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CORREIO DOURO www.correiododouro.pt

do

director|OSCAR QUEIRÓS subdirector|JOSÉ LUIS PINTO

ano|60 número|23

nova série

Sábado, 7 de Agosto de 2010

preço|0,25€

™™™Santo Tirso

QUINZENAL REGIONALISTA

™™™AMARANTE

IDOSO DESAPARECIDO HÁ TRÊS SEMANAS ENCONTRADO MORTO EM BRAGA Pàg. 11

Por burla de 10 milhões…

AMIGOS DOS ANIMAIS “DONA BRANCA DE SEM COMIDA PARA OS VALBOM” CONDENADA 250 CÃES QUE ACOLHEM A UMA PENA SUSPENSA Pàg. 05

Pàg. 06

A diferença entre “tacho” e a boa administração

AGUAS DE GAIA, O SUCESSO EM FORMA DE EMPRESA MUNICIPAL

IGUALDADE E DISCRIMINAÇÃO

DEBATIDOS NO FÓRUM DE ERMESINDE

Pàgs. 08 à 10

™™™MATOSINHOS

CÂMARA INVESTE EM NOVAS HABITAÇÕES SOCIAIS

Pàg. 03

Pàg. 4

™™™Campo (Valongo)

FINALMENTE O NOVO CENTRO DE SAÚDE Pàg. 03


OpiniĂŁo

O IMOBILISMO DO PS JosÊ Sócrates apresentou-se no debate do Estado da Nação como alguÊm que não se preocupa com a construção de um clima parlamentar favoråvel à governabilidade. O discurso do Primeiro-Ministro foi recheado de provocaçþes a todas as bancadas parlamentares, bem ao tom da anterior legislatura. A agravar tal comportamento regista-se o uso de elementos estatísticos de 2008, no que diz respeito à pobreza,

Por Marco AntĂłnio Costa*

misturados com elementos parciais, infelizmente circunstanciais, quanto ao desemprego em Junho de 2010. Escamoteou o senhor Primeiro-Ministro que os dados da pobreza de 2008 verificaram-se aquando de uma taxa de desemprego de 7%, ou seja, abaixo dos 400 mil desempregados. Hoje, a mesma, infelizmente, Ê superior a 10%, pelo que mais de 150 mil portugueses estão em risco ou em situação efectiva da pobreza. Aliås, no geral, o Primeiro-Ministro gastou o seu tempo a negar a responsabilidade essencial do seu Executivo na grave situação que o País atravessa e a denegrir as propostas do PSD em matÊria de revisão constitucional. O PS, mais uma vez, revelou-se conservador e imobilista em matÊria

de revisĂŁo constitucional. TambĂŠm no passado aquando de anteriores revisĂľes constitucionais, o PS sempre se assumiu conservador. Recorde-se aquando da proposta do PPD, para acabar com a tutela militar do regime atravĂŠs da extinção do Conselho da Revolução, ou entĂŁo para que terminasse a irreversibilidade das nacionalizaçþes. EntĂŁo, como agora, o PS resistiu e com isso transformou-se num travĂŁo Ă  rĂĄpida modernização polĂ­tica e econĂłmica do PaĂ­s, atrasando-o face Ă  restante Europa. O PSD nĂŁo falharĂĄ a missĂŁo histĂłrica de modernizar Portugal, reformando o Estado e transformando-o num instrumento ao serviço dos cidadĂŁos e do desenvolvimento do PaĂ­s. O PS, de hoje, demitiu-se de ser uma força transformadora da sociedade, acoitando-se numa postura rezinguenta e truculenta face Ă s propostas que o PSD legitimamente apresenta para mudar Portugal. O PS, infelizmente, assume-se apenas como partido comentador e destruidor das propostas do PSD. JĂĄ lĂĄ “vai o tempoâ€? em que o PS clamava por ideias e se afanava de sĂł ele “puxarâ€? por Portugal, criticando o PSD por nĂŁo ser capaz de apresentar propostas. É este o PS, que agora ao revelar uma infantilidade democrĂĄtica, procura ultrajar todas as ideias apresentadas pelo PSD, nĂŁo se coibindo de organizar campanhas desvirtuadoras do conteĂşdo das mesmas, recorrendo por isso Ă  mais primĂĄria demagogia a fim de lançar o “medoâ€? na sociedade quanto aos perigos destas novas ideias. Este ĂŠ um PS que fica para trĂĄs no andamento da HistĂłria e que para a HistĂłria ficarĂĄ como um compasso de espera na modernidade de Portugal.

*

Vice-presidente da ComissĂŁo Politica Nacional do PSD

H

å jå muito tempo que suces- vernos Civis deve ser efectuada num sivos governantes da nossa âmbito mais alargado de reorganizanação têm vindo a anunciar ção administrativa e política do País, a extinção dos Governos incluindo o tema da regionalização. Civis. É uma matÊria que nem sequer Concordo. Assim deveria ser num País Ê objecto de grandes discussþes, sendo normal. Só que este não Ê o caso. Se aceite transversalmente por todos os par- para extinguir os Governos Civis, matidos do espectro político. Mas no entan- tÊria inócua e de amplo consenso não to continuam a existir. Porquê? se consegue avançar, que acontecerå se A explicação Ê fåcil. É que os parti- incluirmos outros temas? Obviamente, dos que nos têm governado não querem nada se faria. perder a oportunidade de distribuir mais Assim, existe agora uma nova oporuns lugares, satisfazendo a sua clientela tunidade de extinguir os Governos política, usando como Ê håbito, os recur- Civis, jå que essa proposta consta do sos do Estado. Por uma questão de justi- projecto de revisão constitucional que ça não quero deixar de referir que o Dr. o PSD pretende apresentar no início da Durão Barroso tambÊm deixou esta pro- próxima legislatura. Pelas reacçþes púmessa para o exercício do seu mandato blicas que os restantes partidos tiveram como primeiro-ministro. Iniciou o pro- nos últimos dias, cesso efectuando bastantes transferências de competências para as autarquias, Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, que ainda hoje se mantêm. Só que tendo decidido sair a meio para a Presidência da União Europeia, não foi seguido por este Primeiro-ministro e por isso existem Governos Civis com ainda menos competências do que aquelas que existiam atÊ então. Mas quais são o Por JosÊ Luis Pint afinal os poderes que os Governos percebe-se Civis encerram? Baque vão recuså-la sem discussão. É lasicamente Ê o Órgão da Administração Pública que repre- mentåvel se isso vier a ocorrer. É que no senta em cada Distrito o Governo da meio de tantas propostas, haverå certaRepública e entre as suas funçþes desta- mente algumas que merecem a aprovacam-se a segurança pública, a protecção ção de larga maioria, como por exemplo civil, a emissão de passaportes e a gestão a extinção dos Governos Civis. E outras dos processos eleitorais. Se para os dois que poderão ainda existir sob propostas primeiros fazem-no em conjunto com das restantes formaçþes. E mais uma vez outros órgãos do Estado, como as Câ- se perde uma oportunidade de melhorar maras Municipais e alguns ministÊrios, a nossa Lei fundamental, de extinguir os para os dois últimos Ê bom de ver que Governos Civis, de extinguir absurdos qualquer outro órgão do Estado estå em como aquele preâmbulo que nos indica condiçþes de fazer. Para representar o o caminho da sociedade socialista, etc. Governo não serå preciso tambÊm ter Fundamentalmente, perde-se a oportuGovernos Civis, por razþes óbvias que nidade de melhorar a nossa vida. me abstenho de enumerar. O PS prefere que fique tudo na mesMuitos dirão que a extinção dos Go- ma, ou seja, mal!

G OV E R N O S CIVIS – PARA QUANDO A SUA EXTINĂ‡ĂƒO?

ficha tĂŠcnica

CORREIO DO DOURO

– QUINZENà RIO www.correiododouro.pt

Propriedade Condor Publicaçþes, Lda. Contr. 508923190 Sede e Redacção Rua Dr. João Alves Vale, 78 – Est. D – 4440-644 VALONGO Tel. 224210151 – Fax 224210310

2 CD

7 de Agosto 2010

Director|Oscar Queirós Subdirector|JosÊ Luís Pinto Chefe de Redacção|João Rodrigues Redacção e Colaboradores|Victorino de Queirós - J. Rocha - J. Silva - E. Queirós -Nuno Victorino - Marquês do Vale.  Editor Miguel Pereira João Rodrigues Filho

CORREIO ELECTRĂ“NICO:         

        

 

      

      

        NÂş. Registo ERC 125216    


Área Metropolitana ™™™MATOSINHOS

CÂMARA INVESTE EM NOVAS HABITAÇÕES SOCIAIS

A Câmara de Matosinhos assinou ontem vários protocolos com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para financiamento de novas construções de habitação social e reabilitações de fogos no concelho. Em comunicado, a Câmara de Matosinhos afirma que, até 2012, serão construídos 70 fogos, que representarão um investimento global de 3,3 milhões de euros. Estes protocolos surgem no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER) e Prohabita. No âmbito do ProHabita, acrescenta a autarquia, estão a ser investidos cerca de 20 milhões de euros na reabilitação de 1667 fogos. “O investimento na recuperação de imóveis degradados, com o apoio do programa RECRIA, é de 1,4 milhões euros”, refere a autarquia. A Câmara de Matosinhos acrescentou que pretende lançar “ainda este ano” a concurso as obras dos conjuntos habitacionais de S. Gens III e Bairro dos Pescadores, dando assim cumprimento ao PER. A autarquia pretende ainda construir a 1.ª Residência Apoiada para os idosos de S. Mamede de Infesta, orçada em 1,25 milhões de euros. Após a assinatura dos protocolos foi realizada uma visita às obras em curso nos conjuntos habitacionais da Guarda, em Perafita, e do Estádio do Mar III. Este último conjunto habitacional deverá ficar concluído no final do mês.

“ROMARIA DO MEU CORAÇÃO” NO S. MAMEDE

FINALMENTE O NOVO CENTRO DE SAÚDE

gional de Saúde do Norte, Pimenta Marinho. No uso da palavra, Fernando Melo salientou “a importância deste momento para todos os habitantes de Campo”, mostrando-se satisfeito “pelo fim de uma batalha que durou alguns anos” mas que acabou por ter “um final feliz”, circunstância que o autarca quer ver repetida em Alfena, para que o concelho “seja exemplar em termos de equipamentos de saúde”. Já o secretário de estado, Manuel Pizarro, salientou a determinação do município na resolução deste problema, numa altura em que “os recursos são escassos e as necessidades são muitas”. Pizarro enfatizou afirmando que este género de parceria – entre o poder local e a tutela – “é fundamental para que consigamos encontrar as soluções que satisfaçam as populações”.

No próximo dia 17 de Agosto a cidade de Valongo festeja o seu padroeiro, o S. Mamede. Outrora celebrado com pompa e circunstância, o S. Mamede tem vindo a ver diminuída drasticamente a sua importância no contexto das festividades concelhias. Este ano será um pouco diferente, graças à preciosa ajuda do PORTO CANAL e do seu recente programa “Romaria do meu coração”. Liderada pelo jornalista José Manuel Barbosa, uma equipa daquele canal nortenho vai estar no dia 17 nas ruas de Valongo, em profunda interacção com o público, a festejar o padroeiro. Pode ser que seja o ponto de partida para que, no futuro, se festeje o S. Mamede com o brilho de outrora.

™™™PORTO

CÂMARA APELA AO PCP PARA “PARAR DE SUJAR AS PAREDES” DA CIDADE

AUSÊNCIAS NOTADAS

O novo Centro de Saúde Campo, cujo arranque da construção está previsto para o início do próximo ano, deverá estar concluído “durante o primeiro semestre de 2012”. Quem o afirmou foi o secretário de estado da Saúde. Manuel Pizarro, durante uma cerimónia de assinatura do protocolo de cedência do terreno para o novo Centro de Saúde. Trata-se de um terreno com 2500 metros quadrados, situado em zona central da freguesia, cedido pela Junta à

Administração Regional de Saúde, responsável pela construção daquele importantíssimo equipamento. A cerimónia, à qual assistiram algumas dezenas de munícipes, teve lugar na última segunda-feira, em Campo, e contou com a presença, além do governante, do presidente câmara, Fernando Melo, do seu vice, João Paulo Baltazar, da vereadora Maria Trindade Vale, do presidente da Junta, Alfredo Sousa, e do Vice-presidente da Administração Re-

™™™Santo Tirso NOVAS VALÊNCIAS DO HOSPITAL ARRANCAM AINDA ESTE ANO O secretário de Estado da Saúde anunciou que vai arrancar este ano o concurso público para a obra de construção de novas valências no hospital de Santo Tirso, num investimento de mais de cinco milhões de euros. “Vamos arrancar, ainda este ano, com o concurso público para a obra que falta neste hospital: uma obra de cerca de quatro mil metros quadrados que vai permitir instalar o novo internamento de medicina da unidade de Santo Tirso, uma unidade de convalescença integrada na rede de cuidados continuados e o novo espaço das consultas externas”, revelou, durante o governante durante uma visita ao hospital. De acordo com o secretário de

™™™VALONGO

™™™Campo (Valongo)

Estado, o novo edifício vai completar “o plano director do hospital” e deixá-lo “completamente renovado”. “Tenho de destacar o enorme esforço no Centro Hospitalar do Médio Ave para melhorar as condições de atendimento aos cidadãos. Este é, hoje, um hospital de serviço público de que nos orgulhamos, porque a capacidade de resposta às pessoas em matéria de urgência, consulta externa e atendimento nos hospitais de dia melhorou espectacularmente nos últimos anos”, afirmou. Numa altura de crise, o investimento não pode ficar de parte, observou o governante. “É essencial investir na saúde nesta época de crise. Estamos numa zona do país particularmente

fustigada pelo desemprego… É talvez nesta altura que as pessoas mais esperam a capacidade resposta do Estado. É por isso que o Governo está tão empenhado em dar aqui, em concreto, um sinal do seu empenho em melhorar a capacidade de resposta do Estado”, frisou. Quanto às alterações no serviço de pediatria do hospital de Santo Tirso, Manuel Pizarro assegurou que não é um problema de contenção de custos. “É um problema técnico de organização dos serviços. Hoje, todos serviços tentam tratar da maior parte dos seus doentes em ambulatório, sem necessidade de internamento. Para pediatria isso ainda é mais verdade. Os internamentos em pediatria

