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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

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15 de Janeiro de 2010 • 118.º ano • N.º 6.187 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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Artigo do Correio do Ribatejo sobre campanha da AMI sensibiliza grupo de alunos

Projecto escolar sobre óleos alimentares usados já tem resultados práticos em Santarém ENTREVISTAS

José Neiva Correia, é um dos enólogos que mais vinhos assina em Portugal. Tem vindo a desenvolver um trabalho pioneiro na implantação de novas castas e uma agricultura mais amiga do ambiente. p. 16-17

O trabalho sobre a reciclagem de óleos alimentares, publicado no Correio do Ribatejo, em 16 de Outubro de 2009, serviu de estímulo para um grupo de alunos da Escola Secundária Sá da Bandeira desenvolver um projecto sobre essa matéria, no âmbito do qual foram já colocados oleões em cinco estabelecimentos de ensino da cidade. Em breve, o grupo dará início a um conjunto de sessões de esclarecimento, com o objectivo de sensibilizar as crianças para a importância da reciclagem dos óleos alimentares usados. p. 3

Jorge Justino regressa à liderança do Instituto Politécnico de Santarém Orbílio Rosário preside à maior exploração de leite do País, uma das quatro maiores da Península Ibérica, na freguesia de Vale de Cavalos. p. 29

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Santarém (IPS) elegeu o até aqui director da Escola Superior Agrária, Jorge Justino, para presidente no mandato 2010/2014. Jorge Justino foi eleito com 12 votos dos 21 membros do Conselho Geral, tendo o outro candidato, o director da Escola Superior de Gestão e Tecnologia, Jorge Faria, recebido nove votos. Maria de Lurdes Asseiro, que presidiu ao IPS nos últimos quatro anos e que se recandidatou ao lugar, havia sido eliminada na primeira volta. Jorge Justino regressa à liderança de uma instituição a que presidiu durante dez anos (1996/2006), prometendo pugnar pela “excelência” e “qualidade” do ensino. p. 6 PUB

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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

DITO & ESCRITO

“A regionalização vai trazer problemas que o país deve evitar e não é necessária nesta fase da vida nacional”

Sabe por que é que se diz?...

CLICK!

“O primeiro milho é dos pardais”

António Nogueira Leite, professor catedrático da Faculdade de Economia na Universidade Nova de Lisboa, na conferência promovida pelo Grupo de Deputados do PSD na Assembleia Municipal de Santarém, sobre o tema “O Impacto Local da Crise Global”.

“O que sucede na maior parte das prateleiras de vinhos do mundo é que os vinhos portugueses estão na secção dos vinhos exóticos, vinho espanhol, ou na melhor das hipóteses, vinho ibérico” José Neiva Correia, enólogo e produtor de vinhos, em entrevista ao Correio do Ribatejo.

Cândido Nicola completou no passado sábado (dia 9) 100 anos de vida. O Centro de Repouso e Lazer Fonte Serrã, na Póvoa de Santarém, onde se encontra, fez-lhe a merecida festa e convidou a Universidade da Terceira Idade de Santarém, (entidade que frequentou entre os anos 2000 a 2005), e muitos dos seus familiares e amigos para com ele testemunharem o feito de completar um século de existência. Uma festa surpresa que incluiu muita música, canções e poesia num autêntico brinde à vida. Num misto de surpresa e comoção, Cândido Nicola garantiu ao Click! que “têm sido tão belas e tocantes as manifestações de carinho e ternura por este rapazinho que só para as viver valeu a pena ter nascido! Só a presença de todas estas pessoas que me quiseram felicitar terá sido suficiente para lhes ficar perpetuamente grato, mas eles, sabendo o quanto eu aprecio a música e a poesia, fizeram-no em ar de festa”. Palavras sábias de agradecimento de quem completou cem anos de vida.

Significado: Os mais fracos aproveitam as primeiras vantagens. Origem: No tempo dos romanos, era costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas às aves. Pensava-se na altura que eram as aves que levavam oferendas aos deuses. O conhecimento desse hábito foi-se transmitindo de geração em geração, até que, no Séc. XVI – quando o milho chegou à Europa – a expressão evoluiu. O pardal era o símbolo de todas as aves e o milho abundava nas culturas portuguesas. PUB

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Artigo do Correio do Ribatejo sobre campanha da AMI sensibiliza grupo de alunos

Projecto escolar sobre óleos alimentares usados já tem resultados práticos em Santarém O trabalho sobre a reciclagem de óleos alimentares, publicado no Correio do Ribatejo, em 16 de Outubro de 2009, serviu de estímulo para um grupo de alunos da Escola Secundária Sá da Bandeira desenvolver um projecto sobre essa matéria, no âmbito do qual foram já colocados oleões em cinco estabelecimentos de ensino da cidade. Em breve, o grupo dará início a um conjunto de sessões de esclarecimento, com o objectivo de sensibilizar as crianças para a importância da reciclagem dos óleos alimentares usados. Catarina Almeida, António Sousa e Andreia Inácio, do 12º ano de escolaridade, são os alunos envolvidos neste trabalho. “Estávamos sem saber que tema haveríamos de desenvolver no âmbito da Área Projecto, até que lemos, no Correio do Ribatejo, um trabalho jornalístico sobre a fraca adesão de Santarém à campanha de reciclagem de óleos alimentares da

AMI. Foi então que decidimos fazer um trabalho sobre esse assunto, em parceria com a AMI”, disse-nos Catarina Almeida. Este projecto apresenta uma componente prática que está já a dar os seus frutos, segundo informaram os estudantes. Com a colaboração da AMI – Assistência Médica Internacional, os alunos conseguiram que, desde meados de Novembro de 2009, várias escolas passassem a dispor de oleões, designadamente a Escola Secundária de Sá da Bandeira, a Escola EB 2, 3 de Alexandre Herculano, e as EB 1 de S. Domingos, Combatentes e Salvador.

Oleões e informação nas escolas

Paralelamente, os alunos têm-se preocupado em dar a conhecer a campanha de reciclagem empreendida em todo o país pela AMI, através da colocação de cartazes e da realização de acções de esclarecimento que irão decorrer, em breve,

Catarina Almeida, António Sousa e Andreia Inácio

junto das crianças de escolas de Santarém. Já nos próximos dias 19, 20 e 21, a Catarina, o António e a An-

dreia irão à Escola de S. Domingos dar uma aula sobre a matéria em causa. “Vamos mostrar um vídeo

e levamos umas penas de aves para fazer uma demonstração sobre o efeito nocivo dos óleos alimentares usados”, adianta. Cientes da necessidade de educar os mais novos para a cidadania e para as boas práticas no domínio do ambiente, os autores do projecto escolheram as crianças em idade escolar como público-alvo das referidas acções de esclarecimento. “As crianças irão, depois, falar com os pais sobre a importância de reciclar e a mensagem acabará por chegar a muita gente, esperamos”, defende o grupo. Convidar uma especialista da AMI para vir a Santarém fazer uma palestra sobre o tema é outra iniciativa que os alunos têm em mente, mas que ainda não está completamente definida. Recorde-se que o trabalho publicado no Correio do Ribatejo, que serviu de “inspiração” para os três alunos da Escola Sá da Bandeira, dava conta da fra-

ca expressão, no concelho de Santarém, do projecto Recolha de Óleos Alimentares Usados, lançado pela AMI. Entre Outubro de 2008 e Outubro de 2009, primeiro ano de desenvolvimento do projecto, foram recolhidos 470 litros de óleos usados, no concelho. Uma quantidade que poderia ser bem maior, se houvesse mais pontos de recolha. Na data em que o trabalho foi publicado no Correio do Ribatejo, apenas sete entidades tinham aderido à campanha. Cada litro de óleo alimentare usado reverte num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social em Portugal. Além deste benefício social, a reciclagem tem inúmeras vantagens para o ambiente, pois, não só se evita a poluição da água, como se transforma o óleo em biodiesel, fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2. Sofia Meneses PUB

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Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

“Património Cultural, Etnografia e Folclore” com curso de especialização no Politécnico de Tomar O Instituto Politécnico de Tomar vai iniciar um Curso de Especialização e Pós-Graduação em Património Cultural, Etnografia e Folclore, proposto pela Área Científica de Património Cultural, através do NUPE - Núcleo de Projectos Experimentais, do Departamento de Gestão Turística e Cultural, da Escola Superior de Gestão. O curso é antecedido de apresentação marcada para 30 de Janeiro no Cespoga - Centro de Estudos Politécnicos da Golegã, Palácio do Pelourinho, na Golegã, através de um Seminário subordinado ao tema “Estudos superiores em Antropologia e Folclore - que respostas a esta necessidade socialmente sentida?” O início do Curso está agendado para 25 de Fevereiro, podendo candidatarse licenciados (que com defesa de trabalho final de Projecto, obterão Diploma de Estudos Pós-Graduados em Património Cultural, Etnografia e Folclore) e,

Rancho do Bairro mostra os usos e costumes da indumentária ribatejana

não licenciados, que obterão um Certificado de Especialização em Património Cultural, Etnografia e Folclore. O corpo docente é constituído por professores do Instituto Politécnico de To-

mar, por docentes convidados (especialistas em antropologia e folclore) e por palestrantes anexos às disciplinas que formam o Plano de Estudos, composto pelos seguintes módulos disciplinares: Metodologia

da Investigação; Conceitos e Representatividades; Museologia e Museografia; Sociologia das Organizações; Cultura Tradicional Portuguesa; Gestão e Administração Financeira e, ainda, Projecto.

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Alunos do 1.º e 2.º Ciclo visitam “Torre do Tempo” “Torre do Tempo” é o nome da iniciativa que arrancou terça-feira, no âmbito do projecto “A Escola vai ao …Museu” levado a cabo pela Câmara de Santarém. A iniciativa prolongase até ao dia 22 deste mês e destina-se às escolas do 1º e 2º ciclo do EB e vai estar a cargo do Veto Teatro Oficina – Círculo Cultural Scalabitano. À espera dos participantes, à entrada da torre, vai estar um actor daquele grupo para prestar informações sobre a torre e sobre alguns factos inerentes à sua construção. Na primeira sala, o actor assume a figura do tempo para discorrer sobre todas as formas de entender o tempo que se encontra naquele espaço. Um andar mais acima, na sala do relógio, podem também ser contemplados vários exemplares de relojoaria. A iniciativa “Torre do Tempo” culmina na sala da observação. De referir que em todos os espaços há equipamentos de alta tecnologia, livros mágicos e um miradouro virtual.

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educação

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Jorge Justino regressa à presidência do Instituto Politécnico de Santarém O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Santarém (IPS) elegeu quarta-feira o até aqui director da Escola Superior Agrária, Jorge Justino, para presidente no mandato 2010/2014. Jorge Justino foi eleito com 12 votos dos 21 membros do Conselho Geral (CG), tendo o outro candidato, o director da Escola Superior de Gestão e Tecnologia, Jorge Faria, recebido nove votos. Maria de Lurdes Asseiro, que presidiu ao IPS nos últimos quatro anos e que voltou a candidatar-se ao lugar, havia sido eliminada na primeira ronda de votação, realizada na terçafeira. Nesta primeira volta, Jorge Justino teve 8 votos, Jorge Faria, 7 e Lurdes Asseiro, 5, totalizando 20 votos dos 20 membros do CG presentes. Jorge Justino, 61 anos, professor coordenador com agregação, licenciado e doutorado em engenharia química, regressa à liderança de uma instituição a que presidiu durante dez anos (1996/2006), prometendo pugnar pela “excelência” e “qualidade” do ensino. “Quando falamos em excelência falamos em qualidade de ensino, investigação, do corpo docente e não docente, dos estudantes, mas também da articulação com a comunidade e de uma abertura muito forte à internacionalização, sobre-

Jorge Justino foi eleito por 12 dos 20 membros votantes que compõem o Conselho Geral do Instituto Politécnico de Santarém

tudo europeia”, disse. Jorge Justino disse ainda que a questão da constituição de um consórcio com outras instituições do ensino superior, politécnico ou universitário, será um dos marcos da sua presidência, porque, no seu entender, até pelas dificuldades financeiras que afectam o ensino superior. “É preciso uma estrutura forte, com dimensão, para ter peso no país e tendo em vista discutir com a tutela o reconhecimento do mérito”, disse. Jorge Justino terá como vice-presidentes os professores Pedro Reis, da Escola Superior de Educação, e

Teresa Serrano, da Escola Superior de Saúde. O futuro administrador do IPS será escolhido depois de consultas no sentido de encontrar a pessoa com o melhor perfil para uma função “da maior importância”, adiantou. Alexandre Caldas, presidente do Conselho Geral do IPS, disse à Lusa ter sido com satisfação que este órgão cumpriu uma das suas principais competências, a eleição do presidente do instituto, e elogiou a disponibilidade demonstrada pelos três candidatos para “servirem a instituição num momento tão importante”.

Alexandre Caldas felicitou o presidente eleito, sublinhando a importância das suas “competência e experiência” para o futuro do instituto. O IPS integra as escolas superiores Agrária, de Desporto, de Educação, de Gestão e Tecnologia e de Saúde, sendo frequentado por um total de cerca de cinco mil alunos, quatro mil dos quais de primeiro ciclo (licenciatura) e mil de segundo ciclo (pós-graduações e mestrados). O IPS procederá agora ao envio dos resultados eleitorais, para homologação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Centros Escolares de Torres Novas avançam “a bom ritmo” O Centro Escolar do Pedrógão, Zibreira e Ribeira Branca e o Centro Escolar de Assentis/Chancelaria, no concelho de Torres Novas deverão estar concluídos dentro de cerca de seis meses, refere a Autarquia. “A estratégia de educação para o concelho, assente na criação de centros escolares dotados de recursos técnicos e pedagógicos de excelência, está em curso e avança a bom ritmo”, adianta. Nas obras de construção do Centro Escolar do Pedrógão, Zibreira e Ribeira Branca “foi efectuado o movimento de terras necessário, tendo-se seguido a criação das fundações, nalguns casos mais profundas do que o inicialmente previsto, devido à especificidade do solo”, explica a Autarquia, afirmando que a estrutura do edifício está já mais de 50% concluída e que estão a decorrer os trabalhos de alvenaria. “Neste início de ano, inicia-se a instalação técnica, nomeadamente das estruturas de esgotos, água, electricidade, ar condicionado e gás”, diz ainda. Quanto ao Centro Escolar de Assentis/Chancelaria, o ponto da situação “é bastante semelhante, apesar dos solos não terem apresentado a mesma complexidade do caso anterior”. Com mais de 50% da estrutura já concluída, procede-se neste momento aos trabalhos de alvenaria. A autarquia informa que, “no caso da Meia Via e de Riachos, as obras no terreno deverão avançar durante o mês de Janeiro”.

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ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Em conformidade com as disposições estatutárias, convoco os Associados, para uma ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, a realizar na sede desta Associação – Rua Serpa Pinto, 126 - 1.º, em Santarém, pelas 21 horas do dia 28 de Janeiro de 2010. “ORDEM DE TRABALHOS” 1. Discussão e Votação do Relatório da Direcção, as Contas de Gerência do ano anterior, bem como o Parecer do Conselho Fiscal, e decidir sobre a aplicação a dar ao saldo que for apresentado. 2. Eleição dos Órgãos Sociais para o Triénio de 2010 a 2012. 3. Outros assuntos de interesse para a Associação. Se à hora marcada não estiverem presentes a maioria dos Associados, a Assembleia funcionará meia hora depois, com os presentes. Santarém, 13 de Janeiro de 2010. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Jorge Paulo Ferreira

———————— NOTA: As listas de candidatura para os Órgãos Sociais deverão ser entregues até ao dia 27 de Janeiro de 2010 (Art.º 13.º B) dos Estatutos).


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António Nogueira Leite em Santarém, na Conferência Municipal do PSD

“A regionalização vai trazer problemas e não é necessária nesta fase” “A regionalização vai trazer problemas que o país deve evitar e não é necessária nesta fase da vida nacional”, disse António Nogueira Leite, professor catedrático da Faculdade de Economia na Universidade Nova de Lisboa e antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças (Novembro 99 – Agosto 2000), na conferência promovida pelo Grupo de Deputados do PSD na Assembleia Municipal de Santarém, sobre o tema “ O Impacto Local da Crise Global”. Nogueira Leite disse que as “elites do Norte do país têm por tendência considerar que, se as coisas correm mal, é porque não há regionalização”, o que em seu entender é uma ideia errada. “Se quiserem façam a regionalização mas não peçam mais dinheiro”, frisou. “A discussão em torno da regionalização será mais um pretexto para adiar a reflexão sobre os verdadeiros problemas do país”, considerou. Com o auditório da Casa do Brasil cheio de militantes e simpatizantes do PSD, António Nogueira Leite fa-

vante” face ao total da dívida, situando-se abaixo dos cinco por cento. Nogueira Leite defendeu que “tem que haver solidariedade nacional”, de forma a acabar com a actual situação de “haver regiões que podem viver à tripa forra”, como é o caso da Madeira, ao mesmo tempo que há autarquias em “completa asfixia financeira”.

Problema de competitividade e finanças públicas

João Leite, líder local da JSD, Ricardo Gonçalves, presidente da Concelhia do PSD, Nuno Serra, líder da bancada do PSD à Assembleia Municipal e Nogueira Leite, professor catedrático

lou, sobretudo, acerca da crise que afecta o país e suas possíveis consequências nas novas gerações de portugueses, cujo futuro se afigura pouco risonho. Embora o tema da conferência fosse “O Impacto Local da Crise Global”, o orador pouco adiantou sobre os efeitos da crise nas autarquias locais, tendo-o feito, apenas, no período de de-

Concelhia do PS de Santarém toma posse A nova Comissão Política Concelhia – CPC do Partido Socialista de Santarém tomou posse, no passado dia 8, numa cerimónia que contou com cerca de 60 militantes e que, nas palavras da CPC, é o início de “uma importante etapa do rejuvenescimento e renascimento do PS”. O Secretariado da CPC, unanimemente Pedro Pimenta Braz eleito, é composto por Pedro Pimenta Braz, Ricardo Figueiredo Segurado, Ana Marta Rodrigues, Joaquim Frazão Neto, Sandra Vitorino, Nuno Russo, Luís Batista, Sandra Barreiro Dinis, Virgínia Mena Esteves, Gonçalo Martinho do Rosário e Marta Barbosa. O líder da JS, José Raimundo Noras, também integra este órgão. Além da tomada de posse de 47 militantes, o PS de Santarém elegeu, também, por unanimidade da lista para o Secretariado da CPC e aprovou por unanimidade o Regimento de Faltas. A Comissão, “na lógica de necessidade de rejuvenescimento do partido”, apresenta 22% de membros efectivos como estreantes na CPC, refere o PS de Santarém.

bate, em resposta a algumas perguntas colocadas pela assistência. Questionado sobre o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), Nogueira Leite disse que “sem aumento de impostos, não vai ser possível conseguir as contrapartidas de financiamento nacional” para a execução de projectos com fundos comunitários.

“O problema exige uma resposta rápida”, sob pena de se “perder uma oportunidade” que o país não voltará a ter, realçou.

“Tem que haver solidariedade nacional” Sobre o peso da dívida das autarquias ao Estado, o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças afirmou que aquele “é irrele-

Na análise de Nogueira Leite, Portugal enfrenta um grave problema de competitividade e de finanças públicas. “Todos os anos aumenta a nossa dívida ao exterior”, alertou, lembrando que, segundo o economista Daniel Bessa, “por cada hora que passa devemos mais dois milhões de euros”. Este problema, disse, “não preocupa alguns economistas e parece não preocupar, também, o Governo”, observou criticamente. O conferencista acrescentou que “desde a governação de Guterres que vivemos acima das nossas posses”,

situação que “o governo PSD também não conseguiu inverter”, reconheceu. Observando que “é politicamente difícil dizer aos portugueses que temos que viver com os poucos meios de que o país dispõe”, Nogueira Leite defende que vai ser necessário “vir alguém de fora ditar as medidas que se impõem”. Em seu entender, “o mensageiro das más notícias” terá que vir do estrangeiro, para que o país cumpra de facto essas medidas. “Quanto mais tarde, pior”, salientou. O quadro cinzento apresentado pelo orador foi atenuado por breves palavras de optimismo, guardadas para o final da conferência. “Portugal tem solução”, disse Nogueira Leite. As novas gerações mais instruídas – “não digo mais educadas, mas mais instruídas” – e o bom relacionamento de Portugal com África e com grandes países em crescimento, como o Brasil, são, segundo Nogueira Leite, factores que permitem alimentar esperança em tempos melhores. Sofia Meneses

Sinistralidade no distrito JSD Distrital elege João Leite preocupa deputados do PSD João Leite (Santarém) Os deputados do PSD, eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém, querem conhecer em pormenor os recentes números divulgados pela comunicação social sobre a sinistralidade rodoviária no distrito. Nesse sentido, Carina João, Vasco Cunha e Pacheco Pereira dirigiram, na Assembleia da República, um requerimento ao ministro da Administração Interna, para que, através da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, sejam facultadas informações mais precisas e concretas sobre essa realidade. Os deputados referem com preocupação o facto de “o distrito de Santarém ser um dos mais afectados por esta tragédia nacional” e pedem uma listagem geral da sinistralidade em 2009, respeitante ao distrito, indicando os dados com a distinção entre feridos graves, ligeiros e mortos, faixa etária e género. Solicitam, também, informações sobre a localização exacta do local dos acidentes.

foi eleito presidente da Comissão Política Distrital da Juventude Social Democrata (JSD) e Duarte Marques (Mação) presidente da Mesa da Assembleia Distrital. Ambos encabeçaram as únicas listas a sufrágio o que, para a JSD, “evidencia o espírito de união que existe em torno desta candidatura”, que tem como slogan “JSD Mais Forte”. O programa da candidatura assenta em quatro pilares fundamentais: “JSD Mais forte na Juventude”, “JSD Mais forte no Poder Local”, “JSD Mais forte na Solidariedade” e “JSD Mais forte nas diversas estruturas do PSD e JSD”. A JSD refere em comunicado que “ foram muitos os militantes do distrito de Santarém que participaram no acto eleitoral que ocorreu na Sede do PSD do Cartaxo”. João Leite na sua intervenção de tomada de posse realçou os objectivos essenciais para os próximos dois anos, referindo que “a determinação da Comissão Política agora eleita é essencial para levar a cabo todos os objectivos delineados”. Para além do programa apresentado aos militantes, João Leite disse que a JSD irá apresentar à representante do Governo na Região, várias propostas relativas “à falta de oportunidades de emprego para os jovens Ribatejanos”. A JSD pretende, pois, apresentar à governadora civil de Santarém, “um conjunto de propostas que promovam o empreendedorismo jovem”. O acto eleitoral contou ainda com a presença do director do Gabinete de Estudos da JSD Nacional, Tiago Cartaxo, e com a presença do secretário-geral da JSD Nacional e actual deputado na Assembleia da República, António Amaro Leitão.


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Jorge Coelho e Luís Parreirão ouvidos pelas autoridades em processo sobre terrenos do CNEMA O ex-ministro do Equipamento Social Jorge Coelho e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas Luís Parreirão foram ouvidos pelas autoridades na investigação judicial à transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém. Segundo fonte ligada ao processo, os dois ex-governantes foram ouvidos há poucos dias pelas autoridades num caso que remonta a 2001, no âmbito das negociações entre a Câmara de Santarém, a Estradas de Portugal e o CNEMA, que pertence à Confederação de Agricultores de Portugal (CAP). Quarta-feira, em comunicado enviado à agência Lusa, o ex-governante Jorge Coelho rejeitou “qualquer ligação a esta questão”, minimizando o seu papel nas negociações que decorreram. A investigação, que já

motivou buscas da Polícia Judiciária na CAP e na Câmara de Santarém, está relacionada com alegadas verbas que a autarquia, na ocasião liderada pelo socialista José Miguel Noras, deveria ter transferido para o CNEMA para ajudar a consolidar o passivo da sociedade, que tinha várias dívidas devido à construção do equipamento. De acordo com a CAP, a autarquia vendeu em 2001 por cerca de 4,5 milhões de euros um terreno ao Estado para a construção da actual via circular de Santarém, com o compromisso de que essa verba iria ser canalizada para regularizar as contas do CNEMA. No entanto, o presidente da Câmara de Santarém, José Miguel Noras - que também já foi ouvido pelas autoridades -, negou então a existência desse compromisso, considerando que as verbas da Estradas de Portugal se destinavam à autarquia.

Torres Novas solidária com Cabo Verde

Arnaldo Andrade Ramos, embaixador de Cabo Verde em Portugal deslocou-se dia 6 a Torres Novas a convite do presidente da Câmara Municipal, António Rodrigues. A visita surge no seguimento do projecto de cooperação desenvolvido entre o município ribatejano e o de Ribeira Grande, Cabo Verde, e pela campanha de solidariedade promovida junto da população de Torres Novas, na ajuda às vítimas das chuvas torrenciais e da epidemia de dengue que assolaram recentemente aquele país lusófono. António Rodrigues lembrou que “é determinante na política autárquica saber fazer cooperação com países que falam português. O futuro de Portugal passa por um regresso à articulação com os países que têm uma história e uma língua em comum connosco”, referiu o autarca. O embaixador reconheceu a “extrema utilidade” desta ajuda e afirmou que “o povo cabo-verdiano vai apreciar o gesto, a lembrança e o sinal de amizade num momento de dificuldade”.

No comunicado divulgado esta quarta-feira, Jorge Coelho confirmou que recebeu o ex-líder da CAP, José Manuel Casqueiro (entretanto falecido), e o ex-autarca de Santarém para “procurar ajudar a resolver um problema que existia” entre as duas instituições e a Estradas de Portugal. “Recebi formalmente as referidas entidades que me expuseram o seu problema e que, sendo a sua eventual resolução da responsabilidade da Estradas de Portugal o encaminhei para a área do Ministério que tutelava o respectivo organismo”, refere Jorge Coelho. “Em todas as peças do processo que me foram mostradas (…) não existe qualquer assinatura minha, quer em nenhum protocolo, quer em nenhum despacho ou onde quer que seja”, acrescentou.

