Page 1

CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

16 de Abril de 2010 • 119.º ano • N.º 6.200 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

PUB

PUB

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

Telefones: 243323304 SANTARÉM 243356000 PORTELA DAS PADEIRAS

Protocolo de parceria une municípios

Turismo da Lezíria aposta na diferença e complementaridade Concerto no Sá da Bandeira

José Mário Branco amanhã em Santarém

A Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (T-LVT) assinou, em Vale d’ Algares, concelho do Cartaxo, um protocolo de parceria com os 11 municípios da Lezíria do Tejo, com o objectivo de dinamizar o sector turístico naquela subregião. Joaquim Rosa do Céu, presidente da T-LVT, sublinhou que estes protocolos são o resultado de uma “estratégia de parceria activa dos municípios” e que cada documento reflecte os desafios e a realidade concreta de cada concelho. No seu conjunto, os acordos traduzem “as diferentes visões do território na estratégia global para a região”. Uma aposta na proximidade, na diferença e na complementaridade. p. 12

Só lhes resta dar à sola…

p. 7

José Pinto Gaspar quer unir CVR Tejo com Lisboa

“A união faz a força” p. 15

Os tempos vão avançando, sem rédeas, em passada larga. Trazem consigo sapatos descartáveis, baratos, desvirtuados. Ao pisarem o solo, vão calcando a memória de uma arte da qual se julgam emancipados. Numa era em que até a comida se plastifica, também o calçado se impregna do chulé tecnológico das fibras sintéticas, que deprecia o denso aroma de um ofício com tradição secular. O cansaço sobra; o trabalho rareia; o dinheiro mingua. E os sapateiros não parecem aptos a descalçar esta bota. Será o fim? p. 4 - 5

PUB

LIST AS DE CASAMENTO LISTAS A R I E F S K C TO R E G A S I O S E D E N T OMICÍL D AO D


2

verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Sabe por que é que se diz?...

CLICK!

“Andar em fila indiana”

O Correio do Ribatejo recebeu na terça-feira uma visita bem especial. Quinze utentes do Centro Social Paroquial de Santa Marta, de Alcanhões, concelho de Santarém, acompanhados pela animadora cultural Judite Lopes e a auxiliar Irene Gaspar, fizeram-nos uma visita no âmbito do Dia Mundial da Imprensa. O grupo viu de perto os nossos números mais antigos, a forma como o jornal era produzido no tempo do preto e branco e como o é no presente. O grupo que nos visitou regista a particularidade da média de idades rondar os 90 (!) anos… Uns jovens! Quase 30 anos mais novos do que nós, que a 9 de Abril completámos 119… DITO & ESCRITO

“A Censura não é a única forma de limitar a liberdade de imprensa” Teresa Maia e Carmo, jornalista e professora na Escola Superior de Educação de Santarém, no debate “A Imprensa antes e depois do 25 de Abril”, dia 9, no Fórum Mário Viegas.

Santarém na moda com ‘Kapital do Gótico’

Significado: Andar em fila; uns atrás dos outros. Origem: Os índios americanos andavam sempre em fila para, à medida que fossem avançando, irem apagando as pegadas dos que iam à frente. Quando os “caras pálidas” viram este comportamento, não hesitaram em começar a utilizar o termo “fila indiana”.

PUB

VENDEM-SE Em construção no Alto do Bexiga – Jardim de Cima MORADIAS T6 GEMINADAS

APARTAMENTOS T3 + 1 COMÉRCIO E SERVIÇOS NO RÉS-DO-CHÃO

SANTARÉM (Av.ª do Hospital Novo) Graça Cordeiro e filha na ‘Kapital do Gótico’

A ideia surgiu pela mão da filha de Graça Cordeiro, que, com a mãe, estavam obrigadas a rumar à capital portuguesa para se vestir de acordo com a sua alma. A empresária pôs mãos à obra e pensou que, na verdade, Santarém merecia ser, também, ‘Kapital do Gótico’ ao nível do pronto-a-vestir. Seguiu-se o escolher do espaço e nada melhor do que o centro histórico, “a precisar de vida” para servir de ‘catedral’ à linha de roupa que Graça Cordeiro importa do Reino Unido.

“É algo de novo em Santarém”, assegura a empresária ao Correio do Ribatejo presente na inauguração da loja, na Rua Guilherme de Azevedo, bem junto ao busto do jornalista e poeta. A loja comercializa marcas góticas próprias desta linha, onde predominam o preto, roxo e vermelho e a fazer crer pela afluência na tarde do passado sábado, dia em que a ‘Kapital do Gótico’ foi inaugurada, a loja promete ser um sucesso. Até porque poderão também ser encontradas por lá peças em

linhas mais clássicas. Para os que olham com desconfiança para esta ‘Kapital do Gótico’, Graça Cordeiro deixa a mensagem: “Venham ver antes de criticar. Conheçam o estilo, antes de fazerem qualquer crítica,” recomenda. Críticas foram muitas, mas positivas, saídas das bocas dos primeiros 70 clientes que marcaram presença na inauguração. A ‘Kapital do Gótico’ está à sua espera, de segunda a sábado, das 10 às 19 horas (encerra ao domingo).

APARTAMENTOS T1 e T3 GARAGENS INDIVIDUAIS E ESPAÇOS ÚLTIMO ESCRITÓRIO VISITE O ANDAR MODELO

A DISTINÇÃO PELA QUALIDADE Construção e Comercialização de Imóveis AV.ª BERNARDO SANTARENO (Junto ao Novo Hospital). Telemóveis 917566373 – 912218448. Telefone/Fax. 243371623. – SANTARÉM


publicidade

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

Santarém – Já era!... Agora já tem!... “KAPITAL DO GÓTICO”

Pronto a vestir único em Santarém Um novo espaço comercial no centro histórico da cidade Roupa de estilo gótico, excêntrico e clássico

Rua Guilherme de Azevedo, 25 – 2000-245 Santarém – Telemóvel 918 204 801

3


4

profissões

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Só lhes resta dar à sola… Os tempos vão avançando, sem rédeas, em passada larga. Trazem consigo sapatos descartáveis, baratos, desvirtuados. Ao pisarem o solo, vão calcando a memória de uma arte da qual se julgam emancipados. Numa era em que até a comida se plastifica, também o calçado se impregna do chulé tecnológico das fibras sintéticas, que deprecia o denso aroma de um ofício com tradição secular. O cansaço sobra; o trabalho rareia; o dinheiro mingua. E os sapateiros não parecem aptos a descalçar esta bota. Será o fim? O olhar fixa-se na calçada, à boleia de um vertiginoso carrossel cromático, que nos hipnotiza. São os tecidos coloridos das sapatilhas da moda, desfilando com pompa, apressando-se a deixar para trás o glamour do velhinho sapato de verniz. De lado, ostentam rombos assoberbados, forçadamente criados para arejar a rebeldia. As solas, de uma borracha gasta, rachada, derrapam pelo pavimento, conformadas com o perfil desleixado ao qual as condenaram. De quando em vez, travam a sua marcha, diante de uma montra ao acaso. No reflexo do vidro, o calçado esfarrapado revê a própria juventude, quando os rombos e as rachas não se adivinhavam e a sola jurava que nunca se gastaria. Bastam breves minutos: o ranger do zipper da carteira, testemunhado pelos pés já descalços, lança o veredicto. É altura de dar o lugar aos mais novos e hibernar num qualquer contentor do lixo. Mas será que tem de ser assim? Logo ali, ao virar a esquina, sente-se o cheiro a couro, a graxa, a cola. Ao elixir da longa vida do calçado, afinal! Por detrás da porta estreita, encontramo-lo, enclausurado entre dezenas de putrefactos cadáveres de sapatos, sepultados sem critério ao longo do contraído cubículo que serve de oficina: o homem é Ernesto Alves, de 72 anos, sapateiro há mais de meio século. Nas suas mãos, assente sobre um balcão baixo, apinhado de ferramentas e restos de tecido, uma bota de senhora ressuscita, brilhante, como nova: aqui, alguns sapatos vivem para lá da morte. Mas poucos, ultimamente. As palavras viajam às cavalitas de um suspiro: “Já não há trabalho como antigamente. Agora só dá para estar aqui nas calmas, a brincar um bocadinho com os sapatos”. Mas, que diabo!, será o calçado de hoje tão indestrutível, invulnerável, independente do amor paternal daqueles que dele sempre cuidaram? No início, as opções da sociedade moderna deixavam-no de olhos em bico, mas, hoje, só despertam em Ernesto um resignado sorriso… amarelo: “Os chineses é que vieram dar cabo disto tudo! Vendem tudo baratíssimo, e as pessoas, que não

têm dinheiro, é a eles que recorrem. Estragam, deitam fora, e está a andar!” Dantes, quando se iniciou nestas lides, não era assim. Entrou no ofício de chapa, o que até pode ser interpretado como consolação para quem, nessa altura, “queria ser batechapas”. Imperativos familiares colocaram-no, aos 15 anos de idade, na rota dos botins e das sandálias, dos sapatos engraxados e das botas da tropa: “Naquele tempo havia pouco dinheiro, e o meu velhote queria um filho que fosse sapateiro, para aprender a arranjar o calçado lá para casa”. Quando dominasse a arte, “seguiria então a vertente que quisesse”. No entanto, Ernesto apaixonou-se. “Comecei a aprender gostar de limpar a cera das botas, de pregar carda, protectores, de meter umas capinhas… Era o que um aprendiz fazia”, conta. Um dia, passou em frente “a uma montra da Miki” e reparou nos sapatos que lá estavam expostos. “Fui para casa, peguei num papel e num lápis e desatei a desenhar moldes. Seis meses depois de entrar no ramo, fiz o meu primeiro par de sapatos!” Na oficina, inicialmente acharam impossível, mas logo “repararam que o salto não era dos que saíam da fábrica”. Os ecos do prodigioso feito jornadearam, naturalmente, até aos ouvidos do patrão, que logo lhe colocou um tacão alto no estatuto: a partir desse dia passou a fazer sandálias e botas para crianças. Ao seu ritmo. O dos artistas.

João Lopes segura com nostalgia “uma relíquia com quase 20 anos”. Passou a vida a fazer botins, naquela que considera ser “a profissão mais ruim de sempre”

são jamais se adivinhavam nos tempos em que Ernesto ainda se baloiçava no seu berço profissional. Estabeleceuse, por conta própria, com 18 anos, numa oficina do Parisal. Aqui, nesta travessa delgada, num braço que se estende quando o Largo dos Pasteleiros se espreguiça, está há vinte e cinco. Abandonou a obra nova e, hoje, só faz consertos. Infelizmente para o negócio, é o carácter de alguns clientes que mais carece de reparação: “O grande problema é que muitos não vêm buscar o calçado que mandam arranjar”, desabafa Ernesto, extenuado, apontando para as dezenas de sacos pendurados por toda a oficina, enforcados pelo apertado nó da mesquinhez de quem os condenou à orfandade. “Olhe, este é de 2 de Fevereiro de 2008, veja lá!”, surpreende-se, antes de explodir: “Qualquer dia, um gajo agarra nestas traquitanas to-

das e vai tudo para o lixo! Tudo!” O ímpeto, porém, não lhe tolhe a compaixão: “Ponho tudo à porta do contentor, e pronto: quem precisar de alguma coisa apanha-a. E olhe que há aqui calçado bom…”

Ganhar um andar novo... Na parede, junto à entrada, está hoje uma sugestão de pré-pagamento. “Tem de ser. Senão uma pessoa aplica o trabalho, o tempo, o material, e depois?” Depois, descalça-se a vontade de continuar, que o calo adquirido no ofício consciencializa o pobre trabalhador de que é difícil encontrar outro alívio para tamanha situação de aperto: “Às vezes, um gajo nem tem gosto em estar a trabalhar… Se bem que, pelo menos, ninguém me deve nada. Porque está tudo ali”, explica, espreitando de soslaio os sapatos abandonados. “Se eu fiasse, não tinha aqui nada. Levavam

e nunca mais pagavam. No Parisal, cheguei a queimar três livros de caloteiros”, recorda. Nessa época, até a própria autoestima se arrastava de pé descalço: “Aos domingos de manhã, ia cobrar de porta em porta. Parecia que estava atrás de esmola, quando, na verdade, andava só a pedir aquilo que era meu…” Valem-lhe os clientes da casa. “Alguns”. Um bom exemplo de fidelidade é o senhor António. Chega à oficina com a certeza de que é nas mãos de Ernesto que os seus sapatos gastos encontrarão o brilho que os anos ofuscaram. Analisados os estragos, o sapateiro, como lhe ordena a tradição, pega na esferográfica e regista na sola a identidade do cliente. Enquanto o faz, estende-lhe outro par, já restaurado: “Aqui tens a tua ferradura”, atiralhe, com sentido de humor apurado, que parece desenhar um sorriso na goela descola-

“O que é que um gajo ganha? Nada!” “No meu tempo, as meiassolas custavam 45 escudos!” Meia-sola. Nove em cada dez frases proferidas por um sapateiro tradicional, arriscamos, não dispensam este termo, que nomeia o remendo que substitui a metade anterior da sola do calçado. “Agora já não existem. Porque metê-las ocupa mais de meio dia de trabalho, e já não tenho força para estar aqui a partir o corpo como antigamente”. Nem tão-pouco é rentável: “Faz-se as contas ao tempo gasto e aos materiais, e o que é que um gajo ganha? Nada!” As ameaças de extinção que hoje intimidam a profis-

As pilhas de calçado esquecidas pelos donos são a trágica herança do negócio de Ernesto Alves

da do sapato enfermo. “Ora, pronto! Já tenho um andar novo!”, entusiasma-se o felizardo, que rapidamente isola a única interpretação plausível: “Mas só devido aos sapatos, hã? Alto lá!” Três euros. Foi só o que recebeu esta manhã. No coçado metal das moedas está reflectido o presente. E daqui a dez anos? As sombras projectadas pelo franzir consternado da testa escurecem-lhe o semblante jovial: “Se isto continuar assim, não estou cá”, solta, ciente de que, mais tarde ou mais cedo, será obrigado a arrumar as botas. “Fico aqui até poder, naturalmente. O que é que vou fazer? Só deixo isto se me sair o Euromilhões! Se o dinheiro da reforma não dá para comer, vou para casa fazer o quê?”

“A profissão mais ruim de sempre” “Ainda te hás-de fartar de fazer botas”. Foi o seu pai, sapateiro toda a vida, que arriscou a profecia. João Lopes, o camarada de Ernesto, atestou na íntegra a ambiguidade da frase: sim, fartou-se de as fazer, que foram muitas, até que enfim se… saturou. Encontramo-lo na Travessa da Misericórdia, outro braço espreguiçado do Largo dos Pasteleiros. Para si, 2010 assinala um chorrilho de capicuas: dos seus actuais 77 anos de vida, 66 foram dedicados a um ofício no qual se iniciou aos 11. “Ora, nós éramos, João… cinco sapateiros na família. O meu pai e quatro filhos”, conta o profissional, que curiosamente invoca o próprio nome a cada estímulo de memória. Fá-lo talvez por força

D


profissões do hábito: desde cedo que, fruto da independência precoce tão usual noutras eras, aprendeu que só consigo poderia contar em situações de dúvida ou apuro. Aos 19 anos, partiu de Cucujães, sua nortenha terra natal, mas sem nunca perder o norte: fez escala em S. João da Madeira, “uma terra de sapateiros”, até chegar ao Ribatejo, província de bons vinhos, que, ao fim de tantos anos, não lhe embriagam o sotaque. Feito o tirocínio, de patrão em patrão, estabilizou o próprio negócio, abrigado desde 1985 na actual oficina, outrora elegante; hoje, já se notam os quilos a mais, fruto das centenas de sapatos que se acumulam nas longas prateleiras corridas de madeira. A desorganização do espaço torna-se acolhedora. Não fazia sentido ser de outra forma, que o ofício é de barba rija. Talvez o excesso de zelo e aprumo soasse pouco másculo. As ferramentas amontoam-se, como destroços, no pequeno balcão do artista: a sovela, a grosa, a faca de sapateiro, o pau da lixa, o alicate, o turquês. Alguns sacos pendurados, outros pelo chão, vão-se acomodando, como podem, nos espaços que a poeira lhes concede. No centro deste universo, perde-se João Lopes, com a mão esquerda pegando no sapato por dentro, enquanto a direita, acelerando até se desfocar, vai lixando a sola, que a vida há muito já o está. “Isto é para entreter, porque faz mal estarmos parados. Mas é principalmente um meio de subsistência, que com uma reforma de 74 contos não dá para a gente sobreviver. Se desse, já tinha fechado isto”, lamenta, friamente, com a consciência de que, nesta faina, pouca coisa ainda lhe resta. A não ser dar à sola. As nuvens cinzentas que, na modernidade, pairam diariamente sobre a oficina não costumavam atemorizá-lo: “Antigamente, todos queriam ser sapateiros, porque dentro de casa não se apanha chuva nem frio”. Ilusória convicção. O corpo sempre se manteve seco, é certo, mas o coração, esse, foi arrefecendo com o passar dos meses: “Esta é a profissão mais ruim de sempre do país. Foi sempre inferior. Ora, há uns… vamos lá, João… há uns 60 anos, os sapateiros só trabalhavam três meses: Outubro, Novembro e Dezembro”, conta. “Em Janeiro, começava a crise de trabalho. Quando vinha o bom tempo, os sapatos eram mais fracos e só se fazia uns dois ou três parzitos por semana”.

“Isto é que é á antiga!” Os botins eram a sua especialidade. Fez centenas. A nostalgia detém-lhe, por segundos, o braço direito: “Por semana fazia uma média de oito pares. Mas já não faço, João, desde 1998. Agora estou nos consertos. Já lá vão onze anos. Como o tempo passa…” Com o reproduzir

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

dos dias, desata-se a vitalidade, dantes firme e apertada. “Este trabalho parece fácil, mas é muito cansativo e exige que se tenha olhinhos para fazer as coisas”, considera, temeroso de que não lhe reconheçam os esforços. Embaciado pelo passado, invade por momentos a sua velha arrecadação. Num segundo, regressa, orgulhoso, com um par de botas ao colo: “Estas foram feitas por mim”. E desata a tratá-las, com carinho, como se dois delicados pés ainda errassem pelo mundo, perdidos, em seu encalço. “Isto é uma relíquia que já deve ter, João, mais de vinte anos”, explica, detalhando a sua feitura como se fosse algo banal, óbvio, imediato. O esforço físico faz mossa, mas João não se ampara em ombros mecânicos. A máquina de braço e a vergadeira só ali estão em exposição. A fresa, “demasiado barulhenta”, há muito que ressona baixinho no canto da oficina. “É tudo manual”. E, com um pedaço de vidro na

nas incisões de cansaço que uma vida inteira de trabalho lhe rasgou nas faces. Gosta de observar “o senhor João”. Mais do que uma boa companhia, é uma espécie de aprendiz. “É sempre bom aprendermos coisas novas, porque nunca se sabe como será o dia de amanhã”, confessa, ciente de que “isto está muito complicado” e de que não se pode dar ao luxo de permitir que o futuro embata de frente nalguma porta fechada pelo seu desleixo. João, é notório, comove-se com o interesse. Contudo, improvisa uma bola de cristal no brilho da graxa da bota que empunha: “Daqui a dez anos, aparecem mais destes sapateiros novos, que não são sapateiros. Agora, aqueles que agarram num sapato e começam a fazê-lo do princípio ao fim já não existirão”. O braço direito torna a acelerar, colérico. “Quando comecei, aquilo que queria era trabalho moroso… Aquele sapatinho de verniz, com um salto um bocadinho mais bai-

buleta que aponta um bom augúrio: “Igreja do Milagre”. O barulho dos sinos sugerenos o caminho. Metros adiante, ruídos distintos, mais graves, assinalam a chegada: num velho edifício anexo ao santuário mora a oficina de Albertino Saramago. Do interior, escapulem-se ecos de um martelar pujante, compassado. A banda sonora da recauchutagem de um sapato, pois claro. Saramago poderia estar, em sentido figurado, a contribuir para pregar a arte de sapateiro à sua cruz, embora não pareça crível que esta crucificação preceda a futura ressurreição do ofício. De martelo em punho, o experiente trabalhador, de 80 anos, vai expelindo a sua revolta por ter de suportar um mundo que já não calça o seu número. “Vou sair no jornal?”, questiona, espreitando por cima dos óculos, antes de sussurrar com enternecedora simplicidade: “Mas eu não sei ler”. Não importa: na oralidade não se enrasca, e vai

advogados” que ao longo dos anos lhe confiaram o calçado. “Vem aqui pessoal de todos os níveis, mas mais do povo. Se aparecer um cigano ou um quinquilheiro é que não atendo, porque não são de confiar”, acusa. “Digolhes que não tenho vagar, e toca a andar! Antes quero estar parado”. A destrinça que promove na clientela não é, no entanto, responsável “pelos dias inteiros que passam sem que apareça uma única pessoa”. O problema está no facto de “os clientes de hoje não terem paragem certa. Noutros tempos, as famílias mandavam sempre fazer calçado no mesmo sapateiro, não procuravam outro. E compravam sempre na mesma loja”. Hoje, considera, “não escolhem o sítio. E às vezes levam com cada barrete por aí…”

“Um mundo às avessas” Interrompe-o uma mulher, que irrompe repentinamente pela oficina, como se da sua

A cada martelada, Albertino Saramago vai pregando na cruz um ofício há muito condenado

mão, exemplifica: “Isto é para alisar”. Louco de vigor, de dentes cerrados, como se odiasse a tecnologia por tudo o que lhe roubou, vai balbuciando: “Isto é que é à antiga… Isto!” As forças que lhe transbordam dos bíceps, essas, vai buscá-las às memórias. Mas não só. “É preciso ter coragem para enfrentar isto; todos os dias aqui a dar ao braço. Por isso é que chego a casa e dou aos braços a comer e a beber!”, completa João, que, contudo, abomina a ingestão de bebidas alcoólicas em horário de expediente: “Aqui é para atender os clientes como deve ser. Mas lá em casa bebo. Não, não bebo! E então se ele é negro, carrascão, pá!” A gabar-lhe o ímpeto, sentado ao canto da sala, num banco minúsculo, já se encontra Carlos, aveiricense cuja juventude se extraviou

xo e um picotado muito miudinho. Isso é que era trabalhar!”, reforça, enfurecido pela saudade, com o membro a descontrolar-se. Acalma-se. “Não vale a pena estar a pensar mais nisso. Agora é aguentar”. Perdido o gás, coscuvilha o relógio e pousa as ferramentas. Em seu redor, a graxa, a cola, o cabedal, as solas, os cheiros, a humildade: a breve sinopse de toda uma vida. O olhar, vidrado, perde-se nas memórias. Em tudo o que ganhou. E perdeu. “Há sapatos por todo o lado… poça…”

Em busca de um milagre Rua Miguel Bombarda. Prolonga-se a busca por um sapateiro feliz e realizado, confiante num miraculoso regresso ao passado. Existilo-á? Numa esquina, eis a ta-

conseguindo desfiar a sua existência octagenária numa prosa bem articulada. Conta, nem timbre envergonhado, que foi forçado a sair cedo da escola. Em vez de ir guardar gado, como alguns colegas, escolheu aprender as manhas da indústria do calçado. “Assim que acabou a Guerra Mundial”, tinha 15 anos, abandonou o berço da Póvoa de Santarém e fez-se homem. Numa primeira fase, em Alcanhões; depois, em Santarém. Até hoje: “Corri vários patrões, que só com um não se aprende. Aliás, ainda hoje estou a aprender”. Não obstante, há algo claro na sua cabeça: “Se soubesse ler e escrever, tinha escolhido outra coisa. Ser sapateiro foi sempre o pior que havia”, suspira. O iletrismo nunca o impediu, porém, de articular desenvoltamente as sílabas dos gritos de socorro das “dezenas de doutores e

moradia se tratasse. São elas que mais o visitam, apesar de o calendário dependurado na parede constituir, certamente, um bom chamariz para o sexo masculino. Não existem relatos de que a rapariga que posa para a objectiva, em trajes arejados, tenha outrora conhecido estas instalações, mas a paixão de montar (fazse acompanhar de um cavalo) podê-la-ia ter levado a recorrer aos préstimos de Saramago, que aqui repara todo o tipo de botas de equitação, botins ou ténis, para além de colocar meias-solas, poupasolas ou capas, pintar sapatos ou inserir “almas d’aço”. A visitante anuncia-se, recebendo prontamente “os sapatos velhos”, que há dias aqui depositou. Deixavam-lhe “os calcanhares todos roídos”. Pudera: “Já têm 14 anos. São mais velhos do que os meus filhos”, declara. “Então devem ser bons!”, felicita-a o

CORREIO DO RIBATEJO

5

sapateiro, com altivez, orgulhoso por constatar que, como noutras eras, ainda há quem preserve o calçado durante largas estações. Por predilecção ou necessidade, só a própria saberá. O povoense fita-a a testar a eficácia do arranjo. Missão cumprida: “Já não roem. Estão macios”. Hora de fazer contas: “Não deve nada”, comunica Saramago, com a benevolência que, repetida bastas vezes, lhe condena o mealheiro a dieta indesejável. “Disto assim é que eu gosto!”, rejubila a cliente, feliz por ter preferido a velha oficina a um qualquer novo centro comercial, onde, segundo o profissional, “em vez de arranjar, estragam”. Esses locais “estão cheios de amadores, ‘enxerteiros’, que fazem tudo de qualquer maneira. Nunca serão sapateiros a sério”, vaticina. Quem o poderá ser, então? Nunca os seus descendentes, certamente: “Eles não precisam disto para nada… O meu filho é engenheiro, por exemplo. E tenho netos que nem conheço! Um está na força aérea, em Lisboa. Alguma vez queria ser sapateiro?”, questiona, sem conter uma gargalhada trocista, confidenciando que nenhum deles alguma vez recorreu aos seus talentos. “Hoje a família é assim. Em quase lado nenhum se encontra um filho que goste do pai. Se eu fosse uma pessoa que tivesse propriedades, vinhas no campo ou muito dinheiro, ainda me procuravam… Mas, hoje, não: os pais matam os filhos, e vice-versa. É um mundo perdido”, solta, num soluçar apocalíptico. Levanta-se muitas vezes do pequeno banco onde trabalha. Espreita o exterior, analisa os gestos e sons do quotidiano, como quem confirma uma persistente convicção: “Não gostava de ter nascido neste tempo. Nasci na época correcta, numa altura em que havia educação. Se as crianças fizessem algo de mal na escola, as professoras davamlhes nas orelhas com uma cana-da-índia, que até fazia sangue”, descreve, com laivos de pedagógico belicismo, insistindo no seu veredicto ao actual estado da humanidade: “E ninguém se podia queixar aos pais, senão ainda levava mais! Hoje não; vão para a escola matar professores. O mundo está todo às avessas…” Os sinos da igreja badalam sete vezes, anunciando o fim. De quê? De mais um dia de trabalho, para já. O céu escurece, contagiado pela penumbra que é expulsa da oficina. Nem o mais obstinado combatente de teorias cósmicas poderá desprezar o que parece estar escrito nas estrelas: o futuro dos sapateiros está irremediavelmente condenado. A caligrafia dos astros, iluminada, é bem legível, aos olhos de quase todos. Resta somente uma esperança: Albertino Saramago (ainda) não sabe ler. Sérgio Fernandes


6

25 de abril

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

“A imprensa antes e depois do 25 de Abril”

Debate não visado pela Censura Vinte e oito anos depois do desaparecimento do jornal “A Forja”, a Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril expõe, no Fórum Mário Viegas, em Santarém, as primeiras páginas desse semanário regional que, durante seis anos de existência, quis fazer da cultura e dos valores de Abril as suas principais bandeiras. A abertura da exposição foi acompanhada por um painel sobre “A imprensa antes e depois do 25 de Abril”. Um debate de ideias livres, diversas e até controversas, sobre os jornais e a liberdade de informação, face aos poderes políticos e económicos. Não visado pela Censura… Criar hábitos de leitura de jornais, desde a infância e juventude, será o caminho certo para formar públicos interessados e exigentes, dos quais dependerá, em grande medida, a liberdade de informação e a qualidade do jornalismo que se pratica em Portugal. Foi esta uma das ideias expressas, de forma consensual, no final do debate sobre “A imprensa antes e depois do 25 de Abril”, que teve lugar, no último sábado, no Fórum Mário Viegas, promovido pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril. A iniciativa contou com um painel de oradores, na maioria jornalistas: Eduardo Bento, La Salette Marques, Teresa Maia e Carmo e Joaquim Duarte. Everilde Amaral, professora reformada e autora de um estudo sobre a Censura, também integrou o painel. O debate teve como pretexto a inauguração da exposição das primeiras páginas do jornal “A Forja”, que entre 1976 e 1982 se assumiu como a expressão dos valores de esquerda e dos ideais de Abril. Dirigido por Francisco Nuno e propriedade da Cooperativa Editora e de Promoção Cultural “Escrever e Lutar”, aquele semanário, cujo nome se inspirou na peça de teatro “A Forja” de Alves Redol, pretendeu ser um agente de liberdade ao serviço da cultura, dos trabalhadores e das gentes do Ribatejo, como espelham as páginas em exposição no Fórum Mário Viegas (mostra pa-

tente até dia 25 de Abril). O jornal não resistiu à voragem do tempo, extinguindo-se em 1982, após seis anos de existência. “Não havia no distrito um único jornal que defendesse os ideais de Abril. Coube ao Chico Nuno essa aventura”, disse Eduardo Bento, ex-colaborador de “A Forja”. “Foi um acto de jornalismo notável, fez jus à liberdade de imprensa”, mas “não resistiu ao cerco económico que lhe foi feito”, recordou Eduardo Bento. Com estas palavras, foi lançado o mote para o debate, moderado por Arnaldo Vasques, da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril.

Arnaldo Vasques, Eduardo Bento, Everilde Amaral, La Salette Marques, Teresa Maia e Carmo e Joaquim Duarte

Liberdade em risco? Como manter, nos nossos dias, a independência dos jornais face ao poder político e económico – fonte de receitas inestimável, num país em que o número de leitores/compradores de jornais é demasiado escasso para garantir, por si só, a sobrevivência dos periódicos? A pergunta que dominou quase todo o debate ficou sem resposta, mas a vivacidade das intervenções e o interesse manifestado pela assistência, pôs em evidência a importância da liberdade de informação, pela qual “é preciso resistir e tentar mudar”, como foi defendido. “Hoje não há lápis azul, mas há, por vezes, falta de liberdade”, afirmou La Salette Marques, jornalista da RTP, que realçou a interfe-

“A Forja” em exposição no Fórum Mário Viegas

rência directa e/ou indirecta do poder político e económico nos jornais, colocando em risco a sua independência. “A censura não é a única forma de limitar a liberdade de imprensa”, disse Teresa Maia e Carmo. A jornalista que é, também, professora na Escola Superior de Educação fez a distinção entre “liberdade de informação” e “liberdade de expressão”, esta última intacta, 36 anos depois do 25 de

Abril, segundo considerou. Teresa Maia e Carmo chamou a atenção para problemas maiores, como a precariedade e o afastamento dos jornalistas da gestão dos órgãos de comunicação onde trabalham. Problemas que, na sua opinião, conduzem a limitações na liberdade de imprensa.