Há quem diga que importantes são os resultados e não quem para eles trabalhou. No entanto existe também quem pense de outro modo. E foram estes os que mais sentiram a ausência nesta cerimónia do ex-presidente da Junta, José Carvalho e da pessoa que cedeu o terreno à freguesia. Sem eles, sem o seu denodado empenho, este protocolo não existiria e, em consequência, o novo Centro de Saúde de Campo continuaria adiado para as calendas gregas. Em nenhum dos discursos foram lembrados, o que significa um exemplo terrível de esquecimento ou, pior, de ingratidão. Fica registado.

estão reduzidos a situações muito específicas e relativamente raras. O esforço é que as crianças possam ser tratadas no ambiente familiar”, alertou. Perante a diminuição do número de internamentos de pediatria, a aposta em Santo Tirso é “criar uma resposta de grande qualidade, para que as crianças sejam atendidas entre as 8:00 e as 24:00 num hospital de dia que permitirá que o número de internamentos seja ainda mais escasso”. Haverá, ainda, uma consulta aberta em que os pais poderão trazer as crianças ao pediatra, sem marcação, durante a manhã. Nos casos de internamento, “haverá recurso à unidade de Famalicão”, referiu

A Câmara do Porto pediu esta semana ao PCP para “não continuar a sujar as paredes da cidade”, lembrando que tal é um crime e que cabe às forças políticas “colaborar civicamente com as instituições na gestão da coisa pública”. O alerta da autarquia foi feito através de um comunicado enviado às redações depois de, nas duas últimas semanas, a Polícia Municipal e o Departamento Municipal de Fiscalização, terem conseguido, segundo a câmara, “impedir parcialmente a consumação de três atos de vandalismo gratuito”, cujos autores estão ligados ao PCP. “Nas três ocasiões há um elemento comum: o de os autores se identificarem, ou pertencerem mesmo, ao PCP. Os “graffiters” em causa – entre os quais se incluem, a eurodeputada Ilda Figueiredo e o deputado à Assembleia da República Jorge Machado – pintaram recentemente uma parede na Rotunda da Boavista, outra no exterior da Escola Infante D.Henrique e tentaram uma terceira na rotunda do Bessa que apenas não se consumou devido à intervenção da Polícia Municipal”, sustenta o gabinete de comunicação da autarquia. É devido a estas alegadas situações que a Câmara do Porto apela ao Partido Comunista “para não continuar a sujar as paredes da cidade”. O município refere, ainda, que os três atos de vandalismo das últimas semanas “foram comunicados ao Ministério Público por serem potencialmente conformadores de práticas previstas e punidas pelo Código Penal”. A autarquia considera que “a atitude dos comunistas afronta o esforço que a Câmara do Porto tem vindo a fazer no sentido de limpar as paredes e de disciplinar a afixação de propaganda política e comercial – opção que o PCP tem contestado fortemente”.

7 de Agosto 2010

CD 3


Valongo TELEGRAMAS Festa do Mundo

O Parque Urbano de Ermesinde recebeu no segundo fim-de-semana de Julho a III Festa do Mundo, uma iniciativa promovida pelo município com o intuito de participar na construção de “uma sociedade capaz de promover o diálogo e o respeito pela Interculturalidade”. A festa incluiu espectáculos de danças, mostra de artesanato e actividades desportivas e teve a colaboração de várias associações de emigrantes instalados no nosso país.

Exposições O Fórum Cultural de Ermesinde acolhe desde 23 de Julho duas exposições de pintura. Uma, “Final-Mente”, é composta por trabalhos dos alunos finalistas da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A outra é uma mostra de obras da artista Rosa Pereira. As duas exposições estarão patentes ao público até ao dia 5 de Setembro.

Conhecer Valongo a pé

 O Arquivo Histórico Municipal está a promover um ciclo de trajectos pedestres pelas cinco freguesias do concelho. O objectivo da proposta – aberta a todos – é dar a conhecer o património de Valongo. Todos os domingos de manhã, até 15 de Agosto, das 9 horas até ao meio-dia.

Viaduto em Obras Vai começar brevemente a reabilitação do viaduto de Ermesinde (na Rua da Igreja). A obra, orçada em 370 mil euros, prevê a reparação do betão degradado, a limpeza e tratamento de armaduras, pintura geral da obra de arte, reparação e melhoramentos no sistema de recolha de aguas pluviais e substituição da guarda metálica. Os trabalhos deverão estar concluídos antes do final do ano.

4 CD

IGUALDADE E DISCRIMINAÇÃO DEBATIDOS NO FÓRUM DE ERMESINDE O Fórum Cultural de Ermesinde foi palco há dias de um workshop subordinado ao tema “Política Municipal de Promoção da Igualdade e Combate à Discriminação”. Durante a sessão, bastante participada, responsáveis do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa apresentaram um estudo preliminar sobre os Planos Municipais para a Igualdade. O enfoque do estudo assenta na sensibilização dos poderes públicos locais para a promoção da igualdade e a eliminação de todas as formas de discriminação das pessoas com base no género, idade, deficiência, orientação sexual, imigrantes e etnia. Entre outros objectivos, o es-

GEMINAÇÃO VALONGO-TRÉLAZÉ

JOVENS FRANCESES À DESCOBERTA DA REGIÃO O intercâmbio cultural realizado no âmbito da geminação entre as cidades de Valongo e Trélazé (França) continua a proporcionar a troca de iniciativas que visam reforçar os laços entre as duas cidades. Depois de no ano passado um grupo de jovens valonguenses ter partido à descoberta de Trélazé, os franceses retribuíram agora a visita promovendo a deslocação de uma dezena dos seus jovens, enquadrados por dois monitores, até Valongo. Chegados no sábado passado, tiveram uma sessão de boas-vindas, cerimónia que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal, entrando de seguida no programa da semana que, entre 24 e 31 de Julho e acompanhados por jovens valonguenses, lhes permitiu descobrir o riquíssimo potencial do concelho e da região Os jovens gauleses ficaram alojados em famílias de acolhimento do concelho, facto que lhes proporcionou uma convivência estreita com uma cultura diferente, um dos mais importantes objectivos da iniciativa. O programa da visita, organizado pelo Sector da Juventude da Câmara de Valongo, integrava várias acções, designadamente visitas a vários locais do concelho, incluindo os vários espaços culturais. Fora do concelho, aos jovens franceses foi proporcionado um passeio à Zona Ribeirinha do Porto e também uma viagem até Santa Maria da Feira, onde tiveram a oportunidade de assistir a mais uma edição da tradicional e afamada Feira Medieval que se realiza anualmente naquele concelho.

7 de Agosto 2010

tudo procura identificar boas práticas ao nível municipal que promovem a

igualdade e o combate às formas de discriminação na vida local e formu-

lar orientações para a elaboração de diagnósticos municipais da igualdade e do combate a todas as formas de discriminação na vida local (origens étnicas, orientações sexuais, deficiência, género e idade) e de planos municipais para a igualdade, bem como a sua monitorização. Este estudo final deverá ficar concluído no final do ano corrente. Valongo tem sido uma autarquia particularmente activa nesta área. Através da Agência para a Vida Local, a Câmara Municipal de Valongo desenvolve políticas de intervenção que visam a igualdade e combater a discriminação. Com o apoio da Câmara Municipal de Valongo, o workshop foi organizado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género em parceria com a Universidade de Lisboa.

Junta de Valongo

PS REJEITA COMEMORAR O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA E PROMOVER A OCUPAÇÃO DE TEMPOS LIVRES PARA CRIANÇAS Na última reunião da Assembleia de Freguesia de Valongo o Partido Socialista rejeitou a criação de OTL para crianças e a comemoração do centenário da República, ambas propostas pelo PSD. A maioria socialista da Assembleia de Freguesia de Valongo chumbou a proposta apresenta pelo PSD para a criação de actividades de Ocupação de Tempos Livres (OTL) para as crianças e jovens de Valongo. Segundo os promotores, “o PSD está preocupado com a falta de activida-

des dirigidas aos mais novos, pelo que propôs que a Junta de Freguesia começasse a organizar actividades para aquela faixa etária a partir de 2011. Infelizmente o PS mostrou-se insensível ao problema”. A recomendação obteve os votos favoráveis do PSD e do grupo “Coragem de Mudar” mas foi chumbada pelo Partido Socialista que detém a maioria na freguesia. O mesmo destino teve uma proposta apresentada, também pelo PSD, sobre a comemoração do centenário da República. Assim, o partido do poder recusou-se a organizar eventos alusivos aos 100 anos da revolução de 5 de Outubro. O grupo do PSD enumerou as

iniciativas apresentadas nas Assembleias de Freguesia do presente mandato, acusando o executivo socialista de não ter sido capaz de responder cabalmente a nenhuma das preocupações levadas à assembleia pelos social-democratas. Durante a reunião a bancada laranja relembrou que efectuou queixas do executivo, presidido por António Oliveira, à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos – devido à recusa do executivo em fornecer as actas das suas reuniões – e ainda à Inspecção-Geral das Autarquias Locais, a quem deu conta da recusa da elaboração de regulamentos de atribuição de subsídios e de venda de terrenos no cemitério.

Cartas ao director À atenção da EDP e da Câmara de Valongo PERIGO EMINENTE   Sou leitor do jornal, há muitos anos, e reconheço o mérito que tem para a região, por isso os meus parabéns.   Esta carta é um apelo que dirijo ao jornal para que se digne divulgar, intercedendo junto da EDP  a seguinte anomalia que poderá a todo o momento originar uma tragédia, pelo perigo de vida que representa, sobretudo para as crianças: Na avenida Oliveira Zina, em Valongo, junto do Nº 87, a cinquenta metros da Igreja Matriz,  e a cinco metros da paragem de autocarros, há uma caixa de  cofré, muito antiga e ferrugenta, a vinte centímetros do passeio, cuja tampa está pendurada por um

único arame, provisório, e que  muitas vezes  está caída no chão, com os fios eléctricos totalmente descobertos e ao alcance de qualquer criança que por ali passe. Esta situação é uma verdadeira armadilha de morte, pois que diariamente ali esperam muitas pessoas pela camioneta que segue para S Pedro da Cova e Gondomar. Ora, entre as muitas pessoas que por ali passam ou aguardam transporte, estão incluídas muitas crianças. E conhecendo-se a sua curiosidade natural e desconhecimento dos perigos que espreitam, não será difícil de imaginar a forte probabilidade de que um dia aconteça o pior. Esta situação já se verifica há muito tempo e o piquete das avarias da EDP tem sido muitas vezes alertado

por telefone. De facto o piquete vem ver, mas limita-se a recolocar a tampa no sítio e a reapertar com o mesmo arame ferrugento a referida tampa, que já não aguenta o aperto de parafusos. E esses remedeios resultam, invariavelmente, no facto de passados poucos dias, os fios eléctricos estarem de novo a descoberto e sem qualquer protecção. Oxalá que esta reparação se faça de uma vez por todas de forma segura e duradoura antes que aconteça um acidente mortal!   É por isso que venho pedir o empenhamento do vosso e também nosso jornal para a resolução deste caso urgente e muito sério, .

José Castro Neves


Actualidade ™™™Felgueiras EMPREITEIRO RECLAMA DA CÂMARA PAGAMENTO DE 5,6 MILHÕES DE EUROS O presidente da Câmara de Felgueiras, Inácio Ribeiro (PSD), revelou que uma empresa de construção civil está a reclamar da autarquia o pagamento de uma alegada dívida de 5,6 milhões de euros, relativa a obras realizadas entre 1995 e 2003. Segundo Inácio Ribeiro, que assumiu a presidência após as autárquicas de Outubro de 2009, a câmara já foi notificada pelo tribunal de Felgueiras para se pronunciar sobre uma matéria que o autarca considera “muito delicada”. O autarca social-democrata diz estar muito preocupado, porque algumas dessas obras, realizadas no período em que foram presidentes da câmara Júlio Faria e Fátima Felgueiras, ambos eleitos pelo PS, poderão “não ter sido legalmente validadas”. “Teriam eventualmente sido por ordem verbal”, disse Inácio Ribeiro, baseando-se na conversa que teve com o empreiteiro quando este foi recebido em audiência na câmara.

Nem os amigos… VISITAVA PESSOA PARAS AS AMEAÇAR E ROUBAR A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um caixeiro-viajante suspeito de ter assaltado uma residência da Póvoa de Varzim, depois de encurralar os dois locatários, pessoas que conhecia, sob ameaça de arma. O assalto agora deslindado ocorreu em Dezembro do ano passado, altura em que o suspeito, de 33 anos, logrou obter autorização para entrar na residência das vítimas, beneficiando precisamente da circunstância de serem pessoas conhecidas. De acordo com o relato policial, o caixeiro-viajante acabou por coagir as duas pessoas, sob ameaça de uma pistola ilegal, a entrarem para a casa de banho, onde as fechou à chave. Deste modo, pôde apoderar-se, sem qualquer resistência, de bens das vítimas, nomeadamente dinheiro, dois computadores, três telemóveis e um cordão em ouro, tudo no valor de 1900 euros. As vítimas, segundo a PJ, só foram libertadas duas horas depois por uma empregada de limpeza que ouviu os pedidos de auxílio. A PJ apreendeu um dos computadores e de um dos telemóveis subtraídos, bem como a arma usada para coação. Noutra operação, esta em Boticas, Vila Real, a PJ deteve um homem de 46 anos que colocara à venda uma espingarda de caça, calibre 12, fora das condições legais.