“História muito mal contada” O presidente da Câmara

Municipal de Santarém disse quarta-feira à Lusa que a constituição do ex-ministro socialista Jorge Coelho como arguido no processo do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) “é uma história muito mal contada”. “É folclore político. Não tem a ver com o cerne da questão e não visa procurar saber a verdade que está nos negócios feitos então pela Câmara e pela direcção do CNEMA. É envolver quem não teve nada a ver com esses negócios, o que é feio, muito feio”, disse Francisco Moita Flores à agência Lusa. Moita Flores afirmou que, “depois de saber o que se está a passar, a Câmara Municipal de Santarém vai tornar-se assistente no processo, para os verdadeiros responsáveis serem chamados à pedra”. “É preciso recentrar o problema no essencial”, disse.

Câmara de Rio Maior nomeia Comissão Municipal de Trânsito A nova composição da Comissão Municipal de Trânsito do Município de Rio Maior foi aprovada em reunião de câmara, realizada no dia 8 de Janeiro. Esta Comissão é um órgão consultivo da autarquia na área do trânsito, que cessa funções após a instalação de um novo órgão executivo municipal. Com a tomada de posse do actual executivo municipal, em Novembro passado, procedeu-se agora à nomeação dos membros que irão integrar a Comissão Municipal de Trânsito no decurso do presente mandato. A composição na nova Comissão é a seguinte: Carlos Frazão, vereador da CMRM; Arlindo Lopes, antigo comandante do Posto da GNR de Rio Maior; representante da Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior; comandante do Posto da GNR de Rio Maior, segundo sargento Paulo Belchior, ou cabo Fernando Pinto; Joaquim Inácio; Carlos Ascenso, representante da Escola de Condução Riomaiorense; Cristina Rebelo, representante da Escola de Condução Via Maior; Manuela Paixão, representante da Escola de Condução Nova Asseiceira; representante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rio Maior; presidente da junta de freguesia do local onde se pretende intervir; José Gonçalves, Mário Fróis e Victor Martins, funcionários da CMRM.

Deputado do CDS por Santarém na Comissão de combate à corrupção Filipe Lobo d’Ávila, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Santarém, foi nomeado, na Assembleia da República, vice-presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento Político do Fenómeno da Corrupção e para a Análise Integrada de Soluções com vista ao seu Combate. Esta Comissão foi criada com o objectivo de apreciar todas as iniciativas sobre a matéria e proceder às audições necessárias para, no prazo de 180 dias, apresentar as suas conclusões e propostas de solução para o efectivo combate à corrupção.

Ourivesaria assaltada no Cartaxo Dois homens armados assaltaram, terça-feira última, uma ourivesaria na cidade do Cartaxo, levando cerca de 100 mil euros em objectos em ouro, segundo um familiar do proprietário. O filho do ourives assaltado, Nuno Monteiro, disse à Lusa que o pai “foi amarrado nos pés e mãos, nas traseiras da loja”, enquanto os dois assaltantes, que terão idades entre os 30 e 50 anos, ficaram sozinhos na loja. A mesma fonte acrescentou que “faz hoje precisamente um ano que a ourivesaria tinha sido assaltada” pela primeira vez. Os assaltantes, que actuaram de rosto destapado e que segundo o filho do proprietário já tinham estado na loja como potenciais clientes, entraram na loja e pediram para ver fios em ouro. Quando o proprietário se preparava para mostrar o ouro, foi ameaçado com uma pistola, contou. O assalto foi gravado através de sistema de videovigilância do estabelecimento e as imagens já se encontram na posse da PSP do Cartaxo.

PSP apreende armas no Entroncamento

O Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública, apreendeu, na cidade do Entroncamento, diversas armas de fogo, na sequência de uma busca domiciliária, efectuada numa residência pertencente a um homem de 66 anos de idade. Foram, assim, apreendidas sete caçadeiras, uma pistola de dois canos de calibre 12, uma uma pistola de defesa de 6,35 milímetros, uma pistola de defesa bastante antiga de carregamento pela boca e três revólveres. A PSP informa ainda que, no dia 7 de Janeiro, em Santarém, foi apresentada denúncia por furto de interior de residência, através de arrombamento. Foram furtados vários electrodomésticos e outros artigos eléctricos, avaliados em perto de 4.000 euros. No mesmo dia, na cidade de Abrantes, foi detido um indivíduo do sexo masculino, de 31 anos de idade, em virtude de ter sido surpreendido pelo proprietário a furtar uma residência, onde se tinha introduzido através de escalamento.


sociedade

Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Tomada de posse na Câmara de Santarém

“Informar, Formar e Valorizar” é objectivo da nova direcção da ATAM “Os 30 anos da ATAM são uma grande responsabilidade, mas também são um enorme desafio”, disse Francisco Alveirinho Correia, presidente da direcção da Associação dos Técnicos Administrativos Municipais (ATAM), na tomada de posse dos novos órgãos sociais para o quadriénio de 2010-2013. Nesta cerimónia, que decorreu, dia 9 de Janeiro, em Santarém, na presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, Francisco Alveirinho Correia considerou que o programa pelo qual foi eleito, sob o lema “Informar, Formar e Valorizar”, “pretende assegurar a identidade, a qualidade e o regime da ATAM, com vista ao reforço do seu estatuto jurídicofuncional, promovendo a aprendizagem, a qualificação, o debate crítico e a cooperação recíproca, tendo como fim último os princípios, os valores e as boas

práticas do serviço público”. Dirigindo-se ao secretário de Estado da Administração Local, o presidente da ATAM defendeu um “ajustamento do SIADAP, que tenha em conta a especificidade e os seus destinatários, sendo de destacar o desfasamento das quotas - que continuam a existir , na valorização de quem trabalha e na limitação das suas carreiras”. Referiu, ainda, a situação dos trabalhadores que, “apesar de satisfazerem necessidades

NOTAS SOLTAS Cartaxo

• Termina a 20 de Janeiro a entrega dos trabalhos concorrentes ao concurso de fotografia organizado pela EcoCartaxo (MAE) – Movimento Alternativo e Ecologista, aberto a todos, maiores de 14 anos e subordinado ao tema “O Mundo rural – Gentes e Paisagens”. • Foi com surpresa que as pessoas que no dia 4 passavam pelo presépio em figuração grande situado junto à Praça de Toiros, organizado pela associação “Gentes da Nossa terra” e não viram o Menino Jesus deitado nas palhinhas. Tinha constado uns dias antes que alguém tinha ido deixar no presépio um garrafão de cinco litros, que depois foi retirado. Agora o Menino Jesus ausente, o que se teria passado? A resposta veio dois dias depois. o Menino Jesus tinha sido encontrado atrás dos tapumes da futura obra, perto da Praça de Toiros. O que não apareceu foram as coroas dos Reis Magos, nem as luvas do rei Baltazar, que tinham resistido ao temporal mas não resistiram aos ventos malandrecos de algum ratoneiro. • Segundo o jornal “Povo do Cartaxo”, o Ministério Público da Comarca considerou não existirem indícios de que Fernando Lourenço, conhecido pelo cabo7, antigo fiscal da Câmara Municipal, tenha cometido os crimes de corrupção passiva para acto ilícito e ou abuso de poder. O caso remonta a 2005, quando o acusaram de “ter recebido quantias para a realização de um levantamento topográfico”. Houve um inquérito jurídico por parte da Câmara, onde acabou por ser sancionado com a “pena de aposentação compulsiva” e inquérito judicial que agora é dado a conhecer. • A Sociedade Filarmónica Ereirense que comemorou no passado dia 5 do corrente 90 anos de existência e realizou no domingo dia 10 um desfile da sua Banda pelas ruas da freguesia como cumprimento aos sócios, vai reunir uma assembleia geral no dia 16 pelas 21h00 no Centro de Actividades Culturais com o objectivo de eleger os novos corpos gerentes. • Uma professora que lecciona em Timor Leste dirigiu uma mensagem a vários amigos, pedindo livros. Aqui

permanentes, dispõem de uma vinculação precária” e considerou “urgente alargar o acordo colectivo de carreiras gerais aos trabalhadores que não estão sindicalizados, e mostrar disponibilidade para celebrar um acordo de adesão com as associações sindicais que não o subscreveram, de forma a atingir um maior universo de destinatários. Entre outras medidas que considera importantes para os trabalhadores, Francisco Alveirinho Correia disse

que “a possibilidade de pedir a pré-reforma deverá ser uma preocupação para o Governo, até porque a insatisfação com as condições de trabalho é crescente, a desmotivação tem sido notória, já que não inibem os trabalhadores de aceder à reforma antecipada, sujeitando-se a pesadas penalizações”. O presidente da ATAM mostrou-se disponível para transmitir as suas posições nas reuniões que o secretário de Estado irá promover, através dos vários serviços que tutela. A cerimónia de tomada de posse, nos Paços do Concelho de Santarém, contou, também, com a presença do presidente da autarquia, Francisco Moita Flores, do presidente do CEFA, Rui Marqueiro, do presidente da ANAFRE, Armando Vieira e do inspector-geral da Administração Local, Orlando Nascimento, entre outros.

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Bombeiros Voluntários de Santarém com mais 13 elementos em 2009 Os Bombeiros Voluntários de Santarém (BVS) passaram a ter mais 13 elementos, em 2009, contando com um total de 59 bombeiros, segundo dados fornecidos pela corporação ao Correio do Ribatejo. O quadro actual é constituído por dois elementos no comando, por um chefe e sub-chefe, dois bombeiros de primeira classe, 14 de segunda e 21 de terceira classe, 15 estagiários e quatro cadetes. Vinte e cinco infantes e cadetes, apoiados pelo seu instrutor, dedicam o seu tempo livre a adquirir os conhecimentos necessários para, no futuro, virem a pertencer à causa “Vida por Vida”. Durante 2009, os BVS acudiram às seguintes ocorrências: 199 incêndios, para o que foram mobilizados 1025 voluntários e 276 veículos, percorrendo um total de mais de 10 mil quilómetros; 107 acidentes que mobilizaram 352 bombeiros e 138 veículos, num total de 4000 quilómetros aproximadamente; 1253 serviços de pré-hospitalar, envolvendo 2758 bombeiros e 1260 veículos, num total de 20.600 quilómetros; 5055 serviços de condução de doentes, que mobilizaram 8600 bombeiros e mais de 5.000 veículos, num total de 470.931 quilómetros; 819 serviços diversos, envolvendo 1355 bombeiros, 878 veículos, num total de 31.208 quilómetros percorridos. No computo de todas as operações acima referidas, os BVS procederam ao transporte de cerca de 8300 doentes.

divulgamos a sua sugestão: Precisam de livros para dar (Ficção, Romance, Novela, Ensaio, Livros Infantis, peq. Dicionários, etc) mas que no todo não pesem mais de 2 kg para poderem ser enviados pelo Correio (CTT) como encomenda tarifária económica e pela qual se paga 2,49 j. Morada: Joana Alves dos Santos – Embaixada de Portugal em Díli – Av. Presidente Nicolau Lobato – Edifício ACAIT – Díli – Timor Leste. Luís Montejunto

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Almeirim Exposição de “O Sacro e o Profano” na Galeria Municipal A Associação do Património de Almeirim inaugurou no passado dia 9, na Galeria Municipal, a exposição “O Sacro e o Profano”. O presidente da Associação, Eurico Henriques, agradeceu a todos quantos colaboraram e apoiaram este evento cultural. Destaque-se na exposição, entre outras bonitas e comoventes testemunhas do passado histórico e cultural da população almeirinense, algumas peças únicas de tempos medievais e livros religiosos, editados em 1762, além de outros, usados em 1842, na vida sacerdotal do padre Silvério Perfeito. Efemérides No próximo dia 31, assinala-se a passagem do 430.º aniversário da morte de El–Rei o Cardeal D. Henrique, no Palácio Real de Almeirim, de onde só seria trasladado para Lisboa, anos depois. As Cortes de 1580 Na passada segunda-feira, dia 11 de Janeiro, completaram-se 430 anos sobre um monumento marcante da história de Almeirim, corria o ano de 1580. Nas Cortes, convocadas por D. Henrique na Sala da Rainha, do Palácio Real iria ser designado o seu sucessor ao Trono. Apesar da patriótica intervenção de Fêbo Moniz, no dia 16, tal não aconteceu e foi o Rei de Espanha que acabou por ocupar o trono português, submetendo-nos, durante 60 anos, à vontade espanhola. Esta data está assinalada na lápide descerrada em 1936, no prédio onde existia o Paço. Hermenegildo Marmelo

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ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA Nos termos do Artigo 25.º dos Estatutos do Conservatório de Música de Santarém, CRL, convoco os respectivos sócios para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 04 do mês de Fevereiro (5.ª-feira), na sua sede social na Rua Dr. Joaquim Luís Martins, n.º 16, em Santarém, pelas 20.00 horas, em primeira Convocatória, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto único: Apreciação e votação do plano de Acção e Orçamento para o ano Lectivo 2009/2010. Nos termos do n.º 1 do Artigo 26.º dos Estatutos, a Assembleia Geral reunirá com qualquer número de Cooperadores uma hora depois, se à hora marcada para a reunião não estiverem presentes mais de metade dos Cooperadores com direito a voto. Santarém, 08 de Janeiro de 2010. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Carvalho Brás Barrão


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ambiente

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Bloco de Esquerda contesta novo transvase do rio Tejo O Bloco de Esquerda considera que Portugal deve manifestar junto de Espanha a sua oposição ao novo transvase do rio Tejo para o rio Guadiana, e sugere o recurso a “soluções alternativas” para responder às dificuldades do parque natural Las Tablas de Daimiel. O assunto motivou uma pergunta apresentada pelo BE na Assembleia da República, dirigida ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. “Que garantias dá o Ministério de que o novo transvase, implicando o acréscimo do desvio de águas do Tejo para o Guadiana, não irá significar a continuação

do incumprimento por parte de Espanha do regime de caudais e da qualidade de

água que chega a Portugal?”, pergunta o Bloco. Esta força partidária quer

também saber se o Ministério considera que Espanha teria outras alternativas

ao novo transvase aprovado para responder às dificuldades do Parque Las Tablas de Daimiel e se o Ministério vai manifestar ao Governo espanhol a sua oposição a este novo transvase. “Para Portugal a opção por um novo transvase é questionável, já que o país vizinho não tem respeitado o regime de caudais e a qualidade das águas, conforme acordado por ambos os países. Recorde-se que, em 2008, 200 milhões de metros cúbicos de água foram indevidamente retidos, precisamente no transvase Tejo-Segura”, refere o BE. A preocupação do Bloco

de Esquerda decorre da aprovação, pelo Governo espanhol, em Conselho de Ministro, de um transvase especial do rio Tejo para o rio Guadiana, através do aqueduto Tajo-Segura, como medida “urgente” para salvar o Parque Las Tablas de Daimiel da seca e dos incêndios subterrâneos. Esta medida, lembra o BE, “tem sido contestada pelas organizações ecologistas espanholas, considerando que existem melhores alternativas, como seja o recurso às próprias águas da bacia do Guadiana, a qual apresenta, actualmente, uma capacidade de armazenamento superior à do Tejo”.

Medidas de eficiência energética no Complexo de Piscinas de Rio Maior A empreitada de concepção, construção e implementação das medidas de eficiência energética no Complexo de Piscinas Municipais de Rio Maior foi adjudicada, pelo valor de 751.250 euros, à empresa Technoedif – Engenharia, S.A.. Esta empreitada visa minimizar os encargos com a manutenção das piscinas de 25 e 50 metros, tendo como objectivo a redução em 50% nos gastos com a energia eléctrica e com o gás. O valor tem por base a média do consumo apurada dos últimos cinco anos. A Technoedif terá de monitorizar e controlar os consumos de modo a atin-

tervir no edificado, fazendo obras para melhorar essencialmente a piscina de 25 metros, e conceber e implementar um campo solar. O prazo de execução da empreitada é de 360 dias, incluindo a execução do projecto e a auditoria energética. A execução das medidas de eficiência energética, a implementar no Complexo de Piscinas, insere-se no âmbito da Medida 6 Centros de Alto Rendimento da Secretária de Estado da Juventude e do Desporto, destinada à requalificação e construção das infra-estruturas desportivas.

gir os objectivos de redução dos gastos energéticos, com um período de garantia de cinco anos. Caso a redução dos 50% não seja atingida, a empresa será responsabilizada pelo não cumprimento da meta definida, assumindo os encargos excedentes. Cabe à empresa desenvolver o projecto e implementar a solução, adaptando esta infra-estrutura às imposições de respeito pelo ambiente e possibilitando uma melhor racionalização dos consumos de energia e uma melhor qualidade ambiental para os atletas. Para atingir estes objectivos, a empresa terá de in-

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Projecto “Limpar Portugal” avança em Ourém Os primeiros voluntários da iniciativa Limpar Portugal, reuniram-se, na Câmara Municipal de Ourém, com o objectivo de estruturar a acção que se desenvolverá localmente: Limpar o Concelho de Ourém. A apresentação da iniciativa esteve a cargo de quatro alunos do 12º ano do Colégio de S. Miguel, no âmbito da disciplina “Área de Projecto” e contou com a participação de cerca de meia centena de representantes de agrupamentos de escolas, associações de pais, juntas de freguesia, empresas municipais, ACI-

aviso

edp

A edp, informa os seus clientes que vai efectuar trabalho de remodelação e conservação das redes, sendo para tal necessário proceder à interrupção do fornecimento de energia eléctrica no dia 17 de Janeiro de 2010 (Domingo) (Domingo), nos locais e períodos abaixo mencionados: DRC TEJO Concelho de Santarém Freguesia de Santarém (Salvador): Rua 19 de Março, Q.ta Besteira Lt., Q.ta Portela Lt., Bairro Trigoso, Rua da Besteira Lt., Urb. Bairro Trigoso Lt. e Bairro 00 às 12: 00 horas). Trigoso (das 08. 08.0 12:0

SO e Veolia. Limpar Portugal é um movimento de cidadãos que tem por objectivo a limpeza das lixeiras ilegais existentes na floresta portuguesa, no dia 20 de Março de 2010. Numa iniciativa apoiada, neste caso, pela Autarquia

de Ourém, pretende-se, através da participação cívica, promover a comunicação e a reflexão sobre a problemática dos resíduos, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável. Esta iniciativa, realizada na Estónia em 3

de Maio de 2008, reuniu 50.000 voluntários e recolheu 10.000 toneladas de lixo em 5 horas. Toda a participação terá que ser voluntária ou com a cedência de bens e/ou serviços, não se aceitando contrapartidas monetárias.

Zona Urbana: Ae Auto Estrada A1 (das 08. 00 às 08.0 12: 00 horas). 12:0 Nota: Devido a situações imprevistas, os trabalhos poder-se-ão prolongar até às 15:00 horas. Por motivos de segurança e dado poder haver necessidade de proceder a ensaios ou ser feito o restabelecimento antecipado, as instalações deverão ser consideradas permanentemente em tensão.

EDP Distribuição, Energia S.A S.A.. Gabinete de Comunicação e Imagem

energias de portugal


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Concerto acústico de Luís Represas no Teatro Sá da Bandeira

“Aldrabas e Batentes de Porta: uma Reflexão sobre o Património Imperceptível” é o nome do livro da autoria de Luís Felipe Maçarico que será apresentado dia 15 (sexta-feira), às 21h00, na Biblioteca Municipal de Santarém. A obra foi lançada no passado mês de Maio, em Mértola, no âmbito do 5º Festival Islâmico.

Teatro Virgínia inicia amanhã programação num “ano de muitas celebrações” nal”, que traz a Torres Novas o álbum Alone (6 de Fevereiro). O director do Virgínia destaca ainda dois espectáculos de teatro e um de novo circo, este, intitulado Le Jardin, de e com Didier André e Jean-Paul Lefeuvre (6 de Março), acessível a pessoas surdas, por ser uma história contada sem palavras sobre “os pequenos nadas da existência e os grandes problemas das relações humanas”. “A Febre”, de Wallace Shawn, uma produção do Teatro Oficina a partir da tradução de Jacinto Lucas Pires, com João Reis, a 13 de Fevereiro, e “O Deus da Matança”, de Yazmina Reza, pelo Teatro Aberto (13 de Março), são os espectáculos de teatro agendados para este trimestre. A bailarina e coreógrafa torrejana Marta Tomé vai estrear o espectáculo “TerraPão” no Virgínia, no próximo dia 20, voltando a dança

ao palco do teatro de Torres Novas no dia 20 de Março com o espectáculo de Rui Horta “As Lágrimas de Saladino”, com música ao vivo. A comemoração dos 500 anos do Foral Manuelino, a assinalar durante três dias no mês de Maio, vai começar a ser preparada este trimestre nas escolas das aldeias do concelho com o projecto 3momentos - o Museu, o Teatro e a Biblioteca na sala de aula, que envolve, além do Teatro Virgínia, o Museu Carlos Reis e a Biblioteca Gustavo Lopes, para abordagem de três grandes temas - vida económica e social, cultura e mentalidades e música quinhentista. Para assinalar o centenário da República, presente na programação com actividades em todos os trimestres, o Virgínia promove, dia 26 de Fevereiro, o espectáculo “A República Dança”, pela companhia TPO, Teatro di Piazza o

d’Occasione (Itália). O Teatro Virgínia mantém os projectos que envolvem a comunidade, tendo agendado para o próximo dia 22 o espectáculo “Dos Joelhos para Baixo”, um solo de Márcia Lança, no âmbito do projecto “Cortinas”, e para 27 de Março o “Lago dos Cisnes” recriado por pessoas “de idade maior”. O projecto “Cortinas”, de “pesquisa e intervenção poética e inquieta sobre Torres Novas”, é desenvolvido com um grupo de adolescentes da cidade, em “encontro e confronto” com uma experiência similar em curso no Fundão. O Virgínia decidiu mudar a designação do Serviço Educativo, que passa agora a chamar-se Lab Criativo, “um nome onde cabem as muitas coisas que podemos ser: Lab de laboratório, de labirinto, de lábios, de laborações, de labuta, de malabarismos, de elaborar”, realça João Aidos.

Concurso de fado amador na Sociedade Recreativa Operária de Santarém 2.ª Eliminatória, hoje dia 15, pelas 22 horas O fado amador está de regresso hoje, sexta-feira à Sociedade Recreativa Operária de Santarém para a 2.ª

eliminatória do 3.º Concurso de Fado Amador do Ribatejo e Oeste que promete encher de novo o salão daquela Sociedade. Nesta eliminatória irão estar presentes os Juvenis, assim como

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Livro “Aldrabas e Batentes de Porta” apresentado dia 15 em Santarém

Luís Represas, um dos nomes incontornáveis do panorama musical português, apresenta um espectáculo renovado, dia 30 de Janeiro, às 21h30, no palco do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. Em formato acústico e com uma nova formação, o ex-Trovante propõe neste concerto um momento intimista, centrado na essência e beleza das canções. Em palco, Luís Represas far-se-á acompanhar por piano e guitarra, num espectáculo repleto de grandes emoções. O alinhamento do espectáculo engloba os temas do último disco de originais “Olhos nos Olhos”, entre os quais se destacam “Sagres” e “Desencontro”, e muitos dos êxitos intemporais que fazem parte do songbook da música popular portuguesa, numa carreira com mais de 30 anos de actividade.

A programação do Teatro Virgínia, em Torres Novas, para o primeiro trimestre, abre amanhã (sábado) com a exibição do “mais belo filme do Mundo” - “Aurora”, de Murnau, com música ao vivo. João Aidos, director artístico do Virgínia, sublinha que 2010 é, para este teatro, “um ano de muitas celebrações” - os 50 anos do Cineclube, os 500 anos do Foral Manuelino da cidade, o centenário da República -, com uma programação que “continua a tocar a música, o teatro, a dança, o novo circo e o cinema”. Na música, o Teatro Virgínia recebe dois grandes nomes das “paisagens sonoras americanas”, Corey Harris & The Rasta Blues Experience, um concerto de blues e reggae agendado para a noite de 29 de Janeiro, e Marc Copland, “considerado um dos mais inventivos e populares pianistas na cena jazz internacio-

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fadistas convidados para deliciarem todos os presentes com as suas vozes já consagradas. Segundo a organização, quem quiser assitir a esta eliminatória ou partici-

par na próxima, em Fevereiro, ainda está a tempo de inscrever-se. Basta para isso contactar: Fernando Fernandes 918702142 ou Mário Agostinho 934808319.

Festejos em honra de Santo Amaro têm hoje início em Achete Os tradicionais festejos em honra de Santo Amaro têm hoje (dia 15) início na freguesia de Achete, mais precisamente, em Fonte da Pedra e Santo Amaro. Pelas 18h00, terá lugar a abertura do evento, com acender da fogueira. Os festejos prolongam-se pelos dias 16, 17 e 19, com um programa diversificado. Amanhã (sábado), destaca-se, pelas 15h00, a procissão seguida de recolha de fogaças e, a partir das 23h00, baile artístico com o Grupo Kapital. Domingo será animado, a partir das 16h00, por uma tarde de folclore, danças de salão, matinée e baile com o Trio Musical D’Arromba. À meia-noite, haverá fogode-artifício e lançamento de balão. Terça-feira (dia 19), realiza-se a Procissão de Velas, prevendo-se o encerramento dos festejos no final da noite. Os possíveis lucros revertem a favor das obras de manutenção do Centro de Convívio, “para que este possa continuar a servir toda a população sempre que solicitado”, refere a Comissão de Festas.