Exemplos de censura A dimensão da Censura durante a ditadura foi um dos temas debatidos, pro-

vando que, actualmente, qualquer tentativa de condicionar a informação, não passa de uma ‘brincadeira de crianças’ em comparação com os tempos da ditadura. Joaquim Duarte, director de “O Ribatejo”, recordou que o Jornal do Fundão foi suspenso temporariamente, por ter noticiado, em 1965, a atribuição pela Sociedade Portuguesa de Autores, do Grande Prémio de Novelística (Prémio Camilo

Castelo Branco) a Luandino Vieira, escritor angolano que havia sido preso pela PIDE, acusado de ligações a movimentos independentistas. Contou, também, que entre os textos censurados, havia, por vezes, extractos de citações do próprio Presidente da República Américo Tomás, cujos discursos primavam frequentemente pelas gafes e pontapés na gramática. A falta de preparação e o diminuto grau de compreensão de alguns censores valeram-lhes a entrada no anedotário nacional. Everilde Amaral lembrou que, além dos jornais, também eram censurados livros, discos e espectáculos de teatro e música, tendo dado como exemplo, a censura frequente de peças de Gil Vicente. Eis que, certo dia, contou Everilde Amaral, foi com espanto que o grupo de teatro a que pertencia recebeu permissão para apresentar a “Antígona” (de Sófocles), com a indicação claramente expressa, de que poderia levar a cena a… “Antígona de Gil Vicente”. Um episódio digno de comédia, não fosse a Censura ou Exame Prévio, uma realidade demasiado trágica. Sofia Meneses PUB

Rua Capelo e Ivens, 90 Telef. 243322471 – 2000-039 Santarém Rua Serpa Pinto, 83 Telef. 243326868 – 2000-046 Santarém Rua Dionísio Saraiva, 14 Telef. 243593460 – 2080-104 Almeirim

PERFUMARIAS

Rua Luís Falcão Sommer, 20 Telef. 249728228 – 2330-176 Entroncamento


25 de abril

CORREIO DO RIBATEJO

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

7

Programa comemorativo do 25 de Abril

José Mário Branco amanhã em Santarém O programa comemorativo do 25 de Abril que tem vindo a decorrer desde o inicio deste mês, em Santarém, tem amanhã (dia 17) um dos seus pontos altos com o concerto a solo de José Mário Branco, no Teatro Sá da Bandeira, a partir das 21h30. José Mário Branco dá voz a algumas das mais emblemáticas canções que foi compondo e interpretando ao longo de um percurso de mais de trinta anos (bilhetes a 5 euros). No mesmo dia e no mesmo espaço, haverá cinema para as crianças, às 16 horas: curta-metragem de animação sobre o 25 de Abril, seguida de conto alusivo ao 25 de Abril, dramatizado pelo Teatrinho de Santarém, no Fórum Mário Viegas (organização Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril com a colaboração do Cineclube de Santarém). Também amanhã, será lançado o concurso de fotografia “Liberdades e Costumes”, pela Comissão “Juventude e Liberdade” (Entrega de trabalhos até ao dia 15 de Maio. Mais informações e regulamento em www.cmsantarem.pt e juventudeeliberdade.blogspot.com).

Homenagem a Zeca Afonso

Dia 18 de Abril, José Afonso vai ser homenageado, em Grândola, assim como o Padre Nuno (Francisco Nuno), numa organização da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, com o apoio das autarquias de Setúbal e Grândola, com a colaboração do Sindicato dos Professores da Grande Lis-

boa. A homenagem a Zeca Afonso tem início às 10 horas, no cemitério de Setúbal, seguindo-se uma recepção à delegação de Santarém, às 12 horas, na Biblioteca Municipal de Grândola. Meia hora depois, os convidados deslocam-se ao Monumento de Tributo a José Afonso para depositar uma coroa de flores. O programa prossegue com uma paragem no Memorial ao 25 de Abril, às 12h45, ao som de “Grândola, Vila Morena” pelo grupo Coral Coop e às 16 horas, realizase um espectáculo comemorativo do 25 de Abril e de homenagem a Zeca Afonso, em co-produção pelos agentes culturais de Grândola e Santarém. De 19 a 25 de Abril, numa iniciativa da Comissão “Juventude e Liberdade”, será pintado o Muro da Liberdade - muro circundante à Casa de Portugal e Camões, exPresídio Militar (rua António Maria Baptista). Dia 20, às 15 horas, a Escola Secundária Sá da Bandeira recebe uma sessão sobre “5 de Outubro, 25 de Abril e o Futuro” para professores e alunos, promovida pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril.

“Cartas a Uma Ditadura” A mesma comissão com a colaboração do Cineclube de Santarém e da autarquia local, e apoio do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, apresenta o filme “Cartas a Uma Ditadura”, de Inês Medeiros, no dia 21, às 21h30, no Teatro Sá da Bandeira. Após a projecção do filme, há um colóquio sobre o papel da mulher durante a ditadura, para o qual a realizadora foi convidada (presença ainda não confirmada). No dia seguinte (22), terá lugar um workshop de edição de vídeos sobre o 25 de Abril, entre as 9 e as 18 horas, na Escola Superior de Educação de Santarém (ESES). Inscrições através do e-mail: juventudeeliberdade@gmail.com (organização Comissão “Juventude e Liberdade” com o apoio da ESES). Esta iniciativa volta a repetir-se no dia 26 de Abril, às 21h30, no Teatro Sá da Bandeira.

“Bute daí, Zé” “Bute daí, Zé”, é o nome do livro que vai ser apresentado no dia 23, às 18 horas, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. Este romance é da

autoria de Filomena Marona Beja e fala sobre o 25 de Abril e Salgueiro Maia (organização Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril e Câmara Municipal de Santarém). Ainda no dia 23, às 22 horas, o Jardim da República vai ser palco de um concerto com bandas de Santarém. Organização: Comissão “Juventude e Liberdade”. “Sabores de Abril” vão invadir a Casa do Brasil, no dia 24. A partir das 21 horas, haverá um concerto com a participação do grupo Luangraal (voz, guitarra portuguesa, contrabaixo e viola dedilhada), do grupo de Guitarra e Canto de Coimbra do Centro Cultural Regional de Santarém (CCRS) e do Coro de Câmara do Conservatório de Música de Santarém (organização: Conservatório de Música de Santarém com o apoio da Câmara de Santarém).

O dia 25 O programa comemorativo, no dia 25, começa com uma exposição sobre a Escola Prática de Cavalaria, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. A exposição é organizada pelos alunos do 12º ano da Escola Secundária Ginestal Machado, no âmbito da área curricular de Área Projecto e vai estar patente ao público até ao dia 7 de Maio. Os festejos continuam com uma missa cantada pelos Pequenos Cantores de S. Francisco, às 12 horas, na Igreja de Marvila, com o apoio da Diocese de Santarém. No dia 25, realiza-se também o já tradicional almoço

comemorativo dos 36 Anos do 25 de Abril de 1974, às 13 horas, na Estação Zootécnica Nacional de Santarém (Fonte Boa). A organização é da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril. As inscrições para o almoço (limitadas à lotação da sala) podem ser efectuadas junto dos membros da Comissão (964 563 460 ou 916 816 267) e nos Estúdios Trifoto. Neste dia, o momento mais alto das comemorações terá lugar com a cerimónia evocativa de Salgueiro Maia, às 15 horas, junto ao padrão evocativo – Jardim dos Cravos.

Encontro de Coros As comemorações, no dia 25, culminam com o XXXV Encontro de Coros Comemorativo do 25 de Abril de 1974, às 17h30, na Igreja da Graça, numa organização conjunta da Câmara de Santarém e do Coro do Círculo Cultural Scalabitano. Actuam o Coral TAB (Coro dos Trabalhadores da Autarquia do Barreiro), o Orfeão da Guarda e o Coro Infantil e Adulto do Círculo Cultural Scalabitano. De 26 a 30 de Abril, há “Ateliê da Liberdade”, às 10h30, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. O ateliê destina-se a crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12. No final cada participante vai receber uma surpresa. Inscrições para o telemóvel 914 416 330 ou através do e-mail: slbernardosantareno@cmsantarem.pt. “5 de Outubro, 25 de Abril

e o Futuro” é o tema da sessão que decorre no dia 27, às 18 horas, no ISLA, com a participação de Carlos Beato (militar de Abril), José Raimundo Noras e Rosária Antas, organizada pela Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril.

Recordando Mário Viegas A Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril organiza ainda, no dia 29, às 21h30, no Fórum Mário Viegas, a iniciativa Recordando Mário Viegas com “Gin Tónico”, em Café-Concerto. Serão visionados vídeos inéditos do actor com a colaboração do Centro Cultural Regional de Santarém. Algumas freguesias do concelho vão, também, assinalar mais um aniversário do 25 de Abril. É o caso da Moçarria, com um jantar convívio e fados, no dia 24, às 20 horas, na APR Secorio (organização: Junta de Freguesia da Moçarria). No dia 25, a Junta de Pernes organiza um vasto programa com uma prova de BTT (9h30), uma sessão comemorativa, no Salão da Junta (9h45), uma grande festa popular com sardinhada (12h30), no Largo do Rossio. A animação vai estar a cargo de Carlos Godinho. Para os mais jovens (entre os 8 e os 12 anos) há provas de carrinhos e ladeiras, às 15 horas e para o público em geral, jogos populares da malha e de chinquilho (participação do Movimento Associativo Local). PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-4-2010

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-4-2010

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-4-2010

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. NICOLAU

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. SALVADOR

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MARVILA

EDITAL

EDITAL

Faz público que, de acordo com a alínea b) do Art.º 19.º da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/02 de 11 de Janeiro, convoca a Assembleia de Freguesia para uma Sessão Ordinária, na Sede da Junta de Freguesia, Rua Serpa Pinto n.º 125 - 1.º, pelas 21 horas, do dia 21 de Abril de 2010, com a seguinte ordem de trabalhos:

MANUEL PORFÍRIO DANTAS DA COSTA, Presidente da Assembleia de Freguesia de Marvila, faz público que, de acordo com a alínea B) do Art.º 19.º, da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, convoca a Assembleia de Freguesia para a Sessão Ordinária que terá lugar na sede desta Junta de Freguesia, no dia 19 de Abril de 2010, pelas 21.00 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

EDITAL N.º 01/2010 ANA LUÍSA CÂNDIDO SILVA RODRIGUES SERRÃO ARRAIS, Presidente da Assembleia de Freguesia de São Nicolau: Faz público que, de acordo com a alínea a) do Art.º 19.º da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/02 de 11 de Janeiro, e para cumprimento do disposto no n.º 2 do Art.º 13.º da última Lei mencionada; convoca a Assembleia de Freguesia para uma Sessão Ordinária que terá lugar na Sede desta Junta, sita na Av. 25 de Abril, n.º 50 A, em Santarém, pelas 21 horas do dia 19 de Abril de 2010, com a seguinte ordem de trabalhos: 1 – Discussão e Votação do Regimento da Assembleia de Freguesia; 2 – Apreciação e Votação dos Mapas de Prestação de Contas e Relatório de Gestão, referentes ao ano de 2009; 3 – Apreciação e Aprovação da Primeira Revisão ao Orçamento do ano de 2010; 4 – Análise da informação escrita do Presidente da Junta acerca da actividade da mesma e da sua situação financeira, de acordo com a alínea O) do n.º 1 do art. 17.º da Lei n.º 5-A/02 de 11 de Janeiro e da alínea e) do n.º 2 do art.º 2.º do Regimento da Assembleia de Freguesia; 5 – Informações sobre a actividade da Junta e outros assuntos de interesse para a Freguesia. Para constar, será este EDITAL afixado nos lugares do costume e publicado no Jornal Correio do Ribatejo. Santarém, 05 de Abril de 2010. O Presidente da Assembleia de Freguesia, Ana Luísa C. S. R. Serrão Arrais

MARIA DO CARMO DIAS CRUZ FERREIRA, Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Salvador:

1 – Votação do Regimento da Assembleia de Freguesia. 2 – Apreciação da informação escrita do Presidente da Junta acerca da actividade da Junta de Freguesia, no período compreendido entre 19/12/2009 e 08/04/2010, bem como da sua Situação Financeira. 3 – Apreciação e votação dos Documentos de Prestação e Relatório de Contas referentes ao ano de 2009. 4 – Apreciação e votação da 1.ª revisão Orçamental, Plano Plurianual de Investimentos e Plano de Actividades da Autarquia. 5 – Ratificação da Nomeação do representante da Junta de Freguesia na Associação de Freguesias da Cidade de Santarém. 6 – Apresentação e apreciação do Inventário. 7 – Toponímia. 8 – Aprovação do Quadro de Pessoal. 9 – Outros assuntos de interesse para a Freguesia. Convidam-se os Habitantes da Freguesia a estarem presentes. A Presidente da Assembleia, Maria do Carmo Dias Cruz Ferreira (Eng.ª)

1. Apreciação da Informação Escrita do Presidente da Junta de Freguesia acerca da Actividade da Freguesia e da sua Situação Financeira, desde a última Sessão Ordinária da Assembleia; 2. Apreciação e Votação dos Documentos de Prestação de contas do ano de 2009; 3. Apreciação e Aprovação da 1.ª Revisão ao Orçamento, Plano Plurianual de Investimento, e Plano Plurianual de Acções Mais Relevantes de 2010; 4. Apreciação do Inventário dos Bens da Freguesia; 5. Informações. Para constar, será este EDITAL afixado nos lugares do costume e publicado no Jornal “Correio do Ribatejo”. Santarém, 01 de Abril de 2010. O Presidente da Assembleia Manuel Porfírio Dantas da Costa


8

sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Comunicado à população

CDU critica gestão camarária e exige respostas de Moita Flores A Coordenadora Concelhia de Santarém da CDU distribuiu um comunicado à população, no qual é criticada a gestão de Francisco Moita Flores e da maioria PSD na Câmara Municipal. A CDU realça que, quando iniciou o seu mandato, em 2005, Moita Flores prometeu resolver a situação financeira da Câmara em 100 dias, mas que, passados quatro anos e meio, “assobia para o lado e diz que não foi eleito para pagar dívidas”. A CDU afirma que “há um cada vez maior número de pequenas e médias empresas em crescentes dificuldades porque a Câmara Municipal de Santarém lhes deve e não paga”, que “há situações de atraso no pontual pagamento de retribuições (de horas extraordinárias) aos trabalhadores públicos da Câmara Municipal”, e que, noutros casos, designadamente na área da educação (auxiliares não docentes e docentes das Actividades de Enriquecimento Extra-Curricular), “as juntas de freguesia têm adiantado verbas, sem rece-

O comunicado foi distribuído segunda-feira nas ruas do centro histórico de Santarém

ber previamente da Câmara, para o seu pagamento”. A CDU diz, ainda, que as associações e agentes culturais da cidade e do concelho se “sentem discriminados e menorizados”, por “não receberem os apoios prometidos pela Câmara”, enquanto “outros artistas de fora recebem sempre chorudos cachets à cabeça e antes de actuar”. O comunicado adianta que “os eleitos da CDU já levantaram estes problemas na Assembleia Municipal”,

sem que tivessem obtido resposta. “O PSD não quer ou não consegue explicar”, sublinha o comunicado, que coloca uma série de questões relativas à gestão municipal, entre as quais, “o que é que aconteceu aos 23 milhões de euros que recebeu através do PREDE – Programa de Regularização Extraordinária das Dívidas do Estado – por empréstimo específico e exclusivamente autorizado pelo Governo e Tribunal de Contas

para pagar dívidas a fornecedores”. A CDU questiona, ainda, o motivo por que “nesta altura de dificuldades financeiras, em que até o pagamento pontual de vencimentos está em risco, foram criados no último mês mais de 100 novos lugares no quadro de pessoal da Câmara Municipal”. Afirmando que há “uma disparidade no tratamento de credores e prestadores de serviços à Câmara Municipal”, a CDU pergunta qual a razão para que “alguns recebam antes do serviço prestado enquanto outros estão condenados a esperar anos a fio correndo o risco de conhecer a insolvência”. Por fim, a CDU salienta que “não desistirá de exigir que todos os esclarecimentos sejam prestados aos autarcas e à população”. O Correio do Ribatejo pediu ao presidente da Câmara uma reacção ao comunicado, mas Moita Flores, desvalorizando as críticas, limitou-se a dizer: “recusome a responder a falsidades e a quem tem uma visão política de gabinete”. PUB

MUD ANÇAS MUDANÇAS VASSALO , LD A. ASSALO, LDA. Transportes

Nacionais

SANTARÉM: Rua de S. Martinho, 6-1.º – Telef. 243556499 Telemóvel 914037409

«CORREIO DO RIBATEJO» – 16-4-2010

MARIA ILÍDIA NOGUEIRA SOLICITADORA DE EXECUÇÃO Cédula n.º 1951

ANÚNCIO (1.ª publicação)

N.º do Processo: 594/04.1TBSTR Tribunal Judicial de Santarém – 2.º Juízo Cível Exequente(s): Caixa Geral de Depósitos, S.A. e outros Executado(s): Transportes Maurício Calças Filhos, Lda. e outros Valor: 32.955,59 j Referência Interna: PE/7/2009 Nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 05/05/ 2010, pelas 10h30, no Tribunal Judicial de Santarém, para abertura de propostas, que sejam entregues até à hora marcada, na Secretaria Judicial, pelos interessados na compra do direito de superfície a seguir indicado: – DIREITO DE SUPERFÍCIE DA FRACÇÃO “C” – Correspondente ao 1.º Andar Direito, destinado a habitação, composto por 4 assoalhadas, cozinha, casa de banho, corredor, marquise, despensa e quintal, sito na Av. 25 de Abril, Bloco 7, n.º 16, em Almeirim. Encontra-se inscrito na matriz predial urbana sob o Art.º 4.379/Fracção “C” / ALMEIRIM e descrito na Conservatória do Registo Predial de ALMEIRIM sob o n.º 2.936 / FRACÇÃO “C”/ ALMEIRIM. – O VALOR BASE: 68.000,00 Euros. – VALOR DA VENDA: 47.600,00 (70% do valor base, nos termos do Art.º 889.º, N.º 2 do Código do Processo Civil). – DEPOSITÁRIA – SANDRA ISABEL MARQUES NOGUEIRA CALÇAS, residente na Av. 25 de Abril, Bloco 7, n.º 16, 1.º, Dt.º, 2080-012 ALMEIRIM, com as obrigações inerentes do disposto no Art.º 891.º do Código do Processo Civil. Santarém, 9 de Abril de 2010. A Solicitadora de Execução, Maria Ilídia Nogueira

Casais de São Vasco – Albergaria – 2000-307 ABITUREIRAS – SANTARÉM – Telef. 243 478 198 Telef. 243 478 199 – Fax 243 478 200 – TM. 932 302 790 – tsv.internacional@hotmail.com

«CORREIO DO RIBATEJO» – 16-4-2010

Tribunal Judicial de Almeirim Secção Única

ANÚNCIO (2.ª publicação)

Processo: 157/05.4TBALR Acção Esp. Cump. Obrig. DL269/98 N/Referência: 649418 Autor: Caixa Geral de Depósitos, S.A. Réu: António Manuel da Silva Chapa Fica Réu: António Manuel da Silva Chapa, estado civil casado, nascido (a) em 03-10-1959, concelho de Almeirim, freguesia de Almeirim (Almeirim), nacional de Portugal, BI - 7886697, domicílio: Rua dos aliados, 169, 2080 Almeirim com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s), citada(o) para contestar, querendo, no prazo de 20 dias contados da data da afixação da publicação do último anúncio, a acção acima identificada, com a advertência de que na falta de contestação poderá ser conferida força executiva à petição. Fica ainda advertido de que as provas devem ser oferecidas na audiência de julgamento, podendo apresentar até 5 testemunhas e que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. O pedido consiste no pagamento de j12.098,39, proveniente de contrato,tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. Almeirim, 10 de Novembro de 2008. O Juiz de Direito, Dr.ª Sílvia Casaíta Almeida O Oficial de Justiça, Ana Paula Ferreira

Bombeiros Voluntários de Pernes comemoram 33.º aniversário A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pernes comemora o seu 33º aniversário, no próximo domingo (18 de Abril), com um programa festivo, cujo ponto alto será o Concerto pela Banda da Armada Portuguesa, sob a direcção do Maestro 1.º Tenente Músico Délio Gonçalves. O concerto tem lugar no pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Pernes, pelas 16 horas. A entrada é aberta a toda a população. O programa de aniversário compreenderá, também, uma romagem ao cemitério (10 horas), seguida de desfile dos Bombeiros e desfile de viaturas. Pelas 12 horas, realiza-se a cerimónia de condecorações.

CDS-PP elege Órgãos Concelhios de Santarém Cerca de 25 por cento dos militantes do CDS-PP de Santarém elegeram sábado, (dia 10), António Coelho Lopes como presidente da Comissão Política Concelhia e representante da única lista a sufrágio. Foram ainda eleitos Aires Duarte Lopes para presidente da Mesa da Assembleia Concelhia e João Sá Nogueira, António Borba, Paulo Santos e Gonçalo Aranha, enquanto delegados à Assembleia Distrital.

PUB

Lexsegur, Alvará n.º 155 A, recruta vigilantes com cartão do MAI para o Cartaxo e Chamusca Contactos: 910977829 recursoshumanos@lexsegur.com «CORREIO DO RIBATEJO» – 16-4-2010

JOSÉ ANTÓNIO LOPES SOLICITADOR DE EXECUÇÃO Cédula n.º 3050

Execução para Pagamento de Quantia Certa Processo n.º 1691/04.9 TBSTR – 3.º Juízo Cível Tribunal Judicial da Comarca de Santarém Exequente(s): Banco BPI, Sa., Soc. Aberta Executado(s): Edite Maria Silva Matias Correia e João Pereira Correia

ANÚNCIO (2.ª publicação)

Faz-se saber que nos autos acima identificados, designado o dia 11 de Maio de 2010, pelas 14.00 horas, no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra do bem imóvel penhorado e a seguir indicado: Prédio misto composto por casa de rés-do-chão para habitação, garagem e logradouro com a área coberta de 317m2, área descoberta de 1.883 m2, 11.000m2 de pinhal e 3.160 m2 de cultura arvense, sito em Várzea Redonda de Cima Abrã, inscrito na matriz urbana sob o n.º 1075 e rústica sob o n.º 177 secção “O”, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o n.º 494 da freguesia de Abrã. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de 112.142,80j, penhorado aos executados, Edite Maria Silva Matias Correia e João Pereira Correia, residentes em Várzea Redonda de Cima, Abra, Alcanede. É fiel depositário do imóvel a Senhora Edite Maria Silva Matias Correia que o deve mostrar a quem pretenda examiná-lo, podendo para o efeito marcar dia e hora aos possíveis interessados, até que o mesmo seja vendido. O Solicitador de Execução, José António Lopes


sociedade

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Relatório e Contas de 2009 aprovado por unanimidade

Voto de louvor para Águas de Santarém O Relatório e Contas de 2009 da Empresa das Águas de Santarém foi aprovado por unanimidade na reunião do Executivo do dia 12 de Abril, tendo sido igualmente aprovado um voto de louvor à administração. O presidente da Câmara, Francisco Moita Flores, e o vereador António Valente não participaram na votação, por serem, respectivamente, presidente do Conselho de Administração e presidente da Mesa da Assembleia Geral da empresa. António Valente apresentou uma síntese da actividade desenvolvida pela Águas

de Santarém (AS), ao longo dos seus dois anos existência, tendo realçado que a empresa “conseguiu melhorar significativamente todos níveis de qualidade da prestação dos serviços de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais urbanas”. Em 2009, obteve resultados líquidos positivos na ordem dos 342 mil euros, segundo o vereador. Entre as acções concretizadas, no ano transacto, António Valente referiu a construção do Emissário e da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Póvoa de Santarém e o início da

construção da ETAR de Pernes. Ainda em 2009, disse o vereador, “foram aprovadas as primeiras candidaturas no âmbito do QREN, que irão permitir a construção de três novas ETAR, e a construção de um sistema de saneamento, contribuindo deste modo para o desenvolvimento sustentável da região, para a qualidade de vida das populações bem como, também na área do Ambiente, para a preservação das galerias e canais subterrâneos característicos da paisagem cársica do Maciço Calcário Estremenho e despoluição da bacia do Alviela”.

António Valente lembrou que a AS foi distinguida com o 2º lugar dos Tubos de Ouro pelas “Melhores Acções de Educação Ambiental” pela APDA – Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água no Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento (ENEG 2009). “Além do seu contributo na melhoria dos défices ambientais existentes, melhorou o seu funcionamento interno e reforçou, através de uma gestão empresarial dinâmica, as condições para a promoção do crescimento sustentado da Empresa”, afirmou.

PS elege dirigentes em seis concelhias do distrito Seis concelhias socialistas do distrito de Santarém elegeram no passado fim-de-semana os seus órgãos dirigentes, tendo quatro delas mudado de presidente. A concelhia de Abrantes manteve Isilda Jana na presidência deste órgão partidário, o mesmo acontecendo em Alcanena, onde Fernanda Asseiceira, que reconquistou a autarquia para o PS nas autárquicas de Outubro último, foi reeleita presidente. Em Constância, o ex deputado Rui Carreteiro voltou a presidir à comissão política concelhia num município ge-

rido por uma maioria CDU, tendo em Salvaterra de Magos (autarquia BE) Marco da Raquel substituído Nuno Antão na presidência da concelhia socialista. Nos municípios socialistas de Coruche e Torres Novas, os militantes elegeram Francisco Oliveira e José Trincão Marques, respectivamente. As eleições para as concelhias socialistas do distrito de Santarém (21) têm vindo a realizar-se desde Dezembro. Por marcar estão ainda as votações nos concelhos de Almeirim (actualmente liderada pelo presidente da autar-

quia, José Sousa Gomes), Alpiarça (Teresa Freitas), Benavente (com uma comissão administrativa designada há um ano e presidida por Ana Casquinha), Golegã (Rui Medinas) e Vila Nova da Barquinha (liderada pelo presidente da câmara municipal, Miguel Pombeiro). Nas votações já realizadas, Pedro Pimenta Braz foi eleito presidente da comissão política concelhia do PS/Santarém e Pedro Ribeiro passou a liderar a concelhia socialista do Cartaxo, destronando o actual presidente da autarquia, Paulo Caldas.

Na Chamusca, Fernando Pratas regressou à liderança da concelhia socialista e Bruno Gomes foi reeleito em Ferreira do Zêzere, enquanto Mário Balsa foi eleito pela primeira vez para liderar os socialistas do Entroncamento. António Gameiro, Nuno Neto, Fernando Vasco e Hugo Cristóvão mantêm-se à frente das concelhias de Ourém, Mação, Sardoal e Tomar, respectivamente, enquanto António Moreira foi eleito pela primeira vez para presidir à concelhia de Rio Maior.

Associação “Memória dos Povos” quer criar extensão da Cruz Vermelha em Torre do Bispo O Executivo Municipal de Santarém aprovou a cedência da Escola EB1 da Torre do Bispo, por um período superior a cinco anos, à Associação “Memória dos Povos”, respondendo assim positivamente à solicitação feita por esta Associação. A “Memória dos Povos” havia assinado com a Autar-

quia um protocolo de cedência das instalações escolares, por um período de dois anos, com início no dia 18 de Dezembro. Agora, com o alargamento do prazo de cedência, poderá desenvolver os projectos de carácter social que entende necessários, entre os quais a criação de uma extensão local

da Cruz Vermelha, ao serviço não só da população mas também dos peregrinos que passam por Torre do Bispo, freguesia de S. Vicente do Paúl, com destino a Fátima. Para o efeito, a “Memórias dos Povos” pretende apresentar em breve, um projecto de arquitectura à Câmara Municipal, para a requalifi-

cação da EB1 e simultaneamente, fazer uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural - medida 3.2.2. “Serviços básicos para a população rural”. Para beneficiar dos fundos pretendidos, uma das condições é que a cedência de instalações seja de cinco anos.

Fogo consome duas habitações no Alto do Bexiga Um incêndio de causas ainda desconhecidas deixou inabitáveis duas casas da Rua do Perdigão, no Alto do Bexiga, em Santarém. O incêndio que deflagrou pelas 15h15 do passado domingo, começou numa habitação depressa se estendendo

a outra, contígua. Os bombeiros Voluntários e Municipais de Santarém estiveram no local com 16 elementos e várias viaturas. Contactado pelo Correio do Ribatejo, o vereador da Protecção Civil da Câmara de Santarém, António Valente,

que visitou o local na tarde de domingo, disse que a autarquia disponibilizou alojamento às famílias afectadas pelo incêndio, tendo estas dispensado a ajuda a esse nível, preferindo o acolhimento em casa de familiares. Segundo António Valente,

o incêndio ter-se-à iniciado “ao nível de um dos telhados” e provocou “danos muito significativos” nas duas habitações. Alguns dos seis moradores tiveram de receber assistência médica por se encontrarem em estado de choque.

CORREIO DO RIBATEJO

9

Casa Solidária ensina a ler e escrever A Casa Solidária das Artes e dos Ofícios da Câmara de Santarém vai promover formação para utentes que querem aprender a ler e a escrever, com idades compreendidas entre os 40 e os 65 anos de idade. A Casa Solidária vai constituir uma turma para cinco pessoas que vão frequentar aulas de Português e de Matemática, ministradas por um professor reformado, em regime de voluntariado. As aulas vão ser ministradas na sala de formação do Serviço de Resíduos Sólidos da Câmara de Santarém, duas vezes por semana, em horário a definir oportunamente. O principal objectivo da Casa Solidária é dotar estes utentes de competências básicas, de modo a poderem dar resposta a situações com que são confrontados diariamente, tais como ir às compras ou assinar documentos, com maior segurança e independência.