Em causa estão 16 empreitadas, a maioria ligadas às redes de água e esgotos e pavimentação de estradas, realizadas pelo referido empreiteiro, com sede em Amarante, no valor de cerca de três milhões de euros, aos quais acrescem juros por atraso no pagamento de 2,6 milhões de euros. Inácio Ribeiro diz que a situação é “embaraçosa” e poderá criar um problema complicado, económico e financeiro, à câmara se esta for obrigada a pagar. “Do ponto de vista jurídico não me compete avaliar o que isto vai dar, mas enquanto político e decisor não posso esconder”, observou. O presidente da Câmara de Felgueiras diz que internamente a situação foi encaminhada para os técnicos e para o contencioso para se avaliar os argumentos do empreiteiro. “Não me compete fazer juízos de valor e nem sequer invoco pessoas. Serão os técnicos, os responsáveis e todos quantos o tribunal chamar que, em sede própria, explicarão

para que a justiça possa deliberar da forma mais justa”, concluiu Inácio Ribeiro. O autarca disse ainda que a “pesada herança” deixada por Fátima Felgueiras inclui também uma dívida de 1,3 milhões de euros que a câmara foi já condenada a pagar à Junta de Freguesia de Lustosa, no concelho de Lousada, segundo uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo. Inácio Ribeiro explicou que estão em causa rendas que o município se comprometeu a pagar, mas que não o fez durante vários anos à Junta de Lustosa devido a um diferendo quanto ao valor exacto. A verba está relacionada com uma contrapartida por serem depositados os resíduos domésticos de Felgueiras naquela localidade, onde está sediado o aterro sanitário intermunicipal que serve Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras. Inácio Ribeiro disse também que o processo foi interposto pela junta de Lustosa à Associação

PIQUETE GAIA – TRAFICANTE DE DROGA

de Municípios do Vale do Sousa (AMVS), mas terão de ser Felgueiras e outro município da região, que não especificou, a liquidarem as respectivas dívidas. “É uma situação irreversível. Vamos ter de resolver esta questão a curto prazo”, lamentou.

FÁTIMA APRESENTA RAZÕES Sobre o assunto, a ex-presidente da Câmara e actual vereadora, Fátima Felgueiras, disse que as empreitadas, cujo pagamento de 5,6 milhões de euros, é reclamado pelo empreiteiro, foram “devidamente executadas”, admitindo, contudo, que não foram pagas devido a dificuldades financeiras da autarquia. “Conheço a situação e, ao contrário do que o actual presidente tem vindo a fazer passar para a opinião pública, as obras foram devidamente executadas, foram projectadas e acompanhadas pelos serviços técnicos da câmara municipal”, afirmou.

FESTAS DO NORTE NO PORTO CANAL Romaria do Meu Coração é nome do programa que, desde finais de Junho leva a casa dos portugueses as mais tradicionais das festas populares do norte do país. Este novo programa da grelha do Porto Canal (por cabo), pretende levar a todos “um registo das marcas culturais que caracterizam cada festa”. As gravações iniciaram-se com a maior das festas do norte, o São João do Porto, com a equipa do Porto Canal a percorrer os locais mais frequentados nessa que é a noite mais longa da Invicta. No dia seguinte coube a vez a Sobrado e à sua famosa representação da batalha entre Bugios e Mourisqueiros, uma antiga peculiar forma de festejar o S. João e que todos os

™™™Santo Tirso AMIGOS DOS ANIMAIS SEM COMIDA PARA OS 250 CÃES QUE ACOLHEM A Associação dos Amigos dos Animais de Santo Tirso admite não ter ração para alimentar os 250 cães que acolhe, já que as reservas terminaram e a conta “está a zeros”, apelando, por isso, à ajuda de todos.

anos leva a Sobrado dezenas de milhar de forasteiros. Daí para cá e até Setembro, o Porto Canal não perderá uma das mais importantes das nossas romarias. De salientar que à frente das câmaras, surgindo como rosto do projecto que se adivinha um êxito, está o valonguense José Manuel Barbosa, colunista do nosso jornal e cuja experiência em comunicação – sobretudo na rádio – já conta duas décadas. Romaria do Meu Coração é um formato criado por Duport TV, e será emitido três vezes por semana. A primeira emissão é à quarta-feira às 22.00 horas, sendo repetido ao Sábado às 16.00 e aos Domingos às 20.00.

Em comunicado a Associação afirma que “está com dificuldades”, não tendo “ração para alimentar os 250 cães que comem por dia mais de 120 quilos de ração”. No blog desta instituição sem fins lucrativos (http://asaastirso. blogspot.com/) pode ler-se que, quinta-feira passada, havia 120 quilos de ração no barracão e que, com a “conta a zeros”, a associação tinha apenas comida para alimentar os canídeos naquele dia, não sabendo o que dar de comer aos animais a partir de então. “Não sabemos a que porta bater, a quem mais recorrer, são sempre os mesmos ajudar, sempre os mesmos a responder aos nossos apelos, precisamos de ajuda mais uma vez”, alerta a Associação. Por isso pede às pessoas que ajudem “nem que seja com um saco de

três quilos” de ração. A associação não tem fins lucrativos e “como tal depende muito da sensibilização e do apelo à responsabilidade social de particulares e empresas para envios de donativos”. Para quem sentir pena dos bichinhos e quiser (e puder) ajudar, a Associação dos Amigos dos Animais de Santo Tirso pode ser contactada através do e-mail asaastirso@gmail. com ou do telemóvel 91 947 84 65.

A Polícia Judiciária, através da Directoria do Norte, identificou e deteve, na zona de Vila Nova de Gaia, um homem estrangeiro por presumível abastecimento de produtos estupefacientes a bairros do Grande Porto. No decurso das investigações foi feita a apreensão de cerca de 270 gramas de cocaína e 104 de heroína, suficientes para a confecção de um mínimo de, respectivamente, 2 700 e 1 250 doses individuais. Ao indivíduo foi ainda apreendido um veículo automóvel, 5 telemóveis e uma balança decimal.

GONDOMAR – ROUBAVAM NAS OBRAS O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Vila Nova de Gaia identificou em Gondomar dois homens por alegado envolvimento em furtos em habitações em construção.   A operação esteve na sequência de vários furtos ocorridos nos últimos tempos em obras de construção civil. Os militares realizaram duas buscas domiciliárias, identificaram dois suspeitos e apreenderam artigos furtados que se encontravam à venda em lojas de comércio em segunda mão. Um dos indivíduos foi constituído arguido.

V.N. DE GAIA - DUAS DETENÇÕES POR SUSPEITA DE ROUBO A PSP de Gaia deteve, na Rua Luís de Camões, dois indivíduos do sexo masculino, de 20 e 36 anos de idade, na sequência de informações difundidas pela central de comunicações daquela Polícia, dando conta da prática de um roubo naquela artéria da cidade. Chegados ao local, os agentes surpreenderam os indivíduos que face à presença policial encetaram a fuga apeada. Foram interceptados pouco depois, vindo a verificar-se que, momentos antes, na Av. Diogo Leite, Vila Nova de Gaia, através de coacção física, haviam subtraído a um jovem uma mochila contendo no seu interior um MP3, documentação pessoal diversa e uma quantia em dinheiro. Os agentes policiais tiveram necessidade de utilizar a força física, em virtude de os suspeitos terem resistido à detenção.

FAMALICÃO - DETIDO POR HOMICÍDIO TENTADO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA A Polícia Judiciária, através da Directoria do Norte, identificou e deteve um homem por presumível tentativa de homicídio de que terá sido vítima a sua mulher, em quadro de violência doméstica que se terá estendido por anos, no início da manhã de ontem, na zona de Vila Nova de Famalicão. Das agressões, produzidas com uma faca, resultaram ferimentos de gravidade no pescoço e num braço da vítima, pondo em perigo a sua vida, dada a proximidade de órgãos vitais, forçando, de resto, a necessidade de tratamento hospitalar. O detido, de 31 anos de idade, empregado da construção civil, ficou em prisão domiciliária.

VILA REAL - IDENTIFICADO POR POSSE DE ARMA DE FOGO A GNR de Vila Real efectuou diligências de que resultaram a constituição de arguido de um homem de 55 anos e a apreensão de uma arma de fogo calibre 12; uma arma branca com abertura automática ou ponta e mola e uma faca de mato com punho de madeira. O detido, foi constituído arguido e presente ao Tribunal Judicial de Vila Real.

7 de Agosto 2010

CD 5


Área Metropolitana De 06 de Agosto a 24 de Setembro

VALONGO EM FESTA 2010 A Câmara Municipal de Valongo, a exemplo de anos anteriores, volta a promover um programa de animação de Verão que decorre nos diversos espaços lúdicos do concelho. Assim, desde 6 de Agosto e até 24 de Setembro, vai ser possível assistir a uma diversidade de actividades nas diferentes artes de palco, passando pelo teatro de rua, pela dança, a magia, o folclore e os diferentes estilos musicais apresentados e locais onde se realizam as actividades. Em tempos de “vacas magras”, o município salienta o trabalho do movimento associativo concelhio “que garante a totalidade da programação, e ajudam a dar mais vida ao concelho de Valongo”. Do extenso programa do “Valongo em Festa 2010” destaque para a segunda edição da “Batalha da Ponte Ferreira”, uma representação pelo Entretanto Teatro, de 25 a 29 de Agosto, na Ponte Ferreira, em Campo. De 17 a 19 de Setembro realiza-se a 19ª edição do Festival Internacional de Ilusionismo, mais conhecido por MagicValongo. Segundo a autarquia, esta iniciativa “assente numa lógica de promoção das tradições e do património natural, histórico e artístico, a programação tem como principais objectivos a dinamização/revitalização dos espaços públicos do município e o enriquecimento dos momentos de lazer dos valonguenses e dos turistas que visitam o concelho” nesta altura do ano.

Ensino especial

Por burla de 10 milhões…

GAIA QUER SER “TERRITÓRIO “DONA BRANCA DE DE EXCELÊNCIA” VALBOM” CONDENADA

A UMA PENA SUSPENSA

O vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, revelou no final de Julho que quer transformar o concelho num “território de excelência de ensino para crianças com necessidades especiais”, aguardando uma audiência com o Ministério da Educação (ME). “Estamos disponíveis. Não é possível fazer isto sozinhos. Só com o apoio do ME. Queremos que o ME disponibilize meios humanos e pedagógicos e estabilize a política, de forma a serem feitos todos os investimentos nas escolas”, explicou o autarca, em declarações aos jornalistas. O social-democrata referiu que a proposta de trabalho sobre os alunos com necessidades especiais já foi feita ao secretário de Estado, mas “ainda não tivemos a sorte de ter uma audiência”. A ideia é, explicou, “criar as condições físicas e materiais para garantir o pleno acesso destas crianças a um ensino que se torne capaz de melhorar a sua qualidade de vida e de combater algumas das suas dificuldades”, através de professores especializados e adaptações físicas das escolas. “Deixamos a disponibilidade do município para cooperar. Queremos

Porto exige igualdade

EXPANSÃO DO METRO SÓ PÁRA SE OUTRAS OBRAS PÚBLICAS TAMBÉM PARAREM

que Gaia seja, nos próximos dois ou três anos, um território de excelência em termos de ensino para crianças com necessidades educativas especiais. Isso é fundamental para garantir igualdade no acesso ao ensino”, observou. Marco António Costa falava à margem da assinatura de um protocolo que vai permitir dar manuais escolares gratuitos a 11700 crianças do primeiro ciclo do ensino básico do concelho, num investimento de 412 mil euros por parte da autarquia. Para o autarca “faz sentido poupar, mas nas coisas que não ponham em causa a qualidade e o desenvolvimento da nossa comunidade”. Por isso, a Câmara de Gaia mantêm “o empenho em garantir ao máximo investimento nos quadros interactivos, dos quais não recebe um tostão do ministério da Educação”, tendo já equipado “75 por cento das escolas”. No âmbito da renovação do parque escolar, a autarquia está a gastar dois milhões de euros na reabilitação de oito escolas, revelou Marco António Costa, chamando ainda a atenção para os 30 milhões previstos para a construção dos novos campos escolares. A Junta Metropolitana do Porto (JMP) só admitirá, “no limite”, a suspensão da expansão da rede do Metro do Porto se o mesmo acontecer às outras obras públicas do país, garantiu o presidente Rui Rio. “No limite, só aceitamos equacionar se alguma coisa fica à espera, ou não, se tudo for assim no país todo”, disse Rui Rio aos jornalistas, no final de uma reunião da JMP. Segundo o autarca e líder da junta, aquilo que a JMP “reclama é um tratamento igual àquele que é dado no país todo”. O autarca do Porto lembrou que o ministro das Obras Públicas, Antó-

O Tribunal de Gondomar condenou a ex-bancária Jesuína Neves, a “dona Branca de Valbom”, a cinco anos de pena suspensa por ludibriar o BCP e 174 clientes do banco, há oito anos, em cerca de dez milhões de euros. O juiz presidente considerou reunidas as provas suficientes para condenar a arguida pela prática de um crime continuado de burla qualificada. O co-arguido João Moreno, um empresário que era beneficiário directo do esquema, foi condenado pela prática do mesmo crime a quatro anos e meio de cadeia, pena também suspensa. Jesuína Neves e João Moreno foram ainda condenados a pagar um total de 245.233 euros a vários lesados. Um terceiro arguido, José António Machado, sócio de João Moreno, foi ilibado. Na fixação da pena, o presidente do colectivo de juízes sublinhou várias circunstâncias atenuantes, nomeadamente o facto de parte dos lesados já terem sido ressarcidos e a constatação de que os arguidos não pretendiam apropriar-se em definitivo do dinheiro, apenas resolver problemas pontuais da empresa de João Moreno. Ao divulgar o essencial do acórdão, de 729 páginas, o magistrado admitiu que a pena seria mais severa se o julgamento tivesse decorrido nio Mendonça, garantiu “inequivocamente” à JMP que o Metro do Porto não seria afectado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para Rui Rio, é certo que assim que a empresa estiver em condições de pedir autorização para avançar com o concurso para a expansão da rede, o Governo dará essa autorização. O ministro António Mendonça, acrescentou Rio, “disse entretanto outras coisas que levam a JMP a reforçar a ideia de que nada para”, referindo-se concretamente à 3.ª travessia sobre o Tejo e ao TGV. “Independentemente da opinião que cada um de nós possa ter sobre

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logo após a prática dos crimes. De acordo com a acusação do Ministério Público, que o tribunal deu como provada na sua quase totalidade, a arguida convencia os depositantes que habitualmente procuravam a agência bancária onde trabalhava a optarem por uma aplicação bancária supostamente mais vantajosa, sem riscos e com juros superiores aos habituais. Na verdade, o dinheiro saía dos cofres do banco e era encaminhado para resolver problemas financeiros relacionados com os negócios de João Moreno. O esquema funcionou a partir 1997 e os primeiros incumprimentos na restituição de dinheiros depositados ou de juros começaram em 2005. Um ano depois, Josefina e João foram detidos pela Polícia Judiciária. O ilícito financeiro que levou Jesuína Neves e os dois co-arguidos a tribunal foi comparado ao caso que em 1989 determinou a prisão por dez anos de Maria Branca dos Santos, que ficou conhecida como “a banqueira do povo”, mas a descrição do processo revela contornos diferentes. Branca dos Santos assumia-se perante os clientes como operadora bancária informal, enquanto Jesuína escondia que procurava cativar empréstimos para o seu amigo empresário, fazendo crer que o dinheiro ficaria para o sistema bancário legal.

as grandes obras públicas, também aqui há um traço comum unânime: se o ministro diz que [o metro] não é afectado pelo PEC e se vão avançar obras públicas, estas não param porque as de lá de baixo também não param”, frisou. Relativamente à questão da difícil situação financeira que atravessa a empresa Metro do Porto, Rui Rio foi peremptório em afirmar que esse é um problema que “o Governo vai ter que resolver”. “É inequívoco”, disse, “agora tem a maioria do capital como quis ter, é indiscutível que deve ser o Governo” a resolver a questão.