Arneiro das Milhariças em festa Arneiro das Milhariças vai estar em festa, de 20 a 24 de Janeiro, com um programa em honra do Mártir S. Sebastião. Logo no primeiro dia, pelas 19h30, haverá uma missa pelo Santo Mártir. Depois, terá lugar a abertura surpresa do Salão de Festas, seguido de fogode-artifício e da actuação do Grupo Madeira Show e Sevilhanas. Quinta-feira (dia 21), pelas 21h30, haverá baile com um grupo de acordeonistas e, na sexta-feira, o arraial terá início às 19 horas, sendo de destacar a actuação da Banda Kremlin, pelas 22h00. Sábado, depois da missa seguida de procissão (15h00), começa o arraial, animado pela Banda Filarmónica do Xartinho. Seguem-se, pela noite dentro, o jantar com a participação do Grupo “Pilha Galinhas”, o fogo-de-artifício, o Grupo “6 de Portugal” e o cantor Toy e sua banda. No domingo, destaca-se a Entrega da Bandeira (18h00), Danças de Salão (21h30), Baile com o Grupo Chaparral Band (22h30) e, por fim, lançamento do balão. Os possíveis lucros das festas em Honra do Mártir S. Sebastião reverterão a favor de melhoramentos na freguesia, segundo refere a Comissão de Festas.


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cultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

‘La Nona’ do Veto Teatro-Oficina no palco do Circulo Cultural até final do mês Depois do sucesso da estreia, em Outubro, o Veto Teatro-Oficina prossegue a representação da peça La Nonna, de Roberto Cossa, numa adaptação de José Ramos, todas as sextas-feiras, durante o mês de Janeiro e sempre às 21h40. Trata-se de uma comédia de situações grotescas que retrata uma família de imigrantes italianos. Uma avó centenária, La Nonna, de dimensão quase sobrenatural, que devora insaciavelmente todos os alimentos que encontra ao seu alcance, acabando por arruinar material e moralmente toda a sua família e levá-la até à sua destruição total. Nonna é uma personagem sinistra, tirana, egoísta, caprichosa e indiferente a tudo e a todos os que a rodeiam. A sua obsessão pela comida, metáfora utilizada neste argumento, transforma um comportamento absurdo numa interpretação de concentração de poder e destruição total com inicio no núcleo familiar mais restrito que por sua vez se vê obrigado a sugar a sociedade para satisfação de Nonna, que, assim, vai estendendo os seus tentáculos a uma escala de dimensão gigantesca, onde o limite será defi-

Este ano comemora-se o 90º aniversário de Bern a r d o Vicente Batalha Santareno. Nascido a 19 de Novembro de 1920, na cidade de Santarém, com o nome de António Martinho do Rosário, escolheu o pseudónimo Bernardo Santareno para assinar a sua obra literária, que havia de marcar a dramaturgia portuguesa. Sobre o seu pseudónimo, fácil é entender a escolha de “Santareno” filho de Santarém - numa homenagem à cidade berço, a quem quis ficar para sempre ligado. Quanto a “Bernardo”, muito se tem especulado. Não andarei longe da verdade, ao afirmar que essa escolha foi buscá-la ao Espinheiro, donde era oriunda a sua família, terra onde brincou e fez as primeiras “teatradas”, e a São Bernardo, que não sendo o orago da freguesia, é o santo por excelência da devoção popular das suas gentes, que assim quis honrar. Bernardo San-

nido pelo espectador. Nesta nova proposta do Veto, que em 2009 assinalou 40 anos de existência, o trágico, o cómico e o grotesco misturam-se, permitindo que uma mensagem forte, de ridículos e permissivos quotidianos, faça o espectador rir do jogo, da artimanha e da estratégia inventados para fazer parar Nonna e permitir que outras vidas subsistam, embora sempre sem sucesso. A peça vai estar em cena no palco do Circulo Cultural Scalabitano até final deste mê, iniciando em Fevereiro um projecto de itinerância.

As personagens e intérpretes são: La Nonna, Orlanda Ramos; Angélica (filha de Nonna), Angelina Madeira; Carmelo (neto de Nonna e sobrinho de Angélica), Eliseu Raimundo; Maria (mulher de Carmelo), Ana Gargaté; Chico (irmão de Carmelo), Pedro Marcos; Marta (filha de Maria e Carmelo), Sandra Pinheiro; e Francesco (pequeno comerciante), António Júlio. A encenação é de José Ramos, apoio linguístico (italiano) de Luís Coelho; grafismo, vídeo e programa, Pedro Marcos; cenografia e maquete, António Alves; direcção de cena,

“Lezíria do Tejo: Suas Gentes, Suas Paisagens” No âmbito do Concurso de Fotografia promovido pela CIMLT - Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, intitulado “Lezíria do Tejo: Suas Gentes, Suas Paisagens”, a exposição itinerante com o mesmo nome, passa agora pela Biblioteca Municipal Laureano Santos, em Rio Maior, onde poderá ser vista até ao dia 18 de Janeiro. A mostra dá a conhecer as três fotografias vencedoras do Concurso, bem como os trabalhos votados pelo público na Internet. De lembrar que o objectivo do Concurso de Fotografia foi transportar para imagens as paisagens, as gentes e as tradições da Lezíria do Tejo. A mostra já passou por Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Golegã, e até meados de Fevereiro percorrerá ainda os Municípios de Salvaterra de Magos e Santarém. Até ao dia 18 de Janeiro, já sabe, pode visitar esta exposição na Biblioteca Municipal Laureano Santos, em Rio Maior

Nuno Domingos; desenho de luz, Francisco Cercas; sonoplastia, Nuno Salvador; contra-regra, Luís Coelho; construção cenográfica, Francisco Cercas e José Jordão; técnico de montagem, José Jordão; mestra de guarda-roupa, Angelina Madeira; cabeleireiro, Bernardo’s Cabeleireiros; mestra de costura, Rosa Maria Modesto e produção executiva, Filomena Pereira e São Marecos. Informações e reserva de bilhetes pelo telefone 243321150, email: ecirculoscalabitano@gmail.com ou ainda no local, todos os dias, das 13h30 às 19h30.

Exposição evocativa da Sociedade Portuguesa de Autores no 90.º Aniversário de Bernardo Santareno (1920-2010) tareno é um duplo tributo às raízes. É justo que ao longo de todo este ano se sucedam comemorações da sua vida e obra. A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) assume esse desiderato e toma a dianteira, promovendo uma grande Exposição Evocativa, com o título “A PALAVRA EM CENA”, que tem num dos módulos os painéis da Câmara Municipal de Santarém e do Instituto Bernardo Santareno, que constituem a 1ª Exposição Comemorativa, sob o tema “Bernardo Santareno, Pseudónimo de António Martinho do Rosário – Vida e Obra”, destaque que nos honra e sensibiliza. Maquetas de cenários, programas, a sua incursão pelo tradicional “Teatro de Revista”, são aspectos que vão marcar esse trabalho de envergadura, que inaugura, na próxima 5ª feira, 14 de Ja-

Bernardo Santareno

neiro, na sede da SPA, em Lisboa, e ficará patente ao público nos próximos meses. É bom recordar que, no caminho da sua intervenção cívica, Bernardo Santareno foi alguém que se destacou na SPA, a que deu impulso e contributo exemplares, ao lado do seu amigo, Luís Francisco Rebelo. E a SPA não esquece um dos mais prestigiados autores, que foi

seu dirigente, neste ano em que se comemora o 90º aniversário do seu nascimento. Recorde-se que a sua estreia como dramaturgo aconteceu, pelas mãos de mestre António Pedro, no Teatro Experimental do Porto (TEP): em 1957, com “A Promessa” e em 1959, com “O Crime da Aldeia Velha”. Depois, eis alguns outros exemplos: foi na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, que as peças da 1ª fase da sua obra conquistaram maior visibilidade e prestígio: em 1959, “o Lugre”, em 1971, “O Duelo” e “O Pecado de João Agonia”. Em 1974, no Teatro Maria Matos, foi a vez de “Português, Escritor, 45 Anos de Idade”, a primeira peça a subir à cena sem censura, após o 25 de Abril, e, em 1975, na Companhia Rafael de Oliveira, “A Traição do Padre Martinho”, dois grandes

êxitos populares. Em 1981, Rogério Paulo dirigiu “O Judeu”, peça chave que inaugurou a 2ª fase da sua obra, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, com Rui Mendes e Ruy de Carvalho, nos protagonistas, a que Santareno já não assistiu (morreu a 29 de Agosto de 1980). Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais, apresenta, em 1992, “O Pecado de João Agonia”, em 1996, no Teatro Nacional, “O Crime da Aldeia Velha” e, em 2008, “O Inferno”, que se mantinha inédita, e constituiu a prova de aptidão profissional dos finalistas da sua Escola de Teatro. “Os Marginais e a Revolução”, conjunto de peças em um acto, publicadas depois do “25 de Abril”, foi representado de norte a sul do país, entre as quais, pela “Seiva Trupe” do Porto. Bernardo Santareno fez

também uma incursão pelo popular “Teatro de Revista”, integrado na famosa parceria, César de Oliveira, Rogério Bracinha e José Carlos Ary dos Santos, que, no velho ABC, conheceu momentos de glória com a “prima donna assoluta” Ivone Silva, a Rainha do Parque Mayer e da Revista, a comandar os elencos de, “Uma no Cravo, Outra na Ditadura” e “Pra Trás Mija a Burra”. “A Guerra Santa”, rábula de Ivone, e “Os Vendedores da Esperança”, com Vera Mónica e Joel Branco, são alguns dos quadros mais conhecidos, que assinou à época. É preciso desenvolver todos os esforços, para que, como já se vem notando nos últimos anos, a sua obra regresse aos palcos e seja representada. Esse é um projecto cultural, que articula o local e o nacional, num grande desafio comum.


memória

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CORREIO CENTENÁRIO MUSA ALEGRE O mez dos gatos

CORREIO DE HÁ 50 ANOS NOTAS

Uma gata mui sisuda, Com seu ar de distincção, Branca, lustrosa, taluda, Entrou cá na redacção A procurar o Arruda.

A despeito dum grosso véu de nuvens empanar o brilho do plenilúnio, não podiamos deixar de fazer ouvir esta sonata ao luar, ao luar de Janeiro, ao tal que não tem parceiro, frémito de gelo que faz tiritar a face da terra siderada, luminoso afago do anseio diáfano. Vem com estas noites brancas o palor da casta diva, como era jeito dizer nos adamados tempos de Bellini. E a coisa pede música de Beethoven ou Debussy, de quantos luarentos se deram a sonhar com o nevado transe hiperbóreo, sofrendo em ré menor as cruezas dessa embruxada nostalgia que nos torna escravos da sua influição. Curtem estas dores d’alma quantos desprezam as gripes e os catarros, apostados em debitar suas lôas ao manto de prata viva, tido por velharia de somenos pelos que se prezam de ser dos novos tempos e gostam mais de o ver banhar as telas do cinema que ferrados a uma esquina, embrulhados na capa velhinha das ilusões romanescas. Sonho dos poetas e dos namorados, acaso haverá ainda quem se perca por essa lua tonta, a boiar por traz do velario das nuvens?

«Como está?» Pergunta-lhe ella, – Muito bem. E como passa? – «Como vê... formosa e bella!» E ambos a rir, em chalaça, Déram largas á t’ramella. Acabada a entrevista A gata sáe escamada Para a rua e o jornalista Maldiz a hora damnáda De tal palestra imprevista. E, sem mais espalhafatos, Arruda pensa consigo Dar aos seus miólos tratos... E faz logo um grande artigo Com a epigraphe: OS GATOS. Quando á noite, ao travesseiro, Este caso confiáva, D’um gato o miár bregeiro Veio lembrar-me que estava No frio mez de janeiro!

CORREIO DO RIBATEJO

ANÚNCIO DA SEMANA

D.PEPE

ANÚNCIO DA SEMANA

In: Correio do Ribatejo de 16 de Janeiro de 1960 In: Correio da Extremadura de 15 de Janeiro de 1910

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opinião

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Um dos princípios enunciados no preâmbulo do revoA. Pena Monteiro gado DL 104/2004 de 7/5, mais precisamente o terceiro, era o do controlo por parte dos poderes públicos de todo o procedimento de reabilitação. O regime então criado pelo Governo do Sr. Dr. Durão Barroso mantinha sempre sobre o domínio e iniciativa dos Municípios ou da empresa que, para o efeito constituíam, todos os passos que o procedimento de reabilitação implicava, facultando aos Municípios a criação de empresas municipais de reabilitação urbana, nas quais detivessem a totalidade do capital social ou, em casos de excepcional interesse público, a constituição de sociedades anónimas de capitais exclusivamente públicos com participação municipal e estatal, as «SRU- Sociedade de Reabilitação Urbana» que tinham como objecto promover a reabilitação urbana das respectivas zonas de intervenção para as quais, durante o procedimento de reabilitação urbana, a lei transferia competências dos Municípios. Para a execução da reabilitação de unidades de intervenção, ou partes destas, as SRUs podiam celebrar contratos de reabilitação

Na galeria notável de mulheres portuguesas, incluo hoje Maria Fernanda Barata o n o m e Deolinda Costa Martins, professora universitária, natural de Lisboa. Em 1957, terminou o curso de Medicina na Universidade de Coimbra, com a alta classificação de 17 valores. Seguidamente, tirou o curso de Medicina Tropical e de Medicina Sanitária. A médica Deolinda Costa Martins teve a honra de ser “Master Degree”, em saúde pública na Universidade da Califórnia, como bolseira e “Doctor of Public Hearth”, na Universidade da Pensilvânia.

Repensar Santarém

De regresso à Reabilitação Urbana urbana com parceiros privados. Para a execução da reabilitação urbana, podiam ainda constituir-se fundos de investimento imobiliário fechados de subscrição particular, em que esta subscrição de unidades de participação podia ser feita em dinheiro ou através da entrega de prédios ou facções a reabilitar, podendo as entidades gestoras destes fundos de investimento imobiliário concorrer aos concursos públicos para a celebração de contratos de reabilitação urbana. No regime instituído pelo DL 104/2004 de 7/5, as SRUs, constituídas por capitais exclusivamente públicos, detinham as competências dos Municípios que temporariamente lhes eram transferidas por lei e as relações contratuais que estabeleciam com parceiros privados eram de natureza não societária. No final da anterior legislatura o Governo do Sr. Eng.º Sócrates, em que o Partido Socialista dispunha de maioria absoluta, aprovou o DL 307/2009 de 23/ 10 que consagrou um conceito amplo de reabiltação urbana em que, a par da vertente imobiliária da reabilitação, visa estabelecer as

regras de uso e ocupação do solo e dos edifícios necessários para promover e orientar a valorização e modernização do tecido urbano e a revitalização económica, social e cultural sobre uma área do território municipal 1.

privada no capital e um objecto social mais amplo que o da reabilitação urbana, e que deterá os poderes de autoridade que lhe forem delegados pelo Município. As áreas de reabilitação urbana são delimitadas, em instrumento próprio ou em

Ora, em vista do novo enquadramento legislativo, parece iniludível a abundância de instrumentos actuantes em prol da requalificação dos centros urbanos; pelo que nos resta, tão só, a dúvida: para quando?

Neste novo regime da reabilitação urbana, o Município pode assumir directamente a gestão de uma operação de reabilitação urbana ou definir como entidade gestora uma empresa do sector empresarial local a qual pode ter participação

plano de reabilitação urbana, facultando a lei que uma empresa do sector empresarial local seja encarregue de preparar os projectos de delimitação destas áreas2, correspondendo a cada área delimitada uma operação de reabilitação que pode ser

simples ou sistemática consoante a amplitude da intervenção programada. A empresa do sector empresarial local, gestora da operação de reabilitação urbana, pode executar as operações directamente, em administração conjunta e, no âmbito da reabilitação urbana sistemática, em parcerias com entidades privadas através de concessão da reabilitação urbana ou contrato de reabilitação urbana, em sede de unidade de intervenção ou de execução. Para a execução da reabilitação urbana podem ainda constituir-se fundos de investimento imobiliário em que a subscrição de unidades de participação pode ser feita em dinheiro ou através da entrega de prédios ou facções a reabilitar, podendo a entidade gestora da operação de reabilitação participar neste fundo de investimento imobiliário. Neste novo regime a lei faculta a constituição com privados de empresas gestoras de operações de reabilitação urbana que deterão os poderes de autoridade que lhe forem delegados pelo Município e que podem ter um objecto social mais amplo que o da reabilitação urbana.

Os poderes conferidos pela lei na reabilitação urbana são agora mais vastos. Realçando o arrendamento forçado para o pagamento das despesas incorridas pela entidade gestora quando esta substitua o proprietário que não tenha realizado atempadamente as obras de recuperação que lhe foram determinadas. Nas operações de reabilitação sistemática salientam-se os poderes de expropriação, de constituição de servidões, de venda forçada, de reestruturação da propriedade em que se destaca, em alternativa à expropriação, a venda forçada para obrigar os proprietários a alienarem os edifícios ou fracções que não querem ou não podem reabilitar. Ora, em vista do novo enquadramento legislativo, parece iniludível a abundância de instrumentos actuantes em prol da requalificação dos centros urbanos; pelo que nos resta, tão só, a dúvida: para quando?

Marques, em 1975. Esta médica interessou-se vivamente pela saúde das “massas populacionais” que tanto precisavam de ajuda. Tendo regressado a Lourenço Marques, voltou como professora universitária, regendo as cadeiras de Higiene e Medicina Social. Foi autora de muitos trabalhos científicos e participante em importantes congressos, conferências, etc.. De salientar que esta médica foi a primeira mulher a doutourar-se em Coimbra. Não há dúvida de que a doutora Deolinda Costa Martins prestou enormes serviços na área da Saúde e que se distinguiu, por mé-

rito próprio, na carreira que abraçou devotadamente. É com muito orgulho que vemos as mulheres de hoje, trilhando o seu caminho, caminho que no passado, pertencia apenas aos homens. Bem sabemos que há meio século ou pouco mais, quase todas as mulheres se contentavam com o estatuto de “donas de casa”, com muitos deveres e poucos direitos. Os tempos mudaram progressivamente, mas há ainda nas sociedades actuais, muitas mulheres marginalizadas, ofendidas e agredidas moral e fisicamente. Um cumprimento ao leitor.

————— NOTAS: Finda uma operação de reabilitação urbana, sobre a mesma área pode ser determinada nova operação de reabilitação urbana, artigo 18º, n.º 4, do DL n.º 307/2009 de 23/10. 2 Artigos 14º, n.º 2, e 26º, n.º 3, do DL n.º 307/2009 de 23/10. 1

Uma médica do nosso tempo

BAÚ DE

RECORDAÇÕES

Bem sabemos que há meio século ou pouco mais, quase todas as mulheres se contentavam com o estatuto de “donas de casa”, com muitos deveres e poucos direitos. Os tempos mudaram progressivamente, mas há ainda nas sociedades actuais, muitas mulheres marginalizadas, ofendidas e agredidas moral e fisicamente

Esta mulher ilustre doutourou-se em medicina pela Universidade de Coimbra em 1969 com a alta classi-

ficação de 18 valores e foi professora extraordinária nos Estados Gerais da Universidade de Lourenço

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opinião Sem querer qualificar como melhor ou pior, sem saudosismos bacoAntónio Madeira cos ou euforias tecnológicas, julguei ser interessante para mim e para o leitor comparar a vida de hoje, no início da nova década de 2010 com a vida de há 40 anos. Pode ser um tema interessante para os pais falarem com os filhos, da sua infância. Para quem tem mais de 40 anos pode ser uma forma de voltar no tempo, à nossa infância, e sorrir. Julgo que este artigo, lido em família, pode ser um pretexto para Reviver o Passado e dar origem a uma noite de histórias engraçadas. Se isso acontecer, ficarei feliz pois cumpri o objectivo.

O que perdemos (1970)?

Televisão a preto e branco, fecho da emissão às 24,00 horas com o hino nacional, Vitorino Nemésio Sábado à noite, Bonanza, Tarde de Cinema aos Domingos, Filmes de Cowboys e índios, Festival da Canção, “Pedimos Desculpa por esta interrupção”, “reportagens do exterior”, 4ª feiras europeias, Benfica campeão, Filmes do INATEL, Rosa Damasceno,

Um destes dias assisti a uma conversa, cujo tema era os portugueses e África. António Luiz Deu-me Pacheco que pensar… e fui buscar coisas guardadas na memória… Reflecti primeiro sobre a forma como se emitem opiniões redundantes e definitivas, quando é tão certo que todos nos enganamos muito e mudamos de ideias constantemente… E, foi justamente a um iluminado pela luz baça da verdade única, que vive de pensar pelos outros, a quem ouvi comentários sobre aquilo por onde nunca andou, viu ou experimentou, e de que só sabe o aprendido na cartilha dos que pretendem escrever a história ignorando os múltiplos laços que se estabelecem entre a gente vulgar, nós, os brancos e pretos que ao longo de quinhentos anos comuns de história, comemos a mesma comida e fizémos filhos uns aos outros, vertendo sangue, suor e lágrimas, subjugados por sistemas de que “eles” fazem parte e à sombra dos quais viveram e vivem, e que segundo essas luminárias foi o nosso tenebroso passado de colonialistas… A minha condição de colonialista contumaz será coisa para abordar noutra ocasião! O meu propósito imediato é questionar esta espécie de herança, o opróbrio que alguns entendem pesar-nos nas consciências ou sobre os ombros, consoante sejamos cerebrais ou braçais, e para isso me veio à lembrança o que vou aqui relatar, e se passou comigo. Constituiu talvez a minha experiência humana mais profunda, e assume a maior impor-

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Para onde vamos?

1970 vs 2010 maternidade em casa, batas brancas na escola, respeitinho, vergonha, Regedor, PIDE, Reitor, Oração no inicio da aula, aula com 40 alunos para as 4 classes, exames finais em cada classe, orelhas de burro, tabuada, réguadas, tinteiros no tampo da mesa, balizas de pedra, fisgas, pião, ir aos ninhos, “flober”, ir às cerejas, danças no intervalo da aula, apanhada, botas rotas, pés descalços, fila por alturas para entrar na aula, mães aos gritos a chamar para casa, Liceu, andar à boleia, carros de bois, carroças, burros, Guerra Colonial, tropa três anos, bom natal dos militares na TV, Inspecção, Baile da Inspecção, Natal dos Hospitais, Quando o telefone toca, Rock em Stock, Discos de vinil, Joe Dassin, bailes na rua, Moda da Rosa, Mães atrás das filhas nos bailes, magalas no Jardim da Republica à hora de saída do Liceu, Conversas em família, contos de reis, guinchar do porco na matança, pisa das uvas em cuecas, carregar fardos, policia sinaleiro, tabernas, Hilman, NSU, VAUXHALL, Lancia Stratos, Rallye TAP em Sintra, foguei-

ra de Natal na rua, Os pequenos vagabundos, Lassie, Uma casa na pradaria, O Santo, BIC BIC risca fina, OMO, Bicicletas Chopper, Guerra Fria, Muro de Berlim, Dinheiro em casa na gaveta, flippers, tempo, BPA, Excursões a Badajoz, Lisboa a Coimbra pela EN1, Filas no Alto da Serra, 2 CV,

tobola, criação de gado, Rios caminhos de ferro e distritos na 4ª classe, homens de boné, Mulheres com véu, àgua benta para benzer à entrada da Igreja, revista Tintin, Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas, Os Cinco, slides, Gravadores de fita, Mulheres com mais de 30 anos morenas, Sporting (esta

Julgo que este artigo lido em família pode ser um pretexto para Reviver o Passado e dar origem a uma noite de histórias engraçadas. Se isso acontecer, ficarei feliz pois cumpri o objectivo 4L, ir á fonte, lavar a roupa no rio ou no tanque, Petromax, Simplesmente Maria, rolos de foto a preto e Branco, São Jorge e Monumental, Ouro no Banco de Portugal, A Capital, A BOLA às 2.as 4.as e Sábados, Presos políticos, portas abertas nas aldeias, mães em casa, Agricultura, Pescas, Fábricas de têxteis, carrinhos de rolamentos, Amália, Eusébio, Futebol ao Domingo à tarde, To-

não valeu).

