrições decorrem até dia 3 de Junho no pavilhão da EB 2,3 D. João II, ou pelo telefone 243307125. A iniciativa tem a particularidade de os carrinhos de rolamentos serem construídos pelos próprios intervenientes.


desporto

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CORREIO DO RIBATEJO

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Taça Fundação do INATEL

Que Bemposta está a Azambujeira junto do Almoster! No seu percurso pelos meandros das vilas e aldeias distritais, os colossos de Santarém estavam habituados a acelerar sem freio rumo ao golo, com um futebol de gala que ia alcatroando os caminhos tortuosos que obstavam o acesso às balizas contrárias. Agora, na fase nacional da Taça Fundação do INATEL, as equipas da Azambujeira e do Almoster já conduzem com mais tino, concentradas, não vá atravessar-se no caminho uma fera de grande porte que leve a um despiste para a ribanceira do insucesso. Nos oitavos-de-final, porém, os representantes do futebol do distrito encontraram todos os semáforos abertos, dando-se ao luxo de só estacionar quando garantiram a reserva dos quartos que par-

Almoster perfila-se como forte candidato ao título nacional do INATEL

tilharão no próximo fim-desemana (29 e 30 de Maio). O estatuto do Almoster, essencialmente, terá ficado claramente inflacionado após a visita ao distrito de Coimbra, de onde saiu com a maior goleada da jornada: 6-0 ao Paradela, um conjunto que até nem permaneceu quieto a ver as bolas a entrar. Pelo contrário: a boa réplica dos conimbricenses valoriza ainda mais a exi-

bição dos forasteiros, que, ainda assim, em vésperas de época de Verão, tiveram oportunidade de arruinar ainda mais a dieta do marcador. No outro encontro em que intervieram grémios ribatejanos, a Azambujeira, actual tetracampeã distrital, apesar de ter sido obrigada a deslocarse, acabou, no final, por ficar Bemposta: o 2-0 no terreno da formação de Beja atesta não

só o nível de dificuldade experimentado, como também o estofo inabalável dos comandados de César Hipólito. Feitas as contas, está delineado o mapa dos quartos-de-final, através do qual os dois conjuntos do distrito tentarão descobrir as tabuletas que lhes apontarão o trilho menos enviesado até ao sucesso: a Azambujeira rumará à capital, para, com a sua capacidade para domar os nervos, tentar enfrentar um encontro com Tranquilidade (o sobrevivente lisboeta), enquanto o Almoster abrirá portas para receber o Melidense, de Setúbal. A eventualidade de dois triunfos esboçará os contornos de um cenário idílico: uma final a tresandar de um hálito forte a Ribatejo. Sérgio Fernandes

Série 1 Oitavos de Final Resultados de 22 e 23 de Maio Santiago de Sande (Viseu), 1 - Cepões (Viana Castelo), 2 São Cláudio (Braga), 1 - Pigeirense (Aveiro), 1 (*) * (3-4) após grandes penalidades Paradela (Coimbra), 0 - Almoster (Santarém), 6 Melidense (Setúbal), 1- Trindade (Beja), 1 (*) * (4-3) após grandes penalidades Bemposta (Beja), 0 - Azambujeira (Santarém), 2 Tranquilidade (Lisboa) 3, - Graça do Divor (Évora), 1 Boa Esperança (Lisboa), 0 - U. da Mata (Aveiro), 1 ADCR Bº A. (Funchal), 0 - CCD Salão (A. Heroismo, 3 (*)

Quartos de Final 29 e 39 de Maio Pigeirense (Aveiro) - Cepões (Viana do Castelo) Almoster (Santarém) - Melidense (Setúbal) Tranquilidade (Lisboa) - Azambujeira (Santarém) U. da Mata (Aveiro) - ADCR Bº Argentina (Funchal)

Grupo de Futebol dos Empregados do Comércio

Caixeiros esfomeados dão Trinca indigesta Mais uma jornada volvida e nova tentativa falhada pelos andebolistas seniores dos Caixeiros no assalto à manutenção. No passado sábado, surgiu no Pavilhão Municipal de Santarém um Moinho nada disposto a levar golos… na pá: no final, vitória do Alto do Moinho por 26-24, números que esborratam, inesperadamente, a folha de cálculo dos escalabitanos. No final da primeira metade, as intenções da partida até pareciam benévolas para a equipa da capital de distrito, que se ia galvanizando com

o insuperável momento de Tiago Santos, o jovem do momento, que, após somar mais dezasseis tentos ao seu pecúlio, subiu já ao último andar do edifício dos goleadores. Os Caixeiros voltaram para o segundo tempo ávidos de saciar a sua sôfrega fome de pontos, mas, nessa tentativa de engolir os adversários com um voraz andebol ofensivo, incorreram numa Trinca algo indigesta: a dupla de arbitragem, composta por António Trinca e Tiago Monteiro, encarregou-se de estragar o re-

pasto, dando ordem de expulsão (de forma escandalosa, segundo os visados) a um atleta e ao treinador dos Caixeiros. Os responsáveis do histórico emblema da cidade têm plena noção de que é proibitivo qualquer desaire nesta fase do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, pelo que já admitem, com consternação, o pior dos cenários. Não admira: “O apoio é praticamente nulo e o clube só pode contar consigo próprio nesta caminhada”, pranteia Fernando Graça, vice-presidente da ins-

Futebol Veterano

tituição. A recepção ao líder, o Alavarium, já amanhã, dia 29, às 17h00, é uma boa oportunidade de o povo acorrer ao Pavilhão Municipal, ajudando a retirar, in extremis, o pescoço dos homens de Medvedev do cepo, numa altura em que o machado da descida já aguarda, lá no alto, à espreita da oportunidade de lhes tombar sobre os crânios. “As entradas são gratuitas. Não é necessário levantar os bilhetes no posto de turismo”, graceja o dirigente… que não está para brincadeiras. SF

GF Emp. Comércio, 24 - CCR Alto Moinho, 26 Évora AC, 29 - Alavarium ACA, 31 Juventude D Lis, 38 - NAAL Passos Manuel, 29 1.º Alavarium ACA 2.º NAAL Passos Manuel 3.º GF Emp. Comércio 4.º Évora AC 5.º Juventude D Lis 6.º CCR Alto Moinho 7.º Almada AC

J 9 10 10 10 9 9 9

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11.ª JORNADA

D G 2 281-255 5 293-308 5 278-271 1 273-251 4 237-236 4 208-211 6 222-260

P 43 38 38 38 35 34 23

Próxima Jornada: Dia 29-5-2010 – Alavarium ACA - GF Emp. Comércio, NAAL Passos Manuel - Almada AC e CCR Alto Moinho - Juventude D Lis.

Juntar a equipa na defesa foi desígnio de vitória para Rainha Beatriz quer o salvador Abílio Ribeiro governar em Cuba Quando a idade avançada exige, na generalidade, um ‘render da guarda’ a meio da partida, eis que os veteranos da UDS se apresentam em Ourém com apenas nove jogadores, obrigados, por isso, a render o jogo todo. Uma situação insólita na vida desta equipa de veteranos. Como se não bastasse a falta de atletas para envergar a camisola do ‘Ex-UDS’, o calor parecia estar do lado do adversário, ao qual se juntou um piso sintético e sem rega. Com todas estas condicionantes restava ao mister Abílio Ribeiro juntar a equipa em redor da sua área e desferir venenosos contra-ataques que ilustrassem o marcador a seu favor. A táctica salvadora do mister acabaria por dar frutos, mas antes a equipa teve de sofrer com o golo

Hóquei Clube de Santarém

madrugador de Chalana, logo aos cinco minutos. Um golpe que não desanimou os bravos escalabitanos que mantiveram a táctica, apostando nas bolas paradas. Foi dessa forma que, aos 17 minutos, no seguimento de um canto apontado por José Luís, Filipe aparece ao primeiro poste a restabelecer a igualdade na partida (1-1). Enquanto o Ouriense se refrescou ao intervalo, os nove extenuados Ex-UDS voltaram a pisar o quentíssimo sintético de Ourém. A perfeição táctica traçada por Abílio Ribeiro voltou a dar frutos aos 53 minutos, através de um rápido contra-ataque finalizado por Filipe que, já no interior da grande área, ganha o lance ao central e remata para a vitória, justa e suada. Um pré-

mio para o aniversário que os Ex-UDS celebram a 1 de Junho, dia de eleições no clube. Ficha do jogo Atlético Ouriense, 1 – ExU.D.S., 2. Parque de jogos Caridade, em Ourém. Árbitro: Zé-Tó, auxiliado por José Ramiro e Humberto. Atlético Ouriense: Carlos Pinto, Zézito, Liba, Daniel, Pila, Quim Zé, João Carlos, Caliço, Jorge, Chalana, Nuno e Adriano. Jogaram ainda: Gama, Rogério, Eldi e Quim. Treinador: Ramalho. Ex - U.D.S. – Miguel Dante, Pedro Natas, Paulinho, Filipe, Abílio, Fernando Santos, Hélder, Júlio e José Luís. Treinador: Abílio Ribeiro. Resultado ao intervalo: 1-1. Marcadores: Chalana (5’) e Filipe (17’ e 53’).

