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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques

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19 de Fevereiro de 2010 • 118.º ano • N.º 6.192 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258

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Unidade de Radioterapia “modelar” entre os projectos de futuro

Hospital Distrital de Santarém aposta na renovação

A proposta de contrato de serviços para o Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco causou estranheza ao vereador socialista António Carmo, na última reunião do Executivo, pelo facto de se tratar de um projecto musical criado pela Autarquia, desconhecido de todos. O vereador lembrou que este projecto surge na altura em que o Círculo Cultural Scalabitano está a desenvolver esforços no sentido de preparar o seu recém-criado coro infantil. Vocacionado para reportório de música sacra, o Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco irá estrear em Março, na procissão de S. José. p. 3

Modcom promete maior rapidez e eficácia

p. 7

Tradição cortada rente O destino está traçado: a marcha dos tempos está, progressivamente, a passar um “pente zero” pelos valores tradicionais. Reproduzem-se aqueles que resolvem confiar a saúde dos seus cabelos aos modernos salões de cabeleireiro, deixando os barbeiros tradicionais de tesouras a abanar. Contudo, ainda há as que resistem à ferrugem. Em Santarém, encontrámos alguns espécimes vivos de uma profissão que, descolorada pelos produtos químicos da concorrência, caminha, a passos largos, para uma extinção há muito anunciada. p. 4 - 5

Foto: CARLA PAULINO

Coro de São Francisco ‘soa estranho’ a vereador socialista

O Hospital Distrital de Santarém (HDS), com 25 anos de existência, quer oferecer aos utentes “um hospital renovado”. Quem o diz é José Josué, presidente do Conselho de Administração, em entrevista ao Correio do Ribatejo. José Josué fala, entre outros projectos, da criação, ainda este ano, de uma Unidade de Radioterapia “modelar”, com recurso a investimento privado, que servirá a população de todo o distrito e não só, uma vez que as unidades alternativas mais próximas se encontram em Lisboa ou Coimbra. “Uma mais-valia inquestionável”, defende o presidente do Conselho de Administração do HDS. p. 30 - 31

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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Sabe por que é que se diz?...

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DITO & ESCRITO

“Vamos ser mais rápidos na disponibilização das verbas, vamos pagar prontamente e vamos, até, criar adiantamentos, nesta 5.ª fase [do Modcom], para facilitar o processo” Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, em Santarém, no lançamento da 5.ª fase do Programa de Modernização do Comércio.

“Vai demorar anos a recuperar a dinâmica dos centros históricos” idem.

Papa-concursos. A magia carnavalesca não se esgota nos grandes desfiles: também nos bastidores, longe da maioria dos olhares, despontam máscaras criativas e originais. Sérgio Fernandes é um bom exemplo disso, conquistando pelo terceiro ano consecutivo o competitivo concurso da discoteca FRA, depois dos trajes de sanita (2008) e quiosque (2009). O jovem escalabitano e a namorada, Carla Paulino, encarnaram a pele de Amílcar (o camionista travesti) e da sua inseparável Porca Paulina, convidando, a bordo de uma camioneta de transporte de gado suíno, as muitas dezenas de foliões a respirarem o aroma natural e menos poluente que, há quem o comprove, saía do tubo de escape do veículo…

Significado: Beber uma cerveja à pressão/fino. Origem: A Germânica Imperial foi a primeira fábrica a vender cerveja à pressão em Portugal. Em 1916, Portugal entrou na I Guerra Mundial e todos os bens alemães foram nacionalizados. A Germânica tornouse Portugália, mas a imperial ficou. PUB

Cultura Avieira presente na Sport Show O projecto da “Cultura Avieira a Património Nacional” cujo o líder é o Instituto Politécnico de Santarém, esteve presente de 3 a 7 de Fevereiro, na nova versão da Nauticampo, actualmente, «Lisboa Boat Show - Sport Show», na FIL, Parque das Nações, onde se fez representar por um stand adequadamente decorado de acordo com o tema, Cultura Avieira. Dentro desse âmbito foi divulgado que o objectivo do projecto é criar um novo destino turístico através do Rio Tejo a partir da Marina do Parque das Nações até à Golegã e cujos projectos âncora são a recuperação das aldeias avieiras e a navegabilidade do rio desde Lisboa até Valada do Ribatejo.

“Beber uma imperial”

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O projecto conta com o apoio e envolvimento de 39 empresas privadas e sete Câmaras Municipais, cada um com o seu projecto específico mas que em conjunto darão origem ao Projecto da Cultura Avieira a Património Nacional.

A “Cultura Avieira” também irá estar presente no certame “Terra Lazer” a realizar em Vila Franca de Xira e está a organizar o “1º Congresso Nacional da Cultura Avieira”, para o inicio de Maio, em Santarém.

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sociedade

Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Projecto musical criado pela autarquia irá estrear nas Festas da Cidade

Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco ‘soa estranho’ a vereador socialista A proposta relativa ao “contrato de prestação de serviços no âmbito das audições e ensaios para a constituição do Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco” causou estranheza ao vereador socialista António Carmo que, na última reunião do Executivo, se declarou surpreendido com a apresentação de uma proposta sobre um projecto cultural do qual nunca tinha ouvido falar. António Carmo colocou diversas perguntas sobre os objectivos e critérios que presidem à criação desse coro pela Autarquia de Santarém. Projecto que, segundo lembrou, surge na altura em que o Círculo Cultural Scalabitano está a desenvolver esforços no sentido de preparar o seu recém-criado coro infantil. As perguntas colocadas por António Carmo ficaram sem resposta, uma vez que quer o presidente da Câmara quer o vereador da Cultura, se encontravam ausen-

contrato de prestação de serviços sobre um projecto desconhecido de todos”, realçou António Carmo. Todavia, o vereador do PS disse que, em princípio, não se oporá a nenhum projecto cultural dinamizado pela autarquia, desde que não concorra com o trabalho desenvolvido pelas associações locais. Na falta dos esclarecimentos necessários, os vereadores da oposição, António Carmo e Ludgero Mendes, abstiveram-se na votação da proposta que foi aprovada pela maioria PSD.

Estreia prevista para Março Convento de S. Francisco

tes da reunião e só eles poderiam esclarecer as dúvidas apresentadas. “Gostaria de ter sido surpreendido com a proposta de constituição do coro e não com esta proposta de

Vítor Gaspar, vereador com o Pelouro da Cultura, contactado pelo Correio do Ribatejo após a reunião do executivo, explicou que o Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco é um projecto que vem sendo preparado desde 2009, acompanhando a reabertura e dinamização cultural do

Convento. “Colocámos cartazes pela cidade, no sentido de angariar vozes para integrar o coro”, lembrou Vítor Gaspar. O projecto, segundo disse, está “na mão de dois técnicos especializados na área da música e do canto coral, que estão a fazer audições às crianças”. O contrato de prestação de serviços, entretanto aprovado pela autarquia, irá permitir a Diogo Cerdeira, maestro, e a David Pacetti, director artístico, iniciarem as suas funções. Ambos irão preparar o coro para o espectáculo de estreia previsto para Março, durante as Festas de Cidade. Vítor Gaspar assegurou que este projecto não irá competir com o Coro Infantil do Círculo Cultural Scalabitano, até porque “os reportórios serão muito diferentes”. O Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco irá interpretar, sobretudo, música sacra. Sofia Meneses

CORREIO DO RIBATEJO

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Executivo municipal aprova novo organograma O Executivo municipal de Santarém aprovou por unanimidade a alteração ao organograma e projecto de regulamento orgânico da Autarquia. A alteração, obrigatória por lei, irá permitir “uma maior agilidade no funcionamento” dos serviços da Câmara Municipal, segundo disse Francisco Moita Flores. O presidente da Autarquia explicou que foi eliminada uma série de divisões e gabinetes, tendo ficado “quase tudo remetido para as divisões e pelouros”.

JSD vai a votos As eleições para a Secção de Santarém da Juventude Social-Democrata (JSD) realizam-se amanhã, sábado, 20 de Fevereiro, na sede do PSD de Santarém. A única lista conhecida é liderada por Diogo Francisco Gomes, 27 anos, vice-presidente da Concelhia da JSD de Santarém. Como candidatos a vice-presidentes surgem Manuel Pedroso, Frederico Barreiros Mota e Rodrigo Farinha. O nome indicado para secretário-geral é o de José Francisco Castela, da Freguesia de Alcanede. Como candidatos a vogais encontram-se Ricardo Rato, João Caldeira, Marco Aurélio de Amiais de Baixo, Marta Mexia, Francisco Peres, Henrique Lourenço, Diogo Antunes e Gustavo Murteira. Para director do Gabinete de Estudos Alexandre Paulo e para director do Gabinete de Informação Rodolfo Taborda. João Leite actual presidente da concelhia e presidente da Comissão Política Distrital é o candidato a presidente da mesa do Plenário. Para o mesmo órgão Milene Menino de Alcanede e Pedro Fernandes são candidatos a vice-presidentes e José Fernando e João Coelho são candidatos a secretários. PUB


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Foto: CARLA PAULINO

Barbeiros de Santarém

Tradição cortada rente O destino está traçado: a marcha dos tempos está, progressivamente, a passar um “pente zero” pelos valores tradicionais. Reproduzem-se aqueles que confiam a saúde dos seus cabelos aos modernos salões de cabeleireiro, deixando os barbeiros tradicionais de tesouras a abanar. Contudo, ainda há as que resistem à ferrugem. Em Santarém, encontrámos alguns espécimes vivos de uma profissão que, descolorada pelos produtos da concorrência, caminha, a passos largos, para uma extinção há muito anunciada. “seis paus. Perdão, em seis euros”. Multiplicados por “oito ou nove”, que é o valor da média diária de clientes, “ainda vão dando para os gastos”. Bem acomodada num calendário de parede, envergando trajes arejados, uma bela jovem relembra-o de que, dentro da barbearia, acompanhar o passar dos dias pode até nem ser um exercício assim tão desagradável. “Isto é um entretém, mas também vou tirando algum, senão não valia a pena estar aqui!” A “reformazita”, como a apelida, num diminutivo sem pretensões carinhosas, “não dá para nada. Um gajo tem de fazer qualquer coisa, senão morre à fome”. No canto do salão, repousa aquele que será o único pedaço de actualidade entre estas quatro paredes obsoletas, encolhido entre as dobras de um jornal desportivo do dia. Talvez nunca ninguém, senão o próprio dono, o chegue a folhear. A escassez de cadeiras disponíveis (três), dispostas sem critério pelo espaço amplo e mortiço, denuncia as fracas expectativas de ver amontoado um número de clientes que se traduza num tempo de espera suficientemente convidativo à leitura. Há uns anos, quando a Escola Prática ainda funcionava, o cenário era diferente. “Ui, Jesus! Era uma loucura! Era só rapar, só pente para a frente e para trás, com aquelas máquinas antigas”. A saúde do negócio ainda hoje presta continência a esses tempos de alvoroço, uma vez que se “ressentiu muito desde que a escola se foi embora. Essa era a grande vantagem aqui da barbearia”, lamenta, saudoso. Contudo, a deserção das tropas não foi o único factor de

desmobilização: “A grande responsabilidade é das mulheres, “que se começaram a meter no ofício dos barbeiros”, considera, meio a brincar, sem laivos de ressentimento. “Se dependesse só dos homens, não havia cabeleireiras hoje em dia”, assevera, antes de admitir que esta é uma ocupação que vai de vento em… poupas: “Dentro do meu estilo não me considero inferior a elas em nada, mas agora os rapazes novos querem essas cristas e disso não percebo”. De mente aberta para a avassaladora evolução dos tempos, compreende “perfeitamente” as novas tendências, jamais colocando em causa a masculinidade de quem lhe solicita um corte mais arrojado. Pelo menos de forma directa, pela frente, pois, como explica entre risos, “quando o cliente sai”, não resiste a murmurar alguns comentários que não nos atrevemos a transcrever. E barbas? “Não faço. Já há quatro anos. Façam-na em casa, se quiserem. Não quero andar a fazer mais festinhas aos gajos!”, esclarece, recorrendo a um português claro e elucidativo. O dialecto da profissão é, aliás, universal, pelo que as competências que hoje se exigem a um candidato a cabeleireiro são, no entender do experiente barbeiro, infundadas. Penteia, portanto, para o lado qualquer embaraço inerente a contactos internacionais: “Desenrasco-me bem quando cá vêm estrangeiros. É ‘prla prla prla’, pardais ao cesto, e toca a andar!” No entanto, resigna-se: “A cidade está minada de cabeleireiros e o futuro é deles. Isto já não presta para nada”. Pedimos-lhe que nos recomendasse outras casas típicas,

Joaquim Ferreira já só cuida da barba a clientes habituais

do género da sua. Indicou-nos “o rapazinho do Largo dos Pasteleiros, o Joaquim”. “Digam-lhe que estiveram comigo. É muito meu amigo”, conta. E olha para o céu: “Como isto está, hoje não sei se aparecerá mais alguém…”

Desfolhando um manual de higiene À saída, temerosos pela impetuosidade da intempérie, somos puxados pelo braço para um porto de abrigo, situado abaixo da porta anexa àquela que acabámos de cerrar. O benfeitor é Josué Batista, antigo cliente da Barbearia do Pedro. O bilhete de identidade (que, salienta, “não é falsificado, atenção!”) denuncia que dobrou recentemente o cabo das setenta e duas primaveras. “Já frequentei este e outros barbeiros antigos, mas agora vou a uma menina no Vale de Santarém”, conta, exibindo os tons grisalhos de um couro cabeludo invulgarmente viajado: “Cortei o cabelo nos Estados Unidos, em Macau, em França, na Alemanha… É onde calha!” Só coloca duas condições: “Os barbeiros têm de mudar a almofada, porque não quero arriscar apanhar hemorróidas. Além disso, quero uma lâmina nova. E pago-a, se for preciso”. A explicação é simples: “O mundo, hoje, está muito complicado. E nos barbeiros também se apanha coiFoto: CARLA PAULINO

Passear pelas ruas de Santarém constitui, hoje, um perseverante serpentear por entre emaranhados de cabeleireiros unissexo. Afugentando o forte aroma a amaciadores e a produtos para pontas espigadas, desembocámos, finalmente, num autêntico museu de arte capilar, instalado junto ao largo da antiga Escola Prática de Cavalaria. Aqui, segundo nos explica a voz que, por detrás da porta, nos convida gentilmente a entrar, “corta-se o cabelo à antiga portuguesa”. No chão, espalhados sob as quadrículas brancas e encarnadas que nele se multiplicam, jazem os cadáveres de milhões de cabelos de todas as cores, que, ao longo de sucessivas eras, aqui tombaram, derrotados. Rindo-se da sua impotência, há um vulto que permanece de pé. Estóico, de tesoura em punho. É Queijeiro. Pedro Queijeiro, o barbeiro mais antigo de Santarém. As suas invulgares jovialidade e lucidez estão bem espelhadas no apurado sentido de humor, que ludibria quem arrisque adivinhar a idade deste verdadeiro ancião do universo capilar. Sim, é mesmo verdade: “São 84 anos”, confirma, num sorriso que lhe despenteia pelo rosto mais um tufo de rugas octogenárias. Em silêncio, dirige-se até uma das paredes, onde “antigamente existia um vão de escada”, e abre uma pequena portinhola que, além de esconder o contador da luz, assume-se, simultaneamente, como um improvisado baú de memórias. O documento que Pedro de lá retira não admite dúvidas: a casa está aberta desde o dia 12 de Fevereiro de 1941. Por coincidência, localizámo-la no dia em que apaga sessenta e nove velas. E parece fazê-lo com tanta força, que, à boleia do sopro, afasta-se para longe a clientela. Restam os clientes fiéis, essencialmente “pessoal dos subúrbios, do operariado”, que vão visitando o estabelecimento numa cadência regular, imposta pelo ininterrupto e inevitável ciclo de vida do cabelo. Dos tempos de infância de Pedro é que subsistem poucos: “Vão ficando pelo caminho. Não têm pedalada para mim…”, deixa escapar, por entre um sorriso malandro. Começou a desbastar cabeleiras por acaso, aprendendo a ver os outros a fazê-lo. Antes, tinha companhia, mas, no célebre 25 de Abril de 1974, uma das duas resistentes cadeiras de couro conquistou o direito à liberdade, gozando “uma folga desde essa altura”. Os quinze tostões que, antigamente, Pedro cobrava por cada corte converteram-se em

Apesar da escassa clientela, é com prazer que Pedro Queijeiro contempla o calendário e acompanha o passar dos dias

sas”. No mapa da vida, traçou um caminho que, segundo espera, demorará “pelo menos mais dez anos” a percorrer, pelo que não quer arriscar sobressaltos que lhe travem subitamente a marcha. Apesar das notórias preocupações com a higiene, esta não é uma questão que lhe dê, literalmente, muita água pela barba: “Se lhe disser que sou do género de pessoa de todos os dias tomar banho e lavar a cabeça, é mentira! Tomo banho uma vez por semana, que chega bem, e lavo o cabelo uma vez por mês”. Pedagógico, garante que, de há cinquenta anos a esta parte, o segredo do seu aprumo se resume a isto: “Creme nívea. Esfrego na cara e no cabelo”. E água? “Um bocadinho, pois. É normal, não é? Sabe, as bibliotecas velhas estão a acabar e a rapaziada nova tem de aprender estes truques”. Já a postos para a despedida, Josué não arrisca prognósticos acerca do sítio onde, da próxima vez, abandonará mais alguns centímetros de cabelo, mas assegura, sem ponta de ironias, que na sua decisão jamais pesarão as sensações relaxantes inerentes ao massajar que as cabeleireiras costumeiramente promovem na hora de lavar a cabeça dos seus clientes: “É pá, calma aí. Isso das massagens é outra história. Em tempos, tinha uma garrafa de whisky na Kikas e duas no Elefante Branco em Lisboa, percebe…?”

“Só com a reforma não dá para sobreviver”

Largo dos Pasteleiros. Espreitamos pela vitrina que se prolonga pela fachada de um edifício antigo, tentando vislumbrar o tal rapazinho de que falava o senhor Pedro. Ei-lo. A navalha que empunha, encostada ao pescoço de um homem acabrunhado, catapultanos, à primeira vista, para a rodagem de uma película de terror de terceira categoria. Após um rápido piscar de olhos, desembacia-se a ilusão e tudo se torna, enfim, mais límpido: trata-se somente de Joaquim Ferreira, galã no garbo e no trato, concentrado no barbear de um cliente, enquanto escuta a balada popular assobiada pela velha telefonia, a bisavó dos iPods dos nossos dias. Na realidade, dos três quar-

tos de século que já leva de existência (completa-os em Novembro), o aspecto físico de Joaquim só admite que se reconheçam dois. Não obstante, elegância à parte, nestes salões de barba rija parece não haver lugar para floreados: a sua barbearia, tal como a do colega, responde tão-só pelo nome do proprietário. Barbearia do Joaquim Ferreira, portanto. Hoje, surpreendemo-lo a quebrar uma regra há algum tempo religiosamente estipulada: a cruzada antibarba tem, nesta casa, outro acérrimo aficionado e as excepções contemplam apenas a clientela habitual. Joaquim começou com onze anos a saber da poda. Ao fim de um ano sem um tostão a tilintar nos bolsos, começou, finalmente, a cortar cabelos. Por gosto? Não necessariamente: “Tive de aprender um ofício, e pronto”. Para cimentar as aptidões, tirou um curso de barbeiro, em Lisboa, quando completou 16 anos. Contudo, desvaloriza completamente esse apêndice no currículo: “Aquilo só serviu para largar dinheiro”. Curioso é o facto de, tal e qual como acontece na Barbearia do Pedro, também aqui o quadro de electricidade assinalar o “x” que conduz o profissional à (re)descoberta do verdadeiro tesouro que foi poupando ao longo da vida: as recordações. Puxa por um molho de fotografias, que testemunham que, ao longo destas décadas de serviço, diversos foram os fios de cabelo ilustres que lhe escorreram entre os dedos. Na actualidade, poucos se atreveriam certamente a confiar um único pêlo da nuca às imberbes tesouradas de um miúdo de 12 anos. “Não sei porquê!”, rejeita liminarmente, antes de prosseguir, indignado: “Se há aí centenas de mulheres a cortar os cabelos aos bocados, porque é que não hão-de deixar um homem fazêlo?” Na altura, quando trabalhava por contra de outrem, “ia a casa dos ricos” e atendia, inclusivamente, o sexo feminino. Outros tempos. “Agora já não o fazia. Era uma escravatura: dos 15 escudos que me pagavam, 7,5 eram para o patrão”. Essa vertente financeira, como no passado, continua

t


sociedade destes profissionais a zelaremlhe pela face. Na ânsia de o imitar, estão já três indivíduos, todos de meia-idade, arriscamos, embora desconheçamos a medida da idade inteira. Dinheiro à parte, é por eles que Joaquim aqui tenciona ficar mais um ror de anos. Sempre assim, cumprindo este ritual rotineiro, até se “poder mexer”.

É oficial: “A culpa é das mulheres!” A presença de uma pizzaria no início da Rua Capelo e Ivens, praticamente no entroncamento onde se encontra com a Guilherme de Azevedo, indicia que os edifícios que orlam essa via se aprestam a ser engolidos por uma modernidade sôfrega e voraz. Um par de portas adiante, impotente para evitar a propagação desse rasto de destruição, encontra-se, desarmada, a barbearia Mendes e Selqueira. Ao longo do estreito corredor, reclamam atenção os modernos suportes para cabeças que dotam os lavatórios de comodidade ou a maior funcionalidade, comparada com a dos colegas que anteriormente visitámos, das cadeiras de trabalho. Na primeira, actua António Gomes Mendes, de 64 anos; no meio, o homem que com ele, em 1970, inaugurou o espaço, Josué Selqueira, de 80 anos; por fim, ao fundo, Manuel Coutinho, quatro anos mais jovem, encontra-se concentrado em corresponder condignamente à honraria de ter sido seleccionado para servir o único cliente deste fim de tarde. Rapidamente se percebe que Josué é o porta-voz dos três. A condição de mais idoso confere-lhe estatuto, mas não lhe retira o vigor e “a mentalidade de jovem”. Aliás, as perdas de uma neta, há poucos anos, e da mulher, bem mais recentemente, atestam a afinação da máquina: “Com esta idade, se não estivesse bem, não me restabelecia assim. Tenho muita energia para trabalhar”. Fá-lo, neste ramo, desde os 17 anos. “Já comecei tarde”, considera, deslocado do actual contexto, no qual o iniciar da vida profissional é um processo cada vez mais moroso. Nos primórdios, começou por ir “fazendo barbas, mas, como havia aqui o asilo”, viu nos velhotes que o habitavam as cobaias perfeitas: “Comecei a cortar-lhes o cabelo e, embora não corresse tão bem, foi assim que fui aprendendo”, explica. Enquanto escuta o amigo, António espreita pela vidraça da porta. A tarde está fria, mas as contrariedades meteorológicas não servem de refúgio para justificar o fraco movimento: “A culpa é delas. São mais do que as mães”. Quem? As ca-

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beleireiras, pois claro. Na sua qualidade de acérrimo defensor do corte clássico (“aquele que, à tesourada, deixa o cabelo vincado e todo disfarçadinho lá atrás, direitinho e liso”), é sem falsas modéstias que Josué se insere, arrastando consigo todos os companheiros de classe portugueses, no lote “dos melhores do mundo, logo a seguir aos italianos”. Colocando, inclusive, essa técnica num pataNa barbearia “Mendes e Selqueira”, não são bem-vindas as mulheres que “vêm dar lições a um gajo” mar de estética inalcançável para os ditos penteados da ge da vista: “Quando elas vêm “Uma barba fica pronta em não querem aprender o ofício. moda: “Se quiserem ver o que para aqui, estão sempre a dar cinco minutos e custa cinco Só querem trabalhar naquilo se usa, olhem para a televi- instruções! ‘Olha, corta assim, euros. Se fosse só disto, ima- que gostam. O futuro disto está são… Para o Portas, para os ar- corta assado’! Não param de gine quanto não se ganhava”, nas mãos das mulheres, que procuram mais o trabalho do tistas. Não é cá com cristas de chatear um gajo!” Na sua opi- explica Josué. galo nem a cortar à máquina nião, apesar de louvar a preo“Nós só somos necessários que o homem”. Os sinos badalam sete vezes. zero e depois a rapar com a na- cupação das senhoras em acom- até haver velhos”, lança Antóvalha! Isso é alguma coisa?” panhar os seus cônjuges, “se é nio, em jeito de veredicto. “É Hora de fechar portas. Na Mostramos-lhes retratos de para dar lições não têm nada de triste, mas a evolução do dia- agenda, ficou apontada nova futebolistas famosos. António meter cá os pés”. Afinal, “eles a-dia modifica as coisas, seja conversa. Para daqui a dez detém-se no look do extrava- também não vão para as cabe- ao nível do cabelo ou daquilo anos, nesta mesma rua. Se nas gante Abel Xavier: “Isto é ju- leireiras dizer como é que elas que for. Tudo tem a sua épo- cadeiras de barbeiro ou nas da diar com a cabeça”. Josué acor- devem cortar o cabelo”. ca”. Josué ajuda a carregar de pizzaria ao lado, isso, ninguém re em seu socorro: “Digam-me O cliente que, ao fundo, per- fatalidade os contornos esbo- sabe. Sérgio Fernandes lá se vêem alguma mulher a manece nas mãos de Manuel çados pelo colega: “Os jovens fazer com o cabelo o mesmo parece ser uma excepção. RiPUB que os homens lhe fazem! Ne- cardo Manzoni reside em Lisnhuma, pá! Elas é que têm ju- boa e, com os filhos pelo braízo, com o cabelo comprido e ço, percorre propositadamenbonito”. Decidimos, na se- te dezenas de quilómetros para quência do comentário, exibir- provar fidelidade à ca(u)sa. “A lhe a imagem de uma excên- minha família já vem cá há trica figura, que alicerça a sua quatro gerações”, garante. A imagem num estilo bizarro e preferência intemporal que se não raras vezes cativa a aten- cultiva nestes espaços resulta ção dos flashes das revistas em grande parte da interacção cor-de-rosa da nossa praça. com o cliente: “Falamos da Perante o insólito da imagem, vida, de bola…” E não só, que, Josué reformula a tese há se- aqui, acariciando o tema com gundos apresentada: “Bem, a meiguice da linguagem pocompridos sim, mas assim à pular, perde-se a barba, mas senhora não”. Qual senhora? teima em resistir… a rebarba: “À maricas!”, corrige-o Antó- “Falamos também de mulhenio, antes de completar: “Eu res, claro! Isto é uma rua de nem sei se isso é um homem passagem, e vemos desfilar por ou uma mulher!” ali cada manequim…”, atira Para eles, “as cabeleireiras Josué, apontando para a saída, aprenderam a cortar o cabelo recordando, inebriado, a époàs senhoras, logo não deviam ca em que, pela barbearia, esfazê-lo aos homens”. Descor- voaçavam “aviões” com criantinando uma ponte de lógica, ças na asa. “As mulheres traJosué conduz o raciocínio a ziam-nas para cortar o cabelo outras margens, agudizando e, depois, havia olhares, enainda mais as críticas dedica- contros e… pronto!” das à classe feminina: “São Longe vão esses tempos. elas que levam os maridos e os Nessa altura, estes barbeiros filhos às cabeleireiras. Dantes, interiorizavam, a cada tesouracortávamos o cabelo a dezenas da, a sua utilidade para a pode miúdos; hoje, não o faze- pulação que serviam. Até no mos. Os maridos não mandam simples acto de fazer a barba, nada em casa”, acusa, em tom que, confessam sem rodeios, de revolta. No entanto, a ha- ainda praticam. Se fosse posver críticas, que ocorram lon- sível, nem fariam outra coisa: Foto: CARLA PAULINO

a pesar na decisão de prolongar o actual estatuto de trabalhador… reformado: “Só com a reforma não conseguiria sobreviver”. Não hesita, portanto, em elevar o ofício ao estatuto de “meio de subsistência”. Para além disso, “enquanto puder ganhar dez contos por dia” não anda aí “pelos bancos de jardim”. Ali ao lado, com posters de modelos apresentando penteados espampanantes e vanguardistas, encontra-se o salão de cabeleireiro Milay, que Joaquim não encara como um concorrente directo. Na hora de defender o seu estilo, recusa fazer cortes arriscados: “Às vezes vem cá rapaziada nova pedir essas coisas modernas e eu mando-os para lá. Não é que não as saiba fazer, mas não tenho paciência. Tenho 74 anos, não é? Demoro o dobro do tempo e ganho o mesmo”. Recrimina igualmente o exotismo das descolorações de cabelo no masculino, que não considera “próprias de alguém que diz que é homem”. Extravagâncias à parte, quem se senta na sua cadeira, fiel companheira de “há sessenta anos”, pode, segundo o barbeiro, dispor de condições semelhantes às que são garantidas pelas cabeleireiras, pois as navalhas, tesouras e máquinas “são iguais às delas” e, caso lhe peçam, mete “gel, lacas, perfumes, etc.”. E, tudo isso, “quase de borla, que a pessoa aqui pode ter por um conto de réis aquilo que lá faz com dois contos”. Aliás, puxando dos galões da boa disposição, considera mesmo que ganha inequívoca vantagem no que toca a questões higiénicas: “O cliente chega a esses sítios, vê a menina, e dá-lhe um beijinho. Eu aqui não dou beijos, logo…” De queixumes pouco reza a história. Por vezes, é mesmo o próprio que reclama com o cliente. Convenhamos: se microclimas ricos em caspa, lêndeas, seborreia ou óleo já abominam quem para eles olha, imagine-se qual o efeito em quem neles toca. Nesses casos, fica autenticamente pelos cabelos e a ordem sai-lhe escorreita: “Desculpe, mas vá-se lavar e depois venha”. Não tem medo de perder clientela, pois “esta é uma forma de a ir escolhendo”. Da triagem resulta um conjunto de pessoas pelas quais tem mais afeição “do que por certos membros da família”. Algo que não é possível cultivar nos aerodinâmicos salões das cabeleireiras modernas: “Aí, só há uma conversação directa acerca do serviço. Acaba por não se dizer nada”. Salta da cadeira, como novo, o cliente barbeado. Uns dos que, em pleno século XXI, ainda insiste que sejam as mãos

Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

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Cerca de 2000 assinaturas até ao momento

Petição pela repavimentação do troço entre Alcanede e Alcanena O troço que liga Alcanede a Alcanena (EN361) está a ser alvo de uma petição, até final de Março, no sentido de exigir a repavimentação daquela via, tendo como destinatário o InIR Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias, I.P. e outras entidades competentes. Até à data, a petição conta com cerca de 2000 assinaturas on-line e em suporte de papel. Estão previstas outras iniciativas, como co-

locação de cartazes ao longo do troço e uma concentração, agendada para dia 1 de Abril, no centro da Vila de Alcanede, junto ao cruzamento que melhor demonstra o mau estado da via, segundo disse ao Correio do Ribatejo, um dos promotores da iniciativa. A petição, encabeçada pelos utilizadores do Portal de Alcanede, surgiu da discussão, no fórum deste portal on-line, sobre o estado

de “degradação da rede viária principal que serve a freguesia de Alcanede, colocando em risco a segurança de pessoas e bens materiais e, igualmente, lesando o tecido empresarial de toda a região”, lê-se no texto que serve de base à petição. A petição pode ser s u b s c ri t a o n -l i n e a t ra vés da página da Int e r n e t d o P o r t a l (http:// www.alcanedefreguesia.com) ou através de um documen-

to em papel disponível em vários estabelecimentos comerciais ao longo da via e com o qual a organização pretende dar a conhecer a iniciativa às populações e utilizadores servidos por esta via. Os administradores do portal de Alcanede esperam que, com a adesão de um número significativo de subscritores, a iniciativa possa alcançar os seus propósitos.

Presidente da Câmara de Rio Maior no Comité das Regiões Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, é a única mulher entre os doze representantes dos municípios portugueses no Comité das Regiões (CR), eleitos para os próximos cinco anos. Em 9 de Fevereiro, a delegação portuguesa assumiu funções no CR, a assembleia da União Europeia dos representantes regionais e locais. Isaura Morais é, também, a única representante do distrito de Santarém naquele órgão da UE que pre-

Isaura Morais

tende ser a voz das regiões e dos municípios portugueses em Bruxelas. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, foi eleito chefe da delegação

nacional. Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, foi escolhido para vice-presidente do Comité das Regiões. Ele representará, juntamente com José Luís Carneiro, presidente da Câmara Municipal de Baião, a delegação portuguesa na Mesa do CR, o órgão executivo da instituição. Reunidos em Bruxelas para a plenária constitutiva do Comité das Regiões para o mandato de 2010-2015, os representantes regionais

e locais comprometeram-se a “fazer uso dos novos poderes consagrados no Tratado de Lisboa para aproximar a Europa dos seus cidadãos”. Para além de passar a ser obrigatoriamente consultado num leque alargado de domínios durante o processo de adopção da legislação comunitária, o CR tem agora também o direito de recorrer ao Tribunal de Justiça da UE para defender as competências das regiões e dos municípios da Europa.

Um dia na freguesia de Assentis

“Dinamização das Zonas Rurais” hoje em Torres Novas A ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, no âmbito do Plano de Aquisição de Competências e Animação do Território, do Sub Programa 3 - “Dinamização das Zonas Rurais” do PRODER, irá hoje (dia 19) dar início à acção “Um dia na Freguesia de …”. A iniciativa realiza-se entre as 10h00 e as 17h00, em Assentis, freguesia

do Concelho de Torres Novas, com o apoio do Município e da Junta de Freguesia. A acção, enquadrada numa Estratégia Local de Desenvolvimento, irá decorrer nas 66 freguesias dos seis concelhos do território de intervenção da ADIRN, durante os anos de 2010 e 2011. Os objectivos principais são o “diagnóstico da região e a caracterização da fregue-

Mestre Astrólogo Giquina Grande especialista em todos os problemas graves, de família, casos de amor, aproximação ou afastamento, dificuldades nos estudos, casos de justiça, dificuldades financeiras, dívidas, impotência sexual, tabaco, drogas, alcoolismo, tratamento de emagrecimento, lê a sorte, conhecedor de segredos e casos difíceis, ajuda a resolver todos os problemas, na saúde, vida pessoal, emprego, negócios, empresas sem sucesso e doenças espirituais. Deslocamo-nos ao estrangeiro. Rua 1.º de Dezembro, n.º 2 - 3.º Dt.º – Telemóveis 911886322 967986643 – Telef. 262101046 – Caldas da Rainha

sia dentro dos vários eixos de intervenção”, segundo refere um comunicado da ADIRN. A associação pretende “envolver os agentes institucionais, económicos, sociais e culturais da área do território da freguesia de Assentis”. Para o efeito, foram seleccionadas empresas, associações de agricultores e produtores, associações recreativas e culturais, instituições sociais e outras instituições consideradas relevantes. Para além da sessão de esclarecimento de diversos

conteúdos, haverá lugar à realização de uma visita técnica pela freguesia, onde os convidados poderão descobrir recantos do património natural, conhecer equipamentos de carácter turístico-cultural e os produtos locais com potencial interesse de desenvolvimento rural. “Uma abordagem local ao património permitirá descobrir recantos onde poderão nascer verdadeiros casos de sucesso sócio-económico para a região”, adianta o comunicado.

Precisase recisa-se Ajudante de Cozinha para Restaurante em Santarém. Contacte: 968315938.

CONVOCATÓRIA DE ASSEMBLEIA GERAL Em obediência aos Estatutos da C.C.A.M. da Chamusca, CRL, convoco a Assembleia Geral desta Caixa para reunir em Sessão Ordinária, na sua Sede Social, sita na Rua Direita de São Pedro, N.º 216, na Chamusca (entrada pelo n.º 6 da Travessa Barão de Cosme), pelas 14h30 do próximo dia 10 de Março de 2010, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto 1 – Apreciar, discutir, modificar ou aprovar o Relatório e Contas da Direcção e o Parecer do Conselho Fiscal relativo ao Exercício de 2009; Ponto 2 – Apreciar, discutir, modificar ou aprovar a aplicação de resultados proposta pelo Conselho de Administração. Não havendo número legal de Associados, para a Assembleia funcionar regularmente, fica desde já marcada a Segunda convocação, para uma hora depois, funcionando então com qualquer número de Associados. Chamusca, 17 de Fevereiro de 2010. O Presidente da Assembleia Geral, a) Paulo Jorge Batista da Silva Leitão (Dr.)

Tiago Relva Notário CERTIFICO que por escritura de vinte e sete de Novembro de dois mil e nove, exarada a folhas 104 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 33 do Notário Tiago Miguel Berrincha Travassos Relva, com instalações na Praceta Pedro Escuro, número 18, em Santarém, IRENE BALBINA DUARTE INÊS INÁCIO, NIF 162 656 491, e marido ADELINO GOMES INÁCIO, NIF 110 014 480, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, residentes no Beco da Bela Vista, números 1 e 2, Casais da Charneca, Alcanede, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes imóveis: NÚMERO UM: PRÉDIO RÚSTICO com a área total de novecentos e vinte metros quadrados, composto por pomar de citrinos, cultura arvense de sequeiro, citrinos e macieiras, e construção rural com a área de doze metros quadrados, a confrontar de norte com José Tomás, de sul e de poente com herdeiros de António Joaquim Pequeno e de nascente com serventia e herdeiros de Manuel Inês Duarte, sito em Casais da Charneca, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 77 da secção CJ, anterirormente omisso na matriz. metade em nome de Manuel Inez Duarte e metade em nome de António da Silva, com o valor patrimonial tributário (IMI) de 123,41 euros e o valor patrimonial tributário (IMT) e atribuído de trezentos e doze euros e um cêntimo. NÚMERO DOIS: PRÉDIO RÚSTICO composto por cultura arvense de sequeiro e oliveiras, com a área de quinhentos e vinte metros quadrados, a confrontar de norte com José Tomás, de sul com a justificante, de nascente com serventia e de poente com herdeiros de António Joaquim Pequeno, sito em Horta, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 78 da secção CJ, anteriormente omisso na matriz, metade em nome de Manuel Inez Duarte e metade em nome de Manuel Duarte Inês, com o valor patrimonial tributário (IMI) de 37,86 euros e o valor patrimonial tributário (IMT) e atribuído de noventa e cinco euros e setenta cêntimos. Que possuem estes bens em nome próprio, convictos de que lhes pertencem, há mais de vinte anos, por os terem adquirido, pelo ano de mil novecentos e oitenta, o primeiro prédio, metade por doação verbal de Manuel Inez Duarte e mulher Maria Balbina e metade por compra verbal a António da Silva e mulher Maria Rosa, residentes que foram em Alcanede, e o segundo prédio por doação verbal de Manuel Inês Duarte, que também usava Manuel Inez Duarte ou Manuel Duarte Inês ou ainda Manuel Inez e mulher Maria Balbina, residentes que foram em Alcanede, e desde então e ininterruptamente os cultivam, colhendo os frutos, fazendo as obras de conservação necessárias, posse que sempre exerceram, com conhecimento e à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, sendo, por isso uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, pelo que os adquiriram por usucapião, não tendo todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permita fazer prova do seu direito de propriedade. Santarém, 27 de Novembro de 2009. O Notário, Tiago Relva

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Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

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Associação Comercial de Santarém queixa-se de “atrasos enormes”

Modcom promete maior rapidez e eficácia em 2010 A 5ª fase do Modcom – Programa de Modernização do Comércio, em curso até 12 de Março, promete uma maior eficácia e rapidez, de forma a responder ao problema dos atrasos no reembolso das verbas a fundo perdido. Problema que gerou algumas queixas entre os que recorreram a este incentivo financeiro, nos últimos anos. “Vamos ser mais rápidos na disponibilização das verbas, vamos pagar prontamente e vamos, até, criar adiantamentos, nesta 5ª fase, para facilitar o processo”, disse, em Santarém, o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro. A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) é uma das entidades que recorreu ao Modcom e que se viu em dificuldades para desenvolver o projecto a que se propôs (animação, dinamização e divulgação comercial), por causa dos “atrasos enormes nos pagamentos”, conforme disse Paulo Moreira, presidente da direcção da ACES, ao Correio do Ribatejo. Paulo Moreira defende que deveria existir “um plano de reabilitação urbana e comercial, devidamente articulado com as autarquias”, de forma a criar sinergias capazes de promover o aproveitamento de todos os programas de incentivos, maximizando os diversos apoios disponíveis e evitando a dispersão de medidas avulsas. Fernando Serrasqueiro reconhece que há “um problema de articulação”, mas realçou que algumas câmaras municipais do país têm prestado um apoio especial aos comerciantes, elaborando, elas próprias, os projectos de candidatura aos programas de incentivo existentes. O secretário de Estado realça que o Modcom, ao cumprir a sua missão de modernizar o comércio, pretende, também, contribuir para “uma maior dinâ-

mica local”, tentando combater a “anemia” gerada por um “ambiente económico depressivo”. Porém, em seu entender, “vai demorar anos a recuperar a dinâmica dos centros históricos”, porque houve “um processo de criação de novas centralidades”, que afastou a população dos antigos centros e fez com que estes perdessem importância na vida da comunidade.

Perto de 200 projectos seleccionados no distrito

Fernando Serrasqueiro, acompanhado pela governadora Civil do Distrito, na visita aos estabelecimentos apoiados pelo Modcom

Combater envelhecimento e desactualização Fernando Serrasqueiro, após a sessão de apresentação da 5ª fase do Modcom, no Governo Civil de Santarém, visitou quatro lojas de comércio tradicional de Santarém que já beneficiaram deste programa, escolhidas aleatoriamente, segundo o secretário de Estado. No final, o governante disse ter ficado satisfeito com o que viu. “É bom verificar que as remodelações efectuadas estão já a dar resultados positivos na atracção de clientes. O envelhecimento e desactualização dos estabelecimentos comerciais provoca, naturalmente, um afastamento dos consumidores, o que conduz ao decréscimo de vendas, mas isso pode ser evitado com o apoio do Modcom”, considerou.

Encontro de Antigos Alunos da ex-E.I.C. de Santarém Dia 27 de Fevereiro, às 13 horas, no Restaurante Varanda do Parque – CNEMA Haverá missa às 11 horas, na igreja da Piedade Contactos: – Manuel João Sá – Manuela Martins – M.ª Julieta Coimbra – Carriço

914107011 962824118 962893078 919900524

Inscrições até 20 de Fevereiro

O Correio do Ribatejo contactou António Ferreira, da Casa do Agricultor (comércio a retalho de vestuário para adultos), loja no centro histórico que decidiu fazer um investimento de cerca de 69 mil euros na modernização visual, logística e informática, tendo recebido 33 mil euros de incentivo da 4ª fase do Modcom. Na opinião de António Ferreira, “é fundamental este tipo de apoios para bem do comércio de rua”. O investimento ainda não está concluído, mas António Ferreira está confiante de que ele irá contribuir para a fidelização dos clientes existentes e para a conquista de novos públicos, incluindo os jovens e os turistas que visitam o centro histórico. Contactámos, também, a Farmácia S. Nicolau, que

realizou um investimento de cerca de 15 mil euros, recebendo um incentivo de, aproximadamente, oito mil euros. Berta Canavarro, ajudante técnica, disse-nos que a candidatura ao Modcom permitiu modernizar o sistema informático e o sistema de iluminação do interior da farmácia. Além dos dois estabelecimentos acima referidos, o secretário de Estado visitou, ainda, a Farmácia Confiança, onde foi realizado um investimento de 96 mil euros, com 48 mil euros de incentivo do Modcom, e a sapataria Graça (calçado de senhora, homem e criança, cintos e malas), que recebeu um incentivo de 50 mil euros, para um investimento de 170 mil euros.

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Nas últimas quatro fases do Modcom, o comércio no distrito de Santarém foi contemplado com 5,6 milhões de euros, destinados a 197 projectos seleccionados, do que resultou a criação de 208 postos de trabalho. Na 4ª fase do Modcom, relativa a 2009, foram aprovados 90 projectos, num total de 2,3 milhões de euros de incentivo concedido, tendo sido criados 99 postos de trabalho, segundo revelou o Governo Civil de Santarém. A nível nacional, informou Fernando Serrasqueiro, foram mais de quatro mil as empresas e as estruturas associativas seleccionadas para apoios do Modcom, com incentivos que totalizam cerca de 114 milhões

de euros.

Mais de 20 milhões em 2010 A 5ª fase prevê mais de 20 milhões de euros para o comércio tradicional do país. Este ano, o prazo de candidatura termina a 12 de Março e os resultados serão publicados nos sites da Direcção-Geral das Actividades Económicas (DGAE) e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), no dia 14 de Julho. Haverá três modalidades de pagamento: único (após conclusão do projecto); intercalar e a título de adiantamento. O Modcom destina-se a três tipos de projectos, repartidos em três acções distintas: Acção A, para projectos empresariais de modernização comercial; Acção B, para projectos de integração comercial (redes comerciais existentes ou a criar) e Acção C, para projectos de promoção de centros urbanos (acções de animação, dinamização e divulgação comercial dos centros urbanos). Sofia Meneses PUB

aviso

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A edp, informa os seus clientes que vai efectuar trabalho de remodelação e conservação das redes, sendo para tal necessário proceder à interrupção do fornecimento de energia eléctrica no dia 21 de Fevereiro de 2010 (Domingo) go), nos locais e períodos abaixo mencionados: DRC TEJO Concelho de Santarém Freguesia do Pombalinho: Casal Centeio (das 07.00 às 13:00 horas). Nota: Devido a situações imprevistas, os trabalhos poder-se-ão prolongar até às 15:00 horas. Por motivos de segurança e dado poder haver necessidade de proceder a ensaios ou ser feito o restabelecimento antecipado, as instalações deverão ser consideradas permanentemente em tensão.

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CENTRO HISTÓRICO

Edifícios antigos e/ou degradados

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Mação “Capital do Presunto” aposta na certificação da produção O concelho de Mação é responsável por 70 por cento da produção nacional de presunto, o que levou os empresários do sector a iniciarem um processo de homogeneização e certificação do produto, para “abrir novos mercados”. A certificação do presunto produzido no concelho resulta da união das empresas transformadoras em torno de critérios e normas de qualidade claras que, sob a designação de “Marca Mação”, pretende promover o produto mais emblemático do concelho. Com cerca de uma dezena de empresas, 200 funcionários e cinco mil toneladas de presunto produzidas por ano, Mação beneficia de um “microclima favorável” ao sector e do saber fazer de “tradições ancestrais”. “Se a altíssima qualidade dos nossos presuntos permitiram granjear uma quota de mercado tão grande, com a ‘Marca Mação’ e o processo de certificação que lhe está intrinsecamente associado damos uma nova garantia, uma nova imagem, de modo a ganhar uma maior homogeneidade entre todos os produtores na fabricação e distribuição”, disse à agência Lusa o vereador António Louro. Segundo o autarca, este processo de certificação “é uma nova era que se abre e que permite aumentar o nível qualitativo do produto final, aliando e adaptando o saber fazer às realidades actuais do mer-

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«CORREIO DO RIBATEJO» – 19-2-2010

SARA ALEXANDRA BISPO AGENTE DE EXECUÇÃO

Tribunal Judicial de Alcobaça – Processo N.º 1743/06.0TBACB – 2.º Juízo Execução Comum para pagamento de quantia certa Valor – j 4.624,18 Exequente: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça, CRL Executado: Vilarinho António Vicente e Outro Processo Interno N.º PE/0101/2006

VENDA JUDICIAL DE BEM IMÓVEL MEDIANTE PROPOSTAS EM CARTA FECHADA

Os primeiros presuntos certificados estarão aptos para consumo no final do próximo Verão

cado e ao tipo de produtos que o consumidor procura e necessita”. “É um salto que se dá”, afirmou António Louro, acrescentando que a “a criação de sinergias e a junção da produção das várias indústrias permite criar maiores quantidades e abrir novos horizontes à exportação”. Situada na freguesia de Envendos - o maior centro produtor desta indústria no concelho - a empresa Damatta foi a primeira a iniciar o processo de certificação do presunto. Segundo o director de operações da empresa, que começou a laborar em 1907 e facturou em 2009 cerca de dez milhões de euros, o “segredo do sucesso está nas características ambientais e climáticas muito próprias de

Mação, com um microclima favorável à produção e secagem do presunto”. “Estamos no mercado há mais de 100 anos e o que nos diferencia é este saber fazer ancestral e as condições ambientais, mas também a matéria-prima, a salga e a cura em si”, afirmou Manuel Vaz. Para o responsável da Damatta, empresa que produz 1.800 toneladas de pernas de presunto por ano, o processo de certificação “vem normalizar e conferir uma garantia acrescida ao consumidor final de que está a adquirir o melhor presunto produzido em Portugal”. Uma opinião partilhada por Fernando Monteiro, veterinário municipal e supervisor da execução do caderno de especificações.

De acordo com este responsável, com este processo de certificação, em que as pernas são marcadas a fogo, o que se pretendeu foi “estabelecer um conjunto de princípios que todos os produtores têm de respeitar, um conjunto de passos em termos de fabrico e de exigência de qualidade, criando um produto topo de gama”. “Promover um produto ao mais alto nível é promover as empresas e, promovendo as empresas, estamos também a promover uma região”, afirmou. Tendo em conta o tempo mínimo de processamento para pernas com pernil - nove meses - os primeiros presuntos certificados estarão aptos para consumo no final do próximo Verão.

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«CORREIO DO RIBATEJO» – 19-2-2010

«CORREIO DO RIBATEJO» – 19-2-2010

JOSÉ ANTÓNIO LOPES

JOSÉ ANTÓNIO LOPES

Cédula n.º 3050

Cédula n.º 3050

AGENTE DE EXECUÇÃO

AGENTE DE EXECUÇÃO

EXECUÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA CERTA

EXECUÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA CERTA

ANÚNCIO

ANÚNCIO

(1.ª publicação) Processo n.º 296-B/1998.TBSTR – 1.º Juízo Cível Tribunal Judicial da Comarca de Santarém Exequentes: Planotejo – Cooperativa Ribatejana de Construção Civil, CRL Executados: Carlos Eduardo Teixeira Mendes e Maria Helena de Carvalho Torres Teixeira Mendes. Faz-se saber que nos autos acima identificados, designado o dia 09 de Março de 2010, pelas 13.30 horas, no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra do bem imóvel penhorado e a seguir indicado: Prédio Misto designado por Quinta da Lua, sito nos Casais da Aroeira, composto de Olival e solo subjacente a cultura arvense de olival e casa de r/c e 1.º andar para habitação, anexo e logradouro, inscrito na matriz sob os artigos: Rústico: 26 da Secção C – C1 e Urbano: 1467, descrito na Conservatória do registo Predial de Santarém sob o art.º 655 / Várzea, Santarém. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de 600.000,00 j, penhorados aos executados Carlos Eduardo Teixeira Mendes e Maria Helena de Carvalho Torres Teixeira Mendes, casados entre si no regime de comunhão de adquiridos, residentes nos Casais da Aroeira, Várzea, Santarém. É fiel depositário do imóvel o Senhor Carlos Eduardo Teixeira Mendes, que o deve mostrar a quem pretenda examiná-lo, podendo para o efeito marcar dia e hora aos possíveis interessados, até que o mesmo seja vendido. Agente de Execução, José António Lopes

(2.ª publicação) Processo n.º 1547-D/1992.TBSTR – 2.º Juízo Cível Tribunal Judicial da Comarca de Santarém Exequente: Gabriel Jesus Magalhães Pascoal Executado(s): Maria Madalena Salgueiro Calha Sequeira e Carlos Joaquim Nunes Sequeira Faz-se saber que nos autos acima identificados, designado o dia 04 de Março de 2010, pelas 10.30 horas, no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra do bem imóvel penhorado e a seguir indicado: Fracção autónoma designada pela letra “B”, correspondente ao 1.º andar direito, para habitação, do prédio urbano em regime de propriedade horizontal, sito na Rua Florbela Espanca, 45 - 1.º Dt.º, inscrito sob o art.º 2150.º – fracção “B” da freguesia de Salvador, Santarém, com o valor patrimonial de 32.483,71 Euros e descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o n.º 66007 – fracção “B”. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de 150.000,00 j, penhorados aos executados Maria Madalena Salgueiro Calha Sequeira e Carlos Joaquim Nunes Sequeira, casados entre si no regime de comunhão de adquiridos, residentes na Rua Almeida Garrett, n.º 82, Santarém. É fiel depositário do imóvel o Senhor Carlos Joaquim Nunes Sequeira, que o deve mostrar a quem pretenda examiná-lo, podendo para o efeito marcar dia e hora aos possíveis interessados, até que o mesmo seja vendido. Agente de Execução, José António Lopes

(1.ª publicação) Sara Alexandra Bispo, Agente de Execução, faz saber que nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 10 de Março de 2010, pelas 9.15 horas, no Tribunal Judicial de Alcobaça, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do referido Tribunal, pelos interessados na compra do seguinte bem: Prédio Urbano, sito em Guxerre, freguesia de Almoster, concelho de Santarém, composto de casa de rés-do-chão para habitação com a área de 166 m2 e logradouro com a área de 1.104 m2, a confrontar do norte com Serventia, do sul com Júlia Inácia Raimundo, do nascente com estrada e do poente com Delfim Rafael, inscrito na matriz sob o artigo 2146 com o V.P. de j 548,78, da referida freguesia de Almoster e descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o n.º 2305/Almoster. O bem indicado pertence ao executado Vilarinho António Vicente e esposa Júlia Inácio Raimundo, ambos residentes em Guxerre, Almoster, 2005-105 Almoster. Valor base: j 35.000,00 (Trinta e cinco mil euros). Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de j 24.500,00, correspondente a 70% do valor base. É fiel depositário do prédio indicado o executado, Vilarinho António Vicente, que o deve mostrar a pedido de qualquer interessado. Não se encontra pendente qualquer oposição à execução. Não foram reclamados créditos na presente execução. Nota: Os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado à ordem da Agente de Execução, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor. A Agente de Execução, Sara Alexandra Bispo

«CORREIO DO RIBATEJO» – 19-2-2010

TRIBUNAL JUDICIAL DE SANTARÉM 1.º Juízo Cível

ANÚNCIO (2.ª publicação) Processo: 2043/03.3TBSTR Execução: Execução Ordinária N/ Referência: 2983019 Exequente: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcanhões, CRL Executado: João Paulo Duarte Pereira Vidal e outro(s)... Nos autos acima identificados foi designado o dia 09-03-2010, pelas 13.30 horas, neste Tribunal, para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do seguinte bem penhorado à executada abaixo identificada e a seguir descrito, pelo preço superior ao oferecido pela exequente, no montante de j 28.000,00 (Vinte e oito Mil Euros), nos termos dos art.os 875.º e 876.º do C. P. Civil (na redacção anterior ao Dec. Lei 38/2003, de 8/03 aplicável aos autos). TIPO DE BEM A VENDER: Imóvel. DESCRIÇÃO: PRÉDIO URBANO, composto de casa de rés-dochão para habitação e logradouro, situado na Fonte do Palheiro, freguesia de São Vicente do Paúl, concelho de Santarém, confinado do norte e sul com José Lúcio, do nascente com estrada pública e do poente com Gregório Carvalho, faz parte e é de desanexar do descrito na Conservatória do Registo Predial desta Comarca sob o número 44531 do livro B-113 e inscrito na matriz sob 2/3 discriminados do artigo 652. EXEQUENTE: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcanhões, CRL, com sede na Rua Paulino da Cunha e Silva, n.º 260 – 2000-369 Alcanhões – Santarém. EXECUTADO: Maria Perpétua Duarte Paulino, Estado civil: Divorciado. Documentos de identificação: BI-5491754, NIF149787146. Endereço: Corredoura, 2000-674 São Vicente do Paúl. FIEL DEPOSITÁRIO: Lúcio Artur Pedroso Leal, com domicílio profissional na Rua da Fábrica, n.º 11 - 1.º Dt.º – 2350 Torres Novas. Santarém, 1 de Fevereiro de 2010. O Juiz de Direito, Maria de Jesus Pereira (Drª) O Oficial de Justiça, Aida Serrão Coelho


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Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

ProTejo apresenta rol de problemas a deputados do grupo parlamentar do PS As diversas organizações que integram o proTejo expressaram as suas preocupações aos deputados Marques Sá e Hortense Martins, do grupo parlamentar do Partido Socialista, na sequência das audiências que vem realizando com os vários partidos representados na Assembleia da República. A Associação dos Areeiros do Tejo salientou as dificuldades enfrentadas pelas empresas de extracção de inertes no rio face à “concorrência desleal da extracção em pedreiras, que conjuntamente com a inexistência do processo de renovação de licenças, poderá colocar em causa um número significativo de postos de trabalho, cerca de 200 directos e quase 2.500 indirectos”, segundo refere o proTejo, num comunicado sobre a audiência com o PS. A Quercus salientou os efeitos da escassez de água na qualidade da água, bem como o problema do plano nacional de barragens e alertou para o facto das notícias recentes estarem a ressuscitar a possibilidade de construção da barragem do Almourol, que o Governo tinha indicado como ex-

A Associação dos areeiros do rio Tejo queixa-se da “concorrência desleal da extracção em pedreiras”

cluída do PNBEPH, com “impactos significativos nas povoações ribeirinhas de Abrantes, entre as quais o Rossio ao Sul do Tejo”, diz o mesmo comunicado.