O que ganhámos (2010)? Televisão a cores, LCD, LED, Plasma, TV Cabo, Sport TV, Tele Cine, Telenovelas, Porto Campeão, Playstation, PSP; Internet, FIFA2010, Google, Excel, ADSL, Sapo, MEO, TV HD, Iphone, MP3, telemóveis, vídeo-conferência, Má-

quinas de fotografar Digitais, CAD/CAM, CD, DVD, Hi-Fi, STEREO, Home Cinema, voos low-cost, férias nas Caraíbas, meninas na rua á noite, Analgesia epidural, S.N. Saúde, HDI, TDI, AirBag, ABS, ESP; GPS, A/C automático, Bluetooth, AUDI, carros importados, actividades para os meninos, Dieta, Ginásios, Healt Club, Herbalife, SPA, Top Models, Shoppings, Hipermercados, Zara, Lidl, lojas de Chineses, dois carros por família, Subúrbios, eleições, partidos, campanhas eleitorais, Casamentos de Homossexuais, Endividamento das famílias, hipotecas, Créditos por telefone, Deficit público, Bolsa, Globalização, Aquecimento Global, impressoras deskjet, Escolas Básicas, ensino unificado, violência na sala de aula, sair da aula pela janela, greves, sindicatos, máquinas de calcular, facebook, twitter, blogs, Correio da Manhã, Record, O Jogo, Expresso, Liberdade de Imprensa, Rádios locais, passar de ano sem estudar, ensino obrigatório, IRS, IRC, Big Brother, reformados em casa com medo, portas com trancas,

droga, união de facto, divórcios, Autos SUV, Toyotas, Nissan, Mitsubishi, KIA, China, Índia, Comunidade Europeia, Euros, 11 de Setembro, Terrorismo, TAC, Ecografias, Ressonância Magnética, Microcirurgia, Colesterol, Medicina no Trabalho, skates, BTT, férias na Neve, LUX, CARAS, A GENTE, Tony Carreira, Música Pimba, Quim Barreiros, Toy, IL DIVO, U2, Mark Knoffer, Amália HOJE, Cristiano Ronaldo, Mourinho, Phil Collins, Barcelona, Estádios novos de Futebol às moscas, Estádios do Benfica, Sporting e Porto Cobertos, carjackings, Claques de Futebol, euromilhões, stress, depressão, MAXMEN, BPN, BPP, Sub-Prime, Euro-deputados e Deputados, TGV, SIC, TVI, Ucranianos, Bebedeiras aos 13 anos, iogurtes, preservativos, Leite em pacotes, McDonalds, Loiras, Pizzas, cartão de crédito e Multibanco, máquinas de levantar dinheiro, Frangos com 5 semanas, Nicolas Sparks, Daniel Silva, José Rodrigues dos Santos, Miguel Sousa Tavares, Eu a escrever isto no Correio do Ribatejo. Antmad@sapo

Um subsídio para a história do colonialismo português? tância no contexto do que se afirma quanto ao nosso ferrete de colonialistas, e particularmente desalmados ao que parece… Foi em Angola, em Agosto de 1997! - Recorde-se que ocorreu ali por 20 anos, uma guerra civil mais longa e destrutiva que a guerra colonial que todavia deixou cidades habitáveis, infra-estruturas, escolas e hospitais, caminhos-de-ferro, pontes e estradas… a outra só deixou um país destruído! Era o oficial de ligação do Alto-Comissário da ONU, Mâitre Alioune Beye, o meu grande amigo e companheiro de aventuras, o malogrado e distinto Capitão da GNR Álvaro Costa, que veio a perecer aos 39 anos, na misteriosa explosão do avião sobre a Costa do Marfim, em 1998. Foi o Álvaro uma pessoa generosa e abnegada, um homem excepcional de valores humanos e coragem serena, que merece ser recordado como alguém que muito honrou Portugal! Havíamos ao longo desse ano, combinado uma aventura, mais ou menos tresloucada e ao nosso jeito, de ir fazer pesca submarina no Sul de Benguela, em plena guerra civil! Tudo arranjado, até um livre-trânsito especial da ONU para mim, e voei para Luanda onde me ele me esperava. Dali, arriscámos de jipe a viagem para Benguela, carregados com o equipamento que fora sendo enviado aos poucos. Nesta cidade onde fiz amigos para toda a vida e a que regressei 7 vezes, havia toda a logística do grupo local com quem íamos partilhar a sua vida diária de pesca e sobrevivência

por um mês! Eram tempos muito duros, difíceis e até perigosos… Numa das partidas de pesca em que participámos, fomos para a Equimina, uma larga baía onde desagua este rio, cavada pela erosão no planalto costeiro como uma cunha retirada a um grande queijo de roda. Um oásis naquela costa fabulosa, alcantilada, sem estradas, árida, deserta e selvagem como a encontraram há 500 anos os primeiros colonia-

passado colonial talvez melhor, em que havia escola, igreja e padaria (a acreditar nas ruínas), e, o mar generoso de Angola! Por isso levávamos connosco tudo e mais alguma coisa, do combustível ao gelo e víveres, que enchiam as caixas abertas dos incríveis Land Rover e por cima de que nos sentávamos como possível. O nosso amigo Locas era o ocupante da pescaria, em cuja casa meio arruinada estabelecemos quartel-general e desenrolá-

Eu, que não sou politólogo, sociólogo, historiador, comentador, nem nada dessas coisas superiores que nos explicam aquilo que devemos sentir e pensar, que sou apenas um mero barrão, curto de inteligência e cultura, só sei o que o meu coração me diz… É àqueles que afirmam termos sido colonialistas opressores que compete analisar e explicar esta história que recordei

listas, a cerca de 200 km ao Sul e 5 horas, por caminhos que fariam empalidecer aqueles jipes “altamente produzidos” que vemos nos estacionamentos aqui da nossa cidade… Ali existe uma antiga “pescaria”, e rudimentar povoado, na altura apenas com mulheres, velhos e crianças, pois toda a população masculina “útil” andava na guerra. Não havia rigorosamente nada, a não ser os vestígios daquilo que fora num

mos espumas e sacos-cama, usando o seu velho barco e vetusto motor que trabalhava por teimosia, como apoio para as nossas incursões. Eles nos levavam e em troca ficavam com o peixe capturado, pondo no gelo que levávamos em barras dentro de caixas uma parte e secando o resto. A comida e tudo o mais era comum e dependia do que conseguíssemos apanhar e dos produtos locais… o que era amplamente

compensado nesta nossa demanda de um local de pesca, assim fabuloso, pois como toda a gente sabe o jardim do Éden é guardado por dragões! Levantávamo-nos de noite, sem luz, e ainda nem rompia a madrugada, saíamos para o mar a essas horas sereníssimo, o Sol já nos apanhando nos locais combinados na noite anterior, à luz do petróleo, depois do banho de cuia, comido o calúlù com funje, a caldeirada ou o peixe grelhado, as ovas de pungo cozidas, lagosta ou cavaco… abríamos mexilhão nas brasas e grandes ostras, umas ovas de choco assadas na cinza, choco e bucho de mero fritos com jindungo… é, a fome não era o maior dos nossos males! Deitávamos cedo como cedo se põe por ali o Sol, depois de deixarmos tudo pronto para sair logo de manhã, sem perda de tempo, que os dias são curtos e as horas de luz preciosas! Só se comia ao final da tarde, depois do regresso e tudo tratado. Ao longo do dia havia bananas secas do “seu” Ginha Faro e para os gourmets, uma ostras pequenas e fabulosas, agarradas às pedras… um ferro bastava, e eu acabei por acrescentar ao meu equipamento, dois limões e uma garrafa de vinho branco que ficava pendurada no saco de rede… era subir a uma pedra e lanchar, para gaúdio dos companheiros, assim e agora colonizados por mim! Pois ao segundo dia, ainda escuro, estávamos a prepararnos para sair, quando o Locas, de lanterna na mão, na cabeça o gorro de lã soviético e enfiado num anorak, que no tempo do cacimbo faz frio mesmo, veio dizer-nos: - “Cheguem ainda lá fora que

está ali gente para vocês!”. Nos entreolhámos… “Gente? Gente como? Não conhecemos ninguém…”. “É… tem gente que veio lá do Cimo e que andaram todo o dia e hoje à noite mesmo, para vos ver! Vão só…”. Desconfiados fomos até à porta, e ali, nas escadas, estava um grupo de umas 30 pessoas, quase tudo velhos, rotos, descalços e maltrapilhos… gente que vivia no mato, lá no platô, como e onde calhava e podia. Tinham ouvido dizer que estavam outra vez portugueses na Equimina, e vieram ver! Choravam, tocandonos apenas e apertando-nos as mãos. Lembro-me de uma velha de idade indefinida, mas que certamente vivera o colonialismo, muito pequena de cara chupada, magra e enrugada, embrulhada nuns restos de cobertor e um pano na cabeça que me afagava o braço e murmurava: “Papá... papá...” (para quem não saiba, “papá” é um tratamento respeitoso que se dá a alguém). É tudo… Que cada um faça o seu juízo! Eu, que não sou politólogo, sociólogo, historiador, comentador, nem nada dessas coisas superiores que nos explicam aquilo que devemos sentir e pensar, que sou apenas um mero barrão, curto de inteligência e cultura, só sei o que o meu coração me diz… É àqueles que afirmam termos sido colonialistas opressores que compete analisar e explicar esta história que recordei. Mas uma coisa Vos garanto, aqueles olhinhos pretos e lacrimosos da velha, assombrarme-ão a consciência de colonialista para sempre! Podem crer… que mau que eu devo ter sido! Caramba...


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entrevista

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

“Desde o 25 de Abril que a marca Portugal não existe, e essa é a nossa maior dificuldade” José Neiva Correia, enólogo Nasceu e cresceu em terra de vinhos e vinhedos naquela que muitos historiadores consideram ser uma das propriedades mais antigas do concelho de Alenquer e cuja origem é anterior à nacionalidade – a Quinta de Porto Franco. É a este terroir de excelência que José Neiva Correia, 60 anos, um dos enólogos que mais vinhos assina em Portugal, vai buscar grande parte da matéria-prima para produzir as melhores colheitas da DFJ Vinhos, a empresa que fundou há cerca de uma década e que hoje é responsável por um produção média anual de seis milhões de garrafas, (cerca de cinco milhões de litros), 33 marcas e 77 vinhos diferentes, oriundos de todas as regiões portuguesas, do Douro ao Algarve, exceptuando a região dos Vinhos Verdes. Como enólogo tem vindo a desenvolver um trabalho pioneiro na implantação de novas castas em Portugal, a promover uma agricultura mais amiga do ambiente e, inclusivamente, a procurar encontrar soluções para um dos grandes problemas com que se debate o sector vinícola: a utilização de rolhas de cortiça que não alterem o sabor do vinho. Foi com esta pessoa singular, conhecedora, como poucos, do vinho e seu mercado que estivemos à conversa. Correio do Ribatejo: Qual foi a primeira vindima que acompanhou como enólogo? José Neiva Correia: Já lá vão alguns anos, foi em Setembro de 1974, portanto já fiz 35 vindimas. Como é que entrou para o sector do vinho? O vinho é uma actividade económica que está presente na minha família há muitas gerações. A minha família através da firma Rui Abreu Correia, Herdeiros (RACH) é um dos maiores produtores de vinho da região de Lisboa (Alenquer e Torres Vedras) onde possuímos em actividade 200 ha de vinha e um centro de vinificação na Quinta de Porto Franco com capacidade para 2,5 milhões de litros. Quando acabei de estudar na Escola de Regentes Agrícolas em Santarém, fui estagiar para o Centro Nacional de Estudos Vitivinícolas em Dois Portos. Entretanto aceitei uma proposta para ir trabalhar para uma área agrícola totalmente diferente. Porém, um dia antes de fazer as malas e ir embora, fui convidado por uma das “estre-

las” da Enologia em Portugal na época, o Eng.º Octávio Pato para trabalhar sob a sua orientação na Adega Cooperativa de Torres Vedras. Pensei bem e aceitei ir trabalhar com ele pois era uma oportunidade única de trabalhar com um dos melhores e aprender. Complementei mais tarde a minha formação na Universidade de Bordéus em França e na Universidade de Gasenheim na Alemanha. Trabalhei como consultor de Enologia para muitas Adegas Cooperativas e produtores privados. Tive ainda durante muitos anos um laboratório de Enologia, análises de terra, análises foliares e análises de águas de rega. Hoje para além da RACH, sou proprietário e enólogochefe da DFJ Vinhos, sou ainda consultor de Enologia da Casa Santos Lima, da Adega Cooperativa de S. Mamede da Ventosa, da Adega Cooperativa da Azueira, da Quinta do Turcifal e da Quinta do Rocio. Percebi que tem uma grande preocupação com a qualidade de tudo o que faz. Como analisa a qualidade dos vinhos portugueses nos

sucessiva utilização dos solos estes ficam mais pobres pois foram consumidos nutrientes, macro e micro elementos. A videira vai-se alimentando no solo dos componentes de que precisa ao longo da sua vida. Sabe-se quais os componentes que devem existir no solo para a videira ter um crescimento óptimo. Fazendo uma análise da terra e das folhas ficamos a saber o que está em falta. Na RACH em 200 ha de vinhas aplicamos depois de fazer as análises necessárias matéria orgânica na ordem das 20000 a 30000 toneladas / ano. A matéria orgânica ou o estrume se lhe quisermos dar o nome popular foi e sempre será a base duma boa e equilibrada agricultura. A produção por hectare e a qualidade dos vinhos das vinhas em que se usa matéria orgânica é sempre bastante superior àquela que se consegue nas propriedades onde se faz a utilização de adubos químicos.

anos 70 e 80 comparados com os que produz hoje? Quando comecei a trabalhar e durante muitos anos a intervenção técnica do enólogo era limitada pela qualidade das uvas que se recebia na adega. Recebia-se de tudo conforme o ano, as condições climatéricas, o produtor, etc. Recebiam-se muitas uvas verdes, podres, secas, com doenças diversas, sem grau adequado, e também uvas boas. As condições técnicas das adegas eram muito inferiores das de hoje, e foi com a entrada na CEE que se fizeram enormes investimentos em tecnologia que deram impulso inicial para melhorar a qualidade dos vinhos portugueses. Apercebi-me com a experiência que mais de 70% da qualidade dum vinho está relacionada com aquilo que advém da interferência que se faz na vinha e nas plantas. A escolha da casta, do clone, do porta enxerto. É

necessário conhecer os solos para fazer uma nutrição correcta das videiras, para conseguir melhores uvas. A análise foliar e de terras ajuda a precaver desequilíbrios da nutrição. Devemos ainda acompanhar a meteorologia para antecipar problemas fitopatológicos. O resultado de todo este trabalho e investimento, são melhores uvas, maior produtividade, menos custos de tratamentos fitossanitários, melhores vinhos com maior qualidade e mais competitivos. Em conclusão hoje faço melhores vinhos do que em 1974, nomeadamente os que provém da RACH. Quando fala de nutrição correcta das videiras refere-se concretamente a quê? Sabe que a videira é um ser vivo que tal como nós respira, precisa de água e de comer. O ar e a água podem vir da natureza, o resto vem do solo. Com o tempo e com a

Considera que os seus vinhos são competitivos e apreciados em Portugal e no mercado externo? Os vinhos da DFJ têm sido referenciados como adaptados ao gosto do consumidor em diversos países. Temos ganho muitos prémios para além de inúmeras críticas positivas de experts nacionais e estrangeiros na matéria. Aliás a DFJ é a única empresa de vinhos portuguesa que ganhou o Red Wine of the Year (melhor vinho preço/ qualidade) no maior concurso de vinhos do mundo que é o International Wine Challenge em Londres. Mas mais a DFJ ganhou esse troféu duas vezes. A DFJ ganhou ainda o prémio da melhor empresa de vinhos portuguesa de 2004 seleccionado pela Revista de Vinhos. Em 2007 ganhámos também o prémio do melhor vinho tinto do ano na Finlândia. Em 2009 ganhámos o 20º melhor Best Buy (melhor vinho preço/ qualidade) eleito pela revista americana Wine Enthusiast. Desde 1999 ano

da sua fundação a DFJ ganha por ano uma média de mais de 50 prémios. Somos pois reconhecidos em Portugal e no exterior e tal traduz-se não apenas em reconhecimento mas na venda de milhões de garrafas. Quando se refere a maior produtividade e por isso também mais competitividade a que se refere? Portugal tem uma das menores produções da vinha por hectare na ordem dos 3000 l/ ha. A nível mundial só a Espanha tem menor, porém tem maiores economias de escala (propriedades agrícolas maiores) e tem custos de produção muito inferiores o que resulta num preço final do litro de vinho mais baixo que o português. A área média dos viticultores portugueses é de 1,2 ha. Para uma exploração de 30 ha de vinha é necessário 1 tractor com respectivas alfaias agrícolas e 3 trabalhadores. Para 3 ha é necessário exactamente o mesmo. Esta situação tem sido suportada pelos nossos sucessivos governos que têm subsidiado explorações agrícolas sem viabilidade económica pois que não têm dimensão para serem competitivas no mercado. Em Portugal criou-se a ideia que devemos seguir aquilo que supostamente se passa em França. Ou seja, grandes vinhos ligados a produções muito baixas e exclusivas em terroirs seleccionados, com o apoio do marketing feito durante séculos. Há uma ideia, uma aspiração em Portugal que esse é o nosso objectivo e que devemos concorrer nesse mercado restrito e exclusivo. Porém Portugal não tem séculos de experiência em vinhos de qualidade como os franceses, assim como não fez o marketing que estes fizeram durante séculos, sempre acompanhado da fileira de produtos do turismo, gastronomia, queijos, moda, cultura e do estilo de vida francês. Ou seja, os vinhos fazem parte da marca

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entrevista França. Por outro lado todos esses seguidores do estilo francês esquecem que a França produz mais de 90% de vinhos que são de preço / qualidade médio, e que cada ano que passa estão mais baratos (basta ir ao Intermarché para encontrar diversos vinhos franceses a menos de j 3,00). Esquecem ainda a enorme crise que os vinhos franceses estão a passar, sobretudo na concorrência com os vinhos do chamado Novo Mundo. Portugal tem condições para competir com vinhos de categoria de preço/ qualidade média. Para vinhos de categoria de preço alto terá sempre que criar uma marca Portugal que agrupará a cultura, o turismo, a gastronomia, moda eventualmente e outros valores numa oferta global de qualidade. Percebemos que exportar vinho, e a DFJ exporta mais de 80% da sua produção deve ser difícil e requer muito conhecimento e especialização? Quais as principais dificuldades? Como referi falta a marca Portugal. Somos reconhecidos pelos líderes de opinião na Europa, Brasil, e começamos a ser conhecidos nos USA e Canadá. Mas este é um trabalho com bons resultados dos produtores de vinho, do AICEP e da Viniportugal ao longo de muitos anos. Porém falta o trabalho junto dos consumidores que não reconhecem Portugal como um produtor de vinho reconhecido e de confiança. O nosso estado tem que definir e trabalhar para que a nossa marca Portugal seja conhecida globalmente, e como um conjunto de diversos produtos e serviços, estilo de vida, cultura e história. O que sucede na maior parte das prateleiras de vinhos do mundo é que os vinhos portugueses estão na secção dos vinhos exóticos, vinho espanhol, ou na melhor das hipóteses vinho ibérico. Continuam a existir muitos consumidores que não associam sequer o Vinho do Porto a Portugal, quanto mais o vinho de mesa. Somos mais conhecidos na Europa depois do EURO 2004, associados a Figo, Cristiano Ronaldo, Mariza e Madredeus. Devíamos ter feito o MUNDIAL 2004 (gastávamos o mesmo) mas tínhamos um reconhecimento global. Basicamente continuamos a depender do Fado, Futebol e Fátima (depois do atentado ao papa e revelação do 3º segredo) para sermos conhecidos. Qual o melhor mercado da DFJ no estrangeiro? O Reino Unido é um dos nossos mercados privilegiados, mas existem outros, como por exemplo a Finlândia, em que mais de 50% do mercado de vinhos portugueses é nossa. Há dois anos ga-

Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

nhámos o vinho tinto do ano, facto que foi muito bem explorado pelo nosso distribuidor. Exportamos igualmente para a Alemanha, Holanda, França, praticamente para toda a Europa, para o Canadá que é também um excelente mercado, assim como Austrália, Nova Zelândia e Japão. Enfim são mais de 30 países. Imagine que promoção era feita com mais dinheiro e o nosso governo apostava a sério na marca Portugal. Acha que temos volume de produção para exportarmos mais? Portugal tem de ter produções maiores e de maior qualidade do que as que existem actualmente de três mil litros por hectare. Existem países em que muitos produtores produzem trinta mil litros por hectare e com a mesma qualidade que a nossa. Para além disso temos que visitar os países e perceber aquilo que os consumidores querem em termos de preço / qualidade / imagem / promoção. Senão produzimos para ficar a envelhecer nos nossos armazéns. Apesar de tudo existem em Portugal diversas empresas que podem e devem aumentar substancialmente as suas exportações. Continua a falar-se de vinhos maus… Já não existem vinhos maus. Isso é uma coisa do passado. A concorrência selecciona os produtores maus e os menos bons que mudaram ou fecharam portas. O sucesso do vinho alentejano é um bom exemplo para os produtores portugueses? O vinho alentejano é

um vinho fácil. Antigamente tínhamos um termo para o definirmos, que era um “vinho que escorrega bem”, o que quer dizer que é um vinho com menos ácidos, que tem taninos mais suaves e maduros, característica que fez com que os vinhos do mundo novo se implantassem por todo o lado. Não são vinhos complexos mas são vinhos que dão prazer momentâneo bastante bom. Porém hoje as outras regiões em Portugal estão a fazer o mesmo, é apenas uma questão de tempo e de marketing para os consumidores se aperceberem e variarem o seu consumo para vinhos de outras regiões. Que região de vinhos de Portugal é mais reconhecida no estrangeiro? Sem dúvida que é a região

do Douro. De resto, todas as outras regiões estão em pé de igualdade. Actualmente a região de Lisboa (antiga Estremadura) é a que considero a mais competitiva na relação qualidade/ preço. Verifico ainda que a região de vinhos do Tejo (antiga Ribatejo) tem as mesmas potencialidades. No futuro considero que será bastante conveniente a junção destas duas regiões (como esteve para acontecer em 2008) de forma a constituir uma grande região mais competitiva e diversificada que as duas actuais. Espero que os entraves que levaram a que a junção não se efectivasse sejam entretanto ultrapassados pelos produtores destas duas regiões num futuro muito próximo.

Em que tipo de vinhos vai apostar para as próximas 35 vindimas? Tento fazer o vinho que o consumidor me pede, dentro de algumas limitações. O vinho não é Coca-Cola, quimicamente pode-se fazer tudo, mas não é a mesma coisa do que o vinho feito pela natureza ou feito pelo homem. Temos sempre as nossas limitações e com o máximo cuidado possível, sendo que cada vez mais temos de tratar e cuidar as vinhas, que é a base do nosso trabalho. Oitenta por cento é trabalho na vinha e na altura própria, 20% é trabalho do homem fora da vinha, pelo que é fundamental o tratamento da mesma. Os Australianos fizeram um plano para 25 anos que cumpriram em 20. É im-

CORREIO DO RIBATEJO

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prescindível um bom planeamento. Estou continuamente a deslocar-me ao estrangeiro em feiras, provas de vinhos e em contacto com os clientes da DFJ para perceber a evolução do gosto dos clientes. Podemos fazer vinhos que achamos que são muito bons, mas se os clientes não gostarem a única solução é sermos nós a bebê-los. Tal como noutras actividades económicas temos que estar actualizados e tentar perceber as tendências dos gostos em cada mercado. O enólogo não precisa de fazer futurologia mas deve estar preparado de forma a fazer aquilo que o consumidor quer nesse mesmo momento. António Rhodes Sérgio PUB


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Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

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DR. DUARTE GONÇALVES (ISABELINHA)

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Av.ª D. Afonso Henriques, 31-2.º - Dt.º Telef. 243327366 – SANTARÉM

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DR DR.. CARLOS MM.. SANTOS

OTORRINO

Consultas: segundas, quartas e sextas-feiras.

Médico Especialista

Médico Urologista do Instituto P ortuguês de Oncologia

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20

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

ALPIARÇA

RIBEIRA DE SANTARÉM

A Nova Agência Funerária

PINHEIRO GRANDE–SANTARÉM

LOPES & BENAVENTE, LDA.

A CONFIANÇA CONSTRÓI-SE... HÁ MAIS DE 25 ANOS A SERVIR...

JOÃO PPAULO AULO VIEIRA DOS SANTOS MIRANDA MISSA ua mãe participa que será S celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo 8762

domingo, dia 17, às 11 horas, na igreja Paroquial de Alpiarça, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto. SANTARÉM – ALFANGE

MARIA DA CONCEIÇÃO TIAGO DOS SANTOS Faleceu a 8-1-2010

AGRADECIMENTO E MISSA DO 7.º DIA 8791

S

eu filho, irmã, cunhado e sobrinhos agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso hoje, sexta-feira, dia 15, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

MANUEL MESSIAS DUARTE (Guarda de 1.ª Classe da P.S.P.) 11 Anos de Eterna Saudade

AUGUSTO ÁL ÁLVVARO FERREIRA Faleceu a 8-1-2010

AGRADECIMENTO ua esposa, sobrinhos e S restante família agradecem muito reconhecidamente a 8771

todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu saudoso extinto à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém S. VICENTE DO PAÚL

SANTARÉM

www.lopesebenavente.com TELEF. 243 323 888

15-1-1999 – 15-1-2010 8774 ua esposa, filhas, genro e netos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 17, às 17.30 horas na Capela de S. Domingos.

Carlos Lopes 912 505 600

Acácio Benavente 916 151 250

Ex-Sócios-Gerentes da Agência Scalabitana

S

(Frente à Rotunda Luminosa, ao lado da Farmácia Confiança) S. DOMINGOS – 2005-242 SANTARÉM Filial: Fazendas de Almeirim – Rua Dr. Guilherme Nunes Godinho, 280 – Telem. 933351515

LEIRIA – SANTARÉM

SANTARÉM

"

ALQUEIDÃO – CASÉVEL

AGRADECIMENTO A família de Maria da Conceição Tiago dos Santos, sensibilizada com as demonstrações, vem por este meio agradecer a toda a equipa de médicos, enfermeiros e auxiliares da Medicina 3, Piso 8, do Hospital Distrital de Santarém, pelos serviços prestados e pela disponibilidade demonstrada à família. A todos bem hajam.

Especializados em serviços para jazigo e cremações

ANTÓNIO FRAGOSO Faleceu a 7-1-2010

AGRADECIMENTO

uas filhas, genro e netas S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas 8772

ISAURINDA DA CONCEIÇÃO Faleceu a 5-1-2010

que se dignaram acompanhar o seu ente queridao à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

AGRADECIMENTO uas filhas, genros, netos S e restante família agradecem muito reconhecidamente a 8787

SANTARÉM – ALPIARÇA

MANUEL AUGUSTO PPAIXÃO AIXÃO MARQUES (Viúvo da Sr.ª Marta da Silva Queijeiro Paixão Marques) Nasceu a 7-8-1922 – Faleceu a 29-12-2009

AGRADECIMENTO Seus filhos Feliciano Júlio Madeira Paixão Marques, Pedro Manuel Madeira Paixão Marques e Fernando Manuel Silva Paixão Marques e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, como era seu desejo, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de dor e de tristeza ou que de outra forma manifestaram o seu pesar. Agência Funerária Seco, Lda. – Rua de Tomar, 59 r/c – 2410-186 Leiria

todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua saudosa extinta à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. O nosso bem haja.