Na calha estava uma inédita façanha: o Hóquei Clube de Santarém encontrava-se à beira de conseguir um pleno histórico, fazendo-se representar em todos os escalões dos campeonatos nacionais de Patinagem Artística. E, nestas provas intercalares de apuramento, até estavam criadas reais condições para as atletas escalabitanas almejarem o êxito: nada como um Palácio dos Desportos (em Torres Novas) para assinalar simbolicamente um dia que se queria Coroado de glória. Porém, o sonho ruiu. À iniciada Mariana Coroado o mérito de uma excelente pres-

Beatriz Gomes

tação assentou como uma coroa de espinhos, pois, ao se quedar pela 34ª posição, viuse arredada do objectivo de empunhar o ceptro da patinagem nacional. No trono acabou por se acomodar a juvenil Beatriz

Gomes, aclamada pelas hostes de Santarém como a grande rainha do fim-de-semana: segura, tecnicamente rigorosa, a jovem patinadora teve arte para apanhar a boleia dos vinte e cinco finalistas que rumarão, nos próximos dias 26 e 27 de Junho, até… Cuba. Essa mesma: aquela vila onde se chega como quem vai para as Caraíbas e depois corta para Beja. Beatriz junta-se, assim, a Joana Gonçalves, que disputará o Campeonato Nacional de Infantis, no Entroncamento (10 e 11 de Julho), e a Jéssica Ferreira, que tem o Nacional de juniores marcado para Pousos (3 e 4 de Julho). SF


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Associação Académica de Santarém

Que conquista do caneco! O resultado da primeira mão da final não constituía bom augúrio: 0-1, favorável ao Alcanena. Na segunda partida, era necessária, portanto, uma Académica de gala para desmontar o previsível esquema ultradefensivo do adversário, de forma a permitir que o caneco do Campeonato Distrital de Infantis (nível I) se radicasse em Santarém. Os adeptos escalabitanos pareciam dispostos a colaborar, desdobrando-se em fogosos cantares, que transformaram as bancadas num caldeirão efervescente, digno de uma autêntica final europeia. Um deles, mais recatado, sofrendo em surdina, terá lançado a profecia: “Avé, Briosa, cheia de… Graça, o caneco é convosco”. E, como veremos adiante, não se enganou. Os jovens academistas, com invejável maturidade, correram logo desde início o fecho-éclair da tranquilidade, aprisionando no bolso a pressão de um encontro que lhes poderia dourar eternamente o currículo. Nervos domados, ataques somados, golos marcados: aos 17 mins., as súplicas dirigidas aos céus pelos sócios da casa parecem ter chegado aos domínios das saudosas lendas do golo. José Águas, disponível, desceu à terra, reencarnando no corpo franzino do seu homónimo academista, que inaugurou o marcador, na sequência de um cruzamento que, a meio caminho, desistiu de o ser: bola direiti-

BREVES FUTSAL. De 22 de Maio a 12 de Junho realizar-se-ão as Jornadas de Futsal, evento direccionado a atletas (juniores e seniores masculinos e femininos) e clubes federados do concelho de Ourém. Os jogos disputar-se-ão nos pavilhões do Caneiro, de Freixianda e do Pinheiro. BTT 1. A Casa do Benfica em Abrantes organizará, no dia 6 de Junho, o seu 3º Passeio de BTT, contemplando percursos de 20 e 50 km. As inscrições estão à distância de 10 “pedaladas” (para associados) e 13 (para não sócios). BTT 2. É já neste domingo que as estradas do Cartaxo serão invadidas pelo 1º Open de BTT, que prevê distâncias de 45 e 60 km. As inscrições deverão ser feitas no sítio eventosbtt.blogspot.com até dia 24 de Maio e estão abertas a atletas com mais de 15 anos. TÉNIS. O III Torneio Sopa da Pedra, em veteranos, contou com 56 inscrições. Paula Falcão, venceu em +35 femininos, sendo que, no sector masculino, dominaram Emanuel Cadório (+35 anos), Jorge Varela (+45) e José Frazão (+55).

Os infantis A da Académica levantaram o caneco dos campeões

nha à baliza, e as contas da final estavam empatadas. A caça ao segundo tento prosseguiu incessante, mas foi, no entanto, travada pelo apito anunciador do intervalo. Mera formalidade: o balão não esvaziou nos balneários e, no primeiro minuto após o reatamento, a Académica volta a enviar novo cruzamento tenso para a área. Um defensor de Alcanena, temendo que o esférico tornasse a mudar de ideias, acaba por meter o pé na poça, parecendo atolar na lama as aspirações do seu conjunto. O 2-0 era um rude golpe para as suas cores. Contudo, apenas cinco minutos depois, surgiu em cena um inesperado reboque, que

tornou a içar a turma forasteira até à superfície: 2-1 e a prova cabal de que haveria jogo até ao último suspiro. Corria de mente em mente o boato de que a final iria ser decidida num terceiro encontro. Mas era apenas isso: um boato. Até porque esse seria um desfecho sem… Graça. Felizmente para a Académica, Graça é o que não falta no seu meio-campo: Bernardo Graça, ou Beni, como se tornou famoso entre a tribo do futebol, enche-se de brios e, aos 50 mins., descaído para a direita, deixa a nação escalabitana bem-humorada, desferindo uma laracha indecifrável para o guardião contrário.

Até final, os pupilos de Sérgio Vieira tiveram ainda tempo para se aborrecer com o relógio, pois a preguiça dos ponteiros ainda permitiu aos alcanenenses assustar as redes à guarda de Zé Maria. Sustos saudáveis, que ditaram o fim dos soluços: a Académica, aos 63 mins., com este 3-1, era oficialmente campeã distrital de infantis. Na foto dos campeões destacam-se os sorrisos rasgados de Zé Maria, Pedro Neto, João Santos, Zé Águas, Tiago Martins (cap.), Pedro Fortunato, Duarte Santos, Bernardo “Beni” Graça, Zé Gasopo, Francisco Vítor, Francisco Madeira e Pedro Mourinha. Sérgio Fernandes

Atletismo

Parecem uns Santos, não parecem? O apelido Santos, à primeira vista, poderia indiciar a tentação de Carlos e Pedro incorrerem em exageradas bondade e compaixão na sua abordagem às provas que enfrentam nos circuitos distrital e nacional de atletismo. Puro engano: actualmente, são eles uns dos que mais contribuem para que a larga maioria dos oponentes regresse a casa envolta em desânimo e pesar. A última evidência de que estes irmãos, quando querem, não são nenhuns Santos constatou-se nos passados dias 22 e 23 de Maio, no Estádio Universitário de Lisboa, local onde representaram a Casa do Povo de Alcanena nos Campeonatos de Portugal de Provas ao Ar Livre da época 2009/10. Evoluindo na sua especialidade, o decatlo, os dois jovens fizeram questão de reservar para a família a quase totalidade do espaço disponível no pódio, deixando apenas lugar para um dispensável convidado. A mordomia, na óptica do seu técnico, Paulo Constantino, terá acabado por se revelar excessiva, uma vez que disponibilizaram precisamente o lugar

O técnico Paulo Constantino, ladeado pelos irmãos Santos

mais alto. O privilegiado? Tiago Marto, do Grupo de Atletismo de Fátima, que, confirmando o seu estatuto, se sagrou campeão nacional. Pedro Santos (2º) e Carlos Santos (3º) partilharam pela primeira vez um pódio em competições de âmbito nacional, sendo que o primeiro arrebatou

simultaneamente o título de campeão nacional sub-23. Santificado seja, portanto, o seu nome em Alcanena, vila que começa a ser pequena de mais para o talento destes dois jovens atletas, que seguem na senda do recordista nacional, o também ribatejano Mário Aníbal. SF