Cultura Avieira quer legalizar as construções O projecto da Cultura Avieira salientou a necessidade de uma maior celeri-

dade na resolução de alguns problemas que permitiriam consolidar as bases da rota turística dos Avieiros, nomeadamente, “a realização de um protocolo com a ARH Tejo para legalizar as construções das aldeias palafíticas avieiras, permitindo assim a sua recuperação, a colocação de sinalização marítima do Tejo entre Vila Franca de Xira e Porto de Muge, e o combate à pesca ilegal do Meixão pelas redes de tráfico espanholas”. A delegação do proTEJO apresentou o movimento de cidadãos transmitindo aos deputados o carácter abrangente do seu objecto que integra os vários domínios ambientais, culturais e patrimoniais que envolvem o rio Tejo, entre as quais a recusa da politica de transvases em Espanha que tem sido o principal vector da intervenção do proTEJO visto que os planos da bacia hidrográfica do Tejo se encontram já em fase de elaboração e deverão estar concluídos até final de 2010. Os deputados do Partido Socialista mostraram-se disponíveis para acompanhar as problemáticas apresentadas.

Prémios Dragona Ibérica distinguem movimento proTejo e Pedro Teiga Três projectos portugueses, dois deles ligados ao Ribatejo, foram distinguidos em Saragoça, com os prémios Dragona Ibérica 2010, que premeia os projectos e as pessoas que contribuíram para a Nova Cultura da Água. O proTEJO – Movimento Pelo Tejo recebeu o Prémio Colectivo, pela sua “luta incessante em prol da conservação do rio e da bacia do Tejo, incluindo os seus aspectos ambientais, sociais e culturais, propiciando que a cidadania esteja plenamente consciente do

grande potencial emocional, cultural, simbólico e a oferta de de bem-estar existente em muitos dos nossos rios”. O Prémio de Trabalho Educativo foi atribuído a Pedro Teiga, do Projecto Rios, Portugal, pelo seu trabalho “em favor da participação da sociedade no trabalho de protecção e recuperação dos rios e dos ecossistemas aquáticos, e como principal impulsionador e coordenador técnico do Projecto Rios em Portugal, que actualmente tem mais de um milhar de voluntários para a protec-

ção de vários troços de rios”, entre os quais o Tejo e o Alviela. O Prémio Individual foi para Paula Chainho, professora da Universidade de Lisboa, “por entender e transmitir os valores sociais, culturais e de identidade, tanto territorial como colectiva dos rios, lagos e zonas húmidas, bem como divulgar a importância das funções do ciclo natural da água e dos serviços que nos presta e que reforçam o ideias-chave da Nova Cultura da Água”. Os prémios Dragona Ibé-

rica, entregues no jantar anual da Fundação Nova Cultura da Água, distinguiram, também, Juan José Badiola (ex-reitor da Universidade de Saragoça) Prémio Especial, David Howell (SEO Birdlife) Prémio Individual, La Ronda de Boltaña - Prémio de Trabalho Artístico, Ebronautas - Prémio Recuperação das Emoções Lúdicas e os Municípios de Catarroso, Carcastillo, Falces, Funes, Marcilla, Mélida, Milagro, Murillo el Cuende, Murillo el Fruto, Peralta, Santacara, e Villafranca.

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Deputados do PS eleitos por Santarém questionam Ministério das Obras Públicas Os deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém, João Sequeira, Anabela Freitas, António Gameiro e João Galamba, questionaram o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre o Programa de Acção para o Oeste e quatro Municípios da Lezíria do Tejo (Azambuja, Cartaxo, Rio Maior e Santarém), no âmbito das compensações pela decisão de construção do novo aeroporto em Alcochete e não na Ota. Os deputados lembram que compete àquele Ministério acompanhar e monitorizar a boa execução do programa, entre 2008 e 2017, e querem saber “em que fase se encontram os investimentos/projectos previstos para os concelhos de Rio Maior, Cartaxo e Santarém” e “quais os montantes financeiros envolvidos em cada um dos investimentos/projectos, e quais as comparticipações que cabem a cada uma das Entidades Públicas envolvidas (Administração Central, QREN e Municípios)”.

PS promove formação sobre Freguesias O Partido Socialista promove amanhã, sábado, (dia 20) uma acção de formação autárquica sobre Freguesias, com início às 15h00, no auditório da Escola Profissional, em Salvaterra de Magos. A formação estará a cargo de José Rosa do Egipto, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais. No encerramento dos trabalhos, pelas 18h00, participam José Sousa Gomes e Salomé Rafael.

“Verdes” contra concessão das águas no Cartaxo O Colectivo Regional de Santarém de “Os Verdes” lamenta, em comunicado, a adjudicação da concessão das águas e saneamento básico do Concelho do Cartaxo ao consórcio Aquália/Lena, que considera “mais um passo no preocupante caminho feito no sentido da privatização daquele que é um bem público fundamental à vida e que, como tal, deveria estar sempre à guarda exclusiva de entidades exclusivamente públicas sujeitas a controlo e escrutínio democráticos”. O prazo pelo qual foi feita a concessão, 35 anos, é no entender dos Verdes “o hipotecar, por um único executivo, eleito para apenas quatro anos, para vários mandatos e onerando várias gerações de autarcas, um serviço e um bem escasso e essencial às populações, a toda a actividade económica e ao ambiente, perdendo a capacidade de tomar as decisões relativas à água apenas guiado pelo interesse público colectivo, sujeitando essa gestão, antes pelo contrário, aos interesses privados do lucro”.

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Projecto “A Minha Rua”

Participação cívica sai à rua em Abrantes A Câmara Municipal de Abrantes aderiu ao projecto “A Minha Rua”, um sistema interactivo que permite aos cidadãos reportar ocorrências das ruas ou bairros onde vivem e sugerir melhorias à autarquia. “A Minha Rua” é um projecto de participação cívica, inserido no Programa Simplex Autárquico, disponível a partir do Portal do Cidadão: www.portaldocidadao.pt/ PORTAL/aminharua/ Permite o envolvimento activo do cidadão na gestão da sua rua ou bairro, comunicando as mais variadas situações relativas a espaços públicos: irregularidades na iluminação, limpeza de jardins, buracos nas vias ou nos passeios, veículos abandonados, recolha de lixo ou de electrodomésticos danificados, ruptura de condutas de abastecimento de água, entre outras e sugerindo melhorias directamente à Câmara Municipal. Com fotografia ou apenas

em texto, todos os relatos são encaminhados para a autarquia. Os cidadãos podem ainda assinalar directamente as ocorrências no mapa disponibilizado pelo sistema interactivo, escolhendo exactamente o local do facto que pretendem reportar à Câmara. Para melhor indicar o local da ocorrência, o cidadão pode re-

NOTAS SOLTAS Cartaxo

• A Eco-Cartaxo solicitou em tempos ao Executivo Municipal informações sobre eventuais obras a realizar na estrada que liga o Cartaxo ao Setil, sendo informada que as obras já se encontram devidamente legalizadas no seguimento de protocolos assinados com a Refer/CP, municípios de Coruche e Salvaterra, no sentido de dar nova vida à estação ferroviária do Setil. As obras passam pelo melhoramento do piso, eliminação de curvas, o que poderá levar ao abate de mais de cem árvores, na sua maioria sobreiros, pelo que a Eco-cartaxo manifestou sobre este assunto as suas preocupações. • As obras na estrada do Setil porém ainda não começaram. O lugar que outrora foi um entroncamento ferroviário, parece hoje uma estação (apeadeiro) fantasma. Há dias, pelas sete e meia da matina, houve necessidade de tentar apanhar o comboio para Lisboa, a fim de chegar cedo à capital. Ninguém nas bilheteiras e apenas três passageiros para seguirem para a linha do Norte. O TUC de regresso ao Cartaxo trouxe quatro passageiros, Mas a estrada, com as suas curvas apertadas tem os seus encantos bucólicos. Uma das vacas que pastoreava numa herdade próxima, largou a manada e veio pastar nas margens da estrada. Qualquer automobilista que um dia por ali circule, arrisca-se a ter caça grossa no pára-brisas, ou no tejadilho, do seu carro. • O Bloco de Esquerda (BE) detectou e levou ao conhecimento da população que o Município no seu pre-

correr ao mapa disponível no formulário, através de uma nova aplicação que utiliza a tecnologia Google Maps, designada de georeferenciação. Para o efeito, deverá seleccionar primeiro o distrito e município e, depois, clicar sobre o mapa onde poderá indicar exactamente o local do facto a que pretende referir-se. A

plataforma permite, ainda, consultar a evolução do tratamento dado ao caso, pelo que o cidadão é informado através de e-mail assim que a situação fica resolvida. Pretende-se que os cidadãos de Abrantes tenham, desta forma, um papel mais activo e mais participativo na resolução dos problemas locais.

enchimento de dados em relação à isenção da Derrama para empresas com volumes de negócios até 150.000 euros, colocou um zero no item de Derrama Reduzida, o que poderá ser entendido pela Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) como taxa nula. Recordese que na Assembleia Municipal de 30 de Novembro último, foi aprovada uma taxa de Derrama para 2010 de 1,35% para a generalidade das empresas a laborarem no concelho, excepto aquelas que não excedessem os 150.000 euros/anos, que ficariam isentas. O BE diz ainda que a Câmara deu informações às Finanças de não existirem isenções no concelho, antes dessa informação ter sido presente a uma sessão da Assembleia Municipal, como norma legal. A Câmara e a DGCI estão entretanto em comunicação para esclarecer cabalmente este assunto. • A gatunagem continua activa pela região. Desta vez de uma Quinta nas proximidades da Ereira levaram, pela calada da noite, dez gordos porcos. A pecuária, situada um pouco afastada do corpo central da Quinta, foi visitada sem barulhos e para azar do proprietário, já não foi a primeira vez que tal acontece. • O grupo do Cartaxo que em 20 de Março vai colaborar na acção “Limpar Portugal” conta já com 118 inscrições por via internet e mais 80 inscrições por vias directas. A comissão coordenadora local tem já identificadas e localizadas 104 lixeiras e zonas de despejos ilegais, tendo programado para o fim-de-semana de 20 e 21 do corrente mês todo o tempo disponível para percursos por todo o concelho, para catalogação e identificação final das lixeiras. Luís Montejunto

NOTAS SOLTAS Almeirim

Instituto do Sangue apela à participação de dadores Os dadores benévolos de sangue do país foram convidados para a urgente reposição de sangue nos hospitais, já que as reservas existentes apenas dão para um dia normal de ocorrências. Muitos hospitais tiveram que suspender intervenções cirúrgicas. O dramático apelo está já a ser atendido por dadores que ocorrem aos serviços de recolha. Recolha de sangue No Salão Nobre da Casa do Povo, a direcção do Grupo de Dadores de Sangue de Almeirim vai, brevemente, realizar uma das suas colheitas trimestrais, com a colaboração do INS e o apoio das entidades oficiais e privadas do Concelho. Novos parques de estacionamento O estacionamento de veículos na cidade tem merecido a boa atenção e preocupação dos Autarcas. Depois do Parque João Carlos Pereira da Silva, com capacidade para centena e meia de carros, a autarquia inaugurou recentemente um grande espaço de parqueamento com acesso por duas ruas (Rua Bernardo Gonçalves e Rua D. Gonçalo da Silveira). Os veículos pesados utilizam o parqueamento situado nas traseiras da fábrica da Compal e do Parque das Tílias. Almeirim dançou ao frio no Carnaval Um pouco por todo o País a população saiu à rua exibindo as suas fantasias. Em Almeirim, o tempo não colaborou com a dedicação e esforço humano e financeiro gasto na feitura, aquisição ou aluguer dos bonitos trajes. Um vento gélido, varreu todo o calor humano dos aplausos da população à rápida passagem dos mais arrojados foliões, que a pé, ao som das conhecidas músicas exibiam as suas danças e reduzido vestuário, enquanto os mais pequeninos dos jardins-de-infância, nas carrinhas, bastante agasalhados, foram vistos apenas de relance. Neste período carnavalesco, muitos foram os cidadãos que optaram pelos conhecidos e aquecidos Salões de Festas, para ali, jantar, dançar e em perfeito ambiente familiar e amizade, exibir os seus dotes artísticos, culturais e artísticos dos seus trajes. ‘Tolerância zero’ no acesso dos mais novos à Internet O uso do computador transformou-se numa preocupação para os pais ou educadores. Estudiosos e preocupados professores e investigadores, tentam informar os utilizadores dos perigos que correm, os que, de boa fé, navegam na procura de algo desconhecido. Se for mal utilizado, do simples e ingénuo clic, poderá surgir um pesadelo, que por vezes se transforma num campo minado, maldosamente aproveitado. Preocupado, o professor responsável pela utilização e ensino gratuito no Espaço Internet de Almeirim, na Biblioteca Marquesa de Cadaval, fez editar e distribuir um elucidativo programa, onde aconselha algumas regras básicas, livros a consultar e outras formas de despertar os progenitores, alunos e utilizadores da Net. União de Almeirim reúne-se em Assembleia-geral O União de Almeirim reúne dia 22, pelas 20h00, em Assembleia-geral, na sede do clube, para eleição dos novos dirigentes. O União de Almeirim atravessa hoje uma das maiores e mais graves crises financeira e directiva da sua já longa história. Faleceu José Pinhão Mocito Vítima de doença prolongada faleceu no passado dia 12, o técnico dos Serviços Florestais do Ministério da Agricultura e Pescas, José Pinhão Mocito. No funeral incorporaramse familiares, vários colegas e amigos, representantes de associações e clubes do concelho. O Correio do Ribatejo associa-se à dor da família enlutada. Missa dos matrimónios No próximo dia 25, a eucaristia das 21h00 é dedicada à celebração e bênção dos aniversariantes dos matrimónios do mês de Fevereiro. Nesta cerimónia especial participarão 38 paroquianas que têm como nome próprio Maria. O coro paroquial participa no evento. ‘Amar, Noivar e Casar’ na Biblioteca Marquesa do Cadaval No Átrio da Biblioteca Municipal a exposição “Amar, Noivar e Casar” deslumbra-nos com os vestidos de noiva expostos. Verdadeiros tesouros, onde a alta-costura e a habilidade da humilde costureira do povoado se misturam. Neste mundo egoísta e desumanizado, esta exposição é um hino ao amor, á entrega sem limites, na construção da família. A exposição está patente ao público até ao fim do mês. Hermenegildo Marmelo PUB

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CORREIO DO RIBATEJO

CORREIO DE HÁ 50 ANOS A récita dos finalistas do Liceu

CORREIO CENTENÁRIO

Cinematographo Lumièr-Pathé Junto do edifício do Seminário, em frente do passeio da Rainha, está-se procedendo á installação da barraca onde deve começar a trabalhar, muito brevemente, este cinematographo, que desde muito se estava fazendo desejado na nossa terra pelos amadores d’este genero de diversão que não é pesada á algibeira e sempre agradável á vista e ao espírito. O empresário conta dar-nos os mais modernos e primorosos trabalhos em fitas artísticas, trazendo-nos da capital tudo quanto ha de melhor e mais palpitante n’este genero. Oxalá não se faça esperar a sua abertura, pois a vida não vae a matar e as noites cada vez parecem mais compridas.

ANÚNCIO DA SEMANA

Conforme foi noticiado, realizou-se no passado sábado, dia 13, a récita dos alunos finalistas do Liceu Nacional de Santarém. A primeira parte foi preenchida com a interpretação da comédia «Novos e Velhos» de Lino Ferreira, Fernando Santos e Almeida Amaral. Como habitualmente, a peça foi ensaiada pelo distinto amador de teatro, sr. Carlos Mendes. Antes de subir o pano, o finalista António José Tavares veio ao proscenio dirigir algumas palavras de despedida e saudação ao ilustre corpo docente do Liceu, aos seus pais e colegas. Na interpretação da peça intervieram os seguintes alunos: Lívia Maria Sollas, Maria Adélir Gonçalves, Maria Odete da Silva, Ana Maria Santos, Delfina Matias Roque, Gláucia de Castro Varzielas, Maria Eduarda Brogueira, José António da Cruz, Victor Manuel de Carvalho, Casimiro Santos, António Caetano, José Manuel Henriques, Júlio Manuel Pratas, Carlos Eduardo Rebelo, Vicente Carlos Batalha e Telmo Augusto da Silva. Ponto, João Maria P. Belchior; contra-regras, Angelo Maurício Fernandes e José Maria Magro André. Todos os intérpretes procuram fazer o seu melhor, tendo resultado um desempenho equilibrado e de agrado geral. Justo é, no entanto, destacar o tabalho do personagem Adrião, interpretado pelo finalista Vítor Simões de Carvalho, e o de Gertrudes servido pela aluna Lívia Maria Sollas. No final, o público aplaudiu demoradamente, fez uma chamada ao ensaiador e ao ponto e a 1.ª parte terminou com a entrega de ramos de flores à esposa do sr. reitor e ao sr. Carlos Mendes. A segunda parte foi preenchida por um curto acto de Variedades, apresentado por João Manuel Ribeiro, e por Humberto R. Duque, que foi também o animador. O conjunto de violas, constituído por António José Tavares, José Nunes, Valter Edmundo Bastos, José Manuel Henriques e Carlos Velez, acompanharam alguns números de canto interpretados por Telmo Augusto Silva. Armando Barreira disse o monólogo «Estudante Alsaciano». O espectáculo terminou com a tradicional serenata, a meia luz e com todos os finalistas em cena. A’ guitarra estiveram, José Nunes, Vitor Manoel e Luiz António; e à viola António José Tavares; cantaram António d’Oliveira e Victor Melancia. * Em virtude de se ter esgotado a lotação do Teatro e haver muitas pessoas interessadas em assistir a esta récita, resolveu a Comissão Organizadora repiti-la na próxima 4.ª -feira, dia 24.

ANÚNCIO DA SEMANA

In: Correio da Extremadura de 19 de Fevereiro de 1910

In: Correio do Ribatejo de 19 de Fevereiro de 1960

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Nos 100 anos da República

Arquivo de José Relvas vai ser digitalizado São 12 os volumes que reúnem os recortes de jornais e revistas meticulosamente organizados pelo homem que proclamou a República em 5 de Outubro de 1910, José Relvas, e que retratam o período que antecedeu a queda da monarquia. Os volumes, intitulados “Questões Políticas e Económicas”, guardados na biblioteca da Casa dos Patudos, que Relvas mandou construir no início do século XX em Alpiarça, vão ser digitalizados com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), com o objectivo de serem disponibilizados online. “É um investimento importante, porque são elementos frágeis que correm muitos riscos. Ainda bem que é possível salvaguardar e sobretudo divulgar o que está aqui de boa informação sobre aquele período histórico”, disse à agência Lusa João Bonifácio Serra, historiador e coordenador da Casa Museu dos Patudos. José Relvas “era um homem extremamente cuidadoso, seleccionava documentos que guardou” permitindo agora reconstituir aquela época, disse o também professor da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (Instituto Politécnico de Leiria) e membro do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Universidade Nova de Lisboa). Os 12 volumes guardam recortes de jornais e revistas publicados entre 1906 e 1909, terminando em Abril desse ano, quando Relvas foi eleito para o directório do Partido Republicano. Os documentos reunidos nesta colecção por José Relvas ilustram a visão sobre a situação política em que se empenhou, em particular a luta dos produtores de vinho ribatejanos contra o decreto do ditador João Franco que protegia os vinhos licorosos do Douro. O ano mais profusamente documentado, em volumes que Relvas anotava e marcava, é o de 1908, com destaque para o que a imprensa publicou sobre o regicídio. Mário Pereira, presidente da câmara municipal de Alpiarça, disse à Lusa que, além da digitalização des-

Livros sobre vinicultura da Biblioteca de José Relvas

tes documentos, o apoio dado pela CNCCR (12 mil euros) destina-se ainda à publicação da correspondência política e diplomática trocada entre José Relvas e Augusto de Vasconcelos, que lhe sucedeu como ministro plenipotenciário em Madrid. Nesse âmbito está ainda programada, em conjunto com a câmara municipal de Viseu, a publicação da correspondência trocada com Almeida Moreira, professor e crítico de arte que criou o Museu Grão Vasco naquela cidade, e uma exposição sobre a ligação da família de José Relvas àquela zona da Beira Interior. Confessando que herdou estas iniciativas da autarquia anterior, Mário Pereira disse à Lusa que o actual executivo autárquico quer complementar a comemoração do centenário da República no concelho com acções que, por um lado, envolvam a população e, por outro, sirvam para um reconhecimento nacional de José Relvas e da casa e do património que legou ao município. A Casa dos Patudos encontra-se em obras (o que pode limitar a realização de acções naquele espaço), que visam evitar a degradação de um dos exemplares mais significativos da obra do arquitecto Raul Lino, melhorar o circuito expositivo e criar um Centro de Documentação e Investigação, aproveitando o enorme acervo documental deixado por José Relvas.

A voz de “Viva a República” Na manhã de 5 de Outubro de 1910 a voz que gritou “Viva a República” da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa, era a de um homem habituado a liderar comícios e dirigente influente do Partido Republicano. José Mascarenhas Relvas, nascido na Golegã em Março de 1858, foi o “escolhido” para proclamar a República porque era um dos dirigentes “mais antigos” do directório do Partido Republicano, lavrador abastado que granjeou prestígio nacional, sobretudo enquanto líder associativo dos agricultores ribatejanos.