Agência Funerária

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A Funerária Jorge Almeida, Lda. Telef. 243441246 – S. Vicente do Paúl

Serviço Permanente Telef. 243 32 50 74 SEDE: Estrada de S. Domingos, 27 - A – SANTARÉM

ALMEIRIM

ARMINDA HENRIQUES GONÇAL VES GONÇALVES ARMINDO MANUEL DINIS DO ROSÁRIO 57.º Aniversário Natalício 16-1-1953 – 16-1-2010 8780 ua irmã Isabel Maria, cunhado e sobrinho participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 17, às 11.30 horas, na igreja de Almoster, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

Agência Funerária Telef.

7 Anos de Eterna Saudade 15-1-2003 – 15-1-2010 8761 eus familiares recordam com profunda dor e saudade a passagem do 7.º aniversário do seu falecimento.

Faleceu a 6-1-2010

S

AGRADECIMENTO eu marido, filha, genro e S neta agradecem muito reconhecidamente a todas as pes-

8789

soas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

ALEIXO, LDA.

243328115 Fax

243328818 Telems. 966007049 968041420 964052764

Sede: Santarém – P raceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Praceta Telef. 243558315

MARIA IRENE AGOSTINHO DUARTE AMARO

A FUNERÁRIA Jorge Almeida, Lda.

Serviço Permanente Telef. 243 44 12 46 Telemóvel 91 72 73 370 Escrit.: Sobral – S. Vicente do Paúl – Telef. 243 44 12 46 Sede: Pernes – Rua Oriol Pena, 103 cv – Telef. 243 44 94 44

A Competência já demonstrada

JOÃO DA CRUZ BOT AS BOTAS Faleceu a 3-1-2010

AGRADECIMENTO ua esposa, filha, genro e S netos agradecem muito reconhecidamente a todas as 8763

pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

AGRADECIMENTO A família de João da Cruz Botas vem por este meio agradecer aos médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar de serviço na Clínica Ribadial de Santarém, pelo carinho e disponibilidade que sempre demonstraram para com o seu familiar. A todos bem hajam.

de ia eto e c rên nic Ge o A ã Jo

h fil

os

João António 919 839 753

Av.ª Bernardo Santareno – SANTARÉM (Frente ao Hospital) TELEF. e FAX

João Aniceto 919 833 041

Igor Aniceto 914 492 699

243 32 81 00


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Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

necrologia

CARTÓRIO DE SANTARÉM A CARGO DA NOTÁRIA ISABEL MARIA RAIMUNDO DE OLIVEIRA FILIPE BATISTA MARQUES Eu Isabel Maria Raimundo de Oliveira Marques, Notária do Cartório Notarial de Isabel Marques, na cidade de Santarém, CERTIFICO, para efeitos de publicação, que, por escritura de vinte e dois de Dezembro de dois mil e nove, lavrada de folhas sessenta a folhas sessenta e uma, no livro de notas para escrituras diversas número cento e oitenta e seis-A.

ANTÓNIO JOSÉ ROBERTO MARTINS DE CARV ALHO CARVALHO Faleceu em 29-12-2009 AGRADECIMENTO Seus filhos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Seus filhos querem também agradecer todo o apoio, carinho e amor que receberam de seu Pai.

SOURIÇO – ABITUREIRAS

MANUEL JESUS LOPES, contribuinte fiscal 133365727 e esposa MARIA CLAUDINA LOPES, contribuinte fiscal 133365867, casados no regime da comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Alcanede, onde são residentes na Rua Nossa Senhora da Luz, n.º 72, Mata do Rei, concelho de Santarém, outorgaram uma escritura de JUSTIFICAÇÃO na qual com exclusão de outrém se declaram donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio rústico, composto por pomar de macieiras, com a área de mil duzentos e sessenta metros quadrados, a confrontar de norte com herdeiros de Alexandre Lopes, de sul com serventia, de nascente com herdeiros de Manuel Vieira e de poente com herdeiros de Manuel Lopes, denominado de “Tojeira de Dentro”, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, omisso na Conservatória do Registo Predial de Santarém e inscrito na matriz respectiva em nome do justificante marido, sob o artigo 204 da secção M, com o valor patrimonial tributário para IMI de j 466,34 e para IMT de j 1.179,04, valor que adoptam. Que o prédio veio à sua posse por o terem adquirido verbalmente a Claudina Guilhermina, viúva, residente em Mata do Rei, em Alcanede, por volta do ano de mil novecentos e sessenta e nove, não tendo reduzido a escritura pública a referida compra verbal. Que possuem o referido prédio, em nome próprio, há mais de quarenta anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse essa que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com conhecimento de toda a gente, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo por isso uma posse pública, pacífica, contínua e de boa fé, pelo que adquiriram o referido prédio por USUCAPIÃO. Que, assim, justificam por este meio o seu direito de propriedade sobre o citado prédio. ESTÁ CONFORME.

CIDALINA DAS NEVES L AMEIRINHAS MOT MOTAA Faleceu a 11-1-2010

AGRADECIMENTO eu marido e filhos agraS decem muito reconhecidamente a todas as pessoas que 8790

se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

ANA RIT AU RITAA BAL BALAU MARECOS 1 Ano de Eterna Saudade 8785

S

eus pais, irmão, avó e restante família participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 17, às 9 horas, na igreja de Abitureiras, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

REGUENGO DO ALVIELA - ALCANHÕES

MANUEL DE JESUS GASP AR GASPAR Faleceu a 29-12-2009

N. 6-1-1939 – F. 5-1-2010

AGRADECIMENTO ua esposa, filhos e resS tante família agradecem muito reconhecidamente a

8788

todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer forma lhes manifestaram o seu pesar.

Agência Funerária Xavier, Lda. Telef. 243408205 – Alcanede

Cartório Notarial de Isabel Marques, vinte e dois de Dezembro de dois mil e nove. A Notária, Isabel Maria Raimundo de Oliveira Filipe Batista Marques

Casais de São Vasco – Albergaria – 2000-307 ABITUREIRAS – SANTARÉM – Telef. 243 478 198 Telef. 243 478 199 – Fax 243 478 200 – TM. 932 302 790 – tsv.internacional@hotmail.com

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17-1-2009 – 17-1-2010

ABRÃ

ANTÓNIO ARROTEIA RITO MARTINS

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NOTARIADO PORTUGUÊS

JOANINHO – ABITUREIRAS

SANTARÉM

CORREIO DO RIBATEJO

AGRADECIMENTO

ua esposa, filhos e netas S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas 8773

que se dignaram acompanhar o seu saudoso extinto à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

ASSINE O

CORREIO DO RIBATEJO correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

AGRADECIMENTO A Cáritas Paroquial de Tremês agradece a todos aqueles que, sempre estão disponíveis para ajudar nas acções de solidariedade que a Cáritas tem promovido pelos mais desfavorecidos. Ajuda bem explícita no lanche que oferecemos no Natal. Todas as ajudas são valiosas, mas temos que sublinhar: – À família da empresa da nossa freguesia e nossa parceira, na sua presença incondicional, sempre que lhe solicitamos ajuda. Bem hajam “Olitrem”; Também está a ser preciosa a ajuda dos responsáveis pelo hipermercado “E.Leclerc” de Santarém. Logo na primeira fase distribuímos bens alimentares a 19 famílias da nossa freguesia. Regularmente teremos essa ajuda para continuarmos a ajudar estes e todos os outros que anonimamente estão sempre connosco. O nosso muito obrigado. Cáritas Paroquial de Tremês

“CORREIO DO RIBATEJO” – 15-1-2010

Município de Santarém CÂMARA MUNICIPAL

Departamento de Gestão Urbanística e Ambiente

AVISO Pedido de alteração ao alvará de loteamento n.º 4/1996 Em cumprimento do disposto no nº. 2 do artigo 27º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei nº. 60/07, de 4 de Setembro, e em conformidade com o despacho do Senhor Vereador do Urbanismo e Obras Particulares de dez do corrente mês, vai proceder-se à discussão pública do pedido de alteração apresentado pela Firma Trindade & Canas Construções, Lda, a um loteamento sito em Casal Valbom – Jardim de Cima, Freguesia de São Salvador, deste Município, licenciado pelo alvará de loteamento número quatro/noventa e seis, emitido em três de Julho, em nome de Luís Faria Júnior e Júlio Rafael Sousa Duarte, que decorrerá pelo prazo de 15 dias úteis após a publicação do aviso na parte especial da 2ª Série do Diário da República. A pretensão apresentada, consiste na alteração do polígono de implantação e das áreas de implantação e construção do lote número dez da referida urbanização. Durante o período de discussão pública, o processo pode ser consultado por qualquer interessado na Secção de Licenciamento de Obras Particulares, sita junto ao edifício dos Paços do Concelho, no horário normal de expediente (dias úteis entre as 09h.00m e as 15h.45m), podendo os interessados apresentar por escrito, no decurso do referido período, reclamações, observações, sugestões e pedidos de esclarecimento, que deverão ser entregues no mesmo serviço. Santarém, 16 de Dezembro de 2009 O Vereador do Urbanismo, João Francisco Ferreira Teixeira Leite (No uso de competências delegadas e subdelegadas, por via do despacho n.º 11/P/2009, de 30 de Outubro, do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Santarém)


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Scalabisport conquista 8.º lugar no IV Torneio Taça Cidade de Torres Novas Realizou-se no passado sábado, dia 9 de Janeiro, nas Piscinas Municipais Fernando Cunha, o IV Torneio Taça Cidade de Torres Novas. Este torneio promovido pelo Clube de Natação de Torres Novas contou com o apoio da Câmara Municipal local e destinou-se a clubes, selecções e atletas individuais, nacionais e estrangeiros, na categoria de absolutos (Infantis, Juvenis, Juniores e Seniores)

convidados para o efeito. Estiveram presentes 215 na-

dadores, representantes de 14 clubes. O Clube Náutico da Académica de Coimbra venceu a Taça Cidade de Torres Novas com 421 pontos. Em 2º lugar ficou a Sociedade Filarmónica União Artística Piedense, com 349 pontos e em 3º lugar, com 317 pontos, a Associação Académica de Coimbra. A Scalabisport, representada por 33 nadadores, ocupou o 8º lugar na classificação ge-

ral com 203 pontos. De salientar a participação da nadadora Inês Rodrigues pela conquista de um TAC (Tempo de Admissão para o Campeonato) para os Campeonatos Nacional de Inverno, na prova de 100m Livres. Classificação Geral/Clubes – 1.º, Náutico/Matobra, CNAC , 421. 2.º, União Piedense, SFUAP, 349. 3.º, Académica de Coimbra, AAC, 317. 4.º, Colégio Vasco da

Gama, CNCVG, 308. 5.º, Clube Desportivo Feirense, CDF, 293. 6º, Ac.Viseu, AVFC, 286. 7.º, Torres Novas, CNTN, 260. 8.º, Scalabisport SCALAB, 203. 9.º, Eléctrico, EFC, 179. 10.º, Salvaterra de Magos, CCDSM, 174. 11.º, Vitória Sport Clube, VSC, 170. 12.º, CLAC-Entroncamento, CLAC, 82. 13.º, Bombeiros das Caldas Rainha, AHBVCR, 73. 14.º, Pimpões/ Cimai, PIMP, 59.

HÓQUEI CLUBE DE SANTARÉM

Nacional cada vez mais próximo Com um fim-de-semana negativo ao nível de resultados e onde os infantis e iniciados saldaram-se com vitórias importantes que tornam o objectivo de ir ao Nacional mais próximo. Relativamente aos infantis disputou-se no dia 6 de Janeiro um jogo em atraso com o Sporting de Tomar onde só a vitória interessava aos jovens escalabitanos. Depois de um intervalo sem golos o HCS iniciou praticamente a 2ª parte com um golo sofrendo o empate a 3 minutos do final do encontro. Sabendo que o empate só interessava aos jovens nabantinos os jovens hoquistas de Santarém foram à procura do 2º golo que conseguiram a 30 segundos do final da partida. A mesma equipa foi no passado sábado a Turquel vencer por 7-1 estando dependente ainda dos dois resultados do Tomar (com o 1º e o 4º lugar) para se decidir quem vai ao nacional: Tomar ou Santarém embora neste momento o Tomar tem uma tarefa bem mais difícil. Para o HCS resta jogar com o penúltimo classificado no dia 16 de Janeiro. A equipa de Santarém ali-

nhou com os seguintes jogadores: Gonçalo Oliveira e Bernardo Henriques (guarda-redes), Bruno Santos, Miguel Madeira, Gonçalo Nobre, Miguel Rodrigues, Corneliu Zabolotnic e Duarte Pinto. Relativamente aos iniciados realizou-se um jogo em atraso no passado domingo entre Santarém e Lavos onde o empate servia dado que na última jornada a disputar no próximo dia 17 ir-se-ão encontrar as duas equipas que ainda têm hipóteses de ir ao nacional: o HCS e o Santa Cita bastando para este um empate. No jogo com o Lavos os jovens escalabitanos massacraram a equipa forasteira acabando a 1ª parte a ganhar por apenas 1-0 tendo falhado uma grande penalidade. Na 2ª parte continuou a mesma tendência e num lance infeliz onde um defesa do HCS desviou a bola para a sua baliza não dando qualquer hipótese ao guarda-redes de Santarém. Um empate que seria muito injusto de acordo com aquilo o HCS tinha feito e acreditando sempre numa situação onde quase marcava o guarda-redes de Lavos foi obrigado a provocar

um penalti a 1 segundo do final da partida. Desta vez não falharam e acabaram por garantir a vitória mesmo no cair do pano. A equipa de Santarém alinhou com os seguintes jogadores: Gonçalo Oliveira e Ricardo Relvas (guarda-redes), André Nicolau, José Farinha, João Azevedo, Corneliu Zabolotnic, Calin Zabolotnic e Ivan Mamedov. Relativamente aos juvenis, bem como os infantis, tiveram jornada dupla mas com sortes diferentes perdendo ambos os jogos com o Turquel e o Sp. de Tomar (1º e 2º lugar respectivamente). Aqueles jogos já não contavam para nada uma vez que o HCS ficaria na 4ª posição restando apenas a hipótese de no dia 16 de Janeiro tentar disputar o acesso ao Nacional em Tomar, onde irá jogar com o Stela Maris de Peniche. De realçar que apesar de terem perdido ambos os jogos os juvenis de Santarém tiveram exibições muito positivas onde o resultado não espelha o que se passou no recinto de jogo quer em Santarém com o Tomar, quer em Turquel com a equipa local.

Deram excelentes indicações que poderão ainda conseguir chegar ao 5º lugar que dá acesso ao Nacional. A equipa de Santarém alinhou com os seguintes jogadores: Diogo Jesus e Ricardo Relvas (guarda-redes), João Morais, Bruno Silva, Diogo Quina, Fábio Brás, João Silva, Ricardo Mendonça, Luís Cerqueira e Daniel Pernas. Relativamente aos juniores, com a derrota em Valados de Frades, confirmou-se que esta época não irão participar no nacional podendo inclusive ficar na antepenúltima posição dependendo dos dois últimos jogos. Os resultados da semana foram os seguintes: Iniciados – HCS A, 2-Lavos, 1. Escolares – UFE, 6-HCS, 2. Juniores – BIR, 6- HCS, 2. Juvenis – Turquel, 9-HCS, 4. Infantis – HC Turquel B, 1HCS, 7. Infantis – HCS, 2-Tomar, 1. Juvenis – HCS, 2, Tomar, 1. Os próximos jogos do HCS são os seguintes: Juniores – Hoje, sexta-feira, dia 15, às 22.30 horas, HCTigres- HCS.

Infantis – Amanhã, sábado, dia 16, às 15 horas, HCS-Lagonense FC. Escolares – Amanhã, sábado, dia 16, às 16.15 horas, HCS- Tomar. Juniores – Domingo, dia 17, às 12 horas, HCS-Académica. Iniciados A – Domingo, dia 17, às 15 horas, Vigor-HCS B. Iniciados B – Domingo, dia 17, às 15 horas, HCS A -ACRS Cita. Benjamins – Domingo, dia 17, às 15 horas, UFE-HCS.

Final Four em Santarém No próximo dia 16 de Janeiro, pela 1ª vez, realizar-se-á a final Four de Juvenis para apurar o campeão regional. A Associação de Patinagem do Ribatejo, responsável pela prova neste escalão, atribuiu a Santarém uma final que se prevê vir a ser muito disputada. O calendário de jogos é o seguinte: Às 10 horas, HC Turquel A. Académica de Coimbra; às 11.15, FC Oliveira do Hospital-SC Tomar; às 16.30, vencidos (3º e 4º lugares); e às 17.45, vencedores (1º e 2º lugares).

rias à causa vitoriana e, fundamentalmente, permitir a saudável prática desportiva a renomados atletas de outrora, ultima-

mente afectos a exercícios de outra índole, que, de resto, desempenham com assinalável sucesso, a julgar pela invejável

galeria de troféus que ostentam ao nível da zona abdominal. Qualquer um com idade superior a 35 anos (ou, pelo menos, com uma condição física muito aquém do fulgor juvenil) pode integrar esta ‘constelação’, sendo que o único requisito reside na obrigação de possuir uma qualquer ligação ao clube. Assim, a porta está aberta não só para ex-atletas, familiares de actuais jogadores, dirigentes ou treinadores, mas também para todos aqueles que sejam (ou queiram ser) associados do Vitória. A nova equipa está receptiva a futuros convites para jogos de

Campeonatos Distritais Divisão Principal 16.ª jornada Mação, 1 Torres Novas, 1 Fazendense, 1 Ouriquense, 1 Pego, 1 Alcanenense, 1 U. Tomar, 4 U. Almeirim, 0 Cartaxo, 0 Amiense, 0 Riachense, 8 Alferrarede, 0 J V E D G P 1.º Riachense 2.º Amiense 3.º Alcanenense 4.º Torres Novas 5.º SL Cartaxo 6.º U. Tomar 7.º Ouriquense 8.º Fazendense 9.º U. Almeirim 10.º Pego 11.º Mação 12.º Alferrarede

15 16 16 16 16 16 16 15 16 16 16 16

12 11 10 8 8 7 5 4 4 3 3 1

3 4 3 4 4 5 2 2 2 4 3 2

0 41-7 1 34-10 3 37-15 4 31-17 4 20-13 4 25-23 9 21-24 9 17-23 10 17-42 9 9-30 10 19-31 13 11-47

39 37 33 28 28 26 17 14 14 13 12 5

Jornada de 17-1-2010: Alcanenense-U. Tomar, Ouriquense-Pego, Alferrarede-Mação, Amiense-Riachense, U. Almeirim-Cartaxo e Torres NovasFazendense.

Divisão Secundária Serie A 11.ª jornada Salvaterrense, 3-A. Coruchense, 1 Benavente, 3 Barrosense, 0 Pontével, 1 Glória, 2 S. Correia, 4 Marinhais, 0 J VE DG P

1.º Benavente 2.º Samora Correia 3.º Glória 4.ºAREPA 5.º Salvaterrense 6.º Barrosense 7.º Coruchense 8.º D. Pontével 9.º Marinhais

10 10 10 9 10 10 10 10 9

9 7 5 4 4 3 2 2 1

0 0 1 3 2 3 2 2 1

1 3 4 2 4 4 6 6 7

29-4 24-9 19-13 15-11 14-20 10-15 14-25 9-23 8-22

27 21 16 15 14 12 8 8 4

Jornada de 17-1-2010: MarinhaisPontével, Glória-Benavente, Barrosense-Salvaterrense e A. Coruche-AREPA.

Serie B 11.ª jornada Entroncamento, 2 Moçarriense, 3 Rio Maior, 2 G.F.E. Comércio, 2 Goleganense, 4 Chamusca, 4 A. Pernes, 2 Meiaviense, 2 J V E D G P 1.º Entroncamento 2.º Moçarriense 3.ºRio Maior 4.º G.F.E. Comércio 5.º Atalaiense 6.º Pernes 7.º Goleganense 8.º Chamusca 9.º Meiaviense

10 9 10 10 8 10 10 10 9

8 8 3 3 3 3 2 3 2

1 0 2 2 2 1 4 1 3

1 1 5 5 3 6 4 6 4

30-9 32-5 13-18 14-18 14-21 16-19 15-20 16-34 9-15

25 24 11 11 11 10 10 10 9

Jornada de 17-1-2010: ChamuscaRio Maior, G.F.E. Comércio-Entroncamento, Meiaviense-Goleganense e Moçarriense-Atalaiense.

Vitória CS lança equipa de veteranos de futsal Está dado mais um passo importante para o consumar do objectivo que o Vitória Clube de Santarém, aquando da sua fundação, se propôs: possibilitar a prática do futsal, a sua modalidade mais emblemática, a toda a população escalabitana. Agora, todos aqueles que assistiam com nostalgia às dinâmicas sessões de treino das escolinhas vitorianas, já podem fazer o gosto ao pé com o emblema do clube ao peito na recem criada secção de veteranos. As metas traçadas são claras e não se afastam do conceito adoptado por iniciativas similares: promover o nome do clube, fidelizar novas faixas etá-

Associação de Futebol de Santarém

confraternização. No histórico apronto inaugural, participaram Paulo Domingos (presidente), Carlos Veríssimo, João Ferreira, Luís Carvalho, Luís Martins e João Almeida (todos pais de atletas das escolinhas), Luís Morais e Pedro Garrido (pescadores do clube), Luís Casaca e Carlos “Coelho” (sócios) e o dirigente e atleta da equipa sénior Sérgio Fernandes. Os números que compuseram o placard, esses, perderam-se nos anais da história, mas não custa adivinhar o resultado: mais uma vez, ganhou o Vitória Clube de Santarém.

Serie C 11.ª jornada Mouriscas, 1 Caxarias, 5 Os Lagartos, 3 Linhaceira, 2 Mindense, 3 Cercal, 0 Ouriense, 2 Tramagal, 2 Assentis, 3 Ferreira Zêzere, 1 J V E D G P 1.º Ouriense 11 2.º Mindense 11 3.º Assentis 11 4.º Caxarias 11 5.º Tramagal 11 6.º Os Lagartos 11 7.º Cercal 11 8.º Ferreira Zêzere 11 9.º Linhaceira 11 10.º Mouriscas 11

8 7 5 5 3 4 4 4 3 1

3 0 29-4 27 1 3 31-17 22 2 4 21-17 17 2 4 21-19 17 7 1 15-12 16 2 5 17-23 14 2 5 14-21 14 1 6 21-22 13 1 7 15-28 10 1 9 10-34 4

Jornada de 17-1-2010: Ferreira do Zêzere-Ouriense, Assentis-Mouriscas, Tramagal-Mindense, Cercal-Os Lagartos e Linhaceira-Caxarias.


desporto

Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Futebol

Caixeiros empatam em Rio Maior

Os Caixeiros deslocaramse a Rio Maior, num jogo dificil por duas razões: a qualidade do adversário e as condições climatéricas. Contudo, não ficaram defraudadas as poucas pessoas que assistiram a um jogo emotivo, em que os Empregados no Comércio começaram melhor, fruto de uma boa circulação de bola, conseguiram enlear o adversário e conseguir vantagem na partida, ainda antes do intervalo, num golo apontado por Pedro Sá. Com um meio campo combativo, os Caixeiros conseguiram jogadas de fino recorte mas que pecaram na concretização. Na segunda metade da partida assistiu-se a uma reacção

da turma riomaiorense que profiou e conseguiu o empate fruto desse empenho. Seria novamente os Caixeiros a regressar ao bom futebol mas foi o Rio Maior que teve mais engenho e arte para desfazer a iguladade e colocar-se na frente (2-1). Um golo, algo contra a correte do jogo. Até final assistiu-se a uma grande atitude da equipa dos Empregados no Comércio que tudo fizeram para chegar ao empate que acabaria por surgir no inicio do período dos descontos e de forma completamente merecida e sofrida. Ângelo na marcação de um livre repôs a verdade no jogo e os Caixeiros somaram mais um ponto num cam-

po tradicionalmente dificil e que coloca a equipa no 3.º lugar. Neste jogo alinharam pelos Caixeiros: Sérgio Monteiro, Pedro Sousa, Angelo Neves, Marco Marques e Rui Marques, Filipe Teles, Pedro Sá e Carlos Santos (Feijoca), David Gonçalves, Miguel Pelarigo e Alexandre Ferreira (Alex). Suplentes utilizados: André Dionisio (que fez a sua estreia (ex-Fazendense)) e Humberto Neves (Kaluxa). Suplentes não utilizados: Paulo Pina, César Lima, Filipe Patrício, Francisco Pires e Nuno Ferreira. Treinador: Luís Taborda; Adjunto: António Aranha; Massagista: Francisco Pires e Delegado:Femando Lopes.

Ténis de Mesa ultima regresso Estão a ultimar-se os preparativos para que a nova secção dos Caixeiros inicie a sua actividade. As instalações da sede estão em remodelação e prevêse para o final deste mês a instalação plena das históricas mesas de ténis que muita glória deram no passado ao Grupo de Futebol Empregados no Comércio. O responsável pela secção será João Duarte, um antigo “Caixeiro” de gabarito que fez parte do quadro de dirigentes, tendo sido também atleta de nomeada e treinador de ténis de mesa.