Restantes resultados: Juniores – Académica, 0 B. Castelo Branco, 2. Iniciados 1º ano - particular – CADE, 5 - Académica, 2. Juvenis A - Torneio Triangular de Juvenis – Académica, 3 - Alenquer e Benfica, 2; Académica, 1 - Domingos Sávio, 0. Vencedor: Académica. Escolas sub-11 - particular – U. Almeirim (infantis), 9 Académica, 0. Escolas sub-10 A – Cartaxo A, 1 - Académica, 5. Escolinhas A - Torneio Escola de Tomar – Académica, 4 - Rio Maior, 0; Académica, 4 - U. Tomar, 0; Académica, 9 - Escola Tomar, 0; Académica, 0 - Footkart, 0; Académica, 0 CADE, 0. Vencedor: Académica. Melhor jogador: Francisco Oliveira. Melhor guarda-redes: Simão Santos. Escolinhas B - particular – “Os Águias”, 7 - Académica, 2. Programa para 29 e 30 de Maio e 3 de Junho: Escolinhas - 1º Torneio de

Escolinhas McDonald’s amanhã, dia 29, das 09h30 às 10h00, na Escola S. Agrária. Iniciados B (nível II) - fase final – domingo, dia 30, às 10h30: Académica - CADE, na Escola S. Agrária. Escolas sub-10 A – 3 de Junho, às 11h00: Académica Amiense, na Escola S. Agrária. Infantis C – amanhã, dia 29, às 10h30: U. Tomar - Académica, em Vila Chã de Ourique. Escolas sub-10 D – amanhã, dia 29, às 10h30: Escola de Tomar - Académica, em Tomar. Juniores – amanhã, dia 29, às 17h00: U. Coimbra - Académica, em Souselas. Infantis C – dia 3 de Junho, às 09h30: Cartaxo - Académica, em Pratas - Cartaxo. Torneio Juniores 1º Ano – dia 3 de Junho, às 09h30: Cartaxo - Académica, em Bonito - Entroncamento. Torneio - Iniciados sub-13 – dia 3 de Junho, às 09h30: CADE - Académica, em Bonito - Entroncamento.

Escola Academia Sporting

Abriu a caça aos leões A Escola Academia Sporting, em Santarém, convida todos os jovens com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos a integrar os treinos de captação que decorrerão no Campo Chã das Padeiras entre os próximos dias 31 de Maio e 4 de Junho. Objectivo? Retirar da sombra qualidades futebolísticas até agora escondidas, e provar que, na cidade, existe talento capaz de singrar na modalidade-rainha, à imagem dos produtos de sucesso formados na Academia sportinguista. Este projecto insere-se na tentativa do Sporting de aumentar a capacidade de recrutamento de craques de palmo e meio e de os fidelizar ao emblema leonino. SF

Santarém Basket

Santarém não se Chamusca com problema Eléctrico Apesar da alta temperatura que nesta fase da temporada aquece os desafios de basquetebol, o Santarém Basket não se Chamusca quando o sistema Eléctrico faz faísca. Todavia, quando arde a Biblioteca, atira-se ao Rio Maior…e afunda-se. Contas feitas, no passado fim-de-semana, as formações femininas de sub-13 e sub-16 venceram distintamente os oponentes que as visitaram, enquanto os seus congéneres masculinos somaram desaires nos encontros efectuados. Por partes: a equipa feminina sub-16, galvanizada com o épico triunfo obtido na semana transacta diante do Sport Lisboa e Benfica, apanhou autenticamente a boleia do Eléctrico para rumar com os índices máximos de motivação até Viana do Castelo, local onde decorrerão todas as decisões da Taça Nacional do escalão. 76-49 foram os números que contribuíram para abrandar a marcha da máquina proveniente de Ponte de Sor. As sub-13, seguindo a onda vitoriosa, imitaram-nas, levando de vencida o Chamusca Basket Clube, igualmente no dia 22 de Maio, mas em partida a contar para o Campeonato Distrital da categoria. Os problemas surgiram na competição masculina: os sub-13, esperançados em amenizar a vaga de calor às custas de um banho de basquetebol no Rio Maior, acabaram por perder o pé, afundando-se em casa por 45-78; os sub16, por sua vez, perderam-se nas infrutíferas leituras feitas ao estilo de jogo do adversário, abandonando a Nave Desportiva de Santarém com um desolador desaire (6858) aos pés da Biblioteca Instrução e Recreio, de Valado dos Frades. SF


passatempo

Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

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SOLUÇÕES

Anachoreta Caldas, Joaquim Câncio Fragoso, Óscar Rodrigues Durão e Nuno Lopes. Em 30, Laura Costa Vidal, Auzenda Maria Gregório Amendoeira Gonçalves Neto, Graciosa Maria Margarido da Silva Durão, Inês Cruz Paciência Barbosa, Margarida Isabel Violante Ribeiro da Cruz, Joaquim Maria Rodrigues da Silva Alves, Manuel Covret Pereira Branco e Pedro Miguel Batista Ribeiro de Almeida. Em 31, Maria Eugénia Torgal Ferreira, Maria João Hintze Ribeiro Cardoso Delgado, Isabel Maria Castanheira Batista Ribeiro, Francelina de Jesus Neto Plácido, Dora da Luz Brandão Rego, João da Costa, António Vieira Alexandre, Guilherme Pereira Cardoso Delgado e José Ja-

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As anedotas do Barbosa

Um automobilista parou num semáforo ao sinal vermelho. Nessa altura, apareceu logo um miúdo a pensar que ia sacar umas moedas ao condutor: – Por favor, pode dar-me umas moedinhas para eu comprar uma sandes? Ao que replicou imediatamente o automobilista: – Não, porque já são sete da noite e depois não jantas!...

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Mendigo

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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FAZEM ANOS: Em 28, Teresinha de Jesus Ferreira Rodrigues Mira, Maria Piedade Silva Fernandes, José António Martins Antunes, Luís José Bactrini de Castro Roque, Mário António Castanheira Neves, António Pereira e João Luís Ambrósio Limeiro. Em 29, Maria Madalena Fonseca da Cunha Belo, Maria Elisa Ferrão Neto, Blandina Fernandes Silva, António Noel de Vasconcelos Barbosa, Duarte Ramada Leite 8

detém. A quem quer mal ao vizinho, o seu vempelo caminho. A quem sabe esperar ensejo, tudo vem a seu tempo e desejo. A quem tarde se levanta, cedo anoitece. A quem te der a pássara, dá-lhe uma asa. A quem tem cabeça, não lhe falta carapuça. A quem tem mulher formosa, castelo na fronteira e vinha na carreira, nunca lhe falta canseira. A quem tem seu pão no forno, podemos dar do nosso. A quem tudo te pode tirar, dá-lhe o que te pedir. A quem vela, tudo se revela. In: Rifoneiro Português P. Chaves

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hás-de assanhar. A quem má fama tem, nem acompanhes nem digas bem. A quem mal vive, o medo o segue. A quem mente, cai-lhe um dente. A quem mordeu a cobra, guarde-se dela. A quem nada tem, Deus o mantem (ou nada o espanta). A quem não sobeje pão, não crie cão. A quem não tem fazenda não peças feita. A quem não traz calças em Janeiro, não empreste dinheiro. A quem nasceu para ser pobre, o ouro se torna em cobre. A quem o démo o tomou uma vez, sempre lhe ficou um jeitinho. A quem quer bem, nada o

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– A quem bem nega, nunca se lhe prova. A quem cose e amassa, não furtas a Bertino Coelho fogaça com a Martins massa. A quem dá o capão, da-lhe a perna. A quem dão que escolher, dão-lhe que entender. A quem o démo toma uma vez,sempre lhe fica um jeito. A quem Deus deu, S. Pedro que a benza. A quem Deus bem quer, dá-lhe e fartura, não lhe dá mulher. A quem Deus quer bem, no rosto lhe vem. A quem Deus quer bem, o vento lhe apanha a lenha. A quem Deus quer dar vida, água da fonte é mézinha. A quem disseste o teu segredo, fizeste senhor de ti. A quem dizes tua verdade, dás tua liberdade. A quem é rico, não faltam parentes. A quem faz casa ou se casa, a bolsa lhe fica rasa. A quem hás-de dar cear, não lhe dôa dar de merendar. A quem hás-de rogar, não

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Adágios do Povo

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VERTICAIS – 1- Posso explicar. Revestiram de laca. 2 - Dispomos em camadas. Providência (Prep.). 3 - Lendas. Espaço de 24 horas. 4 - lmediatamente. Lamentos. Reduzir a fio. 5 - Compilação de trechos escolhidos de música. Categoria (Abrev.). 6- Imposto Automóvel (Abrev.). Esfreguei. 7 - Instrumento musical, de forma triangular, cujas cordas desiguais se tangem com os dedos. A minha pessoa. 8 - 2 (Num.Rom.). Adélia (Dim.). Objecto ou objectos leiloados de cada vez. 9 - Essência odorífera. Inferioridade (Prep.). 10 - Cega de espírito. Berllio (s.q.). 11- Senhora (Abrev.). Introduzir mecha em.