ASSINATURA

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Rua Dr. João A. Vale, 78 - Estab. D - 4440-644 VALONGO

Nome Morada Cód. Postal

Localidade

Telef.:

email

6 MESES --- 15 € 1 ANO ------- 30 € Junto cheque nº

(Assinale a sua escolha)

do banco

Importante: Deve o cheque ser endereçado a: «Condor Publicações, Lda.»

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7 de Agosto 2010


Actualidade

PORTO DE LEIXÕES COM MÁXIMA QUALIDADE

A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) obteve certificação de qualidade para a totalidade do processo de transporte. “Pela primeira vez em Portugal, uma administração portuária obtém a ISO 9001:2008 para a totalidade do processo meio de transporte navio, integrando todas as actividades operacionais e de suporte associadas”, anunciou anteontem a APDL. Segundo o comunicado, “a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade, pela Lloyd’s Register, para a gestão do navio em porto, pilotagem, reboque, amarração, protecção e segurança, recolha de resíduos, mercadoria perigosa e hidrografia, permite demonstrar o compromisso do Porto de Leixões com a qualidade dos seus serviços e processos, visando a contínua satisfação dos seus clientes e reforçando o acompanhamento do mercado em permanente mudança”. A APDL realça que a obtenção da certificação é “mais uma das acções previstas no plano estratégico, no quadro de uma política de melhoria contínua e valorização dos serviços prestados”.

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DOURO

VITIVINICULTORES EM VIGÍLIA ALERTAM PARA OS PROBLEMAS DA REGIÃO DEMARCADA

Os vitivinicultores da Região Demarcada do Douro estiveram quinta-feira em vigília, na Régua, contra a ameaça de uma “nova baixa” dos preços de vinho na produção e contra a “liquidação total” da Casa do Douro (CD). O protesto foi organizado pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), junto à sede do IVDP, seguindo depois em desfile para a CD e avenida de Ovar. Os agricultores reivindicam o “aumento do benefício”, “melhores preços para os vinhos na produção”, “a baixa do preço do gasóleo, dos adubos e pesticidas e da electricidade agrícola”, bem como “contribuições para a Segurança Social mais baratas”. “Nesta campanha já se começa a falar também em diminuição de preços”, sublinhou a dirigente Berta Santos. Sobre a Casa do Douro a responsável classificou a proposta negocial do Governo à instituição como um “assalto final” ao seu património e a “liquidação total” das suas competências. O Governo propôs o pagamento da dívida de 110 milhões de euros ao Estado através da entrega dos vinhos.

Regionalização

RENATO SAMPAIO DEFENDE “GESTÃO DO TERRITÓRIO MAIS TRANSPARENTE” Para tornar as decisões mais próximas do cidadão e mais transparente a gestão do território, o líder e recandidato à distrital do PS/ Porto, Renato Sampaio, apresentou um conjunto de propostas para a regionalização, descentralização e desconcentração do Estado. No âmbito da sua candidatura para o terceiro mandato à frente da Federação do PS/Porto – onde terá como adversário o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro – Renato Sampaio apresentou várias propostas sobre a regionalização, descentralização e descontracção “como pilares da reforma democrática do Estado”. Em declarações aos jornalistas Renato Sampaio explicou que as propostas vão no sentido de “tornar as decisões mais próximas dos cidadãos” e “mais transparente a gestão do território, do poder local e do poder central” português. “A nossa prioridade é a regionalização mas contudo é necessário dar passos no sentido de atribuir competências ao poder local, criando um novo quadro de competências ao nível dos municípios e juntas de freguesia e por fim ao livre arbítrio dos decisores políticos”, realçou.

Renato Sampaio disse ainda que “há espaço para que os organismos desconcentrados da administração central tenham mais poder de decisão” e por isso preconiza “a transferência de competências da administração central”. O presidente do PS/Porto sustentou que “o primeiro Governo de José Sócrates deu passos significativos que permitem agora aprofundar uma estratégia baseada na aplicação do princípio da subsidiariedade, na equidade territorial e na promoção conjugada da coesão e da competitividade das regiões” portuguesas. Defensor de que é preciso começar a “preparar a criação das regiões administrativas”, Renato Sampaio considerou que o “núcleo essencial das competências regionais corresponde às actuais missões das CCDR e demais serviços regionais”. Acrescentou ainda que “as regiões devem inicialmente ter competências claras, actualmente pertencentes aos serviços regionais do Estado, evitando despesismo e duplicação de funções” que seriam desnecessárias. “É possível fazer já uma fase experimental de governação

regional com vontade política, sem aumento da despesa pública e sem necessidade de esperar pelo novo referendo”, afirmou Renato Sampaio, explicando que esta fase passaria por dar visibilidade política às CCDR, ao mesmo tempo que as competências a exercer pela administração central seriam coordenadas pelos cinco governadores civis regionais. O deputado e vice-presidente da bancada socialista acrescentaram também que neste período de experiência deverá ser criada “uma Assembleia Regional de eleição indirecta pelas assembleias municipais da região”, mantendo ainda o “Conselho Regional como órgão consultivo integrado pelos presidentes de câmara da região”. O candidato à liderança do PS/ Porto defendeu também a descentralização de competências para municípios e freguesias em áreas como a educação, a saúde, a rede local de creches, lares de idosos, centros de dia, estruturas de apoio a deficientes e a situações de exclusão social. Defendeu ainda a “gestão municipal das praias e das zonas ribeirinhas não afectas à exploração portuária” e a “participação dos municípios na gestão dos parques

™™™PORTO

CÂMARA TEME QUE PROVIDÊNCIA CAUTELAR ATRASE REABILITAÇÃO DO BOLHÃO

A Câmara do Porto anunciou que a reabilitação do Mercado do Bolhão irá “sofrer um atraso” na sequência de uma providência cautelar apresentada por um dos candidatos ao concurso de especialidades. “O concurso para a adjudicação dos projectos de especialidades para a reabilitação do Mercado do Bolhão, cujo procedimento terminou há poucas semanas com a elaboração do relatório final, irá sofrer um atraso por tempo indeterminado, na sequência de uma providência cautelar apresentada por um dos concorrentes, que foi excluído por ter entregado a sua candidatura fora do prazo estipulado pelo regulamento”, refere a autarquia em comunicado. No total, o concurso de especialidades contou com 15 candidaturas, seis das quais excluídas (três por não cumprirem o regulamento, duas por entregarem as propostas fora de prazo e uma por incumprimento dos requisitos de capacidade técnica). Uma das empresas que entregou a proposta fora de prazo interpôs uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto o que “irá incontornavelmente atrasar o processo de recuperação do Mercado do Bolhão, cujas obras deveriam começar, no terreno, em Julho de 2011”, salienta a câmara do Porto. Enquanto não houver decisão do tribunal, a autarquia, através da Empresa Municipal GOP, “não poderá adjudicar as especialidades, de acordo com o calendário já apresentado”. “Se o Tribunal não aceitar a providência cautelar apresentada pela empresa, o atraso pode não ser significativo para o andamento do processo. Se aceitar, a Câmara do Porto e o IGESPAR terão de esperar pela decisão da acção principal, que pode demorar meses ou até anos”, sentencia o comunicado. Restaurantes e bares no piso 1, talhos num intermédio e produtos frescos no zero, adaptado para receber exposições e espectáculos, além de estacionamento subterrâneo para 95 lugares – será esta a futura configuração do Mercado do Bolhão, Porto, revelada a 14 de Abril. A organização consta do projecto base de arquitectura elaborado pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRC-N) e apresentado no Congresso Património 2010 que decorreu na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Depois de adjudicados os projectos de especialidade, terá de ser lançado um concurso público internacional para a execução da obra.

7 de Agosto 2010

CD 7


Entrevista A diferença entre “tachoâ€? e a boa administração

AGUAS DE GAIA, O SUCESSO EM FORMA DE EMPRESA MUNICIPAL

182.863 MILHARES DE EUROS O VALOR TOTAL DO INVESTIMENTO REALIZADO DE 1999 A 2009

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ela sua própria natureza, à guas de Gaia não tem o lucro como principal objectivo, mas antes criar condiçþes que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida dos gaienses, ao menor custo para a população, den

 

  

  

    Os resultados obtidos ao longo dos Ăşltimos exercĂ­cios tĂŞm sido positivos, com os Fundos Libertos pela Empresa a   

         

     



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ETAR Gaia Litoral

7 de Agosto 2010


Entrevista

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Zona da Madalena

Ribeira do Espírito Santo As perdas de ågua (ågua não facturada), que em 1998 atingiam mais de 47%, rondam agora os 19,8%  atingindo as perdas reais apenas 13,3%, muito próximo do limite mínimo teórico. A boa gestão dos recursos humanos e tÊcnicos permite a à guas de Gaia manter um bom e sustentåvel desempenho económico e uma situação financeira equilibrada.

tema com estas caracterĂ­sticas, facto visĂ­vel na actual percentagem de perdas reais. Os Ă­ndices de ĂĄgua nĂŁo facturada e de perdas reais tĂŞm-se mantido estĂĄveis com uma tendĂŞncia de melhoria consolidada ao longo do tempo. Como se disse, no final de 2009