João Bonifácio Serra, historiador e coordenador da Casa dos Patudos, legada por José Relvas ao município de Alpiarça, destaca ainda outro facto: Relvas integrou a missão que em Julho/Agosto de 1910 foi a França e Inglaterra “avisar os governos desses países de que a revolução republicana estava iminente em Portugal”. Para João Serra, o que singulariza José Relvas é que este não aderiu ao Partido Republicano “por uma questão meramente ideológica ou por simpatia, mas para fazer uma revolução”. “Não tem tempo para esperar que as coisas evoluam. Tem uma posição críti-

ca da monarquia e vai pôr a sua influência, a sua capacidade económica, a sua rede de conhecimentos, os seus dotes como orador ao serviço da revolução. Isso faz com que ele seja uma figura central no 5 de Outubro”, disse o historiador à agência Lusa. José Relvas aderiu ao Partido Republicano já numa fase avançada da vida (perto dos 50 anos), no contexto da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D . C a r l o s , do ministro João Franco, oferecendo-lhe a ditadura, “o que gerou um fortíssimo movimento de contestação política”. No Ribatejo, Relvas dirige comícios de grande dimensão, liderando o descontentamento dos agricultores ribatejanos pelas medidas de protecção ao vinho licoroso do Douro que prejudicavam uma região que “tinha afirmado o seu potencial de produção depois da crise da filoxera (1884)”. João Serra acrescenta ainda outro elemento, o facto de José Relvas ser “a primeira figura de proa” da “ala conservadora revolucionária” do Partido Republicano, que se agrupa em torno do jornal A Luta. Ao contrário do previsto pelo partido, que tinha determinado que os seus dirigentes não podiam pertencer ao Governo, José Relvas acaba por assumir a, crucial, pasta das Finanças, sendo ele o responsável, nomeadamente, pela introdução da reforma monetária que criou o escudo. Este Governo, que deve-

Casa dos Patudos que Relvas mandou construir no início do século XX em Alpiarça

ria ter sido de transição para preparar eleições, “foi exactamente o contrário”, tendo feito “o essencial de todas as grandes reformas jurídicas e financeiras”, sublinha o historiador. José Relvas voltou a ser chamado pelo primeiro Governo Constitucional, liderado pelo seu grande amigo João Chagas, para o cargo de ministro plenipotenciário em Madrid, uma embaixada “política” e “extremamente delicada” no contexto ibérico da relação com a monarquia espanhola. É em divergência política com o Governo, pela lei que impede a acumulação de funções, que José Relvas regressou a Portugal em finais de 1913 para assumir o seu lugar no Senado, por entender que a sua legitimidade vinha do cargo para o qual havia sido eleito. Acabou por resignar em 1915, dedicando-se aos seus negócios no contexto complicado da I Guerra Mundial. Foi ainda chamado a formar Governo, em 1918, tendo cumprido nos três meses que durou o executivo os objectivos de integrar Portugal nas negociações de paz e “criar um quadro de pacificação nacional que permitisse realizar eleições, o que aconteceu”. José Relvas tentou ainda federar as direitas num único partido que fizesse alternância com o Partido Democrático, mas falhou, tendo regressado em definitivo aos Patudos, onde faleceu em 1929, com 71 anos, deixando os seus bens ao município de Alpiarça.


efeméride

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Um Capítulo de História

O 31 de Janeiro – A Revolta do Porto (Conclusão) A attitude de opinião europeia não fazia senão estimular o zelo do patriotismo nacional, subitamente despertado. Por toda a parte, o procedimento da Inglaterra era violentamente condemnado, e pela primeira vez, havia muitos annos, Portugal encontrou-se, embora mercê do seu infortunio, n’uma evidencia sympathica, de que os portuguezes, até então esquecidos no seu recanto occidental, ingenuamente se orgulharam. Em Madrid, mais de 6.000 bilhetes, representando individuos de todas as classes sociaes, eram entregues, em demonstração de sympathia, na legação de Portugal. A Sociedade de Geographia de Hespanha, enviava a todas as associações congeneres da Europa, uma mensagem advogando a causa dos direitos portuguezes. Havia ainda esperanças de arbitagem, as agencias telegraphicas informavam que os gabinetes italiano e austriaco estavam unindo os seus esforços aos do governo da Alemanha, para obter de lord Salisbury que fosse mais conciliador para com Portugal. No parlamento hespanhol, o deputado republicano Raphael Maria de Labra erguia a sua voz eloquente em favor da causa portugueza. No parlamento italiano, o deputado

Mazzlein perguntava a Crispi como entendia intervir na questão. O ministro dos negocios estrangeiros de França, sr. Spuller, era por seu turno, interpellado no mesmo sentido pelo deputado Jules Gallard. Na propria Inglaterra reprovava-se o procedimento do governo de lord Salisbury. O Star, orgão de Gladstone, abertamente condemnou-o. (1) Um outro periodico inglez, o Bradford Observer, publicou um verdadeiro protesto contra o atropello de que Portugal tinha sido victima. (2) Na assembleia annual da camara do commercio de Manchester, um dos assistentes, M. Rasdex, declarou que o conflito com o governo portuguez teve por origem o procedimento «violento, deshonesto e arbitrario» do governo inglez. A imprensa franceza, pela voz dos seus orgãos mais moderados, como o Journal des Dabats e o Temps,, qualificava de «descarado, brutal e cynico», o acto do governo inglez. O Imparcial, de Madrid, perguntava: «Expiará a Grã-Bretanha algum dia este feito e outros analogos?» Como nos dias do infortunio polaco e da Grecia ameaçada, o espirito generoso de todos os advogados do Direito se levantou a favor de Por-

tugal e dos portuguezes. Mas uma das mais violentas causas de sobreexcitação publica foi a linguagem da imprensa portugueza, que poucas vezes terá sido tão poderoso instrumento de paixões populares. Na sua primeira hora de colera, a opinião encontrou-se secundada e estimulada por todos os principios, todos os partidos e todas as individualidades, mesmo por aquellas que pareciam estar mais divorciadas d’ella. Os orgãos mais moderados da imprensa de Lisboa e dirigidos pelos homens politicos menos empenhados em ateiar a chamma do grande incendio que lavrava, contribuiam, a par dos orgãos republicanos, para augmentar a excitação dos espíritos. O partidarismo, inspirando, mesmo n’essa hora de perigo para a causa conservadora, ora os regeneradores, ora os progressistas, produzia, por outro lado, documentos, como um supplemento á Gazeta de Portugal, orgão official do partido regenerador, publicado no dia 11 de Janeiro, e no qual, se excitava a opinião, isto é, a rua, a fazer justiça summaria aos indivíduos do gabinete progressista. (3) A scisão entre a corôa e a nação, que coincidiu com as primeiras agitações do espirito publico, tornou-a mais

profunda o governo regenerador, oppondo-se ás expansões do sentimento nacional, por formas, que logo se reconheceu não terem unicamente em vista salvaguardar a ordem ameaçada, mas mais expressamente contrariar o proprio sentimento da nação. Dir-se-hia e assim era, com effeito, que o governo não via com bons olhos as demontrações populares, não porque ellas pozessem em perigo serio o socego das ruas, mas porque não eram de molde a chamar a Inglaterra a sentimentos conciliadores. Effectivamente, o gabinete Serpa Pimentel e o seu ministro dos estrangeiros, Hintze Ribeiro, não tinham então outro objectivo que não fosse o de chegar com o governo britannico, a um accordo, que pozesse termo á situação instavel em que haviam ficado as relações entre os dois paizes, depois da especie de rompimento do ultimatum. Foi obedecendo a esta ordem de ideias que o governo se lançou no caminho das repressões. Só mais tarde, em vista dos cada vez mais profundos antagonismos que se levantavam entre a corôa e a nação e da crescente força do partido republicano, é que elle se decidiu a organisar uma resistencia mais seria, visando então a exclusiva de-

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feza do trhono e das instituições. Em Fevereiro renovam-se em Lisboa, mas com maior intensidade, os tumultos que assignaram os dias do mez de Janeiro anterior. O governo prohibe um comício que devia realisar-se n’esse dia, no recinto do Colyseo, e prohibe igualmente uma manifestação patriotica, que se propunha depor uma corôa na estatua de Camões. As demonstrações nas ruas são assignaladas por grande numero de prisões; Manuel d’Arriaga e Jacintho Nunes, entre outros cidadãos, são levados para bordo de navios de guerra. O governo prohibe os espectaculos, faz aprehender jornaes, dissolve a Camara Municipal e a Associação Academica. Por fim, entra em conflito com a commissão da Subscripção Nacional. A sua impopularidade não pode ser maior. Entretanto, os animos parecem serenar. Está-se na expectativa do tratado, sobre o qual já correm boatos inquietadores. Na primeira d’esse anno (7 de abril), a opinião foi sobressaltada pela publicação dos primeiros decretos em dictadura, firmados por Lopo Vaz, ministro da justiça, e restringido consideravelmente a liberdade de pensamento e o direito de reunião. No mesmo mez, reorganisam-se as guardas municipaes de Lisboa e Porto. Reconhece-se que o pensamento do governo é defender a corôa e o regimen politico. Opera-se assim uma sensivel

transformação nos costumes politicos portuguezes, que deixam de ser benignos, como antes da convulsão publica de Janeiro, para passarem a ser, de parte a parte, intolerantes. D’um lado fica a monharchia, com a sua velha alliada, a Inglaterra, que não quiz repudiar. Do outro lado, fica a nação, contra a Inglaterra e contra a monarchia. E’ d’este antagonismo que vae sahir a revolta do Porto.

Vida” e publicou A Legítima. Em 1890, publicou Finis Patriae e foi eleito deputado pelo círculo de Quelimane. Dois anos depois publicou Os Simples e em 1896, A Pátria. Nesse ano partiu novamente para Paris. No início do século XX, deixou Vila do Conde onde residia desde 1903 para se fixar no Porto (1905). Entretanto, publicou Oração ao Pão (1902), Oração à Luz (1904). Em 1908, foi candidato do Partido Republicano pelo Porto e com a Implantação da República em 1910 foi nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa na Suíça cargo do qual se demitiu quatro anos depois. Nos seus últimos anos de vida publicou Pátria (1915) e Prosas Dispersas (1920). Ao longo da sua vida foi acusado por muitos de ter contribuído para a queda da monarquia, tendo o seu ateísmo coleccionado inimigos. No entanto, os seus poemas de carácter panfletário foram

determinantes para época em que viveu. O poeta morreu em Lisboa a 7 de Julho de 1923 após se ter convertido ao Catolicismo. João Arruda possuía na sua biblioteca a 2.ª edição de Finis Patriae datada de 1891. A obra dedicada “à mocidade das escolas” e introduzida por Oliveira Martins revelava a indignação vivida pela sociedade portuguesa em consequência do Ultimatum inglês de 1890. Guerra Junqueiro defendeu uma posição anticlerical e anti-monárquica que se faria sentir na Revolta de 31 de Janeiro de 1891 no Porto perante a crise nacional que afectava o orgulho português e acentuava o descrédito das instituições monárquicas. Neste período Guerra Junqueiro também escreveu a “Canção do Ódio” que foi musicada por Miguel Ângelo Pereira. Teresa Lopes Moreira

————— O Star expremia-se assim: « Se Portugal fosse um covil de piratas chinezes, habituados a torturar os seus prisioneiros, em vez de ser como é tradicional alliado europeu da Grã-Bretanha,não seria decerto tratado por esta, com mais summario processo, nem com mais arbitraria brutalidade». (2) «A parte britannica das negociações – escrevia esse jornal – foi tratada com um espirito, que se tivesse sido usado para com uma grande potencia, haver-noshia envolvido infallivelmente n’uma guerra, e n’uma guerra em que, demais, os observadores neutraes teriam sido compellidos a considerar-nos como aggressores de proposito deliberado». (3) Linguagem do supplemento: «Mas os traidores e os cobardes teem o seu castigo n’este mundo». «As circumstancias são graves». «Não é possível esperar, ou contemporisar por mais um instante». «Portugal difficilmente pode recuperar a sua situação antiga, depois do que se passou; mas ao menos, que o mundo inteiro saiba que se fez justiça a essa gente sem brio e sem sentimentos, que assim destruiu e enfraqueceu a sua patria». «Que se faça justiça a essa gente e que não haja demoras, nem delongas». (1)

A Biblioteca de Virgílio Arruda Junqueiro, Guerra, Finis Patriae, Porto, Empreza Litteraria e Typographica Editora, 1891.BMS: FL 9641 B – RES “É negra a terra, é negra a noite, é negro o luar. Na escuridão, ouvi! Há sombras a falar.”1 Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Ligares, Freixo de Espada à Cinta a 17 de Setembro de 1850 e era filho do abastado lavrador e comerciante José António Junqueiro e de Ana Guerra que faleceu quando ele tinha apenas três anos. Depois de estudar em Bragança veio a matricular-se, em 1866, no curso de teologia na Universidade de Coimbra. A falta de vocação religiosa levou-o a optar pelo curso de direito que terminou em 1873. Na cidade de Coimbra, iniciou colaboração em A Folha, do poeta João Penha, da qual chegou a ser redactor, onde estabeleceu contactos com escritores e po-

etas da Geração de 70. Em 1864, escreveu Duas Páginas dos Catorze Anos e três anos depois Vozes sem Eco. A sua produção literária continuou com Baptismo de Amor (1868) preambulado por Camilo Castelo Branco, Vitória da França (1870), À Espanha Livre (1873) onde homenageou a proclamação da República naquele país, A Morte de D. João (1874), O Crime (1875), a propósito do assassínio do alferes Palma de Brito, Aos Veteranos da Liberdade (1875), Contos para a Infância (1875), Tragédia Infantil (1878), A Musa em Férias (1879) e O Melro (1879) que veio a ser incluído na obra A Velhice do Padre Eterno (1885) fortemente contestada pelo clero. Na época, Guerra Junqueiro foi apontado como um dos mais esperançosos poetas da sua geração. Com a sua mudança para Lisboa passou a colaborar com A Lanterna Mágica, a partir do primeiro número, (1875) juntamente com Ra-

fael Bordalo Pinheiro. Posteriormente, publicou poemas e o conto Na Feira da Ladra no jornal Diário de Notícias. Guerra Junqueiro foi nomeado secretário do Governo Civil em Angra do Heroísmo (1878) e posteriormente em Viana do Castelo (1879). Nesse ano aderiu ao Partido Progressista e um ano depois foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo círculo de Macedo de Cavaleiros. A 10 de Fevereiro de 1880 casou com Filomena Augusta da Silva Neves. Desta união nasceram as filhas Maria Isabel (1880) e Júlia

(1881). Em 1885, tornou-se simpatizante do movimento “Vida Nova”. No final da década de 70, viajou até Paris para onde voltou a partir em 1887. No ano seguinte, associou-se ao grupo “Vencidos da

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opinião

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Segundo dados divulgados pela DirecçãoGeral do A. Pena Monteiro E n s i n o Superior1, reportados a 31 de Dezembro de 2008, num universo de 8.181 docentes, no ensino superior politécnico, 35 tinham habilitação ignorada e os demais a seguinte habilitação: 49 décimo segundo ano ou menos, 30 Curso de Especialização Tecnológica, 111 Bacharelato, 2.796 Licenciatura, 73 Pós-Graduação, 3.602 Mestrado e 1.485 Doutoramento. Compreendendo então2 a carreira do pessoal docente deste subsistema de ensino superior as categorias de assistente, professor-adjunto e professor-coordenador, aos que objectem que esta listagem incluí os encarregados de trabalhos, dir-se-á a inclusão na mesma de 312 encarregados de trabalhos, dos quais 52 habilitados com Bacharelato, 238 com Licenciatura, 4 com PósGraduação e 18 com Mestrado. Acrescente-se ainda a existência de 55 docentes com funções de assistente, de 76 docentes com funções de professor adjunto e de 7 docentes com funções de professor coordenador que não estão habilitados com grau académico, ou seja que não são titulares de licenciatura. E nesta contagem não se incluem os 15 docentes em funções de assistente, os 17 docentes a exercerem funções de professor adjunto, os 2 docentes com funções de professor coordenador e o docente com funções de professor provisório (?) cujas habilitações são ignoradas. Mas porque teremos de começar sempre, ou quase, pelo princípio, no ensino superior politécnico os corpos docentes são constituídos por docentes da carreira, cujo recrutamento é por concurso, mas em que a lei3 facultou a nomeação de professores sem a precedência de procedimento

Estamos em épocas carnavalescas, altura de desfiles d e Maria Fernanda Barata máscaras, de festas ao gosto de todos os foliões e, porque não dizê-lo, de muitos fingimentos, de muitos atropelos duvidosos e de outras coisas mais. Mas, como é Carnaval “nada parece mal”, segundo diz o nosso bom povo, sempre sabedor em todas as ocasiões.

Repensar Santarém

De regresso ao ensino politécnico - a tenure, o ensino de excelência ou a excelência do ensino... concursal, e por docentes especialmente contratados, ou seja aqueles docentes contratados fora carreira do pessoal docente como equiparados a categorias desta carreira, cuja contratação é precedida de um convite. Mas também nas contratações de docentes como equiparados se verificam excepções. Porquanto, existem casos de docentes que ingressaram na carreira, por concurso, com a categoria de assistentes e que, findo o 2º triénio nesta categoria, foram contratados como equiparados, a categorias desta carreira, quer tivessem habilitação para o acesso à categoria de professoradjunto (Mestrado) quer não tivessem logrado obter essa habilitação... Num ensino superior politécnico que já anunciava4 doutoramentos em parcerias com universidades, este é o panorama da habilitação dos seus docentes, em resultado do seu recrutamento, vinte e sete anos volvidos sobre a aprovação do estatuto da carreira do seu pessoal docente, em que os interesses instalados foram conducentes a uma menor qualificação académica. No dia 1 de Setembro de 2009 entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 206/2009 de 31/8 que aprovou o regime jurídico do título de especialista, previsto na Lei n.º 62/2007 de 10/9. No âmbito do ensino politécnico é concedido o título de especialista que comprova a qualidade e especial relevância do currículo profissional numa determinada área, e releva para efeitos da composição do corpo docente das instituições de ensino superior e para a carreira docente do ensino superior politécnico5. O título de especialista

faculta a possibilidade de acesso às categorias de professor adjunto e de professor coordenador, equivalendo ao grau de doutor no acesso à categoria de professor adjunto, sendo a sua titularidade privilegiada, em detrimento do grau de doutor, no acesso à categoria de professor coordenador6. Na mesma data, entrou também em vigor o Decreto-Lei n.º 207/2009 de 31/ 8 que altera o Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 185/81 de 1/7, e alterado pelo Decreto-Lei n.º 66/88 de 3/3. No regime de transitório instituído no Decreto-Lei n.º 207/2009 de 31/8, os actuais professores coordenadores e adjuntos - independentemente do seu grau académico, e no ensino superior politécnico não há carência de professores coordenadores e de professores adjuntos cujo grau académico é o mestrado ou a licenciatura - transitam sem outras formalidades para o contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, ficado os que não tinham nomeação definitiva em período experimental findo o qual, beneficiam de um estatuto reforçado de estabilidade de emprego - tenure- de que não beneficiam os futuros professores adjuntos, ou seja os professores adjuntos que têm de ser titulares do grau de doutor ou do título de especialista, ou os que, excepcionalmente7 não o sendo, cessam a relação jurídica de emprego público se não obtiverem o grau de doutor ou o título de especialista. A tenure é um estatuto reforçado de estabilidade de emprego que se traduz na

garantia da manutenção do posto de trabalho, na mesma categoria e carreira ainda que em instituição diferente, nomeadamente no caso de reorganização da instituição de ensino superior a que pertencem que determine a cessação das respectivas necessidades; ou seja, a tenure é um privilégio que assiste estes professores traduzida na garantia da manutenção dos seus postos de trabalho, na mesma categoria e carreira, ainda que a instituição responsável pelo seu recrutamento seja extinta; circunstância em que esses postos de trabalho serão assegurados noutras instituições de ensino superior politécnico, independentemente da necessidade destes professores nessas outras instituições. A redacção do artigo 5º, n.º 4, alínea c), do DL 207/ 2009 de 31/8, estatui a tenure para os actuais professores coordenadores e adjuntos concluído o período experimental, e sendo esta expressamente estipulada para os actuais professores-coordenadores de nomeação definitiva pelo n.º 2 deste artigo 5º, no que aos actuais professoresadjuntos de nomeação definitiva respeita o que se poderá dizer é que há uma lacuna na lei, ao que se poderá acrescentar que se resolve nos termos do artigo 10º do Código Civil. Mas quais as razões que levaram o legislador, o anterior Governo, a conferir a tenure a professores que não reúnem os requisitos para o exercício dessas funções. Naturalmente, o objecto desta questão não é o interesse destes professores, porque esse é perceptível, quem não gostava de ter a garantia de que para si haverá sempre um lugar bem

remunerado8 em que, caso opte pelo regime da exclusividade, aufere ainda do benefício de ter essa remuneração aumentada em cerca de 33%. A questão é qual o apport destes professores para o ensino superior politécnico público que em caso algum deles pode prescindir. Ou questionando de outro modo, que necessidade outras instituições de ensino politécnico, que não as de origem destes professores, deles têm...? Acresce que estes professores vão ocupar lugares noutras instituições de ensino politécnico que podiam ser ocupados por quem se qualificou para a docência neste subsistema do ensino superior. Sendo a tenure um estatuto reforçado de estabilidade de emprego corporizado na garantia da manutenção do posto de trabalho, na mesma categoria e carreira ainda que em instituição diferente; mais sendo esta um benefício absolutamente excepcional, a mesma devia ser conferida aos professores que reunissem os requisitos para o exercício dessas funções no ensino superior politécnico, ou seja ao requisito da categoria na carreira devia cumulativamente ter-se adicionado outro, o grau académico de doutor ou título de especialista. Mais, a tenure devia ter sido atribuída, em situação de igualdade, a todos os professores que se qualificam para a docência neste subsistema do ensino superior. Em boa hora, no início da presente legislatura, foi requerida a apreciação parlamentar do Decreto-Lei n.º 207/2009 de 31/8; a tenure é uma questão candente, mas há outras...

—————— NOTAS: 1 "Análise de todos os Docentes em 2008 por Categoria”, INDEZ2008, Direcção-Geral do Ensino Superior. 2 Artigo 2º do Decreto-Lei n.º 185/81 de 1/7, na redacção anterior à dada pelo Decreto-Lei n.º 207/ 2009 de 31/8. 3 Regime de instalação dos estabelecimentos de ensino superior politécnico, DL n.º 513-L1/79 de 27/ 12, alterado pelo DL n.º 131/80 de 17/5. Estabelecendo o Despacho n.º 130/80 publicado no DR, 2ª Série, n.º 116, de 20/5/08, que nas nomeações de professores licenciados ou diplomados com curso superior equivalente, feitas ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 25º, fosse dada preferência sucessivamente a individualidades habilitadas com: a) Doutoramento ou equivalente; b) Mestrado ou equivalente. 4 Suplemento Ensino de O Mirante, página 5, edição de 3 de Julho de 2008. 5 Artigo 48º da Lei n.º 62/2007 de 10/9, e artigo 3º do DL n.º 206/ 2009 de 31/8. 6 Artigo 19º do DL n.º 185/81 de 1/7, na redacção dada pelo DL n.º 207/2009 de 31/8. Aos concursos para o recrutamento de professores coordenadores podem apresentar-se os detentores do grau de doutor obtido há mais de cinco anos na área para que é aberto concurso ou do título de especialista na mesma área. 7 Artigo 9º do DL 207/2009 de 31/8. 8 Um professor coordenador, sem agregação, auferia o vencimento da letra B, e renunciando ao desempenho de outras funções, públicas ou privadas, auferia um subsidio complementar correspondente a 35% de letra de vencimento, artigo 35º do DL 185/81 de 1/7 e tabela anexa. O DL 145/87 de 24/3 estabeleceu que os vencimentos do pessoal docente do ensino superior politécnico em regime de dedicação exclusiva se calculavam em função do vencimento dos professores catedráticos e que os seus vencimentos em regime de tempo integral correspondiam a dois terços do vencimento para as respectivas categoria quando em dedicação exclusiva. Um professor coordenador, sem agregação, em regime de exclusividade, passou então a auferir 86% de vencimento de um professor catedrático. O DL 408/89 de 18/11 aprovou as escalas salariais para o regime da dedicação exclusiva, correspondendo as remunerações em tempo integral a dois terços dos valores fixados para as respectivas categorias, e fixou a transição dos docentes para as categorias e escalão, e a progressão nas categorias, por mudança de escalão.

O Carnaval ao gosto de cada um BAÚ DE RECORDAÇÕES E agora, este bom povo, que somos todos nós, desde professores, médicos, agricultores, engenheiros, empresários, enfim todos os restantes profissionais, in-

cluindo a profissão de palhaço (artista de circo que muito admirei e ainda admiro) estamos condenados a ouvir um palavreado grosseiro que nos envergonha e humilha. A Liberdade é uma palavra mágica que não condiz com a violência verbal ofensiva, quer seja dirigida a fracos ou a poderosos, a ricos ou a pobres. Considero que a violên-

cia verbal traduzindo insultos inadmissíveis, é sempre condenável e inaceitável e ainda mais maldosa do que a violência física. De qualquer forma, tanto uma como outra, traduzem apenas maldade e vingança. No nosso lindo País, onde a Liberdade não é uma palavra vã (lembremo-nos da didatura que nos oprimiu durante décadas) ouvem-se palavras que soam muito

mal aos ouvidos das pessoas tolerantes e verdadeiramente democráticas. A prática democrática não é fácil para muita gente, que não conseguiu ultrapassar velhos conceitos do “antigamente”. Assim, atiram-se a tudo o que lhes é contrário, com desusada violência, porque podem fazê-lo, uma vez que a Democracia é tolerante e respeitadora da Liberdade,

que não está em causa na nossa sociedade. Porque é Carnaval (estou a escrever este modesto artigo no domingo “gordo”) acho que certas palavras indesejadas não passam mesmo dum jogo de Carnaval. Um cumprimento ao leitor. ———— Nota: No Baú de Recordações anterior está escrito “compartilhar-mos”, quando, em bom português, deveria estar compartilharmos. Pelo erro as nossas desculpas.


opinião

Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Fugindo à confusão do Ano Novo Chinês, mais uma vez me reCândido de Azevedo fugiei na praia de Tai Muang, na Tailândia, conhecida pela alvura das suas areias e cristalinas águas. À minha frente o Mar de Andaman, na imensidão do Golfo de Bengala. O rebentar das ondas trazme à memória histórias da minha infância, histórias bonitas e então… dou comigo a relembrar as histórias do herói Sindbad, o marinheiro, que navegando por estas águas, sempre em buscas de novas aventuras e tesouros perdidos, passa a vida em permanente luta contra ladrões, traidores e ….sempre envolvido em algum romance. Mas estas águas, outrora, foram também dominadas por alguns capitães portugueses, valorosos comandantes e conselheiros militares, ao serviço do Império Português. O primeiro deles foi Duarte Fernandes,

Portugueses no Oriente

O País continua entretido. Todos se queixam que está mal, mas António Madeira d e f a c t o ainda não se sente que de facto esteja mal. Neste momento que vos escrevo a malta anda entretida a ver o Sol. Esperamos que não fiquemos todos cegos ao ver tanto Sol. Como se não soubéssemos que sempre existiram coisas menos claras. A malta está admirada. Parece que sem o Sol para nos iluminar, ninguém via nada. Como se não houvesse outros sinais de luz. Um administrador J a ganhar milhões de euros anuais, só agora é que sabemos??? Não acredito… Por causa do Sol, o PSD passou da penumbra de um candidato apenas, para uma luta entre vários, já temos três e certamente outros existiriam, mas já não têm tempo para se prepararem, pois as eleições vão ser já para o mês que vem. A estrela solar é de facto importante, torna as coisas claras e por causa do Sol já cheira a poder no PSD. Então é vê-los a acotovelaremse. Quem ficar em primeiro, provavelmente terá o Poder no colo, sem fazer nada. Será? Estranho que apesar do Sol, os partidos da oposição não coloquem uma moção de censura já. Terão medo das eleições ou estão a preparar “as armas”? Esquisito, não é? Afinal o Sol queimou com força o inimigo, que está completamente escaldado,

Para onde vamos?