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HORIZONTAIS – 1 - Tecido entrançado de seda, lã ou algodão. Composição poética e musical em honra de uma Nação (PI.). 2 - Era-Cristã (Abrev.). Coligai. Bromo (s.q.). 3 - Dirigiam-se. Unidade de pressão. Bebida usada na (ndia. 4 - A voz do gato. Fique suspenso. 5 Língua dos Romanos, na Antiguidade. Tome doce. 6 Dono da casa em relação aos criados (PI.). Desejam. 7 Tira de pano que cinge e se aplica em volta de certas peças de vestuário. Companhia, ligação (Prep.). Agrega. 8 - Carta de jogar. Simples. Antes de Cristo (Abrev.). 9 - Pronunciemos o que outrem há-de escrever. 10-Transfere. Trombeta. 11 - Dividira ao meio. Engolir um líquido.

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nuário. Em 1 de Junho, Maria Leonor Centeno Fragoso Marques, Maria dos Anjos Faustino, António Vieira, André da Silva, Carlos Barroso Hipólito e Amilcar Noel da Silva Mendes e Vasconcelos Barbosa. Em 2, Francisca da Costa Durão Antolin Hourmat, Maria Ivone Meira Guedes, Ana Maria Barreto de Almeida Costa, Odete Teixeira Queirós de Moura Santos, Adalberto Luís Bouças Fernandes, Paulo Jorge Ribeiro Patrício e Rui Alberto Guerra da Silva Gaio. Em 3, Margarida Tavares Álvares Serrão, Clarisse Adelaide da Cunha Coelho dos Reis de Sousa Ferreira, Armando António Leal Rosa e Francisco da Silva Umbelino. Horizontais: 1 - SARJA. HINOS. 2 - EC. AlIAI. BR. 3 - IAM. BAR. ACA. 4 - MIAU. PARE. 5-LATIM. ADOCE. 6 - AMOS. R. AMAM. 7 COS. COM.ADE. 8 -AS. FACIL.AC. 9 - R. DITEMOS. H. 1O - ADIA.I. TUBA. 11 - MEARA. BEBER. Verticais: 1 - SEI. LACARAM. 2 - ACAMAMOS. DE. 3 - R. MITOS. DIA. 4 - JA.AIS. FIAR. 5 - AlBUM. CAT.A. 6 - IA. ROCEI. 7 - HARPA. MIM. B. 8-1I.ADA. LOTE. 9 N.AROMA. SUB. 10 -OBCECADA. BE. 11 - SRA. EMECHAR.

COM 20 CASAS NEGRAS

CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Virgem – Carta Dominante: 4 de Espadas, que significa Inquietação. Amor: Dê mais atenção à

pessoa que tem a seu lado. Não deixe que os assuntos domésticos interfiram na sua vida amorosa. Saúde: Faça exames médicos. Dinheiro: Pode fazer aquele negócio que tanto deseja. Número da Sorte: 54. Números da Semana: 1, 5, 19, 25, 40, 47. Dia mais favorável: domingo.

Carneiro – Carta Dominante: Valete de Espadas, que significa que deverá manter-se sempre alerta. Amor: Andará muito exigente em relação ao seu par. Liberte toda a criatividade que existe dentro de si e aprenda a contemplar o Belo. Saúde: Sentir-se-á cheio de energia.Dinheiro: Aproveite bem as oportunidades. Número da Sorte: 61. Números da Semana: 8, 11, 22, 29, 32, 34. Dia mais favorável: terça-feira. Touro – Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Organize um jantar para reunir os seus amigos. Procure gastar o seu tempo na realização de coisas úteis a si e aos outros. Saúde: A rotina poderá levá-lo a estados depressivos. Combata-os com optimismo! Dinheiro: Não se precipite nos gastos. Número da Sorte: 40 Números da Semana: 2, 3, 9, 20, 30, 45. Dia mais favorável: sexta-feira. Gémeos – Carta Dominante: 2 de Paus, que significa Perda de Oportunidades, Amor: A seta do Cupido espera por si. Que a beleza da Aurora invada a sua vida! Saúde: Tendência para dores musculares. Dinheiro: Boa altura para comprar casa, desde que aproveite as oportunidades certas. Número da Sorte: 24. Números da Semana: 11, 17, 22, 40, 43, 49. Dia mais favorável: sábado.

Balança – Carta Dominante: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor: Irá ter notícias de uma pessoa muito especial, com a qual não mantém contacto já há algum tempo. Que a alegria de viver esteja sempre na sua vida! Saúde: Momento calmo, sem preocupações. Dinheiro: Sem problemas neste campo da sua vida. Número da Sorte: 51. Números da Semana: 5, 6, 10, 28, 32, 39. Dia mais favorável: terça-feira. Escorpião – Carta Dominante: Ás de Paus, que significa Energia. Amor: Demonstre o seu amor através de um jantar romântico. Que os seus mais belos sonhos se tornem realidade. Saúde: O seu sistema imunitário está muito sensível, seja prudente. Dinheiro: Momento favorável. Número da Sorte: 23. Números da Semana: 7, 9, 10, 22, 33, 44. Dia mais favorável: sexta-feira. Sagitário – Carta Dominante: 9 de Copas, que significa Vitória. Amor: A sua vida amorosa dará

uma grande volta brevemente. Que a alegria de viver esteja sempre na sua vida! Saúde: Consulte o seu médico. Dinheiro: Evite gastos supérfluos. Número da Sorte: 45. Números da Semana: 4, 8, 25, 30, 47, 49. Dia mais favorável: segunda-feira.

Capricórnio – Carta Dominante: Rei de Paus, que significa Força. Amor: Não deixe que a

pessoa que tem ao seu lado sinta a falta da sua atenção e carinho. A felicidade é de tal forma importante que deve esforçar-se para a alcançar. Saúde: O seu sistema nervoso anda um pouco alterado. Dinheiro: Os investimentos estão favorecidos. Número da Sorte: 36. Números da Semana: 1, 4, 6, 9, 15, 20. Dia mais favorável: sexta-feira.

Caranguejo – Carta Dominante: Rainha de Ouros, que significa Ambição. Amor: Aproveite com muita sabedoria os conselhos da sua família. Perdoe aos outros e a si próprio. Saúde: Coma alimentos com mais vitaminas. Dinheiro: Não misture a amizade com os negócios, poderá vir a arrepender-se se o fizer. Número da Sorte: 11. Números da Semana: 14, 21, 30, 33, 38, 45. Dia mais favorável: segunda-feira.

Aquário – Carta Dominante: 9 de Espadas, que significa Mau Pressentimento. Amor: Não se

Leão – Carta Dominante: 7 de Espadas, que significa Novos Planos. Amor: Sentir-se-á liberto para expressar os seus sentimentos e amar livremente. Que o seu tempo seja gasto a amar! Saúde: Estará melhor do que habitualmente. Dinheiro: Boa altura para pedir um aumento ao seu chefe. Número da Sorte: 57. Números da Semana: 2, 11, 23, 30, 35, 39. Dia mais favorável: quarta-feira.

Peixes – Carta Dominante: 10 de Paus, que significa Sucessos Temporários. Amor: O seu coração

deixe iludir pelo aspecto físico, procure ver primeiro quem as pessoas são realmente por dentro. Seja verdadeiro, a verdade é eterna e a mentira dura apenas algum tempo. Saúde: Poderá sofrer de alguma retenção de líquidos. Dinheiro: Não seja irresponsável e pense bem no seu futuro. Número da Sorte: 59. Números da Semana: 8, 15, 19, 36, 38, 42. Dia mais favorável: terça-feira. poderá ser invadido pela saudade, que o vai deixar melancólico. Não se deixe manipular pelos seus próprios pensamentos! Saúde: Previna-se contra constipações. Dinheiro: Nada o preocupará. Número da Sorte: 32.