Notas soltas Almeirim

Rotary distingue Comerciante do Ano No próximo dia 23 de Abril, o Rotary Clube de Almeirim irá promover a homenagem ao Profissional do Ano. Este ano foi distinguido o empresário Manuel Antunes Pereira de Almeida. Conhecido pelo dinamismo comercial e disponibilidade para participar em obras de carácter social e humanitário no concelho. Às 18h00 terá lugar a sessão solene de atribuição da distinção, no salão nobre dos Paços do Concelho que será seguida de jantar de confraternização no salão Moinho de Vento. Aquaróbica - 55 A Câmara Municipal de Almeirim implementou um projecto de Actividade Desportiva Sénior. Os habitantes do concelho passam a ter à disposição aulas de hidroginástica hidrobike e aeróbica, no complexo das Piscinas Municipais. Para informações mais detalhadas, os interessados devem dirigir-se ao Complexo Desportivo Comendador Alfredo Bento Calado. Tigres em Assembleia No próximo dia 29, pelas 21h00, no auditório da Biblioteca Marquesa de Cadaval, o Hóquei Clube “Os Tigres” reúne a assembleia-geral para dar cumprimento ao estabelecido nos seus estatutos. HM

Cartaxo • Na noite de 24 de Abril as ruas do Cartaxo vão animar-se com a corrida da Liberdade, uma prova de atletismo que tem o nome do campeão ribatejano Rui Silva. A prova conta com prémios e taças para os melhores classificados nos vários escalões, divididos em função da idade dos participantes. A prova que se realiza desde 2001, passou em 2006 a integrar o calendário da Federação Portuguesa de Atletismo, passando de 8 para 10 quilómetros de percurso. A Câmara Municipal está no entanto a ponderar introduzir alterações de fundo no formato, já para 2011, que poderão passar pela alteração da data e da hora, deixando de se realizar à noite. Esta prova que nasceu como “Corrida da Liberdade” numa alusão clara à Revolução dos Cravos, tem sentido a sua realização na data em que é organizada, estreitando a comunhão do povo com a alvorada de Abril. Poderão organizar outras provas noutras datas e dar-lhe o título que entenderem. • Mais uma baixa na equipa que acompanha Paulo Caldas na governação autárquica. Desta vez foi Rute Ouro, que acompanhava o edil desde 2000, primeiro como assessora e depois como vereadora. Alegando razões de ordem pessoal a vereadora apresentou uma carta de renúncia ao mandato. • A Eco-Cartaxo vai dar início a um Fórum de Educação Ambiental em parceria com as Associações Rio da Fonte, Palhota Viva e a Escola Secundária do Cartaxo, composto de vários módulos e sendo desenvolvido em sessões semanais teóricas e práticas às quartasfeiras na Escola Secundária do Cartaxo. • Os bastante utilizados parques de estacionamento junto à estação da CP-Azambuja que alguns utentes mais comodistas aproveitam para estacionar os seus carros à saída dos parques dificultando a entrada e saída na EN3, especialmente no da zona poente, vão ser requalificados e o acesso aos parques deverá ter uma cancela automática, uma portaria e a utilização gratuita tem os dias contados. O projecto prevê naturalmente toda a rede de infra-estruturas necessárias como pavimentação em betuminoso e sinalização horizontal e vertical, bem como a plantação de árvores e um sistema de iluminação por colunas. • A Associação Humanitária de Pontével e a HACL – Sociedade de Construções Ldª assinaram um contracto de empreitada, no sentido de ser concluída no espaço de seis meses as obras da futura sede da Associação, para o que a Câmara Municipal vai participar com um financiamento de 222 mil euros. Luís Montejunto


10

cultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Fotobiografia de José Relvas apresentada na Casa do Brasil “Fotobiografia de José Relvas (1858-1929)” da autoria de José Raimundo Noras foi apresentada, sábado (dia 10), na Casa do Brasil, em Santarém. José Raimundo Noras esclareceu que esta obra resultou de um esforço de investigação desenvolvido, quase exclusivamente, na Casa dos Patudos, fazendo questão de publicamente a agradecer o apoio do professor João Bonifácio Serra e de Laurinda Paz, técnica arquivista desse museu. O autor frisou que se trata de uma obra de divulgação e não de um trabalho académico, apesar do rigor científico que lhe subjaz. Nos seis capítulos do livro, Raimundo Noras pretendeu construir uma multifacetada história de vida de José Relvas. Esse percurso inicia-se

José Raimundo Noras na sessão de autógrafos

com uma abordagem às origens familiares dos Relvas, para depois evocar o “homem do Ribatejo”, enquanto produtor agrícola e dirigente de classe. Os acontecimentos políticos que marcaram a instauração da República Portuguesa têm particular destaque no capítulo “Conspirador, di-

plomata e ministro”. Nesse capítulo, o autor inclui um relato das 33 horas da Revolução de 5 de Outubro, com base nas memórias do próprio José Relvas, sobre o qual não falando deixando o desafio à sua leitura. A fotobiografia aborda ainda as facetas de colecciona-

dor, de mecenas e de músico na vida do biografado, detêm-se na história da constituição da Casa dos Patudos, para por fim evocar as memórias, sempre presentes, de José Relvas. Antes de José Raimundo Noras usaram ainda da palavra Vítor Gaspar, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santarém; Sónia Sanfona, governadora civil do Distrito de Santarém e Fernando Mendes, editor, representando a Imagem & Letras, chancela editorial da obra em lançamento. Todos eles elogiaram o autor e saudaram a edição da fotobiografia. A obra já está disponível nalguns livreiros nacionais e no portal de internet da Imagens & Letras, prevendo-se que brevemente chegue às livrarias escalabitanas.

Paulo de Carvalho sobe ao palco no Cartaxo Paulo de Carvalho vai subir ao palco do Centro Cultural do Cartaxo, amanhã, sábado, (dia 17), às 21h30, para um espectáculo onde vai recordar temas que marcaram a sua carreira e o seu gosto musical.

O cantor, acompanhado pelo músico cubano Victor Zamora, vai partilhar no Cartaxo canções e experiências, criando uma esfera íntima e próxima do público, que terá oportunidade de ouvir temas como “Cacilheiro”, “O Fa-

do”, “Sodade”, “É Morna”, “Mãe Negra”, “Meninos do Huambo”, “O Meu Mundo Inteiro” e “Depois do Adeus”, entre outros. Paulo de Carvalho é considerado uma voz carismática da música portuguesa e

um dos mais notáveis compositores nacionais, tendo já escrito mais de trezentas canções para cantores como Carlos do Carmo, Simone de Oliveira, Sara Tavares, Martinho da Vila e Mariza, entre outros.

Protocolo de Geminação

Santarém e Belmonte reforçam laços Os Municípios de Santarém e Belmonte vão assinar em breve, um protocolo de geminação, com o objectivo de desenvolverem laços de cooperação nas vertentes histórica, cultural, educativa, social, ambiental e turística. A geminação assenta no facto de Santarém e Belmonte terem os seus nomes associados à figura de Pedro Álvares Cabral (nascido em Belmonte, em 1467 ou 1468, vindo a falecer em Santarém, em 1520 ou 1526). “Se Belmonte foi o berço

de Pedro Álvares Cabral, Santarém foi, como refere Joaquim Candeias da Silva, na sua obra «Belmonte, Cabral e o Descobrimento do Brasil», o seu Porto Seguro, após o regresso da sua viagem que o tornou famoso para sempre”, lembra o texto que serve de base à proposta de protocolo. A geminação pretende estimular “a permuta cultural entre as populações dos dois municípios e, consequentemente, o seu desenvolvimento integrado”.

Mestre Astrólogo Giquina Grande especialista em todos os problemas graves, de família, casos de amor, aproximação ou afastamento, dificuldades nos estudos, casos de justiça, dificuldades financeiras, dívidas, impotência sexual, tabaco, drogas, alcoolismo, tratamento de emagrecimento, lê a sorte, conhecedor de segredos e casos difíceis, ajuda a resolver todos os problemas, na saúde, vida pessoal, emprego, negócios, empresas sem sucesso e doenças espirituais. Deslocamo-nos ao estrangeiro. Rua 1.º de Dezembro, n.º 2 - 3.º Dt.º – Telemóveis 911886322 967986643 – Telef. 262101046 – Caldas da Rainha

A proposta de protocolo foi aprovada por unanimidade, na última reunião do Executivo de Santarém. Na ocasião, Ludgero Mendes, vereador eleito pelo PS, lembrou que a Câmara de Santarém tem vindo, ao longo dos anos, a estabelecer muitos protocolos de geminação, mas que muitos deles estão hoje “completamente esvaziados de sentido”, sem nenhuma acção que os justifique. Francisco Moita Flores, presidente da Câmara, concordou com o vereador. “São tantas as geminações,

que, se nos empenhássemos em todas elas, seria necessário haver um vereador para as geminações”, disse. Moita Flores explicou que, no anterior mandato, procurou estimular somente algumas dessas geminações, privilegiando três municípios dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), designadamente de Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau, os quais têm em vista, sobretudo, a cooperação no âmbito da Educação e Ensino.

“Porque venceu e porque caiu a I República?” dia 20 na Biblioteca de Santarém “Porque venceu e porque caiu a I República?”é o tema da conferência que vai ser proferida por Fernando Rosas, professor universitário, a 20 de Abril, às 21h30, na Biblioteca Municipal de Santarém, no âmbito da iniciativa “Bandeiras da República em Santarém”. Na conferência o autor analisará os principais factores de crise do sistema liberal monárquico que contribuíram para o avanço e triunfo da causa Republicana em 4 e 5 de Outubro de 1910. Referirse-ão aquilo que se entende serem os principais contributos modernizadores da I República, designadamente nos planos político-institucional cívico e educativo. Igualmente se proporá uma leitura para as principais questões que precipitarão a falência e a queda do projecto Republicano em 1926. Antigo militante do PCP e, posteriormente, do MRPP, Fernando Rosas é agora militante do Bloco de Esquerda. Foi candidato à presidência da República Portuguesa em 2001 e eleito deputado pelo círculo de Setúbal nas legislativas de 2005. PUB

aviso

edp

A edp, informa os seus clientes que vai efectuar trabalho de remodelação e conservação das redes, sendo para tal necessário proceder à interrupção do fornecimento de energia eléctrica no dia 18 de Abril de 2010 (Domingo) (Domingo), nos locais e períodos abaixo mencionados: DRC TEJO Concelho do Cartaxo Freguesia do Cartaxo: Rua Batalhoz, Rua Dr. M. Gomes da Silva, Beco Marquesa, Rua José Tagarro, Trav. Senhora, Largo Vasco da Gama, Rua 16 de Novembro, Rua 5 de Outubro, Rua Quintino, Trav. Palhocas, Rua Todos os Santos (das 07.30 às 13:00 horas). Freguesia do Cartaxo: Alto do Gaio, Sesmarias, Serventia Capeludos, Casal Dias Moali - Est. N 3, Capeludos, Lugar Sesmarias, Casal Todos os Santos - Sesmarias, Rua da Fonte - Alto Gaio, Qta. St.º Elias Sesmarias, Sítio Madre Deus, Casal Capeludos, Sítio Valmosqueiro, Estrada Nacional 3, Sítio Arrodel, Sítio Sesmarias (das 08.00 às 13:00 horas). Freguesia de Pontével: Casal Vale Choupos, Rua dos Capeludos (das 08.00 às 13:00 horas). Freguesia do V ale da Pedra: Sítio Alto Gaio, Sítio Vale Sesmarias (das 08.00 às 13:00 horas). Nota: Devido a situações imprevistas, os trabalhos poder-se-ão prolongar até às 15:00 horas. Por motivos de segurança e dado poder haver necessidade de proceder a ensaios ou ser feito o restabelecimento antecipado, as instalações deverão ser consideradas permanentemente em tensão.

EDP Distribuição, Energia S.A S.A.. Gabinete de Comunicação e Imagem

energias de portugal

PRONTO A CALÇAR

Novas instalações no Mercado Municipal Loja 21, em Santarém Telef. 243113077 Serviços rápidos de calçado, duplicação de chaves, chaves codificadas para todo o tipo de carro e comandos para os portões.

Alvará 51062

, LDA.

Fornecimento e montagem – Orçamentos Grátis Aço Lacado Portas Segurança int/exteriores Grades Lagarto lacadas Vedações metálicas Garagens e arrecadações metálicas Bairro Madre Deus – Telef. 243 332 939 – Fax 243 306 018 2000-075 SANTARÉM – Telemóvel 917 600 477


cultura

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Exposição assinala Dia Internacional de Monumentos e Sítios

“As jóias de Amália Rodrigues” no Convento de São Francisco A exposição “As jóias de Amália Rodrigues” do fotógrafo Eduardo Mota é inaugurada domingo (18 de Abril), pelas 15h00, no Convento de São Francisco, em Santarém, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinadas ao tema “Património Rural/Paisagens Culturais”. Eduardo Mota, fotógrafo formado no Royal Collage of Art, em Londres, convidado a realizar uma exposição sobre a diva do fado, escolheu uma abordagem única para retratar a eterna fadista. Em-

bora tenha realizado vários retratos de Amália Rodrigues entre 1996 e 1997, Eduardo Mota preferiu explorar a relação da cantora com os seus objectos pessoais. Sendo bastante conhecida do público a paixão de Amália por flores, muito pouco foi revelado da relação de Amália com as suas jóias. Foram, precisamente, as jóias de Amália que Eduardo Mota fotografou para esta exposição, recorrendo ao espólio patente no Museu da Electricidade em Lisboa. Esta exposição poderá ser

visitada até 2 de Maio e relembra a voz que deu a conhecer Portugal ao mundo, permitindo que o espólio de Amália Rodrigues seja conhecido por todos aqueles que não tiveram a oportunidade de visitar o Museu em Lisboa, aquando da exposição que aí esteve patente até finais de Janeiro.

Coros do Círculo dão concerto

Logo após a inauguração da exposição de Eduardo Mota, os Coros infantil e adulto do Círculo Cultural Scalabitano

realizam um concerto no Convento de São Francisco. O Coro Infantil vai apresentar alguns temas originais e de compositores nacionais, tentando demonstrar que a música pode aprender-se de um modo simples e divertido. O Coro adulto apresentará peças a cappella e com acompanhamento instrumental, num reportório muito eclético que se estende desde a música sacra ao jazz, passando pela música pop e tradicional portuguesa. A direcção musical está a cargo do maestro António Matias.

‘Narizes Perfeitos’ estreiam ‘A Casa de Bernarda Alba’, amanhã no cine-teatro de Almeirim O Grupo de Teatro Narizes Perfeitos estreia ‘A Casa de Bernarda Alba’, de Federico Garcia Lorca, amanhã, sábado, 17 de Abril, às 21h30, no cineteatro de Almeirim. A peça, dirigida e encenada por Fernanda Narciso, mostra-nos “a tragédia severa e simples”, explica ao Correio do Ribatejo a encenadora. “A tragédia das mulheres das aldeias espanholas acorrentadas a preconceitos e mitos que um convencionalismo social, tão cruel como vazio de valores, defende a

todo o custo,” explica. O drama vivido por cinco filhas de uma mulher, Bernarda, (Fernanda Narciso) que representa o poder desmedido, esmagando todos os sonhos das filhas,

raparigas adolescentes, tais como as alternativas de casamento ou de mudança de vida, em troca de oito anos de luto, fechadas, presas de corpo e alma. O elenco é composto por:

Fernanda Narciso (Bernarda), Mafalda Monteiro (Angustias), Íris Plantier (Martírio), Diana Gonçalves (Adela), Vera Ferreira (Amélia), Orlanda Ramos (Maria Josefa), Ana Gargaté (Pôncia), Ana Lima (Criada), Ana Teresa Silva (Prudência), Daniela (Filha da Mendiga) e Ana Teresa (Mendiga). Daniela Constantino, Rita Narciso, Sónia Simões, Mariana Castelo, Beatriz Queirós e Carla Ferreira (Mulheres de Luto). Guilherme Xarim (som), Nuno Salvador (luz) D. Arlete (guarda-roupa).

“Bibliocafés” recriam literatura e música de cidades do mundo Tic Tac, Casual, Lezíria do Tejo, Monte Carlo, Académico e El Galego são os cafés em Santarém que entre os dias 19 e 28 de Abril, às 21h30, vão servir de palco a actividades literárias e musicais, no âmbito de mais uma edição dos “Bibliocafés”, levada a cabo pela Biblioteca Municipal de Santarém para assinalar as comemorações do Dia Mundial do Livro. A actividade arranca no dia 19, no Tic Tac (Urbanização do Salmeirim, Lote H, Jardim de Baixo), com uma viagem até ao Rio de Janeiro e até “Garota de Ipanema”. Há música com Paulo dos Anjos e pelo meio literatura com Rosildo Oliveira e com alguns alunos do curso de Animação Cultural e Educação Comunitária da Escola Superior de

Educação de Santarém. No dia 21, a viagem será até New Orleans com o calor da música negra e o som do saxofone, no Casual (Rua João Afonso). A partir das 21h30, entre um café ou uma bebida oiça jazz com Pedro Santos Rosa e momentos de literatura com os alunos do curso de Animação Cultural e Educação Comunitária da Escola Superior de Educação de Santarém. Eis-nos chegados, a Havana, no Lezíria do Tejo (Rua Dr. Jorge de Sena | Alto do Bexiga), no dia 22. Não vai faltar a música cubana com Artur Marques e palavras declamadas por Berta Almeida e Carlos Oliveira (Chona). Nesta viagem, Portugal também não foi esquecido. No dia 23, a Biblioteca Mu-

nicipal de Santarém leva-nos até Lisboa, cidade do fado e do poeta, do rio de sonhos que leva a caravela… Às 21h30, silêncio porque se vai cantar com o fado de Lisboa com Débora Rodrigues acompanhada por Gilberto Silva e Francisco Silva e há ainda pequenas representações do Veto Teatro Oficina. Este espaço recebe também no dia 24 de Abril, a escritora infanto-juvenil Luísa Ducla Soares. Paris, é a próxima paragem, no dia 26 de Abril, no café Monte Carlo (Av. Bernardo Santareno). A animação vai estar a cargo de Paulo Miranda e Paulo Seixas intercalados com “letras francesas” por Ana Silva. E depois de Paris, cidade

da arte, do charme e da cultura, partimos em direcção à mais cosmopolita cidade do mundo: Londres. É no dia 27, no Académico (Av. Madre Andaluz/ junto à Rotunda do Forcado). Para recriar a cidade da cultura, do teatro, da música e do mistério, há uma performance de dramatização por Artur Marques inspirada na obra “Crimes Exemplares”, do escritor Max Aub. A viagem dos “Bibliocafés” termina em Sevilha. Para receber esta cidade, cálida, acolhedora, apaixonada e alegre foi escolhido o “El Galego”, no Jardim da República, no dia 28 de Abril. Além de sevilhanas pelo grupo Triana há momentos de poesia por M. Cruz Ledro e José Manuel Rodrigues, do Centro Dramático Bernardo Santareno.

CORREIO DO RIBATEJO

11

Associação de Defesa do Património promove conferência sobre escavações arqueológicas A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-cultural de Santarém promove, hoje (dia 16), pelas 18 horas, no Círculo Cultural Scalabitano, uma conferência sobre as escavações arqueológicas no Centro Histórico – Edifício 2 a 8, Av. 5 de Outubro, Santarém – Fase II. A conferência tem como oradores Marco Liberato e Helena Santos. A Associação de Defesa do Património adianta que, durante duas campanhas de escavação, em 2007 e 2008, foram intervencionados “cerca de 800 metros quadrados, numa área fundamental para a compreensão da evolução urbana de Santarém”. Localizados num espaço charneira entre a Alcáçova e o Planalto de Marvila, segundo diz, “foram identificados momentos de ocupação desde o século I a. C. e o século XVIII, sendo perceptíveis as mudanças estruturais na sua tipologia”. Na sinopse da conferência lê-se ainda que, “iniciando-se com um espaço funerário, em funcionamento até aos primeiros momentos do domínio islâmico, observa-se posteriormente a lenta afirmação de actividades periféricas como o armazenamento de víveres, o tratamento de couros, as actividades metalúrgicas e oleiras, até à urbanização intensiva, ocorrida do século XIV em diante”.

Mercado tradicional em Fontaínhas O Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Graínho e Fontaínhas promove domingo (18 de Abril) pelas 10h00, no Largo junto ao Café Cortiço, em Fontaínhas, um mercado tradicional.

Homenagem aos Fazendeiros em Pontével O tradicional almoço de Homenagem aos Fazendeiros (trabalhadores rurais) que completam 75 anos tem lugar, dia 18 de Abril, pelas 13 horas, na Escola EB2/3 de Pontével, freguesia do concelho do Cartaxo. PUB

Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém CONVOCATÓRIA Nos termos do Artigo 15.º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação para sexta-feira, dia 30 de Abril de 2010, pelas vinte e uma horas, na Sede desta Associação, Rua 1.º de Dezembro, n.º 1 1.º Santarém. ORDEM DE TRABALHOS 1. Discussão e aprovação do Relatório da Direcção, do Relatório de Contas e do Parecer da Comissão de Contas. 2. Outros assuntos de interesse para a Associação. Santarém, 2 de Abril de 2010. NOTA: Não estando presente a maioria dos Sócios à hora marcada, a Assembleia realizar-se-á meia hora depois com qualquer número, em segunda convocatória. O Presidente da Assembleia Geral, Martinho Vicente Rodrigues (Professor Dr.)

PROFISSIONAL DE COZINHA COZINHEIRO/A Restaurante em Almeirim, pretende admitir colaborador(a), para integrar os seus quadros, dentro do âmbito do desenvolvimento sustentado deste espaço de gastronomia regional. O candidato irá integrar a equipa da cozinha sob a supervisão do chef. Pretende-se profissional com ou sem experiência, sobretudo com gosto e dedicação pelo lugar, capacidade de evolução e igualmente disponibilidade. Contactar: Telemóvel 912003694


12

turismo

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Turismo de Lisboa e Vale do Tejo assina protocolos para valorizar potencialidades turísticas da região A entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (TLVT) assinou a 8 de Abril um acordo de parceria com os 11 municípios da Lezíria do Tejo para tentar dinamizar o sector turístico da Lezíria. O protocolo, assinado em Vale d’Algares, Cartaxo, está inserido na nova filosofia de actuação da TLVT, que contempla a concepção e entrada em vigor do Plano Estratégico da instituição, e que apresenta como princípio norteador o potenciar dos diversos recursos turísticos espalhados pelos diversos municípios, visando um aumento da oferta, quer em termos qualitativos quer quantitativos. Joaquim Rosa do Céu, presidente da ERT-LVT, sublinhou que estes protocolos são o resultado de uma “estratégia de parceria activa dos municípios” e que cada documento reflecte os desafios e a realidade concreta de cada município. No seu conjunto, os protocolos traduzem “as diferentes visões do território na estratégia global para a região”. “Não temos aqui um somatório de protocolos, mas sim uma visão do turismo que se aplica a cada um dos municípios”, frisou Joaquim Rosa do Céu, que defende que o

Região apresenta “complementaridades diversas”

José Sousa Gomes, Paulo Varanda e Joaquim Rosa do Céu

turismo “tem de ser uma evidência, tem de ser melhor distribuído, integrar mais recursos, mais geografias e mais locais. Tem de existir uma maior proximidade e uma maior complementaridade”, afirmou. Paulo Varanda, vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, “é fundamental criar um grande objectivo que potencie a área do turismo, que faça com que afirmemos, inequivocamente, as nossas

qualidades a nível nacional”. “Queremos apostar mais na nossa ruralidade, focada no vinho e na vinha, que são os eixos fundamentais do projecto Cartaxo – Capital do Vinho. Queremos levar este projecto ainda mais para o terreno e torná-lo ainda mais reconhecido a nível nacional e internacional. Queremos também criar um grande palco virado para o Tejo. A freguesia de Valada aguarda por uma intervenção profunda

que valorize as potencialidades da zona ribeirinha”, afirmou Paulo Varanda. Enquanto presidente da CIMLT, José Sousa Gomes espera que estes protocolos “não sejam apenas um acto simbólico”, mas que sejam o primeiro passo para criar aquilo que os municípios da região aspiram – “a promoção da região enquanto destino turístico complementar à grande metrópole de Lisboa”.

Joaquim Rosa do Céu considera que a região de Lisboa e Vale do Tejo “apresenta complementaridades diversas que devem ser exploradas, identificando qual o filão principal que deve ser explorado e potenciado turisticamente”, tendo acrescentado que, na região da Lezíria, o produto essencial que a região comporta “é o ‘touring’, ou seja, as várias possibilidades de descoberta que a região tem para oferecer”. “O protocolo vai agora permitir aos municípios agir, em termos de posicionamento face aos novos desafios”, disse Rosa do Céu, exemplificando com o recurso à implementação de sinalização turística, a uma base de dados da oferta de recursos e produtos turísticos regionais, a instrumentos de gestão territorial, a acções promocionais internas e externas, a edições turísticas regionais, a parcerias com terceiros, a uma rede de apoio ao empresário e investidor turístico, assim como a planos de formação

profissional. Segundo disse o responsável, o passo seguinte será o da implementação de projectos de animação em rede, “para com menos recursos, fazer mais”, acrescentando que o modelo de gestão criado “é inovador” e pretende conferir a capacidade de auto financiamento, estimular o envolvimento dos agentes privados e o estabelecimento de parcerias com o Turismo de Portugal, criando oportunidades para o desempenho de actividades e projectos na esfera da administração central”. “A lógica é o da promoção interna para que a região ofereça cada vez mais e melhor, e aumente o número da procura turística, quer em termos internos quer externos”. Os municípios da Lezíria que assinaram dia 8 o protocolo foram Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, sendo que os municípios da península de Setúbal ratificam o acordo hoje (dia 16), ao que se seguirão os da Área Metropolitana de Lisboa e os do Médio Tejo. PUB

“Pensar o Turismo em Santarém” A Casa do Campino acolhe, no próximo dia 21, o 1.º Encontro “Pensar o Turismo em Santarém”. Este Encontro insere-se nas comemorações do 10º aniversário da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém(EHTS), sediada na Casa do Campino e promotora desta iniciativa, que tem contribuído para a formação qualificada de jovens nas áreas da Cozinha e Pastelaria, Restaurante e Bar, e Operações Turísticas. Esta iniciativa pretende promover uma reflexão conjunta acerca do actual estado do sector na região,

cruzando pontos de vista das diferentes entidades que directa ou indirectamente trabalham na área do turismo. As conclusões deste encontro vão permitir, segundo a EHTS, “redefinir estratégias e criar parcerias com vista a uma melhoria contínua no nível de qualidade de resposta do sector na região e no papel que a EHTS pode e deve desempenhar na prossecução desses objectivos”. Entre os participantes no Encontro, o presidente do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Joaquim Rosa do PUB

PRECISA-SE Empregada de Balcão com prática de óptica e conhecimentos de informática como utilizador. Vencimento compatível com a função. Resposta com curriculum ao n.º 319

Céu, o subdirector da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche (Instituto Politécnico de Leiria), Paulo Almeida, o coordenador do Projecto da Cultura Avieira do Instituto Politécnico de Santarém, João Serrano, o delegado Regional da AHRESP - Associação de Restauração e Similares de Portugal em Portugal, Paulo Oliveira, a presidente da Federa-

ção Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Madalena Carrito, o director coordenador do Departamento de Desenvolvimento de Produtos e Destinos do Turismo de Portugal, Alberto Marques, o Vogal de Conselho Directivo para a área da formação do Turismo de Portugal, Nuno Santos, e o vereador do Turismo da Câmara Municipal de Santarém, Vítor Gaspar. PUB

José Gomes & Pereira Sociedade de Construções, Lda.

CONSTRUÇÃO DE MORADIAS E TODO O TIPO DE RESTAUROS CONSTRUÇÃO CIVIL & OBRAS PÚBLICAS

Cont: 917 303 128 • 917 439 579

Fax 243 302 149

www.jgomesepereira.com

Rua Florbela Espanca n.º 32 – Alto do Bexiga – Santarém

JARDINAGEM

MONTAGEM DE SISTEMAS DE REGA Tlm.: 919 944 905 Telef.: 243 322 718

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Nos termos dos artigos 21.º, 22.º, 23.º, n.º 2, 24.º e 33.º dos Estatutos da Associação dos Agricultores do Ribatejo, convocam-se todos os Associados para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 28 de Abril, pelas 11 horas, na sede da Associação dos Agricultores do Ribatejo, sita na Rua de Santa Margarida, n.º 1-A, em Santarém. A sessão terá a seguinte ordem de trabalhos: 1. Apreciação, discussão e votação do Relatório de Actividades e Contas do Exercício de 2009 e do Parecer da Comissão Revisora de Contas. 2. Eleição dos corpos sociais da Associação para o triénio 2010/2012. Nota: 1 – As candidaturas para os órgãos da Associação deverão ser subscritas pelos candidatos. 2 – As candidaturas serão efectuadas em separado para cada órgão da Associação e deverão indicar: a) Os cargos a desempenharem. b) O representante da pessoa colectiva, caso o candidato seja uma destas entidades. 3 – As candidaturas deverão ser apresentadas até cinco dias antes da data designada para a reunião da Assembleia Geral. Fora da ordem do dia: Será reservado o tempo entendido por conveniente para abordagem de outros assuntos de interesse dos associados. Se à hora marcada para a reunião não se encontrarem presentes, pelo menos, metade dos votos totais dos associados, a Assembleia Geral funcionará com qualquer número de associados e votos presentes meia hora depois. O Presidente da Assembleia Geral, Manuel Maria de Souza e Holstein Campilho (Engenheiro Agrónomo)


opinião Caro leitor, Não sou um especialista em dança, menos ainda Nuno Domingos em dança contemporânea. Tenho no entanto o hábito de ser espectador atento e de cultivar o gosto de me deixar surpreender e, quando isso acontece, de deixar que as emoções se sobreponham à minha vontade e ao meu arbítrio. Vêm estas considerações a propósito da última criação da Companhia Nacional de Bailado apresentada nos pretéritos dias 25, 26 e 27 de Março, um espectáculo composto de três momentos, a que corresponderam três coreografias de outros tantos autores. O primeiro, trabalho da autoria de Gdaniec (polaca) e Cantalupo (italiano), de seu nome “Light”, segundo os seus autores, fala-nos do …mistério do gesto como momento original, não reproduzível – o momento durante o qual o tempo se suspende (…) o movimento como algo único. Ao longo de cerca de uma hora, o coreógrafo e os seus bailarinos conduzem-nos numa sequência de momentos interpretativos, em que a O “nosso” estimado semanário “Correio do Ribatejo” completou 119 anos Maria Fernanda Barata no passado dia 9 de Abril de 2010. E digo “nosso” porque este jornal centenário entra nas casas de quase todos os Ribatejanos, que querem saber do que se passa à sua volta com absoluta verdade. Eu já escrevo há muito tempo neste considerado semanário, fundado por um Homem notável, que se chamou João Arruda. Seu filho, Dr. Virgílio Arruda, seguiu-lhe os passos no caminho da seriedade e do amor ao seu jornal. Após a morte deste insig-

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

13

Reflexos

A dança que nos lança num caminho novo Eu e o Correio do Ribatejo dança acontece, ora com o apoio da música de Hildur Gudnadóttir, ora sem ela, ora inovando na busca do tal momento, diga-se gesto novo e original, ora na síntese que se opera no final de cada sequência, ilustrando o que de novo fora encontrado. Do catálogo do espectáculo, respiga-se: Para alguns, a ligeireza da vida consistiria no facto de as coisas se produzirem uma vez só, fugidiamente, quase como se não acontecessem. O “milagre” da maravilha da criação aconteceu com um espantoso duo com uma cadeira, em que a sequência de movimentos nos transportou para além do racional, num êxtase de deslumbramento. Com o intervalo, veio a pausa, o necessário descanso do olhar, a troca de impressões com os amigos, o retomar da “normalidade” possível, num espaço tão invulgar como o Teatro Camões em Lisboa. A segunda parte começou com uma pequena coreografia de Rui Lopes Graça: Requiem, dançado com música de Henrik Górecki. Confesso que não estabeleci uma boa re-

lação com esta obra, que não me conseguiu prender a atenção nem surpreender. Estava no entanto para chegar o momento mais importante da noite. O trabalho de Vasco Wellenkamp. O pano subiu para uma cena que a pouco e pouco se foi iluminando por uma torre de luz, ela também elemento cénico. Na zona de representação, formas disformes de grandes dimensões contribuem para nos situar num espaço surreal. O ambiente é denso, misterioso e ao mesmo tempo leve, etéreo. Não há ciclorama de fundo com a tradicional iluminação de deslumbramento. A luz deambula pelos espaços percorridos pelos bailarinos. Nem mais, nem menos, oferecendo o que importa, deixando na penumbra o acessório, servindo o conjunto, sem se sobrepor nem exibir. Na medida exacta. À nossa frente, desfilam memórias de espaços e tempos diversos, estados de alma, “pedaços” de dança pensados em contextos diversos. Percorrendo um caminho, o do autor, ao longo de um tempo largo, o da sua car-

reira de coreógrafo. Visíveis em alguns momentos proximidades à escola mais “clássica”, alternam no entanto com momentos onde a dança se solta e nos lança no desafio do caminho novo. A intensidade é grande. A música original de Carlos “Zingaro”, os poemas, de poetas portugueses, ditos ao vivo uns, de bastidores outros, por Diogo Dória e a dança criam uma atmosfera mágica. Damos por nós de lágrimas nos olhos de tanta beleza. Emoções que não conseguimos explicar evoluem dentro de nós. No final, “a chuva cai na poeira como no poema” (de Eugénio de Andrade) e no palco, ensopando os corpos dos bailarinos, numa dança que nunca se interrompe, enquanto a luz muito lentamente, nos vai deixando voltar a nós próprios. Soberbo. Tal como disse no início, não sou especialmente entendido em dança, menos ainda em dança contemporânea, mas não gostava nada de ter perdido a experiência única deste espectáculo maravilhoso que me surpreendeu e emocionou.