Associação Académica de Santarém Campeonato Nacional de Iniciados CADE, 2-Académica, 1 Campo: Complexo do Bonito-Entroncamento. Alinharam pela Académica: Tiago Gaspar, João Pereira, Gustavo Leitão (João Carvalho 35 m), João Mota, Nuno Faustino (Abel Pinhão 45 m), David Silva (André Silva 65 m), Luís Carlos, João Maia (Joaquim Neto 35 m), João Vasco, Bernardo Jorge e Frederico Jesus. Treinadores: António Costa e Nuno Alves. Golos: Frederico Jesus (1). Jogo entre duas equipas equilibradas, onde o erro seria o factor para o desfecho final no resultado, o que veria a acontecer, pois logo aos 5 minutos uma falha defensiva e o CADE inaugura o marcador. No entanto o golo não afectou o caudal do jogo ofensivo da Académica que procurou empatar a partida. Contudo, mais uma vez uma perda de bola em zona proibida originou que fosse feita uma falta junto à entrada da área e após excelente execução o CADE aumenta o marcador, resultado que se manteve até ao intervalo. Na 2ª. parte o jogo manteve-se equilibrado mas foi a Académica que procurou mudar o rumo dos acontecimentos e maior perigo criou junto da baliza do CADE. Fruto desse pressing reduziu para 2-1 aos 47 m, golo esse que deu mais ânimo aos seus atletas que pressionaram o reduto defensivo do CADE e só por falta de sorte não marcaram mais golos. Estão todos de parabéns pela atitude, espírito de grupo e pelo crer que demonstraram. Campeonato Distrital de Iniciados Académica, 10-U. Santarém, 1

Campo: Escola Superior Agrária. Alinharam pela Académica: Gonçalo Santos, João Faustino, Nuno Torres, Alexandre Peixoto (João Lemos 56m), Francisco Vidigueira, Henrique Andrade (Diogo Moço 48m), Daniel Amorim, Nini (Cap) (Leo Madruga 48m), Miguel Faria, Daniel Carvalho (André Almeida 35m) e Bernardo Silva (João Pedro Amaral 35m). Treinadores: Leonel Madruga e Rui Balau. Golos: Nini (2), Leo Madruga (2), Daniel Carvalho (2), Alexandre Peixoto, André Almeida, Vidigueira e Amaral. Boa prestação destes jovens de 1º ano, onde se estrearam João Lemos e João Pedro Amaral e sem alguns titulares habituais dominou completamente a partida. Uma palavra de apreço para a também jovem equipa da União de Santarém. Campeonato Nacional de Juniores Académica, 2-U. Coimbra, 2 Campo: Escola Superior Agrária. Alinharam pela Académica: Diogo Maçarico, João Pedro, João Gavela, Pedro Reis (Cap), Inácio, Bernardo Rama, Bernardo Barcelos, Vítor Hugo, Afonso Grego, Gonçalo Gonçalves e Renato Sacramento. Treinadores: Luís Carlos e Rui Balau. Golos: Renato Sacramento (2). Disciplina: cartões amarelos a João Pedro, Pedro Reis, Bernardo Rama e Renato Sacramento. Numa 1ª parte fraca e dominada pelo U.Coimbra, a Briosa andou sempre atrás do prejuízo, já que o União marcou sempre primeiro. Na 2ª parte mais equilibrada o União adiantou-se no marca-

dor numa falha defensiva, mas os jovens de Santarém, nunca viraram a cara à luta pelos pontos e conseguiram empatar novamente a partida, com ambos os golos a serem marcados por Renato Sacramento que tem mostrado veia goleadora e com muita raça lutaram depois pelos três pontos que estiveram quase a conseguir. Resultados do último fimde-semana: Nacional de Juniores – Académica, 2-U. Coimbra, 2. Nacional de Iniciados – CADE, 2-Académica, 1. Distrital de Iniciados B – Académica, 10-U. Santarém, 1. 1.ª Divisão Juvenis A – Académica, 4-AREPA, 0. 2.ª Divisão Juvenis B – Académica, 0-Marinhais, 4. Distrital Infantis A – Abrantes e Benfica B, 2-Académica, 9. Distrital Infantis B – Académica, 0-Riachense A, 8. Particular Infantis C – Benavente, 0-Académica, 10. Distrital Infantis D – Académica, 2-Fazendense B, 2. Distrital Escolas Sub 11 A – Académica, 7-Cartaxo, 0. Distrital Escolas Sub 11 B – Rio Maior, 8-Académica, 0. Distrital de Escolas Sub 10 A – Académica, 9-Rio Maior B, 1. Distrital de Escolas Sub 10 B – Fazendense A, 6-Académica, 3. Distrital de Escolas Sub 10 C – Rio Maior a, 6-Académica, 1. Distrital de Escolas Sub 10 D – Académica, 4-Fazendense B, 3. Particular Escolinhas C – Fazendense, 0-Académica, 4. Jogos para o próximo fimde-semana: Escolinhas – Amanhã, sábado, dia 16, às 11 horas, treinos na Escola Superior agrária. Infantis C – Amanhã, sá-

bado, dia 16, às 9.30 horas, Académica-Amiense, na Escola Superior agrária. Infantis A – Amanhã, sábado, dia 16, às 9.30 horas, Alcanena-Académica, em Bugalhos. Escolas S 10 C – Amanhã, sábado, dia 16, às 11 horas, Alcanena-Académica, em Bugalhos. Escolas S 10 D – Amanhã, sábado, dia 16, às 11 horas, Goleganense-Académica, na Golegã. Escolas S 10 D1 – Amanhã, sábado, dia 16, às 15 horas, Fazendense-Académica, em Fazendas de Almeirim. Escolinhas (7 anos) – Amanhã, sábado, dia 16, às 15 horas, Encontro AFS: Académica A; Académica B; Ouriquense; e Abitureiras, em Vila Chã de Ourique. Escolinhas (6 anos) – Amanhã, sábado, dia 16, às 15 horas, Encontro AFS, na Escola Superior Agrária. Juniores –Amanhã, sábado, dia 16, às 15 horas, Eléctrico P. Sôr-Académica, em Ponte Sôr. Veteranos – Amanhã, sábado, dia 16, às 17 horas, ExUDS-Bombarral, na Escola Superior Agrária. Escolas Sub 11 A – Domingo, dia 17, às 11 horas, Salvaterrense A-Académica, em Salvaterra de Magos. Iniciados A – Domingo, dia 17, às 11 horas, Académica-Marinhense, na Escola Superior Agraria. Iniciados – Domingo, dia 17, às 10,30 horas, Moçarriense-Académica, na Moçarria. Juvenis A – Domingo, dia 17, às 11 horas, Torres Novas-Académica, em Torres Novas. Juvenis B – Domingo dia 17, às 10.30 horas, PontévelAcadémica, em Pontével. AAS

CORREIO DO RIBATEJO

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ATLETISMO

Campeonato Regional de Marcha em Estrada Em Montemor-o-Velho realizou-se, no passado sábado, o Campeonato Regional de Marcha em Estrada, uma parceria entre as Associações de Santarém, Coimbra e Leiria. A Associação de Santarém participou na prova com um bom conjunto de atletas e os diferentes vencedores foram: Benjamins Femininos – Cheila Nunes, CN Rio Maior; Infantis Femininos – Daniela Godinho, ADRA Belas. Colectivamente: CN Rio Maior; Infantis Masculinos – Oleg Reabciuk, CN Rio Maior; Iniciados Femininos – Mariana Mota. ADRA Belas. Colectivamente: ADRA Belas; Iniciados Masculinos – João Martins, CAF Zêzere. Colectivamente: A20KM Almeirim; Juvenis Femininos – Anna Hurlebaus, CN Rio Maior; Juvenis Masculinos – Miguel Carvalho, CN Rio Maior; Juniores Femininos – Marta Mendes, UDZ Alta; Juniores Masculinos – Diogo Henriques, CN Rio Maior; Seniores Femininos – Inês Henriques, CN Rio Maior; Seniores Masculinos – Sérgio Vieira, CN Rio Maior; Veteranos Masculinos – António Godinho, ADRA Belas. No passado domingo, na Nave Desportiva de Alpiarça, realizou-se a Taça FPA de Saltos que contou os especialistas desta área do atletismo. No torneio participaram 102 atletas, em representação de 27 clubes de Norte a Sul do País e ilhas. Colectivamente venceu o Sporting Clube de Portugal, em masculinos e femininos. Os diferentes vencedores foram: Comprimento Masculinos – Gaspar Araújo, SC Portugal, 7.07; e 10º, Paulo Henriques, CLAC 6.02; Comprimento Femininos – Catia Ferreira, J. Vidigalense, 5.30; Vara Femininos – Vera Lavrador, SC Portugal, 3.50; e 10ª, Ana M. Pereira, CA Riachense, 2.20; Altura Masculinos – Roman Guily, SC Portugal, 2.12; Triplo Masculino – Marcos Caldeira, SL Benfica,15.68; Triplo Femininos – Lacabela Quaresma, JOMA, 12.26; e 19ª, Andreia Reis CLAC, 10.05; Altura Femininos – Marisa Anselmo, SC Portugal, 1.70; Vara Masculina – Edi Maia, SC Portugal, 5.15. No próximo fim-de-semana, em Pombal, realiza-se em conjunto com as Associações de Leiria e Coimbra o Campeonato de Santarém de Pista Coberta.

Taça FPA de provas combinadas

Realizou-se durante o passado fim-de-semana na Expocentro, em Pombal, a Taça FPA de Provas Combinadas, onde os representantes de Santarém brilharam a todos os níveis. Tiago Marto, com 5332 pontos, foi o vencedor, enquanto Pedro Santos e Carlos Santos com 4672 e 4567 pontos, respectivamente, ocuparam os restantes lugares do pódio. Colectivamente o Grupo de Atletismo de Fátima foi a equipa vencedora com 9618 pontos, obtidos pelos pontos de Tiago Marto e pelos 4286 pontos de Samuel Remédios, tendo a Casa do Povo de Alcanena obtido a segunda posição pelos resultados obtidos pelos irmãos Santos. Eduardo Gonçalves

Grande Prémio de Malaqueijo com alteração de data

A próxima competição do Torneio de Atletismo das Freguesias do Concelho de Rio Maior a ter lugar em Malaqueijo sofreu uma alteração de data a pedido dos organizadores, a Associação de Melhoramentos de Malaqueijo. Assim, a prova irá ter lugar no dia 6 de Fevereiro e não a 30 de Janeiro como estava inicialmente previsto, havendo também uma ligeira alteração na distância a percorrer pelos seniores e veteranos masculinos. Dos 9 km previstos, o percurso passa a ter 6 km para todas as categorias a partir dos 16 anos.

Caminhadas por Alcanena É já no próximo domingo, dia 17 de Janeiro, que se realiza na freguesia de Vila Moreira, a 5ª Caminhada do 7º ano do projecto “Caminhadas pelo Concelho de Alcanena”.


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Atlético Clube de Pernes comemora 67.º aniversário

3.ª Maratona BTT Águias de Alpiarça

Entrega e dedicação premeia sócios com o título ‘Personalidade do Ano’ Cerca de meio milhar de convidados participaram no sábado, no jantar de aniversário do 67.º aniversário do Atlético Clube de Pernes. No decorrer do jantar foram distinguidos atletas de todos os escalões e atribuídos diferentes prémios: ‘Atleta Mais Novo’, Francisco Duarte; ‘Atleta Mais Treinos Escolinhas’, Pedro Roldão; ‘Atleta Mais Treinos Sub 10’, Rodrigo Ruivo; ‘Atleta Equipa Escolas Sub 10’, Duarte Almeida e Diogo Rosa; ‘Atleta Mais Treinos Escolas Sub 11’, Bazinho; ‘Atleta Equipa Escola Sub 11’, Bazinho e Leonardo Batista; ‘Atleta Melhor Aluno Escolas Sub11’, Marcelo Oliveira; ‘Atleta Mais Treinos Infantis’, Filipe Henriques; ‘Atleta Equipa Infantis’, Ricardo Pedro; ‘Atleta Melhor Aluno’, Filipe Henriques; ‘Atleta Mais Treinos Iniciados’, João Carreira; ‘Atleta Equipa Iniciados’, Jota P; ‘Atleta Melhor Aluno’, Rafael Teopisto; ‘Atleta Mais Treinos Seniores’, Carlos Moreno; ‘Atleta Equipa Seniores’, Hugo

Torneio de Chinquilho na Sociedade Recreativa Operária de Santarém Resultados:

Pedro Teopisto e Paulo Fonseca

Duarte; ‘Atleta Equipa Veteranos’ José Oliveira; e ‘Atleta Mais Velho’, José Estrela. O AC Pernes decidiu este ano distinguir Paulo Fonseca, ex-governador Civil de Santarém e actual presidente da câmara de Ourém, pelo contributo que deu ao clube, nomeadamente a atribuição do Estatuto de Utilidade Pública que o clube, segundo o seu presidente, Pedro Teopisto, “já ambicionava há mais de 15

anos.” Este ano a direcção atribuiu uma Menção Honrosa a todos os sócios do Atlético Clube de Pernes que contribuíram com trabalho, dedicação e entrega ao clube. Foram eles, escolhidos por um grupo de sócios cinquentenário, a ‘Personalidade do Ano’. Às comemorações do 67.º aniversário do clube associaram-se este ano empresas da região que contribuíram com prémios atri-

Desistência de Atalaiense marca início da 2.ª fase da Taça Fundação INATEL Teve inicio no passado fim de semana a 2.ª fase da Taça Fundação Inatel de Santarém. Na Série 1, Grupo A, o Sentieiras não teve dificuldade em bater o Envendos e já lidera o Grupo, a par do Rio de Moinhos que venceu fora, em Alvega (2-0). No Grupo B, o Almoster continua na senda das vitórias, cumprindo perante o Vilanovense (3-1). Destaque ainda para a vitória fora de portas do Arrouquelas na Batalha (12) e a diferença mínima da vitória do Azambujeira (habituado a golear) perante o aguerrido Alvitejo. No Grupo C, desta Série 1, o Paço dos Negros merece o destaque da ronda, pela vitória na qualidade de visitante, no terreno do Vale da Pinta. Destaque ainda para o empate (1-1) do Benfica do Ribatejo em Vale Paraíso. No Grupo D, Erra cumpriu frente ao Santanense e venceu a partida (0-1). O Re-

A 3.ª Maratona BTT Águias de Alpiarça convida a começar o mês de Março a pedalar. Dia 7, às 9 horas, o Clube Desportivo ‘Os Águias’ realiza mais uma edição desta prova de BTT, em Alpiarça. Haverá prémios monetários para os primeiros classificados e uma lembrança para todos os participantes. O percurso terá 40 e 80 km, sendo de dificuldade média. A organização disponibiliza uma oficina de afinações no local, viaturas de apoio, abastecimento de líquidos e reforço alimentar, lavagens de bicicleta, banho, entre outros.

bocho conseguiu a vitória mais robusta (3-0) em casa perante o Azervadinha. Santa Justa junta-se aos da frente, somando os primeiros três pontos desta 2.ª fase do campeonato. Vitória caseira (1-0) frente ao Carapuções.

Série 2 marcada pela desistência do Atalaiense

A Série 2 da Taça Fundação Inatel teve o seu inicio cm a notícia da desistência do Atalaiense que obriga a que duas equipas fiquem, semana a semana, sem jogar na Série C. O Correio do Ribatejo apurou junto da delegação do Inatel em Santarém que não vai haver novo sorteio para as seis equipas em prova neste grupo, pelo em todas as rondas ficarão sem jogar duas equipas. Neste grupo o Alencalense lidera depois de vencer em casa o Lapa (2-0). No Grupo A, a liderança é dividida pelo Carregueira e L. Carvalhal, ambos com vitórias caseiras que lhes deram os três pri-

meiros pontos desta nova fase. No Grupo B, Vale de Cavalos bateu o Alcanhões por claros 3-0, liderando a tabela classificativa acompanhado pelo Ulme que, no seu terreno venceu S. Facundo pela margem mínima (2-1). No Grupo D, a novidade foi mesmo a escassês de golos marcados, apenas dois em três jogos, nota do equilibrio existente entre as sete equipas que compõem o grupo. Foros de Salvaterra venceu em casa o Granho (1-0), enquanto Vale da Pedra foi vencer por igual resultado ao terreno do Samora Correia. Finalmente, no Grupo E, a curiosidade de os visitantes se terem imposto às equipas visitadas. Em três partidas disputadas, outras tantas vitórias para as turmas forasteiras: Montinhos dos Pegos (0-3) em Volta do Vale, Fazendas das Figueiras (0-2) em Malhada Alta e o Foros Lagoíços (0-1) no terreno do Cortiçadas de Lavre.

buídos aos jovens jogadores, desde cursos de inglês para os melhores alunos; fim-de-semana gratuito para os atletas seniores e veteranos premiados; 30 cheques oferta para aquisição de material desportivo, distribuído pelos atletas com mais treinos em todos os escalões e ainda a oferta de cheques para os atletas da formação, num total de seis, ofertas essas que, no total, ascenderam a 3.000 euros.

Série 1 Envendos 0 Arreciadas, 1 Rio Moinhos, 2

JVEDG P 1.º Sentieiras 2.º Rio Moinhos 3.º Seiça 4.º Arreciadas 5.º Amoreira 6.º Alvega 7.º Envendos

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Próxima jornada: – Arreciadas-Alvega, Envendos-Seiça e Amoreira-Sentieiras. Folga. Rio de Moinhos.

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Próxima jornada: – AlvitejoAlmoster, Arrouquelas-Azambujeira e S. Domingos-Batalha. Folga. Vilanovense.

Grupo C

Vale Pinta, 0 - Paço dos Negros, 2 Vale Paraíso, 1 B. Ribatejo, 1 Parreira, 3 Valada, 1

JVEDG P 1.º Parreira 2.º Paço Negros 3.º Vale Paraíso 4.º B. Ribatejo 5.º Raposa 6.º Vale da Pinta 7.º Valada

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Próxima jornada: – Benfica do Ribatejo-Parreira, Paço dos Negros-Vale Paraíso e RaposaVale da Pinta. Folga. Valada.

Erra, 1 Azervadinha, 0 Carapuções, 0

JVEDG P 1.º Rebocho 2.º Santa Justa 3.º Erra 4.º Lavre 5.º Santanense 6.º Carapuções 7.º Azervadinha

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Próxima jornada: – Azervadinha-Santa Justa, Erra-Rebocho e Lavre-Santanense. Folga. Carapuções.

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Carregueira, 1 C. Revelhos, 3 L. Carvalhal, 3

Carvoeiro, 0 Sabacheira, 3 Tancos, 2

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Próxima jornada: – Sabacheira-L. Carvalhal, Carvoeiro-C. Revelhos e Olival-Carregueira. Folga: Tancos.

Grupo B

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1.º Alencalense 2.º Marmeleira 3.º Assentis 4.º Ereira 5.º Alcobertas 6.º Lapa

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Próxima jornada: – Lapa-Marmeleira e Ereira-Alcobertas. Folgam: Assentis e Alencalense.

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Próxima jornada: – Alcanhões-S. Facundo, Vale das Mós-Ulme e Vale de CavalosÁgua Travessa.

J V EDG P 1.º Zebrinho 2.º Vale da Pedra 3.º F. Salvaterra 4.º M. e Murta 5.º Granho 6.º Fajarda 7.º S. Correia

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Próxima jornada: – ZebrinhoSamora Correia, Granho-Fajarda e Marianos e Murta-Foros de Salvaterra. Folga: Vale da Pedra.

Grupo E

Vale de Cavalos, 3 Alcanhões, 0 Á. Travessa, 3 Vale das Mós, 3 Ulme, 2 S. Facundo, 1 1.º V. Cavalos 2.º Ulme 3.º Á. Travessa 4.º Vale das Mós 5.º S. Facundo 6.º Alcanhões

Lapa, 0 Assentis, 1

Grupo D

JVEDG P 1.º Carregueira 2.º L. Carvalhal 3.º C. Revelhos 4.º Sabacheira 5.º Olival 6.º Carvoeiro 7.º Tancos

Grupo C

Alencalense, 2 Marmeleira, 1

F. Salvaterra, 1 Granho, 0 Fajarda, 0 Zebrinho, 0 Samora Correia, 0 Vale Pedra, 1

Grupo A

JVEDG P 1.º Almoster 2.º Arrouquelas 3.º Azambujeira 4.º S. Domingos 5.º Batalha 6.º Alvitejo 7.º Vilanovense

Santanense, 0 Rebocho, 3 Santa justa, 1

Série 2

Grupo B

Batalha, 1 Arrouquelas, 2 Azambujeira, 1 Alvitejo, 0 Almoster, 3 Vilanovense, 1

J V E D P 1.º Almoster 2.º Jardim Cima B 3.º Vale Estacas 4.º Abitureiras 5.º Frade Cima 6.º Vale Santarém 7.º Alcanhões 8.º Jardim Cima A 9.º Frade Baixo 10.º SRO Santarém 11.º Moçarria 12. Amigos Caneiras 13.º D. Fernando 14.º União Veteranos 15.º Azoia de Baixo 16.º Póvoa da Isenta

Próximos jogos: Hoje, dia 15 de Janeiro, às 21 horas – Abitureiras-P. Isenta; Moçarria- Frade Cima; Jardim Cima B-Frade Baixo; Vale Santarém-Almoster; D. Fernando-Jardim Cima A; União Veteranos-Amigos Caneiras; e Vale Estacas-Alcanhões. Amanhã, sábado, dia 16 de Janeiro, às 16 horas – AlcanhõesAbitureiras; A Caneiras-V. Estacas; U. Veteranos-Azoia Baixo; Jardim A-SRO Santarém; Almoster-D. Fernando; Frade BaixoV. Santarém; Frade Cima-Jardim B; P. Isenta-Moçarria; e às 18 horas, SRO Santarém-Azoia Baixo.

Grupo D

Grupo A

Sentieiras, 3 Seiça, 1 Alvega, 0

U. Veteranos, 4 Abitureiras, 10 V. Estacas, 8-SRO Santarém, 10 Alcanhões, 10 D. Fernando, 5 Almoster,10 Póvoa Isenta, 4 Abitureiras, 8-Frade de Cima, 10 Povoa Isenta, 6-Frade Baixo,10 Moçarria, 8 Almoster, 10 Jardim C. B, 10 Jardim C. A, 3 V. Santarém, 10-Azoia Baixo, 0 D. Fernando, 3 A. Caneiras, 10 SRO Santarém, 4-Alcanhões, 10 U. Veteranos, 7 -Vale Estacas, 10 Azoia Baixo, 6-Jardim C. B, 10 Jardim Cima A, 10-Moçarria, 6 A. Caneiras, 4 V. Santarém, 10 Frade Baixo, 8 Frade Cima, 10

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C. de Lavre, 0 F. Lagoiços, 1 Malhada Alta, 0 F. Figueiras, 2 Volta do Vale, 0 - M. dos Pegos, 3

JVEDG P 1.º M. Pegos 2.º F. Figueiras 3.º F. Lagoiços 4.º Valverde 5.º C. Lavre 6.ºMalhada Alta 7.º Volta do Vale

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Próxima jornada: – Figueirense-Volta do Vale, Foros de Lagoiços-Malhada Alta e ValverdeCortiçadas de Lavre. Folga: Montinho dos Pegos.


Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

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Dois micróbios encontram-se e um pergunta: - O que tens? Estás tão pálido! O outro responde: -Estou doente. Engoli uma aspirina!

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As anedotas do Barbosa

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Em 15, Maria Teresa de Sá Nogueira de Dion Moniz, Maria da Graça Coelho Carvalho, Maria Adelaide Costa Rosa Palmeiro, Fernando Guerreiro Nunes, Joaquim Manuel Rodrigues Trincão, António Ligeiro da Silva Valério e Fernando Montoia Lopes Lucas Martins. Em 16, Marise Adelete Adão Trindade, Maria Celeste Parissi Campos Vaz de

Sousa, Susana Constantino Peixoto da Silva, José Manuel Baleiras Ferreira Campos Braz e Luís Manuel Gonçalves da Mota Stockler Pinto Albuquerque. Em 17, Maria de Jesus Sousa Marecos Duarte, Maria Francisca Braamcamp Sobral Lobo de Vasconcelos, José Manuel Pereira Branco de Mascarenhas, Arnaldo Correia de Lemos e Celestino Ferreira Santos. Em 18, Francisco Mendes. Em 19, Maria Eugénia dos Reis Motta, Paula Maria Teixeira Queirós de Moura Santos, Augusto Paulo Teixeira Queirós de Moura Santos, Paulo Manuel Teixeira Queirós de

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FAZEM ANOS:

Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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a soalhar. – Com raiva do asno virou-se (ou torna-se) a albarda. – Com raposas é bom ser manhoso. – Com tal me acho, tal me faço. – Com teu amigo e te teu inimigo o dinheiro bolsinho. – Com teu amo não jogues as pêras, porque ele come as maduras e deixate as verdes. in: Rifoneiro Português P. Chaves

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SUDOKU

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recem os santos. – Com os raios da lua, não amadurecem as uvas. – Com ouro ou prata, bisnaga ou nada. – Com paciência, sofre-se menos. – Com pão e vinho se anda caminho. – Com papas e bolos se enganam meninos e tolos. – Com pouca cabeça, se governa o mundo. – Com quem te achares, com tal te afazes. – Com quem tiver moinho a andar, não te ponhas

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– Com o que sara o fígado, enferma o baço. – Com o Bertino Coelho tempo maMartins duram as uvas. – Com os amigos, come. – Com os bons te ajuntarás se quizeres viver em paz.. – Com os grandes ladrões se enforcam os menores. – Com os parvos se pa-

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Adágios do Povo

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VERTICAIS – 1 - Negro, teoebroso. O nascer do dia. 2 - Triturarei. 3 - Bolo chato e circular de farinha de arroz e azeite de coco, usado na Ásia. Pronome pessoal. Santo (Abrev.). 4 - Insecto ortóptero saltador. Apertara com nó. 5 - Consistirá. Título dado aos chefes de certas tribos muçulmanas. 6 - Elogiar. 7 - Seguimento de coisas. Pedaço grande de qualquer coisa que se come. 8 - Peito. Vulgar, comum. 9 - Remos das embarcações. Eia!. Doutora (Abrev.). 10 - Corpo semelhante a um cone. 11 - Que não tem nenhuma beleza. Espingarda.