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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Izidrada Coordenação de

Ludgero Mendes

XXXII Capeia Arraiana no Campo Pequeno

A Capeia Arraiana está de volta ao Campo Pequeno amanhã, sábado, dia 29 de Maio, às 17 horas, e já vai na 32ª edição. Esta expressão de sentir e de viver a Festa Brava é muito reconhecida e admirada por toda a afición e, certamente, este ano não será excepção, pelo que se espera a afluência de alguns milhares de aficionados. A Capeia Arraiana é uma toirada única no Mundo, com origem nas Terras de Ribacôa, mais concretamente nas aldeias raianas do concelho do Sabugal, no distrito da Guarda. A tradição das Capeias, cuja origem se perde nos tempos, é um manifestação viril da juventude arraiana aliada à presença do “Forcão” em praças improvisadas nas aldeias. O “Forcão” é um instrumento de madeira em forma de triângulo, com um peso aproximado de 300 quilos, constituído por fortes troncos de carvalho, bifurcados à frente e reforçados no meio por madeiros transversais. Na frente, destacamse as duas galhas, esquerda e direita, para que o toiro possa marrar numa luta constante entre a força do animal e a valentia dos jovens, desenhada num bailado permanente, quer rodopiando, quer aguentando as investidas do animal. É importante destacar que o toiro não é picado, nem batido, e no final sai da praça sem nenhuma ferida ou sangue visível. Nas terras raianas do Sabugal a Capeia Arraiana é antecedida do encerro, que consiste em trazer os toiros vigiados por cavaleiros desde os seus lameiros em Espanha até à aldeia onde se realiza a toirada. De notar que com a chegada dos emigrantes, no mês de Agosto, a Capeia acontece quase diariamente nas várias aldeias sabugalenses, o que suscita sempre a forte afluência de muitos aficionados a esta manifestação tradicional desta região do nosso país.

O peso da idade e a gravidade das colhidas! A recente colhida de Júlio Aparício, em Madrid, sendo empitonado por um toiro de Juan Pedro Domecq, que atingiu uma gravidade tremenda, proporcionando imagens de uma carga dramática impressionante, trouxe à ribalta uma discussão que, forçosamente, terá de operar algumas alterações no actual quadro ganadeiro do país vizinho, com naturais repercussões ao nível do próprio espectáculo. A Feira de Santo Isidro, em Madrid, é uma das mais importantes em todo o universo taurino, com os seus pergaminhos recheados de tardes gloriosas de exaltação do toureio e de consagração das principais figuras de cada geração. A sua projecção extravasou de tal modo as fronteiras do país que a Monumental de “Las Ventas”, se constitui por esta ocasião do ano num dos principais destinos turísticos do país vizinho, o qual, sem complexos nem preconceitos, continua a promover a tauromaquia como um dos pilares da sua cultura tradicional, a qual, por força desta actuação, se mantém como um dos segmentos económicos de grande relevância para ajudar a balança de pagamentos, captando avultadas somas de dinheiro aos turistas estrangeiros. Daí que, por muito que barafustem os movimentos cívicos de “protecção aos animais”, os governantes espanhóis, de todos os quadrantes políticos, continuam a mostrarse nas praças de toiros a apoiar a Festa Brava. Madrid, Sevilha, Valência, Castellón, Bilbau, S. Sebastian, Vitória, Salamanca, Huelva, Jerez de la Frontera, Córdoba, Saragoça e Badajoz, entre tantas outras cidades espanholas, são testemunhos incontornáveis na contribuição económica a partir dos fluxos turísticos que se registam por ocasião das suas principais feiras. Mas, acima de todas, pela sua projecção, pelo seu prestígio, pelo facto de se tratar da primeira praça de toiros do país, a Monumental de “Las Ventas” concita as atenções de todo o mundo. A resposta dos canais televisivos por satélite ou por cabo, através do sistema pay per view, vêm demonstrar a força deste espectáculo, e pôr em causa as opções estratégicas de alguns canais públicos, que reduziram o número de transmissões por época, mantendo inalterados os magazines informativos semanais, a par do que ocorre com outras vertentes culturais e desportivas. Os triunfos alcançados na Monumental de “Las Ventas” glorificam os seus protagonistas e são inscritos a letras de oiro nas biografias dos toureiros que têm a sorte de os conseguir alcançar. Mas, do mesmo modo, também os fracassos ou as colhidas têm ali outro impacto e os seus efeitos. A edição de 2010 desta importante Feira de S. Isidro está a aproximar-se do seu termo, mas a constante das principais corridas é a frequência e a gravidade de algumas colhidas que ali têm ocorrido, em número francamente superior às de épocas anteriores, mas, também mais propaladas pelo fac-

to de as corridas registarem, actualmente, um número infinitamente superior de espectadores, através da televisão. Seja como for, este facto, sugere-nos uma reflexão, pois, algo de anormal estará na base desta circunstância, ela própria desusada. É certo que os toureiros que pisam aquela arena, vão dispostos a arriscar tudo, tamanha é a extrapolação do que ali possa acontecer. Um êxito retumbante pode abrir, quase como por mágica, as portas de imensas praças; um fracasso pode ditar o crepúsculo de uma temporada ou de uma carreira. Por isso, o peso daquela praça e o respeito por aquele público são incomensuráveis. Este ano, e em consequência do facto de terem sobrado muitos toiros nas duas últimas épocas, assistimos a uma circunstância muito excepcional, que parece determinar uma certa supremacia do poder económico sobre o próprio interesse taurino. Em algumas épocas anteriores, devido aos problemas decorrentes das limitações ao transporte de animais para evitar os eventuais contágios de doenças epidemológicas, sobraram muitos toiros nos campos. Puros e sadios, mas que não podiam seguir para as praças para onde deveriam ser lidados, o que, impôs que sobrassem. Ora, no ano passado e no que vai desta temporada, temos assistido ao escoamento dessas camadas de toiros, aliás, o que também tem passado por muitas arenas portuguesas. Mas, em Madrid estão a ser lidados toiros com quase seis anos! Como sabem todos os aficionados taurinos – nem é preciso ser grande especialista – a idade nos toiros é o factor de maior risco, uma vez que, “envelhecendo”, os toiros vão apurando o seu sentido, o que mais dificulta o labor artístico de quem tiver que os enfrentar. O toiro, que é adulto aos

quatro anos – idade em que deve ser lidado – é um animal que tem uma superior capacidade de memória, aprendendo com a maior das facilidades. Muitas vezes, parece que os toiros que aparentavam boas condições de investida, no início da lide, alteram o seu comportamento e começam a complicar a vida aos toureiros, que se vêem em palpos de aranha para os levarem de vencida. Na maioria destes casos foram os próprios toureiros que cometeram erros técnicos, não sujeitando adequadamente o toiro, pelo que acabam por ser vítimas de si mesmos, porque, normalmente, toiros com esta idade não perdoam erros. Mas, nem sempre é assim, claro, uma vez que um toiro com o sentido mais apurado pela idade, ainda que seja bem lidado pode dificultar bastante o labor do toureiro. A arena de Madrid tem sido este ano palco de imensas colhidas, algumas delas de uma intensidade trágica absolutamente comovedora, como foi o caso de Júlio Aparício, cujas imagens não podem deixar de ferir a susceptibilidade da maioria dos aficionados. O espectáculo tauromáquico assenta na luta entre o homem e o toiro bravo, esgrimindo cada um as suas aptidões e atributos, mas, o público espectador e o aficionado, em geral, acode às praças para apreciar a arte do toureiro, que com elegância e técnica, supera a ferocidade e a violência instintiva do toiro. Tanta colhida, e algumas com tanta gravidade, incomodam e assustam o público, que, assim, deixa de marcar presença nas praças com tanta assiduidade. Não vamos às praças de toiros para nos afligir, vamos lá para desfrutar de um espectáculo em que a arte deve ser a nota dominante de uma função nunca isenta do risco, próprio da luta, e onde todos os contendores devem estar no pleno das suas forças e das suas faculdades. Por

isso, somos contra os manejáveis “toiros de papelão”, de investidas previstas e contadas, quase laboratorialmente ensaiados para garantia do triunfo fácil e cómodo dos toureiros que os enfrentam. Não, nada disso. Somos a favor do toiro-toiro, com quatro anos, fisicamente sadio, pujante de força, de hastes íntegras, que imponha respeito e transmita emoção, pelo que não admitimos ver os interesses dos toureiros e do público – que, pagando o seu bilhete, sustenta e mantém o espectáculo – serem submetidos a questões meramente economicistas. Não. Sabemos que os ganadeiros, mesmo os mais prestigiados, precisam de lidar os seus toiros para assegurarem o sucesso do seu negócio, percebemos que os empresários tentem comprar sempre o mais barato possível, e estes toiros são, naturalmente, mais baratos do que os de quatro anos (porque estes podem esperar!!!), mas, a continuar assim, nunca mais deixaremos de ver lidar os toiros já em idade de sementais, em detrimento do melhor espectáculo – com verdade! – que nos proporcionam os toureiros que lidam os “quatreños”. Entretanto, à hora em que encerrávamos esta edição, Júlio Aparício estava a evoluir muito satisfatoriamente, tendo sido transferido da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital 12 de Outubro, em Madrid, para um quarto da mesma instituição hospitalar, passando o diagnóstico clínico de “muito grave” para “menos grave”, sendo que a recuperação completa demorará ainda um período não determinado, mas que não será curto. Felizmente, e, segundo o relatório dos cirurgiões que protagonizaram a segunda intervenção, Aparício não deverá ficar com sequelas muito profundas, apesar de a cornada lhe haver provocado lesões no pescoço, na língua, no palato e no maxilar superior.