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Piratas, aventureiros e malfeitores: os de ontem e os de hoje... Como o Cícero, de ontem, perguntarão os portugueses, já não a Catilina, mas a estes novos piratas e aventureiros de hoje: “quousque tandem abutere, patientia nostra? que enviado por Afonso de Albuquerque, logo após este tomar posse de Malaca a 24 de Agosto de 1511, estabelece relações amigáveis com o rei de Sião (Tailândia), comprovando as qualidades diplomáticas de Albuquerque. O rei siamês Tibodi II recebe amigavelmente aquele enviado português e até autoriza a fundação da primeira feitoria em terras siamesas (meramente para fins comerciais, pois Malaca dependia do arroz que vinha do Sião), e a liberdade de evangelizar. Em troca pedia armas, munições e homens capazes de manusear estas técnicas militares demasiado avançadas para o exército tailan-

dês, em guerra com Chiangmai, reino a Norte de Ayuthia, a bonita capital. O pacto firmado com Portugal trouxe muitas vantagens ao povo siamês, que com a nossa ajuda militar, consegue derrotar outro povo inimigo, os Birmaneses, que teimavam em atacar a capital. Assim outros capitães se destacaram no Golfo de Bengala. Permito-me referir aqui Martim Afonso Jusarte, Diogo Pereira (defensor da capital e amigo de S. Francisco Xavier), Domingos de Carvalho e Manuel de Mattos, sendo estes dois últimos eleitos, na segunda década do século XVI, fidalgos da Casa Real, pela bravura demonstrada

nestas águas. Mas, infelizmente, os portugueses que deixaram marcas, mais duradouras, na memória colectiva, das gentes do Golfo de Bengala, e pela negativa, foram os feringi nome local dado aos piratas, bandidos e mercenários portugueses, aventureiros deslumbrados com as riquezas, mordomias e qualidade de vida que os seus roubos, saques e raptos lhes permitiam. Os mais conhecidos foram Damião Bernaldes, Sebastião Gonçalves Tibau e seus descendentes. Porque a região de Chiangmai veio a ser a fonte de discórdia entre os reinos de Myanmar (Birmânia) e o Sião (Tailândia), as guerras

entre birmaneses e siameses perduraram ao longo de décadas e, nesses conflitos era comum haver portugueses a lutarem contra outros portugueses defendendo reinos opostos: uns por nobre causa, outros por egoísmo pessoal ou tendência insaciável pelo despotismo e poder. No Portugal de hoje os maiores piratas e aventureiros, antes, de existência quase obscura, agora catapultados para as revistas cor de rosa e não só, mas também por arranjos políticos, e que, deslumbrados pela qualidade de vida de Lisboa, mordomias e cartões VIP, gastam aos milhões. Não usando espadas nem viajando em frágeis carave-

las, mas usando aquilo que as empresas públicas sacam a um povo já quase falido, assustado, inseguro e degradado, alguns (e a título de exemplo) viajando em jactos particulares procuram, “com vozes vindas de Castela”, calar esse povo que ainda tenta segurar uma democracia, embora adoentada e debilitada, E isto é tão verdade que basta o ler o que certo juiz de Aveiro deduziu e que alguém com coragem, e por bem, publicou! Como o Cícero de ontem, perguntarão os portugueses, já não a Catilina, mas a estes novos piratas e aventureiros de hoje: “quousque tandem abutere, patientia nostra?

dores de Portugal, esses parecem estar mais atentos. Agora só emprestam mais (e mais caro) se nós mudarmos de Vida. Porquê ? Porque dependemos deles. Porque o País não consegue viver sem crédito. Dois milhões de euros por hora é quanto custa este país à beira-mar plantado. Ai, ai, se não fosse o chapéu de chuva do Euro (já ouviram falar na Argentina...) O dinheiro público nos próximos anos só pode ter um destino: solidariedade para com os pobres que os anteriores governos ajudaram a criar e as novas medidas que nos vão ser impostas, mais irão ainda criar. Qual TGV ou Aeroporto!!! Rendimento Social Único e Subsídio de Desemprego, isso sim, caso contrário teremos o caldo social entornado. Pagar o desperdício dos últimos anos, vai ser duro para todos, em especial para os mais fracos da Sociedade. Agora mais que nunca, quando se vai apertar, é obrigação da mesma, proteger os pobres (muitos) da ineficiência que alguns (poucos) criaram. O País vai ser obrigado a trabalhar mais, melhor, de forma planeada e com estratégia. Os recursos, escassos, têm que ser bem aplicados no apoio a quem sabe e quer trabalhar. Exportar e produzir bens competitivos para consumo interno para reduzir as importações tem que ser o lema

deste País. Fim às mordomias das empresas públicas opulentas, monopolistas, cheias de “gordura” … e de milionários. Quem tem capacidade, idoneidade, visão, liderança, força, para lutar contra as Corporações, Empresas Públicas, Lobbys, Aparelhos partidários, Sindicatos, Grupos Económicos, e mudar este País cheio de Estado por todos os poros, para um país moderno e competitivo? Todas as pessoas com quem falei na última semana concordaram comigo: Rui Rio. Os actuais concorrentes ao PSD são mais do mesmo. Têm a clientela toda à sua volta para colocar no lugar dos “boys” do PS. Com eles, nada vai mudar neste país pobre, deprimido, endividado. Estou ciente disso, embora fosse bom que estivesse enganado. Caso Rui Rio não queira, ou como se diz na política, não sejam encontradas as condições necessárias para, então certamente teremos o Sr. Almunia, espanhol e comissário europeu, que tem a espada afiada para começar a mandar, através do FMI. A Sociedade portuguesa vai ter que escolher (e sofrer) nos próximos tempos. Eu preferia um português a decidir, apesar de tudo, mesmo que se ache, em Portugal, que o estrangeiro é que é bom. Antmad@sapo.pt

Você decide: Rio ou Almunia? queimado, esturricado, por que não derrubá-lo? Será porque têm ainda medo dele, ou porque não acreditam na própria força? Só eles saberão mas, para mim, a actual oposição não está a altura dos acontecimentos que o País exige. Não chega mudar por mudar e eles sabem-no. Esta é a “Oportunidade” para mudar. Mudar tudo. Mudar o monstro que consome as poucas riquezas que o País produz. Qual a atitude dos Sindicatos, que à porta das empresas de têxteis, calçado, componentes para automóveis, comunicam que mais 300 ou 400 pessoas vão ser despedidas, empresas em que, por norma, o maior credor é o Estado? Pois, a atitude dos Sindicatos, que sabem que o Estado rebenta com as empresas, com o seu IVA, Taxa Social Única, IRC, é convocar greves para que o mesmo Estado aumente os salários na Função Pública, agravando com isso os impostos às empresas. Será que está tudo louco ou é de propósito? É claro que o facto da única estratégia dos administradores das empresas “falidas” ter sido a escolha do melhor buraco no Green ou o modelo da Porsche, ajudou e muito à desgraça, mas o Estado ajuda a cair e se ajuda. As multinacionais estão a deslocalizar-se para o Leste. Porquê? Será que a falta do

Estado, nos lados positivos (Formação profissional, Justiça, Segurança) e, a sua presença esmagadora, nos lados negativos (corrupção, burocracia, impostos) são factores decisivos para isso? Numa altura de crise e de apertar o cinto, tem que se fazer as melhores opções. Infelizmente na Europa actual, o Sul da Europa, e Portugal em especial, não é a melhor opção. Já não chega a mãode-obra barata... Infelizmente, para 10% da população, actualmente desempregada. Como o Estado e a Nação, já não conseguem viver sem empréstimos do exterior, os financiadores estão a ficar preocupados. Agora emprestam menos (há dias o Estado queria 500MEuros, emprestaram 300MEuros e a preço caro). O cenário que se afigura a curto-prazo, suponho que seja este: - Redução drástica da despesa pública. Os Srs presidentes de Câmara, directores gerais, generais, ministros, Secretários de Estado, vão ter que contar os trocos para pagar os ordenados dos que trabalham (e dos que não trabalham). Se calhar, vai haver menos dinheiro para festas, menos Toy´s, rotundas, projectos de pormenor, vaidades. (dez milhões de euros para as comemorações da República é um atentado contra os pobres deste pobre País). - Aumento dos impostos,

com o IVA à frente (prevejo que daqui a um ano seja 25%) - Aumento da idade da reforma, para os actuais trabalhadores, para garantir reformas de 10.000Eur/mês a embaixadores e outros altos quadros públicos, que já se safaram, com reformas antecipadas e acumulação das ditas. - Rezar para que as taxas de juro não subam muito, pois nesse caso a coisa aperta a sério. (Por acaso já ouviram falar em CDS, - sem ser o do Portas – ? Se não, estejam atentos, pois vão ouvir muitas vezes. Representam um componente do custo de dinheiro para Portugal, que se reflecte na nossa vidinha através dos juros dos bancos e dos impostos do Estado. Neste momento, representam um acréscimo de 2% para os empréstimos para Portugal, ou seja, o seu Crédito á Habitação tem um “spread” mais baixo que a divida da República Portuguesa. Enfim incoerências a que este sítio chegou). O País parece ter chegado ao ponto da família, que li há dias no Jornal, que ganha 2.000Eur/mês e tem uma divida em créditos pessoais de 100.000Eur. É obra! Obra para a inconsciência do referido casal. Obra para a negligência das financeiras, que certamente vão ter problemas, porque não perceberam que para tudo há um limite, até para dar crédito. Os cre-


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cultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Na Biblioteca de Santarém

Noite Veneziana em Dia de Namorados A Biblioteca Municipal de Santarém assinalou com uma ‘Noite Veneziana’ o Dia dos Namorados, domingo (dia 14 de Fevereiro). Música, animação teatral e dança foram servidos no salão nobre da biblioteca a quem, mascarado ou não, participou no serão cultural, animado por um grupo de danças de salão dirigido por Paulo Stoffel, pela associação ‘Elefante Andante’ e pelo Conservatório de Música de Santarém. A ideia de recriar uma ‘Noite Veneziana’ surgiu da interpretação do quadro ‘Meditando ao Luar’, da autoria de Miguel Ângelo Lupi que, segundo o pintor escalabitano José Quaresma, retrata “uma mulher encostada a um balcão que dá sobre um canal de Veneza. Vê-se um pedaço de

O Conservatório de Música de Santarém promove, amanhã (dia 20), pelas 21h30, um concerto de música sacra dedicado ao tema “A Música Sacra nas Catedrais Europeias nos Séculos XVI, XVII e XVIII”, integrado nas Comemorações dos 25 anos daquela instituição de ensino. O concerto, que terá lugar na Sé Catedral de Santarém, conta com a participação do contratenor Manuel Brás da Costa, do organista Daniel Oliveira, bem como do Coro de Câmara e alunos da Classe de Canto do Conservatório. Até ao final do ano, o Conservatório de Música de Santarém irá promover concertos mensais como forma de comemorar o seu 25.º aniversário.

“Loucos por Musicais” no Teatro Sá da Bandeira Grupo de animação ‘Elefante Andante’

gôndola. Ao fundo, a cidade. Efeito de luar.” A biblioteca proporcionou ao público presente, uma at-

mosfera romântica, em tons de vermelho e muitos corações alusivos ao dia que se assinalava, público esse,

convidado a dançar com os grupos intervenientes. No final, foram atribuídos prémios às melhores máscaras.

Fundação Passos Canavarro promove concerto na Igreja da Misericórdia A Fundação Passos Canavarro (FPC), no âmbito das comemorações dos seus 10 anos de existência, vai assinalar, dia 27 de Fevereiro, o momento da sua legalização em registo notarial, homenageando, desta forma, os Corpos Sociais. Após almoço num restaurante da cidade, tem lugar uma reunião do Conselho Geral (CG) da FPC, e, em seguida, uma visita ao Centro Histórico

Concerto de Música Sacra amanhã na Sé de Santarém

de Santarém para os convidados que não pertencem ao CG. Pelas 18 horas, tem lugar um concerto coral e órgão, na Igreja da Misericórdia, pelo Coral Sinfónico Lisboa Cantat, dirigido pelo maestro Jorge Alves, acompanhado pelo organista João Vaz. Esta iniciativa conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Santarém e da Câmara Municipal de Santarém.

O 10.º aniversário da FPC vai contar, ao longo do ano, com um programa cultural em que participam outras instituições de Santarém. Ao mesmo tempo decorrerão as obras de recuperação do edifício sede da fundação, no Largo da Alcáçova, em Santarém, que deverá ser aberto ao público em 2011. Um recital de música barroca na Sé Catedral de Santarém, em homenagem aos mecenas da fundação, dia 8

de Abril (data da publicação dos estatutos da Fundação no Diário da República), uma semana dedicada ao Japão, de 21 a 30 de Setembro (data em que a FPC foi reconhecida pelo Governo português) e um concerto de piano, em homenagem à população da cidade, dia 16 de Dezembro (data da primeira apresentação pública da Fundação), são as acções previstas durante o ano de 2010.

José António Tenente leva “Traços de União” ao Cartaxo O Centro Cultural do Cartaxo vai receber a exposição “José António Tenente – Traços de União”, que será inaugurada amanhã, sábado (dia 20) pelas 21h30, ficando patente até dia 4 de Abril. O reconhecido estilista português apresenta no Cartaxo várias das suas peças que marcaram os diferentes anos do seu percurso criativo. Partindo da ideia de “união”, esta exposição – que tem o mesmo título do livro de Cristina L. Duarte, editado recentemente – não pretende ter um carácter de retrospectiva, mas antes de estabelecer relações entre várias peças que podem até distar vários anos no tempo. A forma, a inspiração, o corte, o pormenor, a cor, são alguns dos “traços de união” que cada visitante poderá encontrar ao longo desta exposição.

“O Grupo” apresenta hoje, sexta-feira, às 21h30 no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém o espectáculo “Loucos por Musicais”, com o objectivo de angariar fundos para a criação de um musical original. “Loucos por musicais” é um espectáculo onde os jovens artistas residentes cantam e representam musicais famosos da Broadway e West End. Intérpretes: Ana Filipa, Dalila, Hugo Assunção, Inês Mendes, João Vidigueira, Luís Ornelas, Maria Tiago, Patrícia Pereira, Rita Silva e Sofia Moura. Os músicos residentes são Alexandre (guitarra), Duarte (bateria), Joana Nazaré (Flauta Transversal) e Luís Carlos (guitarra).

“Matrioska” no Cartaxo O público escolar do concelho do Cartaxo vai ter oportunidade de assistir à peça de dança “Matrioska” – um sucesso internacional da autoria do reconhecido coreógrafo Tiago Guedes, várias vezes apresentada em França. No dia 25 de Fevereiro, às 10h30 e 14h30, o Centro Cultural vai encher-se de crianças e jovens, dispostos a embarcar numa viagem composta por diferentes imagens e situações. Partindo da ideia de que existem muitas camadas sobrepostas nas coisas que vemos, a “Matrioska” desta peça, em vez de ser uma grande boneca com outras similares lá dentro (tal como a famosa boneca russa), é uma espécie de lugar que, devido ao seu dispositivo, permite trabalhar dentro, fora, atrás, à frente, escondido e à vista. Esta dinâmica vai fazer com que diferentes camadas da realidade se descubram umas às outras, numa espécie de caleidoscópio de imagens e situações – é este descobrir constante que se pretende passar às crianças.

Sessões públicas sobre política cultural em Santarém e no Entroncamento O Bloco de Esquerda de Santarém, com a participação da deputada à Assembleia da República Catarina Martins, vai promover duas sessões públicas sobre política cultural no Distrito de Santarém. As acções terão lugar domingo próximo (dia 21), no Entroncamento, às 16h30, na Junta de Freguesia de S. João Baptista e às 21h00, no Fórum Mário Viegas, em Santarém. Nesta sessão, o Bloco de Esquerda pretende debater questões relacionadas com a criação de cartas de missão para os equipamentos culturais, serviços pedagógicos, requisitos técnicos e humanos, contratos-programa de financiamento e concursos para direcção, assim como questões relativas ao equilíbrio entre regulamentação nacional e autonomia local, regulamentação de redes e financiamentos directos e indirectos à criação e difusão artística.


carnaval

Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Nem a chuva demoveu os foliões do Carnaval em Santarém

Santarém brincou ao Carnaval dias 13 e 16 e nem a chuva demoveu os foliões e a população que fez questão de assistir ao corso carnavalesco. O desfile contou com a participação das freguesias e associações de São Vicente do Paúl, Vale de Figueira, Alcanhões, Alcanede, Marvila, S. Salvador, Vale de Santarém, Moçarria, Tremês, Abitureiras, Ribeira de Santarém, S. Nicolau e Póvoa de Santarém. Os reis do Carnaval foram alguns dos repre-

sentantes do ano passado que subiram ao trono, nomeadamente, a Rainha de Alcanede, o Rei de S. Vicente do Paúl e a Dama de Honor de Vale de Figueira. A Casa Solidária das Artes e dos Ofícios, da Câmara de Santarém também participou no desfile com cerca de 30 crianças e o Club FORUMINI integrou as comemorações carnavalescas, comemorando o seu 1.º aniversário. O júri, composto por um representante de cada Jun-

ta de Freguesia participante, avaliou os carros a concurso e designou o 1.º, 2.º e 3.ºs classificados, ficando os prémios e os diplomas de participação de ser atribuídos durante as Festas de S. José que, este ano, decorrem de 18 a 21 de Março, em Santarém. Este ano o 1.º prémio foi atribuído a Alcanede, o 2.º à Póvoa de Santarém e o 3.º a Alcanhões. A Tremês coube o 4.º lugar, seguindo-se Vale de Figueira, em 5.º e Abitureiras, em 6.º.

Carnaval dos mais novos premeia ‘Milagre’ e ‘Saúde’ “As Novas Tecnologias” foi o tema da edição deste ano do “Carnaval Escolar”, evento que juntou na passada sexta-feira, cerca de 1.800 crianças de 21 escolas e infantários da cidade de Santarém, numa iniciativa

Chuva obriga Samora Correia a adiar desfile para amanhã As fortes chuvadas que se fizeram sentir durante todo o dia de terça-feira obrigaram a organização do corso carnavalesco de Samora Correia a cancelar o desfile que fica agora agendado para amanhã, sábado. O corso, que segundo a organização contará com 16 carros alegóricos e quase um milhar de participantes, vai ter como

convidada especial a actriz Marta Andrino, que participa actualmente na novela “Deixa que te leve” da TVI. Os “reis” do cortejo são Fernanda Passarinho e Claudino Zambujo. Depois do desfile, que começa às 15h00, tem lugar o tradicional enterro do Santo Entrudo, seguindo-se a “queima do boneco”, no Largo do Calvário.

da Associação de Freguesias da Cidade de Santarém. O Infantário do Milagre e a Escola de N.ª Sr.ª da Saúde foram os mais votados por um júri que atribuiu o segundo lugar ex aequo a todos os outros participan-

tes que, apesar do muito frio, deram um colorido diferente às ruas do centro histórico. Houve ainda momentos de animação a cargo do Grupo “Dinâmicas/Naturais” e da “Cena Aberta”.


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atingir a felicidade. A Vós que me concedeis o dom de perdoar as ofensas e o mal que me tenham feito. A Vós que estais comigo em todos os instantes, humildemente quero agradecer por tudo o que sou e tenho, confirmar minha intenção de nunca me afastar de Vós, por maiores que sejam as tentações, com a esperança de um dia juntar-me a Vós na perpétua paz. Ámen. Obrigado. A pessoa deverá fazer esta oração por 3 dias seguidos, alcançará a graça. Publicar a oração assim que receber a graça. Agradece. N. O.

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20

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

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AGRADECIMENTO 8982

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Sua mãe, irmã, avô, David e restante família recordam com profunda dor e saudade o 12.º aniversário do seu falecimento e participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso na próxima quarta-feira, dia 24, pelas 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

ua esposa, filho, nora, neta e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu saudoso extinto à sua última morada.

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Faleceu a 10-2-2010

Faleceu a 10-2-2010

AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO

8984

S

eu filho, noras e netos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

ua família agradece muiS to reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram

8986

acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

8985

AGRADECIMENTO

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Faleceu a 13-2-2010

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Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

SANTARÉM

SANTARÉM

MARIA ADEL AIDE ADELAIDE FARO

MARIA GRACIETE ALF AIA ENCARNAÇÃO BERNARDINO ALFAIA

SANTARÉM

FERNANDA OLIVEIRA DA SIL SILVVA

ÁL ÁLVVARO RODRIGUES DA SIL SILVVA

1 Ano de Eterna Saudade

Faleceu a 9-2-2010

21-2-2009 – 21-2-2010 8979 ua família participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 9 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

AGRADECIMENTO

S

21

SANTARÉM

PORTELA DAS PADEIRAS – SANTARÉM

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO

eus filhos, noras, netos S e bisneto agradecem muito reconhecidamente a todas 8983

as pessoas que se dignaram acompanhar o seu saudoso extinto à sua última morada.

PAULO ALEXANDRE RIBEIRO TALHÃO SALGUEIRO 18 Anos de Eterna Saudade 19-2-1992 – 19-2-2010 8999 eus pais participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 9.45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

4 Anos de Eterna Saudade 22-2-2006 – 22-2-2010 8980 eu filho, nora e neta participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 22, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

7 ANOS DE ETERNA SAUDADE 23-2-2003 – 23-2-2010 Seu marido, filhos, mãe, nora, genro, netas e restante família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 23, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. SANTARÉM

SANTARÉM

PEROFILHO

PORTELA DAS PADEIRAS SANTARÉM AZOIA DE BAIXO

JOAQUIM DA GRAÇA DUARTE 19-2-2009 – 19-2-2010

ARTUR FERREIRA DA SIL SILVVA 20 Anos de Eterna Saudade 21-2-1990 – 21-2-2010 8997 ua esposa, filhas, genro e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 11.30 horas, na igreja de Azoia de Baixo, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

PORTELA DAS PADEIRAS SANTARÉM

MARIA ELISA DA CONCEIÇÃO DOS SANTOS 1 Ano de Eterna Saudade 22-2-2009 – 22-2-2010 8977 eu filho, nora, neto e restante família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 22, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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RUI MIGUEL BA TIST BATIST TISTAA DE ALMEIDA PINTO 19-2-1973 – 19-2-2010

37.º Aniversário Natalício ua mãe, irmão, cunhada S e sobrinhos participam que será celebrada missa pelo seu

8996

eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 9.45 horas, na igreja dos Missionários Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

RIBEIRA DE SANTARÉM

1 Ano de Eterna Saudade

ua mulher, filhos, nora, S genro, netos e restante família recordam com profunda

9007

dor e saudade a passagem do 1.º aniversário do seu falecimento.

JOAQUIM FERREIRA DA SIL AÍNHA SILVVA TTAÍNHA 6 Anos de Eterna Saudade 25-2-2004 – 25-2-2010 8978 erá celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo dia 25, às 11 horas, na Sé, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

JOÃO MANUEL CARDIGO DA SIL SILVVA 22-2-2004 – 22-2-2010

6 Anos de Eterna Saudade

ua esposa, filhos, noras S e netos participam que será celebrada missa pelo seu eter8891

no descanso no próximo dia 22, às 11 horas, na Sé, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

“CORREIO DO RIBATEJO” – 19-02-2010

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SANTARÉM

EDITAL 01/2010 ANTÓNIO JÚLIO PINTO CORREIA, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CONCELHO DE SANTARÉM: TORNO PÚBLICO que, de harmonia com a Lei e o Regimento, convoco a Assembleia Municipal para a Sessão Ordinária de Fevereiro, a realizar no dia 26 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 20.30 horas, no Salão Nobre do Governo Civil, na Cidade de Santarém, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

MARIA DE LURDES L AMEIRAS DA COST AV AREDA COSTAA LLAV AVAREDA Faleceu a 18-1-2010

Missa do 30.ª Dia

9006

S

eu marido, filhos, genros, noras, netos e bisnetos participam que será rezada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 9.45 horas, na igreja dos Combonianos – Jardim de Cima, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

AGRADECIMENTO Especial aos Médicos, Enfermeiros e pessoal auxiliar da Unidade Médico-Cirúrgica (UMC), do Hospital de Santarém, pelo carinho, dedicação e cuidados prestados. Bem hajam.

GRACINDA DA PIEDADE MENINO Faleceu a 13-2-2010

Agradecimento e Missa do 7.ª Dia

eu filho, nora e netos S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas 9001

que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será rezada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 21, às 10.30 horas, na igreja de Casais de S. Brás, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

CARLOS MIGUEL BISPO DA SIL SILVVA Faleceu a 13-2-2010

AGRADECIMENTO

ua esposa, filhas, genros S e netos agradecem muito reconhecidamente a todas

9000

as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

ASSINE O

CORREIO DO RIBA TEJO RIBATEJO correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

1. APRECIAÇÃO DA INFORMAÇÃO ESCRITA DO PRESIDENTE DA CÂMARA ACERCA DA ACTIVIDADE DO MUNICÍPIO E DA SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA, DESDE A ÚLTIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA. 2. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O MUNICÍPIO DE SANTARÉM E A FONT SALEM – RATIFICAÇÃO. 3. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL DA SCALABISPORT – GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E ACTIVIDADES DESPORTIVAS, E.E.M. E DO RELATÓRIO DO REVISOR OFICIAL DE CONTAS. 4. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE MANUTENÇÃO DE TAXAS, PARA O ANO DE 2010, NO ÂMBITO DA COMISSÃO ARBITRAL DE SANTARÉM. 5. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE ALTERAÇÃO AO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL POR ADAPTAÇÃO AO PROT-OVT. 6. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE ALTERAÇÃO AOS ESTATUTOS DA STR-URBHIS - SOCIEDADE DE GESTÃO URBANA DE SANTARÉM, EM, SA. 7. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE ALTERAÇÃO AOS ESTATUTOS DA CUL.TUR – EMPRESA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO, EEM. 8. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE REESTRUTURAÇÃO DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS E ALTERAÇÃO AO MAPA DE PESSOAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM PARA 2010. 9. DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DAS “PROPOSTAS DE VOTOS, MOÇÕES OU RECOMENDAÇÕES” ENTREGUES NA MESA ATÉ AO INÍCIO DO PERÍODO DE “ANTES DA ORDEM DO DIA”. PARA CONSTAR E DEVIDOS EFEITOS, será este EDITAL afixado nos locais do costume e publicado nos jornais da região. ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SANTARÉM, 17 de Fevereiro de 2010. O Presidente da Assembleia Municipal, António Pinto Correia


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Goleganense e Benfica oferecem um dia feliz a Bento O Benfica e o Goleganense “ofereceram” no domingo um “dia feliz” ao falecido Manuel Galrinho Bento, que dá nome ao estádio local, durante a celebração do 45.º aniversário do emblema ribatejano. “Hoje não está entre nós, mas é, de certeza, um dia muito feliz para ele, porque estão aqui, na terra onde nasceu, reunidos todos os nossos amigos”, afirmou a viúva do antigo guarda-redes dos “encarnados”. Gertrudes Bento recordou os “olhos muito bonitos e o sorriso radiante” de Bento, “ainda sem bigode”, que a apaixonaram de imediato, depois de o conhecer “no futebol”, enquanto via os jogos do Barreirense com o pai. O 45.º aniversário do clube foi o mote para cumprir uma promessa feita ainda em vida a Bento, o de baptizar o antigo estádio Municipal das Ademas, com relvado sinté-

tico e pista de atletismo desde Setembro de 2009, com o nome do “filho pródigo” da Golegã, que morreu a 1 de Março de 2007, com 58 anos. Rogério Bento, um dos dois filhos do ex-guarda-redes do Benfica e da selecção portuguesa, ainda defendeu a baliza das velhas guardas do Goleganense, no encontro inaugural frente às “glórias” do Benfica, que incluíam, entre outros, Pereirinha e

Chiquinho Carlos. “Hoje, realizou-se um sonho que data de 2006”, frisou Rogério Bento, destacando a “humildade” do pai, reconhecendo-o como “uma pessoa cinco estrelas”. Já o irmão de Rogério, Miguel Bento, apesar do gosto pela modalidade, justificou a falta de aposta na prática com a pressão: “Não segui as pisadas do meu pai, muito por causa do medo de ter o nome Bento nas costas”. “O meu pai foi muito maior como homem do que como desportista, acho que a placa que o evoca tem muita expressão, tem a imagem do meu pai, com um rosto agressivo e o espírito do trabalho”, admitiu Miguel Bento, aludindo à peça escultórica inaugurada pelo presidente da Câmara Municipal da Golegã, José Veiga Maltez, pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e pela família do antigo guarda-redes.

O autor da obra, o escultor goleganense Rui Fernandes, explicou à Lusa que quis “mostrar as fases do trabalho de Bento”, integrando-o em “três círculos sobrepostos”, ligados por uma linha vermelha. O antigo capitão dos “encarnados” António Veloso, o único representante dos finalistas da Taça UEFA de 1983 presentes, destacou “o coração muito grande” de Bento, elogiando-o como “um dos grandes do futebol português e um símbolo do Benfica”. O “magriço” José Augusto puxou a si a responsabilidade da transferência do Barreirense para a Luz, afiançando que terá sido “o melhor guardaredes que o Benfica teve nos seus 100 anos de história”. Além de “patrono” do estádio, Bento foi reconhecido como o único sócio de mérito do Goleganense, sendo-lhe ainda atribuída, a título póstumo a medalha de ouro do

clube, que vai distinguir também os seus fundadores. Antes de morrer, o antigo guarda-redes apadrinhou o regresso do Goleganense à competição sénior em 2006/ 07, depois de 11 anos de inactividade. Bento somou 63 internacionalizações “AA”, tendo representado a selecção portuguesa no Europeu de 1984, quando conquistou o terceiro lugar, e no Mundial de 1986, no México, onde realizou apenas o primeiro jogo, antes de fracturar uma perna num treino. Considerado um dos melhores guarda-redes de sempre do futebol português, o goleganense notabilizou-se ao serviço do Benfica, defendendo a baliza “encarnada” entre 1972 e 1992, conquistando oito títulos de campeão nacional, seis Taças de Portugal e três Supertaças, tendo ainda sido finalista da Taça UEFA em 1983.