Registar mais de um centenário BAÚ DE

RECORDAÇÕES ne jornalista e escritor, a quem Santarém muito deve, foi escolhido para director do Correio do Ribatejo um Homem muito distinto e sabedor, Bernardo de Figueiredo, que ficou na nossa memória

como exemplo do verdadeiro jornalismo. Estas três personalidades, a par dos trabalhadores inexcedíveis, mantiveram o Correio do Ribatejo como ex-líbris da nossa belíssima cidade. Hoje é Director do “nosso” jornal, João Paulo Narciso, que segue o caminho dos seus ilustres antecessores – caminho de verdade, de seriedade e de muita devoção à causa que abraça. Parabéns pela obra que realizaram e continuam a realizar todos os que, diariamente, estão no seu posto, fazendo um trabalho meritório e dignificante, a todos os níveis. Habituei-me a ler o “Cor-

reio do Ribatejo” desde muito nova e, posso dizer, que aperfeiçoei a minha leitura através deste prestigiado e antigo jornal. Considero um privilégio o facto de escrever no “Baú de Recordações”, porque comunico com muitas pessoas distantes trocando pontos de vista, sempre enriquecedores. Pelo “Correio do Ribatejo” vou sabendo as novidades de Santarém, uma cidade virada para o futuro, sempre surpreendente de encantamento. Confesso-me uma apaixonada por esta lindíssima cidade, onde vivi os melhores anos da minha vida. Um cumprimento ao leitor.

“O Cerco de Berlim” Em 1945, em consequência da derrota na Segunda Grande Guerra Mundial, a Alemanha nada valia. O seu território, foi amputado em cerca de um quarto, em proveito da Polónia e da antiga URSS. Ficou inteiramente ocupada pelas tropas soviéticas, americanas, inglesas e francesas. Devastada pela guerra, a Alemanha não dispunha de mais do que um terço do seu PIB anterior ao início daquela. Assim, já não tinha exército e os aliados interrogavam-se quanto ao futuro da grande Alemanha de Bismarque. Os soviéticos exigiam dos alemães pesadas indemnizações e os franceses receavam ter de vir a

CORREIO DO RIBATEJO

pagar mais uma vez as despesas do militarismo alemão, se este País viesse a ser de novo reconstruído. Portanto, foi criada uma “Comissão de Controlo” composta pelos coman-dantes-chefes das forças aliadas, onde foi deliberado a divisão em quatro zonas de ocupação e a jurisdição conjunta do território alemão. Desta forma, cada um destes aliados ficaria responsável administrativamente pela sua zona de ocupação. Berlim, foi igualmente dividida em quatro sectores, tendo esta cidade ficado inteiramente na zona de ocupação soviética. Americanos, ingleses e franceses uniram-se e juntaram as respectivas zonas de ocupação e

aceitaram com agrado a divisão da Alemanha. Contudo, os soviéticos também não discordaram da divisão da Alemanha e por duas razões elementares: primeiro, porque ocuparam uma grande porção do seu território; segundo, porque com esta situação impediam a emergência de uma potência no coração da Europa. Em 31 de Março de 1948, o Marechal Sokolovski decidiu controlar militarmente todas as relações entre as zonas ocidentais de Berlim, ficando sob o seu domínio o controlo absoluto de todas as estradas e caminhos-deferro que permitiam o contacto da Alemanha do bloco ocidental, com os sectores da cidade de Ber-

lim ocupada pelos restantes aliados. Nestas circunstâncias, a cidade de Berlim ocupada pelos aliados ocidentais, isto é, americanos, ingleses e franceses ficava numa situação insustestável. Foi, então, que o comandante-chefe americano, de acordo com os restantes aliados ocidentais, pôs em funcionamento uma poderosa ponte aérea para abastecer a parte ocidental de Berlim. Esta atitude, foi uma verdadeira façanha técnica para a época e, politicamente, foi um gesto muito arrojado e hábil dado que, a extinta URSS podia muito bem bloquear as estradas e caminhosde-ferro. Mas, não podia encerrar o aeroporto situado na parte

Não é nenhuma história de amor. Mas talvez seja uma hisVanda do Nascimento tória simpática onde o acolhimento e o espírito de “entreajuda” sirvam de mensagem principal. Na conferência dada pelo Dr. Jorge Custodio no passado dia 9 de Abril, aniversário do “Correio do Ribatejo”, onde revivemos muito da “Estória” deste jornal, senti vontade de falar no “papel” da mulher no mundo dos tablóides. E, agora, senti vontade de falar de mim, da minha relação com o Correio do Ribatejo. Há nove anos quando lancei o meu primeiro romance - e até agora único publicado - a jornalista Alexandra Batista falou em mim ao nosso Director do jornal, João Paulo Narciso que, por sua vez, talvez até à laia de brincadeira, me disse para eu escrever um artigo de opinião sobre a época que estávamos a “festejar”: O Natal. Senti o que ainda hoje sinto quando me fazem determinadas propostas: «Não sou capaz!». Ao que o João Paulo respondeu: «Escreve e depois logo se vê». E eu escrevi. E publicaram, quase sempre, até hoje. Primeiro semanalmente, depois quinzenalmente e agora… (eu sei, estou muitas vezes em falta..) ...mensalmente. Porém, a minha chegada ao jornal não foi assim tão fácil quanto dou a parecer neste resumo que acima escrevi. Também não foi difícil como talvez, neste preciso momento, estejam a pensar. Foi, digamos que, interessante. Isto porque, nem todas as mulheres escreviam para o Correio do Ribatejo. Como ainda hoje, a maioria dos colaboradores eram homens. Havia as excepções, como a Dr.ª Regina Pinto da Rocha, a Dr.ª Maria Fernanda Barata, etc. Mulheres, cuja carreira e ocidental de Berlim e interromper a ponte aérea. A não ser que, começasse a abater os aviões que sustentavam a ponte aérea. Para contrariar o gesto dos aliados teriam de pagar um preço muito alto, entrar em conflito com os aliados ocidentais, atitude que não era de maneira alguma desejável. Os soviéticos, consideraram que essa ponte aérea não iria manter-se por muito tempo. No entanto, realizaram-se 275.000 voos que permitiram entregar 2,5 milhões de toneladas de mercadoria. Em 12 de Março de 1949, os soviéticos baixaram os braços e

cultura lhes abriu a porta para que, ali, pudessem lavrar as suas sábias palavras. Depois, “havia eu”, aparecida quase do nada, sem um curriculum para apresentar. Claro que fui bem recebida. No entanto, nem sempre as minhas crónicas/artigos saiam. Notava que, se não fosse por insistência do João Paulo Narciso, se não fosse a sua incessante vontade em mudar lentamente algumas “coisas” no jornal, não publicavam os meus “escritos”. Não era por mal, era, talvez, porque eu era muito nova para pertencer aquela “elite” e não “falava” dos assuntos que, de facto, caracterizavam o Correio do Ribatejo. Cheguei a ser a cronista mais nova do país a escrever num dos jornais “mais velhos” do mesmo, tal como o João Paulo era o Director mais novo. A pouco e pouco, devagarinho, fui entrando neste pequeno mundo de páginas, agora a cores. Quando visitava as instalações do jornal já era recebida com um sorriso. Julgo que com o tempo conquistei um lugarzinho no coração do Correio do Ribatejo, o que muito me apraz porque, apesar de não ter “entrado” de rompante, sempre me “deixaram” ser livre. Sempre me deixaram escrever à “vontade”, dizer o que sentia sobre determinados assuntos e/ou acontecimentos, sempre me deixaram falar de coisas que, provavelmente, até à altura, nenhuma mulher tenha falado assim. Assim, tão basicamente, de uma forma tão simples, tão à minha maneira, tão “Eu”. É por isso que tenho um orgulho enorme em ser colaboradora deste jornal e que agradeço do fundo do coração a todos aqueles que permitiram que, mal ou bem, eu publicasse as minhas ideias. Obrigada a todos. Mas, um obrigado daqueles eternos, cheio de carinho, com os maiores desejos de felicidades! desta forma permitiram aos EUA salvar Berlim do sufoco soviético. Os alemães jamais esquecerão este feito sobre Berlim a capital do Terceiro Reich, resultando daqui a divisão da Alemanha em duas repúblicas, aRFA (República Federal da Alemanha) e a RDA (a República Democrática da Alemanha). Resultou, ainda, como consequência de tudo isto, o início da “Guerra-Fria” a qual durou cerca de meio século, de 31 de Março de 1948 a 9 de Novembro de 1989, data da queda do designado “Muro da Vergonha”. António Cardana Canário Licenciado em Estudos Europeus


14

memória

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO CENTENÁRIO Chronica do crime

Occorrencias da semana participadas ao poder judicial:

Roubalheiras

O sr Manuel Barreiros Duarte Graça, d’esta cidade, poz a policia ao corrente de varias roubalheiras praticadas por Francisco Bernardes, seu creado, dizendo que elle se cortava na ração destinada aos cavallos, que lhe limpava os ovos das capoeiras e ainda outras miudezas que denotam abuso de confiança, e pelas quaes o infiel serviçal terá de prestar contas á justiça. – A requisição do sr. Commendador Domingos Santos o policia 49 capturou, pelas 11 e meia horas da manhã de 12 do corrente, na estação do caminho de ferro José Maria da Fonseca, seu serviçal, de 15 annos, por lhe ter furtado 500 réis, um chapéu de chuva, um cesto e um saco. No acto da prizão apprehenderam ao arguido 180 réis, declarando elle ter vendido o chapeu que mais tarde egualmente se apprehendeu.

ANÚNCIO DA SEMANA

CORREIO DE HÁ 50 ANOS Uma reportagem de Rádio Ribatejo

A nossa excelente emissora regional, Rádio Ribatejo, superiormente dirigida pelo sr. capitão Jaime Varela Santos, teve a gentileza de dedicar esta semana, ao nosso jornal a sua secção «O Ribatejo visto pelos ribatejanos», fazendo uma interessante e desenvolvida reportagem, para o que se deslocou às nossas oficinas a sua dedicada equipa, constituída pelos srs. Francisco Robalo, José Barroso e Rogério Mendonça. Captando e transmitindo o ambiente de trabalho, característico da «última hora», fizeram eles uma bem expressiva demonstração da faina que precede a saída do jornal, entrevistando alguns dos nossos compositores e impressores, – Tomaz Escolástico, Luís Manuel Pires Marques, Manuel Canelas, Carlos Jorge Mendes e José da Graça Duarte – dos mais antigos aos mais novos no serviço, que todos disseram do seu empenho de bem servir o leitor e da sua preocupação do jornal não deixar de sair ao sábado, como há setenta anos vem sucedendo, sem omissão duma semana. Por fim, Rádio Ribatejo, por intermédio do seu locutor José Barros, – que por sinal foi empregado da nossa administração durante alguns anos – fez a leitura do editorial do primeiro número do «Correio» e de noticiário do nosso último número, o que foi acompanhado de considerações muito honrosas para o nosso jornal e para o seu director (...)

ANÚNCIO DA SEMANA

In: Correio do Ribatejo de 16 de Abril de 1960 In: Correio da Extremadura de 16 de Abril de 1910

Adágios do Povo

Amigo da onça (variante) No “Tesouro da Fraseologia Brasileira”, do Prof. Antenor Nascentes, Bertino Coelho 1966, p. 16, Martins pode ler-se o seguinte, acerca da locução “Amigo da onça”: Pessoa que, aparentando amizade, pratica acções que no fundo vêm prejudicar o amigo. A origem da expressão repousa na anedota de um caçador que à beira dum

abismo, encontrou no caminho obrigatório uma “onça”. Levou a espingarda à cara, mas a espingarda não detonou. O caçador perguntou ao amigo se ele avalia o que teria acontecido. O amigo responde: A “onça” teria comido o caçador. Este, então, indignado, pergunta: “Mas afinal de contas, você é meu amigo ou amigo da onça?”. – Por outras palavras: Frase muitíssimo vulgarizada, mas de recente apareci-

mento na linguagem corrente ocasionada numa anedota acerca de feras, em que entrava uma onça que o caçador tivera muita dificuldade em abater para se salvar. Como o caçador tivesse mostrado contristado com o fim do temoroso bicho, volta-se indignado e pergunta: “Mas afinal, V. é meu amigo ou é amigo da onça? Daí ficou o vulgarizado dito, que serve para definir as pessoas que estão contra nós.

FAZEM ANOS: Em 16, Maria Virgínia d’ Albuquerque Freire, Maria Henriqueta d’Albuquerque Freire, Maria Antónia da Luz Martins Pitta Esteves Pires, Estela Biscaia da Silva, Maria Virgínia da Conceição Gomes de Aboim, Maria Teresa Botelho Bello Catarino, Helena Maria Silva Romão Castro Fagulha, Levy Vermelho, Eduardo Ernesto da Silva, Dionísio Marçal e Alberto Manuel Martins Santos Mineiro. Em 17, Maria Teresa Cordeiro de Bastos Tavares, Maria de Lourdes Alhandra da Fonseca,

Margarida de Avilez Melo e Castro, Ema Cachado, Maria Lídia Lopes Monteiro, Ana Margarida da Silva Machado Campeão, Maria Casimira Costa, António dos Reis, Ramiro Marques, António Emílio Caldas Frazão Pinto da Cruz, Fernando Vieira Lucas e Humberto Eurico Fonseca Lopes. Em 18, Maria Emília Galhordas, Maria da Piedade Madeira Martins Ferreira, Maria Teresa Frade Gaivão, Joaquim Marecos Pedro e Manuel da Conceição Botequim. Em 19, Sandra Cristina Abreu Daniel, Alzira Carreira, Domitília Mendes Fernandes, Ana Isabel Costa Pereira Brás Pinto, João Epifâneo Ferreira, José Eugénio Perdigão de Campos Godinho, Francisco Rosa Pais de Azevedo e Diamantino da Conceição Botequim. Em 20, Amélia Ribeiro Sal-

danha, Maria Natália Santos Pisco, Dionízio Marçal Júnior, Ludovina Rosa Pires Antunes Varela, Leonilde Maria Violante Bernardino, Maria Amélia Caldas Veríssimo, Ilda Maria Oliveira Baptista, António Bernardo da Costa e Virgínia Cipriano Leal Rosa. Em 21, Maria da Silva Catrola, Maria Celeste Matos Pereira Sardinha, Maria Raquel Sousa Dias Freitas, Joana Pereira Pestana Lage, Margarida Maria Cintrão Marques, Frederico Sérgio Bernardino e António José dos Santos Dias. Em 22, Maria José Batista, Ilda Laura d’Almeida, Maria Rosel Rodrigues Coelho Caetano, Maria Helena Portalette Coelho Guerra Semedo, Celeste Maria Teixeira Neto Viana, João dos Santos Costa, António Schiappa Pietra Ferreira Cabral, Paulo Manuel Viriato Soares Lopes e Diogo Miguel do Couto Abreu.


vinhos

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

15

Eng. José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo

“A união faz a força” Passados 7 meses da sua entrevista ao Correio do Ribatejo foi com o presidente da CVR Tejo que falámos, de modo a saber da evolução deste projecto, no momento em que a Economia do País se encontra necessitada das exportações para novos mercados. “Como sabemos o Mundo está em constante evolução, e o sector Vinícola está, numa crise profunda, idêntica á crise em que toda a economia se apresenta. Não podemos ser alheios a esse factor, no entanto, mau grado esse facto, a CVR Tejo, foi das poucas regiões que conseguiu aumentar as suas vendas em 2009 com um crescimento de 7%, o que é um facto assinalável

José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo

Quatro perguntas ao presidente da CVR Tejo Um dos problemas que os produtores mencionam é a falta de imagem forte no estrangeiro, porque não a criação de uma marca, ou a junção de algumas CVR? O primeiro impulso já foi dado, pela marca Wines of Portugal, promovido pelo Ministério da Agricultura e pelo IVV, em Março de 2010, com uma apresentação publica e que está a albergar todas as regiões do País, e pela 1ª vez num salão muito importante na Alemanha, estavam todas as CVR presentes incluindo o vinho do Porto, pelo que penso que foi uma acção louvável, sendo agora a Viniportugal a dar seguimento a esta acção. Quanto aos vinhos das CVRT, e da nossa vizinha região de Lisboa, sou um acérrimo defensor dessa união entre as duas CVR, a junção de sinergias daria uma dimensão totalmente diferente, repare, a CVRTejo produz cerca de 11 milhões de garrafas, a CVRLisboa produz cerca 18 milhões, as duas faríamos cerca de 30 milhões o que passaria a ter uma dimensão totalmente diferente, independentemente, das indicações geográficas se manterem, agora a nível de promoção e marketing, teríamos outros resultados, por outras palavras, deixaríamos as nossas “quintinhas”, e passaríamos a ter uma outra dimensão. Alem de tecnicamente os vinhos destas regiões se complementarem muito bem, só teríamos a ganhar. Então e o mercado “bag in box”? Existe um consumidor para a bag in box, e existe um consumidor para a garrafa de vidro. O mercado

que antigamente usava garrafão é hoje o mercado da bag in box, e ficámos todos a ganhar bastante, visto que existem vinhos certificados em bag in box muito bons, que o seu acondicionamento é muito bom, mantendo as sua qualidade inalterável, por um preço mais reduzido, o que faz com que para o consumo do dia a dia se torne numa óptima solução. Agora defendo igualmente o mercado da garrafa de vidro e rolha de cortiça, com o seu prestigio e tradição para um vinho de uma gama média e média superior, são 2 materiais nobres para um bom vinho. Existe um mercado e uma ocasião para ambas as embalagens, prestigiando qualquer das embalagens. Em 5 anos vai duplicar os vinhos certificados? Continua como sendo o nosso objectivo, faremos todo o esforço para tal, e temos esperança que de “mãos dadas” com os produtores, com a divulgação da marca Tejo e com o final da crise que se deseja o mais rápido possível, sendo um objectivo muito ambicioso, não iremos baixar os braços bem pelo contrário. Enaltecendo a sua Equipe de trabalho, que tem sido muito bom com todas as acções realizadas nomeadamente as acções de marketing: “No ano passado fizemos um jantar com prova de vinhos do Tejo numa unidade hoteleira do Algarve, tivemos 10 agentes económicos e 30 convidados, este ano repetimos o mesmo evento e tivemos 16 agentes económicos e 70 convidados, isto demonstra, a apetência crescente do mercado aos vinhos do Tejo”. E para este ano que mais acções irão realizar? Temos acções previstas no

Estrangeiro nomeadamente no Brasil, Russia, China e Angola a partir de Março e até finais de Setembro. A nível nacional iremos fazer um grande evento em Maio, em que iremos reunir uma série de acções, tais como a entrega de prémios do concurso de iguarias e vinhos do Tejo que decorreu em Março, a entrega de prémios do concurso de vinhos engarrafados do Tejo, que se vai realizar em 28 e 29 de Abril, em Alpiarça, a distribuição de prémios de uma Empresa Excelência escolhida dentre as empresas de vinhos certificados, vamos escolher uma Empresa pelo seu dinamismo e escolheremos também o Enólogo do ano da região dos vinhos do Tejo. Iremos realizar um workshop dos vinhos do Tejo, onde iremos ter figuras Nacionais e Internacionais, sendo este workshop, vocacionado para a rentabilidade da vinicultura, e a divulgação da multiplicidade de vinhos e “terrois”, existentes no Ribatejo, em que temos 3 “terrois” totalmente distintos, tais com a região do Bairro, que são terrenos argilo calcários levemente ondulados, temos a zona do campo ou da lezíria terrenos mais profundos mais férteis que dão vinhos totalmente diferentes e temos a charneca com solos porosos e arenosos, o que faz com que tenhamos 3 vinhos completamente diferentes dentro da mesma região. São portanto um conjunto de acções importantes a realizar na zona de Santarém, alem claro está de estarmos presentes com um pavilhão no CNEMA na Feira do Ribatejo, e de apoiarmos a Feira Taurina de Santarém.

e bastante positivo. Em 2010, até ao fim do 1.º trimestre, apresentamos um crescimento face ao ano transacto de 5%, o que nos deixa bastante satisfeitos, e esperançados de que o ano de 2010 seja realmente melhor que o ano de 2009” refere José Pinto Gaspar. Os números de crescimento no mercado indicam um bom trabalho da CVRT, apoiando os Agentes Económicos desta região, de modo a fortalecer o nome da marca dos Vinhos do Tejo. “O sector do vinho continua a exportar e é dos sectores Agrícolas aquele que mais receitas tem trazido ao País, sendo as exportações ainda inferiores ao produto consumido internamente, sendo que o mercado interno apesar da enorme guerra de preços, e da muita concorrência desleal que ainda existe, não baixou, e o que se passa com a CVRT, e segundo indicadores Nilsson, é que crescemos no mercado Nacional, que para Nós tem um peso de 70%, mas também crescemos nas

exportações”, assegura. Com a nova designação de” Vinhos do Tejo”, já implantada, e homolugada oficialmente, reforça: “A verdade tem de ser dita, e o vinho do Ribatejo, tinha uma má conotação, era o vinho do garrafão, algum sem qualidade, e como sabemos, o mercado de hoje é de um grau de exigência elevado, pelo que após estudos realizados por empresas idóneas externas, foi sugerido e aprovado em assembleia por larga maioria dos nossos Agentes Económicos, a mudança de nome, pelo que nada tem que ver, como algumas pessoas querem fazer crer, que abdicámos do nome Ribatejo, o que é pura

especulação, a mudança tem que ver isso sim com motivos de nova imagem de marca e com motivos comerciais”, afirma. José Gaspar considera que “o Ribatejo tem caracteristicas extraordinárias, e autenticas mais valias da nossa identidade, os seus solos Agrícolas, os Toiros, Cavalos, Folclore, isto toda a gente conhece, agora no vinho, o nome era prejudicial, o Tejo no estrangeiro é um nome conhecido, é uma palavra curta mais fácil de se pronunciar, é dos principais Rios da Europa, é uma associação fácil de se fazer, e a prova está à vista como os números indicam”. António Rhodes Sérgio PUB


16

publicidade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Entrevista a Cyril Catzaras

Administrador E.Leclerc Santarém

Como tem sido a implementação do grupo E.Leclerc em Portugal? O E. Leclerc é uma marca francesa de retalho e entrou em Portugal em 1995, com a abertura da primeira loja em Valongo. Temos vindo a crescer e, actualmente, contamos com 23 lojas em todo o território continental, nomeadamente Algueirão, Amora (Seixal), Barcelos, Bobadela, Braga, Caldas da Rainha, Chaves, Entroncamento, Fafe, Figueira da Foz, Lagoa (Parchal), Lamego, Lordelo (Guimarães), Lousada, Montijo, Portalegre, Portimão, Santa Maria da Feira, Santarém, São Domingos de Rana (Cascais), Valongo, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão. Temos vindo a crescer, com a abertura de uma média de 3 a 4 lojas por ano. Mas vocês têm um modelo de negócios muito particular. Fale-nos um pouco sobre isso. O E. Leclerc, no fundo, é ainda uma empresa familiar, cujo presidente actual, Michel-Édouard Leclerc é o filho do fundador, Édouard Leclerc. Cada loja E. Leclerc conta com uma administração independente, ou seja, os resultados são afectos a essa loja e não ao grupo, tendo a nível de benefícios como de prejuízos. A ligação à casa mãe de França, é feita através da Gestelec, que é uma empresa de direito português, responsável pela definição das coordenadas estratégicas e das etapas de implantação territorial. Por seu turno, as lojas estão associadas à Cooplecnorte, que é a Central Cooperativa para as lojas, que gere a parte comercial. A Cooplecnorte negoceia, compra e distribui cerca de 50% do negócio do E.Leclerc em Portugal. Dispõe de uma Central de Compras e Logística, que realiza 95% das compras para os hipermercados em Portugal e assegura, em média, 75% dos aprovisionamentos. O restante é comprado directamente pelas lojas, que têm possibilidade de adaptar as compras às especificidades de consumo de cada região e desenvolver parcerias com fornecedores locais. A nível de grupo, o E. Leclerc incentiva o empreendedorismo, procurando tornar os colaboradores das lojas em proprietários de supermercados próprios - os aderentes. Cada dono de loja, ou aderente, é um comerciante independente, proprietário de uma empresa própria e autónoma. Antes de ser aderente, o colaborador do E. Leclerc trabalha vários anos no Grupo e ocupa a função de director de loja com muito sucesso. Depois, o aderente para quem desempenha funções, incentiva o colaborador a abrir uma loja própria e é fiador do negócio, juntamente com outros aderentes. Este foi o tipo de organização que esteve na origem do Grupo E.Leclerc e que se mantém mantém-se até hoje. A opção de abrir um E. Leclerc em Santarém tem sido uma aposta ganha? Qual o balanço destes cerca de seis meses de actividade? Posso afirmar que a opção de abrir em Santarém tem vindo a revelar-se uma opção acertada. Nos primeiros meses deparámo-nos com algumas dificuldades, mas de momento temos recolhido alguns indicadores que nos mostram que estamos no caminho certo. À realidade do E. Leclerc, cada cidade ou cada zona, é um mercado por sí só e a entrada em novos mercados nem sempre é fácil. Foi isso que aconteceu no nosso caso. Pouco tempo depois da abertura ao público percebemos que havia alguns pontos que tínhamos de acertar. Depois de identificados os problemas, e seguindo as indicações dos clientes, fizemos algumas melhorias, nomeadamente a nível das secções de frescos, e a receptividade dos clientes tem sido muito boa. Desde o início do ano temos vindo a registar um aumento mensal no número de clientes. Actualmente, temos uma média mensal de visitantes na ordem dos 30 mil e esperamos, até ao final do ano, contar com 40 a 50 mil clientes por mês Santarém é uma cidade com características muito próprias, onde as pessoas sabem muito bem o que querem e onde a tradição tem uma importância significativa. A nosso maior ambição é poder dar aos escalabitanos os melhores produtos aos melhores preços e poder passar a estar enraizados nos seus hábitos de compra, podendo ser até, quem sabe, mais uma tradição. Para quem não conhece, como é a loja E.Leclerc de Santarém? O E. Leclerc de Santarém está integrado numa galeria comercial com 17 lojas, tem 2.000 m2 de área alimentar e outra não alimentar de 1.000 m2, servidas

D


publicidade por mais de 300 lugares de estacionamento. Conta com uma bomba de gasolina com posto GPL e uma estação da lavagem, estando projectada a abertura de um centro L’Auto, insígnia do E. Leclerc dedicada ao negócio de manutenção e assistência automóvel. A loja está localizada na entrada norte da cidade de Santarém e conta com 110 colaboradores directos e 80 indirectos. A galeria comercial tem os mais diversos produtos e serviços, desde papelaria, boutiques, flores, bijutarias, cafetaria, móveis de criança, lavandaria, perfumaria, sapataria, telecomunicações, cabeleireiro, oculista entre outros. Neste momento tem um ou dois espaços de restauração que estão disponíveis para preencher por quem tiver interesse. Quais os produtos que têm maior sucesso junto dos consumidores de Santarém? Neste momento, os produtos de padaria, de fabrico próprio, a par da área têxtil, são aqueles que dominam as preferências dos clientes. Contudo, tal como referi, fizemos uma aposta forte nos produtos frescos como peixes, carnes, frutas e legumes, e estamos agora a recolher os frutos desse investimento. Todas as lojas E. Leclerc têm uma relação próxima com os produtores locais. Fale-nos um pouco disso. Sim, efectivamente, cada loja E. Leclerc negocia directamente com os produtores locais o fornecimento de determinados produtos, como os frescos ou os produtos regionais. No nosso caso, temos relações com fornecedores locais de enchidos, queijos, frutas e legumes, azeite, entre outros, mas estamos disponíveis para analisar outras propostas de comercialização. Esta proximidade resulta do facto de os proprietários de cada loja viverem e permanecerem no local onde implementam a loja, de forma a estarem comprometidos com a vida local e manterem ligações forte com os consumidores, fornecedores, cultura, desporto e acções sociais. Daí resultam também outro tipo de parcerias, como patrocínios de colectividades desportivas ou apoio a associações locais. Que promoções têm previstas a curto prazo no E. Leclerc? Estamos a lançar a campanha 30 DIAS A PREÇOS INCRÍVEIS, que decorre entre 14 de Abril e 15 de Maio, com promoções fantásticas em todas as secções. Vamos sortear um carrinho de compras por dia, para todos os clientes que façam compras iguais ou superiores a 25 euros. O grande objectivo da campanha é que os nossos clientes possam fazer as compras do mês com produtos de qualidade e poupem ainda mais.