tauromaquia

Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Sónia Matias comemora 10 anos de Alternativa em Santarém No próximo dia 6 de Junho, domingo de Feira do Ribatejo, terá lugar na Monumental “Celestino Graça” a primeira corrida da Feira Taurina deste ano, na qual a cavaleira Sónia Matias, irá celebrar o décimo aniversário da sua alternativa de cavaleira tauromáquica. Esta cerimónia constituiu um marco relevante na história da tauromaquia nacional, uma vez que, se é certo que a sociedade evoluiu bastante, não fazendo nenhum sentido sobreviver qualquer resquício de descriminação sexual, ao nível da tradição taurina, foi necessário vencer algumas resistências dos mais conservadores e ortodoxos, pois, a ideia dominante era a de que, numa praça de toiros, o lugar da mulher era a bancada, para permitir ao homem, o marialva, lhe poder brindar alguma sorte. Para

além do efeito estético que a sua bela presença sempre proporciona… Mas, Sónia Matias ousou afrontar esses complexos e assumiu o firme propósito de se “doutorar” como cavaleira tauromáquica, o que veio a fazer na Monumental “Celestino Graça”, escrevendo mais uma página gloriosa neste importante tauródromo.

A sua competência e inexcedível determinação impuseram-na num plano de grande relevo, tendo construído uma trajectória profissional verdadeiramente irrepreensível. Arte, poder, valor e saber técnico são os seus atributos, a par de uma presença muito agradável e comunicativa. Deste modo a empresa

Aplaudir, Lda andou bem ao celebrar esta importante efeméride, e integrar Sónia Matias, num cartel de seis cavaleiros, que inclui, também, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Tito Semedo, José Manuel Duarte e o “praticante” Tomás Pinto, estando as pegas confiadas aos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Montemor, capitaneados, respectivamente, por Diogo Sepúlveda e por José Maria Cortes. Serão lidados e pegados seis toiros de António Silva, que se saírem como os que foram lidados na Corrida da Ascensão, na Chamusca, prometem. Nesta Corrida de Toiros será, ainda, homenageado António Sala, pelo seu contributo na organização das prestigiadas Corridas da Liga dos Amigos da Rádio Renascença, em Santarém.

DiegoVentura triunfou em Barcelona; João Moura (Filho) cortou uma orelha No passado domingo, Diego Ventura voltou a afirmar a sua categoría e o seu apuradíssimo momento de forma, ao triunfar na corrida de rejoneio em Barcelona, na qual também actuou o marialva João Moura Júnior, que apenas cortou uma orelha, por haver desperdiçado a oportunidade de cortar mais troféus pelo mau uso do rojão de norte. Aliás, a crítica espanhola é consensual a elogiar a qualidade do cavaleiro de Monforte, destacando-lhe a poderosa brega e a verdade nos cites frontais e na colocação da ferragem, porém, quem não tira partido da sorte suprema, vê fugir-lhe a maioria dos troféus. Esta parece ser uma herança paterna, pois, também seu pai, mau grado a excelência do seu toureio, nem sempre conseguiu materializar em quantidade de apêndices o primeiríssimo lugar nos escalafóns de rejoneio que era

seu por mérito técnico e artístico. António Domecq, rejoneador andaluz que rematava a terna, andou discreto, tanto nas lides como na colocação dos rojões e das bandarilhas, pelo que escutou palmas após a morte do seu primeiro oponente, e foi saudado após a lide do último. Todavia, o destaque maior foi para Diego Ventura que, fazendo o paseíllo com uma bandeira da Catalunha, em

atitude de afirmação a favor da continuação das corridas de toiros em Barcelona, contra os anti-taurinos que não têm cessado todo o tipo de estratégias e de diligências para conseguir a interdição deste tipo de espectáculos na região catalã, logrou cortar as duas orelhas ao seu último oponente, saindo em ombros pela porta grande. A desenvoltura da sua brega, o poderío sempre evidenciado, em todos os terrenos e em todos

os momentos da lide, a forma como “entra pelo toiro” e a pintureria dos seus adornos, constituem predicados insuperáveis no triunfo onde quer que se apresente. Sevilha e Madrid não lhe ficaram indiferentes e conta por triunfos a maioria das suas actuações nas praças e nas feiras mais importantes do universo taurino. A Monumental “Celestino Graça”, onde voltará a defrontar os cavaleiros de Monforte, frente a toiros de Fermín Bohórquez, é o próximo cenário onde este consagrado rejoneador poderá ser apreciado no nosso país, para gáudio dos aficionados ao toureio equestre e, especialmente, para o grande público que lhe aplaude com toda a vibração os adornos e a qualidade da sua excepcional quadra de cavalos. A não perder, no próximo dia 10 de Junho.

Gonçalo Montoya triunfa em Valladolid O novilheiro escalabitano Gonçalo Montoya apresentou-se no passado domingo na Praça de Toiros de Valladolid, em Espanha, onde lidou um eral de García Jiménez, ao qual, mercê de uma lide muito séria e profunda, logrou alcançar uma orelha como prémio. Este triunfo tem, ainda, mais mérito, quanto é certo que Gonçalo Montoya, disposto a não desperdiçar esta oportunidade, recebeu o seu oponente com

uma larga afarolada de joelhos em terra, frente à “porta dos sustos”, tendo sido abalroado pelo hastado que não seguiu a trajectória do capote. Mau grado esta voltareta, que o obrigou a recolher à enfermaria após a faena, de onde seguiu depois para o hospital. Depois de regressado ao nosso país, tem sido submetido a observações médicas que confirmaram rotura da clavícula, o que o obriga a uma imobilização de

vinte dias. Com Gonçalo Montoya alternaram os novilheiros Ricardo Maldonado, de Valladolid (orelha), António Boyano, de Villalpando (orelha), Mário Vicente, de Móstoles (ovação), Juan Duque, de Madrid (saludos) e Juan José Bellido, de Villaviciosa de Odón (saludos). Ao jovem novilheiro escalabitano formulamos os nossos votos de rápido restabelecimento.

CORREIO DO RIBATEJO

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“Morante de la Puebla” antológico em Nimes

José António “Morante de la Puebla” é um matador extraordinário, ao bom estilo andaluz e sevilhano, capaz de surpreender o mais avisado com as suas atitudes de uma torería deslumbrante. Em Nímes, numa das mais aguardadas corridas, o mano-a-mano com Javier Conde – dois toureiros artistas e singulares – “Morante” fascinou o público que enchia as antigas arenas, ao enfrentar um nobre toiro de Juan Pedro Domecq, ao qual cortou as orelhas e o rabo, corolário justíssimo para uma actuação memorável. A imprensa espanhola e francesa não poderia ser mais eloquente, ao sublinhar esta actuação que “teve momentos esplêndidos, plena de torería, inspiração, temple, gosto, impacto e surpresas”. Depois de um virtuoso tércio de capote, “Morante” iniciou a faena sentado numa cadeira, à velha usança espanhola, toureando por alto, em jeito de estatuários. Já de pé, propinou diversas tandas de derechazos e de naturais com uma beleza indescritível, impregnando cada passe com um perfume extraordinário, o que suscitou constantes olés, acompanhando estes momentos sublimes. No final, consumou a morte do seu nobre oponente com uma estocada inteira, não sem que, antes, recuperasse a cadeira, sentando-se frente ao hastado, num quadro que provocou o delírio do respeitável. No que havia lidado em primeiro lugar, e ao qual cortou uma orelha, o toureiro sevilhano já havia deixado constância da sua arte e da sua tauromaquia tão singular, deslumbrando com uma série de arrimadíssimas chicuelinas, plenas de temple e de domínio. Ao restante do seu lote, toiro sem poder e sem investidas, “Morante” pouco mais pôde fazer do que despachá-lo, com dignidade. Javier Conde andou “asseado”, sem grandes alardes nem deslumbramentos, pelo que, apesar de digno, saiu amplamente ofuscado pelo soberbo triunfo de “Morante”. O resultado artístico, aliás, não deixa dúvidas: silêncio, após aviso; saludos; e silêncio, após aviso.