lidade e sem rupturas. A rede pĂşblica de abastecimento de ĂĄgua, numa extensĂŁo de 1.471 km, cobre a totalidade do territĂłrio municipal servindo actualmente 131.500 clientes e atingindo 95% de taxa de cobertura. O sistema de abastecimento de A Empresa foi constituĂ­da a 12 de ĂĄgua instalado em Vila Nova de Abril de 1999 e resultou da transforGaia ĂŠ constituĂ­do por 32 Resermação, ao abrigo da Lei 58/98, dos vatĂłrios, com uma capacidade de SMAS - Serviços Municipalizados reserva de 111.000 m3, o que sigde Ă gua e Saneamento de Vila Nova Falando em perdas de ĂĄgua, de Gaia em Empresa Municipal. Esta nifica uma autonomia de 48 hotransformação, por iniciativa do en- na altura dos SMAS, esse era, enras, atingindo o volume de ĂĄgua tĂŁo e actual Presidente da Câmara, tre outros, um gravĂ­ssimo prodistribuĂ­da uma mĂŠdia diĂĄria de HĂĄ 12 anos, o esgoto nĂŁo acabou por dotar o municĂ­pio de blema com que se debatiam mas 40.747 m3. tinha qualquer tratamenum instrumento fundamental para que, como diz, estĂĄ agora signifiA rede pĂşblica de saneamento, concretizar a visĂŁo de desenvolvi- cativamente reduzido, no â&#x20AC;&#x153;limite to e a rede entĂŁo instalada que no ano 2000 nĂŁo ultrapassava mento sustentĂĄvel que o Presidente mĂ­nimoâ&#x20AC;?. A que se devia tamanho os 324 km e nĂŁo servia mais da Câmara jĂĄ tinha para este territĂł- desperdĂ­cio e como lograram re- nĂŁo ultrapassava os 324 km. que 32% dos alojamentos entĂŁo rio. Neste contexto, a Empresa tem solvĂŞ-lo? existentes, cobre actualmente Actualmente a rede de sadesenvolvido a sua actividade com 93% do territĂłrio municipal, neamento atinge 1.212 km, O programa de redução de eficiĂŞncia, traduzida em indicadores servindo 130.000 clientes. positivos que reflectem prudĂŞncia na perdas foi desde o inĂ­cio da consti- foram construĂ­das cinco ETAR Vila Nova de Gaia estĂĄ, pois, gestĂŁo e capacidade financeira para tuição da Empresa definido como e todas as ĂĄguas residuais dotada de um eficiente e bem dotação com meios tĂŠcnicos adequa- objectivo fundamental, visando a dimensionado sistema de saneados das equipas que, no terreno, dĂŁo melhoria contĂ­nua e a sua perfeita produzidas no concelho sĂŁo mento, constituĂ­do por um exuforma aos projectos de desenvolvi- integração na operação normal da tratadas, tendo a Empresa tor submarino, cinco ETAR (Gaia mento e sua consolidação, gerando Empresa, com resultados prĂĄticos Litoral, Febros, Lever, Areinho investido nesta ĂĄrea cerca de uma relação de confiança com os relevantes. e Crestuma), o interceptor marO programa multidisciplinar 150 milhĂľes de euros. clientes e de parceria com a popuginal do rio Douro, 85 estaçþes lação do municĂ­pio. Nestes 12 anos desenvolvido envolve medidas na elevatĂłrias e 1.212 km de colecĂĄrea tĂŠcnica e operacional. Nestas muito se evoluiu. tores, que muito contribui para Partindo de 91.945 clientes de ĂĄreas podemos referir uma forte a melhoria da qualidade de vida ĂĄgua e 28.671 clientes de saneamento  utilização de meios tecnolĂłgicos, no- a taxa de perdas reais de Ă guas de dos gaienses. em 1998, a Empresa atinge actual- meadamente sistemas de informação Gaia, EEM fixou-se nos 13,3%. A Empresa, ao longo da sua acmente os 131.500 clientes de ĂĄgua e e equipamento de detecção de fugas tividade, tem desenvolvido bem o e a formação de pessoal especializaGaia ĂŠ um concelho enorme, seu trabalho e procura corresponder 130.000 clientes de saneamento. HĂĄ 12 anos, o esgoto nĂŁo tinha do na sua utilização. Outro aspecto com quase 320 mil pessoas dividi- com empenho a todos os desafios qualquer tratamento e a rede entĂŁo importante ĂŠ a contĂ­nua renovação das por 24 freguesias. Nesta altura que lhe sĂŁo lançados dentro do seu instalada nĂŁo ultrapassava os 324 dos equipamentos de contagem e a toda a gente tem ĂĄgua ao domicĂ­lio? âmbito de intervenção. km. Actualmente a rede de sanea- detecção e substituição de contadoE o saneamento, que ĂŠ tambĂŠm mento atinge 1.212 km, foram cons- res danificados, sendo de referir tam- uma tarefa da empresa? Uma das obras emblemĂĄticas truĂ­das cinco ETAR e todas as ĂĄguas bĂŠm a existĂŞncia de equipas especiaâ&#x20AC;&#x201C; que muito prestĂ­gio tem trazido residuais produzidas no concelho lizadas na reparação de fugas com os Ă guas de Gaia, EEM, mercĂŞ de ao municĂ­pio â&#x20AC;&#x201C; foi a requalificação sĂŁo tratadas, tendo a Empresa inves- meios adequados para uma rĂĄpida um elevado esforço de investimento da Orla MarĂ­tima, que teve a partitido nesta ĂĄrea cerca de 150 milhĂľes intervenção no terreno. e da continuada formação dos seus cipação da Aguas de Gaia. AtĂŠ que de euros. O programa implementado pres- trabalhadores, cujo conhecimento ponto estiveram envolvidos e qual A taxa de cobertura de abasteci- supĂľe um esforço permanente de da actividade lhes permite atingir o interesse da obra para a empresa? mento de ĂĄgua ronda actualmente melhoria. No entanto, a Empresa elevados padrĂľes de desempenho e os 95% e a cobertura do saneamento estĂĄ jĂĄ muito prĂłxima do nĂ­vel mĂ­- eficiĂŞncia, tem assegurado Ă  populaEste reconhecimento resulta de 93%. nimo teĂłrico de perdas para um sis- ção o abastecimento de ĂĄgua de qua- um funcionamento sinĂŠrgico dos Ă guas de Gaia, EEM, ĂŠ a sucessora dos Serviços Municipalizados de Agua e Saneamento (SMAS), responsĂĄveis por esse sector atĂŠ 1998. 12 anos depois, que balanço faz, para alĂŠm da mudança de nome?

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vĂĄrios serviços e empresas municipais. Sem a participação do departamento de salubridade e ambiente da Câmara, sem a colaboração de outras empresas municipais, dos serviços de limpeza, mobilidade, urbanismo, e sem a intervenção das forças de segurança, nada seria possĂ­vel. Transmitir ao cidadĂŁo que frequenta as nossas praias uma sensação de conforto e segurança nĂŁo depende apenas de nĂłs. Ă&#x2030; o resultado de uma polĂ­tica municipal na qual a Empresa estĂĄ permanentemente integrada e sempre atenta ao que se passa, dado que as exigĂŞncias da população sĂŁo, como se compreende, cada vez maiores e mais sofisticadas. Pergunta-me qual o interesse da participação de Ă guas de Gaia, EEM nesta e noutras obras de requalificação. Para alĂŠm de contribuir com o nosso esforço para o desĂ­gnio principal de â&#x20AC;&#x153;tornar Gaia cada vez mais atractiva e agradĂĄvel para nela se viverâ&#x20AC;?, fica sem dĂşvida o orgulho de participar nestas intervençþes e o prestĂ­gio e reconhecimento que as coisas bem feitas trazem Ă  imagem da Empresa. Qual o grau de responsabilidade de Aguas de Gaia nas bandeiras azuis que fazem do municĂ­pio um exemplo europeu? Ano apĂłs ano, a gestĂŁo das praias de Vila Nova de Gaia ĂŠ jĂĄ assumida como uma rotina. Importa realçar que este facto resulta de um trabalho exigente de limpeza de ribeiras e cursos de ĂĄgua em todo o concelho, de um sistema de tratamento das ĂĄguas residuais e do cumprimento de numerosos requisitos estabelecidos pela Associação Bandeira Azul da Europa, que passam por assegurar apoios de praia completos e de qualidade, acessos facilitados, sinalização eficiente, limpeza de areias, bons equipamentos e vigilância adequada. Ă&#x2030; uma tarefa ĂĄrdua, cumprida 365

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CD 9


Entrevista dias por ano, com especial relevância na Êpoca balnear, e que a Empresa Municipal à guas de Gaia leva a efeito em cooperação com vårios serviços municipais, sob orientação da Câmara Municipal e em parceria com a população de Vila Nova de Gaia. Em 2010, pela primeira vez, 18 zonas balneares do concelho, a que correspondem 28 praias, foram galardoadas com a Bandeira Azul. Um reconhecimento de qualidade e fruto da requalificação da orla marítima iniciada em 1999, que deu origem a mais de 15 km de praias limpas e convidativas. Um enorme esforço comum do Município, das entidades responsåveis pela orla marítima, dos concessionårios das zonas balneares

dade do investimento, que, nos quatro Ăşltimos anos, atingiu os 27.409 mil euros, elevando para 182.863 milhares de euros o valor total do investi-

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Hoje, Vila Nova de Gaia      e bem dimensionado sistema      !  por um exutor submarino,

 "#$%&' ( ') # * +  /     nal do rio Douro, 85 estaçþes elevatórias e 1.212 km de





mento realizado de 1999 a 2009. Sendo o lucro o principal objectivo de qualquer empresa, quer falar-nos dos resultados da Aguas de Gaia?

Praia do Senhor da Pedra e dos habitantes de Gaia.

que ainda precisam de intervenção?

traduzir?

Gaia, durante muitos anos, deixou esquecidos rios e ribeiras, alguns dos quais atingiram nĂ­veis de poluição impensĂĄveis. Agora a situação ĂŠ bem diferente, para muito melhor. Foi uma tarefa ĂĄrduaâ&#x20AC;Ś

A Empresa tem vindo a desenvolver a sua tradição e cultura, os seus conhecimentos e experiĂŞncia, e alargou de forma particular as suas competĂŞncias ao sector do saneamento. Para que essa transformação fosse possĂ­vel, foi necessĂĄrio projectar, construir e pĂ´r em funcionamento um sistema de saneamento em todo o vasto territĂłrio municipal. Ao longo destes anos foram construĂ­das cinco ETAR, o exutor submarino, o interceptor marginal do rio Douro â&#x20AC;&#x201C; que possibilitou que as ĂĄguas residuais produzidas no centro da cidade fossem recolhidas e que o esgoto que atĂŠ hĂĄ poucos anos caĂ­a directamente no Rio Douro fosse tratado na ETAR de Gaia Litoral â&#x20AC;&#x201C; e ainda instaladas 85 estaçþes elevatĂłrias para permitir que todo o sistema de saneamento possa funcionar em pleno. SĂł a ETAR de Gaia Litoral tem capacidade para 300 mil habitantes, quase toda a população do concelho. Ou seja, em termos gerais, projectĂĄmos, construĂ­mos e pusemos em funcionamento um sistema de saneamento com capacidade para cerca de 450 mil habitantes equivalentes, estando o sistema preparado para dar resposta Ă s necessidades do concelho nos prĂłximos 30 anos, cobrindo praticamente todo o territĂłrio municipal e servindo 130.000 clientes.

à guas de Gaia, EEM, no âmbito da política ambiental que desenvolve no concelho, inaugurou em 2002 o Centro de Educação Ambiental das Ribeiras de Gaia (CEAR), estrutura permanente da Empresa ao serviço da educação ambiental. O CEAR estå vocacionado para promover actividades orientadas para a população escolar e tambÊm para o cidadão comum, incentivando novas formas de agir e estar no ambiente, nomeadamente na protecção do ecossistema ribeirinho e o litoral. Este passo na direcção da sustentabilidade só Ê possível com cidadãos informados e envolvidos, pelo

à guas de Gaia desenvolveu, logo desde a sua constituição, um programa de limpeza, renaturalização e reabilitação dos 400 quilómetros de ribeiras do território concelhio e suas margens. Esta reabilitação, um misto de engenharia fluvial e de arquitectura paisagística, com forte componente ecológica, estå no topo das prioridades da política ambiental dos países mais desenvolvidos. A Empresa à guas de Gaia, atenta às necessidades dos gaienses, tem tentado dar resposta à procura crescente de actividades de lazer da população e estå a participar na instalação, pelo Município, de uma rede de caminhos pedonais junto às margens das vårias ribeiras do concelho. Que resultados obteve? Actualmente Ê possível passear a pÊ ou de bicicleta ao longo de mais de 15 km de percursos sem automóveis, interligando o interior e o litoral e permitir acessos seguros e agradåveis às praias. As ETARs instaladas no concelho são suficientes para o tratamento de todas as åguas residuais produzidas em todo o território, ou hå zonas

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Na vossa empresa fala-se em â&#x20AC;&#x153;Educação Ambientalâ&#x20AC;? e â&#x20AC;&#x153;Participação Activa dos gaiensesâ&#x20AC;?. Quer

7 de Agosto 2010

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que as actividades do CEAR se estendem desde a informação à generalidade do público atÊ à formação da população escolar, com acçþes que vão desde os jardins-de-infância

atĂŠ ao ensino superior. O CEAR tem desenvolvido ao longo dos anos um nĂşmero alargado de programas e iniciativas na ĂĄrea da educação ambiental e cientĂ­fica, realizando as actividades nas instalaçþes do Centro ou noutros locais, e abrangendo um elevado nĂşmero de visitantes e participantes, de variadas faixas etĂĄrias. Ă guas de Gaia tem uma relação de parceria com a população. Somos uma Empresa instrumental do MunicĂ­pio e sabemos claramente que a população nos identifica como seus parceiros quando lhe prestamos serviços fundamentais de que necessita ou deseja. Ă&#x2030; fĂĄcil perceber que as pessoas dĂŁo cada vez maior atenção Ă s questĂľes ambientais, nomeadamente Ă  qualidade dos rios e ribeiras, Ă  biodiversidade e Ă  sustentabilidade ambiental. Nestes 12 anos de existĂŞncia pode dar uma ideia do investimento total efectuado? A execução e o pleno funcionamento do sistema de drenagem, transporte e tratamento de ĂĄguas residuais de Vila Nova de Gaia, conjugada com a expansĂŁo e boa operacionalidade do sistema de abastecimento de ĂĄgua Ă s populaçþes e com todas as acçþes desenvolvidas nas ĂĄreas complementares de intervenção, obrigou, no perĂ­odo de 1999 a 2005, a um ciclo de grandes investimentos num total de 155.454 mil euros, apĂłs o que se iniciou, em 2006, um novo ciclo de sustentabili-

As empresas responsåveis pela prestação de serviços públicos essenciais, como Ê o caso de à guas de Gaia, não têm o lucro como objectivo. Este tipo de empresas regem-se pelos princípios da sustentabilidade económica e financeira, ou seja, devem e têm que libertar meios suficientes para que se renovem os equipamentos e se mantenham em bom funcionamento todos os sistemas sem perda de qualidade. As receitas de à guas de Gaia, EEM dependem exclusivamente dos serviços de abastecimento de ågua, saneamento e, a partir de 2010, de resíduos sólidos, sendo embora tambÊm da sua competência outros serviços de caråcter ambiental, e assumindo particular relevância no serviço público prestado a gestão e manutenção da rede de åguas pluviais, a limpeza e manutenção dos rios e ribeiras do concelho e a gestão das zonas balneares da orla marítima de Vila Nova de Gaia. Pela sua própria natureza, à guas de Gaia não tem, repetimos, o lucro como principal objectivo, mas sim criar condiçþes que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida dos gaienses, ao menor custo para a população, dentro de parâmetros de equilíbrio financeiro e crescimento económico sustentado. Os resultados obtidos ao longo dos últimos exercícios têm sido positivos, com os Fundos Libertos pela Empresa a financiar significativamente os investimentos necessårios para o bom exercício das tarefas que à guas de Gaia, EEM tem vindo a desenvolver.