E. Leclerc: Vendas de marcas próprias crescem 55% O E. Leclerc Portugal fecha o ano de 2009 com um crescimento nas vendas de produtos de marca própria – Marca Guia e Éco+ – na ordem dos 55%, quando comparado com o exercício de 2008, com a Marca Guia a apresentar melhor comportamento. Os produtos de marca própria do E. Leclerc contam com mais de 3 mil referências, sendo o objectivo da empresa que este tipo de produtos represente 30% do volume de vendas em Portugal até 2012. Em 2009 foram lançados mais de 100 novos produtos em gamas diversas como aves, bacalhau, enlatados, lacticínios e talho. Entre estas, o bacalhau, iogurtes líquidos, leite e talho são alguns do produtos de maior sucesso nas marcas próprias, que representam uma poupança média de 25% comparativamente a produtos de marcas líderes de mercado. Os produtores nacionais representam 80% dos fornecedores do E. Leclerc Portugal, que tem como política negociar directamente com os produtores locais, eliminando intermediários, por forma a conseguir disponibilizar os melhores produtos pelos melhores preços. A aposta do Grupo francês neste modelo de negócio permite estimular as economias locais e contribui para o desenvolvimento regional das localidades onde as lojas se inserem. O E. Leclerc Portugal conta com 3.500 colaboradores e 97.000m2 de superfície total de venda, distribuída por 23 lojas em Algueirão-Mem Martins, Amora (Seixal), Barcelos, Bobadela, Braga, Caldas da Rainha, Chaves, Entroncamento, Fafe, Figueira da Foz, Lagoa (Parchal), Lamego, Lordelo (Guimarães), Lousada, Montijo, Portalegre, Portimão, Santa Maria da Feira, Santarém, Valongo, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão. Em 2009, foram inaugurados os espaços de Santarém e São Domingos de Rana (Cascais).

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

17


18

publicidade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

J. S. GOUVEIA • METALOMECÂNICA, LDA. PRINCIPAIS INDÚSTRIAS

EQUIPAMENTOS:

PRINCIPAIS ACTIVIDADES:

AGROLALIMENTAR

• TORNOS CONVENCIONAIS DE 1 ATÉ 6 METROS

• MANUTENÇÃO INDUSTRIAL (preventiva e curativa)

BEBIDAS

E CNC

• ENGENHOS RADIAIS PARA GRANDES FURAÇÕES

• EXECUÇÃO DE: • VEIOS, ROLETES, CASQUILHOS, CARRETOS, RODAS DE COROA, CAVILHAS, PARAFUSOS, PORCAS, ANILHAS, BARRAMENTOS (guias), PEÇAS EM SÉRIE

RODOVIÁRIA

• EQUILIBRAGEM DINÂMICA

REPARAÇÃO GERAL DE:

TRANSPORTES

(transmissões, veios, etc.)

MARÍTIMO

• SOLDADURA MIG-MAG

• TODO O TIPO DE HIDRÁULICOS E BOMBAS, VEIOS DE VÁRIAS MEDIDAS, ENCASQUILHAMENTOS, ENCHIMENTOS, RECTIFICAÇÕES, NORMALIZAÇÃO DE TENSÕES • SERRALHARIA MECÂNICA DE TODO O TIPO • SERRALHARIA CIVIL DE TODO O TIPO • SERVIÇO DE RECOLHA E ENTREGA DE TRABALHOS • OUTSOURCING

• FRESADORAS UNIVERSAIS

CONSTRUÇÃO CIVIL

• MANDRILADORA

FERROVIÁRIA

• SOLDADURA A ARGON (tig) PARA ALUMÍNIO

PAPEL

E INOX

ESTALEIROS MÁQUINAS

• PRENSAS DE 60 A 150 TONELADAS

CÂMARAS MUNICIPAIS

• PÓRTICO COM CAPACIDADE TRANSPORTE

UNIDADES FABRIS

ATÉ 6,2 TON.

RIGOR, RAPIDEZ, EXPERIÊNCIA, PROFISSIONALISMO ZONA INDUSTRIAL DE SANTARÉM LOTE 40 - A

TELEFONES 243 325 157 / 243 323 068

FAX 243 322 116

EMAIL - jsgouveia@mail.telepac.pt

www.jsgouveia.pt

RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO ACÚSTICA 96 480 90 69 - 91 854 81 70 - 243 001 828

II PASSEIO CORREIO DO RIBATEJO/OMNITUR BARCELONA Dias 27, 28, 29 e 30 de Maio

av. d. afonso henriques n.º 55, 1.º dt.º santarém

www.materia.pt materia@materia.pt

Inclui:

Máquinas e Ferramentas As melhores marcas CASA DAS BORRACHAS Rua Dr. Teixeira Guedes, 20-A – Apartado 80 – 2001-901 SANTARÉM Telef. 243 303 270 – Fax 243 303 276 – truxi@mail.ptprime.pt Departamento de Máquinas e Ferramentas Zona Industrial – S. Pedro – Telef. e Fax 243 351 596

CRÉDIT AL CRÉDITAL Prestamista de Entrecampos, Lda. Empréstimos sobre P enhores Penhores Ouro, Prata, Relógios e Jóias Confidencial, Simples, Rápido, Seguro...!!!

COMPRA E VENDA

Também compramos cautelas de penhor com juros em atraso...!!!

Praça Sá da Bandeira n.º 1 (Junto ao Seminário) – Santarém

Telef. 243 357 485 – Telem. 927 152 665

485 j

3 noites Hotel 4 estrelas Passagem aérea ida e volta com taxas 3 jantares Transfers Seguros Omnitur - Dept. Congressos & Incentivos

Av. Bernardo Santareno, 43 - Loja M 2005-177 Santarém - PORTUGAL Phone: +351 243333828 Fax: +351 243371900 Mobile: +351 964702081 Email: congressos@omnitur.pt Web: www.omnitur.pt

MARROCOS CASABLANCA – RABAT – MEKNES/FEZ – MARRAKESH Dias 24 a 29 de Abril Inclui: Passagem aérea ida e volta Pensão completa Hotel 5 estrelas Taxas e transfers Seguro de viagem

969 j

PEREGRINAÇÃO A ISRAEL Dias 7 a 15 de Junho

Inclui: Pensão completa, seguros, transfers, acompanhamento pelos Rev. Padres Ganhão, Pedro e Ricardo

1.450 j

TERCEIRA / FAIAL / PICO

Dias 3 a 6 de Junho Inclui: Pensão completa Seguros Transfers

760 j

Omnitur - Dept. Congressos & Incentivos

Av. Bernardo Santareno, 43 - Loja M 2005-177 Santarém - PORTUGAL Phone: +351 243333828 Fax: +351 243371900 Mobile: +351 964702081 Email: congressos@omnitur.pt Web: www.omnitur.pt

APEMIP 2616 AMI 4512

Para venda em Santarém Ap. T3 – Coz. equip., despensa, 2 wc’s, arrecadação ................ 75.000 j Moradia T2 – P/ restaur., poço, anex., garag., Alcanhões .......... 32.500 j Moradia T5 – Lareira, coz. equip., suíte, terr. 5.000 m2 ........... 250.000 j

Para venda em Almeirim Ap. T3 – Cond. fechado, suíte, piscina, c. ténis ........... 100.000 j /400 j Ap. T3 – Sala c/ lareira e móveis embutidos, coz. equip. ........... 75.000 j Moradia T1 – Recuperada, lareira, logradouro, Sótão ............... 49.000 j Av. D. Afonso Henriques n.º 79C – Santarém – Telef/Fax: 243328399 Tlm: 914 453 601 santarem@zebimed.pt

Esteticista 10.º Aniversário Rua do Colégio Militar, 28 – 2000-230 SANTARÉM Telef. 243 326 886 – www.silviacardoso.com Aberto: 2.ª a 6.ª-feira, das 9 às 19 horas Sábados, das 9 às 18 horas

Descontos e Promoções


publicidade

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

PROFISSÕES LIBERAIS

DR. DUARTE GONÇALVES (ISABELINHA) MÉDICO OFTALMOLOGISTA Largo do Seminário, 31 Telef. 243322332 – SANTARÉM

ADVOGADOS & SOLICITADORES FERNANDO MARTINHO SOFIA MARTINHO JOSÉ CARLOS PÓ

ADVOGADOS Rua António José de Almeida, 17-1.º Esq.º (Junto ao Antigo Banco de Portugal) Telef. 243326821 Fax 243333830 – SANTARÉM

MARIA JOÃO ALVES e MARIA MANUEL ESTRELA

SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL Largo Cândido dos Reis, 11 - 3.º Esq.º (Frente ao Hospital Velho) Telfs. 243323641 e 243332829 Fax 243332156 – 2000-241 SANTARÉM E-mail:mja.mme.adv@oniduo.pt

OLIVEIRA DOMINGOS ADVOGADO Largo Cândido dos Reis, n.º 3 - 1.º Telef. 243326310 Fax 243333587 – Telemóvel 963093904 2000-241 SANTARÉM

LISZT DE MELO PAULO M. NAZARETH BARBOSA

ADVOGADOS Praceta Pedro Escuro, 2 - 1.º Esq.º Telef. 243333821 – Fax 243391021 SANTARÉM

J. LOURO DOS REIS RUTE REBOLA ADVOGADOS

NATIVIDADE CARDOSO SOLICITADORA

Av.ª do Brasil, Edifício Scálabis, 17, 1.º Dt.º – 2005-136 Santarém Telef. 243328393 – Telemóvel 938590759 Fax 243328522

FERNANDA FONSECA NEVES

ADVOGADA Estrada de S. Domingos, Lote 3 - 1.º Esq.º SANTARÉM Telef. 243306703 – TM. 964500159

J. FRÓIS RAFAEL MARGARIDA LENCASTRE FRÓIS

ADVOGADOS Escrit.: Praça Sá da Bandeira, 22-1.º Telef. 243325178 – SANTARÉM

RICARDO PEDROSA DE MELO

MÉDICO Doenças Pulmonares Alergias Respiratórias Consultório: Urb. da Antiga Praça de Touros, Lote 8-4.º Dt.º Telefone 243326957 – 2000 SANTARÉM

DR. MANUEL DO ROSÁRIO Endoscopia Alta, Colonoscopia Consulta de Gastroenterologia, às segundas-feiras Rua Dr. Teixeira Guedes, 13-1.º. Telef. 243323113 Marcações telefónicas nos dias úteis

DR. FERNANDO SARAIVA Especialista em Reumatologia Médico do Hospital de Santa Maria DOENÇAS REUMÁTICAS Cons.: Rua Padre Inácio da Piedade de Vasconcelos, 11 - 1.º Telef. 243326449 – SANTARÉM

DR. EDUARDO LOPES

DOENÇAS DOS OLHOS Cons. e Aplic. Lentes de Contacto, a partir das 14 horas, de 2.ª a 6.ª-feira. Rua Colégio Militar, Lote A - 1.º Esq.º Telef. 243328303 – SANTARÉM

DR. ARTUR GOULART

MADEIRA LOPES FRANCISCO MADEIRA LOPES

ADVOGADOS Telef. 243323700 – Fax 243332994 Rua Elias Garcia, 24-1.º Apartado 173 – 2001- 902 SANTARÉM

MÉDICO Marcações pelo telefone 243325254 Cons.: Urb. da Antiga Praça de Touros, Lote 7 - 2.º Dt.º – SANTARÉM

DR. CÉSAR MARTINS

DERMATOLOGIA – DOENÇAS DA PELE

SOLICITADORES

ADVOGADO Rua Dr. Jaime Figueiredo, 24 - A - 1.º Esq.º Telef. 243325036 – 2000-237 SANTARÉM Praça da República, 29-1.º Esq.º - Almeirim Telefs. 243597997/8 – Fax 243597999

DR. JOÃO ROQUE DIAS

HELENA VICTOR

ADVOGADA Rua Colégio Militar, 10 - 2.º Esq. 2000-230 SANTARÉM Telef. 243323024 – Fax 243322338

DR.ª HELENA ESTEVES OBSTETRICIA E GINECOLOGIA

DR.ª PAULA PINHEIRO

ADVOGADOS R. Pedro de Santarém, 37-1.º Frente Telef. 243324713 – Fax 243333126 2000-223 SANTARÉM

ORLANDO MENDES TERESA PINTO FERREIRA Sociedade de Advogados, R.L. Travessa do Fróis, 3 - 1.º e 2.º 2000-145 SANTARÉM Telef. 243328444 – Fax 243391079 E mail: orlandomtpf_socadv.rl@mail.telepac.pt

ANA MARTINHO DO ROSÁRIO ISABEL ALVES DE MATOS VICTOR BATISTA ADVOGADOS Av.ª do Brasil, 1.º C (Edifício Scálabis) Telef. 243326242 – SANTARÉM

IVONE PITA SOARES A. PEREIRA GOMES ADVOGADOS Largo Cândido dos Reis, 11-4.º Esq.º Telefones 243321706/7 Fax 243321708 – 2000 SANTARÉM

JOSÉ FRANCISCO FAUSTINO JOÃO RAFAEL FRANCISCO ANTUNES LUÍS FRANCISCO LOPES LEITÃO ADVOGADOS

ARTUR RODRIGUES ADVOGADO Av.ª Bernardo Santareno, n.º 47 - 4.º Frt. Telef./Fax 243371076 - 2005-177 SANTARÉM

A. PENA MONTEIRO

ADVOGADO Escritório: Rua Capelo e Ivens, n.º 36 Apartado 122 – 2001-092 SANTARÉM Telef./Fax: 243 325 238

ADVOGADO Largo do Município, 21 - 1.º Esq.º Apartado 96 2005-245 SANTARÉM Telef. 243 333 556 – Fax: 243 325 159

RICARDINO GONÇALVES SOLICITADOR Rua Pedro de Santarém, 37 - 1.º F Telef. 243324713 - 2000 SANTARÉM

AMILCAR J. DA LUZ COSTA

SOLICITADOR Largo da Piedade, 7-2.º Esq.º Telef. 243324012. Às 2.as e 5.as, das 10 às 12.30 horas – SANTARÉM

SAÚL BAPTISTA

ADVOGADO Rua Dr. Ginestal Machado, 13 - 1.º Telef. 243357290 – Fax 243357291 2005-155 SANTARÉM

ISABEL DA MÃE

ADVOGADA Largo do Município, n.º 21 - 1.º Esq.º Apartado 192 – Santarém Telef. 243332341 – Fax 243322941 Telemóvel 914453138

MARIA JOÃO CATROLA

ADVOGADA Av. António dos Santos, 5 - 1.º Dt.º 2005-094 SANTARÉM Telef./Fax 243591648 – TM. 919100473 e-mail: mariajoaocatrola-1457 e @adv.oa.pt

CIRURGIA PLÁSTICA Rua Pedro de Santarém, 2 - 3.º A e B Telefone 243321147 – SANTARÉM Marcações a partir das 14 horas

DR. BART LIMBURG

MÉDICO DENTISTA HOLANDÊS Av.ª Bernardo Santareno, 13 - 1.º Dt.º (Av.ª do Hospital Novo) Telef. 243332757 – SANTARÉM

CARDIOLOGISTA Electrocardiograma M.A.P.A. Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial E.C.G. Holter 24 Horas Ecocardiogramas M, 2 D Doppler Av.ª José Saramago, n.º 17 - 1.º Telef. 243327431 – SANTARÉM

ADVOGADA Aberto dias úteis ALCANEDE – Rua de S. João, 3 – Apartado 7 Telef./Fax 243408235 – TM. 963707886

MÉDICOS PAULA CHAMBEL FISIOTERAPEUTA FORMADA EM ALCOITÃO Telef. (Clínica): 243591402 – ALMEIRIM

PSICÓLOGA

Maria do Céu Dias PSICOLOGIA CLÍNICA Mestre em Psicologia da Educação Acordos: PT - CTT - SAMS - CGD Av.ª Bernardo Santareno, n.º 23 - r/c Dt.º – 2000-153 SANTARÉM Marcações: Telefones 243329105 e 243322786

Dr.ª Maria do Rosário M. Faustino MÉDICA ESPECIALISTA OUVIDOS – NARIZ – GARGANTA Rua Colégio Militar, Lote B - 1.º Frente Telef. 243322396 – SANTARÉM

TERAPEUTA DA FALA

M.ª PAULA RONDÃO Acordos com: PT - CTT - CGD SÃ VIDA Av.ª Bernardo Santareno, n.º 23 r/c Dt.º – 2000-153 SANTARÉM Marcações: Telef. 243329105 Telemóvel 917548644

Laboratório Prótese Dentária Todos os dias úteis Contrato de prestação de serviços com SAMS e outros. Av.ª D. Afonso Henriques, 31-2.º - Dt.º Telef. 243327366 – SANTARÉM

RITA TORRES PSICÓLOGA CLÍNICA

Centro de Enfermagem Monteiro & Aguiar, Lda. R. Padre Inácio da Piedade de Vasconcelos, n.º 11 - 1.º (ao Choupal), 2000-195 Santarém Telefone 243326444 Telemóvel 968011838

TERAPEUTA DA FALA

SARA INSTALLÉ FIDALGO

Rua do Colégio Militar, Lote B, n.º 16 - 1.º Esq.º 2000-230 SANTARÉM Telef. 243329300 – TM. 967498499

Dr. Rui Castro MÉDICO Especialista Clínica Geral CONSULTAS: De segunda a sexta-feira

Rua Reitor Pedro Calmon, n.º 6 - 1.º – SANTARÉM Telefone 243327159 – Fax 243327160

PIEDADE GARCIA

DR. MIGUEL TRIGO

DR. JÚLIO ARANHA

JOÃO NEVES VELOSO

MÉDICO ESPECIALISTA Cirurgia Geral SURGIMED Telef. 243305780 – SANTARÉM

PSIQUIATRIA

DR. MÁRIO SOARES CIRURGIA VASCULAR

J. MARTINS LEITÃO JOÃO P. MARTINS LEITÃO CÁSSIO MARTINS LEITÃO

Joaquim Pedroso da Costa

Consultório: Rua José Saramago (atrás do Banco de Portugal), 17 - 1.º – Telef./Fax 243327431 Domicílios: 917770678

Carla Moura Gonçalves MÉDICA DENTIST A DENTISTA Rua do Colégio Militar, Lote C-26/F Telef. 243 33 29 61 2000-230 SANTARÉM

DR.ª ISABEL MONTEIRO

MÉDICA CARDIOLOGISTA • Consultas de Cardiologia • Electrocardiogramas • Ecocardiogramas Modo M, 2 D e Doppler a Cor R. Dr. António José de Almeida, 11-4.º Dt.º Telef. 243326957 – 2000 Santarém

J. M. MILHEIRO DE CARVALHO MÉDICO DENTISTA Consultas: segundas, quartas e sextas-feiras. Rua Colégio Militar, Lote B - 1.º Frente Telef. 243322396 – SANTARÉM

PRÓTESE DENTÁRIA João A. C. Santos (Batalha) Telef elef.. 243328103 – Rua Prof Prof.. Manuel Bernardo das Neves, Lote 5 - 7.º SANT ARÉM SANTARÉM

19

Graça Ferreira da Silva MÉDICA CARDIOLOGISTA Consultas de 2.ª a 6.ª-feira

– ELECTROCARDIOGRAMAS – PROVAS DE ESFORÇO – ECOCARDIOGRAMAS – DOPPLER CARDÍACO – HOLTER (ECG 24 H) – MAPA Estrada de S. Domingos, n.º 13 - 2.º e 5.º – SANTARÉM Telefs. 243328890 e 243325810

Serviços Médicos do Coração

Centro Médico Cirúrgico de Santarém, S.A.

FRANCISCO PEDRÓGÃO ARMANDO FERREIRA

CORREIO DO RIBATEJO

– ELECTROCARDIOGRAMAS – PROVAS DE ESFORÇO – ECOCARDIOGRAMAS – DOPPLER CARDÍACO – HOLTER (ECG 24 H) – MAPA

ACORDOS: SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE – SAMS QUADROS – MAXICARE SINAPE SAMS – TELECOM – MEDIS – SÃ VIDA – MIN. JUSTIÇA – ADVANCECARE Estrada de S. Domingos, n.º 13 - 2.º e 5.º – SANTARÉM – Telefs. 243328890 e 243325810

NO VA MORAD A NOV MORADA CONSULTÓRIO DENTÁRIO

DR. MARCÃO Médico Especialista de ESTOMATOLOGIA (Doenças de Boca e Dentes) Pela Ordem dos Médicos e pelo Hospital de Santa Maria Clínica, Cirurgia e Próteses Dentárias. CONSULTAS TODOS OS DIAS Assistência exclusiva Médica – Garante-se esterilização de todo o material em AUTOCLAVE Largo Cândido dos Reis, 11 - 1.º Dt.º (junto ao Hospital Velho) Telef. 243326435 – SANTARÉM

Dr Dr.. José Manuel G. Nogueira MÉDICO

Electrocardiogramas

Consultas às 2.as, 3.as, 5.as e 6.as-feiras, a partir das 15 horas Marcação pelo telefone 243372731 Praceta Cónego Dr. Manuel Nunes Formigão, Lote 209 (S. Domingos – Santarém)

DR. MARTINHO DO ROSÁRIO

UROLOGISTA – Doenças dos Rins, Vias Urinárias e Aparelho Sexual Masculino – Consultas às 2.ª, 4.ª e 6.as-feiras – Urofluxometria diariamente – Biópsias da Próstata Eco-Dirigidas com resposta Histológica em 3 dias Marcações diárias das 9 às 12 e das 15 às 20 horas Consultório: R. José Saramago, 17 - 1.º – 2005-143 SANTARÉM – Telef. 243327431

MARIA EDUARDA FIGUEIREDO MÉDICA DENTISTA Consultas de 2.ª a sábado Rua Dr. António José de Almeida, n.º 5 - 1.º Dt.º Telefs. 243322959 - 243040130 Telemóveis 918781005 - 929059729 – SANTARÉM

GRAÇA MARONA Ginecologia – Obstetrícia

Rua Pedro de Santarém, 37 - 3.º – SANTARÉM Telef. 243 333 542 Largo General Guerra, 18 (CLICALM) – ALMEIRIM Telef. 243 509 107 – Telemóvel 91 560 79 16

DR. MÁRIO GALVEIAS

DR DR.. CARLOS MM.. SANTOS

Médico Especialista

Médico Urologista do Instituto P ortuguês de Oncologia

OUVIDOS – NARIZ – GARGANTA

Consultas às 3.as-feiras.

Marcações: Telef. 243591521, das 15 às 19 horas. Rua Dionísio Saraiva, Lote 4-1.º - Dt.º ALMEIRIM

Consultório: Centro de Enfermagem Monteiro & Aguiar, Lda. – Rua Padre Inácio da Piedade, 11 – Telef. 243326449 – Santarém

DIVERSOS

ENFERMAGEM

L. M. MARTINHO DO ROSÁRIO

ERMELINDA MELRO

OTORRINO

ENGENHEIRO CIVIL L. Padre Francisco Nunes da Silva, 1 r/c Dt.º - Tel. 243305270 - SANTARÉM

ANÁLISES CLÍNICAS

DR.ª FÁTIMA CONSCIÊNCIA Laboratório: Rua Luís de Camões, 10 Telef. 243309780 – Fax 243309781 SANTARÉM

ENFERMEIRA Todos os tratamentos e Pé-Diabético e Úlceras-Varicosas Praceta de S. Lázaro, 9 - r/c Esq.º (Campo dos Leões) – Telef. 243357228 Residência – Telef. 243323977


20

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

RIBEIRA DE SANTARÉM

SANTARÉM

A Nova Agência Funerária

ALPIARÇA

LOPES & BENAVENTE, LDA.

A CONFIANÇA CONSTRÓI-SE... HÁ MAIS DE 25 ANOS A SERVIR...

MARIA VITÓRIA ROSA Faleceu a 8-4-2010

AGRADECIMENTO ua filha, neto, neta e bisS netos agradecem muito reconhecidamente a todas as 9280

pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

MARIA VIRGÍNIA FERNANDES CORDEIRO (RITA)

MISSA

4 Anos de Eterna Saudade 9270

JOÃO PPAULO AULO VIEIRA DOS SANTOS MIRANDA

S

eu marido, filha, genro e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 21, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ua mãe participa que será S celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo

9258

Especializados em serviços para jazigo e cremações

www.lopesebenavente.com TELEF. 243 323 888

Carlos Lopes 912 505 600

Acácio Benavente 916 151 250

Ex-Sócios-Gerentes da Agência Scalabitana

domingo, dia 18, às 11 horas, na igreja Paroquial de Alpiarça, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

(Frente à Rotunda Luminosa, ao lado da Farmácia Confiança) S. DOMINGOS – 2005-242 SANTARÉM Filial: Fazendas de Almeirim – Rua Dr. Guilherme Nunes Godinho, 280 – Telem. 933351515

D. BELIDA – ACHETE SANTARÉM

Agência Funerária

"

SANTARÉM

ALDEIA DE ALÉM – ALCANEDE

«Campeão», Lda.

MANUEL JOSÉ FERREIRA MONTEZ

Serviço Permanente Telef. 243 32 50 74 SEDE: Estrada de S. Domingos, 27 - A – SANTARÉM

Faleceu a 8-4-2010

CÂNDIDO FERREIRA MENDES 11 Anos de Profunda e Eterna Saudade

ERNESTO DA PIEDADE SIL SILVVA AGRADECIMENTO Nasceu a 10-10-1936 Faleceu a 9-4-2010 9282 ua esposa, filhos, noras, netos e restantes familiares agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Funerária Xavier, Lda. Telefs. 243408205 - 243479515 Alcanede e Tremez

S

CASAL CENTEIO – AZINHAGA

3-4-1999 – 3-4-2010 9271 ua esposa e filhos mandam celebrar missa pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 17, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

AMÉLIA DA CONCEIÇÃO CORDEIRO Faleceu a 8-4-2010

AGRADECIMENTO 9283

S

eu filho, nora, netos e bisneto agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua saudosa extinta à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

AGÊNCIA FUNERÁRIA XAVIER XAVIER,, LDA LDA..

AGRADECIMENTO

9269

S

ua esposa, filha, genro e netos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Telemóveis 917 214 616 (António J. Cordeiro) 917 550 558 (Nuno Cordeiro) 914 910 449 (David Cordeiro)

ESCRITÓRIO (Frente ao Hospital) Avenida Bernardo Santareno, N.º 49 - SANTARÉM Tratamos de toda a documentação da Caixa de Previdência

Telefone 243 333 520 - Fax 243 327 186

Funerais, Trasladações e Cremações Fernando Figueiredo

A Competência já demonstrada

Gerente

243 108 492 Telemóvel 913 202 868 / 938 593 716 HONESTIDADE E COMPETÊNCIA

MARIA DE LOURDES VAL ADARES TEIXEIRA ALADARES N. 21-3-1939 – F. 29-3-2010

AGRADECIMENTO

eu marido, filhos, netos S e restante família agradecem muito reconhecidamente a 9274

todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. O nosso bem haja.

Agência Funerária Jorge Almeida, Lda. Telef. 243441246 – Sobral S. Vicente do Paúl

SEDE: Rua do Alfageme de Santarém, 29 – RIBEIRA DE SANTARÉM ESCRITÓRIO: Av.ª Bernardo Santareno, Loja B - Frt. ao Hospital – SANTARÉM

Agência Funerária Telef.

ALEIXO, LDA.

243328115 Fax

243328818 Telems. 966007049 968041420 964052764

Sede: Santarém – P raceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Praceta Telef. 243558315

Escrit.: Sobral – S. Vicente do Paúl – Telef. 243 44 12 46 Sede: Pernes – Rua Oriol Pena, 103 cv – Telef. 243 44 94 44

Atendimento Personalizado

Funerais – Trasladações – Cremações

FUNERÁRIA DOM FERNANDO A. FERNANDO,, LD LDA.

Telef. 243 44 12 46 Telemóvel 91 72 73 370

HELDER VACAS, LDA.

Telemóveis 965 025 085 – 962 723 941 – 962 405 207

SEDE: Rua do Comércio, 10 – ALCANEDE Telefs. 243 408 205 – 243 406 156 – Fax 243 406 157 FILIAL: Rua S. Tiago, 115-117 – TREMÊS – Telef.Fax. 243 479 515 agenciafunerxavier@sapo.pt

Jorge Almeida, Lda.

Serviço Permanente

Agência Funerária

Atendimento Permanente (24 horas): 243 408 205

Tratamos de toda a documentação, Caixa Previdência

A FUNERÁRIA

de ia eto e c rên nic Ge o A ã Jo

h fil

os

João António 919 839 753

Av.ª Bernardo Santareno – SANTARÉM (Frente ao Hospital) TELEF. e FAX

João Aniceto 919 833 041

Igor Aniceto 914 492 699

243 32 81 00


publicidade

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

necrologia

ARAMANHA – VÁRZEA

PERNES

TAPADA – ALMEIRIM

CORREIO DO RIBATEJO

21

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-4-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200701019236 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (2.ª publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém.

SEBASTIÃO FILIPE DA CRUZ N. 14-6-1943 – F. 17-3-2010

Agradecimento e Missa do 1.º Mês

ua esposa, filhos, noras, S netos e restante família agradecem muito reconhecida9273

mente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar à sua última morada o nosso ente querido ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será realizada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, pelas 12 horas, na igreja de Pernes, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

JOSÉ LUÍS DUQUE

HIRMÍNIO GLÓRIA VELOSO Faleceu a 12-4-2010

5 Anos de Eterna Saudade 29-3-2005 – 29-3-2010 9257 eu filho, nora e netos recordam com profunda dor e saudade a passagem do 5.º Aniversário de seu falecimento.