Próximos Cartéis Sábado, 29 de Maio de 2010 Coruche – Corrida à Portuguesa; Cavaleiros - António Telles, Pablo Hermoso de Mendoza e João Telles Jr.; Forcados: Amadores de Montemor e de Coruche; Ganadarias – Passanha; Santa Margarida do Sado – Corrida Mista; Cavaleiros - João Pedro Cerejo, Tito Semedo, Tiago Martins e Verónica Cabaço; Espada - Sérgio dos Santos “Parrita”; Forcados - Amadores de Cascais e de Arronches; Ganadaria - Juan José Cano (Espanha); Domingo, 30 de Maio de 2010 Azambuja – Corrida à Portuguesa; Cavaleiros - Joaquim Bastinhas, João Moura Caetano e Tiago Martins; Forcados – Amadores de Azambuja e da Tertúlia de Alenquer; Ganadaria - Paulo Caetano (6); Quarta-feira, 2 de Junho de 2010 Lisboa - Praça de Toiros do Campo Pequeno; Corrida à portuguesa; Cavaleiros - Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, João Moura Caetano e Marcos Tenório; Forcados - Amadores de Santarém e de Portalegre; Ganadaria – D. Maria Guiomar Cortes de Moura.


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tauromaquia

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Grupo de Forcados Amadores de Santarém a caminho do século

As Forças ocultas do Grupo de Santarém rota em honrosa vitória. Peço desculpa pela qualidade do texto, é que a escrita não é, nem nunca foi, a minha especialidade. Ponho-me a pensar e o coração vai mandando a mão

escrever. Aquilo que escrevo é apenas a minha opinião, mas admito perfeitamente que se pense de outra forma sem qualquer desmerecimento. A caminho dos 100 anos!

Pelo Grupo de Santarém, venha vinho! Aceitem um abraço deste vosso amigo que um dia teve a sorte de vestir essa jaqueta. Carlos Grave PUB

“Nunca concebi a hipótese de me fardar de Forcado para entrar na praça com alguém atrás de mim que não conhecesse ou não fosse amigo”, afirma Carlos Grave

Sempre acreditei que havia razões no êxito da actuação dos forcados que não teriam relação apenas com a técnica e a força física no momento da execução da sorte. É certo que as capacidades físicas têm sempre um papel importante, dado que na pega, seja ela qual for, tem sempre que haver contacto físico entre o forcado e o toiro. Igualmente sei que a técnica representa muito no desenrolar de toda a pega. Mas, sempre defendi que havia mais forças responsáveis pelo sucesso da pega, que resultam da actuação dum grupo de pessoas, e não dum forcado isolado, como alguns forcados quiseram dar a entender ao iniciar pegas sozinhos na praça. Neste caso, o mais correcto seria começar e terminar a pega sem ajuda. O que estou a querer dizer é que considero uma falta de respeito enorme pelos colegas, quando um forcado quer dar a entender ao público que consegue pegar um toiro sozinho sem a ajuda dos companheiros de grupo.

Resumindo: a pega é resultado da actuação dum grupo de homens que, cada um no seu papel, contribui para a imobilização do toiro, tendo que ficar no final o forcado da cara no meio dos cornos (no caso da pega de caras). Desde o Cara ao Rabejador, todos têm um papel específico na sua concretização. No entanto, como todos sabemos, há momentos em que não controlamos completamente os nossos instintos, e quando um forcado está a ajudar, a sua reacção pode ser diferente se a pessoa que está a ajudar é (por exemplo) seu irmão, seu familiar, seu amigo íntimo ou alguém que não lhe diz nada. A minha experiência dizme que quando se está a ajudar alguém que nos é familiar ou muito próximo, conseguimos potencializar a nossa acção. Isto vem um pouco ao encontro da máxima que sempre se cultivou no nosso Grupo quando dizemos que “somos um Grupo de Amigos que por acaso até pega Toiros.”

Eu comungo desta ideia na totalidade. Nunca concebi a hipótese de me fardar de Forcado para entrar na praça com alguém atrás de mim que não conhecesse ou não fosse amigo. Daí a razão em nunca ter compactuado com selecções de Forcados, ou com aquilo que às vezes se faz que é um toiro ser pegado por 4 forcados dum Grupo e 4 de outro Grupo. Aqui faço só uma observação: se por acaso o toiro vai vivo, qual é o Grupo responsável? Todos nós temos pergaminhos e valores a defender. Não há dúvida que um dos nossos grandes estandartes é o facto de nunca termos deixado ir um toiro vivo aos currais. Mas não devemos dizer “desta água não beberei”, mas sim “desta água vou tentar não beber”. Se um dia tivermos a desventura de isso nos acontecer, espero que me dêem o consolo de não ver nenhum forcado do nosso Grupo em pé. Aí concluiríamos que lutámos até ao fim, o que transformaria uma hipotética der-

6 FABULOSOS CASTRO 6


vinhos

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Agro-Batoréu: Uma tradição de Família Os recentes prémios atribuídos a dois vinhos desta Casa Agrícola (medalha de prata no Concurso de vinhos engarrafados do Tejo e 1º prémio vinho tinto no 11º Concurso de Vinhos do Tejo – colheita de 2009/2010) foram, para esta empresa, um enorme estímulo à continuação do seu trabalho de produção de vinhos em Aveiras de Cima, Concelho de Azambuja, disse ao Correio do Ribatejo, José Silvestre, sócio-gerente da Agro-Batoréu.

Correio do Ribatejo: O mercado do vinho, está em constante evolução? José Silvestre: Sim, as mutações são constantes de acordo com o mercado. Repare na trajectória desta microempresa. Tem o seu início pelos anos 20, do século passado, somos a 4.ª geração neste negócio familiar, e por morte do meu avô, é o meu pai que toma conta da casa. Faz na altura uma grande reestruturação das vinhas, pelo que em 1988, é constituída uma sociedade familiar por quotas, em que se iniciou o engarrafamento do vinho. Até essa altura, o que faziam ao vinho? Era vendido a granel, isto é vinho vendido no barril e a garrafão com grande predominância na restauração e no mercado de Lisboa.

Como se chamava a empresa, na altura? Inicialmente tinha o nome do meu bisavô, António Inácio Batoréu, que constitui na altura uma sociedade com o filho, José Rodrigues Batoréu. Em 1980, passou a designar-se José Rodrigues Batoréu Herdeiros de, até que em 1988 passou ao nome de hoje. Que modificações foram realizadas? Iniciámos uma reconversão de todo o património vitícola que possuíamos, com cerca de 50 hectares de vinha, e o engarrafamento de parte da nossa produção. Com que marcas? Primeiro Batoréus, como vinho de mesa e depois com a designação de vinho regional, e em 1992 a primeira

Acções de Formação da CVR Tejo

“50 Melhores Vinhos Portugueses para o Brasil” 2010 A Viniportugal irá realizar no Brasil, à semelhança do que já tem sido feito noutros mercados,

a edição “50 Melhores Vinhos Portugueses para o Brasil” 2010. Foi assim que, na manhã do

que facilita muito tanto em termos de necessidade de recursos Humanos, como no “timming” da mesma, tendo em conta a maturação das diferentes castas para vindimar, de modo mais intensivo, pelo que conseguimos fazer a vindima toda com 4 pessoas.

José Silvestre, sócio-gerente da Agro-Batoréu

colheita de “Terra Silvestre” com a denominação de VQPRD Cartaxo, tanto branco como tinto. Com a nova região CVR Tejo, passou a designar-se DOC Tejo. Em termos de vinha actualmente temos cerca de 40 hectares, dos quais 80% tinto e o restante branco. Qual a sua produção? Em média cerca de 200 / 250.000 litros. No branco, possuímos apenas 2 castas o Arinto e o Fernão Pires, enquanto no tinto, mantemos as castas tradicionais da região Trincadeira e Castelão diversificando para Alicante Bouchet, Syrah, Aragonês e Touriga Franca, ficando com uma maior diversidade de castas, passado dia 13 de Maio, a CVR do TEJO organizou uma prova conjunta de produtores presentes no mercado brasileiro, Casa Cadaval, Quinta do Cavalinho, Rui Reguinga, Quinta da Ribeirinha, Quinta Vale do Armo, Pinhal da Torre, Falua, Encosta do Sobral e Pinhal da Torre, para darem a provar os seus vinhos ao Jornalista Marcelo Copello, jornalista de renome no Brasil e Charles Metcalfe, famoso crítico de vinho a nível internacional. No total foram provados cerca de 45 vinhos brancos, tintos, rosés e colheita tardia. Após almoço, estes jornalistas foram visitar a Quinta da Alorna, o Casal Branco, a Quinta Vale de Fornos, Vale D’ Algares e Companhia das Lezírias, onde também provaram os vinhos produzidos nestas adegas. PUB

de há 3 anos a esta parte. Quem é o enólogo? É uma pessoa que desde a morte de meu pai, em 2007, sempre nos apoiou e acompanhou que é o Sr. Eng. Carlos Pereira. Quantas pessoas trabalham aqui? Em 2007 existiam 8 pessoas, agora e muito devido às tecnologias de vinificação temos permanentes quatro, embora existam em trabalho temporário mais algumas pessoas. Porque é que fala nas novas tecnologias? Porque em 2006, adquirimos uma vindima mecânica,