Regional Barragens no Tâmega

MUNICÍPIOS AFECTADOS REIVINDICAM CONTRAPARTIDAS FINANCEIRAS

Os municípios afectados pela construção das três polémicas barragens do Alto Tâmega exigem compensações financeiras, apontando os 2,5 por cento sobre a produção de energia, um valor idêntico ao pago actualmente pelos parques eólicos, disserem fontes das autarquias. Depois da emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico do Tâmega, que chumbou a barragem de Padroselos por causa da descoberta de uma colónia de mexilhões de rio do norte, as assembleias municipais dos concelhos afectados estão a pronunciar-se sobre a construção das outras barragens. A “cascata” do Tâmega inclui a construção das barragens do Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães (afluente). Ribeira de Pena é afectada um pouco por todas as barragens, que vão inundar casas de habitação, terrenos agrícolas, património como a emblemática ponte de arame, e ainda vai ser atravessado pelo circuito hidráulico Gouvães-

™™™AMARANTE

IDOSO DESAPARECIDO HÁ TRÊS SEMANAS ENCONTRADO MORTO EM BRAGA

O idoso de Amarante, de 77 anos, que se encontrava desaparecido desde o dia 21 de Julho, foi encontrado morto terça-feira na zona da Falperra, em Braga. O corpo, em avançado estado de decomposição, encontrava-se numa ravina de difícil acesso, a cerca de três quilómetros do local onde tinha sido visto o idoso pela última vez. Ávaro Moura, que sofria de Alzheimer numa fase ainda inicial, desapareceu no Sameiro, Braga, quando participava numa excursão da Santa Casa da Misericórdia à região do Minho. O autocarro tinha parado num parque próximo daquele santuário para os idosos poderem lanchar. Quando foi detectado o desaparecimento do idoso, que alegadamente se afastara do grupo para ir à casa de banho, foi de imediato informada a GNR local e colocados anúncios nos jornais de Braga. Os Bombeiros Sapadores de Braga foram chamados terça-feira para retirarem o corpo, descoberto por populares. A Polícia Judiciária (PJ) de Braga esteve no local para tomar conta de ocorrência. O septuagenário, natural da freguesia de Freixo de Baixo, era utente do lar da Santa Casa da Misericórdia de Amarante, sendo muito conhecido no concelho por ter sido encarregado na Câmara Municipal.

-Daivões, a construir em túnel e por onde será transportada água entre as duas barragens. O presidente da Câmara, Agostinho Pinto queixa-se que quer o Governo quer a concessionária Iberdrola não têm dado resposta às preocupações e reivindicações dos autarcas e populações e, por isso, promete lutar pelos interesses do concelho. As Assembleias Municipais de Chaves, Boticas e Vila Pouca de

Aguiar já aprovaram propostas em que é reivindicado um terço do valor da contrapartida financeira entregue ao Estado pela Iberdrola, com investimentos a fazer na região do Alto Tâmega. Vila Pouca de Aguiar exige mesmo que a gestão desta verba seja feita pelos municípios sem “intermediação de quaisquer agência de desenvolvimento regional”. A Iberdrola pagou ao Estado, em Janeiro do ano passado, um

prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos. Os municípios querem ainda a “inscrição de 2,5 por cento da energia produzia ao ano pelos respectivos aproveitamentos hidroeléctricos, bem como assegurar todas as condições para que as barragens permitam com toda a segurança, um aproveitamento turísticos das áreas envolvidas”. Estes 2,5 por cento são apontados como um valor de referência, já que é o que os parques eólicos pagam aos concelhos onde estão instalados. Sem as contrapartidas financeiras, os autarcas do Alto Tâmega dizem-se contra a construção das barragens e apontam o próprio Estudo de Impacte Ambiental que diz que estas vão causar “prejuízos assinaláveis para as comunidades locais, perdas de bons terrenos agrícolas, de casas, a ocorrência de alterações climáticas”. Para além disso, referem ainda a “diminuição acentuada” das receitas dos municípios por causa da submersão de terrenos e casas que deixam de pagar impostos.

™™™Chaves

PRODUTORES CRIAM MERCADINHO PARA ESCOAR MELHOR OS PRODUTOS DA TERRA

O Clube de Produtores de Venda Directa do Alto Tâmega, implementado há cerca de dois meses, criou o “Mercadinho de Chaves”, junto à ponte romana, para promover o escoamento da produção dos pequenos agricultores da região. O objectivo deste mercadinho, montado na margem direita do rio Tâmega, é “eliminar os intermediários e ajudar os produtores a escoar e promover os produtos das suas colheitas”, segundo o presidente do Clube, Fernando Batista. “Esta ideia não tem nada de novo”, acrescentou o responsável, salientando que ela surgiu das suas viagens a Itália e Alemanha onde existem estes mercados de venda directa de produtos às pessoas. Por isso, sustentou, “decidi adap-

tar aquilo que vi por esses países à nossa região e estou convencido de que irá ter sucesso”. O “Mercadinho de Chaves” funciona apenas uma vez por semana, aos sábados de manhã, das 9:00 às 13:00, onde os produtores colocam à venda fruta da época, legumes, pão, azeite, vinho, entre outros produtos. Para poder montar uma banca no local os agricultores “têm de pertencer ao clube e apresentar produtos de qualidade”, disse Fernando Batista. O preço dos produtos, que é estabelecido pelos próprios agricultores, “tem de ser um preço módico”, disse. “Afinal o mercadinho tem a função de oferecer produtos de qualidade a preços acessíveis”, frisou. O problema dos produtores do

Alto Tâmega, segundo Fernando Batista, é produzirem em pouca quantidade, os produtos não serem procurados e não terem possibilidade de os colocar directamente em grandes superfícies comerciais. “O mercadinho tem a vantagem de não ter intermediários na venda e os produtores poderem aumentar os seus rendimentos ao vender directamente os produtos aos consumidores”, referiu. Para já, admitiu o responsável, a adesão das pessoas tem sido “fraca”. “No entanto, as que lá vão a primeira vez voltam”, acrescentou. Esta iniciativa, pioneira na cidade flaviense, conta com o apoio da Associação de Desenvolvimento do Alto Tâmega, através do Programa de Desenvolvimento Rural (ProDer)

Vinho do Porto CAMPANHA PELAS PRAIAS E BARES PARA CONQUISTAR NOVOS PÚBLICOS O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) vai promover, até Setembro, a campanha “Muda de Cenário” para conquistar novos públicos e mostrar que o vinho do Porto também se pode beber fresco, em cocktails, nas praias ou em bares. O instituto público anunciou hoje, em comunicado, que a campanha arranca ainda esta semana, termina no final de Setembro e representa um investimento de 220 mil euros. Através de uma acção concertada de publicidade, comunicação e rela-

ções públicas, o IVDP quer lançar um “claro desafio” a novos públicos para o “consumo de vinho do Porto”. “Procurar diversificar hábitos de consumo e ir ao encontro de públicos mais jovens, receptivos a novas experiências, são os pilares desta estratégia”, refere o organismo. Pelas mais importantes zonas balneares portuguesas vão ser espalhados “mupis” (painéis envidraçados) de publicidade que revelam uma imagem rejuvenescida do vinho do Porto, ao mesmo tempo que se vai promover

um contacto directo com o publico alvo, jovens entre os 25 e os 35 anos. O IVDP quer mostrar que, para além do vinho para apreciar à lareira, o Porto também se serve fresco, em cocktails, nas praias e nos bares da moda. As sugestões apresentadas são o Porto Rosé com laranja, hortelã e gelo ou o Caipiporto, com Porto Branco, lima, açúcar e gelo picado. A campanha vai incidir nas praias e as festas de verão em Moledo, Porto e Lisboa.

22/23 de Agosto DIABOS À SOLTA EM AMARANTE Os diabos vão andar à solta em Amarante, na noite de 22 para 23 de Agosto, em mais uma recriação de uma tradição recuperada pela Câmara Municipal, que visa envolver toda a população e ganhar notoriedade nacional. Esta iniciativa é organizada em coprodução com a Artelier – Companhia das Artes e Animação e do Teatro de Rua, e deverá reunir mais de 300 figurantes, 40 atores, voluntários e 15 máquinas de cena. Em declarações à imprensa, o director artístico da iniciativa “C’Os Diabos! Diabos à Solta em Amarante 2010”, Nuno Paulino, afirmou que este ano a recriação será “um espectáculo multimédia de teatro de rua, muito festivo e pirotécnico”. Procurando evocar os “Diabos de Amarante”, figuras de veneração popular, Nuno Paulino tudo fará para que “o sagrado e profano se cruzem” naquela noite, à semelhança do que conta a história deste casal de diabos em madeira. Tudo leva a crer que as figuras foram trazidas para Portugal da Índia, foram danificadas por ocasião das invasões francesas, estiveram em igrejas e, entre outros caminhos, terão sido adquiridas por um inglês que as expôs, em 1889, na Feira Internacional de Paris. Nesta “celebração comunitária”, a população começará por ir buscar os diabos à estação do comboio de Santa Luzia, à semelhança do que aconteceu quando regressaram à terra, por pressão diplomática exercida pelo então presidente da Câmara, António Lago Cerqueira. A partir desse momento, os diabos seguem em cortejo até ao largo de S. Gonçalo, “a quem será pedida autorização para se iniciar o baile dos mafarricos”, acrescentou o director artístico. Segundo Nuno Paulino, “a dramaturgia da festa vai ser cumprida” e o que se pretende é que este festejo dos diabos à solta “se transforme num festival” a partir deste ano. “Queremos que a festa adquira uma grande visibilidade nacional, que envolva os amarantinos na vivência da sua própria cultura”, frisou Paulino. O director artístico assume-se como um “dramaturgo urbano, que conta uma história que é representada em espaços públicos”, acreditando que a forma como se vai recriar a história levará cada um dos participantes a “valorizar a sua auto-estima”. Os desafios que os promotores se propõem alcançar prendem-se com o cumprir a tradição envolvendo o maior número de pessoas, associações e agentes locais, compor a dramaturgia, interpretada pelos artistas populares e contemporâneos locais, e integrar Amarante no circuito cultural nacional, atraindo novos visitantes. Os diabos encontram-se expostos no Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso. A procissão dos diabos está marcada para as 21:30 do dia 22, seguindo-se o espectáculo “Diabos à Sota”, O baile dos mafarricos terá início cerca das 00:30, estando prevista ainda uma “afterparty dos diabos”, a decorrer nos bares aderentes.

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Regional Que tal um passeio até Santa Maria da Feira?

OS RITUAIS DA CEIA DO MONGE NO MOSTEIRO

A procissão dos monges, o lava-mãos, a ceia comunitária no refeitório depois da Acção de Graças, as orações. Estes e outros hábitos do quotidiano dos monges medievais são recriados, diariamente, no Mosteiro, uma das áreas temáticas da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria A vida do monge é marcada diariamente pelas orações e rituais religiosos que são cumpridos escrupulosamente, no intuito de salvar a alma e promover a redenção do mundo. Mas, o alimento do corpo e os afazeres mundanos também são importantes para manter a lucidez da alma e a compreensão de Deus. É no claustro, sala comum de descanso, de canto ou de contemplação, que o monge percorre o caminho em harmonia com orações e cânticos que se prolongam até à finalização do ritual da ceia comunitária. O mosteiro, considerado o centro cultural e religioso da comunidade medieval cristã, concentra também a sua actividade no estabelecimento de ofícios artesanais e na prática de trabalhos agrícolas, realizados pelas populações que aí se estabelecem, sendo por isso considerada a primeira instituição de desenvolvimento económico integrado de uma região. Viagem ao Condado Portucalense

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Até 8 de Agosto, o centro histórico de Santa Maria da Feira proporciona aos visitantes uma viagem aos séculos XI e XII, que recria os momentos mais marcantes do Condado Portucalense. A Rainha D. Teresa e o seu filho Afonso Henriques são os protagonistas desta edição. Em torno desta temática, a Viagem Medieval apresenta 15 novos espectáculos de recriação histórica, com mais de 50 apresentações ao longo dos onze dias do evento. Pela primeira vez, dois actores feirenses fazem o papel de narradores, que contextualizam os espectáculos de recriação histórica no espaço e no tempo e entram em algumas cenas. O objectivo é contar uma história com onze capítulos, como se de um filme se tratasse. Esta edição apresenta ainda oito novas áreas temáticas, com apresentação de novos espectáculos dinamizados por novos grupos, a juntar às 13 já existentes. O Festim é outras das novidades. Realizado diariamente na Praça Gaspar Moreira, junto à Câmara Municipal, pretende envolver os visitantes no espírito do evento. Não é um espectáculo para ver, mas para participar. A nova área temática Terra de Fronteira é palco de um espectáculo de grande formato, o Fossado, que tem surpreendido os visitantes. Várias dezenas de actores e figurantes recriam um ataque a um acampamento árabe por um grupo cristão. Novidade é também o Campo de Tendilhas, espaço de pernoita e estadia em pleno recinto do evento.

7 de Agosto 2010

™™™PAÇOS DE FERREIRA

ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS RETOMADAS NA CITÂNIA DE SANFINS 17 ANOS DEPOIS

A Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, vai voltar a acolher uma campanha de escavações arqueológicas, o que já não acontecia há 17 anos, anunciou hoje fonte da autarquia local. Os trabalhos vão arrancar dia 30 de Agosto e serão coordenados por Armando Coelho, da Universidade do Porto. Segundo a fonte, as escavações contarão com o apoio de cerca duas dezenas de alunos do Curso de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, incidindo na zona junto ao cemitério medieval, onde estão sinalizadas 34 sepulturas. Quando esta campanha de escavações terminar, o que deverá ocorrer a 10 de Setembro, vai realizar-se no Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins uma sessão de encerramento, para apresentação dos resultados. A Citânia de Sanfins é uma das estações arqueológicas mais significativas da cultura castreja do Noroeste peninsular e da proto-história europeia. Está classificada como Monumento Nacional desde 20 de Agosto de 1946. As primeiras escavações foram ali realizadas em 1895 por Francisco Martins Sarmento e José Leite de Vasconcelos. A última intervenção arqueológica realizou-se em 1993.

™™™Gaia CONCERTOS DE ROCK GRATUITOS NA SERRA DO PILAR Os grupos de rock Trabalhadores do Comércio, Mão Morta e os galegos Siniestro Total actuam entre hoje e sábado na Serra do Pilar, encerrando a série de concertos gratuitos organizados pelo pelouro da Cultura da Câmara de Gaia. A segunda parte do Rock às Sextas (festival este ano condensado em dois fins de semana) e do concurso United in Sound (apresentação de novos talentos nas primeiras partes das bandas consagradas) começou com a presença em palco dos Traba-

lhadores do Comércio, liderado por Sérgio Castro. Sexta-feira sobem ao palco os Mão Morta para apresentarem temas do seu último álbum, intitulado Pesadelo em Peluche, lançado em Abril deste ano, e também temas anteriores.