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HORIZONTAIS – 1 - Páginas (Abrev.). Substância gorda, de composição análoga à do éter e à do álcool. 2 - Edifícios. 3 - Atraiçoar. Risque. Deus do Egipto. Paul, pequena lagoa. Interjeição (Bras.). 5 - Substância gordurosa. O m.q. xénon. 6 - Alumínio (s.q.). Protecção (Fig.). Laçada. 7 - Superfície. Mulher morena. 8 - Pronuncia o que se lê. Meiga. Doutor (Abrev.). 9 - Repetem. Percorram. 10 - Mastigar. 11 - Filtrar. Remoinhos de água (Prov.).

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CRUZADAS

CORREIO DO RIBATEJO

Moura Santos e José Luís Filipe de Oliveira. Em 20, Maria Estrela Nunes Gaspar Januário, Edwiges Eulália F. de Campos, Laura Maia de Almeida Campos Vassalo, Margarida Rosa da Silva Soares Coimbra Valente, José Nogueira e António Santos Alves Lopes. Em 21, Maria de Fátima Carreira Durão, Maria Henriques Mendes, Isabel Maria Mascarenhas Silva Pereira, Sara Mendes Folgado Campos Marques Queirós, Celeste Maria Farinha Pais Matias, Rita Farinha Pais Matias da Silveira Ramos e António José Fragateiro Ginestal Machado.

SOLUÇÕES

passatempo

Virgem – Carta Dominante: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor Aproveite os momentos de diver-

são que irá passar com a sua família. Partilhe com ela os seus pensamentos e peça-lhes alguns conselhos, verá que não se arrependerá. Saúde: Tendência para emagrecer. Cuidado com dietas desmedidas. Dinheiro: Não deixe que as preocupações do seu trabalho prejudiquem a sua saúde e a sua vida familiar. Número da Sorte: 41.Números da Semana: 10, 25, 39, 41, 55, 68. Dia mais favorável: domingo.

Carneiro – Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Evite ser demasiado possessivo com a sua cara-metade. Saúde: Este é um período em que necessita ver espelhadas nos seus bens materiais as suas características próprias, ou seja, sente necessidade de se identificar com os seus objectos pessoais. Dinheiro: O período não é favorável a grandes investimentos. Número da Sorte: 12. Números da Semana: 1, 2, 3, 10, 19, 25. Dia mais favorável: sábado. Touro – Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: Seja sincero, abra

o seu coração e revele os seus sentimentos. Saúde: Controle os níveis de colesterol. Dinheiro: O trabalho em equipa está favorecido. Sente-se com uma vontade extraordinária de estar em movimento, procura actividades de acção onde possa expandir as suas energias. Aproveite bem esta época. Número da Sorte: 44. Números da Semana: 3, 4, 5, 6, 9, 35. Dia mais favorável: segunda-feira.

Gémeos – Carta Dominante: O Carro, que significa Sucesso. Amor: No plano afectivo sente-se inseguro

e com ideias negativas acerca daquilo que os outros pensam ou julgam de si, abandone essas ideias para bem de todos. Não deixe que interfiram na sua relação amorosa. Saúde: Cuidado com as mudanças bruscas de temperatura. Dinheiro: Invista no seu visual, conceda um pequeno mimo a si próprio. Número da Sorte: 7. Números da Semana: 1, 5, 11, 14, 33, 36. Dia mais favorável: quinta-feira.

Caranguejo – Carta Dominante: 6 de Paus, que significa Ganho. Amor: Não se prevêem grandes

alterações no plano afectivo. Não ponha de parte aqueles que ama. Saúde: Cuidado com possíveis quedas. Dinheiro: Sente-se nesta fase cheio de energia física e psicologicamente, o que lhe poderá ser favorável no que diz respeito à tomada de decisões. Número da Sorte: 28. Números da Semana: 1, 5, 7, 8, 11, 17. Dia mais favorável: segunda-feira.

Leão – Carta Dominante: Rei de Ouros, que significa Inteligente, Prático. Amor: Poderá sentir-se um pouco triste e melancólico. Caso desconfie de algo, fale abertamente com a pessoa que tem a seu lado. Saúde: O seu organismo é o espelho do seu estado de espírito. Não se deixe abater por uma pequena constipação. Ingira alimentos ricos em vitamina C. Dinheiro: Cuidado com as más intenções de um colega de trabalho. Deve ter mais atenção com a forma como gere as economias. Número da Sorte: 78. Números da Semana: 2, 13, 24, 33, 49, 51. Dia mais favorável: quarta-feira.

Balança – Carta Dominante: 8 de Espadas, que significa Crueldade. Amor: Seja mais ousado. Entregue-se aos prazeres da paixão. Saúde: Cuide dos seus pés. Lembre-se que eles são a base do seu corpo e por isso requerem uma atenção especial. Dinheiro: Período marcado por inúmeras reuniões de trabalho. Número da Sorte: 58. Números da Semana: 15, 17, 22, 38, 42, 60. Dia mais favorável: domingo. Escorpião – Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Seja firme. Mantenha os seus

pontos de vista. Não permita que os seus amigos influenciem as decisões que toma. Saúde: Cuidado com as dietas exageradas. Pode prejudicar a sua saúde. Dinheiro: Poderá receber a resposta pela qual tanto ansiava. Anime-se, vai ser positiva. Número da Sorte: 67. Números da Semana: 4, 9, 13, 21, 37, 41. Dia mais favorável: terça-feira.

Sagitário – Carta Dominante: O Imperador, que significa Concretização. Amor: Não esconda os seus sentimentos da pessoa amada. Revele aquilo que sente. Tente controlar as recordações menos positivas que tem do seu passado afectivo. Saúde: Relaxe um pouco mais, anda muito tenso. Inscreva-se numa modalidade desportiva. Será bastante benéfico para o seu bem-estar físico. Dinheiro: Não terá problemas de maior. Momento em que se pode permitir alguns gastos supérfluos. Número da Sorte: 4. Números da Semana: 12, 29, 31, 40, 56, 57. Dia mais favorável: quinta-feira. Capricórnio – Carta Dominante: O Julgamento, que significa Novo Ciclo de Vida. Amor: Se

partilhar os seus problemas com alguém em quem confie verá que se sentirá bem mais leve. Durante este período poderá conhecer alguém muito especial. Saúde: Sistema nervoso alterado. Aposte no exercício físico. Dinheiro: Estabilidade financeira. Poderá receber uma quantia avultada de dinheiro, proveniente de um familiar. Número da Sorte: 20. Números da Semana: 4, 6, 10, 20, 33, 45. Dia mais favorável: sexta-feira.

Aquário – Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor: Ouça os conselhos dos seus amigos. Eles podem ter mais razão do que pensa. Diga abertamente ao seu companheiro tudo o que pensa acerca dele, assim poderá esclarecer certas dúvidas. Saúde: Relaxe, Deixe as preocupações para trás. Não tenha medo de ir ao médico. Dinheiro: Seja prudente na forma como administra as suas finanças. Número da Sorte: 6. Números da Semana: 11, 29, 31, 55, 56, 59. Dia mais favorável: quarta-feira. Peixes – Carta Dominante: Rainha de Ouros, que significa Ambição, Poder. Amor: Grandes surpresas

românticas. A sua relação afectiva estará em profunda harmonia. Saúde: Tendência para excessos, modere os seus impulsos. Dinheiro: Evite os conflitos no local de trabalho. Momento propicio para investir num novo negócio. Números da Semana: 6, 9, 15, 26, 30, 70. Dia mais favorável: segunda-feira.


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Coordenação de

Ludgero Mendes

Carlos Empis apodera Tomás Pinto Segundo informação veiculada na imprensa especializada, o prestigiado taurino escalabitano Carlos Empis regressa esta temporada à actividade de apoderado, vinculando-se à gestão da carreira do jovem Tomás Pinto. Aliás, esta é uma relação perfeitamente natural, dada a circunstância de Carlos Empis, antigo forcado e Cabo dos “Amadores de Santarém”, manter uma forte e antiga ligação a esta família, mais intensificada durante o período em que apoderou, com Celso dos Santos, o cavaleiro Emídio Pinto, tio do jovem marialva cujos destinos agora orienta em parceria com Rafael Vilhais. Tomás Pinto apresentou-se pela primeira vez em público como cavaleiro amador a 8 de Maio de 2004, num festival taurino integrado nas Festas do Cavalo em Porto Salvo, e tirou a prova de praticante a 1 de Maio de 2007, no Montijo, tendo enfrentado um novilho da ganadaria de S. Pedro. Ao longo da sua ainda curta carreira, Tomás Pinto tem evidenciado boas condições técnicas, nomeadamente, em espectáculos promovidos pelo empresário Manuel Gonçalves. A ambos formulamos os votos de muitos sucessos artísticos e pessoais.

Rui Guerra corta orelha em Atarfe

Teve início no passado domingo o IV Certame de Rejoneio de Atarfe, que nesta primeira jornada contou com a participação do jovem marialva português Rui Guerra e do Grupo de Forcados Amadores de Arronches. Sob uma temperatura negativa, de 4º, foram lidados seis novilhos do Conde de la Maza, de desigual apresentação e de díspar comportamento, aos quais os jovens toureiros lograram corta o corte de uma orelha a cada um dos seus dois oponentes. Assim, o jovem Óscar Gaona, deu volta após a lide do primeiro novilho do seu lote, tendo cortado uma orelha ao segundo, resultado idêntico obteve Agustin Solano, e o marialva Rui Guerra foi ovacionado após a lide do seu primeiro e cortou uma orelha no último da tarde. O Grupo de Forcados de Arronches teve uma actuação meritória, contudo, não tivemos acesso aos nomes dos forcados da cara. O Júri que aprecia o labor de cada um dos cavaleiros em concurso decidiu atribuir a seguinte pontuação: Óscar Gaona, 33 pontos, Agustin Solano, 32, e Rui Guerra 30, pelo que, em princípio, deverá ser difícil ao marialva alentejano garantir um posto na final deste Certame, que terá lugar no dia 31 de Janeiro. Entretanto, nos próximos domingos, 17 e 24 de Janeiro, prosseguem as provas eliminatórias, nas quais participarão os jovens cavaleiros Marcelo Mendes e Francisco Palha. No próximo domingo, dia 17, o cartel é o seguinte: toiros de Miguel Prado para Luis Miguel Arranz, José António Mancebo e Marcelo Mendes; Forcados Amadores da Azambuja.

Rui Fernandes nas Sanjoaninas 2010 Na passado dia 7 de Janeiro e com inusitada expectativa face às incertezas quanto à disponibilidade financeira da Empresa de Angra do Heroísmo, devido aos esperados cortes no apoio do Governo Regional dos Açores, foram anunciados alguns dos nomes que irão integrar os cartéis das Festas Sanjoaninas/2010. Luís Rouxinol, Tiago Pamplona, Tiago Carreiras, Rui Lopes e João Pamplona são os nomes já divulgados, no entanto, o site taurino toureio.com dá como certa a presença de Rui Fernandes, que ali deverá actuar em duas tardes, o que a acontecer, reeditará o grande sucesso que o marialva da Caparica conseguiu em 2008, nas Festas da Praia das Vitória. Para além destes cavaleiros tauromáquicos é possível a presença de Joaquim Bastinhas na arena de Angra do Heroísmo, e sendo igualmente dados como certas as presenças dos matadores de toiros espanhóis António Ferrera e Ruben Pinar, o primeiro dos quais apoderado por Rui Bento Vasques, taurino muito próximo da organização desta importante feira taurina do Atlântico.

António D’Almeida distinguido em La Solana Será no próximo dia 16 de Janeiro que terá lugar a V Conferência Taurina e também a entrega de troféus do Clube Ta u r i n o “Los Galanes” de la Solana, que premeiam os triunfadores da Feira de Santiago e da Santa Ana 2009, desta aficionada localidade espanhola. Neste acto será distinguido com o troféu “Triunfador da Corrida de Rejones” o cavaleiro almeirinense António D’Almeida, que triunfou categoricamente na sua actuação nesta praça. Outro dos triunfadores é José Luís Moreno. António d’Almeida prossegue com êxito a sua carreira em arenas espanholas, onde tem logrado alcançar alguma notoriedade, decorrente da desenvoltura técnica que tem evidenciado e da expressão artística que caracteriza o seu toureio. Face às dificuldades de imposição em arenas nacionais, onde, de facto, as oportunidades são sempre escassas, dadas as contingências do nosso mercado e a estrutura que o caracteriza, com a forte relação entre apoderados e empresários a definirem a elaboração dos respectivos cartéis, limitados a um número restrito de artistas, António d’Almeida tem apostado a sua carreira em Espanha e, felizmente, não se tem dado mal com a sua opção. Oxalá que a próxima temporada lhe permita abrir as portas a algumas das mais emblemáticas praças espanholas, de modo a consolidar-se como um auspicioso valores entre os toureiros da sua geração.

Nuno Gonçalves com José Manuel Duarte Segundo informação constante no site taurino toureio.com – em regra bem informado, convém registar-se como tributo de justiça – o jovem bandarilheiro escalabitano Nuno Gonçalves integrará na próxima temporada a quadrilha do cavaleiro José Manuel Duarte, alternando com seu primo Luís Miguel, que desde há algumas épocas exerce as funções de peão de confiança do marialva santareno. Nuno Gonçalves cessou, assim, a sua acção na quadrilha do jovem António Maria Brito Paes, e vai render Rodolfo Tomás, na equipa de José Manuel Duarte. Deste modo o cavaleiro de Santarém tem a sua entourage completa, augurando-se agora que o seu novo apoderado, Florindo Ramalho, logre conseguir um bom número de corridas, pois, a qualidade evidenciada por José Manuel Duarte bem justifica a sua inclusão em inúmeros cartéis, mau grado as dificuldades inerentes aos arranjos “empresariais” que tanto influenciam o nosso pequeno mercado.

Vítor Mendes em Ciudad Rodrigo A empresa Martin Perrino já tem praticamente fechados os festivais da tradicional feira do toiro que decorre anualmente em Ciudad Rodrigo, por ocasião do Carnaval. Este mini-ciclo ferial é composto por duas corridas, a primeira a 13 e a segunda a 16 do próximo mês de Fevereiro. O primeiro cartel é composto por três grandes figuras do toureio já retiradas do activo, mas, que frequentemente se apresentam em festivais, pelo que mantêm intactas as suas imensas faculdades técnicas e artísticas. Trata-se de Francisco Ruiz Miguel, Tomás Campuzano e de Vítor Mendes, os quais alternarão com o jovem novilheiro local Damián Castaño, que lidará um novilho, procedente da ganadaria de Pedrês, como todos os restantes. No dia 16 de Fevereiro, dia de Carnaval, actuarão os diestros Rivera Ordoñez, Manuel Jesús “El Cid”, Julio Benitez e o novilheiro Angel Bravo, que lidarão novilhostoiros cuja ganadaria ainda não foi divulgada.

Rui Bento apodera António Ferrera O matador de toiros retirado e Gestor Taurino do Campo Pequeno, Rui Bento Vasques, será o apoderado do matador de toiros espanhol António Ferrera. A decisão agora anunciada é o desfecho de vários contactos que António Ferrera vinha mantendo com Rui Bento e que culminaram com a selagem de um acordo de apoderamento, válido a partir da temporada prestes a iniciar-se e que durará enquanto for vontade de ambas partes. António Ferrera, que em 2010 entra na sua décima-quarta temporada como matador, actuou em quarenta corridas em 2009, tendo cortado 61 orelhas e 4 rabos. Entre as suas actuações conta-se a que teve lugar em Navalmoral de la Mata, a 31 de Outubro, onde teve um gesto de elevado mérito ao lidar três toiros após uma colhida preocupante e de haver cortado cinco orelhas e um rabo, numa afirmação de imensa verguenza torera e de um profissionalismo irrepreensível.


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Toiros “Passanha” foram os mais lidados em Portugal na última temporada Segundo os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, a Ganadaria Passanha foi a que mais reses lidou em 2009, 67, num total de 1873 reses oriundas das 104 ganadarias portuguesas que lidaram no nosso país, incluindo os Açores. Apenas seis ganadarias lidaram mais de cinquenta reses, e vinte sete ganadarias lidaram cinco ou menos de cinco reses na temporada, o que equivale a dizer que nem uma corrida completa conseguiram apresentar. Esta circunstância é deveras importante, pois, sem dimensão não é possível elevar a massa crítica da nossa classe ganadeira, uma vez que é impossível a qualquer ganadeiro preservar a qualidade da sua ganadaria com um número de reses tão reduzido. Ignoramos se todos os ganadeiros referidos nesta estatística são membros da Asso-

ciação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, mas se, de facto, todos o forem será muito difícil avaliar as condições para levar uma ganadaria por diante, quer pelas exigências inerentes a uma criação intensiva, quer pela viabilidade financeira desta exploração. Se os ganadeiros mais carismáticos, e com efectivos maiores, se queixam das dificuldades, o que ocorrerá em relação aos restantes, que são a larga maioria dos ganadeiros nacionais? Sem mais comentários, passamos a divulgar, por ordem decrescente de número de reses lidadas, as ganadarias que se apresentaram, pelo menos uma vez, em arenas portuguesas: Passanha, 67; Murteira Grave, 63; Palha, 61; Sesmarias Velhas do Guadiana (Fernando Santos), 57; Herdeiros de Alberto Cunhal Patrício, 54; Herdade de Pégoras, 54; Herdeiros de Conde Cabral, 49; Brito Paes,

48; David Ribeiro Telles, 48; Francisco Luís Caldeira, 48; Veiga Teixeira, 48; São Marcos, 44; Engº Jorge de Carvalho, 39; Santa Maria, 38; Pinto Barreiros, 37; Engº José Samuel Lúpi, 36; Ascensão Vaz, 35; Engº Luís Rocha, 31; João Dias Coutinho, 30; Carlos Falé Filipe, 30; José Luís Vasconcellos Sommer de Andrade, 30; Couto de Fornilhos, 27; Rego Botelho, 27; D. Guiomar Cortes

de Moura, 27; João Moura, 26; Dr. Ortigão Costa, 26; António Charrua, 26; Canas Vigouroux, 25; António Silva, 24; Mário Vinhas e Herdeiros de Manuel Vinhas, 24; Herdeiros de José Infante da Câmara, 22; Vaz Monteiro, 22; Francisco Romão, 21; Luís Sousa Cabral, 21; Varela Crujo, Herdeiros, 21; Condessa de Sobral, 20; Manuel Assunção Coimbra, 20; Fernandes de Castro, 20; Fernan-

do Pereira Palha, 19; Rio Frio, 18; António Figueiredo Lampreia, 18; Conde de Murça, 18; Jorge Mendes, 18; São Torcato, 17; Engº José Rosa Rodrigues, 17; Branco Núncio, 16; Lopes Branco, Herdeiros, 16; Nuno Casquinha, 14; Herdade do Balancho, 14; José Salvador, 14; Casa Agrícola José Albino Fernandes, 12; Álvaro Amarante, 12; Herdeiros de Paulino da Cunha e Silva, 12; Higino Soveral, 12; Casa Prudêncio, 11; Paulo Caetano, 11; Irmãos Toste, 11; Isidro Ricardo, 11; Manuel Tavares Veiga, 11; Pedro Damião, 10; Engº Ruy Gonçalves, 10; Vila Galé, 10; Lopes da Costa, 9; Santiago, 9; Marquês da Graciosa, 9; São Martinho, 9; José Luís Pereira Dias, 8; Engº João Ramalho, 8; Engº Manuel António Lopo de Carvalho, 8; António dos Reis, 7; Vale do Sorraia, 7; Rodolfo André Proença, 7; Oliveiras, Irmãos, 7; Pontes

Dias, 7; Cabral Ascensão, 6; António Valente, 5; Sociedade Agrícola de Rio Frio, 5; Ezequiel Rodrigues, 5; Coimbra Barbosa, 5; Irmãos Dias, 5; Sociedade Agro-Pecuária Gregório Oliveira, 5; Humberto Filipe, 4; Maria Mira Garcia, 4; Sociedade das Silveiras, 4; D. Felicidade Dias, 3; Herdade dos Machados, 3; Sommer d’Andrade, Herdeiros, 3; Casa Agrícola d’Avó, 2; Luís Torrão, 2; Santo Estêvão, 2; Anacleto Cardoso, 2; Herdade de Camarate, 2; Manuel Dias, 2; Manuel José da Úrsula, 2; Pedro Mello Santos Lima, 2; Carlos Damas, 1; Cavaco & Cavaco, 1; Eliseu Gomes, 1; Gabriel Ourique, 1; João Cardoso Gaspar, 1; João José Comenda, 1; José Luís Cochicho, 1; Luís Vaz Covas, 1; e Manuel João Rocha, 1. Enfim, tinha noção de que tínhamos assim tantos ganadeiros em Portugal? Não tinha? Não desanime, eu também não!

Temporada Ganadeira em análise

Em 2009 foram lidados em arenas lusas 124 toiros espanhóis Segundo a Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, em informação recolhida no site taurmaquia.com, foram lidadas 124 reses de vinte e duas ganadarias espanholas na temporada de 2009. A ganadaria de El Madronal lidou dezoito toiros, mais quatro do que Don José Luís Pereda Garcia e mais oito do que La Desehilla. As restantes ganadarias que mais reses lidaram em Portugal são as

seguintes: Cortijoliva, 8; Eduardo Miura Fernandez, 7; Arucci, Campos Peña, Herdeiros de Conde de la Corte, Sanzchez de Ibarguen, Sepúlveda de Yeltes, Torremilla e Valverde, 6; Abaixo deste número há ainda a considerar as ganadarias de Cândido Garcia Sanchez, 5; Mariano Sanz Gimenez, 4; El Cortijillo e Bernardino Jimenez, 3; Vitorino Martin, Alcurrucen, Francisco Javier López Rubio e Joa-

quin Nuñez del Cuvillo, 2; e Carlos Nuñez e Partido de Resino (ex-Pablo Romero), 1. Quase sem nos darmos conta, já foram lidadas mais de 20 “corridas” espanholas em arenas lusas, o que não deixa de ser relevante, porém, mais importante do que a quantidade de reses lidadas é a sua qualidade, pois, uma coisa é a presença de ganadarias de prestígio em corridas especiais – como são os casos do Concurso de Gana-

darias de Évora, ou da Corrida dos “Conde de la Corte” no Campo Pequeno – e outra coisa, bem diferente, é a lide de toiros espanhóis que dificilmente seriam lidados em praças de primeira ou de segunda categoria em Espanha. Para a próxima temporada receia-se a “invasão” de toiros espanhóis, face ao elevado número de sobras da última temporada, restando-nos aguardar para ver o que vai acontecer em termos de qualidade.

Enrique Ponce bordou o toureio em Manizales Castella triunfou na Monumental México sem troféus Enrique Ponce rubricou duas memoráveis faenas na última corrida do ciclo ferial de Manizales, no passado domingo, dia 10 de Janeiro, as quais, contudo, não foram coroadas com nenhum troféu, posto que, o categorizado diestro valenciano esteve desastrado com o estoque, perdendo, assim, os troféus a que o seu labor fazia jus. No entanto, o público vitoriou-o com apoteóticas aclamações de “Torero! Torero!”, e a imprensa local cantou desta forma a qualidade do seu toureio: “El valenciano Enrique Ponce ha firmado dos auténticas faenas de antología en la ultima corrida del serial manizaleño aunque el mal manejo del acero le jugó una mala pasada impidiéndole salir a hombros junto al colombiano Luis Bolívar que paseó tres orejas. Toreó Ponce con magisterio, ciencia y empaque a su primero, que tuvo cualidad y embestió siempre humillado pese a marcar la querencia a tablas. Al cuarto lo cuajó el de Chiva en otra gran faena, torean-

do muy templado y desmayando incluso la planta por ambos pitones, luciendo siempre al toro que tuvo gran calidad en el último tercio. De nuevo la espada se cruzó en el camino de Ponce, dando otra clamorosa vuelta al ruedo.” Contudo, o grande triunfador da tarde, acabaria por ser Luís Bolívar que foi sacado em ombros pela porta grande, ao lograr o corte de três orelhas, duas frente ao seu oponente, em cuja faena prodigalizou arte, mando e tem-

ple, e no segundo, menos colaborante o diestro conseguiu uma faena séria e tecnicamente correcta, embora sem grandes alardes artísticos. Em ambos esteve soberbo com o manejo do estoque. Cayetano Ordóñez apresentou-se pela primeira vez ante o público de Manizales e, sem deslumbrar, também não comprometeu esta sua actuação. Frente ao primeiro do seu lote, toiro tardo de investidas e pouco humilhado, Cayetano andou diligente e “asseado” e no segundo, que se rachou, o jovem diestro apenas se luziu em duas ou três séries pela direita. Estoqueando com eficácia, viu o seu labor ser premiado com uma orelha. Os toiros de Ernesto Gutiérrez estavam bem apresentados e cumpriram, na generalidade.