FUTSAL

Vitorianas ofuscadas pela lanterna vermelha A equipa feminina B de futsal do Vitória Clube de Santarém recusa enviar a toalha ao tapete na luta pelo título e, no passado domingo, acrescentou mais três pontos ao seu pecúlio, através de um triunfo sofrível diante do último classificado do Campeonato Distrital da 2ª Divisão, o Freixianda, por 4-3. Diante das trevas que assombraram a exibição vitoriana, até mesmo a luz ténue e frouxa de uma “lanterna vermelha” consegue impor o seu brilho, e o empate só constituiria um escândalo para aqueles que não presenciaram a partida. As vice-líderes da prova tiraram o pé do acelerador logo após os dois primeiros golos, obtidos logo na alvorada do encontro, quando ainda se escutavam cacarejos de confiança e superioridade. Após o intervalo, convidadas pelas displicentes vitorianas, as adversárias encheram-se de

caso se dê o cenário (improvável) de a formação principal não conseguir a manutenção. Todavia, a derrota deste fim-de-semana em Coruche (1-2) obriga-a a colocar-se desconfortavelmente em bicos de pés para conseguir

Campeonatos Distritais Divisão Principal 21.ª jornada Alcanenense, 5 U. Almeirim, 0 Ouriquense, 0 Amiense, 1 Torres Novas, 1 Riachense, 1 Mação, 1 Cartaxo, 2 Fazendense, 2 U. Tomar, 2 Pego, 1 Alferrarede, 0 J V E D G P 1.º Riachense 2.º Amiense 3.º Alcanenense 4.º Torres Novas 5.º SL Cartaxo 6.º U. Tomar 7.º Mação 8.º Pego 9.º Fazendense 10.º Ouriquense 11.º U. Almeirim 12.º Alferrarede

21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21

17 15 13 11 10 9 5 5 5 5 5 1

4 4 3 6 6 6 5 5 4 3 2 2

0 57-9 2 42-14 5 51-21 4 41-21 5 27-17 6 32-36 11 26-36 11 16-35 12 21-31 13 23-38 14 19-53 18 13-57

55 49 42 39 36 33 20 20 19 18 17 5

Jornada de 21-2-2010: CartaxoFazendense, U. Tomar-Pego, Riachense-Mação, Amiense-Torres Novas, U. Almeirim-Ouriquense e Alferrarede-Alcanenense.

Divisão Secundária Serie A 15.ª jornada Coruchense, 3 Glória, 4 Benavente, 5 Pontével, 2 Salvaterrense, 0-Samora Correia, 2 AREPA, 4 Marinhais, 0 J VE DG P

1.º Benavente 2.º Samora Correia 3.º AREPA 4.º Glória 5.º Salvaterrense 6.º Barrosense 7.º Coruchense 8.º D. Pontével 9.º Marinhais

14 13 13 14 14 13 13 13 13

12 9 7 6 6 5 3 3 1

1 0 3 2 2 3 2 2 1

1 4 3 6 6 5 8 8 11

41-10 30-12 27-16 16-21 18-25 18-25 21-32 14-31 9-32

37 27 24 20 20 17 11 11 4

Jornada de 21-2-2010: Samora Correia-AREPA, Glória-Barrosense, Marinhais-Coruchense e Pontével-Salvaterrense.

Serie B

crenças e lançaram-se numa corajosa expedição em busca do seu primeiro ponto no campeonato, coroada, após alguns ziguezagues no marcador, com o empate a três bolas, já nos últimos cinco minutos da partida. Aí, alertadas pelo desconforto sonoro de um despertador de extremo mau gosto, as atletas do Vitória reencontraram-se com a pontualidade que as tem, a tempo e horas, permi-

tido encontrar os triunfos: Bruna, com uma lança cravada bem fundo no orgulho, já sobre a hora, recoloca o tempo e o espaço no seu curso normal, oferecendo a sensação de que só por inépcia e desmazelo é que a equipa não conseguiu conquistar uma vitória confortável. Com estes três pontos, a equipa B consolida o segundo posto, que garante a promoção à divisão superior

Ciclismo para quem gosta de sopa de pedra A secção de ciclismo da Associação Vinte Quilómetros de Almeirim já pedala na direcção de mais uma iniciativa: a 1ª Prova de Resistência de 3 Horas na Rota da Sopa da Pedra. A competição decorrerá no dia 28 de Março e o pelotão deverá estar a postos por volta das 9h00 junto ao complexo desportivo de Fazendas de Almeirim.

permanecer com o pescoço acima da linha de água. O Vitória B alinhou com Adriana, Carla Paulino (1), Andreia Lima, Ca e Bruna (1); Madeira (1), Marlene, Ana Nobre, Marta Pilré (1), Barbie e Andreia Jesus.

Associação de Futebol de Santarém

As inscrições já prosseguem, sem freio, a sua marcha, sendo que a meta está colocada sobre a linha dos duzentos participantes. Quem quiser cruzá-la a tempo deverá contactar os números 967940402, 933478619 ou 934765350. O percurso, de doze quilómetros, está avaliado com tendo um grau de dificuldade médio e apresenta, segundo a organi-

zação, “algumas subidas e uns singletracks engraçados”. Por apenas dez “voltas” à carteira, os concorrentes garantirão abastecimentos, seguros, banhos e lembranças e habilitarse-ão a alguns prémios, sujeitos a sorteio. No final, no troço do convívio, todos vestirão a camisola amarela, retemperando energias com um reforço composto por bifana, fruta e pela típica sopa de pedra. SF

Madail na inauguração da nova sede da AFS

15.ª jornada Moçarriense, 4 Chamusca, 0 Atalaiense, 2 Meiaviense, 2 Ferroviários, 3 Pernes, 1 Rio Maior, 2 Goleganense, 2 J V E D G P 1.º Moçarriense 2.º Entroncamento 3.º Meiaviense 4.º Chamusca 5.º G.F.E. Comércio 6.º Pernes 7.º Rio Maior 8.º Atalaiense 9.º Goleganense

13 14 13 14 13 13 14 13 13

12 9 4 4 4 4 3 3 2

0 3 5 3 3 2 5 4 5

1 2 4 7 6 7 6 6 6

46-6 36-14 15-19 23-44 17-24 18-23 18-24 21-34 18-25

36 30 17 15 15 14 14 13 11

Jornada de 21-2-2010: Goleganense-Entroncamento, Pernes-Atalaiense, Meiaviense-Moçarriense e U. Chamusca-G.F.E. Comércio.

Serie C

A Associação de Futebol de Santarém inaugurará amanhã, pelas 12h00, a sua nova sede, localizada no nº 46 da Rua Pedro de Santarém, num marco importante testemunhado pelo líder máximo da Federação Portuguesa de Futebol (na qual a AFS é filiada), Gilberto Madail. Após a cerimónia, realizar-se-á um almoço que reunirá convidados, elementos ligados à comunicação social e todos aqueles que desejarem marcar presença, os quais deverão, para tal, contactar a associação por e-mail ou telefone (243307640) e assegurar a sua reserva. As antigas instalações, recorde-se, situavam-se no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). SF

15.ª jornada Mouriscas, 1 Cercal, 5 Linhaceira, 0 Tramagal, 1 Caxarias, 4 F. Zêzere, 0 Os Lagartos, 3 Assentis, 5 Mindense, 2 Ouriense, 1 J V E D G P 1.º Ouriense 15 2.º Mindense 15 3.º Tramagal 15 4.º Assentis 15 5.º Caxarias 15 6.º Cercal 15 7.º Ferreira Zêzere 15 8.º Os Lagartos 15 9.º Linhaceira 15 10.º Mouriscas 15

10 9 6 8 7 7 5 4 4 2

4 1 38-9 34 1 5 38-21 28 8 1 21-15 26 2 5 39-24 26 3 5 35-23 24 2 6 25-27 23 2 8 26-33 17 2 9 25-37 14 1 10 17-36 13 1 12 14-53 7

Jornada de 21-2-2010: TramagalCercal, F. Zêzere-Linhaceira, AssentisCaxarias, Ouriense-Os Lagartos e Mindense-Mouriscas.


desporto

Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Caixeiros saciam a sede dos sócios O Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio de Santarém (Caixeiros) está a trabalhar na remodelação da sua sede, um antigo espaço de convívio que, doravante, promete não se limitar a esse conceito. Segundo Fernando Graça, vice-presidente do clube, não há tecto para a ambição do clube e o local poderá funcionar inclusivamente como centro de estágio e… academia: “Estamos a criar condições para que haja uma área que funcione como um pequeno dormitório, no qual futuros atletas,

A remodelação da sede é um dos objectivos dos Caixeiros

oriundos de fora de Santarém, terão condições para

viver, o que lhes possibilitará praticar desporto nos

Caixeiros”. As instalações estão, de momento, a ser retocadas, despindo a roupagem mais obsoleta de antigamente para passar a apresentar um estilo mais dinâmico e atraente. Muito brevemente, os associados e simpatizantes do clube poderão, assim, digladiar-se em renhidas partidas de ténis de mesa ou de snooker, cultivar-se na biblioteca e na sala de TV ou exercitar-se em aparelhos de musculação, com os quais estarão aptos a queimar as calorias conquistadas no bar.

Juvenis remam para o título em Rio Maior Após uma semana de intensa ansiedade, a equipa juvenil de andebol dos Caixeiros parece a postos para encarar, no próximo domingo, às 16h00, em Rio Maior, o Sport Andeclube, no encontro decisivo de atribuição do título distrital. Na primeira mão, disputada em solo escalabitano, os Caixeiros adquiriram uma vantagem de um golo, cuja preciosidade será atestada neste derradeiro desafio, naquele que será um bom teste

para aquilatar o estofo de campeão deste grupo de jovens andebolistas. Quanto aos seniores, encontram-se a preparar o ataque à 2ª fase do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, prova para a qual partem com alguma vantagem em relação aos seus oponentes, mercê dos pontos amealhados na etapa inaugural, que lhes colocam um pé no espaço da tabela classificativa que garante a manutenção. A estreia assinalar-seá com a recepção ao Juve Lis, no próximo dia 28 de Fevereiro. SF

Amanhã, sábado, às 9h30: Académica - “Os Águias” B, na Escola Superior Agrária. Escolas Sub-10 A Amanhã, sábado, às 11h00: Académica - Cartaxo A, na Escola Superior Agrária. Juniores Amanhã, sábado, às 15h00: Académica - Loures, na Escola Superior Agrária. Iniciados Domingo, dia 21, às 11h00: Académica - Poiares, na Escola Superior Agrária. Iniciados B Domingo, dia 21, às 9h00: Académica - Fazendense, na Escola Superior Agrária. Juvenis B Domingo, dia 21, às 15h00: Académica - Benavente. Infantis B Amanhã, sábado, às 9h30: Académica - Pernes, na Póvoa de Santarém. Escolas Sub-11 A Amanhã, sábado, às 11h00: Académica - Ouriquense A, na Póvoa de Santarém. Infantis A Amanhã, sábado, às 10h30:

Rio Maior A - Académica, em Rio Maior. Escolas Sub-10 C Amanhã, sábado, às 9h30: Cartaxo B - Académica, em Pratas (Cartaxo). Escolas Sub-11 B Amanhã, sábado, às 9h30: Ouriquense B - Académica, em Vila Chã de Ourique. Escolas Sub-10 B Amanhã, sábado, às 11h00: Os Águias A - Académica, em Alpiarça. Iniciados A (distrital) Amanhã, sábado, às 15h30: Fátima - Académica, em Operário Vilar Prazeres. Escolinhas B Amanhã, sábado, às 16h00: Salvaterrense - Académica, em Salvaterra de Magos. Juvenis A Domingo, dia 21, às 10h30: Amiense - Académica, em Amiais de Baixo. (Além dos referidos desafios, o campo da Académica irá receber, igualmente, o encontro de veteranos da União Desportiva de Santarém diante do Ourém, amanhã, às 17h45).

ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE SANTARÉM

Derrota do fair play vale três pontos A equipa de juniores da Académica de Santarém somou, em Fátima, o seu segundo êxito consecutivo no Campeonato Nacional de Juniores e parece, finalmente, ter retomado a rota do sucesso. No entanto, a classe estampada no marcador não encontra paralelo na ficha disciplinar de alguns atletas, que continuam a incorrer numa abordagem ao jogo que se afasta claramente dos cânones do desportivismo. Ainda assim, as duas expulsões averbadas não impediram que a briosa regressasse de solo sagrado com motivos para sorrir: aos 15 mins., Pedro Reis i n a u g u r o u o m a r c a d o r, com um cabeceamento certeiro, e, já na segunda metade, na superior cobrança de um livre directo, Fábio Matias descansou os adeptos academistas que se deslocaram ao Estádio João Paulo II, antes de manchar a exibição com um regres-

so extemporâneo às cabinas. A turma da casa ainda chegaria ao tento de honra, fixando o resultado em 1-2. Foram opção dos técnicos Luís Carlos e Rui Balau (que também recebeu ordem de expulsão) os seguintes atletas: Barata, João Pedro, Pedro Reis, João Gavela, Kiko, Inácio, Samuel, Fábio Matias, Bernardo Rama, Gonçalo Gonçalves e Renato Sacramento. Jogaram ainda: Ringo Monteiro, Bernardo Barcelos e Afonso Grego.

Iniciados desfilam no Carnaval da Castanheira Os iniciados da Académica de Santarém foram os reis do I Torneio de Futebol Juvenil “Carnaval 2010”, organizado pelo Juventude da Castanheira. A goleada no encontro decisivo, por sete golos sem resposta, diante do Samora Correia, ilustra bem a superioridade patenteada pelos esca-

labitanos durante a prova. Antes, haviam batido o Linda-a-Velha por 2-1. Neste certame de carácter não oficial, todos os jogadores disponíveis pisaram o relvado da Castanheira do Ribatejo. A saber: Tiago Gaspar, Luís Carlos, João Carvalho, Abel Pinhão, Rodrigo Alcobia, David Silva, José Leitão, Joaquim Neto, João Vasco, Frederico Jesus, Bernardo Esteves, Pedro Cruz, André Silva, João Mota, João Maia, João Pereira e Gustavo Leitão. A tarefa de embalar as redes com a melodia do golo esteve a cargo de João Vasco (4), Joaquim Neto (2), Frederico Jesus, José Leitão e André Silva. Conheça, na íntegra, os últimos resultados dos restantes escalões da Académica... Juvenis A Académica, 6 - U. Almeirim, 1. Infantis A - Torneio de Carnaval de Tomar Académica, 3 - Rio Maior, 1; Académica, 1 - U. Leiria,

1; e Académica, 2 - U. Tomar, 1; final: Académica, 2 - U. Tomar, 1. Infantis C Moçarriense, 0 - Académica, 7. Escolas Sub-11 - Torneio de Carnaval do Carregado Académica, 0 - Benfica, 6; Académica, 2 - Belenenses, 5; Académica, 1 - Estoril, 1 (5ª lugar). Escolas Sub-10 A - Torneio de Carnaval de Alpiarça “Os Águias”, 4 - Académica, 5; U. Tomar, 4 - Académica, 3 (3º lugar). Escolas Sub-10 C Académica, 0 - Amiense, 6. Escolinhas (particular) Samora Correia, 0 - Académica, 10. ... e o programa do próximo fim-de-semana Escolinhas Amanhã, sábado, às 11h00: treino, na Escola Superior Agrária. Infantis D Amanhã, sábado, às 9h30: Académica - Pontével, na Escola Superior Agrária. Escolas Sub-10 A

OPINIÃO

Académica de Santarém serve de exemplo: trabalho feito e saldo positivo A Assembleia-geral da Associação Académica de Santarém (AAS) aprovou, por larga maioria, as contas dos últimos dois anos e meio de mandato da direcção presidida por Victor Farinha. Dos sócios que assistiram à última fase da Assembleia-geral, apenas sete, se abstiveram e não houve nenhum voto contra. Foi apresentado um saldo positivo de cerca de 10 mil euros, depois de toda a obra feita e da remodelação do clube que fica pronto para enfrentar o futuro. Há muitos anos, que uma direcção da Académica de San-

tarém, não recorria a um técnico oficial de contas para apresentar todos os balancetes do mandato que começou em Junho de 2007 e que termina agora, depois de eleições, as mais concorridas de sempre, com um número recorde de pessoas, 144, a participar na Assembleia-geral e pela primeira vez, com duas listas concorrentes à liderança do clube, onde a lista de Victor Farinha perdeu por dois votos, 73 contra 71, para a lista liderada por António Melão que ganhou as eleições. Com o trabalho feito nos últimos dois anos e meio, a Aca-

démica de Santarém torna-se um exemplo para muitos clubes da região. Numa altura de muitas dificuldades financeiras, numa altura em que muitos fecham as portas, a Académica de Santarém está viva e recomenda-se. Saldo positivo para um clube que, para o ano, faz oitenta anos de idade, um dos mais velhos e prestigiados da cidade. A sede do clube, em pleno centro histórico, foi totalmente remodelada, oferecendo aos sócios e cidadãos um lugar de convívio com as condições que a AAS já merecia. Televisão panorâmica para

ver jogos de futebol, filmes ou para usar karaoke nas muitas festas que as crianças fazem nos dias de anos. Toda a sede, desde a sala de reuniões da direcção que é um local de trabalho, passando pelo pátio muitas vezes usado em festas dos associados, ou pelo salão central, com o historial do clube. Com o empenho da Câmara de Santarém e do Instituto Politécnico, e a mediação da direcção da AAS, foi conseguida a construção do relvado sintético no campo da Escola Superior Agrária, e a iluminação artificial do an-

tigo campo de râguebi, velha aspiração do clube, que permite às crianças e jovens atletas da Académica de Santarém ter mais espaço para treinar. Também já estão em fase de instalação, os novos balneários que vão permitir um uso mais intensivo do campo da Escola Superior Agrária. Para todos os que esperam os filhos durante os treinos, há um bar, numa casa pré fabricada com madeira tratada, integrada no ambiente, para convívio dos sócios. Um Clube, que passa a ter uma base de dados com todos os dados informa-

tizados dos sócios do clube, um novo cartão, tipo multibanco, e vinhetas de cada ano de pagamento das quotas, fonte de receita imprescindível para o clube. A modernidade também chegou à velhinha Académica de Santarém, na forma de um site na internet onde se vive o clube, também nos computadores dos sócios da AAS. Quase oitenta anos depois a AAS tem agora de novo uma longa vida pela frente. José Carlos Barreto* (Vogal da anterior direcção da Associação Académica de Santarém)


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

ATLETISMO

Pista de Alpiarça coberta de talentos Cento e sessenta atletas (que representaram mais de trezentas presenças no cômputo geral das diversas provas) participaram em mais um torneio de preparação de atletismo de pista coberta, organizado, no passado sábado, pela Associação de Atletismo de Santarém. O encontro teve lugar na Nave Desportiva de Alpiarça e abrangeu todos os escalões etários. O mesmo local servirá de palco, no próximo sábado, para o Campeonato Regional de Pista Coberta por equipas. De seguida, apresentamos a lista de vencedores da prova supracitada: Salto em altura (infantis femininos) Mariana Gil, CLAC, 1.43 m. Peso (juvenis masculinos) Ricardo Carrilho, A. 20 Km Almeirim, 12,74 kg. Peso (juniores masculinos) Pedro Vicente, GA Fátima, 11,83 kg. Peso (seniores masculinos) Tiago Marto, GA Fátima, 13,06 kg. Salto com vara (iniciados e juvenis masculinos) António Carvalho, A. 20 Km Almeirim, 2,60 m.

60 m (infantis femininos) Elizandra Alberto, AAT Cartaxense, 8,37 s. Peso (juvenis femininos) Mariana Estêvão, AAT Cartaxense, 11,93 kg. Peso (femininos) Andreia Reis, CLAC, 8,59 kg. 60 m (infantis masculinos) David Sénica, UD Zona Alta, 8,16 s. 60 m (iniciados femininos) Larissa Vieira, SC Abrantes, 8,19 s. 60 m (iniciados masculinos) Gabriel Henriques, GA Fátima, 7,66 s. 60 m (seniores femininos) Joana Lopes, CLAC, 8,13 s. 60 m (seniores masculinos) Samuel Remédios, GA Fátima, 7,04 s. Salto em altura (infantis masculinos) Fábio Martins, CLAC, 1,47 m. Triplo salto (iniciados e juvenis femininos) Ana M. Oliveira, GA Fátima, 11,45 m. Triplo salto (iniciados e juvenis masculinos) Joel Pereira, GA Fátima, 13,08 m.

Hamid Hakim sagrou-se campeão regional de corta-mato No dia seguinte, foi a vez de a Barrosa (Benavente) servir de anfitriã aos duzentos e dezasseis atletas (distribuídos por dezanove clubes) que disputaram o Campeonato Regional de Corta Mato. A competição destinava-se aos atletas juvenis, juniores, seniores e veteranos, mas os restantes escalões não gozaram folga, tendo disputado uma série de provas de preparação. Ao nível da competição sénior, a mais aguardada e competitiva, há que realçar, na categoria feminina, o domínio do AAT Cartaxense, que conquistou a dobradinha: ao brilharete na prova por equipas aliou o feito da sua atleta Carla Ribeiro, que conquistou o prémio individual. Na vertente masculina, o CUA Benaventense triunfou colectivamente, enquanto a glória individual coube a Hamid Hakim, que correu sem qualquer emblema estampado no peito.

Eis o quadro de honra: Infantis femininos Inês Marçal, CAF Zêzere. Colectivamente: AAT Cartaxense. Infantis masculinos João Vidais, AAT Cartaxense. Colectivamente: AAT Cartaxense. Iniciados femininos Patrícia Caldeira, CAF Zêzere. Colectivamente: AAT Cartaxense. Iniciados masculinos Oswald Freitas, CN Rio Maior. Colectivamente: AAT Cartaxense. Benjamins femininos Joana Amado, AAT Cartaxense. Colectivamente: AAT Cartaxense. Benjamins masculinos Rafael Marcelino, JD Almansor. Colectivamente: AAT Cartaxense. Juvenis femininos Sofia Marmelo, CAF Zêzere. Colectivamente: UDZ Alta. Juvenis masculinos João Valente, CAF Zêzere. Colectivamente: CN Rio

Rosa sem espinhos dá à Costa em Assentiz No último sábado, os atletas do Clube de Natação de Rio Maior dominaram em absoluto nos Mil Metros de Assentiz (prova inserida no 22º Torneio de Atletismo das Freguesias do Concelho de Rio maior), triunfando em todas as categorias a concurso. A organização coube à Câmara Municipal de Rio Maior e à Junta de Freguesia local, entidades coadjuvadas pelo CRC de Assentiz. Reclamaram protagonismo extra os iniciados Cristian Rosa e Joana Costa, que registaram os melhores tempos em masculinos e femininos, respectivamente, transformando, dessa forma, o carnaval numa época ainda mais festiva para as suas cores. De resto, a marca do jovem riomaiorense (2,54 min.) bateu, no cômputo geral, as dos vencedores de todos os escalões, feito notável atendendo à tenra idade do atleta. Joana Costa, por sua vez, pulverizou toda a concorrência, com os seus 3,17 min., menos dezasseis segundos do que a segunda do pelotão. Aparentemente sem opositores à altura, os atletas do Clube de Natação de Rio

Maior vão competindo entre si pelos melhores tempos, tendo-se, neste capítulo, registado um maior equilíbrio, resultante do facto de os melhores atletas seniores do clube se encontrarem a disputar, em Pombal, a final da 2ª Divisão em Pista Coberta. Os restantes triunfadores do dia foram André Alexandre (seniores masculinos;

2,57 min.), Carina Vicente (seniores e veteranos femininos; 3,28 min.), Carlos Cardoso (veteranos masculinos; 2,55 min.), Ana Canadas (juniores femininos; 3,38 min.), Pedro Beira (juniores; 3,55 min.), Salomé Santos (infantis femininos; 3,37 min.) e Oleg Reabciuk (infantis masculinos; 3,15 min.). Na competição por equi-

pas triunfou, naturalmente, o CN Rio Maior, sendo seguido de longe pela EDA de Rio Maior, pela PROJOR da Ribeira de S. João, pela Vila da Marmeleira e pela Associação Vinte Quilómetros de Almeirim. O torneio prosseguirá aquando da próxima grande época festiva, a Páscoa, altura em que disputará a Légua de Vale de Óbidos. SF

Maior Juniores femininos Catarina Carvalho, UDZ Alta. Colectivamente: UDZ Alta. Juniores masculinos Hugo Santos, CA Riachense. Colectivamente: CN Rio Maior. Seniores femininos Carla Ribeiro, AAT Cartaxense. Colectivamente: AAT Car-

taxense Seniores masculinos Hamid Hakim, individual. Colectivamente: CUA Benaventense. Veteranos femininos Ana Paula Abegão, CLAC. Veteranos masculinos Filipe Fialho, Constrolandia. Colectivamente: UFC Tomar. Sérgio Fernandes

Na Barquinha há corta-mato para Vagos

No próximo dia 24 de Fevereiro, o Barquinha Parque vai acolher a prova de Corta-Mato do Médio Tejo, inserida no programa do Desporto Escolar. A iniciativa está sob a alçada da Equipa de Apoio às Escolas (EAE), em parceria com o município local. São esperados, em Vila Nova da Barquinha, cerca de 1.400 participantes, representantes de todas as escolas desta área educativa. O objectivo-mor passa por conquistar o passaporte para uma presença em Vagos, Aveiro (onde se irá realizar o Corta-Mato Nacional, nos dias 12 e 13 de Março deste ano), regalia só ao alcance daqueles que se sagrarem vencedores nos escalões de iniciados e juvenis. A prova conta com o apoio da Escola EB 2,3/S D. Maria II (de Vila Nova da Barquinha), da Escola ES/3 Artur Gonçalves (de Torres Novas), do Exército Português, da GNR e dos Bombeiros Voluntários da vila. SF


passatempo

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to, Manuel Ruy Paciência de Sousa Barbosa, José Francisco Quelhas Serrão de Faria e Paulo Ricardo Nunes Valério Baptista. Em 23, Filomena das Dores Pereira Rodrigues, Ana de Oliveira Marques, Maria José d'Oliveira Rodrigues Duarte, Amélia Cardoso Carvalho, Domitília Concórdia Laudácias, Inês Pereira Pestana Ascenso Pires, Augusto Moreira de Sousa Barbosa, Augusto Francisco Nabiça e João Francisco Almeida Ambrioso. Em 24, Maria Alcina Alves de Sousa Barata e Mário António Vale e Pina Barreto. Em 25, Isabel Maria Duarte da Fonseca, Joana Ramos Vieira e António Manuel Saramago Costa.

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As anedotas do Barbosa

A dona de casa falando com o homem do talho: - A quanto está o quilo da carne de segunda? - Quatro e oitenta e cinco! - Credo, que roubo! O senhor não tem coração? - Tenho sim, dona! A quatro euros certos!

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FAZEM ANOS: Em 19, Cândida Maria Leitão Kapote, Maria da Paz Brito Ginestal Machado, Carla Diná Carvalho, António César das Neves, José António Rodrigues Caetano Neves Cabrita e José Maria Violante Ribeiro da Cruz. Em 20, Hermínia Marques Abreu, Lucília da Piedade Silva, Aida Fernandes de Castro Correia, Natália Xavier Rosa e Maria de Lourdes Fresca Ferreirinha Ma-

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in: Rifoneiro Português Pedro Chaves

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chado. Em 21, Helena Maria Rodrigues dos Santos Ferreira, Maria Natália Louro Rodrigues, Maria Manuela de Medeiros Ferreira Viana de Oliveira Carvalho, Natividade Maria Cardoso, Luís António Baptista Simões Serra e Francisco Sá Silva Magalhães Santos. Em 22, Ana Maria Mota Ferreira, Margarida Antonieta Antolin Durão, Maria Clotilde Henriques Puga, Maria Augusta Rosa Isaac Costa, Ana Maria Duarte Rodrigues, Jorge Joaquim de Paiva Magalhães Vasconcelos Benites, Carlos Alberto Simões Monteiro Neves, Tude Alberto Pedro Monteiro, João Duarte Anachoreta Caldas, Joaquim Fernando Bento Pico-

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vida, despede-se asinha. – Hóspede tardio, não vem vazio. – Hóspedes em casa, dia santo é. – Hóspedes geiram? Senhores se farão.