S

AGRADECIMENTO

ua esposa, filho e netos S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas

9294

que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

VALE DE FIGUEIRA - SANTARÉM

ADVAGAR

Agência Funerária Jorge Almeida, Lda. Telef. 243441246 – Sobral S. Vicente do Paúl ALTO DO BEXIGA – SANTARÉM

OTÍLIA AUGUST AUGUSTAA PIRES Faleceu a 12-4-2010

Agradecimento e Missa do 7.º Dia 9284

FERNANDO JOAQUIM DA CONCEIÇÃO RODRIGUES SECO Faleceu a 18-3-2010

S

eus filhos, noras, netas e bisnetos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa do 7.º dia, pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 18, pelas 19 horas, na igreja de Jesus Cristo, antigo Hospital Velho, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ABEL DA CONCEIÇÃO HENRIQUES Faleceu a 6-4-2010

Agradecimento e Missa

ua esposa, filha, genro e S netas agradecem muito reconhecidamente a todas as 9285

pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, hoje, sexta-feira, dia 16, pelas 19 horas, na igreja de Achete, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. SANTARÉM

Missa do 30.º Dia

9272

S

ua esposa, filhos, nora e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 18, às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo – Hospital Velho, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes da executada SMJ CONSULTORES, LDA., com sede na Rua do Malpique, N 10 – Alto do Vale – 2005-050 Vale de Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 20 de Março de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e Colectivas (IRC) e Coimas Fiscais (CF) dos anos de 2006 a 2008, no montante actual de 21.524,91 j, sendo 18.792,36 j de quantia exequenda e 2.732,55 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Fracção autónoma designada pela letra F do prédio urbano constituído no regime de propriedade horizontal, sito na Rua Brigadeiro Lino Dias valente, Lote B, na freguesia de S. Nicolau, concelho de Santarém, cuja fracção respeita à CAVE destinada garagem constituída por uma divisão ampla com a área de 16,90m2. Tem as seguintes CARACTERÍSTICAS: Afectação: Estacionamento coberto e fechado, Tipologia/Divisões: 1, Permilagem: 62,50, Nº de pisos: 1, Área do terreno integrante: 0,00 m2, Área bruta privativa: 16,90 m2, Área bruta dependente: 0,00 m2, Área total do terreno: 247,50 m2, Área de implantação do edifício: 247,50 m2, Área bruta privativa total: 16,90 m2, Área do terreno integrante das fracções: 0,00 m2. Inscrito na matriz no ano de 2000 sob o artigo urbano n º 2705 – Fracção F da freguesia de S. Nicolau. Acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o n º 01007/19961108-F (S. Nicolau). É depositário nomeado o representante legal da executada, o qual, nessa qualidade e depois de contactado na sede sita Rua do Malpique, N 10 – Alto do Vale – 2005-050 Vale de Santarém, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 1 de JUNHO de 2010, pelas 11,00 HORAS, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 2.450,00 j, correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.063 – SMJ CONSULTORES, LDA.”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o representante legal da executada e os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se referem as verbas nºs 1 e 3 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos seis dias do mês de Abril do ano de dois mil e dez. O ESCRIVÃO, O CHEFE DE FINANÇAS, (João José Marcelino Tavares) (Jorge Manuel Sardinha Serra)

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-4-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200801041797

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (2.ª publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executado GONÇALO MIGUEL LEANDRO CORREIA SERRA, no estado de casado com Margarida Isabel Carreira Marques Rodrigues Reguera Correia Serra, com domicílio fiscal na Rua António Bastos, N 13 2 S. Bento - Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 27 de Abril de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de que é responsável respeitantes ao INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL (IEFP), do ano 2008, no montante actual de 4.226,29 j, sendo 3.500,00 j de quantia exequenda e 726,29 j de acréscimos legais.

SANTARÉM

BEM A VENDER

SANTARÉM

MARIA EMÍLIA DE JESUS RAPOSO CARV ALHO CARVALHO 14-10-2008 – 14-4-2010

Missa do 18.º Mês

eu marido participa que S hoje, sexta-feira, dia 16, na igreja de S. Nicolau, será 9289

MÁRIO DA SIL SILVVA JACOB 1 Ano de Eterna Saudade 16-4-2009 – 16-4-2010 9275 ua esposa, filhos, netos e restante família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, hoje, sexta-feira dia 16, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

celebrada missa pelo descanso eterno da nossa querida MILA. Obrigado.

ARMANDO FERNANDES GAMEIRO DOS REIS 15-4-2008 – 15-4-2010

2 Anos de Eterna Saudade

ua esposa, filhos, noras S e mais família recordam com saudade a passagem do 9293

2.º aniversário de falecimento e participam que foi celebrada missa pelo seu eterno descanso no passado dia 15, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau.

Florista Lucília

Aberto todos os dias A trabalhar há 3 décadas Largo dos Capuchos, 6 (Largo do Cemitério) Telefone 243 32 78 76 – 2000-070 SANTARÉM

Prédio urbano destinado a habitação, sito no lugar de Arneiro de Tremês, freguesia de Tremês, concelho de Santarém, composto de casa de rés-do-chão com duas divisões, uma cozinha, adega e um palheiro. Tem a área coberta de 96,00 m2 e uma arrecadação com a área coberta de 47,00 m2. Tem ainda um logradouro com a área de 9,50 m2. Confronta de norte com Vicente Pereira, de sul com Herdeiros de Virgílio Bacalhau, de nascente com Joaquim Rafael Catarino e poente com estrada. Tem as seguintes CARACTERÍSTICAS: Afectação: Habitação, Tipologia/Divisões: 1, N.º de pisos: 1, Área total do terreno: 152,50 m2, Área de implantação do edifício: 143,60 m2,Área bruta privativa: 96,60 m2, Área bruta dependente: 47,00 m2, Área bruta de construção: 143,60 m2. Inscrito na matriz no ano de 1992 sob o artigo urbano n.º 1764 da freguesia de Tremês, concelho de Santarém e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o n.º 00574/19920409 (Tremês). É depositário o executado nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactado no seu domicílio fiscal, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 1 de JUNHO de 2010, pelas 15,00 HORAS, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 25.704,00 j, correspondente a 70% do valor atribuído em avaliação, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2009.107 – GONÇALO MIGUEL LEANDRO CORREIA SERRA”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o executado, o seu cônjuge e os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se referem as verbas nºs 1 e 3 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos sete dias do mês de Abril do ano de dois mil e dez. O ESCRIVÃO, O CHEFE DE FINANÇAS, (João José Marcelino Tavares) (Jorge Manuel Sardinha Serra)


22

tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Coordenação de

Ludgero Mendes

Estão mexendo no meu bolso! As empresas e os empresários taurinos de quando em vez lembramse de inovar o seu negócio – que é o espectáculo que nós tanto apreciamos, claro! – e vá de apostarem a fundo no que, obviamente, lhes possa trazer maiores benefícios financeiros. O lucro! Que o lucro é o principal objectivo do seu negócio, não tenhamos dúvidas, e eu até sou dos que não se incomodam nada com o lucro das empresas e dos empresários, muito antes pelo contrário. Pessoalmente até contribuo para os seus lucros, porque, na grande maioria das corridas a que assisto vou à bilheteira comprar o meu bilhetinho, e, depois, aqui publico a respectiva crónica, para conhecimento dos nossos Leitores Aficionados. Abomino a relação que, quase generalizadamente, se estabeleceu entre os empresários taurinos e os críticos da especialidade, segundo a qual os primeiros consideram os segundos como “borlistas”, a quem fazem o “especial favor” de facilitar o ingresso nas praças de toiros por si exploradas. A mim não, porque os poupo a esse favor, sobretudo, porque não lhes reconheço categoria para tal, e, por isso, exerço a minha função de crítico na perspectiva do aficionado-espectador pagante. Assim, estou sempre mais livre para escrever o que penso, assumindo, naturalmente, que não sou detentor da melhor opinião, nem da verdade absoluta. Por vezes, a minha opinião não coincidirá com a de quantos me lêem ou ouvem, o que é perfeitamente natural, pois, o toureio, como expressão artística pura, é deveras subjectivo e os conceitos taurinos e as opções estéticas variam de pessoa para pessoa. É uma forma de estar! Pago, logo exijo ser bem servido. Mas, a verdade é que continuo a pagar, mas, a não ser sempre bem servido! Até um dia… A moda que se instalou agora de alugar toiros espanhóis, é, deste ponto de vista, mais um atentado à nossa Festa, pois, na maioria dos casos, a matéria-prima que importamos de Espanha não é melhor do que a que possuímos nos nossos campos. Ao invés, quando exportamos é sempre produção de primeira categoria… A quem é que a importação de toiros espanhóis vem beneficiar? Aos toureiros não, porque , em regra, os toiros não lhes servem, posto que por mansidão, por falta de acometividade ou por muito “sentido”, em consequência da idade, não investem, não andam, e, claro, não proporcionam lides a gosto. Aos ganadeiros portugueses, também creio que não, pois, enquanto assistem às corridas onde são lidados toiros espanhóis, os da sua ganadaria ficam na pastagem, e, eventualmente, para os conseguirem alugar terão de os saldar, o que lhes acarreta prejuízos mais avolumados. Ao público também não, uma vez que se os toiros não servem para os toureiros, não permitem boas lides, logo o preço do bilhete torna-se demasiado caro para espectáculo tão pobre. Então, só há duas entidades que ficam a ganhar – as empresas e os empresários taurinos, que, decerto, alugam os toiros a melhores preços, porque senão não os iam buscar a Espanha, e os ganadeiros espanhóis que, assim, vendem toiros, a maioria dos quais com 5 anos, que já não conseguiriam vender no seu país, muito menos em praças de primeira ou de segunda categorias. O ano passado já foram lidados em arenas portuguesas 124 toiros de ganadarias espanholas, quase sempre desconhecidas, tudo apontando para que este ano este número seja muito ultrapassado, o que não nos espanta admitir, tendo em conta que ainda estamos no início da temporada e já foram lidadas mais de meia centena de reses oriundas do país vizinho. Até quando?

Abertura da Temporada no Campo Pequeno Em corrida televisionada em directo pela RTP 1, José Luís Gomes consumou a sua despedida de Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, tendo cedido o ceptro do comando do Grupo a seu filho Pedro Maria Gomes. Frente a um curro de toiros da Herdade de Pégoras, difícil e escasso de bravura, impunha-se muito saber e muito domínio, o que, nesta noite, foi alardeado pelo cavaleiro António Ribeiro Telles em ambas as lides, engrandecendo a festa e a arte marialva. António Telles elegeu os melhores terrenos e as melhores distâncias, desenhando superiormente as suas lides, com uma brega vistosa e eficaz, coroada com a colocação de certeira ferragem. Bem montado, António respira confiança nas suas imensas faculdades, e, obviamente, com este estado de espírito, os triunfos são fáceis e frequentes. João Salgueiro esteve em muito bom plano na sua primeira lide, bordando o toureio com os atributos que naturalmente exibe, e que o colocam, sem favor, no primeiríssimo plano do nosso panorama taurino. A espontaneidade com que enfrenta os seus oponentes, a alegria e o entusiasmo que transmite ao público, são, de facto, factores de sucesso no seu desempenho. João Salgueiro evidenciou as razões que estão na base dos seus êxitos, uma

vez que insiste no toureio frontal, carrega as sortes no momento da reunião, coloca certeira a ferragem e adornase com expressões artísticas de elevado requinte. No quinto toiro da noite, Salgueiro não logrou repetir o êxito da primeira lide, também porque as condições de lide do seu oponente não eram as mesmas, pelo que o nível da sua actuação baixou um pouco. No entanto, João Salgueiro deixou a constância das suas faculdades e a expectativa de uma grande temporada. Leonardo Hernandéz, independentemente de ter saído em ombros na sua anterior presença no Campo Pequeno, na última época, não tem, ainda, o estatuto de figura, que se lhe pretende atribuir. Aprecia-se-lhe a intenção de praticar o toureio equestre com base na escola marialva, no entanto, a verdura que ainda apresenta põe a nu algumas fragilidades técnicas. Citar os toiros de fren-

te e pretender cravar a ferragem de alto a baixo são bons auspícios de um toureiro, no entanto, a diferença de andamento entre os toiros lidados nos ruedos espanhóis, sujeitos aos rojões de castigo, e os toiros lidados nas arenas portuguesas, com um andamento mais forte, não poderia deixar de se notar, nomeadamente nos frequentes toques que consentiu nas suas montadas. Em boa verdade, a desenvoltura da brega de Leonardo Hernandéz e a exuberância dos seus adornos calam fundo no apreço dos espectadores, porém, sem correspondência com a qualidade do seu toureio. O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa viveu nesta noite a cerimónia de mudança de Cabo, com o jovem Pedro Maria Gomes a suceder a seu pai, que honrou galhardamente a arte de pegar toiros e a história do seu Grupo. José Luís Gomes esteve uma vez mais em gran-

de plano, concretizando uma valorosa pega ao primeiro intento, evidenciando imensas faculdades e, sobretudo, uma técnica portentosa e um profundo conhecimento do toiro. O segundo toiro da noite foi pegado pelo novo Cabo, Pedro Maria Gomes, apenas à terceira tentativa, uma vez que, certamente, pela tensão nervosa desta noite especial, não esteve bem na cara do toiro, ao contrário do que é hábito. Gonçalo Maria Gomes, forcado já retirado que nesta noite voltou a pegar para se juntar aos familiares queridos, rubricou excelente pega ao primeiro intento. O quarto toiro da corrida foi pegado por Francisco Mira, que uma vez mais esteve em bom plano, enquanto João Lucas apenas conseguiu consumar a sua sorte à terceira tentativa, e o último toiro foi pegado por Pedro Miranda, que esteve em bom plano. De salientar que a esta corrida assistiram o Dr. Elísio Sumavielle, secretário de estado da Cultura, e o Dr. António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que no início da corrida condecorou José Luís Gomes com a Medalha de Mérito Municipal, tendo tido palavras de exaltação pela trajectória do forcado distinguido. Manuel Jacinto dirigiu esta corrida sem dificuldades de maior, tendo estado ponderado na atribuição de música.

Córdoba – Assista à Feira Taurina através das Viagens “El Corte Inglês” A moda está a pegar, e ainda bem, porque, de facto, assim, as coisas são muito mais fáceis de organizar. A Agência de Viagens “El Corte Inglês”, que é espanhola, como se sabe, enriqueceu a sua oferta de serviços agilizando a comercialização de pacotes turísticos que incluem o alojamento em unidades hoteleiras da região onde decorre a Feira taurina e os próprios bilhetes das corridas. O aficionado-turista apenas tem de optar pela categoria do hotel em que pretende instalar-se e pelo tipo de bilhetes que quer comprar (sol, sombra, filas inferiores, filas superiores, enfim, é mesmo à lista!), e, depois, é claro, terá que providenciar os meios de transporte para lá chegar, que poderão ser de recurso próprio ou através da oferta disponível na própria agência. A próxima jornada tem como destino a importante Feira de Córdoba, que terá lugar entre os dias 25 e 30 de Maio, e cujos cartéis já foram amplamente divulgados, e o aficionado-turista só terá de

optar por um dos pacotes previstos: primeira metade da feira, com três corridas de matadores; segunda metade da feira com duas corridas de matadores e uma de rejoneadores; feira completa, ou seja, cinco corridas de matadores e uma de rejoneio. Para os aficionados jovens – com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos – e para os mais veteranos, com idade superior a 65 anos, estão previstas condições especiais, pelo que, apenas, é necessário confirmar qualquer uma dessas situações no acto

da confirmação da reserva. Deste modo, quem pretender assistir a esta Feira Taurina tem a garantia de ter hotel reservado e bilhetes de ingresso na praça assegurados, sendo que os hotéis são todos de 3 ou de 4 estrelas, e situados tão próximo quanto possível da praça de toiros e do centro da cidade. Há, contudo, um aspecto importante a ter em conta – quem primeiro fizer a reserva, melhor servido ficará, pois, quem guardar a sua decisão para a última hora correrá sérios riscos de não

conseguir os bilhetes pretendidos ou as melhores opções o nível do hotel escolhido. Para o ajudar na sua escolha, aqui lhe deixamos a indicação de todos os cartéis da importante Feira de Córdoba: dia 25 de Maio – Toiros de Torrestrella para os matadores Matías Tejela e Júlio Benítez “El Cordobés”; dia 26 de Maio – Toiros de Las Ramblas para os matadores “Juan Serrano “Finito de Córdoba”, José Tomás e Juan Bautista; dia 27 de Maio – Toiros de La Palmosilla para os matadores Juan Serrano “Finito de Córdoba” e José Luís Moreno, em mano-amano; dia 28 de Maio – Toiros de Parladé para os matadores Enrique Ponce, José Maria Manzanares e Miguel Angel Perera; dia 29 de Maio – Toiros de Juan Pedro Domecq para os matadores Manuel Dias “El Cordobés”, David Fandilla “El Fandi” e José Luís Moreno; dia 30 de Maio – Toiros de Castilblanco para os rejoneadores Fermín Bohórquez, Pablo Hermozo de Mendoza e Andy Cartagena.


tauromaquia

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

23

Salvaterra – Uma toirada (quase) completa No passado domingo, dia 11 de Abril – Domingo de Pascoela – teve lugar na carismática Praça de Toiros de Salvaterra de Magos, uma corrida à portuguesa, com a participação dos cavaleiros António Ribeiro Telles, Ana Batista e do jovem Tomás Pinto, dos Grupos de Forcados Amadores de Azambuja e de Salvaterra de Magos, que lidaram e pegaram, respectivamente, toiros espanhóis da ganadaria de “La Plata”. O público afluiu em número razoável, um pouco mais de meia casa, o que até nem é muito mau, atendendo ao facto de os bilhetes não serem muito baratos e de já estarmos quase a meio do mês. O espectáculo teve escassos motivos de interesse, muito por culpa dos toiros – todos de cinco anos – que não estavam para grandes proezas, pois, os cavalos pisavam-lhes a sombra e eles nem assim se mexiam, ou quando o faziam era em mangadas de manso perdido, para confirmar a falta de bravura que foi uma constante em toda a corrida. Curiosamente, os toiros - cuja apresentação era quase irrepreensível – investiam com codícia, e humilhando, nos capotes e para os forcados. Para os cavalos é que não… Com tal matéria-prima não seria de esperar grande luzimento dos toureiros, que tiveram de a enfrentar, os quais, justiça lhes seja feita, muito se esforçaram para conseguir rubricar boas actuações, mas, naturalmente, assim, foi uma autêntica missão impossível.

António Ribeiro Telles alardeou o seu conhecimento sobre o toiro, a sua elevada técnica de toureio e a qualidade das suas montadas, mas, nem mesmo com todos estes atributos, logrou rubricar actuações ao elevado nível a que nos habituou. Privilegiando sempre os cites frontais, teve de encurtar distâncias, uma vez que os seus oponentes não investiam de largo, evidenciando muito desinteresse pelo ilustre marialva. Porém, as lides não tiveram a harmonia desejada, posto que a par de alguns detalhes de grande classe do cavaleiro da Torrinha, logo se sucediam outros de menos fulgor, quer através de alguns toques nas montadas, quer na colocação dispersa da ferragem. Por estar fragilizado o seu segundo oponente, António Telles teve de lidar o sobrero, que também não lhe permitiu uma lide de grande quilate, mas, ocasionou alguns momentos de desentendimento entre o marialva coruchense e o director de corrida, o que vivamente se lamenta, pois, estas atitudes em nada dignificam a Festa Brava, nem uma figura do toureio como é, de facto, António. Após se haver esgotado o tempo regulamentarmente estabelecido para a lide, António Telles, no afã de sacar o triunfo – atitude louvável, esta – não se deu conta do aviso, e pegou noutra bandarilha para colocar. O director da corrida, como lhe cumpre, mandou tocar um aviso, ao que o cavaleiro da Torrinha reagiu abruptamente, originando uma desagradável situação, virando o público contra o director, que apenas estava a cumprir, e bem, a sua obrigação. Depois, como se tal não fosse já bastante, ainda foi buscar outra bandarilha, ignorando uma vez mais o director de corrida, e colocou-a, numa lamentável atitude de desrespeito pela autoridade. A António Ribeiro Telles, consagrada figura que todos apreciamos, bastaria tão somente que após o primeiro aviso, tirasse o tricórnio em gesto de pedido de desculpas, e tudo seria sanado, com elegância e educação. É pena que estas coisas sucedam…

Ana Batista teve, igualmente, de porfiar bastante para conseguir desincumbir-se da sua difícil função. Com toiros mansos perdidos, cujas investidas eram imprevistas e que, mesmo quando citados de muito curto, ignoravam a presença da cavaleira, era, de facto, muito difícil produzir um labor com a qualidade e a verdade a que Ana Batista nos habituou. Bem tentou os cites frontais, mas na maioria das vezes teve de passar em falso, porque os seus oponentes estavam demasiado distraídos, não investindo, ou quando o faziam era, positivamente, para arrear nos cavalos. A colocação da ferragem resultou dispersa, muito pelo facto de os toiros não se empregarem no momento da reunião, com as sortes a saírem, obviamente, algo aliviadas. Com todas estas condicionantes, até somos forçados a considerar que a jovem cavaleira de Salvaterra de Magos esteve em bom plano, pois, frente a oponentes com cinco anos, com pesos na ordem dos seiscentos quilos e muito parados, as lides reflectiram a elevada dignidade da cavaleira.

Os Grupos de Forcados Amadores de Azambuja e de Salvaterra de Magos tiveram uma tarde difícil e trabalhosa, uma vez que os toiros eram, de facto, grandes e tinham, também, o “peso” da idade, para além de chegarem ao momento da pega plenos de força, dado que pouco se empregavam nas lides a cavalo. Lamentamos não saber os nomes dos forcados que foram à cara dos toiros, mas, tal informação não foi prestada. Os Amadores de Azambuja consumaram a pega do primeiro toiro da corrida à primeira investida, com relativa facilidade, o terceiro toiro foi pegado à terceira tentativa, com o Grupo a evidenciar alguma fragilidade nas ajudas – consequência de início de temporada – e o último do seu lote, foi pegado de cernelha, em sorte pouco ortodoxa, após quatro tentativas frustadas de sorte de caras, com dois forcados a saírem desfeiteados nos seus intentos. Os Amadores de Salvaterra de Magos tiveram uma tarde mais cómoda, devido ao facto de os forcados da cara terem estado melhor e as ajudas terem sido mais oportunas e mais coesas, pelo que duas pegas foram concretizadas à primeira tentativa e a última foi consumada à segunda. Os campinos José Mimoso e Francisco José Reis tiveram, também eles, uma tarde afanosa, sobretudo no maneio do toiro que foi pegado em sorte de cernelha, e que, por ter muito sentido, não se deixava encabrestar, o que muito dificultou o seu labor. As quadrilhas estiveram em bom plano e a direcção da corrida, cometida ao Sr. António Barrocal, esteve em plano sensato e comedido, à margem do que, eventualmente, venha a constar do seu relatório.

‘Faenas’ estreia-se dia 21 na Rádio Ultra fm Tomás Pinto voltou a agradar-nos pela correcção do seu toureio, e, sobretudo, pela constante preocupação em fazer tudo tecnicamente perfeito. Conhecedor das regras do toureio, bom calção e valoroso, Tomás Pinto elege o toureio clássico como a forma de se exprimir artisticamente, o que é muito apreciável. Mas, e há sempre um mas… nem todos os toiros podem ser abordados desta maneira. Estes toiros espanhóis, não consentiam – nem mereciam! – uma atitude tão séria, posto que, apenas, investiam para agarrar, e no mais ignoravam o desafio dos marialvas, investindo apenas com alguma alegria para os capotes dos peões-de-brega e para os forcados. Daí, resultarem bastas vezes infrutíferas as tentativas de citar de largo, pois, com os toiros tão distraídos, não era possível provocar-lhes as investidas. Todos os toiros têm os seus terrenos e as suas distâncias… Tomás Pinto continua a evidenciar alguma dificuldade na colocação da ferragem, ficando muito dispersa, ora traseira ora descaída, o que, convenhamos, nesta corrida até tem alguma desculpa, esperando-se que em próximas oportunidades esta deficiência possa ser superada.

A Rádio Ultra (88.2 fm) estreia dia 21 de Abril, às 19h00, o seu novo programa taurino denominado ‘Faenas’. Segundo o seu autor e apresentador, Diogo Marcelino, o magazine pretende “promover e divulgar a Festa Brava de maneira a captar novos aficionados, dando a conhecer o melhor da Tauromaquia portuguesa e estrangeira”. Diogo Marcelino é Licenciado em Direito e Pós-Graduado em Ciências da Comunicação. Já passou pela redacção da TVI e actualmente está na redacção do Diário de Notícias. “As notícias mais importantes, as entrevistas aos principais agentes do Mundo dos Toiros e a divulgação de espectáculos taurinos são a essência deste magazine que reconhece a Tauromaquia como um dos mais importantes patrimónios artístico e cultural do povo português,” acrescenta. O programa pode ser escutado na Rádio Ultra, às quartas-feiras, entre as 19 e as 20 horas, ou na Internet em www.radioultrafm.pt. Poderá também acompanhá-lo no podcast em faenasnaradio.blogspot.com


COMPRA-SE VENDE-SE COMPRAM-SE OU VENDEM-SE 9316

T

odo o tipo de velharias. Trata: Ermelinda Fonseca, telefone 249870946 – Espinheiro.

8325

COMPRO

M

obílias e móveis soltos, usados. Vou a casa. Av.ª Padre Ramalho, 15, telefone 243429302 ou telemóvel 917217668 – Alcanhões.

MÓVEIS USADOS COMPRAMOS óveis usados ou M antigos, velharias, recheios de casa. Com5185

pramos a dinheiro. Telemóvel 962430689 ou telefone 243703938.

VENDEM-SE

5166

V

ivendas, terrenos, apartamentos e permuta-se. Trata Júlio Figueiras, Constantino & Filhos, Soc. de Construções, Lda., telefone 243769334 ou telefone 919700709.

8088

COMPRO

T

odo o tipo de sucatas e faço recolhas de roupa, sapatos, electrodomésticos, móveis, etc.. Não deite nada fora, que nós vamos buscar. Telemóveis 934271704 e 939426185.

VENDE-SE

partamento T2, zona A do Politécnico. Telemóvel 966852583.

9045

VENDE-SE

8897

T

erreno com 485 m2, para construção de moradia, situado no Jardim de Cima – Santarém. Telemóvel 918755163.

VENDE-SE

partamento T3, na A Rua Miguel Torga – Alto do Bexiga, todo equi8969

pado, ar condicionado, aspiração central, piso radiante nas casas de banho e estores eléctricos. Telemóveis 919519840 e 914906912.

VENDE-SE OU PERMUTA-SE

uplex em Santarém, D com 5 assoalhadas + salão + terraço e com

7058

cozinha equipada. Contacto: TM. 917575042.

MERCEDES C-CDi e BMW 320 d

9052

D

e 2003, com livro de revisões. Vendemse. Particular. Telemóvel 916839054.

VENDE-SE

9042

publicidade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

L

ugar de garagem na Praceta José Pereira Rodrigues n.º, 3 – S. Domingos. Telemóveis 919519840 e 914906912.

VENDE-SE

9247

R

ústico, Casais da Aroeira, com projecto aprovado para moradia com 265 m2 e anexos, com 54 m2 e piscina, área total: 3.160m2, valor: 45.000 euros. Telemóvel 918100799.

VENDE-SE

9246

T

oyota, 3 lugares, ar condicionado, ano 99. Preço 5.100 euros. Telefone 243597459.

VENDE-SE

partamento T2, junA to ao Hospital Novo – Santarém. 9250

Telemóvel 936409380.

VENDE-SE

partamento T3, em A Santarém, bom estado, bem localizado. 9281

92.500 euros. Telemóvel 916491233.

CABELEIREIRO

9276

N

ovo, lindo, vendo em frente às Finanças, no Centro Comercial. Facilito. Telemóvel 963725181.

VENDO T3

9260

U

sado, bom estado, na Avenida Bernardo Santareno, em Santarém. Telemóvel 926483229.

VENDE-SE

9261

T

erreno com 6.760 m2, com água, luz e aprovação para construção, no Joaninho – Abitureiras. Telemóvel 916905058.

9288

COMPRA E VENDA

D

e todo o tipo de antiguidades. Telemóvel 966372342.

VENDE-SE

9286

A

ndar T3, em Alpiarça, zona central, em óptimo estado. Telemóvel 966372342.

ALUGA-SE ARRENDA-SE ALUGA-SE

9278

A

rmazém, para arrecadação de qualquer ramo ou garagem. Trata telefone 243351197 ou telemóvel 914740258.

ALUGA-SE

9154

A

partamento T3, em S. Domingos. Telemóvel 965244682.

ARRENDA-SE

oja com cave e 1.º L andar, área total de 250 m , na Rua Pedro de 7784

2

Santarém, 84 (Constrália). Trata TM. 917268875.

ALUGAM-SE

alas para escritórios, S na Rua Pedro de Santarém, 65 - 1.º. 8871

Telemóvel 917339642.

ALUGA-SE

scritório, no Office E Center (W Shopping), com 150 m e garagem

6818

2

privada. Trata TM. 933533621.

ARRENDA-SE

9037

A

partamento (2 quartos), na Avenida Bernardo Santareno em Santarém, com mobília, renda: 300 euros. Pede-se fiador. Contactar: 918685312.

ALUGA-SE

Mobilado e equiT1 pado, perto do Continente e Bombeiros – 9265

Santarém. Telemóveis 919699623 ou 962309495.

ALUGA-SE T0

uase novo, em Q Santarém, mobilado e com electrodomésti9136

cos, zona histórica da cidade. Preço: 280 euros. Telemóvel 917131359 ou telefone 243329569.

ALUGA-SE

Com três asR/C soalhadas na zona do Pereiro. 9264

Informa Travessa São Julião, n.º 5 – Santarém.

ARRENDA-SE

T2 350 euros. 9267

Choupal, sem equipamento,

Zebimed Ami – 4512 Telefone 243328399 ou telemóvel 914453601.

ALUGA-SE

uarto, na Calçada Q do Monte, 150 euros mensais. 9241

Telemóvel 910312534.

XANTARIM BAR m Santarém, arrenE da-se ou vende-se. Telemóvel 968019564.

8869

ALUGA-SE

9148

Q

uartos a meninas em casa independente, próximo da Praça de Touros. Telemóvel 917439950.

ARRENDA-SE

assoalhadas, 300 j; 4 Alto do Bexiga e Choupal T2, recente, 350 eu-

ALUGA-SE

uarto mobilado, em Santarém. Telemóvel 969303121.

ALUGA-SE

9215

M

oradia, mobilada em Santarém. Telefone 243344325.

ALUGA-SE

partamento junto à A Rotunda do Presídio, acabado de restaurar, 9225

está como novo. Bom preço. Telefone 243370733 ou telemóvel 917037565.

ALUGA-SE

9226

4

Assoalhadas, perto do Tribunal. Telefones 243429598 e 243103260 ou telemóvel 917595388.

ALUGA-SE

9229

C

asa de Porteira, na Avenida Bernardo Santareno, n.º 9. Telemóvel 969650554.

ALUGAM-SE

8392

Q

uartos a alunos e professores, em casa independente, próximo da Escola Ginestal Machado, Casa do Campino e Instituto Politécnico. Contactos: TM. 965016641 e 966765309.

ESTETICISTA

ALUGA-SE T2

9214

ARRENDA-SE

9243

M

9263

obilado, na Avenida Bernardo Santareno. Telemóvel 968392002.

9268

T4

S. Salvador, Moradia, jardim e garagem, 950 euros. Zebimed Ami – 4512 Telefone 243328399 ou telemóvel 914453601.

ARRENDA-SE

Avenida dos T2 Combatentes, sem equipamentos, 350 9266

euros. Zebimed Ami – 4512 Telefone 243328399 ou telemóvel 914453601.