No sábado actuam os Siniestro Total, considerada uma das mais relevantes bandas galegas. O Rock às Sextas decorreu este ano ao mesmo tempo que o United in Sound, concurso que permite a descoberta de novos talentos no pop-rock. Entre os apurados, esta semana actuam os Hyphen (Gaia), Tulipa (Gaia), Bisonte (Gondomar), The Lazy Faithful (Gaia), Old Gun (Gaia) e Spread (Anadia). A entrada no festival é gratuita mas limitada à lotação definida pela organização. PUB

CONTACTO: CARLOS PONTES - 915 848 348 PUB


Regional ™™™Vila Pouca de Aguiar

™™™Vila Real

INVESTIGADORES ALEMÃES DESCOBREM 200 KM DE AQUEDUTOS ROMANOS EM ZONA AURÍFERA Pesquisadores alemães estão a fazer o levantamento geomagnético das minas romanas de Tresminas, em Vila Pouca de Aguiar, que já revelou um conjunto de aquedutos com 200 quilómetros de comprimento, anunciou a autarquia. Através de uma parceria estabelecida entre a Universidade de Hamburgo, Câmara de Vila Pouca de Aguiar e empresa municipal VitAguiar, uma equipa de pesquisadores está a fazer o levantamento geomagnético no subsolo da área arqueológica. A autarquia referiu em comunicado que os alemães estão ainda a proceder à “concepção do complexo mineiro romano numa visão lazer tridimensional que irá permitir uma visita virtual às cortas e galerias”. Estas minas seriam das “mais importantes” do Império Romano. O auge da exploração de ouro em

Tresminas terá ocorrido durante os séculos I e II d.C. A investigadora Regula Wahl referiu que “o sistema de instalação para a lavagem do minério é enorme e, até agora, não conhecido no

™™™MURÇA

™™™MESÃO FRIO

mundo romano”. Segundo explicou, eram utilizados os cursos de água do Tinhela e do Frange que distam entre si 10 quilómetros e com alguns aquedutos a terem cerca de 30 quilómetros

CURSO DE CALCETEI- AGRICULTORES INICIAM PROCESSO ROS RECUPERA RUA DE REESTRUTURAÇÃO DA VINHA DESDOS SANTINHOS

de comprimento. No total, “o conjunto dos aquedutos tem um comprimento de cerca de duzentos quilómetros, o que é uma descoberta muito interessante”. A equipa de investigadores estima que tenha sido extraído um milhão de toneladas de material rochoso, sendo que cada tonelada teria 20 a 22 gramas de ouro, e concluiu que “o povoado mineiro é muito maior que aquilo que se esperava e que foi unicamente construído por causa da exploração”. A autarquia refere que a investigação dos alemães se poderá repetir nos próximos anos. Desde 2007 que a Câmara promove o projecto de investigação “Complexo Mineiro de Tresminas”, zona classificada como de Interesse Público em 1997, pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)

FESTIVAL DE FOLCLORE EM MESÃO FRIO

TRUÍDA PELO MAU TEMPO DE ABRIL

O empenho da autarquia de Murça tem sido enorme no que respeita ao apoio à formação profissional da população murcense. O “Curso de Calceteiros”, na área da construção civil, conta com a participação de dezoito formandos durante o período de um ano e meio. Para além do pagamento de um salário, uma “bolsa de estágio” para cada formando, este curso insere-se no contexto do programa das “Novas Oportunidades”, podendo os mesmos obterem uma qualificação profissional ao nível académico. Com a participação integral neste curso profissional, da responsabilidade do I.E.F.P. (Instituto de Emprego e Formação Profissional), é facultada uma aprendizagem não apenas teórica, mas acima de tudo da prática, facto que, juntamente com os materiais para utilização, tem possibilitado a construção, numa primeira fase, de pequenas obras ao nível das freguesias de Murça. Neste momento, a equipa de formandos está a requalificar a Rua dos Santinhos, junto à Avenida da Europa, na sede do concelho. Primeiramente decorre o calcetamento em paralelo que tenciona criar os passeios complementares da mesma rua. O trabalho empregue pelo “Curso de Calceteiros” tem contribuído para a recuperação de lugares já agastados pelo tempo e uso, tornando a vila de Murça e as outras freguesias em espaços mais agradáveis e com mais qualidade.

Os agricultores afectados com as intempéries do passado mês de Abril reuniram na semana passada, na Adega Cooperativa de Mesão Frio, tendo em vista o início do processo da candidatura conjunta que irão realizar, de forma a reestruturar as vinhas afectadas pelo mau tempo. já a terceira vez que os agricultores se reúnem com a   Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), com a Adega Cooperativa de Mesão Frio e com a autarquia no sentido de serem encontradas soluções relativamente aos estragos causados com o mau tempo que assolou Mesão Frio, no passado mês de Abril. Por sugestão da DRAPN, os agricultores afectados irão realizar uma candidatura conjunta ao programa VITIS, que para esta zona de catástrofe, com a Portaria 469/2010, de 7 de Junho, conheceu uma majoração

de 40% nas ajudas à reestruturação das vinhas afectadas.

LINHAS DE ÁGUA POR CONTA DA TUTELA Importante e de salientar foi a novidade que o Director Regional Adjunto, António Graça, levou para a reunião e que se refere às linhas de água e ao facto de o Instituto Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos mostrar-se disponível para comportar os encargos com as linhas de água que a parte agrícola da candidatura não assumir, resolvendo assim um anseio dos agricultores e tranquilizando a Câmara Municipal relativamente a este assunto, pois são avultados os prejuízos que se referem às linhas de água que ou foram destruídas íntegra, ou viram o seu curso normal ser desviado. Ontem houve novo encontro entre os agricultores afectados, e que já demonstraram interesse na candidatura conjunta, e as instituições que lhes vêm dando apoio para que possam ser verificados os documentos entregues e para sejam conhecidos os procedimentos que se seguem.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros organiza festival de folclore em ano de Comemoração dos seus 75 anos. O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros (RFCPB) organizou, no passado sábado, o seu Festival de Folclore, como vem sendo hábito todos os anos. Desta vez a festa foi maior pois a colectividade festejava 75 anos de existência. O festival iniciou-se com o desfile dos grupos de folclore participantes pelas ruas da vila de Mesão Frio, seguindo-se as actuações que tiveram como palco o Largo do Pelourinho. Na festa participaram o Grupo Folklorico e Cultural Virxe de Cela, da Corunha – Espanha; o Rancho Folclórico Tá Mar, da Nazaré; o Grupo Folclórico da Areosa de Viana do Castelo e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros que, num largo repleto de gente, animaram o início de noite na Porta do Douro. Este Festival de Folclore da Casa do Povo de Barqueiros teve o apoio da Fundação INATEL, da Adega Cooperativa de Mesão Frio, da Junta de Freguesia de Barqueiros e da Câmara Municipal. O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros surgiu em 1935, em Barqueiros, apoiado nas riquezas culturais e patrimoniais da Região Demarcada do Douro e, desde então, procura propagar, dentro e fora do País, os cantares, as danças e tradições do Douro. É, por tudo isto, um embaixador privilegiado do concelho de Mesão Frio e digno representante do folclore da Região Demarcada do Douro.

UTAD TRATA E DEVOLVE AVES SELVAGENS À NATUREZA

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) devolveu há dois dias 15 aves ao seu habitat natural. As aves, entre corujas do mato e águias de asa redonda, foram devolvidas à natureza depois de serem tratadas e recuperadas no hospital de fauna selvagem, a funcionar naquela universidade. Entre o dia 22 de Julho e 3 de Agosto foram devolvidas à natureza várias aves que foram tratadas no centro Hospitalar de Recuperação de Fauna Selvagem – Hospital Veterinário da UTAD e que foram para ali levadas feridas por militares, parques naturais, autarquias, caçadores e pessoas anónimas. A academia transmontana refere, em comunicado, que possui a única unidade hospitalar para a recuperação de fauna selvagem no país, aberta 24 horas por dia, com um Túnel de Voo Octogonal onde as aves selvagens reeducam a sua sobrevivência. As acções de libertação das aves decorreram nos locais onde os animais foram recolhidos e na presença das pessoas que as encontraram e ainda de crianças e jovens, com vista à sua sensibilização ambiental. A maioria das aves em causa são corujas do mato (Strix aluco), quer foi libertada nas zonas de Sanfins do Douro (Alijó), Goujoim (Armamar), Abreiro (Mirandela), no Lugar da Estrada, (Peso da Régua), Fermentões (Sabrosa) e Bobadela (Boticas). Foi ainda devolvida à natureza uma águia de asa redonda (Buteo buteo) no campus universitário de UTAD. Terça-feira houve ainda mais 3 acções, sendo libertadas corujas do mato em Cerva (Ribeira de Pena), Leomil (Moimenta da Beira) e Vila Nova de Paiva.

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Regional ™™™Douro

Barragem Foz Tua

POPULAÇÃO QUER TRAVAR POSTES DA REN NAS VINHAS

A população de Parada do Bispo, Lamego, vai avançar com uma providência cautelar ou uma acção popular para travar os postes de alta tensão que a REN está a instalar em plenas vinhas e património mundial da UNESCO. Alguns populares desta aldeia duriense concentraram-se durante a semana para revelarem as suas preocupações pelo “rendilhado” de linhas e de postes de grande dimensão que estão a ver nascer à volta de Parada do Bispo. “Nós vamos fazer tudo, mas tudo, para proteger o património. Seja através de uma providência cautelar ou de uma acção popular, seja em Portugal ou na Comissão Europeia. Estamos decididos e não vamos aceitar esta situação”, referiu uma das residentes na localidade duriense. A população levanta dúvidas quanto à legalidade da instalação dos postes e linhas por parte da Rede Energética Nacional (REN) e garantiu que foi confrontada com um “facto consumado”. Segundo uma moradora da localidade, a “A REN recorreu-se de uma lei de 1936 para entrar nas nossas propriedades. Mas há a questão da legalidade do processo, porque nem houve um estudo de impacte ambiental, mas apenas um estudo de incidência ambiental. Não se teve em conta o facto de isto ser uma zona de Património Mundial da Humanidade e Reserva Ecológica Nacional”, sublinhou. O presidente da Assembleia de Freguesia de Parada do Bispo, João Paulo Castro, alertou deu conta de receios sobre a “saúde” sentidos pela população, porque “já existem muitas linhas de alta e muito alta tensão a atravessarem a localidade”. Além do mais, acrescentou o autarca, nos estudos feitos não foram tidos em atenção “os efeitos acumulativos, porque já passam aqui quatro linhas de muito alta tensão”. “Qualquer pessoa, qualquer vi-

™™™Vila Real

O novo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Carlos Sequeira, tomou posse a semana passada, em Vila Real, depois de se ter candidatado ao cargo com um plano de acção estratégico com 77 medidas. Carlos Sequeira, natural de Angola, professor catedrático em Engenharia Zootécnica/Nutrição e Alimentação, foi um dos pioneiros da universidade transmontana e o primeiro reitor a ser

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ticultor que pretenda reconstruir um muro ou uma casa, alterar o perfil da cultura das vinhas é travado por uma série de burocracias. Só a REN parece ter impunidade total. Parece entrar aqui, fazer o que lhe apetece, entrar pela propriedade das pessoas sem pedir estudos e continuar a fazer esta ofensa”, salientou, por sua vez, Marta Seixas, habitante da freguesia. Jurista de profissão, que escolheu o Douro para viver há 10 anos, Marta Seixas diz que tem que haver energia, mas que tem que haver um planeamento. “Isto parece quase um estendal de linhas de alta tensão”, sublinhou. O Bloco de Esquerda associou-se às preocupações da população e até já questionou, através de um requerimento entregue na Assembleia da Republica, os ministérios do Ambiente e da Economia sobre os postes de alta e muito alta tensão que a

REN está a colocar no Douro. A deputada Catarina Martins foi ao terreno ouvir as pessoas afitadas e referiu que o BE vai insistir e envolver também o Ministério da Cultura. “O que vemos é que, numa decisão que vai ao arrepio do que é o sentir da população e até do investimento que foi feito pelo próprio Estado em proteger este património, os postes de alta tensão estão mesmo a ser instalados”, salientou. A deputada garantiu que esta decisão é “ilegal”, porque contraria o Plano Director Municipal e a protecção natural da reserva ecológica. “Isto é inaceitável, desde logo porque põe em causa a vinha e o turismo, logo o sustento económico desta região e é, do ponto de vista humano e paisagístico, um atentado ao nosso património”, concluiu. A agência Lusa tentou obter esclarecimentos por parte da REN, mas não foi possível.

NOVO REITOR NA UTAD eleito após a aprovação dos novos estatutos que abrem a possibilidade à candidatura de pessoas exteriores à academia. Radicado há mais de 30 anos em Trás-os-Montes, foi também o vice-reitor para o Planeamento e Equipamento de Armando Mascarenhas Ferreira, que agora termina o segundo mandato. Nessas funções, Carlos Sequeira deu um importante contributo para a implementação das mais recentes infra-estruturas da UTAD, como a Biblioteca Central, as residências universitárias, o edifício das Ciências do Desporto, a pista de atletismo, o edifício das Ciências Florestais, o Hospital Veterinário e o arranque dos edifícios das Ciências Veterinárias e Blocos de Laboratórios. O novo reitor apresentou um plano de acção estratégico com 77 medidas que quer incrementar na universidade de Vila Real.

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Carlos Sequeira já disse que quer promover um projecto sustentável para a UTAD, o que considera que “implicará, necessariamente, o aumento das receitas próprias e maior diversidade nas fontes de financiamento”. A academia trasmontana conta com um orçamento de cerca de 35 milhões de euros, reforçado em quatro milhões através do contrato de confiança assinado entre o Governo e as instituições de ensino superior. As áreas estratégias para a universidade passam pela fileira florestal, a área agro-alimentar, o ambiente, os vinhos e turismo no Douro e a saúde. A UTAD quer fazer aprovar, junto da tutela, o Plano de Desenvolvimento Estratégico, que inclui um mestrado Integrado em Medicina, a criação da Escola Superior de Saúde, bem como um programa de no-

vas infra-estruturas. O novo reitor quer ainda criar a Universidade de Verão, concluir e apetrechar os empreendimentos Centro de Interpretação e de Acolhimento do Jardim Botânico e Edifício das Ciências Veterinárias – Blocos de Laboratórios (Bloco I), bem como concluir o reordenamento das instalações das escolas. A UTAD possui cerca de 7000 alunos, 400 professores doutorados e foi pioneira em vários cursos, como o de Enologia ou de Engenharia da Reabilitação e Acessibilidade Humana. Actualmente possui 36 cursos e está organizada em quatro escolas, designadamente a de Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Humanas e Sociais, Ciências e Tecnologia e Ciências da Vida e do Ambiente. A nova equipa reitoral é composta por três vice reitores e seis pró reitores.