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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zia, ande lavia. – Hóspede e pescada, aos três dias enfada. – O hóspede e o peixe aos três dias “fede” (ou aborrecem). – Hóspede que jejua e não ceia, benvindo seja. – Hóspede que se con-

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Adágios do Povo – Hóspede formosa, dano faz à boleia. – Hóspede com sol, Bertino Coelho “há honor” Martins (ou “ao favor”). – Hóspede de mão va-

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VERTICAIS – 1 - Encontra. Grande saco. 2 - Espécie de carapuça, que se colocava na cabeça dos condenados da Inquisição. 3 - Disco de música com registo de longa execução. Tenha conhecimento. 150 (Num.Rom.). 4 - Que tem sete meses. 5 - Abrir, sulcar. Carne de porco ensacada em tripa de intestino grosso. 6 - Animal recém-nascido. Vasilha bojuda de madeira, menor do que o tonel, para líquidos. 7 - Tapume (Bras.). Enseada abrigada por terras altas. 8 Sentávamos em banco. 9 -Aqui. Misturam com iodo. Rádio (s.q.). 10- Descansos. 11- Fêmea do leão. Levantar as abas de.

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HORIZONTAIS – 1 - Nome de mulher. Fêmea do boi ou do touro. 2 - Percebe (Zool.). 3 - Câmara Municipal (Abrev.). Planta faseolácea também conhecida pelo nome de alfarroba e ervilha-parda. Oersted (s.q.). 4 - Relativo a histrião ou próprio dele. 5 Atrelai. Mulher ladina e maldosa (Prov.). 6 - Concordância dos sons finais de dois ou mais versos. Rio de Portugal. 7 - Conhece. Lodo, limo. 8 - Atraem o ar exterior aos pulmões. 9 - Cério (s.q.). Vedam. Neste momento. 10 - Originador, gerador. 11 - Última porção do intestino delgado. Guarnecer de asas.

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CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Virgem – Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: Não deixe que a rotina tome conta da sua relação e use e abuse da criatividade. Saúde: Cuide mais da sua saúde espiritual cultivando pensamentos positivos. Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que realmente pode, não se esqueça das contas que tem por pagar. Número da Sorte: 3. Números da Semana: 02, 08, 11, 28, 40, 42. Dia mais favorável: segunda-feira.

Carneiro – Carta Dominante: Rei de Ouros, que significa Inteligente, Prático. Amor: Não esconda os sentimentos. Liberte aquilo que sente e mostre a pessoa maravilhosa que é. Saúde: Faça mais exercício físico. Está a ganhar peso a mais. Dinheiro: Não se precipite e pense bem antes de tomar qualquer decisão que envolva mudanças no plano profissional. Número da Sorte: 78 Números da Semana: 1, 18, 22, 40, 44, 49. Dia mais favorável: terça-feira.

Balança – Carta Dominante: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Aposte tudo na sua relação, pois ela proporcionar-lhe-á momentos inesquecíveis. Saúde: Não se desleixe e cuide de si, invista na sua imagem. Dinheiro: Pense bem antes de pôr em causa o seu dinheiro, não desperdice sem ter noção daquilo que gasta e em que gasta. Número da Sorte: 36. Números da Semana: 07, 19, 23, 42, 43, 48. Dia mais favorável: domingo. Escorpião – Carta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Este é um bom

Touro – Carta Dominante: 2 de Espadas, que significa Afeição, Falsidade. Amor: Não vá atrás das apa-

período para conquistas amorosas, use e abuse do seu charme pois ele arrebatará muitos corações. Saúde: Anda com o sistema respiratório fragilizado, seja prudente e proteja a sua garganta. Dinheiro: Poderá sofrer uma mudança repentina no seu local de trabalho, esteja atento e seja receptivo à mudança. Número da Sorte: 49. Números da Semana: 02, 04, 22, 36, 47, 48. Dia mais favorável: quarta-feira.

Gémeos – Carta Dominante: 10 de Copas, que significa Felicidade. Amor: Cuidado com os falsos ami-

Sagitário – Carta Dominante: A Papisa, que significa Estabilidade, Estudo e Mistério. Amor: Altura de harmonia e muita paz a nível amoroso, aproveite-a em pleno. Saúde: Pratique exercício físico e faça uma alimentação mais equilibrada. Dinheiro: Seja mais prudente na forma como gere as suas economias. Lema da Semana: A minha intuição ensina-me sempre o caminho a seguir! Número da Sorte: 2. Números da Semana: 03, 24, 29, 33, 38, 40. Dia mais favorável: quinta-feira.

rências, pois elas muitas vezes enganam. Seja mais consciente e ponderado nas suas atitudes. Saúde: Coma muito salmão para baixar o colesterol. Dinheiro: Encontra-se numa boa fase, dê asas às suas ideias! Os seus superiores irão apreciá-las. Número da Sorte: 52. Números da Semana: 03, 11, 19, 25, 29, 30. Dia mais favorável: sexta-feira.

gos. Não seja tão ingénuo com quem não conhece bem. Saúde: Aconselha-se uma dieta para prevenir o aumento dos valores de colesterol. Dinheiro: Está a passar por um momento positivo neste campo da sua vida, aproveiteo para progredir profissionalmente. Número da Sorte: 46. Números da Semana: 19, 26, 30, 32, 36, 39. Dia mais favorável: quarta-feira.

Caranguejo – Carta Dominante: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito.

Amor: Se der ouvidos a terceiros poderá sair prejudicado na sua relação amorosa. Saúde: Procure descansar as oito horas necessárias para o seu bem-estar físico e espiritual. Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que a sua conta bancária permite.. Número da Sorte: 50. Números da Semana: 05, 09, 17, 33, 42, 47. Dia mais favorável: segunda-feira.

Leão – Carta Dominante: A Lua, que significa Falsas Ilusões. Amor: Não deixe que o seu orgulho fira a pessoa que tem a seu lado, seja mais compreensivo e aprenda a ouvir. Saúde: Faça uma caminhada por semana e verá como a sua circulação sanguínea ficará bem mais activa. Dinheiro: Tente fazer um pé-de-meia, pois mais tarde poderá vir a precisar de um dinheiro extra. Número da Sorte: 18. Números da Semana: 08, 10, 22, 31, 44, 49. Dia mais favorável: quinta-feira.

Capricórnio – Carta Dominante: 2 de Paus, que significa Perda de Oportunidades. Amor: Parti-

lhe a boa disposição que o invade com quem o rodeia. Saúde: tenha mais cuidados com os rins, beba muita água. Dinheiro: É possível que venha a obter aquela promoção que tanto esperava. Número da Sorte: 24. Números da Semana: 04, 11, 17, 19, 25, 29. Dia mais favorável: terça-feira

Aquário – Carta Dominante: 5 de Paus, que significa Fracasso. Amor: Poderá vir a ter uma zanga com

um familiar, mas não se preocupe que tudo se resolverá. Saúde: Cuidado com as mudanças bruscas de temperatura, pois o seu sistema imunitário anda muito frágil. Dinheiro: Seja prudente na forma como administra a sua conta bancária. Número da Sorte: 27. Números da Semana: 05, 17, 22, 33, 45, 49. Dia mais favorável: quartafeira.

Peixes – Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Ponha de

parte essa sua mania de ser o mais importante, deixe que o amor invada o seu coração, aproveite o romantismo. Saúde: Cuide da sua alimentação, evite excessos. Dinheiro: Boa altura para comprar aquela peça de vestuário de que tanto gosta, invista mais em si pois bem merece. Número da Sorte: 63. Números da Semana: 02, 08, 11, 25, 29, 33. Dia mais favorável: segunda-feira.


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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

A Festa de luto Coordenação de

Ludgero Mendes

Assim, NÃO, senhores! Ninguém duvida de que a actualidade tauromáquica, e, sobretudo, as atitudes e os comportamentos dos agentes da Festa Brava, são determinantes para assegurar o seu futuro, posto que quando o nível dos preconceitos anti-taurinos têm maior repercussão mediática e a generalidade do poder político se afasta, ou alheia, desta expressão da nossa cultura tradicional, os actos menos dignos atingem uma relevância muito maior. Cada vez mais receamos que a Festa Brava acabe por se extinguir por si própria, em consequência dos atentados cometidos por quem vive dela e, que, até por isso, deveria empenhar-se na sua salvaguarda, como forma de garantir, também, o seu futuro socio-económico. Mas, não, assim não vamos lá! Descansem os dinamizadores das associações (ditas) defensoras dos animais, não se esforcem em demasia, nem invistam muitos recursos financeiros nos ataques à Festa – valores que deverão aplicar mais directamente na criação de condições para proporcionar o bem-estar aos animais domésticos que acolhem em canis ou gatis – porque a Festa Brava, a continuar assim, suicidar-se-á, sem necessidade de ajudas externas. O que aconteceu em Granja e no Redondo – dois dos três primeiros espectáculos da temporada – constitui um eloquente exemplo do que acabamos de dizer. No primeiro caso, o cavaleiro Rui Fernandes recusou-se lidar um novilho de Murteira Grave, apesar de se deixar incluir no cartel onde não constava outra ganadaria. Atabalhoadamente, veio o seu manager comunicar que “Estava acordado com o dito “colaborador” que viriam anunciados nos cartazes quatro novilhos de Murteira Grave, mas que Rui Fernandes lidaria um toiro de Passanha”. Pior a emenda que o soneto! Então, e o respeito pelo público que vos paga os honorários? E o respeito pela ganadaria anunciada? E o respeito pela própria Festa Brava? Com gente desta categoria não vamos longe! Bem andou o Dr. Joaquim Grave que já anunciou que o cavaleiro Rui Fernandes não voltará a lidar nenhuma rês da sua ganadaria. É assim mesmo, que ao menos alguém imponha o respeito que é devido a quem cumpre com o que acorda! Mas, logo a seguir, no Redondo, foi a ganadaria de Santo Estêvão que não teve uma atitude correcta, pois, segundo comunicado da Associação Tauromáquica Redondense, “no que diz respeito ao peso e apresentação dos novilhos enviados (…) como constava no respectivo programa, verificámos que não correspondiam àqueles que tínhamos contratado, ou seja, o curro que acabou por ser lidado não correspondia nem em peso, nem em apresentação àquele que pensámos ser o curro ideal para este tipo de espectáculo”. É claro que o espectáculo – um Festival de Beneficência – não decorreu conforme se esperava e o público, que quase enchia o Coliseu do Redondo, naturalmente, sentiu-se, uma vez mais, defraudado nas suas expectativas. É por estas e por outras que a credibilidade dos agentes da Festa anda pelas ruas da amargura, e, assim, estamos a cavar a nossa sepultura. E, uma vez mais são os altruístas da Festa que não se poupam a esforços para a defenderem, apesar de bastas vezes serem enganados, seja pela inexperiência, seja pela ambição desmedida dos que não olham a meios para alcançar os seus (efémeros) fins. Atentemos, na parte final do comunicado da Associação Tauromáquica Redondense: “Esta recém-criada associação sem fins lucrativos irá continuar o seu trabalho sem ceder a pressões, que tristemente vai constatando existirem, tentando sempre dignificar e trabalhar em prol da Festa Brava. No entanto, pensamos que todos os que integram este espectáculo, que faz parte da nossa cultura e identidade nacional, têm responsabilidades, desde os órgãos de comunicação social aos aficionados anónimos, passando, obviamente, pelos artistas da Festa e criadores do seu principal interveniente: o touro bravo!”. Ludgero Mendes

Faleceu Manuel Gonçalves Vítima de acidente doméstico, faleceu na passada segunda-feira, dia 15 de Fevereiro, o empresário tauromáquico Manuel Gonçalves, um dos mais dinâmicos e empreendedores promotores de espectáculos taurinos na actualidade, nomeadamente os que se relacionavam com a RTP, pelo que muitos mereceram honras de transmissão televisiva. Tendo iniciado a sua actividade de empresário em Moçambique, Manuel Gonçalves teve grande responsabilidade nas corridas de toiros organizadas em França, designadamente nas corridas “ditas” à portuguesa, nas quais participavam diversos cavaleiros tauromáquicos e também diversos Grupos de Forcados, o que muito contribuiu para a divulgação da expressão taurina lusa naquelas paragens. Grande impulsionador

das Corridas do programa “Despertar” da Rádio Renascença, a maioria das quais teve a Monumental “Celestino Graça” como privilegiado cenário, contando quase sempre com lotações esgotadas, Manuel Gonçalves viria a assumir igualmente um papel de grande destaque na realização das Corridas da Casa do Pessoal da RTP, inicialmen-

te anunciadas apenas como Corrida TV, e posteriormente como Corrida RTP, após a liberalização do sector televisivo, do que resultou a abertura dos canais privados. Dado o êxito destas corridas, pelo menos em relação à maioria das suas edições, começaram a realizar-se as Corridas RTP Norte, Sul e Centro, o que proporcionou

um maior número de corridas transmitidas em directo, aspecto sempre de grande importância ao nível da divulgação da Festa Brava. Manuel Gonçalves foi, igualmente, empresário de diversas praças de toiros em Portugal, designadamente as de Figueira da Foz e da Nazaré, para além da sua passagem pelo Campo Pequeno. Dado o seu dinamismo, e o pragmatismo que colocava na sua acção, por vezes, sofreu alguma contestação – o que não admira neste meio, onde é sempre mais fácil criticar do que fazer – mas, o já saudoso Manuel Gonçalves pautou sempre a sua vida por uma inquestionável honestidade, que bom seria que pudesse ser seguida por alguns dos que o criticavam. À Família enlutada apresentamos a expressão das nossas sentidas condolências. Que descanse em Paz.

Toiros em Granja

Duarte em bom plano O solarengo dia de sábado, 13 de Fevereiro, proporcionou aos aficionados que marcaram presença no tauródromo alentejano de Granja uma agradável tarde de toiros, em louvável jornada de beneficência. Lamenta-se, apenas, a atitude do cavaleiro Rui Fernandes – já referida noutro apontamento desta página – que, por não querer lidar um novilho de Murteira Grave, foi substituído no cartel pelo marialva Pedro Salvador. O cavaleiro José Manuel Duarte andou em bom plano, exibindo um toureio vistoso e desenvolto, que mereceu o apoio consensual do público, nomeadamente após a colocação da ferragem, em sortes tecnicamente perfeitas. O novilho de Murteira Grave haveria de colaborar com o ginete escalabitano, que o soube aproveitar, apesar de lhe faltar um pouco de transmissão e som, o que, como se compreenderá, retirou maior brilho à função. Pedro Salvador, apesar de ter sido chamado em cima da hora, não deixou os seus créditos por mãos alheias, e desenvolveu uma lide com bons pormenores, cravando bem a ferragem da

ordem, pelo que o respeitável não lhe regateou aplausos. O Real Grupo de Forcados Amadores de Moura evidenciou ainda alguma falta de entrosamento – os treinos não terão sido suficientes para harmonizar as ajudas – e complicou o que até nem se afigurava difícil. O primeiro novilho foi pegado à segunda tentativa por Xavier Cortegano, que contou com uma boa intervenção do primeiro ajuda Rui Ameixa, e o segundo novilho foi pegado, apenas, ao terceiro intento por João Cabrita, que também seria penalizado pelas ajudas, ou pela falta delas em tempo certo. Nuno Casquinha teve a sorte do seu lado, pois, em jornada de reaparecimento após haver rompido a temporada em Setembro passado, teve pela frente um novilho precioso, que lhe permitiu andar a gosto, evidenciando um toureio filigranado e mandão, que agradou, sobremaneira, ao público que não lhe poupou ovações. É claro que, numa análise mais rigorosa, poderíamos referir que a faena a um exemplar desta categoria poderia justificar outro repouso e mais temple, até para poupar o seu oponen-

te, que não era muito poderoso, porém, percebemos perfeitamente o afã do jovem diestro nestas circunstâncias. “Morenito de Portugal” demonstrou ganas para enfrentar o seu oponente, mas não escondeu ainda alguma fragilidade técnica, algo que o tempo e o trabalho se encarregarão de superar. O jovem novilheiro esteve bem, sobretudo, com as bandarilhas, tércio em que

conquistou fartos aplausos do público, e na faena andou um pouco a reboque do seu oponente, que exigia pela frente alguém que se impusesse mais, para o dominar, algo que apenas o cansaço acabaria por conseguir. Este Festival foi dirigido, sem dificuldades, por Francisco Farinha, assessorado tecnicamente pelo médico veterinário Dr. Matias Guilherme.


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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Figuras taurinas de Santarém exaltadas esta noite Numa iniciativa da nóvel Escola de Bandarilheiros “Joaquim Gonçalves”, fundada em Santarém, e dirigida pelo bandarilheiro escalabitano Pedro Gonçalves, tem lugar esta noite no Bar “Sarja”, ao Largo de Marvila, em Santarém, uma jornada de exaltação de toureiros, ganadeiros, forcados, apoderados, empresários, críticos e aficionados da nossa cidade, que ao longo do tempo têm desenvolvido uma acção digna de relevo nesta vertente da cultura e da arte tradicional ribatejana. O primeiro momento desta consagração será dedicado a alguns dos mais ilustres de entre nós que Deus chamou para junto de si, mas que, através da memória e da saudade, e pelas suas tão valorosas obras, da lei da morte se vão libertando, como diria o Príncipe dos poetas portugueses. Joaquim Gonçalves, designado pelo seu aluno e sobrinho Pedro como o patrono desta Escola de Bandarilheiros, será a primeira figura a ser exaltada nesta homenagem, a título póstumo, prosseguindo esta evocação em relação ao bandarilhei-

Joaquim Gonçalves

ro João Assunção Romão, ao aficionado António Cacho, ao toureiro amador Faustino Ferreira e ao crítico tauromáquico Eduardo Leonardo. Naturalmente, estas são, apenas, algumas das muitas figuras de Santarém, infelizmente já falecidas, posto que, do que é ainda possível recorrer à memória dos mais idosos, ou da informação que podemos obter atra-

vés dos órgãos de comunicação social, inúmeras são as pessoas que se devotaram a esta expressão artística na nossa cidade, e apesar de nem sempre haverem conseguido atingir um nível relevante de reconhecimento público, contribuíram com a sua afición e com a sua paixão para influenciar outros a dedicarem-se de alma e coração a esta tão bela manifestação tradicio-

nal. Mas, nem por isso esta iniciativa de Pedro Gonçalves deixa de merecer o maior apreço e consideração, pois, a seu tempo, e, eventualmente, em outras sedes, surgirá a oportunidade para fazer uma justa referência a todos esses práticos aficionados escalabitanos. Santarém, capital da tão aficionada região do Ribatejo, desde sempre viveu com intensidade e paixão as actividades taurinas, fossem nas célebres entradas de toiros pela Calçada da Junqueira ou pela Estrada de S. Domingos, fossem nas inolvidáveis picarias no Campo Fora de Vila, ou ainda nas típicas toiradas na velhinha Praça de Toiros, instalada nas ruínas do antigo convento de S. Domingos, por ocasião das Feiras do Milagre, em Abril, e de Nossa Senhora da Piedade, em Outubro, e, mais recentemente, pela Feira do Ribatejo, em Maio e em Junho. A ambiência taurina era vivida em Santarém como expressão espontânea de uma comunidade para quem a tauromaquia se assumia como algo de natural, numa região onde a criação dos toiros bravos tinha

uma importância tão significativa e onde os campinos constituíam, pelo risco da sua acção, pela valentia que evidenciavam no maneio do gado bravo e pela garridice da sua indumentária, um imaginário heróico dos meninos que sonhavam poder um dia protagonizar as mesmas aventuras que ouviam narrar aos mais velhos nas emocionantes estórias de valentes maiorais. Em tempos de feira e, sobretudo, em dias de corrida, era tão agradável apreciar a animação desusada, com os mais jovens a viver toda aquela movimentação, com os cavaleiros montadas nos seus cavalos ricamente ajaezados, os toureiros envergando os seus vistosos trajes de luces, e os campinos e forcados, impantes no seu impressionante porte atlético, tudo a par das gentes usando a sua indumentária apropriada para jornadas de festa. De tudo isto muito há para contar, e, claro, muitas personalidades a referir, porém, a jornada desta noite constituirá um assinalável contributo para que a nossa memória preserve a acção de alguns dos que mais se entregaram, ou en-

tregam ainda, a esta tão apaixonante tradição. Felicitamos a Escola de Bandarilheiros “Joaquim Gonçalves”, na pessoa do seu fundador e director Pedro Gonçalves, por esta tão feliz iniciativa, e agradecemos a referência pessoal que nos é feita. Eis a lista completa das personalidades que são exaltadas esta noite, para além das homenagens a título póstumo já referidas: Ganadaria de Herdeiros de José Infante da Câmara, Ganadaria de Herdeiros de Paulino da Cunha e Silva, Ganadaria de Engº Ruy Gonçalves, cavaleiros Engº Manuel Sabino Duarte e José Manuel Duarte, Grupo de Forcados Amadores de Santarém, bandarilheiros César Marinho, José Dias “Tinoca”, Luís Miguel Gonçalves, João Pereira, Pedro Gonçalves, João Lázaro, Nuno Gonçalves, Cláudio Miguel, Tiago Torres, Tiago Higino, aficionados Themudo Batista, Engº Carlos Empis, Engº Joaquim Pedro Torres, Alfredo de Jesus Barbosa, Celso dos Santos, Francisco Morgado, Ludgero Mendes, João Cardoso, José António Pinto, José Gomes Brás e Eusébio Jorge.

lecção de vacas e sementais até à praça. O conceito de bravura”, após o que decorrerá um período de debate moderado pelo Engº Tancredo Pedroso. A corrida à portuguesa estará em debate na segunda conferência, no dia 11 de Março, com a abordagem aos temas “Toureio a cavalo à portuguesa: Arte em vias de extinção?”, a cargo dos cavaleiros Luís Miguel da Veiga e Rui Salvador e “Ser Forcado: Uma Filosofia de vida?”, da res-

ponsabilidade dos Forcados João Bonneville Franco e Vasco Dotti, estando a moderação do debate confiada ao Dr. Paulo Pereira. O ciclo encerra, no dia 25 de Março, com o tema “A corrida integral e os principais Cânones do Toureio”, sendo conferencistas o matador de toiros Mário Coelho e o novilheiro Manuel Dias Gomes, estando a moderação desta última conferência cometida ao Coronel José Henriques.

Colóquios taurinos no Campo Pequeno Interessada em valorizar a componente cultural associada ao espectáculo tauromáquico, a Sociedade do Campo Pequeno S.A. leva a efeito neste início de temporada um conjunto de colóquios subordinados à temática do toiro, do toureio equestre, dos forcados, e do toureio a pé, tendo sido convidados para participar diversas figuras do toureio ou da criação ganadeira, que, com o seu reconhecido saber e pela imensa experiência pessoal muito poderão

engrandecer esta iniciativa, coroando, assim, de êxito

os propósitos da empresa lisboeta.

Os colóquios terão lugar nos dias 25 de Fevereiro, e 11 e 25 de Março, no Salão Nobre da Praça de Toiros do Campo Pequeno, com entradas livres, sendo que, no entanto, a Empresa recomenda uma inscrição prévia, a qual poderá ser efectuada através do telefone 21 799 84 56/0 ou via e-mail, para o seguinte endereço electrónico tauromaquia@campopequeno.com. O ganadeiro Dr. Joaquim Grave inaugurará o ciclo com uma conferência subordinada ao tema, “Da se-

El Corte Inglês organiza viagens taurinas A operadora turística espanhola “El Corte Inglês”, instalada em Santarém, no Largo Cândido dos Reis, nas imediações do centro comercial “W Shopping”, está a organizar diversas viagens a feiras taurinas do país vizinho, apresentando sugestivos pacotes promocionais que incluem, igualmente, os respectivos bilhetes de acesso às corridas e as dormidas em hotéis de quatro estrelas. Depois do enorme suces-

so com a organização de idêntica iniciativa relativa à corrida de Bilbau, cujo cartel inclui o mediático mata-

dor de toiros José Tomás, e que esgotou em curtíssimo espaço de tempo, anunciam-se já uma excursão a Málaga, nos dias 3 e 4 de Abril, para assistir a três espectáculos: dia 3 - Corrida Picassiana: Javier Conde, “David Fandilla “El Fandi” e Manuel Jesus “El Cid”; toiros de Algarra; dia 4, 12 horas – Corrida de Rejoneio: mano-a-mano entre Pablo Hermozo de Mendoza e Diego Ventura, frente a toiros de Fermín

Bohórquez; dia 4, 18 horas – Corrida de Toiros: Raul Gracia “El Tato”, José Tomás e Sebastián Castella; toiros de Núñez del Cuvillo. Entretanto, também se anuncia para os dias 20 e 21 de Março uma excursão para duas corridas de Valência, durante as tão tradicionais “Fallas”. No primeiro dia actuarão os matadores Francisco Rivera, David Fandilla “El Fandi” e Miguel Ángel Perera, que en-

frentarão toiros de Jandilla, e no segundo dia, que constitui a jornada final desta feira, que terá o seu início no dia 11 de Março, apresentam-se sete matadores de toiros – Enrique Ponce, José António “Morante de la Puebla”, Julián Lopez “El Juli”, Sebastián Castella, José Maria Manzanares, Miguel Ángel Perera e Cayetano Ordóñez, os quais lidarão toiros de diversas ganadarias. As marcações deverão ser

efectuadas com a maior antecedência, uma vez que os preços diferem dos bilhetes escolhidos, sendo que quanto mais tarde se reservarem menos serão as opções disponíveis, e menor a diversidade de preços, sendo que os “pacotes” incluem também o alojamento em hotéis de quatro estrelas, em regime de pequeno-almoço. Para mais informações e para reservas contacte uma agência de “El Corte Inglés”.