9259

QUARTO

A

luga-se por detrás da Rodoviária. Telemóvel 919173931.

ARRENDA-SE

ale de Santarém, V T1, mobilado; T1, não mobilado; e T2, não mo-

9202

bilado. Telefone 243769125 ou telemóvel 962418970.

ARRENDAM-SE

uas casas de habiD tação de r/c, uma com 50 m , sem mobília; e 9295

2

outra com 35 m2, mobilada e cozinha equipada, preço 275 euros/cada, no Vale de Santarém. Telemóvel 911563590.

recisa-se para SanP tarém. Telefone 243370999.

EMPREGADA

recisa-se para ReP sidencial. Telefone 243322399.

PROCURO

rabalho em ramo T doméstico e limpeza.

9218

Telemóvel 932941182.

PRECISA-SE

mpregada de coziE nha e mesas, para churrasqueira em Santarém.

8936

Trata telefone 243326839.

SENHORA

9277

EMPREGADA DOMÉSTICA

ferece-se, responO sável e com experiência, para serviços do-

8821

mésticos, engomar, limpezas, tomar conta de crianças, etc., em part-time ou full-time. Urgente. Telemóvel 913468586.

PRECISA-SE

olaborador/a para C pastelaria. Telemóvel 965244682.

9288

ALUGA-SE

asa de Porteira, na C Rua Padre João Rodrigues Ribeiro, 11 – Santarém. Telefone 243302144 (das 9 às 13 e das 14 às 18 horas).

trabalho doProcura méstico ou limpe-

zas. Telemóvel 969303073 ou telefone 243306327.

DIVERSOS

9292

9238

ros. Trata TM. 967809532.

EMPREGO

Q

9279

www.correiodoribatejo.com

24

LADRILHADOR

9291

C

ompetente, aceita assentamento, de azulejos, mosaicos, pastilha, etc. ao m2 ou à hora, recebo à semana. Telemóvel 919372283.

CAVALHEIRO

eformado, de 67 R anos, estatura média, com carro, etc. procu9290

ra senhora para amizade ou algo mais. Telemóvel 927128245.

SENHOR

rocura senhora para P simples amizade. Resposta ao n.º 321.

9262

ASSINE O

CORREIO DO RIBA TEJO RIBATEJO Jornal de todos e para todos os Ribatejanos

RADAR – Soluções para quase tudo

EXPLICAÇÕES

ndividuais de MateI mática e FísicoQuímica até 9.º ano. Fre8995

quência de 3 horas/semana, 100 euros mês. Em época de testes, reforço de horas grátis. Passa-se recibo para IRS. Telemóvel 912994301, à noite.

PINTURAS

xterior, interior, isoE lamentos, algerozes, telhados, etc..

9058

Telemóvel 934661224.

CANALIZADOR

e tem problemas na S sua canalização ou nas suas torneiras, con8657

tacte-nos para o telemóvel 915364285 ou telefone 243372082.

TRESPASSA-SE

afé – Pastelaria, no C centro Histórico. Telemóveis 917010049 ou

9227

913019403.

SENHOR

ivorciado com casa D própria, deseja conhecer senhora, livre, entre

9217

45 e 50 anos. Assunto sério. Telemóvel 918640196.

ACEITAM-SE

I

9216 dosos em casa particular. Telemóvel 912338716.

EXPLICAÇÕES

atemática e Física, M do 9.º, 10.º, 11.º e 12.º, Álgebra de Cursos Su1472

periores e estatísticas, por professor de comprovada competência. Telemóvel 966721990.

SOS PC

ssistência Técnica A em informática, Hardware e Software, comu0864

nicações. Telemóvel 912384064.

EXECUTAM-SE

odos os trabalhos de T construção civil: telhados, limpeza de algero-

8658

zes, etc., de orçamento ou à hora. Telemóvel 915364285 ou telefone 243372082.

TRESPASSA-SE

alão de CabeleireiS ro Unissexo, em Fazendas de Almeirim, com 9070

renda de 60,00 j. Telemóvel 936252510.

ANTÓNIO DA SILVA

inturas - interior e P exterior, isolamentos, pavimentos, canaliza9059

ções, tectos falsos, serviços de ladrilhador, rebocos, montagem de apliques, etc.. Por orçamento ou à hora. Contacto: TM. 934156716.

MANUEL MARTINHO

estor de pessoas, G mestre de Xadrez e arquitecturas de empresa.

8955

OBRAS EM CASA Projectos e Licenciamentos

Telemóvel 918149025.

J. C. LIMA

inturas interior e P exterior, canalizações, tectos falsos, rebo9169

Contacte-nos: Telefones 243 30 64 85/85 – 96 13 21 140 e 96 24 18 970 Email: geral@solucoespqt.com Rua Pedro de Santarém, 33 - 1.º Dt.º – 2000-223 Santarém

cos e arranjos de telhados. Orçamentos grátis. Telemóveis 962701881 e 916614026.


desporto

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

25

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Vitória Clube de Santarém

Resta dar um ponto no bordado do título

O remendo da época da equipa feminina B do Vitória Clube de Santarém, retalhada pela irregularidade, só necessita de um ponto, que é a distância que agora a separa do primeiro lugar da geral do Campeonato Distrital da 2ª Divisão de futsal. Nos bastidores vitorianos torce-se, todavia, para que não seja um ponto de cruz, que crucifique o sonho da equipa, incrivelmente ressuscitado no passado fim-de-semana com a miraculosa derrota do líder Goleganense, por 2-6, no reduto do CD Fátima. O Vitória, por seu lado, cumpriu a sua parte e desenrolou um

Vitorianas estão concentradas na conquista do título da 2ª Divisão Distrital de Futsal

novelo de futsal ofensivo pela quadra do GD Freixianda: triunfo por 7-2, e colagem improvável ao topo, quando ainda há duas jornadas a margem era de sete pontos. Andreia Silva, conhecida no futsal indígena por Barbie, desfez o habitual penteado de pivô e, de cabelos em pé com a improvável aventura motivada pelo atraso da guarda-redes Adriana, foi obrigada a calçar as luvas num momento fulcral da temporada. Passou com distinção. Conxi, em super-forma, Marlene, de regresso às distantes tardes goleadoras, e Mariana, com notável ponta final, bisaram no encontro, cabendo

o outro grito de esperança a Andreia Lima. O gás da turma da Golegã, esvaziado em parte na recente visita a Santarém, poderá estar a migrar para a botija vitoriana, mas as folhas do calendário estão longe de exibir um panorama animador: para além da natural obrigatoriedade de o Vitória somar os restantes seis pontos em disputa (fora, com o CD Fátima, e em casa, com a Linhaceira), o Goleganense terá de ceder pontos num dos encontros que o opõe aos dois últimos posicionados da tabela. Vencerá quem tiver mais estofo. E o Vitória, já o provou, tem-no.

Hóquei Clube de Santarém

O brilho de Joana num evento Coroado

O Hóquei Clube de Santarém brilhou a grande altura no Campeonato Distrital de Patinagem Artística da APR, que se imiscuiu na rotina do Pavilhão da Associação Recreativa e Cultural de Santa Cita, nos últimos dias 10 e 11 de Abril. O terceiro posto colectivo foi a cereja que ornamentou um bolo competentemente fermentado pelas presta-

ções superiores da maioria das atletas que representaram o emblema escalabitano. Os patins mais reluzentes foram os da infantil Joana Gonçalves, que, no domingo, ofuscou a plateia com uma demonstração de inequívoca superioridade. Galvanizada pela recente presença num estágio da Selecção Nacional, trouxe para casa o título

de campeã distrital. No dia anterior, já Jéssica Ferreira (em juniores) e Beatriz Gomes (em juvenis) haviam imposto o seu estatuto, terminando o programa curto no segundo degrau do pódio. No que concerne ao escalão de iniciados, o trabalho desenvolvido pelos escalabitanos foi Coroado por surpreendente resultado: Mariana

A campeã Joana Gonçalves

Coroado, outsider nas cogitações iniciais, alcançou um inesquecível terceiro lugar. A somar aos troféus, as praticantes de Santarém carimbaram também o aceso directo a provas prestigiantes. Joana Gonçalves irá ao Campeonato Nacional, enquanto Mariana Coroado, Jéssica Ferreira e Beatriz Gomes integrarão os Campeonatos Intercalares. SF

Exército da briosa não se alista na Marinha

BREVES ATLETISMO. João Lopes e Cristina Costa, atletas do CN Rio Maior, foram os vencedores da 14ª Légua de Vale de Óbi-

Campeonatos Distritais Divisão Principal Apuramento Campeão Alcanenense, 0 Riachense, 2 U. Tomar, 2 Torres Novas, 1 Cartaxo, 3 Amiense, 1 J V E D G P 1.º Riachense 2.º Amiense 3.º U. Tomar 4.º Alcanenense 5.º SL Cartaxo 6.º Torres Novas

7 7 7 7 7 7

0 2 0 1 3 2

1 1 3 5 3 4

10-3 9-4 10-8 3-9 8-11 4-9

47 39 29 26 25 25

Próxima Jornada: Dia 18-4-2010 – Torres Novas-Riachense, Amiense-U. Tomar e Cartaxo-Alcanenense.

Manutenção U. Almeirim, 0 Pego, 3 Ouriquense, 3

Mação, 0 Fazendense, 0 Alferrarede, 2

J V E D G P 1.º Mação 2.º Pego 3.º Ouriquense 4.º U. Almeirim 5.º Fazendense 6.º Alferrarede

7 7 7 7 7 7

5 2 3 2 4 1

2 2 0 1 1 2

0 3 4 4 2 4

9-3 7-6 12-13 9-12 12-12 8-11

27 19 18 17 13 8

Próxima Jornada: Dia 18-4-2010 – Alferrarede-Pego, Fazendense-Mação e Ouriquense-U. Almeirim.

Divisão Secundária Mindense, 0 Samora Correia, 3 Entroncamento, 1 Moçarriense, 1 Ouriense, 3 Benavente, 2 1.º Ouriense 2.º S. Correia 3.º Benavente 4.º Moçarriense 5.º Entroncamento 6.º Mindense

JVE D G P 4 4 4 4 4 4

Escolinhas C (nascidos em 2003) Ota, 2 - Académica, 1. Torneio de Escolinhas A Ponte de Sor (nascidos em 2001 e 2002) Académica, 4 - Benfica de Abrantes, 1; Académica, 1 - Ponte Sor, 4; e Académica, 4 - Rossiense, 5. (a) dois jogos a confirmar ...e o programa do próximo fimde-semana Escolinhas – Amanha, dia 17, às 11h00: treino, na Escola Superior Agrária. Infantis A – Amanhã, dia 17, às 09h30: Académica - Rio Maior A, na Escola Superior Agrária. Infantis C – Amanhã, dia 17, às 09h30: Académica - Moçarriense, na Escola Superior Agrária. Escola sub-10 B – Amanhã, dia 17, às 11h00: Académica - Footkart, na Escola Superior Agrária. Iniciados A – Amanhã, dia 17, às 15h00: Académica - Fátima, na Escola Superior Agrária. Veteranos – Amanhã, dia 17, às 17h00: PSP - Bocas Secas, na Escola Superior Agrária. Juvenis B – Domingo, dia 18, às 09h00: Académica - U. Santarém, na

Escola Superior Agrária. Juvenis A – Domingo, dia 18, às 11h00: Académica - Amiense, na Escola Superior Agrária. Escolas sub-11 B – Amanhã, dia 17, às 09h00: Ouriquense B - Académica, na Póvoa de Santarém. Infantis B – Amanhã, dia 17, às 09h30: Pernes B - Académica, em Pernes. Infantis D – Amanhã, dia 17, às 10h30: Pontével - Académica, em Pontével. Escolas Sub-10 A – Amanhã, dia 17, às 11h00: Moçarriense - Académica, na Moçarria. Escolas Sub-11 A – Amanhã, dia 17, às 11h00: Ouriquense, A - Académica, em Vila Chã de Ourique. Escolas Sub-10 D – Amanhã, dia 17, às 11h00: S. Correia - Académica, em Samora Correia. Iniciados B – Domingo, dia 18, às 09h00: Fazendense - Académica, em Fazendas de Almeirim. Torneio Extraordinário AFL (iniciados 1.º ano) – Domingo, dia 18, às 10h30: Eléctrico Ponte de Sor Académica, em Ponte de Sor.

F. Zêzere, 0 U. Chamusca, 1

Eis os resultados dos restantes escalões da Académica no último fim-de-semana... Juniores Académica, 5 - Marinha, 0. Iniciados - 1º Ano

Académica, 0 - Fátima, 4. Iniciados A Vasco da Gama, 2 - Académica, 2. Iniciados B Académica, 16 - Salvaterrense, 0. Juvenis A U. Almeirim, 1 - Académica, 5. Juvenis B Pernes, 1- Académica, 0. Infantis A Salvaterrense, 4 - Académica, 5. Infantis B Académica, 2 - Escola Tomar A, 7. Infantis C Os Águias, 1 - Académica, 3. Infantis D Académica, (a) - Benavente, (a). Escolas sub-11 A Académica, 1 - S. Correia, 3. Escolas sub-11 B Pontével, 1 - Académica, 16. Escolas sub-10 A Académica, 6 - Rio Maior B, 0. Escolas sub-10 B Académica, 0 - Fazendense, A, 0. Escolas sub-10 C Rio Maior A, 3 - Académica, 2. Escolas sub-10 D Académica, 4 - Fazendense B, 2.

dos, nos sectores masculino e feminino, respectivamente. TORNEIO DE FUTSAL. Estão abertas, até dia 30 de Abril, as inscrições para o Torneio Cidade Tor-

res Novas ’10, promovido pela Câmara Municipal local. Mais informações: 249949177. TRIATLO. Duarte Marques e Miguel Arraiolos, d’“Os Águias” de Alpiarça,

representarão a Selecção Nacional na Taça do Mundo de Monterrey (México). DESPORTO ESCOLAR. No dia 17 de Abril, decorre em Almeirim o Regional de Futsal, em juve-

nis masculinos e femininos. MOTOCROSSE. No domingo, dia 18, 120 pilotos disputarão o Campeonato Regional Centro/Sul Rómoto, na Moçarria.

1.º Emp. Comércio 2.º Salvaterrense 3.º AREPA 4.º Pontével

pa que, entretanto, se movimentavam pelos palcos, menos competitivos, da estudantil viagem de finalistas. João Soares foi aquele que menos os deixou ficar mal, embriagando-se de glória com o belo golo que obteve após saltar do banco, fixando o placar em 50. Gonçalo e Kiko autografaram os restantes tentos. Pela Académica alinharam Barata, João Pedro, João Pires, Kiko, Inácio (João Soares, 65 min.), Samuel (Ringo, 79 min.), Bernardo Rama, Bernardo Barcelos, Gonçalo Gonçalves, Renato Sacramento e Afonso Grego (Rafael Lima, 79 min.). SF

6 4 4 1 1 1

Apuramento Campeão

Associação Académica de Santarém

Os juniores da Académica de Santarém, líderes da série de permanência do Campeonato Nacional de Juniores, não correm riscos: preferem manter-se concentrados, com a postura implacável de um exército, a navegar pelas sempre perigosas águas da confiança. Dessa forma, foi com naturalidade que recusaram o apelo do SL Marinha, que chegava ao campo da Escola Agrária convicto de que, com futebol de contornos defensivos, convenceria a briosa a deixar pontos pelo caminho. Renato Sacramento, o recente herói das Caldas, foi novamente o comandante da armada, afirmando por duas vezes, de forma estridente, que não se revê nos ideais da Marinha. A partida ficou igualmente marcada pelo contributo de três juvenis, que supriram a ausência dos habitués da equi-

Associação de Futebol de Santarém

3 2 2 1 0 0

1 2 0 2 2 1

0 0 2 1 2 3

8-3 7-2 6-7 6-5 1-3 0-8

10 8 6 5 2 1

Próxima Jornada: Moçarriense-Ouriense, Benavente-Mindense e Samora Correia-Entroncamento.

Torneio de Encerramento Zona A Caxarias, 0 Goleganense, 1

J V E D G P 1.º U. Chamusca 2.º F. Zêzere 3.º Caxarias 4.º Goleganense

3 2 2 3

1 1 0 0

2 0 2 2

0 1 0 1

6-4 2-3 4-4 3-4

5 3 2 2

Próxima Jornada: Ferreira do ZêzereU. Chamusca e Caxarias-Goleganense.

Torneio de Encerramento Zona B Emp. Comércio, 5 Salvaterrense, 1 Pontével, 1 AREPA, 2 JV E D G P 3 3 3 3

2 2 1 0

1 0 0 1

0 1 2 2

8-3 6-5 2-3 3-8

7 6 3 1

Próxima Jornada: G.F. Emp. Comércio-Pontével e Salvaterrense-AREPA.


26

desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Taça Fundação do INATEL

Moinhos que deixam Seiça a andar à roda

A 2ª fase da Taça Fundação do INATEL encerrou-se no passado fim-de-semana, após o último apito soado na derradeira 14ª jornada. No grupo A, as decisões marcaram encontro em Seiça: a formação da casa, para seguir em frente na prova, não poderia deixar que o seu jogo fosse pulverizado pela pá de uns Moinhos que até nem giraram de forma regular ao longo do

campeonato. No entanto, a corrente do Rio de Moinhos foi suficiente forte para trazer um precioso ponto até à sua margem e um consequente lugar nos quartos-de-final. No grupo B, imperou a acalmia, que era o único cuja agitação estava há muito encerrada. Contudo, tem-se discutido, no decurso da longa caminhada, qual será o tubarão mais voraz: Azambujeira

ou Almoster? O primeiro, desafogado por um primeiro posto bem seguro, mas ainda assim comichoso pelas cócegas constantes do opositor, ofereceu dez bons argumentos para iluminar as indecisões nas bolsas de apostas: vitória por esmagadores 101 diante do Vilanovense! Muita Pinta teve um dos desafios sonantes do grupo C, no qual três formações ainda se di-

gladiavam pelo apuramento. A felicidade coube ao Benfica do Ribatejo, que saiu encharcado de sucesso após as emoções que inundaram o Vale da Pinta: 54. Alagadas, mas em lágrimas, ficaram as aspirações da Parreira (que, folgando, roía as unhas na expectativa) e da Raposa, que não aproveitou um possível relaxamento do líder Paço dos negros (0-1, em casa). Contornos de dramatismo

estavam também previstos para o grupo D, com a Erra a procurar destronar o Lavre do segundo posto. Em vão. Os visitados fizeram finca-pé e recusaram-se a ser despejados de sua própria casa. Lição a ser retida pelos forasteiros: quando se Erra numa oportunidade tão dourada, não há quem Lavre caminho até final. Sérgio Fernandes

Casa do Benfica de Santarém

Duarte Duarte é o nome da dobradinha Há poucos meses, bebeu o champanhe da glória, após arrebatar o título de campeão português de judo, no escalão júnior, em -66 kg. Contudo, um atleta ambicioso jamais se sacia com o acumular dos êxitos. Mantém-se sequioso. É o exemplo de Duarte Duarte, que, no passado dia 11 de Abril, ao subir ao topo nacional da hierarquia sub-23, na mesma categoria,

completou a tradicional dobradinha. A prova decorreu no Estádio Universitário, em Lisboa, local que apadrinhou igualmente as sumptuosas prestações de Cristophe Lopes, novel vice-campeão nacional na categoria de +90 kg, e de Eduardo Leonardo, que, na categoria 81 kg, rasgou ainda mais o sorriso de um futuro ine-

Cristophe Lopes, Duarte Duarte e Eduardo Leonardo

quivocamente promissor: conquistou a medalha de bronze. À capital, acompanhados pelos técnicos Jorge Barroca Vítor e Pedro Vargas, deslocaram-se ainda os jovens Ana Martinho, João Baptista, Vasco Veloso e Bernardo Prata, cujas exibições não foram suficientes para a obtenção de classificação. SF

Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio de Santarém

Guiados por um Taborda que tece teias de Aranha Em Alpiarça, a equipa de futebol dos Caixeiros engalanou-se para receber, novamente em casa emprestada, a ilustre visita do líder do Torneio de Encerramento da 2ª Divisão Distrital. O Salvaterrense, pelo trajecto altivo, reclamava vénias, mas desde os minutos iniciais da contenda se percebeu que os seus homens se deixariam inevitavelmente enredar nas teias de Aranha e Taborda, os técnicos escalabitanos que, nesta época de estreia, têm segurado no leme com invejáveis traquejo e clarividência. Cerrem-se as bocas abertas de espanto: pelo que se viu nas quatro linhas, não seria admissível outro resultado

que não o verificado. 5-1, favorável aos visitados. Na primeira metade, já se respirava tranquilidade no banco de Santarém: Alex expirou um suspiro de classe, rubricando o 1-0. De seguida, Isas deixou-se contagiar pela eficácia do colega e finalizou ineficaz período de relaxamento, retomando a rotina goleadora que tem o dom de jamais enfadar os seus adeptos. A irmandade do golo, gerida em sociedade pelos manos Kaluxa e Ângelo, capitalizou o restante vendaval de ataque que despenteou as aspirações salvaterrenses. Para a semana, mais uma vez no “seu terreno”, os Cai-

xeiros terão oportunidade de reforçar o comando da tabela, diante do Pontével.

Um passo de alentejano rumo à recuperação Nem com árbitros alentejanos o andebol sénior dos Caixeiros está autorizado a molengar: diante do Évora, só doses extra de brio e abnegação, aliadas à superior qualidade técnica dos seus praticantes, permitiram aos intérpretes escalabitanos contrariar a tendência que a extrema sonoridade dos apitos parecia querer impingir no marcador. O empate, a 27 bolas, sabe a pouco, mas não deixa de constituir um tónico para uma

Évora AC, 27 - GF Emp. Comércio, 27 CCR Alto Moinho, 25 - Almada ACA, 18 Alavarium ACA, 31 - Juventude D Lis, 25 1.º Alavarium ACA 2.º NAAL Passos Manuel 3.º GF Emp. Comércio 4.º Évora AC 5.º Juventude D Lis 6.º CCR Alto Moinho 7.º Almada AC

J 5 5 6 5 5 5 5

V 4 3 1 4 2 2 1

E 0 0 1 1 0 0 0

6.ª JORNADA

D G 1 149-137 2 144-145 4 154-169 0 138-122 3 127-131 3 113-111 4 114-124

P 33 30 28 28 27 26 17

equipa que, há largas semanas, vinha coleccionando inêxitos. Sobra a consolação de

ter roubado pontos a uma formação que, até agora, desconhecia a sensação. SF

Pontinha final de Fernando Santos no minuto seguinte. Os ExUDS reagiram bem e voaram nas asas de um Melro que serviu Vítor Monteiro para o início de uma tarde de glória. O avançado marcaria três dos quatro golos unionistas. Com o resultado em 1-3 a turma visitante assumiu uma pontinha de deslumbramento que proporcionou erros defensivos que permitiram à formação da casa empatar de novo a partida. Quando o descanso já chamava os atletas vencidos pelo esforço de uma primeira par-

te recheada de golos, eis que Fernando Santos oferece nova oportunidade de festejar ao inspirado Monteiro. No reatar, Carlos Rodrigues empata o jogo, num lance que deixou duvidas e espevitou os comandados de Júlio Galveias que nunca desarmaram. A velocidade de Luís Melro voltou a fazer a diferença já no quarto de hora final, num lance em que Fernando Santos se isola para o 4-5 final. O resultado foi como um prémio pela coesão e sacrifí-

Série 1 Grupo A

Seiça, 1 Rio de Moinhos, 1 Sentieiras, 1 Arreciadas, 3 Amoreira, 5 Envendos, 1

JVEDG P 12 1.º Sentieiras 2.º Rio Moinhos 12 12 3.º Seiça 4.º Arreciadas 12 12 5.º Alvega 12 6.º Envendos 12 7.º Amoreira

9 6 5 5 3 3 3

1 1 4 4 3 2 1

2 5 3 3 6 7 8

27-8 28 19-10 19 16-14 19 11-10 19 12-20 12 11-22 11 9-24 10

Grupo B

Azambujeira, 10 Vilanovense, 1 Batalha, 1 Alvitejo, 3 S. Domingos, 5 (*) - Arrouquelas 0 (*) (*) derrota por inferioridade numérica

JVEDG P 1.º Azambujeira 2.º Almoster 3.º S. Domingos 4.º Arrouquelas 5.º Alvitejo 6.º Vilanovense 7.º Batalha

12 12 12 12 12 12 12

11 1 0 10 1 1 7 1 4 4 2 6 2 4 6 1 3 8 1 0 11

50-10 34 44-7 31 23-21 22 19-33 14 12-29 10 16-35 6 10-39 3

Grupo C

V. Paraíso, 0 Valada, 2 Vale da Pinta, 4 B. Ribatejo, 5 Raposa, 0 Paço dos Negros, 1 1.º Paço Negros 2.º B. Ribatejo 3.º Parreira 4.º Raposa 5.º Valada 6.º Vale da Pinta 7.º Vale Paraíso

JVEDG P 12 12 12 12 12 12 12

9 6 6 5 4 2 1

2 4 2 3 3 1 3

1 27-7 29 2 27-12 22 4 24-14 20 4 17-10 18 5 17-23 15 9 16-33 7 8 9-38 6

Grupo D

Rebocho, 1 Santanense, 7 Lavre, 1

Carapuções, 0 Azervadinha, 5 Erra, 0

JVEDG P 1.º Rebocho 2.º Lavre 3.º Erra 4.º Carapuções 5.º Santa Justa 6.º Santanense 7.ºAzervadinha

12 12 12 12 12 12 12

8 8 7 5 4 3 0

4 0 3 1 1 4 0 7 2 6 3 6 1 11

27-10 28 28-4 27 21-16 22 13-16 15 22-25 14 22-28 12 9-43 1

Série 2 Grupo A

Sabacheira, 1 Tancos, 2 L. Carvalhal, 0

Olival, 3 Carregueira, 2 C. Revelhos, 0

J V E D G P 11 10 1.º Olival 2.º C. Revelhos 11 7 3.º L. Carvalhal 12 6 4.º Carvoeiro 11 4 5.º Sabacheira 11 3 6.º Carregueira 11 2 11 0 7.º Tancos

0 3 3 1 3 1 3

1 1 3 6 5 8 8

27-4 30 26-11 24 18-14 21 11-13 13 17-16 12 8-20 7 9-38 3

Próxima jornada: – C. Revelhos-Tancos, Carregueira-Sabacheira e Olival-Carvoeiro. Folga: L. Carvalhal.

Grupo C

Lapa, 0 Ereira, 1 Assentiz, 0 Alcobertas, 1 Marmeleira, 0 (**)-Alencalense 5 (**) (**) derrota por falta de comparência

Próxima Jornada: Dia 24-4-2010 – NAAL Passos Manuel-CCR Alto Moinho, Juventude D Lis-Évora AC e Almada AC-Alavarium ACA.

Futebol de Veteranos: Pontinha, 4 - Ex. U.D.S., 5

A pesada derrota que o Pontinha tinha registado, já esta temporada, em Santarém, fazia prever que a viajem dos escalabitanos a este bairro lisboeta seria como uma resposta ao desaire sofrido pelo Pontinha em Santarém. E foi preciso um Ex-UDS coeso para disfarçar as carências de um plantel reduzido que chegaria, contudo, para abrir o marcador logo aos 11 minutos, por intermédio de Zé Luís. Foi com uma pontinha de sorte (ressalto) que a turma alfacinha empatou a partida logo

INATEL

cio dos Ex-UDS que tiveram de jogar os derradeiros minutos com apenas dez elementos. No passado dia 27 de Março os Ex-UDS deslocaram-se ao campo da Encarnação (Lisboa), onde empataram a duas bolas. Dia 24 de Abril visitam Águeda. Ficha técnica: Pontinha – Paulo do Ó, Varzan, Zé Galindro, Vitoca, Zé Orelhas, Vítor Cacito, Nelo, C. Rodrigues, Paulo, Nuno Vicente e João Carlos. Jogaram ainda: Claudino, Nuno Pires, Luís e Virgílio.

Treinador: Luís Oliveira. Ex-U.D.S. – Miguel Dante, Abílio, Paulinho, Mário Luís, Hélder, Fernando Santos, Pedro Natas, Nabais, Zé Luís, Vítor Monteiro e Luís Melro. Jogaram ainda: Verdugo e Pedro. Treinador: Júlio Galveias. Resultado ao intervalo: 3-4. Marcadores: Zé Luís (11’), João Carlos (12’), Vítor Monteiro (17’, 26’ e 37’), Nuno Vicente (31’) e 33’), Carlos Rodrigues (52’) e Fernando Santos (77’). Augusto Gonçalves

JVEDG P 1.º Alcobertas 2.º Alencalense 3.º Assentis 4.º Lapa 5.º Marmeleira 6.º Ereira

9 9 9 9 10 10

8 7 4 1 1 1

0 0 3 3 3 3

1 2 2 5 6 6

21-6 24 16-8 21 11-8 15 6-9 6 8-23 6 9-17 6

Grupo D

Zebrinho, 3 M. e Murta, 0 Vale da Pedra, 1 F. Salvaterra, 0 S. Correia, 1 Fajarda, 0 1.º Zebrinho 2.º V. da Pedra 3.º F. Salvaterra 4.º M. e Murta 5.º Granho 6.º Fajarda 7.º S. Correia

JVEDG P 11 7 11 7 11 6 11 3 11 4 11 3 12 1

2 2 1 4 1 1 5

2 2 4 4 6 7 6

17-8 23 20-12 23 8-11 19 8-12 13 16-17 13 13-15 10 9-16 8

Próxima jornada: – FajardaVale da Pedra, F. Salavaterra-Zebrinho e Marianos e Murta-Granho. Folga: Samora Correia.

Grupo E

F. Figueiras, 5 (**)-Valverde, 0 (**) M. dos Pegos, 1 C. Lavre, 0 Volta do Vale, 0-Malhada Alta, 2 (**) derrota por falta de comparência

JVEDG P 1.º F. Figueiras 11 2.º Malhada Alta 11 3.º M. Pegos 11 4.º C. Lavre 11 5.º Volta do Vale 12 6.º Valverde 11 7.º F. Lagoiços 11

8 5 5 4 2 2 2

2 5 4 3 4 3 1

1 1 2 4 6 6 8

36-6 26 15-9 20 14-9 19 9-13 15 14-23 10 13-19 9 10-32 7

Próxima jornada: – Malhada Alta-M. dos Pegos, C. Lavre-F. Figueiras e Valverde-F. Lagoiços. Folga: Volta do Vale.


desporto

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Europeu de Karaté traz a Santarém atletas de 22 países Decorreu no passado fimde-semana em Santarém, o 3º Campeonato Europeu de Karate Séniores & Veteranos da World Union of Karate-do Federations WUKF. A organização coube à Associação Distrital de Santarém - Amicale Karate, conjuntamente com a Scalabisport que não se furtaram às suas responsabilidades, conseguindo trazer à Cidade uma das maiores movimentações de atletas estrangeiros que Santarém já assistiu. Participaram 448 atletas, 52 árbitros, 30 treinadores, representando 22 países da Europa.