O matador francês Sebastián Castella rubricou uma extraordinária faena na Monumental México, frente a um toiro de Teófilo Gómez, enlouquecendo o público que acompanhou praticamente toda a faena com sentidos olés. Uma vez mais o estoque traiu o mérito do toureio, posto que quando estavam garantidas as duas orelhas e se esperava até que o público reclamasse o rabo do toiro, tão intenso era o clamor, eis que o diestro pinchou por duas vezes, vendo, assim, desvanecerem-se as melhores expectativas. Rafael Ortega haveria de cortar duas orelhas ao seu primeiro oponente e garantiu, assim, a saída em ombros, enquanto Fermín Spínola também não cortou nenhum apêndice, mas “lo realmente importante, sin embargo, lo hizo Castella antes de coger la espada”,

como consensualizam os críticos aztecas. A corrida teve momentos de grande categoria técnica, com os diestros a esmeraremse neste aliciante desafio perante um público entusiasmado que preencheu um pouco menos de metade da lotação da maior praça de toiros do mundo, qualquer coisa como cerca de 13.000 pessoas. O ambiente era de tal forma extraordinário, que Sebastián Castella não resistiu a “regalar” um toiro sobrero, todavia, não teve sorte pois o toiro não

serviu conforme era desejo e sonho do diestro francês. Com Castella, bem como com Ponce, em Manizales, a excelência do toureio praticado por ambos foi ofuscado pela infelicidade no uso do estoque, o que para os aficionados mais sugestionados pelo efeito estético é lamentável, não podendo, contudo, perder-se de vista a simbologia da Festa dos Toiros, não sendo por acaso que à sorte de matar se chama a sorte suprema. Melhores tardes virão…


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vinhos

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Adega Cooperativa de Alcanhões luta pela certificação e modernização

“Estamos na época em que nos pagam para não cultivar e isso é impensável” A Adega Cooperativa de Alcanhões foi fundada em 1957, iniciando a laboração cinco anos depois. Nas décadas de 60/70 já produzia sete milhões de litros de vinho. Com o passar dos anos, o simples “negócio familiar” dos seus 110 associados, donos de pequenas propriedades e de idade avançada, transformou-se. Os elevados custos de produção obrigaram ao rejuvenescimento da adega. Custos que o esforço das direcções desta cooperativa conseguiu inverter, apesar da conjuntura não ser a mais favorável. “Os custos de produção são elevados, o adubo num ano subiu 100%, enquanto o preço do vinho é o mesmo há 15 anos. A produção tem sofrido algum decréscimo situando-se nesta altura no milhão e meio de quilos,” afirmou ao Correio do Ribatejo Azoia Basto, enólogo da adega que tem como rostos mais visíveis na direcção Joaquim Saramago e Manuel Correia. Dos 270 hectares, predominantemente em terras de Bairro (75%), retira-se a produção da cooperativa, 75% de vinho tinto e 25% de vinho branco. “O negócio não é apelativo para as camadas jovens, pelo que existiram alguns pedidos de arranque de vinha, aquando da última campanha subsidiada para o arranque da

mesma. O pequeno produtor tem muitas dificuldades em sobreviver”, observa. As castas de tinto são Castelão, Trincadeira, Tinta Roriz e Syrah, sendo Fernão Pires a principal casta em vinhos brancos. O mercado que mais procura os vinhos desta Adega é a restauração, pelo que um terço da sua produção é vendido em bag in box, sendo que na presente fase a adega tem apenas dez por cento de vinhos certificados. Os responsáveis da Adega Cooperativa de Alcanhões têm na restauração um dos seus principais aliados, contudo, não escondem críticas quando abordam a forma como o vinho é servido, “sem cuidado com os copos e sem ligar à temperatura”. “Repare que chegam a ter 300% de margem num litro de vinho,” garante. Com a entrada de novos mercados concorrentes, nomeadamente os vinhos espanhóis, “ sem qualquer controlo”, a Adega sentiu necessidade de produzir “um maior número de vinhos certificados, pelo que se irá fazer um grande esforço nesse sentido,” informa. “Penso que no futuro e porque não somos derrotistas, as entidades competentes vão olhar por outro prisma para este sector e dar condições para que existam novos investidores. A vinha não é

como a maior parte de outras culturas rápidas. Projectar uma vinha poderá demorar 30 anos,” salienta. O enólogo Azoia Basto lamenta, por isso, o “desequilíbrio” existente entre os factores de produção deste tipo de cultura e de outras. “Todos os produtores precisam de gasóleo, adubos, produtos de tratamento da vinha, etc. Todos estes bens aumentam de preço, sendo que o único em que isso não acontece é ao vinho” constata. Segundo o enólogo, o Ribatejo chegou a ter “40.000 hectares de vinha e hoje só tem 20.000 hectares.” “Estamos na época em que nos pagam para não cultivar e isso é impensável,” remata. A Adega Cooperativa de Alcanhões tem projectado obras de beneficiação do seu espaço, mas a dinâmica empresarial dos seus directores esbarra, por vezes, na burocracia dos papéis. “Há mais de um ano que estamos à espera de autorizações, a burocracia e exigências são demais, queremos crescer e não podemos”, lamenta o enólogo. “O nome e a marca comercial da Adega Cooperativa de Alcanhões tem um enorme potencial, agora, dêem-nos condições para crescer,” conclui. António Rhodes Sérgio

Manuel Correia, Azoia Basto e Joaquim Saramago PUB

Acções de promoção da CVR do Tejo Tal como no ano anterior e dentro dos mesmos moldes, a CVR do Tejo vai promover, no dia 25 de Janeiro, pelas 18 horas, no Hotel Tivoli Marina Vilamoura, mais uma acção destinada à Restauração do Algarve. O evento será realizado para 50 a 60 convidados, profissionais da restauração, distribuidores e retalhistas, garrafeiras e grandes superfícies e também alguns profissionais da comunicação social especializada. Pretende-se com este evento dar a conhecer e enaltecer a imagem da marca e da região. Esta iniciativa está aberta a todos os agentes económicos que engarrafem vinhos certificados pela CVRT. Pelas 17h30 terá lugar a recepção aos convidados, seguida, pelas 18h00, de uma acção promocional de vinhos do Tejo. Os vinhos servidos no jan-

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empresas

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Sociedade Agrícola do Vale da Lama d’Atela, Lda.

Estratégia de Crescimento e Internacionalização numa exploração de excelência No coração do Ribatejo, no Concelho da Chamusca, Freguesia de Vale de Cavalos, está localizada a maior exploração de leite do país, uma das quatro maiores da Península Ibérica e no “top” das 10 maiores da Europa. A Herdade do Vale da Lama possui cerca de 428 hectares no total, 394 hectares de terreno de cultivo, 20 hectares de montado e 14 hectares onde se encontra situada a exploração propriamente dita. São cultivados todos os anos 186 hectares de milho para silagem, tendo em 2009 a produção ascendido a 11.820 toneladas, bem como 394 hectares de Azevem para silagem, tendo sido produzidas 5.500 toneladas em 2009. São utilizados para a alimentação, em média por dia, 30 toneladas de silagem de milho, 12 toneladas de azevem, 15 de rações e quatro toneladas de palha. A silagem destina-se à alimentação de todo o efectivo animal, que ronda em média 2000 efectivos, dos quais 1000 estão permanentemente em lactação e os restantes nos diferentes estádios de crescimento para posteriormente entrarem em produção. São efectuadas três ordenhas por dia, o que se tem traduzido numa média de 28.000 litros de leite por dia, num total de 365 dias por ano. O objectivo é sempre atingir o limite da Quota Leiteira atribuída, que é de 11.500 toneladas de leite por ano. O Vale da Lama emprega, para além dos dois sócios-gerentes, Orbílio Martinho do Rosário e Garry Mainprize, 32 trabalhadores. O Correio do Ribatejo foi conhecer a empresa mais de perto, à conversa com Orbílio Martinho do Rosário, presidente da empresa e Garry Anthony Mainprize, de nacionalidade britânica, residente em Alpiarça, a viver em Portugal há 17 anos, com especialização académica em agricultura. Correio do Ribatejo – Quem fundou o Vale da Lama, em que ano e porquê? Orbílio Martinho do Rosário – O Vale da Lama foi fundado em 18 de Novembro de 1986, pelos seguintes sócios: Tetra Pak – Embalagens para Produtos Alimentares Líquidos, Lda; Sociedade Agrícola do Alcaide e Pernancha, Lda; Celulose da Beira Industrial, SARL (CELBI); e pelo senhor Dúlio Marques. Curiosamente a razão da fundação do Vale da Lama naquela data deve-se a razões que hoje são actuais, isto é, nessa altura o país encontrava-se numa situação muito difícil com as finanças públicas depauperadas e o FMI a impor restrições a Portugal. Nessa altura as empresas estrangeiras a operarem em Portugal não podiam exportar dividendos mas recebiam incentivos fiscais se investissem os lucros no sector Agro-Pecuário. A Tetra Pak International, produtor de embalagens de cartão para o leite e sumos, viu a oportunidade de produzir leite para embalar di-

rectamente na Exploração e associou-se à CELBI, produtora de pasta de papel, e detida pela multinacional Sueca do Grupo STORA. O terceiro sócio foi o senhor Marquês de Sabugosa, detentor dos terrenos, através da Sociedade Agrícola do Alcaide e Pernancha, Lda. Quem sucedeu ao fundador, até chegar à situação actual? Como disse, o Vale da Lama foi fundado em 1986 pelos sócios já mencionados, e passado pouco tempo a CELBI retirou-se do projecto pelo facto da produção de leite não fazer parte do seu core business bem como o senhor Dúlio Marques, tendo ficado como sócios o Professor Doutor Hans Rausing, presidente e dono do grupo Tetra Laval, e a Sociedade Agrícola do Alcaide e Pernancha, Lda. Com os sucessivos aumentos de capital, o professor Hans Rausing detinha em 2006, 99,2% do capital social e a Sociedade Agrícola do Alcaide e Pernancha, Lda apenas 0,8%. Em 2006, Hans Rausing

Orbílio Martinho do Rosário, presidente da empresa

devido à sua idade e falta de seguidores, resolveu vender a sua quota. Eu, o Garry Mainprize e outro sócio resolvemos adquirir as quotas do professor Rausing através de uma operação de MBO (Management Buy Out). Foi um momento épico, pois as negociações foram conduzidas através de uma conhecida Sociedade de Advogados em Lisboa, com vários pretendentes em simultâneo a fazerem as suas propostas. No final prevaleceu a nossa oferta e assim tomámos posse do Vale da Lama. Em 2008, o outro sócio que fez parte da aquisição, por não se enquadrar no nosso espírito, vendeu-me a sua quota. Presentemente, em conjunto, eu e o meu sócio Garry Mainprize detemos 99,2% do capital social e a Sociedade Agrícola do Alcaide e Pernancha, Lda. continua com os mesmos 0,8%. Tradição familiar no ramo e noutros ramos de actividade? De facto a pergunta é-me formulada frequentemente, isto é, como cheguei a este sector. Durante 23 anos trabalhei no grupo Tetra Pak como director da fábrica em Portugal e no estrangeiro. Sendo a Tetra Pak fornecedor de embalagens para o leite é natural que tivesse familiarizado com o sector leiteiro, e daí até dar este passo foi uma questão de gosto pelo risco e acreditar no sector. Para além disso, desde 2002 que era administrador não remunerado do

Vale da Lama, conhecendo portanto a sua realidade. Qual é o principal problema que o Vale da Lama enfrenta? O principal problema do Vale da Lama neste mo-

Garry Mainprize, responsável pelo sector agrícola e pecuário

É absolutamente necessário que a alta autoridade para a concorrência esteja atenta às relações entre produtores e indústria, e também a distribuição, doutro modo o sector será e continuará distorcido com os produtores

“É absolutamente necessário que a alta autoridade para a concorrência esteja atenta às relações entre produtores e indústria” mento é a crise que o sector leiteiro atravessa, com preços pagos aos produtores anormalmente baixos. De facto, temos que regressar ao ano 2001 para que os preços que os nossos clientes nos pagam se ajustem aos auferidos em 2009. Como se pode imaginar, os custos de produção, incluindo o pessoal, de 2001 até 2010 subiram consideravelmente. Só em 2009 com a mesma quantidade de leite vendida, cerca de 10.000.000 litros de leite, que em 2008,

a pagarem a factura. Como são estabelecidos os preços do leite ao sector? Unilateralmente, com a indústria a impor os seus preços. Claro que a União Europeia é aqui tida em conta como um todo e tem influência. Mas Portugal necessita de um Ministério da Agricultura atento e interventivo para proteger os produtores. É uma questão muito delicada. Os consumidores não dão conta que a maior

“Portugal necessita de um Ministério da Agricultura atento e interventivo para proteger os produtores” facturámos menos 1 milhão de euros. Pode-se ver o impacto que esta queda de preços teve. Como é a concorrência no sector? Praticamente não existe.

parte das vezes quando vão ao supermercado comprar uma embalagem de leite, estão a comprar leite estrangeiro adquirido pelas grandes superfícies a preços marginais e de qualidade duvidosa, sob a capa de

Produzido na UE. Nem sempre o que é mais barato é a melhor opção. Qual é a tendência do sector? A tendência do sector é a da diminuição do número das pequenas explorações. As explorações maiores tenderão a tornar-se cada vez maiores para poderem competir neste mercado. Qual a estratégia do Vale da Lama? A estratégia do Vale da Lama é a de crescimento, não obstante as dificuldades do sector. Pretendemos crescer organicamente, isto é, sem recorrer à compra de efectivos, embora não descartemos a hipótese de crescer através da aquisição de outras explorações. Tem recursos humanos adequados para essa estratégia de crescimento? Em 2006 quando adquirimos o Vale da Lama, iniciámos uma reestruturação dos recursos humanos, com a entrada de sangue novo e aumento dos conhecimentos académicos e profissionais. De facto, neste momento, para além dos sócios-gerentes, temos mais seis licenciados nos quadros do Vale da Lama. Que projectos tem para implementar no futuro? No futuro, para além do crescimento orgânico (+ 10%) do volume de negócios, o Vale da Lama aposta na internacionalização.


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saúde

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.187 | 15 de Janeiro de 2010

Deputado da CDU por Santarém questiona governo sobre ruptura nas urgências do Hospital de Abrantes António Filipe, deputado pela CDU à Assembleia da República, eleito pelo círculo de Santarém, questionou o Ministério da Saúde sobre a situação de ruptura nas urgências do Hospital de Abrantes. “Esta situação, que se traduz em dificuldades e incómodos acrescidos para os utentes do serviço e em penosidade acrescida para quem nele trabalha, decorre directamente, conforme tem sido reconhecido, da decisão da direcção do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere de encerrar no início deste ano o serviço de atendimento prolongado”, diz o deputado. Esse serviço, adianta, “atendia diariamente 150 utentes que passaram a ter de recorrer às urgências do Hospital de Abrantes, criando a situação insustentável que agora se verifica”. António Filipe pergunta ao Governo, através do Ministério da Saúde, “como justifica a decisão de encerramento do atendimento prolongado por parte da direcção do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere, como avalia as consequências decorrentes dessa decisão e que medidas tenciona tomar, com vista a descongestionar a urgência do Hospital de Abrantes e a garantir um atendimento adequado aos respectivos utentes”.

Director clínico considera situação “preocupante” Recorde-se que o serviço de urgências do hospital de Abrantes “entrou em ruptura”, registando desde o início do ano “congestionamentos e aumentos muito significativos nos tempos de espera” dos utentes, segundo fonte hospitalar. Edgar Pereira, director clínico do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) - que engloba os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas -, disse à agência Lusa que a situação é “preocupante” e “as rupturas são resultado” do encerramento do serviço de atendimento prolongado por parte da direcção do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere (ACES) no início do ano. Aquele serviço funcionava com dois médicos no interior da unidade hospitalar, atendendo cerca de 150 utentes diariamente, entre as 8h00 e as 20h00, “em si-

Comissão de Utentes pede medidas de excepção A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo considera que “mais do que atribuir culpas interessa que sejam tomadas medidas de excepção para resolver o problema de imediato e pensar num plano estratégico que permita organizar cuidados de saúde de proximidade no conjunto da região”. Nesta linha de ideias reafirma as suas sugestões: “contratem médicos reformados e/ou estrangeiros para que todas as Extensões de Saúde tenham médico ou médicos suficientes; contratem mais profissionais de enfermagem para os Centros de Saúde; reforcem a coordenação e a informação entre os ACES, Centros de Saúde e Hospitais; crie-se um quadro legal atractivo para os médicos dos cuidados primários que estão ou queiram vir para as zonas interiores do País; implemente-se uma correcta politica de formação de profissionais de medicina; instalam-se os Conselhos Consultivos e Conselhos de Comunidade para se iniciar um debate sério na procura das melhores soluções na organização dos cuidados de saúde no Médio Tejo”. tuação mista”. “No início do ano, fomos confrontados com esta decisão do ACES e com a consequente cessação da prestação de serviços por parte dos profissionais de saúde”, afirmou o responsável, acrescentando que os cerca de 150 utentes continuam a deslocar-se para as urgências do hospital,

“criando congestionamentos e aumentos muito significativos nos tempos de espera”. “Do total de utentes que o serviço do centro de saúde atendia, cerca de uma centena necessitava apenas de cuidados primários de saúde. Se encerrassem o serviço mas levassem os utentes para a consulta de recurso, o serviço de ur-

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gências cumpriria cabalmente a sua função, atendendo os casos mais agudos”, frisou Edgar Pereira. Em declarações à agência Lusa, Fernando Siborro, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere, que agrega os Centros de Saúde de Abrantes, Constância, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Tomar e

Vila Nova da Barquinha, disse que “desde Outubro que o CHMT estava informado do encerramento” do serviço. “Encerrámos o serviço de atendimento prolongado, essencialmente, por motivos de reestruturação e para uma optimização de serviços, uma vez que reforçámos significativamente a consulta de recurso com os dez médicos que prestavam ali serviço, à razão de dois por dia, e que vão, assim, poder receber mais utentes da própria lista de espera”, esclareceu Fernando Siborro. “Este é um serviço que serve para dar resposta aos utentes sem médico de família, ou cujo médico esteja doente ou de férias, não é um serviço de urgência, e esta consulta de recurso abrange milhares de pessoas dos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal”, afirmou. Para Edgar Pereira, no entanto, a situação é “insustentável”, admitindo “esforços” para a contratação de mais médicos para o serviço de urgência do hospital de Abrantes. PUB

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Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos reclama Centro de Saúde prometido pelo Governo O Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos promoveu, na manhã de segunda-feira, uma acção à porta do Centro de Saúde de Foros de Salvaterra, para recordar o protesto que teve lugar há precisamente um ano atrás, juntando meio milhar de pessoas que se manifestaram contra “a inércia do Ministério da Saúde”, no processo de construção das novas instalações do Centro de Saúde de Foros de Salvaterra. “A população de Foros de Salvaterra espera há mais de 30 anos por um Centro de Saúde digno”, salienta o BE. “O actual funciona em instalações construídas para apoio às colectividades da terra na década de 70. A cobertura do edifício (em Amianto) e as exíguas instalações criam todos os dias novas dificuldades a pessoal clínico, bem como aos milhares de utentes afectos àquele serviço de saúde”, contesta o Bloco de Esquerda. “Há trinta anos que os cuidados de saúde prestados à população de Foros de

CORREIO DO RIBATEJO

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Salvaterra acontecem num edifício próprio de um país do terceiro mundo, sem o mínimo de dignidade para a prática clínica, sem o mínimo de respeito pelo direito à privacidade dos pacientes, sem condições de trabalho para a equipa administrativa”, adianta. João Nunes e Luís Gomes, do BE de Salvaterra de Magos, e a presidente da Junta de Freguesia de Foros de Salvaterra, Rosa Nunes, sublinham a “urgência na construção de um novo edifício com condições dignas para albergar o serviço de Centro de Saúde em Foros de Salvaterra”, afirmando que, em ofício enviado à Autarquia local, o Minis-

OPTOMETRIA E CONTACTOLOGIA

tério da Saúde confirmava que a obra teria início no último trimestre de 2008. “Até agora o Ministério da Saúde apenas foi capaz de prometer”, lamentam. Há vários anos que a Câmara Municipal disponibilizou um terreno para a construção desta unidade de prestação de cuidados de saúde. O Bloco de Esquerda vai, como em anos anteriores, propor na Assembleia da República que seja disponibilizada a verba em PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), para a construção do novo centro de saúde.

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3, 7, 11, 15, 19, 23, 27, 31.

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Salvaterra M. Carvalho

Martins

1, 2, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30. 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 31.

Rio Maior 1, 2, 10, 11, 12, Cândido Barbosa 13, 14, 15, 16, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30.

Almeida

3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 31.


última

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Ao balcão do Quinzena

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Vai haver festa nas freguesias de Achete, Bem merecem ser lembrados em honra de Santo esses dois Amaro, e de Arneiro das santos! Milhariças, em honra do Mártir S. Sebastião.

Sim, tens razão! Santo Amaro conseguiu caminhar sobre as águas e S. Sebastião foi um valente guerreiro cristão!…

Conjunto flúvio-cársico da Ribeira dos Amiais candidato às ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’ O conjunto flúvio-cársico da Ribeira dos Amiais é um dos candidatos às “7 Maravilhas Naturais de Portugal”. A candidatura ao título foi apresentada pela Câmara Municipal de Alcanena, em parceria com o Centro Ciência Viva do Alviela – Carsoscópio, dado o interesse geomorfológico e paisagístico e a diversidade de espécies existente no local. Situado no Maciço Calcário Estremenho, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, este conjunto apresenta vários fenómenos típicos da paisagem cársica, provocados pela acção erosiva da água sobre a rocha. “A escassos metros do local onde nasce o Rio Alviela, a Ribeira dos Amiais percorre caminhos ocultos, infiltrando-se na rocha através de uma perda, atravessando galerias subterrâneas e reaparecendo à superfície através de uma ressurgência, formando posteriormente um estreito e profundo vale em forma de U, o canhão flúvio-cársico da Ribeira dos Amiais”, descreve a Câmara Municipal de Alcanena. “Por entre este misto de fendas e cavidades, encontra-se igualmente uma janela cársica que dá acesso à Lapa da Canada, gruta que acolhe um dos maiores abrigos de criação de morcegos cavernícolas de Portugal. Das doze espécies de morcegos aqui existentes, nove possuem o estatuto de espécie ameaçada de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (2005)”.

Esta zona de singular beleza paisagística é ainda habitat de várias espécies de invertebrados, que evoluíram no interior das galerias subterrâneas, segundo adinata a Autarquia. “Nas escarpas do canhão flúvio-cársico nidificam várias aves, que convivem com algumas espécies de peixes presentes no Rio Alviela”. No que respeita à flora, registam-se aqui “belos exemplares de vegetação autóctone, cuja existência é favorecida pela riqueza ecológica do canhão flúvio-cársico”. Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, este local encontrase classificado na Rede Natura 2000, inserindo-se no Sítio Serras de Aire e Candeeiros – PTCON0015, pertencente à Lista Nacional de Sítios da Rede Natura 2000. Paralelamente, a nascente do Rio Alviela integra o Sítio Ramsar 1616

– Polje de Mira-Minde e Nascentes Associadas, que constitui uma zona húmida de importância internacional.

Percurso pedestre interpretativo O elevado interesse da região sob o ponto de vista geomorfológico e ecológico levou a que fosse assinalado um percurso pedestre interpretativo, bem como impulsionou o desenvolvimento do projecto do Centro Ciência Viva do Alviela – Carsoscópio, uma valência que visa a divulgação científica e tecnológica da nascente do Rio Alviela e património natural associado, nele incluído o conjunto flúvio-cársico da Ribeira dos Amiais. Com a candidatura às “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, a Câmara Municipal de Alcanena pretende divulgar e contribuir para a

preservação deste valioso património natural e espécies associadas, num ano em que se celebra a Biodiversidade um pouco por todo o mundo. “Sendo já uma zona de grande afluência de público, quer no âmbito regional, quer nacional, a candidatura do conjunto flúvio-cársico ao título poderá incrementar o conhecimento da região e suscitar um maior interesse pelo estudo e conservação deste espaço moldado pela força das águas”, considera. A candidatura deste “paraíso geológico” às ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’ foi já aprovada na categoria de Zonas Protegidas. Até Fevereiro, serão eleitas por um júri 77 maravilhas, que irão depois a votação pública até Setembro de 2010, altura em que serão anunciados os vencedores na Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel, Açores.

O que é que isso interessa?… O mais surpreendente é que todos os anos os dois santos conseguem fazer o milagre de transformar a crise em festa!!

Ponto final

O jornalista Eduardo O. P. Brito faleceu no passado dia 30 de Dezembro, com 97 anos de idade e 80 de jornalismo. Natural da cidade de Abrantes foi sobre o Entroncamento que mais escreveu. Colaborador de há longos anos do Correio do Ribatejo, ficaram célebres e sempre muito apreciadas as crónicas sobre cinema, uma das muitas paixões da sua vida, para além da maior de todas: o jornalismo. Eduardo O. P. Brito foi colaborador de muitos outros jornais regionais e da imprensa diária nacional. Ficaram célebres as notícias que publicou no ‘Diário Popular’ (e não só) sobre os “fenómenos” do Entroncamento. Nas décadas de 50 e 60 comprovou que ‘fenómenos’ existiam em qualquer lado e não eram um exclusivo do sonho americano. Bastaria procurá-los. E foi assim que, no Entroncamento, começaram a ‘aparecer’ um melro branco, uma galinha com quatro patas, ovos descomunais, um carneiro com três chifres… Nome de rua, louvado pelo governo em 2005, para sempre será recordada a elegância dos seus textos e do seu trato. O modo cordial com que tratava os colegas de profissão deveria ser exemplo para a classe dos que são e dos que dizem ser jornalistas.

O seu característico laço dava-lhe a distinção própria de quem amava o seu semelhante e escolhia as palavras certas para caracterizar a sociedade em que vivia. Desde que cheguei ao Correio do Ribatejo, em 1993, que me habituei às cartas que endereçava ao jornal, escritas à mão, numa letra bem miudinha que resistia a todas as novas tecnologias. Nessas cartas, lia-se a trémula paixão manuscrita que nutria pelos ícones do cinema como Marlon Brando ou Greta Garbo. A temática ferroviária surgiu na sua vida quando o pai, ao constatar que o filho preferia o jornalismo à advocacia, o colocou na CP, encarrilando-lhe o destino. Um “castigo” que o levou a publicar neste jornal interessantes artigos sobre a história dos caminhos-de-ferro em Portugal e no mundo, trabalhos que intercalava com textos apaixonados pelas estrelas mais cintilantes de Hollywood. Todas as semanas chegava uma carta de O. P. Brito. Este Ponto Final é a singela homenagem deste jornal a mais um dos seus muitos colaboradores que durante longos anos nos ajudou a escrever a história deste Ribatejo que muito amamos. Eduardo O. P. Brito, muito obrigado. João Paulo Narciso

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