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empresas

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

António Batista, administrador da Calcidrata, empresa de referência no mundo da cal

“Perante as autoridades somos como uns malfeitores, a fazer crer pela quantidade de vezes que somos sujeitos a vistorias” A Calcidrata é uma empresa familiar cujos sócios são irmãos, António Batista e Manuel Batista, e os filhos de ambos já integram o Conselho de Administração, sendo a 4.ª geração de uma família de empresários dedicada à cal. Hoje dão emprego a 52 pessoas e o seu capital é integralmente nacional.Até 1994 o principal mercado era a construção e obras públicas, que há data ocupava 65% da produção da empresa. Desde 1994 o ‘core business’ de clientes tem vindo a modificar-se. A cal além de desinfectar elimina os cheiros pelo que começaram a fornecer ETAR. A Somincor, minas de Neves Corvo, consome entre 30/ 50 toneladas dia, a Soporcel, Celulose do Caima, 30 toneladas dia.Na entrevista que deu Correio do Ribatejo António Batista queixa-se das acesTrês gerações da família Batista dedicadas ao negócio da cal sibilidades e de um ministério do Ambiente que em vez de ajudar traz ainda mais burocracia. do de desemprego. Conheço tarém como para Leiria, sen- Em Setembro de 2008, quis Correio do Ribatejo – O uso da cal na Agricultura já foi significativo. Continua a sê-lo nos dias de hoje? António Batista – O mercado Agrícola foi um mercado que já consumiu bastante mais, pensou-se que a cal estaria em desuso neste sector, mas estudos técnicos científicos recentes, vêm provar exactamente o contrário, pelo que começamos a assistir agora a um novo incremento nas vendas para o sector. Como assim? A cal em muitos locais era usada para caiar paredes e não pensamos que quanto mais pura for a água para a rega, quanto menos ácida for a água, visto que a cal corrige o seu grau de acidez tanto no sistema mais convencional de rega, como nos sistemas de pivô ou rega gota a gota, mais desenvolvido e mais puro é o produto final. No Norte do País, a Agricultura continua a consumir bastante, exactamente para os fins que mencionei. E o estrangeiro consome também a vossa cal? A facturação da empresa cifra-se nos 5 ME, em que 25% deste valor é para exportar sendo o mercado africano o nosso principal cliente. Vivemos para servir bem o cliente, são eles que nos pagam os ordenados e, nesse sentido, temos clientes fiéis, em que não é só o preço que conta. Ainda agora ganhámos um cliente que estava a comprar em Espanha, por que lhe entregamos ao sábado e num mercado tão competitivo como o de hoje, a nível geral, são estas pequenas diferenças que nos criam mais-valias com as quais ganhamos alguns negócios. Qual o peso da construção no negócio da cal? Em 1994, cerca de 80%, hoje é inferior a 20. Isto diz muito de como está o mercado em Portugal. Perante esta

realidade, tivemos de mudar o nosso objectivo de mercado, sendo o nosso principal cliente o mercado das águas, o sector mineiro e o sector siderúrgico. Nos anos 80 andámos muito lá por fora, fomos ver como trabalhavam outros mercados, nomeadamente, Espanha, França e Itália, que são três mercados enormes, actualizámos as nossas instalações e equipa de trabalho, de modo a uma maior produção e rentabilidade do negócio. Copiar o que está bem feito não é errado. E como funciona o restante mercado da cal no nosso país? Vou-lhe dar um exemplo. Repare na Expo’98, todos conhecemos o problema do Rio Trancão e o cheiro nauseabundo que emanava e que seria impensável durante a exposição visitada por milhões de pessoas. Construíram uma ETAR e durante a Expo, por dia, fornecíamos 25 toneladas de cal para o tratamento da água. No dia seguinte ao fecho da Expo’98 fomos informados que não mais seria necessário o nosso serviço… E ainda nos falam de ambiente!… Quer outro exemplo, na construção da A8, o projecto de engenharia mencionava a necessidade de cal que se incorpora debaixo do alcatrão, para estabilização do pavimento e, nesse sentido, seriam necessárias 20.000 toneladas de cal. Sabe quantas compraram? Zero. Onde é que foi parar esse dinheiro que estava mencionado no caderno de encargos? Na altura desta obra, e caso se tivesse realizado esse negócio, era quase a nossa produção anual, veja o importante que tinha sido a realização do mesmo. Há falta de emprego no sector? É um falso problema. Ainda outro dia tive aqui um homem que trabalha connosco há vários anos que chorava para eu o mandar para o fun-

este homem profundamente e asseguro que alguém falava por ele, alguém que gosta de desestabilizar o país. E o estado em que se encontram as acessibilidades é impedimento ao crescimento? Estamos no ‘cu do mundo’ apesar de termos um pólo de indústria muito importante. As acessibilidades são péssimas, tanto para o lado de San-

do no entanto bem mais fácil ir para Leiria. A câmara de Santarém, mostrou um projecto de estrada, tipo via rápida, mas deve ter sido mais um projecto para impressionar…

Concorda com as criticas que têm sido feitas ao ministério do Ambiente, sobretudo por excessiva burocracia dos serviços? Vou-lhe dar outro exemplo.

aproveitar as águas dos balneários e das fossas da empresa para regar. Depois de realizarmos as análises às águas comprei uma estação de tratamento para aqui funcionar, em vez de deixar a água ir para as terras sem ser tratada. Veio cá uma senhora desse ministério e teceu enormes elogios à obra. Mal chegada ao gabinete do Ministério envia-nos uma mul-

ta de 60.000 j. Claro que ainda não pagámos e estamos a recorrer. Sentimo-nos revoltados porque não somos estimulados a continuar, mesmo quando investimos. Comprámos um forno de cal novo que teve um custo de 7 ME, e terminámos esse investimento antes da licença ter chegado. Se tivéssemos à espera dessa licença a oportunidade do negócio tinha-se perdido, os postos de trabalho não os tínhamos conseguido aguentar. E quanto tempo demorou a licença a chegar ás vossas mãos? Três anos. Tem de haver autorização de quatro organismos diferentes desde a câmara, Ministérios da Economia e do Ambiente e até do Património Arquitectónico, portanto repare a burocracia de tudo isto. Perante as autoridades somos como uns malfeitores, a fazer crer pela quantidade de vezes que somos sujeitos a vistorias, sempre com o sentido de perseguição. Venham, isso sim, ensinar-nos a fazer melhor, nós estamos sempre prontos a aprender. António Rhodes Sérgio PUB

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Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

CVR Tejo promove concurso A arte dos vinhos de vinhos e iguarias A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo em parceria com o Cnema, a Entidade de Turismo Lisboa e Vale do Tejo, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho, a Caminhos do Ribatejo e a Rota dos Vinhos do Tejo organiza, pela primeira vez, o Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, que terá lugar entre os dias 13 e 28 de Março. Esta iniciativa conta com os patrocínios do E. Leclerc, da Olitrem, da Riedel e tem como Media Partners a Revista de Vinhos e o jornal Correio do Ribatejo. As inscrições estão abertas até ao dia 26 de Fevereiro a todos os restaurantes do distrito de Santarém, com um limite de 30 estabelecimentos em competição. Durante o concurso o E.Leclerc realizará uma Feira de Produtos do Ribatejo, com destaque para os vinhos do Tejo que estarão em promoção durante esse período. No final do concurso, os restaurantes terão oportunidade de constar do Guia de Restaurantes, a ser editado

e divulgado posteriormente.

Jornalista chinês visita região

Zhou Chen, jornalista do Xinmin Evening News Group, visita a região de Vinhos do Tejo de 23 a 26 de Fevereiro. São nove os produtores que vão abrir as suas portas a este jornalista chinês: Quinta da Alorna, Casal Branco, Fiúza & Bright, Vale d’Algares, Encosta do Sobral, Casal da Coelheira, Quinta da Lagoalva, Pinhal da Torre e Adega do Cartaxo. Esta visita enquadra-se no projecto OCM e visa dar a conhecer ao mercado externo a região “Vinhos do Tejo”.

O I Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, sendo uma organização da CVR Tejo, tem como objectivo principal dignificar os vinhos do Tejo versus as iguarias regionais e desafiar a restauração do distrito a inovar, a criar e a mostrar todas as técnicas de cozinha, de serviço e da relação dos vinhos com as iguarias. As maridagens, não têm que ser casamentos perfeitos mas há regras das sensações que são sempre desafios à restauração, escolher os vinhos que melhor se adaptam a uma confecção mais ou menos elaborada não é tarefa fácil mas todos os elementos do restaurante devem testar a relação e ter a apresentação como um ele-

Mário Louro

mento muito importante. Depois o serviço, a escolha de copos adequados, as temperaturas de todos os vinhos no serviço são fundamentais. Reconhecemos que toda a Restauração Nacional necessita de formação em atendimento, em vinhos e em técnicas de cozinha. Os mestres existem, os cursos também mas as escolas hoteleiras que

criam profissionais para a restauração, deixam, algumas vezes, pelo caminho áreas tão importantes como o vinho, o seu potencial, as capacidades nos casamentos e as temperaturas de serviço. Este concurso tem também um objectivo didáctico, para além da promoção dos ‘Vinhos do Tejo’ e cria uma expectativa alta em toda a restauração. Não basta criar festivais de gastronomia é preciso dar os meios aos profissionais para o verdadeiro conhecimento do produto que se quer promover, o vinho, a cozinha e a região. Contamos com toda a Restauração. Mário Louro Director do I Concurso de Iguarias do Tejo

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

José Josué, presidente do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém, no ano em que este assinala 25 anos de existência

Unidade de Radioterapia, alargamento do Serviço de Urgência e novas instalações para as Consultas Externas são apostas de renovação para 2010 José Josué tem 30 anos dedicados à gestão hospitalar. Desde 1994 no Hospital Distrital de Santarém (HDS) tem em mãos a saúde de quase 200 mil habitantes que procuram o HDS, gerido sob um modelo empresarial mas com a incontornável preocupação de cuidar e tratar o doente, com qualidade e a mais valia dos profissionais de que dispõe. Inaugurado em Novembro de 1985, o HDS passou a Sociedade Anónima (SA) em 2002. Com nova alteração do seu estatuto jurídico, em 2005, transformou-se em Entidade Pública Empresarial (EPE). Neste conceito de gestão o Estado, representado por dois Ministérios, o das Finanças e o da Saúde, é o único accionista. Nesta entrevista de José Josué ao Correio do Ribatejo, o administrador diz por que fechou a clínica privada no piso 10, opina sobre a “forma errada” como por vezes se avalia o número de médicos em Portugal, aborda a necessidade de alargamento da Urgência que mais do que duplicou o número de doentes para que estava preparada a quando a sua criação e prevê, ainda em 2010, uma Unidade de Radioterapia “modelar”, com recurso a investimento privado, no ano em que o HDS completa 25 anos de existência. “Queremos oferecer aos nossos utentes um hospital renovado”, assegura.

Correio do Ribatejo - No relatório de 2008 do HDS era referida como prioridade uma Unidade Local de Saúde e Serviço Domiciliário. Para quando a sua concretização? José Josué - O sistema de Saúde português compõe-se de três níveis fundamentais: Cuidados Primários, assegurados pelos serviços a montante do hospital, Cuidados Hospitalares Diferenciados que são prestados pelos próprios hospitais e por fim os Cuidados de Continuidade. O nosso sistema de saúde está situado entre o 12.º e o 16.º sistema melhor do Mundo, mas se soubermos bem gerir estes recursos tudo pode funcionar melhor. Quando falamos no desejo de integrar uma Unidade Local de Saúde, fazemo-lo na certeza de ser o modelo que melhor pode potenciar a eficiência na gestão dos recursos, a todos os níveis. Se na “porta” de todo o sistema, nos cuidados primários, se fizer um bom atendimento e, se necessário uma boa referênciação, tudo o que chega aos hospitais passa a ter outra importância e uma melhor resolução. O im-

portante aqui é fazer uma gestão integrada destes três níveis, é este o futuro da Saúde. Existem já no nosso País alguns exemplos deste modelo, com sucesso. Acredito que temos de fazer uma mudança gradual, mas o futuro passará por uma cada vez maior integração na prestação de cuidados. Nesse ano 2008 o HDS apresentou um resultado negativo. É algo que o preocupa? Naturalmente que é sempre preocupante um resultado orçamental negativo. Quando o orçamento foi negociado tinha já uma componente deficitária muito expressiva pelo que é à luz dessa realidade que os resultados económicos devem ser entendidos. Contudo, e nunca perdendo o sentido da responsabilidade na

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ciado que está aberto 24 horas, todos os dias do ano, com uma equipa multidisciplinar, preparada para a urgência e para a emergência. No início do HDS a previsão de afluência diária pela urgência foi de 100/ 120 pessoas, pelo que todas as actuais instalações da urgência estão perfeitamente saturadas. A urgência deixou de ser a “consulta de recurso” que era tradicionalmente, para ser um serviço onde se prestam cuidados muito diferenciados e com alguma demora, o que obriga a uma logística totalmente diferente. Esse problema quando foi identificado...? Há cerca de dez anos, embora inicialmente pela ocorrência de “picos” de afluência excessiva. Com a evolução concluímos que teríamos de fazer um novo Serviço de Urgência. Fizemos o projecto que tem o apoio do QREN, cujo valor ronda os 7 ME e que vai redimensionar o serviço de urgência. Essa obra está em curso, irá demorar, esperamos, até ao fim do ano de 2010. Até lá o Serviço de Urgência irá funcionar em instalações provisórias, mantendo a exigência de qualidade de serviços.

José Josué, presidente do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém

procura da eficiência e da melhoria dos Resultados, é na satisfação das necessidades em saúde das nossas populações que concentramos o nosso melhor empenho, garantindo-lhes esperança de vida e ganhos em saúde. Sim mas a sustentabilidade, como é conseguida? Falando em modelo empresarial temos de ter uma vida orçamental estável e, se possível, saudável. Quando se fala nesse ponto, infere que temos de ter proveitos que cubram os custos. Em 2008

isso não aconteceu… …E em 2009? Ainda não apresentámos os resultados, mas o que o Ministério nos pede é que, aproveitando o orçamento escasso que temos, o saibamos gerir o melhor possível, o que está a ser realizado com uma equipa altamente empenhada, a todos os níveis, com bons resultados em saúde.

Não propriamente. A realidade é que os cerca de 193.000 habitantes que servimos, recorrem aos Serviços do Hospital 285.000 vezes. Quer dizer que, diariamente, são atendidos no Serviço de Urgência cerca de 350 doentes e nas Consultas Externas cerca de 600 doentes. Entretanto a média diária de doentes internados é de 360 doentes.

Apesar do HDS servir um universo de 193.000 pessoas, são 285.000 os que o procuram anualmente…

Muitos deles entram pela porta das Urgências... O Serviço de Urgência é o único ambulatório diferen-

O que vai mudar com a nova urgência em funcionamento? Com o novo Serviço de Urgência vai mudar radicalmente todo o paradigma assistencial de urgência. Os doentes vão ter melhores condições de admissão, espera, acolhimento e atendimento em instalações e ambientes tecnicamente estudados de acordo com os mais elevados padrões assistenciais e de humanização. Os profissionais, a quem quero, desde já, elogiar pela forma como nas actuais condições de trabalho superam com a sua entrega e dedicação as carências do Serviço, passarão a dispor de condições de trabalho nunca antes tidas e ao nível do que melhor se pode encontrar neste tipo de Serviços.

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CORREIO DO RIBATEJO

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O pavilhão das Consultas Externas vai também sofrer algum acréscimo? A medicina é de todas as ciências aquela onde nos últimos 50 anos se verificaram maiores avanços, pelo que os hospitais têm de acompanhar essa evolução. Por esse facto, posso realçar dois projectos em execução que vão decisivamente ao encontro das necessidades das nossas populações. Em 1985, os Serviços de ambulatório faziam 150 consultas diárias, hoje faz 650, as instalações esgotaram tal como a urgência, pelo que o problema é idêntico. O desfasamento de horários nas consultas, funcionando entre as 8 da manhã e as 8 da noite, tem ajudado na resolução desse problema, só que o espaço é cada vez mais exíguo e o número de gabinetes e de salas está muito aquém das necessidades, pelo que é necessário o acréscimo no pavilhão em que funcionam as consultas externas, em cerca de 1.600 m2.

com risco e investimento privado que ronda os 10 ME. Será uma mais valia inquestionável, a funcionar em instalações de 1.200 m2, uma Unidade modelar que era inadiável. Foi ainda o Ministro Correia de Campos que reconheceu a utilidade de tal parceria e nos concedeu a respectiva autorização. Num ano de relançamento do HDS e em que completamos 25 anos, queremos oferecer à população um hospital renovado em 2010.

Foi uma experiência muito interessante, porque veio a revelar que existia procura e se tornou numa resposta a quem desejava e podia ter uma solução diferente do serviço público. Criou-se emprego e para os profissionais do Hospital autorizados a colaborar com a empresa, foi estimulante.

Não é a primeira vez que o HDS estabelece parcerias com privados, recordo a clínica instalada no piso 10... Tratou-se de uma situação diferente. Em 1995, o piso 10 do Hospital que tinha sido construído para uma unidade de Quartos Particulares estava encerrado e o Conselho de Administração entendeu que não haviam nem condições nem interesse na sua activa-

Por que é que cessou o contrato? Em primeiro lugar porque, ao contrário do que sucedia em 1995, em 2006 começámos a ter necessidade daquele espaço, motivada pelo aumento de actividades no Hospital. Não fazia sentido que se abdicasse do serviço público para benefício do privado, pelo que cessámos o contrato. Passados dois meses da saída da Clínica tínha-

Será uma experiência a repetir? Nestes moldes, não. Hoje a realidade é outra.

Quantas pessoas trabalham no HDS? O corpo de profissionais deste hospital, é actualmente de 1.450 trabalhadores, incluindo cerca de 80 médicos em formação. O Hospital e o seu corpo médico, pela sua diferenciação, tem capacidade formativa, pelo que anualmente assegura formação em várias especialidades.

A ampliação terá custos elevados? O orçamento do projecto ronda os 4 ME com um financiamento de uma parceria pública-privada e que vai melhorar em muito as condições de acolhimento e atendimento dos doentes e a sua satisfação, assim como a dos profissionais. Procurará resolver um problema crítico para o hospital e para a região, abrangendo um total de oito concelhos da Lezíria do Tejo. É, no país, uma das zonas onde a incidência da patologia oncológica é maior. É possível quantificar esses casos? Identificámos, em 2009, mais de 1300 casos de doentes com patologia oncológica, o que dá uma média de quatro novos casos por dia. Perante esta realidade e pelo facto de não podermos e não querermos estar a enviá-los para o IPO, tivemos de encontrar uma saída. Temos já uma unidade oncológica de muita qualidade mas faltavanos a Radioterapia, pelo que surgiu um investidor com o qual iremos realizar uma parceria. E como funcionará essa parceria? Irá ser instalada no nosso hospital uma Unidade de Radioterapia que servirá a nossa população e outros doentes do Distrito e não só, porque as alternativas mais próximas são Unidades em Lisboa ou em Coimbra. Trata-se de uma Unidade privada,

513, só que a lógica da Saúde, em todo o mundo, tem sido, cada vez mais, privilegiar a actividade ambulatória, e cada vez menos o internamento. Porquê? Por várias razões. Em primeiro lugar porque a evolução da medicina, as capacidades de diagnosticar e as terapêuticas permitem evitar o internamento. Em segundo lugar porque está demonstrado que o ambiente hospitalar encerra sempre algum risco, nomeadamente o de infecção. Infelizmente, com o envelhecimento da população, volta a ser necessário um maior número de camas. Com o aumento da esperança de vida, vive-se mais tempo, mas com mais problemas de saúde o que se reflecte no internamento hospitalar. Esta tendência só será invertida com o aumento das soluções de cuidados domiciliários e com a concretização da rede de cuidados continuados em curso.

Um dos objectivos para 2010 é a criação de uma Unidade de Radioterapia “modelar”, com recurso a investimento privado

ção. Não tínhamos procura. Como em Santarém não existia nenhuma clínica privada e era sabido que médicos do Hospital, pela sua reconhecida qualidade, eram contactados por pessoas que gostavam de ser atendidos em regime de privado, ou porque tinham seguros, ou porque tinham outro tipo de coberturas em regime de Saúde privada, surgiu então a ideia de alugar o referido piso a uma entidade que o quisesse explorar, numa lógica privada. Abriu-se concurso público e o que o Hospital fez foi alugar o espaço, onde passou a funcionar uma Clínica, servida por médicos hospitalares em horário pós laboral. Foi gratificante essa experiência?

mos o piso de novo ocupado e agora a funcionar como Serviço de Consultas Externas do Departamento Cirúrgico, onde se atendem diariamente cerca de 300 doentes. Essa coexistência público-privado é pacífica? A actividade privada e a actividade pública são complementares. Não são incompatíveis. Os hospitais públicos relacionam-se saudavelmente com unidades privadas. O que o Hospital de Santarém nunca descura é a procura da sua eficiência no estrito cumprimento do serviço público. Qual é, hoje, a lotação do hospital? São cerca de 400 camas. Quando foi construído tinha

Existe um número excessivo de médicos em Portugal? Não. Bem pelo contrário. Para avaliar esse número por vezes cometem-se erros de análise. Médicos per capita, por 1000 habitantes, etc, etc… o que é errado porque não conduz a nada. Efectivamente, quando se fala de médicos tem de falar-se de especialidades. Aí é, de facto, possível identificar as carências. Existem especialidades onde a situação é crítica e existem outras onde é equilibrada. O problema está, e compreende-se porquê, nas primeiras e na demora em recuperar para níveis satisfatórios, o que poderá levar ainda alguns anos. Se falarmos em médicos na globalidade vemos que temos o mesmo rácio de alguns países europeus mais desenvolvidos. E o recurso a médicos estrangeiros? Quantos estão ao serviço no HDS? Não muitos. Contando com os médicos dos países de língua oficial portuguesa, são 15. António Rhodes Sérgio

ANÁLISES CLÍNICAS Dr.ª M. Fátima Consciência HORÁRIO: 2.ª a 6.ª feira das 8 às 19 horas e Sábados, das 8 às 12 horas Rua Luís de Camões, 10, 2000-116 Santarém Tel: 243309780 Fax: 243309781 biolabor@biolabor.pt www.biolabor.pt POSTOS DE COLHEITA TREMÊS – Rua Santiago, n.º 128 - Loja, 1 – 3.as e 5.as-feiras, das 8.30 às 10 horas ALMEIRIM – Rua Bernardo Gonçalves, n.º 69 - H – 2.a a 6.a-feira, das 8 às 13 horas ALCANHÕES – Rua Paulino da Cunha e Silva, n.º 315 – Quarta-feira, das 8.30 às 10 horas

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23 24 25 26 27 28

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3, 6, 9, 12, 14, 15, 18, 24, 27. 2, 5, 7, 8, 11, 17, 20, 23, 26, 28. 1, 4, 10, 13, 16, 19, 21, 22, 25.

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Correia de Oliveira

1, 5, 9, 13, 17, 21, 28.

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2, 6, 10, 14, 18, 22, 26.

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3, 7, 11, 15, 19, 23, 27. 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28.

Aguiar

3, 9, 12, 15, 18, 20, 21, 24. 1, 4, 6, 7, 10, 16, 19, 22, 25, 27, 28. . 2, 5, 8, 11, 13, 14, 17, 23, 26.

Salvaterra M. Carvalho

7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27.

Martins

1, 2, 3, 4, 5, 6, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 28.

Rio Maior 7, 8, 9, 10, 11, Cândido Barbosa 12, 13, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27.

Almeida

1, 2, 3, 4, 5, 6, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 28.


última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.192 | 19 de Fevereiro de 2010

Ao balcão do Quinzena

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A freguesia de Alcanede voltou a vencer o Carnaval de Santarém!

Dizem as más línguas que o tema que a freguesia escolheu para o desfile ajudou e muito a prever E que tema foi esse? a vitória...

As escutas telefónicas... Aos elementos que compunham o júri do concurso carnavalesco!...

Depois do sucesso da primeira Feira, em Dezembro

II Feira de produtos biológicos está de regresso ao Jardim da República em Santarém Depois do sucesso da I Feira de produtos biológicos, em Dezembro, a iniciativa está de regresso quarta-feira (dia 24) ao Jardim da República, em Santarém, entre as 10 e as 15h00. “A feira passa a realizarse todas as quartas quartasfeiras de cada mês”, disseram ao Correio do Ribatejo Ana Margarida Gomes, Ana Rita Jorge e Helena Moura, estagiárias do projecto que conta com a participação activa de alunos das Escolas Superiores de Educação e Agrária de Santarém. Os produtos biológicos são comercializados na feira directamente por quem os produz. O visitante poderá aproveitar também as actividades de animação musical, do conto e da leitura, animação teatral, assim como sessões de informação e conversas sobre as mais variadas temáticas relacionadas com agricultura, ambiente e alimentação. A abertura da Feira de Agricultura Biológica de Santarém está prevista para as 10h00, seguida de animação do Conto Tradicional Português. Segue-se, pelas 11h00, uma conversa sobre agricultura biológica com Virgílio Pestana da AGROBIO. Pelas 14h00 será feita uma demonstração do processo de compostagem doméstica, seguida de nova animação do Conto Tradicional Português. A II Feira de produtos biológicos encerra pelas 15h00. Em Dezembro, foram

A Feira de produtos biológicos passa a realizar-se na quarta 4.ª Feira de cada mês, no Jardim da República, em Santarém

sete os postos de venda de produtos frescos e transformados a partir de produtos biológicos. Consequência do projecto comunitário promovido pelas Escolas Superiores de Educação (ESES) e Agrária (ESAS), do Instituto Politécnico de Santarém, a Feira assume agora um ca-

rácter mensal, decorrendo sempre às quartas-feiras. A feira procura dar resposta às pretensões de produtores como Libério Ferreira Alcobio, que há 12 anos optou por fazer agricultura biológica nos três hectares de terreno que possui em Alpiarça (horto-frutícolas) e nos outros três que

tem no Fundão (essencialmente para produção de cereja e maçã bravo-esmolfe). É assíduo no mercado do Príncipe Real, em Lisboa e em Dezembro, durante a primeira Feira, admitiu que optaria por passar a fazer o mercado de Santarém, caso a experiência resultasse. “Estamos na despensa de Portugal e a agricultura biológica tem que ser, também aqui, alternativa à agricultura convencional”, afirmou na altura, realçando as boas condições do país para este tipo de cultura. Redução de cereja, compotas de vários frutos, paté de beterraba, chagtney de abóbora, além dos produtos frescos, como as alfaces, rúcula, chicória, saramago, funcho e laranjas, são alguns dos produtos que poderá encontrar na feira, tal como azeite, mel, broas de batata-doce ou os “crackers” de abóbora biológica. Durante a primeira edição, em Dezembro, alunos do segundo ano da licenciatura em Animação Cultural e Educação Comunitária da ESES leram contos, tendo sido feita uma demonstração do processo de compostagem doméstica. Enquanto isso, alunas da ESES, “vestidas” de cogumelo vendiam nas bancas. A iniciativa contou ainda com a participação de alunos da Especialização Tecnológica em Produção Integrada de HortoFrutícolas da ESAS que deverão estar de novo na II Feira, na próxima quartafeira, dia 24.

Ponto final A aprovação do casamento homossexual, relançou uma discussão já antiga mas que adquiriu agora nova actualidade: o direito das famílias, daí decorrentes, a terem filhos; resultantes estes, de um direito de opção (como qualquer casal hetero) ou, no caso das lésbicas, igualmente do direito a um filho biológico de uma das partes, obtido, este, pelo processo normal ou inseminatório. Problemática, aliás, que se estende, depois, a casos menos vulgares em que, por exemplo, se possuam já filhos de anteriores casamentos heteros e se pretenda continuar a viver com eles na nova família ora constituída. Sim! Porque as inclinações sexuais estão longe de se circunscreverem a estritas homo ou heterosexualidades. É portanto todo um campo de novas situações que se abre, mas que carece de profunda discussão; de preferência pouco frenética. O argumento principal dos opositores a esta pretensão é o de que tal pode provocar um considerável sofrimento às crianças. Olhadas pelos outros (se calhar, principalmente, pelas outras crianças) como espécimes bizarros mais ou menos circenses (com duas mães ou dois país) e, naturalmente, estigmatizados. Os defensores argumentam não só com a igualdade com as outras famílias mais ou menos tradicionais, com o direito à vontade das partes envolvidas e, ainda, com o facto de os comportamentos sociais retrógrados não deverem constituir, por princípio, obstáculos legais. Defenderão, ainda, eventualmente, que a mudança de mentalidade social (neste como noutros casos) só poderá resultar da apresentação como normal e natural, destas situações, até agora, anormais e socialmente rejeitadas. Resumidos os argumentos (outros existem, com certeza, a maior parte contudo fruto de ortodoxos e macarrónicos preconceitos), configura-se aqui um daqueles casos em que, em rigor absoluto, nenhuma das partes deixa de ter razão. Uma solução possível poderia passar por deixar a temática “casamento gay” consolidar a sua legitimidade na sociedade portuguesa. Dar-se-lhe tempo e irem-se-lhe criando condições várias para o mesmo poder ser encarado, gradualmente, como algo comum e habitual. O problema é que tenho imensas dúvidas acerca da eficácia de tal estratégia! Principalmente na ausência dos imperativos catalisadores (susceptíveis, é verdade, de provocar sofrimento), da “situação de facto!” E, mesmo assim… PS – À semelhança das escutas do “apito dourado” (de que falava há quinze dias) outras escutas surgiram recentemente, mais preocupantes ainda, por envolverem as figuras mais destacadas do estado português. Perplexo, o cidadão comum, olha em redor numa procura desesperada de referenciais de valor, credíveis e insuspeitos. E, de si para si, cogita num silêncio interior cada vez mais atroador; será que este país, ainda, tem solução? Aurélio Lopes PUB


Edição N. 6.192 de 19 de Fevereiro de 2010