Pavilhão Municipal de Santarém registou invulgar enchente

A Roménia foi o país que conquistou mais medalhas, 39, oito delas de ouro, segui-

da da RKC – Rússia, com 14, duas de ouro. Ao nível dos portugueses a

LPK averbou duas medalhas de ouro e duas de prata e a AKPMA, uma de ouro, uma de prata e oito de bronze, totalizando 10. À Associação Distrital de Santarém - Amicale Karate coube a honra de organizar, participando com 42 atletas, nas diversas categorias. O clima de competição terminou com a festa de despedida das comitivas, realizada no restaurante Varanda do Parque, no CNEMA, onde todos puderam confraternizar e divertir-se depois da acesa competição.

Gimno Clube de Santarém

Um trampolim para a categoria Elite Dezasseis atletas do Gimno Clube de Santarém misturaram-se entre as cerca de três centenas de ginastas nacionais que disputaram, no passado fim-de-semana, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, o Campeonato Nacional de Duplo Mini Trampolim. Enalteça-se o brilharete do escalão juvenil, que marcou posição com quatro primeiros lugares individuais, assegurando ao emblema que representam os

primeiro e segundo lugares colectivos. Motivos para dar duplos pulos de felicidade têm Patrícia Antunes (1ª) e Rita Batista (2ª), que obtiveram notas suficientes para ascender à categoria Elite Júnior, integrando o restrito rol de atletas que podem aspirar às selecções nacionais. Na competição sénior, a ginasta Cátia Alexandre, habituadíssima à altitude dos pódios, adicionou mais um segundo lugar ao espesso currículo. SF

Patrícia Antunes usou o trampolim para saltar até ao lugar mais alto do pódio

CORREIO DO RIBATEJO

27

Atletismo

Rui Silva volta a ser lebre na corrida do povo

O ex-campeão olímpico Rui Silva empresta o nome à mais mediática prova de atletismo do Cartaxo

Decorrerá no Cartaxo, no dia 24 de Abril, o X Grande Prémio de Atletismo Rui Silva, evento que homenageia anualmente o consagrado atleta luso, que, nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, encheu a nação de orgulho com a medalha de bronze obtida nos 1500 m. Informações pormenorizadas, assim como a respectiva ficha de inscrição, poderão ser obtidas no sítio oficial da Câmara Municipal do Cartaxo (www.cm-cartaxo.pt), entidade que organiza a prova. O prestigiado nome do atleta acelerará certamente o ritmo de inscrições, puxando pela vontade dos portugueses em privilegiar o exercício físico. A partida de uma das provas nocturnas mais conceituadas da cena nacional está prevista para as 21h30, hora a partir da qual os participantes enfrentarão um percurso citadino de dez quilómetros. SF PUB


28

119.º aniversário

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Correio do Ribatejo apaga 119 velas O cemitério dos Capuchos, em Santarém, onde repousam os ex-directores do Jornal, João Arruda, Virgílio Arruda e Bernardo Figueiredo, e muitos antigos funcionários e colaboradores, foi, como é hábito, alvo de uma romagem de saudade e reconhecimento por todos os que já não pertencem ao mundo dos vivos, mas continuam eternamente a fazer parte da grande Família do Correio do Ribatejo.

O dia de aniversário do Correio do Ribatejo terminou com um jantar, no restaurante O Forno, em Almeirim, onde o sabor da boa gastronomia foi acompanhado por momentos de convívio entre todos os presentes. Juntaram-se à festa os proprietários do restaurante, António e Elisabete Martins, para a fotografia da praxe.

A luz das velas do bolo de aniversário do Correio do Ribatejo (C.R.), contribuiu para iluminar os momentos de convívio, após a conferência de Jorge Custódio (ver texto na pág. 29), na Casa do Brasil. Foram muitos os Amigos do Jornal que presentearam o Correio do Ribatejo, com a sua presença calorosa e fraterna.

Martinho Vicente Rodrigues, historiador, e Elisa Figueiredo, viúva de Bernardo de Figueiredo, ex-director do C.R.

António Carmo e Vítor Gaspar, vereadores da Câmara de Santarém, acompanhados por Paulo Narciso, director do Jornal (ao centro)

Bertino Coelho Martins e João Moreira, colaboradores de longa data

Manuel Canelas, um dos sócios do Jornal, e António Valente, vereador da Câmara Municipal de Santarém

Maria Luísa Vale Cruz e Joaquim Vale Cruz, casal amigo do Correio do Ribatejo

Luísa Barbosa e Rogério Coito, historiadores e colaboradores do Jornal

António Pena Monteiro e Luís Romão, colaboradores do Correio do Ribatejo


119.º aniversário

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

29

Conferência de Jorge Custódio no 119.º aniversário do Jornal

Viagem à 1.ª República através das páginas do “Correio da Extremadura” Foi no dia 9 de Abril de 1891 que João Arruda lançou o primeiro número do “Correio da Extremadura” (hoje Correio do Ribatejo), vendido ao preço de 30 reis. Num tempo marcado pelo analfabetismo, o jornal era lido, sobretudo, pelas elites culturais da Ribeira de Santarém, onde João Arruda vivia, e de Marvila, freguesia onde o semanário tinha (e ainda tem) a sua sede. Crítico e interventivo, influenciado pelas correntes progressistas da época, o “Correio da Extremadura” é hoje um documento histórico precioso para o estudo dos anos conturbados do fim da monarquia e dos primeiros anos da República. De tudo isto e muito mais nos falou de forma viva e fluente, o historiador Jorge Custódio, na conferência intitulada “Roteiros Republicanos do Correio da Extremadura: João Arruda e Santarém do seu tempo (19101926)”, proferida na Casa do Brasil, no dia do 119.º aniversário do jornal. Através da análise dos conteúdos objectivos e subjectivos do jornal, Jorge Custódio traçou a evolução do “Correio da Extremadura”, apresentando algumas datas e momentos essenciais para compreender a “viagem” do periódico, desde a sua fundação até ao prenúncio do Estado Novo. O conferencista dissertou não só acerca de João Arruda (fundador e primeiro director do Jornal), mas também sobre o seu grupo de amigos e teia de influências culturais e ideológicas. “O Correio da Extremadura não é só João Arruda”, disse, indicando algumas das figuras marcantes na identidade do jornal, desde o seu nascimento: Alexandre Herculano, Guilherme de Azevedo, Alberto Pimentel, Fialho de Almeida. Sem esquecer José Osório e Nuno Beja, dois nomes que acompanharam João Arruda e partilharam com ele a escrita do jornal.

“Amálgama ideológica” Pertencente a uma certa elite intelectual de Santarém, apreciador das artes, sobretudo da Literatura, João Arruda era, segundo Jorge Custódio, um independente, influenciado pela geração de 70 e pelos ideais do liberalismo, do progressismo de esquerda e do nacionalismo. “Uma amálgama ideológica”, nas palavras do conferencista, que se reflectia nas páginas do jornal. O Património, temática que lhe era cara (João Arruda chegou a ser escolhido pelo Governo para fazer o levantamento dos problemas do património em Santarém e foi, em 1917, responsável pela indicação dos monumentos que mereciam ser classificados), constituía uma das matérias privilegiadas dos textos de João Arruda. Santarém era, na sua opinião, “uma nódoa” no que respeita à salvaguarda do património, segundo disse Jorge Custódio. Viajado, João Arruda conhecia a realidade dos outros países e indignavase por não encontrar em Santarém o mesmo respeito pelos testemunhos do passado.

da bandeira monárquica, desde que sem a Coroa). O conferencista apresentou várias datas que dão conta da evolução e posicionamento do jornal ao longo dos anos: 1916-1917 – Partido Evolucionista Português; 1917-1919 – Partido Nacional Republicano (Sidonismo); 1923 – Partido Republicano Liberal; 1923 e anos seguintes – Partido Republicano Nacionalista. Jorge Custódio lembrou, também, Ginestal Machado, ao tempo, uma das figuras mais influentes no jornal e na Cidade. A 1ª República - época de importantes e decisivas transformações históricas, mas também de grande instabilidade e conflito – vivia os seus últimos momentos.

“Exaltemos a Pátria”

Jorge Custódio, historiador

“Pátria Nova”

No dia 5 de Outubro de 1910, aquele encontrava-se na Suíça, pelo que coube ao colaborador José Osório, fazer o editorial intitulado “Aos Heroes”. José Osório publicou ainda, nessa edição (15 de Outubro de 1910), quatro sonetos dedicados à República. “Pátria Nova” é o título da primeira crónica de João Arruda, após a Implantação da República. Crónica, em que, de forma empolgada, considera a mudança de regime o “ressurgimento da Pátria”. O “Correio da Extremadura” adere à nova ordem, embora conteste a alteração da Bandeira de Portugal (prefere a manutenção

Um aspecto da numerosa assistência

O jornal, na altura do Golpe de 28 de Maio de 1926, dedica a sua manchete à anunciada inauguração da Feira Franca de Santarém. Defensor da modernização, revela-se crítico das tradicionais feiras do Milagre e da Piedade. O Golpe de 28 de Maio de 1926, que instaura a Ditadura Militar, é notícia de destaque na edição de 5 de Junho desse ano, com o significativo título “Exaltemos a Pátria!”, a toda a largura da primeira página. De novo, a crença no “ressurgimento nacional”. Aqui chegado, Jorge Custódio terminou a conferência, com a qual prendeu a atenção da assistência que encheu por completo o auditório da Casa do Brasil. Entre os presentes, destaque para Carlos Catalão, chefe de Gabinete do Governo Civil de Santarém, e Vítor Gaspar, vereador responsável pelo Pelouro da Cultura. Ambos felicitaram o jornal pelo seu 119º aniversário e dirigiram palavras de apreço pessoal e institucional ao Correio do Ribatejo, incentivando-o a prosseguir a viagem iniciada a 9 de Abril de 1891. Sofia Meneses PUB

MUDANÇAS 12 M Transportes e mudanças para todo o País. Embalamos todo o seu recheio de casa.

Telemóveis 916587877 e 938552600 – Chamusca

– Ser viço de Esplanada Serviço –P etiscos Petiscos – Lanches – Bolos caseiros – Sala para fumadores Rua Vasco da Gama, n.º 16 I – 2000-030 SANTARÉM (junto às Finanças) – Telef. 243 372 444


30

publicidade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

RESTAURANTES COM SABORES DO RIBATEJO 2 salas com ar condicionado

Centro Histórico Encerra ao domingo

Cozinha Tradicional Portuguesa

Rua Dr. Jaime Figueiredo, 8 – 2000-000 Santarém – Telef. 243306481

ALMOÇOS E JANTARES

Travessa da Boleta, n.º 2-4 Telefone 243306519 Telemóvel 964569837

Segunda - Feira Entrecosto Frito c/ Arroz de Feijão Terça - Feira Queixadas/Pernil (assado) Quarta - Feira Naco de Novilho Bravo à moda da charneca Quinta - Feira Molhinhos c/Feijão Branco Sexta-Feira Cozido à Portuguesa Sábado Cabrito à Padeira

Encerra ao domingo

Café Restaurante, Lda. ENCERRA AOS DOMINGOS

Telemóvel 917 642 221 Telefone 243 351 812

Rua Cidade de Santarém – CORTELO – 2005-017 VÁRZEA – SANTARÉM

Encerra às segundas-feiras Quinta das Fontaínhas – 2000 Santarém – Telef. 243 372 581

A TAVERNA DO FADO Encerra ao domingo

“O BRANDÃO”

ESPECIALIDADE:

A

Cozinha Regional

Rua Pedro de Santarém, 73 – SANTARÉM – Telemóvel 963 217 405 Recomendamos: Terça-feira – Cozido à Portuguesa Quinta-feira – Queixadas no Forno

Encerra ao domingo Reservas para grupos

Especialidades • Bife à “Beco” • Lulas Fritas com Camarão • Bife Mostrada Balsâmica • Bife Mostarda Mel & Champanhe • Folhado de Frutos Silvestres Esplanada Inferior – Sobremesas Deliciosas Jantares e Almoços de Grupo

ntares s e ja lmoço

Moamba de galinha e Rodizio de Marisco (por encomenda) Fondue de carne Caracoletas guisadas (ao sábado) fritas e grelhadas todos os dias

Beco dos Fiéis de Deus, 15 – 2000-089 Santarém (junto à igreja da Misericórdia) Telef. 243391247 – Telemóvel 917416627 Encerra aos domingos

Bacalhau com Magusto Lulas à LLagareiro agareiro

Rua do Matadouro Regional, Lote 22 – Zona Industrial – Várzea – Santarém – Tel. 243325144

Encerra ao sábado

solar

Encerra ao domingo Estrada Nacional 3 – Alto do Vale – 2005-050 Vale de Santarém Telef. 243 761 268 – Telemóvel 961 613 868

Rua Elias Garcia, 6-10 – 2000-051 Santarém – Tel. 243322239 – TM. 936604663

Almoços – Jantares – Casamentos – Baptizados Restaurante “O Chefe”

Travessa Bairro Falcão, 21 – 2000-085 Santarém Telef. 243 323 687 – Telemóveis 917 598 861- 916 209 031 www.aromatejo.pt

Encerramos ao domingo

Encerra às segundas e terças-feiras

Ribatejo à mesa

Taberna Rentini

Travessa do Marecos, 10 r/c – 2000-064 Santarém – TM. 968251343

Restaurante O MICAS

Restaurante

Rua Dr. Jaime Figueiredo, 11 – 2005-139 Santarém – Telef. 243326883

Cozinha Tradicional Grelhados no Carvão

Grelhados no Carvão Rua Dr. António José de Almeida, Lote 9 - r/c Esq. 2005-138 SANTARÉM Telef. 243327015 – TM. 969312938

Comida Tradicional

Quartas-feiras: Cozido à Portuguesa Sábados: Bacalhau assado com Magusto

VI

SI

TE

N

OS

Encerra ao domingo

Encerra ao domingo Casais do Quintão – Perofilho 2005-021 Várzea – Santarém Telef./Fax 243 499 254

Encerra ao Domingo

Gerência de:

Praça dos Sabores Praça do Município, 18 2005-245 Santarém Encerra ao domingo

Reser vas: 918478683/918478682 Reservas:

e nt d o e i b na Amccio le se

Rogério M. C. Ferreira Telemóvel 919 484 113 Especialidade: Todo o tipo de Grelhados no carvão Tel. 243 329 507 • Rua do Mercado, 21 • 2005-139 SANTARÉM

A Varanda do Parque

RESTAURANTE

ADIAFA

GASTRONOMIA REGIONAL INTERNACIONAL E DE AUTOR

“RESTAURANTE”

NUNO DE CARVALHO – TM. 969040316

Salas para 200, 400, 1000, 2000 ou mais pessoas

“ONDE CADA REFEIÇÃO É UMA FESTA” Encerra à terça-feira

Telemóvel 912 378 869 – airespinheiro@hotmail.com Campo Emílio Infante da Câmara – 2000-014 Santarém

QUINZENA II – Cerca da Mecheira, 20 – Santarém Telef. 243333110

s ao a s r r o ce ng En omi D

JARDIM DAS PORTAS DO SOL LARGO ALCÁÇOVAS SANTARÉM

Tel./Fax 243 306 600 Qt.ª das Cegonhas – SANTARÉM TM. 919 617 962 / 918 204 801 (Centro Nacional de Exposições) Apartado 331 – 2001-904 SANTARÉM E-mail: varandadoparque@sapo.pt

2.ª F eir a Feir eira Naco de Toiro Bravo Avinhado 3.ª F eir a Feir eira Pernil de Porco no Forno 4.ª F eir a Feir eira Cabrito Assado no Forno 5.ª F eir a Feir eira Cozido à Portuguesa 6.ª F eir a Feir eira Pato Assado no Forno c/ arroz Sábado Magusto c/ Bacalhau Assado

2.ª F eir a Feir eira Magusto c/ Bacalhau Assado 3.ª F eir a Feir eira Pato Assado no Forno c/ arroz 4.ª F eir a Feir eira Cozido à Portuguesa 5.ª F eir a Feir eira Cabrito Assado no Forrno 6.ª F eir a Feir eira Pernil de Porco no Forno Sábado Naco de Toiro Bravo Avinhado

s

m go rra min e c o En s d ao

TABERNA DO QUINZENA – Rua Pedro de Santarém, 93-95 Telef. 243322804


saúde

Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

31

CORREIO DO RIBATEJO SEMANÁRIO REGIONAL

www.correiodoribatejo.com Propriedade da Firma João Arruda, Sucessores, Limitada Fundado em 1891

ANÁLISES CLÍNICAS

Há três séculos a servir a Região

Dr.ª M. Fátima Consciência

Administração:

HORÁRIO: 2.ª a 6.ª feira das 8 às 19 horas e Sábados, das 8 às 12 horas Rua Luís de Camões, 10, 2000-116 Santarém Tel: 243309780 Fax: 243309781 biolabor@biolabor.pt www.biolabor.pt

Mário da Conceição Lopes Luís Manuel Pires Marques Manuel Oliveira Canelas Director:

João P aulo Narciso Paulo (Cart. prof. n.º 2097)

POSTOS DE COLHEITA TREMÊS – Rua Santiago, n.º 128 - Loja, 1 – 3.as e 5.as-feiras, das 8.30 às 10 horas ALMEIRIM – Rua Bernardo Gonçalves, n.º 69 - H – 2.a a 6.a-feira, das 8 às 13 horas ALCANHÕES – Rua Paulino da Cunha e Silva, n.º 315 – Quarta-feira, das 8.30 às 10 horas

Redacção:

Sofia Meneses

(Cart. prof. n.º 2486)

Sérgio F ernandes Fernandes (Estagiário)

Colaboradores habituais:

Joaquim Veríssimo Serrão, João Gomes Moreira, Ludgero Mendes, Martinho Vicente Rodrigues, José Miguel Correia Noras, Victor Bezerra, José Gonçalves Frazão, Luís Cunha Romão, Carlos Oliveira, António Carreira, Eusébio Jorge, António Semedo, António Valente, Bertino Coelho Martins, Pedro Canavarro, Mário de Sousa Cardoso, Maria Regina Pinto da Rocha, Vanda do Nascimento, Rogério Cordeiro Soares, Humberto Nelson Ferrão, Maria Fernanda Barata, Vicente Batalha, José Varzeano, Teresa Lopes Moreira, Luísa Barbosa, António Canavarro, Humberto Pinho da Silva, Jaime de Lemos Rebelo Pinto, Afonso Serrão Gomes, Hélio Lopes, António Madeira, A. Pena Monteiro e António Soares Fernandes.

Clínica dos Ossos® Almada-Lisboa-Santarém

“Especialistas em Doenças do Foro Osteoarticular” Tratamentos Especializados: artroses, artrites, ciáticas, tendinites, doenças reumatóides, depressões, ansiedade, todo tipo de dores (joelhos, anca, coluna, etc.), hérnias discais, falta de mobilidade, falta de força, lombalgias, dorsalgias, cervicalgias, entorses, torcicolos, sintomas de stress, cefaleias, enxaquecas, problemas de postura, doença de Crohn, desequilíbrios, fibromialgia, falta de força, epicondilites, etc. Consultas e Tratamentos: Osteopatia, Acupunctura, Homeopatia, Iridologia, Terapia de Laser, Terapia de Ressonância Magnética, Hydro-Linfa,… Pack’s de Emagrecimento: Electroterapia, Electrolipólise, Mesoterapia, Ventosoterapia, Infravermelhos, …

CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA REFORMADOS! Santarém: Av. Bernardo Santareno, 20 – 2005-177 Santarém Tm: 935 372 500 Lisboa: Estrada de Benfica, 720ª – 1500-112 Lisboa Tm: 962 052 282 Almada: Rua António José Gomes, 39ª – 2805-087 Cova da Piedade Tm: 962 052 283

ALMEIRIM: Hermenegildo Marmelo. CARTAXO: Luís do Montejunto.

enfis, saúde Admit dmitee (m/f):

enf is,... enfis,...

– Cabeleir eir Cabeleireir eiroo – Ajudant eir Ajudantee cabeleir cabeleireir eiroo – Ajudant Ajudantee de lar

Respos espostta com C.V C.V.. e ffooto a: Av. Ber nar do Sant ar eno, 554, 4, 1 - 2005-1 ar ém Bernar nardo Santar areno, 2005-177 7 Sant Santar arém ou candidatur as@enf is.p candidaturas@enf as@enfis.p is.ptt

DR. LUÍS COSTA

FARMÁCIAS CENTRO CLÍNICO DO CHOUPAL Santarém Helena Flama Vitae Batista Veríssimo S. Nicolau Francisco Viegas Oliveira Pereira Sá da Bandeira Confiança Vitorino

19 30 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29

Cartaxo Abílio Guerra

Pereira Correia dos Santos

1, 7, 10, 13, 16, 18, 19, 22, 28. 3, 6, 9,11, 12, 15, 21, 24, 27, 30. 2, 4, 5, 8, 14, 17, 20, 23, 25, 26, 29.

Almeirim Correia de Oliveira

2, 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30.

Central

3, 7, 11, 15, 19, 23, 27. 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28.

Barreto do Carmo Mendonça

1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 29.

Alpiarça Leitão

UROLOGISTA

DOENÇAS DOS RINS, VIAS URINÁRIAS E APARELHO SEXUAL MASCULINO Marcações diárias pelos telefs. 243305780 – Fax 243305781 Consultório: Praceta Eduardo Rosa Mendes, n.º 6 r/c (Surgimed) 2005-174 Santarém Almeirim – Rua Moinho de Vento – Edifício Sintra D’Inverno – Telef. 243570660

1 2 3 4 5 6 7

8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Medicina Física e de Reabilitação

Gameiro Aguiar

1, 3, 4, 7, 13, 16, 19, 22, 24, 25, 28. 2, 5, 8, 10, 11, 14, 20, 23, 26, 29. 6, 9, 12, 15, 17, 18, 21, 27, 30.

Consulta de: – Ortopedia – Fisiatras – Psicóloga – Fisioterapia

– Dr. António Júlio Silva – Dr.ª Helena Martins – Dr. José Miguel Pais – Dr.ª Elsa Couchinho

Acordos de Fisioterapia com ADSE, SAMS, C.G.D., C.T.T., A.D.M.A., A.D.M.F.A., SEGURADORAS e MEDIS TRATAMENTOS COM LASER GINÁSIO DE MANUTENÇÃO SAUNA – HIDROMASSAGEM GERAL Rua Capitão António Montês, 4 A (Rampa dos Ciclistas) Telefone 243326935 – Fax 243325937 – Santarém

F. RIBEIRO DE CARVALHO

CIRURGIÃO PLÁSTICO Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética Cirurgia Estética e Reconstrutiva da Mama Cirurgia do Contorno Corporal Cirurgia Estética Facial Surgimed – Praceta Eduardo Rosa Mendes, n.º 6 - r/c – SANTARÉM Marcações pelo telef. 243 30 57 80

MEDICINA DENTÁRIA DR. BART LIMBURG Consultas todos os dias úteis, das 8.30 às 13 horas e das 14 às 17.30 horas. Acordos com a C. G. D. Av.ª Bernardo Santareno, 13 1.º Dt.º (Av.ª do Hospital Novo) Telef. 243332757 – SANTARÉM

CORUCHE: João F. da Cruz Ferreira. ALCANEDE: Joaquim Silva. FAZENDAS DE ALMEIRIM Manuel Alberto Silva. DESPORTO Coordenador: Manuel Oliveira Canelas

Departamento Comercial: Octávio Mendes TM 919709383 António Rhodes Sérgio TM 916145566 Telefone 243333116 Fax 243333258 E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt ASSINATURAS Semestral: 9 Euros Anual: 18 Euros Avulso: 0,60 Euros (c/ IVA incluído)

IMPRESSÃO CORAZE Oliveira de Azeméis Telef. 256 600 580 Fax 256 600 589 E-mail: grafica@coraze.com SEDE Rua Serpa Pinto, 98 a 104 Apartado 323 2001-904 Santarém N.º de Contribuinte: 500906564 N.º do Depósito Legal: 66102/93 N.º de Registo do Título: 102555 ISSN 1647-2608 Tiragem neste número de 5.000 exemplares

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA O CONTROLO DE TIRAGEM E CIRCULAÇÃO


última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.200 | 16 de Abril de 2010

Ao balcão do Quinzena

32

A CDU critica a gestão de Moita Flores na Câmara de Santarém!

O autarca, por sua vez, acusa a CDU de ter “uma visão política de gabinete”.

Mas olha que a CDU aprende depressa. Assim que ouviu a resposta de Moita Flores, apressou-se a ir p’rá rua distribuir comunicados à população!...

ARQUIVO/CR

Festa e Música na Expo Criança 2010

As Just Girls e os Ídolos prometem levar muitas crianças ao CNEMA

Os direitos da criança marcam a edição deste ano da Expo Criança, evento dedicado aos mais jovens que decorre desde ontem e até domingo no Centro Nacional de Exposições e M e r c a d o s Agrícolas (CNEMA), em Santarém. Com um programa recheado de espectáculos para públicos desde os quatro anos aos admiradores dos Ídolos, das Just Girls e dos The New Kids, o certame inclui uma série de actividades desportivas e de animação, além da possibilidade de contacto com vários

museus e centros de ciência viva existentes no país. Ateliers de alimentação, de expressão artística e de educação ambiental, um curso de primeiros socorros na infância, Workgroups sobre técnicas para acalmar bebés, sobre segurança infantil no primeiro ano de vida e conselhos para ultrapassar dificuldades na chegada do bebé são algumas das acções programadas. Centrados na temática do evento, vão decorrer dois seminários, um, a decorrer hoje, sobre “Os Direitos das Crianças: promoção, protecção e

participação”, durante o qual será lançado um “Think Tank” on-line que durante um ano vai recolher os mais diversos contributos com o objectivo de influenciar as políticas nacionais e europeias sobre esta temática. O outro seminário, agendado para sábado, procura introduzir na discussão pública a questão dos afectos na escola. Entre os espectáculos agendados contam-se “A menina que sabia usar o coração”, “Uma viagem ao tempo dos castelos”, ambos produzidos pela Companhia

do Teatro Bocage, “Os direitos do Pantufa e do Ernesto” e “Uma Aventura na Terra dos Direitos”, ambos do Veto Teatro Oficina. Sábado actuam as Just Girls e domingo os finalistas do concurso televisivo Ídolos, estando ainda agendadas demonstrações de toureio de salão, promovidas pela Escola de Toureio Joaquim Gonçalves. O certame conta com a presença de numerosos expositores, que trazem à Expo Criança todo o género de artigos destinados à infância e juventude. PUB

Laboratório Certificado ISO 9001:2000

DIRECTORA TÉCNICA

Dr.ª Mónica Cardoso Sistema de Gestão da Qualidade Contrato com todas as entidades SANTARÉM – R. Teixeira Guedes, 17 - 19 – 2000-029 SANTARÉM – Telef. 243323923 Segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas. – Sábados das 8 às 12 horas ALPIARÇA – Praça José Faustino Rodrigues Pinhão, n.º 13 2090-056 ALPIARÇA – Telef. 243 556 238 Segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas.

Fórum Ribatejo

Ponto final

Uma reflexão actuante sobre a Região

O “tratamento de polé” que o Ribatejo tem merecido dos seus dirigentes políticos (afinal aqueles que mais o deveriam ter defendido) levou recentemente à criação de um pioneiro e singular movimento, denominado “Fórum Ribatejo”, dedicado ao estudo, defesa e divulgação da cultura ribatejana. Singular este, desde logo, pela sua abrangência: englobando pessoas de todos os concelhos que, de alguma forma, e nalguma altura, estiveram integrados na antiga região ribatejana, sem deixar de fora, naturalmente, agentes culturais ligados culturalmente à mesma, mesmo que aqui não residam actualmente. Singular, igualmente, por ser transversal à artificial bipartição do Ribatejo que as últimas décadas vieram cavando (Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Templários, Alto e Baixo Ribatejo, etc,..) e assumir claramente a matriz “Tejo” e a territorialidade “Vale do Tejo” como elementos aglutinadores. Singular, ainda, por estar estruturado de maneira pouco orgânica; funcionando como uma plantaforma de rede (tirando partido das incomensuráveis vantagens comunicacionais das tecnologias informáticas) mas, não obstante, realizando semestralmente encontros tendentes a facultar a necessária relação face a face, indispensável nestas condições. Singular, finalmente, por constituir o elemento cultural e patrimonial o seu móbil e cimento aglutinador, algo que, o país que temos, na região em que vivemos, não está habituado a assistir nesta dimensão territorial. A surpreendentemente favorável receptividade à ideia (integrante hoje de personalidades de dezassete concelhos do Ribatejo, de Benavente a Abrantes, de Rio Maior a Coruche) é bem reveladora da maturidade das condições que fazem as personalidades culturais da Região (nomeadamente aquelas, em grande parte, sem ligação orgânica às estruturas partidárias) sentir intensamente a incongruência de uma situação político-administrativa em que, sob o pretexto económico e político, se têm desagregado e, deste modo, menorizado, os potenciais de afirmação e identificação regional. Comunicação em rede, troca de ideias e conjunção de projectos, criação de substratos culturais regionais, organização solidária assente em sinergias locais, relações de conhecimento entre agentes culturais da Região espacialmente distantes, visão holística e abrangente das problemáticas regionais. Tudo isto, numa óptica de entendimento da diferenciação cultural como valor, enriquecedora da dimensão regional. Enfim, uma unidade de interesses, assente num modelo cultural intrinsecamente ribatejano: de diferenciações, naturalmente, feito! Paradigma de um certo modelo vivencial que ancestrais relações de trabalho, actividades económicas e produtivas e vivências mais ou menos ribeirinhas, consubstanciaram no tempo, num contexto geofísico singular no território nacional. Após a sua constituição, em Setembro de 2009, o “Fórum Ribatejo” reuniu no passado dia 26 de Março pela primeira vez, estando a próxima reunião marcada para Setembro, em Tomar. Das suas iniciativas destacam-se um ciclo de debates a realizar em diversos concelhos ribatejanos: em Maio, em Alpiarça, em Junho, em Alcanena, em Setembro, em Santarém, em Novembro, em Rio Maior, em Abrantes, em Fevereiro de 2011 e, finalmente, em Constância em Abril do mesmo ano. Outras se seguirão e, atempadamente, reveladas. O debate de Setembro, em Santarém, realizar-se-á no Forúm Mário Viegas em parceria organizacional com o “Correio do Ribatejo” e o “Centro Cultural Regional de Santarém”, em dia e hora, igualmente, a revelar oportunamente. Aurélio Lopes

Edição nº 6.200 de 16 de Abril de 2010  

Ficheiro digital da versão de impressão do jornal Correio do Ribatejo

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you