Como realizam o engarrafamento? Chegámos a ter uma linha própria, mas com o avançar dos templos abandonámos esse modo, e hoje fazemos em “outsourcing”. É uma redução de custos muito importante, e nos dias de hoje, apesar de todo o empenho e carinho com que fazemos e produzimos vinho, é imperativo olhar á rentabilidade do negócio. Como realizam a distribuição? Existe um distribuidor para a zona da grande Lisboa, apesar de continuarmos com uma carrinha para esta zona, nomeadamente a nível de restauração. Mas continuam a ter vinho a granel? Um facto curioso, é que em 2007 ainda tínhamos mercado de barril e garrafão, que abandonámos. Esse mercado passou para vinho em “bagin-box”, com 5, 10 e 20 li-

tros. É uma fatia de mercado muito importante, em que a restauração continua a apostar, e que para um vinho de média qualidade será o futuro. Existem nichos de mercados a conservar, e esse é um deles certamente. Repare, está provado que o vinho não perde qualidade, que o seu tempo de vida não é afectado, que não lhe retira qualquer propriedade que o vinho apresente, pelo que é um mercado a muito respeitar e acompanhar. Mas qual o seu objectivo? Com certeza que o vinho engarrafado, esse é o nosso mercado alvo. Temos conseguido subir o nosso nível de penetração no mercado Nacional, com o vinho engarrafado, e estes últimos prémios obtidos, são um alento muito grande. O mercado de exportação? Ainda não está a funcionar. Desde o passado ano, com participações em alguns certames e feiras Internacionais, estamos a trabalhar o mercado externo, só que é nossa vontade fazê-lo com extremo cuidado, pelo que se tudo correr como previsto, muito brevemente o faremos. António Rhodes Sérgio

Vinho do Tejo é o único português premiado na China O vinho da região do Tejo Cabeça de Toiro Reserva Tinto 2007 foi o único vinho português distinguido na 11ª edição do ‘Best Buy SIAL China 2010’, uma competição internacional entre os vinhos dos produtores presentes na Feira, que visa premiar os vinhos que apresentem a melhor relação qualidade/preço. Produzido pela Enoport, o Cabeça de Toiro Tinto venceu o prémio ‘Best Buy’ na categoria entre cinco a oito euros, depois de ter sido avaliado em prova cega por um painel de juízes composto por compradores, escanções, bar-tenders de hotéis e Jornalistas de revistas especializadas. Recorde-se que depois de recentemente se terem destacado no Concurso Mundial de Bruxelas, onde o vinho Casal da Coelheira Rosé 2009 se sagrou como o melhor vinho português a concurso, os Vinhos do Tejo voltam agora a brilhar numa prova internacional, com o Cabeça de Toiro Tinto a ser o único vinho nacional premiado. “Os vinhos do Tejo têm vindo a melhorar consecutivamente o seu desempenho nas várias competições internacionais a que concorrem e isso reflecte que a qualidade do trabalho realizado pelos Agentes Económicos da Região está já ao nível do que de melhor se faz em Portugal”, refere José Pinto Gaspar, Presidente da CVR Tejo.

Refira-se que nesta edição dos prémios ‘Best Buy’ entraram a concurso 41 vinhos e bebidas espirituosas de oito países – Portugal, França, Espanha, Alemanha, Hungria, México, China e Estados Unidos – que disputaram prémios divididos por nove

categorias. Esta competição realizou-se no âmbito da feira SIAL China 2010, que decorre em Xangai desde ontem e se prolonga até dia 21 de Maio. A SIAL China é o maior evento internacional de “Food & Beverage” realizado na China, onde confere oportunidades às empresas nacionais e internacionais do sector para se exporem a novos mercados e aumentarem a sua visibilidade internacional. Durante as duas ultimas semanas a CVR do Tejo participou no stand Vinhos do Tejo na SIAL (Xangai) – 19 a 21 de Maio, no stand Vinhos do Tejo na Vinexpo (Hong Kong) – 25 a 27 de Maio e organizou ainda uma acção específica intitulada Prova Vinhos do Tejo/Almoço em Macau, a 24 de Maio.


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

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Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.206 | 28 de Maio de 2010

Ao balcão do Quinzena

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Os Forcados de Santarém estão a caminho de um século de existência!

Tenho lido os artigos no Correio do Ribatejo, de actuais e antigos componentes!

É curioso que quase todos terminam com a expressão bem característica da forcadagem: “Pelo Grupo venha vinho!...”

Mas o que notabilizou o Grupo não foram as destemidas pegas de caras?

É claro que sim!

Câmara de Santarém decide vender antigo bairro social por ajuste directo

A hasta pública agendada para o passado dia 20 ficou deserta

A Câmara Municipal de Santarém decidiu segundafeira vender os terrenos onde se situa o antigo bairro social 16 de Março por ajuste directo, tendo em conta que a hasta pública agendada para o passado dia 20 ficou deserta. Em reunião de câmara, a decisão, que decorre da lei segundo afirmou a vereadora com o pelouro financeiro, Catarina Maia, foi aprovada por unanimidade. A autarquia fica agora a aguardar a apresentação de propostas, mantendo-se a base de licitação de um mi-

lhão de euros. Em causa está um terreno com perto de 3700 metros quadrados onde estão implantados 32 prédios urbanos degradados (a demolir), “com boa exposição solar, vistas privilegiadas e bom nível de infraestruturação”. De acordo com a avaliação da potencialidade construtiva, a área máxima de construção poderá ser de 6100 metros quadrados, numa volumetria em que a maioria dos edifícios poderá ter dois pisos e pontualmente três.

São admissíveis construções para turismo, habitação, serviços e equipamento (conjugáveis). O Bairro 16 Março, em tempos designado por Bairro Salazar, construído em 1948, foi sendo desocupado ao longo dos últimos anos, à medida que os inquilinos iam saindo ou sendo alojados noutros locais, encontrando-se num elevado estado de degradação. Os vereadores da oposição socialista consideraram que o prazo dado para apresentação de propostas foi muito curto, tendo em con-

ta que entre as aprovações na câmara (a 20 de Abril) e na assembleia municipal (30 de Abril) e a publicação (uma semana depois) restou pouco tempo aos eventuais interessados. O vice-presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, reconheceu que o prazo, numa altura de crise económica, foi curto, acreditando existirem agora condições para os eventuais interessados poderem negociar o financiamento necessário e avançar com propostas, dado que não existe um prazo limite.

Então a expressão utilizada devia ser: “Pelo Grupo venham toiros”...

Ponto final

O país está em crise! Nada a que não estejamos habituados! Afinal, é a trigésima sexta crise desde o 25 de Abril! O país está desmotivado! Sem chama nem alma! Já nem os inegáveis atributos oratórios do Senhor Engenheiro (que, assim como assim, bem podia ter encomendado uma licenciatura em Direito) nos conseguem animar! O país está descrente! Há muito que não acreditamos nos dirigentes deste país! Mas agora, nem estes parecem acreditar em si próprios! Ou pelo menos, acreditar que nos possam fazer acreditar de novo! O país está anestesiado! Já não reage. Já não “tuge nem muge”! Aceita passivamente, os escandalosos aumentos da gasolina, em situação bem diferenciada do mercado energético! Os índices desesperantes de desemprego e o, cada vez maior, emprego precário! Os brutais aumentos imediatos dos impostos (directos e indirectos), por aqueles que se comprometeram a não os aumentar. O aumento mediato da carga fiscal que a construção, manutenção e previsível défice de exercício corrente do TGV vai originar, num país cuja “tanga” se parece cada vez mais com um elegante “fio dental!” O país está resignado! Acabrunhado! Convencido da inevitabilidade das coisas e da inutilidade de as contestar! Já não se indigna com as repetidas fraudes e corrupções que parecem fazer do nosso um país de corruptos! Já não se reconhece nas forçadas expectativas de um hipotético brilharete no Mundial, esforçadamente repetidas pelos responsáveis da Selecção! Já não se entusiasma com a visita do Papa! Já não se revolta com a inqualificável eternização do Processo Casa Pia! Pelos vistos, as únicas coisas que ainda fazem parte significativa do país vibrar, são as vitórias do Benfica! O que até pode ser gratificante para o clube! Mas é, com certeza, deplorável para o país! Aurélio Lopes PUB

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Hospital

Edição nº 6.207 de 28 de Maio de 2010  

Ficheiro digital da versão de impressão do jornal Correio do Ribatejo

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