EDP AVANÇA PARA CONSTRUÇÃO COM IMPASSE DA FERROVIA POR RESOLVER A EDP anunciou que vai abrir concurso para a construção da Barragem de Foz/Tua apesar da concessão ser ainda provisória e continuar por resolver o impasse com a linha ferroviária do Tua. A empresa fez saber que “as propostas serão entregues em Outubro” e, “de acordo com o planeamento estabelecido, a adjudicação deste contrato e o arranque das obras deverão ocorrer no final do ano em curso”. A EDP avança que o projecto “envolve investimentos de 300 milhões de euros e criação de 4000 postos de trabalho directos e indirectos” com a conclusão da obra prevista para o início de 2015. A eléctrica portuguesa ganhou o concurso de Foz Tua incluído no plano nacional de barragens e foi-lhe atribuída, em 2008, a concessão provisória do domínio hídrico. A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) foi favorável mas ”fortemente condicionada”, impondo, entre as medidas de minimização e compensação, a realização de um estudo de alternativas, incluindo a ferroviária, à linha que vai ser submersa. A EDP já entregou o estudo ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que está ainda a estudar as diferentes alternativas, segundo disse o ministro António Mendonça no início de Julho, na Assembleia da República. O ministro disse ainda, na audição a pedido do Partido Ecologista “Os Verdes”, que a alternativa mais barata é a rodoviária, substituindo o comboio por autocarros, e que ficaria mais barato oferecer um au-

tomóvel a cada utente do que manter a linha tal como está com um custo de 29 mil euros por utente. A EDP manifesta, no anúncio da abertura do concurso da construção da barragem, a expectativa de que antes dos procedimentos de adjudicação da obra deverá ser aprovado o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) “que foi entregue às autoridades competentes em Junho, estando actualmente em análise”. A execução do projecto depende da aprovação deste documento, em que deverá ficar esclarecida a solução a adoptar para a linha do Tua, onde o comboio não circula há dois anos, desde o último de quatro acidentes com outras tantas vítimas mortais. A linha do Tua tem cerca de 60 quilómetros e é o último troço de ferrovia do Nordeste Transmontano, que ligava Mirandela ao Tua e à Linha do Douro. A barragem de Foz Tua cortará esta ligação entre as duas linhas e submergirá a parte mais atractiva do vale do rio Tua. O empreendimento está projectado para o troço superior do rio Tua, perto da confluência com o Douro, e será constituído por uma barragem em betão, do tipo abóbada, por uma central subterrânea em poço, equipada com dois grupos reversíveis com uma potência total de 263 MW. Terá ainda um circuito hidráulico subterrâneo e uma subestação compacta para ligação à rede de evacuação de energia, com uma produção bruta anual prevista de 619 GWh

Reconversão das vinhas AGRICULTORES DEVEM APRESENTAR CANDIDATURAS ATÉ 15 DE SETEMBRO

Os agricultores devem entregar até 15 de Setembro as candidaturas para a nova fase do programa de reconversão das vinhas “VITIS”, que dá um maior ênfase à manutenção das linhas de água e conservação dos muros de xisto do Douro. A paisagem da mais antiga região demarcada do mundo foi construída pela mão do homem que moldou os terrenos em socalcos que a UNESCO classificou como património da humanidade em 2001. Com vista à modernização e qualificação da actividade vitícola, o Governo lançou o programa de incentivo financeiro “VITiS”, que conta com o apoio da União Europeia. Mas, para garantir que a intervenção nas vinhas é compatível com a preservação da paisagem, conversão dos muros e manutenção das linhas de água e de drenagem Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRN) prometem uma maior cooperação institucional e celeridade na apreciação dos projectos. Em conferência de imprensa, que decorreu em Vila Real, as duas entidades anunciaram as novidades para a campanha 2010/2011 no Douro. O vice-presidente da CCDRN, Paulo Gomes, referiu que as candidaturas dos agricultores devem ser entregues até 15 de Setembro, para garantir uma resposta até ao final do ano e em tempo útil para o plantio, que decorre até Março.

A comissão dispõe de um prazo máximo de 22 dias úteis para apreciar os pedidos de intervenção em solos da Rede Ecológica Nacional (REN). Os agricultores terão que evitar alterações dos cursos naturais dos rios e linha de água, das margens e destruição da vegetação ribeirinha, plantar novas vinhas em declives superiores a 50 por cento, a destruição de muros de pedra ou calçadas, armação de vinha ao alto em parcelas com declives superiores a 40 por cento. O objectivo é evitar a erosão dos solos e a ocorrência de derrocadas e aluimentos, que destroem as vinhas e os investimentos dos lavradores. É aconselhável a execução de taludes baixos e a manutenção de árvores em bordadura. À DRAPN cabe a análise e aprovação dos projectos, depois de uma visita dos técnicos ao terreno. Na última campanha, a CCDRN apreciou 948 candidaturas, remetidas pela DRAPN, dos quais 84 foram objecto de reapreciação e seis ainda estão em análise. O director regional de Agricultura, António Ramalho, explicou que o “VITIS” “não tem um limite orçamental” e que, nas campanhas anteriores, representou um investimento na ordem dos 20 milhões de euros. Segundo acrescentou, a região norte representa 85 por cento das candidaturas nacionais.


Passatempo Palavras Cruzadas

Labirinto VERTICAIS 1-Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem 3-Coroa de flores naturais ou artificiais 6-Degolação 7-Cargo de tutor 9-Conversa 11-Descargas simultâneas de fuzil ou de qualquer arma 13-Compartimento ou recinto quadrado 14-Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem 15-Classificação em que se divide cada coisa ou cada proposição em duas, subdividindo-se cada uma destas em outras duas, e assim sucessivamente

HORIZONTAIS 2-Descrição da mente e suas funções 4-Carácter do que é homónimo 5-Carácter ou estado de severo 8-Comportamento semelhante ao do macaco 10-Conjunto ou sistema de penas que a lei impõe 12-Ciência que trata da origem e constituição da Terra 16-Conjunto ou grande quantidade de louças 17-Cobertura para a cabeça, entre diversos povos da Ásia, usada por mulheres e também por homens efeminados na Grécia e em Roma, na Antiguidade 18-Conjuntura de tempo, lugar e acidentes, próprios para a realização de alguma coisa 19-Decomposição das matérias orgânicas pela acção das enzimas microbianas 20-Disputa, briga, discórdia, desavença

Diferenças Descubra as 7 diferenças

Sudoku

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Última Arquivo Histórico de Valongo

HÁ 134 ANOS FÁBRICA PAUPÉRIO PREMIADA NO CENTENÁRIO DOS EUA Continuando com a divulgação e promoção do acervo, o Arquivo Histórico Municipal de Valongo apresenta mais um Documento do Mês, sob o tema FÁBRICA PAUPÉRIO PREMIADA EM FILADÉLFIA. Durante o mês de Agosto está patente ao público, no átrio do edifício do Turismo, Museu e Arquivo Histórico Municipal, mais um precioso documento pertencente ao fundo documental da Fábrica de Biscoitos Paupério & Companhia, Lda. O documento exposto é um diploma de 1876, emitido pela Comissão do Centenário dos EstadosUnidos,peloprémio atribuído na exposição de Filadélfia. “É em 1876, após dois anos da fundação da Fábrica de Biscoitos Paupério, que a qualidade dos seus produtos é premiada internacionalmente, na primeira exposição universal dos Estados Unidos comemorativa do centenário da sua independência. Nessa exposição, ocorrida em Filadélfia, é certificada a distinção, na categoria de farinha e bolachas, em diploma firmado pelos representantes da Comissão do Centenário dos Estados Unidos, presidente, director-geral e secretário. Este diploma, em nome de António de Sousa Malta Paupério, um dos fundadores da fábrica, faz pane de um conjunto de outras distinções que se seguiram. Ainda no século XIX foram obtidos prémios na exposição do Palácio de Cristal de 1877, na exposição da Companhia Fomentadora da Agricultura e Industrias de Portugal e suas Colónias, em 1879, e na primeira exposição internacional do Rio de Janeiro no mesmo ano”.

Valongo

MATOSINHOS

PSD ACUSA VEREADORES DO PS DE ANDAREM “ALHEADOS DA REALIDADE”

Uma declaração de voto dos eleitos socialistas, durante a última reunião de câmara, quando se discutia relação da edilidade com as associações do concelho, onde os vereadores do PS acusam o Executivo de Fernando Melo de falta de estratégia clara no apoio ao movimento associativo valonguense, levou a que a “concelhia” social-democrata emitisse um comunicado acusando os leitos do PS de andarem “alheados” do que se passa no concelho. No comunicado, os social-democratas afirmam que os “socialistas presentes na reunião de Câmara de hoje [quinta-feira], numa atitude de pura demagogia política, proferiram e verteram para o papel declarações que não correspondem à realidade acenando com bandeiras que desconhecem”. Segundo o PSD, “no momento em que se discutia a aprovação da realização de protocolos culturais com as Associações Concelhias, os vereadores socialistas pediram esclarecimentos que foram prontamente prestados pelo executivo. Sanadas as dúvidas, o PS reconheceu mesmo que ‘houve uma evolução positiva, mas não de excelência’ no relacionamento estabelecido entre a autarquia e as associações”. Mas o “caldo entornou-se logo a seguir: “No entanto, e num acto claramente contraditório com o discurso, o PS apresentou uma declaração de voto com um conteúdo no mínimo incompreensível. Com argumentos falaciosos afirmam que não há uma estratégia clara de apoio por parte da autarquia às associações e que nada mudou no rumo tomado no passado”. Esta alegada contradição, entre o discurso verbal e a declaração de

voto, é “incompreensível” para o PSD. “De que valeram então as explicações?”, pergunta, no comunicado, a estrutura concelhia dos social-democratas de Valongo, adiantando considerar este acontecimento como sinal, “no mínimo, de pura ignorância relativamente a este assunto. O PS anda alheado da realidade concelhia e das suas associações. Bastava um pouco de atenção para verificar que tem havido uma relação de proximidade e cumplicidade entre a autarquia e as associações, facto que tem permitido melhorar a qualidade do trabalho de ambas em prol da população que servem”. No mesmo comunicado o PSD esclarece que “na realização do Orçamento deste ano, o Executivo baixou de forma significativa o investimento excepto no apoio às associações, cujo valor subiu cerca de 70 por cento relativamente ao ano transacto”, facto que considera significar “uma clara aposta na prata da casa, tal como se pode verificar na agenda cultural do município que, pelo que percebemos, é totalmente desconhecida pelo PS”. Para o PSD este episódio revela “o grande nervosismo dos socialistas locais mas, sobretudo, demonstra que a [sua] grande preocupação não é a resolução dos problemas das associações concelhias mas sim a nítida perda de argumentos políticos”. O PSD termina com elogios ao trabalho das associações do concelho, afirmando que “à autarquia cumpre continuar com o trabalho que tem desenvolvido, apoiando com proximidade e cumplicidade quem tanto dá à nossa sociedade de uma forma abnegada e gratuita”.

FOTO-LEGENDA

MILHARES FORAM À ÓPERA NO PARQUE URBANO

Foram milhares os espectadores que na noite de 24 de Julho assistiram a um espectáculo de ópera ao ar livre, no Parque Urbano de Ermesinde. Os artistas foram Carlos Guilherme e Inês Soares, que tiveram a acompanhá-los a Orquestra do Norte.

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SUPREMO ORDENA LIBERTAÇÃO DO “HOMICIDA DAS MARISQUEIRAS” O Supremo Tribunal de Justiça ordenou há dias a libertação do chamado “homicida das Marisqueiras” de Matosinhos, por excesso de prisão preventiva, revelou Noémia Pires, advogada do arguido. A jurista adiantou que a decisão foi tomada na sequência de quatro pedidos de “habeas corpus” - uma garantia constitucional em favor de quem sofre violência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade, por parte de autoridade legítima. O chamado “homicida das Marisqueiras” foi condenado na Comarca de Matosinhos, em 09 de Julho de 2008, a 18 anos de prisão, num julgamento que a Relação do Porto mandou repetir, com a imposição de o tribunal de primeira instância ouvir um psiquiatra que atribuíra diminuição de imputabilidade ao arguido. O julgamento-repetição do homicida de um vigilante do parque-auto das Marisqueiras foi concluído em 12 de Maio do ano passado com a condenação do arguido a 20 anos de prisão, mas a sua defesa anunciou desde logo que iria pedir a anulação do julgamento “desde o primeiro minuto”, argumentando violação do princípio do juiz natural. Os factos deste processo datam de 01 de Novembro de 2007, altura em que, segundo o Ministério Público, o arguido matou com uma facada Manuel Real, 46 anos, no chamado “Parque das Marisqueiras”, em Matosinhos. O crime foi cometido, na casa de banho, depois do arguido estacionar o seu veículo no parque de estacionamento onde trabalhara e ter conversado com o antigo colega de trabalho. Ainda segundo a acusação, o arguido fechou a casa de banho à chave, deixando a vítima no seu interior a esvair-se em sangue. Em seguida, desligou o sistema de videovigilância e roubou dinheiro de cofres, fundo de maneio e cheques, num total de mais de 4.300 euros. Um sistema de videovigilância alternativo, cuja existência era desconhecida pelo ex-vigilante, permitiu que este fosse identificado e detido pela Polícia Judiciária.


Correio do Douro #23